0 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Übersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jidö)

lugares

tags

arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha

paises

Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Há 2 anos:

Pé na estrada!

Brasil, Bahia, Mangue Seco, Sergipe, Pontal

Cruzando pequena cidade no interior da Bahia

Cruzando pequena cidade no interior da Bahia


Dia de botar o pé na estrada, ou melhor, pé na areia, depois no barco e depois na Fiona para pegar estrada. Embora cansativos, gosto muito destes dias de road trip, principalmente em uma viagem em que o mar vira sertão!

Mapa da nossa viagem entre Mangue Seco e Lençóis (BA)

Mapa da nossa viagem entre Mangue Seco e Lençóis (BA)


A viagem de Mangue Seco até Lençóis é sensacional, para os que curtem uma estrada. São mais de 500km entre mar, rio, coqueiros, pequenos povoados, caatinga, cactos e, de repente, não mais que de repente: Chapada Diamantina!

Primeira visão da Chapada Diamantina, em Lençóis - BA

Primeira visão da Chapada Diamantina, em Lençóis - BA


A paisagem foi mudando e junto com ela a minha alma foi se adaptando, tantos dias de litoral, mar, praia e mergulhos, que agora tenho que virar o botão e ativar o modo montanhas, caminhadas, cachoeiras e trilhas.

Os cactus aparecem com frequência na vegetação de caatinga (Bahia)

Os cactus aparecem com frequência na vegetação de caatinga (Bahia)


Minha expectativa foi crescendo a cada quilômetro rodado. Estive na Chapada Diamantina há 10 anos, será que lembro? Será que está igual? Bem, a pracinha central, com as tapiocarias e mesinhas na calçada sim!

Casario da principal praça de Lençóis (BA)

Casario da principal praça de Lençóis (BA)


Ainda chegamos à tempo de dar uma volta na cidade, nos localizarmos e escolhermos um restaurante para a refeição do dia. Escolhemos o Maria Bonita, restaurante italiano que homenageia a mulher forte do sertão, esposa do cangaceiro Lampião.

Balcão de bar em Lençóis - BA

Balcão de bar em Lençóis - BA


Jantarzinho delicioso, ambiente agradabilíssimo. Até aproveitamos esse clima de serra mais ameno (24°C + ou - ), para tomar um vinhozinho e ver a vida de Lençóis passar.

Rua em Lençóis - BA

Rua em Lençóis - BA


Depois uma roda de capoeira para alegrar a alma e uma caminhadinha às margens do rio até a nossa pousada. Bom início de temporada na Chapada. Amanhã começa a nossa Chapada Diamantina Adventure, 10 dias explorando os rincões da chapada!

Ilumnação noturna em Lençóis - BA

Ilumnação noturna em Lençóis - BA

Brasil, Bahia, Mangue Seco, Sergipe, Pontal, cidade histórica

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Bem vindos à Búzios!

Brasil, Rio De Janeiro, Niterói, Búzios

Fim de tarde na orla em frente à Armação de Búzios - RJ

Fim de tarde na orla em frente à Armação de Búzios - RJ


Despedida do Rio de Janeiro foi uma das mais difíceis, pois além de sabermos que foi a última base familiar que encontraremos por um longo período, deixamos de fazer muuuuuitas atividades. Escalar a Pedra da Urca, o Pão de Açúcar, um passeio de barco pela baia, além de deixar o Festival de Cinema do Rio sem ter visto um filme sequer, isso sem contar os amigos que não conseguimos encontrar. Bem, não podemos ter tudo na vida, vamos seguir viagem sabendo que um dia voltaremos.

Com a Bebel e a Íris, na despedida do Rio de Janeiro - RJ

Com a Bebel e a Íris, na despedida do Rio de Janeiro - RJ


A viagem hoje já começa interessante, passando pela maior ponte brasileira, uma obra de engenharia absurda da década de 70, a Ponte Rio-Niterói. Atravessamos a ponte para o que alguns dizem ser uma das cidades mais privilegiadas do Brasil, pois tem a melhor vista do Rio de Janeiro! Rsrsrs!

Atravessando a ponte Rio-Niterói - RJ

Atravessando a ponte Rio-Niterói - RJ


Brincadeiras à parte é verdade, a vista é lindíssima, principalmente do Museu de Arte Contemporânea, o MAC. Obra conhecidíssima de Oscar Niemeyer, o MAC fica localizado na região do Ingá, em um rochedo à beira bar com o Pão de Açúcar e o Corcovado ao fundo, belíssimo!

O MAC, em Niterói - RJ

O MAC, em Niterói - RJ


O MAC, arquitetura de Niemeyer, em Niterói - RJ

O MAC, arquitetura de Niemeyer, em Niterói - RJ


Uma hora e meia depois chegamos à península de Armação de Búzios. Eu passei apenas uma vez por aqui com meus pais, quando era pequena, na Praia do Forno. Decidimos ficar hospedados na Praia dos Ossos, nem tão longe da tranquilidade, nem tão perto do agito.

Casa na Praia dos Ossos, em Búzios - RJ

Casa na Praia dos Ossos, em Búzios - RJ


Uma caminhada pela Orla Bardot, assim conhecida por ter sido destino de Brigitte Bardot nos anos 60, e chegamos à Rua das Pedras, centro turístico comercial de Búzios. Lojas de biquínis e hawaianas são facilmente encontradas em cada esquina, mescladas entre lojas de marcas caríssimas e boates internacionais descoladíssimas como a Pachá e o Café Del Mar.

Ana e Brigitte, Brigitte e Ana, em Búzios - RJ

Ana e Brigitte, Brigitte e Ana, em Búzios - RJ


Chegamos aqui uma tranqüila segunda-feira, logo após a etapa do Campeonato Brasileiro de Surf, que aconteceu nos últimos 4 dias na Praia de Geribá. Ainda vemos alguns turistas, mas sem dúvida somos muito sortudos de poder conhecer a Vila de Búzios nesta tranqüilidade. Depois de almoçarmos, caminhamos pela Orla Bardot, pela Praia dos Ossos até a Praia Azeda.

Praias Azeda e Azedinha, em Búzios - RJ

Praias Azeda e Azedinha, em Búzios - RJ


Vimos os últimos raios de luz na Azedinha, aprendendo um pouco sobre a pesca artesanal com o Idanir que estava ali, pacientemente cercando um cardume de sardinhas. Esta é a melhor hora para cercá-las, hora do jantar dos peixes espadas. Elas fogem deles vindo para o raso, aí é a hora dos pescadores passarem a rede e a fecharem na enseada. Vimos um pingüim ali também, aproveitando a janta farta, já que estavam todas encurraladas na rede.

Pescando sardinhas na Azedinha, em Búzios - RJ

Pescando sardinhas na Azedinha, em Búzios - RJ


Idanir nos explicou também que antes de fecharem o cerco eles fazem uma amostragem dos peixes com 2 garrafadas em cada ponta da enseada, se mais de 10% forem menores que 16 ou 17cm eles não passam a rede. Sardinhas menores ainda não reproduziram, por isso o Ibama faz o trabalho de fiscalização, multando os pescadores que não respeitarem a regra. Idanir nos contou que ficou mais de 15 dias aguardando os cardumes adultos chegarem, até que na semana passada conseguiu tirar 16 toneladas! Que fartura! Bem vindos à Búzios!

'Pescadores' em Búzios - RJ

"Pescadores" em Búzios - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Niterói, Búzios, Praia

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Macapá à Oiapoque

Brasil, Amapá, Macapá, Oiapoque

Além do asfalto, são 160 km de terra e barro na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP

Além do asfalto, são 160 km de terra e barro na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP


A distância de Macapá à Oiapoque é em torno de 560km, sendo 160 destes em estrada de terra esburacada e enlameada, neste período chuvoso. Todos nos assustaram bastante que alguns trechos seriam praticamente intrafegáveis e que mesmo com a tração 4x4 teríamos que pagar um trator para nos rebocar, serviço já oferecido na estrada. Pegamos chuva praticamente a viagem inteira, a estrada não possui postos de combustíveis, apenas um restaurante em uma bifurcação da estrada há 120km de Oiapoque.

Muito barro na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP

Muito barro na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP


Passaram por nós umas 20 Toyotas Hilux, a maioria há uns 70km/h, nem aí para os buracos. Nós queremos que a Fiona agüente firme os mais de 100mil km por toda a América, então nossa média foi de 40 ou 50km/h, quase 8 horas de viagem. A única coisa que realmente precisamos foi de muita paciência. A estrada está em construção, já foi feita uma terraplanagem, vimos o pessoal fazendo a topografia mesmo embaixo de chuva, mas ainda assim tem muitos buracos. O tempo para fazer os 160km no final vai depender da sua pressa e cuidado que quer ter com o carro.

Fazendo topografia para asfaltamento da estrada entre Macapá e Oiapoque - AP

Fazendo topografia para asfaltamento da estrada entre Macapá e Oiapoque - AP


O interior do Amapá possui diversas reservas indígenas e alguns parques nacionais para preservação da Floresta Equatorial. Passamos por um longo trecho de Reservas Indígenas Açuá e diversas aldeias à beira da estrada. Os índios estavam jogando futebol, pescando, criando gado, cortando lenha, crianças brincando na chuva, enfim, seguindo suas vidas já muito adaptadas a cultura do homem branco, como a maioria dos índios que vemos no sudeste e nordeste do Brasil. Este é o trecho de mata mais preservada, embora em alguns lotes ainda vejamos vestígios de queimadas e de desmatamento. Vai saber se são permitidos ou não.

Paisagem na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP

Paisagem na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP


No entanto, no primeiro trecho da estrada, ainda no asfalto, passamos por muitas fazendas. Trechos desmatados para pasto ainda sem nenhuma cabeça de gado e alguns com plantação dos malditos eucaliptos. Eu fiquei me perguntando, será que é desmatamento recente e ainda estão formando o pasto? Ou será que todos os bois foram vendidos? Tanta mata, tanta riqueza natural reduzida à capim! Impossível não ficar indignada, mas se estão seguindo a lei, será que devo ficar indignada? Duvido que esse desflorestamento à margem de uma BR seja criminoso, então será que devo também achar normal?

Mata queimada na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP

Mata queimada na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP


Entre tantas dúvidas e desconforto foi que me surgiu uma ideia, pode parecer esdrúxula, mas em longo prazo ela poderia funcionar. É um tema a ser discutido por antropólogos, teólogos e líderes religiosos: meio ambiente e religião. Os mandamentos e regras de cada religião surgiram por demandas naturais do ambiente de cada povo, são regras de convívio em sociedade, alimentação, higiene, etc. Não cabe a mim entrar em detalhes técnicos, até por que não sou especialista no tema, mas a fé move montanhas! Os 10 mandamentos e as principais regras de cada religião deveriam ser revisados para a inclusão de preceitos básicos para a preservação do meio ambiente e por conseqüência do ser humano. Duvido que Deus, ou os seus representantes mais próximos (Jesus, Maomé, Moisés, entre outros), não estejam preocupados com a situação atual do nosso mundo, vendo que seus filhos estão se encaminhando para um holocausto natural, e não pensem em fazer nada. Na prática o que ganharíamos com isso? Milhares de padres, pastores, rabinos, monges, pessoas do mais alto gabarito, com credibilidade na sua comunidade, ensinando e pregando para que as pessoas não cometessem mais este tipo de pecado ou delito contra a natureza. Ao longo dos tempos a religião funcionou muito bem para educar a sociedade, tirá-la das trevas e fazê-la muito mais digna, por que não aproveitar de sua experiência para este novo impasse? Enfim, pode ser uma grande viagem, mas eu ainda acho que poderia funcionar.

Plantação de Eucaliptos na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP

Plantação de Eucaliptos na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP


Final da tarde chegamos à Oiapoque, ainda com chuva, nos instalamos em um hotel às margens do Rio Oiapoque. A Guiana Francesa ali à nossa frente, do outro lado do rio. Amanhã será o grande dia, quando finalmente saberemos se o nosso plano A, de cruzar as Guianas, será possível ou não.

Chegando perto da fronteira! (na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP)

Chegando perto da fronteira! (na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP)

Brasil, Amapá, Macapá, Oiapoque,

Veja mais posts sobre

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Colón

Panamá, Colón

A Ana espera no táxi enquanto eu percorro os meandros da burocracia panamenha para tentar retirar a Fiona do porto, em Colón

A Ana espera no táxi enquanto eu percorro os meandros da burocracia panamenha para tentar retirar a Fiona do porto, em Colón


Chegando a Colón nos despedimos dos nossos amigos Andy, Alex e Ben que seguiram direto para Cidade do Panamá. A cidade feia e suja não impressiona... É exatamente como todos a haviam descrito. Um panamenho nos avisou: “Sabe o Rio de Janeiro? Pega só a parte ruim, esta é Colón.”

Colón, no Panamá, em tempos de celebraçao da independência do país

Colón, no Panamá, em tempos de celebraçao da independência do país


Nos aventuramos pelas ruas de uma das cidades mais violentas das Américas, até chegar ao nosso hotel. Casas caindo aos pedaços, lixo, bueiros entupidos e ruas inundadas em quaisquer dez minutos de chuva. Becos escuros, crianças desnudas no meio da imundice e do descaso. A cidade que já foi uma “Tacinha de Ouro” nos tempos da administração americana do Canal do Panamá, hoje parece ter sido completamente abandonada pelo poder público. “Olha, acho que era até melhor quando os americanos estavam aqui”, nos disse Júlio, o taxista. Preocupados com a malária e outras doenças, as bases militares norte-americanas asfaltaram, sanearam, combateram os mosquitos e faziam a limpeza e manutenção das cidades ao longo do canal.

Típico ônibus urbano em Colón, no Panamá

Típico ônibus urbano em Colón, no Panamá


O povo passa fome ao mesmo tempo em que vê o porto cada vez mais movimentado, o canal em ampliação e os ricos recursos nacionalizados se esvaindo nas mãos e bolsos dos políticos. Nada é reinvestido para o povo, nada garante que tenham as condições mínimas de saúde e moradia. A falta de emprego e esperança traz consigo o aumento da criminalidade. É um círculo vicioso que parece não ter fim...

Uma das entradas da gigantesca Zona Livre de Colón, no Panamá

Uma das entradas da gigantesca Zona Livre de Colón, no Panamá


A Zona Franca de Colón foi a primeira no mundo e é uma das principais atividades econômicas da cidade. Chato é que fecha aos sábados, domingos e feriados... vai entender! Acaba que nem dá ânimo de entrar ou ficar um dia a mais na cidade para comprar. Os navios aportam ali, as hordas de turistas entram, compram e seguem viagem. Nós chegamos com outra missão, retirar a Fiona do Porto de Manzanillo, mas essa é uma outra história.

A cidade de Colón (Panamá) faz justa homenagem a um de seus mais ilustres filhos

A cidade de Colón (Panamá) faz justa homenagem a um de seus mais ilustres filhos

Panamá, Colón,

Veja mais posts sobre

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Anguila, um dia no paraíso

Saint Martin, Marigot, Anguila, Shoal Bay East

Praia de Shoal Bay East, em Anguilla. Mais caribe, impossível!

Praia de Shoal Bay East, em Anguilla. Mais caribe, impossível!


O paraíso existe! Uma pequena ilha de colonização inglesa, Anguila é exatamente o que todos nós imaginamos das praias mais paradisíacas do Caribe. Areias brancas e macias como talco e a água azul neón ou, como dizem os americanos, “deep eletric blue”. Deculpem a expressão em inglês, mas esta traduzida literalmente, não tem o mesmo resultado.

Praia de Shoal Bay East, em Anguilla. Mais caribe, impossível!

Praia de Shoal Bay East, em Anguilla. Mais caribe, impossível!


Um pouco da história da ilha. Foram encontrados vestígios de pinturas rupestres e cerâmicas que comprovam a passagem dos índios Caribs, porém a falta de água potável, caça e vegetação escassas fez com que não durassem muito tempo por aqui. Cristóvão Colombo foi o primeiro a avistá-la, no entanto os ingleses foram os primeiros a enviar uma missão colonizadora em 1650. Iniciou-se a plantação de milho e tabaco, mas na mesma época houve um boom de plantações de grande porte nas ilhas vizinhas, o que fez com que sua economia ficasse prejudicada. A alternativa encontrada pelos seus moradores foi o desenvolvimento da atividade de pesca e a construção naval, que durou como principal economia até meados do século XX.

Navio-cruzeiro em Marigot, - St. Martin

Navio-cruzeiro em Marigot, - St. Martin


Politicamente Anguila respondia à Coroa Britânica através de St Kitts, maior e mais estruturada. No final da década de 60 os anguilanos fizeram uma revolução, expulsaram a polícia de St Kitts da ilha e reinvindicaram mais automonia. Anguila tornou-se um país administrativamente independente e diretamente ligado à Commonwealth Britânica politicamente, isso quer dizer que a rainha indica o primeiro ministro, que já foi eleito pela a assembléia da ilha, acaba sendo um ato mais simbólico.

Chegada no terminal de ferries de Anguilla

Chegada no terminal de ferries de Anguilla


Logo a ilha se tornou um destino para grandes astros de Hollywood que possuem casas milionárias com seus pedacinhos de paraísos particulares. Abre parênteses para o “momento fofoca”: o Keanu Reeves é um dos freqüentadores da ilha, possui uma mansão aqui. É claro que aproveitei para perguntar aos que o conheciam se ele é gay realmente e fizeram uma cara de espanto! Não, ele não é gay e é casado com uma mulher que conheceu em St Martin! Antes de ele casar inclusive o viam com várias mulheres por estas bandas. Rsrsrs! Fecha parênteses.

O mar azul no canal de Anguilla, no Caribe

O mar azul no canal de Anguilla, no Caribe


Nesta mesma época o turismo começou a se desenvolver, quase 3/4 da população trabalham hoje com turismo e comércio. A ilha possui em torno de 12 mil habitantes, super receptivos e calorosos os anguilanos sempre zelaram por seu estilo de vida, tranquilo e calmo.

Trânsito movimentado em The Valley, capital de Anguilla

Trânsito movimentado em The Valley, capital de Anguilla


A melhor forma de se locomover no país é de carro. Alugamos um, pagamos 20 dólares em uma permissão para dirigir por 3 meses no país (tirada na hora pela locadora) e saímos explorando o lado menos populado e turístico da ilha.

Chegando na incrível praia de Shoal Bay East, em Anguilla (Caribe)

Chegando na incrível praia de Shoal Bay East, em Anguilla (Caribe)


Shoal Bay East é a praia do paraíso, a mais procurada pelos turistas que querem fugir das áreas tomadas por resorts e hotéis luxuosos. Ainda assim estava super tranquila, alugamos um guarda-sol por 5 dólares, esticamos nossas cangas e ficamos estarrecidos com a cor da água por uma meia-hora até conseguir começar a fazer qualquer coisa. Depois de algumas horas, a cada momento que olhávamos para o mar ainda nos assustávamos. Horas nadando e explorando os corais não foram suficientes para nos cansar do mar e da praia.

Castelo de areias brancas na praia de Shoal Bay East, em Anguilla (Caribe)

Castelo de areias brancas na praia de Shoal Bay East, em Anguilla (Caribe)


Os preços realmente são absurdos, mas no restaurante-bar menos fru-fru conseguimos dividir uma salada ceaser por 13 dólares, ainda caro, mas bem servida, fresca e deliciosa. Rum punch um absurdo, 8 dólares e a cerveja presidente 3.

Aproveitando a vida! (praia de Shoal Bay East, em Anguilla )

Aproveitando a vida! (praia de Shoal Bay East, em Anguilla )


Infelizmente temos que converter, pois ganhávamos em real, mas se pudéssemos “pensar em dólar” o preço até seria parecido com São Paulo ou Rio, mas já que temos que converter aí fica realmente pesado para pessoas e bolsos normais passarem mais tempo na ilha. Como é pequenininha, nós aproveitamos para conhecer o país em uma dia só mesmo. Terminamos o dia passando por algumas paisagens do lado Atlântico da ilha. Até o embarque no ferry consegue ser especial, com uma bela luz de final de tarde, acentuando o contorno e a geografia de Anguila. Um dia no paraíso.

Pôr-do-sol no momento em que deixamos Anguilla

Pôr-do-sol no momento em que deixamos Anguilla

Saint Martin, Marigot, Anguila, Shoal Bay East, Praia, mar, beach, Anguilla, Caribbean, sea, Caribe

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Diário de Bordo - Travessia

Colômbia, Cartagena, Panamá, San Blás

Adeus à Cartagena, na Colômbia. Próxima parada: Arquipélago de San Blás, no Panamá

Adeus à Cartagena, na Colômbia. Próxima parada: Arquipélago de San Blás, no Panamá


PRIMEIRO DIA – 20/11/11

Embarcamos no Lycka na Marina do Pescador, em Manga. Lá já conhecemos nossos companheiros de travessia: Ben e Alex, australianos, Andy, alemão, Johan espanhol amigo do capitão Marc e Glória, fechando a tripulação.

Os passageiros são levados para o veleiro que nos levará ao Panamá (na marina de Cartagena, na Colômbia)

Os passageiros são levados para o veleiro que nos levará ao Panamá (na marina de Cartagena, na Colômbia)


Estava um final de tarde lindo na baía de Cartagena. Contornamos a península de Boca Grande, até a saída onde ainda existe a muralha submarina que fechou a entrada da armada inglesa em Cartagena. Atravessamos por um pequeno rombo feito na muralha para que as embarcações pequenas pudessem usar esta saída. A Boca Chica é o canal de entrada para o porto, mais fácil de defender e por onde a Fiona deverá sair rumo ao Panamá amanhã.

Fim de tarde, deixando a cidade de Cartagena, na Colômbia, rumo ao Panamá!

Fim de tarde, deixando a cidade de Cartagena, na Colômbia, rumo ao Panamá!


No horizonte a chuva já se anunciava. Um show de luzes e relâmpagos animaram as primeiras socializações com os viajantes do barco. Primeiro dia, só com remédios para enjôo e muito vento na cara.

Passando pela Sociedade Portuária de Cartagena, na Colômbia (vista do veleiro que nos levará ao Panamá)

Passando pela Sociedade Portuária de Cartagena, na Colômbia (vista do veleiro que nos levará ao Panamá)


Só saí da parte da frente do veleiro para jantar e depois quando começou a chover. Entrei no quarto quase chorando, pensando que ia morrer, de tão mareada e enjoada que eu estava. A noite foi dura, mar agitado e banheiro bem movimentado a um metro da minha orelha. Dormi apenas uma hora, é a aventura começou!

Feliz com o início da viagem de veleiro de Cartagena, na Colômbia, até o Panamá

Feliz com o início da viagem de veleiro de Cartagena, na Colômbia, até o Panamá



SEGUNDO DIA – 21/11/11

Nem sinal de terra à vista no primeiro dia de navegação entre Cartagena (Colômbia) e San Blás (Panamá)

Nem sinal de terra à vista no primeiro dia de navegação entre Cartagena (Colômbia) e San Blás (Panamá)


Uma noite, um dia inteiro e outra noite de navegação. Navegamos o dia inteiro, sem avistar nenhum outro barco e com uma rápida visita de lindos golfinhos saltitantes. A medida do impossível, vou aproveitando para socializar com Johan, que me contava suas histórias e a boa vida na Costa Brava espanhola e com Glória, nossa sub-capitã, cozinheira e nova amiga colombiana.

Golfinhos nos acompanham em mar aberto no primeiro e longo dia de travessia de veleiro de Cartagena (Colômbia) até o arquipélago de San Blás (Panamá)

Golfinhos nos acompanham em mar aberto no primeiro e longo dia de travessia de veleiro de Cartagena (Colômbia) até o arquipélago de San Blás (Panamá)


Estas foram as duas piores noites de sono da minha vida. O vento e a chuva agitou o mar entre Cartagena e o Arquipélago de San Blás. Apesar do pesadelo que todos passaram enquanto todos os objetos caíam durante a noite: CDs, livros, copos, pratos, lixo e tudo o que imaginar voando pela cabine principal. Eu já fui mais “esperta” nesta noite e diminuí o intervalo dos remédios para enjôo, conseguindo dormir um pouco mais.

Vista a partir do nosso quarto da parte interna do veleiro que nos levou da Colômbia para o Panamá

Vista a partir do nosso quarto da parte interna do veleiro que nos levou da Colômbia para o Panamá

Colômbia, Cartagena, Panamá, San Blás, travessia, Veleiro, Diário de Bordo, América Central

Veja mais posts sobre travessia

Veja todas as fotos do dia!

Comentar não custa nada, clica aí vai!

Ponta Negra

Brasil, Rio Grande Do Norte, Natal

Jangadas na praia de Ponta Negra, em Natal - RN

Jangadas na praia de Ponta Negra, em Natal - RN


Chegamos à Ponta Negra, tudo lotado, ontem a noite foi difícil encontrarmos um hotel com 3 diárias vagas, portanto pegamos uma diária em um hotel e outras duas em outro. Saímos caminhar na orla, o calçadão até é simpático, mar verdinho e ao fundo o famoso Morro do Careca.

O Morro do Careca, na praia de Ponta Negra, em Natal - RN

O Morro do Careca, na praia de Ponta Negra, em Natal - RN


Este, de tanto ser abusado em tempos anteriores, hoje está fechado para recuperação dos seus parcos cabelos que restaram. A vegetação ajuda a fixar a duna e com tantos esqui-bundas e turistas ela estava desaparecendo.

Morro do Careca interditado, na praia de Ponta Negra, em Natal - RN

Morro do Careca interditado, na praia de Ponta Negra, em Natal - RN


A impressão que tenho é que Ponta Negra não é exatamente Natal, até deve haver uma intersecção, já que ocupa parte do seu município, mas a vida aqui é outra. Um lugar totalmente voltado ao turismo, com arquitetura de gosto duvidoso, centenas de hotéis e pousadas empilhadas, alguns bares, restaurantes e uma praia lotada.

Descendo do hotel para a praia de Ponta Negra, em Natal - RN

Descendo do hotel para a praia de Ponta Negra, em Natal - RN


Nesta viagem já estamos vendo muitas praias bonitas, então quando chegamos em uma cidade maior quero conhecer mais sobre a sua história, ver a sua gente e não ficar trombando com turistas o tempo todo. Ok, então talvez eu não esteja no lugar certo, mas precisamos chegar aqui para descobrir, não é?

Praia de Ponta Negra lotada, em Natal - RN

Praia de Ponta Negra lotada, em Natal - RN


Aproveitamos nossa tarde para resolver algumas pendengas, trocar de hotel, dar uma faxina geral na nossa casa, Fioninha, e matar a nossa vontade de comer churrasco! Hummm, delícia!

Checando o banho da Fiona, em Natal - RN

Checando o banho da Fiona, em Natal - RN


Já havíamos conversado com alguns natalenses e o programa de verão deles é mudar de praia, ir para a Pipa ou Pirangi no sul, ou ainda explorar algumas praias do litoral norte. No centro de Natal algumas praias ainda fazem sucesso entre os populares, Praia dos Artistas, do Meio e a Praia do Forte. Amanhã vamos conferir o que rola fora de Black Point.

Banho tomado, mapa atualizado! (em Natal - RN)

Banho tomado, mapa atualizado! (em Natal - RN)

Brasil, Rio Grande Do Norte, Natal, Praia, Ponta Negra

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Prudentópolis

Brasil, Paraná, Curitiba, Prudentópolis

Observando o canyon abaixo do Salto Barão do Rio Branco, em Prudentópolis - PR

Observando o canyon abaixo do Salto Barão do Rio Branco, em Prudentópolis - PR


A terra das cachoeiras gigantes, Prudentópolis é um destino pouco conhecido mesmo dentre os paranaenses. Muitas vezes viajamos mais de mil quilômetros até a Serra do Cipó ou Chapada Diamantina para vermos cachoeiras desta magnitude, sendo que há apenas 200 km de Curitiba encontramos um punhado delas.

Olha a força da água no Salto São João, em Prudentópolis - PR

Olha a força da água no Salto São João, em Prudentópolis - PR


A primeira é o Salto Barão do Rio Branco, formado pelo Rio dos Patos, possui um mirante e acesso à parte baixa por uma escadaria de 496 degraus. É a mais “urbanizada” delas, pois ali foi construída uma PCH – Pequena Central Hidrelétrica, que gera parte da energia utilizada pela cidade. Mesmo com as modificações humanas, o cânion do Rio dos Patos e a cortina d´água formam um cenário sensacional.

O enorme Salto Barão do Rio Branco, em Prudentópolis - PR

O enorme Salto Barão do Rio Branco, em Prudentópolis - PR


Após uma breve passada na cidade para o check in no hotel e almoço, fomos conhecer a Igreja de São Josafat, de 1928. Já as missas são realizadas em ucraniano. O padre está viajando, não pudemos vê-la por dentro, mas só o passeio pelo seu jardim e os arredores do prédio já são inspiradores.

Igreja São Josafat, em Prudentópolis - PR

Igreja São Josafat, em Prudentópolis - PR


Envolvidos por este clima, pegamos a Fiona e escolhemos nosso próximo destino, o Salto São João. Formada pelo rio de mesmo nome o Salto São João possui 84 m de altura. Passando a sua entrada há um ponto fácil de vê-la por inteiro. Não é exatamente um mirante, mas é o suficiente para ganhar ânimo para a caminhada dentro da propriedade.

Mirante do magnífico Salto São João, em Prudentópolis - PR

Mirante do magnífico Salto São João, em Prudentópolis - PR


É cobrada entrada de apenas 3 reais, pela manutenção da trilha e banheiros e uma caminhada de 30’ nos leva ao topo da cachoeira. A pedra exatamente sobre a cachoeira parece ter sido colocada à dedo ali como mirante. A força da água sob os nossos pés é energizante, um ótimo ponto para meditação, defronte ao cânion e sobre as águas cristalinas do Rio São João.

Área rural de Prudentópolis - PR

Área rural de Prudentópolis - PR


Como devem ter percebido, o acesso às cachoeiras, embora de terra, são estradas boas e de fácil localização. As trilhas também são um convite à pessoas de qualquer idade esticarem suas pernas em um passeio em meio à mata verde de araucárias. Assim, rapidinho chegamos na propriedade de Dona Luiza e Seu Demétrio, onde ficam as cachoeiras de São Sebastião e Mlot. Ambas caem no mesmo poço, e só podem ser avistadas juntas lá debaixo. A trilha íngreme e escorregadia dura em torno de 1h30 ida e volta. Enquanto Rodrigo descia para tirar umas fotos, eu e minha mãe ficamos em cima, de onde vimos a São Sebastião e chegamos no topo da Mlot e pudemos avistar o poço. Enquanto aguardávamos o Rodrigo assuntamos com a família que ali vive, Dona Luiza, de origem polonesa, Seu Demétrio, seu tio e mais três filhos.

O Salto São Sebastião, em Prudentópolis - PR

O Salto São Sebastião, em Prudentópolis - PR


A região foi colonizada principalmente por ucranianos e algumas famílias polonesas. Engraçado que o Seu Demétrio logo disse “sou brasileiro, ué!”, quando a esposa confirmava se sua origem ucraniana. “Se todos que vieram para cá são poloneses ou ucranianos, quem que é brasileiro então?”.

O Demétrio e a Luiza, na sua propriedade, no Salto São Sebastião. em Prudentópolis - PR

O Demétrio e a Luiza, na sua propriedade, no Salto São Sebastião. em Prudentópolis - PR


Concordo em gênero, número e grau, Seu Demétrio! O Brasil é formado por todas estas nações, que aqui chegaram buscando uma vida melhor. Alguns escravizados, outros expulsos de seus países e outros poucos empreendedores corajosos que sabiam bem aonde estariam se metendo. Foi essa mistura que deu o povo brasileiro, diferente no norte, nordeste, sul e centro-oeste principalmente pela cor, mas não pela história de trabalho e luta. (Opa, votem em mim! Rsrsrs!!!)

Galinha preparada para o frio, em Prudentópolis - PR

Galinha preparada para o frio, em Prudentópolis - PR


Comemos todos os tipos de laranja que encontramos no pomar de Dona Luiza, cenário bucólico, com galináceos de todos os tipos, até nipônicos. Tiramos algumas fotos da família que se emocionou e acabaram ganhando de presente porta-retratos com as fotos de família e mais algumas de lembrança. É um pedacinho do 1000dias ficando ali em Prudentópolis.

A família proprietária da área do Salto São Sebastião, em Prudentópolis - PR

A família proprietária da área do Salto São Sebastião, em Prudentópolis - PR

Brasil, Paraná, Curitiba, Prudentópolis, Salto Barão do Rio Branco, Salto São Sebastião, Salto São João

Veja todas as fotos do dia!

Gostou? Comente! Não gostou? Critique!

Santuário de piche e pássaros

Trinidad e Tobago, Port of Spain, San Fernando (Pitch Lake e Pointe-à-Pierre), Caroni

Guarás chegam às centenas, no fim da tarde, ao dormitório no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Guarás chegam às centenas, no fim da tarde, ao dormitório no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago


Geograficamente Trinidad pertence à América do Sul, porém sua posição geográfica e afinidade econômica e cultural a tornou um país do Caribe. No entanto as características geográficas prevalecem, assim as principais atrações de Trinidad não estão no litoral e sim no interior. Sua imensa cadeia de montanhas, continuação da formação rochosa dos Andes, suas florestas e mangues onde habitam as mais de 420 espécies de aves e um imenso Pitch Lake. Peraí, lago de piche? Foi isso mesmo que eu entendi? Coisa mais esquisita, eu pensei. Sim e você pode andar sobre ele! É claro que ficamos morrendo de curiosidade e tivemos que ir até lá conferir, este foi o nosso primeiro destino no roteiro de hoje.

Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago

Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago


O Pitch Lake é uma afloração de piche, asfalto, localizada ao sul da cidade de San Fernando. Dele são extraídos dezenas de milhares de toneladas de piche por ano e possui uma resserva estimada de 6 milhões de toneladas. Foi com este asfalto que foi construído o Estádio Olímpico de Pequim, das Olimpíadas de 2008. A China é a maior importadora do piche extraído deste lago, seguida pela Alemanha que revende para toda a União Européia.

Brincando com o piche do Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago

Brincando com o piche do Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago


O lago foi descoberto pelos índios arawaks que habitavam a região, foram eles que apresentaram o piche pela primeira vez aos espanhóis, que passaram a utilizá-lo para impermeabilizar os seus navios. O lago possui em torno de 40 hectares de superfície e 80m de profundidade e se estende por uma área subterrânea imensa. Antes mesmo de chegarmos ao lago já começamos a ver a sua ação nas ruas e casas mais antigas, já que a extração está fazendo toda a área ao seu redor afundar lentamente. Lá já foram encontradas ossadas de animais pré-históricos como mamutes, cerâmicas pré-históricas e inclusive ossadas humanas! Diz a lenda que os índios arawaks viviam sobre este lago, não apenas perto dele, e que certo dia toda a vila teria sido engolida pelo piche. Nada difícil de acreditar depois de saber o que já tiraram lá de dentro! RS!

Piche endurecido no Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago

Piche endurecido no Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago


Nós sempre imaginamos o piche uma coisa grudenta e pegajosa, mas ele também pode se apresentar na forma sólida, parecendo literalmente asfalto, é por isso que conseguimos andar sobre ele. Nos dias mais quentes ele fica com uma textura meio borrachenta e em alguns lugares o pé chega até a afundar um pouco. Esta rocha “emborrachada” possui pequenas bolhas de ar formadas por gases sulfurosos, segundo nosso guia em algumas épocas o cheio é insuportável! Rsrs.

Caminhando no solo argiloso do Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago

Caminhando no solo argiloso do Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago


Nossas pegadas no solo do Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago

Nossas pegadas no solo do Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago


No período chuvoso todo o lago fica coberto de água, que evapora lentamente quando o período seco se aproxima. O que é mais incrível é ver a vida nascendo sobre este lago, plantas, árvores e, nas poças formadas pela água da chuva, até peixes podemos encontrar. É algo realmente diferente que eu não esperava encontrar por aqui. Existem outros lagos como este na Califórnia, Egito, Nigéria e Venezuela. Adivinhem se o maluco do Chaves não está reclamando o piche retirado daqui?

Flores nascem e crescem no Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago

Flores nascem e crescem no Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago


Depois de um pit stop no shopping em São Fernando para um almoço à moda tribagonian, nossa próxima parada é o Wildfowl Trust Foundation. Uma fundação, organização com fins não lucrativos, dedicada à preservação, reprodução e reintrodução de espécies nativas de pássaros das wetlands, áreas alagadas como pântanos, mangues ou pantanais. Apenas 3% da terra é coberta por wetlands, a exemplo das terras da Floresta Amazônica ou do tundra na América do Norte e da Eurásia, estas durante o degelo no período da primavera.

Flôr aquática na reserva Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago

Flôr aquática na reserva Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago


A reserva está localizada dentro da área da Petrotrin, companhia estatal de petróleo de Trinidad e Tobago, na refinaria Point-a-Pierre. A área é imensa, na entrada passamos ao largo da planta da refinaria, um campo de golfe e área onde se localizam as casas para funcionários e visitantes da empresa. Lá dentro encontramos esta imensa área verde, banhada por dois lagos que servem como casa para grande parte das espécies protegidas, como patos selvagens e pássaros mergulhões.

Patos na reserva de Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago

Patos na reserva de Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago


A visita é guiada e durante o tour podem ser avistadas várias espécies de aves, árvores nativas e até um jacaré. O trabalho de educação ambiental é um dos principais focos, atendendo em torno de 15 mil estudantes durante o ano e outros 10 mil turistas e visitantes de diversos países. É um paraíso para os birdwatchers que podem passar um dia inteiro explorando trilhas e observando as diversas espécies ainda em período de adaptação nos cativeiros.

Guarás na reserva de Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago

Guarás na reserva de Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago


Jacaré na reserva Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago

Jacaré na reserva Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago


O nosso guia, Carlos, é um birder, apaixonado por pássaros fez desta paixão a sua profissão. Hoje trabalha como guia para as centenas de bird lovers que vêm à Trinidad em busca das mais diferentes espécies. Só ele já possui mais de 200 espécies fotografadas, mas não irá descansar enquanto não conseguir fotografar ao menos um exemplar de cada espécie da ilha. Quando isso acontecer, continuará buscando novas espécies e fotografando cada pássaro que encontrar, “pois cada um é diferente do outro, cada um deles é especial”. Sem dúvida!

Beija-flôr na reserva Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago

Beija-flôr na reserva Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago


Envolvidos por esta paixão de Carlos pelos pássaros, seguimos para o nosso terceiro e último passeio do dia. Um tour de barco pelos mangues da Caroni Bird Sanctuary, região de terras alagadas e pantanosas que ganhou canais construídos pelo homem, ligando-as ao mar. Assim o mangue se desenvolveu e com ele toda a sua fauna e flora, caranguejos, cobras, iguanas e pássaros. A maior atração deste passeio são os Guarás, ou Scarlet Ibis como são conhecidos por aqui.

Paisagem do pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Paisagem do pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago


Entramos em um barco lotado, quase 40 pessoas, com um guia mais ou menos e para ver mais um mangue. Avistamos um primeiro guará voando ao lado de uma garça azul (cinza). O passeio é longo e começamos a ficar meio desacreditados de que veríamos muitos guarás.
Avistamos alguns em seus ninhos no meio das árvores e pensamos que era isso. Perto do pôr-do-sol o barco se dirigiu para uma área mais ampla, uma baía em meio ao manguezal, e no mesmo minuto o espetáculo começou. Um primeiro bando com uns 50 guarás coloriu o céu azul e tirou o primeiro “óhhhhh” de espanto dos espectadores.

Guarás chegam às centenas, no fim da tarde, ao dormitório no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Guarás chegam às centenas, no fim da tarde, ao dormitório no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago


A partir daí o passaredo não parou mais, eles vinham em revoadas de 100, 200, 300 aves pintando o céu de vermelho e pousando em uma pequena ilha exatamente na nossa frente. As árvores do manguezal já pareciam macieiras carregadas de maçãs maduras, vermelhinhas e suculentas. Foram milhares de Scarlet Íbis avistados em uma única tarde, é um espetáculo fantástico e emocionante!

Guarás chegam às centenas, no fim da tarde, ao dormitório no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Guarás chegam às centenas, no fim da tarde, ao dormitório no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago


Guarás chegam às centenas, no fim da tarde, ao dormitório no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Guarás chegam às centenas, no fim da tarde, ao dormitório no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago


Nós vínhamos buscando encontrá-los há tempos, vimos alguns poucos em Lençóis e Algodoal, mas nunca imaginei que chegaria perto de um momento como este. O Caroni é um dos principais locais de reprodução dos guarás na América, são tantos que aqui as garças brancas é que parecem estar em extinção.

Árvore dormitório dos guarás no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Árvore dormitório dos guarás no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago


Cenário espetacular, pôr-do-sol maravilhoso e, confirmado com os nossos guias, tivemos realmente sorte de estar aqui em um dos dias com maior quantidade de guarás já avistados. É uma imagem que nunca irei esquecer, foi realmente comovente.

Fim de tarde no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Fim de tarde no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago


Santuário de piche e de pássaros, do negro e do vermelho, do mineral e do animal, Trinidad abriga uma riqueza e diversidade natural imensa! Difícil de acreditar que tudo isso caiba em um pedacinho de terra tão pequenininho no meio do oceano.

Esperando a chegada dos guarás no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Esperando a chegada dos guarás no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Trinidad e Tobago, Port of Spain, San Fernando (Pitch Lake e Pointe-à-Pierre), Caroni, Lago, pássaros, Porto of Spain, piche, Caroni Birds Sanctuary, petrotrin, Wildfowl Trust Foundation

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Encontro Inusitado

Colômbia, Cali

Ontem saímos apenas para um almoço rápido na Avenida 6, local onde se encontram umas 20 salserias mais populares de Cali. Depois de um dia inteiro fechada no quarto do Hostal Iguana trabalhando, finalmente saí para o mundo! Mal sabia eu, a surpresa que o mundo nos reservava.

Estávamos tomando o nosso café da manhã tranquilamente na área comum do hostal e encontramos uma figura tomando uma cerveja que começou a puxar papo. Nicolas é um bogotano bem viajado, morou em Londres e conhece bastante o seu próprio país. Começamos a contar da viagem para ele, que ficou deslumbrado com a ideia e começou a nos dar várias dicas sobre o país. Logo aparece Viviana, também colombiana, jornalista super viajada que conhecia cada cidadezinha da Colômbia. Os dois sentaram e começaram a nos dar uma aula de geografia, turismo e estradas do país. Íamos de Cali para Medellín, cidade de Bottero, artes e muita história. Em 20 minutos todo o nosso roteiro já era outro! “Medellín é uma cidade grande como qualquer outra, se vocês tem que escolher, sigam pela rota de Bucaramanga, conheçam a Villa de Leyva e outras cidades históricas, são maravilhosas!”, diziam Nicolas e Viviana. Mompós também é obrigatório! Lá vocês vão encontrar os Sangacintos, gaiteiros de música folclórica colombiana, eles abrem a sua casa para você e armam a festa para mostrar a sua música.” Meia-hora depois chegou Andres, namorado de Viviana.

A esta altura já sabíamos que eles todos são de Bogotá e estão de passagem por Cali, em uma turnê da banda rock The Hall Effect. Andres é o baterista, Nicolas engenheiro de som, Douglas, que apareceu mais tarde, é o baixista, Cha Ry o guitarrisca e Oscar o vocal. Mari é uma amiga de longa data de todos eles e está de férias acompanhando a turnê. Angelo e Joana são fãs e patrocinadores da banda, pois entraram com o transporte para toda a turnê pelo país.

A The Hall Effect é a única banda de rock que canta em inglês no país, considerada a melhor banda de rock de toda a Colômbia! Eles já fizeram turnês européias, passando por Londres e França e seu produtor é o mesmo cara que produziu discos do Paralamas do Sucesso e do Pinky Floid! Chegaram a tocar junto com o pessoal do Sepultura! Sensacional!

Começamos a combinar de encontrá-los em Bogotá, quando Viviana e Andrés surgiram com o convite para irmos com eles ao Festival Hot en Paraíso, primeiro festival de piscina da Colômbia. Os festivais aqui geralmente acontecem em praças públicas, são gratuitos e não é permitida a venda de comida e bebida alcoólica. Este é o primeiro com um conceito diferenciado, mais parecido com os festivais que temos no Brasil. Andrés ligou na mesma hora para o produtor do festival, que é o manager da banda e bingo, já tínhamos ingressos VIPs para o festival! Foi tudo tão rápido, que nem dava para acreditar! Teríamos que acordar as 2 da madrugada para pegar estrada até Girardot, onde vai acontecer o festival. Eu vi que o Rodrigo ainda estava meio atordoado, pensando... “Ai meu Deus! Onde eu fui me meter?”, mas ele viu que do jeito que tudo aconteceu, não tinha chance de não irmos.

Eles foram tocar à meia-noite em um bar de Cali enquanto nós tentávamos descansar para sairmos dirigindo as 2am. O festival começa as 12h, eles devem tocar as 15h, por isso o Ro queria sair mais tarde. Porém precisávamos entrar com eles no festival, pegar as pulseiras e ter certeza que chegaremos a tempo, enfim ficou combinado que depois do show eles passam na pousada e nós vamos juntos para Girardot!

Caraca, é impressionante como um encontro inusitado de almas como este pode mudar os nossos planos em tão pouco tempo! Um brinde ao festival e à música colombiana!

Colômbia, Cali, The Hall Effect, Hostal Iguana, Música, Rock

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

Página 1 de 113
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet