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Carlsbad Caverns

Estados Unidos, New Mexico, Carlsbad Caverns National Park

Formações no salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Formações no salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Temos uma certa fixação por cavernas. Secas ou molhadas das mais diversas origens e com as mais variadas formações, cavernas são um ambiente tão diferente do resto do mundo. Um lugar onde não há luz e muitas vezes sim, ainda há vida. Um lugar onde quase nenhum ser humano ainda pisou e que nos faz sentir mais exploradores, mais aventureiros.

Chegando ao Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Chegando ao Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Aqui nos Estados Unidos já estivemos no maior sistema de cavernas do mundo, a Mamooth Caves. Uma caverna imensa, com mais de 627 km explorados, a maioria deles sem nenhum espeleotema, mas com muita história. Aqui no Novo México já estávamos de olho há bastante tempo em um tal parque nacional próximo à fronteira com o Texas, o Carlsbad Caverns. Foi, na realidade, super curioso, pois o grande parque nacional desta região entre o Novo México e o Texas, conhecido e procurado por todos, é o Big Bend, com paisagens do Deserto de Chihuahuan, cânions de granito esculpidos pelo Rio Grande na fronteira com o México e os Estados Unidos. Nós, talvez por já termos visto outros cânions e desertos pelo país, fomos atraídos pelo menor e curioso parque das cavernas.

Formações no salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Formações no salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


O mundo subterrâneo, intocado e cheio de aventuras aqui nos Estados Unidos já é bem mais “civilizado”. Um elevador leva os 400 mil turistas que visitam as cavernas todos os anos, 228m abaixo da terra, passando por uma cafeteria, banheiros e toda uma área de espera, com piso de concreto e iluminação artificial. O ambiente natural foi totalmente modificado, é quase (totalmente) chocante. Por outro lado o acesso a todos os turistas é facilitado, às pessoas com necessidades especiais, terceira idade e aos menos aventureiros, não importa, a caverna é um ambiente totalmente controlado e seguro para todos.

O civilizado salão de entrada da caverna no Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

O civilizado salão de entrada da caverna no Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


A iluminação artística feita no seu interior nos dá melhor noção da sua grandeza. A Big Room, principal área de visitação da Carlsbad Caverns, possui uma extensão de 1.220 metros 191 metros de largura e 78 metros de altura! Estas dimensões a colocam no ranking como a terceira maior câmara subterrânea da América do Norte e sétima do mundo!

O belíssimo e enorme salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

O belíssimo e enorme salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


O seu tamanho é impressionante, mas o que nos faz perder a noção da vida e da hora é a imensa quantidade de formações que a caverna possui. Estalactites e estalagmites, colunas, cortinas, travertinos, pérolas e o que mais imaginarmos pode ser encontradas nas paredes, piso e teto desta caverna. A iluminação nos direciona para as formações mais bonitas, sendo um deleite apenas observar a obra natural maior da natureza, sem se preocupar em ler placas, ver detalhes geológicos ou nem mesmo a história que se passou dentro dela.

O belíssimo e enorme salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

O belíssimo e enorme salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Iluminação do salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Iluminação do salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Detalhe de uma das mais belas colunas da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Detalhe de uma das mais belas colunas da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Ali a artista maior é a água, que desce lentamente pelos poros da rocha calcária e esculpe há milhares de ano cada um dos espeleotemas que adorna a Big Room. Quando entramos em uma caverna é que nos damos conta da loucura que é a crosta terrestre. Um queijo suíço todo perfurado abaixo de nós, alguns desses “buracos” nós encontramos uma entrada, um acesso, outros deles existem lá, calados e isolados, e nós simplesmente não temos ideia. Será que existe alguma outra vida lá? Micróbios levados pela água, bactérias, micro-organismos que vivem em ambientes totalmente hostis... só Deus sabe.

Turistas caminham pelo salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Turistas caminham pelo salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Durante a tarde voltamos aos subterrâneos da Carlsbad Cave para visitar o seu piso inferior, que só pode ser visitado em um tour especial, acompanhado por duas simpáticas rangers em um grupo de 10 a 15 pessoas.

Turistas ficam maravilhados com a formação de pérolas no solo da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Turistas ficam maravilhados com a formação de pérolas no solo da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Neste tour temos um pouco mais a sensação de exploradores, sem luzes e sem concretos, apenas algumas tábuas e pontes de proteção que preservam alguns dos ambientes mais frágeis da caverna. Seguimos vários degraus abaixo, passando por corredores e salões maravilhosos, incluindo um imenso berçário de pérolas de rocha, um dos mais impressionantes que eu já encontrei nestas andanças pela América.

Formações de pérolas no solo da parte inferior da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Formações de pérolas no solo da parte inferior da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Caminhando com o grupo na parte inferior da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Caminhando com o grupo na parte inferior da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Caminhando com o grupo na parte inferior da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Caminhando com o grupo na parte inferior da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


No alto o raso cânion e seus desertos nos fazem pensar como em uma paisagem tão árida foi possível um dia correr um rio caudaloso, que além de esculpir o cânion, foi capaz de construir galerias subterrâneas tão imensas. É espantoso imaginarmos que sob estas terras existem ainda 117 cavernas fechadas ao público, como a Lechuguilla Cave, uma das mais decoradas de todas elas, com flores de aragonita e cristais raríssimos.

Lechuguilla Cave, aberta apenas para felizardos pesquisadores, no Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Lechuguilla Cave, aberta apenas para felizardos pesquisadores, no Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


O parque também é cenário para um dos eventos mais incríveis do planeta: a migração em massa dos morcegos mexicanos (Mexican Free-tailed bats), que deixam a caverna no final do dia em busca de insetos. A melhor época para vê-los é entre os meses de Julho e Agosto, mas a temporada se estende de Abril até Outubro, chegando a reunir grupos de mais de 700 mil morcegos em uma única revoada.

O solo desértico do Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

O solo desértico do Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


O Carlsbad Caverns ainda é um parque a ser explorado, espero que com o tempo e novas pesquisas outras cavernas sejam abertas a visitação e possamos nos unir aos espeleólogos para explorar mais profundamente este vasto e desconhecido mundo subterrâneo.

Visitando a caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Visitando a caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Estados Unidos, New Mexico, Carlsbad Caverns National Park, Cavernas, parque nacional, espeleologia, Carlsbad Caverns

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As Bruxas de Salém

Estados Unidos, Massachusetts, Salem

O Museu das Bruxas de Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos

O Museu das Bruxas de Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos


Salém, uma pequena cidade ao norte de Boston, ficou conhecida por ser uma das únicas cidades no continente americano que chegou a julgar e punir mulheres acusadas de bruxaria. A história ficou ainda mais conhecida depois do filme hollywoodiano “As Bruxas de Salém” lançado em 1996, baseado nesta história real.

As famosas 'Bruxas de Salem', em Massachusetts, nos Estados Unidos

As famosas "Bruxas de Salem", em Massachusetts, nos Estados Unidos


O ano foi 1692, duas jovens Betty Paris (9 anos) e Abigail Williams (11 anos) começaram a ter um comportamento estranho. Visões, suores noturnos, gritos histéricos, grunhidos, corpo contorcido e ataques epiléticos anormais eram alguns dos sintomas. Sem nenhuma doença diagnosticada pelo médico da vila, ambas foram consideradas “possuídas” pelo demônio, personagem muito presente na vida dos que viveram na Nova Inglaterra naquela época.

Bruxas, principal atrativo de Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos

Bruxas, principal atrativo de Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos


Três mulheres foram acusadas por enfeitiçar as garotas. Uma por ser mendiga, outra por ser membro de uma família rival e a terceira, a escrava da família que teria atraído as garotas a participar de rituais africanos ligados a magia negra. Toda a pesquisa histórica leva a crer que o início das acusações teve um cunho político, rivalidades entre as famílias mais fortes da cidade, que foram levados à esfera religiosa.

Condenado à morte por esmagamento, acusado de bruxaria no final do séc XVII  em Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos

Condenado à morte por esmagamento, acusado de bruxaria no final do séc XVII em Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos


As garotas passaram a ser as principais acusadoras, apontando mulheres charmosas, senhoras religiosas, velhas caquéticas e quaisquer pessoas que não as agradassem ou seguissem as regras religiosas puritanas à risca. A cena caricata de crianças apontando a vizinha velha e a chamando de bruxa, aqui se tornou realidade. A vila foi tomada por um dos casos mais notórios de histeria coletiva e levou a julgamento mais de 200 pessoas, a maioria mulheres. Destes, mais de 100 foram presos e 20 condenados à morte por enforcamento.

Pastor é enforcado por bruxaria em Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos

Pastor é enforcado por bruxaria em Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos


A cidade de Salém ainda está lá para contar a história e hoje recebe turistas por esta reputação. O Museu das Bruxas de Salém conta a história dos julgamentos e tem uma exposição bacana sobre a história e a vida daquelas mulheres que um dia foram consideradas bruxas. Eu, sem dúvida, estaria entre elas. Qualquer mulher que não seguisse a religião imposta na época e se utilizasse de conhecimentos ancestrais de medicina, com plantas e ervas, poderia ser considerada bruxa.

As famosas 'Bruxas de Salem', em Massachusetts, nos Estados Unidos

As famosas "Bruxas de Salem", em Massachusetts, nos Estados Unidos


Curiosamente a cidade se tornou uma das principais sedes dos praticantes da religião Wicca, que celebra os ciclos naturais da vida e afirmam a existência de forças sobrenaturais. O feriado mais famoso desta religião é o 31 de outubro, também conhecido como Halloween ou Dia das Bruxas, dia de fechamento do ano no calendário wicca.

O Museu das Bruxas de Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos

O Museu das Bruxas de Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Massachusetts, Salem, cidade histórica, museu, Bruxas de Salém

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Sequoia National Park

Estados Unidos, Califórnia, Three Rivers

Mil Dias no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

Mil Dias no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Sequoia National Park, um sonho antigo! Desde que ouvi falar sobre essas gigantes tenho o sonho de conhecer, abraçá-las e me perder entre esta floresta encantada. Bem o dia chegou! Tiramos dois dias para conhecer todo o parque, tentando mesclar estradas cênicas e caminhadas para conhecermos o máximo possível em dois dias.

Entrada do Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

Entrada do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


O parque estava bem movimentado, cheio de turistas emendando a semana do spring break para conhecer a região. A Foothills Area tem várias trilhas bonitas, rios cristalinos e uma mata verde com clima bem agradável nesta época do ano. Porém nós queríamos ver mesmo eram as sequoias, então passamos rapidamente pela Hospital Rock, assim apelidada, pois foi onde um caçador que sofreu um acidente com a própria arma foi tratado pelos indígenas que viviam nesta região. Na pedra podemos ver algumas pinturas rupestres e caminhar até as margens do rio. Nesse caminho também passamos pela Cristal Cave, infelizmente fechada no inverno.

Explorando rio no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

Explorando rio no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


No primeiro dia cruzamos a Giant Forest que estava ainda mais encantadora com bastante neve fresquinha nos pinheiros menores, cena de filme! A neve e a neblina davam aquele ar mágico para a paisagem e os poucos raios solares logo destacavam o tom acanelado dos troncos das sequoias.

As primeiras e gigantescas sequoias que avistamos no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

As primeiras e gigantescas sequoias que avistamos no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Pulamos as principais trilhas e a nossa primeira parada foi em um estacionamento bem longe da muvuca, pouco antes do Lodgepole Visitor Center. Um grupo de sequoias lindíssimas estava lá sozinhas, só nos esperando. Elas são fantásticas e a neve faz tudo ficar ainda mais divertido.

A Ana entre sequoias milenares no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

A Ana entre sequoias milenares no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Cruzamos todo o parque e a área da Sequoia National Forest, com vários mirantes bacanas sobre o mar verde de coníferas e finalmente temos uma ideia do que vamos encontrar pela frente, o magnífico Kings Canyon!

Estrada na parte alta do Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

Estrada na parte alta do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


A próxima parada é na General Grant Grove onde está localizada a segunda maior árvore do mundo (em volume), a General Grant Tree! Uma trilha entre sequoias gigantes no leva até a atração principal.

A imponente 'General Grant', no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

A imponente "General Grant", no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


No caminho um túnel log impressionante faz termos uma noção mais real de quão grandes elas podem ser. Esta árvore caiu há mais de 200 anos, suas raízes tem uma circunferência de uns 8m de diâmetro e o túnel formado no meio do tronco é grande o suficiente para abrigar todo um time de futebol e seus reservas!

As imponentes sequoias no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

As imponentes sequoias no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Continuamos para o Princess point, onde temos uma ótima vista do cânion, simplesmente sensacional. A Great Western Divide é onde culminam as maiores montanhas dos Estados Unidos, um pouco atrás está o Mount Whitney (4.417m), maior montanha americana nos “lower 48”. Montanhas nevadas e um belíssimo vale verde que pode ser completamente explorado durante o verão, já que nesta época a estrada ainda está fechada para prevenir dos possíveis desabamentos de rochas.

Visitando o Kings Canyon National Park,  na Califórnia - EUA

Visitando o Kings Canyon National Park, na Califórnia - EUA


Hume Lake é a antiga região da madeireira e que hoje se tornou uma grande área de turismo, com cabanas e uma linda vista do lado e picos nevados. Tentamos retornar por esta estrada, porém a neve estava alta e não conseguimos passar. Retornamos todo o caminho a tempo de chegar à Sherman Tree, a rainha de todas as sequoias, com idade estimada em 2.200 anos!

Lago no Kings Canyon National Park,  na Califórnia - EUA

Lago no Kings Canyon National Park, na Califórnia - EUA


Chegamos quando a lua já apontava no céu, a neblina deixou o fim de tarde ainda mais gelado e já não havia quase ninguém na trilha mais visitada do parque. Tivemos um momento a sós com um dos seres mais impressionantes que já vi na minha vida. Conseguem imaginar toda a história que esta árvore já viu? Tudo que já aconteceu enquanto ela estava aqui, neste mesmo exato lugar? Esperamos poder absorver parte da sabedoria e da energia desta grande sentinela do tempo e da vida.

A famosa 'General Sherman', a maior árvore do mundo, no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

A famosa "General Sherman", a maior árvore do mundo, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


No segundo dia fomos direto para a Moro Rock Trail, oficialmente fechada pela neve, mas aberta a quem quisesse tentar explorá-la, por sua própria conta e risco. Subimos em torno de 6 km pela estrada e na trilha a neve estava ainda fofa, mas encontramos pegadas frescas e logo um grupo retornando do mirante, good news: o mirante estava aberto e absolutamente fantástico!

Ursos, só vimos nas placas do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

Ursos, só vimos nas placas do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Uma escadaria foi construída na crista desta pedra de onde podemos ter a vista completa do Kaweah Canyon, toda a Sierra Nevada e as montanhas nevadas do Kings Canyon e a magnífica floresta de coníferas a nossos pés. Ficamos lá em cima por quase mais de meia hora, apenas admirando a paisagem.

Mirante no alto da Moro Rock, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

Mirante no alto da Moro Rock, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Um pequeno detour nos levou até o túnel log entre sequoias gigantes e pinheiros, passando pela Parker´s Group. Agrupamentos de sequoias como este são raros e ainda mais bonitos.

Um grupo de sequoias no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

Um grupo de sequoias no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Este é um dos famosos túneis onde passam os carros quando a estrada está aberta. Ele foi recortado no tronco de uma sequoia caída e deu um certo trabalho para chegar lá em cima, já que estava cheia de neve e bem escorregadia, mas eu não perderia a oportunidade!

Estrada passa em tunel dentro de uma sequoia no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

Estrada passa em tunel dentro de uma sequoia no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Terminamos o dia na Big Trees Trail, uma trilha interpretativa fantástica com explicações sobre os ciclos de vida e os principais elementos que fazem aquele o terreno ideal para o desenvolvimento das sequoias.

Admirando as árvores gigantes no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

Admirando as árvores gigantes no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


O tempo estava perfeito, céu azul e paisagem perfeita para apenas caminharmos na floresta, abestalhados com a beleza do lugar. Retornamos por um novo caminho, brincamos na neve e aproveitamos cada segundo no silêncio contemplativo da floresta. Não nos despedimos agora das sequoias, diremos apenas um até logo! As encontraremos novamente no Yosemite!

As primeiras sequoias quando se chega na parte alta do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

As primeiras sequoias quando se chega na parte alta do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

Estados Unidos, Califórnia, Three Rivers, parque nacional, Sequoia National Park, Sequoias, Natureza

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Praia ou Montanha?

Costa Rica, Zancudo, Dominicalito

Fim de tarde em Dominicalito, no litoral da Costa Rica

Fim de tarde em Dominicalito, no litoral da Costa Rica


Pergunta difícil para esse casal. Eu adoro montanha, mas confesso que se for obrigada a escolher gosto mais de praia. Rodrigo gosta de praia, mas nem é preciso fazer muito esforço para fazê-lo decidir entre os dois, como bom mineiro opta pela montanha.


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A Costa Rica é um país de território pequeno e com uma diversidade imensa, vulcões, florestas, montanhas, praias desenvolvidas e intocadas, de águas tranqüilas ou paraísos para surfistas. E aí, como escolher? Nós tentamos sempre diversificar, levando em consideração o caminho que estamos seguindo. Em Zancudo um lugar que todos nos indicaram conhecer foi a Península de Osa, pouco desenvolvida turisticamente e por isso mesmo um dos principais lugares para observação de vida selvagem no mundo! Bem, pelo menos foi isso que disse a National Geographic quando fez sua reportagem sobre a região. 4 tipos de macacos, aves, iguanas e uma biodiversidade fantástica agrupadas em apenas uma península, o que torna muito mais fácil entrar em contato com todos estes animais. Ali está localizado o Parque Nacional Corcovado, uma reserva indígena e outras reservas naturais que incluem mata, baías e muitas praias.

Avistando macacos na estrada de Zancudo, na Costa Rica

Avistando macacos na estrada de Zancudo, na Costa Rica


No outro lado estava a saudade e vontade quase incontrolável do Rodrigo de estar na montanha novamente. O Parque Nacional do Chirripó abriga o ponto mais alto da Costa Rica, Cerro Chirripó com 3.820m.s.n.m. Uma região de muito verde, páramos e aquele ar saudável de montanha.

Baía de Dominicalito, no litoral da Costa Rica

Baía de Dominicalito, no litoral da Costa Rica


Aí vem a pergunta: por que não fazemos os dois? São apenas mais 2 ou 3 dias para conseguirmos resolver a questão. Porque só temos 1000dias para fazer toda a América. A resposta nem sempre é tão convincente em um cenário como o nosso, mas acreditem, 1000dias não são suficientes! Foi então que a diferença de preferências do casal apareceu. Eu totalmente emburrada no carro, vendo a Península de Osa, Dominical e Manoel Antonio ficarem para trás, e o Rodrigo seguindo tranquilo (com a sua decisão unilateral) direto para o Chirripó. A certa altura da viagem, eu não agüentei, tive que falar. Quantas vezes temos oportunidade de cruzar com um lugar como o Osa durante a viagem? No meu ponto de vista, muito menos que todas as trilhas e montanhas que já conhecemos e subimos no trajeto. É um lugar único, destacado mundialmente, inexplorado, com trilhas, matas, fauna e flora diferenciadas e também praias. E nós vamos passar reto?!?

Baía de Dominicalito, no litoral da Costa Rica

Baía de Dominicalito, no litoral da Costa Rica


Pior é que ele escuta o que eu falo, mas no final ele sempre tem razão... Polariza a discussão como se a escolha fosse apenas entre praia e montanha. No final, dá uma de João-sem-braço e segue direto para onde ele quer! Socorro!!! Ufa, desculpem pelo momento desabafo... É o que pode acontecer de vez em quando com um convívio tão intenso.

Vôo solitário de pelicano no fim de tarde em Dominicalito, no litoral da Costa Rica

Vôo solitário de pelicano no fim de tarde em Dominicalito, no litoral da Costa Rica


Bem, esperneei, mas seguimos direto para o Chirripó. Pelo menos deixei claro o meu ponto e consegui deixá-lo convencido que é um lugar importante. Agora a Península do Osa ficou para a nossa passagem pela Costa Rica no caminho de volta à América do Sul. Outro ganho importante da discussão foi que, irritado, Rodrigo finalmente resolveu parar para almoçarmos, as 5 horas da tarde, interrompendo a viagem por algumas horas em um dos lugares mais lindos dessa costa: Dominicalito. Diante de uma paisagem como essa e depois de uma deliciosa salada, toda a nossa braveza já havia ficado para trás.

Fim de tarde em Dominicalito, no litoral da Costa Rica

Fim de tarde em Dominicalito, no litoral da Costa Rica


Assistimos de camarote a um belíssimo pôr-do-sol, com a minha querida Osa e a Isla del Caño ao fundo. Seguimos para pouco mais de uma hora de viagem montanha acima. Chegamos a San Gerardo de Rivas já era noite, nos hospedamos no primeiro hostal simpático que vimos a tempo apenas de arrumar as mochilas para a caminhada do dia seguinte. Roupa de frio, equipamento de camping e uma boa dose de energia, preparando o espírito para a longa caminhada que nos aguarda.

Pôr-do-sol em Dominicalito, no litoral da Costa Rica

Pôr-do-sol em Dominicalito, no litoral da Costa Rica

Costa Rica, Zancudo, Dominicalito, Praia, mar, Pacífico, Estrada

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Confusiones

Brasil, Piauí, Caracol (P.N. Serra das Confusões)

Pictografias na Toca do Enoque no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Pictografias na Toca do Enoque no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Uma bela noite de sono para repor a minúscula noite de sono de ontem. Deitamos para tirar um cochilo perto das 22h e dormimos até o dia seguinte! Bom, pois acordamos bem descansados e com bastante pique para o dia de hoje.

Estrada no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Estrada no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Segundo Naldo, teremos muita estrada (3 horas de carro), porém pouca caminhada pela frente. Entramos no parque, passamos pelo ponto que estacionamos ontem e chegamos à Comunidade do Capim. Lugar seco, no meio da caatinga, (ainda não entendo como este povo veio parar aqui), longe de tudo, sem água, num calor dos diabos. Há pouco tempo a FUMDHAM, ONG presidida por Niede Guidon, perfurou um poço para fornecer água à esta comunidade. Um pouco mais adiante chegamos à comunidade de Barreiros, de onde sai uma outra estrada para os recém descobertos sítios arqueológicos da Toca do Capim e Toca do Enoque.

Moradia dentro do Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Moradia dentro do Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Tínhamos pouquíssimas informações e o nosso guia, Naldo, ainda é aprendiz de seu pai. Portanto nos levou aos lugares, contou sobre a vida do entorno, porém não tinha muita informação sobre as pinturas e os sítios para nos passar. Decidimos ir direto para a Toca do Capim, já que era a mais distante. Chegando lá, primeira confusione do dia: furou o pneu da Fiona! Um graveto de madeira seca da caatinga, afiado como faca, entrou na lateral do pneu. Surreal! Já escolados pelo primeiro pneu furado, fomos direto para o nosso kit primeiros socorros da Fiona. O Rodrigo queria usar o spray, mas eu estava desconfiada, preferindo ir direto para o chicletão tapa-buracos. Lendo as instruções vimos que a segunda opção era melhor mesmo, já que o spray não funcionava direito para furos laterais. Enfiei o “esburacador”, limpei e uniformizei o buraco e enfiamos a tira de chiclete para fechar o furo. Quase funcionou... quase... o rasgo foi tão lardo que o chiclete não era grande o suficiente. Aí já íamos começar a trocar o pneu, quando descobrimos que a trava anti-furto do step simplesmente emperrou! A chave tetra não girava, estávamos sem step! Enfiamos um segundo chicletão para tentar diminuir o buraco, que ficou uns 70% fechado. Testamos o compressor e funcionou. Decidimos ver a toca do capim e seguir adiante, enchendo o pneu a cada 15 minutos, mais ou menos.

Pneu furado no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Pneu furado no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Segunda Confusione do dia, a Toca do Capim estava trancada! Foi colocada uma grade de madeira com cadeado, ok, tudo em prol da conservação. Vimos as várias pinturas rupestres dali da grade mesmo, muitas formas geométricas e muitas escavações, numa delas foi encontrado os fósseis de um menino.

Lado de fora da Toca do Capim, no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Lado de fora da Toca do Capim, no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Preocupados com o pneu seguimos estrada em direção ao povoado até a entrada para o Enoque. O pneu agüentou bem, decidimos ir até lá. Chegamos e vimos o imenso paredão, todo pictogravado e logo ali ao lado um olho d´água. Ali vivia Enoque, um borracheiro que hoje já não está mais entre nós.

Toca do Enoque no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Toca do Enoque no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Voltamos para o carro, pneu e chiclete agüentando firmes, nós precisávamos chegar de volta à cidade. Fomos rodando, verificando e enchendo o pneu de tempos em tempos. A tática funcionou, chegamos à borracharia eram umas 15h15 da tarde e saímos de lá as 17h30, a maior parte do tempo tentando abrir a droga da tranca emperrada. Pneu consertado, decidimos colocar logo a Fiona na estrada para evitar mais confusiones. Moral da história, precisaremos achar um chaveiro em São Raimundo.

Tentando consertar a trava do estepe em Caracol, próximo ao Parque Nacional das Confusões - PI

Tentando consertar a trava do estepe em Caracol, próximo ao Parque Nacional das Confusões - PI


Hoje realmente foi um dia conturbado e o pior foi que descobrimos que a Toca do Enoque que nós achamos que fomos, não é a toca do Enoque! Fomos a um paredão que o nome parece ser Toca do Olho d´água. Ficamos há apenas 300m da famosa Toca do Enoque, que possui pinturas ainda mais bonitas. Afinal, agora entendi por que esta é a Serra das Confusões!

Monumento em Caracol, próximo ao Parque Nacional das Confusões - PI

Monumento em Caracol, próximo ao Parque Nacional das Confusões - PI

Brasil, Piauí, Caracol (P.N. Serra das Confusões), sítios arqueológicos, pinturas rupestres, arqueologia, parque nacional, sertão, Parque Nacional Serra das Confusões

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Los Llanos Venezuelanos

Venezuela, Los Llanos

Capivara no fim de tarde no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Capivara no fim de tarde no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Os Llanos Venezuelanos estão localizados no sul do país, e como o próprio nome diz, são uma área imensa de planícies que durante o período de cheias se inunda, reunindo uma quantidade absurda de espécies de pássaros, jacarés, cobras e afins. Correspondente ao nosso Pantanal Mato-grossense em fauna e flora, os llanos também desenvolveram como principal atividade a pecuária e durante longos anos a criação de gado extensiva maculava este bioma tão sensível.

A criação de gado é muito comum na região dos llanos, na Venezuela

A criação de gado é muito comum na região dos llanos, na Venezuela


Com o passar dos anos os donos destas fazendas começaram a perceber a vocação natural de suas terras para o ecoturismo. Os Hatos venezuelanos (fazendas), começaram a desenvolver as atividades de turismo ecológico no final da década de 70, trazendo para a população local e seus visitantes uma nova visão de coexistência do homem e da natureza.

A paisagem grandiosa do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

A paisagem grandiosa do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


O Hato El Cedral foi um dos pioneiros neste trabalho e hoje é o único que está em funcionamento. Desde que o presidente Hugo Chavez começou o seu governo e a recuperação de “terras improdutivas”, vários Hatos foram fechados e confiscados pelo governo. O Hato El Cedral é o modelo de negócio que está sendo adotado pelo governo hoje, uma parceria público-privado, onde 10% da fazenda pertence a um grupo privado que faz a gestão da fazenda, tanto da atividade pecuária, quanto da atividade turística e tem o governo com os outros 90% da sociedade.

Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Este modelo deve ser replicado para os outros Hatos que hoje estão fechados, notadamente o Hato Piñero, na área de Cojedes, mais ao norte, que possui um ecossistema diferente, uma zona de floresta e outro tipo de fauna e flora que tem como principal atrativo a onça-pintada (jaguares). O diretor do Hato El Cedral com quem conversamos nos adiantou que o mesmo grupo que administra este hato está em negociações com o governo para passar a administrar os outros hatos e desenvolver uma rede eco turística, começando com os tours para avistar jaguares no Hato Piñero.

Capivaras vivem às milhares no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Capivaras vivem às milhares no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Um enorme jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Um enorme jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Nós chegamos no Hato El Cedral depois de uma viagem de umas 8 horas desde Mérida, com uma parada na cidade de Barinas, centro econômico da região. Sem reserva, como sempre, quase não pudemos entrar, já que o hato trabalha sempre com grupos organizados e pré-agendados. Tivemos sorte e conversando com o pessoal da administração conseguimos um quarto. Chegamos no final da tarde e só os 8km de estrada entre o portão de entrada e a sede da fazenda já foram absurdos: centenas de capivaras, lagartos, iguanas, jacarés, veados a distância e um sem número de espécies de pássaros nos adiantavam o que estávamos prestes a presenciar.

Martin Pescador no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Martin Pescador no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


O fim de tarde quente e com bastante vento anunciava a chuva chegando no pantanal venezuelano. Nuvens negras se aproximavam rapidamente e junto delas revoadas de cegonhas, biguás, garças reais, garças morenas, colhereiros e até urubus, todos buscavam refúgio nas árvores da sede do hato, sobre as nossas cabeças. Eram centenas, milhares, incontáveis aves se divertindo nas térmicas e nos ventos malucos que a tempestade tropical trazia, um espetáculo!

Uma tempestade se aproxima do Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Uma tempestade se aproxima do Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Centenas de pássaros de variadas espécies aproveitam a ventania trazida por uma tempestade para fazer suas revoadas, no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Centenas de pássaros de variadas espécies aproveitam a ventania trazida por uma tempestade para fazer suas revoadas, no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Enquanto isso o pessoal do nosso refeitório preparava uma “carne al palo”, típico churrasco gaúcho feito no fogo de chão com a diferença apenas nos cortes utilizados aqui. O jantar é servido as 19h, assim que é tocado o sino. Uma comida caseira deliciosa com um tempero de fazenda, fechava a noite no Hato El Cedral.

Preparando nosso jantar no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Preparando nosso jantar no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Pássaros começam a se acomodar para passar a noite no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Pássaros começam a se acomodar para passar a noite no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Na manhã seguinte, 7h da manhã estamos em pé e o sino nos chama para o café da manhã. Victor, o guia local já está pronto com seu caminhão para nos levar ao nosso safari pantaneiro. Estamos sozinhos com ele, o único grupo de turistas foi embora hoje e deixou Victor à nossa inteira disposição! O tour matutino vai das 8h às 11h30 e atravessa a estrada que corta a fazenda entre alagados e campos onde vivem dois tipos de jacarés, o babo e o jacaré do Orinoco. O primeiro tem em média um metro e meio, no máximo 2 metros, já o jacaré do Orinoco é um dos maiores da sua família e pode chegar a 4 metros!

Estrada que corta o Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Estrada que corta o Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Filhote de veado no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Filhote de veado no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Victor lembra de sua infância quando tudo o que se via era gado e comemora o avanço e os aprendizados que teve nos seus mais de 40 anos de trabalho no Hato El Cedral. Ele hoje é especialista em fauna na região, conhece de cor as centenas de espécies de pássaros e outros animais que são encontrados por aqui. Oreos, cari-caris, garças, cegonhas, martins-pescadores e aves que deixariam qualquer bird-watcher enlouquecido! Nós que nunca fomos muito passarinheiros aqui nos tornamos rapidamente os mais curiosos amantes destes seres alados!

Uma Garça Morena, no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Uma Garça Morena, no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Um belo Tordo Maizero, no  Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Um belo Tordo Maizero, no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Um Churrinche, no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Um Churrinche, no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Uma dupla de Caricaris no  Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Uma dupla de Caricaris no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


O ponto alto da manhã foi quando encontramos uma sucuri ou anaconda, a maior cobra constritora da América do Sul. Ela estava bem camuflada em uma pequena poça ao lado da estrada e Victor com seus olhos treinados a encontrou! Nós de botas e Victor com os pés descalços, cruzamos o charco e fomos observá-la de perto. A princípio pensamos em não tocá-la, mas Victor nos propôs, “querem vê-la se movendo?” e o Rodrigo, sem titubear respondeu: SIM!

Uma enorme sucuri em meio ao terreno pantanoso do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Uma enorme sucuri em meio ao terreno pantanoso do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


O Vitor nos mostra como pegar uma sucuri pelo rabo no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

O Vitor nos mostra como pegar uma sucuri pelo rabo no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Victor a pegou pelo rabo e a trouxe para o gramado, nos encorajou a pegá-la também e até nos ensinou a como dirigir a cobra de quase 5 metros quando ela se curvava em nossa direção. UAU! Adrenalina pura, sentimos a força de seus músculos tentando se soltar e logo a deixamos ir. Não me parece uma interação muito agradável para a cobra, que coitada estava ali, na sua, descansando. Pelo tamanho e grossura Victor acha que ela estava grávida! Pobre sucuri, logo desapareceu em meio à lama e as folhagens em uma poça de não mais de 30cm de profundidade.

A Ana mostra que não tem medo de sucuri no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

A Ana mostra que não tem medo de sucuri no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


A sucuri se afasta de nós no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

A sucuri se afasta de nós no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Depois do almoço, já perto das 15h, retornamos ao caminhão, encontramos “mi mujer” uma jacaré fêmea que Victor criou desde pequena e hoje, com não mais de 14 anos, é totalmente obesa e mal consegue se mover! Não muito longe dela estão tartarugas galápagos dividindo a beira do rio tranquilamente com babos e orinocos, enquanto as famílias de capivaras atravessam nadando as águas infestadas de cobras e jacarés. A natureza é mesmo sábia, predador e presas podem conviver tranquilamente no mesmo ambiente, pois sabem que ninguém ali será caçado à exaustão. Os jacarés e cobras só vão caçar o necessário para sobreviverem e assim cada um cumprirá o seu papel no equilíbrio desta cadeia alimentar.

Mimujer, uma enorme e obesa jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Mimujer, uma enorme e obesa jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Jacarés e tartarugas convivem pacificamente no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Jacarés e tartarugas convivem pacificamente no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Uma creche de capivaras no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Uma creche de capivaras no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Finalmente chegamos ao barco. O rio está baixo e curto, na temporada de chuvas ele enche e quase todos os campos se tornam planícies alagadas. Victor diz preferir a época de cheias, quando podem pescar e fazer tours longos em barcos, mas durante a seca, os jacarés e as centenas de tartarugas se apertam neste pequeno rio, facilitando a vida do Victor e dos turistas.

Olho sempre atento de um jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Olho sempre atento de um jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Passeando em rio no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Passeando em rio no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Um minuto de barco e já estamos cercados de jacarés, Victor conhece a quase todos eles pelo nome e traz para os seus bichinhos de estimação bons pedaços de carne que ajudam a criar um show ainda mais interessante.

Jacaré se esforça para pegar um naco de carne em rio no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Jacaré se esforça para pegar um naco de carne em rio no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Um grande jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Um grande jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Filhote de jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Filhote de jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Na água os babos saltam e giram para abocanhar os maiores pedaços. Na terra tiganas, pássaros carnívoros, inflam seu leque de penas para assustar e defender seu naco de carne perante o cari-cari e as tartarugas galápagos. Um show! Nunca tinha imaginado um pássaro pequenininho deste tão valente e com tal artimanha para se defender.

Tigana abre suas asas para assustar um rival no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Tigana abre suas asas para assustar um rival no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Um Gavião protege sua comida de outro gavião no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Um Gavião protege sua comida de outro gavião no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Pássaro passeia pelas margens de um rio no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Pássaro passeia pelas margens de um rio no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Mais um fim de tarde chega ao Hato El Cedral, o sol baixa espelhando os cursos d´água e os animais ao redor das áreas alagadas parecem reverenciar este momento, serenos e tranquilos, pois sabem que amanhã o ciclo começa novamente.

O fantástico entardecer no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

O fantástico entardecer no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


O fantástico entardecer no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

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Venezuela, Los Llanos, Ecoturismo, Animal, Hato El Cedral, Pantanal, Apure

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Gracias, Yojoa e Tegu

Honduras, Yojoa, Gracias

Aproximando-se do lago Yojoa, região central de Honduras

Aproximando-se do lago Yojoa, região central de Honduras


Depois de ter passado pelas famosas Bay Islands, no Mar do Caribe e em uma das ruínas mayas mais incríveis da America Central, era vez de visitarmos um destino alternativo em terras hondurenhas.

A região rural e montanhosa de Gracias, em Honduras

A região rural e montanhosa de Gracias, em Honduras


Nós saímos de Copan Ruínas em direção ao lago por um caminho alternativo, cruzando cidades interioranas e vendo o mundo passar pela janela, gente vivendo e sobrevivendo do campo, da venda, da terra e do sol. As estradas de Honduras são um exercício de paciência, esburacadas, mal sinalizadas e sem muitas regras de tráfego, ou se elas existem o povo não sabe cumpri-las.

Uma típica rua de Gracias, em Honduras, a antiga capital da América Central

Uma típica rua de Gracias, em Honduras, a antiga capital da América Central


Chegamos à pequena cidade colonial de Gracias e tivemos um fim de tarde super agradável na varanda do nosso hostel. Tomamos uma Salva Vidas (cerveja local) com vista para as montanhas e os charmosos telhados alaranjados feitos na época da colônia espanhola. A cidade é pequena e simpática, mas sem grandes atrativos. Para quem tiver tempo, nos seus arredores existem alguns mirantes, rios e cachoeiras a serem explorados.

Gracias, um pedaço de Minas Gerais no coração de Honduras

Gracias, um pedaço de Minas Gerais no coração de Honduras


No dia seguinte continuamos para o Lago Yojoa que está localizado a meio caminho, entre as duas principais cidades do país, San Pedro Sula e a capital Tegucigalpa. Rodeado por montanhas e uma floresta tropical úmida, o Lago Yojoa é o paraíso para birdwatchers e hikers de plantão.

Plantação de café e banana no meio da mata, na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Plantação de café e banana no meio da mata, na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Escolhemos a área de Los Naranjos, próxima a um pequeno sítio arqueológico, cachoeiras e com alguma infraestrutura turística. Nossos amigos da Round House haviam indicado a D&D Brewery que além de produzir boas cervejas artesanais, aluga cabanas em meio a um pequeno bosque. À noite ainda provamos uma de suas cervejas exclusivas de damasco e outra de chocolate, muito saborosas. O estoque de pale ales e stouts havia sido completamente exaurido na Semana Santa que acabava de passar. Chegamos lá no final da tarde e já não havia um quarto disponível, então ficamos hospedados em um hotel vizinho, a Finca Paraíso.

lago Yojoa, região central de Honduras

lago Yojoa, região central de Honduras


Influenciada pelo último lago que havíamos conhecido em Flores, na Guatemala, eu estava esperando que os hotéis ficassem na beira do lago, para nadarmos, andarmos de caiaque, etc. Infelizmente eu estava enganada, o lago é raso, com muitas plantas e difícil acesso, sendo usado mais para passeios de barco e pesca.

Lago Yojoa, região central de Honduras

Lago Yojoa, região central de Honduras


As atividades ao redor do lago são caminhadas com guias para avistamento de pássaros, trekkings pela cloud forest e até o pico Santa Bárbara, com sorte, com boas vistas do lago. Isso não era exatamente o que estávamos procurando, então aproveitamos as atividades que a própria finca oferecia, trilha para o mirante do Índio Desnudo e até o Poço Azul, lugares sagrados para os indígenas que viviam nesta região.

No meio da mata, um pequeno lago azul que foi um centro cerimonial do povo Lenca (na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras)

No meio da mata, um pequeno lago azul que foi um centro cerimonial do povo Lenca (na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras)


Caminhada pela mata da Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Caminhada pela mata da Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Caminhamos pela nossa vizinhança, brincando com os cachorros, vendo as crianças voltar da escola em seus tradicionais uniformes e assuntando com a apoiadora master do time de futebol da vila, a tia lavadeira que tinha os uniformes de todo o time estendidos em seu varal.

A simpática senhora que lavou toda a roupa de um time de futebol, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

A simpática senhora que lavou toda a roupa de um time de futebol, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Toda a roupa de um time de futebol seca no varal de uma casa no meio do campo, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Toda a roupa de um time de futebol seca no varal de uma casa no meio do campo, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Fizemos um brunch na D&D Brewery com direito a hashbrown, ovos e blueberry pancake, delicioso! Escrevemos sob a trilha sonora natural das centenas de pássaros que vivem e se alimentam nas árvores frutíferas da finca e para refrescar tomamos coragem e demos um tchibum no Rio Blanco, também conhecido como Río Frío, e que numa versão realista deveria chamar-se Río Helado!

Estrada rural na região do lago Yojoa, em Honduras

Estrada rural na região do lago Yojoa, em Honduras


Delicioso e refrescante banho de rio na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Delicioso e refrescante banho de rio na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Belíssimas flores durante caminhada pela Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Belíssimas flores durante caminhada pela Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


O tempo urge, temos prazos para chegar novamente ao próximo continente. Sem lago para nadar e nem mais delongas decidimos seguir caminho, com uma parada em um dos restaurantes às margens do lago na estrada para Tegucigalpa. Almoçamos com a bela vista do lago, das montanhas, dos bois pastando e das aves voando tranquilas sobre as águas do Yojoa. Ao nosso lado uma família menonita que assistia aos Jogos de Inverno ao som de uma bachata, a música sertaneja da América espanhola.

Pier avança até a borda do lago Yojoa, região central de Honduras

Pier avança até a borda do lago Yojoa, região central de Honduras


Tegucigalpa me surpreendeu negativamente, pois eu esperava encontrar pelo menos um canto da cidade que fosse mais interessante. O centro é como todo centro, prédios mais antigos, ruas bem movimentadas e uma igreja na praça central. Os bairros são desorganizados, mal urbanizados e mal saneados, muita sujeira, muitos fios, muitas casas enjambradas e nenhum charme.

Trânsito e milhões de fios nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras

Trânsito e milhões de fios nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras


Grafite nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras

Grafite nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras


Não conhecemos o Sector Hotelero da cidade, que seria mais caro, mais maquiado e menos real. Fomos direto para a Colônia Palmira, um bairro classe média, cortado pela Avenida Morazán que reúne prédios comerciais, centros médicos e uma infinidade de redes americanas de fast food. Acho que precisaríamos de mais tempo para encontrar os recantos e riquezas de Tegucigalpa.

Visão de Tegucigalpa, a capital de Honduras

Visão de Tegucigalpa, a capital de Honduras


Assim sendo, o nosso hostel foi o melhor refúgio que poderíamos encontrar nessa selva de pedras. Uma casa colonial bem confortável, os donos muito atenciosos e um café da manhã típico muito gostoso. Lingüiça, banana, feijão refrito (tipo tutu), um prato de leite com sucrilhos e suco de laranja natural. Bem energético, ótimo para aguentarmos as próximas horas de estrada e fronteira a caminho da Nicarágua.

Nosso simpático B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras

Nosso simpático B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras


Café da manhã típico, em nosso B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras

Café da manhã típico, em nosso B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras


Três dias, três lugares completamente diferentes, da histórica Gracias, passando pelo interior de Yojoa e chegando à metrópole suburbana de Tegucigalpa. Uma boa colcha de retalhos que somadas às mais turísticas Bay Islands e Copán, nos ajudaram a formar uma ideia mais clara de Honduras. Fechamos nossa passagem por aqui com uma nova visão do país, um lugar de gente muito receptiva e amável, terras férteis, montanhas, parques nacionais, cidades históricas e muita riqueza cultural, mas que ainda tem muito a se desenvolver, muitos ranços políticos a acertar e um clima pesado no ar para dissipar, depende para onde você olhe e o que queria enfocar. E você, qual Honduras vai querer conhecer?

Lago Yojoa, região central de Honduras

Lago Yojoa, região central de Honduras

Honduras, Yojoa, Gracias, Lago, cidade histórica, Cidade Colonial, Capital

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Batendo Perna

Argentina, Salta

Catedral de Salta - Argentina

Catedral de Salta - Argentina


Dia de compras em Salta. Amanhã teremos uma longa estrada pela frente e eu tinha que aproveitar a cidade grande e os os bons preços argentinos para resolver algumas pendências. As lojas abrem até as 13h e reabrem apenas as 16h, aquele famosos horário da siesta, famosa na Espanha e que a Argentina pelo jeito aderiu.

Pronto para devorar enorme sanduíche em Salta - Argentina

Pronto para devorar enorme sanduíche em Salta - Argentina


Esperando as lojas abrirem, tivemos um almoço gostoso no café do Hotel Victória Plaza na Praça 9 de Julho. O Ro ficou no hotel, enquanto eu saí para as ruas. Esta semana começaram as comemorações da Padroeira da cidade de Salta, as ruas estavam lotadas, não apenas de turistas, como também de estudantes que vieram em excursões à Catedral de Salta para homenagens, missas, etc.

Catedral em Salta - Argentina

Catedral em Salta - Argentina


Rodei o centro de Salta inteiro, consegui consertar o meu óculos de sol, comprar os cremes indicados pela dermatologista na farmácia Sudamericana, uma das mais antigas da cidade. Lá foi que descobri que os salteños tem um ritmo meio baiano para as coisas, fazem tudo com muuuita calma e ao mesmo tempo sendo super atenciosos.

Interior da Igreja de São Francisco em Salta - Argentina

Interior da Igreja de São Francisco em Salta - Argentina


Outro item da minha lista de compras eram casacos de frio próprios para montanhismo. Logo estaremos chegando no Perú onde pretendemos fazer algumas trilhas em Huaráz, na Cordilheira Branca. Encontrei uma loja de produtos argentinos muito bacana, chamada Montagne. Os produtos me pareceram compatíveis com as marcas norte-americanas mais conhecidas e os preços eram pelo menos a metade!

Entrada do Convento de San Bernardo, em Salta - Argentina

Entrada do Convento de San Bernardo, em Salta - Argentina


Fiquei umas 4 horas andando, fotografando e pesquisando lojas e farmácias, até uma depilação eu descolei. Todos os salteños foram completamente gentis e prestativos, fora que sem o Ro por perto para falar português, fui afiando ainda mais meu espanhol. Não sou do tipo gastadeira e freqüentadora de shoppings, mas sem dúvida essa pernada valeu a pena, gastei 50% do que gastaria comprando os mesmos cremes e casacos no Brasil. Vamos ver se vou ficar mais jovem e quentinha como os produtos prometem!

Fim de tarde na Plaza 9 de Julio, em Salta - Argentina

Fim de tarde na Plaza 9 de Julio, em Salta - Argentina

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A capital, Porto Velho

Brasil, Rondônia, Porto Velho

O gostoso parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

O gostoso parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Sempre fui curiosa para conhecer o estado de Rondônia. Um estado mais novo do que eu, com 70% da superfície coberta pela Floresta Amazônica, os outros 30% são uma zona de cerrados que cobrem a área do chapadão, onde estão a Serra dos Pacaás Novos e Chapada dos Parecis. Só poderia ser um lugar especial.

Fim de tarde no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

Fim de tarde no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia


O antigo Território Federal do Guaporé tinha como principal atividade a extração de borracha e castanha do pará. Ok, castanha do Brasil como querem os nortistas, pois como se pode perceber ela nasce em toda a região norte, não apenas no Pará! Foi apenas depois da chegada da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré que o território passou a ter maior importância, estratégica e econômica. A estrada foi construída para fazer o escoamento de mercadorias da região e principalmente um acesso da Bolívia ao Oceano Atlântico. A ferrovia entrou como premissa para que a Bolívia “cedesse” o território do Acre ao Brasil.

Homenagem prestada à ferrovia Madeira-Mamoré, em em Porto Velho, capital de Rondônia

Homenagem prestada à ferrovia Madeira-Mamoré, em em Porto Velho, capital de Rondônia


Assim nasceu Porto Velho. A pequena vila que se tornou a capital era o local do velho porto de escoamento de mercadoria no Rio Madeira, afluente do Rio Amazonas que por sua vez desagua no Oceano Atlântico. Hoje, Rondônia possui o terceiro maior PIB da Região Norte, depois do Amazonas e Pará, tem uma extensão cinco vezes maior do que a Croácia e o maior percentual de evangélicos do Brasil.

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia


A ferrovia trouxe o desenvolvimento ao antigo Território de Guaporé e Marechal Cândido Rondon trouxe o telégrafo, interligando as regiões mais remotas e isoladas do país. Não à toa em 1956, Rondon foi homenageado emprestando seu nome ao território, que em 1982 se tornou o estado de Rondonia. A segunda onda de ocupação ocorreu na década de 70 quando o governo militar fez uma distribuição de terras na região, na mesma época da construção da Transamazônica, com o intuito de ocupar o território e diminuir chances de problemas fronteiriços.

O esforço e os incentivos fiscais do governo federal em povoar a região começava a dar frutos. A abertura da fronteira agrícola, que avança velozmente desde o Mato Grosso, e a exploração de madeira e minérios fez com que algumas unidades de conservação ambiental fossem criadas a partir do final da década de 70. Quem diria que ali, no distante e pouco conhecido estado de Rondônia pode estar a maior reserva de diamantes do mundo? A Reserva Indígena Roosevelt possui mais de 2,7 milhões de hectares e pertence aos 1.200 índios cinta-larga que habitam a área. Já se sabe que o potencial desse garimpo é imenso e está entre os 5 maiores do mundo, o topo da lista só seria garantido após um estudo mais detalhado que não foi, e espero, não será feito em território indígena. Enquanto alguns enxergam riqueza, eu enxergo destruição de uma cultura, de uma floresta e toda sua biodiversidade, além da chegada dos piores problemas sociais que existem em torno desta atividade.

Enquanto isso não acontece, a terceira onda de ocupação explora os recursos hídricos da região, que veio recentemente com a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Um dos maiores tributários do Rio Amazônas, o Rio Madeira é o de maior velocidade entre os rios amazônicos. Mesmo sem um grande desnível, Santo Antônio foi construída na maior cachoeira do Rio Madeira. São 14m de desnível. Tão pouco, não é mesmo? Sim, mas com a velocidade do rio e a tecnologia de novas turbinas ela será capaz de gerar energia elétrica para 44 milhões de pessoas.

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia


135 km rio acima a Hidrelétrica de Jirau também está em construção. Nem quero dar uma de eco-chata aqui falando de impacto ambiental das represas e novos espelhos d´água destas duas represas imensas que acabam de ser construídas. Basta falar do impacto social que elas tiveram na região, que ávida pelo desenvolvimento, nem parou para pensar no que aconteceria com a chegada de milhares de novos trabalhadores para a construção da Usina. Atrás deles prostituição, alcoolismo e o tráfico de drogas, seguido pelo desemprego, afinal a construção pode durar 10 anos, mas quando ela acaba nenhum deles será mais necessário ali, nem os homens, nem as putas e muito menos os traficantes.
Ainda assim rodamos Porto Velho, uma capital nova, planejada e bem tranquila. A criminalidade infelizmente já deu sinais de vida, segundo nosso amigo Rodrigo que vive no centro da cidade, mas ainda não é comparável com o que vemos nas grandes cidades do sul e sudeste.

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Você deve estar se perguntando. Por que alguém iria querer conhecer Porto Velho? Voltamos então à toda história contada acima e o mais louco é que, talvez por ela ser tão recente, ela é facilmente reconhecida quando rodamos pela cidade. O povo meio agauchado, misturado com goianos, mato-grossenses e toda qualidade de brasileiros empreendedores que você imaginar. Os nomes dos botecos, restaurantinhos e padarias te dão uma pista de quem são, de onde vieram e que tipo de comida você vai poder provar.

Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Os pontos turísticos incluem a Praça da Caixa d´Água, que obviamente está no ponto mais alto da cidade e possui 3 grandes e antigas caixas d´água que abasteciam a capital.

A praça das caixas d'água, uma das atrações turísticas em Porto Velho, capital de Rondônia

A praça das caixas d'água, uma das atrações turísticas em Porto Velho, capital de Rondônia


O Parque Ferrovia Madeira-Mamoré é o mais bonito, à beira do rio. Tem galpões culturais com feira de artesanatos, uma antiga locomotiva em exposição e um passeio peatonal delicioso, perfeito para um fim de tarde tranquilo às margens do rio, com direito a um belo por do sol alaranjado.

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Há alguns quilômetros dali, outro lugar bacana de visitar é o Mirante da Usina de Santo Antonio, de onde podemos ver a barragem de Santo Antônio ao lado de uma daquelas igrejinhas super charmosinhas, cena bucólica do interior.

Antiga igreja usada pelos trabalhadores da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Antiga igreja usada pelos trabalhadores da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


À noite a dica é conferir a culinária típica no Canto do Tucunaré, restaurante famoso por sua caldeirada deste peixe amazônico. Nas paredes vários quadros de grandes artistas e celebridades brasileiras que já estiveram lá provando a caldeirada de tucunaré e um dos melhores pirões que já comi na vida!

Com o amigo Rodrigo, no tradicional reataurante Remanso do Tucunaré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Com o amigo Rodrigo, no tradicional reataurante Remanso do Tucunaré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Se você passar por Porto Velho, tire um dia para conhecer a segunda mais nova capital brasileira e conhecer um pouco mais da nossa cultura e história.

Brasil, Rondônia, Porto Velho, Capital, Canto do Tucunaré, Mirante da Usina de Santo Antonio

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Zion National Park

Estados Unidos, Utah, Zion National Park

No final da tarde, o sol ilumina as montanhas mais altas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

No final da tarde, o sol ilumina as montanhas mais altas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


O estado de Utah é famoso por seus desertos, montanhas nevadas, grandes planícies de sal e incríveis parques que formam um mosaico de conservação no sul do estado, reunindo 5 parques nacionais: Zion, Bryce Canyon, Capitol Reef, Canyonlands e o Arches National Parks. O encontro de três áreas geológicas, as Montanhas Rochosas Americanas, o Colorado Plateau e a Great Basin, faz de Utah um dos principais destinos dos amantes da natureza.

Chegando a Utah, nos Estados Unidos

Chegando a Utah, nos Estados Unidos


Sua capital, Salt Lake City, é o principal centro Mormon dos Estados Unidos, construída ao redor de um lago em um cenário urbano tido como um dos mais bonitos do país. As montanhas de Salt Lake, seus resorts de ski e cidade foram sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002.

A paisagem grandiosa de Utah, chegando à área do Zion National Park, nos Estados Unidos

A paisagem grandiosa de Utah, chegando à área do Zion National Park, nos Estados Unidos


Paisagem completamente tomada pela neve na saída do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Paisagem completamente tomada pela neve na saída do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Começamos as nossas explorações pelos parques nacionais de Utah pelo sul do Estado, no Zion National Park. Depois de dirigir um dia inteiro pelo Colorado Plateau, chegamos ao parque pelo portão leste sem saber exatamente o que esperar. Atravessamos a Zion-Carmel Highway, estrada construída entre 1920 e 1930 para abrir uma via mais direta entre o Zion e o Bryce Canyon National Parks.

Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


A paisagem nevada das dunas petrificadas de Navajo Sandstone é totalmente diferente do que já havíamos visto até agora. A Navajo Sandstone é um tipo de arenito de coloração clara e rosada e formato arredondado, como dunas molhadas esculpidas pelo vento e petrificadas. As cores variam para tons mais avermelhados, dependendo dos minerais que fluíram na água pela rocha porosa através dos milhões de anos.

Encostas voltadas para o sol ainda estão sem neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Encostas voltadas para o sol ainda estão sem neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Neve e rocha se misturam nessa época do ano nas encostas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Neve e rocha se misturam nessa época do ano nas encostas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Reentrância na rocha ao lado de trilha no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Reentrância na rocha ao lado de trilha no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Essas formações estão espalhadas por todo o platô do Rio Colorado e ainda mais comuns nos parques nacionais aqui no Utah, surgindo do nada no meio de desertos e criando cenários fantásticos como o que encontramos aqui. A impressão que temos é que as pedras foram esculpidas e escovadas à mão, por sua textura e perfeição. Agora imaginem tudo isso coberto de neve!

Duna petrificada e coberta pela neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Duna petrificada e coberta pela neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Sua formação geológica data da era Mesozóica, com sedimentação de mares tropicais rasos, rios, lagos e desertos há mais de 150 milhões de anos. A menor elevação do parque está a 1.117m e o ponto mais alto a 2.660m, com acesso por trilhas, a maioria fechada durante o inverno pela quantidade de neve.

Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Caminhando pelas inesquecíveis paisagens do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Caminhando pelas inesquecíveis paisagens do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Cruzamos as 17 milhas (27km) da estrada, incluindo o Zion - Mount Carmel Tunnel, estreito túnel cavado no arenito. O túnel é sensacional, com imensas janelas com vista para o cânion, pena que só podemos vê-las do carro, já que não existe calçada e nem acostamento para os carros. Ele funciona como um portal de entrada para o incrível mundo de Zion!

A vista de uma das 'janelas' do enorme túnel da principal estrada do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A vista de uma das "janelas" do enorme túnel da principal estrada do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Zion Canyon tem 24km de extenção e chega a 800m de profundidade, mas diferente do seu vizinho do sul, nós chegamos nele pela sua base e podemos dirigir por uma estrada construída ao lado do rio.

O rio que formou o canyon principal do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

O rio que formou o canyon principal do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Rio corre pelo canyon do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Rio corre pelo canyon do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


O cânion é cortado pelo Virgin River e paralela ao rio corre uma estrada de 6 milhas (9,7km) que passa por algumas das principais atrações do parque. Passamos pelos Sentinelas e pela entrada da trilha das Emerald Pools (fechada), caminhamos até a Weeping Rock e chegamos ao Temple of Sinawava, o Deus Coyote dos Índios Paiute.

Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Turistas examinam cachoeira congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Turistas examinam cachoeira congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


A estrada termina, porém uma trilha continua pelo cânion, que vai se estreitando chegando em alguns pontos a apenas 6m de largura. Conseguimos caminhar apenas 2 km cânion adentro, mas infelizmente a trilha estava fechada pelas condições de neve e gelo.

Cachoeira completamente congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Cachoeira completamente congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Muitas trilhas fechadas por causa do gelo no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Muitas trilhas fechadas por causa do gelo no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Durante os dias que estivemos no parque percorremos a estrada mais de uma vez, na esperança que o tempo melhorasse e as trilhas abrissem para explorarmos o parque mais a fundo.

Trilha por um dos canions na parte alta do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Trilha por um dos canions na parte alta do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Pegamos temperaturas de -5, -8°C e neve todos os dias. É claro que no dia de irmos embora o sol saiu, o tempo abriu e nós não exitamos em fazer pelo menos uma trilhazinha até o mirante do cânion. A trilha do Canyon Overlook é curta (2km ida e volta, aprox.), mas tem umas passagens bem lindas e a vista do cânion com sol não tem preço!

A fantástica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A fantástica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Infelizmente, como o tempo não ajudou, as nossas explorações pelo parque não foram tão intensas e esportivas como gostaríamos. Sinal de que teremos que voltar aqui durante a primavera, fugindo do tumulto e calor intenso do verão, para ver o degelo da neve no alto das montanhas formando as cachoeiras pelas paredes do cânion. Zion, ainda voltaremos.

Até as montanhas ficam pequenas sob o belíssimo céu do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Até as montanhas ficam pequenas sob o belíssimo céu do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos



Feliz Natal!
O Zion também foi o lugar onde passamos um dos dias mais especiais do ano: o Natal! Estes períodos de festas de final de ano durante a viagem são sempre um momento difícil para mim, pois normalmente nós estaríamos nos reunindo com as nossas famílias, pais, irmãos e sobrinhos, dando risada, contando histórias e matando as saudades. Pois é, mesmo a viagem mais perfeita tem seus momentos borocoxôs, confesso. Ainda mais para mim, pessoa social, que gosta de festa e bagunça ao seu redor o tempo todo. Bem, já que não poderíamos estar lá, tiramos uma boa parte do dia 24 para encontrar os nossos entes queridos no universo virtual. Cada um em um canto e um fuso-horário diferente, minha mãe e a minha irmã Juliane estavam em Londres, comemorando com a família do David, nosso candidato a cunhado. Também em Londres, no canto sul da cidade estava uma parte da família Junqueira, minha cunhada Lina que vive lá, seu irmão Guto e o filho mais velho, Léo. Lá no Brasil, encontramos ainda antes do jantar o meu pai em Curitiba, os meus sogros, cunhados e sobrinhos queridos todos reunidos em Ribeirão Preto. Depois de um passeio pelo parque, compramos um vinho, queijos e beliscos para a nossa “ceia” e ainda conseguimos falar com a minha irmã, cunhado e sobrinha que depois da meia-noite ainda pulava toda sapeca lá em Florianópolis. Mais tarde, para tentar me distrair das saudades, assisti a um documentário sobre o aniversariante da noite na NatGeo e um especial de natal do Shreck! Hahaha! Enfim, acompanhado do meu amado, bons queijos e vinhos desejo a todos (mesmo que atrasadinho) um Feliz Natal!

Nosso delicioso jantar que queijos e vinhos celebrando a véspera de Natal, no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Nosso delicioso jantar que queijos e vinhos celebrando a véspera de Natal, no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Utah, Zion National Park, parque nacional, Zion National Park, Navajo Stone

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