1 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Ubersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jido)

lugares

tags

arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha

paises

Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela

mais vistos

mais comentados

novos comentários

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Bahamas Há 2 anos: Bahamas

Tia (boneteira) desnaturada!

Brasil, São Paulo, Ilha Bela

Se refrescando na cachoeira da Laje na volta do Bonete em Ilha Bela - SP

Se refrescando na cachoeira da Laje na volta do Bonete em Ilha Bela - SP


De hoje não passa! Temos que voltar, até por que amanhã cedo vamos para Curitiba, a Luiza está chegando. Acordamos bem cedinho, demos uma caminhada na praia, eu alonguei enquanto o Ro corria e aqueeeele mergulho bem gelado para acordar! Que dia saudável! Café da manhã gostoso e super natural e vestimos nosso uniforme de trilha, afinal temos 12km pela frente!

Com o André na Pousada Canto Bravo na Praia do Bonete em Ilha Bela - SP

Com o André na Pousada Canto Bravo na Praia do Bonete em Ilha Bela - SP


Na trilha de volta logo começamos a ver o movimento. Três amigos estavam chegando cedinho ao Bonete, devem ter começado a caminhar as 6h30am, pois nos cruzamos no nosso início da trilha. De 5 em 5 minutos encontrávamos casais ou amigos amalucados carregando suas mochilas, barracas ou apenas água para a trilha. A pergunta mais comum era, “Vocês estão vindo do Bonete? Quanto tempo falta?”. Seguimos, passamos direto pelo Rio Areado e continuamos com o objetivo de parar apenas na Cachoeira da Lage, tomar um banho gostoso e seguir caminhada.

Caminhando pela Praia do Bonete em Ilha Bela - SP

Caminhando pela Praia do Bonete em Ilha Bela - SP


Ali encontramos um grupo muito bacana! Um tio com seus vários sobrinhos e 2 filhos que estavam fazendo o programa de passar o dia na trilha e tomando um banho de cachoeira. As crianças estavam empolgadíssimas e na volta 3 delas dispararam na frente. Imagina se o Ro ia deixar elas ultrapassarem ele? Nunca! Flávia, logo olhou para ele e perguntou se ele era atleta, por estar acompanhando o ritmo dela. Bem, eu até tentei no começo, mas eles me passaram correndo e num pique, que eu nem pude me culpar.

Caminhando pela Mata Atlântica voltando do Bonete em Ilha Bela - SP

Caminhando pela Mata Atlântica voltando do Bonete em Ilha Bela - SP


Resolvi andar no meu ritmo acelerado, mas não enlouquecido como o deles. Caminhar sozinha numa trilha dessas as vezes é gostoso, mas hoje me deu uma sensação de que o tempo não passava! Quando cheguei o Ro falou que fiquei uns 5 minutos atrás deles apenas... mas para mim parecia uma eternidade! Nem pude achar ruim que ele me abandonou na trilha, pois além de estar cuidando das crianças que deram “um perdido” no tio, eu conheço o meu marido! Uma criança de 40 anos e que não gosta de perder nunca! Muito menos para uma menina de 10 anos, né Flávia!?

Final da trilha, voltando do Bonete, em Ilha Bela - SP. O grupo voltou conosco desde a cachoeira do Lajeado

Final da trilha, voltando do Bonete, em Ilha Bela - SP. O grupo voltou conosco desde a cachoeira do Lajeado


Conversamos, tiramos fotos e nos inteiramos das notícias do Bruno com o Seu Zé no estacionamento. As crianças adoraram a nossa história e nos bombardearam de perguntas! Cada um tinha a sua especialidade, matemática, geografia, línguas e esportes. Foi um sufoco conseguir responder a todas elas! Mas adorei os nossos novos amigos, espero que nos encontrem logo no Facebook, MSN e Orkut!

No caminho de volta para o norte da ilha, almoçamos no All Mirante, restaurante indicado pela nossa amiga, madrinha e fiel leitora Paulinha! Além de ser gostoso tem uma super vista panorâmica!

Celebrando a Trilha do Bonete no restaurante All Mirante, em Ilha Bela - SP

Celebrando a Trilha do Bonete no restaurante All Mirante, em Ilha Bela - SP


Minutos depois, já na estrada para o norte, passando por Perequê o celular finalmente deu sinal de vida e de repente comecei recebi o recado: 9 ligações da minha mãe! Pensei “Caraca, Nasceu a Luiza!”, comecei a tentar ligar para eles e nada! Ninguém atendia! Eu tinha certeza que era isso, comecei a chorar na mesma hora. Um misto de alegria e tristeza que eu nunca tinha sentido, eu chorava copiosamente emocionada por que sabia que ela tinha nascido e triste por não estar lá, no hospital! De repente chega uma mensagem do Dudu, pai coruja, com a foto da Luiza, LINDAAAAAAAAAAA! Aí eu chorei mais ainda! O Ro ficou até preocupado “você só pode estar chorando de alegria, né linda?”, ele perguntou. Sim, eu estava alegre, muito alegre, mas eu queria tanto estar lá ao lado deles! Ver a Luiza dentro da maternidade, aquele vidro onde ficam todos os bebês... ver a cara do Dudu de assustado e da Dani de cansada e MÃE.

Trocando a frauda da Luiza, que não gosta nada dessa função! (Curitiba - PR)

Trocando a frauda da Luiza, que não gosta nada dessa função! (Curitiba - PR)


Eu havia ligado para ela na noite anterior à trilha do Bonete e ela disse que achava que seria mesmo no final de semana, estava super tranqüila. Que nada! Enquanto estávamos caminhando pela trilha ainda a caminho do Bonete, a Luiza nasceu. No dia 07/07/2010, às 13h50, com 50cm e 3,450kg e não tinha cara de joelho! Não é demais essa minha sobrinha? Foi muito bem feita pelos pais mesmo... tudo o que eu queria era tomar uma pílula e voltar no tempo para estar lá...

Bem, não existe pílula nenhuma... Então começamos a arrumar as coisas para sair cedo amanhã e no final da tarde recebemos um belo convite do nosso anfitrião em Ilha Bela para comer uma deliciosa moqueca de peixe na casa de seus amigos. Lá fomos nós! Conhecemos o Fernando, Robert, Ricardo, Cris e filhos. O Dudu e o Ique estão treinando com Fernando e Ricardo para uma competição de vela que vai começar no próximo sábado, dia 17/07. A semana mais agitada de Ilha Bela, a Capital de Vela. Eu não entendo nada do mundo náutico, li alguns livros, mas sou só mais uma curiosa insaciável! Por falar em insaciável, foi difícil parar de comer a deliciosa moqueca e pirão de peixe e aquela pimentinha especial! De sobremesa para arrematar uma torta de abacaxi com coco que eu nunca havia provado igual.

Vista da casa do Dudu e Celina em Ilha Bela - SP

Vista da casa do Dudu e Celina em Ilha Bela - SP


Mais uma vez fechamos em alto estilo a nossa estadia em um lugar tão especial quanto este. Casa e anfitriões espetaculares, trilha maravilhosa, novos ótimos amigos e assim a Ilha Bela ficará na nossa lembrança, com o gostinho de quero mais.

