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LUCIANA SCHUNK (02/05)
Maravilha saber que também curtiram minha cidade...estou acompanhando vc...
Diana (29/04)
Nossa adorei e vc puder mandar para o meu emaill agradeço, pois a tia M...
clenilça alves da silva(cleo) (28/04)
boa noite Ana e Rodrigo que maravilha!!!!!arrasou ,parabéns .....
Waldir Palmer (28/04)
Adorei seu blog.Queria entrar em contato(email)contigo,pois eu e minha es...
clenilça alves da silva(cleo) (28/04)
SENSACIONAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! a música maravilhosa ....
O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
San Antonio é uma cidade de origem espanhola que foi fundada em 1691 por um grupo de exploradores. Eles vinham reforçar a presença da Coroa Espanhola no Texas perante a vizinha francesa Louisiana. Viviam ali os indígenas Payaya, que logo entraram no esquema da época, sendo catequizados pelos padres franciscanos, que às margens do rio fundaram uma missão e a nomearam San Antonio em homenagem ao santo do dia. San Antonio cresceu e se tornou o maior povoado da capital espanhola e mais tarde do território mexicano, a Província de Tejas.
Praça central de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Álamo, antiga Missão San Antonio - no início do século XIX a missão foi transformada em um forte militar e passou a chamar-se Álamo, tornando-se uma prisão durante a Guerra de Independência Mexicana e mais tarde abrigou o primeiro hospital da cidade.
Chegando ao Alamo, em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Mais tarde, já em meados do século XIX, que os ânimos se aqueceram e o Texas se proclamou independente do México. O General Santa Ana liderando um exército mexicano invadiu o Texas e sob fogo pesado, derrotou os texanos que se reuniam no forte do Álamo. Esta batalha é relembrada até os dias de hoje, pois os bravos soldados texanos lutaram até a morte, sem desistir de seu ideal, mais tarde logrado, independência do território mexicano.
O Alamo, local da mais famosa batalha para a independênica do Texas, em San Antonio, no sul do estado, nos Estados Unidos
Hoje o Álamo foi restaurado e se tornou um museu que conta em detalhes da sua história e batalhas que ocorreram ali, relembrando a vida e a história daqueles que viveram por se protegerem dentro de seus muros, e daqueles que morreram defendendo o ideal americano.
O pátio interno do Alamo, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
A poucas quadras dali encontramos o San Antonio Riverwalk, um passeio de pedestres construído ao longo de 4 quilômetros do Rio San Antonio no centro histórico da cidade. O rio era um problema para a cidade, que já havia passado por diversas enchentes relâmpagos e inclusive perdido 50 vidas em uma catástrofe em setembro de 1921. Depois disso vários planos para controle de enchentes e canalização do rio aconteceram, mas não sem o protesto dos conservacionistas da época que salvaram o rio de ser canalizado, sepultado e apartado da vida da comunidade.
A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Foi apenas em 1938 que um projeto audacioso surgiu, o projeto de embelezamento do Rio San Antonio, que além de sistemas para o controle de enchentes propunha o Passeio del Rio um nível abaixo do nível da rua. Foram anos para que os planos passassem a ações e só em 1946 o projeto arquitetônico e comercial começaria a ganhar força e o apoio da população. Neste ano foi aberto o primeiro dos restaurantes do passeio, o Casa Rio, seguido mais tarde pelo hotel Hilton e em 1981 pelo Hyatt.
Turistas passeiam de barco pelo River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
O charmoso passeio interliga o Álamo ao Rivercenter Mall e continua em forma de “U”, seguindo uma grande curva do rio, passando pela La Villita, centro de artesanatos e arte e outras atrações da cidade e uma infinidade de restaurantes. Tudo é comemorado nos bares e nas calçadas do Riverwalk: aniversários, nascimentos, casamentos (encontramos os noivos apavorando no pub irlandês!) e até os 4 NBA´s que ganharam o San Antonio Spurs, time de basquete da cidade que desfilou em um barco no rio depois das suas vitórias.
Distrito histórico de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Se você quer ver movimento e o passeio ainda mais vivo e decorado, dois grandes momentos festivos para visitá-lo são durante a Fiesta de San Antonio, na primavera, com barcos floridos flutuantes e durante o mês de dezembro, quando a decoração de luzes de natal o torna ainda mais especial.
Teatro ao ar livre na River Walk, arquibancada de um lado e o palco do outro lado do rio (em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos)
A cidade ainda conta com uma mão cheia de atrativos, mas o maior deles é justamente se deixar embalar pela graça e pela alegria e vivacidade das ruas de San Antonio e fluir o dia ao lado das águas do Rio San Antonio. Passamos um dia inteiro e duas noites na cidade e seguimos rumo ao sul, seguindo pela rota das missões de San Antonio. Decidimos parar em ao menos uma delas, a Missão San José.
A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Dentro de um parque histórico nacional, a Missão San José é conhecida como “A Rainha das Missões”, por ser a maior delas já quase totalmente restaurada. A missão foi construída em 1720 por padres franciscanos que vieram a catequizar os indígenas Coahuiltecanos. A missão funcionava como uma vila, que reunia a comunidade indígena ao redor dos ensinamentos dos hábitos, línguas, costumes e crenças dos seus novos colonizadores.
Visitando a missão franciscana de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Segundo historiadores os indígenas buscavam a missão como um lugar de refúgio, paz e abundância, pois aqui aprendiam novos ofícios como ferreiros, sapateiros e artesãos, cultivavam os alimentos e aprendiam a relacionar os seus deuses aos novos ensinamentos católicos. Muito deste sincretismo pode ser visto na fachada da igreja, esculpida e trabalhada por artistas indígenas que incluíram elementos do seu dia a dia ao lado dos santos católicos. Estima-se que aqui viveram ao menos 350 indígenas, que passaram a ser donos das terras em 1794. A atividade missionária se acabou oficialmente no ano de 1824 e, abandonada, o espaço se tornou casa para soldados, mendigos e bandidos. Apenas em 1930 e missão foi restaurada e se tornou parte do San Antonio Missions National Historical Park.
A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
A visita guiada pela park ranger é bem interessante e dura em torno de 45 minutos, dando detalhes de como seria a vida na missão, sua construção e história. Uma curiosidade, dizem que foi nos moinhos desta missão que teriam nascido as primeiras tortilhas de farinhas da história, unindo o recém-chegado trigo à antiga receita da massa de milho utilizada pelos indígenas.
A "janela do Rosario", na Mission san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Guia leva grupo para conhecer a Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
As missões foram mesmo uma arma poderosa utilizada pelos espanhóis na colonização e no aculturamento dos povos indígenas latino-americanos, desde a argentina, passando pelo Brasil, Paraguai e chegando até aqui, nos Estados Unidos! O lugar é lindo e transmite uma grande paz e serenidade, um dos passeios obrigatórios aqui em San Antonio!
As belas janelas da Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Outra dica, se você está vindo de Austin para San Antonio, reserve um tempinho para uma parada nos Outlets de San Marcos que estão no caminho. São dois outlets um em frente ao outro, um mais baratex com marcas básicas e outro Premium Outlet só com marcas bacanas. Nos dois você encontra bons preços e uma paradinha por lá não vai fazer mal a ninguém. Rs!
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Nós passamos pela Levis para refazer o estoque de calça jeans antes de sairmos do país, afinal depois de 3 anos elas já estavam bem batidas e carcomidas.
Cartaz explicativo na loja da Levi's, em Outlet da região de Austin, no Texas, nos Estados Unidos
Nossa próxima parada foi a cidade de Laredo, já na fronteira com o México. Chegamos ao fim da nossa rota pelos Estados Unidos, com um aprendizado incrível sobre a sua história, suas belezas naturais e principalmente toda a sua geografia! Foram 9 meses percorrendo a América do Norte, quase 7 deles só nos Estados Unidos, totalmente fora do que havia sido planejado. Eu sempre fui crítica e inclusive tinha certo preconceito em relação aos turistas que se dedicam única e exclusivamente a conhecer os Estados Unidos, principalmente aos que não saem do eixo Miami-Orlando-Nova Iorque de compras e parques da Disney.
River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Hoje tenho uma visão melhor do país e vejo que o potencial turístico dos Estados Unidos é totalmente desperdiçado pela maioria dos brasileiros, que seguem repetindo suas viagens pelas grandes cidades e deixam de conhecer o que o país tem de mais rico e interessante, seus parques nacionais, paisagens únicas e melhor, tudo com muita infraestrutura e informação, fácil para todos os tipos de viajantes, até aos menos aventureiros. Hoje, depois de passar por 41 dos 50 estados americanos, digo com a boca cheia que conheço os Estados Unidos e de peito aberto, que me tornei fã desta terra, seus desertos e montanhas, florestas e cidades. Espero que a nossa viagem e os nossos posts os encoraje a viajar mais e conhecer melhor este imenso e diverso país.Valeu Tio Sam, I´ll be back!
As incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
Os brasileiros, de forma geral, conhecem o Paraguai apenas por suas muambas falsificadas, eletrônico baratos e narcotráfico fronteiriço. Os mais escolados já ouviram falar da terrível Guerra do Paraguai, também conhecida como Guerra da Tríplice Aliança, quando por sonhos megalomaníacos do ditador paraguaio, a economia crescente deste país foi completamente destruída pelos aliados Brasil, Argentina e Uruguai. Desde então o Paraguai não se recuperou economicamente e por isso está no topo da lista dos países mais pobres da América Latina, logo após a Bolívia.
Carro paraguaio circula em Ciudad de Leste - Paraguai
O nosso conhecimento sobre o país vizinho também não ia muito além da imagem de Ciudad Del Este, por isso mesmo planejamos ao menos uma semana dentro dos 1000dias para explorar e conhecer melhor a história e cultura deste país.
Plantações floridas embelezam a estrad paraguaia entre Santa Rita e Trinidad, no sul do país
Começamos hoje a nossa expedição em territórios guaranis, mal entramos no Paraguai e já vemos um país diferente. Basta atravessar a zona de comércio fronteiriço e a própria Ciudad Del Este se mostra um ambiente mais agradável, uma cidade normal onde as pessoas trabalham, estudam e tocam suas vidas.
Exibir mapa ampliado
Percorremos 245 km pela Rota 6, estrada que corta a região sul do país, quase até a fronteira com a Argentina. Uma região de muito campos, lindas plantações de canola, araucárias hermanas e alguns pueblos no meio do caminho. Nosso destino é a cidade de Trinidad, comunidade que guarda um dos maiores sítios históricos do Paraguai: as Missões Jesuíticas.
As incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
As missões, aqui conhecidas como reducción jesuítica, são velhas conhecidas brasileiras, nesta região os padres jesuítas foram acolhidos pelos índios guaranis, que aos poucos conseguiram estabelecer uma relação produtiva com os novos colonizadores.
Ruínas da igreja maior da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
Os jesuítas espanhóis trouxeram o formato europeu para a construção das vilas, que, segundo um historiador local, era muito parecido com o formato utilizado pelos guaranis. Nas suas aldeias eles possuíam as ocas em torno de uma praça central, um local de culto, o lugar onde as mulheres cozinhavam e assim por diante. Aqui porém os edifícios eram construídos de pedras areníticas e uma argamassa feita de argila, conchas e ossos triturados.
Vendo do alto as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
A religião guarani também acreditava em uma entidade maior que moraria em uma espécie de paraíso e em uma entidade maligna que moraria em um “inferno”. Os nomes eram outros, mas a linha de raciocínio não era tão distante. Quando perguntamos para este guia se esta nova cultura e religião seriam impostas, ele nos respondeu, “É claro que há os que defendem os jesuítas e os que são contra, mas cada missão possuía de 2 a 3 padres para trabalhar com até 5 mil índios, então a lógica diz que nada ali era imposto”. Segundo ele os índios perceberam que dentro da estrutura das missões tinham mais qualidade de vida, comida, limpeza, aprendiam novos trabalhos, música, arte e o principal, possuíam segurança. Além da perseguição de outras tribos inimigas, eles tinham que se preocupar com os sanguinários Bandeirantes Paulistas, que vinham à região em busca de escravos.
Esculturas decorativas nas paredes da igreja maior, nas incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
Foram mais de 30 missões formadas entre o Rio Grande do Sul, Argentina e Paraguai. Os Jesuítas possuíam o ideal de vida em uma sociedade com base comunitária e auto-sustentável. Os seus preceitos porém iam de encontro com os interesses dos colonizadores, que queriam escravizar a população indígena. As missões prosperaram durante o século XVIII e deixaram o governo espanhol temeroso de seu poder nesta colônia. Em 1764 as missões jesuíticas foram perseguidas e expulsas da região, não sem resistência e morte dos que as habitavam.
Visitando as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
Hospedados no hotel em frente às ruínas, à noite ainda tivemos uma bela surpresa, uma apresentação de música e slide-show, com o acompanhamento deste historiador que nos contou de forma apaixonada como era a vida nas missões.
Iluminação noturna valoriza ainda mais as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
Estas construções ficaram abandonadas durante séculos e há alguns anos se iniciou o trabalho de restauração das ruínas jesuíticas, sendo Trinidad uma das maiores já existentes. Transformada em Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco em 1993, caminhar entre as ruínas de Trinidad nos faz viajar no tempo e na história.
Iluminação noturna valoriza ainda mais as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
A Ana nada ao lado de um gigantesco Tubarão-Baleia na Isla Wolf, em Galápagos (foto retirada do vídeo de Friso Hoekstra)
Esta noite foi a mais longa de navegação, quando saímos das proximidades de Isabela, a maior ilha do arquipélago, e rumamos ao norte para conhecer os dois principais pontos de mergulho do arquipélago: as ilhas de Wolf e Darwin. Se você vai mergulhar em Galápagos, este é o primeiro ponto que você deve avaliar na compra de qualquer live aboard, se eles não passarem por Wolf e Darwin, nem cogite a possibilidade de comprá-lo.
Isla Wolf e seu reflexo, em Galápagos
Ambas são ilhas desabitadas e sem acesso para desembarque. Apenas pesquisadores desembarcam em expedições especiais, pois para chegar ao topo delas precisam de uma boa escalada, já que ambas são rochedos imensos rodeados por paredões de pedra. Nossa primeira parada foi em Wolf e o ponto de mergulho o Lanslide.
A beleza selvagem da ilha de Wolf, em Galápagos
8h30 todos já estavam todos equipados, prontos para cair na água. Como aqui já cruzamos a Linha do Equador e as correntes nos ajudam, a temperatura da água subiu para 24°C e a visibilidade melhorou um pouco. Tivemos o nosso primeiro encontro com cardumes de tubarões-martelo, peixes trombetas imensos, agulhas, moréias verdes e pintadas por todos os lados! Estrelas do mar de variados tipos e cores, gordas e magras. Peixe Papagaio, puffers (baiacus) de todas as cores, tartarugas-marinhas e até um leão marinho brincando na superfície!
Tartaruga e peixe-agulha em mergulho em Wolf, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
O nosso maior objetivo aqui é ver o maior peixe dos mares, o tubarão-baleia! Não foi a toa que viemos nesta época, período em que é mais provável encontrá-los nesta costa. Eles podem medir de 15 a 20m e pesar até 13 toneladas! Embora seja um tubarão, ele é herbívoro, se alimenta de plânctons, krill e algas por infiltração e é completamente inofensivo. Aqui em Galápagos um dos lugares mais prováveis para encontrá-los é nas Ilhas Darwin, onde estaremos amanhã.
Felicidade depois de um incrível mergulho na Isla Wolf, em Galápagos
Nosso segundo mergulho foi na Shark Bay, em Wolf. Estávamos lá com as dezenas de tubarões martelos, trombetas e moréias quando Glenda, nossa dive master, começou a nos dar o sinal sonoro desesperadamente! Ela batia seu chocalho e nadava em direção ao azul rapidamente. Não pensamos duas vezes, corremos atrás delas e conseguimos ver o imenso peixe... era ela, uma tubarão-baleia linda!!!
Tubarão-baleia se afasta em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Peraí, ela? Como sabemos!? Ela está grávida, com um barrigão lindo! Como peixes, os tubarões normalmente são ovíparos, porém o tubarão-baleia é um vivíparo com desenvolvimento ovovivíparo! Traduzindo, os bebês são desenvolvidos em ovos dentro da barriga da mãe. Já foram encontradas fêmeas com mais de 300 filhotes que nascem com 40 a 60cm.
Tubarão-baleia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
A Laura, o Rafael e a Maria já tinham saído da espera e estavam a caminho da parada de segurança, mas o que pode a princípio parecer um azar, foi a maior sorte que eles poderiam ter! Enquanto esperavam seus 3 minutos aos 5m, eis que surge um imenso tubarão baleia abaixo deles! Passou a 1m dos pés deles e nem sequer percebeu a presença deles! Maria conseguiu filmá-lo, lindo, tão de perto que mal conseguimos vê-lo por inteiro no vídeo, de tão grande que o bicho é! Muito sortudos!!!
O maravilhoso e gigantesco tubarão-baleia, na Isla Wolf, em Galápagos (foto retirada do vídeo de Friso Hoekstra)
O segundo mergulho foi no mesmo ponto e a esta altura todos já queriam fazer um mergulho de 1 hora de safety-stop! Hahaha! Uma hora o tiburón-balena ia aparecer. Fomos para as nossas pedras, nos agarramos e lá ficamos, esperando. Agora já sabíamos como era e o que fazer, não demorou muito e Glenda já estava chocalhando... Todos à caça do tubarão baleia!!!
Reação da Ana ao se deparar com um Tubarão-Baleia, em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos
Este é um dos únicos animais que podem ser “perseguidos” por mergulhadores, já que, de tão grande, nem se afeta com um bando de mergulhadores afoitos tentando acompanhá-lo. Fomos contra a corrente, usando toda a força e o ar que tínhamos em nossas garrafas para conseguir vê-lo de perto. Primeiro vemos uma mancha, depois seu formato começa a ficar mais claro e quando nos aproximamos, vemos as suas pintas brancas, nadadeiras, olhos pequenininhos e a boca, gigantesca! Foi SENSACIONAL!!! É uma sensação indescritível se deparar com um peixe de 12m de comprimento, que só uma nadadeira deve ter o nosso tamanho.
O maravilhoso e gigantesco tubarão-baleia, na Isla Wolf, em Galápagos (foto retirada do vídeo de Friso Hoekstra)
Rodrigo, Friso, eu e Henning fomos os que mais conseguimos acompanhá-los. O Ro quis enquadrá-lo na máquina por cima e quando viu já estava na superfície! Rsrsrs! Eu o acompanhei por uns 2 minutos talvez, mas para mim foi uma eternidade. Aproveitando para ver cada movimento, cada detalhe, e tudo isso sem acabar com o nosso ar e sem nos perder do grupo. Eu podia ter continuado, mas vi que ia me distanciar demais de todos... me perder no mar aberto.
Emocionante encontro com tubarão-baleia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Que presente que Wolf nos deu, quem diria que o encontraríamos aqui!!! Nosso primeiro tubarão-baleia! Depois disso eram todos no barco, em estado de êxtase pela experiência, Vendo as fotos do Henning e assistindo os vídeos que o Rodrigo, Friso e Maria tinham conseguido gravar. As memórias fotográficas são sempre importantes, principalmente para podermos mostrar a vocês... até por que, o primeiro tubarão baleia, a gente nunca esquece.
Encontro com tubarão-baleia em mergulho em Wolf, em Galápagos (foto de Henning Abheiden)
Saindo para trtabalhar em Labadee, na costa norte do Haiti
Um paraíso escondido, não apenas pelo medo que existe embutido no nome Haiti, mas por ter sido arrendado por uma companhia de cruzeiros até 2040. Labadie é uma vila no litoral norte do Haiti, a 30 minutos de Cap-Haitien. A vila tem acesso apenas por barco do pequeno porto vizinho a Labadee Beach, uma espécie de praia e parque aquático criada pela Royal Caribbean para desembarcar os turistas dos seus navios de cruzeiro que passam aqui pelo Haiti.
Labadee, na costa norte do Haiti
Estrutura que recebe os passageiros dos cruzeiros que chegam à Labadee, na costa norte do Haiti
Para chegar a Labadie e à Paradise Beach pegamos um taptap na Rua 21, logo atrás do estádio da cidade. 15 minutos de espera e logo a lotação lotou e lá fomos nós, na caçamba aberta da caminhonete, com as melhores vistas a cada curva do caminho. Eis que chegamos a um portão: “Propriedade Particular” e alguns metros abaixo passamos por uma casa de guardas. Dali em diante só podem passar moradores, empregados da Royal-Caribbean, táxis, moto-táxis e turistas branquelos desavisados. Nós nem notamos, mas um local mais tarde me explicou, haitianos “comuns” não entram. Será possível?!?
De Taptap, a caminho de Labadee, na costa norte do Haiti
No portinho decidimos seguir viagem com os nossos colegas do taptap até a vila de Labadie. Lá já fomos acompanhados o tempo todo por um simpático barqueiro que falava inglês e queria nos levar ao nosso destino final, Paradise Beach, uma das praias mais lindas da região.
Canoa em Paradise Beach, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
A tripulação de nosso barco em Labadee, na costa norte do Haiti
Andamos pela vila, assuntamos com o dono do bar e fiquei amiga de uma mocinha que andava por ali, em busca de um colo amigo. Ela estendeu os braços e eu não quis mais largar, linda, queridíssima e tão pequenininha que ainda nem sabia falar. Mas para que falar se tem esses olhos tão doces e esse jeito tão meigo? Andei com ela para lá e para cá, até que o nosso barqueiro nos ajudou a achar seu irmão. Um certo alívio, se descubro que é órfã eu não ia conseguir larga-la nunca mais.
Amiguinha nova em Labadee, na costa norte do Haiti
Com o barqueiro barganhamos bastante, mas logo descobrimos que não o suficiente. Ele nos levou por 1000 Gourdes, contra 800 de um casal com quem conversamos mais tarde, para a nossa praia praticamente particular e sem milhares de infláveis e outros apetrechos. Um paraíso natural, com um rio de águas cristalinas que brota das montanhas, corais que formam uma piscina natural e areias brancas como talco.
Pensativo sobre a vida em Paradise beach, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
A fantástica Paradise Beach, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
Um pequeno rio de águas geladas, doce e transparente, na praia Paradise, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
Tudo era tão perfeito que eu nem imaginei que aqueles “pompons” verdinhos que eu chutei na beira do mar não eram plantas e sim ouriços! Me deixaram com um punhado de espinhos no pé, mas num paraíso como este a dor logo passou e esqueci que eles estavam ali no meu polegar.
Aproveitando o sol, a praia e a vida em Paradise Beach, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
Durante os dias em que os cruzeiros aportam aqui a praia tem um bar funcionando, cadeiras espalhadas pela areia e alguns poucos turistas que se aventuram a ir além das grades de proteção. Hoje éramos apenas eu, o Rodrigo, um casal franco-canadense que vive em Jacmel e o responsável pela praia, que a mantém limpa em troca de uma pequena colaboração.
Chegando à Paradise Beach, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
Uma simpática jangada nos mares de Labadee, na costa norte do Haiti
No final da tarde Christian veio nos buscar e nos levou direto para o portinho onde esperamos por quase uma hora por um taptap, enquanto negociávamos um moto-táxi, tomávamos uma cervejinha e eu (analfabeta) tentava interagir com os locais em creole. Provei um polvo fresquinho e delicioso da tia que cozinha no barraco e demos umas risadas com as mímicas e difíceis interações.
Botequinho enquanto esperamos a condução de Labadee à Cap-Haitien, na costa norte do Haiti
Nosso motorista entre Labadee e Cap-Haitien, no norte do Haiti
Enquanto víamos as canoas passarem tentamos fazer um ranking das praias por onde passamos nesses 1000dia, tarefa difícil! Entre todas as ilhas do Caribe, o litoral pacífico e atlântico da América do Norte, Central e do Sul, ilhas como Hawaii, Galápagos e Noronha digo que é uma tarefa quase impossível, pois mesmo as praias podem ser divididas em categorias e escolher a melhor de todas elas é uma grande responsabilidade. Como nessa viagem só levamos a sério mesmo a nossa vontade de conhecer, nos divertir e compartilhar com vocês resolvemos não nos preocupar com os números, mas simplesmente em dizer que esta é, sem dúvida alguma uma das praias mais lindas das Américas!
Voltando de barco para Labadee, na costa norte do Haiti
Diversão nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos
Orlando é o destino preferido e dos sonhos de muitos adolescentes brasileiros. Pelo menos no meu tempo de adolescente a moda era trocar a grande festa de aniversário de 15 anos por uma viagem para a Disney World e arredores.
Chegando ao parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos
Eu, já nessa época, já era meio diferente. Disney e festa com baile e bolo vivo me pareciam um tanto quanto démodé. O ano era 1995 e o dólar estava 1 pra 1, pela primeira vez uma viagem internacional parecia possível. Neste cenário surgiu uma oportunidade: viajar para o Jamboree da Holanda, um encontro mundial dos escoteiros. Eu tinha apenas 13 anos, mas meus pais viram que era uma chance única! Um grupo de 36 jovens de diferentes grupos escoteiros curitibanos se reuniu para fazer uma viagem de 30 dias pela Europa. Passamos pela Espanha, França, Suíça, Inglaterra, Alemanha e finalmente os últimos 11 dias acampados entre 200 mil escoteiros de 120 nacionalidades diferentes. Eu sabia que seria um evento marcante na minha vida, mas nem eu, nem meus pais tínhamos ideia de quanto isso iria determinar os rumos da minha vida viajante.
Para onde se olhe, pessoas de ponta-cabeça nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos
Naquela viagem nós passamos um dia na Euro Disney, próximo à Paris. Entre os colegas da escola a Euro Disney, pequena e sem as grandes atrações, era vista como um parque B. Para mim apenas um lugar cheio de bichinhos e brinquedos, pois a minha grande diversão estava em escalar montanhas nos Alpes Suíços, fazer trekkings nos polders holandeses e me aventurar pelas ruas malucas de Londres e Paris.
A vila nevada do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos
Bem, já deu pra entender que eu nunca fui muito fã deste tipo de parque. Acho que matei toda a minha vontade quando era criança, rodando sem parar nas nossas montanhas russas, kamikazes e enterprises do Parques Barigui e Beto Carreiro World, quase ridículos comparados aos monstros dos parques temáticos da Flórida. Ainda assim pensamos, já que estamos passando por aqui, temos que dar a chance e ter esta experiência em pelo menos um dos parques! Escolhemos o Universal Studios - Island´s of Adventures, dica do pessoal do Viagens Maneiras, que diz ser este o melhor parque de Orlando.
Parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos
Uma das paixões de infância do Rodrigo foram os quadrinhos da Marvel. O Surfista Prateado era o preferido, mas Homem Aranha, X-Men, Hulk, Demolidor e todos estes super heróis do Universo Marvel fizeram parte da sua história. Quase 30 anos depois o Tio Ro é um dos melhores contadores de histórias para os sobrinhos curiosos por este mundo fantástico! Hehehe!
Herois da Marvel passeiam pelo parque da Universal em Orlando, na Flórida - Estados Unidos
Para entrar logo no clima e acordar, injetamos um caminhão de adrenalina quando subimos na montanha-russa do Incrível Hulk. Loopings, curvas e descidas radicais são feitas em uma velocidade surreal! Meu coração foi à milhão!!! Tá louco, eu gritei muuuito! No final do dia fui uma segunda vez, mas basta, saí de lá com dor de cabeça! É aí que vemos que estamos ficando velhos! Hahaha!
A famosa montanha-russa do Hulk no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos
Uma das grandes novidades do parque é o Mundo Mágico de Harry Potter. Com uma cidade cenográfica perfeita, casinhas com neve no telhado e o castelo ao fundo. Esta área do parque oferece show de mágica, apresentações de danças típicas do filme e a Dragon Challenge que é uma montanha russa também radical e mais divertida que a do Hulk, essa pelo menos não me deu dor de cabeça!
Para onde se olhe, pessoas de ponta-cabeça nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos
As grandes atrações do parque são as aventuras 3D do Homem Aranha e do Harry Potter. São pequenas montanhas russas indoor, com cenários 4D e filmes 3D em alta definição que te fazem entrar de cabeça, corpo e alma na história.
Castelo do Harry Potter no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos
No Harry Potter and the Forbidden Journey, após passearmos pelos corredores da Escola de Bruxaria e Magia, vendo quadros falantes e holografias dos personagens, voamos em vassouras mágicas sobre o Castelo de Hogwarts em uma perseguição alucinada e lutas contra dragões e as forças do mal do mundo mágico de Harry Potter.
Apresentação na vila do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos
No The Amazing Adventures of Spider Man, Jameson intima os participantes a perseguir os vilões trabalhando como repórteres e fotógrafos do seu jornal, o Daily Bugle. A perseguição ao Dr. Octopus, Duende Verde e outros vilões é emocionante! A experiência visual e tátil é muito real, incrível!
A vila nevada do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos
Passamos o dia rodando o parque, outras atrações bacanas e molhadas como o encontro com dinossauros no Jurassik Park River Adventure e outras.
Enfrentando um tiranossauro no Jurassic Park, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos
As 6 horas dentro desse mundo de fantasia foram mais do que suficientes para termos muita diversão e principalmente para vermos como a tecnologia do entretenimento está evoluindo! Agora, parques de diversões novamente, só daqui uns 10 anos, com a nossa tropinha de aventureiros!
Diversão nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos
Visitando o mercado de peixes em Manaus - AM
Hoje saímos andando pelo centro, passamos pela famosa Zona Franca de Manaus até o Mercado Municipal. O prédio tem uma estrutura antiga que estava deteriorada, por isso está sendo restaurado, o que nos facilitou visualizar a belíssima estrutura metálica trazida da Europa exclusivamente para este mercado. Mais uma prova do quanto os Barões da Borracha esbanjavam riqueza, trazendo tudo do bom e do melhor à cidade.
O Mercado Municipal em reforma, em Manaus - AM
Durante a caminhada e com a câmera a postos, trabalhadores, camelôs, que davam duro nas ruas me pediam para tirar fotos, sorrindo e alegres. Obviamente todos me pararam arranhando em inglês, fazendo gestos, polaca desse jeito? Só pode ser estrangeira.
Ajudando a reformar o Mercado Municiapal, em Manaus - AM
O prédio principal do Mercado Municipal está em reforma, mas o barracão que segue ao lado com quase duas quadras de extensão e um mundo de produtos dentro, estava ali. Cheiros de peixe, frutas, verduras, coentro, grãos e de galpão são inconfundíveis. Mercadão mesmo, um dos maiores que já vimos.
Abundância de frutas e legumes em mercado de Manaus - AM
A concorrência é tanta que mal sabemos como sobrevivem tantas barracas vendendo a mesma coisa. Tambaquis, pirarucus, tucunarés, charque, carne, temperos e castanhas, queijos e tudo o que você imaginar.
O movimentado mercado de peixes em Manaus - AM
Logo em frente fica um porto de passageiros secundário ao da estação hidroviária. Porto flutuante com centenas de pessoas indo e vindo, comprando suas passagens, enviando mercadorias e embarcando para as próximas cidades ribeirinhas.
Passagens fluviais para toda a região amazônica, num dos muitos portos de Manaus - AM
Ali conseguimos encontrar um barco que levará a Fiona para Santarém, e nós de carona. Barco Luis Afonso na terça-feira ou Ana Carolina na segunda-feira e uma diferença módica de quase 700 reais!!! Uma noite a mais em Manaus, um dia de atraso no cronograma, mas está mais do que valendo!
Um dos muitos portos de Manaus - AM
Almoçamos no restaurante do hotel 5 estrelas, Taj Mahal. Restaurante giratório com uma vista privilegiadíssima do centro e principalmente do Teatro Amazonas. Daqui ele fica ainda mais bonito, com seu estilo neoclássico europeu em rosa e branco e ainda melhor visualização da cúpula ladrilhada em cores bem brasileiras.
Teatro Amazonas visto por cima, do alto do Taj Mahal, em Manaus - AM
Confesso que pode parecer meio brega a primeira vista, mas o conjunto fica realmente ousado e esplendoroso, ainda mais visto aqui de cima. O prato, Encontro das Águas, tucunaré e pirarucu ao molho califórnia para o Ro, e alcaparras para mim, hummm! Delícias de Manaus e da vida à beira rio, o maior do mundo!
Almoçando tucunaré e pirarucu com molho de frutas, em Manaus - AM. Uma delícia!!!
Colônia de leões-marinhos na ilha de Espíritu Santo, região de La Paz, na Baja California - México
A Isla Espíritu Santo possui mais de 80 mil m2 e é protegida pela Unesco como patrimônio da biosfera. Localizada no município de La Paz, na Baja Califórnia Sur, a ilha é um grande destino turístico principalmente para o avistamento de baleias, golfinhos e por sua famosa colônia de lobos-marinhos.
Paisagem pitoresca da ilha de Espíritu Santo, região de La Paz, na Baja California - México
Nos dias de pouco vento é um destino perfeito para expedições de caiaque, são tours de uma semana que dão a volta à ilha, acampando em praias desertas, em total contato com a natureza! Eu me lançaria em um desses tours com certeza! Mas aqui me faltou a companhia da nossa amiga Annete que conhecemos em Galápagos, dinamarquesa viciada em longas expedições de remo. Ela já passou 15 dias remando na costa do Alasca e está se preparando para uma expedição ainda mais longa na Patagônia! Sensacional! O Rodrigo preguiçoso torce o nariz e adora o fato de estarmos em um barco a motor, conseguindo ver “tudo” em um mesmo dia.
Paisagem pitoresca da ilha de Espíritu Santo, região de La Paz, na Baja California - México
Pegamos o último barco na Playa de Tecolote, infelizmente o tempo não estava muito favorável. Céu totalmente nublado e um vento frio deixavam o cenário ainda mais com a cara de lobos marinhos, só faltavam uns pinguins para completar. Passamos as 5 horas do passeio procurando, mas neste clima fica mais difícil de avistarmos baleias, que hoje tiraram o dia de folga para passear mais perto da costa.
Água transparente em gruta na ilha de Espíritu Santo, região de La Paz, na Baja California - México
Nossos barqueiros, experientes avistadores, conseguiram enxergá-las de looonge, mas não tínhamos gasolina e tempo suficiente para ir até elas. As espécies que mais aparecem nessa região são as Baleias Cinzentas (Ballenas Gris) e as de Aletas (Baleia-Fin), segundo maior mamífero dos mares podendo chegar a 27m de comprimento, logo atrás da majestosa Baleia Azul. Todas elas podem ser avistadas, incluindo a nossa conhecida brazuca Jubarte, com sorte até a Orca pode dar o ar da graça. Nós tivemos que nos contentar com os lindos Golfinhos Nariz de Garrafa (Delfines Botella), vulgo Flipper, e a impressionante colônia de Lobos Marinhos!
Leão-marinho preguiçoso na ilha de Espíritu Santo, região de La Paz, na Baja California - México
A Colônia está nos Islotes na ponta da Isla La Partida, que está justo ao norte da Ilha de Espíritu Santo. Centenas de lobos se amontoam pelas pedras das pequenas ilhas, machos, fêmeas e filhotes. O lobo-marinho é um animal territorialista, mas ali são tantos que fica difícil saber como eles conseguem delimitar seu espaço.
Colônia de leões-marinhos na ilha de Espíritu Santo, região de La Paz, na Baja California - México
O snorkeling com os lobos é o momento de êxtase do passeio! A temperatura da água estava em torno de 18°C, alguns corajosos entraram sem roupa de neoprene, mas o ideal é ir preparado. A maioria das agências oferece locação de equipamento ou até já inclui no pacote.
Snorkel com leão-marinho na Ilha Espíritu Santo, região de La Paz, na Baja California, no México
Em um primeiro momento o pessoal fica meio assustado, mas depois que veem que os lobos estão curiosos e querem brincar, é que a magia começa! Eles são simplesmente encantadores!
Leão-marinho curioso brinca conosco embaixo d'água na Ilha Espíritu Santo, região de La Paz, na Baja California, no México
Os menores, mais ágeis e serelepes ficam super curiosos, principalmente quando você faz movimentos parecidos com os deles, afundando na água e tal. Eles também gostam quando conseguem ver sua imagem espelhada, às vezes na sua máscara de mergulho ou até na lente das câmeras submarinas.
O leão-marinho macho é gigante e parrudo, impõe respeito, mas nem por isso deixamos de interagir com ele. Nem vimos quando ele desceu da pedra para pescar e de repente ele estava vindo direto em minha direção. Fiquei imóvel, olhando para ele e ele passou raspando embaixo de mim, me fazendo parecer uma foquinha assustada! Rsrs! Minutos depois ele botou para correr outro lobo que apareceu no seu pedaço! Impressionante!
Leão-marinho grande, com mais de 200 kg, nada conosco na Ilha Espíritu Santo, região de La Paz, na Baja California, no México
Ficamos na água por quase uma hora brincando com os leões-marinhos, mas infelizmente tivemos que nos despedir. O almoço foi na Playa Bonanza, uma praia deserta, de águas tranquilas e areias brancas.
Desembarcando emm praia da ilha de Espíritu Santo, região de La Paz, na Baja California - México
Durante todo o passeio a paisagem é magnífica, paredes de pedra multicoloridas, variando do negro, areia até o adobe e vermelho. Dezenas de praias, ilhotes, cavernas que um dia foram esconderijo de piratas, tudo isso rodeado pelo suntuoso azul cobalto do Mar de Cortês!
Paisagem pitoresca da ilha de Espíritu Santo, região de La Paz, na Baja California - México
Retornamos à La Paz, agora rumo ao norte sem grandes desvios. Chegamos a tempo de presenciar um magnífico pôr do sol no horizonte do Golfo da Califórnia.
Inspiração para trabalhar! (em La Paz, na Baja California, no México)
Como chegar lááááááááááááááá:
Que saudades da fanta! (em praia da ilha de Espíritu Santo, região de La Paz, na Baja California - México)
A ilha de Espiritu Santo (http://www.naturamexico.com/destinos.php?id_dest=1) está há menos de uma hora da costa, com saídas de lancha desde a cidade de La Paz através de agências de turismo que se espalham sobre o malecón. A Playa Tecolote é o local do continente mais próximo à ilha, portanto se você estiver de carro, conseguir uma carona ou um transporte barato até lá (20km ao norte), você pode conseguir saídas mais baratas. Lá está localizado o principal píer de onde partem as lanchas para a ilha. É o local que a maioria das operadoras utiliza para saídas dos tours.
Passeio de barco até a ilha de Espíritu Santo, região de La Paz, na Baja California - México
Valores aproximados:
- Saída da Praia de Tecolote - $ 650 pesos ou 55 dólares.
- Saída de La Paz – $ 850 pesos ou 70 dólares.
Veja o mapa da ilha.
skyline formada por grandes hoteis, em Cancún, no sul do México
Depois de dois dias nos arredores e Playa del Carmen e Cozumel, decidimos que a nossa passagem por Cancún seria rápida e indolor. Uma cidade grande, repleta de grandes hotéis e resorts onde mal conseguimos ver a praia não é exatamente um lugar que combine com o nosso estilo.
hotel em Cancún, no sul do México
Depois de 15 dias de viagem desde a Cidade do México, passando pelas montanhas nevadas de Toluca e Amecameca, as cidades históricas de Puebla, Cholula e Mérida, as Ruínas Mayas de Chichén Itzá, Cobá e Tulum e as praias de Quintana Roo, é chegada a hora mais triste, a despedida. Foram 15 dias incríveis na companhia da Valéria, minha super amiga que além de ótima companheira de viagem, divertida e super interessante, é também parte da minha família.
Chegando ao aeroporto de Cancún, no México, para a despedida da Val
Chegamos à Cancún direto no aeroporto, onde nos abraçamos, choramos e prometemos nos encontrar novamente antes que terminem os 1000dias. Mamirauá! Está anotado Val! Obrigada por tudo amiga, você me deixou mal acostumada por aqui.
Despedida da Val no aeroporto de Cancún, no México
Tiramos a manhã para rodar um pouco de Cancún, começando pelo centro da cidade, frequentado mais pelos turistas alternativos que acabam se vendo presos por aqui. A praça do centro da cidade é simpática, mais frequentadas pelos locais, rodeada por vendinhas e lojas de refrescos.
Praça central da cidade de Cancún, no México
A Cancún mais conhecida pelos turistas está na Zona Hoteleira, um estreito de terra entre a Lagoa de Nichupté e o mar, onde se concentram os hotéis das grandes redes, restaurantes, marinas e baladas.
Praia em Cancún, no sul do México
Logo no início da Zona Hoteleira existe o acesso a uma pequena praia pública, com estacionamento, onde paramos rapidinho pelo menos para vermos a cor da água. Percorremos a Kukulkan Boulevard, a avenida principal que dá a volta ao lago e escolhemos um restaurante bacana para almoçar com vista para o lago, barcos e pelicanos.
A grande lagoa em Cancún, no sul do México
Pelicano posa (e pousa) para fotos, em Cancún, no México
Fechamos a volta completa pelo estreito sem nem ver a praia, escondida pelos arranha-céus que dão acesso “privado” a elas. Dizem que em qualquer um deles você pode atravessar e ir à praia, já que na prática a praia é pública, mas é aquele tipo de praia e situação um tanto quanto desagradáveis para quem não se identifica com o mundo dos resorts.
hotel em Cancún, no sul do México
Ao sul da lagoa tomamos a estrada Cancun-Chetumal rumo ao terminal de ferry-boat de Isla Mujeres, nossa próxima parada para tirarmos o atraso do trabalho aqui nos blogs e recuperarmos as energias nestes 1000dias de viagem.
Partindo de Cancún rumo à Isla Mujeres, no sul do México
Observando o pacífico e enorme tarpon durante mergulho em Babylon, na costa de Saba - Caribe
Saba possui mais de 30 pontos de mergulho, todos a uma curta distância do porto em The Bottom. O bacana para os mergulhadores é a variedade dos mergulhos ao redor da ilha, recifes, corais, paredões, boulders, pináculos, profundos ou rasos, tudo com temperaturas e transparências caribenhas, o que significa 27 a 29°C e entre 20 e 30m de visibilidade. Mesmo com uma rápida navegação, os pontos de mergulho podem ficar bem chacoalhados, por isso eu logo cedo já tenho que me render ao remédio para enjôo, garantindo um dia muito mais feliz e sem náuseas.
Preparação para o primeiro mergulho na costa de Saba - Caribe
Os mergulhos de hoje tiveram um perfil parecido com os de ontem, o primeiro no ponto chamado Twilight Zone. São duas montanhas submarinas na região dos pináculos, dos profundos um dos melhores mergulhos que fizemos.
Tubarão-lixa dormindo em Twilight Zone, na costa de Saba - Caribe
Um cardume lindo de tarpões com pouco mais de um metro, barracudas, vários tubarões lixa e um caribbean reef shark que nos acompanhou uma boa parte mergulho. Águas azuis com mais de 30m de visibilidade, contornamos as duas montanhas, sendo vigiados de longe pelo tubarão que estava curioso com a nossa presença, foi sensacional!
Caribbean Reef Shark em Twilight Zone, na costa de Saba - Caribe
Babylon, parte do grupo coralíneo da Tent Bay, é um conjundo de boulders e o que eles chamam aqui lava fingers, "dedos de lava" que escorreram e formaram pequenas paredes, hoje incrustadas de corais e esponjas.
Enorme lagosta se esconde em toca durante o 2o mergulho do dia, na costa de Saba - Caribe
Ali podemos sentir o calor das fontes termais na areia, sinal de que o vulcão ainda está lá, em algum lugar das profundezas! Além de vermos tubarões lixa dormindo, tartaruga, uma moréia pintada, uma lagosta imensa, cardumes de tarpões e outros peixinhos coloridos.
A sempre feroz moréia defende sua toca em Babylon, na costa de Saba - Caribe
Voltamos do mergulho e o Rodrigo estava sentindo mais frio do que o normal. Sorte que sempre carrego um mini kit de primeiros socorros, e o termômetro já acusou 38,5°C. Dei a ele um paracetamol e ele dormiu a tarde toda. À noite Andreas organizou um churrasco com o pessoal da pousada. Hóspedes de diferentes países e todos com interesses comuns, mergulho ou trilhas e caminhadas. Eram 2 franceses, 1 húngara, 1 americana, 1 canadense e 2 holandeses, amigos de Andreas que vieram visitá-lo. Foi super bacana, um churrasco diferente dos nossos brasileiros, sem dúvida, espetinho de peixe e frango, milho e batatas assadas, além de uma costelinha de porco muito bem temperada. Alguns perguntaram por que eu estava tirando fotos e, além do blog, tive que explicar a eles o que é um verdadeiro churrasco, hahaha! Um deles meio indignado olhou pra mim e falou, “isso aqui não parece real para você?” hahaha! Enfim, tudo muito real e muito gostoso! O Ro, meio borocoxô e ainda meio febril foi dormir um pouco mais cedo, mas pelo menos bem alimentado.
Com um hóspede holandes no churrasco da Pousada El Momo, em Windwardside, Saba - Caribe
Mesmo dentre tantas montanhas e uma minúscula ilha no meio do Caribe, o clima amistoso e receptivo de Saba faz nos sentirmos em casa.
Tartaruga durante mergulho em Babylon, na costa de Saba - Caribe
O surf começa cedo no Havaí! (em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island)
Conhecida pelos americanos como Big Island, a Ilha de Hawai´i é a maior e a mais jovem ilha do Hawaii. A Big Island está localizada no extremo sul do arquipélago e é casa de Pelee, a deusa dos vulcões, que além de manter a chama do super ativo Kilauea acesa, construiu também o Mauna Kea, a maior montanha do mundo abaixo e acima d´água e o Mauna Loa, a maior montanha do mundo em volume!
Uma bela representação da deusa havaiana dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí
Foi lá também que surgiu uma das maiores e mais importantes competições de triátlon do mundo, o Iron Man Kona. Durante dois meses do ano a ilha é invadida pelos melhores triatletas mundiais e no dia da competição a cidade simplesmente para, as escolas tem as aulas suspensas e todos os serviços são cancelados. Deve ser emocionante estar lá nesta época!
Caminho no verdejante jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
O nosso roteiro pela ilha foi intenso e ainda assim é muita diversidade para tão pouco tempo. Eu diria que o tempo mínimo para poder explorá-la bem e com mais tranquilidade seria de 8 dias e alugar um carro é fundamental. Os nossos 1000dias estão voando, então tivemos que nos virar nos 30 e fazer tudo em 5 dias mesmo. Aí vai o roteiro resumido:
Primeiro dia – Hilo, o litoral de Puhoa e o Mauna Kea.
Reserve um dia para conhecer a região de Hilo. Pela manhã Akaka Falls e o Jardim Botânico. A tarde uma viagem pela estrada cênica que liga Kapoho e Kalapana, passando por Pahoa. Se você tiver tempo, a dica é pegar um guia e fazer a trilha até os campos de lava saindo de Kalapana no final da tarde, pois a noite a lava fica ainda mais bonita. Nós não sabíamos disso, então seguimos direto para o pôr do sol no alto do Mauna Kea, um espetáculo obrigatório, que se não fizer neste dia, terá que incluir na programação do dia seguinte.
Uma das muitas bromélias no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Antigas bocas de vulcão na região do cume do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii
Segundo dia – Hawaii Volcano National Park
Um dia inteiro para o Hawaii Volcanoes National Park, começando de manhã cedo com uma parada no Jaguar Museum. Eles têm informações atualizadas sobre a lava e ótimos filmes com as imagens que esperamos ver ao vivo, e não vimos, infelizmente! Dali o programa é percorrer a Chain of Craters Road, com uma trilha rápida no Pu´u Loa Petroglyphs e aproveitando os vários mirantes do parque. A parada de foto clássica está no Holei Sea Arch, um arco de lava petrificada que encontra o mar, e na trilha de uns 4km caminhando sobre a lava derramada na erupção de 2003. No retorno uma parada rápida na Pauahi Crater e no lava tube. A programação noturna é obrigatória, pois é quando vemos as chamas na cratera do Kilauea. No final da tarde a neblina fechou e nós voltamos ao parque as 23h, quando o tempo começou a melhorar. Estávamos sozinhos, lindo!
Chegando ao parque dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí
Costa formada por uma erupção vulcânica recente, perto de Volcano, na Big Island, no Havaí
Terceiro dia – Volcano a Kona – Green Sand Beach e Mergulhos Noturnos
Dirigimos direto para a Green Sand Beach, mas uma parada na Punaluu (Black Sand Beach) também é bem popular. A Papakolea (Green Sand Beach) está a 5km do asfalto em uma estrada off road punk! O pessoal caminha ou paga os jipeiros locais para levarem até lá. Se não tem experiência com 4 x 4 eu recomendo, nós encaramos e foi uma aventura! Ainda no asfalto antes de chegar a ela tem a saída para o South Point, com penhascos lindos e um mar azul profundo. Vale a pena! Aceleramos para Kona, pois o check in para o mergulho noturno era as 16h30. Se não for mergulhar vários parques e praias estão neste caminho. Aos mergulhadores recomendo fortemente os mergulhos com as arraias mantas e para os mais avançados e destemidos o Black Water Dive, para ver os seres pelágicos no mar aberto.
A bela praia de Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí
O maravilhoso mergulho noturno com arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí
Quarto dia – Kona e Honaunau
Kona tem muitas coisas para fazer, um dia é pouco! Mas fazemos o que podemos, então a nossa dica é ir até a Kua Bay, praia caribenha de águas azuis para pegar uma prainha. No início da tarde dirija até Captain Cook, fazendo um trecho da estrada pela beira mar, conhecendo as praias e se preparando para um snorkel ou mergulho lindo ao lado do Pu´uhonua o Honaunau National Historical Park. Reserve uns 30 minutos pelo menos para ver o parque e faça o snorkel/ shore dive na baía de Honaunau ao lado. Se é mergulhador, leve equipamento e tanques de mergulho que podem ser alugados na mesma operadora dos mergulhos da noite anterior.
Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí
Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí
Quinto dia – Captain Cook e Kealakekua Bay
Madrugue na Kealakekua Bay para fazer um snorkel com os golfinhos. Nós fomos até lá cedinho, mas não os encontramos. Voltamos mais tarde e eles já estavam longe da costa, mais perto do Captain Cook Monument. A dica é alugar um caiaque para atravessar a baía (60 dólares e 20 minutos remando) ou agendar no dia anterior um barco de turismo que te leva direto lá (150 dólares). Nós fomos embora na hora do almoço, se você ainda tiver um dia inteiro, pode explorar as baías e praias que você passou correndo aqui em Kona ou ainda se mandar para o norte, onde nos disseram que as praias são ainda mais bonitas, na linha da Kua Bay.
As belas e tranquilas águas da baía dos golfinhos, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí
Esse foi o nosso roteiro resumidíssimo nos nossos 4 dias e meio (quase 5, vai!) pelas belezas naturais da Big Island. É difícil resumir aqui a beleza de tudo o que vimos, mas a intenção é dar um resumão mesmo para facilitar a programação do seu roteiro. Se ficou curioso e quer conhecer mais, clique nos links acima para encontrar as informações e os relatos mais detalhados da história e imagens das paisagens incríveis da Big Island do Hawai´i!
Rota de carro em Kona
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