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La Belle Cap-Haitien

Haiti, Cap-Haitien

Barco na vega na orla de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Barco na vega na orla de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Cap-Haitien foi um dos principais portos de cruzeiro do Caribe na década de 70. Recebia navios de cruzeiros que lotavam os restaurantes, bares e casas de jogos da pequena urbe haitiana. Hoje a charmosa cidade de arquitetura colonial francesa anseia por reviver seu passado de glória. Nos tempos de vacas gordas toda a cidade era beneficiada pelo turismo.

Vendedora de frutas, em Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Vendedora de frutas, em Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Joseph, que hoje pede dinheiro nas ruas, arranha 4 ou 5 idiomas aprendidos nos tempos em era guia das centenas de turistas “gringos e europeus” que vinham ao norte da ilha. Pergunto à ele, então, o que aconteceu que os cruzeiros desapareceram daqui e ele diz que a AIDS foi uma das culpadas. Desde que a AIDS apareceu no começo da década de 80, uma das hipóteses é de que ela teria surgido no Haiti, um dos países mais afetados no início da epidemia. Nada se sabia sobre a doença, forma de contágio, etc, e assim o Haiti ganhou a fama. A fama somada às agitações políticas contra a ditadura comandada por Papa Doc e Baby Doc e à guerra civil subsequente, fizeram com que as companhias de cruzeiro se afastassem e mudassem de destino. Quem soube se aproveitar da oportunidade foi o país vizinho, República Dominicana, que passou a ser uma alternativa mais segura para os turistas.

Vista de Cap-Haitien, no norte do Haiti

Vista de Cap-Haitien, no norte do Haiti


A cidade de Cap-Haitien é a segunda maior do país, bem espalhada entre o mar e as montanhas com aproximadamente 200 mil habitantes, porém é à beira mar no Boulevard du Cap-Haitien que os hotéis e restaurantes se concentram. Uma das zonas mais nobres da cidade, a área do Boulevard está entre o centro histórico e a Praia de Rivas. Uma curta caminhada nos leva à Catedral, praça principal e à uma viagem no tempo entre as casas antigas das ruas da cidade.

Arquitetura colorida no centro de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Arquitetura colorida no centro de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Estudantes por todos os lados nos dão um bom sinal de que o país está mudando. O novo presidente haitiano é muito popular, todos gostam dele. Michel Martelly, conhecido também como “Sweet Micky”, era um cantor de Kompa Music e se tornou presidente em 14 de maio de 2011. Um cantor no poder é algo controverso, já que não possui nenhuma experiência administrativa e política, mas ele tem algo que os outros políticos não possuem, amor pelo país. Este amor e a vontade de transformar o Haiti o fazem aceito em todas as parcelas da população, dos mais pobres e simples, até àquela pequena parcela mais politizada. Uma das primeiras e maiores resoluções do novo presidente foi que todas as crianças deveriam ir à escola, e assim está sendo, todos os dias vemos uma incontável soma de crianças e jovens uniformizados indo e vindos de suas escolas. Ótimo começo!

Dirigindo pelas ruas de Cap-Haitien, a segunda maior cidade do Haiti

Dirigindo pelas ruas de Cap-Haitien, a segunda maior cidade do Haiti


Na Catedral encontramos um grupo de meninas curiosas, me olhavam sem parar, queriam interagir, fotos, não sei. É nessas horas que me odeio por não saber falar a língua local e aqui, no caso, nem o francês! Fotos, porém, são a linguagem universal e dentro da catedral elas posaram para mim sorridentes e faceiras.

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Esta cena, por sinal, me fez lembrar uma informação curiosa. Todos temos uma imagem de que o Haiti é o país do voodoo, a tal da religião de base africana que se desenvolveu e é predominante na ilha. Verdade? Bem, os dados do último censo revelam que 80% dos haitianos se dizem católicos. Acho que se o voodoo fosse mesmo tão disseminado nós teríamos visto sinais mais claros... de qualquer forma, mesmo curiosos, não nos empenhamos muito na busca dos rituais de voodoo por aqui.

Catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Durante a tarde almoçamos no Restaurante Lakay, um dos pontos de encontro de haitianos de classe média e expatriados que vivem na cidade. Em frente ao mar, com boa música e um menu bem diversificado o restaurante tem o ambiente perfeito para um almoço tardio, uma cervejinha no final da tarde ou um jantar com os amigos. A noite o Lakai estava cheio de locais e expats, um ambiente animado e festivo que ainda não tínhamos encontrado no Haiti, um bar-restaurante que poderia estar em qualquer outro lugar do mundo. Philipe ficou curioso quando nos viu por lá e fez a esperada pergunta: “com que organização (ONG) vocês estão aqui?”, quando respondemos que éramos turistas ele sorriu e confirmou, “Turistas? É raríssimo encontrarmos turistas por aqui, mas quando eu era criança era mais comum, estamos torcendo para que o turismo volte a crescer.”

Com o Felipe, dono do nosso bar preferido em Cap-Haitien, o La Kay (Haiti)

Com o Felipe, dono do nosso bar preferido em Cap-Haitien, o La Kay (Haiti)


Conversamos sobre a nossa viagem, as suas experiências e visões do país, além de dicas para os roteiros pela região. Philip foi tão atencioso que nos deu uma carona até a sua casa, em frente à Praia de Rivas, deixando sua casa à nossa disposição. Não tínhamos muito tempo e tampouco queríamos abusar, assim acabamos ficando na praia, apenas observando o pouco movimento de locais, meninas tomando banho com água do mar e sabão, rindo e se divertindo, enquanto os meninos assistiam ao longe. É o velho ritual do acasalamento, igual em todas as espécies e em todos os lugares! Hahaha!

Antigo forte francês em Cap-Haitien, no norte do Haiti

Antigo forte francês em Cap-Haitien, no norte do Haiti


Garotas tomam banho na água do mar, em praia de Cap-Haitien, no norte do Haiti

Garotas tomam banho na água do mar, em praia de Cap-Haitien, no norte do Haiti


Cap-Haitien é a principal base para exploração de duas grandes atrações turísticas do país: a fortaleza conhecida como Citadelle Laferrière e Labadie, um paraíso tropical escondido na costa norte do Haiti. Amanhã começamos as nossas explorações na região.

Fim de tarde na beira-mar em Cap-Haitien, no norte do Haiti

Fim de tarde na beira-mar em Cap-Haitien, no norte do Haiti

Haiti, Cap-Haitien, Caribe, cidade histórica, Praia, viagem

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Mérida

México, Mérida

Peças mayas expostas no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México

Peças mayas expostas no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México


A cidade colonial espanhola de Mérida foi construída exatamente sobre T´ho, uma antiga cidade maia. As pedras que formavam os templos de T´ho, hoje formam o templo católico, vulga Catedral de Mérida (ou Catedral de San Ildefonso), em frente à mesma Gran Plaza utilizada pelos nativos quando Francisco de Montejo conquistou a cidade no ano de 1542.

Em escultura nada sutil, um conquistador aparece pisando sobre os indígenas conquistados (em Mérida, no sul do México)

Em escultura nada sutil, um conquistador aparece pisando sobre os indígenas conquistados (em Mérida, no sul do México)


Domingo ensolarado. Em um passeio num pela Gran Plaza lotada com barraquinhas oferecendo cochinita pibil, tortillas de maíz e dezenas de pratos yucatecos, não é difícil imaginarmos a feira nos dias de glória de T´ho, quando as mulheres preparavam as mesmas tortillas de maíz, cestos de henequén e ponchos coloridos de fibra de maguey. Basta soltarmos a imaginação e transformarmos a igreja em uma pirâmide, a Casa de Montejo em um centro administrativo e apagar os carros e motos que giram nas ruas ao redor.

Mercado popular na principal praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México

Mercado popular na principal praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México


A arquitetura colonial de Mérida é das mais realistas possíveis, preservada até onde a vida moderna permite, sem planos de comunicação visual especial para seus restaurantes, tomada por fios de luz e gatos de TV a cabo, exatamente como se imagina uma cidade (colonial) latino americana. Andar pelas ruas de Mérida, sem grandes pretensões, é uma boa forma de sentir a cidade. A Calle 60 é a rua mais bonita, com os prédios da Universidad de Yucatán e do Teatro Peón Cortreras como grandes destaques.

Caminhada pelo centro histórico de Mérida, a capital do Yucatán, no México

Caminhada pelo centro histórico de Mérida, a capital do Yucatán, no México


Fachada da catedral de Mérida, a capital do Yucatán, no México

Fachada da catedral de Mérida, a capital do Yucatán, no México


Já a melhor forma de viajar na história dos maias e da conquista da região é com uma visita rápida ao Palácio Municipal e observar os murais do Pacheco, que contam desde a origem do homem de maiz (milho), até a chegada dos espanhóis.

Pintura moderna mostrando a importância do milho para os povos do Yucatán (em Mérida, no sul do México)

Pintura moderna mostrando a importância do milho para os povos do Yucatán (em Mérida, no sul do México)


Quem se habilita a ler um texto no idioma maia? (em Mérida, no sul do México)

Quem se habilita a ler um texto no idioma maia? (em Mérida, no sul do México)


A Mérida espanhola e dos conquistadores é vista na Casa de Montejo na Gran Plaza, construída em 1549 e com uma bela coleção de mobiliário europeu que passou por todas as gerações da família.

Passeando em dia de chuva pelo centro histórico de Mérida, no sul do México

Passeando em dia de chuva pelo centro histórico de Mérida, no sul do México


Interior da Casa de Montejo, a família que conquistou o Yucatán (em Mérida, no sul do do México)

Interior da Casa de Montejo, a família que conquistou o Yucatán (em Mérida, no sul do do México)


A umas dez quadras da praça central está o Paseo Montejo, uma avenida construída no final do século XIX ladeada por imponentes mansões construídas pelas famílias ricas da cidade na mesma época. Ali começamos a ter uma visão da Mérida moderna, um Irish Pub, um restaurante italiano, outro cubano com ar mais requintado, frequentado pelas classes média e alta de Mérida.

Os grandes e centenários casarões do Paseo Montejo, em Mérida, a capital do yucatán, no México

Os grandes e centenários casarões do Paseo Montejo, em Mérida, a capital do yucatán, no México


Monumento Nacional, no final do Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México

Monumento Nacional, no final do Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México


A cidade que desde a colonização espanhola se colocou como centro cultural da Península do Yucatán, se esforça para manter o título. Dos diversos museus, dentre eles o Museu de Arte Contemporânea , Arte Popular de Yucatán, Museu da Cidade e o Museu de Antropologia Regional, acabamos escolhendo o novíssimo Museu da Cultura Maya para visitar.

A imponente fachada do Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México

A imponente fachada do Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México


A exposição começa com um belo vídeo sobre a história geológica da península, incluindo a evento cataclísmico do meteoro que extinguiu os dinossauros até a história e a cultura dos mayas que ainda formam a maioria da população do estado do Yucatán. Painéis escritos em maya yucateco, terceira língua mais falada no México, contando sua história e conectando o passado e o presente de uma forma muito interativa e especial.

Caminhando sobre o mapa do mundo maya, no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México

Caminhando sobre o mapa do mundo maya, no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México


Réplica de uma cova maya exposta no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México

Réplica de uma cova maya exposta no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México


Ainda no começo da exposição eu conheci um simpático casal de mexicanos, ele chilango (DF) e ela yucateca, com sua linda filhinha. O carisma e a receptividade dos dois foi tão envolvente que eu não consegui mais ver praticamente nada do museu. O Rodrigo já estava adiante e nós seguimos passeando pelos corredores, pescando informações, trocando histórias e os conhecimentos adquiridos na prática, nas suas casas e com suas famílias. Me contaram como comemoram o dia dos mortos, desenterrando os restos mortais dos defuntos queridos logo no terceiro ou quarto ano depois da morte e, no dia dos mortos, lavando-os e comemorando com suas comidas, bebidas e vestes preferidas. Ate nos ajudaram a montar um roteiro pelo sul do estado, duas figuras muito especiais!

Novos amigos, uma simpática família que também visitava o Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México

Novos amigos, uma simpática família que também visitava o Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México


Durante a noite a cidade também é muito ativa, na nossa primeira passagem por lá eu e a Val fomos conferir a balada na Mérida moderna. O norte da cidade é uma cidade como todas as outras, grandes construções e um corredor de baladas, bares e danceterias. Era um sábado e a bola da vez era uma boate chamada “Más de 30”. Era a única que estava cheia, então as trintonas aqui decidiram encarar a banda tipo baile, com 5 cantores diferentes para dar umas boas risadas.

Uma das muitas divindades mayas, em exposição no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México

Uma das muitas divindades mayas, em exposição no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México


Na nossa segunda passagem pela cidade, já depois de deixar a Valéria no aeroporto de Cancun, foi a vez de uma tradicional Noite Mexicana. No início do Paseo Montejo estava montado um palco com apresentações dos grupos de danças típicas vindos de Veracruz, Campeche e aqui mesmo do Yucatán, com lindos sapateados e ternos brancos, como chamam por aqui estes belos vestidos rodados.

Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México

Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México


Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México

Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México


Aos que vieram por Cancún e já chegaram até aqui, não deixem de conhecer as ruínas de Uxmal e com tempo, reservar um dia para fazer a Ruta Puuc, passando por mais 5 pequenas ruínas maias, e programando um belo almoço em uma das fazendas de henequén na região. No caminho para cá vocês também já devem ter passado pela turística pirâmide de Chichen Itzá e o Pueblo Mágico de Valladolid, assuntos do meu próximo post.

Banco especial para namorados, no Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México

Banco especial para namorados, no Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México

México, Mérida, Cidade Colonial, cidade histórica, Yucatán

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San Salvador

El Salvador, San Salvador

Pintura na parede externa da Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

Pintura na parede externa da Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


San Salvador, capital de El Salvador, é uma cidade grande com mais de 3 milhões de pessoas somando sua região metropolitana, aproximadamente metade da população de todo o país. Vemos ao fundo o vulcão San Salvador com 1.960m, que quase destruiu a cidade na grande erupção de 1.917.

Vista do alto do nosso hotel em San Salvador, capital de El Salvador

Vista do alto do nosso hotel em San Salvador, capital de El Salvador


Uma forma de conhecer bem a cidade, sua história e diferentes faces é ir direto para o centro. A Igreja do Rosário é o ponto de partida deste tour. Por fora tem uma estrutura feia de cimento, escura, suja e nada convincente. Por dentro, porém, seus vitrais coloridos fazem um reflexo sobre as paredes escuras, formando um prisma colorido, uma espécie de arco-íris, que colore e dá um ar de magia ao lugar.

O belo interior da moderna Igreja do Rosário, no centro de San Salvador, capital de El Salvador

O belo interior da moderna Igreja do Rosário, no centro de San Salvador, capital de El Salvador


Caminhamos um pouco pelas ruas caóticas, sujas e lotadas, onde quase fui “atacada” por uma senhora, que deve ter visto em mim um diabo ou a mulher do seu ex-marido, por que veio correndo em minha direção, ensaiou um tapa no meu rosto e saiu sem tocar um dedo em mim, mas deixando clara sua indignação. Eu não tinha nada ou fiz nada que a pudesse ter despertado esse sentimento nesta senhora. Claro ficou que ela era meio maluca, coitada. Seguimos pelas ruas do centro histórico e comercial, passando pelas praças La Libertad e Plaza Barrios.

O Palacio Nacional, sede do governo no centro de San Salvador, capital de El Salvador

O Palacio Nacional, sede do governo no centro de San Salvador, capital de El Salvador


Na praça batemos um papo com um mendigo viajante, ele já tinha ido ao Brasil, passado por diversas cidades na América Latina e agora, estava ali, perdido na praça pedindo 5 centavos para poder comer. São cenas como esta que nos fazem pensar e querer entender quais foram os absurdos que aconteceram neste país. Um histórico de uma ditadura porca e uma guerra civil, somados à maior densidade populacional da América Central e uma pobreza absurda, só poderia dar nisso.

Trãnsito pesado na volta à San Salvador, capital de El Salvador

Trãnsito pesado na volta à San Salvador, capital de El Salvador


Milhares de camelôs trabalhando com o comércio informal, inundando as ruas de produtos e ofertas que provavelmente não tenham a mesma demanda. Eles precisam tentar ganhar a vida de alguma forma. Caminhamos mais algumas quadras, enquanto Rodrigo me conta a história de Oscar Romero, Arcebispo de El Salvador que em 1980 foi assassinado em plena missa por de manifestar contra as políticas do governo da época.

A Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

A Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


Chegamos à Catedral Metropolitana, os murais de sua fachada foram criados pelo famoso pintor Fernando Llort. Ele retornou ao país em 1972, depois de uma temporada estudando arquitetura e teologia na França. Suas pinturas sempre representam o cotidiano das vilas, dos campesinos e tem como um dos principais ícones a arte-religiosa. Ele criou a Naïve Art, uma marca que representa a arte moderna salvadoreña em todo o mundo e possui peças expostas no MoMA, Casa Branca e no Vaticano.

A imponente Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

A imponente Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


À tarde voltamos à paz e calmaria da Zona Rosa, uma grande região da cidade onde vive a maioria da população de classe média-alta e alta. Lá estão os principais shoppings, lojas, serviços, escolas e restaurantes. Um passeio pelo shopping Multiplaza nos mostra que o mundo está cada vez mais pasteurizado, ops, globalizado. Todos aqueles contrastes e aquela vida que vemos no centro, dão a vez para a cultura capitalista regida pelas mesmas marcas, mesmos sonhos e mesmos modelos da vida neste lado do planeta.

Ringue de patinação do gelo no shopping Multiplaza, em San salvador, capital de El Salvador

Ringue de patinação do gelo no shopping Multiplaza, em San salvador, capital de El Salvador

El Salvador, San Salvador,

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Ao Ponto de Origem

Brasil, Paraná, Curitiba

Voltar para o nosso ponto de origem, nossa casa, a cidade onde nascemos, é sempre uma loucura, uma mistura de sensações. Os motivos são diversos:

1) Não faz mais parte do itinerário normal dos 1000dias, temos que pegar uma longa estrada de volta por onde já passamos.
2) Sempre nos programamos para ficar 2 ou 3 dias e acabamos ficando mais, porque não estamos programados? Não, pelo maldito clima do sul, chuva e frio, que sempre nos deixam na expectativa que o dia seguinte será melhor que o anterior.
3) Sempre tentamos subir o Pico Paraná e não conseguimos pelo motivo descrito no item acima.
4) Sempre tentamos encaixar o mergulho na Lage de Santos e não conseguimos, também pelo motivo descrito no item 2.
5) Sempre ficamos com a sensação que estamos ficando mais atrasados no itinerário, mas ao final tudo sempre dá certo.

