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A maior planície salgada do planeta, o Salar de Uyuni possui 12 mil hect...
É a segunda vez que me despeço de Nova Iorque e confesso a vocês, é u...
Orlando é o destino preferido e dos sonhos de muitos adolescentes brasil...
Thelma e Emerson (02/09)
Mas vocês estão ficando muito chiques!!! E quando chegarem em Cancún e...
ildeni dos reis oliveira (31/08)
olá adorei o trabalho e a aventura de vocês, parabéns foram muitos cor...
Bruno Alves (31/08)
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Ju (31/08)
Voce deve ter pulado de boca no sal ne irma? To pra conhecer alguem que g...
paulo calhau (28/08)
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Maré baixa em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA
Moreré tem esta vida tranqüila, vivida no ritmo da Bahia, no ritmo das marés. Paraíso para uns inferno para outros. O Tony, dono da nossa pousada, e sua esposa vieram do norte da Inglaterra direto para cá. O choque cultural não é fácil, ainda mais em um lugar com pouca infra-estrutura e leis tão diferentes das que estavam acostumados. A lógica no Brasil não é lógica nem para nós brasileiros, imagine para eles.
Pesca na maré baixa, em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA
Hoje a maré atingiu um dos níveis mais baixos no mês, maré de lua nova é parecida com a maré de lua cheia, ou muito cheia ou muito vazia. Quando chegamos ontem a maré estava alta, cobrindo o campo de futebol na praia, só víamos a metade da trave para cima d´água. Hoje cedo quando fomos para a praia o cenário estava completamente mudado! 400m de areia surgiram à nossa frente, uma paisagem surreal, com barcos “pendurados” na areia e novas entradas de mar, verde e tranquilo.
Recifes de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA (praia de Bainema ao fundo)
Agora entendi! Ontem à noite quando fomos lanchar eu vi pessoas andando com lanternas, mas achei que estava louca, deveriam ser barcos. Eram os pescadores de polvo e caranguejo andando à noite neste areião, próximos aos corais.
Pesca de budiões na Ilha de Boipeba - BA
Saímos caminhar para conhecer as praias vizinhas, agora para o outro lado, onde só se atravessa com a maré baixa, tanto pelos corais, quanto pelo rio que só conseguimos cruzar quando está baixo.
Cruzando o rio para a praia de Cueira, na Ilha de Boipeba - BA
Nesta praia também consegui entender onde ficavam as piscinas naturais que havia visto no mapa da ilha. Piscinas naturais no fundo do mar? Será que seriam corais tão altos, lá, tão longe?
Barcos visitam as pscinas de maré baixa na praia de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA
Não, não é o mar que é fundo e nem os corais tão altos, a praia é que é rasa e a maré baixa demais! Esta é a maré de lua nova em Moreré, impressionante como a natureza está sempre mudando, sempre se adaptando e sempre nos surpreendendo!
Maré baixa, próximo aos recifes de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA
Interior de galeria de arte em Trinidad - Cuba
Se você gosta de galerias de arte popular e contemporânea, artesanato, música, bons bares, restaurantes e cafés, Trinidad é o lugar! Eu achei que não encontraríamos um lugar como este em Cuba, pois aqui a quantidade de pequenos e atrativos negócios nos faz praticamente esquecer que estamos em um país comunista.
Vida tranquila na cidade histórica de Trinidad, em Cuba
Trinidad foi considerada Patrimônio Histórico pela Unesco em 1988 e não é difícil entender o porque. Ruas de paralelepípedo, casas coloniais ao redor das suas diversas praças e passeios que lembram muito a atmosfera criativa que encontramos em Tiradentes, Minas Gerais. Porém é só caminharmos nos arredores da Plaza Mayor que as maracas e os güiros, a guitarra tres e a conga dos grupos de son e salsa te trazem rapidinho à boa e velha Cuba.
A charmosa cidade vista do alto do Museu Nacional de La lucha Contra Bandidos, em Trinidad - Cuba
Apenas caminhar por entre as casas, saboreando a riquíssima arte popular cubana e ouvindo a trilha sonora das ruas de Trinidad já satisfaz a nossa curiosidade. A batida afro-cubana, os vendedores ambulantes, crianças brincando, jovens jogando baseball e os senhores sentados na calçada, jogando dominó ou apenas vendo a vida passar.
Vida tranquila na cidade histórica de Trinidad, em Cuba
Além do museu a céu aberto, a cidade ainda oferece uma penca de museus de história, arqueologia, arquitetura, de mártires, o museu romântico ou da luta contra os bandidos, são museus para todos os gostos.
Jogo de dominó nas ruas de Trinidad, em Cuba
Até poeta trabalhando como carregador nós encontramos na praça, em seu caderno de poesias nos deu uma aula de geografia. Perguntou de onde éramos e respondemos Brasil. Aonde no Brasil? “Uma cidade no sul, menos conhecida, Curitiba”, respondemos. Pasmem, lá foi ele encontrar o seu poema feito para a cidade de Curitiba! Leu também o poema à Belo Horizonte, em homenagem ao mineiro do grupo.
O simpático e culto poeta de rua em Trinidad,- Cuba
“Eu viajo com os meus poemas, não preciso sair de Cuba, sou feliz aqui.” Depois dessa é claro que ele se tornou o nosso personagem do “Soy loco por ti América – Cuba”.
Morador de Trinidad, em Cuba
Enquanto Rafa e Laura continuaram caminhando pelas ruas da cidade, aproveitando aquele horário mágico para os fotógrafos, eu e Rodrigo aproveitamos para subir o Cerro de La Vigía, o ponto mais alto a apenas 30 minutos de caminhada do centro da cidade. Lá do alto avistamos o mar, o rio e toda Trinidad, enquanto o sol dourava o horizonte e romanticamente se despedia de mais um dos nossos 1000dias.
A charmosa cidade vista do alto do Museu Nacional de La lucha Contra Bandidos, em Trinidad - Cuba
Trinidad vista do alto do Cerro de La Vigia (Cuba)
No caminho de volta passamos pela Casa de La Trova para uma água e um mojito, enquanto assistíamos ao ensaio dos trovadores e músicos que se preparavam para tocar. Todas as maiores cidades cubanas possuem uma Casa de La Trova, que reúne artistas que mantém a tradição da trova e de músicas como o son, salsa e as clássicas baladas do Buena Vista Social Club, Compay Segundo, entre outros.
Ensaio de música cubana para o show da noite na Casa de La Trova em Trinidad - Cuba
A noite ficou ainda mais animada na balada jovem no Bar Las Cuevas, uma discoteca construída dentro de uma caverna aos pés do Cerro de La Vigía. Um cenário de filme de vampiros, uma festa absurda com música eletrônica bem eclética que ia dos sucessos de tecno-pop à salsa e o reggaeton. Só para vocês terem uma ideia, quando entramos estava tocando o atual sucesso mundial “Ai se eu te pego” do Michel Teló! Nem aqui em Cuba conseguimos escapar! Está aí a prova viva de que Cuba não está alienada das atualidades do mundo capitalista.
Balada em uma disco dentro de uma caverna em Trinidad, - Cuba
Portland, a cidade das pontes, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Portland-Oregon é uma cidade moderna de nome e sobrenome. Na costa leste, dificilmente você escutará simplesmente o seu primeiro nome Portland, já que ela possui uma homônima do lado de lá, Portland-Maine. A Portland “de lá” está no litoral, já a daqui está às margens de um rio. A cidade das pontes possui pelo menos 11 grandes pontes, algumas antigas e meio espalhafatosas que cruzam o Willamette River.
A famosa Iron Bridge, sobre o Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
As pontes dão um ar industrial à cidade e a um primeiro olhar até meio decadente. Uma caminhada pelo Tom MacCall Waterfront Park em seu longo calçadão beira rio e aquele monte de ferro começa a entrar pelos nossos poros, dando um novo sentido à urbanidade de Portland. Seus traços duros e retos se replicam em sua arquitetura, prédios antigos e ruas austeras ganham cor nos movimentos artísticos que florescem na cidade.
Tradicional cooper ao lado do Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Porém, dentro dessa identidade visual tão urbanóide, existe um coração. Um coração verde e contemporâneo. Faixas exclusivas para ciclistas com posição central desde 1994 coexistem com outros projetos de transporte, como o aerial tram construído em 1986 (uma espécie de metrô de superfície) e até ônibus elétricos (que, disfarça, lembraram as minhas férias quando eu era pequenininha lá em Araraquara, rs!)
Muito bem marcada, pista exclusiva para ciclistas em rua central de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Caminhando por uma das muitas praças de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
A cidade das rosas talvez ganhe outra vida no verão, nestes dias que passamos estava chuvosa e bem acinzentada. Cruzamos a Hawthorne Bridge para conhecer a East Esplanade, caminhamos entre nuvens, garoas e torós da beira rio até o Portland Building com a imensa estátua da Portlandia, Deusa do Comércio.
Pelo visto, chove muito em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos. Até estátua usa guarda-chuva!
A famosa Portlandia, deusa do comércio com ares de Netuno, no centro de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Chegamos à Pioneer Courthouse Square rodeada de prédios antigos e a Fórum de Justiça, prédio de 1875, o mais antigo da costa noroeste. Cruzamos todo o centro antigo e o bairro de Chinatown até chegar ao artístico e mais sofisticado Pearl District.
Praça central de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Museu de Artes de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
A sofisticação aparece nos detalhes das restaurações dos prédios da região industrial e antigos depósitos, um dos bairros mais “cools” com galerias de arte, lojas de designers e estilistas alternativos. Lá fizemos uma parada obrigatória na Deschutes Brewery & Public House, que no meio da tarde estava bem disputada. A sopa de queijo com cerveja Ale é maravilhosa, sem contar o menu de degustações das cervejas preferidas da casa.
Aproveitando a chuva para testar as cervejas de uma cervejaria em Portland, no Oregon, costa oeste dos Estados Unidos
No sábado voltamos às margens do Willamette, caminhamos até a Steel Bridge, a segunda mais antiga da cidade construída em 1912. Nos sábados uma das maiores atrações é o Saturday Market, uma feirinha hippie, de comidas e antiguidades, com uma cara de Largo da Ordem ou Vila Madalena. Artesanato, antiguidades, sebos, quinquilharias, carrinhos de comida, música, bem diferente do padrão americano que encontramos por aí, mais alternativo que o “normal”, mas ainda assim bem organizadinho.
No movimentado mercado de sábado, ao ar livre, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Atravessando a Iron Bridge, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Uma coisa que logo me chamou a atenção foram os carrinhos de comida nos estacionamentos do centro. Eles estão por tudo e são uma opção barata que tem bastante adesão entre os habitantes da cidade. Comida mexicana, grega, indiana, vietnamita e como você imaginar. O pessoal compra o almoço nestes carrinhos e vai até a praça mais próxima ou à beira do rio para almoçar. É difícil encontrar espaço para o comércio informal nos Estados Unidos, este é um toque de latinidade à Portland ou de desapego às regras tão presentes no padrão norte-americano. A cidade parece acolher melhor opções e alternativas para suprir todo tipo de necessidade e receber todo tipo de maluco.
Carrinhos de comida, típicos de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Falando em maluco, é o que mais vemos pelas ruas, desde drogaditos à artesãos e malucos beleza que pensam que ter uma vida “alternativa” é viver nas ruas pedindo dinheiro, quase como uma forma de protesto, já que não tem muito a que protestar. Não consigo engolir um homem (ou uma mulher), jovem, sadio, sentado em uma praça com uma cara de “ripongo” e um cartaz pedindo dinheiro para comida. Há várias formas de se revoltar contra um sistema e esta, sem dúvida, não me comove e não ajuda em nada.
No movimentado mercado de sábado, ao ar livre, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
A nossa rápida passagem por Portland me deixou ainda mais curiosa com a cidade. A chuva, o cansaço e o tempo escasso acabaram deixando o nosso “approach” meio superficial. Tenho certeza que tendo mais tempo para sentir e explorar os guetos e galerias de arte, os bairros e parques além da área central, o encontro com a alma desta cidade tão reconhecidamente alternativa e independente seria sensacional.
Observando o Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
As famosas iguanas da Plaza Bolívar, em Guayaquil - Equador
Guayaquil é a cidade mais populosa do Equador, com 2 milhões e meio de habitantes. Localizada às margens do Rio Guayas, foi fundada por Francisco de Orellanas em 1538. Nos tempos coloniais era a principal cidade deste território, por seu porto fluvial e marítimo que além do comércio também era um reconhecido estaleiro, famoso por suas madeiras extraídas dos montes aos seus arredores. O porto continua sendo até hoje o principal porto do país, concentrando 73% das importações e 43% das exportações do país. Durante muito tempo Guayaquil foi o principal centro econômico do Equador. Este cenário se alterou recentemente, quando Quito além de política, ganhou também maior importância econômica.
Comparação da Guayaquil de hoje com a Guayaquil de 1880, retratada num enorme painel no alto da Penha(Equador)
A cidade de Guayaquil vem investindo em projetos urbanos e turísticos, com diversas áreas em revitalização, como a orla do Rio Guayas, conhecida como Malecón. Um calçadão bem iluminado com área de restaurantes, parques infantis, praças, jardins, shoppings e até um imenso centro cultural do Ministério da Cultura com salas de exposições, teatros, etc. Depois de uma caminhada no sol escaldante, chegamos ao Bairro de La Peña, para subir os 444 degraus até mirante.
Subindo as escadarias da Penha, em Guayaquil, no Equador
O bairro também foi todo revitalizado, casas caindo aos pedaços foram reformadas e entregues aos seus antigos moradores. Imaginei como poderia ficar bacana um projeto como este em algumas vizinhanças no Rio de Janeiro. Vistas privilegiadas da cidade e da praia, barzinhos, rodas de samba e lojinhas de bugigangas turísticas... Ia ser um sucesso! Pelo que percebemos La Peña não era muito diferente de algumas favelas cariocas, mas a revitalização deu uma nova vida ao bairro, mesmo que com um policial a cada 20 degraus! Rsrs!
Bairro da Penha em Guayaquil, no Equador
Aproveitamos também a luz do dia para conhecer a Plaza Bolívar, ou praça das iguanas, com elas acordadas! São dezenas de iguanas bem alimentadas convivendo com pombos em plena harmonia. Elas são lindas, preguiçosas e não estão nem aí para a nossa presença. Muito doido!
Iguanas e pombas socializam na Plaza Bolívar, em Guayaquil - Equador
Tentamos fechar nosso rápido tour por Guayaquil visitando um dos bairros do norte da cidade, que segundo o nosso guia era mais moderno e com muitas opções de restaurantes e bares. Sinceramente? Não achamos nada... o restaurante mais indicado estava fechado e os outros escondidos em suas largas avenidas ou imensos shoppings. Desistimos e nos mandamos para Montañitas, praia com aquele clima Jericoacoara no litoral equatoriano. A estrada era boa parte duplicada até o litoral e quando entramos na rodovia costeira vamos novamente cruzando vários povoados entre morros verdejantes, baías e portos de pescadores. Mais uma vez muito parecido com o Brasil.
Pura saúde em restaurante no Malecon 2000, em Guayaquil, no Equador
Instalados em uma pousadinha à beira-mar Hanga Roa, conhecemos Cristian, um empresário quiteño que está organizando uma competição de caiaque aqui na região. Ele nos deu uma aula sobre o Equador, Quito, dicas sobre as estradas e caminhos que deveríamos tomar e foi uma ótima companhia no jantar no centro de Montañitas. Nós curiosos sobre a cultura e as histórias locais e ele curioso sobre a nossa viagem, histórias e o Brasil. Falamos de tudo, filhos, religião, história, viagens, foi um encontro especial! Ainda vamos nos reencontrar em Quito quando voltarmos de Galápagos!
As famosas iguanas da Plaza Bolívar, em Guayaquil - Equador
Até agora, das iguanas de Guayaquil à hospitaleira Montañita, o Equador apenas nos proporcionou ótimas surpresas!
Cratera do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
É chegado o dia! Hoje o programa do dia é um trekking para o alto da montanha mais alta de St. Kitts e Nevis. O Monte Liamuiga está localizado na cordilheira noroeste da ilha e possui 1138m de altitude.
Árvore com enormes raízes na trilha do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
Liamuiga significa “ilha de terras férteis”, nome dado não só ao monte como à própria ilha pelos índios caribes que habitavam esta região. Este vulcão adormecido há mais de 1800 anos, foi o responsável pela formação geológica da ilha, assim como por suas terras férteis. Hoje o vulcão está coberto por uma densa e rica floresta tropical e ainda pode-se observar no alto a sua cratera e imaginar de perto a sua força e potencia nos tempos passados.
Cogumelo gigante, do tamanho de uma pia, na trilha do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
A indicação que recebemos aqui e no nosso guia de viagens é que contratássemos um guia. Greg´s Safari é o mais conhecido na região, através deles conhecemos o nosso guia, Sylvester. A trilha tem seu início perto do vilarejo de St. Paul, em uma estrada de terra que contorna as terras da Rawlins Plantation. No caminho um grande hotel, campo de golfe e spa estão sendo construídos, único empreendimento deste porte que vimos nesta região da ilha. Não existe nenhuma sinalização no início ou durante a trilha, mas ela está bem pisada, não é fácil se perder.
Vegetação no monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
A caminhada leva de duas a três horas, dependendo do preparo físico. Muitas pedras e raízes ajudam a formar o caminho que nos leva dos 500m de altitude, onde deixamos o carro, até a boca do vulcão, a pouco mais de 1000m. Encontramos outros grupos, algumas pessoas ficaram no caminho, mal informadas sobre o preparo necessário e o quão íngreme a trilha poderia ficar. Encontramos também uma família com uma menininha de uns 3 anos de idade e um bebê no colo da mãe, e era a menininha que estava liderando o grupo, super determinada!
Na cratera do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
Nós alcançamos a cratera do vulcão em pouco menos de uma hora e meia, subimos rápido, o que nos garantiu ainda uma vista da magnífica cratera. Cinco minutos depois a paisagem foi tomada pelas nuvens e uma fina garoa. Eu já tinha visto vulcões quando fui para a Indonésia, alguns deles ativos, mas só avistei de longe. Esta, porém, foi a primeira vez que estive no topo de um vulcão! Sua cratera é extraordinária, para chegar ao fundo da boca são necessárias mais duas horas de caminhada e o uso de técnicas verticais em alguns trechos. Mesmo assim, só chegar ali na beiradinha e ver aquele buraco imenso, já é sensacional!
No topo do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
É fácil imaginá-lo cuspindo lava e borbulhando, com jeitinho e sorte também conseguimos avistar o mar e a ilha de St. Eustatius lá do alto. O pico fica do outro lado da cratera e não existe uma trilha que siga a crista para alcançá-la. Segundo Sylvester ninguém chegou até o ponto mais alto do Liamuiga ainda, mas se o quisera provavelmente subiria por outra trilha do outro lado da montanha. Se tivéssemos tempo iríamos ficar por aqui explorando, voltar para fazer o trekking até o fundo da cratera e quem sabe até achar algum maluco para chegar ao cume, ficou para uma próxima.
Vista do topo do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
Tínhamos que voltar para pegar o ferry-boat para Nevis, ilha irmã de St. Kitts. Conseguimos chegar a tempo de um banho rápido e pegamos o ferry das 15h. 45 minutos de navegação, praticamente o tempo todo protegida pela própria ilha, então não chega a enjoar.
Viagem de balsa entre St. Kitts e Nevis
Chegamos lá e caminhamos uns 2km até o nosso hotel. Nossa primeira opção, o Sea Spawn, fechou há 2 anos, pois o dono faleceu, foi vendido e deve retomar as atividades talvez ainda este ano.
Nevis, com seu pico sempre coberto por nuvens
Acabamos indo para o Pinneys Hotel a tempo de um final de tarde delicioso a beira mar, no deck da piscina. O sol se punha enquanto eu matava as saudades da irmã pelo skype, observava as técnicas de pesca do rasta e o Rodrigo caminhando na praia. Não agüentei de saudades e fui até a praia atrás dele, a água quentinha e transparente foi irresistível, demos aquele mergulho delicioso de final de tarde, cuca-fresca e alma lavada para entrar no clima sereno e tranquilo de Nevis.
Belo pôr-do-sol em Pinney's Beach, na ilha de Nevis
Flamingo na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile
No Salar do Atacama, perto do povoado de Toconao, encontra-se um dos lugares mais impressionantes da região. A Lagoa Chaxa (leia-se tcháqsá), está localizada no Setor Soncor do salar e dentro da área da Reserva Nacional Los Flamencos. A 2300msnm são mais de 320 mil hectares onde podemos observar os cristais de sal formados pela evaporação das águas salgadas subterrâneas. Todo o setor é alimentado pelas águas de lençóis freáticos andinos, que infiltram nas montanhas mais altas e afloram nessa baixada formando a Lagoa Chaxa.
O salar do Atacama, no deserto do Atacama - Chile
Os cristais de sal possuem diferentes formas, sendo predominante aqui as “crostas de cloruros”, que são aflorações rugosas e de até 70cm de altura. Essa morfologia varia conforme os componentes minerais do sal e da velocidade de evaporação da água. Todo esse ambiente não é muito propício ao desenvolvimento de uma flora variada, entretanto existem alguns tipos de gramíneas e arbustos nos seus arredores.
Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile
O horário preferido dos tours para este passeio é o final da tarde, pois além do espelho d´água proporcionar um colorido espetacular, é o horário de alimentação da principal atração do parque: os flamingos.
Flamingos na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile
São três tipos de flamingos encontrados neste parque, o Flamingo Andino (Parina Grande), o Flamingo Chileno (Flamenco Chileno) e o Flamingo James (Parina Chica). Não é fácil diferenciá-los, uma dica é prestar atenção nas pernas e joelhos, o andino é mais claro e tem pernas brancas, o chileno possui os joelhos avermelhados e o james a perna toda mais rosada. Eles se alimentam de um pequeno crustáceo, parecido com um camarão, que possui em torno de 1,5cm e se adaptou completamente às águas geladas e salgadas destas lagoas. Este pequeno ser é o principal responsável pelo espetáculo de hoje.
Turistas caminham no Salar do Atacama - Chile
A população destas espécies não passa de 200 mil exemplares, sendo o andino o mais raro, com apenas 40 mil indivíduos. Além dos flamengos encontram-se ainda outras espécies de pássaros e animais. Encontramos no meio do sal uma (das duas) espécie endêmica de lagarto que existe no parque.
Pequeno lagarto sobrevive no deserto do Atacama - Chile
A caminhada de 500m tem várias placas explicativas e leva a dois mirantes, onde, em pleno feriado nacional, todos os turistas se apinham para tentar enxergar os flamingos se alimentando tranquilamente na lagoa. O sol aos poucos vai refletindo nas nuvens e no espelho de água, formando desenhos e uma paleta de cores inacreditável.
Incrível entardecer na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile
São milhares tons de azul, amarelo, laranja e rosa se mesclando com o cenário das montanhas nevadas e do salar. Aos poucos o sol vai se pondo e as aves vão deixando o céu ainda mais colorido.
Flamingos sobrevoam a Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile
Saímos dali estupefatos com o espetáculo que tínhamos acabado de presenciar, dirigíamos ainda meio abestalhados quando, olhando na direção oposta ao sol, vemos um fio brilhante saindo detrás de um vulcão...
Lua cheia nasce no deserto do Atacama - Chile
... imaginem a nossa reação... sem palavras.
Chegamos ainda de manhã à Goiânia, é uma delícia dirigir nessas estradas aqui no Brasil Central. Hoje nosso compromisso é o casamento Veridiana e DuGallo, amigo de Unicamp do Rodrigo. Esse povo se espalha pelo Brasil e faz com que a nossa viagem fique sempre mais divertida! Não só os amigos do Ro se espalharam pelo Brasil, os Junqueiras também! Ficamos hospedados na casa de Nando, primo do Ro, sua esposa, Mariângela, Gabriela e Joaquim, filhos. Como eles moram aqui em Goiânia, eu apenas havia encontrado eles nas bodas de ouro dos meus sogros há um ano, em Ribeirão Preto.
Início da cerimônia do casamento do Dugalo e Veridiana (Goiânia - GO)
Eu tinha aquela função feminina de ir ao salão me arrumar para o casamento. Lá fui eu, encontrei logo a Lelé, amiga e madrinha de casamento profissional. Isso por que foi nossas madrinha, é madrinha do DuGallo e da Veri e foi de diversos amigos da turma! Eu to quase acreditando na teoria do chefe dela, que disse que ela anuncia no jornal “Amiga, gentil e simpática, aceito ser madrinha de casamento.” Rsrsrs! Brincadeira Lelé! Lá no salão já conheci as irmãs e mãe do noivo, todas ansiosas para ver irmão casar.
Com o Kina,nosso padrinho de casamento e padrinho também no casamento do Dugalo e Veridiana (Goiânia - GO)
O casamento reuniu em torno de 500 convidados e teve uma cerimônia tradicional maravilhosa! Realizada em um sítio próximo de Goiânia, com o sol se pondo, vimos a noiva brilhar fantástica e emocionar o noivo que segurou o que pôde até desabar de emoção ao final da cerimônia.
A Veridiana, belíssima noiva, entrando no casamento (Goiânia - GO)
Os noivos aproveitaram até não poder mais, ao lado dos amigos que deram uma bela canseira dançando até as 4 da manhã! Nos divertimos muito! O Império do Mal, apelido da turma da Unicamp, veio em peso com as suas respectivas esposas e até filhos! É... o tempo passa, mas ainda tem pelo menos 4 solteiros para reunir o pessoal nas suas festas de casamento. Jean, Metralha, Ervilha e Fabinho, estamos esperando os convites, hein!?
Com os amigos de faculdade presentes no casamento do Dugalo e Veridiana(Goiânia - GO)
Nós nos sentimos parte deste casamento de uma forma especial, não apenas por estarmos lá, testemunhas oculares, mas pelo pedido de casamento deles ter acontecido na Ilha do Mel, no dia do nosso casamento. Por isso também lhes desejamos com um carinho muito especial, muitas felicidades, muitas alegrias e aquela mesma paixão e amor imenso do início do namoro por toda a vida!
Mergulho no naufrágio Artemides, em Salvador - BA
Hoje era um dia em que estaríamos indo embora de Salvador, o Rodrigo que é o cara do cronograma havia programado que hoje iríamos passar o dia em alguma cidadezinha do Recôncavo e já emendaríamos para a Praia do Forte. Porém eu ainda tenho poder de voto nessa casal e de Salvador eu entendo um pouco mais que ele! Há 10 anos atrás quando estive aqui tive a grandessíssima sorte de conhecer o Ho-Mei, um naufrágio chinês na Baia de Todos os Santos.
Embarcada para mergulho em Salvador - BA
Eu tinha acabado de fazer o curso de mergulho, mas não tinha o check out no mar ainda, não tinha a certificação, então procurei uma operadora que pudesse me levar para um batismo. Não lembro o nome da escola, só sei que fui em uma lancha rápida até o local do primeiro mergulho, onde fiquei esperando os mergulhadores avançados mergulharem e voltarem. Eu estava maravilhada, tudo era lindo, água quente, mar azul transparente! Eu e o dive master ficamos no barco enquanto todos desceram conhecer o naufrágio que estava ali, aos 36m de profundidade há apenas 12 anos. Eu queria muito conhecê-lo também, mas estava conformada que eu não podia, fazer o que? Eis que o instrutor de mergulho do barco, dono da escola retornou, olhou para os meus olhos extasiados e me perguntou “você quer muito ir, não é?” e eu respondi “é claro, muito!”. Ele deve ter avaliado bem e visto que as condições estavam ideais, não tinha corrente, a água estava a 29°C e com uma visibilidade de uns 30m!
Mergulho no naufrágio Artemides, em Salvador - BA
“Você sabe que não pode ir, você se responsabiliza?”, e eu do alto dos meus 17 anos respondi com toda a firmeza “SIM, me responsabilizo, assino o que precisar!” E assim fomos eu e o dive master para a água no primeiro mergulho da minha vida, direto para os 36m de profundidade! O naufrágio estava lá maravilhoso, eu senti uma paz tão grande, aquela imensidão azul, azul azul mesmo! Não foi a toa que eu me apaixonei pelo mergulho, o que parece, ou até pode ter sido um ato de irresponsabilidade, foi também o que me apresentou da melhor forma possível uma das minhas maiores paixões.
Mergulho em banco de corais ao lado do Farol da Barra, em Salvador - BA
Com uma história como esta não foi tão difícil convencer o Rodrigo a mergulhar. Postergamos a viagem e agendamos uma saída com a Dive Bahia, operadora de mergulho que conhecemos pela revista da secretaria de turismo que ganhamos no pedágio. Salvador não possui uma tradição muito grande como ponto de mergulho, mas já possui diversas operadoras e escolas, sendo a Dive Bahia uma das melhores opções! Logo em frente ao Porto da Barra encontramos Gian, dono e instrutor da escola e a equipe que iria nos acompanhar.
Praia do Porto da Barra lotada num Domingo em Salvador - BA
A Baía de Todos os Santos possui mais de 70 naufrágios, destes mergulha-se em apenas 20, sendo o Cavo Artemidis, com 180m de comprimento, considerado o maior de todos os naufrágios da costa brasileira. Um cargueiro grego que afundou em 1980 há apenas 40 minutos da costa. Navegamos e quando chegamos no ponto, havia uma outra embarcação de mergulho e os dive masters malucos que se conheciam começaram a gritar “A água está roxa! A água está roxa! Água mineral!!!” A manha deste mergulho é chegar na parada da maré, logo que pára de vazar, pois as correntes se acalmam e a água tem mais chances de ficar com melhor visibilidade. Dito e feito, meu santo aqui na Bahia é forte mesmo, caímos na água a 26°C com 30m de visibilidade!
Naufrágio Artemides, em Salvador - BA
Já da superfície conseguíamos avistar o Cavo, lindíssimo, deitado na areia. Descemos, passamos embaixo do casco, entre a hélice e uma duna de areia e ali próximo eu já avistei um badejo de um metro e meio nadando ao lado do navio, gigantesco! Exploramos o navio, que já formou uma colônia imensa de corais e esponjas e por isso tem muita vida ao seu redor. Procurando por um polvo dos grandes que vive por ali encontramos um senhor mero entocado, segundo Gian, com Mero o mergulho é mais caro! O polvo não deu o ar da graça, vai ter que ficar para a próxima.
Pequena moréia em mergulho em banco de corais ao lado do Farol da Barra, em Salvador - BA
O segundo mergulho foi no Remanso, mais próximo da costa, com a maré subindo a água ficou um pouco mais fria e um pouco mais turva, mas ainda vimos algumas moréias e uns peixinhos bacanas.
Pronta para cair na água, em Salvador - BA
Que bom que convenci o Rodrigo, o mergulho foi maravilhoso, o grupo que mergulhou conosco era muito divertido, foi uma bela manhã de domingo!
Foto da turma após mergulho em Salvador - BA
Na sequência fomos para a Marina Bahia onde encontramos Monica, Lívia e Wilson no restaurante Lafayette, um dos mais bacanas da cidade. Pudera, com aquela localização e aquele cardápio não poderia ser melhor. Almoçamos uma bela salada de folhas verdes, figos e queijo de cabra e um filé de linguado ao molho de camarão divino! Isso sem falar no melhor, que é a companhia dessa família tão especial que me recebeu novamente aqui na Bahia, 10 anos depois, como se fosse ontem.
Com a Mônica e a Livia em Salvador - BA
Depois do delicioso almoço fizemos um tour pelo Centro Histórico dentro da Fiona junto com Mônica, é outra história termos uma guia turística como ela dentro do carro. Conhecemos o Largo e a Igreja da Piedade, logo em frente à Rua da Forca, onde antigamente eram enforcados os infratores, passamos pela Igreja de São Bento, com seu imenso e belíssimo domo e finalizamos o passeio na Praça Castro Alves, um dos pontos mais conhecidos para o carnaval baiano.
Igreja São Bento, em Salvador - BA
Em frente à Praça Castro Alves se encontra o Espaço Unibando de Cinemas, construído em um prédio histórico ao lado do antigo prédio do jornal “A Tarde”, mais importante periódico da Bahia. Tomamos um café e descemos para a Igreja da Barroquinha, onde iria acontecer a nossa programação cultural do dia.
Igreja da Barroquinha, em Salvador - BA
A peça “Quem é ela?”, encenada por 3 atrizes baianas, sendo uma delas Edvana, amiga de Mônica que já participou do Bando de Teatro do Olodum e até de séries como “Ó pai ó”, fala de uma forma bem humorada sobre a Violência Contra a Mulher. Logo na entrada já observamos uma exposição fotográfica sobre o tema e no teatro, uma antiga igreja reformada e transformada em espaço cultural, assistimos à peça que apresenta cenas comuns sofridas pelas mulheres na sociedade, falando da lei Maria da Penha, sancionada pelo Governo Federal que torna a violência contra a mulher um crime e não apenas injúria que antes era perdoado em troca de uma cesta básica. Uma peça deliciosa, divertida e muito instrutiva, vale muito a pena!
Peça de teatro em Salvador - BA
Fechamos o dia com um lanche super gostoso em família na casa de Mônica, nos divertindo com as histórias de Yasmin e as recordações de viagens e passagens desesperadoras como assaltos na última viagem na Europa e etc, que depois se tornam hilárias. Afinal, se nada acontecer que histórias teríamos para contar, não é mesmo Monica?
Com a Mônica na Praça Castro Alves, em Salvador - BA
A fabulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Todos nós já tivemos algum contato com o Yellowstone National Park na nossa vida. Os trintões e quarentões com certeza lembram do Zé Colméia e seu amigo Catatau. Pois é, Yellowstone é o parque nacional em que esses ursos simpáticos que nos acompanharam boa parte da infância viviam. Os mais jovens já tem uma referência mais dramática, a produção hollywodiana 2012 com cenas hiper-realistas da explosão do super vulcão. Não importa qual seja a sua referência, você já o conhece e se não conheceu pessoalmente ainda, deve considerar sériamente em conhecer. Este é um daqueles lugares na terra que todos temos ver antes de morrer.
Chegando ao Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
O maior parque dos “Lower 48” (todos os estados continentais, excluindo os Alasca), está no estado de Wyoming e ainda entende sua área sobre Idaho, a sudoeste, e Montana a noroeste e norte. Localizado sobre um dos maiores vulcões do mundo, o parque possui geisers, fontes de águas termais, fumarolas e poços de lama que demonstram que ainda há atividade vulcânica na região e ele está apenas dormindo.
Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Calcula-se que sua última explosão foi há aproximadamente 640 mil anos, antecedida por outras duas há 1,3 e 2 milhões de anos. A próxima erupção pode ser a qualquer momento e se ela ocorrer irá afetar não apenas os Estados Unidos, mas todo o mundo. Calma! Ainda assim, não há motivo para pânico. O Yellowstone é o vulcão mais estudado e monitorado do mundo. Qualquer informação mais detalhada pode ser encontrada aqui no site oficial do Observatório Vulcânico do Yellowstone.
A magnífica erupção do Grand Geiser, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Enquanto este gigante dorme nós aproveitamos para conhecer as maravilhas criadas por ele nos últimos milhões de anos. O parque é imenso e foi dividido em 4 grandes áreas para facilitar o acesso dos milhões de turistas que visitam o parque anualmente. São necessários no mínimo 3 dias para ter uma visão geral de toda a área, mas você também pode ficar aqui um mês e ainda não ter visto tudo.
Admirados com a beleza hipnótica da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Nós tivemos três dias intensos no parque, com longos dias de verão e muita disposição para explorar todas as estradas possíveis. Fizemos algumas trilhas curtas, mas com tempo vale a pena se equipar e se aventurar em algum acampamento selvagem nas áreas mais distantes. Nos próximos posts vou tentar resumir o que vimos nestes três dias organizando-o nestas 3 áreas: Old Faithfull, Yellowstone Lake e West Thumb, The Grand Cânion of Yellowstone e Mamooth Springs.
Admirada com as lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Fizemos o nosso tour pelo Yellowstone baseados na cidade de West Yellowstone, na saída oeste do parque, próxima ao Madison Information Center. A cidadezinha tem toda infraestrutura e várias opções de acomodações mais baratas do que os hotéis dentro do parque. Alguns dos lodges oferecem quartos com preços até bem razoáveis, mas estes são os que lotam primeiro e devem ser reservados com 2 ou 3 meses de antecedência.
Mais uma cachoeira de águas geladas no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Nós rodamos, apenas dentro do parque, mais de 500 km. E olha que praticamente não repetimos caminhos! Então para aproveitar ao máximo os seus dias no Yellowstone, vale a pena alugar um carro, abastecê-lo de lanches, água e sucos e aproveitar bem a luz que durante o verão vai quase até as nova horas da noite. Se tiver você não estiver com pressa e tiver tempo para aproveitar este paraíso natural, este mesmo roteiro feito com calma irá ocupar facilmente mais dois ou três dias.
Enorme piscina de águas ferventes na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
A nossa experiência no Yellowstone foi fantástica! Encontro com animais e as forças mais poderosas da natureza nos renovam e fazem pensar como somos pequenos na escala de tempo e evolução. Um lugar único no mundo.
Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Veja também os posts:
- Yellowstone - Old Faithful Area
- Yellowstone Lake e West Thumb
- Grand Canyon e Mamooth Springs
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Tomando sol na praia do Amor, em Praia da Pipa - RN
Acordei as 9h para o café da manhã, achei que o torcicolo de ontem já teria passado, ainda bem que eu tinha marcado uma massagem. Compras de frutas para um lanchinho, lavamos roupas na pousada e fomos à praia. Hoje resolvemos conhecer a Praia do Amor, que ontem só tínhamos visto do alto do chapadão.
Praia do Amor, em Praia da Pipa - RN
Uma praia preferida pelos surfistas, com belas ondas e falésias coloridas nos mais diversos tons, passando pelo branco, terracota, vermelho e preto. Seu acesso se dá pelas escadarias nas falésias ou pela Praia do Centro, quando a maré está baixa. Eu aproveitei para terminar de ler o livro que ganhamos no Piauí, do Joca Oeiras, “Nós & Elis, a gente era feliz e sabia.” Livro maravilhoso sobre a história deste bar teresinense que foi aberto em 1984, mesmo ano da votação da emenda Dante de Oliveira, que estabelecia eleições diretas para presidente. Chegarei à Teresina muito mais familiarizada com seus personagens e histórias.
Praia do Amor, em Praia da Pipa - RN
Bom, vamos voltar à Pipa, depois do banho de mar, uma água de coco e um lanche gostoso no centro. Andando pelos becos e olhando as vitrines conheci Vone, uma estilista chilena super viajada. Antes de vir morar na Pipa rodou durante 1 ano e meio pela América Central, do México ao Panamá. É uma estilista de mão cheia, além de desenhar ela costura e vende suas roupas ali. É claro que acabei comprando uma de suas criações, lindas e com um preço ótimo! Fizemos um pit stop na pousada, banho, trabalho, novela e saímos para jantar. Nas ruas da Pipa vemos restaurantes italianos, creperias, comidas regionais e internacionais, todos os tipos de bares, um mais convidativo que o outro. Nós bem comportados escolhemos a Risoteria, um dos meus pratos preferidos.
Praia do Centro, em Praia da Pipa - RN
Circulamos entre pessoas do mundo todo, curtindo a música latina e o reggae nos barzinhos, até que paramos no Beco do Adobe e lá conhecemos Alem. Eu estava procurando um doce e ela me ofereceu torta de “massa”, demorei a entender que era maçã! Curiosa e sem conseguir reconhecer seu sotaque, perguntei de onde era, Eritréia. Foi a primeira pessoa de lá que conheci, Alem morou na Alemanha desde os 2 anos, fala alemão, francês, inglês e o português. Se mudou para o Panamá, depois de 3 meses resolveu tentar a Colômbia, mas ainda não era lá. Depois de uma viagem pela América do Sul chegou à Praia da Pipa, onde se encontrou. Hoje ela possui uma casa de sopas e sobremesas deliciosas no Beco do Adobe, já que um estrangeiro só consegue o visto de permanência no Brasil com a abertura de uma empresa investindo no mínimo 150mil reais.
Avenido dos Golfinhos, em Praia da Pipa - RN
O mais curioso é ver que o que as pessoas que vem parar aqui tem em comum é um espírito de liberdade sem tamanho. Pessoas muito mais corajosas do que eu e o Rodrigo juntos, pois saem viajar, como nós, mas sem um destino final, onde gostarem ficam e lá começam do zero um negócio, uma vida. Por isso quando dizem que nós somos corajosos eu não concordo, tem gente muito mais doida por aí! A Praia da Pipa é assim, magnética, cosmopolita e cheia de boas surpresas.
Piscina natural na Praia da Pipa - RN
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