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A Turística MoBay!

Jamaica, Montego Bay

Garçon fazendo graça em praia de Montego Bay, na Jamaica

Garçon fazendo graça em praia de Montego Bay, na Jamaica


Montego Bay, um dos lugares que fez parte do meu imaginário desde a adolescência mergulhada em reggae com as amigas do colégio. A trilha sonora das minhas viagens às praias paranaenses e catarinenses foi Bob Marley e outros grupos de Reggae. Todo o ano em Curitiba tinha o Ruffles Reggae Festival, na pedreira com atrações como Inner Circle, Big Mountain, Jimmy Cliff, Pato Banton, e outros do reggaeiros do momento.

Arquitetura na praça central de downtown - Montego Bay, na Jamaica

Arquitetura na praça central de downtown - Montego Bay, na Jamaica


Saímos pelas ruas de MoBay para conhecer um pouco de sua cultura, história e praias. O cansaço de ontem nos levava direto à praia “associada” ao Wexford Hotel. Sim... Infelizmente aqui em Montego Bay quase todas as praias são pagas. Em frente à única praia gratuita conhecemos David, um negão rasta que trabalha no nosso hotel e nas horas vagas trabalha como guia de turismo da cidade.

Monumento aos escravos punidos com morte ou chicotadas na revolta de 1831, em Montego Bay, na Jamaica

Monumento aos escravos punidos com morte ou chicotadas na revolta de 1831, em Montego Bay, na Jamaica


Nós íamos conhecer, hoje ou amanhã, o centro histórico da cidade, também conhecida como MoBay´s Downtown. Uma cidade grande, população majoritariamente negra e muito violenta, segundo os guias e sites de turismo. Nós andamos com David para lá e para cá, rodando todas as ruas e as principais atrações do Centro Histórico de Montego Bay sem problema algum. Tudo bem, foi culpa minha cairmos nas mãos dos primeiros “hustlers” tão anunciados.

Arquitetura na praça central de downtown - Montego Bay, na Jamaica

Arquitetura na praça central de downtown - Montego Bay, na Jamaica


David grudou em mim, mas de uma forma simpática, tranquila, veio conversando me deixando na dúvida de suas intenções finais. Quando tive a certeza que era essa mesmo a intenção, eu já estava convencida que seria bacana caminhar com ele pelas ruas da cidade, ouvindo suas explicações e conhecendo um pouco mais do jeito e da cultura Jamaicana.

A principal cerveja jamaicana, a famosa Red Stripe, em Montego Bay, na Jamaica

A principal cerveja jamaicana, a famosa Red Stripe, em Montego Bay, na Jamaica


A Jamaica é conhecida pela quantidade de vendedores e ambulantes que ficam perturbando os turistas para guia, venda de algum pacote turístico, artesanato e diferentes tipos de drogas. O que você quiser você encontra, só tome cuidado, eles podem te deletar para a polícia logo após a venda e quem vai se dar mau é você.

Heróis na Jamaica, incluindo o imperador da Etiópia, Haile Selassie (em Montego Bay)

Heróis na Jamaica, incluindo o imperador da Etiópia, Haile Selassie (em Montego Bay)


No Centro Histórico conhecemos o National Heroes Monument feito em homenagem à “Christmas Rebellion”, liderada por do Sam Sharpe, pastor batista e libertário, que lutou para a emancipação dos escravos na Jamaica. Movimento que influenciou mundialmente a libertação de escravos onde morreram mais de 600 jamaicanos que lutaram na batalha da revolução (1831-32). Estimam-se que mais de 60 mil pessoas estavam envolvidas nesta guerra.

Placa comemorativa da rebelião de escravos de 1831, em Montego Bay, na Jamaica

Placa comemorativa da rebelião de escravos de 1831, em Montego Bay, na Jamaica


Pouco mais tarde, quando chegamos à Igreja da Paróquia de St James, Antoine grudou no Rodrigo, discutindo disfarçadamente com David em Patois (leia-se: patoás), língua nativa que surgiu da mistura do inglês, dialetos africanos, resquícios do espanhol e francês que passaram pela ilha.

Com o David, em frente à bela igreja anglicana de Montego Bay, na Jamaica

Com o David, em frente à bela igreja anglicana de Montego Bay, na Jamaica


A igreja era a sede da St James Parish, paróquia de qual faz parte a atual cidade. O país foi assim dividido, por parishes e estados. Esta família era dona de toda a área, doando no último século um grande trecho de terra ao estado um hospital, construído com verba canadense. Na igreja também vemos uma estátua que simboliza as duas gêmeas britânicas, a boa e a má, personagens de uma história (ou lenda) da cidade. A boa teria utilizado seus poderes de cura e oração para ajudar a centenas de negros que sofriam das moléstias do trabalho escravo. A má, por sua vez, teria no seu currículo de malvadezas, o assassinato dos seus 6 maridos.

A fruta nacional do país, em Montego Bay, na Jamaica

A fruta nacional do país, em Montego Bay, na Jamaica


Passando pela igreja, fizemos um caminho alternativo com David para chegar ao Farmmer´s Market, imensa feira de rua na Up Town onde os fazendeiros expõem suas frutas, legumes e diferentes artesanatos. No caminho trocamos uma ideia as crianças curiosas, lindas meninas e meninos de um dos mais caros colégios da cidade e chegamos ao mercado.

Chamando a atenção em escola de crianças em Montego Bay, na Jamaica

Chamando a atenção em escola de crianças em Montego Bay, na Jamaica


No mercado todos oferecem ao David a ganja que paira pelo ar, assim como aquele clima de feira livre. Peixes, galinhas, legumes, frutas e verduras dominam as negociações no meio da rua. Passamos pela Bush Doctor, uma das curandeiras das antigas que pode indicar milhares de chás e medicações feitas direto das plantas e raízes jamaicanas para todos os tipos de problemas e doenças.

Visitando o mercado central de Montego Bay, na Jamaica

Visitando o mercado central de Montego Bay, na Jamaica


Rodrigo já estava indignado por David estar conosco. Como já disse aqui, ele odeia guias, ainda mais quando sente que o cara tá dando uma de espertão. Pois é, David, acompanhado de Atoine, ao final do tour obviamente queria receber 60 ou 80 dólares pelo tour de menos de duas horas! Rodrigo ficou furioso, mas aos poucos negociamos e chegamos a 40 para o primeiro guia, que nos acompanhou mais tempo, e 20tão para o grude.

Praia e águas caribenhas em Montego Bay, na Jamaica

Praia e águas caribenhas em Montego Bay, na Jamaica


Voltamos à Hip Strip e chegamos à tarde na Walter Fletcher Beach, dentro do Aquasol Theme Park. O acesso a este parque estava incluído na diária do nosso hotel, que nos oferecia cadeiras de praia, guarda-sol e infra-estrutura de bar e banheiros. Conversando com todos os jamaicanos, Aquasol era a melhor praia, já que Doctor´s Cave e outras eram todas fechadas por seus hotéis “all inclusive”, apenas acessíveis perante o pagamento de uma bela entrada. “O Aquasol é o lugar, se vocês querem ver a nossa cultura e não apenas turistas europeus e americanos, lá é o lugar”.

Jamaicanos vão à praia em Montego Bay

Jamaicanos vão à praia em Montego Bay


Não tenho dúvida que eles tinham razão, encontramos muitos jamaicanos com suas famílias em um delicioso final de semana de férias. O bar tocava todos os tipos de reggae, rip rop e pop. O parque de diversões aquático estava sempre lotado de crianças e a praia, mesmo cheia, tinha aquele delicioso charme caribenho. Águas claras, quentes e tranqüilas, com uma raia logo ali para uma deliciosa nadada para alongar no final da tarde.

De volta ao mar do Caribe em Montego Bay, na Jamaica

De volta ao mar do Caribe em Montego Bay, na Jamaica


O Jamaica Jazz and Blues Festival trazia uma das principais atrações da ilha nesta sexta-feira: o show da famosa cantora Celine Dion. Toda a ilha estava lá esta noite, mas é difícil pagar 130 dólares por pessoa para ir a um show que você não é muito fã. Decidimos fazer algo mais tranquilo, saímos para conhecer o tal Margarita Ville, mas já era tarde e estava meio caído. Acabamos comendo um último sanduíche no Burguer King para matar aquele repentino apetite noturno.

Salva-vidas sem muito trabalho na tranquila praia em Montego Bay, na Jamaica

Salva-vidas sem muito trabalho na tranquila praia em Montego Bay, na Jamaica


Alguém me perguntou: Sempre quis ir à Jamaica, como é a infra-estrutura? Respondo antecipadamente, não sei em outros lugares, mas a famosa Montego Bay possui infra-estrutura até demais! Imensos Resorts “all inclusive” com toda uma hip strip de bares, restaurantes e hotéis de praias privadas para serem “exploradas”. Estamos ansiosos para conhecer um lado mais íntimo do país, sem turistas, com muito reggae e tranquilidade, onde possamos sentir que estamos conhecendo a verdadeira Jamaica.

Nosso primeiro pôr-do-dol na Jamaica, em Montego Bay

Nosso primeiro pôr-do-dol na Jamaica, em Montego Bay

Jamaica, Montego Bay, Caribe, Praia

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A primeira festinha

Brasil, Paraná, Curitiba

Com a mamãe, festejando um ano de idade, em Curitiba - PR

Com a mamãe, festejando um ano de idade, em Curitiba - PR


O dia começou com uma reunião sobre o site, nossa principal tarefa aqui. Estamos preparando uma nova versão da página de fotos, com filtros e uma navegação mais facilitada para vocês poderem ver as quase 10 mil fotos já postadas de uma forma mais intuitiva e facilitada.
Eu achei que ia poder ir ao salão, fazer aquelas coisas de menina, sabem? Que nada! A reunião demorou mais do que o esperado e logo eu tinha que assumir o meu papel preferido nos dias de hoje: TIA!

Festejando 1 ano de idade, em Curitiba - PR

Festejando 1 ano de idade, em Curitiba - PR


A Daniella, minha irmã, chegou na casa de mamãe e os preparativos começaram. O motivo da festa foram insetos, com uma ênfase maior à nossa amiga joaninha. As bexigas (balões) eram de joaninha, adesivos para decorar a parede também, com algumas abelhinhas e borboletas. Que mimo gente!

A Luiza com os orgulhosos pais e avós, em Curitiba - PR

A Luiza com os orgulhosos pais e avós, em Curitiba - PR


A centopéia que trouxe de Pirenópolis para a Luiza inspiraram a decoração dos docinhos na mesa, no formato de centopéia verde e branca, e uma abelha de brigadeiros e docinhos de abacaxi... hummmm! Bolo de chocolate com morango, balas de goma, pirulitos e as lembrancinhas eram pães de mel decorados de Joana. Quem diria, minha irmãzinha cresceu e agora já estamos comemorando um ano de sua filha!

Luiza com a mamãe, a vovó e a titia, direto de Londres, em Curitiba - PR

Luiza com a mamãe, a vovó e a titia, direto de Londres, em Curitiba - PR


Reunimos as duas famílias Biselli Silveira e Clivatti, do lado de cá e do lado de lá, amigos de todos os lados, mas ainda foi uma festa para adultos. Pode deixar que depois dos 1000dias farei a minha parte para mudar essa situação! Rsrsrs!

Celebrando a primeiro aniversário da Luiza, em Curitiba - PR

Celebrando a primeiro aniversário da Luiza, em Curitiba - PR


A festa foi linda, a Luiza teve até troca de roupas, de vestido de bolinhas preto e branco, para uma roupa de joaninha, coisa mais linda! Como eu amo essa mocinha risonha!

Luiza com a Val no aniversário de 1 ano, em Curitiba - PR

Luiza com a Val no aniversário de 1 ano, em Curitiba - PR


Festa de adultos, terminou tarde e ainda teve direito à uma emendada no Vox para dançar hits dos anos 80 e 90 até as cinco da manhã! Dá-lhe Val! Bela despedida...

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Fazenda em Rio Verde

Brasil, Goiás, Rio Verde

Paisagem colorida na área rural em Rio Verde - GO

Paisagem colorida na área rural em Rio Verde - GO


Rio Verde é a capital do agro-negócio do Estado de Goiás. Uma área de solo fértil, que possui vocação para o plantio de soja, milho, feijão e culturas complementares, deixando praticamente de lado a pecuária. Recentemente a região tem passado por uma grande valorização, não apenas no custo das terras e fazendas, como também na cidade, onde os terrenos já triplicaram de valor.

Passeio na fazenda em Rio Verde - GO

Passeio na fazenda em Rio Verde - GO


Nós ficamos hospedados na fazenda onde mora o Chico, primo do Rodrigo. Chico já mora aqui há 9 anos e é formado em agronomia. Casa de fazenda, varadão gostoso com vista para o campo, cachorros, galinhas e aquela vidinha bem difícil e estressante.

Com o Chico, na triste hora da despedida da fazenda e de Rio Verde - GO

Com o Chico, na triste hora da despedida da fazenda e de Rio Verde - GO


Estamos agora na entre-safra da soja onde se produz o sorgo e o milheto, que ajudam a preparar o solo para o próximo plantio, trazendo os nutrientes que estão no solo mais profundo para a superfície e deixando a palha para ajudar a manter o solo mais úmido e protegido. Além de nutrir o solo, estas culturas são utilizadas para a produção de razão animal. Vimos também as lavouras de milho, quase prontas para a colheita, o feijão e o algodão, deixando a paisagem em degrades de palha e verde.

A bela zona rural em Rio Verde - GO

A bela zona rural em Rio Verde - GO


Depois do almoço, demos uma volta pela cidade de Rio Verde, conhecemos a praça central onde fica a Igreja Matriz, com uma arquitetura modernosa, meio esquisita. Vimos o campus das universidade onde o Chico estudou e uma nova área da cidade que está em pelo crescimento e desenvolvimento. Em pouco tempo Rio Verde estará como hoje é Ribeirão Preto em São Paulo, um pólo riquíssimo com toda a infra-estrutura para atender às demandas das famílias dos fazendeiros que vivem e investem na região.

Milharal em Rio Verde - GO

Milharal em Rio Verde - GO


Hoje resolvemos também estrear a nova churrasqueira do Chicão. Eu preparei as saladas, assamos a carne, cerveja gelada e logo os amigos estavam chegando para completar a noite de lua crescente e de estiagem, que se punha sob o milharal.

Churrasco com amigos em Rio Verde - GO

Churrasco com amigos em Rio Verde - GO

Brasil, Goiás, Rio Verde, fazenda

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Valparaíso e Viña del Mar

Chile, Valparaiso, Viña del Mar

Muita arte nas ruas de Valparaiso, no Chile

Muita arte nas ruas de Valparaiso, no Chile


Valparaíso é a cidade boêmia, adorada por artistas e poetas talvez, justamente, pela idiossincrasia de sua arquitetura, sua beleza e sua arte. O ar decadente de zona portuária somado ao encanto dos seus 42 cerros, suas ladeiras e vistas panorâmicas faz dela uma cidade cheia de personalidade. Muros pintados de todas as cores, com todos os estilos de street art contrastando com os bondes antigos que ainda circulam levando e trazendo cidadãos e turistas entre as vielas e prédios antigos do centro.

Os antigos trólebus ainda andam nas ruas de Valparaiso, no Chile

Os antigos trólebus ainda andam nas ruas de Valparaiso, no Chile


Desde 1990 a cidade é a sede do Congresso Nacional Chileno. Sua história sempre esteve relacionada ao mar, sendo um importante porto de passagem dos navios que se aventuravam à Costa Pacífica dando a volta no sul do continente a caminho do Perú, nos tempos da Colônia Espanhola, e mais tarde como parada e abastecimento para os que seguiam à costa californiana durante a corrida do ouro. No início do século XX dois acontecimentos balançaram a economia da cidade, o primeiro literalmente, um terremoto que acabou com Valparaíso. O segundo a inauguração do Canal do Panamá. Assim Valpo seguiu aos trancos e barrancos, como importante capital política, crescendo recentemente como porto de exportação de frutas.

Valparaiso, no Chile, vista do alto do cerro Artilleria

Valparaiso, no Chile, vista do alto do cerro Artilleria


Nós chegamos à Valparaíso em um domingo à noite e esperando que os bares e a boemia estariam a todo vapor nos cerros subimos o Cerro Artilleria atrás das charmosas guest houses que encontramos em nosso guia. Foi uma forma curiosa de conhecer a cidade: noite escura, becos e ruas vazias, rodando e buscando nas paredes dos edifícios caindo aos pedaços e casas antigas a numeração dos hostels indicados. Na maioria deles, nem luz, nem campainha atendiam e dados os últimos acontecimentos, era essencial um lugar com estacionamento.

Um dos muitos cerros de Valparaiso, no Chile

Um dos muitos cerros de Valparaiso, no Chile


Mesmo sendo tarde e cansados não nos demos por vencidos, o agito deve estar no Cerro Alegre, pensei, lá é o lugar boêmio da cidade. Subimos então o Cerro Alegre e nada, ninguém, uma cidade fantasma e abandonada. O único hostel que achamos aberto não tinha garagem e estacionamento próximo, além de um preço nada amigável, foi aí que decidimos nos entregar ao bom e velho Ibis, que aqui na verdade era novinho e muito bem localizado. Nada melhor do que chegar em casa, cama confortável, banho quentinho e decoração idêntica, aqui ou em Maringá e o melhor de tudo, com estacionamento seguro para a Fiona.

São vários cerros na cidade de Valparaiso, no Chile

São vários cerros na cidade de Valparaiso, no Chile


A nossa primeira impressão da cidade poderia ter sido das piores, mas ao revés, os ares misteriosos dos cerros e a quietude da cidade nos surpreendeu de tal forma que não víamos a hora de sair para explorá-la. Saímos sem expectativas, sem planos e sem guias, nos deixando levar pelas aparências, curiosidades e cores que víamos em cada esquina. Começamos pela Plaza Sotomayor, praça central da parte baixa da cidade rodeada por antigos prédios imponentes.

Plaza Sotomayor, no centro de Valparaiso, no Chile

Plaza Sotomayor, no centro de Valparaiso, no Chile


Demos um pulo no Muelle Prat onde barcos saíam lotados de turistas para passeios pelo porto prometendo belas vistas de Valparaíso desde o mar. Andamos, subimos o Cerro Concepción, nos enfiamos em um beco com escadarias e caímos dentro do Paseo Iugoslavo, já no Cerro Alegre, onde está o Palácio Baburizza, que com sua arquitetura art nouveau, abriga o Museu de Belas Artes. Segunda feira e, é claro, o museu estava fechado.

Subindo escadaria para um dos cerros de Valparaiso, no Chile

Subindo escadaria para um dos cerros de Valparaiso, no Chile


Muita arte nas ruas de Valparaiso, no Chile

Muita arte nas ruas de Valparaiso, no Chile


Continuamos nos perdendo pelas ruas entre o Cerro Alegre e o Concepción, que durante o dia parecem muito mais receptivas e amigáveis, com belas vistas para o mar afunilando em suas ladeiras. Convites para conhecer La Sebastiana, uma das casas onde viveu Pablo Neruda, não faltavam espalhados por pinturas nos postes do cerro. Ela fica no cerro vizinho o Bellavista, mas não quis ter que lidar com a frustração de chegar lá e dar de cara com a porta, no dia internacional dos museus fechados.

O nome do grande poeta Neruda está por toda parte em Valparaiso, no Chile

O nome do grande poeta Neruda está por toda parte em Valparaiso, no Chile


No meio da tarde relaxamos e almoçamos em um restaurante no alto do Paseo Iugoslavo com belas vistas para os cerros, o porto e a cidade baixa. Mal sabíamos que estávamos escolhendo um dos preferidos da área, o Norma´s, também pudera, seu charmoso deck de madeira e as amplas vistas não poderiam ser mais convidativas.

Restaurante com uma bela vista de Valparaiso, no Chile

Restaurante com uma bela vista de Valparaiso, no Chile


Queijo camembert derretido co geleia de framboesa, em Valparaiso, no Chile

Queijo camembert derretido co geleia de framboesa, em Valparaiso, no Chile


Descemos o cerro novamente nos perdendo entre suas galerias de escadas, de arte e de fotografia. Os antigos elevadores (funiculares) que nos desculpem, mas não troco andar por estas ruas por uma carona corta-caminhos. Resolvemos sair correndo para o Cerro Artillería, estrategicamente localizado para a proteção da cidade e para um belíssimo pôr do sol no Paseo 21 de Mayo.

Um dos muitos funiculares que dão acesso aos cerros de Valparaiso, no Chile

Um dos muitos funiculares que dão acesso aos cerros de Valparaiso, no Chile


Cruzamos a zona comercial próxima ao porto e subimos a mesma ladeira que nos levou ao topo na noite de ontem. Com pressa para não perder o pôr-do-sol um funicular até que ia bem, mas este fechava às 18h e tivemos que ir a pé mesmo. Do alto uma das vistas mais lindas de Valparaíso e sua vizinha mais jovem e moderna, Viña del Mar.

Valparaiso, no Chile, vista do alto do cerro Artilleria

Valparaiso, no Chile, vista do alto do cerro Artilleria


Viña del Mar é o balneário preferido dos santiaguinos mais descolados. A Cidade Jardim é totalmente o oposto de Valparaíso. O charme caótico desta é substituído pela impecável organização, limpeza e jardinagem da primeira. Palmeiras e flores na orla, intercalados por fontes de água, esculturas, restaurantes, sorveterias e áreas de exercício, delineados pelo mar e por longas pistas de corridas e bicicleta. Atravessando a movimentada avenida beira mar, a Avenida Peru, estão os condomínios mais caros de Viña.

A praia de Viña del Mar, no Chile

A praia de Viña del Mar, no Chile


O sempre tradicional futebol de praia, em Viña del Mar, no Chile

O sempre tradicional futebol de praia, em Viña del Mar, no Chile


A orla muito bem cuidade de Viña del Mar, no Chile

A orla muito bem cuidade de Viña del Mar, no Chile


O vento frio ainda soprava e as águas geladas do Pacífico não estavam muito amigáveis para um mergulho. Assim a nossa passagem por lá foi rápida e indolor! Uma manhã passeando na orla, um almoço à beira mar e logo pegávamos a estrada para Santiago, a apenas 160km dali.

Voltando para a parte baixa de Valparaiso, no Chile

Voltando para a parte baixa de Valparaiso, no Chile

Chile, Valparaiso, Viña del Mar, Cerro Alegre, Cerro Artillería, Patrimônio da Humanidade, Praia

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Parque Nacional Marinho Cabo Pulmo

México, Cabo Pulmo

Peixe se esconde no coral em El Cantil, ponto de mergulho no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México

Peixe se esconde no coral em El Cantil, ponto de mergulho no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México


O Parque Nacional Cabo Pulmo é uma das principais Reservas Marinha do Mar de Cortês. Localizado no estado mexicano da Baja Califórnia Sur, está em torno de duas horas e meia de carro ao sul da cidade de La Paz, na região de Los Cabos.

Praia em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, no México

Praia em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, no México


Batizado por Jacques Cousteau como “O Aquário do Mundo”, o Mar de Cortês (ou Cortez em espanhol), é uma parte do Oceano Pacífico separada pela Baja Califórnia, formando o Golfo da Califórnia. Esta região é riquíssima em vida marinha e abriga mais de 40% das espécies de mamíferos marinhos existentes em todo o planeta.

Arraia durante mergulho em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México

Arraia durante mergulho em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México


A área do parque é pouco habitada e esperemos que continue assim. Porém um mega-empreendimento hoteleiro de um grupo espanhol está prometendo mudar essa realidade. Eles querem construir um total de 30 mil quartos exatamente aqui, ao lado do parque nacional. Grupos ativistas levantaram a bandeira da preservação e, unidos à comunidade local, estão lutando para frear a construção deste empreendimento. A construção por si só já traz um grande impacto ambiental em um ecossistema tão frágil como este, em uma área semi-árida onde a água doce é um recurso escasso. Imaginem então as hordas de turistas que irão lotar as praias e as toneladas de lixo e esgoto gerados por eles? Alguns lugares no mundo tem que ficar de fora da onda do desenvolvimento econômico e esta sem dúvida é uma delas. Por quê?

Muitos peixes em El Cantil, ponto de mergulho no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México

Muitos peixes em El Cantil, ponto de mergulho no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México


Dentre vários motivos ilustres, aqui está o maior deles: o Cabo Pulmo abriga o último arrecife vivo do Mar de Cortês. O parque marinho é habitat para centenas de espécies marinhas como golfinhos, baleias, arraias e peixes como o marlín, o peixe galo, dourado, mero, a garoupa, a cabrilla, o pargo, entre outros. São mais de 226 espécies de peixes de recife, além das 11 espécies coralíneas, dentre as 14 encontradas no golfo.

Praia em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México

Praia em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México


Nós viemos até aqui para conferir e colocar no nosso currículo o nosso primeiro mergulho no Mar de Cortês! Esta é uma das melhores épocas para mergulhar se você quer ter contato com todas estas espécies marinhas, porém a visibilidade é baixa e a temperatura da água nada convidativa.

