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Aclimatando

Equador, Quito, Cotopaxi

O vulcão Cotopaxi, o mais alto do mundo em atividade, no Equador

O vulcão Cotopaxi, o mais alto do mundo em atividade, no Equador


Hoje começa a nossa viagem com Rafael e Laura para o sul do Equador. Nosso objetivo é conhecer as cidades de Baños, Cuenca e seus arredores e fazer o trekking nos dois principais vulcões do Equador, Cotopaxi e Chimborazo. Para tal entramos em contato com a Gulliver, uma agência de turismo de aventuras que foi bem recomendada pelos amigos aventureiros do twitter e pelo nosso guia de viagens.

Carregando a Fiona com a bagagem de quatro pessoas, em Quito - Equador

Carregando a Fiona com a bagagem de quatro pessoas, em Quito - Equador


Enquanto Rodrigo e Rafael fechavam os últimos detalhes e burocracias para o nosso live aboard de Galápagos e os trekkings nos vulcões, eu e Laura fazíamos a arrumação da Fiona, afinal além de toda a nossa tralha tínhamos que encaixar a bagagem de mais dois novos viajantes. Fizemos compras de várias comidinhas para a viagem e finalmente conseguimos sair de viagem! O que não significa conseguir sair de Quito. Nunca vi tarefa mais difícil no trânsito que conseguir sair da capital equatoriana... rodamos, rodamos, rodamos e parece que estamos andando em círculos, sempre no mesmo lugar. A Panamericana Sul está em reforma, então tivemos que pegar um outro caminho e como a cidade é comprida temos que cruzá-la de norte a sul para finalmente sairmos da mancha urbana e avistarmos uma auto-estrada.

O refúgio no vulcão Cotopaxi, no Equador

O refúgio no vulcão Cotopaxi, no Equador


Granizo na estrada do Parque Cotopaxi, no Equador

Granizo na estrada do Parque Cotopaxi, no Equador



Hoje nosso programa é fazer um trekking de aclimatação no refúgio do Cotopaxi a 4.800m de altitude. Rafa e Laura precisam se acostumar com a altitude, multiplicar os seus glóbulos vermelhos e já ter uma noção da trilha e do frio que vamos passar se eles quiserem ter alguma chance de chegar ao topo.

Descendo o vulcão Cotopaxi sob forte neblina, no Equador

Descendo o vulcão Cotopaxi sob forte neblina, no Equador


O principal acesso ao Parque Nacional Cotopaxi fica 30km antes da cidade de Latacunga, são 6km de estrada de terra até a portaria do parque. O tempo estava fechado, foi entrarmos no parque que começou uma imensa chuva de granizo, que logo parou deixando tudo branco, ótima recepção aos aventureiros de plantão! Não tínhamos opção, mesmo com frio e chuva tínhamos que fazer o trekking hoje.

Fiona enfrenta o granizo no Parque Cotopaxi, no Equador

Fiona enfrenta o granizo no Parque Cotopaxi, no Equador


A primeira parada, ainda de carro, é na Laguna Limpiopungo, a 3830m de altitude. Uma lagoa rasa em meio às highlands que antecedem o imenso vulcão. Ao redor olhávamos as diversas montanhas cobertas pelas nuvens e ainda tínhamos dúvidas, qual delas seria o Cotopaxi?

Laguna no Parque Cotopaxi, no Equador

Laguna no Parque Cotopaxi, no Equador


Não foi difícil descobrirmos, eram 3 horas da tarde e vários carros estavam na rota inversa, além de alguns bikers fazendo um dos passeios mais vendidos pelas operadoras de turismo aqui na região: a descida de bike desde o estacionamento do Cotopaxi a 4.200m, até a laguna ou o museu. Enquanto eles desciam, nós nos preparávamos para a subida. A pior parte foi sair do carro, confortáveis 25°C na Fiona e alguns graus abaixo de zero fora. Chuva acompanhada de neve e muito vento nos acompanharam durante toda a subida. O terreno é de material vulcânico, a cada passo que damos voltamos dois, cansando muito mais, ainda mais a esta altitude. A média normal para alguém que não está aclimatado é de subir dos 4.200m aos 4.800m em uma hora.

A Ana, a Laura e o Rafa subindo para o refúgio no vulcão Cotopaxi, no Equador

A Ana, a Laura e o Rafa subindo para o refúgio no vulcão Cotopaxi, no Equador


Rodrigo, aclimatado e com seu chassi de grilo fez em 20 minutos. Rafael começou conosco mas logo resolveu testar mais seus limites e terminou em 30 minutos. Eu e Laura fomos tranqüilas, caminhando devagar e sempre e fechamos em menos de 45 minutos! Cenário animador para os planos de cume que temos para a próxima semana. Ainda precisaremos de mais alguns trekkings de aclimatação, mas acho que temos grandes chances!

No refúgio do vulcão Cotopaxi, a mais de 4.800 metros de altitude, no Equador

No refúgio do vulcão Cotopaxi, a mais de 4.800 metros de altitude, no Equador


Cotopaxi é o maior vulcão ativo do mundo, com 5.897m de altitude e bom longo trecho de glaciar. A escalada não é técnica, mas a exige equipamentos de frio, gelo e segurança especiais. Hoje até o refúgio é tranquilo, apenas caminhada e concentração na respiração. O frio, a neve e a neblina apenas deram trégua dorante 5 minutos, quando finalmente vimos o cume do vulcão ensolarado e ganhamos uma injeção de ânimo para continuar.

Refúgio do Cotopaxi, a mais de 4.800 metros de altitude, no Equador

Refúgio do Cotopaxi, a mais de 4.800 metros de altitude, no Equador


Lá no refúgio aquele clima gostoso de montanha. Frio, neve, chá quentinho e ao redor todos os escaladores, montanhistas, alpinistas ou o nome que desejarem. Todos ansiosos para a sua ascensão que deve começar à meia-noite ou 1am desta próxima madrugada.

Dentro do confortável refúgio do vulcão Cotopaxi, no Equador

Dentro do confortável refúgio do vulcão Cotopaxi, no Equador


Nós curtimos um friozinho por ali mas logo partimos, pois precisávamos ainda chegar à cidade de Baños. Ainda no estacionamento vimos um lindo lobo, já acostumado com a visita dos turistas que deixam sempre um rastro de comida por ali.

Um lobo nos observa, a 4.500 metros de altitude, no Cotopaxi, no Equador

Um lobo nos observa, a 4.500 metros de altitude, no Cotopaxi, no Equador


Foram mais 2 horas de viagem até lá, chegamos exaustos, loucos para entrar no primeiro hostal razoável e dormir. Amanhã veremos o que esta cidade de águas termais tem para nos mostrar.

Equador, Quito, Cotopaxi, Cotopaxi, Ecuador, Panamericana, Machachi, vulcão, trekking, montanha, Baños

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Dicas Práticas de Cuba

Cuba, Havana, Santiago de Cuba

Meio de transporte comum em Camaguey, em Cuba

Meio de transporte comum em Camaguey, em Cuba


Não somos e não temos a intenção de ser um guia de turismo, mas algumas dicas podem ser valiosas para organizar e agilizar a sua viagem para Cuba.

CÂMBIO
O sistema econômico é um tanto quanto esquisito. Hoje o país possui duas moedas, a Moneda Nacional (25 pesos = 1 CUC) e os CUCs ou Pesos Convertibles (CUC$ 1,00 = US$ 1,10 ). Notaram que um dólar vale 10% menos que um CUC? Sim, existe uma taxa sobre a moeda americana. A dica é viajar para Cuba com euros que não são taxados e valem 1 Euro = 1,26 CUCs (cambio variável).

HOSPEDAGEM EM CASAS DE FAMILIA
Dentro do sistema socialista e comunista uma das formas que os cubanos têm de fazer dinheiro é recebendo turistas em suas casas. Existem as casas legais, licenciadas pelo governo e é claro, também existem as ilegais. A diferença de custo deve ser de uns 10 CUCs e sem dúvida é o conforto e a qualidade. A casa mais famosa de Havana é a Casa de Ana e Pepe, estão super bem indicados no Trip Advisor e sempre lotados, por isso Pepe trabalha também como agente de turismo, agenciando as casas em Havana e outras cidades e é claro, cobrando uma comissão deles por isso. A comissão é em torno de 5 CUCs, então se você agendar direto o valor deve ser um pouco mais barato do que o citado. Segue abaixo a lista das casas onde ficamos hospedados em cada uma das cidades.

Reencontro com a Dona Margarita em Havana, em Cuba

Reencontro com a Dona Margarita em Havana, em Cuba



La Havana – Casa de Dona Margarita
Endereço: Calle 21, 1252. Entre Calles 20 e 22. Bairro El Vedado.
Tel.: (537) 8302601
Preço: CUC $ 30,00 + 6 CUCs de café da manhã.

Cienfuegos – Casa de Omar e Ileana
Endereço: Avenida 52, 4309. Entre calles 43 e 45.
Tel.: 0 4355.0408
Preço: CUC $ 25,00 + 5 CUCs de café da manhã.

Trinidad – Casa de Humberto e Magalys
Endereço: Alameda Jesus Menéndez, 15. Entre Calles Lino Pérés e Camilo Cienfuegos.
Tel.: 0 4199.3192
Preço: CUC $ 25,00 + 5 CUCs de café da manhã.

Camagüey – Casa de Mirian Guerra de La Cruz
Endereço: Calle Joaquin de Agüero, 525. Entre 25 de Julio e Perucho Figueredo. Reparto Vigía.
Tel.: 0 3228.2120/ 0 5270.3252
Preço: CUC $ 20,00 + 5 CUCs de café da manhã.

Santiago de Cuba – Casa de Georgina Martinez
Calle Pérez Carbó, 1570. Entre Aguilera e Lico Bergue.
Tel.: 0 2262.5354
Preço: CUC $ 25,00 + 5 CUCs de café da manhã.

ALUGUEL DE CARRO

Com o nosso carro em Playa Ancón, em Trinidad - Cuba (foto de Laura Schunemann)

Com o nosso carro em Playa Ancón, em Trinidad - Cuba (foto de Laura Schunemann)


Nosso amigo e companheiro de viagem fez uma pesquisa e negociações com as empresas de locação de carro e a que ficou mais em conta foi a Cubacar, embora comparada com outros lugares ainda seja muito caro. Pagamos 75 dólares/dia + 15 dólares de seguro diário + 3 dólares por dia para adicionar um segundo condutor e 100 dólares de taxa de retorno, pois entregaremos o carro em Santiago e não em Havana. Viabilizou porque estamos em 4 pessoas, senão viajar de ônibus seria a melhor opção. Outra companhia que pode ser pesquisada é a Rex. Vale a pena reservar com antecedência, os carros estavam completamente esgotados em Havana, para locação para os próximos três dias para irmos à Viñales. Acabamos encontrando um carro médio (econômico estava esgotado) na Cubacar em frente ao Terminal da Via Azul do El Vedado.

LINHAS AÉREAS

O incrível mar na costa sul de Cuba, voando para Havana

O incrível mar na costa sul de Cuba, voando para Havana


As companhias aéreas de Cuba oferecem poucos horários de vôo, então é obrigatória a compra das passagens com antecedência, mesmo que você tenha tempo para a sua viagem. É comum os vôos mais requisitados ficarem lotados, sem possibilidade de compra com mais de um mês de antecedência. As companhias disponíveis são a Cubana de Aviación, Aero Caribbean e a jovem Aerogaviota.

Check in – vôos nacionais duas horas antes do horário do vôo e três horas em vôos internacionais. Chegar com antecedência para o check in é obrigatório. A oferta de horários e aeronaves é baixa, portanto as companhias aéreas fecham o check in dos passageiros e abrem a lista de espera uma hora antes, para dar tempo dos passageiros chegarem ao aeroporto e embarcarem.

ÔNIBUS

Parada na rodoviária de Santa Clara, em Cuba

Parada na rodoviária de Santa Clara, em Cuba


São duas principais companhias de ônibus em Cuba, a Via Azul e a Astro. A Via Azul é mais confortável e mais cara do que a Astro, que é o transporte mais acessível, mas ainda assim a Via Azul é bastante utilizada pelos cubanos. Algumas agências de turismo conseguem organizar transfers com a Transtur, empresa voltada apenas para turistas, que trabalha mais com grupos e fretes. A Transtur costuma ser mais rápida, sem muitas paradas, mas tem menos opções de horários. No site da Via Azul podem ser feitas reservas online, melhor opção que comprar em agências de viagem, que muitas vezes não repassam a reserva à central, como aconteceu conosco. Em qualquer uma delas a dica é levar água, algum biscoito e deixar os casacos de frio à mão, pois o ar condicionado é congelante!

Horários: achei uma página bem simples, mas que tem várias informações sobre transporte em Cuba. Sua última atualização foi em Julho de 2011, mas já ajuda a dar uma boa noção de horários de passagens e tem alguns telefones úteis.

TRANSPORTE ROOTS

Esperando o trem passar, na viagem entre Trinidad e Camaguey, em Cuba

Esperando o trem passar, na viagem entre Trinidad e Camaguey, em Cuba


Se o seu negócio é preço baixo e você não se importa de passar um dia ou quem sabe até três em transito, existem as opções de trem e caminhão. Além de mega lotado, o trem é antigo e por isso um percurso de 15 horas às vezes pode levar três dias, pois a locomotiva quebra e pára para reparos no caminho. Detalhe, não tem nem um vagão restaurante ou ambulantes ao redor do trem para vender uma cervejinha.

Transporte por caminhão, o mais popular em Cuba (estrada entre Pinar del Rio e Havana)

Transporte por caminhão, o mais popular em Cuba (estrada entre Pinar del Rio e Havana)


O caminhão é a opção mais roots, é como a maioria dos cubanos viajam, alguns com banco outros só na caçambona mesmo. Conhecemos dois brazucas que fizeram em três dias de Havana para Santiago em caminhão e carona. Eles gastaram apenas 5 CUCs, mas confessaram que foi um perrengue e a volta seria de ônibus.

Cuba, Havana, Santiago de Cuba, roteiro, Guia, hospedagem, dicas

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Seu Francisco, o nosso Francisco…

Brasil, Minas Gerais, Delfinópolis (P.N. Serra da Canastra), São João Batista (P.N. Serra da Canastra)

Nossa logo na placa no Caminho do Céu, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG

Nossa logo na placa no Caminho do Céu, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG


Oswaldo Montenegro tem um álbum maravilhoso onde ele canta as melhores canções do Seu Francisco, Chico Buarque, o nosso Francisco... na introdução da música “A Banda” ele fala desse jeitinho, gostoso, intimista de um dos maiores músicos brasileiros. Eu peço licença para usar o mesmo carinho e intimidade para falar de outro Chico que faz parte da vida de milhares de brasileiros. Tão fluido como a música, límpido, transparente, e às vezes gélido, como o compositor, o Rio São Francisco.

Caminho do Céu, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG

Caminho do Céu, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG


Cruzamos a Serra da Canastra por um caminho diferente, nas estradas de 4x4 volta e meia desbravadas por valentes carros sem tração mas com muita determinação. Saímos de Delfinópolis cedo em direção ao vilarejo de São João Batista. O roteiro passava pelo Caminho do Céu, estrada que sobe a serra atravessando a crista de uma montanha e que chega a mais de 1500m de altitude. Lá de cima temos uma vista maravilhosa da região e conseguimos enxergar o próximo destino, as montanhas do Parque Nacional da Serra da Canastra. No caminho, além de muitas fazendas de gado e produção do famoso queijo canastra, vemos a Serra Branca. Vencida esta grande subida, finalmente avistamos o nosso primeiro objetivo do dia, a Casca D´Anta.

Estrada 'Caminho do Céu', próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG

Estrada "Caminho do Céu", próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG


De longe já podemos perceber o poder do nosso Francisco. Sabemos que ali próximo está a sua nascente, no entanto já o vemos despencar, majestoso, do alto de 186m, formando esta belíssima cachoeira. A Casca D´Anta já fica dentro da parte baixa do Parque Nacional, bem estruturado com banheiros, mirante e uma trilha bem sinalizada. Para chegar à parte alta do parque pode-se seguir em torno de 60km de carro ou ainda caminhar uma hora por uma trilha, acompanhado de monitores do parque. A queda é imensa, ainda estava na sombra e com bastante vento, mas tomamos coragem e entramos no lago que chega a até 30 metros de profundidade!

A primeira grande queda do São Francisco, a Casca d'Anta, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG

A primeira grande queda do São Francisco, a Casca d'Anta, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG


Meu primeiro banho nas águas do Rio São Francisco foi rápido, mas muito emocionante! A água estava tão gelada que não agüentei muito tempo lá dentro. Tivemos sorte de chegar em um período mais seco, pois em épocas mais chuvosas é quase impossível se banhar na parte baixa, tamanho o vapor d´água e vento que a cachoeira forma.

Primeira ponte sobre o Rio São Francisco, no Parque da Serra da Canastra - MG

Primeira ponte sobre o Rio São Francisco, no Parque da Serra da Canastra - MG


Seguimos para a parte alta do parque, passando pela cidadezinha de São Roque, chegamos à portaria do parque de mesmo nome. São quilômetros e quilômetros de cerrado, com os olhos atentos procurando os tamanduás-bandeira, cervos e outros animais. No caminho passamos pela nascente do Rio São Francisco, onde o velho Chico é ainda apenas uma criança. Mais alguns quilômetros e chegamos à parte alta da Casca D´Anta, onde o rio, já mais largo, forma um pequeno cânion e outras belas cachoeiras.

Primeira cachoeira do Rio São Francisco, na Serra da Canastra - MG

Primeira cachoeira do Rio São Francisco, na Serra da Canastra - MG


Indo embora, quase sem esperanças de avistar um tamanduá, cruzamos o bichão lindo no meio da estrada! Essa hora é difícil decidir se damos as costas para pegar a máquina fotográfica ou se ficamos olhando antes dele fugir e se esconder novamente. Tentei fazer as duas coisas ao mesmo tempo, mas ele foi mais rápido e não conseguimos bater boas fotos, infelizmente. De quebra vai a foto de uma cerva, linda!

Cervos no Parque da Serra da Canastra - MG

Cervos no Parque da Serra da Canastra - MG


Chegamos á São João Batista, um arraialzinho vizinho do parque, outra bela base para a Serra da Canastra. Muito mais roots e muito mais próximo do parque e possui diversas de cachoeiras para explorar também. Ficamos na Pousada da Serra, onde conhecemos o Ricardo, outro aventureiro e expedicionário de plantão. Trocamos ótimas experiências e dicas para as nossas viagens. Quem sabe nos cruzamos nas estradas desse mundão véio sem porteira! Jantamos no Bar do Seu Vicente, na cozinha da sua casa, puxando um bom dedin de prosa sobre os causos da região. Dormimos tarde, ao som do lobo guará que uivava para a lua cheia que, por sua vez, iluminava a todos: a Canastra, o Seu Francisco e a Fiona em mais uma destas 1000 noites.

Fazendo ioga ao lado do São Francisco, na Serra da Canastra - MG

Fazendo ioga ao lado do São Francisco, na Serra da Canastra - MG

Brasil, Minas Gerais, Delfinópolis (P.N. Serra da Canastra), São João Batista (P.N. Serra da Canastra), Cachoeiras

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Kayryouacou

Granada, Carriacou

Mar totalmente caribenho em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada

Mar totalmente caribenho em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada


Hoje pela primeira vez cruzamos as fronteiras entre dois países da Commonwealth Britânica em uma voadeira! Foram pouco mais de 30 minutos com um motorzinho 60, quicando nas ondas e nos despedindo da festiva Union island em St. Vincent and The Granadines, para a ilha de Carriacou em Granada.

O Tiger nos leva em sua voadeira de Union Island (SVG) para Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe

O Tiger nos leva em sua voadeira de Union Island (SVG) para Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe


Viajando entre Union Island, em SVG e Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe

Viajando entre Union Island, em SVG e Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe


A pequena ilha de Carriacou tem seu nome derivado do “Kayryouacou”, que significa “terra cercada por recifes”,na língua dos seus primeiros habitantes, os Arawaks (1000 a.C) e seguidos pelos Caribes. Refúgio de piratas e até começo de colônia francesa. Hoje a tranquila ilha possui em torno de 6 mil habitantes descendentes de africanos e uns poucos escoceses que podem ser vistos pela ilha. A ilha é de origem vulcânica, com morros e florestas que abrigam algumas das praias mais virgens do país.

Casas na Main St. de Hillsborough, capital de Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe

Casas na Main St. de Hillsborough, capital de Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe


A cidade de Hillsborogh é o principal centro e mesmo nos dias mais agitados não perde seu passo sonolento entre as ruas do dock principal e o mercado central. Nos hospedamos na pousada Peace Haven em frente à praia do ferry dock, que não recebe cruzeiros e mantém suas águas verdes cristalinas e areias douradas, e ainda assim não está entre as preferidas dos locais, páreo duro!

Praia em frente ao nosso hotel em Hillsborough, capital de Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe

Praia em frente ao nosso hotel em Hillsborough, capital de Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe


Para os aventureiros e amantes da natureza, o High North National Park é uma das principais atrações da ilha, não apenas por suas trilhas, mas também pelas lindas praias mais inexploradas e de difícil acesso. A principal delas é a Anse La Roche, acessada por uma estrada e trilha que somam uns 6 km ida e volta.

Chegando à maravilhosa praia Anse La Roche, no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada

Chegando à maravilhosa praia Anse La Roche, no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada


A gostosa trilha de pouco mais de 2 km que leva de Bogles à Anse La Roche, em Carriacou, ilha ao norte de Granada

A gostosa trilha de pouco mais de 2 km que leva de Bogles à Anse La Roche, em Carriacou, ilha ao norte de Granada


A forma mais fácil de chegar até ela seria de barco, mas não a mais divertida. Pegamos um reggae bus no centro de Hillsborough e embalados pelo rei Bob Marley percorremos a ilha, parando em cada vila, no ritmo dos estudantes, rastas, trabalhadores e tiazinhas carolas até Bogles. A vila é a porta de entrada para o parque nacional e possui apenas um restaurante, fechado às quartas-feiras.

Andando de ônibus em Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe

Andando de ônibus em Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe


A famosa Round House, em Bogles, cidade em Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe

A famosa Round House, em Bogles, cidade em Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe


Sem café da manhã e almoço, só um abacaxi no estômago, conseguimos encontrar água e uma cerveja (pão líquido), para nos dar energia para o trekking. Caminhamos mais do que devíamos pela estrada de terra mal sinalizada. Já de retorno com a ajuda de um anjo caminhoneiro que surgiu em nosso caminho, finalmente encontramos a entrada da trilha! Descemos o morro entre a mata e um caminho um pouco erodido, um bom mirante nos ajuda a manter a animação! Finalmente vemos a ferradura no pé do morro.

Chegando à maravilhosa praia Anse La Roche, no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada

Chegando à maravilhosa praia Anse La Roche, no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada


Anse la Roche é uma praia super protegida, pois é local de desova de tartarugas. As espécies que frequentam a praia são a leatherback turtle (tartaruga de couro) e hawksbill turtle (tartaruga de pente), ambas em extinção pela utilização das suas carapaças e sua carne. Um painel explicativo dá informações sobre a importância das tartarugas no ecossistema marinho, mantendo o equilíbrio da cadeia alimentar, já que são as principais consumidoras de águas vivas e caravelas, que por sua vez devoram peixes ainda em estado larval. A tartaruga verde, por exemplo, se alimenta principalmente de gramíneas marinhas e mantém os corais limpos e saudáveis. Em resumo, sem tartarugas, sem peixes! As tartarugas não escolheram mal, a praia é mesmo um paraíso!

A praia de Anse La Roche, totalmente deserta! (em Carriacou, ilha ao norte de Granada)

A praia de Anse La Roche, totalmente deserta! (em Carriacou, ilha ao norte de Granada)


Fizemos um snorkel entre os pelicanos, no céu, e um gigantesco cardume de pequenos peixes no canto esquerdo da praia. Imagem linda e inesquecível!

Pelicanos observam nosso snorkel e aguardam, pacientemente, sua hora de atacar o cardume de peixes (em Anse La Roche, praia de Carriacou, ilha ao norte de Granada)

Pelicanos observam nosso snorkel e aguardam, pacientemente, sua hora de atacar o cardume de peixes (em Anse La Roche, praia de Carriacou, ilha ao norte de Granada)


Um gigantesco cardume de peixes minúsculos em Anse La Roche, praia no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada

Um gigantesco cardume de peixes minúsculos em Anse La Roche, praia no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada


Voltamos a tempo de ver o por do sol na nossa varanda, em devaneios aleatórios sobre o espaço, as estrelas e o universo interestelar. Azuis de fome, não tinha nada melhor que um bom jerk chicken no Loraine Hotel, frango com molho apimentado “jerk”, especialidade da culinária caribenha.

Deliciosa jerk chicken, nosso prato predileto por aqui (em Hillsborough, capital de Carriacou, em Granada)

Deliciosa jerk chicken, nosso prato predileto por aqui (em Hillsborough, capital de Carriacou, em Granada)


No dia seguinte o nosso ferry para a ilha de Granada partia às 15 horas, então ainda aproveitamos para pegar mais uma carona no busão do reggae e fomos direto para a Paradise Beach! O nome não nega e realmente o páreo é duro! Praia de areias brancas, mar azul e a mata verde dando aquele ar de paraíso selvagem. Logo ali, escondidos atrás das árvores você encontra também uma boa infraestrutura de bares e pousadas mimetizados às árvores na beira da praia.

Caminhando em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada

Caminhando em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada


A magnífica Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada

A magnífica Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada


Se você vai visitar Granada, Carriacou é passagem obrigatória para experimentar uma verdadeira ilha das Índias Ocidentais, sem cruzeiros, sem cadeias de grandes hotéis, sem a (má) influência turística que a maioria das ilhas já sofreu. Despedimos-nos de Carriacou em um almoço à beira mar, esperando o único ferry que liga a pequena ilha a Granada, nossa última parada nesta viagem ao Caribe.

O último banho de lama de Dominica, em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada

O último banho de lama de Dominica, em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada

Granada, Carriacou, trilha, ilha, Caribbean

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Oeiras

Brasil, Piauí, Oeiras

Oeiras, antiga capital do Piauí

Oeiras, antiga capital do Piauí


A qualidade de um guia pode modificar completamente uma viagem. Rafael, nosso guia na Serra da Capivara, sem dúvida alguma tornou a nossa experiência muito mais rica e especial. Um sanraimundense formado em geografia e criado nos arredores do parque, apaixonado pelo sertão, pela história de sua cidade, cultura e todas as riquezas pré-históricas e naturais aqui encontradas. Um guardião desta tesouro, como ele mesmo falou. Foi Rafael também quem nos falou sobre Oeiras, primeira cidade do Estado, que em 1718 foi elevada à condição de capital da Capitania do Piauí.

Com o Rafael, nosso guia na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Com o Rafael, nosso guia na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Estávamos ali tão próximos que não poderíamos deixar de conhecer a cidade mais antiga deste estado. Sabíamos que distância nem sempre quer dizer rapidez, mas não imaginávamos que seria tanto. Viemos ontem à tarde pela estrada que liga São Raimundo Nonato a Oeiras, passando por Simplício Mendes. Depois de Simplício a situação da estrada que já era precária ficou pior ainda. Completamente abandonada, com crateras na pista de asfalto e com o acostamento já tomado pela verde caatinga.

Transporte comum na Serra da Capivara e em todo o sul do Piauí

Transporte comum na Serra da Capivara e em todo o sul do Piauí


Enfim, chegamos à Oeiras, uma cidade histórica no interior do Piauí que participou ativamente da emancipação política brasileira em 1822. O casario antigo e a igreja matriz não deixam negar, Oeiras é uma cidade pequena, mas com muita personalidade. A população do município está em festa comemorando o dia da padroeira da cidade. Muito religiosos, todos participam dos festejos, novenas, quermesses e bingos de arrecadação da igreja.

