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Blog da Ana - 1000 dias

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Sabambugi

Brasil, Rio Grande Do Norte, Sagi (Baía Formosa)

Rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba.

Rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba.


Bambu entre Sagi, é isso que significa o nome da pousada em que ficamos na primeira vila do Rio Grande do Norte. Lugar tranquilo e ao mensmo tempo cheio de vida. Acordamos com uma vista deslumbrante do rio Sagi desaguando no mar. O café da manhã com muitas frutas, granola, coalhada, pães integrais, queijo branco, tudo feito com o maior carinho pelo Liberato, um dos sócios da pousada.

Vista da nossa varanda, na pousada  Sabambugi, praia de Sagi, Baía Formosa - RN

Vista da nossa varanda, na pousada Sabambugi, praia de Sagi, Baía Formosa - RN


Li o meu livro, escrevi um pouco e saímos para andar e conhecer a Barra do Rio Guaju. Há apenas 3km da vila o rio faz um cenário maravilhoso na divisa dos dois estados, RN e Paraíba.

Energia eólica no lado paraibano da fronteira com Rio Grande do Norte

Energia eólica no lado paraibano da fronteira com Rio Grande do Norte


No alto imensos “cata-ventos” modernos de uma mineradora paraibana que “destrói mas replanta tudinho”, segundo Tico, morador e guia local. A mineradora retira o minério das areias das dunas e depois devolve a areia que “não presta” no lugar, replantando a mata de restinga original.

Nadando no rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba

Nadando no rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba


A Vila do Sagi é pequena e possui apenas 3 pousadas e 2 restaurantes, além de uma turma bem animada para as festas de domingo. Um destes restaurantes serve como base para passeios de bugue feitos pela CVC de Natal e Baía Formosa, até a Barra do Guaju. Nós levamos sorte que domingo é o dia de pausa da CVC, pois a partir de segunda-feira são mais de 2 mil pessoas que vão e voltam, enlouquecidos nos bugues pelas areias e chapadões, para lotar e tirar a paz da mãe natureza neste pequeno santuário.

rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba

rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba


A princípio nós pensávamos em ficar apenas uma noite, mas a paz que encontramos aqui foi tanta, sem internet, sem telefone (pois este já perdemos mesmo), sem televisão, sem carro, sem nada, apenas a vista maravilhosa da nossa janela na Sabambugi.

A varanda de nosso quarto, na pousada Sabambugi, na praia de Sagi, Baía Formosa - RN

A varanda de nosso quarto, na pousada Sabambugi, na praia de Sagi, Baía Formosa - RN


Aliás, esta foi o motivo maior para termos ficado, que astral maravilhoso tem esta pousada, toda feita em bambus, super ecológica, sem ar condicionado, pois a ventilação natural é suficiente. Cada detalhe foi pensado para deixar a nossa estadia mais confortável e deliciosa. Melhor ainda quando acabou a luz, só víamos o clarão da queimada da plantação de cana ao fundo... “tão romântico”, perfeito para comemorarmos os nossos 20 meses de casamento. Ao final da noite até o clarão da queimada se foi...

Pousada Sabambugi, na praia de Sagi - RN

Pousada Sabambugi, na praia de Sagi - RN

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Aventura?

Colômbia, Bucaramanga, Mompós

Muito barro no caminho à Mompós, na Colômbia

Muito barro no caminho à Mompós, na Colômbia


Saímos de Bucaramanga cedo, já que a previsão de todos os locais é que levaríamos pelo menos 8 horas até Mompós. Nós, sempre que estudamos os mapas aqui na Colômbia temos previsões mais otimistas, afinal 100 km podem ser feitos em 1 hora, 1 hora e meia, certo? Errado! Esta conta não se aplica para as estradas colombianas e muito menos para as equatorianas. Um terreno muito montanhoso, muitas curvas, subidas e descidas, muitas tracto-mulas (caminhões) e obras nas estradas. O caminho de hoje ainda tem um “porém”, vamos cruzar a região do afamado Rio Magdalena.

Cruzando de balsa um dos braços do Rio Magdalena, no caminho à Mompós, na Colômbia

Cruzando de balsa um dos braços do Rio Magdalena, no caminho à Mompós, na Colômbia


Um dos rios mais importantes da Colômbia, longo e caudaloso. A Cordilheira dos Antes se divide em três no território colombiano, formando a cordilheira ocidental, central e oriental. Este rio nasce no sul, cruza todo o país entre as cordilheiras central e ocidental, e chega aqui mais possante, formando uma imensa planície alagada. O vimos lá em San Agustín, onde o rio passava por um estreito de apenas 2,20m e agora ele é quase como o Rio Amazonas no Brasil. Para ajudar, estamos no inverno, portanto as chuvas aumentam o nível das águas, que fecham estradas, levam embora as pontes e complicam bastante a comunicação viária da região.

Visita ao 'Estrecho', ponto onde o leito dopoderoso rio Magdalena se estreita a apenas dois metros! (em San Agustín, na Colômbia)

Visita ao "Estrecho", ponto onde o leito dopoderoso rio Magdalena se estreita a apenas dois metros! (em San Agustín, na Colômbia)


Nossa viagem começou tranquila, conseguimos cruzar um trecho que todos diziam que levaria 6 horas em apenas 4. Porém quando chegamos na entrada para El Banco, a novela começou. A via estava fechada, nos avisou o frentista do posto, “vocês devem seguir mais 140km até Cuatro Vientos e de lá seguir em direção à El Banco. Aumentamos o nosso itinerário em mais de 170km, pois a volta por lá era muito maior. Chegamos a pensar em desistir, vendo a costa cada vez mais próxima nas placas. NÃO, temos que conhecer Mompós!

Revoada de garças vista do ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia

Revoada de garças vista do ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia


Eu vi pelo GPS que havia um caminho por uma cidadezinha chamada Astrea, era uma estrada secundária (terciária na verdade), mas parecia mais seco, mais distante de áreas alagadas. Perguntamos em um posto e um cara meio sem noção nos assegurou que o caminho via El Banco era melhor, quase todo asfaltado. Lá fomos nós... Seguimos por asfalto até El Banco e chegando lá descobrimos que a via estava fechada, é claro! O rio subiu, é só olhar o mapa que fica fácil imaginar. A estrada ainda deixava passar moto, mas carro estava impossível, nos assegurou um banqueño. Voltamos até o Km 22, onde deveria haver um desvio por uma vila chamada El Guamo. Perguntamos ao senhor da vila e ele nos esclareceu: “Não é exatamente uma estrada, é uma trilha de lama com muitas partes alagadas.”


Exibir mapa ampliado

Seguimos para Astrea, a nossa última alternativa. Chegamos na cidade já começava a escurecer. Decidimos parar por ali e descansar em um dos poucos hotéis da cidade. O dia de hoje já tinha nos mostrado que a aventura estava apenas começando. Gonçalves nos recebeu de braços abertos. Hotel simples, sem ar condicionado e com banho de balde. Comemos um pollo com papas na nova lanchonete da cidade e sentamos no boteco em frente ao hotel para tomar uma Aguilita. Aqui as cervejas grandes tem 330ml e a pequena tem uns 200ml, tamanho que aqui faz sentido, pois não dá tempo de esquentar! Poucos minutos depois, Gonçalves chegou para nos fazer companhia e nos contou algumas histórias da sua vida, como da vez que foi ameaçado de morte pelos narco-traficantes por não pagar a “proteção” à sua pizzaria. Teve ainda a história de sua ex-mulher, que depois de sumida por 5 anos, levou as crianças para passear e nunca mais voltou. É, e nós que pensamos que estamos vivendo uma aventura...

Colômbia, Bucaramanga, Mompós, Astrea, Estrada, Rio Magdalena, viagem

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Mariposa Grove

Estados Unidos, Califórnia, Yosemite National Park

Admirada com a gigantesca árvore sobre sua cabeça! (Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos)

Admirada com a gigantesca árvore sobre sua cabeça! (Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos)


Dia de ir embora nunca é um dia muito legal. Quando o tempo está chuvoso facilita um pouco, mas não diminui a vontade de explorar e conhecer. Saímos cedo no Yosemite Lodge em busca dos ursos pretos, tão comuns por aqui e que ainda não havíamos encontrado. Vimos até as caixas de segurança para as comidas nas áreas de camping, mas parece que os ursos não gostam muito de chuva. Passamos na entrada da trilha do El Capitán e da Yosemite Falls, mas a chuva e as dores no corpo que ficaram da caminhada de ontem me fizeram preferir continuarmos de Fiona.

Caixas lacradas, a prova de ursos negros, para estocar comida no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Caixas lacradas, a prova de ursos negros, para estocar comida no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


A Bridalveil Falls, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

A Bridalveil Falls, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Pegamos a Southside Drive em direção à Bridelveil Fall, uma das únicas cachoeiras que não seca durante todo o ano. A pequena caminhada até o mirante ajudou a alongar e a perceber que o estrago no joelho foi pior do que eu imaginava! Rsrs! Ainda embaixo de chuva paramos no Tunnel View para a vista clássica do Yosemite Valley, normalmente a porta de entrada para a maioria dos viajantes que vem do sul da Califórnia.

Muita névoa no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Muita névoa no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Imaginem se eu não queria morrer por não ter vindo até aqui no nosso primeiro dia, com o restinho de luz, para ver o vale limpo e com o sol dourando as encostas. Enfim, a natureza tem diversas faces, a névoa e a chuva sem dúvida lhe confere um certo ar de mistério que não pode ser menosprezado.

Meio desanimado com as nuvens sobre a grandiosa paisagem do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Meio desanimado com as nuvens sobre a grandiosa paisagem do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Com planos de viajar e chegar perto de San Francisco ainda hoje, tivemos que acelerar e passar algumas atrações históricas do parque na área de Wawona como o Pioneer Yosemite History Center e o próprio Wawona Visitor Center. Lá está também o hotel mais caro dentro do parque nacional, se não estamos dispostos a pagar os altos preços de hospedagem, talvez uma parada para um almoço ou um jantar possa ser uma ideia para conhecer a atmosfera deste hotel em estilo vitoriano que é um National Historical Landmark.

As milenares sequoias do Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

As milenares sequoias do Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Há poucos quilômetros dali, já pertinho da entrada sul do parque está uma das paradas obrigatórias do parque nacional: a Mariposa Grove. O bosque é a casa de mais de 500 sequoias gigantes em idade madura, as maiores árvores do planeta. Algumas delas chegam a 3 mil anos de idade, perdendo apenas para o bristelcone pine que pode chegar a quase 5 mil anos e também é encontrado aqui no leste do Yosemite e no Great Basin National Park, dentro dos Estados Unidos.

Um flerte milenar: o  'Solteiro e as Três Graças', na Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Um flerte milenar: o "Solteiro e as Três Graças", na Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Já do estacionamento vemos várias sequoias, guardiãs do tempo e da história neste nosso planetinha. Porém há mais vida além do estacionamento, dezenas de sequoias gigantes nos esperavam, abaixo da chuva, para uma despedida mais pessoal, já que serão as últimas que veremos durante os 1000dias. Então tive que tomar coragem, me haver com as minhas dores e sair caminhando pelo bosque. Foram em torno de 3 km entre o Bachelor & Three Graces, a Grizzly Giant, atravessamos o California Tunnel Tree e subimos até o belíssimo Faithfulll Couple. Mesmo em um bosque de gigantes é difícil não reconhecê-las, os nomes da sequoias são sempre bem sugestivos!

Minúsculo quando comparado à gigantesca sequoia, no Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Minúsculo quando comparado à gigantesca sequoia, no Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Assim fechamos nosso tour por um dos parques nacionais mais famosos e visitados dos Estados Unidos. Despedir-se de um lugar como o Yosemite só fica mais possível quando temos, dentro de nós, a certeza de que voltaremos.

Túnel sob uma sequoia viva, no Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Túnel sob uma sequoia viva, no Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

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Chapada das Mesas

Brasil, Maranhão, Carolina (P.N. Chapada das Mesas)

Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


O recém criado Parque Nacional da Chapada das Mesas preserva 160.040 hectares de cerrado, um dos biomas mais ameaçados do mundo. As montanhas em forma de mesa inspiraram o seu nome. Cânions, rios de águas cristalinas, cachoeiras e formações rochosas de formas curiosíssimas fazem dela uma das mais belas regiões do cerrado brasileiro.

A Pedra do ET, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

A Pedra do ET, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Os limites do parque estão entre os municípios de Carolina, Riachão e Estreito, as principais atrações dentro do parque têm acesso pela estrada de Estreito, há 25km de Carolina, e ao redor de todo parque nas suas áreas de amortecimento, em propriedades particulares.

Entrada do P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Entrada do P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Desde 2006 o ICM-Bio passou a ser responsável pela área, que ainda está em fase de levantamento das propriedades existentes para negociação da saída das famílias que ainda habitam a região. Alguns têm interesse em acordos, trocas por terras férteis ou mesmo indenização em dinheiro, mas como sempre há os que não aceitam, nasceram, viveram e ainda sobrevivem desta terra. E o plano de manejo então? Deve demorar mais um bocadinho.

Estrada corta o cerrado no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Estrada corta o cerrado no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Hoje decidimos fazer a incursão para a área dentro dos limites do parque, a Cachoeira de São Romão e a Cachoeira da Prata. Os caminhos do parque são entre estradas de terra e areais. Longas distâncias e vários desvios e trilhas off road podem levar a errar o destino, por isso é recomendada a contratação de um guia local. Zezinho, da Cia do Cerrado, nos encontrou as 7h30 da manhã na pousada de onde seguimos os 25km de asfalto e mais 50km, atravessando porteiras e cancelas até a propriedade do Seu Jorge, da cachoeira São Romão.

Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Infelizmente eu não consegui aproveitar nem um minuto da paisagem no caminho. Acordei péssima, com a alergia a milhão! Nunca tive um negócio desses, nem sei como lidar com isso, dor no rosto, dor de cabeça, nariz entupido até o cerebelo, que desgraça. O Zezinho, coitado, deve ter me achado uma antipática, pois fiquei o tempo todo deitada no carro, com meu travesseiro, rinosoro e lenços, tentando dormir. Na cachoeira, estendi minha canga e voltei a deitar enquanto Rodrigo explorava, tomava banho de rio e conversava com o Zezinho. A queda d´água é tão forte que forma um vapor descomunal, eu lá longe deitadinha atrás de uma árvore que estava toda gotejada.

Descansando na sombra, na praia da Cachoeira São romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Descansando na sombra, na praia da Cachoeira São romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Eis que o Rodrigo aparece para me buscar, “você tem que conhecer esse lugar!”. Eu não sei se ele não estava entendendo o meu estado ou se é só “sem noção” mesmo, mas ainda assim fez questão de me levar... E eu? Fui, né! Ele me levou para detrás da cachoeira, a cortina de água forma uma imagem maravilhosa, uma dança linda das gotículas de água indo e vindo conforme o vento e a força do rio. Mais ao fundo existe uma pequena caverna, um espaço grande que nos transporta para outro mundo, de musgos super crescidos, luz branca, barulho de cachoeira e muita água! Que sorte a minha de ter um marido destrambelhado.

Cachoeira São Romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Cachoeira São Romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Pagamos a taxa ambiental, almoçamos um frango caipira no bar do Seu Jorge e deixamos nossa contribuição para ele manter aquele paraíso cuidado e preservado. Seguimos para a segunda cachoeira, a Pratinha. Nesta eu já fui decidida a não entrar. Atravessamos o rio no Titanic, balsa de galões valentes que nos leva até o outro lado na técnica conhecida como “grab and pull”, hahaha! Sensacional! Zezinho pulou na frente e foi buscar o Titanic que estava do outro lado para nos puxar até lá.

O Zezinho, nosso guia, traz o Titanic, a balsa para atravessar o rio da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

O Zezinho, nosso guia, traz o Titanic, a balsa para atravessar o rio da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Uma caminhada curta e chegamos à cachoeira. Pescadores já tinham o fogo preparado para o assado de mais tarde. O Ro deu um mergulho, eu uma deitada, mas não demoramos muito a seguir o nosso rumo. Na volta eu não agüentei, tive que dar um mergulho rápido nas águas quentes e curativas do rio que forma a Cachoeira da Prata, espero que funcione! Rsrsrs!

Uma das três quedas da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Uma das três quedas da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Ainda tínhamos a esperança de pegar o pôr-do-sol no Portal da Chapada. Infelizmente (ou felizmente, no meu caso), não deu tempo... mas a sorte sempre está do nosso lado, assim que chegamos à pousada eles nos deram a dica que um médico vindo de SP havia acabado de chegar e era nosso vizinho de quarto. Dr. Rodrigo estava saindo para jantar, tirei ele do carro, coitado, mas era para uma emergência. Eu estou tomando anti-histamínico e usando o rinosoro há 3 dias e o quadro não está mudando. Ele gentilmente me atendeu, fez algumas perguntas, me observou e me deu uma receita para comprar um medicamento mais potente, para me tirar da crise. Além disso, nos deu uma ótima dica de um boteco de rua na cidade que serve uma picanha bacana, super honesta. Melhor ainda por que eu voltava aos poucos a conseguir respirar, depois de passar na farmácia e comprar o remédio indicado. Espero que esta noite eu consiga dormir.

Vegetação próxima à Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Vegetação próxima à Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Brasil, Maranhão, Carolina (P.N. Chapada das Mesas), cachoeira, Cachoeira São Romão, Cerrado, Chapada das Mesas, parque nacional, Prata

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Lagunas y Volcán

Chile, San Pedro de Atacama, Bolívia, Salar de Uyuni

Alguns vulcões ainda estão ativos no altiplano boliviano (a caminho do Salar de Uyuni)

Alguns vulcões ainda estão ativos no altiplano boliviano (a caminho do Salar de Uyuni)


Ontem a noite cobrimos o motor da Fiona com uma lona preta para proteger ainda mais do frio, além de utilizar o aditivo anticongelante, ainda assim ela demorou um pouco a pegar. Esta noite sem dúvida alguma foi a sua mais fria, algo entre -10 e -15°C. Nós dentro do nosso refúgio, camas gostosas, cobertas e ainda dentro do saco de dormir para -5°C passamos a noite super bem, mesmo dormindo a 4000m e altitude. Nos despedimos dos corajosos bikers alemães que seguiram pedalando hoje até as termas, isso sim é disposição!

Ciclistas alemães continuam sua travessia do Salar de Uyuni, na Laguna Colorada - Bolívia

Ciclistas alemães continuam sua travessia do Salar de Uyuni, na Laguna Colorada - Bolívia


Saímos da Laguna Colorada, e começamos mais um dia de paisagens fantásticas e cenários interplanetários. Hoje queríamos apressar um pouco mais o passo para tentar chegar direto em Uyuni, no entanto o caminho era longo e as atrações eram muitas.

Formações rochosas e muita neve no caminho entre a Laguna Colorada e o Salar de Uyuni, na Bolívia

Formações rochosas e muita neve no caminho entre a Laguna Colorada e o Salar de Uyuni, na Bolívia


Formações rochosas esculpidas pelo vento e degelo e a região das lagunas. São várias, cada uma com uma característica especial, cor, profundidade, como a Laguna Honda, e até o mal olor sempre apreciados pelos flamingos.

Laguna Hedionda, lar de centenas de flamingos, no caminho para o Salar de Uyuni, na Bolívia

Laguna Hedionda, lar de centenas de flamingos, no caminho para o Salar de Uyuni, na Bolívia


Este último é da famosa Laguna Hedionda, que em espanhol quer dizer “fedorenta”, o solo dela possui grande quantidade de matéria orgânica e gases, parecido com um mangue. Não por acaso ali encontramos o maior número de flamingos, inclusive de jovens acinzentados que ainda não começaram a colorir suas penas em tons róseos e avermelhados.

Observando os flamingos da Laguna Hedionda, a caminho do Salar de Uyuni, na Bolívia

Observando os flamingos da Laguna Hedionda, a caminho do Salar de Uyuni, na Bolívia


Cruzamos em direção ao Vulcão Ativo Ollagüe, ao longe já podíamos enxergar ele soltando fumaça e dando sinal de vida. Encontramos até um zorro, raposinha curiosa que vive neste ambiente. Ele vinha direto em nossa direção, paramos o carro e ela começou a circundar o carro, talvez aguardando comida. Muito simpática!

Um 'zorro', ou raposa, vem nos observar no caminho entre as lagunas altiplânicas e o Salar de Uyuni, na Bolívia

Um "zorro", ou raposa, vem nos observar no caminho entre as lagunas altiplânicas e o Salar de Uyuni, na Bolívia


O dia já estava se esvaindo e o sol baixando quando avistamos um trem cruzando o Salar de Tiguana, até a península de Colcha no Salar de Uyuni. Foram pouco mais de 200km, mas o estado das estradas não nos permitiu correr muito mais e acabamos decidindo dormir em um dos hotéis de sal ali, às margens do Salar de Uyuni.

Laguna Hedionda, lar de centenas de flamingos, no caminho para o Salar de Uyuni, na Bolívia

Laguna Hedionda, lar de centenas de flamingos, no caminho para o Salar de Uyuni, na Bolívia


O hotel, Los Corales Hostal de Sal, é todo construído com blocos de sal e fomos os primeiros a chegar e ver o chão de sal branquinho liso como um jardim zen. A decoração meio kitsch, colorindo o branco do sal com tons rosa choque, verde e alaranjado fosforescente davam um charme diferente ao lugar.

Nosso Hotel de Sal em Puerto Chuvica, no Salar de Uyuni, na Bolívia

Nosso Hotel de Sal em Puerto Chuvica, no Salar de Uyuni, na Bolívia


Aproveitamos o pôr do sol sobre o salar, tomando uma cervejinha e trocando histórias e experiências com Krasna, nossa amiga Sandra Bullock chilena, e com Cristóbal, sempre muito falante.

Com a Krasna no Hotel de Sal de Puerto Chuvica, no Salar de Uyuni, na Bolívia

Com a Krasna no Hotel de Sal de Puerto Chuvica, no Salar de Uyuni, na Bolívia


Amanhã vamos ao ponto alto da travessia, cruzaremos o infinito Salar de Uyuni passando por suas ilhas e seguimos em direção à fronteira com o Chile. Só falta ainda descobrir o caminho, mas isso é um problema para amanhã.

Chile, San Pedro de Atacama, Bolívia, Salar de Uyuni, Laguna Colorada, Laguna Hedionda, Laguna Honda, Parque Nacional Eduardo Abaroa, Volcán Ollagüe

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Haines: entre Tinglíts, Ursos e Águias

Alaska, Haines

Um grande urso nada nas águas do rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Um grande urso nada nas águas do rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Haines é uma pacata vila de pescadores no sudeste do Alasca, com um rico movimento cultural em torno do resgate da arte e das tradições das primeiras nações que ocupavam a região. Os Tinglíts na época dominavam todas as rotas comerciais entre o interior e o litoral e sem nunca relevar suas trilhas e passos, eram eles que ditavam as regras da troca de mercadorias com os povos que viviam atrás desta cordilheira nevada. Óleo de baleia, salmão, pele de foca ou leão marinho eram trocados por carne de caça, pele de caribou e outros itens só encontrados no interior.

Totem indígena na região do lago Chilkat, próximo à Haines, no sudeste do Alaska

Totem indígena na região do lago Chilkat, próximo à Haines, no sudeste do Alaska


Eles tiveram seu primeiro contato com o homem branco quando um navio russo aportou na região, em 1741 em busca de pele de animais. Também passaram por aqui padres missionários e mineradores que buscavam rotas alternativas para cruzar as montanhas rumo a Dawson City, no Canadá. Foi apenas em 1902, durante a disputa do território entre os EUA e o Canadá, que o exército americano construiu o Fort William H. Seward, primeira vila ocidental nas cercanias.

A pequena e simpática Haines, no sudeste do Alaska

A pequena e simpática Haines, no sudeste do Alaska


Grande painel com motivos indígenas em Haines, no sudeste do Alaska

Grande painel com motivos indígenas em Haines, no sudeste do Alaska


O Fort Seward hoje é parte do centro histórico da cidade de apenas 2.400 habitantes. Galerias e centros culturais de arte Tinglít, seus totens, esculturas, pinturas e música tentam resgatar a cultura que foi perdida, criando uma interessante comunidade artística, que luta para preservar este ambiente longe das hordas de turistas que desembarcam dos cruzeiros neste litoral.

Cão enfrenta as águas geladas de praia no fiorde de Haines, no sudeste do Alaska

Cão enfrenta as águas geladas de praia no fiorde de Haines, no sudeste do Alaska


Centro Cultural em Haines, no sudeste do Alaska

Centro Cultural em Haines, no sudeste do Alaska


Não apenas de arte vive a cidade, que tem ao seu redor mais de 20 milhões de acres protegidos entre baías, fiordes e montanhas nevadas. Um cenário espetacular com ótimas oportunidades para atividades ao ar livre, se a chuva permitir. A chuva vem nos acompanhando durante este final de temporada no Alasca, mas aos poucos começamos a perceber que ela faz parte do dia a dia deste povo.

Ferramentas para trabalhar em madeira, em Centro Cultural em Haines, no sudeste do Alaska

Ferramentas para trabalhar em madeira, em Centro Cultural em Haines, no sudeste do Alaska


Atravessamos as montanhas de Haines Juntion e chegamos a Haines, cruzando a fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos. No caminho passamos pelo Santuário das Bald Eagles, a águia símbolo americano que só pode ser encontrada aqui na América do Norte.

Encontro com as incríveis Bald Eagles,pássaro-símbolo dos EUA,  em Haines, no sudeste do Alaska

Encontro com as incríveis Bald Eagles,pássaro-símbolo dos EUA, em Haines, no sudeste do Alaska


Rara, ela pode avistada às centenas nessa época, quando se reúne em imensos grupos às margens dos rios aguardando os cardumes que sobem os cursos d água. As águias são imponentes e majestosas, é um espetáculo sentar à beira do rio e ficar apenas observando elas caçarem! A toda hora somos surpreendidos com duas, três, cinco bald eagles voando sobre as nossas cabeças. Apenas no inverno Haines chega a receber mais de 4 mil bald eagles!

Uma Bald Eagle voa sobre nossas cabeças, em Haines, no sudeste do Alaska

Uma Bald Eagle voa sobre nossas cabeças, em Haines, no sudeste do Alaska


Nosso primeiro encontro com as majestosas 'Bald Eagles', em rio próximo à Haines, no sudeste do Alaska

Nosso primeiro encontro com as majestosas "Bald Eagles", em rio próximo à Haines, no sudeste do Alaska


A temporada de salmão começa em abril, quando a primeira das 5 diferentes espécies (king, sockeye, coho, pink e silver salmon) sobem as correntezas geladas dos rios para procriar na água doce. Cada espécie tem um período e o final da corrida acontece entre os meses de setembro e outubro, quando o outono chega, as folhas caem e os animais ainda aproveitam para aumentar suas reservas energéticas para o duro inverno que se aproxima.

Cartaz informativo sobre as diferentes espécies de salmão que frequenatm a área de Haines, no sudeste do Alaska

Cartaz informativo sobre as diferentes espécies de salmão que frequenatm a área de Haines, no sudeste do Alaska


Uma Bald Eagle voa sobre nossas cabeças, em Haines, no sudeste do Alaska

Uma Bald Eagle voa sobre nossas cabeças, em Haines, no sudeste do Alaska


Além de águias e gaivotas, onde há salmão há ursos! Os grizzlies que vivem no litoral tem uma dieta especial, baseada principalmente nos pobres coitados dos salmões que além de lutar contra a correnteza gelada, pássaros e predadores marinhos, passam agora pelas patas ágeis destes exímios pescadores. No comecinho do dia e no final da tarde os ursos se reúnem em torno do Chilkat River Valley e do Chilkat Lake para se refestelar nos salmões saltitantes.

Observando salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Observando salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Nadando tranquilamente no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Nadando tranquilamente no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Às margens dos rios centenas de salmões mortos, um fedor horrível! Estes nem conseguiram chegar ao lago e viraram comida de gaivota, corvo e águia. Os que sobrevivem passam pelos ursos e pescadores e ainda tem uma longa jornada pela frente. Alguns chegam a nadar mais de 1.400km rio acima e ganham mais de 2.100m de altitude! A maioria destes salmões irá morrer após procriar, cada um deles deixando em torno de 5 mil ovos para trás, dos quais apenas 2 ou 3% sobreviverão e regressarão ao mar.

Totem indígena na região do lago Chilkat, próximo à Haines, no sudeste do Alaska

Totem indígena na região do lago Chilkat, próximo à Haines, no sudeste do Alaska


O tempo chuvoso não nos permitiu muitas atividades mais aventurescas, então de carro aproveitamos para conhecer os arredores, ao longo da Mud Bay Road, chegando ao mirante de glaciares de gelos azuis e cristalinos, logo ali, do outro lado da baía! Um passeio de barco ou caiaque nos levaria ainda mais próximos a eles, mas com este tempo, nada feito.

Enorme geleira na região de Haines, no sudeste do Alaska

Enorme geleira na região de Haines, no sudeste do Alaska


Com tanta vida selvagem tão perto de nós, chuva ou sol, o nosso roteiro não seria muito diferente. Caiaques, bicicletas ou trekking seriam a opção ao invés do carro nas estradas costeiras, avistando as majestosas Bald Eagles. No final da tarde nos uníamos aos pescadores esperando a hora do jantar dos nossos amigos grizzlies. Quando o primeiro urso entrava na água, todos os pescadores sabiam que a pescaria tinha acabado! Afinal, eles não querem roubar um peixe de um grizzlie. Nem são necessárias muitas regras de segurança para a pesca do salmão, apenas o bom senso! Hehehe!

Pescadores aproveitam o rio Chilkat ainda sem ursos, em Haines, no sudeste do Alaska

Pescadores aproveitam o rio Chilkat ainda sem ursos, em Haines, no sudeste do Alaska


Passeio turístico ao lago Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Passeio turístico ao lago Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


No primeiro dia vimos do outro lado do rio duas mães e quatro filhotes pescando do outro lado do rio, um urso grande cruzando a rua, além de um jovem urso pescando há apenas 5m de distância! Essa hora é bem difícil para fotografar, pois eles aparecem quando quase não há luz, não sei como eles conseguem enxergar o peixe!

Um urso a procura de salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Um urso a procura de salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


No segundo dia chegamos mais cedo para tentar encontrar os ursos mais apressadinhos e eles apareceram! O primeiro estava bem no começo do rio que liga o lago ao mar. Lindo e entretido com a sua pescaria nem se importou conosco, que chegamos a meros 5 m de distância. Dentro do carro ficamos ainda mais “corajosos” e paramos a 3 metros para tirar mais algumas fotos, ele nos encarou e continuou mastigando seu salmão traquilamente. Lindo! A agilidade destes animais na água é incrível! Realmente é difícil imaginar alguma forma de escapar de um urso, eles correm e nadam super bem! Por isso respeitar o seu espaço e ficar parado, no caso de uma aproximação, é a melhor chance que temos de passar ilesos.

Um urso limpa os olhos com a pata dianteira no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Um urso limpa os olhos com a pata dianteira no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Coçando o rosto com a pata trazeira no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Coçando o rosto com a pata trazeira no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Perseguindo salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Perseguindo salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Continuamos indo e vindo na estrada ao longo do Chilkat River e ainda encontramos um deles subindo toda a margem esquerda do rio. Nós o víamos da ponte quando ele resolveu subir o morro e atravessá-la! Imenso ele dominava totalmente o território, cruzou a estrada olhando para nós nos carros, e chegou ao outro lado do rio por sua trilha “alternativa”. Mal nos despedimos deste, já encontramos outro na margem direita, este mais preguiçoso parecia procurar pelos salmões cansados na beira do rio.

Um grande e obeso urso atravessa a estrada bem em frente à Fiona, em Haines, no sudeste do Alaska

Um grande e obeso urso atravessa a estrada bem em frente à Fiona, em Haines, no sudeste do Alaska


O urso não parece se importar muito com a placa em Haines, no sudeste do Alaska

O urso não parece se importar muito com a placa em Haines, no sudeste do Alaska


Urso adolescente abocanha um salmão no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Urso adolescente abocanha um salmão no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Haines é o nosso porto de entrada para a Alaska Marine Highway, daqui seguiremos a Juneau e outras cidades do sudeste do Alasca. O próximo post vai dar umas dicas e mais informações sobre este roteiro. Nossa despedida de Haines, minutos antes de entrarmos no ferry, ainda foi um belo grizzlie pescando no entre o rio e o lago, provavelmente o mesmo que vimos ontem. Difícil se cansar de encontrar com esses animais, tão lindos, apaixonantes e tão imprevisíveis!

Urso dscansa no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Urso dscansa no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Alaska, Haines, Bald Eagle, história, Tinglits, urso

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3 em 1

Estados Unidos, Flórida, Miami

Minha professora de português do segundo grau, a Profª Elaine, adoraaaava resumos e resenhas. Eu, como vocês devem perceber, adooooro falar muito, escrever muito, contar detalhes, portanto um resumo já era complicado para mim, uma resenha então, era um parto! De qualquer forma tive que aprender à força, um dos trabalhos que nunca esqueci foi a resenha do livro “O Cortiço”: resenhei o livro de umas 100 páginas em apenas 10, em uma única noite! Porém, nós temos que continuar nos aprimorando sempre, por isso decidi hoje fazer um resumo dos nossos três últimos dias em Miami.

No sábado voltamos de Charlotte Amalie, St Thomas, direto para a casa do Marcelo e da Su, em Key Biscayne. Novamente nos receberam de portas abertas em um final de semana realmente especial para a família. Sábado, dia 08 foi o aniversário da Su e no dia 09, domingo, o dia das mães. E lá estávamos nós, os dois viajantes “intrometidos” no meio, comemorando com eles. Para retribuir também tínhamos uma comemoração muito especial para compartilhar com eles, o nosso aniversário de primeiro ano de casamento!

Na noite do dia 08 fomos ao Mr. Chow, um restaurante chinês maravilhoso no W Hotel. Brindamos ao aniversário da Su no sábado e assim que virou meia-noite brindamos novamente ao nosso aniversário de casamento. Foi ainda mais especial, pois há um ano o Marcelo e a Su haviam voado de Miami para SP, depois Curitiba, carro para Pontal do Sul, barca para a Ilha do Mel e lá estavam comemorando o aniversário da Su e nos prestigiando naquele momento tão mágico para nós. Realmente fico sem palavras para agradecê-los!

Mais tarde já tínhamos um encontro marcado com outro casal de amigos em um Hotel próximo em South Beach. Coincidentemente a Sandra e o Aymoré tinham agendado uma viagem para Miami no mesmo final de semana que estaríamos aqui! E não estavam sozinhos, trouxeram também o Guilherme, que veio passear confortavelmente na barriga da mamãe. Sensacional! Colocamos a conversa em dia sob a luz das estrelas ao lado da piscina e com uma trilha sonora de primeira. Animados ainda seguimos para a pista de dança para fechar a noite com chave de ouro!

O dia seguinte foi mais tranqüilo, acordamos às 11h, fomos para a piscina com a família comemorar o dia das mães, aproveitando o sol e calor absurdo que começa a fazer aqui em Miami. Para quem achou que dormimos demais, foram as mesmas parcas 6 horas, mas como tínhamos chegado em casa às 5am não teve outro jeito. Também aproveitamos o tempo e infra para trabalhar bastante, colocar as nossas atividades do site em dia. Hoje só demos um pulinho na praia para nos despedir do verão, mar de 31°C, quase nada refrescante. Fizemos as malas e agora, aeroporto! Mamãããe, to voltando para casa! Rsrsrs!

É uma sensação engraçada ir para o aeroporto depois de uma viagem dessas sem ficar triste. Eu sempre ficava meio deprê por que sabia que estava voltando para trabalhar, aquela depressão pós-férias básica que todo mundo já teve um dia. Mas desta vez não, pela primeira vez estou voltando para casa para continuar uma viagem que só está começando! Vamos buscar a Fiona e pegar a estrada! Faltam apenas 956 dias, mas espero que eles sejam suficientes para eu continuar treinando os resumos e resenhas, já que hoje pelo jeito não consegui. Um dia eu chego lá!

Estados Unidos, Flórida, Miami, EUA, Key Biscayne

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Meia Maratona do Espelho

Brasil, Bahia, Caraíva

Praia do Satú, em Caraíva - BA

Praia do Satú, em Caraíva - BA


Não sou corredora e não tenho nenhuma intenção de um dia me tornar maratonista. Adoraria, acho louvável o empenho e a paixão pelo esporte que alguns, como do próprio Rodrigo. Nos esportes eu já percebi que o meu corpo é mais preparado para as competições de resistência e distância e não as de explosão. Por exemplo, na natação eu gosto de participar das travessias, 1500m, não nas competições de 100 ou 50m. Meu joelho é meio bichado, portanto eu escolhi a caminhada ao invés da corrida. Posso andar quilômetros, ainda mais se for no plano ou na praia. Sendo assim hoje resolvemos fazer uma caminhada até a famosa Praia do Espelho. São 10km até o Espelho e mais uns 2km até Curuípe, Praia dos Amores e a Praia do Otero das Brisas. Ida e volta são 24km, mais que uma meia maratona, é uma meia bombada!

Subindo as falésias do Espelho, em Caraíva - BA

Subindo as falésias do Espelho, em Caraíva - BA


Uma das principais preocupações para uma atividade como esta é o horário da maré. Precisamos sair quando a maré ainda está baixando, para conseguirmos ir e voltar sem ficar presos por algum rio ou falésia. Saímos em torno das 10h, atravessamos o rio a nado e logo ganhamos parceiros de caminhada. O casal de cachorros que apelidamos de “Dogo” e “Doga” veio nos seguindo da pousada até o rio e até ali não estávamos acreditando muito. Quando eles atravessaram o rio nadando e continuaram caminhando pelos próximos 2km foi que vimos que estavam mal intencionados.

Início da caminhada de Caraíva para o Espelho - BA

Início da caminhada de Caraíva para o Espelho - BA


Há 3km de Caraíva, caminhando pela praia chegamos à Praia do Satú. Primeiro lugar com vida depois de uma extensa praia pela qual vamos passando apenas pelos cercados de fazendas de coco. O Satu já mora lá há muitos anos e há algum tempo abriu uma barraca que funciona no verão. Chegamos lá com a maré ainda baixa e encontramos algumas crianças brincando nas piscinas naturais. Mais alguns metros e chegamos à barraca do Satú, nesta época ainda fechada.

Praia do Satú, em Caraíva - BA

Praia do Satú, em Caraíva - BA


Continuamos a caminhada, agora com mais um companheiro, que apelidamos de “Doguinho”, o cachorro branquinho ali do Satú que resolveu dar uma voltinha conosco. Passamos por paisagens sensacionais! Lagoas deliciosas para um banho, arrecifes e falésias douradas maravilhosas.

Rio colorido pouco antes das falésias do Espelho, em Caraíva - BA

Rio colorido pouco antes das falésias do Espelho, em Caraíva - BA


Depois das lagoas parte da caminhada acontece pelo alto das falésias, subimos e continuamos por trilhas seguindo as placas da Praia do Espelho. Quando cruzamos toda a falésia pelo alto a primeira vista que temos novamente da costa é impressionante! Um mar azul, transparente e uma vista de tirar o fôlego.

A Ana e os cachorros, na caminhada entre Caraíva e o Espelho - BA

A Ana e os cachorros, na caminhada entre Caraíva e o Espelho - BA


Aí, só faltam alguns quilômetros para descermos das falésias do Espelho e chegarmos à Praia de Curuípe, que são chamadas de Praia do Espelho. Pousadas chiquérrimas ficaram muito conhecidas pelo clima romântico e pelo turismo mais selecionado que proporcionam. Também pudera, custam 20 reais a porção da batata frita na barraca mais simples da praia. Mas vale a pena, o lugar é mágico, rio desaguando no mar, pousadinhas à beira da praia com um lounge super gostoso para casais, famílias e até para os solteiros que querem descansar.

Rio na praia de Coruípe em Trancoso - BA

Rio na praia de Coruípe em Trancoso - BA


Já desconfiávamos, não tínhamos certeza, mas procurando um pouquinho logo encontramos Luciana, Ana e Graci, nossas amigas cariocas na barraca que as homenageava, a Barraca 3 Meninas. Tomamos um drink, trocamos mais histórias e experiências de viagem e os planos do roteiro próximo, quem sabe não nos encontramos novamente!?

Com as amigas Ana, Gracie e Luciana em Coruípe, Trancoso - BA

Com as amigas Ana, Gracie e Luciana em Coruípe, Trancoso - BA


Eu estava só um pouco apreensiva com os nossos amigos dogs, pois não sabíamos se iam querer voltar conosco. O Doguinho e o Dogo estava li por perto, mas a Doga já havia sumido! Fazer o que, precisamos ir, o Dogo não abandonou a sua leal companheira, mas o Doguinho veio conosco, super companheiro. Ficou na dúvida se deveria atravessar o primeiro rio, mas quando eu o carreguei no colo tomou confiança e seguiu conosco!

Descendo as falésias do Espelho, em Caraíva - BA

Descendo as falésias do Espelho, em Caraíva - BA


A volta foi um perrengue maior, maré alta, areia mais fofa, nos exigiu mais paciência e força para caminhar. Mesmo com o mar alto conseguimos passar por tudo sem muitos problemas, viemos viajando nas nuvens de chuva que nos assombravam e nas corridas que o Doguinho dava para caçar siris. Peguei uma carona com uma menina barqueira no Rio Caraíva que estava completamente cheio e com uma corrente forte, eu passaria nadando fácil, mas a mochila e a máquina fotográfica corriam perigo de vida.

A jovem índia faz força para cruzar de barco o rio d Caraíva - BA

A jovem índia faz força para cruzar de barco o rio d Caraíva - BA


Uma “almojanta” na Duca, com aquela comida vegetariana maravilhosa e a famosa nega maluca de sobremesa, afinal depois de uma caminhada dessas o doce estava liberado! Apertei a Duca para contar, mas a receita é segredo de estado! Aproveitamos para nos informar e descobrimos que além de muito exercício fizemos também uma boa ação para a comunidade, levamos os dois cachorros que estavam aqui de volta para casa! Sim, o Dogo e a Doga eram lá de Curuipe e estavam de passagem, importunando os moradores de Caraíva. O único porém foi que o Doguinho lá do Satú não quis ficar por lá e veio até aqui conosco... Puxa, já chegou até o rio com a maré cheia, tive que dar uma carona para ele no barco, né?

Com a Duca, em Caraíva - BA

Com a Duca, em Caraíva - BA


Saldo do dia: 24km, uma bolha no dedão e um dog a menos na vila, nossa meia boa ação do dia.

Autofoto no Espelho, em Caraíva - BA

Autofoto no Espelho, em Caraíva - BA

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Road Trip Mulegê

México, Loreto, Santa Rosalía

Litoral entre Loreto e Mulegé, no Mar de Cortez, na baja California - México

Litoral entre Loreto e Mulegé, no Mar de Cortez, na baja California - México


Hoje fizemos uma road trip belíssima entre Loreto, Mulegê e Santa Rosalía, a região famosa por abrigar as praias mais bonitas na Baja Califórnia Sur. Os cactos quase não se moviam, as águas tranquilas das baías protegidas na costa de Mulegê, encrespavam timidamente, mostrando um branquinho ali e outro aqui, mas o vento gelado que soprava intermitentemente vindo do sul não queria se render.

A magnífica praia de Requesón, próxima a Mulegé, na Baja Califórnia - México

A magnífica praia de Requesón, próxima a Mulegé, na Baja Califórnia - México


Era o paraíso para kite surfers, sem dúvida, a água estava morna, as baías rasas e o vento forte, mas este esporte nós ainda não aprendemos. Caminhamos pela Playa Requesón, nome bem representativo da língua branca de areia em meio ao mar azul-esverdeado. Um dos campings sites preferidos para os imensos trailers norte-americanos, que chegam a se unir em U formando barreiras contra o vento.

Praia Requesón ocupada por trailers de americanos, região de Mulegé, na Baja California - México

Praia Requesón ocupada por trailers de americanos, região de Mulegé, na Baja California - México


Eles descem dos EUA e passam uma semana, 15 dias acampando nas praias mais belas da Baja Califórnia, e esta está nas TOP 5 com certeza! Rotina “chata”: acordam, preparam seu café da manhã, os corajosos saem dar uma nadada, outros se preparam para a pescaria. Depois do almoço, veem o tempo passar tomando uma cervejinha na praia enquanto seus cachorros interagem e mesmo ceguinhos entram na água procurando por peixes.

Paciente cão tenta pescar no Mar de Cortez, praia de Requesón, em Mulegé, na Baja California - México

Paciente cão tenta pescar no Mar de Cortez, praia de Requesón, em Mulegé, na Baja California - México


É, não temos sorte com o tempo... Eu tentei convencer o Rodrigo a acampar aqui, mas o vento frio não o encorajou e a vontade de mantermos o rumo para o norte foi mais forte. Passamos pela praia de Buenaventura e paramos para um refresco no restaurante envidraçado na beira do mar.

Encontro com um simpático grupo de americanos em restaurante em praia próxima à Mulegé, na Baja California - México

Encontro com um simpático grupo de americanos em restaurante em praia próxima à Mulegé, na Baja California - México


Daqui a Mulegê são diversas baías e praias, todas tomadas por trailers e casas ambulantes, uma verdadeira colônia sobre rodas! Playa Coyote, El Burro, Concepción e Playa Santispac. Uma paisagem mais bela do que a outra, mas ainda, a previsão de vento não era boa... Óh céus, óh azar!

Litoral do Mar de Cortez chegando em Mulegé, na Baja California - México

Litoral do Mar de Cortez chegando em Mulegé, na Baja California - México


Chegamos à Mulegê, um oásis de águas e palmeiras verdes, a tempo de visitar o farol e o porto no encontro do Rio Mulegê com o mar. Ao longo do rio várias casas e campings nos convidavam a ficar, mas quando o Rodrigo coloca algo na cabeça, ninguém tira! Nos dirigimos para o alto, onde fomos conhecer a famosa Misión de Santa Rosalía de Mulegê.

O farol de Mulegé, na Baja California - México

O farol de Mulegé, na Baja California - México


Um verdadeiro oásis na região de Mulegé, na Baja California - México

Um verdadeiro oásis na região de Mulegé, na Baja California - México


Construída em um morro, tem uma vista deslumbrante do oásis, um palmeiral e o rio. A missão estava fechada, mas só os seus arredores e a vista já valem a visita. Indo até lá, não deixem de bater o sino, com a corda acessível pela parede principal. A cerimônia de sorte foi inventada pelo Rodrigo e logo vendida como verdade para as turistas italianas que passavam por ali! Rsrsrs!

Missión Santa Rosalía, em Mulegé, na Baja California - México

Missión Santa Rosalía, em Mulegé, na Baja California - México


Já estava anoitecendo, mas ainda pegamos estrada para Santa Rosalía, 60 km ao norte. Paisagens lindas no deserto e um pôr do sol maravilhoso na estrada. O Rodrigo encasquetou que seria melhor dormir lá. Foi a dica de um dos americanos que encontramos no caminho, pois achava a cidade mais interessante.

Dirigindo no final da tarde entre Mulegé e Santa Rosalía, na Baja California - México

Dirigindo no final da tarde entre Mulegé e Santa Rosalía, na Baja California - México


A primeira vista temos gosto um pouco diferentes, cidade mineradora e com um clima de faroeste, ainda mais chegando à noite. Vários hotéis estavam lotados, mas encontramos uma vaga no mais bacana deles, o Hotel Francês! Um hotel construído em 1886, como antigo alojamento para as meretrizes da cidade, vulgo bordel. Paredes recobertas com tecidos, os móveis antigos e as histórias guardadas por estas paredes já fizeram a jornada valer à pena!

O lobby do Hotel Frances, em Santa Rosalía, na Baja California - México

O lobby do Hotel Frances, em Santa Rosalía, na Baja California - México



Dica aos Road tripers!

A Fiona atravessa a Baja California - México (região de Mulegé)

A Fiona atravessa a Baja California - México (região de Mulegé)


Se você vier para uma road trip, com bom tempo este trecho que fizemos em uma dia pode durar uma semana! Vale à pena parar em cada uma das praias, acampar ou mesmo se hospedar por uns dias em uma casa de aluguel na Playa Buenaventura, e relaxar aproveitando o sol, a água morna e os encantos de Mulegê. Segue site (em inglês) com o resumo sobre cada uma das praias - http://www.baja.org/lugares/bajacalifornia/bccamping.htm.


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Diz aí se você gostou, diz!

Casa da Geléia

Brasil, Bahia, Lençóis (P.N. Chapada Diamantina)

Gostaria apenas de fazer um registro e um agradecimento especial à Lia e ao Zé Carlos, proprietários da Pousada Casa da Geléia onde ficamos hospedados em Lençóis. Acordar todos os dias, espreguiçar na varanda com a vista linda da serra de Lençóis e curiosos para descobrir qual seria o nosso café da manhã, preparado com todo o carinho por Lia. Enquanto o Rodrigo se lambuzava com as milhares geléias “home made”, eu ficava ouvindo as histórias do Zé Carlos, paulista radicado na Bahia e que chegou em Lençóis há 35 anos!

Visão de Lençóis - BA

Visão de Lençóis - BA


1975, como era Lençóis, como ele foi parar ali? O Zé Carlos deveria escrever um livro com a sua trajetória. Formado em direito na cidade de São Paulo ele não quis esperar para ver o que a ditadura faria com o Brasil, colocou o pé no mundo e morou em Paris, Canadá, Estados Unidos, terminando sua jornada com uma longa viagem por terra dos EUA até o Brasil, passando pelo Chile, Argentina e Uruguai. Partiu do Chile antevendo o período negro que se aproximava, 2 semanas antes do golpe militar que colocaria Pinochet no poder. De volta ao Brasil passou por São Paulo e foi-se embora para a Bahia, onde começou a trabalhar com turismo até que ouviu falar desta pacata cidade incrustada em meio à Chapada Diamantina, lugar belíssimo. Apaixonou-se pelo lugar e por uma donzela, Lia, com quem está casado até hoje e tem um filho chamado Lúcio.

Com o Zé Carlos e a Lia na Pousada Casa da Geléia, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA

Com o Zé Carlos e a Lia na Pousada Casa da Geléia, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA


A convivência com esta família foi muito especial, histórias, receitas e muitas risadas. Nós costumamos dizer que nada acontece por acaso, sempre temos boas surpresas no nosso caminho e hospedar-se na Casa da Geléia sem dúvida alguma foi uma delas.

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