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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

Um Dia Difícil...

Estados Unidos, Flórida, Miami, México, Cidade do México, Jamaica, Montego Bay

Trabalhando no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, na escala entre o México e Jamaica

Trabalhando no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, na escala entre o México e Jamaica


Às vezes, para quem acompanha este blog, parece que tudo sempre corre às mil maravilhas na nossa viagem e que só temos bons momentos. Bom, para falar a verdade, a porcentagem de “bons momentos” realmente é bem grande no nosso dia a dia, mas também temos as nossas dificuldades, problemas e angústias. Não falamos (ou escrevemos) muito sobre eles, mas que passamos por eles, passamos.

Hoje, por exemplo, foi fuego. Acordamos cedo para pegar o táxi para o aeroporto e um trânsito mais livre que o esperado nos permitiu chegar com bastante antecedência. Era isso o que eu queria, porque ainda iria passar na imigração para conversar sobre o problema do nome e sobrenome no visto mexicano e assim, quem sabe, não ter problemas na volta.

Foi quando começaram as agruras... No balcão da Aeromexico, não conseguiam achar nossos nomes na lista do voo. Eu tinha comprado as passagens já há umas duas semanas, por internet. Fuça daqui, pesquisa dali, descobrimos que o espertão tinha sim comprado as passagens, mas para o dia 26 de Fevereiro, daqui a um mês!!! Aí, começou a corrida para tentar mudar a data das passagens, já que o voo Mexico-Miami ainda tinha vagas. A perna Miami-Jamaica, só com a American...

Entre México e Jamaica, escala no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos

Entre México e Jamaica, escala no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos


Exatamente por ser um voo compartido entre duas companhias aéreas, eu só poderia fazer a mudança de datas, dos dois trechos, com a American, no distante Terminal 1. E lá fomos nós, de ônibus, para lá. Enquanto a Ana ficou na longa fila da companhia, eu passei um bom tempo no telefone com a American. No fim, chegou a vez da Ana e foi mesmo no balcão que conseguimos resolver tudo. Pagando, é claro! A passagem que tinha saído bem baratinha, acabou ficando cara. Mas, fazer o quê?

O problema foi que acabamos voando com a American mesmo, para Miami, num voo uma hora mais cedo que o da Aeromexico. Assim, não precisamos voltar ao Terminal 2 mas, em compensação, perdi qualquer chance de falar com a imigração. Agora, isso vai ficar mesmo para a volta. Até o documento da importação temporária da Fiona eu estou levando, para mostrar à imigração na volta. Um argumento a mais para entrar, além do carimbo recente de que eu já entrei no país. Vai dar tudo certo...

Trabalhando no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, na escala entre o México e a Jamaica

Trabalhando no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, na escala entre o México e a Jamaica


Enfim, foi uma correria pelos corredores do aeroporto, mas chegamos em tempo para embarcar às 11 da manhã para Miami. Voo tranquilo e chegamos mais uma vez a esta cidade e aeroporto que já passamos tantas vezes nesses 1000dias. A última vez já faz quase 2 anos, em Maio de 2010, depois do primeiro tour caribenho e de volta ao Brasil para sair com a Fiona pelas estradas nacionais. Parece que foi ontem!

Passamos pela imigração americana sem problemas e nos preparamos para a longa espera até o voo para Montego Bay. Quase cinco horas de enrolações e embarcamos novamente. Miami, na próxima vez, já vai ser de Fiona!!! Ahn, aproveitamos esse tempo para comprar uma câmera nova, já que nossas queridas Nikon e Sony ficaram na manutenção na Cidade do México. Já estamos com saudades! Quem vai nos acompanhar este mês no Caribe é uma Lumix!

Era um pouco depois das nove da noite quando chegamos em Montego Bay, o principal destino turístico da Jamaica. Junto com amigos, sonhamos em comemorar aqui nossa formatura universitária, há quase 18 anos. Foi todo esse tempo que precisei esperar para que o sonho de conhecer a terra de Bob Marley se concretizasse! E, na verdade, precisei esperar um pouco mais. Na imigração, quando souberam que vínhamos do México, fomos imediatamente encaminhados para uma médica de plantão. Tudo por causa da gripe suína que voltou a matar em terras mexicanas. O problema era que a Ana estava com uma rinite fortíssima e ficamos na dúvida se a doutora gostaria disso... Bem, ela deu uma disfarçada na hora, passamos pela médica, pela imigração e estávamos de novo no Caribe!

Os infinitos corredores do aeroporto de Miami, nos Estados Unidos

Os infinitos corredores do aeroporto de Miami, nos Estados Unidos


Táxi para o hotel e lá, mais uma surpresa: desconheciam a nossa reserva, feita através do site hotel.info. A dificuldade era que não só eles estavam lotados, mas também todos os hotéis da cidade. Um festival de blues e jazz neste fim de semana trouxe milhares de pessoas à cidade. Depois de muito choro, conseguimos um quarto ali mesmo, com a promessa de pagar por ele caso não tivessem nenhuma informação do tal site até o dia seguinte.

Finalmente instalados, a rinite da Ana virou uma tremenda enxaqueca. Pelo menos, já tínhamos quarto e banheiro! E também a certeza de que o dia de amanhã será muito melhor que o de hoje e que a Jamaica sorrirá para nós, assim como todos os outros países anteriormente!

Estados Unidos, Flórida, Miami, México, Cidade do México, Jamaica, Montego Bay,

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Flores! Voltando à Guatemala...

Guatemala, Flores

Pequena cidade na orla do lago Petén, em frente à ilha de Flores, na Guatemala

Pequena cidade na orla do lago Petén, em frente à ilha de Flores, na Guatemala


Pouco mais de 14 meses atrás, mais precisamente no dia 10 de Janeiro de 2012, deixávamos a Guatemala rumo ao México, depois de 13 dias no país. Naquelas quase duas semanas, exploramos o lado oeste do país, a capital, a histórica Antigua, a maravilhosa Semuc Champey, o místico lago de Atitlán e até subimos a mais alta montanha, não só da Guatemala, mas de toda a América Central. Ficou faltando a porção leste do país, incluído aí uma das principais atrações turísticas da Guatemala: as ruínas mayas de Tikal. Deixamos esse lado para a volta, depois de passarmos por Belize. Pois é, a “volta” chegou!

Entrando novamente na Guatemala, agora vindos de Belize

Entrando novamente na Guatemala, agora vindos de Belize


Deixamos San Ignacio, em Belize, pela manhã, depois de uma deliciosa visita ao mercado e pegamos estrada para voltar ao lado latino da América central, a começar pela Guatemala. O destino era a charmosa cidade de Flores, construída em uma pequena ilha no lago de Petén. Além dos próprios encantos, a cidade é a principal base para quem quer conhecer Tikal, as mais famosas ruínas da civilização maya e que atraem turistas de todos os continentes.