Brasil, São Paulo, Ilha Bela, Praia, trilha

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Volcán Arenal

Costa Rica, Arenal

É possível perceber os antigos caminhos de lava no vulcão do Parque Nacional Arenal, na Costa Rica

É possível perceber os antigos caminhos de lava no vulcão do Parque Nacional Arenal, na Costa Rica


A cordilheira vulcânica da América Central, que marcou tanto o nosso caminho rumo ao norte, desta vez havia passado ao largo na nossa rota, que seguia principalmente as estradas do litoral caribenho desde Belize a Honduras. Na Nicarágua o grande istmo das Américas se estreita e os vulcões voltam a fazer parte da nossa paisagem. O Momotombo nas cercanias de León, o Mombacho às margens de Granada e os vulcões da Ilha de Ometepe enquanto dirigimos ao longo do Lago Nicarágua, de San Juán del Sur rumo à Costa Rica.

Os vulcões gêmeos da Ilha de Ometepe, no lago Nicarágua

Os vulcões gêmeos da Ilha de Ometepe, no lago Nicarágua


Praia do lago Nicarágua com um dos vulcões de Ometepe ao fundo

Praia do lago Nicarágua com um dos vulcões de Ometepe ao fundo


Tanne, nossa nova amiga alemã, veio de carona com a gente. Saindo da Nicarágua encontramos uma carreata holandesa que está cruzando toda a Carretera Panamericana há 6 meses juntos, todos vovôs entre 65 anos e 80 anos! Que aventura!

Casal holandes na fronteira Nicarágua - Costa Rica

Casal holandes na fronteira Nicarágua - Costa Rica


Esta fronteira é uma das mais chatas da América Central, muitos caminhões, muita burocracia e pouca prática com edifícios de imigração, aduana, seguro e revisão do carro distantes um do outro acabamos levando quase duas horas pra fazer toda a papelada. A Tanne dali acabou preferindo se antecipar e pegou um ônibus direto a San José.

Em praia do lago Nicarágua, prontos para seguirmos à Costa Rica, a alemã Tanya na carona

Em praia do lago Nicarágua, prontos para seguirmos à Costa Rica, a alemã Tanya na carona


Nós já estávamos com saudades dos vulcões, suas paisagens desérticas e propriedades inatas que criaram e continuam criando tantas maravilhas da natureza. Foi então que apareceu no nosso caminho o Vulcão Arenal, no norte da Costa Rica. Um pequeno desvio da Carretera Interamericana e chegamos à encantadora região do Lago Arenal. Montanhas cobertas de verde ao redor de um lago perfeito para esportes náuticos como pesca, windsurf e vela.

A bela vista do nosso hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica

A bela vista do nosso hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica


A cidade base para explorar a região é La Fortuna, mas depois de um acidente na única ponte que dava acesso à região e quase uma hora de espera, decidimos parar em um hotel nos arredores do lago antes de chegar à cidade, o Hotel Las Ranas. Foi uma sorte incrível, o hotel com restaurante alemão, trutas e salsichas defumadas, vista para o lago escuro rodeado de luzes e apenas o som das cigarras e dos pássaros.

A bela vista do nosso hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica

A bela vista do nosso hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica


Muitos tipos de pássaros nos jardins de hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica

Muitos tipos de pássaros nos jardins de hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica


No dia seguinte tivemos um café da manhã delicioso, observando pássaros que vêm se alimentar no prato de frutas oferecido todas as manhãs. Montezumas com suas plumas desenhadas, tucanos araçaris e várias espécies menores, mas não menos coloridas.

Muitos tipos de pássaros nos jardins de hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica

Muitos tipos de pássaros nos jardins de hotel na região da Laguna de Arenal, na Costa Rica


Com a energia renovada seguimos para o Parque Nacional Vulcán Arenal pela estrada sinuosa com lindas vistas do lago e do vulcão. No parque algumas trilhas curtas e fáceis nos levam a ótimos mirantes do Arenal, que é um dos mais ativos da Costa Rica e está em erupção desde 1968!

O vulcão Arenal, o mais ativo da Costa Rica

O vulcão Arenal, o mais ativo da Costa Rica


Curiosamente alguns livros e guias de turismo dizem que existem excursões para ver lava e atividade vulcânica, mas é claro que essa atividade varia muito e nesta época que chegamos pudemos ver fumarolas incessantes saindo da sua cratera, mas nada de lava.

O vulcão fumegante do Parque Nacional Arenal, na Costa Rica

O vulcão fumegante do Parque Nacional Arenal, na Costa Rica


Observando o vulcão mais ativo do país, no Parque Nacional Arenal, na Costa Rica

Observando o vulcão mais ativo do país, no Parque Nacional Arenal, na Costa Rica


Depois de uns 5km de trilhas pela mata, uma linda preguiça em uma tarde quente e nublada, era hora de relaxar em uma das fontes de águas termais alimentadas pelo calor do Arenal. Nos arredores de La Fortuna são várias as opções, Tabacón Hot Springs e Baldi são as maiores e mais famosas e perguntando aos locais existem alguns pontos do Rio Tabacón que são livres e de graça.

Encontro com um bicho-preguiça no Parque Nacional Arenal, na Costa Rica

Encontro com um bicho-preguiça no Parque Nacional Arenal, na Costa Rica


início de caminhada no Parque Nacional Arenal, na Costa Rica

início de caminhada no Parque Nacional Arenal, na Costa Rica


belíssimas flores crescem nos terrenos formados por lava vulcânica, no Parque Nacional Arenal, na Costa Rica

belíssimas flores crescem nos terrenos formados por lava vulcânica, no Parque Nacional Arenal, na Costa Rica


Nós escolhemos a Eco-Termales que foi a melhor indicada pelos locais que conversamos. As piscinas feitas com pedras vulcânicas escuras são um charme. Cachoeiras de água quente e fria cercadas por matas e uma estrutura bem adaptada ao meio natural, formam um cenário perfeito para uma tarde relaxando nas águas quentes. Foi uma bela despedida dos vulcões da América Central!

Água quente e cerveja gelada em complexo de águas termais perto de La Fortuna, região do lago Arenal, na Costa Rica

Água quente e cerveja gelada em complexo de águas termais perto de La Fortuna, região do lago Arenal, na Costa Rica


Delicioso banho de águas termais perto de La Fortuna, região do lago Arenal, na Costa Rica

Delicioso banho de águas termais perto de La Fortuna, região do lago Arenal, na Costa Rica


A noite caiu junto a uma chuva forte e refrescante! Nós dormimos em La Fortuna, já que o nosso próximo destino no litoral pacífico fica há umas 5 horas daqui. Na manhã seguinte acordamos cedo, passamos na quitanda para comprar umas frutas antes de pegar estrada e fomos reconhecidos por um casal de turistas brasileiros!

Fazendo compras antes de sair de La Fortuna, região da Laguna Arenal, na Costa Rica

Fazendo compras antes de sair de La Fortuna, região da Laguna Arenal, na Costa Rica


É um presente encontrar viajantes que se basearam nos nossos relatos para definir seus roteiros de viagem! Marcus e Adriana, além de nos reconhecerem, nos contaram felizes que acompanham as nossas aventuras pelo blog! Adoramos! Muito obrigada pelo incentivo, seguimos viajando juntos sempre!

Encontro com um simpático casal (um carioca e uma peruana que vive no Brasil) que reconheceram na rua a expedição 1000dias! Estamos ficando famosos, hehehe, (em La Fortuna, na Costa Rica)

Encontro com um simpático casal (um carioca e uma peruana que vive no Brasil) que reconheceram na rua a expedição 1000dias! Estamos ficando famosos, hehehe, (em La Fortuna, na Costa Rica)

Costa Rica, Arenal, águas termais, La Fortuna, Volcán, vulcão

Veja mais posts sobre águas termais

Veja todas as fotos do dia!

Gostou? Comente! Não gostou? Critique!

