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Marcelo Carneiro (23/04)
Rodrigo (21/04)
Olá querido sogro! Então,o meu anjo (a sua filha!) já me ajudou a desc...
lalau junqueira (21/04)
Turks e Caicos é o nome de um local ou de dois? O que quer dizer esse no...
mario sergio silveira (21/04)
Então querido genro, que problemão,né? O que fazer no paraíso!?! Mas ...
lalau junqueira (21/04)
Pois é, hoje antes de dormir (já é quase uma da manhã)aproveitei para...
Rua em Igatu, na Chapada Diamantina - BA
A pequena e pacata Igatu nem sempre foi tão pequena e pacata. No seu auge, tinha uma população quase vinte vezes maior do que a que tem hoje. Casas, quarteirões e mesmo bairros totalmente abandonados atestam a glória de outrora. E isso não foi há muito tempo não. Ainda na década de 50, a cidade tinha dois blocos de carnaval, o da cidade alta e o dos bairros de baixo. Hoje, pouco mais de 300 pessoas habitam a cidade.
Ruínas de antigas residências de garimpeiros em Igatu, na Chapada Diamantina - BA
É justamente essa "cidade fantasma" o que atrai os turistas hoje. As casas abandonadas são todas de pedra, construídas sem o auxílio de argamassa. Por isso, alguns chamam Igatu de "a Machu Pichu" brasileira. O exagero da comparação é evidente, mas nem por isso deixa de ser emocionante caminhar por entre as casas de pedra abandonadas e ficar imaginando aquelas vizinhanças quando estavam cheias de vida.
"Fantasmas" na cidade de pedra de Igatu, na Chapada Diamantina - BA
Nós chegamos ontem de noite e eu não resisti a um passeio noturno. Até tentei levar a Ana, mas ela não gosta muito de fantasmas, então fui só. Fazendo força e usando a imaginação, ao apagar a lanterna ainda conseguia ouvir as risadas das crianças que corriam por aquelas ruelas.
Pousada Pedras de Igatu, em Igatu, na Chapada Diamantina - BA
Assim que comecei a ouvir, achei por bem voltar à nossa bela pousada, a Pedras de Igatu, a mais próxima das ruínas. Depois da deliciosa noite de sono e café reforçado, a Ana se animou a descer comigo para as ruínas. Com a luz do sol, todo santo ajuda! Além das ruínas, é interessante visitar a "galeria", uma espécie de museu que mistura obras de arte modernas com peças históricas de Igatu.
Caminhando em Igatu, na Chapada Diamantina - BA
Foi uma rápida visita que serviu para abaixar um pouco do nosso ritmo frenético dos últimos dias. Ar puro das montanhas sempre faz bem. Principalmete aliado com conforto e bom gosto. Pena que não durou. Mas também não podemos reclamar do próximo objetivo: o Poço Azul!
Peça exposta em galeria em Igatu, na Chapada Diamantina - BA
Fim de tarde na tranquila Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe
Hoje era o dia de deixarmos Barbados para trás e iniciar nova etapa desse tour pelo leste do Caribe. Voamos pela manhã com a Liat, a principal companhia aérea da região, para Antígua. O próximo voo está marcado para o dia 6, de Antígua para a francesa Guadalupe. Nesse meio tempo, nossa ideia era visitar também as ilhas de Barbudas, a irmã menor de Antígua, e Montserrat, a nação que quase desapareceu sob um vulcão nos últimos vinte anos. É possível ir de barco para essas duas ilhas a partir de Antígua e era esse o nosso plano.
Chegando ao aeroporto de Antígua, no Caribe
Assim, chegamos ao aeroporto de Antígua, pegamos alguns mapas na oficina turística e seguimos de táxi para a capital, a cidade de St John’s. A cidade não é das mais atrativas e os turistas costumam seguir diretamente para algum dos resorts nas belas praias do país. Mas é da capital que saem os barcos para as ilhas vizinhas e nós precisávamos armar nosso roteiro para esses poucos dias até aqui. A gente se instalou num hotel bem no centrinho, perto dos piers onde chegam os cruzeiros durante a temporada e corremos para o porto, em busca de informações.
Mapa mostrando Antígua, Barbuda e Montserrat e suas posições relativas, no Caribe
Pois é, uma coisa é a teoria e a outra é a prática. Fora de temporada turística (estamos agora é no início da temporada dos furacões!), o movimento cai muito e, consequentemente, diminuem os barcos para Barbudas e para Montserrat. Essa última é nossa prioridade faz tempo, desde a primeira que que a sobrevoamos, há mais de um ano, e vimos seu vulcão ativo lá de cima, soltando fumaça. Além disso, a ilha tem fama de ótimo ponto para mergulhos, uma de nossas paixões.
Caminhando pela tranquila orla de St John's, a capital de Antígua, no Caribe
Enfim, para lá queremos ir de qualquer maneira. Tinha um ferry hoje de tarde e outro para amanhã de tarde. Depois, só daqui a 5 dias. Para voltar, se formos hoje, poderíamos voltar amanhã de manhã. E se formos amanhã, só poderíamos voltar na próxima quinta. As duas opções eram completamente inviáveis, já que precisamos de pelos menos 24 horas por lá e temos de estar de volta aqui até quarta. Restou o plano B: ir de ferry e voltar de avião.
Saída de escola em St John's, a capital de Antígua, no Caribe
Aí, começou outra corrida. Os aviões que fazem a linha são bem pequenos, para apenas 6 passageiros. Depois de muito trabalho em encontrar uma agência de viagens que trabalhasse com a SVG, a empresa que faz a linha, descobrimos que os voos estavam todos reservados. Com muito trabalho, conseguimos marcar e comprar passagens de volta para terça de noite. Assim, Montserrat estava garantida. Em compensação, a depopulada Barbudas dançou...
O simpático e irriquieto filho da agente de turismo na oficina do porto de St John's, a capital de Antígua, no Caribe
É... teríamos o resto do dia de hoje e amanhã até o final da tarde aqui em Antígua. Voltamos na terça, no final do dia e, já na quarta bem cedo, voamos para Guadalupe. Em Barbudas, vamos perder uma colônia de fragatas (que atrai os amantes de pássaros; nós preferimos os peixes) a alguma praias desertas, que também existem aqui em Antígua, até mais bonitas. Acho que, no final, não ficou tão ruim...
Em reforma, a bela Catedral Anglicana de St John's, a capital de Antígua, no Caribe
Então, sem perder mais tempo, alugamos um carro e partimos para a exploração da ilha. Antígua, como quase todas as ilhas do Caribe, foi descoberta e nomeada por Colombo, no final do século XV. E assim como as outras ilhas pequenas, não recebeu muita atenção dos ibéricos, que se concentraram nas maiores, depois de escravizar os índios das menores e levá-los para trabalhar em suas colônias. Deste modo, foi só na metade do séc XVII que a ilha foi ocupada pelos ingleses, a nova potência colonial.
Influência inglesa em St John's, a capital de Antígua, no Caribe
Depois do algodão e do tabaco, foi a cana que se estabeleceu, no regime de plantations. Como se sabe, com muita mão-de-obra negra vinda da África e que, hoje, é predominante na população local. Com exceção de uma breve ocupação francesa, os eternos inimigos dos ingleses, a ilha permaneceu britânica até a década de 60 do século passado, tornando-se então independente, mas ainda dentro do Commonwealth (a Rainha Elizabeth é a Chefe de Estado).
A bela praia de Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe
Nós seguimos para a praia de Blackwood Bay, na costa sudoeste da ilha. Das melhores praias, é a mais próxima da capital, que está na costa noroeste de Antígua. Como queríamos chegar logo para ainda aproveitar o mar, foi a escolha óbvia. E assim foi, não demorou muito e já estávamos deitados na areia, um delicioso mar de águas azuis à nossa frente. Caminhamos, nadamos, bebemos uma cerveja e desfrutamos desse paraíso caribenho enquanto o sol abaixava no horizonte.
Celebrando o sol e o mar na praia de Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe
Foi preciso muita força de vontade para deixar a praia e seguir para o próximo destino, English Harbour, na costa sul da ilha. Queríamos ver ruínas de um forte ali e também jantar, pois a região era muito recomendada gastronomicamente falando, pelo nosso guia. No caminho, ainda passamos pelo interior de Antígua, montanhoso e com diversas plantações de banana. Não demora muito para perceber que estamos numa ilha tropical!
Plantação de bananeiras próximo à Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe
English Harbour era a principal base de proteção da ilha, no período colonial. Chegamos bem em tempo de, com uma rápida caminhada, chegar até o alto da península onde estava o forte. Uma vista lindíssima do mar à nossa frente e da baía ao nosso lado, uma espécie de mini-fiorde, tomado por marinas e veleiros de gente bacana.
A histórica English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe
Ao pé do forte, hoje, há um hotel mais chique. Estava se preparando para a celebração do jubileu da rainha, o grande evento dos próximos dias em toda a comunidade britânica. Na pequena cidade aqui do lado, bons restaurantes e bares, cheio dos turistas que não tínhamos visto na capital St John’s. Não podemos culpá-los pelo bom gosto que têm!
A histórica English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe
Já na noite escura e muito bem alimentados, dirigimos de volta para o nosso hotel, lá em St John’s. Atravessamos o país! Tudo bem que só demorou 30 minutos, mas o fato é que atravessamos o país, hehehe. Estou craque na tal mão inglesa. Só falta parar de confundir o pisca-pisca com o limpador de para-brisa...
Visitando as ruínas do forte de English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe
Amanhã, temos o outro lado de Antígua para explorar. Dizem que as praias ainda são mais bonitas. Nosso limite é ter de estar de volta, no porto, até às quatro da tarde. De novo, atravessaremos o país, ida e volta. Ainda bem que é uma ilha pequena...
Fim do dia nas ruínas do antigo forte em English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe
Caminhando para as dunas de Galos, na região de Galinhos - RN
Galinhos é um daqueles lugares onde o tempo parece não passar. Ou melhor, passa sim, mas nada parece mudar. Ruas de areia, charretes vagarosas puxadas por burros, crianças brincam no rio, pessoas mais velhas conversam em frente às suas casas. O sol nasce e se põe, a maré enche e seca, um turista chega e o outro vai embora, as pessoas envelhecem. Vida simples...
Rua de areia em Galinhos - RN
O "progresso" chegou sob a forma de bugues. Não são muitos não. Um punhado. Logo que nos vêem, forasteiros, vem nos oferecer passeios. Mas deram azar. Inspirados pela calma da vila, resolvemos fazer tudo com nossos próprios pés, respeitando, admirando e aproveitando o sol, o vento e as marés. Ontem, caminhamos para oeste, até o farol. Hoje foi a vez de uma caminhada mais longa, para leste, até uma vila menor ainda, chamada Galos e para um belo campo de dunas na mesma direção, mas ainda mais longe, conhecido como Capim.
Caminhando de Galinhos à Galos, litoral do Rio Grande do Norte
Galos, Galinhos, todos esses nomes vem do peixe-galo, muito abundante nos mares daqui. E foi acompanhando este marzão pela praia, sol na cabeça e vento a nos refrescar que caminhamos os quase 5 qiolômetros até Galos. Caminhada gostosa, não fosse pela maré alta, já que nos atrasamos para partir. Mas, no espírito da tranquilidade e paciência do local, devagarzinho chegamos. Aí, primeiro um banho de mar para nos recompensar, depois um banho de rio para nos premiar e, finalmente, uma almoção para nos enfastear. Galos fica na mesma estreita e comprida península que Galinhos. De um lado, o mar, do outro um rio que, dependendo da maré, quase vira um braço de mar. Entre eles, uns 300 metros de areia, na forma de dunas, ruas ou restingas. Assim, é fácil transitar entre ambos.
Mergulhando do pier no rio, em Galos, região de Galinhos - RN
Depois da digestão, seguimos em frente, mais uns três quilômetros, até estarmos no meio de um magnífico campo de dunas. Ali, ficamos admirando o sol que se punha de um lado, a lua cheia que nascia do outro, o mar agitado verde-esmeralda de um lado, o rio tranquilo do outro e, no meio de tudo isso, o vento incessante a brincar de modelar e remodelar dezenas de dunas que se encaixam umas nas outras, se engolem aqui e ali, nascem, crescem e morrem. Enfim, um verdadeiro espetáculo da natureza, em seu estado bruto. Abençoados fomos de estar ali, naquele momento. Não exatamente pelo "momento", que ocorre uma vez por mês (por causa da lua! Pelo sol, seria todo dia!), há zilhões de anos, mas "por estar ali". Na essência, é isso que nos faz viajar, o "estar ali".
Observando as dunas de Galos, na região de Galinhos - RN
Bem, e ali ficamos, aproveitando cada segundo do cenário grandioso. Aí, já sob o forte luar e o frescor da noite, voltamos para Galos. Um banho no chuveiro do restaurante nos tirou as duas toneladas de areia que as dunas tinham colocado sobre nós, tentando nos transformar numa delas. Renovados, aproveitando a maré bem baixa, agradecemos a carona gentilmente oferecida por um bugueiro e voltamos caminhando pela praia, dessa vez com o vento a nos empurrar. Uma hora de caminhada, com direito a paradas para admirar o luar refletido no mar e já estávamos de volta à Galinhos.
No meio das dunas de Galos, na região de Galinhos - RN
Felizes de ter feito tucom com os pés, no tempo necessário para poder saborear cada momento que esse dia nos trouxe. Amém!
Pôr-do-sol nas dunas de Galos, região de Galinhos - RN
Final de trilha: Cachoeira do Alcantilado em Mauá - RJ
Hoje partimos o grupo todo para um programa em Mauá. As premissas eram que deveríamos caminhar um pouco (pero no mucho, por causa da Bebel), ver e nadar em alguma cachoeira e voltar a tempo para ver o jogo do Brasil.
Cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ
Após alguma pesquisa decidimos pelo Vale do Alcantilado. A região de Visconde de Mauá é formada por vários vales, todos com casinhas charmosas, restaurantes gostosos, cachoeiras e trilhas. Poderíamos passar aqui uma semana e fazer um passeio diferente por dia. E de noite, em Maringá, ficar experimentando as diversas opções de restaurantes para jantar: fondue, pizza, truta, picanha, comida mineira, enfim, comida para todos os gostos.
Haroldo em cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ
Buenas, entre vales como o das Flores, o do Pavão, Sto. Antônio, etc, acabamos ficando com o Alcantilado. Lá chegando, todos na Fiona, fomos fazer a trilha do vale que passa por nove cachoeiras. Hora e pouco para ir, hora e pouco para voltar, incluindo o tempo para um banho gelado.
Carregando a Bebel trilha acima no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ
Com algum trabalho de persuasão levamos a bebel até lá encima, na última cachoeira. Justamente a cachoeira do Alcantilado. Viemos todos curiosos sobre a origem do nome, mas ninguém sabia explicar. Vistas todas as cachoeiras, decidimos enfrentar a água fria na quarta, onde havia um poço mais convidativo. Desta vez, foi o Haroldo que não quis entrar. O Pedro, após um certo escândalo, entrou. Eu, Ana e Íris mantivemos a tradição de não deixar de batizar a cachoeira, por supuesto.
Íris experimentando a água em cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ
Pedro mergulhando em cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ
Após a trilha lanchamos pastéis e pinhão no restaurante abaixo da trilha. Lá, finalmente a explicação: "alcantilado" quer dizer "escarpado", e se refere a cachoeira mais alta que é bem mais escarpada mesmo.
Cachoeira do Alcantilado em Mauá - RJ
Depois, voltamos para torcer juntos pelo Brasil. Findo o jogo (Brasil 3x1 Costa do Marfim) o Haroldo se mandou para S. Paulo, Pedro e família para o Rio e eu e a Ana para a banheira de hidromassagem. Gostosa como sempre, mas parecendo meio vazia, com a ausência dos companheiros do fim de semana. Bom, tem sido sempre assim, vamos conhecendo ou encontrando pessoas para logo depois nos separarmos. Sempre na esperança de revê-los em breve.
Assistindo ao jogo Brasil x Costa do Marfim em Mauá - RJ
O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Um dos pontos altos dos nossos dias em Caye Caulker era o entardecer. Diariamente, ao lado do canal de mar que divide a ilha em duas metades, um espetáculo de cores no céu, 50 tons entre o amarelo e o vermelho, para contrabalançar os 50 tons entre o azul e o verde do mar. Imperdível!
Assistindo ao pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
É claro que não éramos os únicos por ali! Um empresário local tratou de abrir um bar com música alta bem naquele ponto estratégico, que acabou se tornando o ponto predileto das dezenas de turistas que estão continuamente na ilha, todos querendo aproveitar aqueles minutos mágicos, ao som de algum rock e ao sabor de uma cerveja gelada.
Até a garça para para admirar o entardecer em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Fim de tarde dourado em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Enquanto o sol desce preguiçosamente, podemos dar um mergulho no mar que mais parece um rio, forte que é a corrente, ora para um lado, ora para o outro, dependendo da maré. A mesma água que é de um verde transparente durante todo o dia, durante o pôr-do-sol, fica dourada também.
O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Quase da mesma cor do céu no horizonte, onde sempre há também algum barco querendo chegar ainda mais perto do astro-rei, seja levando turistas, seja algum pescador que, por alguns minutos, esquece do seu ofício e olha também para o céu.
Mais um magnífico pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Mais um magnífico pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Foi ali que conhecemos um simpático americano que veio pela primeira vez para cá ainda no século passado. Ele nos contou, e nos encheu de inveja, sobre como era a Caye Caulker dos anos 90, sem carrinhos de golfe, com apenas dois pequenos hotéis e com uma única quitanda onde todos se encontravam. Ele gostou tanto daqui que acabou comprando um terreno e construindo uma casa. Uma vez por ano, vem passar umas poucas semanas por aqui, dias que ele aguarda chegar ansiosamente, lá no seu escritório movimentado na cidade grande.
O sol toca o mar no final de tarde em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
O mar fica dourado durante o pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Muita coisa mudou desde então, mas não a beleza do mar e nem dos fantásticos entardeceres quando, desde sempre, todos param para alguns minutos de admiração e contemplação. A gente entrou nesse ritmo também aproveitando, a cada dia, por cada minuto, esse espetáculo cósmico. Viva o pôr-do-sol!
Rindo a toa durante o belo entardecer em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Caminhando no Parque General San Martín, em Mendoza, na Argentina
Mendoza está situada em um deserto. Os Andes barram toda a umidade que vem do Pacífico e quase não chega chuva por aqui. Ao mesmo tempo, é a cidade mais arborizada da Argentina, com mais de 100 mil árvores delineando suas amplas alamedas e praças. Como é que pode?
Muitas alamedas arborizadas em Mendoza, na Argentina
A solução para lidar com o clima seco foi dada pelos índios que habitavam a região, muito antes da chegada dos colonizadores espanhóis. Os Huarpes imaginaram e implantaram um sistema de irrigação de toda a área, utilizando-se da água dos rios formados pelo degelo nos Andes, através de canais e trincheiras abertas que continuam funcionando ainda hoje. São as chamadas “acequias” e ao seu lado, paralelas, estão as ruas e avenidas da cidade. O que aos olhos destreinados dos turistas pode parecer apenas valas que dividem as calçadas das ruas, são na verdade as veias e artérias da cidade, de onde bebem água as árvores que fornecem sombra e frescor para os mais de um milhão de habitantes da Grande Mendoza.
Canaletas de irrigação em Mendoza, na Argentina
Horário oficial da irrigação nesta área da cidade, em Mendoza, na Argentina
Em um inteligente e planejado sistema de rotatividade, a água é desviada para cada uma dessas acequias conforme um calendário pré-estabelecido. Assim, é muito mais comum vê-las secas do que cheias de água, mas as árvores verdes não deixam dúvidas que água corre sim por ali. Quem se aproveita também desse sistema são as dezenas de vinícolas, usando a mesma água para irrigar suas plantações. Como já bem sabemos, um fator fundamental para se obter parreiras e uvas de boa qualidade é a água, na quantidade e tempo exatos durante o crescimento da planta. Nada de chuvas imprevistas! Uma irrigação planejada é o ideal. Por isso o clima seco de uma irrigada Mendoza é o paraíso para esse tipo de cultura!
Uma das muitas praças de Mendoza, na Argentina
A cidade foi fundada em 1561 e sempre foi uma das principais do país na era colonial e no primeiro século de independência, quando disputava influência e riquezas mesmo com a capital Buenos Aires. Aqui foi organizado e daqui partiu o exército que San Martín liderou através dos Andes para liberar o Chile e o Peru do domínio espanhol. Enfim, eram tempos gloriosos para Mendoza.
Parque General San Martín, em Mendoza, na Argentina
Mas uma grande tragédia se abateu sobre a cidade bem no ano em que completava 300 anos de idade. Um terremoto avassalador botou todas as construções abaixo e matou milhares de pessoas. Com tempo e paciência, a cidade soube se erguer novamente, mas aprendeu a lição. Toda a sua arquitetura foi repensada para poder resistir a um novo terremoto. Nada mais de construções altas. Ruas e avenidas, agora, seriam mais largas. Uma rede de praças e espaços foi criada. Hoje, Mendoza é a cidade argentina com as calçadas mais amplas do país. Por isso, é tão agradável caminhar em suas ruas: muito verde, sombra e espaço para os pedestres.
Muitas flores no Parque General San Martín, em Mendoza, na Argentina
Foi nessa deliciosa cidade que caminhamos na manhã de hoje. Primeiro, em busca de câmbio, uma atividade rotineira para turistas na Argentina de hoje. O câmbio oficial, aquele que conseguimos nos bancos, lojas e restaurantes, quando usamos nossos cartões, está muito mais baixo que o câmbio negro, ou “blue”, como eles chamam por aqui. Resultado de uma política econômica desastrosa do governo, mas que para nós, turistas, tornam o país muito mais barato. Desde que troquemos nossos dólares na taxa blue, claro! E não devemos trocar muito de cada vez. Primeiro, pela segurança! Mas principalmente porque, amanhã ou depois, é bem capaz de conseguirmos uma taxa melhor, já que o dólar continua subindo. Na prática, esses dois câmbios podem significar que um mesmo hotel nos custe 100 ou 60 reais, um mesmo vinho nos custe 50 ou 30 reais e por aí vai. Enfim, nas grandes cidades, nunca é difícil encontrar um “arbolito”, como se chamam os cambistas que atuam nas ruas mais movimentadas. Um pouco de cuidado para não pegar notas falsas e pronto: o país ficou, de repente, 40% mais barato!
Sorvete para aguentar o calor em Mendoza, na Argentina
Salada de frutas refrescante no Parque General San Martín, em Mendoza, na Argentina
Com dinheiro no bolso, fomos caminhar nas ruas sombreadas, praças e no principal parque de Mendoza, o General San Martín. Para combater o calor, além da sombra das árvores, um sorvete das inúmeras sorveterias ajuda bastante. E também uma refrescante salada de frutas nos jardins do parque.
Visita à vinícola La Rural, em Mendoza, na Argentina
Depois, hora de seguirmos viagem. Não sem antes mais uma parada em uma das vinícolas ao redor de Mendoza. Já que estamos aqui, temos de aproveitar! Dessa vez, foi em uma das mais famosas, a La Rural. Como eu estava dirigindo, tive de me conter e dar só uns golinhos. Quem curtiu foi a Ana, sempre aproveitando para aprender mais sobre essa bebida que tanto admiramos. Até compramos uma garrafa para levar aos nossos amigos que visitaríamos na nossa próxima cidade: San Juan.
Wine tasting na vinícola La Rural, em Mendoza, na Argentina
Wine tasting na vinícola La Rural, em Mendoza, na Argentina
Pois é, hoje começamos nossa longa jornada para cruzar o país de oeste a leste, rumo a Buenos Aires. Queremos chegar lá com tempo para aproveitar a cidade e pegar nosso barco rumo à Antártida, no dia 3 de Novembro, daqui a duas semanas. Contagem regressiva para um dos nossos maiores sonhos desde que saímos de Curitiba, há mais de três anos. As passagens estão compradas, ainda vou falar muito disso daqui para frente, e perder essa viagem não é uma opção!
O charmoso museu da vinícola La Rural, em Mendoza, na Argentina
Ou seja, tudo planejado para os próximos dias. Temos muitos amigos para visitar nesse caminho, como em San Juan, Córdoba e Villa Nova. Amigos que conhecemos na estrada e que agora, nos aguardam ansiosamente em suas casas. Além disso, queremos passar por parques e montanhas, cidades históricas e metrópoles. Uma programação apertada e intensa que começa com San Juan, onde dormimos hoje. Assunto para o próximo capítulo!
Praia de Calhetas, em Ipojuca - PE
Hoje deixamos Olinda e fomos conhecer alguns dos pontos mais badalados do litoral sul pernambucano. Esmos indo em direção aos estados de Alagoas e Segipe já que, no nosso caminho para o norte, quando chegamos à Mangue Seco, última praia da Bahia, viramos em direção à Chapada Diamantina e ao sertão, e não passamos por esses dois estados. Agora, aproveitando os últimos momentos de tranquilidade no litoral antes do verão que se aproxima, vamos conhecer os dois menores estados do Nordeste, suas praias e cidades históricas. Depois, mais um pequeno tour pelo interior rumo ao norte, até chegarmos ao litoral da Paraíba. Ziguezagueando assim, vamos conhecendo esse Brasilzão...
Antes de sair de Olinda, ainda tive tempo de levar a Fiona para balancear e alinhar os pneus. Estava passando da hora. É estranho andar pela Olinda moderna, no caminho para a Pneuac, que nos atendeu muito bem. Pois é, além daquela Olinda que vemos na TV, com suas ladeiras de paralelepípedo, prédios históricos e muito frevo, também tem a Olinda "normal", com orla onde se faz cooper, ruas planas cheias de comércio, enfim, uma cidade como as outras.
Praia de Calhetas, em Ipojuca - PE. Ao fundo, é possível ver Boa Viagem - Recife
Nossa primeira parada na viagem para o sul foi a praia de Calhetas. Uma pequena enseada de onde, ao longe, ainda é possível avistar os prédios de Boa Viagem. Com o mar calmo, é muito boa para fazer snorkel. Não foi o caso hoje, com mar mais agitado. Mas estava muito gostosa de nadar, nosso primeiro banho de mar no continente em muito tempo! Dei uma boa volta nadando pela baía, sempre com uma pulga atrás da orelha, observando Recife ao longe. Será que os tubarões de Boa Viagem nunca dão um pulinho por aqui? Nunca houve nenhum caso mas, sendo tão perto, porque será?
Dupla de repentistas na praia de Calhetas, em Ipojuca - PE
Há 17 anos estive aqui com minha turma de faculdade. Tínhamos vindo para um congresso da SBPC em Recife. Não pelas palestras, mas pela viagem de graça, claro! Aproveitamos para conhecer Calhetas. Estudantes pobres, viemos de trem e de carona (num caminhão de pedras! Não recomendo a ninguém andar sentado sobre pedras numa estrada de terra!). Junto com um amigo (e agora padrinho), o Kina, também nadador, nadamos de Calhetas até a vizinha Gaibu, contornando o costão. Já naquela época, lembro de pensar nos tubarões. Hoje, sozinho, resolvi ficar dentro da baía mesmo. Primeiro dentro d'água e depois na areia, com direito à apresentação de uma dupla de repentistas que encheram a Ana de elogios rimados, ao justo custo de um pagamento, por supuesto.
Rua peatonal em Porto de Galinhas - PE
De Calhetas para Porto de Galinhas. Fomos por um atalho, estrada de terra cortando fazendas de canaviais. Mesma paisagem do interior de São Paulo, serpenteando por entre a cana de açúcar, período de queimadas e colheita. A única diferença é que o mar está ali pertinho. Mas tive aquela sensação meio estranha de, ao fechar os olhos, me imaginar em Ribeirão Preto, dois mil quilômetros para o sul.
Jangadeiros de folga na maré alta em Porto de Galinhas - PE
Chegamos em Porto com a maré cheia o que, evidentemente, esconde boa parte do seu charme. Passeamos por suas ruas peatonais, cheias de lojas, pousadas e restaurantes. Na temporada é um movimento infernal. Hoje estava bem tranquilo. No mar e na praia, jangadeiros e jangadas esperavam pela próxima maré baixa para levar os turistas para os bancos de corais, ali pertinho, e as piscinas naturais repletas de peixes. Hoje, a cidade vive do turismo. Bem melhor que há alguns séculos, quando era um porto importante para receber escravos. Muitos deles vindos de uma região no interior da África, onde eram chamados de galinhas. Daí o nome da cidade. A luz do fim de tarde na praia estava linda e a Ana não resistiu e deu um mergulho. E nós seguimos viagem rumo ao sul, à muito mais tranquila e menos urbanizada Praia de Carneiros.
Fim de tarde em Porto de Galinhas - PE
Foi aqui que chegamos, depois de atravessar Tamandaré, já no escuro. Lua cheia, praia claríssima, um colírio para os olhos. Tão claro que eu jurava ser possível ver o verde do mar. Mas só vamos poder conferir amanhã cedo.
Porto de Galinhas - PE
Formações rochosas no arenito de Vila Velha - Paraná
O tempo mudou hoje! Ainda está frio, mas o céu azul muda a cara de tudo. Continuamos andando com nossos afazeres pré-viagem por aqui, mas conseguimos tirar algumas horas para ir conhecer o Parque de Vila Velha, uma das principais atrações turísticas do Paraná. Fica no município de Ponta Grossa, a cerca de uma hora de carro daqui, em direção ao interior.
Placa explicativa do Parque de Vila Velha,no Paraná
Eu, tão viajador, já morando no Paraná há mais de sete anos, ainda não conhecia. Uma vergonha! A Ana já havia estado lá algumas vezes, mas já há bastante tempo. Quando eu cheguei no Paraná, em 2002, nos primeiros seis meses, viajava quase todos os finais de semana, para conhecer as praias, parques, cachoeiras e cidades históricas aqui perto. Mas este parque, naquela época, estava fechado. E assim ficou por dois anos. Quando reabriu, estava cheio de regras para visitação. Isso me deixou meio irritado e fui sempre adiando uma ida para lá.
Formações rochosas no arenito de Vila Velha - Paraná
Finalmente, hoje foi esse dia. O parque está muito bem estruturado. Aventura, absolutamente nenhuma. Mas não se pode reclamar dos visuais. Incríveis. É só dar 400 milhões de anos para a natureza e, com certeza, ela vai nos presentear com algo. Nesse caso, enormes torres de arenito, com formas variadas, fruto do trabalho de geleiras (pois é, geleiras por aqui!), água e muito vento. As torres formam labirintos, mas não se pode mais caminhar entre elas. Há uma trilha demarcada, de cimento, que devemos percorrer, sempre acompanhados de um monitor. É o preço que se paga pelo vandalismo anterior à reforma do parque quando, em poucos anos, as pessoas estavam destruindo o que a natureza havia feito com aquela paciência toda. As torres tinham sobrevivido aos dinossauros, mas não sobreviveriam a nós. Que beleza...
Garrafa de Coca-Cola, em Vila Velha - Paraná
O caminho de cimento nos leva à várias das formações. Além da mais famosa de todas, a "Taça", fiquei muito impressionado com outra, a "Garrafa de Coca-Cola". Incrível, a semelhança. Difícil acreditar que é natural. Bom, tirando as pichações que sobraram dos tempos dos vândalos e o tal caminho de cimento, tudo é natural sim. Algumas coisas com 400 milhões de anos (as torres) e outras com 10 anos (o mato nativo que cresceu novamente onde antes se caminhava). A Ana, que conheceu o parque quando havia mais liberdade de deslocamento, ficou meio decepcionada. Mas entende a necessidade de se controlar o acesso dos vândalos.
A Taça, símbolo do Parque de Vila Velha, no Paraná
Além das "torres", o parque também tem as "furnas". São fenômenos geológicos em que a água se infiltra pelo solo, cria grandes cavernas, o piso fica oco e acaba desabando sobre essa cavernas. Assim, são enormes buracos no solo, parcialmente preenchidos pela água. A mais bonita delas, Furnas I, tem mais de 100 metros de profundidade, 50 deles inundados, formando um lago de águas escuras lindo de se ver, lá de cima. O buraco, em formato circular, paredes quase verticais, deve ter uma diâmetro de uns 60 metros. Nadar, nem pensar, infelizmente. Primeiro, porque é proibido. Segundo, porque não há como chegar lá embaixo, exceto pulando. O elevador que lá existe está fechado há 10 anos. Por fim, a água é gelada. A monitora disse que estava a 8 graus. Fiquei meio desconfiado. Talvez não fosse assim, tão gelada, mas que é bem fria, isso dá para sentir lá de cima.
Visão da Furna I, em Vila Velha - Paraná
A vantagem que tivemos indo lá hoje, plena quinta-feira, dia de trabalho para pessoas normais, é que só havíamos nós. Nos dias mais cheios, chega a dar mil pessoas. Soma-se a isso o caminho de cimento e certamente eu estaria bem decepcionado. Mas, sendo a visita VIP, foi ótimo. Primeiro, poder esticar as pernas, sair da cidade e chegar perto da natureza novamente. E depois, estar num lugar tão distinto como Vila Velha. Valeu!
Lagoa Dourada, em Vila Velha - Paraná
Vestida com seu casaco de pele para enfrentar o frio em São José dos Ausentes - RS
A massa de ar polar chegou ao mesmo tempo em que a umidade se mandou. Com isso, a temperatura despencou, as nuvens sumiram, o céu ficou azul, a paisagem apareceu, mas a neve, ficou só na saudade. E assim promete ser o resto da semana: muito frio e muito sol. O negócio agora é aproveitar a belíssimo visual da região, se divertir com as geadas durante a manhã e esperar mais um pouco para pegar muita neve na Bolívia, Argentina e Chile.
Dia de sol e muito frio na região de São José dos Ausentes - RS
Acordamos já sentindo o ar gelado ao lado do rosto, enquanto o resto do corpo se dobrava sobre os cobertores. A temperatura fora do quarto era de dois graus. Café da manhã ao lado da lareira, caminhada nos gramados ao redor do hotel e trabalho sob os cobertores completaram a nossa manhã e nos deixaram prontos para o almoço no nosso spa de engorda.
Floresta de araucárias em São José dos Ausentes - RS
Depois, as despedidas dos nossos amigos gaúchos, em especial o Seu Domingos, proprietário do hotel que nos acolheu tão bem nesses quase três dias. Resolvemos viajar para Cambará do Sul, cidade base para se visitar os canyons mais famosos do Brasil, na fronteira de rio Grande do Sul e Santa Catarina, no Parque Nacional da Serra Geral. Cambará do Sul também é conhecida pelas baixas temperaturas no inverno e como é atrás de frio que estamos indo, pareceu uma ótima idéia.
Dia de sol e muito frio na região de São José dos Ausentes - RS
A viagem é toda em estrada de terra, cruzando a área campestre do estado, paisagem bucólica e lindíssima. Com o sol baixando no horizonte e a tarde terminando, a temperatura caía na frente dos nossos olhos. De sete graus, já estava em dois quando chegamos em Cambará do Sul. Aqui, a gente se instalou na Pousada Refúgio das Gralhas, da queridíssima Cerli. Ela nos explicou que já era tarde demais para seguir para qualquer um dos canyons da região e que teríamos de esperar pela manhã seguinte.
Seu Domingos, proprietário do hotel Monte Negro, em São José dos Ausentes - RS
Assim, só nos restou acompanhar o frio aumentar e trabalhar um pouco no nosso quarto com aquecedor. Só nos aventuramos para fora para ir atrás de um lanche. Jantar, nem pensar, pois os restaurantes estavam todos fechados, pelo frio e pela falta de clientes potenciais.
Trabalho no quarto quentinho em Cambará do Sul - RS enquanto lá fora faz zero grau!
E assim a noite chegou. E, junto com ela, nossas primeiras temperaturas negativas da viagem dos 1000 dias. Mas, antes de chegar ao negativo, ela passou pelo número mágico do zero grau. E bem nessa hora, lá na praça onde está o termômetro, lá estávamos para registrar a temperatura...
Otermômetro da praça confirma a temperatura marcada pela Fiona em Cambará do Sul - RS
Bancos de areia no rio em Mangue Seco - BA
A grande maioria dos turistas que vem para Mangue Seco, vem apenas para passar o dia. Na verdade, nem o dia, pois chegam no meio da manhã e já partiram no meio da tarde. Vem de Aracaju, do Sauípe, da Praia do Forte e até mesmo de Salvador.
Bugues carregados de turistas chegam em Mangue Seco - BA
Pois não é que eles perdem exatamente o melhor da festa que é a tranquilidade do final de tarde, a beleza do pôr-do-sol e a serenidade da noite estrelada! É uma pena para eles, mas uma grande felicidade para os afortunados que aqui ficam até o final do dia.
Homenagem à Tieta, nas dunas de Mangue Seco - BA
Tive essa mesma sensação em Boipeba quando passamos alguns dias maravilhosos na pequena Moreré e quando fomos embora, ao pegar um barco na vila de Boipeba percebemos que aquela confusão na hora do almoço era tudo o que os turistas que vem de Morro em excursão conhecem daquela ilha maravilhosa. Bom, cada um, cada um...
Sombra e água fresca na praia em Mangue Seco - BA
Hoje eu e a Ana tivemos o da que pedíamos à Deus fazia tempo: simplesmente, fomos para a praia maravilhosa e lá ficamos o dia inteiro sem fazer nada além de ler, palavras cruzadas, pequenas caminhadas, muitos mergulhos refrescantes, cerveja gelada e água de côco. Vidinha totalmente estressante. Bom, falando sério, a única coisa mais "agitada" era quando passavam as dezenas de bugues carregando os turistas de day-trip. Era só eles passarem e o sossego voltava a reinar.
Fazendo cooper na praia em Mangue Seco - BA
O mar é daquele tipo que adoramos, cheio de ondas, que vai afundando aos poucos. Água quente, claro. Praia enorme, se extendendo até onde a vista alcança. Ladeado de coqueiros e dunas brancas. Cenário de cinema. Ou de novela. Tiêta que o diga...
Final de pescaria em Mangue Seco - BA
O pôr-do-sol foi de cima da duna. Maravilhoso, se pondo em cima do rio que separa a Bahia de Sergipe. Do outro lado, a lua quase cheia iluminava o encontro do rio com o mar. E também uma cabana construída num banco de areia no meio do rio. Cena idílica total!
Admirando o fim de tarde em Mangue Seco - BA
Posto o sol, era hora de correr duna abaixo, iluminado pela lua cheia. Uns trinta metros de altura, inclinação de uns 50 graus. Sensação de voar, de liberdade, de sonho. Quando chegamos lá embaixo, demos pela falta de nossas havaianas. "Hmmmm..." - pensei - "é o destino conspirando para que eu tenha o prazer de descer de novo!". Bom, antes de descer de novo, tive de subir de novo! Os quinze segundos de descida se transformam em árduos três minutos de subida. Lá estavam os chinelos, sem entender nada, largados ao leo. Uma última visão do lindo visual, do rio prateado pela lua e nova descida mágica, poucos segundos de êxtase e vontade incontrolável de gritar.
Lua quase cheia em Mangue Seco - BA
Uma bela despedida do mar. Um mergulho no sertão nos espera. Mar de novo, só daqui a três semanas, em pleno Oceano Atlântico, na paradisíaca Fernando de Noronha. Até lá, muita estrada, muito interiorzão. E vamos começar em grande estilo: Chapada Diamantina, aí vamos nós!
Pôr-do-sol do alto da duna em Mangue Seco - BA
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