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Blog da Ana - 1000 dias

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Feliz 2011!

Brasil, Paraíba, Cabaceiras (Laje do Pai Mateus)

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, bem abaixo da Pedra do Capacete, em Cabaceiras - PB

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, bem abaixo da Pedra do Capacete, em Cabaceiras - PB


Últimas horas do dia 31/12, último dia do ano! Chegamos ao Hotel Fazenda Pai Mateus, no sertão da Paraíba. Aí vocês se perguntam, por que vocês foram parar aí no réveillon, ao invés de ir para uma dessas praias maravilhosas do nordeste? Eu sempre passei a virada em praias, foram raríssimas as vezes que fiquei em Curitiba ou Araraquara, cidade de meus avós maternos.

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB


Mal chegamos ao lugar e eu já posso dizer que não foi a toa que viemos parar aqui. A Laje de Pai Mateus, principal atração turística da região é tido pelos seus moradores e freqüentadores como um lugar místico e de energia muito especial. O hotel, super aconchegante e acolhedor, já nos avisou no check in que as 21h eles iriam servir uma ceia e que as 23h15 um grupo sairia para a virada do ano lá em cima da laje. Sem saber exatamente do que estavam falando, marcamos que iríamos até lá com o pessoal. Só sabíamos que de cima teríamos uma boa vista dos fogos da região.

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB


A ceia foi ótima, cheirinho do peru fez eu me sentir em casa. Ao mesmo tempo eu estava conectada no skype falando com meu pai, tia Dri, Dani e a Luiza, sobrinha mais linda deste mundo!

A nossa sobrinha Luiza (em Curitiba), via Skype, no reveillon em Cabaceiras - PB

A nossa sobrinha Luiza (em Curitiba), via Skype, no reveillon em Cabaceiras - PB


Minha mãe atendeu o telefone quando liguei do hotel para ela ficar online no skype, mas faltou falarmos um pouco mais, já que ela não apareceu por lá depois. A tecnologia é sensacional mesmo, nós aqui no sertão da Paraíba falando e vendo a família lá no friozinho de Curitiba. Melhor ainda foi que consegui desejar um Feliz 2011 à meia noite de Curitiba e só depois comemorar a nossa virada lá no alto do Pai Mateus.

Falando no Skype com a Dani, Lulu e Tia Dri (em Curitiba) no reveillon em Cabaceiras - PB

Falando no Skype com a Dani, Lulu e Tia Dri (em Curitiba) no reveillon em Cabaceiras - PB


Logo depois da ceia seguimos para a laje. Com nossas taças e champagne na mão, subimos os 500m de pedra até a pedra do Capacete, formação diferente de tudo que já vi. O capacete impressiona, parece ter sido esculpido pelo homem. À meia-noite assistimos aos fogos de artifícios das cidades e vilarejos vizinhos, vimos uma chuva de estrelas cadentes com todos os pedidos dobrados! Afinal, estrela cadente em ano novo vale 2!

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB


Reveillón especial, com muita energia de Pai Mateus e este sertão maravilhoso. Aproveito então este momento para retransmitir a vocês toda esta energia que recebemos e tenho certeza que 2011 será ainda melhor que 2010, com muita saúde, amor e sucesso para todos nós!

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Brasil, Paraíba, Cabaceiras (Laje do Pai Mateus), Laje do Pai Mateus, réveillon, ano novo, virada do ano, sertão

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Noite de Natal

Brasil, Alagoas, Penedo

Uma hora e alguns quilômetros depois chegamos a Penedo, cidade às margens do Rio São Francisco, na divisa entre Alagoas e Sergipe. Mais uma vez encontramos o Velho Chico e em uma noite muito especial, a noite de natal.

Missa do Galo em Penedo - AL

Missa do Galo em Penedo - AL


Depois de uma soneca rápida nos arrumamos para a nossa noite de natal. Eu queria ter comprado um vinho e umas uvas, mas não foi uma prioridade na lista do Rodrigo, então saímos para descobrir o que poderíamos cear. A primeira e ótima surpresa foi uma missa de natal a céu aberto, em frente à Igreja próxima à pousada. Uma missa linda, com um coral cantando e centenas de pessoas acompanhando, foi ali que o clima de natal tomou conta de mim.

Missa do Galo em Penedo - AL

Missa do Galo em Penedo - AL


Há apenas duas quadras dali fica a segunda ótima surpresa da noite, o Oratório, sugestivo nome do restaurante onde fizemos a nossa ceia de natal. Às margens do São Francisco pedimos sua especialidade, tilápia frita, com purê de batata e salada.

Ceia natalina: Tilápia! (em Penedo - AL)

Ceia natalina: Tilápia! (em Penedo - AL)


Ao invés do vinho, caipirinhas deliciosas e embaladas por uma ótima música ao vivo, bossa nova, MPB, sertaneja, rock anos 80 e tudo mais. Bar lotado e o mais curioso, nenhuma menção à noite tão comemorada em todo o mundo. Nem uma música, nem uma árvore de natal, nem um feliz natal do cantor, mas nem por isso foi um natal menos comemorado!

Celebrando o natal em Penedo - AL, ao lado do São Francisco

Celebrando o natal em Penedo - AL, ao lado do São Francisco


Fiquei muito bem impressionada com a cidade nesta noite, em Curitiba era difícil encontrar algum lugar aberto para cear a algum tempo atrás, imagine como era quando tinha apenas 20 mil habitantes!?! Certamente não tão animada quanto aqui. Nos divertimos, cantamos e brindamos com familiares ao telefone, em um clima completamente diferente de todos os meus natais. Ainda assim aquele clima delicioso de estar com os amigos e familiares, trocando boas energias se manteve graças à tecnologia.

Noite de natal ao lado do rio São Francisco, em Penedo - AL

Noite de natal ao lado do rio São Francisco, em Penedo - AL


O ritual é importante, mas aos poucos vamos descobrindo que ele pode ter várias formas, qualquer forma, não interessa qual, afinal, o natal não está fora, mas sim dentro de nós! Um natal maravilhoso, com muuuito amor, paz e energias positivas a todos vocês!

Brasil, Alagoas, Penedo,

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A Pirâmide de Tepoztlán

México, Tepoztlán

No alto da pirâmide de Tepoztlán, no México

No alto da pirâmide de Tepoztlán, no México


Tepoztlán é o sétimo pueblo mágico em nossa viagem pelo México, mais um dos encantadores povoados cheios de personalidade, vida e alguma história para contar. Quanto mais próximos da Cidade do México, mais sentimos que os pueblos, mesmo os mágicos, ganham ares mais urbanos e menos pueblanos. O pequeno Pueblo Mágico chegou a perder o seu título em 2009, mas reconquistou-o em 2010 após corrigir problemas e garantir que, mesmo mais modernizada, mantém seu estilo de vida tradicional e os atrativos da região bem preservados.

Indicação para a trilha até a pirâmide de Tepoztlán, no México

Indicação para a trilha até a pirâmide de Tepoztlán, no México


Localizada no estado de Morelos, Tepoztlán está 80 km ao sul da capital mexicana e a apenas 20km da cidade de Cuernavaca, uma dos esconderijos preferidos dos chilangos (capitalinos mexicanos) no final de semana.

Guaximins habitam o alto da montanha onde está a pirâmide de Tepoztlán, no México

Guaximins habitam o alto da montanha onde está a pirâmide de Tepoztlán, no México


A grande relíquia de Tepoztlán não está em sua arquitetura colonial, mas sim em um sítio arqueológico muito especial, mesmo que pequeno e escondido no meio das montanhas de Tepozteco: a Pirâmide de Tepoztlán. As ruínas eram o nosso objetivo dentro dos treinamentos de aclimatação para as altas montanhas que estavam por vir.

Montanhas na região de Tepoztlán, no México

Montanhas na região de Tepoztlán, no México


Mesmo sendo uma pirâmide pequena, se comparada a outros sítios arqueológicos mexicanos, sua importância está apoiada na crença que ali teria nascido o principal Deus da cultura asteca, Quetzalcoátl, a serpente emplumada.

Chegando à pirâmide de Tepoztlán, no México

Chegando à pirâmide de Tepoztlán, no México


A trilha que nos leva ao topo das montanhas tepoztecas é íngreme e demanda certa persistência, mas praticamente todo o caminho possui escadas e é bem demarcado. No final, próximo a uma grande rocha foram instaladas até escadas de ferro para garantir o acesso de todos, turistas, peregrinos e curiosos, até o local onde está a pirâmide.

Pequeno altar em rua de Tepoztlán, na região central do México

Pequeno altar em rua de Tepoztlán, na região central do México


Trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México

Trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México


Felizmente a seleção natural aqui não poderia ser mais perfeita, famílias locais, acostumadas com a altitude e maiores caminhadas são as que mais se dispõem a subir a montanha, assim como os turistas mais atléticos e aventureiros. A pequena dificuldade de chegar até o topo, em pouco mais de uma hora de caminhada, já seleciona bem o público que vai até lá em cima.

No alto da montanha, a pirâmide de Tepoztlán, no México

No alto da montanha, a pirâmide de Tepoztlán, no México


Nós, sem muito esforço, chegamos em 45 minutos. Nós, vírgula! Eu! Pois meu maridão poderia ter feito em 20 ou 30, correndo, sem sentir nada. De qualquer forma, chegamos todos inteiros e felizes, aproveitamos a pequena e linda pirâmide onde um rei chegou a ser Deus e ditou suas próprias regras, antes de ser dominado pelos Aztecas. Fato é que estas ruínas sempre foram muito respeitadas pelas comunidades vizinhas, já que é a terra de Quetzalcoátl.

Quadro informativo sobre o povo que construiu a pirâmide de Tepoztlán, no México

Quadro informativo sobre o povo que construiu a pirâmide de Tepoztlán, no México


Retornamos ao nosso hotel para encontrar a Fiona, que acabara de receber um merecido banho. Ontem à noite chegamos à cidade e buscando por um hostal acabamos conhecendo o dono de um hotel, que nos ofereceu um desconto para ficarmos lá, ainda mais próximos das ruínas. A princípio o hotel parecia meio “fora de mão”, mas ele era realmente o mais próximo da trilha e ainda guardava uma das pessoas mais especiais que conheci aqui no México. Pedrin é o gerente do hotel, foi ele que nos ofereceu lavar a Fiona enquanto caminhávamos montanha acima. Um homem sensível e de bom papo, mas que escondia em seu jeito simples um conhecimento espetacular sobre natureza do espírito e da alta humana.

Rua de Tepoztlán, na região central do México

Rua de Tepoztlán, na região central do México


De volta à pousada sentamos no gramado e começamos a jogar conversa fora com Pedrin, que logo nos surpreendeu com sua astuta postura política e conhecimento histórico. É raro encontrarmos alguém com tanta cultura e clareza de ideias como Pedrin. Falamos sobre as mudanças culturais que se passaram em Tepoztlán nos últimos anos e ele, nos contado os fatos, logo fez referência à colonização e à relação criada entre os colonizadores e indígenas, suas ansiedades, problemas e posições. Foi ele que nos contou que Tepoztlán só não perdeu o posto de pueblo mágico, pois seus moradores não deixam que grandes redes de varejo entrem aqui e façam se esvair as chances dos comércios locais vingarem.

Muito comércio na área onde se inicia a trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México

Muito comércio na área onde se inicia a trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México


A conversa foi se aprofundando e logo estávamos falando sobre um assunto que nem ao Rodrigo muito interessa, já que para ele apenas o mundo material já é demasiado complexo... O mundo espiritual para nós, espíritas, é algo simples se ser sentido, percebido, algo quase matemático, como 2 + 2 = 4. Não é por que não conseguirmos vê-lo ou tocá-lo que ele não está lá. A mesma certeza possuem os povos indígenas mexicanos, mais ainda seus xamãs, ou pajés, pessoas com uma sensibilidade ainda maior para a energia cósmica que está ao nosso redor.

Do alto da montanha, vista para a cidade de Tepoztlán, no México

Do alto da montanha, vista para a cidade de Tepoztlán, no México


Conversando sobre situações comuns, como a dor de cabeça que Rodrigo vem sentindo, Pedrin me contou sobre o seu irmão, médico, neto de curandeiros, que possui uma grande facilidade de perceber a doença em seus pacientes. Assim como Pedrin, que além de ter o dom de curar com as mãos, também tem um controle do seu corpo e da sua mente impressionantes! Quando foi extrair um dente, depois de três anestesias sem efeito, conseguiu apenas desligar o cérebro do seu sistema nervoso e simplesmente não sentiu dor alguma ao extrair um dente do siso, apenas com uma profunda meditação.

Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México

Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México


Bom, nem preciso dizer que em poucos minutos nossas auras de conectaram e de certa forma parecia que já nos conhecíamos há milhares de anos. Ele me contava sobre suas leituras sobre o budismo, espiritualismo, um cientista russo que estudou a relação do corpo e do espírito em momentos de transição, deixando um lençol extra fino em pacientes que estavam perto da morte e percebendo que a fina seda flutuava assim que o paciente se desligava do corpo.

Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México

Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México


Ele me contou que aqui perto existem algumas montanhas especiais, lugares utilizados por seus ancestrais para energização, montanhas que não são muito conhecidas para turistas, mas que são utilizadas por ele e outros curadores para equilibrar suas energias. Eu adoraria ir até lá para conhecer.

Rua de Tepoztlán, na região central do México, com a montanha da pirâmide ao fundo.

Rua de Tepoztlán, na região central do México, com a montanha da pirâmide ao fundo.


Quanto a mim, ele voltou a um assunto que eu já havia ouvido de várias outras fontes. Uma energia de cura que me acompanha e que está em mim ou que posso canalizar. Ele comentou não apenas o que eu já sei, mas exemplificou os meus medos e inseguranças como se lesse a minha mente, o meu coração. Ele me encorajou a praticar e estudar e sei que se necessário, seria meu guia para desenvolver este dom.

Visita à pirâmide de Tepoztlán, no México

Visita à pirâmide de Tepoztlán, no México


Uma longa conversa que me deixou pensativa por alguns dias, afinal por que estamos aqui no mundo? O que podemos fazer de melhor à humanidade? Não existe uma resposta pronta, cada um deve encontrar a sua, e quem sabe o nosso caminho não esteja por aí?

Comérciode artesanato em Tepoztlán, na região central do México

Comérciode artesanato em Tepoztlán, na região central do México

México, Tepoztlán, Pueblo Mágico, pirâmide, Morelos, Tepozteco

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Diz aí se você gostou, diz!

Pico do Itambé

Brasil, Minas Gerais, Milho Verde (P.E. Pico do Itambé)

Início da caminhada ao Pico do Itambé, na região de Capivari - MG

Início da caminhada ao Pico do Itambé, na região de Capivari - MG


Estávamos nós no Armazém da Rita, ontem à noite em Milho Verde. Fomos lá comer um petisco e assuntar. Conhecemos o Paulo, Paulinho de Rita, como é conhecido por aqui. Paulo é escoteiro a 39 anos, seguindo o exemplo de seu pai, escoteiro desde 1932! Foi uma bela surpresa encontrar ali alguém que me fez o cumprimento escoteiro e o sinal de sempre alerta! Muitos assuntos divertidos, desde pinga de cobra, escaravelho e aranha caranguejeira, até a criação de cobras que seu irmão tinha em Diamantina para receber em troca os soros antiofídicos para a região, do Instituto Ezequiel Mendes, equivalente ao Butantã em Minas Gerais.

Pico do Itambé, na região de Capivari - MG

Pico do Itambé, na região de Capivari - MG


Papo pra lá, papo pra cá, Paulinho nos contou da sua paixão por uma montanha próxima, o Pico do Itambé, maior montanha da região. Havíamos ouvido falar, é o maior Pico da Serra do Espinhaço com 2055m de altitude, mas não sabíamos qual era a sua porta de entrada, nem como faríamos para chegar lá. Ele nos deu todas as dicas, estávamos no lugar certo! Há apenas 16km de Milho Verde fica o povoado de Capivari, portal de entrada para o Parque Nacional do Pico do Itambé. O parque também possui entrada por Santo Antônio de Itambé, por lá sua subida é até mais rápida, em torno de 2 horas, pois o carro chega mais próximo à sua base, mas dizem que por Capivari a paisagem é ainda mais bonita.

A bela vegetação do Pico do Itambé, na região de Capivari - MG

A bela vegetação do Pico do Itambé, na região de Capivari - MG


Já estávamos meio enjoados de cachoeiras mesmo e quando acordamos hoje o tempo estava fechado, nuvens pretas que não víamos há muito tempo pairavam sobre nossas cabeças, com aquele vento frio que lhes é peculiar. Dia perfeito para subir uma montanha! Infelizmente o Paulinho não pôde ir conosco, mas fomos mesmo assim. Chegamos à Capivari e logo conhecemos Genésio, guarda-parque que estava no seu dia de folga e se prontificou a nos levar até o cume.

Início da caminhada ao Pico do Itambé, na região de Capivari - MG

Início da caminhada ao Pico do Itambé, na região de Capivari - MG


Logo o Rodrigo ficou curioso sobre o significado da palavra Itambé e Genésio, ligeiramente respondeu: Ita = Pedra e Imbé é uma planta que nasce sobre pedras com raiz de cipó, muito comum na região. Sabíamos que poderia levar até 4 horas para subir, caminhando bem até 3 horas. Subimos a montanha entre pastos e escarpas de pedras. O solo arenoso logo traz as candeias e as flores de serrado, e mais no alto o frio nos apresenta as bromélias, orquídeas e vegetação rasteira comum nas montanhas.

A bela vegetação do Pico do Itambé, na região de Capivari - MG

A bela vegetação do Pico do Itambé, na região de Capivari - MG


A paisagem é de uma vastidão impressionante! Vemos a cidade de Diamantina, a Serra da Bicha e aquele mar de nuvens. Perguntei ao Genésio “que bicha?”, a onça, ele respondeu, “Ali naquelas bandas tem muitas onças, gostam daquela serra.”

A bela região do Parque do Pico do Itambé, na região de Capivari - MG

A bela região do Parque do Pico do Itambé, na região de Capivari - MG


No caminho soubemos da vida da população que vive ali nas cercanias do parque estadual, longe de tudo, até de Capivari. As crianças que caminham às 5 da manhã, uma hora e meia, até o local onde hoje encontram a condução escolar. O marido que largou a bebida, não tem trabalho para criar os oito filhos e ainda cuida da esposa alcoólatra. Melhor ainda é a história do “Zé” que tem duas esposas, vizinhas, amigas, uma já tem dois filhos criados então a “outra” emprestou uma filha para a sócia ter companhia. Ele vive bem, sustenta as duas esposas, “a atual e a outra” e deve comparecer, pois elas estão felizes. Coisas que só vemos nesse Brasilzão véio mesmo!

Caminhando para o Pico do Itambé, na região de Capivari - MG

Caminhando para o Pico do Itambé, na região de Capivari - MG


No caminho temos que passar por um buraco entre pedras roladas, quase uma experiência de renascimento. Aí vamos descobrir que o ex-prefeito de Santo Antônio de Itambé havia mandado tampar aquele buraco com mais pedras, para fechar a passagem da trilha de Capivari. Inacreditável! O prefeito brigando pelo acesso ao pico! Bem, é claro que na mesma semana abriram o buraco que ficou ainda menor e mais emocionante.

Atravessando um fenda no caminho para o Pico do Itambé, na região de Capivari - MG

Atravessando um fenda no caminho para o Pico do Itambé, na região de Capivari - MG


Ficamos morrendo de vontade de dormir lá em cima, sentir aquele friozinho bom em cima da montanha, mas tínhamos que voltar para seguir viagem. Um belo jantar com uma comidinha no fogão à lenha em Capivari e voltamos para casa prontos para a próxima. Amanhã seguiremos viagem para Conceição do Mato Dentro. Tabuleiro, aí vamos nós!

Brasil, Minas Gerais, Milho Verde (P.E. Pico do Itambé), Montanha, Pico do Itambé

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Pé na estrada!

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto, Minas Gerais, Delfinópolis (P.N. Serra da Canastra)

fiona curtindo pôr-do-sol em Delfinópolis - MG

fiona curtindo pôr-do-sol em Delfinópolis - MG


Um dia de despedidas, organização e pé na estrada. Quando chegamos a Ribeirão decidimos retirar toda a nossa bagagem de dentro do carro, tamanha a poeira de terra vermelha que poderia acumular na caçamba. Depois de vários dias rodando entre a cidade e a fazenda, vimos que a vedação feita melhorou muito, mas ainda não resolveu completamente este problema. Por isso além de uma bela limpeza, também cortamos a lona preta no tamanho correto para proteger as coisas e a caçamba. Feita toda a arrumação, nos despedimos dos meus sogros, com aquela dor no coração e a esperança que nos encontremos logo no caminho. Eles nos ajudaram a colocar a bolinha que simboliza a região de Ribeirão Preto no mapa da Fiona e ainda ganhamos um lanche delicioso da Dona Nilza para a viagem.

Atualizando o mapa da Fiona em Ribeirão Preto - SP

Atualizando o mapa da Fiona em Ribeirão Preto - SP


Casa dos pais em Ribeirão Preto - SP

Casa dos pais em Ribeirão Preto - SP


No caminho passamos de ferry-boat na represa que separa Cássia e Delfinópolis. Desci do carro para comprar um refresco e quando olhei a balsa já tinha ido embora, com o Rodrigo, Fiona e tudo dentro! Foi muito engraçado, estávamos nos achando sortudos, pois chegamos bem no horário, mas não sabia que era tão pontual assim! Os carros entraram na balsa e foram embora ainda com o motor ligado, o Ro só percebeu que havia me deixado quando eu já estava lá, parada no portinho, olhando a balsa partir. 30 minutos depois estávamos juntos novamente e logo depois chegando à Delfinópolis.

Travessia de balsa em Delfinópolis - MG

Travessia de balsa em Delfinópolis - MG


Fomos direto para a pousada da Mariângela, Rosa dos Ventos, nos hospedamos e fomos aproveitar o finalzinho do dia nas corredeiras Santo Antônio. Vimos o pôr-do-sol na serra com vista para a represa e jantamos no charmoso Barco Pizza Bar. Agora trabalhar e descansar, pois amanhã, muitas cachoeiras nos aguardam!

Rio Sto Antônio em Delfinópolis - MG

Rio Sto Antônio em Delfinópolis - MG


Pôr-do-sol em Delfinópolis - MG

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Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto, Minas Gerais, Delfinópolis (P.N. Serra da Canastra),

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Temporada com amigos em Itaúnas!

Brasil, Espírito Santo, Itaúnas

Com o Rafa, Ana, Karen e Leo em quiosque da praia em Itaúnas - ES

Com o Rafa, Ana, Karen e Leo em quiosque da praia em Itaúnas - ES


Nos últimos dias estive um pouco ausente do meu blog, nada de que eu me orgulhe, mas foi por um motivo nobre. Tudo começou quando decidi finalizar o último filme postado no site “Maratona do Cipó” e assim comecei uma bola de neve que estou prestes a frear hoje mesmo, neste post. Portanto, retomemos de onde paramos.

Siri na longa praia entre Itaúnas - ES e a Bahia

Siri na longa praia entre Itaúnas - ES e a Bahia


Sábado cedo o Rodrigo me derrubou da cama para pegar estrada Itaúnas. Seguimos viagem para o litoral norte do Espírito Santo, região onde está instalada uma das principais indústrias de celulose do país. Nós já conhecíamos Itaúnas, mas ainda ficamos perplexos com o tamanho da área utilizada para reflorestamento de eucaliptos. São quilômetros e quilômetros entre Vitória e Itaúnas, onde a mata nativa foi totalmente substituída por esta monocultura.

Plantação de eucaliptos em Itaúnas - ES

Plantação de eucaliptos em Itaúnas - ES


É aí, neste contexto que surge o Parque Estadual de Itaúnas, área de preservação de mangue, rios, áreas de restinga das Dunas de Itaúnas. Além do Parque Estadual, Itaúnas abriga também uma sede do Projeto Tamar e é a Capital Nacional do Forró. A Vila dos Pescadores hoje já foi descoberta pelos turistas e por isso criou uma infra-estrutura com pousadas, restaurantes, barzinhos e casas de forró que ficam abarrotadas de turistas no verão e nos principais feriados do ano.

Saindo do parque estadual em Itaúnas - ES

Saindo do parque estadual em Itaúnas - ES


A nossa programação para este feriado do dia 12 de outubro foi de visitarmos Itaúnas junto com os nossos ilustres amigos e familiares, que vieram de três cidades diferentes para comemorar conosco o aniversário do Rodrigo. Karen e Léo, sobrinhos que vieram de Ribeirão Preto, Rafael e Laura nossos padrinhos de casamento que vieram de São Paulo e Ana amiga de Curitiba que hoje mora em Vitória. Não posso deixar de citar aqui também nossos amigos de Itaúnas, Tuquinha e seu filho lindão, o Klay, nós nos conhecemos em Itaúnas no Reveillón de 2008/09, quando ficamos hospedados em sua pousada, mantivemos contato e prometemos que voltaríamos.

Com o padrinho Rafael em Itaúnas - ES

Com o padrinho Rafael em Itaúnas - ES


A previsão do tempo não era muito animadora, tempo nublado e chuva, mas a esperança é a última que morre. No sábado mesmo fomos até a praia onde o Rodrigo foi o único corajoso a enfrentar o mar revirado pelo furioso vento sul.

Enfrentando o mar bravio de águas mornas em Itaúnas - ES

Enfrentando o mar bravio de águas mornas em Itaúnas - ES


Depois de uma deliciosa pizza na pedra seguimos para o Samba Rock. Léo e Karen foram os nossos bravos companheiros de balada, nos divertimos vendo a tiazona e um nativo maluco dançarem, provamos a tradicional “É Mé”, pinga artesanal produzida na cidade e demos boas risadas até de madrugada.

Com o Leo e a Karen na night de Itaúnas - ES

Com o Leo e a Karen na night de Itaúnas - ES


O vento sul havia acabado de chegar, trouxe consigo a frente fria que está nos seguindo há algumas semanas pelo litoral e levaria pelo menos três dias para ir embora. Nós somos brasileiros e não desistimos nunca!

Estranhas formações de areia em Itaúnas - ES

Estranhas formações de areia em Itaúnas - ES


Não trouxemos nossos amigos aqui, para um lugar que consideramos um dos mais bonitos e alto astrais do litoral brasileiro, para ficarmos enfurnados na pousada. Domingão, nós saímos novamente para a praia, até convencemos a Ana, amiga mais preguiçosa, a ir caminhando da vila até as Dunas de Itaúnas.

Três curitibanas em Itaúnas - ES

Três curitibanas em Itaúnas - ES


A Ana alçando vôo em Itaúnas - ES

A Ana alçando vôo em Itaúnas - ES


O tempo começou a dar uma esquentada, quase saiu um solzinho. A Karen é prova disso, mesmo passando protetor solar acabou ficando toda vermelha! É Karen, mormaço com vento sul engana mesmo! Esta foi a noite do forró, saímos todos os sete prontos para a balada. O forró estava animadinho, difícil é fazer essa homarada dançar. Aula de dança só para o currículo não vale, tem que colocar em prática! Bem, não adianta dar murro em ponta de faca, no dia seguinte a programação começava cedo, então nos rendemos e nos entregamos aos braços de Morfeu.

Barraca em Riacho Doce, fronteira da Bahia com Itaúnas - ES

Barraca em Riacho Doce, fronteira da Bahia com Itaúnas - ES


Programamos um dos melhores roteiros de Itaúnas para o dia em que, estatisticamente, teríamos mais chance de ter sol. O dia mais importante do mundo, o dia em que todas as flores se abriram e ficaram mais cheirosas, o dia em que Deus desceu à terra para presenciar o maior dos acontecimentos: o nascimento do amor da minha vida!

Início da caminhada para a Bahia, já carregado com os víveres de primeira necessidade (em Itaúnas - ES)

Início da caminhada para a Bahia, já carregado com os víveres de primeira necessidade (em Itaúnas - ES)


Um dia tão especial como este merecia uma comemoração à sua altura! Não pelos baixos 1,81m, mas sim pelos altos 41 anos! Comemoramos no estilo 1000dias de ser, caminhando 9km de Itaúnas até a fronteira com a Bahia, na praia do Riacho Doce.

Caminhada para Riacho Doce, na Bahia, saindo de Itaúnas - ES

Caminhada para Riacho Doce, na Bahia, saindo de Itaúnas - ES


Cruzamos a fronteira com a Bahia, banho de mar e banho de rio. Deixamos até ele se empolgar contra nós na discussão religiosa, tudo o que o Ro gosta, afinal “hoje eu posso, é o meu aniversário”, dizia todo feliz.

Sorria, você está na Bahia! (fronteira de Itaúnas - ES com Bahia)

Sorria, você está na Bahia! (fronteira de Itaúnas - ES com Bahia)


Antes do jantar, com a ajuda da Tuquinha e das meninas organizei uma festinha surpresa para o Ro, com direito à bexiga, bolo de coco com velhinhas e tudo! Eu ainda quis levá-lo para mais uma balada, mas como diz a Ana, tivemos um pequeno problema de PVC* e fomos dormir.

Bolo de aniversário em Itaúnas - ES

Bolo de aniversário em Itaúnas - ES


Cortando o bolo de aniversário em Itaúnas - ES

Cortando o bolo de aniversário em Itaúnas - ES


Ontem o Léo e a Karen tiveram que pegar o ônibus para Vitória super cedo e já começaram as despedidas. Se o sol saísse (isso é que é esperança), iríamos para a Costa Dourada com o Rafa, Laura e a Ana, ao invés de melhorar, o tempo piorou!

Leo e Karen pegando o busão de Conceição para Vitória - ES

Leo e Karen pegando o busão de Conceição para Vitória - ES


Acordei com aquele barulhinho de chuva gostooooso para continuar dormindo. Assim nossos amigos acabaram se despedindo mais cedo e retornaram para Vitória, nos abandonando às traças em Itaúnas. Nós havíamos decidido ir embora ontem também, mas com tanta chuva e o que fazer no site, acabamos decidindo ficar ali trabalhando no conforto da pousada com a Tuquinha, dando mais uma vez chance para o sol aparecer.

Despedida da Laura, Rafa e Ana, em Itaúnas - ES

Despedida da Laura, Rafa e Ana, em Itaúnas - ES


O vento sul não foi embora, o sol não apareceu, mas como tudo na vida tem um lado bom, pudemos aproveitar a praia e a vila tranqüilas, dançar muito forró, samba rock e ainda pudemos descansar.

Placas indicativas de Riacho Doce, fronteira da Bahia, em Itaúnas - ES

Placas indicativas de Riacho Doce, fronteira da Bahia, em Itaúnas - ES


O Estado do Espírito Santo, tido por muitos como um estado inexpressivo, nos impressionou pela sua riqueza, história, belezas naturais entre praias e montanhas e principalmente pela hospitalidade e alegria do seu povo. Concluímos mais esta etapa e fica a dica: venha conhecer o Espírito Santo! Se possível no verão, quando o sol é garantido!

Felizes da vida, no Riacho Doce, fronteira da Bahia com Itaúnas - ES

Felizes da vida, no Riacho Doce, fronteira da Bahia com Itaúnas - ES



* PVC = Porra da Velhice Chegando.

Brasil, Espírito Santo, Itaúnas, Praia, Dunas, Riacho Doce, Divisa, Amigos

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Ponta do Corumbau

Brasil, Bahia, Corumbau (P.N do Descobrimento)

A longa ponta de areia em Corumbau - BA

A longa ponta de areia em Corumbau - BA


Sorria, estamos na Bahia! Praia, coqueiros, água de coco, recepção calorosa e amistosa dos baianos e principalmente o sol não nos deixam mentir. O sol chegou e pelo jeito veio para ficar! Saímos cedo da nossa pousada para aproveitar o dia e a hora certa da maré para conhecer a tão falada Ponta do Corumbau.

Praia em Corumbau - BA

Praia em Corumbau - BA


Uma ponta de areia que se estende uns 300m mar adentro e que dá o ar da graça apenas na maré baixa. Um cenário maravilhoso, todos os tons de verde se mostram da areia à sombra do arrecife que ladeia a língua de areia.

A longa ponta de areia em Corumbau - BA

A longa ponta de areia em Corumbau - BA


À poucos quilômetros ao norte dali fica o Rio Corumbau. Às suas margens se encontra uma aldeia de índios pataxós. Conversando com os comerciantes na vila de pescadores soubemos que na aldeia existem escolas que ensinam a língua indígena falada por eles, assim como a cultura e história do seu povo. Algumas professoras brancas que já lecionaram nessas escolas acabaram se apaixonando por pataxós, casaram e hoje vivem dentro da cultura indígena. Assim começou e continua a miscigenação que faz o povo brasileiro e que não poderia ter dado mais certo!

De volta ao boteco do primeiro dia, agora com sol, em Corumbau - BA

De volta ao boteco do primeiro dia, agora com sol, em Corumbau - BA


Uma pena termos que ir embora tão cedo e não podermos aproveitar mais deste paraíso. Seguimos para Itamaraju e ainda com o sol a pino nos pusemos a trabalhar no site. Quisemos adiantar um pouco a estrada e o expediente para aproveitar bem o dia ensolarado de amanhã em novos paraísos! Amanhã bem cedo seguiremos até o Parque Nacional do Monte Pascoal e depois Caraíva! Pelo menos assim, vamos pulando de paraíso em paraíso!

Auto-foto em Corumbau -  BA

Auto-foto em Corumbau - BA


Fechamos o dia comemorando á distância o aniversário do Guto, meu cunhado, em uma pizzaria com som ao vivo direto de Teixeira de Freitas! Quando saímos de lá estava começando a esquentar, uma beleza! Pena que “balada” para nós ultimamente só se for matinê.

Brasil, Bahia, Corumbau (P.N do Descobrimento), Praia, Ponta do Corumbau

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Monte Albán e os Zapotecas

México, Oaxaca

Os 'danzantes', os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Os "danzantes", os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Capital dos antigo povo Zapoteca, Monte Albán é um imenso sítio arqueológico localizado a apenas 15km do centro de Oaxaca. Este povo reinou na região dos Vales Centrais do atual estado de Oaxaca entre os anos de 400a.C a 700d.C.

Uma das 'estelas' da antiga cidade de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Uma das "estelas" da antiga cidade de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Calcula-se que no seu auge a cidade abrigou em torno de 20 mil pessoas, que tinham como atividades básicas a agricultura de milho, feijão, frutas, fibras naturais, entre outros. A caça e a coleta de materiais para manufaturas de adereços, produção de cerâmicas, confecção de tecidos, tinturas para tecidos e pinturas murais e diferentes tipos de oferendas para os seus deuses.

Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


O nome Monte Albán foi escolhido, pois em toda a região, encontramos o mesmo tipo de árvore com flores brancas. O sítio que foi descoberto pela quantidade de montículos de terra em formato piramidal e ainda está em processo de escavação.

A árvore que deu o nome às ruínas de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

A árvore que deu o nome às ruínas de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Um complexo de templos grandiosos deixou algumas pistas sobre algumas das práticas religiosas, como o conjunto de esculturas chamado de “Los Danzantes”. Homens, provavelmente prisioneiros de guerra, que eram amarrados e castrados e seu sangue seria utilizado para cerimônias de fertilidade. Entre “los danzantes” encontram-se figuras curiosas, chamadas de nadadores, justamente pela semelhança com as posições de natação. Só não consegui descobrir se estes também seriam presos e sacrificados ou se seriam apenas uma representação ritualística.

Os 'danzantes', os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Os "danzantes", os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Começamos o tour pela Acrópolis Sul, de onde conseguimos ter uma bela vista de todo o sítio arqueológico. Passamos por um imenso pátio e um corredor entre as bases do que um dia foram imensas colunas de um corredor de acesso à Acropolis Norte, onde estão os principais templos.

Visão geral de Monte Albán, ruínas zapotecas ao lado de Oaxaca, no México

Visão geral de Monte Albán, ruínas zapotecas ao lado de Oaxaca, no México


Passamos por um relógio de sol que marcaria os períodos para plantio e colheita e seguimos por imensas avenidas que cruzam o complexo de sul a norte, ladeada por templos, monumentos funerários, entradas de tumbas, o palácio real e o jogo de pelota.

Placa informativa em Monte Albán, demonstrando que os zapotecas conheciam muito bem os movimentos celestes (ao lado de Oaxaca, no México)

Placa informativa em Monte Albán, demonstrando que os zapotecas conheciam muito bem os movimentos celestes (ao lado de Oaxaca, no México)


O Jogo de Pelota é um elemento comum entre as civilizações meso-americanas. Utilizado para definir questões políticas, territoriais e desavenças entre a população. É um pouco difícil entender como funcionava, mas aparentemente os 4 jogadores teriam que acertar a bola com os punhos, joelhos e os quadris, e o movimento da bola representava os astros sagrados, lua, sol e Vênus. Caso uma jogada fosse feita no sentido contrário, um sacrifício era feito em honra destas divindades.

Ilustração sobre o juego de pelota, em Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Ilustração sobre o juego de pelota, em Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Uma curiosidade bacana bem explorada no museu do sítio é a atividade comercial entre os zapotecas e teotihuacanos, a maior cidade neste período em todo o México. Encontraram-se evidências de comércio e troca cultural entre os dois povos, como influência na arquitetura de um dos templos mais recentes de Monte Albán, além de oferendas e inclusive um bairro Zapoteca dentro de Teotihuacan, que está a 70km ao norte da atual Cidade do México.

Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Este sítio teria abandonado em meados de 900d.C. no mesmo período em que as cidades Mayas teriam entrado em colapso por mudanças climáticas, imensos períodos de seca e fome. A história desse sítio, entretanto não acabaria por aqui. No período pós-clássico, em torno de 1.200d.C. surge um novo povo dominante nesta região, os Mixtecas. Eles chegaram a ocupar e utilizar as construções dos zapotecas, inclusive utilizando as mesmas tumbas. Os Mixtecas conviveram no mesmo período dos temidos Aztecas, que mais tarde viriam a conquistá-los.

Em plena praça central de Monte Albán, cidade zapoteca de 1.500 anos atrás (ao lado de Oaxaca, no México)

Em plena praça central de Monte Albán, cidade zapoteca de 1.500 anos atrás (ao lado de Oaxaca, no México)


Monte Albán é um sítio que vale a pena ser visitado se queremos ter uma ideia mais geral da riqueza e da mescla cultural que existia dentro da América Central, em um momento em que Zapotecas, Mayas e Teotihuacanos conviveram, viram seu auge e suas ruínas.

Cenário montanhoso da longa viagem entre Oaxaca e o litoral do Pacífico, no México

Cenário montanhoso da longa viagem entre Oaxaca e o litoral do Pacífico, no México


Nosso dia continuou com uma longa jornada atravessando os Vales Centrais e as montanhas em direção ao Pacífico. Cruzamos dezenas de vilarejos em uma estrada sinuosa, entre florestas de pinos. Vimos o começo de uma procissão em um destes vilarejos no alto da montanha e já durante a noite chegamos ao nosso destino, à praia de Zipolite.

Povoado em festa no nosso caminho entre Oaxaca e Zipolite, no litoral

Povoado em festa no nosso caminho entre Oaxaca e Zipolite, no litoral

México, Oaxaca, arqueologia, Monte Albán, zapotecas

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3º Dia - Sobrevoando o Salto Angel

Venezuela, Canaima

As muitas cachoeiras do Auyán Tepui, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

As muitas cachoeiras do Auyán Tepui, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Aos que gostam de aventura, mas não tem tempo ou o espírito aventureiro suficiente para enfrentar horas em um barco, chuvas e trilhas até o mirante do Salto Angel, há uma outra forma mais fácil de ver esse gigante: voando!

Avião para sobrevoar o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela

Avião para sobrevoar o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela


No nosso terceiro dia no Parque Nacional Canaima retornamos do acampamento aos pés do Salto Angel e aproveitamos para conferir também essa opção.

Voando no banco da frente do avião sobre o Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Voando no banco da frente do avião sobre o Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela



3º Dia – O Retorno e o Sobrevôo



Depois de uma noite com chuvas fortes e intermináveis, acordamos com o rio um metro acima do nível que conhecíamos. Com sorte, e o cuidado dos nossos barqueiros, nossa canoa não se desprendeu durante a noite. Antes mesmo do café ser servido caminhamos ao acampamento vizinho que tem uma vista panorâmica do salto e de lá temos a visão do Salto Angel transformado.

Acordando em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Acordando em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Galões e mais galões, litros e mais litros de água foram adicionados à maior cachoeira do mundo e eu, em um dejavu, reencontrava o salto que vimos 6 anos atrás. Também como naquela manhã, uma nuvem de vapor cobria a sua base e fechava qualquer visão do mirante para o salto, sábia decisão ter caminhado até lá ontem à tarde! Chegava a dar pena dos turistas que cruzavam o rio para fazer a trilha agora cedo.

Com nosso grupo na Isla Ratón, em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Com nosso grupo na Isla Ratón, em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Voltamos pelo mesmo caminho, mas descendo o rio as 4 horas viram 2 horas e meia e chegamos à vila de Canaima a tempo de inventar mais uma moda! Angela havia decidido presentear sua mãe, Susan, com um sobrevoo do Salto Angel. O avião de 4 lugares tinha, portanto, 2 lugares sobrando, cada um pela bagatela de 35 dólares! O Rodrigo dispensou, preferiu dar um último mergulho na Lagoa Canaima, mas eu e nosso companheiro de excursão, o venezuelano Diógenes embarcamos nessa oportunidade e aproveitamos cada minuto! Na divisão de pesos do avião fiquei ao lado do piloto e com vista panorâmica de todo o vale pude ver o caminho que percorremos de barco e algumas das vistas aéreas mais incríveis da minha vida!

No avião, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela

No avião, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela


Voamos sempre ao lado do Auyantepui, que depois de uma noite chuvosa, ganhou ares babilônicos com incontáveis cachoeiras caindo em suas encostas rochosas! Demos duas voltas para ver o Salto Angel, parcialmente encoberto pelas nuvens.

Sobrevoando o Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Sobrevoando o Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Ao contar para o piloto que comemorávamos ali os 70 anos de Susan ele não titubeou em alongar o passeio e nos levou quase ao fundo do vale, para ver as Cascatas conhecidas como La Ventana, uma sequência de cachoeiras que apenas se formam após grandes chuvas e caem mais de 500m de altura, formando uma imensa cortina branca! Maravilhoso!

Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


De volta à terra firme, estamos finalmente prontos para partir. Almoço de despedida com todo o grupo e logo temos que dizer um até logo aos nossos novos amigos Jason, Angela, Bode e Susan. Esperamos revê-los na estrada em breve!

Chegando de volta à vila de Canaima, após sobrevoo do Salto Angel, no sul da Venezuela

Chegando de volta à vila de Canaima, após sobrevoo do Salto Angel, no sul da Venezuela


Mesmo cansados não conseguimos pregar os olhos no vôo de volta, nos deliciando com as chuvas vistas lá do alto e as paisagens espelhadas da represa e do Rio Orinoco às margens de Ciudad Bolivar.

Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela

Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela


Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela

Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela


Sobrevoando chuvas, verdadeiras cachoeiras celestes, na volta de Canaima para Ciudad Bolívar, na Venezuela

Sobrevoando chuvas, verdadeiras cachoeiras celestes, na volta de Canaima para Ciudad Bolívar, na Venezuela


Na nossa corrida contra o tempo para chegar à Boa Vista, reencontramos a Fiona sã e salva no estacionamento do aeroporto e colocamos o pé na estrada, dirigindo longas 5 horas entre Ciudad Bolivar, Ciudad Guayana até a pequena Callao. Lá vamos nós, rumo à Gran Sabana!

Confira a série completa de posts!
Aauyantepui e o Salto Angel
1º Dia - Chegando ao Parque Nacional Canaima
2º Dia - De Canaima ao Salto Angel

A Ana fantasiada de índia pemón, na volta do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

A Ana fantasiada de índia pemón, na volta do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

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Dunas e Salinas

Brasil, Rio Grande Do Norte, Galinhos

Pôr-do-sol nas dunas de Galos, região de Galinhos - RN

Pôr-do-sol nas dunas de Galos, região de Galinhos - RN


A península de Galinhos possui registros desde o início do século XVII, quando os holandeses começaram a extração de sal na região. Mais tarde se formou uma pequena colônia de pescadores e uma fábrica de salga com os principais peixes encontrados na região, dentre eles o peixe-galo, motivo do atual nome das duas comunidades, Galos e Galinhos.

Salina na região de Galinhos - RN

Salina na região de Galinhos - RN


Toda a região é desenhada por dunas e salinas entrecortadas pelo rio Guamaré e alguns mangues que restaram. Digo isso pois, ainda dentro do município de Guamaré, que dá acesso ao porto de onde fazemos a travessia para Galinhos, encontramos um grande alagado.

Rio em Galos, na região de Galinhos - RN

Rio em Galos, na região de Galinhos - RN


Este lagamar um dia foi um manguezal, bioma rico em biodiversidade e berçário de várias espécies. O mangue foi aniquilado para dar lugar à produção de sal e a um odor horrível que vive até hoje.

Pequeno porto fluvial de Galos, na região de Galinhos - RN

Pequeno porto fluvial de Galos, na região de Galinhos - RN


Aproveitamos o dia para explorar a península a pé! Saímos de Galinhos já na maré alta, caminhamos cerca de uma hora até a praia de Galos. Caminhada belíssima, mas ainda melhor se feita na maré baixa.

Caminhando de Galinhos à Galos, litoral do Rio Grande do Norte

Caminhando de Galinhos à Galos, litoral do Rio Grande do Norte


Cruzamos a vila de Galos para conhecer as margens do rio de água salobra, não sei até agora se é mais salgado pelo contato com as salinas ou pelo contato com o mar. Almoçamos a beira-rio e partimos para a segunda etapa do nosso roteiro, rumo ao Capim.

Pronto para mergulhar no rio em Galos, região de Galinhos - RN

Pronto para mergulhar no rio em Galos, região de Galinhos - RN


O Capim é uma lagoa formada na maré cheia entre as dunas. São mais 50 minutos de caminhada subindo e descendo dunas até chegar a ele. O sol já estava baixando e preferimos subir até a duna mais alta ao lado do capim para ver o belíssimo pôr-do-sol.

No meio das dunas de Galos, na região de Galinhos - RN

No meio das dunas de Galos, na região de Galinhos - RN


As dunas ainda eram bem escassas no meu currículo, então posso afirmar sem dúvida alguma que foi o mais bonito que já vi! Brincamos feito crianças nas dunas, admirando o nascer da lua sobre o mar e o sol se pôr no rio. Fantástico!

Pôr-do-sol nas dunas de Galos, região de Galinhos - RN

Pôr-do-sol nas dunas de Galos, região de Galinhos - RN


Retornamos caminhando à luz da lua sobre as dunas. Tínhamos areia até as orelhas, tomamos uma ducha na comunidade e seguimos pela praia, agora na maré boa, até Galinhos. A lua cheia iluminando o nosso caminho e do bugue que nos ofereciam carona em vão... Afinal, o que esses loucos fazem andando essa hora pela praia? Eles não iriam entender...

Maravilhoso luar na caminhada de volta pela praia até Galinhos - RN

Maravilhoso luar na caminhada de volta pela praia até Galinhos - RN

Brasil, Rio Grande Do Norte, Galinhos, Praia, Rio, Dunas, Pisassal, Galos

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