0 A Fauna Natural de Ocean Harbour - Blog do Rodrigo - 1000 dias

A Fauna Natural de Ocean Harbour - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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A Fauna Natural de Ocean Harbour

Geórgia Do Sul, Ocean Harbour

Um gigantesco elefante-marinho macho e a pequena fêmea ao seu lado, na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Um gigantesco elefante-marinho macho e a pequena fêmea ao seu lado, na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


Depois de conhecer a baía de Ocean Harbour de dentro d’água, era hora de conhecê-la por terra. Como todas as baías dessa ilha, há uma pequena planície que circunda a praia e que é ardorosamente disputada por diferentes espécies de animais. Um pouco mais além, montanhas e geleiras quase intransponíveis, um terreno que é inabitável, tanto para nós como para eles, essas mesmas espécies que disputam o terreno ao lado da praia.

O magnífico cenário de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

O magnífico cenário de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


Hora de deixar a belíssima baía de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul, para trás

Hora de deixar a belíssima baía de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul, para trás


É por isso que a Geórgia do Sul, apesar de ser apenas uma ilha, na prática se comporta como se fossem várias delas. Cada baía, uma terra isolada, uma outra “ilha”. Para ir de uma praia a outra, de uma “ilha” a outra, só voando ou nadando. Animais que não sabem fazer nem uma coisa ou outra estão fadados a ficar sempre na mesma área da Geórgia do Sul. Aliás, é por isso também que não se desenvolveram ou evoluíram animais terrestres na Geórgia. Falta de espaço de evolução! Essa era a regra até a chegada do bicho-homem que, como todos sabemos, não é muito ligado nessa história de “regras da natureza”. Por isso, com ele trouxe vários animais terrestres que não eram (ou são) naturais da ilha. Assim como fez em todas as ilhas que conheceu ao longo dos últimos 50 mil anos de história.

Um lobo- marinho na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul. No fundo, o naufrágio do Bayard

Um lobo- marinho na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul. No fundo, o naufrágio do Bayard


Filhotes de elefante-marinho na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Filhotes de elefante-marinho na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


Bem, os primeiros animais que vimos ao pisar em terra firme foram os mesmos que já havíamos visto desde nosso caiaque e também os mesmos que temos visto nas outras baías da Geórgia do Sul: lobos e elefantes-marinhos e os pássaros, como pinguins, skuas, gansos, gaivotas, shags e albatrozes. Enfim, a fauna natural da ilha. Depois, apurando mais os olhos, apareceu a fauna exótica. Mas antes de falar dela, quero falar da fauna “natural”, pois mesmo ela vimos em situações distintas das que vínhamos vendo até agora.

Um prion coleta material para fazer o seu ninho em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Um prion coleta material para fazer o seu ninho em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


O verdadeiro jardim em que se transformou o naufrágio Bayard, em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

O verdadeiro jardim em que se transformou o naufrágio Bayard, em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


A começar pelos shags imperiais, aquele pássaro com barriga branca e costas negras, mas que são diferentes dos pinguins porque sabem voar muito bem. A gente logo os reconhece pelas sobrancelhas amarelas e a mancha azul ao redor dos olhos. Pois bem, por aqui eles não fazem seus ninhos em rochedos, como nas outras baías que visitamos, mas no grande barco enferrujado e encalhado no meio da baía há mais de 100 anos, o Bayard. Já os tínhamos visto e fotografado do nosso caiaque, uma hora antes, mas foi em terra que descobrimos uma coisa. Ele pode até fazer seus ninhos no Bayard, mas o material de construção não está no navio, mas em terra. Então, ele voa para cá, junta alguns gravetos com seu bico e voa para lá, para seguir com a “obra”. Isso explica também o verdadeiro jardim em que se transformou o convés do antigo navio. É a fauna dando uma mãozinha para a flora!

Grupo de pinguins rei em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Grupo de pinguins rei em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


Grupo de pinguins rei em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Grupo de pinguins rei em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


Dos shags construtores para os pinguins. Sim, claro, já estamos até cansados de ver essa simpática ave nadadora em todas as baías que paramos. Aqui foi igual, pequenos grupos de pinguins rei (aqueles com as manchas amarelas) no gramado tomando um sol para variar. Belos como sempre. Havia também grupos de gentoo (aqueles mais “tradicionais”, apenas preto e branco). Embora com menos frequência, também já tínhamos visto os dois tipos de pinguim no mesmo lugar, mas nunca tão próximos.

Pinguins das espécies gentoo e rei parecem discutir na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul (foto de Melissa Bartlett)

Pinguins das espécies gentoo e rei parecem discutir na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul (foto de Melissa Bartlett)


Pois é, dessa vez, conseguimos ver algo que já queria ver faz tempo: pinguins de espécies diferentes interagindo. Custou, mas conseguimos! Dois deles acabaram se cruzando, mas não sei se gostaram muito disso não. Pelo menos visualmente, parece até que discutiram. Pois é, isso levanta a outra questão que me tem “atormentado”. Será que falam a mesma língua? Alguém vai saber me responder essa questão?

Lobo-marinho observa praia lotada de elefantes-marinho em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Lobo-marinho observa praia lotada de elefantes-marinho em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


Lobo-marinho observa elefantes-marinho na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Lobo-marinho observa elefantes-marinho na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


Dos pássaros para os mamíferos. Temos visto lobos-marinhos por todos os lugares. Essa é a época de chegarem às suas praias preferidas e estabelecer um território para poder receber suas pretendentes. Lutam, literalmente, com unhas e dentes por esse território, seu mais valioso ativo e “atrativo sexual”. O problema para eles é que, nesse ano, aparentemente a estação dos elefantes-marinhos atrasou e, quando eles chegam às praias, além de lidar com seus adversários da mesma espécie, ainda tem de lidar com os “antigos inquilinos” das praias que ainda não foram embora. E contras esses, não têm a menos chance. Um elefante-marinho macho é mais de 10 vezes mais pesado que um lobo-marinho, Assim, há de ter paciência...

Lobo-marinho descansa ao sol em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Lobo-marinho descansa ao sol em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


Lobo-marinho dorme na grama em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Lobo-marinho dorme na grama em Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


Pois bem, aqui em Ocean Harbour os elefantes estão especialmente atrasados. É possível perceber nas feições dos lobos que chegam à praia e veem aquela muvuca de elefantes: “ai ai ai... e agora?”. Sorte daqueles que ainda conseguem um pedacinho... Pelo menos atrás das pedras da praia há um gramado fresquinho e apetitoso, pelo menos nesses dias de sol. Os elefantes preferem a praia mesmo e na grama descansam os lobos nascidos na estação passada e que ainda não foram para o mar em definitivo. Esses podem ainda descansar tranquilamente, pois ainda não se preocupam em procurar namoradas. Como eu disse, num dia ensolarado como hoje, aquela graminha estava mesmo atraente...

Fêmea de elefante-marinho desperta enquanto o macho dorme profundamente na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Fêmea de elefante-marinho desperta enquanto o macho dorme profundamente na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


Um enrugado filhote de elefante-marinho na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Um enrugado filhote de elefante-marinho na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


Por fim, sobraram os atuais reis da praia, os elefantes-marinhos. Passada a época de maior stress, quando os grandes machos também tinham suas batalhas titânicas por espaço e pelos enormes haréns, hoje reina a tranquilidade. Daqueles grandes confrontos de poucas semanas atrás, sobraram as cicatrizes no rosto dos machos, tanto vencedores como perdedores. O que vemos agora são haréns organizados ao redor de um grande macho, além dos elefantinhos recém-nascidos e dos nascidos há um ano.

Família de elefantes-marinho na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul. O macho é muito maior do que a fêmea

Família de elefantes-marinho na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul. O macho é muito maior do que a fêmea


Casal de elefantes-marinho namoram na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Casal de elefantes-marinho namoram na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul


Mesmo assim, em família, ainda se vê o “namoro” entre eles. Esses machos de até quatro toneladas são incansáveis, mas sabem ser gentis também. Quando não estão sobre as fêmeas, estão ao lado delas, abraçando-as candidamente. Assim, um ao lado do outro, é quando percebemos claramente a incrível diferença de tamanho entre os dois sexos. As “elefantas”, que são elas mesmas também muito grandes, maiores que os maiores lobos-marinhos, ficam absolutamente minúsculas perto do macho. Haja coragem...

Um elefante-marinho macho não parece se importar com as cicatrizes de antigas batalhas e dorme tranquilamente na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Um elefante-marinho macho não parece se importar com as cicatrizes de antigas batalhas e dorme tranquilamente na praia de Ocean Harbour, na Geórgia do Sul

Geórgia Do Sul, Ocean Harbour, Bichos, Lobo Marinho, elefante marinho, pinquim

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A Fauna Exótica de Ocean Harbour

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