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Blog da Ana - 1000 dias

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Philipsburg à Paramaribo

Suriname, Paramaribo, Sint Maarten, Philipsburg

Visual totalmente caribenho em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Visual totalmente caribenho em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Philipsburg é a capital de Sint Maarten, país holandês que dividi a pequena ilha com o território francês de Saint Martin. Como já havíamos explorado bem St. Martin, (pronuncia-se Sãn Martãn) resolvemos aproveitar o nosso último dia para conhecer este lado da ilha.

Marina de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Marina de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Conhecida como a única verdadeira cidade da “friendly island”, Phlipsburg é um imenso aglomerado urbano. Podemos dizer que pelo seu tamanho e estrutura ela é a capital não apenas de St. Maarten (pronuncia-se Saint Mártin), mas a capital econômica de todas as suas minúsculas vizinhas.

A ilha de Saba vista de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

A ilha de Saba vista de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Ontem chegamos já era noite, mas não nos rendemos aos 30 dólares de táxi. Como experiência e economia preferimos pegar um ônibus que nos levou do aeroporto até a cidade por 10 dólares. Normalmente custariam 2 dólares por pessoa, porém com bagagem nos saiu um pouco mais caro. No ponto de ônibus conhecemos uma moça totalmente atenciosa que sabia onde ficava a nossa guesthouse. Ela não só nos avisou, como desceu conosco, andou até a guesthouse e nos deu todas as orientações para conhecer a região. O calçadão da beira mar, com restaurantes e barzinhos, a rua das compras, etc.

Rua em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Rua em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


No caminho passamos pelo Salty Pond era uma das fontes econômicas de St Maarten, que fazia extração de sal deste lago. Há anos a atividade foi abandonada e também o lago. Hoje é um esgoto a céu aberto. No último ano, depois de um grande temporal e inundação, descobriram que ainda assim o lago possui algumas espécies “mutantes” de peixe. São peixes imensos que se alimentam de todo o tipo de lixo jogado ali. Depois da inundação eles apareceram nas avenidas, para a surpresa dos moradores.

Nossa última tarde no Caribe, em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Nossa última tarde no Caribe, em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Maho e Simpson Bay são as mais badaladas durante a noite. Cassinos e bares animados seguem madrugada adentro! Ontem à noite, nós, mais velinhos, saímos comer algo no calçadão de Philipsburg mesmo e quase não encontramos restaurante aberto. Praticamente todos fecham a cozinha às 22h.

Despedida do Caribe em pier da praia de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Despedida do Caribe em pier da praia de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Hoje saímos para tomar um café da manhã e encontramos um lugar de uma dominicana que servia sucos frescos, exprimidos na hora, coisa raríssima aqui! Depois na dúvida se alugávamos um carro ou ficávamos pela cidade mesmo, saindo andando e explorando a região do porto, lojas e porto. Eu estava precisando de um óculos de sol, já que o meu além de velho, podre e riscado eu havia esquecido em Saba. Em uma hora de caminhada pelo calçadão já tínhamos tudo resolvido, óculos novos, pomada, soro fisiológico e pilhas recarregáveis compradas. Cidade duty free, acaba sendo uma boa oportunidade para resolver este tipo de pendências de uma forma mais barata.

Visual totalmente caribenho em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Visual totalmente caribenho em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Acabamos decidindo ficar por ali mesmo, aproveitar uma prainha rápida para depois pegarmos o nosso vôo. Aqui qualquer praia é paradisíaca, mesmo ao lado do porto e marina, a água azul e as areias brancas fazem sempre parte do pacote. No caminho para a praia encontramos um grupo de crianças tocando seus bumbos, tambores, caixas e repiliques. Uma versão local do “Projeto Olodum”. A batida é de arrepiar! Impressionante como percussão mexe comigo, emociono, danço, choro, rio, é uma delícia!

Bateria formada apenas por crianças, em rua de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Bateria formada apenas por crianças, em rua de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Ali mesmo, enquanto assistíamos às crianças tocando, tivemos uma outra boa surpresa: trombamos na rua com Andries, nosso anfritrião em Saba! Andries estava resolvendo algumas coisas aqui na “capital”, já deveria ter voado ontem para Saba, mas seu vôo foi postergado para hoje devido aos fortes ventos. Bem que vimos, por pouco o nosso vôo de Statia também não foi pego nessa. Fizemos festa, batemos papo e acabamos mais uma vez nos despedindo deste mais um novo amigo que fica. A despedida do Caribe acabou nos reservando boas surpresas! Trâmites no aeroporto, vôo de 1h30 até Port of Spain em Trinidad, escala de aproximadas 2 horas dentro do avião, e já seguíamos para Paramaribo. Nosso vôo chegou antes do esperado, 23h já estávamos no solo. Uma hora e pouco de estrada e transfer entre o aeroporto e a cidade e finalmente chegamos ao hotel!

Vôo no pôr-do-sol sobre o mar do Caribe, em direção ao Suriname. Fim da temporada caribenha...

Vôo no pôr-do-sol sobre o mar do Caribe, em direção ao Suriname. Fim da temporada caribenha...


Hoje acostumados a estar sempre em novos lugares, acaba sendo uma sensação diferente chegar novamente ao mesmo ponto. Um misto de alegria, pois sabemos que foi mais uma etapa cumprida, com retrocesso, pois parece que nem saímos do lugar! Fora que já estamos nos sentindo em casa, o Wendell, garçom que ficou nosso amigo, abriu uma exceção e preparou um sanduíche de queijo para nós. Mas o principal mesmo, a primeira coisa que eu quis fazer, (com mochila e tudo) foi reencontrar a Fiona! Lindona, ficou um mês estacionada aqui se perguntando: “Onde será que esses dois malucos foram parar? Por que me abandonaram? Pais mais desavergonhados!” Mas vai ficar tudo bem, vamos mostrar as fotos para ela, contar tudinho e ela logo irá entender! Rsrsrs! De Philipsburg a Paramaribo em um dia... e os 1000dias continuam nas estradas na América do Sul!

O feliz reencontro com a Fiona no nosso hotel em Paramaribo - Suriname

O feliz reencontro com a Fiona no nosso hotel em Paramaribo - Suriname

Suriname, Paramaribo, Sint Maarten, Philipsburg, beach, Caribbean, despedida, Praia

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Roteiro Cavernas e os 7 Moais

Chile, Ilha de Pascoa, Ilha De Pascoa, Hanga Roa

Ahu Akivi, o único local onde os Moais estão voltados para o mar em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Ahu Akivi, o único local onde os Moais estão voltados para o mar em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


A Ilha de Páscoa é grande museu a céu aberto, a cada pedra que você tropeçar encontrará uma história escondida embaixo dela. Uma casa, uma vila, um altar, um moai, uma vida. Em uma ilha em que a superpopulação e o esgotamento de recursos naturais causaram o fim de uma civilização, toda e qualquer peça deste quebra-cabeças se torna importantíssimo para remontar as histórias e trazer a tona todos os mistérios que giram em torno dessa dela.

Entrando em área de parque nacional em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Entrando em área de parque nacional em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Explorar a ilha, portanto, é um deleite aos que tem olhos mais treinados, ou aos que decidem logo treiná-lo na chegada à ilha, como fizemos no day tour descrito neste post, acompanhados do nosso guia Patrício. Ele nos levou pelos principais lugares onde poderia nos ensinar sobre a hitória e arqueologia da ilha, mas também nos apontou lugares que não deveríamos deixar de conhecer e que não estavam incluídos naquele tour. Hoje, portanto, decidimos alugar um carro para rodar a ilha e estes lugares imperdíveis.

Com nosso carro alugado, dirigindo pelas estradas de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Com nosso carro alugado, dirigindo pelas estradas de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Começamos pela Ana Kai Tangata, no sul da ilha, uma caverna onde pode-se encontrar pinturas de manutaras, a ave sagrada dos antigos Rapa Nuis. Do antigo idioma local Ana significa “caverna”, Tangata significa “homem” e Kai significaria “comer”, porém não existe nenhuma evidência ou informação na tradição oral da ilha de que os Rapa Nuis eram canibais. Já no Rapa Nui moderno Kai significa ensinar, reunir, contar, sendo mais aceita a ideia de que a caverna era usada para aulas de como construir canoas. O lugar é lindo, bela vista para o mar e de fácil acesso.

Pinturas rupestres na caverna Kai Tangata, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Pinturas rupestres na caverna Kai Tangata, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


A caverna de Kai Tangata, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

A caverna de Kai Tangata, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Nossa segunda parada foi no Orongo, uma cidade cerimonial construída no topo do vulcão Rano Kau. Além de um museu, o local tem vistas maravilhosas! Falo mais sobre ele, as religiões dos antigos Rapa Nuis e a Cerimonia do Homem Pássaro neste post.

A cratera do vulcão Rano Kau, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

A cratera do vulcão Rano Kau, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Seguimos ao Vinapu, mais um das dezenas de altares da ilha, este porém possui uma característica muito especial, pedras polidas e encaixadas perfeitamente. Aparentemente aqui os Rapa Nuis utilizaram a mesma técnica desenvolvida pelos Incas, mais especificamente no templo do Deus do Trovão, conhecido como Saqsawaman, nos arredores de Cusco. Será que Rapa Nuis e Incas chegaram a se encontrar?

Ruínas de traços incas em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico. Terá havido algum contato?

Ruínas de traços incas em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico. Terá havido algum contato?


Além da batata doce e abóbora que são plantas originárias da América do Sul, encontradas na Polinésia sem que europeus tenham navegado entre as duas regiões, mais um indício de que eles poderiam ter se encontrado. Existe uma teoria de que o Rei Inca Tupac Yupanqui, em sua expedição ao Pacífico, teria desembarcado na Ilha de Páscoa e na ilha de Mangareva, na Polinésia Francesa. Estudos do historiador peruano José Antonio del Busto baseia sua teoria em relatos escritos no século XVI pelos espanhóis Pedro Sarmiento de Gamboa, Martin de Murua and Miguel Cabello de Balboa. Mais um mistério para a enigmática Ilha de Páscoa.

Ruínas de traços incas em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico. Terá havido algum contato?

Ruínas de traços incas em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico. Terá havido algum contato?


Um dos muitos Moais espalhados por Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Um dos muitos Moais espalhados por Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


No caminho para o Puna Pau começou a garoar, as chuvas na Ilha de Páscoa geralmente são rápidas e passageiras. Aguardei um pouco no carro e logo fui atrás do Rodrigo na trilha que entra na pequena cratera despedaçada do Vulcão Puna Pau, no idioma local “fonte seca”, o que significa que ali nos arredores um dia houve água.

Puna Pau, onde eram fabricados dos Pukaos, ou cabelos dos Moais de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Puna Pau, onde eram fabricados dos Pukaos, ou cabelos dos Moais de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Este é o único local na ilha onde é encontrada a scoria, um tipo de rocha vulcânica porosa de coloração avermelhada com a qual os Rapa Nuis faziam os Pukaos, cabelos enozados dos Moais. Muitos os confundem com chapéus, mas reparando bem, você o reconhecerá de algumas tribos polinésias de cabelo pixaim em que homens não podem cortar o cabelo e amarram no topo da cabeça com um nó. Um Moai só era embuido do seu poder espiritual quando, no seu ahu, recebia o seu pukao e os olhos de coral branco, pintados com tinta negra.

Um Pukao, ou o cabelo de um Moai (em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico)

Um Pukao, ou o cabelo de um Moai (em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico)


Continuamos nossas explorações, agora rumo ao Ahu Akivi, mais conhecido como “Os Sete Moais”. Os moais normalmente estão colocados de costas para o mar, olhando para a sua vila, como grandes guardiões. Este grupo de moais é o único que está localizado no centro da ilha, com todos olhando para o oceano. Diz a lenda que estes seriam os sete primeiros exploradores polinésios que chegaram à ilha e teriam sido homenageados pelo povo olhando na direção de onde vieram originalmente, como com saudades da sua terra natal. Outro ponto muito interessante é que estes Moais estão alinhados com o nascer do sol no equinócio de primavera e de outono, informação essencial para um povo que tinha a agricultura como base.

Ahu Akivi, o único local onde os Moais estão voltados para o mar em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Ahu Akivi, o único local onde os Moais estão voltados para o mar em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Adiante, na mesma estrada dos Sete Moais seguimos para as cavernas Ana Te Pahu, um longo túnel de lava que se estende por 7 km na base do maior vulcão da ilha, o Maunga Terevaka. Ela é tão ampla e tão longa que foi utilizada como moradia pelos antigos Rapa Nuis desta região. Encontramos dentro da caverna áreas de plantio de banana e de taro, um tipo de inhame, comum no Hawaii, além de áreas utilizadas como fogão polinésio. Nós andamos por trechos da caverna, mas se quiser fazer toda a travessia venha preparado para se molhar, sujar de lama e com uma boa lanterna.

Ana Te Panu, uma das cavernas que servia de moradia e refúgio para os antigos habitantes de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Ana Te Panu, uma das cavernas que servia de moradia e refúgio para os antigos habitantes de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


caminhando por Ana Te Panu, uma das cavernas que servia de moradia e refúgio para os antigos habitantes de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

caminhando por Ana Te Panu, uma das cavernas que servia de moradia e refúgio para os antigos habitantes de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Observando uma das saídas de Ana Te Panu, caverna que servia de moradia e refúgio para os antigos habitantes de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Observando uma das saídas de Ana Te Panu, caverna que servia de moradia e refúgio para os antigos habitantes de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Bom, para finalizar nosso longo dia de explorações fomos direto para a Praia de Anakena. A praia estava lotada, afinal é um dos locais preferidos dos rapa nuis para descansar, fazer um piquenique e aproveitar o domingo. Comemos uma boa empanada em uma das deliciosas lanchonetes sob os coqueiros e esperamos o sol sair mais forte para dar um mergulho de despedida, não da ilha, mas da praia que já não voltaríamos.

Correndo para saltar no mar na praia de Anakena, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Correndo para saltar no mar na praia de Anakena, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Assistimos a uma pelada entre irmãs e irmãozinhos que se divertiam, enquanto imaginávamos desembarcando ali, na nossa frente, a primeira expedição polinésia na Ilha de Páscoa. Não poderíamos escolher melhor lugar que para um belo por do sol.

Criança se diverte com bola na praia de Anakena, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Criança se diverte com bola na praia de Anakena, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Retornando à Hanga Roa decidimos parar para um drink de final de tarde em um dos restaurantes mais convidativos da ilha, o Te Moai, na beira da baía com um finalzinho de luz iluminando as pedras à frente. Tomamos um pisco sour e só para continuar no clima polinésio decidimos provar um atum selado com crosta de gergelim e um ceviche com leite de tigre, numa fusão da culinária rapa nui e peruana, impecável.

Nosso apetitoso jantar em Hanga Roa, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Nosso apetitoso jantar em Hanga Roa, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


A deliciosa entrada de nosso jantar em restaurante beira-mar em Hanga Roa, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

A deliciosa entrada de nosso jantar em restaurante beira-mar em Hanga Roa, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Fim de tarde na praia de Anakena, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Fim de tarde na praia de Anakena, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Gostaram do nosso roteiro pela Ilha de Páscoa?

Aluguel de Carro


Existem algumas empresas que alugam carros na Ilha de Páscoa, você encontra pelo menos duas delas na avenida principal de Hanga Roa. Os preços são quase tabelados entre as famílias e locadoras locais em 30 mil pesos chilenos (equivalente a US$ 60,00 - valor de outubro/13). Pela facilidade e pela amizade, nós escolhemos alugar o carro direto com a dona da nossa pousada mesmo, facilitando tramites e deslocamentos.

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Groelândia

Groelândia, Nuuk, Ilulissat

Gelo cobre pequena baía em Ilulissat, na Groelândia

Gelo cobre pequena baía em Ilulissat, na Groelândia


A primeira pergunta que escutamos é: o que vocês foram fazer na Groelândia? A viagem não é 1000 dias por toda a América? Sim, a viagem é pela América e não, não estamos preocupados com as fronteiras políticas estabelecidas pelo mundo atual e sim com as fronteiras criadas pela mãe natureza. Geograficamente Groelândia está na placa tectônica americana, portanto é parte da América.


Groelândia

Se olharmos um pouco a história, veremos que há 4.000 anos foram populações de paleoesquimós vindos do Alaska e Canadá que colonizaram a Groelândia, o que só corrobora com a sua americanidade.

Jogo de futebol no gelo, em Ilulissat, na Groelândia

Jogo de futebol no gelo, em Ilulissat, na Groelândia


Hoje a maior ilha do mundo é uma Nação Constituinte Autônoma do Reino da Dinamarca, uma espécie de colônia moderna. Uma movimentação política para a independência da Groelândia está em andamento. O sentimento nacionalista groenlandês é forte, sua língua, história e cultura riquíssimas deixam claro que esta ilha já é uma nação.

Bandeiras da Groelândia e da Dinamarca tremulam em Nuuk, capital da Groelândia

Bandeiras da Groelândia e da Dinamarca tremulam em Nuuk, capital da Groelândia


A Groelândia tem uma população de aproximados 60 mil habitantes dos quais 88% são Inuits, ou mestiços. Encontramos vários casais de dinamarqueses e inuits e a amostragem confirma que o resultado dessa mistura é um povo ainda mais bonito! O Kalaallisut (groenlandês) é a língua oficial desde 2009, o dinamarquês ainda é falado por grande parte da população, seguido pelo inglês. A influência cultural dinamarquesa também é notada na culinária que traz ingredientes e receitas mais europeias à cozinha inuit e na própria formação cultural moderna.

O avião que nos levou de Nuuk para Ilulissat, cidade ao norte do Cículo Polar Ártico, na Groelândia

O avião que nos levou de Nuuk para Ilulissat, cidade ao norte do Cículo Polar Ártico, na Groelândia


À primeira vista a colonização dinamarquesa trouxe à Groelândia um desenvolvimento tecnológico e econômico bastante necessário no mundo atual. Também se não fosse a Dinamarca, provavelmente seriam os Estados Unidos a colonizar este povo e ocupar este território, alterando a cultura e explorando o solo rico em minerais. Cá entre nós, acho bem mais interessante uma mescla groenlandesa e dinamarquesa, pelo menos fica tudo entre os nórdicos, vikings e esquimós, este povo quente das terras geladas.

Um Greenland Husky, animal mais popular em Ilulissat, na Groelândia

Um Greenland Husky, animal mais popular em Ilulissat, na Groelândia



POR QUE PRA LÁ?

Conhecer a maior ilha do mundo, um país que tem 80% do seu território coberto por gelo e onde esquimós formam uma nação curiosa e acima de tudo orgulhosa! Sobrevoar um deserto branco, pois esta é a única forma de se locomover, e chegar à cidade dos Icebergs, Ilulissat, que abriga o maior glaciar do mundo, fora do Continente Antártico. Descobrir as verdades e mentiras sobre a caça às baleias no Ártico e ver ao vivo e a cores os principais indícios do tão falado aquecimento global.

A magnífica paisagem gelada que se pode admirar no voo entre Nuuk e Ilulissat, na Groelândia

A magnífica paisagem gelada que se pode admirar no voo entre Nuuk e Ilulissat, na Groelândia


Seja no verão ou no inverno a Groelândia tem atrações e atividades para os amantes da natureza, paisagens de outros planetas e curiosos de plantão. O site de turismo do país é o mais completo que já encontrei, com todas as informações para planejar e organizar a sua viagem. Só para você ter uma ideia do que o país oferece, dá uma olhada nesse vídeo.



Eu poderia listar todos os atributos e curiosidades sobre a Groelândia aqui neste post, porém alguém já fez isso e eu não poderia fazer melhor. Este alguém é o amigo e antigo colega de profissão dos tempos de Dez Propaganda. Gabriel Britto, redator publicitário e viajante inveterado, resolveu investir mais tempo escrevendo sobre curiosidades do mundo e destinos alternativos no seu blog “Gabriel quer viajar”. Gabriel reuniu no seu post Por que pra lá? Groelândia 33 bons motivos, vale a pena conferir.

Vista aérea da paisagem gelada ao redor de Nuuk, capital da Groelândia

Vista aérea da paisagem gelada ao redor de Nuuk, capital da Groelândia


Veja também: Viagem ao Ártico no Blog do Rodrigo.

Groelândia, Nuuk, Ilulissat, Ártico, viagem

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De Ilha em Ilha

Brasil, Pará, Algodoal

Nascer-do-sol na viagem de volta da Ilha de Lençóis para Apicum Açu, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Nascer-do-sol na viagem de volta da Ilha de Lençóis para Apicum Açu, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Às quatro e meia da manhã todos deviam estar no barco, a maré estava começando a subir e vamos junto com ela até Apicum Açu. Demorou um pouco mais do que o previsto, pois com a maré baixa o barco ainda estava deitado sobre a areia. Enquanto as pessoas chegavam e iam se acomodando, íamos acompanhando a água subir na expectativa de quando ela conseguiria ser mais forte do que todo aquele peso que estava sobre ela. Eram famílias inteiras, avós, mães, bebês, jovens meninas a caminho de mais uma semana de aula em Apicum, já que aqui na ilha a escola vai até o ensino fundamental.

Barco lotado na viagem de volta da Ilha de Lençóis para Apicum Açu, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Barco lotado na viagem de volta da Ilha de Lençóis para Apicum Açu, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Conhecemos no barco também o pessoal do ICM Bio que faz a gestão da Reserva e discute algumas soluções junto da comunidade para que o principal objetivo da Reserva Natural Extrativista seja cumprido, manter a cultura e o modo de vida desta vila de pescadores. A discussão passa desde a definição se deve ou não haver o uso do som na comunidade, às vezes feito de forma exagerada, até a avaliação de como será a exploração turística na ilha. O turismo é sempre uma faca de dois gumes, ele pode ser uma boa fonte de renda para os ilhéus, mas pode também distanciá-los dos seus antigos costumes e atividades. A Reserva é recente, está em processo de estruturação, plano de manejo, etc. Assim o que está se desenhando para o seu desenvolvimento é o turismo de base comunitária, onde as pousadas devem ser apenas de nativos da ilha, em forma de pousadas familiares, como a Pousada do Hélio, onde ficamos.

Arco-íris na viagem de volta da Ilha de Lençóis para Apicum Açu, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Arco-íris na viagem de volta da Ilha de Lençóis para Apicum Açu, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


É muito bom encontrar ainda lugares como Lençóis, onde podemos aproveitar as coisas simples da vida da forma mais intensa e verdadeira possível, mas para isso ele tem que ser mantido assim, exatamente como está.

As nossas conhecidas casas de pescador, na viagem de volta da Ilha de Lençóis para Apicum Açu, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

As nossas conhecidas casas de pescador, na viagem de volta da Ilha de Lençóis para Apicum Açu, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Foram 4 horas no barco, acompanhando o nascer do sol e aproveitando cada minuto para se despedir desse lugar mágico. Passamos pelos ranchos de pescadores no meio da baia, ilhas, mangues e quando a realidade de Apicum Açu estava começando a bater na porta, os guarás deram o ar da graça, apenas para nos lembrar que eles existem sim!

Revoada de guarás-vermelhos em Apicum Açu, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Revoada de guarás-vermelhos em Apicum Açu, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Revoada de guarás-vermelhos em Apicum Açu, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Revoada de guarás-vermelhos em Apicum Açu, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Fizemos uma longa viagem de carro durante o dia de hoje, em torno de 600km entre as Reentrâncias Maranhenses e a cidade de Marudá, no litoral do Pará. De um porto para outro, pois hoje estamos de ilha em ilha, de Lençóis para Algodoal.

Fronteira entre Maranhão e Pará. Estamos longe!

Fronteira entre Maranhão e Pará. Estamos longe!


Deu tudo muito certo, chegamos lá as 17h20 e descobrimos que a última barca sairia para Algodoal dali 10 minutos. Chegamos a tempo no trapiche e ainda tivemos tempo de tomar a nossa primeira Cerpa, já que tínhamos que esperar a maré subir para o barco sair. Conhecemos duas francesas, Elza e Marjorie, elas moram na Guiana Francesa, parece que as coisas estão confluindo para que a nossa entrada lá dê certo.

Pôr-do-sol em Marudá, na travessia de barco para Algodoal - PA

Pôr-do-sol em Marudá, na travessia de barco para Algodoal - PA


A travessia foi tranquila, mais uma vez o barco demorou a sair esperando a maré subir para tirá-lo do chão. Estamos começando a nos acostumar com o tempo das coisas por aqui, no final tudo se encaixa. Chegamos lá no início da noite e com a ajuda do Neguinho, paraense que mora em Algodoal há 25 anos, decidimos ficar na pousada Marhesias. Estávamos devidamente instalados e mortos de fome, pois passamos o dia na estrada e não almoçamos. Foi o peixinho delicioso da Dona Ilza e agora uma boa noite de sono para voltarmos às explorações, mas agora no Pará!

Maré seca entre Marudá e Algodoal - PA

Maré seca entre Marudá e Algodoal - PA

Brasil, Pará, Algodoal, Marudá

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Sete Cidades

Brasil, Piauí, Teresina, Piripiri (P.N. Sete Cidades)

Formações rochosas no Parque Nacional de Sete Cidades - PI

Formações rochosas no Parque Nacional de Sete Cidades - PI


O Parque Nacional das Sete Cidades está localizado próximo à cidade de Piripiri, no interior do Piauí e no mês de junho deste ano ele completará 50 anos de fundação. Um monumento natural formado há milhões de anos pela ação da natureza, erosão, ventos e água. As formações possuem o aspecto de casco de tartaruga, como as que vimos no parque do Catimbau, porém em maior número e concentração.

A famosa Pedra da Tartaruga, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI

A famosa Pedra da Tartaruga, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI


Pesquisadores antigos defendiam a teoria de que as formações rochosas seriam ruínas fenícias. Rochas areníticas desenhadas em formatos de tartaruga, elefante, cachorro e tantas outras quanto pudermos imaginar. São sete agrupamentos de rochas, cada cidade possui suas esculturas naturais: O Beijo, Três Reis Magos, Mapa do Brasil já visitados há mais de 5 mil anos pelos homens pré-históricos que passavam por esta região.

A mão de seis dedos, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI

A mão de seis dedos, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI


Pinturas rupestres pertencem à tradição agreste e são similares às encontradas no Lagedo Soledade, mãos carimbadas e algumas formas de contagem e desenhos geométricos. Ainda não foram feitas escavações no local, porém há potencial, já que pinturas chegam a tocar o chão, o que sugere que há mais história escondida por trás daquela camada de terra ali depositada.

Pinturas rupestres no Parque Nacional de Sete Cidades - PI

Pinturas rupestres no Parque Nacional de Sete Cidades - PI


Do mirante podemos ver todo o complexo das Sete Cidades e a vegetação, que segundo Carminha, nossa guia, é verde quase o ano todo, já que a região possui muitas nascentes. Ao lado do Centro de Visitantes mesmo existe uma piscina “natural” utilizada pelo hotel e por alguns turistas mais afoitos. A piscina em si não é natural, mas sim a água dela que brota em um olho d´água vizinho. Nós mesmos queríamos nos refrescar, mas a pressa nos fez passar esta, que estava lotada de estudantes do Maranhão que vieram visitar o parque.

Visitando o Parque Nacional de Sete Cidades - PI

Visitando o Parque Nacional de Sete Cidades - PI


Carminha também me fez uma boa propaganda das Opalas, pedra semi-preciosa encontrada apenas em minas aqui no Piauí, na cidade de Pedro II e na Austrália. A Opala é uma pedra furta cor e por isso pode ser trabalhada em diversas cores, predominando o azul e o branco. Quase não compro souvenirs, pois não temos como carregá-los. Por isso o meu ponto fraco são os artesanatos pequenos e que vou usar muito, como um brinco de opala! Rsrsrs! Afinal, onde mais vou encontrar um destes? Rsrsrsrs!

Com a nossa guia, Carminha, na famosa Pedra da Tartaruga, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI

Com a nossa guia, Carminha, na famosa Pedra da Tartaruga, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI


Saímos de Piripiri com roupas lavadas e prontos para uma viagem de 2 horas até Teresina, um “pequeno” detour no nosso roteiro. Chegamos e logo nos localizamos na cidade. Teresina é uma cidade planejada, cortada por dois rios, Poty e Parnaíba, acaba sendo mais fácil mesmo. Fomos direto para o Ibis básico, garantia de uma boa cama e um bom chuveiro, estamos precisando. Como hoje não havíamos almoçado, pouco depois saímos para jantar na super rede de restaurantes e Churrascaria Favorito. Impressionante, no mapa que peguei no hotel tem uns 5 Favoritos só na Zona Leste! Nunca vi isso nem em São Paulo! (não contam franquias como Mc Donalds!)

Explorando o Parque Nacional de Sete Cidades - PI

Explorando o Parque Nacional de Sete Cidades - PI


Depois do jantar, decidimos dar uma voltinha a pé pela zona leste, vimos um botecão com música sertaneja, não muito no nosso gosto musical. Demos a volta no quarteirão e acabamos caindo no Jóquei Clube, onde estava tendo o pré-carnaval animadíssimo! Era a eleição do rei e da rainha do carnaval da terceira idade! Várias senhorinhas vestidas de passistas e outras fantasias carnavalescas, todas entre 60 e 80 anos e com muito samba no pé! A Elke Maravilha estava no júri, aquela peça de sempre, foi a primeira a mudar o voto para a senhorinha mais engraçada e menos provável, que estava com uma peruca de balões de festa! Hahaha! Acabou ganhando uma senhorinha linda, 71 anos, passista perfeita de escola de samba.

Concurso de Rainha 3a idade do Carnaval , em Teresina - PI

Concurso de Rainha 3a idade do Carnaval , em Teresina - PI


Bem, vamos procurar a nossa turma, continuamos andando. Subimos alguns quarteirões e chegamos finalmente ao Água de Chocalho, bar com música e comidas regionais, forró, etc. Lotado e com uma longa fila de espera. Acabamos indo para o Planeta Diário, um pub que nos foi indicado no hotel e por um novo amigo da fila do Chocalho. O pub tem o nome inspirado no jornal do Superman, o “Daily Planet”.

No bar Planeta Diário, em Teresina - PI

No bar Planeta Diário, em Teresina - PI


Fizemos um “esquenta” na parte de fora do bar, vendo o movimento e sentindo o clima dos jovens teresinenses. Povo animado, o lugar lotou já era mais de meia-noite quando entramos e estava tocando uma banda ótima Mary Jane, se não me engano. A mulher manda muito bem! Uma presença de palco fenomenal, tem pinta de estrela. Depois um DJ e outra banda com uma cantora ótima, músicas bem escolhidas. Nos divertimos demais! Mesmo assim confesso, que não é nenhum Nós & Elis, mas essa história eu conto para vocês amanhã.

Palco do Planeta Diário, em Teresina - PI

Palco do Planeta Diário, em Teresina - PI

Brasil, Piauí, Teresina, Piripiri (P.N. Sete Cidades), Parque Nacional de Sete Cidades, trilha

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Darwin e Martelos

Galápagos, Isla Darwin

A inconfundível silhueta de um tubarão-martelo em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos

A inconfundível silhueta de um tubarão-martelo em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos


A nossa rotina no barco Galápagos Sky começava as 6h45, quando o café da manhã já estava servido. Café da manhã delicioso, diga-se de passagem, frutas, pães, queijos e cada dia um prato quente diferente, panquecas, ovos, arepas, etc. As 7h30 nos reuníamos na sala para o briefing do primeiro mergulho do dia.

O famoso Arco de Darwin, na ilha de mesmo nome, em Galápagos

O famoso Arco de Darwin, na ilha de mesmo nome, em Galápagos


Hoje ainda de madrugada o Capitán Vitor começou a navegar em direção a Ilha de Darwin. O tempo estava feio e chuvoso, mas os golfinhos que acompanhavam o barco não deixaram o nosso ânimo cair. Lindos saltavam e davam mortais completos, se exibindo, enquanto nos aproximávamos do imenso paredão rochoso e do famoso Arco de Darwin. Uma formação rochosa separada da ilha principal em forma de um arco, perfeito. O nosso ponto de mergulho é exatamente aí, ao redor deste arco.

Golfinho salta em frente ao nosso barco na Ilha de Darwin, em Galápagos

Golfinho salta em frente ao nosso barco na Ilha de Darwin, em Galápagos


Um dos motivos do Arquipélago de Galápagos ter tamanha biodiversidade marinha é o encontro de diversas correntes frias e quentes, que trazem cardumes de grandes animais de todos os lados. Por isso o tipo de mergulhos praticado é o chamado “mergulho de espera”, em que os mergulhadores ficam parados próximos a formações rochosas e coralíneas em torno dos 15 a 20m literalmente esperando.

Todos à espera de um tubarão-baleia em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos

Todos à espera de um tubarão-baleia em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos


Não precisamos esperar muito e logo os cardumes de tubarões martelos aparecem! São martelos de 1,5m a 4m de comprimento, dezenas, 30, 50, as vezes até 100 martelos em um cardume!

Dois tubarões-martelo em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos

Dois tubarões-martelo em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos


Segundo Kostia, o instrutor russo que está no barco, os martelos são os únicos tubarões que andam em grupo. Observa-se facilmente que os maiores vêm na frente para analisar o terreno, ver o que encontrarão pela frente e aí comunicam o cardume através do seus sonares.

Cardume de tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Cardume de tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Estes primeiros tubarões são os que mais se aproximam de nós, chegando a menos de 2m de distância. O Rafa e a Laura receberam uma encarada de um deles a menos de 2m e este ainda abriu o boca na cara deles! Sorte que a boca dele não é tão grande, mas ainda assim impõe respeito!

Tubarão-martelo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Henning Abheiden)

Tubarão-martelo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Henning Abheiden)


É uma pena que a visibilidade não estava melhor, os nossos 13m de visão nos deixavam ver os que estavam mais próximos e ao fundo, láááá no azul, vemos os vultos do imenso cardumes passando. No meio deles é comum encontrarmos também os Tubarões Galápagos e o Silk Shark, com um bico fino, mais cara dos tubarões que conhecemos dos filmes e fotos.

Tubarão em mergulho em Darwin em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Tubarão em mergulho em Darwin em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Os golfinhos continuavam nos acompanhando na hora em que descíamos do barco principal em nossos botes para os mergulhos. Felizes, lindos e saltitantes! Nós estávamos ainda mais ansiosos, pois Darwin é onde mais se vêem os tubarões-baleia. Os dois primeiros mergulhos foram lindos e com muita diversidade de peixes, tartarugas e milhares de tubarões-martelos. A temperatura da água boa, perto dos 26°C. Tivemos muita sorte de vermos os tubarões-baleia em Wolf, mas não podíamos nos iludir que veríamos o tempo todo.

Tartaruga marinha em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos

Tartaruga marinha em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos


Fomos ao terceiro mergulho, confesso já sem muita esperança, quando “blin blin blin!!!” TUBARÃO BALEIA!!! A corrente estava mais forte e por isso a perseguí-lo estava muito mais difícil! Fui atrás da Glenda pelas pedras, fazendo como uma escalada submarina para guardar ao máximo as forças para as pernadas. Quando vi que ele parou de nadar e a corrente ficou mais tranquila me mandei para o seu lado e consegui chegar pertinho novamente, devia ter uns 10m! Logo ela mudou de rumo e começou a vir em minha direção, passou 2m acima de mim, tão imensa, que só me restou agarrar-me às pedras deitada de barriga para cima e vê-la passar, da cabeça à cauda, se eu esticasse o braço encostava nela! Emocionante!!!

O enorme vulto de um tubarão-baleia visto por baixo, na Isla Wolf, em Galápagos (foto retidada de vídeo)

O enorme vulto de um tubarão-baleia visto por baixo, na Isla Wolf, em Galápagos (foto retidada de vídeo)


Tubarão-baleia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Tubarão-baleia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Voltei à superfície em estado de êxtase e sem muito tempo de falar e comemorar. Subindo no panga Laura e Rafa gritaram, “Olhem os golfinhos!!!”. Eles estavam nadando ao nosso lado, ao redor do bote, maravilhosos!!! Eu não queria subir e ir embora, mas tampouco eles queriam nos deixar. Subimos e eles foram nos acompanhando, saltando e nadando junto com o barco, sensacionais!

Golfinhos acompanham nosso barco na Ilha de Darwin, em Galápagos

Golfinhos acompanham nosso barco na Ilha de Darwin, em Galápagos


Esta noite dormimos ali, abrigados em uma das baías da Ilha de Darwin, e já não bastassem todos os shows que tivemos hoje, logo depois do jantar tivemos uma cena impressionante!

Hora do jantar ao largo da Ilha de Darwin, em Galápagos

Hora do jantar ao largo da Ilha de Darwin, em Galápagos


Ficamos rodeados de Galápagos Sharks pescando na luz do barco. Havia um cardume de peixes que por sua vez pescavam peixinhos vermelhos ainda menores. Como diria Sérgio Chapelen: “É o show da vida!”

Tubarões de Galápagos (quase inofensivos!) cercam nosso barco durante  a noite na Ilha de Darwin, em Galápagos

Tubarões de Galápagos (quase inofensivos!) cercam nosso barco durante a noite na Ilha de Darwin, em Galápagos

Galápagos, Isla Darwin, Ecuador, Equador, Mergulho, Tubarão martelo

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Rumo às Montanhas do Norte

Panamá, Cidade do Panamá, Boquete

A 'Revolution Tower', um dos marcos arquitetônicos da Cidade do Panamá, capital do país

A "Revolution Tower", um dos marcos arquitetônicos da Cidade do Panamá, capital do país


Após um dia chuvoso, de bastante trabalho, ontem demos uma escapadinha para o cinema do Multicentro. O filme que estava disponível no cinema era “Colombiana”, escrito por Luc Besson e Robert Mark Kamen. O filme se passa entre a periferia de Bogotá e Nova Iorque, usando como pano de fundo a história dos quartéis de drogas colombianos. Filme de ação com Zoe Saldana, gatona que já fez Missão Impossível e outros nessa linha. Ótimo entretenimento!



Fechamos as nossas malas para seguir viagem, nosso destino são as montanhas do norte do Panamá, na cidade de Boquete. Cruzamos a ponte das Américas, que une os continentes que o homem separou, passando sobre o Canal do Panamá.

A famosa Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá

A famosa Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá


As estradas aqui no Panamá estão sendo um suspiro aliviado entre as suas irmãs colombianas e com as que estão por vir na América Central. Asfaltadas, grande parte duplicadas em auto-pistas daquelas que pagamos os pedágios com gosto.


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A única taxa que não gostamos de pagar são aquelas gentilmente solicitadas por alguns policiais, que estão espalhados por toda a rodovia.

Fiona tem 'problemas' na estrada, perto de Santiago, no Panamá

Fiona tem "problemas" na estrada, perto de Santiago, no Panamá


Atravessamos do centro ao norte do país em umas 6 horas, deixando para trás dois parques nacionais e uma a comarca dos índios Ngöbe Buglé, personagens que passam a ser comuns nessa região. As mulheres usam vestidos longos e coloridos com detalhes de patchwork nas mangas, lindo!

Estamos mesmo na América central!!! (apesar da placa, ainda estamos no Panamá)

Estamos mesmo na América central!!! (apesar da placa, ainda estamos no Panamá)


Chegando às montanhas de Boquete, fomos recepcionados por um belo arco-íris. Que seja o prenúncio de um lindo dia de caminhadas e explorações na região! Amém.

O gigantesco arcoíris marca exatamente aonde está a cidade de Boquete, no Panamá

O gigantesco arcoíris marca exatamente aonde está a cidade de Boquete, no Panamá

Panamá, Cidade do Panamá, Boquete, Canal do Panamá, Estrada, Indígendas

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Jalapão: O Deserto das Águas

Brasil, Tocantins, São Félix do Tocantins

Refresco delicioso na Cachoeira do Formiga, região de Mateiros, no Jalapão - TO

Refresco delicioso na Cachoeira do Formiga, região de Mateiros, no Jalapão - TO


O Jalapão é conhecido como um dos mais exóticos destinos turísticos do Brasil, atraindo aventureiros e eco-turistas de todas as partes do país. Conhecido como deserto do Jalapão, eu imaginava que seria realmente um mini Saara, quilômetros de areias, temperaturas elevadas durante o dia, frias durante a noite e falta de água e adivinhem? É claro que eu estava errada.

Vegetação de cerrado ao lado do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Vegetação de cerrado ao lado do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


A denominação de deserto deve-se à região possuir a menor densidade populacional do país. A infra-estrutura ainda é precária, o celular e a internet só chegaram no ano passado e os supermercados possuem o básico do básico, quando tem. É, ontem nós pudemos perceber... mais de 70km sem encontrar uma casa, não combina com o Brasil.

Crianças nos observam na comunidade da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Crianças nos observam na comunidade da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


A cidade mais conhecida como base no Jalapão é a cidade de Mateiros, para onde nos dirigimos hoje, mas não antes de conhecer uma última atração da região de São Félix. Na estrada dali para Mateiros passamos pela Comunidade do Prata, as casinhas de adobe que vimos ontem ao chegar do Maranhão. O rio de mesmo nome banha a região e lá fica uma das cachoeiras que queremos visitar. A Cachoeira do Prata possui um grande volume de água, não é muito fácil entrar embaixo dela, mas apenas 5 minutos de caminhada rio acima você chega à uma área usada como praia pelo pessoal aqui da comunidade.

A Cachoeira do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

A Cachoeira do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


Quem nos acompanhou até aqui foi o Paulino, nascido e criado aqui na região veio nos contando das suas andanças entre o Tocantins e a Bahia, trabalhando nas fazendas de soja e milho. Ele conhece parte do caminho que fizemos ontem e hoje nos salvou de cair em alguns atoleiros de lama no caminho para a cachoeira.

Sempre-Vivas ao lado do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Sempre-Vivas ao lado do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


No Rio da Prata aproveitamos mais uma valiosa dica do Luis, subimos o rio pela trilha que vai margeando e descemos fazendo uma flutuação com as nossas máscaras de mergulho. O rio tem uma coloração amarelada, mas ainda assim as águas tem uma boa visibilidade e pudemos ver suas plantas, pedras, troncos e alguns peixes.

Nadando no rio da Prata, na região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Nadando no rio da Prata, na região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


Confesso que fiquei com medo de cruzar com uma sucuri por ali, elas adoram esses riachos com buritizais, mas para nossa sorte (ou azar) não apareceu nenhuma. Rio delicioso, um oásis no meio deste cerrado deserto.

Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


Nossa próxima parada foi a Cachoeira do Formiga, esta mais próxima à Mateiros. Uma água completamente transparente, com um poço delicioso e um turbilhão de bolhas perfeito para uma hidromassagem.

A linda Cachoeira do Formiga, região de Mateiros, no Jalapão - TO

A linda Cachoeira do Formiga, região de Mateiros, no Jalapão - TO


De máscara de mergulho ficamos brincando com as bolhas no turbilhão, vendo os peixinhos que habitam este aquário natural e nos divertindo feito duas crianças, completamente sozinhos neste pequeno paraíso. O lugar é muito mágico, eu não conseguia ir embora de jeito nenhum! A temperatura perfeita e o cenário ideal para explorar cada bolha, sem medo de ser feliz!

Nadando no poço de águas transparentes da Cachoeira do Formiga, na região de Mateiros, no Jalapão - TO

Nadando no poço de águas transparentes da Cachoeira do Formiga, na região de Mateiros, no Jalapão - TO


Dali seguimos em direção a Mateiros, direto para a lanchonete Oásis. Comemos um misto quente, nosso almoço preferido ultimamente. Ficamos na Pousada dos Buritis e a noite fomos para a Pizzaria do Carioca, além de muito gostosa o Dázio, dono da pizzaria foi super simpático e ficou curioso com a nossa viagem. Amanhã seguiremos descobrindo as maravilhas do Jalapão, o Deserto das Águas.

Peixes brincam no turbilhão da Cachoeira do Formiga, na região de Mateiros, no Jalapão - TO

Peixes brincam no turbilhão da Cachoeira do Formiga, na região de Mateiros, no Jalapão - TO

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Carlsbad Caverns

Estados Unidos, New Mexico, Carlsbad Caverns National Park

Formações no salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Formações no salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Temos uma certa fixação por cavernas. Secas ou molhadas das mais diversas origens e com as mais variadas formações, cavernas são um ambiente tão diferente do resto do mundo. Um lugar onde não há luz e muitas vezes sim, ainda há vida. Um lugar onde quase nenhum ser humano ainda pisou e que nos faz sentir mais exploradores, mais aventureiros.

Chegando ao Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Chegando ao Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Aqui nos Estados Unidos já estivemos no maior sistema de cavernas do mundo, a Mamooth Caves. Uma caverna imensa, com mais de 627 km explorados, a maioria deles sem nenhum espeleotema, mas com muita história. Aqui no Novo México já estávamos de olho há bastante tempo em um tal parque nacional próximo à fronteira com o Texas, o Carlsbad Caverns. Foi, na realidade, super curioso, pois o grande parque nacional desta região entre o Novo México e o Texas, conhecido e procurado por todos, é o Big Bend, com paisagens do Deserto de Chihuahuan, cânions de granito esculpidos pelo Rio Grande na fronteira com o México e os Estados Unidos. Nós, talvez por já termos visto outros cânions e desertos pelo país, fomos atraídos pelo menor e curioso parque das cavernas.

Formações no salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Formações no salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


O mundo subterrâneo, intocado e cheio de aventuras aqui nos Estados Unidos já é bem mais “civilizado”. Um elevador leva os 400 mil turistas que visitam as cavernas todos os anos, 228m abaixo da terra, passando por uma cafeteria, banheiros e toda uma área de espera, com piso de concreto e iluminação artificial. O ambiente natural foi totalmente modificado, é quase (totalmente) chocante. Por outro lado o acesso a todos os turistas é facilitado, às pessoas com necessidades especiais, terceira idade e aos menos aventureiros, não importa, a caverna é um ambiente totalmente controlado e seguro para todos.

O civilizado salão de entrada da caverna no Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

O civilizado salão de entrada da caverna no Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


A iluminação artística feita no seu interior nos dá melhor noção da sua grandeza. A Big Room, principal área de visitação da Carlsbad Caverns, possui uma extensão de 1.220 metros 191 metros de largura e 78 metros de altura! Estas dimensões a colocam no ranking como a terceira maior câmara subterrânea da América do Norte e sétima do mundo!

O belíssimo e enorme salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

O belíssimo e enorme salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


O seu tamanho é impressionante, mas o que nos faz perder a noção da vida e da hora é a imensa quantidade de formações que a caverna possui. Estalactites e estalagmites, colunas, cortinas, travertinos, pérolas e o que mais imaginarmos pode ser encontradas nas paredes, piso e teto desta caverna. A iluminação nos direciona para as formações mais bonitas, sendo um deleite apenas observar a obra natural maior da natureza, sem se preocupar em ler placas, ver detalhes geológicos ou nem mesmo a história que se passou dentro dela.

O belíssimo e enorme salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

O belíssimo e enorme salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Iluminação do salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Iluminação do salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Detalhe de uma das mais belas colunas da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Detalhe de uma das mais belas colunas da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Ali a artista maior é a água, que desce lentamente pelos poros da rocha calcária e esculpe há milhares de ano cada um dos espeleotemas que adorna a Big Room. Quando entramos em uma caverna é que nos damos conta da loucura que é a crosta terrestre. Um queijo suíço todo perfurado abaixo de nós, alguns desses “buracos” nós encontramos uma entrada, um acesso, outros deles existem lá, calados e isolados, e nós simplesmente não temos ideia. Será que existe alguma outra vida lá? Micróbios levados pela água, bactérias, micro-organismos que vivem em ambientes totalmente hostis... só Deus sabe.

Turistas caminham pelo salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Turistas caminham pelo salão principal da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Durante a tarde voltamos aos subterrâneos da Carlsbad Cave para visitar o seu piso inferior, que só pode ser visitado em um tour especial, acompanhado por duas simpáticas rangers em um grupo de 10 a 15 pessoas.

Turistas ficam maravilhados com a formação de pérolas no solo da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Turistas ficam maravilhados com a formação de pérolas no solo da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Neste tour temos um pouco mais a sensação de exploradores, sem luzes e sem concretos, apenas algumas tábuas e pontes de proteção que preservam alguns dos ambientes mais frágeis da caverna. Seguimos vários degraus abaixo, passando por corredores e salões maravilhosos, incluindo um imenso berçário de pérolas de rocha, um dos mais impressionantes que eu já encontrei nestas andanças pela América.

Formações de pérolas no solo da parte inferior da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Formações de pérolas no solo da parte inferior da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Caminhando com o grupo na parte inferior da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Caminhando com o grupo na parte inferior da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


Caminhando com o grupo na parte inferior da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Caminhando com o grupo na parte inferior da caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


No alto o raso cânion e seus desertos nos fazem pensar como em uma paisagem tão árida foi possível um dia correr um rio caudaloso, que além de esculpir o cânion, foi capaz de construir galerias subterrâneas tão imensas. É espantoso imaginarmos que sob estas terras existem ainda 117 cavernas fechadas ao público, como a Lechuguilla Cave, uma das mais decoradas de todas elas, com flores de aragonita e cristais raríssimos.

Lechuguilla Cave, aberta apenas para felizardos pesquisadores, no Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Lechuguilla Cave, aberta apenas para felizardos pesquisadores, no Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


O parque também é cenário para um dos eventos mais incríveis do planeta: a migração em massa dos morcegos mexicanos (Mexican Free-tailed bats), que deixam a caverna no final do dia em busca de insetos. A melhor época para vê-los é entre os meses de Julho e Agosto, mas a temporada se estende de Abril até Outubro, chegando a reunir grupos de mais de 700 mil morcegos em uma única revoada.

O solo desértico do Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

O solo desértico do Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos


O Carlsbad Caverns ainda é um parque a ser explorado, espero que com o tempo e novas pesquisas outras cavernas sejam abertas a visitação e possamos nos unir aos espeleólogos para explorar mais profundamente este vasto e desconhecido mundo subterrâneo.

Visitando a caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

Visitando a caverna em Carlsbad Caverns National Park, no sul do Novo México, nos Estados Unidos

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Novo Vídeo! Kaiteur Falls - Guiana

Guiana, Georgetown, Kaiteur Falls

Sobrevoando a magnífica Kaiteur Falls, na Guiana

Sobrevoando a magnífica Kaiteur Falls, na Guiana


Sobrevoamos a Amazônia Guianesa quase fronteira com o Brasil. A primeira visão que temos da cachoeira é no sobrevôo espetacular que o piloto faz para todos poderem ver e fotografá-la. As vistas aéreas são sempre privilegiadas, conseguirmos ter a noção da amplitude e grandeza deste cenário. Sensacional!

Guiana, Georgetown, Kaiteur Falls, cachoeira

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