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Los Angeles, a Cidade dos Sonhos

Estados Unidos, Califórnia, Los Angeles

Arte nas ruas de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Arte nas ruas de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Los Angeles, a cidade das estrelas de Hollywood, das patricinhas de Beverly Hills e das salva-vidas saradas é um misto de megalópole de clima praiano com ares de montanha. Como assim?

Praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


A cidade é o 13º maior conglomerado urbano do mundo, espalhada desde as praias de Santa Monica até as montanhas do sinal de Hollywood, passando pelos suaves montes de Beverly e os sonhos de grandeza da Mulholland Drive. Portanto, para conhecer Los Angeles um carro é super bem vindo, se não quiser dirigir, um táxi também serve. Se não quer gastar, existem alguns poucos pontos de metrô e vários ônibus, só reserve tempo para curtir a cidade pela janela, as viagens podem levar mais de uma hora entre um canto e outro da cidade.

Comércio em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Comércio em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Em um roteiro bem apertado você consegue explorar a cidade em 2 dias, correndo de um lado para outro. Nós, recém chegados de uma correria no Hawaii, ficamos 4 dias, com as manhãs bem preguiçosas no hotel e as tardes divididas nos 4 cantos mais interessantes da cidade.

vitrine decorada de bandeira na 3rd St. Promenade, a rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

vitrine decorada de bandeira na 3rd St. Promenade, a rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Como essa é a nossa vida (e não apenas uma viagem), ainda nos demos ao luxo de tirar um dia “off” e ter um domingo de gente normal, sabe? Dia chuvoso, perfeito para dormir até beeem tarde, ir ao shopping cortar os cabelos, assistir um cineminha e não fazer mais nada. Assistimos “Lincoln”, o foco do filme é a luta dele para abolir a escravatura em meio à Guerra Civil, ótima aula sobre os feitos e a vida de um dos maiores personagens da história americana.

Vamos ao tour!

Santa Monica e Venice Beach

Chegando à Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Chegando à Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Foi o nosso primeiro dia de explorações, para fazer uma transição suave do Hawaii para a metrópole. O dia de sol estava convidativo para uma praia, mesmo que o Pacífico nunca seja mui amigo para incursões mais sérias.

Criando coragem para entrar na água fria da praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Criando coragem para entrar na água fria da praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


A dica é alugar uma bicicleta e sair rodando a ciclovia ao longo da praia, sentindo a brisa do Pacífico e deixando o ritmo praiano da cidade entrar pelos poros. Surfistas corajosos, jogadores de vôlei e frisbee, meninas praticando baseball se mesclam aos músicos, artistas de rua, artesãos e malucos que rumam ao Venice Boardwalk e a sua feirinha hippie à beira mar.

O movimentado calçadão de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

O movimentado calçadão de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Um “Freak Show” nos deus as boas vindas em Venice, com direito a mulher barbada, um gigante e um anão, um cara com o corpo inteirinho tatuado e perfurado por piercings e mais meia dúzia de aberrações, todos felizes, pois iriam aparecer na televisão.

Show de horrores em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Show de horrores em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Ao lado uma roda de percussão muito mais interessante e menos assistida dava um show à parte. Rodamos até o final da ciclovia, encontramos um restaurante simpático para o almoço e retornamos a tempo de devolver a bicicleta, as 16h30, quando o sol já baixava. O vento forte e frio nos levou ao Third Street Promenade, uma rua de pedestres lotada de lojas das mais famosas marcas americanas, um paraíso de compras.

Decoração natalina na 3rd St. Promenade, a movimentada rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Decoração natalina na 3rd St. Promenade, a movimentada rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


No caminho passamos pelo Santa Monica Pier, com seu tradicional carrossel, pequeno parque de diversões e bancas que marcam o final da Route 66.

O tradicional carrossel do pier de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

O tradicional carrossel do pier de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA



Hollywood

Caminhando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Caminhando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Bem, quem disse que depois do cineminha não fizemos nada? Mentira! Foi nesta noite que conhecemos a tão falada Calçada da Fama em Hollywood! Marcamos um encontro com os nossos amigos viajeros Kombianos, Mel e Kike que acabavam de receber mais uma ilustre visita na Lunita, o filho de Kike que veio passar o Natal viajando, esquiando e conhecendo mais um canto da América.

Passeando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Passeando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


A Hollywood Boulevard é o centro das atrações, ao longo dela está a Calçada da Fama, onde a diversão é ficar procurando o nome das suas celebridades favoritas. Impossível andar por ali e não parar no Grauman´s Chinese Theatre, para conferir as mãos e pés de vários artistas gravados no cimento deste cinema totalmente kitsch. Tudo bem, ser kitsch faz parte do glamour outdated de Hollywood. Assim como também está tudo bem conferir o tamanho da mão dos bonitões da telona, a do George Clooney é pequenininha! (Abafa! Kkk!)

Marcas eternizadas no cimento dos pés e mãos de artistas famosos de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Marcas eternizadas no cimento dos pés e mãos de artistas famosos de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Ali ao lado está o famoso Kodak Theater, onde acontece a cerimônia de premiação do Oscar. Confesso que só passamos em frente rapidamente com o carro e nem paramos para uma foto. Jantamos no bar-restaurante do Roosevelt Hotel, que em seus tempos gloriosos hospedava Marlin Monroe e tantas outras celebridades hollywoodianas. Foi um ótimo reencontro com os nossos amigos colombianos, o quarto desde o Alasca! Já nem nos despedimos mais, apenas um até logo, nos vemos pelas estradas da América!

Mais um encontro com nossos amigos colombianos e a simpática Lunita, dessa vez em Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos

Mais um encontro com nossos amigos colombianos e a simpática Lunita, dessa vez em Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos



El Pueblo de Los Angeles - Downtown

A primeira igreja da cidade, ainda dos tempos espanhóis, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

A primeira igreja da cidade, ainda dos tempos espanhóis, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


O centro histórico da antiga cidade mexicana está no coração de Downtown LA. El Pueblo de Nuestra Señora de la Reina de Los Ángeles de Porciúncula foi fundado ainda durante a colonização espanhola, em 1781.

Igreja no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos

Igreja no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos


El Pueblo estava em declínio no início de 1900, devido à expansão da cidade e o crescimento dos guetos como a Chinatown e outras indústrias ao seu redor. O centro histórico quase foi derrubado para a construção da Union Station, porém foi salvo pela luta solitária de Christine Sterling uma cidadã visionária, que sabia da importância histórica da área para a cidade.

Olvera Street, no centro da histórica Los Angeles espanhola (Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Olvera Street, no centro da histórica Los Angeles espanhola (Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


A Olvera Street ou La Placita Olvera é a principal rua, fechada para carros e aberta para artesãos, artistas de rua e deliciosos restaurantes e taquerias mexicanas. Às vésperas de Natal vimos as posadas, festas natalinas mexicanas, uma missa já celebrava a chegada do Natal na igreja que emprestava seu nome ao pueblo, acompanhadas de uma piñada, enfeites recheados de doces e brinquedos acertados por um pau para a festa da criançada.

Menino participa de Piñada, brincadeira típica mexicana, em festa organizada no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos

Menino participa de Piñada, brincadeira típica mexicana, em festa organizada no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos


Vale também uma visita à Union Station, que não foi construída sobre o centro histórico, mas tornou-se sua vizinha. A estação construída em 1939 já foi cenário para filmes como Blade Runner, Rain Man e outros.

O pomposo interior da Union Station, no centro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

O pomposo interior da Union Station, no centro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Se você chegar cedo, La Plaza de Cultura y Artes é o novo museu da região, com exposições sobre as raízes mexicanas da cidade de Los Angeles e os seus movimentos culturais. Nós chegamos tarde para o museu, mas tivemos a sorte de ver uma tradicional serenata à moda mexicana em frente à Avila Adobe, a casa mais antiga remanescente na cidade.

Orquestra e ouvintes na rua Olvera, a principal do Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos

Orquestra e ouvintes na rua Olvera, a principal do Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos



Beverly Hills e Griffith Park

Hollywood tem uma nova estrela! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Hollywood tem uma nova estrela! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


Nenhuma viagem a Los Angeles seria completa sem uma visita a famosa Rodeo Drive e a placa de Hollywood. Deixamos para o nosso último dia, pois finalmente o sol resolveu aparecer novamente e nos brindou com um dia perfeito!

O tranquilo trecho residencial da famosa Rodeo Drive, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

O tranquilo trecho residencial da famosa Rodeo Drive, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


A Rodeo Drive é o coração do luxuoso bairro de Beverly Hills. Chegamos a ela algumas quadras antes da área comercial e nos apaixonamos pela sutileza da arquitetura das suas pequenas mansões. Uma das ruas comerciais mais caras e famosas do mundo, a Rodeo Drive é casa para os principais estilistas do mundo, de Gucci à Valentinos, Armanis à Bulgari e Dolce & Gabanna. Luxo é o que não irá faltar nas vitrines preferidas das beldades hollywoodianas.

Uma das mais famosas ruas do mundo, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Uma das mais famosas ruas do mundo, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Só há lojas de marca bem 'baratinha' na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Só há lojas de marca bem "baratinha" na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Nos contaram que se você quer tentar a sorte e encontrar alguma celebridade, a dica é ir logo pela manhã, quando as lojas estão abrindo e principalmente no começo da semana, quando há menos movimento. Nós andamos por toda a rua espantados com tanta riqueza, um desfile de ferraris, porshes, maseratis e alguns empresários da moda tramando seus planos para atrair mais celebridades e publicidade para as suas marcas.

Um dos carrinhos circulando na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Um dos carrinhos circulando na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Só há lojas de marca bem 'baratinha' na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Só há lojas de marca bem "baratinha" na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Almoçamos em um agradável bistrô a céu aberto vendo o vai e vem da Rodeo Drive e sem precisar pagar os mesmos milhares de dólares para comer uma salada embalada por uma taça de champagne e frutas vermelhas. (só para entrar no clima, rsrs!)

Passeando na exclusiva Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Passeando na exclusiva Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Lanchinho básico na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Lanchinho básico na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Seguimos dali em direção à Beachwood Drive, ponto que nos foi indicado para ter uma das melhores vistas da placa de Hollywood. Sim, tem uma vista interessante, mas é claro que não paramos por ali, queríamos chegar mais perto.

Chegando ao Hollywood Sign, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Chegando ao Hollywood Sign, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Subimos toda a Beachwood Drive e nos perdemos nas montanhas e labirintos entre o Hollywood Lake Park e o Griffith Park. Foi quando chegamos à Mulholland Drive e rapidamente cenas da cidade dos sonhos de David Lynch vinham à minha mente. Adoro este filme! Mostra bem este universo secreto, o lado B de Hollywood. E ali, ao final dela, está o melhor mirante para o Hollywood Sign, acompanhado de uma vista sensacional da cidade!

Essa foto clássica não poderia faltar numa volta pela América! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Essa foto clássica não poderia faltar numa volta pela América! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


A cidade de Los Angeles vista do Hollywood Sign (na Califórnia - Estados Unidos)

A cidade de Los Angeles vista do Hollywood Sign (na Califórnia - Estados Unidos)


O final de tarde foi no Griffith Park e seu extraordinário Observatório Astronômico, com direito a um museu super didático e interativo sobre a terra e sua relação com a lua, o sol, as estações do ano, marés e todos os planetas. Ventos fortíssimos não nos desencorajaram de acompanhar o por do sol sobre Los Angeles, vendo o céu em chamas enquanto as luzes da cidade se acendiam.

O Griffith Observatory, um dos pontos mais altos de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

O Griffith Observatory, um dos pontos mais altos de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


As luzes de Los Angeles se acendem com a chegada da noite ((na Califórnia - Estados Unidos)

As luzes de Los Angeles se acendem com a chegada da noite ((na Califórnia - Estados Unidos)


Aos interessados, são vendidos tickets especiais para o observatório. Nós estávamos interessadíssimos, mas já tínhamos um ticket comprado para ver outras estrelas despontarem, lá no Staples Center.

Go Lakers!
Sempre tive vontade de assistir a um jogo de basquete, mais que futebol americano ou baseball, já que destes eu não entendo nada das regras do jogo. O basquete movimenta milhões de dólares e de torcedores embalados por alguns dos atletas mais bem pagos do mundo. Eu cresci vendo o Dream Team liquidar com a seleção brasileira, com amigos do colégio escolhendo seus times americanos preferidos e usando bonés e jaquetas do Lakers, New York Nicks ou Chicago Bulls.

O ginásio do Lakers ainda vazio, uma hora antes do jogo em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

O ginásio do Lakers ainda vazio, uma hora antes do jogo em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


No nosso plano inicial íamos deixar a cidade de Los Angeles ontem, mas quando vi que o Lakers jogaria hoje e aqui, decidimos ficar e ter mais esta experiência super “american” no nosso currículo. Os ingressos já estavam praticamente esgotados, só conseguimos comprá-los no site de revenda, sentamos lááá em cima, mas nestes estádios não tem lugar ruim.

Começa o jogo entre Lakers e Bobcats em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Começa o jogo entre Lakers e Bobcats em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


Lakers x Charlotte Bobcats! Chegamos cedo, passeamos pelo estádio, batemos um papo com os seguranças para ver se nos inteirávamos um pouco da situação do campeonato. O Lakers não anda nas suas melhores fases, mas o Bobcats não é um adversário difícil e jogando em casa, o Lakers tinha vantagem.

Nos intervalos do jogo, o show das cheerleaders no ginásio em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Nos intervalos do jogo, o show das cheerleaders no ginásio em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


A estrutura em cima dos jogos é mega, a organização do estádio é impecável e aos poucos fomos vendo todos os acentos lotarem. Reportagens sobre o time, as Laker Girls e os jogadores vão nos deixando no clima e logo o jogo se inicia. O jogo começou meio xoxo e a Lakers Band fazia as vezes de torcida organizada, bem coisa de americano mesmo! Rs!

Torcida comemora aliviada a vitória apertadíssima do Lakers, em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Torcida comemora aliviada a vitória apertadíssima do Lakers, em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


A trilha sonora ia acelerando e puxando a torcida a cada jogada, enquanto nos intervalos as cheer leaders animavam a galera. A torcida foi crescendo e ficando indignada com a má performance do time e logo até eu já estava gritando: “DEFENSE! DEFENSE! GO LAKERS!” O final do jogo foi emocionante, deixando para os últimos segundos a decisão que fechou o jogo em 101 x 100 para o Lakers! Caraca, essa foi por pouco!

Por um mísero ponto, vitória do Lakers em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Por um mísero ponto, vitória do Lakers em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


Chegamos a Los Angeles sem nenhuma expectativa. É claro, sabíamos que íamos conhecer Hollywood e afins, a praia de Santa Monica e Beverly Hills, mas várias pessoas com quem conversamos não tinham sido muito positivas. Saímos daqui com outra imagem da cidade, que nos conquistou com seus espaços abertos, belas vistas, praias e diferentes vizinhanças, para todos os gostos, culturas e bolsos. E estas são apenas as áreas mais turísticas da cidade, sem dúvida viver aqui, entre West Hollywood e os cantos descolados da UCLA deve ser ainda mais interessante! Nada como estar aberto a novos conceitos e experiências!

Assistindo a jogo do Lakers em em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Assistindo a jogo do Lakers em em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


Gostou? Então se você já veio a LA a passeio ou viveu por aqui, deixe também suas dicas!

Estados Unidos, Califórnia, Los Angeles, roteiro, cidade, Metropole, Hollywood, Beverly Hills, Lakers, Calçada da Fama

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Punta Gallinas

Colômbia, La Guajira

Meio de transporte na península de La Guajira, na Colômbia

Meio de transporte na península de La Guajira, na Colômbia


Acordamos com os primeiros raios da manhã, a noite fria do deserto dava espaço a mais um dia quente e ensolarado na península de La Guajira. Um banho frio para acordar e um desayuno típico com arepa de farinha e ovos mexidos e estávamos prontos para colocar o pé na estrada novamente!

Café da manhã na península de La Guajira, na Colômbia

Café da manhã na península de La Guajira, na Colômbia


Café da manhã com o Marco e a Elisiana, nossos amigos italianos, num rancho no norte da península de La Guajira, na Colômbia

Café da manhã com o Marco e a Elisiana, nossos amigos italianos, num rancho no norte da península de La Guajira, na Colômbia


Enquanto nos preparávamos para sair, várias mulheres e crianças chegavam ao rancho, que servia de base para o atendimento de dentistas que vieram da capital. Eles vêm uma vez ao mês ou mais, trazem todo o consultório móvel e atendem as famílias wayuus da região. Lindo trabalho!

sertão do Brasil? Não! Península de La Guajira, na Colômbia

sertão do Brasil? Não! Península de La Guajira, na Colômbia


A mais bela e sábia das árvores, na península de La Guajira, na Colômbia

A mais bela e sábia das árvores, na península de La Guajira, na Colômbia


Despedimos de Elisiana e Marcos com promessas de visitas, no Brasil e na Itália, para mostrarmos o melhor de nossa terra aos nossos novos amigos! Eles partiram de barco pela Baía Hondita e nós de Fiona rumo à Punta Gallinas, a ponta mais ao norte da América do Sul!

Braço de mar ao lado de nosso rancho na península de La Guajira, na Colômbia

Braço de mar ao lado de nosso rancho na península de La Guajira, na Colômbia


No caminho mais deserto, caatinga, praias e finalmente o Oceano Atlântico, mais conhecido por aqui como Mar do Caribe. A praia deste litoral é rodeada por corais, as areias graúdas tem forma de pequenos grãos de arroz e o mar revolto faz o espetáculo de splashes nos arrecifes.

A Fiona no topo da América do Sul, em Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia

A Fiona no topo da América do Sul, em Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia


Exatamente no ponto mais ao norte da América do Sul, em Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia

Exatamente no ponto mais ao norte da América do Sul, em Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia


O marco geográfico está sinalizado por um farol que mais parece uma antena e uma construção caindo aos pedaços, que ao menos possui um simpático mapa em pintura livre para nos lembrar aonde viemos parar.

O farol que marca o início da América do Sul, em Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia

O farol que marca o início da América do Sul, em Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia


1000dias chega à Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia, o ponto mais ao norte da América do Sul

1000dias chega à Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia, o ponto mais ao norte da América do Sul


Tina e Marcos acabavam de chegar por ali para o seu café da manhã. Tiveram muito vento no acampamento na praia de Baía Hondita e acabaram saindo mais cedo do que imaginavam. Agora sim nos despedimos do casal de aventureiros suíços, eles seguirão para o sul via Bucaramanga, enquanto nós iremos cruzar para a Venezuela, mas algo me diz que nossos caminhos ainda irão se cruzar!

O Marco e a Tina saboreiam seu café da manhã na sombra do farol de Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia, ponto mais ao norte da América do Sul

O Marco e a Tina saboreiam seu café da manhã na sombra do farol de Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia, ponto mais ao norte da América do Sul


Começamos o nosso caminho de volta, passamos novamente pelo mirante da Bahía Honda e suas ilhas e algumas horas depois chegamos à cidade de Cabo de la Vela. Uma comunidade de pescadores que vive em suas casas e pátios internos para se proteger do vento que sopra constantemente nas águas rasas deste litoral. Estes mesmos ventos atraem praticantes de kite e windsurfe, a baía rasa tem as condições perfeitas para o esporte.

O mar azul de Cabo de La Vela, litoral ocidental da península de La Guajira, na Colômbia

O mar azul de Cabo de La Vela, litoral ocidental da península de La Guajira, na Colômbia


Os wayuus sabem disso e já vemos mais estrutura turística por aqui, algumas pousadas e restaurantes simpáticos que servem PFs deliciosos de peixe fresco (o de hoje foi barracuda), arroz, patacones e pepinos, especialidades da culinária local.

Nossos guias, Edwin e Alex, na península de La Guajira, na Colômbia

Nossos guias, Edwin e Alex, na península de La Guajira, na Colômbia


Lutando contra o vento e o calor, nos refrescamos no mar e logo estamos prontos para conhecer o cartão postal da região, o Pilón de Azúcar. Uma montanha de uns 150m de altura estrategicamente localizada entre praias e baías com uma das vistas mais lindas da península.

A incrível beleza da paisagem vista do topo do Pilón de Azucar, perto de Cabo de La Vela, litoral ocidental da península de La Guajira, na Colômbia

A incrível beleza da paisagem vista do topo do Pilón de Azucar, perto de Cabo de La Vela, litoral ocidental da península de La Guajira, na Colômbia


O Pilón de Azúcar tem um significado muito especial pra os wayuus, que acreditam que as nossas almas quando morrem passam por ali. Talvez por isso no topo esteja a estátua da Virgem (não me pergunte qual delas), na interessante mistura da cultura local com a religião dominante neste povo desde os tempos coloniais.

Imagem da Virgem no topo do Pilón de Azucar, perto de Cabo de La Vela, litoral ocidental da península de La Guajira, na Colômbia

Imagem da Virgem no topo do Pilón de Azucar, perto de Cabo de La Vela, litoral ocidental da península de La Guajira, na Colômbia


A nossa jornada à Punta Gallinas chegou ao fim e agora podemos responder: o que o ponto mais ao norte da América do Sul tem de especial? O caminho para chegar até lá. As pessoas, a cultura, as paisagens e uma América diferente de tudo o que já vimos e que como sempre continua a nos surpreender.

Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia, o ponto mais ao norte da América do Sul

Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia, o ponto mais ao norte da América do Sul

Colômbia, La Guajira, off road, Punta Gallinas, Cabo de la Vela, Pilón de Azúcar, Wayuus

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Rumo às Montanhas do Norte

Panamá, Cidade do Panamá, Boquete

A 'Revolution Tower', um dos marcos arquitetônicos da Cidade do Panamá, capital do país

A "Revolution Tower", um dos marcos arquitetônicos da Cidade do Panamá, capital do país


Após um dia chuvoso, de bastante trabalho, ontem demos uma escapadinha para o cinema do Multicentro. O filme que estava disponível no cinema era “Colombiana”, escrito por Luc Besson e Robert Mark Kamen. O filme se passa entre a periferia de Bogotá e Nova Iorque, usando como pano de fundo a história dos quartéis de drogas colombianos. Filme de ação com Zoe Saldana, gatona que já fez Missão Impossível e outros nessa linha. Ótimo entretenimento!



Fechamos as nossas malas para seguir viagem, nosso destino são as montanhas do norte do Panamá, na cidade de Boquete. Cruzamos a ponte das Américas, que une os continentes que o homem separou, passando sobre o Canal do Panamá.

A famosa Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá

A famosa Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá


As estradas aqui no Panamá estão sendo um suspiro aliviado entre as suas irmãs colombianas e com as que estão por vir na América Central. Asfaltadas, grande parte duplicadas em auto-pistas daquelas que pagamos os pedágios com gosto.


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A única taxa que não gostamos de pagar são aquelas gentilmente solicitadas por alguns policiais, que estão espalhados por toda a rodovia.

Fiona tem 'problemas' na estrada, perto de Santiago, no Panamá

Fiona tem "problemas" na estrada, perto de Santiago, no Panamá


Atravessamos do centro ao norte do país em umas 6 horas, deixando para trás dois parques nacionais e uma a comarca dos índios Ngöbe Buglé, personagens que passam a ser comuns nessa região. As mulheres usam vestidos longos e coloridos com detalhes de patchwork nas mangas, lindo!

Estamos mesmo na América central!!! (apesar da placa, ainda estamos no Panamá)

Estamos mesmo na América central!!! (apesar da placa, ainda estamos no Panamá)


Chegando às montanhas de Boquete, fomos recepcionados por um belo arco-íris. Que seja o prenúncio de um lindo dia de caminhadas e explorações na região! Amém.

O gigantesco arcoíris marca exatamente aonde está a cidade de Boquete, no Panamá

O gigantesco arcoíris marca exatamente aonde está a cidade de Boquete, no Panamá

Panamá, Cidade do Panamá, Boquete, Estrada, Canal do Panamá, Indígendas

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2 dias em San Antonio

Estados Unidos, Texas, San Antonio

O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


San Antonio é uma cidade de origem espanhola que foi fundada em 1691 por um grupo de exploradores. Eles vinham reforçar a presença da Coroa Espanhola no Texas perante a vizinha francesa Louisiana. Viviam ali os indígenas Payaya, que logo entraram no esquema da época, sendo catequizados pelos padres franciscanos, que às margens do rio fundaram uma missão e a nomearam San Antonio em homenagem ao santo do dia. San Antonio cresceu e se tornou o maior povoado da capital espanhola e mais tarde do território mexicano, a Província de Tejas.

Praça central de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Praça central de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Álamo, antiga Missão San Antonio - no início do século XIX a missão foi transformada em um forte militar e passou a chamar-se Álamo, tornando-se uma prisão durante a Guerra de Independência Mexicana e mais tarde abrigou o primeiro hospital da cidade.

Chegando ao Alamo, em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Chegando ao Alamo, em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Mais tarde, já em meados do século XIX, que os ânimos se aqueceram e o Texas se proclamou independente do México. O General Santa Ana liderando um exército mexicano invadiu o Texas e sob fogo pesado, derrotou os texanos que se reuniam no forte do Álamo. Esta batalha é relembrada até os dias de hoje, pois os bravos soldados texanos lutaram até a morte, sem desistir de seu ideal, mais tarde logrado, independência do território mexicano.

O Alamo, local da mais famosa batalha para a independênica do Texas, em San Antonio, no sul do estado, nos Estados Unidos

O Alamo, local da mais famosa batalha para a independênica do Texas, em San Antonio, no sul do estado, nos Estados Unidos


Hoje o Álamo foi restaurado e se tornou um museu que conta em detalhes da sua história e batalhas que ocorreram ali, relembrando a vida e a história daqueles que viveram por se protegerem dentro de seus muros, e daqueles que morreram defendendo o ideal americano.

O pátio interno do Alamo, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

O pátio interno do Alamo, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


A poucas quadras dali encontramos o San Antonio Riverwalk, um passeio de pedestres construído ao longo de 4 quilômetros do Rio San Antonio no centro histórico da cidade. O rio era um problema para a cidade, que já havia passado por diversas enchentes relâmpagos e inclusive perdido 50 vidas em uma catástrofe em setembro de 1921. Depois disso vários planos para controle de enchentes e canalização do rio aconteceram, mas não sem o protesto dos conservacionistas da época que salvaram o rio de ser canalizado, sepultado e apartado da vida da comunidade.

A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Foi apenas em 1938 que um projeto audacioso surgiu, o projeto de embelezamento do Rio San Antonio, que além de sistemas para o controle de enchentes propunha o Passeio del Rio um nível abaixo do nível da rua. Foram anos para que os planos passassem a ações e só em 1946 o projeto arquitetônico e comercial começaria a ganhar força e o apoio da população. Neste ano foi aberto o primeiro dos restaurantes do passeio, o Casa Rio, seguido mais tarde pelo hotel Hilton e em 1981 pelo Hyatt.

Turistas passeiam de barco pelo River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Turistas passeiam de barco pelo River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


O charmoso passeio interliga o Álamo ao Rivercenter Mall e continua em forma de “U”, seguindo uma grande curva do rio, passando pela La Villita, centro de artesanatos e arte e outras atrações da cidade e uma infinidade de restaurantes. Tudo é comemorado nos bares e nas calçadas do Riverwalk: aniversários, nascimentos, casamentos (encontramos os noivos apavorando no pub irlandês!) e até os 4 NBA´s que ganharam o San Antonio Spurs, time de basquete da cidade que desfilou em um barco no rio depois das suas vitórias.

Distrito histórico de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Distrito histórico de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Se você quer ver movimento e o passeio ainda mais vivo e decorado, dois grandes momentos festivos para visitá-lo são durante a Fiesta de San Antonio, na primavera, com barcos floridos flutuantes e durante o mês de dezembro, quando a decoração de luzes de natal o torna ainda mais especial.

Teatro ao ar livre na River Walk, arquibancada de um lado e o palco do outro lado do rio (em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos)

Teatro ao ar livre na River Walk, arquibancada de um lado e o palco do outro lado do rio (em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos)


A cidade ainda conta com uma mão cheia de atrativos, mas o maior deles é justamente se deixar embalar pela graça e pela alegria e vivacidade das ruas de San Antonio e fluir o dia ao lado das águas do Rio San Antonio. Passamos um dia inteiro e duas noites na cidade e seguimos rumo ao sul, seguindo pela rota das missões de San Antonio. Decidimos parar em ao menos uma delas, a Missão San José.

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Dentro de um parque histórico nacional, a Missão San José é conhecida como “A Rainha das Missões”, por ser a maior delas já quase totalmente restaurada. A missão foi construída em 1720 por padres franciscanos que vieram a catequizar os indígenas Coahuiltecanos. A missão funcionava como uma vila, que reunia a comunidade indígena ao redor dos ensinamentos dos hábitos, línguas, costumes e crenças dos seus novos colonizadores.

Visitando a missão franciscana de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Visitando a missão franciscana de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Segundo historiadores os indígenas buscavam a missão como um lugar de refúgio, paz e abundância, pois aqui aprendiam novos ofícios como ferreiros, sapateiros e artesãos, cultivavam os alimentos e aprendiam a relacionar os seus deuses aos novos ensinamentos católicos. Muito deste sincretismo pode ser visto na fachada da igreja, esculpida e trabalhada por artistas indígenas que incluíram elementos do seu dia a dia ao lado dos santos católicos. Estima-se que aqui viveram ao menos 350 indígenas, que passaram a ser donos das terras em 1794. A atividade missionária se acabou oficialmente no ano de 1824 e, abandonada, o espaço se tornou casa para soldados, mendigos e bandidos. Apenas em 1930 e missão foi restaurada e se tornou parte do San Antonio Missions National Historical Park.

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


A visita guiada pela park ranger é bem interessante e dura em torno de 45 minutos, dando detalhes de como seria a vida na missão, sua construção e história. Uma curiosidade, dizem que foi nos moinhos desta missão que teriam nascido as primeiras tortilhas de farinhas da história, unindo o recém-chegado trigo à antiga receita da massa de milho utilizada pelos indígenas.

A 'janela do Rosario', na Mission san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A "janela do Rosario", na Mission san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Guia leva grupo para conhecer a Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Guia leva grupo para conhecer a Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


As missões foram mesmo uma arma poderosa utilizada pelos espanhóis na colonização e no aculturamento dos povos indígenas latino-americanos, desde a argentina, passando pelo Brasil, Paraguai e chegando até aqui, nos Estados Unidos! O lugar é lindo e transmite uma grande paz e serenidade, um dos passeios obrigatórios aqui em San Antonio!

As belas janelas da Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

As belas janelas da Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Outra dica, se você está vindo de Austin para San Antonio, reserve um tempinho para uma parada nos Outlets de San Marcos que estão no caminho. São dois outlets um em frente ao outro, um mais baratex com marcas básicas e outro Premium Outlet só com marcas bacanas. Nos dois você encontra bons preços e uma paradinha por lá não vai fazer mal a ninguém. Rs!
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Nós passamos pela Levis para refazer o estoque de calça jeans antes de sairmos do país, afinal depois de 3 anos elas já estavam bem batidas e carcomidas.

Cartaz explicativo na loja da Levi's, em Outlet da região de Austin, no Texas, nos Estados Unidos

Cartaz explicativo na loja da Levi's, em Outlet da região de Austin, no Texas, nos Estados Unidos


Nossa próxima parada foi a cidade de Laredo, já na fronteira com o México. Chegamos ao fim da nossa rota pelos Estados Unidos, com um aprendizado incrível sobre a sua história, suas belezas naturais e principalmente toda a sua geografia! Foram 9 meses percorrendo a América do Norte, quase 7 deles só nos Estados Unidos, totalmente fora do que havia sido planejado. Eu sempre fui crítica e inclusive tinha certo preconceito em relação aos turistas que se dedicam única e exclusivamente a conhecer os Estados Unidos, principalmente aos que não saem do eixo Miami-Orlando-Nova Iorque de compras e parques da Disney.

River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Hoje tenho uma visão melhor do país e vejo que o potencial turístico dos Estados Unidos é totalmente desperdiçado pela maioria dos brasileiros, que seguem repetindo suas viagens pelas grandes cidades e deixam de conhecer o que o país tem de mais rico e interessante, seus parques nacionais, paisagens únicas e melhor, tudo com muita infraestrutura e informação, fácil para todos os tipos de viajantes, até aos menos aventureiros. Hoje, depois de passar por 41 dos 50 estados americanos, digo com a boca cheia que conheço os Estados Unidos e de peito aberto, que me tornei fã desta terra, seus desertos e montanhas, florestas e cidades. Espero que a nossa viagem e os nossos posts os encoraje a viajar mais e conhecer melhor este imenso e diverso país.Valeu Tio Sam, I´ll be back!

Estados Unidos, Texas, San Antonio, Missões, Alamo, Missão, Riverwalk

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Santa Cruz e Santiago

Galápagos, Santa Cruz, Isla Santiago

Tartaruga amedrontada se encolhe, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Tartaruga amedrontada se encolhe, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


“Good morning ladies and gentleman! This is your wake up call. Now it´s 6:45 in the morning and it´s time to wake up. Today is your first beautiful day in the Paradise Island!”

Ainda não sabíamos, mas este seria o nosso despertador pelos próximos 7 dias. O simpaticíssimo Capitán Victor usava o sistema de áudio do barco para os principais anúncios e todos os dias nos acordava com uma música diferente esta simpática chamada.

Chegando à Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Chegando à Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Durante a noite o barco fez a sua primeira viagem, de San Cristóbal até o Canal de Itabaca, entre as ilhas de Baltra e Santa Cruz, ilha mais populosa do arquipélago. Galápagos é uma província do Equador e possui em torno de 24 mil habitantes. A 1000km do continente, o arquipélago é formado por 58 ilhas, das quais apenas 4 são habitadas.


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Habitadas por seres humanos, vamos deixar claro. Pois as Ilhas Galápagos possuem uma imensa biodiversidade e uma fauna endêmica muito peculiar, incluindo as ilustres e gigantescas tartarugas de Galápagos.

Junto com as tartarugas gigantes de Galápagos, na Ilha de Santa Cruz

Junto com as tartarugas gigantes de Galápagos, na Ilha de Santa Cruz


O principal lugar para visitá-las é um rancho dentro da área do Parque Nacional de Galápagos. Elas são imensas, podem medir até 1,80m e pesar até 255kg! As tartarugas são herbívoras e vivem enfiadas nos lamaçais da parte alta da ilha, onde o clima é mais ameno. Já da estrada, de dentro do ônibus, podíamos avistá-las enormes no meio da vegetação.

Tartaruga gigante busca alimento na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Tartaruga gigante busca alimento na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Esta espécie de tartaruga está dividida em 11 subtipos e sua população não ultrapassa 15 mil indivíduos. Esta variedade morfológica foi notada por Darwin na sua passagem pelas ilhas em 1835, e por isso as lindas tortugas foram argumento da sua teoria da evolução das espécies.

Grupo de tartarugas gigantes chafurda na lama na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Grupo de tartarugas gigantes chafurda na lama na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Estima-se que sua população antes da colonização era em torno de 250 mil, porém elas foram parte do cardápio de piratas, navegadores, colonizadores e inclusive moradores até pouco tempo, estando hoje ameaçadas de extinção.

A mais bela das tartarugas gigantes em foto tradicional na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

A mais bela das tartarugas gigantes em foto tradicional na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Além do rancho, nosso tour por Santa Cruz incluiu uma passagem pelos imensos túneis de lava, caminhos abertos na rocha pela lava vulcânica. Estes túneis foram encontrados pois o teto de um destes túneis desabou com o peso de uma vaca que pastava pela região, dando acesso à essa imensa caverna impressionante!

Túnel feito pela lava na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Túnel feito pela lava na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Ainda conhecendo um pouco da geologia da ilha, passamos pelos “Gemelos”, dois antigos caldeirões de lava, hoje parecidos com imensas crateras com um micro-clima próprio, muito verde e uma flora especial.

Os 'Gemelos', antigas caldeiras de lava na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Os "Gemelos", antigas caldeiras de lava na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Este é o único dia em que teremos um desembarque terrestre. Novas regras do parque: barco de mergulho pode fazer apenas um desembarque terrestre, 3 mergulhos por dia e nenhum noturno. Então não vamos perder tempo, aos mergulhos!

Voltando para nosso barco após visita à Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Voltando para nosso barco após visita à Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Nossos primeiros mergulhos oficiais do live aboard aconteceram na Ilha de Santiago em um ponto chamado “Cousin Rock”.

Nossa guia Glenda nos explica o próximo mergulho, em Isla Santiago, em Galápagos (foto de Maria Edwards)

Nossa guia Glenda nos explica o próximo mergulho, em Isla Santiago, em Galápagos (foto de Maria Edwards)


Foram dois mergulhos com a profundidade variando entre 18 e 26m, temperatura 20°C para já ir nos acostumando com o frio que vem pela frente. A visibilidade mais uma vez nos deixou na mão, 7 a 10m.

Estrela-do-mar em mergulho em Santiago, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Estrela-do-mar em mergulho em Santiago, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Confesso que não era bem o que estávamos esperando do mergulho aqui. Mas a vida marinha abundante não nos deixa perder a viagem, leões marinhos, várias tartarugas, barracudas, estrelas do mar belíssimas, cardumes de peixe anjo (King Angel Fish), papagaios e até um peixe escorpião.

Tartaruga em mergulho em Santiago, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Tartaruga em mergulho em Santiago, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Dois leões marinhos curiosos com a nossa presença em Cousin Rock, na Isla Santiago - Galápagos

Dois leões marinhos curiosos com a nossa presença em Cousin Rock, na Isla Santiago - Galápagos


Dia super produtivo e cansativo. O melhor de tudo é sair do mergulho, tomar uma ducha quentinha e ter um jantar delicioso nos esperando! Detalhe: cada noite um grupo é convidado a sentar-se na mesa com o capitán! Ontem a noite fomos nós, boa comida e ótima conversa para matarmos muitas curiosidades sobre as ilhas, a rotina da equipe e os nossos próximos dias “in the Paradise Island!”

Todos jantando no salão das refeições do nosso barco, ao largo da Ilha de Santiago, em Galápagos

Todos jantando no salão das refeições do nosso barco, ao largo da Ilha de Santiago, em Galápagos

Galápagos, Santa Cruz, Isla Santiago, Mergulho, Ecuador, Equador, Cousin Rock

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Ottawa em 01 Dia

Canadá, Ottawa

Concorrida sessão de Ioga, em frente ao prédio do Parlamento, em Ottawa, capital do Canadá

Concorrida sessão de Ioga, em frente ao prédio do Parlamento, em Ottawa, capital do Canadá


Ottawa foi uma capital planejada, antes habitada pelos índios Algoquins, está localizada em posição estratégica entre as duas principais cidades do país que disputavam a liderança econômica e política, Montreal e Toronto. Se você é como nós, um sem vergonha de ter planejado apenas um dia para a capital do Canadá, aí vai o roteiro que fizemos para aproveitar ao máximo a sua sem-vergonhisse.

Caminhando por Ottawa, capital do Canadá

Caminhando por Ottawa, capital do Canadá



História e Yoga na Downtown Area

A melhor forma de explorar o centro de Ottawa é a pé e o melhor dia durante o verão, é na quarta-feia. Como assim? Bom, não é todo o dia que você vê mais de 500 pessoas reunidas praticando yoga em frente ao prédio do Parliament Hill. Isso mesmo, você leu direito, um catatau de gente com suas roupas de ginástica e tapetinhos de yoga, seguindo as orientações de professores contratados pela prefeitura da cidade, repetindo os mesmos movimentos, com ritmo e respirações perfeitos, vibrando em uma mesma frequência.

A Ana participa de aula de Ioga em frente ao prédio do Parlamento, em Ottawa, capital do Canadá

A Ana participa de aula de Ioga em frente ao prédio do Parlamento, em Ottawa, capital do Canadá


Nós estávamos caminhando pela Sparks Street, rua comercial com restaurantes e cafés cheios na hora do intervalo, descemos para a Wellington Avenue na esquina com o Parliament Hill e começamos a ver várias pessoas correndo com suas yoga mats para um mesmo lugar. Algo está acontecendo, pensei. Acelerei o passo junto com eles e no caminho perguntei o que estava acontecendo, e Patrick me respondeu: "is the Parliament Hill Yoga!" Bah, foi inacreditável! É claro que mesmo sem tapete e roupa adequada eu tive que me juntar para pelo menos uns 20 minutos de aula e alongamento naquela energia tão especial. Ottawa nos dava as boas vindas!

A Ana participa de aula de Ioga em frente ao prédio do Parlamento, em Ottawa, capital do Canadá

A Ana participa de aula de Ioga em frente ao prédio do Parlamento, em Ottawa, capital do Canadá


Caminhamos pelas ruas vibrantes e cheias de vida, atravessando o Rideau Canal, que no inverno é o mais longo ringue de patinação no gelo. 7,8 dos seus 200km são fechados e viram uma avenida de patins com centenas de pessoas indo e vindo. O canal foi projetado pelo visionário engenheiro Colonel John By em 1826, seus 200 km de extensão interligaram através do Ottawa River os dois principais centros militares do país, Ottawa e Kingston, a então capital do Canadá Colonial. Depois de 175 anos de intenso uso comercial, o canal hoje é um patrimônio histórico e turístico da cidade.

Arquitetura grandiosa em Ottawa, capital do Canadá

Arquitetura grandiosa em Ottawa, capital do Canadá



As delícias gastronômicas do Byward Market

Cruzamos o canal, observando um dos seus mais de 47 diques e chegamos à região do Byward Market. O mercado em si é pequeno e este é o quinto prédio depois de incêndios e reconstruções, que não o fizeram perder em caráter e importância comercial. A área foi tomada por comerciantes e vendedores de todos os tipos desde os tempos áureos que o engenheiro Colonel John By, o mesmo do canal, resolveu construí-lo.

Apetitosas berries no ByWard Market, em Ottawa, capital do Canadá

Apetitosas berries no ByWard Market, em Ottawa, capital do Canadá


Muitas cores no ByWard Market, em Ottawa, capital do Canadá

Muitas cores no ByWard Market, em Ottawa, capital do Canadá


No verão as ruas são tomadas por feirantes vendendo produtos frescos deliciosos, frutas, verduras e legumes, além de uma imensa variedade de queijos! Os prédios antigos foram reformados e se tornaram deliciosas mercearias ou charmosos restaurantes, bares e bistrôs.

Loja de queijos no ByWard Market, em Ottawa, capital do Canadá

Loja de queijos no ByWard Market, em Ottawa, capital do Canadá


Esta é a região ideal para um almoço gostoso no meio das suas, ou nossas, andanças. Dentre tantas opções de cardápios nós escolhemos o Play, restaurante de tapas pra lá de criativas e com uma ótima seleção de queijos canadenses, acompanhada de um bom vinho.

Queijos e vinho no restaurante Play, em Ottawa, capital do Canadá

Queijos e vinho no restaurante Play, em Ottawa, capital do Canadá


À noite a região também é uma das mais movimentadas da capital, só não espere muito de uma terça-feira chuvosa... Relaxados e bem alimentados fomos à próxima atividade, uma tarde cultural.

Queijos e vinho no restaurante Play, em Ottawa, capital do Canadá

Queijos e vinho no restaurante Play, em Ottawa, capital do Canadá



Desafio: escolha apenas um dos 8 incríveis museus.

São pelo menos 8 museus imperdíveis em Ottawa: (1) Canadian Museum of Civilization, (2) National Galley of Canada, (3) Canadian Museum of Nature, (4) Canada Science & Technology Museum, (5) Canadian War Museum, (6) Canada Aviation and Space Museum, (7) Ottawa Locks & Bytown, (8) Royal Canadian Mint. Eu sei disso por que li no meu guia de viagens, não por que pude conhecer todos eles. A escolha é difícil, eu sei, mas vai da linha que você gosta de fazer.

A National Galery, em Ottawa, capital do Canadá

A National Galery, em Ottawa, capital do Canadá


A nossa eleita foi a National Gallery of Canada. Eu estava saudosa de exposições de arte e louca para ver a galeria de Arte Inuit. Queria entender um pouco mais sobre a psique do povo canadense e a arte é sempre uma boa forma de entrar na cultura e na história de um povo. A Inuit Gallery no subsolo reúne gravuras e esculturas deste povo ártico que conhecemos durante a viagem para Groelândia. Esculturas de animais árticos e lendas Inuits em ossos de baleia ou chifres de renas e gravuras com cenas cotidianas de pesca, caça e imagens do imaginário Inuit. Muito bacana ver a arte desse povo sendo selecionada e reconhecida como arte nacional em um país de culturas tão distintas.

Aranha gigante no pátio da National Galery, em Ottawa, capital do Canadá

Aranha gigante no pátio da National Galery, em Ottawa, capital do Canadá


Dentre galerias de arte grega, romana, europeia e até arte-sacra, eu optei por uma passagem rápida pelas obras dos meus pintores preferidos como Monet, Manet e Picasso, só para matar as saudades, e entrei de cabeça na galeria de arte nacional. As obras dos pintores modernistas do Group of Seven se destacam, pois pintando paisagens canadenses eles criaram o primeiro grande movimento artístico nacional no Canadá. Porém a minha maior descoberta, foi a pintora e escritora Emily Carr (1871-1945), uma mulher forte, independente e que já naqueles tempos viajava para as distantes Queen Charllote Islands, Alasca e outros lugares insólitos para retratar a cultura e a arte dos povos indígenas. Foi uma grande surpresa quando vi os imensos totens de madeira dos Haidas impressos com os traços intensos desta pintora modernista e pós-impressionista.

Exposição Virtual: Já que não podemos fotografar nenhuma das obras dentro do museu, aqui vai o link com a exposição virtual de Emily Carr na Vancouver Art Gallery.

Reservamos duas horas para o gigantesco museu, que reúne obras dos maiores artistas de todo o mundo e até uma exposição temporária de Van Gogh! Infelizmente tivemos que deixar esta para outra viagem (à Europa, é claro). Bacana que na entrada você pode escolher pagar para ver apenas as exposições permanentes e se tiver tempo, adicionar ao pacote a temporária. Mas vai por mim, em apenas um dia na cidade, não vai dar tempo.

Igreja em Ottawa, capital do Canadá

Igreja em Ottawa, capital do Canadá

Canadá, Ottawa, museu, Byward Market, Parliament Hill Yoga, Ontario, National Gallery of Canada, Capital

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Chapada das Mesas

Brasil, Maranhão, Carolina (P.N. Chapada das Mesas)

Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


O recém criado Parque Nacional da Chapada das Mesas preserva 160.040 hectares de cerrado, um dos biomas mais ameaçados do mundo. As montanhas em forma de mesa inspiraram o seu nome. Cânions, rios de águas cristalinas, cachoeiras e formações rochosas de formas curiosíssimas fazem dela uma das mais belas regiões do cerrado brasileiro.

A Pedra do ET, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

A Pedra do ET, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Os limites do parque estão entre os municípios de Carolina, Riachão e Estreito, as principais atrações dentro do parque têm acesso pela estrada de Estreito, há 25km de Carolina, e ao redor de todo parque nas suas áreas de amortecimento, em propriedades particulares.

Entrada do P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Entrada do P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Desde 2006 o ICM-Bio passou a ser responsável pela área, que ainda está em fase de levantamento das propriedades existentes para negociação da saída das famílias que ainda habitam a região. Alguns têm interesse em acordos, trocas por terras férteis ou mesmo indenização em dinheiro, mas como sempre há os que não aceitam, nasceram, viveram e ainda sobrevivem desta terra. E o plano de manejo então? Deve demorar mais um bocadinho.

Estrada corta o cerrado no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Estrada corta o cerrado no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Hoje decidimos fazer a incursão para a área dentro dos limites do parque, a Cachoeira de São Romão e a Cachoeira da Prata. Os caminhos do parque são entre estradas de terra e areais. Longas distâncias e vários desvios e trilhas off road podem levar a errar o destino, por isso é recomendada a contratação de um guia local. Zezinho, da Cia do Cerrado, nos encontrou as 7h30 da manhã na pousada de onde seguimos os 25km de asfalto e mais 50km, atravessando porteiras e cancelas até a propriedade do Seu Jorge, da cachoeira São Romão.

Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Infelizmente eu não consegui aproveitar nem um minuto da paisagem no caminho. Acordei péssima, com a alergia a milhão! Nunca tive um negócio desses, nem sei como lidar com isso, dor no rosto, dor de cabeça, nariz entupido até o cerebelo, que desgraça. O Zezinho, coitado, deve ter me achado uma antipática, pois fiquei o tempo todo deitada no carro, com meu travesseiro, rinosoro e lenços, tentando dormir. Na cachoeira, estendi minha canga e voltei a deitar enquanto Rodrigo explorava, tomava banho de rio e conversava com o Zezinho. A queda d´água é tão forte que forma um vapor descomunal, eu lá longe deitadinha atrás de uma árvore que estava toda gotejada.

Descansando na sombra, na praia da Cachoeira São romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Descansando na sombra, na praia da Cachoeira São romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Eis que o Rodrigo aparece para me buscar, “você tem que conhecer esse lugar!”. Eu não sei se ele não estava entendendo o meu estado ou se é só “sem noção” mesmo, mas ainda assim fez questão de me levar... E eu? Fui, né! Ele me levou para detrás da cachoeira, a cortina de água forma uma imagem maravilhosa, uma dança linda das gotículas de água indo e vindo conforme o vento e a força do rio. Mais ao fundo existe uma pequena caverna, um espaço grande que nos transporta para outro mundo, de musgos super crescidos, luz branca, barulho de cachoeira e muita água! Que sorte a minha de ter um marido destrambelhado.

Cachoeira São Romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Cachoeira São Romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Pagamos a taxa ambiental, almoçamos um frango caipira no bar do Seu Jorge e deixamos nossa contribuição para ele manter aquele paraíso cuidado e preservado. Seguimos para a segunda cachoeira, a Pratinha. Nesta eu já fui decidida a não entrar. Atravessamos o rio no Titanic, balsa de galões valentes que nos leva até o outro lado na técnica conhecida como “grab and pull”, hahaha! Sensacional! Zezinho pulou na frente e foi buscar o Titanic que estava do outro lado para nos puxar até lá.

O Zezinho, nosso guia, traz o Titanic, a balsa para atravessar o rio da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

O Zezinho, nosso guia, traz o Titanic, a balsa para atravessar o rio da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Uma caminhada curta e chegamos à cachoeira. Pescadores já tinham o fogo preparado para o assado de mais tarde. O Ro deu um mergulho, eu uma deitada, mas não demoramos muito a seguir o nosso rumo. Na volta eu não agüentei, tive que dar um mergulho rápido nas águas quentes e curativas do rio que forma a Cachoeira da Prata, espero que funcione! Rsrsrs!

Uma das três quedas da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Uma das três quedas da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Ainda tínhamos a esperança de pegar o pôr-do-sol no Portal da Chapada. Infelizmente (ou felizmente, no meu caso), não deu tempo... mas a sorte sempre está do nosso lado, assim que chegamos à pousada eles nos deram a dica que um médico vindo de SP havia acabado de chegar e era nosso vizinho de quarto. Dr. Rodrigo estava saindo para jantar, tirei ele do carro, coitado, mas era para uma emergência. Eu estou tomando anti-histamínico e usando o rinosoro há 3 dias e o quadro não está mudando. Ele gentilmente me atendeu, fez algumas perguntas, me observou e me deu uma receita para comprar um medicamento mais potente, para me tirar da crise. Além disso, nos deu uma ótima dica de um boteco de rua na cidade que serve uma picanha bacana, super honesta. Melhor ainda por que eu voltava aos poucos a conseguir respirar, depois de passar na farmácia e comprar o remédio indicado. Espero que esta noite eu consiga dormir.

Vegetação próxima à Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Vegetação próxima à Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Brasil, Maranhão, Carolina (P.N. Chapada das Mesas), cachoeira, parque nacional, Cachoeira São Romão, Prata, Chapada das Mesas, Cerrado

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Thousand Islands

Canadá, 1000 Islands

Chegando à região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatados Unidos

Chegando à região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatados Unidos


Mil e oitocentas e sessenta e quatro ilhas (sim, 1.864!!!!) para ser mais exata. Parece mentira, mas não é. Esta constelação de ilhas se formou ao longo de 80km do St Lawrence River depois da última glaciação. Há 12 mil anos a retração dos glaciares foi depositando aqui toneladas e mais toneladas de pedras e sedimentos que formaram as atuais ilhas.

Veleiro na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Veleiro na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


Elas têm todos os tamanhos, podem ser particulares ou até abrigar pequenas vilas, mas para serem consideradas ilhas elas devem se encaixar nos seguintes critérios:

1) Estar acima d´água durante todo o ano.
2) Ter uma área maior que 1 square-foot ou, traduzindo para o mundo, 0,093m2 = 929,03cm2!!!
3) Comportar pelo menos uma árvore, viva, é claro.

A menor ponte internacional do mundo, ligando uma ilha canadense à outra americana, na região de 1000 Islands

A menor ponte internacional do mundo, ligando uma ilha canadense à outra americana, na região de 1000 Islands


Elas estão localizadas na fronteira dos estados de Nova Iorque, EUA e de Ontario, Canadá. Uma longa fronteira que se tornou refúgio de milionários de Nova Iorque, Chicago e outras grandes cidades dos EUA e do Canadá. A região nos fez lembrar Angra dos Reis, lugar de ricos e famosos reunidos em casas milionárias e com seus pequenos iates estacionados em suas garagens.

Pequena casa com seu 'carrinho' na garagem, na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Pequena casa com seu "carrinho" na garagem, na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


As águas são verdes e transparentes, só diferem mesmo o sal do mar e as árvores tropicais que temos no lugar das coníferas. Um dos pontos altos do passeio é o Boldt Castle, construído por George Boldt, gerente geral dos hotéis Waldorf-Astoria em Nova Iorque nos idos de 1900.

Construções excêntricas na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Construções excêntricas na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


Curiosidade: o famoso molho de saladas Thousand Islands foi criado em um cruzeiro ao redor destas ilhas e batizado em sua homenagem. Sua notoriedade se deu justamente através de Boldt e seu chefe de cozinha, que o adotaram no badaladíssimo Waldorf-Astoria.

Uma das pequenas ilhas entre as mais de mil da região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Estados Unidos

Uma das pequenas ilhas entre as mais de mil da região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Estados Unidos


A navegação ao redor das Thousand Islands é bastante dificultada pela quantidade de pedras, baixios e bancos de areia. Vários acidentes já aconteceram, barcos foram à pique e o que ficou por lá hoje é a alegria de mergulhadores, um grande parque de naufrágios. Este “museu naval submarino” possui embarcações do final do século XIX praticamente intactos, pois a água doce é menos corrosiva à estrutura do navio. Até onde conseguimos pesquisar existem duas operadoras de mergulho, ambas em Rockport há uns 25km de Gananoque. Faltou dizer que a primeira vez que ouvimos falar de Thousand Islands foi através do nosso amigo Tony Flaris, guia e instrutor de mergulho em cavernas na Flórida. O verão é a temporada de mergulho aqui, com a temperatura da água entre 21 e 24°C, já que no inverno ela pode chegar a até 10°C!

Passeio de barco pelas 1000 Islands, fronteira de Canadá e Estados Unidos

Passeio de barco pelas 1000 Islands, fronteira de Canadá e Estados Unidos


Uma das melhores formas de conhecer a região é em um tour de barco. O sobrevoo também deve valer muito à pena, mas é ainda mais dependente das condições climáticas e, em minha opinião, não substituiria o barco. As outras opções seriam um passeio de caiaque, mais jovem, esportivo e ecológico, mas menos abrangente. Outro “truque” é organizar uma saída de mergulho, pois além de mergulhar, já ganhamos uma carona para vermos a paisagem também acima da água.

Passagem estreita entre ilhas das região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Estados Unidos

Passagem estreita entre ilhas das região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Estados Unidos


Aqui do lado canadense também vale dirigir pela Thousand Islands Parkway, estrada que margeia o Rio St. Lawrence entre Elizabethtown e Gananoque. Nós saímos de Ottawa em torno das 17h e fizemos em menos de duas horas todo o trajeto, com uma parada rápida em Brockville e um final de tarde prateado sobre as águas do rio. Em Gananoque ficamos hospedados na pousada Turtle Island Inn, um bed and breakfast super charmoso com um café da manhã delicioso! Tive que quebrar a dieta e comer as exclusivas panquecas de blueberry, divinas!

Máscaras indígenas que enfeitam e protegem dos maus espíritos a nossa pousada em Gananoque, na região das 1000 Islands, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Máscaras indígenas que enfeitam e protegem dos maus espíritos a nossa pousada em Gananoque, na região das 1000 Islands, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


Gananoque é uma cidadezinha tranquila às margens do rio e uma ótima base para explorar a região. No dia seguinte, mesmo com chuva, saímos cedo e nos unimos a uma excursão de duas horas com a Gananoque Boat Line, para conhecer a região. O tour é guiado automaticamente, ou seja, com uma gravação que repete o mesmo conteúdo em todas as saídas. Ficamos com aquela sensação de termos caído em uma emboscada turística, mas barcos particulares não existem e as outras opções ficaram prejudicadas pela chuva. Detalhe, choveu quase o passeio inteiro, a sorte foi que o tour não estava cheio e pudemos nos proteger na parte interna da embarcação.

Nosso meio de transporte na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Nosso meio de transporte na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


Durante o nosso tour, eram intercaladas imagens dos mergulhos em cada um desses naufrágios, contando um pouco da história de cada um. Isso só nos deixou ainda mais loucos para mergulhar ali, mas sem saídas programadas e nem mais mergulhadores interessados, a contratação para a saída de um barco ficou inviável. Quem sabe voltaremos um dia para explorar as águas das mil ilhas com mais calma, mais sol e mais profundidade, literalmente!

Passeio de barco na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Passeio de barco na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

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Praia e restinga carioca

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro

Os Dois Irmãos, no Leblon, Rio de Janeiro - RJ

Os Dois Irmãos, no Leblon, Rio de Janeiro - RJ


O Rio nos inspira a ter uma vida saudável! Eu estava louca para dormir até tarde, tirar o atraso do sono, no entanto acordei sozinha pouco antes da Íris nos convidar para ir à praia, tomar um banho de mar logo cedo. É claro que levantamos e lá fomos nós, acordar e curar qualquer resquício do chopp do Jobi nas águas geladas do Leblon. É uma delícia pegar praia logo cedo, praia vazia, aquele ar fresco da manhã, sol na temperatura ideal. Curtimos a praia em família, Pedro, Íris, Bebel, eu, Ro e até a Mel, cãzinha figura.

Bebel entrando no mar do Leblon, Rio de Janeiro - RJ

Bebel entrando no mar do Leblon, Rio de Janeiro - RJ


Durante a tarde fomos à Prainha, uma das praias preferidas dos surfistas e artistas globais, onde os papparazzis fazem a festa nos finais de semana. Chegamos lá já eram quase 15h, mas pudemos aproveitar um pouco do sol mais saudável do dia, lendo e descansando.

Lendo um pouquinho na Prainha, final de tarde (Rio de Janeiro - RJ)

Lendo um pouquinho na Prainha, final de tarde (Rio de Janeiro - RJ)


Uma hora mais tarde seguimos em direção à Grumari, procurando o restaurante do Bira, famoso por seus deliciosos pratos e vista belíssima que tem para a Restinga de Marambaia. A estrada que sai da prainha para Grumari está em reforma, pois teve diversos deslizamentos de terra, mas encontramos um caminho que seguia por dentro até Guaratiba, atravessando a montanha. A região é conhecida pelos diversos restaurantes de frutos do mar. Depois da Barra, seguindo em direção à Grumari não será difícil encontrar, é só seguir as placas que indicam “restaurantes”. Começamos a ter a vista maravilhosa com o sol se pondo e nós ansiosos por encontrar o tal do Bira, infelizmente foi só chegando lá que descobrimos que ele só abre de 5ª a domingo. Já tínhamos uma segunda indicação, caso isso acontecesse, o restaurante da Tia Palmira, mãe do Bira. Novamente demos com os burros n´água... estava fechado. Procurando por lá e assuntando com os moradores foi que descobrimos o Quintal da Praia, pouco antes do morro de Grumari. Aproveitamos nosso final de tarde, comendo um delicioso risoto de camarão, nossa “almojanta” do dia. Acabei tendo que relaxar e deixar o salto de asa delta para outro dia, mas desta vez não sairei do Rio sem saltar!

Final de tarde na Marambaia, no Rio Janeiro - RJ

Final de tarde na Marambaia, no Rio Janeiro - RJ


Retornamos apostando quanto tempo levaríamos. O GPS disse 40 minutos, o Rodrigo 1 hora e eu calculei que levaríamos 1h30. Fizemos todo o caminho no contra-fluxo dos moradores da Barra que vinham do centro e zona sul, mas quando chegamos ao túnel Zuzu Angel o trânsito parou e quem acertou? Euzinha, infelizmente... Sendo assim, o cansaço bateu, resolvemos ficar mais quietinhos em casa. Compartilhamos com Pedro e Íris um jantar delicioso que ela nos preparou e fomos dormir, afinal essa vida saudável não é fácil!

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Devils Tower

Estados Unidos, Wyoming, Devils Tower

Visita à impressionante torre de pedra chamada Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Visita à impressionante torre de pedra chamada Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


A road trip cruzando os Estados Unidos de leste a oeste continua e hoje é mais um daqueles dias longos de estrada. Porém, mesmo nestes dias, preferimos sempre combinar o caminho mais bonito e o mais prático, então a viagem não fica tão chata. Estávamos na pequena Hill City, no coração das Black Mountains e escolhemos como via de saída a estrada cênica que cruza o Spearfish Canyon.

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Grandes paredões de pedra ladeiam a estrada, entrecortada por um pequeno rio que forma pequenos lagos aqui e acolá. Pegamos várias estradinhas secundárias de terra em um cenário campestre bem bucólico e quando menos esperamos já estávamos cruzando novamente a grande Interestadual-90, vulga I-90. Neste detour pelo Badlands e pelas Black Hills até havíamos nos esquecido dos milharais e cilindros de feno espalhados pelas grandes planícies americanas.

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos



Roteiro Hill City ao Grand Teton NP

Atravessamos a fronteira entre os estados de South Dakota e Wyoming, com uma rápida parada no mega completo centro de visitantes do estado. Sim, o turismo aqui é um negócio tão desenvolvido que cada estado possui o seu próprio centro de visitantes nas principais estradas de cada fronteira estadual!

Chegando ao Wyoming, nos Estados Unidos

Chegando ao Wyoming, nos Estados Unidos


Lá encontramos um pequeno museu com a história da colonização, vida selvagem, mapas e os principais atrativos turísticos do Wyoming e olhem que não são poucas! Aqui está nada mais nada menos do que o maravilhoso Yellowstone, além dos seus companheiros parques nacionais Grand Teton e Bighorn Canyon.

Exposição no excelente Centro de Boas Vindas do Wyoming, nos Estados Unidos

Exposição no excelente Centro de Boas Vindas do Wyoming, nos Estados Unidos


Teremos que cruzar todo o estado para chegar lá, mas antes, muito antes está um dos mais impressionantes monumentos esculpidos pela natureza, o Devils Tower National Monument, também conhecido pelas nações indígenas como “Bear Lodge” ou “A Casa do Urso”. Para variar algum colonizador chegou aqui e fez uma tradução mal feita de um dos vários nomes indígenas da torre.

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Surgido há mais de 50 milhões de anos, a Devil´s Tower é uma formação vulcânica, formada pela pressão da lava derretida sobre as rochas sedimentares acima dela. A lava esfriou e se fraturou hexagonalmente, criando imensas colunas facilmente percebidas ao redor da montanha. Milhões de anos erodiram a rocha sedimentar e aos poucos a estrutura de rochas vulcânicas ficou exposta. É difícil entender como uma montanha roshosa tão imensa poderia estar enterrada!?! Isso significa que a terra aqui seria pelo menos 270m mais alta do que hoje! A propósito, a imensa torre de pedra tem mais de 300m de diâmetro e 265m de altura!

Chegando à incrível Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Chegando à incrível Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Local sagrado para as populações indígenas que habitam a região das Great Plains, várias lendas explicariam a sua origem. A mais curiosa delas vem do povo Kiowa que conta: 8 crianças brincavam, 7 irmãs e seu irmão. O menino repentinamente começou a tremer e no seu corpo cresceram pelos e nas mãos imensas garras, já não era mais um menino, mas um imenso urso que perseguia suas irmãs. Elas correram subiram em uma árvore e pediram à árvore que as protegesse. A árvore respondeu e cresceu para que ficassem fora do alcance do grande urso. O urso arranhou toda a árvore, tentando subir para devorá-las e assim se formaram as “ranhuras” ou colunas da grande torre. As sete meninas foram tão alto que subiram aos céus e se tornaram a constelação Ursa Maior, conhecida como “Big Dipper”, em inglês.

As colunas que formam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

As colunas que formam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


A lenda é fantástica, mas o que eu consigo claramente concluir é que se esta história realmente aconteceu, o grande urso teria comido não apenas o pequeno irmão, como também as sete meninas, que não apenas desapareceram, como viraram estrelas! De qualquer forma é uma linda forma de contar a história para os seus amiguinhos.

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Hoje a torre é um monumento nacional e é frequentado não apenas por turistas que caminham nos seus arredores, mas principalmente por alpinistas que utilizando técnicas de escalada em rocha enfrentam longas e extenuantes vias para chegar ao topo da montanha. Existem mais de 220 vias abertas, que recebem mais de 5 mil alpinistas de vários cantos do mundo, todos os anos.

Alpinistas escalam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Alpinistas escalam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Alpinistas voltam da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Alpinistas voltam da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Há um período entre os meses de junho e julho em que a torre está fechada para escalada, quando as festividades e dias sagrados para as nações indígenas ganham preferência e mais privacidade para vir ao pé da montanha fazer seus rituais e oferendas.

Homenagens indígenas, muito comum na mata ao redor da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Homenagens indígenas, muito comum na mata ao redor da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Nós passamos duas horas caminhando ao redor da torre, tirando fotos e respirando ar fresco, impressionados com a perfeição e grandiosidade da sua natureza. Com as energias recarregadas pegamos estrada, cruzamos a Bighorn National Forest e dirigimos até cansar, a caminho do Grand Teton e Yellowstone National Parks.

A Devil's Tower fica no retrovisor da Fiona, em Wyoming, nos Estados Unidos

A Devil's Tower fica no retrovisor da Fiona, em Wyoming, nos Estados Unidos


Dormimos na pequena cidade de Riverton, apenas uma parada para amanhã continuarmos as explorações do grande e selvagem Wyoming.

Belíssimo pôr-do-sol nas estradas de Wyoming, nos Estados Unidos

Belíssimo pôr-do-sol nas estradas de Wyoming, nos Estados Unidos


Cruzando um gigantesco canyon no  centro de Wyoming, nos Estados Unidos

Cruzando um gigantesco canyon no centro de Wyoming, nos Estados Unidos

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