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Recicle, faça arte!

Turks e Caicos, Providenciale - Provo

Arte reciclável: um pneu virou flamingo

Arte reciclável: um pneu virou flamingo


Tive que tirar uma foto para mostrar a vocês! O Flamingo é um pássaro símbolo de Turks and Caicos algum artista local desconhecido conseguiu transformar um pneu em um porta-vaso maravilhoso! Sensacional a criatividade do ser humano! Recicle, faça arte!

Turks e Caicos, Providenciale - Provo,

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Dive and Hike

Trinidad e Tobago, Speyside

Enorme coral-cérebro em Speyside - Tobago

Enorme coral-cérebro em Speyside - Tobago


O bacana do mergulho é que mesmo quando estou acabada e imprestável (geralmente por que não dormi direito), eu estou sempre disposta a levantar e mergulhar! Hoje David havia nos prometido mergulhos com emoção, fomos conferir!

Cardume de peixes azuis durante mergulho em em Speyside - Tobago

Cardume de peixes azuis durante mergulho em em Speyside - Tobago


O primeiro chamado Flying Manta, fica na encosta de Little Tobago, com profundidade entre 18 e 25m e o fundo forrado de corais e esponjas de todas as cores, do rosa pink, ao azul e amarelo. Como quase todos os pontos de mergulho aqui têm muitas correntes, nos lançamos na correnteza e o barco vai nos buscar em outro ponto. Ao final deste mergulho passamos por um imenso corredor de pedra que acelera ainda mais a corrente e novamente aquela sensação deliciosa de estarmos voando, dá um grand finale para o mergulho. Ainda vimos vários peixinhos de coral e uma bela tartaruga.

Peixe durante mergulho em em Speyside - Tobago

Peixe durante mergulho em em Speyside - Tobago


Como é final de semana, hoje tivemos a companhia de alguns Trinidadians no barco, os caras adoram mergulhar e estão sempre por aqui. Conheciam todos os pontos de mergulho e ajudaram a equipe da Extra Divers a escolher o ponto, nos levando ao seu favorito, Bookends. Uma mescla entre cânions, pináculos e paredões, nos proporcionou um mergulho com um cenário espetacular, formações de corais belíssimas e muita vida! O mais bacana foi o cardume de tarpões, imensos, lindos!

Trilha para a cachoeira Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside

Trilha para a cachoeira Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside


Retornamos do mergulho e fomos logo nos preparar para outro passeio. Fomos convidados por Mat e Astrid para nos unirmos a eles em uma excursão para a Argyle Falls, perto de Roxborough, uns 25 minutos de carro de Speyside. Uma cachoeira com 3 andares e 50m de altura, a maior de Tobago e também uma das mais populares. Passamos por uma trilha fácil de uns 20 minutos até a cachoeira em uma mata que um dia foi uma plantação de cacau e hoje está em processo para reconstituir a mata nativa.

Cachoeira Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside

Cachoeira Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside


Árvores frutíferas estavam sempre sinalizadas, papaya, cacau, etc, deixando nossos novos amigos sempre surpresos e animados, pois algumas destas árvores eles nunca haviam visto. Chegando à cachoeira, infelizmente não podíamos esperar algo diferente, trilha fácil + sabadão = cachoeira lotada. Começamos a subir por uma trilha lateral, íngreme, mas valia a pena, quanto mais subíamos menos gente encontrávamos. Paramos em uma segunda cachoeira um pouco menor, porém com um lago bem bacana e o principal estávamos praticamente sozinhos!

Cachoeira que forma um belo poço, logo acima da Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside

Cachoeira que forma um belo poço, logo acima da Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside


Voltamos pela tortuosa estrada a caminho de Speyside e paramos para um almoço tardio no Kings Bay Café, com uma bela vista para Kings Bay. Um casal, ela inglesa e ele americano, que se mudou para Tobago e abriu este café todo natural, mas que não deixa de lado o delicioso hambúrguer novaiorquino e uma maionese de alho sensacional.

Almoçando com nossos amigos berlinenses em restaurante com uma bela vista! (próximo a Speyside - Tobago)

Almoçando com nossos amigos berlinenses em restaurante com uma bela vista! (próximo a Speyside - Tobago)


Mat e Astrid são super interessantes, os dois trabalham com publicidade em Berlim. Ele é fotógrafo e também produtor na BBDO. Ela trabalha com edição de filmes como freela e em uma produtora. É bacana ouvir dos dois suas lembranças e histórias da queda do muro de Berlim, e de diferentes pontos de vista, ela da Alemanha Oriental e ele da Ocidental. Eles já moraram em Xangai, ela já morou também em Singapura, passaram alguns meses na África do Sul, enfim assunto não faltava. À noite voltamos a nos encontrar no hotel para um social e passamos horas a fio conversando sobre o mundo, a china, as culturas e etc. Bela noite de despedida de Speyside! Amanhã seguimos viagem e vamos explorar a costa norte da ilha, suas baías, vilas e praias.

King's Bay, pequena praia próxima a Speyside - Tobago

King's Bay, pequena praia próxima a Speyside - Tobago

Trinidad e Tobago, Speyside, Mergulho, Praia, Tobago, beach, Speyside Inn, dive, extra divers

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Arembepe e Carnaval!

Brasil, Bahia, Salvador, Arembepe

Caminhando para a Vila Hippie em Arembepe - BA

Caminhando para a Vila Hippie em Arembepe - BA


Arembepe, localizada no litoral norte baiano, é uma praia cercada por arrecifes que formam uma paisagem especial, junto ao mar verde e quente tão peculiar à região. A cidadezinha guarda também um dos únicos remansos hippies que permanece até hoje com as características originais do movimento. Casas de taipa e sítios à beira mar e à beira do rio, a Vila Hippie de Arembepe possui um restaurante e um centro de cultura hippie para os visitantes, com muitos artesanatos desenvolvidos pela comunidade. Um lugar que ficou parado no tempo, onde aquela vida idílica ainda parece possível.

