0 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Ubersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jido)

lugares

tags

arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha

paises

Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Cuba Há 2 anos: Cuba

O meu paraíso: Isla Holbox

México, Holbox

A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Na quina entre o Mar do Caribe e o Golfo do México, a Isla Holbox se tornou famosa por ser o endereço onde centenas (senão milhares) de tubarões baleia se congregam para procriar entre os meses de maio e julho, nas águas quentes do Caribe.

Ainda em Chiquila, onde pegamos o barco para a ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México, as informações sobre os tubarões-baleia

Ainda em Chiquila, onde pegamos o barco para a ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México, as informações sobre os tubarões-baleia


Os guias de turismo quase desencorajam os viajantes de conhecê-la, a comparando com os outros destinos turísticos da Península do Yucatán. Afinal, quem gostaria de trocar as águas azuis turquesas e cristalinas do Mar do Caribe por uma água já misturada com a mais escura e 'barrenta' água do Golfo do México?

As águas mais escuras do Golfo do México, a caminho da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

As águas mais escuras do Golfo do México, a caminho da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Além disso, a ilha é conhecida pela falta de infraestrutura, uma cidade pequena, onde as ruas ainda são de areia e você parece estar longe do mundo civilizado. (Tudo o que eu mais quero!) Por outro lado também é sabido que aqui os preços para o turismo são altíssimos, hotéis e alimentação com preços proibitivos.

Caminhando para a praia nas ruas de areia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Caminhando para a praia nas ruas de areia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Chega a ser quase um paradoxo, como um lugar sem estrutura e pouco desenvolvido turisticamente pode ser tão caro? O que os livros esqueceram de explicar é que Holbox é o novo esconderijo de muitos estrangeiros, a maioria italianos, que trouxeram junto deles sua gastronomia e bom gosto. A magia da ilha está justamente nesta mistura, um lugar que prima por manter suas tradições e simplicidade, mas que possui infraestrutura para receber até o turista mais exigente.

Em meio às águas rasas do mar da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Em meio às águas rasas do mar da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Nós mesmos, quando estávamos fechando o roteiro tivemos nossas duvidas, mas eu queria ir de qualquer forma, algo me atraia nesta ilha... Acho que justamente o fato de ser menos visitada por humanos e massivamente visitada por tubarões baleia. Mesmo adiantados na temporada, me parecia um ótimo motivo!

Que lugar para armar a rede! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)

Que lugar para armar a rede! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)


Assim, este foi o meu destino escolhido para as nossas "férias das férias", um lugar para ficarmos parados por alguns dias trabalhando nos blogs, aproveitando a praia e relaxando de tantos quilômetros rodados. E, depois de passar 4 dias na mais agitada Isla Mujeres, entre motos, carros, ruas já asfaltadas e o barulho da semana de carnaval, o Rodrigo acabou topando.

Bizarras carapaças que se encontram nas praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Bizarras carapaças que se encontram nas praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Cruzamos do porto de Chiquila, uma pequena cidade no extremo nordeste da Península do Yucatán. Chegamos lá no final da tarde, ainda durante a semana das festas pagãs. Não tivemos tempo e nem luz para ver a praia, então fomos direto a praça principal, onde topamos com bandinhas embalando as apresentações das estudantinas, jovens e senhores empenhados em alegrar o público local, tocando seus tambores, baterias, violinos, trompetes e violões, enquanto as mulheres dançavam e cantavam temas originais, em suas adornadas fantasias representando lendas mayas e yucatecas lindíssimas!

Animação de carnaval em Holbox, pequena ilha ao norte de Yucatán, no México

Animação de carnaval em Holbox, pequena ilha ao norte de Yucatán, no México


Apresentação de carnaval na praça central em Holbox, a pequena ilha ao norte de Yucatán, no México

Apresentação de carnaval na praça central em Holbox, a pequena ilha ao norte de Yucatán, no México


Um carnaval genuíno, feito pela comunidade, para a comunidade, mantendo as tradições, a musica instrumental, a criatividade e a dedicação da própria população, e não um punhado de caixas de som sobre uma caminhonete fazendo barulho pela cidade. Aquilo me comoveu de tal maneira, não sei se por me lembrar dos melhores carnavais brasileiros (repito, os melhores, não os maiores) ou simplesmente por que vi que eles estavam genuinamente felizes e orgulhosos por fazê-lo assim! Foi a melhor das surpresas que Holbox nos guardava.

Uma das animadas bandas que tocou no carnaval da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Uma das animadas bandas que tocou no carnaval da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


No dia seguinte, depois de horas trabalhando no quarto, saímos para a praia com poucas expectativas, pois as águas escuras não poderiam ser mais bonitas que as do mar do Caribe, certo? Errado! A primeira visão que tivemos enquanto caminhávamos uma quadra do nosso hotel para o mar foi esta.

A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Daí em diante, sem fôlego e impressionada pelo tom verde esmeralda das águas, começaríamos a nossa rotina de caminhadas e explorações pela ilha.

Caminhada antes da chuva na iilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Caminhada antes da chuva na iilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Neste primeiro dia seguimos para o lado direito, caminhando pela praia cruzando iguanas, caranguejos e quase nenhum turista. Paramos para um banho de mar e um rum punch no Restaurante Arena, um dos mais bacanas da ilha.

Caminhando nas águas rasas da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Caminhando nas águas rasas da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Relaxando, depois do almoço (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)

Relaxando, depois do almoço (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)


No outro dia saímos a explorar o lado esquerdo da praia, passamos pela vila de pescadores, onde cruzamos mais o pessoal local, pescadores e mulheres trabalhando e crianças brincando na areia. Uma delas, a menina Perla que queria ir para o fundo, mas sabia que seus irmãos iriam afogá-la, essas brincadeiras que irmãos fazem.

Ancoradouro em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Ancoradouro em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Menina se diverte em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Menina se diverte em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Conversadeira, ela me contou sobre a sua família inteira, seus amiguinhos e até seu novo bebê, o priminho que nasceu há apenas 6 meses. Ela se mudou do lado oeste da ilha para cá há pouco tempo e ainda está começando a fazer novas amizades.

A mais nova amiguinha da Ana na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

A mais nova amiguinha da Ana na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Andamos mais de 4 km até a área de reserva, na ponta esquerda da ilha, onde os principais moradores são as garças, pelicanos e as pequenas golondrinas, que todos os anos vem até as areias brancas de Holbox para procriar, uma das raras espécies de aves que prefere a areia às árvores para seus ninhos.

Garça solitária em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Garça solitária em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Belo entardecer na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Belo entardecer na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


No nosso terceiro e último dia saímos caminhando para o canto direito da praia com o objetivo de ir até a Punta Mosquito, uma das praias mais bonitas da ilha e apenas acessível de barco. Havíamos conversado com algumas pessoas que nos disseram que com disposição para uma longa caminhada seria possível chegar até lá a pé. Andamos, passamos o restaurante onde havíamos parado no primeiro dia e continuamos. Andamos, andamos e andamos e logo chegamos a um rio de águas verdes transparentes. O Rodrigo passou nadando e logo vimos que não teríamos como atravessar com câmeras e mochilas sem molhá-las. Tivemos que sacrificar a Punta Mosquito e ficar por ali mesmo... Vida dura esta! Rsrsrs!

Um magnífico rio de águas verdes se encontra com o mar na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Um magnífico rio de águas verdes se encontra com o mar na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Todas as noites nós encontrávamos um restaurantinho novo para comer, mas foi em uma noite chuvosa que decidimos conhecer o restaurante vizinho ao nosso hotel, que anunciava em um quadro negro o seu jantar do dia: um prato especial + uma taça de vinho = 180 pesos mexicanos (ou algo bem próximo a isso). Descobrimos um ótimo negócio, pois além de boa musica, tempero e vinho deliciosos, encontramos um ambiente super descolado! Noite chuvosa, nada melhor que um bom filme para passar a noite, lá mesmo no restaurante as meninas projetaram Vicky, Cristina, Barcelona. Amo os filmes de Wood Allen, posso revê-los dezenas de vezes.

Nossas amigas argentinas em seu restaurante onde tomávamos nosso saudável café da manhã, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Nossas amigas argentinas em seu restaurante onde tomávamos nosso saudável café da manhã, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Paola e Loana são argentinas, estão viajando pela América Latina e resolveram parar um tempo em Holbox para trabalhar. Estão gerenciando este pequeno restaurante dentro de um hostel há três meses e já receberam até visitas! Sol, Maria e Alfonsina vieram de Buenos Aires para visitá-las e fecharam o grupo animado que nos fez companhia nas nossas últimas noites em Holbox.

Comprando côco de um vendedor e seu simpático veículo, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Comprando côco de um vendedor e seu simpático veículo, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Várias pessoas já me perguntaram se durante a viagem encontramos algum lugar que eu pensasse, 'este é o meu lugar!' A minha resposta sempre foi vaga, encontramos vários lugares lindos, mas nenhum que houvesse me tocado. Isla Holbox é aquele pedaço esquecido de paraíso que sempre esperamos encontrar. Foi um dos primeiros lugares que eu senti que poderia viver e um dos mais difíceis de dizer adeus... Então será, quem sabe, apenas um até logo.

Alvoroço de gaivotas em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Alvoroço de gaivotas em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México



Como chegar?

Em Chiquila, taxistas em seus triciclos aguardam os turistas que retornam da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Em Chiquila, taxistas em seus triciclos aguardam os turistas que retornam da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Existem ônibus que saem de Playa del Carmen até Chiquila, melhor opção que alugar um carro, já que este não pode atravessar. Se mesmo assim você for de carro, existem estacionamentos que cobram em torno de 100 pesos por dia para o carro, bem perto do píer. Existem duas companhias de barco que fazem a travessia, geralmente de hora em hora. As duas cobram o mesmo valor, 80 pesos mexicanos. Nós pagamos 60 na ida, quando ainda é fácil barganhar, já que os dois barcos estão saindo no mesmo minuto e as vendedoras estão ávidas para te ganhar. O retorno já tem horários diferentes, às vezes de 2 em 2 horas e intercalados pelas duas empresas, então é melhor deixar para comprar a volta na hora do embarque, para não ficar amarrado.

A caminho da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

A caminho da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México



Onde ficar?

Hoteis na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Hoteis na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Hospedagem na ilha realmente vai depender do seu gosto e bolso. Existem hotéis, pousadas e pequenos resorts de todos os tipos, alguns dos mais caros da região! Nós chegamos lá com a indicação do Hostal Ida e Vuelta, que oferece cabanas rústicas em um ambiente descontraído por preços bem razoáveis, mas eles já estavam lotados. Assim acabamos ficando no hotel vizinho, nada charmoso, mas com preços ótimos (300 pesos por quarto, metade do preço do anterior) e com tudo o que precisávamos: wifi, banho quente, ar-condicionado e uma boa cama. Na beira da praia estão os hotéis boutique deliciosos, com restaurante, bar, piscina, decoração super charmosa e ambiente perfeito, mas aí as tarifas e os cardápios já são em dólares e começam em no mínimo 190 dólares, podendo chegar a mais de 400 fácil, fácil.

Combinação perfeita! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)

Combinação perfeita! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)


Alimentação na ilha também pode ser cara, mas existem restaurantes baratos ao redor da praça e algumas boas opções como o das argentinas que comentei acima. Os locais sempre têm boas dicas, a maioria é de comida mexicana, simples, mas gostosos. Nós economizamos na hospedagem e nos demos ao luxo de aproveitar o bar e o restaurante de um destes hotéis, o Restaurante Arena, na ponta direita da praia. Lá tomei um rum punch com vista para o mar e provamos um dos melhores ceviches de pescado da vida!

México, Holbox, ilha, Isla Holbox, Praia

Veja todas as fotos do dia!

Gostou? Comente! Não gostou? Critique!

Bacteria Peruana

Peru, Huaraz, Trujillo

A cidade de Huaraz, no Peru, vista do alto da Cordillera Negra

A cidade de Huaraz, no Peru, vista do alto da Cordillera Negra


Ontem, durante as três horas de viagem de Huaraz até a atual cidade de Chavín, eu já não estava me sentindo muito bem, mas foi na hora do almoço que eu não piorei de vez. As dores que eu comecei a sentir na caminhada estavam cada vez maiores e a infecção alimentar começava a ficar mais clara. Tomei chás com ervas medicinais preparados pela dona do restaurante, depois tomei um paracetamol para a febre que parecia começar a subir, entramos no carro e pegamos mais 3 horas de estrada. Foi uma tortura, cada buraco parecia piorar ainda mais a dor... o coitado do Rodrigo tendo que agüentar os meus gemidos, dirigindo e preocupado o meu estado.

Já próximos de Huaraz pedi para que parasse em um posto de saúde e eles nos encaminharam para o Hospital de Recuay. Preferi ir a um hospital de uma cidade menor, do que pegar uma fila imensa no hospital de Huaraz. Eu estava com 39,5°C de febre, já tinha tomado outro paracetamol e parecia não fazer efeito. Estava claro, eu tinha uma infecção alimentar, causada por algum alimento ou água consumida durante a trilha. Todos comeram o mesmo que eu, o que me fez desconfiar mais da água, que poderia ter sido mal fervida ou até mesmo enquanto eu escovei os dentes direto no rio. Sabe Deus!

A Cordillera Negra, na região de Huaraz - Peru

A Cordillera Negra, na região de Huaraz - Peru


Me deram uma injeção para baixar a temperatura e o antibiótico para a infecção. Fomos para o hostal, tomei um banho e dormi, acordando pelo menos umas 5 vezes durante a noite com as dores e principais sintomas da infecção. No dia seguinte eu fiquei o dia inteiro mal... a febre, mesmo depois da injeção, não cedeu e ficava variando entre 38 e 39°C, muito forte essa tal bactéria peruana! O Rodrigo comentou com a dona de nossa pousada que não titubeou em chamar à pousada um médico de sua confiança. Dr. Jorge Ramirez veio até a pousada, examinou e modificou a medicação, receitou a sulfa (ou bactericin) + paracetamol duplo se a febre subisse dos 38°C. Totalmente entregue, dormi o dia inteiro, tentando recuperar as energias. O Ro, meu amado protetor, conseguiu providenciar a medicação, uma sopinha de frango e muito gatorade! Enquanto isso o Rodrigo, além de cuidar de mim, teve que ficar lidando com a situação de Galápagos, verificando novas possibilidades, conversando com os padrinhos e decidindo o novo roteiro.

Região desértica na viagem entre Huaraz, na cordilheira, e Trujillo, no litoral norte do Peru

Região desértica na viagem entre Huaraz, na cordilheira, e Trujillo, no litoral norte do Peru


No dia seguinte amanheci melhor, já bem mais disposta. As idas ao banheiro diminuíram e as dores também. Consegui até subir para tomar um café da manhã, interagir com uns turistas ingleses e tomar uma sopinha de frango feita pela Dona Nely, dona da pousada. Ganhamos um tempinho com a história do cancelamento de Galápagos, mas já usamos bem esse tempo para a minha recuperação. Agora, mesmo meio baleada, precisávamos continuar a viagem!

O monte Huscarán, o mais alto da Cordillera Blanca, visto do alto da Cordillera Negra, na região de Huaraz - Peru

O monte Huscarán, o mais alto da Cordillera Blanca, visto do alto da Cordillera Negra, na região de Huaraz - Peru


Pegamos a estrada para Trujillo pela Cordillera Negra. Lindas paisagens e vistas panorâmicas da vizinha Cordillera Blanca e vários povoados no caminho. Foram em torno de 6 horas de viagem até Trujillo, pude descansar mais um pouco e aproveitar, agora melhor, a companhia no meu marido amado. Instalados no Hostal Colonial, decidimos ficar um dia a mais em Trujillo e conhecer os templos e civilizações das redondezas, que antes iriam passar batido. Amanhã mais um dia mergulhados na história incrível desse imenso sítio arqueológico que é o Perú.

Peru, Huaraz, Trujillo, Hospital, médico

Veja mais posts sobre Hospital

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

As Montanhas de Boquete

Panamá, Boquete

O vulcão Baru, ponto mais alto do Panamá, na região de Boquete

O vulcão Baru, ponto mais alto do Panamá, na região de Boquete


Boquete está localizado no norte do Panamá em uma região montanhosa de matas verdejantes, rios e corredeiras. Para muitos turistas que vem ao Panamá em busca de praia e sol é só um ponto de passagem entre Boca Chica, no Pacífico e Bocas del Touro, no mar do Caribe. Porém aos poucos essa pequena cidade se tornou um pólo de imigração, principalmente de norte-americanos aposentados ou em busca de uma vida mais tranquila. Assim, enquanto andamos pela região encontramos sinalizações e placas de venda de imóveis em inglês. A infra-estrutura da pequena vila já começou a se transformar e já oferece um comércio especial, lojas especializadas em vinhos, cafés, padarias e pequenos restaurantes deliciosos. O clima frio a faz um destino turístico romântico para casais com hotéis boutiques, spas, visitas a plantações de café e jardins botânicos particulares.

O rio que corta Boquete, no Panamá

O rio que corta Boquete, no Panamá


As montanhas e rios por outro lado a fazem um hot spot para aventureiros e mochileiros de todos os cantos do mundo que vem em busca de trilhas e emoção nas rápidas da região. O melhor período para visitar a região é entre janeiro e março, quando o clima está mais seco e as trilhas mais transitáveis.

Papagaio panamenho, na região de Boquete, no Panamá

Papagaio panamenho, na região de Boquete, no Panamá


As principais atividades de aventura são o trekking para o Vulcão Barú (3.475m), uma caminhada noturna que inicia à meia-noite e dura 5 horas, para ver o nascer do sol. O Sendero dos Quetzales, uma ave de longas plumas coloridas encontrada principalmente nas matas tropicais da América Central. Essa trilha está oficialmente fechada pelas autoridades, pois ano passado um guia morreu levado por um rio, depois de cruzar seus clientes são e salvos. Aqui o fenômeno de “cabeça-d´água” é muito comum nos rios, quando a chuva no alto da montanha aumenta sobremaneira o volume dos rios, pegando de surpresa quem está na parte mais baixa. São 3 cruzes de rio, sem ponte, e ainda assim algumas pessoas acabam arriscando e entrando na trilha, sabendo de todos os riscos.

Depois das águas quentes dos poços termais, nada como um rio de águas frias! (na região de Boquete, no Panamá)

Depois das águas quentes dos poços termais, nada como um rio de águas frias! (na região de Boquete, no Panamá)


Há outras trilhas e atividades como o Canopy Tree Trek, vulgo arvorismo, também disponíveis e menos arriscados para as épocas de chuva. Agora, uma das mais famosas atividades de aventura da região, e menos sujeita às intempéries, é o rafting no Rio Chiriquí e Churiquí Viejo. Várias agências de turismo de aventura operam, mas deve ser agendado com pelo menos um dia de antecedência, já que o tour parte as 7h da manhã.

Lembrança de Boquete, no Panamá

Lembrança de Boquete, no Panamá


Outra curtição para os brazucas é passear pela cidade se divertindo com as placas que encontramos pela cidade da piada pronta. Eu confesso que meu botão já mudou para o espanhol, então eu nem conseguia mais achar tão engraçado. Ainda assim foi impossível não morrer de rir com o post do Eduardo no blog da sua viagem de 111dias pela América Latina (clique aqui). Vale boas gargalhadas!

Para nós, brasileiros, a cidade da piada pronta! (Panamá)

Para nós, brasileiros, a cidade da piada pronta! (Panamá)


Se você gosta daquele clima de montanha, ar puro, barulho de rio e estar rodeado por natureza, seja qual for o seu estilo, vale incluir pelo menos 2 dias no seu roteiro para explorar esta região.

Panamá, Boquete, Chiriquí, Rio

Veja mais posts sobre Chiriquí

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Armação de Búzios

Brasil, Rio De Janeiro, Búzios

Praia do Forno, em Búzios - RJ

Praia do Forno, em Búzios - RJ


Dia chuvoso, uma acordar com o barulho da chuva sem pressa para levantar da cama. O único horário que temos hoje é o do café da manhã da pousada, que termina às 10h. Dez horas vamos ao café e aproveitamos o começo de dia molhado para responder emails, atualizar site, enviar materiais pela internet. Depois do meio dia a chuva dá uma trégua e decidimos nos exercitar um pouco explorando a pé as praias da península. Praia João Fernandes, João Fernandinho, Praia Brava, Praia do Forno e Praia da Foca, voltando pelo centro e Orla Bardot. Uma volta olímpica embalada por boa companhia, a couple of caipirinhas e belíssimas paisagens. O nosso objetivo principal era aperfeiçoar o nosso photoshop mental para enxergar cada uma daquelas praias como se estivéssemos em um dia de céu azul e muito sol! Animação nós tínhamos, só faltava mesmo exercitar. Exercitar as pernas, exercitar a mente.

Caminhando na rua que liga o centro à Praia da Foca, em Búzios - RJ

Caminhando na rua que liga o centro à Praia da Foca, em Búzios - RJ


João Fernandes e a sua diminuta irmã já foram rendidas pelos restaurantes à beira mar, quiosques, pousadas, camelôs e turistas. Suas areias, em algumas partes vermelhas, puxaram a minha lembrança da praia do forno, com grãos vermelho-escuros. Os pescadores em suas embarcações ainda dão um ar bucólico ao cenário.

Barco na Praia João Fernandes, em Búzios - RJ

Barco na Praia João Fernandes, em Búzios - RJ


A Praia Brava não nega o nome que tem. A maré alta já havia sumido com a faixa de areia e alguns corajosos surfistas enfrentavam o seu nervosismo e o frio. Nós calmamente observamos o movimento, movimento das ondas, de los hermanos turistas que vão e vem, das nuvens que passam nos torturando enquanto decidem se ali irão se instalar ou apenas passar.

Passeando na Praia Brava, em Búzios - RJ

Passeando na Praia Brava, em Búzios - RJ


Finalmente a Praia do Forno. Quando estive aqui com meus pais em 1992, decidimos não parar em Búzios, mas fizemos uma parada na Praia do Forno. Fiquei tentando me lembrar, na minha cabeça de criança eu achava que era caminho de Guarapari para o Rio de Janeiro e por isso havíamos só parado para dar uma olhada. Hoje que já sei ler mapas percebi que não foi por isso, terá sido uma insistência infantil para vermos as areias vermelhas? Lembro como fiquei impressionada com as águas roxas e areias vermelhas desta praia. Acho que meu photoshop mental naquela época era muito mais sugestionável do que hoje.

Escalando na Praia do Forno, em Búzios - RJ

Escalando na Praia do Forno, em Búzios - RJ


Uma caminhada pelo costão da estreita Praia da Foca e logo chegamos ao lago pantanoso no caminho para o centro.

Explorando a Praia da Foca, em Búzios - RJ

Explorando a Praia da Foca, em Búzios - RJ


A prefeitura pretende urbanizar o entorno deste lago, mas para nós encontrá-lo ali, como estava, foi uma grata surpresa. Um espelho d´água em um dia cinza como este? Confesso que foi uma das cenas mais bonitas do dia e quem diria, num pântano no meio de Búzios.

Fim de tarde na lagoa, em Búzios - RJ

Fim de tarde na lagoa, em Búzios - RJ


Já escureceu, finalizamos o nosso exercício caminhando pelo centro e Orla Bardot, imaginando como terá sido o tempo em que Brigitte e Juscelino caminhavam por aqui.

Brasil, Rio De Janeiro, Búzios, Praia Brava, Praia da Foca, Praia do Forno, Praia João Fernandes

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

A caminho da Pipa

Brasil, Rio Grande Do Norte, Praia da Pipa

O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


Uma das partes mais gostosas da viagem é quando pegamos rotas diferentes, por que estrada de asfalto são todas iguais, muda um pouco a paisagem aqui e ali, mas não é tão curtida como um off-road, por exemplo. Hoje saímos de Sagi pela praia e os chapadões até a Praia da Pipa. Aquela sensação de “easy rider”, rodando pelas areias, vento, sol, mar, sempre fez parte do meu imaginário de viagem de carro pelo nordeste e aqui vamos nós!

Longas praias desertas no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN, antes de chegar à Baía Formosa

Longas praias desertas no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN, antes de chegar à Baía Formosa


São quase 30km entre as duas cidades e na maré baixa conseguiríamos fazer praticamente todo o caminho pela areia. Passamos por Baía Formosa e ali já vimos que a maré ainda estava alta nas pedras e falésias, tivemos que entrar pela Fazenda Estrela e fazer parte da estrada entre coqueiros e alagados. Chegamos à Barra de Cunhaú, um rio largo que atravessamos numa balsa de um carro só.

Embarcando a Fiona para cruzar o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

Embarcando a Fiona para cruzar o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


Era comum seguir de carro pela areia daqui até a próxima balsa, mas a proibição foi feita e esta eu obedeço com gosto! A praia é berçário para as tartarugas marinhas que ainda estão em época de reprodução e fazem seus ninhos nestas areias. Já pensaram as coitadinhas tendo que agüentar carros e bugues?

Na balsa sobre o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

Na balsa sobre o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


Por isso pegamos um trechinho de estrada até a Barrinha e dali seguimos para a próxima balsa do Rio Sibaúma, essa balsa ainda menor e quase desnecessária. A Fiona ficou até meio chateada de não ter estreado seu snorkell, mas não poderíamos burlar o ganha pão dos balseiros dali.

Cruzando o rio Sibaúma numa pequena balsa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

Cruzando o rio Sibaúma numa pequena balsa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


De Sibaúma até a Pipa são mais 3km sobre um chapadão maravilhoso! A vista do alto das falésias é ainda mais bonita, o verde contrastando com a terra da chapada à beira mar, fantástico!

O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


Logo vemos que estamos chegando à Pipa, aumenta o movimento de carros e o golpe final, excursões da CVC por toda parte. Centenas de turistas descendo dos trenzinhos puxados por tratores, mega empreendimentos imobiliários “Pipa Beach Bungalos”, praia lotada de barracas e guarda-sóis. É o desenvolvimento chegando...

Praia próxima à Pipa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

Praia próxima à Pipa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


A Praia da Pipa é um daqueles destinos obrigatórios para qualquer brasileiro. Um lugar especial que virou atração turística não apenas por suas belas praias, mas pela infra-estrutura turística e pelo astral das pessoas que fazem o lugar. O Rodrigo já conhecia e sugeriu que ficássemos apenas um dia e uma noite, mas eu tinha lá minhas dúvidas, queria sentir o lugar antes para decidir ficar, quem sabe, pelo menos mais uma noite.

Caminhando na Praia da Pipa - RN

Caminhando na Praia da Pipa - RN


É realmente estranho sair de lugares como os que temos andado, tranquilos e distantes de tanto agito e chegar à Pipa. Ficamos meio tontos com tantas coisas, mas a energia e a própria infra do lugar vai nos envolvendo e não nos deixa ir embora. As praias são bonitas, mas lotadas. Temos que treinar os olhos para ver a beleza em meio a tanta gente e tanta farofa. Chegamos à praia do centro e logo pensei, “se for só isso podemos ir amanhã”. Caminhamos até a baia dos golfinhos, praia com falésias imensas, águas tranqüilas onde os golfinhos costumam passar o dia e caçar alguns cardumes de sardinha. É uma caminhada curta para chegar até lá, aí nos perguntamos: por que as pessoas gostam tanto de ficar aglomeradas? Uma praia dessas, tão linda e tão vazia, enquanto a outra está lotada? Enfim, mistérios do ser humano.

Baía dos Golfinhos, Praia da Pipa - RN

Baía dos Golfinhos, Praia da Pipa - RN


O fim de tarde foi chegando, os bares e restaurantes começaram a abrir e as ruas começaram a ganhar vida. Lanchamos um sanduíche delicioso que não encontrávamos há muito tempo, até aqui, só cheeseburguer e olha lá! Risoterias, bares, lojas, enfim... um mundo de coisas e pessoas alternativas vindas de todos os cantos do mundo, para formar esta atmosfera “pipana”. Decidido, vamos ficar mais um dia! Já vimos lugares tão ou até mais bonitos, mas a viagem e a vida não são feitas apenas disso. Precisamos respirar um pouco desta atmosfera e nos alimentar da energia cosmopolita que transborda neste lugar.

Falésias na baía dos Golfinhos, em Praia da Pipa - RN

Falésias na baía dos Golfinhos, em Praia da Pipa - RN

Brasil, Rio Grande Do Norte, Praia da Pipa, Barra do Cunhaú, off road, Praia, Simbaúma

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

Rumo à Cordillera Blanca!

Peru, Lima, Huaraz

A linda paisagem da região de Huaraz, no Peru

A linda paisagem da região de Huaraz, no Peru


Hoje pegamos estrada entre Lima e Huaraz. Tínhamos as mais diversas informações, que levariam 8, 10 ou até 12 horas para subirmos a cordilheira e chegarmos à cidade base para explorar a Cordillera Blanca.


Exibir mapa ampliado

Pegamos a Panamericana Norte em direção à Patilvilca, onde encontramos a rodovia 14, que vê-se no mapa do Google abaixo da linha traçada. Sabe lá por que o Googlemaps não consegue traçar este caminho, mas é o mais indicado e também um dos mais bonitos.

A estrada que leva à Huaraz, no Peru

A estrada que leva à Huaraz, no Peru


Paisagens bucólicas, vilas campesinas em festas típicas, venda de queijo e mel na estrada. Uma viagem linda que durou em torno de 6 horas e meia. Huaraz fica em um vale entre duas cordilheiras, a Blanca e a Negra, uma coberta de neve e a outra, apenas alguns metros mais baixa, toda negra pelas rochas negras escarpadas. A explicação disso é curiosa, diz-se que os ventos que sopram do oeste, direto do Oceano Pacífico, são chamados de Vientos Salados (ventos salgados).

Laguna altiplânica na estrada que vai à Huaraz, no Peru

Laguna altiplânica na estrada que vai à Huaraz, no Peru


Aqui, sobre este vale eles se encontram com os Vientos Dulces (ventos doces) que sopram da região amazônica. A massa de ar doce barra os ventos salgados sobre a Cordilheira Negra, que não deixam com que a neve se acumule durante os dias de inverno. Estas montanhas chegam a ficar com uma fina camada de neve nos dias mais frios do ano, porém não esta neve não dura mais de 3 horas e logo está derretida com a ajuda do sal. Já a Cordillera Blanca se mantém sempre doce e por isso sempre nevada.

As primeiras neves da Cordillera Blanca, chegando em Huaraz, no Peru

As primeiras neves da Cordillera Blanca, chegando em Huaraz, no Peru


Chegamos à Huaraz, nos hospedamos no Churup Hostal, um dos preferidos dos guias de viagem, trazendo mochileiros de todo o mundo. Nossa primeira preocupação foi agendarmos o Trekking Santa Cruz, um dos mais famosos da Cordillera Blanca, tido como um dos mais bonitos do mundo! Fechamos com a Huascarán, agência indicada pela pousada e fomos logo procurar um restaurante para matar a fome. Todas estas horas de estrada sem almoço, ninguém merece! Compra de lanches, água, pílulas purificadoras de água e estamos prontos para o trekking! Cordillera Blanca, aí vamos nós!

Peru, Lima, Huaraz,

Veja mais posts sobre

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

O Norte Atacameño

Chile, Iquique

Visitando a cidade fantasma de Humberstone, próximo à Iquique - Chile

Visitando a cidade fantasma de Humberstone, próximo à Iquique - Chile


Chegamos ao Complexo Fronteiriço de Colchane! Na divisa entre a Bolívia e o Chile este é um complexo integrado, ou seja, eles tentam facilitar a passagem pela imigração e aduana boliviana e chilena em um trâmite mais rápido e tranquilo. Ainda assim demoramos em torno de uma hora ali e quase tivemos que retirar toda a bagagem do carro para passar no raio x, um absurdo. Esta é uma fronteira muito utilizada na rota entre Oruro, na Bolívia e Iquique, no Chile, muitos caminhões e ônibus lotados de passageiros. Enfim, passados os trâmites, aos quais estamos cada vez mais acostumados, seguimos viagem por uma estrada de asfalto! Ai o asfalto... estava com umas saudades deste pretinho básico! Rsrs!

De volta ao Chile e ao asfalto, no caminho para Iquique

De volta ao Chile e ao asfalto, no caminho para Iquique




Exibir mapa ampliado

O trecho entre Colchane e Iquique vai beirando O Parque Nacional Volcán Isluga, que também tem uma travessia lindíssima por uma região nevada, com lagoas e geisers. Infelizmente nosso tempo está curto e os 2 dias sem banho e água quente já estavam de bom tamanho. Passamos reto com um aperto no coração, deixando mais esta para aquela nossa “wish list” pós 1000dias.

Um pequeno oásis verde no meio do deserto, a caminho de Iquique - Chile

Um pequeno oásis verde no meio do deserto, a caminho de Iquique - Chile


Ainda assim o caminho nos reservava muitas atrações e surpresas. O primeiro lugar é um sítio arqueológico conhecido como “O Gigante de Tarapacá”, localizado há 14km Huara no Cerro Unita. Uma imagem antropomorfa de um xamã tarapacá com 86m de altura, feita com a mesma técnica utilizada nas Linhas de Nazca, onde os antigos retiravam as rochas escuras do centro e as usavam para fazer os contornos da imagem.

O famoso Gigante do Atacama, desenho com mais de 80 metros no deserto do Atacama, região de Iquique - Chile

O famoso Gigante do Atacama, desenho com mais de 80 metros no deserto do Atacama, região de Iquique - Chile


Estima-se que este e outros desenhos ao redor do mesmo monte sejam datados de 900d.C. A melhor forma de enxergar a imagem é há uns 200m da base da montanha, quando pode-se vê-la completa. Embora as placas peçam para que ninguém escale ou coloque carros sobre o Cerro Unita, podemos enxergar as marcas dos vândalos que passaram por aqui, sem respeito algum com a memória e história de nossos antepassados americanos.

Placa informativa sobre o Gigante do Atacama, região de Iquique

Placa informativa sobre o Gigante do Atacama, região de Iquique


Adiante chegamos em Huara, cidade às margens da nossa tão esperada Carretera Panamericana! À direita Iquique, à esquerda Arica, onde iremos passar em alguns dias. Apenas alguns quilômetros mais e chegamos a outro ponto importante na história desta região. O norte do Deserto do Atacama foi uma região disputada na famigerada Guerra do Pacífico. O motivo? A cobiça pelos recursos naturais abundantes nesta região: o salitre. Muito utilizado para fertilizantes com base em Nitrato de Sódio e Potássio e retirada de outros elementos químicos como o Iodo.

Casa do diretor de Humberstone, próximo à Iquique - Chile

Casa do diretor de Humberstone, próximo à Iquique - Chile


Toda esta região é rica em salitre e no início do século XX, nos idos de 1920 houve um boom na exploração deste mineral, criando-se dezenas de Oficinas Salitreiras de capital britânico. O Rodrigo fez um post bem detalhado sobre a Guerra do Pacífico, vale a pena ler para entender melhor o contexto que fez com que O Perú e a Bolívia perdessem territórios, inclusive tão sonhada saída para o mar boliviana.

Visitando a cidade fantasma de Humberstone, próximo à Iquique - Chile

Visitando a cidade fantasma de Humberstone, próximo à Iquique - Chile


Humberstone foi uma das maiores oficinas salitreiras da região, com mais de 3.500 habitantes, criou-se uma vila cidade completa, com escola, teatro, hotel, mercados, peixarias, padarias, clube e tudo o que uma cidade tem direito. Após o fechamento de Humberstone em 1960, toda a vila foi abandonada e entrou em estado de deterioração.

Antigas casas de trabalhadores em Humberstone, próximo à Iquique - Chile

Antigas casas de trabalhadores em Humberstone, próximo à Iquique - Chile


Foi no início do século XXI que se iniciou um trabalho para a proteção e preservação deste local, que em 2005 se tornou Patrimônio da Humanidade da Unesco. Grande parte da oficina foi restaurada e podemos viajar na história nos tempos de esplendor e riqueza vividos nesta região. A cidade parece uma cidade fantasma dos filmes de faroeste norte-americanos. Casas abandonadas, ferramentas e maquinários espalhados por tudo e ainda muitos traços da vida cotidiana dos que ali um dia viveram.

Salão do hotel em Humberstone, próximo à Iquique - Chile

Salão do hotel em Humberstone, próximo à Iquique - Chile


Além de pequenos museus que expõem a história e detalham a vida em Huberstone, os pontos altos da visita são os grandes prédios do Hotel e do Teatro, assim como a piscina, feita com o casco de um navio antigo.

A piscina pública de Humberstone, feita com casco de navio naufragado (próximo à Iquique - Chile)

A piscina pública de Humberstone, feita com casco de navio naufragado (próximo à Iquique - Chile)


Depois de um mergulho na história recente do norte atacameño, chegamos à moderna cidade de Iquique. O tempo mudou repentinamente, entramos em um túnel de nuvens e neblina e o céu azul deu lugar ao branco e cinza das nuvens trazidas pelo Pacífico.

Primeira visão do Oceano Pacífico, em Iquique, no norte do Chile

Primeira visão do Oceano Pacífico, em Iquique, no norte do Chile


Avisamos a Duna Dragón, com mais de 300m de altura e ao longe o Oceano Pacífico, grandioso e cálido nestes tempos de inverno. É, finalmente chegamos à Iquique!

Fim de tarde em Iquique, no norte do Chile

Fim de tarde em Iquique, no norte do Chile

Chile, Iquique, Colchane, Gigante do Atacama, Humberstone, Salitre

Veja mais posts sobre Colchane

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Dunas e Salinas

Brasil, Rio Grande Do Norte, Galinhos

Pôr-do-sol nas dunas de Galos, região de Galinhos - RN

Pôr-do-sol nas dunas de Galos, região de Galinhos - RN


A península de Galinhos possui registros desde o início do século XVII, quando os holandeses começaram a extração de sal na região. Mais tarde se formou uma pequena colônia de pescadores e uma fábrica de salga com os principais peixes encontrados na região, dentre eles o peixe-galo, motivo do atual nome das duas comunidades, Galos e Galinhos.

Salina na região de Galinhos - RN

Salina na região de Galinhos - RN


Toda a região é desenhada por dunas e salinas entrecortadas pelo rio Guamaré e alguns mangues que restaram. Digo isso pois, ainda dentro do município de Guamaré, que dá acesso ao porto de onde fazemos a travessia para Galinhos, encontramos um grande alagado.

Rio em Galos, na região de Galinhos - RN

Rio em Galos, na região de Galinhos - RN


Este lagamar um dia foi um manguezal, bioma rico em biodiversidade e berçário de várias espécies. O mangue foi aniquilado para dar lugar à produção de sal e a um odor horrível que vive até hoje.

Pequeno porto fluvial de Galos, na região de Galinhos - RN

Pequeno porto fluvial de Galos, na região de Galinhos - RN


Aproveitamos o dia para explorar a península a pé! Saímos de Galinhos já na maré alta, caminhamos cerca de uma hora até a praia de Galos. Caminhada belíssima, mas ainda melhor se feita na maré baixa.

Caminhando de Galinhos à Galos, litoral do Rio Grande do Norte

Caminhando de Galinhos à Galos, litoral do Rio Grande do Norte


Cruzamos a vila de Galos para conhecer as margens do rio de água salobra, não sei até agora se é mais salgado pelo contato com as salinas ou pelo contato com o mar. Almoçamos a beira-rio e partimos para a segunda etapa do nosso roteiro, rumo ao Capim.

Pronto para mergulhar no rio em Galos, região de Galinhos - RN

Pronto para mergulhar no rio em Galos, região de Galinhos - RN


O Capim é uma lagoa formada na maré cheia entre as dunas. São mais 50 minutos de caminhada subindo e descendo dunas até chegar a ele. O sol já estava baixando e preferimos subir até a duna mais alta ao lado do capim para ver o belíssimo pôr-do-sol.

No meio das dunas de Galos, na região de Galinhos - RN

No meio das dunas de Galos, na região de Galinhos - RN


As dunas ainda eram bem escassas no meu currículo, então posso afirmar sem dúvida alguma que foi o mais bonito que já vi! Brincamos feito crianças nas dunas, admirando o nascer da lua sobre o mar e o sol se pôr no rio. Fantástico!

Pôr-do-sol nas dunas de Galos, região de Galinhos - RN

Pôr-do-sol nas dunas de Galos, região de Galinhos - RN


Retornamos caminhando à luz da lua sobre as dunas. Tínhamos areia até as orelhas, tomamos uma ducha na comunidade e seguimos pela praia, agora na maré boa, até Galinhos. A lua cheia iluminando o nosso caminho e do bugue que nos ofereciam carona em vão... Afinal, o que esses loucos fazem andando essa hora pela praia? Eles não iriam entender...

Maravilhoso luar na caminhada de volta pela praia até Galinhos - RN

Maravilhoso luar na caminhada de volta pela praia até Galinhos - RN

Brasil, Rio Grande Do Norte, Galinhos, Dunas, Galos, Pisassal, Praia, Rio

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

Abraão, um passeio na história.

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande

As magníficas ruínas do Aqueduto da Ilha Grande - RJ

As magníficas ruínas do Aqueduto da Ilha Grande - RJ


Mais um dia de chuva... Nossa primeira intenção era subirmos o Pico do Papagaio hoje, mas ninguém merece subir quase 1000m de altura para não enxergar nada, ainda mais em um lugar lindo como este. Amanhã a previsão é de sol, então deixamos para o dia do meu aniversário este presente. Com chuva e um pouco de frio, hoje resolvemos fazer uma parte mais histórica da Ilha que ainda não conhecíamos.

Molhando os pés na Cachoeira do Poção, na Ilha Grande - RJ

Molhando os pés na Cachoeira do Poção, na Ilha Grande - RJ


Andamos pela vila e fomos direto ao Centro de Visitantes, que fica na Sede do Parque Nacional da Ilha Grande. O centro é muito bacana, tem várias informações muito interessantes sobre a história da ilha, trilhas e fica instalado onde foi um dia a lavanderia do Lazareto.

Visitando o Centro de Visitantes do INEA em Abraão, na Ilha Grande - RJ

Visitando o Centro de Visitantes do INEA em Abraão, na Ilha Grande - RJ


De lá seguimos para o Circuito do Abraão, que passa pelo Mirante da Praia Preta, Mirante do Aqueduto, Poção, Aqueduto, Praia Preta, Lazareto e finalmente o Mirante do Pescador. Ilha Grande faz parte da história do Brasil desde 1700, quando fazendeiros de café e cana começaram a explorar a ilha para agricultura. Grande parte da ilha é recoberta pela Mata Atlântica, porém boa parte dela já é uma mata secundária que se refez sobre esta área de cultivo. Mais tarde D. Pedro II comprou a fazenda do Holandês para instalar o Lazareto, instalação da vigilância sanitária que funcionava como um hospital de quarentena dos imigrantes e visitantes do Brasil. Lá era feito o controle de entrada de pestes e doenças contagiosas que se alastravam pelo mundo naquela época. Todos os navios que chegavam ao Brasil aportavam no Lazareto da Ilha Grande e todos os passageiros eram examinados. Caso algum deles apresentasse alguma suspeita, era retirado para observação e instalado conforme a sua classe em um dos prédios do Lazareto. Foi no prédio de passageiros de 1ª classe também, que o próprio D. Pedro II ficou hospedado com sua família antes de ser exilado em Portugal, logo após a Proclamação da República. O Lazareto posteriormente se tornou uma prisão, conhecida como a Alcatraz Brasileira, fazendo parte do Complexo Prisional de Ilha Grande, juntamente com a C.C.D.R. de Dois Rios. Para atender a demanda de água da Vila de Abraão e do Lazareto foi construído o belíssimo Aqueduto, com rochas e óleo de baleia, e ele mesmo até hoje faz parte do sistema de abastecimento de água supre a vila.

As magníficas ruínas do Aqueduto da Ilha Grande - RJ

As magníficas ruínas do Aqueduto da Ilha Grande - RJ


Dia relax, trabalhando bastante! Quero colocar uns vídeos novos, mas editar esse negócio dá trabalho! Uma amiga minha é entusiasta dos vídeos mais roots, sem edição mesmo, quem sabe começo a me desapegar desses preciosismos e começamos a postar uns vídeos brutos para vocês! Por enquanto o dia trabalhando em condições precárias, sem mesa e internet ¼ de meia boca, me renderam um vídeo quase pronto e um belo torcicolo!

O rio da Praia Preta, na Ilha Grande - RJ

O rio da Praia Preta, na Ilha Grande - RJ


No final do dia fiquei meio deprê, em outros anos essa hora eu estaria ligando para todos os meus amigos para combinar o festerê de aniversário em um bar em Curitiba. É o meu primeiro aniversário na estrada, amanhã temos a programação de subir o Pico do Papagaio, segundo ponto mais alto da Ilha Grande e depois seguir para o Rio de Janeiro. Já que estamos aqui pertinho, escolhi passar o aniversário na cidade maravilhosa, com meus queridos cunhados e sobrinha, afinal, aniversário com a família é muito mais gostoso.

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande, Abraão, Praia, trilha

Veja mais posts sobre Abraão

Veja todas as fotos do dia!

Gostou? Comente! Não gostou? Critique!

Linhas de Nazca

Peru, Nazca

Desenho de baleia no deserto de Nazca - Peru

Desenho de baleia no deserto de Nazca - Peru


Sobrevoar as linhas de Nazca é uma experiência única. Não apenas pela montanha-russa mais emocionante do mundo, mas pela descoberta inacreditável que fazemos quando olhamos para o imenso deserto marrom-acinzentado lá do alto.

Sobrevoando o deserto de Nazca - Peru

Sobrevoando o deserto de Nazca - Peru


As linhas de Nazca são geoglifos localizados no deserto de Nazca, 400km ao sul de Lima no Perú. Embora lembrem os geoglifos de Paracas, como o Gigante do Atacama, os cientistas acreditam que estes foram feitos pela civilização dos Nazca entre os anos de 400 e 650 d.C. Existem milhares de teorias e conspirações matemáticas, ufológicas e religiosas. Estes desenhos inspiraram aquele livro “Eram os Deuses Astronautas”, do escritor Eric Von Daniken.

Deserto cortado por linhas e desenhos em Nazca - Peru

Deserto cortado por linhas e desenhos em Nazca - Peru


Este foi o meu segundo sobrevôo, a primeira vez que vim ao Perú, Nazca não estava no meu roteiro, eu tinha apenas 15 dias. Eu e Luiz, meu companheiro de viagem, conhecemos uns mineiros e foi um deles que ficou colocando pilha para acelerarmos o passo e trocarmos as ilhas flutuantes de Puno por um bate e volta em Nazca. Nesta ocasião conhecemos um limeño que trocou sua prancha de surf por um sandboard e se mudou para esta região. Historiador e dono de um pequeno restaurante e bar no centro de Nazca, ele nos contou uma das teorias mais aceitas, que explicaria como estes desenhos foram parar ali.

Uma gigantesca aranha desenhada no deserto de Nazca - Peru

Uma gigantesca aranha desenhada no deserto de Nazca - Peru


Segundo ele, o povo Nazca seria um povo nômade e caçador que vivia na selva e que foi sendo atingido por diversas secas terríveis, falta de caça e comida. Eles acreditavam que estariam sendo castigados por seus Deuses, por não terem reciprocidade com a natureza e apenas retirar dela o que precisavam para viver. No processo de busca por uma solução e uma resposta para os seus problemas, os pagés ou xamãs destas tribos utilizavam o São Pedro, um cactos alucinógeno, nas suas cerimônias religiosas. Eles ficavam “viajando” durante dias, tendo visões que eram repassadas para o povo em grandes discursos públicos, até que foi decidido que iriam homenagear a seus Deuses, desenhando no deserto estas visões que eles tinham durante os rituais de São Pedro. Eles teriam utilizado o método de remoção da camada mais superficial de pedras e terra avermelhadas pelo óxido de ferro. Estacas de madeira eram fixadas pelos engenheiros e o povo faria imensas peregrinações arrastando seus pés e “limpando” o caminho formando as imagens.

O 'Colibri', desenhado no deserto de Nazca - Peru

O "Colibri", desenhado no deserto de Nazca - Peru


São mais de 100 formas geométricas como linhas retas perfeitas, trapézios e retângulos e animais como o beija-flor, o condor, aranha, um macaco, o cachorro, papagaio e até uma baleia! Muitas destas imagens são inexplicáveis, será que eles já haviam visto uma baleia? Ou o que estariam querendo representar ao fazer a imagem conhecida como “o astronauta”? Seriam mesmo motivos religiosos ou uma forma de tentar se comunicar com extra-terrestres, como dizem os ufólogos mais entusiastas? Como construíram linhas retas tão perfeitas?

O 'astronauta', um dos mais incríveis desenhos no deserto de Nazca - Peru

O "astronauta", um dos mais incríveis desenhos no deserto de Nazca - Peru


São perguntas que talvez nunca tenham respostas. O fato de estarmos ali, cara a cara com um feito tão impressionante, nos faz perceber a pequeneza que temos dentro da história da humanidade. É uma sensação estranha de impotência e de integração ao mesmo tempo... Pois através de um desenho, por um segundo estamos recebendo a mensagem de um povo enviada há quase 1500 anos. Agora cabe a nós entendê-la.

O deserto de Nazca - Peru. Os desenhos são feitos retirando-se as pedras da areia, por centenas e centenas de metros

O deserto de Nazca - Peru. Os desenhos são feitos retirando-se as pedras da areia, por centenas e centenas de metros



Informações úteis

Prontos para o sobrevôo das famosas Linhas de Nazca, no Peru

Prontos para o sobrevôo das famosas Linhas de Nazca, no Peru


A maioria dos vôos é feito com aviões Cessna C207, para 5 passageiros e duram em torno de 40 minutos. As linhas estão em uma altitude de 1860 pés e o sobrevôo é feito entre 2200 a 3200 pés. O custo é basicamente o mesmo em todas as agências, variando entre 145 e 160 dólares por pessoa e a maioria dos vôos parte pela manhã quando tem garantia de céu aberto e sem nuvens. Entretanto nós conseguimos agendá-lo para as 15h, horário ideal no nosso cronograma. Muitas pessoas já nos perguntaram sobre segurança, houveram alguns acidentes, o último há menos de um ano morreram 4 franceses. Foi quando o governo peruano resolveu assumir a operação dos vôos e manutenção das aeronaves, garantindo mais segurança aos turistas e passageiros. Mesmo tendo uma experiência emocionante, com direito à turbulência e sobes e desces, o vôo nos pareceu muito seguro.

Observando as linhas de Nazca - Peru

Observando as linhas de Nazca - Peru


Obs.: Aos que enjoam, como eu, é recomendado tomar um remédio para enjôo, tipo meclin ou dramin. Eu não tomei e passei mal quase o vôo todo.

Peru, Nazca, Linhas de Nazca, sobrevôo

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Página 405 de 113
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet