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SHUFFLE Há 1 ano: Peru Há 2 anos: Peru

Força estranha...

Brasil, Paraná, Curitiba

Queijos e vinho na última noite em Curitiba

Queijos e vinho na última noite em Curitiba


Mais um dia em Curitiba... Acho que as saudades dos amigos e a vontade que, lá no fundo, a família tem de ficarmos aqui, está agindo de alguma forma estranha. Chegamos a Curitiba faz uma semana, nosso plano era irmos embora dia 16/05, mas é impressionante como sempre aparece alguma coisa para resolvermos. Ficamos trabalhando de ontem para hoje até as 3 horas da manhã, a Fiona já está toda carregada. Estávamos prontos para ir embora cedo, mas além da internet 3G da TIM parar de funcionar, me ligaram de lá com uma conta absurdamente cara, avisando que são cobranças acumuladas de 3 meses. Isso tudo unido ao tempo ruim, frio e chuvoso que tira o ânimo de qualquer um de ir para cavernas, praias e montanhas... Somos aventureiros, mas não temos nada especial e diferente dos outros seres humanos para combater o frio.

Sendo assim, resolvemos ficar e resolver as últimas pendengas. Fomos visitar o Alcides e a Cida, nossos anjos da guarda no Summerville, prédio em que morávamos. O Alcides nos ajudou a perfurar mais uma tampa para a caixa de mergulho e a Cida nos entregou a maldita conta da TIM e uma boa notícia: minha nova carteira de motorista AB! Agora sou motociclista de verdade! Rsrsrs!

Como não somos de ferro, resolvemos aproveitar a nossa última noite para curtir esse friozinho bom para tomar um vinho e comer uns queijos, meu vício. Só nós dois, o casal que vive 24h grudado, mas que nem por isso está aproveitando para namorar e curtir um ao outro. Amanhã vamos para o PETAR logo cedo, não deixaremos essa força estranha que nos prende a Curitiba ganhar novamente!

Brasil, Paraná, Curitiba,

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San Cristobal de las Casas

México, San Cristobal De Las Casas

Devoção na Igreja San Cristobal, em San Cristobal de Las Casas, no sul do México

Devoção na Igreja San Cristobal, em San Cristobal de Las Casas, no sul do México


São Cristóbal de las Casas é a capital histórica e turística do estado de Chiapas. Fundada em 1528 serviu como capital oficial do estado de 1824 a 1892 Uma cidade de 150 mil habitantes de maioria indígena que foi escolhido pelo Movimento Zapatista como uma de suas sedes. Estado autônomo, sobrevive sem recursos do governo e possuem maior liberdade política, sendo a maioria abertamente apoiadora da EZLN, Exercito Zapatista de Liberación Nacional.

Hora do passeio em San Cristobal de Las Casas, no sul do México

Hora do passeio em San Cristobal de Las Casas, no sul do México


O movimento zapatista teve início nos idos de 1910, quando Emiliano Zapata uniu um exército revolucionário que lutaria contra o Governo Porfinista (do ex-presidente Porfírio Diaz), que estava no poder há mais de 20 anos.

Palácio Municipal em San Cristobal de Las Casas, no sul do México

Palácio Municipal em San Cristobal de Las Casas, no sul do México


São Cristóbal está em um vale a mais de 2.160m de altitude, com clima ameno é daquelas cidades quentes quando o sol está brilhando e frio na sombra, ou assim que o sol se põe. O clima perfeito para belas caminhadas durante o dia e um vinhozinho em uma das várias casas de tapas e vinhos ou pizzarias da cidade.

A bela fachada do templo de Santo Domingo, em San Cristobal de Las Casas, no sul do México

A bela fachada do templo de Santo Domingo, em San Cristobal de Las Casas, no sul do México


O roteiro do dia incluiu um passeio pelo Mercado Central, para conhecer a variedade de comidas regionais, frutas, milhos e feijões de todas as cores, de verde a vermelho, passando pelo rosa pink e roxo púrpura! Impressionante!

Todos os tipos de feijão no mercado de San Cristobal de Las Casas, no sul do México

Todos os tipos de feijão no mercado de San Cristobal de Las Casas, no sul do México


Não era muito fácil tirar fotos, pois os indígenas cobravam 10 pesos por foto, mesmo que fosse apenas da barraquinha e dos vegetais, sem que eles aparecessem na imagem. Desculpem, mas não é por pão-durismo, mas pagar para tirar uma foto do local é contra os meus princípios, ainda mais quando vemos que estão se aproveitando da sua cara de gringa.

Venda de pimento em San Cristobal de Las Casas, no sul do México

Venda de pimento em San Cristobal de Las Casas, no sul do México


Caminhamos em direção ao Arco das Carmelitas e à Igreja de Guadalupe no alto do Cerro San Cristóbal. Subimos suas centenas de degraus para ter uma bela vista da cidade. O caminho estava sujo e cheio de lixo, o céu que estava claro de repente nublou, mas ainda assim é bacana conhecer esta vizinhança mais autêntica, menos turística.

Igreja San Cristobal, no alto do cerro de mesmo nome, em San Cristobal de Las Casas, no sul do México

Igreja San Cristobal, no alto do cerro de mesmo nome, em San Cristobal de Las Casas, no sul do México


A Plaza 31 de Marzo possui um lindo coreto, como quase todas as praças de cidades coloniais portuguesas e espanholas. Diferente do Brasil, aqui no México estes coretos dão vida à cidade! Todos os dias durante a tarde uma banda de marimba agita a praça, convida os jovens e anciãos a dançarem e relembrarem as músicas de seus tempos, enquanto tomam um café ou uma cervejinha no bar do coreto.

O sempre agitado coreto em San Cristobal de Las Casas, no sul do México

O sempre agitado coreto em San Cristobal de Las Casas, no sul do México


Ao redor da praça cruzam duas ruas peatonais, por onde os moradores passam apressados entre seus afazeres diários, os jovens se reúnem para ouvir música ou para um “esquenta” antes da balada noturna e os turistas de maravilham com o clima receptivo da cidade.

Rua peatonal da charmosa  San Cristobal de Las Casas, no sul do México

Rua peatonal da charmosa San Cristobal de Las Casas, no sul do México


Aos que querem conhecer o sul do México e chegam de avião, São Cristóbal é a melhor base, de onde saem tours para Palenque, Toniná e até para Comitán e os Lagos de Montebello. A charmosa cidade ainda oferece algumas opções de museus e uma diversidade de hotéis, pousadas e restaurantes para todos os gostos e bolsos. Ótimo ponto para começar a desmistificar aquele México acalorado de cactos e quebradas e se deleitar com a rica cultura do estado de Chiapas.

Venda de tecidos no mercado de San Cristobal de Las Casas, no sul do México

Venda de tecidos no mercado de San Cristobal de Las Casas, no sul do México

México, San Cristobal De Las Casas, Chiapas, Cidade Colonial

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Parque Nacional Corcovado - Guia Prático

Costa Rica, Osa

São quatro as espécies de macaco que habitam o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

São quatro as espécies de macaco que habitam o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Nós tivemos uma certa dificuldade de encontrar informações das formas de transporte e de como chegar a Estación Sirena, no coração do Parque Nacional Corcovado. Dirigimos até Puerto Jiménez e lá encontramos um anjo, o guia local Nito, que nos deu a letra completa de como seria mais fácil, prático e barato para chegar ao parque no tempo que tínhamos disponível.

Chegando ao Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Chegando ao Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica



Como chegar


Existem três maneiras de chegar ao Parque Nacional Corcovado: de avião ($$$), de barco ($) ou a pé (sem guia é grátis).

A PÉ

A aventura já começa cedo para os que estão com pique de caminhar para chegar até a estação Sirena, coração do Parque Nacional Corcovado. São 3 trilhas com diferentes níveis de dificuldade;

Árvore multi-centenária no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Árvore multi-centenária no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


La Leona/ Sirena - Esta trilha é a mais utilizada pelos turistas que estão baseados em Puerto Jimenez. O ponto forte dela é a possibilidade de avistar animais, principalmente pumas, durante o caminho. Uma amiga nossa fez e teve a sorte de ver um! A trilha para lá começa na cidade de Carate, ponto até onde a estrada chega, dando a volta à península depois e Puerto Jiménez. De Carate são 3km (1h de caminhada) até a Estación La Leona e de lá mais 15km de trilha (5h de caminhada) até a Estación Sirena.

No meio da mata, o barulho inconfundível de um pica-pau, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

No meio da mata, o barulho inconfundível de um pica-pau, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica



Los Patos/ Sirena - a cidade mais próxima é La Palma, vila anterior à cidade de Puerto Jiménez. De La Palma a Los Patos são em torno de 5h de caminhada e mais 8 horas de trilhas entre Los Patos e La Sirena. Esta trilha cruza o parque, atravessando montanhas e praticamente toda a península de sul ao norte.

Um lindo grilo amarelo no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Um lindo grilo amarelo no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica



San Pedrillo/ Sirena – É a trilha mais longa e menos utilizada, por dificuldades como maré e a praia, já que a maior parte da caminhada é pelas areias da praia de La Llorona, que adiante se torna Playa Sirena. São 25km de trilha a partir da Estación San Pedrillo e para chegar lá é outra longa caminhada de Bahía Drake a Los Planes Ranger Station e depois até San Pedrillo. Esta estação é uma das mais movimentadas devido à sua facilidade de acesso via marítima, recebendo muitos barcos dos lodges de Sierpe e Bahía Drake e pela quantidade de turistas o avistamento de animais tem sido cada vez menos comum. Sinceramente, acho que quase ninguém usa este caminho e eu não recomendo.

Cobra venenosa se move nas folhagens da floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Cobra venenosa se move nas folhagens da floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica



BARCO

Desembarcando rm praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Desembarcando rm praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Os barcos partem da vilazinha de Bahía Drake, que está no norte da Península de Osa com acesso por uma estrada off-road. Também existe a opção de chegar de barco pela cidade de Sierpe. O custo varia de 25 a 30 dólares por viagem (50 a 60 dólares ida e volta). Os barcos não são uma linha pública, então devem ser agendados com pelo menos um dia de antecedência. Eles partem de Bahía Drake as 6am e retornam as 13h30, variando um pouco com os horários da maré.

AVIÃO

Caminhando na pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Caminhando na pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Os vôos partem do pequeno aeroporto de Puerto Jimenez, é a forma mais rápida e também a mais cara de chegar até lá. Nós vimos aviões indo e vindo do parque com “wealthy americans” em suas Indiana Jones Adventures. Deve ser lindo sobrevoar o parque, mas sem dúvida você perde muito do contato com a natureza se comparado com o barco ou o trekking.

Um cateto (porco do mato) caminha tranquilamente pela floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Um cateto (porco do mato) caminha tranquilamente pela floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica



Entrada no Parque: US$ 10,00 por pessoa, por dia. Se você vai pernoitar pagará dois dias, além da taxa de camping. Você precisa comprar um boleto de entrada no parque, geralmente incluso nos preços dos tours de um dia. Se você vai organizar a sua própria viagem, como nós fizemos, pode comprá-los através da Cabinas Murillo, que é um hostel, agência de turismo e o escritório bancário da vila de Bahía Drake ou direto no escritório do Parque Nacional em Puerto Jiménez.

Guaxinim cruza pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Guaxinim cruza pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica



Camping Estación Sirena: se você quer ver vida selvagem vale a pena dormir pelo menos uma noite na Estación Sirena, assim terá mais chances de ver animais no amanhecer e entardecer. A maioria dos turistas vem para day tours, mas a quantidade de pessoas acampando também é grande, reservar com antecedência é recomendável. (Oficina da Área de Conservación do Osa: 2735-5580).

AS várias barracas no lodge Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica. A nossa é a primeira da direita, em primeiro plano

AS várias barracas no lodge Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica. A nossa é a primeira da direita, em primeiro plano


A infraestrutura inclui banheiros simples, área de cozinha (leve seu fogareiro e panelas) e uma área coberta para camping. Você pode acampar com uma barraca nesta área ou ao lado da casa, mas o melhor esquema é levar seu colchonete e uma mosquiteira para se proteger dos mosquitos e ficar mais fresco, pois o calor é insuportável. Também existem dormitórios disponíveis no parque por US$12,00 por pessoa. Reserve com antecedência, pois costuma lotar.

TRILHAS


Mapa de trilhas da área de Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Mapa de trilhas da área de Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


As trilhas ao redor da Estación Sirena são curtas e relativamente simples. Andamos uns 10km ao redor, indo e vindo pelas trilhas de Los Pavos, Guanacaste, Rio Claro, Espaveles, Ollas e Sirena. Só nos faltou a trilha do Corcovado que não estava muito bem sinalizada e não prometia muitos animais.

Catitu e anta dividem o mesmo espaço no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Catitu e anta dividem o mesmo espaço no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Uma vez lá sua rotina será caminhar pelas trilhas procurando as 4 diferentes espécies de macacos que vivem no parque, catetos (um tipo de porco do mato) e queixadas (porco do mato mais bravo, tipo javali), porco-espinho, tamanduás, antas e o tão esperado puma. Aos amantes dos pássaros, araras, tucanos, pica-paus e centenas de outras espécies são facilmente avistados, assim como cobras e as diversas espécies de insetos, grilos imensos, aranhas coloridas, lacraias e centopeias.

Lagarta se esgueira pelo solo da floresta, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Lagarta se esgueira pelo solo da floresta, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica



Tours e Guias

Uma das muitas autoestradas de formigas no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Uma das muitas autoestradas de formigas no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Guias não são obrigatórios para dentro do parque, mas eles podem facilitar muito a sua vida, cozinhando, mostrando os caminhos (nem sempre bem sinalizados) e encontrando os animais que você está lá para ver. Novamente ir com ou sem guia é uma decisão de cada um, obviamente eles tem uma prática muito maior de como encontrar os animais, sabem por onde os bandos andam e se comunicam entre eles para garantir que os seus clientes tenham a melhor experiência.

Macacos transitam com desenvoltura pelas copas das árvores no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Macacos transitam com desenvoltura pelas copas das árvores no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


A princípio tentamos organizar um guia para acompanhar-nos no primeiro dia, mas não conseguimos. Acabamos indo sozinhos, confiando no instinto que desenvolvemos nestes 1000dias e, claro, assuntando com os guias e grupos para tentar ver o que eles estavam vendo. Tivemos sorte e, mesmo sem um briefing completo sobre os animais e as plantas da região, vimos quase todos os animais vistos por todos. Só nos faltou o puma, que passou em frente à estação se exibindo para os sortudos que estavam lá descansando. E nós estávamos na trilha procurando por ele... =/

Do alto de um 'mirante', observando a longa praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Do alto de um "mirante", observando a longa praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Várias agências de Puerto Jiménez e Bahía Drake podem organizar todo o passeio para você, incluindo transporte (van até o princípio da trilha, ou barco de Bahía Drake se você não quiser caminhar), equipamentos de camping, alimentação e guia. Em Bahía Drake a maior agência é o Manolo Tours ou a Cabinas Murillo.

Em Bahía Drake, esperando o barco para o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Em Bahía Drake, esperando o barco para o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Costa Rica, Osa, Animal, Bahía Drake, dicas, Guia, parque nacional, Parque Nacional Corcovado, Puerto Jimenez, Vida Selvagem

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Por um Novo Haiti

Haiti, Port-au-Prince, Cap-Haitien

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


O Haiti é o país das oportunidades. Um país que está começando a ser reconstruído e que precisa de tudo o que você imaginar. A sensação é que qualquer coisa que fizermos irá ajudar, qualquer negócio pode ser bem sucedido. Ninguém melhor do que os próprios haitianos que saíram para o mundo, para voltarem à sua pátria, conhecendo a sua cultura, sua língua e sua dinâmica para ajudarem a nova revolução cultural e econômica do país. Sentimos um clima de mudança no ar, uma energia renovadora e positiva.

Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti

Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti


Nas nossas andanças nesta semana que passamos pelo Haiti conhecemos algumas histórias que nos deram base para afirmar o que estou dizendo acima. Pessoas empreendedoras, pró-ativas e que acima de tudo, acreditam em um Haiti melhor.

Detalhes de haitianos no mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti

Detalhes de haitianos no mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti


O primeiro deles foi Erick, sócio do Le Perroquet B&B, onde ficamos hospedados em Port-au-Prince. Erick é filho de um americano e uma haitiana e viveu boa parte da sua vida nos Estados Unidos e depois na Indonésia. Em Bangcoc ele conheceu Lana, uma russa que trabalhava com turismo. Os dois se casaram e há um ano foram convocados a voltar ao Haiti, por seu tio, dono do hotel que ocupava o mesmo edifício. Ele foi até Bali convidá-los a participar da mudança que está ocorrendo no Haiti: “O país precisa de vocês.”

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti


Erick e Lana deixaram sua vida, já bem estabilizada e confortável em Bali e agora estão no Haiti gerenciando o hotel em Pétion-Ville. Rapidamente o lugar se tornou um hub de artistas locais que se reúnem nas noites de sexta-feira para jazz e jam sections, além de viajantes alternativos e voluntários que visitam e trabalham no país. Erick sabe que o turismo é uma das principais vocações do Haiti e tem planos para ajudar a desenvolvê-lo. O Haiti é caro para o turista mais aventureiro, mochileiros e viajantes alternativos que têm pique e estão dispostos a se aventurar para conhecer a cultura de um país exótico e tão belo. Seu plano é torná-lo acessível para este público. Analisando o mercado e conhecendo a realidade do país, Erick está desenvolvendo um projeto para montar uma rede de hostels para backpackers, com parceiros que organizem e operem tours pelos principais pontos turísticos. Estamos torcendo e esperamos voltar logo para conferir os resultados!

Com a Lana e o Eric, donos do hotel Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti

Com a Lana e o Eric, donos do hotel Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti


Nesta mesma onda, Philipe, um haitiano que viveu anos na França retornou com sua esposa suíça ao Haiti. O Lakai é um restaurante super bacana no boulevard du Cap-Haitien, com ambiente perfeito e pratos deliciosos! Ele já retornou há quase 15 anos e nos contou que tudo parecia ir bem, até que a natureza lhes pregou uma peça com o terremoto de 2010, voltando a frear as mudanças no país. Ainda assim ele mantém viva a esperança de que o Haiti irá se reerguer e está fazendo a sua parte. Assim como Maya, filha da nossa amiga Elsie, que vive nos Estados Unidos. Maya tem cidadania americana e haitiana e perante tantas dificuldades poderia escolher viver nos EUA, mas preferiu voltar ao Haiti e abrir a sua própria escola de yoga em Pétion-Ville. Um exemplo para os jovens que acreditam no seu potencial de mudança.

O grande terremoto não será esquecido! (Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti)

O grande terremoto não será esquecido! (Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti)


Com o Felipe, dono do nosso bar preferido em Cap-Haitien, o La Kay (Haiti)

Com o Felipe, dono do nosso bar preferido em Cap-Haitien, o La Kay (Haiti)


Eu acho maravilhoso encontrarmos haitianos com amor por sua terra e sua cultura realizando projetos em meio a tantas adversidades, trabalhando e acreditando em um futuro melhor. Mas não são apenas os haitianos que estão apostando nesta mudança. Conversando com Lana e Erick soubemos também dos planos do seu amigo Chris. Chris, que já opera voos de paraglider e é também mergulhador, está desenvolvendo um projeto de turismo de olho neste mesmo público que acabo de citar. Paragliding e scuba-diving aliados à planos de educação ambiental, criando nas comunidades locais uma nova consciência ecológica que ajudaria a restaurar a fauna e flora marinha da região da baía de Port-au-Prince. Seu projeto está no começo e o principal é que ele consiga ter nas comunidades o apoio e a mão de obra para seus novos empreendimentos, dando uma nova renda aos pescadores e barqueiros que já não tem mais o que tirar das águas pobres da baía. Um projeto sensacional e que une o útil ao agradável!

A deliciosa e pacata praia de Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

A deliciosa e pacata praia de Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


Também na costa norte da baía de Port-au-Prince, conhecemos Sara, uma jovem do mundo, atualmente está trabalhando em um start-up de uma engarrafadora de água aqui no país. Um projeto privado que dará acesso a água potável aos haitianos por um custo muito menor do que o atual. A empresa irá perfurar poços artesianos e envasar a água em diversas localidades, diminuindo o custo de transporte e aumentando o acesso a água potável à população. O projeto ajudará a resolver o sério problema de fornecimento de água no país e não deixará de ser rentável para a companhia. Simples e perfeito!

Com um dos simpáticos funcionários do Hotel Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

Com um dos simpáticos funcionários do Hotel Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


Esses são alguns dos casos de pessoas que conhecemos no nosso curto tempo no país. Sem contar as dezenas de voluntários que estão no Haiti há 3, 6, 10 anos, trabalhando nas mais diferentes ONGs. São organizações sociais e ambientais que combatem a pobreza, trazem atendimento médico, projetos educacionais e uma nova consciência ambiental para o povo haitiano. É uma luta diária e sem dúvida nada fácil, mas que traz uma grande força e renovação para o país.

Orla de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Orla de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


O investimento do governo em educação já surte efeito, com centenas de crianças uniformizadas pelas ruas de Port-au-Prince, Cap-Haitien, Cabaret e Milot. A quantidade que nos espanta, e quando perguntamos todos reconhecem a educação como o principal foco do governo. A organização e planejamento urbano também está em desenvolvimento. Vemos as obras e confirmamos a sensação em uma conversa com um urbanista europeu especializado em países subdesenvolvidos, que foi contratado pelo governo para desenvolver planos urbanos das cidades haitianas. Tudo isso além da estrutura turística, que começa a ser montada no norte e se espalhará por todos os pontos com potencial turístico. Na Citadelle a nova estrutura será inaugurada em três meses.

Encontro com o encarregado do Ministério do Turismo, nas ruínas de Sans-Souci, no norte do Haiti

Encontro com o encarregado do Ministério do Turismo, nas ruínas de Sans-Souci, no norte do Haiti


Futuro centro de apoio aos turistas, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti

Futuro centro de apoio aos turistas, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti


Ok, há muito para ser feito, mas vocês hão de convir comigo que tudo isso reunido nos dá uma boa imagem do movimento que está acontecendo no país. Eu mesma, convivendo e vendo o grau de necessidade, embebida de tanta criatividade e empreendedorismo, já estou com planos para Haiti. Há pessoas que vêm até aqui e só enxergam a pobreza e a miséria. Mas há aqueles que vêm e encontram soluções, transformam todos estes problemas em oportunidades. Oportunidade de fazer a diferença, de sentir que está construindo algo maior, não apenas para si, mas para toda uma comunidade. É com este espírito que nos despedimos do Haiti, com uma vontade imensa de voltar e fazer parte desse momento, de vermos um país tão lindo ressurgir das cinzas e dividir com o mundo não mais suas tristezas, mas toda a arte, alegria e o que eles tem de melhor: a força e vontade de viver!

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti

Haiti, Port-au-Prince, Cap-Haitien, Empreendedorismo, Personagens, Pessoas

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Mergulhando no Pit e Pet Cementery

México, Tulum

Mergulhando no belíssimo Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Mergulhando no belíssimo Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Durante a nossa semana de mergulhos e curso de mergulho nos cenotes mexicanos, tiramos um sábado de “folga” para conhecer dois dos cenotes mais famosos da região. O Pit e o Pet estão na mesma área, porém em dois sistemas paralelos distintos, o Sistema Dos Ojos e o Sistema Sac Actún. Muitos exploradores acreditam que os sistemas podem estar interligados, porém esta passagem ainda não foi encontrada. Planejamos mergulhos de cavern, recreacionais, pois o nosso objetivo era visitar fotografar e em ambos a maior das atrações está na área de luz.

Mergulhando em meio aos raios de luz que penetram no Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Mergulhando em meio aos raios de luz que penetram no Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Mergulhando em cenotes na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto divulgação, de Luis Leal)

Mergulhando em cenotes na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto divulgação, de Luis Leal)


O Pit é um imenso cenote mais parecido com um “blue hole” com 40 metros de profundidade, visibilidade a perder de vista e um cenário incrível! Os raios solares dão um show à parte na entrada do cenote, que é parcialmente coberto com um teto alto e cheio de imensas estalactites. A 13m encontramos uma haloclina linda e voltamos àquela sensação doida da mistura das águas!

Raios de sol entram no cenote THe Pit, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México

Raios de sol entram no cenote THe Pit, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México


A 30m está uma nuvem de ácido sulfídrico, formada por matéria orgânica em decomposição. Flutuando neste imenso buraco, quase como se estivéssemos voando, cruzamos o cenote e começamos as nossas explorações com mais uma surpresa: entramos por 5 minutos no túnel da caverna que começa a uns 15m de profundidade e encontramos, fora da linha principal, o esqueleto de uma preguiça gigante!

Entrando em caverna lateral do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Entrando em caverna lateral do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Ossos de preguiça gigante em caverna lateral do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Ossos de preguiça gigante em caverna lateral do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Caraca, pensa como esse bicho foi parar lá!?! Será que ela caiu no buraco e, tentando achar uma forma de escalar e sair acabou se perdendo dentro da caverna? Ou será que foi proposital e ela só queria encontrar um lugar tranquilo para morrer? Não sabemos, fato é que seus ossos estão lá para o nosso espanto e admiração.

Iluminando ossos de preguiça gigante em caverna lateral do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Iluminando ossos de preguiça gigante em caverna lateral do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Saímos do túnel e continuamos descendo, entre pedras imensas, entre a escuridão e a luz natural que riscava o azul da entrada do Pit. Chegando aos 30m a visibilidade praticamente desaparece em uma nuvem branca de ácido sulfídrico, entre os galhos de uma árvore, mais uma prova de que tudo isso já foi seco e viçoso.

Vegetação fantasmagórica em meio à nuvem de ácido sulfídrico, no fundo do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Vegetação fantasmagórica em meio à nuvem de ácido sulfídrico, no fundo do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Mergulhando na nuvem de ácido sulfídrico, no fundo do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Mergulhando na nuvem de ácido sulfídrico, no fundo do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Um mergulho mágico e que, excluindo a parte da preguiça, todos os mergulhadores avançados (sem certificação tek ou cave) podem fazer.

Raios de sol entram no incrível poço do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Raios de sol entram no incrível poço do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Neste mesmo lugar, atravessando esta nuvem de ácido sulfídrico, encontra-se a entrada do túnel mais profundo do mundo, a 119,1m. Este túnel desce a uma profundidade de 80m, quando encontra uma restrição, continua descendo aos 100m, quando abre novamente em um gigantesco salão, três vezes maior do que o pit. A Wakulla Room é um imenso reservatório subterrâneo de água salgada e cristalina, em forma de gota. Atravessando os mais de 100m de sala, flutuando na escuridão e no meio do nada, encontra-se a BMB Passage (Beyond Main Base) e então o Jill´s Room. Um mergulho pra lá de técnico, que exige um planejamento de pelo menos 10 dias e um treinamento que nós não estamos nem próximos de ter. São mais de 7 horas dentro d´água, 6 delas em descompressão. O mergulhador que está explorando estas salas faz suas incursões solo, com um rebriefer principal e um rebriefer back up, ao invés de stages de deco e com scooter submarinas. Ele acredita que irá encontrar uma conexão com outro sistema adiante. Gente, na boa, o cara tem que ser muito doido para fazer um trem destes.

Raios de sol penetram nas águas transparentes do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Raios de sol penetram nas águas transparentes do Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Nosso segundo mergulho foi na área de cavern do Pet Cementery, no sistema vizinho, o Sac Actún. Um dos lugares preferidos dos snorkelers, o sistema é bem raso, não passa de 6m de profundidade e a maior parte da linha de cavern está próxima a áreas cobertas, mas com passagem de ar ou luz.

Mergulhando pelos túneis e passagens do Cenote Pet Cementery, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Mergulhando pelos túneis e passagens do Cenote Pet Cementery, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Mergulhando pelos túneis e passagens do Cenote Pet Cementery, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Mergulhando pelos túneis e passagens do Cenote Pet Cementery, em Tulum, no Yucatán, sul do México


As formações são belíssimas, o fundo com dunas de sedimento branco, dão uma pista de como a rocha vai se dissolvendo e depositando na base, como grandes dunas de areia empapada. Encontramos vários peixinhos, alguns camarões cegos super fofos e até algumas ossadas de javali no caminho. São muuuitas formações, lindo!

Mandíbula de tapir no Cenote Pet Cementery, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Mandíbula de tapir no Cenote Pet Cementery, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Mergulhando por entre as formações de estalagtites no Cenote Pet Cementery, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Mergulhando por entre as formações de estalagtites no Cenote Pet Cementery, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Dias depois retornamos ao Pit, desta vez sem garrafas e os quilos de equipamentos de mergulho. Tínhamos apenas nossas máscaras, nadadeiras e muito ar no pulmão! Sempre gostamos de apneia e, durante nossos treinamentos antes de sairmos de viagem, havíamos feito um treinamento de apneia de alta performance com a recordista sul-americana, Carolina Schrappe. Naquela ocasião, praticando natação 3 vezes por semana e bem treinados pela Carol, o Rodrigo conseguiu chegar aos 30m de profundidade e eu aos 23m, nas águas de uma pedreira fria e escura em Sorocaba.

Encontro com a Ana a mais de 10 metros de profundidade, a caminho da atmosfera, depois de mergulho de apneia no cenote Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Encontro com a Ana a mais de 10 metros de profundidade, a caminho da atmosfera, depois de mergulho de apneia no cenote Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Hoje mergulhamos novamente, tentando nos aproximar àqueles recordes, lembrando das técnicas de respiração, mas sem as práticas de natação. O Rodrigo, sem muito esforço chegou logo aos 20, 23m, e eu aos 15m. Passamos pela haloclina (aos 12m) e a nuvem de ácido sulfídrico aos 30m continuava nos chamando. Voltamos a mergulhar e o Rodrigo desceu aos 25m, enquanto eu fui à quase 18m! Sem uma linha guia e sem a nossa fada madrinha nos esperando lá embaixo, né Carol? Temos certeza que se voltássemos aqui com a Carol, nestas águas límpidas e cristalinas, bateríamos os nossos recordes facilmente! Está feito o convite Carol, ainda voltaremos juntos para treinar apneia e mergulhar juntos em alguns dos cenotes de Tulum.

Em busca de ar, depois de ir a 25 metros de profundidade no cenote Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Em busca de ar, depois de ir a 25 metros de profundidade no cenote Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México


Assim fechamos com chave-de-ouro a nossa passagem pela região de Tulum, com a promessa pessoal de que voltaremos, mais cedo do que imaginamos!

Assista ao vídeo de apneia no Pit!

México, Tulum, Cave Dive, Caverna, cenote, Mergulho, Pet Cementery, Pit

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Encontro Inusitado

Colômbia, Cali

Ontem saímos apenas para um almoço rápido na Avenida 6, local onde se encontram umas 20 salserias mais populares de Cali. Depois de um dia inteiro fechada no quarto do Hostal Iguana trabalhando, finalmente saí para o mundo! Mal sabia eu, a surpresa que o mundo nos reservava.

Estávamos tomando o nosso café da manhã tranquilamente na área comum do hostal e encontramos uma figura tomando uma cerveja que começou a puxar papo. Nicolas é um bogotano bem viajado, morou em Londres e conhece bastante o seu próprio país. Começamos a contar da viagem para ele, que ficou deslumbrado com a ideia e começou a nos dar várias dicas sobre o país. Logo aparece Viviana, também colombiana, jornalista super viajada que conhecia cada cidadezinha da Colômbia. Os dois sentaram e começaram a nos dar uma aula de geografia, turismo e estradas do país. Íamos de Cali para Medellín, cidade de Bottero, artes e muita história. Em 20 minutos todo o nosso roteiro já era outro! “Medellín é uma cidade grande como qualquer outra, se vocês tem que escolher, sigam pela rota de Bucaramanga, conheçam a Villa de Leyva e outras cidades históricas, são maravilhosas!”, diziam Nicolas e Viviana. Mompós também é obrigatório! Lá vocês vão encontrar os Sangacintos, gaiteiros de música folclórica colombiana, eles abrem a sua casa para você e armam a festa para mostrar a sua música.” Meia-hora depois chegou Andres, namorado de Viviana.

A esta altura já sabíamos que eles todos são de Bogotá e estão de passagem por Cali, em uma turnê da banda rock The Hall Effect. Andres é o baterista, Nicolas engenheiro de som, Douglas, que apareceu mais tarde, é o baixista, Cha Ry o guitarrisca e Oscar o vocal. Mari é uma amiga de longa data de todos eles e está de férias acompanhando a turnê. Angelo e Joana são fãs e patrocinadores da banda, pois entraram com o transporte para toda a turnê pelo país.

A The Hall Effect é a única banda de rock que canta em inglês no país, considerada a melhor banda de rock de toda a Colômbia! Eles já fizeram turnês européias, passando por Londres e França e seu produtor é o mesmo cara que produziu discos do Paralamas do Sucesso e do Pinky Floid! Chegaram a tocar junto com o pessoal do Sepultura! Sensacional!

Começamos a combinar de encontrá-los em Bogotá, quando Viviana e Andrés surgiram com o convite para irmos com eles ao Festival Hot en Paraíso, primeiro festival de piscina da Colômbia. Os festivais aqui geralmente acontecem em praças públicas, são gratuitos e não é permitida a venda de comida e bebida alcoólica. Este é o primeiro com um conceito diferenciado, mais parecido com os festivais que temos no Brasil. Andrés ligou na mesma hora para o produtor do festival, que é o manager da banda e bingo, já tínhamos ingressos VIPs para o festival! Foi tudo tão rápido, que nem dava para acreditar! Teríamos que acordar as 2 da madrugada para pegar estrada até Girardot, onde vai acontecer o festival. Eu vi que o Rodrigo ainda estava meio atordoado, pensando... “Ai meu Deus! Onde eu fui me meter?”, mas ele viu que do jeito que tudo aconteceu, não tinha chance de não irmos.

Eles foram tocar à meia-noite em um bar de Cali enquanto nós tentávamos descansar para sairmos dirigindo as 2am. O festival começa as 12h, eles devem tocar as 15h, por isso o Ro queria sair mais tarde. Porém precisávamos entrar com eles no festival, pegar as pulseiras e ter certeza que chegaremos a tempo, enfim ficou combinado que depois do show eles passam na pousada e nós vamos juntos para Girardot!

Caraca, é impressionante como um encontro inusitado de almas como este pode mudar os nossos planos em tão pouco tempo! Um brinde ao festival e à música colombiana!

Colômbia, Cali, Hostal Iguana, Música, Rock, The Hall Effect

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Finca Magdalena

Nicarágua, Ometepe

Secagem de café na finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Secagem de café na finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Dia de aventura, dia de acordar cedo. Eram ainda 6h50 da manhã quando saímos do nosso hostal na Playa Santo Domingo em direção ao vilarejo de Balgüe. Boa parte do caminho está asfaltado e depois vira estrada de terra. Passamos pelo povoado em direção à Finca Magdalena, onde é está a entrada para a trilha do Vulcão Maderas. A Finca possui mais de 120 anos, produziu milhares de sacas de café nas mãos de uma rica família de Rivas. Esta família perdeu a fazenda por dívidas e este por sua vez foi desapropriado pelo governo, recebendo uma indenização de algo em torno de 1 milhão e meio de córdobas, muito dinheiro na época.

A finca Magdalena com o vulcão Concepción ao fundo, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

A finca Magdalena com o vulcão Concepción ao fundo, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Hoje a fazenda vale 4,5 milhões de dólares e está sendo administrada pelos empregados da antiga fazenda que formaram uma cooperativa de 24 famílias. Além de trabalharem na produção frutas, legumes e grãos para subsistência, hoje a fazenda produz de café orgânico, exportado para os EUA e Canadá.

Secagem de café na finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Secagem de café na finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Uma das maiores apostas da fazenda é o eco-turismo, pois além de servir de base para o trekking do Vulcão Maderas, possui uma trilha rápida para visita aos petroglifos pré-colombianos. A finca ainda oferece uma hospedagem simples, mas bem autêntica, com quartos divididos dentro da antiga casa da fazenda, em meio à natureza e com uma linda vista do Vulcão Concepción e do Lago Cocibolca. Em parceria do governo da Nicarágua com Taiwan, foi trazido um especialista costa-riquenho para ensinar aos campesinos técnicas e conceitos de agricultura e sustentabilidade. Já se vê o reflexo na fazenda, que está sendo toda reflorestada com árvores nativas.

O vulcão Concepción coberto por uma estranha formação de nuvens, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

O vulcão Concepción coberto por uma estranha formação de nuvens, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Enquanto o Rodrigo se embrenhava na floresta úmida e nublada para chegar ao cume do Vulcão Maderas (1.394m), tudo isso me foi contado por Don Hélio, um campesinos dos bem falantes. Enquanto observávamos os bugios gritadores, pequenos esquilos, urracas, ave nacional nicaragüense e outros animais ao redor da fazenda, Don Hélio contava e mostrava com orgulho a terra onde vivia.

Um Guaximim na fInca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Um Guaximim na fInca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Este é parte do seu ganha-pão, portanto logo o convidei para me acompanhar até os petroglifos que foram encontrados na fazenda. Por apenas 3 dólares Seu Hélio me guiou no meio da mata, contado mais histórias e tudo que aprendeu como acompanhante dos arqueólogos que já vieram até aqui estudá-los. Puxando da memória e fazendo o seu melhor para lembrar de tudo, algumas informações esparsas aparecem, como por exemplo a de que as rochas teriam sido esculpidas com uma técnica diferente, um liquido que a tornaria mais suave antes que usassem um pincel de pedra para desenhar cada um dos desenhos.

Petroglifo na região de Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago Nicarágua

Petroglifo na região de Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago Nicarágua


Impressionante como a questão dos signos é passada pela cultura local, quem sabe até geneticamente. Alguns desenhos são super difíceis de identificar, mas ele, não apenas pelo que já aprendeu, mas por seu sangue e cultura, consegue enxergar, abstrair e entender tais formas. Macacos, caranguejos, galinhas, pássaros, etc. O restante da manhã aproveitei dessa atmosfera e clima meio chuvoso para trabalhar na varanda do hotel tomando um suco e vendo a vida passar.

Pronto para subir o vulcão Maderos, com os guias Carlos e Juan, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Pronto para subir o vulcão Maderos, com os guias Carlos e Juan, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Rodrigo voltou da caminhada na hora programada, depois de 30 minutos nos petroglifos. Ele fez o passeio todo em 4h15 minutos, trilha que turistas “normais” levariam de 7 a 8 horas para subir, nadar no lago da cratera do vulcão e baixar. Trilha bem enlameada, floresta úmida e infelizmente nenhuma vista do alto do vulcão, perdendo-se até mesmo dentro do lago, pois depois de algumas braçadas já não podia enxergar a margem. Boa caminhada, mas confesso que fiquei feliz em poupar os meus joelhos e unhas e curtir a manhã mais relax na fazenda com o Seu Hélio.

Com o guia da cooperativa na trilha para os petroglifos na Finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Com o guia da cooperativa na trilha para os petroglifos na Finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Voltamos em direção à vila de Balgüe onde paramos para almoçar rapidamente. Quase não acreditamos quando encontramos um restaurante com um menu mais internacional, com pratos árabes, wraps e tortas deliciosas, todo preparado com ingredientes orgânicos. Folhas verdes e roxas com um gosto especial e completamente diferente do que estamos acostumados a comer na cidade. Tudo maravilhoso! Não guardei o nome do restaurante, mas não tem como errar, é o único deste estilo e está bem no centro da vila, com uma pastora alemã chamada Mali recebendo todos os visitantes.

Petroglifos na Finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Petroglifos na Finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Lá conhecemos Mitch, um americano super paz e amor que vive em Ometepe há 1 ano e meio e possui uma fazenda de permacultura. Depois fomos descobrir conversando com ele que a salada que comemos vêm da sua fazenda de permacultura, especial!

Trilha para a Cachoeira San Ramon no ponto em que atravessa um estreito canyon, na Isla Ometepe, no Lago Nicarágua

Trilha para a Cachoeira San Ramon no ponto em que atravessa um estreito canyon, na Isla Ometepe, no Lago Nicarágua


Dali seguimos para San Ramón, passando por Mérida e outros pequenos povoados. A Cachoeira de San Ramón exige apenas 2,6 km de caminhada, metade subindo, metade descendo. Fui um pouco ressabiada, a dor no joelho reclamou na volta, mas devagar não foi difícil chegar. A cachoeira é bonita e o Ro, sempre animadão, entrou para tomar um chuveiro gostoso, já que ela não possui lago. No caminho conhecemos o Trond, norueguês que está viajando pela América do Sul e Central por alguns meses, e a Jolie, uma jovem belga de apenas 18 anos que está trabalhando, como voluntária, com crianças em San José, na Costa Rica e aqui na Nicarágua na cidade de Granada.

Chegando à bela Cachoeira de San Ramón, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Chegando à bela Cachoeira de San Ramón, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Tivemos um final de tarde super agradável, sentados à beira do lago e dividindo uma Toña litrão com os novos amigos, enquanto víamos o céu se transformar em cores, do azul ao alaranjado e vermelho, até dar espaço às estrelas e aos vagalumes que iluminavam o gramado de onde estávamos. Um dia especial, com pessoas especiais, em lugares especiais nesta pequena grande ilha no meio da Nicarágua.

Com o norueguês Trond, a belga Julie e o simpático guarda-parque  na entrada da trilha para a Cachoeira San Ramón, na Isla Ometepe, no Lago Nicarágua

Com o norueguês Trond, a belga Julie e o simpático guarda-parque na entrada da trilha para a Cachoeira San Ramón, na Isla Ometepe, no Lago Nicarágua


Magnífico pôr-do-sol na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Magnífico pôr-do-sol na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Nicarágua, Ometepe, cachoeira, Isla de Ometepe, Lago da Nicarágua

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Devils Tower

Estados Unidos, Wyoming, Devils Tower

Visita à impressionante torre de pedra chamada Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Visita à impressionante torre de pedra chamada Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


A road trip cruzando os Estados Unidos de leste a oeste continua e hoje é mais um daqueles dias longos de estrada. Porém, mesmo nestes dias, preferimos sempre combinar o caminho mais bonito e o mais prático, então a viagem não fica tão chata. Estávamos na pequena Hill City, no coração das Black Mountains e escolhemos como via de saída a estrada cênica que cruza o Spearfish Canyon.

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Grandes paredões de pedra ladeiam a estrada, entrecortada por um pequeno rio que forma pequenos lagos aqui e acolá. Pegamos várias estradinhas secundárias de terra em um cenário campestre bem bucólico e quando menos esperamos já estávamos cruzando novamente a grande Interestadual-90, vulga I-90. Neste detour pelo Badlands e pelas Black Hills até havíamos nos esquecido dos milharais e cilindros de feno espalhados pelas grandes planícies americanas.

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos



Roteiro Hill City ao Grand Teton NP

Atravessamos a fronteira entre os estados de South Dakota e Wyoming, com uma rápida parada no mega completo centro de visitantes do estado. Sim, o turismo aqui é um negócio tão desenvolvido que cada estado possui o seu próprio centro de visitantes nas principais estradas de cada fronteira estadual!

Chegando ao Wyoming, nos Estados Unidos

Chegando ao Wyoming, nos Estados Unidos


Lá encontramos um pequeno museu com a história da colonização, vida selvagem, mapas e os principais atrativos turísticos do Wyoming e olhem que não são poucas! Aqui está nada mais nada menos do que o maravilhoso Yellowstone, além dos seus companheiros parques nacionais Grand Teton e Bighorn Canyon.

Exposição no excelente Centro de Boas Vindas do Wyoming, nos Estados Unidos

Exposição no excelente Centro de Boas Vindas do Wyoming, nos Estados Unidos


Teremos que cruzar todo o estado para chegar lá, mas antes, muito antes está um dos mais impressionantes monumentos esculpidos pela natureza, o Devils Tower National Monument, também conhecido pelas nações indígenas como “Bear Lodge” ou “A Casa do Urso”. Para variar algum colonizador chegou aqui e fez uma tradução mal feita de um dos vários nomes indígenas da torre.

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Surgido há mais de 50 milhões de anos, a Devil´s Tower é uma formação vulcânica, formada pela pressão da lava derretida sobre as rochas sedimentares acima dela. A lava esfriou e se fraturou hexagonalmente, criando imensas colunas facilmente percebidas ao redor da montanha. Milhões de anos erodiram a rocha sedimentar e aos poucos a estrutura de rochas vulcânicas ficou exposta. É difícil entender como uma montanha roshosa tão imensa poderia estar enterrada!?! Isso significa que a terra aqui seria pelo menos 270m mais alta do que hoje! A propósito, a imensa torre de pedra tem mais de 300m de diâmetro e 265m de altura!

Chegando à incrível Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Chegando à incrível Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Local sagrado para as populações indígenas que habitam a região das Great Plains, várias lendas explicariam a sua origem. A mais curiosa delas vem do povo Kiowa que conta: 8 crianças brincavam, 7 irmãs e seu irmão. O menino repentinamente começou a tremer e no seu corpo cresceram pelos e nas mãos imensas garras, já não era mais um menino, mas um imenso urso que perseguia suas irmãs. Elas correram subiram em uma árvore e pediram à árvore que as protegesse. A árvore respondeu e cresceu para que ficassem fora do alcance do grande urso. O urso arranhou toda a árvore, tentando subir para devorá-las e assim se formaram as “ranhuras” ou colunas da grande torre. As sete meninas foram tão alto que subiram aos céus e se tornaram a constelação Ursa Maior, conhecida como “Big Dipper”, em inglês.

As colunas que formam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

As colunas que formam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


A lenda é fantástica, mas o que eu consigo claramente concluir é que se esta história realmente aconteceu, o grande urso teria comido não apenas o pequeno irmão, como também as sete meninas, que não apenas desapareceram, como viraram estrelas! De qualquer forma é uma linda forma de contar a história para os seus amiguinhos.

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Hoje a torre é um monumento nacional e é frequentado não apenas por turistas que caminham nos seus arredores, mas principalmente por alpinistas que utilizando técnicas de escalada em rocha enfrentam longas e extenuantes vias para chegar ao topo da montanha. Existem mais de 220 vias abertas, que recebem mais de 5 mil alpinistas de vários cantos do mundo, todos os anos.

Alpinistas escalam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Alpinistas escalam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Alpinistas voltam da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Alpinistas voltam da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Há um período entre os meses de junho e julho em que a torre está fechada para escalada, quando as festividades e dias sagrados para as nações indígenas ganham preferência e mais privacidade para vir ao pé da montanha fazer seus rituais e oferendas.

Homenagens indígenas, muito comum na mata ao redor da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Homenagens indígenas, muito comum na mata ao redor da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Nós passamos duas horas caminhando ao redor da torre, tirando fotos e respirando ar fresco, impressionados com a perfeição e grandiosidade da sua natureza. Com as energias recarregadas pegamos estrada, cruzamos a Bighorn National Forest e dirigimos até cansar, a caminho do Grand Teton e Yellowstone National Parks.

A Devil's Tower fica no retrovisor da Fiona, em Wyoming, nos Estados Unidos

A Devil's Tower fica no retrovisor da Fiona, em Wyoming, nos Estados Unidos


Dormimos na pequena cidade de Riverton, apenas uma parada para amanhã continuarmos as explorações do grande e selvagem Wyoming.

Belíssimo pôr-do-sol nas estradas de Wyoming, nos Estados Unidos

Belíssimo pôr-do-sol nas estradas de Wyoming, nos Estados Unidos


Cruzando um gigantesco canyon no  centro de Wyoming, nos Estados Unidos

Cruzando um gigantesco canyon no centro de Wyoming, nos Estados Unidos

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Zancudo, Sol y Mar

Costa Rica, Zancudo

O vasto Oceano Pacífico em Zancudo, no litoral da Costa Rica

O vasto Oceano Pacífico em Zancudo, no litoral da Costa Rica


Zancudo, nosso primeiro destino na Costa Rica, fica no litoral sul, ainda próximo à fronteira com o Panamá. Uma praia imensa de areias negras, mar que varia entre verde e os tons escuros do imenso Rio Coto Colorado que deságua no Golfo Dulce.

Grande rio no caminho para as praias de Zancudo e Pavones, no litoral Pacífico da Costa Rica

Grande rio no caminho para as praias de Zancudo e Pavones, no litoral Pacífico da Costa Rica


Os coqueiros e as águas mornas do Pacífico costa-riquense nos surpreendem, finalmente teremos uma praia pacífica para entrar em harmonia com o maior dos oceanos na terra!

Praia de areia escura de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

Praia de areia escura de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica


O plano inicial era irmos para a famosa praia de Pavones, refúgio de surfistas mais ao sul já na saída do mesmo golfo. Embora tenhamos tentado, infelizmente o surf não é o nosso forte, então mudamos os planos e ficamos nesse paraíso intocado que parece ter sido descoberto apenas pelos zancudos, que nos atacam todos os dias quando o sol se põe.

Belo fim de tarde na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

Belo fim de tarde na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica


A vila não possui exatamente um centro, mas um agrupamento de casas em uma ou duas ruas principais da mesma rodovia de terra que acaba às margens do rio. Peixes frescos, frutas e dois restaurantes são facilmente identificados. Pouco antes deste centro uma placa nos atraiu: cabinas, wi-fi e fresh tuna! Sim, inglês é claro, já lhes contamos que Costa Rica é o paraíso tropical dos estado-unidenses?

A Pousada Sol y Mar em Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

A Pousada Sol y Mar em Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica


Lori e Rick estão aqui há 12 anos e construíram esse lugar sensacional, a Pousada Sol y Mar em Zancudo. Um ambiente super agradável, bar sempre animado com expats e turistas, uma deliciosa cozinha comandada pela simpaticíssima Yoco e Carla, sempre nos recepcionando com seu sorriso.

Socializando no bar da pousada beira-mar em Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

Socializando no bar da pousada beira-mar em Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica


Além de muita tranqüilidade, águas mornas e uma praia plana ótima para longas caminhadas, a região oferece ainda boas saídas de pesca para os amantes deste esporte.

A ponta de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica, onde rio e mar se encontram

A ponta de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica, onde rio e mar se encontram


Aqui se encontram uns dois ou três resorts mais bacanudos especializados no assunto. Com mais tempo, energia e um carro 4x4 também rolam uns passeios por rotas alternativas até Pavones.


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Foram (quase) dois dias de tranqüilidade total em uma cabina de frente para os coqueiros, em frente ao mar. À nossa frente, do outro lado da península, a famosa, porém pouco explorada Península de Osa, mas este já é papo para outro post.

Belo fim de tarde na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

Belo fim de tarde na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

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Tungurahua e seus Mirantes

Equador, Baños

A Casa del Arbol, em Baños, no Equador

A Casa del Arbol, em Baños, no Equador


Baños está a apenas 1.826m de altura, situada em um vale verde, com cascatas e águas termais, aos pés do vulcão super ativo, Tungurahua, com 5.016m. Assim uma das principais atividades é conhecer os seus mirantes, com visuais de tirar o fôlego até nos dias mais nublados.

Escondido entre as nuvens, o Tungurahua, o vulcão ativo de Baños, no Equador

Escondido entre as nuvens, o Tungurahua, o vulcão ativo de Baños, no Equador


O Tungurahua, também conhecido como “el gigante negro”, está ativo desde 1999 e é um dos vulcões mais fácil de se escalar no país. Algumas agências de turismo até oferecem o trekking, porém a informação oficial que recebemos em nossa pousada é que a trilha está fechada desde sua ultima grande erupção em 2006. O site turístico da cidade de Baños possui informações completas sobre a cidade, suas atividades e informes atualizados sobre a atividade vulcânica na região.

Mapa estilizado de Baños, no Equador, com o vulcão Tungurahua ao fundo

Mapa estilizado de Baños, no Equador, com o vulcão Tungurahua ao fundo


A nossa primeira parada foi o mirante do Luna Rutun, um Adventure Spa maravilhoso que oferece trekkings na região, seguidos de tratamentos especiais com uma vista maravilhosa da cidade de Baños. Suas piscinas de águas quentes são aquecidas artificialmente, porém a água possui as mesmas qualidades terapêuticas que as águas dos banhos municipais, garantiu o gerente.

Com o Rafa no Café del Cielo, em Baños, no Equador

Com o Rafa no Café del Cielo, em Baños, no Equador


Eles oferecem um pacote para quem não está hospedado que dá acesso às piscinas e jacuzzis e inclui ainda um almoço ou jantar no Café del Cielo, restaurante delicioso com vista panorâmica. Lá vimos uma das fotos mais lindas do Tungurahua expelindo lava, tirada dali mesmo em junho/julho de 2010.

Café del Cielo, em Baños, no Equador

Café del Cielo, em Baños, no Equador


Seguimos mais alguns quilômetros morro acima e chegamos ao mirante da Casa del Árbol. Seu Carlitos é o dono do terreno, oferece uma área de camping com infra-estrutura simples e aluga a casa da árvore para quem quiser se hospedar com vista para o vulcão. A melhor época para acampar ali é quando o vulcão está ativo e as noites são enfeitadas por lavas e pedras expelidas do vulcão, como fogos de artifício, segundo ele um show à parte.

O Carlos mostrando as propriedades magnéticas das cinzas vulcânicas em Baños, no Equador

O Carlos mostrando as propriedades magnéticas das cinzas vulcânicas em Baños, no Equador


Ele vive um uma casa simples e tem as suas portas sempre abertas para os turistas mais curiosos. Presta um serviço ao país cedendo a estrutura, barracas e todo o suporte para os vulcanólogos e geólogos que acompanham a atividade do Tungurahua. “Faço isso por amor à pátria, pois o governo não me paga nem um centavo”, nos conta ele. Em sua casa tem uma pequena coleção de materiais sobre o gigante, pedras e cinzas vulcânicas, cartazes e materiais de medição e se questionado dá uma pequena aula sobre a região, passando o conhecimento adquirido nos mais de 10 anos de convivência com os pesquisadores que passam por aqui.

O Carlos, o guardião do vulcão, nos mostra os diversos tipos de cinzas do Tungurahua, em Baños, no Equador

O Carlos, o guardião do vulcão, nos mostra os diversos tipos de cinzas do Tungurahua, em Baños, no Equador


A Casa del Árbol é um dos melhores mirantes para o vulcão, esperamos por mais de meia hora mas, coberto pelas nuvens, o Tungurahua não deu o ar da graça. Graça mesmo tem o balanço colocado estrategicamente à beira de um barranco. Se a corda arrebenta ali, caímos uns 6m de altura e rolamos mais uns 50m despenhadeiro abaixo! Emocionante!

Divertindo-se em balanço à beira de precipício, na Casa del Arbol, em Baños, no Equador

Divertindo-se em balanço à beira de precipício, na Casa del Arbol, em Baños, no Equador


Enquanto explorávamos os mirantes de Baños, Laura continuava se recuperando na clínica do Dr. Zumbana. Voltou a comer e até assistiu alguns filmes. Aproveitamos a melhora para raptá-la da clínica por algumas horas e a levamos para o Café del Cielo ver a cidade de cima e quem sabe até tomar um banho quente. Chegando lá o tempo fechou e a chuva acabou inviabilizando a melhor parte do passeio. Eu e o Ro acabamos entrando na água com chuva e tudo, mas ela não podia abusar. Diego, funcionário do hotel, nos fez companhia super interessado pela viagem! Acho que conseguimos picar mais um! Rsrs!

Com o super atencioso Diego em delicioso banho de água quente ao ar livre em noite chuvosa e fria no Cafe del Cielo, em Baños - Equador

Com o super atencioso Diego em delicioso banho de água quente ao ar livre em noite chuvosa e fria no Cafe del Cielo, em Baños - Equador


Depois de dois dias enfurnada em uma clínica, Laura precisava dar uma desanuviada... A propósito, as nuvens deram alguns segundo de trégua pelo menos para que ela acreditasse que ali, abaixo daquela neblina, existia uma cidade.

Equador, Baños, Ecuador, Luna Rutun, Tungurahua, vulcão

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