Choupana na Vila Hippie em Arembepe - BA

Choupana na Vila Hippie em Arembepe - BA


A vila hippie é vizinha de uma base do Projeto TAMAR, já que a praia foi escolhida pelas tartarugas como ponto de desova e reprodução. Agora estamos na época de desova, contamos pelo menos uns 20 ninhos sinalizados pelo Tamar para proteção e pesquisa.

Ponto de desova de Tartarugas em Arembepe - BA

Ponto de desova de Tartarugas em Arembepe - BA


A vila de pescadores de Arembepe já possui uma vida mais movimentada, fica 1 km antes de chegar ao Tamar e oferece restaurantes deliciosos de frutos do mar, dentre eles o Mar Aberto, considerado por muitos o melhor restaurante de frutos do mar de Salvador.

Piscina natural em Arembepe - BA

Piscina natural em Arembepe - BA


Saímos cedo de Salvador, passamos pela praia de Itapoã e seguimos direto para Arembepe, conhecendo também um outro lado da cidade de Salvador, que não pára de crescer. Chegamos na hora do almoço, hora certa para provar o delicioso Bobó de Camarão do Mar Aberto. Em poucos minutos o restaurante estava lotado de pessoas, principalmente executivos das indústrias próximas que levam seus parceiros e clientes para impressionar e melhorar as relações comerciais à base da bela culinária baiana e algumas caipirinhas à beira mar.

Maravilhoso Bobó de Camarão no restaurante Mar Aberto, em Arembepe - BA

Maravilhoso Bobó de Camarão no restaurante Mar Aberto, em Arembepe - BA


Uma caminhada até a vila hippie, que até então tínhamos a informação que seria há 3km da vila de pescadores. Eu estava preguiçosa que só, depois de um bobó de camarão daqueles, mas Rodrigo me convenceu a caminhar para fazer a digestão, e eu pensei, ok, são só uns 6 km. Nós caminhamos, caminhamos, caminhamos e caminhamos mais um pouco pela praia, na areia fofa e praia inclinada, deliciosa para andar. Passamos pelo Projeto Tamar e Rodrigo não quis entrar, já que iremos até a Praia do Forte. Passamos também por umas casas de taipa, sinalizei ao Rodrigo que deveria ser a vila hippie, mas ele que supostamente já conhecia disse que não era lá. Acreditei e seguimos andando até encontrarmos um grupo de pessoas que nos sinalizou que a vila seria ainda mais a frente, próximo a um trapiche. Eu já não agüentava mais andar, quando chegamos lá e descobrimos que estávamos em Emissário, há 6km da vila de Arembepe! Eu queria matar o Rodrigo, teimoso, que não acreditou em mim! Andamos 12km para chegar a um lugar que estava a apenas 1km! Ok, caminhar faz bem, é só o que quero pensar...

Explorando a Vila Hippe em Arembepe - BA

Explorando a Vila Hippe em Arembepe - BA


Chegando à vila tivemos o privilégio de ver uma roda de capoeira com batismos de vários alunos, cada um recebendo seu cordão azul e amarelo. O professor era exigente, para entregar o cordão ele derrubou umas 2 meninas acelerando o passo, sem esquivar as duas levaram um belo pé na orelha, literalmente! Mas logo depois levantaram e estavam lá na roda, jogando novamente. Bravíssimas!

Roda de Capoeira em Arembepe - BA

Roda de Capoeira em Arembepe - BA


Acabamos chegando a Salvador mais tarde do que planejamos e não conseguimos ver o final da tarde em Itapoã e nem comer o acarajé dito o melhor da cidade. Corremos para casa tomar banho para encontrarmos Monica e Yasmin. Fomos conhecer a Marina Bahia, um lugar delicioso que possui vários restaurantes à beira da baía. Jantamos na pizzaria Fiona, em homenagem à nossa princesa ogra companheira de estrada. Tivemos uma noite deliciosa e super agradável com nossas anfitriãs e ainda esticamos para um bailinho de carnaval no Tom do Sabor, onde encontramos Lívia e seus amigos. Marchinhas antigas de carnaval embalaram a noite, divertidíssima, enquanto trocávamos experiências de viagem com Lívia e Luana, duas viajantes apaixonadas. Voltamos para casa 4h30 da manhã já com o sol nascendo, valeu a pena e o Ro acompanhou firme e forte, afinal vir à Salvador e não pular “carnaval” é quase como se não tivéssemos passado por aqui.

Night no Tom do Sabor, em Rio Vermelho, Salvador - BA

Night no Tom do Sabor, em Rio Vermelho, Salvador - BA

Brasil, Bahia, Salvador, Arembepe, hippie

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Panamericana Sur

Chile, Iquique, Peru, Arequipa

A linda imagem do deserto florido, entre Tacna e Arequipa, no Peru

A linda imagem do deserto florido, entre Tacna e Arequipa, no Peru


Mais um dia de muita estrada. Hoje rodamos em torno de 700km de estrada entre Iquique, no Chile e Arequipa, no Peru. Nos despedimos da cidade praiana britânica do alto do mirador do parapente, onde já ficamos meio depressivos por não poder ficar mais um pouco e saltar. Fazer o que, não podemos ter tudo! Rsrs!

Parapente nos céus de Iquique, no norte do Chile

Parapente nos céus de Iquique, no norte do Chile


O dia era longo e ainda incluía os trâmites burocráticos fronteiriços, que nunca sabemos quanto tempo pode levar. Logo depois de Arica encontramos o complexo fronteiriço, subimos em um refeitório meio improvisado que vendia os formulários para entrarmos no Perú. É estranho mesmo, mas é assim que funciona. 8 vias de um dos formulários preenchidos, mais 2 de outro e logo estávamos chegando ao Peru.

