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Blog da Ana - 1000 dias

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Mergulho na Cueva La Taina

República Dominicana, Santo Domingo

A Ana se esgueira nas estreitas passagens da caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

A Ana se esgueira nas estreitas passagens da caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Desde que entramos neste universo dos mergulhos em cavernas estamos aprendendo uma nova geografia do mundo. Afinal, onde podemos encontrar cavernas inundas? Elas se espalham no mundo, na Europa estão no Reino Unido, Itália, Alemanha, Áustria, Portugal, Espanha, Suíça, além da Austrália, Nova Zelândia, Tailândia, Timor Oeste e aqui na América estão localizadas na Flórida, na Península do Yucatán no México e inclusive no Brasil, embora estas não estejam liberadas para mergulhadores. Acontece que nas nossas andanças pelo Caribe, assuntamos daqui, perguntamos de lá e descobrimos que também existem algumas ilhas de formação calcária que desenvolveram sistemas de cavernas. Nas glaciações elas secavam e formavam belos espeleotemas e quando o clima aquecia, voltavam a ficar inundadas. A Ilha de Grand Bahama e Andros, nas Bahamas é uma delas e a segunda ilha que já começou a ser explorada é Hispaniola, mais precisamente dentro da República Dominicana!

Formações submersas na bela caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Formações submersas na bela caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Não são muitas as operadoras de mergulho que são especializadas em mergulho técnico de cavernas, portanto foi fácil chegarmos ao Denis, um francês que é um dos pioneiros nas explorações dos sistemas inundados do país. A Golden Arrow está baseada em Santo Domingo e além de levar mergulhadores para os parques nacionais marinhos em toda a costa, do sul até Boca Chica, próximo à Punta Cana, ele tem ao seu alcance algumas das mais lindas cavernas do país.

Mergulhando na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Mergulhando na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


A região mais rica em cavernas decoradas é a distante Pedernales, quase na fronteira com o Haiti. Há tempos eu tinha este nome na cabeça, mas para ir até lá precisaríamos de muito tempo e um planejamento específico, já que a infraestrutura é quase nula. Não tínhamos muito tempo e decidimos explorar, então, uma das cavernas mais conhecidas a apenas 45 minutos do centro de Santo Domingo, a Cueva La Taina!

Início de mergulho, com tanques duplos e stage para descompressão, na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Início de mergulho, com tanques duplos e stage para descompressão, na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


A La Taina é uma caverna bem completa, com uma linda área de cavern bem decorada e dois túneis principais. O túnel da esquerda é curto, mais raso, porém mais decorado. O túnel à direita segue em uma sucessão de salões e restrições, com algumas partes decoradas no início até os 12m, cruzando haloclinas alucinantes e finalmente despencando em profundidade até os 42m!

O tradicional sinal de aviso no início de todas as cavernas, em La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

O tradicional sinal de aviso no início de todas as cavernas, em La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


As haloclinas são, na minha opinião, a parte mais incrível deste mergulho! Ela está entre os 12 e 16m e como cruzamos esta profundidade pelo menos 4 vezes durante o mergulho, subindo e descendo nos túneis da La Taina, temos uma experiência incrível com este fenômeno natural. Uma haloclina ocorre quando se dá o encontro de água salgada e água doce, assim que descemos abaixo do nível do mar a água salgada passa a ser dominante dentro da caverna e o encontro com a água doce as deixa em um equilíbrio sensível, com linhas bem tênues marcadas nesta profundidade. Uma vez que atravessamos essa camada, as águas tentam se misturar e como água e óleo turvam a água, nos deixando com a visibilidade próxima a zero. Quando chegamos ao ponto da haloclina e a vemos de longe, sem movimentá-la, com a ajuda de nossas lanternas conseguimos ver a água listrada, separada em várias camadas que refletem a luz de um jeito tão mágico, quase comparável com o acender das luzes da aurora boreal no horizonte! Espetacular!!!

A Ana se esgueira nas estreitas passagens da caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

A Ana se esgueira nas estreitas passagens da caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Programamos um mergulho técnico descompressivo, o nosso primeiro deste tipo dentro de uma caverna. Por isso resolvemos ir acompanhados de um instrutor, Ramón, um dominicano apaixonado pelas cavernas subaquáticas. Tanque duplo nas costas e um cilindro de Nitrox 75 mistura rica em oxigênio, para acelerar a nossa parada de descompressão no final do mergulho.

Com o nosso guia, mergulhando na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Com o nosso guia, mergulhando na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


A caverna está localizada em uma propriedade particular nos arredores da cidade e possui uma escada de acesso e um assistente para ajudar a descer os equipamentos. O Ramón foi liderando o mergulho e o Rodrigo foi fechando o grupo, enquanto eu filmava com a Go Pro, ele podia contar com a nossa iluminação à frente para tentar tirar algumas fotos com nossa maquininha sub.

Preparando-se para mergulhar na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Preparando-se para mergulhar na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


O plano inicial seria ir até o final da linha principal e fazer o loop que nos levaria aos 42m, porém no ponto do loop, aos 35m, Ramón alcançou o terço de consumo de ar e como manda o regulamento, chamou o mergulho. Demos meia volta e retornamos, novamente passando pelas haloclinas, paramos aos 12m para recolher nossas garrafas de deco e subimos lentamente até os 8m para descompressão. Terminamos o mergulho com 73 minutos dentro d´água, em um mergulho lindo, tranquilo e muito especial! Só me deixou com mais vontade de explorar as outras cavernas da região! Teremos que voltar com planos para Pedernales e aqui mesmo na La Taina, para fazer o segundo túnel mais decorado. Enquanto isso vamos torcendo para as nossas cavernas abrirem lá no Brasil!

Formações submersas na bela caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Formações submersas na bela caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

República Dominicana, Santo Domingo, Cave Dive, Caverna, Cueva La Taina, Mergulho

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Halloween à baiana

Brasil, Bahia, Itacaré

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA


A festa à fantasia no dia primeiro de novembro já está virando tradição em Itacaré. É a festa de halloween à moda baiana, já que chega um pouquinho atrasada do real dia das bruxas americano. Como é um aniversário e este ano comemorou os 50 anos de uma personagem conhecida da cidade, a entrada era com convite e fantasia obrigatória. Quem não tivesse convite, mas estivesse fantasiado pagava 10 reais e sem fantasia 20 reais para entrar. Nós ganhamos os convites da Rebeca e usamos uma das principais qualidades do brasileiro, a criatividade!

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA


Eu fui de índia, meio apache meio pataxó, juntei os meus colares pataxós com uma folha de comigo-ninguém-pode e um pouco de rímel e fiquei a própria! Já o Rodrigo, com seu corpo mais esbelto, vestiu a roupa de mergulho e carregou sua máscara e snorkell e foi de mergulhador. Chegamos um pouco tarde, mas a festa estava ótima! A Rebeca não pôde ir, mas encontramos a Bianca e a Denise, além do pessoal do rafting que estava arrasando de “mocréias”. Fantasias para todos os gostos, desde as mais tradicionais, diabinha, anjinha, coelhinha da playboy até o trio pia, privada e chuveiro, Osama Bin Laden e um casal de mendigos pedintes. O melhor é o cenário, o Cabana Corais, à beira da Praia das Conchas com a lua nascendo e o reggae tocando. Muuuuuito bom! A temporada de festas de Itacaré foi encerrada com a melhor delas e à moda baiana!

Brasil, Bahia, Itacaré, festa à fantasia, hallowen

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Aventureiros se atraem – Parte 3

Brasil, Rio Grande Do Norte, Praia da Pipa

Com a Vanessa e o Ronaldo na Praia da Pipa - RN

Com a Vanessa e o Ronaldo na Praia da Pipa - RN


Dia de nos despedir da Pipa, não sei porque, mas esses dias são os mais difíceis de acordar! Logo que desci para o café da manhã tive uma ótima surpresa, Vanessa e Ronaldo, nossos leitores do blog e aventureiros de Natal estavam lá para nos conhecer! Vanessa havia me mandado um email ontem, contando que viu no site que já estávamos na Pipa e queria nos encontrar. Eles moram em Natal e ela nos descobriu em uma coluna da Revista Aventura & Ação e desde então começou a acompanhar os nossos 1000dias.

Com a Vanessa e o Ronaldo na Praia da Pipa - RN

Com a Vanessa e o Ronaldo na Praia da Pipa - RN


Além de queridíssimos, o casal é super viajado e já fez várias aventuras, como viajar para as praias do sul com os filhos dormindo na caçamba de uma caminhonete. Surfistas, possuem uma fábrica de pranchas e uma Surf Shop em Natal, deixando tudo pronto para colocar o pé na estrada! Quem sabe eles vão se unir a nós daqui uns dias, nós estaremos esperando! Foi ótimo conhecê-los, esperamos revê-los logo em Natal!

Despedida do Renato, da pousada Zia Tereza, na Praia da Pipa - RN

Despedida do Renato, da pousada Zia Tereza, na Praia da Pipa - RN


O dia amanheceu chuvoso e Renato, o dono da nossa pousada, já estava pedindo que eu fosse embora e levasse a chuva conosco, rsrs. Isso pro que ontem a noite quando esta chuva começou, nós dois partilhamos um momento especial, ficamos sentados na varanda, observando a chuva cair. O cheiro, o barulho, o brilho da água caindo, a chuva é um espetáculo belíssimo, principalmente quando é uma chuva de verão. "Ma adesso basta, la chuva può andare via già!", disse o Renato, italiano radicado no Brasil. Durante 33 anos Renato teve uma boate em Alba Adriática na Itália e há apenas 3 se mudou para o Brasil e aos poucos foi construindo o seu sonho, esta casa onde ficamos. Uma casa belíssima que se transformou em pousada, já que ele também é um viajante apaixonado, adora conhecer pessoas e, aos 60 anos, não consegue ficar parado nem um minuto. A toda hora ele estava arrumando alguma coisa na pousada, recebendo seus hóspedes ou contando histórias. Nos sentimos muito acolhidos na Zia Teresa, não só por coisas práticas como usar a lavanderia para lavar as nossas roupas, como e principalmente, pela hospitalidade de Renato.

Despedida do Renato, da pousada Zia Tereza, na Praia da Pipa - RN

Despedida do Renato, da pousada Zia Tereza, na Praia da Pipa - RN


Com esta história resgato um título de post que não deixou de acontecer durante esses meses de Brasil, mas confesso aqui ele encaixou novamente como uma luva! Aventureiros se atraem, independente da idade, fases que estão vivendo ou onde estão, o espírito de aventura vai nos unir. Bocca al Lupo a tutti gli avventurieri!

Brasil, Rio Grande Do Norte, Praia da Pipa, aventureiros, Praia, zia teresa

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Paso San Francisco

Argentina, Fiambalá, Belén

Neve soterra placa no Paso San Francisco - Argentina

Neve soterra placa no Paso San Francisco - Argentina


Acordamos, mas parecia que ainda estávamos sonhando. Um pequeno oásis incrustado na boca de um vulcão inativo. Ainda assim ele se faz presente nas águas termais e medicinais de Fiambalá. As piscinas de 25 a 45°C construídas da forma mais integrada com a natureza dá um charme ainda mais especial ao principal atrativo da cidade.

Termas de Fiambalá - Argentina, construídas dentro de um antigo vulcão

Termas de Fiambalá - Argentina, construídas dentro de um antigo vulcão


Caminhamos rio acima, escalando ao lado de uma cachoeira de águas quentes e fomos até a nascente do rio. Ele brota há apenas 200m da primeira piscina, com a temperatura perto dos 70°C! Ainda assim existe vida, uma espécie de alga gosmenta que se desenvolveu nestas condições adversas.

