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SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

Salto Yucumã, o maior salto horizontal do mundo!

Brasil, Rio Grande Do Sul, Salto Yucumã

Uma linda foto do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Uma linda foto do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Bem vindos ao salto horizontal mais longo do mundo! O Salto Yucumã está na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina e possui 1,8 km de extensão! Formado pelo Rio Uruguai em uma fissura de 110 metros de profundidade (!!!), 25m de largura e 8 a 10m de altura, dependendo do nível do rio. Quando o Rio Uruguai está bem seco ele pode chegar a 18m de altura, mas seca em alguns trechos. A melhor época para visitar o salto é entre novembro e dezembro, quando o nível da água já está baixando, mas ainda forma a queda completa, com água por toda a sua extensão. Salto Yucumã ou Grande Salto Moconá, como é chamado do outro lado da fronteira, no idioma guarani moconá significa “aquele que tudo engole”.

Foto aérea do Salto Yucumã, na fronteira entre Rio Grande do Sul e Argentina, no rio Uruguai. É o maior salto do mundo em extensão horizontal, mas hoje, estava completamente tapado pelo rio cheio. (foto retirada da internet)

Foto aérea do Salto Yucumã, na fronteira entre Rio Grande do Sul e Argentina, no rio Uruguai. É o maior salto do mundo em extensão horizontal, mas hoje, estava completamente tapado pelo rio cheio. (foto retirada da internet)


Nós chegamos logo após um grande período de chuvas e tivemos a sorte de encontra-lo assim!

O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Pois é, nadica de queda d´água, nem um metrinho. A única pista de que ali há alguma queda são aquelas marolinhas brancas no meio do rio... Segunda-feira passada o nível da água estava pelo menos 2 metros mais alto! Uma das grandes interferências no nível do salto hoje são as 3 barragens que foram construídas rio acima, Itá, Machadinho e Campos Novos e Barra Grande, que agora estão na sua capacidade máxima e vertendo água para não estourar.

O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Mais um pouco pegamos o rio “a ponto de balsa”, como se diz aqui na região! A expressão nasceu da época do ciclo da madeira, quando madeireiros desciam o Rio Uruguai levando as toras retiradas na floresta em balsas. Estas balsas cheias, porém, só passavam pelo Salto Yucumã quando o rio estava bem ainda um pouco mais alto, no ponto de balsa.

Antigas fotos de balseiros no rio uruguai, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Antigas fotos de balseiros no rio uruguai, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


O Parque Estadual do Turvo possui pouco mais de 17 mil hectares de área e protege uma fauna riquíssima que pode ser vista toda empalhada no museu do sítio. Pois é, odeio animais empalhados, mas já que eles estavam ali, confesso que até que é bacana poder comparar os diferentes tipos de animais, seus tamanhos, pelagens e formas.

Animais empalhados do Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Animais empalhados do Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Centro de visitantes do Parque Estadual do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Centro de visitantes do Parque Estadual do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


A onça preta, pintada e parda vivem nesta reserva. Há menos de um mês funcionários do parque tiveram a sorte de cruzar com uma onça preta descendo a estrada parque pela manhã! Nós não vimos a onça, mas pela primeira vez encontramos pistas escatológicas das bichinhas, puro pelo e osso!

Pelos e ossos, tudo o que sobrou da última vítima de uma onça pintada no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumá, na fronteira do rio Grande do Sul com a Argentina

Pelos e ossos, tudo o que sobrou da última vítima de uma onça pintada no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumá, na fronteira do rio Grande do Sul com a Argentina


Descemos 15km de estrada bem atentos para ver se encontraríamos algum animal. Vimos no alto de algumas árvores alguns de nossos amigos macacos prego. Mais de 300 tipos de pássaros já foram catalogados na região, que serve como um refúgio para mamíferos que tiveram seus habitats invadidos pelas fazendas e plantações de trigo que rodeiam a área.

A fiona na estrada que corta o parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

A fiona na estrada que corta o parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Do outro lado do rio está a Argentina e uma reserva com mais de 250 mil hectares preservados! Só para vocês terem uma ideia, esta reserva dos nossos hermanos se conecta com o Parque Nacional do Iguazu, do lado argentino, é claro. Uma onça que andava caçando bezerros nas fazendas da região, foi capturada por biólogos que usaram um cachorro como isca – mais uma que aprendi, onças adoram cachorros, uma iguaria para elas! Esta onça recebeu um colar com GPS e um mês depois foi localizada lá no Parque Iguazú! Impressionante!

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Chegando lá embaixo caminhamos até as margens do rio, que está transbordado, passando sobre a trilha de acesso à cachoeira e sobre a mata ciliar. Desapontados com a má sorte, viemos andando de volta para a área de churrasqueiras e tivemos a sorte de encontrar o Sérgio, que é um guarda-parque terceirizado que trabalha no parque há 11 meses. Bastaram poucos minutos com ele para percebermos que conhecia muito do parque e mais que isso, é apaixonado pelo seu trabalho. Sérgio nos levou até uma cachoeira menor próxima dali e no caminho nos ensinou sobre a mata, a fauna e as histórias deste parque.

cascata no Parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

cascata no Parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Com o Sérgio, nosso guia no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Com o Sérgio, nosso guia no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Caçadores que foram encontrados e gastaram 15 mil reais com advogado e fiança e a história do antigo gerente que caçava caçadores não por seu amor à natureza, mas para não ter competidores! Dizem que graças à ele hoje as pacas são raramente vistas por aqui, sem falar nas onças que eram seu principal troféu de caça. Depois de tantas demandas contra o delinquente funcionário do governo, ele foi transferido para um parque no Paraná e depois de demitido por suas falcatruas, não demorou muito a ser assassinado, provavelmente por vingança da família de um dos muitos caçadores que ele havia assassinado. Cada uma...

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Uma das muitas espécies de pássaros que vive na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Uma das muitas espécies de pássaros que vive na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Hoje o novo gerente do parque é um biólogo, novas trilhas já estão sendo abertas e se depender dos funcionários com quem conversamos, este pequeno reduto natural continuará a ser bem preservado. Espero que sim, pois um dia voltaremos e com mais sorte veremos o imenso Salto Yucumã.

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

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Chicago Beach!

Estados Unidos, Illinois, Chicago

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Chicago é a principal cidade americana na região dos Grandes Lagos. Os lagos interliga o Rio St. Lawrence desde a costa do Atlântico Norte, ao Rio Mississipi, que despeja suas águas no Golfo do México. Os primeiros europeus a utilizarem esta rota foram exploradores franceses guiados por indígenas que conheciam os lagos como a palma de sua mão. Inclusive acredita-se que seu nome tenha origem na palavra Ojibwa “mishigami”, que significa “grandes águas”. Pudera! Eles se referiam a um dos maiores lagos do mundo e nem precisavam de GPS para saber disso.

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


A temperatura do lago que chega a proibitivos 13°C durante o inverno, no verão gira em torno dos 27°C, transformando o gélido Lake Michigan em um sonho de uma tarde de verão. Sua costa repleta de praias, dunas, marinas e parques é um convite para conhecer o lado quente do norte dos Estados Unidos.

Lago Michigan e salvavida em praia de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Lago Michigan e salvavida em praia de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Nossa primeira parada foi na North Avenue Beach. As águas do lago estavam esverdeadas e mais quentes do que os mares cariocas. Até uma barraquinha das Hawaianas encontramos lá, o dono aposta no look fashion, moderno e divertido dos modelos personalizados de sandálias pelo segundo verão.

As havaianas chegaram até Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

As havaianas chegaram até Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Praia lotada, vendedores ambulantes de sorvete e meninas trabalhando duro para ganhar um bronzeado natural, exibindo seus biquínis nos mais diversos modelitos. Vimos inclusive o biquinão retrô, no melhor estilo anos 80 que está fazendo a cabeça (e o bumbum) de muitas famosas. Eu com o biquíni brasileiro me sinto meio peixe fora d´água, quem sabe encontro um modelo que combine comigo?

Curtindo praia no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Curtindo praia no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Praia de lago também tem vendedor de sorvete, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Praia de lago também tem vendedor de sorvete, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Caminhamos pela ciclovia a caminho da Oak Street Beach e cruzamos uma estranhíssima área de concreto na beira do lago, construída pra conter a erosão das margens. Era difícil acreditar que alguém escolheria ficar ali, mas logo entendemos. Nesta área é permitido saltar, pular e nadar sem medo de ser feliz! Nas praias cheias de regras não podemos ir longe, ficamos a pouco mais de um metro de profundidade com um salva-vidas de olho! Nos unimos aos vários banhistas, colocamos a canga no concreto quente e nos jogamos novamente no Lago Michigan! E pensar que ali, à nossa frente, estavam 21% da reserva de água doce do mundo!

Caminhando pela orla do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Caminhando pela orla do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Saltando nas refrescantes águas do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos. se fosse no inverno...

Saltando nas refrescantes águas do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos. se fosse no inverno...


O clima de verão ficou ainda melhor no final da tarde, quando o pessoal saiu dos escritórios e fez o calçadão da Oak Street Beach nos lembrar a orla de Ipanema. Sol quente, voleizinho de praia, ciclistas, homens e mulheres sarados dando uma corridinha na beira da praia, enquanto famílias passeiam com seus cachorros. Sinceramente, esta não era a Chicago que eu imaginava... E querem saber? Adoro ser surpreendida!

Um pulo para o Lake Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Um pulo para o Lake Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Um dia de praia e muita água e só poderíamos estar morrendo de fome! Caminhamos algumas quadras pela Magnificent Mile da Michigan Avenue, que é a 5º Avenida de Chicago. Lá está o metro quadrado mais caro da cidade e as lojas das principais marcas da moda mundial. No John Hancock Center fizemos a nossa estreia na Cheesecake Factory! Adorei o cardápio light da rede, principalmente porque depois atacamos o tradicional cheesecake com morangos! É mesmo de babar...

John Hancock Tower, terceiro prédio mais alto de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

John Hancock Tower, terceiro prédio mais alto de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


O plano para o fim de tarde era o mais despretensioso possível. Um drink com uma vista privilegiada do lago e dos arranha-céus de Chicago.

Vista da cidade do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Vista da cidade do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


A Willis Tower é a mais famosa vista, pois estamos falando do edifício mais alto dos Estados Unidos, com 443m de altura. Se você se lembra dele com outro nome, não está enganado, a Sears Tower mudou de nome. A empresa de seguros Willis Group Holdings, comprou o direito de uso do nome do prédio em 2009, coisas de marqueteiros.

As luzes da cidade se acendem, vistas do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

As luzes da cidade se acendem, vistas do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


A dica, porém, é escapar do óbvio, se aproximar do lago e ter uma vista ainda mais inesquecível da cidade do alto do John Hancock Center. Você pode pagar 15 dólares para ir ao observatório, ou os mesmos 15 dólares em um whisky 12 anos na The Signature Room e ter a mesma vista fantástica, muito melhor acompanhado. No último mês o bar e restaurante no 95° andar recebeu visitantes ilustres como John Travolta e a cantora pop Lady Gaga. O clima lounge faz deste o ambiente perfeito para um fim de tarde na metrópole de Al Capone.

A idade iluminada, vista do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

A idade iluminada, vista do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Illinois, Chicago, Grandes Lagos, John Hancock, Lago, Praia

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Mantas e Seres Pelágicos

Hawaii, Big Island-Kona

O maravilhoso mergulho noturno com arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí

O maravilhoso mergulho noturno com arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí


Quem nos acompanha aqui há algum tempo sabe, eu sou fanática pelo mundo sub. Se eu fosse um animal, sem dúvida seria um animal marinho. Peixe, mamífero, crustáceo, não importa, desde que viva em grupo e seja comunicativo, está valendo. A água tem um poder forte sobre mim, no mar eu me sinto em paz, eu me sinto em casa.

Examinando uma toca durante mergulho em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Examinando uma toca durante mergulho em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Desde que comecei as pesquisas para o nosso roteiro no Hawaii estava de olho no que acontecia também embaixo d´água. Novamente o blog da brasileira radicada no Hawaii, Uma Malla pelo Mundo, foi uma ótima base de consultas, pois ela não apenas mora no Hawaii, como é bióloga marinha, especializada em tubarões, mergulhadora e ainda é casada com um baita fotógrafo sub. Enfim, não existe na blogosfera melhor fonte de informação sobre mergulhos no Hawaii do que a Lucia! Pelo twitter ela me passou todas as dicas, nomes de pontos de mergulho e snorkel em cada ilha. Neste dia eu confesso, não sabia se ria ou chorava, pois já sabia que não iria conseguir conhecer todos eles. Dois mergulhos aqui na Big Island, porém, já estavam no meu radar há muito tempo e a Lucia confirmou, são imperdíveis!

Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


O Manta Ray Dive, mergulho com arraias jamantas, o maior tipo de raia que zanza pelos nossos mares, e o Black Water Dive, um mergulho com seres abissais, único e no mínimo super curioso! O que os faz especiais não é apenas o fato de estarem no Hawaii, mas as condições que a ilha reúne para que eles possam acontecer. Curiosamente ambos são noturnos, portanto você tem que ser certificado para tal e deve estar confortável o suficiente para mergulhar durante a noite.

Mergulhando na Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Mergulhando na Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Estes dois mergulhos são tão procurados que já são vendidos em pacotes combo, já que ambos são mergulhos noturnos rasos e podem ser combinados em uma mesma noite. Várias operadoras de mergulho vendem o snorkel e o mergulho com as arraias mantas, mas apenas duas operadoras trabalham com o Black Water Dive, a Big Island Divers e a Jack´s Diving Locker que o batizou de Pelagic Magic Dive. Elas possuem datas fixas de saída, uma ou duas vezes na semana, dependendo da temporada e a que melhor se encaixou no nosso roteiro foi a data da Big Island Divers, que mandou muito bem na organização, foi muito atenciosa e flexível em agendar e nos ajudar a viabilizar o nosso mergulho na data em que precisávamos. Normalmente eles pedem no mínimo 3 mergulhadores para o Black Water, a terceira pessoa não apareceu e ao invés de cancelarem nos deram um super desconto para pagarmos pela terceira pessoa e fazermos uma saída exclusiva, afinal não é sempre que estamos no Hawaii com uma oportunidade como estas. Vamos ao que interessa, aos mergulhos!

Águas claras e muitos corais em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Águas claras e muitos corais em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí



Manta Ray Dive
O mergulho com as arraias mantas, ou jamantas, é um dos mais famosos mergulhos de Kona. As suas águas são ricas em plânctons e larvas de peixes, base alimentar de vários cetáceos e inclusive das mantas, a maior espécie de arraias nos oceanos.

O mergulho acontece de noite, quando as mantas estão em busca dos plânctons e se concentram principalmente no ponto conhecido como “campfire”, local onde as várias operadoras de mergulho montaram a base que dá um empurrãozinho na alimentação noturna das mantas. A 10m de profundidade em uma base de areia e pedras roliças lanternas estão colocadas no centro, formando a fogueira do “campfire” marcando a posição onde a festa vai rolar. Aos poucos o local começa a ser invadido por snorkelers e mergulhadores e aquilo que promete ser um pesadelo para qualquer mergulhador, logo se revela uma linda festa de luzes, que não aconteceria se todos não estivessem lá.

Aos poucos as arraias começam a chegar, uma a uma em seu balé gracioso, colando barriga com barriga com os snorkelers que boiam acima de nós e tirando finas dos mergulhadores enquanto buscam o plâncton atraído pela luz das nossas lanternas. Aos poucos nós vamos aprendendo a lidar com o movimento e a proximidade delas, manejando as lanternas para que elas passem cada vez mais perto de nós, com as suas imensas bocas abertas, filtrando todo o alimento que nós mal conseguimos enxergar.



O movimento padrão de alimentação é circular, elas abrem suas bocas enormes, passam sobre a lanterna onde está o plâncton e logo sobem, dando duas piruetas, voltando ao mesmo ponto para buscar o restante. Na noite que estivemos lá conseguimos contar 7 diferentes arraias que pareciam onipresentes, nadando e bailando por tudo, iluminadas no grande palco formado, com a plateia de mergulhadores sentados a sua volta. Uma cena fantástica e inesquecível!

Black Water Dive
O Hawaii é pioneiro neste mergulho conhecido como Black Water Dive, assim chamado, pois ele acontece em mar aberto e durante a noite. Um maluco um dia pensou, o que será que existe no mar aberto durante a noite? Ele se afastou em torno de 5 km da costa, aonde a profundidade chega a 2, 3 mil metros e ligado por uma corda a um barco saltou na água negra para descobrir. O que ele descobriu foi um mundo de criaturas luminescentes que sobem durante a noite a uma profundidade de 10 a 30 m para se alimentar, parear, passear, enfim, dar um rolé.

A caminho do nosso mergulho com as arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí

A caminho do nosso mergulho com as arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí


Essas criaturas vivem na zona pelágica, onde não há luz e por isso não necessitam de cor, são quase todos transparentes e vários deles produzem pulsos elétricos e a sua própria luz. São diversos tipos de águas vivas, pequenos crustáceos, mini-lagostas, filhotes quase invisíveis de cavalos marinhos e seres microscópicos que formam colônias imensas que podem chegar a 4m de comprimento!

Então, lá fomos nós fazer o mesmo que este maluco. Nos plugamos em uma corda que está presa ao barco. O barco está com motor desligado, deslizando com a correnteza no mar aberto a 3 mil metros de profundidade! E pensamos, o que acontece durante a noite no mar aberto? A noite é o horário preferido de vários seres com hábitos noturnos de caça, golfinhos e tubarões, por exemplo. Por isso uma das orientações é que não se pode fazer xixi durante o mergulho, pois ele atrairia peixes menores, caçados por peixes maiores, que por sua vez atraem outros maiores ainda em busca de comida. Nosso dive master nos conta que já encontrou com tubarões durante este mergulho, normalmente eles vêm, curiosos, circundam o barco e vão embora. Quando nós chegamos ao ponto de mergulho havia um grupo de golfinhos, provavelmente caçando um cardume de lulas. Mas não deu tempo de entrarmos na água enquanto eles ainda estavam ali.
Atados à corda nosso limite de profundidade é marcado pela linha, esticada por um peso aos 12m de produndidade. A nossa corda nos dá todo o movimento, vamos para cima e para baixo, rodamos e só precisamos tomar cuidado para não nos enroscarmos. As lanternas super poderosas não valem praticamente de nada enquanto os seres não estão presentes na água. Pintamos a água escura, negra, com a lanterna e não vemos nada. Mas aos poucos as pequenas criaturas começam a aparecer, heteropods, salps, pyrosomos, comb jelly, box jelly, Siphonophores, camarões minúsculos... só Deus sabe o que pode aparecer na sua frente!

Mergulhando com seres luminescentes abissais, em Kona, na Big Island, no Havaí

Mergulhando com seres luminescentes abissais, em Kona, na Big Island, no Havaí


Eles são muitos difícies de fotografar e filmar, ainda mais para principantes como nós. Mas dá uma olhadinha neste link que eu encontrei, o cara tem fotos sensacionais!

Alguém nos descreveu antes de mergulharmos que este seria, provavelmente, um dos mergulhos mais estranhos que iríamos fazer. Foi estranho sim, mas foi muito mais do que isso, foi mágico! Ali temos total noção de que o mar é ainda completamente inexplorado pelo seres humanos, alguns dos seres que vimos hoje podem nem estar catalogados ainda! É uma sensação nova de desbravarmos o desconhecido, como um dia os navegadores e grandes pioneiros fizeram com a terra. Indescritível!



Aos mergulhadores, conversando com o pessoal das operadoras de mergulho lá do Hawaii, que já mergulharam por todas as ilhas, mais de uma pessoa nos afirmou: a Big Island é a melhor ilha para mergulho autônomo (leia-se a costa de Kona), seguido pelo Kauai, pouco popular para mergulho, mas com muita vida. Segundo eles Oahu e Maui possuem toda a infraestrutura, visibilidades ótimas, mas menos vida se comparadas às duas primeiras. Enfim, mesmo depois disso, nós fomos à Maui, mergulhamos e adoramos! Afinal sou da opinião que não existe mergulho ruim.

Corais em forma de prateleiras nas águas mais fundas de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Corais em forma de prateleiras nas águas mais fundas de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí



Honaunau Bay
No dia seguinte nós ainda conseguimos conferir durante o dia, um dos pontos de mergulho que a Lucia tinha nos indicado, a Honaunau Bay, ao lado do Pu´uhonua o Honaunau National Historical Park. Alugamos os equipamentos que não tínhamos, garrafas de ar e fomos até lá para um shore dive.

Mergulhando na Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Mergulhando na Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Uma baía tranquila ótima para snorkel, mas ainda melhor se você pode ir mais fundo e ficar mais tempo na água. Os jardins de corais formam imensos cânions e descem, no canto direto da baía, até 30 m de profundidade, terminando em uma rampa de areia onde encontramos um alô bem havaiano lá em baixo: Aloha! Peixes super coloridos, moreias e um cenário submarino dos mares selvagens do Hawaii.

Aos 30 metros de profundidade, uma mensagem para os mergulhadores, em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Aos 30 metros de profundidade, uma mensagem para os mergulhadores, em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Todas as ilhas do arquipélago tem muitas coisas bacanas para vermos em cima e embaixo d´água, nós tivemos que priorizar e aqui em Kona conseguimos nos organizar para fazer estes 3 mergulhos, mas ainda existem outras paisagens vulcânicas, arcos e tubos de lava, enfim... este foi apenas o aperitivo.

Lindo entardecer no barco a caminho do mergulho com as arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí

Lindo entardecer no barco a caminho do mergulho com as arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí

Hawaii, Big Island-Kona, Big Island, black water dive, dive, Kona, manta ray dive, Mergulho

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Road Trip Califórnia - US1

Estados Unidos, Califórnia, San Francisco, Monterey, Carmel

A famosa rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

A famosa rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


A US 1 é considerada uma das rodovias mais bonitas dos Estados Unidos. Nós rodamos bem este país e confesso que é difícil comparar paisagens de montanha ou desertos, mas sem dúvida é uma das road trips costeiras mais lindas e de fácil acesso aqui na costa oeste americana.

Um dos muitos viadutos que cruzam os desfiladeiros do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Um dos muitos viadutos que cruzam os desfiladeiros do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Embora existam vias mais curtas e rápidas, a US 1 é o caminho mais bonito de uma viagem entre San Francisco e Los Angeles. A sinuosa via costeira é recheada de mirantes, parques, praias e paisagens que deixam até os mais viajados impressionados. No caminho ainda encontramos pequenas cidades de praia como Monterey e Carmel by the Sea, que são por si só uma atração turística.

O magnífico visual da rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

O magnífico visual da rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos



1° Dia – Half Moon Bay a Santa Cruz

No sentido SFO – LA a viagem começa pela Half Moon Bay, uma pequena cidade praiana que nesta época além de árvores de natal e abóboras, produz também ondas acima de 15m para o famoso campeonato de surf Mavericks. Nós pegamos a cidadezinha cheia no feriado estendido de Thanksgiving e um dos seus restaurantes mais famosos, o Sam´s Chowder House estava lotadíssimo. (Tudo bem, nem gostamos de chowders mesmo, hunf!). Seguimos a rodovia beirando o oceano, com o sol dourando o Pacífico e vistas maravilhosas das falésias à beira mar. Uma parada rápida na Pescadero Beach para colocar os pés na areia, e sentir a brisa fria que anuncia que o inverno vem chegando.

Um banho de luz no fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Um banho de luz no fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Aproveitando o fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Aproveitando o fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Adiante uma parada obrigatória é o Pigeon Point Lighthouse, um farol antigo localizado em uma ponta de terra, um setting cinematográfico. By the way, alguém conhece algum farol mal localizado?

Pigeon Point Light House, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Pigeon Point Light House, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


O nosso plano era dormir lá mesmo, no farol! O Pigeon Point Lighthouse é um hostel, um albergue da juventude com quartos e dormitórios a partir de 60 dólares. Infelizmente, em função do feriado ele estava lotado, então acabamos estendendo um pouco mais a viagem e dormimos em Santa Cruz.

O belo farol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo farol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos



2° Dia – Monterey e Carmel by the Sea

No outro dia cedinho já estávamos na estrada a caminho de Monterrey. Foi colocarmos os pés lá e já percebemos que um dia seria pouco. A charmosa cidade tem suas raízes na colonização espanhola e foi o centro administrativo da Alta Califórnia Mexicana até a região ser incorporada pelos Estados Unidos em 1846. Seus prédios antigos, ruas estreitas do centro e do Fisherman´s Wharf são uma delícia para um passeio no final de tarde, entre uma galeria de arte e o jantar em um bistrô. Se você é fã de música, programe-se para conhecer a região no terceiro final de semana de setembro, quando acontece o Monterey Jazz Festval, um dos festivais mais tradicionais do mundo, que acontece sem interrupção desde 1958!

Litoral de Monterey, na  Califórnia, nos Estados Unidos

Litoral de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos


O belo parque na faixa costeira de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo parque na faixa costeira de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Ainda que o centro seja convidativo, a parte mais apaixonante do Pacific Grove foi o calçadão à beira-mar ao longo da Sunset Drive, que liga o centro até a Spanish Bay. Clima de praia, casinhas no estilo vitoriano, sem cercas, todas pintadinhas e bem preservadas desde 1875, quando foram construídas para retiros religiosos da Igreja Metodista Episcopal.