Chegando ao Peru!

Chegando ao Peru!


Ali demorou um pouco mais, os oficiais de aduana estão acostumados com carros chilenos que vem de Arica até Tacna, se o carro vai além desta cidade e por um período maior, eles precisam emitir um documento especial. Aí o sistema caiu, a impressora não funcionava... mas tudo bem, assim acabamos ganhando uma aula sobre a atual conjuntura política do país. Resumindo, ela não votou no Ollanta, ele é mais esquerdista e populista, porém para se eleger acabou abrandando sua sede comuna, mas está amarrado pois não tem a maioria no congresso. Parte dessa história a gente já conhece, vamos ver qual rumo ela irá tomar aqui. “É tudo muito novo, vamos ver se este novo presidente vai dar conta do recado”, diz ela.


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Atravessamos a cidade de Tacna e logo tivemos uma das maiores surpresas do dia. Começou a agora o período das lomas, quando a umidade chega ao deserto e ele fica completamente florido! Lindíssimo!

A linda imagem do deserto florido, entre Tacna e Arequipa, no Peru

A linda imagem do deserto florido, entre Tacna e Arequipa, no Peru


Seguimos a Panamericana Sur, apreciando o monocromático litoral do pacífico, até adentrarmos a região de Arequipa. Chegamos à cidade já era noite, estávamos cansados e completamente esfomeados. Depois de instalados no nosso Hostal Torres de Ugarte (um xuxuzinho e bem localizado), pedimos uma dica de um lugarzinho para comer, ali perto mesmo, algo gostoso e simples. A dona (e/ou gerente) do hostal nos indicou um restaurante chamado El Paladar, uma quadra dali. Mal sabíamos a surpresa que nos aguardava! Um restaurante bacanérrimo! Estávamos tão sem forças e ao mesmo tempo tão precisados que acabamos decidindo nos dar a este luxo e provar o que a alta gastronomia peruana tinha a nos mostrar. O meu prato foi uma Alpaca a La Parilla com risoto de quinoa à piamontese, acompanhando salada. Divino! O Ro quis a mesma carne mas com um acompanhamento de purê de batatas fúcsia (magenta, cor-de-rosa). Sabe Deus o que dava essa cor ao purê, mas ele adorou! Acompanhando tudo isso, o Enzo, nosso garçom somelier nos indicou um vinho chileno da uva Sauvignon Franc de tomar ajoelhados! Essa surpresa mudou completamente nosso humor e o ânimo de chegada à uma das maiores e mais belas cidades peruanas. Bem vindos à Arequipa!

Chile, Iquique, Peru, Arequipa, fronteira, Arica, Tacna

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Cânion Guartelá

Brasil, Paraná, Castro, Tibagi

Canyon formado pelo rio Iapó, um dos maiores do mundo, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Canyon formado pelo rio Iapó, um dos maiores do mundo, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


O Cânion Guartelá formado pelo Rio Iapó fica entre as cidades de Castro e Tibagi. Possui 32 km de extensão e por isso é considerado o 6° maior cânion do mundo, sendo que os outros 5 primeiros são medidos por outras grandezas, profundidade, etc.

Riacho de águas geladas no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Riacho de águas geladas no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


A história do seu nome vem dos tropeiros paulistas que vieram colonizar a região, fazendo extração de madeira, ouro e diamantes. Quando eles chegaram por aqui tiveram grande resistência dos índios tupi-guarani que habitavam a região, passando por pequenas batalhas e mortes dos silvícolas que tentavam defender seu território. A partir daí desenvolveram códigos para se comunicar, e certa vez um dos fazendeiros disse ao vizinho “Guarda-te lá que aqui bem fico”. A expressão evoluiu, encurtou e daí surgiu a nomenclatura de duas regiões destas redondezas, o “Guartelá” e o “Bem Fico”.

Admirando o mesmo visual que os índios já admiravam há 10 mil anos! (na Lapa Poinciano, P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR)

Admirando o mesmo visual que os índios já admiravam há 10 mil anos! (na Lapa Poinciano, P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR)


Um Parque Estadual formado para preservação de toda a extensão do cânion, seus campos rupestres que misturam as matas atlânticas, nas várzeas do rio, cerrado nas partes mais altas e inclusive a caatinga. Esta distinta cobertura vegetal e de rochas areníticas, inclusive com presença de formações coralíneas, comprova a evolução geológica deste terreno, que antes foi mar, depois se torno um deserto gelado e hoje possui o clima sub-tropical.

Antigas formações de coral no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Antigas formações de coral no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


A minha história com o cânion é antiga, a primeira vez que estive aqui eu estava com 12 anos. Foram algumas atividades escoteiras, acampamentos, escaladas, banhos de cachoeira e afins. A estrutura e as regras do parque se modificaram completamente, antes podíamos ir e vir por tudo. Hoje as trilhas são controladas e tem a obrigatoriedade de acompanhamento de guias. Antes chegávamos de carro às margens dos panelões, hidromassagem natural deliciosa, apenas suportável no verão, já que as águas são proibitivamente frias!

Os famosos panelões do P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Os famosos panelões do P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


A última vez que estive aqui, já faz 10 anos, vim passar o dia e fiz a trilha da Pedra Ume, hoje aberta apenas para pesquisadores. São 18km em uma área menos explorada que nos levam à uma fenda linda e à caverna onde são encontradas as pedras umes, usadas para curtume de couro, etc. É maravilhoso! Hoje achamos que faríamos esta trilha, hoje conhecida como trilha completa. Infelizmente ela não é tão completa assim, mas ainda assim nos levou paisagens sensacionais!

P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


Caminhamos pelo cerrado com vistas lindas do cânion, atravessamos a pedra do gavião e chegamos à Lapa do Ponciano, onde encontramos pinturas rupestres que datam de 10 a 12 mil anos! Acredita-se que as tribos que viviam por aqui sinalizavam nestas lapas os locais dos seus abrigos e a direção para onde estavam seguindo, além de cenas e animais encontrados por eles nas redondezas.

Pinturas rupestres na Lapa Poinciano, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Pinturas rupestres na Lapa Poinciano, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


Gilberto foi o nosso guia, junto das monitoras da Eco Ação. Sua família chegou na região à muitos anos, fez parte da história da colonização da região e ele é um dos principais conhecedores do parque e das fazendas que estão no entorno. Foi ótimo nas explicações, dados histórico, principalmente por sua paixão pelo cânion.

Aulas de geografia e geologia durante passeio no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Aulas de geografia e geologia durante passeio no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


Aqui acontece um dos raftings mais radicais do Brasil, são 14 horas descendo o rio de bote, durante quase metade do percurso em corredeiras de nível 4 e depois da cachoeira de 6m que vemos do mirante o rafting se torna nível 6! Gilberto nos contou histórias que só nos deixaram ainda mais loucos para voltar no verão, época mais indicada para a realização desta atividade.

O turbulento rio Iapó, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

O turbulento rio Iapó, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


Terminamos o passeio na trilha básica, voltando ao mirante da Cachoeira da Ponte de Pedra, fechada para banho, fotos, etc, onde eu cansei de tomar banho e brincar. É sempre uma delícia voltar ao cânion, lembrar da infância e estar em um lugar tão espetacular que está tão pertinho de casa. Belezas do Paraná que muitos curitibanos e paranaenses nem sabem que existe!

Belíssimo visual do canyon no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Belíssimo visual do canyon no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


Pegamos nosso rumo para a cidade de Castro, onde passaremos esta noite. Uma cidade super gracinha, casas coloniais antigas bem preservadas no centro, festa junina, frio do sul e céu de brigadeiro! Passamos mais um dia dos 1000, depois de tanto Brasil, aqui no Meu Paraná!

Prédios antigos e araucárias, cenário de Castro - PR

Prédios antigos e araucárias, cenário de Castro - PR

Brasil, Paraná, Castro, Tibagi, pinturas rupestres, Parque Estadual, Cânion Guartelá, Parques e Reservas

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Aquí és Granada!

Nicarágua, Granada

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Granada é a bisavó do turismo na Nicarágua e o ultimo destino que faltava conhecermos no nosso retorno ao país. A charmosa cidade colonial às margens do Lago Nicarágua foi fundada em 1524 e logo se tornou um importante centro comercial nas águas protegidas do maior lago da América Central. Sua arquitetura colonial, grandes casarões e ricas igrejas estão sendo restauradas e pouco a pouco devolvem à cidade os mesmos ares de grandeza dos seus tempos áureos.

Igreja de Guadalupe, em Granada, na Nicarágua

Igreja de Guadalupe, em Granada, na Nicarágua


A vistosa Catedral de Granada, na Nicarágua

A vistosa Catedral de Granada, na Nicarágua


Sua conexão com o Mar do Caribe a fez um porto seguro, mas também um fácil alvo para piratas franceses e ingleses que a saquearam pelo menos três vezes até meados do século XVII. A mesma ligação com o mar também dá passagem para uma rica fauna marinha pintada nos murais da cidade, com destaque para os temidos tubarões touro, que sobrevivem em água doce e também chamam o Lago Nicarágua de lar.

Praia do lago Nicarágua, em Granada, na Nicarágua

Praia do lago Nicarágua, em Granada, na Nicarágua



A cidade está localizada nos pés do Vulcão Mombacho, outro motivo para viajantes mais aventureiros explorarem a natureza pulsante da região em tours nos arredores ou caminhadas ao topo do vulcão. Os viajantes buscando uma experiência mais íntima com a cultura e a língua espanhola vão se encontrar nos diversos cursos de espanhol para estrangeiros e no clima vibrante e jovem da cidade.

Caminhando pelas ruas de Granada, na Nicarágua

Caminhando pelas ruas de Granada, na Nicarágua


Admirada com os grafites de Granada, na Nicarágua

Admirada com os grafites de Granada, na Nicarágua


A Calle La Calzada é um calçadão repleto de bares e restaurantes onde locais e estrangeiros se reúnem nos finais de tarde de Granada. Duas quadras para cima está a Plaza Central e a bela Catedral da cidade. Passando a praça e continuando em direção ao centro as ruas ganham ainda mais movimento e uma aura mais autentica, com estudantes e trabalhadores no corre-corre do dia a dia.

casas colorem as ruas de Granada, na Nicarágua

casas colorem as ruas de Granada, na Nicarágua


A Iglesia de La Merced é o melhor mirante da cidade, pagando um dólar podemos subir as escadas da torre e ver Granada, seus telhados coloniais, o vulcão Mombacho e o lago Nicarágua lá do alto. Fica melhor ainda se você programar de chegar lá no final da tarde, com uma luz maravilhosa para fotografar as casas e ruas coloridas da cidade.

Caminhando pelas ruas coloridas da histórica Granada, na Nicarágua

Caminhando pelas ruas coloridas da histórica Granada, na Nicarágua


Na gastronomia não faltam opções da culinária local e internacional que se multiplicaram pelo centro antigo junto com os expats que escolheram Granada como lar. Muitos deles tinham como plano inicial a vizinha Costa Rica, mas preferiram se refugiar na atmosfera mais tranquila e alternativa da Nicarágua.

Vista do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

Vista do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


São dezenas e dezenas de hospedagens em Granada, na Nicarágua

São dezenas e dezenas de hospedagens em Granada, na Nicarágua


Eu aproveitei os dois dias na cidade para encontrar uma boa terapeuta corporal para colocar as minhas costas no lugar. Essa quilometragem toda sentada me deixou com a postura péssima, mas a Claudia, fisioterapeuta no Pure Natural Health Center tem mãos de fada! Queria poder levá-la comigo na Fiona! Kkk!

Um providencial encontro com uma massagista de mão cheia, em Granada, na Nicarágua

Um providencial encontro com uma massagista de mão cheia, em Granada, na Nicarágua


Nos apaixonamos por Granada! A sua competitividade com Leon, segunda cidade colonial do país, pode até continuar acirrada na política ou na história, mas Leon que me perdoe, o charme de Granada vai ser difícil de bater. Contra William Walker e todos os antigos leoneses que contrataram o flibusteiro para conquistar e destruir Granada eu digo: aquí no "fué", aqui és Granada! (Quer saber mais desta história? Leia o post do maridão aqui)

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Visita ao alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

Visita ao alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Tínhamos planejado ficar mais um dia enquanto esperávamos notícias dos nossos amigos viajantes Carol e Alexis, que estão perdidos em algum lugar da Nicarágua, mas no ultimo minuto do segundo tempo eles deram um sinal de fumaça e lá vamos nós, pé na estrada novamente para encontrá-los. Próxima parada: San Juan del Sur!

Em uma incrível e emocionante coincidência, uma nuvem desenha o mapa das Américas nos ceús de Granada, na Nicarágua. Espetacular!

Em uma incrível e emocionante coincidência, uma nuvem desenha o mapa das Américas nos ceús de Granada, na Nicarágua. Espetacular!

Nicarágua, Granada, cidade histórica, Cidade Colonial, Lago Nicarágua, Volcan Mombacho

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De volta ao México!

México, Cidade do México, Cuba, Havana

O primeiro charuto cubano, a caminho de Cienfuegos, em Cuba

O primeiro charuto cubano, a caminho de Cienfuegos, em Cuba



05/03 - 1000dias no México!
Chegamos ao México e já começamos novamente as nossas explorações na capital. Desde a magnífica Teotihuacán, ao centro histórico, passando pelas badaladas colonias Roma e Condessa e os bairros boêmios de Coyoacán e Sochimilco. Acelerando o passo para contar tudo nos mínimos detalhes, já que não sei falar (ou no caso, escrever) pouco. Vamos que vamos, que esse trem não vai parar enquanto não chegar ao Alaska!

04/03 - 1000dias da Ana em Cuba: Coming Soon!
Chegamos à Cidade do México no último dia 27/02, quando o meu computador foi atacado ferozmente por um malware (Security Shield) que o travou completamente! Desde então o meu amigo e companheiro de blog foi para o hospital e ficou internado para diversas atualizações e inclusive a retirada do maldito software malígno. Hoje eu recuperei o computador, todos os meus arquivos e devo retomar o trabalho atrasado! São muuuitas histórias de Cuba para contar, o Rodrigo já começou e eu logo vou recuperar o tempo perdido para compartilhar com vocês as nossas aventuras!

19/02 - Viajando por Cuba!
Estamos em Trinidad, Cuba! A viagem esta maravilhosa, passamos por Havana, Isla de la Juventud e Cienfuegos. O acesso a net eh precario e carissimo, como previsto, nao podemos enviar arquivos e nem textos produzidos no nosso computador... Entao novos updates nos blogs e no site so a partir de 27/02 quando chegaremos a Ciudad de Mexico!

Temos muitas fotos lindas e historias maravilhosas para contar, esperamos ver-los novamente por aqui para continuarmos a nossa grande viagem!

Ate logo!
Bjs

México, Cidade do México, Cuba, Havana,

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Mergulhos Rapa Nui

Chile, Ilha de Pascoa, Ilha De Pascoa, Hanga Roa

Água absolutamente cristalina, com visibilidadde de 60 metros durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Água absolutamente cristalina, com visibilidadde de 60 metros durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Mergulhos na Costa do Pacífico Sul-Americana são certa raridade, as águas frias são pouco convidativas e são poucos os lugares que se especializaram neste esporte. Na Colombia o Litoral Pacífico não é muito desenvolvido turisticamente, no Equador Montañita é um dos principais pólos para o esporte, mas passamos por lá na pior época, frio e pouca visibilidade. Pouco mais ao sul já no Perú, Mâncora também está se desenvolvendo para o mergulho. Agora quando falamos de pontos imperdíveis para qualquer mergulhador que se preze, Galápagos é hors concours! Um mergulho de nível mundial com uma das maiores biodiversidades marinhas de todos os mares do planeta.

Mergulhando nas águas claríssimas da Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico

Mergulhando nas águas claríssimas da Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico


Mas, e um pouco mais ao sul? Bem, aos mais viciados e destemidos a costa chilena oferece algumas chances de explorar este incrível ecossistema. O que muitos esquecem é que temos, aqui pertinho, uma das ilhas mais isoladas do planeta, com águas mornas, animais endêmicos e uma das maiores visibilidades do planeta: a ilha de Páscoa!



Centenas de mergulhadores visitam a Ilha de Páscoa todos os anos em busca de suas águas roxas com visibilidades que alcançam mais de 60 metros. A temperatura varia de 18°C a 24°C, ótimo para águas “pacíficas”, deixando os mergulhadores confortáveis para explorar o relevo vulcânico nos arredores da ilha, com formações de grandes paredes, pináculos, arcos e cavernas submarinos.

Explorando corais e cavernas durante mergulho na Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico

Explorando corais e cavernas durante mergulho na Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico


A ilha oferece algumas operadoras, a mais famosa delas é a Mike Rapu, com bons preços, equipe simpática e sempre lotada. Eu e o Ro sempre queremos a turma alternex, menos movimentada e também muito profissional, onde podemos fechar uma programação mais customizada para conhecer os pontos de mergulho mais avançados da ilha, por isso escolhemos a Atariki Rapa Nui.

A caminho de mais um mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

A caminho de mais um mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Os chilenos, antes mesmo de poder se certificar pela mundialmente aceita PADI, devem passar por cursos ministrados pela Armada Chilena. A marinha é responsável pela emissão de certificados de mergulho recreacional tanto para alunos, quanto para instrutores e estes devem renovar o seu permiso regularmente. Quanto a nós, turistas, qualquer curso será bem recebido, afinal o que as operadoras querem é trabalhar e cair na água.

Uma das águas mais limpas e claras de todo o continente, na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Uma das águas mais limpas e claras de todo o continente, na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Conversando com o pessoal da Atariki sobre nossa experiência como mergulhadores tek e os mergulhos que gostamos de fazer (todos basicamente), dois pontos foram escolhidos: o Alcantillado e os Motus.

Explorando corais e cavernas durante mergulho na Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico

Explorando corais e cavernas durante mergulho na Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico


O Alcantillado é um paredão de pedra que cai a 36m de profundidade desde uma plataforma a 13m. Seguimos um jardim de corais até a beira da parede onde despencamos ao lado de um imenso jardim de corais maravilhoso, com formas delicadas e muitos corais brancos.

Mergulhando nas águas claríssimas da Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico

Mergulhando nas águas claríssimas da Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico


Aos 33 metros cruzamos um arco e entramos em uma caverna com uma saída vertical em tubo passando por prateleiras de corais repletas de crustáceos, carangueijos, lagostas e camarões. Mergulho lindo!

Explorando corais e cavernas durante mergulho na Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico

Explorando corais e cavernas durante mergulho na Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico


No segundo mergulho voltamos ao Alcantillado, mas nos damos mais tempo para explorar o topo da parede e os detalhes dos corais em um mergulho mais raso. Este é o ponto preferido da maioria dos mergulhadores aqui da ilha!

Mergulhando nas águas claríssimas da Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico

Mergulhando nas águas claríssimas da Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico


O segundo mergulho foi dois dias depois em um ponto conhecido como Motus. Motu significa “ilha” no idioma Rapa Nui, Moto Nui é a maior das ilhas ao sul da Ilha de Páscoa, o lugar mais ocidental do Chile. O cume de uma montanha submarina que se eleva a 2.000m desde o fundo do mar, Moto Nui é um lugar sagrado na cultura ancestral Rapa Nui. É o local onde se dava o culto Tangata Manu (Cerimônia do Homem Pássaro), parte da religião que era praticada pelos habitantes da ilha entre a fase dos Moais e 1860, quando a população se converteu ao cristianismo.

Ilhas onde chocavam os manutaras e para onde nadavam os participantes do festival do homem-pássaro, em frente ao vulcão Rano Kau (em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico)

Ilhas onde chocavam os manutaras e para onde nadavam os participantes do festival do homem-pássaro, em frente ao vulcão Rano Kau (em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico)


Água absolutamente cristalina, com visibilidadde de 60 metros durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Água absolutamente cristalina, com visibilidadde de 60 metros durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Próximo ao Motu Nui está o Motu Kao Kao, uma ponta de pedra com 20m de altura que desce aos 70m de profundidade. Chegando aos Motus, mesmo em um dia nublado e com chuva, não acreditávamos no que estávamos vendo sob o nosso pequeno barco de madeira: Água ROXA! Não precisamos nem do sol para ter a noção de que estávamos prestes a cair em uma das águas mais limpas que já mergulhamos nos mares da América.

Uma das águas mais limpas e claras de todo o continente, na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Uma das águas mais limpas e claras de todo o continente, na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Nos preparamos para um mergulho profundo onde chegamos a 47m de profundidade e um total de 41 minutos de mergulho, com um pouco de narcose. Este pináculo está recoberto de corais brancos onde se escondem várias espécies marinhas, muitas moréias, camarões e pequenos peixes. Ao longe ainda tivemos a sorte de cruzarmos com um cardume de atuns amarelos, que nos seguiram curiosos por alguns minutos.

Um atum nos acompanha durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Um atum nos acompanha durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Estes mesmos corais brancos, tão lindos e delicados, são extraídos de áreas mais rasas da ilha há décadas pelos artesãos para a confecção de artesanatos vendidos aos turistas. Esta extração e comercialização desenfreada está afetando o ecossistema marinho da ilha, que já sofre com menor quantidade de peixes.

Mergulhando em banco de corais na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Mergulhando em banco de corais na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


O espetáculo garantido por este mergulho portanto não está na na fauna marinha, mas sim na incrível paisagem. Com mais de 60 metros de visibilidade enxergamos em meio à imensidão azul aquela coluna rochosa adornada pela natureza. É uma visão inesquecível!

Explorando uma enorme parede com mais de 40 metros de altura durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Explorando uma enorme parede com mais de 40 metros de altura durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


O segundo mergulho já foi próximo ao Motu Iti, um pináculo menor e quase totalmente submerso próximo de Motu Nui. Mergulho mais raso, porém muito bonito por entre paredes, pedras e jardins de corais. Saímos da água com lábios roxos de frio, mas esticados de orelha a orelha, tamanha a felicidade! Roberto, instrutor, e o jovem Joaquim, primeiro dive master rapa nui, não podiam esconder a alegria de nos proporcionar essa experiência.

Nossos companheiros de mergulho ao lado da ilha do homem-pássaro na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Nossos companheiros de mergulho ao lado da ilha do homem-pássaro na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Tudo bem que escolhemos logo os dois melhores pontos de merguho da ilha, mas deixamos vários outros pontos para trás. Nem preciso dizer que mesmo sem ter ido embora, já queremos voltar à Ilha Rapa Nui.

A caminho de mais um mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

A caminho de mais um mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

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La Vieja Mazatlán

México, Mazatlán

Passeando pela orla de Mazatlán, no México

Passeando pela orla de Mazatlán, no México


Acordamos hoje com um café da manhã delicioso nos esperando na Plaza Machado. Eram quilos de frutas, tortillas, queijo de rancho, pães doces e tudo o que você imaginar! Pensem em um café da manhã farto! Tudo servido pelo Ernesto, dono do Hotel Machado, que quis garantir que nós teríamos o melhor café da manhã do mundo!

Um dos melhores desayunos da viagem, na Plaza Machado em Mazatlán, no México

Um dos melhores desayunos da viagem, na Plaza Machado em Mazatlán, no México


Ontem pegamos mais 3 horas de estrada para o norte rumo à cidade de Mazatlán, na costa Pacífica. Chegamos a tempo de um final de tarde na Zona Dourada, região turística e mais moderna da cidade, dominada por expats americanos. Imensos hotéis da década de 80 dão um ar meio decadente para a região, que sofreu um baque no turismo depois da crise de 2007-2009.

Início da noite em praia de Mazatlán, no México

Início da noite em praia de Mazatlán, no México


No mesmo período o centro histórico, antes abandonado pelo turismo, começava a renascer. Novos hotéis charmosos, atividades culturais e pequenos restaurantes atraíram uma nova vida para a região.

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México


Os principais consumidores de toda esta infra-estrutura são os mais de 7 mil aposentados americanos, só na cidade de Mazatlán! Eles alugam apartamentos por temporada, geralmente no período de inverno, que é mais barato e com a temperatura mais agradável e quando eles fogem do frio nos EUA. O Centro Cultural Angela Peralta os garante uma vida cultural bem ativa, com apresentações de teatro e cinema, além de uma interação com a juventude local, no mesmo espaço tem uma forte presença nas aulas de música, dança, canto, cinema e artes em geral oferecidas pela prefeitura. Angela Peralta foi uma cantora de ópera mexicana muito famosa que morreu de febre amarela, após aportar na cidade, hospedada no hotel que hoje foi transformado no centro cultural que leva seu nome.

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México


Um tour pelo centro antigo da cidade deve começar pela histórica Playa Olas Altas, na parte sul da cidade. Seu malecón tem esculturas marcantes com o tema marinho e a curiosa estátua de um veado, em referência ao significado da palavra “Mazatlán”, que em Nahuatl quer dizer “o lugar dos veados”. Caminhamos pelas ruas estreitas, ladeadas por edifícios coloniais bem conservados e descobrimos vários restaurantes e barzinhos noturnos bem convidativos.

Passeando pela orla de Mazatlán, no México

Passeando pela orla de Mazatlán, no México


Um passeio rápido pela Plaza de Armas e a Catedral e logo chegamos ao mercado municipal, que sempre vale uma olhada, embora este não tenha nada de extraordinário. Fechamos o circuito chegando novamente no centro gastronômico da cidade, a Plaza Machado. Petiscamos uns rápidos bocadillos acompanhados de uma boa Pacífico, cerveja produzida desde 1900 pelos colonizadores alemães que chegaram ao norte mexicano em meados do século XIX.

Catedral de Mazatlán, no México

Catedral de Mazatlán, no México


Estávamos ali, tranquilos, discutindo nosso roteiro e próximos afazeres, quando fomos surpreendidos por um casal de americanos que chamaram o Rodrigo pelo nome. “Are you Rodrigo?”, e ele sem entender nada respondeu que sim. Rick e Joan viram o site na Fiona, ficaram curiosos e entraram lá para conferir! Professores aposentados viajaram o mundo dando aulas de inglês e hoje vivem 6 meses aqui em Mazatlán e 6 meses em Boston, sempre escapando para visitar seus filhos que vivem no Texas. Eles, depois seguidos por um grande grupo da melhor idade, estavam passando pela praça para o Centro Cultural para assistir um filme documentário sobre a Janis Joplin. Uma boa forma de encontrarem novos velhos amigos e relembrarem os bons tempos!

Tranquilidade na delicioza Plaza Machado, no centro histórico de Mazatlán, no México

Tranquilidade na delicioza Plaza Machado, no centro histórico de Mazatlán, no México


O sol quente e a praia ainda nos convidavam para um mergulho no nosso Oceano Pacífico. Preparamos-nos, fomos até a praia Olas Altas, mas o vento frio do final de tarde nos pegou de surpresa e dificultou um pouco a nossa vida.

O sol se esconde atrás do Pacífico na praia central de Mazatlán, no México

O sol se esconde atrás do Pacífico na praia central de Mazatlán, no México


Vimos tranquilos o pôr-do-sol e retornamos à Plaza Machado onde reencontramos Rick e Joan, que nos convidaram para tomar um vinho e contar-lhes as nossas aventuras. Levaram-nos ao Boemia Bar, onde logo estava começando uma Jam Section de Jazz animal! Estava tão bacana que emendamos o jantar enquanto trocamos experiências e nos divertimos com cada instrumento novo que se apresentava a tocar.

Excelente show de jazz em bar-restaurante na Plaza Machado, no centro de Mazatlán, no México

Excelente show de jazz em bar-restaurante na Plaza Machado, no centro de Mazatlán, no México


Agora alguns de vocês podem estar se perguntando: como vocês foram descobrir este lugar!?! Não foi por sua nada charmosa Zona Dourada ou por sua rica infra-estrutura para a terceira idade. O Porto de Mazatlán é um dos principais pontos de acesso à Baja Califórnia. Amanhã pegaremos o ferry para a cidade de La Paz na Baja Califórnia Sur! Melhor ainda foi descobrirmos um lugar de tamanho bom gosto ao lado de uma zona portuária! Se for esse o seu roteiro, não deixe de conhecer la Vieja Mazatlán.

Com o simpático casal americano (Ricardo e Joan) em bar-restaurante na Plaza Machado, em Mazatlán, no México

Com o simpático casal americano (Ricardo e Joan) em bar-restaurante na Plaza Machado, em Mazatlán, no México

México, Mazatlán, cidade histórica, Baja California, Plaza Machado, Ferry

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São Luis do Maranhão

Brasil, Maranhão, São Luís

Um dos muitos becos estreitos no centro histórico de São Luís - MA

Um dos muitos becos estreitos no centro histórico de São Luís - MA


Fundada pelo francês Daniel de La Touche no início do século XVII, foi tomada pelos portugueses apenas dois anos depois. São Luis foi por muito tempo a capital da Capitania Hereditária do Maranhão e Grão Pará, região por muito tempo separada das atividades do Brasil Colônia, por sua distância geográfica do restante do país. Passou por um período de grande riqueza seguida pela decadência da agricultura em meados do século XIX.

Busto do francês Touche, o fundador de São Luís - MA

Busto do francês Touche, o fundador de São Luís - MA


Patrimônio Histórico da Humanidade, sua arquitetura do século XVIII e XIX é considerada uma das mais preservadas e homogêneas do país, embora não possua grandes alterações nas suas principais características, boa parte do seu casario está em estado de deterioração.

Casario deteriorado no centro histórico de São Luís - MA

Casario deteriorado no centro histórico de São Luís - MA


Famosa por suas fachadas revestidas de azulejos portugueses, franceses, belgas e alemães, artifício utilizado para adaptação da arquitetura ao clima da região. O azulejo além de ajudar a refletir os raios solares, mantém a temperatura fresca e é mais resistente à chuva, presente por longos 6 meses nesta área.

Rua com sobrados restaurados no centro histórico de São Luís - MA

Rua com sobrados restaurados no centro histórico de São Luís - MA


Os famosos azulejos do centro histórico de São Luís - MA

Os famosos azulejos do centro histórico de São Luís - MA


Os azulejos estão presentes por todo o canto, até nos semáforos da cidade!

Até semáforos tem azulejos no centro histórico de São Luís - MA

Até semáforos tem azulejos no centro histórico de São Luís - MA


A edificação que hoje sedia o Palácio do Governo, sede administrativa e residência oficial da atual governadora Roseana Sarney, foi construída pelos franceses como um forte e logo adaptada pelo governo português para ser utilizado como centro do novo governo.

Escadaria do Palácio dos Leões, sede do governo do estado. (em São Luís - MA)

Escadaria do Palácio dos Leões, sede do governo do estado. (em São Luís - MA)


Lá pode ser feita uma visita guiada gratuita por alguns salões do palácio que expõem mobiliário francês e português, além de obras de grandes artistas maranhenses, brasileiros e franceses. Na entrada apenas pedem que use um protetor para o calçado, que além de manter os locais visitados limpos, ajudam a lustrar as tábuas de madeira. Boa ideia!

Para visitar o Palácio dos Leões, é preciso usar protetor para os sapatos! (no centro histórico de São Luís - MA)

Para visitar o Palácio dos Leões, é preciso usar protetor para os sapatos! (no centro histórico de São Luís - MA)


Visitamos também a Cafuá das Merces, local onde ficava o estoque de escravos para venda no mercado negreiro. Hoje a casa possui um pequeno museu com peças de grande valor histórico da cultura negra de todas as etnias africanas que passaram por ali, como uma réplica do Pelourinho de São Luis, cachimbos e esculturas da cultura Yorubá. Esta casa também guarda a memória do culto do Tambor de Mina religião afro-brasileira criada por uma família real escravizada, derivada da umbanda e candomblé até hoje muito praticada aqui na região.

Observando a maré em São Luís - MA

Observando a maré em São Luís - MA


Algumas destas construções abrigam museus e casas de cultura que contam a história do povo maranhense, suas lendas e festivais, como o Bumba meu Boi e a Festa do Divino. Infelizmente a Casa de Cultura do Maranhão, principal exposição sobre o Boi estava fechada para reforma e deve abrir antes das festividades de junho deste ano.

Artesanato relacionado com o Bumba-meu-Boi, no centro histórico de São Luís - MA

Artesanato relacionado com o Bumba-meu-Boi, no centro histórico de São Luís - MA


Caminhamos bastante dentre suas ruas calçadas e também para conhecer o Antigamente, restaurante e bar tradicional do centro histórico que não pudemos visitar ontem à noite. Aproveitei também para provar um dos maiores cases de marketing regional do nordeste, o Guaraná Jesus! Ele foi comprado há alguns anos pela Coca-Cola, mas sua marca é tão forte que não pôde ser suplantada por sua nova dona.

Bebendo o Guaraná Jesus, típico do Maranhão, em São Luís - MA

Bebendo o Guaraná Jesus, típico do Maranhão, em São Luís - MA


Dali seguimos direto para o Ferry-Boat no Porto da Espera que nos levou direto para Curujipe. A viagem dura em torno de 1h30, além dos quase 60km até Alcântara, uma das pérolas arquitetônicas brasileiras. Conseguimos nos hospedar em um sobrado antigo, pouco conservado no centro da cidade e ainda saímos caminhar pelas ruas a procura de uma pizzaria. A busca foi em vão, pois esta já estava fechada. Todavia esta foi uma das noites mais mágicas que tivemos, pois não havia um carro, uma moto ou alma viva circulando pela cidade. De repente nos transportamos ao final do século XVIII, conseguindo imaginar perfeitamente como era a vida destes nossos ancestrais colonizadores naquela época.

Bar Antigamente, no centro histórico de São Luís - MA

Bar Antigamente, no centro histórico de São Luís - MA

Brasil, Maranhão, São Luís, Azulejos, centro histórico, Cafuá das Mercês, Patrimônio Histórico da Humanidade

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