Uma cachoeira natural de água quente um pouco acima das termas de Fiambalá, na Argentina

Uma cachoeira natural de água quente um pouco acima das termas de Fiambalá, na Argentina


Neste dia lindo, saímos da boca do vulcão ainda com esperanças de encontrar o Paso San Francisco aberto. O pessoal de Informações Turísticas nos disse que o pessoal do exército chileno já estava começando a limpar a pista. Quem sabe hoje ou amanhã mesmo pode abrir? Compramos suprimentos suficientes para dois dias, os dois que estávamos dispostos a esperar “acampados” na base da Gendarmeria de Las Grutas. Eles possuem um abrigo para montanhistas e casos como o nosso. Já que chegamos até aqui temos que tentar! O máximo que vai acontecer é conhecermos apenas o lago Argentino de um dos mais belos pasos ao Chile.

Início de dia num dos terraços das termas de Fiambalá, na Argentina

Início de dia num dos terraços das termas de Fiambalá, na Argentina


Eu voltava ao carro depois de informações e compras e eis que dou de cara com o Rodrigo sendo entrevistado pela televisão local! Rsrs! Muito bacana! O repórter viu o carro e já quis saber sobre a viagem e o que estávamos achando da cidade, das termas, etc. Metidos que só até demos entrevista em espanhol! Só imagino o povo da cidade vendo os brazucas hablando portuñol e achando que estão abafando! Hahaha!

Entrevista para a TV de Fiambalá - Argentina

Entrevista para a TV de Fiambalá - Argentina


Pegamos estrada, são 130km até Las Grutas. 130 quilômetros de um cenário espetacular!!! Entre montes nevados, dunas de areia, morros coloridos, lagoas, vicuñas e apenas nós na estrada! Mais um indicativo de que a fronteira não irá abrir... mas já não importa, eu nunca havia visto uma paisagem andina tão maravilhosa.

Bela paisagem na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Bela paisagem na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile


O início da jornada hoje foi aos 1505m de altitude, saindo de Fiambalá em direção aos 4000m de Las Grutas. Neste caminho passamos por um hotel desativado às margens de um lindo lago com algumas partes congeladas.

Um lago a mais de 3 mil metros de altitude, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Um lago a mais de 3 mil metros de altitude, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile


Os campos de altitude com gramíneas douradas, montanhas nevadas ao fundo euma reta interminável que vai nos levando gradativamente aos 4000m. Em cada baixada encontramos grupos de vicuñas, camelídeo totalmente adaptado à altitude. Elas se agrupam nas regiões com mais água e gramíneas. Sua lã é uma das mais caras do mundo, devido à qualidade e dificuldade de ser retirada, já que este animal é selvagem e dificilmente domesticado.

Observando Vicunhas, animal comum na paisagem da estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Observando Vicunhas, animal comum na paisagem da estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile


Chegamos à Las Grutas, com a cancela fechada e um dos oficiais nos dizendo que nem adiantava insistirmos, o Paso estava fechado e não teríamos como passar. Olviedo estava comemorando seu aniversário hoje, recebendo várias ligações e ainda que super informal foi super atencioso. Nós conversamos, explicamos os nossos planos e ele já adiantou, o lado chileno não irá abrir pelo menos por mais uma semana. Já está fechado há 45 dias, este ano foi o pior e o lado chileno é o que mais sofre com a neve. Alguns trechos estão com blocos de gelo muito altos e eles ainda não conseguiram limpar.

A Fiona deixou suas marcas na neve, próximo ao Paso San Francisco - Argentina

A Fiona deixou suas marcas na neve, próximo ao Paso San Francisco - Argentina


Entendendo a nossa ansiedade por conhecer a região, ele nos liberou para passarmos, irmos até a fronteira e se a estrada permitisse, até a Laguna Verde, uma das principais atrações deste paso. Desde que voltássemos, pois ali eles não possuem muita mobilidade e estrutura para resgate de turistas e carros atolados na neve. Andamos uns 11km até encontramos a primeira e última barreira.

Não vai dar para passar! (Paso San Francisco - Argentina)

Não vai dar para passar! (Paso San Francisco - Argentina)


Um trecho longo de neve fofa fechava a estrada. Linda, branquinha, fofinha... eu parecia uma criança brincando na neve. Tentamos passar, mas em alguns trechos ela estava muito alta e a Fiona não teve forças para vencê-la. O Rodrigo estava inconformado. Andava de lá para cá, enquanto eu me divertia na neve, me afundando, feliz.

Brincando com a neve perto do Paso San Francisco - Argentina

Brincando com a neve perto do Paso San Francisco - Argentina


Ali, refizemos os planos. Não precisaríamos mais dormir no refúgio de Las Grutas, pois não vamos esperar por uma semana. E como não vamos mais até a lagoa, temos tempo suficiente para voltar o máximo possível já em direção ao nosso próximo objetivo, o Paso de Jama. Aproveitamos a paisagem senacional e a neve fofa para gelar as nossas Quilmes, relaxar e aproveitar! Essas horas eu sou bem prática, não adianta chorar e espernear, o que não tem remédio, remediado está. Voltaremos e cruzaremos por Jama.

Procurando nova rota para atravessar a fronteira para o Chile (no Paso San Francisco - Argentina não vai dar!)

Procurando nova rota para atravessar a fronteira para o Chile (no Paso San Francisco - Argentina não vai dar!)


Fizemos a nossa viagem de volta com uma luz ainda mais linda que na vinda. Nos despedimos dos gentis rapazes da gendarmeria argentina, demos parabéns novamente a Olviedo e pé na estrada. Vimos as mesmas vicuñas, montes coloridos e lago congelado... e pensar que aquela paisagem está lá todos os dias de nossas vidas! Que loucura.

Magnífica paisagem no Paso San Francisco, do lado argentino

Magnífica paisagem no Paso San Francisco, do lado argentino


A vantagem dessa nossa viagem é que podemos refazer os planos quando sentimos necessidade. E hoje decidimos, voltaremos ao Paso San Francisco em 2012, quando estaremos a caminho da Patagônia. Chegaremos ainda no verão, quando o paso estará aberto e a temporada de escaladas também! Vamos escalar o Ojos del Salado, segunda maior montanha da América. Até lá tenho tempo para me preparar!

Adesivo dos Mildias na fronteira do Paso San Francisco - Argentina. Vamos voltar!

Adesivo dos Mildias na fronteira do Paso San Francisco - Argentina. Vamos voltar!


Na estrada, esticamos até a cidade de Belén, no estado de Tucumán. A cidade possui um museu arqueológico e algumas atrações naturais nos seus arredores, que se tivéssemos tempo com certeza iríamos conhecer. Esta porém, ficará para os próximos 1000dias.

Chegando aos Andes, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Chegando aos Andes, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Argentina, Fiambalá, Belén,

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O Encontro

Brasil, Alagoas, Piaçabuçu (Foz do São Francisco)

Dunas de areia na Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)

Dunas de areia na Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)


O Rio São Francisco tem a sua nascente, na Serra da Canastra. Ela parece uma poça de água com 2 x 2m, se muito. Há menos de um quilômetro dali, ainda na parte alta do parque já o reencontramos mais largo e bonito, pois recebe águas de afluentes também formados na mesma bacia.

Nascente do Rio São Francisco, no Parque da Serra da Canastra - MG

Nascente do Rio São Francisco, no Parque da Serra da Canastra - MG


Ali mesmo, no Parque Nacional da Serra da Canastra todas as suas moléculas de água passam pela sua primeira grande emoção, a Casca D´Anta. Uma queda d´água imponente, possui 186m de altura e um poço que chega a ter mais de 30m de profundidade! Ali já podemos ver todo o potencial deste rio, que mesmo tão jovem já nos dá este belíssimo espetáculo.

Enfrentando as águas geladas do poço da Casca d'Anta, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG

Enfrentando as águas geladas do poço da Casca d'Anta, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG


Adiante encontramos novamente o SanFran, como gostamos de apelidá-lo, na cidade de Januária. Ficamos hospedados às margens do rio, conhecemos suas praias e mesmo possuindo quase um quilômetro entre suas margens, os moradores antigos nos contam que infelizmente, ele já não tem a mesma navegabilidade de antes. A principal mudança durante todos estes anos foi a diminuição do rio, que comparado com o que já foi, hoje é apenas um pequeno córrego. Além do desmatamento da mata ciliar, que levou o rio ao assoreamento, isso se deve também à Represa de Três Marias, próxima à cidade de mesmo nome.

A Ana se refrescando no Rio São Francisco, em Januária - MG

A Ana se refrescando no Rio São Francisco, em Januária - MG


Seguimos viagem e chegamos à Petrolina, onde o Velho Chico está forte, caudaloso, impressionante com suas águas verdes e infelizmente impróprias para banho em alguns pontos. Conhecemos os projetos de irrigação que utilizam suas águas e que fizeram da região um caso de sucesso na fruticultura brasileira. Vendo tudo isso chegamos a pensar que o projeto de transposição do rio pode ser uma ótima saída para o sertão nordestino.

O rio São Francisco, com Juazeiro ao fundo, visto do apartamento da Iolanda, em Petrolina - PE

O rio São Francisco, com Juazeiro ao fundo, visto do apartamento da Iolanda, em Petrolina - PE


Eis que nesta retrospectiva chegamos ao presente. Estamos novamente às margens do Rio São Francisco, agora na cidade de Piaçabuçu, Alagoas. Entramos em um tour que deve nos levar conhecer um momento mágico para qualquer rio e ainda mais emocionante em se tratando de um rio como o São Chico. Vamos vê-lo morrer, não uma morte simples e inglória, pois depois de todos estes quilômetros percorridos, formando cachoeiras, praias, canais de irrigação, represas, trazendo alimento, transporte e vida por onde passa, ele finalmente irá encontrar-se com o mar.

Margem do São Francisco pouco antes da sua foz, na divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)

Margem do São Francisco pouco antes da sua foz, na divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)


O rio da unidade nacional, como também é chamado, por ser o único rio 100% brasileiro, nasce e morre dentro do nosso território. O local de sua morte é também conhecido como “O Encontro”. Um cenário magnífico, formado por mangues, coqueiros, dunas, lagoas, o rio e o mar. A sensação é indescritível, saber que agora SanFran ganhou o Atlântico e através dele o mundo! Ali fica clara a nossa pequeneza perante a mãe natureza. Nós, meros mortais, ficamos comovidos, embalados pela trilha sonora épica providenciada pelo pessoal da embarcação.

Lagoa e duna próxima à Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)

Lagoa e duna próxima à Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)


O barco só consegue chegar há 2km do encontro, por isso depois de um passeio pelas dunas para ver a paisagem do alto, eu e o Rodrigo corremos pela margem do rio até a sua efetiva foz. Ali se forma um mini-delta, se é que podemos chamá-lo assim, encontramos mais lagoas e uma energia ainda mais vibrante.

Nadando numa pequena lagoa bem na Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)

Nadando numa pequena lagoa bem na Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)


O retorno foi outra aventura, embarcação com a caixa de marcha quebrada. 45 pessoas dentro de um mesmo barco, sol a pino e a correnteza nos levando aos poucos para os bancos de areia do Sergipe.

Nosso barco de resgate trazendo-nos de volta da Foz do São Francisco (Piaçabuçu - AL)

Nosso barco de resgate trazendo-nos de volta da Foz do São Francisco (Piaçabuçu - AL)


Foi uma hora de espera pelo resgate, enquanto alguns se indignavam, outros aproveitavam para curtir um pouco mais deste visual maravilhoso, afinal pessoal, é Natal! Chegamos à Piaçabuçu são e salvos e reenergizados com este encontro.

