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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: México Há 2 anos: México

Meu primeiro live aboard

Brasil, Bahia, Caravelas, Abrolhos

Saltando do deck para o mar, em Abrolhos - BA

Saltando do deck para o mar, em Abrolhos - BA


A internet é algo impressionante realmente. Tudo começou com o mestre google! Pergunte ao mestre e ele responderá: “Mergulho em Abrolhos” e caí em um site de mergulhos que indicava a Apecatu como a melhor operadora para live aboards em Abrolhos. Logo entrei no site e encontrei os vários pacotes oferecidos pela empresa, fotos da embarcação e entrei em contato com eles. A Laila nos atendeu prontamente com a melhor notícia do dia! Eles estavam com uma saída Especial Sea Shepherd, incluindo baleiada, mergulhos e tinham exatamente uma suíte de casal vaga nos esperando!

Voltando ao barco após mergulho, em Abrolhos - BA

Voltando ao barco após mergulho, em Abrolhos - BA


A saída era justamente na data que estávamos procurando, de 14 a 17/10. Checamos a previsão do tempo e confirmamos com a Laila, nesta data a previsão apontava uma janela de sol dentre as diversas frentes frias que tem avançado sobre o Espírito Santo e sul da Bahia nas últimas semanas. Perfeito! Fechamos o pacote e rumamos a Caravelas. Fomos recepcionados pela equipe da Apecatu com um belo café da manhã e já nos instalamos na nossa cabine, uma suíte bem aconchegante.

Nosso quarto no barco em Abrolhos - BA

Nosso quarto no barco em Abrolhos - BA


Aos poucos vamos conhecendo os nossos colegas de live aboard com os quais iríamos conviver, mergulhar e viajar até domingo. O barco começou a navegação, saímos pela barra do Rio Caravelas, com o tempo ainda nublado e muito vento. Ao longo do rio, um manguezal, berçário natural para diversas espécies marinhas. Abrolhos fica em uma cadeia de montanhas há 70km da costa, o que significa em torno de 5 horas de navegação. Eu estava tranqüila, pois havia tomado o remédio para enjôo, mas ainda assim um pouco apreensiva, afinal nunca tinha ficado tanto tempo dentro de um barco, não sabia como o meu organismo iria reagir.

Chegando em Abrolhos - BA

Chegando em Abrolhos - BA


Nossa rotina no barco basicamente era de mergulhos, interação e diversão! Acordávamos cedo já com uma bela mesa de café da manhã nos esperando. Navegávamos para o ponto de mergulho do dia e começava a preparação. Montar os equipamentos, revisar as cargas dos cilindros, vestir as roupas de neoprene, cintos de lastro, nadadeiras e máscara, enquanto o Dingão nos colocava no ponto certo para cairmos. Os mergulhos duram entre 40 minutos e uma hora, dependendo da profundidade.

Preparando-se para mergulhar no Morro do Mato Verde, em Abrolhos - BA

Preparando-se para mergulhar no Morro do Mato Verde, em Abrolhos - BA


Quando voltávamos ao barco o almoço já estava quase pronto, dava tempo de subirmos ao solarium tomar um sol e bater um papo com o pessoal, enquanto a Manú dava o seu toque final. Depois do almoço mais um período de descanso, trabalho, leitura, macaquices, sol ou o que mais lhe apetecesse até irmos ao segundo ponto de mergulho do dia.

Macaquice no deck do barco em Abrolhos - BA

Macaquice no deck do barco em Abrolhos - BA


Novamente nos equipávamos e íamos para o mar e quando retornávamos da água, um pão de queijo delicioso e quentinho estava nos esperando. Mais tarde, assim que o sol baixava e a noite chegava começava tudo de novo, equipar e água!

Preparando-se para mergulho noturno em Abrolhos - BA

Preparando-se para mergulho noturno em Abrolhos - BA


O bote vem nos buscar após mergulho em Abrolhos - BA

O bote vem nos buscar após mergulho em Abrolhos - BA


Eu fiz os três mergulhos noturnos, para mim um melhor que o outro! Para fechar o dia com chave de ouro, jantar e um filminho. Na última noite assistimos à palestra do Caio sobre tubarões. Aí já eram onze horas da noite, senão mais..., eu estava prontinha para cair no sono. Hummm! Adorei esta rotina! Até eu, que enjôo pra caramba em barco, consegui acostumar. Tomei remédio só nos 2 primeiros dias, nos 2 últimos não precisei, o labirinto já estava acostumado ao balanço, que na cama embalava o sono profundo de cada noite.

Briefing de mergulho em Abrolhos - BA

Briefing de mergulho em Abrolhos - BA


Registro aqui o nosso muito obrigado à Apecatu e ao Titan que nos receberam super bem e com tanto carinho. Foi uma ótima experiência do meu primeiro live aboard, depois dessa tenho certeza que virão muitos outros!

Tomando sol no deck do barco em Abrolhos - BA

Tomando sol no deck do barco em Abrolhos - BA

Brasil, Bahia, Caravelas, Abrolhos, Ilha de Santa Bárbara, Live Aboard, Mergulho

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Portland-Oregon

Estados Unidos, Oregon, Portland

Portland, a cidade das pontes, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

Portland, a cidade das pontes, no Oregon, oeste dos Estados Unidos


Portland-Oregon é uma cidade moderna de nome e sobrenome. Na costa leste, dificilmente você escutará simplesmente o seu primeiro nome Portland, já que ela possui uma homônima do lado de lá, Portland-Maine. A Portland “de lá” está no litoral, já a daqui está às margens de um rio. A cidade das pontes possui pelo menos 11 grandes pontes, algumas antigas e meio espalhafatosas que cruzam o Willamette River.

A famosa Iron Bridge, sobre o Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

A famosa Iron Bridge, sobre o Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos


Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos


As pontes dão um ar industrial à cidade e a um primeiro olhar até meio decadente. Uma caminhada pelo Tom MacCall Waterfront Park em seu longo calçadão beira rio e aquele monte de ferro começa a entrar pelos nossos poros, dando um novo sentido à urbanidade de Portland. Seus traços duros e retos se replicam em sua arquitetura, prédios antigos e ruas austeras ganham cor nos movimentos artísticos que florescem na cidade.

Tradicional cooper ao lado do Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

Tradicional cooper ao lado do Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos


Porém, dentro dessa identidade visual tão urbanóide, existe um coração. Um coração verde e contemporâneo. Faixas exclusivas para ciclistas com posição central desde 1994 coexistem com outros projetos de transporte, como o aerial tram construído em 1986 (uma espécie de metrô de superfície) e até ônibus elétricos (que, disfarça, lembraram as minhas férias quando eu era pequenininha lá em Araraquara, rs!)

Muito bem marcada, pista exclusiva para ciclistas em rua central de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

Muito bem marcada, pista exclusiva para ciclistas em rua central de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos


Caminhando por uma das muitas praças de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

Caminhando por uma das muitas praças de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos


A cidade das rosas talvez ganhe outra vida no verão, nestes dias que passamos estava chuvosa e bem acinzentada. Cruzamos a Hawthorne Bridge para conhecer a East Esplanade, caminhamos entre nuvens, garoas e torós da beira rio até o Portland Building com a imensa estátua da Portlandia, Deusa do Comércio.

Pelo visto, chove muito em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos. Até estátua usa guarda-chuva!

Pelo visto, chove muito em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos. Até estátua usa guarda-chuva!


A famosa Portlandia, deusa do comércio com ares de Netuno, no centro de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

A famosa Portlandia, deusa do comércio com ares de Netuno, no centro de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos


Chegamos à Pioneer Courthouse Square rodeada de prédios antigos e a Fórum de Justiça, prédio de 1875, o mais antigo da costa noroeste. Cruzamos todo o centro antigo e o bairro de Chinatown até chegar ao artístico e mais sofisticado Pearl District.

Praça central de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

Praça central de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos


Museu de Artes de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

Museu de Artes de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos


A sofisticação aparece nos detalhes das restaurações dos prédios da região industrial e antigos depósitos, um dos bairros mais “cools” com galerias de arte, lojas de designers e estilistas alternativos. Lá fizemos uma parada obrigatória na Deschutes Brewery & Public House, que no meio da tarde estava bem disputada. A sopa de queijo com cerveja Ale é maravilhosa, sem contar o menu de degustações das cervejas preferidas da casa.

Aproveitando a chuva para testar as cervejas de uma cervejaria em Portland, no Oregon, costa oeste dos Estados Unidos

Aproveitando a chuva para testar as cervejas de uma cervejaria em Portland, no Oregon, costa oeste dos Estados Unidos


No sábado voltamos às margens do Willamette, caminhamos até a Steel Bridge, a segunda mais antiga da cidade construída em 1912. Nos sábados uma das maiores atrações é o Saturday Market, uma feirinha hippie, de comidas e antiguidades, com uma cara de Largo da Ordem ou Vila Madalena. Artesanato, antiguidades, sebos, quinquilharias, carrinhos de comida, música, bem diferente do padrão americano que encontramos por aí, mais alternativo que o “normal”, mas ainda assim bem organizadinho.

No movimentado mercado de sábado, ao ar livre, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

No movimentado mercado de sábado, ao ar livre, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos


Atravessando a Iron Bridge, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

Atravessando a Iron Bridge, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos


Uma coisa que logo me chamou a atenção foram os carrinhos de comida nos estacionamentos do centro. Eles estão por tudo e são uma opção barata que tem bastante adesão entre os habitantes da cidade. Comida mexicana, grega, indiana, vietnamita e como você imaginar. O pessoal compra o almoço nestes carrinhos e vai até a praça mais próxima ou à beira do rio para almoçar. É difícil encontrar espaço para o comércio informal nos Estados Unidos, este é um toque de latinidade à Portland ou de desapego às regras tão presentes no padrão norte-americano. A cidade parece acolher melhor opções e alternativas para suprir todo tipo de necessidade e receber todo tipo de maluco.

Carrinhos de comida, típicos de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

Carrinhos de comida, típicos de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos


Falando em maluco, é o que mais vemos pelas ruas, desde drogaditos à artesãos e malucos beleza que pensam que ter uma vida “alternativa” é viver nas ruas pedindo dinheiro, quase como uma forma de protesto, já que não tem muito a que protestar. Não consigo engolir um homem (ou uma mulher), jovem, sadio, sentado em uma praça com uma cara de “ripongo” e um cartaz pedindo dinheiro para comida. Há várias formas de se revoltar contra um sistema e esta, sem dúvida, não me comove e não ajuda em nada.

No movimentado mercado de sábado, ao ar livre, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

No movimentado mercado de sábado, ao ar livre, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos


A nossa rápida passagem por Portland me deixou ainda mais curiosa com a cidade. A chuva, o cansaço e o tempo escasso acabaram deixando o nosso “approach” meio superficial. Tenho certeza que tendo mais tempo para sentir e explorar os guetos e galerias de arte, os bairros e parques além da área central, o encontro com a alma desta cidade tão reconhecidamente alternativa e independente seria sensacional.

Observando o Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

Observando o Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos

Estados Unidos, Oregon, Portland, cidade, Metropole, Pearl District, Willamette River

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Explorando Seattle

Estados Unidos, Washington State, Seattle

Arte no Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Arte no Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Fundada em 1851, ao redor da indústria da madeira, Seattle, era apenas uma pequena vila da costa noroeste dos EUA. No final do século XIX ela passava por uma profunda crise, quando em 1897 um jornal bradou em letras garrafais: “Ouro! Ouro! Ouro!”, era a Klondike Gold Rush que se iniciava rumo ao Alasca. A cidade de Seattle foi marketeada como “o melhor, o único” porto de saída para as terras geladas e a partir daí experimentou uma explosão econômica.

Capa de jornal com a histórica manchete da descoberta de ouro no Yukon (Museu da Klondike Gold Rush, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos)

Capa de jornal com a histórica manchete da descoberta de ouro no Yukon (Museu da Klondike Gold Rush, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos)


Toda a infraestrutura necessária para transportar, alimentar, vestir e suprir os milhares de homens que seguiriam rumo ao Alasca foi produzida e comercializada aqui em Seattle. Homens e mulheres viveram intensamente a febre do ouro e floresceram as indústrias de construção naval, enlatados, equipamentos e todo o suprimento obrigatório para um ano de sobrevivência nos campos de garimpo do Ártico. A lista era imensa, como você pode ver na na foto abaixo.

Mantimentos obrigatórios para quem quisesse entrar no Canadá durante a corrida do ouro (Museu da Klondike Gold Rush, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos)

Mantimentos obrigatórios para quem quisesse entrar no Canadá durante a corrida do ouro (Museu da Klondike Gold Rush, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos)


A cidade soube se aproveitar da corrida do ouro! (Museu da Klondike Gold Rush, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos)

A cidade soube se aproveitar da corrida do ouro! (Museu da Klondike Gold Rush, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos)


Uma oportunidade que, somada a uma grande ação de marketing, salvou a economia da jovem cidade, tornando-a já em 1910, uma das 25 maiores cidades dos Estados Unidos. A cena musical começou a se desenvolver e astros como o Ray Charles e Quincy Jones apareceram em suas dúzias de Jazz Clubs, colocando Seattle no cenário cultural americano.

Artista de rua no centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Artista de rua no centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


A cidade ainda enfrentaria novas crises econômicas, como a Grande Depressão em 1929, mas novamente se reergueria, aproveitando oportunidades e crescendo junto com seus filhos e cidadãos empreendedores. Ela foi escolhida como sede para uma nova indústria que surgia, a indústria de aviação, com a então novata Boeing. A produção cultural também continuou e nomes como Jimi Hendrix, Nirvana, Pearl Jam e outras tantas bandas de indie rock também surgiram nas ruas e bares de Seattle.

caminhando em bela alamenda na Pionner Square, no centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

caminhando em bela alamenda na Pionner Square, no centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Músico se apresenta na entrada do Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Músico se apresenta na entrada do Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Hoje a grande cidade portuária, é o maior porto de saída para a Ásia e um dos maiores centros de tecnologia do mundo, sediando empresas como a Microsoft, Amazon.com, RealNetworks, a própria Boeing e tantas outras nas áreas de telefonia móvel e biomedicina.

A Space Needle se destaca na skyline de Seattle, estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos

A Space Needle se destaca na skyline de Seattle, estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos


A metrópole está rodeada por água, a oeste o Puget Sound, parte do Oceano Pacífico, a leste pelo Lake Washington. Portanto não houve melhor forma de entrar na cidade do que a bordo de um ferry boat. Cruzamos do porto de Bainbridge Island, na Olympic Península, e chegamos direto no centro de Seattle, vendo o contorno dos seus prédios e acompanhando, pouco a pouco a cidade crescer diante dos nossos olhos. O porto ao sul, downtown com a sua mais nova e romântica roda-gigante no centro, em frente ao famoso Aquário da cidade, e ao norte a inconfundível Space Needle.

A roda gigante e a Space Needle, em Seattle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos

A roda gigante e a Space Needle, em Seattle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos


Foi por ela mesmo que começamos as nossas explorações. A Space Needle, uma torre de observação de 184m de altura, foi construída em 1962 para a Seattle World´s Fair. A grande feira de tecnologia foi realizada em meio à Guerra Fria e à Corrida Espacial, principais temas mundiais da época.

Space Needle, inspiração para a casa da família Jetson! (em Seattle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos)

Space Needle, inspiração para a casa da família Jetson! (em Seattle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos)


Chegando à Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos

Chegando à Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos


Ela está localizada no Seattle Center, como é conhecida toda a área construída com temática futurista para a exposição de ciências e novas tecnologias. A visita mais simples custa em torno de 24 dólares por pessoa, mas uma vez lá em cima, você pode ficar quanto tempo quiser. A nossa dica é visitar a torre no final da tarde, ainda com luz e esperar o sol se pôr tomando um vinhozinho no bar, enquanto assiste as luzes da cidade se acenderem. Além de uma vista maravilhosa, você tem o espetáculo completo.

Montanhas nevadas no horizonte de Seattle, vistas do alto da Space Needle (no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos)

Montanhas nevadas no horizonte de Seattle, vistas do alto da Space Needle (no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos)


Fim de tarde em Seattle, visto do alto da Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos

Fim de tarde em Seattle, visto do alto da Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos


Ferry navega durante maravilhoso fim de tarde na baía de Seattle, visto do alto da Space Needle (no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos)

Ferry navega durante maravilhoso fim de tarde na baía de Seattle, visto do alto da Space Needle (no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos)


Seattle iluminada, vista do alto da Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos

Seattle iluminada, vista do alto da Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos


A Pioneer Square é o coração do centro histórico de Seattle. Os totens e esculturas nativas das suas praças principais são lindas, mas a área conhecida como Pioneer Square é curiosa mais por sua arquitetura, prédios antigos e participação histórica na vida da cidade.

Pronta para abraçar um totem na Pinner Square, centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Pronta para abraçar um totem na Pinner Square, centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


De lá parte o Underground Tour, famoso passeio pelas fundações da cidade, que foi construída sobre a antiga Seattle destruída em um incêndio em 1889. Nós não fizemos, pois além da preguiça de entrar em um grupo para um tour guiado, preferimos ver mais da história (que contei acima) lá no Klondike Gold Rush Museum, National Historical Park Site com entrada gratuita.

Pionner Square, centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Pionner Square, centro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Famoso tour pelo antigo centro (hoje, subterrâneo) de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Famoso tour pelo antigo centro (hoje, subterrâneo) de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Atração imperdível em Downtown Seattle é o Pike Place Market. O ano era 1907 e a população se sentia ultrajada pelo preço da cebola, que estava escandalosamente elevado. Um político da cidade teve a grande ideia de ligar os produtores rurais diretamente aos consumidores e em 17 de agosto de 1907 nascia o mercado municipal de Seattle.

Pike Public Market, o famoso mercado de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Pike Public Market, o famoso mercado de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Setor de verduras no Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Setor de verduras no Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Um dos destinos mais visitados do estado de Washington, o Pike Market abriga mais de 200 bancas fixas, 190 artesãos e 100 produtores rurais que alugam os espaços por dia, além de 240 músicos e artistas. Uma explosão de cores, cheiros, arte e sabores em um dos mercados mais autênticos dos Estados Unidos. A mistura de imigrantes e americanos alternativos faz o Pike Market um lugar mais real, talvez por isso seja conhecido como “A alma de Seattle”.

Entrada do Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Entrada do Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Venda de flores no Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Venda de flores no Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Atravessando a rua, está o também imperdível SAM – Seattle Art Museum – aberto em 1933, reúne obras étnicas maravilhosas, com peças de tribos nativas da costa pacífica, Austrália e outros cantos do mundo.

Arte indígena no Museu de Artes de Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Arte indígena no Museu de Artes de Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


A exposição “Elles: SAM Singular Works by Seminal Women Artits” reúne obras de mais de 30 artistas modernas e contemporâneas do SAM. A mostra foi inspirada na exposição “Women take Over. Elles: Women artists from the Centre Pompidou, Paris.”, que também está no SAM até 13 de Janeiro de 2013.

Arte no Museu de Artes de Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Arte no Museu de Artes de Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Todas as primeiras quintas-feiras do mês lançam novas exibições. Neste dia e nos primeiros sábados do mês o SAM abre a coleção permanente do museu ao público, gratuitamente.

Visita ao Museu de Artes de Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Visita ao Museu de Artes de Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


O famoso teatro da parede de chicletes, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

O famoso teatro da parede de chicletes, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Nos nossos 3 dias por Seattle conhecemos ainda a loja da REI, por que não somos de ferro. Compramos alguns equipamentos que estavam meio defasados no nosso inventário de viagem. Eu fiquei quase louca na loja, se eu tenho um ponto fraco são lojas de equipamentos outdoor, quero comprar tudo! Rsrsrs! Mas até que me controlei bem e além da nossa nova barraca e super fogareiro, acabei levando apenas um par de luvas mais quentinhas para o inverno que se aproxima.

REI, quase uma instituição em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

REI, quase uma instituição em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Fomos ainda ao Golden Park, no norte da cidade. Um parque à beira da baía, com uma linda praia que lota durante o verão, vistas maravilhosas para as montanhas do Olympic National Park e rodeadas de árvores douradas, principalmente nesta época do ano. Pena que o tempo estava chuvoso, mas este é o clima de Seattle. A noiva que casava no prédio principal do parque parecia nada se importar, correndo alegre com o vestido na mão enquanto se esquivava das poças d´água. Fomos até lá a convite do casal de viajantes David, Corinne e sua filha Talia, um encontro delicioso que contarei no próximo post: um passeio gastronômico por alguns dos melhores restaurantes de Seattle.

A roda gigante na orla de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

A roda gigante na orla de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Washington State, Seattle, Klondike Museum, Pike Market Place, Seattle Art Museum, Space Needle

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Viva La Revolución!

Cuba, Havana

Propaganda pró-revolução nas ruas de Camaguey, em Cuba

Propaganda pró-revolução nas ruas de Camaguey, em Cuba


Fulgêncio Batista governou Cuba por três períodos, de 1933 a 1940, quando concentrou todo o poder para nominações de cargos públicos, já começando a mostrar sua face ditatorial. Foi eleito democraticamente em 1940, governando até 1944 e percebendo que não ganharia as eleições no ano de 1952 arquitetou um golpe militar, iniciando a pior ditadura já vivida por Cuba. Restrição da liberdade de expressão, controle à imprensa, universidade e congresso, além de desvio de dinheiro e alto índice de corrupção, fazendo fortuna para o seu grupo, enquanto o povo passava fome, não tinha acesso à educação e saúde.

Rua não turística no centro de Havana, capital de Cuba

Rua não turística no centro de Havana, capital de Cuba


Foi neste cenário que começam a surgir os primeiros movimentos oposicionistas, o maio e mais conhecido dele depois apelidado de Movimento 26 de Julho (1953), data em que Fidel Castro e mais 160 homens tentaram a invasão do Quartel Moncada e falharam. Vários morreram, mas algumas pessoas nasceram com sorte e Fidel definitivamente foi uma delas. Primeiro por que a guarda nacional de Fulgêncio havia recebido ordens de matá-lo antes mesmo de chegar à prisão, porém o Tenente Pedro Sarría seguiu as leis e não as ordens do ditador, prendendo-o e impedindo que Fidel fosse apagado sem o conhecimento da imprensa. Sarría obviamente foi mandado direto à prisão e Fidel foi condenado a 20 anos na Prisión Modelo da Isla los Pinos, atual Isla de La Juventud. No seu julgamento, utilizando o seu título de doutor em direito e a eloqüência que lhe é natural, foi seu próprio defensor e imortalizou a frase: “A história me absolverá!”

Famosa foto de Fidel, em exposição na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba

Famosa foto de Fidel, em exposição na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba


A história eu não tenho certeza, mas Batista, como ato de reconciliação, anistiou os presos políticos em 1954, libertando Fidel Castro e os poucos que haviam sobrevivido ao Moncada. Após viver um tempo no México, Fidel retorna com um grupo revolucionário reunido no México, dentre eles Raúl Castro, Camilo Cienfuegos e Ernesto Che Guevara. A Expedição Granma desembarcou no oriente cubano e foi dizimado pelo exercito de Batista, sobrando apenas 11 homens dos 82 que estavam presentes.

Antiga torre de fortaleza em Havana, capital de Cuba

Antiga torre de fortaleza em Havana, capital de Cuba


Os lideres conseguiram se refugiar na Sierra maestra e, contando com o apoio da luta clandestina representada por Frank País, angariou homens, armas, alimentos e equipamentos para o início da luta armada. Chegaram a ser formadas 8 colunas na guerrilha cubana, que pouco a pouco vieram tomando territórios, quartéis e cidades. O apoio popular era grande, as mulheres tiveram papel fundamental no transporte de munição e informação entre os comandantes. Em 1958 Fidel e seus companheiros “barbudos” tomaram Santa Clara, cidade mais próxima à capital La Havana, e Fulgêncio deixa o país em 31 de Dezembro de 1958 depois de assaltar os cofres públicos, deixando livre o caminho para o novo Governo Revolucionário.

Museu de la Revolución, em Havana, capital de Cuba

Museu de la Revolución, em Havana, capital de Cuba


A partir daí o novo governo começou a reforma política do país para o sistema socialista, promulgando decretos polêmicos como o fim da propriedade privada. Aqueles que não apoiavam ou que perceberam os rumos que tomava o novo sistema começaram a deixar o país.

Rua movimentada no centro de Havana - Cuba

Rua movimentada no centro de Havana - Cuba


No início do novo governo carros foram abandonados pelos antigos proprietários que saíram do país e assumido pelos que ficaram. Sabe-se lá se o governo os redistribuiu ou se foram simplesmente apossados pelos vizinhos mais ágeis. Assim, fora as casas e os carros particulares adquiridos antes da revolução, tudo em Cuba tudo é estatal. Restaurantes, bares, hotéis, lojas, supermercados, farmácias, postos de gasolina, salões de beleza, cinemas, plantações, fábricas, hospitais, clínicas, escolas, empresas de quaisquer áreas... Enfim, tudo. Ah, se sua casa fosse grande demais ou se você tivesse duas ou três propriedades, estas também seriam desapropriadas e compartilhadas com aqueles que necessitassem.

Preparando os famosos morritos! (em Havana, capital de Cuba)

Preparando os famosos morritos! (em Havana, capital de Cuba)


Em 1961 aconteceu o principal episódio da Contra-Revolução, quando cubanos treinados pela CIA em Miami e apoiados pela Nicarágua, tentaram a invasão da Ilha de Cuba pela Playa Girón, na Baía de los Cochinos (Baía dos Porcos). Fidel foi à frente de batalha e os derrotou. Este episódio foi marcante para o fortalecimento dos laços da Cuba Socialista com o mundo Comunista Soviético, reafirmando o corte de relações diplomáticas estadounidenses. Foi em 1962, quando a União Soviética decidiu implementar uma base de mísseis nucleares em Cuba, que os Estados Unidos fizeram o imenso bloqueio naval à Cuba e desde então o bloqueio e embargo econômico isolaram Cuba dos produtos norte-americanos e de todos os países que querem manter qualquer relação diplomática com os Estados Unidos.

Brasil e Cuba, povos irmãos! (em Havana - Cuba)

Brasil e Cuba, povos irmãos! (em Havana - Cuba)


A Revolução Cubana parece ter encontrado o cenário ideal para o seu sucesso. Descontentamento popular, lideranças inflamadas contra o sistema, uma área geográfica relativamente pequena e muuuita sorte. Toda essa história pode ser vista no Museu da Revolução, recortes de jornais e murais contam a história de forma totalmente parcial, mostrando seus heróis e o triunfo do bem (Fidel) contra o mal (Fulgêncio).

Rua turística no centro de Havana, capital de Cuba

Rua turística no centro de Havana, capital de Cuba


Após a aula de história saímos caminhando pelas ruas de Havana Vieja e conhecemos um casal de cubanos muito bacana, Dani e Alfredo. Eles nos levaram a alguns dos bares mais tradicionais nas ruelas do bairro, onde o mais difícil é encontrarmos algum turista. É claro que depois do “boi” que levamos ontem ficamos com aquela pulga atrás da orelha, mas no final o bom papo com os dois sobre sua visão de mundo, histórias cubanas e suas famílias, acaba sempre valendo á pena. Tomamos cinco mojitos cada um e já meio trelelés fomos jantar em um paladar com os dois. Noite agradável que prometia se estender em uma balada em Miramar, o bairro chique de Havana, mas o cansaço novamente nos venceu e acabamos nos rendendo aos sonhos (socialistas?) nos braços de Morpheu.

Confraternização em boteco de Havana, capital de Cuba

Confraternização em boteco de Havana, capital de Cuba

Cuba, Havana, Che Guevara, Fidel Castro, La Havana, Revolución Cubana

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Waterton Lakes, Canadá!

Canadá, Waterton National Park

A cidade de Waterton, na beira do lago no parque de mesmo nome, em Alberta, no Canadá

A cidade de Waterton, na beira do lago no parque de mesmo nome, em Alberta, no Canadá


O Waterton Lakes National Park, formado em 1895, é o irmão gêmeo canadense do Glacier Nacional Park. Gêmeo, pois possui a mesma origem geológica derivada da ação dos glaciares na erosão e escultura dos seus vales e lagos. Desde 1932 ambos formam juntos o Waterton-Glacier International Peace Park, o primeiro com este título no mundo.

Sede do Parque Internacional da paz, na fronteira de Canadá e Estados Unidos

Sede do Parque Internacional da paz, na fronteira de Canadá e Estados Unidos


Ele é o quarto parque nacional no Canadá, o mais distante e selvagem parque das famosas Montanhas Rochosas Canadenses. Localizado na parte mais estreita das Rockies, se autodenomina “A Coroa do Continente” e é o único parque no mundo a reunir os três títulos: Parque Internacional da Paz, Patrimônio Mundial da Humanidade e Reserva da Biosfera. Um lugar perfeito para entrar em contato com a natureza, seja caminhando, pescando, pedalando, remando, esquiando (cross country) ou apenas relaxando em uma das pousadas às margens do lago.

Mais um dos lagos do Waterton Park, em Alberta, no Canadá

Mais um dos lagos do Waterton Park, em Alberta, no Canadá


A beleza de suas montanhas nevadas ao redor do Warterton Lake, o principal dos mais de 20 lagos localizados no parque, está em constante alteração por forças naturais como o vento, o fogo, enchentes e a abundante vida selvagem.

Vista de Waterton e do lago, no Waterton Lakes National Park, em Alberta, no Canadá

Vista de Waterton e do lago, no Waterton Lakes National Park, em Alberta, no Canadá


Sua localização na corrente de tempestades que sopram do Pacífico trazendo ares mais aquecidos para o vale o fazem um lugar especial com mais de 45 diferentes habitats. O resultado são mais de 1000 espécies de plantas nativas, 250 de aves, mais de 60 espécies de mamíferos, 24 espécies de peixes e 8 de répteis e anfíbios! O fogo tem um papel importante na renovação deste ecossistema, abrindo clarões e permitindo o crescimento de plantas rasteiras como as wild berries que alimentam animais como ursos e pássaros.

Filhote de cabra montesa, no Waterton Park, em Alberta, no Canadá

Filhote de cabra montesa, no Waterton Park, em Alberta, no Canadá


O Waterton Lake é o lago mais profundo das Rockies Canadenses com 148m de profundidade e águas transparentes que nascem dos glaciares no alto das montanhas. Suas águas escorrem para a bacia do Saskatchenwan River e à Hudson Bay, no Oceano Ártico. Ao redor do lago, seus vales e montanhas oferecem mais de 225 km de trilhas, que são mantidas para os mais de 400 mil turistas/ano explorarem mais a fundo as suas maravilhas naturais. Uma das trilhas mais procuradas pelos hikers é a do Crypt Lake, que sobe a 675m de altitude, cruza túneis naturais e cachoeiras em mais de 17 km e 6 horas de caminhada. Para chegar a esta trilha deve-se cruzar o lago em um barco gerenciado pelo parque, que parte da marina às 10h da manhã e o traz de volta às 17h.


Infelizmente nós perdemos o barco que cruzava para as trilhas mais longas, optamos então por uma programação alternativa, uma caminhada de 3 km que nos levou ao Bear´s Hump, mirante obrigatório do Waterton Lake. A caminhada é íngreme, mas estando em boa forma pode ser feita em menos de uma hora e nos dá uma visão geral do parque, da vila e do Vale de Waterton.

Parece o Caribe, mas é o Waterton Lakes National Park, em Alberta, no Canadá

Parece o Caribe, mas é o Waterton Lakes National Park, em Alberta, no Canadá


A vila possui uma estrutura completa, é uma pequena cidade com várias opções de hospedagem, restaurantes, cafés, um pequeno museu, trilhas à beira do lago e uma marina. Nós almoçamos em um bistrô, onde conhecemos um simpático casal de Edmonton e seguimos para a o Red Rock Canyon.

A cidade de Waterton, na beira do lago no parque de mesmo nome, em Alberta, no Canadá

A cidade de Waterton, na beira do lago no parque de mesmo nome, em Alberta, no Canadá


Uma estrada cênica na área de transição entre as pradarias e as montanhosas. No caminho temos vistas belíssimas do Mount Blakinston, ponto mais alto do parque a 2.910m de altitude.

Caminhando no Red Canyon, no Waterton Park, em Alberta, no Canadá

Caminhando no Red Canyon, no Waterton Park, em Alberta, no Canadá


O programa light foi perfeito para o tempo que tínhamos dentro do parque, já que um day pass (8 dólares por pessoa), dura até as 16h do dia seguinte em que ele foi comprado. Nós deixamos o parque um pouco depois disso em direção à Calgary e cada vez mais ansiosos, acelerando a passos largos rumo ao Alasca.

Caminhão leva enormes pneus nas estradas de Alberta, no Canadá

Caminhão leva enormes pneus nas estradas de Alberta, no Canadá

Canadá, Waterton National Park, Lago, Montanha, parque nacional, Waterton Village

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Sem meu dupla =(

Saba, The Bottom

Uma bela arraia xita durante o mergulho em Tent Reef, na costa de Saba - Caribe

Uma bela arraia xita durante o mergulho em Tent Reef, na costa de Saba - Caribe


Hoje foi mais um dia de mergulhos em Saba, mas com uma grande novidade: sem o meu amado dupla. Hoje cedo ainda não estava se sentindo bem, obviamente a indicação é ficar na pousada dormindo e descansando. Eu ficaria também se já não tivéssemos pago um pacote de mergulho sem direito de cancelamento e ressarcimento, como ele estava melhorzinho, fui.

Árvore de Natal sobre Coral-cérebro, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

Árvore de Natal sobre Coral-cérebro, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe


Conseguimos mais um dia ir a ponto de mergulho diferentes, Outer Limits, Tent's Reef Wall e Big Rock Market. No primeiro fui apenas eu e um alemão em treinamento para a equipe da operadora, além do dive master. Mergulho mais profundo o Outer Limits é mais um dos pinaclos submarinos, formações em forma de agulha, o pinaclo inicia aos 27m e cai até os 50m, nós ficamos só no topo e um mergulho recreacional profundo, até os 34m. Na parede vimos uma moréia verde grandona e tivemos a visita de um Caribbean Reef Shark de aproximados 2m.

Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe

Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe


Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe

Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe


Voltamos ao porto e buscamos uma família mergulhadora, os pais que vivem em St Maarten e o filho na Inglaterra. Fomos novamente à Tent Bay, mas em um novo ponto, o Tent Reef Wall - Paredão que faz parte do conjunto conhecido como Tent Reef, ele começa aos 6,7m e desce até quase 40m. Ficamos mais rasos, 24m, onde já pudemos ver uma grande variedade de corais e esponjas, uma spanish lobster. Na parte mais rasa, corais mais jovens e uma bela tartaruguinha.

Corais semelhantes à pérolas, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

Corais semelhantes à pérolas, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe


Normalmente os mergulhos terminariam por aqui, mas já que o Ro não usou os 2 últimos mergulhos dele e não teríamos ressarcimento, aproveitei e incluí um terceiro na minha lista. Big Rock Market é a única formação puramente coralínea, sem paredes de lava ou afins, estes recifes são rasos mas muito ricos em vida submarinha. Encontramos alguns boulders e um recife com uma formação parecendo a cauda de um avião. Grande variedade de peixes de coral, barracudas, um pequeno tubarão lixa e uma linda raia xita na sua hora do almoço. Ficamos uns 20 minutos com ela, para lá e para cá, super tranquila com os curiosos borbulhadores.

Peixe curioso durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe

Peixe curioso durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe


Fechamos a temporada de mergulho na ilha de Saba, realmente um lugar maravilhoso como sempre promete o mar do Caribe, principalmente pela diversidade de corais e peixes e no caso de Saba diferentes mergulhos, parede, pináculos, etc. Mergulhar é um dos meus hobbies preferidos, mas definitivamente não é a mesma coisa mergulhar sem meu dupla amado! Espero que ele melhore logo para St. Eustatius.

Final de mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

Final de mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

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Black Hills e Mount Rushmore

Estados Unidos, South Dakota, Black Hills

O famoso Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

O famoso Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Uma das melhores coisas das viagens de carro são as descobertas que fazemos no caminho. Temos um roteiro macro definido, objetivos e prazos que vão se desenhando durante a viagem, mas na maioria das vezes não sabemos no detalhe onde iremos parar e tudo o que iremos ver. As surpresas do caminho e a flexibilidade do roteiro é que fazem essa jornada ainda mais interessante.

Belíssima plantação de girassóis ao lado do Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Belíssima plantação de girassóis ao lado do Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Hoje foi um desses dias, uma surpresa chamada Black Hills apareceu no nosso caminho. Nós sabíamos que iríamos até o Mount Rushmore, famosa escultura dos presidentes norte- americanos. Sabíamos também que em algum lugar por ali existia uma grande escultura inacabada em homenagem a um Grande Chefe Indígena Americano, mas teríamos que encontrá-la. O que não sabíamos é que ambas estão localizadas em uma região super turística chamada Black Hills.

A Fiona passa sobre o Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

A Fiona passa sobre o Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


As Black Hills são um oásis verde de rios e montanhas no meio das grandes planícies e pradarias em South Dakota, quase na fronteira com o Wyoming. Estradas cênicas, parques estaduais, grandes manadas de bisões, além das controversas esculturas mamutescas que amputam as montanhas negras.

Vestimenta típica da nação Sioux, durante apresentação de música e dança em frente ao monumento Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Vestimenta típica da nação Sioux, durante apresentação de música e dança em frente ao monumento Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Ao redor do Mount Rushmore se construiu um novo mercado turístico na região, que de forma impressionante cria monumentos, museus e toda a estrutura de hotéis, restaurantes e gift shops explorando ao máximo o produto e sua grande reputação. Nós geralmente passamos ilesos por essas coisas, mas a nossa sede por encontrar ursos nos fez cair em um programa meio “cara-pálida”. Placas apontavam a quilômetros de distância uma fazenda onde poderíamos dirigir e ver ursos, o Bear Country USA.

Veados descansam no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Veados descansam no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Entramos e em menos de 5 minutos nos arrependemos. Pensamos que seria algo parecido com um safári, mas caímos mais em um zoológico! Enquanto dirigimos pela rua principal os animais estão divididos por espécies, cada um no seu quadrado, mas nenhum com espaço suficiente para ser feliz. Elks, Reindeer (dois tipos diferentes de veados), lobos árticos, bighorns, dall sheeps, mountain goats estavam lá soltos, todos bem alimentados e preguiçosos.

Cabra montesa no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Cabra montesa no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Lobos tiram uma pestana no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Lobos tiram uma pestana no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Puma se espreguiçando no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Puma se espreguiçando no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Os pumas estavam dentro de cercas e os tão esperados ursos, soltos em uma grande área gramada entre troncos, lagos e pedras. Eles estavam lá, lindos e formosos. Vimos de perto, abrimos a janela do carro para fotografar, o que é proibido e levamos até uma cheiradinha mais de perto, na traseira da Fiona.

Urso Preto no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Urso Preto no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Urso se refresca no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Urso se refresca no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Passamos reto no zoo de filhotinhos, mas sinceramente, depois de passar pelo Badlands e ver a maioria desses animais livres, é até um insulto vê-los neste regime semi-aberto.

Urso Preto no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Urso Preto no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Nossa porta de entrada das Black Hills foi o famosíssimo Mount Rushmore. Construído pelo escultor Gutzon Borglum entre 1927 e 1941, um dos maiores monumentos do mundo foi feito em comemoração aos 150 anos de democracia americana.

Chegando ao Mount Rushmore, a famosa montanha dos presidentes, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Chegando ao Mount Rushmore, a famosa montanha dos presidentes, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Quatro dos principais presidentes americanos George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln podem ser vistos da estrada antes mesmo de chegar ao gigantesco memorial construído nos seus arredores. Como tínhamos um dia longo pela frente, pulamos o cerimonial presidencial e seguimos direto para o Custer State Park.

O famoso Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

O famoso Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Visto de perfil, Washington, um dos presidentes esculpidos no Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Visto de perfil, Washington, um dos presidentes esculpidos no Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Subimos a Iron Mountain Road, estrada construída para aproveitar ao máximo o cenário das Black Hills com túneis alinhados ao Mt Rushmore, as melhores vistas para os presidentes e pontes em caracol. Um feito da engenharia, uma atração por si só.

Atravessando um dos estreitos túneis na estrada cênica que corta a região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Atravessando um dos estreitos túneis na estrada cênica que corta a região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Na sua continuação pegamos um trecho mais plano da estrada conhecida como Wildlife Loop Road, onde é mais fácil, mesmo que não garantido, encontrar algumas manadas de bisões. O final da estrada passa pelas formações rochosas pontiagudas, um paraíso para escaladores, conhecida como Needles Highway. Eu morro de vontade de escalar, voltar aos treinos de escalada e ficar pendurada nesses paredões de pedra, mas a correria nunca nos permite.

A belíssima região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

A belíssima região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Já no final do dia fizemos um pequeno detour e seguimos até o monumento do Crazy Horse. Esta região é o lar da Grande Nação Sioux, tribos indígenas que foram aos poucos dizimadas e expulsas de suas terras. Lutando para proteger o seu povo, o líder Crazy Horse foi esfaqueado pelas costas durante uma negociação com os colonizadores. Uma de suas famosas frase ele expressa esse sentimento: “My lands are where my dead lie buried.”, tradução livre “Minhas terras são aquelas onde os meus antepassados descansam.” Ficou seu exemplo de luta pelo povo indígena como símbolo de resistência.

O gigantesco monumento em construção de Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

O gigantesco monumento em construção de Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


O local escolhido por chefes indígenas é uma montanha sagrada para a Grande Nação Sioux. Provocados pelos homens brancos que haviam construído o Mt Rushmore, o chefe Lakota Standing Bear (Urso em Pé), sugeriu a contratação do Korczac, escultor que havia trabalhado com Borglum e já tinha reconhecimento nacional por sua obra.

Modelo de como deverá ficar o monumento  Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos, quando estiver pronto

Modelo de como deverá ficar o monumento Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos, quando estiver pronto


O americano de origem polonesa abraçou a causa e mesmo sem nenhuma ajuda financeira carregou a obra faraônica por mais de 30 anos, no início sozinho, mais tarde com a ajuda da sua esposa e sete filhos. A escultura continua em execução, apenas o rosto do chefe indígena Crazy Horse está pronto depois de 50 anos de trabalhos. A iniciativa continua sendo privada, sem nenhum tipo de ajuda ou financiamentos públicos. A família ainda está à frente do projeto e segue os passos do pai, um grande sonhador que acreditava na iniciativa e poder de realização individual. A Fundação Crazy Horse aceita doações e o valor pago como entrada é o que dá continuidade ao trabalho. A estátua do Grande Líder Indígena Crazy Horse terá mais de 170m de altura, sendo que só o rosto possui 26 metros! A retirada de pedras à base de dinamite é um trabalho infindável, não há previsão para término, mas chutar aí em torno de 100 ou 200 anos não seria exagero.

Índios fazem perfomance de dança típica Sioux, em frente ao monumento em construção de Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Índios fazem perfomance de dança típica Sioux, em frente ao monumento em construção de Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


No final da tarde ainda pudemos assistir a um pequeno show de dança indígena apresentado por integrantes da Grande Nação Sioux, como pano de fundo o monumento do Crazy Horse em um belo fim de tarde. Um dia movimentado e bem cansativo, mas cheio de descobertas!

Vestimenta típica da nação Sioux, durante apresentação de música e dança em frente ao monumento Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Vestimenta típica da nação Sioux, durante apresentação de música e dança em frente ao monumento Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Esses tempos atrás alguém “tuitou” uma frase do Paul Theroux, “Tourists don’t know where they’ve been, travelers don’t know where they’re going.”, que na tradução livre diz “Turistas não sabem onde eles estiveram, viajantes não sabem para onde irão.” Sempre me considerei uma viajante e não apenas uma turista, mas essa frase nunca fez tanto sentido como agora, durante esta viagem. Não sabemos para onde vamos, só sabemos que vamos e que com certeza será um lugar especial.

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São Mateus – História Viva

Brasil, Goiás, São Domingos (P.E Terra Ronca)

Grande galeria na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Grande galeria na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


Vocês sabiam que cada milímetro de estalactite demora mais de 10 anos para se formar? Uma caverna é a história viva! História que cada estalactite nos conta sobre a geologia e a formação do planeta onde vivemos.

Galeria na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Galeria na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


A Caverna São Mateus no Parque Estadual da Terra Ronca é um destes lugares. Uma caverna de 21 km de extensão, com dezenas de salões adornados, com milhares de estalactites, estalagmites, electites, flores de calcita e todos os espeleotemas que se podem imaginar!!!

Rio e espeleotemas na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Rio e espeleotemas na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


Sem palavras, eu, Rodrigo e Flávia éramos levados por Ramiro por todos os cantos da caverna e cada vez que iluminávamos uma parede, um teto, uma coluna ou um salão só conseguíamos falar coisas como: MEU DEUS, CARACA, SENSACIONAL!!!

Com o Ramiro, nosso guia na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Com o Ramiro, nosso guia na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


É desconcertante entramos em um lugar como este e sabermos que aquele museu a “céu fechado” está ali todos os dias das nossas vidas! E não apenas da nossa, de toda a história da humanidade!!! Calculando bem, aquela caverna começou a se formar lá pelos tempos dos dinossauros! São mais de 100 milhões de anos que marcam o início de um trabalho paciente de construção deste templo natural. O gotejamento lento da água por minúsculas fissuras do calcário, que transportam em cada gota de água um grão do que um dia será uma escultura natural.

Incríveis formações na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Incríveis formações na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


Ramiro não se cansa disso. Desde os 7 anos de idade vive enfurnado nestas cavernas. Sua lógica é diferente da nossa, ele possui uma relação diferente do tempo, da vida, do claro e do escuro. Sabe apreciar cada ponto de vista, cada facho de luz. Aprendeu na prática e também com os especialistas que o acompanharam durante todos estes anos. Espeleólogos e fotógrafos franceses, paulistas, cariocas, brasilienses, amantes de cavernas de todos os cantos do mundo já vieram desvendar os mistérios e belezas deste lugar. Ramiro estava sempre lá, atento, aprendendo cada detalhe.

O Ramiro na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

O Ramiro na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


Acendia a sua luz dicróica, falava, olhem ali e no próximo segundo nos dizia, “vâmo andá?” Tortura? SIM, para nós era uma tortura, mas em uma caverna de 21km, cada minuto é sagrado. Andamos 8 horas dentro da São Mateus, tempo suficiente para nos perdermos no tempo e na escuridão. Tempo suficiente para explorar parcamente os seus primeiros 2km! É desesperador, só no primeiro quilômetro poderíamos ficar uns 3 dias, dormindo dentro da caverna, para ver cada uma das suas obras de arte.

Perfeita flôr de calcita na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Perfeita flôr de calcita na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


Nunca na história deste país havíamos visto tantas electites e flores de calcitas, formações raras e de extrema fragilidade, em apenas um lugar! Cada um dos salões possuía milhares de estalactites, cada uma delas com centenas de electites, estes tubos calcários laterais que se formam pelo entupimento do vaso principal da estalactite.

Delicadas formações de calcita na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Delicadas formações de calcita na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


Ainda mais difícil é explicar a freqüente incidência das formações de flores de calcita, ainda mais para nós, meros espeleo-amantes amadores. Quem disse que rochas não tem vida? Aqui é impossível se manter firme nesta afirmação. Cada pedra possui uma forma, uma textura, flores, fungos, colunas, castelos, discos, marshmallows, imagens, São Franciscos de Assis, catedrais... Enfim o que a sua imaginação quiser. Ali descobrimos onde Bonanno Pisani e Gaudi tiveram inspiração para a Torre de Pisa e a Catedral da Sagrada Família. Ali somos testemunhas oculares da genialidade sutil e calada da mãe natureza.

'1000 dias' na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

"1000 dias" na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Brasil, Goiás, São Domingos (P.E Terra Ronca), Cavernas, espeleologia, Parque Estadual, Ramiro, São Mateus

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Chegando ao paraíso

Brasil, Pernambuco, Recife, Fernando de Noronha

Chegando em Fernando de Noronha - PE

Chegando em Fernando de Noronha - PE


Depois da correria de acordar cedo em Gravatá, passar todos os equipamentos de mergulho do nosso “cofre” na Fiona para as caixas de mergulho, viajar 80km até Recife, ir ao salão enquanto o Ro levava a Fiona para o balanceamento, nos perdermos, nos encontrarmos e não conseguirmos fazer tudo o que estava combinado, pegar o vôo, ver a Elba Ramalho e almoçar um pão com recheio de queijo, chegar em qualquer praia seria especial, mas chegar à Fernando de Noronha, é chegar ao paraíso!

Depois de tantos encontros e desencontros, hoje em Noronha tudo funcionou super bem. Nosso vôo saiu no horário, chegamos e o Haroldo, nosso primo, já estava nos esperando. Ele não estava tão feliz quanto nós, pois além da semana de cão, as bagagens dele haviam sido extraviadas. Mas como Noronha é o paraíso, logo elas foram encontradas e já estavam a caminho. Aqui nada dá errado, se der provavelmente foi você que ainda não entrou no clima da ilha.

Chegar à Noronha hoje, depois de 2 anos que estivemos aqui, é uma experiência muito bacana. O Parque preservado e você sabe que as coisas não terão mudado radicalmente. Um bar ali, outra pousada aqui, mas o clima, algumas pessoas e aqueles lugares mais especiais, continuam lá, intactos e maravilhosos para revermos quantas vezes pudermos!

Praia do Sancho vista do avião, em Fernando de Noronha - PE

Praia do Sancho vista do avião, em Fernando de Noronha - PE


Aproveitamos o final da tarde para caminhar até a praia da Conceição, passando pelo Cachorro e praia do Meio. Um belo banho de mar nas águas transparentes e uma caipirinha para relaxar no Bar da Conceição. Embalados, jantamos em um restaurante italiano, aproveitando para colocar o papo em dia com o Haroldo, regados a baldes de caipirinhas deliciosas! Bela recepção, bem vindos ao paraíso!

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Início do Inverno

Brasil, Maranhão, São Luís

Praia com muita chuva em São Luís - MA

Praia com muita chuva em São Luís - MA


O início do inverno aqui no Maranhão atrasou um pouco, por isso não pegamos as lagoas nos Lençóis cheias. Já estamos em uma área de transição para o clima amazônico, onde o inverno é a estação chuvosa, período de alta precipitação durante 6 meses do ano. Azar por um lado (lagoas vazias), sorte por outro, não precisamos ficar embaixo de chuva o dia inteiro, certo? Errado. Nós pegamos uma das primeiras grandes chuvas da estação! Começou ontem à tarde, quando ainda estávamos na estrada, e ainda não acabou, durando algo em torno de 36 horas! Segundo o Jornal Nacional, choveu em um dia o equivalente à chuva de 10 dias!

Aproveitando a chuva para trabalhar no hotel em São Luís - MA

Aproveitando a chuva para trabalhar no hotel em São Luís - MA


Não há situação mais convidativa do que esta para nos mantermos secos, dentro do hotel, colocando o nosso trabalho em dia. Passamos a manhã e o início da tarde esperando uma trégua, até que o estômago falou mais alto e decidimos sair assim mesmo para explorar um pouco da cidade.

Monumento em praia de São Luís - MA

Monumento em praia de São Luís - MA


São Luis possui uma extensa faixa litorânea que segue da Praia da Ponta d´Areia, região com muitos hotéis, restaurantes e bares, pela Praia São Marcos, a preferida por jovens e surfistas e a popular Praia de Calhau, que possui diversas barracas e restaurantes à beira mar e lota aos finais de semana. Sabemos disso apenas por que somos bem informados, pois com a chuva a praia estava completamente vazia! Encontramos alguns poucos corajosos que enfrentavam a aguaceira para um joguinho de futebol, outros correndo e ou apenas passeando na praia, tomando banho de mar e aproveitando cada milímetro de água que caía. Eu entendo, depois de passar 6 meses num calor absurdo deve ser uma delícia poder se esbaldar em um belo banho de chuva.

Carros enfrentam ruas alagadas em São Luís - MA

Carros enfrentam ruas alagadas em São Luís - MA


No caminho de volta as ruas estavam completamente alagadas e a tempestade só aumentava. Sem muita opção, resolvemos pegar um cineminha no Shopping São Luis. Assistimos o Santuário, de James Cameron. O filme é um conjunto de clichês e situações inverossímeis que chega a ser engraçado, ainda mais para nós que gostamos de escaladas e mergulho em cavernas. Imagino os nossos instrutores de cave como devem ter se retorcido na cadeira ao assisti-lo. Se abstrairmos tudo isso, restam algumas cenas bonitas em 3D.

Almoçando em barraca coberta e confortável na praia em São Luís - MA

Almoçando em barraca coberta e confortável na praia em São Luís - MA


Retornamos ao hotel com a esperança de sair para conhecer um bar do centro antigo, mas a chuva não nos deu um minuto de trégua. As ruas estavam ainda mais cheias de água e acabamos ficando por ali mesmo, rendidos ao room service e rezando para que o tempo melhore.

Cruzamento alagado em São Luís - MA

Cruzamento alagado em São Luís - MA

Brasil, Maranhão, São Luís, chuva, Praia de Calhau, Santuário

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