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Galés de Maragogi

Brasil, Alagoas, Maragogi, Porto de Pedras, Maceió

Nadando nas piscinas naturais em Maragogi - AL

Nadando nas piscinas naturais em Maragogi - AL


José nos levou logo cedo para as Galés de Maragogi. Foi o melhor negócio que pudemos fazer, chegamos cedo, as piscinas naturais estavam praticamente vazias. Aos poucos os catamarãs começaram a chegar, 50, 100, 110 pessoas em cada embarcação, como bem disse José, “isso aqui daqui a pouco vai virar o Piscinão de Ramos, há 6km do continente!

Passeio nas Galés em Maragogi - AL

Passeio nas Galés em Maragogi - AL


Alexander e Olga foram conosco, antenados na nossa conversa ontem a noite logo perceberam que ir de lancha além de mais rápido iria nos garantir um pouco mais de exclusividade e pelos mesmos 50 reais por pessoa. Chegando lá logo saímos para o snorkell, enquanto ele decidiu fazer um discover dive, oferecido por uma operadora de mergulho. Achei o máximo, foi o mesmo que minha mãe fez há pouco tempo, nunca é tarde para provar as coisas boas da vida!

Passeio nas Galés em Maragogi - AL com o Alexandre e a Olga

Passeio nas Galés em Maragogi - AL com o Alexandre e a Olga


São mais de 20 tipos de corais e diversas espécies de peixes nas águas claras, calmas e mornas das Galés. A água é tão clara que chega a cegar com o reflexo da luz do sol, maravilhoso! Uma hora de explorações depois, aquilo estava lotado e era hora de irmos embora, timing perfeito!

Piscinas naturais lotadas em Maragogi - AL

Piscinas naturais lotadas em Maragogi - AL


Ainda deu tempo de trabalharmos mais um pouco e tomarmos um solzinho na piscina antes de seguirmos viagem. Conhecemos também o Betinho, dono de um dos restaurantes mais antigos de Maragogi, seu pai foi o primeiro empreendedor a colocar motor na jangada para dar de brinde o passeio aos seus clientes do restaurante.

Com o Betinho do tradicional restaurante Frutos do Mar em Maragogi - AL

Com o Betinho do tradicional restaurante Frutos do Mar em Maragogi - AL


Hoje o nosso destino final é Maceió, mas queremos maximizar o nosso dia, explorando todo o litoral norte. De Maragogi até Maceió são apenas 140km feitos em mais de 2h de viagem, passando por diversas cidadezinhas e vilas de pescadores.
Os coqueirais vistos muito no litoral baiano voltam a fazer parte da paisagem. A estrada vem costeando o mar entre coqueiros e vistas panorâmicas sensacionais. Um dos pontos altos para quem tiver mais tempo é a vilazinha de São Miguel dos Milagres, com pousadas super charmosas, consideradas das mais exclusivas do Brasil. Nosso plano era almoçar na vilazinha de Porto de Pedras, logo após atravessar de balsa.

Atravessando o rio de balsa em Porto de Pedras - AL

Atravessando o rio de balsa em Porto de Pedras - AL


Mal sabíamos aonde íamos nos meter. Na fila da balsa um caminhão e 3 carros na nossa frente. A balsa pequena foi trocar de lugar com a grande para poder levar o caminhão. Nós esperamos quase uma hora e uma fila gigantesca se formou, ali descobrimos que a ponte que deveria ligar ao outro lado “já foi construída” 9 vezes no orçamento do governo do estado de Alagoas, embora ali não vejamos nem sinal do início dessa obra. Coisas que só acontecem mesmo no Brasil. Uma hora, muitos carros e algumas discussões depois, conseguimos entrar na balsa, já famintos. Já eram 16h30 e não havíamos almoçado. Se tem uma coisa que me tira do sério é fome... já aviso, “preciso comer!”, senão sei que vai sobrar para “alguém” do meu lado.

A Fiona aguarda a balsa chegar, em Porto de Pedras - AL

A Fiona aguarda a balsa chegar, em Porto de Pedras - AL


A esta hora da tarde, o único restaurante que encontramos aberto próximo à estrada foi em Barra do Camaragibe, com um belo fim de tarde. Assistindo ao voleizinho e ao pôr-do-sol, comemos a peixada e um delicioso pirão, reestabelecendo o meu modus operandi, para o alívio do Rodrigo.

Pôr-do-sol na Barra do Camaragibe - AL

Pôr-do-sol na Barra do Camaragibe - AL


140km e 4 horas depois, chegamos finalmente à Maceió. Depois dessa jornada tudo que queremos é uma cama! Um jantarzinho light e a TV a cabo da capitar para matar as saudades dos enlatados americanos!

Brasil, Alagoas, Maragogi, Porto de Pedras, Maceió, Barra do Camaragibe, mar, Praia

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Cantons-des-l´Est

Canadá, Montreal, Quebec

Paisagem rural entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá

Paisagem rural entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá


A nossa despedida de Montreal foi um tour de carro pelo Olympic Park, que recebeu as Olimpíadas de verão de 1976. O estádio olímpico tem a maior torre inclinada do mundo e um elevador que te leva ao mirante com vista panorâmica da cidade. Ao lado fica o Biodôme, velódromo das olimpíadas que foi transformado em um jardim botânico com 3 tipos diferentes de habitat.

A maior estrutura inclinada do mundo, no Estádio Olímpico em Montreal, no Canadá

A maior estrutura inclinada do mundo, no Estádio Olímpico em Montreal, no Canadá


Estádio OlÍmpico, transformado em gigantesca estufa, em Montreal, no Canadá

Estádio OlÍmpico, transformado em gigantesca estufa, em Montreal, no Canadá


Não poderíamos sair de Montreal sem ter a bela vista de Vieux Montreal desde a Île Ste Hélène. Nesta ilha do Rio St Lawrence fica o moderno Museu da Biosfera, famoso globo metálico que encontramos em várias imagens da cidade. Em um dos seus parques estava começando um grande festival de música com as principais bandas canadenses. Eu dava meu mindinho para ficar por lá e passar o dia no festival, mas nem que quisesse e o Rodrigo “deixasse” poderíamos ficar, os ingressos de mais de 100 dólares já estavam esgotados.

Skyline de Montreal, no Canadá

Skyline de Montreal, no Canadá


A enorme esfera da Exposição de 67, em Montreal, no Canadá

A enorme esfera da Exposição de 67, em Montreal, no Canadá


Saímos de Montreal em direção à Quebec City, mas na rota mais bonita, que não necessariamente é a mais curta. Seguindo pela Route 10 fomos em direção às Eastern Townships ou Cantons-des-l´Est, como chamam os francófonos. Próximas à divisa com os Estados Unidos, as pequenas cidades desta região são quase uma extensão da Nova Inglaterra, com seus lagos, mapple trees, pequenas fazendas e paisagens bucólicas.

