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dedé (27/01)
E ai casal como estão????Mta coincidencia eu entrei nas fotos de sao tom...
Denys (24/01)
Aê Rodrigo e Ana! Parabéns pelo projeto da trip.Moro em Fortaleza ,mas ...
Juliana Neitzke (24/01)
Olá super Ana e Ro, é sempre muito bacana acompanhar a viagem e passage...
karine (24/01)
Olá Ana, sem querer acabei achando seu blog, e poxa é sensacional! To...
Suzana Gabriela (24/01)
Ola Ana!!! Depois que descobri este blog, também fiquei viciada, todos ...
Paz e amor no Museu de Belas Artes de Montreal, no Canadá
Hoje o clima esportivo tomou conta do casal, colocamos nossos tênis e papetes e rumamos em direção ao Mont-Royal. Hospedados no canto oeste do centro não estávamos muito distantes do parque. Ao invés de pegarmos um metro, como indicado pela recepcionista do nosso hotel, fomos caminhando pela região dos museus, passando em frente ao Museu de Belas Artes de Montreal e pela Igreja de Saint Andrew et Saint Paul. Louca para entrar no museu, com uma exposição de Pop-Art em exibição, acabei cedendo ao céu azul e ao maridão para seguirmos no plano original.
Fachada do imponente Museu de Belas-Artes de Montreal, no Canadá
Subimos a ladeira e alguns bons lances de escadas, entre ciclistas, corredores, turistas e locais que faziam a sua peregrinação diária a um dos lugares mais especiais na cidade de Montreal, o Kondiaronk Belvédère. Deste mirante podemos ver toda a cidade e nos imaginar na pele do Jacques Cartier quando, do alto deste morro, olhando o Rio São Lourenço decidiu chamar a cidade de Ville-Marie du Mont-Royal. Exploramos bem as trilhas do parque, indo até a cruz e procurando um caminho para o Plateau Mont-Royal.
História da criação da cidade, no topo do Mont Royal, em Montreal, no Canadá
Vista do alto do Mont Royal, em Montreal, no Canadá, com o estádio Olímpico ao fundo
Aos domingos nos arredores do Plateau du Mont-Royal jovens fazem piqueniques e se divertem com apresentações de música e danças, encontro conhecido como “tam tams”. Pena que não pudemos esperar até o domingo.
No topo do Mont Royal, em Montreal, no Canadá
Caminhamos pela vizinhança de uma das mais jovens vizinhanças de Montreal em busca de um Sport Bar, queríamos acompanhar as provas dos nossos nadadores brazucas. Rodrigo estava afoito e não queria perder a prova de forma alguma! Encontramos um bar, tomamos uma jarra de cerveja em troca das telas de televisão, torcendo ao lado de dois simpáticos torcedores franceses.
Cruz no topo do Mont Royal, em Montreal, no Canadá
O final de tarde do dia de andanças foi nas charmosas ruas do Quartier Latin e The Village, também repleta de restaurantes, aqui já mais frequentado por locais. Tomamos um vinho e fizemos uma refeição deliciosa no meio do burburinho jovem nos arredores do Teatro Saint-Denis e da Praça Émilie-Gamelin.
Muita arte pelas ruas de Montreal, no Canadá
Charmosa rua para pedestres no bairro Plateau Mont Royal, em Montreal, no Canadá
Montreal possui muitas vizinhanças interessantes, o Bairro Italiano com ótimas cafés e restaurantes e o alternativo Mile End. Difícil de imaginar essa cidade tão alegre e viva durante o inverno, vivendo em seus túneis e shoppings subterrâneos para se esconder da neve e do frio.
Charmosa rua para pedestres no bairro Plateau Mont Royal, em Montreal, no Canadá
Sem ver esta parte eu digo tranquilamente que poderia morar em Montreal, aqui eu tive esse sentimento mais do que em qualquer outra cidade na América do Norte. O clima cultural, alternativo e os espaços ao ar livre são mesmo um convite. Quem sabe ainda voltaremos para conhecer a Montreal branca e silenciosa do inverno canadense.
Fim de tarde com Olimpiadas e vinho em Montreal, no Canadá
No dia seguinte relaxamos e decidimos aproveitar essa cidade em que moraríamos para ter um pouco da sensação de estarmos aqui, em um domingo tranquilo. Acordamos tarde, trabalhamos no site pela manhã e saímos depois do meio-dia para um almoço na movimentada Rue Crescent. Vários bares e restaurantes ficam lotados o dia inteiro, emendando o almoço, happy hour e balada no ritmo frenético dos montrealers.
Restaurantes cheios em Montreal, no Canadá
Sentíamos a obrigação, como viajantes, de visitar algum museu ou grande atração da cidade. Porém a nossa vontade como meros seres humanos era de não fazer nada. Aí, para não ficar assim, sem fazer nada mesmo, fomos a um dos maiores cinemas do Centre Ville para assistir o Batman – O Cavalheiro das Trevas. Adorei o filme, só é impossível não pensar na tragédia de Aurora, aqui no Colorado. Qual será que foi o momento que aquele coringa assassino começou a atirar no cinema? Que horror!
Ruas cheias no centro de Montreal, no Canadá
Saímos do cinema e encontramos a Rue Sainte-Catherine fechada para os agitos do verão, lojas em liquidação e um burburinho que parecia até desproporcional. Procurei shows, festas, promoções, para ver se entendia a situação. Mas não! Era apenas a alegria mais pura e verdadeira de poder colocar uma sainha, blusinha e sandália e caminhar livremente pelas ruas que fazia as meninas e os meninos lotarem estes três quarteirões.
Ruas cheias no centro de Montreal, no Canadá
Passamos novamente pela Rue Crescent, bares e baladas para todos os estilos faz deste um dos melhores "points" noturnos de Montreal, mas a minha rinite e o cansaço bateram mais forte e acabamos nos rendendo, prometendo noites mais agitadas na próxima parada: Quebéc City!
Com o Tiburço, na passagem pelo paso de 4.750 metros no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Hoje acordamos cedo, depois de uma noite mal dormida. Novamente não sei se foi a altitude ou a ansiedade de saber que teria que levantar cedo. 5h30 estávamos em pé para a caminhada. Será um dia longo, pois faremos 2 dias de trekking em um. Sairemos do acampamento em Taulipampa 4.250m, cruzando o Passo Ponta Unión a 4.750m, descendo novamente a 3.350m e subindo a Vaqueria a pouco mais de 3.700m. São 18km com muita inclinação, pedras, vales e paciência.
A magnífica paisagem no início do último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Nosso plano inicial era sairmos sozinhos, levando nossa mochila. Oscar e Tibúrcio conversaram e decidiram colocar à nossa disposição uma mula para levar a mochila e os alguns equipamentos de cozinha, já adiantando um pouco a parte do Tibúrcio na montagem do próximo acampamento. Hoje o almoço é um lanche de pão com queijo já preparado com antecedência por ele, portanto poderia sair cedo para nos acompanhar sem atrapalhar o restante do grupo.Tibúrcio, com seu físico totalmente adaptado à altitude e acostumado com as montanhas da região, sem peso, poderia fazer esta trilha de 4 dias em apenas 1. Ele foi abrindo o caminho e tocando a mula. O primeiro desafio do dia o passo Ponta Unión, subindo em ziguezague uma imensa ladeira que costeia o Taulliraju, por pouco não chegamos no cume! Pelo menos é a impressão que dá! Hahaha!
Lagunas com águas mais escuras do outro lado do paso, no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Já no começo da caminhada comecei a sentir um desconforto, dores abdominais... mas fui negociando com a barriga durante todo o caminho. Não havia de ser nada, pensava. Subimos em 2 horas... pra variar, Tibúrcio poderia ter feito em 45 minutos, Rodrigo também. E eu, que não ando devagar, ao lado desses caras fico sempre parecendo a lesma da vez, lesma com dor de barriga. Maravilha.
Lagunas com águas mais escuras do outro lado do paso, no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Chegamos ao paso, lugar lindo! Mais parece um portal que nos transporta para outro mundo. Uma fenda na rocha nos leva de paisagens nevadas e lagoas de degelo da Quebrada Santa Cruz, para uma paisagem mais sombria, de montanhas escarpadas negras e tempo acinzentado. Uma fina precipitação de neve gelava o nosso nariz. Aceleramos o passo, para esquentar e ganharmos tempo, queremos estar em Vaqueria até as 14h, quando é garantido que teremos ônibus. Sacamos uma foto ou outra e logo começamos a ouvir o tilintar das mulas que traziam os equipamentos de um segundo grupo.
Uma neve fina caía na passagem pelo paso de 4.750 m último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Durante uma hora eu consegui me antecipar à elas, descendo enlouquecidamente um caminho de pedras, mantendo uma distância segura das mulas. Elas não deviam estar acreditando na polaca que parecia querer apostar corrida com elas... Do alto de sua experiência, sabiam que algum momento iriam me passar. Dito e feito. Já quase no pé da trilha, onde se iniciava o novo vale, as mulas me alcançaram e passaram a ser minhas companheiras. Caminhamos juntas e até fiz amizade com o arrieiro que as pastoreava soltando palavras de ordem em quéchua. Simpático e curioso, queria saber de onde era, se já era casada, se era com ele (Rodrigo, que já estava uns 5 minutos à frente), por quê? Ele parecia tão mais velho... vai explicar! Jovens são sempre curiosos, em português, espanhol, inglês ou quéchua, uma vontade de viver incrível! rsrsrs!
Belíssimas paisagens no alto do vale que conhecemos no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Pouco a frente Rodrigo decidiu me esperar e me despeço do novo amigo. Caminhamos, caminhamos, caminhamos e caminhamos. Longo trecho plano e com muitas pedras. Passamos por um lindo bosque de papillónes e algumas lagoas. A paisagem mudou muito e o clima ameno facilita a caminhada. O que continua atrapalhando são as dores, mas sou boa negociadora, vou um pouco mais devagar em alguns trechos, mas vou!
Atravessando bosque no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Ao meio-dia chegamos ao 3º acampamento, onde o nosso grupo irá dormir. Lá estava Tibúrcio nos aguardando, enfastiado de não ter o que fazer. Não titubeou em oferecer ajuda para levar a nossa mochila. Recusamos, mas êita nego que gosta de caminhar! Ele não nos deu opção, pegou a mochila e começou a andar. Menos peso, caminhamos mais rápido.
Com o Tiburço, cozinheiro e nosso guia e companheiro no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
O último trecho de Huaripampa já é habitado. Vamos passando por sítios de camponeses trabalhando em suas criações de abelha, plantações de cevada e em meio aos animais, porcos, burros, vacas, galinhas, patos e os sempre fiéis e amigos perros. Este trecho parecia interminável, as unhas já pediam socorro dentro da bota e minha barriga então? Infelizmente não era uma dor que se resolvesse em um matinho ou banheiro... era algo estranho, diferente.
Finalmente cruzamos o rio de Huaripampa em direção à Colchapampa e ali nos despedimos de Tibúrcio, nosso protetor, que nos alimentou das melhores energias possíveis (literalmente), sempre disposto a ajudar!
Agora, sem as mulas, carregando o peso no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Essa subida final, que ele nos disse que levaria uns 20 ou 30 minutos, foi de matar! Deve ter levado isso mesmo, talvez 40’, mas o foi interminável. Uma subida íngreme, com mais calor e mais dor, além do estresse de chegar a tempo para não perdermos o coletivo de Yungay. Chegamos no alto as 13h50, sentamos em uma varanda da pacata vila e esperamos... Esperamos por umas 2 horas e nem sinal de coletivos. Domingo, será que encontraremos mesmo algum? Eis que surge um carro, com pneus baixos e dois caras meio esquisitos, todos sérios, para quem pedimos carona. Depois de conseguirem emprestado uma bomba manual para encher o pneu, nos mandaram subir e lá fomos nós. 70 ou 80km de estrada de terra entre Vaqueria e Yungay, estrada belíssima, mas ruim pra burro. O nosso “motorista” estava socando o bambu, inclusive nas curvas fechadas do ziguezague que desceram uns 1000m de altura até a Lagoa Llanganuco.
Chegando a famosa laguna Llanganuco, no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Ficamos na dúvida se era uma carona ou um transporte, mas na despedida ele logo esclareceu, 10 soles por pessoa. Mais 5 soles por pessoa de Yungay a Huaráz em um coletivo pinga pinga com um mané bêbado que deixou seu celular repetindo 1000 vezes a versão latina-eletrônica do Kaoma, parada de sucesso nas rádios destes países. Infelizmente pelo tardar da hora não pudemos parar e conhecer o Campo Santo, antiga cidade de Yungay que ficou soterrada por uma imensa avalanche do Huascarán. Essa catástrofe natural foi causada por um terremoto de 7,9 pontos na escala Richter e matou em torno de 50 mil pessoas, em 1970. Os poucos que sobreviveram, foram os que correram para a montanha onde ficava o cemitério... que ironia.
A laguna llanganuco, último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Chegamos a Huaraz, sem banho há 3 dias, de mala e cuia, e paramos para um jantar rápido. Após aplacar a fome, só queríamos saber de chegar ao hostal. Podres e acabados, mas com a sensação de dever cumprido! Cordillera Blanca, nossa história só começou. Ainda voltaremos para explorar as dezenas de montanhas e trilhas que ficaram para trás.
DICA
Tibúrcio também pode trabalhar como freela, sendo guia e cozinheiro e se duvidar até arrieiro! Ele prefere as montanhas, sua preferida é o Huáscaran (6.700m), mas conhece estes vales e trekkings de ponta cabeça! Ele prometeu que logo irá aparecer aqui no site para deixar seus contatos, já que nem caneta levamos para a trilha. Fica aqui a dica!
MUDANÇA DE PLANOS
Hoje, quando chegamos à civilização, conseguimos conectar no wifi do restaurante e, ainda podres e acabados, recebemos uma notícia desoladora. O nosso live aboard para Galápagos foi cancelado! O barco é novo, tão novo que nem pôde sair do estaleiro, aparentemente na ficou pronto e por isso ficamos sem Galápagos. Estamos planejando essa viagem há uns 3 meses, pelo menos, pois além da antecedência para comprar esse pacote, temos 3 amigos que irão (ou iriam) nos encontrar lá. Rafa e Laura, um casal de amigos e Haroldo, primo, todos nossos padrinhos de casamento, estavam loucos tentando entrar em contato consoco para nos passar a péssima notícia.
Segunda a agência de turismo, os outros barcos estão lotados, portanto temos as seguintes opções: 1) Postergar a data do live aboard. 2) Ir para um resort de terra e fazer dive trips com a equipe do hotel, recebendo um ressarcimento, já que o valor é mais baixo. 3) Pedir todo o dinheiro de volta e cancelar a programação.
Para nós nenhuma das 3 é opção que se preze! Galápagos é ponto obrigatório na viagem, ainda mais algo tão planejado, em uma agenda tão suada para reunir os amigos! Sinceramente... dessa não precisávamos.
Lua cheia em Guanajuato, no México
Estamos viajando há 655 dias e já vimos uma penca de cidades históricas portuguesas, espanholas, inglesas, francesas e até holandesas pelo caminho, mas Guanajuato conseguiu surpreender os dois viajantes inveterados aqui. Vamos explicar do começo para ficar mais fácil.
Caminhando com o Ricardo em Guanajuato, no México
O Estado mexicano de Guanajuato possui terras ricas em ouro, prata, ferro, zinco e outros minérios. Nos tempos coloniais chegou a produzir mais de 40% de toda a prata extraída no mundo, sendo 20% nas minas de La Valenciana, nas adjacências da capital do estado de mesmo nome.
A Catedral de Guanajuato, no México
Guanajuato, cidade fundada em 1558 está no coração do estado mineiro e foi berço para o florescimento cultural entre os séculos XVIII e começo do século XIX, aportado pelos barões da prata. Esta elite política, econômica e cultural, indignada com a partilha compulsória das minas com o Rei Carlos III, teve um papel importante nas guerras de independência do país.
Guanajuato, a "capital cervantina" no México
As mansões de arquitetura colonial espanhola, belíssimas, igrejas, teatros e praças são um deleite visual. O que a fez desta cidade uma lugar único, porém, foi o resultado dessa ganância inveterada pelo vil metal. Em meados do século XX (sim, 1950... por aí), mineiros escavaram as montanhas sobre a qual a cidade foi construída, criando um verdadeiro emaranhado de túneis e avenidas subterrâneas que deixam qualquer GPS maluco.
Os famosos túneis de Guanajuato, no México
Nós chegamos tentando localizar um hostel no centro histórico e em poucos minutos já havíamos cruzado a cidade por três, quatro, cinco diferentes túneis, sem conseguir ter qualquer referência de onde estávamos. A certa altura resolvemos relaxar e nos divertir, pois se perder nos subterrâneos de uma cidade histórica como essa era uma experiência completamente nova para nós dois. Andando em círculos, íamos apenas seguindo as placas que encontrávamos que apontavam Centro Histórico e quando vimos estávamos na Rua Cantarranas, exatamente onde queríamos chegar! Eu desci e sem ter onde estacionar o Rodrigo foi dar “uma volta no quarteirão” e ficou mais uma meia hora se divertindo perdido pelos túneis da cidade, até encontrar Ricardo, um guia que o levou novamente à pousada.
Os famosos túneis de Guanajuato, no México
Ricardo é um personagem da cidade, de uma família tradicional da região que aparentemente levou uma rasteira política, perdendo parte da influência que possuía. Ainda assim ele conhece a todos e tem planos para se tornar o Secretário de Turismo da cidade. Simpático e com um jeito cativante, Ricardo conseguiu conquistar até o Rodrigo (que odeia guias) e rodou conosco toda a cidade. Caminhamos pelo Mercado Municipal, Calle Obregón, passando pela Plazuela de San Fernando, Plaza La Paz e a Basílica da cidade que logo irá receber a visita do Papa Bento XVI.
Movimento de fim de tarde na rua peatonal de Guanajuato, no México
Deixamos combinado um reencontro com Ricardo, que além de nos deixar super atualizados nos acontecimentos da cidade, nos acompanhará ao Cristo Rey, um mirante nas montanhas nos arredores amanhã. O fim de tarde foi no Jardín de La Unión, praça sombreada por árvores bem podadas, rodeado de restaurantes aconchegantes, mariachis, vendedores e um dos principais pontos de encontro dos locais. Uma cidade encantadora, já vimos que vai ser difícil ir embora.
O grande Mercado de Guanajuato, no México
Show noturno de luzes e sons em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul
Os 7 Povos das Missões são algumas das ruínas mais antigas existentes no Brasil. Construídas por jesuítas enviados pela Coroa Espanhola para amansar os nativos, facilitando a entrada dos exploradores e colonizadores, além de arrebanhar novas ovelhas para a Igreja Católica.
Estátuas da antiga Missão no Museu em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul
Os jesuítas foram fortes e suportaram longos períodos em uma selva distante, sem suprimentos e com pouco (quase nenhum) suporte de seu rei, porém gozavam de autonomia religiosa, respondendo diretamente ao Papa. Muito cultos, letrados e astutos utilizaram a música como instrumento de aproximação e evangelização dos Guaranis, povo com uma musicalidade impressionante, segundo relatos dos evangelizadores.
A cruz dupla nos jardins da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul
O cenário também foi muito propício à redução dos indígenas em missões jesuíticas, pois tanto espanhóis, quanto portugueses avançavam selva adentro buscando matéria prima e escravos de pele vermelha. Os bandeirantes paulistas unidos aos eternos inimigos dos guaranis, os tupis, tinham ainda mais vantagem e eram os mais temidos. Assim, para alguns caciques, as reduções se tornaram lugares atraentes tanto pela segurança que proporcionavam às tribos, quanto por prepararem estes indígenas para o convívio com o homem branco.
