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Nessa viagem pelas américas, já passamos pela Linha do Equador várias ...
No final da tarde de ontem, passamos rapidamente por uma floresta de redw...
Apesar da recomendação de todos para que chegássemos ao aeroporto com ...
Lillian Brandão (18/09)
Impressionante como a paisagem do Denali muda rápido. Estivemos no final...
Lillian Brandão (18/09)
Lindas fotos! A aurora boreal é simplesmente fantástica! :) Também fiq...
Silvan (17/09)
Olá, moro em Belo Horizonte e acompanho voces deste quando apareceram no...
Gustavo (17/09)
Sensacional isso tudo. Estou indo para os EUA em Fevereiro para passar 1 ...
Mario Sergio Silveira (17/09)
Maravilhoso. Vendo as fotos já é emocionante, imagino que presenciar de...
Praia de Calhetas, em Ipojuca - PE
Hoje deixamos Olinda e fomos conhecer alguns dos pontos mais badalados do litoral sul pernambucano. Esmos indo em direção aos estados de Alagoas e Segipe já que, no nosso caminho para o norte, quando chegamos à Mangue Seco, última praia da Bahia, viramos em direção à Chapada Diamantina e ao sertão, e não passamos por esses dois estados. Agora, aproveitando os últimos momentos de tranquilidade no litoral antes do verão que se aproxima, vamos conhecer os dois menores estados do Nordeste, suas praias e cidades históricas. Depois, mais um pequeno tour pelo interior rumo ao norte, até chegarmos ao litoral da Paraíba. Ziguezagueando assim, vamos conhecendo esse Brasilzão...
Antes de sair de Olinda, ainda tive tempo de levar a Fiona para balancear e alinhar os pneus. Estava passando da hora. É estranho andar pela Olinda moderna, no caminho para a Pneuac, que nos atendeu muito bem. Pois é, além daquela Olinda que vemos na TV, com suas ladeiras de paralelepípedo, prédios históricos e muito frevo, também tem a Olinda "normal", com orla onde se faz cooper, ruas planas cheias de comércio, enfim, uma cidade como as outras.
Praia de Calhetas, em Ipojuca - PE. Ao fundo, é possível ver Boa Viagem - Recife
Nossa primeira parada na viagem para o sul foi a praia de Calhetas. Uma pequena enseada de onde, ao longe, ainda é possível avistar os prédios de Boa Viagem. Com o mar calmo, é muito boa para fazer snorkel. Não foi o caso hoje, com mar mais agitado. Mas estava muito gostosa de nadar, nosso primeiro banho de mar no continente em muito tempo! Dei uma boa volta nadando pela baía, sempre com uma pulga atrás da orelha, observando Recife ao longe. Será que os tubarões de Boa Viagem nunca dão um pulinho por aqui? Nunca houve nenhum caso mas, sendo tão perto, porque será?
Dupla de repentistas na praia de Calhetas, em Ipojuca - PE
Há 17 anos estive aqui com minha turma de faculdade. Tínhamos vindo para um congresso da SBPC em Recife. Não pelas palestras, mas pela viagem de graça, claro! Aproveitamos para conhecer Calhetas. Estudantes pobres, viemos de trem e de carona (num caminhão de pedras! Não recomendo a ninguém andar sentado sobre pedras numa estrada de terra!). Junto com um amigo (e agora padrinho), o Kina, também nadador, nadamos de Calhetas até a vizinha Gaibu, contornando o costão. Já naquela época, lembro de pensar nos tubarões. Hoje, sozinho, resolvi ficar dentro da baía mesmo. Primeiro dentro d'água e depois na areia, com direito à apresentação de uma dupla de repentistas que encheram a Ana de elogios rimados, ao justo custo de um pagamento, por supuesto.
Rua peatonal em Porto de Galinhas - PE
De Calhetas para Porto de Galinhas. Fomos por um atalho, estrada de terra cortando fazendas de canaviais. Mesma paisagem do interior de São Paulo, serpenteando por entre a cana de açúcar, período de queimadas e colheita. A única diferença é que o mar está ali pertinho. Mas tive aquela sensação meio estranha de, ao fechar os olhos, me imaginar em Ribeirão Preto, dois mil quilômetros para o sul.
Jangadeiros de folga na maré alta em Porto de Galinhas - PE
Chegamos em Porto com a maré cheia o que, evidentemente, esconde boa parte do seu charme. Passeamos por suas ruas peatonais, cheias de lojas, pousadas e restaurantes. Na temporada é um movimento infernal. Hoje estava bem tranquilo. No mar e na praia, jangadeiros e jangadas esperavam pela próxima maré baixa para levar os turistas para os bancos de corais, ali pertinho, e as piscinas naturais repletas de peixes. Hoje, a cidade vive do turismo. Bem melhor que há alguns séculos, quando era um porto importante para receber escravos. Muitos deles vindos de uma região no interior da África, onde eram chamados de galinhas. Daí o nome da cidade. A luz do fim de tarde na praia estava linda e a Ana não resistiu e deu um mergulho. E nós seguimos viagem rumo ao sul, à muito mais tranquila e menos urbanizada Praia de Carneiros.
Fim de tarde em Porto de Galinhas - PE
Foi aqui que chegamos, depois de atravessar Tamandaré, já no escuro. Lua cheia, praia claríssima, um colírio para os olhos. Tão claro que eu jurava ser possível ver o verde do mar. Mas só vamos poder conferir amanhã cedo.
Porto de Galinhas - PE
As fantásticas cores de Outono nas ruas de Ashland, no sul do Oregon, nos Estados Unidos
Depois do inesquecível entardecer de ontem lá no Crater Lake (veja o post anterior), nós ainda esticamos até a cidade de Ashland, no sul do estado, já bem próxima da fronteira com a Califórnia.
Ashland, no sul do Oregon, nos Estados Unidos, a terra americana de Shakespare
Para quem chega nessa época do ano, já em Novembro, pode achar que é apenas mais uma pequena cidade do interior, igual às outras centenas espalhadas pelo país. Doce ilusão. Ou doce ignorância. Ashland é internacionalmente conhecida como a pátria de Shakespeare fora da Inglaterra. Não que o famoso poeta inglês tenha estado alguma vez por ali (de fato, na época do bardo inglês, os britânicos ainda nem haviam começado a colonizar os Estados Unidos!), mas um movimentado festival de teatro traz milhares de artistas, turistas e amantes da mais bela das artes à pequena cidade, onde tudo gira em torno das peças shakespearianas.
Ashland, no sul do Oregon, nos Estados Unidos, a terra americana de Shakespare
Tudo começou na década de 30, quando a cidade e seus habitantes viviam em plena crise da Grande Depressão. Um professor de artes teve uma ideia para movimentar e animar a população e, quem sabe, criar oportunidades de emprego. Conseguiu que a prefeitura investisse na produção de uma peça de teatro de Shakespeare com artistas locais. O sucesso foi muito maior do que o esperado e o professor não só conseguiu pagar o seu empréstimo como também dinheiro suficiente para financiar outras três peças para o ano seguinte. Daí para frente, a coisa só foi dando certo, as peças cresceram para virar um festival, a fama foi ganhando a nação e o mundo e hoje movimenta cultural e economicamente toda a região. Do amadorismo ao profissionalismo, de uma simples peça para nove meses quase ininterruptos de teatro da melhor qualidade, só uma coisa não mudou: Shakespeare! Continua sendo o tema central, o patrono e a inspiração desses 9 meses de arte.
Teatro shakespereano em Ashland, no sul do Oregon, nos Estados Unidos
Programação do festival de teatro para o ano que vem, em Ashland, no sul do Oregon, nos Estados Unidos
Mas, como vocês podem imaginar, nós chegamos atrasados! O festival desse ano terminou há poucos dias. A programação do próximo ano já está pronta, já se pode comprar bilhetes e, nesses próximos três meses, dezenas de pessoas estarão ocupadas produzindo os cenários e figurinos das longa jornada cultural do ano que vem.
As fantásticas cores de Outono nas ruas de Ashland, no sul do Oregon, nos Estados Unidos
Enfim, pegamos a cidade vazia, ótimos preços e excelentes restaurantes acostumados a servir os exigentes turistas que vem de todo o mundo para assistir Shakespeare. Mas sem chance de ver alguma peça, apenas desenhos e gravuras espalhados pela cidade.
A incrível beleza das cores em parque de Ashland, no sul do Oregon, nos Estados Unidos
Ficamos sem Shakespeare, mas ganhamos as cores de Outono. A cidade é conhecida também por seus parques e jardins e, nessa época do ano, com as folhas ficando amarelas, vermelhas e caindo, esles estão absolutamente espetaculares.
Caminhando sob uma chuva de folhas em parque de Ashland, no sul do Oregon, nos Estados Unidos
As cores marcantes da mudança de estações, em Ashland, no sul do Oregon, nos Estados Unidos
Já faz quase dois meses que a gente vem acompanhando essa maravilha da natureza, tão pouco frequente no Brasil. Mas aqui foi especial! Os jardins são especialmente preparados para que as cores se misturem. Verde e os vários tons até o amarelo. Amarelo e os vários tons até o vermelho. São de uma beleza de perder o fôlego!
As cores marcantes da mudança de estações, em Ashland, no sul do Oregon, nos Estados Unidos
Ou, na verdade, para ganhar o fôlego! Nada melhor para a lama e espírito do que sentar em um dos bancos no parque e ficar admirando essa beleza toda. Quase dá para esquecer Shakespeare. Acho que ele mesmo se esqueceria. Pelo menos, nesses três meses de folga...
A incrível beleza das cores em parque de Ashland, no sul do Oregon, nos Estados Unidos
Pinguins rei e lobos-marinhos dividem a praia em Salisbury Plain, na Geórgia do Sul
Chegamos hoje à Geórgia do Sul, um dos pontos altos dessa nossa viagem até a Antártida. Apelidada de “a Galápagos do Atlântico Sul” pela quantidade impressionante de vida selvagem que vive na ilha, a Geórgia do Sul também é conhecida pela sua paisagem montanhosa e repleta de geleiras e pela sua participação na história da exploração polar, além de ter sido o principal ponto de apoio para a indústria baleeira na região ao longo de quase um século.
Nosso roteiro pelos mares do sul entre Falkland, Geórgia do Sul, Península Antártica e Ushuaia
Ainda entre nuvens, nossa primeira visão da Geórgia do Sul, em Salisbury Plain
Localizada a cerca de 1.300 quilômetros a leste do arquipélago de Falkland, quase na fronteira do Atlântico Sul com as águas polares que envolvem a Antártida, a ilha tem uma extensão de 170 quilômetros com largura variando entre 15 e 30 quilômetros. Ao contrário de Falkland, a ilha é bem montanhosa, com muitos picos superando os 2 mil metros de altitude. O ponto máximo é o Mount Paget, com 2.934 metros. A existência dessas montanhas e das inúmeras geleiras que descem por suas encostas acaba isolando diversas partes da ilha entre si, pelo menos por via terrestre.