Igreja em Oeiras, antiga capital do Piauí

Igreja em Oeiras, antiga capital do Piauí


Ficamos hospedados em na Pousada do Cônego, que fica em um casarão tombado pelo Patrimônio Histórico desde o século XVIII. A Fiona chama pouca atenção, ainda mais estacionada em frente à pousada e à principal praça da cidade, assim no dia seguinte tivemos uma ótima surpresa! Recebemos no hotel a visita de Bill, promotor de justiça de Oeiras e de Joca Oeiras, paulista radicado no Piauí há 8 anos. Joca é jornalista e na sua primeira visita à cidade logo se encantou e resolveu mudar-se pouco depois.

Com o João Oeiras, em Oeiras, antiga capital do Piauí

Com o João Oeiras, em Oeiras, antiga capital do Piauí


Trocamos entrevistas para nossos respectivos blogs, o Joca falou para o Soy loco e nós viramos notícia no Portal do Sertão, onde registraram a nossa passagem meteórica pela cidade, como bem disse Oeiras.

Veja a matéria .

Uma pena não termos ficamos mais, mas infelizmente com o cronograma apertado precisamos seguir viagem. Trocamos informações, conhecemos um pouco mais da cidade e ainda fomos agraciados com dois interessantes livros, um do próprio Joca Oeiras, Nós & Elis, que conta histórias que giram em torno da atmosfera política do bar de Teresina de mesmo nome. O segundo livro conta a história do Visconde de Parnaíba, líder político da cidade que lutou pela independência do Estado do Piauí, um dos últimos estados brasileiros a deixar de ser colônia de Portugal.


Foi uma passagem meteórica, mas muito rica e que deixou saudades da hospitalidade e das histórias. Que bom que pudemos levar conosco estas memórias e um pedacinho delas nestes livros.

Brasil, Piauí, Oeiras, cidade histórica

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Pit stop em Ilhéus e night em Itacaré!

Brasil, Bahia, Ilhéus, Itacaré

Catedral de Ilhéus - BA

Catedral de Ilhéus - BA


Hoje o dia em llhéus foi um pit stop para organizar a vida, os textos enquanto aguardava o horário do médico. Consegui um horário só à tarde, 15h30 com o Dr. Paulo Sérgio, otorrino do Centro Médico de Ilhéus. Um pouco antes aproveitamos para ver a orla próxima ao centro histórico e tirar umas fotoilas da Catedral de São Sebastião, Teatro Municipal e do tradicional Bar Vesúvio.

Uma das pontes que cruzamo o rio em Ilhéus - BA

Uma das pontes que cruzamo o rio em Ilhéus - BA


A consulta foi ótima, o Dr. Paulo fez uma limpeza geral, tirou toda a escamação que eu tinha decorrente do fungo que atacou as orelhas e viu que no geral as orelhas estão bem. Sò a direita que está com a membrana timpânica um pouco avermelhada... por isso pediu que eu fique uma semana sem entrar no mar, tome o anti-inflamatório e use o creme na orelha por mais uns dias. Vou fazer tudo direitinho, já que logo logo teremos mais mergulhos e sem eles eu não posso ficar!

Jorge Amado no bar Vesúvio, em Ilhéus - BA

Jorge Amado no bar Vesúvio, em Ilhéus - BA


Saímos de Ilhéus no final da tarde para Itacaré. Mesmo no escuro já conseguimos entender por que Itacaré é diferente e se destaca no litoral baiano. Ainda na estrada passamos por uma pequena serra, Patrimônio da Biosfera. Esta serrinha é que recorta o litoral formando as diversas praias que fazem parte do município de Itacaré. Chegamos perto das 19h30 e fomos direto para uma pousada que o Rodrigo já havia ficado, alguns anos atrás. Pousadinha na beira da praia da Tiririca, longe do agito da Pituba, rua que reúne todos os restaurantes, lojas e agências de eco-turismo. Rebeca, nossa anfitriã na pousada, nos deu várias dicas da cidade, restaurantes e inclusive a balada que ia pegar nesta noite.

O famoso bar Vesúvio, de Gabriela e Nacib, em Ilhéus - BA

O famoso bar Vesúvio, de Gabriela e Nacib, em Ilhéus - BA


O turismo já trouxe para Itacaré as drogas e com ela os perigos de uma cidade grande, por isso todos sempre falam para tomarmos cuidado em caminharmos por lugares vazios e escuros sozinhos. Descolados, de corpo fechado e nem por isso menos atentos, resolvemos sair andando mesmo pela cidade, afinal é a melhor forma de conhecê-la. Já temos todo o nosso roteiro gastronômico de Itacaré definido, começamos pelo Alamain, um árabe vegetariano maravilhoso! Depois de fazer o reconhecimento dos restaurantes e da Pituba paramos no Jungle para uma caipirinha, onde escolhemos as frutas frescas no que parece uma quitanda, coloridérrima. Depois de uma longa conversa com Vagner, um artesão de Cumuruxatiba que já viveu na Coroa Vermelha, quase casou com uma índia, mas acabou se apaixonando mesmo por uma canadense, com quem foi morar por um ano passando um frio "da porra" em Montreal, o Rodrigo conseguiu me arrancar do bar para irmos “embora”. Ele estava meio cansado, mas ainda assim consegui convencê-lo de ir comigo conferir a balada na Cabana Corais, na Praia da Concha. Uma bela festa onde nativos, gringos e turistas mesclados e embalados por uma banda de forró e a melhor banda de reggae da região! Meio longe de casa, voltamos andando pelas ruas vazias, ainda achei um lanche para aplacar a fome madrugal e vimos o dia amanhecer as 5h da manhã na praia da Tiririca. Que beleza, do jeitinho que eu gosto! Rsrsrs! Agora tenho que eu fazer a minha parte, conseguir acordar “cedo” para caminhar com o Ro até a Prainha!

Interior da catedral de Ilhéus - BA

Interior da catedral de Ilhéus - BA

Brasil, Bahia, Ilhéus, Itacaré, Praia, mar, Rio, balada

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Linhas de Nazca

Peru, Nazca

Desenho de baleia no deserto de Nazca - Peru

Desenho de baleia no deserto de Nazca - Peru


Sobrevoar as linhas de Nazca é uma experiência única. Não apenas pela montanha-russa mais emocionante do mundo, mas pela descoberta inacreditável que fazemos quando olhamos para o imenso deserto marrom-acinzentado lá do alto.

Sobrevoando o deserto de Nazca - Peru

Sobrevoando o deserto de Nazca - Peru


As linhas de Nazca são geoglifos localizados no deserto de Nazca, 400km ao sul de Lima no Perú. Embora lembrem os geoglifos de Paracas, como o Gigante do Atacama, os cientistas acreditam que estes foram feitos pela civilização dos Nazca entre os anos de 400 e 650 d.C. Existem milhares de teorias e conspirações matemáticas, ufológicas e religiosas. Estes desenhos inspiraram aquele livro “Eram os Deuses Astronautas”, do escritor Eric Von Daniken.

Deserto cortado por linhas e desenhos em Nazca - Peru

Deserto cortado por linhas e desenhos em Nazca - Peru


Este foi o meu segundo sobrevôo, a primeira vez que vim ao Perú, Nazca não estava no meu roteiro, eu tinha apenas 15 dias. Eu e Luiz, meu companheiro de viagem, conhecemos uns mineiros e foi um deles que ficou colocando pilha para acelerarmos o passo e trocarmos as ilhas flutuantes de Puno por um bate e volta em Nazca. Nesta ocasião conhecemos um limeño que trocou sua prancha de surf por um sandboard e se mudou para esta região. Historiador e dono de um pequeno restaurante e bar no centro de Nazca, ele nos contou uma das teorias mais aceitas, que explicaria como estes desenhos foram parar ali.

Uma gigantesca aranha desenhada no deserto de Nazca - Peru

Uma gigantesca aranha desenhada no deserto de Nazca - Peru


Segundo ele, o povo Nazca seria um povo nômade e caçador que vivia na selva e que foi sendo atingido por diversas secas terríveis, falta de caça e comida. Eles acreditavam que estariam sendo castigados por seus Deuses, por não terem reciprocidade com a natureza e apenas retirar dela o que precisavam para viver. No processo de busca por uma solução e uma resposta para os seus problemas, os pagés ou xamãs destas tribos utilizavam o São Pedro, um cactos alucinógeno, nas suas cerimônias religiosas. Eles ficavam “viajando” durante dias, tendo visões que eram repassadas para o povo em grandes discursos públicos, até que foi decidido que iriam homenagear a seus Deuses, desenhando no deserto estas visões que eles tinham durante os rituais de São Pedro. Eles teriam utilizado o método de remoção da camada mais superficial de pedras e terra avermelhadas pelo óxido de ferro. Estacas de madeira eram fixadas pelos engenheiros e o povo faria imensas peregrinações arrastando seus pés e “limpando” o caminho formando as imagens.

O 'Colibri', desenhado no deserto de Nazca - Peru

O "Colibri", desenhado no deserto de Nazca - Peru


São mais de 100 formas geométricas como linhas retas perfeitas, trapézios e retângulos e animais como o beija-flor, o condor, aranha, um macaco, o cachorro, papagaio e até uma baleia! Muitas destas imagens são inexplicáveis, será que eles já haviam visto uma baleia? Ou o que estariam querendo representar ao fazer a imagem conhecida como “o astronauta”? Seriam mesmo motivos religiosos ou uma forma de tentar se comunicar com extra-terrestres, como dizem os ufólogos mais entusiastas? Como construíram linhas retas tão perfeitas?

O 'astronauta', um dos mais incríveis desenhos no deserto de Nazca - Peru

O "astronauta", um dos mais incríveis desenhos no deserto de Nazca - Peru


São perguntas que talvez nunca tenham respostas. O fato de estarmos ali, cara a cara com um feito tão impressionante, nos faz perceber a pequeneza que temos dentro da história da humanidade. É uma sensação estranha de impotência e de integração ao mesmo tempo... Pois através de um desenho, por um segundo estamos recebendo a mensagem de um povo enviada há quase 1500 anos. Agora cabe a nós entendê-la.

O deserto de Nazca - Peru. Os desenhos são feitos retirando-se as pedras da areia, por centenas e centenas de metros

O deserto de Nazca - Peru. Os desenhos são feitos retirando-se as pedras da areia, por centenas e centenas de metros



Informações úteis

Prontos para o sobrevôo das famosas Linhas de Nazca, no Peru

Prontos para o sobrevôo das famosas Linhas de Nazca, no Peru


A maioria dos vôos é feito com aviões Cessna C207, para 5 passageiros e duram em torno de 40 minutos. As linhas estão em uma altitude de 1860 pés e o sobrevôo é feito entre 2200 a 3200 pés. O custo é basicamente o mesmo em todas as agências, variando entre 145 e 160 dólares por pessoa e a maioria dos vôos parte pela manhã quando tem garantia de céu aberto e sem nuvens. Entretanto nós conseguimos agendá-lo para as 15h, horário ideal no nosso cronograma. Muitas pessoas já nos perguntaram sobre segurança, houveram alguns acidentes, o último há menos de um ano morreram 4 franceses. Foi quando o governo peruano resolveu assumir a operação dos vôos e manutenção das aeronaves, garantindo mais segurança aos turistas e passageiros. Mesmo tendo uma experiência emocionante, com direito à turbulência e sobes e desces, o vôo nos pareceu muito seguro.

Observando as linhas de Nazca - Peru

Observando as linhas de Nazca - Peru


Obs.: Aos que enjoam, como eu, é recomendado tomar um remédio para enjôo, tipo meclin ou dramin. Eu não tomei e passei mal quase o vôo todo.

Peru, Nazca, Linhas de Nazca, sobrevôo

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St. Augustine,The Ancient City

Estados Unidos, Flórida, Saint Augustine

A mais antiga escola dos Estados Unidos, em St Augustine, na Flórida

A mais antiga escola dos Estados Unidos, em St Augustine, na Flórida


Fundada em 1565, St. Augustine é a cidade mais antiga dos Estados Unidos. Imaginem vocês que essa cidadezinha de apenas 13 mil habitantes, possui o registro de nascimento do primeiro europeu e do primeiro negro em solo continental norte-americano!

Lendo placa informativa da mais antiga casa do país, em St Augustine, na Flórida - EUA

Lendo placa informativa da mais antiga casa do país, em St Augustine, na Flórida - EUA


Em 1513 a região conhecida hoje como “Flórida” foi declarada pelos exploradores espanhóis território da Coroa Espanhola. Quase 50 anos depois franceses iniciaram a ocupação, construindo na região dois fortes, um deles, o Fort Caroline, se tornou base para ataques piratas aos navios espanhóis que navegavam pelo Caribe. Assim para se proteger de ataques piratas os espanhóis finalmente resolveram fincar os pés na região e fundaram St. Augustine em 1565.

Rua de pedestres em St Augustine, na Flórida - EUA

Rua de pedestres em St Augustine, na Flórida - EUA


Em 1763, após quase dois séculos de ocupação espanhola o Tratado de Paris passou a Flórida para o controle britânico em troca de Havana, Cuba. Vinte anos mais tarde um novo Tratado de Paris devolveu a Flórida à Espanha, reconhecendo seus esforços no processo de independência das colônias americanas ao norte da Flórida. Em 1821 este território foi finalmente cedido aos Estados Unidos pela Espanha.

Entrada de galeria e museu em St Augustine, na Flórida - EUA

Entrada de galeria e museu em St Augustine, na Flórida - EUA


Cercada de por histórias de grandes piratas, batalhas e acordos entre franceses, espanhóis e ingleses, o pequeno município respira muita história e cultura. Tantas idas e vindas entre os povos colonialistas europeus tiveram um papel importante na sua rara composição arquitetônica. Bem preservada, St. Augustine é uma cidade colonial com características únicas, ruas aprazíveis, restaurantes deliciosos e uma atmosfera festiva.

O Forte de San Marcos, na cidade de St Augustine, na Flórida - EUA

O Forte de San Marcos, na cidade de St Augustine, na Flórida - EUA


Descoberta para o turismo há tempos pelos norte-americanos, já começou a receber visitantes também de outras partes do globo, fazendo do turismo uma das principais atividades econômicas da cidade. Um passeio pelo Castillo de San Marcos e arredores dá uma bela vista para a baía e uma boa noção da cidade.

O Forte de San Marcos, na cidade de St Augustine, na Flórida - EUA

O Forte de San Marcos, na cidade de St Augustine, na Flórida - EUA


A parada estratégica em um dos bares das ruas do centro histórico foi na Taberna del Gallo ou Tavern of the Rooster, com cerveja artesanal, guitarra espanhola ao vivo e um com jogo de dados dos tempos em que os marinheiros e piratas frequentavam o lugar.

Show de música em taverna de St Augustine, na Flórida - EUA

Show de música em taverna de St Augustine, na Flórida - EUA


Nos fundos um mercado temático reproduz cenas da antiga vila de St. Augustine, com ferreiro, chapeleiro, vendedores e até escribas caracterizados com os costumes da época.

Réplica do interior das antigas casas de St Augustine, na Flórida - EUA

Réplica do interior das antigas casas de St Augustine, na Flórida - EUA


Existem dezenas de Inns e Bed & Breakfasts charmosinhos no centro, os valores variam conforme a temporada e dias da semana. Nós ficamos hospedados no Pirate Haus Inn, um hostal no centro da cidade, mais roots, mas com um ótimo preço e a melhor localização. Seus donos são muito bem humorados e super solícitos para quaisquer dicas e informações sobre a cidade.

Cão espera pacientemente a dona na porta de loja, em St Augustine, na Flórida - EUA

Cão espera pacientemente a dona na porta de loja, em St Augustine, na Flórida - EUA


Opções de restaurantes também não faltam! Italiana, grega, americana e até brasileira! O restaurante brasileiro abriu há apenas um mês e já é um sucesso! O cardápio inclui comidinhas de boteco, pastéis, escondidinhos, coxinhas, até pratos como picanha na chapa e feijoada. Nós, há 10 meses fora do Brasil, aproveitamos para matar a saudades de casa!

Comendo uma legítima feijoada brasileira em St Augustine, na Flórida - EUA

Comendo uma legítima feijoada brasileira em St Augustine, na Flórida - EUA


Outra boa surpresa foi o encontro com Márcio e a Taciana, um casal de mineiros que se mudou para os EUA há 6 meses. O Márcio é amigo da época de escola do meu cunhado Pedro, irmão do Rodrigo. Eles moram em uma das praias ao norte de St. Augustine e adoram a região que está perto de Jacksonville, onde seus dois filhos estudam, e à beira da praia. Qualidade de vida e uma experiência internacional que deixará a família ainda mais unida.

Encontro com o Márcio e a Taciana em St Augustine, na Flórida - EUA

Encontro com o Márcio e a Taciana em St Augustine, na Flórida - EUA

Estados Unidos, Flórida, Saint Augustine, cultura, cidade histórica

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Trekking no Lake Louise

Canadá, Lake Louise

Vista privilegiada do Lake Louise e do hotel, vistos do alto da Beehive, , em Alberta, no Canadá

Vista privilegiada do Lake Louise e do hotel, vistos do alto da Beehive, , em Alberta, no Canadá


Principal cartão postal do Banff National Park e das Canadian Rockies, Lake Louise é um lago alpino incrustado entre montanhas com mais de 3 mil metros de altitude. Batizado de Lago Esmeralda pelo primeiro europeu que o visitou, foi rebatizado em homenagem à Princesa Louise Caroline Alberta, filha da Rainha Victoria e esposa do Governador Geral do Canadá.

Pode existir cenário mais belo para remar? (Lake Louise, em Alberta, no Canadá)

Pode existir cenário mais belo para remar? (Lake Louise, em Alberta, no Canadá)


O nome é charmoso, mas o primeiro expressaria mais a sua beleza. Sua cor varia de verde esmeralda a azul celeste, quase leitosa, que acontece pela quantidade de minerais e pó de pedra das altas montanhas varridas pelas águas lagoa adentro. Durante o verão, remadores exploram o lago em canoas e caiaques, durante o inverno ele se torna um imenso ringue de patinação com 2,5km de comprimento!

Caminhando ao redor de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Caminhando ao redor de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Às margens deste lago está o Chateau Lake Louise, construído no final do século XIX, que mesmo distante e sem acesso direto de trem recebia centenas de turistas aventureiros. Após dias de caminhada, cavalgadas ou dog sledge eles se hospedavam no Chateau, um luxuoso hotel de montanha para a época.

Há cem anos, essa mulher já sabia das coisas! (Lake Louise, em Alberta, no Canadá)

Há cem anos, essa mulher já sabia das coisas! (Lake Louise, em Alberta, no Canadá)


Os anos passaram, o hotel passou por reformas, incêndios e hoje o luxuoso Fairmont Chateau Lake Louise é um esqui resort e continua a receber milhares de turistas abonados todos os anos.

O famoso Chateau Lake Louise, em Alberta, no Canadá

O famoso Chateau Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Rodeado por picos nevados como Mont Temple (3.543m), o Mont Whyte (2.983m) e o Mont Niblock (2.976m), a região do Lake Louise é a porta de entrada para uma das principais áreas de montanhismo do Banff National Park. São mais de 40 trilhas sinalizadas e mapeadas em um pequeno guia disponível no centro de visitantes do parque.

Cada vez mais perto das geleiras, em caminhada na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Cada vez mais perto das geleiras, em caminhada na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Com mapa em mãos, lanches e câmera na mochila começamos a caminhada de 15 km ao redor do lago, subindo a trilha do Plain of Six Glaciers. São 5,3km de subida leve e constante entre vales, montanhas e glaciares até a Swiss Tea House. Dali, continuamos por 1,5km entre pedras e fortes ventos até o mirante do Lower Victoria Glacier, chegando pertinho do glaciar e com uma vista sensacional do vale e do Lake Louise.

Tentando abraçar a magnífica paisagem ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Tentando abraçar a magnífica paisagem ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Belíssima geleira no alto de montanha na região do Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Belíssima geleira no alto de montanha na região do Lake Louise, em Alberta, no Canadá


A Casa de Chá foi construída por uma família suíça que chegou à região a convite da Canadian Pacific Railway para abrir trilhas e guiar turistas para o alto das rochosas. A iniciativa aconteceu após a primeira morte em alta montanha, fatalidade ocorrida pela falta de experiência e treinamento do ávido desbravador. Até hoje a mesma família gerencia a Tea House que é uma ótima parada para uma torta acompanhada de um chá quentinho. Embora pareça longa a trilha até a casa de chás é fácil, durando de 4 a 5 horas e é uma das preferidas para famílias e senhores mais dispostos.

Chegando à uma Tea House na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Chegando à uma Tea House na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Voltando em direção à Tea House e ao Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Voltando em direção à Tea House e ao Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Obviamente nós não pararíamos por aí. Emendamos a trilha do Plain of the Six Glacier à Big Behive via Highline Trail e cruzamos para o outro lado da cadeia de montanhas esperando cruzar um urso a qualquer momento, pena (ou não!) que não aconteceu. A vista do Lake Louise e das montanhas do alto da Big Behive é fantástica!

Vista privilegiada do Lake Louise e do hotel, vistos do alto da Beehive, , em Alberta, no Canadá

Vista privilegiada do Lake Louise e do hotel, vistos do alto da Beehive, , em Alberta, no Canadá


A esplendorosa paisagem das montanhas ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá

A esplendorosa paisagem das montanhas ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Descemos até o Agnes Lake, onde há outra casa de chás em estilo europeu, mas passamos reto. O sol estava caindo, o frio aumentando e ainda tínhamos um longo caminho pela frente. Fechamos o circuito passando pelo Mirror Lake e chegamos novamente ao Lake Louise, depois de 15 km e 5 horas de caminhada. Ótimo trekking pelas rochosas, com algumas das melhores vistas do Banff National Park.

A esplendorosa paisagem das montanhas ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá

A esplendorosa paisagem das montanhas ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Montanhas ao redor do Lake Agnes, na caminhada que se inicia no Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Montanhas ao redor do Lake Agnes, na caminhada que se inicia no Lake Louise, em Alberta, no Canadá


No dia seguinte ainda um pouco doloridos da longa caminhada, aproveitamos as primeiras horas do dia ainda sem chuva para esticar as pernas nos 4km ao longo do Lake Morraine.

O belíssimo Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

O belíssimo Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Fascinado pelas cores do Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Fascinado pelas cores do Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


O tempo não ajuda muito nas cores das fotos, mas cá entre nós, o verde cristalino deste lago me impressionou ainda mais que a do Lake Louise. Voltamos ao mirante do Lake Morraine nos despedindo de Banff e pegamos a estrada em direção à Icefields Parkway, tema do meu próximo post.

feliz, durante passeio pelo Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

feliz, durante passeio pelo Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Canadá, Lake Louise, trilha, Lago, Trekking, parque nacional

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Grande Terre - Guadalupe

Guadalupe, Sainte-Anne, Sainte-François, Pointe-à-Pitre

Visual caribenho em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Visual caribenho em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


Grande Terre, o centro comercial e turístico de Guadalupe, não é tão grande quanto parece. Seu nome, se comparado com sua ilha irmã, Basse Terre, parece não fazer sentido. Explico por quê: Basse Terre é a ilha com grandes montanhas e um vulcão ativo, alta no sentido literal da palavra. Por sua vez Grande Terre é baixa, quase plana e de formação coralínea. Então por que trocaram os nomes? A lógica dos antigos navegadores era outra e deriva dos ventos. O vento nordeste sopra grande sobre a ilha plana e são enfraquecidos quando se deparam com a montanhosa Basse Terre.


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A formação de ambas é resultado da atividade de vulcões submarinos. O La Soufriere, em Basse Terre, ainda está ativo, enquanto o vulcão que formou Grande Terre se extinguiu. O nível dos mares subiu e seus milhares de anos como “ilha submersa” lhe renderam uma cobertura de calcário, formado pelos corais e depósito de matéria orgânica em sua superfície.

Areia branca, coqueiros e mar azul: estamos perto do paraíso em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Areia branca, coqueiros e mar azul: estamos perto do paraíso em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


Essa história geológica criou paisagens naturais especialmente ricas e diversas, das altas montanhas e vulcões, passando por largos rios e manguezais até as praias de areias brancas que refletem o mar azul turquesa. Outras ilhas fazem parte deste arquipélago, tornando a diversidade ainda maior, Marie Galante, Désirade, Iles des Saintes e Iles de Petit Terre. Ferries partem dos diferentes portos da ilha principal para as suas irmãs menores. Nós infelizmente não teremos tempo de explorar todas elas, o que pode ser uma boa notícia, pois teremos motivos para voltar!

Criança se diverte no fim de tarde em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Criança se diverte no fim de tarde em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


Nossa excursão pela Grande-Terre começou no centro comercial da ilha, Poite à Pitre, cidade que abriga o aeroporto e o principal porto de embarque dos ferries do Express des Iles, que faz a conexão do departamento francês com as ilhas próximas de Dominica, Martinica e Santa Lúcia.

Orla marítima na Place de La Victoire, no centro de Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe

Orla marítima na Place de La Victoire, no centro de Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe


Igreja em Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe

Igreja em Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe


Chegamos à Pointe-à-Pitre à tarde e pegamos todas as lojas fechadas. Não me perguntem por que, ainda era horário comercial, mas esses franceses das West Indies têm horários um tanto quanto estranhos para o comércio. Um passeio pelo centro, igreja e La Place de la Victoire e encontramos provas de que estamos mesmo em um estado francês do além-mar. Arquitetura da igreja e o antigo prédio do cinema, ao lado de uma delicatéssen fechada, saborosa só na nossa imaginação.

Arquitetura da Place de La Victoire, no centro de Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe

Arquitetura da Place de La Victoire, no centro de Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe


Arquitetura da Place de La Victoire, no centro de Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe

Arquitetura da Place de La Victoire, no centro de Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe


O principal polo turístico de Guadalupe é a praia de La Gosier e fica a apenas 5 km de Pointe-à-Pitre. Fugimos dos grandes hotéis, resorts e das hordas de turistas indo direto para a pequena vila de Sainte Anne, uma das praias mais tranquilas e ainda com boa infra-estrutura. Novamente foi um parto encontrar uma pousada, a que havíamos escolhido no nosso guia é muito bacana, mas só aluga quartos por semana. Eles mesmos nos ajudaram a encontrar um hotel na praia vizinha, há 5 km dali.

Dia de sol e de praia em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Dia de sol e de praia em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


O dia seguinte foi um dia preguiçoso em uma praia entre Sainte-Anne e St François, praia paradisíaca de águas rasas e protegidas por uma longa barreira de corais. Sábado de sol e praia para os locais que se reuniam em grandes piqueniques na praia selvagem, sem bares, sem hotéis, apenas a natureza e sua farofa particular.

Praia em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Praia em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


Fim de tarde movimentado em praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Fim de tarde movimentado em praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


A próxima parada foi em Sainte François, que ocupa o posto de segunda maior cidade turística de Guadalupe. Baixa temporada, somado ao horário, ainda perfeito para praia, pegamos quase tudo fechado. Encontramos algum movimento na marina com deliciosas sorveterias e creperias abertas para a sobremesa de final de tarde.

A movimentada e charmosa marina de Sainte-François, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

A movimentada e charmosa marina de Sainte-François, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


O pôr-do-sol foi na praia de Sainte-Anne, recepcionados por um rasta-franco-jamaicano cantando coisas inteligíveis mesmo para quem entende francês, imaginem para mim! Sei que ele colocou meu nome na letra e tirou uma sonzeira do seu violão! Olha só!



Como era o nosso último dia em Guadalupe aproveitei para provar a bebida local chamada ti-punch. Eu imaginava ser algo parecido com os rum-punches de frutas que vemos por todo o Caribe, mas estava completamente enganada.

Coleção de punches em bar na praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Coleção de punches em bar na praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


Experimentando o Ti-punch em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Experimentando o Ti-punch em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


O ti-punch é uma bebida à base de rum preparada com suco de limão e um caldo açucarado, detalhe, servido à temperatura ambiente (o que aqui é quente!). Foi demais para o meu estômago, tive que fazer umas modificações básicas para conseguir saborear a xiboquinha francesa enquanto engolia amargamente o 4 x 3 da Argentina sobre o Brasil no amistoso de NY. Nos despedimos de Guadalupe deixando muitos motivos para voltar, um dia quem sabe.

Banho noturno de piscina em nosso hotel em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Banho noturno de piscina em nosso hotel em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Guadalupe, Sainte-Anne, Sainte-François, Pointe-à-Pitre, Praia, Caribbean, Música, Grande Terre

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