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Galápagos Spa

Galápagos, Isla Darwin, Isla Wolf

Corredor lateral do nosso barco, refletindo o mar e a Isla Isabel, em Galápagos

Corredor lateral do nosso barco, refletindo o mar e a Isla Isabel, em Galápagos


Galápagos, as famosas ilhas que ajudaram Darwin a desenvolver a sua teoria do evolucionismo, estavam ali, diante de nossos olhos. A cada dia que passa, vamos nos dando conta que o sonho finalmente se tornou realidade. E dentre tantos imprevistos como o cancelamento do barco que havíamos contratado, formulários que não foram entregues à nova empresa, mudanças de datas, vôos, salmonelas e vulcões, olhamos para trás e vemos que tudo aconteceu como deveria acontecer.

Moréia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Moréia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Estamos em um dos cruzeiros mais luxuosos de Galápagos e, é claro, a diferença não foi por nossa conta. Temos um serviço de bordo espetacular, com café da manhã, lanche e toalhas quentinhos quando saímos do mergulho. Almoço e jantar deliciosos, com opções de carne e comida vegetariana, vinho tinto, cerveja e petiscos o tempo todo na sala principal. As acomodações são super confortáveis e o serviço de quarto impecável, duas vezes ao dia, com toalhas secas, banheiros limpos e cama arrumada. Imaginem como nós não estamos... Depois de 500 dias de estrada dura, pousadas e hostals dos mais variados tipos e níveis, podermos ficar 7 dias nessa mordomia!

O Galapagos Sky, nosso barco! (Isla Isabel, em Galápagos)

O Galapagos Sky, nosso barco! (Isla Isabel, em Galápagos)


Estamos nos sentindo em um paraíso e também um spa de engorda! A roupa de mergulho está cada vez mais difícil de entrar! Rsrsrs! Mas tudo bem, pois o pessoal da tripulação nos ajuda a vesti-la. É mesmo muita regalia!

Hora do descanço no sun deck do barco, na ilha de Wolf, em Galápagos

Hora do descanço no sun deck do barco, na ilha de Wolf, em Galápagos


Tudo isso com alguns mergulhinhos básicos com tubarões-martelo, tartarugas, moréias espalhadas por todos os lados! O Capitán Victor está certo, e continua nos lembrando disso todos os dias no seu wake up call: “...this is a new Day in the Paradise Island!”

O Capitão Vitor e o Jairo na cabine de comando do nosso barco, próximo à Isla Santiago, em Galápagos

O Capitão Vitor e o Jairo na cabine de comando do nosso barco, próximo à Isla Santiago, em Galápagos


Logo no primeiro mergulho de hoje estávamos lá esperando os milhares de tubarões martelos, moréias e cardumes de King Angel fish, e todos eles compareceram! O segundo já foi um pouco diferente, fomos até um areal conhecer a estação de limpeza marinha.

Tartaruga e estrelas-do-mar em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos

Tartaruga e estrelas-do-mar em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos


Começamos por um imenso Jardim de Enguias de Galápagos, centenas delas! Moréias passeavam e nadavam livres de um lado para outro. Tubarões de todos os tipos, Blacktips, Silks, Galápagos, lindos Guinea Fowls Puffers, um peculiar Hogfish e até os pequenos e lindíssimos blue nudibranches deram o ar da graça!

Tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Fechamos o mergulho com um drift delicioso, cruzando com centenas de peixes dos mais variados tipos e cores e encontramos o nosso primeiro polvo da viagem! Ele deu um show, se escondeu, trocou de cor e até nadou livre fugindo dos mergulhadores curiosos, coisa difícil de ser vista.

Polvo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Polvo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Hoje começamos o nosso itinerário de volta. Nos despedimos de Darwin já com saudades dos tubarões-baleia e cardumes de martelo que já fazem parte do nosso dia. Voltamos à Shark Bay em Wolf no terceiro mergulho, repetimos toda essa diversidade marinha, adicionando ainda muitas tartarugas e a graciosa Spotted Eagle Ray, nossa velha conhecida Raia Chita!

Uma linda arraia-chita em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos

Uma linda arraia-chita em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos


O por do sol no final da tarde abrigados pela Ilha de Wolf foi mais melancólico, talvez pela nebulosidade, talvez por que sabemos que isso tudo um dia irá acabar.

Pôr-do-sol em Wolf, em Galápagos

Pôr-do-sol em Wolf, em Galápagos

Galápagos, Isla Darwin, Isla Wolf, Mergulho, Ecuador, Equador, Shark Bay

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As Pedras de Jeri

Brasil, Ceará, Fortaleza, Jericoacoara

Sol e sombras no mar de Jericoacoara - CE

Sol e sombras no mar de Jericoacoara - CE


Ontem , depois de uma pizza rápida e tardia saímos dar uma voltinha no centrinho ver o agito noturno. Uma noite animada, ruas lotadas de “ralizeiros”, prato cheio para as solteiras de plantão. O corredor das barracas de caipirinha é convidativo, eu tive que provar, capiroska de umbu-cajá e siriguela deliciosas!

O 'corredor das caipirinhas' em Jericoacoara - CE

O "corredor das caipirinhas" em Jericoacoara - CE


Hoje já acordei meio baqueada, difícil acreditar que fosse das bebidas alcoólicas, já que não abusei, mas algo não estava certo. Bem, vamos caminhar, o tempo está meio incerto, porém não podemos ficar aqui sentados esperando que a chuva caia. Saímos conhecer o lado pedregoso de Jeri, onde fica um dos seus principais cartões postais, a Pedra Furada.

Praia em Jericoacoara - CE

Praia em Jericoacoara - CE


A trilha por si só já é uma atração, belíssima encosta dos serrotes virada para o mar faz uma vista deslumbrante, mesmo com as arrepiantes nuvens negras que passam ao largo deixando uma esperança de que o sol triunfe! Um jardim de cactos com o mar, um verde-prateado incomum, resultado da refração da luz do céu de chuva. Tudo ao redor queria se mostrar especial, até um lagarto verdíssimo exibido, que parou quando viu que eu estava fotografando e ficou posando para os cliques.

Calango esverdeado em Jericoacoara - CE

Calango esverdeado em Jericoacoara - CE


Chegamos à Pedra Furada, formação rochosa que se destaca em meio à paisagem não só pelo grande furo, como também pela coloração avermelhada da rocha. Praia de tombo, meio chata para banho, muitas pedras e ondas altas no raso. Logo fiz amizade com a Gigi, lindona que veio firme e forte pela trilha nos ombros do pai e chegou junto conosco, toda simpática.

A famosa Pedra Furada, em Jericoacoara - CE

A famosa Pedra Furada, em Jericoacoara - CE


Nova amiguinha da Ana, em Jericoacoara - CE

Nova amiguinha da Ana, em Jericoacoara - CE


Fiquei ali curtindo a paisagem, lendo um livro, enquanto o Ro subiu uma pirambeira para tirar fotos. Não demorou muito a chuva chegou e todos logo tentaram se abrigar nas pedras ao redor. Enquanto havia vento funcionou, quando o vento parou a chuva não perdoou, pelo menos conseguimos salvar os eletrônicos de serem molhados.

Pequena praia da Pedra Furada, em Jericoacoara - CE

Pequena praia da Pedra Furada, em Jericoacoara - CE


Uns 20 minutos depois, a chuva baixou e conseguimos continuar caminhando, vimos a Pedra do Frade e fomos até a praia do Preá, longa faixa de areia com 9km de extensão. Voltamos pelos pastos montanha acima, vi o farol e prosseguimos pela estrada com vista para as dunas e a vila de Jericoacoara.

No alto do Morro do farol, em Jericoacoara - CE

No alto do Morro do farol, em Jericoacoara - CE


Foi um dia delicioso de caminhadas, mas eu só conseguia pensar em chegar logo na pousada. Aquele mau estar infelizmente não havia passado, pelo contrário, só estava piorando. Estranho é foi que eu e o Ro comemos as mesmas coisas e ele não ficou mal... melhor para ele.

Voltando para Jericoacoara - CE

Voltando para Jericoacoara - CE


Saímos comer um crepe gostoso no final da tarde e marcamos um jantar mais tarde para comemorar o aniversário da nossa querida Dona Helen. No caminho presenciamos uma das rodas de capoeira mais profissionais que já vi na vida! Eu sempre gosto de assistir às rodas e logo percebi que esta tinha algo diferente. Na apresentação dos participantes vimos que eram mestres de diferentes escolas da região, do Preá a Tatajuba. Mestres se desafiando e até deixando suas diferenças aparecerem na jinga que deixaram o mestre, que liderava a roda, aperreado. Ele precisou dar um basta nas provocações para a arte e a dança continuar sem virar luta. A quem estava de fora, sem entender muito, só posso dizer que foi emocionante!

A tradicional roda de capoeira no fim de tarde de Jericoacoara - CE

A tradicional roda de capoeira no fim de tarde de Jericoacoara - CE


Na pousada, no horário que deveria ser de trabalho, eu capotei, em prol de um bem maior: ver se o corpo conseguiria se recuperar do baque “pirirístico.” 3 horas de sono mais tarde, me senti mais disposta e saímos jantar. Uma massa leve e um brinde com um delicioso Maipo Cabernet Sauvignon, aos 77 anos de minha sogra querida, um exemplo de força e vivacidade!

Celebrando o aniversário da Ixa, em Jericoacoara - CE

Celebrando o aniversário da Ixa, em Jericoacoara - CE


Até que eu nem tava com uma cara tão mal, né? Pois é, noite de sábado ainda mais agitada em Jeri, Forró “For All”, DJ recém chegado da Europa para uma festinha na ponta da praia, além das barracas de caipirinha, festa de encerramento do rally no Sky e bares com samba e mpb. Quem diria e eu vou ter que ficar de fora dos embalos do sábado à noite. Amanhã veremos se valeu à pena.

Brasil, Ceará, Fortaleza, Jericoacoara, Praia, trilha, Dunas, pedra furada

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Ruínas, Fronteiras e Guatemala!

El Salvador, Tazumal, Guatemala, Cidade da Guatemala

As imponentes ruínas mayas de Tazumal, em El Salvador

As imponentes ruínas mayas de Tazumal, em El Salvador


Colocarmos o pé na estrada novamente. Seguimos viagem agora rumo à Guatemala! Nossa primeira ideia era seguir direto, sabíamos que no caminho ficariam para trás mais dois sítios arqueológicos, Tazumal e Casa Blanca, mas não tínhamos muito tempo e precisávamos chegar a Antigua.

Subindo as escadas de antigo templo maya em Tazumal, em El Salvador

Subindo as escadas de antigo templo maya em Tazumal, em El Salvador


Foi em uma parada no posto logo após a cidade de Santa Ana, um frentista jovem e muito simpático ficou curioso sobre a viagem e logo quis nos falar sobre as belezas e os pontos turísticos da sua região. Mostrou-nos fotos de Tazumal e Casa Blanca, insistindo para passarmos por ali, “ficam a apenas 5 minutos daqui” dizia ele, empolgado. No caminho passamos na beira da estrada encontramos a entrada das Ruínas de Casa Blanca, que estavam fechadas para restauração. Já no clima, perguntamos e decidimos desviar mais 5 minutos para a cidadezinha de Tazumal, construída praticamente sobre as antigas ruínas Maias do mesmo nome.

As ruínas de antigo templo maya em Tazumal, em El Salvador

As ruínas de antigo templo maya em Tazumal, em El Salvador


Tazumal em K´iche´ significa “pirâmide onde as vítimas eram queimadas”, nem gosto de imaginar! Está localizada no meio do povoado de Tazumal, vizinha do cemitério municipal, arqueólogos estimam que os primeiros moradores desta região datam de 5.000 a.C. As primeiras expedições arqueológicas escavaram parte do sítio já na década de 40, anos mais tarde arqueólogos começaram um trabalho de manutenção e reconstrução das ruínas que já estavam descobertas, alterando sua construção original, incluindo cimento na estrutura para aumentar sua durabilidade. Em 1954 foi visitada por Che Guevara nas suas andanças pela América Latina, antes mesmo de se rebelar e começar a guerrilha armada.

Visitando o sítio arqueológico maya de Tazumal, em El Salvador

Visitando o sítio arqueológico maya de Tazumal, em El Salvador


As últimas reformas feitas em 2006, já em uma nova linha de trabalho, começou a desconstrução da camada de cimento, tentando devolver a originalidade às ruínas. Segundo pesquisas, sua primeira camada teria sido feita em blocos de adobe e só depois, já sob domínio Maia, foi que recebera blocos de pedra e ornamentos do período clássico (250 A 900 d.C). Foram mais de 13 fases de construção, o que faz os arqueólogos estimarem que 70% da estrutura ainda não foi desenterrada e hoje está abaixo da vila de Tazumal. Depois de 900 d.C foram construídas pirâmides Toltecas, assim como um campo de “jogo de bola”, sendo abandonado definitivamente em 1200 d.C.

Momento de carinho nas ruínas mayas de Tazumal, em El Salvador

Momento de carinho nas ruínas mayas de Tazumal, em El Salvador


As ruínas são as maiores que vimos aqui nessa nossa iniciação do mundo Maia, lindas e impressionantes! O museu fornece bastante informação, assim como os guias que podem ser contratados no local. Nós, como estávamos naquela correria básica, fizemos algumas fotos, demos uma olhada rápida no museu e saímos dali com milhares de perguntas sem respostas, apenas imaginando como seria aquela cidade na época em que os maias ou os toltecas viviam por ali... milhares de pessoas assistindo os rituais aos seus deuses e divindades, vivendo sua vida e aprendendo sobre sua história. História essa que hoje tentamos remontar, baseados apenas em pistas que nos foram deixadas através do tempo e destas ruínas.

Divindade pré-colombiana no museu em Tazumal, em El Salvador

Divindade pré-colombiana no museu em Tazumal, em El Salvador


Continuamos o nosso dia em direção à Las Chimanas, fronteira de El Salvador com Guatemala. Os trâmites foram rápidos e os oficiais da aduana guatemalteca foram eleitos os mais simpáticos de toda a viagem! Eles até fizeram fotocópias e montaram com durex um mapa da Guatemala que tinham na parede para nos dar de presente.

Chegando à Guatemala, indos de El Salvador

Chegando à Guatemala, indos de El Salvador


A primeira impressão assim que cruzamos a fronteira já é de um país mais organizado, a estrada e a cidade fronteiriça todas sinalizadas e pintadinhas, apesar das dezenas que túmulos (lombadas) que encontrávamos pelo caminho. Menos de duas horas depois chegamos à capital, Cidade da Guatemala, que nos impressionou positivamente. Chegamos pela parte alta da cidade, avenidas largas e arborizadas, sem passar pela periferia costumeira das cidades grandes na América Latina.

Tumulo? É o nome dos quebra-molas na Guatemala e em El Salvador

Tumulo? É o nome dos quebra-molas na Guatemala e em El Salvador


Prédios modernos, restaurantes e uma infra-estrutura completa, cruzando as zonas 15, 14, até chegar a Zona 10, onde ficaríamos hospedados. Conhecida como Zona Viva a Zona 10 é a mais turística, ao lado da Zona 1, centro histórico da capital e à Zona 13, onde estão a maioria dos museus. Aproveitamos a nossa única noite na capital para jantar em um restaurante de comida típica guatemalteca, vizinho do nosso hostal, o Kacao. As principais comidas típicas são sopas que levam diversas verduras, batata, milho, coentro e alguma carne, principalmente frango. Tomamos um caldinho e o prato especial foi um churrasco guatemalteco, acompanhando de uma espécie de tutu de feijão e guacamole, delícia!

Restaurante Kacao, de comida típica, na Cidade da Guatemala, capital do país

Restaurante Kacao, de comida típica, na Cidade da Guatemala, capital do país


Fechamos nossa noite no Bar Esperanto, indicado por Pablo, um viajante e blogueiro, nosso amigo virtual guatemalteco que amanhã mesmo iremos conhecer. Um bar boêmio, tocando uma cumbia gostosa, galera animada e bem receptiva. A energia da cidade já nos cativou, ficou decidido: vamos ficar um dia mais para conhecer e curtir a vibrante Cidade da Guatemala!

Balada no bar Esperanto, na Cidade da Guatemala, capital do país

Balada no bar Esperanto, na Cidade da Guatemala, capital do país

El Salvador, Tazumal, Guatemala, Cidade da Guatemala, fronteira, maya, Maia, Ruínas

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Aos 5000m!

Chile, San Pedro de Atacama

Caminhada no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Caminhada no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


São Pedro do Atacama está a 2.438 msnm em uma depressão Antiplanica, entre a Cordilheira Domeyko e a pré-cordilheira Andina. As montanhas nevadas marcam o seu horizonte, sendo o Licancabur o principal personagem dos postais e fotos da cidade.

Rua em San Pedro de Atacama - Chile

Rua em San Pedro de Atacama - Chile


Licancabur é um vulcão com 5.590m de altura e no formato cônico mais tradicional que estamos acostumados a ver em desenhos animados. Lindo e imponente ele marca a paisagem e é personagem de uma história muito curiosa. Reza a lenda que Licancabur e seu vizinho Juriques (5.704m) se apaixonaram pela distante montanha de Quimal (4.278m), localizada na Cordilheira de Domyenko. Na disputa, Licancabur enfurecido teria decepado a cabeça de Juriques, reinando pleno como o vulcão bonitão na cordilheira andina.

Vulcão Licancabur visto do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Vulcão Licancabur visto do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


Ao fundo, em direção à Toconao, vemos o Láscar, vulcão ativo com 5.550m de altura, sua última grande erupção foi em 1994 e desde então outras menores ocorrem com intervalos de 2 ou 3 anos. Com sorte podemos ver as fumarolas saindo de sua cratera.

Antigos vulcões vistos do deserto do Atacama - Chile

Antigos vulcões vistos do deserto do Atacama - Chile


Com uma cadeia de montanhas como esta, impossível São Pedro não ter se tornado também um oásis para os montanhistas. Há quase um ano atrás meu cunhado, Guto, esteve aqui e escalou 3 vulcões: Cerro Toco, Láscar e Licancabur, as duas últimas geralmente são caminhadas de dois dias. Ao norte estão as montanhas mais procuradas para trekking e escaladas, dentre elas o Sairecabur de 6.050m.

Caminhada acima dos 5 mil metros no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Caminhada acima dos 5 mil metros no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


Seria o meu primeiro trekking acima dos 5.000m, isso por que não conto os 300m de caminhada ofegante para vencer 50m de altura entre a casinha de esqui até o topo do Chacaltaia na Bolívia. Infelizmente não tínhamos muito tempo, portanto decidimos fazer um trekking de um dia, procurando a montanha de mais fácil acesso, o Cerro Toco. By the way, de toco ele não tem nada, são 5.604m de altura.

Muita neve no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Muita neve no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


A caminhada começa dos 5.300m, uma ascensão pequena de apenas 300m nos levaria até o topo. Encontramos Cristóbal, nosso guia e pegamos a mesma estrada que leva ao Paso de Jama. Só ali já subimos dos 2.500m aos 4.500m. Nós já estamos um tanto quanto aclimatados depois da passagem por Potosí e tantos outros passos entre a puna argentina e chilena. Ainda assim uma coisa é um cotidiano normal acima dos 4.000m, outra é sair andando e subindo montanhas.

Dirigindo entre o gelo e o abismo, no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Dirigindo entre o gelo e o abismo, no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


Nosso planejamento era simples, a Fiona nos leva à base da montanha onde encontramos a trilha principal na face sul e em 2h30 ou 3h estamos no topo. O Rodrigo poderia fazer em 2h até, mas eu prefiro sempre contar com uma folga, já que sou a principiante nesse negócio. Infelizmente o plano já começou mal... a neve estava cobrindo as rotas de acesso à base e por mais que tentasse a Fiona não poderia passar. Começamos a buscar alternativas, entramos em 2 ou 3 diferentes rotas, até que, depois de atolar a Fiona no gelo, encontramos a antiga estrada da mina de enxofre e que pôde nos levar até os 4.800m pela face noroeste do Cerro Toco.

Chegando de volta à Fiona, após caminhada no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Chegando de volta à Fiona, após caminhada no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


A caminhada é fácil, caminhando em um ritmo tranquilo, respeitando a altitude e a falta de oxigênio, fomos subindo. O primeiro trecho um pouco mais íngreme, sem uma trilha formada buscamos o melhor caminho no solo vulcânico, entre rochas e a neve. O Cerro Toco possui 3 picos, o principal já havia ficado muito distante, do outro lado. Daqui ainda conseguíamos ver um deles, sem trilha e com uma inclinação muito acentuada.

Um dos três cumes do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Um dos três cumes do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


Eu ainda tinha esperanças, mas Cristóval e Rodrigo logo adaptaram suas expectativas e trataram de me colocar à par. Gastamos uma hora a mais procurando a estrada e estávamos com uma ascensão muito maior do que a planejada, dos 4.800 aos 5.600m, por isso agora a nossa escalada ao topo do Cerro Toco passou a ser um trekking acima dos 5.000m e vamos ver até aonde conseguimos chegar.

Caminhando com o Cristobal na magnífica região do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Caminhando com o Cristobal na magnífica região do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


Partimos dos 4.800m e em duas horas fomos até as minas de enxofre abandonadas, aos 5.300m. Andamos muito mais e ainda assim não chegamos ao cume. Não vou dizer que não foi frustrante, mas temos que jogar com o que temos. Valeu muito a experiência para ver como eu me sairia acima dos 5.000m.

Aos 5.300 metros, ao lado das antigas minas de Enxofre no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Aos 5.300 metros, ao lado das antigas minas de Enxofre no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


No meu balanço final eu acho que me saí bem. Fisicamente me senti muito disposta e tranquila. A única coisa que me pega é o lado psicológico. Infelizmente confirmei que não posso ter o Rodrigo como meu dupla em situações como esta. Depois de centenas de caminhadas e montanhas a diferença de ritmo se mostra sempre um problema. Eu peço para que me acompanhe pacientemente, mas ele segue no seu ritmo me deixando para trás. Imagino que não deve ser fácil para ele ter que diminuir o ritmo... afinal, isso também cansa. Enfim, para mim uma equipe deve caminhar sempre unida. Aí é que vem o meu psicológico: se algo acontece comigo lá atrás, será que ele poderá me ajudar? Segundo ele sim... em dois minutos volta correndo e me ajuda... mas será que ele vai ver? Tudo passa pela minha cabeça... que eu deveria estar lá com ele, que estou lenta demais, etc, é uma certa sensação de impotência. Enfim, eu preciso trabalhar isso e nós precisamos acertar os tempos e a comunicação. Acho que, se pelo menos ele me avisar que vai acelerar, eu ficarei mais tranquila, sabendo o que vem pela frente.

Muita neve no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Muita neve no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


O Rodrigo, depois do meu breve chilique, ainda se colocou positivo sobre a minha performance, dizendo que agora acha que eu tenho 65% de chances de conseguir subir o Aconcágua, imagina. Esclarecendo: eu tenho vontade de subir o Aconcágua, assim como tenho vontade de ir à lua. Ter vontade não significa ter isso como um objetivo, gosto de trekkings pelo prazer da caminhada, da natureza, não para ficar sofrendo com o frio de - 10 ou 15°C durante 15 dias pelo prazer de chegar ao cume.

Caminhando com o Cristobal na magnífica região do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Caminhando com o Cristobal na magnífica região do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


Enfim, o Cerro Toco foi apenas a primeira das montanhas acima dos 5.000m e ainda ficou entalada na garganta, por não termos chegado ao topo. A neve, o frio congelante e o vento cortante deram outra dinâmica à caminhada. A linda paisagem do Atacama, vermelho e seco, contrastando com os Andes gelados, Licancabur, Jurique e a Lagoa Verde (já no lado boliviano), fazem tudo valer muito à pena.

Chile, San Pedro de Atacama,

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Explorando Seattle

Estados Unidos, Washington State, Seattle

Arte no Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Arte no Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Fundada em 1851, ao redor da indústria da madeira, Seattle, era apenas uma pequena vila da costa noroeste dos EUA. No final do século XIX ela passava por uma profunda crise, quando em 1897 um jornal bradou em letras garrafais: “Ouro! Ouro! Ouro!”, era a Klondike Gold Rush que se iniciava rumo ao Alasca. A cidade de Seattle foi marketeada como “o melhor, o único” porto de saída para as terras geladas e a partir daí experimentou uma explosão econômica.

Capa de jornal com a histórica manchete da descoberta de ouro no Yukon (Museu da Klondike Gold Rush, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos)

Capa de jornal com a histórica manchete da descoberta de ouro no Yukon (Museu da Klondike Gold Rush, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos)


Toda a infraestrutura necessária para transportar, alimentar, vestir e suprir os milhares de homens que seguiriam rumo ao Alasca foi produzida e comercializada aqui em Seattle. Homens e mulheres viveram intensamente a febre do ouro e floresceram as indústrias de construção naval, enlatados, equipamentos e todo o suprimento obrigatório para um ano de sobrevivência nos campos de garimpo do Ártico. A lista era imensa, como você pode ver na na foto abaixo.

Mantimentos obrigatórios para quem quisesse entrar no Canadá durante a corrida do ouro (Museu da Klondike Gold Rush, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos)

Mantimentos obrigatórios para quem quisesse entrar no Canadá durante a corrida do ouro (Museu da Klondike Gold Rush, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos)


A cidade soube se aproveitar da corrida do ouro! (Museu da Klondike Gold Rush, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos)

A cidade soube se aproveitar da corrida do ouro! (Museu da Klondike Gold Rush, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos)


Uma oportunidade que, somada a uma grande ação de marketing, salvou a economia da jovem cidade, tornando-a já em 1910, uma das 25 maiores cidades dos Estados Unidos. A cena musical começou a se desenvolver e astros como o Ray Charles e Quincy Jones apareceram em suas dúzias de Jazz Clubs, colocando Seattle no cenário cultural americano.

Artista de rua no centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Artista de rua no centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


A cidade ainda enfrentaria novas crises econômicas, como a Grande Depressão em 1929, mas novamente se reergueria, aproveitando oportunidades e crescendo junto com seus filhos e cidadãos empreendedores. Ela foi escolhida como sede para uma nova indústria que surgia, a indústria de aviação, com a então novata Boeing. A produção cultural também continuou e nomes como Jimi Hendrix, Nirvana, Pearl Jam e outras tantas bandas de indie rock também surgiram nas ruas e bares de Seattle.

caminhando em bela alamenda na Pionner Square, no centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

caminhando em bela alamenda na Pionner Square, no centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Músico se apresenta na entrada do Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Músico se apresenta na entrada do Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Hoje a grande cidade portuária, é o maior porto de saída para a Ásia e um dos maiores centros de tecnologia do mundo, sediando empresas como a Microsoft, Amazon.com, RealNetworks, a própria Boeing e tantas outras nas áreas de telefonia móvel e biomedicina.

A Space Needle se destaca na skyline de Seattle, estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos

A Space Needle se destaca na skyline de Seattle, estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos


A metrópole está rodeada por água, a oeste o Puget Sound, parte do Oceano Pacífico, a leste pelo Lake Washington. Portanto não houve melhor forma de entrar na cidade do que a bordo de um ferry boat. Cruzamos do porto de Bainbridge Island, na Olympic Península, e chegamos direto no centro de Seattle, vendo o contorno dos seus prédios e acompanhando, pouco a pouco a cidade crescer diante dos nossos olhos. O porto ao sul, downtown com a sua mais nova e romântica roda-gigante no centro, em frente ao famoso Aquário da cidade, e ao norte a inconfundível Space Needle.

A roda gigante e a Space Needle, em Seattle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos

A roda gigante e a Space Needle, em Seattle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos


Foi por ela mesmo que começamos as nossas explorações. A Space Needle, uma torre de observação de 184m de altura, foi construída em 1962 para a Seattle World´s Fair. A grande feira de tecnologia foi realizada em meio à Guerra Fria e à Corrida Espacial, principais temas mundiais da época.

Space Needle, inspiração para a casa da família Jetson! (em Seattle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos)

Space Needle, inspiração para a casa da família Jetson! (em Seattle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos)


Chegando à Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos

Chegando à Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos


Ela está localizada no Seattle Center, como é conhecida toda a área construída com temática futurista para a exposição de ciências e novas tecnologias. A visita mais simples custa em torno de 24 dólares por pessoa, mas uma vez lá em cima, você pode ficar quanto tempo quiser. A nossa dica é visitar a torre no final da tarde, ainda com luz e esperar o sol se pôr tomando um vinhozinho no bar, enquanto assiste as luzes da cidade se acenderem. Além de uma vista maravilhosa, você tem o espetáculo completo.

Montanhas nevadas no horizonte de Seattle, vistas do alto da Space Needle (no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos)

Montanhas nevadas no horizonte de Seattle, vistas do alto da Space Needle (no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos)


Fim de tarde em Seattle, visto do alto da Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos

Fim de tarde em Seattle, visto do alto da Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos


Ferry navega durante maravilhoso fim de tarde na baía de Seattle, visto do alto da Space Needle (no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos)

Ferry navega durante maravilhoso fim de tarde na baía de Seattle, visto do alto da Space Needle (no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos)


Seattle iluminada, vista do alto da Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos

Seattle iluminada, vista do alto da Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos


A Pioneer Square é o coração do centro histórico de Seattle. Os totens e esculturas nativas das suas praças principais são lindas, mas a área conhecida como Pioneer Square é curiosa mais por sua arquitetura, prédios antigos e participação histórica na vida da cidade.

Pronta para abraçar um totem na Pinner Square, centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Pronta para abraçar um totem na Pinner Square, centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


De lá parte o Underground Tour, famoso passeio pelas fundações da cidade, que foi construída sobre a antiga Seattle destruída em um incêndio em 1889. Nós não fizemos, pois além da preguiça de entrar em um grupo para um tour guiado, preferimos ver mais da história (que contei acima) lá no Klondike Gold Rush Museum, National Historical Park Site com entrada gratuita.

Pionner Square, centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Pionner Square, centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Famoso tour pelo antigo centro (hoje, subterrâneo) de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Famoso tour pelo antigo centro (hoje, subterrâneo) de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Atração imperdível em Downtown Seattle é o Pike Place Market. O ano era 1907 e a população se sentia ultrajada pelo preço da cebola, que estava escandalosamente elevado. Um político da cidade teve a grande ideia de ligar os produtores rurais diretamente aos consumidores e em 17 de agosto de 1907 nascia o mercado municipal de Seattle.

Pike Public Market, o famoso mercado de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Pike Public Market, o famoso mercado de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Setor de verduras no Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Setor de verduras no Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Um dos destinos mais visitados do estado de Washington, o Pike Market abriga mais de 200 bancas fixas, 190 artesãos e 100 produtores rurais que alugam os espaços por dia, além de 240 músicos e artistas. Uma explosão de cores, cheiros, arte e sabores em um dos mercados mais autênticos dos Estados Unidos. A mistura de imigrantes e americanos alternativos faz o Pike Market um lugar mais real, talvez por isso seja conhecido como “A alma de Seattle”.

Entrada do Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Entrada do Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Venda de flores no Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Venda de flores no Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Atravessando a rua, está o também imperdível SAM – Seattle Art Museum – aberto em 1933, reúne obras étnicas maravilhosas, com peças de tribos nativas da costa pacífica, Austrália e outros cantos do mundo.

Arte indígena no Museu de Artes de Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Arte indígena no Museu de Artes de Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


A exposição “Elles: SAM Singular Works by Seminal Women Artits” reúne obras de mais de 30 artistas modernas e contemporâneas do SAM. A mostra foi inspirada na exposição “Women take Over. Elles: Women artists from the Centre Pompidou, Paris.”, que também está no SAM até 13 de Janeiro de 2013.

Arte no Museu de Artes de Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Arte no Museu de Artes de Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Todas as primeiras quintas-feiras do mês lançam novas exibições. Neste dia e nos primeiros sábados do mês o SAM abre a coleção permanente do museu ao público, gratuitamente.

Visita ao Museu de Artes de Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Visita ao Museu de Artes de Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


O famoso teatro da parede de chicletes, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

O famoso teatro da parede de chicletes, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Nos nossos 3 dias por Seattle conhecemos ainda a loja da REI, por que não somos de ferro. Compramos alguns equipamentos que estavam meio defasados no nosso inventário de viagem. Eu fiquei quase louca na loja, se eu tenho um ponto fraco são lojas de equipamentos outdoor, quero comprar tudo! Rsrsrs! Mas até que me controlei bem e além da nossa nova barraca e super fogareiro, acabei levando apenas um par de luvas mais quentinhas para o inverno que se aproxima.

REI, quase uma instituição em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

REI, quase uma instituição em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Fomos ainda ao Golden Park, no norte da cidade. Um parque à beira da baía, com uma linda praia que lota durante o verão, vistas maravilhosas para as montanhas do Olympic National Park e rodeadas de árvores douradas, principalmente nesta época do ano. Pena que o tempo estava chuvoso, mas este é o clima de Seattle. A noiva que casava no prédio principal do parque parecia nada se importar, correndo alegre com o vestido na mão enquanto se esquivava das poças d´água. Fomos até lá a convite do casal de viajantes David, Corinne e sua filha Talia, um encontro delicioso que contarei no próximo post: um passeio gastronômico por alguns dos melhores restaurantes de Seattle.

A roda gigante na orla de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

A roda gigante na orla de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Washington State, Seattle, Space Needle, Pike Market Place, Klondike Museum, Seattle Art Museum

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PETAR, Iporanga, SP.

Brasil, São Paulo, Petar

Fiona enfrenta sua primeira estrada de terra

Fiona enfrenta sua primeira estrada de terra


Parque Estadual do Alto Ribeira. A primeira vez que ouvi falar sobre o PETAR foi na revista Capricho, acreditem se quiser! Primeiro porque, sim, eu lia Capricho, coisas de adolescentes. Segundo porque, sim, a Capricho tinha uns conteúdos interessantes, como por exemplo ½ página apresentando o PETAR às suas leitoras. Eu e a Paulinha vimos e adoramos! Escoteiras “natas” e dedicadas resolvemos organizar o acampamento com nossos pais e irmãos em um feriado, acho que foi Páscoa. Só tínhamos 13 anos, de lá para cá muita coisa mudou no Parque, para variar o mesmo que eu já venho falando dos outros parques que visitamos. O PETAR está muito mais burocrático, regulamentado pelo Ibama e outros órgãos estaduais.

Casa na estrada de terra

Casa na estrada de terra


Chegamos aqui perto das 16h, quando já não se pode entrar em nenhuma caverna. Antes podíamos agendar com o guia local às onze da noite que ninguém iria se incomodar. Mas como sempre, existem os turistas malucos, descuidados com a natureza e consigo mesmo, que fazem com que as regulamentações sejam feitas pensando neles e não em quem é responsável e respeita a natureza. Enfim, faz parte da evolução do ecoturismo ou turismo de aventura, temos que nos acostumar. Nos alojamos na Pousada da Serrinha e já fechamos com os guias locais a agenda para os próximos dois dias:

- Sexta-feira - 21/05: Caverna do Santana, Água-Suja e Lambari. Bóia-cross no final da tarde.
- Sábado – Caverna Temimina, no Núcleo Cabloco. Linda, o Ro ainda não conhece, adoro levar o Rodrigo conhecer coisas novas!

Merecida cerveja após a viagem de 3 horas entre Curitiba e Iporanga, onde está o Petar

Merecida cerveja após a viagem de 3 horas entre Curitiba e Iporanga, onde está o Petar


Assuntamos com o pessoal da pastelaria, vimos a Romaria da Nossa Senhora de Fátima que está viajando o Brasil inteiro passar pelo Bairro da Serra, aqui em Iporanga e agora vamos jantar para ficarmos bem fortes e alimentados. Amanhã o dia promete!

Obs.: A força estranha está se dissipando, mas hoje ainda agiu. Saímos de casa rumo à BR-116 e ali no Cabral me dei conta que havia esquecido o celular em casa! Socoooorro! O Ro queria me matar. Pelo menos ele aproveitou para dar um alô para o Carneiro e conferir o andamento do site.

Fiona pronta para partir

Fiona pronta para partir

Brasil, São Paulo, Petar, Parque

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El Tucuche

Suriname, Paramaribo, Trinidad e Tobago, El Tucuche

Mar do Caribe visto da trilha para o El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Mar do Caribe visto da trilha para o El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Recarregamos as energias para o programa de hoje, pois já estava decidido: chova ou faça sol iremos subir o El Tucuche. Segunda montanha mais alta da ilha, o El Tucuche está localizado no vilarejo de El Luengo, ao norte de Trinidad. É o preferido pelos aventureiros que visitam o país, já que El Cerro del Aripo, a montanha mais alta, não possui uma vista muito privilegiada no cume devido às árvores. A indicação do pessoal da pousada foi que contratássemos um guia, pois a trilha é de difícil acesso e não é sinalizada.

Pequena plantação no sopé do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Pequena plantação no sopé do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Existem três rotas de acesso ao pico. A primeira que foi aberta pelos índios arawaks é a mais difícil, mas também muito mais rápida, uma subida íngreme leva ao pico em apenas 2 horas. A segunda é mediana, menos íngreme e alcança o topo em 3h. A terceira trilha é a mais longa, durando cerca de 4h a 4h30 de caminhada praticamente plana. Esta era utilizada pelos índios da tribo carib, nômades que dominaram as ilhas caribenhas, inclusive emprestando seu nome a esta região.

Floresta ao redor do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Floresta ao redor do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Nós escolhemos a terceira opção, não por ser mais fácil, pois 8 horas de caminhada também não é para qualquer um, mas principalmente por ser a que tem melhores vistas do vale, além de algumas fontes de água mineral no caminho. A caminhada é super agradável, à sombra da floresta úmida tropical, ouvindo as diversas espécies de pássaros e cruzando com os curiosos caranguejos da montanha.

