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Fernanda (24/12)
Ola, existe uma grande possibilidade de eu ir morar em TO.. sou de sp e n...
Ricardo (21/12)
Oi Rodrigo, tudo bem? acabei de olhar seu post, muito sensacional!! certa...
Clenir (19/12)
Adorei a aventura de vcs...meu sonho e voltar a viver p essas bandas de m...
Mariela B. Lutz (11/12)
Boa tarde! Estou indo entre 2 pessoas, com carro normal locado em Calama....
GISELE GONÇALVES DE OLIVEIRA ANTUNES (24/11)
Bom dia,tenho planos para fazer esta trilha, quanto tempo para subir e de...
O antigo Palácio dos Jesuítas, em Cayenne, na Guiana Francesa
Hoje foi o dia de entrarmos de vez na Guiana Francesa. Por enquanto, só estávamos do outro lado do rio, o Brasil logo ali, à nossa vista. Um passeio na pequena e tranquila vila é o bastante para ver que saímos do Brasil, pois está tudo escrito em francês, as ruas e calçadas são bem arrumadinhas, a arquitetura é distinta, com um certo ar europeu. Mas a gente ouve muito português pelas ruas, principalmente do lado do porto.
Placa de rua já nos mostra que estamos fora do Brasil (em Saint Georges, na Guiana Francesa)
Na verdade, a Guiana Francesa não é um país, mas um departamento (estado) francês. Tecnicamente, estamos na França! Aliás, pouca gente sabe, mas o país com a fronteira terrestre mais extensa com a França não é a Alemanha, a itália ou a Suiça. Não! Na verdade, é o Brasil, exatamente pela longa fronteira do Amapá e do Pará com a Guiana Francesa. Inclusive, na época de Dom joão, depois dos franceses botarem ele para correr de Portugal, numa espécie de retaliação, o Brasil, com a devida ajuda da Inglaterra, "conquistou a Guiana. Mas quando a monarquia retornou à França, o país foi devolvido também. As fronteiras só foram definitivamente demarcadas no início do século XX, oficializando o rio Oiapoque como fronteira. Entre Brasil e França!
Nosso hotel em Saint Georges de L'Oyapoque, na Guiana Francesa
Enfim, tomamos a direção rumo ao norte, deixando o Oiapoque para trás e atravessando a floresta guianesa numa estrada asfaltada e cheia de curvas. Muito pouca coisa no caminho, exceto árvores. A floresta ainda ocupa a vasta maioria do território da Guiana Francesa, onde muito pouco é produzido e quase tudo vem da França, o que torna os produtos bem caros. Aliás, com a construção da ponte, muita coisa passará a vir do Brasil, o que vai baratear a vida no país. Em contrapartida, produtos franceses atravessarão a ponte em direção à Macapá. A economia fluirá e trará progresso para os dois lados. O difícil será separar a parte boa e a parte ruim do progresso...
Igreja em Cacao, na Guiana Francesa
Um pouco depois da metade do caminho, entramos na pequena vila de Cacao. O que a torna especial é que foi fundada por imigrantes do Laos, fugidos da guerra nos anos 70. Trouxeram consigo seus costumes, comida e arquitetura. Isso fez da pequena vila um dos destinos preferidos dos habitantes de Cayenne, principalmente aos domingos, quando é realizado uma feira. Hoje era sábado, e com muita chuva. Então, a cidade estava bem tranquila. Tiramos algumas fotos, andamos um pouco, admiramos a densa mata da região, os telhados característicos do sudeste asiático e seguimos para Cayenne, 70 km ao norte.
Vista de Cacao, na Guiana Francesa
Mas, foi voltarmos à estrada principal que logo paramos novamente. Um carro, uma antiga Toyota toda adesivada nos chamou a atenção. Logo a reconhecemos como aquela que tinha passado pela concessionária da Toyota em Macapá, uma semana antes de nós, que os vendedores tinham feito propaganda. Holandeses viajando pelo mundo. Pois é, eles mesmos! Fizeram sinal para que parássemos, e nós, os dois carros, encostamos ao lado da estrada e nos apresentamos.
Encontro com os viajantes holandeses Karin e Coen, na estrada há oito anos! (região de Cacao, na Guiana Francesa)
Eles também nos conheciam! Tinham estado na Laje do Pai Mateus, na Paraíba, e viram nosso adesivo. O pessoal do hotel fez propaganda nossa. Agora, aqui, no meio da Guiana Francesa, nos encontramos! Mundo pequeno! Bom, o fato é que a conversa serviu para nos mostrar que eles são muito mais "profissionais" do que nós. Estão na estrada há 8 anos, cinco deles na Ásia e três na América do Sul. Escrevem para várias revistas e conseguem viver disso. O site deles é www.landcruising.nl No site, há links para vários outros sites. Inclusive para um casal de suiços detentores do recorde mundial de viagens. Estes estão na estrada desde 84, com o mesmo carro! Já passaram por mais de 160 países!!! Impressionante! O site deles é o http://www.weltrekordreise.ch/a_starte.html
A densa e úmida mata amazônica na região de Cacao, na Guiana Francesa
Pela primeira vez conversamos com alguém que, quando dissemos do plano de viagem e do tempo, 1000 dias, respondeu "Mas só 1000 dias? É muito pouco! Melhor ficar só na América do Sul!" Heheheh, cada um com sua referência, né? E assim nos separamos, cada Toyota no seu ritmo, cada toyota para seu lado.
Praça em Cayenne, capital da Guiana Francesa
E o nosso lado era Cayenne. Cidade pequena, para uma capital, umas 70-80 mil pessoas. A gente se instalou no Hotel Best Western Amazonia, bem central, com internet e garagem para a Fiona. Não poderíamos pedir mais...
Cayenne decorada para o carnaval, na Guiana Francesa
Aproveitamos o finalzinho de tarde para passear pela cidade quase deserta, num sábado de tarde chuvoso. Algumas fotos para marcar o dia e a gente se acostumando com um novo país e uma nova língua. Afinal, estamos em Cayenne, ou, nous sommes à Cayenne!
Iício da Trilha da Parnaioca, na Ilha Grande - RJ
Desde que chegamos à Ilha Grande já sabíamos que o tempo iria fechar geral no fim de semana. São Pedro é sempre muito certeiro neste sentido. Procurei então relembrar a sabedoria de um amigo do meu irmão: “Não existe ‘tempo bom’ ou ‘tempo ruim’. Existe ‘tempo de sol’ e ‘tempo de chuva’. Se vai ser bom ou ruim, depende é do seu estado de espírito!”. Sábias palavras! Então nos programamos para o tempo de sol e para o tempo de chuva... Ontem, tempo de sol, aproveitamos para caminhar para Lopes Mendes.
Estrada que liga Abraão e Dois Rios, na Ilha Grande - RJ
Hoje, tempo de chuva, partimos para uma “rodriguisse” total: ignorar a chuva e caminhar até Dois Rios e, de lá, eu daria um “tiro” até a Parnaioca, ida e volta, para depois caminhar com a Ana de volta ao Abraão. Daqui para Dois Rios são quase 8 quilômetros de estrada de terra que vai subindo até uns 400 metros de altura para depois, descer do lado de lá. De Dois Rios para Parnaioca, também são quase 8 quilômetros. Mas aí, é trilha mesmo, serpenteando na mata atlântica, com sobes e desces bem suaves.
Trilha para Dois Rios, na Ilha Grande - RJ
Partimos cedinho, já com chuva na cabeça, para já deixar a gente bem acordado. A Ana quentinha na jaqueta e bota de goretex e eu de camiseta e sandália papete, boa de caminhada. Enquanto me mantivesse em movimento, não sentiria frio, apesar do frio. Seguimos morro acima pela estrada em ritmo acelerado. A subida da estrada é suave e rapidamente chegamos lá em cima. Na descida, pegamos um atalho escorregadio pela mata, que corta um bom pedaço de estrada. Logo já estávamos na “Piscina dos Soldados”, local onde os soldados que cuidavam do presídio tomavam banho depois da caminhada vinda do Abraão. A água da chuva deixou a piscina bem cheia e meio barrenta. Só deu para tirar umas fotos e continuar.
Ruínas da Casa Correcional de Dois Rios, na Ilha Grande - RJ
Depois, chegamos a Dois Rios. A praia tem esse nome porque dos dois lados da faixa de areia tem uma barra de rio. Muito bonita, em tempo de sol e em tempo de chuva. Ali, eu e a Ana nos separamos. Ela foi para o museu do presídio e eu fui camelar para Parnaioca. Apesar das contra-recomendações em Abraão de que a trilha era perigosa, que haveria cobras, que eu poderia me perder, que precisava de guia, que eu poderia cair no mar e blá blá blá, a trilha está em ótimo estado e eu teria de fazer muito esforço para me perder. Na verdade, a trilha está até mesmo sendo alargada e cuidada pelo INEA, órgão estadual responsável pelas áreas de preservação do Rio de Janeiro. Afinal, aquela parte da Ilha Grande forma um Parque Estadual.
Cachoeira na trilha da Parnaioca, na Ilha Grande - RJ
Eu fui correndo nas partes em que a trilha permitia e andando rapidamente nas outras. No início, tentava evitar as poças d’água mas depois, com a chuva aumentando, desencanei e pisava no meio das poças mesmo, onde era menos escorregadio. No caminho, passamos por grutas, muitos córregos encachoeirados e uma vegetação exuberante. Pode-se sempre ouvir o mar, mas ele fica escondido pelas folhagens. A gruta mais importante é a “Toca das Cinzas”. Diz a lenda que o nome vem do fato que os escravos rebeldes eram deixados ali, dentro de gaiolas, até que virassem cinzas e servissem de exemplo para os outros. Nossa... que civilidade! Os córregos trazem muita água lá de cima. No tempo de sol, deve ser uma água puríssima, boa de beber. Mas, em tempo de chuva, vem meio enlameada. Resolvi beber da minha garrafa mesmo. Já a vegetação, que coisa mais linda! De tempos em tempos, lindos bambuzais me protegiam da chuva e vento e forneciam um solo seco para eu pisar. A neblina trazia um certo ar fantasmagórico ao local. O único barulho, além do mar ao longe, eram os pingos de água caindo. Maravilhoso! Fora dos bambuzais, muito barulho de pássaros cantando e mesmo um som de macacos ao longe. Mas, o ponto alto da vegetação é uma maravilhosa figueira. Pelo porte do tronco, deve ser milenar. Mesmo eu, tão racional a maioria do tempo, senti-me obrigado a, na ida e na volta, parar e venerá-la por algum tempo. Lindaaaaaaa!
Gigantesca, milenar e maravilhosa Figueira, na trilha da Parnaioca, na Ilha Grande - RJ
Gigantesca, milenar e maravilhosa Figueira, na trilha da Parnaioca, na Ilha Grande - RJ
Por fim, a famosa Parnaioca. Ar selvagem, próprio de praias isoladas. Mar de ondas, uma delícia de banho. No meio da praia, uma igrejinha histórica e um pequeno cemitério, além de dois campings. No fim da praia, um rio cheio de corredeiras que chega a formar pequenas cachoeiras. Delícia de banho de água doce. Conversei bastante com o Sílvio, dono de um dos campings. Hoje estava completamente deserto por lá, mas ele me disse que, na temporada, chega a ter mais de 50 barracas. Gente que vai para passar a semana inteira. Muita gente vai de barco mas, com o mar do jeito que está, só pela trilha mesmo. Ele me disse que a distância até Aventureiros, outra praia famosa e linda, é mais ou mesmo a mesma que de Dois Rios. Só que vai passando por outras praias. Portanto, é perfeitamente possível sair de Abraão e ir até Aventureiros no mesmo dia.
Praia da Parnaioca, na Ilha Grande - RJ
Bom, mas o meu caminho era no sentido inverso. Acelerei na volta, já que a Ana me esperava em Dois Rios. Quando cheguei, ela estava confortavelmente instalada na Venda da Tereza, tomando uma cervejinha gelada e socializando com a Tereza e Otacir. Tinha passado boa parte do tempo vendo um filme no museu. E não foi um filme de museu não, foi Robin Hood, com Russel Crowe.
Igreja da Parnaioca, na Ilha Grande - RJ
Passamos todo o trecho da caminhada de volta com ela me contando o filme. Sem percebermos, já estávamos de volta a Abraão. Prontos para um maravilhoso banho quente, um crepe delicioso e uma passeio na cidade. Num sábado à noite, a cariocada já tava dominando a gringaiada nas ruas. Nossos ouvidos tiveram que nos reacostumar, trocando o francês e o alemão pelo chiado e cantado típicos do povo fluminense. Por fim, até aventamos ir ao forró, mas a cama nos pareceu muito mais atrativa.
Cachoeira na estrada entre Abraão e Dois Rios, na Ilha Grande - RJ
Foi um belo dia, prova que tempo de chuva pode ser, também, um bom tempo!
Pôr-do-sol na Washington Luís, chegando em São Carlos - SP
Um longo, interessante e variado dia na estrada. Assim podemos resumir o dia de hoje. Chuva e sol, mar e rio, montanha e praia, Paraná e São Paulo. Mas, no fim, saímos da casa da família para chegar na casa da família também!
A idéia original era só dirigir até Cananéia, mas acabamos "esticando" até Ribeirão Preto. Deixamos Cananéia perto das 11 da manhã, ainda com tempo ruim (ver post abaixo). Resolvemos seguir para Ribeirão por um roteiro alternativo, passando por um parque estadual chamado Carlos Botelho. Existe uma estrada-parque que o atravessa de sul a norte e que estava bem na nossa direção.
Placa informativa no Parque Estadual de Carlos Botelho, núcleo Sete Barras, em São Paulo
O parque tem uma das porções de mata atlântica mais bem conservadas do estado. Basta entrar nela para se observar e sentir a abundância de vida desse ecossistema. Não é muita gente que sabe mas a diversidade de vida da Mata Atlântica supera em muito a da floresta amazônica.
Paisagem do Parque Carlos Botelho no estado de São Paulo
O único porém do parque é que para se visitar várias de suas atrações é preciso agendar com bastante antecedência. Assim, não pudemos fazer as trilhas que levam à cachoeiras e a uma enorme figueira. Por um lado, estão protegendo o parque, mas por outro, acho um absurdo não podermos seguir uma trilha bem marcada com nossos próprios pés. De novo, fiz aquela promessa de, na próxima encarnação, ser um "pesquisador" com super-poderes e poder visitar todos os parques, reservas e cavernas do Brasil sem ninguém enchendo o saco.
Paisagem do Parque Carlos Botelho no estado de São Paulo
Quando descemos a montanha do outro lado do parque o tempo já tinha melhorado. Sinal que já estávamos chegando em Ribeirão e se afastando de Curitiba! He he he. Mas antes, ainda tínhamos um pit-stop a fazer: São Carlos, uma quase tranquila cidade do interior paulista que ostenta duas das melhores universidades do país, a USP e a UFSCAR. Local perfeito para a vida estudantil, cidade jovem e progressista. Passamos lá para conhecer a casa da Lalau (minha irmã) e do Gêra, muito bem instalados que estão.
Casa da Lalau e do Gêra em São Carlos - SP
Depois de conhecer a gostosa casa e condomínio, demos carona para a Lalau até Ribeirão Preto, onde moram meus pais. Os próximos dias serão de muito sol, saúde e vida na fazenda. Aguardem notícias!
Deliciosa casa do Sérgio em Ubatuba - SP
Após um jantar de gala e comemoração em alto estilo ontem de noite em Campos (fondue ao lado de uma lareira, 0 graus do lado de fora!), partimos meio atrasados hoje para tentar veo o jogo do Brasil já em Ubatuba. Antes de sair, uma última paradinha numa farmácia. Enquanto a Ana se divertia lá dentro fui abordado por um simpático sujeito atraído pela Fiona, seu guincho e seus adesivos. Tem sido assim outras vezes. Ela é uma ótima propaganda ambulante do nosso projeto. Falta só a gente avisar a montadora...
Depois, à toda para o litoral tentando driblar os radares. Estrada bem tranquila, como era de se imaginar, nesse dia e horário. Exceção ao centro de Taubaté, que atravessamos seguindo cegamente o GPS. Se não fosse por ele, acho que ainda estaríamos por lá. Bom, também se não fosse por ele, não teríamos nos arriscado em cruzar a cidade...
A descida da serra também foi vagarosa. Não por causa do trânsito, que como já disse era inexistente. Mas, primeiro, para quem conhece a estrada, sabe que não dá para acelerar muito na descida de Taubaté. Algumas curvas mais fechadas a Fiona quase tem de manobrar. Segundo que o ferio dela está esquentando muito.Assim, passamos a usar bastante o freio motor, variando entre primeira e segunda marchas. Um pouco de cautela não faz mal a ninguém. Principalmente para quem pretende rodar mais de 100 mil km neste carro, inclusive descer estradas pelos Andes à fora...
Em Ubatuba, após algumas tentativas frustradas, acabamos encontrando um simpático churrasquinho de gato para assistirmos o jogo. Deu sorte e faturamos o Chile. Que venha a Holanda. A de 94 ou 98 e não a de 74!
Depois, fizemos umas comprinhas e chegamos à casa do Sérgio, na Praia Vermelha. Depois de tanto tempo fora de casa, nada como chegar em uma que quase consigo chamar de lar. Só é estranho não cruzar com os familiares queridos pelos corredores ou salas. Principalmente os pais, que são a alma dessa casa.
De qualquer maneira, após 16 ou 17 temporadas, o sentimento é de home, sweet home.
Praia de Jabaquara em Ilha Bela - SP
Hoje foi o dia que aprendi que "Jabaquara" é mais do que o nome de um bairro ou de uma estação de metrô. Já chego lá...
Nossa intenção original era ir para o Bonete. Mas foi difícil deixar aquela casa cedo. A vista é um convite a contemplação e ao ócio, à partir do momento que abrimos a cortina do quarto e nos deparamos com o canal de São Sebastião sob um sol brilhante e um céu sem nuvens. Além disso, como não conseguimos fazer a internet da TIM funcionar a não conseguimos ativar nosso modem da Vivo, ficamos dependentes de um internet café na vila. Até acabar a função, já era bem tarde para irmos ao Bonete.
Vista do nosso quarto na casa em Ilha Bela - SP
O programa alternativo foi ir de carro para a bela Praia de Jabaquara, sugestão da prima Celina. Ela fica na face norte da ilha e alguns poucos quilômetros de estrada de terra com manutenção duvidosa a protegem das hordas de turistas e ondas de desenvolvimento. Quem não liga muito para a precariedade da estrada de terra são os esfomeados borrachudos que nos recebem de braços, pernas e bocas abertas.
Supostamente, há uma trilha ligando Jabaquara à duas praias mais distantes e selvagens, a Praia da Fome e a Praia do Poço. Essa suposta trilha já foi, inclusive, estrada por onde passavam carros. Atualmente, descobrimos, nem gente passa mais. Bambuzais antropófagos fecharam a trilha, o que torna ainda mais romântica a foto do Landau estacionado nas areias da Praia do Poço.
Praia de Jabaquara em Ilha Bela - SP
Não querendo enfrentar o bambuzal, nos divertimos com um snorkel meia boca na Jabaquara mesmo. O "meia" é pelo fato de, na água, nos livramos dos malditos bloodsuckers. Fora isso, o snorkel foi, como diria o amigo e professor Reinaldo, 1/4 de meia boca. O snorkel pode ter sido ruim, mas a praia é linda. Devidamente protegidos com repelentes e roupas, ela pode ser bastante aproveitada.
E nós a aproveitamos vendo o excelente jogo Holanda x Uruguai, com final eletrizante. Ai se o nosso time tivesse metade da raça uruguaia... ninguém segurava.
Voltamos para casa saboreando o jogo e a deliciosa porção que comemos no restaurante da praia. E com a promessa de lá voltarmos, após os 1000 dias, para abrir caminho pelo bambuzal. Se um Landau passou, eu passo também!
Em casa, de noite, fizemos um piquenique de vinho e queijo para celebrar os 100 dias de viagem. Cem dias! Dez por cento já se foram!!! Depois comento mais em outro post sobre isso...
Celebrando os 100 dias de viagem, em Ilha Bela - SP
Enfim, nesse primeiro dos próximos cem dias, descobri que Jabaquara, além de bairro e estação de metrô, também é praia e borrachudo. E que bela praia e que "belos" borrachudos!
Atravessando dunas na viagem entre Paulino Neves e Barreirinhas - MA
Onze anos depois, finalmente fiz a travessia Paulino Neves - Barreirinhas no próprio carro. Da outra vez, bastaram alguns quilômetros na saudosa Maria (Pampa 4x4) para eu desistir. Ainda era no percurso Tutóia-Paulino Neves, qu hoje está asfaltado. Bastou uma ponte quebrada e uma água mais funda para eu desistir. E bastou andar alguns quilômetros no areial depois de Paulino neves, já a caminho de Barreirinhas para eu agradecer aos céus por não ter insistido.
Com a Dona Mazé, dona da pousada em Paulino Neves - MA
Hoje, com a Fiona, a história foi diferente. Esse caminho muda constantemente, seja pelas dunas que vagarosamente se movem, seja pelas chuvas que criam novas lagoas e charcos. Um track de GPS do ano passado é inútil esse ano. A melhor estratégia e seguir a Toyota de linha, que faz o caminho diariamente. Assim fizemos, depois de combinar com o motorista da Toyota, claro.
Atravessando ponte na viagem entre Paulino Neves e Barreirinhas - MA
Para carros baixos, até que dá passar pelas águas do caminho. O problema maior são os areais. O fluxo de Toyotas cria trilhas com a parte central muito alta. Tem de ser carro alto. E traçado, claro. Mesmo assim, patina bastante. Mas a Fiona passou bem, sem mesmo ter de abaixar os pneus. É uma valente, hehehe!
Atravessando areial na viagem entre Paulino Neves e Barreirinhas - MA
Em Barreirinhas, a gente se instalou na Pousada Lins. Por um dia. Amanhã, seguimos para Atins, no encontro do rio Preguiças com o mar. Lá será nossa base para explorar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Passamos algum tempo discutindo sobre como chegar lá: de barco ou de carro. E, se for de carro, com o nosso ou na Toyota de linha? E se for de barco, numa voadeira ou no barco de linha? Conversamos com amigos, o pessoal do hotel e da pousada que vamos ficar lá. A decisão foi pelo barco de linha mesmo, que desce preguiçosamente o rio Preguiças, hehehe. Fiz isso da última vez e tenho boas lembranças. Vamos ver como será dessa vez...
Orla do rio Preguiças, em Barreirinhas - MA
Aqui em Barreirinhas, passeamos pela orla do rio, cheia de restaurantes. A cidade cesceu, sem dúvida. Mas, fora de temporada, está bem tranquila. Fomos verificar a possibilidade de fazer um sobrevôo do parque, mas para hoje, o avião estava em manutenção. Quem sabe na volta, na segunda?
Rio Preguiças, em Barreirinhas - MA
Por fim, fomos comemorar nosso 1o ano de casados ao contrário (21 meses) num jantar em um hotel chique daqui, o Porto Preguiças. Indicação do primo Haroldo. Hmmm... o risoto de camarão estava maravilhoso! Valeu cada centavo!
Jantar de comemoração em Barreirinhas - MA
Para os próximos dias (vamos passar pelo menos três noites por lá), parece que não teremos internet. Então, vamos ficar meio silenciosos. Mas, não se preocupem! Voltamos com a corda toda, cheio de histórias e fotos!
As incríveis pedras que se movem, no leito seco de um antigo lago no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Eu já tinha ouvido falar desse estranho fenômeno, mas não sabia que era por aqui. Pedras que andam! Movem-se e deixam provas disso, longos rastros marcados no solo ao longo de centenas de anos de “caminhada”. Devo ter visto a história em algum documentário há muito tempo e ela estava perdida em minha memória. Mas aqui, lendo sobre as atrações do Death Valley, vi a descrição de uma tal de “Race Track”. Ficava numa região afastada do parque, no leito seco de um antigo lago, acessada apenas com algumas horas de carro por estradas de terra. Eu não tinha lido a descrição até o fim e, pelo trabalho de chegar até lá, tínhamos decidido deixar para trás.
Belo fim de tarde no lago da Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Mas quando estivemos na Badwater Basin, conhecemos um casal de americanos que tinha ficado muito interessado na Fiona. Conversando, eles nos contaram da programação deles no parque e disseram que a tal “Race Track” era imperdível. Foi só quando contaram os detalhes é que a memória me veio à tona. Foi quando decidimos dormir uma noite mais no parque, para poder vir até aqui. Não só para ver as tais pedras que andam, mas também pela beleza selvagem da região e pelo acampamento selvagem que teríamos de fazer.
Leito seco de antigo lago na parte norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
E assim foi. Depois da visita à imponente cratera do Ubehebe, botamos a Fiona na terra e dirigimos os quarenta quilômetros até esta vasta planície seca que já foi, um dia, um lago. Cercado por montanhas, solo partido e branco pelo sal e até com uma antiga ilha de pedras no meio, a região muito nos lembrou o Salar de Uyuni, na Bolívia. Com duas diferenças básicas: lá estávamos a 4 mil metros de altitude e aqui, pouco acima de mil; e a escala, aqui o antigo lago era muito menor que o antigo lago de lá. Mas na aparência, principalmente pela “ilha”, são realmente muito parecidos.
Leito seco de antigo lago na parte norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
A sensação de isolamento é incrível, quilômetros e quilômetros de paisagens sem ver pessoas ou carros. Mas ao lado do lago, aí sim, outros dois carros estacionados. Chegamos bem no fim da tarde, as sombras das montanhas correndo para tomar conta do leito do lago e nós correndo mais ainda para alcançarmos a parte iluminada pelo sol. Os carros não podem entrar no leito do lago e temos mesmo de caminhar por ele.
Caminhando no leito seco do lago da Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Fomos direto para a ilha, para uma primeira exploração. Do seu ponto mais alto, pude observar as pequenas pedras espalhadas pelo leito do lago, todas possíveis “caminhantes”. Chegamos até algumas e, nenhuma pista de deslocamento. Insistimos, fomos até outras e, para nossa surpresa, lá está o rastro, vinte, trinta metros de caminho curvo ou retilíneo, escavado no solo arenoso e terminando justo onde está a pedra.
No topo de uma antiga ilha num lago que secou no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
As pedras estão lá, quietas e imóveis. Mas os estranhos rastros parecem mesmo dizer alguma coisa. Alguns dos rastros claramente são o fruto da brincadeira de algum espírito de porco. Difícil, quase impossível, fazer com a mão. Mas com as rodas de um automóvel ou motocicleta, aí sim. Mas, outros rastros, por mais estranho que isso possa soar, parecem mesmo autênticos! Incrível!
As incríveis pedras que se movem e seus rastros, na Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Ali do lado da ilha não eram muitos os exemplares das pedras que se movem. A maioria delas está no extremo sul do antigo lago, mas já não tínhamos tempo para chegar lá, a luz do dia quase se acabando e a gente ainda tendo de armar acampamento. Deixamos para visitar essa parte hoje de manhã.
Desconfiado dos rastros dessa pedra no Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Dirigimos mais alguns quilômetros pela estrada de terra até chegar à área de acampamento. Aí armamos nossa barraca e cozinhamos aquele tradicional macarrão instantâneo, que nessa hora de fome e frio, parece um banquete!
Nosso acampamento ao lado do Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Felizes com o dia magnífico, acampados ao lado do Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Além de algumas poucas barracas a centenas de metros de nós, tivemos outros dois companheiros na noite. Primeiro, uma curiosa raposa, seus olhos brilhando na escuridão, atraída pelo cheiro do nosso macarrão. E segundo, uma maravilhosa lua cheia, soberana num céu cheio de estrelas, longe que estávamos de qualquer iluminação produzida pelo homem. Nessa hora, admirando o impressionante céu sobre nossas cabeças, impossível não pensar sobre as incontáveis gerações de seres humanos que, ao longo de dezenas de milhares de anos, puderam observar o mesmo espetáculo diário, fonte de medos, crenças, deuses, admiração e veneração. Conheciam cada detalhe desse céu, planetas e estrelas, estações e direções. Um conhecimento que se perdeu quase que completamente nessa era de grandes cidades que todos vivemos. Mas basta uma noite sob um céu assim para percebermos o quão inspirador esse infinito que paira sobre nossas cabeças ainda pode ser...
Noite de lua cheia e maravilhosa no acampamento ao lado do Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Hoje pela manhã, barraca empacotada na Fiona, voltamos ao Race Track, dessa vez na parte sul do antigo lago. Lá estão dezenas de pedras andantes, cada uma com seu rastro, numa estranha e silenciosa corrida que já dura décadas ou séculos. Uma visão surreal. Afinal, pedras não deveriam se mover!
Nosso acampamento em meio a bela paisagem perto da Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Acordando depois de acampar perto da Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Pois é, precisam contar essa regra para essas daqui. Há muitas tentativas de explicação para o estranho fenômeno. A que faz mais sentido é que, de tempos em tempos uma fina camada de gelo cobre o leito do lago, tornando-o bem escorregadio. Aí, o forte vento da região se encarrega de empurrar as pedras por alguns centímetros ou milímetros. Os rastros vão sendo criados e não há erosão que os apague. Pelo menos, não nessa última piscada de olhos do tempo geológico.
As incríveis pedras que se movem, no leito seco de um antigo lago no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Apostando corrida com as pedras do "Race Track", no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Muitas fotos depois, seguimos viagem para Las Vegas. Mas primeiro, uma parada em Furnace Creek para mais uma sessão de piscina e de chuveiros revitalizantes. Dessa vez, conseguimos chegar antes das onze da manhã e nosso ingresso do dia anterior ainda estava valendo. Se os antigos colonizadores que cruzaram o Vale da Morte tivessem a sua disposição por aqui um hotel como esse, certamente o temido vale teria outro nome...
A deliciosa piscina do hotel em Furnace Creek, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
E nós, devidamente lavados e banhados, seguimos para a capital mundial do jogo, um enorme contraste desse paraíso natural que deixamos para chegarmos a um mundo criado completamente pelo homem e para o homem. Ju e David nos esperam por lá!
A conhecida placa de boasvindas à Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos
Pier avança sobre o lindo mar de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Na madrugada de ontem, ao descer as escadas da casa da Marília e do David, lá estava ele a nos esperar, para despedir-se e também certificar-se que não perderíamos o avião. Bem, não perdemos! Eram seis da manhã quando chegamos ao aeroporto em Castries para devolver o carro e fazer o check-in. Antes das oito decolávamos e vinte minutos mais tarde estávamos pousando em Kingstown, a capital de São Vicente e Granadinas.
Terminal de ferries da capital de São Vicente, no Caribe
Viajando e aprendendo! Descubro agora que foi aqui, em São Vicente, que os índios Caribs mais resistiram à dominação europeia. Pensava que havia sido em Dominica, única ilha do Caribe onde ainda existe uma comunidade desses índios. Também descobri o porquê disso...
Deixando para trás Kingstown, a capital de São Vicente, no Caribe
Conforme os índios Caribs foram sendo exterminados ou expulsos das outras ilhas, eles foram migrando para São Vicente, seu grande bastião aqui no Caribe. Até franceses e ingleses reconheciam isso e, por meio de tratados, definiam a ilha como um local “neutro” na sua eterna luta de supremacia na região. Outro ponto que tornava a ilha especial foi que também negros fugidos e rebelados contra a escravidão buscavam refúgio em São Vicente. Aqui, acabaram por se mesclar com os indígenas, formando um grupo conhecido como “Black Caribs”.
No ferry entre San Vincent e Bequia, uma das Granadinas
No ferry entre San Vincent e Bequia, uma das Granadinas
Bom, como era usual naquela época, os tratados eram desrespeitados e os ingleses ocuparam a ilha, enfrentando uma aguerrida resistência dos Black Caribs. Por fim, já no final do séc. XVIII, os ingleses deportaram à força 5 mil indígenas para a ilha de Roatan, na costa de Honduras. Mais ou menos como Stálin faria quase duzentos anos depois, com diversas populações no Cáucaso, para garantir o controle russo da região. Os Caribs sentiram o golpe e finalmente se submeteram ao controle colonial.
Descansando no ferry entre São Vicente e Bequia, uma das Granadinas
Chegando à ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas
Outra tragédia aguardava a população indígena. No dia 7 de Maio de 1902, um dia antes da grande erupção do Mt. Pelée, na vizinha Martinica, o vulcão Soufriere entrou em erupção por aqui. Cerca de 1.600 pessoas morreram, todos parte da população Carib que vivia aos pés da montanha. É por isso que hoje, a única população remanescente de Caribs está em Dominica.
Muitos veleiros na ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Caminhando para o hotel pela orla de Port Elizabeth, a capital da ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Hoje, a principal atração turística da ilha de São Vicente é exatamente o trekking até o alto do vulcão adormecido. Saindo da capital Kingstown, é um programa entre 5 e 6 horas, contando o deslocamento de carro também. Nós estávamos na dúvida se faríamos ou não, pois estamos com tempo contado para chegar até Granada, de onde voaremos para Barbados no dia 1º. Fazendo as contas, e considerando que queríamos conhecer também as Granadinas, a cadeia de pequenas ilhas que se estende de São Vicente até Granada, vimos que não teríamos tempo, infelizmente. Tivemos de escolher entre as praias paradisíacas e o famoso vulcão e, estando nos nossos últimos dias no Caribe, acabamos optando pela primeira opção.
Praia paradisíaca na ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Desse modo, nossa experiência na ilha de São Vicente, a principal do país, foi tomar um táxi do aeroporto até o porto, seguindo pela estrada cênica. O ferry partiu cinco minutos depois de chegarmos e pudemos admirar a cidade de Kingstown, espremida entre as montanhas e o mar, enquanto nos afastávamos em direção ao sul.
Jogando Bets em praia de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Nosso destino era a ilha de Bequia, a primeira e a mais popular das Granadinas. Só tivemos um certo problema em pronunciar corretamente o seu nome. Por mais pausadamente que eu dissesse o seu nome, ninguém me compreendia. Tive de mostrar por escrito para alguém dizer: “Bek-uei! You wanna go to Bek-uei!”. Okay, então Bequia é “Bek-uei”…
A maré forma pequenas piscinas em praia de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Então, uma hora mais tarde, ainda antes das 10 da manhã, chegamos ao nosso destino: Port Elizabeth, a principal cidade da pequena ilha. Aí, de mochila nas costas (é aqui no Caribe, sem a ajuda da Fiona, que eu me sinto um verdadeiro mochileiro!), fomos caminhando pela calçada na maravilhosa orla da cidade, sob a sombra das árvores e com um verdadeiro aquário ao nosso lado, até encontrar um hotel de preços razoáveis, bem em frente ao mar. A cidade está numa baía que fica sempre repleta da veleiros. Afinal, as Granadinas são o paraíso dos velejadores e Bequia é o portão de entrada desse paraíso.
Caminhando por praia na ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Pelo resto do dia de ontem e por todo o dia de hoje, nossa programação foi aproveitar as duas mais belas praias da ilha, a Princess Margareth e a Low Bay, ambas com areias brancas, cor de creme e águas calmas e cristalinas, cor típica do Caribe. Para chegar até lá, duas maneiras: pela estrada dando a volta num morro, muito sobe e desce e uma meia hora de sol à pino ou simplesmente nadando naquela águas paradisíacas, dando a volta nas pedras...
Trabalhando na varanda do hotel em Port Elizabeth, em Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
No primeiro dia, caminhamos. Depois de muito sol e snorkel com muitos ouriços e o mais incrível polvo que já tive ao meu alcance, decidimos que a Ana voltaria nadando e eu me arriscaria pelas pedras, carregando a mochila. Deu trabalho, mas consegui. Já no dia de hoje, nada de levar mochila, fomos os dois nadando. Muitas horas mais fazendo snorkel no paraíso, sol brilhante sobre nós e um mar cheio de vida logo abaixo. No intervalo, caminhada na areia cremosa e minutos refrescantes sob a sombra de árvores e a brisa que não parava de correr.
Visão de Port Elizabeth, capital da ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Amanhã é dia de deixarmos Bequia para trás e continuar no nosso rumo para o sul. Dessa vez, vamos no fast-ferry, passando por outras duas das Granadinas e chegando à Union Island, já no outro extremo do arquipélago. Vai ser de lá que vamos conhecer as estrelas das Granadinas, um pequeno conjunto de ilhotas transformado em parque marítimo conhecido como Tobago Cays
O mapa da ilha de São Vicente e Granadinas. Nós chegamos na ilha principal e seguimos logo para Bequia
Com a Íris, Bebel e Mel no Leblon, bem cedinho - Rio de Janeiro (RJ)
Os dias continuam lindos no Rio, ensolarados e radiantes. Hoje começamos mais cedo. Acompanhamos a família Lemos Junqueira em excursão matutina à praia do Leblon. Logo cedinho, Pedro, Íris, Bebel e a simpática quadrúpede Mel foram dar um passeio e rápido mergulho aqui no início da praia. Eu e a Ana chegamos um pouquinho depois, em tempo de tomar conta da Mel enquanto a família, junta, entrava no mar. Depois, foi a nossa vez. Que bela maneira de começar um dia! É por essas e outras que sempre penso em, um dia, vir morar no Rio. Desde que seja nesse miolo Leblon-Lagoa-Ipanema. Para isso, preciso ganhar muito dinheiro pois tudo aqui é caro prá burro... “There’s no free lunch”, como diria o famoso economista.
Tomando conta da Mel no Leblon, Rio de Janeiro - RJ
A praia a esta hora, numa quarta-feira, é bem vazia e muito agradável. Para quem tiver a chance, recomendo muito.
Pedro, Bebel e Íris entrando no mar do Leblon, Rio de Janeiro - RJ
Depois, já na parte da tarde, após ficarmos presos no apartamento sem chave para sair, seguimos para outra das jóias da orla carioca: a Prainha. É a praia do Rio com mais cara de Ubatuba que eu conheço. Isolada, cercada de morros e pedras. Um delícia! Praia de ondas, faz a festa dos surfistas e de atores jovens globais. Para chegar lá, temos primeiro de cruzar a interminável Barra e seus infinitos condomínios. Chegando, parece que estamos em outra cidade, outro mundo. Principalmente em dias de semana porque nos sábados e domingos a Prainha lota e estacionar não é fácil.
Final de tarde na Prainha, no Rio Janeiro - RJ
Desta vez, até entramos no Parque Municipal da Prainha. Ali, fiquei sabendo que quase fizeram um condomínio no lugar, no final de década passada. Felizmente, associações de surfistas e a sociedade local se uniram contra essa idéia e o resultado foi esse. A Prainha continua lá, protegida por um parque. Muito legal mesmo!!!
Surfistas na Prainha, no Rio Janeiro - RJ
Já no finalzinho da tarde, seguimos para Guaratiba para almoçar e ter uma vista privilegiada da Restinga da Marambaia, trecho quase virgem do litoral do estado, protegido por uma base da marinha. Lembro dos feriados que FHC passava por lá e da inveja que sentia... Enfim, a vista é mesmo linda. Só que os restaurantes que queríamos ir estavam fechados, infelizmente. O famoso Restaurante do Bira ou o da sua mãe, Tia Palmira. Acabamos indo no Quintal da Praia, mais simples, barato, comida saborosa e sem vista.
Final de tarde na Marambaia, no Rio Janeiro - RJ
Para os próximos dias, milhões de possibilidades na Cidade Maravilhosa. Não é à toa que tem essa alcunha. Vamos ter de escolher e, infelizmente, muita coisa vai ficar para trás. Se pudéssemos ficaríamos um mês por aqui, sem repetir programas...
Visitando o Valle de la Luna, em La Paz, capital da Bolívia
Para todos os brasileiros, mochileiros ou não, seguindo na rota por terra entre Brasil e Machu Picchu, La Paz é uma parada obrigatória. E nos poucos dias passados na capital boliviana para se aclimatar à altitude, sempre se reserva tempo para uma visita à uma das grandes atrações da cidade: a paisagem bizarra do Vale da Lua, ou Valle de la Luna, em espanhol.
Caminhando pelas trilhas e meandros do Valle de la Luna, em La Paz, capital da Bolívia
Foi assim comigo também, em 1990, no mochilão que fizemos em um mês para Bolívia, Peru e Amazônia. Depois das 24 horas de ônibus entre Santa Cruz de La sierra e a capital, saindo dos 600 metros e chegando aos 4 mil, precisávamos de tempo para descansar e para nos aclimatar. Então, nada melhor que um passeio com uma das inúmeras agências para o tal vale, bem light. Vamos de van, caminhamos um pouco e voltamos ao centro, ainda em tempo de passear por ali. O outro passeio também muito procurado é o Chacaltaia. Mas esse aí é assunto para o próximo post.
Chegando ao Valle de la Luna, em La Paz, capital da Bolívia
De volta à La Paz, depois de 23 anos, mesmo já devidamente aclimatados e vindos do outro lado, queria voltar ao Valle de la Luna. Com a Fiona devidamente estacionada em estacionamento no conturbado centro da capital, resolvemos dar uma folga para ela e seguir de ônibus mesmo. O Valle de la Luna fica no mesmo vale de La Paz, só que mais abaixo. Já há algum tempo que a capital cresceu e praticamente engoliu sua antiga “distante” atração. Então, para chegar até lá, podemos ir de ônibus urbano mesmo. Trinta minutos conhecendo outras partes da capital pela janela, sempre indo para baixo, e somos deixados em frente à entrada do Valle de la Luna.
A estranha paisagem do Valle de la Luna, em La Paz, capital da Bolívia
É difícil descrever a paisagem com palavras. Por muito tempo (e há muito tempo!) havia um grande lago por ali, sobre o qual material trazido pelos rios das montanhas ao redor foi se sedimentando em diferentes camadas. O lago secou e aquelas camadas sedimentares passaram a sofrer com a milenar erosão causada pelo vento e pela chuva. Diferentes camadas, mais duras ou mais moles, reagiram de forma diferente à esta erosão. O resultado é o que vemos hoje: essa paisagem bizarra formada por pequenos vales e canyons de aparência arenosa, divididos e pontuados por paredes e torres arenosas também, formando passagens estreitas, penhascos e barrancos, salões escondidos e curiosas formações rochosas.
Caminhando pelas trilhas e meandros do Valle de la Luna, em La Paz, capital da Bolívia
Observando o bizarro Valle de la Luna, em La Paz, capital da Bolívia
Quando passei por aí em 1990, podíamos caminhar por onde quiséssemos, desde que houvesse possibilidade para isso. Agora, e sabiamente, os caminhos se limitaram à trilhas oficiais, com escadas, passarelas, pequenas pontes e corrimão. São duas trilhas e percorrê-las é mais do que suficiente para se conhecer esse mundo estranho. Pelo menos no dia e horário que ali estivemos, quase não haviam outros turistas e estivemos sós, na trilha, quase todo o tempo. Tivemos todas as chances para fotografar e admirar a paisagem ao nosso redor.
Túneis escavados na rocha no caminho para o Valle de la Luna, em La Paz, capital da Bolívia
Feito o passeio, decidimos caminhar até um bairro ali do lado, perto do rio. Isso porque eu queria ver um túnel feito sobre a mesma rocha que forma o Valle de la Luna, uma das minhas fortes lembranças da antiga visita. Passamos pelos tuneis, saciei minha vontade e fomos encontrar um ponto de ônibus mais adiante. Trinta minutos mais tarde, dessa vez de subida, e voltávamos ao centro da cidade, em tempo para mais uma caminhada por ali. Com essas caminhadas e passeios de ônibus urbanos, fomos nos sentindo cada vez mais íntimos da cidade, tentando sentir um pouco como é viver por ali. Com apenas dois dias e meio para isso, é claro que não é possível, mas um gostinho, ao menos, dá para sentir!
Túneis escavados na rocha no caminho para o Valle de la Luna, em La Paz, capital da Bolívia
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