Interior da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul
O processo de formação destas missões foi lento, os jesuítas conseguiram, pouco a pouco, convencer os caciques guaranis dos benefícios de estarem reunidos, trabalhando em grupo para a produção de alimentos, educação e ao mesmo tempo garantindo a segurança de toda a tribo que, convertida ao cristianismo, tinha privilégios que os outros nativos não tinham.
Caminhando pelas ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul
Fundada em 1632 pelo padre Cristóvão de Mendonça, a Missão de São Miguel Arcanjo logo foi abandonada, em decorrência dos ataques de bandeirantes. O padre e mais de 4 mil indígenas retornaram do Paraguai e retomaram a missão em 1687.
A imponente porta da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul
São Miguel Arcanjo chegou a abrigar mais de 4 mil indígenas e apenas dois padres jesuítas eram os responsáveis pela missão. A língua falada dentro das reduções era o guarani, aprendido pelos padres, repassado pelas famílias às crianças que pouco à pouco iam aprendendo também o espanhol. Os costumes guaranis foram sendo modificados paulatinamente, inclusive a poligamia, que era privilégio do cacique. Dentro das missões os caciques mantinham a sua posição de comando, sendo o responsável por sua tribo e fazendo parte de um conselho de caciques que decidia e organizava a missão junto dos dois jesuítas.
Turistas visitam a Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul
As economia nas missões girava à base de trocas, algumas produzindo mais algodão, milho, mate e outros insumos agrícolas, enquanto outras tinham a criação de gado como principal atividade. Além das trocas entre as missões, algumas provisões eram compradas de mercadores que vinham de fora ou mesmo nas cidades mais próximas que já se formavam às margens dos principais rios da região. Ferro, vidros e outros bens que não eram encontrados por ali eram trocados pelos bens produzidos dentro das reduções. Além disso as missões eram isentas de pagar tributos à Coroa Espanhola por 10 anos.
Ruínas da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul
Todo o trabalho na construção destas verdadeiras cidades foram perdidos quando foi assinado o Tratado de Madrid, onde Portugal e Espanha trocavam as terras a leste do Rio Uruguai pela região de Colônia de Sacramento. Ao menos 5 gerações de indígenas já viviam ali, mais de um século de história, vivência, aprendizados e evangelização, sendo vassalos exemplares da coroa espanhola e era assim que o Rei lhes correspondia?
Visita às ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul
Foi quando os guaranis decidiram defender o seu lar, território reduzido dos indígenas (daí o nome reduções) e que ainda assim teimavam em roubar-lhes. Uma guerra terrível e sangrenta entre os indígenas e os europeus, espanhóis aliados aos portugueses, exterminou e dispersou a população indígena. Nesta mesma época a perseguição aos jesuítas já havia expulsado os primeiros missionários das missões, desmantelando toda a estrutura que existia e facilitando a derrubada das mesmas.
Ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul
Abandonada depois da Guerra Guaranítica, hoje São Miguel é Patrimônio Mundial pela UNESCO, assim como suas vizinhas argentinas Santa Ana, San Ignácio Miní e Nossa Senhora de Loreto, que pretendemos visitar. Nossa visita à São Miguel foi em um final de tarde nublado, com um sol tímido tentando iluminar as paredes vermelhas da antiga igreja, oficinas e das poucas estruturas que restaram em pé.
Uma figueira cresce sobre as ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul
À noite ainda assisti ao Show de Luzes e Som, atividade desenvolvida para atender às obrigatoriedades e padrões dos Patrimônios da Humanidade pela Unesco. Luzes piscam e iluminam a catedral, as oficinas e as árvores, enquanto elas ganham voz e personalidade, contando a história da missão com uma entonação bem dramática e teatral. Já conhecendo outros espetáculos como este eu achei a concepção artística do show um pouco simplista, mas ainda assim bem instrutiva para os que conseguem acompanhar os diálogos entre uma ruína e outra.
Show noturno de luzes e sons em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul
Dos nossos 7 Povos das Missões, São Miguel é o mais preservado e conta com o Museu das Missões, onde pudemos observar peças trabalhadas pelos escultores indígenas com a orientação dos jesuítas. A Rota das Missões conta ainda com mais 3 sítios arqueológicos, as ruínas de São João, São Lourenço e São Nicolau, além de 3 Santuários católicos modernos e o Salto Pirapó.
O mapa das Missões no território brasileiro
Nossa viagem continua, mas agora do outro lado do Rio Uruguai, onde iremos conhecer as famosas Missões Argentinas!
O vulcão Cotopaxi, o mais alto do mundo em atividade, no Equador
Hoje começa a nossa viagem com Rafael e Laura para o sul do Equador. Nosso objetivo é conhecer as cidades de Baños, Cuenca e seus arredores e fazer o trekking nos dois principais vulcões do Equador, Cotopaxi e Chimborazo. Para tal entramos em contato com a Gulliver, uma agência de turismo de aventuras que foi bem recomendada pelos amigos aventureiros do twitter e pelo nosso guia de viagens.
Carregando a Fiona com a bagagem de quatro pessoas, em Quito - Equador
Enquanto Rodrigo e Rafael fechavam os últimos detalhes e burocracias para o nosso live aboard de Galápagos e os trekkings nos vulcões, eu e Laura fazíamos a arrumação da Fiona, afinal além de toda a nossa tralha tínhamos que encaixar a bagagem de mais dois novos viajantes. Fizemos compras de várias comidinhas para a viagem e finalmente conseguimos sair de viagem! O que não significa conseguir sair de Quito. Nunca vi tarefa mais difícil no trânsito que conseguir sair da capital equatoriana... rodamos, rodamos, rodamos e parece que estamos andando em círculos, sempre no mesmo lugar. A Panamericana Sul está em reforma, então tivemos que pegar um outro caminho e como a cidade é comprida temos que cruzá-la de norte a sul para finalmente sairmos da mancha urbana e avistarmos uma auto-estrada.
O refúgio no vulcão Cotopaxi, no Equador
Granizo na estrada do Parque Cotopaxi, no Equador
Hoje nosso programa é fazer um trekking de aclimatação no refúgio do Cotopaxi a 4.800m de altitude. Rafa e Laura precisam se acostumar com a altitude, multiplicar os seus glóbulos vermelhos e já ter uma noção da trilha e do frio que vamos passar se eles quiserem ter alguma chance de chegar ao topo.
Descendo o vulcão Cotopaxi sob forte neblina, no Equador
O principal acesso ao Parque Nacional Cotopaxi fica 30km antes da cidade de Latacunga, são 6km de estrada de terra até a portaria do parque. O tempo estava fechado, foi entrarmos no parque que começou uma imensa chuva de granizo, que logo parou deixando tudo branco, ótima recepção aos aventureiros de plantão! Não tínhamos opção, mesmo com frio e chuva tínhamos que fazer o trekking hoje.
Fiona enfrenta o granizo no Parque Cotopaxi, no Equador
A primeira parada, ainda de carro, é na Laguna Limpiopungo, a 3830m de altitude. Uma lagoa rasa em meio às highlands que antecedem o imenso vulcão. Ao redor olhávamos as diversas montanhas cobertas pelas nuvens e ainda tínhamos dúvidas, qual delas seria o Cotopaxi?
Laguna no Parque Cotopaxi, no Equador
Não foi difícil descobrirmos, eram 3 horas da tarde e vários carros estavam na rota inversa, além de alguns bikers fazendo um dos passeios mais vendidos pelas operadoras de turismo aqui na região: a descida de bike desde o estacionamento do Cotopaxi a 4.200m, até a laguna ou o museu. Enquanto eles desciam, nós nos preparávamos para a subida. A pior parte foi sair do carro, confortáveis 25°C na Fiona e alguns graus abaixo de zero fora. Chuva acompanhada de neve e muito vento nos acompanharam durante toda a subida. O terreno é de material vulcânico, a cada passo que damos voltamos dois, cansando muito mais, ainda mais a esta altitude. A média normal para alguém que não está aclimatado é de subir dos 4.200m aos 4.800m em uma hora.
A Ana, a Laura e o Rafa subindo para o refúgio no vulcão Cotopaxi, no Equador
Rodrigo, aclimatado e com seu chassi de grilo fez em 20 minutos. Rafael começou conosco mas logo resolveu testar mais seus limites e terminou em 30 minutos. Eu e Laura fomos tranqüilas, caminhando devagar e sempre e fechamos em menos de 45 minutos! Cenário animador para os planos de cume que temos para a próxima semana. Ainda precisaremos de mais alguns trekkings de aclimatação, mas acho que temos grandes chances!
No refúgio do vulcão Cotopaxi, a mais de 4.800 metros de altitude, no Equador
Cotopaxi é o maior vulcão ativo do mundo, com 5.897m de altitude e bom longo trecho de glaciar. A escalada não é técnica, mas a exige equipamentos de frio, gelo e segurança especiais. Hoje até o refúgio é tranquilo, apenas caminhada e concentração na respiração. O frio, a neve e a neblina apenas deram trégua dorante 5 minutos, quando finalmente vimos o cume do vulcão ensolarado e ganhamos uma injeção de ânimo para continuar.
Refúgio do Cotopaxi, a mais de 4.800 metros de altitude, no Equador
Lá no refúgio aquele clima gostoso de montanha. Frio, neve, chá quentinho e ao redor todos os escaladores, montanhistas, alpinistas ou o nome que desejarem. Todos ansiosos para a sua ascensão que deve começar à meia-noite ou 1am desta próxima madrugada.
Dentro do confortável refúgio do vulcão Cotopaxi, no Equador
Nós curtimos um friozinho por ali mas logo partimos, pois precisávamos ainda chegar à cidade de Baños. Ainda no estacionamento vimos um lindo lobo, já acostumado com a visita dos turistas que deixam sempre um rastro de comida por ali.
Um lobo nos observa, a 4.500 metros de altitude, no Cotopaxi, no Equador
Foram mais 2 horas de viagem até lá, chegamos exaustos, loucos para entrar no primeiro hostal razoável e dormir. Amanhã veremos o que esta cidade de águas termais tem para nos mostrar.
Chegando à enorme ponte de pedra do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
Uma das grandes atrações da Blue Ridge Parkway está aqui na Virgínia, quase na fronteira norte da estrada no milepost 61 ou a 66km de Roanoke. À um primeiro olhar é a maior tourist trap! Você chega para ver uma ponte natural e antes tem que passar por um castelo de pedra parecido com as Lojas Havan das BRs. Lá dentro além de lanchonete, livraria e uma imensa loja de departamentos de bugigangas turísticas, há também um borboletário e uma linha do tempo com a rica história deste monumento natural. Comece o seu passeio aí, nesta parede, à esquerda logo que desce a escada e você não irá se arrepender.
Borboletas no interessante "borboletário" do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
A ponte natural foi o caminho miraculoso para os índios da tribo Monacan escaparem de seus inimigos. Em 1750 estas terras receberam uma ilustre desconhecida visita. O jovem George Washington foi contratado para fazer a marcação das terras de Lord Fairfax, deixando as suas iniciais marcadas em uma das paredes do monumento natural.
Marcado na pedra, as iniciais de George Washington, feito pelo presidente americano quando ainda era adolescente (no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos)
24 anos mais tarde a propriedade foi vendida para um tal de Thomas Jefferson. Apaixonado pela beleza natural da ponte de pedra, o futuro presidente dos Estados Unidos liberou sua utilização para produção de munição durante a Revolução Americana e mais tarde na guerra de 1812 contra a Inglaterra. Havia, porém uma única exigência, que a Natural Bridge fosse preservada e devolvida aos seus auspícios exatamente como saiu.
As pessoas ficam minúsculas quando comparadas à ponte de pedra no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
"It is impossible for the emotions arising from the sublime to be felt beyond what they are here; so beautiful an arch, so elevated, so light, and springing as it were up to heaven, the rapture of the spectator is really indescribable!"
-Thomas Jefferson, former owner of the Natural Bridge, Notes on Virginia, 1782
Em meados de 1830 os herdeiros de Thomas Jefferson venderam as terras para um empreendedor da área turística que construiu um grande hotel e começou a receber turistas de todo o mundo, sendo então uma das maiores atrações dos Estados Unidos ao lado da Niagara Falls. Um arco de 66m de altura e um vão de 27m cavados sob o calcário pelo Cedar Creek a primeira vista da imensa ponte natural é mesmo de tirar o fôlego.
A colossal ponte de pedra do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
Mais alguns minutos de caminhada e vemos a réplica de uma Aldeia Monaca, com alimentos, peles e uma oca onde os indígenas viviam naqueles tempos passados. Continuando por uma trilha sombreada que margeia o rio chegamos a uma pequena cachoeira, para depois retornar e sermos mais uma vez surpreendidos pela visão da imponente ponte de pedra.
Réplica de antiga oca indígena no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
Colheita de milho, como faziam os antigos indíenas da região do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
Se você não estiver com pressa ainda pode incluir nesse passeio um tour às cavernas da Natural Bridge, iluminadas e com guias que falam sobre a formação geológica, etc. A próxima parada depois daqui seria a charmosa cidade de Charlotteville, que estava no nosso plano inicial. Nós quisemos adiantar o expediente e seguimos para o próximo destino, a Skyline Drive no Shenandoah National Park. Mas esta já é uma história para o próximo post.
Observando a cachoeira no rio que formou a incrível ponte de pedra no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
Blue Ridge Parkway - Motivos para voltar:
- Great Smoky Mountains National Park – O parque nacional mais visitado pelos americanos, possui paisagens maravilhosas, vida selvagem pulsante e milhares de quilômetros de trilhas para hikers e pelos apaixonados pela natureza. A mais famosa delas é a Apalachian Trail, com mais de 3.000km, cruzando toda a cordilheira até o Shenandoah National Park.
- Outono - ver as cores do outono na segunda quinzena de outubro, quando as Maple Trees fazem um espetáculo colorindo as Montanhas Apalaches.
- Godfather Mountain – pulamos este parque que é um dos high lights da região, pois havia muita neblina e não havia visibilidade.
- Linville Caverns and Falls – Dizem valer a pena a visita à estas atrações, a cachoeira fica próximo à estrada e as cavernas em um detour à oeste. Sem tempo acabamos optando por seguir, já que já havíamos passado por outras cachoeiras e cavernas nos últimos dias. Se tiver tempo não deixe de incluir no seu roteiro.
Visita ao casal do Brasil Cristalino na Cidade do Panamá
Final de tarde e chegamos à Marina La Playita, no bairro de Amador. Esta região foi aterrada no período em que os norte-americanos administravam o Canal do Panamá, para fazer a ligação do continente com as três ilhas mais próximas. Hoje é uma área de grandes hotéis e marinas, com um lindo passeio para caminhadas, corridas e pescarias.
A Ana ajuda a preparar sushis à bordo do Brasil Cristalino, da Lilian e do Eduardo, na Cidade do Panamá
Buscávamos o Barco Brasil Cristalino e os nossos amigos Lilian e Eduardo. Fomos apresentados pela internet através de um primo do Rodrigo e a paixão por viajar logo nos uniu. Depois de uma longa espera, finalmente chegamos ao Panamá e pudemos conhecer-los!
Com a Lilian e o Eduardo no barco e "casa" deles na Cidade do Panamá
Lilian e Eduardo começaram o projeto Brasil Cristalino há um ano, bem pelo menos esta etapa da viagem. A primeira etapa foi pelo Brasil, mas esta foi apenas o aperitivo. Gostaram tanto que quando retornaram já faziam os planos de um roteiro mais ambicioso: viajar toda a América Latina de carro. Entretanto o projeto deles tem um toque especial, como praticantes da pesca-submarina esportiva, estão sempre em busca do melhores lugares para praticar este esporte. Por isso o Panamá sempre teve um lugar especial no seu planejamento. Chegando aqui, depois de passarem por alguns perrengues nas mãos de outros barqueiros, capitães e guias de pesca, decidiram que tomariam as rédeas da situação e mudariam o seu estilo de viagem: compraram um barco e agora estão aproveitando o melhor dos dois maiores oceanos do mundo! Já cruzaram o Canal do Panamá duas vezes, exploraram toda a região, passando pelo Arquipélago de San Blás, no lado do Atlântico, Las Perlas e Coiba no lado do Pacífico. Você também curte pesca-sub!?! Não deixe de visitar o site e o facebook do Brasil Cristalino e conferir os vídeos emocionantes que eles postal lá! A paixão é tanta que agora eles passaram a organizar charters de pesca-submarina na costa do Panamá!
Com o Eduardo durante delicioso jantar à bordo do barco Brasil Cristalino, na Cidade do Panamá
Nós amamos o mar, mas não entendemos nada de pesca e muito menos de barco. Eduardo e Lilian nos deram uma aula sobre o tema, trocamos experiências e histórias incríveis de um universo novo para o casal aqui. Meu pai já praticou pesca-sub, mas eu nunca tive coragem de atirar nos bichinhos. Acho que se dependesse de mim, ou era na vara, ou acabava virando vegana!
">Ritual de preparação de sushi. Passo 1: Esticar as folhas de alga (Cidade do Panamá)
Ritual de preparação de sushi. Passo 2: Cobrir a alga com arroz e deixar ele bem amassado (Cidade do Panamá)
Dentre os aprendizados da noite, destacou-se o curso rápido de culinária japonesa com a Lilian. De uma forma super natural, ela fez esta arte culinária parecer fácil! O fruto da última pescaria foi a corvina, cortada em pedacinhos e salteada rapidamente na chapa para os sushis. Arroz com vinagre especial, espalhado sobre a alga de sushi e em dois minutos o nosso primeiro rolo estava pronto! Fomos preparando enquanto conversávamos, aprendendo enquanto nos divertíamos e quando vi eu já estava fazendo os meus primeiros sushis sozinha! Valeu professora Lilian!
">Ritual de preparação de sushi. Passo 3: Colocar o recheio de peixe, shitake e cream cheese bem no meio da alga com arroz (Cidade do Panamá)
Ritual de preparação de sushi. Passo 4: Depois de enrolar a folha de alga com arroz amassado ao redor do recheio, cortar tudo bem fininho. Pronto! Já temos suhis deliciosos! (Cidade do Panamá)
Aqui eu me deparei com outra realidade. Nós nessa pressa desgraçada para viajar todos os países da América em 1000dias. Lilian e Eduardo, sem pressa alguma, curtindo a sua paixão pela pesca em um dos melhores lugares que poderiam estar e sem obrigatoriedade de chegar a lugar algum! Eles têm um período previsto para a viagem, mas até lá eles estão vivendo. Objetivos diferentes, uma forma de conhecer e curtir também diferente. Impossível não parar para pensar... Mas no final a minha sede por conhecer cada canto desse mundo fala mais alto e nos mostra que estamos no caminho certo. Pelo menos para nós.
Junto com o simpaticíssimo casal do Brasil Cristalino, a Lilian e o Eduardo, comendo sushis pescados e preparados por eles, à bordo da "casa" deles na Cidade do Panamá
Mergulhando no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
O dia começou cedo. Já tínhamos reservado duas saídas, ou três mergulhos, com operadora do Beach Resort Little Cayman. Paul nos serviu o café da manhã e levou até lá ainda antes das 8h, a tempo de prepararmos nosso equipamento de mergulho e nos unirmos ao grupo. Após o briefing do barco, saímos em direção à famosa Bloddy Bay, onde estão localizados os principais pontos de mergulho, no norte da ilha.
Pronto para mergulhar, de sunga e meias! (em Little Cayman, nas Ilhas Caiman)
Para a nossa surpresa a nossa dive master era uma brasileira! Roxane na verdade possui 3 cidadanias, cidadã do mundo tem pais europeus (belga e alemão, senão me engano), que viveram na Zaire (antigo Congo Belga) e que se mudaram para o Brasil, vivendo em Curitiba e depois no Rio de Janeiro, onde ela nasceu. Ainda pequena mudou-se com os pais para os EUA, falando então fluentemente inglês, francês, alemão e o português!
Muita cor nos corais de Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
A estrutura e o serviço da operadora são ótimos! Recebemos um briefing detalhado de cada ponto de mergulho e podemos escolher nos unir ou não ao dive master que vai guiando o grupo. Eu e o Rodrigo decidimos fugir da muvuca e nos aventurar sozinhos nas águas da baía sangrenta. Quase todos os pontos estão à beira do abismo submarino, paredão vertical (e as vezes negativa) de mais de 4.000m de profundidade!
Acompanhando as impressionantes paredes do Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
O primeiro ponto da manhã foi o Marilyns Cut. Começamos o mergulho descendo por um cânion coralíneo e já demos de cara com um caranguejo gigante, com quase 30cm de carapaça e patolas nada amigas! Saindo do cânion flutuamos sobre o abismo infinito e a linda imensidão azul. Cruzamos muita vida, todos os tipos de peixes e algumas tartarugas simpáticas.
Voando sobre um penhasco de mais de 2 km no Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
O segundo mergulho foi no Randy´s Gazebo, o gazebo que dá nome ao local está abaixo dos 30m, após o primeiro mergulho profundo, deixamos o gazebo pra lá e seguimos o perfil mais conservador, indo no máximo aos 25m.
A inconfundível silhueta de uma tartaruga durante mergulho no Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
Logo no início do mergulho, saindo de algumas pequenas cavernas coralíneas, demos de cara com um Caribbean Reef Shark. O tubarão tinha pouco menos de 2m e estava entre 30 e 33m, cruzamos com ele na ida e na volta do seu “passeio” pela parede. Lindo!
Encontro com um tubarão no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
Voltamos à base de operações para um intervalo, almoçamos uma saladinha light e pegamos uma prainha básica, lugar perfeito para liberar todo o nitrogênio residual do organismo! Rsrs!
Muito sol e pouco vento no segundo dia em em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
Praia paradisíaca em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
À tarde seguimos para o terceiro mergulho, já na parte sul da baía, em um ponto chamado Gay´s Reefs. A profundidade não passa dos 14m entre formações de corais entrecortados por corredores de areias.
Peixe se esconde na areia em mergulho no Gay's Reef, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
Imensos moluscos protegidos por suas conchas deixam rastros na areia em suas longas peregrinações, enquanto duas arraias (stingrays) voam apressadas para algum compromisso inadiável. Cardumes de peixes e lagostas solitárias nos fazem companhia nesse imenso mundo submarino.
Concha do mar habitada! (no Gay's Reef, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman)
Terminado nosso primeiro dia de mergulho, Paul estava lá para nos buscar para o idílico final da tarde no Sunset Cove. Animei ainda a dar uma longa remada de caiaque até os arrecifes que protegem a baía, onde as garças se alimentam no final de tarde cada vez mais rosado, enquanto o sol se põe no nosso quintal. Foi perfeita para uma relaxada após um dia embaixo d´água.
A Ana aproveita o fim de tarde para remar na baía em frente ao nosso hotel em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
Voltando à terra firme depois de remar pelo entardecer na baía em frente ao nosso hotel em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
Assim que o sol se pôs, nossos anfitriões ainda prepararam um churrasco ao estilo americano. Ao pé da fogueira trocamos histórias de nossas vidas, como começou o romance de Paul e Isabelle em um encontro pela internet que se concretizou em Londres e continua como um sonho neste pedaço de paraíso na terra. Noite estrelada, boa companhia e dia perfeito na mais exclusiva ilha Cayman.
Fim de tarde e início de fogueira no Sunset Cove, nosso hotel em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN
Uma das partes mais gostosas da viagem é quando pegamos rotas diferentes, por que estrada de asfalto são todas iguais, muda um pouco a paisagem aqui e ali, mas não é tão curtida como um off-road, por exemplo. Hoje saímos de Sagi pela praia e os chapadões até a Praia da Pipa. Aquela sensação de “easy rider”, rodando pelas areias, vento, sol, mar, sempre fez parte do meu imaginário de viagem de carro pelo nordeste e aqui vamos nós!
Longas praias desertas no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN, antes de chegar à Baía Formosa
São quase 30km entre as duas cidades e na maré baixa conseguiríamos fazer praticamente todo o caminho pela areia. Passamos por Baía Formosa e ali já vimos que a maré ainda estava alta nas pedras e falésias, tivemos que entrar pela Fazenda Estrela e fazer parte da estrada entre coqueiros e alagados. Chegamos à Barra de Cunhaú, um rio largo que atravessamos numa balsa de um carro só.
Embarcando a Fiona para cruzar o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN
Era comum seguir de carro pela areia daqui até a próxima balsa, mas a proibição foi feita e esta eu obedeço com gosto! A praia é berçário para as tartarugas marinhas que ainda estão em época de reprodução e fazem seus ninhos nestas areias. Já pensaram as coitadinhas tendo que agüentar carros e bugues?
Na balsa sobre o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN
Por isso pegamos um trechinho de estrada até a Barrinha e dali seguimos para a próxima balsa do Rio Sibaúma, essa balsa ainda menor e quase desnecessária. A Fiona ficou até meio chateada de não ter estreado seu snorkell, mas não poderíamos burlar o ganha pão dos balseiros dali.
Cruzando o rio Sibaúma numa pequena balsa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN
De Sibaúma até a Pipa são mais 3km sobre um chapadão maravilhoso! A vista do alto das falésias é ainda mais bonita, o verde contrastando com a terra da chapada à beira mar, fantástico!
O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN
Logo vemos que estamos chegando à Pipa, aumenta o movimento de carros e o golpe final, excursões da CVC por toda parte. Centenas de turistas descendo dos trenzinhos puxados por tratores, mega empreendimentos imobiliários “Pipa Beach Bungalos”, praia lotada de barracas e guarda-sóis. É o desenvolvimento chegando...
Praia próxima à Pipa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN
A Praia da Pipa é um daqueles destinos obrigatórios para qualquer brasileiro. Um lugar especial que virou atração turística não apenas por suas belas praias, mas pela infra-estrutura turística e pelo astral das pessoas que fazem o lugar. O Rodrigo já conhecia e sugeriu que ficássemos apenas um dia e uma noite, mas eu tinha lá minhas dúvidas, queria sentir o lugar antes para decidir ficar, quem sabe, pelo menos mais uma noite.
Caminhando na Praia da Pipa - RN
É realmente estranho sair de lugares como os que temos andado, tranquilos e distantes de tanto agito e chegar à Pipa. Ficamos meio tontos com tantas coisas, mas a energia e a própria infra do lugar vai nos envolvendo e não nos deixa ir embora. As praias são bonitas, mas lotadas. Temos que treinar os olhos para ver a beleza em meio a tanta gente e tanta farofa. Chegamos à praia do centro e logo pensei, “se for só isso podemos ir amanhã”. Caminhamos até a baia dos golfinhos, praia com falésias imensas, águas tranqüilas onde os golfinhos costumam passar o dia e caçar alguns cardumes de sardinha. É uma caminhada curta para chegar até lá, aí nos perguntamos: por que as pessoas gostam tanto de ficar aglomeradas? Uma praia dessas, tão linda e tão vazia, enquanto a outra está lotada? Enfim, mistérios do ser humano.
Baía dos Golfinhos, Praia da Pipa - RN
O fim de tarde foi chegando, os bares e restaurantes começaram a abrir e as ruas começaram a ganhar vida. Lanchamos um sanduíche delicioso que não encontrávamos há muito tempo, até aqui, só cheeseburguer e olha lá! Risoterias, bares, lojas, enfim... um mundo de coisas e pessoas alternativas vindas de todos os cantos do mundo, para formar esta atmosfera “pipana”. Decidido, vamos ficar mais um dia! Já vimos lugares tão ou até mais bonitos, mas a viagem e a vida não são feitas apenas disso. Precisamos respirar um pouco desta atmosfera e nos alimentar da energia cosmopolita que transborda neste lugar.
Falésias na baía dos Golfinhos, em Praia da Pipa - RN
A primeira visão da Angel Falls, em Canaima, no sul da Venezueka
Começamos o dia cedo, café da manhã as 8h e temos um tempo para visitar a vila ou apenas descansar. Esperamos por mais dois passageiros que irão fechar nosso grupo que subirá o Rio Caroni em uma viagem de barco de 4 horas, atravessando corredeiras entre tepuis e florestas para chegar ao Salto Angel.
Início da jornada de barco para o Salto Angel, região de Canaima, no sul da Venezueka
Trilha para ultrapassar as corredeiras do rio Caroni, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
Uma hora de barco e logo desembarcamos para caminhar aproximadamente 45 minutos por uma linda savana, enquanto o barco dá a volta pelo rio atravessando as corredeiras mais perigosas. Do outro lado desta ilha voltamos ao barco e ganhamos nossos almoços, sanduíches de presunto e queijo, frutas e bolachas. Seguimos com sol, entre florestas e imponentes tepuis, ziguezagueando no rio, que a cada curva nos desvenda novas cachoeiras e as imensas paredes do Auyantepui.
A caminho do Salto Angel, o magnífico visual dos tepuis, na região de Canaima, no sul da Venezueka
A caminho do Salto Angel, o magnífico visual dos tepuis, na região de Canaima, no sul da Venezueka
Logo as nuvens começam a anunciar o temporal que está por vir: ficaremos encharcados! Sabíamos que não havia o que fazer senão entrar no clima e relaxar! Adiante voltamos a encontrar corredeiras, para dar mais adrenalina ao passeio! Elas ficam mais fortes nos trechos de pedras, mesmo trechos que em 2007 fizeram todos os homens descerem do barco e ajudarem a empurrar, já que o rio estava totalmente seco.
A maravilhosa paisagem no caminho para o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
Desembarcando, para fazer a trilha até o mirante do Salto Angel, região de Canaima, no sul da Venezueka
O tempo abriu e logo chegávamos ao início da trilha do Salto Angel. Do rio já tivemos o primeiro gostinho, vimos o salto ao longe, imenso, caindo 979 metros do alto do Auyantepui. Era perto das 14h e decidimos entrar na trilha para garantir que desta vez o gigante não nos escaparia! Foram quase 50 minutos de trilha, caminhando rapidamente entre pedras, raízes, cogumelos e árvores, além de uma subida íngreme no final para chegar até o mirante.
Atravessando o rio rumo ao mirante do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezueka
Finalmente, aos pés da maior cachoeira do mundo, o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
Incrível vê-lo caindo de baixo, completo de água da cabeça aos pés! Um pouco mais de água fecharia a nossa visão, com a própria nuvem de água formada pela queda. Foi isso que aconteceu na última vez que estivemos aqui. Chegamos no final do dia e dormimos para na manhã seguinte fazermos a trilha. Naquela noite choveu tanto que o salto ficou não apenas imenso, mas volumoso formando uma grande nuvem de vapor de água. Do mirante nada se via, apenas sentíamos o poder da sua queda d´água! Lembro que começou a chover a meio caminho do mirante, e na trilha o guia me disse: “Você acha que isso é chuva? Não, é a água do Salto Angel!” Sua força vinha refletida no vento do vapor de água que nos encharcava, mesmo vapor que cegava toda e qualquer visão da cachoeira, era tudo branco.
Impressionado com a imponência do Salto Angel, a mais alta cachoeira do mundo, em Canaima, no sul da Venezueka
Hoje pudemos vê-lo por completo, majestoso e senti-lo mais suave. Ele ainda molhava a nós e às lentes de nossas câmeras, mas era apenas para lembrar-nos que estávamos perante a maior cachoeira do mundo! Para chegar aos pés da sua queda d´água são mais 45 minutos de boa subida em pedras escorregadias, percurso com autorização extra e raramente oferecido nos pacotes turísticos.
A pequena cachoeira aos pés do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
O jason, a Angela e o Bode, no mirante do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
1000dias chega ao Salto Angel, a maior cachoeira do mundo, em Canaima, no sul da Venezueka
Voltamos extasiados ao começo da trilha e cruzamos de barco para o nosso acampamento, alguns metros rio abaixo. Escolhemos nossas redes, tomamos um banho frio delicioso e nos reunimos ao redor das xícaras de chá enquanto esperávamos o nosso jantar quentinho ser servido.
1000dias e Bodeswell, encontro de expedições no Salto Angel, Parque Nacional Canaima, no sul da Venezueka
Jantando no refúgio em frente ao Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
Agora sim tivemos mais tempo para conversar com a família Bode´s Well, que está a 3 anos e 9 meses na estrada e planeja um período de descanso nos Estados Unidos antes de partir para o seu próximo continente. O gerador de luz nos acompanhou até as 20h e continuamos o chá e a conversa à luz de velas, com todos os ruídos da selva venezuelana, em um momento muito especial dessa nossa aventura no Canaima.
Confira a série completa de posts!
• Aauyantepui e o Salto Angel
• 1º Dia - Chegando ao Parque Nacional Canaima
• 3º Dia - Sobrevoando o Salto Angel
Nossa cama no refúgio em frente ao Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
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