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Sobre as Famosas Linhas de Nazca

Peru, Arequipa, Huacachina, Nazca

O 'Colibri', desenhado no deserto de Nazca - Peru

O "Colibri", desenhado no deserto de Nazca - Peru


Neste meu retorno ao Peru após 21 anos, estou realizando roteiro bem parecido com o roteiro original. Com exceção de Cuzco e Puno, que vamos visitar quando voltarmos da América do Norte, entrando no país vindos do Acre, estamos seguindo o roteiro próximo do Pacífico, começando por Arequipa e passando por Nazca, Lima, Huaraz e Trujillo. Mas, ao contrário de estar simplesmente repetindo lugares, estou aproveitando para fazer tudo aquilo que não fiz da outra vez. Estou "tapando buracos"!

Mapa das atrações em Nazca - Peru, na mesma companhia de 6 anos antes

Mapa das atrações em Nazca - Peru, na mesma companhia de 6 anos antes


Foi assim com a subida do El Mistí em Arequipa, será assim com algum trekking na Cordillera Blanca, em Huaraz e foi assim, hoje, com o sobrevôo das famosas Linhas de Nazca. Da outra vez, por falta de tempo e de dinheiro, passamos reto por Nazca. A única lembrança, e péssima lembrança, por sinal, foi a parada do nosso ônibus, de madrugada, na rodoviária da cidade. Na época, um verdadeiro fim de mundo e tudo o que eu queria era que o ônibus seguisse viagem.

Prontos para o sobrevôo das famosas Linhas de Nazca, no Peru

Prontos para o sobrevôo das famosas Linhas de Nazca, no Peru


Mas dessa vez a história foi outra. A minha curiosidade sobre as tais linhas é muito mais antiga, talvez já de uns 30 anos, quando li sobre elas num livro bobinho que fez muito sucesso naquela época: "Eram os Deuses Astronautas?". Pois é, dizia o livro que os gigantescos desenhos feitos no deserto em volta de Nazca eram mensagens, ou homenagens, à ETs que visitavam nosso planeta. Essa é apenas uma das muitas teorias que existem para explicar a origem das linhas, formas e desenhos que enfeitam o deserto e que só podem ser realmente apreciadas do ar, de uma altura acima dos 200 metros. E de lá que conseguimos observar os desenhos em toda a sua extensão, visualizá-los por inteiro, entender que aquelas linhas gigantescas, na verdade, se fecham formando um desenho.

Sobrevoando o deserto de Nazca - Peru

Sobrevoando o deserto de Nazca - Peru


Saímos de Arequipa cedinho e aceleramos rumo à Nazca. Ao contrário de duas décadas atrás, a estrada é toda asfaltada. Cinco horas cruzando desertos interrompidos apenas por algumas "quebradas" verdes no caminho e chegamos em Nazca, onde fomos diretamente para o aeroporto. Ali, em questão de minutos já tínhamos pago a "taxa de embarque" e estávamos entrando no nosso pequenos Cesna, juntos com um casal de americanos.

O 'astronauta', um dos mais incríveis desenhos no deserto de Nazca - Peru

O "astronauta", um dos mais incríveis desenhos no deserto de Nazca - Peru


O próprio vôo já é uma diversão, o pequeno avião fazendo manobras bruscas por entre as várias figuras desenhadas no deserto para que os passageiros de ambos os lados do Cesna possam observá-las e fotografá-las. Depois de alguns acidentes ocorridos com alguns dos muitos aviões que prestavam esse tipo de serviço, o governo peruano resolveu intervir e a fiscalização e exigências de segurança ficaram bem maiores. O resultado foi um aumento de preços mas, ao mesmo tempo, cessaram os acidentes. Pelo menos até agora!

Uma gigantesca aranha desenhada no deserto de Nazca - Peru

Uma gigantesca aranha desenhada no deserto de Nazca - Peru


Lá do alto as figuras são realmente incríveis. E intrigantes! Além de formas geométricas, estão retratados animais que certamente não viveram por ali, como uma baleia ou um macaco. Há também desenhos de pássaros, uma gigantesca aranha e, na encosta de uma montanha, aquilo que parece um astronauta em saudação. A tentação é acreditar novamente naquilo que dizia o livro lido na infância.

Vista aérea do mirante construído ao lado das 'mãos', no deserto de Nazca - Peru

Vista aérea do mirante construído ao lado das "mãos", no deserto de Nazca - Peru


De volta à terra firme, antes de seguirmos viagem, fomos até um mirante construído no deserto para se observar algumas das figuras. Lá do alto, do avião, tínhamos visto a construção. Parecia minúscula! Agora, ali de perto, nem era tão pequena assim. Mas, mesmo assim, do alto dos seus quinze metros, mal podemos perceber o que está desenhado ali na nossa frente. Mas é interessante ver as linhas e o deserto de perto e perceber como foram feitas as linhas. Simplesmente limpavam da areia as grandes pedras que enchem o deserto, formando trilhos de dezenas, as vezes centenas de metros. O que impressiona é a precisão dos desenhos, algo que só pode ser medido lá do alto. Um baita de um trabalho que, naquela época, só poderia ser admirado pelos deuses que viviam no céu.

As 'mãos' vistas do mirante no deserto de Nazca - Peru

As "mãos" vistas do mirante no deserto de Nazca - Peru


Mas hoje, somos nós que temos esse privilégio! A cada dia que passa, mais nos impressionamos com a história dos povos que aqui viveram em tempos pré-hispânicos. E estamos apenas começando a explorar esse país. Por sinal, para continuar nossas explorações, seguimos ainda hoje para um local do qual eu nem tinha ouvido falar há poucos meses, muito menos há 21 anos atrás. É um oásis no meio de gigantescas dunas, ao lado da cidade de Ica, onde se produz o melhor pisco do mundo. Estou falando da pequena Huacachina. Chegamos aqui já de noite e mal posso esperar para o dia clarear para poder observar as dunas de mais de cem metros de altura que cercam esse pequeno lugarejo construído ao redor de uma lagoa. Amanhã...

No alto do mirante observando as linhas de Nazca - Peru

No alto do mirante observando as linhas de Nazca - Peru

Peru, Arequipa, Huacachina, Nazca,

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Aonde Nasceram os Gêiseres

Islândia, Reykjavik, Thingvellir, Gullfoss

Assistindo à erupção do geiser Strokkur na área de Geysir, parte do Golden Circle, na Islândia

Assistindo à erupção do geiser Strokkur na área de Geysir, parte do Golden Circle, na Islândia


Sempre achei a palavra “gêiser” engraçada, diferente e distante de todas as outras palavras do nosso idioma. Aqui na Islândia, terra de tantos vulcões e atividade geológica, sempre soube que encontraríamos gêiseres pela frente, mas não imaginei que descobriria, enfim, o significado da simpática palavra.

Esperando a erupção do Strokkur, um dos mais importantes gêiseres em Geysir, uma das atrações do Golden Circle, na Islândia

Esperando a erupção do Strokkur, um dos mais importantes gêiseres em Geysir, uma das atrações do Golden Circle, na Islândia


O Strokkur entra em eupção na área de Geysir, uma das atrações do Golden Circle, na Islândia

O Strokkur entra em eupção na área de Geysir, uma das atrações do Golden Circle, na Islândia


Depois do nosso mergulho espetacular na falha geológica que divide América e Europa e do longo passeio nas terras sagradas de Thingvellir, nós pegamos o carro e continuamos a fazer o circuito do Golden Circle. A próxima parada era exatamente no mais importante campo de gêiseres da Islândia, uma ilha profícua nesses fenômenos geológicos. Um gêiser necessita de condições bem específicas para acontecer e são bastante raros no mundo. Primeiro, é preciso magma por perto, para aquecer a água que será ejetada do solo. Depois, é preciso uma câmara subterrânea perto do magma ligada à superfície por um canal bem estreito. Por fim, é preciso uma fonte contínua de água para alimentar o sistema.

Região termal de Geysir, parte do Golden Circle, na Islândia

Região termal de Geysir, parte do Golden Circle, na Islândia


O processo funciona mais ou menos assim: a água na câmara subterrânea esquenta pela proximidade com o magma enquanto que a água fria, acima, serve como uma tampa, aumentando a pressão interna. Quase como se fosse uma panela de pressão. Com isso, a água na câmara pode ultrapassar em muito o ponto de ebulição e continuar líquida. É o que chamamos de “superaquecimento”. Finalmente, de tão quente, ela começa a formar bolhas que sobem coluna acima. Ao chegar no alto, fazem a água fria “derramar” para fora da piscina. Menos água encima, menos peso, menos pressão embaixo. Sem a pressão, a água de baixo que estava superaquecida se transforma em vapor rapidamente e sobe que nem um raio para cima, causando a erupção do gêiser. Bingo! Com a erupção, todo o sistema fica vazio. Mas a água que vem de entradas laterais enche a câmara novamente e todo o ciclo recomeça. É por isso que os gêiseres funcionam como um reloginho, entrando em erupção em intervalos regulares.

PLaca informativa na área de Geysir, parte do Golden Circle, na Islândia, mostra os principais gêiseres do mundo

PLaca informativa na área de Geysir, parte do Golden Circle, na Islândia, mostra os principais gêiseres do mundo


Isso tudo vimos nos painéis explicativos espalhados pela área. Nós já tínhamos visto gêiseres no Atacama e eu, muito tempo atrás, na Nova Zelândia. Em breve estaremos também no Parque Yellowstone (EUA), outro lugar famosos por seus gêiseres. Lá está o gêiser mais famoso do mundo, o “Old Faithful”, que tem praticamente a mesma altura do gêiser mais regular daqui, o Strokkur. Foi esse que vimos por aqui entrando em erupção várias vezes, ao longo de mais de meia hora.

Assistindo à erupção do geiser Strokkur, na área de Geysir, parte do Golden Circle, na Islândia

Assistindo à erupção do geiser Strokkur, na área de Geysir, parte do Golden Circle, na Islândia


Assistindo à erupção do geiser Strokkur, na área de Geysir, parte do Golden Circle, na Islândia

Assistindo à erupção do geiser Strokkur, na área de Geysir, parte do Golden Circle, na Islândia


Strokkur pode ser o mais regular, mas não é o maior aqui da Islândia. Esse posto cabe a outro, que só entra em erupção depois de muita atividade vulcânica na área. Aí, ele pode chegar aos 80 metros de altura! E sabem o nome dele? “Geysir”! Daí nasceu a palavra “gêiser”, e não o contrário! Ele é que deu nome ao fenômeno, a todos os da sua espécie. “Geysir” é uma palavra viking e quer dizer “jorrar”. Faz sentido! E, quem diria, temos uma palavra em português que tem origem viking!

O Strokkur 'descansa' entre duas erupções, em Geysir, na Islândia

O Strokkur "descansa" entre duas erupções, em Geysir, na Islândia


Uma última curiosidade que aprendemos ali foi sobre um incrível mergulho que fizeram no Strokkur. Isso mesmo! Se vocês já nos acham louco por ter mergulhado na água gelada da fenda, hoje de manhã, isso não é nada comparado com o maluco do islandês que mergulhou nas águas ferventes do Strokkur. Ele desenvolveu uma roupa que aguentasse altas temperaturas, mas esse não era o maior perigo. O problema é que o Strokkur entra em erupção a cada 8 minutos. Então, esse era o tempo que ele tinha, pois mesmo a roupa não o salvaria do vapor em ebulição. Então, assim que o gêiser jorrou, ele pulou lá dentro, ficou uns poucos minutos e tratou de sair. A cor da água é linda, mas só de chegar perto já sentimos o calor. Isso sim é loucura!

A majestosa Gullfoss, uma das principais atrações do Golden Circle, na Islândia

A majestosa Gullfoss, uma das principais atrações do Golden Circle, na Islândia


A majestosa Gullfoss, uma das principais atrações do Golden Circle, na Islândia

A majestosa Gullfoss, uma das principais atrações do Golden Circle, na Islândia


Bom, depois da área de Geysir, seguimos um pouco adiante para chegarmos à outra grande atração do Golden Circle: a cachoeira de Gullfoss. Uma das mais populares do país, foi alvo durante décadas de uma grande polêmica. Queriam fazer uma Usina Hidrelétrica ali. Olhando tanta água caindo no estreito desfiladeiro, a tentação é mesmo grande. Ao mesmo tempo, imaginar aquela beleza toda embaixo d’água é de cortar o coração. Era isso o que pensava Sigrídur Tómasdóttir, filha de um antigo proprietário da área. Ela foi a maior ativista na luta contra a ideia da hidrelétrica e ameaçava se jogar na cachoeira caso o projeto fosse levado adiante. O fato da cachoeira ainda estar ali mostra quem ganhou a batalha! Sigridur é homenageada com um monumento no alto da Gullfoss.

Visitando a cachoeira Gullfoss, uma das principais atrações do Golden Circle, na Islândia

Visitando a cachoeira Gullfoss, uma das principais atrações do Golden Circle, na Islândia


São vários mirantes espalhados pela área para podermos admirar essa obra da natureza. Interessante também é ver as fotos de Gullfoss no inverno, quase toda coberta de gelo e neve. Além de gelada, deve ser linda!

Visitando a cachoeira Gullfoss, uma das principais atrações do Golden Circle, na Islândia

Visitando a cachoeira Gullfoss, uma das principais atrações do Golden Circle, na Islândia


Com esse dia espetacular, terminamos nosso turismo de natureza aqui na Islândia. Mas não era ainda o fim da viagem. Uma semana tão intensa merecia uma comemoração. Então, voltamos para Reykjavik ainda com luz e resolvemos tirar a mão do bolso e investir em um belo jantar, com direito a vinho e vista da cidade. Nosso último jantar no país, já que amanhã voamos de volta aos EUA. Foi maravilhoso, mas isso é um assunto para o próximo post.

Foto invernal da Gullfoss, uma das principais atrações do Golden Circle, na Islândia, coberta de gelo e neve

Foto invernal da Gullfoss, uma das principais atrações do Golden Circle, na Islândia, coberta de gelo e neve

Islândia, Reykjavik, Thingvellir, Gullfoss, cachoeira, Geiser, Geysir, Golden Circle, trilha

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Noites Estreladas

Brasil, Minas Gerais, Aiuruoca

Céu estrelado e Pico do Papagaio no Vale do Matutu - MG

Céu estrelado e Pico do Papagaio no Vale do Matutu - MG


Todas as noites aqui no Vale do Matutu foram espetaculates. Estou me referindo ao céu estrelado. Com a lua nova, o céu sem núvens, longe da energia elétrica e a uma altitude considerável, nunca vimos tantas estrelas brilhando.

Céu estrelado no Vale do Matutu - MG

Céu estrelado no Vale do Matutu - MG


A única coisa que atrapalhava um pouco a observação do céu estrelado era o frio, muito próximo de zero grau! Mas nessa nossa última noite por aqui a Ana enfrentou o frio, armou o tripé e tirou belas fotos da noite estrelada. Até que ficou bem legal, não? Pelo menos passam parte da beleza que nos envolvia todas as noites...

Céu estrelado no Vale do Matutu - MG

Céu estrelado no Vale do Matutu - MG

Brasil, Minas Gerais, Aiuruoca, Vale do Matutu

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Neve na Fronteira

Argentina, Fiambalá, Belén

A neve impede a Fiona de prosseguir em direção ao Paso San Francisco, na Argentina

A neve impede a Fiona de prosseguir em direção ao Paso San Francisco, na Argentina


O dia não poderia ter começado melhor! Com aquele monte de piscinas quentinhas bem ao lado do nosso chalé foi bem fácil acordar e ir direto para o banho, para dormir mais um pouco! Naquela hora, mais uma vez, éramos apenas os dois nas piscinas, das de trinta e muitos graus até as de quarenta e poucos graus. Uma delícia! E hoje cedo ainda tínhamos o visual ao nosso redor, as paredes do antigo vulcão onde estão localizadas as termas. Era até difícil acreditar que ainda não estávamos sonhando...

Piscinas com várias temperaturas nas Termas de Fiambalá - Argentina

Piscinas com várias temperaturas nas Termas de Fiambalá - Argentina


Banho matinal nas Termas de Fiambalá - Argentina. Vidinha difícil!

Banho matinal nas Termas de Fiambalá - Argentina. Vidinha difícil!


Um pouco mais tarde começou a chegar mais gente. E nós demos nosso banho por terminado (infelizmente!) e fomos nos aprontar para a viagem até a fronteira. Mas antes disso ainda fomos explorar um pouco esse antigo vulcão e o riacho de águas quentes que abastece as termas. Passeio curto e incrível. A nascente fica a menos de 10 min de caminhada pelas pedras e encostas do vulcão. O riacho chega até a formar uma cachoeira! Uma cachoeira de água quente e limpa! Uma coisa maravilhosa e completamente inusitada para nós. A água nasce a uns 70 graus centígrados mas vai perdendo temperatura conforme segue seu fluxo até as termas, onde chega com 45 graus. Na cahoeira, deve estar com uns 55, mais ou menos.

O riacho de água quente que alimenta as termas de Fiambalá, na Argentina

O riacho de água quente que alimenta as termas de Fiambalá, na Argentina


Uma cachoeira natural de água quente um pouco acima das termas de Fiambalá, na Argentina

Uma cachoeira natural de água quente um pouco acima das termas de Fiambalá, na Argentina


Deixamos esse lugar incrível rumo à pequena Fiambalá, onde conversamos mais uma vez na Oficina de Turismo. Com esperanças de que o Paso San Francisco abrisse hoje ou amanhã, compramos comida para um dia. Se necessário fosse, poderíamos dormir lá encima, em algum dos refúgios. Enquanto a Ana foi atrás de informações, eu fui abordado por repórteres da TV de Fiambalá, atraídos pela Fiona. Quando a Ana chegou, para seu espanto, lá estava eu dando entrevista! Em espanhol, hehehe!

Entrevista para a TV de Fiambalá - Argentina

Entrevista para a TV de Fiambalá - Argentina


Distâncias para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile. Tem até Porto Alegre, no Brasil! Nem é tão longe...

Distâncias para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile. Tem até Porto Alegre, no Brasil! Nem é tão longe...


Depois disso e das compras de víveres, estávamos prontos para partir. Saímos dos 1.500 metros de altitude rumo aos 4.700 do Paso San Francisco. Mais uma vez, a paisagem é absolutamente maravilhosa. A estrada estava completamente vazia, já que todos sabiam que o Paso estava fechado. Assim, nesses quase 200 km, éramos apenas nós e as vicunhas naquele mundão maravilhoso. Cores, formas, contornos, tudo era incrível. O céu azul, a vegetação amarela, as montanhas em vários tons de cinza e vermelho, a neve aparecendo no horizonte, tudo de uma beleza indescritível.

Chegando aos Andes, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Chegando aos Andes, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile


Paisagem na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Paisagem na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile


Melhor do que palavras, as fotos do post tentarão mostrar um pouco do que víamos. Mas mesmo elas ficam muito aquém daquele cenário alucinante, podem ter certeza!

Observando Vicunhas, animal comum na paisagem da estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Observando Vicunhas, animal comum na paisagem da estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile


Apontando para o Cerro San Francisco, na fronteira entre Argentina e Chile

Apontando para o Cerro San Francisco, na fronteira entre Argentina e Chile


Enfim, chegamos na aduana argentina, localizada num local chamado Las Grutas, à quatro mil metros de altitude e à 20 km da fronteira. Ali, o oficial foi logo avisando: "Tudo fechado sem nenhuma chance de abrir nos próximos dias!" Ducha de água fria. Disse que o problema era o lado chileno, com muita neve. Aos poucos, ele foi ficando mais amigável e, com jeito, convencemos ele a nos deixar seguir pelo menos até a fronteira. Mas ele foi melhor do que isso! Disse que poderíamos entrar alguns quilômetros Chile adentro até chegar na famosa Laguna Verde, um dos cenários mais lindos dessa rota.

A neve impede a Fiona de prosseguir em direção ao Paso San Francisco, na Argentina

A neve impede a Fiona de prosseguir em direção ao Paso San Francisco, na Argentina


E assim seguimos. Triste da fronteira estar fechada mas totalmente felizes com o cenário que presenciamos naqueles 200 km e ainda mais felizes por podermos seguir até a Laguna Verde. Mas aí, nova surpresa... Dez quilômetros adiante e uns 400 metros mais alto, a neve foi se aproximando, se aproximando até fechar a estrada.

Não vai dar para passar! (Paso San Francisco - Argentina)

Não vai dar para passar! (Paso San Francisco - Argentina)


E aí, o que fazer? Somos os três completamente inexperientes na arte de dirigir na neve! Nem correntes temos ainda, e olha que temos procurado para comprar. Mas acho que elas não adiantariam. A neve era fresca e estava, em alguns pontos, bem profunda. Ainda brincamos um pouco com a Fiona, indo um pouco para frente, amassando a neve, fazendo trilhos sobre ela. Mas não conseguimos avançar mais de vinte metros. Até tínhamos uma pá mas, será que valeria o esforço? Dificilmente...

Brincando com a neve perto do Paso San Francisco - Argentina

Brincando com a neve perto do Paso San Francisco - Argentina


Nossa geladeira natural, perto do Paso San Francisco - Argentina

Nossa geladeira natural, perto do Paso San Francisco - Argentina


Assim, o Chile que estava tão perto de nós, de repente se distanciou novamente. Bom, já que estávamos lá, aproveitamos para nos divertir. Neve fresca é sempre uma delícia. Ainda mais para brasileiros! Além disso, a paisagem era maravilhosa. Fizemos um lanche, gelamos nossa cerveja na neve e celebramos estarmos ali, naquele lugar inesquecível.

Magnífica paisagem no Paso San Francisco, do lado argentino

Magnífica paisagem no Paso San Francisco, do lado argentino


Feliz ao brincar pela primeira vez na vida com neve fresquinha, no Paso San Francisco - Argentina

Feliz ao brincar pela primeira vez na vida com neve fresquinha, no Paso San Francisco - Argentina


Depois, foi dar um suspiro e iniciar o longo caminho até o Paso de Jama, muito mais ao norte e nosso próximo caminho para o Chile. O Paso de San Francisco ficou para trás. Mas com a promessa de volta, quando estivermos descendo em direção ao Cone Sul, no final do ano que vem. Será verão e a neve não estará mais por aqui. Aí, poderemos ver na sua plenitude o mais belo Paso entre Argentina e Chile. Deixamos um adesivo nosso junto com tantos outros de expedições brasileiras, ali na alfândega, e voltamos para Fiambalá. De lá para Tinogasta e depois para Belén. Quanto mais andássemos hoje, menos teríamos de andar amanhã. O Paso de Jama, do qual tínhamos passado tão perto há uma semana, nos esperava, nosso portão para o Chile e para o Pacífico. Tão conhecido de brasileiros, será agora a nossa vez de passar por lá!

Muita neve no Paso San Francisco - Argentina

Muita neve no Paso San Francisco - Argentina

Argentina, Fiambalá, Belén,

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Trinta Aninhos

Equador, Cuenca

Pausa para fotos na viagem de Baños à Cuenca - Equador (olha só a felicidade da aniversariante!)

Pausa para fotos na viagem de Baños à Cuenca - Equador (olha só a felicidade da aniversariante!)


É nas datas importantes que percebemos que o tempo está passando. E hoje foi uma delas, talvez a mais importante do ano. A minha querida e jovem esposa está fazendo 30 anos de idade.

Celebração dos 30 anos da Ana no excelente restaurante Tiesto, em Cuenca - Equador

Celebração dos 30 anos da Ana no excelente restaurante Tiesto, em Cuenca - Equador


É seu segundo aniversário na estrada, nesses nossos 1000dias de andanças pelas américas. Há exatos doze meses celebrávamos seus 29 anos na cidade maravilhosa, nossa querida Rio de Janeiro. Hoje foi e vez de celebramos em Cuenca, uma das mais belas cidades equatorianas.

Celebração dos 30 anos da Ana no excelente restaurante Tiesto, em Cuenca - Equador

Celebração dos 30 anos da Ana no excelente restaurante Tiesto, em Cuenca - Equador


Tivemos a agradável companhia do Rafa e da Laura, nossos padrinhos de casamento e que vieram passar conosco 3 semanas aqui no Equador. A convivência tem sido ótima e a presença deles nessa data tão especial fez a celebração ter mais cara de festa, de aniversário.

Com o simpático chef do restaurante Tiesto, no aniversário da Ana, em Cuenca, no Equador

Com o simpático chef do restaurante Tiesto, no aniversário da Ana, em Cuenca, no Equador


A comemoração foi no maravilhoso restaurante Tiesto, um ponto de visita obrigatório para quem passa por Cuenca. Além da comida, outra atração é o Chef, um figuraça de muita personalidade que faz questão de frequentar todas as mesas de seus clientes.

Mar de nuvens cobre o vale na viagem para Cuenca, no Equador

Mar de nuvens cobre o vale na viagem para Cuenca, no Equador


A viagem de Baños à Cuenca foi longa e tranquila com um visual maravilhoso na segunda metade do percurso. Passamos por vales e montanhas, vulcões e pequenas cidades. No fim de tarde, as nuvens cobriram os vales abaixo de nós e o céu avermelhado fazia tudo ficar ainda mais belo.

Bela paisagem no fim de tarde na viagem para Cuenca, no Equador

Bela paisagem no fim de tarde na viagem para Cuenca, no Equador


Chegamos na cidade já no escuro e amanhã devemos ir a um parque nacional aqui do lado. A visita ao afamado centro histórico de Cuenca fica para depois de amanhã. Mas, mesmo ainda sem conhecer a cidade, ela já está para sempre marcada em nossas memórias. Afinal, não é todo dia que se faz 30 anos. Long live my beautiful wife! Já brincamos de tentar adivinhar aonde estaremos daqui a um ano, na comemoração dos 31 anos. Tomara que passe bem devagar!

Celebração dos 30 anos da Ana no excelente restaurante Tiesto, em Cuenca - Equador

Celebração dos 30 anos da Ana no excelente restaurante Tiesto, em Cuenca - Equador

Equador, Cuenca,

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Coyoacán e Xochimilco

México, Cidade do México

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


Uma grande cidade é formada por bairros com personalidade. É assim com Nova York, Paris, Rio, Buenos Aires e é assim também com a Cidade do México. Cada bairro tem vida própria, características distintas e atrai uma tribo diferente. São como pequenas cidades dentro da grande cidade.

Visitando a Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Visitando a Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Aqui na Cidade do México, já tínhamos visitado dois desses “bairros com personalidade”, entre tantos que existem. Foram o agradabilíssimo La Condesa e o boêmio Roma. Dois lugares que moraríamos tranquilamente! Mas outros dois bairros, duas das mais famosas vizinhanças da cidade, deixamos para visitar apenas hoje, na véspera de partirmos. O bairro de Coyoacán, famoso por ter sido o lugar onde moraram Frida Kahlo e Diego Rivera, e o bairro Xochimilco, último lugar na Cidade do México aonde se encontram os canais de navegação, da mesma maneira que era Tenochtitlán, a capital dos astecas.

Foto tradicional na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Foto tradicional na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Os dois bairros ficam na região sul da Cidade do México, facilitando que sejam conhecidos num mesmo dia. Ainda mais que estávamos acompanhados do Rodrigo, que já conhece bem os dois lugares. Aproveitou o sábado para poder nos acompanhar na programação. Mais do que isso, nos servir como guia! Assim, seguimos os três no seu carro através das freeways que cortam a cidade em direção à Coyoacán.

As típicas Catrinas mexicanas, aqui representando os artistas famosos na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

As típicas Catrinas mexicanas, aqui representando os artistas famosos na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Logo no início do bairro de grandes casas centenárias está a casa onde viveram os consagrados artistas Frida e Diego. Hoje a tal casa (a famosa “Blue House”) é um museu, um dos mais visitados da capital mexicana, principalmente depois do sucesso do filme “Frida”, há alguns anos. Nessa casa, nasceu, viveu e morreu essa fantástica personagem que soube tirar do sofrimento inspiração para a sua arte e para a sua vida. Frida teve poliomielite quando criança, o que a deixou com uma perna mais grossa que a outra, e um terrível acidente de ônibus na adolescência que a deixou com sequelas pelo resto da vida. Além da dor quase constante e da impossibilidade de ter filhos, o acidente acabou por tirar-lhe uma perna e a vida ainda jovem, antes dos 50 anos.

A movimentada praça central de Coyoacán, bairro da Cidade do México

A movimentada praça central de Coyoacán, bairro da Cidade do México


Além de suas instigantes obras de arte (pinturas), chama a atenção a relação apaixonada e turbulenta com outra grande gênio mexicano, Diego Rivera. O casal viveu uma relação de amor e ódio, de idas e vindas e de traições e festas, divorciando-se e casando-se novamente. Apesar dos chifres recíprocos, incluindo um com León Trotski e outro com a irmã de Frida (esses foram os dois chifres mais doloridos!), o amor entre eles era claro e fica explícito não só pelas frases ditas ao longo de suas vidas, mas também pelo fato de estarem sempre se perdoando. A difícil relação acabava também por nutrir e enriquecer a arte de ambos.

Com o Rodrigo em almoço rápido em Coyoacán, bairro de Cidade do México tornado famoso por Frida e Diego Rivera

Com o Rodrigo em almoço rápido em Coyoacán, bairro de Cidade do México tornado famoso por Frida e Diego Rivera


Como boa parte dos turistas na Cidade do México, nós também fomos bater cartão na Blue House, onde se pode ver admirar quadros, fotos, objetos e textos de Frida, além de admirar a própria casa em que receberam tantos amigos ao longo da vida conjunta. Como a própria Frida nota, era difícil algum vez em que a Blue House não estivesse ocupada por hóspedes ou reuniões. Era uma casa aberta, assim como continua hoje. Só que hoje é pago. Mas vale a pena!

Porto fluvial no bairro de Xochimilco, na Cidade do México

Porto fluvial no bairro de Xochimilco, na Cidade do México


Depois da casa de Frida, pelo pouco tempo que tínhamos, tivemos de abdicar das visitas à Casa de Trotski, onde o revolucionário foi assassinado por um agente de Stálin, e da casa de Cortes, onde o conquistador morou por algum tempo após a queda de Tenochtitlán e onde os espanhóis torturaram vilmente o último imperado asteca, Cuahtemóc, para que este dissesse aonde estava o ouro asteca (o que ele não disse!). Ao invés disso, fomos à praça principal do bairro. Num sábado, ela e seus restaurantes e cafés ficam lotados, artistas populares disputando espaço com transeuntes e turistas ao redor dos coiotes que são a marca registrada do bairro (em Nahuatl, a língua asteca, Coyoacán quer dizer “Terra dos Coiotes”). Achamos espaço em um dos cafés e fizemos nosso gostoso almoço tardio ali mesmo.

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


Alimentados, seguimos então ainda mais para o sul, para o bairro de Xochimilco (“Lugar Onde as Flores Crescem”, em Nahuatl). Uma rede de canais (mais de 100 km) ainda corta o bairro, exatamente como era há 500 anos, antes de chegarem os espanhóis. Esses canais foram formados pela criação de ilhas artificiais no lago de Xochimilco. Essas ilhas foram formadas por nativos que juntavam barro e vegetação e os empilhavam nas águas rasas do lago, para depois usá-las para agricultura.

Com o Rodrigo, observando barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México

Com o Rodrigo, observando barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México


Hoje esses canais são percorridos por coloridas “trajineras”, ou gôndolas, levadas por um piloto que, ao invés de remar, empurra o chão com um longo bastão. Nos finais de semana, são os próprios mexicanos os maiores clientes desses passeios, famílias inteiras ou grupos de amigos que se reúnem para uma festa ou uma tarde animada. Afinal, as trajineras são grandes o suficiente para umas 20 pessoas, com bancos e mesas. As pessoas levam a bebida e a farofa enquanto o som fica por conta de barcos cheios de mariachis. Esses vem remando até nós, encostam no barco e oferecem seu “serviço”. Há também os barcos com comida e outros com artesanato, um verdadeiro mercado sobre as águas.

Barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México

Barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México


A gente estava bem diretoria, uma trajinera só para nós três, balde cheio de cervejas geladas. Deslizar tranquilamente pelas águas dos canais observando a paisagem à nossa volta e, sobretudo, a festa que se fazia nas outras trajineras foi muito legal, um dos muitos programas imperdíveis e inesquecíveis na Cidade do México. Mais legal e animado que andar de gôndola em Veneza! E o Rodrigo, que estava no “mood” de nos presentear, ainda pagou um barco de mariachis para uma cantoria particular. Para nos sentir mais mexicanos, só faltou o sombrero (aliás, as cervejas eram Corona!).

Passeando de barco pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Passeando de barco pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


Navegamos por mais de uma hora. Na volta, já escuro, a festa continuava nos barcos, as pessoas mais animadas do que nunca. Bonito também são os barcos que se enchem de velas acesas, iluminando a noite e o canal. Uma visão que mistura o sagrado e o fantasmagórico. Que bela mistura!

Programa tradicional para quem visita a cidade, o passeio de barco nos canais de Xochimilco, bairro da  na Cidade do México

Programa tradicional para quem visita a cidade, o passeio de barco nos canais de Xochimilco, bairro da na Cidade do México


De volta à terra firme e antes de voltarmos para Santa Fé, já no segundo tempo da prorrogação, ainda fomos conhecer outro bairro famoso da capital, esse por sua vida noturna. Polanco também tem muitos restaurantes bacanas e foi num deles que fomos jantar e jogar conversa fora. Fim de um dia intenso numa cidade intensa. Resta saber se amanhã teremos pique e forças de acordar cedo para enfim pegarmos a estrada que nos levará ao norte do país, aos EUA e, eventualmente, ao Alaska. Veremos...

De noite, os barcos carregam velas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

De noite, os barcos carregam velas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

México, Cidade do México, Coyoacán, Frida Kahlo, Xochimilco

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Macapá!

Brasil, Amapá, Macapá

Fortaleza de São José, em Macapá - AP

Fortaleza de São José, em Macapá - AP


Pois é, chegamos em Macapá! Mais uma capital no currículo. Acho que deve dar para contar nos dedos da mão o número de carros que conhecem tantas capitais brasileiras como a Fiona, hehehe!

Falando na Fiona, cedinho hoje eu já estava num táxi a caminho do porto Igarapé da Fortaleza, um pouco ao sul da cidade, para buscá-la. Nove da manhã eu já estava no volante da nossa companheira a caminho da pousada. Aqui chegando, descarregamos ela e já a levei para a concessionária da Toyota, a Bacaba, para a revisão dos 30 mil km. Muito bem tratado, eles me trouxeram de volta para a Ekinox, já fazendo um tour pela cidade, na orla do rio Amazonas.

Finalmente, o Rio Amazonas! (em Macapá - AP)

Finalmente, o Rio Amazonas! (em Macapá - AP)


As próximas horas foram gastas em pesquisas na internet, principalmente sobre como viajar para as diversas ilhas do Caribe que ainda nos falta conhecer e também sobre relatos de viajantes que estão agora nas Guianas.

Finalmente, no início da tarde, saímos à pé para uma volta. Primeiro, providenciamos a cópia e impressão de vários documentos, como parte dos preparativos para entrar de carro na Guianas. E depois, turismo!

A moderna catedral de Macapá - AP

A moderna catedral de Macapá - AP


A primeira parada foi na novíssima e moderna catedral da cidade, com uma arquitetura bem "arrojada". Só pudemos observar pelo lado de fora, pois ela estava fechada. No gramado, uma estátua do padroeiro de Macapá, São José.

Longo pier sobre o rio Amazonas, em Macapá - AP

Longo pier sobre o rio Amazonas, em Macapá - AP


Em seguida, fomos até a orla do "oceânico" rio Amazonas. Lá no horizonte, bem longe, a gente consegue ver terra firme. Mas não é a outra margem não! São apenas ilhas. A outra margem está muito além do que se pode ver. O que se pode enxergar mesmo, não tão longe assim, são inúmeros navios de grande porte que utilizam essa parte do rio como rota. A orla é muito bem cuidada, cheia de restaurantes, parques, pista de cooper e o principal marco arquitetônico de Macapá, a Fortaleza de São José. Pois é, como tantas outras cidades, foi a construção de um forte que tinha o intuito de defender a boca do Amazonas de incursões francesas da vizinha Guiana que deu origem à cidade.

Estátua e Fortaleza de São José, em Macapá - AP

Estátua e Fortaleza de São José, em Macapá - AP


Mas nesta hora nós não entramos na fortaleza não. Apenas a admiramos de longe, de cima de um longo pier sobre o Amazonas onde tínhamos ido render nossas homenagens ao maior rio do planeta. O horário de pegar a Fiona se aproximava, mas ainda deu tempo de um rápido almoço ali mesmo, na orla, de frente para esse mar de água doce que tem até ondas.

Fiona na concessionária, após a revisão dos 30 mil km. Macapá agora está no nosso mapa!

Fiona na concessionária, após a revisão dos 30 mil km. Macapá agora está no nosso mapa!


Na concessionária, além de nos entregar o carro limpinho, fizeram bastante festa para nós, depois de conhecererm a nossa aventura pelo site. O mapa da Fiona ganhou mais uma "bolinha" e fotos comemorativas foram tiradas.

Bem encima da linha do Equador (em Macapá - AP)

Bem encima da linha do Equador (em Macapá - AP)


Aí, seguimos para uma das principais atrações turísticas daqui, o monumento que marca a linha por onde passa o Equador. Ali nos divertimos por alguns minutos, com fotos, poses e divagações. Um passo para lá, hemisfério norte, um passo para cá, hemisfério sul! Um metro par lá, inverno, um metro para cá, verão! Pois é, para quem não gosta de inverno, pode vir morar aqui. Vai ser muito fácil poder viver, eternamente, longe da estação fria. Basta ter uma casa bem encima da tal linha imaginária. Aí, é só escolher a parte certa da casa para ficar, dependendo do mês, hehehe! Falando nisso, o estádio de futebol foi construído exatamente dessa maneira! A linha do Equador passa bem no meio do campo. Assim, se no 1o tempo defende-se o hemisfério sul, no 2o tempo vai defender o hemisfério norte!

Visitando a Fortaleza de São José, em Macapá - AP

Visitando a Fortaleza de São José, em Macapá - AP


Daí seguimos para a Fortaleza de São José, esta em pleno hemisfério norte! Chegamos já com ela fechando, mas foram muito amáveis conosco e nos deixaram entrar, acompanhados de um guia. Ela está em ótimo estado de conservação, recentemente pintada. Enorme, é o maior forte que já visitamos no Brasil. Local tranquilo e que inspira paz, por incrível que pareça. Talvez por aquele belo e enorme rio, passando placidamente ali na frente. Ou então porque o forte nunca tenha enfrentado, nos seus 300 anos de história, nenhuma batalha.

Fortaleza de São José, vigiando o Rio Amazonas, em Macapá - AP

Fortaleza de São José, vigiando o Rio Amazonas, em Macapá - AP


Voltamos para a pousada para trabalhar. Estamos na torcida para conseguir o meu visto de entrada na Guiana Francesa. O cônsul honorário da França aqui em Macapá está nos ajudando. Mandou até um email para lá. Mas até esta noite, nada de resposta.

Alojamentos na Fortaleza de São José, em Macapá - AP

Alojamentos na Fortaleza de São José, em Macapá - AP


Antes de dormir, ainda saimos para jantar. Um delicioso peixe Filhote recheado com castanha do Pará e banana foi a pedida. Pedida acertadíssima, aliás. O nome do restaurante é Cantinho do Baiano e, para quem passar por estas distantes paragens, recomendamos! E nós, depois de tanta correria, e tanto por ver, fazer e pesquisar na internet, resolvemos ficar por aqui mais um dia. A ida para Oiapoque ficou para depois de amanhã... Amanhã, mais conforto da Ekinox. Oba!

Bem encima da linha do Equador (em Macapá - AP)

Bem encima da linha do Equador (em Macapá - AP)

Brasil, Amapá, Macapá,

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Do Pico Paraná às Areias de Santos

Brasil, Paraná, Pico Paraná, São Paulo, Santos

Neblina total no Pico Paraná - PR

Neblina total no Pico Paraná - PR


Apesar do cansaço da noite mal dormida, o desconforto nos fez levantar cedo. Além disso, o caminho seria longo e era bom começar logo. O dia amanheceu bem nublado e úmido, mas sem chuva. Como sempre, a Lei de Murphy tinha dado certo: tantos dias ensolarados e justo agora esse tempo...

Nossa barraca no acampamento 2, no Pico Paraná - PR

Nossa barraca no acampamento 2, no Pico Paraná - PR


Buenas, como dizem os hermanos, fueda-se Murphy e rumo ao pico. Sem a mochila nas costas, fica tudo mais fácil. Difícil mesmo foi colocar as roupas molhadas do dia anterior logo depois de acordar. Só a camisa, eu tinha uma seca. E desta vez, colocamos os dois a jaqueta de goretex. Ficou infinitamente mais confortavel, manter ao menos o torso seco e quentinho.

Auto foto no ponto mais alto da região sul do Brasil, no Pico Paraná - PR

Auto foto no ponto mais alto da região sul do Brasil, no Pico Paraná - PR


No caminho ao cume, como estava nublado e só víamos umas poucas dezenas de metros à frente, não tínhamos idéia da real distância. Na verdade, conquistamos diversos Picos Paraná. Mas sempre que chegávamos no alto de um, aparecia outro mais alto, um pouco mais adiante. E assim fomos seguindo e subindo, pico após pico, através da estreita crista com os precipícios sem fundo nos dois lados, novas paredes com grampos para auxiliar a subida e muitas plantas molhadas para nos deixar encharcados.

O livro de registros, no topo do Pico Paraná - PR

O livro de registros, no topo do Pico Paraná - PR


Finalmente, tivemos certeza que chegávamos no pico verdadeiro. Era imponente e orgulhoso demais para não ser. Dito e feito, lá estava o livro de assinaturas, o marco geodésico e neblina para todos os lados. Apenas com a imaginação deu para ver o mar ao longe, a estrada correndo no planalto lá embaixo e os outros picos da cordilheira. Assinamos nossos nomes, demos uma volta lá em cima, curtimos a sensação de estar lá, sós e conquistadores e iniciamos o longo caminho de volta.

Vencendo um dos trechos de escada na rocha, no Pico Paraná - PR

Vencendo um dos trechos de escada na rocha, no Pico Paraná - PR


Voltamos para a barraca quase três horas depois de termos partido, caprichamos no café da manhã com o resto do queijo que um rato que invadiu nossa barraca com os dentes enquanto íamos ao pico deixou para nós, empacotamos tudo, "vestimos" nossas mochilas para desespero dos nossos corpos e seguimos para baixo. A minha mochila, apesar de não estar mais carregando o vinho e a garrafa de água, parecia ainda mais pesada. Talvez pelo tanto de roupa molhada que estava carregando para baixo.

Maravilhosa bromélia na trilha do Pico Paraná - PR

Maravilhosa bromélia na trilha do Pico Paraná - PR


Aí, devagarinho, viemos descendo. Com um pouco de trabalho, vencemos a pirambeira e as escadas nas paredes. Depois, a subida até ´acampamento 1. De lá para frente, muita paciência para atravessar a bela floresta e a trilha cheia de rios, pedras, raízes, orquídeas e magníficas bromélias. A floresta, com aquele tempo enevoado, parecia assombrada. Muito bonita mesmo!

Bosque 'assombrado' na trilha do Pico Paraná - PR

Bosque "assombrado" na trilha do Pico Paraná - PR


A jararaca que nos esperava no final da trilha do Pico Paraná - PR

A jararaca que nos esperava no final da trilha do Pico Paraná - PR


Já era mais de quatro da tarde quando chegamos no alto do Morro do Esquenta e avistamos a fazenda e a Fiona lá embaixo. Quarenta minutos mais tarde, demos um olé no último obstáculo para chegarmos ao fim da trilha: uma preguiçosa e curiosa jararaca não queria sair da trilha. Tiramos fotos, demos a volta nela e chegamos à Fiona, felizes e cansados. Tínhamos feito o Pico Paraná e, com certeza, todo o perrengue tinha valido à pena! Minha memória tinha me enganado: realmente a trilha é pesada. Mas vale cada gota de suor!

Na base do Pico Paraná, após fazermos a trilha - PR

Na base do Pico Paraná, após fazermos a trilha - PR


Para completar o dia, numa típica "rodrigada", vim dirigindo até Santos. Queríamos já acordar aqui, para aproveitar o fim de semana. Queremos mergulhar na laje e passear na região. Dessa vez, tenho certeza que São Pedro vai colaborar!

Chegamos em Santos perto da meia noite. Aqui, tivemos a super valiosa ajuda do Wagner, também conhecido como Lomba, Gonza ou Metralha, meu grande amigo santista da época da Unicamp, para encontrar um hotel. A cidade está lotada nesse fim de semana para algum evento. Ele achou um super bem localizado, no Gonzaga. Nossa primeira idéia era curtir a night no centro histórico. Mas, depois de achada uma cama sequinha e confortável, achamos por bem desmaiar e deixar a night para depois. Zzzzzzzzzzzzzzzz...

Brasil, Paraná, Pico Paraná, São Paulo, Santos,

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Na Reta Final

Argentina, Buenos Aires, Rosario

Chegando a Buenos Aires, capital da Argentina

Chegando a Buenos Aires, capital da Argentina


Pouco mais de um mês depois de deixarmos as terras brasileiras pela última vez, estamos chegando ao nosso objetivo tão sonhado. Não ao final da viagem, como o nome do post parece sugerir, mas à realização de um dos maiores sonhos que tínhamos quando iniciamos esses 1000dias por toda a América: nossa viagem à Antártida! Desde que entramos na região das Missões, já em território argentino, foram mais de 5 mil quilômetros, primeiro cruzando o país de leste à oeste, depois cruzando a região central do Chile de norte a sul, ainda com a chance de dar um pulinho na Ilha de Páscoa e, finalmente, cruzando a Argentina novamente, agora de oeste a leste. Tudo isso para chegarmos aqui, em Buenos Aires, a magnífica capital federal, de onde parte o nosso barco rumo aos mares do sul em apenas poucos dias.


[a]Nossa viagem de mais de um mês e 5 mil km através de Argentina, Chile e Argentina novamente, para chegarmos, enfim, a Buenos Aires

A última parte desse longo e intenso recorrido foi hoje, umas poucas horas na moderna autoestrada que liga os dois maiores centros econômicos do país, Rosário e Buenos Aires. Pela manhã, ainda tivemos tempo para curtir uma praia no belíssimo rio Paraná, o mesmo que recolhe as águas lá das minhas Minas Gerais e São Paulo e se junta ao rio Paraguay, com as águas do Pantanal que visitamos há tão pouco tempo. Aqui, todas juntas, o rio é enorme e mais argentino do que nunca! Almoçamos de frente ao rio e aceleramos para a capital, aonde chegamos junto com as últimas luzes. Entramos, emocionados, pela portentosa Avenida 9 de Julio, “la más ancha del mundo”, e viemos diretamente para Palermo, um dos nossos bairros preferidos nessa cidade que nos encanta.


[a]Última perna da viagem, hoje, entre Rosário e Buenos Aires, pouco menos de 300 km.

Buenos Aires é nossa última parada antes de embarcarmos para a Antártida. Aliás, zarpamos das docas aqui da cidade mesmo, no dia 3 de Novembro. Temos, então, mais quatro dias para explorar e rever essa cidade que aprendemos a admirar faz tempo, local de nossa primeira viagem internacional juntos, muito antes dos 1000dias, em 2007. Mas temos mais coisas para fazer por aqui, além de simplesmente passear. A principal delas é levar a Fiona para o local onde ficará guardada essas pouco mais de três semanas que estaremos em viagem pelo sul do planeta. Além disso, já na véspera do nosso embarque, vamos nos encontrar com o grupo que viajará conosco, nos instalar no hotel da expedição e participar da programação em terra, como o city tour e a noite de tango. Enfim, serão dias corridos até estramos rumo a alto mar.

Chegando a Buenos Aires, capital da Argentina

Chegando a Buenos Aires, capital da Argentina


Nós já sonhamos com essa viagem desde 2009, quando idealizamos nossa volta por todos os países e regiões das Américas. Mas só começamos a operacionalizar esse sonho há dois meses, quando decidimos em qual data viajaríamos, com qual empresa e qual o roteiro. O principal pré-requisito é que a viagem ao continente gelado incluísse passagens pelas Ilhas Malvinas e South Georgia, ilhas que compõe o nosso continente e que, portanto, teríamos de (e queríamos!!!) visitar. Outra questão era a data da viagem. Todas as viagens comerciais para a Antártida são no verão do hemisfério sul, entre Novembro e Fevereiro. Como devemos estar no Brasil impreterivelmente no início de Dezembro (somos padrinhos de um casamento) e ainda queremos conhecer por terra todo o sul da Argentina e Chile, a data que melhor se encaixou foi mesmo no início de Novembro. O detalhe é que o barco sai aqui de Buenos Aires, mas termina sua viagem em Ushuaia. Aí, teremos de voar de volta para cá, viajar mais uns dias pelo país para deixamos nossa Fiona outra vez por aqui, enquanto voamos para um bate-volta ao Brasil no início de Dezembro. Finalmente, e aí com mais calma, retornamos ao país para continuarmos nossas viagens terrestres pela Patagônia argentina e chilena.

Chegando à Avenida Nueve de Julio, em Buenos Aires, capital da Argentina

Chegando à Avenida Nueve de Julio, em Buenos Aires, capital da Argentina


Não há viagens realmente independentes à Antártida, a não ser que você tenha seu próprio barco e seja exímio navegador, tipo Amyr Klink, por exemplo. Como estamos longe disso, temos de nos render a uma “excursão”, ou expedição, como gostamos mais de pensar! Se a ideia fosse apenas a Antártida, poderíamos pensar em apenas voar para lá, desde Punta Arenas. Mas como queremos passar nas ilhas, tem de ser de barco mesmo. São bem poucas companhais que oferecem circuitos que incluam a passagem pelas ilhas e, dessa, tentamos escolher pelo melhor preço e menor barco. Infelizmente, não dá para fugir dos preços absurdamente altos, pelo menos para o nosso padrão. A única chance disso seria comprar passagens de última hora, em quartos coletivos. O problema dessa alternativa é que nunca se tem certeza que haverá vagas para nós. Além disso, teríamos de passar 3 semanas em quartos separados e sem chance de fazer caiaque, pois as passagens que incluem essa atividade se esgotam com meses de antecedência. Tudo medido e analisado, resolvemos tirar a mão do bolso e investir o nosso pobre dinheirinho que viemos economizando ao longo da viagem. Foi, de longe, o maior investimento que fizemos nesses 1000dias, mas temos certeza que valerá a pena cada centavo. Afinal, não é todo dia que se viaja para a Antártida!

Chegando à Avenida Nueve de Julio, em Buenos Aires, capital da Argentina

Chegando à Avenida Nueve de Julio, em Buenos Aires, capital da Argentina


Outra questão que tivemos de planejar com antecedência foi o que fazer com a Fiona. Poderíamos deixá-la em algum estacionamento da capital, claro. Mas, como acabei de falar, e ainda mais depois de todo esse investimento no barco para a Antártida, queríamos economizar onde fosse possível. Assim, nos últimos dias, lançamos um pedido de socorro nas redes sociais, para ver se alguém nos ajudava. E não demorou a aparecer! Mais uma prova de que viajantes se ajudam e que os argentinos são ótimas pessoas, logo vários deles se ofereceram para guardar a Fiona, em Buenos Aires e arredores. Dentre as várias ofertas, acabamos combinando com a Carola e o Marcelo, os “periodistas viajeros”, que já nos acompanham no Facebook há algum tempo. A Fiona ficará na casa da família da Carola, em Pilar, uns quarenta quilômetros ao norte da capital. Então, nesses dias por aqui, precisamos encontrá-los e combinar como vamos fazer para levar a Fiona até lá.

O roteiro do nosso barco, saindo de Buenos Aires, passando pelas Malvinas, Geórgia do Sul e Antártida e chegando em Ushuaia

O roteiro do nosso barco, saindo de Buenos Aires, passando pelas Malvinas, Geórgia do Sul e Antártida e chegando em Ushuaia


Enfim, estamos excitadíssimos com essa viagem que se avizinha, tão perto que já estamos vendo a fumaça da chaminé do navio e sentindo frio por antecipação por encontrar pinguins e leões-marinhos. Mas temos de relaxar e nos concentrar nesses próximos dias aqui nessa cidade maravilhosa, com tanto para ver, fazer e comer. Por falar nisso, e até para ajudar a gente a relaxar, hoje mesmo, depois de nos instalarmos num hotel bem joia em Palermo, saímos para jantar fora. Fomos comer aqui perto mesmo, na praça principal do bairro, num restaurante de comida japonesa-peruana. Estava espetacular, ainda mais muito bem acompanhada de vinho nacional. Foi apenas o início da nossa comemoração pelas aventuras que se aproximam!

Argentina, Buenos Aires, Rosario,

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Manaus e os Nossos Planos

Brasil, Amazonas, Manaus

Visitando o mercado de peixes em Manaus - AM

Visitando o mercado de peixes em Manaus - AM


Como vimos que só poderemos viajar para Santarém na segunda ou terça, decidimos adiar nossa ida à Nova Airão para amanhã e ficar mais um dia em Manaus. Assim, poderíamos aproveitar esse dia para procurar novas alternativas para viajar à Santarém, além de andar um pouco mais pela cidade.

O belo e restaurado prédio do Palacete Provincial, em Manaus - AM

O belo e restaurado prédio do Palacete Provincial, em Manaus - AM


De novo, resolvemos ir ao porto à procura de barcos. Desta vez por um novo caminho e para um outro porto. Em Manaus, tem vários. Neste caminho, passamos por outra das grandes atrações da cidade, o Palacete Provincial, um belo prédio que já foi sede da polícia e que está todo restaurando, abrigando vários museus e espaços culturais.

Passagens fluviais para toda a região amazônica, num dos muitos portos de Manaus - AM

Passagens fluviais para toda a região amazônica, num dos muitos portos de Manaus - AM


Barco, passageiros e redes prontos para zarpar de Manaus - AM

Barco, passageiros e redes prontos para zarpar de Manaus - AM


De lá, atravessamos toda a movimentada Zona Franca de Manaus, com suas centenas de pequenas lojas, e chegamos a um porto bem menos organizado e, até por isso, bem mais autêntico, que o porto oficial. Lá, de conversa em conversa, de barco em barco, encontramos uma alternativa bem mais barata para a Fiona. Sai apenas na terça, mas a economia de 700 reais muito mais do que compensa. Mas, certeza mesmo de um bom negócio, só vou ter quando este barco zarpar, conosco e com a Fiona à bordo, na terça. Até lá, sempre um pé atrás. Afinal, minha experiência com o horário de barcos amazônicos não é das melhores. Em 1990, em Iquitos, no Peru, embarcando para Tabatinga, já no Brasil, foram alguns dias de espera. No final, sempre sai, mas é um grande alívio ver o porto ficando para trás. Aqui em Manaus, me dizem, as coisas funcionam melhor com esses barcos grandes. Vamos ver...

O Mercado Municipal em reforma, em Manaus - AM

O Mercado Municipal em reforma, em Manaus - AM


Ainda antes de chegar no porto, passamos pelo imponente Mercado Municipal, em obras de restauração. Mas, logo ali do lado, há outro mercado, de peixes, que é um espetáculo. Não só de peixes, mas também de frutas, verduras e outras coisas. Mas a parte de peixes é a mais interessante. Passamos bem uma hora por ali, zanzando nos diversos corredores, conversando com as pessoas e fotografando. Delícia de passeio. Incrível a quantidade e variedade de peixes. Incrível também é o tamanho do mercado. Achei muito maior e mais sortido que os mercados de Belém, Fortaleza e de outras grandes cidades que estivemos. Uma coisa que sempre me impressiona é a quantidade de pequenas lojas e estandes, todos vendendo a mesma coisa. isso sim é concorrência! Não é à tôa que são nesses mercados que conseguimos os melhores preços. Fico sempre duvidando de que haja clientes para todas aquelas lojas. Mas o fato é que, se elas estão lá, é por que há clientes para sustentá-las...

O movimentado mercado de peixes em Manaus - AM

O movimentado mercado de peixes em Manaus - AM


O movimentado mercado de peixes em Manaus - AM

O movimentado mercado de peixes em Manaus - AM


A visão de toda aquela abundância de alimentos nos deu uma fome danada! Fomos para o hotel Taj Mahal, quase do lado do nosso hotel Brasil. Ali, no último andar, tem um restaurante numa torre giratória. Em menos de hora, damos a volta toda e temos lindas vistas de Manaus, especialmente do Teatro Amazonas, logo ali na frente. Um espetáculo, observá-lo de cima e, um pouco mais atrás, a grande ponte sobre o Rio Negro, que ainda não foi inaugurada. Isso sem falar do próprio rio, poderoso, a poucos quilômetros antes de se encontrar com o Solimões para formarem, juntos, o maior rio do mundo, o Amazonas.

Rio Negro visto do restaurante giratório Taj Mahal, em Manaus - AM

Rio Negro visto do restaurante giratório Taj Mahal, em Manaus - AM


Comemos um prato delicioso, feito com os dois peixes mais famosos da bacia amazônica, o Tucunaré e o Pirarucu. Excelente idéia do cozinheiro! Assim, num mesmo prato, podemos saborear os dois peixes, curtindo suas diferenças de gosto e textura. Tudo a um molho de frutas amazônicas. Hmmmmm...

Almoçando no restaurante giratório do Taj Mahal, com belíssima vista de Manaus - AM

Almoçando no restaurante giratório do Taj Mahal, com belíssima vista de Manaus - AM


Bom, e depois de muito conversar, temos os nossos planos para os próximos meses mais ou menos delimitados. O problema maior está na parte inicial, que depende também de terceiros, além de São Pedro. Vamos passar os próximos dois dias em Novo Airão (botos e Anavilhanas!!!); voltamos para Manaus para a ópera; embarcamos para Santarém na terça; Alter do Chão e o caribe brasileiro; transamazônica até o Maranhão (brrrr...); depois, na sequência, Chapada das Mesas, Jalapão, Palmas, Ilha do Bananal, Terra Ronca, Chapada dos Veadeiros, Pirenópolis e Goiás velho, Rio Verde, Brotas, visita às famílias em Ribeirão Preto e Curitiba. Por fim, rumo ao Paraguai para o início da nossa longa viagem pela américa espanhola. Parece bom, né?

Belo pôr-do-dol em Manaus - AM

Belo pôr-do-dol em Manaus - AM

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