Nosso circuito pelo leste da Guatemala, vindos de Belize (A), passando por Flores (B), as ruínas de Tikal (C), Rio Dulce (D) e daí, para Honduras (E). De Rio Dulce (D), ainda vamos para Livingston, no litoral. O único acesso é de barco, descendo o rio

Nessa nova passagem pelo país, além de Flores e Tikal, nosso roteiro vai incluir Rio Dulce, onde está a mais longa ponte da América Central, e uma visita à Livingston, cidade de origem garifuna no litoral do Caribe que, longe das estradas, que só pode ser acessada de barco. Depois, rumo à Honduras.

Caminhando na orla do lago Petén, em Flores, na Guatemala

Caminhando na orla do lago Petén, em Flores, na Guatemala


Uma das ladeiras que dá acesso à praça central de Flores, na Guatemala

Uma das ladeiras que dá acesso à praça central de Flores, na Guatemala


Flores foi o principal centro do último reino maya a ser subjugado pelos espanhóis, o que ocorreu apenas em 1697, 180 anos depois de Cortez chegar ao continente. Andando pelas pacatas ruas da cidade, hoje, é difícil imaginar as batalhas sangrentas que lá ocorreram, os espanhóis atacando de canoas os nativos entrincheirados na pequena ilha. Os poucos sobreviventes fugiram para as densas florestas de Petén para, mais uma vez, se afastar da “civilização” trazida pelos conquistadores.

A igreja matriz de Flores, na Guatemala

A igreja matriz de Flores, na Guatemala


Nosso hotel em frente ao lago Petén, em Flores, na Guatemala

Nosso hotel em frente ao lago Petén, em Flores, na Guatemala


Hoje, a pequena ilha com um perímetro de 1,3 quilômetros e com uma colina em sua parte central está totalmente urbanizada. As ruas centrais de paralelepípedo têm aspecto colonial e a avenida que faz a circunavegação tem vários pequenos hotéis de frente ao lago Petén. Basta uma hora para percorrer suas ruas, conhecer a praça central no alto da colina e saber onde ficam restaurantes, lojas e o caixa eletrônico.

Fim de tarde no lago Petén, em Flores, na Guatemala

Fim de tarde no lago Petén, em Flores, na Guatemala


O sol aparece um pouco antes de se pôr, visto da ilha de Flores, na Guatemala

O sol aparece um pouco antes de se pôr, visto da ilha de Flores, na Guatemala


A principal atração, sobretudo nessa época de calor intenso, é um mergulho no lago, que tem águas próprias e convidativas para um banho. Barcos oferecem passeios, mas para quem sabe nadar, a força dos braços é mais do que suficiente. Alguns piers, estrategicamente colocados, nos ajudam (e nos convidam!) a entrar na água e é encima deles que vemos sempre os turistas e locais, fotografando, tomando sol ou mergulhando.

Uma bela conjunção da lua e Júpiter, em Flores, na Guatemala

Uma bela conjunção da lua e Júpiter, em Flores, na Guatemala


Pronto para um mergulho no fim de tarde, em Flores, na Guatemala

Pronto para um mergulho no fim de tarde, em Flores, na Guatemala


Nós chegamos no dia 16 de tarde, achamos um hotel mais barato em frente ao lago e fomos caminhar pelas ruas centrais, Depois, suando de calor, veio o primeiro de muitos mergulhos. Passamos o dia 17 em visita à Tikal, mas o mergulho merecido veio de noite mesmo. Depois, tanto gostamos da nossa rotina por lá que resolvemos ficar mais um dia inteiro. Muito sol e muita natação, claro!

Mergulhando no lago Petén, em Flores, na Guatemala

Mergulhando no lago Petén, em Flores, na Guatemala


Nadando no delicioso lago Petén, em Flores, na Guatemala

Nadando no delicioso lago Petén, em Flores, na Guatemala


Aproveitamos também a tranquilidade da ilha e a beleza do cenário para fazermos sessões de corrida na avenida perimetral. O esforço sob o sol escaldante era recompensado com... outro mergulho! Enfim, todo o nosso tempo em Flores girou em torno no lago: restaurantes, cerveja gelada, passeios, corridas ou simplesmente, contemplação.

Correndo na orla do lago Petén, em Flores, na Guatemala

Correndo na orla do lago Petén, em Flores, na Guatemala


Mergulhando no lago Petén, em Flores, na Guatemala

Mergulhando no lago Petén, em Flores, na Guatemala


Pois é, na hora do sol de pôr, impossível não contemplar. Mas não foi apenas o astro-rei que seu show. Tivemos também, nesses dias, um incrível alinhamento da lua com Júpiter. Suas luzes combinadas, refletidas nas águas calmas do lago Petén, foram um verdadeiro espetáculo! Outra desculpa para mais um mergulho noturno.

Refrescando-se no lago Petén, em Flores, na Guatemala

Refrescando-se no lago Petén, em Flores, na Guatemala


Nadando no lago Petén, ao redor da ilha de Flores, na Guatemala

Nadando no lago Petén, ao redor da ilha de Flores, na Guatemala


No dia 19, pela manhã, partimos para o sul, rumo à Rio Dulce. É claro que só saímos depois de mais uma sessão de corrida e natação, a merecida “saideira”. Saímos de Flores (o nome é uma homenagem ao sobrenome de um general guatemalteco) com a nítida impressão que os últimos mayas livres souberam escolher bem o local de seu reino. Fico me perguntando se, ao menos nos períodos de paz, eles também se esbaldavam no lago como nós nos esbaldamos. Nadando de noite, sob o luar e os olhos de Júpiter, era neles que pensava (e não em tubarões, que seria o foco involuntário de meus pensamentos, se estivesse no mar) e minha conclusão foi de que, sim!, claro!, centenas de vezes, sob aquela mesma lua e sob aquele mesmo Júpiter, mayas devem ter nadado naquele lago, olhado para o céu e se perdido em suas próprias dúvidas e elucubrações. Nossa dúvidas podem ser diferentes, mas o prazer de estar ali, certamente é o mesmo.

A lua e Júpiter iluminam o lago Petén, em Flores, na Guatemala

A lua e Júpiter iluminam o lago Petén, em Flores, na Guatemala

Guatemala, Flores, história, Petén

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A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Aspen

Estados Unidos, Colorado, Aspen

De bondinho, atravessando as montanhas nevadas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

De bondinho, atravessando as montanhas nevadas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Foi a exploração de prata, na época ainda em terras indígenas, que trouxe fama à Aspen pela primeira vez. Estávamos nas últimas décadas do século XIX, o nome veio da árvore também chamada de “Aspen”, tão comum na região e os indígenas, esses não tiveram como fazer frente a tantos novos migrantes em busca do metal prateado.

Cena comum nas ruas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Cena comum nas ruas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Pois é, tantos migrantes assim acabaram transformando a cidade no maior produtor de prata dos Estados Unidos. Mas, até por isso, também foi a cidade aquela que mais sofreu com o Grande Pânico de 1893, um colapso das bolsas e derrocada do preço das commodities. O governo americano parou de comprar o metal e a cidade foi à bancarrota, voltando à sua vida de insignificância, a população migrando para novas terras de oportunidade e chegando a meros 700 habitantes.

Cena típica nas ruas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Cena típica nas ruas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Aspen teve de esperar meio século para começar a se movimentar novamente. O responsável por isso foram os japoneses que, com seu ataque à Pearl Harbor, trouxeram os Estados Unidos à guerra. O país escolheu Aspen como campo de treinamento de seus soldados em táticas de combate em montanhas e áreas nevadas. Eram milhares de soldados esquiando para lá e para cá, com seus rifles nas costas.

Centenas de esquiadores disputam as pistas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Centenas de esquiadores disputam as pistas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Terminada a guerra, alguns deles, mais empreendedores, voltaram à região para desenvolver a indústria desse esporte. Afinal, já sabiam o quão bom era esquiar por lá. Infraestrutura foi construída, grandes hotéis e resorts erguidos e Aspen se transformou no que é: o mais famoso e badalado centro de esqui da América do Norte, local preferido de milionários e estrelas durante a temporada de inverno nos Estados Unidos.

Preparando-se para descer de snow board as montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Preparando-se para descer de snow board as montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Hoje, ela é a cidade com o metro quadrado mais caro do país. São cerca de 7 mil moradores, população que se multiplica algumas vezes durante os meses de inverno, hotéis abarrotados, na cidade e redondezas, centenas ou milhares de esquiadores disputando espaço nas excelentes pistas de esqui que cercam a cidade e suas montanhas.

subindo de bondinho as montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

subindo de bondinho as montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Bondinhos trazem esquiadores e equis para o alto da montanha, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Bondinhos trazem esquiadores e equis para o alto da montanha, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Fomos ver um pouquinho disso hoje. Aproveitamos o feriado do primeiro dia do ano para poder deixar a Fiona estacionada de graça em uma das praças da cidade e fomos caminhar nas ruas brancas de neve. Já tínhamos visto de noite, mas de dia é diferente, belezas distintas e igualmente atrativas. A cada esquina, um grupo de crianças, adolescentes, adultos ou idosos carregando seus esquis. É a cena mais típica dessa cidade cheia de bons restaurantes e lojas de marca.

No alto das montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos, a mais de 3 mil metros de altitude

No alto das montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos, a mais de 3 mil metros de altitude


Bate´papo animado antes da longa descida de esqui até a cidade de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Bate´papo animado antes da longa descida de esqui até a cidade de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Depois da caminhada, fomos dar uma olhada na principal atração da cidade: as pistas de esqui, claro! Um longo teleférico nos leva até o alto da montanha, mil metros acima da Aspen, a 3.400 metros de altitude. Do alto dos bondinhos, algumas dezenas de metros sobre as montanhas, podíamos observar as dezenas de esquiadores e praticantes de snow board se divertindo lá embaixo, deslizando sobre a neve com destreza e evitando a colusão entre si. Aliás, isso foi o que mais impressionou: a classe com que, com tantas pessoas na pista, todos em grandes velocidades, como eles não se chocam! Para mim, a cada momento, parecia que eu iria presenciar uma colisão. Que nada! Estão todos sincronizados!

No alto da montanha, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

No alto da montanha, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


As crianças já nascem esquiando em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

As crianças já nascem esquiando em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Chegamos ao topo da montanha, tiramos nossas fotos da magnífica e inspiradora paisagem e nos divertimos com os esquiadores de todas as idades se preparando para descer. Passam o dia fazendo isso, bondinho para cima e esquis para baixo. Sorriso no rosto, destreza no equilíbrio. Pela cara deles, deve ser muito gostoso. Tão bom como o surfe, a julgar pelo afinco e felicidade demonstrados. Fiquei com a impressão de que a vida ideal seria surfar toda a metade quente do ano, para depois esquiar os outros seis meses. Será que tem muita gente que vive assim?

O concorrido restaurante no alto da montanha em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

O concorrido restaurante no alto da montanha em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Bom, a gente que mal pode se equilibrar encima de uma prancha ou sobre patins, só podemos imaginar e, num dia como esses, sentir aquela ponta de inveja. A vontade que dá é subir numa daquelas pranchas de snow board e sair descendo, na esperança de que iremos saber como fazer. Infelizmente, não é tão fácil assim. É preciso tempo e dinheiro, coisas que estão meio em falta por aqui. Enfim, quem sabe até o final da viagem não conseguimos parar em um lugar mais barato, mas com muita neve também, para nos iniciarmos nessa arte? Se não for nessa viagem, que seja em outra. Se não for nesse vida, que seja em outra. Afinal, não me parece justo que minha alma ou espírito cruze a eternidade sem ter esquiado algumas vezes. Parece tão fácil...

Chegando de volta à Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Chegando de volta à Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Bom, enquanto não esquiamos, pelo menos podemos frequentar as montanhas e restaurantes onde estão os esquiadores. E assim fizemos, um belo almoço de fastfood lá encima, bem no meio da muvuca, só para já ir entrando no clima. Depois, caminho para baixo, de bondinho (infelizmente!), prontos para seguir viagem pelo Colorado. Não sem antes uma boa noite de sono e sonhos. Sonhando... adivinha o quê?

Admirando a beleza das montanhas que circundam Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Admirando a beleza das montanhas que circundam Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Colorado, Aspen, esqui, história

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Chegando em Ilha Bela

Brasil, São Paulo, São Sebastião, Ilha Bela

Atravessando de balsa para Ilha Bela - SP

Atravessando de balsa para Ilha Bela - SP


Depois do último e preguiçoso café da manhã na excelente Pousada Katmandu, em Maresias, mais uma vez carregamos a Fiona para colocar o pé na estrada, dessa vez em direção à Ilha Bela, um dos "picos" do litoral norte paulista.

Pousada Katmandu em Maresias, São Sebastião - SP

Pousada Katmandu em Maresias, São Sebastião - SP


Antes de pegarmos a balsa em São Sebastião (principal acesso á Ilha, caso não se tenha o próprio barco ou helicóptero), ainda demos uma volta no centro histórico da cidade. Pequeno e charmoso, o mais interessante das cidades do litoral norte. Tínhamos de despachar algo pelo correio, esquecido pela Laura na pousada.