Litoral de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos

Litoral de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos


Ali, a poucos metros da praia, encontramos o Beachcombers Inn, um motelzinho americano com um preço ótimo para a região, quarto simples (mas limpinho) e até um café da manhã! Foi um achado! À noite pudemos passear na praia a luz da lua e no dia seguinte saímos para uma corrida de 6km neste calçadão, animados pelo sol e pela brisa fresca do mar.

Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Coincidência, ou não, foi aqui que reencontramos Tim, um amigo americano que viveu em Curitiba e que nós conhecemos no Death Valley! Mantivemos contato pelo facebook, mas não voltamos a nos encontrar. Neste dia ele nos reconheceu correndo, parou o carro e nos chamou pelo nome, out of nowhere!!! Pode? Este mundo é muito pequeno mesmo!

Pegando onda em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Pegando onda em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


No final da Sunset Drive está o início da 17 Mile Drive, uma das mais famosas atrações deste trecho da costa californiana. Lodges e mansões milionárias, restaurantes e campos de golfe 6 estrelas são apenas algumas das surpresas que você terá pelo caminho.

Muitos campos de golfe na 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Muitos campos de golfe na 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Estes 27 km de curvas e belas paisagens estão dentro de um condomínio fechado, você paga US$ 9,50, que são reembolsados se você almoçar em um dos dois restaurantes no caminho. Na entrada você recebe um mapa com todos os pontos de interesse.

A bela paisagem da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

A bela paisagem da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


O meu trecho preferido foi a floresta de Cypress, um tipo de árvore que quase foi extinta aqui na região e foi reintroduzida nas últimas décadas. O Lonely Cypress é uma das últimas paradas, seguido pela Ghost Tree, onde estão vários troncos de árvores mortas com aparência meio fantasmagórica.

Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Este post da Cláudia, do Aprendiz de Viajante tem todo o roteiro da 17 Mile Drive bem bacana e detalhado. Aos que gostam de Golf, encontrei aqui uma descrição ótima feita do ponto de vista de um jogador, ex-morador e frequentador destes que são alguns dos mais badalados campos de golfe do mundo.

Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Dali, já podemos ver ao longe a baía de Carmel by the Sea, uma pérola na costa da Califórnia. Carmel é a cidade dos artistas, poetas, escritores, onde atores como Clint Eastwood são prefeitos, cachorros são bem vindos em todos os estabelecimentos e saltos altos são proibidos por lei!

Fim de tarde em praia de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Fim de tarde em praia de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


A charmosa cidade está incrustada entre uma suave encosta e uma das praias mais bonitas de toda a região. Nós chegamos no final da tarde, a tempo de assistirmos tranquilamente o sol se por, enquanto fazíamos um lanchinho com queijos e pães deliciosos. Aos poucos assistimos o dia se despedir e as dezenas de fogueiras se acenderem para aquecer as famílias no piquenique praiano do feriado de Thanksgiving. Final de tarde inesquecível!

Celebrando os últimos momentos do dia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Celebrando os últimos momentos do dia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


No final da tarde, muitas fogueiras na praia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

No final da tarde, muitas fogueiras na praia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Sob a luz da lua caminhamos pelo centro e encontramos um restaurante delicioso para um jantarzinho romântico, difícil foi escolher dentre as várias opções que a cidade oferece.

Iluminação natalina nas ruas de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Iluminação natalina nas ruas de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos



3° Dia – O Aquário de Monterey

No terceiro dia, após a nossa corrida matinal, fomos ao Aquário de Monterrey. A princípio estávamos na dúvida se valeria a pena, mas várias pessoas haviam indicado, dizendo ser um dos melhores aquários do país. Difícil bater o aquário de Atlanta, pensamos, mas ainda bem que seguimos as indicações!

Observando tubarões no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Observando tubarões no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)

O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)


O Aquário de Monterey tem uma exposição maravilhosa da diversa flora e fauna do Oceano Pacífico. Das florestas de kelps, tubarões martelo, arraias mantas e tartarugas-verdes, até os minúsculos cavalos-marinhos, os frondosos dragon-fishes e as psicodélicas águas-vivas!

Isso aí é um cavalo-marinho muito bem fantasiado de planta, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Isso aí é um cavalo-marinho muito bem fantasiado de planta, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Tanque com cavalos-marinhos no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Tanque com cavalos-marinhos no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


O mais incrível é a forma como eles apresentam toda esta vida, de uma forma divertida, interativa e cheia de humor! O aquário principal, por exemplo, tem um jogo de lentes fazendo o aquário parecer muito maior do que realmente é. Já a piscina de anêmonas possui umas lentes de aumento que nos ajudam a enxergar detalhes que nunca perceberíamos ao olho nu.

Tanque com lentes de aumento para observar as coloridas e pequenas criaturas marinhas, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Tanque com lentes de aumento para observar as coloridas e pequenas criaturas marinhas, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Amplificadas pela lente de aumento, belas e minúsculas criaturas marinhas no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Amplificadas pela lente de aumento, belas e minúsculas criaturas marinhas no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


The Jellies Experience é uma discoteca dos anos 70, com luzes coloridas, luz negra e uma iluminação especial que realça a beleza e a transparência das águas vivas, que parecem interagir e dançar ao som da música!

O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)

O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)


Nas áreas externas rangers fazem tours guiados para avistamento de lontras, golfinhos, baleias e pássaros que rondam a Baía de Monterey. A visita foi uma experiência fantástica, super indicamos!

Chegando ao famoso Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Chegando ao famoso Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos



4° Dia – Carmel a Big Sur

O trecho entre Carmel e Big Sur foi, na nossa humilde opinião, o trecho mais bonito da US 1. A estrada está o tempo todo contornando as altas encostas de pedra, com vistas lindíssimas para o Pacífico e mirantes de tirar o fôlego! Nós tivemos um certo azar, pois justo neste dia o tempo ficou nublado, mas ao invés do dourado tivemos o prateado e ao longe ainda podíamos nos divertir vendo as nuvens de chuva passar pelo oceano.

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


É neste trecho que estão os parques estaduais mais procurados pelos californianos. Acampar em qualquer um deles, só com reserva antecipada, principalmente em um final de semana ou feriado. Nosso plano inicial era acampar no Point Lobos, mas já em Monterey o simpático e assertivo senhor do centro de informações nos alertou, “só se for na segunda-feira!”

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Hoje, segunda-feira, ainda tínhamos a esperança de encontrar um bom camping, mas teria que ser mais ao sul, já que amanhã teremos que estar antes do meio-dia em Los Angeles. Assim seguimos US 1 abaixo, ziguezagueando por suas curvas, pontes e mirantes.

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


O mirante da Bixby Creek Bridge é um dos mais famosos e com tempo nós adoraríamos parar em todos os parques, principalmente o Point Sur Lightstation State Historic Park, para explorar melhor. Sem tempo, decidimos seguir e priorizamos o Julia Pfiffer Burns State Park, onde fizemos algumas trilhas, incluindo a mais conhecida delas, que vai até o mirante da McWay Falls.

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


A belíssima praia de McWay Falls, no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

A belíssima praia de McWay Falls, no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Este é um dos principais cartões postais da região de Big Sur, com a conhecida cena da cachoeira caindo nas areias de uma pequena praia. Há quase 30 anos a McWay Falls caía direto no mar, mas um desabamento de terra gigantesco fechou a estrada e criou novas praias com a ajuda das correntes e do mar.

Fotos mostram que, antes do deslizamento, as águas de McWay Falls caíam diretamente no mar, em parque na Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Fotos mostram que, antes do deslizamento, as águas de McWay Falls caíam diretamente no mar, em parque na Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Seguimos em direção a San Simeon procurando por um camping. No jornal de informações da rodovia eu havia encontrado um mais ao sul, junto do Treebones Resort. Chegando lá nos deparamos com um resort diferente, um hotel onde os quartos são na realidade Yurts, cabanas mongóis, e os banheiros são grandes vestiários compartilhados. Informando-nos sobre o camping acabamos descobrindo que o valor seria de 80 dólares, já que incluiria acesso a todas as amenidades do resort, banheiros, piscina, jacuzzi, etc.

O espaçoso interior do nosso Yurt, no nosso hotel no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

O espaçoso interior do nosso Yurt, no nosso hotel no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Eis que, para a nossa surpresa, a gerente do resort nos avisa que dali algumas horas entraria em vigor uma promoção para “walk-ins”, hóspedes que chegam sem reserva. O yurt que custaria normalmente 180 dólares custaria naquela noite apenas 85! É, acho que a nossa vontade de acampar pode esperar! rsrs! Esperamos até as 17h preparando as nossas bagagens para a viagem ao Hawaii e logo estávamos em nosso super-hiper-ultra aconchegante e eco-friendly yurt!