Isla de Ometepe

Nicarágua, Ometepe

Macaco posa para fotos no Charco Verde, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

Macaco posa para fotos no Charco Verde, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país


Ometepe, na língua nahuatl, “ilha com dois montes”, ou na nossa língua, um dos paraísos (quase) intocados da Nicarágua. Uma ilha com dois vulcões, Concepción (1.610m) ainda ativo e o Maderas (1.394m), já inativo, em meio ao Lago Cocibolca onde você pode estar em contato com a natureza, a história e a cultura deste povo. Se você gosta de escalar vulcões, trekkings, observação de vida silvestre ou simplesmente banhar-se tranquilamente nas praias de água doce ou em fontes de águas cristalinas, você encontrou o lugar correto.

A Urraca, um belo pássaro muito comum na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

A Urraca, um belo pássaro muito comum na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país


Esta ilha era um dos principais centros dos Nicaraos, indígenas que habitavam estas terras antes da chegada dos espanhóis, surgindo aí o nome Nicarágua. Este povo recebeu influencia de povos ainda mais antigos como os Tiwanacos da atual Bolívia e dos Chorotegas, que viviam mais ao norte na América Central.

Com o lago cheio, quase não se vê a praia de Santo Domindo, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país. Ao fundo, o vulcão Maderos, encoberto por nuvens

Com o lago cheio, quase não se vê a praia de Santo Domindo, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país. Ao fundo, o vulcão Maderos, encoberto por nuvens


O Museu de Altagracia, segunda maior cidade da ilha, possui uma pequena exposição que apresenta parte da história da ilha, mostrando as influências de diversos povos que chegaram a este território através de cerâmicas e furnas mortuárias encontradas em escavações feitas ao redor da ilha. A língua nahuatl, antiga língua dos astecas, presente nos nomes de cidades, lagos e vulcões no país, reafirma este intercâmbio cultural existente na época.

Exposição em museu no povoado de Altagracia, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

Exposição em museu no povoado de Altagracia, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país


Em toda a Ilha de Ometepe estão espalhados petroglifos datados de 1000 a.C. a 800 d.C., ainda mais antigas são as pegadas humanas, de mulheres e crianças de mais de 6.000 anos de idade, nas proximidades do Lago de Manágua. As estátuas e escrituras da ilha são imagens antropomorfas de indígenas com adereços de crocodilos, águias e a principal delas, a Deusa da Fertilidade, imagem de uma mulher esculpida em rocha vulcânica.

Exposição em museu no povoado de Altagracia, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

Exposição em museu no povoado de Altagracia, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país


Depois de visitar o museu e a praça, pegamos a estrada rural que liga Altagracia à Moyogalpa, a principal cidade da ilha. O caminho de terra faz o contorno leste do Vulcão Concepción, passando por pequenos vilarejos e sítios com plantações de banana, milho e yuca (mandioca).

Carona no caminhão de bananas, bem comum na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

Carona no caminhão de bananas, bem comum na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país


Encontramos com um grupo de bugios gritadores almoçando nas árvores na beira da estrada, ficamos alguns minutos os observando, já mais acostumados com a presença humana que os seus irmãos brasileiros. Super curiosos e protetores os machos foram nos cercando nos galhos mais baixos, enquanto as fêmeas e os filhotes ficavam nos galhos mais altos. Já estava quase rolando uma interação, mas tivemos que continuar nossa rota para conseguir ver tudo em um mesmo dia.

Macacos são comumente avistados nas estradas da Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

Macacos são comumente avistados nas estradas da Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país


Uma passada rápida por Moyogalpa e encontramos o correio fechado. Hora de almoço é sagrada, mas eu precisava enviar os postais do meu amigo do “Viajante Secreto” ainda hoje. Então fomos à praia na Ponta Jesús Maria, há 10 minutos do centro, almoçamos na beira do lago uma comidinha caseira deliciosa e voltamos à cidade quando o correio já estava aberto.

De frente ao lago na Punta Santa Maria, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

De frente ao lago na Punta Santa Maria, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país


Hoje em dia é difícil encontrar selos à moda antiga, a maioria já está computadorizado, viraram números em preto e branco e perderam a elegância da arte tão admirada pelos filatelistas. Quando era pequena eu cheguei a montar uma grande pasta de selos, ia à Feirinha Hippie em Curitiba para trocar e garimpar selos nas barraquinhas de filatelia... hoje nem sei onde este álbum foi parar. De qualquer forma não agüentei e trouxe alguns de lembrança comigo, verdadeiras pinturas.

Carro-de-boi, veículo muito comum na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

Carro-de-boi, veículo muito comum na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país


Continuamos circundando a ilha, agora na Reserva do Charco Verde, uma pequena lagoa, dentro de uma ilha, dentro de um lago. Enquanto dois meninos pescavam tilápias, nós observamos a lagoa que é cenário para uma das principais lendas da Ilha de Ometepe.

Lagoa do Charco Verde, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

Lagoa do Charco Verde, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país


A Lenda de Chico Largo, um rapaz que teria feito um pacto com o diabo e possuía uma imensa fazenda sob a laguna do Charco Verde. Ele oferecia bom pagamento pelos serviços em sua fazenda, porém uma vez trabalhando para ele, a pessoa tornava-se sua escrava e não sairia nunca mais de suas terras e caso algo o aborrecesse ou uma linda mulher o renegasse ele os transformaria em porcos. Chico Largo era mau como um pica-pau! A lenda foi crescendo e hoje existem livros escritos pelo professor historiador na ilha com as histórias contadas pelos anciãos de Ometepe.

Pesca de tilápias no Charco Verde, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

Pesca de tilápias no Charco Verde, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país


Terminamos nosso dia com um delicioso mergulho no Ojo de Água, fonte de água mineral com temperatura maravilhosa e diversos minerais como fero, magnésio, cálcio, etc. Um final de tarde delicioso nas cadeiras e redes ao redor da piscina de águas cristalinas, em meio a um bosque e com drinks de rum feitos direto no coco.

O incrível Olho de Água, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

O incrível Olho de Água, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país


Um grupo de hippies tocava violão do outro lado enquanto assistíamos a revoada de papagaios e aos morcegos bebendo água enquanto o sol se punha. Um lugar mágico e muito especial daqueles que simplesmente não queremos ir embora! A noite caiu, os zancudos (pernilongos) chegaram e nós fomos obrigados a nos retirar.

Refrescando-se no Olho de Água, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

Refrescando-se no Olho de Água, na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país


Um dia na natureza, em meio aos animais, arqueologia e lendas de Ometepe que já deixou em nossa memória uma marca muito especial deste paraíso intocado dentro da Nicarágua.

A Urraca, um belo pássaro muito comum na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

A Urraca, um belo pássaro muito comum na Isla Ometepe, no lago Nicarágua, sul do país

Nicarágua, Ometepe, animais, arqueologia, ilha, Isla de Ometepe

Veja mais posts sobre animais

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Grand Canyon

Estados Unidos, Arizona, Grand Canyon

Grand Canyon: grandiosidade de tirar o fôlego! (no Arizona, nos Estados Unidos)

Grand Canyon: grandiosidade de tirar o fôlego! (no Arizona, nos Estados Unidos)


Foi em uma noite fria que tivemos o nosso primeiro encontro. A neve nas suas encostas era assoprada pelo forte vento e flocos pousavam em minhas luvas, insuficientes para aquela noite de menos dezoito graus centígrados. Com as mãos enrijecidas eu amarrava o meu pequeno tripé às placas informativas do mirante, tentando alinhá-lo ao horizonte estrelado. Sim, estrelas cobriam o imenso céu, dominado pela luz da lua cheia, a mesma lua iluminava, brilhante, cada uma das agruras ranhuras escavadas pelo denso e colorado rio.