Último mergulho no Rio São Francisco após visita à foz do rio, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)

Último mergulho no Rio São Francisco após visita à foz do rio, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)

Brasil, Alagoas, Piaçabuçu (Foz do São Francisco), foz, Praia, Rio, Rio São Francisco, São Chico

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Burocracias Panamenhas

Panamá, Cidade do Panamá

Atravessando a Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá, na chegada à Cidade do Panamá, a capital do país

Atravessando a Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá, na chegada à Cidade do Panamá, a capital do país


Chegamos novamente à Cidade do Panamá! Um momento chave da viagem e que nos exige tempo, paciência e um certo planejamento para que as coisas funcionem bem. Daqui vamos enviar a Fiona para Cartagena, na Colômbia e finalmente retornar à nossa querida América do Sul. Mas antes disso temos uma pendência importantíssima para resolver no nosso roteiro, a nossa visita aos dois últimos países que faltam para completarmos todo o Caribe: República Dominicana e Haiti!

Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade

Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade


A Ilha de Hispaniola é um destino que nos escapou várias vezes durante a viagem, seja por cronograma ou por budget ou ainda detalhes como surtos de cólera no Haiti pós terremoto. Este foi um dos poucos momentos no planejamento da viagem em pensávamos em pegar pacotes CVC desde o Brasil, para baratear custo de passagem e hotéis, mas aí teríamos que voar do Brasil. Então pensamos em voar desde o Suriname, México, Miami, Nova Iorque e até do Canadá! Sim, as vezes é mais barato comprar um pacotão em um destes lugares do que organizar a sua própria viagem, mas está no nosso sangue e foi difícil se render. Assim decidimos voar da Cidade do Panamá, um ótimo hub para o Caribe, próximo, fácil e barato. Passagens compradas, teremos 20 dias para explorar a ilha, passando pelos dois países! Estou ansiosíssima como se estivéssemos saindo de férias, muito curiosa com o que iremos encontrar no Haiti!

Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade

Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade


Paralelo a isso seguimos com os trâmites da travessia do carro a Cartagena. Há mais de um mês estamos em contato com Tea, a agente aduaneira panamenha que tem orientado viajantes nestes trâmites há anos. E você sabe como é, um indica para outro, que indica para outro e no buzz a Tea acaba tendo quase um monopólio deste interessante mercado. Estamos agendando o envio para o dia 12 de Maio e até lá temos que encontrar alguém para dividir o container conosco, cruzem os dedos!

Preparando a bagagem para deixar a Fiona na Cidade do Panamá, a capital do país

Preparando a bagagem para deixar a Fiona na Cidade do Panamá, a capital do país


Tudo lindo e resolvido para viajarmos, deixando a Fiona em algum estacionamento barato da cidade e eis que recebemos um e-mail da Tea. Ela nos alertava das leis panamenhas que proíbem que você saia do país sem o seu veículo, isso por que se o carro fica no Panamá teríamos que pagar impostos sobre ele. Mas nós vamos sair e voltar, não devemos pagar impostos e não queremos correr o risco de sermos barrados na aduana de saída, como fazemos?

Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade

Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade


Quando entramos vindos da Costa Rica o passaporte do Rodrigo foi carimbado pela aduana. Segundo eles nós não poderíamos sair sem dar baixa deste carimbo, agora, como se faz isso se o carro ficará aqui? É claro que não somos os primeiros a ter este problema e para isso já foi criada uma solução burocrática, mas relativamente fácil, o Bond ou porto seco. A Kinte é um bond localizado no centro da Cidade do Panamá e possui, dentro de seu depósito de cargas, agentes aduaneiros que fazem a inspeção do carro ou carga para armazenagem pelo período necessário. Pagamos US$ 7,50 por dia (o que não é mal, quase o preço de um estacionamento), mais uma taxa de serviço e emissão de documentos. Aí é mais a chatice das burocracias, documentações, idas e vindas à aduana central, etc.

Rua da Cidade do Panamá, a capital do país

Rua da Cidade do Panamá, a capital do país


Neste dia descobrimos uma coisa que não sabíamos, aqui na zona central da Cidade do Panamá é comum todos compartirem táxis, são como táxis coletivos e também não existem centrais de táxi para que você possa ligar e chamar um. Tem que ser na sorte! Agora imaginem, nós quase perdendo o horário da aduana e tendo que achar um táxi coletivo que vai para o mesmo lado? Surreal! Fomos e voltamos às voltas desta burocracia com os nervos à flor da pele, mas logo estávamos com tudo resolvido, em um hotelzinho no centro, perto de Santa Fé, dentro da piscina e com uma cerveja na mão! Tudo pronto para a nossa última grande aventura em terras caribenhas, Hispaniola, aí vamos nós!

Chegando à Santo Domingo, capital da República Dominicana

Chegando à Santo Domingo, capital da República Dominicana

Panamá, Cidade do Panamá, Burocracias, Porto, roteiro, viagem

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Terra Firme

Panamá, Portobelo

Veleiros na baía de Portobelo, no Panamá

Veleiros na baía de Portobelo, no Panamá


Finalmente chegamos à pequena cidade de Portobelo. Hoje um pequeno porto na costa atlântica do Panamá, nos temos das grandes descobertas já foi o principal porto do Império Espanhol antes da construção e crescimento de Cartagena. Ainda do nosso veleiro pudemos avistar o que restou das ruínas do período colonial, após a destruição total do porto por embarcações britânicas.

O catalão Marc, capitão que nos levou com segurança de Cartagena à Portobelo, no Panamá

O catalão Marc, capitão que nos levou com segurança de Cartagena à Portobelo, no Panamá


Chegamos pela manhã, organizamos as coisas e nos despedimos de nossos companheiros de aventuras e perrengues dos últimos 5 dias de convivência intensa, 7 homens e apenas eu e Glória representando as mulheres no barco.

Com a Glória, a nossa grande cozinheira nesses 5 dias no barco de Cartagena à Portobelo, no Panamá

Com a Glória, a nossa grande cozinheira nesses 5 dias no barco de Cartagena à Portobelo, no Panamá


Passamos pela imigração panamenha, onde eu passei a adotar o meu passaporte italiano para a entrada nos Estados Unidos e Canadá. Oficialmente agora sou gringa na nossa América Latina. Geralmente não gosto quando me confundem com “gringa”, afinal meu sangue é bem latino! Mas já vi que vou ter que me conformar! Rsrs!

Passageiros e tripulantes do Licka, o veleiro que nos levou de Cartagena à Portobelo, no Panamá

Passageiros e tripulantes do Licka, o veleiro que nos levou de Cartagena à Portobelo, no Panamá


Os ônibus para Colón partem de 30 em 30 minutos da praça principal na pequena vila. Ônibus decorados e bem arejados no início da viagem. Os 40km de pinga-pinga que deveriam levar uma hora, ao final duraram quase duas! Quanto mais perto da mancha urbana, mais lotado o busão ficava... estudantes curiosos, crianças, mães, jovens vaidosas, senhores e trabalhadores.

Viagem de ônibus entre Portobelo e Colón, no Panamá

Viagem de ônibus entre Portobelo e Colón, no Panamá


Panamenhos de todos os sabores, a maioria mestiços, negros e indígenas. Quando começou a chover foi aquele sufoco, busão lotado, apertado, calor desgraçado. Enfim, estamos em terra firme!

Chegando em Portobelo, no Panamá

Chegando em Portobelo, no Panamá

Panamá, Portobelo,

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Trinidad & Port of Spain

Trinidad e Tobago, Port of Spain

Caminhando na Praça da Independência, que na verdade é um boulevard, em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago

Caminhando na Praça da Independência, que na verdade é um boulevard, em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago


Trinidad e Tobago são duas ilhas distintas que formam um dos maiores e mais desenvolvidos países do Caribe. Elas fazem parte da mesma formação geológica da Venezuela, portanto possuem terras férteis, florestas muito parecidas com as sul-americanas e principalmente, um solo muito rico em petróleo e gás. O país passava por uma grande recessão após a tentativa de um golpe de um grupo muçulmano minoritário que tentou tomar o poder, seqüestrando o primeiro ministro e diversos deputados. O golpe foi movido apenas por motivos econômicos e por isso acabou sendo apenas uma tentativa falida. O partido indiano assumiu o governo, com uma visão mais progressista e aos poucos vem trabalhando com o objetivo de colocar Trinidad e Tobago na lista dos países desenvolvidos. A boa administração da riqueza mineral e da agricultura fez com que o país crescesse 200% nos últimos 13 anos, tornando-se o principal centro comercial e econômico do Caribe.

A Casa Branca, um dos 'Sete Magníficos', em frente ao Queen's Park Savannah, em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago

A Casa Branca, um dos "Sete Magníficos", em frente ao Queen's Park Savannah, em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago


A população é composta principalmente por africanos e indianos, trazidos nos tempos de colonização. A ilha foi dominada pelos espanhóis, recebeu imigração francesa no final do século XVIII e foi tomada pelos dos ingleses em 1797. Depois da abolição da escravidão os ingleses começaram importar a mão de obra de sua outra colônia, a Índia. Recentemente os chineses também estão presentes, assim como uma pequena porcentagem de sírios, córsegos (da ilha italiana, Córsega), alguns europeus e americanos. Essa mistura se reflete também na religião, 37% católica pela influencia dos espanhóis, 35% hindu e o restante está dividido entre muçulmanos (indianos e africanos), e evangélicos.

Escolares visitam a NAPA, em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago

Escolares visitam a NAPA, em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago


Port of Spain é a capital do país, localizada na ilha de Trinidad, a maior e mais montanhosa delas. Hoje tiramos o dia para explorá-la, nossa guest house fica em Maraval, um distrito vizinho, portanto tivemos que procurar um transporte até o centro. Um táxi ou um ônibus seriam boas opções, porém como o transporte público basicamente não existe, as soluções informais acabaram se tornando a forma oficial de se locomover. As placas dos automóveis são a chave para entender como tudo funciona, aqui vai um guia rápido de como os veículos são classificados:

- Veículos Privados começam com a letra P, Private Cars.
- Veículos Privados começam com a letra R, Rental Cars.
- Veículos comerciais começam com a letra T, de Transportation, pois podem transportar produtos ou pessoas em serviço.
- Route Taxis ou Taxis comuns começam com a letra H, de hired (contratados). Os taxis são contratados para um roteiro personalizado e custam caro, uma viagem de ida e volta de Maraval para o centro de Porto of Spain pode custar até US$ 50 durante a noite, para apenas 6 ou 7km de distância. Já os route taxis funcionam mais durante o dia e com roteiros pré-definidos, porém sem horário, freqüência ou disciplina alguma. Várias pessoas podem pegar o mesmo carro e o custo é bem mais baixo, TT$ 4,00 ou US$ 0,65.
- Maxi Taxis, até onde conseguimos perceber, podem começar tanto com a letra H quanto com a letra T, são vans brancas que funcionam como os coletivos informais, que chamamos no Brasil de “lotação”, o custo varia do destino, mas é em média TT$ 6,00 ou pouco menos de 1 dólar americano.

Woodford Square, em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago

Woodford Square, em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago


Pegamos então o nosso primeiro route taxi para o Queen’s Park Savannah, propagandeado como a maior rotatória do mundo, é uma grande área verde utilizada para prática de esportes como corrida, caminhada e o críquete, principal esporte no país. Este parque também é o centro do carnaval de Trinidad e Tobago, lá fica uma arena onde acontecem as competições (equivalente ao nosso sambódromo) e todas as barraquinhas de comes e bebes. Na mesma rua ficam as Magnificent Seven, sete grandes construções pomposas em estilo colonial, algumas em uso como escola ou casa do bispo, outros ainda em restauração.

O prédio futurista da NAPA (National Academy of Performing Arts) em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago

O prédio futurista da NAPA (National Academy of Performing Arts) em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago


Seguindo a pé à esquerda no round about, está a National Academy of Performing Arts (NAPA), construída para o Encontro da Commonwealth, comunidade formada por países que foram colônia da Inglaterra. Um grande teatro com diversas salas para convenções e apresentações e com uma estrutura super moderna. Lá vimos uma pequena exposição sobre um dos grandes cantores de calypso nacional e encontramos dois curitibanos que foram à Trinidad para dar uma palestra sobre judaísmo, um deles ainda por cima é Junqueira, primo distante do Rodrigo! Que coincidência, rsrs!

Encontro com brasileiros, um curitibano e um Junqueira, em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago

Encontro com brasileiros, um curitibano e um Junqueira, em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago


No caminho passamos pela Woodford Square e pela Trinity Cathedral, igreja anglicana de 1816, lindíssima por fora, mas infelizmente estava fechada e não conseguimos ver o interior que dizem ser ainda mais bonito.

Catedral anglicana de Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago

Catedral anglicana de Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago


A Cathedral of Immaculate Conception, a igreja católica construída em 1836, fica ao final da Independence Square, uma grande avenida com um calçadão central onde se reúnem os malucos, vendedores e a terceira idade jogando dominó. Após um sanduíche no subway e a compra dos tickets do ferry para Tobago, nosso walking tour terminou na Arapita Avenue, onde ficam todos os bares e restaurantes. Durante a tarde encontramos apenas um realmente funcionando, o Sweet Limon, ambiente agradável para um bom refresco e uma sobremesa.

Interior da catedral de em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago

Interior da catedral de em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago


A noite resolvemos explorar também um pouco da balada trinbagonian e fomos a um dos hot spots na Arepita Avenue, o Coco Lounge. Como a “veiêra” está chegando, fomos cedo para comer alguma coisa e esticar para a balada e já deixamos o taxi agendado para a volta. Como eu disse acima, a noite só rola andar de táxi mesmo por aqui, conseguimos um “ida e volta” da Arepita Avenue por US$ 30,00, “uma verdadeira barganha”. A Arepita Avenue é onde fica realmente todo o agito na sexta e sábado à noite.

Botecão movimentado em Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Botecão movimentado em Port of Spain, em Trinidad e Tobago


Bares, restaurantes, pubs e clubs com todos os tipos de música. O Coco Louge é bacana, um ambiente aberto, fresco e com boa música. O Rodrigo resolveu provar um “spicy chicken wings” que quase acabou com a nossa noite. O negócio era tão completamente apimentado que nós ficamos mal uns 40 minutos até passar o efeito. A hora que a pista estava começando a esquentar, viramos abóbora e o carro veio nos buscar, a 1am. Poderíamos ter alterado o horário, mas amanhã o dia começa cedo e o meu vovô já estava caindo de cansaço, melhor irmos para casa. Rsrsrs!

Night no Cocoa Lounge, em Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Night no Cocoa Lounge, em Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Trinidad e Tobago, Port of Spain, Capital, Caribe, Porto of Spain, Trinidad and Tobago

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Cachoeira do Buracão

Brasil, Bahia, Ibicoara (P.N. Chapada Diamantina)

Cachoeira do Buracão vista de cima, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira do Buracão vista de cima, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A Chapada Diamantina é muito extensa, pode-se dizer que é uma continuação da Serra do Espinhaço que visitamos lá em Minas Gerais, região onde também foi encontrado muito diamante. Esta é conhecida com uma das únicas cordilheiras brasileiras, não pela altitude alcançada, mas pela sua extensão. O sul da Chapada Diamantina ainda não era muito explorado turisticamente e há apenas alguns anos foram incluídos nos roteiros duas novas cachoeiras, consideradas das mais bonitas da chapada, a Cachoeira do Buracão e a da Fumacinha. Elas ficam próximas da cidadezinha de Ibicoara, que possui uma estrutura turística ainda bem precária se comparada com Lençóis, por isso a maior parte dos passeios parte das outras cidades-base como Mucugê ou Lençóis.

Nossa pousada em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Nossa pousada em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA


Depois de uma manhã de descanso para recuperar um pouco as minhas forças, e enquanto o Rodrigo explorava o Parque Municipal de Mucugê, onde está a Cachoeira do Tiburtino, seguimos viagem para Ibicoara. Lá fomos direto à associação de guias e encontramos o Janú, que topou nos levar até o Buracão. Janú, já foi Secretário do Meio Ambiente na cidade de Ibicoara, sempre engajado para a conscientização ambiental da comunidade contra as queimadas criminosas, caça e outras atividades ilegais. Ele também trabalhou na criação do Parque Municipal do Buracão, já que a cachoeira fica fora do Parque Nacional da Chapada Diamantina, área expropriada de um investidor que nem sabia de sua existência.

Parte de cima da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Parte de cima da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


Rodamos em torno de 40 minutos de carro e mais 2km a pé por uma trilha plana e super tranqüila às margens do Rio Espalhado até chegar à entrada do Cânion do Buracão. O estreito cânion com paredões de quase 100m de altura forma um cenário espetacular, digno de filmes do Indiana Jones!

Canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A queda d´água fica ao fundo deste cânion, conseguimos avistá-la por cima e depois descemos uma fenda e para chegar à cachoeira ou atravessamos a pinguela e vamos beirando os altos paredões, ou pode-se ir nadando. Saltamos ali mesmo, do alto dos 6m da pinguela nas águas escuras do Rio Espalhado e fomos nadando direto pelo cânion até o poço principal. Sensacional!

Com o Janu no canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Com o Janu no canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


Nadamos até a queda de 85m da Cachoeira do Buracão, com um barulho ensurdecedor! O Rodrigo foi explorando o poço ia ficando cada vez mais fundo, 10, 12, 15m até o ponto mais fundo, que segundo Janú chega a 40m de profundidade!

Cachoeira do Buracão vista por baixo, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira do Buracão vista por baixo, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A previsão de tempo não estava nos ajudando muito, a chuva se aproximava, estávamos vendo as nuvens escuras e raios, a preocupação é que chovesse na cabeceira do rio e uma tromba d´água nos pegasse ali dentro do cânion. Quando estávamos ao lado da queda começamos a perceber o volume de água aumentando, o vento e o barulho também estavam cada vez mais fortes. Aproveitamos o bastante, mas logo fomos embora, afinal para não queremos dar sorte ao azar!

O canyon estreito que leva à Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

O canyon estreito que leva à Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


No retorno ainda fomos conhecer a comunidade de Brejões, que fica no caminho da nossa atração de amanhã, a Cachoeira da Fumacinha. Conhecemos o Seu Luiz, dono da propriedade que produz cana e uma cachaça de alambique de mais de 100 anos de tradição. Envelhecida em barris de carvalho e com um baixo teor alcoólico, mesmo que eu não sou muito de cachaça, achei deliciosa! Deixamos tudo combinado para o nosso café da manhã e almoço de amanhã, que teremos mais 8h de caminhada para chegar à Fumacinha, considerada por muitos a cachoeira mais bonita da Chapada!

Nadando na Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Nadando na Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

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Dive In!

Trinidad e Tobago, Speyside

Tartaruga descansando em mergulho em Speyside - Tobago

Tartaruga descansando em mergulho em Speyside - Tobago


O mergulho é um dos principais atrativos de Tobago e mesmo de Crown Point pode-se agendar saídas. Entretanto quem vem a Tobago para mergulhar, sem dúvida alguma deve vir à Speyside. Os melhores pontos de mergulho ficam há apenas 10 minutos do trapiche, dos 41 pontos de mergulho contidos em toda a ilha, mais de 15 deles estão nesta região.

Pontos de mergulho em Speyside - Tobago

Pontos de mergulho em Speyside - Tobago


Enorme esponja em mergulho em Speyside - Tobago

Enorme esponja em mergulho em Speyside - Tobago


Sabendo disso os hotéis e operadoras de mergulho já dominaram o pedaço, cada hotel possui a sua operadora, seja própria ou parceira. Aqui no Speyside Inn a operadora é a Extra Divers, english and germain spoken! Robert já estava nos esperando hoje para o mergulho. Desta vez, nós não trouxemos todo o equipamento, pois além do trampo de carregá-lo para lá e para cá de avião, tem um custo alto do peso extra em cada vôo. Nossas roupas curtas e máscaras Fun Dive não poderiam faltar, além dos reguladores e computadores de mergulho, precisamos alugar apenas do BCD, nadadeiras e lastro, além do cilindro, é claro. Revistos os últimos detalhes, seguimos para o trapiche, montamos o equipamento e boa!

Pausa entre mergulhos, em Speyside - Tobago

Pausa entre mergulhos, em Speyside - Tobago


Nosso primeiro ponto de mergulho foi o Goat Island Dream, um mergulho com temperaturas e visibilidades caribenhas! 28,1°C e visibilidade variando de 15 a 20m. O começo do mergulho foi mais trabalhoso, nadando contra a corrente, com belos corais e uma promessa de ver cavalos marinhos.

'Árvore de Natal', em mergulho em Speyside - Tobago

"Árvore de Natal", em mergulho em Speyside - Tobago


Atravessamos de um grupo de corais para outro por um areal e aos poucos a velocidade foi aumentando e a sensação de estar voando foi tomando conta! A profundidade variava de 14 a 18m e quanto mais corrente, mais limpa a água! Fui brincando o tempo todo, me sentindo na corrente leste australiana do Nemo, junto com as tartarugas surfistas, hahaha! Foi engraçado demais, até que vi o nosso dive master começar a se posicionar, quando olhei para frente, dois grandes corais com um vão no centro, era bem ali no meio que eu queria passar! Wohoooo! Imaginem uma corredeira de um rio que de repente encontra uma queda de uns 3m, foi exatamente isso, assim que passamos o vão, a corrente nos jogou para baixo e nos colocou em uma máquina de lavar roupas, em redemoinhos invisíveis! Animal! Dali dois minutos o nosso guia pegou a continuação da corrente e se lançou para cima, com o triste sinal de “positivo”, que no mergulho significa subir, ou seja, acabou o mergulho. Foi sensacional, principalmente por este grand finale!

Fim de mergulho em Speyside - Tobago

Fim de mergulho em Speyside - Tobago


Nem todos gostam e estão acostumados com toda essa emoção, outra dupla que estava conosco pelo jeito ficou mais assustada e pediu um segundo mergulho mais fácil e tranquilo. Então fomos ao Round Table, um ponto bem abrigado de correntes, em uma ilha onde fica a casa de Ian Flemming, o criador de James Bond. A casa foi abandonada, não sei exatamente o motivo, e está caindo aos pedaços.

Antiga casa de Ian Fleming, em ilhota na costa de Speyside - Tobago

Antiga casa de Ian Fleming, em ilhota na costa de Speyside - Tobago


Realmente o mergulho foi beeem mais tranquilo, um ponto super gracinha, cheio de corais de todos os tipos, peixes e seres marinhos. Justo por não termos correntes acabamos ficando com a água mais turva e um pouco mais fria, com uma visibilidade de uns 6m. O que salvou definitivamente o mergulho foram as 4 tartarugas e a imensa barracuda que passou por nós, lindas!

Tartaruga em meio a algas em mergulho em Speyside - Tobago

Tartaruga em meio a algas em mergulho em Speyside - Tobago


Voltamos àquela velha máxima do divefreak, “Mergulho mesmo quando é ruim é bom, então quando é bom é melhor ainda!” Reservamos a tarde para relaxar, trabalhar e curtir o som das ondas da nossa sacada, nada mal. Amanhã tem mais!

Formações de coral em mergulho em Speyside - Tobago

Formações de coral em mergulho em Speyside - Tobago

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