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Mergulho Top no Caribe

Ilhas Caiman, Little Cayman

Incrível mergulho no Marilyn's Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Incrível mergulho no Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Aproveitando um dia sem vento em um dos mares mais claros e cheios de vida no Caribe, marcamos logo três mergulhos para hoje. Tínhamos de aproveitar essa oportunidade de ouro!

Nosso barco de mergulho em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Nosso barco de mergulho em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Coleção de máquinas subaquáticas (inclusive a nossa nova aquisição!) no barco de mergulho em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Coleção de máquinas subaquáticas (inclusive a nossa nova aquisição!) no barco de mergulho em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Além disso, depois que nossa pobre Intova foi alagada no mergulho técnico em Grand Cayman e ficamos sem máquina para fotografar nosso mergulho com as arraias em Stingray City, resolvemos colocar a mão no bolso e investir em novo equipamento antes de viajarmos ao paraíso dos mergulhos. Na manhã de ontem, antes de pegarmos o avião para cá, passamos numa super loja de fotografia subaquática em George Town e compramos uma SeaLife com caixa estanque provada até 70 metros de profundidade. Além disso, ela já é preparada para receber uma lente com maior abertura angular e também um strobe (flash externo), equipamentos mínimos para qualquer um que queira tirar fotos subaquáticas com alguma qualidade. Ainda não tivemos coragem de investir nesses equipamentos (uma bela de uma facada!), mas pelo menos já temos uma máquina pronta para recebe-los...

Pronto para mergulhar, de sunga e meias! (em Little Cayman, nas Ilhas Caiman)

Pronto para mergulhar, de sunga e meias! (em Little Cayman, nas Ilhas Caiman)


Olha a cor do mar em Little Cayman, nas Ilhas Caiman!

Olha a cor do mar em Little Cayman, nas Ilhas Caiman!


Assim, de máquina nova e mar em perfeitas condições, saímos logo cedo para o primeiro mergulho, à bordo de um barco moderno e poderoso e em companhia de outra dúzia de mergulhadores. Com o dia sem vento, pudemos seguir para o outro lado da ilha, uma área conhecida como Bloody Bay, considerada a melhor área para mergulhos.

Muita cor nos corais de Marilyn's Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Muita cor nos corais de Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Fotografando peixes no Marilyn's Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Fotografando peixes no Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


O primeiro mergulho do dia é aquele que podemos ir mais profundo, e assim seguimos para a fantástica parede, num ponto conhecido como Marilyn”s Cut. Aqui, ao contrário de Grand Cayman, a parede é mesmo uma parede, e não uma encosta super inclinada. Inclinação de 90 graus, em alguns trechos negativa mesmo, começando aos vinte metros de profundidade e seguindo até aonde a vista alcança e muito além disso.

Acompanhando as impressionantes paredes do Marilyn's Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Acompanhando as impressionantes paredes do Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Grandes esponjas nas pareds do Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Grandes esponjas nas pareds do Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Apesar do grande número de mergulhadores, pudemos mergulhar praticamente sozinhos. Isso porque é feito um briefing antes do mergulho e a instrutora explica quais são os caminhos a seguir. Depois, ela libera quem quer seguir apenas com o seu dupla e convida os outros a ir com ela. Quase metade dos mergulhadores prefere ficar na parte mais rasa enquanto uma boa parte dos outros segue com ela. Já eu e a Ana, fomos os primeiros a cair na água e já seguimos nosso caminho.

A inconfundível silhueta de uma tartaruga durante mergulho no Marilyn's Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

A inconfundível silhueta de uma tartaruga durante mergulho no Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Fotografando peixes no Marilyn's Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Fotografando peixes no Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


O mergulho é absolutamente fantástico. Caímos num banco de corais cheio de cores e formas a pouco mais de 10 metros de profundidade. Encontramos um canyon formado por corais e fomos seguindo o caminho que nos levou até a parede através de um incrível corredor. Ao chegar à parede, o gran finale, aquele penhasco magnífico abaixo de nós e a parede incrustada de corais e esponjas gigantes, uma área nitidamente menos explorada que Grand Cayman, pela quantidade de vida existente.

Encontro com um tubarão no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Encontro com um tubarão no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Fim do primeiro mergulho (no Marilyn's Cut) em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Fim do primeiro mergulho (no Marilyn"s Cut) em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Além da infinidade de peixes coloridos, também encontramos dos grandes, como barracudas, garoupas e badejos. Isso sem falar das lagostas, camarões e das simpáticas tartarugas. Uma explosão de vida por todos os lados, tudo devidamente documentado por nossa nova câmera.

Mergulhando no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Mergulhando no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Explorando fenda submarina no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Explorando fenda submarina no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Voltamos para o barco para um lanchinho e pequeno descanso. Logo já estávamos na água novamente, ali do lado, num ponto conhecido como Randy’s Gazeboo. O nome vem de uma incrível formação coralínea numa plataforma na parede, formando um quiosque naturadl a mais de 20 metros de profundidade. Fico imaginado como seria a vista dali, caso não houvesse água no mar. Do alto do gigantesco penhasco, na confortável sombra do gazebo, a infinita planície oceânica a nossa frente, alguns quilômetros abaixo. Seria lindo!

Christmas Tree no Marilyn's Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Christmas Tree no Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Iguanas são protegidas em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Iguanas são protegidas em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Além do gazebo, o ponto alto do mergulho foi o encontro com um lindo tubarão fazendo sua ronda matinal na parede, em busca de alimentos. Ao invés de comida, o que atraiu sua curiosidade foram aqueles estranhos seres borbulhantes, nós. Ele nos rondou algumas vezes mas, por fim, o estômago falou mais alto e ele seguiu seu caminho. Por sorte, a Ana estava bem posicionada e de posse da máquina. Assim, o tubarão se foi mas ficamos com as fotos!

Coqueiros e areia branca em praia paradisíaca em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Coqueiros e areia branca em praia paradisíaca em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Típica praia caribenha em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Típica praia caribenha em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Voltamos para o resort de onde iniciamos a saída de mergulho e almoçamos ali mesmo, em companhia das iguanas, animal protegido nessa pequena ilha do Caribe. Depois, relaxamos um pouco na praia fantástica ali na frente, típica paisagem de cartão postal: areias brancas, mar azul e coqueiros tropicais.

Bar repleto de placas de mergulhadores em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Bar repleto de placas de mergulhadores em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Peixe nos acompanha no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Peixe nos acompanha no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Por fim, início da tarde, voltamos para o barco para o mergulho derradeiro do dia. Dessa vez ali perto mesmo, longe da parede, num banco de corais. Muitas cores, muitos peixes, muitas oportunidades de fotos. Não é espetacular como a parede do outro lado da ilha, mas mesmo assim foi um lindo mergulho.

Banco de corais no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Banco de corais no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Centenas de peixes durante mergulho no Gay's Reef, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Centenas de peixes durante mergulho no Gay's Reef, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


É... não é à toa que Little Cayman tem a fama que tem no mundo do mergulho. Vale cada bolha de ar!

Mergulho fantástico no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Mergulho fantástico no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Ilhas Caiman, Little Cayman, Mergulho, Praia

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Diz aí se você gostou, diz!

Cenário de Cinema

Estados Unidos, Arizona, Monument Valley

As incríveis paisagens do Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

As incríveis paisagens do Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Hoje foi o dia de visitar a paisagem mais cinematográfica, literalmente, dos Estados Unidos. Estou falando do Monument Valley, que tantas vezes apareceu em filmes de Hollywood, propagandas de TV e até mesmo em desenhos animados. Quem não gostava de assistir, na infância, ao velocíssimo Papaléguas dando um baile no pobre coiote? Pois é, era aqui o cenário em que essas duas personagens travavam sua eterna luta de perseguição que terminava sempre com o coiote caindo de algum precipício ou sendo atropelado por algum trem. O coiote não tinha muita sorte, mas ao menos, tinha o dom da imortalidade!

Chegando ao Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Chegando ao Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Chegando ao Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Chegando ao Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Quanto à Hollywood, esse era o cenário clássico dos filmes de faroeste. John Wayne, solitário, cavalgando em sua montaria ou acampado ao lado de uma fogueira, o céu estrelado iluminando as enormes formações rochosas do Monument Valley. Aliás, era sempre preciso tomar cuidado pois, de trás de alguma delas, poderia aparecer um bando de índios selvagens e sanguinários.

Cartaz do famoso filme 'No Tempo das Diligências', em exposição no Museu Navajo, no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Cartaz do famoso filme "No Tempo das Diligências", em exposição no Museu Navajo, no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Enfim, mesmo que inconscientemente, todos crescemos com esse cenário em nossas mentes. Eu já tinha passado por aqui uma vez, há 18 anos, bem rapidamente. Mas a Ana e a Fiona não conheciam e a gente jamais cogitou sair dos Estados Unidos sem passarmos por aqui. No ano passado, passamos pertinho, um pouco mais para o sul, na nossa corrida para atravessar o país. Agora, na nossa volta ao Arizona, já apontando nossos narizes para o México, era chegada a hora de atravessarmos o famoso Monument Valley.

Muita neve nessa época do ano no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Muita neve nessa época do ano no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Formação conhecida como 'Three Sisters', no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Formação conhecida como "Three Sisters", no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Conforme expliquei no post anterior, o Monument Valley fica em pleno território Navajo e é por eles administrado. Eles tem vivido na área há mais de 600 anos e era justamente esse vale a área mais sagrada de seu vasto território. Hoje, é possível admirar essa grandiosidade toda da estrada de asfalto que corta a região, mas é quando nos aproximamos mais e entramos na área administrada pelos Navajo é que temos a visão mais clássica e bela dessa terra grandiosa. Vários mirantes e uma estrada de terra em forma de loop nos levam a pontos privilegiados para melhor admirar o maior estúdio a céu aberto de Hollywwod.

A visão clássica do Monument Valley, nessa época com neve, no Arizona, nos Estados Unidos

A visão clássica do Monument Valley, nessa época com neve, no Arizona, nos Estados Unidos


As belas paisagens do Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

As belas paisagens do Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Embora a imagem que tenhamos desse lugar seja de um grande deserto avermelhado, nessa época do ano a neve também se faz presente. Pois é, até aqui! E como em todos os outros lugares que estivemos desde que saímos de Los Angeles, ela só faz a paisagem ficar ainda mais bonita, adicionando cores e reflexos ao cenário. A temperatura próxima de zero grau e a data logo em seguida ao natal faz com que poucos turistas estejam por aqui, tão longe de qualquer cidade grande.

A Fiona visita o Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

A Fiona visita o Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


A Fiona visita o Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

A Fiona visita o Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Depois da nossa interessante visita ao Museu da Nação Navajo, de que trato no post anterior, passamos cerca de duas horas dando a volta de 27 quilômetros ao redor do parque. Até por estar sob administração indígena e não do governo americano, a estrada é bem mais rudimentar do que estamos acostumados aqui nos EUA. É de terra ou areia, cheia de buracos e seu estado torna o passeio bem mais autêntico. Diante de tanta beleza e grandiosidade, a gente nem percebe as dificuldades da estrada e, quando percebemos, já estamos em outro mirante fotografando as formações à nossa frente.

Visitando o cinematográfico Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Visitando o cinematográfico Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Fruto do trabalho de dezenas de milhares de anos de erosão pela água, gelo e ar sobre um solo que se formou ao longo de milhões de anos de sedimentação, camada geológica sobre camada geológica, essas formações rochosas são a marca do Monument Valley. O Mexican Hat, as Three Sisters, o Elephant Butte ou qualquer uma das dezenas de formações, todas elas fruto da imaginação humana em tentar descrever as caprichosas formas da natureza, são como um ímã para os nossos olhos e um mistério para o nossos cérebro. Conforme vamos dando a volta na estrada, nós as vemos de diferentes ângulos, cada um deles digno de muitas fotografias.

Admirando a beleza cênica do Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Admirando a beleza cênica do Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Basta alguns minutos por lá para entendermos porque os Navajos consideram aquilo uma área sagrada. Afinal, não há melhor maneira de descrevê-la do que como um jardim dos deuses, dado o gigantismo de tudo o que vemos por ali, a altura dos monumentos variando de 30 até quase 500 metros de altura. Essa região é o sonho de qualquer rock climber!

1000dias no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

1000dias no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Depois de muitas e muitas dezenas de fotos, algumas das quais certamente se tornarão emblemáticas da nossa jornada de 1000dias, era a hora de partir. Mais uma vez eu deixaria o Monument Valley para trás. Mas não vai demorar muito para nos revermos. Tenho certeza que, muito em breve, ele figurará em algum novo filme de cinema. Quem não quer filmar por aqui? Que o digam Tom Cruise ou Tom Hanks e até o almirante Kirk. Ou então, na próxima vez que eu passar casualmente na frente de uma TV sintonizada no Cartoon, alguma criança hipnotizada por aquele “bip-bip” tão característico do Papaléguas. Não será apenas a criança a ficar hipnotizada...

Dirigindo nas estradas do Colorado, nos Estados Unidos, durante o pôr-do-sol

Dirigindo nas estradas do Colorado, nos Estados Unidos, durante o pôr-do-sol


Dirigindo nas estradas do Colorado, nos Estados Unidos, durante o pôr-do-sol

Dirigindo nas estradas do Colorado, nos Estados Unidos, durante o pôr-do-sol


Fomos nos afastando, o sol se pondo no nosso retrovisor, as gigantescas formações rochosas ficando menores e menores. Cena típica de um road movie, o que tem sido a nossa vida nesses últimos anos. Felizmente, esse nosso filme tem vários capítulos e, enquanto esse do Monument Valley se acabava, um outro começava à nossa frente. Eram as montanhas conhecidas como Mesa Verde, já no estado do Colorado, que cresciam no horizonte.

Chegando ao Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Chegando ao Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Arizona, Monument Valley, Parque

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Lagoa da Princesa, Algodoal

Brasil, Pará, Algodoal

Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA

Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA


Tivemos a sorte de chegar em Algodoal junto com o sol e fora de temporada. Nos grandes feriados, são mais de 20 mil turistas! Lotam pousadas, campings e redários em Algodoal e nas outras vilas da ilha. Agora, meio de semana, mês de trabalho, é possível contar o número de viajantes nos dedos. Tudo bem...das mãos e dos pés. Mas não passamos de vinte. Boa parte deles, gringos.

Maré baixa na Praia da Princesa, em Algodoal - PA

Maré baixa na Praia da Princesa, em Algodoal - PA


Nas gigantescas praias de maré baixa, estamos virtualmente sós nessa linda ilha coberta de matas, mangue, dunas, lagoas, umas poucas vilas, igarapés e, claro, praias. Decidimos ficar por aqui dois dias inteiros, depois de assuntar por aí. Hoje, contra recomendações que sempre tentam nos empurrar guias, decidimos seguir sozinhos para uma das mais famosas atrações da ilha, a Lagoa da Princesa.

Praia da Princesa em Algodoal - PA

Praia da Princesa em Algodoal - PA


Entre a vila de Algodoal e as praias do Farol e da Princesa, as mais famosas da ilha, há um igarapé que praticamente seca na maré baixa, mas que fica quase intransponível na maré alta. Aí, só de canoa. Nesses dias a maré está alta pela manhã e foi cruzando esse igarapé de canoa, a caminho da Lagoa da Princesa, que encontramos cinco alemães que, sabendo dos nossos planos, resolveram dispensar seu guia e nos acompanhar. São estudantes de "Social Work", participaram de um projeto em Belém e tiveram um tempo para viajar. Agora, seguiam conosco para a bela Lagoa da Princesa.

Caminhada para a Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA

Caminhada para a Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA


Depois da canoa, atravessamos a pequena praia do Farol e chegamos na mais bela Praia da Princesa, que se estende até a vila de Fortalezinha. No início da praia há vários restaurantes, construídos sobre palafitas para aguentar o ataque da maré alta. Nesses dias sem turistas, quase todos estão fechados. Passados os restaurantes, logo na primeira casa de pescador que aparece, está marcado o início da trilha para a lagoa. Seguimos por ela, quase toda coberta por pequenas lagoas que ocupam exatamente aquilo que, nos tempos de seca, é um caminho. Bem interessante caminhar sobre elas, água escura, cor de coca-cola.

Atravessando a Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA

Atravessando a Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA


Lagoa Verde, ao lado da Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA

Lagoa Verde, ao lado da Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA


Vinte minutos e chegamos na lagoa, já no meio de pequenas dunas cobertas por vegetação. A lagoa também tem águas escuras. Mas, por ser mais funda, suas águas estão muito mais frescas (graças à Deus!). A gente se refresca do calor e logo eu parto para explorações das redondezas. Não demora muito e encontro, ali bem pertinho, outra lagoa, essa com águas bem verdinhas e trasnparentes. Como duas lagoas tem cores tão diferentes, sendo vizinhas, para mim é um mistério! Tento resolvê-lo nadando vagarosamente nas duas. Vegetação? Algo nas raízes das plantas? É, é uma boa teoria...

Maré baixa em Algodoal - PA

Maré baixa em Algodoal - PA


Na hora da volta, na praia, a maré está vazia. Virou outra praia! Uma enorme planície de areia, mar lá no fundo. Só agora percebo a beleza que fez essa praia ser escolhida a mais bela do estado. Justíssimo! Paramos num dos poucos restaurantes abertos, o La Dune. Lá, além do tiragosto, conhecemos o simpático José Cristo, um figuraça que até cantou para nós. Composição própria. Tão jóia que até filmamos. Logo a Ana coloca no ar...

Fim de tarde de maré baixa em Algodoal - PA

Fim de tarde de maré baixa em Algodoal - PA


Para chegar em Algodoal, cruzamos novamente o igarapé. Dessa vez, com água abaixo do joelho. Voltamos para o conforto da nossa pousada, a Marhesia. Um gostoso jantar ali mesmo fechou o dia com chave de ouro. Um dia em que, ao invés de contratarmos um guia, servimos nós mesmos de guia para um grupo de simpáticos e empolgados alemães até duas lindas lagoas de água doce, verdadeiros oásis no meio das dunas, um refresco para o corpo e para o espírito. O Algodoal, a nossa "Ilha do Mel" aqui no Pará, continua nos dando muita sorte!

Experimentando o mar do Pará, em Algodoal - PA

Experimentando o mar do Pará, em Algodoal - PA

Brasil, Pará, Algodoal, Lagoa da Princesa, trilha

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Mission Acomplished

Guiana, Georgetown, Iwokrama

A precária estrada de terra de 450 km entre Linden e Lethem, na Guiana

A precária estrada de terra de 450 km entre Linden e Lethem, na Guiana


Hoje era o dia de uma grande jornada: atravessar a Guiana de norte a sul, saindo da capital Georgetown e indo em direção à fronteira com o Brasil. Quanto mais perto chegássemos, melhor. A distância nem é tão grande, um pouco menos de 600 km. Mas boa parte do trajeto é em estrada de terra e não sabíamos as condições em que ela se encontrava.

A ponte que liga Linden ao sul da  Guiana

A ponte que liga Linden ao sul da Guiana


Saímos ainda no escuro, um pouco depois das cinco da manhã. Depois de conversar com várias pessoas no dia anterior, já tínhamos pego todas as dicas sobre como sair da cidade e aonde encontraríamos postos de combustível. Assim, não foi difícil vencer os primeiros 50 km, chegando perto do aeroporto internacional do país e, de lá, pegar a estrada para Linden, a segunda maior da Guiana. Aproveitamos também para encontrar os primeiros postos abertos e encher não só o tanque da Fiona, mas também o galão extra de 30 litros que temos.

O único posto nos 450 Km entre Linden e Lethem, na Guiana

O único posto nos 450 Km entre Linden e Lethem, na Guiana


Outra coisa que tivemos de fazer foi tirar a água do filtro de combustível. Desde que saímos de Curitiba, em maio do ano passado, ainda não tínhamos tido problema com a qualidade do combustível. Não é que hoje, de madrugada, saindo de Georgetown, o carro começou a reclamar? Lei de Murphy total! Justo no escuro, atravessando a sombria periferia de Georgetown! Justiça seja feita, o combustível no tanque ainda era do Suriname... Bom, "sangramos" o filtro (tem uma tornerinha para isso) lá no posto e seguimos viagem.

Encontro fortuito com o casal brasileiro do projeito 'Bordas do Brasil' no único posto nos 450 Km entre Linden e Lethem, na Guiana

Encontro fortuito com o casal brasileiro do projeito "Bordas do Brasil" no único posto nos 450 Km entre Linden e Lethem, na Guiana


Seguimos na boa estrada até Linden, pouco mais de 100 km ao sul de Georgetown. Aí, entramos na cidade, compramos um lanche e seguimos em frente, prontos para enfrentar a estrada de terra que começava logo depois da cidade. Cerca de 450 km até a fronteira com o Brasil. O único posto no caminho daí a 80 km. A famosa estrada que já foi conhecida como a "pior da América do Sul", ou a "grande aventura sulamericana", dependendo do ponto de vista, bem ali, à nossa frente.

A deserta estrada de terra de 450 km entre Linden e Lethem, na Guiana

A deserta estrada de terra de 450 km entre Linden e Lethem, na Guiana


Dizem que a estrada já foi bem pior do que é hoje. E na época chuvosa, ainda fica muito ruim. Aqui na Guiana, assim como no Suriname e Guiana Francesa, o mês de Abril é conhecido como veranico, dividindo duas estações muito chuvosas. É um mês de refresco. Deste modo, acabamos enfrentando muito mais poeira do que barro. Buracos também, claro. Dá para manter uma velocidade média de uns 40 km/h. Em alguns trechos melhores, quase o dobro disso. Mas, quando a gente empolga, aparece um buracão e é aquela cacetada...

Propaganda dos festejos na cidade de Lethem, na fronteira de Guiana e Brasil. Muita poeira e barro pela frente...

Propaganda dos festejos na cidade de Lethem, na fronteira de Guiana e Brasil. Muita poeira e barro pela frente...


Ainda antes de chegar no posto, a Fiona voltou a reclamar do combustível. Dessa vez, fizemos um "sangramento" mais minucioso do filtro, tirando muita água lá de dentro. Depois dessa limpeza, ela não reclamou mais. E assim, seguimos até o posto, região onde a estrada era um pouco melhor. No posto, compramos mais um lanche e estávamos tirando umas fotos quando, para nossa surpresa, apareceu mais um carro brasileiro!

Depois de mais de 200 km de terra, chegamos à travessia de balsa do rio Essequibo, no caminho para Lethem, na Guiana

Depois de mais de 200 km de terra, chegamos à travessia de balsa do rio Essequibo, no caminho para Lethem, na Guiana


Era também uma expedição com um casal, o pessoal do www.bordasdobrasil.com.br. Como o próprio nome indica, eles estão dando a volta no Brasil. Saíram no início do ano e já fizeram uma boa parte do trajeto. Só falta descer do Amapá até o Espírito Santo e, de lá, voltar para Minas, de onde eles são. Aliás, que sotaque gostoso, hehehe! O site deles é muito legal e recomendo uma visita! Já deu para pegar várias dicas lá! Por falar em dicas, nós também demos várias para eles. Afinal, eles não tinham encontrado ninguém na internet que tivesse feito esse trajeto que acabávamos de fazer. Enfim, foi um encontro muito jóia, muita troca de informações e fotos. E que coincidência! A gente se encontrar justo naquele posto, o único da longa estrada. As únicas expedições brasileiras a cruzar esses países em tanto tempo, sem combinar nada, sem se conhecer, acabar se encontrando ali. É... o que tem de acontecer, acontece!

Socializando na travessia do rio Essequibo, à caminho de Lethem, na Guiana

Socializando na travessia do rio Essequibo, à caminho de Lethem, na Guiana


Eles nos recomendaram muito que a gente dormisse no meio do caminho, que a estrada para frente estava muito ruim. O próximo ponto de referência era uma passagem por balsa do maior rio do país, o Essequibo. A gente decidiu que, pelo menos até lá, iríamos. Há uma balsa de hora em hora e conseguimos pegar a balsa das duas. Juntos conosco, mais uns cinco carros, todos indo até Lethem onde, nesse feriado de páscoa, acontece um grande rodeio, festa que movimenta todo o país. Tanto que todo mundo que conversávamos, desde que entramos no país, nos perguntava se estávamos na Guiana por causa do rodeio. Também em Georgetown, quando fomos procurar agências para nos levar à Kaiteur, ficamos sabendo que não haveria passeios durante o feriado porque todos os aviões estavam fretados para irem até Lethem. E os mais corajosos indo de carro. Assim, a estrada estava "movimentada". Para os seus padrões, claro! Ao invés de um carro a cada meia hora, tinha um carro a cada 10 minutos!

A precária estrada de terra de 450 km entre Linden e Lethem, na Guiana

A precária estrada de terra de 450 km entre Linden e Lethem, na Guiana


Enfim, passamos a balsa e resolvemos seguir até a reserva de Iwokrama. Na verdade, ela já começa logo depois da balsa onde há, inclusive, um posto policial onde devemos mostrar nossos papéis. Mas, uns 80 km mais à frante, tem uns lodges onde se pode dormir. Além do lodge, tem o que eles chamam de "canopy walk-way", um longa passarela construída sobre a copa das árvores. Não resistimos e resolvemos visitá-la.

Caminhando na mata na reserva de Iwokrama, na Guiana

Caminhando na mata na reserva de Iwokrama, na Guiana


Um espetáculo! Muito bem construída, andamos a mais de 30 metros de altura, observando as árvores lá de cima, as montanhas ao longe e muitos pássaros. Estes, a gente mais ouvia do que via. O local é um paraíso para os bird-watchers, que ficam horas e horas sobre as plataformas no alto das árvores, com suas lentes telescópicas, observando as dezenas de espécies que habitam a região. São os principais clientes do lodge.

Caminhando sobre a copa das árvores, na reserva de Iwokrama, na Guiana

Caminhando sobre a copa das árvores, na reserva de Iwokrama, na Guiana


Nós já ficamos muito satisfeitos só com a caminhada sobre as árvores. O canto dos pássaros foi o bônus. E, depois da caminhada, tivemos um outro bônus: um banho de chuveiro maravilhoso, num banheiro sem teto ou, melhor, cujo teto era o céu e aquela mata linda que tínhamos acabado de visitar. Muito legal!

Reabastecendo a Fiona na reserva de Iwokrama, na Guiana

Reabastecendo a Fiona na reserva de Iwokrama, na Guiana


Aí, renovados pelo chuveiro, resolvemos seguir até Lethem, mais umas três horas à frente. Reabastecemos a Fiona com nosso galão e partimos para aproveitar a última hora de luz do dia. Depois, foi uma longa e paciente viagem até Lethem. De noite, sem a visão dos buracos, a velocidade média caiu bastante. Mas, devagarinho, devagarinho, chegamos! O Brasil já estava ali, do outro lado! Mas, àquela hora, a fronteira já estava fechada. Felizmente, a grande maioria das pessoas que vem para a festa chegarão amanhã e assim não foi difícil achar um quarto de hotel para nós. Depois de 15 horas na estrada, nós merecíamos! Dormimos o sonho dos justos, bem pertinho do nosso país. Como diria um impopular presidente americano: "Mission acomplished!"

Em uma plataforma sobre a copa das árvores, a 30 metros de altura, na reserva de Iwokrama, na Guiana

Em uma plataforma sobre a copa das árvores, a 30 metros de altura, na reserva de Iwokrama, na Guiana

Guiana, Georgetown, Iwokrama, Lethem, Linden

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Às Compras!

Brasil, Paraná, Foz do Iguaçu, Paraguai, Ciudad del Este

Com o Maicon, nosso motorista e guia para compras em Ciudad del Este, no Paraguai

Com o Maicon, nosso motorista e guia para compras em Ciudad del Este, no Paraguai


Conforme decidido ontem, o programação hoje era ir para Ciudad del Este, no Paraguai. Afinal, sábado fica muito cheio por lá, no domingo muitas lojas não abrem e na segunda queremos pegar estrada, então sobrou mesmo a sexta, ou seja, hoje.

Ao invés de seguir de Fiona e ficar nos preocupando com burocracias, trânsito e estacionamento, achamos mais prático contratar um dos milhares de motoristas que fazem isso todos os dias. E foi assim que chamamos o Maicon, que veio nos buscar no hotel no carro da agência em que trabalha e que também foi nosso guia por lá, em terras guaranis.

Engarrafamento para se chegar à Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, em Foz do Iguaçu - PR

Engarrafamento para se chegar à Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, em Foz do Iguaçu - PR


A maior dificuldade foi enfrentar o engarrafamento no acesso à famosa Ponte da Amizade, que liga os dois países e é caminho conhecido de todo sacoleiro que se preze. Uma vez nela, tudo ficou mais tranquilo, mesmo tendo de enfrentar o trânsito meio caótico que caracteriza o lado de lá da fronteira. A burocracia para entrar no Paraguai, pelo menos para quem só vai até Ciudad de Leste, se resume a um carimbo dado numa lista de passageiros (no caso, nós três) por um rapaz que mais parece um flanelinha uniformizado, já no Paraguai. Acenamos de dentro do carro, ele vem, carimba o papel e... "listos"!

Fronteira do Brasil com o Paraguai, em Foz do Iguaçu - PR

Fronteira do Brasil com o Paraguai, em Foz do Iguaçu - PR


Aí, o Maicon foi logo ao primeiro estacionamento, do Shopping del Este, e fomos passear à pé pelas ruas repletas de lojas e de ambulantes. Estes vendem de tudo mas, preferencialmente, meias. Pacotes de dez meias por dez reais. E se negociar, tem mais, com certeza! Além das meias, gostei também dos aparelhos de eletrochoque, para segurança pessoal. Quanto tempo, ou quantos choques, será que dura a bateria?

Já as lojas, tem de tudo também. Desde as mais chiques, caras e confiáveis até as famosas "La garantia soy yo!". O melhor negócio é encontrar o meio termo! A gente foi nas indicadas pelo Maicon e sua agência e, depois, aproveitamos para visitar suas vizinhas de shopping. Aos pouco, fomos comprando o que queríamos. Eu e a Ana, um celular com Android, uma barraca made in China (o que não é made in China, hoje em dia?) e outras coisas menores. A Patrícia comprou um pouco mais, sempre pensando nas cotas...

Atravessando a Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este

Atravessando a Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este


Meio da tarde e estávamos prontos. Estava encerrada nossa primeira experiência no país vizinho. Algo meio parecido com a 25 de Março, em São Paulo, disposta em vários quarteirões. Para mim, bom para ver uma vez e só. Agora, estou louco para cruzar essa cidade com a Fiona na segunda e ver o país que se esconde atrás dela, o verdadeiro Paraguai. Já sabendo o aminho das pedras, será mais fácil. Se bem que, como disse, indo mais longe teremos mais burocracias a cumprir, além do carimbo. Falando em ir mais longe, a Patrícia decidiu ir conosco até Assunción, passando pelas missões, no sul do Paraguai. A passagem dela é para quarta de tarde, assim esse é nosso prazo para chegar na capital paraguaia. E assim, nossos próximos dias vão se delinenado. Amanhã, por exemplo, é dia de ver as cataratas do lado brasileiro, por terra e pela água (Macuco Safari) e, de tarde, a usina de Itaipu, por dentro e por fora. Será um belo dia!

Movimento em Ciudad del Este, no Paraguai

Movimento em Ciudad del Este, no Paraguai

Brasil, Paraná, Foz do Iguaçu, Paraguai, Ciudad del Este,

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Bonaire

Bonaire, Kralendijk

Admirado com o lincrível pôr-do-sol em Kralendijk, em Bonaire

Admirado com o lincrível pôr-do-sol em Kralendijk, em Bonaire


A ilha de Bonaire, ao contrário de Aruba e Curaçao que já são semi-independentes, ainda está completamente ligada à Holanda. É como uma província. Mas a moeda oficial e corrente é o dólar. A língua formal é o holandes, mas as pessoas falam mais o papiamento, um pouco mais "cantado" que em Aruba. Inglês também é entendido em todos os lugares, assim como o espanhol, em boa parte deles.

Mapa de Bonaire, mostrando todos os pontos de mergulho ao longo da costa

Mapa de Bonaire, mostrando todos os pontos de mergulho ao longo da costa


A ilha é considerada um paraíso para os mergulhadores. Não tanto pela beleza subaquática, que é bonita mas não espetacular, mas pela facilidade de se praticar essa atividade. São dezenas de pontos de mergulho ao redor da ilha, quase todos eles com acesso diretamente da praia. Basta nadar um pouco para atravessar a parte rasa e chegar aos recifes, onde a profundidade abaixa para trinta metros em média, numa descida suave. O forte da vida subaquática são os corais e bichos pequenos, incluindo aí muitos peixes coloridos. Arraias, tartarugas e tubarões são vistos de vez em quando, mas não são assíduos frequentadores. A temperatura da água é muito agradável, por volta dos 30 graus, e nem é preciso roupa para mergulhar (também não há águas-viva!). Luvas são proibidas!

Sala-cozinha do nosso studio em Kralendijk, em Bonaire

Sala-cozinha do nosso studio em Kralendijk, em Bonaire


Como os pontos são todos próximos da praia, aqui não precisamos de barco e sim de carro para se chegar até as praias. A exceção é a ilhota de Klein Bonaire, para onde só se vai de barco. Mas, com tantos outros pontos na ilha principal, nem é preciso ir até lá, para quem fica poucos dias. E assim, como não precisamos de barco, também não precisamos de guia! Isso faz de Bonaire o lugar de mergulhos mais baratos que já conheci. Por 130 dólares, eu e a Ana vamos mergulhar 6 vezes! Muito barato! Não estou somando aí o preço do aluguel do carro, que sai por uns 40 dólares diários, mais combustível.

Preparado para nosso primeiro mergulho em Kralendijk, em Bonaire. É só atravessar a rua...

Preparado para nosso primeiro mergulho em Kralendijk, em Bonaire. É só atravessar a rua...


Todos os pontos de mergulho ao redor da ilha estão devidamente sinalizados por pedras amarelas ao longo da estrada que margeia toda a costa de Bonaire. Sempre tem algum lugar para estacionar, deixamos o carro destrancado (sem nada de valor dentro!), escondemos a chave no mato e mergulhamos. Simples assim! A carteira e documentos ficam em casa. Aparentemente, a polícia não liga para isso (estarmos sem documentos). Aliás, não vimos polícia em lugar nenhum da ilha.

O primeiro mergulho em Bonaire, quase no centro de Kralendijk

O primeiro mergulho em Bonaire, quase no centro de Kralendijk


Um enorme pneu em mergulho em Kralendijk, em Bonaire

Um enorme pneu em mergulho em Kralendijk, em Bonaire


Muitos hotéis já tem o esquema dos tanques de ar. É só passar no drive-thru e pegar os seus (e deixar os usados). Para os hotéis que não tem essa facilidade, as lojas de mergulho tem. Passamos lá, pegamos tanques cheios e deixamos os vazios. Não tarda 2 minutos. E aí, estamos livres para ir mergulhar em qualquer lugar da ilha, a hora que quisermos. Não é à tôa, então, o apelido de "Divers Paradise"!

àgua bem limpa em mergulho em em Kralendijk, em Bonaire

àgua bem limpa em mergulho em em Kralendijk, em Bonaire


Uma anêmona, no nosso primeiro mergulho em Bonaire, quase no centro da capital  Kralendijk,

Uma anêmona, no nosso primeiro mergulho em Bonaire, quase no centro da capital Kralendijk,


No nosso primeiro mergulho, nem de carro precisamos! Simplesmente saímos do hotel, caminhamos 30 metros e já estávamos dentro d'água. Ontem eu tinha feito snorkel no mesmo lugar, com meu computador para medir as profundidades. Incrível como água limpa nos engana! Sem perceber, já estava indo a 20 metros de profundidade! Pena que a nossa professora de apnéia e recordista sulamericana de mergulho profundo não estava aqui para me acompanhar e ajudar a bater meu recorde. Muito mais fácil aqui do que na pedreira escura lá de Sorocaba...

Banho de mar no pôr-do-sol em Kralendijk, em Bonaire

Banho de mar no pôr-do-sol em Kralendijk, em Bonaire


Agora devidamente equipados, ficamos uma hora lá embaixo, visibilidade de mais de 20 metros, observando peixes e corais coloridos. Sentimento de completa tranquilidade, completamente zens. Diferente de Galápagos, quando estávamos sempre prontos a perseguir como loucos algum tubarão-baleia. Aqui, de certa forma, estamos mais próximos da essência do mergulho.

Maravilhoso pôr-do-sol em Kralendijk, em Bonaire

Maravilhoso pôr-do-sol em Kralendijk, em Bonaire


Depois do mergulho, já meio da tarde, fomos pegar nossa S-10. Com ela vamos a todos os cantos dessa ilha, às praias e também ao interior, onde há um belo parque para ser explorado (nem só de mergulhos vive a ilha!). E, finalmente, no final do dia,uma surpresa: um dos mais bonitos pores-do-sol (é assim?) de toda a viagem. Céu completamente dourado sobre o mar azul. Inesquecível! Quem vê as fotos, até parece montagem, que estamos em frente a algum outdoor ou quadro. Não! É verdade mesmo! Assim foi nosso entardecer!. Um ótimo agouro do que nos espera nos próximos dias, aqui no paraíso dos mergulhadores!

Parece um quadro, mas é o maravilhoso pôr-do-sol em Kralendijk, em Bonaire

Parece um quadro, mas é o maravilhoso pôr-do-sol em Kralendijk, em Bonaire

Bonaire, Kralendijk, Mergulho

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Três Momentos Inesquecíveis

Estados Unidos, Arizona, Seligman, Grand Canyon

Um brinde á famosa Rota 66, que ligava Chicago à Los Angeles (em Seligman - Arizona)

Um brinde á famosa Rota 66, que ligava Chicago à Los Angeles (em Seligman - Arizona)


Saímos do nosso desvio pelo deserto de Mojave e caímos na estrada novamente, rumo ao Grand Canyon. Chegaríamos lá de noite, mas ainda queríamos aproveitar as poucas horas de dia que tinham sobrado para avançar no caminho. O chato de viajar essa época do ano aqui no hemisfério norte é que fica escuro muito cedo. Antes das cinco e lá se vai o sol... Parece até que estão roubando um pedaço do nosso tempo.

Chegando ao Arizona, o estado do Grand Canyon, nos Estados Unidos

Chegando ao Arizona, o estado do Grand Canyon, nos Estados Unidos


De volta à estrada principal e logo estávamos entrando no glorioso estado do Arizona, onde está o canyon mais famoso do mundo. Mais um pouco e a nossa estrada juntava-se com outra, que vem de Las Vegas. Foi justamente por aí que viemos, em 11 de Abril desse ano, quando começávamos nossa viagem pelos Estados Unidos. Lá se vão oito meses...

Chegando à Seligman (Arizona), cidade na famosa Rota 66, que ligava Chicago à Los Angeles

Chegando à Seligman (Arizona), cidade na famosa Rota 66, que ligava Chicago à Los Angeles


Naquele dia, rumávamos para Flagstaff, deixando o Grand Canyon para depois, pois tínhamos pressa para chegar à costa leste. Hoje, esse “depois” chegou! E isso ficou bem claro quando chegamos à cidade de Seligman, já em plena Route 66. Foi aí que paramos, em um café na beira da lendária estrada, para comer algo. Hoje, não resistimos à tentação: saímos da estrada para parar naquele mesmo café do 11 de Abril.

Nove meses depois e uma volta pela América do Norte, de volta à Seligman, no Arizona, na Rota 66 (Arizona - EUA)

Nove meses depois e uma volta pela América do Norte, de volta à Seligman, no Arizona, na Rota 66 (Arizona - EUA)


Para nós, foi um momento histórico. Estávamos completando uma volta inteira nos Estados Unidos. Quer dizer, nos EUA, Canadá e Alaska! Eu, a Ana e a Fiona! A comida nem foi tão memorável, mas fomos sentar na mesma mesa. E aí pensamos na enorme volta que demos nesse tempo todo, daqui à costa leste, subindo até o Canadá, atravessando o continente novamente, mais ao norte, até Yellowstone, subindo até o Alaska e descendo toda a costa oeste até Los Angeles. Foram mais de 20 mil milhas nessa brincadeira toda. O Google não permite que façamos um mapa mais detalhado (são muitos pontos!), mas segue um mapa resumindo dessa nossa “voltinha” pela América Anglo-saxônica. E não podemos esquecer também que, nesse meio tempo, demos um pulinho no Caribe, nas Bermudas, na Groelândia e no Havaí. Mas aí, sem a querida Fiona.


Exibir mapa ampliado

Depois de celebrado e curtido o momento histórico, estrada novamente. Logo escureceu e, sem a luz do sol, esfriou rapidamente. Além disso, para chegar ao Grand Canyon, nós temos de subir bastante, ganhar altitude. Afinal, o alto do canyon está a mais de 2 mil metros de altura. Traduzindo: mais frio!

Conforme vamos ganhando altitude em direção ao Grand Canyon, no Arizona )EUA), vai ficando mais frio!

Conforme vamos ganhando altitude em direção ao Grand Canyon, no Arizona )EUA), vai ficando mais frio!


Não demorou muito e estávamos pulverizando nossos recordes de temperatura negativa. O recorde ainda vinha da Argentina, a quase 4 mil metros de altura, quando tínhamos chegado a menos 13, marcados pela valente Fiona. Pois bem, agora, já estava a menos 14! Uma surpresa para nós, pois estávamos no deserto! Tudo bem que é inverno, mas não precisava tanto! E olha que ainda estávamos no começo da noite, com algumas centenas de metros para subir.

A Fiona (e nós!) enfrenta temperatura negativa de 17 graus celcius, na beirada do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

A Fiona (e nós!) enfrenta temperatura negativa de 17 graus celcius, na beirada do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Pois é, a temperatura continuou a cair, empurrando o recorde para baixo. A gente finalmente chegou ao hotel em que ficaríamos, na pequena cidade um pouco antes da entrada do parque. Trincando de frio, fizemos o check-in e, mesmo já tão tarde e gelado, fiz questão de levar a Ana até a beirada do canyon. Eu já tinha estado lá há 18 anos, no final de 94. Foi uma passagem relâmpago, inclusive com uma corrida até o rio. Vou falar disso em outro post, mas o fato é que queria ver aquela maravilha novamente, nem que fosse iluminada apenas pela lua e pelas estrelas. Não iria aguentar esperar até amanhã e não seria um frio qualquer que me impediria.

Fotografia noturna do Grand Canyon, em noite estrelada e gelada, no Arizona, nos Estados Unidos

Fotografia noturna do Grand Canyon, em noite estrelada e gelada, no Arizona, nos Estados Unidos


O tal “frio qualquer”, quando chegamos na beirada do canyon, estava a menos 17. Dezessete graus negativos!!! Nosso recorde absoluto! É claro que os únicos loucos naquela hora e temperatura por lá éramos nós! Mas valeu a pena! Mesmo na penumbra, o canyon estava maravilhoso e ficamos impressionados com sua majestade e grandeza. Outro momento inesquecível para nós no dia de hoje. Um momento que ficará congelado nas nossas memórias, enquanto os corpos, coitados, também se congelavam.

Estados Unidos, Arizona, Seligman, Grand Canyon, Estrada, roadtrip, roteiro, Route 66

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Pelas Belas Praias da Baja California

México, Loreto, Santa Rosalía

Praia Requesón ocupada por trailers de americanos, região de Mulegé, na Baja California - México

Praia Requesón ocupada por trailers de americanos, região de Mulegé, na Baja California - México


Começamos o dia com um passeio a pé pelo simpático centro histórico de Loreto, espremido entre a praça da igreja e a orla do Malecón. Muitos restaurantes gostosos, casas charmosas, uma rua peatonal na sombra de árvores e uma praça ainda com pouco movimento pela manhã. A “Capital Histórica de Todas as Californias” parece ter parado no tempo, há uns 200 anos. Ainda bem!

Alameda peatonal em Loreto, na Baja California - México

Alameda peatonal em Loreto, na Baja California - México


Vegetação característica da região de Loreto, na Baja California - México

Vegetação característica da região de Loreto, na Baja California - México


Depois, hora de pegar estrada e seguir no nosso incansável rumo norte. A próxima cidade no caminho é Mulegé, também na orla do Mar de Cortez. O caminho entre as duas cidades primeiro passa um longo trecho de deserto, para depois seguir ao lado do mar. É exatamente neste trecho que estão as mais belas praias da península da Baja California.

Litoral entre Loreto e Mulegé, no Mar de Cortez, na baja California - México

Litoral entre Loreto e Mulegé, no Mar de Cortez, na baja California - México


A magnífica praia de Requesón, próxima a Mulegé, na Baja Califórnia - México

A magnífica praia de Requesón, próxima a Mulegé, na Baja Califórnia - México


Depois de acompanhar um longo trecho de litoral rochoso e belíssimo, chegamos a um local que mais parece uma pintura: a praia Requesón. É uma estreita faixa de areia branca que liga a costa com uma ilha logo em frente, separando uma baía de águas calmas e cristalinas em duas. Muito linda! Nessa faixa de areia estão alguns trailers estacionados, americanos que ficam acampados em grande estilo por lá por até 10 dias.

Praia Requesón, em Mulegé, na Baja California - México

Praia Requesón, em Mulegé, na Baja California - México


Caminhando na belíssima praia Requesón, próxima à Mulegé, na Baja California - México

Caminhando na belíssima praia Requesón, próxima à Mulegé, na Baja California - México


Esse é um programa muito popular entre californianos (do norte!) mais descolados. Empacotam tudo em suas casas rodantes e vem para a Baja California acampar em alguma das belas praias que existe nessa área de Mulegé. Por aqui, foram pequenas comunidades provisórias, todos com seus cachorros, uma boa parte deles já aposentada, só curtindo a vida. No Requesón havia uns 5-6 traillers, mas nas praias mais adiante, vimos mais de uma centena.

Paciente cão tenta pescar no Mar de Cortez, praia de Requesón, em Mulegé, na Baja California - México

Paciente cão tenta pescar no Mar de Cortez, praia de Requesón, em Mulegé, na Baja California - México


Nós também fomos até a praia, com a nossa Fiona. Até chegamos a cogitar em acampar por ali mesmo, fazer parte daquela pequena comunidade por um dia. Mas o vento frio e forte que soprava hoje nos desanimou. A água estava convidativa, mais quente do que do lado de fora, mas a sensação térmica causada pelo vento não animava. Conversamos um pouco com os americanos de bem com a vida que ali estavam e seguimos viagem.

Encontro com um simpático grupo de americanos em restaurante em praia próxima à Mulegé, na Baja California - México

Encontro com um simpático grupo de americanos em restaurante em praia próxima à Mulegé, na Baja California - México


Logo em seguida, mais praias apareceram, sempre com seus trailers por ali. Numa das primeiras, tinha um restaurante mais roots, onde resolvemos parar para um brinde àquela beleza toda. Logo ficamos amigos de outro grupo de americanos felizes, em seu caminho em direção à Los Cabos, no extremo sul da península. Todos de San Diego, até nos convidaram para ficar em suas casas, mas vamos passar por lá antes que retornem de sua própria viagem.

O farol de Mulegé, na Baja California - México

O farol de Mulegé, na Baja California - México


Visitando a Missión Santa Rosalía, em Mulegé, na Baja California - México

Visitando a Missión Santa Rosalía, em Mulegé, na Baja California - México


Algumas paradas em outras praias mais adiante e finalmente chegamos à Mulegé, construída bem num ponto onde um oásis encontra o mar. A cidade também oferece bons restaurantes e pousadas charmosas, mas a gente já tinha decidido seguir mais à frente. Mas ainda visitamos o farol, que fica bem no encontro do rio com o mar e também a bela missão jesuítica de Santa Rosalía.

Visitando a Missión Santa Rosalía, em Mulegé, na Baja California - México

Visitando a Missión Santa Rosalía, em Mulegé, na Baja California - México


Essa fica um pouco mais afastada da costa, no alto de um morro de onde se tem uma bela vista do rio, do oásis, do deserto que o cerca e do mar ao fundo. Sabiam muito bem aonde construir suas igrejas, esses jesuítas! Passamos aí algum tempo para tirar fotos e explorar o prédio histórico, quase os únicos turistas por ali. A única companhia era de três italianos, também maravilhados com a beleza do lugar.

Dirigindo no final da tarde entre Mulegé e Santa Rosalía, na Baja California - México

Dirigindo no final da tarde entre Mulegé e Santa Rosalía, na Baja California - México


Da missão para a cidade de Santa Rosalía, uma hora de estrada mais ao norte. Chegamos lá de noite, depois de acompanhar um fim de tarde belíssimo no deserto. Nessa cidade mineira, parecida com uma vila dos filmes de faroeste, a gente se instalou no Hotel Frances, um casarão no alto do morro que já foi um grande bordel. Bordel da época clássica, daqueles dos filmes de faroeste também. Ele é dessa época, e foi criado no início do século passado para atender aos trabalhadores da mina da cidade, explorada por uma empresa francesa. Hoje, o hotel e seus quartos são um charme só, pé direito bem alto, tudo feito de madeira e quartos sem janelas, com paredes revestidas de longos tecidos avermelhados. Tudo para garantir a intimidade dos clientes. De hoje e de outrora, hehehe!

Uma linda 'jacaroa de olhos azuis', em restaurante de praia próxima à Mulegé, na Baja California - México

Uma linda "jacaroa de olhos azuis", em restaurante de praia próxima à Mulegé, na Baja California - México

México, Loreto, Santa Rosalía, Baja California, deserto, missões jesuíticas, Mulegé, Praia, Requesón

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Fantasmas...

Granada, St Georges

Mergulhando com o 'Deep Christ' no Sculptures Park, em Granada

Mergulhando com o "Deep Christ" no Sculptures Park, em Granada


Terminada a primeira metade do nosso dia e já de barriga cheia, estava na hora de decidir nosso roteiro para a tarde. Queríamos ir ao parque Grand Etang, no interior montanhoso de Granada, e também a um parque de esculturas subaquático, fazer snorkel. Como tínhamos acabado de sair do mar e como nossos guias não se mostraram muito empolgados com as tais esculturas, resolvemos ir primeiro para as montanhas. Se sobrasse tempo, quem sabe, daríamos um pulo nas esculturas... Sem querer, com os motivos errados, foi a melhor decisão possível!

Vista panorâmica de St. George's, capital de Granada, no Caribe

Vista panorâmica de St. George's, capital de Granada, no Caribe


Seguimos então, com nosso jipinho, de volta à capital e, de lá, para o interior. A estrada serpenteia ladeira acima e não demorou muito para termos uma linda visão de St. George’s, suas baías e litoral. Escolheram bem o local para construir sua capital, hehehe!

Com o nosso jipe, atravessando o parque Grand Etang, em Granada, no Caribe

Com o nosso jipe, atravessando o parque Grand Etang, em Granada, no Caribe


Não demorou muito e chegamos ao ponto mais alto da estrada, a quase 600 metros de altura, de onde tivemos a visão mais ampla do litoral do lado do Caribe. Logo depois, estava a entrada do parque Grand Etang. As principais atrações são a vista para os dois lados da ilha e, principalmente, a antiga cratera de vulcão, hoje um lago quase circular que dá nome ao parque.

Antiga cratera vulcânica, hoje um lago no centro do parque Grand Etang, em Granada, no Caribe

Antiga cratera vulcânica, hoje um lago no centro do parque Grand Etang, em Granada, no Caribe


Fomos muito bem recebidos pelos guarda-parques, que logo nos indicaram algumas pequenas trilhas para percorrer. Ao assinar o livro de visitas, percebi o motivo de tanta efusividade: quase não há visitantes nessa época! Os últimos tinham estado ali há 4 dias. Na mesma página de assinaturas, verificando a nacionalidade das pessoas, quase só ingleses e americanos, sem nacionais. Lá encima, para minha surpresa, quase há dois meses esteve aqui uma brasileira!

A cachoeira de Annandele Falls, em Granada, no Caribe

A cachoeira de Annandele Falls, em Granada, no Caribe


Bom, fizemos a trilha de quinze minutos e chegamos ao ponto de observação do lado Atlântico da ilha. Muita mata e litoral bem entrecortado. Para o outro lado, bem pertinho, o Grand Etang, lago que fornece água à capital nos meses de seca. Poderíamos ir lá dar uma volta, mas preferimos seguir para uma cachoeira, já no caminho de volta à St. George’s.

Garotos se divertem na cachoeira de Annandele Falls, em Granada, no Caribe

Garotos se divertem na cachoeira de Annandele Falls, em Granada, no Caribe


Escultura subaquática no incrível Sculptues Park, em Granada

Escultura subaquática no incrível Sculptues Park, em Granada


A Annandele Falls é a cachoeira mais conhecida de Granada. Na época dos cruzeiros, está sempre cheia de turistas. Hoje, só havia garotos granadinos se divertindo por lá, além de um rasta fazendo a manutenção a seu cabelo. A cachoeira é bonitinha, especialmente para quem nunca viu uma. Não é o nosso caso e resolvemos seguir em frente, para as esculturas subaquáticas.

Escultura subaquática no incrível Sculptues Park, em Granada

Escultura subaquática no incrível Sculptues Park, em Granada


Tanto eu como a Ana já tínhamos visto reportagens e fotos dessas esculturas, mas não sabíamos que era em Granada. Descobrimos na nossa visita à oficina de turismo, dois dias atrás. Nas reportagens, as fotos eram bem impressionantes, mas nossos amigos da manhã tinham nos deixado meio desanimados. De qualquer maneira, em homenagem aos nossos sentimentos de outrora, resolvemos tentar...

A famosa escultura da ciranda, no Sculptures Park, em Granada

A famosa escultura da ciranda, no Sculptures Park, em Granada


Fomos de carro até Devil’s Bay, poucos quilômetros ao norte da capital e ficamos amigo do dono do único bar da pequena praia. Deixamos com ele a chave do carro, a Ana alugou nadadeiras e, seguindo as orientações de nosso novo amigo, nadamos através de uma baía, uns 400 metros até a ponta de uma península. Do lado de lá estaria o “Sculpture Park”.

Snorkel em meio às esculturas do Sculptures Park, em Granada

Snorkel em meio às esculturas do Sculptures Park, em Granada


Quase sempre, as pessoas vão de barco, em excursões, Alguns para mergulhar, outros para fazer snorkel. As esculturas estão entre 5 e 8 metros de profundidade, em espaços de areia entre plataformas de coral. Boias vermelhas espaçadas algumas dezenas de metros marcam os limites do parque e da “área de esculturas”.

Escultura da mesa posta, no Sculptures Park, em Granada

Escultura da mesa posta, no Sculptures Park, em Granada


A Ana tinha visto as fotos das principais delas na revista, então passamos a brincar de tentar localizá-las naqueles aproximados 5 mil metros quadrados de mar. Com visibilidade de uns quinze metros, foi uma brincadeira bem divertida!

Pôr-do-sol cinematogrãfico durante snorkel no Sculptures Park, em Granada

Pôr-do-sol cinematogrãfico durante snorkel no Sculptures Park, em Granada


As esculturas são como fantasmas, perdidos e presos para sempre naquele azul infinito do mar. A gente ficava nadando na superfície e, quando achava alguma “sombra suspeita” lá embaixo, gritávamos um para o outro e descíamos lá, para nossa sessão de fotografias.

Fazendo snorkel com a escultura do jornalista e sua máquina de escrever, no Sculptures Park, em Granada

Fazendo snorkel com a escultura do jornalista e sua máquina de escrever, no Sculptures Park, em Granada


Nunca tínhamos nadado entre fantasmas e foi uma experiência meio tétrica, mas inesquecível. Éramos os únicos por ali, além dos fantasmas, claro! Na superfície, uma pôr-do-sol absolutamente maravilhoso de um lado do céu enquanto, do outro, a lua reinava soberana. Em baixo, aquelas esculturas que, aos poucos, vão sendo conquistadas por algas e corais. Não poderíamos ter tido um final de tarde mais inesquecível do que esse, nosso último no Caribe. Espetacular!

Fazendo snorkel com a escultura do jornalista e sua máquina de escrever, no Sculptures Park, em Granada

Fazendo snorkel com a escultura do jornalista e sua máquina de escrever, no Sculptures Park, em Granada


Fazendo snorkel com a escultura do jornalista e sua máquina de escrever, no Sculptures Park, em Granada

Fazendo snorkel com a escultura do jornalista e sua máquina de escrever, no Sculptures Park, em Granada


Para arrematar, nadamos de volta ao bar do nosso amigo e, com ótima trilha sonora, assistimos às luzes finais do dia que pintavam o céu enquanto socializávamos com as personagens interessantes que passavam por ali. Até um ex-funcionário da Royal Caribbean super fã das cidades e mulheres da costa brasileira apareceu.

Fazendo snorkel no fim da tarde no Sculptures Park, em Granada

Fazendo snorkel no fim da tarde no Sculptures Park, em Granada


Nossa temporada na ilha de Granada, que tinha começado de maneira meio xoxa, clima de fim de festa, nos surpreendeu e terminou de forma espetacular, um Gran-Finale digno desse giro incrível por essas ilhas que terminou aqui, hoje, de maneira tão memorável. Difícil acreditar que amanhã não estaremos mais aqui, mas em plena confusão da Times Square. Dois lados dessa mesma moeda chamada América...

Snorkel inesquecível no final de tarde no Sculptures Park, em Granada

Snorkel inesquecível no final de tarde no Sculptures Park, em Granada

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Paraíso do Kite Surf

Brasil, Ceará, Lagoinha, Cumbuco

Condições ideais para a prática de kitesurf em Cumbuco - CE

Condições ideais para a prática de kitesurf em Cumbuco - CE


Deixamos Fortaleza rumo ao oeste. Já passava do meio dia e, portanto, bastava seguir o sol, que foi nos mostrando praias cada vez mais belas, paisagens típicas desse pedaço do Ceará. A primeira, ainda dentro da grande Fortaleza, foi a Barra do Ceará. Mesmo vista apenas da estrada, pareceu paradisíaca, bem no encontro do rio com o mar. Fiquei impressionando dela não ter aparecido como indicação em nenhum dos nossos guias.

Aliás, esses guias muitas vezes ajudam. Mas, outras vezes, comem bolas incríveis! No Rio Grande do Norte, por exemplo, nem uma palavra sobre a região de Martins, a área de serra do estado. Lá está uma das maiores cavernas brasileiras, a Casas de Pedra. A gente só foi descobrir quando já tínhamos passado da região. Ficamos com uma raiva! Ficamos vendo aquela serra lá longe, no horizonte, e eu pensava: "Pô, tem de ter muita coisa por lá..." Quando descobrimos, já era tarde demais. Metade da droga do Guia Brasil fala de Rio e de São Paulo. Aí, não sobra muita coisa para o resto. Quem quer saber tanta coisa do Rio e Sâo Paulo não vai comprar o Guia Brasil; compra logo o Guia Rio ou Guia SP. O outro guia que temos, Lonely Planet, é muito bem escrito, em inglês. Mas só fala dos lugares mais conhecidos. Enfim, vamos falar de coisas boas...

Muito sol e vento em Cumbuco - CE

Muito sol e vento em Cumbuco - CE


Da linda Barra do Ceará, seguimos para Cumbuco. A única chateação é despistar os rapazes que ficam na entrada da cidade tentando, à todo custo, nos fisgar e nos levar para suas barracas. Depois que passamos por eles, temos aquela linda praia para curtir. O local não poderia ser mais perfeito para a prática de Kite Surf, principalmente nesta época do ano. Muito sol, vento constante, lagoas com águas tranquilas para os iniciantes e o mar ondulado para quem já sabe surfar. São várias escolas e hoje, dezenas de praticantes. Alguns, muito bons mesmo. Fazem parecer fácil! Deslizam para lá e para cá, fazem manobras, voam, passam pertinho uns dos outros, vem até a praia no meio de banhistas, tudo isso como se estivessem atravessando uma rua.

Condições ideais para a prática de kitesurf em Cumbuco - CE

Condições ideais para a prática de kitesurf em Cumbuco - CE


A gente até animou de fazer o curso. A Ana foi checar os preços, para ter uma idéia. Quem sabe em Jeri, onde vamos passar alguns dias? Seria tão bom já nascer sabendo! Vendo os caras bons, parece que é só montar e sair deslizando. Ouço que é bem mais complicado que isso. Vamos ver...

Jangada disputa espaço com kitesurf em Cumbuco - CE

Jangada disputa espaço com kitesurf em Cumbuco - CE


Almoçamos por lá, dividindo nosso tempo entre nos defender das moscas e admirando os kite surfistas. Aliás, de longe, indo para lá e para cá, eles até me lembraram as moscas que teimavam em atacar o nosso peixe. Pelo menos, não fazem o barulho dos jet skies, esses sim, insuportáveis. Difícil foi ver algum wind surf. Com o aparecimento do kite, o wind praticamente acabou. Até vimos um, mas ao compará-lo com a performance do kite, realmente parecia algo do século passado. Outra coisa perdida no meio do enxame de kite surfistas era uma jangada. Ela, que já foi a rainha soberana desses mares, hoje parece um peixe fora d'água. Uma pena...

Fim de tarde na praia da Lagoinha - CE

Fim de tarde na praia da Lagoinha - CE


Deixamos Cumbuco para trás e viemos para a Lagoinha. Nossa... que praia! Absolutamente magnífica! Aqui não venta tanto, tornando a praia muito mais agradável para banhistas. Além disso, é ótima para se caminhar. Chegamos no final da tarde e tivemos um dos mais belos fins de tarde da viagem. Cores incríveis no céu, praia quase deserta. Pena que estávamos sem a máquina, pois tínhamos ido correr pela praia. Amanhã tiramos fotos, mas não sairão belas como hoje, infelizmente. A única coisa triste é o enorme hotel que estão construindo, praticamente na beira do mar. Um monstro. Não tem absolutamente nada a ver com a paisagem. Mas, como dizem por aí, "money talks"... Vai trazer muitos turistas para cá, gente com dinheiro. Vai gerar empregos, criar serviços, trazer desenvolvimento. Adeus, Lagoinha de antigamente. Veremos como fica a nova...

Fim de tarde na praia da Lagoinha - CE

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Brasil, Ceará, Lagoinha, Cumbuco,

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