Mapa da Geórgia do Sul, com suas montanhas mais altas, principais bases, animais mais conhecidos e até a rota de Shackleton
A paisagem montanhosa de Salisbury Plain, na Geórgia do Sul
A formação das ilhas tem a ver com o encontro das placas tectônicas da América do Sul, ao norte, e de Scotia, ao sul. Essa última é uma pequena placa espremida entre as placas gigantes da América do Sul e da Antártida. Aliás, o seu processo de nascimento e formação está ligado a uma mudança geológica que afetou profundamente o clima do mundo e da própria Antártida, transformando-a no continente gelado que conhecemos hoje.
A paisagem montanhosa de Salisbury Plain, na Geórgia do Sul
Placas tectônicas do continente americano. No sul está a pequena placa de Scotia, que separa a placa antártica da placa sul-americana
Quando o supercontinente de Gondwana começou a se esfacelar 100 milhões de anos atrás, a América do Sul e a Antártida ainda eram unidas pela Península Antártida. Conforme o tempo passava e África e América iam se separando para criar o Oceano Atlântico, também a Antártida começou a se separar do sul do Chile. Inicialmente era uma passagem estreita, a primeira ligação entre o Atlântico ao Pacífico. Mas as placas tectônicas da América e da Antártida forçavam ainda mais essa separação, criando um espaço entre elas que foi preenchido pela Placa de Scotia. Pois é, placas tectônicas também nascem e morrem, sendo engolidas ou se fundindo com outras. Enfim, esse espaço alargado entre os dois continentes que se separavam ficou cada vez mais profundo e hoje é conhecido como “Drake Passage”, ou “Passagem de Drake”. Por aí circulam milhões de toneladas de água ligando os maiores oceanos da Terra e moldando fortes correntes marinhas que encapsularam o frio polar sobre a Antártida, criando a maior massa de gelo do planeta. Enquanto isso, na porção norte da placa de Scotia, a sua fricção com a placa americana é fonte criadora de terremotos, vulcões e da própria ilha da Geórgia do Sul, com suas altíssimas e escarpadas montanhas.
Muito gelo e neve em Salisbury Plain, na Geórgia do Sul
A paisagem grandiosa de Salisbury Plain, na Geórgia do Sul
A ausência de fósseis antigos na Geórgia do Sul é forte indicativo que a ilha é razoavelmente recente e que nunca esteve ligada às grandes massas de terra onde viveram os dinossauros. Também os humanos nunca haviam chegado aí até que a ilha começasse a ser visitada pelos europeus já no séc. XVIII. Aí eles encontraram centenas de milhares de pássaros, como pinguins e albatrozes, e mamíferos marinhos, como elefantes e leões-marinhos. AO redor da ilha, dezenas de milhares de cetáceos, como baleias e golfinhos. Animais que nunca haviam visto os seres humanos e não aprenderam a ter medo dele.
Salisbury Plain, na Geórgia do Sul, a 2a maior colônia de pinguins rei do mundo!
As montanhs nevadas de Salisbury Plain, na Geórgia do Sul
Foi justamente essa abundância de animais a responsável pelo primeiro ímpeto de ocupação da Geórgia do Sul, mesmo com seu clima e condições inóspitas. Baleeiros noruegueses acharam aqui sua mina de ouro e, desde o início do séc. XX e por muitas décadas que se seguiram, fizeram da ilha o seu lar e base para a caça e exploração das baleias. Somente na estação de Grytviken chegaram a viver mais de 500 pessoas durante o verão e estação de caça, enquanto bem menos do que isso ficava lá durante o inverno. Era quase uma pequena cidade, com direito a igreja e escola. Muitas outras estações de baleeiros se espalharam pelas diversas baías da costa norte da ilha e o resultado trágico dessa caça indiscriminada foi a quase extinção de muitas das espécies desse magnífico animal. Falarei mais disso quando chegarmos nessas antigas estações.
Salisbury Plain, na Geórgia do Sul, a 2a mais populosa colônia de pinguins rei do mundo
A temível skua, uma ave de rapina, em Salisbury Plain, na Geórgia do Sul
Além dos baleeiros, eram os pesquisadores e exploradores polares os outros a frequentar essa ilha naqueles tempos. Entre eles, o famoso Ernest Shackleton, autor de uma das maiores proezas da história das explorações quando, junto com uns poucos companheiros, conseguiu voltar a remo da Antártida até a Geórgia do Sul. Como chegou a costa sul da ilha, ainda teve de cruzar a pé suas montanhas para, finalmente, encontrar ajuda em Grytviken e organizar outra expedição para salvar sua tripulação deixada na Antártida. Era o ano de 1915 e essa é outra história que vou ter de contar direito mais tarde, quando também nós formos fazer parte do trekking que Shackleton fez pra cruzar as montanhas geladas da Geórgia.
Um grupo colorido de piinguins Rei, em Salisbury Plain, na Geórgia do Sul
Carinho de filho para mãe, elefantes-marinhos em praia de Salisbury Plain, na Geórgia do Sul
Felizmente, a caça a baleia acabou por aqui. Primeiro, porque já quase não haviam baleias. Segundo, porque a prática acabou proibida. Então, os baleeiros se foram. Assim como os exploradores antárticos, já que o continente já havia sido explorado. O próximo interesse foi estratégico-militar. A posse das ilhas sempre foi britânica, mas a soberania era reclamada pelos argentinos. Em 1982, no contexto da Guerra das Malvinas, eles chegaram a ocupar brevemente partes da ilha. Chegaram em 3 de Abril daquele ano e, numa breve batalha em que perderam um helicóptero e 3 homens, acabaram por conquistar Grytviken, que contava com uma guarnição de 22 marines britânicos. Entre os ingleses que não se entregaram e ficaram em outras partes da ilha, o nosso guia de história da expedição, Damien Sanders. Imagina quanta história não tem para nos contar! Três semanas mais tarde os britânicos reconquistaram o lugar, após danificar e capturar o submarino argentino Santa Fé. As tropas de terra argentinas, lideradas pelo Capitão Alfredo Astiz, se entregaram sem luta. Astiz, um cruel torturador das equipes de repressão do governo militar, aparentemente só era “corajoso” quando tinha o controle da situação. Na Argentina, enquanto a Guerra das Malvinas continuava (só terminou no início de Junho), a imprensa ufanista dizia que os soldados continuavam a lutar na Geórgia utilizando-se de táticas de guerrilha.
Guindaste ergue um dos zodiacs no convés do Sea Spirit, em Salisbury Plain, na Geórgia do Sul
Bem vindos a Salisbury Plain, na Geórgia do Sul!
Bom, felizmente, nada mais de baleeiros e de soldados nesse paraíso da vida selvagem. Apenas pesquisadores e turistas, todos em busca das fantásticas paisagens, dos magníficos pinguins rei, a segunda maior espécie desse pássaro, do albatroz real, a ave com a maior envergadura de asas dentre todas as espécies que voam e dos gigantescos elefantes-marinhos, que chegam a ter 8 metros de comprimento. Nós já vamos ver um pouquinho de tudo isso logo no nosso primeiro dia em Geórgia, quando vamos desembarcar em Salisbury Plain, frequentada por leões0marinhos e elefantes-marinhos e local da 2ª maior colônia do mundo de pinguins rei e Prion Island, quando vamos estrear nossos caiaques (finalmente!) e acompanhar os primeiros voos dos filhotes de albatrozes. Dá para imaginar a ansiedade?
Todos ao conés para fotos! (em Salisbury Plain, na Geórgia do Sul -foto de Peter)
Chegando perto do mar pela primeira vez no Hawaii, no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island
Aproveitamos que nossos corpos ainda estavam no fuso horário da Califórnia e acordamos bem cedo aqui no Hawaii, para nosso primeiro dia de explorações. Ele prometia ser longo, com direito a matas e cachoeiras, mercados e vulcões, do nível do mar até os 4 mil metros de altitude. Ainda bem que aqui, mais ao sul, o dia dura mais e nos dá tempo de fazer mais coisas. Ficar escuro às cinco da tarde, nenhum viajante merece! É o que estava acontecendo na Califórnia. Aqui no Hawaii, ganhamos ao menos uma hora no final da tarde!
Nosso jipão em Big Island, no Hawaii (a Fiona que não veja essa foto!)
Experimentando frutas no mercado de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Já saímos de mala e cuia do nosso simpático hostal em Hilo, uma tradicional cidade havaiana que ainda se mantém razoavelmente livre dos turistas. Aqui na Big Island, eles preferem Kona, na costa leste. Como a noite de hoje não será mais por aqui, já desocupamos o quarto. Mesmo que fosse para dirigir apenas uns poucos quarteirões, até o mercado da cidade, uma espécie de feira livre que acontece todos os dias, pela manhã.
Frutas tropicais no mercado de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Venda de longon (a amarelinha) e rambutan (a vermelha) no mercado de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Foi a melhor maneira de já entramos no clima de um país tropical. Apesar de ainda estamos nos Estados Unidos, a cara da feira era a mesma de qualquer país de terceiro mundo, cheio de bancas com frutas tropicais. Algo totalmente exótico para os americanos do continente que aqui chegam. Para nós, brasileiros, nem tanto. Bananas, abacaxis, papayas e outras frutas do nosso “repertório”. Mas tem também as diferentes, com mais cara de Ásia do que América, como as deliciosas longons e rambutans. Experimentamos todas e já fizemos nossa compra para o dia, incluindo até um delicioso suco de maracujá fresco, feito na hora!
Depois de tanto tempo, de volta à vegetação tropical, na região de Hilo, na Big Island, no Hawaii
Dali, a bordo do nosso jipão vermelho, fomos explorar a região ao oeste de Hilo. As estradas são cercadas de muito verde, mas ao contrário dos pinheiros e outras coníferas americanas, o que vemos aqui são palmeiras, samambaias, bambus e outras árvores tropicais. Depois de tanto tempo longe da linha do equador, os olhos custam a acreditar no que estão vendo. Mais estranho ainda é conciliar aquela paisagem com o padrão da estrada e os sinais em inglês. Parece que algo não está combinando, hehehe
Muito verde na região de Hilo, na Big Island, no Hawaii
Depois de alguns mirantes para se observar o mar, que é a coisa que todo mundo quer ver quando chega ao Havaí pela primeira vez (não, não há ondas gigantes em todas as praias daqui!), seguimos um pouco para o interior, para ver uma das maiores cachoeiras do arquipélago. Não dessas que escorrem pela pedra, mas das que caem diretamente para o fundo. São as Akaka Falls, com mais de 100 metros de altura em um “single drop”.
A bela Akaka Falls, perto de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Mais impressionados do que com a cachoeira, ficamos com os peixes que a escalam, para poder depositar seus ovos lá encima, no mesmo lugar em que nasceram alguns anos antes. Impressionante! Só vendo para acreditar mesmo (nós não vimos!). Eles têm uma ventosa e com ela, literalmente, escalam o paredão atrás da cachoeira, enquanto se molham e se hidratam com a água e vapor que estão sempre por ali. Fico imaginando quanto tempo dura a tal escalada... Será que eles não podiam colocar seus ovos na parte de baixo mesmo? Depois dessa, passei a achar o esforço dos salmões em subir as corredeiras dos rios do Alaska se desviando das mandíbulas dos ursos e bicos das águias coisa de amador. Esse peixinho daqui faria isso com uma mão nas costas!
Uma das belíssimas flores no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Flores de todas as cores e formas no magnífico Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Das cachoeiras, já no caminho de volta para Hilo, fomos para o Jardim Botânico da região. Obra de um casal que se mudou para cá na década de 80. Depois de acharem um lugar para morar e curtir a aposentadoria, encontraram esse terreno numa encosta em frente ao mar, completamente tomada pelo mato. Amantes das plantas, eles o compraram e passaram as décadas seguintes remodelando aquela bagunça, levando ordem e beleza ao lugar. E trouxeram a “beleza” dos quatro cantos do mundo, inclusive muita coisa do Brasil.
Flores de todas as cores e formas no magnífico Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Flores de todas as cores e formas no magnífico Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Sorte nossa e de todos os que visitam essa verdadeira obra de arte. Para quem entende de plantas e flores, certamente poderia passar ali o dia inteiro. A quantidade, qualidade, diversidade e beleza das flores impressionam. De todas as cores, formas e tamanhos, muitas que eu nem imaginava poder existir. Dezenas de espécies de bromélias e orquídeas e outras flores tropicais, todas lado a lado, um verdadeiro colírio para os olhos.
Prestando reverência ao deus Ku, no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Na parte de baixo do parque, chegamos outra vez perto do mar. Um lugar que já foi uma vila havaiana, virou uma fazenda, descambou para um terreno baldio e hoje é um jardim dos deuses. Com vista para o mar do Havaí. Espetacular! Falando em deuses, impossível não comentar que encontramos um deles. Na verdade, a estátua de um deles. Representa uma importante divindade havaiana, que atende pelo sugestivo nome de Ku. Assim como faríamos com Odin, Zeus ou Toutatis, prestamos as devidas reverências. Não poderia ter escolhido um lugar melhor para seu altar!
Piscinas naturais se formaram em antigo lençol de lava que avançou sobre o mar, ao sul de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Do Jardim Botânico voltamos para Hilo, atravessamos a cidade e seguimos rumo ao litoral, um pouco mais ao sul. É um litoral relativamente novo, resultado de erupções vulcânicas bem recentes. A lava escorreu até o mar, aumentando o tamanho da ilha e criando terraços de pedra (lava endurecida) que hoje formam piscinas naturais durante a maré alta. Quem aproveita são pequenos peixes e crustáceos, que aí ficam protegidos dos predadores maiores. No lugar deles, hoje tem de lidar com os turistas, que vão até aí com suas máscaras e snorkel para poder observá-los.
Caranguejo descansa sobre lava endurecida no litoral ao sul de Hilo, na Big Island, no Hawaii
Não era o nosso caso. Nós estávamos mais interessados nas próprias formações rochosas que nos seus habitantes marinhos. Estar ali tão perto dessa recente batalha entre o fogo e a água, numa guerra que já dura alguns milhões de anos, atiça nossa imaginação. Certamente, ainda vou falar muito disso nos próximos posts, principalmente aqui na Big Island, o campo atual de batalha entre esses dois elementos naturais.
O primeiro banho de mar no Hawaii a gente nunca esquece! (no Isaac Hale Beach Park, ao sul de Hilo, na Big Island)
As piscinas são bem rasas e resolvemos seguir um pouco adiante, até um parque estadual onde há uma praia um pouco mais funda. Aí a Ana deu seu primeiro mergulho no mar havaiano com cara de Caribe (é a nossa referência!). Havia uns poucos surfistas na área, mas o dia era de mar calmo. Eu ainda deixei a minha estreia mais para frente, mas a Ana se esbaldou na água de temperatura agradável.
Estrada secundária atravessa túnel de árvores ao sul de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Mas ela teve de ser rápida. Afinal, já estávamos no meio da tarde e ainda tínhamos uma montanha para subir. E não era uma morro qualquer, mas a maior montanha do mundo! Estou falando do Mauna Kea, uma elevação colossal, assunto do próximo post...
No topo do Mauna Kea, mais alto que as nuvens, na Big island, no Hawaii
Mergulhando nas piscinas naturais da Praia de Taipus de Fora, em Barra Grande, Península do Maraú - BA
Em muitas das infindáveis listas de praias mais bonitas do Brasil que vivem saindo nas revistas e guias de turismo aparece o nome de Taipus de Fora. Essa praia, cinco quilômetros ao sul de Barra Grande, é realmente muito linda. Uma longa faixa de areias brancas, ladeadas de centenas de coqueiros e o mar esmeralda logo em frente. O arquétipo de praia tropical. Como ela, há dezenas por aqui. Algo mais a diferencia das outras...
Piscina natural na Praia de Taipus de Fora, em Barra Grande, Península do Maraú - BA
O que a torna especial é o que ocorre na maré baixa. Um recife a cem metros da praia represa a água do mar formando uma longa piscina de quase um quilômetro de comprimento, cem metros de largura e uma profundidade que chega aos quato metros. A piscina fica repleta de peixes e outras criaturas marinhas, como peixes e crustáceos. E fazem a festa dos turistas que, ao contrário de outros lugares do nosso litoral, só tem de dar alguns passos para entrar no aquário, ao invés de ter de pegar uma jangada mar adentro por alguns quilômetros.
Admirando a piscina natural em Taipus de Fora, Barra Grande - BA
Nas marés grandes (lua nova e lua cheia), os turistas vem de longe, chegando bem na hora da maré mais baixa. No nosso caso, foi às 8 da manhã. A lua não estava tão favorável, mas mesmo assim estava muito jóia. Passamos uma hora mergulhando por entre os corais, nos divertindo com peixes, lagartas e passagens estreitas. A temperatura da água ajuda muito e não sentimos nenhum frio, vestindo apenas roupa de banho. Já levamos nossas máscaras e nadadeiras, mas é possível alugar isso tudo bem em frente à piscina, onde há bares e ambulantes. Até mesmo material para mergulhos autônomos e noturnos.
Mergulhando nas piscinas naturais da Praia de Taipus de Fora, em Barra Grande, Península do Maraú - BA
Como estamos num dia de semana e fora das férias, não havia muito movimento. Quem estava lá era os nossos amigos do passeio de barco, os mineiros cantores e o simpático casal baiano. Depois do mergulho, uma confraternização ao redor de uma mesa com cerveja e mais uma despedida. Foi ótimo ter estado com todos eles e talvez ainda encontremos os mineiros em Morro. Tomara!
Nossos amigos mineiros e baianos na Praia de Taipus de Fora, em Barra Grande, Península do Maraú - BA
Já tínhamos ido para lá com mala e cuia e seguimos a península para o sul, em direção às lagoas. Apesar de bem estreita a Península do Maraú tem várias lagoas de água doce e lanolina, que lhe conferem uma cor bem escura, quase negra. O contraste com o mar esverdeado é evidente. Vendo de cima, as duas águas tão próximas e tão diferentes, fica muito lindo!
A lagoa Casange, na Península do Maraú - BA
As duas lagoas principais são a Lagoa Azul (que de azul não tem nada!) e a Cassange, muito maior. Através de trilhas entre coqueirais e sobre bastante areia fofa, a Fiona nos levou até ela. Na Cassange, aproveitamos para tomar um belo banho de água doce e tratar os cabelos. Afinal, lanolina é matéria-prima de shampoos! Nossos cabelos saíram soltinhos lá de dentro.
A lagoa Casange, na Península do Maraú - BA
Frescos de água doce, seguimos em frente pois o dia estava apenas começando...
Explorando a Península do Maraú - BA
Placa trilíngue, em Provo, dá pista dos problemas sociais trazidos com a imigração haitiana. Nossa experiência com as pessoas do Haiti foram ótimas e estamos super ansiosos para visitar o país!
Vamos viajando e ficando mais descolados na comunicação em outras línguas. Tanto no espanhol como no inglês. A primeira, praticamos um tanto em Miami e agora aqui, em Turks e Caicos. Além da imigração haitiana, também há muitos dominicanos no país. Todos falam inglês, com mais ou menos sotaque. Mas, assim que reconhecemos um, mudamos para o espanhol e eles adoram. E assim, vamos praticando o nosso. Enfim, vamos ouvir e falar muito esse idioma nesta viagem. Vamos ver se, ao final, vamos ser craques em reconhecer os diferentes sotaques e, quem sabe, até imitá-los.
O inglês também melhorou muito, principalmente o entendimento. Só temos que nos acostumar, de vez em quando, com algum sotaque mais ardido. Mas, no geral, temos nos virado muito bem. A fluência nossa também melhora a olhos vistos (nesse caso, seria mais certo dizer "orelhas ouvidas"). É só deixarmos a vergonha e o perfeccionismo de lado.
A Ana, com um vocabulário menor que o meu, manda ver. É a vantagem de ser mais social e desavergonhada (no bom sentido!). No entendimento, muitas vezes ela é mais rápida do que eu também. Danada! Realmente, está bem interessante acompanhar o nosso desenvolvimento nas duas línguas. E continuará sendo!
Aqui em Provo, tivemos contato com outras duas línguas. Primeiro, o creoulle, uma espécie de francês bem distorcido, falado principalmente no Haiti. Por enquanto, o máximo que consigo entender são os números. Isso também vai ter de evoluir. A outra língua é o próprio francês. No táxi que nos trouxe de volta do porto hoje, havia três haitianos conversando em creoulle. A Ana ficou me testando, para ver o quanto eu entendia (afinal, sempre disse a ela que eu já falei francês e ela vive me testando, querendo me ouvir falar essa língua. Até hoje, sempre me esquivei) e, ao final da corrida, mais uma vez me chateou, dizendo que o tal do meu francês era estória da carochinha, só para impressioná-la nos tempos de namoro. Pois bem, não é que a funcionária que nos recebeu, também haitiana, ao descobrir que éramos brasileiros, resolveu mandar ver no francês (eles falam as duas línguas, creoulle e francês). Dessa vez, com a Ana ali do lado, olhos arregalados e atentos, resolvi enfrentar. E foi muito jóia, bem melhor do que a encomenda. Já deu para ver que, basta eu esquentar um pouco e tomar uma cervejinha e vou mandar muito bem! He he he, que moral que fiz com a amada esposa! Agora, depois dessa, fiquei bem curioso em chegar à Guiana Francesa.
Por fim, não sei se vocês já perceberam, mas não é só nós que estamos falando outras línguas. O site (os blogs) também! É só clicar nas bandeirinhas aí acima, inclusive para traduzir os comentários. Aqui, falamos até alemão e japonês!. É bem engraçado nos ler em outras línguas. Em geral, são boas traduções, mas às vezes há erros bizarros. Testem o post em que falo da barata na bota da Ana. Barata (o inseto) virou cheap. E como o google traduz primeiro para o inglês para depois traduzir para as outras línguas, todas as outras traduções carregam o mesmo erro. Só não consegui conferir isso na tradução japonesa, por motivos óbvios. Alguém aí consegue conferir isso para mim?
Partida de Speyside em direção à Crownpoint. Mão inglesa em Tobago
Conforme combinado, "nosso" carro chegou ao hotel logo cedo. Dois dias antes, após árdua negociação ao telefone, consegui alugar um carro por um dia, pegá-lo em Speyside e, o melhor, devolvê-lo no aeroporto de Crown Point, no outro dia cedinho. Assim, a economia do táxi para nos levar através da ilha, mais a diferença de preços entre nossos hotéis em Speyside e Crown Point foi mais do que o suficiente para pagar a diária do carro mais o combustível. Um bom negócio!
Dirigindo de Speyside à Crownpoint, em Tobago
Fui com o rapaz da empresa até seu escritório preencher a papelada e, na volta, já ao volante, vim me acostumando à mão inglesa e ao volante do lado direito do carro. Para mim, o mais difícil é não confundir o limpador de parabrisas com o pisca-pisca. Sempre ligo o errado! Fora isso, o resto é tranquilo, principalmente nas estradas pouco movimentadas de Tobago.
Na bela praia de Parlatuvier Bay, durante a viagem de Speyside à Crownpoint, em Tobago
Nós seguimos para o outro lado da ilha pela costa norte, voltada para o mar do Caribe. É uma estrada muito parecida com a Rio-Santos, subindo e descendo morros, só que bem mais estreita. Entre cada morro, uma baía com uma praia linda, água verdinha, areia amarelada, as montanhas mergulhando no mar. Muito parecido mesmo com aquele litoral de Ubatuba à Angra dos Reis.
A bela praia de Parlatuvier, durante viagem de Speyside à Crownpoint, em Tobago
Passamos e fomos tirando fotos de Charlotteville, Bloody Bay (linda baía palco de uma sangrenta batalha entre holandeses e franceses), Parlatuvier, Castara e Englishman's Bay. Sempre com uma vista magnífica do mar do Caribe, principalmente quando estávamos no alto dos morros.
Restaurante em Castara Bay, onde almoçamos durante a viagem de Speyside à Crownpoint, em Tobago
Restaurante em Castara Bay, onde almoçamos durante a viagem de Speyside à Crownpoint, em Tobago
Em Castara, almoçamos num restaurante transado, na pontinha da praia. Era como se estivéssemos em alguma praia de Ubatuba. Muito legal! Mas, mais parecido ainda foi em Englishman's Bay, onde fomos curtir a praia e nadar um pouco. Ela fica um pouco afastada da estrada principal, o que lhe empresta um ar mais isolado. Igualzinha à Praia vermelha do Sul (dos Arquitetos), em Ubatuba. Mesma água, mesma areia, orla sem casas aparentes e algumas casas no alto do morro. Eu e a Ana até fomos nadando até uma bóia mais distante, exatamente como fizemos nesta praia em Ubatuba. Não sei se, ao fazer isso, matamos a nossa saudade ou se a aumentamos mais ainda... De qualquer maneira, foi ótimo!
Praia de Englishman'´s Bay, na costa norte de Tobago
Praia de Englishman'´s Bay, na costa norte de Tobago
Também ficamos amigos de dois casais de americanos, todos da melhor idade, que ficaram muito interessados em nossa viagem. Até ofereceram guarida para nós, quando passarmos por Milwalkee. Será que chegaremos lá?
Encontro com os casais americanos de Miwaukee, na praia de Englishman'Bay, em Tobago
Ainda deu tempo de pegar um lindo pôr-do-sol na Great Courland Bay, local onde há um monumento à esta antiga nação desaparecida no tempo. De lá para o nosso hotel em Crown Point. Foi um dia bem gostoso, o último desse nosso primeiro ano de viagem!
Magnífico pôr-do-dol em Great Courland Bay, região de Crownpoint, em Tobago
As famosas "repúblicas" de Ouro Preto - MG
O dia começou com o sofrimento necessário, na cadeira da dentista. Agora, só falta mais uma "visita". Depois, só no fim da viagem! Obaaa!!! A Sony e a Nikon já estão nas devidas manutençoes, portanto estamos sem máquinas. Na sexta a Nikon fica pronta e a Sony, só quando voltarmos do sul. Começo a montar o "dossiê" que enviarei ao consulado do Canadá. Visita ao antigo escritório, para rever os ex-colegas de trabalho. E a vida vai seguindo aqui em Curitiba...
No site, hoje faço homenagem às cidades históricas que passamos nestes 400 dias de viagem. Sempre charmosas e interessantes, com certeza são um dos focos desse nosso passeio pelas américas...
A jóia do litoral fluminense, a deliciosa Parati, tão boa para relaxar, comer bem, ouvir boa música, visitar galerias, voltar ao passado. Que o futuro nunca chegue!
Parati - RJ, vista do mar
Tiradentes se destaca, mesmo dentro do grupo das incríveis cidades históricas mineiras. Difícil é ir embora...
Igreja Matriz de Sto. Antonio, em Tiradentes - MG
Longe do agitado centro comercial de Porto Seguro se esconde um local tranquilo e pitoresco...
Casario no centro histórico de Porto Seguro - BA
Salvador dispensa apresentações. Nas cercanias do centro histórico, cada alto de morro e cada ângulo nos reservam panoramas maravilhosos
Santo Antônio visto do Pelourinho, em Salvador - BA
Olinda! O nome vem exatamente dessa expressão: Oh...linda!!!" Já encantava há séculos...
Casas coloridas em Olinda - PE
Triunfo, no interior de Pernambuco, assim como diversas cidades do sertão nordestino, tem um casario antigo charmoso e bem preservado.
Casario colorido em Triunfo - PE
São Luís, com suas casas revestidas de azulejos para proteger do calor intenso. Fundada por franceses mas com forte influência arquitetônica lusitana
Rua com sobrados restaurados no centro histórico de São Luís - MA
Alcântara, do outro lado da baía, longe da confusão da capital, verdadeiro refúgio da tranquilidade. Imperdível!
Na bela praça central de Alcântara - MA
Pirenópolis, cidade histórica goiana, capital nacional das cavalhadas.
Cavalgadas em época de folia em Pirenópolis - GO
Celebrando o natal em Penedo - AL, ao lado do São Francisco
Chegamos já de noite na nossa Pousada Colonial, em Penedo, toda decorada para o natal. Do nosso quarto no segundo andar, piso de madeira e pé direito bem alto tínhamos uma bela visão do Velho Chico, poucos metros à nossa frente.
Missa do Galo em Penedo - AL
Eu e a Ana fomos "ceiar" num dos restaurantes mais tradicionais da cidade, com o apropriado nome para uma data como hoje de Oratório. No caminho, passamos por uma das muitas, belas e históricas igrejas dessa cidade colonial, onde se realizava a Missa do Galo, o que nos fez entrar ainda mais no clima natalino.
Missa do Galo em Penedo - AL
Apesar de longe das nossas famílias, a tecnologia do mundo atual ajuda bastante a encurtar essas distâncias. Sentados no restaurante, nos refestelando com uma deliciosa Tilápia, o simpático e amigo Velho Chico ali do lado, falamos com nossos pais e irmãos. Ali, soubemos que as flores que mandamos entregar (via internet e telefone) em suas casas haviam chegado em seus destinos. Com a ajuda da interent a Ana rapidamente achou floriculturas em Ribeirão e em Curitiba. Com a ajuda do celular, ela fez as encomendas. Com a ajuda do cartão de crédito e do doc eletrônico, ela pagou. E assim, a mais de 3 mil quilômetros de distância, conseguimos presentear nossos entes queridos.
Ceia natalina: Tilápia! (em Penedo - AL)
Falar com eles nos fez sentir mais próximos. Mesmo que tão distantes. É... viajar esses 1000dias há cem, cinquenta, mesmo dez anos atrás seria bem mais difícil!
Falando com os pais no natal, em Penedo - AL
Chegada ao aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago
Duas horas de sono e o nosso telefone já tocou. Era a portaria do hotel nos acordando, conforme combinado, para que não perdêssemos o ônibus para o aeroporto. Trinta minutos mais tarde, uma última olhada na Fiona que ficava e estávamos entrando no microônibus, cara de sono, não muito diferente dos outros passageiros. Ainda passamos em outros dois hotéis para depois seguirmos ao aeroporto, uma hora de viagem onde ganhamos mais uma hora para dormir.
Todo esse esforço para lá chegar e descobrir que o avião da Surinam Airlines estava com problemas técnicos, sem previsão de horário para partida. Saudades instantâneas da Fiona e da liberdade que ela nos proporciona. Bem, muita reclamação, enrolação e enfim vem a informação do novo horário de decolagem: 10:00.
Longa espera no aeroporto de Paramaribo, no Suriname. Deu até para dormir ou trabalhar...
Era seis e meia quando conseguimos fazer o check-in e entrar na área de embarque do pouco movimentado aeroporto. Ali, boa parte dos passageiros se aboleta nos bancos e dorme. Alguns, como a Ana, profundamente. Eu também durmo um pouco. Mas também consigo trabalhar um pouco tentando aproveitar o tempo perdido.
O avião decola um pouco antes das onze. Deixamos a América do Sul para trás em direção ao Caribe. Por coincidência, quase um ano mais tarde, iniciamos nosso segundo tour por essas ilhas entre as américas. O engraçado é que lembro que no meu atlas das aulas de geografia do ginásio, Trinidad e Tobago fazia parte da América do Sul. Nunca entendi porque, talvez pela proximidade, mas o fato é que estavam no nosso continente. Bom, tecnicamente, até podem ser, mas na prática, são tão Caribe como Bahamas ou Martinica.
Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago
Pouco mais de uma hora depois, aterrisamos no aeroporto internacional de Port of Spain, capital do país. Trinidad, a maior das duas ilhas, foi colônia espanhola até o finalzinho do século XVIII. Daí o nome do país e da capital também. Aí, foi tomada pelos ingleses que permaneceram por aqui até a década de 60. Por isso, a língua falada no país é o inglês, e náo o espanhol.
No aeroporto, muitas estátuas carnavalescas. A cidade tem o carnaval mais agitado do Caribe e nós chegamos com duas semanas de atraso. Bom, teria sido muito mais difícil e caro achar um hotel... Viemos para o Monique's Guest House. No caminho, o taxista afirma que estamos na estação seca, que não há perigo de chuva. É, ele não nos conhece... Chove a tarde inteira. Tempo ideal para dormirmos um pouco, sono atrasado de alguns dias.
Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago
De noite, aqui perto, com muita fome, vamos comer num lugar com Karaokê. A gente só ouve os profissionais. Incrível a voz desse povo. A melanina faz muito bem às cordas vocais, isso é indiscutível! Amanhã é dia de explorar a cidade e planejar nossos dez dias por aqui, entre Trinidad e Tobago. E, aos poucos, vamos nos acostumar com o sotaque deles. Por enquanto, não está muito fácil entender esse inglês pela metade...
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