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Robério (19/10)
Robério (19/10)
Robério (19/10)
Robério (19/10)
Naylane (05/10)
Olá, Adorei seu relato. Gostaria de saber, por gentileza, qual foi a emp...
Fantástico entardecer no Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
O Oregon, o Beaver State, possui uma das menores densidades demográficas dos estados americanos. Um povo progressista, à frente do seu tempo em temas ambientais, sociais, de sustentabilidade e ao mesmo tempo super relaxado, tranquilo. O estado foi contemplado com uma costa coberta pela floresta úmida, interior repleto de montanhas e uma extensão da North Cascades Range, uma natureza exuberante, com pouca divulgação turística.
Caminho coberto por folhas na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
A incrível beleza da floresta refletida em uma represa na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Sua principal cidade atrai mentes geniais e geniosas, artistas e alternativos, então se um dia você cair de paraquedas, vier a trabalho, estudo ou pegar uma conexão torta pela região, aqui vão algumas dicas do que você pode conhecer no Oregon.
O magnífico Diamond Lake, na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Riacho com pequenas cascatas no Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Existe um mundo maravilhoso a poucas horas de carro de Portland, florestas nacionais recortadas por estradas e trilhas cênicas, ao lado de rios, cachoeiras e águas termais. Porém você nunca irá encontrá-los se não se permitir explorar e sair um pouco das estradas convencionais. A Interstate 5 é a estrada que cruza o estado de norte a sul, interligando Washington à Califórnia. O nosso destino principal é o Crater Lake National Park, mas vamos escolher o caminho mais bonito, que nem sempre é o mais rápido.
A rota mais bonita entre Portland e o Crater Lake
Da I-5 pegue o desvio na altura da cidade de Cottage Grove, pela Row River Road. Você irá cruzar a pequena cidade e o lago de Dorena, a estrada ganhará outro nome Brice Creek Road ou NF-22, seguida pela NF 2213 e NF-38 (Steamboat Road). Nessa estrada você pode cruzar algumas atividades madeireiras, foi uma das rotas mais alternativas que encontramos nos lower 48. Estrada de terra entre a floresta de coníferas, veadinhos, buracos (sim! Existem estradas esburacadas nos Estados Unidos!), até chegar à OR 138.
Já quase no inverno, apenas os patos ainda tem coragem de continuar nadando nas limpas e gélidas águas do Diamond Lake, na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Nós começamos a viagem tarde e quando chegamos à esta estrada fomos direto para o Diamont Lake, região com camping, um resort e motel para passarmos a noite. Acordar ao lado desse lago com um dia maravilhoso como este foi uma grata surpresa, já que há dias estávamos enfrentando o mau tempo peculiar à região nessa época do ano. Dia ensolarado, perfeito para explorarmos a região.
Mt. Thielsen, um antigo vulcão erodido pelo tempo, na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
O magnífico Diamond Lake, na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
A Oregon Route 138, conhecida também como N. Umpqua Highway, é uma estrada cênica que cruza a Floresta Nacional de Umpqua, uma floresta belíssima, com cenários idílicos serpenteando o Rio Umpqua e suas árvores amareladas no outono. Ao longo da estrada inúmeras trilhas levam a diferentes cachoeiras, nós selecionamos algumas das mais bonitas com a ajuda e dicas dos locais:
Whitehorse Falls - milepost 65,9 - a pequena cachoeira em meio à floresta forma um spray mágico no ar, a luz do sol filtrada pelas gotículas de água forma um cenário ainda mais encantado. Ela está ao lado do estacionamento e uma área de camping e piquenique, super fácil acesso.
Whitehorse Falls, na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
O mata filtra os raios de sol na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Watson Falls – milepost 60,5 – uma trilha de um quilômetro nos leva até o mirante da cachoeira que é a quarta maior do Oregon, com 82m de altura. No fundo de um cânion a queda se forma em meio a um paredão rochoso em formato de ferradura. Belíssima!
Trilha na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
A mais alta cachoeira da região, a Watson Falls, na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Toketee Falls – milepost 58,6 – a trilha de apenas 700 m entre a floresta de folhas amareladas termina em uma plataforma de onde podemos observar ao longe a Toketee Falls. Um conjunto de 3 quedas com 36m de altura, que se despejam em um lago muito convidativo para um mergulho, não fosse a temperatura da água congelante e a ausência de uma trilha para chegar às margens dele. Curiosidade, Toketee é um nome Chinook, tribo indígena que habitava a região, e significa “cheia de graça”.
Toketee Falls, a mais bela cachoeira na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Warm Springs Falls - antes de seguirmos para o Crater Lake decidimos ainda fazer um pequeno detour para as hot springs, águas termais com acesso por uma trilha de apenas 500m, mas um tanto quanto íngreme. As águas termais surgem no topo da cachoeira em piscinas naturais e desce em níveis, formando pequenas piscinas com diferentes temperaturas. A vista para a floresta e o rio, em um cenário praticamente intocado pelo homem, não tem preço!
