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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Há 2 anos:

Cruzando o Paso San Francisco

Argentina, Fiambalá, Chile, Copiapo

A incrível cor da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile

A incrível cor da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile


O San Francisco é um dos pasos mais ao norte na Cordilheira dos Andes, entre a Argentina e o Chile e é também um dos mais altos. Famoso não apenas pela beleza cênica de seus campos de altitude, o Paso San Francisco se fez conhecido entre os montanhistas e aventureiros também por abrigar algumas das montanhas mais altas da cordilheira, dentre elas o Ojos del Salado (6.896m), a segunda montanha mais alta da América.

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile


Há muito vínhamos namorando este cruze dos Andes, inclusive com uma tentativa frustrada no início do mês de agosto de 2011. O lado chileno do passo estava coberto de neve e totalmente intransitável. Nós conseguimos chegar aos 4 mil metros em Las Grutas, onde está localizada a imigração e a aduana argentinas. Andamos mais 15 km e topamos com neve por todos os lados, uma paisagem branca maravilhosa e a impossibilidade de continuarmos.

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile


Desta vez foi diferente, chegamos quase dois meses mais tarde e a primavera já derreteu boa parte da neve que caiu neste inverno, um dos mais fortes dos últimos anos nesta região. Saímos cedo de Fiambalá e depois de cruzarmos campos dourados, salares, lagos congelados e hordas de vicuñas selvagens, finalmente estávamos de volta à mesma Gendarmeria de Las Grutas.

Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile

Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile


Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile

Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile


Os oficiais demoraram mais que o normal para a revisão dos documentos e do veículo, pois estavam treinando o novo batalhão que vem substituí-los nos próximos meses. A nós a demora não foi incômoda, pois pudemos aproveitar para trazer à memória como foi aquele dia em que passamos aqui há mais de dois anos. Lá estava o nosso adesivo colado na janela (em meio à tantos outros) para comprovar isso.

Chegando à fronteira entre Argentina e Chile, no Paso San Francisco, a mais de 4.700 metros de altitude

Chegando à fronteira entre Argentina e Chile, no Paso San Francisco, a mais de 4.700 metros de altitude


De volta ao Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, lá está o adesivo do 1000dias, deixado ali há mais de dois anos!

De volta ao Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, lá está o adesivo do 1000dias, deixado ali há mais de dois anos!


Passadas as burocracias, o caminho daqui em diante desta vez seria diferente. Uma imensa planície sobre os 4.000 metros, negra e acinzentada do lado chileno. Subimos lentamente até os 4.700m cercados de antigos vulcões e montanhas negras pintadas com neve, escovadas pelo vento forte em contraste com um belo céu azul. Ali, há uns 15 km da fronteira chegamos a um dos pontos altos dessa estrada, a Laguna Verde! Um mar de cor caribenha, temperaturas polares e ondas insistentes, rodeado por dunas de areia, penhascos de pedras multicoloridas em plena Cordilheira dos Andes.

A fantástica paisagem da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile

A fantástica paisagem da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile


Aí mesmo, com essa paisagem de outro mundo nós almoçamos protegidos e aquecidos pela nossa Fiona. Seguimos pela estrada de rípio, longa e incansável entre as curvas, subidas e descidas, blocos de neve talhadas pelas máquinas que, sem dúvida, trabalharam muito para mantê-la assim. O lado chileno sofre mais com as intempéries do clima, a paisagem árida, as pesadas nuvens no céu e a quantidade de neve que encontramos no caminho corroboram com a teoria dos observadores.

Há dois anos, a neve não nos deixou passar desse ponto, no nosso caminho para o Paso San Francisco, entre Argentina e Chile

Há dois anos, a neve não nos deixou passar desse ponto, no nosso caminho para o Paso San Francisco, entre Argentina e Chile


Estrada de rípio no lado chileno do Paso San Francisco, ligação entre o país e a Argentina

Estrada de rípio no lado chileno do Paso San Francisco, ligação entre o país e a Argentina


Esperávamos baixar mais rápido, sentíamos a altitude, a pressão na cabeça, repentinas faltas de ar que passavam rapidamente, assim como a fadiga dos poucos metros que arriscávamos andar naquele vento e naquela altitude. Ventos de muitos quilômetros por hora que faziam difícil o simples ato de abrir e fechar a porta do carro. “Sorte dos que estão de carro”, deviam pensar os bravos motociclistas que passaram por nós.

Coordenadas do Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, uma das mais belas passagens sobre a cordileira dos Andes

Coordenadas do Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, uma das mais belas passagens sobre a cordileira dos Andes


Muitos quilômetros depois, finalmente chegamos à uma placa que nos indicava o principal motivo de estarmos aqui, o vulcão Ojos del Salado. Há muito tempo o Rodrigo vem namorando essa montanha, um sonho que um dia ainda irá realizar. Chegamos a imaginar que conseguiríamos subi-la neste regresso ao Paso San Francisco, mas o timing não bateu, a temporada abre apenas em janeiro e fevereiro, quando o clima é mais propício para a ascensão.

Chegando perto da segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina

Chegando perto da segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina


Ao longe vimos o imponente vulcão, a segunda maior montanha da América e o vulcão ativo mais alto do mundo! Passamos pelo Refúgio Claudio Lucero a 4.530m, andamos por sua sala e vimos os restos de comida e suprimentos deixados pelos montanhistas que passaram por ali. A mesma casa hoje quase fantasma que assoviava com o vento inclemente, recebe todos os anos dezenas de montanhistas com o único objetivo de chegar ao cume do Ojos del Salado.

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado (ao fundo, na foto), na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado (ao fundo, na foto), na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina


Nossa primeira visão do majestoso Ojos del Salado, a segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina, região do Paso San Francisco

Nossa primeira visão do majestoso Ojos del Salado, a segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina, região do Paso San Francisco


Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado, na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado, na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina


Seguindo os rastros antigos e ainda mais desgastados vamos em sua direção, como em um intento de nos sentirmos mais próximos, mais íntimos, tentando refazer os passos do Guto e do Haroldo, cunhado e primo que há alguns anos estiveram lá em cima. São 20km até o Atacama, último refúgio antes do ataque ao cume, mas o Rio Salado estava congelado e a neve travava o nosso caminho. As nuvens sobre o Ojos trovejavam e relampejavam como se quisessem nos avisar, não... esta não é a hora. Voltamos e chegamos a pensar em dormir ali no refúgio, mas o frio e a altitude me assustavam, dormir a esta altitude sem estarmos aclimatados seria muito arriscado, então seguimos adiante mais 30, 50km, não sei... perdemos a noção. A esta altura só queríamos encontrar algum lugar para nos abrigar e de preferência abaixo dos 4.000m de altitude.

Trilha de aproxima~]ao do Ojos del Salado, na fronteira entre Argentina e Chile

Trilha de aproxima~]ao do Ojos del Salado, na fronteira entre Argentina e Chile


Chegamos à Gendarmeria chilena com grandes esperanças que encontraríamos um refúgio, como existe do lado argentino. Os escritórios todos estavam abertos, mas desertos, ninguém na imigração, ninguém na aduana e depois de muito procurar Rodrigo encontrou um simpático carabinero (policial) que nos ofereceu um quarto dentro do edifício da imigração. Perfeito! Melhor impossível, o plano era dormirmos em uma barraca, com grandes chances de pegarmos -15, -18°C e muito vento! Enquanto carimbávamos os passaportes, Juan Carlos, o funcionário responsável pela organização do local, nos conseguiu colchões, aquecedor, chaleira elétrica para um chá, leite, chocolate em pó, bananas e quilos de cobertores. Era um quarto 5 estrelas! Mais engraçado ainda era sair dali e dar de cara com uma máquina de raio X da aduana e toda a infra da imigração.

Confortavelmente instalado no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo

Confortavelmente instalado no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo


Nosso delicioso jantar no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo

Nosso delicioso jantar no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo


Bem abrigados ainda cozinhamos um macarrão delicioso, acompanhados de um bom vinho argentino. Copiapó estava a 180 km dali, mas as nossas aventuras pelo altiplano chileno ainda não haviam terminado.

Passando pela imigração argentina, a caminho da fronteira com o Chile, no Paso San Francisco

Passando pela imigração argentina, a caminho da fronteira com o Chile, no Paso San Francisco

Argentina, Fiambalá, Chile, Copiapo, Montanha, fronteira, Paso San Francisco, Estrada, Andes, Ojos del Salado, Las Grutas, Cordilheira dos Andes

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Linhas de Nazca

Peru, Nazca

Desenho de baleia no deserto de Nazca - Peru

Desenho de baleia no deserto de Nazca - Peru


Sobrevoar as linhas de Nazca é uma experiência única. Não apenas pela montanha-russa mais emocionante do mundo, mas pela descoberta inacreditável que fazemos quando olhamos para o imenso deserto marrom-acinzentado lá do alto.