Mas, como tudo na vida tem sempre um lado bom:

1) Vemos a família, matamos as saudades da mãe, pai, irmã, cunhado, tia, avó e principalmente da sobrinha, queridíssima Lulu.

Luiza, a vovó e a bisa, em Curitiba - PR

Luiza, a vovó e a bisa, em Curitiba - PR


2) Podemos resolver algumas burocracias de forma mais fácil, pois já conhecemos os caminhos mais fáceis. Reuniões sobre o site, multas, bancos e chatisses do Detran, essas coisas.

Ana com o pai em Curitiba - PR

Ana com o pai em Curitiba - PR


3) Podemos lavar a roupa na casa da mãe sem quererem cobrar 450 reais pela máquina.

A Luiza no colo da bisavó, em Curitiba - PR

A Luiza no colo da bisavó, em Curitiba - PR


4) Ter um dia de princesa, com direito a fazer a mão, pé e cortar o cabelo.

Com a Marta, em Curitiba - PR

Com a Marta, em Curitiba - PR


5) Posso ir fazer uma drenagem linfática para desobstruir o meu frágil sistema linfático.

Para finalizar, é uma loucura também, porque não é o que a maioria das pessoas está esperando... Alguns amigos chegam a dizer que teremos que zerar a contagem dos dias sempre que pisarmos em Curitiba. Olha que nós não achamos má ideia, ao invés de 1000 serão 1200 dias! Que tal?

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Trinidad é Cultura!

Cuba, Trinidad de Cuba

Interior de galeria de arte em Trinidad - Cuba

Interior de galeria de arte em Trinidad - Cuba


Se você gosta de galerias de arte popular e contemporânea, artesanato, música, bons bares, restaurantes e cafés, Trinidad é o lugar! Eu achei que não encontraríamos um lugar como este em Cuba, pois aqui a quantidade de pequenos e atrativos negócios nos faz praticamente esquecer que estamos em um país comunista.

Vida tranquila na cidade histórica de Trinidad, em Cuba

Vida tranquila na cidade histórica de Trinidad, em Cuba


Trinidad foi considerada Patrimônio Histórico pela Unesco em 1988 e não é difícil entender o porque. Ruas de paralelepípedo, casas coloniais ao redor das suas diversas praças e passeios que lembram muito a atmosfera criativa que encontramos em Tiradentes, Minas Gerais. Porém é só caminharmos nos arredores da Plaza Mayor que as maracas e os güiros, a guitarra tres e a conga dos grupos de son e salsa te trazem rapidinho à boa e velha Cuba.

A charmosa cidade vista do alto do Museu Nacional de La lucha Contra Bandidos, em Trinidad - Cuba

A charmosa cidade vista do alto do Museu Nacional de La lucha Contra Bandidos, em Trinidad - Cuba


Apenas caminhar por entre as casas, saboreando a riquíssima arte popular cubana e ouvindo a trilha sonora das ruas de Trinidad já satisfaz a nossa curiosidade. A batida afro-cubana, os vendedores ambulantes, crianças brincando, jovens jogando baseball e os senhores sentados na calçada, jogando dominó ou apenas vendo a vida passar.

Vida tranquila na cidade histórica de Trinidad, em Cuba

Vida tranquila na cidade histórica de Trinidad, em Cuba


Além do museu a céu aberto, a cidade ainda oferece uma penca de museus de história, arqueologia, arquitetura, de mártires, o museu romântico ou da luta contra os bandidos, são museus para todos os gostos.

Jogo de dominó nas ruas de Trinidad, em Cuba

Jogo de dominó nas ruas de Trinidad, em Cuba


Até poeta trabalhando como carregador nós encontramos na praça, em seu caderno de poesias nos deu uma aula de geografia. Perguntou de onde éramos e respondemos Brasil. Aonde no Brasil? “Uma cidade no sul, menos conhecida, Curitiba”, respondemos. Pasmem, lá foi ele encontrar o seu poema feito para a cidade de Curitiba! Leu também o poema à Belo Horizonte, em homenagem ao mineiro do grupo.

O simpático e culto poeta de rua em Trinidad,- Cuba

O simpático e culto poeta de rua em Trinidad,- Cuba


“Eu viajo com os meus poemas, não preciso sair de Cuba, sou feliz aqui.” Depois dessa é claro que ele se tornou o nosso personagem do “Soy loco por ti América – Cuba”.

Morador de Trinidad, em Cuba

Morador de Trinidad, em Cuba


Enquanto Rafa e Laura continuaram caminhando pelas ruas da cidade, aproveitando aquele horário mágico para os fotógrafos, eu e Rodrigo aproveitamos para subir o Cerro de La Vigía, o ponto mais alto a apenas 30 minutos de caminhada do centro da cidade. Lá do alto avistamos o mar, o rio e toda Trinidad, enquanto o sol dourava o horizonte e romanticamente se despedia de mais um dos nossos 1000dias.

A charmosa cidade vista do alto do Museu Nacional de La lucha Contra Bandidos, em Trinidad - Cuba

A charmosa cidade vista do alto do Museu Nacional de La lucha Contra Bandidos, em Trinidad - Cuba


Trinidad vista do alto do Cerro de La Vigia (Cuba)

Trinidad vista do alto do Cerro de La Vigia (Cuba)


No caminho de volta passamos pela Casa de La Trova para uma água e um mojito, enquanto assistíamos ao ensaio dos trovadores e músicos que se preparavam para tocar. Todas as maiores cidades cubanas possuem uma Casa de La Trova, que reúne artistas que mantém a tradição da trova e de músicas como o son, salsa e as clássicas baladas do Buena Vista Social Club, Compay Segundo, entre outros.

Ensaio de música cubana para o show da noite na Casa de La Trova em Trinidad - Cuba

Ensaio de música cubana para o show da noite na Casa de La Trova em Trinidad - Cuba


A noite ficou ainda mais animada na balada jovem no Bar Las Cuevas, uma discoteca construída dentro de uma caverna aos pés do Cerro de La Vigía. Um cenário de filme de vampiros, uma festa absurda com música eletrônica bem eclética que ia dos sucessos de tecno-pop à salsa e o reggaeton. Só para vocês terem uma ideia, quando entramos estava tocando o atual sucesso mundial “Ai se eu te pego” do Michel Teló! Nem aqui em Cuba conseguimos escapar! Está aí a prova viva de que Cuba não está alienada das atualidades do mundo capitalista.