Fotografia noturna do Grand Canyon, em noite estrelada e gelada, no Arizona, nos Estados Unidos

Fotografia noturna do Grand Canyon, em noite estrelada e gelada, no Arizona, nos Estados Unidos



- “ÔÔÔÔÔÔÔÔÔhhhh!!!” - Ninguém responde aos nossos gritos. Será que alguém pode nos ouvir lá embaixo? Quiçá lá do outro lado... Nada, apenas o impiedoso vento gelado que nos informava certeiro de que o inverno do velho-oeste veio para ficar.

- “See you tomorrow!”. gritei. Afinal, depois de todos estes anos, ele já deve ter aprendido a falar inglês.

A Fiona (e nós!) enfrenta temperatura negativa de 17 graus celcius, na beirada do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

A Fiona (e nós!) enfrenta temperatura negativa de 17 graus celcius, na beirada do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Já se passaram mais de 6 milhões de anos desde que as águas do Rio Colorado começaram a esculpir suas paredes, expondo sua maior riqueza, camadas e mais camadas de rochas, nas mais diversas cores e tonalidades. Vermelhas, amarelas, terracotas e alaranjadas, elas foram depositadas, elevadas e erodidas em um processo geológico que já dura mais de 2 bilhões de anos.

Muita neve na parte alta do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

Muita neve na parte alta do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Ainda que os números o façam parecer velho e antiquado, quando conversamos noto que está em plena flor da idade. Jovem, aventureiro e de uma beleza estonteante, cativa novos fãs no primeiro olhar, é paixão à primeira vista! Pessoas de todos os cantos do mundo viajam até aqui apenas para admirá-lo: Índia, China, Japão, Alemanha, Itália, França e tantos outros, mais de 5 milhões de pessoas se rendem aos seus encantos todos os anos.

Turistas se aglomeram em um dos mirantes do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

Turistas se aglomeram em um dos mirantes do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Na natureza não há preferência de nacionalidade, cor, raça ou credo, aqui as fronteiras são geográficas e com algum esforço até elas podem ser vencidas.

A vista majestosa do Grand Canyon, no estado do Arizona, nos Estados Unidos

A vista majestosa do Grand Canyon, no estado do Arizona, nos Estados Unidos


Ao longo dos seus 446 km um rasgo de 16 km de largura e uma profundidade que chega a 1.600m, dividem o South Rim (2.100m) e o North Rim (2.400m). O primeiro, mais desenvolvido e pronto para receber os milhares de turistas todos os anos. O segundo, mais alto, é também o mais selvagem e durante o inverno fica fechado à visitação devido à neve.

Muita neve na parte alta do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

Muita neve na parte alta do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Ao oeste do parque nacional, existe também o chamado West Canyon, dentro das terras pertencentes a duas nações indígenas distintas, Havasupai e Hualapai. Estes sim foram os seus primeiros habitantes, o conhecem profundamente e vivem em harmonia com os seus cactos e espinhos, seus desertos e desfiladeiros, encontrando dentro dele sua face mais doce e generosa.

“The whole canyon and everything in it is sacred to us, all around, up and down” - Rex Tilousi, Havasupai elder.

“Todo o cânion e tudo que há dentro dele é sagrado para nós, tudo a sua volta, em cima e embaixo.” - Rex Tilousi, ancião Havasupai.

Árvore em meio à neve na borda sul do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

Árvore em meio à neve na borda sul do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


O impacto causado pela paisagem do Grand Canyon vem não apenas da sua grandiosidade e beleza, mas de forma enigmática ele tem o poder de transmitir a sua energia vital. Imaginem o acumulo de força criativa que se reúne em um ambiente tão antigo. As entranhas do Planeta Terra aqui estão expostas e por suas veias corre um dos mais pacientes rios, fluindo sua força e lavando a nossa alma para dar origem a este cenário.

Vista do rio Colorado, no mirante conhecido como Desert View, na borda sul do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

Vista do rio Colorado, no mirante conhecido como Desert View, na borda sul do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos



Dicas Práticas
A visita ao parque não tem grandes mistérios, um dos monumentos naturais mais fotografados do mundo, possui de cada mirante suas vistas mais clássicas. O Yavapai Point foi por onde começamos, caminhando ao longo da Rim Trail passamos por outros mirantes, cada um com ângulos e vistas maravilhosas.

A incrível paisagem do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

A incrível paisagem do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Entre um mirante e outro paramos no Visitor Center para conhecer um pouco da história do Grand Canyon e fomos também até o Back Country Office para organizar a nossa expedição para o fundo do Grand Canyon, que requer permissões especiais, pagamento de taxas e reserva de camping. No final da tarde a nossa opção foi aproveitar a luz especial do pôr-do-sol do Desert View. Um dos poucos lugares onde podemos ver o deserto despencando nas paredes escavadas pelo rio e lá embaixo o escultor do tempo, o Rio Colorado, correndo incessante em seu contínuo e árduo trabalho.

No mirante Desert View, é possível observar o rio Colorado no fundo do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

No mirante Desert View, é possível observar o rio Colorado no fundo do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Este mirante foi indicado como um dos mais bonitos, não apenas por alguns rangers no parque como pelos blogueiros e amigos Mau e Oscar, no seu post completíssimo Guia para o Grand Canyon National Park.

Torre de observação do Grand Canyon, na borda sul do canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

Torre de observação do Grand Canyon, na borda sul do canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


A principal entrada do Grand Canyon National Park é pelo sul, a 10km de Tusayan, a cidade mais próxima fora do parque, que possui hotéis, restaurantes e até um Centro de Visitantes da National Geographic e um cinema Imax com um premiado filme sobre o parque.

O sol ilumina as paredes do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

O sol ilumina as paredes do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Hospedagens dentro da Grand Canyon Village são mais disputadas, portanto reserve com antecedência. Se quiser encontrar algo com preços mais razoáveis a dica é ficar no Bright Angel Lodge (a partir de 89 dólares). Neste mesmo lodge você pode organizar passeios de mula para a base do cânion e reservar alojamento no Phanton Ranch, se quer ver como o cânion se parece lá de baixo. Nós decidimos caminhar e acampar, além de muito mais saudável e barato, o contato com a natureza é mais íntimo e recompensador.

1000dias no Grand Canyon! (no Arizona, nos Estados Unidos)

1000dias no Grand Canyon! (no Arizona, nos Estados Unidos)

Estados Unidos, Arizona, Grand Canyon, Grand Canyon National Park, parque nacional, Rio Colorado, Tusayan

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Itaipu – Uma maravilha moderna

Brasil, Paraná, Foz do Iguaçu

Os gigantescos dutos de água das turbinas da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai. Por cada um deles passam, em média, o volume correspondente à metade das cataratas do Iguaçu!

Os gigantescos dutos de água das turbinas da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai. Por cada um deles passam, em média, o volume correspondente à metade das cataratas do Iguaçu!


Construída entre 1973 e 1982, Itaipu Binacional é a maior hidrelétrica em geração de energia no mundo! Foi ultrapassada recentemente pela Três Gargantas, na China, em potencia instalada. Esta só não nos ultrapassou em geração de energia, pois não possui um rio tão forte e cauladoso como o Rio Paraná.

Entrando nas instalações da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai

Entrando nas instalações da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai


A Itaipu é considerada uma das 7 maravilhas modernas, devido à grandiosidade da sua obra. Idealizada pelo engenheiro Gomurka Sakaria, indiano e projetada por um consórcio de empresas estrangeiras, uma americana e outra italiana, que dispunham de todo conhecimento técnico e tecnologia para uma obra desta magnitude.

Observando fotos da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai

Observando fotos da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai


Para sua construção chegaram a ser empregados mais de 40 mil trabalhadores diretos. Durante o primeiro ano foram construídas as estradas de acesso e toda a infra-estrutura do acampamento pioneiro para os trabalhadores e engenheiros que a partir deste ano praticamente se mudariam para a região até o término da obra. Este acampamento transformou Foz do Iguaçu, que até então possuía 20 mil habitantes para uma cidade de 101.447 habitantes.

Corredor com mais de um quilômetro dentro das instalações da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai

Corredor com mais de um quilômetro dentro das instalações da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai


Ela foi construída em um trecho do rio onde o cânion era mais profundo, indicando a força que a água exercia nas suas margens. Ali havia uma ilha conhecida por “Itaipu” que em tupi quer dizer “Pedra que canta”. Para que fosse erguida a barragem, um canal de 2 km teve que ser escavado para desviar o leito do rio. Em 1978 a construção do desvio foi finalizada e se iniciava então a construção da barragem principal.

Grande explosão para a construção da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai

Grande explosão para a construção da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai


O ritmo de construção foi absurdo! Era construído o equivalente a um prédio de 10 andares por hora! Toneladas de concreto eram despejadas na barragem, misturadas à toneladas de gelo, técnica utilizada para retardar a secagem e diminuir a incidência de bolhas de ar no concreto. Mais bacana ainda foi ver toda esta obra e saber que o meu sogro esteve neste canteiro de obras acompanhando cada passo da construção. Engenheiro, ele trabalhava na empresa responsável pela colocação dos guindastes que levavam as caçambas de concreto para os pontos de concretagem ao longo da barragem. Ele nos contou que chegou a subir dentro de uma caçamba e cruzou a barragem pelos ares! Que coragem!

O centro de comando da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai

O centro de comando da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai


A primeira turbina levou 4 meses para ser deslocada de São Paulo até o canteiro de obras e ao final deste ano, em 5 de dezembro de 1982, foi inaugurada a Itaipu Binacional. Construída em um consórcio entre os governos brasileiro e paraguaios, que fizeram o aporte inicial de 10 bilhões de dólares para a formação da companhia. A partir daí conseguiram um empréstimo internacional, que propiciou o início dos trabalhos. Toda a companhia é 50% brasileira e 50% paraguaia, no quadro de funcionários, na energia gerada e na divisão das dívidas, que ainda estão sendo pagas pelos próximos 10 anos. Todo a receita da Itaipu é utilizada para pagamento de despesas, quadro funcional, royalties para as cidades atingidas pela inundação e do empréstimo feito, sendo, portanto uma empresa sem lucro financeiro algum. Hoje a Itaipu é responsável pela geração de 16% da energia utilizada pelo Brasil, já incluindo o percentual importado pelo Brasil do excedente paraguaio.

O rotor, com algumas dezenas de toneladas, é uma das menores peças que formam o coração da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai

O rotor, com algumas dezenas de toneladas, é uma das menores peças que formam o coração da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai


É impossível olhar toda esta maravilha da engenharia e não pensar no impacto ambiental causado. A maior e mais notável perda foi a imersão das Sete Quedas, na região de Guaíra, Paraná. Uma maravilha natural perdida para sempre. Ficamos pensando que hoje, considerando os aspectos ambientais, a construção de uma usina como esta seria praticamente impossível. O lago de Itaipu é um imenso espelho d´água e ainda não pode ser mensurado exatamente qual é o impacto que este espelho exerce na alteração do clima, que tende a ficar mais quente, ampliando o aquecimento global.

A represa vista do alto da barragem da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai

A represa vista do alto da barragem da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai


Ainda assim ficamos felizes em saber que, mesmo naquela época, houve uma preocupação com a fauna local. O fechamento das comportas do canal de desvio, para a formação do reservatório da usina, deu início à operação Mymba Kuera (que em tupi-guarani quer dizer “pega-bicho”). A operação salvou a vida de 36.450 animais que viviam na área a ser inundada pelo lago.

O centro de comando da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai

O centro de comando da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, fronteira de Brasil e Paraguai


Encontrar o equilíbrio entre o desenvolvimento, o progresso e a preservação ambiental não é fácil. Ao mesmo tempo que o mundo precisa se desenvolver para suprir a super-população humana com uma infra-estrutura básica, a interferência do homem na natureza precisa ser reduzida com urgência. Esta fórmula ainda não foi encontrada e sem dúvida não será enquanto a população mundial continuar a crescer a taxas absurdas. A necessidade de energia e alimento continuará devastando, inundando e destruindo a natureza. Somos parte desta problemática e não adianta ficarmos sentados esperando uma solução, então deixo aqui uma pergunta para reflexão, como nós podemos mudar isso?

Brasil, Paraná, Foz do Iguaçu, binacional, Itaipu, usina hidrelétrica

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

Pit stop em Ilhéus e night em Itacaré!

Brasil, Bahia, Ilhéus, Itacaré

Catedral de Ilhéus - BA

Catedral de Ilhéus - BA


Hoje o dia em llhéus foi um pit stop para organizar a vida, os textos enquanto aguardava o horário do médico. Consegui um horário só à tarde, 15h30 com o Dr. Paulo Sérgio, otorrino do Centro Médico de Ilhéus. Um pouco antes aproveitamos para ver a orla próxima ao centro histórico e tirar umas fotoilas da Catedral de São Sebastião, Teatro Municipal e do tradicional Bar Vesúvio.

Uma das pontes que cruzamo o rio em Ilhéus - BA

Uma das pontes que cruzamo o rio em Ilhéus - BA


A consulta foi ótima, o Dr. Paulo fez uma limpeza geral, tirou toda a escamação que eu tinha decorrente do fungo que atacou as orelhas e viu que no geral as orelhas estão bem. Sò a direita que está com a membrana timpânica um pouco avermelhada... por isso pediu que eu fique uma semana sem entrar no mar, tome o anti-inflamatório e use o creme na orelha por mais uns dias. Vou fazer tudo direitinho, já que logo logo teremos mais mergulhos e sem eles eu não posso ficar!

Jorge Amado no bar Vesúvio, em Ilhéus - BA

Jorge Amado no bar Vesúvio, em Ilhéus - BA


Saímos de Ilhéus no final da tarde para Itacaré. Mesmo no escuro já conseguimos entender por que Itacaré é diferente e se destaca no litoral baiano. Ainda na estrada passamos por uma pequena serra, Patrimônio da Biosfera. Esta serrinha é que recorta o litoral formando as diversas praias que fazem parte do município de Itacaré. Chegamos perto das 19h30 e fomos direto para uma pousada que o Rodrigo já havia ficado, alguns anos atrás. Pousadinha na beira da praia da Tiririca, longe do agito da Pituba, rua que reúne todos os restaurantes, lojas e agências de eco-turismo. Rebeca, nossa anfitriã na pousada, nos deu várias dicas da cidade, restaurantes e inclusive a balada que ia pegar nesta noite.