Descendo o El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Descendo o El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Segundo Emile, nosso guia, El Tucuche é o nome dados pelos arawaks ao menor beija-flor do mundo, conhecido como bee humming bird (beija-flor abelha). A montanha era repleta destes sensíveis pássaros, hoje só encontrados em ilhas como Jamaica e Cuba. El Tucuche era um lugar sagrado para a tribo arawak, pois quanto mais alta a montanha e mais difícil de alcançar, mais especial se tornava.

Floôr ao longo da trilha do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Floôr ao longo da trilha do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


No caminho encontramos três pequenos cachorrinhos, um mais lindinho que o outro. Eles começaram a nos seguir e foi difícil impedi-los. Após várias tentativas, pois sabíamos que não agüentariam a trilha toda, acabamos deixando eles se responsabilizarem por seus atos. Eis que no caminho encontramos um grupo de funcionários do governo fazendo a limpeza da trilha e eles estavam acompanhados de um cachorro. Assuntamos e logo tivemos a boa notícia, os pequenininhos estavam mesmo atrás de sua mãe, a cachorra que estava com eles! Ufa, que alívio.

Um dos enormes troncos na trilha do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Um dos enormes troncos na trilha do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


O pessoal estava fazendo um ótimo trabalho, pois deste ponto em diante a trilha complicou, o que antes mais parecia uma avenida na floresta, virou uma trilha fechada, com várias árvores caídas e alguns trechos praticamente interditados. Mas, sabe como é, com jeitinho sempre passa! Quase 4 horas de caminhada depois, lá estávamos nós no topo do El Tucuche! 936m de altura, com uma vista maravilhosa, de onde se pode avistar a Venezuela e Tobago, desde que o cume não esteja encoberto.

No pico do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

No pico do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


É... hoje não foi o nosso dia de sorte... O dia esteve aberto o tempo todo, mas aqui em cima a neblina tomou conta e infelizmente ficamos sem a tão esperada vista. Fizemos um almoço delicioso de pão com queijo, castanhas, maçã e chocolate de sobremesa e aceleramos o passo na descida. Foi colocarmos a mochila que começou a chover. Eu to começando a concordar com o Rodrigo que São Pedro está de sacanagem conosco. Pô, agora é o período seco em Trinidad, isso não é normal. O que não tem remédio... enfim, descemos com chuva mesmo, muito mais lama e muito mais escorregadio, mas como sempre a volta parece mais rápida do que a ida e logo estávamos no ponto de partida. Emile é sensacional, super atencioso e divertido, além de enriquecer muito a caminhada, trazendo algumas informações sobre a região, a cultura do país e todo o tipo de curiosidade que tínhamos.

Com o Emile, nosso guia para chegar ao El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Com o Emile, nosso guia para chegar ao El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Gostamos tanto que acabamos marcando mais uma trilha com ele para amanhã, ficamos entre a famosa Paria Falls ou o Rio Seco, outra cachoeira bacana do outro lado da Ilha. Depois de analisados todos os prós e contras e principalmente o tempo de trilha acabamos decidindo pelo Rio Seco, já que as 15h temos que estar no porto para pegar o ferry para Tobago. Estou com a sensação que hoje terei uma looonga noite de sono.

Paisagem ao redor do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Paisagem ao redor do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

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Casco Viejo

Panamá, Cidade do Panamá

Ruínas de antiga igreja no Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país

Ruínas de antiga igreja no Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país


Dia de explorar o centro histórico da Cidade do Panamá, a cidade colonial construída pelos espanhóis três anos após a destruição total da primeira vila fundada pelos espanhóis em 1519. O primeiro vilarejo, conhecido hoje como Panamá Viejo, foi destruído pelo pirata Sir Henry Morgan em 1671. A visita às suas ruínas ficou no nosso roteiro para a volta.

Catedral no Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país

Catedral no Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país


Casco Viejo, um dia um bairro esquecido pela população e pelo governo, começou a ser revitalizado quando notaram o seu potencial turístico. Também conhecida como San Felipe ou Casco Antiguo possui diversos hostals e restaurantes para diferentes gostos e bolsos.

Roupas dependuradas nas sacadas para secar, cena típica do Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país

Roupas dependuradas nas sacadas para secar, cena típica do Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país


Encontramos nossos amigos Ben, Alex, Andy, Marc e Johan no Luna´s Castle, hostal mais famoso dentre os mochileiros e almoçamos no famoso Café Coca Cola. Comida típica panamenha, belos pratos de arroz, feijão, batata frita e a carne da sua preferência por menos de 5 dólares. Agora sim, nossa despedida dos amigos aussies, já que eles seguem viagem para a praia de Santa Catalina.

Com o Johan, Marc, Alex, Andy e Ben (os companheiros de veleiro) no Casco Viejo da Cidade do Panamá

Com o Johan, Marc, Alex, Andy e Ben (os companheiros de veleiro) no Casco Viejo da Cidade do Panamá


Andy seguiu conosco no tour pelo Casco Viejo, Plaza de La Independencia, Iglesia San José e San Francisco. Feriado da Independência do Panamá, quase todo o comercio estava fechado e as ruas estavam tranquilas para uma caminhada despretensiosa.

Com o alemão Andy em frente à catedral do Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país

Com o alemão Andy em frente à catedral do Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país


A Plaza de Francia possui uma linda vista para a baía e o skyline da moderna área do El Cangrejo , o centro financeiro e comercial, desenhado por modernos edifícios na parte moderna da metrópole. Turistas, hippies e kunas interagiam na venda de artesanatos, enquanto um cantante panamenho animava a tarde no Paseo Las Bovedas.

O centro financeiro visto do Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país

O centro financeiro visto do Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país


Artesanato Kuna vendido no Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país

Artesanato Kuna vendido no Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país


O passeio terminou com uma chuva refrescante e uma breve despedida do Andreas, que termina sua volta ao mundo passando o réveillon em Nova Iorque!

Pose para fotos no Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país

Pose para fotos no Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país


- Táxi! Vamos para Marina La Playita!

Panamá, Cidade do Panamá, Casco Viejo, Panamá City, Casco Antiguo, Ciudad de Panamá

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Dia Gelado

Brasil, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes

Ovelhas aproveitam o dia de sol em São José dos Ausentes - RS

Ovelhas aproveitam o dia de sol em São José dos Ausentes - RS


Chega finalmente a massa de ar polar tão esperada! O dia amanheceu tão frio, tão frio, que eu não conseguia sair da cama! Tomei o café da manhã e voltei para debaixo das cobertas, aproveitando para trabalhar bastante até a hora do almoço. Aí, sol a pino, céu azul, tive que tomar coragem. O nosso almoço de despedida foi mais um maravilhoso churrasco à moda gaúcha e comida tropeira da melhor qualidade.

Pinhão, nosso aperitivo todos os dias no hotel em São José dos Ausentes - RS

Pinhão, nosso aperitivo todos os dias no hotel em São José dos Ausentes - RS


O Seu Domingos e seus filhos Anápio, Francisco e Henrique cuidaram de nós muito bem, estamos saindo daqui bem rechonchudinhos, sinal de saúde nos tempos antigos. A intensa convivência com as tradições desta terra fria, pinhão, chimarrão, boa comida e música gaúcha foi deliciosa, só faltou um passeio a cavalo.

Com o Seu Domingos, gaúcho da gema, em São José dos Ausentes - RS

Com o Seu Domingos, gaúcho da gema, em São José dos Ausentes - RS


Hoje pegamos estrada em direção a Cambará do Sul. Fomos pelo caminho mais curto, estrada de terra que cruza as serras, quase sem placa alguma, tivemos que confiar no GPS. Paisagens de campos, fazendas e araucárias com aquele céu de brigadeiro! Mas amigos no norte e nordeste, não se enganem, esse céu azul é sinônimo de frio e geada! A frente fria que entrou promete temperaturas abaixo de zero para esta noite.

Dia de sol e muito frio na região de São José dos Ausentes - RS

Dia de sol e muito frio na região de São José dos Ausentes - RS

Brasil, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes, Cânion Monte Negro

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3º Dia - Sobrevoando o Salto Angel

Venezuela, Canaima

As muitas cachoeiras do Auyán Tepui, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

As muitas cachoeiras do Auyán Tepui, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Aos que gostam de aventura, mas não tem tempo ou o espírito aventureiro suficiente para enfrentar horas em um barco, chuvas e trilhas até o mirante do Salto Angel, há uma outra forma mais fácil de ver esse gigante: voando!

Avião para sobrevoar o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela

Avião para sobrevoar o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela


No nosso terceiro dia no Parque Nacional Canaima retornamos do acampamento aos pés do Salto Angel e aproveitamos para conferir também essa opção.

Voando no banco da frente do avião sobre o Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Voando no banco da frente do avião sobre o Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela



3º Dia – O Retorno e o Sobrevôo



Depois de uma noite com chuvas fortes e intermináveis, acordamos com o rio um metro acima do nível que conhecíamos. Com sorte, e o cuidado dos nossos barqueiros, nossa canoa não se desprendeu durante a noite. Antes mesmo do café ser servido caminhamos ao acampamento vizinho que tem uma vista panorâmica do salto e de lá temos a visão do Salto Angel transformado.

Acordando em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Acordando em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Galões e mais galões, litros e mais litros de água foram adicionados à maior cachoeira do mundo e eu, em um dejavu, reencontrava o salto que vimos 6 anos atrás. Também como naquela manhã, uma nuvem de vapor cobria a sua base e fechava qualquer visão do mirante para o salto, sábia decisão ter caminhado até lá ontem à tarde! Chegava a dar pena dos turistas que cruzavam o rio para fazer a trilha agora cedo.

Com nosso grupo na Isla Ratón, em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Com nosso grupo na Isla Ratón, em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Voltamos pelo mesmo caminho, mas descendo o rio as 4 horas viram 2 horas e meia e chegamos à vila de Canaima a tempo de inventar mais uma moda! Angela havia decidido presentear sua mãe, Susan, com um sobrevoo do Salto Angel. O avião de 4 lugares tinha, portanto, 2 lugares sobrando, cada um pela bagatela de 35 dólares! O Rodrigo dispensou, preferiu dar um último mergulho na Lagoa Canaima, mas eu e nosso companheiro de excursão, o venezuelano Diógenes embarcamos nessa oportunidade e aproveitamos cada minuto! Na divisão de pesos do avião fiquei ao lado do piloto e com vista panorâmica de todo o vale pude ver o caminho que percorremos de barco e algumas das vistas aéreas mais incríveis da minha vida!

No avião, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela

No avião, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela


Voamos sempre ao lado do Auyantepui, que depois de uma noite chuvosa, ganhou ares babilônicos com incontáveis cachoeiras caindo em suas encostas rochosas! Demos duas voltas para ver o Salto Angel, parcialmente encoberto pelas nuvens.

Sobrevoando o Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Sobrevoando o Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Ao contar para o piloto que comemorávamos ali os 70 anos de Susan ele não titubeou em alongar o passeio e nos levou quase ao fundo do vale, para ver as Cascatas conhecidas como La Ventana, uma sequência de cachoeiras que apenas se formam após grandes chuvas e caem mais de 500m de altura, formando uma imensa cortina branca! Maravilhoso!

Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


De volta à terra firme, estamos finalmente prontos para partir. Almoço de despedida com todo o grupo e logo temos que dizer um até logo aos nossos novos amigos Jason, Angela, Bode e Susan. Esperamos revê-los na estrada em breve!

Chegando de volta à vila de Canaima, após sobrevoo do Salto Angel, no sul da Venezuela

Chegando de volta à vila de Canaima, após sobrevoo do Salto Angel, no sul da Venezuela


Mesmo cansados não conseguimos pregar os olhos no vôo de volta, nos deliciando com as chuvas vistas lá do alto e as paisagens espelhadas da represa e do Rio Orinoco às margens de Ciudad Bolivar.

Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela

Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela


Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela

Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela


Sobrevoando chuvas, verdadeiras cachoeiras celestes, na volta de Canaima para Ciudad Bolívar, na Venezuela

Sobrevoando chuvas, verdadeiras cachoeiras celestes, na volta de Canaima para Ciudad Bolívar, na Venezuela


Na nossa corrida contra o tempo para chegar à Boa Vista, reencontramos a Fiona sã e salva no estacionamento do aeroporto e colocamos o pé na estrada, dirigindo longas 5 horas entre Ciudad Bolivar, Ciudad Guayana até a pequena Callao. Lá vamos nós, rumo à Gran Sabana!

Confira a série completa de posts!
Aauyantepui e o Salto Angel
1º Dia - Chegando ao Parque Nacional Canaima
2º Dia - De Canaima ao Salto Angel

A Ana fantasiada de índia pemón, na volta do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

A Ana fantasiada de índia pemón, na volta do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

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