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Ramos (02/07)
Olá Descobri o seu blog e estou seguindo atento! Mas gostava de saber o...
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vixi guria... casados nós já nos consideramos desde o primeiro dia que ...
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O Blog está ficando cada dia melhor, mto bom mesmo. Parabéns aos dois! ...
viviane (22/06)
aninha do céu, que loucura é essa??? kkk estou acompanhando a trajetór...
Travessia de volta da Praia Deserta
Hoje acordamos cedo e fomos atravessar a barra, nadar do Paraná a São Paulo. Estou realmente me sentindo uma pessoa saudável! 30km de pedal ontem, travessia da barra contra a corrente hoje e mais 30km de praia para retornar à Superagui hoje. Assim me dou até ao direito de comer mais... hummm delicioso o café da manhã que comemos hoje. Pão caseiro, margarina becel sabor manteiga e queijo... juro, parece até exagero, mas o pão que a Edna fez é sensacional!
Bem, hora de nos despedir do primeiro lugar que temos certeza que não voltaremos pelos próximos 1000dias. Fomos acolhidos muito bem aqui pelo Seu Rubens e sua família. Deixamos o nosso primeiro adesivo colado na sua prateleira e até gravamos um depoimento para a nossa coluna Soy Loco por Ti América, onde queremos mostrar por que cada um é apaixonado pelo lugar onde vive. Foi realmente especial. Depois de repormos todas as energias e feitas as despedidas, hora de retornar.
Realmente tudo muda quando o vento está a favor e pior que só damos valor a isso quando pegamos aquele vento contra. Não é uma metáfora não! Hoje voltamos da Barra do Ararapira para a vila de pescadores de Superagui, onde pegamos as nossas coisas para ir à Ilha do Mel. Eram novamente os mesmos 30km da ida, só que agora com o vento contra. É aquele vento gostoso contra o seu rosto que vários filmes e romances falam, mas que na prática e numa distância dessas faz uma diferença danada! Haja perna! Eu não via a hora de chegar, tentei de tudo para aliviar a dor, ouvi música, mudei de posição, mas não dava, para piorar um pouco minha bicicleta começou a rodar em falso e aí quando funcionou eu não podia parar, vai que não anda mais!? É claro que andou, que deu tudo certo e que o Rodrigo acha que é tudo drama meu. Só espero que amanhã eu ainda tenha pernas para dar a volta à Ilha, ou o drama vai ter que me carregar.
Travessia de volta da Praia Deserta
Barra da Lagoa, na Praia Deserta
Barra da Lagoa, na Praia Deserta
A bela praia Les Salines, em Sainte Anne, no sul de Martinica
Martinica, chamada pelos nativos caribs de Ilha Madinina, que significa “ilha das flores”, não nega a origem do nome. Florida, alegre e bem colorida é um dos destinos preferidos dos franceses vindos da metrópole. A população é na sua marioria descendente dos escravos que vieram trabalhar nas plantações de cana no século XVII, já mesclada com os colionizadores franceses. Os caribes que não caíram em batalhas defendendo sua terra, foram expulsos da ilha em 1660, poucos anos depois da capital francesa St. Pierre ser construída no norte da ilha (1636). Os ingleses chegaram a conquistar o território no final do século XVIII e começo do século XIX, pouco mais de 20 anos durante a Revolução Francesa, retornando ao comando francês após as Guerras Napoleônicas.
Chegando em Fort-de-France, capital da Martinica, a mais urbanizada ilha do leste do Caribe
Atravessando o parque La Savane, o principal de Fort-de-France, capital da Martinica
Mais francesa que Guadalupe e com a população já acima dos 415 mil habitantes, é uma das ilhas mais urbanizadas do leste do Caribe. Sua capital Fort-de-France possui largas avenidas e estradas duplicadas correm de norte a sul interligando a capital às principais cidades do departamento francês. O centro histórico próximo ao ativo Forte St. Louis, sua igreja e biblioteca nacional se mesclam à construções modernas melhor vistas do ferry. Andando nas ruas, porém, vemos que toda a infra-estrutura e charme francês se mistura às cores e despojamento comum às ilhas caribenhas.
O Fort S. Luis, que deu origem á cidade de Fort-de-France, capital de Martinica
Prédio da biblioteca, marco arquitetônico de Fort-de-France, capital da Martinica
A chegada de ferry em Fort de France proporciona belas vistas da cidade, mas o terminal não possui muita infra-estrutura turística como balcão de informações, locação de automóveis, etc. Mochila nas costas e caminhamos em torno de 10 minutos até La Savane, a praça principal do centro da cidade, em busca de um car rental. No caminho encontramos o casal Douglas e Maria, também com suas mochilas procurando as locadoras de carro.
Atravessando o parque La Savane, o principal de Fort-de-France, capital da Martinica
Douglas é camaronês e Maria é sueca, ambos vivem em Estocolmo e estavam impressionados com a cidade caribenha em que tudo fecha na hora do almoço. “Quando chegar na Suécia vou contar para os meus amigos que as pessoas aqui não gostam de ganhar dinheiro”, dizia ele. Os dois se casaram há 2 meses e depois de uma lua de mel curta na Espanha, decidiram tirar 20 dias nas ilhas caribenhas.
Com nossos amigos suecos, Maria e Douglas, em Fort-de-France, capital da Martinica
Douglas, também vindo de uma ex-colônia francesa, nos ajudava a agilizar a comunicação no francês e Rodrigo com seu francês e sua manha de viajante experiente os ajudava a procurar as melhores soluções para os nossos problemas. Nos ajudamos, ficando com as malas enquanto eles saiam procurar as locadoras e depois de duas horas finalmente tínhamos um carro na mão! Eles não conseguiram alugar, pois a maioria das locadoras pede no mínimo 5 anos de carteira de motorista para liberar o carro. Mudamos nossos planos e rumamos ao sul da ilha para dar carona ao casal de recém-casados, que se hospedaram em Anse Mitan. Nos despedimos com uma promessa que tentaríamos nos encontrar novamente, aqui, em Estocolmo ou em algum canto do mundo!
Com nossos amigos suecos, Maria e Douglas, na pousada deles em Anse Mitan, ao sul de Fort-de-France, na Martinica
Descemos à Grande Anse, uma vila de pescadores com um lindo promenade à beira mar, bares e restaurantes convidativos para uma cervejinha no final de tarde. Foi tudo perfeito, mas o que me marcou nessa praia foi a bela mordida que levei de um cachorro invocado. Foi mais pelo susto que levei do que pelo sangue que tirou, já que nunca tive medo de cachorro.
Praia de Grande Anse, no sudoeste de Martinica
Tempo de relaxar e ler sobre o país, na praia de Grande Anse, no sudoeste da Martinica
Passamos pela cidadezinha de Anse D´Arlet, um pouco mais urbanizada, que a anterior, com calçadão e uma linda igreja de frente para o mar e dali tivemos uma das melhores vistas para a “Rocher du Diamant”, pequena ilha rochosa que foi ocupada pelos ingleses, que ficavam no pé dos franceses do seu navio “inafundável”, como chamavam a ilha “The Unsinkable”. Os ingleses só foram expulsos dali depois de uma estratégia pirata adotada pelos franceses, que enviaram barris de rum e pegaram os adversários de calças curtas completamente bêbados na hora do ataque.
A famosa "Diamond Rock", usada como "navio" pelos ingleses, em suas guerras contra Napoleão (sul da Martinica)
A bela igreja de Anse D'Arlet, no sudoeste da Martinica
Escolhemos Sainte Anne como base no sul da ilha. A caminho de lá passamos pela baía e pela cidade de Le Marin, com bastante infraestrutura, hotéis e até um Mac Donald´s com sua baguete francesa.
Um delicioso recanto na estrada pouco antes de chegar em Le Marin, no sul de Martinica
Na ponta sul da ilha de Martinica, Sainte Anne é uma vila super charmosa, com suas casinhas de madeira, lojinhas de souvenirs e restaurantes à beira mar. Chegamos de noite e tivemos dificuldade em encontrar um hotel, alguns fechados na baixa temporada e outros supostamente abertos, sem ninguém na recepção. Rodamos por todos os hotéis que tínhamos endereço, perguntamos e nada. Até que subindo um morro seguindo uma das placas encontramos uma senhora que não titubeou em pegar seu carro e nos acompanhar até o hotel mais próximo, a caminho de Le Marin. Ele estava em uma estrada, não muito longe de onde havíamos passado, recepção fechada, mas após insistirmos conseguimos encontrar uma pessoa para nos atender! Experiência que se tornaria comum nessas ilhas francesas.
Loja de rede francesa em Sainte Anne, no sul de Martinica
Devidamente instalados fomos a um restaurante de cozinha creole simples na estrutura, mas com um chef maravilhoso! Pela primeira vez na vida provei um purê de fruta-pão, gratinado com queijo, simplesmente divino! A fruta-pão foi trazida para essas ilhas por um capitão inglês, como fonte de alimento barato para os escravos e eles fazem maravilhas culinárias com a fruta que é quase esquecida no Brasil.
Agência de mergulho (Club de Plongee) em Anse D'Arlet, na Martinica
Após este longo dia de viagens e explorações, tiramos a quinta-feira para descansar nas areias douradas de Les Salines, uma das praias mais bonitas da Martinica. Entre veranistas franceses e alguns viajantes perdidos encontrávamos as senhoras com seu tradicional costume de chita florido vendendo sorvete de coco artesanal.
Vendedora de praia com estilo, em Sainte Anne, no sul de Martinica
Alguns restaurantes bem rústicos vendem frutos do mar por algumas dezenas de euros, mas os mais descolados já trazem sua própria baguete e frutas para o piquenique na praia. No verão as opções devem ser mais variadas, já que este é um dos destinos preferidos nos feriados para moradores e turistas.
Tarde preguiçosa na praia Les Salines, em Sainte Anne, no sul de Martinica
Outras praias populares que não pudemos conhecer estão na costa leste, voltadas para o oceano Atlântico, com mais vento e mar mais agitado. Cap Chevalier, Macabou no sudeste e as praias da Praia Tartane e Anse l´Étang na Península de Caravelle são as que prometem as paisagens mais dramáticas para o nordeste da ilha.
Tarde preguiçosa na praia Les Salines, em Sainte Anne, no sul de Martinica
Uma hora e alguns quilômetros depois chegamos a Penedo, cidade às margens do Rio São Francisco, na divisa entre Alagoas e Sergipe. Mais uma vez encontramos o Velho Chico e em uma noite muito especial, a noite de natal.
Missa do Galo em Penedo - AL
Depois de uma soneca rápida nos arrumamos para a nossa noite de natal. Eu queria ter comprado um vinho e umas uvas, mas não foi uma prioridade na lista do Rodrigo, então saímos para descobrir o que poderíamos cear. A primeira e ótima surpresa foi uma missa de natal a céu aberto, em frente à Igreja próxima à pousada. Uma missa linda, com um coral cantando e centenas de pessoas acompanhando, foi ali que o clima de natal tomou conta de mim.
Missa do Galo em Penedo - AL
Há apenas duas quadras dali fica a segunda ótima surpresa da noite, o Oratório, sugestivo nome do restaurante onde fizemos a nossa ceia de natal. Às margens do São Francisco pedimos sua especialidade, tilápia frita, com purê de batata e salada.
Ceia natalina: Tilápia! (em Penedo - AL)
Ao invés do vinho, caipirinhas deliciosas e embaladas por uma ótima música ao vivo, bossa nova, MPB, sertaneja, rock anos 80 e tudo mais. Bar lotado e o mais curioso, nenhuma menção à noite tão comemorada em todo o mundo. Nem uma música, nem uma árvore de natal, nem um feliz natal do cantor, mas nem por isso foi um natal menos comemorado!
Celebrando o natal em Penedo - AL, ao lado do São Francisco
Fiquei muito bem impressionada com a cidade nesta noite, em Curitiba era difícil encontrar algum lugar aberto para cear a algum tempo atrás, imagine como era quando tinha apenas 20 mil habitantes!?! Certamente não tão animada quanto aqui. Nos divertimos, cantamos e brindamos com familiares ao telefone, em um clima completamente diferente de todos os meus natais. Ainda assim aquele clima delicioso de estar com os amigos e familiares, trocando boas energias se manteve graças à tecnologia.
Noite de natal ao lado do rio São Francisco, em Penedo - AL
O ritual é importante, mas aos poucos vamos descobrindo que ele pode ter várias formas, qualquer forma, não interessa qual, afinal, o natal não está fora, mas sim dentro de nós! Um natal maravilhoso, com muuuito amor, paz e energias positivas a todos vocês!
Dunas de areia na Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)
O Rio São Francisco tem a sua nascente, na Serra da Canastra. Ela parece uma poça de água com 2 x 2m, se muito. Há menos de um quilômetro dali, ainda na parte alta do parque já o reencontramos mais largo e bonito, pois recebe águas de afluentes também formados na mesma bacia.
Nascente do Rio São Francisco, no Parque da Serra da Canastra - MG
Ali mesmo, no Parque Nacional da Serra da Canastra todas as suas moléculas de água passam pela sua primeira grande emoção, a Casca D´Anta. Uma queda d´água imponente, possui 186m de altura e um poço que chega a ter mais de 30m de profundidade! Ali já podemos ver todo o potencial deste rio, que mesmo tão jovem já nos dá este belíssimo espetáculo.
Enfrentando as águas geladas do poço da Casca d'Anta, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG
Adiante encontramos novamente o SanFran, como gostamos de apelidá-lo, na cidade de Januária. Ficamos hospedados às margens do rio, conhecemos suas praias e mesmo possuindo quase um quilômetro entre suas margens, os moradores antigos nos contam que infelizmente, ele já não tem a mesma navegabilidade de antes. A principal mudança durante todos estes anos foi a diminuição do rio, que comparado com o que já foi, hoje é apenas um pequeno córrego. Além do desmatamento da mata ciliar, que levou o rio ao assoreamento, isso se deve também à Represa de Três Marias, próxima à cidade de mesmo nome.
A Ana se refrescando no Rio São Francisco, em Januária - MG
Seguimos viagem e chegamos à Petrolina, onde o Velho Chico está forte, caudaloso, impressionante com suas águas verdes e infelizmente impróprias para banho em alguns pontos. Conhecemos os projetos de irrigação que utilizam suas águas e que fizeram da região um caso de sucesso na fruticultura brasileira. Vendo tudo isso chegamos a pensar que o projeto de transposição do rio pode ser uma ótima saída para o sertão nordestino.
O rio São Francisco, com Juazeiro ao fundo, visto do apartamento da Iolanda, em Petrolina - PE
Eis que nesta retrospectiva chegamos ao presente. Estamos novamente às margens do Rio São Francisco, agora na cidade de Piaçabuçu, Alagoas. Entramos em um tour que deve nos levar conhecer um momento mágico para qualquer rio e ainda mais emocionante em se tratando de um rio como o São Chico. Vamos vê-lo morrer, não uma morte simples e inglória, pois depois de todos estes quilômetros percorridos, formando cachoeiras, praias, canais de irrigação, represas, trazendo alimento, transporte e vida por onde passa, ele finalmente irá encontrar-se com o mar.
Margem do São Francisco pouco antes da sua foz, na divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)
O rio da unidade nacional, como também é chamado, por ser o único rio 100% brasileiro, nasce e morre dentro do nosso território. O local de sua morte é também conhecido como “O Encontro”. Um cenário magnífico, formado por mangues, coqueiros, dunas, lagoas, o rio e o mar. A sensação é indescritível, saber que agora SanFran ganhou o Atlântico e através dele o mundo! Ali fica clara a nossa pequeneza perante a mãe natureza. Nós, meros mortais, ficamos comovidos, embalados pela trilha sonora épica providenciada pelo pessoal da embarcação.
Lagoa e duna próxima à Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)
O barco só consegue chegar há 2km do encontro, por isso depois de um passeio pelas dunas para ver a paisagem do alto, eu e o Rodrigo corremos pela margem do rio até a sua efetiva foz. Ali se forma um mini-delta, se é que podemos chamá-lo assim, encontramos mais lagoas e uma energia ainda mais vibrante.
Nadando numa pequena lagoa bem na Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)
O retorno foi outra aventura, embarcação com a caixa de marcha quebrada. 45 pessoas dentro de um mesmo barco, sol a pino e a correnteza nos levando aos poucos para os bancos de areia do Sergipe.
Nosso barco de resgate trazendo-nos de volta da Foz do São Francisco (Piaçabuçu - AL)
Foi uma hora de espera pelo resgate, enquanto alguns se indignavam, outros aproveitavam para curtir um pouco mais deste visual maravilhoso, afinal pessoal, é Natal! Chegamos à Piaçabuçu são e salvos e reenergizados com este encontro.
Último mergulho no Rio São Francisco após visita à foz do rio, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)
Já na estrada, preocupados com o Simba e o Sombra, ainda impressionados e emocionados pela briga e pela canção que a Araceli cantou, nós seguimos para Visconde de Mauá pela Serra Verde. São 85km de estrada de terra passando por povoados minúsculos e vales belíssimos, repletos de araucárias, o que nos faz sentir em casa já que é a árvore símbolo do Paraná.
Cruzando a Serra da Mantiqueira entre o Matutu (MG) e Mauá (RJ)
Nos dias que temos deslocamento entre uma cidade e outra escolhemos os caminhos mais bonitos, pois aproveitamos também a paisagem. São estradas de terra que passam entre montanhas, fazendas, pequenos povoados e cidades como Mirantão e Santo Antônio. Estes caminhos geralmente são mais curtos em distância e, no entanto, mais demorados, mesmo com um carro 4 x 4. A Fiona é muito confortável, mas é inevitável lembrar uma dica que a Tia Wilma e a Grazi me deram: “use um top ou sutiã mais reforçado e passe uma faixa para segurar bem, por que dói!”. E dói mesmo! Sem contar a ajuda que isso dá para a força da gravidade... hahaha! Além disso, se você acabou de comer... aiaiai, enjoa mesmo! Uma coisa que funciona bem para mim é ir dirigindo nestas estradas, por que além de mais focada eu tenho o apoio do volante. Por isso neste trecho o Ro foi curtindo a paisagem e eu a boléia.
Cruzando a Serra da Mantiqueira entre o Matutu (MG) e Mauá (RJ)
Chegamos em Maringá, uma vila ao lado de Visconde de Mauá, e logo encontramos o Haroldo, primo do Rodrigo, que já tinha chegado no dia anterior. Além do Haroldo já havíamos combinado de encontrar também o irmão do Ro e família, Pedro, Íris e Bebel. Enquanto esperávamos o Pedro chegar demos uma volta em Maringá e, atravessando uma pinguelinha, tomamos uma cervejinha em Maringá de Minas.
Primeira cerveja em Mauá - RJ
Voltando para Maringá do Rio, encontramos Pedro, Íris, Bebel e Mel, fizemos um lanche rápido em Minas e fomos para a Cachoeira do Escorrega em Maromba – RJ. É, parece meio confuso, mas é tudo ali, pertinho. Minas e Rio se mesclam de forma inusitada. A alegria e o jeito espalhafatoso do carioca, com o temperinho e a graça do mineiro.
Com o Pedro, Íris, Bebel e a Mel em Mauá - RJ
Na Cachoeira do Escorrega nos divertimos! O Haroldo e a Íris foram os primeiros corajosos, eu fui logo depois sem nem pensar. Aí o Ro, que não ia entrar, acabou sendo obrigado. “Imagina a Ana entrar numa água gelada dessas e eu não?”.
Íris na Cachoeira do Escorrega em Mauá - RJ
Com a Íris e o Haroldo após todos terem escorregado na cachoeira gelada em Mauá - RJ
Dali, seguimos direto para a sauna, piscina e hidromassagem na nossa pousada, a Casa Alpina. Fizemos essa sessão relax, quente e frio, à luz das estrelas e com ótimas companhias. Na água quentinha o Pedro e a Bebel até tiveram coragem de entrar!
Se esquentando na Jacuzzi na noite fria de Mauá - RJ
A noite um jantar delicioso no Paladar da Montanha, foundue de queijo e chocolate, truta, sopas... hummmmmmmmmmmm! Para fechar a noite eu e o Haroldo ainda fomos até a pastelaria, o point da cidade! Tomamos uma cervejinha ao som de Cazuza, Legião Urbana e até rolou um forrózinho! O Ro? Ficou dormindo na pousada...
A bela Praia do Simão em Ubatuba - SP
Depois de tantas trilhas nas montanhas, descemos a serra e decidimos explorar as trilhas praianas, aqui, na região de Ubatuba. Da última vez que viemos para cá fomos até as praias da Cassandoca e Cassandoquinha, uma região quilombola que está dentro de uma área de preservação. São praias belíssimas e que dão acesso por uma trilha a outras 3 praias praticamente desertas. O Ro e o Guto fizeram nesta ocasião a trilha completa, mas em um esquema meio tri-atleta que eu não conseguiria acompanhar. Desta vez nos planejamos e com a ajuda do Jairo, marido da Edna, pudemos fazer a travessia desta trilha desde a praia da Lagoa, até a praia da Cassandoca. O Jairo nos deixou na praia da Lagoa, onde começamos a caminhada.
Placa orientativa na Trilha da Cassandoca em Ubatuba - SP
É uma trilha tranquila, 3 horas andando em meio à Mata Atlântica, cruzando diversos riachinhos e com vistas belíssimas da costa. Passamos pela Praia do Simão, também conhecida como Brava do Frade e o Saco da Banana, que faz jus ao nome, tamanha a plantação de bananas que existe no lugar.
Atravessando um bananal na Trilha da Cassandoca em Ubatuba - SP
É importantíssimo levar repelente, principalmente nesta época de borrachudos. Eu fui pega desprevenida, mas já na Praia da Lagoa conhecemos um morador, o Bill, que nos emprestou um pouco de citronela e nos salvou das picadas.
Lagoa na Praia da Lagoa em Ubatuba - SP
A praia da Lagoa é maravilhosa, uma lagoa à beira mar, de água límpida é a principal atração, além da praia, é claro. Pescadores estavam acampando ali, passando uma semana talvez. Vida tranqüila, sem aborrecimento, a não ser dos borrachudos. A Praia do Simão é outra praia belíssima, praticamente deserta, longe de tudo e todos... Vi apenas uma casinha tímida no canto da praia. Possui uma área perfeita para camping, com bica de água doce e tudo! Andamos mais um pouco e chegamos à Cassandoquinha, uma região já habitada possui alguns sitiozinhos de cair o queixo, à beira da praia e do rio, casas e jardins muito bem conservados dão aquele ar bucólico à paisagem praiana.
Pequeno riacho no final da Praia da Cassandoca em Ubatuba - SP
Chegamos à Cassandoca e lá estava o Jairo para nos resgatar. No caminho de volta ele veio nos contando as histórias da sua família e de como a região se desenvolveu nos últimos 30 anos. Seu pai, caiçara, vivia apenas da roça e da pesca. Não precisava de mais nada no sertão de Ubatuba. Plantava sua cana, arroz, café, fazia farinha e vendia ou trocava na cidade uma vez por mês. Pra que mais? Tempo bom de quem sabia viver uma vida simples, saudável e feliz. Quem sabe não é por esta trilha que a humanidade deveria rumar? Infelizmente este é um caminho sem volta, mas devemos sempre nos lembrar dos simples prazeres, assim pelo menos valorizamos mais o pouco que temos.
Praia da Cassandoca em Ubatuba - SP
Trabalhadores na estrada Tabatinga - Praia Mansa em Ubatuba - SP
O mar revolto do Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
Localizado nos pés da Serra Nevada colombiana, onde as montanhas encontram o mar do Caribe, o Parque Nacional Tayrona é uma unanimidade tão grande entre viajantes estrangeiros e colombianos que, mesmo com uma pressa danada para chegarmos à Venezuela, nós não ousamos tirá-lo do nosso roteiro. Pagamos os preços proibitivos* cobrados para entrada no parque e fomos conferir com os nossos próprios olhos.
A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
O parque que protege uma área costeira de 15 mil hectares (12 mil terrestres e 3 mil marinhos) foi formado em 1969 e abriga centenas de espécies da fauna e flora colombiana. O encontro de diversos ecossistemas como floresta seca, floresta úmida, mangues e marinho traz ao parque uma grande biodiversidade e cenários incríveis.
Nem só pessoas frequentam as praias de Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
A tranquila e bela baía do Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
A entrada de Cañaveral, por onde começamos o nosso trekking está a apenas 34 km de Santa Marta e diversos ônibus que saem da cidade em direção à Riohacha podem deixa-lo na porta do parque. Outra forma de conhecer o Tayrona para aqueles que não querem caminhar é pegando tours de barco que saem de Santa Marta ou Taganga. Pelo mar até o Cabo você passará por pelo menos 4 diferentes baías Concha, Chengue, Gayraca e Cinto, podendo pernoitar ou não no Cabo San Juan, é um jeito bacana de conhecer as belezas do parque vistas de outro ângulo.
Caminho de volta no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
Chegamos ao parque no final da tarde e nem as mochilas estavam prontas ainda. Enquanto arrumávamos as compras, águas e equipamentos, um grupo de jovens chegava ao estacionamento totalmente destruídos. Nos olharam com aquela cara de “vocês são loucos de sair andando agora?” e fizeram várias recomendações: contratação de mula, levar muita água, lanternas e avisaram, “a trilha é pesada!” A luz do fim de tarde era um bom indicativo de que deveríamos nos apressar, mas não tem melhor sentimento do que a segurança de que daríamos conta do recado. Alguns locais ainda tentaram nos empurrar as mulas, mas seguimos firmes em direção à trilha, encaixando uma passada rápida e consistente.
Início de caminhada no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
Pela primeira vez, observando o mar na trilha no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
A trilha entre a entrada do parque e o primeiro camping na área de Arrecifes é praticamente uma avenida, com apenas uma subida rápida e logo chegamos ao mirante e descemos com vistas maravilhosas da praia. O cenário do Tayrona começa a se desenhar diante dos meus olhos. O sol baixava dourando o mar e uma praia selvagem de mar revolto e imensos boulders de granito abria a nossa curta temporada no Tayrona.
Chegando às praias ao mesmo tempo em que o sol se punha, na trilha através do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
Caminhamos, agora na areia, até o final da praia. “Marcos! Tina!” eu gritei para dois turistas em uma pedra, a penumbra do fim do dia já nos confundia. Continuamos caminhando, passamos por La Piscina, um grupo de jovens colombianos e outro grupo de argentinos que insistiram para usarmos nossas lanternas, mas os olhos ainda aproveitavam os últimos suspiros de luz enquanto nós curtíamos a noite quente do Tayrona.
Metade da trilha e o céu já ficava escuro durante caminhada no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
Logo voltamos a uma mata escura e tivemos que nos render às lanternas para a última meia hora de trilha e sem baixar o ritmo fechamos os 6,5km de caminhada em menos de duas horas. Na chegada nos registramos e nos demos o prazer de tomar uma águila gelada antes de montar acampamento. Na venda conhecemos Stuart e Marcelo, sul africano e brasileiro viajando juntos pela América Latina. Ah, que delícia falar um pouco de português! Estamos definitivamente mais perto de casa.
Caminhando em praia do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
Acampamento montado, nada melhor do que uma caminhada na praia do Cabo San Juán del Guía sob a luz da lua e um banho de mar sob o céu estrelado para refrescar antes do jantar.
Lua cheia ilumina o mar em Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
Fazendo nosso jantar no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
A noite foi infernal, um calor danado dentro da nossa abafada barraca “all weather” comprada em pleno inverno americano. Espero que ela sirva ao menos para os acampamentos lá no sul! Rsrs!
Nossa barraca em cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
Apenas saíam os primeiros raios do sol e eu já estava afoita, em busca de ar fresco e uma das luzes mais lindas do dia para conhecer, agora com luz, a mais famosa praia do Parque Nacional Tayrona. O Cabo San Juan é uma ponta de pedra entre duas praias rodeadas de coqueiros e separadas pelo encontro de um rio de águas transparentes com o mar, é mole ou quer mais?
A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
A praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia. À direira, o quiosque em posição privilegiada onde se armam redes para dormir
A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
A maioria dos turistas para por aqui e perdem duas praias quase desertas há menos de 15 minutos por uma trilha fácil. A praia nudista foi a nossa preferida. Não encontramos nenhum peladão, quase deserta ela trouxe exatamente o clima de paz, tranquilidade e isolamento que estávamos buscando.
A paisagem grandiosa do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
O camping estava cheio e ficou ainda mais lotado neste segundo dia. Nós havíamos previsto uma ou duas noites no parque e acabamos optando por pegarmos nosso rumo a caminho da Venezuela e aumentar as chances de um detour que não estava programado para a Península de La Guajira.
Acampamento no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
Desmontamos acampamento, almoçamos e logo já estávamos com os pés na trilha novamente. O conjunto de praias, trilhas, vilas e paisagens rochosas ao longo do Parque Nacional Tayrona o fazem realmente um recanto especial do litoral caribenho colombiano.
Caminhando na praia de Arrecifes, metade daminho para o início da trilha, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia
* Preços de Acesso ao Parque Nacional Tayrona: Nós pagamos pela entrada, direito de acampar e 2 dias de estacionamento da Fiona em torno de 65 dólares, além de aproximados 10 dólares por pessoa pessoa por noite de taxa de camping.
Despedida do Rodrigo e da Rosana, que nos deram um lar em Porto Velho, capital de Rondônia
Rodrigo é piloto de helicóptero, tenente da FAB, foi escoteiro do Grupo Escoteiro Paraná Clube junto comigo e minhas irmãs. Há pouco mais de uma década não nos víamos e foi a tecnologia e as redes sociais que nos aproximaram novamente. Uma viagem como essa traz muitos aprendizados e um dos mais bacanas é que não interessa se você conhece ou não, ou se está muito tempo sem falar ou ver uma pessoa, sempre terá alguém disposto a nos receber de braços abertos. Rodrigo foi um desses casos, quando ele soube que passaríamos por Porto Velho já fez o convite para ficarmos na casa dele. Mantivemos contato e nós, é claro, aceitamos o convite! Meses depois estamos nós aqui, depois de 3 dias de travessia da BR-319, praticamente emendados com mais 3 dias descendo o Solimões de barco entre Tefé e Manaus.
Rosana é gaúcha e conheceu o Rodrigo em Santa Maria, enquanto ela estava na faculdade, ele estava servindo na Força Aérea da cidade. Ela é comissária de bordo, vive indo e vindo, mas sempre encontra um tempo na sua tumultuada escala para ir para casa lá em Porto Velho. Quando ela chegou fizemos uma programação para conhecer um pouco da capital rondoniense, detalhes neste post.
Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Eu já estava destruída, com muita tosse e uma inflamação crescente na minha crise de rinite, foi chegarmos a Porto Velho que tive febre e caí de cama. Nosso plano inicial era passarmos um dia, talvez 2 em Porto Velho, mas este princípio de pneumonia nos obrigou a diminuir o ritmo e parar. O Rodrigo conseguiu uma consulta com a médica da FAB para mim e ela confirmou o diagnóstico que minha mãe havia feito via Skype. Com uma receita médica em mãos, compramos a amoxicilina que iria tratar a infecção e me tirar do quadro agudo.
Assim, os dois primeiros dias em Porto Velho foram de descanso e reorganização. Tiramos toneladas de barro que cobriam a Fiona com o vap do Rodrigo, ela finalmente tinha cor novamente. Depois passamos a tarde lavando a calçada que o Ro espertamente sujou com o a sujeira e o barro que vinha se acumulando desde o México! Rsrs! Ficou uma lambança só, lama por todos os lados e a varanda toda estampada com as patas do Stark e da Bela que não entendiam o que nós dois estávamos fazendo ali.
Aproveitamos e fizemos uma faxina geral na nossa casa-carro. Descarregamos toda a nossa tralha na casa do Rodrigo e demos uma bela geral na organização e na limpeza das coisas. Levamos a Fiona para a revisão dos 150 mil km na concessionária Nissan-Toyota (sim, Nissan e Toyota juntas) de Porto Velho. E ainda fizemos umas 3 máquinas de roupa. Carro limpo e revisado, roupas lavadas e eu, renovada e medicada! Numa situação dessas, depois de dias no mato, não tem coisa melhor que chegarmos em uma casa em vez de um camping ou uma pousada, muito obrigada pelo carinho e acolhida Rodrigo e Rosana!
Despedida do Rodrigo e da Rosana, que nos deram um lar em Porto Velho, capital de Rondônia
É, as vezes é bom estar de volta à civilização.
Balada no Nikki - South Beach
Já se passaram cinco anos. Foi no dia 24 de Junho de 2006 que eu acordei cedo, ansiosa, pois o piscinaman (vulgo Rodrigo), estava chegando à minha casa para me buscar. Estávamos indo para a Ilha do Mel, passar o dia de domingo e, quem sabe, nos conhecer melhor. A viagem de carro ainda foi tensa, eu estava morrendo de sono (notívaga que sou) e o Rodrigo super acordado, falante, ser diurno. Abrimos a primeira cerveja na barca, ainda antes do meio-dia, ritual obrigatório para ele e que se repetiu todas as vezes que cruzamos para a ilha. O dia foi maravilhoso, fizemos várias trilhas, andamos por tudo, da balsa ao Canto da Vó, até a Nova Brasília, passando pelo Farol. Entramos no mar em pleno inverno e depois de um dia todo dando bandeira eu tive que tomar uma atitude, pois o moço aqui é devagar quase parando. Ali, no nosso primeiro beijo eu pensei... “xi... não vai rolar”. Achei meio xoxo, sei lá. Mas ele pelo jeito não, depois desse dia começou a me ligar, convidar, agradar... eu amei, pois eu já estava apaixonada antes mesmo da ilha! Aí tuuudo mudou de figura, até o beijo melhorou! Rsrsrs!
Pico do Gavião em Andradas - MG
Começamos a namorar, um ano depois fui morar em São Paulo, no ano seguinte ele já não agüentava mais a minha enrolação para ficarmos juntos definitivamente. Recebi uma proposta de trabalho em Curitiba e começamos a morar juntos, 04 de abril de 2008. Alguns meses, test drive rolando, Rodrigo queria deixar de ser o “namorido”, odiava que eu lhe chamasse assim. Para mim estava ótimo, mas se quisesse status de marido, só casando, não é mesmo? Então tá bom! Querendo consolidar a data do primeiro beijo como a data de início de namoro, ele decidiu, ficaremos noivos no dia 24/06!
Celebrando 5 anos de namoro e três de noivado, em Curitiba - PR
Três anos depois estamos de volta ao mesmo restaurante, onde o meu piscinaman pediu a minha mão em casamento aos meus pais, irmãs, cunhados e sogros, que acompanhavam de NY via telefone. Emocionante! Comemoramos hoje nossos 5 anos de namoro e 3 de noivado, sendo destes um ano morando juntos e mais 2 casados. Soma-se a isso 450 dias de convivência intensa, 24 horas por dia! Daqui a pouco já estaremos nas Bodas de Cristal, afinal 1 ano e meio 24h por dia juntos, deveriam valer pelo menos o triplo! Hoje, independente da contagem, renovamos os votos para que as bodas fiquem mais douradas, que venham os próximos 45!
Posando para foto em Cambridge, região de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Boston, fundada em 1630 foi uma das primeiras cidades americanas. É capital do estado de Massachussets e a maior cidade da Nova Inglaterra, com mais de 4,5 milhões de habitantes, somando a sua área metropolitana.
Velejadores praticam seu esporte nas águas do Charles River, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
A cidade foi o cenário para grandes revoltas e momentos chaves da independência americana. As ruas do seu centro histórico foram testemunhas do Massacre de Boston, quando revolucionários foram alvejados por soldados britânicos, e de episódios como o Boston Tea Party, quando revolucionários se revoltaram contra a taxação do chá pela Coroa Britânica e o despejaram nas águas do antigo porto da cidade em sinal de protesto. Esta festa do chá empresta o nome à ala mais radical do partido republicano americano que conhecemos hoje. Alguns dos principais nomes da revolução surgiram dentro da jovem Universidade de Harward.
Líderes revolucionários e realistas na cidade de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Começamos o nosso dia no Common Park, uma grande área verde no centro de Boston onde uma das principais atrações é o Frog Pond. Uma verdadeira festa da piscina, adultos e crianças se esbaldavam nas águas cloradas do chafariz para aplacar os quase 40°C do verão bostoniano.
O símbolo da Frog Pond, no Boston Common, o principal parque da capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
A nossa teenager levou só um minuto para voltar a ser criança e se enfiar de roupa e tudo embaixo d´água. A tia aqui caiu como uma patinha quando foi tirar foto e só conseguiu salvar a máquina fotográfica dos splashes ensandecidos da Bebelina.
Fugindo do calor na Frog Pond, no Boston Common, o principal parque da capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Bem frescas, tomamos uma limonada e começamos a caminhada pelas ruas da Old Boston, tentando absorver a história e a emoção dos momentos que elas presenciaram, no início da formação da maior potência mundial. Os 4 quilômetros da Freedom Trail nos levam a 16 pontos de interesse, prédios históricos, praças e até ao cemitério onde está enterrado Benjamin Franklin, inventor e patriota que foi um dos autores da Declaração de Independência de 1776.
O primeiro cemitério de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
O ponto alto para aprender um pouco mais desta história é o Museu da Independência, onde todos os dias 4 de julho é feita a encenação e o público revive o momento em que foi lida pela primeira vez a carta de independência dos EUA, na sacada desse prédio.
Apontando a varanda de onde foi lida para o público a Declaração de Independência, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Bebel não estava entendendo muito essa chatice da trilha dos tijolinhos vermelhos que nos levavam do museu a um monumento e a outro prédio “velho”. Queria mesmo era chegar logo ao momento das compras prometido no começo da manhã.
Mostrando para a Bebel o nosso caminho pelo centro de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Os olhinhos dela brilharam quando chegamos à Newbury Street e ela reconheceu a Abercrombie, sua antiga conhecida dos tempos de DC: “Amooo Abercrombie!” A tia aqui fez aquela cara de interrogação, hein? Me desculpem os mais compradores, mas eu nunca tinha ouvido falar nesse negócio. Lá fomos nós, respirar um pouco no ar condicionado e saber as novidades da coleção. O melhor de tudo foi ver a jovem e consciente Bebel, que se apaixonou por tudo, mas não levou nada: “acho que posso encontrar um preço melhor!”
Homenagem aos imigrantes irlandeses na cidade de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Caminhando pelo Quincy Market, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Atravessamos a rua e fizemos um looongo tour gastronômico no Quincy Market. Difícil escolher quando estamos com fome, todas as opções parecem ainda mais apetitosas. Do árabe ao italiano, do japonês e chinês ao grego, acabamos ficando com leves wraps frescos e feitos na hora pelo nosso conterrâneo brazuca capixaba.
Nossos conhecidos brasileiro e mexicano, em loja do Quincy Market, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Antes de continuarmos o padrinho teve que esperar o momento girly das companheiras de viagem. Uma hora, muita paciência e algumas sacolas depois, seguimos pela beira da marina até a Little Italy. Hummm, é verdade que aqui o ar cheira a parmesão e molho de tomate, mas não qualquer molho de tomate! O molho da mama, feito com pomodoros bem avermelhados e puro azeite de oliva! Desse jeito ficou difícil resistir, escolhemos um terraço e antecipamos nosso jantar, regado por um bom vinho e deliciosos antipastos italianos.
A interessante arquitetura das ruas centrais de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Voltamos à Cambridge fazendo um passeio pelo sistema de metro mais antigo dos Estados Unidos. Os trens mais parecem com bondinhos subterrâneos e os túneis parecem saídos dos filmes de Roger Rabit.
O símbolo do metrô de Boston, o mais antigo do país, em Massachusetts, nos Estados Unidos
Trem do metrô de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Na manhã seguinte, já em clima de despedida, seguimos para a Harward Square, conhecer uma das mais famosas e aclamadas universidades do mundo. Seus prédios imponentes se destacam em meio à cidade de Boston. Eu imaginava que o campus seria apenas um conglomerado em algum lugar mais isolado, longe do agito da cidade. Confesso que gostei ainda mais dela assim.
Visitá à Universidade de Harvard, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos
Suas praças imensas estavam cheias de visitantes, turistas e aspirantes à uma cadeira desta que é uma das mais disputadas faculdades do mundo!
A estátua de John Harvard, local de peregrinação de estudantes de todo o mundo, na famosa universidade em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
A biblioteca, a igreja e o Memorial Hall são os prédios que se destacam, este último conseguimos entrar e dar uma bisbilhotada nos nomes lembrados em suas paredes de mármore e granito.
Interior pomposo de prédio da Universidade de Harvard, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Melhor ainda era tentar imaginar a Lina andando por esse campus, minha super cunhada que teve a honra de estudar entre as mentes mais brilhantes do mundo aqui em Harward e no MIT.
Caminhando pelo campus de Harvard, a famosa universidade em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Ainda relutando em dizer adeus, fizemos uma última parada na Trinity Church, tida como uma das mais bonitas igrejas dos Estados Unidos. Construída em 1733 e totalmente destruída pelo grande incêndio de Boston em 1872, a nova estrutura foi reconstruída entre 1835 e 1893. A sua grandeza é impressionante, sua beleza e seu silêncio são mesmo inspiradores.
O magnífico interior da Trinity Church, em Boston, Massachusetts - Estados Unidos
O altar da famosa Trinity Church, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos
A despedida de Boston foi antecipada e dolorosa, mas precisávamos seguir viagem na nossa corrida contra o tempo. A pressa maior é chegarmos ao ponto de partida, Princeton, a tempo do Summer Camp da Bebel que começará no dia 23. Daqui seguimos a Cape Cod, ver onde estes bostonians se escondem nos dias quentes de verão.
Caminhando pelas ruas centrais de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
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