0 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Ubersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jido)

lugares

tags

arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha

paises

Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Chile Há 2 anos: Chile

Ponta Negra

Brasil, Amazonas, Manaus

Menino nada solitário no Rio Negro, na Ponta Negra, em Manaus - AM

Menino nada solitário no Rio Negro, na Ponta Negra, em Manaus - AM


A Ponta Negra é a principal praia dos manauaras. Às margens do Rio Negro, a praia desaparece neste período de chuvas e volta a aparecer com suas areias claras no período seco. Nem por isso ela deixa de ser frequentada. Vale pular da grade, escadaria ou barranco e encontrar um cantinho para se refrescar no rio. Ela é também ponto de acesso para praias próximas como a Praia da Lua, uma das mais procuradas no verão. O acesso é feito de barco para a travessia do Igarapé Tarumã Açú, a partir da Marina Davi, logo após a Ponta Negra.

A ponte que atravessará o Rio Negro, vista da Ponta Negra, em Manaus - AM

A ponte que atravessará o Rio Negro, vista da Ponta Negra, em Manaus - AM


Dezenas de empreendimentos imobiliários prometem modernizar a Ponta Negra e torná-la o bairro de classe média-alta de Manaus. Alguns destes prédios já estão prontos e habitados. Outros condomínios imensos com shopping anexo e uma grande infra-estrutura estão em construção. Tudo isso começa a mudar a paisagem da orla, que também mereceu uma atenção especial da prefeitura que está com o projeto de revitalização em andamento. Boa parte do calçadão à margem do rio próximo ao Hotel Tropical está fechada para esta reforma. O Hotel Tropical é um dos mais bacanas da cidade, possui bom restaurante e até uma boate.

Pequena praia na Ponta Negra, em Manaus - AM

Pequena praia na Ponta Negra, em Manaus - AM


Eu já conhecia a Ponta Negra e a lembrança que tinha não era das melhores. O lugar é bonito, o rio de águas negras sempre impressiona, porém o povaréu amontoado nas barracas dançando vulgarmente sobre as mesas foi o que mais me marcou. Desta vez a impressão já foi um pouco diferente, os investimentos imobiliários, novos prédios já começam a dar uma cara de cidade à região. As quadras poliesportivas ainda estão meio abandonadas e o acesso aos bares continua parecido com o de 10 anos atrás. Encontramos também um povaréu, bares com aquelas músicas que fazem sucesso aqui no norte, porém as cenas que vimos foram mais familiares, muitas crianças brincando, amigos e famílias tomando a cervejinha com peixinho frito de domingo.

Orla sem praia no período de chuvas, na Ponta Negra, em Manaus - AM

Orla sem praia no período de chuvas, na Ponta Negra, em Manaus - AM


Uma caminhada escaldante pelo calçadão e uma água de coco a 5 reais mostram que se não na qualidade, pelo menos no preço o pessoal já está se adaptando ao novo plano para o bairro. Se este for mesmo o plano a reestruturação deverá ser mais profunda e trabalhar também esta área das barracas e bares em frente à nova orla, mas sem perder o tempero e o jeitinho manauara que nos faz termos certeza de que estamos na Ponta Negra.

Brasil, Amazonas, Manaus, Ponta Negra, Praia, Rio, Rio Negro

Veja mais posts sobre Ponta Negra

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Praia do Futuro

Brasil, Ceará, Fortaleza

Cuidando da beleza na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE

Cuidando da beleza na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE


Finalmente um dia de sol! Ainda assim aproveitamos a boa internet no hotel para trabalhar pela manhã e saímos para pegar o sol mais matador de todos, o sol do meio-dia. Vamos finalmente conhecer a Praia do Futuro.

Piscina da barraca Crocobeach, na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE

Piscina da barraca Crocobeach, na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE


Não sei por que ela tem este nome, mas que as barracas de lá são mega futuristas, isso são. Meu pai havia comentado comigo “Lá você vai ver o que é barraca de praia! As barracas de praia deles não são como as nossas aqui.” Tivemos que conferir. Fomos direto para uma das maiores delas a Croco Beach. O lugar parece mais um clube de praia aberto à visitação. Piscina, palco com banda ao vivo, lanchonete, restaurante por quilo (delicioso, diga-se de passagem), banheiros limpos, chuveiros, decks, cabanas de palha espalhadas pela areia com lockers a 5 reais para quem quiser deixar suas coisas para uma corrida ou caminhada, enfim... tudo foi pensado. Almoçamos no quilo do Croco, tinha várias das minhas comidas preferidas, lingüiça bem assadinha, muita salada e queijo parmesão tipo grana. Hummmm!

Almoço na barraca Crocobeach, na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE

Almoço na barraca Crocobeach, na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE


Vizinhas da Croco Beach ficam as barraquinhas de massagem, ADOROOO! São várias, a que eu escolhi incluía, além da massagem relaxante, um banho de lua, esfoliamento nos pés e hidratação no cabelo! Na verdade elas deixam você escolher um deles de brinde, mas bem conversadinho, consegui fazer os três! Tudo isso por uma bagatela de 20 reais! Eu queria uma dessas em cima da Fiona! Rsrsrs!

Cuidando da beleza na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE

Cuidando da beleza na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE


Enquanto eu fazia tudo isso o Rodrigo estava correndo, nadando e explorando os arredores. Tarde perfeita, matamos todas as vontades em um mesmo lugar.

Praia do Futuro, em Fortaleza - CE

Praia do Futuro, em Fortaleza - CE


Voltamos ao hotel sem muito tempo, pois queríamos conhecer o Centro Cultural Dragão do Mar, assim batizado em homenagem ao homem que lutou pelo fim do tráfico negreiro no Ceará. Canoense, liderou a greve dos jangadeiros que desembarcavam os negros para a costa no ano de 1881.

Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE

Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE


Chegamos no começo da noite, eu estava animadíssima e super curiosa para conhecer o Festival de Rock Cordel. Havia visto no centro da cidade um cartaz com a figura de um roqueiro com chapéu cearense e imaginei músicas bem doidas! Já pensaram como é o cordel misturado com o rock? Pois é, fui lá conferir e adivinhem? Imaginei tudo errado! Era puro heavy metal! Eu não entendi nada, até porque não consigo mesmo compreender a dicção dos cantores de rock pauleira. Por outro lado foi bacana ver os jovens da cena rock cearense, pra quem pensa que no nordeste só tem axé, tá aí a prova.
Ok, não gosta de heavy metal? Não tem problema, estamos em um centro cultural imenso onde pode encontrar de tudo! Continuamos caminhando pelas passarelas de metal que interligam quadras, museus e salas de exposição e chegamos ao museu que reunia obras de algumas edições do Salão Abril, uma amostra que reúne artistas cearenses desde a década de 40 até os dias de hoje. Instalações, telas, esculturas e vídeos, pena que é proibido fotografar.

Uma das passarelas do Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE

Uma das passarelas do Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE


Mais adiante encontramos uma exposição de uma artista plástica ceramista sobre o Boi, os folclores, as farras e as histórias que o circundam. A exposição estava fechando, tivemos que vê-la rapidinho, mas já valeu à pena! Lindíssimo trabalho.

Exposição no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE

Exposição no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE


Voltando paramos no Café Santa Clara, lugar convidativo mesmo para quem não gosta de café, como nós. Provei uma tapioca dos deuses! Tapioca crocante, feita com queijo coalho por fora para deixar crocante e pedi uma pequena alteração no recheio, misturando duas receitas a crocante + carne de sol com queijo. Ficou deliciosa!

Autofoto no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE

Autofoto no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE


Noite gostosa e cultural em Fortaleza, num espaço democrático e acolhedor. Voltamos caminhando pela mesma avenida para o nosso hotel, agora com “as primas” já no seu horário de trabalho e muito simpáticas conosco. Depois dessa, é hora de turista velho(a) e cansado(a) ir para a cama. Boa noite ;-)

Exposição no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE

Exposição no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE

Brasil, Ceará, Fortaleza, Croco Beach, Praia, Praia do Futuro

Veja todas as fotos do dia!

Não nos deixe falando sozinhos, comente!

Padinho e Madinha

Brasil, São Paulo, Maresias

Tem algumas pessoas que aparecem na nossa vida que são realmente especiais, peças raras! Um casal de amigos a quem me refiro são os ontem apenas citados Rafa e Laura. Laurinha, minha pequena grande amiga da época de faculdade, fizemos muitas festas, trabalhos, TCC e banca juntas... E lá se vão 10 anos! No caminho ela conheceu a sua cara metade, que não poderia ser menos figura, Rafael, economista, pangaré viajado e por coincidência irmão da Roberta, amiga da turma da facul.

Com os padrinhos Rafa e Laura na praia de Paúba em São Sebastião - SP

Com os padrinhos Rafa e Laura na praia de Paúba em São Sebastião - SP


Ótimos companheiros de viagem têm gostos muito parecidos com os nossos: de Atami à Fernando de Noronha, mergulhando, remando e caminhando pelas trilhas afora. Infelizmente não conseguimos convencê-los a nos acompanhar também os 1000dias, então combinamos que em alguns pontos estratégicos eles irão nos encontrar. Maresias foi um destes pontos selecionados e como não podem ficar sem agitar, tinham uma galera de amigos aqui em Paúba, praia vizinha. Isso somado ao fato de que havia uma nuvem estacionada sobre Maresias, lá fomos nós, para o Eldorado, em busca do sol e do calor humano dessa galera.

Socializando em gostoso fim de tarde na praia de Paúba em São Sebastião - SP

Socializando em gostoso fim de tarde na praia de Paúba em São Sebastião - SP


Pausa para agradecer o acolhimento que recebemos do Zé, Carlinha e toda a galera. É uma delícia encontrarmos lugares assim, onde nos sentimos em casa enquanto estamos nesta longa estrada.

Com o Zé, cozinheiro de mão cheia, em sua casa na praia de Paúba em São Sebastião - SP

Com o Zé, cozinheiro de mão cheia, em sua casa na praia de Paúba em São Sebastião - SP


Todo mundo muito bem alimentado, na casa do Zé e família na Praia de Paúba em São Sebastião - SP

Todo mundo muito bem alimentado, na casa do Zé e família na Praia de Paúba em São Sebastião - SP


Os padinhos estão juntos há mais ou menos 5 anos e por isso acompanharam desde o início a minha história com o Rodrigo. Na integração com a turma adorei um momento quando a Laura, sempre pró-ativa, se antecipou em responder a pergunta que nos fizeram de como nos conhecemos:

“Fazíamos aula de espanhol lá em casa naquela época: eu, minha mãe, Ana e o Rafa, com uma professora muito engraçada, a Gricel. A gente só falava besteira na aula, besteiras em espanhol, e a Ana chegava da aula de natação suspirando pelo “piscinaman”, o carinha da natação que ela estava de olho. Dali a pouco já estava toda empolgada, por que o piscinaman tinha convidado ela para jantar...”

Hoje eles moram em São Paulo, em 2008/09 me tornei vizinha deles, e claro, me receberam de braços e portas abertos, quando pra lá me mudei de mala e cuia. Teste de resistência para o amor do piscinaman, pensei eu, se o namoro resistir à distância é ele mesmo. Eu voltei à Curitiba, casei e a amizade é que já provou sua resistência à distância e aos surtos workaholics das duas publicitárias de plantão.

Este texto é a minha singela homenagem aos nossos padrinhos pelos 10 anos que se passaram desde que a primeira sementinha desta grande amizade foi plantada (no algodão, hein Rafa!), lá no nosso campus-fazenda no antigo Mossunguê.

Final de tarde na praia de Paúba em São Sebastião - SP

Final de tarde na praia de Paúba em São Sebastião - SP

Brasil, São Paulo, Maresias, Praia

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Santa Bárbara e o Poço (quase) Azul

Brasil, Maranhão, Riachão (P.N Chapada das Mesas), Alto Parnaíba

A cachoeira Santa Bárbara, próxima à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA

A cachoeira Santa Bárbara, próxima à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA


Acordar cedo no campo, tomar um belo café da manhã assistindo PEGN e Globo Rural e sair para tomar um banho de cachoeira. Começo de domingo perfeito, não acham? Pois é, nós também. Aqui, no quintal “de casa” ficam o Poço Azul e a Cachoeira Santa Bárbara.

Aproveitando o sol após o banho na Cachoeira Santa Bárbara, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA

Aproveitando o sol após o banho na Cachoeira Santa Bárbara, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA


O Poço Azul, quase azul... na verdade verde (e dependendo da incidência da luz ele fica meio opaco) é formado por uma imensa queda d´água. A sua cor varia conforme a época do ano, nos tempos de seca ele chega a ficar azulzinho, garante o pessoal da portaria.

O esverdeado poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA

O esverdeado poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA


Ainda era cedo, precisávamos esquentar mais um pouquinho na trilha para o banho, então seguimos para a Santa Bárbara, a apenas 5 minutos de distância. Uma imensa cachoeira de uns 40m de altura no fim de um cânion de paredes altas e esverdeadas pelo musgo.

Rio e vegetação do Poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA

Rio e vegetação do Poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA


A queda é tão forte que forma uma grande cortina de fumaça e vapor d´água, que somadas à luz do sol formam um lindo arco-íris!

Arcoíris formado na cachoeira Santa Bárbara, próxima à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA

Arcoíris formado na cachoeira Santa Bárbara, próxima à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA


O Rodrigo adora enfrentar águas mais desafiadoras, o lago ali não parece ser muito utilizado para banho, mas ele ignorou os corrimões de madeira e se jogou. Parecia estar uma delícia, mas eu preferi mesmo um banho no tranquilo e calmo Poço Azul.

Refrescando-se no Poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA

Refrescando-se no Poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA


Começo de dia perfeito feito, nós pegamos novamente a estrada. Hoje nosso destino é a cidade de Alto Parnaíba, ponto de acesso do Parque Nacional das Nascentes do Parnaíba. Estamos arriscando um novo roteiro para o Jalapão, apenas utilizado pelas provas do Rally dos Sertões.

Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão

Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão


Passamos por trechos da Transamazônica, com o asfalto em reforma e com trechos de terra. Depois de quilômetros e quilômetros entre fazendas de soja e milho, intercaladas por sedes agrícolas de grandes empresas como a Cargil, Comil e outras no mesmo ramo. Ao mesmo tempo em que o cenário das plantações é lindo, céu azul, plantas verdinhas, aquela visão de terras férteis e produtivas... Dá uma peninha do cerrado... Fazendões imensos, devem ser todos amigos do Sarney.

Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão

Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão


Cruzamos a região da Chapada das Mangabeiras, na divisa dos estados do Piauí e Maranhão. A paisagem e as montanhas avermelhadas nos lembram que estamos pertinho do Parque Nacional da Serra das Confusões, onde já estivemos na rota de subida.

Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão

Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão


Chegamos no final da tarde à cidade de Alto Parnaíba e com sorte, pois pegamos um dos últimos quartos no hotel mais honesto da cidade. Hoje é aniversário do município e por isso está tudo lotado.

Noite movimentada na praça central de Alto Parnaíba - MA

Noite movimentada na praça central de Alto Parnaíba - MA


Alto Parnaíba comemora 145 anos de vida e assim a praça central está toda movimentada, jovens, famílias e crianças em torno das barraquinhas, bares e da quadra de futebol. Uma verdadeira cidade do interior do sul do Maranhão, em dia de festa.

Noite movimentada na praça central de Alto Parnaíba - MA

Noite movimentada na praça central de Alto Parnaíba - MA


Amanhã conseguiremos mais informações sobre a estrada, que hoje nos disseram ser quase impossível até para 4 x 4, veremos!

Brasil, Maranhão, Riachão (P.N Chapada das Mesas), Alto Parnaíba, cachoeira, Chapada das Mangabeiras, parque nacional, Poço Azul, Rio, Santa Bárbara

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Detalhes do Rei

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island

Os lugares são feitos pelos detalhes, por coisas que parecem tão pequenas, mas que ajudam a formar o nosso conceito sobre eles e por onde passamos. Geralmente esses detalhes são difíceis de descrever, mas facilmente percebidos.

A arquitetura da cidade...

Pousada Bahama House Inn

Pousada Bahama House Inn



A música, a forma como as pessoas falam, o sol...

Músico tocando goombay

Músico tocando goombay



As conchas, o maluco da pousada, o vento...

Concha típica das Bahamas

Concha típica das Bahamas



A arte, as ruas, a comida, as cores, o clima, o mar...

Pintura típica bahamense

Pintura típica bahamense



As portugueses, a vibe...

Portuguese ou Caravela

Portuguese ou Caravela



Um conjunto de adjetivos, bons ou ruins, que fazem com que possamos formar a nossa opinião sobre estes lugares por onde passamos. Harbour Island é um lugar que vai ficar marcado por isso, pelos detalhes, tão pequenos, que como diz o REI, são coisas muito grandes pra esquecer... e que certamente vou lembrar... lembrar você...
Viiiixi, baixou o Rei agora! Hahaha! É pessoal, esse lugar faz dessas coisas... e olha que eu nem bebi! Estou mesmo é meio melancólica... Estamos indo embora daqui a poucas horas, para Long Island, o que tenho certeza também não será nada mal.

Deixo aqui um abraço para Katarina e David, casal bacana que conhecemos hoje no bar em que fomos ver o pôr-do-sol na baía, maravilhoso! Eles me abordaram perguntando se eu era fotógrafa, pois vão se casar amanhã aqui e precisam de alguém para registrar o casório. Vocês acreditam? Dois malucos de Michigan, chegam aqui e sem mais nem menos resolvem casar. Estavam decidindo hoje mesmo local, foto, etc... Até que me identifiquei com eles. Também casamos em uma ilha... ué, lá só não tinha essa cor de água!

Casal de Michigan, noivos em Elethera

Casal de Michigan, noivos em Elethera



Felicidades aos que ficam nessa Ilha maravilhosa e sucesso para todos nós que continuamos a nossa viagem nos nossos restantes 982 dias pela América!

Ana em Harbour Island

Ana em Harbour Island

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island, Praia

Veja todas as fotos do dia!

Comentar não custa nada, clica aí vai!

Middle Caicos

Turks e Caicos, Middle Caicos

A água do mar é um convite, em Middle Caicos

A água do mar é um convite, em Middle Caicos


Middle Caicos é hoje o que Providenciales foi há 20 anos atrás. Uma ilha tranqüila, dividida em pequenos vilarejos com apenas 300 habitantes que vivem da pesca, agricultura de subsistência e artesanato. Chegamos à Middle Caicos e fomos direto ao Mudjin Harbour, sem saber muito o que esperar. Sabíamos que havia ali um resort (pra variar) e uma trilha que passava por algumas praias. Bem, só posso dizer que este resort soube escolher muito bem o local para se fixar. Dragon Cay, em Mudjin Harbour é sem dúvida a praia mais bonita que já estivemos em Turks and Caicos. A formação calcária da ilha construiu aqui vários penhascos, cavernas e reentrâncias esculpidas pelas ondas, o nosso bairrismo nos faz pensar que é uma paisagem que caberia perfeitamente em Fernando de Noronha. A paisagem é de tirar o fôlego, o mar tem o degrade de todos os tons, do mais azul mais profundo ao verde mais transparente.

Vista de Dragon Cay, em Middle Caicos

Vista de Dragon Cay, em Middle Caicos


Já havíamos nos programado para fazer a Crossing Place Trail, uma trilha que costeia estes rochedos, passando por sete praias, uma mais linda que a outra. Iniciamos a trilha já com o sol forte e com muito vento, mas mesmo assim os pernilongos não perdoaram, eram centenas nos perseguindo, ainda bem que eu não ouvi o Rodrigo e comprei o OFF, foi a nossa salvação. A trilha não era fácil, andamos boa parte dela em uma barreira de corais seca e quebradiça só imaginando que este lugar deve ficar sem receber uma alma sequer durante meses!

Lixo na praia, durante caminhada em Middle Caicos

Lixo na praia, durante caminhada em Middle Caicos


É, mesmo assim os navios de cruzeiro ou mesmo os de carga se fazem presentes aqui tão longe, com os quilos e mais quilos de lixo que encontramos pelo caminho. Não é possível, deve haver alguma solução para isso! Eles simplesmente fecham galões plásticos com todo o seu lixo dentro e atiram ao mar. Revoltante! O mínimo que poderiam fazer seria trazê-lo de volta ao continente para providenciar a reciclagem. Se eles podem carregar contêineres de produtos ou sete mil pessoas, por que não poderiam ter um compartimento para destinar o lixo reciclável?
Andamos mais um pouco e logo depois da quinta praia encontramos mais um lago repleto de flamingos, logo ali, tranquilos, tomando o seu café da manhã. Voltamos por outra trilha um pouco mais fácil, mas ainda mais lotada de mosquitos! Dá-lhe off e pernas pra que ti quero!

Flamingos, em Middle Caicos

Flamingos, em Middle Caicos


Logo em seguida, passamos pela Indian Cave, uma caverna que teria resquícios dos primeiros habitantes da ilha. O meu bravo e amado marido foi lá ver a caverna, eu não tive coragem de sair do carro. Foi a cena mais hilária! Ele saiu do carro e foi imediatamente devorado por dezenas de mosquitos! Em um tapa matou cinco! Correu até a janela do carro, pegou o Off comigo e foi todo xexão1 correndo para a caverna, tentando se esquivar dos pernilongos.

A próxima parada, Bambarra Beach, uma praia tranqüila onde acontece o anualmente o Valentines Day Cup Model Sailboat Race, fiquei intrigada com este campeonato aqui, tão longe, mas logo depois obtive a explicação. Fizemos uma parada estratégica na Bambarra Village antes de retornarmos à Provo. Mal sabíamos o que nos esperava, sem dúvida um capitulo a parte.

1 – Xexão - um grande xexas.
2 – Xexas - palavra nascida na família Briza Junqueira que significa fofinho, cheio de graça. Não é fácil explicar, eu levei quase 4 anos para aprender o seu real significado, mas é por aí.

Turks e Caicos, Middle Caicos, Praia, trilha

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Lower Manhattan

Estados Unidos, New York, Nova Iorque

A famosa Brooklyn Bridge, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A famosa Brooklyn Bridge, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Nova Iorque é composta por 5 principais distritos, além da famosa Ilha de Manhattan, o Bronx, o Queens, o Brooklyn e Staten Island são as outras subprefeituras que formam a cidade mais populosa dos Estados Unidos e terceira maior cidade da América, depois de São Paulo e Cidade do México. Esta é uma das maiores tristezas em ficar aqui apenas três dias nesta megalópole, pois cada uma dessas regiões possui um mundo de atrações, culturas, ruas, restaurantes e coisas para serem descobertas. Mesmo sendo a segunda vez na cidade, eu nunca consegui sair de Manhattan, pois só esta ilha já é um universo imenso a ser explorado.

Skyline do Brooklyn, vista do sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Skyline do Brooklyn, vista do sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


O nosso primeiro dia foi na região do Central Park, Upper East Side, Times Square, Midtown Manhattan e Chelsea. Hoje era o dia de irmos para o sul e explorarmos a região de Lower Manhatan e do Village.

À bordo do ferry de Staten Island, observando a skyline de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

À bordo do ferry de Staten Island, observando a skyline de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Começamos o dia de hoje com um passeio diferente sugerido pelo pessoal do nosso hotel, by the way, super prestativos e bem treinados. Caímos no Westin Times Square pelo Priceline, bem localizado e super chiquetoso. Mas o cara captou o nosso estilo de viagem e já deu as dicas mais alternativas de passeios, bares e lugares.

caminhando na famosa Wall Street, ano sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

caminhando na famosa Wall Street, ano sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Primeira parada: Ferry Station para Staten Island. Cruzamos de ferry a Upper New York Bay, na ponta sul da ilha de Manhattan. O ferry gratuito tem uma das melhores visões do skyline da região da Wall Street.

