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Mitad del Mundo

Equador, Quito, Mitad del Mundo

Equilibrando-se sobre a Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador

Equilibrando-se sobre a Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador


Era o ano de 1830 quando o Equador adotou este nome. Ele se separava da Gran Colômbia, país formado pelas atuais Venezuela, Colômbia e Equador quando Simón Bolívar lutava pela independência deste território contra os colonizadores europeus. Não foi por acaso que este nome foi escolhido, uma vez que o paralelo zero cruza todo o território deste país.

Na Mitad del Mundo, sobre a linha do Equador

Na Mitad del Mundo, sobre a linha do Equador


Já estivemos antes no paralelo zero, foi na cidade de Macapá, que possui um grande monumento e um pequeno museu sobre a linha do equador. É muito bacana, mas meio acanhado comparado com o que conhecemos hoje. Nunca imaginei que a linha do equador poderia ser tão lucrativa! Bem vindo à Ciudad de la Mitad del Mundo!

Monumento oficial da Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador

Monumento oficial da Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador


O parque temático sobre a latitude zero tem como principal atração um grande monumento com os pontos cardeais e a famosa linha o equador. Esta foi marcada em uma expedição em meados do século XVIII composta por geólogos e estudiosos franceses e espanhóis que passaram em torno de 3 anos medindo, mapeando e estudando fauna, flora e a geografia da metade do mundo. Neste monumento está também um museu étnico sobre as etnias que formam o Equador e é cercado por outros museus artes, história, insetos e até de cidades em miniatura. A praça central possui eventos de música regional, restaurantes e milhares de lojas de bugigangas e artesanatos. Uma verdadeira cidade!

Restaurante na Mitad del Mundo - Equador

Restaurante na Mitad del Mundo - Equador


Do lado de fora, seu vizinho, o Museu Inti-ran se aliou à tecnologia para vender a verdadeira localização da latitude zero, medida por GPS! Em um espaço menor, o Inti-ran proporciona uma visita muito mais instrutiva sobre a "verdadeira metade do mundo", com demosntrações sobre as suas forças e propriedades.

A linha do Equador verdadeira? (no museu Intiran, em Mitad del Mundo - Equador)

A linha do Equador verdadeira? (no museu Intiran, em Mitad del Mundo - Equador)


Fazem o teste da água caindo na pia, no hemisfério sul o redemoinho cai em sentido horário, no norte, anti-horário e exatamente acima da linha do equador ela cai direto, sem redemoinho algum! A demonstração é simples e parece não ter truque algum... porém não convenceu o Rodrigo, meu amado cético que tem lá seu ponto quando diz que apenas 3m de distância não fariam tanta diferença em um teste como este.

O famoso teste da água na pia, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador

O famoso teste da água na pia, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador


Equilibramos um ovo na ponta chata de um prego e até andamos de olhos fechados pé ante pé para ver como aqui as forças centripeta e centrifuga possuem uma ação diferente no equilíbrio das coisas.

Tentando colocar o ovo em pé na Linha do Equador, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador

Tentando colocar o ovo em pé na Linha do Equador, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador


Eles também faem uma breve explicação sobre a cultura de tribos equatorianas, ervas, frutas e animais e tem em exposição as famosas cabeças encolhidas, tzan-tzas, das tribos amazônicas. Vale a pena a visita em ambos, para conhecer e tirar a sua própria conclusão. A minha é que a terra é tão grande que a linha deve ter pelo menos 1 km de largura! rsrsrs!

Observando as técnicas de 'encolhimento de cabeças' no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador

Observando as técnicas de "encolhimento de cabeças" no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador


Como de praxe, o tempo fechou no final da tarde, tempo chuvoso e cinzento, voltamos para casa e descobrirmos que o Christian estava tentando contato conosco para finalmente nos encontrarmos! Estávamos super curiosos para conhecer a sua família e principalmente para revê-lo! Depois de algumas horas de trabalho, ele passou no nosso hotel com sua filha Isabela e nos mostrou o caminho para a sua casa.

Jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

Jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador


Chegamos lá e tivemos uma bela surpresa em encontrar toda a sua família, até seu pai e sua tia que já estavam indo para a cama, mudaram os planos para nos conhecer! Seu pai é um super aventureiro, fez uma viagem na década de 50 com um Ford 1928 de Quito até a Bolívia! Imaginem as estradas naquela época!? A maioria aqui no Equador eram de terra ou pedra, que coragem. Seu irmão complementou nos contando que esta viagem depois se estendeu até o Uruguai, de ônibus. Isso sim é aventura!

A ala idosa do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

A ala idosa do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador


Todos se reuniram em torno da mesa, com uma deliciosa pizza, para ouvir as histórias dos aventureiros. Os seus 3 filhos e seus amigos também curiosos testaram bem o meu espanhol, disparando perguntas de todos os tipos. Que reunião especial! Estávamos sentindo muita falta deste clima falimiar. Esperamos poder encontrá-los em algum canto da viagem, em Quito ou só lá em 2014, quando prometeram que irão nos visitar no Brasil no período da Copa do Mundo! Obrigada Christian por abrir as portas da sua casa, pela recepção calorosa e pela ótima memória que teremos da nossa despedida do Equador.

A 'ala jovem' do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

A "ala jovem" do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

Equador, Quito, Mitad del Mundo, Amigos, Ecuador, latitude zero

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Pontal do Atalaia

Brasil, Rio De Janeiro, Arraial do Cabo

Prainha do Atalaia, em Arraial do Cabo - RJ

Prainha do Atalaia, em Arraial do Cabo - RJ


Hoje fomos em busca do calor na cidade vizinha. Se aqui em Búzios ele não estava tão certo, lá em Arraial do Cabo, a Costa do Sol, teríamos de encontrá-lo! Já conhecíamos Arraial, estivemos aqui há um pouco mais de um ano, quando viemos para o casamento de um primo em Araruama na região dos lagos. Exploramos bastante naquela oportunidade, mergulhamos e percorremos de carro toda a península.

Prainha do Atalaia, em Arraial do Cabo - RJ

Prainha do Atalaia, em Arraial do Cabo - RJ


Sendo assim desta vez resolvemos ir direto para o que o balneário oferece de melhor. Imaginem aquela areia branquinha bem fina, águas verdes muito claras e mais ao fundo um mar de cor azul piscina. Pois bem, vocês estão nas Praianhas do Pontal do Atalaia, um pedacinho do Caribe aqui no Brasil.

Prainha do Atalaia, em Arraial do Cabo - RJ

Prainha do Atalaia, em Arraial do Cabo - RJ


Chegamos por terra e além da Fiona tinha apenas mais um carro, praia vazia, pensamos. Descemos a trilhazinha e assim que chegamos à praia, nos sentindo naquele filme Lagoa Azul, vimos várias escunas desembarcando hordas de turistas, a maioria argentinos.

Explorando a Ponta do Atalaia, em Arraial do Cabo - RJ

Explorando a Ponta do Atalaia, em Arraial do Cabo - RJ


Ótimo saber que o mercado de turismo do Brasil está aquecido, mesmo no inverno foram umas 6 escunas cheias que desembarcaram ali no espaço de uma hora, mas por outro lado eu consigo imaginar como os índios se sentiram quando os portugueses desembarcavam nas praias brasileiras. Já pensaram se conseguíssemos voltar no tempo e estar naquelas praias quando eles chegaram? “Arreda daqui, peguem esta esquadra toda e chispa!” Ia ser um encontro um tanto quanto curioso, isso se já não rolasse uma batalha básica para a conquista do Brasil.

Na Ponta do Atalaia, em Arraial do Cabo - RJ. Ilha de Cabo Frio ao fundo

Na Ponta do Atalaia, em Arraial do Cabo - RJ. Ilha de Cabo Frio ao fundo


Curtimos a praia e depois ainda seguimos de carro até o final da estrada, onde conseguimos avistar o estreito entre o continente e a Ilha de Cabo Frio, logo em frente, que abriga outra praia paradisíaca, esta com acesso apenas de barco. Na volta paramos em um restaurante com uma vista para o mar e um camarão ao catupiry estupendo!

Canal que separa a Ponta do Atalaia da ilha Cabo Frio, em Arraial do Cabo - RJ

Canal que separa a Ponta do Atalaia da ilha Cabo Frio, em Arraial do Cabo - RJ


Ainda tínhamos esperanças de retornar à Búzios a tempo de pegar estrada até Iriri, mas o trânsito, obras nas pistas e um pequeno erro no nosso GPS, que queria nos levar da Praia Rasa direto para a Praia dos Ossos através do mar, fizeram com que ficasse muito tarde. Decidimos ficar, assistir ao debate presidencial e nos prepararmos para sair bem cedinho. Espírito Santo, aí vamos nós!

Fim de tarde em Arraial do Cabo - RJ

Fim de tarde em Arraial do Cabo - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Arraial do Cabo, Pontal do Atalaia, Praia, Prainha

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Praia do Sono... zzzzzzz…

Brasil, Rio De Janeiro, Parati

Chegando na Praia do Sono, em Parati - RJ

Chegando na Praia do Sono, em Parati - RJ


Esse litoral do Rio é uma coisa louca... todo recortado e cada pedacinho dele guarda uma paisagem distinta e paradisíaca! Hoje seguimos para o sul de Parati para a Praia do Sono. Passamos próximos à Trindade em direção à Laranjeiras, de onde parte a trilha para a Praia do Sono.

A primeira visão do mar da Praia do Sono, ao final da trilha, em Parati - RJ

A primeira visão do mar da Praia do Sono, ao final da trilha, em Parati - RJ


Jane e Fergal vieram conosco, como estão sem carro é uma boa oportunidade para conhecerem algo diferente aqui nas redondezas. No caminho passamos pelos portões de segurança da Praia de Laranjeiras “dos Ricos”, como apelidamos, uma praia particular com um mega condomínio repleto de mansões e uma infra-estrutura milionária. Ficamos super curiosos, mas passamos apenas ao lado de seus muros direto para a Laranjeiras “dos Pobres”.

Praia do Antiguinho, em Parati - RJ

Praia do Antiguinho, em Parati - RJ


A trilha para a Praia do Sono dura em torno de 1h30 e é quase toda na sombra. A Floresta de Mata Atlântica nos proteje do sol e nos leva a um lugar sem dúvida muito especial. Vocês já perceberam que o esforço sempre faz o lugar ficar ainda mais bonito? Durante a trilha, por uma janela entre a mata e o mar vimos que a cor da água é surreal, totalmente transparente!

Nas águas verde-transparentes da Praia do Antiguinho, em Parati - RJ

Nas águas verde-transparentes da Praia do Antiguinho, em Parati - RJ


A trilha é super tranqüila, subidas e descidas e chegamos à Praia do Sono. Lá vive uma comunidade que deve ter em torno de 200 pessoas. Campings, barzinhos, lanchonetes e até uma pousadinha pode-se encontrar lá, me lembrou muito o Bonete. Chegando lá logo conhecemos o Zé, morador da vila que costuma fazer o serviço de transporte náutico entre Laranjeiras e o Sono na sua ágil voadeira. Deixamos combinada a volta para podermos aproveitar o tempo explorando ainda mais a região. Dali ainda saem outras trilhas para a Cachoeira do Sono, a Praia do Antigo, Antiguinho e seguem até o Pouso da Cajaíba, outro lugar que está no nosso roteiro. Adivinhem se já não ficamos loucos para fazer esta trilha, de Pouso até aqui...

Na pontinha da Praia do Antigo, em Parati - RJ

Na pontinha da Praia do Antigo, em Parati - RJ


Enquanto a Jane e o Fergal descansavam ao sol, fomos até a Praia do Antigo. A trilha é desgraçada, uma subida íngreme abaixo do sol escaldante... mas lá temos a recompensa. Uma praia praticamente deserta, com mar verde-claro transparente! Lá encontramos um casal de espanhóis e outro casal de brasileiros que estavam justamente terminando esta trilha. Foram 2 dias de caminhada entre Pouso, Martin de Sá e Sono. Já pegamos todas as dicas! Mais 10 minutinhos de caminhada e chegamos à Praia do Antiguinho, cor de água ainda mais impressionante e esta sim, completamente vazia!

Praia do Antiguinho, em Parati - RJ

Praia do Antiguinho, em Parati - RJ


Final de tarde, hora de encontrarmos o Zé e pegarmos o barco em direção a Laranjeiras. Um passeio gostoso de 15 minutos nos leva direto para onde? Laranjeiras dos Ricos! Nós estávamos achando que íamos parar lá na parte pobre, mas que nada! Chegamos no trapiche do condomínio e de lá fomos no carro da segurança direto para fora do local. Pelo menos conseguimos dar uma espiadela. Foi engraçada a sensação que principalmente a Jane e o Fergal descreviam, parecia que estavam nos levando para fora como indigentes, para garantir que não íamos desviar o caminho! Hahaha! Eu preferi pensar que foi uma carona para encurtarmos a caminhada.

Final de tarde na Praia do Sono, em Parati - RJ, com a Jane e o Fergal

Final de tarde na Praia do Sono, em Parati - RJ, com a Jane e o Fergal


Quando andávamos para pegar a Fiona encontramos o casal de espanhóis, Xavier e Marta, terminando a trilha e seguindo em direção ao ponto de ônibus de Laranjeiras. A Fiona nunca esteve tão cosmopolita como nesta noite! Dois brasileiros, um irlandês, dois espanhóis e dois brasileiros, todos conversando em português, espanhol e inglês e se entendendo perfeitamente! A aventura e o amor pela viagem nos uniu! Ou foi o Sono? Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz....

Final de tarde na Praia do Sono, em Parati - RJ

Final de tarde na Praia do Sono, em Parati - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Parati, Laranjeiras, Praia, Praia do Sono, Trekking, trilha

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San Andres, o Caribe Colombiano

Colômbia, San Andrés COL

Visual totalmente caribenho na ilha de San Andrés, na Colômbia

Visual totalmente caribenho na ilha de San Andrés, na Colômbia


San Andres e Providência são as duas principais ilhas do arquipélago colombiano no litoral do Caribe nicaraguense. Um paraíso longe de tudo e todos, onde a cultura caribenha do africano mesclado ao inglês britânico resulta nos creoles mais relaxados e vida boa que já conhecemos.

San Andrés, ilha colombiana no Caribe

San Andrés, ilha colombiana no Caribe


Resquícios dos seus primeiros colonizadores ainda podem ser vistos na arquitetura inglesa das casas do centro de San Andres. Nas vizinhanças mais antigas somos recebidos com um sorriso gostoso e acolhedor dos locais, que preferem o inglês ao espanhol. O creole inglês, quebrado e misturado ao espanhol começa a se diluir em meio à quantidade de imigrantes colombianos que vem do continente em busca de tranquilidade e qualidade de vida.

Vendedora de goiabada em San Andrés, ilha colombiana no Caribe

Vendedora de goiabada em San Andrés, ilha colombiana no Caribe


De volta ao caribe, na ilha colombiana de San Andrés

De volta ao caribe, na ilha colombiana de San Andrés


O clima tropical é quase um convite à arte do dulce fare niente! Queremos apenas andar pelo malecón, pegar uma prainha na estreita faixa de areias brancas e águas azuis turquesas e provar os temperos locais do arroz com coco e mero à moda creole acompanhado de tostones e um belo copo de águila gelada.

Deliciosa refeição de rua em San Andrés, ilha colombiana no Caribe: Peixe, arroz de coco e patacones

Deliciosa refeição de rua em San Andrés, ilha colombiana no Caribe: Peixe, arroz de coco e patacones


Nos dias de muito vento fugimos da praia e enfrentamos bravamente o mar do sul para conhecer alguns dos mais de 60 pontos de mergulho nos arredores de San Andres. Nós tiramos um dia para explorar o mundo sub da ilha com a equipe da San Andrés Divers.

O grande grupo prepara-se para mergulhar em San Andrés, ilha no caribe colombiano

O grande grupo prepara-se para mergulhar em San Andrés, ilha no caribe colombiano


Fomos com um grupo de mergulhadores liderados por Kike, colombiano que vive na ilha e trabalha para o Ministério do Turismo. Ele é o organizador e cicerone da FAM Trip (viagem de familiarização) que convidou operadoras de turismo brasileiras, francesas, americanas e espanholas especializadas em mergulho, para conhecer alguns dos melhores pontos dos mares da Colômbia.

A caminho do mergulho com arraias, em San Andrés, no caribe colombiano

A caminho do mergulho com arraias, em San Andrés, no caribe colombiano


Cardume de peixes azuis durante mergulho em San Andrés, ilha no caribe colombiano

Cardume de peixes azuis durante mergulho em San Andrés, ilha no caribe colombiano


Encontro com peixe anjo durante mergulho em San Andrés, ilha no caribe colombiano

Encontro com peixe anjo durante mergulho em San Andrés, ilha no caribe colombiano


Os mergulhos tiveram boa visibilidade e uma rica fauna caribenha, muitos peixinhos coloridos, moreias e corais de todas as cores e formas. No primeiro deles caímos sobre um pequeno veleiro naufragado que já começa a criar e abrigar uma nova vida marinha.

Um veleiro naufragado em San Andrés, ilha no caribe colombiano

Um veleiro naufragado em San Andrés, ilha no caribe colombiano


O Blue Hole e outros pontos da costa norte, onde estão os melhores mergulhos, infelizmente estavam inacessíveis pelo vento norte que estava soprando.

Lion Fish, cada vez mais comum no Caribe, em San Andrés, ilha colombiana na região

Lion Fish, cada vez mais comum no Caribe, em San Andrés, ilha colombiana na região


A programação da FAM Trip continuou e nós fomos convidados a acompanhá-los com uma parada para almoço no restaurante do Hotel Caribe Sea Flower, com um buffet muito gostoso, quase em frente ao cais mais movimentado da ilha, o Cais da Casa da Cultura. De lá partem tours em lanchas para os diversos cayos, onde estão as praias mais bonitas de San Andres. O ponto alto da programação foi o Tour Manta Raia, uma visita ao Cayo do Aquário Natural onde se concentram dezenas de sting rays (raia águia) de todos os tamanhos e temperamentos. Elas já sabem que a esta hora terão um lanchinho, peixe fresco, na mão dos turistas que são encorajados a tocar, abraçar e se divertir com as grandes e dóceis arraias fêmeas.

Muitas arraias em ponto conhecido de San Andrés, ilha no caribe colombiano

Muitas arraias em ponto conhecido de San Andrés, ilha no caribe colombiano


Muitas arraias em ponto conhecido de San Andrés, ilha no caribe colombiano

Muitas arraias em ponto conhecido de San Andrés, ilha no caribe colombiano


Fechamos o dia com uma festa promovida pelo Capitán Rum, o aniversariante do dia que além de trabalhar com o pessoal da FAM Trip, decidiu comemorar o aniversário com uma cervejinha e música na caixa entre o Aquário e a praia de San Luis.

O capitão do barco, celebrando seu aniversário a caminho do mergulho com arraias em San Andrés, no caribe colombiano

O capitão do barco, celebrando seu aniversário a caminho do mergulho com arraias em San Andrés, no caribe colombiano


Praia em San Andrés, a principal ilha colombiana no Caribe

Praia em San Andrés, a principal ilha colombiana no Caribe


Lá nos despedidos de Kike, Angela, Ingrid, David, George, Sandro, Rodrigo, Renata, Germán e Nicolas e Sebastian que nos acolheram tão bem em San Andrés e Providência. Muito obrigada pessoal, nos encontramos em outros mares do mundo!

A caminho do mergulho com arraias em San Andrés, no caribe colombiano

A caminho do mergulho com arraias em San Andrés, no caribe colombiano


A caminho do mergulho com arraias, em San Andrés, no caribe colombiano

A caminho do mergulho com arraias, em San Andrés, no caribe colombiano


Nenhuma visita ao arquipélago estará completa sem alguns dias na tranquila e ainda mais distante ilha de Providencia, e é para lá que nós vamos no próximo post!

De volta ao Caribe na ilha de San Andrés, na Colômbia

De volta ao Caribe na ilha de San Andrés, na Colômbia



Onde Ficar?
Nós geralmente não damos dicas de estadia, afinal nosso intuito não é montar um guia completo de viagens, mas quando gostamos de algum lugar não custa deixar aqui a dica, né? A pousadinha da Cli é muito gracinha, bem localizada há apenas uma quadra e meia da praia e uma das mais baratas que encontramos no centro. O valor para o casal foi de 60 dólares e o quarto tem ar condicionado, frigobar e wifi gratuita. Ela pode ajudar a comprar as passagens para Providência e dar dicas para percorrer a ilha.
Posada Nativa Cli´s Place – Tel. 314 512-6957. Endereço: Avenida 20 de Julio No.3-47 Int 4.

Colômbia, San Andrés COL, Caribe, ilha, Mergulho, San Andres y Providencia

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Paisagens e Personagens dos Lençóis Maranhenses

Brasil, Maranhão, Atins

Lagoas começam a aparecer entre as dunas nos Lençóis Maranhenses - MA

Lagoas começam a aparecer entre as dunas nos Lençóis Maranhenses - MA


Vocês têm que comer o camarão da Luzia! Esta foi uma das frases mais ouvidas quando falamos que iríamos ficar em Atins, nos Lençóis Maranhenses. Este restaurante fica no Canto de Atins, há uns 8 km da vila onde estávamos hospedados.

Bela paisagem vista do alto da duna em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Bela paisagem vista do alto da duna em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Ontem mesmo conhecemos um casal que havia acabado de chegar direto de São Paulo, Eduardo e Mel, além de super parceiros, uma ótima para tentarmos barganhar os preços dos passeios, que chegam a ser proibitivos. 50 reais por pessoa em uma Toyota para andar 25km é demais! Por isso decidimos sair andando para a Luzia e depois tentar encontrar alguma alternativa mais barata para conhecer a outra grande atração da região, a Lagoa Verde.

Com o Edu e a Mel, em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Com o Edu e a Mel, em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Eduardo e Mel se conheceram há 3 anos na Praia do Espelho, ela morou sozinha desde os 11 anos quando trabalhava como modelo. Depois passou por uma fase hippie, morando em comunidades alternativas e hoje estuda design em São Paulo. Uma experiência de vida e tanto para uma garota de apenas 23 anos! Eduardo é um empresário paulista super empreendedor na área de turismo. Tudo o que você perguntar ele já teve ou fez! É daqueles idealistas corajosos e apaixonados pelo seu trabalho. Eles tiraram alguns dias para conhecer os Lençóis, vindos da loucura de São Paulo e aterrissando aqui nesta calmaria de Atins, loucos para fazer um intensivão de natureza aqui nesse lugar maravilhoso.

Cruzando a Ponta do Mangue em direção ao Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Cruzando a Ponta do Mangue em direção ao Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Intensivão é com a gente mesmo! Logo toparam se unir à nossa caminhada e se entregar aos quilômetros de praias, lagoas, pântanos e dunas. Foi uma sintonia muito bacana! Exploramos, conhecemos e viramos aquele Atins do avesso até avistar ao longe a cabana da Luzia, nosso objetivo do dia. Falamos de tudo, mercado, negócios, turismo, roteiros, viagens, espiritualidade e tudo mais o que possam imaginar.

Caminhando sobre as dunas em direção ao Restaurante da Luzia, no Canto do Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Caminhando sobre as dunas em direção ao Restaurante da Luzia, no Canto do Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Depois dos 8km de caminhada, chegar ao restaurante da Luzia é quase como chegar a um oásis. Água de coco tirada do pé, redes à disposição e o principal, a Luzia, querida e atenciosa nos recebendo de braços abertos. Enquanto Luzia preparava os nossos pratos, sugeriu que fôssemos conhecer o Poço das Pedras, a 50 minutos de caminhada dali. Estávamos muito curiosos, pois todos nos avisaram, “vocês vão comer o melhor camarão de suas vidas!” Mesmo não sendo dos nossos pratos preferidos, não tivemos dúvida e já pedimos um tira-gosto para agüentar a caminhada. Camarão grelhado, também conhecido como churrasco de camarão. CARACA, o prato é SENSACIONAL! A casca do camarão descola da carne com muita facilidade, o ponto da grelha é o segredo, deixando o camarão defumado, com aquele gostinho de churrasco. O tempero é divino, mas a Luzia não revela para ninguém nem sob tortura.

Lagoas começam a aparecer entre as dunas nos Lençóis Maranhenses - MA

Lagoas começam a aparecer entre as dunas nos Lençóis Maranhenses - MA


Caminhamos com o Cláudio, nosso guia local que nos levou ao Poço das Pedras. Uma caminhada tranquila pelas dunas e atravessando uma área verde e a comunidade de Ponta do Mangue, às margens de um pequeno rio perene. Aos poucos vamos chegando a um lugar de areias brancas e bem fininhas, onde a água da chuva forma lagoas de águas cristalinas e um pequeno poço azul. O Poço das Pedras deve ter uns 6 m de diâmetro e 1,5m de profundidade, não mais que isso, mas é totalmente convidativo depois do calor da caminhada. A lagoa ao lado está com uns 30 cm de água, mas ficará ainda mais cheia depois do período chuvoso.

Refrescando-se no delicioso Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Refrescando-se no delicioso Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Voltamos à Luzia, já cheios de más intenções. O Zé nos recebeu um a cerveja geladinha e Luzia com os pratos escolhidos: Peixe ao Molho de Camarão, Camarão ao Molho e Strogonoff de Camarão, além dos acompanhamentos e o fabuloso pirão! Pense em um pirão gostoso. É este! Eu não gosto de pirão Luzia! Mas o seu eu comi de me lambuzar! É simplesmente sensacional!

O famoso Restaurante da Luzia, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

O famoso Restaurante da Luzia, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Eu tinha uma missão além de comer este camarão, era a de ter a cara de pau de perguntar à Luzia sobre “os homens da sua vida”, tópico indicado pelo Haroldo que garantiu diversão na certa! Nem precisei chegar às vias de fato, Luzia, além de ótima cozinheira, é uma mulher de personalidade forte e uma história de vida que daria um filme de Walter Sales para competir com Central do Brasil. Hoje, com 41 anos, trabalho é a prioridade número um da sua vida, depois vêm as suas filhas, mãe, marido e lá por último o sexo. Totalmente compreensível, tendo em vista sua história. Ela fala o que pensa, está a frente do seu negócio em cada detalhe. As conchinhas da parede foram colocadas uma a uma por ela, além dos artesanatos de palha, conchas e búzios maravilhosos que produz.

Refrescando-se no delicioso Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Refrescando-se no delicioso Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Há 11 anos atrás estava andando pelo Canto do Atins quando viu um casal de franceses perdido, sem uma base para atendê-los, e foi aí que teve a brilhante ideia de criar um posto de passagem para os aventureiros dos Lençóis. Restaurante, bar e até pouso oferece a todos os viajantes que passam por ali. Já conheceu diversos artistas, “a Fernandinha (a Torres), é uma querida!” A que ela se identifica mesmo é a Maitê Proença, pois sabe o que ela sofreu. O sonho de sua vida? Fazer faculdade de direito. Ela acha que não conseguiria mais. Eu? Tenho certeza que sim.

Com a Luzia em seu restaurante, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Com a Luzia em seu restaurante, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Depois desta aula perseverança acompanhada com os melhores camarões que já comi na minha vida, tínhamos que voltar. Já estava escurecendo e ainda tínhamos 8km para chegar à nossa pousada. Caminhamos pelas dunas apontando as várias chuvas que nos rodeavam e uma delas estava na nossa direção. Não demorou muito para tomarmos uma chuva daquelas, de canivete! Sem ter para onde correr ou aonde se esconder, a opção é abrir os braços e gritar, soltar os bichos, sentir intensamente e fechar com chave de ouro o intensivão da natureza. Fechar? Que nada, mal sabíamos o que nos aguardava!

Cerveja merecida com a Mel e o Edu,, depois da longa caminhada na região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Cerveja merecida com a Mel e o Edu,, depois da longa caminhada na região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Chegamos à vila e fizemos nosso primeiro pit stop no Del Mar, para uma cervejinha. Andamos até a Pousada dos Irmãos, para procurar algum guia que nos levasse à Lagoa Verde por um preço razoável. Eu, Eduardo e Mel paramos no Bar do Seu Chico, enquanto o Rodrigo seguiu na missão. Enquanto esperávamos o Ro, por que não provar a cachacinha e a Tiquira? Cachaça de uva, abacaxi e outros ingredientes secretos do Seu Chico, deliciosa, parece o suco dos ursinhos gummie! Já a Tiquira, whisky maranhense produzido da mandioca, é desgraçado de forte! Cerveja vai, cachaça vem, o Ro chegou e já entrou no embalo. Logo Mariana e Luca, nossos amigos “italianos” do barco de ontem chegaram também. Logo o povo local se empolgou com os turistas doidos e nos levaram para o bar do Vovô do Violão. O vovô de velho não tem nada, mas assim se auto-intitula o compositor do Atins. As músicas são sensacionais, falam das coisas que se passam ao seu redor e canta a vida tranquila de Atins. Ainda finaliza com “telegrama”, música do mais conhecido compositor maranhense, Zeca Baleiro, levando a galera ao delírio! Dá-lhe vovô! Parada obrigatória na “agitada” night de Atins.

O Vovô do Violão mostra sua arte em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

O Vovô do Violão mostra sua arte em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Como sempre tem alguém mais responsável na turma, Rodrigo e Mel tiveram que arrastar eu e o Edu (respectivamente, rsrsrs) para a nossa pousada. Fechamos o loooongo dia com um banho de piscina e muita risada no Rancho do Buna. Esse dia não acabava nunca, do jeitinho que eu gosto!

Brasil, Maranhão, Atins, Camarão da Luzia, lagoas, Lençóis Maranhenses, parque nacional, Poço das Pedras

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Tão longe, tão perto.

Brasil, Paraná, Curitiba

Dani e a Luiza, que está chegando!

Dani e a Luiza, que está chegando!


Ana Carolina, euzinha, Juliane e Daniella, estas são as três irmãs que compõe o trio parada dura da família Biselli Silveira. Como todas as irmãs tínhamos nossas brigas quando éramos crianças e nos divertimos muito juntas também. Hoje estamos todas realizando os nossos sonhos, A Ju estudando dança, trabalhando e namorando entre NY e Londres, tipo, um jet set suuuper básico. Eu viajando, viajando e viajando, tudo o que sempre quis fazer e ainda com o amor da minha vida ao meu lado. E a Dani, minha irmã caçula, casando, formando uma família e grávida da sua primeira filha. Primeira dos seis que ela sempre sonhou. A Dani era aquela que quando perguntavam o que queria ser quando crescer, ela respondia: MÃE.

Dani e Dudu, no apartamento novo em Curitiba

Dani e Dudu, no apartamento novo em Curitiba


Tento estar próxima, mas como eu ia descobrir que a Dani ia engravidar da primeira neta dos meus pais, primeira bisneta da minha avó e minha primeira sobrinha justo durante os nossos 1000dias? Bem, nem eu nem ela mesma imaginava... Mas que maravilha da natureza, gerar um filho é algo realmente mágico! O pai, Luiz Eduardo, vulgo Dudu, é meu amigo da época de segundo grau, garoto sério de família! hahaha! Segundo grau nos deda realmente, pois hoje em dia é Ensino Médio!

A linda Luiza, que deve chegar em Julho


A Luiza já está com 37cm e o nariz é igualzinho ao do pai. A Dani está super barriguda e volta e meia me fala como gostaria que estivéssemos (eu e Ju) perto dela nesse momento... Infelizmente a vida nos afastou fisicamente Dani, mas saiba que eu estou mais perto do que você imagina, com você sempre nos meus pensamentos, nas minhas orações e no meu coração. Só falta agora você instalar o skype aí em casa e ficar online todos os dias! E daqui 6 semanas estaremos de volta para acompanhar os primeiros dias dessa princesinha que está para chegar, afinal a Luiza passou a fazer parte do cronograma e roteiro de viagem dos 1000dias! Bom, ainda bem que as crianças hoje em dia já nascem com vários chips, por que a Luiza vai ter que acompanhar a titia maluca e viajante pela internet e vai aprender a usar skype antes mesmo de falar.

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Speyside Inn

Trinidad e Tobago, Speyside

A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago

A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago


Depois de uma longa noite mal dormida, tive que me colocar em pé e com malas prontas logo cedo, pois Brian estava nos esperando. Ontem à noite me empolguei e fiquei tirando o atraso aqui do blog até as 3am, depois com dor de cabeça não conseguia dormir! Enfim... Aproveitei para descansar um pouco na viagem para Speyside, enquanto Rodrigo se inteirava das vilas e cidades no caminho, na conversa com Brian. A tranqüilidade dele realmente nos espantou, no meio do caminho alguém o avisou que estava com pneu furado, sem nem reclamar, Brian saiu do carro e constatou o fato. Rapidamente retirou o step, macaco e ferramentas e aí tudo o que ele tem de tranquilo, ele teve também de ágil e prático para trocar o pneu. Engraçado que o step era tão pequenininho, parecia um pneu de bicicleta perto dos outros! Mais uns 2 km e já estávamos na borracharia, que em 10 minutos já colocou aquele chicletão (o mesmo que usamos na Fiona uma vez) e pronto! Tudo muito prático, tudo muito zen. Seguimos viagem e logo chegamos à pequena vila de Speyside.

Caminhando para a praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago

Caminhando para a praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago


Uma pequena vila de pescadores, Speyside começou a ser freqüentada por turistas em meados do século XX, quando um engenho de açúcar se transformou em um grande hotel, o Blue Water Resort.

O barco sabe pescar sozinho! (em Speyside - Tobago)

O barco sabe pescar sozinho! (em Speyside - Tobago)


A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago

A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago


Emile nos indicou um hotel chamado Speyside Inn, disse que era próximo à praia e o principal, tem tinha uma operadora de mergulho! Assim que chegamos vimos que não é apenas perto da praia, é exatamente em frente à praia! Já deixamos a nossa saída agendada para amanhã com o pessoal da Extra Divers, não vemos a hora de colocar as nadadeiras e cair na água!

Ruínas de antigo forte em Speyside - Tobago

Ruínas de antigo forte em Speyside - Tobago


Um cenário sensacional, logo em frente fica a Goat Island e Little Tobago. Esta é uma grande ilha que nos idos de 1800 abrigava uma plantação de algodão e no início do século XX, se tornou a Ilha dos Pássaros do Paraíso. O britânico Sir Willian Ingram, apaixonado por aves, importou da Papua Nova Guiné mais de 50 espécies de aves e criou um santuário para a proteção destas espécies em extinção. Flora, o furacão de 1963, dizimou a maioria dos pássaros e seu habitat, e hoje o governo administra a ilha, mantendo o projeto de Sir Ingram, porém com aves nativas.

Vista do mar em Speyside - Tobago

Vista do mar em Speyside - Tobago


Uma curta caminhada nos levou do nosso hotel à praia do Blue Waters. Passamos pelas ruínas do engenho de açúcar e por um pequeno monte com uma vista panorâmica da belíssima baía. Do alto a vista da praia é sensacional, principalmente quando o sol ilumina as águas azul-esverdeadas. Um ano depois, começo a me sentir no Caribe novamente!

Placa com informação importante! (em Speyside - Tobago)

Placa com informação importante! (em Speyside - Tobago)

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Mantas e Seres Pelágicos

Hawaii, Big Island-Kona

O maravilhoso mergulho noturno com arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí

O maravilhoso mergulho noturno com arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí


Quem nos acompanha aqui há algum tempo sabe, eu sou fanática pelo mundo sub. Se eu fosse um animal, sem dúvida seria um animal marinho. Peixe, mamífero, crustáceo, não importa, desde que viva em grupo e seja comunicativo, está valendo. A água tem um poder forte sobre mim, no mar eu me sinto em paz, eu me sinto em casa.

Examinando uma toca durante mergulho em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Examinando uma toca durante mergulho em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Desde que comecei as pesquisas para o nosso roteiro no Hawaii estava de olho no que acontecia também embaixo d´água. Novamente o blog da brasileira radicada no Hawaii, Uma Malla pelo Mundo, foi uma ótima base de consultas, pois ela não apenas mora no Hawaii, como é bióloga marinha, especializada em tubarões, mergulhadora e ainda é casada com um baita fotógrafo sub. Enfim, não existe na blogosfera melhor fonte de informação sobre mergulhos no Hawaii do que a Lucia! Pelo twitter ela me passou todas as dicas, nomes de pontos de mergulho e snorkel em cada ilha. Neste dia eu confesso, não sabia se ria ou chorava, pois já sabia que não iria conseguir conhecer todos eles. Dois mergulhos aqui na Big Island, porém, já estavam no meu radar há muito tempo e a Lucia confirmou, são imperdíveis!

Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


O Manta Ray Dive, mergulho com arraias jamantas, o maior tipo de raia que zanza pelos nossos mares, e o Black Water Dive, um mergulho com seres abissais, único e no mínimo super curioso! O que os faz especiais não é apenas o fato de estarem no Hawaii, mas as condições que a ilha reúne para que eles possam acontecer. Curiosamente ambos são noturnos, portanto você tem que ser certificado para tal e deve estar confortável o suficiente para mergulhar durante a noite.

Mergulhando na Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Mergulhando na Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Estes dois mergulhos são tão procurados que já são vendidos em pacotes combo, já que ambos são mergulhos noturnos rasos e podem ser combinados em uma mesma noite. Várias operadoras de mergulho vendem o snorkel e o mergulho com as arraias mantas, mas apenas duas operadoras trabalham com o Black Water Dive, a Big Island Divers e a Jack´s Diving Locker que o batizou de Pelagic Magic Dive. Elas possuem datas fixas de saída, uma ou duas vezes na semana, dependendo da temporada e a que melhor se encaixou no nosso roteiro foi a data da Big Island Divers, que mandou muito bem na organização, foi muito atenciosa e flexível em agendar e nos ajudar a viabilizar o nosso mergulho na data em que precisávamos. Normalmente eles pedem no mínimo 3 mergulhadores para o Black Water, a terceira pessoa não apareceu e ao invés de cancelarem nos deram um super desconto para pagarmos pela terceira pessoa e fazermos uma saída exclusiva, afinal não é sempre que estamos no Hawaii com uma oportunidade como estas. Vamos ao que interessa, aos mergulhos!

Águas claras e muitos corais em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Águas claras e muitos corais em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí



Manta Ray Dive
O mergulho com as arraias mantas, ou jamantas, é um dos mais famosos mergulhos de Kona. As suas águas são ricas em plânctons e larvas de peixes, base alimentar de vários cetáceos e inclusive das mantas, a maior espécie de arraias nos oceanos.

O mergulho acontece de noite, quando as mantas estão em busca dos plânctons e se concentram principalmente no ponto conhecido como “campfire”, local onde as várias operadoras de mergulho montaram a base que dá um empurrãozinho na alimentação noturna das mantas. A 10m de profundidade em uma base de areia e pedras roliças lanternas estão colocadas no centro, formando a fogueira do “campfire” marcando a posição onde a festa vai rolar. Aos poucos o local começa a ser invadido por snorkelers e mergulhadores e aquilo que promete ser um pesadelo para qualquer mergulhador, logo se revela uma linda festa de luzes, que não aconteceria se todos não estivessem lá.

Aos poucos as arraias começam a chegar, uma a uma em seu balé gracioso, colando barriga com barriga com os snorkelers que boiam acima de nós e tirando finas dos mergulhadores enquanto buscam o plâncton atraído pela luz das nossas lanternas. Aos poucos nós vamos aprendendo a lidar com o movimento e a proximidade delas, manejando as lanternas para que elas passem cada vez mais perto de nós, com as suas imensas bocas abertas, filtrando todo o alimento que nós mal conseguimos enxergar.



O movimento padrão de alimentação é circular, elas abrem suas bocas enormes, passam sobre a lanterna onde está o plâncton e logo sobem, dando duas piruetas, voltando ao mesmo ponto para buscar o restante. Na noite que estivemos lá conseguimos contar 7 diferentes arraias que pareciam onipresentes, nadando e bailando por tudo, iluminadas no grande palco formado, com a plateia de mergulhadores sentados a sua volta. Uma cena fantástica e inesquecível!

Black Water Dive
O Hawaii é pioneiro neste mergulho conhecido como Black Water Dive, assim chamado, pois ele acontece em mar aberto e durante a noite. Um maluco um dia pensou, o que será que existe no mar aberto durante a noite? Ele se afastou em torno de 5 km da costa, aonde a profundidade chega a 2, 3 mil metros e ligado por uma corda a um barco saltou na água negra para descobrir. O que ele descobriu foi um mundo de criaturas luminescentes que sobem durante a noite a uma profundidade de 10 a 30 m para se alimentar, parear, passear, enfim, dar um rolé.

A caminho do nosso mergulho com as arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí

A caminho do nosso mergulho com as arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí


Essas criaturas vivem na zona pelágica, onde não há luz e por isso não necessitam de cor, são quase todos transparentes e vários deles produzem pulsos elétricos e a sua própria luz. São diversos tipos de águas vivas, pequenos crustáceos, mini-lagostas, filhotes quase invisíveis de cavalos marinhos e seres microscópicos que formam colônias imensas que podem chegar a 4m de comprimento!

Então, lá fomos nós fazer o mesmo que este maluco. Nos plugamos em uma corda que está presa ao barco. O barco está com motor desligado, deslizando com a correnteza no mar aberto a 3 mil metros de profundidade! E pensamos, o que acontece durante a noite no mar aberto? A noite é o horário preferido de vários seres com hábitos noturnos de caça, golfinhos e tubarões, por exemplo. Por isso uma das orientações é que não se pode fazer xixi durante o mergulho, pois ele atrairia peixes menores, caçados por peixes maiores, que por sua vez atraem outros maiores ainda em busca de comida. Nosso dive master nos conta que já encontrou com tubarões durante este mergulho, normalmente eles vêm, curiosos, circundam o barco e vão embora. Quando nós chegamos ao ponto de mergulho havia um grupo de golfinhos, provavelmente caçando um cardume de lulas. Mas não deu tempo de entrarmos na água enquanto eles ainda estavam ali.
Atados à corda nosso limite de profundidade é marcado pela linha, esticada por um peso aos 12m de produndidade. A nossa corda nos dá todo o movimento, vamos para cima e para baixo, rodamos e só precisamos tomar cuidado para não nos enroscarmos. As lanternas super poderosas não valem praticamente de nada enquanto os seres não estão presentes na água. Pintamos a água escura, negra, com a lanterna e não vemos nada. Mas aos poucos as pequenas criaturas começam a aparecer, heteropods, salps, pyrosomos, comb jelly, box jelly, Siphonophores, camarões minúsculos... só Deus sabe o que pode aparecer na sua frente!

Mergulhando com seres luminescentes abissais, em Kona, na Big Island, no Havaí

Mergulhando com seres luminescentes abissais, em Kona, na Big Island, no Havaí


Eles são muitos difícies de fotografar e filmar, ainda mais para principantes como nós. Mas dá uma olhadinha neste link que eu encontrei, o cara tem fotos sensacionais!

Alguém nos descreveu antes de mergulharmos que este seria, provavelmente, um dos mergulhos mais estranhos que iríamos fazer. Foi estranho sim, mas foi muito mais do que isso, foi mágico! Ali temos total noção de que o mar é ainda completamente inexplorado pelo seres humanos, alguns dos seres que vimos hoje podem nem estar catalogados ainda! É uma sensação nova de desbravarmos o desconhecido, como um dia os navegadores e grandes pioneiros fizeram com a terra. Indescritível!



Aos mergulhadores, conversando com o pessoal das operadoras de mergulho lá do Hawaii, que já mergulharam por todas as ilhas, mais de uma pessoa nos afirmou: a Big Island é a melhor ilha para mergulho autônomo (leia-se a costa de Kona), seguido pelo Kauai, pouco popular para mergulho, mas com muita vida. Segundo eles Oahu e Maui possuem toda a infraestrutura, visibilidades ótimas, mas menos vida se comparadas às duas primeiras. Enfim, mesmo depois disso, nós fomos à Maui, mergulhamos e adoramos! Afinal sou da opinião que não existe mergulho ruim.

Corais em forma de prateleiras nas águas mais fundas de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Corais em forma de prateleiras nas águas mais fundas de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí



Honaunau Bay
No dia seguinte nós ainda conseguimos conferir durante o dia, um dos pontos de mergulho que a Lucia tinha nos indicado, a Honaunau Bay, ao lado do Pu´uhonua o Honaunau National Historical Park. Alugamos os equipamentos que não tínhamos, garrafas de ar e fomos até lá para um shore dive.

Mergulhando na Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Mergulhando na Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Uma baía tranquila ótima para snorkel, mas ainda melhor se você pode ir mais fundo e ficar mais tempo na água. Os jardins de corais formam imensos cânions e descem, no canto direto da baía, até 30 m de profundidade, terminando em uma rampa de areia onde encontramos um alô bem havaiano lá em baixo: Aloha! Peixes super coloridos, moreias e um cenário submarino dos mares selvagens do Hawaii.

Aos 30 metros de profundidade, uma mensagem para os mergulhadores, em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Aos 30 metros de profundidade, uma mensagem para os mergulhadores, em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Todas as ilhas do arquipélago tem muitas coisas bacanas para vermos em cima e embaixo d´água, nós tivemos que priorizar e aqui em Kona conseguimos nos organizar para fazer estes 3 mergulhos, mas ainda existem outras paisagens vulcânicas, arcos e tubos de lava, enfim... este foi apenas o aperitivo.

Lindo entardecer no barco a caminho do mergulho com as arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí

Lindo entardecer no barco a caminho do mergulho com as arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí

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El ojo del Inca

Bolívia, Potosí

Lhamas caminham ao lado da estrada, em Potosí - Bolívia

Lhamas caminham ao lado da estrada, em Potosí - Bolívia


Há apenas 30km da cidade de Potosí na estrada para La Paz, fica a cidade de águas termais de Miraflores. Ela possui diversas piscinas cobertas, com diferentes temperaturas. São banhos públicos e por isso no sábado e domingo ficam impraticáveis, pois toda a população de Potosí se muda para o balneário.

A magnífica paisagem nas estradas próximas à em Potosí - Bolívia

A magnífica paisagem nas estradas próximas à em Potosí - Bolívia


Nós gostamos de piscinas termais, mas gostamos mais ainda de estar próximos à natureza. Procuramos dali, nos informamos daqui e descobrimos um lugar especial: El Ojo del Inca. Uma fonte de águas termais natural, El Ojo del Inca é um dos maiores lagos termais do país e já era utilizado desde o tempo dos Incas, que creditavam propriedades curadoras às suas águas.

A magnífica paisagem nas estradas próximas à em Potosí - Bolívia

A magnífica paisagem nas estradas próximas à em Potosí - Bolívia


A fonte está a aproximados 3400m de altitude em meio à uma lindíssima cadeia de montanhas multicoloridas. Ar puro, céu azul, cenário indescritível. A temperatura da água varia entre 28° e 31°C e a profundidade vai até os 22m no centro do lago. Segundo Fredy, El Ojo del Inca está sobre um vulcão adormecido que mantém suas águas aquecidas.

O Ojo del Inca, lago de águas termais próximo à em Potosí - Bolívia

O Ojo del Inca, lago de águas termais próximo à em Potosí - Bolívia


Ele possui um formato bem arredondado, daí o nome. Este fato chegou a nos pregar uma peça, pois passamos reto por ele achando que este seria artificial, de tão redondinho. Fredy e Ilda são os “proprietários” do terreno, eles mantém o local e cobram uma taxa de 10 bolivianos de entrada.

O Ojo del Inca, lago de águas termais próximo à em Potosí - Bolívia

O Ojo del Inca, lago de águas termais próximo à em Potosí - Bolívia


Existem algumas lendas sobre esta piscina natural, dizem que de tempos em tempos ela forma um redemoinho que pode “engolir” mesmo os melhores nadadores. Todos com quem conversamos nos alertaram para que entrássemos apenas nas beiradas. Dona Ilda, porém, afirma que já foram feitos diversos estudos técnicos e que está comprovada a inexistência de redemoinhos, já que a água está apenas minando dali e sendo renovada constantemente no lago.

Nadando no Ojo del inca, lago de águas termais próximo à Potosí - Bolívia

Nadando no Ojo del inca, lago de águas termais próximo à Potosí - Bolívia


O caminho não é difícil, de carro, vans fretadas ou ônibus pode-se chegar até lá. A parte mais difícil é conseguir sair da cidade de Potosí. O trânsito pelas estreitas ruas torna-se ainda mais enlouquecedor levando em consideração a forma como os bolivianos dirigem, se enfiando em todo lugar sem dar sinal, furando semáforos, fechando cruzamentos e tocando a mão na buzina. As agências de turismo locais podem arranjar tours ou, para os mais descolados, é só pegar um ônibus por 4 bolivianos em direção à Miraflores e pedir para parar na ponte do “Ojo del Inca”. Nesta última opção, só se preparem para uma caminhada de uns 20 minutos morro acima, a 3400m de altitude. Ainda assim não desanimem, já imaginaram quanto os Incas tinham que andar para desfrutar deste mesmo lago?

Canyon estreito na estrada que leva ao olo del Inca, próximo à Potosí - Bolívia

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Bolívia, Potosí,

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American Way of Life

Estados Unidos, Flórida, Miami

Hoje, no nono dia de viagem, decidimos fazer um programa super “american”, mas realmente imperdível, o Seaquarium. Tudo lá dentro tem aquele american way, está tudo empacotado para ser facilmente consumido: golfinhos, leões marinhos, pássaros tropicais, peixes de recifes e até a Orca, a baleia assassina. Vimos o Flipper e seus miquinhos amestrados, não nego que me emocionei com a inteligência dos golfinhos, mas também com a dó que é tirarem ele do seu ambiente natural e adestrarem sempre em troca de comida. Fiquei imaginando quanto será que eles deixaram de comer até acertar o primeiro salto. A orca é realmente impressionante, imensa, os golfinhos que dividem o palco com ela quase desaparecem, coitados... Até tomei um banho de orca, afinal, “alguém tem que se molhar”, disse o vizinho de arquibancada, bem sequinho.

O sentimento de passar por um lugar desses é meio paradoxal, claro que gostamos de ver o show dos golfinhos e ainda mais o da Killer Whale, mas vê-los ali, confinados naquelas piscinas ou aquários é realmente muito doloroso. Completamente diferente do que esperamos ver no Caribe nos nossos mergulhos, também completamente diferente do que estávamos vivenciando há uma semana. Bares, clubs, restaurantes, lojas, shoppings, carros... um agito que já seria exagerado se comparado à Curitiba... Imagina então se compararmos com a Barra do Ararapira! Realmente é fácil de entender por que pessoas como o seu Rubens estão em extinção.

Show de golfinhos

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Pássaro vistoso no cercado dos jacarés

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Show dos leões marinhos

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Show da orca

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Estados Unidos, Flórida, Miami, Key Biscayne

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