Muitos peixes em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México

Muitos peixes em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México


Os nossos pontos de mergulho foram selecionados a dedo pelo Isac, nosso dive master californiano que quer se naturalizar mexicano. Abrindo um parênteses: ele foi o primeiro caso que conheci de um americano que quer se naturalizar mexicano, normalmente é o inverso! Não apenas com mexicanos, mas com todos os países latinos, inclusive o Brasil. Segundo ele não existe melhor país para viver do que o México, bons preços, ótima qualidade de vida, comida deliciosa e o principal: cervejas boas e baratas!

A lancha que vai nos levar para mergulhar no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México

A lancha que vai nos levar para mergulhar no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México


Ele nos levou primeiro para o El Bajo, um ponto com profundidade máxima em torno de 18m e muita vida! Caímos na água ao lado de um cardume de arraias, mas ainda me acostumando com o frio e a baixa visibilidade, confesso que não as vi.

Muitos peixes em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México

Muitos peixes em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México


Fizemos um perfil multinível que nos levava dentro e fora de termoclinas, dos gelados 17 aos 20°C, com visibilidade também variando entre 6 e 10m. Fico impressionada como os peixes não sentem frio! Muitas moreias verdes, nadando tranquilos fora dos seus buracos e um mundo de peixe gigante, principalmente comparados com os nossos últimos mergulhos no Caribe. Ao final do mergulho ainda encontramos duas stingrays lindas.

Arraia durante mergulho em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México

Arraia durante mergulho em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México


O nosso intervalo de superfície foi fazendo snorkeling com um cardume imeeenso de xaréus! Eram centenas deles se movendo em bloco e tão raso que podíamos ver as barbatanas fora d´água! Sensacional!

Cardume de jacks em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México

Cardume de jacks em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México


O segundo mergulho foi em um ponto chamado El Cantil, com profundidade máxima de 10m, muita vida nas geladas águas verdes e vários túneis apertados para nos divertirmos, treinando nossas técnicas de mergulho em caverna.

Moreia nos acompanha durante mergulho em El Cantil, ponto de mergulho no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México

Moreia nos acompanha durante mergulho em El Cantil, ponto de mergulho no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México


No verão a água limpa, fica azul e transparente com grande visibilidade e temperatura em torno de 17 a 30°C! Mas (sempre tem um “mas”), curiosamente todos os peixes desaparecem! Por isso o período indicado para os mergulhadores curiosos é agora! Ficando mais tempo com certeza teríamos tempo de ver mais diversidade de espécies, infelizmente não conseguimos agendar o encontro com as mantas e as baleias, fica para a próxima vez.

Muitos peixes em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México

Muitos peixes em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México



ONDE FICAR?

Flores e palmeiras em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, no México

Flores e palmeiras em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, no México


A vila possui poucas casas e uma infra-estrutura turística pequena, dimensionada para receber os aventureiros interessados principalmente em mergulho. Também são oferecidas algumas atividades aquáticas adjacentes como snorkel, avistamento de baleias, caiaque, etc.

Preparando-se para mergulhar no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México

Preparando-se para mergulhar no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México


Menos de 10 km da estrada de acesso são de terra, um carro grande é bem vindo, mas todos os carros devem conseguir chegar sem problemas. Na única rua que cruza a vila vocês podem encontrar 3 operadoras/escolas de mergulho e diversas pousadinhas. Nós ficamos hospedados nos bungalos de uma família mexicana, ao lado do único mercadinho da vila. Próximo à praia, ele é bem confortável, com estacionamento e água quente. Quem quer mais conforto e está disposto a pagar mais o Cabo Pulmo Beach Resort oferece cabanas de ótima qualidade, junto ao Cabo Pulmo Dive Center. (http://www.cabopulmo.com/)

México, Cabo Pulmo, Baja California, dive, Mergulho

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Thousand Islands

Canadá, 1000 Islands

Chegando à região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatados Unidos

Chegando à região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatados Unidos


Mil e oitocentas e sessenta e quatro ilhas (sim, 1.864!!!!) para ser mais exata. Parece mentira, mas não é. Esta constelação de ilhas se formou ao longo de 80km do St Lawrence River depois da última glaciação. Há 12 mil anos a retração dos glaciares foi depositando aqui toneladas e mais toneladas de pedras e sedimentos que formaram as atuais ilhas.

Veleiro na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Veleiro na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


Elas têm todos os tamanhos, podem ser particulares ou até abrigar pequenas vilas, mas para serem consideradas ilhas elas devem se encaixar nos seguintes critérios:

1) Estar acima d´água durante todo o ano.
2) Ter uma área maior que 1 square-foot ou, traduzindo para o mundo, 0,093m2 = 929,03cm2!!!
3) Comportar pelo menos uma árvore, viva, é claro.

A menor ponte internacional do mundo, ligando uma ilha canadense à outra americana, na região de 1000 Islands

A menor ponte internacional do mundo, ligando uma ilha canadense à outra americana, na região de 1000 Islands


Elas estão localizadas na fronteira dos estados de Nova Iorque, EUA e de Ontario, Canadá. Uma longa fronteira que se tornou refúgio de milionários de Nova Iorque, Chicago e outras grandes cidades dos EUA e do Canadá. A região nos fez lembrar Angra dos Reis, lugar de ricos e famosos reunidos em casas milionárias e com seus pequenos iates estacionados em suas garagens.

Pequena casa com seu 'carrinho' na garagem, na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Pequena casa com seu "carrinho" na garagem, na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


As águas são verdes e transparentes, só diferem mesmo o sal do mar e as árvores tropicais que temos no lugar das coníferas. Um dos pontos altos do passeio é o Boldt Castle, construído por George Boldt, gerente geral dos hotéis Waldorf-Astoria em Nova Iorque nos idos de 1900.

Construções excêntricas na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Construções excêntricas na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


Curiosidade: o famoso molho de saladas Thousand Islands foi criado em um cruzeiro ao redor destas ilhas e batizado em sua homenagem. Sua notoriedade se deu justamente através de Boldt e seu chefe de cozinha, que o adotaram no badaladíssimo Waldorf-Astoria.

Uma das pequenas ilhas entre as mais de mil da região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Estados Unidos

Uma das pequenas ilhas entre as mais de mil da região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Estados Unidos


A navegação ao redor das Thousand Islands é bastante dificultada pela quantidade de pedras, baixios e bancos de areia. Vários acidentes já aconteceram, barcos foram à pique e o que ficou por lá hoje é a alegria de mergulhadores, um grande parque de naufrágios. Este “museu naval submarino” possui embarcações do final do século XIX praticamente intactos, pois a água doce é menos corrosiva à estrutura do navio. Até onde conseguimos pesquisar existem duas operadoras de mergulho, ambas em Rockport há uns 25km de Gananoque. Faltou dizer que a primeira vez que ouvimos falar de Thousand Islands foi através do nosso amigo Tony Flaris, guia e instrutor de mergulho em cavernas na Flórida. O verão é a temporada de mergulho aqui, com a temperatura da água entre 21 e 24°C, já que no inverno ela pode chegar a até 10°C!

Passeio de barco pelas 1000 Islands, fronteira de Canadá e Estados Unidos

Passeio de barco pelas 1000 Islands, fronteira de Canadá e Estados Unidos


Uma das melhores formas de conhecer a região é em um tour de barco. O sobrevoo também deve valer muito à pena, mas é ainda mais dependente das condições climáticas e, em minha opinião, não substituiria o barco. As outras opções seriam um passeio de caiaque, mais jovem, esportivo e ecológico, mas menos abrangente. Outro “truque” é organizar uma saída de mergulho, pois além de mergulhar, já ganhamos uma carona para vermos a paisagem também acima da água.

Passagem estreita entre ilhas das região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Estados Unidos

Passagem estreita entre ilhas das região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Estados Unidos


Aqui do lado canadense também vale dirigir pela Thousand Islands Parkway, estrada que margeia o Rio St. Lawrence entre Elizabethtown e Gananoque. Nós saímos de Ottawa em torno das 17h e fizemos em menos de duas horas todo o trajeto, com uma parada rápida em Brockville e um final de tarde prateado sobre as águas do rio. Em Gananoque ficamos hospedados na pousada Turtle Island Inn, um bed and breakfast super charmoso com um café da manhã delicioso! Tive que quebrar a dieta e comer as exclusivas panquecas de blueberry, divinas!

Máscaras indígenas que enfeitam e protegem dos maus espíritos a nossa pousada em Gananoque, na região das 1000 Islands, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Máscaras indígenas que enfeitam e protegem dos maus espíritos a nossa pousada em Gananoque, na região das 1000 Islands, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


Gananoque é uma cidadezinha tranquila às margens do rio e uma ótima base para explorar a região. No dia seguinte, mesmo com chuva, saímos cedo e nos unimos a uma excursão de duas horas com a Gananoque Boat Line, para conhecer a região. O tour é guiado automaticamente, ou seja, com uma gravação que repete o mesmo conteúdo em todas as saídas. Ficamos com aquela sensação de termos caído em uma emboscada turística, mas barcos particulares não existem e as outras opções ficaram prejudicadas pela chuva. Detalhe, choveu quase o passeio inteiro, a sorte foi que o tour não estava cheio e pudemos nos proteger na parte interna da embarcação.

Nosso meio de transporte na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Nosso meio de transporte na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


Durante o nosso tour, eram intercaladas imagens dos mergulhos em cada um desses naufrágios, contando um pouco da história de cada um. Isso só nos deixou ainda mais loucos para mergulhar ali, mas sem saídas programadas e nem mais mergulhadores interessados, a contratação para a saída de um barco ficou inviável. Quem sabe voltaremos um dia para explorar as águas das mil ilhas com mais calma, mais sol e mais profundidade, literalmente!

Passeio de barco na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Passeio de barco na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Canadá, 1000 Islands, 1000 Islands, Estados Unidos, fronteira, Gananoque

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10.000 a.C.

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu)

Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Quando estamos no escritório, em casa, nas cidades, shoppings, enfim, nas nossas vidas cotidianas, logo imaginamos o Discovery Channel, o NatGeo ou ainda lembramos daquele filme de mesmo nome lançado recentemente. Puxamos na nossa imaginação todas as referências que temos do mundo antes dele ser ocupado pelo homo sapiens sapiens. Será que ainda existiam os dinossauros? Eras glaciais? Homens das cavernas? Aí até os Flintstones aparecem na memória! Fazendo este exercício percebemos como estes míseros 10 mil anos estão distantes da nossa realidade.

Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Há 10 mil anos estava terminando a última era Glacial e o mundo já era habitado pela nossa espécie. Eles lutavam para sobreviver ao frio, utilizando as cavernas como abrigo. As cavernas por sua vez possuem outra perspectiva do tempo e do mundo. A terra existe há 4,5 bilhões de anos, desde então passou por diversas eras geológicas, se transformando e evoluindo com a passagem dos milhões de anos, até hoje. As cavernas presenciaram e fazem parte desta história, pois o processo de formação destas cavidades segue há alguns milhões de anos.

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Todo este processo fica claro quando entramos em um monumento natural como a Caverna do Janelão no Vale do Peruaçu. É monumental, sensacional, fantástico! São paredes de mais de 100m de altura, formações espeleológicas gigantescas, como o cogumelo ou a perna da bailarina, que está no Guiness Book por ser a maior estalactite do mundo com 28m de comprimento.

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


O maior estalagtite do mundo, a 'Perna da Bailarina', na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

O maior estalagtite do mundo, a "Perna da Bailarina", na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


A natureza vem trabalhando há 2 ou 3 milhões de anos esculpindo nesta rocha calcária as mais variadas formas, túneis e salões que hoje nos deixam boquiabertos por sua grandeza. Ali dentro devem ter passado dinossauros, preguiças gigantes e toda a grande fauna que um dia já habitou o nosso continente. Soubemos que em uma fazenda próxima ainda se encontra um fóssil de uma preguiça gigante! Que achado!

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Não é a toa também que ali, a apenas 45 minutos de caminhada, encontramos também curiosos painéis de pinturas rupestres, que um dia tiveram um significado completamente diferente para os nossos antepassados e hoje contam parte da história recente do nosso país.

Pinturas rupestres no 'Painel', no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Sabe-se que os nossos índios não chegaram a conhecer estes homens das cavernas. Como será que eles eram? O que será que se passava pela cabeça destes homens, mulheres e crianças que viviam em um mundo completamente diferente do nosso? Como eles se abrigavam o frio, o que eles comiam? Como se comunicavam? O que será que esses símbolos significavam para eles?

Pinturas rupestres no 'Painel', no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Todas essas perguntas surgem quando nos deparamos com um lugar como este. O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu possui potencial imenso para se tornar um dos principais parques de pesquisa geológica e antropológica no Brasil. E agora, depois de visitar um lugar como este, fica muito mais fácil responder a aquela pergunta. Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Boa parte das respostas surgirá. Intuitivamente, pois em algum lugar dentro de você estas lembranças, seja em memória genética ou espiritual, existem.

Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu), Caverna do Janelão, Cavernas, espeleologia, parque nacional, Peruaçú

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Cachoeira do Buracão

Brasil, Bahia, Ibicoara (P.N. Chapada Diamantina)

Cachoeira do Buracão vista de cima, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira do Buracão vista de cima, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A Chapada Diamantina é muito extensa, pode-se dizer que é uma continuação da Serra do Espinhaço que visitamos lá em Minas Gerais, região onde também foi encontrado muito diamante. Esta é conhecida com uma das únicas cordilheiras brasileiras, não pela altitude alcançada, mas pela sua extensão. O sul da Chapada Diamantina ainda não era muito explorado turisticamente e há apenas alguns anos foram incluídos nos roteiros duas novas cachoeiras, consideradas das mais bonitas da chapada, a Cachoeira do Buracão e a da Fumacinha. Elas ficam próximas da cidadezinha de Ibicoara, que possui uma estrutura turística ainda bem precária se comparada com Lençóis, por isso a maior parte dos passeios parte das outras cidades-base como Mucugê ou Lençóis.

Nossa pousada em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Nossa pousada em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA


Depois de uma manhã de descanso para recuperar um pouco as minhas forças, e enquanto o Rodrigo explorava o Parque Municipal de Mucugê, onde está a Cachoeira do Tiburtino, seguimos viagem para Ibicoara. Lá fomos direto à associação de guias e encontramos o Janú, que topou nos levar até o Buracão. Janú, já foi Secretário do Meio Ambiente na cidade de Ibicoara, sempre engajado para a conscientização ambiental da comunidade contra as queimadas criminosas, caça e outras atividades ilegais. Ele também trabalhou na criação do Parque Municipal do Buracão, já que a cachoeira fica fora do Parque Nacional da Chapada Diamantina, área expropriada de um investidor que nem sabia de sua existência.

Parte de cima da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Parte de cima da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


Rodamos em torno de 40 minutos de carro e mais 2km a pé por uma trilha plana e super tranqüila às margens do Rio Espalhado até chegar à entrada do Cânion do Buracão. O estreito cânion com paredões de quase 100m de altura forma um cenário espetacular, digno de filmes do Indiana Jones!

Canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A queda d´água fica ao fundo deste cânion, conseguimos avistá-la por cima e depois descemos uma fenda e para chegar à cachoeira ou atravessamos a pinguela e vamos beirando os altos paredões, ou pode-se ir nadando. Saltamos ali mesmo, do alto dos 6m da pinguela nas águas escuras do Rio Espalhado e fomos nadando direto pelo cânion até o poço principal. Sensacional!

Com o Janu no canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Com o Janu no canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


Nadamos até a queda de 85m da Cachoeira do Buracão, com um barulho ensurdecedor! O Rodrigo foi explorando o poço ia ficando cada vez mais fundo, 10, 12, 15m até o ponto mais fundo, que segundo Janú chega a 40m de profundidade!

Cachoeira do Buracão vista por baixo, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira do Buracão vista por baixo, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A previsão de tempo não estava nos ajudando muito, a chuva se aproximava, estávamos vendo as nuvens escuras e raios, a preocupação é que chovesse na cabeceira do rio e uma tromba d´água nos pegasse ali dentro do cânion. Quando estávamos ao lado da queda começamos a perceber o volume de água aumentando, o vento e o barulho também estavam cada vez mais fortes. Aproveitamos o bastante, mas logo fomos embora, afinal para não queremos dar sorte ao azar!

O canyon estreito que leva à Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

O canyon estreito que leva à Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


No retorno ainda fomos conhecer a comunidade de Brejões, que fica no caminho da nossa atração de amanhã, a Cachoeira da Fumacinha. Conhecemos o Seu Luiz, dono da propriedade que produz cana e uma cachaça de alambique de mais de 100 anos de tradição. Envelhecida em barris de carvalho e com um baixo teor alcoólico, mesmo que eu não sou muito de cachaça, achei deliciosa! Deixamos tudo combinado para o nosso café da manhã e almoço de amanhã, que teremos mais 8h de caminhada para chegar à Fumacinha, considerada por muitos a cachoeira mais bonita da Chapada!

Nadando na Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Nadando na Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

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Preparativos

Brasil, Minas Gerais, Passa Quatro (Pedra da Mina)

Ontem, a caminho de Passa Quatro passamos por Itamonte para colocar gasolina na Fiona. No posto o Ro comentou que iríamos subir a Pedra da Mina e que precisávamos achar um guia. O cara do posto não só nos indicou a o pessoal da Harpia, como ligou para lá para combinarmos de nos encontrar para organizar a subida na manhã seguinte.

Chegando lá comecei a perceber que esta caminhada não seria tão simples. O Alessandro e o Rodolfo, montanhistas, guias e sócios da Harpia e do Casarão, hostel para montanhistas da cidade, começaram a nos perguntar sobre o equipamento que tínhamos para montanha, qual era a nossa experiência, etc, etc. Falamos, mas aos poucos eles foram passando o recado que a Pedra da Mina era mais complicada do que eu imaginava. Um dia antes um cara foi resgatado de helicóptero na região, pois se perdeu tentando fazer a travessia da Serra Fina. Já sabíamos que não era fácil, Haroldo e Guto (primo e irmão do Ro) fizeram duas vezes e já haviam nos alertado, por isso decidimos fazer a caminhada em dois dias, acampando lá em cima. Mesmo tendo mais tempo para fazer o percurso, isso nos exigiu um planejamento diferente, teríamos que carregar nossa casa lá para cima, água, comida e equipamentos.

Nosso plano inicial não incluía compra alguma, mas nem eu nem o Ro tínhamos uma bota para montanha. Eu sempre usei tênis, acho muito mais confortável, mas não era o equipamento adequado para carregar peso em uma subida como esta. Depois de muita conversa, me convenceram a usar botas. Assim, compramos apenas o equipamento básico que estávamos precisando, isolante térmico, botas próprias para escalada e uma jaqueta impermeável e corta-vento, que de quebra vem com um sensor para me acharem se eu for pega por uma avalanche! Espero nunca precisar usar o sensor, mas a jaqueta pelo jeito será necessária, já que a previsão para a noite é de -3°C lá em cima! Bem equipados, agora só resta saber se realmente estou com o preparo físico, mas isso só vou descobrir lá no caminho.

Brasil, Minas Gerais, Passa Quatro (Pedra da Mina), Harpia, Montanha, Pedra da Mina, Serra Fina, Trekking

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Ilha de Lençóis

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis

Entardecer visto do alto das dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Entardecer visto do alto das dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


São 8h30 da manhã e acabamos de chegar à Ilha de Lençóis. Caminhamos para a vila de pescadores procurando por pouso e fomos recepcionados por uma moradora e sua filha que nos acompanharam até a pousada de Hélio. A ilha possui 3 pousadas, mas logo simpatizamos com esta pousada familiar, com quartos amplos, limpos e arejados, banheiro conjugado, em uma casa de palha de babaçu.

Difícil caminhanda chegando na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Difícil caminhanda chegando na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Hélio e Marluce são os simpáticos donos da pousada. Hélio nos contou que 10 anos atrás recebeu as primeiras turistas aqui, ainda antes da luz chegar na comunidade. Eram 3 meninas de São Paulo que não conseguiram pouso na única pousada que havia, onde hoje é o Serafim. Foi aí que ele viu uma oportunidade e começou a se organizar. Foi melhorando a casa, aumentou o número de quartos, arrumou o banheiro, comprou uma bomba de água e foi montando uma infra-estrutura para receber seus hóspedes.

Entardecer visto do alto das dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Entardecer visto do alto das dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


A luz chegou à Ilha de Lençóis em 2006 com o programa do governo Luz para Todos. A geração é feita através de dois moinhos de energia eólica, placas solares e para os períodos de inverno um gerador a diesel. A energia trouxe consigo alguns itens básicos do mundo moderno como, por exemplo, a geladeira. Em um lugar distante 4 horas de barco do continente, uma geladeira é um item essencial. A alimentação é basicamente peixe e camarão, além dos grãos, arroz e feijão. Queijo, frutas e verduras são itens muito perecíveis para a viagem e venda na ilha.

Energia elétrica na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Energia elétrica na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


O isolamento desta comunidade é tanto, que o casamento genético entre parentes acabou tornando comuns os casos de albinismo na população. Conhecidos como os Filhos da Lua, os albinos possuem uma característica recessiva de genes que fazem com que eles não produzam melanina na pele. Por isso seus cabelos são loiros bem claros, sua pele branca e hiper sensível à luz, não podendo ser expostas ao sol.

Caminhando nas dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Caminhando nas dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Enquanto caminhávamos para as lagoas com Nielly, 13 anos, filha mais velha de Hélio, perguntamos se ainda são comuns os casos, ela conseguiu contar ainda 10 pessoas albinas que vivem na comunidade, além de seu avô, que já se mudou para Cururupu. Uma manhã de céu aberto e sol já pode significar queimaduras de terceiro grau em suas peles. Por isso é mais fácil encontrá-los fora de casa em dias nublados ou ainda a noite. Os adultos albinos optam por trabalhar durante a noite, criando uma rotina alternativa para se adaptar ao clima local. Outros acabam se mudando para uma cidade maior, fugindo do sol e do efeito altamente cancerígeno que possui em suas peles.

Dunas e pequenas lagoas na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Dunas e pequenas lagoas na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Não é a toa que a ilha possui o nome de Lençóis. Suas dunas e lagoas lembram o Parque Nacional homônimo, e ela possui um subsolo rico em lençóis freáticos, motivo pelo qual esta é uma das ilhas mais ricas em recursos naturais na região. A comunidade do Guará, em uma ilha vizinha, não possui uma só fonte de água doce, dependendo de transporte de barco para toda a água potável consumida pela população. Hoje mesmo soubemos que um grupo do ICM Bio e Polícia Federal veio fazer a instalação de duas cisternas que irão captar água da chuva, ajudando a comunidade mais pobre da Reserva.
Enquanto tomávamos um banho de mar, encontramos o Seu Domingos, pescador que havia acabado de tirar um Xaréu de 10 kg da água! Ele veio nos avisar para tomar cuidado, pois algum peixe grande havia furado a sua rede. Olha que um peixe para furar a rede que pesca um Xaréu deste tamanho, só pode ser um tubarão ou um mero, nos disse ele preocupado.

Seu Domingos e sua pescaria, na praia da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Seu Domingos e sua pescaria, na praia da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Tínhamos que voltar logo mesmo, pois sabíamos que Marluce já estava nos aguardando para o almoço. Retornamos pelas dunas, tomamos um banho de lagoa, que ainda estão começando a encher. Depois do almoço aproveitamos para tirar uma pestana antes de subir as outras dunas que existem na ilha. Estas são mais altas e não formam lagoas, mas possuem um lindo visual das Reentrâncias Maranhenses, perfeito para o pôr-do-sol. Pena que as nuvens negras não estavam ajudando muito. Mais tarde fomos à procura do Mário, nosso transporte de volta e acabamos caindo por engano no Bar do Martins.

Nas dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Nas dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Foi pisarmos ali que o mundo desabou. Foram horas de tempestade tropical, vento e muita chuva. Presos no bar, restava tomarmos uma Schin de Itú (única cerveja do bar) e socializar com Seu Zé Maria e as crianças que ficaram por lá. Acabou que no final virou um baita carnaval! Estavam lá Micaela, Micael (irmãos gêmeos), Ana Luiza, José Kleber, Devanilson, Gleise e várias outras crianças que não me deixaram respirar um só minuto.

Festa com as crianças no Bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Festa com as crianças no Bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Esconde-esconde, pega-pega, cavalinho, ciranda; brincamos e dançamos tudo o que vocês possam imaginar. Até aula de geografia rolou. O Zé Maria já estava até mandando as crianças para casa depois de tanta folia.

Com o Zé Maria, no Bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Com o Zé Maria, no Bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Quando a chuva parou, foi a minha deixa para irmos embora. Deixei os pequenos gêmeos em casa e fomos para o nosso descanso merecido. Este foi apenas o primeiro dia e já estamos nos sentindo em casa, vai ser difícil ir embora.

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis, Dunas, Reentrâncias Maranhenses

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