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Blog da Ana - 1000 dias

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Paso San Francisco

Argentina, Fiambalá, Belén

Neve soterra placa no Paso San Francisco - Argentina

Neve soterra placa no Paso San Francisco - Argentina


Acordamos, mas parecia que ainda estávamos sonhando. Um pequeno oásis incrustado na boca de um vulcão inativo. Ainda assim ele se faz presente nas águas termais e medicinais de Fiambalá. As piscinas de 25 a 45°C construídas da forma mais integrada com a natureza dá um charme ainda mais especial ao principal atrativo da cidade.

Termas de Fiambalá - Argentina, construídas dentro de um antigo vulcão

Termas de Fiambalá - Argentina, construídas dentro de um antigo vulcão


Caminhamos rio acima, escalando ao lado de uma cachoeira de águas quentes e fomos até a nascente do rio. Ele brota há apenas 200m da primeira piscina, com a temperatura perto dos 70°C! Ainda assim existe vida, uma espécie de alga gosmenta que se desenvolveu nestas condições adversas.

Uma cachoeira natural de água quente um pouco acima das termas de Fiambalá, na Argentina

Uma cachoeira natural de água quente um pouco acima das termas de Fiambalá, na Argentina


Neste dia lindo, saímos da boca do vulcão ainda com esperanças de encontrar o Paso San Francisco aberto. O pessoal de Informações Turísticas nos disse que o pessoal do exército chileno já estava começando a limpar a pista. Quem sabe hoje ou amanhã mesmo pode abrir? Compramos suprimentos suficientes para dois dias, os dois que estávamos dispostos a esperar “acampados” na base da Gendarmeria de Las Grutas. Eles possuem um abrigo para montanhistas e casos como o nosso. Já que chegamos até aqui temos que tentar! O máximo que vai acontecer é conhecermos apenas o lago Argentino de um dos mais belos pasos ao Chile.

Início de dia num dos terraços das termas de Fiambalá, na Argentina

Início de dia num dos terraços das termas de Fiambalá, na Argentina


Eu voltava ao carro depois de informações e compras e eis que dou de cara com o Rodrigo sendo entrevistado pela televisão local! Rsrs! Muito bacana! O repórter viu o carro e já quis saber sobre a viagem e o que estávamos achando da cidade, das termas, etc. Metidos que só até demos entrevista em espanhol! Só imagino o povo da cidade vendo os brazucas hablando portuñol e achando que estão abafando! Hahaha!

Entrevista para a TV de Fiambalá - Argentina

Entrevista para a TV de Fiambalá - Argentina


Pegamos estrada, são 130km até Las Grutas. 130 quilômetros de um cenário espetacular!!! Entre montes nevados, dunas de areia, morros coloridos, lagoas, vicuñas e apenas nós na estrada! Mais um indicativo de que a fronteira não irá abrir... mas já não importa, eu nunca havia visto uma paisagem andina tão maravilhosa.

Bela paisagem na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Bela paisagem na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile


O início da jornada hoje foi aos 1505m de altitude, saindo de Fiambalá em direção aos 4000m de Las Grutas. Neste caminho passamos por um hotel desativado às margens de um lindo lago com algumas partes congeladas.

Um lago a mais de 3 mil metros de altitude, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Um lago a mais de 3 mil metros de altitude, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile


Os campos de altitude com gramíneas douradas, montanhas nevadas ao fundo euma reta interminável que vai nos levando gradativamente aos 4000m. Em cada baixada encontramos grupos de vicuñas, camelídeo totalmente adaptado à altitude. Elas se agrupam nas regiões com mais água e gramíneas. Sua lã é uma das mais caras do mundo, devido à qualidade e dificuldade de ser retirada, já que este animal é selvagem e dificilmente domesticado.

Observando Vicunhas, animal comum na paisagem da estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Observando Vicunhas, animal comum na paisagem da estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile


Chegamos à Las Grutas, com a cancela fechada e um dos oficiais nos dizendo que nem adiantava insistirmos, o Paso estava fechado e não teríamos como passar. Olviedo estava comemorando seu aniversário hoje, recebendo várias ligações e ainda que super informal foi super atencioso. Nós conversamos, explicamos os nossos planos e ele já adiantou, o lado chileno não irá abrir pelo menos por mais uma semana. Já está fechado há 45 dias, este ano foi o pior e o lado chileno é o que mais sofre com a neve. Alguns trechos estão com blocos de gelo muito altos e eles ainda não conseguiram limpar.

A Fiona deixou suas marcas na neve, próximo ao Paso San Francisco - Argentina

A Fiona deixou suas marcas na neve, próximo ao Paso San Francisco - Argentina


Entendendo a nossa ansiedade por conhecer a região, ele nos liberou para passarmos, irmos até a fronteira e se a estrada permitisse, até a Laguna Verde, uma das principais atrações deste paso. Desde que voltássemos, pois ali eles não possuem muita mobilidade e estrutura para resgate de turistas e carros atolados na neve. Andamos uns 11km até encontramos a primeira e última barreira.

Não vai dar para passar! (Paso San Francisco - Argentina)

Não vai dar para passar! (Paso San Francisco - Argentina)


Um trecho longo de neve fofa fechava a estrada. Linda, branquinha, fofinha... eu parecia uma criança brincando na neve. Tentamos passar, mas em alguns trechos ela estava muito alta e a Fiona não teve forças para vencê-la. O Rodrigo estava inconformado. Andava de lá para cá, enquanto eu me divertia na neve, me afundando, feliz.

Brincando com a neve perto do Paso San Francisco - Argentina

Brincando com a neve perto do Paso San Francisco - Argentina


Ali, refizemos os planos. Não precisaríamos mais dormir no refúgio de Las Grutas, pois não vamos esperar por uma semana. E como não vamos mais até a lagoa, temos tempo suficiente para voltar o máximo possível já em direção ao nosso próximo objetivo, o Paso de Jama. Aproveitamos a paisagem senacional e a neve fofa para gelar as nossas Quilmes, relaxar e aproveitar! Essas horas eu sou bem prática, não adianta chorar e espernear, o que não tem remédio, remediado está. Voltaremos e cruzaremos por Jama.

Procurando nova rota para atravessar a fronteira para o Chile (no Paso San Francisco - Argentina não vai dar!)

Procurando nova rota para atravessar a fronteira para o Chile (no Paso San Francisco - Argentina não vai dar!)


Fizemos a nossa viagem de volta com uma luz ainda mais linda que na vinda. Nos despedimos dos gentis rapazes da gendarmeria argentina, demos parabéns novamente a Olviedo e pé na estrada. Vimos as mesmas vicuñas, montes coloridos e lago congelado... e pensar que aquela paisagem está lá todos os dias de nossas vidas! Que loucura.

