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Vieux Montreal

Canadá, Montreal

Uma das marcas da cidade, a abóboda da Feira Internacional de 67, em Montreal, no Canadá

Uma das marcas da cidade, a abóboda da Feira Internacional de 67, em Montreal, no Canadá


Montreal é a segunda maior cidade do Canadá e a maior da Província de Quebéc, o estado mais francês do Canadá. Digo “mais”, pois por todo país existem cidades francófonas, mas é em Quebéc que a identidade franco-canadense floresceu e se manteve desde os tempos da colônia. Os ingleses bem que tentaram impor sua língua, costumes e religião após o Tratado de Paris de 1763, mas não conseguiram.

O charme da cidade antiga no centro de Montreal, no Canadá

O charme da cidade antiga no centro de Montreal, no Canadá


Se eles não podiam impor uma nova cultura, então decidiram sancionar a liberdade de idioma e religião, além da manutenção do seu código civil, através do Quebec Act, em 1774. Este ato foi o principal responsável pela sobrevivência da língua francesa e do catolicismo no novo país inglês presbiteriano. A única língua oficial em todo o estado de Quebec é o francês, mas algumas das principais placas e regiões turísticas o inglês também pode ajudar.

O centenário Bank of Montreal, na Place d'armes, em Montreal, no Canadá

O centenário Bank of Montreal, na Place d'armes, em Montreal, no Canadá


Fundada em 1642 em uma ilha no Rio St Lawrence, Montreal recebeu o seu nome em referência ao Mont-Royal, onde encontramos uma das melhores vistas da cidade. Plana e organizada, uma boa forma de explorar a cidade é de bicicleta ou a pé e utilizando o metro entre as vizinhanças mais distantes. Nosso roteiro de três dias incluiu o centro antigo, Quartier Latin, The Village, o obrigatório Mont-Royal e ainda uma passadinha pelo Estádio Olímpico de 1976.

Basílica de Notre-Dame, na Place d'Armes, em Montreal, no Canadá

Basílica de Notre-Dame, na Place d'Armes, em Montreal, no Canadá


A nossa primeira tarde no Canadá começou em Vieux-Montreal (Old Montreal ou Montreal Antiga). O melhor lugar para iniciar as explorações é a Place d´Armes, antigo centro econômico e religioso, tem nos seus arredores o prédio do Banco de Montreal, com um pequeno museu da moeda e a imponente Basílica de Notre-Dame. A basílica construída entre 1824 e 1829 em estilo neogótico é (quase) um exagero de cores e adornos e folheados a ouro. Lotada de turistas, a igreja ficou famosa por ter sido escolhida pela cantora Celine Dion para o seu casamento. Se você quer um cantinho um pouco mais discreto para fazer as suas preces ou apenas contemplar e respirar, siga até os fundos da igreja até a moderna Capela de Sacré-Coeur. O imenso altar feito em uma única peça de bronze é lindo e melhor compreendido quando sabemos que a antiga capela de madeira foi totalmente destruída pelo fogo.

O esplendoroso interior da Basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá

O esplendoroso interior da Basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá


O fabuloso altar da Basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá

O fabuloso altar da Basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá


Você pode visitar diversas igrejas e museus, mas no verão apenas caminhar pelas ruas da antiga Montreal já basta como programa turístico. Galerias de arte, restaurantes, bares e uma aura alegre e festiva parecem tomar conta dos montréalaises quando o calor chega. Também pudera! Eles chegam a enfrentar temperaturas entre -10 e -40°C no inverno!

Caminhando pelas charmosas ruas centrais de Montreal, no Canadá

Caminhando pelas charmosas ruas centrais de Montreal, no Canadá


Chegamos à Praça Jacques Cartier, onde restaurantes bem turísticos ficam lotados e artistas de rua animavam a tarde ensolarada. Pelo clima e pela fome acabamos comendo em um destes restaurantes mesmo. Mesmo não sendo nada especial na qualidade e muito menos no preço, eles têm a melhor vista para a praça, para o Hôtel de Ville e o todo o agito, além de uma televisão ligada com as provas de natação nas Olimpíadas de Londres.

Hotel de Ville, em Montreal, no Canadá

Hotel de Ville, em Montreal, no Canadá


Descansando e namorando em parque em frente ao Mercado Central de Montreal, no Canadá

Descansando e namorando em parque em frente ao Mercado Central de Montreal, no Canadá


Caminhamos pelo passeio do porto antigo em frente ao St Lauwrence River, passamos pela Torre do Relógio e o Parc du Bassin-Bonsécours com belas vistas para o rio e a Île Ste Hélène. Se você não estiver cansado, fica a dica de um jantar ou noite mais agitada nos bares da Rue St Paul, seja no Irish Pub ou nos bares mais autênticos quebecoises. Nós, depois de tanta estrada, acabamos entregando os pontos e nos rendemos à uma boa noite de sono.

Artista de rua tenta faturar seu ganha-pão em Montreal, no Canadá

Artista de rua tenta faturar seu ganha-pão em Montreal, no Canadá

Canadá, Montreal, cidade histórica, Old Montreal, Quebec, América Francesa

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2 dias em San Antonio

Estados Unidos, Texas, San Antonio

O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


San Antonio é uma cidade de origem espanhola que foi fundada em 1691 por um grupo de exploradores. Eles vinham reforçar a presença da Coroa Espanhola no Texas perante a vizinha francesa Louisiana. Viviam ali os indígenas Payaya, que logo entraram no esquema da época, sendo catequizados pelos padres franciscanos, que às margens do rio fundaram uma missão e a nomearam San Antonio em homenagem ao santo do dia. San Antonio cresceu e se tornou o maior povoado da capital espanhola e mais tarde do território mexicano, a Província de Tejas.

Praça central de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Praça central de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Álamo, antiga Missão San Antonio - no início do século XIX a missão foi transformada em um forte militar e passou a chamar-se Álamo, tornando-se uma prisão durante a Guerra de Independência Mexicana e mais tarde abrigou o primeiro hospital da cidade.

Chegando ao Alamo, em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Chegando ao Alamo, em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Mais tarde, já em meados do século XIX, que os ânimos se aqueceram e o Texas se proclamou independente do México. O General Santa Ana liderando um exército mexicano invadiu o Texas e sob fogo pesado, derrotou os texanos que se reuniam no forte do Álamo. Esta batalha é relembrada até os dias de hoje, pois os bravos soldados texanos lutaram até a morte, sem desistir de seu ideal, mais tarde logrado, independência do território mexicano.

O Alamo, local da mais famosa batalha para a independênica do Texas, em San Antonio, no sul do estado, nos Estados Unidos

O Alamo, local da mais famosa batalha para a independênica do Texas, em San Antonio, no sul do estado, nos Estados Unidos


Hoje o Álamo foi restaurado e se tornou um museu que conta em detalhes da sua história e batalhas que ocorreram ali, relembrando a vida e a história daqueles que viveram por se protegerem dentro de seus muros, e daqueles que morreram defendendo o ideal americano.

O pátio interno do Alamo, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

O pátio interno do Alamo, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


A poucas quadras dali encontramos o San Antonio Riverwalk, um passeio de pedestres construído ao longo de 4 quilômetros do Rio San Antonio no centro histórico da cidade. O rio era um problema para a cidade, que já havia passado por diversas enchentes relâmpagos e inclusive perdido 50 vidas em uma catástrofe em setembro de 1921. Depois disso vários planos para controle de enchentes e canalização do rio aconteceram, mas não sem o protesto dos conservacionistas da época que salvaram o rio de ser canalizado, sepultado e apartado da vida da comunidade.

A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Foi apenas em 1938 que um projeto audacioso surgiu, o projeto de embelezamento do Rio San Antonio, que além de sistemas para o controle de enchentes propunha o Passeio del Rio um nível abaixo do nível da rua. Foram anos para que os planos passassem a ações e só em 1946 o projeto arquitetônico e comercial começaria a ganhar força e o apoio da população. Neste ano foi aberto o primeiro dos restaurantes do passeio, o Casa Rio, seguido mais tarde pelo hotel Hilton e em 1981 pelo Hyatt.

Turistas passeiam de barco pelo River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Turistas passeiam de barco pelo River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


O charmoso passeio interliga o Álamo ao Rivercenter Mall e continua em forma de “U”, seguindo uma grande curva do rio, passando pela La Villita, centro de artesanatos e arte e outras atrações da cidade e uma infinidade de restaurantes. Tudo é comemorado nos bares e nas calçadas do Riverwalk: aniversários, nascimentos, casamentos (encontramos os noivos apavorando no pub irlandês!) e até os 4 NBA´s que ganharam o San Antonio Spurs, time de basquete da cidade que desfilou em um barco no rio depois das suas vitórias.

Distrito histórico de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Distrito histórico de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Se você quer ver movimento e o passeio ainda mais vivo e decorado, dois grandes momentos festivos para visitá-lo são durante a Fiesta de San Antonio, na primavera, com barcos floridos flutuantes e durante o mês de dezembro, quando a decoração de luzes de natal o torna ainda mais especial.

Teatro ao ar livre na River Walk, arquibancada de um lado e o palco do outro lado do rio (em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos)

Teatro ao ar livre na River Walk, arquibancada de um lado e o palco do outro lado do rio (em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos)


A cidade ainda conta com uma mão cheia de atrativos, mas o maior deles é justamente se deixar embalar pela graça e pela alegria e vivacidade das ruas de San Antonio e fluir o dia ao lado das águas do Rio San Antonio. Passamos um dia inteiro e duas noites na cidade e seguimos rumo ao sul, seguindo pela rota das missões de San Antonio. Decidimos parar em ao menos uma delas, a Missão San José.

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Dentro de um parque histórico nacional, a Missão San José é conhecida como “A Rainha das Missões”, por ser a maior delas já quase totalmente restaurada. A missão foi construída em 1720 por padres franciscanos que vieram a catequizar os indígenas Coahuiltecanos. A missão funcionava como uma vila, que reunia a comunidade indígena ao redor dos ensinamentos dos hábitos, línguas, costumes e crenças dos seus novos colonizadores.

Visitando a missão franciscana de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Visitando a missão franciscana de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Segundo historiadores os indígenas buscavam a missão como um lugar de refúgio, paz e abundância, pois aqui aprendiam novos ofícios como ferreiros, sapateiros e artesãos, cultivavam os alimentos e aprendiam a relacionar os seus deuses aos novos ensinamentos católicos. Muito deste sincretismo pode ser visto na fachada da igreja, esculpida e trabalhada por artistas indígenas que incluíram elementos do seu dia a dia ao lado dos santos católicos. Estima-se que aqui viveram ao menos 350 indígenas, que passaram a ser donos das terras em 1794. A atividade missionária se acabou oficialmente no ano de 1824 e, abandonada, o espaço se tornou casa para soldados, mendigos e bandidos. Apenas em 1930 e missão foi restaurada e se tornou parte do San Antonio Missions National Historical Park.

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


A visita guiada pela park ranger é bem interessante e dura em torno de 45 minutos, dando detalhes de como seria a vida na missão, sua construção e história. Uma curiosidade, dizem que foi nos moinhos desta missão que teriam nascido as primeiras tortilhas de farinhas da história, unindo o recém-chegado trigo à antiga receita da massa de milho utilizada pelos indígenas.

A 'janela do Rosario', na Mission san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A "janela do Rosario", na Mission san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Guia leva grupo para conhecer a Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Guia leva grupo para conhecer a Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


As missões foram mesmo uma arma poderosa utilizada pelos espanhóis na colonização e no aculturamento dos povos indígenas latino-americanos, desde a argentina, passando pelo Brasil, Paraguai e chegando até aqui, nos Estados Unidos! O lugar é lindo e transmite uma grande paz e serenidade, um dos passeios obrigatórios aqui em San Antonio!

As belas janelas da Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

As belas janelas da Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Outra dica, se você está vindo de Austin para San Antonio, reserve um tempinho para uma parada nos Outlets de San Marcos que estão no caminho. São dois outlets um em frente ao outro, um mais baratex com marcas básicas e outro Premium Outlet só com marcas bacanas. Nos dois você encontra bons preços e uma paradinha por lá não vai fazer mal a ninguém. Rs!
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Nós passamos pela Levis para refazer o estoque de calça jeans antes de sairmos do país, afinal depois de 3 anos elas já estavam bem batidas e carcomidas.

Cartaz explicativo na loja da Levi's, em Outlet da região de Austin, no Texas, nos Estados Unidos

Cartaz explicativo na loja da Levi's, em Outlet da região de Austin, no Texas, nos Estados Unidos


Nossa próxima parada foi a cidade de Laredo, já na fronteira com o México. Chegamos ao fim da nossa rota pelos Estados Unidos, com um aprendizado incrível sobre a sua história, suas belezas naturais e principalmente toda a sua geografia! Foram 9 meses percorrendo a América do Norte, quase 7 deles só nos Estados Unidos, totalmente fora do que havia sido planejado. Eu sempre fui crítica e inclusive tinha certo preconceito em relação aos turistas que se dedicam única e exclusivamente a conhecer os Estados Unidos, principalmente aos que não saem do eixo Miami-Orlando-Nova Iorque de compras e parques da Disney.

River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Hoje tenho uma visão melhor do país e vejo que o potencial turístico dos Estados Unidos é totalmente desperdiçado pela maioria dos brasileiros, que seguem repetindo suas viagens pelas grandes cidades e deixam de conhecer o que o país tem de mais rico e interessante, seus parques nacionais, paisagens únicas e melhor, tudo com muita infraestrutura e informação, fácil para todos os tipos de viajantes, até aos menos aventureiros. Hoje, depois de passar por 41 dos 50 estados americanos, digo com a boca cheia que conheço os Estados Unidos e de peito aberto, que me tornei fã desta terra, seus desertos e montanhas, florestas e cidades. Espero que a nossa viagem e os nossos posts os encoraje a viajar mais e conhecer melhor este imenso e diverso país.Valeu Tio Sam, I´ll be back!

Estados Unidos, Texas, San Antonio, Missões, Alamo, Missão, Riverwalk

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O Acre existe

Brasil, Acre, Rio Branco

Monumento representando a bandeira do estado, em Rio Branco, no Acre

Monumento representando a bandeira do estado, em Rio Branco, no Acre


Antigo território boliviano, o Acre foi conquistado para o Brasil pela luta dos seringueiros brasileiros que já ocupavam informalmente aquela área. Lá pelos idos de 1902 a Bolívia resolveu retomar as suas terras e assegurar a sua soberania sobre a região, porém não esperava que iria encontrar resistência destes guerreiros seringueiros. A Revolução Acreana chegou a proclamar o Estado Independente do Acre, que posteriormente foi ocupado militarmente pelo Brasil e mais tarde adquirido da Bolívia pelo governo brasileiro por 2 milhões de libras esterlinas e a garantia da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Essa luta liderada pelo gaúcho Plácido de Castro colocou o primeiro Território Federal no mapa brasileiro.

Orgulho do passado histórico! (em Rio Branco, no Acre)

Orgulho do passado histórico! (em Rio Branco, no Acre)


Mas alguém aí se perguntou por que aquele lugar esquecido por todos logo passava a ser o foco das tensões a atenções de ambos países? A resposta é simples, o Ciclo da Borracha. No início do século XX o Acre era uma potência econômica e representava 1/3 do PIB brasileiro!

Museu da Borracha, um dos mais famosos de Rio Branco, no Acre

Museu da Borracha, um dos mais famosos de Rio Branco, no Acre


Aí percebemos que o sangue quente da luta pelos seus direitos, suas terras e seus seringais já vinha de longe! Foi essa cultura e história que forjou o mártir da luta pela preservação das florestas nativas e direitos dos seringueiros, o memorável Chico Mendes.

A ecologia tem muita força no estado (em Rio Branco, no Acre)

A ecologia tem muita força no estado (em Rio Branco, no Acre)


Os 500 km de estrada entre Porto Velho e Rio Branco são relativamente tranquilos. Todo o trecho de Rondônia tem um asfalto praticamente novo e curiosamente faz parte ainda de um dos mais extensos municípios que já vimos. Sim, a área urbana de Porto Velho é pequena, mas o município se estende praticamente até a fronteira com o Acre! Vários distritos distantes da capital estão lutando por uma maior autonomia e até a emancipação, já que obviamente os planos e verbas municipais tardam em chegar até lá. Assim que cruzamos a fronteira do estado o asfalto fica completamente esburacado, deixando a viagem mais lenta e demorada.

Entrando no estado do Acre

Entrando no estado do Acre


Nossa passagem por lá incluiu uma visita à capital Rio Branco e à cidade onde nasceu o mestre Chico Mendes, a cidade de Xapuri. Rio Branco foi fundada em 1882 pelos seringueiros às margens do Rio Acre. Uma capital tranquila e bem organizada, Rio Branco pode ser bem explorada em um dia de caminhadas pelo centro e uma esticada de carro, ônibus ou táxi até o Parque Chico Mendes.

O simpático passeio em frente ao rio, em Rio Branco, no Acre

O simpático passeio em frente ao rio, em Rio Branco, no Acre


Domingo quente e ensolarado nos levou pelas ruas da Cidade-Natureza, passando pelo Palácio Rio Branco e a Praça Eurico Dutra, que oferece cursos e oficinas ambientais no coreto central. O Palácio estava fechado para visitação, mas em dias de semana as exposições sobre a história do estado dos tempos pré-colombianos até os dias de hoje, com artefatos das comunidades indígenas e informações sobre a Revolução Acreana e Chico Mendes.

O Palácio do Governo em Rio Branco, no Acre

O Palácio do Governo em Rio Branco, no Acre


Logo ao lado está a Catedral da cidade e nos arredores a Praça Plácido de Castro e a Praça da Bandeira, onde está localizado o Mercado Velho. O mercado tem lojinhas de artesanato, lanchonetes e alguns bares no casario colonial às margens do Rio Acre, no passeio conhecido como a Gameleira. Ali o povo se reúne para aquela cervejinha de final de tarde com bolinhos e pastéis. Até encontramos ali um grupo de jovens universitários americanos e europeus que está morando em Rio Branco desenvolvendo pesquisas na área ambiental. Muito bacana!

Antigo mercado em Rio Branco, no Acre

Antigo mercado em Rio Branco, no Acre


Venda de vários tipos de cipós em Rio Branco, no Acre

Venda de vários tipos de cipós em Rio Branco, no Acre


Pelas praças, parques e placas comemorativas espalhadas pela cidade logo percebemos o orgulho do povo acreano pela luta em defesa do meio ambiente, legado do seu filho Chico Mendes. “Lá no Brasil”, como dizem aqui, nós não temos tanta preocupação em lembrar dessa história tão recente que forjou a luta pelo Meio Ambiente no país.

Adendo, "Lá no Brasil" são duas horas de diferença aqui do Acre, 2 horas a menos do horário de Brasília, 1 hora a menos que o horário de Porto Velho. "Lá no Brasil" o povo acha que o Acre não existe, afinal "lá no Brasil" o povo nem faz questão de lembrar que o Acre existe. Mas vocês imaginam como e porquê esse povo se sente, além das razões geográficas óbvias, tão distantes de nós? Como você se sentiria?

Visita ao Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre

Visita ao Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre


No nosso caminho à Biblioteca da Floresta conhecemos o centro comercial da cidade, próximo à Estação Central. Na volta tentamos, sem muitas esperanças, o Museu da Borracha que estava fechado para reforma. Um simpático morador viu os dois sulistas andando pela rua e puxou conversa para nos dar dicas do que conhecer na cidade, dentre elas o Parque Chico Mendes.

Uma linda onça no pequeno zoológico no Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre

Uma linda onça no pequeno zoológico no Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre


Lá fomos nós para o programa dominical preferido dos rio-branquenses. O parque estava lotado, uma espécie de zoológico que expõe animais da fauna nativa como onças-pintadas, cobras, porco do mato, antas e pacas entre trilhas ecológicas em um bosque bem bacana. Na entrada está o memorial com informações sobre a vida e a trajetória do ambientalista.

Onça parda no pequeno zoológico do Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre

Onça parda no pequeno zoológico do Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre


Pois é minha gente, o Acre existe e tem muito mais personalidade do que muitos brasileiros por aí. Esse estado que lutou para fazer parte do Brasil e conquistar o seu lugar é também uma terra cheia de belezas e história.

Brasil, Acre, Rio Branco, Capital, Palácio Rio Branco, Gameleira, Mercado Velho

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Halloween com Paul van Dyk

Estados Unidos, Washington State, Seattle

Show do famoso DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Show do famoso DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


O Halloween é um dos feriados preferidos dos norte-americanos, dos poucos momentos no ano em que todos se sentem livres para soltar a imaginação, vestir suas mais loucas fantasias e aproveitar a noite como se fosse a última. A desculpa é tão boa, que na verdade eles antecipam ao máximo as festas e comemorações durante todo o mês de outubro.

Fantasias de Halloween na noite do show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Fantasias de Halloween na noite do show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


É claro que é uma ótima data para o mercado também, que lucra com venda e aluguel de fantasias, ingressos para festas, shows e decorações. As festas vão esquentando quando a data se aproxima, aqui em Seattle o final de semana anterior ao 31 contabilizou mais de 20 grandes festas, sem contar as que acontecem em cada restaurante, bar, escola e comunidade.

O famoso teatro da parede de chicletes, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

O famoso teatro da parede de chicletes, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Nós chegamos a Seattle no dia 26 de outubro e não nos demos conta que poderia ser uma ótima oportunidade para ver o famoso Halloween. Só depois de cruzarmos bruxas e fadas, caveiras e lobos e toda a liga da justiça reunida é que me caiu a ficha. No sábado, entre um alarme de incêndio no prédio do hotel, com direito a evacuação completa, corpo de bombeiros e mais de 150 hóspedes entre crianças sonolentas, mulher maravilha, batman e homem-aranha, resolvi pesquisar e procurar por festas. Naquela noite descobri que havia perdido um show do Armin, um dos top DJs mundiais, em uma das melhores festas da cidade, no Market Theater. Este teatro fica na área do Pike Market e é famoso por sua grande parede adornada de chicletes. Essa história começou com um espectador descontente com a apresentação que assistia, desertou a peça no meio e como protesto colou um chiclete na parede. Hoje são trilhões de chicletes que cobrem a parede externa do teatro. Curioso, mas no mínimo disgustin!

Mensagem escrita com chicletes, em parede de teatro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Mensagem escrita com chicletes, em parede de teatro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Bem, esta festa estava acontecendo ali, a 10 minutos de nós, mas estava com ingressos esgotados para a sorte e felicidade do marido. Pesquisando eu descobri que no dia 31 de Outubro a cidade ainda teria algumas festas e a melhor delas, um show do maior DJ da atualidade, o alemão Paul van Dyk! A minha reação foi de total inquietação, pois sabia que mesmo querendo ir, nós não estaríamos mais aqui. Íamos embora de Seattle no dia seguinte em direção a vários parques nacionais e depois Portland, que péssima sorte!

Chegando à Foundation para assistir o show do  DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Chegando à Foundation para assistir o show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


No casal eu sou a fã de música eletrônica, festas e baladas, Rodrigo é o meu oposto. Antes de conhecê-lo eu era arroz em quase todas as festas raves de Curitiba, algumas em São Paulo, Florianópolis ou onde encontrasse uma galera animada, amigos e um bom DJ. Tudo bem que os tempos mudam, nós amadurecemos (para não dizer envelhecemos) e acabamos diminuindo o ritmo, mas quando nos casamos fiz a ele apenas um pedido: que ele me prometesse que iríamos a algum show de música eletrônica pelo menos duas vezes ao ano. Depois de 6 anos juntos (3 destes casados), adivinhem a quantos fomos? DOIS! Ele estava em débito, e depois do meu chororô, resolveu que era hora de começar a cumprir a promessa. Decidimos sair de Seattle, conhecer os parques próximos do Mt Rainier e Mt St Helens e retornar no dia 31 de Outubro para o ápice da festa, assistir o show do Paul van Dyk neste super Halloween!

O movimentado show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

O movimentado show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Fantasia não era obrigatória e nem nos ligamos que nós seríamos os únicos que estaríamos “normais” ali. Na realidade, nós éramos os únicos anormais da festa. Como assim não nos preparamos e não vestimos as nossas melhores fantasias!?!

Prontos para o show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Prontos para o show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Nada disso mais importaria alguns minutos depois, quando pisou no palco Paul van Dyk. Um alemão nascido na Berlim comunista, que teve o seu primeiro contato a música através das rádios proibidas do outro lado do muro. Ele ouvia secretamente as rádio RIAS (Radio in the American Sector), SFB e fitas K-7 que cruzavam o muro ilegalmente e eram pirateadas entre os amigos. Adolescente, Paul começou a trabalhar em uma rádio como assistente técnico e diz ter sido esta a maior influencia para o desenvolvimento musical.

O movimentado show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

O movimentado show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Fantasias de Halloween na noite do show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Fantasias de Halloween na noite do show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Nas pistas há mais de 20 anos, com hits aclamados por todo o mundo, Paul não deixa a batida e a qualidade da música cair nem um minuto nas mais de duas horas de show! Seu novo show Evolution tem uma batida incrível! Sua música emociona e contagia multidões, que entram em uma vibração positiva, em um circulo virtuoso. Mesmo o Rodrigo, que não é fã passou a entender de onde vem esse meu fascínio pela boa música eletrônica.

Mulheres fantasiadas de 5o Elemento animam o show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Mulheres fantasiadas de 5o Elemento animam o show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Paul sabe disso, tem prazer em tocar e ver todos à sua volta explodindo de alegria e felicidade, através da sua música. No final ele queria continuar, mas regras são regras, mesmo em dia de Halloween, a casa o fez parar e não deixou voltar nem para uma palhinha, um bis sequer! Enfim, lavei a alma, mas se o Rodrigo pensa que este show matou a minha vontade, ele está enganado! Shows bons assim só me dão mais gana de continuar dançando, aproveitando e seguindo a boa música.

DJ Paul van Dyke em ação, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

DJ Paul van Dyke em ação, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Washington State, Seattle, Música, Halloween, Paul van Dyk, Eletrônica, DJ

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Chegamos à Nicarágua

Nicarágua, San Juan Del Sur

Surfistas aproveitam o belo fim de tarde em praia Madero, em San Juan del Sur, na Nicarágua

Surfistas aproveitam o belo fim de tarde em praia Madero, em San Juan del Sur, na Nicarágua


Nicarágua é um país pouco explorado pelo turismo. Sua história não foi muito favorável neste aspecto e acabou deixando a imagem de um país de guerrilhas e pouca segurança. Porém, depois de duas décadas do acordo assinado entre os Sandinistas e os Contras, Nicarágua é um território pacífico e com muito a ser explorado.

Painel em casa na cidade de San Juan del Sur, na Nicarágua

Painel em casa na cidade de San Juan del Sur, na Nicarágua


Praias de surf na costa do Pacífico, ilhas e vulcões nos arredores do imenso Lago da Nicarágua, paraísos inexplorados no Caribe e as cidades históricas de León e Granada, pérolas da arquitetura colonial espanhola. O turismo está recém chegado por estas bandas, por isso visitar, explorar e descobrir esta nova cultura, além de barato, é ainda mais prazeroso.

Típico ônibus na Nicarágua (em San Juan del Sur)

Típico ônibus na Nicarágua (em San Juan del Sur)


San Juan está crescendo turisticamente e recentemente sobrepôs Pochomil na preferência dos turistas nacionais e dos poucos estrangeiros que aparecem por aqui. Hoje um dos principais destinos na Costa do Pacífico nicaragüense, San Juan além de um porto de pesca, é uma boa base para explorar as praias de surf ao norte, reservas de fauna e flora da mata tropical seca e para a pesca esportiva.

Praia do centro de San Juan del Sur, na Nicarágua

Praia do centro de San Juan del Sur, na Nicarágua


Aproveitamos o dia em San Juan para conhecer as praias no norte, Marsella, uma baía calma e tranquila em meio a paredões rochosos, rios e matas. Um dos destinos preferidos dos locais nos finais de semana.

Praia Marseille em San Juan del Sur, na Nicarágua

Praia Marseille em San Juan del Sur, na Nicarágua


A Playa Maderas já é mais agitada, praia de surf, oferece algumas opções de campings, restaurantes, pulperias e o principal, boas ondas! As formações rochosas desenham no horizonte paisagens ainda mais belas.

Formações rochosas na praia Madero, em San Juan del Sur, na Nicarágua

Formações rochosas na praia Madero, em San Juan del Sur, na Nicarágua


Praia Madero, em San Juan del Sur, na Nicarágua

Praia Madero, em San Juan del Sur, na Nicarágua


Uma longa caminhada até o Camping Magdalena ao final da praia, banho nas águas frias e uma tarde de leitura sobre a história da América Central foi perfeita para nos sentirmos mais íntimos dessa terra. O sol resolveu aparecer apenas no final do dia, junto com as melhores ondas, um espetáculo de surf nas águas douradas da Nicarágua.

Típico hostal de surfistas, na praia Madero, em San Juan del Sur, na Nicarágua

Típico hostal de surfistas, na praia Madero, em San Juan del Sur, na Nicarágua

Nicarágua, San Juan Del Sur, Praia, mar, surf, Playa Maderas

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Diving in Providencia!

Colômbia, Providencia

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Providencia está localizada à beira de um abismo submarino, situação ideal para encontrar uma grande biodiversidade marinha. Encontros com tubarões e peixes de grande porte são certos e fazem desta pequena ilha um dos paraísos dos mergulhadores aqui na Colômbia.

Encontro com tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Encontro com tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Com a ajuda de Betito eu agendei um mergulho com o pessoal da Felipe Diving, baseados na Fresh Water Bay. Com um pouco de dor de ouvido o Rodrigo preferiu não arriscar e trocou os mares pelas montanhas, visitando o ponto mais alto da ilha, “O Pico”. Enquanto ele conferia a natureza exuberante, lagartixas azuis e os morros escarpados de Providência, eu desci às águas profundas no ponto conhecido como Felipe´s Point com a promessa de encontrar alguns tubarões.

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Um tubarão se aproxima durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Um tubarão se aproxima durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Gata escaldada, nunca alimento esperanças concretas de encontrar esses animais, afinal eles exercem o seu direito de ir e vir nesse imenso mar azul. Mas aqui foi diferente, eles moram nos arredores deste arrecife à beira de um paredão de 500m de profundidade e não tem medo dos mergulhadores que volta e meia vêm os visitar. Black tip sharks e Gray Reef Sharks são os mais comuns nessas águas, eles variam de 1,5m a 3m e são super curiosos, indo e vindo ao redor dos mergulhadores.

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Chegamos a quase 40m de profundidade e ficamos cercados por mais de 10 tubarões, lindos, majestosos e imponentes. Aos poucos percebo que eles estão ficando mais agitados e demorei a entender o motivo. Felipe e seu irmão, que nos guiavam no mergulho, estavam caçando lion fishes (peixes-leão), que são uma praga invasora aqui no Caribe.

Mergulhando junto com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Mergulhando junto com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe


A memória dos tubarões nem depende do seu aguçado olfato, pois já registrou que esses mergulhadores são fonte de alimento, e sabem disso antes mesmo de eles começarem a caçar. Em poucos minutos o show começa e Felipe, sem roupas especiais de proteção e sem medo algum, começa a provocar os tubarões com um lion fish em seu arpão. Os tubarões ficam bem atiçados e chegam cada vez mais próximos do grupo, que extasiado assistia à cena, impressionados com o que estávamos presenciando.

Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Um dos mergulhadores usava um bastão com uma Go Pro acoplada na ponta, semelhante ao arpão que alimentava os tubarões. Um deles se confundiu e quase levou a Go Pro pensando que era um peixe. Todos os mergulhadores do grupo eram muito experientes, o que garantiu a segurança de todos, mas essa prática é muito delicada e muda o hábito alimentar do animal, que passa a ver nós, humanos/mergulhadores como fonte de alimento. Por isso eu sou contra o shark feeding, embora, de um jeito meio torto, ele cumpra o seu papel de educar e mostrar ao ser humano que os tubarões são animais que merecem ser respeitados e preservados. É importante saber que um mergulho com shark feeding deve ser feito com muita cautela, cumprindo normas de segurança e principalmente com o conhecimento prévio de todos os envolvidos e um briefing detalhado para garantir a segurança.

Fotografando tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Fotografando tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


No nosso segundo mergulho também encontramos tubarões, arraias, barracudas, muitos lion fishes, lagostas e um cenário espetacular com cavernas e cânions, entre o azul e uma colorida barreira de corais.

Encontro com barracuda durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Encontro com barracuda durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Tive uma sorte imensa de cair em um grupo especial de mergulhadores convidados pelo Ministério do Turismo Colombiano para divulgar o turismo de mergulho no país. A viagem de familiarização trouxe representantes de operadoras de turismo brasileiras, francesas, americanas e espanholas especializadas em mergulho, para conhecer alguns dos melhores pontos dos mares da Colômbia em San Andres e Providencia, Cartagena, Islas Rosário e Santa Marta. O pessoal da FAM Trip me acolheu e garantiu que nós tivéssemos também a melhor experiência nas ilhas, provando o melhor da culinária e dos mares do Caribe. Após o mergulho fomos até a praia de Suroeste e almoçamos no Divino Niño, restaurante de frutos do mar preparados na brasa à beira da praia. Esta dica valiosa da nossa amiga Fabiola Sad já estava no nosso roteiro e ficou ainda melhor na companhia dessa galera animada!

Celebrando o incrível mergulho com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Celebrando o incrível mergulho com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe


À tarde o grupo todo saiu mergulhar enquanto eu aproveitei para fazer um rápido tour de volta à ilha na garupa do Betito. Segundo eles o mergulho foi lindo, viram mais tubarões, tartarugas e ainda tiveram a sorte de cruzar com um cardume de golfinhos! Mergulho excepcionais que sem dúvida estão entre os melhores do Caribe!

Um Cristo submarino em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Um Cristo submarino em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Colômbia, Providencia, Mergulho, dive, San Andres y Providencia, Felipe Diving

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A la cima de El Místi!

Peru, Arequipa

A 5.830 metros de altitude, no topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

A 5.830 metros de altitude, no topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


Acordamos a 1h da manhã, a noite estava fria, a temperatura deve ter chego aos -5°C, com sensação térmica de -6 ou 7°C. Na verdade acordou quem conseguiu dormir, pois eu se dormi uma hora completa nessas 7 horas dentro da barraca, foi muito! Descansar em lugares altos já não é fácil, mas o meu caso sem dúvida foi o horário em que deitamos... sou mais ativa durante a noite, meu sono começa a aparecer perto da hora que hoje precisávamos estar em pé. Durante a noite ouvi todos os barulhos, ventos e inclusive um vizinho de barraca que não estava passando muito bem, provavelmente dos males da altitude. As meninas peruanas decidiram nem sair da barraca. Café da manhã e começamos a caminhar. Segui o conselho do José, coloquei todas as camadas que eu havia trazido, 5 ou 6, até perdi as contas. Calças foram 3, não é a toa que estou mais gordinha nas fotos! Rsrsrs!

No topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

No topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


O início do ataque ao cume foi pouco antes das 2am. Subimos em um interminável zigzag, passo a passo em fila indiana, com nossas lanternas de cabeça iluminando o pé do próximo e os olhos mirando a pegada mais batida para cansarmos menos. Antes mesmo de chegar à segunda parada, os 2 canadenses companheiros das peruanas, desistiram. Estavam ficando para trás e já não conseguiam mais. Mat e Max, os dois canadenses mais jovens, estavam impacientes, queriam subir mais rápido. Desta vez, porém, o José quis manter o grupo unido, pelo menos enquanto estava escuro. Logo passou por nós um segundo grupo com 2 alemães e os canadenses se uniram à eles com a permissão do guia, acelerando mais o passo.

Dia raiando, enfrentando o frio rumo ao topo do El Mistí, em Arequipa - Peru

Dia raiando, enfrentando o frio rumo ao topo do El Mistí, em Arequipa - Peru


As paradas foram de hora em hora, partimos dos 4.600m e seguimos aos 5.300, quando o sol começou a iluminar a paisagem. Essa é a melhor e a pior hora da caminhada. Melhor pois começamos a ter luz, enxergar a paisagem e o caminho. Pior, pois inexplicavelmente, a hora que o sol nasce é justamente a hora mais fria do dia! Nessa altitude o vento começou a aumentar e a sensação térmica deveria estar próxima dos -10°C. Respirar com esse frio já é chato, caminhando é pior, com o nariz escorrendo a cada segundo então, é um suplício.

Próximo do cume do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Próximo do cume do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


Foi nessa hora também que os meus dedos da mão começaram a congelar, eu nunca havia sentido algo parecido... ou melhor, eu nunca tinha “não sentido” os meus dedos da mão. Eles primeiro ficaram duros e de repente não respondiam mais direito... Sabe Deus, vai que me dá um frostbite ou coisa parecida!? Falava com o Rodrigo e o José e me diziam para movimentá-los o tempo todo, mas parecia não adiantar. Eu só não queria sair dali sem a ponta de um dedo! Respirei, me acalmei, pensei racionalmente... “Deve ser normal, deve estar tudo bem, eu logo vou acostumar.” E enquanto lidava com esses medos, com o nariz, o vento e o frio, eu ia caminhando e chegando cada vez mais perto. A esta altura Etiene, o terceiro jovem canadense, também já não estava mais conseguindo acompanhar. Júlio já havia voltado para cuidar da turma que havia ficado para trás. José o chamava “Let´s go, let´s go!!!” e Etiene só nos olhava lá de baixo, aparentemente sem forças até para responder.

Início da descida do El Mistí, em Arequipa - Peru

Início da descida do El Mistí, em Arequipa - Peru


Estávamos cada vez mais próximos, eu já conseguia ver melhor o cume e o caminho de gelo por onde íamos passar. Sobramos eu, Rodrigo e José. O Ro disparou, com muito frio e energia de sobra, tinha mais é que se mandar para cima e se aquecer mesmo. Sabíamos que eu estava em boas mãos. José foi o meu companheiro inseparável daqui em diante.

Atravessando trecho de gelo na subida do El Mistí, em Arequipa - Peru

Atravessando trecho de gelo na subida do El Mistí, em Arequipa - Peru


Subimos pacientemente, agora próximos de um novo grupo de um casal de franceses. Parávamos apenas nas paradas programadas por José e seguíamos quando ele dizia. Quando chegamos aos 5.500m finalmente consegui avistar os outros, cruzando uma língua de gelo, Rodrigo tinha conseguido alcançá-los! Vê-los lá me deu um novo ânimo, não estávamos longe. O trecho dos 5.500m aos 5.600m foi para mim o mais difícil, finalmente o ar mais rarefeito estava mostrando seus efeitos e a cada dois passos eu precisava respirar. Quase fiquei sem fôlego para assoar o nariz! Hahaha! Este trecho tinha muita cinza e não estava tão compactada, cada passo acima eram 2 para baixo. Aqui novamente tiro meu chapéu para o nosso guia, José não me pressionou, caminhou à frente me esperando pacientemente. Ele sabia que ali não havia maneira alguma de eu desistir.


Cruzamos o gelo, sem grampões, 3 trechos íngremes e em um deles a neve estava meio fofa. Enfiei o bastão e ele afundou uns 40cm no vazio, não queria imaginar onde ia chegar se tivesse sido o meu pé. Durante um minuto meu olhar acompanhou a inclinação da neve para baixo e vi Arequipa, percebi que se parasse para pensar o medo ia bater, mas o objetivo estava claro, não havia o que pensar, muito menos o que temer.

Atravessando trecho de gelo na descida do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Atravessando trecho de gelo na descida do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


Finalmente chego aos 5.700m, onde o Rodrigo me esperava por quase uma hora! Eu achei que ele já tinha ido ao cume e retornado para me encontrar, mas o meu marido querido preferiu me esperar para subirmos os 130m finais juntos. Essa é sem dúvida a parte mais bonita da caminhada, terminamos a subida por uma crista de onde já podemos enxergar a cruz à frente no ponto mais alto, a cratera de um lado e a vista infinita do horizonte do outro. Foi nessa hora que comecei a me sentir mais “montanhista”, já sentindo o gostinho especial de chegar ao cume de uma montanha acima de 5.000m de altura, com direito à gelo e tudo.

A 5.830 metros de altitude, no topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

A 5.830 metros de altitude, no topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


Cheguei ao topo com um nó na garganta, “será que choro ou vou engolir o choro?”. Pensei... “Por que me privar disso? Se é o que estou sentindo, deixa vir! Antes só quero agradecer ao José e depois posso chorar.” Rsrsrs! E assim foi, agradeci, falei para a câmera, pois o Ro estava filmando e aí sim, abracei o meu lindo e deixei a emoção transbordar.

Comemorando a chegada ao topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Comemorando a chegada ao topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


Aí sim, eu estava pronta para olhar em volta e finalmente ver a vista mais esperada do cume do El Místi, a 5.830m de altura! Visão 360° no sentido anti-horário: ao sul estava Arequipa, sudeste Pichu Pichu e à leste víamos a linda e imensa cratera do El Místi. Ao norte as lagunas de Aguada Blanca e mais à oeste estava o imponente vulcão nevado Chachani, com seus 6.075m.

O vulcão Chachani, com mais de 6 mil metros, visto do topo do El Mistí, em Arequipa - Peru

O vulcão Chachani, com mais de 6 mil metros, visto do topo do El Mistí, em Arequipa - Peru


José logo nos colocou pilha, vamos à cratera?!? Claro!!! Descemos uma canaleta de cinzas, já aprendendo um pouco a técnica de “esqui nas cinzas vulcânicas”, que seria muito necessária para o restante da descida. A cratera linda estava fumegando, sinal de que El Místi ainda vive, só está em um profundo sono. Ali, às margens da cratera foram encontradas seis múmias, uma senhora com dois meninos e um senhor com duas meninas. Eles foram sacrificados pelos Incas, ofertados ao El Místi para que acalmasse sua fúria. O pior é que parece que funcionou! Rsrsrs!

Grupo se aproxima da gigantesca boca do El Mistí, em Arequipa - Peru

Grupo se aproxima da gigantesca boca do El Mistí, em Arequipa - Peru


Na boca do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Na boca do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


Começamos o nosso caminho de volta. Desceremos agora em 3 horas tudo o que subimos em 2 dias ou 13/14h de caminhada. Afinal, para baixo todo santo ajuda! Pegamos uma canaleta de cinzas e aos poucos fomos aprimorando a técnica de esqui, acelerando o passo e ignorando os quilos de areia (ou cinza) que entravam nas nossas botas. No retorno eu tinha duas preocupações: uma era não sobrecarregar o meu joelho defeituoso de fábrica, para que agüentasse chegar em Arequipa sã e salva. A segunda, ainda mais importante, e compartilhada com o José, era se o Etiene tinha conseguido encontrar o caminho de volta. Meio-dia em ponto estávamos de volta ao acampamento base para organizar as coisas e partir. E sim! Etiene estava no acampamento, triste por não ter subido, mas bem, que é o que importa.

Quase esquiando pelas rampas de descida do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Quase esquiando pelas rampas de descida do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


Retornamos em mais 1h30 de esqui e caminhada. Estava feliz e faceira, com a sensação de dever cumprido. No hotel um banho demorado e um sono merecido para recuperar a noite não dormida. Ainda encontramos forças para sair comemorar! Fomos ao El Paladar, nosso restaurante preferido em Arequipa, tomar um belo vinho e comer tudo o que não comemos o dia inteiro! Tudo isso e mais um pouco você também pode conferir no vídeo editado para contar essa história.

foto do grupo na base do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

foto do grupo na base do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Peru, Arequipa, Montanha, Trekking, Escalada, El Mistí

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Diz aí se você gostou, diz!

Auyantepui e o Salto Angel

Venezuela, Canaima

Depois da chuca, o Salto Angel com muito mais água, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Depois da chuca, o Salto Angel com muito mais água, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Auyantepui, um dos maiores tepuis da Venezuela não apenas em altura, mas também em área é o cenário de muitas histórias, muitas lendas e muitas aventuras. A mais conhecida delas é a destemida aterrisagem feita pelo aviador americano Jimmie Angel, no ano de 1937. Ele sobrevoava a montanha em busca do “El Dorado”. Após a aterrisagem forçada seu avião não tinha mais como decolar e ele, dois companheiros e sua esposa ficaram longos 11 dias presos no alto da chapada de pedras até conseguir encontrar uma rota de descida. Este fato tornou o Auyantepui conhecido entre os aventureiros de todo o mundo e em sua homenagem a cachoeira mais alta do mundo foi batizada de Salto Angel. Seu avião foi retirado do topo do tepui anos mais tarde pelas Forças Aéreas e hoje podemos vê-lo em frente ao aeroporto de Ciudad Bolívar.

O magnífico Auyán Tepui, onde está o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela

O magnífico Auyán Tepui, onde está o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela


Nuvens cercam o Salto Angel, criando uma paisagem ainda mais mágica no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Nuvens cercam o Salto Angel, criando uma paisagem ainda mais mágica no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Recentemente com o resgate dos nomes e tradições indígenas o salto volta ao seu nome original, dado por integrantes da tribo Pemón que vive na região há muitas gerações. O Auyantepui, “Montanha do Deus do Mau” sempre foi visto com temor e ares de mistério por estas tribos. Porém hoje são as belezas naturais do temido e gigantesco tepui que sustenta estas comunidades que vivem em torno do turismo. Apenas na Vila de Canaima são mais de 2 mil moradores, que além de suas atividades de pesca e artesanato, já estruturou pousadas e restaurantes para atender a demanda turística.

Arquitetura moderna do Centro Comunitário da vila de  Canaima, no sul da Venezuela

Arquitetura moderna do Centro Comunitário da vila de Canaima, no sul da Venezuela


Comitê de recepção à Canaima, no sul da Venezuela

Comitê de recepção à Canaima, no sul da Venezuela



Excursão ao Salto Angel


Existe basicamente uma forma de chegar ao Salto Angel: voando. O Salto está em meio à floresta venezuelana protegida pelo Parque Nacional Canaima. Esta região é rodeada por florestas, rios e tepuis, montanhas em formato de mesa, ou chapadas como chamamos no Brasil. O acesso principal é o pequeno aeroporto a Vila de Canaima, onde já existe uma grande infraestrutura turística de pousadas, hotéis e restaurantes, além do barco necessário para chegar à base da cachoeira. A outra vila de acesso é Kavac, bem menos acessível e pouco utilizada.

Avião no pequeno aeroporto de Canaima, no sul da Venezuela

Avião no pequeno aeroporto de Canaima, no sul da Venezuela


Agências de turismo organizam os tours desde de Ciudad Bolívar ou Ciudad Guayana e custam em torno de 250 a 300 dólares os mais baratos. Se você quiser um hotel mais confortável às margens da Lagoa de Canaima como o Venetur e afins, o custo por pessoa deve subir para algo em torno de 500 dólares pelos mesmos 3 dias.

Venda de aertesanato no aeroporto de Canaima, no sul da Venezuela

Venda de aertesanato no aeroporto de Canaima, no sul da Venezuela


Nós organizamos nossa excursão ao Salto Angel partindo de Ciudad Bolívar, com a agência de turismo que opera dentro da Pousada Don Carlos, no centro histórico. Foi um dos melhores preços que conseguimos (250 dólares) já incluindo os tranfers aéreos, de barco, hospedagem em Canaima e noite em acampamento próximo ao Salto Angel e toda a alimentação.

Nosso refúgio na Isla Ratón, em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Nosso refúgio na Isla Ratón, em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


O tour foi bem organizado, as comidas caseiras, mas bem saborosas e o acompanhamento do guia local ok, sem muitas informações já que ele era bem calado, mas perguntando e provocando até que ele interagia. Nos próximos posts segue o diário de bordo do nosso roteiro de 3 dias até o Salto Angel.

Confira a série completa de posts!
1º Dia - Chegando ao Parque Nacional Canaima
2º Dia - De Canaima ao Salto Angel
3º Dia - Sobrevoando o Salto Angel

No barco, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

No barco, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

Venezuela, Canaima, Cachoeiras, parque nacional, Salto Angel, Angel Falls, Parque Nacional Canaima

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Riozinho Acolhedor

Brasil, Maranhão, Alto Parnaíba

Dedo de prosa com o Jaime e o Nilvan, que nos receberam tão bem na comunidade de Riozinho, região de Alto Parnaíba - MA

Dedo de prosa com o Jaime e o Nilvan, que nos receberam tão bem na comunidade de Riozinho, região de Alto Parnaíba - MA


Alto Parnaíba é a última cidade aonde o asfalto chega no sul do Maranhão. Região de produção agrícola intensa, soja, algodão e milho. É também uma das principais regiões responsáveis pela contaminação das nascentes do rio Parnaíba por agrotóxicos que também ocorre nos arredores baianos do Parque Nacional Nascentes do Parnaíba. Formado recentemente (2002), possui uma área de aproximadamente 730 mil hectares, abrangendo 4 estados brasileiros, o extremo sul do Maranhão e Piauí, norte do Tocantins e noroeste da Bahia. Os acessos mais conhecidos estão do lado piauiense pelas cidades de Gilbués e Barreiras do Piauí a sede do parque funciona em Correntes.

Igreja em Alto Parnaíba - MA

Igreja em Alto Parnaíba - MA


Estudando as possíveis rotas entre a Chapada das Mesas e o Jalapão, descobrimos que há uma estrada que cruza este parque, então, por que não unir o útil ao agradável? A estrada está bem marcada no Guia Rodoviário 4 Rodas, o que não garante nada, mas já é um bom começo. Nosso GPS também conseguia calcular uma rota por uma estrada muito semelhante à do mapa consultado, então vamos ver no que dá. Lá em Alto Parnaíba as informações que recebemos não foram das melhores, Seu Zé Batista era o único que conhecia um pouco melhor a região e no início ainda não estava nos indicando seguir por este caminho. “Não quero falar para vocês e depois vocês vão e ficam perdidos”, disse ele. Não tinha muita escolha, nós íamos por ali mesmo, então ele nos deu a dica: “peguem a estrada para Lizarda, quando chegar na comunidade de Morrinhos virem à esquerda em direção à Vila de Bonfim. Lá no Bonfim tentem achar a Dona Conceição, ela tem filhos estudando em São Félix e pode encontrar alguém que queria ir para lá e possa seguir com vocês no carro.”

Plantação de algodão, na estrada para Lizarda, região de Alto Parnaíba - MA

Plantação de algodão, na estrada para Lizarda, região de Alto Parnaíba - MA


OK! Pegamos a estrada, passamos por plantações de soja e algodão e aos poucos o cerrado começa a dominar a paisagem. A estrada é um areal puro, logo encontramos um Fiat Strada sentado na areia. Ele atolou e estava tentando sair dali há mais de uma hora, sem sucesso. A Fiona entrou em ação, amarramos uma corda e o tiramos do buraco, literalmente. Era tanta areia que na ré todo o pára-choque dianteiro ficou preso e acabou sendo arrancado, com farol e tudo! Bom começo, já vimos que a estrada será uma aventura!

Momento em que o Fiat Strada perde toda a frente, presa na areia (na região de Alto Parnaíba - MA)

Momento em que o Fiat Strada perde toda a frente, presa na areia (na região de Alto Parnaíba - MA)


Seguimos viagem e logo encontramos uma saída à esquerda, por onde o GPS nos indicava. Foi a maior furada, era apenas um desvio que já estava em desuso, tamanhas as crateras formadas pela erosão. Já estávamos ali, não teve outro jeito, tivemos que passar. Puxamos a pá e as pranchas de alumínio para calçar o carro e depois de uns 15 minutos pelejando conseguimos passar. Chegamos à Bonfim e vimos os carros dos nossos amigos que tínhamos ajudado a desatolar, decidimos parar para dar uma assuntada. Foi a sorte, pois dali o GPS novamente nos mandava para a estrada errada e desativada. Pegamos as novas coordenadas e fomos rumo à Bonfim.

A estreita e longa estrada de areia corta o cerrado no sul do Maranhão, região de Alto Parnaíba - MA

A estreita e longa estrada de areia corta o cerrado no sul do Maranhão, região de Alto Parnaíba - MA


Chegando na comunidade paramos na casa onde mora Pablo, ao lado da escola, perguntamos como estava a estrada para São Félix e ele disse que parecia haver apenas uma ladeira meio complicada, mas era só seguir em frente. Lindo, foi o que fizemos, seguindo o GPS sempre que havia algum desvio ou bifurcação, certo? ERRADO! Foi aí que tudo começou. Após a ladeira havia uma bifurcação, seguimos pelo GPS à esquerda. Descemos um morrinho e chegamos a uma fazenda que acabara de ser cercada. Isso para mim até era bom sinal, civilização à vista. Esta fazenda já está na área do parque, porém ainda sem indenização, continua trabalhando. Cercas novas e inclusive uma nova estrada beirando a propriedade para poder fechar a estrada antiga que passava por dentro das terras. Essa picada nova passa por meio de uma mata, cheia de tocos e ainda pouco batida, até que chega a uma casinha em um lugarejo conhecido como o Ponto dos Bons (leia-se “pontdusbão”). Lá conversamos com a moradora, uma senhorinha que nos explicou: “xiii, vocês passaram da estrada para São Félix, aqui é a estrada para Porto Alegre, chega lá também, mas é muito mais longe. Voltem, subam o morrinho e peguem um atalho à esquerda logo que chegar no topo.” Eram 15h, ainda tínhamos um tempo de luz, mas já estávamos começando a ficar meio impacientes. Voltamos, pegamos o atalho e cruzamos um chapadão por uma estrada praticamente inexistente, abrindo caminho com a Fiona direto e reto em direção a uma serra chapada. Víamos que ali já havia sido uma fazenda, volta e meia encontrávamos uns paus de cerca, mas nada além. Descemos em direção a um baixio e eis que vemos ao longe uma outra estrada, alegria, encontramos!

Fiona enfrenta estrada de areia no P.N das Nascentes do Parnaíba, no extremo sul do Maranhão

Fiona enfrenta estrada de areia no P.N das Nascentes do Parnaíba, no extremo sul do Maranhão


Chegamos a uma porteira fechada, passamos e pegamos à esquerda, pois sabíamos que era a direção, já sem rota de GPS, seguimos na direção mais provável. Atravessamos uma ponte e chegamos a outro obstáculo na pista, uma erosão braba. A esta altura já eram umas 16h, não tínhamos certeza se era o caminho correto, acabamos decidindo voltar, pegar a estrada beirando a porteira e ver onde ia dar. Desconfiávamos que esta era a estrada que deveríamos ter pego lá atrás e logo depois, bingo! Chegamos à bifurcação, era ela mesma, confirmamos que estávamos no caminho certo. Porém já não tínhamos tempo hábil para continuar a viagem, decidimos voltar e procurar algum lugar para dormirmos em Bonfim.

O quintal da 'nossa casa', com porcos, vacas e galinhas, na comunidade de Riozinho, região de Alto Parnaíba - MA

O quintal da "nossa casa", com porcos, vacas e galinhas, na comunidade de Riozinho, região de Alto Parnaíba - MA


Chegamos às primeiras casas num lugarejo conhecido como Riozinho, colado em Bonfim, e o Nilvan nos recebeu. Engraçado que na vinda tinha uma casinha linda de adobe com palha que eu havia até parado para fotografar. Ele nos viu parando, imaginou que queríamos informação, mas como não o vimos seguimos adiante.

Casa na comunidade de Riozinho. AInda não sabíamos que era exatamente ali que iríamos dormir! (região de Alto Parnaíba - MA)

Casa na comunidade de Riozinho. AInda não sabíamos que era exatamente ali que iríamos dormir! (região de Alto Parnaíba - MA)


Contamos a nossa história para Nilvan e ele não titubeou, abriu as portas da casa de Martílio, seu irmão que estava de viagem, a casa que eu havia fotografado. Como é bom chegar em algum lugar. Já estávamos há quase 8h na estrada, nos perdendo e nos achando, mas sem conseguir seguir adiante. Tudo que eu precisava era de um banho! O riozinho corre nos fundos do sítio, fomos até lá e lavamos a alma! Não tínhamos muita comida, mas algumas bolachinhas iam ajudar a tapear a fome. O importante é que tínhamos um lugar para dormir.

Com o Jaime, qie nos recebeu na comunidade de Riozinho, região de Alto Parnaíba - MA

Com o Jaime, qie nos recebeu na comunidade de Riozinho, região de Alto Parnaíba - MA


Resgatamos uma pinga que havíamos comprado em Brejões na Chapada Diamantina, era o melhor que tínhamos para oferecer pela acolhida. Um dedinho de pinga e muuuitos dedinhos de prosa, ele nos convidou para comer um delicioso arroz com abóbora que estava preparando. Logo chegou seu irmão mais velho, Jaime, que conhecia bem dos caminhos na região. Passamos a noite assuntando, conversando sobre a região, política, o Luz para Todos que não chegou e os caminhos da nossa viagem no dia seguinte.

Dedo de prosa com o Jaime e o Nilvan, que nos receberam tão bem na comunidade de Riozinho, região de Alto Parnaíba - MA

Dedo de prosa com o Jaime e o Nilvan, que nos receberam tão bem na comunidade de Riozinho, região de Alto Parnaíba - MA


Eles têm uma vida simples, morando nesse sítio o rio é a fonte de água de beber, de banhar e de lavar. Plantam abóbora, milho e arroz que pode ficar estocado para os próximos 3 anos, e tem alguns gados da irmandade. São 11 irmãos, alguns vivem por aqui e outros já mudaram para a cidade, Alto Parnaíba ou São Félix. Quando matam um gado dividem a carne entre os irmãos, como não tem luz, salgam e guardam para comer uma vez por mês. Tudo muito simples, mas muito digno, feito com muito trabalho e muito carinho. A lua iluminava a noite quase como um sol no meio do cerrado. Nos recolhemos aos nossos aposentos para uma merecida noite de descanso.

Hora de se recolher na 'nossa' casa, na comunidade de Riozinho, região de Alto Parnaíba - MA

Hora de se recolher na "nossa" casa, na comunidade de Riozinho, região de Alto Parnaíba - MA

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Imensidão Azul

Bahamas, New Providence - Nassau

Naufrágo em Nassau

Naufrágo em Nassau



Hoje retornamos à Stuart Cove para mais dois mergulhos, o primeiro no Palace Wall, uma barreira de corais na beira da Língua do Oceano, um abismo submarino de 6 mil metros de profundidade! By the way, não sei que por o chamam de “língua do oceano”, normalmente essas coisas profundas são “gargantas”, ou eu que estou enganada? É impressionante! Nos afastamos menos de um kilômetro da costa e já percebemos a diferença na cor da água, ali já começa a língua do oceano. A profundidade faz com que o azul fique escuro, mantendo a visibilidade de uns 40 metros. Um azul magnífico de profundidade abissal.

Eu sempre adorei este filme, Imensidão Azul, um clássico que todos já devem ter assistido. É baseado em uma história real sobre a competição de dois famosos apneistas, que batem recordes atrás de recordes nas imensidões azuis mundo afora. Enquanto mergulhamos, é impossível não lembrarmos deste filme, nos sentimos dentro dele, com uma pequena diferença: eles iam muito mais fundo que nós, só no pulmão. Sem perceber chegamos fácil aos 30 metros de profundidade e a vontade é de continuar, indo mais e mais fundo. Alguém desavisado iria sem medo de ser feliz! Aquele azul nos deixa calmos, ouvimos apenas o barulho da nossa própria respiração... A única diferença seria a vida, que pouco a pouco iria desaparecer, tanto a dos peixes que não vivem a esta profundidade, quanto a nossa, que logo iria se apagar.

Azul para todos os lados, abri os braços como se estivesse voando. Enquanto brincava, minha imaginação também viajava no que poderíamos encontrar naquele abismo. Logo me lembrei de outro filme que assisti muito na TV durante a minha infância: O segredo do Abismo. Adoro imaginar aqueles seres líquidos, no filme apresentados como extra-terrestres, láááááá embaixo. Já pensou? Se fosse como o filme eu poderia tentar descer o abismo e torcer para que eles me salvassem, como fizeram com o pesquisador dado como morto. Pois é, infelizmente não temos 1000 vidas como desejou o Rodrigo, para podermos nos aventurar e tentar enfrentar uma descida dessas.

De volta ao mundo real, vamos logo para o segundo mergulho, no naufrágio Antony Bell, um barco bonitinho, parecido com os de desenho animado. Ele foi afundado em agosto de 2009, por isso está ainda bem intacto e é facilmente penetrável. Nos divertimos por ali e também nos corais vendo novamente os vários peixinhos, lagostas e lions fishes. Um parênteses, vocês já perceberam que este tal Lion fish está em todas? Pois é, uma curiosidade que eu havia esquecido de comentar. O Lion Fish é uma espécie invasora aqui nas Bahamas. Originário da Austrália ele provavelmente foi trazido por algum colecionador maluco que os devolveu ao mar sem mensurar o desequilíbrio que poderia causar. Hoje é quase uma praga aqui nestes mares. Ele é lindo, como todo animal venenoso é super colorido, chama atenção, mas as barbatanas dele possuem um veneno mortal.

Voltamos para casa com sede de quero mais, mas vamos deixar um pouco para as outras Ilhas. Amanhã voamos para Eleuthera e depois Long Island, não a de NY, a de Bahamas mesmo. Vamos conhecer um pouco mais dessa imensidão azul.

Preparação para mergulho em Nassau - Bahamas

Preparação para mergulho em Nassau - Bahamas

Bahamas, New Providence - Nassau, Mergulho

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