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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Há 2 anos:

Cristo Rey y la Callejoneada

México, Guanajuato

Início de 'callejonata' em Guanajuato, no México

Início de "callejonata" em Guanajuato, no México


Começamos o dia entocados em nossa caverna, trabalhando toda a manhã. No início da tarde saímos pelas ruas de Guanajuato apenas com dois compromissos: encontrar um barbeiro e um salão. O Rodrigo estava necessitado de uma geral e eu também! Barba, cabelo e bigode! Após um mês entre Jamaica, Cayman e Cuba estava na hora de se despir do espírito revolucionário e deixar a barba de lado.

Adeus, barba e cabelo! (em barbearia tradicional de Guanajuato, no México)

Adeus, barba e cabelo! (em barbearia tradicional de Guanajuato, no México)


Duas horas depois, serviço terminado, queríamos apenas andar despretensiosamente pelas ruas da cidade em clima de festa. Amanhã irá acontecer a 3º Etapa do Mundial de Rally, que terá sua largada aqui em Guanajuato! Pelas ruas vemos a organização correndo doida para lá e para cá, carros da imprensa chegando e equipes fazendo suas últimas checagens.

Venda de frutas nas ruas de Guanajuato, no México

Venda de frutas nas ruas de Guanajuato, no México


Almoçamos na agradável Plaza San Fernando, onde conhecemos um casal ainda mais sortudo do que nós. Ela curitibana (!!!) e ele sul africano, se conheceram na Índia, puseram o pé na estrada há 3 anos e por enquanto não tem nenhum plano de parar. Saíram do Brasil, rodaram toda a América Latina e agora estão pensando em mudar de ares, quem sabe África. Que delícia! Sem planos, sem tempos, sem obrigatoriedade alguma... um sonho! Existem muitas formas de viajar e quanto mais viajo, mais me admiro com o desprendimento e a coragem dos viajantes.

De cara limpa no alto do Cristo Rey, região de Guanajuato, no México

De cara limpa no alto do Cristo Rey, região de Guanajuato, no México


Seguimos para o nosso principal programa do dia, pegar um final de tarde magnífico em um mirante muito especial, o Cristo Rey.

Chegando ao Cristo Rey, monumento no alto do Cerro do Cubilete, próximo à Guanajuato, no México

Chegando ao Cristo Rey, monumento no alto do Cerro do Cubilete, próximo à Guanajuato, no México


O Cristo Rey é um dos grandes centros de peregrinação dos católicos mexicanos, na sua maioria devotos da Santa Padroeira Mexicana, a Nossa Senhora de Guadalupe. É fácil perceber a força que a Igreja Católica tem entre o povo mexicano, sempre marcando presença nas igrejas em qualquer horário do dia. Isso nos chama mais a atenção nos tempos de hoje, que em outros países latinos e inclusive o Brasil, os evangélicos já se fazem mais presentes e são um grande percentual da população. A fé católica do mexicano é tanta que há inclusive uma brincadeira que entre eles, que se perguntam “Você se considera primeiramente mexicano ou guadalupeño?” e a maioria responde: “guadalupeño!

Muitos peregrinos e visitantes no Cristo Rey, região de Guanajuato, no México

Muitos peregrinos e visitantes no Cristo Rey, região de Guanajuato, no México


O dia da virgem é 12 de Dezembro, quando a Cidade do México é tomada por peregrinos de todas as partes do país, já que em seus arredores está o principal Santuário da Virgem de Guadalupe. Mesmo não sendo um centro guadalupeño, visitar o Cristo Rey é parte do calendário de peregrinação anual. Chegamos lá no final da tarde e nos deparamos com mais de 30 ônibus estacionados e centenas de peregrinos se acomodando nos arredores da estátua de mais de 20m de altura.

Com o Ricardo em visita ao Cristo Rey, bem no centro do México, região de  Guanajuato

Com o Ricardo em visita ao Cristo Rey, bem no centro do México, região de Guanajuato


Eles levam suas barracas, sacos de dormir, cobertores e toda a infra para acampar por uma, às vezes duas noites no sovaco do Cristo. Quem chega cedo tem sorte e consegue um lugarzinho nos abrigos disponibilizados no local, outros preferem já armar sua barraca na melhor localização externa, protegidos do vento e com uma bela vista para o Senhor.

Cristo Rey em reforma para a visita do Papa à Guanajuato, no México

Cristo Rey em reforma para a visita do Papa à Guanajuato, no México


O Cristo foi construído em 1950 e hoje está passando por uma reforma geral, já que será um dos pontos do roteiro do Papa Bento XVI em sua visita à Guanajuato. Além de um lindo lugar religioso a vista que temos lá do alto é belíssima.

região de Guanajuato, no México, vista do alto do Cristo Rey

região de Guanajuato, no México, vista do alto do Cristo Rey


Regressamos ao centro da cidade, nos despedimos de Ricardo, que nos fez um convite especial para o Rally de amanhã, vamos assistir juntos à abertura e à largada do evento. Caminhamos pelo conhecido Callejón del Beso, uma ruela estreita cenário de uma história de amor e morte.

A famosa 'Callejón del Beso', em Guanajuato, no México

A famosa "Callejón del Beso", em Guanajuato, no México


Eis que em frente ao Jardín de La Unión e ao grandioso Teatro Juárez, vejo a movimentação para o início de uma das famosas callejoneadas! Uma serenata ambulante feita por um grupo de mariachis e acompanhada por todos aqueles que querem se divertir!

Público reunido para assistir a 'callejonata' em Guanajuato, no México

Público reunido para assistir a "callejonata" em Guanajuato, no México


Eu resolvi seguir o grupo, enquanto o Rodrigo preferiu voltar à sua caverna e ao seu computador... vai entender! Como dizem por aí, “cada um, cada um”. Me infiltrei em um grupo de senhorinhas de Puebla, seus amigos, netos e maridos e saímos seguindo os mariachis pelas ruelas e escadarias de Guanajuato. Antigas canções tradicionais, românticas e animadas no melhor estilo mexicano! A cada plazuela os mariachis paravam e todos dançavam em ciranda, foi emocionante!

A Ana socializa durante 'callejonata' pelas ruas de Guanajuato, no México

A Ana socializa durante "callejonata" pelas ruas de Guanajuato, no México


Dancei com um tiozinho ali mesmo da cidade, ninguém acreditava na güera (polaca) animada! Todos vinham me perguntar de onde era, pensando “americanas ou inglesas não dançam assim”. Bastava dizer que era brasileira que, depois de confirmar se tinham ouvido bem, entendiam de onde vinha toda aquela alegria! Rsrs!

A Ana socializa durante 'callejonata' pelas ruas de Guanajuato, no México

A Ana socializa durante "callejonata" pelas ruas de Guanajuato, no México


O final da callejoneada foi nas escadarias da Universidade e finalmente pude entender porque é tão famoso o Callejón del Beso.

'Callejonata' segue pelas ruas de Guanajuato, no México

"Callejonata" segue pelas ruas de Guanajuato, no México


Um mariachi mirim divertidíssimo nos conta a história: uma nobre que se apaixona por um mineiro, que consegue alugar um quarto em frente à casa de sua amada. A rua é tão estreita que os dois podiam namorar escondido pela janela de seus quartos, mesmo jurados de morte pelo pai da nobre donzela. Um dia os dois foram pegos no ato e seu pai não teve dúvida, matou à sua filha, que morreu na sacada ainda ganhando um último beijo de seu amado.

As varandas quase se tocam no famoso 'Callejón del Beso', em Guanajuato, no México

As varandas quase se tocam no famoso "Callejón del Beso", em Guanajuato, no México


Se esta é uma lenda ou uma história verdadeira eu não saberia confirmar, mas que ela fica ainda mais emocionante quando contada por um dos niños sapecas das callejoneadas, disso eu tenho certeza!

A magnífica colunata do principal teatro de Guanajuato, no México

A magnífica colunata do principal teatro de Guanajuato, no México


A energia de Guanajuato é indescritível, só estando aqui para você entender.

México, Guanajuato, Callejoneada, Cristo Rey, Peregrinos

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Feliz aniversário!

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande

Curtindo a vista maravilhosa do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

Curtindo a vista maravilhosa do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


Eu sempre adorei fazer aniversário, para mim é um dia de reunir os amigos, a família, festa, comemoração e muita energia positiva. Além do que um ano a mais é sempre bem vindo, representa o fechamento de mais um pequeno ciclo, um ano em que você realizou, aprendeu, amadureceu, evoluiu, ganhou muita experiência e sabedoria. O que mais pode te dar tudo isso se não o tempo? Por isso sou daquelas entusiastas dos aniversários, das maiores idades, das melhores idades. Eu sempre acho que ainda sou novinha, já faço 29 anos, quase uma balzaquiana, e ainda me sinto com 19. A única coisa que me faz duvidar disso é quando o Rodrigo me faz acordar cedo (coisa que eu odeio), para subir uma montanha, (coisa que eu adoro) no dia do meu aniversário! me lembrei do meu niver de 12 anos, foi comemorado também subindo o Anhangava.

Início da trilha do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

Início da trilha do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


Enfim, dia lindo, sol e céu azul que não víamos há dias, a vista lá de cima deve estar maravilhosa! Resolvemos encarar esta, do nível do mar à quase 1000m de altitude em 3 horas, descendo em 1h30, pois precisávamos pegar a barca as 12h30. Saímos cedinho e logo tivemos duas belas surpresas. A primeira foi a companhia de um dog guapeca na trilha. O Ro não estava botando fé que o cachorro ia subir, ele parecia meio preguiçoso demais, rsrsrs. Quando vimos, ele estava lá, encabeçando o grupo! Difícil competir com um cara com tração nas 4 patas!

Com o Dog, no alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

Com o Dog, no alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


A segunda e maravilhosa surpresa, num primeiro momento foi assustadora! Estávamos andando há uns 40 minutos e começamos a ouvir um barulho absurdo, parecia uma serra elétrica. Não sabia se deveria ter medo, pois não sabia o que temer! Caçadores? Lenhadores ilegais? Um monstro da floresta que vinha com um vento fazendo aquele barulho pelas árvores? Quanto mais nos aproximávamos, mais alto ficava e aos poucos começou a ficar mais claro também, pareciam vozes ecoando, estávamos presenciando a passagem de um bando imenso de bugios gritadores! Um macaco que pode chegar a mais de 1m de altura, naturais da mata atlântica e muito comuns na Ilha Grande, por isso eles se tornaram o símbolo do parque. Sentimos o cheiro deles, um cheiro forte de CC, horrível, eles estavam muito próximos, mas não conseguimos avistá-los na floresta. Foi uma experiência impressionante! Belo presente de aniversário! Chegando lá em cima a vista da Ilha estava maravilhosa, com o céu aberto vimos Lopes Mendes, Cachadaço, Abraão, diversas ilhas e o mar azul lindíssimo!

A enseada do Abraão, vista do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

A enseada do Abraão, vista do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


Praia do Cachadaço, vista do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

Praia do Cachadaço, vista do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


Retornamos num pique de corrida, pois queríamos chegar ao Rio ainda a tempo de jantar com Pedro, Íris e Bebel para comemorar o aniversário. Penamos mas chegamos, pegamos o catamarã sem nem tomarmos um banho, sorte que a Gracieli, nossa amiga do Hotel Kuxixo, nos liberou um chuveiro providencial! Outro grande presente de aniversário! =)

Descendo a trilha do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

Descendo a trilha do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


Chegamos ao Rio e depois de uma sessão arrumação na Fiona saímos para caminhar pelo Leblon. Compramos um bolinho, vinhos para o jantar delicioso que a Íris estava preparando, pasta ao molho de salmão... très chic! Companhias maravilhosas, uma noite super agradável com direito até a velinha e parabéns. Primeiro aniversário na estrada, se todos forem assim, garanto que estarei muito bem!

Celebrando o aniversário da Ana no apartamento do Pedro e da Íris, no Rio de Janeiro - RJ

Celebrando o aniversário da Ana no apartamento do Pedro e da Íris, no Rio de Janeiro - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande, trilha, Montanha, Abraão, Pico do Papagaio

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Parque Nacional Chirripó

Costa Rica, Chirripó

A lua paira sobre o Pico Crestones, no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

A lua paira sobre o Pico Crestones, no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


O Parque Nacional do Chirripó está localizado no coração da Costa Rica e abriga o ponto mais alto do país, Cerro Chirripó com 3.820m de altitude. Uma íngreme trilha sobe dos 1.520m ao abrigo aos 3.400m, em enlameados 14,5km que atravessam uma linda floresta úmida e vegetações típicas dos páramos de altitude.

Início da caminhada de 20 km ao pico Chirripó, o mais alto da Costa Rica

Início da caminhada de 20 km ao pico Chirripó, o mais alto da Costa Rica


A trilha é toda sinalizada, apenas um caminho nos leva, de quilômetro em quilômetro, cada um marcando a principal característica do trajeto a ser percorrido. “Llanos lindos” é a metade do caminho e também a placa que mais queremos encontrar, um pouco de plano para conseguimos acelerar o passo e ganhar um tempo até a próxima subida.

Trekking no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

Trekking no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


Durante a caminhada, o corpo foi aquecendo e as dores no joelho e o recente mau jeito na lombar aos poucos foram ficando para trás. Na subida quem sofre é a musculatura e a resistência cardiorrespiratória, cada quilômetro de ladeira merecia um descanso rápido, principalmente para o Rodrigo que levava a maior parte do peso.

Muito barro no início da trilha no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

Muito barro no início da trilha no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


Dentre as viagens do caminho, sobressaía a da corrida realizada nesta trilha todos os meses de fevereiro, há 23 anos. Na última participaram mais de 200 corredores, dentre eles o Seu Francisco (62 anos), dono do Hostal El Descanso. Ele participou de todas as edições, sendo o seu recorde para ascensão e descenso 3 horas e 24 minutos! Sim, 29km, 14,5 subindo e 14,5 descendo em umas ladeiras desgraçadas de terra, pedras, raízes e lama em apenas 3h24!!! O tempo médio realizado pelos turistas é de 8 a 9h apenas para subir!

Após 4 km de subida e barro, chegamos à entrada do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

Após 4 km de subida e barro, chegamos à entrada do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


Não tem melhor história para nos motivar a escalaminhar essa encosta em aproximadas 7h! É claro que o Rodrigo já estava animando em participar da corrida, ficar morando aqui um mês, treinando com o Seu Francisco, que corre 40min todos os dias as 5h da manhã. Um fator que nós estávamos desconsiderando é a aclimatação. Uma montanha acima dos 3.000m já pode dar um certo trabalho para dois viajantes como nós, que ficamos 30 dias ao nível do mar e sem exercício algum.

Placa de auto-ajuda colocada bem no meio da última grande subida (a 'Encosta dos Arrependidos') para o refúgio no campo-base do Chirripó, na Costa Rica

Placa de auto-ajuda colocada bem no meio da última grande subida (a "Encosta dos Arrependidos") para o refúgio no campo-base do Chirripó, na Costa Rica


No caminho encontramos o pessoal que já estava retornando da escalada. Alguns de 3 dias de caminhadas no páramo, outros que decidiram fazer como nós, todo o percurso em apenas 2 dias. No primeiro subimos, dormimos no albergue, e no segundo dia saímos às 3h da manhã para ver o nascer do sol às 5h no cume do Cerro Chirripó. Ao redor do albergue existem 2 picos próximos, Los Crestones e El Ventisqueiro, todos acima dos 3.700m.

Tocando a lua no trekking do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

Tocando a lua no trekking do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


Além destas trilhas também existem algumas lagoas que podem ser exploradas. Para quem está atrás de uma aventura mais “hardcore” pode contratar um guia e fazer o circuito ao redor do parque, entrando por esta mesma trilha e voltando pelo Cerro Urán, passando ainda pelas Lagunas Morenas, vistas do alto do Chirripó. Este roteiro dura em torno de 4 dias para pessoas normais, para o seu Francisco apenas 14 horas.

Lanche na metade do caminho para o campo base do pico Chirripó, na Costa Rica

Lanche na metade do caminho para o campo base do pico Chirripó, na Costa Rica


Mais um motivo para seguirmos firmes depois da placa dos 11km no Monte Sin Fé, quando você não acredita que vai descer para chegar à famosa Cuesta de los Arrependidos, um quilômetro de pedregulhos escorregadios bastante íngremes. Curioso foi que nessa hora de alguma forma estranha meu corpo recuperou a memória da aclimatação e eu fiquei forte e subi toda a encosta super tranquila. Enquando a altitude e a sobrecarga do Rodrigo o cobrou e ele, sempre adiantado pelo menos 5 minutos de mim, dessa vez ficou mais cansado.

Pausa para descanso depois de 10 km de subidas, no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

Pausa para descanso depois de 10 km de subidas, no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


Nos instalamos com a esperança inútil de encontrar um banho caliente no albergue do parque nacional. Conseguimos um quarto exclusivo onde logo tivemos que colocar todas as roupas de frio para trabalhar. 2 a 4°C do lado de fora, 10°C do lado de dentro, aquecidos por fogareiros e a companhia dos outros viajantes caminhantes na cozinha do albergue. Nós contamos com a bondade de um montanhista austríaco, que nos emprestou o seu super-fogareiro de alta-montanha, já que o nosso não estava dando conta do recado.

Preparando o jantar no refúgio do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

Preparando o jantar no refúgio do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


Aos que gostam de mais conforto, fica a dica: existem algumas mulheres locais que prestam o serviço de cozinha, contratam o arrieiro com as mulas e preparam todas as refeições, café da manhã, almoço, café da tarde e jantar para os 3 dias lá em cima. O valor varia de 20 a 50 dólares dependendo do tamanho do grupo.

Café da manhã às três da madrugada, antes do ataque ao cume do Chirripó, na Costa Rica

Café da manhã às três da madrugada, antes do ataque ao cume do Chirripó, na Costa Rica


Fomos para os nossos beliches as 8h30 da noite, logo após desligarem o gerador alimentado por painéis solares. Não foi difícil pegar no sono, precisávamos de uma boa noite de descanso para a pauleira do dia seguinte.

Costa Rica, Chirripó, Montanha, Trekking, San Gerardo de Rivas, Parque Nacional Chirripó

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Rumo às Montanhas do Norte

Panamá, Cidade do Panamá, Boquete

A 'Revolution Tower', um dos marcos arquitetônicos da Cidade do Panamá, capital do país

A "Revolution Tower", um dos marcos arquitetônicos da Cidade do Panamá, capital do país


Após um dia chuvoso, de bastante trabalho, ontem demos uma escapadinha para o cinema do Multicentro. O filme que estava disponível no cinema era “Colombiana”, escrito por Luc Besson e Robert Mark Kamen. O filme se passa entre a periferia de Bogotá e Nova Iorque, usando como pano de fundo a história dos quartéis de drogas colombianos. Filme de ação com Zoe Saldana, gatona que já fez Missão Impossível e outros nessa linha. Ótimo entretenimento!



Fechamos as nossas malas para seguir viagem, nosso destino são as montanhas do norte do Panamá, na cidade de Boquete. Cruzamos a ponte das Américas, que une os continentes que o homem separou, passando sobre o Canal do Panamá.

A famosa Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá

A famosa Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá


As estradas aqui no Panamá estão sendo um suspiro aliviado entre as suas irmãs colombianas e com as que estão por vir na América Central. Asfaltadas, grande parte duplicadas em auto-pistas daquelas que pagamos os pedágios com gosto.


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A única taxa que não gostamos de pagar são aquelas gentilmente solicitadas por alguns policiais, que estão espalhados por toda a rodovia.

Fiona tem 'problemas' na estrada, perto de Santiago, no Panamá

Fiona tem "problemas" na estrada, perto de Santiago, no Panamá


Atravessamos do centro ao norte do país em umas 6 horas, deixando para trás dois parques nacionais e uma a comarca dos índios Ngöbe Buglé, personagens que passam a ser comuns nessa região. As mulheres usam vestidos longos e coloridos com detalhes de patchwork nas mangas, lindo!

Estamos mesmo na América central!!! (apesar da placa, ainda estamos no Panamá)

Estamos mesmo na América central!!! (apesar da placa, ainda estamos no Panamá)


Chegando às montanhas de Boquete, fomos recepcionados por um belo arco-íris. Que seja o prenúncio de um lindo dia de caminhadas e explorações na região! Amém.

O gigantesco arcoíris marca exatamente aonde está a cidade de Boquete, no Panamá

O gigantesco arcoíris marca exatamente aonde está a cidade de Boquete, no Panamá

Panamá, Cidade do Panamá, Boquete, Estrada, Canal do Panamá, Indígendas

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Meu Paraná

Brasil, Paraná, Castro, Ponta Grossa

Moinho, símbolo da holandês, em Castrolanda, distrito de Castro - PR

Moinho, símbolo da holandês, em Castrolanda, distrito de Castro - PR


Quanto mais perto de Curitiba estamos, mais estranho parece fazer turismo. Já me sinto em casa, já vim aqui em algum momento e tudo isso já faz parte da minha história. Ao mesmo tempo em que quero ver como tudo evoluiu e olhar para todos estes lugares com olhos turísticos, quero ir embora correndo, matar as saudades da família que está tão próxima.

Igreja Evangélica Reformada, em Castrolanda, distrito de Castro - PR

Igreja Evangélica Reformada, em Castrolanda, distrito de Castro - PR


A primeira vez que vim à Castrolanda eu tinha uns 10 anos, em uma excursão da escola. Lembrava que era uma comunidade de imigrantes holandeses que formaram uma cooperativa. Havia um moinho em uma pracinha e ao redor algumas lojinhas onde podíamos comprar doces e comidinhas típicas.

Moinho, símbolo da holandês, em Castrolanda, distrito de Castro - PR

Moinho, símbolo da holandês, em Castrolanda, distrito de Castro - PR


Hoje chegamos lá e encontramos uma pequena cidade formada em torno da cooperativa. Porém o pequeno moinho foi substituído por um novo e imenso moinho, construído em 2001 como marco comemorativo dos 50 anos da Castrolanda. As fazendas no entorno estão mais organizadas, modernas.

Paisagem rural no interior do Paraná, região de Tibagi

Paisagem rural no interior do Paraná, região de Tibagi


A fábrica cresceu, são mais de 700 cooperados e outros 700 colaboradores, possui 6 unidades que formam o complexo, batata frita, sementes, rações, leite, etc. Infelizmente passamos por aqui naquele fatídico dia, segunda-feira: dia dos “sem-museu” e do “não-turismo”. Caminhamos pelas ruas, tiramos fotos, mas o museu dos imigrantes estava fechado, assim como a lojinha com os quitutes que eu bem lembrava.

Entrada do Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR

Entrada do Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR


Seguimos viagem para outro ponto do eco-turismo paranaense, ainda pouco conhecido por muitos, mas ainda assim já bem explorados pela turma da farofa dos arredores, o Buraco do Padre. Uma formação arenítica escavada pelo rio Quebra-Pedra, é uma furna que possui uma fenda de acesso lateral e uma trilha que nos leva ao topo do buraco.

Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR

Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR


O rio forma uma magnífica cachoeira no seu interior, lugar úmido e esverdeado pelos musgos que recobrem as paredes. No verão um banho de rio é refrescante, mas no inverno, além da escalada técnica, podemos nos contentar apenas em estar dentro de um santuário natural como este.

Venerando a cachoeira do Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR

Venerando a cachoeira do Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR


O Buraco do Padre tem um espaço especial na minha vida de aventureira. Foi aqui que fiz o meu primeiro rapel! Eu tinha 13 anos recém completados e vim para uma atividade com o grupo escoteiro. Recebemos o treinamento básico, nos engatamos no mosquetão, oito e cordas e quando vi eu estava pendurada a 50m de altura, em meio a uma furna, mais alta que a cachoeira, pendurada em um lugar que pertence apenas às andorinhas que vivem ali. Uma adrenalina, misturada com aquela sensação de comunhão com a natureza, foi sensacional! Os chefes escoteiros não imaginavam que ali, estavam forjando em mim uma paixão que iria me acompanhar por toda a vida.

Paredão próximo ao Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR

Paredão próximo ao Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR


Além disso, adoooro levar o Rodrigo a lugares que ele não conhece. Ele já havia estado lá, mas não conhecia a trilha para o alto do buraco, as quedas d´água e os pontos de escalada, sem falar da vista dos Campos Gerais. Estes são passeios rápidos, há apenas 1h30 de Curitiba e que pode agradar a todos. Mais um capítulo das belezas do Meu Paraná!

A bela região do Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR

A bela região do Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR

Brasil, Paraná, Castro, Ponta Grossa, cachoeira, Buraco do Padre, Castrolanda

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A costa das tartarugas

Brasil, Bahia, Praia do Forte, Mangue Seco, Sergipe, Pontal

Bebê tartaruga no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Bebê tartaruga no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


O longo litoral baiano tem trechos batizados de diferentes nomes, como forma de organizar e facilitar a divulgação turística. A Costa do Descobrimento, a Costa do Dendê, a Costa do Cacau e agora eu resolvi apelidar o litoral norte utilizando uma de suas maiores belezas naturais, a Costa das Tartarugas.

Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA

Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA


Não foi a toa que o litoral norte é o local onde se instalou a primeira base do Projeto TAMAR – Projeto TArtarugas MARinhas - na Praia do Forte. De Arembepe até Mangue Seco, nos meses de setembro à março 5 espécies de tartarugas marinhas desovam nas praias deste litoral.

Chegamos na divisa Bahia-Sergipe!

Chegamos na divisa Bahia-Sergipe!


As tartarugas sempre fizeram parte do cardápio dos índios brasileiros, porém com o aumento da população a extinção se tornou um fato. No século XVIII a carne da tartaruga foi muito utilizada pelos portugueses para salvá-los do escorbuto, uma vez que as levavam vivas nos navios para o velho mundo. Pratos requintados foram criados com a sua carne, jóias e adereços refinados se tornaram moda. O trabalho de educação ambiental continua até hoje com as populações caiçaras e indígenas que já tinham a tartaruga no seu hábito de consumo, utilizando inclusive sua carapaça como berço para os seus bebês.

Tubarões Lixa interagindo no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Tubarões Lixa interagindo no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


As tartarugas cabeçuda, oliva, verde, pente e couro são as espécies encontradas no litoral brasileiro. Estas espécies ainda se encontram em extinção, porém o trabalho realizado pelo TAMAR já avançou muito no conhecimento sobre os hábitos destas espécies e o esforço para a mudança cultural dos pescadores e caiçaras estão ajudando a mudar este cenário.

Representação de tartarugas em tamanho natural, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Representação de tartarugas em tamanho natural, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


Nesta época as tartarugas buscam sempre as praias mais largas e cavam de 30 a 60cm de profundidade na areia mais distante da água para deixar seus ninhos bem protegidos. Assim que a tartaruga coloca seus ovos, o ninho é encontrado pela comunidade local, ou mesmo por um dos Tartarugueiros do TAMAR, os ninhos são identificados pela equipe do projeto ganhando uma marcação especial e é feita toda a coleta de dados para pesquisa e acompanhamento até a eclosão dos ovos. O período de encubação dos ovos é de 50 a 55 dias para os ovos eclodirem e durante este período é a temperatura pivotal que irá determinar o sexo das tartaruguinhas. Quanto mais quente, mais fêmeas nascerão, quanto mais frio, mais machos. O TAMAR desenvolveu uma pesquisa junto com uma universidade do Canadá para determinar a equação que determinaria a temperatura média para se ter 50% da ninhada fêmea e 50% da ninhada macho.

Tocando uma arraia, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Tocando uma arraia, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


Quando as tartaruguinhas nascem demoram em torno de 2 dias para conseguir sair do ninho e aí começa a jornada pela sobrevivência, a corrida para o mar. Elas buscam sempre o ponto mais iluminado, que normalmente seria o horizonte oceânico, porém as praias iluminadas artificialmente ou até mesmo as luzes de casas próximas podem alterar a direção de um filhote, que ao não chegar ao mar tem suas chances de sobrevivência próximas de zero.

Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


Nestes 30 anos de Projeto TAMAR a população de tartarugas marinhas está em franca recuperação e as comunidades do seu entorno tiveram suas vidas alteradas. Hoje muitos pescadores e suas famílias trabalham nas bases do TAMAR como tartarugueiros, costureiras, educadores ambientais e até as crianças como guias-mirins. O trabalho desenvolvido é maravilhoso e se tornou uma potência.

Rua na Praia do Forte - BA

Rua na Praia do Forte - BA


Mesmo eu que não sou das mais consumistas, quando cheguei à loja do projeto não aguentei. São produtos lindos produzidos pela comunidade local e que ajudam a manter este belíssimo trabalho, é claro que compro e seu culpa nenhuma! Ainda aproveitamos para parar um minutinho no Bar do Souza e provamos seu famoso bolinho de peixe e uma caipiroska de umbu deliciosa!

Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA

Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA


Continuando pela Costa das Tartarugas, seguimos viagem para Mangue Seco, atravessamos fronteira com Sergipe e chegamos a Pontal. Mangue Seco fica na Bahia, porém o acesso mais fácil é pelo vizinho, atravessando de barco o Rio Real até a vila.

A única passageira da travessia Pontal (SE) - Mangue Seco (BA)

A única passageira da travessia Pontal (SE) - Mangue Seco (BA)


Nos instalamos na pousada e caminhamos até a praia no final da tarde, com a esperança de vivenciar mais uma vez uma das melhores lembranças que o Rodrigo tem da vez que esteve aqui, a corrida das tartaruguinhas para o mar. Encontramos os ninhos e sabemos que eles estão prestes a eclodir, mas ainda não foi hoje. Quem sabe amanhã teremos mais sorte de vivenciar o mais belo espetáculo da natureza nesta Costa das Tartarugas.

Marcação de ninho de tartaruga em Mangue Seco (BA)

Marcação de ninho de tartaruga em Mangue Seco (BA)

Brasil, Bahia, Praia do Forte, Mangue Seco, Sergipe, Pontal, Praia, Tamar, tartarugas marinhas, Rio Real

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Despedida em alto estilo

Turks e Caicos, Providenciale - Provo

Vista do nosso quarto em Provo - Turks e Caicos

Vista do nosso quarto em Provo - Turks e Caicos


Hoje nos despedimos de Turks and Caicos Islands, e como não poderia deixar de ser, em alto estilo. TCI tem a terceira maior barreira de corais do mundo, ficando atrás apenas da Austrália e Belize. Com tamanha parede, aqui são especializados em Wall Dive, com diversas formações, espécies, tipos de corais e esponjas. Hoje fomos mergulhar em dois dos melhores pontos de mergulho de Provo: “O Anfiteatro” e “A Chaminé”. Nos dois pontos tínhamos grandes chances de ver tubarões, raias e tartarugas, mas a principal atração são as formações de coral e o cenário especial que elas acabam criando.

O Anfiteatro é perfeito, como os romanos e gregos, palco e tudo. Todo revestido de corais negros, um tipo raro de coral, é um mergulho super psicodélico, repleto de cores e formas de outro mundo. A Chaminé é divertida, uma abertura nos corais que desce dos 15 aos 30 metros e se abre para aquela imensidão azul. A visibilidade foi a melhor destes 15 mergulhos que já realizamos até agora e o guia ninguém menos do que Dave, fotógrafo submarino e dono da Provo Turtle Divers. Como o barco estava praticamente vazio o serviço foi vip e ainda pudemos presenciar uma prática totalmente incomum: a caça de Lion fishes! Como eu já contei aqui em posts anteriores, esta é uma espécie invasora nos mares do Caribe e está quebrando todo o equilíbrio do ecossistema da região. Por isso a caça desta espécie é liberada e incentivada, mesmo com scuba, já que este peixe não possui predadores naturais aqui, vive entre 12 e 30 metros de profundidade, na maioria das vezes escondido nos corais. Então, além de admirar a beleza dos corais e procurar diferentes espécies de peixe, torcendo para um tubarão aparecer, também ajudamos a apontar os pobres Lion fishes.

Lion Fish - Foto tirada por David Volkert

Lion Fish - Foto tirada por David Volkert


A caça é relativamente simples, com um tridente longo o Dave se aproximava do Lion fish e já o acertava. Ele é um peixe meio paradão, fácil de ser caçado. Por ser um peixe com espinhos venenosos, nenhum outro peixe se aproxima e por isso não desenvolveu o instinto de fuga. O maior exemplo disso foi quando vimos dois deles nadando juntos, Dave matou o primeiro e o segundo ficou ao lado olhando e esperando para ser morto! Impressionante! Melhor ainda foi quando uma garoupa grandona ficou ao lado do Dave só esperando ele terminar o trabalho de cortar os espinhos e a cabeça do Lion e assim que ele o soltou do arpão, NHAC! A garoupa papou ele ali mesmo, era tão grande que mal cabia na sua boca! Para terminar o segundo mergulho, de lambuja ainda vimos duas tartarugas lindas e sempre com aquele ar sábio.

Garoupa Tigre - Foto tirada por David Volkert

Garoupa Tigre - Foto tirada por David Volkert


Tartaruga - Foto tirada por David Volkert

Tartaruga - Foto tirada por David Volkert


O restante do dia foi focado em organizar as coisas para a viagem amanhã cedo e trabalhar para colocar o site em dia. Temos muito trabalho pela frente e amanhã, um novo país para apresentar a vocês. E que venha Porto Rico!

Turks e Caicos, Providenciale - Provo, Mergulho

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Victoria

Canadá, Victoria

Detalhe do belo portal chines no coração da Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Detalhe do belo portal chines no coração da Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


A despeito do que muitos podem imaginar, aqui na costa oeste do Canadá a neve é um evento raro, uma semana ao ano e olhe lá. Porém é a chuva da costa do Pacífico Norte que pode te desanimar a viajar, sair, conhecer, fazer trilhas e explorar melhor a região. Assim duas coisas você pode ter em mente: se você é do tipo aventureiro e gosta de parques nacionais, a chuva tem que fazer parte da sua vida. Já se você é mais urbano, a chuva pode ser desanimadora, mas não pode e nem irá te impedir de conhecer uma das principais cidades da costa oeste canadense.

Um dos muitos simpáticos restaurantes na Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Um dos muitos simpáticos restaurantes na Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


A capital da Columbia Britânica, Victoria, possui apenas 70 mil habitantes dentro de suas fronteiras, mas mais de 340 mil se adicionamos a região metropolitana. Essa demografia e o fato de ser a capital da província a faz uma cidade especial, pois além do acesso a todos os serviços de uma grande cidade, grandes universidades e museus, você ainda tem aquela sensação de estar andando nas ruas de uma pequena cidade inglesa.

Uma das pequenas travessas no centro de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Uma das pequenas travessas no centro de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Nomeada em homenagem à Rainha Victoria, teve sua colonização iniciada em 1841, sendo uma das mais antigas cidades da costa oeste do Pacífico Norte. Sua fixação pelo Reino da Inglaterra a fez um lugar ainda mais idealizado e icônico do que a própria realeza poderia imaginar. Ruas, lamparinas, postes, jardins e edifícios vitorianos imprimiram na capital do oeste canadense, ideais que nem imigrantes ingleses mais tradicionais reconheceriam.

Palácio do Governo Provincial, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Palácio do Governo Provincial, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


The Empress, o hotel mais famoso de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

The Empress, o hotel mais famoso de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


As marcas na arquitetura são facilmente encontradas, o British Columbia Parliament Building, construído em 1897 e o Empress Hotel, finalizado em 1908 pela Canadian Pacific Railway, são os principais exemplos. Mas o instinto britânico não estava apenas na estética, ele também apareceu na disputa e corporativismo da maioria caucasiana que lutou pelo banimento da imigração asiática à província. O assunto transcendeu a razão, grandes mobilizações e ataques organizados aos trabalhadores chineses aconteceram, até que a imigração chinesa foi proibida em 1923, voltando a ser permitida apenas após a segunda guerra mundial.

Foto de antiga família da Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Foto de antiga família da Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Em uma das mais britânicas das cidades canadenses encontramos então a segunda mais antiga Chinatown na América do Norte, só atrás da de San Francisco. A colônia chinesa começou em 1858, quando chineses fizeram seu caminho para o norte da Califórnia em busca do ouro recém-encontrado no Fraser Canyon, na British Columbia.

A quarta maior pepita de ouro achada na British Columbia, exposta no Royal BC Museum, em Victoria, capital da província, no oeste do Canadá

A quarta maior pepita de ouro achada na British Columbia, exposta no Royal BC Museum, em Victoria, capital da província, no oeste do Canadá


Caminhada pela mais antiga Chinatown do país, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Caminhada pela mais antiga Chinatown do país, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Hoje a Chinatown é uma das atrações turísticas da capital, com sua arquitetura, escolas tradicionais chinesas e murais, além de incontáveis restaurantes, lojas, bares e farmácias especializadas na medicina oriental.

escola pública chinesa na Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

escola pública chinesa na Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Numa longa caminhada pela cidade conhecemos a vizinhança chinesa, visitamos a Market Square e a Bastion Square, onde estão a maioria dos bares e restaurantes bacanas da cidade. Logo chegamos ao Beacon Hill Park, uma área verde de 75 hectares com cenas bucólicas ente lagos e patos, um pequeno zoológico, pavões que caminhavam livremente sobre as folhas de outono e até alguns exemplares de sequoias gigantes.

Descanso sobre um tapete de folhas vermelhas no Beacon Hill Park, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Descanso sobre um tapete de folhas vermelhas no Beacon Hill Park, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Pavão posa para fotos sobre um galho de sequoia no Beacon Hill Park, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Pavão posa para fotos sobre um galho de sequoia no Beacon Hill Park, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Do alto do parque as vistas do Estreito de San Juan de Fuca, que faz a fronteira com os Estados Unidos. Em um raro dia claro pode-se avistar o Monte Olympus no Olympic National Park, que também está no nosso roteiro. Retornamos pela trilha a beira mar, um dos locais preferidos dos locais para suas corridas de final de tarde e um passeio com seus pets. Voltando ao centro pela Government Street passamos em frente a casa onde viveu a pintora Emily Carr, a mais famosa artista plástica canadense. Seus quadros podem ser vistos por galerias e museus por todo o país e a casa guarda mais as memórias da artista, porém infelizmente estava fechada para visitação.

O belo Beacon Hill Park, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

O belo Beacon Hill Park, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Casa onde viveu a famosa pintora Emily Carr, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Casa onde viveu a famosa pintora Emily Carr, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Victoria é cidade encantadora principalmente por seus contrastes, grande e pequena, de raízes britânicas e chinesas, tradicional e ao mesmo tempo jovem e dinâmica, obrigatória em qualquer roteiro pela costa oeste canadense.

Em dia de chuva, turista se contorce para tirar sua fotografia em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Em dia de chuva, turista se contorce para tirar sua fotografia em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Canadá, Victoria, história, Capital, British Columbia, Columbia Britânica

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Yellowstone Lake e West Thumb

Estados Unidos, Wyoming, Yellowstone National Park

Fontes de águas termais se encontram com o enorme Yellowstone Lake, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Fontes de águas termais se encontram com o enorme Yellowstone Lake, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


O Lago Yellowstone ocupa parte da gigantesca caldeira do vulcão de mesmo nome. A caldeira do supervulcão tem 49 x 72 km e ocupa a área central do parque. O lago possui 32 km de comprimento e mais de 22 km de largura e é o maior lago de altitude dos Estados Unidos. Ele é tão grande que nem conseguimos enxergar a outra margem. Nele vivem lontras e 11 espécies nativas de peixe. Ao redor dos 226 km que margeiam o lago se encontram marinas, lodges, campings e tours de barco ao redor do lago. É um convite aos pescadores de plantão.

Fontes de águas termais se encontram com o enorme Yellowstone Lake, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Fontes de águas termais se encontram com o enorme Yellowstone Lake, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


O West Thumb é só um pedacinho deste imenso lago, formada por uma “pequena” erupção há mais ou menos 174 mil anos. Pare um minuto e olhe ao redor. Toda essa água que vemos é apenas parte da baía criada por esta “pequena” erupção! Todas as coisas aqui no Yellowstone são assim, possuem proporções mamutescas! A atividade vulcânica ainda existe no fundo desta baía e uma das evidências disso está nesta área de geysers conhecida como West Thum Basin, um cenário lindo às margens da baía. Impressionante ver a formação das rochas às beira do lago que se parecem com arrecifes coralíneos. Estas, porém, são formadas pelas colônias de bactérias que foram depositadas por milhares de anos pelas fontes de água termal.

Maravilhosa piscina transparente e esverdeada, de água fervente, ao lado do Yellowstone Lake, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Maravilhosa piscina transparente e esverdeada, de água fervente, ao lado do Yellowstone Lake, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Tão próximas e tão distintas (as duas fervem!), próximas oa Yellowstone Lake, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Tão próximas e tão distintas (as duas fervem!), próximas oa Yellowstone Lake, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Seguimos ao norte margeando o lago e entramos na região do Haydenn Valley, uma das áreas destacadas pelos rangers para avistarmos vida selvagem. Eis que de repente surge um veado, chamado aqui de mule dear, imenso na nossa frente! Ele caminhava e comia tranquilo na beira da estrada, quando foi cercado por fotógrafos e turistas curiosos (inclusive eu, é claro!).

Um veado passeia tranquilamente pelas estradas movimentadas do Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Um veado passeia tranquilamente pelas estradas movimentadas do Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Adiante outra surpresa, um bisão lindo e solitário não muito longe da estrada e despegado da manada que estava reunida do outro lado do rio na imensa planície do Yellowstone River. Passamos pelo vulcão de lama e o caldeirão sulfuroso, cada parada com placas bem ilustrativas e informativas sobre a atividade vulcânica e formação geológica de todo o parque.

O bisão selvagem, um dos símbolos do Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

O bisão selvagem, um dos símbolos do Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Manada de bisões no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Manada de bisões no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


A bucólica paisagem do Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

A bucólica paisagem do Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Nesta área as colinas ao fundo estão em franco crescimento, pressionadas pelos rios de lava que correm sob essas terras. Voltando para West Yellowstone, nossa base na entrada oeste do parque, ainda tivemos a sorte de ver um coiote na estrada entre a Canyon Village e Norris Geyser Basin! As melhores horas para ver animais são ou bem cedo, quando o sol está nascendo ou quando o sol está se pondo. Bingo! Lá estava o coiote mesclado às gramas da savana!

Um furtivo coiote no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Um furtivo coiote no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos



Veja também os posts:
- Yellowstone em 3 dias
- Yellowstone - Old Faithful Area
- Grand Canyon e Mamooth Springs

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Múmias de Guanajuato

México, Guanajuato

Uma das estrelas do Museu das Múmias, em Guanajuato - México

Uma das estrelas do Museu das Múmias, em Guanajuato - México


Guanajuato não é apenas conhecida por sua arquitetura colonial, emaranhado de ruas subterrâneas, baladas estudantis ou pelo rally. Uma das principais atrações da cidade são as famosas Múmias de Guanajuato.

Museu das Múmias, em Guanajuato - México

Museu das Múmias, em Guanajuato - México


Elas foram desenterradas a partir de 1865 para liberar espaço no cemitério e foi aí que descobriram que o solo da região possui propriedades “mumificadoras naturais”! Assim todos os defuntos ali enterrados tornaram-se objeto de estudo científico e depois peça de museu! São mais de 100 múmias expostas, com placas explicativas sobre a causa de sua morte e um pouco da história daquela pessoa. Um tom bem humorado, talvez até meio irônico, permeia as explicações de cada múmia, assustadoramente bem conservadas.

Todas as múmias tem menos de 100 anos de idade no Museu das Múmias, em Guanajuato - México

Todas as múmias tem menos de 100 anos de idade no Museu das Múmias, em Guanajuato - México


Um médico francês, uma imigrante com traços chineses, uma mulher que morreu enterrada viva ou outro que morreu a facadas. Provavelmente todos eles iriam odiar saber que hoje têm seu corpo exposto em um museu. Se destaca a múmia de uma mulher grávida e seu bebê de 6 meses de gestação que também ficou mumificado, mesmo dentro de sua barriga! A múmia do bebê, também em exposição, é considerada a menor múmia do mundo.

Muitas caveiras no Museu das Múmias, em Guanajuato - México

Muitas caveiras no Museu das Múmias, em Guanajuato - México


Nesta época havia um índice muito grande de mortalidade infantil, por isso uma das primeiras coisas que uma família fazia ao nascer o bebê era batizá-lo. Assim se o filho morresse, garantiriam que ele seria enviado direto para o céu, um ser totalmente puro. A estes bebês os mexicanos chamavam de “anjos”. Um corredor com alguns bebês anjos foi a parte mais impressionante para mim. A tradição também mandava que a família fizesse uma foto com a criança, depois de morta, para manter uma lembrança “viva” do seu filho e ajudar aos pais a passarem pelo luto.

Visita ao macabro Museu das Múmias, em Guanajuato - México

Visita ao macabro Museu das Múmias, em Guanajuato - México


Essa atração dos mexicanos pela morte é algo curioso, para não dizer estranho. Acho bacana a tradição da comemoração do Dia de los Muertos, que conhecemos como Dia dos Finados. Cada morto que se foi ganha uma caveira, sua catrina, para ser decorada e festejada, uma forma de lembrar com carinho dos seus entes queridos que partiram.

Venda de catrinas no famoso Mercado de Doces e Artesanatos de Morelia, no México

Venda de catrinas no famoso Mercado de Doces e Artesanatos de Morelia, no México


Agora, realmente, colocar em um museu corpos tão recentes, sem nem um motivo histórico de pesquisa? É algo no mínimo bizarro. Desculpem-me as senhoras múmias, mas esse museu é horrendo! Bem, tem gente que gosta. E viva a diversidade!

México, Guanajuato, viagem, museu, América do Norte, Múmias

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