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FLONA Tapajós

Brasil, Pará, Santarém, Alter do Chão

Gigante entre as gigantes, pé de Samaúma na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Gigante entre as gigantes, pé de Samaúma na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA


A Floresta Nacional do Tapajós é uma unidade de conservação criada em 1974 com o objetivo principal de preservar os recursos naturais encontrados nesta região, sejam eles minerais, animais ou vegetais. A FLONA Tapajós possui 554 mil hectares de Floresta Amazônica e fica localizado entre o Rio Tapajós e a BR 163, famosa Cuiabá- Santarém. Além do trabalho de preservação o ICM-Bio estimula pesquisas científicas sobre este bioma e desenvolve um trabalho de manejo sustentável da floresta junto às populações tradicionais da área de reserva.

Placa indicativa da trilha na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Placa indicativa da trilha na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA


As maiorias destas comunidades localizam-se às margens do Rio Tapajós, tendo acesso por barco ou estrada. As mais procuradas para visitação são as comunidades ao norte do parque, São Domingos, Maguari e Jamaraquá, que já possuem serviço de guias locais. A reserva foi aberta à visitação já como parte do plano de desenvolvimento sustentável da comunidade, que abriu trilhas para suas principais atrações e treinou mateiros locais para a recepção dos turistas.

Portaria da FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Portaria da FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA


Nós fomos conhecer a comunidade de São Domingos. O Seu Luiz é o coordenador do projeto de visitação desta vila, porém estava em outra atividade. A partir do contato com o guarda-parque na sede do ICM-Bio, pagamos a taxa de 5 reais por pessoa e contatou o Seu Chico, nosso guia.

Instruções para queimadas na área da FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Instruções para queimadas na área da FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA


Seu Chico conhece muito bem a mata, participou da abertura do planejamento e abertura da trilha. Disse que levaram em torno de 10 dias para abrir a trilha que possui 14km de extensão, passa por duas áreas distintas de floresta e diversas árvores centenárias e gigantescas.

Caminhando na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Caminhando na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA


A primeira hora de caminhada é pela parte baixa e de solo mais arenoso. Ali encontramos muitas seringueiras e a vegetação típica da floresta úmida, porém em tamanhos menores. Como o solo possui menos nutrientes a própria matéria orgânica gerada pela floresta é que a mantém viva. Esta região é habitada pela população ribeirinha há anos, parte desta área já é de floresta secundária mesclada com árvores plantadas para o extrativismo. As seringueiras que vimos aqui foram plantadas pelo tio de Chico há mais de 80 anos, quando era criança. Ele, seus filhos e netos sobrevivem da extração do látex das mesmas árvores, incrível!

Seringueira com cicatrizes, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Seringueira com cicatrizes, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA


A partir da segunda hora de caminhada chegamos à floresta primária, solo riquíssimo e embora seja menos densa, suas árvores são imensas e frondosas. A primeira gigante que vemos é uma árvore de piquiá, madeira boa para movelaria , além de possuir um óleo bom para massagem e queimaduras.

Guarúba, uma das gigantes da floresta, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Guarúba, uma das gigantes da floresta, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA


Continuamos andando, tentando absorver o máximo de conhecimento possível que o Chico tem a nos passar. Ele nos contou sobre o inventário de madeira que está fazendo para a cooperativa de movelaria da comunidade. Foram mais de 2 mil árvores inventariadas com o acompanhamento de um técnico do ICM-Bio, para que sejam retiradas 80, sendo em torno de 5 unidades por ano. Eles definem quais podem ser retiradas, madeiras de lei como cedro e ipê, quantas de cada qualidade e em que período. Um belo trabalho.

Guariúba, enorme árvore na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Guariúba, enorme árvore na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA


Seguimos maravilhados pela trilha, vimos a Carapanaúba, árvore de onde se extrai o remédio da malária, Guaruba, outra das árvores gigantes, com mais de 50m de altura. Ainda assim ela não chega aos pés do Tauarí, árvore de raízes imensas e aqui encontramos 5 delas, uma ao lado da outra, e elas estão se unindo, formando uma única parede de madeira.

Dois pés de Tauarí fundidos, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Dois pés de Tauarí fundidos, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA


A trilha é circular, começa atrás da sede da portaria da FLONA e termina atrás da igreja da vila. O ponto central da trilha é a principal atração, descoberta apenas 6 meses depois que a trilha estava em uso, uma Samaúma gigante, com 50m de altura e raízes colossais. Ao lado dela fica uma cabana de palha de coco coruá, usada no período de seca para excursões que dormem uma noite no meio da floresta.

Gigantesco tronco de Samaúma, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Gigantesco tronco de Samaúma, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA


A partir daí, 7 km se foram e 7 km ainda estão por vir. Vimos ainda guariúbas, árvore de raízes vermelhas, cedros, apuís abraçadeiras e muitos babaçus. Demos a grande sorte de encontrar com um bando de bugios gritadores fazendo um barulho ensurdecedor. Estávamos ao lado deles, mas estavam muito no alto nas árvores, não conseguimos avistá-los. Para fechar a experiência amazônica faltavam apenas duas coisas, um temporal dentro da floresta úmida e uma cobra. O primeiro não demorou a começar, foi mais de uma hora embaixo de chuva. Para fechar uma caninana, cobra não venenosa, daquele tipo constritora, que esmaga suas presas. Ela tinha uns 3 metros e estava bem no meio da trilha, morta. Confesso que deu um alívio, mas foi bacana vê-la de pertinho.

Uma Caninana de quase três metros, morta, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Uma Caninana de quase três metros, morta, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA


Chegamos na igreja, a chuva tinha acabado de se dissipar. Caminhamos pela principal rua da comunidade até o carro e logo nos avisaram de um bicho preguiça que estava com seu filhote ali por perto. O Seu Luiz fez questão de nos receber na sua casa, revisar os nomes das árvores que conhecemos com Chiquinho, saber se havíamos gostado e sido bem recebidos. Nos deu um panfleto da Flona e nos vendeu o artesanato que está desenvolvendo com sementes, palhas e plantas da floresta. Além de nos mostrar o couro da sucuri de 6 m que ele encontrou por ali.

Couro de sucuri de cinco metros, na casa do Seu Luiz, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Couro de sucuri de cinco metros, na casa do Seu Luiz, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA


É a Floresta Amazônica às margens do Rio Tapajós. Não encontramos apenas as espécies nativas, como pudemos conhecer de perto a cultura desta comunidade, quase tão nativa quanto a floresta.

Couro de sucuri na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Couro de sucuri na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA

Brasil, Pará, Santarém, Alter do Chão, Rio Amazonas, Rio Tapajós, FLONA, Tapajós, Floresta Nacional

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Ruínas Mayas de Quintana Roo

México, Cobá, Tulum

A combinação perfeita em Tulum: ruínas mayas e o mar caribenho! (na península do Yucatán, no México)

A combinação perfeita em Tulum: ruínas mayas e o mar caribenho! (na península do Yucatán, no México)


Após um passeio pelas incríveis ruínas de Chichén Itzá, Uxmal e as Grutas de Lol-Tún (veja post anterior), chegou a vez de viajarmos pelas ruínas mayas no atual estado mexicano de Quintana Roo. A propósito, poucos sabem que Chichén não faz parte deste estado, já que a maioria visita estas ruínas vindos em tours da cidade de Cancún ou Playa del Carmen. Entretanto é aqui em Quintana Roo que estão duas ruínas muito especiais, Cobá e Tulum, cada uma com suas histórias e encantos.

RUÍNAS DE COBÁ

A mais alta das pirâmides em Cobá, que pode ser subida por turistas (na península do Yucatán, no México)

A mais alta das pirâmides em Cobá, que pode ser subida por turistas (na península do Yucatán, no México)


A uma hora de Valladolid, no caminho para Tulum e já no estado de Quintana Roo estão as ruínas de Cobá. O complexo foi descoberto pelos “chicleteros”, trabalhadores que extraíam a borracha do Zapote Chico, árvore que deu origem à goma de mascar Adams.

A mata densa que tomou conta das ruínas de Cobá, na península do Yucatán, no México

A mata densa que tomou conta das ruínas de Cobá, na península do Yucatán, no México


Passando por túnel sob as ruínas mayas de Cobá, na península do Yucatán, no México

Passando por túnel sob as ruínas mayas de Cobá, na península do Yucatán, no México


Cobá teve o seu apogeu entre os anos de 800 e 1.100 d.C. e chegou a abrigar uma população de 40 mil habitantes. Das ruínas mayas aqui citadas é a menos turística e por isso mesmo guarda um charme especial. Além do Templo de las Iglesias e do Conjunto de las Pinturas, o templo mais impressionante é o Nohoch Mul, ou grande pirâmide. Esta é a maior pirâmide maya no Yucatán, com 42 metros de altura! Lá do alto podemos ver as colinas que margeiam a Ruta Puuc.

Pela lateral, o Rodrigo ultrapassa vários turistas na subida à mais alta das pirâmides de Cobá, na península do Yucatán, no México

Pela lateral, o Rodrigo ultrapassa vários turistas na subida à mais alta das pirâmides de Cobá, na península do Yucatán, no México


Um pequeno Juego de Pelotas, com seus aros característicos nas laterias, nas ruínas mayas de Cobá, na península do Yucatán, no México

Um pequeno Juego de Pelotas, com seus aros característicos nas laterias, nas ruínas mayas de Cobá, na península do Yucatán, no México


Turistas usam a corda para descer a pirâmide de Cobá, na península do Yucatán, no México

Turistas usam a corda para descer a pirâmide de Cobá, na península do Yucatán, no México


As estruturas estão espalhadas por uma grande área, conectadas por sacbeob, caminhos brancos mayas. A mata secundária é bem crescida para o pobre solo da região e faz a caminhada ainda mais prazerosa dos dias quentes. Há também a opção de alugar bicicletas ou ainda pagar um bici-táxi para dar a volta por todo o sítio. Nós aproveitamos para caminhar na mata e fazer um pouco de exercício.

Bicitaxis levam turistas pelas longas alamedas das ruínas mayas de Cobá, na península do Yucatán, no México

Bicitaxis levam turistas pelas longas alamedas das ruínas mayas de Cobá, na península do Yucatán, no México


Junto com a Val, caminhando pelas longas alamedas de Cobá, antiga cidade maya na península do Yucatán, no México

Junto com a Val, caminhando pelas longas alamedas de Cobá, antiga cidade maya na península do Yucatán, no México


Ficamos hospedados na vila de Cobá, um quilômetro antes da entrada do sítio arqueológico. A vila é pequenininha e nada turística, encontramos um hostal familiar onde pudemos trocar receitas com a filha mais velha, que nos ensinou bastante sobre a culinária local, temperos e molhos. Numa caminhada rápida pela pequena vila eu e a Val ainda pudemos ver o final de um casamento que estava acontecendo na igrejinha, foi sensacional. A propósito, a Vila de Cobá foi eleita pela Valéria a melhor hospedagem da viagem!

Com a Val, no topo da mais alta pirâmide da cidade maya de Cobá, na península do Yucatán, no México

Com a Val, no topo da mais alta pirâmide da cidade maya de Cobá, na península do Yucatán, no México



RUÍNAS DE TULUM
A Cidade Maya de Tulum foi ocupada entre os anos de 1200 e 1521 d.C, no período conhecido como pós-clássico. Seu nome na língua maya quer dizer “muro”, mas este foi o nome dado pelos exploradores no século XX. A cidade era chamada por seus habitantes de Zama, ou “entardecer”, mal sabiam os mayas que este seria mesmo o entardecer de sua civilização, já que esta foi uma das últimas cidades mayas a ser abandonada, 75 anos depois da chegada dos espanhóis.

A combinação perfeita em Tulum: ruínas mayas e o mar caribenho! (na península do Yucatán, no México)

A combinação perfeita em Tulum: ruínas mayas e o mar caribenho! (na península do Yucatán, no México)


O sítio Arqueológico não é muito extenso, mas é excepcional, pois são as únicas ruínas mayas na beira do mar. Sua localização estratégica fazia de Tulum um importante porto para os mayas, que interligavam suas rotas comerciais com as cidades mais ao sul, passando por Belize e até Honduras.

Mar do Caribe visto do alto das ruínas mayas de Tulum, no México

Mar do Caribe visto do alto das ruínas mayas de Tulum, no México


Imaginem qual não foi a surpresa do navegador espanhol Juan de Grijalva quando passou por este litoral em 1518 e avistou uma imensa cidade amuralhada, com edifícios coloridos em vermelho, azul e amarelo e uma chama no topo de um mirante! Que privilégio esses navegadores tiveram! Segundo alguns arqueólogos esta chama seria de um farol, outros acreditam que era uma capela.

Visitando as ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar do Caribe, no México

Visitando as ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar do Caribe, no México


Os templos ainda possuem alguns estucos e estelas, fachadas decoradas e além do Kukulcán (a serpente emplumada), aqui se encontraram também referências ao Deus do Vento e outro chamado pelos arqueólogos de Deus Descendente. As águas azuis do Mar do Caribe e as pequenas praias de areias brancas completam um cenário magnífico, entre ruínas e iguanas. Imperdível!

Iguanas, os atuais moradores das ruínas mayas de Tulum, no sul do México

Iguanas, os atuais moradores das ruínas mayas de Tulum, no sul do México


As impessionantes ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar caribenho, na península do Yucatán, no México

As impessionantes ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar caribenho, na península do Yucatán, no México


Justamente por sua localização este é um dos sítios mais visitados no estado de Quintana Roo, próximo à Playa del Carmen, do Povoado de Tulum e a apenas 1h40 de Cancún. Fomos cedo para tentar evitar a superlotação, mas acho que todos pensaram igual. Nós contratamos um guia para dar uma melhor ideia da cultura maya in loco. É sempre mais fácil e faz a visita render bastante, já que ele sabe os principais pontos e passa várias informações interessantes.

A impressionante cor do mar do caribe, em Tulum, no México

A impressionante cor do mar do caribe, em Tulum, no México


As impessionantes ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar caribenho, na península do Yucatán, no México

As impessionantes ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar caribenho, na península do Yucatán, no México


Nesta série de posts sobre as ruínas mayas espero ter conseguido resumir um pouco da história e da nossa experiência nestes 4 sítios arqueológicos da Península do Yucatán. Para mim foi uma experiência riquíssima! Saímos daqui muito mais íntimos desta civilização tão próxima e ao mesmo tempo tão distante de nós. Mas a nossa passagem pelo Mundo Maya não para por aqui, ainda iremos encontrá-los mais ao sul em Belize, Guatemala e Honduras!

Uma das muitas estelas expostas na cidade maya de Cobá, na península do Yucatán, no México

Uma das muitas estelas expostas na cidade maya de Cobá, na península do Yucatán, no México


E aí, gostaram do passeio pelas ruínas mayas de Quintana Roo? Confiram também as antigas cidades Mayas de do estado vizinho de Yucatán.

México, Cobá, Tulum, arqueologia, mayas, Ruínas Mayas, Quintana Roo

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Navajo Nation

Estados Unidos, Arizona, Grand Canyon

O rio Colorado cruza e esculpe o deserto no norte do Arizona, nos Estados Unidos (Marble Canyon)

O rio Colorado cruza e esculpe o deserto no norte do Arizona, nos Estados Unidos (Marble Canyon)


Nos despedidos do Grand Canyon percorrendo o deserto dentro das fronteiras da Nação Navajo, uma das mais tradicionais e bem conservadas culturas indígenas dos Estados Unidos. Suas principais atividades econômicas são a pecuária, a confecção de produtos têxteis (fios, cobertores e tapetes) e a produção de alta qualidade de jóias semipreciosas com prata sterling e turquesas.

As incríveis cores e formas do deserto do norte do Arizona, quase fronteira com Utah, nos Estados Unidos

As incríveis cores e formas do deserto do norte do Arizona, quase fronteira com Utah, nos Estados Unidos


A maior reserva indígena americana cobre porções do Arizona, Utah e New México e cerca a Hopi Indian Reservation, outra área semiautônoma disputada pelas duas nações. A região é rica em minérios e na segunda metade do Século XX a mineração de carvão e urânio foi uma das suas principais atividades econômicas. A falta de informação e regulação fez com que grande parte dos trabalhadores indígenas fosse contaminada pela radiação e a mineração foi proibida no começo do Século XXI.

A primeira ponte rodoviária sobre o rio Colorado a leste do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

A primeira ponte rodoviária sobre o rio Colorado a leste do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Conhecida também como a população Diné ou Naabeehoó é a maior nação indígena reconhecida pelo governo americano, com 300.048 membros. Eles mantêm viva a língua navajo, derivada do Athabascan, língua falada pelas primeiras nações no oeste canadense e leste do Alaska. Acredita-se que eles migraram para a região em torno do ano 1.400, quando os Pueblanos já habitavam a área hoje conhecida como New México.

Montanhas esculpidas pelo tempo no dserto entre o Arizona e Utah, nos Estados Unidos (Cliff Dwellers)

Montanhas esculpidas pelo tempo no dserto entre o Arizona e Utah, nos Estados Unidos (Cliff Dwellers)


Em 1864 o governo americano resolveu expulsar os dinés da sua terra, obrigando-os a andar por 480km até Bosque Redondo, próximo à Fort Sumner no Novo México. A Long Walk levou mais de 9 mil indígenas entre homens, mulheres e crianças às piores condições de sobrevivência, sem o suprimento correto de água e comida, em meio à epidemias e conflitos com outras nações inimigas. Quatro anos mais tarde (1868) os líderes Navajo negociaram com o governo americano para retornarem a um local próximo à sua terra natal, e mesmo “sem permissão” voltaram a ocupar a terra ancestral próxima ao San Juan Valley.

Moradia indígena no deserto ao norte do Arizona, nos Estados Unidos (Cliff Dwellers)

Moradia indígena no deserto ao norte do Arizona, nos Estados Unidos (Cliff Dwellers)


O Marble Canyon é a fronteira oeste do território Navajo, cruzamos a Navajo Bridge sobre o Rio Colorado e seguimos ao norte pela I-89, passando por paisagens fantásticas, rochas esculpidas pelo vento e que são utilizadas pelos indígenas como curiosas cabanas de pedra (rock dwellings).

O rio Colorado cruza e esculpe o deserto no norte do Arizona, nos Estados Unidos (Marble Canyon)

O rio Colorado cruza e esculpe o deserto no norte do Arizona, nos Estados Unidos (Marble Canyon)


Nós ficamos hospedados no hotel do histórico Cameron Trading Post, estabelecido 1916 para receber comerciantes, exploradores viajantes de todo o mundo. Um punhado de casas, um hotel e um pequeno centro comercial onde cada família vende seu artesanato e peças de prata. Os traços geométricos característicos e o trabalho delicado na prata e nas pedras são realmente impecáveis! Pena que eles não curtem muito fotos, nem deles e nem dos trabalhos à venda... Temos que respeitar.

As magníficas vastidões entre a fronteira de Arizona e Utah, na Kaibab National Forest, nos Estados Unidos

As magníficas vastidões entre a fronteira de Arizona e Utah, na Kaibab National Forest, nos Estados Unidos


O Monument Valley, um dos mais impressionantes monumentos naturais do país, está dentro desta reserva, no caminho para a fronteira quádrupla entre os estados de Utah, Arizona, Colorado e New México, conhecida como Four Corners. Mas este será assunto para outro post.

A bela paisagem no caminho entre o Grand Canyon, no Arizona, e o Zion Canyon, em Utah, nos Estados Unidos

A bela paisagem no caminho entre o Grand Canyon, no Arizona, e o Zion Canyon, em Utah, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Arizona, Grand Canyon, Cameron, Navajo Nation, Indígena, Cameron Trading Post

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Casa da Vovó Carola

Brasil, Minas Gerais, Poços de Caldas

Chegamos esta manhã em Poços de Caldas, cidade de origem da Família Junqueira. Eu já havia estado em Poços quando, com meus pais e irmãs, fizemos uma viagem de carro por Minas, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Poços foi apenas uma cidade no caminho, me marcou pelo bondinho que estava em reforma e não pudemos visitar. Depois de 17 anos, Poços passou a ter outro significado para mim. Uma cidade que guarda toda a história da família do meu amor. Cidade em que ele cresceu brincando com seus primos, aprendendo com seus tios e convivendo com sua avó, querida Vovó Carola.

Café no parque de Poços de Caldas - MG

Café no parque de Poços de Caldas - MG


A casa antiga e bem preservada nos remete aos anos em que vovó vivia ali, junto de seus filhos, netos e alguns bisnetos, já que viveu até os 96 anos. Nós dormimos em seu quarto, que ainda hoje possui armários com suas roupas dependuradas, penteadeira com seus pentes e escovas de cabelo prateadas e na cômoda o seu altar com todos os santos e água benta da pia batismal de sua catequese. Na sua cama a memória dos oito partos realizados em casa, onde nasceram os super oito! Dentre eles o meu sogro, Seu Gustavo Junqueira. Na sua cama também a memória do seu último suspiro. A primeira vez que dormi ali, pedi licença à vovó em minhas orações e sonhei que acordava nos anos 30, ouvindo as charretes na rua e sentindo a emoção de mais um parto que estava por vir.

Nesta casa almoçamos e jogamos conversa fora com a família que veio de diversos cantos para o feriado. Guto, Sossa e Lulu de Ribeirão Preto. Lalau, João Pedro, Antônio e Lucas (amigo do Antônio) de São Carlos. Gogóia, Charles e Luiza de São Paulo e o Chico láááá de Rio Verde, Goiás. Fomos caminhar pela cidade, pela praça, ao lado do antigo Cassino, onde a missa do Corphus Christi está sendo organizada, as 16h sai a romaria em direção à igreja. Tomamos uma vitamina na casa de sucos que Rodrigo frequentava com 10 anos de idade e hoje vemos os sobrinhos se deliciando com a vitamina de açaí, banana e leite.

A deliciosa Casa de Vitaminas, em Poços de Caldas - MG

A deliciosa Casa de Vitaminas, em Poços de Caldas - MG


No caminho de volta decidimos parar nas famosas termas que dão nome à cidade. Águas termais sulfurosas com uma infinidade de benefícios para a saúde: reumatismo, mialgias, ansiedade, stress, dermatoses pruginosas, varizes, eczemas crônicos, gastrites hiperácidas, insuficiência hepáticas, diabetes mellitus, bronquites, renites e muitas outras. Banho pérola, vulga hidromassagem, com essas águas milagrosas e aquecidas direto da fonte.

Medindo o próprio peso, logo após o banho-pérola, nas Thermas de Poços de Caldas - MG

Medindo o próprio peso, logo após o banho-pérola, nas Thermas de Poços de Caldas - MG


A noite ainda uma aventura com os sobrinhos a bordo da Fiona, visita ao Cristo e depois a exploração de uma trilha off-road que nos levaria até um antigo hotel, hoje em ruínas. A corujisse do Rodrigo com a Fiona não permitiu que chegássemos ao objetivo. Lá no alto 10°C com sensação térmica de 5°C, voltamos para casa da Vovó e novamente o sentimento de estarmos em casa. Cada vez mais fica claro que a casa não é feita de um endereço fixo, mas sim das pessoas que amamos.

Vista do Cristo, direto do centro da cidade

Vista do Cristo, direto do centro da cidade

Brasil, Minas Gerais, Poços de Caldas,

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On the Road

Brasil, Paraná, Curitiba

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR


Hoje viajamos de Parati até Curitiba em uma batida só. O motivo? O casamento de um dos meus melhores amigos, Gustavo e Paula. Nos conhecemos desde os 13 anos, quando estudamos juntos no Expoente e por uma grande coincidência (ou não) descobrimos que nossas famílias se conheciam há muito tempo, do movimento espírita. Paula e Gustavo já namoravam há anos e ficaram noivos na Ilha do Mel, no mesmo dia do nosso casamento. Aquela ilha inspirou muitos casais! Tudo isso junto fez com que eu não pudesse perder este momento de jeito nenhum! Antes mesmo de viajarmos já havia prometido ao casal que viríamos de onde estivéssemos para celebrar esta união.

A Luiza, sobrinha querida, em Curitiba - PR

A Luiza, sobrinha querida, em Curitiba - PR


Foram 8 horas de estrada, chegamos direto na casa da mais nova pessoinha da família, Dona Luiza Silveira Clivatti! A Lulu está a coisa mais linda do mundo! Havíamos a encontrado na sua primeira semana de vida e depois só a vi umas duas vezes no skype, quase morreeeeendo de saudades. Nestes 2 meses a Luiza ganhou 1,5kg, está super interativa e ainda mais deliciosa. Dani e Dudu, vocês realmente fizeram um ótimo trabalho!

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR


Paparicando a Luiza em Curitiba - PR

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR


Chegamos em casa e fomos ao trabalho, descarregar a Fiona, lavar os 10 kg de roupa que acumulamos e organizar as coisas para o pouco tempo que temos que Curitiba. Eis que, quando eu menos esperava, recebo uma ligação do Gustavinho, um amigo de faculdade.

“Você está em Curitiba?!?! Eu vi seu carro aqui do lado da minha casa! Venha já, está rolando um churrasco da turma!”

Com amigos da faculdade, em Curitiba - PR

Com amigos da faculdade, em Curitiba - PR


Já era mais de meia-noite, mas eu não via os meus amigos há tempos. O Ro totalmente cansado, mas eu não pude deixar de ir! Foi uma maravilha! Boas risadas lembrando das nossas histórias da época. Ainda reencontrei um amigo que não via há tempos, o Marcelo, ele está trabalhando na área de turismo de aventura, rodou o Brasil e a América do Sul nos últimos 3 anos e tem altas dicas para nós. Maravilha! Vemos que nada é por acaso mesmo! Vamos ver se conseguimos nos encontrar algum dia desses para anotar as dicas. Amanhã será um dia corrido, pois logo logo estaremos on the road again!

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Parque Nacional Nevado Tres Cruces

Chile, Copiapo

Admirando as paisagens maravilhosas do Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Admirando as paisagens maravilhosas do Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


O Parque Nacional Nevado Tres Cruces está situado na porção norte do território chileno na Cordilheira dos Andes, praticamente todo acima dos 4.000m de altitude. Nós já tínhamos conhecimento da existência da montanha que lhe empresta o nome, mas não tínhamos ideia da extensão do parque e de tudo o que ele protege nesta região. Sem dúvida alguma ele faz parte dos atrativos que faz do Paso San Francisco um dos mais famosos entre a Argentina e o Chile.

Chegando ao Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Chegando ao Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


Flamingo dá m rasante na Lagoa Santa Rosa, no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Flamingo dá m rasante na Lagoa Santa Rosa, no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


Acordamos com os primeiros raios de sol entrando pela janela do nosso quarto improvisado no edifício de fronteira chileno. Prometemos sair cedo, até para não causar problemas para os amigos que nos permitiram dormir aqui. Rapidamente organizamos tudo, desocupamos a sala e fomos à Fiona, que coitada, não poderia estar em outro estado depois daquela noite tão fria. Água, óleo, diesel, todos os fluídos estavam congelados ou tão espessos que não a deixavam funcionar.

Deixando a alfãndega chilena no Paso San Francisco, a caminho do Parque Nevado Tres Cruces, região de Copiapo

Deixando a alfãndega chilena no Paso San Francisco, a caminho do Parque Nevado Tres Cruces, região de Copiapo


Ela já estava com o motor virado para o leste, recebendo todos os raios solares possíveis deste o amanhecer. Até a trinca da porta da capota estava travada, com alguma poeira congelada. Óleo de cozinha para desingripar a porta, tampa dianteira aberta para esquentar o motor, novo diesel no tanque, várias tentativas e quase uma hora depois Fiona estava de volta à ativa! Nosso combustível estava calculado em cima para descermos pelo caminho mais longo e mais bonito até Copiapó. 194 quilometros cruzando o Circuito de los Seismiles, a Laguna Santa Rosa e um longo cânion com dunas, burros selvagens e mais paisagens lunares.

Aviso de vicunhas no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Aviso de vicunhas no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


O circuito dos Seismiles é incrível, uma longa reta pelo altiplano ainda acima dos 4.000m ladeados pelas montanhas mais altas da cordilheira. O próprio Nevado Tres Cruces e o Ojos del Salado são as principais atrações, lindos, imponentes e totalmente convidativos em um dia de céu azul e menos vento. “As manhãs aqui normalmente são assim, céu limpo e sem vento”, nos disse Juan Carlos. Se tivéssemos chegado ao refúgio ou à área de camping do parque com esse clima provavelmente armaríamos a barraca para dormir, mal sabendo o que iríamos encontrar depois.

O grandioso Ojos del Salado, segunda maior montanha do continente no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

O grandioso Ojos del Salado, segunda maior montanha do continente no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


Atravessando o Salar Maricunga, no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Atravessando o Salar Maricunga, no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


Ao fim desta estrada do lado direito vemos crescendo no nosso para-brisa o imenso Salar de Maricunga. No final um morro e mais uma dessas lagunas andinas de tirar o fôlego, a Laguna Santa Rosa! Dezenas, centenas de flamingos cor-de-rosa pink contrastam o espelho azul de água salgada abaixo de nós. Enquanto fotografamos e corremos de um lado ao outro, já bem mais aclimatados, um casal de flamingos sobrevoa a lagoa dando rasantes impressionantes, um show à parte. Ao lado deles patos pretos, aves brancas, todos parecem não se importar com o frio, o vento e o gelo da água, afinal esta é a sua casa.

Fiona sobe montanha no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Fiona sobe montanha no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


Observando os flamingos da Laguna Santa Rosa, no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Observando os flamingos da Laguna Santa Rosa, no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


A belíssima Laguna Santa Rosa, no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

A belíssima Laguna Santa Rosa, no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


Emprestamos então o mirante do seu quintal e nos damos um tempo para contemplar essa beleza enquanto tomamos o nosso café da manhã tardio. Uma difícil despedida só é facilitada quando decidimos circundar a lagoa onde encontramos o refúgio do Parque Nacional Nevado Tres Cruces, a área de camping à beira da lagoa com um bando imenso de flamingos logo ali em frente. A despedida pedia ainda um encontro fortuito com um amigável zorro, raposinha andina que se aproximava provavelmente em busca de comida.

Os flamingos da Laguna Santa Rosa, no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Os flamingos da Laguna Santa Rosa, no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


Os flamingos da Laguna Santa Rosa, no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Os flamingos da Laguna Santa Rosa, no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


Um zorro (raposa) chega perto de nós no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Um zorro (raposa) chega perto de nós no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


Dali em diante cruzamos as montanhas em um grande ziguezague, nos despedindo do altiplano e descendo em um cânion infindável com pouca água e muitos burros praticamente selvagens. No fim dele encontramos um campo de dunas gigantes com ranhuras misteriosas, feitas provavelmente por pedras ou fios de água que não deixam marca ou rastro no final delas. Cheguei a pensar que eram feitas por sandboards, mas o terreno não é exatamente de areia, e sim de uma mescla de terra fina e pedras.

Aviso de descida íngrime (descida dos Andes!) no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Aviso de descida íngrime (descida dos Andes!) no Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


Estranhas marcas nas enormes dunas do Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Estranhas marcas nas enormes dunas do Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile


Chegamos aos pés dos Andes e finalmente reencontramos a estrada principal que segue para Copiapó. Na cidade uma parada rápida na praça principal, nossa primeira grande cidade chilena. Almoçamos enquanto observamos o centro da cidade. Feira, bancos, senhores de chapéu sentados mirando os mambembes vendendo sua arte ao lado do evangélico que prega ao vagabundo que nem lhe dá trela.

A tranquilidade da praça central de Copiapo, no norte do Chile

A tranquilidade da praça central de Copiapo, no norte do Chile


Decidimos seguir, La Serena é o nosso destino de hoje, uma praia no pacífico chileno a 360 km daqui. Longo caminho para encurtar a jornada que segue seu rumo diário e incansável. Um dia chegaremos.

Já na descida dos Andes, a Fiona atravessa os desertos do Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Já na descida dos Andes, a Fiona atravessa os desertos do Parque Nacional Nevado Tres Cruces, região do Paso San Francisco, próximo à Copiapo, no Chile

Chile, Copiapo, Montanha, off road, Paso San Francisco, Andes, Cordilheira dos Andes, Laguna Santa Rosa, Parque Nacional Nevado Tres Cruces, Circuito de los Seismiles

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25 km de Pura Manhattan!

Estados Unidos, New York, Nova Iorque

Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos

Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos


Falar de Nova Iorque parece fácil, pois a cidade que nunca dorme tem atrações para todos os gostos, bolsos e estilos. Ao mesmo tempo é uma grande responsabilidade. Selecionar atividades para três dias na Big Apple e sair de lá feliz com a programação é uma missão quase impossível. Nós tentamos mesclar programas culturais e ao ar livre, explorando novos espaços, outros bem antigos, mas ainda desconhecidos pelo casal.

Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos

Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos


Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


É importante deixar claro aqui que já estivemos em Nova Iorque em outra ocasião. No começo do inverno, em outubro de 2007, o Rodrigo veio correr a prova da famosa Maratona de Nova Iorque e eu vim como equipe de terra e tiete. O friozinho e os dias na cidade nos deram oportunidade de conhecer algumas atrações obrigatórias como Empire State, Museu de História Natural e o Metropolitan Museum of Art. Assim sendo desta vez tivemos mais tempo para dedicar aos nossos locais preferidos e descobrir as novidades da ilha de Manhattan.

Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Lago no Central Park conhecido por seus 'veleiros de brinquedo', em Nova Iorque - Estados Unidos

Lago no Central Park conhecido por seus "veleiros de brinquedo", em Nova Iorque - Estados Unidos


Nova Iorque no verão é uma cidade muito vívida, colorida e movimentada. Pessoas de todos os cantos do mundo vão e vem pelas avenidas. Escutamos árabe, chinês, alemão, norueguês, espanhol, japonês, alguns idiomas irreconhecíveis e muuuuuito português, brasileiro, é claro. A brazucada se destaca facilmente na multidão, com suas sacolas de compras e uma certa euforia típica dos nossos conterrâneos (me incluo nessa). Não é para menos, a alegria de estar conhecendo a capital do mundo é grande e salta aos olhos dos dois curiosos viajantes aqui. Andar pelas ruas nova iorquinas é realmente uma experiência antropológica.

Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos

Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos


Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Não tem melhor opção para começar a se sentir mais íntimo da cidade que uma longa manhã de explorações no Central Park! Roupa de caminhada, tênis de corrida e sem perder tempo já vamos comendo “on the go” um copão de iogurte natural com granola comprado na esquina. Em uma cidade plana como esta o ideal para os turistas saudáveis e bem dispostos é suar a camisa e sair andando por aí.

Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos

Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos


Passamos pela iluminada Times Square, caminhamos a 7ª e 6ª Avenida e cruzamos todo o Central Park. Gramados lotados de veranistas de biquíni tomando sol, praticando ioga, corrida, bike, mães com seus bebês e cachorros levando seus donos para passear. As quadras de baseball estavam cheias, com seus times de masters aproveitando o verão para colocar os treinos em dia. O coração verde de Manhattan ganha um ar praiano irresistível nestes dias quentes de verão.

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Caminhamos forte até o Dakota Building, prédio onde viveu e morreu o Beatle John Lennon. Passamos pelos campos de morango em direção ao Reservoir e com corpo aquecido aceleramos na corrida apreciando o skyline de Manhatan sobre a água que abastece a cidade.

Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Chegamos ao Upper East Side na altura da 87 St. com a 5ª Avenida, em frente ao Guggenheim Museum e já decidimos o museu da vez. Descemos pela Museum Mile já nos lamentando por não ter tempo de rever o Metropolitan, que entre outras exposições destacava a Byzantium and Islam - Age of Transition. Se alguém for, por favor nos conte!

O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Um detour rápido até a Park Avenue, cruzando a vizinhança bacana dos wealthies new yorkers e retornamos ao Central Park com blackberries e cerejas frescas. Logo chegamos à 5ª Av e ao templo do consumismo moderno, a Apple Store. A experiência de uso é o foco principal neste case de marketing dentro de um cubo de vidro, parada obrigatória para qualquer marqueteiro, comunicador ou aficionado por tecnologia.

A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos

Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos


Do moderno a um antigo templo da cidade, a St Patrick´s Cathedral. Imponente e silenciosa, a catedral construída de 1858 tem mais de um milhão de velas acendidas todos os anos! Passamos pelo Rockfeller Center e antes de continuarmos a caminhada fizemos um pit stop rápido no hotel para um banho e o figurino mais casual de fim de tarde.

Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos

Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos


Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos

Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos


A Highline é a atração no Meatpacking District. Antes esta zona esquecida da cidade, entre o West Village e o sul de Chelsea era cortada por uma linha de trem desativada, com mato crescido que nada acrescentava à cidade. Em um projeto de revitalização do bairro, conservação de sua história e criação de um cinturão verde ao redor da ilha, nasceu o projeto da Highline.

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Iniciativa de alguns poucos moradores da região que discordavam da demolição dessa estrutura e que se uniram para montar o projeto, angariar fundos e transformaram uma área perdida em mais um lindo parque. A estreita passarela elevada ganhou calçada, um projeto de paisagismo com plantas nativas do estado de Nova Iorque, além de mirantes, exposições de arte e áreas de lounge com cadeiras de praia em frente a uma corrente de água, como uma praia nos jardins suspensos da Babilônia.

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Cruzamos o agito dos bares e restaurantes do Meatpacking District e do Chelsea em direção ao prédio triangular que muitos devem lembrar do seriado Friends, quase em frente ao Madison Square Park e ao nosso destino final, o indicadíssimo Eataly!

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


O Eataly é um mercadão italiano com todos os produtos da mama que você pode imaginar. Desde verduras e legumes frescos, passando por cogumelos, molhos de tomate importados, azeites, balsâmicos, massas artesanais, caseiras, compotas, embutidos e, é claro, muitos queijos e vinhos! No centro deste mercadão de luxo, alguns restaurantes preparam tábuas e oferecem especialidades desde o Vêneto à Costa Amalfitana!

Venda de queijos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Venda de queijos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Queijos, salames e vinhos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Queijos, salames e vinhos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Vnda de cogumelos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Vnda de cogumelos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Delicioso vinho italiano no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Delicioso vinho italiano no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Este roteiro completo possui aproximadamente 25 km, caminhados quase sem sentir dentre os arranha-céus de Manhattan e algumas de suas melhores atrações!


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Aos mais preguiçosos, metrôs e/ou táxis estão sempre disponíveis no caminho, mas garanto, não só pelas calorias perdidas, se o fizer a pé não irá se arrepender!

Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Estados Unidos, New York, Nova Iorque, walking tour, roteiro, Central Park, Highline, Eataly, Manhattan

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Os 7 Povos das Missões

Brasil, Rio Grande Do Sul, São Miguel das Missões

Show noturno de luzes e sons em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Show noturno de luzes e sons em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Os 7 Povos das Missões são algumas das ruínas mais antigas existentes no Brasil. Construídas por jesuítas enviados pela Coroa Espanhola para amansar os nativos, facilitando a entrada dos exploradores e colonizadores, além de arrebanhar novas ovelhas para a Igreja Católica.

Estátuas da antiga Missão no Museu em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Estátuas da antiga Missão no Museu em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Os jesuítas foram fortes e suportaram longos períodos em uma selva distante, sem suprimentos e com pouco (quase nenhum) suporte de seu rei, porém gozavam de autonomia religiosa, respondendo diretamente ao Papa. Muito cultos, letrados e astutos utilizaram a música como instrumento de aproximação e evangelização dos Guaranis, povo com uma musicalidade impressionante, segundo relatos dos evangelizadores.

A cruz dupla nos jardins da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

A cruz dupla nos jardins da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


O cenário também foi muito propício à redução dos indígenas em missões jesuíticas, pois tanto espanhóis, quanto portugueses avançavam selva adentro buscando matéria prima e escravos de pele vermelha. Os bandeirantes paulistas unidos aos eternos inimigos dos guaranis, os tupis, tinham ainda mais vantagem e eram os mais temidos. Assim, para alguns caciques, as reduções se tornaram lugares atraentes tanto pela segurança que proporcionavam às tribos, quanto por prepararem estes indígenas para o convívio com o homem branco.

Interior da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Interior da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


O processo de formação destas missões foi lento, os jesuítas conseguiram, pouco a pouco, convencer os caciques guaranis dos benefícios de estarem reunidos, trabalhando em grupo para a produção de alimentos, educação e ao mesmo tempo garantindo a segurança de toda a tribo que, convertida ao cristianismo, tinha privilégios que os outros nativos não tinham.

Caminhando pelas ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Caminhando pelas ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Fundada em 1632 pelo padre Cristóvão de Mendonça, a Missão de São Miguel Arcanjo logo foi abandonada, em decorrência dos ataques de bandeirantes. O padre e mais de 4 mil indígenas retornaram do Paraguai e retomaram a missão em 1687.

A imponente porta da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

A imponente porta da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


São Miguel Arcanjo chegou a abrigar mais de 4 mil indígenas e apenas dois padres jesuítas eram os responsáveis pela missão. A língua falada dentro das reduções era o guarani, aprendido pelos padres, repassado pelas famílias às crianças que pouco à pouco iam aprendendo também o espanhol. Os costumes guaranis foram sendo modificados paulatinamente, inclusive a poligamia, que era privilégio do cacique. Dentro das missões os caciques mantinham a sua posição de comando, sendo o responsável por sua tribo e fazendo parte de um conselho de caciques que decidia e organizava a missão junto dos dois jesuítas.

Turistas visitam a Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Turistas visitam a Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


As economia nas missões girava à base de trocas, algumas produzindo mais algodão, milho, mate e outros insumos agrícolas, enquanto outras tinham a criação de gado como principal atividade. Além das trocas entre as missões, algumas provisões eram compradas de mercadores que vinham de fora ou mesmo nas cidades mais próximas que já se formavam às margens dos principais rios da região. Ferro, vidros e outros bens que não eram encontrados por ali eram trocados pelos bens produzidos dentro das reduções. Além disso as missões eram isentas de pagar tributos à Coroa Espanhola por 10 anos.

Ruínas da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Ruínas da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Todo o trabalho na construção destas verdadeiras cidades foram perdidos quando foi assinado o Tratado de Madrid, onde Portugal e Espanha trocavam as terras a leste do Rio Uruguai pela região de Colônia de Sacramento. Ao menos 5 gerações de indígenas já viviam ali, mais de um século de história, vivência, aprendizados e evangelização, sendo vassalos exemplares da coroa espanhola e era assim que o Rei lhes correspondia?

Visita às ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Visita às ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Foi quando os guaranis decidiram defender o seu lar, território reduzido dos indígenas (daí o nome reduções) e que ainda assim teimavam em roubar-lhes. Uma guerra terrível e sangrenta entre os indígenas e os europeus, espanhóis aliados aos portugueses, exterminou e dispersou a população indígena. Nesta mesma época a perseguição aos jesuítas já havia expulsado os primeiros missionários das missões, desmantelando toda a estrutura que existia e facilitando a derrubada das mesmas.

Ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Abandonada depois da Guerra Guaranítica, hoje São Miguel é Patrimônio Mundial pela UNESCO, assim como suas vizinhas argentinas Santa Ana, San Ignácio Miní e Nossa Senhora de Loreto, que pretendemos visitar. Nossa visita à São Miguel foi em um final de tarde nublado, com um sol tímido tentando iluminar as paredes vermelhas da antiga igreja, oficinas e das poucas estruturas que restaram em pé.

Uma figueira cresce sobre as ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Uma figueira cresce sobre as ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


À noite ainda assisti ao Show de Luzes e Som, atividade desenvolvida para atender às obrigatoriedades e padrões dos Patrimônios da Humanidade pela Unesco. Luzes piscam e iluminam a catedral, as oficinas e as árvores, enquanto elas ganham voz e personalidade, contando a história da missão com uma entonação bem dramática e teatral. Já conhecendo outros espetáculos como este eu achei a concepção artística do show um pouco simplista, mas ainda assim bem instrutiva para os que conseguem acompanhar os diálogos entre uma ruína e outra.

Show noturno de luzes e sons em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Show noturno de luzes e sons em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Dos nossos 7 Povos das Missões, São Miguel é o mais preservado e conta com o Museu das Missões, onde pudemos observar peças trabalhadas pelos escultores indígenas com a orientação dos jesuítas. A Rota das Missões conta ainda com mais 3 sítios arqueológicos, as ruínas de São João, São Lourenço e São Nicolau, além de 3 Santuários católicos modernos e o Salto Pirapó.

O mapa das Missões no território brasileiro

O mapa das Missões no território brasileiro


Nossa viagem continua, mas agora do outro lado do Rio Uruguai, onde iremos conhecer as famosas Missões Argentinas!

Brasil, Rio Grande Do Sul, São Miguel das Missões, arqueologia, história, Missões, Jesuítas

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Viajando no México

México, Monterrey

Chegando perto da fronteira EUA-México, na região de Laredo, ao sul de San Antonio, no Texas

Chegando perto da fronteira EUA-México, na região de Laredo, ao sul de San Antonio, no Texas


Sempre que contamos que estamos viajando pelas três Américas uma das perguntas mais frequentes é “Vocês cruzam todo o México? Não é perigoso?”. Vejamos, a maioria das notícias internacionais do Brasil, afora dos recentes temas da Copa do Mundo e das Olimpíadas, é sobre a pobreza e a violência nas favelas brasileiras, tráfico de drogas, as UPPs e a ação do exército invadindo as favelas para lutar contra os traficantes. O Brasil não parece nada seguro por este ponto de vista, mas, bem ou mal, 200 milhões de brasileiros vivem no país, seguem suas vidas e uma minoria vivencia essa violência dos noticiários. Aqui no México não é diferente. O país é imenso, tem cidades lindas em todas as regiões e a violência está localizada em alguns estados onde os cartéis de drogas têm maior influência.


Visualizar Roteiro no México em um mapa maior

Na nossa passagem pelo México rumo aos Estados Unidos passamos por uma destas regiões, na costa do Pacífico, onde estão os Cartéis de Sinaloa, Michoacan e Guerrero, bem conhecidos por suas atrocidades. Em Guadalajara chegamos a estar bem perto de um grande motim onde os traficantes queimaram mais de 20 ônibus pela cidade depois de terem um de seus líderes preso pelo exército mexicano. Chegamos pela única estrada que dá acesso à cidade que eles não fecharam, não vimos nada e só fomos saber do ocorrido no dia seguinte através dos jornais. Agora chegamos novamente ao México em uma das áreas mais temidas pelos viajantes e inclusive por todos os mexicanos, o nordeste do país. Entramos pelo estado Taumalipas e cruzamos para Nuevo León, área comandada pelos Zetas, que dominam praticamente todo o Golfo do México até a península do Yucatán.

É fácil apontarmos os problemas mexicanos, mas esquecemos de que todo este circo está armado, pois o México é o vizinho do maior consumidor de drogas do mundo, os Estados Unidos.

Cruzando a fronteira entre EUA e México, em Laredo, no Texas. Lá estão as bandeiras de Canadá e Estados Unidos, mas onde está a do Brasil?

Cruzando a fronteira entre EUA e México, em Laredo, no Texas. Lá estão as bandeiras de Canadá e Estados Unidos, mas onde está a do Brasil?


O exército mexicano está em uma verdadeira guerra contra o narcotráfico e assim que cruzamos a fronteira é clara sua a presença nas ruas. Cruzamos com vários caminhões e jipes carregados de soldados, todos com suas metralhadoras em punho, encapuzados e alertas para qualquer movimento. Aqui vemos que o exército está realmente trabalhando, tiro o chapéu para estes meninos que, treinados, se enchem de coragem para defender o seu país de uns dos cartéis de drogas mais armados e organizados do mundo.

Números recentes mostram que 12.400 homicídios registrados em 2012 foram relacionados diretamente à guerra entre cartéis. Em resumo os traficantes estão se matando e nós temos que tratar de não estar no meio. Não há mistério, nós nascemos e crescemos em um país onde aprendemos a lidar com insegurança e aqui a regra não é diferente: não viaje durante a noite e fique o mais distante da fronteira possível. Dormimos em Laredo, a cidade fronteiriça do lado americano, para no dia seguinte dirigirmos pouco mais de 5 horas até a capital do estado de Nuevo León, Monterrey.

Depois de 9 meses viajando pelos países do primeiro mundo do nosso continente, sentimos um pouco do choque cultural que um americano deve sentir quando cruza a fronteira para o mundo latino pela primeira vez. Ele sai do seu mundo planejado e quase perfeito, de ruas limpas, cidades organizadas e se depara com a nossa realidade latino-americana. Sujeira, pobreza, desorganização, milhares de fios de luz, telefone, televisão passando de um lado ao outro da rua, com ou sem postes (vulgos gatos), falta de sinalização de tráfego, excesso de sinalização das bibocas dos centros de comercio, gente atravessando a rua em qualquer hora e qualquer lugar, uma loucura. Enfim, chegamos à nossa querida América Latina!

De volta ao visual das ruas latinas, em Monterrey, no México

De volta ao visual das ruas latinas, em Monterrey, no México


Um choque de realidade é sempre bem vindo, temos que lembrar que a maior parte do mundo é assim, pelo menos do nosso mundo. Um mundo que, apesar de todas as dificuldades, tem cor e sabor, tem personalidade, cultura e uma história incrível. Um mundo com alma onde as pessoas são autênticas, venturosas e transpiram alegria sem medo de viver e ser feliz! Bienvenidos a México!

De volta ao México! (em Monterrey, no norte do país)

De volta ao México! (em Monterrey, no norte do país)

México, Monterrey, fronteira, Estrada, roteiro, roadtrip, segurança

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Reducción Jesuítica

Paraguai, Jesús

As incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

As incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


Os brasileiros, de forma geral, conhecem o Paraguai apenas por suas muambas falsificadas, eletrônico baratos e narcotráfico fronteiriço. Os mais escolados já ouviram falar da terrível Guerra do Paraguai, também conhecida como Guerra da Tríplice Aliança, quando por sonhos megalomaníacos do ditador paraguaio, a economia crescente deste país foi completamente destruída pelos aliados Brasil, Argentina e Uruguai. Desde então o Paraguai não se recuperou economicamente e por isso está no topo da lista dos países mais pobres da América Latina, logo após a Bolívia.

Carro paraguaio circula em Ciudad de Leste - Paraguai

Carro paraguaio circula em Ciudad de Leste - Paraguai


O nosso conhecimento sobre o país vizinho também não ia muito além da imagem de Ciudad Del Este, por isso mesmo planejamos ao menos uma semana dentro dos 1000dias para explorar e conhecer melhor a história e cultura deste país.

Plantações floridas embelezam a estrad paraguaia entre Santa Rita e Trinidad, no sul do país

Plantações floridas embelezam a estrad paraguaia entre Santa Rita e Trinidad, no sul do país


Começamos hoje a nossa expedição em territórios guaranis, mal entramos no Paraguai e já vemos um país diferente. Basta atravessar a zona de comércio fronteiriço e a própria Ciudad Del Este se mostra um ambiente mais agradável, uma cidade normal onde as pessoas trabalham, estudam e tocam suas vidas.


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Percorremos 245 km pela Rota 6, estrada que corta a região sul do país, quase até a fronteira com a Argentina. Uma região de muito campos, lindas plantações de canola, araucárias hermanas e alguns pueblos no meio do caminho. Nosso destino é a cidade de Trinidad, comunidade que guarda um dos maiores sítios históricos do Paraguai: as Missões Jesuíticas.

As incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

As incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


As missões, aqui conhecidas como reducción jesuítica, são velhas conhecidas brasileiras, nesta região os padres jesuítas foram acolhidos pelos índios guaranis, que aos poucos conseguiram estabelecer uma relação produtiva com os novos colonizadores.

Ruínas da igreja maior da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

Ruínas da igreja maior da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


Os jesuítas espanhóis trouxeram o formato europeu para a construção das vilas, que, segundo um historiador local, era muito parecido com o formato utilizado pelos guaranis. Nas suas aldeias eles possuíam as ocas em torno de uma praça central, um local de culto, o lugar onde as mulheres cozinhavam e assim por diante. Aqui porém os edifícios eram construídos de pedras areníticas e uma argamassa feita de argila, conchas e ossos triturados.

Vendo do alto as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

Vendo do alto as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


A religião guarani também acreditava em uma entidade maior que moraria em uma espécie de paraíso e em uma entidade maligna que moraria em um “inferno”. Os nomes eram outros, mas a linha de raciocínio não era tão distante. Quando perguntamos para este guia se esta nova cultura e religião seriam impostas, ele nos respondeu, “É claro que há os que defendem os jesuítas e os que são contra, mas cada missão possuía de 2 a 3 padres para trabalhar com até 5 mil índios, então a lógica diz que nada ali era imposto”. Segundo ele os índios perceberam que dentro da estrutura das missões tinham mais qualidade de vida, comida, limpeza, aprendiam novos trabalhos, música, arte e o principal, possuíam segurança. Além da perseguição de outras tribos inimigas, eles tinham que se preocupar com os sanguinários Bandeirantes Paulistas, que vinham à região em busca de escravos.

Esculturas decorativas nas paredes da igreja maior, nas incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

Esculturas decorativas nas paredes da igreja maior, nas incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


Foram mais de 30 missões formadas entre o Rio Grande do Sul, Argentina e Paraguai. Os Jesuítas possuíam o ideal de vida em uma sociedade com base comunitária e auto-sustentável. Os seus preceitos porém iam de encontro com os interesses dos colonizadores, que queriam escravizar a população indígena. As missões prosperaram durante o século XVIII e deixaram o governo espanhol temeroso de seu poder nesta colônia. Em 1764 as missões jesuíticas foram perseguidas e expulsas da região, não sem resistência e morte dos que as habitavam.

Visitando as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

Visitando as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


Hospedados no hotel em frente às ruínas, à noite ainda tivemos uma bela surpresa, uma apresentação de música e slide-show, com o acompanhamento deste historiador que nos contou de forma apaixonada como era a vida nas missões.

Iluminação noturna valoriza ainda mais as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

Iluminação noturna valoriza ainda mais as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


Estas construções ficaram abandonadas durante séculos e há alguns anos se iniciou o trabalho de restauração das ruínas jesuíticas, sendo Trinidad uma das maiores já existentes. Transformada em Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco em 1993, caminhar entre as ruínas de Trinidad nos faz viajar no tempo e na história.

Iluminação noturna valoriza ainda mais as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

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