1 Blog do Rodrigo - 1000 dias

Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Lagunas e Montanhas

Peru, Huaraz

Belíssima laguna no 2o dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Belíssima laguna no 2o dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Começamos cedo a caminhar hoje. Barracas montadas deixadas para trás, barrigas alimentadas depois do café quentinho que nos esperava no barraca-restaurante. Viva a mordomia, hehehe!

Segundo dia de caminhada no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Segundo dia de caminhada no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Belíssima laguna no 2o dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Belíssima laguna no 2o dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Continuamos a seguir vale acima e não demorou muito para que chegássemos na primeira das muitas lagunas que veríamos hoje. Após passarmos por duas que eram "somente" muito bonitas, chegamos à outra que era de beleza impressionante! Com uma cor de esmeralda, no meio daquelas montanhas, era uma visão de encher os olhos, aquela massa d'água naquela altitude. A única coisa a se lamentar era a temperatura geladíssima da água, o que não nos animava a dar um mergulho. Tivemos de nos contentar com as fotos que tiramos, nosso esforço para tentar registrar um pouco daquela beleza infinita.

Segundo dia de caminhada no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Segundo dia de caminhada no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Cachoeira e montanha nevada no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Cachoeira e montanha nevada no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Um pouco mais à frente chegamos à uma bifurcação no caminho. Era um side-tour para chegarmos até o campo base do Alpamayo, uma das mais bonitas montanhas do mundo. Subimos uma forte encosta e fomos recompensados pelo almoço preparado lá encima.

Hora do almoço no 2o dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Hora do almoço no 2o dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Aproximando-se da montanha Alpamayo no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Aproximando-se da montanha Alpamayo no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Depois, caminhada agradável até o a base dessa montanha maravilhosa, picos nevados para quase todos os lados e nós no meio. Por fim, uma última subida, até os 4.400 metros, ainda nos pés do Alpamayo e das outras montanhas vizinhas, dessa vez para chegar até outra laguna de águas verde-esmeralda.

A incrível laguna que fica aos pés do Alpamayo, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

A incrível laguna que fica aos pés do Alpamayo, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


A incrível laguna que fica aos pés do Alpamayo, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

A incrível laguna que fica aos pés do Alpamayo, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


No meio daquelas montanhas nevadas, era um cenário impressionante. Coisa de cartão-postal, desses que achamos que tem muito photoshop na foto. Mas não, era real, tudo ao vivo e a cores, visão em 3D, 360 graus. Emocionante!

Laguna a 4.400 m de altitude, aos pés do Alpamayo, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Laguna a 4.400 m de altitude, aos pés do Alpamayo, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Entre as apachetas em homenagem à laguna e ao Alpamayo, a 4.400 metros de altitude, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Entre as apachetas em homenagem à laguna e ao Alpamayo, a 4.400 metros de altitude, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


De lá, após o deleite de todos, voltamos em direção à bifurcação. Mas, antes de descer a encosta, um atalho já nos levava vale acima, onde estava pronto nosso segundo acampamento. Num local ainda mais bonito que o da noite anterior.

Flores que crescem a mais de 4 mil metros de altitude, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Flores que crescem a mais de 4 mil metros de altitude, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Flores a mais de 4 mil metros de altitude, no trekking de Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru

Flores a mais de 4 mil metros de altitude, no trekking de Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru


Hoje não tinha venda de cerveja, mas pelo menos uma eu tinha carregado comigo na mochila. Gelei ela rapidamente num riacho e a bebericamos com prazer. Em seguida, jantar quentinho para nós.

O magnífico local do nosso segundo acampamento no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

O magnífico local do nosso segundo acampamento no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Hora do jantar na barraca-restaurante do nosso segundo acampamento no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Hora do jantar na barraca-restaurante do nosso segundo acampamento no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Do lado de fora das barracas, além do frio, outro espetáculo incrível. Er a a lua que iluminava as montanhas nevadas à nossa frente. Que visão maravilhosa! Para celebrar, vinho dentro da nossa barraca! Aproveitando que o peso era carregado pelas mulas, trouxemos duas garrafas de vinho, uma para cada noite. A de hoje foi em homenagem ao cenário que nos rodeava!

A maravilhosa cena das montanhas nevadas iluminadas pelo forte luar, no segundo acampamento do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

A maravilhosa cena das montanhas nevadas iluminadas pelo forte luar, no segundo acampamento do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Peru, Huaraz, Cordillera Blanca, Santa Cruz, trilha

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Andando de Lado

Panamá, Cidade do Panamá, Boquete


(A) Cartagena, (B) Cidade do Panamá e (C) Boquete estão praticamente na mesma latitude

Ontem, dia 29, foi tranquilo e chuvoso. Depois de acordar meio tarde e tomar gostoso café da manhã no nosso Bed & Breakfast São Roque, achamos melhor adiar por um dia nossa partida da Cidade do Panamá. Tínhamos esperanças de encontrar um lugar para limpar/consertar nossa Nikon, que está com o foco meio capenga, e receber o nosso guia esquecido em Colón de volta, já que nossos amigos argentinos o recuperaram na farmácia. Além disso, aproveitando a chuva, foi uma tentação trabalhar um pouco no hotel, pegar um cineminha ali por perto e dar uma olhada nas lojas de eletrônicos.

A 'Revolution Tower', um dos marcos arquitetônicos da Cidade do Panamá, capital do país

A "Revolution Tower", um dos marcos arquitetônicos da Cidade do Panamá, capital do país


Infelizmente, o técnico da única autorizada Nikon do país está em curso. Mas conseguimos os endereços da duas próximas no nosso "caminho": uma em El Salvador e a outra na Guatemala. Enquanto isso, vamos de foco manual mesmo e também de Sony, que acaba de ressuscitar. Quanto ao livro-guia, só chegaria hoje, dia 30, pela tarde. Mas conhecemos um costarriquenho no nosso hotel que se prontificou a levá-lo no sábado. Assim, o reencontro será mesmo em San José.

Maré baixa no Porto de Balboa, Oceano Pacífico, no Panamá

Maré baixa no Porto de Balboa, Oceano Pacífico, no Panamá


Na caminhada para o centro comercial do cinema e lojas de eletrônicos, passamos mais uma vez perto da imponente Revolution Tower, marco arquitetônico da cidade. Dessa vez, armados da Nikon de foco manual, pudemos enfim fotografá-la. Nas tais lojas, não achamos nada barato o suficiente para nos animarmos a comprar. Celular e lentes para a câmera, acho que terão de esperar até os EUA mesmo. Quanto ao cinema, um gostoso filme de ação com uma mulher que mata e arrebenta com os homens. "A Colombiana", acho que é o nome em português.

Estamos mesmo na América central!!! (apesar da placa, ainda estamos no Panamá)

Estamos mesmo na América central!!! (apesar da placa, ainda estamos no Panamá)


Bom, hoje foi o dia de seguir em frente. Em frente não, ao lado. Desde que saímos de Cartagena, estamos indo para o oeste e não para o norte. Na verdade, estamos até mais ao sul do que estávamos na Colômbia. Na viagem de hoje, de mais de 450 km, entre a Cidade do Panamá e a pequena Boquete, só andamos em direção ao sol poente.