A skyline de Manhattan, vista do ferry para Staten Island, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A skyline de Manhattan, vista do ferry para Staten Island, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Como não tínhamos tempo de descer e explorar o novo distrito, fizemos meia volta na estação e pegamos o mesmo ferry de volta. Todos são obrigados a descer do ferry e entrar novamente na entrada oficial, sem custo e sem stress! Só um pouco de paciência, pois a mamata já foi descoberta por todo mundo!

A Ana disputa espaço no ferry de Staten Island para poder fotografar o sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A Ana disputa espaço no ferry de Staten Island para poder fotografar o sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


No caminho além dos belos arranha-céus da Big Apple, vemos ao longe a Brooklyn Bridge e ainda temos uma vista privilegiada da Estátua da Liberdade. E o melhor, sem custo e sem precisar entrar em esquemões turísticos.

A Estátua da Liberdade, vista do ferry de Staten island, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A Estátua da Liberdade, vista do ferry de Staten island, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Retornamos à Wall Street e caminhamos entre os prédios gigantescos até os edifícios históricos mais antigos do centro financeiro, o New York Stock Exchange e o Museum of American Finance.

A sede da Bolsa de Valores de Nova Iorque, nos Estados Unidos

A sede da Bolsa de Valores de Nova Iorque, nos Estados Unidos


Continuamos a caminhada, novamente em direção ao rio e aos piers e encontramos o novíssimo Pier 16, vizinho do famoso e comercial Pier 17. Uma reforma colocou em uso o antigo píer que se tornou um novo ponto de encontro para os jovens nova-iorquinos. Engravatados trazem suas saladas e sandubas, se espalham pelas cadeiras e pufes com uma ótima vista para o rio e fazem seu intervalo no novo refúgio urbano em meio à loucura de Wall Street.

O agradável Pier 15, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

O agradável Pier 15, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Entre o Píer 16 e o Pier 17 encontramos uma exposição de navios antigos que ajudam a remontar parte da história da marinha mercante de Nova Iorque. Aos que gostam de gift shops e muvuca turística o Pier 17 é o local perfeito. Nós passamos direto e reto pela ciclovia até chegar ao melhor ponto para vermos e fotografarmos a Brooklyn Bridge. Uma das mais antigas pontes suspensas dos Estados Unidos, sua construção foi terminada em 1883 e a o seu maior vão possui 486,3m! Uma obra de engenharia impressionante, mas que, como se pode notar, também precisa de alguns retoques esporádicos.

A famosa Brooklyn Bridge, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A famosa Brooklyn Bridge, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


O plano era atravessar a ponte e pelo menos colocar os pés no Brooklyn Bridge Park, um restaurante com uma boa vista de Manhattan, mas o nosso próximo programa tinha horário marcado e não poderíamos nos atrasar.

Pausa para descanso em frente ao pier 17, no sudeste de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Pausa para descanso em frente ao pier 17, no sudeste de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


O 9/11 Memorial, ou Memorial de 11 de Setembro, já foi aberto à visitação em 12/09/12 e está localizado no mesmo local onde ocorreu o fatídico ataque às Torres Gêmeas em 2001. As visitas são gratuitas e muito concorridas, por isso a principal dica é agendar a sua visita no site da organização 9/11 Memorial (http://www.911memorial.org/) e ter os seus tickets em mãos.

Muitas obras no Ground Zero, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Muitas obras no Ground Zero, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Toda a área está em obras e onde antes ficava o complexo das Torres Gêmeas estão sendo construídas novas torres comerciais, um hub de transporte urbano (metro) e um Performing Arts Center. No local exato onde estavam as duas torres, hoje estão duas piscinas imensas com um fundo infinito e cascatas que parecem chorar infinitamente a tragédia que aconteceu aqui. O projeto foi concebido sobre o espírito de esperança e renovação, com a água como elemento símbolo.

Piscina construída onde antes estava a Torre Norte do WTC, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Piscina construída onde antes estava a Torre Norte do WTC, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Nos parapeitos destas piscinas estão inscritos em bronze o nome das quase 3.000 vítimas dos ataques terroristas de 1993 e 2001 às Torres Gêmeas, ao Pentágono e do vôo que teoricamente iria atingir a Casa Branca.

Visita ao Memorial do WTC, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Visita ao Memorial do WTC, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


A “árvore sobrevivente” é a única forasteira entre os mais de 400 carvalhos brancos plantados ao redor das piscinas. Ela foi encontrada dentre os escombros e salva pelos bombeiros e trabalhadores. Após o resgate a replantaram em outro local até que se recuperasse para voltar ao seu solo de origem. Um símbolo de força e resistência dentro do memorial.

A única árvore sobrevivente do ataque de 11/09 em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A única árvore sobrevivente do ataque de 11/09 em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Ao lado das piscinas o Memorial Museum está terminando de ser construído e mostrará a história dos atentados, homenageando todos que passaram por aqui. O memorial está maravilhoso, mas é uma visita pesada, principalmente para os que perderam alguém próximo durante o atentado. Muito curioso era prestar atenção nas crianças, que são sempre uma referência de tempos futuros. As crianças perguntavam aos seus pais por que havia um memorial e o que havia acontecido ali. Um fato tão marcante que para elas já virou história e o memorial logo será mais um dos tantos erguidos aos que perderam a sua vida por uma guerra na história americana.

Construção da nova torre do WTC, em Manhattan, Nova Iorque, nos Estados Unidos

Construção da nova torre do WTC, em Manhattan, Nova Iorque, nos Estados Unidos


Saímos do Memorial pensativos, relembrando o momento em que soubemos do ataque, como acompanhamos o desenrolar da história e contando as histórias de amigos que haviam estado, de alguma forma, próximos ao incidente. Completamente esfomeados caminhamos pelo Soho e Tribeca procurando um local para comermos e digerirmos toda essa emoção. Os prédios antigos, galerias de arte e restaurantes bistrôs e cafeterias pareciam nos seduzir pelas ruas de um dos bairros mais alternativos da ilha de Manhattan.

Caminhando pelo Soho, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Caminhando pelo Soho, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Caminhando pelo Soho, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Caminhando pelo Soho, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Não fosse um encontro marcado com amigos lá perto do hotel, eu convenceria o Rodrigo de passar a noite perambulando pelos bares e clubs aqui da região. A caminho do metro passamos ainda pela Washington Square, com um belo fim de tarde, música e xadrez dos amigos da melhor idade.

Músico na Washington Square, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Músico na Washington Square, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Um dia intenso de atividades para uma visão, que eu chamaria de no mínimo, superficial, da Lower Manhattan. Nem morando em Nova Iorque seria possível acompanhar a sua evolução na mesma velocidade. Ainda assim, algo me diz que um dia voltaremos por mais tempo.

A bela Washington Square, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A bela Washington Square, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Estados Unidos, New York, Nova Iorque, 9/11 Memorial, Brooklyn Bridge, Estátua da Liberdade, Lower Manhattan, roteiro

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

Trekking no Lake Louise

Canadá, Lake Louise

Vista privilegiada do Lake Louise e do hotel, vistos do alto da Beehive, , em Alberta, no Canadá

Vista privilegiada do Lake Louise e do hotel, vistos do alto da Beehive, , em Alberta, no Canadá


Principal cartão postal do Banff National Park e das Canadian Rockies, Lake Louise é um lago alpino incrustado entre montanhas com mais de 3 mil metros de altitude. Batizado de Lago Esmeralda pelo primeiro europeu que o visitou, foi rebatizado em homenagem à Princesa Louise Caroline Alberta, filha da Rainha Victoria e esposa do Governador Geral do Canadá.

Pode existir cenário mais belo para remar? (Lake Louise, em Alberta, no Canadá)

Pode existir cenário mais belo para remar? (Lake Louise, em Alberta, no Canadá)


O nome é charmoso, mas o primeiro expressaria mais a sua beleza. Sua cor varia de verde esmeralda a azul celeste, quase leitosa, que acontece pela quantidade de minerais e pó de pedra das altas montanhas varridas pelas águas lagoa adentro. Durante o verão, remadores exploram o lago em canoas e caiaques, durante o inverno ele se torna um imenso ringue de patinação com 2,5km de comprimento!

Caminhando ao redor de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Caminhando ao redor de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Às margens deste lago está o Chateau Lake Louise, construído no final do século XIX, que mesmo distante e sem acesso direto de trem recebia centenas de turistas aventureiros. Após dias de caminhada, cavalgadas ou dog sledge eles se hospedavam no Chateau, um luxuoso hotel de montanha para a época.

Há cem anos, essa mulher já sabia das coisas! (Lake Louise, em Alberta, no Canadá)

Há cem anos, essa mulher já sabia das coisas! (Lake Louise, em Alberta, no Canadá)


Os anos passaram, o hotel passou por reformas, incêndios e hoje o luxuoso Fairmont Chateau Lake Louise é um esqui resort e continua a receber milhares de turistas abonados todos os anos.

O famoso Chateau Lake Louise, em Alberta, no Canadá

O famoso Chateau Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Rodeado por picos nevados como Mont Temple (3.543m), o Mont Whyte (2.983m) e o Mont Niblock (2.976m), a região do Lake Louise é a porta de entrada para uma das principais áreas de montanhismo do Banff National Park. São mais de 40 trilhas sinalizadas e mapeadas em um pequeno guia disponível no centro de visitantes do parque.

Cada vez mais perto das geleiras, em caminhada na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Cada vez mais perto das geleiras, em caminhada na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Com mapa em mãos, lanches e câmera na mochila começamos a caminhada de 15 km ao redor do lago, subindo a trilha do Plain of Six Glaciers. São 5,3km de subida leve e constante entre vales, montanhas e glaciares até a Swiss Tea House. Dali, continuamos por 1,5km entre pedras e fortes ventos até o mirante do Lower Victoria Glacier, chegando pertinho do glaciar e com uma vista sensacional do vale e do Lake Louise.

Tentando abraçar a magnífica paisagem ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Tentando abraçar a magnífica paisagem ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Belíssima geleira no alto de montanha na região do Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Belíssima geleira no alto de montanha na região do Lake Louise, em Alberta, no Canadá


A Casa de Chá foi construída por uma família suíça que chegou à região a convite da Canadian Pacific Railway para abrir trilhas e guiar turistas para o alto das rochosas. A iniciativa aconteceu após a primeira morte em alta montanha, fatalidade ocorrida pela falta de experiência e treinamento do ávido desbravador. Até hoje a mesma família gerencia a Tea House que é uma ótima parada para uma torta acompanhada de um chá quentinho. Embora pareça longa a trilha até a casa de chás é fácil, durando de 4 a 5 horas e é uma das preferidas para famílias e senhores mais dispostos.

Chegando à uma Tea House na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Chegando à uma Tea House na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Voltando em direção à Tea House e ao Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Voltando em direção à Tea House e ao Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Obviamente nós não pararíamos por aí. Emendamos a trilha do Plain of the Six Glacier à Big Behive via Highline Trail e cruzamos para o outro lado da cadeia de montanhas esperando cruzar um urso a qualquer momento, pena (ou não!) que não aconteceu. A vista do Lake Louise e das montanhas do alto da Big Behive é fantástica!

Vista privilegiada do Lake Louise e do hotel, vistos do alto da Beehive, , em Alberta, no Canadá

Vista privilegiada do Lake Louise e do hotel, vistos do alto da Beehive, , em Alberta, no Canadá


A esplendorosa paisagem das montanhas ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá

A esplendorosa paisagem das montanhas ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Descemos até o Agnes Lake, onde há outra casa de chás em estilo europeu, mas passamos reto. O sol estava caindo, o frio aumentando e ainda tínhamos um longo caminho pela frente. Fechamos o circuito passando pelo Mirror Lake e chegamos novamente ao Lake Louise, depois de 15 km e 5 horas de caminhada. Ótimo trekking pelas rochosas, com algumas das melhores vistas do Banff National Park.

A esplendorosa paisagem das montanhas ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá

A esplendorosa paisagem das montanhas ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Montanhas ao redor do Lake Agnes, na caminhada que se inicia no Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Montanhas ao redor do Lake Agnes, na caminhada que se inicia no Lake Louise, em Alberta, no Canadá


No dia seguinte ainda um pouco doloridos da longa caminhada, aproveitamos as primeiras horas do dia ainda sem chuva para esticar as pernas nos 4km ao longo do Lake Morraine.

O belíssimo Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

O belíssimo Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Fascinado pelas cores do Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Fascinado pelas cores do Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


O tempo não ajuda muito nas cores das fotos, mas cá entre nós, o verde cristalino deste lago me impressionou ainda mais que a do Lake Louise. Voltamos ao mirante do Lake Morraine nos despedindo de Banff e pegamos a estrada em direção à Icefields Parkway, tema do meu próximo post.

feliz, durante passeio pelo Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

feliz, durante passeio pelo Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Canadá, Lake Louise, Lago, parque nacional, Trekking, trilha

Veja todas as fotos do dia!

Comentar não custa nada, clica aí vai!

Recôncavo Baiano

Brasil, Bahia, Salvador, Cachoeira/São Felix, Santo Amaro

Senhora observa, de sua janela, a festa que passa pela rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

Senhora observa, de sua janela, a festa que passa pela rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA


Cachoeira é considerada a jóia do Recôncavo Baiano. Uma cidadezinha histórica fundada no século XVI pelos filhos de Diego Álvares e Catarina do Paraguaçú, que iniciaram a produção de cana de açúcar e tabaco na região. O tabaco do Recôncavo Baiano já foi considerado o melhor do mundo nos idos do século XVIII por especialistas chineses e africanos e até hoje vemos resquícios desta cultura nas fábricas de charuto abertas à visitação.

Fotografando em São Félix, no Recôncavo Baiano - BA

Fotografando em São Félix, no Recôncavo Baiano - BA


Infelizmente chegamos em uma segunda-feira de feriado e a maioria das atrações da cidade estavam fechadas, inclusive a máquina da Dannemann, charutaria na cidade de São Félix, sua irmã gêmea que fica do outro lado do rio. Lívia já conhecia bem Cachoeira e fez questão de nos apresentar a especialidade culinária da cidade, a maniçoba. Rodamos bem até encontrar o que descobrimos depois ser o melhor restaurante para experimentar esta iguaria, o restaurante da Pousada Convento.

Átrio do Convento em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

Átrio do Convento em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA


A maniçoba é um prato parecido com a feijoada, com carne de porco, onde o feijão é substituído pelas folhas da mandioca, com um porém, estas são venenosas. Por este motivo a maniçoba tem um ritual de preparo lento, com 7 lavagens e não sei quantos dias para que perca o veneno e possa ser servido. Para nós leigos, ela parece um molho pesto com carne de porco, lingüiça, paio e carne de porco desfiada, delicioso!

O antigo Convento, hoje pousada, em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

O antigo Convento, hoje pousada, em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA


A companhia de Wil e Lívia foi especial, um casal antenado que trabalha com teatro, música e produção cultural só pode ser muito interessante. Nos divertimos explorando a cidade de Cachoeira, tranqüila, até meio abandonada, mas com um ar cult para turistas alternativos de Salvador.

Na orla do rio Maragoji, em São Félix, no Recôncavo Baiano - BA

Na orla do rio Maragoji, em São Félix, no Recôncavo Baiano - BA


Entramos na Casa de Damário, espaço cultural em homenagem ao conhecido poeta de Cachoeira e já meio sem esperanças estávamos dando aquela última olhada na cidade para irmos embora. Foi quando cruzamos um animado cortejo pra Nossa Senhora D´Ajuda, padroeira da cidade que está em festa durante toda esta semana.

AS Baianas, em festa de rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

AS Baianas, em festa de rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA


Baianas carregando tabuleiros de doces, homens, mulheres e crianças dançavam atrás da bandinha que circulava animando as tranqüilas ruas de Cachoeira. Bela surpresa a nossa, fechamos nossa estada na região com companhias agradabilíssimas e um carnaval de rua com marchinhas de época. Sensacional!

Vestidos em movimento, durante festa de rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

Vestidos em movimento, durante festa de rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA


Na volta pegamos um trânsito meio pesado do retorno do feriado, pouco mais de uma hora de engarrafamento, mas valeu muito à pena a visita por este lado histórico baiano. A cidade e a região têm um grande potencial para se tornar um circuito histórico como o de Minas Gerais, alguns movimentos já começaram incentivar o turismo, como o Festival de Cinema que deve acontecer lá no ano que vem, já que o curso de cinema da UFBA tem seu campus em Cachoeira. Acredito que em alguns anos teremos um novo Recôncavo, mais movimentado e infelizmente mais preparado para o turismo. Eu ainda prefiro a original, com sua cultura, seu povo e sua simplicidade.

Posando para foto durante festa em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

Posando para foto durante festa em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

Brasil, Bahia, Salvador, Cachoeira/São Felix, Santo Amaro, cidade histórica, Recôncavo Baiano

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

Mina da Passagem

Brasil, Minas Gerais, Mariana

Lago da Mina da Passagem em Mariana - MG

Lago da Mina da Passagem em Mariana - MG


Em setembro do ano passado ganhei do Rodrigo um presente diferente, o curso de mergulho em cavernas. Este sempre foi um dos meus sonhos como mergulhadora, mergulhar em cavernas. Só depois do curso fui ver que o buraco era muito mais embaixo. Não estamos falando de entrar em pequenas grutas ou restrições criadas pelos corais, mas sim de cavernas imensas alagadas. No Brasil temos diversos locais perfeitos para esta prática, como Bonito no Mato Grosso do Sul, Nobres no Mato Grosso ou mesmo a Chapada Diamantina na Bahia. O único “pequeno” empecilho foi que o Ibama proibiu a prática deste esporte em cavidades naturais sem que haja o plano de manejo da caverna com uma avaliação específica para este fim. Um plano como este tem um custo muito alto e nem o governo e nem os proprietários das terras tem interesse de investir, além destes não quererem se comprometer em liberar o espaço para um esporte arriscado como este. Sendo assim não temos como praticar o mergulho em caverna a não ser fora do Brasil ou usando a criatividade, característica peculiar ao nosso povo.

Acesso para a Mina da Passagem em Mariana - MG

Acesso para a Mina da Passagem em Mariana - MG


Foi assim que uma mina de ouro, com mais de 300km de túneis escavados se tornou um dos mais interessantes pontos de mergulho em caverna no Brasil. A Mina da Passagem em Mariana foi desativada no início do século passado, depois de décadas de exploração a mineradora responsável parou de drenar a água encontrada nos veios cavados, deixando que ela inundasse. O lago da mina possui água mineral transparente, com uma temperatura constante de 21°C, perfeita para o mergulho! O responsável por esta idéia e pela infra-estrutura montada na mina para os mergulhadores foi Romeu Dib, um dos mais experientes instrutores e exploradores de cavernas submersas do país. (www.divegold.com.br)

Romeu Dib, nosso guia no mergulho na Mina da Passagem em Mariana - MG

Romeu Dib, nosso guia no mergulho na Mina da Passagem em Mariana - MG


Esta operação de mergulho é um tanto quanto curiosa. Ao invés de irmos à praia vamos para Minas Gerais, que nem mar possui. Ao invés de entrarmos em um barco, pegamos um carrinho de mineração. Depois do mergulho é que vem a melhor parte, não precisamos lavar todo o equipamento, pois o próprio mergulho já se encarregou disso! Uma beleza!

Entrando na Mina da Passagem em Mariana - MG

Entrando na Mina da Passagem em Mariana - MG


Chegamos à mina as 10h, eu e Rodrigo pedimos ao Dib um primeiro mergulho guiado, já que ele conhece a mina como a palma da mão e o nosso último mergulho havia sido em janeiro. O Dib não só veio nos encontrar como trouxe outro mergulhador experiente para o seu batismo em caverna, o Jorge. O mergulho guiado foi maravilhoso, eu fui liderando a equipe seguindo a gold line e as instruções do Dib nos “jumps” que fizemos para túneis secundários. Fizemos uma travessia, chegamos a 21m de profundidade em quase 40 minutos de mergulho. Foi demais!

Ana mergulhando na Mina da Passagem, em Mariana - MG

Ana mergulhando na Mina da Passagem, em Mariana - MG


O nosso segundo mergulho foi a nossa estréia solo em caverna, sem ninguém mais experiente junto conosco. Sem dúvida ficamos mais ansiosos e muito mais atentos! Já havíamos mergulhado com o Reinaldo Alberti, nosso instrutor que nos formou Intro to Cave Divers e também com o Dib. No entanto mergulhar sozinhos foi sensacional! Só assim tivemos certeza que estamos preparados para os mergulhos na Flórida e no México, onde o american way “do it yourself” não nos facilitará nem um pouco a vida.

Placa meio 'borrada', subaquática, advertindo mrgulhadores da Mina da Passagem, em Mariana - MG

Placa meio "borrada", subaquática, advertindo mrgulhadores da Mina da Passagem, em Mariana - MG


Logo na entrada encontramos uma placa colocada pelo Dib, alertando dos perigos de mergulhadores não treinados passarem daquele ponto, pois muitas pessoas já morreram achando que sabiam o que estavam fazendo. Mergulhar na mina é muito diferente, não vamos avistar nenhuma espécie de peixe ou coral. Vemos apenas túneis, espelhos d´água formados pelo ar que expiramos e as ruínas inundadas da mina. Trilhos, dormentes, escorregadores e alguns utensílios utilizados para mineração. Durante o mergulho fiquei imaginando os mineiros trabalhando, o ouro sendo encontrado e extraído. Um mergulho na história! Penso também em quantas pessoas podem ter morrido lá embaixo e chego a arrepiar de imaginar que seus espíritos podem estar lá, nos vendo mergulhar e achando tudo aquilo muito estranho! Rsrs.

Autofoto durante mergulho na Mina da Passagem, em Mariana - MG

Autofoto durante mergulho na Mina da Passagem, em Mariana - MG


Ana atravessando restrição em mergulho na Mina da Passagem, em Mariana - MG

Ana atravessando restrição em mergulho na Mina da Passagem, em Mariana - MG


A experiência de mergulhar em uma mina já é fantástica, mas também não vemos a hora de mergulharmos em cavernas naturais. Já está tudo programado dentro dos 1000dias, mas ainda deve demorar pelo menos uns 300 para chegarmos lá!

Escada que dá acesso aos mergulhadores para o lago na Mina da Passagem em Mariana - MG

Escada que dá acesso aos mergulhadores para o lago na Mina da Passagem em Mariana - MG


Enquanto ficamos sonhando com os próximos mergulhos, ainda extasiados pelo que acabamos de fazer, aproveitamos para ir até o centro histórico de Mariana. Fizemos um lanche e visitamos a Igreja Matriz e seus arredores. Mariana foi a primeira capital de Minas Gerais e por isso possui uma história muito rica impressa em suas ruas e sua arquitetura. Vale à pena explorar e respirar um pouco esta história, sem pressa, tentando prolongar ao máximo cada minuto destes nossos 1000dias.

Igreja de São Francisco em Mariana - MG

Igreja de São Francisco em Mariana - MG

Brasil, Minas Gerais, Mariana, Mergulho, Mina da Passagem

Veja todas as fotos do dia!

Gostou? Comente! Não gostou? Critique!

Página 11 de 113
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet