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2 dias em San Antonio

Estados Unidos, Texas, San Antonio

O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


San Antonio é uma cidade de origem espanhola que foi fundada em 1691 por um grupo de exploradores. Eles vinham reforçar a presença da Coroa Espanhola no Texas perante a vizinha francesa Louisiana. Viviam ali os indígenas Payaya, que logo entraram no esquema da época, sendo catequizados pelos padres franciscanos, que às margens do rio fundaram uma missão e a nomearam San Antonio em homenagem ao santo do dia. San Antonio cresceu e se tornou o maior povoado da capital espanhola e mais tarde do território mexicano, a Província de Tejas.

Praça central de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Praça central de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Álamo, antiga Missão San Antonio - no início do século XIX a missão foi transformada em um forte militar e passou a chamar-se Álamo, tornando-se uma prisão durante a Guerra de Independência Mexicana e mais tarde abrigou o primeiro hospital da cidade.

Chegando ao Alamo, em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Chegando ao Alamo, em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Mais tarde, já em meados do século XIX, que os ânimos se aqueceram e o Texas se proclamou independente do México. O General Santa Ana liderando um exército mexicano invadiu o Texas e sob fogo pesado, derrotou os texanos que se reuniam no forte do Álamo. Esta batalha é relembrada até os dias de hoje, pois os bravos soldados texanos lutaram até a morte, sem desistir de seu ideal, mais tarde logrado, independência do território mexicano.

O Alamo, local da mais famosa batalha para a independênica do Texas, em San Antonio, no sul do estado, nos Estados Unidos

O Alamo, local da mais famosa batalha para a independênica do Texas, em San Antonio, no sul do estado, nos Estados Unidos


Hoje o Álamo foi restaurado e se tornou um museu que conta em detalhes da sua história e batalhas que ocorreram ali, relembrando a vida e a história daqueles que viveram por se protegerem dentro de seus muros, e daqueles que morreram defendendo o ideal americano.

O pátio interno do Alamo, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

O pátio interno do Alamo, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


A poucas quadras dali encontramos o San Antonio Riverwalk, um passeio de pedestres construído ao longo de 4 quilômetros do Rio San Antonio no centro histórico da cidade. O rio era um problema para a cidade, que já havia passado por diversas enchentes relâmpagos e inclusive perdido 50 vidas em uma catástrofe em setembro de 1921. Depois disso vários planos para controle de enchentes e canalização do rio aconteceram, mas não sem o protesto dos conservacionistas da época que salvaram o rio de ser canalizado, sepultado e apartado da vida da comunidade.

A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Foi apenas em 1938 que um projeto audacioso surgiu, o projeto de embelezamento do Rio San Antonio, que além de sistemas para o controle de enchentes propunha o Passeio del Rio um nível abaixo do nível da rua. Foram anos para que os planos passassem a ações e só em 1946 o projeto arquitetônico e comercial começaria a ganhar força e o apoio da população. Neste ano foi aberto o primeiro dos restaurantes do passeio, o Casa Rio, seguido mais tarde pelo hotel Hilton e em 1981 pelo Hyatt.

Turistas passeiam de barco pelo River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Turistas passeiam de barco pelo River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


O charmoso passeio interliga o Álamo ao Rivercenter Mall e continua em forma de “U”, seguindo uma grande curva do rio, passando pela La Villita, centro de artesanatos e arte e outras atrações da cidade e uma infinidade de restaurantes. Tudo é comemorado nos bares e nas calçadas do Riverwalk: aniversários, nascimentos, casamentos (encontramos os noivos apavorando no pub irlandês!) e até os 4 NBA´s que ganharam o San Antonio Spurs, time de basquete da cidade que desfilou em um barco no rio depois das suas vitórias.

Distrito histórico de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Distrito histórico de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Se você quer ver movimento e o passeio ainda mais vivo e decorado, dois grandes momentos festivos para visitá-lo são durante a Fiesta de San Antonio, na primavera, com barcos floridos flutuantes e durante o mês de dezembro, quando a decoração de luzes de natal o torna ainda mais especial.

Teatro ao ar livre na River Walk, arquibancada de um lado e o palco do outro lado do rio (em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos)

Teatro ao ar livre na River Walk, arquibancada de um lado e o palco do outro lado do rio (em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos)


A cidade ainda conta com uma mão cheia de atrativos, mas o maior deles é justamente se deixar embalar pela graça e pela alegria e vivacidade das ruas de San Antonio e fluir o dia ao lado das águas do Rio San Antonio. Passamos um dia inteiro e duas noites na cidade e seguimos rumo ao sul, seguindo pela rota das missões de San Antonio. Decidimos parar em ao menos uma delas, a Missão San José.

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Dentro de um parque histórico nacional, a Missão San José é conhecida como “A Rainha das Missões”, por ser a maior delas já quase totalmente restaurada. A missão foi construída em 1720 por padres franciscanos que vieram a catequizar os indígenas Coahuiltecanos. A missão funcionava como uma vila, que reunia a comunidade indígena ao redor dos ensinamentos dos hábitos, línguas, costumes e crenças dos seus novos colonizadores.

Visitando a missão franciscana de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Visitando a missão franciscana de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Segundo historiadores os indígenas buscavam a missão como um lugar de refúgio, paz e abundância, pois aqui aprendiam novos ofícios como ferreiros, sapateiros e artesãos, cultivavam os alimentos e aprendiam a relacionar os seus deuses aos novos ensinamentos católicos. Muito deste sincretismo pode ser visto na fachada da igreja, esculpida e trabalhada por artistas indígenas que incluíram elementos do seu dia a dia ao lado dos santos católicos. Estima-se que aqui viveram ao menos 350 indígenas, que passaram a ser donos das terras em 1794. A atividade missionária se acabou oficialmente no ano de 1824 e, abandonada, o espaço se tornou casa para soldados, mendigos e bandidos. Apenas em 1930 e missão foi restaurada e se tornou parte do San Antonio Missions National Historical Park.

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


A visita guiada pela park ranger é bem interessante e dura em torno de 45 minutos, dando detalhes de como seria a vida na missão, sua construção e história. Uma curiosidade, dizem que foi nos moinhos desta missão que teriam nascido as primeiras tortilhas de farinhas da história, unindo o recém-chegado trigo à antiga receita da massa de milho utilizada pelos indígenas.

A 'janela do Rosario', na Mission san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A "janela do Rosario", na Mission san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Guia leva grupo para conhecer a Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Guia leva grupo para conhecer a Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


As missões foram mesmo uma arma poderosa utilizada pelos espanhóis na colonização e no aculturamento dos povos indígenas latino-americanos, desde a argentina, passando pelo Brasil, Paraguai e chegando até aqui, nos Estados Unidos! O lugar é lindo e transmite uma grande paz e serenidade, um dos passeios obrigatórios aqui em San Antonio!

As belas janelas da Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

As belas janelas da Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Outra dica, se você está vindo de Austin para San Antonio, reserve um tempinho para uma parada nos Outlets de San Marcos que estão no caminho. São dois outlets um em frente ao outro, um mais baratex com marcas básicas e outro Premium Outlet só com marcas bacanas. Nos dois você encontra bons preços e uma paradinha por lá não vai fazer mal a ninguém. Rs!
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Nós passamos pela Levis para refazer o estoque de calça jeans antes de sairmos do país, afinal depois de 3 anos elas já estavam bem batidas e carcomidas.

Cartaz explicativo na loja da Levi's, em Outlet da região de Austin, no Texas, nos Estados Unidos

Cartaz explicativo na loja da Levi's, em Outlet da região de Austin, no Texas, nos Estados Unidos


Nossa próxima parada foi a cidade de Laredo, já na fronteira com o México. Chegamos ao fim da nossa rota pelos Estados Unidos, com um aprendizado incrível sobre a sua história, suas belezas naturais e principalmente toda a sua geografia! Foram 9 meses percorrendo a América do Norte, quase 7 deles só nos Estados Unidos, totalmente fora do que havia sido planejado. Eu sempre fui crítica e inclusive tinha certo preconceito em relação aos turistas que se dedicam única e exclusivamente a conhecer os Estados Unidos, principalmente aos que não saem do eixo Miami-Orlando-Nova Iorque de compras e parques da Disney.

River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Hoje tenho uma visão melhor do país e vejo que o potencial turístico dos Estados Unidos é totalmente desperdiçado pela maioria dos brasileiros, que seguem repetindo suas viagens pelas grandes cidades e deixam de conhecer o que o país tem de mais rico e interessante, seus parques nacionais, paisagens únicas e melhor, tudo com muita infraestrutura e informação, fácil para todos os tipos de viajantes, até aos menos aventureiros. Hoje, depois de passar por 41 dos 50 estados americanos, digo com a boca cheia que conheço os Estados Unidos e de peito aberto, que me tornei fã desta terra, seus desertos e montanhas, florestas e cidades. Espero que a nossa viagem e os nossos posts os encoraje a viajar mais e conhecer melhor este imenso e diverso país.Valeu Tio Sam, I´ll be back!

Estados Unidos, Texas, San Antonio, Alamo, Missão, Missões, Riverwalk

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Carolina

Brasil, Tocantins, Araguaína, Maranhão, Carolina (P.N. Chapada das Mesas)

Carolina - MA e a Chapada das Mesas ao fundo, visto de Filadelfia - TO

Carolina - MA e a Chapada das Mesas ao fundo, visto de Filadelfia - TO


Quarto e último dia de viagem, finalmente chegamos ao nosso destino tão esperado, a Chapada das Mesas. Saímos sem pressa, a viagem de Araguaína à Carolina é de apenas 100 km. Atravessamos a fronteira dos estados em uma balsa entre as cidades de Filadélfia, Tocantins e Carolina, já no Maranhão.

Travessia entre Filadelfia - TO e Carolina - MA

Travessia entre Filadelfia - TO e Carolina - MA


Na balsa já notamos que algo havia mudado, acesso alagado, será cheia do rio? Vimos algumas placas e ouvimos conversas dos barqueiros indignados, por que perderam o seu principal ganha pão. A região possuía muitas praias, a maioria acessível de barco a partir deste rio, o Rio Tocantins. Acontece que há apenas 2 meses as praias foram inundadas pela represa da nova Hidrelétrica de Estreito. Perdem os barqueiros, ganham os balneários à beira das dezenas de rios e cachoeiras da região, afinal sem área de lazer o povo não vai ficar.

Represa transbordando em Filadelfia - TO

Represa transbordando em Filadelfia - TO


Chegamos à Carolina, nos hospedamos na Pousada do Lajes, cujos donos são um paranaense de Cascavel e uma goiana. A pousada fica há 2 km da cidade na estrada para Riachão. Além dela há algumas outras acomodações no centro, Hotel Lírio e uma pousada mais simples. Aqui já deu para perceber que o melhor mesmo é estar de carro, caso contrário você já deverá ter em mente que irá contratar uma agência de eco-turismo para te levar a todas as atrações. A pioneira na região, é a Cia do Cerrado , dos mesmos donos da Pousada do Lajes.

Mesa em laje alagada nas Cachoeiras Gêmeas, região de Carolina, na Chapada das Mesas - MA

Mesa em laje alagada nas Cachoeiras Gêmeas, região de Carolina, na Chapada das Mesas - MA


Aproveitamos a tarde para conhecer o Balneário Itapecuru onde estão localizadas as Cachoeiras Gêmeas. Uma imensa estrutura montada às margens do rio, bar, restaurante, banheiros e mesas espalhadas por todos os lados. Chegar aqui em dia de semana é tranquilo, tudo isso parece até exagero. Porém em finais de semana e principalmente feriados o lugar já chegou a receber mais de 40 ônibus de turistas!

Curtindo as Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Curtindo as Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


O rio estava cheio, passando sobre o concreto colocado ás margens do rio para fixação de mesas. Não é exatamente o tipo de lugar que estávamos esperando encontrar, mas confesso que como eu não estou nas minhas condições normais de temperatura e pressão, foi mais fácil assim. Ah, aproveitando o ensejo, descobri com a minha médica particular vipérrima, Dra Patrícia (mamãe) que estou com uma reação alérgica (tipo uma sinusite ou rinite), deve ser culpa destes ares condicionados podres e sem limpeza que existem por aí.

Curtindo as Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Curtindo as Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


O lugar antes tinha uma pequena hidrelétrica que foi desativada em 1996, então parte desta infra-estrutura já existia. Agora esta pequena barragem foi aberta e a cachoeira ficou com ainda mais volume. Como não é gripe (não estou com febre, etc), dar uma nadadinha pode até ajudar a desobstruir das vias respiratórias! Hehehe! Água deliciosa e as cachoeiras lindas! Deste jeito vou ficar boa logo!

Nadando no lago abaixo das Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Nadando no lago abaixo das Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA



Como Chegar

Via Aérea – vôos diários da Gol e Tam para Imperatriz (MA) ou de BRA via Araguaína (TO)
Via Rodoviária – Ônibus vans e carros via Imperatriz (MA) – 220k m, Araguaína (TO) – 98 km.
Via ferroviária – Pela estrada de ferro São Luis/ Carajás descendo em Açailândia (MA), 300 km.

Obs: combinando com antecedência a Pousada do Lajes deve conseguir organizar um transfer das cidades de acesso acima citadas.

Brasil, Tocantins, Araguaína, Maranhão, Carolina (P.N. Chapada das Mesas), parque nacional

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O pulo do Hulk

Brasil, Minas Gerais, Inhaí (P.N. Sempre-Vivas)

A Pousada do Zé Maria, em Inhaí, próximo a Diamantina - MG

A Pousada do Zé Maria, em Inhaí, próximo a Diamantina - MG


Vocês sabiam que cada pulo que o Hulk dá ele anda uns 100km? Pois é, nem eu. Mas essa é uma das lembranças que o Rodrigo tinha de Januária, quando conheceu um maluco apaixonado por quadrinhos como ele. O maluco dizia que o pulo do Hulk saía de Januária e ia parar lá em Montes Claros. Enquanto o Hulk deu 3 pulos e chegou a Inhaí, nós precisamos dirigir quatro horas entre Januária, Montes Claros, Bocaiúva, Mendanha e Inhaí.

E o que vamos fazer em Inhaí? Uma cidadezinha com pouco mais de 1000 habitantes, Inhaí fica próxima ao Rio Jequitinhonha e a majestosa Serra do Espinhaço. É a base para conhecer um dos mais novos Parques Nacionais brasileiros, o Parque Nacional das Sempre Vivas. O parque ainda não possui nenhuma infra-estrutura e até onde conseguimos descobrir, seu plano de manejo ainda não está pronto. As fazendas foram desapropriadas, porém os ex-proprietários ainda não foram indenizados. São 140mil hectares de área onde se destacam os campos de flores sempre-vivas.

Chegamos achando que íamos ter que dormir em barraca e acabamos encontrando uma pousadinha muito gostosa! Já havíamos programado para vir até aqui e curiosamente recebemos também esta dica do André, que está acompanhando a nossa viagem. Já agendamos com o Tinho, guia aqui na região, para nos levar amanhã conhecer as trilhas e cachoeiras do parque. Espero que a gente não encontre o Hulk por lá!

Brasil, Minas Gerais, Inhaí (P.N. Sempre-Vivas), parque nacional, Sempre Vivas, Serra do Espinhaço

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A Hora Certa

Brasil, Paraná, Curitiba

Há vários meses decidimos a nossa data de partida. Já tínhamos uma ideia de que seria em março ou abril, mas ela foi fixada assim que vimos que a contagem dos 1000 dias para o fim do mundo iniciaria no dia 27 de Março de 2010.

Durante os meses de preparação, conversamos com alguns aventureiros que já tinham empreitado outras expedições parecidas com a nossa, sempre buscando informações e mais que isso, aquelas dicas valiosas que só quem já fez algo assim poderia dar. Uma das dicas que não saiu da minha cabeça foi sobre a data de partida: "na hora de partir você verá que nunca está tudo pronto, sempre haverá alguma coisa que poderia ter ficado melhor, mesmo eu que sou super organizado quando vi estava esquecendo meu capacete", disse o Dr. Clodoaldo Braga, motociclista radical que já possui 2 livros escritos sobre suas aventuras, uma até a Patagônia e outra até o Alaska. Outro causo que ele me contou e me marcou foi sobre a partida da Família Portela, que saiu de barco para costear a América num veleiro. Ele contou que o Portela atrasou 2 dias a sua partida da data programada, pois havia decidido que não sairia enquanto não tivesse certeza de que tudo estava pronto. Decisão sábia esta, ainda mais se tratando de uma viagem de barco, que tem uma logística ainda mais complicada. Eu ouvi com muita atenção a tudo isso mas não imaginei o quanto seriam úteis estas informações.

Nossa partida aconteceu no dia 28 de março de 2010, com 1 dia dia de atraso. Mesmo calculando, planejando e trabalhando muito não conseguimos terminar toda a nossa mudança a tempo de partirmos no dia planejado. Isso tudo unido à vontade de São Pedro, que mandou 22mm de chuva justo no sábado em que subiríamos o Pico Marumbi, nos fez atrasar a nossa partida.

Bem, já vemos o quanto temos a aprender com essa viagem, logo no primeiro dia um grande aprendizado. Podemos dar várias explicações, mas acredito que nenhuma delas explicará tão bem e de forma tão simples quando esta: saímos quando deveríamos ter saído, na hora certa.

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Real de Catorce

México, Real de Catorce

No nosso caminho de subida pelo México passamos por alguns Pueblos Mágicos como a cidade de Comitán de Rodriguez e San Cristóbal de las Casas em Chiapas, Tequila no estado de Jalisco e Loreto na Baja California.

Caminhando em Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México

Caminhando em Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México


Pueblo Mágico é um programa desenvolvido pela Secretaria de Turismo do México para cidades com potencial turístico por sua riqueza cultural, relevância histórica e beleza natural. As cidades possuem características como a forte influencia do passado indígena, grandes legados arquitetônicos e históricos do período colonial espanhol, a preservação de tradições seculares e ancestrais ou sítios de relevância na história do México. Para facilitar a vida dos turistas e garantir o clima aconchegante de um pueblo mágico, as cidades eleitas para o programa devem ter abaixo de 20 mil habitantes e estarem localizadas a menos de 200km por estrada de um grande destino turístico.

A linda região de Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México

A linda região de Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México


No nosso regresso a solos mexicanos alguns destes pueblos também estão no roteiro, porém um deles não estava previsto na rota, por pura falta de informação. Foi Gera, um amigo brasileiro que vive aqui no México, que nos salvou da ignorância geográfica e alumiou nossos caminhos rumo a um dos lugares mais mágicos que já visitamos nestes 1000dias, a pequena cidade de Real de Catorce.

Chegando à Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México

Chegando à Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México


Real de Minas de Nuestra Señora de la Limpia Concepción de Guadalupe de los Álamos de Catorce está localizada a 2.750m.s.n.m, nas montanhas da Sierra de Catorce em meio à Sierra Madre Oriental. Desde 1.772, Real, para os íntimos, já era um pequeno povoado mineiro e apenas em 1.777 recebia oficialmente o nome de “Los Catorce”. O nome curiosamente surge por ser nesta região onde atuava um grupo de 14 bandidos que roubavam dos ricos para ajudar aos pobres, uma versão mexicana do bando de Robin Hood.

Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México

Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México


Foi apenas em 1.779 que começou a verdadeira extração de prata na região, quando milhares de garimpeiros e aventureiros se embrenharam por caminhos inexistentes para tentar enriquecer nestas novas minas de esperança no deserto potosino, no norte do México. Em 1.803 Real de Catorce já era a segunda maior cidade de produção/extração de prata da Nova Espanha.

Luz de fim de tarde em Real de Catorze, Pueblo Mágico ao norte do México

Luz de fim de tarde em Real de Catorze, Pueblo Mágico ao norte do México


No final do século XIX a cidade chegou ao seu auge, com mais de 15 mil habitantes e uma elite espanhola riquíssima, grandes fazendas e pequenos palácios aos pés das minas desfrutavam de todo o luxo vindo do continente europeu. No início do século XX o preço da prata despencou e a cidade foi praticamente abandonada, criando assim mais uma atração turística para os que passam por ali, o Pueblo Fantasmo.

Caminhando pelas ruas de pedra de Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México

Caminhando pelas ruas de pedra de Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México


O acesso mais direto para a cidade se dá por um túnel de 2,3km abertos pela mineração no meio da montanha, liberado ao acesso público no ano de 1901. Naquela época apenas os grandes senhores e mais nobres visitantes podiam passar por este caminho. Cruzamos o estreito túnel sem acreditar no que víamos, mal sabíamos que este era um verdadeiro portal para um mundo mágico que estávamos prestes a conhecer.

O incrível túnel na rocha que dá acesso à Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México

O incrível túnel na rocha que dá acesso à Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México


A pequena cidade hoje possui pouco mais de 1.300 habitantes que seguem suas vidas quase como se estivessem a 2 séculos atrás. A prata se foi e o turismo chegou dando nova vida à pequena cidade, mas sem mudar os seus hábitos, tradições e afazeres cotidianos. Aqui o turismo se adaptou aos antigos hábitos e passou a consumi-los: os homens cavalheiros, com seus chapéus ajeitam seus cavalos para passeios pelas montanhas e desertos. Mulheres cuidam das casas, vendem gorditas, pães, queijos e seus artesanatos, enquanto crianças correm pelas ruas, curiosos com os turistas que hoje já são, sabidamente, sua nova fonte de renda.

Manhã de ceú azul em Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México

Manhã de ceú azul em Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México


Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México

Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México


A cidade nunca foi totalmente abandonada graças à sua importância religiosa para o povo cristão e Huichol. A peregrinação católica acontece em outubro para o São Francisco de Assis e durante todo o ano a região recebe indígenas, culminando na primavera, quando milhares de wixakiras visitam o Deserto de Chihuahuan. O principal ponto de culto e peregrinação para a cultura Huichol nesta região é o Cerro El Quemado, centro do universo na sua cultura, onde teria nascido o Deus do Fogo, Tatewari.

Interior da igreja matriz de Real de Catorze, Pueblo Mágico ao norte do México

Interior da igreja matriz de Real de Catorze, Pueblo Mágico ao norte do México


No deserto, que se vê do alto do Quemado, eles acreditam estar localizados espelhos ou portais que dão acesso a outra dimensão. Há pouco tempo grandes empresas de mineração começaram a mapear a área com novas tecnologias de leitura aérea, onde descobriram novas reservas de ouro e prata e sim, exatamente onde estão estes portais wixarikas (Huichol), lugares sagrados para a sua cultura e onde se dá a comunicação com os seus Deuses e o mundo espiritual.

A bela região ao redor de Real de Catorze, Pueblo Mágico ao norte do México

A bela região ao redor de Real de Catorze, Pueblo Mágico ao norte do México


Em 2001 a região foi designada um Sítio Sagrado Nacional do estado de San Luis Potosí, porém em 2009 uma corporação canadense comprou os direitos de exploração subterrânea para as riquezas minerais da área, sendo 80% das terras dentro da área de proteção ambiental.

Aos que, como eu e as nações indígenas, acreditam no planeta terra como um ser vivo, onde suas rochas e minerais podem representar pontos energéticos de equilíbrio deste corpo, banhado por rios, como suas artérias e florestas como os seus pulmões, a exploração e destruição de um lugar como este é um prejuízo inestimável não apenas para a cultura Huichol, como para todos os seres humanos. O mundo está adoecendo, o desequilíbrio entre homem e natureza não se vê apenas nas toneladas de lixo que estamos produzindo e lançando ao mar, alimentando peixes e pássaros, mas também no esgotamento das matérias primas que formam e dão equilíbrio a energia da Terra.

Um belo cactus no deserto da região de Real de Catorze, Pueblo Mágico ao norte do México

Um belo cactus no deserto da região de Real de Catorze, Pueblo Mágico ao norte do México


A população de Real de Catorce, unida à comunidade Huichol e ONGs ambientais, está engajada neste assunto tentando parar a reabertura das minas e abertura de novas minas na região. A luta, porém, é muito desigual no mundo atual, onde a exploração e a sede por lucratividade das grandes empresas mineras, que contam com assistência legal especializada, passam por cima da sabedoria e conhecimento deste povo antigo e de toda uma cultura para benefício privado. Isso não está ocorrendo apenas aqui, infelizmente, são várias frentes da grande mineração que está chegando para destruir não apenas a natureza, mas diversas culturas que dependem deste meio para sobreviver.

Charmoso restaurante de pedra em em Real de Catorce, pueblo mágico no nordeste do México

Charmoso restaurante de pedra em em Real de Catorce, pueblo mágico no nordeste do México


Delicioso aperitivo feito com flores de cactus, em restaurante de Real de Catorce, pueblo mágico no nordeste do México

Delicioso aperitivo feito com flores de cactus, em restaurante de Real de Catorce, pueblo mágico no nordeste do México


Chegamos a Real sem saber exatamente o que encontraríamos e nos deparamos com um lugar cheio de histórias, lendas, cultura e natureza. Após um jantar delicioso no Mesón de la Abundancia, provando botanas de flor de cactos, decidimos explorá-la mais de perto em uma cavalgada mágica que nos levou pelos caminhos da cultura do deserto potosino. Aguardem cenas dos próximos capítulos!

Cavalos prontos para nossa cavalgada na região de Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México

Cavalos prontos para nossa cavalgada na região de Real de Catorce, pueblo mágico no norte do México

México, Real de Catorce, deserto, Deserto Chihuahuan, Pueblo Mágico, San Luis Potosí

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PETAR, Iporanga, SP.

Brasil, São Paulo, Petar

Fiona enfrenta sua primeira estrada de terra

Fiona enfrenta sua primeira estrada de terra


Parque Estadual do Alto Ribeira. A primeira vez que ouvi falar sobre o PETAR foi na revista Capricho, acreditem se quiser! Primeiro porque, sim, eu lia Capricho, coisas de adolescentes. Segundo porque, sim, a Capricho tinha uns conteúdos interessantes, como por exemplo ½ página apresentando o PETAR às suas leitoras. Eu e a Paulinha vimos e adoramos! Escoteiras “natas” e dedicadas resolvemos organizar o acampamento com nossos pais e irmãos em um feriado, acho que foi Páscoa. Só tínhamos 13 anos, de lá para cá muita coisa mudou no Parque, para variar o mesmo que eu já venho falando dos outros parques que visitamos. O PETAR está muito mais burocrático, regulamentado pelo Ibama e outros órgãos estaduais.

Casa na estrada de terra

Casa na estrada de terra


Chegamos aqui perto das 16h, quando já não se pode entrar em nenhuma caverna. Antes podíamos agendar com o guia local às onze da noite que ninguém iria se incomodar. Mas como sempre, existem os turistas malucos, descuidados com a natureza e consigo mesmo, que fazem com que as regulamentações sejam feitas pensando neles e não em quem é responsável e respeita a natureza. Enfim, faz parte da evolução do ecoturismo ou turismo de aventura, temos que nos acostumar. Nos alojamos na Pousada da Serrinha e já fechamos com os guias locais a agenda para os próximos dois dias:

- Sexta-feira - 21/05: Caverna do Santana, Água-Suja e Lambari. Bóia-cross no final da tarde.
- Sábado – Caverna Temimina, no Núcleo Cabloco. Linda, o Ro ainda não conhece, adoro levar o Rodrigo conhecer coisas novas!

Merecida cerveja após a viagem de 3 horas entre Curitiba e Iporanga, onde está o Petar

Merecida cerveja após a viagem de 3 horas entre Curitiba e Iporanga, onde está o Petar


Assuntamos com o pessoal da pastelaria, vimos a Romaria da Nossa Senhora de Fátima que está viajando o Brasil inteiro passar pelo Bairro da Serra, aqui em Iporanga e agora vamos jantar para ficarmos bem fortes e alimentados. Amanhã o dia promete!

Obs.: A força estranha está se dissipando, mas hoje ainda agiu. Saímos de casa rumo à BR-116 e ali no Cabral me dei conta que havia esquecido o celular em casa! Socoooorro! O Ro queria me matar. Pelo menos ele aproveitou para dar um alô para o Carneiro e conferir o andamento do site.

Fiona pronta para partir

Fiona pronta para partir

Brasil, São Paulo, Petar, Parque

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A Pedra da Mina

Brasil, Minas Gerais, Passa Quatro (Pedra da Mina)

Pôr-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Pôr-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Hoje despertamos cedo, tomei meu banho matinal para acordar e ficar bem disposta, pois sabia que uma longa caminhada estava por vir. Tomamos café da manhã reforçado na Pousada São Rafael e seguimos para a Harpia, encontrar o Alessandro, nosso grande guia para os próximos dois dias. Compras no supermercado e seguimos para o Paiolinho, local onde começamos a caminhada.

O início da trilha é tranquilo, passamos pela mata com alguns trechos de subida relativamente leves. Foram 2h40 de caminhada até o último ponto de água da trilha. Até ali, tudo ótimo, segundo o Alessandro estávamos com um tempo bom, geralmente o pessoal chega ali com 3h de caminhada. Lá nos abastecemos de água para cozinhar e nos reidratar durante a trilha, até chegarmos aqui novamente. Quatro litros por pessoa, cada litro, um quilo a mais na mochila para levarmos nas costas. Essas horas que é bom ser menina, dos meus litros d´água carreguei apenas 1,5kg, o maridão levou o outro litro e meio. Logo após esse ponto, voltamos a caminhar e subimos a pior das pirambeiras do dia. É mais de uma hora subindo em uma inclinação perto de 60 graus! São degraus e mais degraus de pedras, haja perna!

O Ro foi super paciente, pois é infinitamente mais forte e veloz na subida do que eu, mas ele me esperou e sempre querido veio me incentivando. Quando estava quase lá em cima, capengando com a mochila pra lá e para cá, o Ro disparou na minha frente e voltou buscar a mochila que carregou pelos próximos 50m de subida para me ajudar.

Pit-stop na subida da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Pit-stop na subida da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Depois do breve descanso, voltamos a subir. Mais 10 minutos e chegamos ao topo desta montanha, eu já estava me sentindo vencedora, mas mal sabia que só estava na metade do caminho.

A Pedra da Mina finalmente é vislumbrada!

A Pedra da Mina finalmente é vislumbrada!


Só dali começamos a avistar a Pedra da Mina, que estava a 3 montanhas de nós. Só nesta altura foi que eu descobri as duas bolhas, já estouradas nos meus calcanhares. Agora tenho que conviver com a dor até voltar, não tem milagre, só dorflex mesmo.

Bolha feita durante a subida da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Bolha feita durante a subida da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Três montanhas, cinco cocurutos e três horas depois, finalmente chegamos ao cume! A ascensão da Pedra da Mina foi sem dúvida a mais difícil que eu fiz até agora, mas cada vez mais confirmo aquela teoria de que quanto mais difícil, mais bonita fica a paisagem. Lá de cima vemos o Agulhas Negras, Prateleiras, Marins, Pico do Papagaio, Vale do Paraíba e vááárias cidades. O pôr-do-sol foi maravilhoso! Seguido por um macarrão ao molho gorgonzola e chocolate de sobremesa.

Pôr-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Pôr-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Fantástico saber que por esta noite somos, provavelmente, os únicos brasileiros a 2800m de altura, sensação de liberdade e segurança. No final, todo esse esforço vale a pena.

Brasil, Minas Gerais, Passa Quatro (Pedra da Mina), Montanha, Pedra da Mina, Serra Fina, Trekking

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Iuias e Pedras Secas

Brasil, Pernambuco, Fernando de Noronha

Tartaruga durante mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

Tartaruga durante mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)


Depois do nosso dia de folga de mergulhos, hoje selecionamos os pontos para fazer a nossa despedida em alto estilo! Selecionamos um dos melhores e mais distantes pontos de mergulho no mar de fora, iuias, além de Pedras Secas I, que já havíamos mergulhado com outro perfil. Assim além do Haroldo poder conhecê-las, nós poderemos explorá-las por completo.

mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)


As condições estavam sensacionais, ainda que com um pouco de correnteza, conseguimos nos posicionar bem em Iuias, nos protegendo da corrente no próprio paredão e vimos muita vida. Lagostas criadas fora da toca, moréias, uma raia prego imensa, cardumes de pirajibas e ainda ficamos nadando um tempão com uma tartaruga linda. Subimos da sua base, a quase 30m de profundidade, até o cabeço que fica a apenas 4m, com muita vida e muita luz. Mergulho sensacional!

Hora de subir ao final do mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

Hora de subir ao final do mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)


Saímos de um mergulho como este para outro ainda melhor, 50m de visibilidade, correnteza de leve a moderada e todas as condições para explorarmos os cânions e cavernas das Pedras Secas.

Pequena caverna de corais durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

Pequena caverna de corais durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)


Além da imensa diversidade de corais, esponjas e cores, vimos ainda barracudas, lagostas e cardumes entocados. Parece uma cidade submarina, é maravilhoso!

Barracuda gigante durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

Barracuda gigante durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)


O Mateus, fotógrafo da ciliares registrou tudo para não precisarmos depender apenas da nossa memória. Voltamos todos exultantes! Bela despedida, mesmo enjoando com este terrível mar de fora eu voltei para o porto já com saudades.

Voltando do mergulho na Corveta, em Fernando de Noronha - PE

Voltando do mergulho na Corveta, em Fernando de Noronha - PE


Fizemos a fotinho final da tripulação, faltou só o Maza que estava lá manobrando o barco, mas fica aí também a recordação do nosso mestre da embarcação! Noronha Divers, Fernandão, Guilherme, Maza e Mateus, registramos aqui nosso muito obrigada pela bela temporada de mergulhos dos 1000dias em Noronha!

Com o Fernando, nosso guia de mergulhos e o Mateus, fotógrafo da Ciliares, em Fernando de Noronha - PE

Com o Fernando, nosso guia de mergulhos e o Mateus, fotógrafo da Ciliares, em Fernando de Noronha - PE


A tarde aproveitamos para trabalhar, descansar, ver as fotos na Ciliares e ainda dar um último mergulho na Praia da Conceição. Na Ciliares conhecemos a Fernanda e a Sueny, nossas novas amigas que também estavam empolgadíssimas para um forrózinho no Bar do Cachorro hoje. Infelizmente o forró foi cancelado pela chuva, mas conseguimos encontrá-las mais tarde na Tratoria do Italiano. Tomamos uma cervejinha e curtimos o som ao vivo muito bom. Rolou até um show especial da sobrinha de Zé Ramalho! Acreditam? A Sueny é sobrinha do Zé, inacreditável, o negócio tá no sangue mesmo! Depois de tanta animação eu e o Haroldo não agüentamos e demos uma esticadinha com as meninas para tomar uma saidera no bar do Andrade. A chuva não estava ajudando mesmo, nem brega lá estava rolando, mas com papo bom das meninas fomos dormir as 4 da manhã! Eeeelaiá! Não podíamos ir embora de Noronha sem um pé na jaca mesmo.

Formação de corais durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

Formação de corais durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

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32km nas Montanhas do Grand Teton!

Estados Unidos, Wyoming, Grand Teton National Park

O belo Cascade Canyon, no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

O belo Cascade Canyon, no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Seis horas da manhã e o sol começa a aquecer a paisagem fria do final de agosto no Grand Teton National Park. Saímos de Jackson em direção ao parque com café da manhã, sanduíches e 4 litros de água na mochila, câmera e mapa na mão, prontos para um dia de 32 km trekking.

O sol nasce no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

O sol nasce no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


O Paintbrush e o Cascade Canyon são dois trekkings bem procurados entre os day hikers no Grand Teton. Ambos incluem uma trilha de nível moderado a difícil, porém com paisagens e vistas recompensadoras! Difícil é encontrar pessoas que topem atravessar os dois cânions em um mesmo dia, fazendo um grande looping que cruza montanhas e a grande Paintbrush Divide até o Cascade Canyon.

No frio da manhã, início da caminhada no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

No frio da manhã, início da caminhada no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Quando saímos para uma caminhada para trilhas menos frequentadas já vamos psicologicamente preparados para lidar com as situações mais adversas como chuva, frio, bolhas nos pés, cansaço ou até um encontro com um urso, afinal estamos entrando no seu habitat!

Algumas árvores antecipam o Outono na nossa trilha no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Algumas árvores antecipam o Outono na nossa trilha no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


A caminhada começou a pouco mais de 2.000m de altitude às margens do String Lake, onde deixamos a Fiona estacionada. Cruzamos outros trekkers, cada um seguindo o seu caminho e o seu ritmo. Alguns iriam apenas até o Holly Lake, outros dariam a volta no Jenny Lake e poucos seguiriam para um programa mais longo.

Um castor no meio de nossa trilha no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Um castor no meio de nossa trilha no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Caminhamos os primeiros 10 km subindo o Lower Paintbrush Canyon, uma subida leve e constante, cruzando o rio por pontes e com vistas maravilhosas dos lagos que deixávamos para trás. Entrando no cânion entre as imensas montanhas rochosas vemos o rio de degelo descendo o vale. Perto de um desses tivemos um encontro inesperado, um alce macho, lindo, estava ao lado da trilha!

Um grande alce pasta tranquilo no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Um grande alce pasta tranquilo no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Encontro com um alce na trilha pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Encontro com um alce na trilha pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Ele comia algumas plantas e nem nos deu muita bola. Tiramos várias fotos e só quando o Rodrigo tentou se aproximar para sair em uma foto ao lado dele foi que o moose deu um grunhido do tipo “sai pra lá!”. Depois de quase 10 minutos ali sozinhos com o moose, fotografando e observando o imenso animal e seus lindos chifres, foi que seguimos morro acima. Totalmente empolgada comentei com uma hiker que cruzamos vindo em direção contrária que ela encontraria um moose. Ela, tranquilamente, respondeu “e vocês encontrarão um urso!” Seguimos empolgados e ansiosos, queríamos vê-lo, mas sem surpresas! Conseguimos manter um bom ritmo e chegamos ao Holly Lake (2.880m de altitude) em pouco menos de três horas. Um vento danado e água super gelada nos fez decidir seguir e adiamos o banho no lago.

Chegando ao Holy Lake na nossa trilha pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Chegando ao Holy Lake na nossa trilha pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


O lago lá embaixo, já subimos bastante na nossa trilha através do Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

O lago lá embaixo, já subimos bastante na nossa trilha através do Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Dali, rumo à Paintbrush Divide! Logo no início do caminho já cruzamos um veadinho saltitante que logo fugiu e se enfiou na floresta, mas nada de urso. Continuamos subindo com a trilha um pouco mais íngreme e eu mais lenta. Depois de muito tempo quase ao nível do mar o organismo ainda não teve tempo para se acostumar com a altitude. Saímos dos 2.000m, passamos do nível dos gelos e glaciares e chegamos aos 3.268m com um sol lindo, frio e muito vento!

Atravessando trecho de gelo, já quase chegando ao ponto mais alto da trilha pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Atravessando trecho de gelo, já quase chegando ao ponto mais alto da trilha pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


O ponto mais alto da trilha de 32 km pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

O ponto mais alto da trilha de 32 km pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Do ponto mais alto da trilha vemos o topo da cadeia de montanhas mais próximo, temos uma vista espetacular para os dois cânions, além de vários lagos de degelo. Uma parada para o almoço e as bolhas no pé já começaram a incomodar. Tanto tempo de verão e chinelo que os pés desacostumaram ao tênis.

Ponto mais alto da trilha, a 3.250 m de altitude, no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Ponto mais alto da trilha, a 3.250 m de altitude, no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Uma vez no alto, o caminho agora é para baixo! Um longo zigue-zague costeando a montanha nos levou dos mais de 3.200m de altitude aos 2.753m no Solitude Lake. Um lago belíssimo que acabou de descongelar do último inverno. A água congelante foi um alento para os pés e as bolhas, mas nadar ali, nem pensar!

Começando a longa descida no nosso giro pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Começando a longa descida no nosso giro pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Lake Solitude, no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Lake Solitude, no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Neste lago começa o rio que corta o Cascade Canyon, margeando o rio descemos todo o vale florido com a vista mais clássica do Grand Teton, pico que empresta seu nome ao parque. No caminho conhecemos o casal de estudantes de medicina, também apaixonados por viagens e natureza, Melissa e Erin. Os dois sortudos vinham logo atrás de nós e perto do Holly Lake encontraram o nosso urso prometido! Nós não o vimos por pouco!

Uma trilha que mais parece um jardim, no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Uma trilha que mais parece um jardim, no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Daqui seguimos caminhando juntos, com muitas histórias e experiências engraçadas. Enquanto eles nos davam dicas da terra dos ursos, nós contávamos as nossas aventuras pela América e assim os 12 km de trilha cânion abaixo passaram muito mais rápido. Ainda fizemos um pequeno detour para conhecer o Inspiration Point e a Hidden Falls, dois pontos bem conhecidos, de trilhas mais curtas e de fácil acesso por barcos que cruzam o Jenny Lake com dezenas de turistas todos os dias.

Nossos companheiros no final da trilha pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Nossos companheiros no final da trilha pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


A 'Hidden Waterfall', no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

A "Hidden Waterfall", no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


O último trecho da trilha na margem oeste do Jenny Lake parecia não ter fim! Um encontro com um veadinho destemido no começo dessa trilha foi bacana, mas depois foram quase 4 km rodeados por uma floresta nova, cheia de troncos queimados, que apesar da bela vista do lago, só pensávamos em chegar ao carro! Ainda fomos até lago, dar um tchibum para ativar a circulação sanguínea nas águas geladas do String Lake!

No final da nossa trilha, um último encontro com a fauna do Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

No final da nossa trilha, um último encontro com a fauna do Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Banho merecido no lago, após 32 km de trilhas pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Banho merecido no lago, após 32 km de trilhas pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


À noite só tivemos forças para caminhar até o Million Dollar Cowboy Bar, no centro de Jackson. Estava bem agitado, cheio de jovens descolados, mas por incrível que pareça só jantamos e logo despencamos na cama para uma noite merecida de descanso.

Chegando ao Holy Lake na nossa trilha pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Chegando ao Holy Lake na nossa trilha pelo Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Completamos em aproximadamente 10 horas os 32 km de montanhas, vales, rios e lagos do grande loop. Fizemos novos amigos e vimos o nosso primeiro dos “big five” americanos, o moose! Faltou o urso, nós não o vimos, mas com certeza ele nos viu!

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Nova Integrante à Bordo

Estados Unidos, New Jersey, Princeton Junction

Recebendo a Bebel no aeroporto de Newark, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Recebendo a Bebel no aeroporto de Newark, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Hoje fomos buscar no Aeroporto de Newark - New Jersey, a nova integrante dos 1000dias: Dona Izabel Lemos Junqueira! Izabel, mais conhecida como Bebel, irá nos acompanhar pelos próximos 15 dias de viagem no nosso roteiro pela região conhecida como Nova Inglaterra.

Viajando de Fiona com a Bebel de Newark à Pennsylvania, nos Estados Unidos

Viajando de Fiona com a Bebel de Newark à Pennsylvania, nos Estados Unidos



Segue a ficha completa da nova integrante da expedição:

Nome Completo: Izabel Lemos Junqueira.
Idade: 12 anos.
Sexo: feminino.
Relação Familiar: sobrinha querida e afilhada amada do Tio Ro, vulgo “padinho jonsa”.
Cidadania: brasileira e americana.
Línguas: carioquês e inglês americano com o sotaque mais lindo e perfeito do mundo.
Passatempos Preferidos: assistir à novela Avenida Brasil, em segundo lugar, rever os capítulos que ela mais gostou e em terceiro lugar fazer umas comprinhas nas gift shops no caminho.
Músicas Preferidas: “Depois” - Marisa Monte, “Don´t you remember” e “Set Fire to the Rain” – Adele. Nota-se que é uma menina bem consistente, as três músicas são da trilha sonora da novela supracitada.
Motivo da Viagem: Bebel aproveitou as férias escolares para matar as saudades e conhecer novas paisagens da sua terra natal, além de visitar os tios aventureiros.
Missão dos 1000dias: colocá-la em movimento, não dentro da Fiona, mas nas trilhas e montanhas dos Estados Unidos.

Com a Bebel na viagem de Newark à Pennsylvania, nos Estados Unidos

Com a Bebel na viagem de Newark à Pennsylvania, nos Estados Unidos


O roteiro das próximas duas semanas incluirá visita a amigos na Pensilvânia, as paisagens verdes de Vermont, as White Mountains em New Hampshire, as trilhas do Acadia National Park no Maine, Portland, Boston e ainda as praias e maravilhas do principal destino dos veranistas ricos e famosos no Cape Code National Shore. Bem vinda Bebel e pé na tábua!

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