O famoso bar Vesúvio, de Gabriela e Nacib, em Ilhéus - BA

O famoso bar Vesúvio, de Gabriela e Nacib, em Ilhéus - BA


O turismo já trouxe para Itacaré as drogas e com ela os perigos de uma cidade grande, por isso todos sempre falam para tomarmos cuidado em caminharmos por lugares vazios e escuros sozinhos. Descolados, de corpo fechado e nem por isso menos atentos, resolvemos sair andando mesmo pela cidade, afinal é a melhor forma de conhecê-la. Já temos todo o nosso roteiro gastronômico de Itacaré definido, começamos pelo Alamain, um árabe vegetariano maravilhoso! Depois de fazer o reconhecimento dos restaurantes e da Pituba paramos no Jungle para uma caipirinha, onde escolhemos as frutas frescas no que parece uma quitanda, coloridérrima. Depois de uma longa conversa com Vagner, um artesão de Cumuruxatiba que já viveu na Coroa Vermelha, quase casou com uma índia, mas acabou se apaixonando mesmo por uma canadense, com quem foi morar por um ano passando um frio "da porra" em Montreal, o Rodrigo conseguiu me arrancar do bar para irmos “embora”. Ele estava meio cansado, mas ainda assim consegui convencê-lo de ir comigo conferir a balada na Cabana Corais, na Praia da Concha. Uma bela festa onde nativos, gringos e turistas mesclados e embalados por uma banda de forró e a melhor banda de reggae da região! Meio longe de casa, voltamos andando pelas ruas vazias, ainda achei um lanche para aplacar a fome madrugal e vimos o dia amanhecer as 5h da manhã na praia da Tiririca. Que beleza, do jeitinho que eu gosto! Rsrsrs! Agora tenho que eu fazer a minha parte, conseguir acordar “cedo” para caminhar com o Ro até a Prainha!

Interior da catedral de Ilhéus - BA

Interior da catedral de Ilhéus - BA

Brasil, Bahia, Ilhéus, Itacaré, balada, mar, Praia, Rio

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Tatajuba, o retorno

Brasil, Ceará, Jericoacoara, Tatajuba

Maré bem baixa na partida de Tatajuba - CE

Maré bem baixa na partida de Tatajuba - CE


Dormimos maravilhosas 12 horas totalmente merecidas depois da longa empreitada de ontem, 40 e poucos quilômetros caminhando de Jericoacoara até Tatajuba. Mas se viemos teremos que voltar, não é? Antes mesmo de sair de Jeri, minha ideia era de retornar de bugue, afinal sabe Deus o estado que minhas pernas iriam estar. Depois de muitos alongamentos e uma noite bem dormida, acordei bem, com um pouco de dor muscular, mas recuperada da dor nas costas de ontem. Um delicioso café da manhã com frutas e pão integral, uma oferta tentadora de carona dos holandeses donos da pousada, mas resolvi voltar andando. Como eles iriam mais tarde, qualquer problema eu subia no bugue no meio do caminho.

Maré bem baixa na partida de Tatajuba - CE

Maré bem baixa na partida de Tatajuba - CE


Começamos a caminhada mais tarde, quase 11h da manhã, a maré ainda estava baixa, mas o sol já estava alto. Conseguimos atravessar sem problemas o rio Tatajuba e pé na tábua, acelerar o passo para não pegar a maré muito alta lá no final. Logo no início ganhamos uma companhia curiosa, Felipe, um mineiro que está descendo o litoral de São Luis no Maranhão, até Recife, para o carnaval. Ele está pedalando desde a metade de janeiro e ainda tem pouco mais de um mês para chegar lá. Economista, aventureiro e mais um maluco de plantão, quando soube que o Rodrigo era economista também, tratou de advertir: “Cuidado hein Rodrigo, sempre que um maluco morre nessas aventuras, o cara é economista.” E o pior é que é verdade, vejam as últimas notícias, essa inconseqüência faz parte do perfil! Rsrsrs! Felipe passou sede e fome nos Lençóis Maranhenses e foi “resgatado” por pescadores, que o ensinaram os truques da região, e assim, batendo a cabeça nós vamos aprendendo. Isso é o mais gostoso da viagem, a vivência e o aprendizado, custe o que custar!

Caminhando de Tatajuba para Jeri, antes de chegar à barra do Guriú - CE

Caminhando de Tatajuba para Jeri, antes de chegar à barra do Guriú - CE


Nos separamos, cada um seguindo o seu ritmo, ele de bike e nós a pé. Como sempre a sensação é que a volta é mais rápida. Depois de uma chuvinha refrescante, o sol voltou rachando coco e logo estávamos na barra do rio Guriú. Hoje não tinha jeitinho nem mega voltas que resolvessem a maré alta, tínhamos que pegar a balsa. Um longo caminho aparentemente aterrado, ou melhor, “areiado” dentre árvores de um manguezal, nos levaram direto para as balsas. Nessa estrada tive uma chance de pegar a lotação que faz a linha Jeri – Camocin – Jeri, uma Toyota mais antiga, eles até pararam, mas eu dispensei. Depois fomos descobrir que o amigo do Felipe, outro biker com o pé machucado, estava na mesma lotação!

Camionete atravessa a barra do Guriú - CE

Camionete atravessa a barra do Guriú - CE


Logo depois da balsa, andamos mais um quilômetro e paramos para um banho de mar, alongamento e uma bolachinha para aplacar a fome. Foi ali novamente que dispensei a carona dos nossos amigos holandeses, que passaram a caminho de Jeri. Realmente fiquei decidida a terminar o caminho a pé. Alguns quilômetros depois, com dor nas costas e a maré cada vez mais alta eu quase me arrependi, mas aí é o que o psicológico tem que ser mais forte, e o marido também para ajudar a carregar a mochila! Rsrs!

Tentando ajudar o balseiro na travessia da barra do Guriú - CE

Tentando ajudar o balseiro na travessia da barra do Guriú - CE


A paisagem na maré alta fica completamente mudada. Surgem pequenas lagoas doces que eu não havia visto no alto da praia, as pedras e piscinas formadas pela maré desaparecem. A praia fica muito mais difícil de andar, inclinada e com areia fofa, mas temos que andar, parar é pior. Já com fome e cansados começamos a sonhar com aquela barraquinha do seu Manelinho, lá no Mangue Seco. Chegamos lá e vimos um movimento de barcoa, bugues e o Felipe saindo com algo alaranjado na mão, tinha certeza que era uma cerveja gelada, estávamos chegando àquele oásis prometido! Mais dois passos e a cerveja se tornou uma manga e descobrimos que era tudo uma miragem. A manga estava uma delícia, aceitei duas mordidas na manga cultivada com tanto carinho pelo companheiro, mas a cerveja que é bom, nada. O sol queimando até, a maré no ponto mais alto, ele parou, pois se a pé está ruim de bicicleta fica quase impossível.

Aproveitando uma rara e bendita sombra na longa caminhada de Tatajuba para Jericoacoara - CE

Aproveitando uma rara e bendita sombra na longa caminhada de Tatajuba para Jericoacoara - CE


Novamente, cada um nos seu ritmo, nós continuamos nossa caminhada, agora restam uns 6 ou 7km apenas para chegarmos ao restaurante mais próximo! Agora o primeiro riachinho que passamos ontem com águas nas canelas, hoje foi com mochila na cabeça. Em compensação, a paisagem aqui deste lado ficou ainda mais bonita, com lagoas cheias e aquelas cenas idílicas de pescadores.

