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Mario Sergio Silveira (05/10)
Voces me levaram de volta para minha adolescência, quando fui pela prime...
Daniela Borges de Souza (05/10)
Oi!!!! sou filha do Ricardo Moreira de Souza, e ele me falou muito bem d...
ronin (05/10)
Mario Sergio Silveira (04/10)
Finalmente vc realizou o nosso desejo de mergulhar em Setiba.Eu não lemb...
Angela Thaís Fracaro (04/10)
PARABENS ANA! Tudo de BOM,...muitas felicidades, saúde, paz, e viagens p...
Caribbean Gray Reef Sharks nadam ao nosso lado durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
O Blue Hole está localizado no Lighthouse Reef, um arrecife de corais dentro da área protegida pela Grande Barreira de Corais de Belize, a segunda maior do mundo, apenas atrás da Austrália. Ainda que vizinho, o Blue Hole não pertence à grande barreira de corais e está localizado a 70km da costa belizenha.
Navegando sobre o Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
A viagem de barco dura duas horas, acompanhada de um bonine para não enjoar, foi super tranquila. Tínhamos um grupo bem mesclado de italianos, israelenses, lituanos, alemães, canadenses e americanos, além dos dois brazucas aqui.
A caminho do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
O mergulho no Blue Hole foi lindíssimo, o que impressiona lá é a sua geografia, é imaginar que este gigante já esteve mais de 50m sobre o nível do mar e formou todas aquelas estalactites gigantescas! Não foi à toa que Jacques Cousteau o declarou um dos 10 melhores lugares para mergulhar no mundo!
Muitos mergulhadores no Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
Mesmo com uma visibilidade baixa, em torno de 5m, conseguimos ter uma ideia da grandiosidade do buraco, que possui 300m de diâmetro e 124m de profundidade. Mergulhamos apenas em um pequeno trecho da parede leste onde estão as grandiosas estalactites.
Mergulhando nos estalactites do Blue Hole, a 40 metros de profundidade. na grande barreira de corais de Belize
Alguns sortudos conseguiram ver alguns tubarões que estavam nadando ao nosso lado, enquanto nós seguíamos impressionados entre as imensas formações a mais de 40 m de profundidade! Pela falta de luz lá dentro do Blue Hole não existe muita vida, o que impressiona é mesmo o cenário e a história geológica do lugar.
Mergulhando nos estalactites do Blue Hole, a 40 metros de profundidade. na grande barreira de corais de Belize
Já adianto que quem não é mergulhador pode ficar decepcionado, já que lá, sobre o Blue Hole, não é possível ver nada. Aquela imagem linda que todos conhecemos é só sobrevoando mesmo.
Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Nossa próxima parada foi Half Moon Wall, um dos mergulhos mais impressionantes que já fizemos! A parede é maravilhosa, coberta de corais coloridos, muitos peixinhos, cavernas e pequenos cânions para explorar, mas ainda assim não olhamos nada disso.
Caribbean Gray Reef Sharks nadam ao nosso lado durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
Por quê? Não conseguíamos tirar os olhos dos lindos tubarões que estavam nos acompanhando no mergulho! Isso mesmo, geralmente tubarões vêm, nos olham de canto e continuam sua rota, mas estes eram diferentes. Os Gray Caribbean Reef Sharks tinham em torno de 2m de comprimento, vivem aqui e estavam curiosos com estes visitantes mergulhando em sua parede de corais.
Encontro com tubarões em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
Eles iam e vinham, passando a poucos metros de nós, muito curiosos! Difícil saber se quem estava sendo assistido ali, minha opinião? Eles estavam mergulhando para nos assistir, somos um bicho bem curioso mesmo embaixo d´água, não?
Início de mergulho no Blue Hole na grande barreira de corais de Belize
No final do mergulho ainda vimos uma tartaruga e uma raia, lindas! Um dos melhores mergulhos da viagem!
Nadando lado à lado com os belíssimos Caribbean Gray Reef Sharks, durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
Mergulhando nas paredes de corais de Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
De volta ao barco o almoço foi servido, frango ao curry, salada e arroz bem gostosos e logo tivemos um tempo livre para passear pela ilha e visitar a colônia de pássaros que vive na reserva.
Nosso almoço em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Caminhando nas praias de Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
O Half Moon Natural Monument é casa para mais de 4 mil Red-Footed Boobies, que vem para ilha se reproduzir e outra centena de Fragatas com seus papos vermelhos inflados, dando um show de cores e vida! Maravilhoso!
Pássaro infla seu papo vermelho em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Colônia de pássaros em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Colônia de pássaros em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Iguana em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Logo foi a vez do nosso terceiro e último mergulho, no Long Caye Aquarium, outra parede de corais maravilhosa, com mais de 30m de visibilidade e 50 de profundidade. Como era nosso terceiro mergulho ficamos nos 20m e agora sem os tubarões para nos distrair pudemos nos divertir explorando cada caverninha coral e ainda tivemos um encontro lindo com duas arraias xitas (spotted eagle rays). Sensacional!
Barracuda curiosa se aproxima de nós durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
No final do mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize, ainda encontramos essa tartaruga acompanhada de dois peixes pegando carona em seu casco
Uma bela arraia chita durante mergulho em Long Caye Aquarium, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
Confesso a vocês que se nós tivéssemos pagado o valor acima citado apenas para o Blue Hole eu teria ficado um pouco decepcionada, mas a combinação dos três mergulhos, a visita à colônia de pássaros e o serviço da tripulação foram excepcionais e fizeram o preço super justo!
Momento de descanso em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Dicas Práticas
Tubarão devora mergulhador na decoração de restaurante em San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize
Uma das nossas únicas preocupações durante os 3 dias que ficamos em Caye Caulker era rodar todas as operadoras de mergulho para garantir que esta teria o grupo com no mínimo 8 pessoas para poder sair. Foram 2 dias até que eles conseguissem reunir o grupo. A operadora que nos garantiu a viagem foi a Frenchie´s, uma das maiores operações da ilha, muito sérios e organizados e por isso também um pouco mais caros. Este passeio não é barato, são 450 dólares belizenhos (US$ 225,00), incluindo tudo. O mesmo tour saindo de San Pedro custaria mais de B$ 700,00 além de mais tempo de navegação. A viagem em uma lancha rápida é de 2 horas de ida e mais 2 horas de volta, inclui almoço e 3 mergulhos com uma parada rápida na Área de Preservação em Half Moon Caye (taxa de entrada na área é cobrada à parte.)
Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Depois da chuca, o Salto Angel com muito mais água, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Auyantepui, um dos maiores tepuis da Venezuela não apenas em altura, mas também em área é o cenário de muitas histórias, muitas lendas e muitas aventuras. A mais conhecida delas é a destemida aterrisagem feita pelo aviador americano Jimmie Angel, no ano de 1937. Ele sobrevoava a montanha em busca do “El Dorado”. Após a aterrisagem forçada seu avião não tinha mais como decolar e ele, dois companheiros e sua esposa ficaram longos 11 dias presos no alto da chapada de pedras até conseguir encontrar uma rota de descida. Este fato tornou o Auyantepui conhecido entre os aventureiros de todo o mundo e em sua homenagem a cachoeira mais alta do mundo foi batizada de Salto Angel. Seu avião foi retirado do topo do tepui anos mais tarde pelas Forças Aéreas e hoje podemos vê-lo em frente ao aeroporto de Ciudad Bolívar.
O magnífico Auyán Tepui, onde está o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela
Nuvens cercam o Salto Angel, criando uma paisagem ainda mais mágica no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Recentemente com o resgate dos nomes e tradições indígenas o salto volta ao seu nome original, dado por integrantes da tribo Pemón que vive na região há muitas gerações. O Auyantepui, “Montanha do Deus do Mau” sempre foi visto com temor e ares de mistério por estas tribos. Porém hoje são as belezas naturais do temido e gigantesco tepui que sustenta estas comunidades que vivem em torno do turismo. Apenas na Vila de Canaima são mais de 2 mil moradores, que além de suas atividades de pesca e artesanato, já estruturou pousadas e restaurantes para atender a demanda turística.
Arquitetura moderna do Centro Comunitário da vila de Canaima, no sul da Venezuela
Comitê de recepção à Canaima, no sul da Venezuela
Existe basicamente uma forma de chegar ao Salto Angel: voando. O Salto está em meio à floresta venezuelana protegida pelo Parque Nacional Canaima. Esta região é rodeada por florestas, rios e tepuis, montanhas em formato de mesa, ou chapadas como chamamos no Brasil. O acesso principal é o pequeno aeroporto a Vila de Canaima, onde já existe uma grande infraestrutura turística de pousadas, hotéis e restaurantes, além do barco necessário para chegar à base da cachoeira. A outra vila de acesso é Kavac, bem menos acessível e pouco utilizada.
Avião no pequeno aeroporto de Canaima, no sul da Venezuela
Agências de turismo organizam os tours desde de Ciudad Bolívar ou Ciudad Guayana e custam em torno de 250 a 300 dólares os mais baratos. Se você quiser um hotel mais confortável às margens da Lagoa de Canaima como o Venetur e afins, o custo por pessoa deve subir para algo em torno de 500 dólares pelos mesmos 3 dias.
Venda de aertesanato no aeroporto de Canaima, no sul da Venezuela
Nós organizamos nossa excursão ao Salto Angel partindo de Ciudad Bolívar, com a agência de turismo que opera dentro da Pousada Don Carlos, no centro histórico. Foi um dos melhores preços que conseguimos (250 dólares) já incluindo os tranfers aéreos, de barco, hospedagem em Canaima e noite em acampamento próximo ao Salto Angel e toda a alimentação.
Nosso refúgio na Isla Ratón, em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
O tour foi bem organizado, as comidas caseiras, mas bem saborosas e o acompanhamento do guia local ok, sem muitas informações já que ele era bem calado, mas perguntando e provocando até que ele interagia. Nos próximos posts segue o diário de bordo do nosso roteiro de 3 dias até o Salto Angel.
Confira a série completa de posts!
• 1º Dia - Chegando ao Parque Nacional Canaima
• 2º Dia - De Canaima ao Salto Angel
• 3º Dia - Sobrevoando o Salto Angel
No barco, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
Gigante entre as gigantes, pé de Samaúma na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
A Floresta Nacional do Tapajós é uma unidade de conservação criada em 1974 com o objetivo principal de preservar os recursos naturais encontrados nesta região, sejam eles minerais, animais ou vegetais. A FLONA Tapajós possui 554 mil hectares de Floresta Amazônica e fica localizado entre o Rio Tapajós e a BR 163, famosa Cuiabá- Santarém. Além do trabalho de preservação o ICM-Bio estimula pesquisas científicas sobre este bioma e desenvolve um trabalho de manejo sustentável da floresta junto às populações tradicionais da área de reserva.
Placa indicativa da trilha na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
As maiorias destas comunidades localizam-se às margens do Rio Tapajós, tendo acesso por barco ou estrada. As mais procuradas para visitação são as comunidades ao norte do parque, São Domingos, Maguari e Jamaraquá, que já possuem serviço de guias locais. A reserva foi aberta à visitação já como parte do plano de desenvolvimento sustentável da comunidade, que abriu trilhas para suas principais atrações e treinou mateiros locais para a recepção dos turistas.
Portaria da FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Nós fomos conhecer a comunidade de São Domingos. O Seu Luiz é o coordenador do projeto de visitação desta vila, porém estava em outra atividade. A partir do contato com o guarda-parque na sede do ICM-Bio, pagamos a taxa de 5 reais por pessoa e contatou o Seu Chico, nosso guia.
Instruções para queimadas na área da FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Seu Chico conhece muito bem a mata, participou da abertura do planejamento e abertura da trilha. Disse que levaram em torno de 10 dias para abrir a trilha que possui 14km de extensão, passa por duas áreas distintas de floresta e diversas árvores centenárias e gigantescas.
Caminhando na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
A primeira hora de caminhada é pela parte baixa e de solo mais arenoso. Ali encontramos muitas seringueiras e a vegetação típica da floresta úmida, porém em tamanhos menores. Como o solo possui menos nutrientes a própria matéria orgânica gerada pela floresta é que a mantém viva. Esta região é habitada pela população ribeirinha há anos, parte desta área já é de floresta secundária mesclada com árvores plantadas para o extrativismo. As seringueiras que vimos aqui foram plantadas pelo tio de Chico há mais de 80 anos, quando era criança. Ele, seus filhos e netos sobrevivem da extração do látex das mesmas árvores, incrível!
Seringueira com cicatrizes, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
A partir da segunda hora de caminhada chegamos à floresta primária, solo riquíssimo e embora seja menos densa, suas árvores são imensas e frondosas. A primeira gigante que vemos é uma árvore de piquiá, madeira boa para movelaria , além de possuir um óleo bom para massagem e queimaduras.
Guarúba, uma das gigantes da floresta, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Continuamos andando, tentando absorver o máximo de conhecimento possível que o Chico tem a nos passar. Ele nos contou sobre o inventário de madeira que está fazendo para a cooperativa de movelaria da comunidade. Foram mais de 2 mil árvores inventariadas com o acompanhamento de um técnico do ICM-Bio, para que sejam retiradas 80, sendo em torno de 5 unidades por ano. Eles definem quais podem ser retiradas, madeiras de lei como cedro e ipê, quantas de cada qualidade e em que período. Um belo trabalho.
Guariúba, enorme árvore na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Seguimos maravilhados pela trilha, vimos a Carapanaúba, árvore de onde se extrai o remédio da malária, Guaruba, outra das árvores gigantes, com mais de 50m de altura. Ainda assim ela não chega aos pés do Tauarí, árvore de raízes imensas e aqui encontramos 5 delas, uma ao lado da outra, e elas estão se unindo, formando uma única parede de madeira.
Dois pés de Tauarí fundidos, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
A trilha é circular, começa atrás da sede da portaria da FLONA e termina atrás da igreja da vila. O ponto central da trilha é a principal atração, descoberta apenas 6 meses depois que a trilha estava em uso, uma Samaúma gigante, com 50m de altura e raízes colossais. Ao lado dela fica uma cabana de palha de coco coruá, usada no período de seca para excursões que dormem uma noite no meio da floresta.
Gigantesco tronco de Samaúma, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
A partir daí, 7 km se foram e 7 km ainda estão por vir. Vimos ainda guariúbas, árvore de raízes vermelhas, cedros, apuís abraçadeiras e muitos babaçus. Demos a grande sorte de encontrar com um bando de bugios gritadores fazendo um barulho ensurdecedor. Estávamos ao lado deles, mas estavam muito no alto nas árvores, não conseguimos avistá-los. Para fechar a experiência amazônica faltavam apenas duas coisas, um temporal dentro da floresta úmida e uma cobra. O primeiro não demorou a começar, foi mais de uma hora embaixo de chuva. Para fechar uma caninana, cobra não venenosa, daquele tipo constritora, que esmaga suas presas. Ela tinha uns 3 metros e estava bem no meio da trilha, morta. Confesso que deu um alívio, mas foi bacana vê-la de pertinho.
Uma Caninana de quase três metros, morta, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Chegamos na igreja, a chuva tinha acabado de se dissipar. Caminhamos pela principal rua da comunidade até o carro e logo nos avisaram de um bicho preguiça que estava com seu filhote ali por perto. O Seu Luiz fez questão de nos receber na sua casa, revisar os nomes das árvores que conhecemos com Chiquinho, saber se havíamos gostado e sido bem recebidos. Nos deu um panfleto da Flona e nos vendeu o artesanato que está desenvolvendo com sementes, palhas e plantas da floresta. Além de nos mostrar o couro da sucuri de 6 m que ele encontrou por ali.
Couro de sucuri de cinco metros, na casa do Seu Luiz, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
É a Floresta Amazônica às margens do Rio Tapajós. Não encontramos apenas as espécies nativas, como pudemos conhecer de perto a cultura desta comunidade, quase tão nativa quanto a floresta.
Couro de sucuri na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Hoje faço aqui o pré-lançamento da nossa coluna “Soy loco por ti América”, vocês já devem ter visto a chamada na home. Com esta coluna pretendemos mostrar a todos vocês personagens que encontramos no meio do caminho, seu jeito de falar, sotaques de cada lugar desta nossa América querida. E melhor, já que estamos passando por tantos lugares na América, por que não colher depoimentos que respondem porque cada um gosta de viver ali, naquele lugarejo deste continente?
Cada vídeo desses é uma fotografia daquela cidadezinha ou região e o resultado de todos eles juntos daqui 1000dias será uma fotografia da América, o novo mundo construído por tantas raças, crenças e pessoas que de alguma forma estão interligadas, “ou não”, como diria Caetano.
Vejam o começo deste trabalho no nosso canal no youtube e conheça um pouco mais dos nossos vizinhos.
YOUTUBE – 1000DIAS - www.youtube.com/user/1000diasAmerica
Coming soon
Teremos o link para esta coluna no nosso site, onde ficará ainda mais fácil de acompanhar e assistir os vídeos do “Soy loco por ti América”.
Chegando à saída da caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos
Mergulho em caverna é um dos esportes mais perigosos do mundo. Os motivos são simples: mergulhamos em uma caverna inundada, nadamos centenas de metros adentro e qualquer problema que tivermos com o equipamento, não existe como subir e respirar. O nosso único suprimento de ar está nas garrafas duplas que levamos nas costas, não temos margem para qualquer falha, seja no equipamento ou no treinamento.
Tanques duplos prontos para o mergulho em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos
O treinamento para mergulho em caverna é uma certificação de mergulho técnico, que possui como pré-requisito os cursos de rescue diver e primeiros socorros. São 4 níveis de treinamento dentro da certificação da IANTD – Cavern, Intro to Cave, Cave e Technical Cave (ou Full Cave). Nós estamos apenas começando neste mundo, até por que no Brasil é uma atividade difícil de ser realizada, já que as nossas cavernas inundadas são fechadas para esta atividade.
A tradicional placa de advertência na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos
Na configuração técnica do equipamento seguimos sempre a regra de ouro deste esporte: redundância. O planejamento de cada mergulho trabalha com a regra do terço: 1/3 utilizamos para entrar na caverna, 1/3 para retornar à entrada da caverna e o outro 1/3 só será utilizado para alguma emergência. Temos 3 lanternas, sendo a principal uma lanterna de led com grande luminosidade e bateria de longa duração. A segunda e a terceira lanterna só deverão ser usadas em caso de emergência. Levamos conosco máscara extra, uma spool (carretel) utilizado para procedimentos de busca caso você se perder, além do carretel que deve ser colocado na área de luz da caverna até a golden line, linha que marca o túnel principal por onde iremos navegar dentro do sistema inundado.
Pronto para entrar na água em Peacock, na Flórida, Estados Unidos
Se perder em uma caverna seca ou alagada é muito fácil! Por isso estamos sempre antenadíssimos na linha que protege a nossa vida, que mesmo sem luz ou sem visibilidade, irá nos levar para fora da caverna, a Golden Line! As cavernas têm diferentes origens, formações e características. Sua origem irá determinar o seu relevo e geografia, sendo difícil encontrar algum padrão para a navegação dentro destes sistemas.
Junto ao cabo guia na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos
Apenas se você é um mergulhador muito experiente e com o treinamento adequado é que poderá sair da Golden Line e explorar outros túneis, passagens e restrições fora da linha principal. Nós por enquanto ficamos apenas na Golden Line e se mergulhamos em dupla, sem um instrutor de caverna conosco, temos que fazer a regra do 1/6! Dividimos o suprimento de ar em 6 partes e utilizamos apenas duas, 1/6 para ir e 1/6 para voltar, todo o restante é reserva de emergência.
Começo de mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos
Achei interessante fazer essa breve explicação para vocês entenderem um pouco como funciona o mergulho em caverna. As regras e equipamentos foram criados por algum motivo e a maioria deles com base em falhas reais que muitas vezes custaram a vida de algum mergulhador. Às vezes tendemos a pensar que estes acidentes estão distantes da nossa realidade, porém esta semana em uma das cavernas mais visitadas do México houve um incidente fatal envolvendo dois mergulhadores brasileiros e inclusive o guia que os acompanhava. Soubemos muito tempo depois e não temos detalhes sobre o treinamento, experiência ou como imaginam ter acontecido o acidente... Independente disso, mais uma vez fica claro que neste esporte qualquer deslize pode ser fatal.
Mergulhando na Laje de Santos - SP
Penamos para acordar, mas ontem à noite o mergulho estava confirmado! Finalmente conseguimos condições climáticas favoráveis para irmos à lage. Uma rocha imensa com 550m comprimento, 185m de largura e 33m de altura, só na sua parte emersa. Ela fica localizada em alto mar a 40km da costa, por isso as boas condições do vento são essenciais para o sucesso deste mergulho.
A famosa Lage de Santos - SP
Uma navegação de pouco mais de 1h30, tomei um Dramim e me joguei na primeira cama que vi no barco. O mar estava muito batido, a navegação foi sofrida, relutei o quanto pude, afirmando a mim mesma que o enjôo era psicológico, mas foi eu chegar até a parte externa do barco que chamei o Hugo... Fiquei morrendo de vergonha, mas depois soube que pelo menos metade do barco tinha passado mal também. Uma vez ancorados o esquema é equipar rapidamente e cair na água, o mar cura qualquer enjôo e logo nos surpreende com a beleza que encontramos ali. O inverno é a melhor época para mergulhar na laje, época em que se pode avistar arraias mantas, tubarões e toda a qualidade de vida marinha.
Rumo à Lage de Santos - SP
No nosso primeiro mergulho saímos do Portinho em direção ao naufrágio. Minutos antes de entrar na água o nosso dive master me alertou: “não cheguem até o naufrágio, pois terão problemas de correnteza, se vocês pegarem ela terão problemas para retornar.” Descemos e nos unimos à outro grupo do barco em direção seguindo a parede da lage para leste, eu estava preocupada, mas atenta a qualquer corrente. Logo depois o Marcelo veio a nosso encontro e retornamos, escapando de qualquer A água estava a 19°C, com visibilidade em torno de 15m, gelada demais! Eu quase não consegui relaxar de tanto frio e lá embaixo decidi novamente não ouvir mais o Rodrigo, pois do mesmo jeito que ele não quis colocar os anoraks no PP, foi ele quem não quis usar a nossa segunda peça de roupa com mais 5mm de neoprene. Coitado, eu que sinto frio e ele que leva a culpa! Rsrsrs!
Preparando-se para o mergulho na Laje de Santos - SP
De volta ao barco, no intervalo de superfície, eu estava na dúvida se encarava o enjôo no barco ou o frio da água. O Thiago, mergulhador que estava a bordo, não estava se sentindo bem e decidiu abortar o segundo mergulho. Foi a minha salvação, pois ele me emprestou a sua segunda peça de neoprene que coube perfeitamente em mim! Fugi do enjôo e enfrentei as águas, agora mais protegida. Apenas uma pausa para um comentário: aprendi há muito tempo que nunca se deve abortar um segundo mergulho, por mais frio ou pior que possa parecer. Obviamente se você achar que pode ter qualquer risco por algum limite físico ou psicológico esta regra não se aplica, mas por preguiça ou desânimo não! Um mergulho é sempre diferente do outro e você nunca sabe o que pode encontrar lá embaixo. Eu já havia penado 1h30 para chegar até lá, para um próximo mergulho teria que passar por tudo novamente, então vamos para a água!
Peixe frade no mergulho na Laje de Santos - SP
No nosso segundo mergulho fomos para a direção oposta, navegando para sudoeste encontramos o Parcel das Âncoras, que chega a até 38m de profundidade. Foi surpreendente! A água esquentou e a corrente quente trouxe consigo uma quantidade de peixes absurda! Além disso a visibilidade chegou a bater em torno de 30 metros! Tartaruga, garoupas imensas, arraias e até um verme de fogo que eu nunca havia visto antes! Avistamos também vários cardumes, inclusive de peixe enxada! Foi maravilhoso! Difícil acreditar que tão perto teríamos condições tão diferentes. Voltando á embarcação ainda tivemos a boa notícia de que o vento havia baixado e a navegação de retorno a Santos foi muito mais tranqüila.
Arraia no mergulho na Laje de Santos - SP
Voltamos ao hotel e mais um lavar os equipamentos com água doce no chuveiro e dependurá-los na varanda... Mas todo este trabalho vale muito à pena! Estar ali, em total comunhão com a natureza é algo indescritível.
Foi uma semana intensa, puxada, mas recompensadora. Finalmente conseguimos nos desvencilhar totalmente dos compromissos e pendências em Curitiba. Pico Paraná e Lage de Santos estavam engatados na nossa garganta e finalmente foram riscados da lista. Fica para nós a sensação de dever cumprido, do alto do Pico Paraná até as profundezas da Lage de Santos só continuamos tendo certeza de que estamos no caminho certo. Que venham os próximos 830 destes 1000dias!
O vasto Oceano Pacífico em Zancudo, no litoral da Costa Rica
Zancudo, nosso primeiro destino na Costa Rica, fica no litoral sul, ainda próximo à fronteira com o Panamá. Uma praia imensa de areias negras, mar que varia entre verde e os tons escuros do imenso Rio Coto Colorado que deságua no Golfo Dulce.
Grande rio no caminho para as praias de Zancudo e Pavones, no litoral Pacífico da Costa Rica
Os coqueiros e as águas mornas do Pacífico costa-riquense nos surpreendem, finalmente teremos uma praia pacífica para entrar em harmonia com o maior dos oceanos na terra!
Praia de areia escura de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica
O plano inicial era irmos para a famosa praia de Pavones, refúgio de surfistas mais ao sul já na saída do mesmo golfo. Embora tenhamos tentado, infelizmente o surf não é o nosso forte, então mudamos os planos e ficamos nesse paraíso intocado que parece ter sido descoberto apenas pelos zancudos, que nos atacam todos os dias quando o sol se põe.
Belo fim de tarde na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica
A vila não possui exatamente um centro, mas um agrupamento de casas em uma ou duas ruas principais da mesma rodovia de terra que acaba às margens do rio. Peixes frescos, frutas e dois restaurantes são facilmente identificados. Pouco antes deste centro uma placa nos atraiu: cabinas, wi-fi e fresh tuna! Sim, inglês é claro, já lhes contamos que Costa Rica é o paraíso tropical dos estado-unidenses?
A Pousada Sol y Mar em Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica
Lori e Rick estão aqui há 12 anos e construíram esse lugar sensacional, a Pousada Sol y Mar em Zancudo. Um ambiente super agradável, bar sempre animado com expats e turistas, uma deliciosa cozinha comandada pela simpaticíssima Yoco e Carla, sempre nos recepcionando com seu sorriso.
Socializando no bar da pousada beira-mar em Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica
Além de muita tranqüilidade, águas mornas e uma praia plana ótima para longas caminhadas, a região oferece ainda boas saídas de pesca para os amantes deste esporte.
A ponta de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica, onde rio e mar se encontram
Aqui se encontram uns dois ou três resorts mais bacanudos especializados no assunto. Com mais tempo, energia e um carro 4x4 também rolam uns passeios por rotas alternativas até Pavones.
Exibir mapa ampliado
Foram (quase) dois dias de tranqüilidade total em uma cabina de frente para os coqueiros, em frente ao mar. À nossa frente, do outro lado da península, a famosa, porém pouco explorada Península de Osa, mas este já é papo para outro post.
Belo fim de tarde na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica
A inconfundível silhueta de um tubarão-martelo em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos
A nossa rotina no barco Galápagos Sky começava as 6h45, quando o café da manhã já estava servido. Café da manhã delicioso, diga-se de passagem, frutas, pães, queijos e cada dia um prato quente diferente, panquecas, ovos, arepas, etc. As 7h30 nos reuníamos na sala para o briefing do primeiro mergulho do dia.
O famoso Arco de Darwin, na ilha de mesmo nome, em Galápagos
Hoje ainda de madrugada o Capitán Vitor começou a navegar em direção a Ilha de Darwin. O tempo estava feio e chuvoso, mas os golfinhos que acompanhavam o barco não deixaram o nosso ânimo cair. Lindos saltavam e davam mortais completos, se exibindo, enquanto nos aproximávamos do imenso paredão rochoso e do famoso Arco de Darwin. Uma formação rochosa separada da ilha principal em forma de um arco, perfeito. O nosso ponto de mergulho é exatamente aí, ao redor deste arco.
Golfinho salta em frente ao nosso barco na Ilha de Darwin, em Galápagos
Um dos motivos do Arquipélago de Galápagos ter tamanha biodiversidade marinha é o encontro de diversas correntes frias e quentes, que trazem cardumes de grandes animais de todos os lados. Por isso o tipo de mergulhos praticado é o chamado “mergulho de espera”, em que os mergulhadores ficam parados próximos a formações rochosas e coralíneas em torno dos 15 a 20m literalmente esperando.
Todos à espera de um tubarão-baleia em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos
Não precisamos esperar muito e logo os cardumes de tubarões martelos aparecem! São martelos de 1,5m a 4m de comprimento, dezenas, 30, 50, as vezes até 100 martelos em um cardume!
Dois tubarões-martelo em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos
Segundo Kostia, o instrutor russo que está no barco, os martelos são os únicos tubarões que andam em grupo. Observa-se facilmente que os maiores vêm na frente para analisar o terreno, ver o que encontrarão pela frente e aí comunicam o cardume através do seus sonares.
Cardume de tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Estes primeiros tubarões são os que mais se aproximam de nós, chegando a menos de 2m de distância. O Rafa e a Laura receberam uma encarada de um deles a menos de 2m e este ainda abriu o boca na cara deles! Sorte que a boca dele não é tão grande, mas ainda assim impõe respeito!
Tubarão-martelo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Henning Abheiden)
É uma pena que a visibilidade não estava melhor, os nossos 13m de visão nos deixavam ver os que estavam mais próximos e ao fundo, láááá no azul, vemos os vultos do imenso cardumes passando. No meio deles é comum encontrarmos também os Tubarões Galápagos e o Silk Shark, com um bico fino, mais cara dos tubarões que conhecemos dos filmes e fotos.
Tubarão em mergulho em Darwin em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Os golfinhos continuavam nos acompanhando na hora em que descíamos do barco principal em nossos botes para os mergulhos. Felizes, lindos e saltitantes! Nós estávamos ainda mais ansiosos, pois Darwin é onde mais se vêem os tubarões-baleia. Os dois primeiros mergulhos foram lindos e com muita diversidade de peixes, tartarugas e milhares de tubarões-martelos. A temperatura da água boa, perto dos 26°C. Tivemos muita sorte de vermos os tubarões-baleia em Wolf, mas não podíamos nos iludir que veríamos o tempo todo.
Tartaruga marinha em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos
Fomos ao terceiro mergulho, confesso já sem muita esperança, quando “blin blin blin!!!” TUBARÃO BALEIA!!! A corrente estava mais forte e por isso a perseguí-lo estava muito mais difícil! Fui atrás da Glenda pelas pedras, fazendo como uma escalada submarina para guardar ao máximo as forças para as pernadas. Quando vi que ele parou de nadar e a corrente ficou mais tranquila me mandei para o seu lado e consegui chegar pertinho novamente, devia ter uns 10m! Logo ela mudou de rumo e começou a vir em minha direção, passou 2m acima de mim, tão imensa, que só me restou agarrar-me às pedras deitada de barriga para cima e vê-la passar, da cabeça à cauda, se eu esticasse o braço encostava nela! Emocionante!!!
O enorme vulto de um tubarão-baleia visto por baixo, na Isla Wolf, em Galápagos (foto retidada de vídeo)
Tubarão-baleia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Voltei à superfície em estado de êxtase e sem muito tempo de falar e comemorar. Subindo no panga Laura e Rafa gritaram, “Olhem os golfinhos!!!”. Eles estavam nadando ao nosso lado, ao redor do bote, maravilhosos!!! Eu não queria subir e ir embora, mas tampouco eles queriam nos deixar. Subimos e eles foram nos acompanhando, saltando e nadando junto com o barco, sensacionais!
Golfinhos acompanham nosso barco na Ilha de Darwin, em Galápagos
Esta noite dormimos ali, abrigados em uma das baías da Ilha de Darwin, e já não bastassem todos os shows que tivemos hoje, logo depois do jantar tivemos uma cena impressionante!
Hora do jantar ao largo da Ilha de Darwin, em Galápagos
Ficamos rodeados de Galápagos Sharks pescando na luz do barco. Havia um cardume de peixes que por sua vez pescavam peixinhos vermelhos ainda menores. Como diria Sérgio Chapelen: “É o show da vida!”
Tubarões de Galápagos (quase inofensivos!) cercam nosso barco durante a noite na Ilha de Darwin, em Galápagos
O PROBLEMA
Um dos temas que mais tem me incomodado nestes últimos 35 dias é a alimentação. Praticamente todos os países possuem algum prato local, que logo logo vocês poderão conhecer no nosso link de gastronomia do site. Estamos viajando boa parte do tempo no circuito turístico, onde os restaurantes já se adaptaram às preferências dos seus maiores freqüentadores, os americanos. É uma tristeza, a junk food impera. O famoso breakfast americano, com ovo, bacon, mufins e, durante o dia, todos os tipos de sanduíches, donuts, batatas fritas, onion rings e porcarias possíveis. Para beber? Sucos artificialmente flavorizados, aromatizados e de todas as cores que você imaginar, quando não servem apenas refrigerantes.
Eu que havia praticamente banido frituras da minha vida passei a ser uma consumidora assídua e já sinto a diferença nas roupas, na pele, no funcionamento geral do organismo e até na disposição. Na culinária local as opções acessíveis são mais frituras: Conch Fritter nas Bahamas e Turks and Caicos e Pastelillos em Porto Rico. Encontramos também os frutos do mar bem apimentados geralmente, mas peixes o Rodrigo não é muito fã e moluscos, quem não come sou eu. Lanches e comidas assadas são peça rara por aqui, acho que eles não aprenderam a usar o forno.
QUANTO CUSTA?
Comendo o que o povo come gastamos em torno de 60 reais por refeição, surreal, totalmente fora da nossa realidade. Qual é a opção que temos? Ou podemos cozinhar a nossa própria refeição, o que não é fácil já que não temos cozinha, ou ainda buscarmos a alta gastronomia importada da Itália, França, etc. Aí é claro, em um bom restaurante de culinária internacional conseguimos comer de forma mais saudável, mas o investimento é consideravelmente alto, em torno de 120 reais por um prato de salada e um prato de carne que nós dividimos para economizar dinheiro e calorias. Em uma viagem de férias não é problema gastarmos isso por refeição, mas quando isso passa a fazer parte da sua nova rotina, se torna muito caro!
A SOLUÇÃO
Depois de eu ter surtado umas duas ou três vezes com o Rodrigo para não nos rendermos, finalmente encontramos uma solução paliativa: vamos ao supermercado, compramos frutas, muita água e alguma bolachinha salgada para fazer pequenos lanches durante o dia. E fazemos uma grande refeição em algum restaurante que ofereça pelo menos uma boa salada. Conseguimos colocar isso em prática mesmo há poucos dias, mas já estou sentindo o resultado. Estou desinchando, minha disposição e meu humor estão muito melhores!
Conhecemos um americano em Turks que já rodou bem nas rodovias americanas e ele nos deu a dica: “levem sua própria comida, preparem saladas, sanduíches naturais, sucos, etc. Se ficarem na dependência dos postos que encontrarão no caminho vocês vão ganhar pelo menos uns 50 pounds!”.
ENFIM...
Passaremos os próximos meses no Brasil, então acho que não teremos grandes problemas com a alimentação. Esta primeira etapa aqui no Caribe valeu a pena para nos planejarmos para as highways americanas e lembrarmos que a comida de casa é sempre a mais gostosa.
Lhamas caminham ao lado da estrada, em Potosí - Bolívia
Há apenas 30km da cidade de Potosí na estrada para La Paz, fica a cidade de águas termais de Miraflores. Ela possui diversas piscinas cobertas, com diferentes temperaturas. São banhos públicos e por isso no sábado e domingo ficam impraticáveis, pois toda a população de Potosí se muda para o balneário.
A magnífica paisagem nas estradas próximas à em Potosí - Bolívia
Nós gostamos de piscinas termais, mas gostamos mais ainda de estar próximos à natureza. Procuramos dali, nos informamos daqui e descobrimos um lugar especial: El Ojo del Inca. Uma fonte de águas termais natural, El Ojo del Inca é um dos maiores lagos termais do país e já era utilizado desde o tempo dos Incas, que creditavam propriedades curadoras às suas águas.
A magnífica paisagem nas estradas próximas à em Potosí - Bolívia
A fonte está a aproximados 3400m de altitude em meio à uma lindíssima cadeia de montanhas multicoloridas. Ar puro, céu azul, cenário indescritível. A temperatura da água varia entre 28° e 31°C e a profundidade vai até os 22m no centro do lago. Segundo Fredy, El Ojo del Inca está sobre um vulcão adormecido que mantém suas águas aquecidas.
O Ojo del Inca, lago de águas termais próximo à em Potosí - Bolívia
Ele possui um formato bem arredondado, daí o nome. Este fato chegou a nos pregar uma peça, pois passamos reto por ele achando que este seria artificial, de tão redondinho. Fredy e Ilda são os “proprietários” do terreno, eles mantém o local e cobram uma taxa de 10 bolivianos de entrada.
O Ojo del Inca, lago de águas termais próximo à em Potosí - Bolívia
Existem algumas lendas sobre esta piscina natural, dizem que de tempos em tempos ela forma um redemoinho que pode “engolir” mesmo os melhores nadadores. Todos com quem conversamos nos alertaram para que entrássemos apenas nas beiradas. Dona Ilda, porém, afirma que já foram feitos diversos estudos técnicos e que está comprovada a inexistência de redemoinhos, já que a água está apenas minando dali e sendo renovada constantemente no lago.
Nadando no Ojo del inca, lago de águas termais próximo à Potosí - Bolívia
O caminho não é difícil, de carro, vans fretadas ou ônibus pode-se chegar até lá. A parte mais difícil é conseguir sair da cidade de Potosí. O trânsito pelas estreitas ruas torna-se ainda mais enlouquecedor levando em consideração a forma como os bolivianos dirigem, se enfiando em todo lugar sem dar sinal, furando semáforos, fechando cruzamentos e tocando a mão na buzina. As agências de turismo locais podem arranjar tours ou, para os mais descolados, é só pegar um ônibus por 4 bolivianos em direção à Miraflores e pedir para parar na ponte do “Ojo del Inca”. Nesta última opção, só se preparem para uma caminhada de uns 20 minutos morro acima, a 3400m de altitude. Ainda assim não desanimem, já imaginaram quanto os Incas tinham que andar para desfrutar deste mesmo lago?
Canyon estreito na estrada que leva ao olo del Inca, próximo à Potosí - Bolívia
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