A aconchegante arquitetura mongol do nosso Yurt no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

A aconchegante arquitetura mongol do nosso Yurt no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Fechamos com chave de ouro a nossa viagem pela US 1, com direito à queijos e vinhos sob a luz da lua no nosso teto solar (ou seria lunar?) na noite fria de Big Sur.


Veja o mapa do nosso roteiro pela US 1

Estados Unidos, Califórnia, San Francisco, Monterey, Carmel, 17 Mile Drive, Estrada, Half Moon Bay, Julia Pffifer Burns State Park, McWay Falls, Monterey Aquarium, roadtrip, viagem de carro

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O Norte Atacameño

Chile, Iquique

Visitando a cidade fantasma de Humberstone, próximo à Iquique - Chile

Visitando a cidade fantasma de Humberstone, próximo à Iquique - Chile


Chegamos ao Complexo Fronteiriço de Colchane! Na divisa entre a Bolívia e o Chile este é um complexo integrado, ou seja, eles tentam facilitar a passagem pela imigração e aduana boliviana e chilena em um trâmite mais rápido e tranquilo. Ainda assim demoramos em torno de uma hora ali e quase tivemos que retirar toda a bagagem do carro para passar no raio x, um absurdo. Esta é uma fronteira muito utilizada na rota entre Oruro, na Bolívia e Iquique, no Chile, muitos caminhões e ônibus lotados de passageiros. Enfim, passados os trâmites, aos quais estamos cada vez mais acostumados, seguimos viagem por uma estrada de asfalto! Ai o asfalto... estava com umas saudades deste pretinho básico! Rsrs!

De volta ao Chile e ao asfalto, no caminho para Iquique

De volta ao Chile e ao asfalto, no caminho para Iquique




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O trecho entre Colchane e Iquique vai beirando O Parque Nacional Volcán Isluga, que também tem uma travessia lindíssima por uma região nevada, com lagoas e geisers. Infelizmente nosso tempo está curto e os 2 dias sem banho e água quente já estavam de bom tamanho. Passamos reto com um aperto no coração, deixando mais esta para aquela nossa “wish list” pós 1000dias.

Um pequeno oásis verde no meio do deserto, a caminho de Iquique - Chile

Um pequeno oásis verde no meio do deserto, a caminho de Iquique - Chile


Ainda assim o caminho nos reservava muitas atrações e surpresas. O primeiro lugar é um sítio arqueológico conhecido como “O Gigante de Tarapacá”, localizado há 14km Huara no Cerro Unita. Uma imagem antropomorfa de um xamã tarapacá com 86m de altura, feita com a mesma técnica utilizada nas Linhas de Nazca, onde os antigos retiravam as rochas escuras do centro e as usavam para fazer os contornos da imagem.

O famoso Gigante do Atacama, desenho com mais de 80 metros no deserto do Atacama, região de Iquique - Chile

O famoso Gigante do Atacama, desenho com mais de 80 metros no deserto do Atacama, região de Iquique - Chile


Estima-se que este e outros desenhos ao redor do mesmo monte sejam datados de 900d.C. A melhor forma de enxergar a imagem é há uns 200m da base da montanha, quando pode-se vê-la completa. Embora as placas peçam para que ninguém escale ou coloque carros sobre o Cerro Unita, podemos enxergar as marcas dos vândalos que passaram por aqui, sem respeito algum com a memória e história de nossos antepassados americanos.

Placa informativa sobre o Gigante do Atacama, região de Iquique

Placa informativa sobre o Gigante do Atacama, região de Iquique


Adiante chegamos em Huara, cidade às margens da nossa tão esperada Carretera Panamericana! À direita Iquique, à esquerda Arica, onde iremos passar em alguns dias. Apenas alguns quilômetros mais e chegamos a outro ponto importante na história desta região. O norte do Deserto do Atacama foi uma região disputada na famigerada Guerra do Pacífico. O motivo? A cobiça pelos recursos naturais abundantes nesta região: o salitre. Muito utilizado para fertilizantes com base em Nitrato de Sódio e Potássio e retirada de outros elementos químicos como o Iodo.

Casa do diretor de Humberstone, próximo à Iquique - Chile

Casa do diretor de Humberstone, próximo à Iquique - Chile


Toda esta região é rica em salitre e no início do século XX, nos idos de 1920 houve um boom na exploração deste mineral, criando-se dezenas de Oficinas Salitreiras de capital britânico. O Rodrigo fez um post bem detalhado sobre a Guerra do Pacífico, vale a pena ler para entender melhor o contexto que fez com que O Perú e a Bolívia perdessem territórios, inclusive tão sonhada saída para o mar boliviana.

Visitando a cidade fantasma de Humberstone, próximo à Iquique - Chile

Visitando a cidade fantasma de Humberstone, próximo à Iquique - Chile


Humberstone foi uma das maiores oficinas salitreiras da região, com mais de 3.500 habitantes, criou-se uma vila cidade completa, com escola, teatro, hotel, mercados, peixarias, padarias, clube e tudo o que uma cidade tem direito. Após o fechamento de Humberstone em 1960, toda a vila foi abandonada e entrou em estado de deterioração.

Antigas casas de trabalhadores em Humberstone, próximo à Iquique - Chile

Antigas casas de trabalhadores em Humberstone, próximo à Iquique - Chile


Foi no início do século XXI que se iniciou um trabalho para a proteção e preservação deste local, que em 2005 se tornou Patrimônio da Humanidade da Unesco. Grande parte da oficina foi restaurada e podemos viajar na história nos tempos de esplendor e riqueza vividos nesta região. A cidade parece uma cidade fantasma dos filmes de faroeste norte-americanos. Casas abandonadas, ferramentas e maquinários espalhados por tudo e ainda muitos traços da vida cotidiana dos que ali um dia viveram.

Salão do hotel em Humberstone, próximo à Iquique - Chile

Salão do hotel em Humberstone, próximo à Iquique - Chile


Além de pequenos museus que expõem a história e detalham a vida em Huberstone, os pontos altos da visita são os grandes prédios do Hotel e do Teatro, assim como a piscina, feita com o casco de um navio antigo.

A piscina pública de Humberstone, feita com casco de navio naufragado (próximo à Iquique - Chile)

A piscina pública de Humberstone, feita com casco de navio naufragado (próximo à Iquique - Chile)


Depois de um mergulho na história recente do norte atacameño, chegamos à moderna cidade de Iquique. O tempo mudou repentinamente, entramos em um túnel de nuvens e neblina e o céu azul deu lugar ao branco e cinza das nuvens trazidas pelo Pacífico.

Primeira visão do Oceano Pacífico, em Iquique, no norte do Chile

Primeira visão do Oceano Pacífico, em Iquique, no norte do Chile


Avisamos a Duna Dragón, com mais de 300m de altura e ao longe o Oceano Pacífico, grandioso e cálido nestes tempos de inverno. É, finalmente chegamos à Iquique!

Fim de tarde em Iquique, no norte do Chile

Fim de tarde em Iquique, no norte do Chile

Chile, Iquique, Colchane, Gigante do Atacama, Humberstone, Salitre

Veja mais posts sobre Colchane

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O Mar de Kona

Hawaii, Big Island-Green Sand Beach, Big Island-Kona

Chegando à paradisíaca Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Chegando à paradisíaca Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


Kona é a sede para a maior e mais importante prova de triátlon no mundo, afinal foi aqui que nasceu o Iron Man, prova em que os competidores passam de “meros” ciclistas, corredores ou nadadores ao status de superatletas, super heróis ou semi-deuses do esporte. Já é o 34° ano em que a Big Island, Hawaii - recebe aproximadamente 1800 atletas que irão percorrer 226 km (3.800m de natação, 180km de bike e 42km de corrida) sobre o sol escaldante e através dos campos de lava de Kona, para receber o título de IronMan (Homens de Ferro).

Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


Uma curiosidade nesta história é que a famosa prova de Kona começou, na realidade, na cidade de Waikiki em 1978, quando 15 atletas aceitaram o desafio colocado pelo casal Judy e John Collins, ex-membros da marinha americana. Foi apenas em 1981 que a prova foi realocada para Kona, onde mantém intacta a sua tradição desde então.

A belíssima vista do B&B em Kona, na Big Island, no Havaí

A belíssima vista do B&B em Kona, na Big Island, no Havaí


Porém os mares de Kona não são apenas para os incansáveis e heroicos atletas. Há muito nesta costa para meros mortais como nós, que queremos um pouco de praia, sombra e água fresca.

Com as populares cadeiras-mochilas, banhistas chegam à Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Com as populares cadeiras-mochilas, banhistas chegam à Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


A maioria dos vôos para a Big Island chega no aeroporto internacional de Kona, que embora não seja a capital da ilha, é a cidade com maior infraestrutura turística. A melhor forma de se movimentar por aqui é alugando um carro, percorrendo a ilha do alto do Mauna Kea aos campos de lava e vulcões do Hawaii Volcano National Park (veja um roteiro resumido de Big Island aqui).

Admirando o mar ao sul da Big Island, no Havaí

Admirando o mar ao sul da Big Island, no Havaí


Nós chegamos à Ilha pelo aeroporto internacional de Hilo, a capital da Big Island, por isso o nosso roteiro começou pela costa leste, percorreu as montanhas e vulcões e chegou à costa oeste pelo sul da ilha, explorando nos últimos dias a belíssima costa de Kona.

Nosso jipe nos leva pelo difícil caminho da Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

Nosso jipe nos leva pelo difícil caminho da Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


O roteiro litorâneo começou no ponto mais ao sul da ilha, não coincidentemente também referido como o ponto mais ao sul dos Estados Unidos da América. O Hawaii é o mais tropical dos estados americanos e o South Point é o ponto mais austral de todo o país.

Passeio na ponta sul da Big Island, no Havaí

Passeio na ponta sul da Big Island, no Havaí


O South Point está sobre uma longa costa de penhascos rochosos com uma bela vista do Oceano Pacífico. Pescadores locais ficam no alto dos penhascos em busca da janta do dia, enquanto turistas chegam e vão nos seus jipes abertos, alguns bravos o suficiente para saltar do alto da pedra no mar azul abaixo.

Mergulho no penhasco que forma a ponta mais ao sul dos Estados Unidos, no sul da Big Island, no Havaí

Mergulho no penhasco que forma a ponta mais ao sul dos Estados Unidos, no sul da Big Island, no Havaí


O único meio de voltar à terra firme é através de uma escada, no ponto mais ao sul da Big Island, no Havaí

O único meio de voltar à terra firme é através de uma escada, no ponto mais ao sul da Big Island, no Havaí


A poucos quilômetros dali está a estrada para Papakolea ou Green Sand Beach, uma das duas praias de areias verdes em todo o mundo. As areias verde oliva são constituídas por olivinas, minerais vulcânicos raríssimos apenas encontrados aqui e em uma praia no arquipélago de Galápagos. A praia está na baía do Pu´hu Mahana um cone de cinzas vulcânicas formado há 49 mil anos.

A bela praia de Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

A bela praia de Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


O seu acesso é feito por uma estrada off road (5km), quem não está acostumado a dirigir em terrenos bem esburacados e acidentados deve preferir pegar uma carona (em torno de 20 dólares por pessoa), com um dos locais que oferece transporte de carro até lá. Se você tem tempo, a melhor opção é caminhar até a praia pela mesma trilha utilizada pelos carros, sentindo o vento do litoral e com vistas lindas do Pacífico.

O difícil caminho para a Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

O difícil caminho para a Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


Chegando à Green sand Beach, ou praia das areias verdes, no sul da Big Island, no Havaí

Chegando à Green sand Beach, ou praia das areias verdes, no sul da Big Island, no Havaí


Nós havíamos pago um valor extra no carro alugado para poder usar o 4x4 e matar as saudades de umas estradas mais aventurescas. Foram quase 30 minutos para transpor os 5km de trilha entre pedras, buraqueiras e terra, procurando qual seria o caminho correto entre tantas trilhas erodidas. Finalmente chegamos à Papakolea, a praia de areias verdes!

Nosso jipe nos leva pelo difícil caminho da Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

Nosso jipe nos leva pelo difícil caminho da Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


O cenário é lindo e as areias são mesmo verdes. Vale a pena o perrengue para conferir mais esta beleza havaiana.

Como o próprio nome diz, as areias são mesmo verdes na Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

Como o próprio nome diz, as areias são mesmo verdes na Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


Ali perto, um pouco mais à leste, seguindo pela estrada principal está a Punaluu Beach ou Black Sand Beach, eleita uma das mais bonitas da ilha. Nós não tivemos tempo de parar, mas sabemos que além de linda, tem fácil acesso e boa infraestrutura.

Delicioso mergulho nas águas azuis do mar ao sul da Big Island, no Havaí

Delicioso mergulho nas águas azuis do mar ao sul da Big Island, no Havaí


O litoral de Kona é todo elevado, grandes montanhas que terminam no mar com lindas baías e algumas praias de pedras, parques históricos havaianos e bons pontos de mergulho. Dirigindo em direção à Kona, antes de chegar à cidade de Captain Cook, você estará próximo ao Pu´uhonua o Honaunau National Historical Park. Reserve uns 30 minutos pelo menos para ver o parque, com esculturas e cabanas havaianas tradicionais, além das várias tartarugas que costumam ser vistas por ali.

O parque histórico de Pu'uhonua, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

O parque histórico de Pu'uhonua, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Antiga canoa havaiana no parque histórico de Pu'uhonua, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Antiga canoa havaiana no parque histórico de Pu'uhonua, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Se você gosta de snorkel ou mergulho, a baía de Honaunau, ao lado do parque, é um dos melhores pontos de shore dive para ver vida marinha e os belíssimos corais do Pacífico. Se é mergulhador, leve equipamento e tanques de mergulho que podem ser alugados em qualquer operadora de mergulho e aproveite os corais mais saudáveis que estão ao longo da costa.

Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Dirija mais 30 minutos ao norte e chegará à Kealakekua Bay para fazer um snorkel com os golfinhos. Se quiser mesmo encontrá-los, terá que incluir o local na programação do dia seguinte, as 6 da manhã, quando os golfinhos retornam da caça para descansar na baía. Nós fomos até lá cedinho, mas não os encontramos. Voltamos mais tarde e eles já estavam longe, mais perto do Captain Cook Monument. A dica é alugar um caiaque para atravessar a baía (60 dólares e 20 minutos remando) ou agendar no dia anterior um barco de turismo que te leva direto lá (150 dólares).

As belas e tranquilas águas da baía dos golfinhos, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

As belas e tranquilas águas da baía dos golfinhos, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Ao norte da cidade de Kona estão as praias mais bonitas deste litoral. Praias de areias brancas e ares de paraíso perdido no meio do Pacífico. Só não está totalmente perdido se você for até a praia em um final de semana, quando os locais se divertem em família e grupos de amigos se reúnem para o surf ou body board. Se tiver que escolher apenas uma, a nossa dica é ir até a Kua Bay, que reúne todos os pré-requisitos para um paraíso tropical à beira mar.

Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


Descolando um tubo na praia de Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Descolando um tubo na praia de Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


Praia, mergulhos, sítios arqueológicos havaianos, charmosos B&B ou grandes resorts com toda a infraestrutura turística mais american que você imaginar, não interessa qual seja o estilo de férias praianas que você está procurando,, sem dúvida irá encontrar aqui em Kona.

Hospedagem
Em Kona ficamos hospedados na casa de David e Eliane, ele neozelandês e ela suíça. Eles construíram alguns quartos na sua casa, entre Captain Cook e Kona e a transformaram em um Bed & Breakfast que ajudou a pagar a faculdade dos filhos. O quarto maravilhoso tem vista para o mar e o delicioso café da manhã é servido na sua casa, com frutas, ovos, pães, ao gosto do freguês com a companhia do simpatissíssimo casal. David é pastor evangélico, tem o dom da palavra e várias histórias lindas para contar. Foi um encontro belíssimo, recomendamos!

O maravilhoso café da manhã no B&B em Kona, na Big Island, no Havaí

O maravilhoso café da manhã no B&B em Kona, na Big Island, no Havaí

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Diz aí se você gostou, diz!

Região Serrana

Brasil, Tocantins, Palmas, Taquaruçu

Clima inspirador na Cachoeira do Roncador, a mais alta de Taquaruçu - TO

Clima inspirador na Cachoeira do Roncador, a mais alta de Taquaruçu - TO


Todos conhecemos ou já ouvimos falar nas regiões serranas do Rio de Janeiro e São Paulo, seja pelas tragédias ou pelas belezas naturais. Mas alguém já ouviu falar em tal lugar no Tocantins? Um estado da região norte, tão quente e escaldante, difícil imaginar que exista um ambiente assim.

Riacho na trilha para a Cachoeira do Roncador, em Taquaruçu - TO

Riacho na trilha para a Cachoeira do Roncador, em Taquaruçu - TO


Taquaruçú é um distrito de Palmas, na região da Serra do Lajeado, há apenas 27 km da capital. Lindas serras e vales entrecortados por rios de águas mais frias e transparentes. No período de inverno as baixas temperaturas atraem os curiosos para o Festival de Inverno, que tiram de seus armários os casacos e botas usadas de vez em nunca.

A bela Cachoeira do Roncador, a mais alta de Taquaruçu - TO

A bela Cachoeira do Roncador, a mais alta de Taquaruçu - TO


Já foram contabilizadas mais de 50 cachoeiras e quedas d´água dentro da Área de Preservação Ambiental desta serra, todas dentro de propriedades particulares. Destas em torno de 12 estão sendo exploradas turisticamente pelos seus proprietários, com taxas que variam de 2 a 5 reais por pessoa.

Contemplando a Cachoeira do Roncador, a mais alta de Taquaruçu - TO

Contemplando a Cachoeira do Roncador, a mais alta de Taquaruçu - TO


A Cachoeira do Taquaruçú é uma das mais freqüentadas, chega a lotar nos finais de semana e fica em torno de 5 km antes de chegar à vila. Como era a primeira, deixamos para depois e escolhemos começar a visita por uma das mais famosas, a Cachoeira do Roncador. Uma trilha de 1500m com escadas e entre uma mata verde e fresca nos leva primeiro à Cachoeira do Escorrega Macaco, com quase 50m de altura. Como o próprio nome já sugere, as pedras em torno desta cachoeira estão em uma área de sombra, portanto muito limo e muito escorregadias.

Cachoeira do Escorrega-Macaco, em Taquaruçu - TO

Cachoeira do Escorrega-Macaco, em Taquaruçu - TO


Apenas uns 100m à frente está a principal atração desta propriedade, a Cachoeira do Roncador. Lindíssima, a queda possui quase 60m de altura e um poço delicioso para banho. Mas quem disse que o Tocantins não tem água fria? Ok, não é tão gelada como as cachoeiras de Mauá e ainda não deixam nada a desejar!

Entrando na Cachoeira do Roncador, em Taquaruçu - TO (foto de Marco Jacob)

Entrando na Cachoeira do Roncador, em Taquaruçu - TO (foto de Marco Jacob)


Com o Marco na Cachoeira do Roncador, a mais alta de Taquaruçu - TO

Com o Marco na Cachoeira do Roncador, a mais alta de Taquaruçu - TO


Aproveitamos ainda a tarde para conhecer outra cachoeira próxima, 8 km adiante, boa parte por estrada de terra. O acesso para a Cachoeira do Evilson está bem sinalizado, a propriedade tem um pequeno bar, estacionamento e cobra uma das entradas mais baratas, apenas 2 reais por pessoa. A trilha dentro da propriedade é curta e desce uma ladeirinha básica até a cachoeira, que a tarde já está na sombra. Ainda assim vale a pena, o poço é uma delícia e, embora mais baixa, o volume de água até maior em relação às primeiras.

Cachoeira do Evilson em Taquaruçu - TO

Cachoeira do Evilson em Taquaruçu - TO


Fim de tarde, fomos nos instalar na Lokau, com clima bem familiar, é uma mistura de galeria de artes e pousada. O João Luis, o dono, é de Porto Nacional, super envolvido com as artes e atividades comunitárias da região. Além de ser ligado à área de cinema ele possui uma pequena loja de produtos artesanais feitos com os insumos locais, móveis com a ripa do tronco do babaçu, peças decorativas, mandalas e esculturas com a palha e até produtos medicinais naturais como argila, mel, própolis, garrafadas e pomadas milagrosas. O Rodrigo ficou encantado com a coleção de quadrinhos, com vários da sua época.

Pousad Lokau, em Taquaruçu - TO

Pousad Lokau, em Taquaruçu - TO


Infelizmente hoje tivemos que nos despedir dos amigos, Carol, sua mãe e os filhos ficaram em casa e se despediram com um delicioso e certeiro “até logo!”.

Despedida de Palmas - TO e da família do Marco

Despedida de Palmas - TO e da família do Marco


Marco nos acompanhou para conhecer a região e já planejar um novo passeio com a família, mas teve que ir embora antes do anoitecer. Sempre chato nos despedirmos, ainda mais dos velhos amigos. Fazer o que? Infelizmente este é parte do aprendizado desses 1000dias.

Juntos na Cachoeira do Roncador, a mais alta de Taquaruçu - TO

Juntos na Cachoeira do Roncador, a mais alta de Taquaruçu - TO

Brasil, Tocantins, Palmas, Taquaruçu, Amigos, Cachoeiras, Escorrega Macaco, Evilson, Marco Aurélio Jacob, Roncador

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Terra Firme

Panamá, Portobelo

Veleiros na baía de Portobelo, no Panamá

Veleiros na baía de Portobelo, no Panamá


Finalmente chegamos à pequena cidade de Portobelo. Hoje um pequeno porto na costa atlântica do Panamá, nos temos das grandes descobertas já foi o principal porto do Império Espanhol antes da construção e crescimento de Cartagena. Ainda do nosso veleiro pudemos avistar o que restou das ruínas do período colonial, após a destruição total do porto por embarcações britânicas.

O catalão Marc, capitão que nos levou com segurança de Cartagena à Portobelo, no Panamá

O catalão Marc, capitão que nos levou com segurança de Cartagena à Portobelo, no Panamá


Chegamos pela manhã, organizamos as coisas e nos despedimos de nossos companheiros de aventuras e perrengues dos últimos 5 dias de convivência intensa, 7 homens e apenas eu e Glória representando as mulheres no barco.

Com a Glória, a nossa grande cozinheira nesses 5 dias no barco de Cartagena à Portobelo, no Panamá

Com a Glória, a nossa grande cozinheira nesses 5 dias no barco de Cartagena à Portobelo, no Panamá


Passamos pela imigração panamenha, onde eu passei a adotar o meu passaporte italiano para a entrada nos Estados Unidos e Canadá. Oficialmente agora sou gringa na nossa América Latina. Geralmente não gosto quando me confundem com “gringa”, afinal meu sangue é bem latino! Mas já vi que vou ter que me conformar! Rsrs!

Passageiros e tripulantes do Licka, o veleiro que nos levou de Cartagena à Portobelo, no Panamá

Passageiros e tripulantes do Licka, o veleiro que nos levou de Cartagena à Portobelo, no Panamá


Os ônibus para Colón partem de 30 em 30 minutos da praça principal na pequena vila. Ônibus decorados e bem arejados no início da viagem. Os 40km de pinga-pinga que deveriam levar uma hora, ao final duraram quase duas! Quanto mais perto da mancha urbana, mais lotado o busão ficava... estudantes curiosos, crianças, mães, jovens vaidosas, senhores e trabalhadores.

Viagem de ônibus entre Portobelo e Colón, no Panamá

Viagem de ônibus entre Portobelo e Colón, no Panamá


Panamenhos de todos os sabores, a maioria mestiços, negros e indígenas. Quando começou a chover foi aquele sufoco, busão lotado, apertado, calor desgraçado. Enfim, estamos em terra firme!

Chegando em Portobelo, no Panamá

Chegando em Portobelo, no Panamá

Panamá, Portobelo,

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Cape Cod National Seashore

Estados Unidos, Massachusetts, Cape Cod

A belíssima paisagem de Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

A belíssima paisagem de Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos


Refúgio dos bostonianios nos finais de semana, feriados prolongados ou porque não, looongas e maravilhosas férias de verão, o Cape Cod fica há apenas 115km da cidade de Boston. 115 km que podem demorar mais de 3 horas de trânsito, diga-se de passagem, ir para Cape Cod nessa época do ano, é quase como viajar para o litoral norte de São Paulo em um feriadão, engarrafamento na certa!

Aula de surf em Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

Aula de surf em Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos


Cape Cod é uma península com 100km de extensão no litoral atlântico dos Estados Unidos, na costa do estado de Massachusetts. Seu formato de um braço em posição de muque, cria a grande Cape Cod Bay e mais de 60km de praia na parte voltada para o Atlântico. Nesta área está localizado o Cape Cod National Seashore, área de preservação litorânea que abriga uma infinidade de ecossistemas marinhos, terrestres, de água doce e estuários.

Magnífica paisagem do Salt Pond, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

Magnífica paisagem do Salt Pond, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos


Sua origem geológica também data do período glacial. O cabo foi formado pelo acúmulo de material trazido pelas geleiras. Com a retração dos glaciares blocos de gelo vieram enroscados em meio aos entulhos de rochas, terra e areia, formando hoje os lagos de água doce.

Estudando o mapa da península de Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

Estudando o mapa da península de Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos


Uma paisagem em contínua alteração, o movimento das marés e dos bancos de areia formaram quilômetros de praias, planícies alagadas, dunas, mangues, lagos e pântanos que abrigam uma rara flora e fauna. A natureza em suas mais diferentes faces e formas em uma faixa de terra tão estreita, impressionante!

caminhando pela belíssima Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

caminhando pela belíssima Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos


A escolha da sua base vai depender do seu roteiro e prioridades. As principais cidades são Falmouth, ao sul da península, Chatham no cotovelo, e Provincetown no extremo norte do cabo, mas em toda a região podem ser encontrados hotéis, pousadas e inns para todos os gostos.


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Esta é uma das regiões mais disputadas no verão, então não é fácil encontrar opções baratas de hospedagens, mesmo os motéis mais sem personalidade custarão em torno de 100 dólares a diária. Nós escolhemos a cidade de Falmouth, já que o plano era passar um dia explorando o parque nacional e outro na ilha próxima de Martha Vineyard. Para explorar toda a península ter um carro é essencial, dadas as distâncias no parque (ver mapa).

Relaxando em Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

Relaxando em Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos


O nosso dia começou com uma estradinha básica de Falmouth até o Centro de Visitantes do Cape Cod National Seashore. Lá conseguimos mapas e informações, além de uma bela vista para a Salt Pond Bay e ao longe a Nauset Island.

Um dos muitos faróis espalhados pela península de Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

Um dos muitos faróis espalhados pela península de Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos


Nos últimos 10 dias, nadamos em lagos, fizemos trilhas em vales e montanhas, passeamos em cidades e até de barco atrás de baleias e puffins. Então a escolha de hoje não estava muito difícil com os mais de 30°C, céu azul e sol escaldante! A decisão unânime, por três votos à zero foi PRAIA!!!

A praia de Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

A praia de Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos


Fomos direto para a Marconi Beach, uma das mais famosas praias, não apenas por sua beleza natural, mas principalmente por sua história. Guglielmo Marconi foi um engenheiro elétrico italiano que através de seus estudos e trabalho veio parar nos Estados Unidos. Sua obcessão era a transmissão de dados sem a necessidade de um cabo. Com 16 anos ele transmitiu seu primeiro sinal wireless em uma mensagem telegráfica no jardim da casa de seu pai. As distâncias foram aumentando, assim como o seu sonho: enviar um telegrama transoceânico. Este sonho se realizou aqui em 18 de janeiro de 1903, quando ele enviou uma mensagem instantânea do então presidente dos Estados Unidos, T. Roosevelt para o Rei Edward VII da Inglaterra. Sim, Marconi é o pai da comunicação sem fio!

Painel informativo sobre Marconi e a primeira comunicação wireless entre continentes, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

Painel informativo sobre Marconi e a primeira comunicação wireless entre continentes, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos


Em sua homenagem passamos o dia na praia batizada com o seu nome, caminhando, nadando e brincando com a Bebel nas piscinas formadas na maré baixa. Obrigada Marconi!

Bricadeiras e muita farra aproveitando o dia de sol na praia de Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

Bricadeiras e muita farra aproveitando o dia de sol na praia de Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos


O final do dia foi de estrada de retorno a Falmouth, com um pequeno desvio para conhecer a charmosa cidade de Chatham. Demos um alow para um bando de leões marinhos que se retiravam para o alto mar e tivemos um delicioso jantar em uma das tavernas mais badaladas da cidade. Dia perfeito para recarregar as energias e relaxar ao melhor estilo primavera-verão.

Bricadeiras e muita farra aproveitando o dia de sol na praia de Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

Bricadeiras e muita farra aproveitando o dia de sol na praia de Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos


Quem vem com mais tempo, a dica é pegar uma bicicleta e se aventurar pela Cape Cod Rail Trail, explorar a região de Wellfleet e suas lindas vistas da baía e ainda passar uns dois dias no norte da península, descobrindo as trilhas e respirando um pouco da cultura e do ar mais alternativo de Provincetown. Amanhã embarcamos para o destino dos ricos e famosos para conhecer um pouco mais da história de Cape Cod.

Com a Bebel, no alto de praia em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

Com a Bebel, no alto de praia em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos


1000dias na praia de Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

1000dias na praia de Marconi Beach, em Cape Cod, litoral sul de Massachusetts, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Massachusetts, Cape Cod, Cape Cod National Shore , Falmouth, parque nacional, Praia

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Blue Ridge Parkway - 2° Dia

Estados Unidos, North Carolina, Blowing Rock, Virginia, Roanoke

Moinho de água na Blue Ridge Parkway, na Virginia - Estados Unidos

Moinho de água na Blue Ridge Parkway, na Virginia - Estados Unidos


O segundo dia de estrada na Blue Ridge foram de 300 km a uma velocidade máxima de 70km/h, quase 6 horas dirigindo sem contar as paradas.


Roteiro de 2 dias (e meio) – Segunda Parte

A todo momento existem áreas de repouso com vistas lindas e em uma delas encontramos a nossa primeira trilha para uma caminhada matinal. 30 minutos de descida na mata verde e chegamos a um mirante ao lado de uma extensa cascata. Na volta cruzamos com uns bikers que pelo jeito começaram o dia cedo, todos equipados e bem animados, apesar do vento fresco.

Uma das muitas cascaras ao longo da Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos

Uma das muitas cascaras ao longo da Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos


Adiante encontramos a Casa da Brinegar Family, típica casa do final do século XIX. A terra foi comprada por Martin Brinegar em 1876 e a casa de um cômodo foi a moradia de Martin, Caroline e seus três filhos por mais de 50 anos. Eles viviam do que plantavam e dos animais que criavam, ele ainda era sapateiro e ela coletava ervas medicinais para incrementar a renda. Ela produzia os fios de lã e linho e tecia as roupas para a família, eram bons vizinhos e iam à igreja todos os domingos. A típica vida de uma família que vivia em um mundo bem distante e nem imaginavam que este mundo hoje estaria transformado em uma das estradas cênicas mais visitadas dos Estados Unidos.

Antiga choupana na Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos

Antiga choupana na Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos


Passamos pelo movimentado Rocky Knob e Mabry Mill e decidimos parar no Cumberland Knob, próximo à fronteira com o estado de Virgínia. A primeira área de recreação na Blue Ridge foi inaugurada quando se iniciou a construção da estrada-parque em 1935. O local oferece algumas trilhas, infraestrutura básica e um imenso e convidativo gramado para piqueniques.

Cenário campestre da Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos

Cenário campestre da Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos


Primavera na Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos

Primavera na Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos


Logo que cruzamos a fronteira com a Virgínia, fizemos um detour por estradas laterais menores, passando no meio das fazendas e vendo um pouco mais das fazendas desse interiorzão. Já eram quase 18h e a fome começou a bater, o Rodrigo acelerou mais do que devia e foi parado pelo guarda a 60 milhas/hora (96km/h), 15 milhas/h acima da velocidade permitida. “Correndo e sem placa?”, ele nos perguntou. Contamos toda a história do roubo da placa e da nossa viagem, carro brasileiro, etc, e ele ficou tão animado com a nossa história que acabou nos liberando.

Fazendas ao longo da Blue Ridge Parkway, na Virginia - Estados Unidos

Fazendas ao longo da Blue Ridge Parkway, na Virginia - Estados Unidos


Nossa primeira ideia era chegar à Charlotteville, mas o cansaço foi grande e acabamos escolhendo como base para a segunda noite a cidade de Roanoke. Considerada “hillbilly” (caipira) pelos capilalinos, a cidade nos surpreendeu com uma grande variedade de restaurantes de alta gastronomia e receptividade dos seus moradores. Jantamos no Metro, um restaurante delicioso que mais tarde viraria uma balada, nos prometemos voltar para a festa, mas o sono nos venceu. Nessa época acontece um festival de gastronomia quando todos os restaurantes preparam pratos especiais para a competição.

Chegando à Virginia, nos Estados Unidos

Chegando à Virginia, nos Estados Unidos


Onde ficar:
No centro você pode encontrar vários “Inns” bem charmosos e simpáticos, o custo varia entre 100 e 150 dólares. Nós precisávamos de um lugar apenas para passar a noite, sem muitas firulas e por isso acabamos nos rendendo a um hotel de rede, desses que sempre estão nos arredores da cidade por um terço do preço.

Estados Unidos, North Carolina, Blowing Rock, Virginia, Roanoke, Blue Ridge Parkway, Estrada, Road Trip

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