Atravessando, na maré cheia, o último obstáculo antes de chegar em Jericoacoara - CE

Atravessando, na maré cheia, o último obstáculo antes de chegar em Jericoacoara - CE


Pesca com rede numa das lagoas formadas na maré cheia, próximo a Jericoacoara - CE

Pesca com rede numa das lagoas formadas na maré cheia, próximo a Jericoacoara - CE


Chegamos direto no nosso predileto, o crepe à beira da praia. Hummm, delícia! Creme e duas águas de coco para repor toda a energia, alongamento para garantir que chegarei até a pousada. Levamos pouco menos de 5 horas para chegar de Tatajuba à Jeri, vencido o desafio! A comemoração foi um jantar no Mosquito Blue, restaurante à beira mar, céu estrelado, um risoto quatro queijos regado a um saboroso carmenere, depois de 70 km em dois dias, temos direito! Nossa última noite em Jeri foi tranquila, os bares e caipirinhas estão num ritmo mais tranquilo, as ruas mais vazias, será mais fácil cairmos novamente nos braços de Morpheu, para o nosso merecido descanso.

Fim de caminhada, final de tarde, próximo à Jericoacora - CE

Fim de caminhada, final de tarde, próximo à Jericoacora - CE

Brasil, Ceará, Jericoacoara, Tatajuba, Barra do Guriú, Praia, trilha

Veja mais posts sobre Barra do Guriú

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

Cavernas + cavernas!

Brasil, São Paulo, Petar

Para mostrar a vocês a beleza das cavernas do PETAR, conseguimos umas fotos de quem realmente conhece essas belezas naturais, o Jura, um dos donos da Parque Aventura, empresa de ecoturismo que nos guiou pelas cavernas do Petar e que organizou o rapel na Cachoeira das Arapongas. Dá uma olhada...

Formações na Caverna Teminina, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

Formações na Caverna Teminina, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras


Salão dos Discos na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

Salão dos Discos na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras


Flores de aragonita, no Salão dos Cristais - Caverna Santana - PETAR - Foto do Jura, da Parque Aventuras

Flores de aragonita, no Salão dos Cristais - Caverna Santana - PETAR - Foto do Jura, da Parque Aventuras


Formações na Caverna Teminina, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

Formações na Caverna Teminina, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras


Salão Taqueupa na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

Salão Taqueupa na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras


Flores de aragonita, no Salão dos Cristais - Caverna Santana - PETAR - Foto do Jura, da Parque Aventuras

Flores de aragonita, no Salão dos Cristais - Caverna Santana - PETAR - Foto do Jura, da Parque Aventuras


Salão Taqueupa na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

Salão Taqueupa na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

Brasil, São Paulo, Petar, Cavernas

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Amigos Santiaguinos

Chile, Santiago

Com o Pablo e a Andrea, observando a cidade de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro San Cristobal

Com o Pablo e a Andrea, observando a cidade de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro San Cristobal


Há tempos esperávamos chegar a Santiago, uma das últimas capitais que nos faltava conhecer nas Américas e Caribe. Santiago para mim não era apenas sinônimo de uma grande metrópole, mas também um lugar que encontraríamos facilmente nos seus arredores bons vinhos, águas termais, os Andes e onde teríamos o prazer de rever um dos primeiros viajantes que encontramos no caminho, o casal do América Sin Fronteras.

Com a Andrea e o Pablo, casal chileno em viagem pela América do Sul (em Ubajara - CE)

Com a Andrea e o Pablo, casal chileno em viagem pela América do Sul (em Ubajara - CE)


Pablo e Andrea, são chilenos viajados, eles também tiveram o ímpeto de pegar a sua caminhonete Toyota Hilux e viajar por toda a América do Sul por pouco mais de um ano. Nós o encontramos no Ceará em um lugar que poucos brasileiros conhecem, o Parque Nacional Ubajara. Nós passamos uma noite e um dia inteiro juntos explorando a Serra do Ipiapaba, fazendo trilhas e encontrando cachoeiras lindas, como a Cachoeira do Frade. Foi uma tarde inolvidable, peleando com o nosso espanhol que naquela época só estava engatinhando.

Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE

Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE


Com os chielenos Pablo e Andrea, na Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)

Com os chielenos Pablo e Andrea, na Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)


Pablo e Andrea continuaram a viagem rumo ao litoral do nordeste, enquanto nós seguimos para o norte, a caminho das Guianas, mas mantivemos contato e quando eles chegaram em Curitiba ficaram hospedados na casa da minha mãe, aproveitando para conhecer a cidade um pouco mais de perto. Rodaram a cidade toda com a Diana, minha cachorra que adorava passear, e foram até acompanhar um dia em uma unidade de saúde junto com a minha mãe, já que a Andrea é assistente social e tinha curiosidade de conhecer como é feito este trabalho no Brasil.

A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


Depois disso muita estrada rolou, nós até o Alasca, eles pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina e agora já estão na aventura de construir sua nova casa e ter filhos! Andrea está grávida de 5 meses e hoje eles vivem em Rengo, que está uma hora e meia ao sul de Santiago, mas não hesitou em vir até a capital para nos mostrar a cidade ao lado de Pablo.
.
Nosso encontro em 3 de Fevereiro de 2011
Parque Nacional de Ubajara, Ceará - Brasil

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE


Reencontro em 09 de Outubro de 2013
Cerro San Cristóbal, Santiago - Chile

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Nossa chegada à Santiago foi em uma tarde ensolarada, fomos direto para a região de Lastarria, indicada pelo Pablo por ser super central, localizada entre o Bellas Artes, o centro e Bellavista. Naquela tarde rodamos o centro, caminhando pela Alameda, uma das principais avenidas da cidade. À noite enquanto o Rodrigo descansava se recuperando de uma indisposição alimentar, eu saí com Pablo e Andrea para conhecer o agitado bairro de Bellas Artes e tomar uma cerveja acompanhado de uma porção de chorrilanas no tradicional Galindo.

O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


No dia seguinte eles voltaram a nos encontrar aqui no centro, mas desta vez para nos mostrar toda a cidade! Montaram um roteiro com o melhor de Santiago para vermos em um dia (que vocês podem ler aqui). Conhecer uma cidade em um dia é complicado, por isso decidimos caminhar e sentir os diferentes bairros, cerros e paisagens, com um misto de restaurantes, bares e o melhor, guiados pelos locais mais viajantes que poderíamos encontrar no Chile!

Com o Pablo e a Andrea no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

Com o Pablo e a Andrea no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


A noite nos mudamos para a casa de Maria Esther, a mãe de Pablo, na parte sul de Santiago no bairro de La Cisterna. Uma zona residencial super agradável há 20 minutos do centro em metrô e onde guardaríamos a Fiona pelos próximos 6 dias enquanto nós voávamos para a Ilha de Páscoa. Maria Esther foi a nossa super anfitriã! Nos recebeu com um belo café da tarde, palta, que nunca pode faltar na mesa, braços de princesa de manjar (nosso rocambole de doce de leite) e uma ótima conversa! Nada como conviver com pessoas que vivem na cidade para entender melhor a dinâmica do seu dia-a-dia.

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


No caminho tivemos a má sorte e péssima surpresa de encontrar novamente a Fiona com o vidro quebrado. A deixamos parada 10 minutos no estacionamento de um supermercado enquanto saímos para comprar um vinho, quando voltamos ela estava assim.

A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile

A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile


A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile

A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile


Detalhe: desta vez tínhamos TUDO dentro dela, computadores, nossos HDs com back up de fotos e vídeos de toda a viagem... TUDO! A sorte foi que o segurança do supermercado chegou e o ladrão teve tempo apenas de levar a mochila do Pablo, que tinha uma câmera digital e algumas coisas de menor valor dentro... Pablo ficou inconformado de chegarmos ao seu país, depois de tanto tempo viajando, e sermos roubados duas vezes em 5 dias! Bem, nós também ficamos... Mas enfim, tivemos sorte, nada mais foi levado e logo iríamos deixar Fiona guardada em um lugar seguro pelos próximos dias e poderíamos pegar umas férias da inseguridade do continente.

Com o Pablo, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com o Pablo, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Na volta à Santiago Maria Esther também nos recebeu com braços abertos, e nós, carentes de uma casa de família, aceitamos de coração! Rsrs! Pablo e Andrea estava em Rengo com um compromisso importantíssimo, neste dia eles descobriram o sexo do bebê e será um menino! Simón estará grandão na barriga da Andrea quando passarmos por Rengo para visitá-los!

Com a Maria Esther, a mãe do Pablo, que nos recebeu em casa e guardou a Fiona por lá enquanto viajávamos para a Ilha de Pascoa

Com a Maria Esther, a mãe do Pablo, que nos recebeu em casa e guardou a Fiona por lá enquanto viajávamos para a Ilha de Pascoa


Na chegada uma bela surpresa, Pablo já havia arrumado o vidro quebrado da Fiona, nos poupando tempo de passeio e deixando a Fiona linda e novinha em folha! Ficamos mais duas noites e até comemoramos com a família o aniversário da Joselin, irmã de Pablo. Nos sentimos mais do que em casa, super acolhidos por nossa família chilena. A todos, o nosso muito obrigada! Nossa futura casa já está de portas abertas para todos lá no Brasil!

Com a Andrea, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com a Andrea, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Chile, Santiago, America Sin Fronteras, Amigos, Viajantes, viajeros

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Mergulho na Cueva La Taina

República Dominicana, Santo Domingo

A Ana se esgueira nas estreitas passagens da caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

A Ana se esgueira nas estreitas passagens da caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Desde que entramos neste universo dos mergulhos em cavernas estamos aprendendo uma nova geografia do mundo. Afinal, onde podemos encontrar cavernas inundas? Elas se espalham no mundo, na Europa estão no Reino Unido, Itália, Alemanha, Áustria, Portugal, Espanha, Suíça, além da Austrália, Nova Zelândia, Tailândia, Timor Oeste e aqui na América estão localizadas na Flórida, na Península do Yucatán no México e inclusive no Brasil, embora estas não estejam liberadas para mergulhadores. Acontece que nas nossas andanças pelo Caribe, assuntamos daqui, perguntamos de lá e descobrimos que também existem algumas ilhas de formação calcária que desenvolveram sistemas de cavernas. Nas glaciações elas secavam e formavam belos espeleotemas e quando o clima aquecia, voltavam a ficar inundadas. A Ilha de Grand Bahama e Andros, nas Bahamas é uma delas e a segunda ilha que já começou a ser explorada é Hispaniola, mais precisamente dentro da República Dominicana!

Formações submersas na bela caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Formações submersas na bela caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Não são muitas as operadoras de mergulho que são especializadas em mergulho técnico de cavernas, portanto foi fácil chegarmos ao Denis, um francês que é um dos pioneiros nas explorações dos sistemas inundados do país. A Golden Arrow está baseada em Santo Domingo e além de levar mergulhadores para os parques nacionais marinhos em toda a costa, do sul até Boca Chica, próximo à Punta Cana, ele tem ao seu alcance algumas das mais lindas cavernas do país.

Mergulhando na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Mergulhando na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


A região mais rica em cavernas decoradas é a distante Pedernales, quase na fronteira com o Haiti. Há tempos eu tinha este nome na cabeça, mas para ir até lá precisaríamos de muito tempo e um planejamento específico, já que a infraestrutura é quase nula. Não tínhamos muito tempo e decidimos explorar, então, uma das cavernas mais conhecidas a apenas 45 minutos do centro de Santo Domingo, a Cueva La Taina!

Início de mergulho, com tanques duplos e stage para descompressão, na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Início de mergulho, com tanques duplos e stage para descompressão, na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


A La Taina é uma caverna bem completa, com uma linda área de cavern bem decorada e dois túneis principais. O túnel da esquerda é curto, mais raso, porém mais decorado. O túnel à direita segue em uma sucessão de salões e restrições, com algumas partes decoradas no início até os 12m, cruzando haloclinas alucinantes e finalmente despencando em profundidade até os 42m!

O tradicional sinal de aviso no início de todas as cavernas, em La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

O tradicional sinal de aviso no início de todas as cavernas, em La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


As haloclinas são, na minha opinião, a parte mais incrível deste mergulho! Ela está entre os 12 e 16m e como cruzamos esta profundidade pelo menos 4 vezes durante o mergulho, subindo e descendo nos túneis da La Taina, temos uma experiência incrível com este fenômeno natural. Uma haloclina ocorre quando se dá o encontro de água salgada e água doce, assim que descemos abaixo do nível do mar a água salgada passa a ser dominante dentro da caverna e o encontro com a água doce as deixa em um equilíbrio sensível, com linhas bem tênues marcadas nesta profundidade. Uma vez que atravessamos essa camada, as águas tentam se misturar e como água e óleo turvam a água, nos deixando com a visibilidade próxima a zero. Quando chegamos ao ponto da haloclina e a vemos de longe, sem movimentá-la, com a ajuda de nossas lanternas conseguimos ver a água listrada, separada em várias camadas que refletem a luz de um jeito tão mágico, quase comparável com o acender das luzes da aurora boreal no horizonte! Espetacular!!!

A Ana se esgueira nas estreitas passagens da caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

A Ana se esgueira nas estreitas passagens da caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Programamos um mergulho técnico descompressivo, o nosso primeiro deste tipo dentro de uma caverna. Por isso resolvemos ir acompanhados de um instrutor, Ramón, um dominicano apaixonado pelas cavernas subaquáticas. Tanque duplo nas costas e um cilindro de Nitrox 75 mistura rica em oxigênio, para acelerar a nossa parada de descompressão no final do mergulho.

Com o nosso guia, mergulhando na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Com o nosso guia, mergulhando na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


A caverna está localizada em uma propriedade particular nos arredores da cidade e possui uma escada de acesso e um assistente para ajudar a descer os equipamentos. O Ramón foi liderando o mergulho e o Rodrigo foi fechando o grupo, enquanto eu filmava com a Go Pro, ele podia contar com a nossa iluminação à frente para tentar tirar algumas fotos com nossa maquininha sub.

Preparando-se para mergulhar na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Preparando-se para mergulhar na caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


O plano inicial seria ir até o final da linha principal e fazer o loop que nos levaria aos 42m, porém no ponto do loop, aos 35m, Ramón alcançou o terço de consumo de ar e como manda o regulamento, chamou o mergulho. Demos meia volta e retornamos, novamente passando pelas haloclinas, paramos aos 12m para recolher nossas garrafas de deco e subimos lentamente até os 8m para descompressão. Terminamos o mergulho com 73 minutos dentro d´água, em um mergulho lindo, tranquilo e muito especial! Só me deixou com mais vontade de explorar as outras cavernas da região! Teremos que voltar com planos para Pedernales e aqui mesmo na La Taina, para fazer o segundo túnel mais decorado. Enquanto isso vamos torcendo para as nossas cavernas abrirem lá no Brasil!

Formações submersas na bela caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Formações submersas na bela caverna La Taina, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

República Dominicana, Santo Domingo, Cave Dive, Caverna, Cueva La Taina, Mergulho

Veja todas as fotos do dia!

Gostou? Comente! Não gostou? Critique!

Página 1117 de 113
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet