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NY à Livingston - Nunca é tarde demais

Guatemala, Livingston

Bicicleya estacionada em praia de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala

Bicicleya estacionada em praia de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala


Nós chegamos a Livingston de Rio Dulce e logo fomos cercados por garotos querendo vender Deus e o mundo, pousadas, passeios, restaurantes, artesanato, qualquer ajudinha terá um bom preço, situação bem comum nos lugares turísticos aqui na América Central. Às vezes passamos batido e escapamos deles, mas desta vez dois, bem insistentes e simpáticos nos acompanharam e garantiram que não teríamos que pagar nada pela simpatia. Um era maya e o outro garifuna, além do espanhol se viravam no inglês e foram muito prestativos.

O rio Dulce é a principal 'estrada' na região de Livingston, no litoral da Guatemala

O rio Dulce é a principal "estrada" na região de Livingston, no litoral da Guatemala


Eles nos levaram até o Nostra Casa Hostal, a casa de um nova iorquino casado com uma guatemalteca que fica na beira do rio. A pousada é simples, mas bem simpática. A casa possui 2 quartos extras que são alugados a turistas, compartilhando o mesmo banheiro da família. A cozinha e a palapa em frente ao rio a noite viram uma pizzaria, a melhor da cidade. O café da manhã não está incluído, mas os sucos, vitaminas e os sonhos recheados de frutas que eles fazem são deliciosos!

TRabalhando no quintal da nossa pousada em Livingston, no litoral da Guatemala

TRabalhando no quintal da nossa pousada em Livingston, no litoral da Guatemala


Todo o lugar está sob os auspícios do casal e nas nossas conversas ficamos curiosos em saber como ele havia vindo parar aqui. Perguntamos e sem titubear, com seu jeito acertivo e acelerado (bem diferente do ritmo livingstoniano), ele nos respondeu:

"Eu trabalhava em um grande banco em Manhattan, na Wall Street. Andava em porches e ferraris, ternos Armanis e Guccis. Vi toda a crise se formar, acompanhei de dentro o que aconteceu e eu não conseguia concordar com o que os mercado financeiro, os bancos, os Estados Unidos estavam fazendo com o mundo. Foi horrível! Resolvi sair deste mundo, vendi meu apartamento, doei quase tudo o que tinha e saí viajar. Em 15 dias de viagem pela Guatemala cheguei aqui e decidi que era onde eu ia morar. Passei a vida procurando o mundo perfeito, a mulher perfeita e, quase aos 50 anos, eu ainda era solteiro, estava estressado e não era feliz, pois é claro, isso tudo não existe!

Hoje estou vivendo com a minha mulher guatemalteca, que não é perfeita mas temos um relacionamento divertido. A pousada e a pizzaria não me deixarão rico, mas com o pouco dinheiro que faço eu pago as minhas contas e vivo tranquilo, sem pressão. Não sei quanto tempo ficarei aqui, cheguei há três anos e até agora não pensei em voltar. Minha família toda pensa que eu sou louco por ter trocado que eu tinha lá em Nova Iorque pela vida que tenho hoje, mas o que interessa é que eu estou feliz. A vida pode ser simples."


Eu fiquei ali, parada e estupefata perante tal depoimento. Era claro que ele não pertencia aquele lugar, mas eu não imaginava a rica história e experiência de vida que estava por escutar. Nunca é tarde para alguém decidir mudar, ver o mundo, ter uma nova vida, valorizar as coisas simples e cultivar o que realmente lhe faz feliz.

Em dia de muito sol, delicioso mergulho em praia de Livingston, no litoral da Guatemala

Em dia de muito sol, delicioso mergulho em praia de Livingston, no litoral da Guatemala

Guatemala, Livingston, Caribe, Garifuna, Vida, Personagens

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Um Dia em Camagüey

Cuba, Camaguey

Belo fim de tarde nas ruas do charmoso centro histórico de Camaguey, em Cuba

Belo fim de tarde nas ruas do charmoso centro histórico de Camaguey, em Cuba


Camagüey está fora do circuito turístico mais badalado de Cuba. É uma cidade de passagem que muitos conhecem apenas da janela do ônibus a caminho de Santiago. Nós não tínhamos muito tempo, pensamos em apenas passar e seguir direto para Santa Lucia, no litoral de Holguin, porém olhá-la pela janela não parecia justo e decidimos ficar. Cidade colonial, com praças e ruas estreitas e apenas uma pequena parcela do seu centro histórico restaurada, o que lhe confere um ar ainda mais autêntico.

Meio de transporte comum em Camaguey, em Cuba

Meio de transporte comum em Camaguey, em Cuba


Após uma longa viagem de Trinidad até Camagüey, uma combinação genética e de mudança de hábitos alimentares fez uma enxaqueca terrível atacar ao nosso companheiro de viagem Rafael. Hospedados na casa de Miriam, tínhamos uma bela infra-estrutura à disposição, assim o mestre-cuca decidiu sair às compras para uma sopa de legumes e nós o acompanhamos.

O cartaz que nos esperava no andar de baixo da Casa de Hóspedes em Camaguey, em Cuba

O cartaz que nos esperava no andar de baixo da Casa de Hóspedes em Camaguey, em Cuba


O sistema econômico é um tanto quanto esquisito. Hoje o país possui duas moedas, a Moneda Nacional (25 pesos = 1 CUC) e os CUCs ou Pesos Convertibles (1 CUC = 0,85 USD). Os salários são pagos em Moneda Nacional e um bom salário pago pelo governo gira em torno de 600 pesos, ou seja, em torno de 24 CUCs (aprox. US$ 27,00). Um dólar vale em torno de 10% menos que um CUC, pois existe uma taxa sobre a moeda americana. A dica é viajar para Cuba com euros que não são taxados e 1 Euro vale 1,26 CUCs (cambio variável).

Arte nas ruas de Camaguey, em Cuba

Arte nas ruas de Camaguey, em Cuba


Detalhe, a moneda nacional só pode ser usada para compras de cesta básica, como os itens que estão na cartela de racionamento de comida que inclui 2,5 kg de arroz, 3kg de açúcar, 1kg de peixe, ½ kg de feijão, 28g de café, 270g de sal e 14 ovos. Um frango é incluído a dieta familiar por mês e carne de vaca só uma vez ao ano e olhe lá! No campo fica um pouco mais fácil, pois além da produção de legumes e verduras, a criação de porcos e galinhas é liberada para consumo próprio. Famílias com crianças até 2 anos recebem também quantidades extras de leite. Além desta cesta básica alguns itens como transporte público podem ser pagos em moneda nacional. Qualquer coisa comprada fora dessa lista deve ser paga em CUCs. Aí você se pergunta, quem ganha CUCs? Apenas quem trabalha com turismo. Então, muitas vezes, o porteiro de um hotel ou um motorista de táxi ganha muito mais com seus preços e suas gorjetas do que um médico ou um engenheiro empregado pelo governo.

Rua de Camaguey, em Cuba

Rua de Camaguey, em Cuba


No mercadão de Camagüey vimos na prática como tudo isso funciona, conseguimos comprar legumes e verduras para um balde de sopa por 76 pesos cubanos (MN), o equivalente a 3 CUCs. Para nós isso é muito barato, no Brasil uma compra dessas sairia pelo menos o dobro, ou até mais! Porém para eles, faça as contas... “Tudo subiu de preço, até a cenoura está mais cara”, nos contava a empregada que trabalha na casa de Miriam.

Compras no mercado de Camaguey, em Cuba

Compras no mercado de Camaguey, em Cuba


Um início de tarde tranquilo para nos recuperarmos da viagem, dores de estômago e cabeça. Enquanto o Rafa preparava a sopa eu e o Rodrigo decidimos sair para conhecer o centro da cidade enquanto ainda havia luz. Caminhamos da praça central até a Praça San Juan de Diós, onde os padrinhos foram nos encontrar depois. Crianças correndo, um grupo de dança ensaiando a apresentação e alguns poucos turistas alternativos caminhando pelas ruas.

Entardecer na Plaza Juan de Dios, em Camaguey - Cuba

Entardecer na Plaza Juan de Dios, em Camaguey - Cuba


Um dos transportes urbanos preferidos no país é o bicitáxi, cidades planas e motor humano forte, saudável e sem emissão de gás carbônico. Pagamos 1 CUC (ou 20MN) e nos divertimos com o nosso motorista que já esteve em serviço militar pelo exército cubano em Angola. Lá conheceu vários brasileiros, chutou que seríamos de Salvador, achou o nosso sotaque parecido. Quase lá! Rsrs!

Meio de transporte em Camaguey, em Cuba

Meio de transporte em Camaguey, em Cuba


Na volta conhecemos um casal curioso que está cruzando América e África em dois anos em uma bike dupla! Ela é chinesa e ele é francês e ambos largaram tudo para realizar este sonho. Tem gente que é maluca! Hahaha! Conversando um pouco mais nos confessaram que o plano deles é flexível, pegam avião para acelerar alguns trechos e só aqui em Cuba ficarão por mais de um mês. Existem mesmo vários estilos de viagem e eu, pouco apaixonada pelo tema, se pudesse faria todos!

Encontro com um belga e uma chinesa, casal aventureiro que dá a volta em alguns continentes em uma bicicleta dupla (foto de Laura Schunemann em Camaguey - Cuba)

Encontro com um belga e uma chinesa, casal aventureiro que dá a volta em alguns continentes em uma bicicleta dupla (foto de Laura Schunemann em Camaguey - Cuba)


Fechamos a noite com uma deliciosa sopa de legumes by Chef Rafael e em uma longa conversa com a Miriam sobre a mais nova febre em Cuba, a novela “Passione”. Essa foi uma das únicas novelas que eu assisti antes de sair do Brasil, é... confesso que nessa eu grudei! Além de ser engraçadíssimo ver os nossos conhecidos Tony Ramos, Fernanda Montenegro, Aracy e seus colegas hablando español, eu e Laura nos divertimos fazendo suspense para a mulherada que quer saber o que vai acontecer. E não pensem que novela em Cuba é só coisa de mulher! Os homens também adoram assistir, acham as tramas inteligentes, os atores convincentes e acima de tudo, as mulheres brasileiras lindíssimas! É o Brasil faz parte do dia a dia dos cubanos mais do que poderíamos imaginar!

A Ana, Rafa e Laura voltam para casa de bicitáxi, pelas ruas de Camaguey, em Cuba

A Ana, Rafa e Laura voltam para casa de bicitáxi, pelas ruas de Camaguey, em Cuba

Cuba, Camaguey, cidade histórica, Revolução Cubana

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BR 116 e suas obras

Brasil, Paraná, Curitiba, Santa Catarina, São Joaquim

Dia de sol na região de São Joaquim - SC

Dia de sol na região de São Joaquim - SC


Dia de muita estrada. Uma viagem de 444km que deveria durar perto de 6 horas, conseguiu hoje bater todos os recordes. Saímos de São Joaquim em um dia ensolarado, céu azul, então decidimos pegar o caminho mais bonito.


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Desta vez o mais bonito era o mais curto, porém mais curvilíneo e inteiro de pista simples. Dirigi o tempo todo com muita calma, afinal apreciar os caminhos da BR 116 vale a pena. Esta, porém, está sendo toda reformada e recapada. Já não bastasse o intenso tráfego de caminhões, ainda tivemos que fazer 3 longas paradas enquanto a pista simples era liberada para cada um dos lados. Já eram 19h quando tivemos uma quarta parada, já havia anoitecido e algo parecia estranho. Depois de quase 20 minutos de espera vimos uma horda de pedestres caminhando pela estrada, eram passageiros de um ônibus que haviam decidido andar para a cidade. Um acidente envolvendo 2 (ou 3) carros era o motivo do engarrafamento. Estávamos há apenas 46km de Curitiba, mas o socorro levaria mais 2 horas pelo menos para conseguir soltar as pessoas das ferragens. Mudamos o caminho na hora, retornamos alguns quilômetros e pegamos o roteiro por Agudos e depois Tijucas do Sul. Ao total foram pouco mais de 8 horas de estrada, mas eu ainda estava estranhamente disposta, mesmo depois de tanta direção. Foi só chegar na casa de minha irmã que tudo ficou mais claro. Como eu não estaria feliz e cheia de energia para encontrar a família e essa coisinha linda da titia?

Olha só quem nos esperava em Curitiba - PR!

Olha só quem nos esperava em Curitiba - PR!


Ah! Ainda tivemos uma outra boa notícia ao longo do dia, o visto canadense do Rodrigo saiu! Chegará em Curitiba apenas na segunda-feira no final do dia, mas agora garantimos a nossa chegada ao Alaska!

Brasil, Paraná, Curitiba, Santa Catarina, São Joaquim,

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A Jovem San José

Costa Rica, San José

O Teatro Nacional, de inspiração francesa, o mais belo da América Central, em San José, capital da Costa Rica

O Teatro Nacional, de inspiração francesa, o mais belo da América Central, em San José, capital da Costa Rica


O caminho a San José é montanhoso e com muitas curvas, uma estrada que exige um pouco de paciência, mas que com sorte e tempo bom proporciona muitas paisagens lindas e interessantes! Subimos o Cerro da Morte, chegando a 3.500m.s.n.m., porém, quando mais subíamos, mais as nuvens e neblina fechavam a nossa visão. Chegamos a San José a tarde e nos instalamos em um Hostal Kaps Place, no Bairro Aranjuez. Um bairro tranquilo e seguro, próximo do centro (10 minutos caminhando) e da cena alternativa da capital durante a noite.

A Av. Central no seu techo peatonal, em San José, capital da Costa Rica

A Av. Central no seu techo peatonal, em San José, capital da Costa Rica


Fundada em 1737, San José tornou-se a capital costa-riquenha em 1823, sendo uma das capitais mais novas da América Latina. Perde o título apenas para Brasília, fundada em 1960. Hoje é uma grande cidade com mais de 350 mil habitantes e mais de 1,5 milhão de habitantes apenas em sua zona metropolitana.

A preocupação com a reciclagem é muito comum na Costa Rica (foto na Av. Central de San José)

A preocupação com a reciclagem é muito comum na Costa Rica (foto na Av. Central de San José)


A Plaza de La Cultura é o centro da agitação comercial, em meio a ruas peatonais e estreitas para dezenas de ônibus, táxis e carros, cadeias de fast foods, museus e hotéis. O centro antigo preservou poucos prédios históricos, sendo o Teatro Nacional o que mais se destaca, ao lado do antigo Hotel Colonial e seu delicioso Café Paris. O Ballet Cascanueces (Quebra Nozes), com corpo de baile principal americano, estava com todas as sessões esgotadas, de sexta a domingo! Também com ingressos variando de 10 a 25 mil colones (20 a 50 dólares), não poderia ser diferente.

Visitando o Teatro Nacional em San José, capital da Costa Rica

Visitando o Teatro Nacional em San José, capital da Costa Rica


Alguns museus são bem indicados nos guias de viagem, como o Museu de Ouro ou o Museu de Jade, porém hoje tiramos o dia para andar pelas ruas da cidade, praças e sentir melhor o clima da capital dos “ticos”, como são conhecidos os costa-riquenhos. Os arredores do Parque Morazán e da Praça Espanha parecem uma vizinhança mais charmosa e convidativa, com opções de bares e restaurantes bem interessantes.

Teatro Nacional visto do Café Paris, em San José, capital da Costa Rica

Teatro Nacional visto do Café Paris, em San José, capital da Costa Rica


A nossa noite foi nas vizinhanças do hostal, perto da antiga Estação Ferroviária. Várias opções de bares alternativos com público diverso. O bar El Cuartel De la Boca del Monte é alternativo, mas de gosto mais refinado, freqüentado por jornalistas e formadores de opinião é uma das melhores opções. Se não gostar ainda tem o Esquina, o Observatório, o San Lucas, Latin Rock Bar e muuuitos outros. Nós comemos uma comida japonesa no Gatos y Generais (acho que era esse o nome) e seguimos para uma cervejinha no La Esquina. Uma noite rodando pelos bares do bairro La é bacana para conhecer a cena alternativa da jovem San José.

Costa Rica, San José,

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BR-319 - KM 500 a Humaitá

Brasil, Amazonas, Humaitá, Rondônia, Porto Velho

Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia

Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia


3º Dia - KM 500 a Humaitá. 100km de lama e 200km de asfalto até Porto Velho.
Acantonados sob o teto sem paredes da torre da Embratel, despertamos com os primeiros raios de sol e ao som da Floresta Amazônica. Engraçado que sempre que escrevo o seu nome automaticamente utilizo as primeiras letras maiúsculas, como pessoas, como entidades, como algo muito maior do que um simples objeto ou subjuntivo. Talvez por sua grandeza, com certeza pela importância intrínseca que possui na nossa vida, no conjunto da nossa mãe Terra.

A bela paisasem da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia

A bela paisasem da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia


Acho impossível acreditar que pessoas, por mais simples que sejam, não consigam entender e respeitar a sua conservação. É impensável um mundo sem ela. É inacreditável ter que acordar em meio da floresta e alguns poucos quilômetros a frente deparar-nos com tamanha destruição. Pastos, fazendas, áreas de floresta que deram espaço à necessidade urgente do ser humano, à miopia daqueles que seguem seu instinto de sobrevivência e destroem a base que lhes garante um futuro. Que o universo nos guie, para o bem e para o mal, em um caminho de equilíbrio entre o homem e a natureza.

A bela paisasem da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia

A bela paisasem da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia


O trecho entre o km 500 e Humaitá é o pior da BR-319. O tipo de solo argiloso, a perda da drenagem natural da floresta e a maior quantidade de tráfego entre fazendas e vilas fez com que a estrada se transformasse em uma lamaceira geral. Caminhões que carregam 50, 80 pessoas empoleiradas indo e vindo da pequena cidade de Realidade já não conseguem mais passar. Crianças, senhoras, homens e mulheres sem condições básicas de saneamento e saúde vão e voltam do único lugar que hoje podem chamar de lar. Será lá mesmo o lugar a que pertencem? Por que os levamos para lá? Os isolamos em prol de uma ocupação de um território que nem de nós, seres humanos, pode ser chamado.

Crianças brincam na orla do Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas

Crianças brincam na orla do Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas


O pior trecho de lama ficou entre a Fazenda dos Goianos e Humaitá. Tratores vão e vem, aumentando os sulcos da estrada e eventualmente ajudam a desatolar os caminhões empacados a horas ou dias em alguns trechos. A cidade Realidade neste ambiente já parece uma megalópole. Depois de tantos quilômetros sem encontrar nada e nem ninguém é até desconcertante ver um aglomerado urbano claramente esquecido pelo poder público.

Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia

Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia


A 100 km de Humaitá, um distrito com 1000 habitantes apenas na área urbana, Realidade é fruto da explosão populacional ocorrida em diversos povoados amazônicos e traz consigo uma realidade desoladora. Nem quero saber de onde viria a sua prosperidade: extração de madeira? Pecuária? Soja? Um lugar que há pouco perfurou seu primeiro poço artesiano, abriu ruas de terra e as portas de sua primeira escola pública, estende as fronteiras da destruição na Amazônia. Seu povo luta pela emancipação, mais cargos públicos, mais dinheiro desviado, mais problemas de saúde publica, abastecimento e infra-estrutura básica. Realidade não poderia ter nome mais coerente.

Almoço na beira do Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas

Almoço na beira do Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas


Nossa passagem por aí teria sido mais rápida não fora o bloqueio na estrada de lama, se é que isso se pode chamar de estrada. As fendas de lama quase seca são tão fundas que só o carro do “Dick o Vigarista” poderia passar. A Fiona tem seus truques, mas aquele pau de arara não. Ele ficou ali (desam)parado por algumas horas, até que chegamos com nosso guincho e não tivemos nem opção, senão arregaçar as mangas e ajudar a tirá-lo dali.

caminhão atolado bloqueia a estrada, logo depois da cidade de Humaitá. Uma hora de trabalho e muita força da Fiona para tirá-lo de lá (BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia)

caminhão atolado bloqueia a estrada, logo depois da cidade de Humaitá. Uma hora de trabalho e muita força da Fiona para tirá-lo de lá (BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia)


Foram umas duas horas, das 7h30 as 9h30 da manhã desatolando, calçando a Fiona que patinava na lama, para puxar o caminhão lotado. Conseguimos tirar parte dos passageiros, mas senhorinhas e algumas crianças continuaram lá em cima, sem condições físicas de descer. O povo estava feliz com a nossa chegada e muito disposto a ajudar, conversar e ultrapassar qualquer barreira para poder chegar em casa e ver a família depois de 1 ou 6 meses de viagem, buscando trabalho ou tratamentos de saúde na capital do estado vizinho.

A Fiona enfrenta a lama nos piores trechos da BR-319, logo após a cidade de Realidade, já não muito distante do asfalto e da cidade de Humaitá, no Amazonas

A Fiona enfrenta a lama nos piores trechos da BR-319, logo após a cidade de Realidade, já não muito distante do asfalto e da cidade de Humaitá, no Amazonas


É para lá que nos dirigimos, mas antes passamos pela sede do município, a cidade de Humaitá, ainda no estado do Amazonas. Humaitá marca o início, ou o fim, da aventura off-road da BR-319 e para muitos, o começo (ou fim) de uma nova aventura, a travessia da Rodovia Transamazônica.

Chegando á Humaitá, no Amazonas

Chegando á Humaitá, no Amazonas


Passamos pelo portal que marca o início da Transamazônica, mas desta vez seguimos em frente rumo à Rondônia. Fizemos uma parada para abastecimento e um almoço às margens do Rio Madeira, o mais veloz dos rios amazônicos. Centenas de troncos descem o rio, que ainda está cheio, a caminho de Manaus. Subindo o rio, está capital de Rondônia, mais um estado para a nossa coleção dos 1000dias.

O caudaloso Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas

O caudaloso Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas


A partir de Humaitá a BR-319 já segue asfaltada e uma viagem mais tranquila e rápida até Porto Velho. Cruzamos mais uma vez um rio amazônico, agora de balsa, ao lado da ponte que está sendo construída sobre o Rio Madeira. Ao longe já podemos avistar a barragem da Hidrelétrica de Santo Antônio e conversamos com um engenheiro que trabalha na sua planta.

Na balsa sobre o Rio Madeira, chegando à Porto Velho, em Rondônia, e admirando a ponte quase pronta que vai atravessar o enorme rio

Na balsa sobre o Rio Madeira, chegando à Porto Velho, em Rondônia, e admirando a ponte quase pronta que vai atravessar o enorme rio


Em Porto Velho fomos recebidos por um velho amigo do grupo escoteiro que eu participava. O Rodrigo realizou o seu sonho de ser piloto de helicópteros, trabalha para a Força Aérea Brasileira e atualmente mora aqui na capital rondonense. Quem diria que num lugar tão distante encontraríamos um lar tão aconchegante para nos receber!? Agora temos que nos preparar para a próxima etapa da viagem que inclui o Acre e mais um longo trecho por uma das mais novas rodovias transnacionais brasileiras, a Rodovia Transoceânica que liga a nossa malha rodoviária do Atlântico ao Pacífico, cruzando o Perú!

Brasil, Amazonas, Humaitá, Rondônia, Porto Velho, off road, Estrada, Amazônia, BR 319, A pior estrada do Brasil

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Praia e restinga carioca

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro

Os Dois Irmãos, no Leblon, Rio de Janeiro - RJ

Os Dois Irmãos, no Leblon, Rio de Janeiro - RJ


O Rio nos inspira a ter uma vida saudável! Eu estava louca para dormir até tarde, tirar o atraso do sono, no entanto acordei sozinha pouco antes da Íris nos convidar para ir à praia, tomar um banho de mar logo cedo. É claro que levantamos e lá fomos nós, acordar e curar qualquer resquício do chopp do Jobi nas águas geladas do Leblon. É uma delícia pegar praia logo cedo, praia vazia, aquele ar fresco da manhã, sol na temperatura ideal. Curtimos a praia em família, Pedro, Íris, Bebel, eu, Ro e até a Mel, cãzinha figura.

Bebel entrando no mar do Leblon, Rio de Janeiro - RJ

Bebel entrando no mar do Leblon, Rio de Janeiro - RJ


Durante a tarde fomos à Prainha, uma das praias preferidas dos surfistas e artistas globais, onde os papparazzis fazem a festa nos finais de semana. Chegamos lá já eram quase 15h, mas pudemos aproveitar um pouco do sol mais saudável do dia, lendo e descansando.

Lendo um pouquinho na Prainha, final de tarde (Rio de Janeiro - RJ)

Lendo um pouquinho na Prainha, final de tarde (Rio de Janeiro - RJ)


Uma hora mais tarde seguimos em direção à Grumari, procurando o restaurante do Bira, famoso por seus deliciosos pratos e vista belíssima que tem para a Restinga de Marambaia. A estrada que sai da prainha para Grumari está em reforma, pois teve diversos deslizamentos de terra, mas encontramos um caminho que seguia por dentro até Guaratiba, atravessando a montanha. A região é conhecida pelos diversos restaurantes de frutos do mar. Depois da Barra, seguindo em direção à Grumari não será difícil encontrar, é só seguir as placas que indicam “restaurantes”. Começamos a ter a vista maravilhosa com o sol se pondo e nós ansiosos por encontrar o tal do Bira, infelizmente foi só chegando lá que descobrimos que ele só abre de 5ª a domingo. Já tínhamos uma segunda indicação, caso isso acontecesse, o restaurante da Tia Palmira, mãe do Bira. Novamente demos com os burros n´água... estava fechado. Procurando por lá e assuntando com os moradores foi que descobrimos o Quintal da Praia, pouco antes do morro de Grumari. Aproveitamos nosso final de tarde, comendo um delicioso risoto de camarão, nossa “almojanta” do dia. Acabei tendo que relaxar e deixar o salto de asa delta para outro dia, mas desta vez não sairei do Rio sem saltar!

Final de tarde na Marambaia, no Rio Janeiro - RJ

Final de tarde na Marambaia, no Rio Janeiro - RJ


Retornamos apostando quanto tempo levaríamos. O GPS disse 40 minutos, o Rodrigo 1 hora e eu calculei que levaríamos 1h30. Fizemos todo o caminho no contra-fluxo dos moradores da Barra que vinham do centro e zona sul, mas quando chegamos ao túnel Zuzu Angel o trânsito parou e quem acertou? Euzinha, infelizmente... Sendo assim, o cansaço bateu, resolvemos ficar mais quietinhos em casa. Compartilhamos com Pedro e Íris um jantar delicioso que ela nos preparou e fomos dormir, afinal essa vida saudável não é fácil!

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro, Praia, Família, cidade, Capital

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Vale do Matutu

Brasil, Minas Gerais, Aiuruoca

Chegando no Casarão no Vale do Matutu - MG

Chegando no Casarão no Vale do Matutu - MG


Finalmente o tão esperado Vale do Matutu! Eu já tinha ouvido falar muito daqui, mas só depois que conheci o Rodrigo foi que começamos a planejar conhecer. Um vilarejo próximo à Aiuruoca- MG, o Vale o Matutu é uma APA, Área de Proteção Ambiental, próxima a Serra da Mantiqueira. Antigamente a região fazia parte de três grandes propriedades rurais, uma delas no coração do Matutu, pertencia ao Seu Geraldão. Ele gostava de viver sozinho e por isso realizava todo o trabalho da sua fazenda: criação de gado, cabra, galinha, plantações de milho, etc, sozinho. Era assim que gostava de viver, longe de tudo e todos. Não é muito diferente hoje, quem escolhe viver aqui sem dúvida procura ficar longe do luxo e do lixo da cidade e muito, muito próximo da natureza.


Na metade da década de oitenta veio para cá o fundador da comunidade do Santo Daime. Ele comprou uma parte das terras do Seu Geraldão e começou a construção e organização desta comunidade, que hoje possui em torno de 100 moradores. Logo depois aconteceu um terrível acidente e o Seu Geraldão veio a falecer, vítima de um incêndio criado por ele mesmo, na queima de suas lavouras e pastos. Como sempre estava sozinho, ninguém conseguiu socorrê-lo a tempo, pobre Geraldão. Suas terras foram herdadas e posteriormente vendidas para mais alguns dos membros da vila. Estes, hoje, são os principais responsáveis por encontrarmos o Vale do Matutu exatamente igual ou até melhor do que ele era a 20 anos atrás, recuperando as antigas áreas de pasto e dando espaço para a mata nativa se recompor. O Casarão, antes casa do Seu Geraldão, hoje é a cede da AMA, Associação dos Moradores e Amigos do Matutu. Ao lado fica a cooperativa, a loja de artesanato e a nova Escola Serra do Papagaio, construída em um grande mutirão que uniu esforços de toda a comunidade. Nem todos que aqui vivem fazem parte da comunidade do Daime, embora seus filhos convivam nas mesmas escolas, a comunidade fica neste espaço mais reservado, na encosta do morro.

O famoso Casarão no Vale do Matutu - MG

O famoso Casarão no Vale do Matutu - MG


O turismo aqui anda crescendo bastante, já são várias pousadas que ficam lotadas de turistas, principalmente na época de férias e feriados. Além da beleza natural, cachoeiras e montanhas, o turista do Vale do Matutu vem conhecer de perto como é a vida em comunidade, talvez em busca de valores hoje tão escassos na vida da cidade grande. Nós tivemos a sorte de chegar aqui e sermos muito bem recebidos por uma moradora do Vale, a Marcinha. Amiga de faculdade da Lalau, irmã de Rodrigo, a Marcinha começou a freqüentar o vale em 1990 e nunca mais parou, até que resolveu se mudar de vez, há 15 anos. Casada com Petter, eles têm duas filhas lindas, Anna e Júlia, que me atualizaram sobre os mangás da turma da Mônica e toda a coleção da Mini Polli. Petter está em São Paulo, em algum curso, mas sem dúvidas não faltarão oportunidades para o conhecermos. Maristela e Zéu são o casal de amigos e vizinhos de Marcinha, proprietários do Spa do Matutu, outra atração que é a cara do lugar. O Aroma do Vale oferece massagens, ofurô, terapias alternativas, como cromoterapia, etc. Eu só não fui até lá por que meus dias de madame se acabaram, já usei todos os meus créditos na massagem no Hotel em Caxambu.

Loja no Vale do Matutu - MG

Loja no Vale do Matutu - MG


Depois de um bom papo, duas taças de vinho e muitos mangás, tomamos uma sopa de batata com alho-porró deliciosa! Acabamos até desistindo do jantar que tínhamos na pousada, tamanha hospitalidade e acolhimento. Na volta pegamos emprestada uma lanterna para voltar até o carro, já que a lua já havia se posto e não conseguíamos enxergar o caminho. Céu estrelado maravilhoso e frio com direito a neblina! A Fiona marcou hoje a temperatura mais baixa no seu termômetro até agora! 4°C, amanhã cedo com certeza irá gear.

Brasil, Minas Gerais, Aiuruoca, Parque, Vale do Matutu, Comunidade Alternativa, APA

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Arches National Park

Estados Unidos, Utah, Moab

Delicate Arch, o mais famoso cartão postal do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Delicate Arch, o mais famoso cartão postal do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A água e o gelo erodiram por de mais de 100 milhões de anos as paisagens do Arches National Park. Ainda hoje as forças naturais continuam o seu trabalho incansável e contínuo, esculpindo cada fresta e fissura que formam os mais de dois mil arcos no deserto de Moab. É a maior concentração destas formações em todo o mundo, sendo o menor deles com pouco menos de um metro e o maior com 93m de extensão, o maior do mundo.

Observando o colossal Landscape Arch, no  Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Observando o colossal Landscape Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Difícil é entender como estes arcos naturais de formaram e ainda mais difícil é compreender como e por que eles foram se concentrar aqui. Os geólogos aparentemente encontraram uma resposta, e ela está em um elemento relativamente simples e bem comum na natureza: o sal.

Chegando pelo caminho errado no Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Chegando pelo caminho errado no Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Há mais de 300 milhões de anos a região foi coberta por um mar, que eventualmente evaporou, deixando uma camada de sal que pode chegar a 1,6km de espessura. O parque está sobre este leito de sal, o grande responsável pela formação dos arcos, pináculos, barbatanas de arenito e monolitos que foram erodidos no decorrer de milhões de anos.

Muita neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Muita neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A incrível paisagem da Windows Section, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A incrível paisagem da Windows Section, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A maioria dos arcos são formados de Entrada Sandstone, uma rocha rosada e clara, ou pela Navajo Sandstone. A jovem rocha formada sobre o leito de sal foi deslocada e dobrada, a água penetrou por suas fissuras e com a ajuda das altas e baixas temperaturas, congelando e derretendo, expandindo e encolhendo, foi dando forma às barbatanas, fileiras inteiras de rocha que aos poucos foram se transformando nos arcos que vemos hoje.

Momento de contemplação nos gigantescos Double Arch, uma das mais belas formações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Momento de contemplação nos gigantescos Double Arch, uma das mais belas formações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Nós estávamos ansiosos para chegar ao deserto de Utah, um dos estados com a maior concentração de áreas naturais de preservação, entre reservas, monumentos naturais, parques estaduais e nacionais. Já passamos pelo Zion e pelo Bryce Canyon, que possuem histórias geológicas semelhantes, mas tipos de erosão e paisagens completamente diferentes. E a pergunta que nos fazemos sempre é a mesma, quando será que este país vai parar de nos surpreender? Quando achamos que já vimos de tudo, chegamos a um novo parque nacional e nos deparamos com cenas como esta. É brincadeira!

A majestosa 'Park Avenue', no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A majestosa "Park Avenue", no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


O nosso roteiro pelo Arches foi de dois dias intensos, no primeiro dia nós percorremos os 15km iniciais da estrada cênica do parque, que passa pelo visitor center e se estende por 28km até uma das trilhas mais famosas do parque, a Devil´s Garden Trail. A primeira parada foi na Park Avenue Viewpoint and Trailhead, colocamos o nariz para fora da Fiona (a -8°C) apenas para tirar uma foto e observar a belíssima paisagem.

Mirante da 'Park Avenue', no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Mirante da "Park Avenue", no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Seguimos pela estrada impressionados com a grandiosidade do cenário. Uma encostada rápida no Mirante das Dunas Petrificadas e logo enxergamos ao longe a Balanced Rock, uma rocha suspensa, aparentemente equilibrada sobre uma torre de pedra, o tal pináculo.

Paisagem invernal e gelada no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Paisagem invernal e gelada no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Uma enorme rocha parece equilibrar-se em um pedestal no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Uma enorme rocha parece equilibrar-se em um pedestal no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Um detour rápido e logo estamos em alguns dos principais arcos do parque, o Turret Arch e as Janelas (North and South Windows). Para ver os arcos de perto seguimos com tripla camada de roupas pela trilha, num circuito circular de 1,6km, os arcos rosados são incríveis, cada um com sua peculiaridade e cenários magníficos.

A enorme North Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A enorme North Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A bela formação da South Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A bela formação da South Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Ali ao lado está a saída para a rápida trilha do Double Arch, quase ninguém vê e acaba passando reto, mas foi um dos nossos arcos preferidos! O Arco Duplo é considerado um pothole arche, pois ambos foram escavados em uma rocha quase circular em um buraco em forma de pote, formação comum em rios e cachoeiras. Neste caso os geólogos afirmam que eles são formados por reações químicas, não apenas físicas, ativadas pela ação do clima ao longo dos milhares de anos.

Momento de contemplação nos gigantescos Double Arch, uma das mais belas formações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Momento de contemplação nos gigantescos Double Arch, uma das mais belas formações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


As nuvens de neve que cobriam o céu pouco a pouco começaram a se dissipar e manchas azuis surgiram, um bom presságio para os viajantes e fotógrafos, era hora de acelerarmos o passo para pegarmos o pôr do sol em um dos principais cartões postais do parque: o Delicate Arch.

Procurando o melhor ângulo do Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Procurando o melhor ângulo do Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Uma trilha de quase 5km (ida e volta) liga o estacionamento ao arco preferido dos fotógrafos que visitam este parque. Ela sobe lentamente aos 1.474m, coberta de gelo e neve se torna um pouco lenta e seus caminhos podem ficar confusos, já que centenas de pessoas na mesma peregrinação escolhem diferentes direções para escapar do gelo escorregadio. Quase uma hora depois, a -10°C de temperatura e muito calor interno, chegamos ao Delicate Arch.

Delicate Arch, o mais famoso cartão postal do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Delicate Arch, o mais famoso cartão postal do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


O arco é delicado, mas o que o faz mais especial não é a sua forma e sim a sua localização, no alto de um pequeno platô de pedra com o vale e as montanhas nevadas ao fundo. O sol do final de tarde ilumina a sua cor rosada contra os tons frios e azuis do cenário de fundo. A peregrinação da centena de turistas e fotógrafos para ver este espetáculo é recompensada com um pôr do sol digno de nota.

Observando o mágico, quase inacreditável Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Observando o mágico, quase inacreditável Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Voltamos antes do sol se pôr, ainda com luz e um restinho de calor dos raios que restavam. As sombras já tinham um frio quase insuportável, congelando o ar que respirávamos, sem falar nos dedos, nariz e todo o resto.

Agora, no caminho certo para o delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Agora, no caminho certo para o delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Eram 5h30 da tarde e já estava escuro. Retornamos à Moab, precisávamos alimentar o corpo e a mente curiosa sobre a história deste lugar perdido no meio dos Estados Unidos. A região começou a ser explorada em meados do século XX, quando um geólogo entrou no deserto de Moab em busca de urânio. O ano era 1952, a Guerra Fria impulsionava a pesquisa e desenvolvimento de novas armas e tecnologias nucleares. O governo americano estava recompensando generosamente a descoberta de novas minas deste material. Após anos de buscas infrutíferas e já quase sem esperanças, finalmente Charlie Steen foi recompensado com a descoberta de uma imensa mina nesta região. Charlie, então pobre e endividado, tornou-se milionário do dia para a noite e colocou a cidade de Moab no mapa americano. A sua casa, construída no alto de um morro no caminho para o parque nacional, hoje se tornou um dos melhores restaurantes da cidade e com uma bela vista do vale. Um jantar cultural, que além de bons pratos, nos proporcionou uma viagem na história da região.

Céu colorido de fim de tarde atrás dos arcos de pedra do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Céu colorido de fim de tarde atrás dos arcos de pedra do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Neste primeiro dia tivemos uma boa visão do parque, mas ainda nos faltava conhecer uma das mais famosas trilhas deste parque nacional: a Devil´s Garden. No outro dia cedo, cruzamos a Fiery Furnace até o começo da trilha e novamente triplamente encapotados começamos a caminhada sobre a neve, entre as rochas e arcos de pedra do Aches National Park.

Pine Tree Arch, mais um arco de pedra no nosso segundo dia de explorações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Pine Tree Arch, mais um arco de pedra no nosso segundo dia de explorações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


O primeiro loop nos levou ao Tunnel Arch e ao Pine Tree Arch. Voltamos à trilha principal e seguimos por mais de um quilômetro até encontrar o Landscape Arch, o maior arco do mundo, com 93m de extensão!

Landscape Arch, o maior arco de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Landscape Arch, o maior arco de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Landscape Arch, o maior arco de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Landscape Arch, o maior arco de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


O Landscape Arch é uma das provas mais recentes de como o parque está em processo constante de erosão. Na década de 90 uma grande seção do arco se desprendeu e veio ao chão sob os olhos atentos e assustados dos turistas que estavam embaixo dele. Todos conseguiram escapar e alguns deles até fotografaram o momento. Antes disso turistas podiam chegar até a base do arco e inclusive atravessá-lo por cima, mas depois do ocorrido o parque achou mais prudente o manter fechado, garantindo a segurança dos turistas e principalmente a do arco.

Turistas descansam sob o Navajo Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Turistas descansam sob o Navajo Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Daqui para frente a trilha sobe sobre as rochas nevadas e o gelo escorregadio exige calçados aderentes e equipamentos que deem mais segurança sobre a neve, pois um escorregão pode te levar fenda abaixo. Eu voltei, o Ro com mais ganas e coragem resolveu seguir com seu tênis guerreiro, sobre o gelo e ainda conseguiu chegar ao Partition e Navajo Arch.

Trecho extremamente escorregadio de trilha no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Trecho extremamente escorregadio de trilha no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Este parque deve ser outro mundo no verão e já entrou na nossa longa lista de lugares que voltaremos a visitar.

Trilha tomada pela neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Trilha tomada pela neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Utah, Moab, parque nacional, deserto, Arches National Park, Landscape Arch, Delicate Arch, Deserto de Moab, Devils Garden

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Ponta do Corumbau

Brasil, Bahia, Corumbau (P.N do Descobrimento)

A longa ponta de areia em Corumbau - BA

A longa ponta de areia em Corumbau - BA


Sorria, estamos na Bahia! Praia, coqueiros, água de coco, recepção calorosa e amistosa dos baianos e principalmente o sol não nos deixam mentir. O sol chegou e pelo jeito veio para ficar! Saímos cedo da nossa pousada para aproveitar o dia e a hora certa da maré para conhecer a tão falada Ponta do Corumbau.

Praia em Corumbau - BA

Praia em Corumbau - BA


Uma ponta de areia que se estende uns 300m mar adentro e que dá o ar da graça apenas na maré baixa. Um cenário maravilhoso, todos os tons de verde se mostram da areia à sombra do arrecife que ladeia a língua de areia.

A longa ponta de areia em Corumbau - BA

A longa ponta de areia em Corumbau - BA


À poucos quilômetros ao norte dali fica o Rio Corumbau. Às suas margens se encontra uma aldeia de índios pataxós. Conversando com os comerciantes na vila de pescadores soubemos que na aldeia existem escolas que ensinam a língua indígena falada por eles, assim como a cultura e história do seu povo. Algumas professoras brancas que já lecionaram nessas escolas acabaram se apaixonando por pataxós, casaram e hoje vivem dentro da cultura indígena. Assim começou e continua a miscigenação que faz o povo brasileiro e que não poderia ter dado mais certo!

De volta ao boteco do primeiro dia, agora com sol, em Corumbau - BA

De volta ao boteco do primeiro dia, agora com sol, em Corumbau - BA


Uma pena termos que ir embora tão cedo e não podermos aproveitar mais deste paraíso. Seguimos para Itamaraju e ainda com o sol a pino nos pusemos a trabalhar no site. Quisemos adiantar um pouco a estrada e o expediente para aproveitar bem o dia ensolarado de amanhã em novos paraísos! Amanhã bem cedo seguiremos até o Parque Nacional do Monte Pascoal e depois Caraíva! Pelo menos assim, vamos pulando de paraíso em paraíso!

Auto-foto em Corumbau -  BA

Auto-foto em Corumbau - BA


Fechamos o dia comemorando á distância o aniversário do Guto, meu cunhado, em uma pizzaria com som ao vivo direto de Teixeira de Freitas! Quando saímos de lá estava começando a esquentar, uma beleza! Pena que “balada” para nós ultimamente só se for matinê.

Brasil, Bahia, Corumbau (P.N do Descobrimento), Praia, Ponta do Corumbau

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Ilulissat IceFjörd

Groelândia, Ilulissat

Um verdadeiro rio de gelo na costa de Ilulissat, na Groelândia

Um verdadeiro rio de gelo na costa de Ilulissat, na Groelândia


Ilulissat, em kalaallisut (groelandês) significa “Icebergs”, isso por que está localizada na boca de um fiorde de gelo com mais de 60 km de extensão! Este Icefjörd dá vazão a mais de 35 bilhões de toneladas de icebergs por ano, produzidas pelo Sermeq Kujalleq, o maior glaciar do mundo fora do continente Antártico.

O que é um glaciar?
Uma imensa massa de gelo formada ao longo de anos por camadas de neve compactada e recristalizada. Os glaciares são o maior reservatório de água doce da Terra, só perdendo em volume para os oceanos! Os gigantes blocos de gelo estão sempre em movimento, se deslocam lentamente montanha abaixo e são os responsáveis pela produção dos famosos Icebergs!

Icebergs passeiam ao largo de Ilulissat, na Groelândia

Icebergs passeiam ao largo de Ilulissat, na Groelândia


Alguns desses icebergs são tão enormes que podem chegar a mais de 1.000m de altura e tão pesados que não conseguem navegar, ficando presos no fundo do fiorde por anos. A força do glaciar, porém, é muito maior e aos poucos vence o obstáculo e os empurra para o mar. O Sermeq Kujalleq Glacier possui mais de 110.000 km2 e produz 10% de todos os icebergs da Groelândia!

Zion Church, verdadeiro cartão postal de Ilulissat, na Groelândia. Ao fundo, icebergs passam pela costa.

Zion Church, verdadeiro cartão postal de Ilulissat, na Groelândia. Ao fundo, icebergs passam pela costa.


Pesquisado há mais de 250 anos, o glaciar de Ilulissat é um dos principais responsáveis pelo conhecimento que temos hoje sobre glaciologia, as capotas polares e as alterações de clima. Ele é um dos glaciares mais rápidos do mundo, se movendo em média 20 metros por dia. A posição do glaciar não mudou muito de 1950 até 1990, quando ele começou a acelerar, ficar menos espesso e iniciando o processo de retração, perdendo a sua língua flutuante.

Foto a[erea da gigantesca geleira de Ilulissat e do Fiorde de Gelo, na Groelândia

Foto a[erea da gigantesca geleira de Ilulissat e do Fiorde de Gelo, na Groelândia


Os dados de 2007 são ainda mais preocupantes: a frente do glaciar retraiu 10km, a sua velocidade dobrou, passando de 20metros/dia para 40metro/dia e está 100m mais baixo (ou fino). A retração dos glaciares é uma das maiores preocupações com o aquecimento global, pois eles podem ser os responsáveis pela elevação do nível dos oceanos.

Barco abre seu caminho pelo gelo na costa de Ilulissat, na Groelândia

Barco abre seu caminho pelo gelo na costa de Ilulissat, na Groelândia



Sobrevoando o Glaciar

Vista de longe, Ilulissat, na Groelândia

Vista de longe, Ilulissat, na Groelândia


A melhor forma de chegar perto do glaciar é sobrevoando de helicóptero. O passeio custa em torno de 500 dólares por pessoa e só sai com o mínimo de 9 pessoas. Outro fator crítico é a condição climática, se houver previsão de vento, neve ou tempestade o passeio pode ser cancelado. Foi o que aconteceu conosco, tínhamos agendado o tour com uma super antecedência, mas o tempo fechou e o número de pessoas não, cancelando o nosso passeio. Depois, conversando com um amigo que esteve aqui e fez o sobrevoo, ele me tranquilizou dizendo que está mais para uma “turistada” que para uma aventura do Ártico: “muito dinheiro para pouca coisa”.

Um cemitério perdido no silêncio do gelo na periferia de Ilulissat, na Groelândia

Um cemitério perdido no silêncio do gelo na periferia de Ilulissat, na Groelândia


Detalhe: agendamos tudo com a agência World of Greenland, que é super organizada, porém sem muito tino para os negócios. Assim que cancelaram não se preocuparam em tentar vender nenhum outro tour para substituir o valor que seria devolvido. As opções seriam um passeio de barco ou substituir o dog sledge programado por outro mais longo. Era domingo e a pessoa que estava trabalhando lá devia estar mais preocupada com o seu dia de folga. A dica é ficar atento e não desistir, porque se depender deles você não sairá do hotel!

Huskies, totalmente adaptados ao frio de Ilulissat, na Groelândia

Huskies, totalmente adaptados ao frio de Ilulissat, na Groelândia


Eu não descansei enquanto não encontramos uma opção de passeio. Enfim, agendamos o passeio de barco entre os icebergs para amanhã cedo e o dog sledging para a tarde. Ainda assim não desistiríamos tão fácil de dar pelo menos uma espiadela no maior glaciar do mundo, ou pelo menos uma parte dele.

Trekking Gelado!

Placas informativas sobre trilhas ao redor de Ilulissat, na Groelândia

Placas informativas sobre trilhas ao redor de Ilulissat, na Groelândia


O início da trilha para o mirante do Icejörd de Ilulissat está a menos de 30 minutos do centro da cidade. São 3 diferentes trilhas que podem ser acessadas no verão ou quando a neve permite. Nós chegamos ao começo da primavera, quando os dias estão começando a se alongar e a neve ainda não deixou de cair, cobrindo praticamente todo o caminho.

Caminhando nos arredores gelados de Ilulissat, na Groelândia

Caminhando nos arredores gelados de Ilulissat, na Groelândia


Chegamos ao início das trilhas, estudamos os mapas e mesmo com vento e neve decidimos seguir. A caminhada pode se alongar dependendo da sua disposição e preparação para o frio. Caminhamos entre vales de gelo e picos rochosos encontrando traços de trilha e áreas de piquenique soterradas pela neve.

Maravilhada com a vastidão branca ao redor de Ilulissat, na Groelândia

Maravilhada com a vastidão branca ao redor de Ilulissat, na Groelândia


Chegando ao ponto mais alto a vista foi se abrindo e a paisagem é sensacional! Observamos congelados por alguns minutos aquele mundo branco apenas imaginando, que vida será que há ali? Quantas baleias, focas, leões marinhos, cardumes de peixe ou bois almiscarados estariam passando por aquelas bandas? Tudo isso ficará na nossa imaginação, uma terra totalmente selvagem para a qual nós não fomos criados, um mundo congelado.

Icebergs passeiam ao largo de Ilulissat, na Groelândia

Icebergs passeiam ao largo de Ilulissat, na Groelândia


Alguns quilômetros à frente a vista fica ainda mais ampla, porém sem conhecer a trilha original e com a neve que estava caindo, o loop de 8 km não era indicado. Retornamos um pouco contrariados, queríamos continuar, mas os dedos e os pés já estavam sem sensibilidade. Um passeio rápido pela praia congelada e a igreja e logo entramos no Icy Café. Ao lado do aquecedor, tomamos uma Tuborg com vista para as montanhas.

Bar movimentado em Ilulissat, na Groelândia

Bar movimentado em Ilulissat, na Groelândia


Mais tarde saímos para conferir os embalos de sábado a noite em Nuuk. O bar fecha as cortinas perto das 23h para dar o clima de noite, já que o sol já nem pensa em se pôr. Os jovens passeiam pela rua principal entre os dois bares mais movimentados da cidade. Meu vizinho de mesa gritava para mim animado “Yeah! Greenlandic Blues!”, enquanto a banda arrasava nas notas de clássicos como Susie Kill, Mustang Sally e suas letras próprias, incompreensíveis para reles mortais, mas com ótima sonoridade! Retornamos caminhando do centro para o hotel com o dia amanhecendo, era apenas uma da manhã.

Caminhando de volta para o hotel, na madrugada de Ilulissat, na Groelândia

Caminhando de volta para o hotel, na madrugada de Ilulissat, na Groelândia

Groelândia, Ilulissat, Ártico, Iceberg, Ice Fiorde, Glaciar

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