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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Há 2 anos:

Canadian Inside Passage!

Canadá, Prince Rupert, Port Hardy

Nascer-do-sol esplendoroso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

Nascer-do-sol esplendoroso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá


Hoje pegamos o ferry as 13h em Prince Rupert em direção ao porto de Port Hardy, em Vancouver Island. Finalmente tivemos um dia ensolarado, céu azul e condições perfeitas para passarmos as próximas 10 horas nos decks externos curtindo a paisagem e procurando as nossas tão esperadas baleias!

Céu azul na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá

Céu azul na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá


Nosso ferry na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

Nosso ferry na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá


O vento estava frio e ficar lá fora não era uma tarefa fácil, então o Rodrigo resolveu olhar pela janela e direcionou os esforços dele para o árduo trabalho de todos os dias, escrevendo e organizando as fotos do blog. Eu, que já estou sempre atrasada mesmo, resolvi aproveitar o sol, o vento frio e a paisagem fantástica da Inside Passage canadense rodando pelo ferry e fazendo novos amigos.

As primeiras luzes da manhã no nosso ferry na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

As primeiras luzes da manhã no nosso ferry na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá


Não demorou muito encontrei um grupo com as mesmas intenções. Dois irmãos que vivem no norte de Vancouver Island, o primeiro lenhador profissional, o mais novo técnico em uma madeireira. Ele sabe o tipo de fibra, o padrão dos galhos, a qualidade e a precificação de todas as madeiras. Jovens e apaixonados pela sua terra vinham descrevendo a paisagem, sabiam decor e salteado o caminho, as montanhas, as ilhas e cachoeiras. Esta foi a segunda vez que vieram para Prince Rupert, Terrazas e o norte da British Columbia para pescar nos grandes rios que banham a região. Os salmões já haviam passado, mas as trutas estavam correndo e pelo jeito fizeram a festa dos dois irmãos pescadores.

Céu azul na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá

Céu azul na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá


Junto deles conheci outros dois canadenses, um deles tem um lodge que oferece tour para visualização de ursos, ao norte de Prince Rupert. Ele já foi beachcomber, recolhia troncos de árvores nas praias para vender, uma prática que já foi muito comum nas praias da British Columbia. O litoral da região é repleto de árvores que foram arrancadas e tratadas naturalmente pela mãe natureza, segundo ele um bom cedro vermelho ou sitka spruce que foi “selado” pelo mar é uma das madeiras de melhor qualidade que se pode encontrar, e melhor, o único trabalho é transportar! Com ele viajava um jovem escalador que vai fazer uma viagem para o Brasil, o plano é escalar a via mais difícil do Cristo Redentor! Os dois estão a caminho de Tofino, pois foram contratados para construir uma cabana nos arredores das hot springs. Eles nos convidaram para um camping selvagem, com direito a picles de kelps, ostras, clams frescas e outras iguarias do mar. Vamos ver se conseguirei convencer o maridão, que é aventureiro, mas tem uma preguiça sem igual para acampar!

Muitas cachoeiras na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá

Muitas cachoeiras na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá


A cada vale o sol se revelava e nos esquentava entre os intervalos de sombra das montanhas. Por trás dos vales, um lago alpino formado pelo degelo das montanhas, nevadas no inverno, verdinhas no verão. Estes lagos que são casas para salmões e trutas também são um dos segredos dos lenhadores desta área. Em cada lago eles fechavam grandes diques e os usavam para armazenar a madeira retirada dos arredores do lago. Quando a produção estava pronta, explodiam o dique e a enxurrada fazia o transporte dos troncos corredeira abaixo, até o mar. Lá embaixo elas eram agrupadas em uma grande rede e arrastadas pelo barco sem nem precisar sair de dentro d´água! Acredito que essa técnica ainda seja utilizada para produções de pequena escala. A indústria madeireira começou na região apenas para dar estrutura às cidades que foram construídas durante o gold rush, às companhias pesqueiras e fábricas de enlatados. Mais tarde com o desenvolvimento do sistema de transporte ela cresceu e se tornou uma das mais fortes aqui nessa região.

Muitas cachoeiras na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá

Muitas cachoeiras na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá


Nada melhor do que aprender em um bate papo de boteco, no caso, de ferry boat. Adoro socializar com locais para aprender um pouco mais sobre a cultura, as preferências, a geografia e a história do lugar. A viagem passou em um piscar de olhos, enquanto eles descreviam a paisagem e contavam as suas experiências e histórias, quando vimos já era hora de dormir.

O dia começa maravilhoso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

O dia começa maravilhoso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá


Acordei um pouco antes das 7 da manhã e fui atraída pela luz rosada que eu vi pela janela. Toda encasacada, subi ao 7° andar do navio e vi uma das cenas mais especiais de toda a viagem: o nascer do sol na Inside Passage. Os primeiros raios iluminavam as baías, as ilhas e os pássaros, que já dançavam sobre as águas em busca do café da manhã. Meus olhos sonolentos já estavam atentos em busca das almejadas baleias. Um casal de holandeses me disse ter visto uma 15 minutos antes de eu aparecer, talvez uma orca! Mas ela estava longe, eles não tinham certeza.

O exato momento do nascer-do-sol na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

O exato momento do nascer-do-sol na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá


Os raios dourados aos poucos foram dando forma e cor para a paisagem, as baleias resolveram não competir com o espetáculo do astro rei e logo retornei para nosso canto quentinho do barco para acordar o meu amado. Café da manhã e não demorou muito para o capitão nos avisar que estávamos aportando em Port Hardy. Que viagem esse último grande trecho de ferry me reservava! Finalmente senti estar curtindo intensamente cada minuto da paisagem, da cultura e da viagem. Aqueles pequenos momentos que fazem a experiência única, que ficará para sempre na memória.

Nascer-do-sol esplendoroso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

Nascer-do-sol esplendoroso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

Canadá, Prince Rupert, Port Hardy, British Columbia, Inside Passage, BC Ferries

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Cholula e Chapulines

México, Puebla, Cholula

A pirâmide que virou uma pequena montanha, em Cholula, no México

A pirâmide que virou uma pequena montanha, em Cholula, no México


Andando pelas ruas de Puebla, uma imagem se repetia: uma igreja no alto de um morro com o vulcão Popocatepétl fumegando ao fundo. Mal sabíamos nós que esta montanha era, na realidade, a maior pirâmide já construídas em todo o mundo.