A famosa Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá

A famosa Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá


No caminho, logo na saída da capital, passamos sobre o Canal do Panamá. Foi na Ponte das Américas, uma das duas únicas pontes que ligam a parte sul da América com a parte norte. Depois, fomos seguindo pela nossa velha conhecida, a rodovia Panamericana, que vai nos levar até o Alaska, com alguns "pequenos" desvios, claro. Para minha surpresa, duplicada até metade do caminho! Na cidade de David, no primeiro dos "desvios" mencionados acima, saímos à direita, para subir as montanhas, passar perto do maior vulcão do país e chegar à pequena Boquete. Pois é, tem esse nome mesmo, hehehe. Amanhã ou depois, escrevo mais sobre isso. Hoje, chegamos aqui já bem de tarde. Um imenso e magnífico arcoíris nos mostrou o caminho.

O gigantesco arcoíris marca exatamente aonde está a cidade de Boquete, no Panamá

O gigantesco arcoíris marca exatamente aonde está a cidade de Boquete, no Panamá


Na estrada, apenas um incidente, ainda na parte duplicada. Felizmente, tudo resolvido com uma boa conversa e uma "soda gelada". Tudo porque eu estava a 94 km/h. Nosso batismo na América Central.

Fiona tem 'problemas' na estrada, perto de Santiago, no Panamá

Fiona tem "problemas" na estrada, perto de Santiago, no Panamá

Panamá, Cidade do Panamá, Boquete,

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Guarujá e Santos

Brasil, São Paulo, Santos, Guarujá

Praia das Pitangueiras, no Guarujá - SP

Praia das Pitangueiras, no Guarujá - SP


Hoje, deixamos Santos, passamos pelo Guarujá e viemos para São José do Barreiro, porta de entrada do Parque Nacional da Serra da Bocaina, entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Viemos guiados pelas mãos cuidadosas e seguras da Ana. Mas é sobre as duas cidades vizinhas do litoral paulista que quero falar neste post.

Praia das Pitangueiras, no Guarujá - SP

Praia das Pitangueiras, no Guarujá - SP


O Guarujá tem um lugar especial na minha infância. Na verdade, é mais do que isso. Tem um lugar na minha família, desde os tempos do meu avô. Foi lá que ele teve seu primeiro emprego e foi lá que ele foi morar com minha avó quando se casaram. Era para lá também que ele levava sua enorme família de sete e depois oito filhos para passar temporadas de férias, nas décadas de 30, 40 e 50. Cresci vendo fotos dessa época, a praia de Pitangueiras bem diferente do que é hoje. Deveria ser uma delícia...

Em frente ao prédio Iporanga, no Guarujá - SP.

Em frente ao prédio Iporanga, no Guarujá - SP.


Bem mais tarde, agora dentro das minhas próprias memórias, na década de 70, era a vez do meu pai levar esposa e 6 filhos para passar temporadas nas Pitangueiras. Foram quatro ou cinco temporadas nessa década. Para mim, Guarujá era sinônimo de praia e praia era sinônimo de Guarujá. Tanto que, quando passávamos pela represa de Furnas, a caminho da temporada anual na fazenda de Ribeirão Preto, eu chamava aquela enorme represa de "Guarujazinho".

Praia do Tombo, no Guarujá - SP

Praia do Tombo, no Guarujá - SP


Hoje estive com a Ana no Guarujá, para matar a saudade. Chegamos de balsa e fomos primeiro na tranquila (numa segunda-feira!) Praia do Tombo, depois nas Astúrias e finalmente nas Pitangueiras. Confesso que está bem mudado, que não é mais aquilo que eu tinha nas minhas memórias de criança. Confesso também que gostava mais das Pitangueiras que tinha na minha infância. Mas, imagino também que meu pai preferia a Pitangueiras da década de 40 do que a Pitangueiras que eu conheci na década de 70. E meu avô deveria gostar mais da Pitangueiras da década de 20. Por falar nisso, eu e a Ana vimos várias fotos da praia dessa época, quando o Grande Hotel ainda estava lá, imponente. É, o tempo passa... De qualquer maneira, fiquei emocionado ao ver o prédio em que passamos duas temporadas, há mais de 20 anos, o Iporanga. Memórias quase apagadas voltaram a ganhar vida. Eehhh nostalgia. Ainda morro disso...

Um dos prédios tortos de Santos - SP

Um dos prédios tortos de Santos - SP


Minha relação com Santos é diferente. De pequeno, achava uma cidade meio chata, cheia de gente. Ía para lá talvez um dia a cada temporada no Guarujá. No aquário ou em algum restaurante. Depois, no início da adolescência, nas temporadas no Paiol Grande, conheci alguns santistas. O que me marcou era o sotaque pronunciado, diferente dos que eu conhecia...

Na balsa Santos-Guarujá - SP

Na balsa Santos-Guarujá - SP


Tudo mudou na época da faculdade. Na Unicamp estuda gente de todo o país, mas principalmente do estado de S. Paulo. Fora campineiros e paulistanos, que são os maiores contingentes, há "comunidades" de todas as grandes cidades do estado: Ribeirão, Sorocaba, São José, Santos, etc... Foi nessa época que comecei a admirar a cidade. Através de seus moradores. Os santistas da Unicamp sempre foram muito alegres, unidos, baladeiros, gente fina e orgulhosos de sua cidade. Isso foi mudando a imagem que tinha de Santos. Finalmente, através de um amigo que é santista, vim algumas vezes para a cidade. Só não digo que foi amor à primeira vista porque não foi primeira vista. Ma adorei o clima e alma da cidade. Tem personalidade e vida própria. Não é como as outras cidades do litoral paulista, completamente pacatas fora da temporada. Santos, de pacata não tem nada. A night de sábado me confirmou isso. Já nos últimos anos, estive na cidade competindo no Duatlo terrestre. Isso me mostrou outra face da cidade que me fez admirá-la ainda mais. Sua face saudável, esportiva, própria de cidades praianas A cidade respira esporte e todos os triatletas sabem disso. Em todas essas competições, fiquei hospedado no mesmo hotel em que meus avós passaram sua lua de mel, o Hotel Atlântico. Na década de 20, enquanto o Guarujá era uma praia exótica, Santos já era uma metrópole.

Hotel Atlântico, em Santos - SP

Hotel Atlântico, em Santos - SP


Foi por essa admiração que quis vir para cá nesses 1000dias. Além da Lage, que eu não conhecia ainda, tinha de vir para cá, passear e respirar essa cidade que tanto gosto. Como sempre, o tempo foi curto e vê-la através do espelho retrovisor da Fiona foi triste. Mas temos de seguir em frente. Eu, a Ana, a Fiona, Pitangueiras, Santos...

A Serra do Mar, na travessia de balsa de Guarujá-Bertioga - SP

A Serra do Mar, na travessia de balsa de Guarujá-Bertioga - SP

Brasil, São Paulo, Santos, Guarujá,

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Nossos Dias em Caye Caulker

Belize, Caye Caulker

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Deixamos San Pedro meio decepcionados com ilha, mas felizes em termos seguido os conselhos que ouvimos para seguir adiante, até Caye Caulker. O mar por ali continua lindo, sem dúvida, mas a antiga Isla Bonita de Madonna passou por um desenvolvimento urbano excessivo, quase uma cidade grande no meio do mar. Muitos carros disputando espaço com pedestres em ruas calçadas enquanto que, na orla, são restaurantes e piers que disputam lugar com a areia para ter acesso ao mar. Nós tomamos um sadio café da manhã em uma lanchonete de frente à praia (e aos inúmeros piers!), pois tínhamos saído ainda com o sol nascendo lá de Corozal, sem tempo de comer nada, e já tomamos nosso barco para Caye Calker, outra meia hora de barco na direção sul.

Desembarcando em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Desembarcando em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Bastou aportarmos na nova ilha para percebermos que aquilo já era mais do nosso jeito. Também Caye Calker vem passando por um rápido processo de “desenvolvimento” (se é que podemos dar esse nome...), mas ainda está bem longe de San Pedro. Aqui, as ruas ainda são de areia e os carros são aquels de campos de golfe. Também há muitos restaurantes e hotéis, mas nada claustrofóbico como em San Pedro. Aparentemente, chegamos aqui com uns 5 anos de atraso, mas do jeito que está hoje, ainda acho bastante razoável.

Litoral de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Litoral de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Crianças locais se divertem em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Crianças locais se divertem em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Afastamo-nos um pouco do centrinho para achar hotéis mais baratos e achamos um joia, ainda de frente para o mar, ao custo de 90 dólares. Dólares de Belize, que tem metade do valor do dólar americano. Um casarão com aquela arquitetura típica da Belize que conhecemos até agora, que tanto nos lembra do que vimos lá na Guiana inglesa. A gente percebe logo que há algo de diferente nesse pedação da América Central, e não é só a língua não. As influências da rainha Vitória chegaram até aqui.

Nosso hotel em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Nosso hotel em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize



Uma vez instalados, fomos passear e tentar agendar nossa viagem e mergulho no Blue Hole. Como não estamos na alta estação, não saem passeios para lá todos os dias. Na verdade, temos mesmo é que torcer para que saia pelo menos um nos três dias que passaríamos por aqui. Dedos cruzadíssimos! Na primeira chance, nada! Mas no dia seguinte, dia 5, deu certo. Ufa! Conto a história num próximo post...

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Turistas se reunem para ver o pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Turistas se reunem para ver o pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Além dessa viagem ao Blue Hole, nossa rotina foi de caminhar pelas ruas bucólicas da cidade até a ponta norte da ilha, onde está a melhor praia. Ela fica em frente a um estreito canal de mar, que separa Caye Caulker em duas ilhas. Esse canal não existia, mas foi aberto à força por um grande furacão em 1969. Pois é, ele tem a minha idade, hehehe! É ali que os turistas se reúnem, principalmente no final da tarde, para um banho de mar, um cerveja gelada no movimentado e barulhento bar que existe ali e, principalmente, para o magnífico pôr-do-sol de todos os dias, desde que São Pedro permita, claro. Nós batemos ponto nesse programa de fim de tarde e as belas imagens, que foram tantas, também vão merecer um post especial... Aproveitamos também para nadar por lá e atravessar o canal de águas claras, chegando no norte da ilha, completamente deserto e ótima opção para quem quiser investir em terrenos.

Atravessando a nado o canal de mar ao norte de Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Atravessando a nado o canal de mar ao norte de Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Visitando a parte norte de Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Visitando a parte norte de Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


O melhor café da manhã em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O melhor café da manhã em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Nossos cafés da manhã, seguindo o ótimo conselho do nosso amigo Rodrigo, aquele que nos hospedou na Cidade do México, eram no Amor y Café, muita fruta, granola e iogurte. Os jantares, cada noite experimentando uma opção diferente, entre peixes, chinês, massas e até um pobre leitão que foi assado em praça pública, num ritual que é repetido todos os dias, numa espécie de marketing ao vivo, apesar do leitão estar mortinho da Silva.

Preparando o jantar (o pobre porco) em rua de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Preparando o jantar (o pobre porco) em rua de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Nosso caminho do dia a dia, atravessando o cemitério em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Nosso caminho do dia a dia, atravessando o cemitério em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Falando em mortos, no nosso caminho diário, quase ao lado do nosso hotel, cruzávamos sempre por um simpático cemitério que mais parecia uma praça. Cemitério de frente ao mar, e não é um mar qualquer, mas um mar com aquelas cores inacreditáveis do Caribe. Que chique ter um túmulo num lugar desses...

Esse é o ponto de 'ônibus' de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Esse é o ponto de "ônibus" de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Pois é, depois de quatro dias vivendo nessa ilha, já quase estamos achando normal um mar com essas cores maravilhosas. Afinal, ele está ali, na frente do nosso quintal. Não é a toa que San Pedro, e agora Caye Caulker, vem se desenvolvendo tão rapidamente. Estar localizado em plena barreira de corais, a segunda maior do mundo, certamente ajuda nesse sebtido, o que em inglês seria chamado de “prime location”.

Desdedindo-se da bela Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Desdedindo-se da bela Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Em Caye Caulker, esperando o barco para San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize

Em Caye Caulker, esperando o barco para San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize


No dia 6, hora de seguir viagem, foi com dor no coração que seguimos para o píer, para pegar nosso barco. A cor do mar e do céu nos convidavam a ficar. Mas já tínhamos estendido nossa permanência em um dia e era mesmo a hora de seguirmos. Outra vez, trocamos de barco em San Pedro, onde ficamos um pouco mais de tempo dessa vez. Deu até para almoçarmos e tomarmos um trago na frente do mesmo mar, com as mesmas cores, embora um pouco mais disputado por barcos e jet skies.

Tubarão devora mergulhador na decoração de restaurante em San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize

Tubarão devora mergulhador na decoração de restaurante em San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize


Foi a nossa despedida da grande barreira ou, pelo menos, achamos que seria. Mas nossa viagem nunca é do jeito que planejamos, para o bem ou para o bem (também!)...

Caminhando pelo litoral de San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize

Caminhando pelo litoral de San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize

Belize, Caye Caulker,

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As Praias do Paraíso

Antígua E Barbuda, Long Bay, Half Moon Bay, Saint Johns, Montserrat, Little Bay

Half Moon Bay, uma miragem na costa sudeste de Antígua, no Caribe

Half Moon Bay, uma miragem na costa sudeste de Antígua, no Caribe


Pouco tempo para conhecer a ilha, não tínhamos tempo a perder! Saímos logo pela manhã em direção ao lado leste de Antígua onde, nos disseram, estavam as praias mais bonitas da pequena nação. Pois é, eles estavam corretos!

O estádio de Cricket de Antígua, o esporte mais popular do país

O estádio de Cricket de Antígua, o esporte mais popular do país


No caminho para lá, ainda passamos no templo sagrado do esporte predileto de Antígua, o enorme estádio de Cricket. Foi ali que, integrada na confederação de ilhas que formam a entidade conhecida como West Indies, os jogadores do país conduziram seu time à conquista da Copa do Mundo do esporte, há cerca de uma década. Ainda hoje, são heróis venerados por todo o país.


Nosso percurso de carro em Antígua. O oeste e o sul, ontem, e o norte e o leste, hoje

Nossa primeira praia do dia fica na costa nordeste de Antígua e se chama Long Bay. A cor da água é de um azul piscina impossível que, combinado com a areia clara, algo entre o branco e o rosa, forma o cenário mais idílico que se possa imaginar. Hoje foi um sábado e turistas e locais dividiam a praia, fazendo-a ficar cheia, para padrões locais, mas absolutamente vazia para padrões cariocas ou santistas.

Visitando a magnífica praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe

Visitando a magnífica praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe


Diante de visão tão paradisíaca, caiu logo por terra nosso plano de não demorarmos muito por ali. Afinal, a praia pedia... não, na verdade exigia que caminhássemos por toda a sua extensão e depois, que nos refrescássemos em suas águas. Assim fizemos e não demorou muito para a Ana fazer amigos dentro d’água, uma simpaticíssima avó que tomava conta de seu netinho e que nos contou sobre sua ilha natal, Dominica, e sobre sua nova pátria, Antígua.

Pedalando sobre a água na praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe

Pedalando sobre a água na praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe


Quase uma hora atrás da nossa schedule, deixamos o paraíso para trás e seguimos para a vizinha Devil’s Bridge, uma ponte natural cavada pela água do mar nos esqueletos milenares da antiga costa de coral. Ali não há praia, apenas a beleza do mar violento, que hoje estava em rado dia de calma. No horizonte, os infinitos tons de verde e azul e compõe o mar daquelas baías. Cenário perfeito para uma pausa para fotos e inspirações...

Fazendo um novo amigo na praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe

Fazendo um novo amigo na praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe


Seguimos agora para o sul, na costa sudeste de Antígua. O destino era a praia conhecida como Half Moon Bay. Ao contrário de Long Bay, tomada por hotéis e resorts, Half Moon está em um parque nacional e se mantém bem isolada da civilização.

Parece, mas não é piscina! É a praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe

Parece, mas não é piscina! É a praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe


A estrada chega pelo alto e a primeira visão da praia em forma de meia lua, lá embaixo, é inacreditavelmente bonita. Principalmente num dia de sol como hoje, quando as cores e tons ficam ainda mais vivos. Que coisa maravilhosa!

Caminhando sobre a bela ponte de corais de Devil's Bridge, na costa nordeste de Antígua, no Caribe

Caminhando sobre a bela ponte de corais de Devil's Bridge, na costa nordeste de Antígua, no Caribe


Atrasados que estávamos, aceleramos até lá embaixo e arriscamos uma caminhada pela praia, frequentada apenas pela comunidade mais alternativa da ilha, pela falta de estrutura no local. Quando falo em “risco”, estou me referindo apenas ao nosso tempo apertado, e não à segurança. Afinal, o paraíso não tem problemas de segurança, hehehe.

Half Moon Bay, uma miragem na costa sudeste de Antígua, no Caribe

Half Moon Bay, uma miragem na costa sudeste de Antígua, no Caribe


Quem está na praia, é para se molhar! E assim fizemos, pois seria imperdoável não tomar um banho de mar por ali. Realmente, depois dessas duas praias absolutamente espetaculares de hoje, ficamos convencidos que tomamos a decisão correta em deixar Barbuda e as fragatas para lá...

Visitando a praia de Half Moon Bay, na costa sudeste de Antígua, no Caribe

Visitando a praia de Half Moon Bay, na costa sudeste de Antígua, no Caribe


Aceleramos de volta para St John’s, encontramos o representante da empresa de aluguel de automóveis no nosso hotel (lá também estavam nossos bilhetes para o retorno de avião de Montserrat) e ele nos deu uma carona até o porto de onde sairia o ferry. Chegamos bem na hora!

A maravilhosa praia de Half Moon Bay, na costa sudeste de Antígua, no Caribe

A maravilhosa praia de Half Moon Bay, na costa sudeste de Antígua, no Caribe


Passamos pela imigração, onde tivemos de provar que tínhamos passagens para sair de Montserrat (será que parecíamos possíveis imigrantes ilegais? Para Montserrat?) e ficamos ali no porto, esperando o ferry. Clima parecido com a saída de barco para a Ilha do Mel, lá no Paraná. Aliás, o tal ferry também se parece com as barcas de lá, tudo bem simples e rústico. Realmente, ali ficou claro que estávamos indo para um destino pouco usual.

Nosso pequeno ferry para Montserrat, ainda no porto de St John´s, em Antígua

Nosso pequeno ferry para Montserrat, ainda no porto de St John´s, em Antígua


Tanto é assim que logo chamamos a atenção entre as pessoas ali sentadas. Um simpático senhor veio conversar conosco, se identificando como taxista em Antígua. Ofereceu chamar seu irmão em Montserrat para nos buscar de carro no porto de lá. Aceitamos e ouvimos a conversa ao telefone. Ele não titubeou em nos descrever ao irmão: “I´m sending you two White people”. Pois é, foi quando percebemos que éramos mesmo os únicos “white people” entre os cerca de 20 passageiros e tripulação. Estamos mesmo numa das partes mais africanas das américas. E olha que, ao lado da minha amada e loira esposa, eu nem sou tão “white” assim...

PLaca multilíngue no porto de St John´s, em Antígua. Aparentemente, o italiano é a língua mais valorizada por lá...

PLaca multilíngue no porto de St John´s, em Antígua. Aparentemente, o italiano é a língua mais valorizada por lá...


O barco saiu na hora e poucos minutos depois, já estávamos admirando de longe a cidade de St John’s. O que mais chama a atenção é mesmo a catedral anglicana. O prédio é vistoso e o interior é para ser ainda mais bonito. Mas não podemos entrar, pois está em longa reforma que só deve terminar ano que vem. A catedral é famosa pelo interior em madeira, formando quase que uma igreja dentro de outra, de pedra. Tudo para se proteger dos fortes terremotos que sacodem a ilha de século em século.

Visual de St John's, a capital de Antígua, na partida de ferry para Montserrat

Visual de St John's, a capital de Antígua, na partida de ferry para Montserrat


Quem nos explicou a história foi o simpático “Morgan Freeman” que nos recebeu por lá. Será que seu irmão gêmeo hollywoodiano é tão gente boa-praça assim?

Junto com o simpático 'Morgan Freeman' na catedral anglicana de St John's, a capital de Antígua, no Caribe

Junto com o simpático "Morgan Freeman" na catedral anglicana de St John's, a capital de Antígua, no Caribe


Já estava escuro quando pudemos avistar pela primeira vez a mitológica Montserrat. Ela ganhava ares ainda mais mágicos e misteriosos sob o forte luar. O irmão do taxista de Antígua demorou, mas acabou aparecendo no porto. Ele, claro!, logo nos reconheceu, os “white people”. Nos levou a um dos poucos restaurantes da ilha (estávamos famintos!), ao supermercado (amanhã, domingo, nada abre por aqui, ele garantiu!) e a uma pousada. Uma verdadeira mão-na-roda! Agora, instalados, alimentados e supridos, teremos 3 dias para conhecer essa ilha montanhosa que aumenta de tamanho a cada erupção, por baixo e por cima d’água. Chegamos à Montserrat!

Antígua E Barbuda, Long Bay, Half Moon Bay, Saint Johns, Montserrat, Little Bay, Praia

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Maratona Tatajuba

Brasil, Ceará, Jericoacoara, Tatajuba

Várias lagoas entre as dunas de Tatajuba - CE

Várias lagoas entre as dunas de Tatajuba - CE


Há onze anos atrás fiz a longa caminhada de Jericoacoara até Tatajuba. Uns 25 km pela praia. Lembro de ter saído de madrugada. Depois, só lembro de ter adorado estar em Tatajuba no fim de tarde, quando todos os turistas de um dia só já haviam partido. O pôr-do-sol visto da duna de lá foi mais bonito que o de Jeri. Lá, perto das dunas, há muitas áreas alagadas, com vegetação e pequenas lagoas. O contraste do verde no meio da areia, a água refletindo o sol vermelho foi inesquecível.

Início da caminhada para Tatajuba, bem cedinho, em Jericoacoara - CE

Início da caminhada para Tatajuba, bem cedinho, em Jericoacoara - CE


Com base nessas lembranças, quis fazer esse trekking novamente, desta vez com minha amada. Todos com quem falávamos aqui desaconselharam. Diziam que era 30 km, que ninguém fazia isso, etc... Alguns, na sequência, já propunham nos levar lá de bugue. Sei... O problema foi que a Ana ficou a véspera de cama, se recuperando de alguma virose. Mas acho que ela também estava bem a fim de fazer essa caminhada. Não gosta nada de eu ter feito algo que ela ainda não fez. Assim, hoje cedinho, ela nem pestanejou. Estava pronta para andar!

Chegando perto de Mangue Seco, a caminho de Tatajuba - CE

Chegando perto de Mangue Seco, a caminho de Tatajuba - CE


Saímos um pouco antes das sete, café da manhã tomado e carregando poucco peso: uma muda de roupa, material de higiene, cremes, lanche, água e máquina fotográfica. A maré estava bem baixa e com a luz da manhã o visual estava maravilhoso. Não demorou muito e já estávamos passando pela entrada de Mangue Seco, a pouco mais de seis quilômetros, onde eu tinha estado ontem. Pena que Seu Manelinho não estava na sua barraca. Descansamos um pouco na sombra e seguimos em frente.

Ponta na praia da entrada para Mangue Seco - CE

Ponta na praia da entrada para Mangue Seco - CE


Caminhada para Tatajuba, entre Mangue Seco e Guriú - CE

Caminhada para Tatajuba, entre Mangue Seco e Guriú - CE


A próxima referência era a barra do Guriú, outros seis quilômetros à frente. O sol foi sumindo dando lugar à nuvens ameaçadoras. O tal do rio Guriu, na maré baixa, forma uma espécie de pequeno delta e nós fomos cruzando seus braços e os espaços alagados entre eles. A paisagem era absolutamente incrível. Coisa de outro planeta. Só as fotos para dar uma idéia. Centenas de poças d'água, uma praia de quase um quilômetro de largura. Lindo!

Chegando perto da barra do Guriú com maré baixa, no caminho para Tatajuba - CE

Chegando perto da barra do Guriú com maré baixa, no caminho para Tatajuba - CE


Terrenos alagado na maré baixa, próximo a Guriú - CE

Terrenos alagado na maré baixa, próximo a Guriú - CE


Finalmente, chegamos ao maior dos braços e, com água no pescoço e mochilas na cabeça, cruzamos esse obstáculo. Logo depois, a chuva nos alcançou. Chuva não! A quantidade e força da água era muito maior do que uma simples chuva. O refresco foi super benvindo, mas as gotas grandes trazidas pelo vento, que vinha pelas costas, chegava a doer! Foi quando eu entendi aquele trecho da música da Vanessa da Mata "... banho de chuva, banho de chuva, ai ai ai ai ai ai ai ai ai..." Sim, agora esse "ai ai" fez todo o sentido!

Cruzando um dos braços do Guriú, no caminho para Tatajuba - CE

Cruzando um dos braços do Guriú, no caminho para Tatajuba - CE


Cruzando a barra do Guriú, um pouco antes da chuva, no caminho para Tatajuba - CE

Cruzando a barra do Guriú, um pouco antes da chuva, no caminho para Tatajuba - CE


Ensopados, felizes e curtindo cada minuto, seguimos em frente. A chuva passou, os visuais lindos foram se sucedendo até que Tatajuba apareceu lá na frente. Apareceu, mas não chegava nunca. Praia infinita. Bem, água mole, pedra dura... aos poucos, bem aos poucos, chegamos!. Tomamos uma água de coco na Velha Tatajuba, que foi tomada pelas dunas, e atravessamos o último obstáculo para chegar de vez na cidade (a nova). Tivemos de cruzar uma espécie de rio que seca na maré baixa e fica enorme na alta. Estávamos bem no meio desse processo. Para tristeza e nojo da Ana, cruzamos um pedaço de lamaçal negro, daquele que nossos pés afundam no lodo. Vencido isso, chegamos na nossa pousada, a Portal do Vento.

A água da chuva deixou a areia espelhada, no caminho entre Jeri e Tatajuba - CE

A água da chuva deixou a areia espelhada, no caminho entre Jeri e Tatajuba - CE


Pés negros e cara de nojo depois de cruzar terreno encharcado na entrada de Tatajuba - CE

Pés negros e cara de nojo depois de cruzar terreno encharcado na entrada de Tatajuba - CE


Lá, deixamos nossas coisas, respiramos um pouco e retomamos nossa peregrinação. Agora, foram mais uns 5-6 km até a Lagoa da Torta, cruzando campos, alagados e dunas. Essa diversidade de paisagens é o que faz a região de Tatajuba tão especial. Por fim, subimos a última duna e lá estáva a lagoa, um verdadeiro oásis no meio de tanta areia. Ao seu lado, várias barracas. Acho que estão preparados para receber 300-400 pessoas ao mesmo tempo. Mas, naquele horário, não passava de uns dez gatos pingados. Nós nadamos num canto aprazível dela, água bem transparente e refrescante e escolhemos uma barraca mais afastada para almoçar.

Chegando na Lagoa da Torta, em Tatajuba - CE

Chegando na Lagoa da Torta, em Tatajuba - CE


Nadando na deliciosa Lagoa da Torta, em Tatajuba - CE

Nadando na deliciosa Lagoa da Torta, em Tatajuba - CE


Devoramos uma tilápia e, aproveitando o fim de tarde, ainda seguimos para a mais alta duna da região, a Duna do Funil. Mais uma longa caminhada atravessando dunas e terrenos alagadiços. Meu cavalheirismo falou mais forte e, toda vez que tínhamos de cruzar um riacho, eu passava com a Ana nas costas, para que ela não precisasse molhar sua sandália de couro. Por fim, chegamos ao pé da mãe de todas as dunas! Bem mais alta que a duna do pôr-do-sol, em Jeri. Pelo lado que chegamos, a súbida não era íngrime e logo estávamos no seu topo. Bem em tempo de ver o belo entardecer e toda a paisagem magnífica que a cerca. Ao longe, o oceano; ao lado dunas menores formando um verdadeiro mar de areia; lá embaixo, o verde dos terrenos alagadiços; e bem no meio da duna, que tem uma forma de cunha, uma lagoa! M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!!!

Atravessando as dunas para se chegar na Duna do Funil, em Tatajuba - CE

Atravessando as dunas para se chegar na Duna do Funil, em Tatajuba - CE


Estávamos completamente sós naquele paraíso. Parecia que estávamos sós na Terra. Aliás, parecia a Terra de 300 milhões de anos atrás. Pelo menos, é assim que eu a imagino, paisagens grandiosas, virgens, inexploradas.

No topo da Duna do Funil, em Tatajuba - CE

No topo da Duna do Funil, em Tatajuba - CE


Bom, "inexploradas" é por minha conta porque a Duna do Funil estava toda marcada. Parecia que ela tinha cicatrizes. Eram rastros de bugues, motos, pegadas, skibundas, etc... Parece que ela é bem movimentada durante o dia. Mas, como disse, naquele horário éramos só nos três: eu, a Ana e o entardecer. Especial!

Depois do banho de lagoa, a dura subida da Duna do Funil, em Tatajuba - CE

Depois do banho de lagoa, a dura subida da Duna do Funil, em Tatajuba - CE


Não resisti e saí em disparada lá para baixo. Saltos gigantescos amortecidos pela areia fofa. Vinte segundos gritando e já estava lá embaixo. Para minha surpresa, a lagoa não tinha mais de 30 centimetros de profundidade. Bom, já deu para me deitar. A Ana tirou umas fotos lá de cima e eu iniciei a árdua subida de volta. Quando cheguei lá encima, a surpresa: ela tinha tirado fotos com a regulagem errada, e todas elas tinham saído escuras. Que beleza! Respirei um pouco e desci em disparada mais um vez. Novamente, um delicioso e efêmero prazer de 20 segundos, um rápido tchibum numa lagoa rasa e árdua subida pela areia.

Descendo em disparada a Duna do Funil, em Tatajuba - CE

Descendo em disparada a Duna do Funil, em Tatajuba - CE


De lá, voltamos pelas dunas para nossa pousada. Mais visuais incríveis, paisagem extraterreste. Ou, dessa vez não parecia a Terra do passado, mas a Terra do futuro, depois da 3a guerra mundial. Hehehe, pelo menos é como parece nos filmes do Mad Max.

Refrescando-se na lagoa da Duna do Funil, em Tatajuba - CE

Refrescando-se na lagoa da Duna do Funil, em Tatajuba - CE


Na pousada, dormimos como anjos. Também, depois de mais de 40 quilômetros de caminhada, a gente merecia! Mas não esqueceremos as paisagens que vimos hoje. Jericoacoara é linda, ninguém discute, mas essas paisagens de Tatajuba são inesquecíveis. Principalmente quando vistas e visitadas depois do movimento dos "diaristas". É um privilégio que poucas pessoas se dão. Por quanto tempo continuará assim?

Autofoto no topo da Duna do Funil, em Tatajuba - CE

Autofoto no topo da Duna do Funil, em Tatajuba - CE

Brasil, Ceará, Jericoacoara, Tatajuba,

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Deixando Curitiba

Brasil, Paraná, Curitiba, Santa Catarina, Urubici

Brincando com a sobrinha, em Curitiba - PR

Brincando com a sobrinha, em Curitiba - PR


Por fim, deixamos Curitiba. Não por muito tempo, já que temos compromisso para o dia 9. Aniversário da sobrinha! Lá se vai um ano!!! Bem, teríamos de voltar mesmo, para pegar o passaporte com o visto (ou não...) do Canadá. Temos então uns 10 dias para aproveitar o frio das serras catarinense e gaúcha.

Recepção dos amigos da Positivo em Curitiba - PR

Recepção dos amigos da Positivo em Curitiba - PR


Nessas duas semanas en Curitiba, socializamos bastante, com a família e com os amigos. São as fotos que ilustram este post. Amigos da Ana, amigos meus, amigos nossos. Família da Ana, agora família minha também. Em especial, a pequena e linda sobrinha, orgulho de todos por aqui.

Encontro com os amigos na casa do Gusta, em Curitiba - PR

Encontro com os amigos na casa do Gusta, em Curitiba - PR


Ficamos muito bem hospedados na casa da Patrícia, mãe da Ana. Mordomia total, com direito a muito conforto, refeições e um chuveiro maravilhoso, especialmente neste frio que está fazendo aqui no sul. Duas semanas para recarregar as baterias, prontos para colocar o pé na estrada novamente.

Encontro de casais no apartamento do Pasini e Fernanda, em Curitiba - PR

Encontro de casais no apartamento do Pasini e Fernanda, em Curitiba - PR


Agora, já com cinco anos de namoro e três de noivado. Os dois de casamento já foram celebrados há um mês e meio. Soma-se a isso os 450 dias de viagem 24 horas por dia juntos e podemos concluir que a coisa está ficando séria, hehehe

Celebrando 5 anos de namoro e três de noivado, em Curitiba - PR

Celebrando 5 anos de namoro e três de noivado, em Curitiba - PR


Bom, para quem queria ter saído ontem de madrugada, sair hoje às duas da tarde já foi uma vitória! O destino era Urubici, a mais fria cidade do Brasil. Queremos ver gelo e neve, aqui no nosso país! Iria ser demais! Perdemos a primeira nevada do ano mas, quem sabe, pegamos a segunda?

Quatro gerações das mulheres Biselli, em Curitiba - PR

Quatro gerações das mulheres Biselli, em Curitiba - PR


Viemos por Floripa para aproveitar a pista dupla e, de lá, para a serra e interior do estado. Deste modo, adentramos nosso vigésimo segundo estado nessa viagem. Nós, que achávamos que a Santa e Bela Catarina só viria em 2013, "quebramos a cara", no bom sentido!. Ficamos felizes também em rever o Oceano Atlântico. A última vez tinha sido na Guiana. A próxima, pelos nossos planos, seria na Patagônia, daqui a mais de um ano. Mas, para que existem planos se não forem para serem mudados?

Tios orgulhosos, em Curitiba - PR

Tios orgulhosos, em Curitiba - PR


Ficamos impressionados (negativamente) com o trânsito na estrada. Para uma terça-feira normal, nossa... que movimento! Ali na parte continental de Floripa, ficamos quase uma hora. Mas, não tem problema, quando passarmos aqui de volta, apagaremos essa má impressão de uma das mais belas capitais brasileiras, tenho certeza. Nossa... quanta coisa ainda tem de acontecer para chegarmos lá... Mas, sonhar não custa!

Titio coruja, em Curitiba - PR

Titio coruja, em Curitiba - PR


Em Urubici, chegamos já depois das oito da noite. Temperatura de 3-4 graus. Brrrr!!! Celebramos a volta à viagem com vinho e fondue de queijo. Com um frio desse, não poderia ser outra coisa, né? Amanhã, vamos dar uma boa volta pela região, enfrentar o frio a as serras do Rio do Rastro e do Corvo Branco. E vamos tirar fotos. As primeiras fotos do retorno à viagem!

Com a Pietra, em Curitiba - PR

Com a Pietra, em Curitiba - PR

Brasil, Paraná, Curitiba, Santa Catarina, Urubici, Florianópolis

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Flórida Keys

Estados Unidos, Flórida, Key Largo, Key West

Praia em Key West

Praia em Key West


Madrugamos hoje, para dar conta do recado e da extensa programação. Às cinco estávamos de pé e às seis pegando estrada (que, na verdade, era mais uma avenida, cheia de irritantes semáforos). Nosso objetivo era chegar em Key Largo às 07:30 para mergulhar com a Ocean Divers por lá. Como tínhamos perdido o horário no dia anterior para fazer a reserva, tínhamos de chegar assim que a loja abrisse, para garantir um lugar no barco.

Key Largo é a primeira das Keys, uma sequência de ilhotas ao sul da Flórida que avançam pelo Mar do Caribe, formando a terceira maior barreira de corais do mundo (depois da australiana e da de Belize). Já foram cenário de vários filmes americanos. Uma das coisas que as faz famosas é exatamente a estrada que as liga ao continente, ponte por ponte, sempre cruzando o lindo mar esmeralda logo abaixo. Coisa de americano! Fiquei imaginando que se eles conquistassem o Brasil, logo fariam uma estrada ligando Paranaguá à Ilha do Mel e de lá para a Ilha das Peças, Superagui, Ilha do Cardoso, Ilha Cumprida e de volta para o continente. Uffff, prefiro do jeito que é hoje! Mas, aqui nas Keys, não posso reclamar não. A estrada (depois de uns 30 km de avenida irritante cheia de semáforos, a US-1 vira mesmo uma estrada) é linda, super cênica. Uma atração em si mesma.

Estrada para Key West

Estrada para Key West


Pois bem, a estrada fica bonita mesmo depois de Key Largo, no trecho que vai até a última e mais famosa das Keys, Key West. Mas isso, só vimos de tarde. Lá em Key Largo conseguimos entrar no barco da Ocean Divers, que parece ser a principal operadora do local. O mergulho principal da manhã foi no Duane. Na velocíssima lancha da operadora, em meia hora já estávamos no local do mergulho. Eu e a Ana ainda nos batíamos com o equipamento recém comprado, ainda não batizado. Entre configurá-los para um mergulho recreacional, ajustá-los ao nosso tamanho e a Ana lutar contra o enjôo do barco, todos os outros mergulhadores já tinham pulado do barco e só restava a gente lá em cima. Na verdade, nós e o Marcos, o dive master que descobrimos ser meio brasileiro. Ele nos ajudou bastante e, mesmo atrasados, saltamos também para o nosso mergulho inicial da viagem.

O mergulho, depois de alguns minutos para nos ajustarmos, agora em baixo d'água, ao nosso equipamento e à corrente, foi muito jóia. É um enorme naufrágio artificial, perto dos 40 m de profundidade. A visibilidade devia ser de uns 25 m, talvez. Com tão poucos mergulhadores no local, e num barco tão grande, acabamos fazendo nosso mergulho totalmente sozinhos. E assim, vamos nos acostumando a nossa nova realidade: mergulhos sem guias. O naufrágio tem muitos peixes, mas o mais legal são as diversas penetrações possíveis. Numa delas, o ponto alto do mergulho: eu vinha atrás da Ana e ela passou sem olhar para o lado, num quarto mais escuro. Quando eu passei, apontei a lanterna e vi um monstro: um enorme Mero de mais de 200 kg, dentro de um quartinho 3x3. Visão incrível! Ele ficou lá, me olhando, meio paradão, como geralmente ficam os Meros. Chamei rapidamente a Ana para ver, mas não entrei no quarto não. Fiquei meio cabreiro com a possível reação dele. Já vi outros Meros grandes em Noronha, mas de tão perto e num espaço tão pequeno, foi a primeira vez. Valeu o mergulho!

O segundo mergulho foi de "desintoxicação", num recife rasinho. Agora, bem mais senhores dos equipamentos e da situação, aproveitamos bem o que parecia ser uma visita a um aquário.

De volta a Key Largo, após confabularmos, decidimos deixar nossas coisas num típíco hotel americano de estrada, desses que aparecem em tantos filmes e seguir para o fim das Keys, Key West. Um longa e linda viagem de 2 horas voando sobre o oceano. Seria corrido, afinal teríamos de voltar no mesmo dia, mas estávamos tão perto desse cenário maravilhoso que tínhamos de ir. Depois de tantos dias trabalhando dentro de um apartamento, decidimos que era bom para desenferrujar!

Bar na praia, em Key West

Bar na praia, em Key West


Passamos um fim de tarde bem gostoso numa prainha tranquila, bebericando num bar cheio de figuras engraçadas e interessantes, a começar pelo casal que tocava no bar. Tenho a impressão que Key West é um centro para americanos alternativos. E também para aqueles que querem uma boa vida, na cidade mais tropícal que o país deles oferece. Na hora do pôr-do-sol, resolvemos ir para o lado oeste da ilha. Já idealizei um cenário idílico, só eu, a Ana, a praia de areias brancas, o mar verde esmeralda e um coqueiro solitário. Doce ilusão. A torcida do Flamengo e a do Corinthias pensaram a mesma coisa. O centro comercial de Key West está nesta parte da ilha. São dezenas e dezenas de barzinhos sempre lotados, com música ao vivo e turistas de todas as partes. Plena quarta-feira e tudo lotado. Acho que é a vida normal da cidade. E na hora do pôr-do-sol, todos se dirigem aos piers estrategicamente construidos para este evento diário. Com estrutura para receber shows, artistas performáticos e turistas ávidos para consumir. Enfim, não foi o cenário que imaginei, mas foi bem legal. O clima é ótimo, de festa, todo mundo feliz. O pôr-do-sol é aplaudido de pé e acompanhado por toda sorte de shows, de jazz a pirofagia, de mágicos a palhaços, de dança à pura reflexão. Não poderia ter uma vibração melhor.

Pôr-do-Sol em Key West

Pôr-do-Sol em Key West


Logo após o pôr-do-sol e após passearmos na praça dos shows, fomos disputar um lugar num dos incontáveis restaurantes. Todos servidos com a já comentada eficiência capitalista americana. Bem alimentados, enfrentamos mais 2 horas de volta para Key Largo para mais um mergulho, dessa vez no rei dos naufrágios, o Spiegel Grove.

Estados Unidos, Flórida, Key Largo, Key West, Mergulho, Praia

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De Harvard e Trinity ao Chique Litoral

Estados Unidos, Massachusetts, Boston, Cape Cod

Visitá à Universidade de Harvard, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos

Visitá à Universidade de Harvard, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos


Hoje o nosso caminho de metrô era mais curto. Apenas duas estações nos levaram até Harvard Square, o centro nevrálgico da vizinhança onde está a mais famosa universidade do mundo.

Caminhando pelo campus de Harvard, a famosa universidade em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos

Caminhando pelo campus de Harvard, a famosa universidade em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos


Harvard foi criada em 1636, o que a faz a mais antiga universidade dos Estados Unidos. A criação de um instituto de ensino superior apenas uma geração mais tarde que a chegada dos primeiros peregrinos ao novo continente mostra bem que eles não vieram para cá para explorar, fazer dinheiro e voltar para casa, como foi o caso de boa parte da colonização da América Latina. Ao contrário, vieram mesmo para ficar e desde o início tomaram os passos necessários para construir uma grande nação.

Momento de descanso nos jardins de Harvard, depois de caminhada pela famosa universidade em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos

Momento de descanso nos jardins de Harvard, depois de caminhada pela famosa universidade em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos


Três anos após a criação do “New College”, a universidade foi rebatizada “Harvard”. Uma homenagem ao seu primeiro grande doador, o religioso John Harvard, graduado em Cambridge, na Inglaterra, que doou para a instituição toda a sua vasta biblioteca de 400 livros. Mal sabia ele que seu nome seria, para sempre, associado com excelência em estudos e pesquisas. Hoje, sua estátua no campus da universidade é ponto obrigatório de visitas e fotografias de estudantes do mundo inteiro, muitos deles sonhando em serem aceitos na prestigiosa universidade.

A estátua de John Harvard, local de peregrinação de estudantes de todo o mundo, na famosa universidade em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos

A estátua de John Harvard, local de peregrinação de estudantes de todo o mundo, na famosa universidade em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos


Estátua de John Harvard, o primeiro grande doador para a universidade que leva o seu nome, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos

Estátua de John Harvard, o primeiro grande doador para a universidade que leva o seu nome, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos


De doação em doação, a universidade foi crescendo, aumentando seus cursos, se qualificando, até se tornar o que é hoje, com cerca de 2.500 professores e 20 mil estudantes. Passaram por aqui diversos futuros presidentes americanos, como os Roosevelt, Kennedy e Obama, além de presidentes de vários outros países, como Colômbia, Chile e Costa Rica; gente “pobre”, como Bill Gates, poetas como T.S Elliot, enfim, gente famosa em todos os aspectos da vida humana, como físicos, biólogos, atores e diretores de cinema, etc...

Interior pomposo de prédio da Universidade de Harvard, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos

Interior pomposo de prédio da Universidade de Harvard, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos


O campus é cheio de jardins e praças, cercado por prédios pomposos ou “modernosos”. Confesso que fiquei mais impressionado com o campus de Princeton, outro celeiro de prêmios Nobel, mas foi uma delícia caminhar com a afilhada e esposa por esse lugar que transborda ciência e conhecimento. Junto conosco, estudantes de todo o país e também de muito longe, muitos se preparando para tentar ser admitidos na universidade, um verdadeiro passaporte para um futuro promissor. Fiz no meu papel de tio e atazanei a Bebel para que, também ela, ficasse com vontade de estudar por aqui. Ele não pareceu se animar muito, não, mas quem sabe, lá no fundo, foi plantada aquela sementinha, hehehe!

Em dia de chuva, visita à Trinity Church, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos

Em dia de chuva, visita à Trinity Church, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos


Voltamos então para nosso Inn, empacotamos a Fiona e seguimos para o centro da cidade. Não queríamos deixar Boston sem conhecer o que é considerado como um dos 10 prédios mais belos do país. Falo da Trinity Church, um colosso arquitetônico no coração da cidade. Não sei se foi por causa da chuva, ou do fato que a entrada é cobrada, mas o ponto é que entramos e éramos os únicos visitantes dentro daquele prédio magnífico. Enquanto eu e a Ana caminhávamos pelos corredores e admirávamos os vitrais e altares, a Bebel aproveitou o enorme espaço para cantarolar, se divertindo com o eco que reverberava pelas colunas e o alto teto do vão central. Apenas quando entraram outros turistas é que o tio teve de reprimir a sobrinha querida, distraída em sua própria voz.

O magnífico interior da Trinity Church, em Boston, Massachusetts - Estados Unidos

O magnífico interior da Trinity Church, em Boston, Massachusetts - Estados Unidos


Agora sim, estávamos prontos para deixar a cidade. Fica aquela vontade de passar uma temporada por aqui, não como turista, mas como morador. Aí sim, com o tempo necessário para explorar suas ruas, restaurantes, lojas, museus, praças, museus e recantos perdidos e charmosos em cada uma de suas muitas vizinhanças. Quem sabe daqui a alguns anos, quando a afilhada vir estudar por aqui...

Os belos vitrais da Trinity Church, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos

Os belos vitrais da Trinity Church, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos


Nosso destino agora era a península cheia de praias que atrai ricos e famosos da costa nordeste dos EUA, principalmente durante o verão. Cape Cod é famosa por sua beleza, pela qualidade de seus restaurantes, pelo luxo de suas mansões, mas também pelos terríveis congestionamentos que se formam para chegar até lá.

O altar da famosa Trinity Church, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos

O altar da famosa Trinity Church, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos


Felizmente, ainda é uma quarta-feira e chegamos antes da turba. O congestionamento já estava lá, mas ainda bem pequeno, nada que alguém que já tenha passado pelo litoral norte de São Paulo na alta estação não tire de letra. Chegamos juntos com a noite e nos instalamos na pequena Falmouth, cidade logo no início da famosa península e um dos pontos de onde saem ferries para a ilha de Marta Vineyard. Teremos dois dias por aqui, uma para percorrer a península em busca das praias que atraem tantos americanos e o outro para fazer uma visita à ilha. Relatos nos próximos posts!


A peninsula de Cape Cod, no sul de Massachusetts

Estados Unidos, Massachusetts, Boston, Cape Cod, Cambridge, Harvard, história, Trinity Church

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Vida Mansa em Mompós

Colômbia, Mompós

Muito estressado com a vida em Mompós, na Colômbia

Muito estressado com a vida em Mompós, na Colômbia


Chegando em Mompós, fomos logo nos instalar na simpática "Casa Amarilla", o único hostal da cidade, numa casona bem em frente ao rio. A Colômbia tem uma rede de hostais nas suas cidades mais visitadas, sempre de boa qualidade. Depois de descobrirmos isso em Cali, viramos seus "clientes".

Rua do centro histórico de Mompós, na Colômbia

Rua do centro histórico de Mompós, na Colômbia


A programação do dia não poderia ser outra: caminhamos sem rumo pelas ruas do centro histórico e também pela orla do Rio Magdalena, observando as muitas igrejas, casarões e outras construções centenárias da época de ouro dessa cidade, quando ela era o principal porto fluvial na rota entre o interior do país e Cartagena, no litoral.

Orla do Rio Magdalena em Mompós, na Colômbia

Orla do Rio Magdalena em Mompós, na Colômbia


Clima completamente diferente das outras cidades do país que conhecemos até agora. Muito calor e umidade, lembrando muito cidades brasileiras à beira dos grandes rios do país, como o São Francisco. Mas aqui, pela dificuldade de acesso, há muito menos gente e tudo é mais tranquilo.

Uma das muitas construções históricas no centro de Mompós, na Colômbia

Uma das muitas construções históricas no centro de Mompós, na Colômbia


Homenagem à Simón Bolívar em Mompós, na Colômbia

Homenagem à Simón Bolívar em Mompós, na Colômbia


Depois de muito caminhar, achamos um restaurante gostoso na beira do rio para almoçar e tomar uma merecida cerveja estupidamente gelada. Aí, ficamos vendo o rio e a vida passar, por horas. Conhecemos um simpático casal (suiça e alemão) e a conversa se estendeu indefinidamente enquanto fotografávamos pássaros, o rio e o entardecer e conversávamos sobre viagens e a vida. Não dava vontade de ir embora...

Conversando com a suiça Lili e o alemão Gandolf na orla do rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia

Conversando com a suiça Lili e o alemão Gandolf na orla do rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia


Mas, enfim, a América Central nos espera (assim esperamos!). Amanhã, sem muita pressa, partimos para a famosa Cartagena de Las Indias, nosso último destino na Colômbia. Chegaremos em plenas festas da cidade que celebra agora sua independência. Ali, vamos ter de encontrar um meio de enviar a Fiona para o Panamá. Dedos cruzados!

Um dos braços do Rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia

Um dos braços do Rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia

Colômbia, Mompós, Rio Magdalena

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