Banho em piscina natural de água quente em plena natureza da Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Ali é comum a prática do naturalismo, ou nudismo, casais, homens e mulheres vão se banhar sem roupa numa boa. Se isso te incomoda, o sinal já avisa, não vá até lá. O acesso é pela OR-138, pela Rd 2610, depois 600 e 680. Seguindo as placas não será difícil achar. Foi uma ótima parada para um relax antes de pegarmos a Oregon Route 230, que conecta a OR-138 ao Crater Lake National Park, uma estrada cênica com lindas vistas.
Banho em piscina natural de água quente em plena natureza da Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Aviso para quem pretende ir ás hot springs na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Aceleramos o passo para o Crater Lake, a esta altura já sabíamos que a Crater Rim Road estava fechada pela neve. Não nos restava muita opção a não ser dar a volta pela OR-230 e acessar o parque pela entrada sul. Subimos a mais de 2.000m de altitude já sem muitas esperanças, a floresta estava tomada pela neblina e o sol parecia já estar nas últimas. Quando chegamos lá em cima, porém, atravessamos as nuvens e chegamos a um dos lugares mais fantásticos da viagem! O lago mais profundo dos Estados Unidos e o segundo mais profundo da América do Norte.
Admirando a beleza perfeita do Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
O lago foi formado na explosão do Mount Mazama, um mega vulcão que entrou em erupção em torno de 7.700 anos atrás. Calcula-se que a sua explosão foi pelo menos 20 vezes maior que a do seu vizinho do norte, Mount St Helens e a imensa caldeira foi exposta formando o Crater Lake.
Fantástico entardecer no Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
O lago possui 655m de profundidade e a água mais pura e cristalina, que reflete um azul intenso e espelhava o céu de final de tarde. O alaranjado, rosa, lilás, roxo e azul mesclados às poucas nuvens brancas no céu enganavam os nossos olhos e mente, em um espelho perfeito formado na profunda cratera vulcânica. Emudecidos, e sem acreditar que isso ainda seria possível, tivemos o final de tarde mais espetacular dos 1000dias. Já vimos o sol se pôr no Pacífico, no Atlântico, sob os Andes e as montanhas da Groelândia, mas este final de tarde superou todas as nossas expectativas! Lindo! Mágico!
Um fim de tarde com luzes e cores incríveis no Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Um fim de tarde com luzes e cores incríveis no Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
O maravilhoso Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
A região recebe uma imensa quantidade de neve nesta época do ano e fecha para o inverno. Porém durante o verão a estrada que dá a volta no lago está aberta e pode ser percorrida, com trilhas e mirantes para o lago.
Crater Lake, o resultado de uma gigantesca explosão vulcânica sete mil anos atrás, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Mágico fim de tarde no Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Dois dias de estradas, cascatas, rios, águas termais, montanhas e lagos e uma das naturezas menos civilizadas dos Estados Unidos. Um tour maravilhoso pelas estradas do Oregon que vale cada quilômetro dirigido, cada minuto dispensado. Mas se você ainda tem mais alguns dias e quer explorar um pouco mais deste estado, a cidade mais Shakespeareana dos Estados Unidos e uma das mais lindas cavernas da costa oeste, aguarde e leia o próximo post.
Fim de tarde a mais de 2 mil metros de altitude, o céu fica colorido em Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
As incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
Os brasileiros, de forma geral, conhecem o Paraguai apenas por suas muambas falsificadas, eletrônico baratos e narcotráfico fronteiriço. Os mais escolados já ouviram falar da terrível Guerra do Paraguai, também conhecida como Guerra da Tríplice Aliança, quando por sonhos megalomaníacos do ditador paraguaio, a economia crescente deste país foi completamente destruída pelos aliados Brasil, Argentina e Uruguai. Desde então o Paraguai não se recuperou economicamente e por isso está no topo da lista dos países mais pobres da América Latina, logo após a Bolívia.
Carro paraguaio circula em Ciudad de Leste - Paraguai
O nosso conhecimento sobre o país vizinho também não ia muito além da imagem de Ciudad Del Este, por isso mesmo planejamos ao menos uma semana dentro dos 1000dias para explorar e conhecer melhor a história e cultura deste país.
Plantações floridas embelezam a estrad paraguaia entre Santa Rita e Trinidad, no sul do país
Começamos hoje a nossa expedição em territórios guaranis, mal entramos no Paraguai e já vemos um país diferente. Basta atravessar a zona de comércio fronteiriço e a própria Ciudad Del Este se mostra um ambiente mais agradável, uma cidade normal onde as pessoas trabalham, estudam e tocam suas vidas.
Exibir mapa ampliado
Percorremos 245 km pela Rota 6, estrada que corta a região sul do país, quase até a fronteira com a Argentina. Uma região de muito campos, lindas plantações de canola, araucárias hermanas e alguns pueblos no meio do caminho. Nosso destino é a cidade de Trinidad, comunidade que guarda um dos maiores sítios históricos do Paraguai: as Missões Jesuíticas.
As incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
As missões, aqui conhecidas como reducción jesuítica, são velhas conhecidas brasileiras, nesta região os padres jesuítas foram acolhidos pelos índios guaranis, que aos poucos conseguiram estabelecer uma relação produtiva com os novos colonizadores.
Ruínas da igreja maior da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
Os jesuítas espanhóis trouxeram o formato europeu para a construção das vilas, que, segundo um historiador local, era muito parecido com o formato utilizado pelos guaranis. Nas suas aldeias eles possuíam as ocas em torno de uma praça central, um local de culto, o lugar onde as mulheres cozinhavam e assim por diante. Aqui porém os edifícios eram construídos de pedras areníticas e uma argamassa feita de argila, conchas e ossos triturados.
Vendo do alto as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
A religião guarani também acreditava em uma entidade maior que moraria em uma espécie de paraíso e em uma entidade maligna que moraria em um “inferno”. Os nomes eram outros, mas a linha de raciocínio não era tão distante. Quando perguntamos para este guia se esta nova cultura e religião seriam impostas, ele nos respondeu, “É claro que há os que defendem os jesuítas e os que são contra, mas cada missão possuía de 2 a 3 padres para trabalhar com até 5 mil índios, então a lógica diz que nada ali era imposto”. Segundo ele os índios perceberam que dentro da estrutura das missões tinham mais qualidade de vida, comida, limpeza, aprendiam novos trabalhos, música, arte e o principal, possuíam segurança. Além da perseguição de outras tribos inimigas, eles tinham que se preocupar com os sanguinários Bandeirantes Paulistas, que vinham à região em busca de escravos.
Esculturas decorativas nas paredes da igreja maior, nas incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
Foram mais de 30 missões formadas entre o Rio Grande do Sul, Argentina e Paraguai. Os Jesuítas possuíam o ideal de vida em uma sociedade com base comunitária e auto-sustentável. Os seus preceitos porém iam de encontro com os interesses dos colonizadores, que queriam escravizar a população indígena. As missões prosperaram durante o século XVIII e deixaram o governo espanhol temeroso de seu poder nesta colônia. Em 1764 as missões jesuíticas foram perseguidas e expulsas da região, não sem resistência e morte dos que as habitavam.
Visitando as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
Hospedados no hotel em frente às ruínas, à noite ainda tivemos uma bela surpresa, uma apresentação de música e slide-show, com o acompanhamento deste historiador que nos contou de forma apaixonada como era a vida nas missões.
Iluminação noturna valoriza ainda mais as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
Estas construções ficaram abandonadas durante séculos e há alguns anos se iniciou o trabalho de restauração das ruínas jesuíticas, sendo Trinidad uma das maiores já existentes. Transformada em Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco em 1993, caminhar entre as ruínas de Trinidad nos faz viajar no tempo e na história.
Iluminação noturna valoriza ainda mais as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai
Almoçando na casa do Sérgio em Ubatuba - SP
Saímos de Campos do Jordão em direção à Ubatuba. Sempre contamos coma ajuda do nosso GPS, mas não podemos segui-lo cegamente já que os seus caminhos não são totalmente confiáveis. Entre a Dutra e um caminho por Taubaté nós acabamos resolvendo seguir o GPS e, atrasados para o jogo, atravessamos todo o centro de Taubaté. Chegamos a Ubatuba já 10 minutos atrasados, o jogo já havia começado e nós tentávamos acompanhar pelo rádio. Dirigimos direto para a praia do Lázaro, onde o Ro sabia da existência de um hotel. Chegando lá nem hotel, nem bar, nem nada. Tudo bem que se não víssemos o jogo do Brasil , nada mudaria, mas precisávamos dar a nossa contribuição. Saindo da praia do Lázaro achamos um churrasquinho de gato na garagem de uma casa, com uma TV de Plasma maravilhosa acompanhando o jogo, ali, pertinho da estrada. Uma graça o lugar, super receptivos os donos do churrasquinho fizeram nos sentir em casa. Assistimos à vitória do Brasil e seguimos para a casa que Ubatuba.
Todo ano a família Junqueira se reúne em Ubatuba. Sempre foi uma coisa difícil de explicar para os amigos e principalmente para os meus chefes. Como assim, toda a família consegue tempo de se reunir na fazenda em julho e também mais uma semana ou quinze dias em dezembro, todos os anos? É claro que cada um vem quando pode, nos finais de semana, enquanto os avós e netos curtem a semana toda. Mas realmente parece que todos conseguem triplicar o tempo aqui, aproveitando uma temporada de convivência familiar maravilhosa. É um sentimento super engraçado, pois nos sentimos super em casa, ao mesmo tempo que nos sentimos super abandonados, uma vez que não encontramos ninguém nos corredores e quartos em nossa volta.
Um momento para nos sentirmos em casa, com estes quase 100 dias de estrada, voltamos para um lugar que nos acolhe como um lar. Para mim um lar há apenas 4 anos, para o Ro, um lar há quase 20 anos. São esses lugares que fazem parte da história da vida do meu amor que são nostálgicos e que me fazem sentir cada vez mais parte dele. Momentos que construímos na nossa história e memória e que voltarão sempre!
Não interessa a cor, paraísos existem e os desta região podem ser verdes ou azuis, depende do gosto do freguês.
Poço da Cachoeira do Paraíso, em Natividade - TO
Na região de Natividade em torno de 5 km da cidade, fica a Cachoeira do Paraíso. Já estamos acostumados com estes nomes, pequenos truques de marketing ecológico, que superestimam a atração para lotá-la de turistas. Tentamos fugir das atrações mais populares, mas se fazem sucesso é por que alguma coisa tem. Ai é que os 1000dias ficam ainda mais interessantes, pois podemos chegar nesses lugares em dias de semana onde o local está lá, como veio ao mundo, como que reservado apenas para nós.
A belíssima Cachoeira do Paraíso, em Natividade - TO
Um lajeado imenso que guarda cachoeiras, quedas d´água e poços de cor verde esmeralda. Agora com um rio estreito neste início de verão, no período de chuvas chega a dobrar de volume de água e na seca desaparecer por completo. Apenas um dos poços sombreado mantém um pouquinho de água. O poço principal seca a ponto de acenderem fogueiras dentro dele.
Sentada ao sol na Cachoeira do Paraíso, em Natividade - TO
Seu João herdou este terreno, quando pedimos para que cuide bem desse paraíso ele disse: “ah, daqui não mudo não, recebi várias propostas para compra deste terreno, mas não vendo e não saio daqui de jeito nenhum.” Dá para entender.
Mergulhando no poço de águas esverdeadas da Cachoeira do Paraíso, em Natividade - TO
Rumamos ao sul, em busca de outro pedacinho do paraíso, Azuis.
Descendo o Moro da Anrena, em Natividade - TO
Pedacinho mesmo, o menor rio do Brasil nasce e morre em menos de 143m! Suas águas cristalinas formam um lindo poço azul, lotados de lambaris mordisquentos, pés de bananeira e pedras.
A incrível nascente do menor rio do mundo, em Azuis, distrito de Aurora do Tocantins - TO
A nascente brota de baixo de uma super montanha e logo ali, após a curva, o Rio Azuis deságua em um afluente do Tocantins. Algum prefeito maluco colocou asfalto até a margem da nascente e tornou o local o balneário preferido da região de Taguatinga (25km) e do município de Aurora do Tocantins (11km), ao qual pertence.
O menor rio do mundo, em Azuis, região de Aurora do Tocantins - TO
Descendo o rio, mais ou menos na metade dele (rsrs), encontramos um lugar muito especial, o Bar e Restaurante Agenda 21. Logo se vê pelo ambiente, cardápio de músicas deliciosas e menu caseiro com tempero especial. Osmane e Leide nos receberam calorosamente, deram várias dicas da região, prepararam um belo almoço as 17h da tarde, ofereceram seus produtos artesanais: pó de café (super cheiroso), pimenta em pó e pimenta desidratada e os nossos preferidos, doces de banana. Hummm, ali até esquecemos do som jaguara do porta-malas de um carro que estava fazendo um churrasco ali na nascente.
Mergulhando no rio azulado e cristalino em Azuis, distrito de Aurora do Tocantins - TO
Finalmente chegamos à Aurora do Tocantins, cidadezinha de 7 quadras, hotelzinho simples, mas “ficável”. Tudo em prol de umas novidades, lugares que não estavam nos nossos planos e vamos verificar amanhã se valem a pena ou não. Fiquem ligados às cenas dos próximos capítulos!
Mirante do Morro da Antena, em Natividade - TO
A lua paira sobre o Pico Crestones, no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica
O Parque Nacional do Chirripó está localizado no coração da Costa Rica e abriga o ponto mais alto do país, Cerro Chirripó com 3.820m de altitude. Uma íngreme trilha sobe dos 1.520m ao abrigo aos 3.400m, em enlameados 14,5km que atravessam uma linda floresta úmida e vegetações típicas dos páramos de altitude.
Início da caminhada de 20 km ao pico Chirripó, o mais alto da Costa Rica
A trilha é toda sinalizada, apenas um caminho nos leva, de quilômetro em quilômetro, cada um marcando a principal característica do trajeto a ser percorrido. “Llanos lindos” é a metade do caminho e também a placa que mais queremos encontrar, um pouco de plano para conseguimos acelerar o passo e ganhar um tempo até a próxima subida.
Trekking no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica
Durante a caminhada, o corpo foi aquecendo e as dores no joelho e o recente mau jeito na lombar aos poucos foram ficando para trás. Na subida quem sofre é a musculatura e a resistência cardiorrespiratória, cada quilômetro de ladeira merecia um descanso rápido, principalmente para o Rodrigo que levava a maior parte do peso.
Muito barro no início da trilha no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica
Dentre as viagens do caminho, sobressaía a da corrida realizada nesta trilha todos os meses de fevereiro, há 23 anos. Na última participaram mais de 200 corredores, dentre eles o Seu Francisco (62 anos), dono do Hostal El Descanso. Ele participou de todas as edições, sendo o seu recorde para ascensão e descenso 3 horas e 24 minutos! Sim, 29km, 14,5 subindo e 14,5 descendo em umas ladeiras desgraçadas de terra, pedras, raízes e lama em apenas 3h24!!! O tempo médio realizado pelos turistas é de 8 a 9h apenas para subir!
Após 4 km de subida e barro, chegamos à entrada do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica
Não tem melhor história para nos motivar a escalaminhar essa encosta em aproximadas 7h! É claro que o Rodrigo já estava animando em participar da corrida, ficar morando aqui um mês, treinando com o Seu Francisco, que corre 40min todos os dias as 5h da manhã. Um fator que nós estávamos desconsiderando é a aclimatação. Uma montanha acima dos 3.000m já pode dar um certo trabalho para dois viajantes como nós, que ficamos 30 dias ao nível do mar e sem exercício algum.
Placa de auto-ajuda colocada bem no meio da última grande subida (a "Encosta dos Arrependidos") para o refúgio no campo-base do Chirripó, na Costa Rica
No caminho encontramos o pessoal que já estava retornando da escalada. Alguns de 3 dias de caminhadas no páramo, outros que decidiram fazer como nós, todo o percurso em apenas 2 dias. No primeiro subimos, dormimos no albergue, e no segundo dia saímos às 3h da manhã para ver o nascer do sol às 5h no cume do Cerro Chirripó. Ao redor do albergue existem 2 picos próximos, Los Crestones e El Ventisqueiro, todos acima dos 3.700m.
Tocando a lua no trekking do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica
Além destas trilhas também existem algumas lagoas que podem ser exploradas. Para quem está atrás de uma aventura mais “hardcore” pode contratar um guia e fazer o circuito ao redor do parque, entrando por esta mesma trilha e voltando pelo Cerro Urán, passando ainda pelas Lagunas Morenas, vistas do alto do Chirripó. Este roteiro dura em torno de 4 dias para pessoas normais, para o seu Francisco apenas 14 horas.
Lanche na metade do caminho para o campo base do pico Chirripó, na Costa Rica
Mais um motivo para seguirmos firmes depois da placa dos 11km no Monte Sin Fé, quando você não acredita que vai descer para chegar à famosa Cuesta de los Arrependidos, um quilômetro de pedregulhos escorregadios bastante íngremes. Curioso foi que nessa hora de alguma forma estranha meu corpo recuperou a memória da aclimatação e eu fiquei forte e subi toda a encosta super tranquila. Enquando a altitude e a sobrecarga do Rodrigo o cobrou e ele, sempre adiantado pelo menos 5 minutos de mim, dessa vez ficou mais cansado.
Pausa para descanso depois de 10 km de subidas, no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica
Nos instalamos com a esperança inútil de encontrar um banho caliente no albergue do parque nacional. Conseguimos um quarto exclusivo onde logo tivemos que colocar todas as roupas de frio para trabalhar. 2 a 4°C do lado de fora, 10°C do lado de dentro, aquecidos por fogareiros e a companhia dos outros viajantes caminhantes na cozinha do albergue. Nós contamos com a bondade de um montanhista austríaco, que nos emprestou o seu super-fogareiro de alta-montanha, já que o nosso não estava dando conta do recado.
Preparando o jantar no refúgio do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica
Aos que gostam de mais conforto, fica a dica: existem algumas mulheres locais que prestam o serviço de cozinha, contratam o arrieiro com as mulas e preparam todas as refeições, café da manhã, almoço, café da tarde e jantar para os 3 dias lá em cima. O valor varia de 20 a 50 dólares dependendo do tamanho do grupo.
Café da manhã às três da madrugada, antes do ataque ao cume do Chirripó, na Costa Rica
Fomos para os nossos beliches as 8h30 da noite, logo após desligarem o gerador alimentado por painéis solares. Não foi difícil pegar no sono, precisávamos de uma boa noite de descanso para a pauleira do dia seguinte.
Nova campanha cívica da Fiona, em Curitiba - PR
Curitiba está mobilizada em torno de uma causa pouco notada pela maioria da população: o respeito à sinalização para pessoas com deficiência. “Esta vaga não é sua nem por um minuto” surgiu a partir de uma situação vivida por Mirella Prosdócimo, curitibana portadora de deficiência. Mirella ao invés de se fechar, transformou sua indignação em causa e lançou uma campanha de conscientização, chamando a atenção de toda a cidade para os direitos das pessoas com deficiência. Eu respeito a lei e o próximo e convido a todos os motoristas a aderirem à causa, ajudando na divulgação desta campanha.
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Navegando na Isla de la Juventud, em Cuba
A Isla de La Juventud é famosa não apenas pela sua participação na história, mas também pela qualidade de seus mergulhos, motivo que nos trouxe até aqui. Hoje o dia começou cedo, pegamos um avião as 7h da manhã para Isla de La Juventud e chegando lá fomos direto para o Hotel Colony, há 45 minutos de carro de Nueva Gerona, capital da província no norte da ilha.
Embarcando no avião que nos levaria de Havana à Nueva Gerona, na Isla de la Juvendud, em Cuba
O Hotel Colony é o principal centro turístico da ilha, com uma infra-estrutura imensa, piscina e um Centro de Mergulho que recebe turistas e mergulhadores do mundo inteiro. As informações que trocamos com outros mergulhadores foram de que o Hotel era caro e tinha um serviço péssimo, então decidimos ficar hospedados em uma casa de família em Nueva Gerona, que além de mais barato nos proporcionaria mais interação com a cultura local. De fato o atendimento que recebemos na recepção do dive Center não foi das melhores, os custos que haviam nos informado estavam errados (ficaram mais altos) e a informação completamente torta.
Mergulhadores brasileiros deixaram suas marcas no barco de mergulho na Isla de la Juventud, em Cuba
Eu já estava completamente de bode, pois pela infecção de ouvido eu não poderia mergulhar. Vir até aqui e ficar no barco é quase uma tortura, mas o que não tem remédio... Entramos no barco e saímos para o “nosso” primeiro dia de mergulho. Conversando com o dive master durante as duas horas de navegação o Rafa descobriu que o primeiro dia de mergulho é de avaliação, portanto feito em pontos rasos e bem básicos. Peraí, informação nova e indignante para um grupo que veio de longe e com o tempo cronometrado para aproveitar ao máximo o lugar. Conversaram com o cara e ele até concordou que eles poderiam baixar dos 18m, como todos eram experientes e credenciados para tal.
Lagostas fresquinhas na Isla de la Juventud, em Cuba
Os principais pontos de mergulho na Isla de La Juventud estão na Punta del Francês, são mais de 50 pontos cadastrados, com ótima visibilidade, paredes e arrecifes coralíneos. São duas horas de navegação ida e duas horas de volta. No caminho o nosso barco, que já era lento, fez algumas paradas estratégicas para pescar o nosso almoço. Lagostas frescas, saídas na hora! Deliciosas, mas confesso que saindo num barco de mergulho eu prefiro vê-las lindas em suas caverninhas embaixo d´água do que na panela.
Hora do almoço no nosso barco na Isla de la Juventud, em Cuba
Todos caíram para o seu primeiro mergulho no ponto 5, Paraíso de las Esponjas, e eu fiquei no barco, acompanhada pelo capitão, o marinheiro e uma boa Bucaneiro, enquanto eles preparavam o almoço. Aproveitei para conversar e pegar mais informações sobre a ilha, suas praias e sítios históricos, já que amanhã, enquanto eles mergulham, eu não vou ficar aqui sendo torturada.
Com o Rafa e a Laura, prontos para mergulhar na Isla de la Juventud, em Cuba
A parada para o almoço foi em uma praia paradisíaca de areias brancas e aquele azul caribenho que peculiar a esta região do globo. Lá conheci o único morador da praia que cuida da estação ecológica que dá informações sobre as espécies encontradas no local, como jacarés e pássaros, além da história dos piratas que passaram por aqui. Drake e seus colegas passaram por aqui e até um pirata meio holandês meio brasileiro teve sua passagem registrada por estas águas!
Navegando em dia de céu azul na Punta Frances, na Isla de la Juventud, em Cuba
O segundo mergulho foi no ponto 48, La Corona de La Reina. Eu aproveitei para ler, descansar e fechar a programação do dia seguinte. Laura, Rafa e Rodrigo retornaram do mergulho sem muita animação, esse povo está ficando exigente! Também, depois de Austrália, Galápagos não é fácil de agradar! Rsrs! Infelizmente eu acho que a experiência não foi das melhores, a recepção que tivemos, somada ao tempo de navegação e à seleção de pontos “básicos” feita corroboraram para a decisão deles de não mergulhares amanhã. Ou simplesmente não quiseram me deixar sozinha no passeio por terra amanhã! Rsrs!
Mergulho na Punta Frances, na Isla de la Juventud, em Cuba
Plá, nosso táxi particular, veio nos buscar no fim de tarde e pegamos estrada novamente para Nueva Gerona, à casa do nosso cicerone Villamás. No caminho fechamos com ele o tour para o dia seguinte, que será nosso motorista e guia, já que alugar um carro ficaria ainda mais caro. A expectativa que tínhamos para o mergulho na Isla era grande e ficou frustrada. Nosso dive master já nos fez um convite para voltarmos, já deixando tudo programado que ele poderá nos levar para os melhores pontos da região. Além disso, ficou reforçada a vontade de voltar à Cuba para conhecer o paraíso do mergulho, Jardines de La Reina, um live aboard vip no paraíso cubano do mergulho, este sim mais protegido e intocado.
Magnífico pôr-do-sol na Isla de la Juventud, em Cuba
Área do primeiro acampamento, já se aproximando da neve, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
No primeiro dia de caminhada saímos do vilarejo de Cashapampa em direção ao Acampamento em Llamacorral. É um dia mais puxado de caminhada, pois subimos dos 2.900m aos 3.800m nos primeiros quilômetros. Acompanhamos um rio límpido, sempre com muito verde nos arredores.
Início do trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Confesso que eu achava que por estar adentrando a Cordillera Blanca, terímos mais pedras, muita neve e pouco verde. Estava completamente enganada, estes vales possuem um micro-clima, perfeito para produção de hortaliças e grãos. Quase todo o vale é plantado e não foi à toa que depois de viajar meio mundo, Oscar escolheu viver aqui. engenheiro agrônomo, comprou uma terrinha e trabalha com plantio de alcachofra e outras culturas e quando sente falta de viajar e encontrar outras culturas, faz uns bicos como guia e encontra pessoas do mundo inteiro que vem conhecer a sua terra. Sensacional!
Muita água no 1o dia do trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Durante a caminhada já não conseguimos quase ver o Nevado Santa Cruz (6.250m) que fica no início da quebrada. Subimos e aos poucos a inclinação vai diminuindo e vamos chegando à parte plana do vale, onde podemos avistar ao fundo o Pico Quitaraju, com 6.036m.
Região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
A segunda parte da caminhada é toda plana, seguindo o leito do rio e muitos currais de pedra, muitos construídos ainda na época dos incas. Chegamos em torno das 16h no acampamento e Tibúrcio já havia preparado um chá e pipocas para nos recepcionar. Ainda aproveitando a luz do dia, eu, Rodrigo e Jacob, o austríaco, fomos aos nossos vizinhos tomar uma cervejinha. Este é o único acampamento que possui uma venda à disposição. Júlia e sua família vivem ali, há 13km em trilha da primeira casinha em Cashapampa... por que será que resolveram morar lá, tão isolados!? Não sei como depois de tanto ver isso nessa viagem eu ainda me espanto!
Cervejinha no final da tarde com o austíaco Jacob, área do acampamento do 1o dia no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Nossos novos amigos europeus também são ótimos! Elisa, de Luxemburgo, veio fazer um estágio de um mês em um hospital em Lima e aproveitou para conhecer e viajar um pouco antes de voltar para casa. Jacob acabou de se formar em geografia e tirou 3 meses de férias antes de começar a trabalhar.
Conversa no nosso acampamento (com a Elise, de Luxemburgo, e Jacob, da Áustria) na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Ele é casado com uma Nicaraguense e nos deu boas dicas sobre a América Central. Vânia, húngara e Andreas, alemão, estão casados há 2 meses e saíram para uma lua de mel prolongada em 6 meses sabáticos de viagem pela América Espanhola. Trabalham em uma empresa de transportes e logística e quando voltarem à Alemanha terão seus empregos garantidos. Imaginem se um grupo desses não tinha muito para conversar e contar durante o jantar! Tibúrcio nos preparou uma sopa de verduras como entrada e trutas com batatas e arroz como prato principal. Não sei como pudemos pensar em vir sozinhos para esse trekking!
Hora do lanche na nossa barraca-restaurante na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Despedida do Rodrigo e da Rosana, que nos deram um lar em Porto Velho, capital de Rondônia
Rodrigo é piloto de helicóptero, tenente da FAB, foi escoteiro do Grupo Escoteiro Paraná Clube junto comigo e minhas irmãs. Há pouco mais de uma década não nos víamos e foi a tecnologia e as redes sociais que nos aproximaram novamente. Uma viagem como essa traz muitos aprendizados e um dos mais bacanas é que não interessa se você conhece ou não, ou se está muito tempo sem falar ou ver uma pessoa, sempre terá alguém disposto a nos receber de braços abertos. Rodrigo foi um desses casos, quando ele soube que passaríamos por Porto Velho já fez o convite para ficarmos na casa dele. Mantivemos contato e nós, é claro, aceitamos o convite! Meses depois estamos nós aqui, depois de 3 dias de travessia da BR-319, praticamente emendados com mais 3 dias descendo o Solimões de barco entre Tefé e Manaus.
