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SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

Saiu o Visto, Viva!!!

Brasil, Paraná, Curitiba, Santa Catarina, São Joaquim

Igreja de São Joaquim - SC

Igreja de São Joaquim - SC


Preguiçosamente tomamos nosso café da manhã na cobertura do hotel em São Joaquim, de onde se tem uma ampla visão da cidade e dos arrededores. Céu azul, ar gelado, dia típico de inverno nessa cidade que atrai tanta gente atrás de neve. Para nós, só veio o gelo e ainda não foi dessa vez que vimos os famosos flocos num país dito tropical. Não faz mal, ainda temos uma vida pela frente para presenciar o belo fenômeno em terras brasileiras...

Botamos as coisas em dia na internet e partimos para a longa viagem até Curitiba. Optamos por seguir pela BR-116, pelo interio do país, para não repetir o mesmo caminho da vinda, na BR-101, estrada litorânea. Caminho mais curto, mas a pista é simples e deve-se sempre "negociar" com os caminhões, coisa que a Ana fez com maestria.

Dia de sol na região de São Joaquim - SC

Dia de sol na região de São Joaquim - SC


Ao longo da viagem, que corta belas paisagens e feias cidades, fui aproveitando os poucos pontos de cobertura de celular para tentar falar com o despachante em São Paulo que cuidou da entrega do meu passaporte e dossiê no consulado do Canadá. Durante toda a semana, esse era o fantasma que me assombrava, sabendo que a data fatídica se aproximava.

Como não poderia deixar de ser, o resultado só saiu no segundo tempo da prorrogação, isto é, nos últimos minutos da tarde de hoje. E o resultado... POSITIVO!!! Viva!!! Nada mais nos segura nessa viagem, hehehe! Rumo ao Alaska, agora.

Olha só quem nos esperava em Curitiba - PR!

Olha só quem nos esperava em Curitiba - PR!


Para isso, o primeiro passo foi chegar em Curitiba, depois de uma longa viagem em que tivemos até de mudar de estrada, andando 60 km à mais, devido a um acidente feio próximo à Mandirituba, que fechou a estrada. Mas, com paciência, chegamos! E, conforme a tradição, já seguimos diretamente para a casa dos cunhados, Dani e Dudu, e da linda sobrinha Luiza, que fez 1 ano ontem, mas cuja festa será celebrada amanhã. Juntos, com um delicioso vinho trazido lá de Bento Gonçalves, brindamos ao reencontro, à mais uma volta à Curitiba, à aniversariante Luiza (como passou rápido esse ano!!!) e, claro, ao visto canadense, o que dá início à mais uma etapa da nossa viagem.

Brasil, Paraná, Curitiba, Santa Catarina, São Joaquim,

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Devagarinho...

Brasil, Paraná, Curitiba

Visita ao Bosque do Alemão, em Curitiba

Visita ao Bosque do Alemão, em Curitiba


Hoje as coisas andaram mais devagar. Mas, como dizem os italianos, "piano piano se va lontano" (duvido que escrevi certo!).

Muita cama pela manhã (nada como uma caminha, nesse frio que faz em Curitiba!) e internet pela tarde. Inicialmente, havíamos planejado ir ao Pico Paraná, ponto mais alto do estado, para passar a noite por lá, acampados. Mas, além do frio, está chovendo. Como não somos masoquistas, adiamos o programa.

A Diana, que adoraria viajar com a gente

A Diana, que adoraria viajar com a gente


Não vestíamos casacos há meses. No Caribe, sempre que tinha a oportunidade, nem camisa usava. Aqui, ainda não conseguimos tirar a segunda camada de roupas. Está difícil se reacostumar. E o tempo paranaense não tem nos ajudado a ir para suas montanhas. Logo no primeiro dia de viagem, desistimos do Marumbi. Agora, o PP (Pico Paraná). Mas somos teimosos e faremos nova tentativa em breve! Água mole, pedra dura...

Visita ao Bosque do Alemão, em Curitiba

Visita ao Bosque do Alemão, em Curitiba


No final da tarde, finalmente, conseguimos sair da toca. Fomos ao Bosque do Alemão e à Unilivre, dois dos meus parques preferidos aqui de Curitiba. Estamos treinando a usar nossa nova e espetacular câmera. Em breve, vão começar a aparecer as fotos. Por falar nisso, a antiga já está no conserto e, aparentemente, há chances de recuperá-la. Dedos cruzados!

Depois, fomos ao shopping fazer compras numa livraria (guias de viagem), ótica (óculos reserva), lojas de telefonia (internet móvel) e restaurante, onde encontramos novamente o Aymoré. De Miami para Curitiba. Realmente, os aviões fazem a América pequena! E é por isso que estamos indo de carro! Para ela ficar bem grande, cheia de surpresas para nós. Devagarinho, devagarinho.

Dona Odila, avó da Ana

Dona Odila, avó da Ana

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Bariloche na Primavera e a Nova Passageira

Argentina, Bariloche

Portal para entrar na praça central de Bariloche, na Argentina

Portal para entrar na praça central de Bariloche, na Argentina


São Carlos de Bariloche, ou simplesmente Bariloche, é o sonho de consumo de dezenas de milhares de brasileiros. Aliás, não só o sonho, mas o destino de férias. A cidade com cerca de 125 mil habitantes aos pés da cordilheira dos Andes é a segunda cidade argentina mais visitada por brasileiros, atrás apenas da capital Buenos Aires. Quase todos eles atrás de frio, neve e a chance de esquiar. Nove em cada dez brasileiros visita a cidade durante o inverno e só a conhece branquinha de neve.

Bariloche, na Argentina, espremida entre as montanhass andinas e o lago Nahuel Huapi

Bariloche, na Argentina, espremida entre as montanhass andinas e o lago Nahuel Huapi


Final de tarde, a praça central de Bariloche está vazia (Patagônia Andina, na Argentina)

Final de tarde, a praça central de Bariloche está vazia (Patagônia Andina, na Argentina)


Por isso é possível dizer que a cidade que visitamos hoje é desconhecida de quase todos os brasileiros: Bariloche na primavera! As estações de esqui já estão fechadas faz tempo e as ruas turísticas do centro da cidade estão vazias, mas nem por isso Bariloche deixa de ser interessante. Muito pelo contrário, a região oferece um sem número de possibilidades para aqueles que gostam de botar o pé na trilha, remar (ou mesmo nadar!) em lagos tranquilos ou rios cheios de corredeiras, cavalgar por bosques e montanhas, dirigir por estradas belíssimas ou comer em bons restaurantes. E para quem gosta mesmo de neve ou gelo, sempre se pode fazer um trekking até o alto do Cerro Tronador, eternamente coberto de branco.

Pinheiro, árvore típica em Bariloche, na patagônia andina na Argentina

Pinheiro, árvore típica em Bariloche, na patagônia andina na Argentina


O estranho nome “Bariloche” vem do termo “vuriloche”, que na língua mapuche quer dizer “povo de trás da montanha”. Ou seja, só pelo nome já podemos ter uma boa noção da história da região! “Mapuches” eram indígenas que viviam no que hoje é o Chile, do outro lado dos Andes, e migraram para a região de Bariloche já em tempos coloniais. Aqui, desocuparam os antigos habitantes que se referiam a eles como “vuriloche”, pois tinham vindo do outro lado dos Andes. Daí para algum europeu ouvir a palavra vuriloche e entender “bariloche” foi um pulinho!

Dia ensolarado na praça central de Bariloche, na Argentina

Dia ensolarado na praça central de Bariloche, na Argentina


Torre do Relógio em Bariloche, na Argentina

Torre do Relógio em Bariloche, na Argentina


Falando em europeus, eles só começaram a se estabelecer na região no início do séc. XX. Algum tempo depois chegava a primeira estrada de terra e logo depois, os primeiros visitantes ilustres, como o ex-presidente americano e grande explorador Theodore Roosevelt. Quem também viveu por aqui durante alguns anos, ainda antes da chegada da estrada, foram os famosos bandidos americanos Butch Cassidy e Sundance Kid (Paul Newman e Robert Redford, respectivamente, no clássico do cinema dos anos 70), mas tiveram de fugir para a Bolívia quando a polícia apertou o cerco. Por fim, com o lugar atraindo tanta gente conhecida assim, o governo argentino resolveu investir no turismo e, na década de 30, cria o Parque Nacional Nahuel Huapi, nos arredores da cidade, e remodela o centro de Bariloche, construindo os prédios históricos que hoje são o cartão postal daqui, como o Centro Cívico, a catedral e o hotel Llao Llao.

Visita ao club Andino para conseguir mapas e informações sobre trilhas na região de Bariloche, na patagônia andina na Argentina

Visita ao club Andino para conseguir mapas e informações sobre trilhas na região de Bariloche, na patagônia andina na Argentina


Lago Nahuel Huapi, em frente a Bariloche, na Argentina

Lago Nahuel Huapi, em frente a Bariloche, na Argentina


Finalmente, foi a vez das atividades de esqui se desenvolverem e logo o turismo passou a ser a principal atividade econômica da região. A pequena e tranquila Bariloche, que em 1970 ainda tinha uma população de apenas 25 mil habitantes, hoje multiplicou isso por cinco, transformando-se na maior cidade argentina no lado andino. Tornou-se referência mundial como centro de esqui, atraindo turistas de todo o mundo, mas principalmente chilenos e brasileiros. Não é a toa que os próprios argentinos chamam a cidade de “Brasiloche”.

Belo prédio no Centro Civico de Bariloche, na Argentina

Belo prédio no Centro Civico de Bariloche, na Argentina


Bom, esse apelido realmente serve para a temporada de inverno, mas não agora. Quase não vimos brasileiros nas ruas da cidade e os poucos turistas eram, na sua maioria, nacionais. Melhor assim, pois desse modo conhecemos uma Bariloche argentina. Chegamos ontem de tarde e não foi difícil encontrarmos um hotel com bons preços. Com a Fiona devidamente guardada na garagem, fomos conhecer o centro a pé. A cidade pode ter crescido, mas o centro continua do mesmo tamanho e é facilmente conhecido com duas ou três caminhadas. Charmoso e compacto, destoa bem dos bairros da periferia onde vive a maioria da população local em condições muito mais duras. Bariloche é conhecida por viver sob forte tensão social, um grande abismo social entre ricos e pobres. Deu para perceber isso através da janela da Fiona enquanto entrávamos na cidade.

Final de tarde, caminhando na orla de Bariloche, na patagônia andina na Argentina

Final de tarde, caminhando na orla de Bariloche, na patagônia andina na Argentina


A bela região de Bariloche, na patagônia andina na Argentina

A bela região de Bariloche, na patagônia andina na Argentina


Enfim, fomos passear pela praça central, pelo Centro Cívico e pela orla. A cidade está na beira de um enorme lago alimentado por águas de degelo, o Nahuel Huapi, águas limpas e frias. Difícil imaginar que uma enorme onda varreu esse lago causando destruição e morte na cidade em 1960. Mas foi o que aconteceu, reflexo de um enorme terremoto no vizinho Chile. Mas ontem, e hoje também, suas águas estavam plácidas, ideais para refletir a luz do entardecer ou para um passeio de catamarã. Outra cena típica que vimos no Centro Cívico foram as fotos de turistas com os cães São Bernardo, algo que já virou tradição para quem visita a cidade. Para quem quiser uma atividade mais “séria”, uma boa pedida é visitar aí mesmo, em um dos prédios históricos, o excelente Museu dos Povos Patagônicos. História, arte, cultura, costumes, está tudo ali, um pouquinho de tudo.

Turistas posam para foto com cachorro São Bernardo na praça central de Bariloche, na Argentina

Turistas posam para foto com cachorro São Bernardo na praça central de Bariloche, na Argentina


Levando o São Bernardo para passear em Bariloche, na Argentina

Levando o São Bernardo para passear em Bariloche, na Argentina


Cervejaria Antares, em Bariloche, na Argentina

Cervejaria Antares, em Bariloche, na Argentina


Depois da cultura, a alma! Fomos a uma das cervejarias artesanais da cidade que estão se multiplicando por aqui. Uma delícia, como pode-se perceber pelas fotos. E foi lá que, enfim, encontramos nossa amiga Rowan, a escocesa que também viajou para a Antártida no Sea Spirit e que, desde então, veio por terra desde Ushuaia até aqui, com duas ou três paradas. Ela chegou a Bariloche já no escuro, deixou suas coisas na pousada e veio nos encontrar. Vai ser nossa companheira nos próximos dias enquanto exploramos as belezas dessa região magnífica. Companheira de trilhas, aventuras e copo, já deu para perceber lá na cervejaria, hehehe.

Hora de uma cerveja gelada em Bariloche, na Argentina

Hora de uma cerveja gelada em Bariloche, na Argentina


Deliciosa cerveja artesanal em Bariloche, na Argentina

Deliciosa cerveja artesanal em Bariloche, na Argentina


Um brinde ao reencontro com a Rowan, na Cervejaria Antares, em Bariloche, na Argentina

Um brinde ao reencontro com a Rowan, na Cervejaria Antares, em Bariloche, na Argentina


Depois da cervejaria ainda fomos jantar num delicioso restaurante. Mais tempo para conversar e nos conhecer melhor. No navio, a Rowan estava com seu namorado, um dos guias da expedição, e não tivemos muita chance de socializar. Por isso, foi meio estranho quando combinamos de viajar juntos por alguns dias aqui na Argentina. Mas bastou algumas horas de conversa para perceber que ela é mesmo da nossa turma e acho que vai ser bem legal a convivência.

Encontro com a Rowan, nossa companheira de viagem pelos próximos dias na região de Bariloche, na Argentina

Encontro com a Rowan, nossa companheira de viagem pelos próximos dias na região de Bariloche, na Argentina


Encontro com a Rowan, nossa companheira de viagem pelos próximos dias na região de Bariloche, na Argentina

Encontro com a Rowan, nossa companheira de viagem pelos próximos dias na região de Bariloche, na Argentina


Hoje cedo nos reunimos novamente para botar o pé na estrada. Antes, uma parada estratégica no Club Andino, organização que centraliza as informações sobre parques e trilhas na região de Bariloche. Com mapas na mão e muita conversa, montamos nosso roteiro para os próximos dias, uma verdadeira corrida para estarmos de volta à Bariloche no dia 4 de tarde para pegarmos nossos aviões, nós para o Brasil e ela para a Escócia, ambos via Buenos Aires. Planos feitos, não tínhamos mais um minuto a perder, pé na estrada!

Com a Rowan, no início da nossa viagem pela região de Bariloche (ao fundo!), na patagônia andina na Argentina

Com a Rowan, no início da nossa viagem pela região de Bariloche (ao fundo!), na patagônia andina na Argentina

Argentina, Bariloche, cidade, história, Patagônia

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Retorno à Pura Vida

Costa Rica, Arenal

Pássaro se alimenta de banana em terreno de hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica

Pássaro se alimenta de banana em terreno de hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica


No início de Dezembro de 2011 entramos na Costa Rica, vindos do Panamá e a caminho da América do Norte. Foram onze dias intensos pelo país, percorrendo praias, subindo montanhas, conhecendo a capital e nadando em rios azuis. A Costa Rica é, de longe, o país na América Central com a infraestrutura turística mais desenvolvida, o maior número de visitantes e a maior quantidade de atrações já exploradas. Nossos onze dias por aqui foram pouco, só nos dando uma ideia de tudo o que o país pode oferecer. Temos uma segunda chance agora, ver um pouco do que deixamos para trás há mais de dezesseis meses.


Atravessando novamente a Costa Rica, passando pela região de Arenal (B), pelo parque de Manuel Antonio (C) e pela Península de Osa (D)

Infelizmente, nosso tempo não é grande o suficiente para ver tudo o que queríamos e, uma vez mais, vamos ter de escolher entre alguns lugares. Mesmo descontando tudo o que já tínhamos visto da vez anterior, teremos de deixar algo para trás. Motivos para voltar algum dia, hehehe.

Em praia do lago Nicarágua, prontos para seguirmos à Costa Rica, a alemã Tanya na carona

Em praia do lago Nicarágua, prontos para seguirmos à Costa Rica, a alemã Tanya na carona


Nosso roteiro dessa vez começa com a laguna e o Parque Nacional de Arenal, onde está o vulcão mais ativo do país. Depois, vamos conhecer algumas das praias consideradas as mais belas da Costa Rica, no Parque Nacional Manuel Antonio, na costa do Pacífico. Por fim, vamos passar uns dias na famosa Península de Osa, um dos melhores lugares do continente para se observar a vida selvagem. Na vinda, quase passamos nela e a Ana até brigou comigo por não termos parado por lá. Desde então, virou um ponto obrigatório na nossa volta. Fazendo esse roteiro, vamos deixar de lado a costa caribenha do país. Devido à geografia do Costa Rica, para ir até lá depois da Península de Osa, só fazendo uma enorme volta, retornando até San Juan para pegar a estrada até o litoral do lado de lá. Infelizmente, não temos esse tempo. Por toda a América Central, a costa caribenha é de acesso bem mais complicado que a costa do Pacífico. Por razões históricas, aquela região se desenvolveu menos, longe dos centros políticos de seus respectivos países. As exceções são Belize (claro!) e Panamá, aonde vamos sim até o lado do Caribe, para conhecer Bocas del Toro.

Caravana de carros holandeses na fronteira Nicarágua - Costa Rica

Caravana de carros holandeses na fronteira Nicarágua - Costa Rica


Placa holandesa na fronteira Nicarágua - Costa Rica

Placa holandesa na fronteira Nicarágua - Costa Rica


Ontem, depois de deixarmos nossos amigos do Kiki Around the World em Rivas, embicamos para o sul, rumo à fronteira. Conosco estava a Tanee, uma alemã que mora em San Jose dando aulas na escola alemã da cidade. Ela tinha conhecido a Carol e o Alexis em Ometepe. Por coincidência, quem também os conheceu por lá foram duas outras professoras, uma alemã e outra espanhola, que trabalham na escola alemã de San Salvador, capital salvadorenha. Ficamos todos amigos no hotel de San Juan del Sur e a Tanee veio conosco de carona para a Costa Rica.

Casal holandes na fronteira Nicarágua - Costa Rica

Casal holandes na fronteira Nicarágua - Costa Rica


Uma das poucas lembranças chatas que tínhamos do país era a entrada complicada em sua fronteira, excessivamente burocrática. Pois, dessa vez foi a mesma coisa. Só que a chatice começou antes, para sair da Nicarágua. Chegamos ao posto de fronteira cinco minutos depois de uma verdadeira caravana de vans holandesas, que vem cruzando o continente de sul à norte. São diversos casais na melhor idade viajando da Argentina ao Alaska. Um por um, cada um deles teve de registrar seu carro com a única mulher responsável por isso. Só para escrever os complicados nomes holandeses já era um parto. Uma hora de espera para, finalmente, em 30 segundos, ela dar conta dos nossos papéis, que eram só de saída, ao contrário dos europeus, que estavam entrando no país.

Posto de fumigação na fornteira Nicarágua - Costa Rica

Posto de fumigação na fornteira Nicarágua - Costa Rica


A bela vista do nosso hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica

A bela vista do nosso hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica


Enfim, Lei de Murphy total! Depois, já do lado da Costa Rica, foi um tal de ir para lá e para cá atrás dos papéis e burocracias, seguro, alfândega, passaporte, fumigação, cópias de documentos, assinaturas e carimbos. Santa paciência! Quem achou melhor seguir em frente foi a Tanee, com medo de perder o ônibus e só chegar de madrugada na sua casa. Embarcou ali mesmo, na fronteira. Muito simpática, vamos ver se a gente ainda se vê. Ela está indo para Osa em dias parecidos com os nossos. Veremos...

Muitos tipos de pássaros nos jardins de hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica

Muitos tipos de pássaros nos jardins de hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica


Vencida a selva burocrática, todos nós (eu, a Ana e a Fiona) devidamente regularizados no país, seguimos em frente, rumo à laguna de Arenal. O primeiro trecho da viagem foi na estrada principal, a famosa pan-americana, e foi bem tranquilo. Depois, uma pequena estrada secundária até o lago. Pouco antes de chegar lá, ansiosos por assistir o entardecer em suas águas, eis que um acidente com um ônibus em uma ponte estreita fechou o trânsito nos dois sentidos. Outra vez, chegamos cinco minutos atrasados. O Murphy estava mesmo com a macaca! O acidente era bem simples, um amassadinho só, no ônibus e no táxi que teimaram em disputar uma ponte que só dá espaço para um veículo de cada vez. Aí ficaram, esperando a polícia técnica chegar. Eles e a interminável fila de carros dos dois lados da ponte.

Pássaro se alimenta de banana em terreno de hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica

Pássaro se alimenta de banana em terreno de hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica


Finalmente, a polícia chegou, mediu o que deveria medir e a ponte foi liberada. Mas aí, já estava escuro e nada de podermos ver lago, teoricamente tão bonito. A ideia original era chegarmos até a ponta sul dele, já bem perto do parque nacional e do famoso vulcão. Mas o cansaço, a irritação e o bom senso nos fizeram mudar de ideia e achamos um hotel ali na costa norte mesmo, de um alemão há muito radicado por aqui, mas que ainda fala melhor sua antiga língua do que a nova. Foi só o tempo de comermos deliciosas salsichas com batatas e desabarmos na cama.

A bela vista do nosso hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica

A bela vista do nosso hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica


Aí dormimos, aí acordamos. Agora sim, descansados e com a ajuda da luz do dia, pudemos admirar e nos encantar com a bela paisagem que nos rodeava. Com um delicioso e sadio café da manhã, pudemos ver o lago lá embaixo e todas as montanhas que o rodeiam. Muito verde e muita vida, principalmente de pássaros. O hotel do alemão é famoso na região por ser frequentado pelas mais variadas espécies aladas, coloridas e cantantes. Vêm eles atrás também do café da manhã, um enorme prato de frutas que lhes é servido religiosamente todas as manhãs. Para nós, foi um espetáculo. Agora sim, sentíamo-nos de volta à “pura vida”, o inteligente mote turístico que o governo costarriquenho criou para o seu país. É isso aí, no meio de todos aqueles pássaros coloridos e daquela natureza exuberante, é impossível negar: “Costa Rica, é pura vida!”.

Muitos tipos de pássaros nos jardins de hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica

Muitos tipos de pássaros nos jardins de hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica

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O Arco Delicado

Estados Unidos, Utah, Moab

Observando o mágico, quase inacreditável Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Observando o mágico, quase inacreditável Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Depois da nossa visita e verdadeira aula de história no Mesa Verde National Park, no sul do Colorado, jantamos em Cortez e pegamos estrada ontem mesmo, de volta à Utah. Continuamos assim nossas voltas por esses estados do sudoeste, um verdadeiro ziguezague para tentar ver tantas atrações espalhadas por essa região tão especial dos Estados Unidos. O objetivo agora era a cidade de Moab, principal base para se visitar os parques nacionais de Arches e Canyonlands, os dois em Utah. Depois disso, voltaremos ao Colorado, dessa vez para uma temporada mais longa por aí


Nossa rota entre o Arizona, Colorado e Utah

A viagem foi toda no escuro e, ao cruzar as montanhas mais altas, empurramos um pouquinho mais para baixo o nosso recorde de temperatura negativa nessa viagem: -18 graus Celsius! Já estamos negativos até em Fahrenheit, hehehe! Bom, isso foi do lado de fora, pois dentro da nossa Fiona, tínhamos confortáveis 21 graus positivos. De qualquer maneira, quando chegamos à Moab, já em altitude mais baixa, a temperatura era de “apenas” 8 graus negativos. Acostumados que estamos, quase já dava para usar manga curta.

A majestosa 'Park Avenue', no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A majestosa "Park Avenue", no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Moab praticamente não existia nos mapas até que, na década de 50, em plena Guerra Fria, a mineração de Urânio a tornou famosa. O ciclo do Urânio passou e foi substituído pelo turismo como principal força econômica da região. Afinal, logo aqui do lado estão inúmeros canyons, uma paisagem deslumbrante e dois dos parques nacionais mais belos do país. Foi justamente atrás deles que viemos e hoje, no meio da manhã, já estávamos dirigindo no Arches National Park.

Mirante da 'Park Avenue', no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Mirante da "Park Avenue", no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


O nome do parque, “Arcos”, vem do fato que aqui se encontra a maior concentração dessas atrativas formas geológicas no mundo. São mais de 2 mil arcos de rocha catalogados, desde aqueles de apenas um metro (o menor tamanho possível para que a formação possa mesmo ser chamada de arco) até o gigantesco Landscape Arch, com quase 100 metros de uma base à outra, o maior do planeta.

Curiosas formações rochosas no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Curiosas formações rochosas no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Uma enorme rocha parece equilibrar-se em um pedestal no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Uma enorme rocha parece equilibrar-se em um pedestal no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Não é fácil entender, e muito menos explicar, como esses arcos se formam. Resumidamente, a região já foi um solo marinho há mais de 300 milhões de anos. O mar se foi e a areia deixada foi coberta por cerca de dois quilômetros de sedimentos trazidos por rios, ventos, lagos e geleiras que andaram por aqui. Sob esse enorme peso, a areia virou arenito. Movimentos tectônicos e centenas de milhares de anos de erosão trouxeram novamente á superfície esse arenito, agora ele mesmo sentindo os efeitos da erosão. A água da chuva vagarosamente dissolve esse tipo de rocha. A água também penetra em pequenas fissuras, congela no inverno e, ao se expandir, quebra a rocha em pequenas migalhas que são arrancadas dali pelo vento. O material menos resistente se vai antes e, muitas vezes, é ele que está embaixo. Resta, encima, um material mais duro, que se equilibra sobre uma base ou pedestal. Dessa maneira, se formam torres de pedra por aqui e arcos de pedra por ali. E porque arcos e não formas mais retas? Bem... já há mais de dois mil anos que arquitetos romanos sabem muito bem que arcos são muito mais estáveis e resistentes para segurar peso sobre si que outras formas. Quer dizer, quando a erosão leva a formação de bases mais retas, elas simplesmente duram menos, desabam sob o peso da rocha acima. Já os arcos, esses duram seus milhares de anos, mas irão, um dia, desabar também. Enquanto isso não acontece, temos esse verdadeiro show da natureza que é o Arches National Park.

Estrada coberta de neve na chegada à 'Windows Section', um grupo de formações de arcos de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Estrada coberta de neve na chegada à "Windows Section", um grupo de formações de arcos de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A enorme North Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A enorme North Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Enfim, assim como arcos foram e continuam se formando, também outras formações geológicas como pináculos e torres de forma estranha estão presentes no parque. Um colírio para os olhos de qualquer geólogo ou turista que se aventure por ali. No caso, hoje, éramos nós! Uma estrada nos leva para perto de diversas formações ou à trilhas que nos levam ainda mais perto delas.

A bela formação da South Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A bela formação da South Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


North Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

North Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A gente passou primeiro pela grandiosa Park Avenue, nome dado a um vale cercado e repleto de torres de pedra. O frio e a vontade de chegar logo aos arcos nos convenceu de não fazer a trilha pelo vale e seguimos em frente, de Fiona mesmo, até umas formações em que enormes pedras parecem se equilibrar sobre minúsculos pedestais. Qualquer semelhança como Vila velha, no Paraná, não é mera coincidência!

Chegando ao majestoso Double Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos. Os turistas mal aparecem na belíssima paisagem

Chegando ao majestoso Double Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos. Os turistas mal aparecem na belíssima paisagem


Enfim, chegamos às principais estrelas do parque, os famosos arcos. Eles estão em vários setores do parque nacional e o primeiro que chegamos foi o Windows Section. Aí, em meio a muita neve e vários outros turistas, percorremos uma trilha que circunda vários arcos. São enormes e graciosos e é apenas quando há uma pessoa perto da abertura que temos a real dimensão de seu tamanho. Por mais que saibamos a teoria, é difícil imaginar como a natureza constrói tudo aquilo. Como está tudo ali, à frente dos nossos olhos, não dá para dizer que não acreditamos, mas ficaria bem mais fácil se a explicação fosse mais simples, algo como um trabalho de deuses ou antigos gigantes. Não é a toa que essa era a explicação dada pelos antigos nativos que frequentavam a região...

Momento de contemplação nos gigantescos Double Arch, uma das mais belas formações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Momento de contemplação nos gigantescos Double Arch, uma das mais belas formações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Momento de contemplação nos gigantescos Double Arch, uma das mais belas formações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Momento de contemplação nos gigantescos Double Arch, uma das mais belas formações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Sem dúvida nenhuma, a mais bela formação dessa área é o Double Arch. Na verdade, deveria ser chamado de “triplo”! As aberturas praticamente se interlaçam, um trabalho minucioso e intrigante da natureza, um verdadeiro templo de adoração. Aí ficamos um bom tempo, embasbacados, tentando entender e fotografar da melhor maneira aquilo que víamos. As fotos ficaram boas mas, sinceramente, é só mesmo estando lá para poder apreciar toda aquela beleza. Fantástico!

Muita neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Muita neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Céu azul e muita neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Céu azul e muita neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Por falar em “fantástico”, já estávamos no meio da tarde e ainda queríamos ver o principal cartão postal do parque, o famoso “Delicate Arch”. Para chegar lá, mais alguns quilômetros de estrada e quase quarenta minutos de trilhas, sobre gelo, neve e pedras. O esforço, diziam, era muito mais do que recompensado. Algo que, agora, podemos atestar de pés juntos!

Chegando pelo caminho errado no Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Chegando pelo caminho errado no Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Agora, no caminho certo para o delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Agora, no caminho certo para o delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


O Delicate Arch se formou no alto de uma colina, sobre um vasto vale, isolado de qualquer outra estrutura. Só não falo que é meio mágico porque, na verdade, é mágico inteiro mesmo!. Mais parece um portal que nos levará para algum outro mundo ou dimensão. Ele forma uma grande janela, uma moldura para o belíssimo vale lá embaixo, para as montanhas nevadas ao fundo e para o sol que se põe no horizonte. Aqui, ainda é mais difícil acreditar que foi tudo uma obra ao acaso da natureza e não algo meticulosamente arquitetado por alguém. Alguém com muito bom gosto, diga-se!

Delicate Arch, o mais famoso cartão postal do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Delicate Arch, o mais famoso cartão postal do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Procurando o melhor ângulo do Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Procurando o melhor ângulo do Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Nessa época do ano, por causa do frio e do gelo, são menos pessoas que chegam até lá. Mesmo assim, éramos algumas dezenas. Todos nós na “arquibancada”, máquinas fotográficas em punho, tentando aproveitar cada minuto do mágico entardecer. Tão sábia foi a natureza que, pelo menos nessa época do ano, com o gelo escorregadio, é possível chegar até perto, mas não até o arco em si. Ficamos a uma distância respeitosa (e segura!), o arco delicado protegido por um campo de força invisível. Muito legal mesmo!

1000dias no Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

1000dias no Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


O sol se põe na paisagem gelada ao longo da trilha para o Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

O sol se põe na paisagem gelada ao longo da trilha para o Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Cada minuto saboreado ao máximo e depois, a procissão do caminho de volta, enquanto ainda temos luzes e a temperatura não chega aos dez graus negativos. Com o devido cuidado de não se escorregar no gelo. Uma experiência e tanto para fechar com chave de ouro esse primeiro dia no parque. Mas amanhã tem mais. Afinal, ainda nem conseguimos chegar no tal Landscape Arch, aquele com quase 100 metros de tamanho. Com essas dimensões, não será difícil encontra-lo, imagino...

Céu colorido de fim de tarde atrás dos arcos de pedra do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Céu colorido de fim de tarde atrás dos arcos de pedra do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Utah, Moab, Arches National Park, Delicate Arch, Parque, trilha

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O Esporte da Moda

Brasil, Santa Catarina, Guarda do Embaú

A Ana fica cada vez mais craque no standup paddle, na Praia da Guarda, litoral sul de Santa Catarina

A Ana fica cada vez mais craque no standup paddle, na Praia da Guarda, litoral sul de Santa Catarina


De tempos em tempos surge um novo esporte ou prática esportiva que toma de assalto as fotos de revistas, imagens de TV, praias e ares do Brasil e do mundo. De repente, está todo mundo fazendo, tentando fazer ou falando disso. São esportes que nos deixam mais próximos da natureza, refletem saúde e felicidade.

A Ana pratica standup paddle no belíssimo visual da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina

A Ana pratica standup paddle no belíssimo visual da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina


Não sou desse tempo, mas acho que o primeiro grande exemplo disso foi o surf. Totalmente inexistente por aqui até o final da década de 60, ele já reinava absoluto em nossas praias a partir das minhas mais antigas lembranças, em meados da década seguinte.

Praia da Guarda, litoral sul de Santa Catarina

Praia da Guarda, litoral sul de Santa Catarina


Não demorou muito e veio a asa delta, acho que no início da década de 80. Depois, mas não necessariamente nessa ordem, veio o wind surf e as pranchas de bodyboard. As bicicletas de bicicross, o paragliding e o jet ski. O ultraleve, o bungee jump e o base jump.

A Ana pratica standup paddle na lagoa da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina

A Ana pratica standup paddle na lagoa da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina


A Ana pratica standup paddle na lagoa da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina

A Ana pratica standup paddle na lagoa da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina


Mais recentemente, foi a vez do kite surf. Em várias praias espalhadas pelas Américas que visitamos, era comum ver dezenas de pessoas deslizando rapidamente sobre a água, amarrados em suas asas e dando saltos acrobáticos, demonstrando perícia e coragem.

O Rodrigo se exercita no standup paddle na Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina

O Rodrigo se exercita no standup paddle na Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina


O Rodrigo se exercita no standup paddle na Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina

O Rodrigo se exercita no standup paddle na Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina


Quando vemos (ou víamos) esses novos esportes sendo praticados, a vontade era de fazer igual. Mas a maioria deles não é fácil e está muito além das habilidades e do bolso dos simples mortais. Ou requerem muito equilíbrio, ou muita coragem, ou bastante dinheiro. Ou uma combinação disso tudo. Seriam meses ou anos de treinamento para conseguirmos fazer igual ao que víamos na TV ou na foto da revista. Em resumo, na grande maioria dos casos, ficávamos só na vontade ou nas promessas...

A Ana recebe as últimas instruções para fazer standup paddle na na Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina

A Ana recebe as últimas instruções para fazer standup paddle na na Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina


A Ana pratica standup paddle no belíssimo visual da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina

A Ana pratica standup paddle no belíssimo visual da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina


Mas, eis que apareceu mais um esporte da moda. Quando iniciamos os nossos 1000dias, ele ainda era bem restrito, conhecido apenas pelos mais antenados. Mas o esporte foi crescendo, ficando mais e mais conhecido, virando moda. Estou falando do standup paddle, aquela pranchona de surf em que ficamos em pé sobre ela remando em algum lugar de águas um pouco mais tranquilas. Foi nítido para nós como esse esporte, em questão de poucos anos, se espalhou e se popularizou por todo o continente.

Standup paddle na Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina

Standup paddle na Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina


Além de nos levar para mais perto da natureza, como os outros esportes da longa lista acima também faziam, o standup paddle tem uma grande vantagem sobre todos eles: a acessibilidade. Acho que o único pré-requisito é não ter medo de água. Nem saber nadar é preciso, pois pode-se praticá-lo com um colete salva-vidas. Comprar uma prancha pode ser caro, carregá-la, muito complicado, mas a solução para essas duas questões é simplesmente alugá-la já no lugar onde se vai praticar o esporte. Um mínimo de equilíbrio, um pouco de força nos braços e pronto: todos podem fazer sem medo de ser feliz!

A Ana pratica standup paddle no belíssimo visual da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina

A Ana pratica standup paddle no belíssimo visual da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina


É claro que, por estar na moda, quem aluga as pranchas aproveita para enfiar a faca. O preço é por hora e, se fizermos as contas, em muitos casos sai bem mais caro alugar uma pranchona dessa do que alugar um carro. Mas, se tem quem paga, nem dá para botar a culpa em quem aluga. Só está aproveitando para fazer o seu pé de meia. Eu e a Ana, já fazia tempo que queríamos praticar. Só estávamos esperando a hora certa no lugar certo. Tudo parecia indicar que seria na lagoa do Meio, lá na Praia do Rosa. Mas ali, o preço era tão aviltante que nós resistimos. Agora, aqui na Guarda do Embaú, tínhamos uma nova chance.

O fantástico cenário da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina

O fantástico cenário da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina


Pois é, difícil imaginar um lugar mais perfeito para a prática desse esporte. Para iniciantes como nós, o melhor é fazer em águas mais calmas, sem ondas. Pois bem, é exatamente como é o rio da Madre, que separa a cidade da praia. Para aqueles que não sabem nadar, o rio dá pé na maioria dos lugares. E para quando nos sentirmos mais confiantes e querermos “mais emoção”, basta remar até a boca do rio, onde ele se encontra com o mar. Para quem é bom mesmo, não vai ser qualquer onde que vai te derrubar. Eu já vi muita gente remando de uma praia à outra, como se estivessem andando calmamente de bicicleta. A praia da Guarda tem espaço para todo mundo: dos iniciantes até aqueles que querem surfar com a pranchona.

O Rodrigo se exercita no standup paddle na Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina

O Rodrigo se exercita no standup paddle na Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina


Depois da queda, subindo novamente na prancha de standup paddle da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina

Depois da queda, subindo novamente na prancha de standup paddle da Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina


Aqui, depois de uma boa conversa e muita simpatia, a Ana conseguiu negociar um preço muito mais em conta. Tão bom que nós voltamos dois dias mais tarde para fazer de novo, agora com céu azul e muito sol. Um de cada vez, para podermos tirar fotos. Aos poucos, fomos acertando o equilíbrio e até nos arriscamos um pouco no mar também. Um tombo aqui, outro ali, mas não tem problema: da água não passamos!

A Ana fica cada vez mais craque no standup paddle, na Praia da Guarda, litoral sul de Santa Catarina

A Ana fica cada vez mais craque no standup paddle, na Praia da Guarda, litoral sul de Santa Catarina


Enfim, foi uma delícia, vontade de fazer mais e mais. Um pouco de prática evita tombos e dor nas costas. A remada passa a render muito mais e a sensação de integração com a natureza compensa o suor na testa. A pele fica queimada e os músculos, tonificados. Tudo de bom, mesmo. E que bom que fizemos aqui, na Praia da Guarda. Até adiamos nossa viagem para Florianópolis para o final do dia. A Ilha da Magia poderia esperar mais um pouco...

Standup paddle no paraíso chamado Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina

Standup paddle no paraíso chamado Guarda do Embaú, litoral sul de Santa Catarina


Para finalizar, só uma curiosidade. Muitos daqueles esportes que citei no início, e outros também, chegaram até nós pela primeira vez de uma forma meio inusitada para os dias de hoje. Para quem viveu e se lembra dos anos 80, como esquecer os antológicos comerciais do cigarro Hollywood? Eles misturavam, na mesma peça publicitária, gente bonita, mulheres gostosas, as melhores músicas da década e muita ação em esportes novos no meio da natureza. Tudo isso para vender aquele veneno. Associavam o cigarro à saúde e ao sucesso. Felizmente, isso não é mais permitido, mas o lado ruim da lei é que ficamos sem propagandas que marcavam época. Então, só para relembrar e sem fazer apologia ao cigarro (que eu detesto!), segue um vídeo com várias dessas propagandas e vários dos esportes da moda naqueles anos. Se essa publicidade ainda fossem permitida, certamente teria havido uma propaganda da Hollywood com o standup paddle há uns 4-5 anos atrás. Qual teria sido a música?

Brasil, Santa Catarina, Guarda do Embaú, Praia, Rio

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Minas de Novo

Brasil, Minas Gerais, Chapada Gaúcha

Dia de viagem, sem fotos! Atravessando belas estradas, no DF, GO e MG. Até chegarmos à Arinos, bem no noroeste de Minas. Aí, 95 km de estradas de terra até Chapada Gaúcha. Quem diria, um cantinho gaúcho aqui no norte de Minas...

Já acertamos nossa visita ao Parque Nacional Grande Sertão Veredas para amanhã. Estamos ansiosos. Quem vai nos levar é o José, funcionário do Ibama. E, para passar o tempo mais rápido, eu e a Ana estamos indo a um rodeio aqui na cidade. Seguido de um forrozão...

Brasil, Minas Gerais, Chapada Gaúcha,

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Pelo Sertão Afora

Brasil, Bahia, Mangue Seco, Sergipe, Pontal, Feira de Santana

Estrada cruzando o sertão da Bahia em direção à Chapada Diamantina

Estrada cruzando o sertão da Bahia em direção à Chapada Diamantina


Hoje deixamos Mangue Seco e o mar para trás. Depois de tanto tempo na costa, desde Vitória no Espírito Santo até a fronteira de Bahia e Sergipe, já era hora de voltarmos ao interior. Serão três semanas no sertão, até voltarmos para a costa em Recife, em tempo de voarmos para Fernando de Noronha, no dia 10 de dezembro.

Despedida de Mangue Seco (BA), na travessia para  Pontal (SE)

Despedida de Mangue Seco (BA), na travessia para Pontal (SE)


Logo cedo, o Givaldo foi nos buscar de barco. Que tristeza deixar Mangue Seco... Mas, é assim que tem sido em todos os lugares e já estamos acostumados. Durante a travessia para Sergipe o Givaldo foi dando uma aula de pescaria e de técnicas de navegação de barcos pesqueiros. Aula prática, pois tinha um pesqueiro à vela ali do lado, apostando corrida com a gente.

Barco à vela de pescador, durante a travessia Mangue Seco (BA) - Pontal (SE)

Barco à vela de pescador, durante a travessia Mangue Seco (BA) - Pontal (SE)


A Fiona nos esperava e logo deixamos Sergipe para trás. Vamos voltar com mais tempo depois de Noronha! Voltamos para a Bahia e seguimos rumo à Feira de Santana, o principal entroncamento rodoviário do estado. Parece que todas as estradas passam por lá. Pois é, até Feira a viagem foi tranquila mas depois, um trânsito infernal até a bifurcação da estrada, uns 60 km depois. A grande maioria dos caminhões seguem pela BR-116, em direção ao sul do país. E uns poucos felizardos seguem na Salvador-Brasília. Estrada muito boa e vazia. Uma reta só!

Mapa da nossa viagem entre Mangue Seco e Lençóis (BA)

Mapa da nossa viagem entre Mangue Seco e Lençóis (BA)


Não demorou muito e já estávamos em pleno sertão. Vegetação totalmente distinta daquela do litoral. Ao invés de coqueiros, cactus! Lá fora, longe do confortável ar condicionado da Fiona, 37 graus!!!

Vegetação de caatinga no interior da Bahia

Vegetação de caatinga no interior da Bahia


Primeira visão da Chapada Diamantina, em Lençóis - BA

Primeira visão da Chapada Diamantina, em Lençóis - BA


No fim de tarde, avistamos a Chapada Diamantina, com sua silhueta inconfundível Emocionante revê-la! Já estive aqui 3 vezes, a primeira há vinte anos, a última há dez anos. É um lugar especial, sem dúvida. Quando algum gringo me pergunta qual lugar deve conhecer no Brasil, a Chapada Diamamntina sempre, sempre, sempre está na minha lista. Seja de dez lugares, de cinco ou de três.

Visão de Lençóis - BA

Visão de Lençóis - BA


A gente se instalou na Pousada Casa da geléia e fomos passear e jantar nas simpáticas ruas de paralelepípedo de Lençóis, a mais famosa cidade da região. Cidade histórica, casario antigo, pousadas e restaurantes charmosos. Uma graça!

Casario antigo em Lençóis - BA

Casario antigo em Lençóis - BA


De noite, já na pousada, tivemos uma longa conversa com o Lúcio, grande conhecedor da região. Ele nos ajudou a montar um roteiro de dez dias por aqui. E não achem que é muito não! É pouco! Acho que seria preciso um mês para explorar tudo o que o parque e a região oferecem: cachoeiras, montanhas, cavernas, lagos subterrâneos, caminhadas e até um mini-pantanal. Além de várias cidades históricas e charmosas e muita comida boa. O lugar é o paraíso do turismo. Pelo menos, do turismo que eu gosto de fazer...

Roda de capoeira em Lençóis - BA

Roda de capoeira em Lençóis - BA


Então, é isso. Amanhã começamos nosso tour pela Chapada. Depois, teremos só mais dez dias para cruzar o sertão. Mas, como já disse, depois de Noronha, voltaremos à ele.

Tomando vinho em rua charmosa de Lençóis - BA

Tomando vinho em rua charmosa de Lençóis - BA

Brasil, Bahia, Mangue Seco, Sergipe, Pontal, Feira de Santana,

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No Fundo e no Raso

Ilhas Caiman, George Town

Prontos para mergulho técnico em West bay, no norte de Grand Cayman

Prontos para mergulho técnico em West bay, no norte de Grand Cayman


O pessoal da In Depth, agência especializada em mergulhos técnicos, foi nos buscar cedo na nossa Guest House, ao sul de George Town. Cruzamos a pequena cidade, hoje apenas três navios-cruzeiro estacionados no porto, e seguimos ao longo de toda 7 Mile Beach até chegar ao norte da ilha. É lá que estão os melhores pontos de mergulho e a famosa parede de corais, um verdadeiro penhasco que nasce em profundidades abissais e que, de tão funda, é medida em quilômetros ao invés de metros e quase chega à superfície do mar.

Prontos para mergulho técnico em West bay, no norte de Grand Cayman

Prontos para mergulho técnico em West bay, no norte de Grand Cayman


Entre as muitas possibilidades de mergulho profundo, acabamos escolhendo por um ponto conhecido como Turtle Reef. A razão é simples: é um ponto razoavelmente perto da costa e se pode nadar até lá. Com isso, economizamos o preço do barco, que ficaria muito caro apenas para nós dois mergulhando. E assim foi, eu e a Ana passando por todo o ritual de nos vestirmos com tanques duplos enquanto o Jeff, nosso guia, colocou o seu “rebreather”. Foi a primeira vez que mergulhei com alguém com esse equipamento, que usa muito menos ar e quase não faz bolhas. A vantagem é, além de não assustar os peixes com as bolhas barulhentas, poder ficar embaixo por muito mais tempo sem ter de trocar garrafas. Nos mergulhos profundos isso é muito importante já que para cada minuto lá embaixo, são necessários muitos e muitos minutos de descompressão em baixas profundidades. Quando estamos com um equipamento normal, então, nosso tempo de fundo é limitado pelo tempo que nossas garrafas nos dão para fazer a descompressão. Com o rebreather, podemos ficar muito mais tempo lá embaixo, já que ele nos dá algumas horas para poder fazer a descompressão.

Já na água, início de mergulho técnico em Turtle Reef, no norte de Grand Cayman

Já na água, início de mergulho técnico em Turtle Reef, no norte de Grand Cayman


Bem, a gente não tinha o rebreather, mas tínhamos tanques duplos. Juntos, nadamos uns duzentos metros pela superfície do mar carregando aquela pesada parafernália e descemos já encima da parede, direto para uma profundidade de quase 60 metros. Quem infelizmente não aguentou foi a nossa querida Intova. Acabou entrando água na caixa estanque a lá se foram as fotos e a máquina. Perdemos a chance de fotografar as profundezas e também as arraias de Stingray City que iríamos ver no mergulho seguinte...

Nadando em direção ao início do mergulho técnico em Turtle Reef, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman

Nadando em direção ao início do mergulho técnico em Turtle Reef, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman


Sem fotos, ficou tudo apenas na nossa memória mesmo. Isso porque estávamos mergulhando com uma mistura de gases diferente do que temos no ar comum. Se não fosse assim, abaixo dos 40 metros seríamos tomados pelos efeitos da narcose causada pelo nitrogênio sob pressão e, nesse estado, pouco ou nada lembraríamos. Mas substituímos parte do nitrogênio pelo hélio e assim tivemos um mergulho claro como o mar que nos rodeava. Observamos as esponjas gigantes presas à íngreme parede, tartarugas que se alimentam delas e o azul infinito para baixo de nós tampando um penhasco com mais de dois quilômetros de altura. Um lindo mergulho em que nos sentimos flutuando sobre um abismo, sensação mais verdadeira do que nunca. A paisagem é lunar, formas de vida tão estranhas e, ao mesmo tempo, tão próximas e distantes do nosso mundo. E as tartarugas nos olham com um certo desprezo, tanto trabalho e cuidado para chegar até lá enquanto, para elas, é só um passeio para conseguir uma saudável refeição. Neste ponto, é inegável que essa primitiva criatura é infinitamente mais evoluída do que nós...

O barco que vai nos levar à Stingray City, em Grand Cayman

O barco que vai nos levar à Stingray City, em Grand Cayman


Passamos nossos valiosos 15 minutos lá embaixo e iniciamos a longa e demorada subida. A descompressão foi feita numa pequena parede, agora na civilizada profundidade de 10-15 metros. Ao final de uma hora já estávamos os três, na superfície, relembrando os detalhes do mergulho. O nosso primeiro técnico em mais de um ano! Para ficar na memória! Almoçamos ali mesmo, vista para o mar e tendo uma verdadeira aula com o Jeff e o Nat, o dono da operadora, sobre mergulhos técnicos, grandes profundidades e como usar um rebreather. Será que algum dia faremos esse curso?

A famosa Stingray City, em Grand Cayman

A famosa Stingray City, em Grand Cayman


De pança cheia seguimos para o segundo mergulho do dia. Dessa vez, bem raso! Ao invés dos 55 metros, não passaríamos dos cinco! Essa é a profundidade do mais famoso mergulho em Grand Cayman, num local onde o nome já diz tudo: Stingray City ou “Cidade das Arraias”. Na costa norte da ilha há uma enorme baía com o nome de North Sound. Um banco de recifes separa essa baía do oceano, protegendo-a das ondas e transformando-a numa gigantesca piscina com mais de dez quilômetros quadrados. A comparação com uma piscina faz ainda mais sentido quando se vê a cor da água na baía, aquele azul de cegar os olhos.

Prontos para mergulhar em Stingray City, em Grand Cayman

Prontos para mergulhar em Stingray City, em Grand Cayman


Já há alguns séculos que pescadores que voltavam do dia ou noite de trabalho no oceano aproveitavam a água calma da baía, logo após cruzarem os recifes, pra pararem seus barcos e limparem os peixes que haviam pescado, jogando as sobras no mar. Com o tempo as arraias aprenderam que ali era um lugar de refeições fáceis e passaram a frequentar o lugar. Mais recentemente, foi a vez do setor de turismo descobrir ali um grande potencial e começaram a trazer turistas aos montes para ver e interagir com as arraias, cada vez mais acostumadas com a presença humana. Os turistas começaram, eles mesmos, a alimentar as arraias, seja fazendo snorkel, num local mais raso, seja mergulhando, num ponto onde a profundidade fica entre quatro e cinco metros. Estava criada a “Cidade das Arraias”!

A Ana segura uma arraia em Stingray City, em Grand Cayman

A Ana segura uma arraia em Stingray City, em Grand Cayman


Então, lá fomos nós atravessando o North Sound num potente barco da In Depth até a boca da baía, bem perto dos recifes. Aí, descemos novamente com o Jeff, um grande estoque de lulas num pote. Não demorou muito e já tínhamos três ou quatro arraias à nossa volta, ansiosas para ganhar sua refeição. O preço, para elas, é aguentar a gente ficar segurando em suas asas ou tocar em seu corpo. Tiram de letra, pois já estão acostumadas. Mas não nós e é uma verdadeira experiência interagir com esses animais tão graciosos. Dar comida em sua boca, que fica embaixo do corpo, com uma espécie de mamadeira e, ao mesmo tempo, sentir sua pele que tem uma consistência de cogumelo molhado, é algo único. Depois de meia hora com elas, já nos sentindo experts no assunto, vai ser difícil ver uma arraia “selvagem” no mar e não querer sair nadando atrás para segurá-la e brincar com ela...

Vida mansa em 7 Mile Beach, em Grand Cayman

Vida mansa em 7 Mile Beach, em Grand Cayman


Aqui sim a Intova fez mais falta do que nunca! No mergulho profundo, teríamos algumas fotos azuladas e só. Mas aqui em Stingray City, com certeza perdemos fotos incríveis das arraias e COM as arraias. Uma pena! Quando muito, o Nat conseguiu tirar uma foto da Ana de fora da água, do barco onde ele estava. Mas realmente, não estávamos no nosso dia de fotos... Bem na hora que ele tirou a primeira foto, acabou a memória do cartão. Sem comentários!

Caminhando na belíssima 7 Mile Beach, em Grand Cayman

Caminhando na belíssima 7 Mile Beach, em Grand Cayman


Depois desse mergulho, já de volta à terra firme e com o cartão de memória devidamente esvaziado, fomos passar o fim de tarde na belíssima praia de 7 Mile Beach. Caribe puro, com areias brancas e finas e mar azul piscina. Não é à toa que a praia é tão famosa. Até me animei para uma corridinha de alguns quilômetros, cenário absolutamente inspirador. Um pouco mais tarde chegaram o André e a Mercedes e aí assistimos juntos a um magnífico pôr-do-sol.

Com o André e a Mercedes em 7 Mile Beach, em Grand Cayman

Com o André e a Mercedes em 7 Mile Beach, em Grand Cayman


Dali esticamos para um restaurante árabe e ainda fomos ao ponto mais alto da ilha, uma torre de uns quatro andares de onde se pode observar o mar de um lado e a North Sound do outro. E, naquela hora, uma maravilhosa lua cheia nascendo! Nada mal para terminar nosso último dia nessa ilha já que amanhã partimos pra a irmã menor de Grand Cayman, a quase inabitada Little Cayman. Chega de navios-cruzeiro, vamos para uma ilha deserta!

Fim de tarde em 7 Mile Beach, em Grand Cayman

Fim de tarde em 7 Mile Beach, em Grand Cayman

Ilhas Caiman, George Town, 7 Mile Beach, Grand Cayman, Mergulho, Praia

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Chegando em Belém

Brasil, Pará, Algodoal, Belém

Viagem de barca entre Algodoal e Marudá - PA

Viagem de barca entre Algodoal e Marudá - PA


Pegamos hoje o barco das 10:30, deixando Algodoal para trás. Ficaremos com saudade da Pousada Marhesias cujo dono, o Bergo, também é pintor. Para quem gosta dessa arte, é uma boa pedida, pois além de admirar os quadros, vai poder praticar também. O Bergo disponibilza tintas, pincéis e a tela. E ainda dá umas aulinhas!

Pintura exposta na Pousada Marhesia, em Algodoal - PA

Pintura exposta na Pousada Marhesia, em Algodoal - PA


Quem ficou para trás também foi a Marjorie, que nos acompanhou até o porto. Ela, esperamos rever em breve... A balsa com cara de balsa da Iha do Mel nos deixou em Marudá, onde nos esperava a Fiona. Três horas mais tarde chegávamos à Belém.

Com o Bergo, da Pousada Marhesias, em Algodoal - PA

Com o Bergo, da Pousada Marhesias, em Algodoal - PA


Aqui, iniciamos uma corrida para conseguir fazer tudo o que programamos, desde os programas turísticos propriamente ditos até a preparação para a viagem ao Amapá e Guianas. Ainda estamos no processo de encontrar um barco para levar a Fiona para Macapá, do outro lado do rio. Também estamos nos esquematizando para passar uns dias em Marajó, fazer a revisão dos 30 mil km, lavar roupas, comprar dólares e euros, etc, etc, etc

Passeando e falando ao telefone na Estação das Docas, em Belém - PA

Passeando e falando ao telefone na Estação das Docas, em Belém - PA


Turismo mesmo, hoje, só de noite. Fomos passear e jantar na Estação das Docas. É um lugar incrível, uma revitalização dos antigos e abandonados armazéns do porto fluvial transformados num espaço para restaurantes, lojas e convívio social. Uma espécie de Puerto Madero de Belém.

Noite, na Estação das Docas, em Belém - PA

Noite, na Estação das Docas, em Belém - PA


Amanhã, de dia, no nosso caminho para o Mercado do Ver-o-Peso, passaremos novamente por lá, agora de dia, para novas fotos. Amanhã também, se tudo der certo, embarcamos a Fiona. Dedos cruzados!

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