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SHUFFLE Há 1 ano: Bahia Há 2 anos: Bahia

O caminho foi a viagem, o meio e o fim.

Brasil, São Paulo, São Paulo

Dos jardins ao centro, uma leitura básica e superficial da divisão social paulista a partir do metrô.

Linha Amarela – Nova Estação de Metrô da Faria Lima – proletariado curioso da Faria Lima, uma vez que este metrô está apenas em fase de teste. Realmente é um metrô de primeiro mundo, novinho, funcional e muito seguro. Achei curioso que nenhuma cadeira tem apoio no chão, são todas afixadas pela lateral ou barras elevadas, o que facilitará e muito a manutenção e limpeza do trem. Na estação as portas de vidro separam o trilho da plataforma, pensando na segurança dos usuários suicidas ou da muvuca em polvorosa por não perder o próximo trem.

A nova e moderna linha de metrô amarela, em São Paulo

A nova e moderna linha de metrô amarela, em São Paulo


Linha Verde – Paulista – estudantes de classe média-alta e trabalhadores engravatados. Todos apressados, muito ocupados, mas sempre com aquele tom blasé de quem se sente mais importante do que realmente é. O metrô condiz com a educação deste público, limpo, bem conservado, campanhas publicitárias bem direcionadas sobre cultura e marcas da moda.

Linha Vermelha e Linha Azul - Sé e República – classe média baixa, a famosa e tão falada classe C em ascensão. O metrô lotado já é mais sujo, pichações e as campanhas acompanham o interesse do povo. Show sertanejos, hip hop e shoppings populares. São milhares de pessoas preocupadas em sobreviver. Guerreiros dispostos a brigar por seu espaço, seja ele no mercado de trabalho ou até mesmo no trem lotado. Na Praça da Sé vemos o desdobramento disso, vendedores ambulantes, artistas solitários fazendo apresentações para um grupo de pessoas, manifestação no prédio do governo.

Catedral da Sé, em São Paulo

Catedral da Sé, em São Paulo



E no caminho, apenas em minha mente, o som de Caetano Veloso...

É que quando eu cheguei por aqui, eu nada entendi,
Da dura poesia concreta de suas esquinas,
Da deselegância discreta de suas meninas...”.

Permeando o caminho: um almoço no Bar da Dona Onça, no Copan, prédio de Oscar Niemayer.

O famoso prédio Copan

O famoso prédio Copan


Compras rápidas nas lojas de fotografia na 7 de Abril. Caminhar pelo Viaduto do Chá,

Vista a partir do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo

Vista a partir do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo

Viaduto do Chá

Viaduto do Chá


Pateo do Collegio, local onde foi fundada a cidade de São Paulo até chegar na “Sé Square”, como dizia a placa indicativa turística.

Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo

Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo


Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo

Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo

Brasil, São Paulo, São Paulo, Capital, centro, Metrô, Metropole

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De volta à ativa!

Brasil, Distrito Federal, Brasília

Catedral de Brasília - DF

Catedral de Brasília - DF


Brasília é linda durante o dia, mas, na minha humilde opinião, é ainda mais bonita à noite. Não porque ontem à noite foi a minha última (e única) chance de conhecer Brasília nessa passagem. Sim porque os prédios monumentais criados pelo arquiteto Oscar Niemeyer ficam ainda mais bonitos iluminados, além da cidade ficar mais tranqüila e o clima muito mais agradável.

O Itamaraty, em Brasília - DF

O Itamaraty, em Brasília - DF


Eu ainda estava com dores e meio fraca, mas não ia embora de Brasília sem andar pela Praça dos 3 Poderes, fotografar e colocar tudo aqui no post para vocês. Todos temos um lado muito patriótico que sempre aflora em momentos especiais como os jogos de futebol, basquete, vôlei, só não imaginei que conhecer a nossa jovem capital também me faria ficar emocionada.

O Congresso visto da Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF

O Congresso visto da Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF


O STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF

O STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF


Outra emoção é voltar a viajar e conhecer com o meu amor, que já estava se acostumando a ficar longe de mim nas suas andanças por Brasília.

>>> Ver post “Água Mineral” no blog do Ro.

Palácio da Alvorada, em Brasília - DF

Palácio da Alvorada, em Brasília - DF


Mais uma noite de descanso e seguimos hoje para a cidade de Chapada Gaúcha, no norte de Minas Gerais. Atravessamos o Distrito Federal e Goiás até o norte de Minas para conhecer o Parque Nacional Grande Sertão Veredas. Já entramos em contato com o José, do ICMBio que faz a administração do parque e conseguimos a autorização para entrar no parque. Amanhã será um dia de muitas andanças para explorar estas veredas, fotografar os buritis e quem sabe dar sorte de ver uma sucuri, emas e outras espécies selvagens.

Brasil, Distrito Federal, Brasília,

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Pachamama

Argentina, Humahuaca

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Tivemos sorte de chegar em um dia importante no calendário deste povo, que comemorava o final de um ciclo e início de um novo ano. Na praça central de Humahuaca encontramos vários grupos fazendo oferendas à Pachamama. O Rodrigo curioso foi ver e me falou, aquele pessoal ali está fazendo alguma coisa parecida com macumba. Eu que adoooro tudo isso foi logo ver o que estava acontecendo.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Pachamama, na crença andina, é a mãe terra. A divindade responsável por tudo que existe na vida. Ela é muito protetora e fiel mas também cobra de vingativa quando se sente desrespeitada. Acredita-se que Pachamama tem uma presença sobrenatural nesta região e todos os anos no início do mês de agosto é feita uma cerimônia onde as pessoas oferecem seu respeito, amor, dignidade e agradecimento à mãe terra, pedindo por proteção, saúde e tempos melhores para o seu povo e sua família.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


A cerimônia é preparada com antecedência e faz oferendas diretamente à mãe terra. Na praça principal de Humahuaca foi cavado um buraco na terra, onde a divindade recebe diretamente as oferendas. Todos podem participar, fazendo uma fila e sempre em duplas. Dentre as oferendas estão cigarros de tabaco, um chá com diversas ervas, folhas de coca, planta sagrada dos povos ancestrais andinos, álcool, elemento da saúde. O papel picado, a cerveja, vinho são oferecidos como símbolo da alegria.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Sempre me senti atraída por estes conhecimentos e crenças da cultura andina. Os xamãs possuem uma visão mais ampla do mundo e da natureza. Uma visão de integração entre nós, seres humanos, e a mãe terra. Lembro quando tinha 14 anos, participei de um congresso holístico e vi uma palestra de um xamã onde ele explicava em linhas gerais, fazendo um paralelo entre o nosso corpo e a terra. O solo é como os nossos músculos, nos dá a base e a força, os rios são como as nossas veias, limpam e purificam, as árvores os nossos pulmões... Assim, quando poluímos os rios, a terra fica doente, nosso sangue está doente... Está tudo interligado.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Não tive dúvida, entrei na fila para participar da cerimônia. Minha dupla foi um argentino, artista muito espiritualizado que também estuda o xamanismo. Nós nos ajoelhamos em frente ao poço das oferendas, pedimos permissão à Pachamama, jogando folhas de coca, para lhe entregarmos nossas oferendas. Enquanto vamos derramando os diferentes tipos de bebida, vinho, cerveja, álcool, etc, pedimos perdão, fazemos nossas preces e pedidos e agradecemos à proteção da mãe terra. Durante toda a cerimônia é feita uma defumação com uma planta, que alguns dizem ser alucinógena. Ao final brindamos e bebemos algumas bebidas licorosas que eles nos dão em copinhos e recebemos os confetes da alegria na nossa cabeça.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


É uma cerimônia forte e muito simbólica. Saí dali com uma ótima sensação de bem estar, não só pelo incenso e pelas bebidas, mas sem dúvida por toda a energia positiva da natureza canalizada naquele ato. Começamos um novo ano reenergizados para os próximos 550 dias de estrada, de paz com a vida e em sintonia com a mãe terra, Pachamama.

Mais informações sobre a cerimônia podem ser encontradas neste link: http://www.tilcarajujuy.com.ar/general/calendario/pachamama/pachamama1.htm

Argentina, Humahuaca,

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Fechou o tempo.

Brasil, Paraná, Curitiba

Fechou o tempo. Acordamos com aquele barulhinho gostooooso de chuva. Eu estava mesmo precisando recuperar o sono... CHUVA? Sim! Nossa programação era sair hoje cedo para o Pico Paraná, estava tudo pronto! CHUVA NÃAAAAO! É um pesadelo, sempre que chegamos aqui o tempo fecha, parece até que ouço um aviso, com aquela voz meio divina vinda do céu... “miiiil diiiiaaas, vocês não devem retornar a Curitiiiiba.”

Bem, íamos passar apenas algumas poucas horas da manhã resolvendo os pepinos, com chuva relaxamos e fomos ao trabalho. Um dia tentando resolver as burrocracias aqui e tudo fechado! Detran e serviços fechados... Só consegui pagar a taxa do PID no Banco do Brasil, pelo menos esta estatal não estava fechada. Mesmo em um feriado havia 12 pessoas na minha frente, peguei a senha e enquanto esperava via o programa político do PT. Quer coisa melhor para me deixar de mau humor? Fila no BB + Lula e Dilma fazendo campanha para a Gleisy e o Osmar Dias? Isso tudo logo depois do almoço? É dor de barriga na certa!

Mais tarde seguimos trabalhando no site e rezando para a chuva passar. Material de acampamento revisado e lá fora parece até que a chuva vai dar uma trégua.

PREVISÃO DO TEMPO

Climatempo

////
Chuva
19mm

Traduzindo: se eles estiverem certos, toda a chuva esperada para o mês de setembro na região centro-sul de SP irá cair amanhã. Belo dia para subir uma montanha.

Brasil, Paraná, Curitiba, chuva

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BR-174, A Estrada Reservada

Brasil, Roraima, Boa Vista, Waimiri Atroari, Amazonas, Presidente Figueiredo

Maravilhoso pôr-do-sol nos alagados entre Roraima e Amazonas

Maravilhoso pôr-do-sol nos alagados entre Roraima e Amazonas


A estrada de hoje é longa e cheia de histórias. São mais de 600km, praticamente toda asfaltada, o que não significa que esteja em boas condições de uso. A BR 174 liga a cidade de Boa Vista à Manaus, passando por diversos municípios do estado de Roraima até chegar ao Amazonas.

Trecho de terra na estrada que liga Roraima ao Amazonas

Trecho de terra na estrada que liga Roraima ao Amazonas


Nosso plano inicial era entrar no estado do Pará pela Perimetral Norte, estrada que já existe no mapa pelo menos desde 2005. Na prática ela vai apenas até o município de Entre-Rios e uma usina hidrelétrica alguns quilômetros adiante. Ainda tínhamos esperança, mas confirmamos esta informação nos postos do Ibama e no posto de gasolina que cruza a perimetral. Sendo assim vamos ao Plano B, que sempre foi o mais certo e infalível, seguiremos até Manaus e iremos para Santarém de balsa pelo Rio Amazonas.

Um dos muitos grandes rios no o sul de Roraima, na viagem para Presidente Figueiredo - AM

Um dos muitos grandes rios no o sul de Roraima, na viagem para Presidente Figueiredo - AM


No caminho nos despedimos do hemisfério norte, cruzamos a linha do Equador e voltamos ao Hemisfério Sul! Na mesma latitude de Macapá, onde começamos toda esta travessia das Guianas há exatos 54 dias atrás. Continuamos nosso caminho para a fronteira do estado do Amazonas.

Marco da linha do Equador, durante viagem entre Boa Vista, em Roraima e Presidente Figueiredo - AM

Marco da linha do Equador, durante viagem entre Boa Vista, em Roraima e Presidente Figueiredo - AM


Fomos parados duas vezes para fiscalização, a primeira uma blitz da vigilância sanitária, que está tentando formar uma barreira para o alastramento de pragas e doenças relacionadas à mosca da carambola e algumas primas próximas. Ele aproveitou para pregar a palavra de Deus e Jesus, boas palavras são sempre bem vindas. Poucos quilômetros a frente fomos parados para a fiscalização do IBAMA, que procura e apreende o tráfico de animais selvagens, plantas, etc. O pessoal do Ibama, polícia florestal, foram muito simpáticos e nos deram mais informações sobre a estrada.

Uma das barreiras sanitárias entre Roraima e o Amazonas

Uma das barreiras sanitárias entre Roraima e o Amazonas


Exatamente após o posto do Ibama fica a entrada da Reserva Indígena Waimiri Atroari. Esta reserva tem uma história forte e muito triste. As negociações e estudos para a construção desta rodovia se iniciou em 1970, porém ela cruza pelo meio da Reserva Indígena. Na época os Waimiris foram contra a construção e se armaram para defender seu território. 200 soldados do exército brasileiro foram mortos por flechas envenenadas, mas no lado dos índios as baixas foram muito maiores, mais de 1100 índios morreram ou pelos soldados ou por doenças trazidas com estes. Após 12 anos de batalhas e conversações os índios finalmente aceitaram negociar, porém impuseram algumas condições, algumas delas nos dizem respeito como o horário de tráfego na estrada, das 6h às 18h, deve-se evitar fotografar, filmar e parar na estrada dentro da reserva.

Entrada da reserva indígena entre Roraima e Amazonas

Entrada da reserva indígena entre Roraima e Amazonas


A reserva Waimiri Atroari possui em torno de 25 mil km2, 14 aldeias indígenas e vimos também uma mineiradora de nióbio, mineral duro como aço, porém de uma leveza incrível. É um mineral raro utilizado para a construção de satélites, entre outras coisas. Espero que os índios levem alguma nesta sociedade. Aos poucos a população está se restabelecendo, esta se resumia a 374 habitantes em 1986 e hoje soubemos que já nasceu o milésimo Waimiri!

Paisagem no sul de Roraima, na viagem para Presidente Figueiredo - AM

Paisagem no sul de Roraima, na viagem para Presidente Figueiredo - AM


Estávamos ainda no prazo, mas não podíamos demorar, caso contrário passaríamos pela reserva fora do horário permitido. Não paramos, não fotografamos (muito) e nem filmamos (nada demais), mas impossível não registrar as cenas maravilhosas do imenso arco-íris e do pôr-do-sol sensacional que nos acompanharam no final da tarde.

Lindo arco-íris no finzinho da tarde, na estrada entre Roraima e Amazonas

Lindo arco-íris no finzinho da tarde, na estrada entre Roraima e Amazonas


Hoje nosso objetivo era a cidade de Presidente Figueiredo, lugar que eu já planejava conhecer desde a primeira vez que estive em Manaus, há quase 10 anos atrás. No meio da bacia amazônica, Presidente Figueiredo é uma cidade orientada para o turismo em torno dos seus balneários e cachoeiras. Objetivo cumprido e o melhor, sempre com novas histórias para contar.

Fim de tarde na estrada entre Roraima e Amazonas

Fim de tarde na estrada entre Roraima e Amazonas

Brasil, Roraima, Boa Vista, Waimiri Atroari, Amazonas, Presidente Figueiredo, BR 174

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Oeiras

Brasil, Piauí, Oeiras

Oeiras, antiga capital do Piauí

Oeiras, antiga capital do Piauí


A qualidade de um guia pode modificar completamente uma viagem. Rafael, nosso guia na Serra da Capivara, sem dúvida alguma tornou a nossa experiência muito mais rica e especial. Um sanraimundense formado em geografia e criado nos arredores do parque, apaixonado pelo sertão, pela história de sua cidade, cultura e todas as riquezas pré-históricas e naturais aqui encontradas. Um guardião desta tesouro, como ele mesmo falou. Foi Rafael também quem nos falou sobre Oeiras, primeira cidade do Estado, que em 1718 foi elevada à condição de capital da Capitania do Piauí.

Com o Rafael, nosso guia na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Com o Rafael, nosso guia na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Estávamos ali tão próximos que não poderíamos deixar de conhecer a cidade mais antiga deste estado. Sabíamos que distância nem sempre quer dizer rapidez, mas não imaginávamos que seria tanto. Viemos ontem à tarde pela estrada que liga São Raimundo Nonato a Oeiras, passando por Simplício Mendes. Depois de Simplício a situação da estrada que já era precária ficou pior ainda. Completamente abandonada, com crateras na pista de asfalto e com o acostamento já tomado pela verde caatinga.

Transporte comum na Serra da Capivara e em todo o sul do Piauí

Transporte comum na Serra da Capivara e em todo o sul do Piauí


Enfim, chegamos à Oeiras, uma cidade histórica no interior do Piauí que participou ativamente da emancipação política brasileira em 1822. O casario antigo e a igreja matriz não deixam negar, Oeiras é uma cidade pequena, mas com muita personalidade. A população do município está em festa comemorando o dia da padroeira da cidade. Muito religiosos, todos participam dos festejos, novenas, quermesses e bingos de arrecadação da igreja.

Igreja em Oeiras, antiga capital do Piauí

Igreja em Oeiras, antiga capital do Piauí


Ficamos hospedados em na Pousada do Cônego, que fica em um casarão tombado pelo Patrimônio Histórico desde o século XVIII. A Fiona chama pouca atenção, ainda mais estacionada em frente à pousada e à principal praça da cidade, assim no dia seguinte tivemos uma ótima surpresa! Recebemos no hotel a visita de Bill, promotor de justiça de Oeiras e de Joca Oeiras, paulista radicado no Piauí há 8 anos. Joca é jornalista e na sua primeira visita à cidade logo se encantou e resolveu mudar-se pouco depois.

Com o João Oeiras, em Oeiras, antiga capital do Piauí

Com o João Oeiras, em Oeiras, antiga capital do Piauí


Trocamos entrevistas para nossos respectivos blogs, o Joca falou para o Soy loco e nós viramos notícia no Portal do Sertão, onde registraram a nossa passagem meteórica pela cidade, como bem disse Oeiras.

Veja a matéria .

Uma pena não termos ficamos mais, mas infelizmente com o cronograma apertado precisamos seguir viagem. Trocamos informações, conhecemos um pouco mais da cidade e ainda fomos agraciados com dois interessantes livros, um do próprio Joca Oeiras, Nós & Elis, que conta histórias que giram em torno da atmosfera política do bar de Teresina de mesmo nome. O segundo livro conta a história do Visconde de Parnaíba, líder político da cidade que lutou pela independência do Estado do Piauí, um dos últimos estados brasileiros a deixar de ser colônia de Portugal.


Foi uma passagem meteórica, mas muito rica e que deixou saudades da hospitalidade e das histórias. Que bom que pudemos levar conosco estas memórias e um pedacinho delas nestes livros.

Brasil, Piauí, Oeiras, cidade histórica

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Caribe Roots

Saint Martin, Marigot, Grand Case, Oriental Beach

Morrito Royale, na praia de Grand Case, em Saint Martin, no Caribe

Morrito Royale, na praia de Grand Case, em Saint Martin, no Caribe


Quando contamos para qualquer pessoa sobre a nossa viagem, seja um hippie, seja um americano super saudável financeiramente tirando férias no Caribe, nós ouvimos a seguinte pergunta: “Vocês são ricos?” Nós adoraríamos (ser ricos), mas (infelizmente) não é o caso. Simplesmente temos outras prioridades. Alguns querem ter um bom apartamento todo equipado, dois bons carros, uma viagem de 30 dias por ano para algum lugar no mundo e o principal, segurança. Nós optamos por ter apenas a parte da viagem (estendida, ok!), o resto iremos nos preocupar depois.

Feliz da vida em Orient Beach, em Saint Martin, no Caribe

Feliz da vida em Orient Beach, em Saint Martin, no Caribe


O Caribe é um destino caro, sem dúvida, mas existem diferentes maneiras de se explorar um lugar como este. Os que chegam aqui com seus magníficos veleiros e iates não tem com o que se preocupar, dormem no barco, muitas vezes cozinham no barco e acabam gastando menos do que imaginamos. Os europeus e americanos que chegam nos vôos diários da Europa e Estados Unidos normalmente já estão com seus hotéis “all inclusive” pagos, carros alugados e o que menos se preocupam é com dinheiro. Sejam euros ou dólares, a cada praia que passam estão comendo do bom e do melhor e se esbaldando em suas champagnes.

Orient Beach, em Saint Martin, no Caribe

Orient Beach, em Saint Martin, no Caribe


Viajantes como nós são raros por aqui, mas os roots também têm espaço. Encontrar restaurantes mais baratos não é uma missão impossível. Movimentar-se pela ilha sem ter que alugar um carro, moto ou táxi, muito menos. Saint Martin possui um sistema de transporte parecido com o que encontramos em Tobago, vans que percorrem as principais rotas e funcionam como lotações. Elas podem ser paradas a qualquer momento, tanto para subir, quanto para descer e irão custar de 1 a 2 dólares dependendo da distância percorrida. Decidimos que não iríamos gastar com aluguel de carro enquanto pudéssemos usar o transporte coletivo. Assim ajudamos o meio ambiente, o nosso bolso e a nossa saúde. Andamos alguns quarteirões até o ponto de ônibus e subimos na nossa condução.

Totalmente Caribe! (praia de Grand Case, em Saint Martin)

Totalmente Caribe! (praia de Grand Case, em Saint Martin)


Grand Case foi a nossa primeira parada. Conhecida por ser a capital gastronômica do Caribe, esta praia oferece milhares de opções de restaurantes, bares e cafés à beira mar. Alguns hotéis e guest houses também estão disponíveis, uma boa opção para quem quer ter a praia à apenas 2 minutos do hotel. Águas calmas e transparentes, praia vazia, clima perfeito neste finalzinho da alta temporada.

Praia de Grand Case, em Saint Martin, no Caribe

Praia de Grand Case, em Saint Martin, no Caribe


Não foi a toa que escolhemos esta praia, hora do almoço, queríamos provar da sua afamada cozinha. Rodrigo foi logo nos nachos calientes, ousado para o calor que estava fazendo. Eu fui no básico, assortment de fromage com salada verde e para beber um suco de maçã. Depois do almoço não resisti ao drink especial da casa, Mojito Royale, que é preparado como o mojito, porém com champagne. Hummm! Très Bon!

Almoço em Grand Case, em Saint Martin, no Caribe

Almoço em Grand Case, em Saint Martin, no Caribe


Orient Beach é considerada uma das mais belas praias do lado francês, com suas areias brancas e águas azuis. Foi justamente isso que a tornou uma das praias mais badaladas de Saint Martin. Beach clubs, hotéis e grandes restaurantes à beira mar agitam a praia, oferecendo passeios aquáticos, para-sailing e toda a infra-estrutura necessária. Caminhamos apenas 5 minutos da rodovia até a praia. É uma vizinhança bacana, como um condomínio fechado, porém com acesso liberado a qualquer transeunte. Suas areias brancas e águas azuis realmente impressionam, mas a praia lotada infelizmente perde um pouco do seu encanto. Ah, um detalhe interessante, o top less ainda anda em alta dentre os franceses, é super comum por estas bandas.

Orient Beach movimentada, em Saint Martin, no Caribe

Orient Beach movimentada, em Saint Martin, no Caribe


O final do dia foi no mínimo refrescante, uma bela chuva nos pegou no caminho para o busão e como não existe ponto, ficamos encharcados até ele aparecer. 2 dólares depois estávamos em Marigot, caminhando (na chuva) novamente para a nossa pousada. Outra boa dica para quem não quer gastar em restaurantes caros todas as noites: no caminho pra o hotel paramos no mini-mercado para comprar nosso jantar, um sanduíche integral com queijo, suco e barra de cereal. Ideal para mantemos o corpo e o bolso saudáveis.

Esquema diretoria, na praia de Grand Case, em Saint Martin, no Caribe

Esquema diretoria, na praia de Grand Case, em Saint Martin, no Caribe

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Arte em BH

Brasil, Minas Gerais, Belo Horizonte

Reflexos no vidro da Igreja da Pampulha em Belo Horizonte - MG

Reflexos no vidro da Igreja da Pampulha em Belo Horizonte - MG


Hoje trabalhamos bastante pela manhã e fomos conhecer um dos mais famosos restaurantes de comida tradicional mineira, o Dona Lucinha, delicioso!

Coleção de pingas no Dona Lucinha, em Belo Horizonte - MG

Coleção de pingas no Dona Lucinha, em Belo Horizonte - MG


Caminhamos e fizemos a digestão visitando o Espaço Cultural TIM – UFMG, que hoje já estava aberto. Um museu interativo, com diversas atrações, desde um planetário até exposições que mostravam a origem do universo do ponto de vista científico e religioso. Através das lendas dos povos antigos dos cinco cantos do mundo, a exposição apresenta as cosmogonias Judaico-Cristã, Grega, Maia-Quiché, Maxakali e Yorubá contadas nas suas respectivas línguas. O áudio é direcionado e posicionado em frente ao painel com a imagem representativa de cada mito, podendo ser acompanhada em português através da legenda que está no chão. Maravilhoso!

Espaço TIM em Belo Horizonte - MG

Espaço TIM em Belo Horizonte - MG


Continuamos explorando a cidade, agora na parte externa. Vamos para a Lagoa da Pampulha e sua respectiva Igreja. Primeira obra do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, construído por JK, com uma equipe de artistas fraca: Oscar Niemeyer, Burle Marx e Candido Portinari são só alguns dos nomes que idealizaram e realizaram a obra.

A Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte - MG

A Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte - MG


Final da tarde e pôr do sol no alto do Mangabeiras e finalmente a Ladeira do Amendoim. Ainda bem que meu pai não atendeu ao meu pedido, quando chorei no carro para ele desviar de Ouro Preto para BH por que eu queria conhecer a tal ladeira. É legal, parece mesmo que estamos subindo, mas não tem nada de ladeira, o que torna tudo menos impressionante.

Praça do Papa, nas Mangabeiras, em Belo Horizonte - MG

Praça do Papa, nas Mangabeiras, em Belo Horizonte - MG


Dia cheio e a noite segue no mesmo pique. Não quisemos dar o trabalho da Karina nos hospedar, mas demos o trabalho de nos receber, afinal ficamos muito curiosos de conhecer esta anfitriã super descolada do Couch Surfing! Invadimos o aniversário da Carol, roomie da Karina, já que era a única noite em que poderíamos conhecê-las. Foi divertidíssimo! Um encontro prioritariamente feminino e lá estava o Rodrigo, bendito fruto se divertindo. Eu, Ka, Carol, Bel, Fabi, Sandra, Adriana, Cláudia e só no finalzinho chegou o João, namorado da Ka.

Com a Karina, Carol (aniversariante) e a Fabi em Belo Horizonte - MG

Com a Karina, Carol (aniversariante) e a Fabi em Belo Horizonte - MG


Puxa, essa hospitalidade mineira ainda me surpreende, que maravilha! Ainda na esperança de encontrar o Zé Elias, amigo mineiro que conheci na Bolívia, fomos até o Conservatório, um barzinho de jazz com um som ótimo! O Zé acabou não podendo ir, ficou para amanhã.

Nossa, um dia cheio, bem do jeito que eu gosto, cheio de arte! Arte no museu, arte na arquitetura, arte de socializar e a arte na música. Só matando um bocadin as saudades da cidade grande.

Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte - MG

Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte - MG

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Bahamas In

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island

Pink Sand Beach em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Pink Sand Beach em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas


Eleuthera, uma das 700 ilhas das Bahamas, é muito conhecida por suas praias de areia cor-de-rosa em uma pequena ilha vizinha, Harbour Island. Vivem aqui em torno de 15 mil pessoas espalhadas em pequenos vilarejos por toda a ilha. Chegamos pelo Aeroporto Internacional de Eleuthera, que recebe mais vôos internacionais que o Afonso Pena (em torno de sete vôos diários diretos de Miami e Fort Lauder Dale), porém menor do que a rodoviária de Caraguatatuba. Dali, vamos direto para o Tree Points Dock pegar um táxi aquático para Harbour Island, onde estamos hospedados.

Chegando à Bahamas House Inn logo conhecemos John, dono da pousada, um americano viajado e que mora aqui há 12 anos, sujeito suigeneris. A pousada é uma gracinha, arquitetura colonial inglesa, com vista para a baia, quarto super confortável e toda estrutura que precisamos. Chegamos cedo, então o café da manhã estava quase pronto, grape fruit trazida direto de Miami, super docinhas, earl grey tea e um pão caseiro delicioso. John senta à mesa conosco para nos apresentar a ilha, mapa, restaurantes, praia, pontos de mergulho, etc. Já começo a me sentir em casa... Em uma viagem como a nossa, esta é a forma mais fácil de saber se o lugar em que chegamos é especial.

Fomos à praia, Pink Sand Beach, com o vento de noroeste soprando, perfeita para Kite Surf. O Rodrigo correu durante uma hora, quando ele voltou encontrou apenas uma duna de areia. Eu, canga e nosso equipamento de mergulho já haviam desaparecido sob ela. Começo a me preocupar com o meu post de hoje... Como vou descrever novamente uma praia paradisíaca sem me tornar repetitiva? Pior ainda, se eu achei que Paradise Island fazia jus ao seu nome, estava totalmente “out”, aqui sim fica o paraíso. Aos poucos as nossas referências vão mudando e fica ainda mais claro como tudo é relativo. Nassau é lindo e é tudo aquilo que descrevi, mas se comparada a Harbour Island é praticamente como Santos em relação à Búzios ou algo ainda mais exclusivo. Se Nassau é um lugar para ricos, aqui é para podre de ricos, mas tenho até medo de falar isso, pois ainda temos 25 dias de Caribe pela frente. Parece até que a verdadeira casa do Mick Jagger é aqui e não em Paradise Island. Uma das mulheres e seus filhos são freqüentadores da ilha e até a Luciana Gimenez já veio para cá passar uma temporada com o herdeiro. John já o encontrou algumas vezes, uma delas “o Mick” (buddy) estava tocando no evento da Igreja, surreal!

Na praia corremos, fizemos snorkeling com tubarão, moréias e brincamos em várias passagens naturais formadas pelos corais, pequenas cavernas. No Blue Bar provamos uma entrada de camarão com crocante de côco e molho de manga deliciosa e dois drinks de rum típicos, o Bahamas Pink e o Bahama Pink Sands, é lá estavam os dois Kapankalupla! Rsrsrs.

Acho que não tenho vocabulário suficiente para descrever o Caribe sem me tornar repetitiva. Espero que as fotos ajudem a fazer este trabalho. Finalmente começo a me sentir Bahamas In.

Chegando cedinho no aeroporto internacional de Eleuthera

Chegando cedinho no aeroporto internacional de Eleuthera

Pink Sand Beach em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Pink Sand Beach em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Pink Sand Beach em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Pink Sand Beach em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Pink Sand Beach em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Pink Sand Beach em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas



OBS.: Finalmente recebemos as fotos do Shark Feeding! Confira nos seus respectivos posts!

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island, Praia

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Trâmites Portuários

Colômbia, Cartagena, Panamá, Colón, Cidade do Panamá

Alguns dos documentos requeridos ou processados para o  envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

Alguns dos documentos requeridos ou processados para o envio da Fiona da Colômbia ao Panamá


Há duas formas de enviar o carro, ou por contêiner ou como carga solta, também conhecido como Ro-Ro. A princípio pensamos em fazer o transporte da Fiona por contêiner, nos diziam ser muito mais seguro. Porém, o preço é quase o dobro e aí teríamos que contratar um agente para fazer os trâmites, o que não diminuiria muito o nosso trabalho, pois precisamos estar presentes em todas as inspeções e definições no porto.

Instruções para o processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

Instruções para o processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá


Do tal agente portuário, estamos esperando resposta até agora, com custos e opções. Se quiserem a indicação de alguém, Rodrigo conheceu uma agente no porto que pareceu agilizada. Embora não tenhamos contratado ela ajudou Rodrigo e Patrício nas idas e vindas entre a Sociedade Portuária e o Contecar.

Documento emitido no porto, um dos muitos no processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

Documento emitido no porto, um dos muitos no processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá


Coloco abaixo uma planilha comparativa com as informações gerais. Deixando claro que esta foi a nossa experiência, para ajudar os que planejam esta viagem a ter uma noção de como funcionam as coisas. As regras podem mudar de uma hora para outra e tampouco somos especialistas em trâmites portuários. Aí vai:

TRANSPORTE DE UM CARRO ABAIXO DE 20m3
(Cubicagem média de uma van ou uma caminhonete tipo Fiona)

Dúvidas mais frequentesCarga SoltaContenedor1000dias
Empresa de CargasNaves ColômbiaSea Board MarineNaves Colômbia
Agente portuárioNão obrigatório. Se quer mesmo assim, custa em torno de US$ 165,00Agente obrigatório, honorário incluido no custo abaixo.Rodrigo Junqueira, vulgo maridão.
Tempo médios p/ trâmites (sem contar feriados e fds)4 dias4 dias11 dias
Quantos dias para ingressar o carro no porto?Dois dias antes do navio aportar.Pode-se ingressar antes, pagando a bodegagem dos dias excedentes.12 dias
Quanto tempo para o transporte?Depende do itinerário do navio, em geral 1 dia. Depende do itinerário do navio, em geral 1 dia. 1 dia
Quantos dias para desembaraçar o carro no Panamá?1 a 3 dias1 a 3 diasa confirmar
Seguro de Vida (com liberação da adm. portuária)Obrigatório. Custa em torno de 50 mil pesos para 3 dias na Liberty Seguros.Obrigatório. Custa em torno de 50 mil pesos para 3 dias na Liberty Seguros.Fizemos com Liberty por 2 dias e pedimos extensão por mais 3.
Custo de bodegagem no Contecar (primeiros 3 dias gratuitos)US$ 5,00 por dia (aprox.)Varia conforme o volume do conteiner.2 dias - 17 mil pesos
Inspeção DIANDia de entrada no porto.Dia de entrada no porto.17/nov
Inspeção Anti-NarcóticosDia de chegada do navio.Dia em que o carro é colocado no conteiner.Reagendada 3 vezes, feita no dia 20/11.
Nível de EstresseAltíssimoMédioSurreal
Pior que pode acontecerFurtos pequenos no veículo.Mais burocracia, por isso deve-se contratar o agente.Quase tudo!
Preço Médio (aproximado)US$ 900,00US$ 1.600,00US$ 900,00


DOCUMENTOS EMITIDOS NO PROCESSO

Documento colombiano da Fiona

Documento colombiano da Fiona



A sua primeira visita a Naves será bem esclarecedora e eles já lhe darão um papel com todos os procedimentos. Estes são os principais documentos emitidos durante o processo. É claro que para se chegar neles existem mais de um formulário que deve ser preenchido em cada etapa do processo, na Sociedade Portuária, DIAN e Contecar.

• Seguro de Vida - obrigatório para entrar nas dependências do porto.
• Inscrição do responsável do veículo no porto, com seguro de vida e documentação válida (passaporte) – irá liberar a entrada do responsável no porto.
• Documento de Autorização de Re-Exportação ou saída de veículo de turista (DIAN) – este é retirado com a apresentação do documento de Importação do Veículo já retirado na fronteira de entrada.
• Agendamento da inspeção do DIAN, retirado junto da autorização de re-exportação.
• Agendamento da inspeção Anti-narcóticos um dia antes da chegada do buque.
• Bill of Lading – documento que comprova o envio do carro, pagamento do frete e os impostos. Será emitido após o pagamento do frete e com o carro embarcado. Imprescindível para a retirada do carro no Panamá.

O tão desejado 'Bill of Laden', documento vital para envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

O tão desejado "Bill of Laden", documento vital para envio da Fiona da Colômbia ao Panamá



GLOSSÁRIO PORTUÁRIO CARTAGENERO

Ro-Ro - "Roll in, Roll out" - traduzindo carro é dirigido para dentro e para fora do barco.
Contenedor – contêiner, aquela caixa grande de ferro feita para transporte de mercadorias.
Buque - Navio que levará seu carro.
Bill of Lading - Papel de Embarque, nosso amigo "Binladen".
Naviera - Companhias donas dos navios.
Cubicage - Metragem cúbica do seu carro - Altura x Comprimento x Largura.
Bodegage - Armazenagem.
Contecar - Porto a 15 km do centro antigo.
Sociedad Portuária - Sede admintrativa do porto em Manga, há 2 km do centro antigo.
El buque vá retrasar - Tudo aquilo que você não quer ouvir.
El buque fue cancelado - Fodeu! Espere o próximo navio.

A Fiona muda de navio para viajar ao Panamá

A Fiona muda de navio para viajar ao Panamá


As últimas dicas que posso dar é que vocês verifiquem com a companhia naviera que fará o seu transporte, qual é a próxima data disponível, antes de ir à Cartagena. Nós ficamos 12 dias lá não só por atrasos dos buques e festas, mas também por não ter feito esta ligação. Assim vocês poderão ficar uns dias a mais em Mompós, Medellin ou mudar o roteiro sem grandes problemas. É válida a tentativa de reserva de espaço no buque por email ou telefone, garantindo que não perderão a viagem por falta de espaço. Cheguem com pelo menos 5 dias úteis de antecedência na cidade e garantam que não há nenhum feriado no período. Se algo der errado, que não seja por falta de tempo. Espero que as informações acima tenham ajudado no planejamento da próxima aventura. No mais só posso desejar uma ótima viagem e que voltem com muitas histórias para nos contar!

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