Rosana é gaúcha e conheceu o Rodrigo em Santa Maria, enquanto ela estava na faculdade, ele estava servindo na Força Aérea da cidade. Ela é comissária de bordo, vive indo e vindo, mas sempre encontra um tempo na sua tumultuada escala para ir para casa lá em Porto Velho. Quando ela chegou fizemos uma programação para conhecer um pouco da capital rondoniense, detalhes neste post.
Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Eu já estava destruída, com muita tosse e uma inflamação crescente na minha crise de rinite, foi chegarmos a Porto Velho que tive febre e caí de cama. Nosso plano inicial era passarmos um dia, talvez 2 em Porto Velho, mas este princípio de pneumonia nos obrigou a diminuir o ritmo e parar. O Rodrigo conseguiu uma consulta com a médica da FAB para mim e ela confirmou o diagnóstico que minha mãe havia feito via Skype. Com uma receita médica em mãos, compramos a amoxicilina que iria tratar a infecção e me tirar do quadro agudo.
Assim, os dois primeiros dias em Porto Velho foram de descanso e reorganização. Tiramos toneladas de barro que cobriam a Fiona com o vap do Rodrigo, ela finalmente tinha cor novamente. Depois passamos a tarde lavando a calçada que o Ro espertamente sujou com o a sujeira e o barro que vinha se acumulando desde o México! Rsrs! Ficou uma lambança só, lama por todos os lados e a varanda toda estampada com as patas do Stark e da Bela que não entendiam o que nós dois estávamos fazendo ali.
Aproveitamos e fizemos uma faxina geral na nossa casa-carro. Descarregamos toda a nossa tralha na casa do Rodrigo e demos uma bela geral na organização e na limpeza das coisas. Levamos a Fiona para a revisão dos 150 mil km na concessionária Nissan-Toyota (sim, Nissan e Toyota juntas) de Porto Velho. E ainda fizemos umas 3 máquinas de roupa. Carro limpo e revisado, roupas lavadas e eu, renovada e medicada! Numa situação dessas, depois de dias no mato, não tem coisa melhor que chegarmos em uma casa em vez de um camping ou uma pousada, muito obrigada pelo carinho e acolhida Rodrigo e Rosana!
Despedida do Rodrigo e da Rosana, que nos deram um lar em Porto Velho, capital de Rondônia
É, as vezes é bom estar de volta à civilização.
Dani e a Luiza, que está chegando!
Ana Carolina, euzinha, Juliane e Daniella, estas são as três irmãs que compõe o trio parada dura da família Biselli Silveira. Como todas as irmãs tínhamos nossas brigas quando éramos crianças e nos divertimos muito juntas também. Hoje estamos todas realizando os nossos sonhos, A Ju estudando dança, trabalhando e namorando entre NY e Londres, tipo, um jet set suuuper básico. Eu viajando, viajando e viajando, tudo o que sempre quis fazer e ainda com o amor da minha vida ao meu lado. E a Dani, minha irmã caçula, casando, formando uma família e grávida da sua primeira filha. Primeira dos seis que ela sempre sonhou. A Dani era aquela que quando perguntavam o que queria ser quando crescer, ela respondia: MÃE.
Dani e Dudu, no apartamento novo em Curitiba
Tento estar próxima, mas como eu ia descobrir que a Dani ia engravidar da primeira neta dos meus pais, primeira bisneta da minha avó e minha primeira sobrinha justo durante os nossos 1000dias? Bem, nem eu nem ela mesma imaginava... Mas que maravilha da natureza, gerar um filho é algo realmente mágico! O pai, Luiz Eduardo, vulgo Dudu, é meu amigo da época de segundo grau, garoto sério de família! hahaha! Segundo grau nos deda realmente, pois hoje em dia é Ensino Médio!
A linda Luiza, que deve chegar em Julho
A Luiza já está com 37cm e o nariz é igualzinho ao do pai. A Dani está super barriguda e volta e meia me fala como gostaria que estivéssemos (eu e Ju) perto dela nesse momento... Infelizmente a vida nos afastou fisicamente Dani, mas saiba que eu estou mais perto do que você imagina, com você sempre nos meus pensamentos, nas minhas orações e no meu coração. Só falta agora você instalar o skype aí em casa e ficar online todos os dias! E daqui 6 semanas estaremos de volta para acompanhar os primeiros dias dessa princesinha que está para chegar, afinal a Luiza passou a fazer parte do cronograma e roteiro de viagem dos 1000dias! Bom, ainda bem que as crianças hoje em dia já nascem com vários chips, por que a Luiza vai ter que acompanhar a titia maluca e viajante pela internet e vai aprender a usar skype antes mesmo de falar.
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