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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Hawaii Há 2 anos: Hawaii

80 anos

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto

O aniversariante durante festa na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

O aniversariante durante festa na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Desde que decidimos estender a nossa viagem e priorizar o roteiro, em revelia aos 1000 dias estipulados no início do nosso planejamento, nós sabíamos que este dia ia chegar. Dia 20 de Junho de 2013, o dia em que comemoramos os 80 anos do homem que, de certa forma, tornou possível tudo o que estamos vivendo hoje. Há 80 anos nascia o meu sogro, Gustavo Afonso Junqueira.

O aniversariante e os sete irmãos, na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

O aniversariante e os sete irmãos, na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Seu Gustavo, pai de Lina, Lalau, Pedro, Guto, Rodrigo e Paulinho, completa hoje 80 anos de alegrias, 80 anos de sucessos e realizações, 80 anos de ótimos exemplos, 80 anos de muitas histórias, muitas viagens, muitos ensinamentos aos seus filhos que não apenas o respeitam, mas o têm como um exemplo de homem, pai, filho, profissional e amigo. Para mim bastou uma noite na companhia do Seu Gustavo e minha sogra Dona Nilza para entender e absorver todo o sentimento que o Rodrigo expressa por eles. Foi em Curitiba há quase 7 anos, fomos à uma apresentação de jazz e um jantar deliciosos, quando tive o prazer de conhece-los. Anos mais tarde, à beira da Praia Grande na Ilha do Mel, tive o prazer maior ainda de ser recebida de braços abertos pelo patriarca e pela matriarca da Família Briza Junqueira, minha nova família com quem casei de coração aberto e sorriso no rosto, orgulhosa por passar a fazer parte dela.

Reencontro com os pais na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Reencontro com os pais na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Não fosse o Seu Gustavo, e claro! a Dona Nilza, este sonho que estamos vivendo hoje, simplesmente não seria realidade. Depois de 3 anos sem encontra-los, motivos para pegarmos um avião em Boa Vista e voarmos até Campinas (seguidos de 3 horas de carro até Ribeirão Preto) não faltavam! No aeroporto de Campinas Lalau, irmã do Ro vinda de São Carlos e minha mãe, vinda de Curitiba, já nos esperavam, tão ansiosas quanto nós! Foi a primeira emoção! Foram mais de 9 horas entre Boa Vista e Campinas, com paradas em Manaus e Brasília, mas ainda assim o avião nos pareceu quase uma máquina encantada! Como assim entramos em um trambolho voador e caímos aqui, ao lado das pessoas que amamos!? É mágico!

Levantando voo em Boa Vista, capital de Roraima, às margens do Rio Branco

Levantando voo em Boa Vista, capital de Roraima, às margens do Rio Branco


As 3 horas de viagem em que Lalau dirigiu na madrugada entre Campinas e Ribeirão passaram voando. Eram muitas histórias, muitas curiosidades, muitos assuntos para colocarmos em dia. Chegamos em casa as 3 da manhã e no dia seguinte, as 9h, como num passe de mágica, acordamos para tomar o café da manhã com a família! O momento preferido do meu amor, Rodrigo, que ama tomar um suco de laranja fresquinho, um iogurte com granola e morangos picados, seguidos por um pãozinho francês com requeijão. Parece que tudo aqui tem um sabor diferente, é o sabor de estar casa! Até os morangos são mais vermelhos e docinhos! Dona Nilza e Seu Gustavo estavam na mesa e aos poucos foram recebendo seus filhos, netos e nora, que acordavam um a um e aos poucos iam preenchendo a casa novamente. Casa cheia!

Família reunida na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Família reunida na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Demos aquele abraço gostoso, os primeiros parabéns ao aniversariante do dia, do mês, do ano! Porém hoje o dia prometia, não apenas nós, mas mais de 80 pessoas vindas de todos os cantos do Brasil logo se reuniriam na fazenda em uma grande festa para comemorar o aniversário. Hora de rever toda a família, tios, primos, filhos dos primos e amigos que sob as jabuticabeiras brindaram e se emocionaram com as palavras do jornalista e poeta da família, que em forma de conto bíblico narrou a trajetória do pai.

Tradicional pose para fotos, durante festa na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Tradicional pose para fotos, durante festa na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Foram momentos especiais que durariam mais dois dias, indo e vindo entre Ribeirão Preto e a Fazenda Cruzeiro, cercado de pessoas queridas que não precisam de minutos para estarem íntimas novamente, mesmo depois de 3 anos sem se ver. Família é isso, tem lugar mais confortável no mundo que estar entre aqueles que amamos?

Reencontro com primos e irmãos na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Reencontro com primos e irmãos na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Essa imersão familiar só me deixou ainda mais saudosa de Curitiba, que não entrou nos nossos planos de “férias das férias”, já que estaremos passando por lá de carro em alguns meses. Logo será a minha vez de reencontrar meu pai, irmã, sobrinha, tios, primos e amigos!

Fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Seu Gustavo e Dona Nilza como sempre muito ativos, seguem as comemorações dos 80 anos em uma programação intensa e nós iremos acompanha-los! De Ribeirão seguiremos com eles e Lina, minha cunhada, para a Praia de Picinguaba, no litoral norte de São Paulo. Fecharemos a nossa curta temporada paulista em um novo reencontro familiar na casa de nossos primos em Ilhabela, contando os dias para voltarmos a encontra-los em um futuro não muito distante, ao final dos 1000dias. Até lá terei tempo para me inspirar novamente e tentar ser mais inventiva, pois terei que escrever mais um post comemorativo de 80 anos, né Dona Nilza?

Fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto, 80 anos, aniversário, Família

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Descendo a Serra

Brasil, São Paulo, Ubatuba

Almoçando na casa do Sérgio em Ubatuba - SP

Almoçando na casa do Sérgio em Ubatuba - SP


Saímos de Campos do Jordão em direção à Ubatuba. Sempre contamos coma ajuda do nosso GPS, mas não podemos segui-lo cegamente já que os seus caminhos não são totalmente confiáveis. Entre a Dutra e um caminho por Taubaté nós acabamos resolvendo seguir o GPS e, atrasados para o jogo, atravessamos todo o centro de Taubaté. Chegamos a Ubatuba já 10 minutos atrasados, o jogo já havia começado e nós tentávamos acompanhar pelo rádio. Dirigimos direto para a praia do Lázaro, onde o Ro sabia da existência de um hotel. Chegando lá nem hotel, nem bar, nem nada. Tudo bem que se não víssemos o jogo do Brasil , nada mudaria, mas precisávamos dar a nossa contribuição. Saindo da praia do Lázaro achamos um churrasquinho de gato na garagem de uma casa, com uma TV de Plasma maravilhosa acompanhando o jogo, ali, pertinho da estrada. Uma graça o lugar, super receptivos os donos do churrasquinho fizeram nos sentir em casa. Assistimos à vitória do Brasil e seguimos para a casa que Ubatuba.

Todo ano a família Junqueira se reúne em Ubatuba. Sempre foi uma coisa difícil de explicar para os amigos e principalmente para os meus chefes. Como assim, toda a família consegue tempo de se reunir na fazenda em julho e também mais uma semana ou quinze dias em dezembro, todos os anos? É claro que cada um vem quando pode, nos finais de semana, enquanto os avós e netos curtem a semana toda. Mas realmente parece que todos conseguem triplicar o tempo aqui, aproveitando uma temporada de convivência familiar maravilhosa. É um sentimento super engraçado, pois nos sentimos super em casa, ao mesmo tempo que nos sentimos super abandonados, uma vez que não encontramos ninguém nos corredores e quartos em nossa volta.

Um momento para nos sentirmos em casa, com estes quase 100 dias de estrada, voltamos para um lugar que nos acolhe como um lar. Para mim um lar há apenas 4 anos, para o Ro, um lar há quase 20 anos. São esses lugares que fazem parte da história da vida do meu amor que são nostálgicos e que me fazem sentir cada vez mais parte dele. Momentos que construímos na nossa história e memória e que voltarão sempre!

Brasil, São Paulo, Ubatuba,

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Cataratas do Iguaçu

Brasil, Paraná, Foz do Iguaçu

As mundialmente famosas cataratas do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)

As mundialmente famosas cataratas do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)


O Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu foi formado em 1935, após sobrevôo do nosso bravíssimo Santos Dummont, nos contou o guia do Macuco Safári. O aviador teria se apaixonado pelas belezas da região e sido um dos ilustres que encamparam a campanha para criação do parque. Transformado em Patrimônio Natural Mundial da Humanidade em 1986 pela Unesco, o parque está localizado na fronteira entre a Argentina e o Brasil e possui aproximados 255 mil hectares.

Santos Dumont, um dos idealizadores do P.N do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)

Santos Dumont, um dos idealizadores do P.N do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)


A maior e mais importante reserva da Bacia do Prata, o PARNA das Cataratas do Iguaçu foi o primeiro a receber um plano de manejo. Sua principal atração são os 2700m de cachoeiras formadas ao largo do Rio Iguaçu. São de 150 a 300 quedas d´água, dependendo da vazão do rio, com até 72m de altura.

As cataratas do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)

As cataratas do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)


“O Parque Nacional do Iguaçu é, além de espetacular, pioneiro. A primeira proposta de parque nacional brasileiro queria doar às "gerações vindouras", conservados "tal qual Deus os criou", um cenário natural que reúne "toda a gradação possível do belo ao sublime, do pitoresco ao assombroso" e "uma flora que não têm igual no mundo" no "magnífico salto do Iguaçu". Com essas palavras, publicadas no livro "Província do Paraná, Caminhos de Ferro para Mato Grosso e Bolívia", do engenheiro André Rebouças, começou no Brasil a campanha para a preservação das Cataratas do Iguaçu. Elas datam de 1876. E Yellowstone, o primeiro parque nacional do planeta, tinha quatro anos de idade.”
(Fonte: http://www.cataratasdoiguacu.com.br/parque.asp)

Observando de perto as cataratas do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)

Observando de perto as cataratas do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)


Deve ser a quarta vez que venho a este parque, não sei se é a minha falha memória, mas todas as vezes tive a sensação de estar pisando aqui pela primeira vez. As duas primeiras eu era criança, até justificam-se as vagas lembranças. A última, porém, foi em uma das maiores secas sofridas pelo Rio Iguaçu, em 2006. Vim à Foz para uma convenção de vendas da Batavo, onde estava incluído na programação um dia no parque. Fizemos o rapel, pois o Passeio Macuco estava cancelado devido à seca.

A primeira visão das famosas cataratas do P.N. do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)

A primeira visão das famosas cataratas do P.N. do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)


Desde a minha infância esperava por este momento, o passeio de barco até a amedrontadora “Garganta do Diabo”. Essa é outra história engraçada, desde criança imagino a tal garganta como um imenso buraco logo abaixo da passarela principal. Dali a água desceria mais um degrau, sumindo embaixo da terra. Ainda que tenha visto o rio depois de adulta, na minha última visita, eu continuava vendo em meus pensamentos essa maldita “garganta” e alimentando o meu medo que o barco do macuco fosse sugado e nunca mais encontrado.

Turistas caminham nas passarelas próximas às catartas no P.N do Iguaçu(Foz do Iguaçu - PR)

Turistas caminham nas passarelas próximas às catartas no P.N do Iguaçu(Foz do Iguaçu - PR)


Hoje foi o dia de enfrentar estes fantasmas! Entramos no esquemão Macuco de ser, trenzinho até a floresta, guia engraçadão, mas com várias informações interessantes. Uma delas a origem do nome Macuco, que vem de um pássaro outrora residente desta floresta, que colocava ovos azuis! Depois, uma pequena trilha de 600m enfrentada por apenas 4 corajosos passageiros dos 30 “ecoturistas” que estavam no bonde. Mal sabiam todos que a caminhada era um bom aquecimento para o banho que levaríamos dali alguns minutos.

Quati, animal comum no P.N do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)

Quati, animal comum no P.N do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)


O barco dá piruetas e cavalos de pau radicais, com uma vista belíssima do cânion do Iguaçu, além de uma parada para fotos no lado argentino. Eu achava que o barco iria até a garganta mesmo, perto daquele meu “buraco imaginário”, estava ansiosa por atravessar as brumas das Cataratas, quando fui surpreendida por um banho de cachoeira! Um não, vários... o barqueiro não se vê satisfeito enquanto não estamos completamente ensopados! Com capa ou sem capa de chuva, a dica é ir de biquíni ou maiô, roupas de dry fit e quem sabe levar uma muda seca. Caso contrário terá que agüentar as suas roupas de algodão e calça jeans completamente molhadas até o fim do dia.

Barco do Macuco Safari dá um banho de cachoeira em turistas, no P.N do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)

Barco do Macuco Safari dá um banho de cachoeira em turistas, no P.N do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)


O parque oferece outras trilhas para visita, como a Trilha do Poço Preto, 9km a pé ou bike e um trecho de duck (bote inflável), pelo rio. O único porém, é que pelo passeio extra você paga 120 reais além da entrada de R$ 24,30 (valor para brasileiros). Nos conformamos em secar os nossos jeans na trilha dos mirantes e passarelas, caminhada de 30 a 40 minutos em ritmo acelerado parando para tirar fotos.

No barco para ver as cataratas pelo lado de baixo, no P.N. do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)

No barco para ver as cataratas pelo lado de baixo, no P.N. do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)


Uma manhã não é suficiente para conhecer todo o parque e aproveitar cada vista e mirante dessa obra prima da natureza. A força das águas, a floresta, o ar puro e a potência do Rio Iguaçu não apenas nos equilibram como também nos enchem de energia, seja lá qual for o seu desafio no dia seguinte. Por mais turístico que esteja, mesmo tendo que enfrentar cada vez mais filas e regras, eu digo sem medo: venham conhecer as Cataratas do Iguaçu! Se já veio, volte, vale o retorno: uma, duas, três vezes, pois sua grandeza sempre irá emocionar!

O trio dentro do ônibus no P.N. do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)

O trio dentro do ônibus no P.N. do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR)

Brasil, Paraná, Foz do Iguaçu, Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu

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3º Dia - Sobrevoando o Salto Angel

Venezuela, Canaima

As muitas cachoeiras do Auyán Tepui, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

As muitas cachoeiras do Auyán Tepui, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Aos que gostam de aventura, mas não tem tempo ou o espírito aventureiro suficiente para enfrentar horas em um barco, chuvas e trilhas até o mirante do Salto Angel, há uma outra forma mais fácil de ver esse gigante: voando!

Avião para sobrevoar o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela

Avião para sobrevoar o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela


No nosso terceiro dia no Parque Nacional Canaima retornamos do acampamento aos pés do Salto Angel e aproveitamos para conferir também essa opção.

Voando no banco da frente do avião sobre o Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Voando no banco da frente do avião sobre o Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela



3º Dia – O Retorno e o Sobrevôo



Depois de uma noite com chuvas fortes e intermináveis, acordamos com o rio um metro acima do nível que conhecíamos. Com sorte, e o cuidado dos nossos barqueiros, nossa canoa não se desprendeu durante a noite. Antes mesmo do café ser servido caminhamos ao acampamento vizinho que tem uma vista panorâmica do salto e de lá temos a visão do Salto Angel transformado.

Acordando em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Acordando em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Galões e mais galões, litros e mais litros de água foram adicionados à maior cachoeira do mundo e eu, em um dejavu, reencontrava o salto que vimos 6 anos atrás. Também como naquela manhã, uma nuvem de vapor cobria a sua base e fechava qualquer visão do mirante para o salto, sábia decisão ter caminhado até lá ontem à tarde! Chegava a dar pena dos turistas que cruzavam o rio para fazer a trilha agora cedo.

Com nosso grupo na Isla Ratón, em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Com nosso grupo na Isla Ratón, em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Voltamos pelo mesmo caminho, mas descendo o rio as 4 horas viram 2 horas e meia e chegamos à vila de Canaima a tempo de inventar mais uma moda! Angela havia decidido presentear sua mãe, Susan, com um sobrevoo do Salto Angel. O avião de 4 lugares tinha, portanto, 2 lugares sobrando, cada um pela bagatela de 35 dólares! O Rodrigo dispensou, preferiu dar um último mergulho na Lagoa Canaima, mas eu e nosso companheiro de excursão, o venezuelano Diógenes embarcamos nessa oportunidade e aproveitamos cada minuto! Na divisão de pesos do avião fiquei ao lado do piloto e com vista panorâmica de todo o vale pude ver o caminho que percorremos de barco e algumas das vistas aéreas mais incríveis da minha vida!

No avião, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela

No avião, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela


Voamos sempre ao lado do Auyantepui, que depois de uma noite chuvosa, ganhou ares babilônicos com incontáveis cachoeiras caindo em suas encostas rochosas! Demos duas voltas para ver o Salto Angel, parcialmente encoberto pelas nuvens.

Sobrevoando o Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Sobrevoando o Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Ao contar para o piloto que comemorávamos ali os 70 anos de Susan ele não titubeou em alongar o passeio e nos levou quase ao fundo do vale, para ver as Cascatas conhecidas como La Ventana, uma sequência de cachoeiras que apenas se formam após grandes chuvas e caem mais de 500m de altura, formando uma imensa cortina branca! Maravilhoso!

Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


De volta à terra firme, estamos finalmente prontos para partir. Almoço de despedida com todo o grupo e logo temos que dizer um até logo aos nossos novos amigos Jason, Angela, Bode e Susan. Esperamos revê-los na estrada em breve!

Chegando de volta à vila de Canaima, após sobrevoo do Salto Angel, no sul da Venezuela

Chegando de volta à vila de Canaima, após sobrevoo do Salto Angel, no sul da Venezuela


Mesmo cansados não conseguimos pregar os olhos no vôo de volta, nos deliciando com as chuvas vistas lá do alto e as paisagens espelhadas da represa e do Rio Orinoco às margens de Ciudad Bolivar.

Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela

Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela


Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela

Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela


Sobrevoando chuvas, verdadeiras cachoeiras celestes, na volta de Canaima para Ciudad Bolívar, na Venezuela

Sobrevoando chuvas, verdadeiras cachoeiras celestes, na volta de Canaima para Ciudad Bolívar, na Venezuela


Na nossa corrida contra o tempo para chegar à Boa Vista, reencontramos a Fiona sã e salva no estacionamento do aeroporto e colocamos o pé na estrada, dirigindo longas 5 horas entre Ciudad Bolivar, Ciudad Guayana até a pequena Callao. Lá vamos nós, rumo à Gran Sabana!

Confira a série completa de posts!
Aauyantepui e o Salto Angel
1º Dia - Chegando ao Parque Nacional Canaima
2º Dia - De Canaima ao Salto Angel

A Ana fantasiada de índia pemón, na volta do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

A Ana fantasiada de índia pemón, na volta do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Venezuela, Canaima, Angel Falls, Auyantepui, Cachoeiras, parque nacional, Parque Nacional Canaima, Salto Angel, sobrevôo

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Seu Francisco, o nosso Francisco…

Brasil, Minas Gerais, Delfinópolis (P.N. Serra da Canastra), São João Batista (P.N. Serra da Canastra)

Nossa logo na placa no Caminho do Céu, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG

Nossa logo na placa no Caminho do Céu, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG


Oswaldo Montenegro tem um álbum maravilhoso onde ele canta as melhores canções do Seu Francisco, Chico Buarque, o nosso Francisco... na introdução da música “A Banda” ele fala desse jeitinho, gostoso, intimista de um dos maiores músicos brasileiros. Eu peço licença para usar o mesmo carinho e intimidade para falar de outro Chico que faz parte da vida de milhares de brasileiros. Tão fluido como a música, límpido, transparente, e às vezes gélido, como o compositor, o Rio São Francisco.

Caminho do Céu, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG

Caminho do Céu, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG


Cruzamos a Serra da Canastra por um caminho diferente, nas estradas de 4x4 volta e meia desbravadas por valentes carros sem tração mas com muita determinação. Saímos de Delfinópolis cedo em direção ao vilarejo de São João Batista. O roteiro passava pelo Caminho do Céu, estrada que sobe a serra atravessando a crista de uma montanha e que chega a mais de 1500m de altitude. Lá de cima temos uma vista maravilhosa da região e conseguimos enxergar o próximo destino, as montanhas do Parque Nacional da Serra da Canastra. No caminho, além de muitas fazendas de gado e produção do famoso queijo canastra, vemos a Serra Branca. Vencida esta grande subida, finalmente avistamos o nosso primeiro objetivo do dia, a Casca D´Anta.

Estrada 'Caminho do Céu', próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG

Estrada "Caminho do Céu", próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG


De longe já podemos perceber o poder do nosso Francisco. Sabemos que ali próximo está a sua nascente, no entanto já o vemos despencar, majestoso, do alto de 186m, formando esta belíssima cachoeira. A Casca D´Anta já fica dentro da parte baixa do Parque Nacional, bem estruturado com banheiros, mirante e uma trilha bem sinalizada. Para chegar à parte alta do parque pode-se seguir em torno de 60km de carro ou ainda caminhar uma hora por uma trilha, acompanhado de monitores do parque. A queda é imensa, ainda estava na sombra e com bastante vento, mas tomamos coragem e entramos no lago que chega a até 30 metros de profundidade!

A primeira grande queda do São Francisco, a Casca d'Anta, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG

A primeira grande queda do São Francisco, a Casca d'Anta, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG


Meu primeiro banho nas águas do Rio São Francisco foi rápido, mas muito emocionante! A água estava tão gelada que não agüentei muito tempo lá dentro. Tivemos sorte de chegar em um período mais seco, pois em épocas mais chuvosas é quase impossível se banhar na parte baixa, tamanho o vapor d´água e vento que a cachoeira forma.

Primeira ponte sobre o Rio São Francisco, no Parque da Serra da Canastra - MG

Primeira ponte sobre o Rio São Francisco, no Parque da Serra da Canastra - MG


Seguimos para a parte alta do parque, passando pela cidadezinha de São Roque, chegamos à portaria do parque de mesmo nome. São quilômetros e quilômetros de cerrado, com os olhos atentos procurando os tamanduás-bandeira, cervos e outros animais. No caminho passamos pela nascente do Rio São Francisco, onde o velho Chico é ainda apenas uma criança. Mais alguns quilômetros e chegamos à parte alta da Casca D´Anta, onde o rio, já mais largo, forma um pequeno cânion e outras belas cachoeiras.

Primeira cachoeira do Rio São Francisco, na Serra da Canastra - MG

Primeira cachoeira do Rio São Francisco, na Serra da Canastra - MG


Indo embora, quase sem esperanças de avistar um tamanduá, cruzamos o bichão lindo no meio da estrada! Essa hora é difícil decidir se damos as costas para pegar a máquina fotográfica ou se ficamos olhando antes dele fugir e se esconder novamente. Tentei fazer as duas coisas ao mesmo tempo, mas ele foi mais rápido e não conseguimos bater boas fotos, infelizmente. De quebra vai a foto de uma cerva, linda!

Cervos no Parque da Serra da Canastra - MG

Cervos no Parque da Serra da Canastra - MG


Chegamos á São João Batista, um arraialzinho vizinho do parque, outra bela base para a Serra da Canastra. Muito mais roots e muito mais próximo do parque e possui diversas de cachoeiras para explorar também. Ficamos na Pousada da Serra, onde conhecemos o Ricardo, outro aventureiro e expedicionário de plantão. Trocamos ótimas experiências e dicas para as nossas viagens. Quem sabe nos cruzamos nas estradas desse mundão véio sem porteira! Jantamos no Bar do Seu Vicente, na cozinha da sua casa, puxando um bom dedin de prosa sobre os causos da região. Dormimos tarde, ao som do lobo guará que uivava para a lua cheia que, por sua vez, iluminava a todos: a Canastra, o Seu Francisco e a Fiona em mais uma destas 1000 noites.

Fazendo ioga ao lado do São Francisco, na Serra da Canastra - MG

Fazendo ioga ao lado do São Francisco, na Serra da Canastra - MG

Brasil, Minas Gerais, Delfinópolis (P.N. Serra da Canastra), São João Batista (P.N. Serra da Canastra), Cachoeiras

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Praia do Futuro

Brasil, Ceará, Fortaleza

Cuidando da beleza na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE

Cuidando da beleza na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE


Finalmente um dia de sol! Ainda assim aproveitamos a boa internet no hotel para trabalhar pela manhã e saímos para pegar o sol mais matador de todos, o sol do meio-dia. Vamos finalmente conhecer a Praia do Futuro.

Piscina da barraca Crocobeach, na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE

Piscina da barraca Crocobeach, na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE


Não sei por que ela tem este nome, mas que as barracas de lá são mega futuristas, isso são. Meu pai havia comentado comigo “Lá você vai ver o que é barraca de praia! As barracas de praia deles não são como as nossas aqui.” Tivemos que conferir. Fomos direto para uma das maiores delas a Croco Beach. O lugar parece mais um clube de praia aberto à visitação. Piscina, palco com banda ao vivo, lanchonete, restaurante por quilo (delicioso, diga-se de passagem), banheiros limpos, chuveiros, decks, cabanas de palha espalhadas pela areia com lockers a 5 reais para quem quiser deixar suas coisas para uma corrida ou caminhada, enfim... tudo foi pensado. Almoçamos no quilo do Croco, tinha várias das minhas comidas preferidas, lingüiça bem assadinha, muita salada e queijo parmesão tipo grana. Hummmm!

Almoço na barraca Crocobeach, na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE

Almoço na barraca Crocobeach, na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE


Vizinhas da Croco Beach ficam as barraquinhas de massagem, ADOROOO! São várias, a que eu escolhi incluía, além da massagem relaxante, um banho de lua, esfoliamento nos pés e hidratação no cabelo! Na verdade elas deixam você escolher um deles de brinde, mas bem conversadinho, consegui fazer os três! Tudo isso por uma bagatela de 20 reais! Eu queria uma dessas em cima da Fiona! Rsrsrs!

Cuidando da beleza na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE

Cuidando da beleza na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE


Enquanto eu fazia tudo isso o Rodrigo estava correndo, nadando e explorando os arredores. Tarde perfeita, matamos todas as vontades em um mesmo lugar.

Praia do Futuro, em Fortaleza - CE

Praia do Futuro, em Fortaleza - CE


Voltamos ao hotel sem muito tempo, pois queríamos conhecer o Centro Cultural Dragão do Mar, assim batizado em homenagem ao homem que lutou pelo fim do tráfico negreiro no Ceará. Canoense, liderou a greve dos jangadeiros que desembarcavam os negros para a costa no ano de 1881.

Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE

Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE


Chegamos no começo da noite, eu estava animadíssima e super curiosa para conhecer o Festival de Rock Cordel. Havia visto no centro da cidade um cartaz com a figura de um roqueiro com chapéu cearense e imaginei músicas bem doidas! Já pensaram como é o cordel misturado com o rock? Pois é, fui lá conferir e adivinhem? Imaginei tudo errado! Era puro heavy metal! Eu não entendi nada, até porque não consigo mesmo compreender a dicção dos cantores de rock pauleira. Por outro lado foi bacana ver os jovens da cena rock cearense, pra quem pensa que no nordeste só tem axé, tá aí a prova.
Ok, não gosta de heavy metal? Não tem problema, estamos em um centro cultural imenso onde pode encontrar de tudo! Continuamos caminhando pelas passarelas de metal que interligam quadras, museus e salas de exposição e chegamos ao museu que reunia obras de algumas edições do Salão Abril, uma amostra que reúne artistas cearenses desde a década de 40 até os dias de hoje. Instalações, telas, esculturas e vídeos, pena que é proibido fotografar.

Uma das passarelas do Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE

Uma das passarelas do Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE


Mais adiante encontramos uma exposição de uma artista plástica ceramista sobre o Boi, os folclores, as farras e as histórias que o circundam. A exposição estava fechando, tivemos que vê-la rapidinho, mas já valeu à pena! Lindíssimo trabalho.

Exposição no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE

Exposição no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE


Voltando paramos no Café Santa Clara, lugar convidativo mesmo para quem não gosta de café, como nós. Provei uma tapioca dos deuses! Tapioca crocante, feita com queijo coalho por fora para deixar crocante e pedi uma pequena alteração no recheio, misturando duas receitas a crocante + carne de sol com queijo. Ficou deliciosa!

Autofoto no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE

Autofoto no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE


Noite gostosa e cultural em Fortaleza, num espaço democrático e acolhedor. Voltamos caminhando pela mesma avenida para o nosso hotel, agora com “as primas” já no seu horário de trabalho e muito simpáticas conosco. Depois dessa, é hora de turista velho(a) e cansado(a) ir para a cama. Boa noite ;-)

Exposição no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE

Exposição no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE

Brasil, Ceará, Fortaleza, Croco Beach, Praia, Praia do Futuro

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Punta Cana

República Dominicana, Punta Cana

A bela praia de Punta Cana, no litoral da República Dominicana

A bela praia de Punta Cana, no litoral da República Dominicana


Chegamos ao paraíso dos pacotes turísticos caribenhos, Punta Cana! Longas praias de águas claras, areias branquinhas e dezenas de hotéis all inclusive, para todos os gostos e bolsos.

A praia em frente ao nosso hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

A praia em frente ao nosso hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


As praias de Punta Cana tem águas azuis-esverdeadas, afinal estamos no Mar do Caribe. Mas depois de passarmos por todas as ilhas (sim, foram todas) sinto em contar-lhes que o Caribe tem milhares de praias mais bonitas do que esta. A principal diferença começa pela cor da água que é azul-esverdeada, mas é quase opaca, pois como são praias longas e mais desprotegidas acabam tendo maior influência de marés e do vento. Talvez por isso Isla Saona seja tão procurada, mas este tour à ilha não está incluído no pacote. (Quer ver uma ilha caribenha mesmo? Adicione uns 100 dólares por pessoa). O segundo motivo é que aqui em Punta Cana, dentro ou mesmo fora dos hotéis, você não encontrará nada da cultura caribenha. O passo relaxado, os sotaques, a culinária, a música, nada aqui é original, esse mundo da fantasia onde até pedras cantam nos jardins do hotel, poderia ser aqui, no Brasil ou no sudeste asiático e você nem notaria a diferença.

Aproveitando as piscinas do hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Aproveitando as piscinas do hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


Nos caminhos do hotel, muitas caixas de som disfarçadas de pedra (em Punta Cana, no litoral da República Dominicana)

Nos caminhos do hotel, muitas caixas de som disfarçadas de pedra (em Punta Cana, no litoral da República Dominicana)


Pois é, e a nossa curiosidade não conseguiu nos deixar de fora desta, afinal queríamos entender por que este é um dos destinos caribenhos preferidos, não apenas dos brasileiros, mas de russos, chineses, norte-americanos e um punhado de europeus. Os preços sem dúvida são convidativos, mas será que eles correspondem às suas expectativas? Pois além do gosto ser relativo, as expectativas de cada um é que irão dizer se você irá gostar ou não deste paraíso artificial. Eu confesso a vocês, foi aí que eu pequei. Eu tinha uma grande expectativa sobre Punta Cana, pois mesmo que não seja muito a nossa praia essa coisa de resort, aqui poderíamos, pelo menos, descansar e trabalhar muito nos nossos blogs. Foi o que fizemos, mas não sem passar alguma raiva de ter me metido nessa.

Praia em frente ao hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Praia em frente ao hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


Vou direto ao ponto: eu não suporto serviços padronizados e mal feitos. Cheguei à conclusão que resort para mim só se for 4 ou 5 estrelas. Minha única experiência de resort antes dessa foi no Ibero Star na Praia do Forte, onde fui de esposa em um evento que o Rodrigo foi convidado. Eu nem sei quantas estrelas tem, mas o que estou analisando são pura e simplesmente os serviços prestados pelo hotel. Lá tivemos acesso aos restaurantes à la carte, bebidas de boa qualidade e um atendimento impecável. Dessa forma não houve nada que pudéssemos reclamar e nem saímos do hotel nos 3 dias que ficamos por lá.

Turistas se divertem em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Turistas se divertem em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


Aqui o que faltou para mim foi informação, eu pesquisei em vários blogs de viagem, li e reli todas as descrições do trip-advisor e dos próprios sites dos hotéis e no final me senti enganada. Faltou uma informação de alguém que pudesse me dizer: Barcelo Dominican Beach é o mais básico de todos os resorts. Ponto, ou nós já iríamos para lá com essa expectativa ou nós gastaríamos um pouco mais e escolheríamos algo melhor. Mas sentir-se enganado, ou pior, ver que você estava “mal informada” é o fim da picada!

Piscina principal do nosso hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Piscina principal do nosso hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


A praia em frente ao hotel era uma farofa só, o buffet ok, várias vezes bem desfalcado e pedir reposição era quase um crime. Os atendentes olhavam com uma cara como quem diz “Ihh minha filha, já acabou.” Pior do que o serviço de má qualidade é ver que as pessoas que te atendem não estão felizes... (com algumas raras exceções).

Restaurante de buffet do hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Restaurante de buffet do hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


A regra de agendamento dos restaurantes foi outro ponto de tensão. Chegamos no hotel perto das 17h e descobrimos que só poderíamos fazer as reservas até o meio-dia. São 6 restaurantes, um brasileiro, um italiano, um mexicano, um japonês, um espanhol e um de frutos do mar. No segundo dia as 8 da manhã eu estava lá para agendar e não havia nenhuma vaga, pois a agenda não é apenas pela manhã, mas sim um dia antes! Quer dizer que das nossas 3 noites, apenas uma poderia ser em um restaurante à la carte, que a propósito foi um churrasco brasileiro fake que me deixou passando mal no dia seguinte. Nos bares as bebidas eram todas as “da casa”, sabe Deus o que tinha lá dentro. Tomamos rezando para sobreviver no dia seguinte, afinal, só bebendo para se divertir aqui.

Nosso bar predileto no hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Nosso bar predileto no hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


As primeiras 24 horas foram de adaptação, passada a revolta e ajustada às regras (mesmo não concordando com várias delas), finalmente relaxei. Pegamos uma piscininha, tomei um banho de mar e até fiz uma aulinha de hidroginástica! É bein, se tem uma coisa que aprendi nessa viagem é que o ser humano se adapta a tudo!

Jardim do nosso hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Jardim do nosso hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


O final de tarde era sempre no bar da piscina principal, o único que ficava aberto até as 18h, e por isso também o mais animado. Na primeira tarde no bar fizemos amizade com um grupo de jovens equatorianos em graduação do colegial (hoje conhecido como ensino médio) e um bando de porto-riquenhos bêbados e sem vergonhas. Também conhecemos um dominicano super querido, treinador do time juvenil nacional de vôlei e uma russa corajosa, que veio para cá sem falar uma palavra de inglês e nem de espanhol. Depois de muitas mímicas até que conseguimos alguma interação, mas foi mais tarde no buffet, com a ajuda do ipad e um tradutor, que a conversa fluiu melhor. No segundo dia conhecemos na piscina um grupo do exército argentino que está trabalhando no Haiti, eles aproveitaram a semana de folga para sair da loucura do trabalho na área de Gonäive (bem barra pesada) para descansar sem se preocupar com nada aqui no all inclusive de Punta Cana. Como eles encontramos alguns brasileiros da Missão Haitiana, que antes de voltar para casa conseguiram aproveitar para pegar uma prainha.

Bar da piscina do hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Bar da piscina do hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


É minha gente, no final até que tudo acabou bem. Como diria um antigo conhecido meu: pobrete mas alegrete! Ou ainda “Nóis ganha pouco mas se diverte.” No nosso caso, que não ganhamos nada, prefiro continuar com a nossa vida de viajantes alternativos e selecionando bem os restaurantes e pousadas aonde vou gastar cada centavo do nosso escasso dinheirinho.

A bela praia de Punta Cana, no litoral da República Dominicana

A bela praia de Punta Cana, no litoral da República Dominicana

República Dominicana, Punta Cana, Caribe, Dominican Beach, Praia, Resorts

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Até logo, mar!

Brasil, Bahia, Mangue Seco

Pôr-do-sol do alto da duna em Mangue Seco - BA

Pôr-do-sol do alto da duna em Mangue Seco - BA


Mangue Seco é uma vilazinha de pescadores tranqüila do outro lado do Rio Real, que faz a divisa entre os estados de Sergipe e Bahia. O acesso mais utilizado é através da cidadezinha de Pontal em Sergipe, onde atravessamos de barco ontem no final da tarde. Outra forma de chegar até aqui é através da Costa Azul, um povoado um pouco mais ao sul que dá acesso à praia, por onde o carro ou bugs trafegam na maré baixa.

Bugues carregados de turistas chegam em Mangue Seco - BA

Bugues carregados de turistas chegam em Mangue Seco - BA


A caminhada da vila até a praia é tranqüila, em 15 minutos pela praia às margens do rio, mangue e sobre as dunas que formam a paisagem onde foi filmada a novela Tieta. Será que é do tempo de vocês? “Tieta do Agreste, lua cheia de sertão...”

Homenagem à Tieta, nas dunas de Mangue Seco - BA

Homenagem à Tieta, nas dunas de Mangue Seco - BA


A praia é belíssima, mar grande e revolto, meu tipo de mar preferido para praia, pois posso me divertir furando ondas e lutando para ficar no mesmo lugar.

Fazendo cooper na praia com sol e lua! (em Mangue Seco - BA)

Fazendo cooper na praia com sol e lua! (em Mangue Seco - BA)


Depois de nadar, fazer meus exercícios diários, caminhar e até dar uma corridinha, tomamos uma água de coco e um pastel bem sequinho na barraca do Jurandir e nos despedimos do mar. Vimos o pôr-do-sol de cima da duna mais alta de Mangue Seco, com uma vista fantástica 360°. O mar de um lado, do outro o futebol sobre as dunas, o rio, a vila e o manguezal e seus bancos de areia que afloram na maré baixa. Aos poucos o visual todo mudou de cor e ficando prateado, iluminado pela lua crescente.

Lua quase cheia em Mangue Seco - BA

Lua quase cheia em Mangue Seco - BA


Bela despedida do litoral, amanhã iremos iniciar nosso tour pelo interior do nordeste. Nosso destino? Chapada Diamantina, Serra da Capivara, Serra das Confusões, dando um pulinho até em Teresina para fazer a revisão dos 20mil km da Fiona. Voltaremos para o litoral direto para Noronha no dia 10/12, nada mal. Mar, até logo!

Fim de tarde em Mangue Seco - BA

Fim de tarde em Mangue Seco - BA

Brasil, Bahia, Mangue Seco, Praia, Rio Real

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Capital Arqueológica

Chile, San Pedro de Atacama

Ruínas Tulor, no deserto do Atacama - Chile

Ruínas Tulor, no deserto do Atacama - Chile


As civilizações pré-colombianas também fazem parte da história do Deserto do Atacama. Não por acaso São Pedro também é conhecida como a capital arqueológica do Chile. Nas suas proximidades existem diversos sítios arqueológicos, como a Pukará de Quitor, as pinturas rupestres de Rio Grande e as ruínas da Aldeia de Tulor.

Reconstrução de moradia Tulor, no deserto do Atacama - Chile

Reconstrução de moradia Tulor, no deserto do Atacama - Chile


A apenas 10km da cidade de São Pedro, a Aldeia de Tulor tem uma idade estimada de 3 mil anos e chegou a abrigar 200 pessoas. A pequena vila ficava às margens do rio São Pedro, que com o passar dos anos mudou o seu curso e hoje corre, quase imperceptível, mais próximo da cidade de São Pedro do Atacama.

Antigos vulcões vistos do deserto do Atacama - Chile

Antigos vulcões vistos do deserto do Atacama - Chile


A principal atividade deste povo era a criação de llamas, a agricultura e o artesanato. O formato da aldeia é um tanto quanto curioso. Casas de planta arredondada e telhados abobadados feitas de argila, pilares de madeira e telhados de palha. As casas são germinadas, unidas por pequenos corredores, o que nos dá uma impressão de colméia, quando olhamos de cima.

Reconstrução de moradia Tulor, no deserto do Atacama - Chile

Reconstrução de moradia Tulor, no deserto do Atacama - Chile


A vila foi coberta pela areia e suas ruínas foram encontradas pelo Padre Le Paige, jesuíta responsável pela paróquia de São Pedro nos idos de 1955. Aqui ele realizou um profundo estudo arqueológico e com o apoio da Universidad Católica del Norte, hoje é mantido um museu que tem seu nome como homenagem. Nas escavações foram encontradas cerâmicas, tecidos, roupas e metais preciosos que mostram a evolução do povo atacameño e como as culturas Tiawanaku, Inca e espanhola influenciaram a sua cultura.

Ruínas Tulor, no deserto do Atacama - Chile

Ruínas Tulor, no deserto do Atacama - Chile


O único porém é que fomos até lá pensando que encontraríamos um sítio maior e mais completo. As imagens que vimos eram muito curiosas, mas ao final a visita pode ser um pouco frustrante, pois faltam informações e a entrada acaba ficando cara (5 mil pesos = 10 dólares) pelo que entrega.

Chile, San Pedro de Atacama,

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Aduanas

Bolívia, Monteagudo

Deixando o Paraguai e chegando à Bolívia!

Deixando o Paraguai e chegando à Bolívia!


A noite no Chaco é fria, como um deserto que é muito quente de dia e frio durante a noite. Ainda bem que tínhamos lençóis e o saco de dormir para usar como cobertor. Aos poucos vemos que todos os equipamentos que estamos carregando tem muita serventia! A noite tomamos um mate com Bartola e Cristoval, que tem uma erva deliciosa para o chimarrão, preparado sempre pela manhã e a noite, para esquentar.

Com o guarda-parque Cristóbal, no Parque Ten. Agripino Enciso, em La Patria - Paraguai

Com o guarda-parque Cristóbal, no Parque Ten. Agripino Enciso, em La Patria - Paraguai


Após o pernoite no Parque Nacional Tenente Agripino Enciso, finalmente seguimos em direção à fronteira com a Bolívia. Este trecho da estrada está um pouco melhor, mesmo sendo ela praticamente toda asfaltada desde Asunción, alguns trechos estão em péssimas condições e o asfalto já se desfez em pedras e pó. Os últimos 100 km de ontem foram sofridos, depois da cidade de Mariscal José Félix Estigarribia, quando não conseguimos ultrapassar os 40 km/h. Bacana, pois pelo menos conseguimos fotografar as várias aves que vimos no caminho, aves de rapina como gaviões e até algum primo dos periquitos verdes.

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio


Os trâmites fronteiriços sempre nos deixam apreensivos, mas com todos os documentos certos e com todas as informações que tínhamos fomos tranquilos. Passamos pelo primeiro posto do exército, viram documentos e passaportes e foram muito simpáticos, todos torcendo muito pela final da Copa América que foi hoje as 15h, entre Paraguai e Uruguai. Alguns quilômetros a frente chegamos à aduana para fazer a imigração e eis que nos dizem que teríamos que voltar a Mariscal Estigarribia para buscar os carimbos. No estado da estrada levaríamos todo o dia para ir e todo o dia de amanhã para voltar até aqui.


Exibir mapa ampliado

No google maps a estrada que pegamos nem aparece, mas ela junta os dois pontos brancos quase em linha reta. A rota que ele tenta fazer acima é uma estrada de terra e areia que nos disseram para evitá-la, inclusive pelos contrabandistas que estão na região.

Atravessando as vastidões do Chaco paraguaio

Atravessando as vastidões do Chaco paraguaio


Daqui para frente ainda tínhamos mais pelo menos 8 horas de viagem para dormir em alguma cidade menor, a caminho de Sucre. Não acreditamos, como nos informamos com todas as pessoas, inclusive um brasileiro que conhecemos ontem e ninguém nos disse nada? Como os trâmites de fronteira podem ser feitos 200km antes da fronteira? Pois é... caímos nessa... a esta altura já não sabíamos mais se era verdade ou não, nos parecia a mais pura lorota... até por que quando perguntamos se não havia mesmo como sairmos sem voltar tudo isso, eles logo nos perguntaram se teríamos “cédulas”. “Pero dólares no! Pueden ser guaranis o reales”. Bem, enquanto o Rodrigo resolvia a situação com el bigodón, eu conversava com o outro policial, que trabalhando há um ano naquele fim de mundo não titubeou em me passar as mais nojentas cantadas. Com jogo de cintura até que consegui me sair bem da situação e logo estávamos, agora sim, literalmente cruzando a fronteira do Paraguai com a Bolívia.

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio


Deixamos o Chaco Paraguaio para trás em busca das montanhas do altiplano boliviano. Foram mais de 10 horas de viagem, grande parte delas dentre os trâmites burocráticos nos postos de imigração e aduanas de ambos os países. Na Bolívia há pedágios e postos de controle do exército praticamente a cada 100 km. Passamos rapidamente por Villamontes, primeira grande cidade do lado boliviano. Ali já tivemos uma boa surpresa, ruas largas, canteiros floridos e até monumentos, confesso que eu esperava algo mais pobre.

Comprando combustível num pequeno pueblo na Bolívia com a Eloísa

Comprando combustível num pequeno pueblo na Bolívia com a Eloísa


No caminho íamos nos informando sobre o tempo de viagem até Sucre e o tempo variou de 6 horas até 12h! Houve um perdido que nos disse que levaríamos 24 horas! Quanto mais perto chegávamos, mais confiávamos na informação. Outro detalhe é que neste trecho e em todas os postos de combustível governamentais, o preço do diesel para estrangeiros é praticamente o dobro! Dizem que como o governo o subsidia, estrangeiros não tem o mesmo privilégio.

Últimas luzes do sol iluminam paisagem no caminho para Monteagudo - Bolívia

Últimas luzes do sol iluminam paisagem no caminho para Monteagudo - Bolívia


Hoje conseguimos chegar até Monteagudo, já na subida para o altiplano boliviano. A região de Chuquisaca está próxima ao estado de Santa Cruz, que lidera um movimento separatista no país. Coincidência ou não, estas são cidades organizadas, limpas e muito diferentes da região de La Paz, que conhecemos em outras viagens, anos atrás. A Bolívia se apresenta um novo país, melhor, mais organizado e com toda a diversidade cultural e os belos cenários já reconhecidos por turistas do mundo todo.

Luz do sol atravessa nuvens no fim de tarde à caminho de Monteagudo - Bolívia

Luz do sol atravessa nuvens no fim de tarde à caminho de Monteagudo - Bolívia

Bolívia, Monteagudo,

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