Magnífica paisagem no Paso San Francisco, do lado argentino

Magnífica paisagem no Paso San Francisco, do lado argentino


A vantagem dessa nossa viagem é que podemos refazer os planos quando sentimos necessidade. E hoje decidimos, voltaremos ao Paso San Francisco em 2012, quando estaremos a caminho da Patagônia. Chegaremos ainda no verão, quando o paso estará aberto e a temporada de escaladas também! Vamos escalar o Ojos del Salado, segunda maior montanha da América. Até lá tenho tempo para me preparar!

Adesivo dos Mildias na fronteira do Paso San Francisco - Argentina. Vamos voltar!

Adesivo dos Mildias na fronteira do Paso San Francisco - Argentina. Vamos voltar!


Na estrada, esticamos até a cidade de Belén, no estado de Tucumán. A cidade possui um museu arqueológico e algumas atrações naturais nos seus arredores, que se tivéssemos tempo com certeza iríamos conhecer. Esta porém, ficará para os próximos 1000dias.

Chegando aos Andes, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Chegando aos Andes, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Argentina, Fiambalá, Belén,

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Império Chimú

Peru, Trujillo, Mancora

Caminhando pelas extensas ruínas de Chan Chan, em Trujillo, no Peru

Caminhando pelas extensas ruínas de Chan Chan, em Trujillo, no Peru


Hoje o nosso plano era logo pegar estrada para Mâncora, mas passar por Trujillo e não visitar as ruínas de Chan Chan pareciam um pecado tão grande quanto ir à Roma e não ver o Papa. Reservamos então uma hora da nossa manhã para conhecer o Palácio de Tschudi, apenas uma das 10 cidadelas, com muros de mais de 9m e altura. Imensas construções localizadas há apenas 10 minutos do centro de Trujillo. Chan Chan (Sol Sol) foi construída pelo Império Chimú, no século IX e é considerada a maior cidade de adobe da América com mais de 15km2, abrigou mais de 50 mil habitantes.

Entrando nas ruínas de Chan Chan, em Trujillo, no Peru

Entrando nas ruínas de Chan Chan, em Trujillo, no Peru


Pescadores, a arquitetura de seu palácio possui motivos marinhos, peixes, redes de pesca, crustáceos e afins. As áreas do templo são gigantescas e a maioria deste palácio aberto a visitação já foi restaurado, aparentemente por uma empreiteira/ construtora brasileira. O trabalho neste sítio é feito diretamente pelo Ministério de Cultura do Governo peruano, um trabalho de acuracidade duvidosa segundo pessoas que trabalham neste ramo.

As ruínas da cidade de adobe de Chan Chan, em Trujillo, no Peru

As ruínas da cidade de adobe de Chan Chan, em Trujillo, no Peru


Realmente fica difícil entendermos ali o que é real e o que foi reconstruído. Muitas placas sinalizam “réplicas” e as marcas da reforma feita no templo fazem o sentimento de exploração arqueológica se dissolver em meio à grandeza do espaço.

As ruínas de Chan Chan, em Trujillo, no Peru

As ruínas de Chan Chan, em Trujillo, no Peru


Vizinhas ao templo, vemos ruínas abandonadas, sendo corroídas pelo tempo, ventos e intempéries. Que história será que está guardada nestas paredes e construções? Estaria aí a chave para muitas das nossas dúvidas? Difícil saber... pela abrangência das ruínas abandonadas, fica claro apenas que ainda levará muito tempo para ser descoberta.

As ruínas não restauradas de Chan Chan, em Trujillo, no Peru

As ruínas não restauradas de Chan Chan, em Trujillo, no Peru


Infelizmente sem tempo e com algumas dores que insistiam em retornar, não nos demos mais chance de conhecer e entender melhor a história e a vida deste povo. Aos mais curiosos, o ticket de acesso à Chan Chan ainda dá acesso ao museu, simples, que visitamos ontem no final da tarde, à Huaca Esmeralda e à Huaca Arco Íris, localizados também próximos, em outro sítio.

As ruínas de Chan Chan, em Trujillo, no Peru

As ruínas de Chan Chan, em Trujillo, no Peru


Partimos para mais 600km de estrada entre Trujillo e Mancora, cidade praiana no norte peruano. Chegamos já estava escuro, visitamos vários hotéis buscando a famosa combinação qualidade e preço, até nos instalar no Hotel Punta del Sol. Antes paramos na Sunset Hostal, que parecia mais charmosinha, mas com apenas 5 quartos e em um final de semana, ela já estava lotada. Aproveitamos para jantar uma deliciosa comida italiana no seu deck à beira do oceano pacífico. Amanhã teremos um dia tranquilo à beira mar para tentar recuperar o nosso fôlego e colocar em dia os nossos diários.

Peru, Trujillo, Mancora, Praia, arqueologia, Chan Chan

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Trâmites Portuários

Colômbia, Cartagena, Panamá, Colón, Cidade do Panamá

Alguns dos documentos requeridos ou processados para o  envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

Alguns dos documentos requeridos ou processados para o envio da Fiona da Colômbia ao Panamá


Há duas formas de enviar o carro, ou por contêiner ou como carga solta, também conhecido como Ro-Ro. A princípio pensamos em fazer o transporte da Fiona por contêiner, nos diziam ser muito mais seguro. Porém, o preço é quase o dobro e aí teríamos que contratar um agente para fazer os trâmites, o que não diminuiria muito o nosso trabalho, pois precisamos estar presentes em todas as inspeções e definições no porto.

Instruções para o processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

Instruções para o processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá


Do tal agente portuário, estamos esperando resposta até agora, com custos e opções. Se quiserem a indicação de alguém, Rodrigo conheceu uma agente no porto que pareceu agilizada. Embora não tenhamos contratado ela ajudou Rodrigo e Patrício nas idas e vindas entre a Sociedade Portuária e o Contecar.

Documento emitido no porto, um dos muitos no processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

Documento emitido no porto, um dos muitos no processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá


Coloco abaixo uma planilha comparativa com as informações gerais. Deixando claro que esta foi a nossa experiência, para ajudar os que planejam esta viagem a ter uma noção de como funcionam as coisas. As regras podem mudar de uma hora para outra e tampouco somos especialistas em trâmites portuários. Aí vai:

TRANSPORTE DE UM CARRO ABAIXO DE 20m3
(Cubicagem média de uma van ou uma caminhonete tipo Fiona)

Dúvidas mais frequentesCarga SoltaContenedor1000dias
Empresa de CargasNaves ColômbiaSea Board MarineNaves Colômbia
Agente portuárioNão obrigatório. Se quer mesmo assim, custa em torno de US$ 165,00Agente obrigatório, honorário incluido no custo abaixo.Rodrigo Junqueira, vulgo maridão.
Tempo médios p/ trâmites (sem contar feriados e fds)4 dias4 dias11 dias
Quantos dias para ingressar o carro no porto?Dois dias antes do navio aportar.Pode-se ingressar antes, pagando a bodegagem dos dias excedentes.12 dias
Quanto tempo para o transporte?Depende do itinerário do navio, em geral 1 dia. Depende do itinerário do navio, em geral 1 dia. 1 dia
Quantos dias para desembaraçar o carro no Panamá?1 a 3 dias1 a 3 diasa confirmar
Seguro de Vida (com liberação da adm. portuária)Obrigatório. Custa em torno de 50 mil pesos para 3 dias na Liberty Seguros.Obrigatório. Custa em torno de 50 mil pesos para 3 dias na Liberty Seguros.Fizemos com Liberty por 2 dias e pedimos extensão por mais 3.
Custo de bodegagem no Contecar (primeiros 3 dias gratuitos)US$ 5,00 por dia (aprox.)Varia conforme o volume do conteiner.2 dias - 17 mil pesos
Inspeção DIANDia de entrada no porto.Dia de entrada no porto.17/nov
Inspeção Anti-NarcóticosDia de chegada do navio.Dia em que o carro é colocado no conteiner.Reagendada 3 vezes, feita no dia 20/11.
Nível de EstresseAltíssimoMédioSurreal
Pior que pode acontecerFurtos pequenos no veículo.Mais burocracia, por isso deve-se contratar o agente.Quase tudo!
Preço Médio (aproximado)US$ 900,00US$ 1.600,00US$ 900,00


DOCUMENTOS EMITIDOS NO PROCESSO

Documento colombiano da Fiona

Documento colombiano da Fiona



A sua primeira visita a Naves será bem esclarecedora e eles já lhe darão um papel com todos os procedimentos. Estes são os principais documentos emitidos durante o processo. É claro que para se chegar neles existem mais de um formulário que deve ser preenchido em cada etapa do processo, na Sociedade Portuária, DIAN e Contecar.

• Seguro de Vida - obrigatório para entrar nas dependências do porto.
• Inscrição do responsável do veículo no porto, com seguro de vida e documentação válida (passaporte) – irá liberar a entrada do responsável no porto.
• Documento de Autorização de Re-Exportação ou saída de veículo de turista (DIAN) – este é retirado com a apresentação do documento de Importação do Veículo já retirado na fronteira de entrada.
• Agendamento da inspeção do DIAN, retirado junto da autorização de re-exportação.
• Agendamento da inspeção Anti-narcóticos um dia antes da chegada do buque.
• Bill of Lading – documento que comprova o envio do carro, pagamento do frete e os impostos. Será emitido após o pagamento do frete e com o carro embarcado. Imprescindível para a retirada do carro no Panamá.

O tão desejado 'Bill of Laden', documento vital para envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

O tão desejado "Bill of Laden", documento vital para envio da Fiona da Colômbia ao Panamá



GLOSSÁRIO PORTUÁRIO CARTAGENERO

Ro-Ro - "Roll in, Roll out" - traduzindo carro é dirigido para dentro e para fora do barco.
Contenedor – contêiner, aquela caixa grande de ferro feita para transporte de mercadorias.
Buque - Navio que levará seu carro.
Bill of Lading - Papel de Embarque, nosso amigo "Binladen".
Naviera - Companhias donas dos navios.
Cubicage - Metragem cúbica do seu carro - Altura x Comprimento x Largura.
Bodegage - Armazenagem.
Contecar - Porto a 15 km do centro antigo.
Sociedad Portuária - Sede admintrativa do porto em Manga, há 2 km do centro antigo.
El buque vá retrasar - Tudo aquilo que você não quer ouvir.
El buque fue cancelado - Fodeu! Espere o próximo navio.

A Fiona muda de navio para viajar ao Panamá

A Fiona muda de navio para viajar ao Panamá


As últimas dicas que posso dar é que vocês verifiquem com a companhia naviera que fará o seu transporte, qual é a próxima data disponível, antes de ir à Cartagena. Nós ficamos 12 dias lá não só por atrasos dos buques e festas, mas também por não ter feito esta ligação. Assim vocês poderão ficar uns dias a mais em Mompós, Medellin ou mudar o roteiro sem grandes problemas. É válida a tentativa de reserva de espaço no buque por email ou telefone, garantindo que não perderão a viagem por falta de espaço. Cheguem com pelo menos 5 dias úteis de antecedência na cidade e garantam que não há nenhum feriado no período. Se algo der errado, que não seja por falta de tempo. Espero que as informações acima tenham ajudado no planejamento da próxima aventura. No mais só posso desejar uma ótima viagem e que voltem com muitas histórias para nos contar!

Colômbia, Cartagena, Panamá, Colón, Cidade do Panamá, Panamá, Cartagena de Índias, Contecar, Crossing to Colombia, Naves Colombia

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God save the Queen!

Ilhas Virgens Britânicas, Tortola - Road Town

Vista de Tortola, em BVI, do alto das montanhas

Vista de Tortola, em BVI, do alto das montanhas


As Ilhas Virgens Britânicas ficam a apenas 25 minutos de barco das USVIs, mas já possuem um clima completamente diferente. Não estou falando de tempo e temperatura, mas sim da personalidade. Chegamos de barco de St John e passamos pela fronteira no pequeno porto de West End. O bom humor dos oficiais da alfândega já demonstrava que estávamos realmente em outro país. Seguimos de táxi dali para o nosso hotel em Road Town, descrita no guia e pelos seus vizinhos como uma cidade congestionada, super agitada, uma cidade grande para os padrões das virgens. Realmente é, mas dentre prédios de 200 anos de idade na estreita Main Street até a Vilagge Cay, uma das várias marinas de BVI, respiramos história, apreciamos a arquitetura e mergulhamos na cultura da ilha.

Nosso carro alugado em Tortola - Ilhas Virgens Britânicas

Nosso carro alugado em Tortola - Ilhas Virgens Britânicas


É curioso como a colonização faz ilhas tão próximas serem tão distintas. Os americanos não conseguem colocar personalidade no que fazem, tudo é muito prático e agilizado, mas não tem sabor. Aqui, nos sentimos em uma cidade de verdade e não em uma cidade planejada pelo marketing da empresa com objetivo de vender, vender e vender. As estradas não são bem cuidadas como as americanas, mas nos levam da mesma forma para conhecer as suas montanhas e praias quase intocadas. Fomos ao Parque Nacional de Sage Mountain, onde trilhas bem marcadas e completamente integradas a natureza nos lembram como é bom fazer parte dela, sem precisar asfaltar e colocar 250 placas de “warning” para que possamos alcançar o pico.

Caminhada no Pàrque da Sage Mountain, a mais alta das Ilhas Virgens Britânicas

Caminhada no Pàrque da Sage Mountain, a mais alta das Ilhas Virgens Britânicas


Descemos as montanhas e seguimos para Brewers Bay, uma das bucólicas praias no litoral norte, com vista para as montanhas, ao som do mar e do mugido da vaca injuriada porque não conseguia socializar com as galinhas. Seguimos pela estrada costeira conhecendo cada vila, cada povoado: Cane Garden Bay, Carrot Bay e Apple Bay. Paramos para jantar em uma das vilas de pescadores para terminar o dia longe dos turistas, imersos na cultura local.

Praia de Brewers Bay, em Tortola - BVI

Praia de Brewers Bay, em Tortola - BVI


As BVIs são autênticas, tem uma personalidade mais “roots”, nos energiza e conecta novamente com o ambiente em que estamos inseridos, torna a viagem mais real e nos faz lembrar como a vida deve ser vivida de forma intensa, mas serena, cheia de energia, mas simplesmente no tempo certo. God save the Queen!

Praia de Brewers Bay, em Tortola - BVI

Praia de Brewers Bay, em Tortola - BVI

Ilhas Virgens Britânicas, Tortola - Road Town, Praia, trilha, British Virgin Islands, BVIs, Parque, Montanha

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Hasta La Vista Havana!

Cuba, Havana, Santa Clara

Rua no centro de Havana, em Cuba

Rua no centro de Havana, em Cuba


Foram pouco menos de 15 horas de ônibus de Santiago de Cuba à Havana, com direito a duas paradas. A primeira, nada agradável, foi na cidade de Guaiamiro. Acordamos com o ônibus todo esfumaçado, parecia que estava pegando fogo! Era o ar condicionado que havia quebrado. Levou alguns minutos para entendermos o que estava acontecendo, pois estávamos em um sono profundo. Como eu tinha passado mal o dia inteiro, tomei um paracetamol que tinha uma dose de dramin junto e aí já viram eu dormi até no banco da praça esperando os motoristas darem um jeito no tal ar-condicionado.

Salão da rodoviária de Santa Clara, em Cuba

Salão da rodoviária de Santa Clara, em Cuba


A segunda parada foi em Santa Clara, onde ocorreu uma das últimas e mais importantes batalhas da Revolução Cubana, liderada pelo argentino Che Guevara. Lá está o memorial sobre o Che e sua estátua. Infelizmente a parada foi de apenas 10 minutos e logo tivemos que seguir. Há males que vem para o bem, com o ar condicionado quebrado, o motorista resolveu pisar mais fundo já que as janelas eram travadas e o calor estava começando a pegar.

Homenagem a Che em Santa Clara, em Cuba

Homenagem a Che em Santa Clara, em Cuba


Chegamos pouco antes do meio dia e fomos direto para a casa da Dona Margarita. Quando ligamos para reservar ela nos disse que não teria lugar, mas gostou tanto do casal aqui que rearranjou seus hóspedes para outra casa e liberou um quarto para ficarmos, que amor! Super acolhidos e bem instalados, resolvemos ir ao mercadão de El Vedado para comprar frutas e legumes para uma sopa, receita da família para dietas e enfermos.

Reencontro com a Dona Margarita em Havana, em Cuba

Reencontro com a Dona Margarita em Havana, em Cuba


Fiquei cozinhando com a agradável companhia da Dona Margarita que continuou me contando histórias da sua vida, sobre seus filhos e viagens. Há poucos dias ela completou 83 anos e continua ativa e muito independente! Todos os dias vai comprar frutas e verduras frescas para o café da manhã de seus hóspedes, diz que o segredo para a sua saúde é manter-se ocupada e trabalhando sempre!

Rua de Havana, em Cuba, com o Capitólio ao fundo

Rua de Havana, em Cuba, com o Capitólio ao fundo


Aproveitamos aquela luz mágica de final de tarde para passear pela Havana Vieja, suas ruelas e seus edifícios antigos. Nos perdemos nas ruas da verdadeira Havana, a parte “feia” que poucos turistas gostam de conhecer, onde a realidade da revolução se mostra clara e cruamente, onde a simplicidade se mistura com as cores e a alegria desse povo maravilhoso.

Moradia no centro histórico de Havana, em Cuba

Moradia no centro histórico de Havana, em Cuba


Sentamo-nos na Plaza Vieja, tomamos um refresco enquanto observávamos os colegiais passando e a sessão de fotos de uma noiva. Revisitamos a Plaza de Armas onde me diverti pesquisando e barganhando na compra de um livro que Laura havia encomendado, um álbum de figurinhas da revolução cubana.

Escolares atravessam a Plaza Vieja, no centro de Havana, em Cuba

Escolares atravessam a Plaza Vieja, no centro de Havana, em Cuba


Processo de restauração da Plaza Vieja, co centro de Havana, em Cuba

Processo de restauração da Plaza Vieja, co centro de Havana, em Cuba


Todas as barraquinhas têm, a maioria é cópia do original, algumas bem feitas, outras nem tanto. Alguns deles possuíam o álbum original, todo podre caindo aos pedaços, semi-restaurado com fitas crepes. Este, pela autenticidade custaria 100 dólares ou mais! Enquanto a cópia bem fiel e inteirinha custou apenas 15. Bela compra, quem sabe um dia não faço uma cópia para mim também! Rsrs!

Prédios na Plaza Vieja, centro histórico de Havana, em Cuba

Prédios na Plaza Vieja, centro histórico de Havana, em Cuba


'Confraternização' em recanto do centro histórico de Havana, em Cuba

"Confraternização" em recanto do centro histórico de Havana, em Cuba


Hoje foi aquela típica tarde de despedida. Revisitamos lugares que havíamos gostado, descobrimos novos lugares que já não poderiam mais ser visitados, como o Museu de Guayasamín, pelo menos não desta vez. Aproveitei para comprar algumas lembranças e levar para nosso cicerone no México o melhor chocolate de Cuba, que se mantém até hoje com a mesma receita trazida pelos primeiros espanhóis que aqui chegaram.

Famosa loja de chocolate no centro de Havana, em Cuba

Famosa loja de chocolate no centro de Havana, em Cuba


Fechamos a noite no Jazz Café, bar tradicional com uma das melhores bandas de jazz da cidade, esperando Rafael e Laura chegarem para sua última noite em Cuba. O vôo deles quase foi cancelado e depois de um grande “forfé” eles conseguiram pegar outro vôo que saiu de Santiago depois da meia noite. Passaram a noite no avião e no aeroporto, já que a peregrinação para o Brasil começava as 4am no mesmo aeroporto.

Show no concorrido Jazz Café, em Havana - Cuba

Show no concorrido Jazz Café, em Havana - Cuba


Nós terminamos a noite no Submarino Amarillo, um bar temático dos Beatles e super transado. Pasmem, ele também é estatal! Impossível acreditar que Fidel tenha aprovado verba para construção de um lugar tão legal como este! rsrsrs! Fomos dormir sem nos despedir de nossos companheiros de viagem, o que só me faz crer que este será mais um até logo, os esperamos no próximo destino!

Decoração de bar em homenagem aos Beatles em Havana - Cuba

Decoração de bar em homenagem aos Beatles em Havana - Cuba

Cuba, Havana, Santa Clara, cidade histórica, Havana Vieja

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Perrengue, Tapioca e Jeep Club!

Brasil, Amazonas, Manaus

Chegada a Manaus, no Amazonas. Ao fundo, a enorme ponte que cruza o Rio Negro

Chegada a Manaus, no Amazonas. Ao fundo, a enorme ponte que cruza o Rio Negro


A previsão da duração da nossa viagem de barco entre Tefé e Manaus era de 36 horas e acabamos chegando até um pouco mais cedo que o esperado. Às 4 horas da manhã estávamos atracando em Manaus. Até fizemos uma hora no barco, vendo cada uma das redes sendo desatada do seu lugar, toda a mercadoria ser desembarcada e a jornada do A. Nunes II se fechar mais uma vez.

Chegada a Manaus, no Amazonas

Chegada a Manaus, no Amazonas


Dormindo no barco até que amanhecesse em Manaus, no Amazonas

Dormindo no barco até que amanhecesse em Manaus, no Amazonas


O sol aos poucos foi dando forma à cidade, o porto marcava mais um período de cheias no Rio Negro. Esperamos o sol nascer para podermos andar pelo centro de dia com mais segurança. E lá estávamos nós, buscando ônibus que entrássemos nós, nossa mala e que nos levasse até o aeroporto, onde havíamos deixado a Fiona.

Quadro com a marca das cheias do rio, no porto de Manaus, no Amazonas. O recorde foi quebrado em 2012!

Quadro com a marca das cheias do rio, no porto de Manaus, no Amazonas. O recorde foi quebrado em 2012!


O aeroporto de Manaus fica há uns 15 km do centro, são aproximadamente 40 minutos de ônibus que pode ser encarado como um passeio roots pelas principais avenidas de Manaus. Vemos pela janela as praças e igrejas, devotos e trabalhadores subindo e descendo do coletivo Descemos no último ponto da Avenida Torquato Tapajós, dali ela vira estrada e segue para a região metropolitana manauara. Caminhamos até o ponto da Avenida Santos Dumont para esperar o ônibus que nos levaria pouco mais de 3km até o aeroporto. Domingão de manhã, adivinhem se o ônibus vinha? Esperamos, esperamos e esperamos... foram quase 20 minutos até que o Rodrigo decidiu que iria correr até o aeroporto, pegar a Fiona e voltar me buscar. Ele foi, decidido e guerreiro, sob o sol e o calor amazonense levaria em torno de 15 minutos para chegar até lá. Quinze para chegar, 15 para pagar o estacionamento e 5 para voltar, 35 minutos de espera, certo? Errado! Ele voltou mais de uma hora depois! Eu já não sabia se pegava o táxi, se subia no ônibus... o que teria acontecido?

O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado

O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado


O que aconteceu foi que o Aeroporto Internacional de Manaus, sede da Copa do Mundo, além de ter uma reforma esdrúxula acontecendo, também não tem um terminal do Itaú, do Santander ou do Banco 24 horas funcionando! Os 100 reais que o Rodrigo tinha não eram suficientes para pagar a conta do estacionamento (em torno de 20 reais por dia). Assim a única forma de resolver o problema era pegar um táxi até o banco mais próximo, ele passou me buscar uma hora depois e lá fomos nós até o banco. Quando retornamos qual é o valor do táxi? 120 REAIS! A bandeirada do táxi só para sair do aeroporto, mesmo que seja para andar 5 quadras não deve sair por menos de 80 pilas! SURREAL!!! Nunca xinguei tanto um homem, um aeroporto, um lugar, fomos roubados na cara dura!

Aprendizado do dia: NUNCA deixe um carro ou pegue um táxi no aeroporto de Manaus.

Tempos movimentados no Brasil! (em Manaus, no Amazonas)

Tempos movimentados no Brasil! (em Manaus, no Amazonas)


Bem, depois de xingar todas as gerações manauaras relacionadas aos taxistas, bancários e aeroportuários, nós finalmente estávamos seguros dentro do nosso universo particular, a Fionitcha!

Prédio histórico em Manaus, no Amazonas

Prédio histórico em Manaus, no Amazonas


Hora de achar um hotel, lugar para tomar um banho quente e esticar o corpo em uma cama de verdade. Eu precisava descansar, corpo cansado e uma gripe me atacando, terrível. Hotelaria em Manaus não é coisa fácil... se é bom é muito caro, se o preço é plausível o lugar será horrível, úmido e mofado... foi o que aconteceu conosco da última vez. Tenho certeza que foi no hotel aqui de Manaus que desenvolvi a rinite que hoje faz parte da minha vida. Assim, fomos logo para o Largo São Sebastião para um novo Hostel Boutique que nos foi indicado pelo pessoal do Instituto Mamirauá. O hostel uma gracinha, os quartos de casal estavam lotados, então pegamos um quarto com um beliche, apertadinho mas mega confortável e novinho em folha. Detalhe, a meia quadra do Teatro Amazonas.

O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado

O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado


Hoje é dia de feira no largo. Dia de feira é dia de tapioca de queijo coalho com tucumã e suco de graviola. Dia de feira é dia de descobrir os artesanatos de diferentes regiões e tribos indígenas amazônicas, colares, sementes, cascas, frutas e toda a medicina que a maior floresta do mundo oferece.

Deliciosa tapioca com tacumá e queijo coalho, em Manaus, no Amazonas

Deliciosa tapioca com tacumá e queijo coalho, em Manaus, no Amazonas


Delicioso café da manhã tradicional em feira de Manaus, no Amazonas

Delicioso café da manhã tradicional em feira de Manaus, no Amazonas


Na nossa outra passagem por Manaus já havíamos explorado mais a cidade, então hoje a tarde foi de volta à civilização, mas fazendo um programa de índio: assistir a estréia do mais novo filme de zumbis hollywoodiano: World War Z. O Ro estava acompanhando o lançamento desse filme, a cada trailer que escapava na internet, a cada teaser, cada detalhe. Chegamos ao shopping e a fila estava gigantesca! Mas... com calma e jeitinho deu tudo certo e vimos o Brad Pitt lutando contra os milhares de zumbis.

Café da manhã na feira, em Manaus, no Amazonas

Café da manhã na feira, em Manaus, no Amazonas


A noite foi bem mais produtiva, na minha humilde opinião. Fomos recebidos pelo pessoal do Amazonas Jeep Club que conhece as estradas da região como a palma da mão! Claudionor foi o nosso contato, indicado pelo Ricardo lá de Boa Vista. Ele agitou um encontro numa pizzaria, veio nos guiar pelas ruas de Manaus até encontrarmos essa galera muito sangue bom que tinha respostas na ponta da língua para todas as nossas perguntas! Juca é catarina, mas vive aqui há uns 20 anos, já fez a BR 319 muitas vezes e nos garantiu que passamos tranquilamente com a Fiona, nossa fiel escudeira! Mais bacana ainda é ver a mulherada guerreira que acompanha os maridos, algumas iniciantes e outras já mais aventureiras que eles! Obrigada galera, foi demais encontra-los aí em Manaus!

Jantas com integrantes do jipe clube de Manus, no Amazonas

Jantas com integrantes do jipe clube de Manus, no Amazonas


Nosso plano é seguir agora pela BR 319, a pior BR do Brasil! Serão 800 km de buracos, lama e mais de 120 pontes que ligam Manaus à Porto Velho. Aventura que não acaba mais!!! Vambooora!

Com o Claudionor, do jipe clube de Manaus, no Amazonas

Com o Claudionor, do jipe clube de Manaus, no Amazonas

Brasil, Amazonas, Manaus, Porto, Aeroporto, Amazônia, Amazonas Jeep Club, feira, tapioca

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Um dia pelo Napa Valley

Estados Unidos, Califórnia, Napa Valley

Prova de vinhos na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Prova de vinhos na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


O Napa Valley, que é a região mais famosa de vinhos na América do Norte e uma das mais conhecidas do mundo, recebe mais de 4,5 milhões de turistas todos os anos. A produção de vinhos nesta região começou em meados do século XIX e até 1900 já contava com mais de 140 vinícolas. Logo depois veio um surto de phylloxera, uma praga que matou grande parte das plantas, seguido pela Lei Seca na década de 20, quebrando várias das operações.

Vinhedos no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Vinhedos no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Foi apenas em 1960 que a produção de vinhos premium começou, muitas pesquisas e novas técnicas já vinham sendo aplicadas e começaram a render frutos, principalmente nas variedades Cabernet Sauvignon e Chardonay. Foi em 1976, após vencer alguns franceses tradicionais em um blind test na Paris Wine Tasting, que Napa Valley se consagrou mundialmente na viniviticultura. Hoje são mais de 450 vinícolas no vale, espalhadas por suas 16 AVAs, sem mencionar o seu vizinho Sonoma Valley.

O mapa do Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

O mapa do Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Chegamos ao Napa Valley na véspera do Thanksgiving, um dos, senão o mais importante, feriado no calendário americano. O Thanksgiving aqui tem a mesma ou mais força que o Natal nas tradições familiares e é quando as famílias se reúnem para comer um belo peru e agradecer pelo ano que passou. Nosso trabalho, portanto, não foi o de selecionar as melhores vinícolas ou escolher entre as preferidas indicadas, e sim descobrir quais delas estavam abertas durante o feriado. Embora eu tenha ficado completamente decepcionada com o nosso timing de chegada na região, digamos que este contratempo facilitou a nossa vida.

Visitando o Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Visitando o Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Nosso tour começou na cidade de Napa, seguiu pela rodovia 29, passando pelas sub-regiões de Yountville, Oakville, Rutheford, St. Helena e Calistoga. Em busca das vinícolas em funcionamento fomos descobrindo várias paisagens lindíssimas nas estradinhas alternativas. As videiras já amarelas denunciavam o fim da estação de colheita e traziam um colorido especial para o final de outono no wine country. A Silverado Trail é a estrada paralela a 29 com cenários mais bucólicos e também dá acesso a vários produtores.

Passeando pela belíssima região do Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Passeando pela belíssima região do Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


As vinícolas visitadas foram também as maiores, mais populares e, portanto, quase obrigatórias em qualquer visita ao Napa. Vamos lá:

Visitando a mais famosa região produtora de vinhos do país, o Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Visitando a mais famosa região produtora de vinhos do país, o Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


A V. Sattui é uma antiga vinícola, muito famosa no final do século XIX, mas que ficou “dormente” durante mais de 60 anos após a Lei Seca. Dario Sattui, bisneto do fundador Victorio Sattui, lutou por um sonho que se tornou realidade, reabrir a vinícola de seu bisavô. Além de produzir vinhos de variados tipos de uva e manter uma filosofia de venda direta ao consumidor, a V. Sattui é famosa por sua Cheese Shop & Deli e agradável área de piquenique. É uma das melhores opções no vale para, além de provar vinhos, se abastecer de ótimos queijos e sanduíches para o almoço.

O irresistível balcão de queijos na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

O irresistível balcão de queijos na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


A simpática área para piqueniques na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

A simpática área para piqueniques na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Lá eu fiz a Reserve Tasting (15 dólares) que dá direito a provar 6 vinhos da seleção de reservas da vinícola. Eu priorizei os mais encorpados, meus preferidos. Embora não seja grande conhecedora, aqui foram os Cabernets Sauvignons e o Zinfandel que mais me agradaram. Ainda assim nada que me comovesse a ponto de comprar. O que me comoveu mesmo foi o mercado de queijos e embutidos, levei vários queijos diferentes para provar, além dos deliciosos sanduíches gourmet.

Provando vinhos na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Provando vinhos na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Saímos da V. Sattui a tempo de conhecer sua vinícola irmã, o Castello di Amorosa. A admissão para visitar os dois andares principais do castelo é de 18 dólares e já inclui uma degustação de 5 vinhos premium da vinícola.

Felicidade em encontrar uma vinícola aberta no dia de Thanksgiving, Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Felicidade em encontrar uma vinícola aberta no dia de Thanksgiving, Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


A propriedade foi construída no estilo dos castelos da Toscana do século XIII por Dario Sattui, sim o bisneto do Victorio Sattui e dono da V. Sattui Winery. Ele é um homem obcecado por arquitetura medieval e durante suas viagens à Itália estudou incansavelmente a sua paixão sem entender exatamente por que. Anos mais tarde a resposta apareceu na sua frente, ele iria trazer para o Napa Valley um pedacinho da Itália que ele tanto amava.

O famoso Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

O famoso Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Depois de visitar verdadeiros castelos medievais na Europa, entrar em um castelo nos Estados Unidos pode parecer uma piada, mas não é o caso aqui. Dario é também um idealista e, depois de 15 anos de pesquisas, foi detalhista e impecável na construção do seu castelo, quase indo à falência. Depois de quase 10 anos o castelo ficou pronto e as parreiras de Cabernet Sauvignon, Merlot, Sangiovese e Primitivo plantadas nos seus arredores já haviam amadurecido e sido transformadas em um dos melhores vinhos do Napa Valley.

O pátio interno do Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

O pátio interno do Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Vinícola Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Vinícola Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


A sala de degustações está localizada em uma das 80 salas subterrâneas do castelo de mais de 11.240m2. No balcão lotado encontramos um espaço e logo fomos atendidos por uma simpática italiana, que além de me fazer praticar meu parco vocabulário italiano, nos guiou perfeitamente pelos melhores vinhos disponíveis para o tasting. O nosso preferido foi o Sangiovese 2009, com aroma perfumado de flores secas, ameixa vermelha, especiarias doces e carvalho tostado, delicioso! Gostamos tanto que aproveitamos a promoção e levamos 3 pelo preço de 2, já pensando nas comemorações vindouras!

Provando os vinhos da vinícola Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Provando os vinhos da vinícola Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


No dia seguinte, depois de um intenso trabalho, consegui convencer o Rodrigo a estender a manhã na região e ainda fazer uma visita na Domaine Chandon, para provar os seus vinhos espumantes. Afinal, como vir até aqui e não ter a chance nem de degustar uma das melhores champagnes do mundo?

Famosa produtora de espumantes, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Famosa produtora de espumantes, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


A Domaine Chandon foi a primeira vinícola francesa de espumantes a se estabelecer nos Estados Unidos, em 1973. Empregando todo o conhecimento, técnica e tradição da casa de champagnes francesa Möet & Chandon, aqui confirmaram a vocação das terras de Yountville, Carneros e Mount Veeder para a produção das uvas Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier.

Hora de experimentar champagnes, na Domaine Chandon, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Hora de experimentar champagnes, na Domaine Chandon, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Ontem, durante o feriado, apenas o Étoile, restaurante da vinícola, abriu para o almoço especial de Thanksgiving, mas sem degustações. Hoje a tasting room estava aberta e lotada. Novamente escolhi a Reserve Tasting para provar os espumantes reserva, com pelo menos 3 anos de envelhecimento e sabores mais robustos. Para acompanhar, uma tábua de queijos e tivemos o petit dejeneur mais chique dos 1000dias, queijos e variados sabores de Chandons em um pátio aberto e verde, sentindo a brisa fresca do Napa Valley.

Experimentando champagnes pela manhã, na vinícola Domaine Chandon, no Napa valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Experimentando champagnes pela manhã, na vinícola Domaine Chandon, no Napa valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Experimentando champagnes pela manhã, na vinícola Domaine Chandon, no Napa valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Experimentando champagnes pela manhã, na vinícola Domaine Chandon, no Napa valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Infelizmente a nossa passagem pela região foi relâmpago, mas recheada de boas memórias, histórias e paladares. Das 450 vinícolas no Napa Valley conhecemos apenas 3, sem dúvida não faltarão motivos para retornar.

Champagne comprada, saindo da vinícola Domaine Chandon, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Champagne comprada, saindo da vinícola Domaine Chandon, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Se você quer mais dicas e informações sobre a região, o blog do nossos amigos MauOscar tem um guia completo do Napa Valley, nós seguimos as dicas e aprovamos!

Estados Unidos, Califórnia, Napa Valley, Vinícolas, Vinho, Enoturismo, Espumante

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Fomos rumo à Belém

Brasil, Pará, Belém

Noite, na Estação das Docas, em Belém - PA

Noite, na Estação das Docas, em Belém - PA


Hoje nos despedimos de Algodoal logo cedo, caminhamos até o porto para a barca das 10h30, acompanhados de Marjorie que veio nos dizer até logo. Cruzamos a baia com a mesma sensação que temos quando voltamos da Ilha do Mel para Pontal, ai que vontade de ficar!

Viagem de barca entre Algodoal e Marudá - PA

Viagem de barca entre Algodoal e Marudá - PA


Ao mesmo tempo estávamos ansiosos, pois a partir dali tomaríamos muitas decisões chaves para a continuação da viagem rumo às Guianas. Duas horas de estrada, como diz a música “que beleza de paisagem, fomos rumo à Belém!” Passamos por Castanhal, outra grande cidade paraense e seguimos ao encontro do maior rio do mundo, o Rio Amazonas.

Ficamos hospedados no Hotel Unidos, no centro histórico de Belém. Já havíamos até agendado para termos um endereço onde para receber uma correspondência: finalmente recuperamos nosso chip da TIM! Tentamos agendar a revisão de 30 mil km da Fiona, mas a concessionária estava sem sistema e queria agendar para a semana que vem. Nem pensar, já agendamos em Macapá para não perdermos tempo. O outro desafio era conseguirmos embarcar a Fiona para a capital amapaense, encontrando uma balsa barata e de preferência que pudéssemos ir junto. Pesquisamos na internet, assuntamos no hotel, guias e tudo mais, até que ficamos entre duas opções: a Macamazon que tinha uma balsa saindo já no sábado ou uma pessoa indicada por eles que talvez tivesse uma balsa na segunda-feira.

Passeando e falando ao telefone na Estação das Docas, em Belém - PA

Passeando e falando ao telefone na Estação das Docas, em Belém - PA


Além de Belém ainda queremos conhecer a Ilha de Marajó antes de atravessar. Nada feito, as balsas só iriam sair na quinta ou no sábado para Macapá, acabamos optando por mandar a Fiona no sábado e seguirmos depois de avião. Ainda teremos esta experiência de dormir na rede descendo o Rio Amazonas, é claro que não quero perder isso por nada! A decisão, porém foi a de aproveitarmos as 22 horas a mais que teremos em Belém, já que o preço da passagem é praticamente o mesmo do barco. Queremos seguir logo para a fronteira com a Guiana Francesa, pois além da questão do visto do Rodrigo já teremos a extensão territorial do seguro valendo a partir do dia 1° de Março, não podemos perder tempo!

Jantando e falando ao telefone na Estação das Docas, em Belém - PA

Jantando e falando ao telefone na Estação das Docas, em Belém - PA


Passamos a tarde toda nessa função, sem almoçar, então merecíamos um belo jantar. Aproveitamos a noite para conhecer um dos principais pontos turísticos da cidade, a Estação das Docas. Um antigo porto praticamente abandonado, foi totalmente revitalizado em um ambicioso projeto arquitetônico e cultural às margens da Baia do Guajará, do Rio Amazonas. A Estação possui restaurantes de diversas culinárias, bares, espaço de exposição e cinemas. Um pequeno porto turístico ainda funciona no início da Doca 1 e ali próximo há uma exposição contando a história do porto e sua importância para o desenvolvimento da cidade de Belém. A sofisticação do empreendimento e sua estrutura à beira do rio nos recordaram muito Puerto Madero, em Buenos Aires, mas com sotaque e temperos paraenses.

Brasil, Pará, Belém, Marudá, Ilha de Algodoal

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10.000 a.C.

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu)

Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Quando estamos no escritório, em casa, nas cidades, shoppings, enfim, nas nossas vidas cotidianas, logo imaginamos o Discovery Channel, o NatGeo ou ainda lembramos daquele filme de mesmo nome lançado recentemente. Puxamos na nossa imaginação todas as referências que temos do mundo antes dele ser ocupado pelo homo sapiens sapiens. Será que ainda existiam os dinossauros? Eras glaciais? Homens das cavernas? Aí até os Flintstones aparecem na memória! Fazendo este exercício percebemos como estes míseros 10 mil anos estão distantes da nossa realidade.

Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Há 10 mil anos estava terminando a última era Glacial e o mundo já era habitado pela nossa espécie. Eles lutavam para sobreviver ao frio, utilizando as cavernas como abrigo. As cavernas por sua vez possuem outra perspectiva do tempo e do mundo. A terra existe há 4,5 bilhões de anos, desde então passou por diversas eras geológicas, se transformando e evoluindo com a passagem dos milhões de anos, até hoje. As cavernas presenciaram e fazem parte desta história, pois o processo de formação destas cavidades segue há alguns milhões de anos.

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Todo este processo fica claro quando entramos em um monumento natural como a Caverna do Janelão no Vale do Peruaçu. É monumental, sensacional, fantástico! São paredes de mais de 100m de altura, formações espeleológicas gigantescas, como o cogumelo ou a perna da bailarina, que está no Guiness Book por ser a maior estalactite do mundo com 28m de comprimento.

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


O maior estalagtite do mundo, a 'Perna da Bailarina', na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

O maior estalagtite do mundo, a "Perna da Bailarina", na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


A natureza vem trabalhando há 2 ou 3 milhões de anos esculpindo nesta rocha calcária as mais variadas formas, túneis e salões que hoje nos deixam boquiabertos por sua grandeza. Ali dentro devem ter passado dinossauros, preguiças gigantes e toda a grande fauna que um dia já habitou o nosso continente. Soubemos que em uma fazenda próxima ainda se encontra um fóssil de uma preguiça gigante! Que achado!

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Não é a toa também que ali, a apenas 45 minutos de caminhada, encontramos também curiosos painéis de pinturas rupestres, que um dia tiveram um significado completamente diferente para os nossos antepassados e hoje contam parte da história recente do nosso país.

Pinturas rupestres no 'Painel', no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Sabe-se que os nossos índios não chegaram a conhecer estes homens das cavernas. Como será que eles eram? O que será que se passava pela cabeça destes homens, mulheres e crianças que viviam em um mundo completamente diferente do nosso? Como eles se abrigavam o frio, o que eles comiam? Como se comunicavam? O que será que esses símbolos significavam para eles?

Pinturas rupestres no 'Painel', no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Todas essas perguntas surgem quando nos deparamos com um lugar como este. O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu possui potencial imenso para se tornar um dos principais parques de pesquisa geológica e antropológica no Brasil. E agora, depois de visitar um lugar como este, fica muito mais fácil responder a aquela pergunta. Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Boa parte das respostas surgirá. Intuitivamente, pois em algum lugar dentro de você estas lembranças, seja em memória genética ou espiritual, existem.

Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu), Cavernas, parque nacional, espeleologia, Peruaçú, Caverna do Janelão

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Trutas e Fumaça

Brasil, Espírito Santo, Ibitirama

Tecnotruta, em Ibitirama - ES

Tecnotruta, em Ibitirama - ES


Depois da ressaca eleitoral, acordamos na tranqüila cidade de Ibitirama e resolvemos explorar a região. A sua principal atividade é a agropecuária, sendo uma região forte na produção do café. Chegando na cidade descobrimos que além do café a cidade se destaca também pela produção de trutas, pois lá existe a maior criação de trutas em cativeiro do Brasil! No seu pico de produção chegou a registrar em torno de 7 toneladas de trutas por mês! O Tecnotruta fica há 18km de Ibitirama no distrito de Santa Marta, além de um pesque e pague eles possuem também um restaurante que tem como prato principal, adivinhem o que? Deliciosas trutas! O restaurante abre a semana toda, nós é que tivemos azar mesmo, pois a cozinheira estava doente e não foi trabalhar hoje.

Tanque de trutas na Tecnotruta, em Ibitirama - ES

Tanque de trutas na Tecnotruta, em Ibitirama - ES


Do trutário seguimos novamente em direção à Ibitirama para conhecer o Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça. Ela possui em torno de 80m de altura e logo visualizamos da estrada parque que dá acesso á portaria do parque. As trilhas estão muito bem marcadas e são de fácil acesso, não tomando mais de 5 minutos para se chegar ao pé da cachoeira. Neste período ela está com um volume menor de água e a chuva recente deixou as suas águas, normalmente límpidas, um pouco mais escuras.

Cachoeira da Fumaça, parque estadual em Ibitirama - ES

Cachoeira da Fumaça, parque estadual em Ibitirama - ES


Nosso próximo destino é o Pico da Bandeira, que fica aqui mesmo no município de Ibitirama, porém a trilha por aqui é mais longa e segundo informações que conseguimos, ela ainda não está bem demarcada. Por isso seguimos por estradas de terra contornando o Parque Nacional para chegar à portaria que fica na cidade de Alto Caparaó, em linha reta ficaria há apenas 24km de Ibitirama, exatamente do outro lado da montanha, mas de carro são 100km. No caminho fomos conhecendo a região que possui diversas cachoeiras e poços para banho. Paramos para um lanche na graciosa cidade de Penha. É pequenininha, mas possui uma infra turística bem razoável, além de pousadas, lanchonetes tem até um espaço holístico de alimentação natural e meditação, uma graça!

Cachoeira da Fumaça, parque estadual em Ibitirama - ES

Cachoeira da Fumaça, parque estadual em Ibitirama - ES


Mais um pouco e chegamos à cidade de Pedra Bonita, em um dos mapas que recebemos vimos que aqui havia também uma portaria do Parque do Alto Caparaó, parque que abriga o Pico da Bandeira. Resolvemos ir até lá para nos informar e entender qual era a diferença entre esta portaria e a que se encontra na cidade de Alto Caparaó. Wellington e Ricardo, funcionários do parque e do ICMBio nos atenderam e foram super atenciosos, nos explicaram as trilhas e acabaram nos convencendo a subir por aqui. Já havíamos ouvido falar que a trilha aqui pelo ES era mais íngreme, porém com vistas muito mais bonitas. Conseguimos chegar de carro mais perto do pico e caminhar apenas 2,3km, além de explorar outras cachoeiras, coisas que não encontramos no lado mineiro. O Rodrigo já subiu pelo Alto Caparaó duas vezes, mas eu não conheço o outro lado. Sendo assim optamos por realizar a travessia, subimos pela portaria capixaba e descemos pela portaria mineira, assim fica mais democrático para todos. Vamos nos preparar, pois amanhã teremos em torno de 15km pela frente, boa noite!

Fiona na Cachoeira da Fumaça, parque estadual em Ibitirama - ES

Fiona na Cachoeira da Fumaça, parque estadual em Ibitirama - ES

Brasil, Espírito Santo, Ibitirama, cachoeira, Pedra Bonita, Santa Marta, Cachoeira da Fumaça

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