Centro histórico de São Sebastião - SP

Centro histórico de São Sebastião - SP


O eficiente serviço de balsas nos atravessou em pouco mais de 15 min. A visão da Ilha impressiona, montanhas altas e cobertas por mata densa. Apesar de ser propagada como a maior ilha marítima do Brasil, ela é um pouco menor que Florianópolis. Só que é infinitamente mais bem preservada já que boa parte da sua área é um parque. A ocupação humana se dá basicamente na costa, principalmente na parte que é voltada para o continente.

Atravessando de balsa para Ilha Bela - SP

Atravessando de balsa para Ilha Bela - SP


Reduto dos bacanas de São Paulo, a Ilha é cheia de belas casas, pousadas e restaurantes, muitos com ótima comida e um preço meio salgado. Alguns deles, além da ótima comida oferecem uma vista impressionante. O mar esmeralda e o céu azul que encontramos por aqui contribuem bastante para isso.

Final de tarde na praia do Viana em Ilha Bela - SP

Final de tarde na praia do Viana em Ilha Bela - SP


Mas vista espetacular mesmo é a que temos aqui da casa da prima Celina e do Dudu. No alto do morro, quase na ponta norte da ilha, onde o vento faz a curva, a casa ainda está em construção mas alguns quartos já estão prontos e podem receber afortunados hóspedes. A casa foi toda construída para maximizar ao máximo a vista espetacular que oferece. Enormes janelas e portas de vidro se espalham pela casa e seus cômodos. A sensação é de se estar voando sobre o mar. Um espetáculo!

Casa da Celina e Dudu, em fase final de construção, em Ilha Bela - SP

Casa da Celina e Dudu, em fase final de construção, em Ilha Bela - SP


Agora, nos poucos dias que temos por aqui, o mais difícil será escolher entre os diversos programas que a Ilha oferece, de mergulhos à caminhadas, de cachoeiras à praias. Isso sem falar naquilo que a torna mais famosa: os barcos e regatas.

Final de tarde na praia do Viana em Ilha Bela - SP

Final de tarde na praia do Viana em Ilha Bela - SP

Brasil, São Paulo, São Sebastião, Ilha Bela,

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Aniversário em Popayan

Colômbia, Popayan

Aniversário com salada de frutas em Popayan, na Colômbia

Aniversário com salada de frutas em Popayan, na Colômbia


Popayan, por sua localização, foi uma importante cidade na época colonial espanhola. Ficava na rota Lima-Quito-Cartagena, e muito do ouro e matérias-primas produzidas no Peru passavam por aqui no seu caminho para o porto de Cartagena, de onde eram embarcadas para a metrópole.

A charmosa arquitetura do nosso hotel em Popayan, na Colômbia

A charmosa arquitetura do nosso hotel em Popayan, na Colômbia


Igreja no centro histórico de Popayan, na Colômbia

Igreja no centro histórico de Popayan, na Colômbia


Parte da riqueza indireta gerada por essa rota comercial ficou na cidade e o resultado ainda pode ser admirado hoje. Uma rica e bela arquitetura colonial, uma das mais bem preservadas do país e de todo o continente. O que logo chama a atenção de todos os visitantes é a cor predominante nas ruas e construções do centro histórico, o branco. Ao contrário de Arequipa, onde essa cor vem das pedras vulcânicas de que são feitas as construções, a cor da "Ciudad Blanca de Colombia" vem da boa e velha tinta mesmo. De qualquer maneira, o resultado é muito bonito!

Feliz por encontrar Almojabanas, o pão de queijo da Colômbia, em Popayan

Feliz por encontrar Almojabanas, o pão de queijo da Colômbia, em Popayan


Na praça central da charmosa Popayan, na Colômbia

Na praça central da charmosa Popayan, na Colômbia


Foi nessa charmosa e e alva cidade que o destino quis que estivéssemos nesse 11 de Outubro, data em que faço 42 anos. O segundo aniversário na estrada. O primeiro tinha sido em Itaúnas, no Espírito Santo, onde tivemos a companhia do sobrinho Leo e a da nossa sobrinha adotada Karen, além dos padrinhos Rafa e Laura, que esse ano preferiram passar o aniversário da Ana conosco.

Puente de la Custodia, uma das atrações de Popayan, na Colômbia

Puente de la Custodia, uma das atrações de Popayan, na Colômbia


Feliz, celebrando os 42 anos em Popayan, na Colômbia

Feliz, celebrando os 42 anos em Popayan, na Colômbia


Dessa vez,foram só eu e a Ana mesmo. Passamos boa parte do dia caminhando em Popayan, por suas praças e ruas, pontes e igrejas, cafés e faculdades. Popayan é um dos polos estudantis do país o que confere um ar jovem, boêmio e intelectual à cidade. Foi num desse cafés voltados aos "meios intelectuais" que fizemos a primeira comemoração do dia, uma merecida cerveja gelada depois de tantas caminhadas.

Popayan, a 'cidade branca' da Colômbia

Popayan, a "cidade branca" da Colômbia


A segunda e mais solene comemoração foi de noite, na parte nova da cidade. Para lá seguimos de táxi, diretamente para um dos restaurantes mais conhecidos de Popayan. Aí, a minha linda esposa querida me ofereceu um jantar seguido de uma saborosa e saudável salada de frutas. Esse foi o meu bolo!

Aniversário com salada de frutas em Popayan, na Colômbia

Aniversário com salada de frutas em Popayan, na Colômbia


E asssim vamos seguindo. De celebração em celebração, os 1000 dias vão passando e, nesse meio tempo, a gente vai conhecendo um continente. Amanhã, por exemplo, seguimos para San Agustín, uma cidadezinha no interior do país onde está um dos maiores tesouros arqueológicos da Colômbia: centenas de estátuas de pedra de variados tamanhos representando fuguras humanas e de animais, construídas há mais de um milênio por uma misteriosa civilização que quase não deixou traços, exceto por suas tumbas e por esses tótens de pedra que adornavam essas mesmas tumbas. Vamos conferir!

Colômbia, Popayan,

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Dia de Descanso

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo

As corredeiras do Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

As corredeiras do Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


Depois de dias puxados de estrada e aproveitando o domingão de páscoa chuvoso e cidade ainda cheia, resolvemos tirar um dia de folga. Logo cedo, mudamos de pousada, tomamos um belo café da manhã e ficamos bem folgados no nosso quarto, ouvindo o barulho da chuva, dormindo, vendo TV, namorando e lendo sobre as belezas da região. O dia passou bem devagar, para a nossa alegria.

Passeando em Presidente Figueiredo - AM

Passeando em Presidente Figueiredo - AM


Por fim, já no meio da tarde, o sol apareceu e a consciência começou a pesar um pouco, de ficar no quarto. Sem falar da fome. Fomos de carro na mais famosa atração da cidade, o parque muncipal onde estão as corredeiras do rio Urubuí.

Crianças se divertem nas corredeiras do Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Crianças se divertem nas corredeiras do Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


Confesso que eu não estava botando muita fé nesta atração. Imaginei um balneário cheio de gente e umas piscinas naturais pouco atrativas. Pois é, quebrei a cara! As corredeiras são muito legais e eu fiquei impressionado que algumas pessoas se jogam nelas e passam nadando, sem colete ou sem bóia. Se eu não tivesse visto, jamais imaginaria que fosse possível.

Rapaz nos mostra como enfrentar as corredeiras do Urubuí sem bóias ou coletes! (em Presidente Figueiredo - AM)

Rapaz nos mostra como enfrentar as corredeiras do Urubuí sem bóias ou coletes! (em Presidente Figueiredo - AM)


Rapaz nos mostra como enfrentar as corredeiras do Urubuí sem bóias ou coletes! (em Presidente Figueiredo - AM)

Rapaz nos mostra como enfrentar as corredeiras do Urubuí sem bóias ou coletes! (em Presidente Figueiredo - AM)


Bom, depois de ver gente fazendo, é claro que fiquei atiçado e vou ter de fazer também. Mas hoje, fomos despreparados, sem roupa de banho. mas antes de ir embora, voltaremos e vamos fazer um vídeo bem legal, além de fotos. Mas, neste caso, com certeza, o vídeo dá uma idéia melhor de como são as corredeiras.

Rapaz nos mostra como enfrentar as corredeiras do Urubuí sem bóias ou coletes! (em Presidente Figueiredo - AM)

Rapaz nos mostra como enfrentar as corredeiras do Urubuí sem bóias ou coletes! (em Presidente Figueiredo - AM)


No local há várias churrascarias e lá fomos nós atrás da nossa almojanta. Todas elas estavam com a TV ligada mostrando o jogo do Fla-Flu. Incrível a força do futebol carioca aqui no norte do país. O Flamengo ganho, conseguindo ir para a final do 2o turno carioca. Ou seja, era só uma semifinal de 2o turno de campeonato regional. Não obstante, para os torcedores daqui, era como se fose a final da Copa do Mundo. Verdadeira explosão de felicidade com a vitória do Flamengo. Até eu, cruzeirense orgulhoso do meu time, acabei me contagiando com a alegria geral. Foi bom para embalar nossa picanha!

Explosão de alegria com a vitória do Flamengo! (em Presidente Figueiredo - AM)

Explosão de alegria com a vitória do Flamengo! (em Presidente Figueiredo - AM)


E assim, descansados, estamos prontos para a maratona dos próximos dias por aqui. Cachoeiras, trilhas, grutas, lagos e rios, aí vamos nós!

Visitando o parque das corredeiras do Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Visitando o parque das corredeiras do Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo,

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Super Fiona

Brasil, Minas Gerais, Carrancas

Fiona enfrentando obstáculos em Carrancas - MG

Fiona enfrentando obstáculos em Carrancas - MG


Hoje a Fiona mostrou à que veio!!! Enfrentou bravamente estradas, caminhos e trilhas, sendo alguns trechos assustadores. E tudo isso com muito conforto!

Fiona enfrentando obstáculos em Carrancas - MG

Fiona enfrentando obstáculos em Carrancas - MG


Ela subiu e desceu pirambeiras irregulares, passou sobre pedras, rochas e valetas e atravessou riachos. Um teste para seus freios, amortecedores e tração 4x4. Pela primeira vez na viagem usamos a reduzida, para poder subir bem devagar um trecho bem íngreme e cheio de buracos.

Fiona enfrentando obstáculos em Carrancas - MG

Fiona enfrentando obstáculos em Carrancas - MG


O pneuzão aguentou firme desa vez. Acho que o furo lá no PETAR foi só para a gente aprender a trocar pneu. No final do dia, até levamos ela para ver um belo pôr-do-sol!

Ótimo restaurante no Mirante da Serra durante o pôr-do-sol em Carrancas - MG

Ótimo restaurante no Mirante da Serra durante o pôr-do-sol em Carrancas - MG


Será que ela vai mesmo nos levar até o Alaska e trazer a gente de volta?

Passeando pelo alto da serra da Broa em Carrancas - MG

Passeando pelo alto da serra da Broa em Carrancas - MG


Em tempo: descobrimos um fusca, sempre o valente fusca, que fez o mesmo trecho que fizemos hoje. He he he. Bom, aposto que não com o conforto da Fiona...

Mais uma pirambeira para a Fiona vencer

Mais uma pirambeira para a Fiona vencer

Brasil, Minas Gerais, Carrancas,

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Paredes de Gelo

Antártida, Brown Bluff

Remando ao lado de uma grande geleira em Brown Bluff, na Antártida

Remando ao lado de uma grande geleira em Brown Bluff, na Antártida


Em 1520 o navegador português Fernão de Magalhães cruzou o estreito que hoje leva seu nome e que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico, no extremo sul da América do Sul. Essa passagem fica entre o continente e a Terra do Fogo, uma grande ilha ao sul da América. Por quase um século ninguém sabia o que havia ao sul da Terra do Fogo e nem mesmo se ela era apenas uma ilha ou se o continente continuava mais abaixo. Até que, em 1616, o navegador holandês Willem Schouten liderou uma expedição ao sul da Terra do Fogo, o primeiro a passar pelo famoso Cabo Horn, ponto extremo das Américas. Daí para a Antártida eram apenas outros meros 800 km. Para quem já circunavegava o mundo naquela época, não parece muito. Mas foram precisos ainda outros 2 séculos até que alguém chegasse ao último continente.

Pinguins sobre um iceberg em Brown Bluff, na Antártida

Pinguins sobre um iceberg em Brown Bluff, na Antártida


Remando em frente ao cenário imponente de Brown Bluff, na Antártida continental

Remando em frente ao cenário imponente de Brown Bluff, na Antártida continental


Quem chegou mais perto de descobrir a Antártida antes disso foi um dos maiores navegadores de todos os tempos, o inglês James Cook. Em 1773, com dois navios, ele deu toda a volta na Antártida, chegando a cruzar por três vezes o Círculo Polar e a se aproximar a menos de 120 km do continente. Mas o tempo rigoroso e os icebergs no mar o impediram de ir mais ao sul e ele não chegou a ver a Antártida. O continente polar continuaria a ser apenas uma lenda até o séc. XIX.

A Ana rema em Brown Bluff, na Antártida

A Ana rema em Brown Bluff, na Antártida


Caiaque em Brown Bluff, na Antártida

Caiaque em Brown Bluff, na Antártida


Foi em 1819 que as ilhas do arquipélago de South Shetland, já ao lado da península antártica, foram descobertas. Finalmente, um ano mais tarde, em um intervalo de poucos dias, navegantes de duas nações, Rússia e Inglaterra, avistaram as terras do próprio continente. Estava descoberta a Antártida! O primeiro teria sido o capitão russo Von Bellingshausen, em Fevereiro de 1820, 300 anos depois da histórica viagem de Fernão de Magalhães.

O cenário imponente de Brown Bluff, na Antártida continental

O cenário imponente de Brown Bluff, na Antártida continental


Gelo e pedra se misturam em Brown Bluff, na Antártida

Gelo e pedra se misturam em Brown Bluff, na Antártida


Remando ao lado de uma grande geleira em Brown Bluff, na Antártida

Remando ao lado de uma grande geleira em Brown Bluff, na Antártida


E hoje, outros 193 anos mais tarde, foi a nossa vez de avistar as terras do continente antártico pela primeira vez. Depois de muito navegar e desembarcar pelas ilhas de South Shetland, após uma maravilhoso e inesquecível caiaque em Kinnes Cove, finalmente ali estava, diante dos nossos olhos, os penhascos gelados que marcam a ponta da península antártica. Bastou ver o porte dessas enormes falésias e também das geleiras ao seu redor para termos certeza: aquilo não era mais uma ilha, estávamos diante de um continente!

Nosso roteiro e pontos de parada na região da Península Antártica

Nosso roteiro e pontos de parada na região da Península Antártica


Nosso grupo faz caiaque ao lado de uma grande parede de gelo em Brown Bluff, na Antártida

Nosso grupo faz caiaque ao lado de uma grande parede de gelo em Brown Bluff, na Antártida


A emoção tomou conta dos passageiros do Sea Spirit, mas nós, do pequeno grupo do caiaque, não iríamos diretamente para o tão sonhado desembarque em terras antárticas. Não! Iríamos aproveitar a oportunidade para mais uma sessão de caiaque, a última dessa nossa viagem pelos mares e terras do sul. Tínhamos de segurar nossas ansiedade por mais uma hora ou duas.

Fazendo caiaque ao lado de uma imponente parede de gelo em Brown Bluff, na Antártida

Fazendo caiaque ao lado de uma imponente parede de gelo em Brown Bluff, na Antártida


Caiaque em Brown Bluff, na Antártida continental

Caiaque em Brown Bluff, na Antártida continental


Remando ao lado das peredes monumentais de gelo de uma geleira em Brown Bluff, na Antártida

Remando ao lado das peredes monumentais de gelo de uma geleira em Brown Bluff, na Antártida


Há poucas centenas de metros da terra firme, fomos remar ao lado das imponentes paredes de gelo de uma gigantesca geleira que nasce nas terras altas da península antártica. A visão era de perder o fôlego. O poder que emana dessas paredes de gelo nos faz sentir minúsculas formigas em um universo infinito. Ainda mais impressionante que sua altura era sua extensão: literalmente a perder de vista!

Fazendo caiaque ao lado de uma imponente parede de gelo em Brown Bluff, na Antártida

Fazendo caiaque ao lado de uma imponente parede de gelo em Brown Bluff, na Antártida


Caverna de gelo em geleira em Brown Bluff, na Antártida

Caverna de gelo em geleira em Brown Bluff, na Antártida


Nós remamos ao longo da parede, por quase uma hora. Testando os limites dados pela nossa guia, a gente se aproximava mais ou menos da massa de gelo. Quanto mais perto, mais noção tínhamos de sua imponência ou altura. Talvez 40, 50 metros de altura, em média, com algumas pontas indo bem além disso. Em alguns lugares, cavernas de gelo se formavam em sua base e a vontade era se aproximar ainda mais. Acho que era o espírito explorador de Magalhães, Drake e Cook que ainda corre em nossas veias...

Remando ao lado das peredes monumentais de gelo de uma geleira em Brown Bluff, na Antártida

Remando ao lado das peredes monumentais de gelo de uma geleira em Brown Bluff, na Antártida


Caverna de gelo em geleira em Brown Bluff, na Antártida

Caverna de gelo em geleira em Brown Bluff, na Antártida


Uma dessas cavernas era tão perfeita e tão ampla que exalava um falso senso de segurança. Eu quase conseguia ver uma placa ali com os dizeres: “Seja bem vindo!”. Eu até brinquei com a Val sobre a tal placa. Ela riu, quase se convenceu, mas a responsabilidade falou mais alto e nós não fomos lá dentro. Mas a imagem das ondas batendo em seu interior todo de gelo, quase uma caverna de cristal, não sairão mais da minha mente.

Uma foca tenta localizar pinguins na região de Brown Bluff, na Antártida

Uma foca tenta localizar pinguins na região de Brown Bluff, na Antártida


Com muito estilo, pinguins adelie se atiram no mar na região de Brown Bluff, na Antártida

Com muito estilo, pinguins adelie se atiram no mar na região de Brown Bluff, na Antártida


E assim foi nosso último caiaque aqui no sul, dessa vez no próprio continente. Certamente, o mais imponente de todos. Dessa vez, a beleza e a emoção estavam apenas no gelo e não nos animais que vivem por aqui. Em compensação, para os outros passageiros que seguiram diretamente para terra firme nos zodiacs, a história foi outra. Passaram longe dessa parede gigantesca de gelo, mas ao lado de pequenos icebergs e blocos de gelo. E ali testemunharam parte do drama diário de focas e pinguins. Uma grande foca caçava as pequenas aves e, com sua cabeça fora da água, tentava localizá-los encima do gelo flutuante. Já os pinguins, precavidos, pensavam duas vezes antes de se atirar no mar. E quando o faziam, era em grande estilo: pulos de ponta, ao estilo dos campeões olímpicos! Ou então, como flechas, voam para fora d’água aproveitando a grande velocidade com que conseguem nadar e, assim atingir os andares mais altos do pequeno iceberg onde já descansam, seguros, seus companheiros. Este show, perdemos. Mas as fotos contam bem a história.

Com muito estilo, pinguins adelie se atiram no mar na região de Brown Bluff, na Antártida (foto de Steve Denver)

Com muito estilo, pinguins adelie se atiram no mar na região de Brown Bluff, na Antártida (foto de Steve Denver)


Pinguins adelie saltam da água para o alto de icebergs na região de Brown Bluff, na Antártida

Pinguins adelie saltam da água para o alto de icebergs na região de Brown Bluff, na Antártida

Antártida, Brown Bluff, Bichos, caiaque, geleira, história

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Entrando em Belize

Belize, Corozal

O belo mar que circunda San Pedro, na grande bareira de corais de Belize

O belo mar que circunda San Pedro, na grande bareira de corais de Belize


Ontem foi o dia de deixarmos definitivamente a América do Norte para trás. Foram mais de doze meses entre os gigantes México, EUA e Canadá, além das mais desconhecidas e exóticas Bermudas e Groelândia. Um continente incrível, cheio de contrastes e belezas naturais. Foi inesquecível, mas nada de ficar olhando para trás! Agora, o nosso foco volta a ser a América Central. E estamos começando justamente pelo único país da região que não havíamos passado na nossa “subida”, Belize, uma espécie de América Latina que fala inglês.

Chegando à Belize!

Chegando à Belize!


A Fiona já está devidamente segurada em Belize

A Fiona já está devidamente segurada em Belize


A passagem pela fronteira foi muito tranquila. Até Agosto do ano passado, brasileiros necessitavam visto para entrar no país, mas felizmente essa exigência (e custo!) caiu. Avisados pelos nossos amigos do 4x1, que passaram por aqui há pouco mais de um mês, evitamos ir atrás dessa burocracia. Eles, que não sabiam disso ainda, pagaram 50 dólares pelo visto e ninguém avisou nada para eles, nem no consulado e nem na fronteira. Para nós, o único gasto foi comprar um seguro obrigatório para a Fiona. Quer dizer, para terceiros. Assim, com ela segurada e nossos passaportes com os devidos stamps (ganhamos uma permanência de 30 dias), estávamos prontos para conhecer mais um país nessa nossa jornada dos 1000dias.

Fomos recebidos de braços abertos em Corozal, a primeira cidade em Belize

Fomos recebidos de braços abertos em Corozal, a primeira cidade em Belize


Litoral de Corozal, em Belize

Litoral de Corozal, em Belize


Belize se diferencia de seus vizinhos da região por ter sido colonizado pela Inglaterra e não pela Espanha. O país ibérico foi a maior potência mundial durante o séc XVI e aproveitou esse período para ocupar quase todo o continente americano naquele século, incluindo aí toda a América Central. Mas essa supremacia mundial caiu no século seguinte e a potência decadente foi substituída por Inglaterra e França no comando dos mares. Mas esses países chegaram atrasados na partilha do continente americano. Restou a eles tomar da Espanha as pequenas ilhas do caribe, assim como a Jamaica e parte de Hispaniola (o Haiti). No continente propriamente dito, pelo menos informalmente, ingleses começaram a ocupar a costa leste da América Central.

Mapa de Belize, espremido por terra entre México e Guatemala e pela 2a maior barreita de corais do mundo, pelo mar. O Blue Hole fica no Lighthouse Reef

Mapa de Belize, espremido por terra entre México e Guatemala e pela 2a maior barreita de corais do mundo, pelo mar. O Blue Hole fica no Lighthouse Reef


Quem começou esse “trabalho” foram os piratas e corsários. Do litoral da Costa Rica à costa de Belize, eram esses bandidos de alto mar que dominavam o pedaço. Mas, por pressão espanhola, os ingleses resolveram ordenar a situação, reconhecendo a soberania espanhola mas, ao mesmo tempo, de maneira informal, continuando a explorar economicamente a região. Diversos tratados se seguiram e, de uma forma geral, a Inglaterra acabou por reconhecer que aqueles eram territórios espanhóis. Mas até hoje, na costa caribenha da América Central, a língua inglesa é mais popular que a espanhola, seja na Costa Rica, na Nicarágua ou em Honduras.

Arquitetura britânica em Corozal, no norte de Belize

Arquitetura britânica em Corozal, no norte de Belize


Belize foi uma exceção. Aqui, para alívio dos colonizadores ingleses, ex-piratas que agora trabalhavam na indústria madeireira, a Inglaterra resolveu “formalizar” o seu controle e derrotou a armada espanhola no início do séc XVIII, assumindo Belize como sua colônia, com o nome de Honduras Britânica. O rancor espanhol com a situação foi herdado por suas antigas colônias e desde o séc XIX que México, Guatemala e Honduras reclamam sua soberania sobre a região. Mas a Inglaterra permaneceu no controle da sua “British Honduras” até 81, quando o país ganhou sua independência com o nome de Belize e, depois disso, continuou a fornecer segurança internacional para o novo país, evitando qualquer aventura bélica dos apetitosos vizinhos. Atualmente, a situação se estabilizou e, aparentemente, todas as fronteiras foram reconhecidas. De qualquer maneira, as forças da rainha continuam por perto...

O famoso Blue Hole, em Belize, fica bem mais impressionante quando é visto de cima, como nessa foto da internet

O famoso Blue Hole, em Belize, fica bem mais impressionante quando é visto de cima, como nessa foto da internet


A língua inglesa é falada por todo o país, mas Belize é completamente multilíngue. Perto das fronteiras terrestres, o espanhol é muito popular. No interior, os dialetos Kek-chi e mo-pan, dos mayas, são a primeira língua. Pelo país inteiro, se fala o creolle, mescla de francês, inglês, dialetos africanos e indígenas (uma misturança só!) e, em algumas poucas cidades do litoral sul, a língua garifuna é que é a corrente. Garifuna é a língua falada por um povo com esse mesmo nome, descendente direto de uma mistura de negros e índios Carib, vindos da ilha de San Vincent e que se espalharam do litoral de Honduras à Belize. Tem uma história interessantíssima e, certamente, ainda vou falar deles em algum post mais para frente.

O sol nasce na baía de Corozal, em Belize

O sol nasce na baía de Corozal, em Belize


Em Corozal, com o sol nascendo, passageiros esperam o barco para San Pedro, em Belize

Em Corozal, com o sol nascendo, passageiros esperam o barco para San Pedro, em Belize


A mais conhecida atração turística do país é o famoso Blue Hole, um antigo cenote hoje localizado em pleno mar, em um atol do lado de fora da grande barreira de corais. Essa é a segunda maior barreira de corais do mundo, atrás apenas da australiana, um local cheio de ilhas paradisíacas e um verdadeiro sonho para mergulhadores de todo o mundo. Mas, evidentemente, as atrações turísticas não se resumem a isso. O país está cheio de impressionantes ruínas mayas, bem longe das multidões que costumam frequentar suas congêneres no México e na Guatemala. A experiência cultural de se poder conviver com a cultura maya atual, assim como com os garifunas também é um grande atrativo.

Nosso barco entre Corozal e San Pedro, já na grande barreira de corais de Belize

Nosso barco entre Corozal e San Pedro, já na grande barreira de corais de Belize


Chegando à grande barreira de corais em Belize

Chegando à grande barreira de corais em Belize


Nós resolvemos ir diretamente à cereja do bolo, para depois explorar as outras atrações. Assim, chegamos à Corozal no final da tarde de ontem e hoje, enquanto o sol nascia, já tomávamos o barco para San Pedro. Essa já é uma ilha que está em plena barreira de corais e dizem ter sido a inspiração da Madonna na sua música Isla Bonita. Mas isso deve ter sido há uns 20 anos... Hoje, o desenvolvimento urbano tomou conta da antiga ilha paradisíaca, vegetação nativa e areia tomadas por asfalto, casas, restaurantes e lojas. Para quem quer bastante agito e muitas festas, pode ser o lugar certo. Mas não para nós. Fomos até lá apenas para mudar de barco e seguir um pouco mais para o sul, para outra cayo chamado Caye Caulker. Parecido com a San Pedro da Madonna de 20 anos atrás. Assim nos disseram e vamos conferir...

San Pedro, lá em plena grande barreira de corais de Belize

San Pedro, lá em plena grande barreira de corais de Belize


Praia em San Pedro, cheia de restaurantes, piers e lojas, em Belize

Praia em San Pedro, cheia de restaurantes, piers e lojas, em Belize


Olhando no mapa, é fácil perceber que teria sido mais rápido pegar o barco em Belize City, a maior cidade do país, bem mais próxima de Caye Caulker. Mas nos disseram que não seria seguro deixar a Fiona por lá, nos esperando. Parece que a cidade é bem perigosa. Assim, deixamos a Fiona no nosso simpático hotel em Corozal, cujo proprietário é um figuraça e muito amável e partimos rumo à antiga Isla Bonita, de lá para a atual isla Bonita e, de lá, em poucos dias, ao famoso Blue Hole! Já estamos em Belize!!!

En San Pedro, embarcando para Caye Caulker, outra ilha na grande barreira de corais de Belize

En San Pedro, embarcando para Caye Caulker, outra ilha na grande barreira de corais de Belize

Belize, Corozal, história, San Pedro

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Funil e Castelo

Brasil, Bahia, Vale do Pati (P.N. Chapada Diamantina)

Vista do Vale do Pati do alto do Morro do Castelo, na Chapada Diamantina - BA

Vista do Vale do Pati do alto do Morro do Castelo, na Chapada Diamantina - BA


Nossa primeira noite no Vale do Pati foi na Igrejinha. O vale fica dentro da área do Parque Nacional, mas continua sendo habitado por uma pequena comunidade que resiste a sair das terras que foram de seus avós e bisavós. Hoje em dia são onze famílias espalhadas pelo Pati. Na época áurea da mineração, quando mais de 30 mil pessoas habitavam a região da Chapada, o vale era um dos responsáveis pela produção de alimentos para tanta gente. Mais de 5 mil pessoas se espalhavam pelas suas encostas.

A Igrejinha do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

A Igrejinha do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


A Igrejinha era a capela dessa gente toda. Com a decadência da mineração, quase todo mundo migrou dali, mas as construções ficaram. Com o advento do turismo, essas casas foram transformadas em "pontos de apoio", locais para se dormir sob um teto, estrutura de cozinha e banheiro. Bem no início, os andarilhos ainda dormiam dentro da Igrejinha, literalmente. Hoje, as casas ao seu redor foram reconstruídas e é lá que elas dormem, quando não estão em suas barracas. A igrejinha fica aberta à visitação, mas não se dorme mais lá dentro. De qualquer maneira, todos se referem a esse lugar como "a Igrejinha".

Fazendo alongamento antes da caminhada, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

Fazendo alongamento antes da caminhada, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Foi lá que acordamos, café da manhã pronto para nós. A manhã nublada fez o Lúcio inverter nosso roteiro do dia. Fomos primeiro descer o rio Pati para depois subir o Morro do Castelo. Afinal, de nada adiantaria chegar lá em cima para ver apenas nuvens. A tarde nos traria céu claro, essa era nossa esperança.

O rio Pati, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

O rio Pati, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Descendo o rio Pati, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

Descendo o rio Pati, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


A descida do rio Pati é jóia, cheia de poços e pequenas quedas, culminando com a Cachoeira do Funil. Mesmo sem sol, não resistimos a um bom banho. Pelo roteiro original, subiríamos o rio de tarde, com sol, logo após a exaustiva subida do Castelo. O piquenique seria na beira d'água. Quem sabe, da próxima vez...

Morro do Castelo entre nuvens, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

Morro do Castelo entre nuvens, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Em seguida, a subida do Castelo. Tem esse nome porque, de um determinado ângulo, a montanha se parece com um grande castelo medieval. Bem no meio da subida, cruzamos com um guia desanimado, junto com seus dois guiados. Voltavam lá de cima e só tinham visto nuvens. Esperaram, esperaram e acabaram perdendo o tempo de subir o Funil. Na hora do nosso encontro, o tempo começava a abrir. Foi quando tivemos certeza que a estratégia do Lúcio tinha sido perfeita.

Com o Lúcio, no alto do Morro do Castelo, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

Com o Lúcio, no alto do Morro do Castelo, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Vista do Vale do Pati do alto do Morro do Castelo, na Chapada Diamantina - BA

Vista do Vale do Pati do alto do Morro do Castelo, na Chapada Diamantina - BA


O que torna o Morro do Castelo especial é que quase no alto da montanha há uma caverna (ou "lapa") que a atravessa de um lado ao outro. Dos dois lados da caverna, mirantes magníficos, não só para a Vale do Pati mas também para outras regiões da Chapada, como os Gerais do Rio Preto e do Vieira e para a Cachoeira do Calixto. Além disso, depois de todo o calor da subida, a caverna é um oásis de sombra e até mesmo água fresca, pois há uma pequena nascente lá dentro. Uma verdadeira dádiva!

Vista de um dos mirantes do Morro do Castelo, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

Vista de um dos mirantes do Morro do Castelo, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Entrada da Gruta do Castelo, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

Entrada da Gruta do Castelo, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Curtimos ao máximo as vistas dos mirantes e depois almoçamos com reis na boca da caverna. Para baixo, todo santo ajuda e não demorou muito para chegarmos ao rio novamente, com direito a banho refrescante. Com a noite se aproximando, desistimos de sair da Igrejinha para passar a noite de hoje numa toca mais próxima das atrações de amanhã. Ao invés da toca, o colchão do nosso quarto. Ao invés do mato, o banheiro da Igrejinha. Pareceu uma boa troca...

Vista de um dos mirantes do Morro do Castelo, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

Vista de um dos mirantes do Morro do Castelo, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

Brasil, Bahia, Vale do Pati (P.N. Chapada Diamantina), cachoeira, Cachoeira do Funil, Castelo, Chapada Diamantina, Igrejinha, Parque, Trekking, trilha

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