Sobrevoando o deserto de Nazca - Peru

Sobrevoando o deserto de Nazca - Peru


As linhas de Nazca são geoglifos localizados no deserto de Nazca, 400km ao sul de Lima no Perú. Embora lembrem os geoglifos de Paracas, como o Gigante do Atacama, os cientistas acreditam que estes foram feitos pela civilização dos Nazca entre os anos de 400 e 650 d.C. Existem milhares de teorias e conspirações matemáticas, ufológicas e religiosas. Estes desenhos inspiraram aquele livro “Eram os Deuses Astronautas”, do escritor Eric Von Daniken.

Deserto cortado por linhas e desenhos em Nazca - Peru

Deserto cortado por linhas e desenhos em Nazca - Peru


Este foi o meu segundo sobrevôo, a primeira vez que vim ao Perú, Nazca não estava no meu roteiro, eu tinha apenas 15 dias. Eu e Luiz, meu companheiro de viagem, conhecemos uns mineiros e foi um deles que ficou colocando pilha para acelerarmos o passo e trocarmos as ilhas flutuantes de Puno por um bate e volta em Nazca. Nesta ocasião conhecemos um limeño que trocou sua prancha de surf por um sandboard e se mudou para esta região. Historiador e dono de um pequeno restaurante e bar no centro de Nazca, ele nos contou uma das teorias mais aceitas, que explicaria como estes desenhos foram parar ali.

Uma gigantesca aranha desenhada no deserto de Nazca - Peru

Uma gigantesca aranha desenhada no deserto de Nazca - Peru


Segundo ele, o povo Nazca seria um povo nômade e caçador que vivia na selva e que foi sendo atingido por diversas secas terríveis, falta de caça e comida. Eles acreditavam que estariam sendo castigados por seus Deuses, por não terem reciprocidade com a natureza e apenas retirar dela o que precisavam para viver. No processo de busca por uma solução e uma resposta para os seus problemas, os pagés ou xamãs destas tribos utilizavam o São Pedro, um cactos alucinógeno, nas suas cerimônias religiosas. Eles ficavam “viajando” durante dias, tendo visões que eram repassadas para o povo em grandes discursos públicos, até que foi decidido que iriam homenagear a seus Deuses, desenhando no deserto estas visões que eles tinham durante os rituais de São Pedro. Eles teriam utilizado o método de remoção da camada mais superficial de pedras e terra avermelhadas pelo óxido de ferro. Estacas de madeira eram fixadas pelos engenheiros e o povo faria imensas peregrinações arrastando seus pés e “limpando” o caminho formando as imagens.

O 'Colibri', desenhado no deserto de Nazca - Peru

O "Colibri", desenhado no deserto de Nazca - Peru


São mais de 100 formas geométricas como linhas retas perfeitas, trapézios e retângulos e animais como o beija-flor, o condor, aranha, um macaco, o cachorro, papagaio e até uma baleia! Muitas destas imagens são inexplicáveis, será que eles já haviam visto uma baleia? Ou o que estariam querendo representar ao fazer a imagem conhecida como “o astronauta”? Seriam mesmo motivos religiosos ou uma forma de tentar se comunicar com extra-terrestres, como dizem os ufólogos mais entusiastas? Como construíram linhas retas tão perfeitas?

O 'astronauta', um dos mais incríveis desenhos no deserto de Nazca - Peru

O "astronauta", um dos mais incríveis desenhos no deserto de Nazca - Peru


São perguntas que talvez nunca tenham respostas. O fato de estarmos ali, cara a cara com um feito tão impressionante, nos faz perceber a pequeneza que temos dentro da história da humanidade. É uma sensação estranha de impotência e de integração ao mesmo tempo... Pois através de um desenho, por um segundo estamos recebendo a mensagem de um povo enviada há quase 1500 anos. Agora cabe a nós entendê-la.

O deserto de Nazca - Peru. Os desenhos são feitos retirando-se as pedras da areia, por centenas e centenas de metros

O deserto de Nazca - Peru. Os desenhos são feitos retirando-se as pedras da areia, por centenas e centenas de metros



Informações úteis

Prontos para o sobrevôo das famosas Linhas de Nazca, no Peru

Prontos para o sobrevôo das famosas Linhas de Nazca, no Peru


A maioria dos vôos é feito com aviões Cessna C207, para 5 passageiros e duram em torno de 40 minutos. As linhas estão em uma altitude de 1860 pés e o sobrevôo é feito entre 2200 a 3200 pés. O custo é basicamente o mesmo em todas as agências, variando entre 145 e 160 dólares por pessoa e a maioria dos vôos parte pela manhã quando tem garantia de céu aberto e sem nuvens. Entretanto nós conseguimos agendá-lo para as 15h, horário ideal no nosso cronograma. Muitas pessoas já nos perguntaram sobre segurança, houveram alguns acidentes, o último há menos de um ano morreram 4 franceses. Foi quando o governo peruano resolveu assumir a operação dos vôos e manutenção das aeronaves, garantindo mais segurança aos turistas e passageiros. Mesmo tendo uma experiência emocionante, com direito à turbulência e sobes e desces, o vôo nos pareceu muito seguro.

Observando as linhas de Nazca - Peru

Observando as linhas de Nazca - Peru


Obs.: Aos que enjoam, como eu, é recomendado tomar um remédio para enjôo, tipo meclin ou dramin. Eu não tomei e passei mal quase o vôo todo.

Peru, Nazca, Linhas de Nazca, sobrevôo

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Los Angeles, a Cidade dos Sonhos

Estados Unidos, Califórnia, Los Angeles

Arte nas ruas de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Arte nas ruas de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Los Angeles, a cidade das estrelas de Hollywood, das patricinhas de Beverly Hills e das salva-vidas saradas é um misto de megalópole de clima praiano com ares de montanha. Como assim?

Praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


A cidade é o 13º maior conglomerado urbano do mundo, espalhada desde as praias de Santa Monica até as montanhas do sinal de Hollywood, passando pelos suaves montes de Beverly e os sonhos de grandeza da Mulholland Drive. Portanto, para conhecer Los Angeles um carro é super bem vindo, se não quiser dirigir, um táxi também serve. Se não quer gastar, existem alguns poucos pontos de metrô e vários ônibus, só reserve tempo para curtir a cidade pela janela, as viagens podem levar mais de uma hora entre um canto e outro da cidade.

Comércio em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Comércio em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Em um roteiro bem apertado você consegue explorar a cidade em 2 dias, correndo de um lado para outro. Nós, recém chegados de uma correria no Hawaii, ficamos 4 dias, com as manhãs bem preguiçosas no hotel e as tardes divididas nos 4 cantos mais interessantes da cidade.

vitrine decorada de bandeira na 3rd St. Promenade, a rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

vitrine decorada de bandeira na 3rd St. Promenade, a rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Como essa é a nossa vida (e não apenas uma viagem), ainda nos demos ao luxo de tirar um dia “off” e ter um domingo de gente normal, sabe? Dia chuvoso, perfeito para dormir até beeem tarde, ir ao shopping cortar os cabelos, assistir um cineminha e não fazer mais nada. Assistimos “Lincoln”, o foco do filme é a luta dele para abolir a escravatura em meio à Guerra Civil, ótima aula sobre os feitos e a vida de um dos maiores personagens da história americana.

Vamos ao tour!

Santa Monica e Venice Beach

Chegando à Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Chegando à Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Foi o nosso primeiro dia de explorações, para fazer uma transição suave do Hawaii para a metrópole. O dia de sol estava convidativo para uma praia, mesmo que o Pacífico nunca seja mui amigo para incursões mais sérias.

Criando coragem para entrar na água fria da praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Criando coragem para entrar na água fria da praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


A dica é alugar uma bicicleta e sair rodando a ciclovia ao longo da praia, sentindo a brisa do Pacífico e deixando o ritmo praiano da cidade entrar pelos poros. Surfistas corajosos, jogadores de vôlei e frisbee, meninas praticando baseball se mesclam aos músicos, artistas de rua, artesãos e malucos que rumam ao Venice Boardwalk e a sua feirinha hippie à beira mar.

O movimentado calçadão de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

O movimentado calçadão de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Um “Freak Show” nos deus as boas vindas em Venice, com direito a mulher barbada, um gigante e um anão, um cara com o corpo inteirinho tatuado e perfurado por piercings e mais meia dúzia de aberrações, todos felizes, pois iriam aparecer na televisão.

Show de horrores em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Show de horrores em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Ao lado uma roda de percussão muito mais interessante e menos assistida dava um show à parte. Rodamos até o final da ciclovia, encontramos um restaurante simpático para o almoço e retornamos a tempo de devolver a bicicleta, as 16h30, quando o sol já baixava. O vento forte e frio nos levou ao Third Street Promenade, uma rua de pedestres lotada de lojas das mais famosas marcas americanas, um paraíso de compras.

