0 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Übersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jidö)

lugares

tags

arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha

paises

Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Há 2 anos:

Chapada das Mesas

Brasil, Maranhão, Carolina (P.N. Chapada das Mesas)

Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


O recém criado Parque Nacional da Chapada das Mesas preserva 160.040 hectares de cerrado, um dos biomas mais ameaçados do mundo. As montanhas em forma de mesa inspiraram o seu nome. Cânions, rios de águas cristalinas, cachoeiras e formações rochosas de formas curiosíssimas fazem dela uma das mais belas regiões do cerrado brasileiro.

A Pedra do ET, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

A Pedra do ET, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Os limites do parque estão entre os municípios de Carolina, Riachão e Estreito, as principais atrações dentro do parque têm acesso pela estrada de Estreito, há 25km de Carolina, e ao redor de todo parque nas suas áreas de amortecimento, em propriedades particulares.

Entrada do P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Entrada do P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Desde 2006 o ICM-Bio passou a ser responsável pela área, que ainda está em fase de levantamento das propriedades existentes para negociação da saída das famílias que ainda habitam a região. Alguns têm interesse em acordos, trocas por terras férteis ou mesmo indenização em dinheiro, mas como sempre há os que não aceitam, nasceram, viveram e ainda sobrevivem desta terra. E o plano de manejo então? Deve demorar mais um bocadinho.

Estrada corta o cerrado no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Estrada corta o cerrado no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Hoje decidimos fazer a incursão para a área dentro dos limites do parque, a Cachoeira de São Romão e a Cachoeira da Prata. Os caminhos do parque são entre estradas de terra e areais. Longas distâncias e vários desvios e trilhas off road podem levar a errar o destino, por isso é recomendada a contratação de um guia local. Zezinho, da Cia do Cerrado, nos encontrou as 7h30 da manhã na pousada de onde seguimos os 25km de asfalto e mais 50km, atravessando porteiras e cancelas até a propriedade do Seu Jorge, da cachoeira São Romão.

Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Infelizmente eu não consegui aproveitar nem um minuto da paisagem no caminho. Acordei péssima, com a alergia a milhão! Nunca tive um negócio desses, nem sei como lidar com isso, dor no rosto, dor de cabeça, nariz entupido até o cerebelo, que desgraça. O Zezinho, coitado, deve ter me achado uma antipática, pois fiquei o tempo todo deitada no carro, com meu travesseiro, rinosoro e lenços, tentando dormir. Na cachoeira, estendi minha canga e voltei a deitar enquanto Rodrigo explorava, tomava banho de rio e conversava com o Zezinho. A queda d´água é tão forte que forma um vapor descomunal, eu lá longe deitadinha atrás de uma árvore que estava toda gotejada.

Descansando na sombra, na praia da Cachoeira São romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Descansando na sombra, na praia da Cachoeira São romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Eis que o Rodrigo aparece para me buscar, “você tem que conhecer esse lugar!”. Eu não sei se ele não estava entendendo o meu estado ou se é só “sem noção” mesmo, mas ainda assim fez questão de me levar... E eu? Fui, né! Ele me levou para detrás da cachoeira, a cortina de água forma uma imagem maravilhosa, uma dança linda das gotículas de água indo e vindo conforme o vento e a força do rio. Mais ao fundo existe uma pequena caverna, um espaço grande que nos transporta para outro mundo, de musgos super crescidos, luz branca, barulho de cachoeira e muita água! Que sorte a minha de ter um marido destrambelhado.

Cachoeira São Romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Cachoeira São Romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Pagamos a taxa ambiental, almoçamos um frango caipira no bar do Seu Jorge e deixamos nossa contribuição para ele manter aquele paraíso cuidado e preservado. Seguimos para a segunda cachoeira, a Pratinha. Nesta eu já fui decidida a não entrar. Atravessamos o rio no Titanic, balsa de galões valentes que nos leva até o outro lado na técnica conhecida como “grab and pull”, hahaha! Sensacional! Zezinho pulou na frente e foi buscar o Titanic que estava do outro lado para nos puxar até lá.

O Zezinho, nosso guia, traz o Titanic, a balsa para atravessar o rio da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

O Zezinho, nosso guia, traz o Titanic, a balsa para atravessar o rio da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Uma caminhada curta e chegamos à cachoeira. Pescadores já tinham o fogo preparado para o assado de mais tarde. O Ro deu um mergulho, eu uma deitada, mas não demoramos muito a seguir o nosso rumo. Na volta eu não agüentei, tive que dar um mergulho rápido nas águas quentes e curativas do rio que forma a Cachoeira da Prata, espero que funcione! Rsrsrs!

Uma das três quedas da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Uma das três quedas da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Ainda tínhamos a esperança de pegar o pôr-do-sol no Portal da Chapada. Infelizmente (ou felizmente, no meu caso), não deu tempo... mas a sorte sempre está do nosso lado, assim que chegamos à pousada eles nos deram a dica que um médico vindo de SP havia acabado de chegar e era nosso vizinho de quarto. Dr. Rodrigo estava saindo para jantar, tirei ele do carro, coitado, mas era para uma emergência. Eu estou tomando anti-histamínico e usando o rinosoro há 3 dias e o quadro não está mudando. Ele gentilmente me atendeu, fez algumas perguntas, me observou e me deu uma receita para comprar um medicamento mais potente, para me tirar da crise. Além disso, nos deu uma ótima dica de um boteco de rua na cidade que serve uma picanha bacana, super honesta. Melhor ainda por que eu voltava aos poucos a conseguir respirar, depois de passar na farmácia e comprar o remédio indicado. Espero que esta noite eu consiga dormir.

Vegetação próxima à Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Vegetação próxima à Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Brasil, Maranhão, Carolina (P.N. Chapada das Mesas), cachoeira, parque nacional, Cachoeira São Romão, Prata, Chapada das Mesas, Cerrado

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Aventureiros se atraem – Parte 2

Ilhas Virgens Americanas, St Thomas - Charlotte Amalie

Estou cada vez mais impressionada como estamos conectados uns aos outros. Este (in)consciente coletivo, que faz com que pessoas que possuem afinidades se cruzem, se reconheçam e se atraiam.

Hoje cedo pegamos um fast ferry de Tortola nas BVIs para St Thomas, capital das USVIs. Tínhamos apenas um dia para passear por St Thomas e decidimos ficar na parte histórica da cidade. Subimos os 99 Steps, escada construída pelos dinamarqueses em 1860s, em direção a parte alta da cidade.

Os famosos '99 steps', em Charlotte Amalie - USVI

Os famosos "99 steps", em Charlotte Amalie - USVI


Lá encontraríamos um pequeno museu sobre a história dos dinamarqueses, que estávamos curiosos para conhecer, o castelo do Blackbeard, um dos piratas mais famosos do mundo, e alguns outros pontos históricos interessantes. Subimos e adivinhem? Tudo fechado... a cidade funciona em função dos navios de cruzeiro e felizmente não havia nenhum na cidade. Realmente é difícil escolher, mas eu acho que prefiro não entrar nos museus, mas poder andar pelas ruas da cidade tranqüilas, do que ter aquelas hordas de turistas, filas e mais filas por tudo.

Charlotte Amalie, em St. Thomas - USVI

Charlotte Amalie, em St. Thomas - USVI


Bem, caminhando na Main Street nós passamos pela H. Stern, uma das centenas de joalherias da cidade que aproveitam o tax free das USVIs e seus cruise ships ávidos por comprar. Por curiosidade entramos, não imaginava encontrar uma H. Stern aqui e se conseguisse ainda poderia polir a nossa aliança antes do aniversário de casamento. Numa entradinha na loja, que achamos que iria demorar no máximo 10 minutos, ficamos meia-hora. A Márcia nos atendeu e foi tão atenciosa, conversamos sobre o Brasil, a viagem, jóias, o casamento e ela nos deu várias dicas de onde poderíamos ir hoje a noite. Dali, fomos direto para a biblioteca pública da cidade pesquisar um pouco sobre a história do país. Quando menos imaginávamos a Márcia apareceu lá nos convidando para um happy hour! Ela havia nos explicado como chegar, e quando saiu da loja pensou “estou indo num bar com meu marido, por que não convidá-los?” Foi até lá nos procurar apenas para nos convidar, demais!

A segunda Igreja Luterana mais antiga das américas, em Charlotte Amalie - USVI

A segunda Igreja Luterana mais antiga das américas, em Charlotte Amalie - USVI


Fomos até um bar-restaurante japonês com uma vista linda para uma das diversas baías da ilha e que tem um dos rum punchs mais famosos de St Thomas. Conversamos sobre as viagens e mais uma vez nos deparamos com aventureiros de carteirinha! Ela americana de origem Jamaicana, bioquímica e ele californiano, fisioterapeuta. Rick já havia feito algumas viagens para a África e Europa desde os seus 15 anos. Ele e Márcia se conheceram na faculdade em Maryland e logo que se formaram foram morar um tempo no Japão. Viajaram pela Índia, Nepal, sudeste Asiático, Europa e, uma das suas maiores aventuras, um ano e meio viajando pela África. Quando Márcia ouviu a nossa história dos 1000dias ficou interessadíssima e logo quis entender o plano, já se inspirando para o planejamento da próxima viagem que deve começar em 2011. Do bar fomos para a casa deles em um condomínio maravilhoso, paraíso dos gatos e coelhos. Isso mesmo, 2 coelhos moram lá! Tomamos mais alguns ponchs, conhecemos a Miausa, gata linda que os adotou como pais, e Ania, amiga polonesa e vizinha de condomínio.

Casal americano, Rick e Marcia, novos amigos em Charlotte Amalie

Casal americano, Rick e Marcia, novos amigos em Charlotte Amalie


Marcia e Rick fizeram a nossa estada em St Thomas especial, mais uma vez nos surpreendendo e mostrando como estamos conectados. Pelo jeito encontraremos em nos nossos 1000dias muitos Ricks e Marcias, Dougs, o aviador, Daniels e Saras, lutando pela cultura local em Middle Caicos, Jims uma vez na Antártida, hoje recebendo todas estas almas livres e aventureiras no seu restaurante. Personagens que sempre nos farão sentir-nos em casa onde estivermos.

Partindo do hotel, cedinho, em Charlotte Amalie - USVI

Partindo do hotel, cedinho, em Charlotte Amalie - USVI

Ilhas Virgens Americanas, St Thomas - Charlotte Amalie, USVIs

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

Peña de Bernal

México, Bernal

O imenso monolito conhecido como Peña de Bernal, no México

O imenso monolito conhecido como Peña de Bernal, no México


Continuamos na nossa rota pelos Pueblos Mágicos Mexicanos, rumo à Cidade do México. Depois de passarmos por Real de Catorce simplesmente apaixonamos e resolvemos riscar do roteiro as grandes cidades como San Luis Potosí e Queretaro, já que não teríamos tempo suficiente para conhecer tudo.

Bernal, no México

Bernal, no México


Tempo? Temos 1000dias! Já estamos estourando deliberadamente o nosso “prazo” de 1000dias e ainda estamos com pressa? É, eu também acho isso intrigante, mas o fato é que mesmo viajando, livres e descompromissados, a vida vai nos colocando surpresas pelo caminho. E a surpresa que está vindo por aí não poderia ser melhor: esta semana recebemos a visita de uma grande amiga minha, Valéria, amiga da vida inteira! Há tempos a Val está tentando nos encontrar, mas estava difícil conseguir sincronizar as agendas de trabalho e férias dentro dos roteiros desejados. Aqui no México finalmente as agendas coincidiram! Ela está chegando hoje na Cidade do México e nós estamos acelerando para encontrá-la.

Charmosa entrada de residência na pequena Bernal, Pueblo Mágico no México

Charmosa entrada de residência na pequena Bernal, Pueblo Mágico no México


O detalhe é que não bastava uma, tivemos que combinar aqui outra surpresa, na realidade um sonho do Rodrigo que está próximo a se realizar: subir o vulcão Orizaba, o ponto mais alto do México. Quem irá acompanha-lo é o Gera, amigo do seu irmão Guto, um montanhista brasileiro que vive aqui no México. Eu normalmente estaria nesta empreitada junto com eles, mas com a chegada da Val, decidi acompanhar a minha amiga nos roteiros turísticos e fizemos um combinado perfeito, separando o Clube das Lulus e dos Bolinhas, afinal depois de tanto tempo longe, nós teremos muito papo para colocar em dia.

Propaganda de restaurante em Bernal, no México

Propaganda de restaurante em Bernal, no México


O Orizaba está localizado a oeste do Distrito Federal e até lá o Rodrigo tem que se aclimatar. O planejamento foi um pouco trabalhoso, mas no final não poderia ter ficado mais perfeito! Os Pueblos Mágicos que estamos visitando são, geralmente, próximos a lindas áreas naturais e acima dos 2 mil metros.

Igreja do Pueblo Mágico de Bernal, no México

Igreja do Pueblo Mágico de Bernal, no México


San Sebastián de Bernal, no estado de Queretaro, é um pueblo mágico e seu principal cartão postal é um antigo vulcão que se solidificou há mais de 10 milhões de anos e foi levado pela erosão, restando apenas uma rocha única do magma sólido, um monolito a 2.510m de altitude sobre o nível do mar.

Bernal, no estado de Queretaro, com a famosa pedra ao fundo, no México

Bernal, no estado de Queretaro, com a famosa pedra ao fundo, no México


A Peña de Bernal, com 350m de altura, é considerada o terceiro maior monolito do mundo, atrás apenas da Pedra de Gibraltar e do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro. Nós ficamos na maior dúvida, pois outras pedras igualmente grandes nos vêm à memória, mas várias fontes confirmam a versão do governo mexicano.

Peña de Bernal, no México

Peña de Bernal, no México


Dizem que a cidade foi construída sobre uma imensa pedra de quartzo, antes minerada pelos espanhóis, hoje procurada por diferentes grupos por ser um local de energia muito especial. Verdade ou não, há milhares de anos o local recebe milhares de peregrinos de origem Otomí-chichimeca que no sincretismo da religião indígena e católica, carregam lindas cruzes milagrosas nas suas peregrinações anuais para pedir por proteção e rezar pela água escassa nos desertos desta região.

Vegetação semidesértica ao redor da Peña de Bernal, no México

Vegetação semidesértica ao redor da Peña de Bernal, no México


Cactos florido na região de Bernal, no México

Cactos florido na região de Bernal, no México


Depois de uns dias sem muitos exercícios, hoje começamos o treino para o Orizaba. A subida da Peña de Bernal é bem tranquila e tem vistas maravilhosas! Subimos por uma trilha e depois pelos caminhos de pedra até o último mirante. Parei por um momento, fechei os olhos e senti uma energia muito especial por estar ali, em um dia ensolarado, em um lugar sagrado de uma natureza super distinta e especial.

Meditação na Peña de Bernal, no México

Meditação na Peña de Bernal, no México


Para subir até o topo só com equipamento de escalada, já que as escadas de ferro que existiam foram retiradas. O Rodrigo até tentou encarar um “free style” no começo, onde ainda encontrava alguns degraus, mas depois de ver a cara da esposa preocupada ele resolveu voltar.

Pausa na subida da Peña de Bernal, no México

Pausa na subida da Peña de Bernal, no México


Amanhã continuamos o treinamento, enquanto a Valéria já começa suas explorações pela capital mexicana, Zócalo e arredores. Nosso encontro será no dia seguinte na cidade de Toluca, não vejo a hora de encontrar a minha amiga! Enfim, exercitados e felizes, retornamos para mais algumas horas de estrada, cruzando DF em direção ao nosso próximo pueblo mágico.

Caminhada na famosa Peña de Bernal, no México

Caminhada na famosa Peña de Bernal, no México

México, Bernal, cidade histórica, Pueblo Mágico, Peña de Bernal, San Sebastián de Bernal

Veja todas as fotos do dia!

Comentar não custa nada, clica aí vai!

Mitad del Mundo

Equador, Quito, Mitad del Mundo

Equilibrando-se sobre a Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador

Equilibrando-se sobre a Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador


Era o ano de 1830 quando o Equador adotou este nome. Ele se separava da Gran Colômbia, país formado pelas atuais Venezuela, Colômbia e Equador quando Simón Bolívar lutava pela independência deste território contra os colonizadores europeus. Não foi por acaso que este nome foi escolhido, uma vez que o paralelo zero cruza todo o território deste país.

Na Mitad del Mundo, sobre a linha do Equador

Na Mitad del Mundo, sobre a linha do Equador


Já estivemos antes no paralelo zero, foi na cidade de Macapá, que possui um grande monumento e um pequeno museu sobre a linha do equador. É muito bacana, mas meio acanhado comparado com o que conhecemos hoje. Nunca imaginei que a linha do equador poderia ser tão lucrativa! Bem vindo à Ciudad de la Mitad del Mundo!

Monumento oficial da Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador

Monumento oficial da Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador


O parque temático sobre a latitude zero tem como principal atração um grande monumento com os pontos cardeais e a famosa linha o equador. Esta foi marcada em uma expedição em meados do século XVIII composta por geólogos e estudiosos franceses e espanhóis que passaram em torno de 3 anos medindo, mapeando e estudando fauna, flora e a geografia da metade do mundo. Neste monumento está também um museu étnico sobre as etnias que formam o Equador e é cercado por outros museus artes, história, insetos e até de cidades em miniatura. A praça central possui eventos de música regional, restaurantes e milhares de lojas de bugigangas e artesanatos. Uma verdadeira cidade!

Restaurante na Mitad del Mundo - Equador

Restaurante na Mitad del Mundo - Equador


Do lado de fora, seu vizinho, o Museu Inti-ran se aliou à tecnologia para vender a verdadeira localização da latitude zero, medida por GPS! Em um espaço menor, o Inti-ran proporciona uma visita muito mais instrutiva sobre a "verdadeira metade do mundo", com demosntrações sobre as suas forças e propriedades.

A linha do Equador verdadeira? (no museu Intiran, em Mitad del Mundo - Equador)

A linha do Equador verdadeira? (no museu Intiran, em Mitad del Mundo - Equador)


Fazem o teste da água caindo na pia, no hemisfério sul o redemoinho cai em sentido horário, no norte, anti-horário e exatamente acima da linha do equador ela cai direto, sem redemoinho algum! A demonstração é simples e parece não ter truque algum... porém não convenceu o Rodrigo, meu amado cético que tem lá seu ponto quando diz que apenas 3m de distância não fariam tanta diferença em um teste como este.

O famoso teste da água na pia, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador

O famoso teste da água na pia, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador


Equilibramos um ovo na ponta chata de um prego e até andamos de olhos fechados pé ante pé para ver como aqui as forças centripeta e centrifuga possuem uma ação diferente no equilíbrio das coisas.

Tentando colocar o ovo em pé na Linha do Equador, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador

Tentando colocar o ovo em pé na Linha do Equador, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador


Eles também faem uma breve explicação sobre a cultura de tribos equatorianas, ervas, frutas e animais e tem em exposição as famosas cabeças encolhidas, tzan-tzas, das tribos amazônicas. Vale a pena a visita em ambos, para conhecer e tirar a sua própria conclusão. A minha é que a terra é tão grande que a linha deve ter pelo menos 1 km de largura! rsrsrs!

Observando as técnicas de 'encolhimento de cabeças' no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador

Observando as técnicas de "encolhimento de cabeças" no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador


Como de praxe, o tempo fechou no final da tarde, tempo chuvoso e cinzento, voltamos para casa e descobrirmos que o Christian estava tentando contato conosco para finalmente nos encontrarmos! Estávamos super curiosos para conhecer a sua família e principalmente para revê-lo! Depois de algumas horas de trabalho, ele passou no nosso hotel com sua filha Isabela e nos mostrou o caminho para a sua casa.

Jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

Jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador


Chegamos lá e tivemos uma bela surpresa em encontrar toda a sua família, até seu pai e sua tia que já estavam indo para a cama, mudaram os planos para nos conhecer! Seu pai é um super aventureiro, fez uma viagem na década de 50 com um Ford 1928 de Quito até a Bolívia! Imaginem as estradas naquela época!? A maioria aqui no Equador eram de terra ou pedra, que coragem. Seu irmão complementou nos contando que esta viagem depois se estendeu até o Uruguai, de ônibus. Isso sim é aventura!

A ala idosa do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

A ala idosa do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador


Todos se reuniram em torno da mesa, com uma deliciosa pizza, para ouvir as histórias dos aventureiros. Os seus 3 filhos e seus amigos também curiosos testaram bem o meu espanhol, disparando perguntas de todos os tipos. Que reunião especial! Estávamos sentindo muita falta deste clima falimiar. Esperamos poder encontrá-los em algum canto da viagem, em Quito ou só lá em 2014, quando prometeram que irão nos visitar no Brasil no período da Copa do Mundo! Obrigada Christian por abrir as portas da sua casa, pela recepção calorosa e pela ótima memória que teremos da nossa despedida do Equador.

A 'ala jovem' do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

A "ala jovem" do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

Equador, Quito, Mitad del Mundo, Amigos, latitude zero, Ecuador

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Estradas Árticas

Alaska, Tok, Canadá, Dawson City

A Fiona desbravando a estrada Top of The World Highway, já no lado canadense da rodovia

A Fiona desbravando a estrada Top of The World Highway, já no lado canadense da rodovia


O Ártico é um mundo muito diferente para nós brasileiros. Mesmo para uma sulista como eu, acostumada com diferenças consideráveis de temperatura, nada além do meu guarda-roupa e programações de final de semana realmente vai mudar entre o verão e o inverno. Praia ou montanha? Bermuda ou casaco de lã? O meu trabalho continuará o mesmo, as ruas e avenidas também. Aqui no norte do mundo as estações do ano determinam radicalmente o estilo de vida das pessoas que aqui nasceram, vivem e trabalham. Grande parte da população do Alasca e norte do Canadá deixa sua cidade durante o inverno e retorna durante o verão. A população da cidade de Dawson (Canadá), por exemplo, pode chegar a 60 mil durante o verão, incluindo os turistas, e no inverno não passa de 2 mil habitantes.

Na verdade, estamos deixando o Alaska, na estrada Top of The World Highway

Na verdade, estamos deixando o Alaska, na estrada Top of The World Highway


Já imaginaram como isso altera a dinâmica de toda a cidade? Supermercados, restaurantes, fábricas, lojas, prestadoras de serviços, enfim, tudo deve ser redimensionado para atender apenas aos que ficaram. A maioria dos negócios já possui o seu modus operandi, acostumados a trabalhar apenas por uma estação, fechar as portas e reabrir só em fevereiro, às vezes apenas em maio!

Essa bola de espinhos é, na verdade, um porco-espinhos, animal muito comum ao longo da rodovia Top of The World Highway, entre EUA e Canadá

Essa bola de espinhos é, na verdade, um porco-espinhos, animal muito comum ao longo da rodovia Top of The World Highway, entre EUA e Canadá


As belas paisagens da rodovia Top of The World Highway

As belas paisagens da rodovia Top of The World Highway


As pessoas que vão em busca do sol já possuem a sua casa de veraneio em um país tropical na América Central ou no Caribe, mais baratos e com o clima ideal para quem foge do inverno gelado. Enfim, acabamos descobrindo que vários alascans passam mais tempo com sol e calor do que eu em Curitiba! Rsrs! Assim é a vida de quem vive em um lugar de extremos.

Fiona bem empoeirada (nem se vê mais a América do Sul!), depois de muitos quilômetros na estrada Top of The World Highway, no Alaska

Fiona bem empoeirada (nem se vê mais a América do Sul!), depois de muitos quilômetros na estrada Top of The World Highway, no Alaska


A Fiona desbravando a estrada Top of The World Highway, já no lado canadense da rodovia

A Fiona desbravando a estrada Top of The World Highway, já no lado canadense da rodovia


Quanto mais ao norte, mais sazonais as cidades, estradas e serviços. É o caso da estrada conhecida como Top of the World Highway, que opera apenas durante o verão. Nós saímos de Tok no dia 20 de Setembro em direção à Dawson, no Canadá, no timing perfeito para pegar a estrada ainda em funcionamento. Amanhã, 21/09 a fronteira e a estrada fecham por toda a estação.

O posto de fronteira mais roots na longa fronteira entre EUA e Canadá

O posto de fronteira mais roots na longa fronteira entre EUA e Canadá


Fecham para nós humanos, mas não para os caribous, que circulam livremente sem estampar o passaporte em uma das suas migrações anuais. São mais de 45 mil caribous que cruzam estas montanhas em busca de um lugar mais propício para passar o inverno. Estas hordas são acompanhadas há milênios pelo povo do norte, que segue a manada em busca de alimento e pele.

Placa informativa sobre os caribous, típico animal dessa parte do Alaska e do Canadá

Placa informativa sobre os caribous, típico animal dessa parte do Alaska e do Canadá


Um simpático porco-espinho atravessa a estrada Top of The World Highway, entre EUA e Canadá

Um simpático porco-espinho atravessa a estrada Top of The World Highway, entre EUA e Canadá


Cruzamos uma das poucas fronteiras conjuntas dos Estados Unidos e do Canadá, onde apenas um edifício abriga ambas, imigrações e aduanas, dos dois países. Longe de tudo e todos é uma das fronteiras mais roots da América do Norte! Já no Canadá, a estrada também conhecida como Yukon 9 chega às margens do Rio Yukon em West Dawson, onde cruzamos de balsa durante o verão para enfim chegar a Dawson City. Difícil é acreditar que o maior rio do Alasca congele e vire ponte para os moradores da região durante o inverno.

Chegando ao majestoso rio Yukon, onde está Dawson City, no Canadá

Chegando ao majestoso rio Yukon, onde está Dawson City, no Canadá


Uma balsa faz a travessia de veículos através do rio Yukon, em Dawson City, no Canadá

Uma balsa faz a travessia de veículos através do rio Yukon, em Dawson City, no Canadá


A rota foi aberta inicialmente pelos mineradores que viajavam entre Dawson e Chicken, outra mina de outro ainda do lado americano. A trilha foi crescendo, chegou até a cidade de Fairbanks e mais tarde foi transformada em estrada. Seu nome não surgiu apenas por estar no topo do mundo, mas por cruzar toda uma área pela crista das montanhas. Nela temos a real sensação de estarmos no topo do mundo! São 127 km de estrada entre curvas e montanhas coloridas de amarelo e vermelho nesta época de outono. Ela é uma das estradas mais ao norte do continente, acompanhada pela Dalton Highway, que começa próxima a Fairbanks, cruza o Círculo Polar Artico e vai até o Oceano Ártico, e pela Dempster Highway.

Distância em quilômetros para as próximas cidades na Dempster Highway, na região de Dawson City, no Yukon Territory, no Canadá

Distância em quilômetros para as próximas cidades na Dempster Highway, na região de Dawson City, no Yukon Territory, no Canadá


A Dempster Highway é a única estrada canadense aberta todo o ano que cruza o Círculo Polar Ártico. A Dempster se inicia na Klondike Highway, cruzando 736 quilômetros do estado do Yukon e dos Northwestern Territories até a cidade de Inuvik, no delta do Rio Mackenzie, no Oceano Ártico. Nos meses de inverno, a estrada ainda se estende por mais 194 km por um caminho de gelo que utiliza porções congeladas do Rio Mackenzie para atravessar até a comunidade de Tuktoyaktuk. Passamos pela entrada da Dempster e ficamos tentados a percorrê-la. Chegamos a entrar na estrada e andar por alguns quilômetros, até a primeira ponte e primeira placa de distâncias.

Painel explicativo sobre a Dempster Highway, na região de Dawson City, no Yukon Territory, no Canadá

Painel explicativo sobre a Dempster Highway, na região de Dawson City, no Yukon Territory, no Canadá


Início da Dempster Highway, região de Dawson City, no Yukon Territory, no Canadá

Início da Dempster Highway, região de Dawson City, no Yukon Territory, no Canadá


Ir até o final, seria apenas pela esperança de encontrar algum urso polar, mas a possibilidade seria muito remota. Já foram relatados casos de ursos polares próximos da porção norte da estrada, mas estes são levados de volta para os campos gelados do Mar Ártico. Nós já temos os bilhetes do ferry comprados na Akaska Maritime Highway para o dia 25/09. Para chegarmos até os ursos seriam necessários pelo menos mais uns 7 dias de viagem de carro, avião e barco para chegar ao seu habitat natural. Se morássemos aqui já teríamos rodado todas estas rodovias, mas como não moramos, esta é mais uma que entrou para a nossa nova lista de rotas da Expedição ao Ártico!

Curva e corredeiras do rio Yukon, na estrada entre Dawson e Whitehorse, no Yukon Territory, no Canadá

Curva e corredeiras do rio Yukon, na estrada entre Dawson e Whitehorse, no Yukon Territory, no Canadá


Demos adeus à Dempster e descemos a Klondike Highway que atravessa trechos dos caminhos percorridos pelos stampeders que subiam o Rio Yukon em busca do ouro da cidade de Dawson. Fomos até a vila de Haines Junction, onde tínhamos a esperança de encontrar os nossos amigos Kombianos novamente. Eles também passaram por ali uma hora antes de nós, foi por pouco que não nos encontramos! Amanhã seguimos viagem para Haines e começamos a nossa jornada de novas descobertas pelo litoral sudeste do Alasca, onde novas culturas e novas paisagens nos esperam.

Estrada entre Whitehorse e Haines Junction, no Yukon Territory, no Canadá

Estrada entre Whitehorse e Haines Junction, no Yukon Territory, no Canadá

Alaska, Tok, Canadá, Dawson City, Estrada, Road Trip, Ártico, Dalton Highway, Dempster Highway, Top oh the world Highway

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Aurora Boreal!

Alaska, Coldfoot

A fantástica Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska

A fantástica Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska


O sol demorou a baixar, quanto mais ao norte, mais tarde ele irá se por nesta época do ano. Nove e meia da noite e alguns raios solares ainda estavam no horizonte. Nosso alojamento quentinho era um convite à preguiça, o cansaço dos últimos 3.400 quilômetros queriam nos afastar do nosso principal objetivo, esperar lá fora pela Aurora Boreal.

A fantástica Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska

A fantástica Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska


O céu estava estrelado, a lua começava a despontar no céu, a temperatura estava abaixo do ponto de congelamento, -4°C, -6°C. Não poderia esperar nada diferente disso, estamos no Alasca! Tínhamos apenas que torcer para o céu continuar estrelado e com a atividade solar elevada. A previsão ontem dizia que a aurora estaria entre 4 ou 5/10, o que é ótimo. Quanto mais alto este índice, mais ela se amplia e pode ser vista até em Anchorage.

um inesquecível show de luzes da Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska

um inesquecível show de luzes da Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska


Tomamos um banho bem quentinho, vesti todas as roupas possíveis, peguei meu saco-de-dormir no carro, queijos e um bom vinho na mão. O kit aurora boreal estava pronto para sentarmos lá fora e esperarmos. Nos disseram que a melhor hora era entre meia-noite e duas horas da manhã, mas ela pode acontecer a qualquer momento e algo me dizia para ir logo para fora. Fui, sem kit, sem máquina nem tripé, só dar uma conferida e quando saio pela porta vejo aquela nebulosa verde crescendo no céu, uma torre vertical com formatos arredondados. Fabulosa! Simplesmente mágica! Corri para dentro, chamei o Rodrigo, peguei a câmera e o tripé e sem sentir frio algum fiquei assistindo a esse espetáculo natural.

A Aurora Boreal faz desenhos nos céus de em Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska

A Aurora Boreal faz desenhos nos céus de em Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska


A aurora é um evento físico que acontece quando partículas solares são capturadas pelo campo magnético e atraídas para os polos da terra. Quando elas entram na atmosfera se chocam com as moléculas de nitrogênio e oxigênio e este choque resulta em uma descarga luminosa. Estas luzes podem ser verdes, vermelhas, azuis, roxas e brancas. Na maioria das vezes o verde é a cor predominante e apenas com uma atividade muito elevada as outras cores irão se manifestar. Ficamos lá fora por mais de uma hora, a aurora dançava do norte ao sul, leste a oeste por todo o céu! Às vezes ela se esvaía, diminuía por um tempo e quando menos esperávamos voltava a dar surtos mais fortes e pintava o céu de verde novamente. Um espetáculo indescritível que só presenciando ao vivo e a cores, é possível compreender.

Expedição 1000dias e a Aurora Boreal, em Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska

Expedição 1000dias e a Aurora Boreal, em Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska


Ainda teremos chance de ver a aurora na noite de amanhã, depois de uma viagem à Brooks Range e às tundras do norte. A aurora é viciante, depois de vermos uma vez não podemos esperar para encontrá-la novamente em mais uma noite acima do Círculo Polar Ártico.

A fantástica Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska

A fantástica Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska

Alaska, Coldfoot, Natureza, Aurora Boreal, Northern Lights

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

Via Junqueira

Brasil, Minas Gerais, São Thomé das Letras, Caxambu

Temos andado por uma região histórica para a Família Junqueira, o que torna a viagem ainda mais curiosa, uma vez que o Rodrigo vem descobrindo novas informações sobre os primeiros Junqueiras no Brasil. O patriarca, João Francisco Junqueira foi o primeiro a chegar de Portugal por volta de 1750, ao que tudo indica, ele começou a fortuna dele no garimpo de ouro. Posteriormente casou-se com uma mulher de linhagem nobre européia e reuniu neste inventário uma das maiores fortunas da época. Um de seus filhos, o Barão de Alfenas, foi homem muito influente, deputado oposicionista à Dom Pedro I, um dos grandes motivos para D. Pedro I voltar a Portugal, passando seu trono ao seu filho, D. Pedro II.

Todas as terras por onde estamos passando, de Carrancas à Caxambu eram parte do grande latifúndio pertencente à João Francisco e herdado por seus filhos, dentre eles Gabriel Francisco Junqueira, tio distante de Rodrigo, o Barão de Alfenas. Em Cruzilha ouvimos dizer que existe um busto de João Francisco e na biblioteca livros com a história da cidade, que girava em torno da família. Quem nos contou foi a garçonete do Massaroca de Carrancas, que é de Cruzilha e comentou sobre o assunto ao reparar no sobrenome do Ro no seu cartão de crédito.

O latifúndio era dividido em diversas fazendas, algumas delas ainda existem com o mesmo nome, como a Atraituba, que fora preparada para uma visita de S. Pedro II com um portal especial que nunca fora aberto. Corre na boca pequena que ele não faltou à visita, mas sim que gostava de entrar pela senzala, fazendo a farra com as belas negras que lá viviam. Na Fazenda Bela Cruz aconteceu a maior revolta escravagista da história imperial no sul do Brasil, o Levante de Bela Cruz, onde os escravos revoltados acabaram com todos os brancos (leiam mais detalhes no blog do Ro). O Rodrigo ficou indignado com os negros que trucidaram seus primos distantes, mas eu confesso que não consigo ficar com raiva... Já pensaram? Só o Barão, irmão e tio dos Junqueiras assassinados, tinha 111 escravos, imagine os outros! Não gosto nem de pensar como eram tratados para terem ficado tão indignados.

Chegando à Caxambú o Rodrigo, sempre nostálgico e com este sangue nobre, não titubeou em escolher o Hotel Glória, o mais tradicional da cidade. Vamos explorar as águas milagrosas de e nos preparar para o Vale do Matutu.

Brasil, Minas Gerais, São Thomé das Letras, Caxambu,

Veja mais posts sobre

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Rumo ao Peruaçu

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu), Chapada Gaúcha

Saímos hoje cedo de Chapada Gaúcha em direção do nosso próximo Parque Nacional, o Peruaçú. Sabemos que ele está fechado à visitação, mas está no nosso caminho, não custa tentarmos. Um dia de muita estrada, portanto um dia perdido para trilhas e explorações. Assim sendo resolvemos aproveitar para conhecer duas comunidades em veredas que ficavam no caminho, o Vão do Buraco e Buraquinho.

Observando o Buraquinho, próximo à Chapada Gaúcha - MG

Observando o Buraquinho, próximo à Chapada Gaúcha - MG


Paisagens sensacionais que lembram um pouco os tepuis venezuelanos, formações de chapadas com rios entrecortando, formando um vale muito peculiar, porém em tamanho miniatura. As montanhas não são altas e o rio entre as veredas está praticamente seco, principalmente nessa época do ano.

Atravessando a Vereda 'Buraco' próximo à Chapada Gaúcha - MG

Atravessando a Vereda "Buraco" próximo à Chapada Gaúcha - MG


Seriam 160 km de terra e cascalho direto entre Chapada e Januária, então buscamos uma alternativa por Bonito de Minas, 10km mais longa, porém mais rápida, pois eram 22km de areia, muito mais confortável de andar e logo chegávamos em um belo e novo asfalto que interliga Bonito de Minas a Januária.

Estrada de areia em Bonito de Minas, entre Chapada Gaúcha e Januária - MG

Estrada de areia em Bonito de Minas, entre Chapada Gaúcha e Januária - MG


Chegamos, nos alojamos em um hotel muito confortável com vista para o Velho Chico. O Rodrigo já esteve aqui há 15 anos e ficou decepcionado com o assoreamento do São Francisco, infelizmente fica claro que o rio está decadente e junto dele as comunidades e cidades ribeirinhas.

Praia do Rio São Francisco em Januária - MG

Praia do Rio São Francisco em Januária - MG


A praia do rio estava lotada, mas não conseguimos atravessar antes do sol se pôr, então nos restou trabalhar. Conversamos com o Rosivaldo, guia de ecoturismo indicado pelo hotel e já montamos para amanhã duas possibilidades:

Plano A – vamos até o ICMBio tentar encontrar o Evandro, Chefe do Parque Nacional Peruaçú. Com o nosso projeto podemos tentar uma liberação especial para entrada no parque. Vamos torcer para que ele esteja lá!

Plano B – vamos conhecer a Gruta dos Anjos, em Brejo do Amparo e o Pantanal formado pelo Rio Pandeiros, em pleno norte de Minas Gerais.

Projeto pronto, fotos e posts no ar, agora é só cruzar os dedos!

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu), Chapada Gaúcha, Estrada, Grande Sertão Veredas, Vão do Buraco, Buraquinho, Bonito de Minas

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Um Dia Relax em Miami

Estados Unidos, Flórida, Miami

Skyline de Miami, na Flórida - Estados Unidos

Skyline de Miami, na Flórida - Estados Unidos


Um dia em Miami para resolver algumas pendências, fazer umas comprinhas rápidas e respirar um pouco antes de começarmos o nosso roteiro acelerado subindo a costa leste rumo à cidade de Nova Iorque.

Com a Su em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos

Com a Su em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos


Uma das principais pendengas é a solução para a identificação da Fiona, que desde a Califórnia está andando sem placa. Não sei se vocês viram ou se lembram, mas nós tivemos a nossa placa traseira roubada em Pioneertown. Um belo item de colecionador, uma placa brasileira de um carro que cruzou mais de 20 fronteiras até chegar aos Estados Unidos! Fizemos um boletim de ocorrência e o xerife nos indicou deixar a placa que restou dentro do carro. O B.O. fica pronto só em 10 dias e foi só hoje que conseguimos parar para fazer a solicitação do envio do documento por correio. Com este documento em mãos podemos dar entrada com um pedido “extra-oficial” no Detran-PR para conseguirmos uma placa nova para a Fiona. Cruzem os dedos!

Placa nova para a Fiona, feito na hora, em Miami, na Flórida - Estados Unidos

Placa nova para a Fiona, feito na hora, em Miami, na Flórida - Estados Unidos


Até aqui não tivemos problemas com as patrulhas rodoviárias, ninguém nos parou, mas dizem que no leste, principalmente ao redor de Nova Iorque, o bicho pega! Então fomos até o Bay Side Mall e providenciamos placas novinhas em folha para a Fiona! Segundo nosso amigo Marcelo o mais importante para os oficiais americanos é termos a informação correta do veículo informada, afinal, eles não saberiam mesmo qual é a placa oficial brasileira.

Com o Marcelo em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos

Com o Marcelo em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos


Lá almoçamos no Bubba Gump, restaurante temático do Forest Gump especializado em camarões e frutos do mar, delicioso!

Passeando em Bayside, shopping turístico em Miami, na Flórida - Estados Unidos

Passeando em Bayside, shopping turístico em Miami, na Flórida - Estados Unidos


Fiz uma visita relâmpago a uma amiga que eu não via há uns 6 anos, pelo menos! A Thaís mora nos Estados Unidos há 8 anos e se mudou para Miami há quase 2. Desde o início da viagem eu estava prometendo essa visita, pena que teve que ser assim tão rápida, já que ela estava trabalhando e nós com agenda toda embaralhada. Thaís, as portas da Fiona estão abertas e espero nos encontrarmos em uma das suas escapadas para NY!

Encontro com a Thaís em Miami, na Flórida - Estados Unidos

Encontro com a Thaís em Miami, na Flórida - Estados Unidos


Uma pesquisa rápida de preços de celular na Best Buy nos desencorajou de comprar qualquer aparelho. O custo médio de um bom smatphone desbloqueado é de 600 dólares e com tanta estrada pela frente a chance de perdermos ou “sumirem” com o celular é grande, pelo menos é o que o nosso histórico diz... já sumiram 2 aparelhos! Assim, decidi comprar o Xperia da Sony Erikson, muito bom e mais baratex se comprado pela internet. Agora falta apenas providenciar um chip da AT&T para o aparelho básico que temos. A novidade do dia foi a compra de uma nova câmera filmadora. Há anos eu estou namorando a Go Pro, porém com uma bela Flip na mão acabamos sempre postergando... Infelizmente a flip nos deixou e resolveu morar definitivamente na Islândia, então hoje eu pude matar a vontade e investi em uma Go Pro II! Ótima para filmagens no carro, em trilhas e mergulhos até 60m!

Pôr-do-sol em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos

Pôr-do-sol em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos


O final da tarde foi uma deliciosa reunião de família, brincando com André, Luiza e Daniel, o “trio parada dura” do Marcelo e da Su! Nos divertimos pulando e fazendo ginástica olímpica! Tenho que ir treinando! Hehehe!

André, Luiza e Daniel, filhos do Marcelo e da Su, em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos

André, Luiza e Daniel, filhos do Marcelo e da Su, em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos


A noite um delicioso queijos e vinhos na companhia dos amigos e as ótimas histórias dos pais da Su, que vieram fazer uma surpresa no aniversário da filha. Seu Antônio nos presenteou com o seu livro, a peça teatral “A Conspiração Maquiavélica”, que reúne personagens históricos em uma comédia curiosa! Estou louca para ler!

Com os pais da Su em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos

Com os pais da Su em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos


Amanhã pegamos estrada em direção à Nova Iorque no roteiro de 20 dias explorando a Costa Leste Americana.

Estados Unidos, Flórida, Miami, Amigos

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

La Vieja Mazatlán

México, Mazatlán

Passeando pela orla de Mazatlán, no México

Passeando pela orla de Mazatlán, no México


Acordamos hoje com um café da manhã delicioso nos esperando na Plaza Machado. Eram quilos de frutas, tortillas, queijo de rancho, pães doces e tudo o que você imaginar! Pensem em um café da manhã farto! Tudo servido pelo Ernesto, dono do Hotel Machado, que quis garantir que nós teríamos o melhor café da manhã do mundo!

Um dos melhores desayunos da viagem, na Plaza Machado em Mazatlán, no México

Um dos melhores desayunos da viagem, na Plaza Machado em Mazatlán, no México


Ontem pegamos mais 3 horas de estrada para o norte rumo à cidade de Mazatlán, na costa Pacífica. Chegamos a tempo de um final de tarde na Zona Dourada, região turística e mais moderna da cidade, dominada por expats americanos. Imensos hotéis da década de 80 dão um ar meio decadente para a região, que sofreu um baque no turismo depois da crise de 2007-2009.

Início da noite em praia de Mazatlán, no México

Início da noite em praia de Mazatlán, no México


No mesmo período o centro histórico, antes abandonado pelo turismo, começava a renascer. Novos hotéis charmosos, atividades culturais e pequenos restaurantes atraíram uma nova vida para a região.

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México


Os principais consumidores de toda esta infra-estrutura são os mais de 7 mil aposentados americanos, só na cidade de Mazatlán! Eles alugam apartamentos por temporada, geralmente no período de inverno, que é mais barato e com a temperatura mais agradável e quando eles fogem do frio nos EUA. O Centro Cultural Angela Peralta os garante uma vida cultural bem ativa, com apresentações de teatro e cinema, além de uma interação com a juventude local, no mesmo espaço tem uma forte presença nas aulas de música, dança, canto, cinema e artes em geral oferecidas pela prefeitura. Angela Peralta foi uma cantora de ópera mexicana muito famosa que morreu de febre amarela, após aportar na cidade, hospedada no hotel que hoje foi transformado no centro cultural que leva seu nome.

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México


Um tour pelo centro antigo da cidade deve começar pela histórica Playa Olas Altas, na parte sul da cidade. Seu malecón tem esculturas marcantes com o tema marinho e a curiosa estátua de um veado, em referência ao significado da palavra “Mazatlán”, que em Nahuatl quer dizer “o lugar dos veados”. Caminhamos pelas ruas estreitas, ladeadas por edifícios coloniais bem conservados e descobrimos vários restaurantes e barzinhos noturnos bem convidativos.

Passeando pela orla de Mazatlán, no México

Passeando pela orla de Mazatlán, no México


Um passeio rápido pela Plaza de Armas e a Catedral e logo chegamos ao mercado municipal, que sempre vale uma olhada, embora este não tenha nada de extraordinário. Fechamos o circuito chegando novamente no centro gastronômico da cidade, a Plaza Machado. Petiscamos uns rápidos bocadillos acompanhados de uma boa Pacífico, cerveja produzida desde 1900 pelos colonizadores alemães que chegaram ao norte mexicano em meados do século XIX.

Catedral de Mazatlán, no México

Catedral de Mazatlán, no México


Estávamos ali, tranquilos, discutindo nosso roteiro e próximos afazeres, quando fomos surpreendidos por um casal de americanos que chamaram o Rodrigo pelo nome. “Are you Rodrigo?”, e ele sem entender nada respondeu que sim. Rick e Joan viram o site na Fiona, ficaram curiosos e entraram lá para conferir! Professores aposentados viajaram o mundo dando aulas de inglês e hoje vivem 6 meses aqui em Mazatlán e 6 meses em Boston, sempre escapando para visitar seus filhos que vivem no Texas. Eles, depois seguidos por um grande grupo da melhor idade, estavam passando pela praça para o Centro Cultural para assistir um filme documentário sobre a Janis Joplin. Uma boa forma de encontrarem novos velhos amigos e relembrarem os bons tempos!

Tranquilidade na delicioza Plaza Machado, no centro histórico de Mazatlán, no México

Tranquilidade na delicioza Plaza Machado, no centro histórico de Mazatlán, no México


O sol quente e a praia ainda nos convidavam para um mergulho no nosso Oceano Pacífico. Preparamos-nos, fomos até a praia Olas Altas, mas o vento frio do final de tarde nos pegou de surpresa e dificultou um pouco a nossa vida.

O sol se esconde atrás do Pacífico na praia central de Mazatlán, no México

O sol se esconde atrás do Pacífico na praia central de Mazatlán, no México


Vimos tranquilos o pôr-do-sol e retornamos à Plaza Machado onde reencontramos Rick e Joan, que nos convidaram para tomar um vinho e contar-lhes as nossas aventuras. Levaram-nos ao Boemia Bar, onde logo estava começando uma Jam Section de Jazz animal! Estava tão bacana que emendamos o jantar enquanto trocamos experiências e nos divertimos com cada instrumento novo que se apresentava a tocar.

Excelente show de jazz em bar-restaurante na Plaza Machado, no centro de Mazatlán, no México

Excelente show de jazz em bar-restaurante na Plaza Machado, no centro de Mazatlán, no México


Agora alguns de vocês podem estar se perguntando: como vocês foram descobrir este lugar!?! Não foi por sua nada charmosa Zona Dourada ou por sua rica infra-estrutura para a terceira idade. O Porto de Mazatlán é um dos principais pontos de acesso à Baja Califórnia. Amanhã pegaremos o ferry para a cidade de La Paz na Baja Califórnia Sur! Melhor ainda foi descobrirmos um lugar de tamanho bom gosto ao lado de uma zona portuária! Se for esse o seu roteiro, não deixe de conhecer la Vieja Mazatlán.

Com o simpático casal americano (Ricardo e Joan) em bar-restaurante na Plaza Machado, em Mazatlán, no México

Com o simpático casal americano (Ricardo e Joan) em bar-restaurante na Plaza Machado, em Mazatlán, no México

México, Mazatlán, cidade histórica, Baja California, Plaza Machado, Ferry

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Página 1 de 113
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet