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Para Não Dizerem Que Não Falei Das Flores

Paraguai, Filadelfia

Flôres no hotel Florida, em Filadelfia - Paraguai

Flôres no hotel Florida, em Filadelfia - Paraguai


O nosso hotel em Filadelfia se chama Florida, como a famosa rua de pedestres em Buenos Aires, e não Flórida, como o estado preferido dos aposentados americanos e dos ricaços brasileiros.

Flôres no hotel Florida, em Filadelfia - Paraguai

Flôres no hotel Florida, em Filadelfia - Paraguai


Mas a razão do nome dela não está em Buenos Aires, mas sim em seu jardim. As fotos que ilustram este pequenos post mostram alguns "pedaços" dessa razão.

Flôres no hotel Florida, em Filadelfia - Paraguai

Flôres no hotel Florida, em Filadelfia - Paraguai


Ontem, quando aqui chegamos, conseguimos o último quarto livre do hotel, que é bem grande e tem muitos quartos. Tivemos a mesma sorte que tivemos em Asunción! Que continue assim, hehehe! A razão de estar lotado dessa maneira é que chegou ontem também um grande grupo de médicos oftalmologistas americanos que estão aqui para um mutirão da saúde na região. A causa é nobre mas quase deixaram a gente sem quarto. Mas, no fim, deu certo para todo mundo, inclusive para nós que pudemos conhecer esse famoso e florido hotel no meio do Chaco paraguaio!

Flôres no hotel Florida, em Filadelfia - Paraguai

Flôres no hotel Florida, em Filadelfia - Paraguai

Paraguai, Filadelfia,

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A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Passagem por Governador Celso Ramos

Brasil, Santa Catarina, Governador Celso Ramos

Muitas canoas e barcos na enseada de Gancho de Fora, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Muitas canoas e barcos na enseada de Gancho de Fora, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Finalmente, depois de 10 dias baseados em Florianópolis e explorando as belezas da região, retomamos nossa rota rumo ao norte. Aqui no litoral de Santa Catarina, já tão próximos de Curitiba, com tantas opções de praias para ver, rever e explorar, decidimos dar preferência àquelas onde temos lugar para ficar para não termos de pagar hotel. Assim foi, por exemplo, em Florianópolis, onde ficamos muito bem hospedados no apartamento do tio Walter. Daqui para o norte, também poderemos ficar em Bombinhas e em São Francisco do Sul, onde a Ana tem tias com apartamentos ou casas. Famílias paranaenses gostam do litoral catarinense! Não é difícil entender o porquê!

Nosso trajeto na manhã do dia 24/03, saindo de Florianópolis e indo até Governador Celso Ramos, dando a volta na península no sentido horário. Daí seguimos para Bombinhas, um pouco mais ao norte

Nosso trajeto na manhã do dia 24/03, saindo de Florianópolis e indo até Governador Celso Ramos, dando a volta na península no sentido horário. Daí seguimos para Bombinhas, um pouco mais ao norte


Mapa da península de Governador Celso Ramos, com suas praias e atrações. Nós demos a volta nela de carro, no sentido horário

Mapa da península de Governador Celso Ramos, com suas praias e atrações. Nós demos a volta nela de carro, no sentido horário


Isso não quer dizer que não passaremos por outras praias. Hoje, por exemplo, no nossa caminho para a península de Bombinhas, fizemos uma longa parada na região de Governador Celso Ramos. A cidade ficou famosa na TV brasileira há uns 20 anos por causa da infame “Farra do Boi”, por ser ali um dos redutos mais fortes dessa tradição de inspiração açoriana. Mas ela é muito mais do que isso. Suas praias são lindas e ainda menos exploradas que as praias de Florianópolis e Bombinhas, suas vizinhas do sul e do norte. A cidade, nascida da exploração da pesca da baleia, é super pitoresca, na orla de uma baía de águas tranquilas, e em uma de suas praias está a mais antiga igreja de Santa Catarina, datada de 1745.

A trnquila enseada de Gancho do Meio, onde está a sede do município de Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

A trnquila enseada de Gancho do Meio, onde está a sede do município de Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


A trnquila enseada de Gancho do Meio, onde está a sede do município de Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

A trnquila enseada de Gancho do Meio, onde está a sede do município de Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


O nome da cidade é uma homenagem a um político catarinense que foi governador do estado entre 1961 e 1966. No ano seguinte, para sua homenagem, o município que acabava de se desmembrar de Biguaçu, ganhou o seu nome. O interessante é que não foi uma homenagem póstuma, pois o ex-governador ainda vivia. Aliás, viveu mais trinta anos, até o final da década de 90. Deve ter sido um político muito querido no estado, pois um outro município catarinense, no interior, também ganhou o seu nome!

Barcos ancorados em Gancho do Meio, sede do município de Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Barcos ancorados em Gancho do Meio, sede do município de Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


As águas calmas ad enseada de Gancho do Meio, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

As águas calmas ad enseada de Gancho do Meio, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Pesca, atividade comum em Gancho de Fora, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Pesca, atividade comum em Gancho de Fora, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Celso Ramos vem de uma família de tradição política. Seu pai também foi governador do estado quando esse cargo ainda levava o nome de “presidente”, entre os anos de 1910 e 1914. Mas o político mais famoso da família não é nenhum dos dois, mas o irmão de Celso, Nereu Ramos. Esse foi o único político catarinense a ser presidente do país. Não foi exatamente pelo voto direto, mas ele conduziu o país em um de seus momentos de maior tensão política. Getúlio Vargas havia se suicidado e os próximos na linha sucessória, o vice-presidente Café Filho e o presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, foram impedidos de assumir pelas forças políticas de então. O próximo da lista, então, era Nereu Ramos, que governou o país pelos próximos dois meses sob estado de sítio, até as próximas eleições. Nereu Ramos já era um político experiente, tendo sido governador de seu estado, presidente da Câmara dos Deputados, senador da república, ministro da Justiça e da Educação e vice-presidente do país de 1946 a 1951.

Chegando à praia de Palmas, a mais longa de Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Chegando à praia de Palmas, a mais longa de Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Praia de Palmas, quase uma nova Jurerê Internacional, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Praia de Palmas, quase uma nova Jurerê Internacional, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Enfim, a bela Governador Celso Ramos está bem próxima de Florianópolis. Só temos de cruzar a ponte e contornar a baía norte para chegar até lá. Isso para quem vai por terra, pois muitos turistas seguem de barco, para passar o dia, saindo de Canasvieiras, no norte da ilha de Florianópolis. Não foi o nosso caso, que seguimos por terra mesmo. Demoramos mais tempo para dar a volta na península onde está a cidade, conhecendo rapidamente suas praias, do que para chegar até lá propriamente.

Praia da Armação da Piedade, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Praia da Armação da Piedade, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Praia da Armação da Piedade, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Praia da Armação da Piedade, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


A Ana caminha na praia da Armação da Piedade, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

A Ana caminha na praia da Armação da Piedade, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


A estrada principal de acesso à cidade entra pelo norte da península. Foi por aí que chegamos, indo diretamente para a sede do município. Depois, sem muita pressa, fomos fazendo o contorno da península no sentido horário, até chegarmos à BR-101 novamente, para seguir nossa viagem até Bombinhas.

Praia da Armação da Piedade, a primeira a ser ocupada no município de Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Praia da Armação da Piedade, a primeira a ser ocupada no município de Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


A igreja e a praia da Armação de Piedade, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

A igreja e a praia da Armação de Piedade, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


A sede do município fica na praia ou enseada de Ganchos. Baía bem tranquila, muito mais frequentada por barcos e canoas do que por banhistas. O gostoso aqui não é caminhar na areia e dar um mergulho, mas andar pela orla da baía e admirar o cenário pitoresco à nossa volta, barcos na baía, restaurantes na calçada, pessoas conversando, se divertindo e vendo a vida passar na sombra das árvores.

Capela Nossa Senhora da Piedade, construída em 1745, a mais antiga do estado, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Capela Nossa Senhora da Piedade, construída em 1745, a mais antiga do estado, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Capela Nossa Senhora da Piedade, construída em 1745, a mais antiga do estado, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Capela Nossa Senhora da Piedade, construída em 1745, a mais antiga do estado, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Tiramos nossa fotos por aí, respiramos fundo o ar para nos inspirar e, de carro, começamos a explorar as mais de 20 praias da península. Tem as mais isoladas e as mais movimentadas, as grandes e as pequenas, as de mar tranquilo e de mar revolto. Enfim, para todo gosto. Nós fomos primeiro para a maior e mais movimentada delas, a praia de Palmas, do outro lado do morro. É uma espécie de nova Jurerê Internacional, bairro planejado com muitos condomínios, terra de gente bacana. Visto lá do alto, é uma belíssima visão, praia cumprida e mar bem azul. Fico só imaginando como ela vai estar daqui a alguns anos, já que as construções novas não param.

Muitas garças na praia da Costeira, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Muitas garças na praia da Costeira, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Muitas garças na praia da Costeira, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Muitas garças na praia da Costeira, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Daí seguimos para o sul, passando por várias praias menores até chegar à Armação da Piedade. Aqui nasceu a cidade e, como o próprio nome indica, “Armação”, o motivo era a exploração das baleias. Sem nenhuma piedade, apesar de estar no nome. A colonização foi açoriana, como em boa parte do litoral catarinense. Mas foi aqui que eles chegaram primeiro e por isso foi nessa praia que foi erigida a primeira igreja do estado. Quase com o pé na areia, ela é simples e bela, um colírio para os olhos. No ano que vem completa 270 anos!

Praia da Fazenda da Armação, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Praia da Fazenda da Armação, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Chegando à praia do Antenor, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Chegando à praia do Antenor, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Mais praias pequenas no caminho, onde víamos mais garças do que pessoas, até chegar à praia do Antenor, uma pequena e tranquila enseada escondida no meio da vegetação. Para quem está acostumado com o litoral de São Paulo, até parece até alguma praia de Ubatuba! Do alto da estrada, vendo um restaurante na ponta da praia, foi onde decidimos almoçar.

Restaurante na praia do Antenor, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Restaurante na praia do Antenor, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Escunas trazem turistas de Canasvieiras, em Florianópolis, para a fortaleza de Anhatomirim e para a praia do Antenor, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina

Escunas trazem turistas de Canasvieiras, em Florianópolis, para a fortaleza de Anhatomirim e para a praia do Antenor, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina


Tudo estava bem tranquilo até que uma escuna cheia de turistas chegou à praia. Vem de Canasvieiras em passeio que passa pela histórica fortaleza de Anhatomirim, aqui do lado, e almoça por aqui. Nossa tranquilidade acabou, mas a praia continuava linda. Quando foi dado o toque de recolher e todos voltaram aos barcos, a tranquilidade voltou a reinar. Mas também já era a nossa hora de retomarmos nossa viagem. Uma outra península, a de Bombinhas, também com muitas praias e segredos, nos espera!

Da praia do Antenor, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina, é possível ver, ao longe, os prédios da Av. Beira-mar, no centro de Florianópolis

Da praia do Antenor, em Governador Celso Ramos, litoral de Santa Catarina, é possível ver, ao longe, os prédios da Av. Beira-mar, no centro de Florianópolis

Brasil, Santa Catarina, Governador Celso Ramos, Arquitetura, história, Praia

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Saiu o Visto, Viva!!!

Brasil, Paraná, Curitiba, Santa Catarina, São Joaquim

Igreja de São Joaquim - SC

Igreja de São Joaquim - SC


Preguiçosamente tomamos nosso café da manhã na cobertura do hotel em São Joaquim, de onde se tem uma ampla visão da cidade e dos arrededores. Céu azul, ar gelado, dia típico de inverno nessa cidade que atrai tanta gente atrás de neve. Para nós, só veio o gelo e ainda não foi dessa vez que vimos os famosos flocos num país dito tropical. Não faz mal, ainda temos uma vida pela frente para presenciar o belo fenômeno em terras brasileiras...

Botamos as coisas em dia na internet e partimos para a longa viagem até Curitiba. Optamos por seguir pela BR-116, pelo interio do país, para não repetir o mesmo caminho da vinda, na BR-101, estrada litorânea. Caminho mais curto, mas a pista é simples e deve-se sempre "negociar" com os caminhões, coisa que a Ana fez com maestria.

Dia de sol na região de São Joaquim - SC

Dia de sol na região de São Joaquim - SC


Ao longo da viagem, que corta belas paisagens e feias cidades, fui aproveitando os poucos pontos de cobertura de celular para tentar falar com o despachante em São Paulo que cuidou da entrega do meu passaporte e dossiê no consulado do Canadá. Durante toda a semana, esse era o fantasma que me assombrava, sabendo que a data fatídica se aproximava.

Como não poderia deixar de ser, o resultado só saiu no segundo tempo da prorrogação, isto é, nos últimos minutos da tarde de hoje. E o resultado... POSITIVO!!! Viva!!! Nada mais nos segura nessa viagem, hehehe! Rumo ao Alaska, agora.

Olha só quem nos esperava em Curitiba - PR!

Olha só quem nos esperava em Curitiba - PR!


Para isso, o primeiro passo foi chegar em Curitiba, depois de uma longa viagem em que tivemos até de mudar de estrada, andando 60 km à mais, devido a um acidente feio próximo à Mandirituba, que fechou a estrada. Mas, com paciência, chegamos! E, conforme a tradição, já seguimos diretamente para a casa dos cunhados, Dani e Dudu, e da linda sobrinha Luiza, que fez 1 ano ontem, mas cuja festa será celebrada amanhã. Juntos, com um delicioso vinho trazido lá de Bento Gonçalves, brindamos ao reencontro, à mais uma volta à Curitiba, à aniversariante Luiza (como passou rápido esse ano!!!) e, claro, ao visto canadense, o que dá início à mais uma etapa da nossa viagem.

Brasil, Paraná, Curitiba, Santa Catarina, São Joaquim,

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St. Barth: Ilha de Gente Bacana

Saint Martin, Marigot, Saint Barth, Gustavia, Anse du Gouverneur, Grande Saline

O maior iate do mundo, do bilionário russo dono do Chelsea, ancorado em St. Barth - Caribe

O maior iate do mundo, do bilionário russo dono do Chelsea, ancorado em St. Barth - Caribe


Ainda no porto de Saint Martin, cumprindo as burocracias para o embarque em direção à Saint Barth, ouvimos o familiar idioma português à nossa volta. Era algo que já não acontecia há um bom tempo! Pois é, um grupo de brasileiros seguia viagem no mesmo barco que a gente, guiados pelo simpático Koy, um catarinense surfista e velejador há muito radicado por aqui.

A cor da água em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

A cor da água em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


Ele foi uma ótima companhia de viagem, no deck superior do barco onde a Ana lutou bravamente contra o enjôo de mar. Essa viagem é notória em deixar as pessoas enjoadas já que balança bastante. Voltando ao Koy, ele já está aqui há uns vinte anos e nos deu muitas informações sobre as ilhas da região. Ele nos confirmou que o número de brasileiros viajando para cá vem aumentando bastante. Ele mora do lado holandês e quando voltarmos para lá, depois nosso tour pelas várias ilhas daqui, vamos procurá-lo.

A marina de Gustavia, vista do nosso hotel (St. Barth - Caribe)

A marina de Gustavia, vista do nosso hotel (St. Barth - Caribe)


Chegando em St. Barth, ele já foi logo nos mostrando alguns "barquinhos". Entre eles, o maior e mais caro iate do mundo, do bilionário russo dono do Chelsea, o Abramovich. Iate com mais de 100 metros de comprimento, custo de 1,2 bi de dólares. Tripulação de 80 pessoas, gasto mensal de combustível de 2 milhões de dólares. Tudo coisinha bem simples... E pensar que o cara só é três anos mais velho do que eu... Bem, perto dele, não sou só eu o pobre, não. Ali do lado, bem pequenininho, também estava o barco do Nelson Piquet. Ao lado do Abramovich, pobre de doer, hehehe

O Grand Cul-de-Sac, em St. Barth - Caribe

O Grand Cul-de-Sac, em St. Barth - Caribe


Nosso carro em St. Barth - Caribe

Nosso carro em St. Barth - Caribe


St. Barth é um refúgio dos ricos e famosos. O primeiro a chegar foi o Rockfeller, ainda na década de 50. Depois dele, não pararam mais. A quantidade de iates na marina realmente impressiona. Faz até parecer uma coisa normal, ter um iate de 30-40 metros. Bem em frente a esta marina estava o nosso hotel, o Sunset. Conseguimos pegar o último quarto disponível, o que nos deixou tranquilos para poder passar o dia e a noite explorando a ilha.

Típica estrada e visual em St. Barth - Caribe

Típica estrada e visual em St. Barth - Caribe


St Barth foi inicialmente colonizada pelos franceses. Mas o solo e relevo da ilha não eram muito propícios às plantations e, por isso, ela nunca foi muito para frente, não. Tanto que, no final do séc. XVIII o rei francês decidiu dá-la de presente ao rei da Suécia. Pois é... vivendo e aprendendo, colonização sueca aqui no Caribe! Para combinar com os dinamarqueses nas Ilhas Virgens e os Courlanders em Tobago. Um Caribe bem loirinho... Os suecos ficaram por aqui por cem anos, trabalhando duro, ou fazendo seus escravos trabalharem duro. Mas, ao final, após um furação devastador e um grande incêndio, resolveram devolver o presente à França. Mas as suas marcas ficaram, na arquitetura e até no simpático nome da capital da ilha, Gustavia.

Chegando à praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe

Chegando à praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe


Outra coisa que diferencia St. Barth das outras ilhas caribenhas é a pequena população de afrodescendentes. Com o fim da escravião e a ausência de plantations na ilha, faltou emprego por aqui e os negros libertos não tiveram outra chance senão imigrar para as ilhas vizinhas. O resultado é que a ilha, hoje, é a mais européia do Caribe.

Refrescando-se na praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe

Refrescando-se na praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe


Eu e a Ana alugamos logo um carro para dar a volta na ilha e conhecer suas praias. O mar é belíssimo, aquela cor de piscina que começamos a nos acostumar novamente. Como a ilha é bem pequena, não demorou muito para que déssemos a volta, subindo e descendo morros na estreita estrada que dá a volta em St. Barth. Paramos em duas das praias mais bonitas: a Grande Saline e a Anse du Gouverneur. A diferença com Anguilla é que aqui o mar é agitado, formando até ondas. Mesmo assim, a cor é azul. Impressionate!

Maravilhosa praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe

Maravilhosa praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe


'Bordeauzinho' básico na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

"Bordeauzinho" básico na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


No final da tarde, de volta à Gustavia, fomos à praia da cidade, a Shell Beach. Lá está um bar que atende pelo singelo nome de "Do Brazil" e é uma das atrações de St. Barth. No menu, tem até muqueca"! Preços exorbitantes, mas um ótimo lugar para se passar o final de um dia. Para não passar em branco, tomamos um vinhozinho básico. Nacional, claro! Aliás, isso é a única coisa barata por aqui: queijos e vinhos da melhor qualidade. Dá para fazer a festa, num supermercado. Vinhos muito bons por 4-5 euros. Uma tentação!

O famoso bar 'Do Brazil' na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

O famoso bar "Do Brazil" na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


Saímos de lá correndo para ainda pegar o pôr-do-sol no alto do farol de Gustavia. Aqui se diz que são os mais belos pores-do-sol do Caribe. E não sou eu que vou duvidar! Ainda mais depois do espetáculo que foi o de hoje.

Vista de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

Vista de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


De noite, fomos comer na Creperia. Conselho do Koy, para fugir dos altos preços da ilha. Aqui, qualquer prato simples pode custar vinte, trinta euros. Os mais refinados, então, nem se fala... Depois, fomos tomar uma cerveja num dos mais famosos bares de todo o caribe, o Le Select. Bar de marinheiro! Fez 60 anos em 2009 e por ele já passaram os mais famosos marinheiros e velejadores dessas águas. Foi muito legal! Tem aparência de bar de filme de pirata.

Magnífico pôr-do-sol em St. Barth - Caribe

Magnífico pôr-do-sol em St. Barth - Caribe


O esquema do carro foi tão bom que resolvemos ficar mais um dia com ele. Sem carro (ou barco) por aqui, não se faz nada. Transporte público, nem pensar. Amanhã, nos planos, tem até uma caminhada até uma praia isolada. E, no final de tarde, de volta para St. Martin. Mesmo antes de irmos embora, já estamos com saudades. Não é á tôa que esses bilionários todos vem para cá...

Magnífico pôr-do-sol em St. Barth - Caribe

Magnífico pôr-do-sol em St. Barth - Caribe

Saint Martin, Marigot, Saint Barth, Gustavia, Anse du Gouverneur, Grande Saline, Anse Gouverneur

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Búzios a Pé

Brasil, Rio De Janeiro, Búzios

Caminhando na rua que liga o centro à Praia da Foca, em Búzios - RJ

Caminhando na rua que liga o centro à Praia da Foca, em Búzios - RJ


Hoje foi dia de caminhar pelas praias de Búzios, pelo menos por aquelas mais perto daqui. Amanhã, de carro, vamos conhecer as mais afastadas. O tempo esteve nublado, quase chuvoso. A previsão é que assim continue. Bom, temos de saber fazer turismo com chuva também. Se for para esperar o sol, os 1000dias se tornariam 2 mil... É inegável que, com o céu azul, Búzios ficaria ainda mais bonita. Mas tem também o seu charme. O tempo nublado empresta uma certa profundidade à paisagem, chama mais os pensamentos. Principalmente embalado nas caipirinhas que fomos tomando de praia em praia; Aí, a caminhada entre elas nos ajudava a queimar o álcool ingerido e estávamos prontos para outra, na praia seguinte. Para caminhar, não há Lei Seca - hehehe!

Caipirinha na Praia João Fernandes, em Búzios - RJ

Caipirinha na Praia João Fernandes, em Búzios - RJ


Começamos aqui perto, na João Fernandes. Praia cheia de restaurantes e de argentinos. Caminhamos e ficamos observando a vida praiana e os transeuntes. Belo esporte, esse: observar os transeuntes! Deixa nosso senso crítico aguçado...

Professor observa o aluno, na Praia João Fernandes, em Búzios - RJ

Professor observa o aluno, na Praia João Fernandes, em Búzios - RJ


Professor mostra ao aluno como se faz, na Praia João Fernandes, em Búzios - RJ

Professor mostra ao aluno como se faz, na Praia João Fernandes, em Búzios - RJ


Muitos transeuntes depois, seguimos para a Praia Brava, local de campeonatos de surf aqui na região.

Passeando na Praia Brava, em Búzios - RJ

Passeando na Praia Brava, em Búzios - RJ


Uma caipirinha mais tarde e seguimos a peregrinação para a bela Praia do Forno. Água verdinha, linda. Exploramos as pedras, encostas e barrancos. Quase ninguém na praia, só aquele marzão batendo nas pedras. O mesmo mar que está lá há milhares de anos. As mesmas ondas, mesma praia, todos observando a rápida passagem do homem por aqui. A brevidade da nossa história quando comparada a intervalos de tempo geológicos sempre me espanta...

Escalando na Praia do Forno, em Búzios - RJ

Escalando na Praia do Forno, em Búzios - RJ


Por fim, chegamos à Praia da Foca. Mesmo alertados para furtos e roubos por ali, passeamos tranquilamente pelo costão da praia que tem só uma pequena faixa de areia. Ali, mais admiração pelo mar, mais refexões baratas, mais fotos. Belas fotos, por sinal. Difícil escolher quais usar no post, hoje. Estão todas aí no link das fotos do dia. Os fotógrafos são mais ou menos, mas a paisagem e a câmera ajudam bastante! Sem falar dos modelos - hehehe

Explorando a Praia da Foca, em Búzios - RJ

Explorando a Praia da Foca, em Búzios - RJ


De lá para o centro, passando ainda numa bela lagoa no fim da tarde. Mais uma vez, um convite irrecusável para pensar na vida, Não na minha, a paisagem pedia mais do que isso. Pensava nos problemas do universo...

Fim de tarde na lagoa, em Búzios - RJ

Fim de tarde na lagoa, em Búzios - RJ


Hmmmm.Tais pensamentos nos deram uma fome danada! Liquidamos com ela com uma bela picanha na Rua das Pedras. A digestão foi na bela caminhada beira-mar da Armação para a Praia dos Ossos.

Respirando fundo, na Praia da Foca, em Búzios - RJ

Respirando fundo, na Praia da Foca, em Búzios - RJ


E o sono, depois de tanta caminhada, de tantos pensamentos, foi pesado. Merecidamente.

Areias vermelhas da Praia João Fernandes, em Búzios - RJ

Areias vermelhas da Praia João Fernandes, em Búzios - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Búzios, João Fernandes, Praia Brava, Praia da Foca, Praia do Forno

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Andrés Carne de Res

Colômbia, Bogotá

Saindo do famoso Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia

Saindo do famoso Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia


O programa de hoje era ir, no início da tarde, para um famoso (talvez, o MAIS famoso) restaurante da Colômbia, o "Andrés Carne de Res". Combinamos com o Angelo dele passar em casa lá pelas três da tarde. Segundo ele disse ontem, para conseguir entrar no restaurante, só chegando bem cedo.

Com a Clara e a Amelie em Bogotá, na Colômbia, antes de ir no Andrés Carne de Res

Com a Clara e a Amelie em Bogotá, na Colômbia, antes de ir no Andrés Carne de Res


O Andrés Carne de Res original fica em Chia, uma pequena cidade a uns 30 min de Bogotá. Nasceu para atender os camioneiros que ali passavam, rumo ou vindos do norte da Colômbia. A sua carne e a sua comida foram ficando cada vez mais famosos, atraindo cada vez mais gente. Ao dono, Andrés, foi aproveitando a fama para investir no restaurante, atraindo cada vez mais gente das classes média e alta e, em seguida, turistas também. O restaurante acabou se tornando um verdadeiro complexo, com lojas, estacionamentos, pistas de dança e um ambiente e arquitetura que já fazem valer a viagem.

Com o Douglas e a Clara no Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia

Com o Douglas e a Clara no Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia


Além disso, claro, a comida continuou excelente. O resultado é casa cheia todos os 4 dias que abre na semana. Mas na quinta, hoje, é seu dia mais tranquilo. Chegar no meio da tarde é meio "exagerado". Só que o Angelo teve uns problemas na empresa e não pode vir assim tão cedo. O resultado foi que eu pude trabalhar bastante até o meio da tarde, enquanto a Ana se divertia com a Amelie. E aí, já de noite, convidamos o casal que nos trata como se fôssemos irmãos, o Douglas e a Clara, para irem conosco ao Andrés. Eles aceitaram, deixamos a Amelie na casa da mãe da Clara e fomos para Chia, onde chegamos no famoso restaurante perto da 10 da noite.

Até bruxa tinha no Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia

Até bruxa tinha no Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia


Foi um programa muito gostoso, literalmente. Comida maravilhosa e muita dança, de salsa à rumba, passando por rock, lambada e samba na pista de dança. A decoração extremamente minuciosa e vintage do restaurante é realmente, como nos haviam dito, umas das grandes atrações. Só faltou ver aquele lugar bombando, como costuma ser nos finais de semana. Aí, seriam umas 500 pessoas, e não as 100 que lá haviam hoje. Em compensação, seria mais difícil ir embora num horário civilizado, como nós fomos. Afinal, amanhã temos vôo para Aruba. O táxi vai passar em casa às 11 da manhã e ainda temos de arrumar tudo para a viagem. Assim, chegar em casa por volta da três foi uma boa pedida. Mas, fica o conselho: quem passar por Bogotá num final de semana, quiser comer bem, ver gente bonita e alegre e tiver um pouco de dinheiro para gastar, vá ao Andrés Carne de Res!

Decoração vintage do Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia

Decoração vintage do Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia

Colômbia, Bogotá, Chia

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Kingston, Rastas e o Bob

Jamaica, Port Antonio, Kingston

Distância para Kingston, capital da Jamaica

Distância para Kingston, capital da Jamaica


Depois de aproveitarmos até o último segundo da simpática Port Antonio e do seu maravilhoso entorno, chegou a hora de seguirmos para a “temida” capital do país, Kingston. A boataria, para a qual não damos muita bola, diz ser uma cidade perigosa e pouco receptiva a turistas. Bom, concentrando mais de um quarto da população do país, qualquer um que queira conhecer a Jamaica tem a obrigação de conhecer a sua maior cidade. E para lá fomos nós. Até porque, é de lá que sai o nosso voo amanhã, hehehe!

Atravessando as Blue Mountains entre Buff Bay e Kingston, na Jamaica

Atravessando as Blue Mountains entre Buff Bay e Kingston, na Jamaica


Seguimos por uma pequena estrada que passa bem no meio das Blue Mountains, ligando Buff Bay diretamente à Kingston. Asfalto bem estreito, ziguezagueando por entre vales, rios e montanhas, a estrada vai cortando pequenas comunidades e nos levando através da mata densa, sempre subindo, subindo, subindo. Devagarzinho chegamos no alto, de onde se pode observar as duas costas do país, ao norte Port Antonio e ao sul a enorme baía de Kingston, o quarto maior porto natural do mundo.

Atravessando as Blue Mountains entre Buff Bay e Kingston, na Jamaica

Atravessando as Blue Mountains entre Buff Bay e Kingston, na Jamaica


Bem ali, estrategicamente colocado, um restaurante com uma belíssima vista da baía e da cidade. A vista noturna, da qual abdicamos ontem em favor de uma tarde tranquila na maravilhosa praia de Winnifred, deve ser fantástica. Mas a diurna também é linda! No restaurante, além da companhia de exóticos (para nós!) beija-flores com rabo bem comprido, conhecemos uma família joia de Kingston, que tinha subido até lá só para almoçar e aproveitar aquele visual incrível. Nos deram ótimas dicas da cidade, inclusive do hotel a ficar.

Atravessando as Blue Mountains entre Buff Bay e Kingston, na Jamaica

Atravessando as Blue Mountains entre Buff Bay e Kingston, na Jamaica


E para lá seguimos. Não é uma cidade difícil de navegar, tendo o mapa em mãos. Mas, antes do hotel, uma parada estratégica: o museu em honra ao mais conhecido jamaicano internacionalmente, o cantor Bob Marley. Amanhã seria aniversário do cantor e festas são realizadas em todo o país, principalmente na capital, onde passou boa parte da sua vida, e no local onde nasceu e está enterrado, na parte norte da ilha. Enfim, ainda mais numa data dessa, tínhamos de ir lá prestar nossas homenagens.

Vista de Kingston, na costa sul da ilha desde o alto das Blue Mountains, na Jamaica

Vista de Kingston, na costa sul da ilha desde o alto das Blue Mountains, na Jamaica


Mesmo o museu estando fechado, como já sabíamos que estaria. Mas, lá chegando, o simpático guarda nos deixou entrar. Um evento estava sendo preparado para o dia de amanhã e a gente pode circular pela área. A casa, onde Bob morava e tinha sua gravadora, estava fechada, mas o terreno em volta, cheio de fotos e informações sobre a vida do cantor, isso pudemos ver e fotografar. Tudo na companhia do simpático Mickey Mystic, também um cantor de reggae e fã do Bob Marley. Fez até uma “canja” para nós! Muito legal. E ainda deu a dica sobre o show que haveria pela noite num dos parques da cidade, o Emancipation Park, em homenagem ao ídolo.

Admirando a paisagem do alto das Blue Mountains, na Jamaica

Admirando a paisagem do alto das Blue Mountains, na Jamaica


Seguimos para o hotel em uptown e nos instalamos, indo comer em seguida num restaurante indicado pelos nossos amigos lá das Blue Mountains. Finalmente, experimentamos o Jerk Pork, outro dos pratos tradicionais do país. Aos poucos, vou ficando acostumado e fã dos temperos mais picantes.

Beija-Flor de rabo comprido no alto das Blue Mountains, na Jamaica

Beija-Flor de rabo comprido no alto das Blue Mountains, na Jamaica


De lá seguimos diretamente para o parque, longa caminhada de uns 2 km pelas ruas e avenidas da cidade. Não é um lugar gostoso de andar, aprendemos. Cidade feita para carros e não pessoas. Longos quarteirões sem nada para ver, centros comerciais com grandes estacionamentos. Mas nenhum problema com a tal “falta de segurança”. Chegamos ao parque já no escuro, milhares de pessoas esperando pelo show que acabava de começar. Muitas famílias e crianças, 95% das pessoas negras. Clima de paz total, sentimento de segurança completo. Os poucos brancos, turistas europeus e japoneses, vários deles com o cabelo cheio de dreads, fãs longínquos do maior canto de reggae de todos os tempos.

Pit-stop em restaurante no alto das Blue Mountains, com magnífica vista para Kingston, capital da Jamaica

Pit-stop em restaurante no alto das Blue Mountains, com magnífica vista para Kingston, capital da Jamaica


Bob Marley nasceu e cresceu cristão, mas foi convertido à filosofia Rasta pela sua esposa, ainda na década de 60. No início da década de 70 seu sucesso nacional ganhou os palcos do mundo e pouco antes da década de 80 já era um dos mais aclamados cantores, o único de fora do mundo do rock a fazer sucesso entre a juventude. Justo quando estava no auge, um câncer veio levá-lo ainda jovem, aos 37 anos. Começou embaixo da unha do pé. Ele não quis seguir as recomendações de amputar o dedo e seguiu com sua turnê mundial. O câncer se espalhou e ele tentou tratá-lo de uma forma alternativa, numa clínica alemã. Alguns meses depois, quando viu que estava piorando, resolveu voltar a seu país. Mas o destino não deixou. Piorou tanto na viagem que acabou ficando em Miami mesmo, direto para o hospital. Poucos dias depois, em terras americanas, morria o ídolo de toda uma geração, a única pessoa que ainda hoje desafia o Che Guevara no número de camisetas vendidas com sua estampa na frente, nos quatro cantos do mundo. E isso eu posso falar porque por onde já passei, da Tailândia ao Egito, do Chile à Alemanha, lá estão as fotos do Bob Marley nas camisetas e bares da moda.

Visitando o Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica

Visitando o Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica


Presença forte no show, assim como em todo o país, são os adeptos da filosofia Rastafari. Vegetarianos convictos, amantes da paz, cabelos longos e cheios de dreads, os Rsatas estão por todos os lados aqui na Jamaica. O movimento começou na década de 30 e se internacionalizou de vez com o sucesso de Bob Marley. Leitores assíduos da Bíblia e de livros judeus, acreditam que Jesus já teria voltado á Terra, na forma do imperador da Etiópia, Haile Selassie. Na década de 30, junto com a Libéria, país formado por antigos escravos americanos, a Etiópia era o único país que tinha escapado da sanha neocolonialista europeia. Derrotando fragorosamente a Itália numa guerra no final do séc XIX, era lá que estava o único monarca negro do mundo de então. Numa época que o pan-africanismo ganhava forças, era para lá que olhavam negros de todo o mundo, a verdadeira pátria para a qual todos deveriam retornar, aonde estavam suas verdadeiras raízes. Selassie chegou ao trono no início da década de 30 e logo teve de enfrentar a Itália de Mussolini, que tentava mais uma vez conquistar aquele último pedaço de terra livre na África. E conseguiram, com base numa guerra suja com muitas armas químicas. A Liga das Nações da época nada fez para impedir isso e o discurso que Selassie fez em uma de suas assembleias, com o país já conquistado, ficou para a história.

Placa informativa no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica

Placa informativa no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica


Bom, logo no início da 2ª Guerra Mundial a Itália foi expulsa de lá e Selassie voltou à sua pátria. Adorado como um deus pelos rastafáris jamaicanos, apesar dele mesmo ser um cristão ortodoxo. Foi famosa a sua visita à Jamaica, já na década de 60, quando cem mil rastafaris o esperavam no aeroporto de Kingston. Toda a região do aeroporto praticamente flutuava junto com a fumaça da ganja consumida pelos rastas. O monarca até se assustou e só desceu do avião uma hora mais tarde, quando a sua segurança lhe foi garantida. Para tristeza do governo jamaicano, Selassie jamais negou sua divindade, apesar de também não confirmá-la. Frente ao pedido da comunidade rasta de “voltar” para a África, respondeu que primeiro deveriam “libertar” a Jamaica, para depois voltarem à África.

Nosso amigo Mickey Mystic tocando um reggae no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica

Nosso amigo Mickey Mystic tocando um reggae no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica


Alguns anos depois, já na década de 70, o imperador foi derrubado por um golpe comunista. Morreu na prisão, alguns meses depois, para tristeza de muitos rastas. Outros acreditam que ele não morreu, que emigrou para algum convento. O novo governo, comunista, levou o país à terrível fome que matou milhões de pessoas na década de 80.

Antiga residência e gravadora, hojje retransformada no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica

Antiga residência e gravadora, hojje retransformada no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica


A ainda assim é hoje, Selassie sendo considerado a segunda encarnação de deus na terra. E a ganja continua correndo solta, inclusive no parque onde ocorria o show. A ganja é considerada um meio sagrado de abrir a mente para um melhor entendimento da palavra de Deus. Outras drogas e o álcool são desprezados, pois ao contrário da ganja, destroem a mente e nos afastam do melhor entendimento. Aqui na Jamaica, e esse show foi o mais acabado exemplo disso, aprendi como um país pode levar a sua vida normalmente, com a ganja proibida em teoria, mas liberada na prática. Aos poucos, foi ficando normal ver famílias e crianças brincando de um lado enquanto o cheiro de ganja tomava conta do ambiente, tudo tratado com a maior normalidade por todos. Para falar a verdade, o resultado é de muito mais paz do que quando pessoas se reúnem para beber, ficam barulhentas, valentes e inconvenientes. O engraçado era ver o parque repleto de policiais garantindo a segurança de todos e, ao mesmo tempo, a ganja por toda a parte. O mundo perfeito da Rita Lee, hehehe!

Nosso amigo Mickey Mystic tocando um reggae no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica

Nosso amigo Mickey Mystic tocando um reggae no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica


O show foi um espetáculo e nós simplesmente ADORAMOS ter estado ali. A volta para nosso hotel foi de taxi mesmo e amanhã, bem cedinho, deixamos a Jamaica para trás já com muitas saudades. O destino são as Ilhas Caiman, aqui do lado, paraíso de mergulhadores e banqueiros. Creio que vamos ficar mais com o primeiro grupo...

Nos jardins do Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica

Nos jardins do Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica

Jamaica, Port Antonio, Kingston, Blue Mountains, Bob Marley, Rastafari

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Kaiteur Falls

Guiana, Georgetown, Kaiteur Falls

Sobrevoando a magnífica Kaiteur Falls, na Guiana

Sobrevoando a magnífica Kaiteur Falls, na Guiana


Sem dúvida nenhuma, a maior atração natural da Guiana atende pelo nome de Kaiteur Falls. É uma incrível cachoeira bem no meio de uma região montanhosa, em plena amazônia guianesa. Centenas de milhares de litros de água despencando a cada segundo num precipício com cerca de 250 metros de altura são uma visão que merece todo o esforço para se chegar até lá e que poucas pessoas conseguirão esquecer. Muitos, até, acham essa cachoeira ainda mais impressionante que Niagara Falls, nos EUA/Canadá, Vitória, na África e Iguaçu, no Brasil/Argentina.

Sobrevoando Georgetown e seu cinturão verde, na Guiana

Sobrevoando Georgetown e seu cinturão verde, na Guiana


Há duas formas de se chegar à esta maravilha da natureza. A primeira, com mais aventura, é indo por terra e caminhando e subindo rios numa excursão que leva de quatro a cinco dias. A volta, inclusive, é de avião. A outra é pegar um aviaozinho em Georgetown, voar por cerca de uma hora e pousar logo ao lado de Kaiteur Falls, com direito a sobrevôo da cachoeira. As duas maneiras são organizadas por agências, e ficamos sempre à mercê de um grupo. Infelizmente, não se chega lá de forma independente.

No pequeno avião, à caminho de Kaiteur Falls, na Guiana

No pequeno avião, à caminho de Kaiteur Falls, na Guiana


Nós, já tão atrasados na nossa programação, escolhemos a forma mais rápida e prática: de avião. O problema é que ficamos completamente dependentes da agência e da companhia aérea. A primeira tem de conseguir encher o avião, senão ele não sai. A segunda, como todas as companhias aéreas, tem todo o poder na mão. Saem se e quando quiserem. Um inferno!

O avião que nos levou à Kaiteur Falls, na Guiana

O avião que nos levou à Kaiteur Falls, na Guiana


Assim, o nosso vôo que era para ter saído à uma da tarde, foi atrasando, atrasando até que, finalmente, saiu um pouco antes das três. Graças à Deus. Porque se fosse adiado para amanhã, e quase foi, vários dos outros viajantes teriam desistido e aí, duvido que haveria clientes o suficiente. E nós teríamos de deixar a Guiana sem conhecer essa maravilha. Por falar em outros viajantes, os únicos estrangeiros de hoje éramos eu e a Ana. Aliás, nos nossos dois dias em Georgetown, não vimos mais nenhum estrangeiro. Bem diferente do Suriname, cheio de holandeses, e do Caribe, onde se vê mais estrangeiros do que locais...

Maravilhados com o esplendor de Kaiteur Falls, na Guiana

Maravilhados com o esplendor de Kaiteur Falls, na Guiana


Bom, depois de muita reza forte, a companhia aérea arrumou um avião e partimos os treze turistas para a cachoeira. No caminho, um belo sobrevôo de Georgetown e do interior da Guiana. Típica paisagem amazônica, uma mata de se perder de vista e muitos rios, largos e caudalosos. Chegando perto do nosso destino, as montanhas aparecem, majestosas, sobre e infinita planície. Também elas verdes, cobertas pela mata.

Visitando Kaiteur Falls, na Guiana

Visitando Kaiteur Falls, na Guiana


E aí, no meio delas, aparece a incrível cachoeira! Kaiteur Falls, um nome que já andava pela minha cabeça desde que comecei a ler sobre as Guianas, no início da viagem. Finalmente estava ali, na minha frente, poderosa, cinematográfica. O nosso avião ainda fez dois sobrevôos dela, para delírio dos passageiros. Depois, pousou numa pequena pista de pouso quase ao lado dela.

Observando de perto Kaiteur Falls, na Guiana

Observando de perto Kaiteur Falls, na Guiana


Fomos recebidos por um guia local que, sem mais delongas, nos conduziu à três mirantes para se observar a cachoeira. Todos possibilitam visões incríveis e cada vez mais próximas dessa impressionante queda d'água. Infelizmente, pelo atraso do vôo, tivemos de fazer tudo às pressas. Mas deu para tirar muitas fotos e se deixar maravilhar pela cachoeira e a natureza ao seu redor.

O vasto canyon formado pela kaiteur Falls, na Guiana

O vasto canyon formado pela kaiteur Falls, na Guiana


Decolamos de volta para casa no último minuto possível. O avião não pode viajar de noite. Na volta, observando aquela vastidão lá embaixo, não pude deixar de lembrar que, amanhã, estaremos cruzando tudo isso de carro, com nossa querida Fiona. A estrada que liga Georgetown ao Brasil atravessa boa parte do país, em direção sudoeste, cruzando florestas e savanas. A maior parte da estrada é de terra e dizem que são 16 horas de viagem. Nós devemos começar um pouco depois das cinco e nossa idéia é dormir um pouco depois da metade do caminho, perto de uma reserva natural. No dia seguinte, sexta, chegamos à Lethem, onde está haveno um grande rodeio, e cruzamos para o Brasil. Será que vai dar certo nossa programação? Veremos... Internet, no caminho, nem pensar. Combustível, melhor levar todo daqui. Assim com água e comida, para alguma emergência. E vamos que vamos...

Região de kaiteur Falls, na Guiana

Região de kaiteur Falls, na Guiana

Guiana, Georgetown, Kaiteur Falls,

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Chuva e Cores pelas Ruas de Olinda

Brasil, Pernambuco, Olinda

Casas coloridas em Olinda - PE

Casas coloridas em Olinda - PE


Dia bem gostoso e tranquilo, tivemos hoje. Finalmente, temos acesso a uma internet rápida, o que é um prazer incomensurável. Incrível como ficamos dependentes dessas coisas hoje em dia. Como é que as pessosa viviam há dez anos?

Tomando nossa pinga baiana para entrar na piscina da pousada São Pedro, em Olinda - PE

Tomando nossa pinga baiana para entrar na piscina da pousada São Pedro, em Olinda - PE


Nossa pousada é tranquila, muito bem localizada no centro histórico de Olinda. Tem um terreno arborizado com uma piscina "apetitosa" nos fundos. Passamos a manhã trabalhando e, apesar do tempo chuvoso, ainda deu para aproveitar a piscina, com o estímulo de uns goles na deliciosa pinga que compramos na Chapada Diamantina.

Observando ruínas em Olinda - PE

Observando ruínas em Olinda - PE


Depois, enfrentando a chuva que vinha e voltava, fomos passear pelas ruas coloridas da cidade. É uma delícia caminhar por aqui, para quem não liga para ladeiras. São diversas pousadas, restaurantes, ateliês, mercados, igrejas, bares, quase todos muito bem cuidados e charmosos, um convite para maiores explorações.

Cidade alta em Olinda - PE, em dia chuvoso

Cidade alta em Olinda - PE, em dia chuvoso


A cidade é de 1535 e foi fundade por Duarte Coelho, donatário da capitania de Pernambuco. Ao ver as colinas onde seria fundada a vila teria dito: "Oh... linda localização!", origem do nome da cidade. Ela foi a capital do estado até ser incendiada pelos holandeses em 1631, por acharem que era um lugar muito difícil de ser defendido. Quando os portugueses retornaram, 20 anos mais tarde, Olinda voltou a ser a capital do estado pelos próximos 200 anos, embora os governadores residissem em Recife. Foi na cidade que foram instalados os primeiros cursos jurídicos do país, tornando-a um foco estudantil. Com um público assim, não é surpresa a proliferação de bares e festas e a transforamção da cidade num dos principais centros para festejo do carnaval.

Experimentando chapéus típicos em mercado de Olinda - PE

Experimentando chapéus típicos em mercado de Olinda - PE


Aliás, ficamos imaginando como ficam essas ruas tranquilas durante essa festa. Muitas casas exibem cartazes oferecendo-se para serem alugadas. Deve ser uma "experiência" estar aqui nesses dias de fevereiro/março! No domingo, vamos ter uma pequena amostra, com blocos pré-carnavalescos circulando pelas ruas de paralelepípedo.

Delicioso jantar de jerimum com camarões ao leite de coco com molho de pitanga, no restaurante Oficina do Sabor, em Olinda - PE

Delicioso jantar de jerimum com camarões ao leite de coco com molho de pitanga, no restaurante Oficina do Sabor, em Olinda - PE


De noite, fomos até um dos famosos restaurantes de Olinda, o Oficina do Sabor e saboreamos um delicioso jerimum recheado de camarões ao creme de leite e suco de pitanga. Tudo isso com vista para as luzes da cidade lá embaixo.

Recife vista de Olinda - PE, em dia chuvoso

Recife vista de Olinda - PE, em dia chuvoso

Brasil, Pernambuco, Olinda,

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Um Semana em Pontal do Maceió

Brasil, Ceará, Fortim

Toda a família, entre filhos, netos, genros e noras, reunidos na cama dos patriarcas, em Fortim, no litoral do Ceará

Toda a família, entre filhos, netos, genros e noras, reunidos na cama dos patriarcas, em Fortim, no litoral do Ceará


Esta não foi uma semana típica dos 1000dias. Para começar, não estávamos viajando, mas ficando no mesmo lugar. E que lugar! O Pontal do Maceió é uma praia da cidade de Fortim, no litoral do Ceará, bem próximo da cidade de Aracati, uma das principais do estado, ou de Canoa Quebrada, internacionalmente conhecida pelo turismo. “Aracati” é uma palavra de origem tupi e vem da junção de “ara”, que quer dizer ar ou tempo, no sentido meteorológico, e “katu”, que significa “bom”. Ou seja, “bom tempo”! Pudemos atestar isso por experiência própria, pois tivemos uma semana de céu azul!

Jangada retorna do mar na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará

Jangada retorna do mar na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará


Dia de muito sol na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará

Dia de muito sol na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará


A praia é aquele cenário típico do Ceará. Mar quase quente, uma brisa suave e constante que não nos deixa passar calor, casas simples de pescadores, as famosas jangadas que entram e saem do mar junto com as marés, praiona boa de caminhar, um restaurante na beira da água bem copo sujo e ideal para se tomar uma cerveja gelada e comer um peixe frito. Enfim, aquele mundão que nos enche de preocupações...

Paisagem do pontal do Maceió, em Fortim, litoral do Ceará

Paisagem do pontal do Maceió, em Fortim, litoral do Ceará


Barcos descansam na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará

Barcos descansam na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará


Para melhorar, estamos muito bem instalados num hotel de primeira, o Vila Selvagem. Bem diferente dos hotéis que costumamos ficar nos nossos 1000dias, em termos de conforto e preço. Mas essa era uma semana diferente, celebração do aniversário da minha mãe e reunião de toda a família. Merecia mesmo um hotel especial. Ele nos foi muito bem recomendado por quem já tinha ficado aqui e, bastaram alguns dias, todos já tínhamos concordado. Tanto que dividíamos nosso tempo entre a praia incrível do lado de fora e a piscina maravilhosa do lado de dentro.

Nosso hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Nosso hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Com a mãe aniversariante e um sobrinho, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Com a mãe aniversariante e um sobrinho, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


A maioria do tempo nessa semana, ficamos por aqui mesmo, com duas exceções. Teve um dia que eu e a Ana levamos nossos sobrinhos mais novos, o Antonio e a Bebel, para se divertir no Beach Park, em Fortaleza. E teve um outro dia que, agora com os sobrinhos mais velhos, o Leo e o João, fomos caminhando pela praia até Canoa Quebrada, num percurso de quase 20 quilômetros. Meu irmão Guto também foi nesse programa e vou falar desses dois passeios nos próximos posts. Aqui, quero falar mesmo apenas da nossa preguiçosa rotina no Pontal de Maceió.

Maré seca na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará

Maré seca na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará


De volta aos trópicos, no hotel em Fortim, litoral do Ceará

De volta aos trópicos, no hotel em Fortim, litoral do Ceará


Como já disse no post anterior, boa parte dos hóspedes do hotel era gente da nossa família. Vieram meus pais, seus cinco filhos, um genro, três noras e cinco netos. Um dos netos, o Leo, já com a queridíssima namorada, a Karen. Pela primeira vez, completíssima, a família reunida. Além disso, também vieram quatro tios meus, portanto cunhados e irmãos de meus pais, e um primo, ou sobrinho de meus pais. Somando-se todos, 21 hóspedes da mesma família. Já dá para intuir que as refeições eram sempre uma festa!

Com o irmão Guto depois de mais um saudável café da manhã no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Com o irmão Guto depois de mais um saudável café da manhã no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


A aniversariante e o felizardo marido, pais do Rodrigo, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

A aniversariante e o felizardo marido, pais do Rodrigo, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


A gente começava o dia com um mergulho rápido na piscina ou uma caminhada na praia. Em seguida, um super café da manhã com frutas, sucos, pães, iogurte e, claro, muita tapioca. Depois, um descanso na rede, muita conversa jogada fora, e um delicioso mergulho no mar. Caminhamos para lá, para cá, tomamos sol e acabamos no bar tomando aquele suco de cevada geladinho.

Aproveitando o fim de tarde na piscina do hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Aproveitando o fim de tarde na piscina do hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Aproveitando nossa última tarde na piscina do hotel em Fortim, no litoral cearense

Aproveitando nossa última tarde na piscina do hotel em Fortim, no litoral cearense


O almoço podia ser por ali mesmo ou algo no hotel. Depois de uma programação tão intensa, uma siesta era muito bem vinda, janelas bem abertas para entrar a brisa ou então em alguma rede já armada no meio do vento. Renovados, uma sessão de sinuca com os sobrinhos ou uma corrida na praia, aproveitando a maré baixa.

O Guto, irmão do Rodrigo, com o filho Lulu e o sobrinho Antonio, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

O Guto, irmão do Rodrigo, com o filho Lulu e o sobrinho Antonio, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


O primo Haroldo e o sobrinho João Pedro no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

O primo Haroldo e o sobrinho João Pedro no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Final de tarde, todos na piscina e dá-lhe caipirinha. Isso nos abria o apetite para corrermos para o banho e nos reunirmos novamente no jantar, mesas bem grandes para acomodar tanta gente. E aí, muita conversa novamente, pois assunto nunca vai faltar em uma família tão grande.

O pai do Rodrigo com a filha e nora no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

O pai do Rodrigo com a filha e nora no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Os pais, no nosso primeiro jantar em família no hotel em Fortim, litoral do Ceará

Os pais, no nosso primeiro jantar em família no hotel em Fortim, litoral do Ceará


O grande evento da temporada foi na noite do dia 29, quando celebramos os 80 anos de minha mãe. Antes disso, no final da tarde, fazendo o esquenta no quarto dos pais e tomando uísque e vinho trazidos do Chile, da Europa e de São Paulo, fizemos a foto tão esperada, meus pais, todos os seus descendentes e os queridos agregados. Relembrando os tempos de criança, quando a família ainda não era tão grande, conseguimos nos juntar todos na cama dos “avós”, dezessete pessoas. Ainda bem que era uma cama forte.

Toda a família, entre filhos, netos, genros e noras, reunidos na cama dos patriarcas, em Fortim, no litoral do Ceará

Toda a família, entre filhos, netos, genros e noras, reunidos na cama dos patriarcas, em Fortim, no litoral do Ceará


Mesa para toda a família celebrar o aniversário da mãe do Rodrigo, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Mesa para toda a família celebrar o aniversário da mãe do Rodrigo, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Depois, com bolo e tudo, agora no restaurante do hotel, fizemos a devida celebração, com direito a drinques, discursos, piadas, promessas e muita alegria. Todo mundo já queimado de sol, bem alimentado e esbanjando saúde. O stress mais próximo estava a muitos quilômetros e dias de distância e ali só tinha energia boa.

Bolo de aniversário da Dona Nilza, a mãe do Rodrigo, em hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Bolo de aniversário da Dona Nilza, a mãe do Rodrigo, em hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Os pais do Rodrigo, Nilza e Gustavo, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Os pais do Rodrigo, Nilza e Gustavo, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Enfim, foi uma semana para não mais esquecermos. A sequência dos acontecimentos sim, pois tudo se misturava e se repetia numa saborosa rotina. A sensação era do tempo não passar, por mais que estivéssemos aproveitando cada minuto, cada segundo. O hoje parecia ontem que lembrava muito o amanhã. A maré subindo e descendo à nossa frente, a lua vindo atrás do sol que vinha atrás da lua, sempre observada pelas estrelas. Pescadores em suas jangadas também iam e voltavam. Um dia atrás do outro na frente de outro. Que bom que foi! Uma semana de sete dias, mas de infinitas horas e sensações que deliciosamente se repetiam...

Pensativo, no final de tarde na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, litoral do Ceará

Pensativo, no final de tarde na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, litoral do Ceará

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