Decoração natalina na 3rd St. Promenade, a movimentada rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Decoração natalina na 3rd St. Promenade, a movimentada rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


No caminho passamos pelo Santa Monica Pier, com seu tradicional carrossel, pequeno parque de diversões e bancas que marcam o final da Route 66.

O tradicional carrossel do pier de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

O tradicional carrossel do pier de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA



Hollywood

Caminhando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Caminhando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Bem, quem disse que depois do cineminha não fizemos nada? Mentira! Foi nesta noite que conhecemos a tão falada Calçada da Fama em Hollywood! Marcamos um encontro com os nossos amigos viajeros Kombianos, Mel e Kike que acabavam de receber mais uma ilustre visita na Lunita, o filho de Kike que veio passar o Natal viajando, esquiando e conhecendo mais um canto da América.

Passeando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Passeando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


A Hollywood Boulevard é o centro das atrações, ao longo dela está a Calçada da Fama, onde a diversão é ficar procurando o nome das suas celebridades favoritas. Impossível andar por ali e não parar no Grauman´s Chinese Theatre, para conferir as mãos e pés de vários artistas gravados no cimento deste cinema totalmente kitsch. Tudo bem, ser kitsch faz parte do glamour outdated de Hollywood. Assim como também está tudo bem conferir o tamanho da mão dos bonitões da telona, a do George Clooney é pequenininha! (Abafa! Kkk!)

Marcas eternizadas no cimento dos pés e mãos de artistas famosos de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Marcas eternizadas no cimento dos pés e mãos de artistas famosos de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Ali ao lado está o famoso Kodak Theater, onde acontece a cerimônia de premiação do Oscar. Confesso que só passamos em frente rapidamente com o carro e nem paramos para uma foto. Jantamos no bar-restaurante do Roosevelt Hotel, que em seus tempos gloriosos hospedava Marlin Monroe e tantas outras celebridades hollywoodianas. Foi um ótimo reencontro com os nossos amigos colombianos, o quarto desde o Alasca! Já nem nos despedimos mais, apenas um até logo, nos vemos pelas estradas da América!

Mais um encontro com nossos amigos colombianos e a simpática Lunita, dessa vez em Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos

Mais um encontro com nossos amigos colombianos e a simpática Lunita, dessa vez em Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos



El Pueblo de Los Angeles - Downtown

A primeira igreja da cidade, ainda dos tempos espanhóis, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

A primeira igreja da cidade, ainda dos tempos espanhóis, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


O centro histórico da antiga cidade mexicana está no coração de Downtown LA. El Pueblo de Nuestra Señora de la Reina de Los Ángeles de Porciúncula foi fundado ainda durante a colonização espanhola, em 1781.

Igreja no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos

Igreja no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos


El Pueblo estava em declínio no início de 1900, devido à expansão da cidade e o crescimento dos guetos como a Chinatown e outras indústrias ao seu redor. O centro histórico quase foi derrubado para a construção da Union Station, porém foi salvo pela luta solitária de Christine Sterling uma cidadã visionária, que sabia da importância histórica da área para a cidade.

Olvera Street, no centro da histórica Los Angeles espanhola (Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Olvera Street, no centro da histórica Los Angeles espanhola (Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


A Olvera Street ou La Placita Olvera é a principal rua, fechada para carros e aberta para artesãos, artistas de rua e deliciosos restaurantes e taquerias mexicanas. Às vésperas de Natal vimos as posadas, festas natalinas mexicanas, uma missa já celebrava a chegada do Natal na igreja que emprestava seu nome ao pueblo, acompanhadas de uma piñada, enfeites recheados de doces e brinquedos acertados por um pau para a festa da criançada.

Menino participa de Piñada, brincadeira típica mexicana, em festa organizada no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos

Menino participa de Piñada, brincadeira típica mexicana, em festa organizada no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos


Vale também uma visita à Union Station, que não foi construída sobre o centro histórico, mas tornou-se sua vizinha. A estação construída em 1939 já foi cenário para filmes como Blade Runner, Rain Man e outros.

O pomposo interior da Union Station, no centro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

O pomposo interior da Union Station, no centro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Se você chegar cedo, La Plaza de Cultura y Artes é o novo museu da região, com exposições sobre as raízes mexicanas da cidade de Los Angeles e os seus movimentos culturais. Nós chegamos tarde para o museu, mas tivemos a sorte de ver uma tradicional serenata à moda mexicana em frente à Avila Adobe, a casa mais antiga remanescente na cidade.

Orquestra e ouvintes na rua Olvera, a principal do Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos

Orquestra e ouvintes na rua Olvera, a principal do Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos



Beverly Hills e Griffith Park

Hollywood tem uma nova estrela! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Hollywood tem uma nova estrela! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


Nenhuma viagem a Los Angeles seria completa sem uma visita a famosa Rodeo Drive e a placa de Hollywood. Deixamos para o nosso último dia, pois finalmente o sol resolveu aparecer novamente e nos brindou com um dia perfeito!

O tranquilo trecho residencial da famosa Rodeo Drive, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

O tranquilo trecho residencial da famosa Rodeo Drive, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


A Rodeo Drive é o coração do luxuoso bairro de Beverly Hills. Chegamos a ela algumas quadras antes da área comercial e nos apaixonamos pela sutileza da arquitetura das suas pequenas mansões. Uma das ruas comerciais mais caras e famosas do mundo, a Rodeo Drive é casa para os principais estilistas do mundo, de Gucci à Valentinos, Armanis à Bulgari e Dolce & Gabanna. Luxo é o que não irá faltar nas vitrines preferidas das beldades hollywoodianas.

Uma das mais famosas ruas do mundo, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Uma das mais famosas ruas do mundo, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Só há lojas de marca bem 'baratinha' na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Só há lojas de marca bem "baratinha" na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Nos contaram que se você quer tentar a sorte e encontrar alguma celebridade, a dica é ir logo pela manhã, quando as lojas estão abrindo e principalmente no começo da semana, quando há menos movimento. Nós andamos por toda a rua espantados com tanta riqueza, um desfile de ferraris, porshes, maseratis e alguns empresários da moda tramando seus planos para atrair mais celebridades e publicidade para as suas marcas.

Um dos carrinhos circulando na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Um dos carrinhos circulando na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Só há lojas de marca bem 'baratinha' na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Só há lojas de marca bem "baratinha" na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Almoçamos em um agradável bistrô a céu aberto vendo o vai e vem da Rodeo Drive e sem precisar pagar os mesmos milhares de dólares para comer uma salada embalada por uma taça de champagne e frutas vermelhas. (só para entrar no clima, rsrs!)

Passeando na exclusiva Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Passeando na exclusiva Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Lanchinho básico na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Lanchinho básico na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Seguimos dali em direção à Beachwood Drive, ponto que nos foi indicado para ter uma das melhores vistas da placa de Hollywood. Sim, tem uma vista interessante, mas é claro que não paramos por ali, queríamos chegar mais perto.

Chegando ao Hollywood Sign, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Chegando ao Hollywood Sign, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Subimos toda a Beachwood Drive e nos perdemos nas montanhas e labirintos entre o Hollywood Lake Park e o Griffith Park. Foi quando chegamos à Mulholland Drive e rapidamente cenas da cidade dos sonhos de David Lynch vinham à minha mente. Adoro este filme! Mostra bem este universo secreto, o lado B de Hollywood. E ali, ao final dela, está o melhor mirante para o Hollywood Sign, acompanhado de uma vista sensacional da cidade!

Essa foto clássica não poderia faltar numa volta pela América! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Essa foto clássica não poderia faltar numa volta pela América! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


A cidade de Los Angeles vista do Hollywood Sign (na Califórnia - Estados Unidos)

A cidade de Los Angeles vista do Hollywood Sign (na Califórnia - Estados Unidos)


O final de tarde foi no Griffith Park e seu extraordinário Observatório Astronômico, com direito a um museu super didático e interativo sobre a terra e sua relação com a lua, o sol, as estações do ano, marés e todos os planetas. Ventos fortíssimos não nos desencorajaram de acompanhar o por do sol sobre Los Angeles, vendo o céu em chamas enquanto as luzes da cidade se acendiam.

O Griffith Observatory, um dos pontos mais altos de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

O Griffith Observatory, um dos pontos mais altos de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


As luzes de Los Angeles se acendem com a chegada da noite ((na Califórnia - Estados Unidos)

As luzes de Los Angeles se acendem com a chegada da noite ((na Califórnia - Estados Unidos)


Aos interessados, são vendidos tickets especiais para o observatório. Nós estávamos interessadíssimos, mas já tínhamos um ticket comprado para ver outras estrelas despontarem, lá no Staples Center.

Go Lakers!
Sempre tive vontade de assistir a um jogo de basquete, mais que futebol americano ou baseball, já que destes eu não entendo nada das regras do jogo. O basquete movimenta milhões de dólares e de torcedores embalados por alguns dos atletas mais bem pagos do mundo. Eu cresci vendo o Dream Team liquidar com a seleção brasileira, com amigos do colégio escolhendo seus times americanos preferidos e usando bonés e jaquetas do Lakers, New York Nicks ou Chicago Bulls.

O ginásio do Lakers ainda vazio, uma hora antes do jogo em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

O ginásio do Lakers ainda vazio, uma hora antes do jogo em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


No nosso plano inicial íamos deixar a cidade de Los Angeles ontem, mas quando vi que o Lakers jogaria hoje e aqui, decidimos ficar e ter mais esta experiência super “american” no nosso currículo. Os ingressos já estavam praticamente esgotados, só conseguimos comprá-los no site de revenda, sentamos lááá em cima, mas nestes estádios não tem lugar ruim.

Começa o jogo entre Lakers e Bobcats em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Começa o jogo entre Lakers e Bobcats em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


Lakers x Charlotte Bobcats! Chegamos cedo, passeamos pelo estádio, batemos um papo com os seguranças para ver se nos inteirávamos um pouco da situação do campeonato. O Lakers não anda nas suas melhores fases, mas o Bobcats não é um adversário difícil e jogando em casa, o Lakers tinha vantagem.

Nos intervalos do jogo, o show das cheerleaders no ginásio em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Nos intervalos do jogo, o show das cheerleaders no ginásio em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


A estrutura em cima dos jogos é mega, a organização do estádio é impecável e aos poucos fomos vendo todos os acentos lotarem. Reportagens sobre o time, as Laker Girls e os jogadores vão nos deixando no clima e logo o jogo se inicia. O jogo começou meio xoxo e a Lakers Band fazia as vezes de torcida organizada, bem coisa de americano mesmo! Rs!

Torcida comemora aliviada a vitória apertadíssima do Lakers, em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Torcida comemora aliviada a vitória apertadíssima do Lakers, em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


A trilha sonora ia acelerando e puxando a torcida a cada jogada, enquanto nos intervalos as cheer leaders animavam a galera. A torcida foi crescendo e ficando indignada com a má performance do time e logo até eu já estava gritando: “DEFENSE! DEFENSE! GO LAKERS!” O final do jogo foi emocionante, deixando para os últimos segundos a decisão que fechou o jogo em 101 x 100 para o Lakers! Caraca, essa foi por pouco!

Por um mísero ponto, vitória do Lakers em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Por um mísero ponto, vitória do Lakers em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


Chegamos a Los Angeles sem nenhuma expectativa. É claro, sabíamos que íamos conhecer Hollywood e afins, a praia de Santa Monica e Beverly Hills, mas várias pessoas com quem conversamos não tinham sido muito positivas. Saímos daqui com outra imagem da cidade, que nos conquistou com seus espaços abertos, belas vistas, praias e diferentes vizinhanças, para todos os gostos, culturas e bolsos. E estas são apenas as áreas mais turísticas da cidade, sem dúvida viver aqui, entre West Hollywood e os cantos descolados da UCLA deve ser ainda mais interessante! Nada como estar aberto a novos conceitos e experiências!

Assistindo a jogo do Lakers em em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Assistindo a jogo do Lakers em em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


Gostou? Então se você já veio a LA a passeio ou viveu por aqui, deixe também suas dicas!

Estados Unidos, Califórnia, Los Angeles, roteiro, cidade, Metropole, Hollywood, Beverly Hills, Lakers, Calçada da Fama

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American Way of Life

Estados Unidos, Flórida, Miami

Hoje, no nono dia de viagem, decidimos fazer um programa super “american”, mas realmente imperdível, o Seaquarium. Tudo lá dentro tem aquele american way, está tudo empacotado para ser facilmente consumido: golfinhos, leões marinhos, pássaros tropicais, peixes de recifes e até a Orca, a baleia assassina. Vimos o Flipper e seus miquinhos amestrados, não nego que me emocionei com a inteligência dos golfinhos, mas também com a dó que é tirarem ele do seu ambiente natural e adestrarem sempre em troca de comida. Fiquei imaginando quanto será que eles deixaram de comer até acertar o primeiro salto. A orca é realmente impressionante, imensa, os golfinhos que dividem o palco com ela quase desaparecem, coitados... Até tomei um banho de orca, afinal, “alguém tem que se molhar”, disse o vizinho de arquibancada, bem sequinho.

O sentimento de passar por um lugar desses é meio paradoxal, claro que gostamos de ver o show dos golfinhos e ainda mais o da Killer Whale, mas vê-los ali, confinados naquelas piscinas ou aquários é realmente muito doloroso. Completamente diferente do que esperamos ver no Caribe nos nossos mergulhos, também completamente diferente do que estávamos vivenciando há uma semana. Bares, clubs, restaurantes, lojas, shoppings, carros... um agito que já seria exagerado se comparado à Curitiba... Imagina então se compararmos com a Barra do Ararapira! Realmente é fácil de entender por que pessoas como o seu Rubens estão em extinção.

Show de golfinhos

Show de golfinhos

Pássaro vistoso no cercado dos jacarés

Pássaro vistoso no cercado dos jacarés

Show dos leões marinhos

Show dos leões marinhos

Show da orca

Show da orca

Show da orca

Show da orca

Estados Unidos, Flórida, Miami, Key Biscayne

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Hola Ecuador!

Equador, Guayaquil

Chegando ao Equador

Chegando ao Equador


Nos despedimos de Mancora em um dia ensolarado, é sempre assim! O sol aparece quando vamos embora... Tudo bem, estávamos prestes a cruzar mais uma fronteira e carimbar os passaportes com mais um país, chegamos ao Equador!


Exibir mapa ampliado

Pegamos a Panamericana Norte e seguimos direto, passando por Tumbes, em direção à fronteira. O Complexo Fronteiriço Binacional é novinho, está pronto mas não está ainda em funcionamento. Chegamos o imenso edifício e desviamos para a lateral da estrada onde estão umas casinhas de madeira bem tímidas para fazer a saída do Perú. Policiais simpáticos, tudo super tranquilo.

Despedida com sol da bela praia de Mancora, no litoral norte do Peru

Despedida com sol da bela praia de Mancora, no litoral norte do Peru


No lado equatoriano fizemos a imigração já no novo prédio, que parecia mais um elefante branco, pois não havia mais ninguém além de nós! A aduana fica 20km adiante e aqui já demorou um pouco mais para sermos atendidos. Aqui foi o primeiro lugar que o seguro obrigatório foi solicitado para a liberação da documentação do carro, senão poderíamos comprar na cidade com validade de 30 dias por apenas 7 dólares. Só é a função de ir até lá e comprar... Mas deu tudo certo! Prontos e documentados seguimos em direção à Guayaquil. As paisagens até lá são muito parecidas com as brasileiras, muitos povoados à beira da estrada, morros cobertos de florestas tropicais que os nossos olhos estavam desacostumados. Nessa região sul, próxima ao litoral, a banana é uma das principais culturas, passamos por bananais gigantescos!

Cenas típicas do sul do Equador, região de Mashala: bananeiras com os cachos devidamente ensacados

Cenas típicas do sul do Equador, região de Mashala: bananeiras com os cachos devidamente ensacados


Chegamos em Guayaquil no início da noite, ainda a tempo de fazer um passeio pela Plaza Bolívar, também conhecida como a Praça das Iguanas. Elas estavam todas dormindo penduradas em uma árvore, um verdadeiro “pé de iguana”!

Iguanas dormem em árvore da Plaza Bolívar, em Guayaquil, no Equador

Iguanas dormem em árvore da Plaza Bolívar, em Guayaquil, no Equador


Fizemos uma longa caminhada pelo Malecón até o alto do Bairro de La Peña, uma região portuária que estava abandonada e dominada pela criminalidade e que foi revitalizada às margens do Rio Guayas.

Catedral de Guayaquil, no Equador

Catedral de Guayaquil, no Equador


O trabalho de revitalização contou com o trabalho e o investimento de milhares de pessoas e empresas que foram homenageadas neste monumento inspirado pelo Matrix! Aí estão os nomes de cada um deles iluminados em lâminas de vidro. Muito bacana!

Placas de vidro com milhares de nomes 'flutuantes', em Guayaquil, no Equador

Placas de vidro com milhares de nomes "flutuantes", em Guayaquil, no Equador


Depois de subir os 400 degraus de La Peña com esperança de encontrar algum restaurante ou bar abertos, voltamos feito dois zumbis azuis de fome e acabamos no Mac Donalds. Infelizmente a igreja e a vista mais alta no farol de Las Peñas também já estavam fechados. Ok, voltaremos amanhã!

Vista noturna da cidade do alto do morro da Penha, em Guayaquil, no Equador

Vista noturna da cidade do alto do morro da Penha, em Guayaquil, no Equador

Equador, Guayaquil, Rio Guaya, Malecón, La Peña

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Cachoeiras Amazônicas

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Balbina

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


No destino de todos os aventureiros e viajantes que passam pela região amazônica, Presidente Figueiredo oferece diversas opções de trilhas e cachoeiras em meio à famosa Floresta Amazônica. As cachoeiras ficam todas espalhadas ao longo da BR-174 e da estrada que sai em direção à Balbina, todas sinalizadas pela quilometragem onde se encontram.

A floresta ao redor da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

A floresta ao redor da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM


No km 51 encontramos a Cachoeira da Neblina, nossa primeira vítima do dia. Trilha de 12km, caminhada de 1h30 em passos rápidos e trilha sem manutenção. Não sei por que cargas d´água o Rodrigo encasquetou de conhecer esta cachoeira, mas me pareceu uma boa ideia e lá fomos nós.

Longa caminhada na floresta para se chegar à Cachoeira da Neblina, em Presidente Figueiredo - AM

Longa caminhada na floresta para se chegar à Cachoeira da Neblina, em Presidente Figueiredo - AM


É uma das mais distantes e menos exploradas (pensando bem, acho que foi por isso! rsrs), já que o próprio proprietário não tem interesse em divulgar a cachoeira, pois usa esta área para fins de pesquisa.

Caminhando na floresta amazônica, próximo à Presidente Figueiredo - AM

Caminhando na floresta amazônica, próximo à Presidente Figueiredo - AM


Mesmo sem manutenção a trilha não precisa de guia, embora longa, é praticamente plana o tempo todo. Nesta época de chuvas as cachoeiras da região estão todas lotadas de água, são cachoeiras em proporções amazônicas! Segundo o responsável pelo sítio, na época seca é possível nadar neste lago e passar por detrás da cortina d´água. Impossível imaginarmos uma cena dessa tamanha a quantidade de água!

Cachoeira da Neblina com muita água, na estação de chuvas. (em Presidente Figueiredo - AM)

Cachoeira da Neblina com muita água, na estação de chuvas. (em Presidente Figueiredo - AM)


Seguimos com as nossas explorações, agora em direção à Represa de Balbina. Mais um daqueles lugares que não sabemos se ficamos com raiva ou felizes. Uma imensa área de floresta foi alagada para a construção da Hidrelétrica de Balbina, sabe Deus quantas espécies podem ter se perdido e quantos animais se afogaram.

Arara no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Arara no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Por outro lado esta hidrelétrica trouxe o desenvolvimento para esta região, suprindo energeticamente as cidades de Manaus, Presidente Figueiredo e redondezas. Ainda que alterada, não podemos reclamar em nada da nova paisagem formada. O lago é lindo e é casa para botos e diversas outras espécies de peixes amazônicos.

A represa de Balbina - AM

A represa de Balbina - AM


O Tarzan, pescador vindo do Acre, me ensinou como chamar os botos, que demoravam a aparecer. Bati duas pedras, fazendo um som embaixo d´água que atrai os botos. Alguns minutos depois eles estavam ali, um casal lindo nadando há apenas 15m do Rodrigo. Fantástico!

Nadando na represa de Balbina - AM

Nadando na represa de Balbina - AM


Tínhamos a esperança de almoçar aqui no restaurante do Miranda, mas infelizmente chegamos atrasados. Ficamos empolgados com a visita no centro de pesquisas que é mantido pela hidrelétrica. Lá pudemos ver uma anta com seu filhote, peixes-bois de todos os tamanhos e idades, tartarugas de água doce e inclusive uma albina!

Tartaruga albina no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Tartaruga albina no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Em grandes viveiros eles mantém araras de todas as cores, papagaios, mergulhões e tucanos belíssimos. Todos estes animais foram resgatados e/ou apreendidos pelo Ibama e estão em processo de reabilitação.

Vistoso Tucano no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Vistoso Tucano no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Terminamos o nosso tour de hoje no km 58, na Cachoeira da Pedra Furada. Uma das únicas quedas d´água em que é possível se banhar na região. Outras corredeiras ou remansos até possuem área de banho, mas cachoeira mesmo, de entrar em baixo e massagear as costas, nesta época a Pedra Furada é uma das únicas. A formação é super curiosa, o rio escorre pela pedra que é literalmente furada, deixando a queda com uma forma diferente e muito bonita!

Os furos na pedra da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

Os furos na pedra da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM


Mesmo depois de um dia corrido e cheio como este, retornamos à cidade, olhamos o mapa e constatamos que não vimos 10% de tudo o que a região oferece. Mas tudo bem, amanhã tem mais!

A cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

A cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Balbina, Cachoeiras, hidrelétrica, represa

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Florestas Alagadas

Brasil, Amazonas, Manaus, Novo Airão

Um dos milharess de igapós em Anavilhanas, região de Novo Airão - AM

Um dos milharess de igapós em Anavilhanas, região de Novo Airão - AM


A imagem mais clara que tenho na minha cabeça sobre a Floresta Amazônica é das suas áreas alagadas. Boa parte das florestas passam 6 meses submersas e 6 meses secas. Esta dinâmica de águas desenvolveu no seu entorno uma grande biodiversidade de fauna e flora, o solo de várzea é permeável e as árvores adaptadas a vida embaixo d´água.

Árvore submersa sob mais de 5 metros de água, em Anavilhanas, região de Novo Airão - AM

Árvore submersa sob mais de 5 metros de água, em Anavilhanas, região de Novo Airão - AM


Hoje fomos explorar uma parte destas florestas, dentro do Arquipélago de Anavilhanas. O maior arquipélago fluvial do mundo, da Ilha da Sacada até a Ilha do Jacaré, com cerca de 400 ilhas, lagos, igarapés, igapó e paranás.

Passeando num dos lagos do arquipélago de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM

Passeando num dos lagos do arquipélago de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM


Algumas das ilhas de Anavilhanas ficam exatamente em frente à cidade de Novo Airão, são mais de 50 comunidades ribeirinhas no entorno da estação ecológica. Toda esta área é formada por um mosaico de áreas de preservação, parques nacionais, etc. É feito um grande esforço para aliar os interesses das atividades de subsistência destas populações, como pesca, caça e a exploração turística, à preservação deste ecossistema.

Chegando ao arquipélago de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM

Chegando ao arquipélago de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM


A Floresta Amazônica possui 3.500.000 km2, o equivalente a 40% do território brasileiro. São mais de 50 mil espécies de animais vertebrados, 2000 espécies de peixes, dentre elas o pirarucuu, peixe que chega a quase 3m de comprimento e vive nas áreas rasas próximas às margens. São mais de 300 répteis, sendo 175 espécies as serpentes, além dos lagartos e quelônios. Isso tudo sem falar dos mamíferos, mais de 500 e aves, 30% das encontradas em todo o mundo.

Camaleão vem nos fazer companhia no café da manhã na Pousada Bela Vista, em Novo Airão - AM. Ao fundo, o Rio Negro

Camaleão vem nos fazer companhia no café da manhã na Pousada Bela Vista, em Novo Airão - AM. Ao fundo, o Rio Negro


Vermelho, nosso guia, veio nos buscar com seu barco direto no nosso hotel, dali atravessamos o braço direito do Rio Negro, mais largo e raso, por isso tido como secundário. O braço principal passa à esquerda do arquipélago, em direção à Manaus. Ele é mais fundo e por isso possui um trânsito de grandes embarcações muito mais intenso. Entramos em um Paraná e logo encontramos um bando de botos cinza.

Um dos 'paranás' (grandes canais) do arquipélago de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM

Um dos "paranás" (grandes canais) do arquipélago de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM


Mais alguns minutos entramos em um igapó, um trecho de floresta alagada, passando próximos às copas de árvores imensas e até algumas árvores completamente inundadas. Impressionante é que elas sobrevivem, suas folhas continuam lá, embaixo da água verdinhas se esticando em busca de luz. Ali, entre seringueiras e cipós da orelha de elefante, encontramos um pequeno jacaré de um metro e meio que descansava atrás de uma sapopema, árvore de raízes imensas (parecida com a figueira).

Grande árvore na floresta inundade de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM

Grande árvore na floresta inundade de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM


Açaí, fruta muito comum em Novo Airão e em todo o estado do Amazonas

Açaí, fruta muito comum em Novo Airão e em todo o estado do Amazonas


A sapopema é a árvore utilizada para comunicação entre os índios e caboclos que vivem na floresta, batendo com um pau seu tronco e fazendo um barulho imenso. Nela encontramos também ovas de caramujos, parecia uma fruta do conde verdinha presa ao seu caule.

Grande caramujo na floresta inundade de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM

Grande caramujo na floresta inundade de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM


Seguimos e no caule de outra árvore encontramos uma tarântula dentro do seu casulo, Vermelho a cutucou até sair, toda peluda e terrível! Mais alguns paranás e igapós depois chegamos ao Apacú, o maior lago do Arquipélago de Anavilhanas.

Uma grande tarântula que habita a floresta inundada de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM

Uma grande tarântula que habita a floresta inundada de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM


Um mar que quase não podemos ver a outra margem, na cheia possui diversos acessos, porém na seca há apenas uma saída. Ali mergulhamos no meio do lago de águas escuras, avermelhadas e cada mergulho chamava a atenção dos nossos amigos botos cor-de-rosa, que logo apareceram por ali. Não demorou e os cinzas também apareceram e pudemos ver a rivalidade entre eles, barulhos, batidas e saltos nos deram uma ideia de como acontece este encontro.

O Vermelho, nosso guia e piloto em Anavilhanas, região de Novo Airão - AM

O Vermelho, nosso guia e piloto em Anavilhanas, região de Novo Airão - AM


Já no caminho de volta paramos rapidamente para uma foto em terra seca e vimos aquele lagarto “Jesus”, que se assustou, quando tentei tirar uma foto, e saiu correndo sobre a água! Sensacional a rapidez do bichinho! O passeio foi lindo e só nos deixou com vontade de voltar para conhecer ainda o Parque Nacional do Jaú, com matas ainda mais intocadas e uma noite na floresta.

Um pequeno visitante em nosso barco durante passeio ao arquipélago de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM

Um pequeno visitante em nosso barco durante passeio ao arquipélago de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM


Durante o período de seca a paisagem muda completamente, barrancos, campinas, lagos fechados e dezenas de praias de areias claras se formam às margens de cada ilha. Cenários maravilhosos e outro tipo de diversão, com muito calor e água morna.

Rio Negro bem calmo num dia de muito sol em Novo Airão - AM

Rio Negro bem calmo num dia de muito sol em Novo Airão - AM


Despedimos-nos de Novo Airão em um delicioso almoço no restaurante Leão da Amazônia O simpático chefe francês Cristophe e seu sócio cearense possuem dois restaurantes na cidade. Ontem conhecemos a filial do centro, foi uma grande sorte! Chegamos tarde, logo após um evento onde almoçaram o Cônsul da Suíça e o Cônsul do Japão, encontramos queijos e pratos deliciosos já prontos.

Deck sobre o Rio Negro no restaurante Leão da Amazônia, em Novo Airão - AM

Deck sobre o Rio Negro no restaurante Leão da Amazônia, em Novo Airão - AM


Por isso quisemos aproveitar e hoje conhecer a sede principal, o Leão da Amazônia beira rio. Uma salada e um peixe encontro das águas, pirarucu com molho de açaí de um lado e molho branco com vinho e cebola flambada do outro. Tudo isso às margens do lindo Rio Negro. Bela despedida!

Muito bem alimentados, à beira do Rio Negro, no restaurante Leão da Amazônia, em Novo Airão - AM

Muito bem alimentados, à beira do Rio Negro, no restaurante Leão da Amazônia, em Novo Airão - AM


O retorno foi meio penoso, vim dirigindo na estrada tranquila, mas tivemos que ficar mais de uma hora na fila da balsa para Manaus. Sábado, não queríamos deixar de conhecer um lugar que nos foi indicado por Cristophe, o Wyndin Bar. A maior atração é o seu aquário com peixes locais, dois pirarucus de quase dois metros, tambaquis e tartarugas. É simplesmente fantástico. Dá pena ver estes peixes ali, mas é menos sofrido quando sabemos que eles chegaram ali ainda bebês e se acostumaram com aquele espaço. São duas fêmeas, lindíssimas, com quase 2m de comprimento, caudas largas e rosadas maiores de o corpo e a cabeça. Elas parecem ter uma relação ótima, são carinhosas e se acompanham o tempo todo, muito curioso.

Hipnotizado pelo aquário de um restaurante em Manaus - AM

Hipnotizado pelo aquário de um restaurante em Manaus - AM


Um dia mergulhados nas florestas alagadas, animais e peixes amazônicos. Deu para ter pelo menos uma ideia deste imenso e magnífico mundo verde, que estamos apenas começando a explorar.

Pirarucu nada em meio a Tambaquis no aquário de um restaurante em Manaus - AM

Pirarucu nada em meio a Tambaquis no aquário de um restaurante em Manaus - AM



Glossário das Águas
Igarapé – é um riacho que tem como origem uma nascente de água.
Igapó - uma ligação entre dois rios, ou lagos e rios dentro das florestas alagadas e que desaparecem na época de seca.
Paraná – uma ligação entre dois rios, ou lagos e rios que não seca, a não ser em secas excepcionais.

Brasil, Amazonas, Manaus, Novo Airão, Rio Negro, Anavilhanas, Boto Cor de Rosa, arquipélago

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Travessia Colón-Cartagena

Panamá, Colón, Cidade do Panamá

A Fiona e seu companheiro de conteiner na viagem para a Colômbia (no porto de Colón, no Panamá)

A Fiona e seu companheiro de conteiner na viagem para a Colômbia (no porto de Colón, no Panamá)


Hoje terminamos uma grande etapa da viagem, deixamos o Caribe para trás depois de ter passado por todas os seus 31 países e territórios, em 168 dias em 6 diferentes etapas de viagem. Fechamos com chave-de-ouro conhecendo o mais pobre e intrigante país caribenho, o Haiti, e um dos mais turísticos República Dominicana. Ao mesmo tempo estamos prestes a despedir-nos de outra etapa dos 1000dias, quando deixaremos esse pedacinho sul da América do Norte conhecido como América Central, depois de 1 ano e 6 meses por essas terras ao norte do equador. Mas antes precisamos passar pelas burocracias que nos deixaram chegar até aqui e fazer a travessia da Fiona entre Panamá e Colômbia, desviando por mar o Tapón de Darién, o único trecho em que a Carretera Panamericana não pôde ser construída.

Skyline da Cidade do Panamá, a capital do país

Skyline da Cidade do Panamá, a capital do país


Há mais de um mês estamos em contato com Tea, a agente aduaneira panamenha que tem orientado viajantes nestes trâmites há anos. E você sabe como é, um indica para outro, que indica para outro e no buzz a Tea acaba tendo quase um monopólio deste interessante nicho de mercado. O que é ainda mais interessante é que por alguns motivos práticos, o envio do carro por Ro-Ro (carga solta) aqui do Panamá para Colômbia é mais complicado que de lá para cá. São menos navios disponíveis e, se entendi bem, menos interesse dos agentes portuários e das navieras de abrir este mercado. Isso é um problema se você está sozinho, pois o custo do envio em Ro-Ro (US$ 900,00*) é menor que o envio de um carro sozinho em um container pequeno (US$1.400,00*). Enfim, envio por Ro-Ro (sigla para Roll-in, Roll-out) é possível, mas você precisará de mais tempo, paciência e uma dose de sorte para conseguir.

Entrando no contéiner em direção à Colômbia! (no porto de Colón, no Panamá)

Entrando no contéiner em direção à Colômbia! (no porto de Colón, no Panamá)


A outra saída, procurada pela maioria dos viajantes, é compartilhar um container com outro viajante no mesmo trajeto. O valor total é de US$ 1.800,00*, que viram 900,00 por carro, como o Ro-Ro e muito mais seguro, pois uma vez dentro do container, ninguém toca no carro até você retirá-lo em Cartagena. Aí vem a pergunta, como vamos descobrir um viajante que esteja precisando enviar o carro na mesma data que você? Existem algumas formas, uma delas é via comunidades na internet, como a Red de Viajeros no facebook ou o site Africa Overland. Mas o jeito mais fácil mesmo é direto na fonte, no gargalo, com o agente aduaneiro. São poucas companhias que fazem este trâmite e as mais conhecidas pelos viajantes são a Evergreen e a Sea World.

O companheiro de viagem da Fiona, no porto de Colón, no Panamá

O companheiro de viagem da Fiona, no porto de Colón, no Panamá


A Tea opera pela Evergreen e por já ter trabalhado com muitos overlanders é um dos melhores gargalos. Nas últimas três semanas estávamos achando que não teríamos outra forma de enviar o carro, senão sozinhos, eis que na última semana nos veio a grande notícia, vamos compartir um container!