As ruínas da antiga pirâmide de Cholula, no México

As ruínas da antiga pirâmide de Cholula, no México


Tepanapa é o nome da pirâmide que começou a ser construída no começo da Era Cristã e ganhou mais 5 camadas em diferentes períodos construtivos até 600 d.C. Cholula era então um grande centro religioso e administrativo, que floresceu na mesma época da poderosa Teotihuacán, até ser invadida pelos Olmecas-Xicallancas, vindos da vizinha Cacaxtla. Entre 900 e 1300 d.C. Toltecas e Chichimecas dominaram a cidade, mais tarde caindo no domínio dos Astecas.

As ruínas da antiga pirâmide de Cholula, no México

As ruínas da antiga pirâmide de Cholula, no México


Quando os espanhóis chegaram no início do século XVI a população de Cholula era de mais de 100 mil habitantes e, aliado aos Tlaxcalans, Hernán Cortés dizimou mais de 6 mil cholulans em apenas um dia! A esta altura a pirâmide já havia sido abandonada e estava totalmente coberta por vegetação, fazendo com que os novos conquistadores nem sequer a notassem, optando por construir uma igreja no alto desta montanha, o Santuário de Nuestra Señora de los Remédios.

Com a Val, visitando a igreja construída sobre uma antiga pirâmide, em Cholula, no México

Com a Val, visitando a igreja construída sobre uma antiga pirâmide, em Cholula, no México


O tour pelo Sítio Arqueológico começa pelos túneis escavados por arqueólogos, primeiramente para comprovar que aquela era uma pirâmide e não uma montanha e depois para estudar as suas fases construtivas. São mais de 8 km de túneis que revelaram parte de sua história, mas nenhuma câmara funerária ou sala secreta. Também provaram que esta é a maior pirâmide do mundo (em volume) e que por aqui passaram diversas culturas pré-hispânicas, cada um deixando a sua marca na estrutura, arquitetura, esculturas e na história.

Interior da pirâmide de Cholula, no México

Interior da pirâmide de Cholula, no México


Percorrendo os túneis da gigantesca pirâmide de Cholula, no México

Percorrendo os túneis da gigantesca pirâmide de Cholula, no México


Normalmente não contratamos guias, mas aqui achamos que valeria a pena e o Don Francisco nos levou pela história e a vida de Cholula, mostrando os segredos dos seus ancestrais, como a incrível acústica do Patio de los Altares, onde batemos palmas e ouvimos um eco proposital, um som estalado que representava e/ou se comunicava com um de seus deuses.

O Francisco nos dá uma aula sobre a pirâmide de Cholula, no México

O Francisco nos dá uma aula sobre a pirâmide de Cholula, no México


As ruínas da antiga pirâmide de Cholula, no México

As ruínas da antiga pirâmide de Cholula, no México


Do alto da pirâmide, ou melhor, do santuário católico, pudemos ver toda a cidade e várias torres das suas 39 igrejas, que reza a lenda, seriam uma para cada dia do ano. Caminhamos pelas ruas do pueblo mágico encantados com o seu charme e a alegria da cidade que possui uma festa para cada dia do ano.

Cholula e suas dezenas de igrejas, mais um Pueblo Mágico no México

Cholula e suas dezenas de igrejas, mais um Pueblo Mágico no México


A Roberta, vendedora de chapolines e outras iguarias em Cholula, no México

A Roberta, vendedora de chapolines e outras iguarias em Cholula, no México


Na descida do templo católico, conversamos com Roberta, essa tia vendedora de chapulines que me convenceu a provar as crocantes iguarias que vem em três versões: original, ao alho e apimentado. Adorei! Não tem gosto algum e se não pensarmos que é um inseto, poderia ser qualquer outro alimento bem crocante com o tempero escolhido.

Chapolines, os famosos gafanhotos comestíveis mexicanos! )em Cholula, no México)

Chapolines, os famosos gafanhotos comestíveis mexicanos! )em Cholula, no México)


Em Cholula, no México, experimentando chapolines (gafanhotos crocantes!)

Em Cholula, no México, experimentando chapolines (gafanhotos crocantes!)


Caminhamos até o Zócalo, pelas igrejas e conventos ao redor e fomos seduzidos por um restaurante na esquina da feirinha de artesanato, cheio de jovens assistindo a um jogo de futebol. Aquele clima bem brasileiro, mas com cara e tempero mexicanos. Provamos o mole de Cholula, segundo eles melhor que o pueblano, um assado de carne de carneiro delicioso e de aperitivo uma linguiça artesanal acompanhada de uma boa chelada, cerveja com limão e borda de sal.

Delicioso e movimentado boteco em Cholula, no México

Delicioso e movimentado boteco em Cholula, no México


Almoçando comida típica pueblana em Cholula, no México

Almoçando comida típica pueblana em Cholula, no México


A nossa passagem pelo cartão postal que tanto vimos, acabou se tornando um dia de descobertas e grandes surpresas. A foto que queríamos tirar, da igreja com o Popo ao fundo, acabou se tornando um álbum completo com muita cultura e boas memórias.

Percorrendo as ruínas da antiga pirâmide de Cholula, no México

Percorrendo as ruínas da antiga pirâmide de Cholula, no México

México, Puebla, Cholula, Arquitetura, cidade histórica, Pueblo Mágico, pirâmide

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Início do Inverno

Brasil, Maranhão, São Luís

Praia com muita chuva em São Luís - MA

Praia com muita chuva em São Luís - MA


O início do inverno aqui no Maranhão atrasou um pouco, por isso não pegamos as lagoas nos Lençóis cheias. Já estamos em uma área de transição para o clima amazônico, onde o inverno é a estação chuvosa, período de alta precipitação durante 6 meses do ano. Azar por um lado (lagoas vazias), sorte por outro, não precisamos ficar embaixo de chuva o dia inteiro, certo? Errado. Nós pegamos uma das primeiras grandes chuvas da estação! Começou ontem à tarde, quando ainda estávamos na estrada, e ainda não acabou, durando algo em torno de 36 horas! Segundo o Jornal Nacional, choveu em um dia o equivalente à chuva de 10 dias!

Aproveitando a chuva para trabalhar no hotel em São Luís - MA

Aproveitando a chuva para trabalhar no hotel em São Luís - MA


Não há situação mais convidativa do que esta para nos mantermos secos, dentro do hotel, colocando o nosso trabalho em dia. Passamos a manhã e o início da tarde esperando uma trégua, até que o estômago falou mais alto e decidimos sair assim mesmo para explorar um pouco da cidade.

Monumento em praia de São Luís - MA

Monumento em praia de São Luís - MA


São Luis possui uma extensa faixa litorânea que segue da Praia da Ponta d´Areia, região com muitos hotéis, restaurantes e bares, pela Praia São Marcos, a preferida por jovens e surfistas e a popular Praia de Calhau, que possui diversas barracas e restaurantes à beira mar e lota aos finais de semana. Sabemos disso apenas por que somos bem informados, pois com a chuva a praia estava completamente vazia! Encontramos alguns poucos corajosos que enfrentavam a aguaceira para um joguinho de futebol, outros correndo e ou apenas passeando na praia, tomando banho de mar e aproveitando cada milímetro de água que caía. Eu entendo, depois de passar 6 meses num calor absurdo deve ser uma delícia poder se esbaldar em um belo banho de chuva.

Carros enfrentam ruas alagadas em São Luís - MA

Carros enfrentam ruas alagadas em São Luís - MA


No caminho de volta as ruas estavam completamente alagadas e a tempestade só aumentava. Sem muita opção, resolvemos pegar um cineminha no Shopping São Luis. Assistimos o Santuário, de James Cameron. O filme é um conjunto de clichês e situações inverossímeis que chega a ser engraçado, ainda mais para nós que gostamos de escaladas e mergulho em cavernas. Imagino os nossos instrutores de cave como devem ter se retorcido na cadeira ao assisti-lo. Se abstrairmos tudo isso, restam algumas cenas bonitas em 3D.

Almoçando em barraca coberta e confortável na praia em São Luís - MA

Almoçando em barraca coberta e confortável na praia em São Luís - MA


Retornamos ao hotel com a esperança de sair para conhecer um bar do centro antigo, mas a chuva não nos deu um minuto de trégua. As ruas estavam ainda mais cheias de água e acabamos ficando por ali mesmo, rendidos ao room service e rezando para que o tempo melhore.

Cruzamento alagado em São Luís - MA

Cruzamento alagado em São Luís - MA

Brasil, Maranhão, São Luís, chuva, Santuário, Praia de Calhau

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Jamaica Reggae Yeah!

Jamaica, Negril

A maravilhosa praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica

A maravilhosa praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica


Eu estive pensando... ando querendo encontrar a verdadeira Jamaica. Qual será essa Jamaica? Qual é a imagem que eu tenho? Sem dúvida o primeiro contato que eu tive com a cultura “jamaicana” foi através das músicas de Bob Marley.

Toalhas à venda em  Negril, na Jamaica

Toalhas à venda em Negril, na Jamaica


Reggae, com temas sociais e religiosos, como o preconceito, a pobreza e o rastafarianismo aos poucos foram moldando a imagem que eu fazia do país. Mais do que o lugar, eu sempre imaginei encontrar as pessoas, conhecer seus costumes, sua forma de pensar e seu estilo de vida. O problema é que estou esperando ver a Jamaica de 20 anos atrás. Somado a isso, ainda estão as notícias de alta criminalidade e tensões políticas que escutamos de outros turistas ou guias de turismo. Sair de dentro do resort seria problema na certa! “Pessoas já foram assaltadas, levaram facadas e até estupradas, cuidado!”

Fim de tarde disputado e fotografado no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica

Fim de tarde disputado e fotografado no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica


O que encontramos é uma sociedade globalizada, desenvolvida, sim com muita pobreza também, mas nada diferente do que já encontramos em toda a América Latina. A indústria dos hotéis resorts all inclusive na Jamaica é tão grande que para se manter deve ter como estratégia de marketing espalhar estas barbáries por aí. Aos poucos vamos conhecendo pessoas como Winston, um baita negão viajado, culto e super querido que todos os dias no bar do hotel nos apresenta um pouco da boa música jamaicana.

Fim de tarde com banda de música no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica

Fim de tarde com banda de música no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica


Conversando com David e Antoine em Montego Bay, ficamos sabendo que dos aproximados 5,5 milhões de jamaicanos, pelo menos metade seria rastafári, 25% se dividem entre católicos e batistas, 15% chineses e indianos e cerca de 10% são estrangeiros europeus e americanos que moram na Jamaica. E se pedimos para ele chutar qual é o percentual da população que curte ganja, eles dizem 90%! Excluem aí apenas os católicos e batistas mais religiosos e assíduos. Ainda assim todos trabalham, com turismo, comércio ou são agricultores no interior.

Chegando ao famoso Rick's Cafe, em Negril, na Jamaica

Chegando ao famoso Rick's Cafe, em Negril, na Jamaica


Com estes pensamentos vou aos poucos reconstruindo a imagem da Jamaica, vendo que parte daquela cultura ainda existe e está entrelaçada com a nova onda turística em que vivem todos os países do Caribe.

A maravilhosa praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica

A maravilhosa praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica


Começamos uma longa caminhada pela praia, o objetivo era chegar ao final dela. Andamos pelo menos 12km, 6 indo e 6 voltando no nosso hotel, passando em frente à vários hotéis e resorts all inclusive, onde imperam os turistas de terceira idade e famílias norte-americanas. Quase chegando ao nosso objetivo, encontramos o único trecho de praia “fechada”, mas decidimos seguir, já que a principio todas as praias são públicas na Jamaica. Foi quando percebemos que estávamos no meio de vários peladões, ou seja, dentro de um resort naturista, o Hedonist Resort, um hotel all inclusive. Eu nunca tinha entrado em um e não imaginava, foi uma cena totalmente inesperada! Passar por ali era o único jeito de chegar até o final da praia, falamos com um segurança e ele nos liberou a passagem. Curioso é que o resort estava lotado, cena completamente diferente do paraíso natural que imagino que os naturistas estejam procurando. Afinal, quem paga um caminhão de dinheiro para ficar à vontade em um resort na Jamaica e tem que ficar disputando cadeira e um lugar ao sol, ainda sem nenhuma privacidade? Com roupa ou sem roupa, praia lotada dentro de um resort é o fim da picada.

Lagostas capturadas em Negril, na Jamaica

Lagostas capturadas em Negril, na Jamaica


Depois da longa caminhada nos pusemos a trabalhar em frente ao computador. Rodrigo no quarto e eu no deck, próximo à piscina em frente ao mar. Não demoraram 15 minutos para eu me entrosar com um grupo de americanos que freqüenta a praia há mais de 18 anos. Bert, Bobby, Peter e Howard vêm para a Jamaica todos os anos, alguns já tem casa e até investimentos na ilha. Bobby veio pela primeira vez em 1978, quando Negril não tinha nada a não serem palmeiras na beira da praia.

Salto com piruetas de 30 metros de altura no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica

Salto com piruetas de 30 metros de altura no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica


Super conhecedores do local nossos novos amigos nos adotaram e quiseram nos apresentar os principais lugares de Negril. Saímos ali do bar em direção ao Rick´s Café. No alto das pedras em West End, o Rick´s Café é uma das principais atrações de Negril. Mergulhadores profissionais fazem suas performances para saltar de trampolins instalados no alto dos penhascos. Turistas também podem saltar de um trampolim mais baixo, com pelo menos uns 12m de altura! Haja coragem! Brindamos com Bert e Peter ao por do sol, às novas amizades e à sorte que tivemos de encontrá-los ali!

Saltadores e o coletor de dinheiro, no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica

Saltadores e o coletor de dinheiro, no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica


Voltamos ao hotel para um período de descanso e preparativos para um show de reggae que eles nos convidaram. Chegamos ao show em um super lugar, vendo a lua e a praia, poucos turistas e um som de altíssima qualidade. Rolou até uma Jam Section entre uma das bandas e uma cantora de Blues de Louisiana, animal! No intervalo, seguindo as orientações e dicas dos nossos amigos, provamos finalmente o famoso Jerk Chicken! O frango é assado com madeiras especiais que defumam a carne com um sabor diferente e ao final o molho “jerk”, um dos preferidos na culinária jamaicana, é apimentado, mas delicioso!

Demonstração de coragem antes do incrível salto no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica

Demonstração de coragem antes do incrível salto no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica


Após este rápido pit stop, começou o principal show da noite: The Mighty Diamonds! O primeiro trio de reggae do país, formado em 1969 e uma das mais antigas bandas de reggae em atividade na Jamaica! Os três vocalistas eram inacreditáveis, três tiozinhos com uma voz suave e cantando em harmonia as melhores músicas de toda a sua carreira. Eu e o Rodrigo não estávamos acreditando no momento que vivíamos, lembramos dos nossos amigos que adorariam estar ali, curtindo aquele som e viajando na música e na história que passava ao vivo em frente aos nossos olhos! Momento mágico e especial que sem dúvida alguma já fez valer a nossa vinda à Jamaica, por si só!



Quem diria que o nosso melhor dia na Jamaica, seria guiado por quatro norte-americanos, todos entre 50 e 60 anos, super figuras? Adoro surpresas e quando estamos abertos para isso elas acontecem da melhor maneira possível!

Com nosso amigo amigo Bert, no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica

Com nosso amigo amigo Bert, no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica

Jamaica, Negril, Praia, Caribe, reggae

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A Jovem San José

Costa Rica, San José

O Teatro Nacional, de inspiração francesa, o mais belo da América Central, em San José, capital da Costa Rica

O Teatro Nacional, de inspiração francesa, o mais belo da América Central, em San José, capital da Costa Rica


O caminho a San José é montanhoso e com muitas curvas, uma estrada que exige um pouco de paciência, mas que com sorte e tempo bom proporciona muitas paisagens lindas e interessantes! Subimos o Cerro da Morte, chegando a 3.500m.s.n.m., porém, quando mais subíamos, mais as nuvens e neblina fechavam a nossa visão. Chegamos a San José a tarde e nos instalamos em um Hostal Kaps Place, no Bairro Aranjuez. Um bairro tranquilo e seguro, próximo do centro (10 minutos caminhando) e da cena alternativa da capital durante a noite.

A Av. Central no seu techo peatonal, em San José, capital da Costa Rica

A Av. Central no seu techo peatonal, em San José, capital da Costa Rica


Fundada em 1737, San José tornou-se a capital costa-riquenha em 1823, sendo uma das capitais mais novas da América Latina. Perde o título apenas para Brasília, fundada em 1960. Hoje é uma grande cidade com mais de 350 mil habitantes e mais de 1,5 milhão de habitantes apenas em sua zona metropolitana.

A preocupação com a reciclagem é muito comum na Costa Rica (foto na Av. Central de San José)

A preocupação com a reciclagem é muito comum na Costa Rica (foto na Av. Central de San José)


A Plaza de La Cultura é o centro da agitação comercial, em meio a ruas peatonais e estreitas para dezenas de ônibus, táxis e carros, cadeias de fast foods, museus e hotéis. O centro antigo preservou poucos prédios históricos, sendo o Teatro Nacional o que mais se destaca, ao lado do antigo Hotel Colonial e seu delicioso Café Paris. O Ballet Cascanueces (Quebra Nozes), com corpo de baile principal americano, estava com todas as sessões esgotadas, de sexta a domingo! Também com ingressos variando de 10 a 25 mil colones (20 a 50 dólares), não poderia ser diferente.

Visitando o Teatro Nacional em San José, capital da Costa Rica

Visitando o Teatro Nacional em San José, capital da Costa Rica


Alguns museus são bem indicados nos guias de viagem, como o Museu de Ouro ou o Museu de Jade, porém hoje tiramos o dia para andar pelas ruas da cidade, praças e sentir melhor o clima da capital dos “ticos”, como são conhecidos os costa-riquenhos. Os arredores do Parque Morazán e da Praça Espanha parecem uma vizinhança mais charmosa e convidativa, com opções de bares e restaurantes bem interessantes.

Teatro Nacional visto do Café Paris, em San José, capital da Costa Rica

Teatro Nacional visto do Café Paris, em San José, capital da Costa Rica


A nossa noite foi nas vizinhanças do hostal, perto da antiga Estação Ferroviária. Várias opções de bares alternativos com público diverso. O bar El Cuartel De la Boca del Monte é alternativo, mas de gosto mais refinado, freqüentado por jornalistas e formadores de opinião é uma das melhores opções. Se não gostar ainda tem o Esquina, o Observatório, o San Lucas, Latin Rock Bar e muuuitos outros. Nós comemos uma comida japonesa no Gatos y Generais (acho que era esse o nome) e seguimos para uma cervejinha no La Esquina. Uma noite rodando pelos bares do bairro La é bacana para conhecer a cena alternativa da jovem San José.

Costa Rica, San José,

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25 km de Pura Manhattan!

Estados Unidos, New York, Nova Iorque

Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos

Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos


Falar de Nova Iorque parece fácil, pois a cidade que nunca dorme tem atrações para todos os gostos, bolsos e estilos. Ao mesmo tempo é uma grande responsabilidade. Selecionar atividades para três dias na Big Apple e sair de lá feliz com a programação é uma missão quase impossível. Nós tentamos mesclar programas culturais e ao ar livre, explorando novos espaços, outros bem antigos, mas ainda desconhecidos pelo casal.

Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos

Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos


Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


É importante deixar claro aqui que já estivemos em Nova Iorque em outra ocasião. No começo do inverno, em outubro de 2007, o Rodrigo veio correr a prova da famosa Maratona de Nova Iorque e eu vim como equipe de terra e tiete. O friozinho e os dias na cidade nos deram oportunidade de conhecer algumas atrações obrigatórias como Empire State, Museu de História Natural e o Metropolitan Museum of Art. Assim sendo desta vez tivemos mais tempo para dedicar aos nossos locais preferidos e descobrir as novidades da ilha de Manhattan.

Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Lago no Central Park conhecido por seus 'veleiros de brinquedo', em Nova Iorque - Estados Unidos

Lago no Central Park conhecido por seus "veleiros de brinquedo", em Nova Iorque - Estados Unidos


Nova Iorque no verão é uma cidade muito vívida, colorida e movimentada. Pessoas de todos os cantos do mundo vão e vem pelas avenidas. Escutamos árabe, chinês, alemão, norueguês, espanhol, japonês, alguns idiomas irreconhecíveis e muuuuuito português, brasileiro, é claro. A brazucada se destaca facilmente na multidão, com suas sacolas de compras e uma certa euforia típica dos nossos conterrâneos (me incluo nessa). Não é para menos, a alegria de estar conhecendo a capital do mundo é grande e salta aos olhos dos dois curiosos viajantes aqui. Andar pelas ruas nova iorquinas é realmente uma experiência antropológica.

Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos

Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos


Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Não tem melhor opção para começar a se sentir mais íntimo da cidade que uma longa manhã de explorações no Central Park! Roupa de caminhada, tênis de corrida e sem perder tempo já vamos comendo “on the go” um copão de iogurte natural com granola comprado na esquina. Em uma cidade plana como esta o ideal para os turistas saudáveis e bem dispostos é suar a camisa e sair andando por aí.

Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos

Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos


Passamos pela iluminada Times Square, caminhamos a 7ª e 6ª Avenida e cruzamos todo o Central Park. Gramados lotados de veranistas de biquíni tomando sol, praticando ioga, corrida, bike, mães com seus bebês e cachorros levando seus donos para passear. As quadras de baseball estavam cheias, com seus times de masters aproveitando o verão para colocar os treinos em dia. O coração verde de Manhattan ganha um ar praiano irresistível nestes dias quentes de verão.

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Caminhamos forte até o Dakota Building, prédio onde viveu e morreu o Beatle John Lennon. Passamos pelos campos de morango em direção ao Reservoir e com corpo aquecido aceleramos na corrida apreciando o skyline de Manhatan sobre a água que abastece a cidade.

Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Chegamos ao Upper East Side na altura da 87 St. com a 5ª Avenida, em frente ao Guggenheim Museum e já decidimos o museu da vez. Descemos pela Museum Mile já nos lamentando por não ter tempo de rever o Metropolitan, que entre outras exposições destacava a Byzantium and Islam - Age of Transition. Se alguém for, por favor nos conte!

O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Um detour rápido até a Park Avenue, cruzando a vizinhança bacana dos wealthies new yorkers e retornamos ao Central Park com blackberries e cerejas frescas. Logo chegamos à 5ª Av e ao templo do consumismo moderno, a Apple Store. A experiência de uso é o foco principal neste case de marketing dentro de um cubo de vidro, parada obrigatória para qualquer marqueteiro, comunicador ou aficionado por tecnologia.

A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos

Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos


Do moderno a um antigo templo da cidade, a St Patrick´s Cathedral. Imponente e silenciosa, a catedral construída de 1858 tem mais de um milhão de velas acendidas todos os anos! Passamos pelo Rockfeller Center e antes de continuarmos a caminhada fizemos um pit stop rápido no hotel para um banho e o figurino mais casual de fim de tarde.

Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos

Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos


Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos

Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos


A Highline é a atração no Meatpacking District. Antes esta zona esquecida da cidade, entre o West Village e o sul de Chelsea era cortada por uma linha de trem desativada, com mato crescido que nada acrescentava à cidade. Em um projeto de revitalização do bairro, conservação de sua história e criação de um cinturão verde ao redor da ilha, nasceu o projeto da Highline.

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Iniciativa de alguns poucos moradores da região que discordavam da demolição dessa estrutura e que se uniram para montar o projeto, angariar fundos e transformaram uma área perdida em mais um lindo parque. A estreita passarela elevada ganhou calçada, um projeto de paisagismo com plantas nativas do estado de Nova Iorque, além de mirantes, exposições de arte e áreas de lounge com cadeiras de praia em frente a uma corrente de água, como uma praia nos jardins suspensos da Babilônia.

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Cruzamos o agito dos bares e restaurantes do Meatpacking District e do Chelsea em direção ao prédio triangular que muitos devem lembrar do seriado Friends, quase em frente ao Madison Square Park e ao nosso destino final, o indicadíssimo Eataly!

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


O Eataly é um mercadão italiano com todos os produtos da mama que você pode imaginar. Desde verduras e legumes frescos, passando por cogumelos, molhos de tomate importados, azeites, balsâmicos, massas artesanais, caseiras, compotas, embutidos e, é claro, muitos queijos e vinhos! No centro deste mercadão de luxo, alguns restaurantes preparam tábuas e oferecem especialidades desde o Vêneto à Costa Amalfitana!

Venda de queijos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Venda de queijos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Queijos, salames e vinhos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Queijos, salames e vinhos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Vnda de cogumelos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Vnda de cogumelos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Delicioso vinho italiano no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Delicioso vinho italiano no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Este roteiro completo possui aproximadamente 25 km, caminhados quase sem sentir dentre os arranha-céus de Manhattan e algumas de suas melhores atrações!


Visualizar Walking tour em NY (rota aproximada - 25 km) em um mapa maior

Aos mais preguiçosos, metrôs e/ou táxis estão sempre disponíveis no caminho, mas garanto, não só pelas calorias perdidas, se o fizer a pé não irá se arrepender!

Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Estados Unidos, New York, Nova Iorque, walking tour, roteiro, Central Park, Highline, Eataly, Manhattan

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Uma tarde em Savannah

Estados Unidos, Georgia, Savannah

Região renovada das antigas docas, em Savannah, na Georgia - EUA

Região renovada das antigas docas, em Savannah, na Georgia - EUA


Savannah, a primeira capital do estado da Geórgia e sua história valem muito mais que uma tarde de visita. Praças e jardins formam centros comunitários com escolas, igrejas e prédios públicos, entremeados às quadras residenciais da cidade. Uma planificação urbana indescritivelmente inteligente e igualitária para uma época em que a escravatura era fato e uma normalidade.

Pausa para leitura em Savannah, na Georgia - EUA

Pausa para leitura em Savannah, na Georgia - EUA


James Oglethorpe, um general representante do Rei George II, aportou nessas terras e foi o idealizador e fundador da cidade. Chegando às novas terras do outro lado do Atlântico Oglethorpe entrou em acordo com o chefe da nação indígena local e instalou a nova colônia às margens do Rio Savannah.

Savannah, na Georgia - EUA

Savannah, na Georgia - EUA


O projeto urbano e a arquitetura colonial fazem da cidade uma das preferidas de conhecidos viajantes norte americanos, como conta Seth Kugel, colunista do IG e conhecido Frugal Traveler do New York Times.

Carruagens para turistas em Savannah, na Georgia - EUA

Carruagens para turistas em Savannah, na Georgia - EUA


Devido à sua beleza, Savannah foi a única cidades na linha de ataque do General Sherman que não foi queimada durante a Guerra Civil Americana, conhecida por nós como a Guerra da Secessão. Era linda demais para ser queimada. Sherman, que dá nome à maior sequoia do mundo, foi o responsável pelo incêndio que destruiu a cidade de Atlanta e foi também quem aceitou a rendição dos estados confederados ao final da guerra.

Caminhando pelo passeio beira-rio em Savannah, na Georgia - EUA

Caminhando pelo passeio beira-rio em Savannah, na Georgia - EUA


Uma caminhada pelo calçadão à beira do Rio Savannah dá uma boa ideia sobre a história da cidade, importante porto comercial em meados do século XIX. Algumas casas antigas foram restauradas e se tornaram museus que abrigam coleções de mobiliários e detalhes do estilo de vida dos colonialistas da época.

Casas em Savannah, na Georgia - EUA

Casas em Savannah, na Georgia - EUA


Uma das principais atrações da cidade é a distinta culinária sulista, parecida com a que já encontramos em New Orleans e Tuscaloosa. Grits (um tipo de polenta branca), feijão verde, vegetais cozidos e variados tipos de carnes bem gordurosas como costela, carne de porco, frango frito, acompanhadas de carboidratos deliciosos e proibitivos foram o nosso deleite no domingo chuvoso do dia das mães.

Tradicional restaurante de piratas em Savannah, na Georgia - EUA

Tradicional restaurante de piratas em Savannah, na Georgia - EUA


Um dos favoritos dos savannenses, The Pirate House é também uma experiência antropológica, reunindo famílias completas, todos vestidos com suas roupas no melhor estilo sulista tradicional.

Vestida para o domingo, em Savannah, na Georgia - EUA

Vestida para o domingo, em Savannah, na Georgia - EUA


É quase injusto passarmos apenas uma tarde em Savannah, mas em um país continental como os Estados Unidos infelizmente temos que fazer nossas opções e concessões. Com tempo sem dúvida valeriam pelo menos 3 ou 4 dias explorando cuidadosamente cada beco, bistrô e bar na famosa noite boêmia da antiga capital da Georgia. Fica a dica!

Savannah, na Georgia - EUA

Savannah, na Georgia - EUA

Estados Unidos, Georgia, Savannah, cidade histórica, Road Trip

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Alter do Chão, Sairé e Carimbó

Brasil, Pará, Santarém, Alter do Chão

Praia alagada em Pindobal, próximo à Alter do Chão - PA

Praia alagada em Pindobal, próximo à Alter do Chão - PA


Amanheceu um dia chuvoso, preguiçoso. Abrimos a porta da varanda e damos de frente com o Rio Tapajós e aquele cenário surreal das cabanas submersas à nossa frente. É um cenário comum para todos aqui, nós que ainda estamos acostumando. Eles já sabem lidar com os tempos de água e seca, sabem que durante 6 meses não terão uma gota de chuva. É uma festa, famílias inteiras dormem na praia por uma semana, fazem a piracada, fogueira na beira da praia onde assam os peixes frescos que acabaram de pescar.

Orla do rio Tapajós em Alter do Chão - PA

Orla do rio Tapajós em Alter do Chão - PA


Logo se preparam para as chuvas, renovam os telhados das cabanas e casas, retiram os equipamentos das barracas de praia que não podem molhar, preparam os barcos que irão ficar ancorados na beira da passarela e do muro que será coberto de água.

Flôr de jambo, na praça central de Alter do Chão - PA

Flôr de jambo, na praça central de Alter do Chão - PA


Nessa época chuvosa outro espetáculo são as árvores de jambo, verdadeiros tapetes cor-de-rosa das flores caídas do jambuzeiro colorem as ruas e a praça central de Alter do Chão. Todas as manhãs os funcionários recolhem do chão da praça pilhas e mais pilhas das finas pétalas e flores.

Flores de jambo no chão da praça central de Alter do Chão - PA

Flores de jambo no chão da praça central de Alter do Chão - PA


Todo dia, pela manhã, é dia de varrer as flores de Jambo, na praça central de Alter do Chão - PA

Todo dia, pela manhã, é dia de varrer as flores de Jambo, na praça central de Alter do Chão - PA


Mesmo com chuva não nos rendemos, fomos a uma das únicas praias que ainda tem alguma areia emersa na região, a Praia de Pindobal. Na seca uma praia de 50m de areia e uma ponta de areias branquinhas com mais de 100m.

Pindobal, praia próxima à Alter do Chão - PA

Pindobal, praia próxima à Alter do Chão - PA


É aqui também que fica a famosa Ponta de Pedra, formações rochosas que afloram e fazem um bonito cenário. Na cheia uma longa praia com 2m de areia que logo desaparecerão. As placas “proibido trânsito de carros na praia” ou até mesmo “proibido som alto...” já dão uma pista de como deve ser isso aqui no verão. Muita praia, muita gente e muita festa.

Praia alagada pelo Tapajós, em Pindobal, próximo à Alter do Chão - PA

Praia alagada pelo Tapajós, em Pindobal, próximo à Alter do Chão - PA


Nos instalamos em um restaurante à beira da lagoa formada pela chuva na rua em frente à praia. Pedimos uma isca de pirarucu enquanto esperávamos o sol aparecer. Esperança é a última que morre! E não foi que ele apareceu?!

Nadando no Tapajós, em Pindobal, praia próxima à Alter do Chão - PA

Nadando no Tapajós, em Pindobal, praia próxima à Alter do Chão - PA


Conseguimos ainda aproveitar a praia, tomar um solzinho, nadar no Tapajós, quentinho e avistar alguns tucuxis, os golfinhos cinza, comuns nestas águas de cá. Mais tarde chegou uma turma de jovens de Santarém. Sexta-feira, devem ter acabado de sair das aulas e vieram direto para cá, seu balneário de final de semana. Turma grande fazendo um churrasquinho, dançando, jogando, fazendo aquela festa boa.

Quiosque novinho em folha (literalmente!), em Pindobal, praia próxima à Alter do Chão - PA

Quiosque novinho em folha (literalmente!), em Pindobal, praia próxima à Alter do Chão - PA


No final de tarde voltamos para Alter do Chão, não havíamos almoçado, mas encontramos uma tapiocaria aberta. Não é sempre que entro em detalhes de comida, mas esta vale à pena! As tapiocas eram deliciosas, crocantes e muito bem recheadas! Camarão com requeijão e ainda uma mini-tapioca de coco para sobremesa. HUMMM! Fazia tempo que não encontrávamos tapiocas tão gostosas.

Fim de tarde no pier de Alter do Chão - PA

Fim de tarde no pier de Alter do Chão - PA


Depois da nossa tradicional hora do trabalho, fomos ao Espaço Cultural Alter do Chão. Um espaço super bacana com cardápio divino e a recepção calorosa do Naldo, garçom responsável pela casa. O dono é um paulista que trabalha com o mercado cultural, chegou a pouco de SP, onde estava coordenando um dos eventos na virada cultural, uma apresentação musical que tinha um piano em cabos suspensos e a platéia abaixo, bacana.

Borboleta descansa na areia em Pindobal, praia próxima à Alter do Chão - PA

Borboleta descansa na areia em Pindobal, praia próxima à Alter do Chão - PA


Comemos um peixe pirarucu recheado de legumes ao molho de leite de coco, sensacional! Depois engatei no papo com o Naldo e o Seu Camargo, ambos nascidos e criados nesta região, descendentes de índios e Naldo já com algumas misturas. Comentávamos como a cultura aqui da região é rica e pouco difundida, “às vezes precisam vir pessoas de fora para valorizar a cultura local”, disse Naldo, falando sobre o trabalho que é desenvolvido ali no Espaço Cultural. Ele nos apresentou um CD de Carimbó da Dona Onete, uma paraense que gravou seu primeiro CD e está tendo seu trabalho divulgado em SP pelo dono aqui do restaurante. Ela deve ir até lá para fazer alguns shows. Como não havia o CD para comprar, pedi e eles me cederam gentilmente o CD da Dona Onete para que eu pudesse divulgar também o seu trabalho.

Integrantes do grupo Espanta Cão. Seu Célio Camargo é o de blusa amarela, no canto inferior esquerdo.

Integrantes do grupo Espanta Cão. Seu Célio Camargo é o de blusa amarela, no canto inferior esquerdo.


Dentre várias histórias de pescador, cobras e a vida aqui no Tapajós, Seu Camargo começou a me explicar as festividades da região. São duas as principais festividades religiosas com o sincretismo entre a Igreja Católica e os costumes indígenas, o Borari, que acontece em julho e o Sairé no mês de setembro. O Sairé é acompanhado de uma festa pagã, conhecida como a Festa dos Botos. Uma festa que reúne mais de 20 mil pessoas para a disputa entre o Boto Cor de Rosa e Boto Tucuxi.

CD do Boto Tucuxi, presente do Seu Camargo

CD do Boto Tucuxi, presente do Seu Camargo


Ela segue os mesmos moldes da Festa do Boi de Parintins, com competições das fantasias de luxo, homem e mulher boto mais bonita, músicas, arquibancadas para a torcida que se divide entre rosas e cinzas. Seu Camargo é Capitão do Sairé, faz parte da diretoria do Luso Brasil, time de futebol aqui de Alter do Chão, Presidente do Boto Tucuxi, toca na banda de Carimbó da cidade e no grupo de corda e pau chamado Espanta Cão, Sairé dos bons!

CD do Espanta Cão. presente do Seu Camargo

CD do Espanta Cão. presente do Seu Camargo


Estou louca para voltar aqui em Setembro, ver as praias e as festanças de Sairé. A única fica é reservar pousada com antecedência de pelo menos uns 4 ou 5 meses, pois 3 meses antes já estão todas lotadas, o povo chega a dormir na rua ou na praia por não achar vagas nas pousadas.

CD do Espanta Cão. presente do Seu Camargo

CD do Espanta Cão. presente do Seu Camargo


Foi uma bela troca de experiências, eu contei da viagem lugares que viajamos, mostrei o site e eles, super curiosos, adoraram. Porém tenho certeza que quem mais saiu ganhando nesse papo fui eu. Que riqueza cultural, que pessoas maravilhosas! Isso sem contar que o Seu Camargo fez questão de me dar os seus CDs do Boto Tucuxi e do Espanta Cão para eu, e todos vocês, conhecermos sua arte e esta cultura tão rica aqui do Pará.

CD do Boto Tucuxi, presente do Seu Camargo

CD do Boto Tucuxi, presente do Seu Camargo

Brasil, Pará, Santarém, Alter do Chão, Rio Amazonas, Rio Tapajós, Pindobal

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Pachamama

Argentina, Humahuaca

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Tivemos sorte de chegar em um dia importante no calendário deste povo, que comemorava o final de um ciclo e início de um novo ano. Na praça central de Humahuaca encontramos vários grupos fazendo oferendas à Pachamama. O Rodrigo curioso foi ver e me falou, aquele pessoal ali está fazendo alguma coisa parecida com macumba. Eu que adoooro tudo isso foi logo ver o que estava acontecendo.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Pachamama, na crença andina, é a mãe terra. A divindade responsável por tudo que existe na vida. Ela é muito protetora e fiel mas também cobra de vingativa quando se sente desrespeitada. Acredita-se que Pachamama tem uma presença sobrenatural nesta região e todos os anos no início do mês de agosto é feita uma cerimônia onde as pessoas oferecem seu respeito, amor, dignidade e agradecimento à mãe terra, pedindo por proteção, saúde e tempos melhores para o seu povo e sua família.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


A cerimônia é preparada com antecedência e faz oferendas diretamente à mãe terra. Na praça principal de Humahuaca foi cavado um buraco na terra, onde a divindade recebe diretamente as oferendas. Todos podem participar, fazendo uma fila e sempre em duplas. Dentre as oferendas estão cigarros de tabaco, um chá com diversas ervas, folhas de coca, planta sagrada dos povos ancestrais andinos, álcool, elemento da saúde. O papel picado, a cerveja, vinho são oferecidos como símbolo da alegria.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Sempre me senti atraída por estes conhecimentos e crenças da cultura andina. Os xamãs possuem uma visão mais ampla do mundo e da natureza. Uma visão de integração entre nós, seres humanos, e a mãe terra. Lembro quando tinha 14 anos, participei de um congresso holístico e vi uma palestra de um xamã onde ele explicava em linhas gerais, fazendo um paralelo entre o nosso corpo e a terra. O solo é como os nossos músculos, nos dá a base e a força, os rios são como as nossas veias, limpam e purificam, as árvores os nossos pulmões... Assim, quando poluímos os rios, a terra fica doente, nosso sangue está doente... Está tudo interligado.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Não tive dúvida, entrei na fila para participar da cerimônia. Minha dupla foi um argentino, artista muito espiritualizado que também estuda o xamanismo. Nós nos ajoelhamos em frente ao poço das oferendas, pedimos permissão à Pachamama, jogando folhas de coca, para lhe entregarmos nossas oferendas. Enquanto vamos derramando os diferentes tipos de bebida, vinho, cerveja, álcool, etc, pedimos perdão, fazemos nossas preces e pedidos e agradecemos à proteção da mãe terra. Durante toda a cerimônia é feita uma defumação com uma planta, que alguns dizem ser alucinógena. Ao final brindamos e bebemos algumas bebidas licorosas que eles nos dão em copinhos e recebemos os confetes da alegria na nossa cabeça.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


É uma cerimônia forte e muito simbólica. Saí dali com uma ótima sensação de bem estar, não só pelo incenso e pelas bebidas, mas sem dúvida por toda a energia positiva da natureza canalizada naquele ato. Começamos um novo ano reenergizados para os próximos 550 dias de estrada, de paz com a vida e em sintonia com a mãe terra, Pachamama.

Mais informações sobre a cerimônia podem ser encontradas neste link: http://www.tilcarajujuy.com.ar/general/calendario/pachamama/pachamama1.htm

Argentina, Humahuaca,

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Despedida em alto estilo

Turks e Caicos, Providenciale - Provo

Vista do nosso quarto em Provo - Turks e Caicos

Vista do nosso quarto em Provo - Turks e Caicos


Hoje nos despedimos de Turks and Caicos Islands, e como não poderia deixar de ser, em alto estilo. TCI tem a terceira maior barreira de corais do mundo, ficando atrás apenas da Austrália e Belize. Com tamanha parede, aqui são especializados em Wall Dive, com diversas formações, espécies, tipos de corais e esponjas. Hoje fomos mergulhar em dois dos melhores pontos de mergulho de Provo: “O Anfiteatro” e “A Chaminé”. Nos dois pontos tínhamos grandes chances de ver tubarões, raias e tartarugas, mas a principal atração são as formações de coral e o cenário especial que elas acabam criando.

O Anfiteatro é perfeito, como os romanos e gregos, palco e tudo. Todo revestido de corais negros, um tipo raro de coral, é um mergulho super psicodélico, repleto de cores e formas de outro mundo. A Chaminé é divertida, uma abertura nos corais que desce dos 15 aos 30 metros e se abre para aquela imensidão azul. A visibilidade foi a melhor destes 15 mergulhos que já realizamos até agora e o guia ninguém menos do que Dave, fotógrafo submarino e dono da Provo Turtle Divers. Como o barco estava praticamente vazio o serviço foi vip e ainda pudemos presenciar uma prática totalmente incomum: a caça de Lion fishes! Como eu já contei aqui em posts anteriores, esta é uma espécie invasora nos mares do Caribe e está quebrando todo o equilíbrio do ecossistema da região. Por isso a caça desta espécie é liberada e incentivada, mesmo com scuba, já que este peixe não possui predadores naturais aqui, vive entre 12 e 30 metros de profundidade, na maioria das vezes escondido nos corais. Então, além de admirar a beleza dos corais e procurar diferentes espécies de peixe, torcendo para um tubarão aparecer, também ajudamos a apontar os pobres Lion fishes.

Lion Fish - Foto tirada por David Volkert

Lion Fish - Foto tirada por David Volkert


A caça é relativamente simples, com um tridente longo o Dave se aproximava do Lion fish e já o acertava. Ele é um peixe meio paradão, fácil de ser caçado. Por ser um peixe com espinhos venenosos, nenhum outro peixe se aproxima e por isso não desenvolveu o instinto de fuga. O maior exemplo disso foi quando vimos dois deles nadando juntos, Dave matou o primeiro e o segundo ficou ao lado olhando e esperando para ser morto! Impressionante! Melhor ainda foi quando uma garoupa grandona ficou ao lado do Dave só esperando ele terminar o trabalho de cortar os espinhos e a cabeça do Lion e assim que ele o soltou do arpão, NHAC! A garoupa papou ele ali mesmo, era tão grande que mal cabia na sua boca! Para terminar o segundo mergulho, de lambuja ainda vimos duas tartarugas lindas e sempre com aquele ar sábio.

Garoupa Tigre - Foto tirada por David Volkert

Garoupa Tigre - Foto tirada por David Volkert


Tartaruga - Foto tirada por David Volkert

Tartaruga - Foto tirada por David Volkert


O restante do dia foi focado em organizar as coisas para a viagem amanhã cedo e trabalhar para colocar o site em dia. Temos muito trabalho pela frente e amanhã, um novo país para apresentar a vocês. E que venha Porto Rico!

Turks e Caicos, Providenciale - Provo, Mergulho

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