Paisagem rural entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá

Paisagem rural entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá


Muitos lagos entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá

Muitos lagos entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá


Passamos primeiro pelo Lac Brome, região onde os abonados de Montreal passam os finais de semana ao redor de seus campos de golfe ou em suas lanchas no lago. A nossa parada foi na pequena e simpática cidade de North Hatley, eleita a mais charmosa das vilas do leste. Os cafés e restaurantes às margens do lago Massawippi dão um clima irresistivelmente descompassado e preguiçoso. Quase ficamos por lá, mas o dever nos chamou e voltamos à estrada para mais duas horas de viagem, rumo à Ville de Quebéc.

A bela e tranquila North Hatley, na orla de um dos lagos ao sul do São Lourenço, entre Montreal e Quebeq, no Canadá

A bela e tranquila North Hatley, na orla de um dos lagos ao sul do São Lourenço, entre Montreal e Quebeq, no Canadá


Plantações floridas entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá

Plantações floridas entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá


Sexta-feira e, como de praxe, estamos chegando a um dos principais destinos turísticos do Canadá sem pousada reservada. Selecionei algumas no nosso querido Lonely Planet, no centro antigo, para podermos fazer tudo a pé. Não havia vaga nem na primeira, nem na segunda e nem nas outras três seguintes, estavam todas lotadas. Mas a comunidade chinesa é muito unida e eis que em uma das nossas novas amigas chinas nos indicou à sua outra amiga (china, é claro!), ligou e já deixou reservada. Manoir du Rempart Inn, próxima ao Quartier Latin, ali mesmo no centro antigo. Simples mas honesta, bem localizada e até com um esquema de estacionamento para a Fionitcha.

Entrando na cidade murada de Quebeq, no Canadá

Entrando na cidade murada de Quebeq, no Canadá


Instalados, aproveitamos a noite para conhecer um pouco da cidade alta. Caminhando pela Rua St. Louis um dos únicos bares abertos tocava um som familiar... era bossa nova ao vivo, de brazucas para brazucas! Segui cantarolando as notas de Vinícius de Morais, caminhando para o lado de fora dos muros da cidade antiga, até chegarmos ao agito dos bares e nightclubs da Grande Allée Est. A la Avenida Batel ou um Itaim, este é o point aonde os jovens quebecoises vão para verem e serem vistos.

Agitação noturna na cidade de Quebeq, no Canadá

Agitação noturna na cidade de Quebeq, no Canadá


Àquela hora todas as cozinhas já estavam fechadas, só encontramos um fast food árabe 24h/7dias por semana. Os bares não faziam muito nosso estilo, mas encontramos um boteco underground (literalmente), com música quebecoise ao vivo da melhor qualidade! Galera animada cantando os clássicos do rock nacional canadense, perfeito! Jovens felizes, gente como a gente, só que com biquinho francês. As boas vindas à cidade de Quebéc não poderiam ter sido melhores.

Balada em Quebec, no Canadá

Balada em Quebec, no Canadá

Canadá, Montreal, Quebec, Eastern Townships, Quebec, Road Trip

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Praia do Sono... zzzzzzz…

Brasil, Rio De Janeiro, Parati

Chegando na Praia do Sono, em Parati - RJ

Chegando na Praia do Sono, em Parati - RJ


Esse litoral do Rio é uma coisa louca... todo recortado e cada pedacinho dele guarda uma paisagem distinta e paradisíaca! Hoje seguimos para o sul de Parati para a Praia do Sono. Passamos próximos à Trindade em direção à Laranjeiras, de onde parte a trilha para a Praia do Sono.

A primeira visão do mar da Praia do Sono, ao final da trilha, em Parati - RJ

A primeira visão do mar da Praia do Sono, ao final da trilha, em Parati - RJ


Jane e Fergal vieram conosco, como estão sem carro é uma boa oportunidade para conhecerem algo diferente aqui nas redondezas. No caminho passamos pelos portões de segurança da Praia de Laranjeiras “dos Ricos”, como apelidamos, uma praia particular com um mega condomínio repleto de mansões e uma infra-estrutura milionária. Ficamos super curiosos, mas passamos apenas ao lado de seus muros direto para a Laranjeiras “dos Pobres”.

Praia do Antiguinho, em Parati - RJ

Praia do Antiguinho, em Parati - RJ


A trilha para a Praia do Sono dura em torno de 1h30 e é quase toda na sombra. A Floresta de Mata Atlântica nos proteje do sol e nos leva a um lugar sem dúvida muito especial. Vocês já perceberam que o esforço sempre faz o lugar ficar ainda mais bonito? Durante a trilha, por uma janela entre a mata e o mar vimos que a cor da água é surreal, totalmente transparente!

Nas águas verde-transparentes da Praia do Antiguinho, em Parati - RJ

Nas águas verde-transparentes da Praia do Antiguinho, em Parati - RJ


A trilha é super tranqüila, subidas e descidas e chegamos à Praia do Sono. Lá vive uma comunidade que deve ter em torno de 200 pessoas. Campings, barzinhos, lanchonetes e até uma pousadinha pode-se encontrar lá, me lembrou muito o Bonete. Chegando lá logo conhecemos o Zé, morador da vila que costuma fazer o serviço de transporte náutico entre Laranjeiras e o Sono na sua ágil voadeira. Deixamos combinada a volta para podermos aproveitar o tempo explorando ainda mais a região. Dali ainda saem outras trilhas para a Cachoeira do Sono, a Praia do Antigo, Antiguinho e seguem até o Pouso da Cajaíba, outro lugar que está no nosso roteiro. Adivinhem se já não ficamos loucos para fazer esta trilha, de Pouso até aqui...

Na pontinha da Praia do Antigo, em Parati - RJ

Na pontinha da Praia do Antigo, em Parati - RJ


Enquanto a Jane e o Fergal descansavam ao sol, fomos até a Praia do Antigo. A trilha é desgraçada, uma subida íngreme abaixo do sol escaldante... mas lá temos a recompensa. Uma praia praticamente deserta, com mar verde-claro transparente! Lá encontramos um casal de espanhóis e outro casal de brasileiros que estavam justamente terminando esta trilha. Foram 2 dias de caminhada entre Pouso, Martin de Sá e Sono. Já pegamos todas as dicas! Mais 10 minutinhos de caminhada e chegamos à Praia do Antiguinho, cor de água ainda mais impressionante e esta sim, completamente vazia!

Praia do Antiguinho, em Parati - RJ

Praia do Antiguinho, em Parati - RJ


Final de tarde, hora de encontrarmos o Zé e pegarmos o barco em direção a Laranjeiras. Um passeio gostoso de 15 minutos nos leva direto para onde? Laranjeiras dos Ricos! Nós estávamos achando que íamos parar lá na parte pobre, mas que nada! Chegamos no trapiche do condomínio e de lá fomos no carro da segurança direto para fora do local. Pelo menos conseguimos dar uma espiadela. Foi engraçada a sensação que principalmente a Jane e o Fergal descreviam, parecia que estavam nos levando para fora como indigentes, para garantir que não íamos desviar o caminho! Hahaha! Eu preferi pensar que foi uma carona para encurtarmos a caminhada.

Final de tarde na Praia do Sono, em Parati - RJ, com a Jane e o Fergal

Final de tarde na Praia do Sono, em Parati - RJ, com a Jane e o Fergal


Quando andávamos para pegar a Fiona encontramos o casal de espanhóis, Xavier e Marta, terminando a trilha e seguindo em direção ao ponto de ônibus de Laranjeiras. A Fiona nunca esteve tão cosmopolita como nesta noite! Dois brasileiros, um irlandês, dois espanhóis e dois brasileiros, todos conversando em português, espanhol e inglês e se entendendo perfeitamente! A aventura e o amor pela viagem nos uniu! Ou foi o Sono? Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz....

Final de tarde na Praia do Sono, em Parati - RJ

Final de tarde na Praia do Sono, em Parati - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Parati, Laranjeiras, Praia, Praia do Sono, Trekking, trilha

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Belém do Pará

Brasil, Pará, Belém, Soure (Ilha de Marajó)

Vista para o rio no Forte do Presépio, em Belém - PA

Vista para o rio no Forte do Presépio, em Belém - PA


4 da manhã já estávamos em pé, esta linha Marajó – Belém não é muito tourist friendly. O barco sai as 6am, mas o transporte do Edgar que nos pega na pousada, que atravessa a balsa e leva de Soure até o porto, iria nos buscar entre 4h e 4h30. Chegaram as 4h50 e a barca saia às 5h. Ufa... deu tempo. Madrugamos e mesmo assim chegamos ao barco e ele estava lotado. Nossa sorte foi que decidimos bancar uma passagem mais cara (23,00) para a sala vip, com ar condicionado e cadeiras mais confortáveis para podermos descansar. Mesmo esta sala lotou e dois pestinhas que estavam na fileira de trás da minha me acordaram a viagem inteira, me cutucando, pegando coisas, gritando, etc. Enfim, coisas da vida em sociedade que temos que saber conviver.

Canhões do Forte do Presépio, em Belém - PA

Canhões do Forte do Presépio, em Belém - PA


Chegamos à Belém, confirmamos na transportadora que a Fiona havia chego a Macapá em segurança e fomos deixar nossas coisas no hotel. Temos um dia inteiro para dedicar à Belém e suas atrações históricas e à noite voaremos para Macapá. Almoçamos no grill (humm) e seguimos caminhando pelo centro até o Forte do Presépio. Construído em 1616, o forte está localizado na Baía de Guajará, próximo ao mercado Ver o Peso, para defender a entrada dos franceses e holandeses pelo rio às terras brasileiras.

Passeando no Forte do Presépio, em Belém - PA

Passeando no Forte do Presépio, em Belém - PA


O forte foi o marco zero da cidade de Belém, que se desenvolveu no seu entorno fazendo parte da vida da vila. Mais tarde, com o crescimento da cidade, foi construído um muro de segurança para separá-lo. Este, porém, foi colocado abaixo, mantendo apenas o portal como símbolo histórico e reintegrando o espaço do forte à comunidade. Hoje ele abriga um pequeno museu sobre as comunidades indígenas do estado.

Museu de Artes em Belém - PA

Museu de Artes em Belém - PA


Tivemos uma infeliz coincidência na nossa data de visita à Belém: segunda-feira, o “dia internacional do não-turismo”, quando todos os museus e centros culturais estão fechados. Então pudemos passear e conhecer a maioria dos museus e atrações, apenas por fora, genial!

Igreja da Sé, em Belém - PA

Igreja da Sé, em Belém - PA


Adiante do Forte fica uma antiga mansão de um Barão do Açúcar, transformada em galeria e restaurante, a Casa das Onze Janelas. Dizem que o restaurante é um dos mais caros e finos da cidade. Linda por fora, fechada “por dentro”. A frente encontra-se a Catedral da Sé, ainda bem que igreja (quase) nunca fecha. Belíssima igreja neoclássica-barroca da época colonial construída em meados do século XVIII.

Interior da Igreja da Sé, em Belém - PA

Interior da Igreja da Sé, em Belém - PA


Já sem esperanças caminhamos para o Museu de Arte de Belém, onde os guardas muito simpáticos nos avisaram que ali e o Museu Zoobotânico também estariam fechados. Com o tempo anunciando chuva, nos restou caminhar até um dos monumentos modernos mais visitados da cidade, o Shopping Pátio Belém, antigo Iguatemi, reinaugurado no ano passado. Lá assistimos o filme “Caça as Bruxas”, com o Nicolas Cage. Nome bem sugestivo para o dia de hoje, mas ou era ele ou o “Bruna Surfistinha”. É, aí ficou difícil. Fechamos nossa tarde no tradicional Bar da Praça da República, prédio com 133 anos de idade que funcionava como bilheteria do Teatro da Paz e virou bar há uns 80 anos!

Bar tradicional na Praça da República, em Belém - PA

Bar tradicional na Praça da República, em Belém - PA


Voltamos à nossa base no centro, o Hotel Unidos, onde a equipe nos recebeu super bem, sempre animada e muito disposta a nos ajudar. Íamos trabalhar no site e internet ali na recepção mesmo, enquanto aguardávamos o horário para irmos ao aeroporto. Foi quando a maré de sorte começou a mudar, conhecemos um casal surinamês, Helen e Donavan. Ela super comunicativa e descolada foi logo nos dando dicas e contatos no Suriname, Guiana Francesa e Inglesa quando soube que estávamos indo para lá. As informações que temos são de pesquisas em guias de viagem e na internet, mas algumas coisas não conseguimos saber, como por exemplo, como é a segurança nestes países. Queríamos deixar o carro em Georgetown para a viagem ao Caribe e ela não hesitou em nos advertir que se fizéssemos isso a Fiona não estaria mais lá quando voltássemos. A Guiana Inglesa é realmente muito perigosa, segundo o casal, terra sem lei de pessoas muito corruptas, inclusive os policiais. Sempre achamos que é exagero, mas neste caso não encontramos ninguém que dissesse o contrário. Sendo assim já começamos a repensar parte do planejamento da viagem ao Caribe. Enfim, já temos contatos e visitas a fazer em Paramaribo, Cayenne e Saint Laurent Du Maroni nas próximas semanas!

Sorvete de Açaí no aeroporto de Belém - PA. Rumo à Macapá!

Sorvete de Açaí no aeroporto de Belém - PA. Rumo à Macapá!


23h15 e já estávamos embarcados no nosso vôo para Macapá, com uma estranha sensação: será que estamos “roubando” ao pegarmos este vôo? Quero dizer, a viagem é de carro, será que deveríamos, obrigatoriamente, ter ido de barco para Macapá? Priorizamos mais um dia em Marajó e Belém, pois perderíamos 24h no barco em horários conflitantes para os dois últimos dias. Por que um barco seria menos “roubo” do que um avião? Bem, pelo menos a Fiona foi nos representando na balsa. Afinal, estaríamos “roubando” de quem? Essa é a vantagem de sermos donos do próprio nariz, sem compromissos com mais ninguém além o de sermos verdadeiros com a nossa viagem e os nossos leitores.

Brasil, Pará, Belém, Soure (Ilha de Marajó),

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Caiaque em Tabatinga

Brasil, Paraíba, Jacumã (Tambaba)

Encontro do rio com o mar na praia de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Encontro do rio com o mar na praia de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Caiaque é um esporte muito gostoso, fácil e praticamente intuitivo para mim... É uma delícia para espairecer e pensar na vida sem maiores preocupações.

Remando no rio de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Remando no rio de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Depois de uma manhã muito natural, almoçamos em um oásis à beira mar. Pé na areia, sob coqueiros e dentre diversas obras de arte de um talentoso pintor paraibano que (não por acaso) é o dono do restaurante.

Fim de tarde no rio de Tabatinga em Jacumã, distrito de Conde - PB

Fim de tarde no rio de Tabatinga em Jacumã, distrito de Conde - PB


Um dia que começou tão diferente merecia também um final de tarde à altura! Pegamos o caiaque na beira do rio que margeia a nossa pousada e fomos dar uma voltinha. Fomos até maceió, como é chamado o lugar onde o rio não vaza próximo ao mar, formando uma lagoa. Lá conhecemos Duda e Thiago, dois figurinhas de 6 e 4 anos respectivamente que adoraram a nossa ideia e quiseram participar! Foi lindo ver o Ro levando o Thiago passear, já imaginei ele com o nosso filho.

Levando crianças para passear de caiaque no rio de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Levando crianças para passear de caiaque no rio de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Uma paisagem belíssima neste fim de tarde às margens dos manguezais, voltando ainda vimos o pôr-do-sol entre nuvens e espantamos morcegos passando sob o túnel da estrada.

Atravessando sob a ponte do rio em Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Atravessando sob a ponte do rio em Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Voltamos a tempo de um tchibum na piscina da pousada, mas quando menos esperávamos, achando que dali era mais um crepezinho e trabalho, conhecemos duas pessoas maravilhosas, Cristina e Cristiane, mãe e filha, recifenses super viajadas e ótimas de papo! Quando vimos já estávamos tomando caipirinhas, cervejinhas e contando tuuudo sobre as nossas vidas. A Cris (filha), já morou em Floripa e hoje vive em Aracajú. Nos encontramos nos papos sobre psicologia e espiritismo, além de todos os assuntos que todas as mulheres gostam de conversar.

Piscina da Pousada dos Mundos, na praia de Tabatinga em Jacumã, distrito de Conde - PB

Piscina da Pousada dos Mundos, na praia de Tabatinga em Jacumã, distrito de Conde - PB


Elas haviam acabado de chegar e combinaram de hoje comemorar o réveillon, lá na pousada. Logo nós e o Almir, funcionário da pousada, fomos convidados a participar da festa. Imagina, eu, mó arroz de festa, é claaaro que fui! Vizinhas de quarto, pulei a varanda e lá brindamos com champagnes a 2011 e aos novos amigos! Ficamos lá até tarde, mas aos poucos o pessoal foi se entregando. Só restei eu mesma batendo papo com a Cris até as 5 da manhã! Foi óoootimo! É muito bom quando encontramos pessoas que logo tem uma afinidade, fora que sinto falta de conversar com amigos, ainda mais uma amiga, tomando uma cervejinha e tal, é diferente. Foi ótimo, vimos o dia clarear! Só tive que trocar uma manhã de praia por uma noite de papo cabecas. Aparentemente me dei bem, o dia amanheceu chuvoso! Boa troca!

Com a Cristina e a Cristiana na Pousada dos Mundos na praia de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Com a Cristina e a Cristiana na Pousada dos Mundos na praia de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Brasil, Paraíba, Jacumã (Tambaba), caiaque, Conde, Praia, rema rema remador, Rio, Tabatinga

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Dog Sled no Sol Ártico!

Groelândia, Ilulissat

Nosso 'motorisra' nos levar para passear de dogsleding em Ilulissat, na Groelândia

Nosso "motorisra" nos levar para passear de dogsleding em Ilulissat, na Groelândia


A paisagem se transforma quando o sol resolve dar o ar da graça acima do círculo polar ártico. As cores se destacam, contrastando com o branco e os tons de azul do céu, do mar e das geleiras formam um verdadeiro arco-íris polar, colorindo o cenário frio e sem cor dos últimos dias.

Pequenos icebergs compões a magnífica paisagem da praia de Ilulissat, na Groelândia

Pequenos icebergs compões a magnífica paisagem da praia de Ilulissat, na Groelândia


O mar gelado em frente ao nosso hotel em Ilulissat, na Groelândia

O mar gelado em frente ao nosso hotel em Ilulissat, na Groelândia


Um dos fatos impressionantes sobre Ilulissat é o número de cachorros que vivem aqui. A cidade de quase 5.000 habitantes possui em torno de 3.500 cachorros! Huskies groenlandeses puros são um orgulho para os inuits, que por muito tempo dependeu apenas deles para o seu transporte. Hoje além do turismo, os trenós puxados por cachorros ainda são utilizados pela população mais tradicional para caça e pesca no gelo.

Cães em disparada, puxando o nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia

Cães em disparada, puxando o nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia


Muny, nosso motorista do dog sled, nos conta que trabalhou duro para comprar os seus 15 cães. Faz 6 meses que ele está com a sua matilha que custou em torno de 1.500 dólares, um valor alto para os inuits. A raça pura conhecida como Greenlandic Huskie é muito forte e está super acostumada com o frio.

Cães em disparada, puxando o nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia

Cães em disparada, puxando o nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia


Eles comem uma vez ao dia, a base da sua alimentação é o peixe e eventualmente ração. Ficamos preocupados, pois ouvimos falar de criadores que machucam os animais e fazem dieta forçada para que eles trabalhem mais. Aqui não é o caso, segundo Muny, os cachorros ficam muito felizes, pois além de ganharem uma refeição extra no dia de trabalho, vão poder correr e se exercitar em vez de ficarem parados.

Passeio de dogsleding nas lindas paisagens de Ilulissat, na Groelândia

Passeio de dogsleding nas lindas paisagens de Ilulissat, na Groelândia


A matilha sempre tem um líder, geralmente o que escuta melhor os comandos do dono, no nosso caso é uma fêmea menorzinha que tem bom ouvido e puxa o grupo. O passeio é animal, foi amor ao primeiro solavanco! O trenó desliza fácil sobre a neve e pega velocidade facilmente. No caminho os nossos cães se embananaram com os cães do trenó que estávamos ultrapassando, um nó difícil de soltar, ainda mais em movimento!

A inspiradora pista de dogsleding na periferia de Ilulissat, na Groelândia

A inspiradora pista de dogsleding na periferia de Ilulissat, na Groelândia


Percorremos a avenida de trenós em direção às montanhas em um circuito de pouco mais de uma hora, beirando as montanhas e chegando até o aeroporto. Uma pausa para os cachorros descansarem, beberem um pouquinho de neve, enquanto nós tomamos um chazinho quente. O vento gelado judia das pontas, dedos, nariz e orelhas ficam logo amortecidos, mas a diversão é tanta quase nem sentimos! Passeios mais longos exigem o aluguel de roupa feita com a pele de foca, uma facada, mas é necessária se você não quiser voltar para casa feito um greenlandic picolé!

Felizes da vida, andando de dogsleding nas planícies geladas de Ilulissat, na Groelândia

Felizes da vida, andando de dogsleding nas planícies geladas de Ilulissat, na Groelândia


Viajando com tempo podem ser planejados passeios de trenós por 3, 5 e até 7 dias, passando por vilas inuits mais afastadas, dormindo no gelo e incluindo outras paisagens e atividades como pesca no gelo, etc. Deve ser uma experiência de outro mundo, passar horas e horas deslizando sobre um deserto de gelo, isolados de tudo! Mais um item para o bucket list!

Aproveitando o lindo dia para passear de dogsleding em Ilulissat, na Groelândia

Aproveitando o lindo dia para passear de dogsleding em Ilulissat, na Groelândia


Os melhores meses para o dog sledding são fevereiro, março e abril, mas vale uma visita ao site www.greenland.com/us para conferir a disponibilidade dependendo da região que você irá visitar. Indo para a costa leste rola até tirar uma carteira de motorista de dog sled. Não será muito útil no Brasil, mas com certeza será divertido!

Meio de transporte moderno em Ilulissat, na Groelândia

Meio de transporte moderno em Ilulissat, na Groelândia


O planejamento do dia começava com um passeio de barco pela Disko Bay até a boca do Icefjörd, mas por incrível que pareça o clima não estava do nosso lado. Dia lindo, mas com um forte vento norte, que torna a navegação entre os icebergs muito mais perigosa. O barco cancelou o passeio. Impossível conter a frustração, tudo o que eu conseguia pensar era que com certeza voltarei para a Groelândia muito antes do que eu estava imaginando!

Barco navega entre blocos de gelo em Ilulissat, na Groelândia

Barco navega entre blocos de gelo em Ilulissat, na Groelândia


Andamos pela cidade com um final de tarde maravilhoso! Os icebergs em frente à praia da Zion´s Church estavam lindíssimos!

Passeio na 'praia' gelada de Ilulissat, na Groelândia

Passeio na "praia" gelada de Ilulissat, na Groelândia


Cruzamos a baía congelada no porto de Ilulissat caminhando entre os pescadores e estivadores, que se preparavam para a próxima pescaria.

Trabalhando no porto de Ilulissat, na Groelândia

Trabalhando no porto de Ilulissat, na Groelândia


De repente me bateu um desespero, uma vontade imensa de sair andando e fazer o tempo parar! Um país tão imenso, tão selvagem e nós não conseguimos nem começar a explorá-lo! “Aqui na Groelândia é assim, você faz o que o clima permitir”, me disse Tânia da agência de turismo, em algum momento do nosso dia.

Caminhada pela praia congelada de Ilulissat, na Groelândia

Caminhada pela praia congelada de Ilulissat, na Groelândia


Enquanto o Rodrigo foi para o hotel, eu enfrentei o frio e continuei caminhando. O vento forte e cambaleante não me intimidava mais e a cada minuto eu me dava mais conta de que eu simplesmente não queria ir embora. Serão as lembranças da minha vida de esquimó? Ou a minha passagem pela Groelândia com a frota Viking? Hahaha! Difícil adivinhar, só sei que nos veremos novamente e não irá demorar.

Pôr-do-sol majestoso às 10:20 da noite em Ilulissat, na Groelândia

Pôr-do-sol majestoso às 10:20 da noite em Ilulissat, na Groelândia


Em um dos entardeceres mais lindos que já vi na vida, o sol se despede detrás das montanhas na Disko Bay.

Maravilhoso fim de tarde junto aos iglus modernos do nosso hotel em Ilulissat, na Groelândia

Maravilhoso fim de tarde junto aos iglus modernos do nosso hotel em Ilulissat, na Groelândia

Groelândia, Ilulissat, Ártico, Dog Sled, Iceberg

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As Baleias de BC

Canadá, Port Hardy

Baleia usa nadadeiras para empurrar peixes para a sua boca aberta, durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Baleia usa nadadeiras para empurrar peixes para a sua boca aberta, durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


A costa da British Columbia é uma das principais rotas de passagem de ao menos três espécies de baleias nas suas migrações entre o Pacífico Sul e os mares do Alasca. As principais espécies encontradas são as baleias cinzentas, as orcas e as baleias jubarte.

Primeira baleia avistada no passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Primeira baleia avistada no passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


A baleia cinzenta, ou gray whale, nesta época já passou por aqui a caminho da Baja Califórnia (México). Nós as encontramos na nossa passagem por lá, enquanto amamentavam e cuidavam de seus filhotes nas águas quentes de Puerto Lopez Mateos e Loreto. Desde então elas já vieram percorreram mais de 8 mil quilômetros para se alimentar nos mares de Bering e de Chukchi no norte e agora já estão no caminho de volta.

Movimentação de baleia atrai muitos pássaros durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Movimentação de baleia atrai muitos pássaros durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


A segunda espécie na verdade não é de baleias, mas sim de golfinhos! O maior espécime de golfinho encontrado ao redor de todo o mundo é a orca, também chamada de baleia-assassina oi killer whale, embora de baleia só tenha o tamanho e a fama. A grande rainha dos mares há muito tempo faz parte da vida, das lendas e simbologias das primeiras nações que habitam esta costa. As orcas são rápidas, caçam em grupo e possuem um sistema de comunicação super avançado. Estão no topo da cadeia alimentar marinha, ao lado dos grandes tubarões. O que poucos sabem é que existem vários tipos de orcas e três deles podem ser observados aqui na costa da British Columbia: as residentes, as transientes e as offshore, que vivem no mar aberto.

As magníficas paisagens de Telegraph Cove, em Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

As magníficas paisagens de Telegraph Cove, em Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


As residentes, como o próprio nome diz, vivem aqui nesta costa, principalmente na região entre a Ilha de Vancouver e o continente. Elas se alimentam quase que exclusivamente de peixes e seu preferido é o salmão. Vivem em clãs relacionados geneticamente, famílias com em torno de 20 indivíduos, reconhecidos também pela linguagem exclusiva que desenvolvem nesta relação.

'Sopro' de baleia quase acerta pássaro, em passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

"Sopro" de baleia quase acerta pássaro, em passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


As orcas “offshore” são avistadas em grupos de 30 a 60 indivíduos e acredita-se que sua dieta é primariamente composta também por peixes. Já as transientes, ou que vivem em trânsito, não possuem um local fixo ou padrão no seu movimento pelos mares e podem ser avistadas a qualquer momento sozinhas ou em grupos de até 5 ou 6 orcas. Essas são as famigeradas baleias assassinas, que vemos em documentários se alimentando de várias espécies de mamíferos marinhos como focas, leões marinhos, golfinhos, porpoises e até outras espécies de baleias! Em uma orca encontrada morta no Alasca, chegaram a descobrir restos de um alce dentro do seu estômago! Pelo jeito ele causou uma bela indigestão! Rsrs!

Enorme carregamento de madeira passa atrás de baleia durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Enorme carregamento de madeira passa atrás de baleia durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


O terceiro grupo de baleias que pode ser avistado aqui na British Columbia é a nossa velha conhecida baleia jubarte, ou humpback whale. As jubartes cruzam essas águas ainda em busca de alimentos durante a sua longa migração entre o Ártico e a Antártida. Elas são consideradas os mamíferos mais viajados do planeta, com uma migração estimada em mais de 25 mil quilômetros! São imensas, medem entre 12 e 16 metros e podem chegar a mais de 36 toneladas. A sua pesca quase as levou à extinção, porém desde 1966, quando foi proibida a caça de baleias, vem recuperando seu número e hoje a população mundial é estimada em 80 mil indivíduos, sendo em torno de 18 a 20 mil apenas no Pacífico Norte.

Movimentação de baleia atrai muitos pássaros durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Movimentação de baleia atrai muitos pássaros durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


No Alasca as empresas de whale watching garantem que encontrarão as baleias, ou seu dinheiro de volta! Aqui já não é garantido e escutamos de várias pessoas que encontrar as humpbacks é uma sorte grande! Nós aceleramos o nosso passo na saída do ferry em Port Hardy, para conseguir pegar o último grupo de avistamento de baleias no Telegraph Cove. Stubbs é empresa mais antiga e tradicional da Ilha de Vancouver, um grupo bem mesclado de alemães, americanos, holandeses e brasileiros foi acompanhado de especialistas, com um destaque especial para Jackie, a bióloga marinha e pesquisadora de jubartes que vive na região.

Depois do passeio das baleias, voltando à Telegraph Cove, em Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Depois do passeio das baleias, voltando à Telegraph Cove, em Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


Telegraph Cove, em Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Telegraph Cove, em Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


Quando nós cruzamos as jubartes na costa atlântica brasileira, normalmente elas já estão acompanhadas de seus filhotes, nadando rumo à Antártida. Os mais sortudos podem vê-las saltando, como vimos de longe na viagem a Abrolhos. Porém aqui a diversão é outra. A melhor época para avistá-las é de maio a outubro e o comportamento especial que esperamos ver é o da alimentação, principalmente o impressionante bubble feeding, quando um grupo de baleias cria uma rede de bolhas para encurralar os cardumes de pequenos peixes e os ataca de baixo para cima, saindo com as bocas imensas para a superfície da água.

Grupo de baleias Humpback nadam em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Grupo de baleias Humpback nadam em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


Conhecendo o comportamento de alimentação desses animais é mais fácil nos aproximarmos e observarmos calma e tranquilamente um dos espetáculos mais lindos da natureza! Cruzamos pelo menos 2 baleias no caminho até encontrarmos Conger. Ele se aproximou de um cardume de pequenos peixes e/ou krill, dieta preferida das jubartes e para a surpresa de Jackie e de todos nós, iniciou um estranho ritual de alimentação. Ele deslocou sua mandíbula, para manter a boca o mais aberta possível, e com a ajuda das nadadeiras, ele empurrava os pequenos peixes para dentro da boca!

Baleia se alimenta durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Baleia se alimenta durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


A bióloga estava emocionada e impressionada, pois era apenas a segunda vez que ela via esse comportamento alimentar! Ela acredita que Conger está inovando e inventou esta nova modalidade de alimentação! Com o barco desligado assistimos a esta cena abismados, emocionados e completamente realizados, mesmo mantendo os religiosos e ecologicamente corretos 100m de distância, para não atrapalhar o cardume e a comilança do nosso novo amigo.

Baleia experimenta novas técnicas de pescaria com sua enorme boca aberta, durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Baleia experimenta novas técnicas de pescaria com sua enorme boca aberta, durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


Em seguida recebemos a notícia de um barco pesqueiro que outras 3 baleias foram vistas no fundo da baía e para lá seguimos. Não demora muito e logo as encontramos, com seus esguichos de água, correndo indignadas de um grupo de leões marinhos. Esperem, mas não era qualquer leão marinho, um grupo de Sterlings, o maior leão marinho do mundo, estava atormentando a vida das pobres jubartes. Devem fazer isso para demarcar seu território, proteger a sua pesca e porque assim foram ensinados desde pequenos! As três baleias cantantes batiam em retirada dando sinais claros de frustração, soltando sons como quem diz: “HUNF! Me deixem em paz!!!”. Ah! Vale lembrar que as jubartes são as baleias mais conhecidas por suas curiosas e misteriosas melodias submarinas.

Grupo de baleias Humpback nadam em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Grupo de baleias Humpback nadam em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


Logo ali ao lado fomos conhecer a casa destes gigantes e fedidos leões marinhos. Preguiçosos sobre suas pedras rugiam uns para os outros deixando claro quem era que mandava no pedaço. Rolando de um lado para outro e se movendo lentamente é quase impossível acreditar na sua agilidade dentro d´água! Que o digam as jubartes!

Steller Sea Lions, a maior espécie de leões-marinhos do mundopasseio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Steller Sea Lions, a maior espécie de leões-marinhos do mundopasseio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


Leões-marinhos nadam sob o nosso barco durante passeio em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Leões-marinhos nadam sob o nosso barco durante passeio em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


Curioso foi saber que as humpbacks são menos conhecidas pela comunidade científica do que as orcas, pois são estudadas a muito menos tempo. Ao lado da casa dos sterlings, nós passamos em frente ao centro de pesquisas e observação das orcas no Canadá. A principal sede do centro de observação é aqui em uma das ilhas próximas à Telegraph Cove, justamente por ser o melhor lugar para encontrá-las. Uma pena que não foi hoje.

Grupo de baleias Humpback nadam em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Grupo de baleias Humpback nadam em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


Base de Centro de Estudos de Orcas, em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Base de Centro de Estudos de Orcas, em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


Durante o tour Jackie nos explica como se compõem as populações de cetáceos de BC e aos poucos vai passando todas estas informações que eu estou contado para vocês agora. A sua paixão por estes animais pode ser sentida em cada gesto e cada palavra. O seu trabalho aqui é muito maior do que guiar e acompanhar turistas. Além de catalogar e observar novos comportamentos, seu objetivo é informar, envolver e fazer com que todos estes turistas que passam por aqui conheçam melhor os animais que estão sofrendo com as alterações climáticas, poluição e o descuido do ser humano com o meio ambiente.

Nossa bióloga dá uma pequena palestra ao final do passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Nossa bióloga dá uma pequena palestra ao final do passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


Ao final do passeio ela faz uma palestra e mostra seus potinhos vermelhos com a quantidade de químicos encontradas em diferentes concentrações na camada adiposa das populações de orcas e baleias na costa do Canadá. A expectativa de vida das orcas, principalmente dos machos, está diminuindo absurdamente! As fêmeas não são menos afetadas, o segredo é que elas metabolizam e se livram de parte deste veneno no leite materno, passando direto para os seus bebês, afetando as gerações futuras. Nem preciso falar que perto dos portos e das áreas mais populosas, entre Victoria e a megalópole Vancouver, estão os piores resultados e justamente naquele grupo de orcas residentes. Vocês lembram qual é a principal dieta dessas orcas? Pois é, o mesmo salmão que você está comendo no restaurante chique ou no japonês ali da esquina.

A enorme calda de uma baleia Humpback durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

A enorme calda de uma baleia Humpback durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá


Agora a temporada de whale watching acabou, não por que as baleias não estejam mais no mar, mas porque o inverno se aproxima, tempestades e o mau tempo se tornam mais frequentes e os turistas trocam o litoral pelas montanhas nevadas. Nós também seguimos viagem, em busca do sol e de novas aventuras aqui na Ilha de Vancouver. Dentro de nós, porém, algo mudou. Uma experiência como esta, tão próxima de um dos seres mais fantásticos dos nossos mares, ficará para sempre marcada nosso coração e na nossa memória.

Enorme 'sopro' de baleia quase acerta pássaro, em passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Enorme "sopro" de baleia quase acerta pássaro, em passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá

Canadá, Port Hardy, baleias, jubarte, Telegraph Cove, Vancouver Island

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De Santo Antônio ao Pelourinho

Brasil, Bahia, Salvador

Arte nas ruas de Santo Antônio, em Salvador - BA

Arte nas ruas de Santo Antônio, em Salvador - BA


Destino preferencial dos brasileiros, segundo pesquisa do Ministério do Turismo, Salvador oferece opções para todos os gostos. Desde o turismo histórico em suas diversas igrejas e prédios históricos, cultural, não só em museus maravilhosos como o MAM e Jorge Amado, como também musical e com um olhar muito especial para a cultura negra. Além disso ainda possui todas as belezas naturais ao seu redor, a Baía de Todos os Santos, Praia de Itapoã, orla Barra-Ondina e as praias do norte.

O Farol da Barra, em Salvador - BA

O Farol da Barra, em Salvador - BA


Dia de turismo nos pontos mais conhecidos de Salvador: Pelourinho e arredores. Sempre lotados de turistas dos quatro cantos do mundo, pegamos uma dica especial com nossas anfitriãs baianas e procuramos o mais alternativo dentro dos caminhos mais conhecidos de Salvador. Por isso começamos nossa caminhada no Centro Histórico a partir do Forte de Santo Antônio do Além do Carmo, também conhecido como Forte da Capoeira. Um centro de pesquisa e memória da capoeira no Brasil, lá 7 grupos de capoeira oferecem aulas e realizam apresentações no início da noite, com a bela vista para a baía.

O Forte da Capoeira em Salvador - BA

O Forte da Capoeira em Salvador - BA


Caminhamos pela Rua Direita de Santo Antônio, um bairro histórico que ainda não foi dominado pelo turismo e lojinhas como o Pelourinho. Ainda encontramos as senhorinhas na janela, vendo a vida passar como há 50 anos.

Arte nas ruas de Santo Antônio, em Salvador - BA

Arte nas ruas de Santo Antônio, em Salvador - BA


Algumas casas antigas já reformadas se tornaram pousadas com uma bela vista para a baía. Soubemos que ali mesmo o Grupo Iguatemi já comprou mais de 30 casas para reformar e fazer uma galeria de rua com lojas bacanas, visando atrair os turistas mais abonados.

Almoçando em uma das pousadas em Santo Antônio, em Salvador - BA

Almoçando em uma das pousadas em Santo Antônio, em Salvador - BA


Almoçamos em um desses hotéis com a bela vista e fomos em direção ao Pelourinho, passando pela Cruz do Pascoal em direção ao Carmo e os antigos Convento e Igreja Carmelitas, forte da resistência holandesa no século XVII. Hoje o Convento se transformou em um hotel 5 estrelas e em um museu que está sendo restaurado. Descemos pela ladeira do Carmo e conferimos a famosa escadaria onde foi filmado “O Pagador de Promessas” e pela imponente Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, embora esteja em estado de abandono ainda se destaca em meio a tantas construções antigas e históricas.

A famosa Escadaria do Carmo, do filme 'O Pagador de Promessas', em Salvador - BA

A famosa Escadaria do Carmo, do filme "O Pagador de Promessas", em Salvador - BA


Subindo a ladeira para o Largo do Pelourinho sempre bate aquela emoção, o lugar tem uma presença e uma energia muito boa. Logo lembrei das cenas famosas ali filmadas, da vez que estive aqui no carnaval de 1999, das marchinhas de carnaval, do Olodum tocando com o Micheal Jackson... arrepia!

Ladeira do Carmo e subida do Pelourinho, em Salvador - BA

Ladeira do Carmo e subida do Pelourinho, em Salvador - BA


Compramos uma pilha na porta em que Micheal saía no clipe, até ganhei uma foto na sacada de Micheal por ter adquirido um produto na lojinha! Ali estava passando o clipe e confesso que eu fiquei arrepiada, o cara era estranho, pedófilo, mas era um gênio da música pop.

A casa do clipe de Michael Jackson no Pelourinho, em Salvador - BA

A casa do clipe de Michael Jackson no Pelourinho, em Salvador - BA


Continuamos andando e chegamos à Praça Terreiro de Jesus, também famosa por suas construções da Ordem Terceira Franciscana e restaurantes típicos. Não poderíamos deixar de ter a vista panorâmica do Cruzeiro de São Francisco para o Mercado Modelo , o monumento à Bunda da Baiana e o Elevador Lacerda.

Monumento na Cidade Alta, em Salvador - BA

Monumento na Cidade Alta, em Salvador - BA


Elevador Lacerda visto da Cidade Alta, em Salvador - BA

Elevador Lacerda visto da Cidade Alta, em Salvador - BA


Descemos no Elevador Lacerda, elevador hidráulico que une a cidade alta à cidade baixa e percorremos as bancas de renda, instrumentos musicais e temperos da terra no Mercado Modelo.

Mercado Modelo, em Salvador - BA

Mercado Modelo, em Salvador - BA


Retornamos ao Forte da Capoeira no final da tarde para ver o belíssimo pôr-do-sol na baía e tentar ainda ver alguma apresentação de capoeira. Cedo demais, a roda de capoeira da angola começaria só as 19h, por isso decidimos voltar para casa mais cedo. Não sei se foi a melhor escolha, pois ficamos quase 1h30 no trânsito entre Santo Antônio e Pituaçú, é Salvador cresceu e muito! Fechamos o dia em casa, colocando os em dia os assuntos dos 10 últimos com Monica em um delicioso jantar caseiro. Desse jeito não vou querer ir embora dessa terra é nunca!

Admirando o pôr-do-sol em Salvador - BA

Admirando o pôr-do-sol em Salvador - BA

Brasil, Bahia, Salvador, Carmo, Elevador Lacerda, Mercado Modelo, Pelourinho, Santo Antônio do Carmo

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Descongelante

Brasil, Rio Grande Do Sul, Cambará do Sul (P.N Serra Geral)

Igreja em em Cambará do Sul - RS

Igreja em em Cambará do Sul - RS


Cambará do Sul é a cidade de acesso para os cânions gaúchos. Mais baixa que São José dos Ausentes e ainda assim muito fria! Com a entrada desta nova frente fria, esta noite os termômetros da cidade marcaram a temperatura de -5,5°C! Nós estávamos bem quentinhos embaixo das cobertas, mas a Fiona... coitada. Ficou passando frio na garagem a noite toda, seu diesel empedrou e logo cedo quando saímos para as atividades do dia ela não tinha forças para se mexer! Andamos uma quadra com o motor penando para acelerar e chegamos à uma mecânica.

Gelo no alto do mirante do canyon da Fortaleza, em Cambará do Sul - RS

Gelo no alto do mirante do canyon da Fortaleza, em Cambará do Sul - RS


Eles logo diagnosticaram, combustível empedrado, o diesel congelou! Deixamos o carro funcionando por quase 20 minutos, mas não foi suficiente. A luz do filtro de combustível já havia acendido e já estávamos nos programando para passar em Caxias na concessionária. Mas assim, não conseguimos nem chegar até lá! Bom, passamos no posto de gasolina, com esperança que adicionando o combustível com anti-congelante a coisa funcionasse. Já eram 10h30 da manhã e o termômetro ainda marcava -1°C. O frentista foi taxativo, vocês têm que colocar querosene. Coisa estranha, querosene? Será que não estraga o motor? Dizem que não, que só limpa e ajuda a descongelar o combustível que está no tanque. Não tínhamos outra opção.

Gelo deixado pela forte geada em Cambará do Sul - RS

Gelo deixado pela forte geada em Cambará do Sul - RS


No caminho para os cânions a Fiona foi recuperando as suas forças e nos campos ao lado a geada e o gelo deixavam ainda mais claro o frio que havia feito durante a noite. Depois dos passeios pelo parque nacional, pegamos estrada em direção à Caxias do Sul e amanhã cedo levaremos a Fiona na concessionária.

Pôr-do-sol e céu com cara de muito frio na região de Cambará do Sul - RS

Pôr-do-sol e céu com cara de muito frio na região de Cambará do Sul - RS


Caxias é a segunda maior cidade do estado, cidade grande, acabamos nos hospedando no Ibis, em frente ao Iguatemi. Queríamos conhecer o Gran Piaccere, restaurante de alguns amigos que fizemos lá em São José dos Ausentes, uma família que estava na pousada Potreirinhos. Paula e Felipe nos receberam com festa, pois a Dona Cerli da Pousada Refúgio da Gralhas lá em Cambará já havia avisado que chegaríamos. É, cidade grande, mas no final todo mundo se conhece! Rsrs! Pegamos boas dicas para a nossa próxima parada: seguimos o frio pelas serras do Vale dos Vinhedos e Nova Petrópolis!

Brasil, Rio Grande Do Sul, Cambará do Sul (P.N Serra Geral), Caixas do Sul

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Patrimônio de todos

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu)

Parque do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Parque do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Acordamos hoje cedinho, tomamos um belo café da manhã, passamos em uma empresa de fotocópias e impressões para imprimir o projeto para levar até o ICMBio. Chegamos lá em Fabião I, comunidade onde fica a sede, as 9h da manhã. A informação que tínhamos é que o Evandro, Chefe do Parque Nacional, estava entre viagens e talvez passasse por lá. Nossa única chance de entrar no Peruaçu é se conseguirmos apresentar o projeto pessoalmente. Como sabíamos que o Parque estava fechado, achamos que valeria a pena arriscar, pois o “não” nós já tínhamos. Esperamos por quase uma hora e assim que Evandro chegou nos atendeu prontamente, mesmo sem termos horário marcado. Super prestativo, conheceu o nosso projeto e recebeu a nossa solicitação formal para entrada no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.

Evandro nos explicou sobre o parque e colocou que o ICMBio sabe que é um patrimônio de todos os brasileiros, mas que o trabalho que eles desenvolvem visa além da preservação do parque, também a segurança dos turistas e cientistas que o visitam. O plano de manejo do Peruaçu já está pronto desde 2005, porém várias questões, inclusive fundiárias, estão em andamento para que ele possa sair do papel e eles não podem arriscar anos de trabalho liberando as visitas turísticas sem infra-estrutura. Sem dúvida um trabalho e tanto para ele resolver sozinho, pois é o único funcionário do ICMBio no parque. Ele possui também um quadro de terceirizados, principalmente os brigadistas que trabalham nessa época de seca, prevenindo e apagando incêndios.

É importante que fique claro, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu está fechado ao turismo, pois ainda não possui infra-estrutura própria. Para conseguir uma liberação especial deve-se submeter um projeto especial de pesquisa à aprovação do ICMBio, com pelo menos 15 dias de antecedência, para que as providências possam ser tomadas. Conseguimos uma autorização para pontos bem específicos do parque, a parte aberta da Caverna do Janelão e os Desenhos, pinturas rupestres. Como exceção ele acelerou a liberação para amanhã, pois entendeu a urgência, já que estamos na estrada com o projeto em andamento.

Até 2014 temos esperança que o Parque Nacional já esteja aberto e bem estruturado, pois só assim fica assegurado que este patrimônio será preservado para todos! O ano da Copa promete!

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu), Cavernas, espeleologia, ICMBio, parque nacional, Peruaçú

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