Os casais se despedem de seus carros embarcados no contéiner, no porto de Colón, no Panamá

Os casais se despedem de seus carros embarcados no contéiner, no porto de Colón, no Panamá


Tina e Marco são um casal de suíços que está viajando há 6 meses pela América Latina. Eles saíram da Califórnia, onde compraram Bode, sua Toyota Land Cruiser 1986 e estão descendo pela Panamericana até o Ushuaia. Eles ainda não decidiram o que farão depois, estão viajando com tempo livre e ao sabor do vento. Insistimos para que cheguem até o Brasil, está na hora de sermos incluídos nos roteiros dos overlanders! São raros os viajantes que incluem o Brasil na rota, seja pelo preço, língua, violência ou simplesmente por que nem pensam na hipótese, já que a Estrada Pan-americana faz apenas a rota do Pacífico. E quem diria que a bichinha foi desenhada, aberta e percorrida pela primeira vez por um grupo de brasileiros?

A POnte das Americas, sobre o Canal do Panamá, na Cidade do Panamá, a capital do país

A POnte das Americas, sobre o Canal do Panamá, na Cidade do Panamá, a capital do país


A aventura de Tina e Marco pode não parar por aí, dependendo de como estiverem suas economias eles ainda planejam cruzar o carro para a África do Sul e continuar a aventura pelo continente africano. Que maravilha!

Vamos à sequência de fatos e burocracias que se seguiu:

Quarta-feira, 08 de Maio de 2013

Recuperando a Fiona no Bond (Porto Seco) na Cidade do Panamá, a capital do país

Recuperando a Fiona no Bond (Porto Seco) na Cidade do Panamá, a capital do país


Retornamos de Santo Domingo para começar os trâmites de envio do carro. Nós, porém, tínhamos ainda outras burocracias para lidar. Enquanto fomos para a República Dominicana e o Haiti, a Fiona ficou estacionada em um porto seco, o Bond Kinte. Retiramos o carro pela manhã, após idas e vindas com papéis, pagamentos e liberações aduaneiras tínhamos a Fiona nas nossas mãos e estávamos prontos para os próximos passos rumo ao Puerto de Manzanillo.

Depois de 3 semanas, lá está a Fiona, no Bond (Porto Seco) na Cidade do Panamá, a capital do país

Depois de 3 semanas, lá está a Fiona, no Bond (Porto Seco) na Cidade do Panamá, a capital do país


As burocracias do carro devem começar amanhã, então tivemos a tarde livre para ir almoçar no AllBrook Mall e ainda pegamos um cineminha, coisa rara nesses 1000dias. O filme foi o Mentes Poderosas com o Robert De Niro e a Sigourney Weaver, eu adorei! Sem contar que nas quartas-feiras a sessão sai por 2 dólares por pessoa, maravilha.

Quinta-feira, 09 de Maio de 2013

O Casco Antiguo na Cidade do Panamá, a capital do país

O Casco Antiguo na Cidade do Panamá, a capital do país


Esta seria a data para a inspeção veicular na DIJ, que é tipo um departamento de trânsito e inspeções dentro da Polícia Nacional. Um dia antes recebemos a informação de que o DIJ estaria fechado para inspeções na quinta-feira por motivo de um treinamento. Só poderíamos fazer a inspeção no dia seguinte, o que atrasaria uma semana o envio do carro. Porquê? O papel da inspeção sai apenas na tarde do mesmo dia, depois das 15h, e aí já não há tempo hábil para ir até Colón antes da Aduana fechar. (O horário de fechamento da aduana em Colón é as 16h, segundo nos informaram.)

Ruínas de igreja no Casco Antiguo, na Cidade do Panamá, a capital do país

Ruínas de igreja no Casco Antiguo, na Cidade do Panamá, a capital do país


Sem inspeção, não nos restou opção senão trabalhar nos nossos amados blogs pela manhã, resolver a problemática da nossa ida à Cartagena e pegar um final de tarde com bastante vento caminhando do centro até o Casco Antíguo pela Costeira.

De volta à Cidade do Panamá, a capital do país

De volta à Cidade do Panamá, a capital do país


O Casco Antíguo está passando por uma imensa reforma e restauração das casas antigas. Ao redor dele está sendo construída mais uma via, em uma causeway sobre o mar. As reformas tiram um pouco do charme e da vida do lugar, mas ainda conseguimos encontrar as feirinhas dos Kunas Awala cheias de mola-molas e um restaurante bem gostoso em frente à praça central para tomar uma taça de vinho e jantarmos bien rico!

Venda de Molamola no Casco Antiguo, na Cidade do Panamá, a capital do país

Venda de Molamola no Casco Antiguo, na Cidade do Panamá, a capital do país


Degustando um vinho em frente à Catedral, na principal praça do Casco Antiguo, na Cidade do Panamá, a capital do país

Degustando um vinho em frente à Catedral, na principal praça do Casco Antiguo, na Cidade do Panamá, a capital do país


A nossa viagem de Ciudad do Panamá para Cartagena estava planejada via Puerto Obaldía (vôo pela Panamá Air) e depois de barco até Sapzurro, já na Colômbia, engatando uma sequência de barcos para Capurganá e Turbo de onde poderíamos pegar um ônibus público ou uma van contratada para nos levar até Cartagena. Este litoral é belíssimo e muito isolado, por isso estava como nossa prioridade de roteiro. Porém com as incertezas do embarque da Fiona no porto não compramos antes a passagem de avião pela Panamá Air e acabamos ficando sem passagem. O avião é pequeno e as passagens se esgotam muito rápido. Tina e Marco compraram uma semana antes e com a mudança de data acabaram perdendo e pagaram uma multa pelo reembolso. Assim eles decidiram fazer a travessia de barco por San Blás, enquanto nós, que tínhamos sido obrigados a comprar uma passagem e avião Ciudad do Panamá/Cartagena para embarcar em Santo Domingo, agora decidimos ao invés de ressarci-la, trocá-la para uma passagem a Cartagena via San Andres, no caribe colombiano. Como diriam minhas ex-chefes na Dez: “Vamos fazer deste limão uma limonada!” =)

Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Às 8h da manhã finalmente conhecemos pessoalmente Tina e Marco no estacionamento da Marina Balboa. A Marina é um ótimo camping para os overlanders na cidade, tem um grande estacionamento, oferece as instalações de banho e internet gratuitamente. Acabamos tendo a má notícia que há duas noites eles foram assaltados. A sorte é que não teve arma nem nada, foi na malandragem mesmo. Enquanto dois chegaram para conversar com eles, muito simpáticos, o terceiro malaco estava roubando a câmera e todo o dinheiro que eles tinham acabado de sacar. Sacanagem!

Encontro com os suiços Tina e Marco, que vão dividir o conteiner para a Colômbia conosco (na Cidade do Panamá, a capital do país)

Encontro com os suiços Tina e Marco, que vão dividir o conteiner para a Colômbia conosco (na Cidade do Panamá, a capital do país)


Lá na marina encontramos a Amy, filha de Tea, que nos acompanhou no processo do DIJ, no centro da cidade. Depois de esperarmos quase uma hora para os motores esfriarem, o inspetor do DIJ veio, olhou o carro, conferiu o VIN e em 10 minutos nos liberou. As 14h voltamos para buscar o papel no mesmo local e ajudamos Tina e Marco a começar o processo do boletim de ocorrência na Polícia Nacional. A propósito, eles tem até tradutor oficial lá para este tipo de caso, tiraram as digitais do carro e tudo, profissional a coisa.

Com os suiços Tina e Marco, na Aduana em Colón, no Panamá

Com os suiços Tina e Marco, na Aduana em Colón, no Panamá


Enquanto eles ficaram 4 horas fazendo o B.O., nós fomos ao aeroporto nacional garantir se não havia mesmo chance de voarmos para Puerto Obaldia e com a negativa, seguimos para o Albrook Mall, onde há uma loja da Copa Airlines, para trocar as passagens e fazer o caminho a Cartagena via San Andres. E já que estamos aqui, por que não nos rendermos a mais um cineminha? A sessão de hoje foi “Homem de Ferro III”, ação e fantasia do Universo Marvel, muito bom!
Sábado e Domingo, 11 e 12 de Maio de 2013

Nas ruas da Cidade do Panamá, ensaio para a festa da independência do país

Nas ruas da Cidade do Panamá, ensaio para a festa da independência do país


Dois dias de descanso e trabalho nos blogs. Ficamos no hotel, tomamos um banho de piscina com vista para a cidade e o Pacífico e jantamos em um boteco “copo sujo” da nossa vizinhança do centro panamenho. No domingo aproveitamos o final de tarde para arrumar a nossa bagunça na Fiona, reorganizamos tudo dentro dela e ainda pegamos uma batucada à noite. O pessoal vinha à toda descendo a Avenida Peru, treinando para a marcha de independência que acontece todo setembro. Um show!

Nas ruas da Cidade do Panamá, ensaio para a festa da independência do país

Nas ruas da Cidade do Panamá, ensaio para a festa da independência do país



Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

Chegando ao porto de Colón, no Panamá

Chegando ao porto de Colón, no Panamá


Finalmente chegou o grande dia: o dia de embarcarmos a Fiona! Viajamos logo cedo para Colón, encontramos Tina e Marco escovando os dentes, como sempre, com seu carro Bode (leia-se Boudi), no estacionamento da Plaza Millenium e logo chegou Luis. Luis nos acompanhou em todo o procedimento, revisando as cópias de documentação necessárias, indo até a aduana para dar saída nos veículos e depois, na entrada ao Terminal de Cargas de Colón – TCC, para colocarmos Fiona e Bode dentro do container da Evergreen. Foi perfeito, demora um pouco, mas com paciência tudo dá certo.

Entrando no contéiner em direção à Colômbia! (no porto de Colón, no Panamá)

Entrando no contéiner em direção à Colômbia! (no porto de Colón, no Panamá)


Eu estava tentada a ir à Zona Livre em Colón, para achar uns eletrônicos, mas as burocracias de enviar o material ao aeroporto internacional, etc, nos fizeram desistir e resolvemos ir logo embora dessa cidade feiosa. Do TCC pegamos um táxi ao terminal de ônibus de Colón, onde subimos em um ônibus com ar condicionado e até um filminho sobre a vida dos chimpanzés, bem interessante. 1 hora depois estávamos na Ciudad de Panamá no terminal de ônibus que é aonde? No Albrook Mall! Sim, tudo gira em torno deste shopping. Procuramos as coisas que eu queria comprar na Zona Livre, acessórios da Go Pro e para a Nikon e não encontramos. O shopping é super completo, mas a parte de eletrônicos é básica e tem apenas o equipamento principal, não seus acessórios.

O companheiro de viagem da Fiona, no porto de Colón, no Panamá

O companheiro de viagem da Fiona, no porto de Colón, no Panamá


Uau, fim da nossa jornada épica na Cidade do Panamá! Dias tão temidos e tão esperados pelo casal aqui que sabia as burocracias que iria encontrar e por isso mesmo já soube tirar de letra o estresse dessa travessia do carro entre Colômbia e Panamá. Adiós Centro-América!

O lacre do contéiner da Fiona, no porto de Colón, no Panamá

O lacre do contéiner da Fiona, no porto de Colón, no Panamá


*Valores não incluem as taxas portuárias colombianas, em torno de US$ 300,00.

Panamá, Colón, Cidade do Panamá, Darien Gap, Overland, Tapón de Darien, Travessia Colombia a Panamá

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Antico, Pizza Napoletana

Estados Unidos, Georgia, Atlanta

Ingredientes da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Ingredientes da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


Depois de alimentar a alma na nossa viagem submarina no Geórgia Aquarium, fomos alimentar o corpo antes de pegar a estrada. A pedida foi uma deliciosa pizza italiana em um lugar que só quem mora no local poderia conhecer. Dica da Anathalia via Cláudia do Aprendiz de Viajante.

Pizzaiolo do Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Pizzaiolo do Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


Já eram quase quatro horas da tarde, receamos que estivesse fechado, mas como um vizinho do local nos disse: “Não importa a hora, a Antico está sempre aberta.” Não que seja uma pizzaria 24 horas, mas eles sabem que depois do meio dia é sempre hora para uma boa pizza!

Pizza saindo do forno na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Pizza saindo do forno na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


Você pode até fazer pedidos online ou pelo telefone, mas ir até o local e ter a experiência de sentar em uma das mesas comunitárias enquanto assiste a sua pizza entrar no forno à lenha. O ambiente despojado de antigo armazém italiano faz a experiência ainda mais original!

Cozinha aberta da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Cozinha aberta da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


A pizza é deliciosa, massa fina, ingredientes frescos e combinações criativas fazem desta uma parada obrigatória, ainda mais para os amantes de pizza.

Pronto para devorar uma pizza na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Pronto para devorar uma pizza na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA



Antico Pizza Napoletana
Endereço: 1093 Hemphill Ave – Atlanta, Georgia. Zip Code: 30318
Telefone: 404-724-2333

Estados Unidos, Georgia, Atlanta, Gastronomia, Culinária

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Para o alto e avante!

Brasil, Paraná, Pico Paraná, São Paulo, Santos

Auto foto no ponto mais alto da região sul do Brasil, no Pico Paraná - PR

Auto foto no ponto mais alto da região sul do Brasil, no Pico Paraná - PR


Acordei hoje com um pouco de luz na barraca, mas logo fechei os olhos pedindo para que não fose hora de acordar. Voltei a dormir profundamente, estava até sonhando, mas logo o Ro me chamou, todo feliz pois nossas preces tinham sido atendidas, a chuva havia parado! Ainda estava frio e havia muita neblina, não conseguíamos avistar o pico, mas sabíamos que não estava distante dali. Nosso plano era chegar ao cume e depois retornar para desmontar acampamento. Duro foi colocarmos as meias molhadas e a bota encharcada para começar a caminhada.

Nossa barraca no acampamento 2, no Pico Paraná - PR

Nossa barraca no acampamento 2, no Pico Paraná - PR


A trilha segue pela estreita crista da cadeia de montanhas, alguns trechos beirando precipícios imensos. O Ro já conhecia, mas eu tinha que ficar só imaginando que paisagens eu estava perdendo para as nuvens. Fomos vencendo pequenas montanhas tentando descobrir qual delas seria a derradeira até alcançarmos o cume. A cada cocoruto eu pensava, “agora vai” e assim foram uns quatro. A vegetação estava totalmente molhada e lá estávamos nós novamente encharcados. A informação é que subiríamos em 40 minutos, porém com a trilha completamente inundada e escorregadia acabamos levando em torno de uma hora.

A visão (só branco!) do topo do Pico Paraná - PR

A visão (só branco!) do topo do Pico Paraná - PR


Finalmente chegamos ao cume! São os 1870m mais custosos que encontramos até agora, mas a sensação de ter vencido este desafio é maravilhosa, conseguimos! A melhor parte foi quando sentei para descansar e ler algumas páginas do caderno de registros. Quantas pessoas passaram por ali e deixaram suas impressões, mensagens e emoções gravadas para outros, como eu, lerem. Até me emocionei quando encontrei uma mensagem que dizia: “Após 21 anos estou novamente no Pico Paraná! Uma vez escoteiro, sempre escoteiro!”. Enquanto eu a lia para o Rodrigo meus olhos encheram de lágrimas, pois desde os meus tempos de escoteira eu queria ter escalado esta montanha, foi uma forma de me sentir ali, 14 anos mais nova. Sei exatamente o que o cara sentiu enquanto escrevia esta mensagem.

O livro de registros, no topo do Pico Paraná - PR

O livro de registros, no topo do Pico Paraná - PR


O PP dificultou ao máximo a nossa subida, valorizou o passe e quis deixar marcada a sua passagem por estes nossos 1000dias! A caminhada de volta agora era mais tranqüila, sem chuva e com os trechos bem gravados na memória ficava mais fácil. Eu estava super concentrada para o momento da descida das escadas, queria que tudo desse certo, já pensaram ter que chamar o socorro? Nem pensar!

Trecho com corda na trilha do Pico Paraná - PR

Trecho com corda na trilha do Pico Paraná - PR


No final, descer é sempre mais fácil que subir, como dizem, para baixo todo santo ajuda! Principalmente o santo marido, que desceu com a minha mochila nos lances de escada mais difíceis. Cada obstáculo vencido era um passo a mais para a nossa próxima aventura. Até o sol começou a aparecer quando nos aproximamos do Caratuva, é sempre assim, quando estamos indo embora ele aparece.

Bifurcação sinalizada na trilha do Pico Paraná - PR

Bifurcação sinalizada na trilha do Pico Paraná - PR


Esgotados depois da trilha, noite mal dormida na barraca e ainda 4 horas de estrada depois, chegamos a Santos. Estávamos com os contatos para o mergulho na laje todos a postos, mas o celular não estava ajudando. A Laura entrou em ação e conseguiu falar com o pessoal da Nautilus. Assim que o celular voltou à ativa descobrimos que havia entrado um vento “x” que não permitiria a saída de barco para a laje. Um alívio por um lado, pois poderíamos descansar um pouco, nos recompor, cuidar dos equipamentos de camping que estavam enlameados e ainda explorar a região. Por pouco ficamos sem hotel em Santos. Chegando em uma quinta-feira achamos que não haveria problema, mas a cidade estava sediando 2 grandes eventos e todos os hotéis estavam lotados. Fomos salvos pelo Metralha, amigo de Unicamp do Ro que mora lá e conhece tudo! Nos arrumou um flat bem localizado e tinha tudo o que precisávamos depois desta escalada: um banho quente e uma cama confortável... boa noite!

Tempo enevoado descendo o Pico Paraná - PR

Tempo enevoado descendo o Pico Paraná - PR

Brasil, Paraná, Pico Paraná, São Paulo, Santos, Montanha, Trekking, Escalada

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