Balada em uma disco dentro de uma caverna em Trinidad, - Cuba

Balada em uma disco dentro de uma caverna em Trinidad, - Cuba

Cuba, Trinidad de Cuba, cidade histórica, cultura, Sancti Spiritus

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Salto São Francisco

Brasil, Paraná, Prudentópolis, Foz do Iguaçu

Essas tranquilas águas estão prestes a despencar por 200 metros! (em Prudentópolis - PR)

Essas tranquilas águas estão prestes a despencar por 200 metros! (em Prudentópolis - PR)


O Salto São Francisco fica há 50 km de Prudentópolis. A mãe de todas as cachoeiras, o salto está localizado dentro de uma unidade de preservação e possui uma infra-estrutura básica de recepção turística, guarda-parque, banheiros e trilhas bem sinalizadas.

Montanhas no entorno do Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR

Montanhas no entorno do Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR


A trilha principal circunda o paredão lateral direito do cânion, com vistas espetaculares do relevo montanhoso da região. Neste caminho passamos por uma mata úmida, alimentada pelo spray da cachoeira de mais de 200m de altura! Encontramos bromélias, orquídeas, liquens e musgos, mesclados à araucárias e uma rica fauna explicada em placas informativas ao longo da trilha.

O belíssimo Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR

O belíssimo Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR


São três principais mirantes, sendo o terceiro já sobre a queda com a vista frontal do vale, lindíssimo! À beira do paredão percebemos em alguns pontos que houve alguma atividade mais aventureira. Preciso confirmar a informação, mas alguns amigos de Curitiba estariam se preparando para um rapel neste próximo final de semana aqui neste salto! 200m de rapel, animal!

Tudo por uma boa foto! (no Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR)

Tudo por uma boa foto! (no Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR)


Adiante encontra-se a Cachoeira do Caçador, um ponto de descanso e meditação em meio à natureza. Ótima parada para nos despedirmos das cachoeiras gigantes de Prudentópolis, rumo à terra de um dos maiores conjuntos de cachoeiras do mundo, as Cataratas do Iguaçú.

Os 200 metros de queda do Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR

Os 200 metros de queda do Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR


Foram quase 5 horas de viagem, quando chegamos já estava escuro. No caminho descobri através de um amigo que a rede hoteleira de Foz do Iguaçú estava lotada! Apelei para o nosso guia de viagens e realmente, a maioria não tinha vagas. Férias escolares de julho em um dos principais turísticos nacionais, não deveria ser diferente. Ligando de hotel em hotel acabamos descobrindo um no centro, prédio mais antigo, mas bem razoável. Instalados, amanhã será o dia de nos aventurarmos pela fronteira Paraguaia!

À caminho do Salto São Francisco, que aparece ao fundo (em Prudentópolis - PR)

À caminho do Salto São Francisco, que aparece ao fundo (em Prudentópolis - PR)

Brasil, Paraná, Prudentópolis, Foz do Iguaçu, Salto São Francisco

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Natural

Brasil, Paraíba, Jacumã (Tambaba)

Praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


O que é natural? Frutas, plantas, flores, animais, alimentos, tecidos, água, suco, dar a luz, chorar, sofrer, rir, até maquiagem quer ter este rótulo “bem natural”. Usar roupas já se tornou natural também, mas há um grupo de pessoas que é mais purista, ou melhor, naturista. Eles acreditam no desenvolvimento e evolução do indivíduo através da prática do naturismo, mas qual é a relação entre nudez coletiva e desenvolvimento do indivíduo?

“A resposta dos naturistas está no conceito de "aceitação do corpo", ou seja, na descoberta de que o corpo humano é um todo não havendo partes honrosas e partes indecorosas. Os naturistas, ao conviverem com a nudez do próximo não são chocados nem agredidos pelo corpo e sentem que o respeito é possível mesmo sem artifícios. Entrando em contato com a própria essência e deixando para trás o que é acessório. Para os naturistas somos todos iguais, apesar das diferenças.”*

Nudismo na praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Nudismo na praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Além da prática do nudismo, os naturalistas possuem como princípios a prática de exercícios ao ar livre, contato com a natureza e uma alimentação mais saudável, sendo preferivelmente vegetarianos.

“Um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e o cuidado com o ambiente.”*

Placa na praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Placa na praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


O naturismo foi criado na década de 20 na Alemanha pelo professor de Educação Física Adolf Koch, que inicialmente propôs aos seus alunos que praticassem esportes sem roupas. Os jovens ficaram mais corados, saudáveis, alegres e bem humorados e a partir daí suas famílias aderiram também à esta prática, até então chamada de nudismo. Após a Segunda Grande Guerra o naturismo começou a se difundir e hoje são poucos os países que não possuem adeptos.

O Brasil possui várias praias de nudismo ou naturismo e uma das mais famosas é a Praia de Tambaba, no litoral sul paraibano. Eu confesso que até simpatizo com toda a teoria do naturismo, mas aí a me tornar uma adepta são outros 500. A princípio nós não pensávamos em visitá-la, mas quanto mais perguntávamos aos paraibanos qual era a praia mais bonita aqui a resposta era apenas uma: Tambaba.

O trecho 'vestido' da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

O trecho "vestido" da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


A curiosidade foi crescendo, nos informamos e vimos que o código de ética e as regras como não permitirem a entrada de homens sozinhos/solteiros e a proibição de fotos, entre outras, mantinham um ambiente mais seguro e saudável. Além disso, lembrei que meus pais vieram a Tambaba em alguma de suas viagens há muitos anos atrás... Se até meus pais foram, eu também vou! Rsrsrs! Só depois é que me dei conta que na época o naturismo não devia ser obrigatório ainda... Será que eles também entraram no clima? Enfim, eu e Rodrigo tomamos coragem e resolvemos conhecer a tal praia, afinal tudo tem uma primeira vez! Estacionamento cheio e os 200m de praia antes da escada lotada, ainda fora da área de naturismo. Na escada que dá acesso uma moça dá as últimas instruções “passando para “o lado de lá” só é permitida a passagem de quem realmente for tirar a roupa!”

De volta à parte 'vestida' da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

De volta à parte "vestida" da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Entramos. A praia estava praticamente vazia, muito diferente da sua vizinha. Lá fica claro que a maldade está nos olhos e mente de quem fica no lado “vestido” da praia. Lá do outro lado a maioria dos freqüentadores são senhores e senhoras acima dos 60 anos, que aderiram ao movimento no seu auge e até hoje mantém a prática. Alguns casais mais jovens se arriscam, claramente curiosos e corajosos de plantão, como nós. Os primeiros 20 minutos foram estranhos, afinal não estamos acostumados, eu fingi para mim mesma “que não era comigo”, como se eu estivesse ainda vestida.

Visão do mirante da praia de Tambaba em Jacumã, distrito de Conde - PB

Visão do mirante da praia de Tambaba em Jacumã, distrito de Conde - PB


Encontramos um cantinho próximo às pedras e árvores onde nos sentíamos mais protegidos. Estendemos nossa canga, lemos nossos livros, “pegamos uma prainha”, normal. O único momento mais estranho foi quando fomos ao bar comprar uma cerveja, os garçons vestidos e totalmente acostumados, nós é que não.

Praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


O banho de mar é ótimo, a praia é realmente a mais bonita! Ver dois caras surfando foi algo inusitado, bem “natural”! Se sentir a vontade e em total comunhão com a natureza também é uma sensação diferente de liberdade que todos vocês já devem ter sentido um dia, só que com uma diferença, quando e onde fizeram era proibido e geralmente o que é proibido é mais gostoso, não é? Bem, aqui não é proibido, aqui quem se tolhe (ou não), se permite (ou não), se sente livre (ou não) é você. Você decide, e sem aquela sensação de estar fazendo algo errado, é só esquecer que tem mais gente em volta!

*Fonte: Wikipedia.

Brasil, Paraíba, Jacumã (Tambaba), Conde, naturismo, nudismo, Praia, Tabatinga, Tambaba

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Homer e o Fim da Estrada

Alaska, Homer

A praia de pedras da 'spit' de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

A praia de pedras da "spit" de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Homer é a cidade mais ao sul da Península de Kenai. Uma vila de pescadores habitada há milhares de anos por populações indígenas, russos e os novos colonizadores americanos. Dizem que a história do Alasca começou pelo litoral, grupos de pescadores que se fartavam nas ricas águas do Golfo do Alasca e aos poucos foram se espalhando de Bering, de península às ilhas e até a Costa do Canadá.

Dia nublado, especial para fotos em PB, em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Dia nublado, especial para fotos em PB, em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Uma de suas peculiaridades é uma língua de terra e pedras formada pela ação de uma gigantesca massa de gelo que escavou os vales e montanhas nas retrações dos glaciares. A spit é uma antiga moraine, grande pilha de sedimentos carregados pela geleira, que hoje está rodeada pelo mar, formando um porto natural perfeito.

A cidade de Homer e sya londa 'spit', na Península do Kenai, no sul do Alaska, vistos do alto do mirante

A cidade de Homer e sya londa "spit", na Península do Kenai, no sul do Alaska, vistos do alto do mirante


Praia formada pela 'spit' de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Praia formada pela "spit" de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Além do porto de Homer, marinas, restaurantes e um grande hotel estão localizados na ponta da spit. Chegamos a Homer com muita chuva, que aos poucos foi diminuindo e deu espaço a um fim de tarde seco e claro e ainda conseguimos ver alguns leões marinhos na praia enquanto as nuvens aos poucos revelavam a grandiosa paisagem de montanhas, fiordes e glaciares do outro lado da Kachemak Bay.

Maré baixa em praia de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Maré baixa em praia de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Maré baixa na praia do Farol em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Maré baixa na praia do Farol em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Na temporada são famosos os passeios de barco para avistamento de baleias, leões marinhos e puffins ou longas remadas de caiaque para explorar as belezas naturais dos fiordes do Kachemak Bay State Park ou da vila de pescadores de Seldovia. No outono os barcos já não estão mais operando, os ventos e as chuvas já não são o melhor cenário para hikings ou longas jornadas de caiaque. Então nós aproveitamos para sair e explorar as principais estradas cênicas da região.

Paisagem colorida em dia de sol em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Paisagem colorida em dia de sol em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Antes uma parada no Three Sisters Café, um clássico gastronômico de Homer, que encontramos graças ao nosso novo Alaska App. Localizado no pequeno centro histórico o café tem sanduíches, quiches e tortas com ingredientes naturais e um ambiente aconchegante e super eclético, reunindo todas tribos de cidade, dos trabalhadores do porto aos jovens escolares e tiozinhos aposentados. Um achado!

O aconchegante ambiente do Cafe Three Sisters, nossa padaria predileta em Homer, no sul do Alaska

O aconchegante ambiente do Cafe Three Sisters, nossa padaria predileta em Homer, no sul do Alaska


Marina na 'spit' de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Marina na "spit" de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Começamos as explorações pela East End Road com vistas sensacionais da Kachemak Bay e dois grandes glaciares, o Grewingle Glacier e o Portlock Glacier, que escorrem como rios até o mar, formando santuários para diversas espécies marinhas e de aves. A East Road é a continuação da Sterling Highway, da Alaska 1 e que por sua vez é a continuação da Alaska Highway. Depois de um detour para as terras geladas do norte, voltamos à nossa rota original e decidimos ver o que existe no final do nosso caminho.

A fiona chega ao fim  do fim do fim da estrada, na região de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

A fiona chega ao fim do fim do fim da estrada, na região de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Dirigimos ao longo da Kachemak Bay, passando por pequenas vilas, paisagens bucólicas de campos vermelhos e amarelos que logo estarão cobertos de neve. A estrada que é de asfalto, logo fica mais precária e vira uma estrada de terra. Descemos um morro de curvas acentuadas e aos poucos as paisagens do fim da América vão se revelando, curva a curva.

A praia que marca o fim do fim do fim da estrada, em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

A praia que marca o fim do fim do fim da estrada, em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Uma praia de pedras negras, uma baía na maré vazante, paredes de turfa, solo rico em matéria orgânica e que congela a cada inverno, formando uma parede com textura de madeira, despedaçada aos poucos pela ação das marés. A estrada aparentemente acaba ali, mas o homem, não satisfeito foi mais longe, pela areia da praia continuou e chegou à vila de Kachemak Silo. Quem diria, no fim, do fim, do fim da América encontramos uma vila, russa! No caminho uma Nikita, loira de olhos azuis, nos confirma que estávamos no caminho certo. Ali é o fim da linha e daqui em diante qualquer passo que dermos estaremos mais próximos de casa.

