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Braz Antonio da Silva (17/08)
Eu já li sobre vocês e a FIONA, se é que sao os mesmo que fizeram FOZ ...
Ruan Almeida (08/08)
Olá, parabéns pelo blog!! Sobre a subida ao summit (topo do Mauna Kea) ...
Fernando (07/08)
Olá curti muito a viagem de vocês. Dia dez próximo saio para o Jalapã...
Fernando (07/08)
Olá curti muito a viagem de vocês. Dia dez próximo saio para o Jalapã...
Su (04/08)
Ana, considerando a cor do mar, qual o lugar mais bonito onde vocês pass...
Noite, na Estação das Docas, em Belém - PA
Hoje nos despedimos de Algodoal logo cedo, caminhamos até o porto para a barca das 10h30, acompanhados de Marjorie que veio nos dizer até logo. Cruzamos a baia com a mesma sensação que temos quando voltamos da Ilha do Mel para Pontal, ai que vontade de ficar!
Viagem de barca entre Algodoal e Marudá - PA
Ao mesmo tempo estávamos ansiosos, pois a partir dali tomaríamos muitas decisões chaves para a continuação da viagem rumo às Guianas. Duas horas de estrada, como diz a música “que beleza de paisagem, fomos rumo à Belém!” Passamos por Castanhal, outra grande cidade paraense e seguimos ao encontro do maior rio do mundo, o Rio Amazonas.
Ficamos hospedados no Hotel Unidos, no centro histórico de Belém. Já havíamos até agendado para termos um endereço onde para receber uma correspondência: finalmente recuperamos nosso chip da TIM! Tentamos agendar a revisão de 30 mil km da Fiona, mas a concessionária estava sem sistema e queria agendar para a semana que vem. Nem pensar, já agendamos em Macapá para não perdermos tempo. O outro desafio era conseguirmos embarcar a Fiona para a capital amapaense, encontrando uma balsa barata e de preferência que pudéssemos ir junto. Pesquisamos na internet, assuntamos no hotel, guias e tudo mais, até que ficamos entre duas opções: a Macamazon que tinha uma balsa saindo já no sábado ou uma pessoa indicada por eles que talvez tivesse uma balsa na segunda-feira.
Passeando e falando ao telefone na Estação das Docas, em Belém - PA
Além de Belém ainda queremos conhecer a Ilha de Marajó antes de atravessar. Nada feito, as balsas só iriam sair na quinta ou no sábado para Macapá, acabamos optando por mandar a Fiona no sábado e seguirmos depois de avião. Ainda teremos esta experiência de dormir na rede descendo o Rio Amazonas, é claro que não quero perder isso por nada! A decisão, porém foi a de aproveitarmos as 22 horas a mais que teremos em Belém, já que o preço da passagem é praticamente o mesmo do barco. Queremos seguir logo para a fronteira com a Guiana Francesa, pois além da questão do visto do Rodrigo já teremos a extensão territorial do seguro valendo a partir do dia 1° de Março, não podemos perder tempo!
Jantando e falando ao telefone na Estação das Docas, em Belém - PA
Passamos a tarde toda nessa função, sem almoçar, então merecíamos um belo jantar. Aproveitamos a noite para conhecer um dos principais pontos turísticos da cidade, a Estação das Docas. Um antigo porto praticamente abandonado, foi totalmente revitalizado em um ambicioso projeto arquitetônico e cultural às margens da Baia do Guajará, do Rio Amazonas. A Estação possui restaurantes de diversas culinárias, bares, espaço de exposição e cinemas. Um pequeno porto turístico ainda funciona no início da Doca 1 e ali próximo há uma exposição contando a história do porto e sua importância para o desenvolvimento da cidade de Belém. A sofisticação do empreendimento e sua estrutura à beira do rio nos recordaram muito Puerto Madero, em Buenos Aires, mas com sotaque e temperos paraenses.
Pintura de papagaio no Lajedo da Soledade, região de Apodi - RN
O Lajedo Soledade é uma formação calcária em meio ao sertão potiguar, cuja origem se deu há mais de 140 milhões de anos. A rocha calcária é de origem marinha e aflorou depois do recuo do oceano, passando pelo processo de erosão da água e do vento, que ao longo de milhares de anos foi esculpindo a rocha em pequenos cânions. São três pontos no lajedo abertos à visitação, Araras, Urubu (fechado nesta época) e Olhos d´água.
Com o Cézar, nosso guia no Lajedo de Soledade, região de Apodi - RN
Há mais de 20 anos a Petrobrás pesquisa esta região, uma vez que nos municípios vizinhos foram encontrados poços terrestres de petróleo. Segundo informações do guia local, também foram encontrados poços, porém de uma profundidade maior e por isso a extração só deverá ser iniciada a partir do segundo semestre deste ano.
Extração de petróleo no meio da caatinga, região de Mossoró - RN
Durante estas pesquisas foram encontrados fósseis marinhos de ostras, caramujos, ouriços e estrelas do mar com 90 milhões de anos, sendo considerada uma das áreas mais antigas do Brasil. Mais tarde estas estruturas foram utilizadas como fonte de água ou abrigo por animais da mega-fauna como tigre de dente de sabre, preguiças e tatus gigantes. Os fósseis destes animais foram encontrados durante as escavações e pesquisas e hoje estão no museu da cidade.
Saindo de toca no Lajedo da Soledade, região de Apodi - RN
Foram encontradas também, pinturas rupestres da tradição agreste e itacoatiara datadas entre 3 e 5 mil anos AP (antes do presente). As pinturas possuem traços delicados e demonstram um avançado conhecimento da técnica, as colorações vermelhas e amarelas, obtidas do óxido de ferro, sangue e gordura vegetal.
Pinturas da tradição Itacoatiara no Lajedo da Soledade, região de Apodi - RN
Foram identificadas as imagens de pássaros como o papagaio e a arara, um lagarto, centopéias, além de formas geométricas e carimbos de mãos adultas e de crianças. Os estudos apontam que estes grupos eram nômades e utilizavam os caminhos naturais do lajedo para encurralar a caça. Mais de um grupo passou por ali, uma vez que as pinturas se sobrepõem.
Pinturas rupestres no Lajedo da Soledade, região de Apodi - RN
Novamente encontramos como responsável pelo projeto o ex-engenheiro da Petrobrás Eduardo Bagnoli, o mesmo que trabalhou para a preservação do Lajedo do Pai Mateus na Paraíba. Ele encampou o projeto de proteção da área do lajedo, formando a Fundação Amigos do Lajedo de Soledade, que possui patrocínio da Petrobrás e iniciou há mais de 20 anos o trabalho de conservação, conscientização da população que vive da extração de cal e formação de guias locais para o turismo.
Lajedo da Soledade, em Soledade, região de Apodi - RN
A comunidade de Soledade, pertencente ao município de Apodi, possui em torno de 4 mil habitantes e sua principal atividade econômica é a produção de cal. A cal é produzida através da queima da rocha calcária. Inicialmente extraída manualmente, com picaretas e marretas e hoje com explosões em pólvora e dinamite, ameaçando a estrutura calcária, depredando as pinturas e vendendo pedaços de fósseis. É difícil estimar quanto deste patrimônio histórico e cultural já foi perdido no processo de exploração.
Observando arte rupestre no Lajedo da Soledade, região de Apodi - RN
Hoje a comunidade já percebeu a importância da sua preservação. Além do museu existe o Centro de Atividades do Lajedo, que estimula a produção de artesanato local que ajuda na renda das famílias da região. Um trabalho muito bonito desenvolvido para preservar a herança de nossos ancestrais, que marcaram ali a sua existência, sua cultura e seus costumes.
Espiga de milho, pé de milho e o sol retratados nas pinturas rupestres do Lajedo da Soledade, região de Apodi - RN
“Preservar, mais do que respeito exige amor, pressupõe a empatia necessária para que possamos sentir o elo de humanidade que emana destas rochas pintadas e nos alcançam através dos séculos.”
Trecho retirado de um texto em exposição no museu do Lajedo de Soledade.
Trem atravessa a ponte sobre o Rio Tocantins, em Marabá - PA
Terceiro dia de viagem, finalmente estamos nos aproximando de um dos marcos do caminho, a cidade de Marabá. Saímos de Novo Repartimento logo cedo, eu a base de resfenol para agüentar a constipação. A noite choveu durante umas duas horas, chuva forte, então logo nos primeiros quilômetros enfrentamos alguns atoleiros mais brabos.
Caminhão em atoleiro da Transamazônica, na região de Novo Repartimento - PA
A Fiona tirou de letra, mas teve que esperar a vez de alguns caminhões. É até bacana ver estas cenas, a máquina vindo e dominando a terra para conseguir salvar o caminhão. Ainda assim vários carros normais, kombis e caminhonetes, conseguiram passar sem problemas. Foram uns 3 atoleiros seguidos, todos já tinham máquinas trabalhando na estrada e como guincho.
Trator tura caminhão de atoleiro da Transamazônica, na região de Novo Repartimento - PA
Tínhamos duas opções de rota de Novo Repartimento até Marabá, ou continuávamos pela Transamazônica que logo vira PA-268, ou subindo e passando respectivamente pela PA-156, PA-263 e PA-150. Decidimos pela segunda opção, 100 km mais longo, mas apenas 80 km de terra, enquanto o segundo andaríamos 180 km por um dos piores trechos de terra.
A enorme barragem de Tucuruí - PA, a segunda maior do Brasil
Não demorou muito chegamos à cidade de Tucuruí, onde fica a segunda maior usina hidrelétrica do país em potência, nos períodos de cheia. Se por um lado rodar a Transamazônica nesta época pode ser complicado, chegar a esta barragem e vê-la vertendo água aos borbotões, não tem preço.
Com o lago cheio, a Usina de Tucuruí - PA está vertendo. Um espetáculo!
Seguimos em direção à Marabá e o que ia ser apenas uma passagem rápida acabou se tornando um capítulo à parte. Marabá está crescendo muito e muito rápido. Vê-se pela divisão da cidade, existe a Marabá Pioneira, a Nova Marabá e a Cidade Nova. Precisávamos passar no banco e tivemos que entrar na cidade. Quando cruzávamos o Rio Tocantins um caminhão quebrou em cima da ponte.
O Rio Tocantins, em Marabá - PA
No meio da confusão, carros reclamando, nós dois fotografando o rio e um trem que apareceu de repente sobre a ponte, fomos abordados por um jovem que ficou curioso com a viagem. Alex perguntou o que eram os 1000dias, como poderia saber mais sobre, o site e etc. Engraçado, várias pessoas que olham o nosso logo acham que somos uma ONG. Quem sabe não criamos uma? Não seria má ideia. O trem passou, conversamos com ele e seu amigo e o trânsito andou. É quando vemos um carro emparelhando, abrindo a janela e nos passando em uma manobra rápida e arriscada um CUPUAÇÚ! “É o Cupuaçu do Pará”, disse Alex e sua mãe.
O cupuaçu que ganhamos de presente na ponte rodoferroviária em Marabá - PA
Que delícia! Que recepção mais calorosa! A-DO-REI! Um presente da terra, para nos lembrarmos sempre de Marabá.
Trem atravessa a ponte sobre o Rio Tocantins, em Marabá - PA
Achou que seria só isso? Ainda não acabou. Entramos, encontramos logo o HSBC, meu banco e saímos à procura de Itaús ou Reais, bancos do Rodrigo. Um parto! Lanchonetes abertas nessa big avenida também parecia relíquia. Deixei o Rodrigo em uma quadra, achei uma lanchonete e resolvi voltar à pé atrás dele. Andava eu, tranquila procurando pelo Rodrigo, quando fui atacada por uma doida de rua. A mulher, daquelas loucas mesmo que ficam perambulando sem dizer nada com nada, estava do outro lado da rua com um pau imenso e pesado na mão. Eu no canteiro central da avenida. Ela não pensou duas vezes, atirou o pau na gata! Hahaha! Na boa, o que eu fiz para ela? Que violência gratuita! O pior é que a maluca tinha boa mira, a sorte foi que eu vi e desviei, mas ainda levei um arranhão. Ninguém em volta entendeu, alguns caras ainda comentaram, “pô, quase que a doida te acerta!” Eu é que fiquei me segurando, pois por uns 3 segundos me veio aquela vontade de correr lá e dar uma lição na véia. Mas... respirei fundo, a chamei de louca e segui procurando o Rodrigo. Mais uma memória de Marabá que será difícil esquecer! Rsrs!
Ponte rodoferroviária sobre o Rio Tocantins, em Marabá - PA
Passamos por Marabá, abastecemos o carro e encontramos novamente a PA-268, vulga Transamazônica. Não sei se já comentei por aqui, mas o nosso objetivo não era cruzar a Transamazônica, ela é apenas o meio, para um fim muito mais divertido. Mais um dos lugares muito especiais que esse Brasilzão esconde, lá no sul do Maranhão, a Chapada das Mesas.
Represa de Tucuruí - PA
Aqui asfaltada ela nos leva até a BR-153, estrada que une os municípios de São Domingos do Araguaia e São Geraldo do Araguaia. Os nomes dão uma pista do rio que vamos cruzar. A balsa em São Geraldo faz uma divisão muito justa, carros primeiro e caminhões que esperem! A fila devia ter uns 30 caminhões, coitados. Ali eu lembrei de todos os fretes que já mandei fazer na vida! Foram poucos e mais simples, mas as vezes não pensamos que eles tem que passar por este tipo de coisa. A balsa colocou todos os carros e ainda couberam umas 4 carretas monstras! Fizemos amizade com os motoristas dos carros vizinhos perguntando sobre o melhor caminho, etc, e eles ficaram super empolgados com a nossa viagem. Alguns vieram de longe, 1400 km ou mais, mas quando ouviram a nossa história não acreditaram. Também, não é sempre que cruzam dois doidos viajando 1000dias por aí!
Com o lago cheio, a Usina de Tucuruí - PA está vertendo. Um espetáculo!
Já era noite, rodamos mais uns 120 km, cortando por Piraquê, pois o asfalto está mais novo. Que beleza que é voltar para um asfalto descente. Chegamos à nossa cidade dormitório, Araguaína. Já perceberam que quase todas as cidades aqui perto têm nomes parecidos? Araguaína, Araguanã, Araguatins, São Raimundo, São Geraldo, São Domingos, Santa Fé, Santa Isabel, de quem? Do Araguaia! É impressionante, assim fica até difícil decorar.
Chegando ao rio Araguaia e à Marabá - PA
Araguaína é uma cidade grande, em torno de 180 mil habitantes, a segunda maior cidade do Estado do Tocantins. Demos uma volta pela cidade de carro mesmo, procurando por hotel, os dois primeiros lotados, quem diria. Chegamos ao hotel e tudo o que queríamos era comer alguma coisa e dormir, afinal amanhã ainda temos mais estrada pela frente rumo ao Maranhão. Boa noite!
Errata: nas legendas das fotos em que vocês lêem “Rio Araguaia”, favor substituir por “Rio Tocantins.” Estamos providenciando a correção, são tantas emoções.
Pintura na parede externa da Catedral de San Salvador, capital de El Salvador
San Salvador, capital de El Salvador, é uma cidade grande com mais de 3 milhões de pessoas somando sua região metropolitana, aproximadamente metade da população de todo o país. Vemos ao fundo o vulcão San Salvador com 1.960m, que quase destruiu a cidade na grande erupção de 1.917.
Vista do alto do nosso hotel em San Salvador, capital de El Salvador
Uma forma de conhecer bem a cidade, sua história e diferentes faces é ir direto para o centro. A Igreja do Rosário é o ponto de partida deste tour. Por fora tem uma estrutura feia de cimento, escura, suja e nada convincente. Por dentro, porém, seus vitrais coloridos fazem um reflexo sobre as paredes escuras, formando um prisma colorido, uma espécie de arco-íris, que colore e dá um ar de magia ao lugar.
O belo interior da moderna Igreja do Rosário, no centro de San Salvador, capital de El Salvador
Caminhamos um pouco pelas ruas caóticas, sujas e lotadas, onde quase fui “atacada” por uma senhora, que deve ter visto em mim um diabo ou a mulher do seu ex-marido, por que veio correndo em minha direção, ensaiou um tapa no meu rosto e saiu sem tocar um dedo em mim, mas deixando clara sua indignação. Eu não tinha nada ou fiz nada que a pudesse ter despertado esse sentimento nesta senhora. Claro ficou que ela era meio maluca, coitada. Seguimos pelas ruas do centro histórico e comercial, passando pelas praças La Libertad e Plaza Barrios.
O Palacio Nacional, sede do governo no centro de San Salvador, capital de El Salvador
Na praça batemos um papo com um mendigo viajante, ele já tinha ido ao Brasil, passado por diversas cidades na América Latina e agora, estava ali, perdido na praça pedindo 5 centavos para poder comer. São cenas como esta que nos fazem pensar e querer entender quais foram os absurdos que aconteceram neste país. Um histórico de uma ditadura porca e uma guerra civil, somados à maior densidade populacional da América Central e uma pobreza absurda, só poderia dar nisso.
Trãnsito pesado na volta à San Salvador, capital de El Salvador
Milhares de camelôs trabalhando com o comércio informal, inundando as ruas de produtos e ofertas que provavelmente não tenham a mesma demanda. Eles precisam tentar ganhar a vida de alguma forma. Caminhamos mais algumas quadras, enquanto Rodrigo me conta a história de Oscar Romero, Arcebispo de El Salvador que em 1980 foi assassinado em plena missa por de manifestar contra as políticas do governo da época.
A Catedral de San Salvador, capital de El Salvador
Chegamos à Catedral Metropolitana, os murais de sua fachada foram criados pelo famoso pintor Fernando Llort. Ele retornou ao país em 1972, depois de uma temporada estudando arquitetura e teologia na França. Suas pinturas sempre representam o cotidiano das vilas, dos campesinos e tem como um dos principais ícones a arte-religiosa. Ele criou a Naïve Art, uma marca que representa a arte moderna salvadoreña em todo o mundo e possui peças expostas no MoMA, Casa Branca e no Vaticano.
A imponente Catedral de San Salvador, capital de El Salvador
À tarde voltamos à paz e calmaria da Zona Rosa, uma grande região da cidade onde vive a maioria da população de classe média-alta e alta. Lá estão os principais shoppings, lojas, serviços, escolas e restaurantes. Um passeio pelo shopping Multiplaza nos mostra que o mundo está cada vez mais pasteurizado, ops, globalizado. Todos aqueles contrastes e aquela vida que vemos no centro, dão a vez para a cultura capitalista regida pelas mesmas marcas, mesmos sonhos e mesmos modelos da vida neste lado do planeta.
Ringue de patinação do gelo no shopping Multiplaza, em San salvador, capital de El Salvador
A cidade de Waterton, na beira do lago no parque de mesmo nome, em Alberta, no Canadá
O Waterton Lakes National Park, formado em 1895, é o irmão gêmeo canadense do Glacier Nacional Park. Gêmeo, pois possui a mesma origem geológica derivada da ação dos glaciares na erosão e escultura dos seus vales e lagos. Desde 1932 ambos formam juntos o Waterton-Glacier International Peace Park, o primeiro com este título no mundo.
Sede do Parque Internacional da paz, na fronteira de Canadá e Estados Unidos
Ele é o quarto parque nacional no Canadá, o mais distante e selvagem parque das famosas Montanhas Rochosas Canadenses. Localizado na parte mais estreita das Rockies, se autodenomina “A Coroa do Continente” e é o único parque no mundo a reunir os três títulos: Parque Internacional da Paz, Patrimônio Mundial da Humanidade e Reserva da Biosfera. Um lugar perfeito para entrar em contato com a natureza, seja caminhando, pescando, pedalando, remando, esquiando (cross country) ou apenas relaxando em uma das pousadas às margens do lago.
Mais um dos lagos do Waterton Park, em Alberta, no Canadá
A beleza de suas montanhas nevadas ao redor do Warterton Lake, o principal dos mais de 20 lagos localizados no parque, está em constante alteração por forças naturais como o vento, o fogo, enchentes e a abundante vida selvagem.
Vista de Waterton e do lago, no Waterton Lakes National Park, em Alberta, no Canadá
Sua localização na corrente de tempestades que sopram do Pacífico trazendo ares mais aquecidos para o vale o fazem um lugar especial com mais de 45 diferentes habitats. O resultado são mais de 1000 espécies de plantas nativas, 250 de aves, mais de 60 espécies de mamíferos, 24 espécies de peixes e 8 de répteis e anfíbios! O fogo tem um papel importante na renovação deste ecossistema, abrindo clarões e permitindo o crescimento de plantas rasteiras como as wild berries que alimentam animais como ursos e pássaros.
Filhote de cabra montesa, no Waterton Park, em Alberta, no Canadá
O Waterton Lake é o lago mais profundo das Rockies Canadenses com 148m de profundidade e águas transparentes que nascem dos glaciares no alto das montanhas. Suas águas escorrem para a bacia do Saskatchenwan River e à Hudson Bay, no Oceano Ártico. Ao redor do lago, seus vales e montanhas oferecem mais de 225 km de trilhas, que são mantidas para os mais de 400 mil turistas/ano explorarem mais a fundo as suas maravilhas naturais. Uma das trilhas mais procuradas pelos hikers é a do Crypt Lake, que sobe a 675m de altitude, cruza túneis naturais e cachoeiras em mais de 17 km e 6 horas de caminhada. Para chegar a esta trilha deve-se cruzar o lago em um barco gerenciado pelo parque, que parte da marina às 10h da manhã e o traz de volta às 17h.
Infelizmente nós perdemos o barco que cruzava para as trilhas mais longas, optamos então por uma programação alternativa, uma caminhada de 3 km que nos levou ao Bear´s Hump, mirante obrigatório do Waterton Lake. A caminhada é íngreme, mas estando em boa forma pode ser feita em menos de uma hora e nos dá uma visão geral do parque, da vila e do Vale de Waterton.
Parece o Caribe, mas é o Waterton Lakes National Park, em Alberta, no Canadá
A vila possui uma estrutura completa, é uma pequena cidade com várias opções de hospedagem, restaurantes, cafés, um pequeno museu, trilhas à beira do lago e uma marina. Nós almoçamos em um bistrô, onde conhecemos um simpático casal de Edmonton e seguimos para a o Red Rock Canyon.
A cidade de Waterton, na beira do lago no parque de mesmo nome, em Alberta, no Canadá
Uma estrada cênica na área de transição entre as pradarias e as montanhosas. No caminho temos vistas belíssimas do Mount Blakinston, ponto mais alto do parque a 2.910m de altitude.
Caminhando no Red Canyon, no Waterton Park, em Alberta, no Canadá
O programa light foi perfeito para o tempo que tínhamos dentro do parque, já que um day pass (8 dólares por pessoa), dura até as 16h do dia seguinte em que ele foi comprado. Nós deixamos o parque um pouco depois disso em direção à Calgary e cada vez mais ansiosos, acelerando a passos largos rumo ao Alasca.
Caminhão leva enormes pneus nas estradas de Alberta, no Canadá
As imponentes ruínas mayas de Tazumal, em El Salvador
Colocarmos o pé na estrada novamente. Seguimos viagem agora rumo à Guatemala! Nossa primeira ideia era seguir direto, sabíamos que no caminho ficariam para trás mais dois sítios arqueológicos, Tazumal e Casa Blanca, mas não tínhamos muito tempo e precisávamos chegar a Antigua.
Subindo as escadas de antigo templo maya em Tazumal, em El Salvador
Foi em uma parada no posto logo após a cidade de Santa Ana, um frentista jovem e muito simpático ficou curioso sobre a viagem e logo quis nos falar sobre as belezas e os pontos turísticos da sua região. Mostrou-nos fotos de Tazumal e Casa Blanca, insistindo para passarmos por ali, “ficam a apenas 5 minutos daqui” dizia ele, empolgado. No caminho passamos na beira da estrada encontramos a entrada das Ruínas de Casa Blanca, que estavam fechadas para restauração. Já no clima, perguntamos e decidimos desviar mais 5 minutos para a cidadezinha de Tazumal, construída praticamente sobre as antigas ruínas Maias do mesmo nome.
As ruínas de antigo templo maya em Tazumal, em El Salvador
Tazumal em K´iche´ significa “pirâmide onde as vítimas eram queimadas”, nem gosto de imaginar! Está localizada no meio do povoado de Tazumal, vizinha do cemitério municipal, arqueólogos estimam que os primeiros moradores desta região datam de 5.000 a.C. As primeiras expedições arqueológicas escavaram parte do sítio já na década de 40, anos mais tarde arqueólogos começaram um trabalho de manutenção e reconstrução das ruínas que já estavam descobertas, alterando sua construção original, incluindo cimento na estrutura para aumentar sua durabilidade. Em 1954 foi visitada por Che Guevara nas suas andanças pela América Latina, antes mesmo de se rebelar e começar a guerrilha armada.
Visitando o sítio arqueológico maya de Tazumal, em El Salvador
As últimas reformas feitas em 2006, já em uma nova linha de trabalho, começou a desconstrução da camada de cimento, tentando devolver a originalidade às ruínas. Segundo pesquisas, sua primeira camada teria sido feita em blocos de adobe e só depois, já sob domínio Maia, foi que recebera blocos de pedra e ornamentos do período clássico (250 A 900 d.C). Foram mais de 13 fases de construção, o que faz os arqueólogos estimarem que 70% da estrutura ainda não foi desenterrada e hoje está abaixo da vila de Tazumal. Depois de 900 d.C foram construídas pirâmides Toltecas, assim como um campo de “jogo de bola”, sendo abandonado definitivamente em 1200 d.C.
Momento de carinho nas ruínas mayas de Tazumal, em El Salvador
As ruínas são as maiores que vimos aqui nessa nossa iniciação do mundo Maia, lindas e impressionantes! O museu fornece bastante informação, assim como os guias que podem ser contratados no local. Nós, como estávamos naquela correria básica, fizemos algumas fotos, demos uma olhada rápida no museu e saímos dali com milhares de perguntas sem respostas, apenas imaginando como seria aquela cidade na época em que os maias ou os toltecas viviam por ali... milhares de pessoas assistindo os rituais aos seus deuses e divindades, vivendo sua vida e aprendendo sobre sua história. História essa que hoje tentamos remontar, baseados apenas em pistas que nos foram deixadas através do tempo e destas ruínas.
Divindade pré-colombiana no museu em Tazumal, em El Salvador
Continuamos o nosso dia em direção à Las Chimanas, fronteira de El Salvador com Guatemala. Os trâmites foram rápidos e os oficiais da aduana guatemalteca foram eleitos os mais simpáticos de toda a viagem! Eles até fizeram fotocópias e montaram com durex um mapa da Guatemala que tinham na parede para nos dar de presente.
Chegando à Guatemala, indos de El Salvador
A primeira impressão assim que cruzamos a fronteira já é de um país mais organizado, a estrada e a cidade fronteiriça todas sinalizadas e pintadinhas, apesar das dezenas que túmulos (lombadas) que encontrávamos pelo caminho. Menos de duas horas depois chegamos à capital, Cidade da Guatemala, que nos impressionou positivamente. Chegamos pela parte alta da cidade, avenidas largas e arborizadas, sem passar pela periferia costumeira das cidades grandes na América Latina.
Tumulo? É o nome dos quebra-molas na Guatemala e em El Salvador
Prédios modernos, restaurantes e uma infra-estrutura completa, cruzando as zonas 15, 14, até chegar a Zona 10, onde ficaríamos hospedados. Conhecida como Zona Viva a Zona 10 é a mais turística, ao lado da Zona 1, centro histórico da capital e à Zona 13, onde estão a maioria dos museus. Aproveitamos a nossa única noite na capital para jantar em um restaurante de comida típica guatemalteca, vizinho do nosso hostal, o Kacao. As principais comidas típicas são sopas que levam diversas verduras, batata, milho, coentro e alguma carne, principalmente frango. Tomamos um caldinho e o prato especial foi um churrasco guatemalteco, acompanhando de uma espécie de tutu de feijão e guacamole, delícia!
Restaurante Kacao, de comida típica, na Cidade da Guatemala, capital do país
Fechamos nossa noite no Bar Esperanto, indicado por Pablo, um viajante e blogueiro, nosso amigo virtual guatemalteco que amanhã mesmo iremos conhecer. Um bar boêmio, tocando uma cumbia gostosa, galera animada e bem receptiva. A energia da cidade já nos cativou, ficou decidido: vamos ficar um dia mais para conhecer e curtir a vibrante Cidade da Guatemala!
Balada no bar Esperanto, na Cidade da Guatemala, capital do país
O mar visto do alto do Quadrado de Arraial d'Ajuda - BA
Mais uma despedida das nossas companheiras de viagem, mas dessa vez acho que foi pra valer, ou melhor, até a próxima no Rio ou onde elas forem nos visitar! Seguimos viagem com intuito de chegar em Itabuna, mas no caminho passamos por cidades importantes na história do Brasil.
A Igreja do centro histórico de Arraial d'Ajuda - BA
Primeira parada, Arraial d´Ajuda, cidade construída em um platô acima do nível do mar, com uma vista maravilhosa para a praia, coberta por coqueiros e de águas protegidas pelos recifes. Com o dia meio indeciso, não sabia se chovia ou fazia sol, não havia nada melhor do que uma programação cultural e histórica. Andamos pelo Santuário de Nossa Senhora D´Ajuda e pelas casinhas antigas da vila que dão um colorido à cidade. Milhares de lojinhas com todos os tipos de bugigangas, cangas e roupas aguardando os turistas. A brodway é a rua do comercio e dos restaurantes, não muito charmosa. Descendo do platô para a praia passamos pela Praia do Parracho, onde pousadas e beach clubs e condomínios residenciais dominaram a faixa entre a rua e a areia. Caminhamos um pouco até a chuva nos fazer acelerar o passo em direção à Porto Seguro.
O mar visto do alto do Quadrado de Arraial d'Ajuda - BA
Pegamos a balsa para Porto Seguro e fomos direto para o centro histórico, conhecer onde foi fundada a primeira vila no novo mundo. É até engraçado, na cidade está veiculando uma campanha dizendo “Nasci em Porto Seguro. Meu nome é Brasil.” Chegamos ao centro histórico e demos uma volta no complexo que possui hoje 3 igrejas, sendo a primeira delas a de Nossa Senhora de Misericórdia, construída em 1526, juntamente com um convento e um posto naval. Ao lado está a pedra fundamental colocada por Gonçalo Coelho, responsável da Coroa Portuguesa por formar a primeira vila brasileira.
Visitando o centro histórico de Porto Seguro - BA
É curiosa a sensação de estar ali, onde tudo começou. Andei por trás dos prédios e igrejas onde ainda vemos um cenário um pouco bucólico e fiquei imaginando o dia a dia dos portugueses na época. Pobres tupiniquins, foram conquistados e logo escravizados, diferente dos Pataxós, Aimorés e Cataxós que resistiram à colonização, retomando a cidade de Porto Seguro duas vezes!
Índios vestidos a carater no centro histórico de Porto Seguro - BA
Além dessa faceta histórica, Porto Seguro hoje é palco para as maiores festas, recebe nesta época milhares de estudantes que buscam, praia, sombra e muita badalação. Só não conhecemos a famosa Passarela do Álcool, pois só começava as atividades mais tarde.
Aspectos do centro histórico de Porto Seguro - BA
O tempo começou a fechar novamente, um temporal se armou e caiu sobre nós exatamente em que estávamos na balsa de Cabrália para Santo André, onde decidimos dormir por esta noite. Uma vilazinha ainda pouco explorada pelo turismo, mas com pousadas muito charmosas e aconchegantes. Ficamos na Jucumã, uma pousada à beira da praia, com gazebos e lounges deliciosos para nos escondermos da chuva em alto estilo. Para fechar o dia, Steffano, o dono da pousada e chef da cozinha nos preparou um jantar com a típica cozinha italiana. Tagliattele com molho de queijo pecorino romano e camarão e um bom vinho, maravilhoso! Não tem jeito melhor de espantar a chuva!
Descansando no centro histórico de Porto Seguro - BA
Igreja em em Cambará do Sul - RS
Cambará do Sul é a cidade de acesso para os cânions gaúchos. Mais baixa que São José dos Ausentes e ainda assim muito fria! Com a entrada desta nova frente fria, esta noite os termômetros da cidade marcaram a temperatura de -5,5°C! Nós estávamos bem quentinhos embaixo das cobertas, mas a Fiona... coitada. Ficou passando frio na garagem a noite toda, seu diesel empedrou e logo cedo quando saímos para as atividades do dia ela não tinha forças para se mexer! Andamos uma quadra com o motor penando para acelerar e chegamos à uma mecânica.
Gelo no alto do mirante do canyon da Fortaleza, em Cambará do Sul - RS
Eles logo diagnosticaram, combustível empedrado, o diesel congelou! Deixamos o carro funcionando por quase 20 minutos, mas não foi suficiente. A luz do filtro de combustível já havia acendido e já estávamos nos programando para passar em Caxias na concessionária. Mas assim, não conseguimos nem chegar até lá! Bom, passamos no posto de gasolina, com esperança que adicionando o combustível com anti-congelante a coisa funcionasse. Já eram 10h30 da manhã e o termômetro ainda marcava -1°C. O frentista foi taxativo, vocês têm que colocar querosene. Coisa estranha, querosene? Será que não estraga o motor? Dizem que não, que só limpa e ajuda a descongelar o combustível que está no tanque. Não tínhamos outra opção.
Gelo deixado pela forte geada em Cambará do Sul - RS
No caminho para os cânions a Fiona foi recuperando as suas forças e nos campos ao lado a geada e o gelo deixavam ainda mais claro o frio que havia feito durante a noite. Depois dos passeios pelo parque nacional, pegamos estrada em direção à Caxias do Sul e amanhã cedo levaremos a Fiona na concessionária.
Pôr-do-sol e céu com cara de muito frio na região de Cambará do Sul - RS
Caxias é a segunda maior cidade do estado, cidade grande, acabamos nos hospedando no Ibis, em frente ao Iguatemi. Queríamos conhecer o Gran Piaccere, restaurante de alguns amigos que fizemos lá em São José dos Ausentes, uma família que estava na pousada Potreirinhos. Paula e Felipe nos receberam com festa, pois a Dona Cerli da Pousada Refúgio da Gralhas lá em Cambará já havia avisado que chegaríamos. É, cidade grande, mas no final todo mundo se conhece! Rsrs! Pegamos boas dicas para a nossa próxima parada: seguimos o frio pelas serras do Vale dos Vinhedos e Nova Petrópolis!
Curtindo o fim de tarde no alto da duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
Hoje foi um dia atípico, fiquei me sentindo como a Gretchen, cantando o “Piri Piri... Ai ui ÚI”! Acordei cedo e vi que ainda estava “estranha”. Tomei café e continuei “estranha”. O plano hoje era andar 10km até Mangue Seco e voltar mais 10km para Jeri. “Nem a pau Juvenal!”, foi o que meu corpo respondeu. Uma leve sensação de febre, sem alteração de temperatura e dores não muito amigas na região abdominal. Combinei com o Rodrigo, você vai e eu fico.
Subindo a duna do pôr-do-sol no fim de tarde em Jericoacoara - CE
Ele planejou que voltaria em 4 horas, 3 das quais eu continuei dormindo entregue e feliz no nosso quarto na Pousada Calanda. Na última hora levantei para escrever, pois sabia que o meu “chefe” já ia chegar e me reprimir se eu não tivesse produzido nada. Rsrs! Descobri pouco antes dele chegar que está acontecendo um surto de piriris aqui na vila, não sabem ao certo se é um vírus ou se é da água, fato é que várias pessoas relataram o mesmo sintoma agora neste início de inverno.
Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
O Ro chegou exatamente no tempo planejado e com a mesma notícia, havia descoberto o surto. Outra notícia intrigante dos nossos amigos aqui da pousada foi que ontem a noite houve um tremor de terra aqui na região. O pessoal de Mangue Seco sentiu mais, o chão tremeu, ouviram o som como de um trovão e as telhas tilintaram. Terremoto em Jeri? Já pensaram? Era só o que faltava... rsrsrs.
Autofoto na duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
Logo saímos para um passeio, fotos na duna do pôr-do-sol e um derradeiro banho de mar.
Correndo em disparada duna abaixo! (em Jericoacoara - CE)
Se eu estivesse mais disposta ainda me arriscaria num sand board.
Tudo o que desce, sobe! (em Jericoacoara - CE)
Sem dúvida um mergulho vai me ajudar a melhorar.
Entrando no mar no fim de tarde de Jericoacoara - CE
Almoçamos já com a noite caindo, assistindo ao belíssimo show de raios que iluminavam o céu de Jeri.
Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
Pois é, hoje fiquei sem muito mais o que falar. Quem quiser conhecer Mangue Seco e mais aventuras deste dia, acesse o blog do Ro. Ao menos minha homeopatia, horas de sono e muitas águas de coco me garantiram o dia de amanhã, pouco mais de 20km até Tatajuba e outros tantos por lá!
Últimas luzes em Jericoacoara - CE
Curtindo a vista maravilhosa do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ
Eu sempre adorei fazer aniversário, para mim é um dia de reunir os amigos, a família, festa, comemoração e muita energia positiva. Além do que um ano a mais é sempre bem vindo, representa o fechamento de mais um pequeno ciclo, um ano em que você realizou, aprendeu, amadureceu, evoluiu, ganhou muita experiência e sabedoria. O que mais pode te dar tudo isso se não o tempo? Por isso sou daquelas entusiastas dos aniversários, das maiores idades, das melhores idades. Eu sempre acho que ainda sou novinha, já faço 29 anos, quase uma balzaquiana, e ainda me sinto com 19. A única coisa que me faz duvidar disso é quando o Rodrigo me faz acordar cedo (coisa que eu odeio), para subir uma montanha, (coisa que eu adoro) no dia do meu aniversário! me lembrei do meu niver de 12 anos, foi comemorado também subindo o Anhangava.
Início da trilha do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ
Enfim, dia lindo, sol e céu azul que não víamos há dias, a vista lá de cima deve estar maravilhosa! Resolvemos encarar esta, do nível do mar à quase 1000m de altitude em 3 horas, descendo em 1h30, pois precisávamos pegar a barca as 12h30. Saímos cedinho e logo tivemos duas belas surpresas. A primeira foi a companhia de um dog guapeca na trilha. O Ro não estava botando fé que o cachorro ia subir, ele parecia meio preguiçoso demais, rsrsrs. Quando vimos, ele estava lá, encabeçando o grupo! Difícil competir com um cara com tração nas 4 patas!
Com o Dog, no alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ
A segunda e maravilhosa surpresa, num primeiro momento foi assustadora! Estávamos andando há uns 40 minutos e começamos a ouvir um barulho absurdo, parecia uma serra elétrica. Não sabia se deveria ter medo, pois não sabia o que temer! Caçadores? Lenhadores ilegais? Um monstro da floresta que vinha com um vento fazendo aquele barulho pelas árvores? Quanto mais nos aproximávamos, mais alto ficava e aos poucos começou a ficar mais claro também, pareciam vozes ecoando, estávamos presenciando a passagem de um bando imenso de bugios gritadores! Um macaco que pode chegar a mais de 1m de altura, naturais da mata atlântica e muito comuns na Ilha Grande, por isso eles se tornaram o símbolo do parque. Sentimos o cheiro deles, um cheiro forte de CC, horrível, eles estavam muito próximos, mas não conseguimos avistá-los na floresta. Foi uma experiência impressionante! Belo presente de aniversário! Chegando lá em cima a vista da Ilha estava maravilhosa, com o céu aberto vimos Lopes Mendes, Cachadaço, Abraão, diversas ilhas e o mar azul lindíssimo!
A enseada do Abraão, vista do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ
Praia do Cachadaço, vista do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ
Retornamos num pique de corrida, pois queríamos chegar ao Rio ainda a tempo de jantar com Pedro, Íris e Bebel para comemorar o aniversário. Penamos mas chegamos, pegamos o catamarã sem nem tomarmos um banho, sorte que a Gracieli, nossa amiga do Hotel Kuxixo, nos liberou um chuveiro providencial! Outro grande presente de aniversário! =)
Descendo a trilha do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ
Chegamos ao Rio e depois de uma sessão arrumação na Fiona saímos para caminhar pelo Leblon. Compramos um bolinho, vinhos para o jantar delicioso que a Íris estava preparando, pasta ao molho de salmão... très chic! Companhias maravilhosas, uma noite super agradável com direito até a velinha e parabéns. Primeiro aniversário na estrada, se todos forem assim, garanto que estarei muito bem!
Celebrando o aniversário da Ana no apartamento do Pedro e da Íris, no Rio de Janeiro - RJ
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