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Blog da Ana - 1000 dias

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O Vento

Bahamas, Long Island - Stella Maris

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas


O vento geralmente não faz parte das nossas preocupações diárias na cidade. Os arranha-céus não nos deixam espaço nem mesmo para notá-lo na maioria do tempo. No Brasil acredito que não são muitas as regiões em que o vento chegue a ser um fator que altere a rotina diária da cidade ou das pessoas. Há apenas dois verões é que temos acompanhando os ciclones subtropicais em Santa Catarina, que além dos ventos de 130km/h, trazem consigo muita chuva, inundações e destruição.

A temporada de furacões na costa da Flórida e no Caribe já é muito conhecida. Todos os anos passam por aqui furacões de todas as intensidades, que fazem estragos absurdos, Lili foi o último que mais deixou rastros aqui nas Bahamas. As casas e pousadas já são construídas prevendo esta época do ano. As telhas são diferentes, planas e bem presas à sua estrutura de sustentação. As janelas possuem uma proteção reforçada do lado de fora. Quando o período dos ventos se aproxima, todos já sabem que devem se preparar, cortar as árvores que estão mais fracas e sem sustentação, recolher para um local protegido tudo o que possa voar, as portas e janelas devem ser praticamente lacradas com tábuas pregadas na batente. A rotina das pessoas é completamente alterada, mas todos já sabem como lidar com isso.

Uma coisa que sempre me chama atenção em São Paulo é como o trânsito faz parte das conversas corriqueiras da população. E isso faz todo o sentido, pois é algo que faz parte da rotina e altera muito o dia-a-dia das pessoas. Por isso você encontra rádios que só falam sobre o trânsito, diversas ferramentas que ajudam as pessoas a terem mais informação. A diferença é que essa alteração foi feita pelo homem e hoje já possui vida própria. Nós não conseguimos voltar atrás, portanto precisamos encontrar alternativas e soluções paliativas para o problema que nós mesmos construímos.
Aqui é diferente, o vento faz parte da vida dos caribenhos. O homem não tem como controlar quando, como ou em que direção ele deve soprar. Todos sabem percebê-lo e dizer qual é o vento que está chegando ou quando ele deveria ir embora. Se for um vento de nordeste, não fica difícil saber qual é a parte da ilha que está protegida.

Estamos lidando com o vento a mais ou menos cinco dias. Ele não aparece nas fotos, mas com certeza faz com que tenhamos que alterar as nossas rotinas. Deixamos de mergulhar, deixamos de aproveitar as praias, pois mesmo com sol o vento gelado nos desencoraja de entrar no mar ou ficar lagarteando, aqui acho que a expressão seria iguanando, já que é o réptil mais numeroso na ilha. Ficamos sempre à mercê do vento.

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas



Por outro lado, com vento nós também estamos conhecendo as ilhas de uma forma diferente. O vento altera as paisagens, o mar fica mais ondulado, as árvores mais curvas, as dunas de areia se movem com mais rapidez. Fica mais fácil imaginar este cenário na época de tornados ou furacões e também a tristeza que eles trazem consigo, levando casas e destruindo as cidades.

Chegamos à Long Island em um pequeno avião que veio balançando com o vento e fomos direto para Stella Maris, nosso hotel resort. Um dos poucos hotéis na ilha e com certeza um dos únicos deste tipo que iremos ficar, já que além de caros não fazem o nosso estilo de viagem. Amanhã vamos mergulhar, se o vento deixar. Vamos à praia, se o vento deixar. Vamos ver se Kaikias, deus do vento nordeste, nos dará uma trégua para podermos aproveitar.

Placas dentro do resort Stella Maris, em Bahamas

Placas dentro do resort Stella Maris, em Bahamas

Bahamas, Long Island - Stella Maris, Praia

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Tlaquepaque

México, Guadalajara

Produtos à venda nas galerias de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

Produtos à venda nas galerias de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México


Três horas de estrada de Guanajuato para Guadalajara e fomos direto para Tlaquepaque. No início de século XIX era um bairro de alta classe no subúrbio da grande cidade, hoje a encantadora Talquepaque já foi engolida pela urbe de Guadalajara, mas ainda conseguiu manter seu manter o encanto de um pequeno pueblo mágico.

Catrina gigante em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Catrina gigante em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México


Suas charmosas ruas e casas em estilo colonial hoje abrigam a comunidade de artesãos das mais diversas especialidades: ferro, cerâmica, prata, tear, esculturas, móveis e o que você imaginar. Caminhar pelas ruas de Tlaquepaque é um deleite, para aqueles que curtem um artesanato então? Ela é um verdadeiro shopping-museu a céu aberto.

Área de barzinhos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

Área de barzinhos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México


Em cada esquina encontramos instalações artísticas, como uma catrina gigante pintada na parede, esculturas de ferro lhe convidando a sentar ao lado para uma foto ou até mesmo um painel do artista Diego Rivera ao lado de personagens da história mexicana.

Passeando em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Passeando em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México


Para aqueles que não são shopping freaks, um dia é suficiente para explorar o bairro. Um suco ou uma cervejinha no El Parián, pátio rodeado de restaurantes, com um coreto e diversos grupos de Mariachis que podem alegrar a sua tarde, em troca de uma contribuição, é claro!

Mariachis na praça central de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Mariachis na praça central de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México


Um passeio pelo Jardín Hidalgo, com seus artistas de rua, mímicos e humoristas é um dos programas prediletos dos locais, que marcam presença com toda família! A igreja dedicada ao Apóstolo Pedro e o coreto dão o toque colonial à praça principal.

Coreto da praça de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Coreto da praça de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México


Apresentação em praça de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

Apresentação em praça de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México


Mesmo para quem não quer comprar, entrar nas lojas de artesanato é quase obrigatório. Quase todos os restaurantes são também galerias, além de um convite ao abandono da dieta. As galerias de arte são belíssimas! Não pude entrar em todas, mas a minha preferida foi a do artista plástico Rodo Padilla (www.rodopadilla.com.mx) com esculturas e algumas peças-mobílias incríveis, demonstrando a força e a alegria do povo mexicano.

Galeria de arte em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Galeria de arte em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México



DICA
Se você vai a Guadalajara, utilizar Tlaquepaque como base é, na minha opinião, a melhor opção. Um ônibus para o centro custa 15 pesos e demora em torno de 20 minutos a meia-hora ou um táxi fica em média 60 pesos. O clima tranquilo e animado das ruas dão mais liberdade para o turista que quer sentir o povo e o lugar, principalmente durante a noite. As pousadinhas são super charmosas, a maioria com jardins internos e quartos aconchegantes, podendo encontrar opções para todos os bolsos. Nós ficamos na Casa del Retoño (www.lacasadelretono.com) e indicamos!

Posando para fotos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

Posando para fotos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

México, Guadalajara, cidade histórica, Tlaquepaque, América do Norte, Road Trip

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Jabaquara Bela

Brasil, São Paulo, Ilha Bela

A Ilha Bela é imensa, quase tão grande quanto a ilha de Florianópolis! São mais de 36km de praias e, dizem, 365 cachoeiras! Seria uma cachoeira por dia do ano, já pensaram? Mas descobrimos lá que os moradores da ilha costumam chamar de cachoeira qualquer rio de pedra. Quedas d´água mesmo são aproximadamente 30.

Praia de Jabaquara em Ilha Bela - SP

Praia de Jabaquara em Ilha Bela - SP


Depois de umas comprinhas básicas no supermercado da vila e uma passada no internet café para os posts de ontem, acabamos postergando o nosso plano inicial e deixamos a trilha do Bonete para amanhã. Decidimos conhecer o litoral norte da Ilha, já que estamos hospedados na Ponta das Canas. Fomos até a praia do Jabaquara com intenção de fazer uma trilha que dizem existir dali até a Praia da Fome e a Praia do Poço. Dirigindo para lá comecei reconhecer o caminho e quando chegamos à praia tive certeza, eu já havia estado ali em 2004. O Rodrigo cada vez mais ia dando crédito à minha memória, quase uma ilhéu!

Realmente a Praia de Jabaquara é uma das mais bonitas da ilha! Chegamos e logo encontramos um belo oásis-restaurante à beira-mar. Exploramos a praia em busca de informações sobre a trilha para a Praia da Fome, lugar usado pelos portugueses para engorda de escravos no século XVIII. Eles paravam nesta praia para “tratar” os escravos antes de venderem no continente. A trilha já foi uma estrada, mas todos falaram que está muito fechada, tomada por bambuzais. Acabamos não nos arriscando, pois já eram 14h e não achamos nenhum barqueiro como back up. Mais uma praia que fica para os próximos 1000dias.

Praia de Jabaquara em Ilha Bela - SP

Praia de Jabaquara em Ilha Bela - SP


Depois de quase sermos carregados pelos borrachudos, resolvemos desbravar os mares e fazer um snorkel. Infelizmente a água não estava tão limpa quanto na minha lembrança. Não sei se nós é que estamos mais exigentes depois do Caribe, ou se a minha memória é que estava romantizando o lugar, pois lembro desta praia como um dos meus melhores snorkels no Brasil. Saímos primeiro no costão lado esquerdo, com água friiia e quase nos enroscamos em uma rede de pesca colocada ali. Ainda assim vimos alguns peixes, 3 arraias e o Ro (sortudo!) ainda viu uma tartaruga! Mais uma nadada no costão do lado direito, mas a água fria nos fez voltar correndo para o oásis assistir ao jogo da Copa do Mundo entre a Holanda e o Uruguai. Pena que os nossos “hermanos uruguajos” não conseguiram a final... mas que raça! Quem sabe os brazucas aprendem um pouco com eles!?!

Celebrando os 100 dias de viagem, em Ilha Bela - SP

Celebrando os 100 dias de viagem, em Ilha Bela - SP


À noite, aproveitando a maravilhosa casa e vista da casa do Dudu e Cê, fizemos mais uma comemoração dos nossos 100 dias de estrada! Queijo e vinho, regados a muito amendoim e uma bela vista do canal, São Sebastião e Caraguá, enquanto trabalhava nos últimos vídeos do Soy loco por ti América. Afinal, alguém tem que trabalhar nesse casal! Rs!

Brasil, São Paulo, Ilha Bela, Praia

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Ilha das Marés

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis

Praia alagadiça na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Praia alagadiça na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Circundar a ilha de Lençóis não é uma tarefa difícil, basta ter um pouco de disposição, pois o resto a ilha faz por você. As paisagens da Ilha de Lençóis são fantásticas, mesmo com dias nublados. As manhãs tem sido chuvosas neste período de inverno, então aproveitamos a tranqüilidade do nosso quarto, telhado e paredes de babaçu para trabalhar enquanto chove e saímos explorar mais perto do meio-dia, quando temos uma brecha de tempo seco.

Trabalhando no quarto da pousada na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Trabalhando no quarto da pousada na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Saímos caminhando pelas dunas altas, margeando o canal até chegar à área de manguezal. Beiramos o mangue e subimos as dunas até vermos o mar. O cenário de dunas é maravilhoso, mesmo para olhos acostumados, já que estamos vindo de tantos lençóis. Lá do alto avistamos uma lagoa e uma vastidão de areia impressionante! Todo o litoral muda com as marés, mas nunca havíamos presenciado uma mudança tão marcante. Ainda não entendemos bem como funciona a maré aqui na linha do equador, deve haver alguma explicação científica para isso, pois aqui as marés são muito grandes! A ilha deve praticamente triplicar de tamanho em marés baixas, principalmente se é lua cheia.

AS dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

AS dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Descemos as dunas para esta praia imensa, ladeamos a lagoa de água salgada e fomos explorando o terreno a cada passo que dávamos. Soubemos que no Maranhão são encontrados os únicos pontos de areia movediça no Brasil e ontem passamos por ela. É uma sensação engraçadíssima, ela parece uma gelatina, literalmente, e afunda rapidamente. Pode até haver alguma mais perigosa, como as dos filmes, mas aqui elas são praticamente inofensivas. É só não deixar atolar até o pescoço que você consegue sair. Caminhamos atentos, impressionados com a imensidão que uma pequena ilha nas reentrâncias maranhenses pode ter.

Explorando as dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Explorando as dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


A praia é completamente deserta, mas mesmo nos lugares mais distantes sempre vemos indícios da ocupação humana, seja uma garrafa de vidro na duna, sejam inúmeras redes de pescadores fixadas à beira mar, só aguardando a maré subir para entrarem em ação.

A enorme praia na maré seca na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

A enorme praia na maré seca na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Continuamos caminhando, a maré ainda está baixando e cada vez ficamos mais distantes do nosso destino. Comecei a cortar pelo meio do areal, pois circundar toda aquela planície descoberta pela água começava a se tornar um desafio muito grande para pés descalços. Nossa referência eram os cata-ventos, geradores eólicos da vila. Até agora só vimos pegadas, não cruzamos nenhuma alma viva, nem mesmo pescadores. A tranqüilidade é tão grande que quando demos por conta, já estávamos novamente no canal.

Caminhando na praia na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Caminhando na praia na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


A maré começou a subir rapidamente, seguimos andando em direção a vila pelo “mar de dentro” e mal sabia eu que a pior parte estava por vir. Chegamos a um igapó de mangue, para cruzá-lo não tínhamos escolha, tínhamos que enfiar o pé na lama. O Rodrigo foi e atolou até o joelho, praticamente. Foram pouco mais de 50m de muita lama nojenta. Era daquela mais desgraçada de mangue, com coisas duras que você fica pensando se são caranguejos ou tocos de madeira, argh! Afundei até metade da coxa, desesperada, enquanto o Rodrigo desdenhava da minha agonia com aquele sorriso sacana na cara. Não sei se a minha raiva maior era da lama ou dele, de estar rindo da minha cara. Enfim, passamos e sobrevivemos.

Cabras na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Cabras na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


A esta altura tudo o que eu queria era um banho e o almoço delicioso da Marluce. A noite ainda guardava mais uma social com os nossos pequenos amigos, lá no bar do Matias. A Micaela e o Micael vieram nos encontrar, dançamos e brincamos bastante, enquanto o Ro socializava com o Sebastião, pescador “borracho” do dia. Fomos para a pousada mais uma vez, depois de deixar os gêmeos na casa de Doza, sua mãe, dar um alô o Seu Mário e depois de ouvir a comemoração da galera quando o gerador de luz foi acionado. Tranquilos, pois sabemos que ainda teremos mais um dia nesta parte do paraíso aqui na terra.

Praia na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Praia na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis, Dunas, Reentrâncias Maranhenses

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Highlanders Pernambucanas

Brasil, Pernambuco, Triunfo, Serra Talhada, Gravatá

O pub Highlander em Gravatá - PE

O pub Highlander em Gravatá - PE


Quem diria que em Pernambuco encontraríamos montanhas, vales verdes, lagos e até um friozinho gostoso? Pois é, como sempre o nordeste vem nos surpreendendo! Ontem, depois do Vale dos Dinossauros, pegamos uma estrada que cortava a Paraíba até a fronteira com Pernambuco, chegando à cidade de Triunfo. Chegamos tarde, pois viemos por um trecho da estrada de terra, à noite e com chuva! Mas não éramos os únicos (ou mais) doidos, no caminho fomos ajudados e ajudamos um casal que estava indo até Maraíra. Nós pedíamos informações sobre o caminho, que eles conheciam bem, mas eles estavam neste mesmo cenário e ainda por cima de moto! Doidos mesmo, no caminho a moto derrapou em uma valeta na terra e a Galega, que estava na garupa, caiu e acabou se machucando um pouquinho. Dali ela veio de carona conosco até a cidade. Ela ainda nos contou que aquela estrada ali é perigosa à noite não por todos estes motivos acima, mas por que tem muitos assaltos. Que beleza!

Hotel em Triunfo - PE

Hotel em Triunfo - PE


O fato é que chegamos bem e logo nos instalamos no belo hotel do SESC-Triunfo. O Hotel mudou a paisagem da cidade, instalando-se no alto das montanhas e colocando um teleférico que o liga ao centro. Pena que não tivemos muito tempo para aproveitá-lo, jantamos, dormimos e no dia seguinte já seguimos viagem para o leste, em direção à Recife.

Teleférico em Triunfo - PE

Teleférico em Triunfo - PE


No caminho paramos para conhecer a cidade onde “naisceu” o famoso cangaceiro Lampião. Serra Talhada fica próxima à Triunfo, no pé da serra. Uma cidade “quenti, ma quenti”, que o povo não faz cerimônia não para fechar o museu na hora do almoço e estender até umas 14h30... Assim ficamos sem conhecer o Museu do Cangaço, demos com a cara na porta e os burros n´água, ou melhor, no sertão.

Lampião e Maria Bonita em museu de Serra Talhada - PE

Lampião e Maria Bonita em museu de Serra Talhada - PE


Amanhã temos o vôo marcado para Noronha, portanto decidimos que iríamos dormir próximo à cidade de Recife, em outra cidade serrana, Gravatá. Eu estava receosa, queria passar reto e dormir logo em Recife, pois tínhamos alguns afazeres na capital, como ir ao salão, alinhar e balancear a Fiona e ainda deixar uma de nossas câmeras fotográficas na assistência técnica. O Rodrigo relutou e fez questão de ficar em Gravatá, cidade base para vários hotéis-fazenda nas montanhas.

Praça em Serra Talhada - PE

Praça em Serra Talhada - PE


Não demorou muito para eu estar agradecendo a ele a escolha, ficamos em um belíssimo hotel, chamado Highlander. Conhecemos o dono, um homem muito viajado e interessantíssimo! Uma das histórias que ele nos contou foi como escolheu o nome deste hotel e, embora esteja em “terras altas” no estado de Pernambuco, o motivo é outro. Dentro do Hotel se encontra um pub inglês original, trazido de navio em um contêiner com todas as bolachas de Guinnes, bancos e até a máquina registradora com design exclusivo feito pela Tiffany! Como ela existem apenas 100 no mundo! O pub era o Highlander, local que ele adorava freqüentar em Recife e que logo teve a oportunidade de comprar, primeiro para a sua casa e depois colocado no seu hotel. A história é muito mais interessante se contada direto pelo Fonseca, sem dúvida alguma!

Caixa Registradora do pub Highlander, no nosso hotel em Gravatá - PE

Caixa Registradora do pub Highlander, no nosso hotel em Gravatá - PE


Além de ótima companhia, ele também nos deu muita sorte, pois quando planejávamos que ele deixaria a Sony na assistência técnica em Recife para nós, vimos que ela havia, DO NADA, voltado a funcionar! Sensacional!

Com o Cláudio Fonseca, o simpaticíssimo proprietário do Hotel Highlander, em Gravatá - PE

Com o Cláudio Fonseca, o simpaticíssimo proprietário do Hotel Highlander, em Gravatá - PE


Nessa correria toda, nem demorou a lembrarmos que hoje estávamos completando 1 ano e 7 meses de casamento, data memorável e que deve ser comemorada! Comemos um delicioso foundue de queijo e tomamos um vinho chileno em nossa homenagem! Logo a neblina subiu e fechou a vista da serra. Friozinho gostoso das highlanders pernambucanas, ótimo para uma boa noite de sono.

Brasil, Pernambuco, Triunfo, Serra Talhada, Gravatá,

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Fazenda e São Carlos

Brasil, São Paulo, São Carlos, Ribeirão Preto

A fazenda em Ribeirão Preto - SP

A fazenda em Ribeirão Preto - SP


Para mim não existe mais Ribeirão Preto sem a fazenda. Esta vinda para Ribeirão já não foi completa, pois por uma grande ironia do destino, os pais do Rodrigo viajaram para visitar a outra filha que mora na Europa, apenas 10 dias antes de chegarmos aqui. Não conseguimos chegar antes... E eles pensavam que chegaríamos depois, quando já estariam de volta.

Tempo de flores na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Tempo de flores na fazenda em Ribeirão Preto - SP


Por isso a nossa passagem pôde ser mais rápida por aqui, mas ainda assim tínhamos que ir até a fazenda. Jorge e Néia, primos do Ro que moram lá, nos convidaram para um almoço. Aperitivo enquanto Néia chegava com Júlia e Lucca da escola e logo estávamos com toda a família em um almoço delicioso.

Com o Jorge na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Com o Jorge na fazenda em Ribeirão Preto - SP


A fazenda, um dia uma grande produtora de café, hoje está arrendada e produz principalmente cana. Jorge é agrônomo e administra a fazenda, além de ótimas conversas, tivemos boas discussões sobre o código florestal e a aplicação prática para os agricultores. Sempre existem os dois lados e pior, neste caso há a máxima verdadeira, quantas bocas o mundo deve alimentar. Bem, longo assunto para um curto post, a edição verde da Época desta semana trata sobre este assunto, está bem interessante.

Caminhando no terreiro de café em Ribeirão Preto - SP

Caminhando no terreiro de café em Ribeirão Preto - SP


Após o almoço, todos estavam se arrumando para a festa junina da escola das crianças, ao mesmo tempo o grupo de motociclistas da Cláudia e do Betinho, outro casal de primos do Ro, chegava à fazenda para o final de semana.

Com a Néia, Jorge, Maria Júlia e Lucca, na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Com a Néia, Jorge, Maria Júlia e Lucca, na fazenda em Ribeirão Preto - SP


Com a Cláudia e Betinho na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Com a Cláudia e Betinho na fazenda em Ribeirão Preto - SP


Este grupo de motociclistas de Valinhos está se programando para fazer uma viagem ao Deserto do Atacama. Aventureiros, apaixonados por estradas, viagens sobre duas rodas. Foi ótimo encontrá-los, conversamos, trocamos informações e perguntas sobre as nossas paixões em comum.

Com a turma de motoqueiros amigos da Cláudia e Betinho, na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Com a turma de motoqueiros amigos da Cláudia e Betinho, na fazenda em Ribeirão Preto - SP


Logo tivemos que seguir viagem para São Carlos, outra base da família Junqueira. Lá moram Lalau, irmã do Ro, Gera, seu marido e os filhos João Pedro e Antônio. Conversamos com os meus sogros e a Lina pelo skype enquanto Lalau preparava um brodo delicioso. Fomos buscar Antonio e os amigos no shopping, despedir do João que foi em uma festa e logo o Gera chegava em casa do trabalho. Tomamos um vinho dividindo histórias, nos atualizando sobre a família, os campeonatos de tênis dos sobrinhos, os trabalhos de Gera e Lalau e matando as saudades. Mais uma vez, uma delícia sermos recebidos com aquele sorriso gostoso, aquela saudade da família... e cada vez mais perto de Curitiba. Já já chegamos lá.

Lucca, pronto para a festa junina, em Ribeirão Preto - SP

Lucca, pronto para a festa junina, em Ribeirão Preto - SP

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Sheet´ka

Alaska, Sitka

Centro de Tradição e Cultura Indígena, em Sitka, no sudeste do Alaska

Centro de Tradição e Cultura Indígena, em Sitka, no sudeste do Alaska


Sitka foi a primeira cidade da era colonial no sudeste do Alasca. Quando o homem branco aportou nestas águas nem imaginava que iriam encontrar um povo bravo e guerreiro, soberano e orgulhoso de sua cultura e origem. O Kiksadi Clan, pertencente à etinia Tinglít, batizou a cidade Sheet´ka, que significa “a terra por detrás das pequenas ilhas”.

A tranquila baía em frente ao local da batalha entre russos e Tinglits, em parque de Sitka, no sudeste do Alaska

A tranquila baía em frente ao local da batalha entre russos e Tinglits, em parque de Sitka, no sudeste do Alaska


Centro de Tradição e Cultura Indígena, em Sitka, no sudeste do Alaska

Centro de Tradição e Cultura Indígena, em Sitka, no sudeste do Alaska


Alexander Baranov, gerente da Russian-American Company, foi o primeiro a ter este encontro surreal com os nativos que há muito chamavam Sheet´ka de lar. Vocês conseguem se colocar no lugar dele? O ano era 1799, e o objetivo posto pela grande companhia, aumentar “a produção” de pele de lontras, uma das mais isolantes e quentes de qualquer mamífero marinho.

As tradicionais Babuskas russas, em loja de Sitka, no sudeste do Alaska

As tradicionais Babuskas russas, em loja de Sitka, no sudeste do Alaska


Ele construiu um forte ao norte da atual cidade e os Tinglíts logo perceberam que não seria um bom negócio para eles, pois entenderam que se submeter aos russos significaria trabalho escravo caçando os pobres animais. Em 1802 os Tinglíts destruíram o forte e em 1804 sofreram uma forte retaliação dos russos. Mesmo preparados com um grande forte e boas estratégias de guerrilha, os nativos foram obrigados a bater em retirada. Desde então Sitka prosperou e se tornou uma das principais cidades da costa oeste, recebendo o apelido de Paris do Pacífico. A propósito, várias cidades deste continente adoram este apelido... A Paris do Caribe, a Paris do Norte... já vimos umas 4 ou 5 “ex-parises” pela América.

A famosa Igreja Ortodoxa Russa, em Sitka, no sudeste do Alaska

A famosa Igreja Ortodoxa Russa, em Sitka, no sudeste do Alaska


Quando os russos quase extinguiram as lontras-marinhas perderam o interesse pela região (no caso o Alasca) e decidiram vendê-la aos Estados Unidos. A população americana achou um péssimo negócio, um monte de terras que não serviriam para nada, compradas por 7,2 milhões de dólares! Enfim, a negociação seguiu e em 18 de outubro de 1867, no Castle Hill aqui em Sitka, foi feita a cerimônia de transferência de terras da Rússia para os Estados Unidos. Não demorou muito e os americanos já descobriram a maior riqueza da região, o salmão! Novamente, onde há salmão há também ursos, águias, leões marinhos, lontras-marinhas e baleias em um cenário de vulcões e ilhas em pleno Pacífico.

Paisagens magníficas, apesar do tempo nublado na Inside Passage, entre Junau e Sitka, no sudeste do Alaska

Paisagens magníficas, apesar do tempo nublado na Inside Passage, entre Junau e Sitka, no sudeste do Alaska


Embora seja um pequeno desvio no roteiro da Inside Passage, Sitka é uma das cidades chaves para entendermos como tudo começou. Os ferries para Sitka não são muito frequentes e no trânsito entre Juneau e Ketchikan conseguimos programar apenas um dia para a cidade.

Chuva na Inside Passage, entre Junau e Sitka, no sudeste do Alaska

Chuva na Inside Passage, entre Junau e Sitka, no sudeste do Alaska


A temporada está no fim, então avistar algum desses animais é um golpe de sorte. Nós chegamos no ferry às 12h e seguimos direto para o sul da ilha direto para o Whale Park. Localizado em uma baía o parque promete ser um dos melhores pontos para visualização de baleias e outros animais marinhos, mas o mau tempo não colaborou.

Todos os mamíferos que costumam frequentar os mares de Sitka, no sudeste do Alaska

Todos os mamíferos que costumam frequentar os mares de Sitka, no sudeste do Alaska


Continuamos na estrada em direção ao Green Lake e descobrimos a Herring Cove Trail. Uma trilha de pouco mais de 2 km em meio a floresta úmida que cobre todo o sudeste do Alasca. Nós brasileiros, tão orgulhosos da nossa imensa Amazônia, não pensamos que possa existir outra floresta úmida pelo mundo. Obviamente esta floresta não é nem um pouco parecida com a Floresta Amazônica, o clima temperado faz predominar espécies como a spruce tree, o cedro e outras variedades de coníferas.

Caminhada em floresta de Sitka, no sudeste do Alaska

Caminhada em floresta de Sitka, no sudeste do Alaska


Não podemos comparar a diversidade da floresta tropical, porém a sua beleza e riqueza está em outros detalhes que muitas vezes passariam despercebidos por olhos menos treinados. Cedros de 200, 300 ou até 500 anos crescem nestas florestas em um solo rico em nutrientes, mas raso o suficiente para árvores de grande porte simplesmente não suportarem o próprio peso e despencarem. Árvores caídas se tornam casas para os animais, ninhos para outras espécies de árvores, fungos, cogumelos e um ecossistema totalmente diferente, mas ainda assim impressionantemente diverso.

A verdejante rain forest de Sitka, no sudeste do Alaska

A verdejante rain forest de Sitka, no sudeste do Alaska


Subimos a trilha maravilhados com o tamanho das árvores que nos rodeavam, o vermelho, terracota verdejantes gritavam aos nossos olhos dizendo: “aqui no Alasca também existe floresta!” Que valente e colorida pode ser esta floresta úmida que luta para sobreviver ao frio, fortes tempestades da costa pacífica e ainda cresce forte como esta. Impressionante!

Atravessando riacho em rain forest de Sitka, no sudeste do Alaska

Atravessando riacho em rain forest de Sitka, no sudeste do Alaska


Riacho de águas geladas em floresta de Sitka, no sudeste do Alaska

Riacho de águas geladas em floresta de Sitka, no sudeste do Alaska


Ainda na esperança da chuva parar seguimos em busca de outras trilhas e descobrimos o grande Lago Azul, reserva de água de toda a cidade, em uma paisagem montanhosa perfeita para vários trekkings, em dias mais secos.

Blue Lake, reservatório de água de Sitka, no sudeste do Alaska

Blue Lake, reservatório de água de Sitka, no sudeste do Alaska


De volta à cidade, gaiolas de pesca do gigante King Crab, piers das grandes empresas de pesca de Halibut, o enorme linguado das águas geladas do Alasca e barcos pesqueiros aportados reafirmam a tradição e a forma da economia da pesca que sustenta toda a região.

Armadilhas para carngueijos, em Sitka, no sudeste do Alaska

Armadilhas para carngueijos, em Sitka, no sudeste do Alaska


A movimentada marina de Sitka, no sudeste do Alaska

A movimentada marina de Sitka, no sudeste do Alaska


Ainda chovendo, saímos caminhando pela cidade em busca das heranças russas das mais originais e pristinas em toda América. St Michaels, a primeira Igreja Ortodoxa Russa, réplica da original destruída por incêndio em 1966, com seu peculiar cruz e teto abobadado. Em frente a primeira igreja protestante e uma das primeiras moradias e comércios russos na cidade. O Castle Hill sinais do primeiro palácio construído pela Companhia Russa-Americana para o gerente e sua esposa, que guardava uma coleção de arte e roupas tinglíts para apresentar aos seus convidados, aculturando os forasteiros à cultura nativa.

A famosa Igreja Ortodoxa Russa, em Sitka, no sudeste do Alaska

A famosa Igreja Ortodoxa Russa, em Sitka, no sudeste do Alaska


Ainda cruzamos o cemitério russo e a Sheet´ka Kwaán Naa Kahídi, sala de reuniões dos povos tinglíts construída no estilo tradicional, em madeira e com totens e painéis esculpidos em madeira.

Centro de Tradição e Cultura Indígena, em Sitka, no sudeste do Alaska

Centro de Tradição e Cultura Indígena, em Sitka, no sudeste do Alaska


Perdemos o horário para o Sitka Historical Museum, mas chegamos a tempo de contemplar a paz do antigo e sangrento campo de batalha dos tinglíts e russos no Sitka National Historical Park. A cada 100m encontramos um totem contando uma história ou uma lenda, como a do menino que nasceu com duas flechas em sua cabeça.

Observando de perto um dos muitos totens em parque de Sitka, no sudeste do Alaska

Observando de perto um dos muitos totens em parque de Sitka, no sudeste do Alaska


“Um dia sua mãe o enfrentou e ele disparou as flechas e a matou, fugindo para a floresta. A criança sobreviveu matando animais e outros homens de aldeias vizinhas, até que foi capturado por seu tio, que o matou e queimou. As cinzas deste garoto tão perverso, porém, não iriam descansar. Elas foram a origem dos pernilongos que até hoje perturbam a todos!”

Totem marca o local onde estava a fortaleza Tinglit em parque de Sitka, no sudeste do Alaska

Totem marca o local onde estava a fortaleza Tinglit em parque de Sitka, no sudeste do Alaska


Hahaha! Adorei a lenda! Terminamos a caminhada já na penumbra, às margens do mar e do rio, águias, gaivotas e um cheiro de peixe podre. Pobres salmões, nadaram tanto e morreram na praia.

Águias e gaivotas compartem os salmões que sobem por riacho em parque de Sitka, no sudeste do Alaska

Águias e gaivotas compartem os salmões que sobem por riacho em parque de Sitka, no sudeste do Alaska


Um dia intenso e difícil de ser traduzido em algumas poucas palavras. Russos, tinglíts, americanos e quem mais quiser participar desta grande miscelânea cultural que forma a sempre capital histórica do Alasca.

Totem em meio a mata de parque de Sitka, no sudeste do Alaska

Totem em meio a mata de parque de Sitka, no sudeste do Alaska

Alaska, Sitka, história, Tinglits, Rússia

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Bem vindos à Búzios!

Brasil, Rio De Janeiro, Niterói, Búzios

Fim de tarde na orla em frente à Armação de Búzios - RJ

Fim de tarde na orla em frente à Armação de Búzios - RJ


Despedida do Rio de Janeiro foi uma das mais difíceis, pois além de sabermos que foi a última base familiar que encontraremos por um longo período, deixamos de fazer muuuuuitas atividades. Escalar a Pedra da Urca, o Pão de Açúcar, um passeio de barco pela baia, além de deixar o Festival de Cinema do Rio sem ter visto um filme sequer, isso sem contar os amigos que não conseguimos encontrar. Bem, não podemos ter tudo na vida, vamos seguir viagem sabendo que um dia voltaremos.

Com a Bebel e a Íris, na despedida do Rio de Janeiro - RJ

Com a Bebel e a Íris, na despedida do Rio de Janeiro - RJ


A viagem hoje já começa interessante, passando pela maior ponte brasileira, uma obra de engenharia absurda da década de 70, a Ponte Rio-Niterói. Atravessamos a ponte para o que alguns dizem ser uma das cidades mais privilegiadas do Brasil, pois tem a melhor vista do Rio de Janeiro! Rsrsrs!

Atravessando a ponte Rio-Niterói - RJ

Atravessando a ponte Rio-Niterói - RJ


Brincadeiras à parte é verdade, a vista é lindíssima, principalmente do Museu de Arte Contemporânea, o MAC. Obra conhecidíssima de Oscar Niemeyer, o MAC fica localizado na região do Ingá, em um rochedo à beira bar com o Pão de Açúcar e o Corcovado ao fundo, belíssimo!

O MAC, em Niterói - RJ

O MAC, em Niterói - RJ


O MAC, arquitetura de Niemeyer, em Niterói - RJ

O MAC, arquitetura de Niemeyer, em Niterói - RJ


Uma hora e meia depois chegamos à península de Armação de Búzios. Eu passei apenas uma vez por aqui com meus pais, quando era pequena, na Praia do Forno. Decidimos ficar hospedados na Praia dos Ossos, nem tão longe da tranquilidade, nem tão perto do agito.

Casa na Praia dos Ossos, em Búzios - RJ

Casa na Praia dos Ossos, em Búzios - RJ


Uma caminhada pela Orla Bardot, assim conhecida por ter sido destino de Brigitte Bardot nos anos 60, e chegamos à Rua das Pedras, centro turístico comercial de Búzios. Lojas de biquínis e hawaianas são facilmente encontradas em cada esquina, mescladas entre lojas de marcas caríssimas e boates internacionais descoladíssimas como a Pachá e o Café Del Mar.

Ana e Brigitte, Brigitte e Ana, em Búzios - RJ

Ana e Brigitte, Brigitte e Ana, em Búzios - RJ


Chegamos aqui uma tranqüila segunda-feira, logo após a etapa do Campeonato Brasileiro de Surf, que aconteceu nos últimos 4 dias na Praia de Geribá. Ainda vemos alguns turistas, mas sem dúvida somos muito sortudos de poder conhecer a Vila de Búzios nesta tranqüilidade. Depois de almoçarmos, caminhamos pela Orla Bardot, pela Praia dos Ossos até a Praia Azeda.

Praias Azeda e Azedinha, em Búzios - RJ

Praias Azeda e Azedinha, em Búzios - RJ


Vimos os últimos raios de luz na Azedinha, aprendendo um pouco sobre a pesca artesanal com o Idanir que estava ali, pacientemente cercando um cardume de sardinhas. Esta é a melhor hora para cercá-las, hora do jantar dos peixes espadas. Elas fogem deles vindo para o raso, aí é a hora dos pescadores passarem a rede e a fecharem na enseada. Vimos um pingüim ali também, aproveitando a janta farta, já que estavam todas encurraladas na rede.

Pescando sardinhas na Azedinha, em Búzios - RJ

Pescando sardinhas na Azedinha, em Búzios - RJ


Idanir nos explicou também que antes de fecharem o cerco eles fazem uma amostragem dos peixes com 2 garrafadas em cada ponta da enseada, se mais de 10% forem menores que 16 ou 17cm eles não passam a rede. Sardinhas menores ainda não reproduziram, por isso o Ibama faz o trabalho de fiscalização, multando os pescadores que não respeitarem a regra. Idanir nos contou que ficou mais de 15 dias aguardando os cardumes adultos chegarem, até que na semana passada conseguiu tirar 16 toneladas! Que fartura! Bem vindos à Búzios!

'Pescadores' em Búzios - RJ

"Pescadores" em Búzios - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Niterói, Búzios, Praia

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Puerto Maldonado, Amazônia Peruana

Peru, Puerto Maldonado

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Além de importante ponto de passagem pela Carretera Interoceânica para aqueles que, como nós, estão a caminho de Cuzco, Puerto Maldonado é um dos principais pontos de partida para as aventuras amazônicas dos turistas de todas as partes do mundo que vem até o Peru e querem ver algo diferente depois de passarem por Machu Picchu.

Admirando o pôr-do-sol do alto da ponte sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Admirando o pôr-do-sol do alto da ponte sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Localizada na confluência de dois grandes rios, Tambopata e Madre de Dios, ela é a porta de entrada para reservas de turismo ecológico estruturadas para receber turistas exigentes com gosto pela aventura. Jungle Lodges de todos os preços e estruturas estão localizados ao longo dos rios e oferecem tours de 2 até 8 dias de incursão pela floresta prometendo um mergulho na fauna e na flora amazônica.

A bela ponte que atravessa o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

A bela ponte que atravessa o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


A Reserva da Tambopata, Colpa de Guacamayos e o Parque Nacional Manu são as principais atrações. Elas garantem o avistamento de ariranhas, jacarés, macacos, diversos tipos de pássaros e na época certa, uma das maiores revoadas de araras vermelhas. Os guacamayos (araras), constroem seus ninhos em buracos feitos nos barrancos do rio na época seca. Na última semana alguns turistas ainda deram sorte de cruzar com uma onça pintada, o prêmio máximo dos que se aventuram por essas terras.

Barco navega nas águas do rio Madre de Dios durante o entardecer em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Barco navega nas águas do rio Madre de Dios durante o entardecer em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Nós chegamos sem grandes expectativas, como acabamos de vir de uma temporada internados na Reserva Mamirauá, um jungle lodge do lado brasileiro, pensamos em explorar em um dia os arredores da cidade e seguirmos para Cuzco. Para sentirmos bem o clima e aproveitarmos o pouco tempo que tínhamos, resolvemos ficar hospedados no Wasaí Lodge, às margens do Rio Madre de Dios. O lodge é simples, sem muitas firulas, mas bem integrado à natureza tem casas altas em meio às árvores e com janelas apenas protegidas por telas mosquiteiras. Turistas vem e vão deste lodge que serve apenas como base para os tours e o lodge principal que está localizado no meio da floresta, rio abaixo.

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Pelas passarelas da pousada cruzamos com uma família de preguiças que vive por aqui. Fiquei horas interagindo com uma delas, que me ensinou como o bicho preguiça de preguiçoso não tem nada. Ele saracoteou pelas árvores ao redor da pousada e até escalou por dentro o telhado da sala de estar onde eu estava usando a internet.

O simpático bicho-preguiça que vive nos jardins do nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O simpático bicho-preguiça que vive nos jardins do nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Incrível a flexibilidade, força e tranquilidade com que ela se movimenta, suportando todo o seu peso em pequenas agarras que encontra na parede ou teto, com apenas um braço e seus três dedos! AMEI! É ou não é o bichinho mais amado da face da terra?

O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Enquanto observava nossa amiga preguiça eu preparava um macerado de melão caetano, folhas que eu tinha pego com o Duda, irmão do Nilson Mendes lá em Xapuri. O Nilson me garantiu que o macerado desta planta com mel me curaria da rinite e dessa porcaria de pneumonia que quis me atacar. Passei a manhã fazendo esse macerado, consegui uma tigela com o pessoal da cozinha do lodge, amassei a planta e misturei com o mel. Quando estava pronto o pessoal da pousada me viu e disse que antes de tomar aquilo, que falasse com a Dona Elsa, a mãe do dono da pousada que conhece todas as receitas da floresta! Uma figura rara, Dona Elza tem 88 anos e um pique invejável! Me contou que seu marido passou mais de 20 anos lutando contra um câncer, sendo 15 deles só tomando as garrafadas que ela preparava. A garrafada pode ter diferentes ingredientes, mas mel, pisco, pau unha de gato e um melado mais comum aqui no Perú são sempre a base. Fez que fez, falou, dançou e até colocou “este chico brasileño” que ela adora para tocar: Michel Teló! Queria que eu ensinasse a dancinha e tudo. Uma loucura a veinha! Rsrs! Enfim, tomei a garrafada e ela me fez prometer que voltaria ali para as outras doses. É Donda Elsa, mal sabia eu que não poderia cumprir a minha promessa.

Socializando com um simpático bicho-preguiça no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Socializando com um simpático bicho-preguiça no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Peru, Puerto Maldonado, Amazônia, floresta, Amazônia Peruana, Tambopata, Wasaí Lodge

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A Mágica Guanajuato

México, Guanajuato

Lua cheia em Guanajuato, no México

Lua cheia em Guanajuato, no México


Estamos viajando há 655 dias e já vimos uma penca de cidades históricas portuguesas, espanholas, inglesas, francesas e até holandesas pelo caminho, mas Guanajuato conseguiu surpreender os dois viajantes inveterados aqui. Vamos explicar do começo para ficar mais fácil.

Caminhando com o Ricardo em Guanajuato, no México

Caminhando com o Ricardo em Guanajuato, no México


O Estado mexicano de Guanajuato possui terras ricas em ouro, prata, ferro, zinco e outros minérios. Nos tempos coloniais chegou a produzir mais de 40% de toda a prata extraída no mundo, sendo 20% nas minas de La Valenciana, nas adjacências da capital do estado de mesmo nome.

A Catedral de Guanajuato, no México

A Catedral de Guanajuato, no México


Guanajuato, cidade fundada em 1558 está no coração do estado mineiro e foi berço para o florescimento cultural entre os séculos XVIII e começo do século XIX, aportado pelos barões da prata. Esta elite política, econômica e cultural, indignada com a partilha compulsória das minas com o Rei Carlos III, teve um papel importante nas guerras de independência do país.

Guanajuato, a 'capital cervantina' no México

Guanajuato, a "capital cervantina" no México


As mansões de arquitetura colonial espanhola, belíssimas, igrejas, teatros e praças são um deleite visual. O que a fez desta cidade uma lugar único, porém, foi o resultado dessa ganância inveterada pelo vil metal. Em meados do século XX (sim, 1950... por aí), mineiros escavaram as montanhas sobre a qual a cidade foi construída, criando um verdadeiro emaranhado de túneis e avenidas subterrâneas que deixam qualquer GPS maluco.

Os famosos túneis de Guanajuato, no México

Os famosos túneis de Guanajuato, no México


Nós chegamos tentando localizar um hostel no centro histórico e em poucos minutos já havíamos cruzado a cidade por três, quatro, cinco diferentes túneis, sem conseguir ter qualquer referência de onde estávamos. A certa altura resolvemos relaxar e nos divertir, pois se perder nos subterrâneos de uma cidade histórica como essa era uma experiência completamente nova para nós dois. Andando em círculos, íamos apenas seguindo as placas que encontrávamos que apontavam Centro Histórico e quando vimos estávamos na Rua Cantarranas, exatamente onde queríamos chegar! Eu desci e sem ter onde estacionar o Rodrigo foi dar “uma volta no quarteirão” e ficou mais uma meia hora se divertindo perdido pelos túneis da cidade, até encontrar Ricardo, um guia que o levou novamente à pousada.

Os famosos túneis de Guanajuato, no México

Os famosos túneis de Guanajuato, no México


Ricardo é um personagem da cidade, de uma família tradicional da região que aparentemente levou uma rasteira política, perdendo parte da influência que possuía. Ainda assim ele conhece a todos e tem planos para se tornar o Secretário de Turismo da cidade. Simpático e com um jeito cativante, Ricardo conseguiu conquistar até o Rodrigo (que odeia guias) e rodou conosco toda a cidade. Caminhamos pelo Mercado Municipal, Calle Obregón, passando pela Plazuela de San Fernando, Plaza La Paz e a Basílica da cidade que logo irá receber a visita do Papa Bento XVI.

Movimento de fim de tarde na rua peatonal de Guanajuato, no México

Movimento de fim de tarde na rua peatonal de Guanajuato, no México


Deixamos combinado um reencontro com Ricardo, que além de nos deixar super atualizados nos acontecimentos da cidade, nos acompanhará ao Cristo Rey, um mirante nas montanhas nos arredores amanhã. O fim de tarde foi no Jardín de La Unión, praça sombreada por árvores bem podadas, rodeado de restaurantes aconchegantes, mariachis, vendedores e um dos principais pontos de encontro dos locais. Uma cidade encantadora, já vimos que vai ser difícil ir embora.

O grande Mercado de Guanajuato, no México

O grande Mercado de Guanajuato, no México

México, Guanajuato, cidade histórica, Irapuato

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