A praia de pedras da 'spit' de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

A praia de pedras da "spit" de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Emocionados, damos meia volta e começamos o nosso caminho de volta, mas ainda em negação, continuamos às voltas tentando encontrar caminhos alternativos, vamos até a North Fork Loop, 22km de paisagens campestres e vistas do lado oeste da península. Cruzamos a Skyline Drive, onde encontramos a melhor vista da cidade e da Spit. Emoção curiosa esta, queremos muito voltar, mas ao mesmo tempo algo dentro de nós teima em continuar. Continuaremos então, agora ao sul, até o fim da estrada.

Admirando o mar de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Admirando o mar de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Alaska, Homer, Alasca, Estrada, Kenai, Road Trip

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Kenai Península

Alaska, Homer, Seward

Muitas cores na bela paisagem da estrada entre Homer e Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Muitas cores na bela paisagem da estrada entre Homer e Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska


A Kenai Península é conhecida como o parque de diversões do Alasca, ou ao menos dos moradores de Anchorage e arredores. Eles vêm à península nos feriados e finais de semana para pescar, caçar, pedalar, escalar, fazer trekking, rafting e canoagem ou apenas sentar em uma cabana e ver a vida selvagem passar em um dos seus parques e reservas. Nela estão localizados o Kenai Fjords National Park, Kachemak Bay State Park e as rotas de acesso aos Parques Nacionais de Lake Clark e o famoso Katmai National Park.

Cisnes parecem enfeitar ainda mais a bela paisagem na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Cisnes parecem enfeitar ainda mais a bela paisagem na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska


O caminho de Anchorage para as cidades ao sul na península já é sozinha, uma atração. Após o a imensa baia tem o espetáculo da grande maré, que enche rapidamente criando uma longa e interminável onda que alguns corajosos (pela temperatura da água, não pela onda) podem até surfar! No “Windy Point” uma boa vista das montanhas e da baía e um pouco adiante em dias mais claros podem ser vistas as baleias belugas, no Beluga Point, além de golfinhos, pássaros e o que a sua sorte permitir. Alguns museus de mineração vão contando as histórias dos pioneiros que desbravaram a região, da construção da linha de trem que cruza de Seward a Fairbanks paralela à estrada, no mesmo caminho das montanhas.

Mesmo com chuca, também há incêndios no ALaska! (estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska). Esse aí parece ter sido planejado...

Mesmo com chuca, também há incêndios no ALaska! (estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska). Esse aí parece ter sido planejado...


Vizinho ao Kenai está o Katmai National Park, o paraíso dos ursos grizzlies e brown bears. Sabe aquela cena famosa dos ursos pescando salmão na beira de uma cachoeira? Pois é, é lá mesmo. Uma das cenas mais famosas do Alasca, que está em todos os informativos, revistas e folhetos turísticos e é conhecida provavelmente, por apenas 1 % da população local. O motivo? O lugar é (in)acessível apenas por uma longa e cara viagem de barco ou voos de avião, que custam entre 350 a 600 dólares, dependendo da época e tipo de tour. Até onde conseguimos pesquisar os voos mais baratos saem de Homer, que está mais próximo geograficamente da entrada do parque nacional e da pequena vila de King Salmon.

Estamos em 'Bear Country', em trilha na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Estamos em "Bear Country", em trilha na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska


Foi no Katmai, o santuário dos ursos grizzlies, que o famoso e controverso Grizzlie Man e sua namorada foram atacados e devorados por um urso, conhecido por ele como Mr. Brown. Infelizmente Mr. Brown também morreu, para não passar para sua prole o gosto por carne humana. Treadwell viveu durante 13 anos entre estes lindos e imprevisíveis animais, mas Mr. Brown era relativamente novo na área e não deve ter ido muito com a cara dele. Esta é uma longa e curiosa história, se quiser saber mais o cineasta alemão Werner Herzog fez um filme-documentário, o “Grizzlie Man”. O filme recebeu vários prêmios, embora ainda hajam controvérsias sobre a leitura psicológica e o enfoque que foi dado.

Cores de Outono predominam nessa época na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Cores de Outono predominam nessa época na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska


Outro parque nacional obrigatório é o Kenai Fiords National Park, coberto pelo imenso Harding Icefield, possui 607.805 acres de área preservadas e é o lugar que orcas, lontras, puffins, ursos e alces chamam de lar. Excursões de barco e caiaque entre os fiordes e os trekkings no Exit Glacier, são alguns dos programas mais procurados na pequena cidade de Seward.

Descendo a montanha como uma verdadeira rampa de gelo, a incrível Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska. Com a chuva, o rio que nasce na geleira está furioso

Descendo a montanha como uma verdadeira rampa de gelo, a incrível Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska. Com a chuva, o rio que nasce na geleira está furioso


Seward está localizada na Ressurection Bay, o fundo de um dos fiordes que forma o parque e é uma das mais distantes cidades na rota dos cruzeiros no Alasca. Imagino que seja um lindo lugar para conhecer de barco entre as altas paredes dos fiordes, se não estiver chovendo. Nós subimos de Homer para cá com tempo horrível, no caminho obras e alguns bravos alascans enfrentando o mau tempo em prol de uma boa pescaria.

Muita chuva no caminho para Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Muita chuva no caminho para Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska


Chegamos ao hotel no final da tarde e descobrimos que a cidade estava com dois avisos de segurança, as próximas 24 horas prometiam enchentes e tufões de ventos que poderiam chegar até 100 milhas/hora, o equivalente a 160km/h! Na beira do mar mal conseguíamos ver a baía, quanto menos os fiordes, e a chuva só piorava. Aqueles que puderam, cancelaram sua estadia e voltaram para Anchorage, uma moradora me disse que isso não é comum por aqui. Para nós encontrar o mau tempo dentro de um hotel aqui ou lá não faria diferença alguma, o problema seria a estrada. Ainda assim decidimos ficar e só saímos para jantar em um restaurante na rua principal, voltamos ao hotel e ficamos de olho nos sites meteorológicos para decidir os nossos próximos passos. Agora é cruzar os dedos e torcer para que a tempestade passe.

Muita água e corrente fprtíssima no rio que nasce na Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Muita água e corrente fprtíssima no rio que nasce na Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Alaska, Homer, Seward, Kachemak Bay, Katmai, Kenai, parque nacional

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Brasil Cristalino

Panamá, Cidade do Panamá

Visita ao casal do Brasil Cristalino na Cidade do Panamá

Visita ao casal do Brasil Cristalino na Cidade do Panamá


Final de tarde e chegamos à Marina La Playita, no bairro de Amador. Esta região foi aterrada no período em que os norte-americanos administravam o Canal do Panamá, para fazer a ligação do continente com as três ilhas mais próximas. Hoje é uma área de grandes hotéis e marinas, com um lindo passeio para caminhadas, corridas e pescarias.

A Ana ajuda a preparar sushis à bordo do Brasil Cristalino, da Lilian e do Eduardo, na Cidade do Panamá

A Ana ajuda a preparar sushis à bordo do Brasil Cristalino, da Lilian e do Eduardo, na Cidade do Panamá


Buscávamos o Barco Brasil Cristalino e os nossos amigos Lilian e Eduardo. Fomos apresentados pela internet através de um primo do Rodrigo e a paixão por viajar logo nos uniu. Depois de uma longa espera, finalmente chegamos ao Panamá e pudemos conhecer-los!

Com a Lilian e o Eduardo no barco e 'casa' deles na Cidade do Panamá

Com a Lilian e o Eduardo no barco e "casa" deles na Cidade do Panamá


Lilian e Eduardo começaram o projeto Brasil Cristalino há um ano, bem pelo menos esta etapa da viagem. A primeira etapa foi pelo Brasil, mas esta foi apenas o aperitivo. Gostaram tanto que quando retornaram já faziam os planos de um roteiro mais ambicioso: viajar toda a América Latina de carro. Entretanto o projeto deles tem um toque especial, como praticantes da pesca-submarina esportiva, estão sempre em busca do melhores lugares para praticar este esporte. Por isso o Panamá sempre teve um lugar especial no seu planejamento. Chegando aqui, depois de passarem por alguns perrengues nas mãos de outros barqueiros, capitães e guias de pesca, decidiram que tomariam as rédeas da situação e mudariam o seu estilo de viagem: compraram um barco e agora estão aproveitando o melhor dos dois maiores oceanos do mundo! Já cruzaram o Canal do Panamá duas vezes, exploraram toda a região, passando pelo Arquipélago de San Blás, no lado do Atlântico, Las Perlas e Coiba no lado do Pacífico. Você também curte pesca-sub!?! Não deixe de visitar o site e o facebook do Brasil Cristalino e conferir os vídeos emocionantes que eles postal lá! A paixão é tanta que agora eles passaram a organizar charters de pesca-submarina na costa do Panamá!

Com o Eduardo durante delicioso jantar à bordo do barco Brasil Cristalino, na Cidade do Panamá

Com o Eduardo durante delicioso jantar à bordo do barco Brasil Cristalino, na Cidade do Panamá


Nós amamos o mar, mas não entendemos nada de pesca e muito menos de barco. Eduardo e Lilian nos deram uma aula sobre o tema, trocamos experiências e histórias incríveis de um universo novo para o casal aqui. Meu pai já praticou pesca-sub, mas eu nunca tive coragem de atirar nos bichinhos. Acho que se dependesse de mim, ou era na vara, ou acabava virando vegana!

'>Ritual de preparação de sushi. Passo 1: Esticar as folhas de alga     (Cidade do Panamá)</

">Ritual de preparação de sushi. Passo 1: Esticar as folhas de alga (Cidade do Panamá)


Ritual de preparação de sushi. Passo 2: Cobrir a alga com arroz e deixar ele bem amassado    (Cidade do Panamá)

Ritual de preparação de sushi. Passo 2: Cobrir a alga com arroz e deixar ele bem amassado (Cidade do Panamá)


Dentre os aprendizados da noite, destacou-se o curso rápido de culinária japonesa com a Lilian. De uma forma super natural, ela fez esta arte culinária parecer fácil! O fruto da última pescaria foi a corvina, cortada em pedacinhos e salteada rapidamente na chapa para os sushis. Arroz com vinagre especial, espalhado sobre a alga de sushi e em dois minutos o nosso primeiro rolo estava pronto! Fomos preparando enquanto conversávamos, aprendendo enquanto nos divertíamos e quando vi eu já estava fazendo os meus primeiros sushis sozinha! Valeu professora Lilian!

'>Ritual de preparação de sushi. Passo 3: Colocar o recheio de peixe, shitake e cream cheese bem no meio da alga com arroz    (Cidade do Panamá)</

">Ritual de preparação de sushi. Passo 3: Colocar o recheio de peixe, shitake e cream cheese bem no meio da alga com arroz (Cidade do Panamá)


Ritual de preparação de sushi. Passo 4:  Depois de enrolar a folha de alga com arroz amassado ao redor do recheio, cortar tudo bem fininho. Pronto! Já temos suhis deliciosos!    (Cidade do Panamá)

Ritual de preparação de sushi. Passo 4: Depois de enrolar a folha de alga com arroz amassado ao redor do recheio, cortar tudo bem fininho. Pronto! Já temos suhis deliciosos! (Cidade do Panamá)


Aqui eu me deparei com outra realidade. Nós nessa pressa desgraçada para viajar todos os países da América em 1000dias. Lilian e Eduardo, sem pressa alguma, curtindo a sua paixão pela pesca em um dos melhores lugares que poderiam estar e sem obrigatoriedade de chegar a lugar algum! Eles têm um período previsto para a viagem, mas até lá eles estão vivendo. Objetivos diferentes, uma forma de conhecer e curtir também diferente. Impossível não parar para pensar... Mas no final a minha sede por conhecer cada canto desse mundo fala mais alto e nos mostra que estamos no caminho certo. Pelo menos para nós.

Junto com o simpaticíssimo casal do Brasil Cristalino, a Lilian e o Eduardo, comendo sushis pescados e preparados por eles, à bordo da 'casa' deles na Cidade do Panamá

Junto com o simpaticíssimo casal do Brasil Cristalino, a Lilian e o Eduardo, comendo sushis pescados e preparados por eles, à bordo da "casa" deles na Cidade do Panamá

Panamá, Cidade do Panamá, Brasil Cristalino, Ciudad de Panamá, Panamá City, Pesca Submarina

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