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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Canadá Há 2 anos: Canadá

Batendo Perna

Argentina, Salta

Catedral de Salta - Argentina

Catedral de Salta - Argentina


Dia de compras em Salta. Amanhã teremos uma longa estrada pela frente e eu tinha que aproveitar a cidade grande e os os bons preços argentinos para resolver algumas pendências. As lojas abrem até as 13h e reabrem apenas as 16h, aquele famosos horário da siesta, famosa na Espanha e que a Argentina pelo jeito aderiu.

Pronto para devorar enorme sanduíche em Salta - Argentina

Pronto para devorar enorme sanduíche em Salta - Argentina


Esperando as lojas abrirem, tivemos um almoço gostoso no café do Hotel Victória Plaza na Praça 9 de Julho. O Ro ficou no hotel, enquanto eu saí para as ruas. Esta semana começaram as comemorações da Padroeira da cidade de Salta, as ruas estavam lotadas, não apenas de turistas, como também de estudantes que vieram em excursões à Catedral de Salta para homenagens, missas, etc.

Catedral em Salta - Argentina

Catedral em Salta - Argentina


Rodei o centro de Salta inteiro, consegui consertar o meu óculos de sol, comprar os cremes indicados pela dermatologista na farmácia Sudamericana, uma das mais antigas da cidade. Lá foi que descobri que os salteños tem um ritmo meio baiano para as coisas, fazem tudo com muuuita calma e ao mesmo tempo sendo super atenciosos.

Interior da Igreja de São Francisco em Salta - Argentina

Interior da Igreja de São Francisco em Salta - Argentina


Outro item da minha lista de compras eram casacos de frio próprios para montanhismo. Logo estaremos chegando no Perú onde pretendemos fazer algumas trilhas em Huaráz, na Cordilheira Branca. Encontrei uma loja de produtos argentinos muito bacana, chamada Montagne. Os produtos me pareceram compatíveis com as marcas norte-americanas mais conhecidas e os preços eram pelo menos a metade!

Entrada do Convento de San Bernardo, em Salta - Argentina

Entrada do Convento de San Bernardo, em Salta - Argentina


Fiquei umas 4 horas andando, fotografando e pesquisando lojas e farmácias, até uma depilação eu descolei. Todos os salteños foram completamente gentis e prestativos, fora que sem o Ro por perto para falar português, fui afiando ainda mais meu espanhol. Não sou do tipo gastadeira e freqüentadora de shoppings, mas sem dúvida essa pernada valeu a pena, gastei 50% do que gastaria comprando os mesmos cremes e casacos no Brasil. Vamos ver se vou ficar mais jovem e quentinha como os produtos prometem!

Fim de tarde na Plaza 9 de Julio, em Salta - Argentina

Fim de tarde na Plaza 9 de Julio, em Salta - Argentina

Argentina, Salta,

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Sierra de San Luís

Venezuela, Sierra de San Luis

Igreja da pequena cidade de san Luis, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Igreja da pequena cidade de san Luis, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


A subida da Sierra de San Luís no final de tarde, após um longo dia de explorações na Península de Paraguaná foi uma viagem meio surreal. Como assim saímos de um lugar desértico e totalmente plano para uma serra verdejante, úmida e fria em menos de 30 minutos? A estrada íngreme e sinuosa já nos indicava mudanças, mas foi quando chegamos no ponto alto da subida que vimos que a mudança seria mesmo radical. Todo o calor que vínhamos tentando driblar durante o dia, repentinamente se transformou em umidade e frio.

O belíssimo entardecer na Sierra de San Luis, ao sul de Coro, no noroeste da Venezuela

O belíssimo entardecer na Sierra de San Luis, ao sul de Coro, no noroeste da Venezuela


A noite no Hotel Turístico Gran Apolo só deixava mais clara a decadência do turismo venezuelano. Um hotel que já deve ter tido seus dias de glória de repente se vê quase abandonado, o ralo menu e os preços abusivos também são uma pista de que os tempos não estão fáceis para ninguém. Dormimos ao som das cigarras e da chuva que esfriava a montanha e acordamos em meio à neblina e uma garoa fina que se recusava a facilitar a vida destes turistas intrépidos pelas serras venezuelanas.

Nosso hotel em Curimagua, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Nosso hotel em Curimagua, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Buscamos dali, perguntamos de lá e logo chegávamos ao Haitón del Guarátaro, um buraco vertical de 305m de profundidade e 12 metros de diâmetro, um tipo de formação bem peculiar desta região. O haitón também é chamado de sima e é formado pela infiltração da água em fissuras verticais na rocha calcária. Aqui nesta região há um punhado deles e o Guarátaro é o maior do país!

Chegando ao Haitón de Guarataro, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Chegando ao Haitón de Guarataro, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Painel informativo sobre o Haitón de Guarataro, com mais de 300 metros de profundidade, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Painel informativo sobre o Haitón de Guarataro, com mais de 300 metros de profundidade, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Alguns quilômetros adiante chegamos à cidade que empresta seu nome à serra, San Luís. Lá almoçamos no restaurante Don Pepe, onde Morela, professora do primário, treina suas novas técnicas culinárias ensinadas no curso onde seu exigente professor dá-lhe broncas e chibatadas até que repita exatamente o que lhe foi ensinado. Embora não concorde com o método, posso dizer que está funcionando, a comida foi deliciosa, assim como a conversa com a simpática Rosa e sua mãe.

Com a Morela e sua filha Rosa, na pequena cidade de San Luis, Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Com a Morela e sua filha Rosa, na pequena cidade de San Luis, Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


A tarde foi explorando a mais famosa das cachoeiras da região, as Cataratas de Hueque, que mesmo em um sábado nublado, recebia piqueniques de turistas locais, vulgo farofão. Imaginem em um domingo como não deve ficar! As cataratas não são as mais indicadas para banho, pois têm uma grande força na queda d´água, mas ao lado tem algumas cachoeirinhas e riachos secundários que os locais usam para se divertir.

As belas cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

As belas cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


As belas cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

As belas cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Saindo das Cataratas de Hueque vimos umas das cenas mais impressionantes do final de semana, ao lado do frio e do haito: uma cobra de uns 2 metros lutando bravamente por sua vida após ter sido atropelada no meio da estrada. Ela estava em posição de ataque, toda curvada, pronta para dar o bote no primeiro carro que aparecesse. A sorte dela é que nós a vimos e paramos por um bom tempo para fotografá-la e tentar evitar que outros carros a atropelassem, mas mesmo assim um louco nos “ultrapassou” e, diante dos nossos olhos, passou por cima dela, sem dó nem piedade! Ainda assim ela sobreviveu, forte como um touro! Pobre cobra.

A enorme cobra Cazadora que encontramos nas estradas da Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

A enorme cobra Cazadora que encontramos nas estradas da Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Uma enorme cobra Cazadora que encontramos em uma estrada da Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Uma enorme cobra Cazadora que encontramos em uma estrada da Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Seguimos a nossa vida de viajantes errantes para um destino mais do que certo: Parque Nacional Morrocoy. Foram pelo menos 3 horas de viagem entre San Luís e Tucacas para descobrirmos que o melhor caminho para o parque seria mesmo o balneário praiano de Chichiriviche. Lá vamos nós!

A enorme cobra Cazadora que encontramos nas estradas da Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

A enorme cobra Cazadora que encontramos nas estradas da Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Venezuela, Sierra de San Luis, cachoeira, Cascatas de Hueque, Haitón de Guarátaro, Sierra de San Luís

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As Pedras de Jeri

Brasil, Ceará, Fortaleza, Jericoacoara

Sol e sombras no mar de Jericoacoara - CE

Sol e sombras no mar de Jericoacoara - CE


Ontem , depois de uma pizza rápida e tardia saímos dar uma voltinha no centrinho ver o agito noturno. Uma noite animada, ruas lotadas de “ralizeiros”, prato cheio para as solteiras de plantão. O corredor das barracas de caipirinha é convidativo, eu tive que provar, capiroska de umbu-cajá e siriguela deliciosas!

O 'corredor das caipirinhas' em Jericoacoara - CE

O "corredor das caipirinhas" em Jericoacoara - CE


Hoje já acordei meio baqueada, difícil acreditar que fosse das bebidas alcoólicas, já que não abusei, mas algo não estava certo. Bem, vamos caminhar, o tempo está meio incerto, porém não podemos ficar aqui sentados esperando que a chuva caia. Saímos conhecer o lado pedregoso de Jeri, onde fica um dos seus principais cartões postais, a Pedra Furada.

Praia em Jericoacoara - CE

Praia em Jericoacoara - CE


A trilha por si só já é uma atração, belíssima encosta dos serrotes virada para o mar faz uma vista deslumbrante, mesmo com as arrepiantes nuvens negras que passam ao largo deixando uma esperança de que o sol triunfe! Um jardim de cactos com o mar, um verde-prateado incomum, resultado da refração da luz do céu de chuva. Tudo ao redor queria se mostrar especial, até um lagarto verdíssimo exibido, que parou quando viu que eu estava fotografando e ficou posando para os cliques.

Calango esverdeado em Jericoacoara - CE

Calango esverdeado em Jericoacoara - CE


Chegamos à Pedra Furada, formação rochosa que se destaca em meio à paisagem não só pelo grande furo, como também pela coloração avermelhada da rocha. Praia de tombo, meio chata para banho, muitas pedras e ondas altas no raso. Logo fiz amizade com a Gigi, lindona que veio firme e forte pela trilha nos ombros do pai e chegou junto conosco, toda simpática.

A famosa Pedra Furada, em Jericoacoara - CE

A famosa Pedra Furada, em Jericoacoara - CE


Nova amiguinha da Ana, em Jericoacoara - CE

Nova amiguinha da Ana, em Jericoacoara - CE


Fiquei ali curtindo a paisagem, lendo um livro, enquanto o Ro subiu uma pirambeira para tirar fotos. Não demorou muito a chuva chegou e todos logo tentaram se abrigar nas pedras ao redor. Enquanto havia vento funcionou, quando o vento parou a chuva não perdoou, pelo menos conseguimos salvar os eletrônicos de serem molhados.

Pequena praia da Pedra Furada, em Jericoacoara - CE

Pequena praia da Pedra Furada, em Jericoacoara - CE


Uns 20 minutos depois, a chuva baixou e conseguimos continuar caminhando, vimos a Pedra do Frade e fomos até a praia do Preá, longa faixa de areia com 9km de extensão. Voltamos pelos pastos montanha acima, vi o farol e prosseguimos pela estrada com vista para as dunas e a vila de Jericoacoara.

No alto do Morro do farol, em Jericoacoara - CE

No alto do Morro do farol, em Jericoacoara - CE


Foi um dia delicioso de caminhadas, mas eu só conseguia pensar em chegar logo na pousada. Aquele mau estar infelizmente não havia passado, pelo contrário, só estava piorando. Estranho é foi que eu e o Ro comemos as mesmas coisas e ele não ficou mal... melhor para ele.

Voltando para Jericoacoara - CE

Voltando para Jericoacoara - CE


Saímos comer um crepe gostoso no final da tarde e marcamos um jantar mais tarde para comemorar o aniversário da nossa querida Dona Helen. No caminho presenciamos uma das rodas de capoeira mais profissionais que já vi na vida! Eu sempre gosto de assistir às rodas e logo percebi que esta tinha algo diferente. Na apresentação dos participantes vimos que eram mestres de diferentes escolas da região, do Preá a Tatajuba. Mestres se desafiando e até deixando suas diferenças aparecerem na jinga que deixaram o mestre, que liderava a roda, aperreado. Ele precisou dar um basta nas provocações para a arte e a dança continuar sem virar luta. A quem estava de fora, sem entender muito, só posso dizer que foi emocionante!

A tradicional roda de capoeira no fim de tarde de Jericoacoara - CE

A tradicional roda de capoeira no fim de tarde de Jericoacoara - CE


Na pousada, no horário que deveria ser de trabalho, eu capotei, em prol de um bem maior: ver se o corpo conseguiria se recuperar do baque “pirirístico.” 3 horas de sono mais tarde, me senti mais disposta e saímos jantar. Uma massa leve e um brinde com um delicioso Maipo Cabernet Sauvignon, aos 77 anos de minha sogra querida, um exemplo de força e vivacidade!

Celebrando o aniversário da Ixa, em Jericoacoara - CE

Celebrando o aniversário da Ixa, em Jericoacoara - CE


Até que eu nem tava com uma cara tão mal, né? Pois é, noite de sábado ainda mais agitada em Jeri, Forró “For All”, DJ recém chegado da Europa para uma festinha na ponta da praia, além das barracas de caipirinha, festa de encerramento do rally no Sky e bares com samba e mpb. Quem diria e eu vou ter que ficar de fora dos embalos do sábado à noite. Amanhã veremos se valeu à pena.

Brasil, Ceará, Fortaleza, Jericoacoara, Dunas, pedra furada, Praia, trilha

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Hoover Dam

Estados Unidos, Nevada, Hoover Dam

A imponente barragem do Hoover Dam, fronteira de Nevada com Arizona, nos Estados Unidos

A imponente barragem do Hoover Dam, fronteira de Nevada com Arizona, nos Estados Unidos


Hoje começamos a nossa road trip cruzando o centro-sul dos Estados Unidos em direção à costa leste. Saímos de Las Vegas já em uma das mais famosas estradas do mundo a Route 66. Tudo o que ouvimos falar é que “o meião dos EUA não tem nada para ver”, mas nunca podemos levar o que nos falam ao pé da letra.

Fiona nos leva através da famosa Rota 66 (em Seligman - Arizona, nos EUA)

Fiona nos leva através da famosa Rota 66 (em Seligman - Arizona, nos EUA)


A viagem mal começou e já tivemos uma belíssima surpresa enquantdo cruzávamos a fronteira dos estados de Nevada e Arizona, a Hoover Dam!

O famoso Hoover Dam, em Nevada, nos Estados Unidos

O famoso Hoover Dam, em Nevada, nos Estados Unidos


Construída na década de 30, a Hoover Dam foi uma das maiores obras realizadas na sua época e ela foi a responsável por tornar possível o desenvolvimento de cidades nos desertos de Nevada e da Califórnia, não apenas provendo energia, mas também o suprimento de água para toda a região.

Rio Colorado represado no Hoover Dam, fronteira de Nevada com Arizona, nos Estados Unidos

Rio Colorado represado no Hoover Dam, fronteira de Nevada com Arizona, nos Estados Unidos


A obra faraônica represou as águas de um dos principais rios americanos, o Colorado River. Sim, o mesmo rio que forma o Grand Canyon e faz parte das principais paisagens no estado do Colorado, aqui está domado e tem toda a sua energia canalizada para o conforto de nós, seres humanos.

Ponte atravessa desfiladeiro e liga os estados de Nevada e Arizona, bem em frente ao Hoover Dam, nos Estados Unidos

Ponte atravessa desfiladeiro e liga os estados de Nevada e Arizona, bem em frente ao Hoover Dam, nos Estados Unidos


A paisagem modificada normalmente não é exatamente a ideal, mas esta famosa barragem foi construída em um ponto estratégico do cânion, em um trecho super estreito, que aparentemente impactou menos o ambiente e o cenário.

Ponte atravessa desfiladeiro e liga os estados de Nevada e Arizona, bem em frente ao Hoover Dam, nos Estados Unidos

Ponte atravessa desfiladeiro e liga os estados de Nevada e Arizona, bem em frente ao Hoover Dam, nos Estados Unidos


Somada à barragem temos ainda a monumental obra da ponte que foi construída sobre este gorge para diminuir o tráfico de veículos na estrada antiga, que agora se tornou parte da área turística.

Na ponte em frente ao Hoover Dam, sobre a fronteira dos estados de Nevada e Arizona, nos Estados Unidos

Na ponte em frente ao Hoover Dam, sobre a fronteira dos estados de Nevada e Arizona, nos Estados Unidos


Esta noite chegamos à Flagstaff, outra cidade que definitivamente não se encaixa na definição acima do “meião dos Estados Unidos”. Aos poucos vamos desmistificando e descobrindo que os EUA têm muito mais a oferecer que grandes cidades, Mac Donalds e filmes de Hollywood.

Estados Unidos, Nevada, Hoover Dam, Arizona, Hover Dam, Road Trip, Route 66

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Coisas da Vida

Brasil, Rio De Janeiro, Parati

Fotografando Parati - RJ

Fotografando Parati - RJ


Primeira atividade do dia, descobrir algum barqueiro ou pescador que pudesse nos levar para o Pouso da Cajatiba. Já havíamos nos informado e as informações que recebemos foram diversas, poderíamos encontrar um barco de linha que nos levaria por um valor menor ou ainda encontrar um pescador de Pouso que estivesse retornando para lá. O Rodrigo foi ao porto e descobriu que não existe um barco de linha, sugeriram que a gente converse durante a tarde no cais dos pescadores para encontrar alguém que nos leve.

Casa em Parati - RJ

Casa em Parati - RJ


Segunda atividade do dia, fazer o check out da pousada e pegar a estrada para Paraty-Mirim, onde já tínhamos o esquema com o barqueiro para nos levar ao Saco do Mamanguá. Chegando lá descobrimos que o vento não estava permitindo saídas, nem para o Mamanguá, nem para Paraty-Mirim.

Aprendizado do dia: quando dependemos de fatores naturais não se deve criar expectativa, caso contrário poderá acabar frustrado.

Aproveitamos para assuntar no barzinho da praia e acabamos descobrindo algumas coisas interessantes. Paraty-Mirim é o nome do rio que desemboca nesta praia, mesmo rio que há 15 anos destruiu e refez toda a paisagem da praia de mesmo nome. A comunidade ficou isolada durante dias, pois a inundação fechou a estrada e só quando o mar acalmou é que puderam acessá-la de barco. A paisagem está completamente diferente, antes para chegar à praia tinha que atravessar o rio que corria à beira mar, a descrição me lembrou um pouco a Guarda do Embaú. Da história antiga local, restaram algumas ruínas de uma antiga fazenda do tempo dos escravos.

Igreja de Parati Mirim - RJ

Igreja de Parati Mirim - RJ


Já que teremos um dia de espera, tivemos que passar a tarde em Paraty, que chato... Coisas da vida! Saímos fotografar a cidade imbuídos do espírito que tomou conta das ruas de Paraty com o Festival de Fotografia que está começando hoje, o Paraty em Foco. Dezenas de fotógrafos caminhavam pelo centro antigo com suas Nikons e Canons, cada um praticando o seu olhar e buscando o melhor ângulo para registrar a vila.

Parati - RJ

Parati - RJ


Passei o restante do dia trabalhando nos projetos do 1000dias e no site, enquanto o Rodrigo dormia profundamente ao meu lado. Um dia mais light como este é importante de vez enquando, faz bem a saúde, aos negócios e não tem contra-indicações!

Rua em Parati - RJ

Rua em Parati - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Parati, cidade histórica, Parati em foco, Paraty, Pouso da Cajatiba

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Venezuela: del pueblo para el pueblo!

Venezuela, Maracaibo

Já estamos na Venezuela!

Já estamos na Venezuela!


Chegamos à Venezuela! Um país de tantas paisagens e tantas agruras, onde os Andes quase tocam o Mar do Caribe, subindo abruptamente entre amazônias e pantanais e se derramam no Delta do Orinoco. Onde encontramos um povo dividido entre suas riquezas e suas maiores fraquezas, onde o orgulho de se sentir no poder ao lado do Eterno Comandante cega o discernimento do que é certo e errado e os leva à miséria e ao caos econômico. Um país que está no rumo socialista e que metade de sua população apoia e pensa estar no caminho correto, mesmo quando tem que brigar por uma pasta de dente, implorar por um rolo de papel higiênico e matar por um saco de farinha. Enquanto a outra metade da população assiste à toda esta desgraça ciente de tudo que está acontecendo, também sofre indignada, mas mantém a fé de que tudo irá melhorar.

Muita propaganda do socialismo bolivariano nas ruas da Venezuela

Muita propaganda do socialismo bolivariano nas ruas da Venezuela


Preparando carne, plátano e queijo na chapa quente, na fronteira da Venezuela

Preparando carne, plátano e queijo na chapa quente, na fronteira da Venezuela


Entramos no país ansiosos não apenas para ver, com nossos próprios olhos o que está acontecendo, mas para sentir na própria pele as idiossincrasias deste sistema. Queríamos ver o que não vimos em 2007 e saber se aqueles mesmos amigos que antes apoiavam o Chavez, continuariam apoiando hoje. Queríamos também poder mostrar aos vizinhos brasileiros as belezas naturais que estão ao nosso alcance e poder dizer-lhes que sim, é possível viajar na Venezuela nos dias de hoje. A crise cambial que sofre o país é terrivelmente prejudicial para a economia venezuelana, mas é incrivelmente atrativa para nós turistas brasileiros. Ao irmos para lá não estaremos apenas aproveitando uma oportunidade, estaremos ajudando também a manter a economia girando, injetando nossos ricos reaizinhos em troca de momentos inesquecíveis em algumas das praias, montanhas e rios mais lindos da América do Sul.

Bolívar, herói máximo da Venezuela

Bolívar, herói máximo da Venezuela


Quando estivemos aqui em 2007 viajamos de Boa Vista por terra até a fronteira com a Venezuela, subimos o Monte Roraima, voamos para o Salto Angel, caminhamos pelas ruas de Caracas e descobrimos o significado da expressão “Paraíso Caribenho” no Arquipélago de Los Roques. Fomos colocados à todas as provas, cansaço e hipotermia no Roraima, teimosas caminhadas por autoestradas de Caracas e até fomos roubados, ficando sem dinheiro e cartões de crédito, ilhados em Los Roques. Mas a parceria, paciência, tolerância e criatividade do casal se mostraram melhores e nos provaram que juntos éramos melhores! Foi a nossa primeira viagem internacional juntos, viagem que cunhou profundamente o nosso companheirismo, nos revelou os medos, fraquezas e fortalezas de cada um e, sem grandes pretensões nos mostrou que seríamos capazes de um dia realizar uma grande viagem como a que estamos fazendo hoje.

O preço quase gratuito do combustível permite que as antigas banheiras ainda ocupem as ruas e estradas da Venezuela

O preço quase gratuito do combustível permite que as antigas banheiras ainda ocupem as ruas e estradas da Venezuela


Chegamos à Venezuela vindos da pequena cidade fronteiriça de Maicao, no lado colombiano. Almoçamos platanos assados na brasa com queijo branco, enquanto esperávamos mais de uma hora a abertura da Aduana Boliviariana del Pueblo de Venezuela! para tirarmos a documentação da Fiona.

Entrando na Venezuela, recião de Maracaibo,  vindos da Colômbia

Entrando na Venezuela, recião de Maracaibo, vindos da Colômbia


Banheiras velhas caindo aos pedaços lotavam as estradas, fazendo pensarmos que estávamos em Cuba, na década de 70. Uma reta interminável com escolas Simón Bolívar em cada povoado, acompanhadas de placas de propaganda do Governo Socialista da República Boliviariana de Venezuela.

Cartaz da última eleição que Chavez participou

Cartaz da última eleição que Chavez participou


Prédios caindo aos pedaços, lixo espalhado pela estrada e pelas ruas, comércios irregulares e quase nenhuma marca do dito capitalismo imperialista. Cruzando o lago Maracaibo, a galinha dos ovos de ouro, ainda encontram-se alguns resquícios, avenidas largas, algumas redes de fast foods e supermercados. Dirigimos por mais de 6 horas entre a fronteira e Coro, uma das mais conservadas cidades coloniais do país. O retrocesso econômico é claro, veremos o social nestas próximas semanas.

Lago de Maracibo, o maior do continente,  importante região produtora de petróleo na Venezuela

Lago de Maracibo, o maior do continente, importante região produtora de petróleo na Venezuela

Venezuela, Maracaibo, fronteira

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Amigos na Estrada

Canadá, Vancouver

Bruno, Gabriel, Gustavo e Leonardo, da expedição 4x1, saltam para foto na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá

Bruno, Gabriel, Gustavo e Leonardo, da expedição 4x1, saltam para foto na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá


Durante estes 890 dias da estrada fizemos muitos amigos. Alguns deles talvez nunca reencontremos, foram anjos que passaram, participaram das nossas vidas das mais variadas formas e ficaram. Ficaram em suas casas, suas vidas e nós seguimos cada dia em um lugar diferente, com pessoas novas e vivendo experiências maravilhosas. Entretanto, essa vida itinerante é um pouco solitária, ficamos longe da nossa família e dos amigos que cultivamos por tantos anos antes de colocarmos o pé na estrada.

Discutindo caminhos e rotas com o Gabriel, da expedição 4x1, em Vancouver, no Canadá

Discutindo caminhos e rotas com o Gabriel, da expedição 4x1, em Vancouver, no Canadá


Muitos desses amigos reencontramos na internet, os novos e os velhos. Alguns que até já havíamos perdido o contato nos redescobrem nessa aventura e as afinidades retornam, os laços se estreitam e os círculos se renovam. Adoro isso! Quem me conhece um pouco melhor sabe, eu sou super social, falo pelos cotovelos e adoro (re)encontrar amigos!

Não poderia faltar uma boa ideia no encontro dos brasileiros no Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

Não poderia faltar uma boa ideia no encontro dos brasileiros no Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


Eu nunca pensei que iria gostar tanto das redes sociais como gosto hoje, pois sou o tipo que gosta de contato pessoal, conversas profundas, aquelas de amigo para amigo, além de bons papo no boteco, festas e afins. Mas, como dizem por aí, as redes sociais nos apresentaram um novo mundo, nos aproximaram de pessoas com interesses comuns, que provavelmente nunca iríamos conhecer não fosse pelo facebook ou o twitter. Estes amigos virtuais compartilham conosco afinidades, sonhos e hoje são parte imprescindível da viagem! Amigos que nos acompanham desde o começo como a Cleo, o Virgilio, a Katia, a Tatiana, a Paula, o Leandro e tantos outros que nos fazem companhia nessa aventura pelas estradas da América. No twitter os blogueiros da #viajosfera estão sempre atentos, trocando experiências, ensinando e aprendendo com o intercâmbio entre os viajantes apaixonados por dividir suas histórias e dicas mundo afora.

Encontro das expedições 1000dias e 4x1 no Boteco Brasil, da Márcia, em Vancouver, no Canadá

Encontro das expedições 1000dias e 4x1 no Boteco Brasil, da Márcia, em Vancouver, no Canadá


É neste universo que descobrimos também que nós não somos os únicos malucos a pegar o carro e sair viajando pelo mundo! Já conhecíamos uns casos, alguns deles nos inspiraram como o pessoal do Viagens Maneiras, que deu a volta ao mundo com o seu cão labrador na carona. Foi nessa viagem que o Tapa se tornou o cão mais viajado do mundo! Além deles já estiveram na estrada também o casal do Challenging your Dreams e do Mundo por Terra. Agora, os mais viajantes são sem dúvida nossos hermanos argentinos, que com o ímpeto “Che Guevara” botam o pé na estrada, vivendo em comunidades alternativas, de arte e amor, virando artesãos e nunca mais voltam! Sua vida passa a ser a estrada. Várias famílias com crianças pequenas descobrem as mais diversas formas de seguir e proporcionar aos filhos a maior das escolas: a vida! A mais famosa delas é a Familia Zapp, que já lançou um livro chamado Atrapa tu sueño, onde contam a aventura de mais de 10 anos pelo mundo a bordo de um Graham-Paige 1928, com seus 4 filhos nascidos na estrada!

Com o Jorge e a Meli, ao lado da 'casa' deles, a simpática Lunita, em Anchorage, no Alaska

Com o Jorge e a Meli, ao lado da "casa" deles, a simpática Lunita, em Anchorage, no Alaska


Recentemente encontramos no Alasca os Kombianos, casal de colombianos Meli e Jorge, que já estão na estrada há 4 anos e sem planos de parar. Eles viajam na Lunita, uma Kombi-casa companheira de todas as horas. Hoje nós os reencontramos aqui em Vancouver, depois de um mês de estrada, e pudemos ter aquela sensação gostosa de rever amigos, jogar papo fora e conversar sobre histórias e sentimentos comuns, que só quem está nessa vida consegue realmente entender. Depois de devorarmos um prato inteiro de brigadeiro, estava na hora de nos prepararmos para outro encontro de amigos viajantes. Um encontro mais do que especial que reuniu duas expedições brasileiras que estão na estrada, com tempos e roteiros um pouco diferentes, mas objetivos muito parecidos: viver intensamente, conhecer e compartilhar as nossas aventuras!

Encontro com os colombianos Jprge e Meli, em Anchorage, no Alaska

Encontro com os colombianos Jprge e Meli, em Anchorage, no Alaska


A Expedição 4 x 1 – Retrato das Américas, dos brasileiros Gustavo, Gabriel, Leonardo, Bruno e André, saiu do Brasil há pouco mais de 5 meses cruzou a América do Sul, enviou a Tajanura (nova amiga da Fiona) de navio de Cartagena até Seattle para conseguir chegar antes do inverno no Alasca. Lá quase nos encontramos, mas nesses roteiros malucos que traçamos, uma coincidência dessas é fato a ser comemorado em grande estilo! Por isso combinamos de nos encontrar em um lugar muito especial aqui na metrópole canadese, o Boteco Brasil!

Encontro do 1000dias e o 4x1 em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)

Encontro do 1000dias e o 4x1 em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)


A Fiona e a Tanajura (4x1), encontro de carros brasileiros na frente do Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

A Fiona e a Tanajura (4x1), encontro de carros brasileiros na frente do Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


O bar e restaurante brasileiro foi aberto por Márcia, que imigrou para o Canadá há 26 anos, mas sempre sentiu saudades de um boteco brasileiro. Aquele lugar que podemos sentar, pedir uma capirinha, comer um pão de queijo, coxinhas, pasteizinhos enquanto escutamos um samba e conversamos sem pressa. Aí quando a fome apertar, mandar descer a feijoada, acompanhada de uma farofinha, couve refogada e até um guaraná antártica! É gente, estamos no Brasil! A noite do primeiro encontro foi ao som de uma banda brazuca, muitas histórias e samba no pé, tentando ensinar um pouco da nossa ginga à Meli e Jorge, que prometeram me ensinar a dançar salsa!

Enconttro das expedições brasileiras 1000dias e 4x1, além dos Kombianos, em frente ao Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

Enconttro das expedições brasileiras 1000dias e 4x1, além dos Kombianos, em frente ao Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


Conhecemos 4 dos 5 aventureiros, o André estava em um detour programado à NY e voltará a encontrá-los daqui a alguns dias. A simpatia dos rapazes é tanta que nós voltamos a nos encontrar nos próximos dois dias. O segundo encontro foi num final de tarde no “nosso” apartamento em Vancouver, tomando chá, contando causos e nem vimos a hora passar! Jantamos em um restaurante mongol e quando nos demos conta já era mais de meia-noite. Também, essa turma tem história!

Jantando com os brasileiros da expedição 4x1 em restaurante mongol, em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)

Jantando com os brasileiros da expedição 4x1 em restaurante mongol, em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)


No dia seguinte voltamos ao Boteco Brasil para um almoço completo, igualzinho à descrição ali acima. Hummm, que saudades dessa comida e desse clima gostoso. Todo mundo falando junto ao mesmo tempo (português, é claro), com a Globo ligada e muitas risadas. Eles nos acompanharam na programação da tarde pelas praias e parques da English Bay, terminando em um jantarzinho e show de Burlesque em Gastown. Dia cheio e em boa companhia!

Deliciosa comida brasileira no Boteco Brasil, no encontro das expedições 1000dias e 4x1, em Vancouver, no Canadá

Deliciosa comida brasileira no Boteco Brasil, no encontro das expedições 1000dias e 4x1, em Vancouver, no Canadá


Novamente, é aquela sensação bacana de estar junto com alguém que compartilha das mesmas ideias, sentimentos e espírito de aventura. Trocamos muitas histórias, dicas e informações que com certeza ajudarão ambas as expedições a seguir firmes e valentes em suas trajetórias. O pessoal da 4x1 segue de Vancouver para as Rochosas Canadenses e depois cruza os EUA passando pelo Yellowstone e vários parques nacionais. Eles têm pelo menos mais 10 meses de estrada para cruzar toda a América e voltar ao Brasil. Boa viagem amigos! Vamos ver se conseguiremos nos encontrar novamente no caminho.

Junto com os brasileiros do 4x1 em parque de Vancouver, no Canadá

Junto com os brasileiros do 4x1 em parque de Vancouver, no Canadá

Canadá, Vancouver, Amigos, Expedição 4 x 1

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No Fim da Blue Ridge - Natural Bridge

Estados Unidos, Virginia, Natural Bridge

Chegando à enorme ponte de pedra do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Chegando à enorme ponte de pedra do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Uma das grandes atrações da Blue Ridge Parkway está aqui na Virgínia, quase na fronteira norte da estrada no milepost 61 ou a 66km de Roanoke. À um primeiro olhar é a maior tourist trap! Você chega para ver uma ponte natural e antes tem que passar por um castelo de pedra parecido com as Lojas Havan das BRs. Lá dentro além de lanchonete, livraria e uma imensa loja de departamentos de bugigangas turísticas, há também um borboletário e uma linha do tempo com a rica história deste monumento natural. Comece o seu passeio aí, nesta parede, à esquerda logo que desce a escada e você não irá se arrepender.

Borboletas no interessante 'borboletário' do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Borboletas no interessante "borboletário" do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


A ponte natural foi o caminho miraculoso para os índios da tribo Monacan escaparem de seus inimigos. Em 1750 estas terras receberam uma ilustre desconhecida visita. O jovem George Washington foi contratado para fazer a marcação das terras de Lord Fairfax, deixando as suas iniciais marcadas em uma das paredes do monumento natural.

Marcado na pedra, as iniciais de George Washington, feito pelo presidente americano quando ainda era adolescente (no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos)

Marcado na pedra, as iniciais de George Washington, feito pelo presidente americano quando ainda era adolescente (no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos)


24 anos mais tarde a propriedade foi vendida para um tal de Thomas Jefferson. Apaixonado pela beleza natural da ponte de pedra, o futuro presidente dos Estados Unidos liberou sua utilização para produção de munição durante a Revolução Americana e mais tarde na guerra de 1812 contra a Inglaterra. Havia, porém uma única exigência, que a Natural Bridge fosse preservada e devolvida aos seus auspícios exatamente como saiu.

As pessoas ficam minúsculas quando comparadas à ponte de pedra no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

As pessoas ficam minúsculas quando comparadas à ponte de pedra no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


"It is impossible for the emotions arising from the sublime to be felt beyond what they are here; so beautiful an arch, so elevated, so light, and springing as it were up to heaven, the rapture of the spectator is really indescribable!"
-Thomas Jefferson, former owner of the Natural Bridge, Notes on Virginia, 1782

Em meados de 1830 os herdeiros de Thomas Jefferson venderam as terras para um empreendedor da área turística que construiu um grande hotel e começou a receber turistas de todo o mundo, sendo então uma das maiores atrações dos Estados Unidos ao lado da Niagara Falls. Um arco de 66m de altura e um vão de 27m cavados sob o calcário pelo Cedar Creek a primeira vista da imensa ponte natural é mesmo de tirar o fôlego.

A colossal ponte de pedra do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

A colossal ponte de pedra do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Mais alguns minutos de caminhada e vemos a réplica de uma Aldeia Monaca, com alimentos, peles e uma oca onde os indígenas viviam naqueles tempos passados. Continuando por uma trilha sombreada que margeia o rio chegamos a uma pequena cachoeira, para depois retornar e sermos mais uma vez surpreendidos pela visão da imponente ponte de pedra.

Réplica de antiga oca indígena no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Réplica de antiga oca indígena no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Colheita de milho, como faziam os antigos indíenas da região do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Colheita de milho, como faziam os antigos indíenas da região do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Se você não estiver com pressa ainda pode incluir nesse passeio um tour às cavernas da Natural Bridge, iluminadas e com guias que falam sobre a formação geológica, etc. A próxima parada depois daqui seria a charmosa cidade de Charlotteville, que estava no nosso plano inicial. Nós quisemos adiantar o expediente e seguimos para o próximo destino, a Skyline Drive no Shenandoah National Park. Mas esta já é uma história para o próximo post.

Observando a cachoeira no  rio que formou a incrível ponte de pedra no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Observando a cachoeira no rio que formou a incrível ponte de pedra no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos



Blue Ridge Parkway - Motivos para voltar:

- Great Smoky Mountains National Park – O parque nacional mais visitado pelos americanos, possui paisagens maravilhosas, vida selvagem pulsante e milhares de quilômetros de trilhas para hikers e pelos apaixonados pela natureza. A mais famosa delas é a Apalachian Trail, com mais de 3.000km, cruzando toda a cordilheira até o Shenandoah National Park.
- Outono - ver as cores do outono na segunda quinzena de outubro, quando as Maple Trees fazem um espetáculo colorindo as Montanhas Apalaches.
- Godfather Mountain – pulamos este parque que é um dos high lights da região, pois havia muita neblina e não havia visibilidade.
- Linville Caverns and Falls – Dizem valer a pena a visita à estas atrações, a cachoeira fica próximo à estrada e as cavernas em um detour à oeste. Sem tempo acabamos optando por seguir, já que já havíamos passado por outras cachoeiras e cavernas nos últimos dias. Se tiver tempo não deixe de incluir no seu roteiro.

Estados Unidos, Virginia, Natural Bridge, Blue Ridge Parkway, Natural Bridge, Natureza, parque nacional

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Patrimônio de todos

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu)

Parque do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Parque do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Acordamos hoje cedinho, tomamos um belo café da manhã, passamos em uma empresa de fotocópias e impressões para imprimir o projeto para levar até o ICMBio. Chegamos lá em Fabião I, comunidade onde fica a sede, as 9h da manhã. A informação que tínhamos é que o Evandro, Chefe do Parque Nacional, estava entre viagens e talvez passasse por lá. Nossa única chance de entrar no Peruaçu é se conseguirmos apresentar o projeto pessoalmente. Como sabíamos que o Parque estava fechado, achamos que valeria a pena arriscar, pois o “não” nós já tínhamos. Esperamos por quase uma hora e assim que Evandro chegou nos atendeu prontamente, mesmo sem termos horário marcado. Super prestativo, conheceu o nosso projeto e recebeu a nossa solicitação formal para entrada no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.

Evandro nos explicou sobre o parque e colocou que o ICMBio sabe que é um patrimônio de todos os brasileiros, mas que o trabalho que eles desenvolvem visa além da preservação do parque, também a segurança dos turistas e cientistas que o visitam. O plano de manejo do Peruaçu já está pronto desde 2005, porém várias questões, inclusive fundiárias, estão em andamento para que ele possa sair do papel e eles não podem arriscar anos de trabalho liberando as visitas turísticas sem infra-estrutura. Sem dúvida um trabalho e tanto para ele resolver sozinho, pois é o único funcionário do ICMBio no parque. Ele possui também um quadro de terceirizados, principalmente os brigadistas que trabalham nessa época de seca, prevenindo e apagando incêndios.

É importante que fique claro, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu está fechado ao turismo, pois ainda não possui infra-estrutura própria. Para conseguir uma liberação especial deve-se submeter um projeto especial de pesquisa à aprovação do ICMBio, com pelo menos 15 dias de antecedência, para que as providências possam ser tomadas. Conseguimos uma autorização para pontos bem específicos do parque, a parte aberta da Caverna do Janelão e os Desenhos, pinturas rupestres. Como exceção ele acelerou a liberação para amanhã, pois entendeu a urgência, já que estamos na estrada com o projeto em andamento.

Até 2014 temos esperança que o Parque Nacional já esteja aberto e bem estruturado, pois só assim fica assegurado que este patrimônio será preservado para todos! O ano da Copa promete!

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu), Cavernas, espeleologia, ICMBio, parque nacional, Peruaçú

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Beach Hike em Bermuda

Bermuda, Hamilton, Horseshoe Bay

O maravilhoso mar de Bermuda, na costa sul da ilha

O maravilhoso mar de Bermuda, na costa sul da ilha


Um paraíso de clubes de golfe e hotéis 5 estrelas no meio do Atlântico não parece uma boa opção aos mais aventureiros, mas uma coisa aprendemos nessa viagem, não interessa aonde você esteja sempre irá encontrar algum canto para ser explorado, algo fora do comum para ser descoberto.

O maravilhoso mar de Bermuda, na costa sul da ilha

O maravilhoso mar de Bermuda, na costa sul da ilha


Um dia ensolarado nos chamou para o mais óbvio dos lugares em uma ilha, praia! O nosso dia começou pela mais famosa de todas as praias das Bermudas, Horseshoe Bay. O nome já dá a pista, a praia em forma de ferradura, águas azuis ciano e areias rosadas é a preferida dos cruzeiristas que chegam à ilha. Tem até uma estruturazinha de lanchonete, vestiários, aluguel de cadeiras e guarda-sol.

Em dia de cruzeiros na ilha, a praia de Horseshoe Bay fica lotada, na costa sul de Bermuda

Em dia de cruzeiros na ilha, a praia de Horseshoe Bay fica lotada, na costa sul de Bermuda


Horseshoe Bay é considerada a praia mais bonita da ilha, localizada na Southampton Parish, está a meio caminho entre Hamilton e o Westend Dockyard que recebe mais de 80 cruzeiros por ano! Apenas neste momento a ilha está recebendo 3 grandes navios que geralmente ficam atracados por pelo menos 3 dias, diferente dos cruzeiros caribenhos que saltam de ilha em ilha com desembarques de apenas 12 horas. Enfim não tivemos como escapar da muvuca dos cruzeiros.

Em dia de cruzeiros na ilha, a praia de Horseshoe Bay fica lotada, na costa sul de Bermuda

Em dia de cruzeiros na ilha, a praia de Horseshoe Bay fica lotada, na costa sul de Bermuda


No canto direito da praia subimos em alguns rochedos para termos uma melhor vista da ferradura e logo encontramos locais e alguns turistas animados saltando uns 10 metros de altura direto para o mar. É claro que o Rodrigo não poderia deixar de saltar!

Saltando no incrível mar de Horseshoe Bay, em Bermuda

Saltando no incrível mar de Horseshoe Bay, em Bermuda


Caminhamos para o outro lado da praia, tentando fugir da multidão e logo descobrimos uma trilha costeira que nos transportaria de paraíso em paraíso, fugindo do agito e encontrando recantos alternativos apenas descobertos pelos menos preguiçosos.

Pequena praia no litoral sul de Bermuda

Pequena praia no litoral sul de Bermuda


A caminhada é tranquila, sobe e desce pedras e caminhos gramados com vistas lindas para as praias de Chaplin Bay, Stonehole Bay, Jobson´s Bay, chegando à Warwick Long Bay, com 800m de extensão. A Jobson´s Cove é a menor e mais charmosa delas, protegida por pedras íngremes super altas e águas límpidas, parece um ótimo lugar para um snorkel nos dias de mar tranquilo.

O maravilhoso mar de Bermuda, na costa sul da ilha

O maravilhoso mar de Bermuda, na costa sul da ilha


Foram pouco mais de 2 km caminhando com belas vistas, por pequenas praias isoladas, perfeitas para banhos de sol e mar deliciosos e o principal, longe daquela galera.

Trilha de 2 km pela praia entre Horseshoe Bay e Warwick Long Bay, na costa sul de Bermuda

Trilha de 2 km pela praia entre Horseshoe Bay e Warwick Long Bay, na costa sul de Bermuda


Dia de muito sol e caminhada pelo litoral sul de Bermuda

Dia de muito sol e caminhada pelo litoral sul de Bermuda


Lá de Warwick Long Bay é fácil voltar à estrada e pegar o mesmo ônibus de volta à Hamilton. Escapada perfeita para quem gosta de fugir do comum mesmo aonde isso pode parecer impossível!

Admirando praia no litoral sul de Bermuda

Admirando praia no litoral sul de Bermuda


Chegando lá


Linha de ônibus entre Hamilton e Horseshoe Bat, em Bermuda

Linha de ônibus entre Hamilton e Horseshoe Bat, em Bermuda


A melhor forma de se locomover em Bermudas é de ônibus. O ônibus que vai pela South Road pela costa sul e passa pela Horseshoe Bay é a linha 7. O terminal de Hamilton tem linhas que servem praticamente toda a ilha, só lembre de comprar os seus tokens de ida e volta na estação, pois os cobradores só aceitam tokens ou moedas no troco exato, nem tente pagar com notas! Acredite, nós tentamos... Táxis são caros e não existem carros para aluguel, mas se quiser mais liberdade, alugar uma scooter também é uma opção.

Pegando o ônibus em Hamilton, para ir à praia de Horseshoe Bay, em Bermuda

Pegando o ônibus em Hamilton, para ir à praia de Horseshoe Bay, em Bermuda

Bermuda, Hamilton, Horseshoe Bay, Caminhada, Hike, Horseshoe Bay, ilha, Jobson´s Cove, Praia, trilha, Warwick Long Bay

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