1 Blog do Rodrigo - 1000 dias

Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Rondônia, Mato Grosso e a Surpresa de Nobres

Brasil, Rondônia, Porto Velho, Vilhena, Mato Grosso, Cáceres

Atravessando as planícies e enormes fazendas de Mato Grosso

Atravessando as planícies e enormes fazendas de Mato Grosso


No meio da tarde do dia 20, estávamos de volta à terra firme, ao solo brasileiro, na pacata cidade de Guajará-Mirim, em Rondônia. Duas principais estradas saem daí: uma para o norte, ao longo da fronteira, até se encontrar com a rodovia que liga Rio Branco à Porto Velho. A outra vai na direção leste, cortando o interior do estado, passando pela linda região do Parque Nacional dos Pacaás Novos e se encontrando com a rodovia que liga Porto Velho à Mato Grosso.


Veja nossa rota por Rondonia e Mato Grosso num mapa maior. Saímos de Guajará-Mirim e seguimos para Porto Velho, onde dormimos. No dia seguinte, fomos até Vilhena, quase na fronteira. No dia seguinte, seguimos até Caceres, já no sul de Mato Grosso. POr fim, passando ao largo de Cuiaba, seguimos até Nobres

É claro que nossa melhor opção seria essa última, já que já tínhamos passado por Porto Velho antes. Além disso, teríamos a chance de conhecer e explorar mais um parque nacional. Pois é... seria! Não fosse um pequeno detalhe: a rodovia também atravessa território indígena e um trecho de uns poucos quilômetros está interrompido. Para passar por lá, só com o bom humor dos índios e um caro “pedágio”. Mas, pelo que nos informaram, faz tempo que eles não estão de bom humor e então, ninguém passa na estrada. Esse Parque Nacional vai ter de esperar e nós seguimos para o norte mesmo, de volta à Porto Velho.

Enfrentando filas por causa de obras nas estradas de Rondônia

Enfrentando filas por causa de obras nas estradas de Rondônia


O lado bom dessa história é que pudemos rever nosso amigo Rodrigo que, novamente, nos recebeu de portas abertas em sua casa na capital de Rondônia. Mas dessa vez, foi uma visita rápida, afinal tínhamos muito chão pela frente: cruzar todo o estado de Rondônia e boa parte do estado de Mato Grosso, até a região de Cuiabá, onde tínhamos muita coisa para ver e conhecer.

A Ana se delicia com uma picanha na chapa com muito queijo derretido, em Vilhena, em Rondônia

A Ana se delicia com uma picanha na chapa com muito queijo derretido, em Vilhena, em Rondônia


Assim, no dia 21 pela manhã, partíamos novamente. Seguindo pela principal rodovia do estado, passamos pelas maiores cidades de Rondônia depois da capital, Ariquemes, Ji-Paraná e, finalmente, Vilhena, quase já na fronteira. Estrada boa, fora um trecho em obra onde tivemos de amargar quase uma hora na fila. Paisagem quase sempre plana e de grandes fazendas, uma das mais ativas fronteiras agrícolas do país.

A Ana se delicia com uma picanha na chapa com muito queijo derretido, em Vilhena, em Rondônia

A Ana se delicia com uma picanha na chapa com muito queijo derretido, em Vilhena, em Rondônia


Chegamos à Vilhena já no escuro e aí resolvemos passar a noite. Cidade boa, bons hotéis, restaurantes e noite movimentada. Nós, morrendo de saudades já há tempos, fomos nos deliciar com uma picanha na chapa encoberta por queijo derretido. Não que estivesse espetacular, mas fazia tanto tempo que não víamos algo assim que, para nós, foi um verdadeiro banquete! Nossa despedida com chave de ouro do estado de Rondônia.

As novas amigas do lavajato em Vilhena, em Rondônia, que ajudaram a deixar a Fiona limpinha, depois de tanta poeira na Bolívia

As novas amigas do lavajato em Vilhena, em Rondônia, que ajudaram a deixar a Fiona limpinha, depois de tanta poeira na Bolívia


No dia seguinte, pela manhã, a Ana levou a nossa Fiona para um delicioso e merecido banho, depois dos 1.000 km de estradas de terra na Bolívia. O pó havia entrado em todos os buracos da carroceria e nossas malas e mochilas estavam cor de adobe! Com a ajuda das meninas do lava-jato, as mais novas amigas da minha social esposa, a Fiona e as malas ficaram um brinco! Prontas para a próxima etapa da viagem.

As novas amigas do lavajato em Vilhena, em Rondônia, que ajudaram a deixar a Fiona limpinha, depois de tanta poeira na Bolívia

As novas amigas do lavajato em Vilhena, em Rondônia, que ajudaram a deixar a Fiona limpinha, depois de tanta poeira na Bolívia


E assim, bem limpinhos, entramos em mais um estado da federação, o penúltimo que nos faltava nesses nossos 1000dias pelas Américas e pelo Brasil. Ficava para trás a região norte e adentrávamos a região Centro-Oeste, onde só havíamos estado em Goiás e Distrito Federal. Chegou a hora de fechar essa lacuna!

Chegando á fronteira de Rondônia e Mato Grosso, o penúltimo estado que ainda não havíamos visitado

Chegando á fronteira de Rondônia e Mato Grosso, o penúltimo estado que ainda não havíamos visitado


O norte de Mato Grosso também é uma extensa planície, lotada de enormes e produtivas fazendas. A exceção é a Chapada dos Parecis, uma região de montanhas e paisagens grandiosas da qual, infelizmente, só pudemos passar ao largo e ver de longe. Para ser devidamente explorada, precisaríamos de alguns dias que realmente não temos agora. Mais um motivo para voltarmos para essas bandas!

Passando ao largo da Chapada dos Parecis, no Mato Grosso

Passando ao largo da Chapada dos Parecis, no Mato Grosso


Por fim, já no final do dia, chegamos à histórica Cáceres, na beira do rio Paraguai. Cidade conhecida de todos os amantes da pesca do Brasil e do mundo, afinal aqui se realiza um dos mais importantes torneios de pesca esportiva do mundo, todos os anos. “Matéria-prima” não falta, já que está na beira do Pantanal e de suas centenas de espécies de peixes.

Nosso restaurante com música ao vivo em Cáceres, no Mato Grosso

Nosso restaurante com música ao vivo em Cáceres, no Mato Grosso


Aqui passamos a noite, já aprendendo a lidar com o forte e típico calor mato-grossense. Antes da cama, ainda fomos passear no centro e comer na praça, em um dos muitos restaurantes com mesas na calçada, a brisa que sopra do rio Paraguai o nosso ar condicionado natural. Aqui, tivemos direito à música ao vivo (sertaneja, é claro!) e um cardápio com vários pratos típicos, incluindo muitas opções com carne de jacaré! Antes que ecologistas reclamem, essa carne vem de fazendas onde os pobres bichinhos são criados exatamente para isso: terminar no prato de alguém, um gosto meio de frango com a consistência de peixe, mas um pouco mais firme. Carne da cauda, o filé do jacaré.

Carne de jacaré no cardápio de restaurante em Cáceres, no Mato Grosso

Carne de jacaré no cardápio de restaurante em Cáceres, no Mato Grosso


Na manhã de hoje, ainda demos outra volta na praça e nas ruas com casas centenárias. Na praça, em frente à igreja, um raro monumento ao Tratado de Madrid, de 1750, firmado entre Portugal e Espanha, um dos poucos que ainda existe no mundo. Esse tratado foi aquele que finalmente substituiu o Tratado de Tordesilhas, que já era letra morta há muito tempo. Afinal, segundo Tordesilhas, as terras portuguesas no Brasil terminavam muito mais à leste, cobrindo apenas parte dos atuais Nordeste e Sudeste brasileiros. A própria cidade de Cáceres, muito mais a oeste da linha imaginária, era a prova viva d que Tordesilhas já não valia mais nada. Foi o Tratado de Madrid que regularizou essa situação, definindo em boa medida os atuais contornos do Brasil. Esse monumento não poderia estar em melhor lugar e explica porque, em Cáceres, se fala português e não, castelhano!

Um dos raros monumentos ao Tratado de Madri que ainda estão de pé, na cidade de Cáceres, no Mato Grosso

Um dos raros monumentos ao Tratado de Madri que ainda estão de pé, na cidade de Cáceres, no Mato Grosso


Bom, caminhada feita, com direito a um sorvete gelado para combater o calor, era hora de, mais uma vez, pegarmos estrada. Afinal, a principal atração da cidade, a pesca, não é muito o nosso forte. Assim, pé na tábua em direção à região de Cuiabá. Aí sim queremos explorar muito! A própria capital, o Pantanal, ao sul, a Chapada dos Guimarães, ao norte, e a região de Nobres.

Monumento ao Tratado de Madri, que finalmente enterttou o Tratado de Tordesilhas, na praça central de Cáceres, no Mato Grosso

Monumento ao Tratado de Madri, que finalmente enterttou o Tratado de Tordesilhas, na praça central de Cáceres, no Mato Grosso


Pois é, era exatamente por Nobres que queríamos começar. Faz tempo que ouvimos falar desse lugar, suas cavernas e cachoeiras, rios de água transparente e a fama de ser uma nova “Bonito”. Olhando no mapa, seria o lugar mais lógico para começarmos.

E assim foi, chegamos com o dia escurecendo na periferia de Cuiabá e já tomamos a estrada para o norte, a famosa Cuiabá-Santarém. Após um dia longo de estradas, ainda tivemos de lidar com um complicado trânsito de grandes caminhões, as carretas que carregam a produção rumo ao norte, para serem embarcadas para o exterior no rio Amazonas.

O rio Paraguai, na cidade de Cáceres, no Mato Grosso

O rio Paraguai, na cidade de Cáceres, no Mato Grosso


Com muita paciência, chegamos à pequena cidade, vimos de longe seus três hotéis e escolhemos o mais simpático deles. Estava bem cheio, sinal de que os turistas já descobriram o lugar, pensamos. Errado! Não eram turistas, mas trabalhadores de uma grande empresa na região. Aí, fomos falar com a simpática dona e ela nos revelou a surpresa: na verdade, Nobres não é em Nobres!

A igreja matriz de Cáceres, no Mato Grosso, na praça central da cidade

A igreja matriz de Cáceres, no Mato Grosso, na praça central da cidade


Como assim??? Pois é, todas as atrações e fotos que conhecíamos da cidade ficam no distrito de Bom jardim, a 60 quilômetros dali, por estrada de terra! Pior, para quem vem de Cuiabá, há uma estrada direta para lá, muito bem asfaltada e sem nenhum trânsito de caminhões. Embora o distrito pertença à Nobres, e por isso a fama da cidade, Bom Jardim tem vida própria, com suas pousadas e restaurantes. Ou seja, Nobres é em Bom Jardim!

Dia lindo na cidade de Cáceres, no Mato Grosso

Dia lindo na cidade de Cáceres, no Mato Grosso


Bom, naquela altura dos acontecimentos, decidimos dormir por ali mesmo. Amanhã cedo, então, enfrentamos a estrada de terra e vamos para a Nobres de verdade, a pequena Bom Jardim. Rios e cachoeiras nos esperam como recompensa desse último esforço!

Brasil, Rondônia, Porto Velho, Vilhena, Mato Grosso, Cáceres, Chapada dos Parecis, Estrada, história, Nobres, Pacaás Novos

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A Vida Terrestre em Galápagos

Galápagos, San Cristóbal, Santa Cruz, Isla Darwin, Isla Wolf, San Bartolomeu

Junto com as tartarugas gigantes de Galápagos, na Ilha de Santa Cruz

Junto com as tartarugas gigantes de Galápagos, na Ilha de Santa Cruz


Boa parte da fama que tem Galápagos hoje no mundo vem de sua variada e exótica fauna terrestre. Observá-la e admirá-la sempre foi um dos nossos maiores objetivos nessa viagem, apesar do foco principal ser o mergulho e a observação da fauna subaquática. Tartarugas gigantes, iguanas marinhas, dezenas de tipos de aves endêmicas, entre outros, são sem dúvida uma atração imperdível e inesquecível.

Leão marinho na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Leão marinho na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos


Leão-marinho brinca conosco em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Henning Abheiden)

Leão-marinho brinca conosco em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Henning Abheiden)


Nesses oito dias no arquipélago, tivemos algumas oportunidades para chegar perto desses animais incríveis. O primeiro bicho que vimos logo que chegamos não pode ser exatamente caracterizado como animal terrestre, mas também não deixa de ser: o leão-marinho! Presentes em quase todas as ilhas do arquipélago, eles estão completamente adaptados à presença humana e também às suas "estruturas". Adoram tomar um banho de sol nas bóias de sinalização, nos decks dos barcos e nos piers dos portos. Desajeitados e engraçados acima d'água, é incrível a graciosidade e agilidade desses animais abaixo d'água. Foram dezenas de fotos incríveis (são fotogênicos!) e é difícil escolher alguma. Na nossa página de fotos, basta colocar a palavra "leão marinho" no campo de busca e todas elas irão aparecer...

Pinguim e caranguejo socializam em Rocca Redonda, na Isla Isabel, em Galápagos

Pinguim e caranguejo socializam em Rocca Redonda, na Isla Isabel, em Galápagos


Pelicano sobrevoa Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Pelicano sobrevoa Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Pássaros também estão por todo canto, em todas as ilhas. Os mais famosos são o blue footed boobie e também os pinguins. Os primeiros tem essa cor por causa da sua dieta e acabaram se tornando o símbolo das ilhas, estampados num sem número de camisetas. Já os pinguins são a única espécie que vive em águas tropicais e no hemisfério norte. Bem menores que seus primos antárticos, são como os leões marinhos: desajeitados fora d'água e um foguete dentro dela. Há também os pássaros mais "normais", como fragatas, pelicanos e gaivotas. Adoram os portos e os barcos que transitam entre eles. Durante a nossa navegação, parece ser uma diversão para eles pegarem carona conosco. Numa perfeita exibição de suas habilidades, ficam no alto, plainando sobre o ar que o barco está "cortando", sem ter de bater uma única vez as asas para nos acompanhar. Adoram as ilhas mais distantes e isoladas, como Darwin e Wolf. Ali, são os verdadeiros senhores da terra e, de tarde, confortavelmente instalado no nosso sun deck do barco, adorava ouvir a sua cantoria, o mesmo e único barulho que toca por ali há muitos milhares de anos.

As famosas tartarugas de Galápagos, na Ilha de Santa Cruz

As famosas tartarugas de Galápagos, na Ilha de Santa Cruz


Um preguiçoso bocejo de tartaruga gigante na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Um preguiçoso bocejo de tartaruga gigante na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Outro símbolo de Galápagos, as tartarugas gigantes (que deram nome ao arquipélago!) são mesmo incríveis! Habitam um punhado de ilhas e cada ilha tem a sua espécie. Exemplo claríssimo de seleção natural e adaptação ao meio ambiente de cada ilha. Uma incrível e inesquecível aula ao vivo e à cores! Nosso contato com elas foi na primeira visita à Ilha de Santa Cruz, onde vivem milhares delas. Nesta época do ano, elas migram das partes mais baixas da ilha para as mais altas, em busca de parceiros para a procriação. A primeira vez que as vemos é inesquecível! Uma grande rocha arredondada parada no meio de um brejo ou de um campo. Parada não, a rocha se move!!! Devagarzinho, hehehe, mas se move. São realmente enormes, vivem até duzentos anos e pesam muito! Não é à tôa que faziam a alegria de piratas e baleeiros, uma verdadeira fonte de carne e proteínas. Como não tiveram inimigos naturais (até o bicho-homem aparecer), puderam se desenvolver tranquilamente, até chegarem a ter o tamanho que tem hoje. Como viemos na época certa (sexualmente falando!), pudemos ver dezenas delas. Adoram comer uma graminha e chafurdar na lama. E, com a velocidade que tem, são o alvo perfeito para quem está aprendendo a fotografar, hehehe!

Vistosa Iguana na Playa Mansa de Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Vistosa Iguana na Playa Mansa de Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Fotografando uma iguana na praia em Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Fotografando uma iguana na praia em Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Por fim, mais um dos mágicos animais de Galápagos, as iguanas. Também são muitas espécies, mas a que mais chama a atenção pela sua unicidade são as iguanas marinhas. Nadam com desenvoltura, se alimentam de algas e depois vão passear nas areias das praias. Bicho de aparência pré-histórica, mas completamente adaptado ao meio em que vive. Vê-las enfrentando as ondas de Tortuga Bay foi inesquecível!

Uma pequena e tranquila iguana na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Uma pequena e tranquila iguana na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos


Assim, apesar dos poucos dias passados em terra, conseguimos observar e interagir bastante com esses animais. Mas nem só de bichos vivem as ilhas! A sua beleza cênica é impressionante! Assunto para o póximo post...

Caranguejos na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Caranguejos na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Galápagos, San Cristóbal, Santa Cruz, Isla Darwin, Isla Wolf, San Bartolomeu, Equador

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O Sol Brilha no País Sem Generais

Costa Rica, Zancudo

Pôr-do-sol maravilhoso na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

Pôr-do-sol maravilhoso na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica


A Costa Rica teve uma história muito parecida com as dos outros países centro-americanos, pelo menos até meados do séc XX quando uma importante mudança constitucional a tornou um oásis em meio a um continente envolto numa sucessão de sangrentos golpes, guerras e revoluções.

Dia de sol em Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

Dia de sol em Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica


Quando os espanhóis aqui chegaram, ainda no tempo de Colombo, cerca de 400 mil índios habitavam o que é hoje o território da Costa Rica. Um século mais tarde, após as guerras de conquista, a ocupação de seu território e completa desorganização do seu antigo meio de vida e a devastação pelas doenças trazidas da Europa, esse número tinha se reduzido para 20 mil. Outro século se passou e seus últimos territórios foram ocupados, sobrando apenas 5 mil indígenas. Enfim, o mesmo padrão de destruição de todas os antigos povos americanos.

Lavando o pé depois de passeio na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

Lavando o pé depois de passeio na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica


Mais um século e chegamos à época da independência. A América Central nunca foi um território de grande importância no mundo colonial espanhol, espremida entre as "jóias da corôa", o México e os vice-reinados do Peru e de Nova Granada (Colômbia e Venezuela). Assim, a independência foi sem guerras ou batalhas. Inicialmente, os países que hoje formam a região tentaram se agrupar numa grande república chamada Confederação Centro-Americana, com exceção do Panamá, que se juntou ao ideal bolivariano de uma grande nação na América do Sul. Os dois sonhos tiveram vida curta e logo se esfacelaram no conjunto de países que hoje conhecemos.

Belo fim de tarde na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

Belo fim de tarde na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica


A sequência da história foi bem parecida para todos: uma sucessão de golpes militares e curta vida de governos civis, a sociedade sempre dividida entre "liberais" e "conservadores", quase sempre representando os interesses da classe dominante dividida. As repúblicas centro-americanas certamente sofreram mais diretamente que as nações sulamericanas as influências e interesses da grande potência que crescia um pouco mais ao norte, talvez pela menor distância, talvez pela menor força econômica e política. Por aqui, uma simples companhia, a United Fruit Company, derrubava e criava novos regimes e presidentes da noite para o dia. O principal produto da companhia? Banana! Enfim, não é à tôa que se criou o jargão "República de Bananas". Ela realmente existiu!

Fiona acomodada entre os coqueiros de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

Fiona acomodada entre os coqueiros de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica


Aqui na Costa Rica não era diferente. Até que, em meados da década de 40, após uma tentativa de golpe (mais uma) e guerra civil particularmente sangrentas, uma constituinte decidiu, entre outras coisas, além de dar direitos políticos à mulheres, negros, indígenas e minorias étnicas, acabar com o exército e forças armadas. Isso mesmo, a Costa Rica optou por ser um país sem generais, almirantes ou brigadeiros. Coincidência ou não, o país experimentou desde então, o maior período de democracia contínua dentre todos os países da região, estes sim ainda "guardados" por seus respectivos exércitos.

Belo fim de tarde na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

Belo fim de tarde na praia de Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica


O maior desafio à essa política veio na década de 80 quando seu vizinho, a Nicarágua, se afundava em guerra civil, os "contras" tentando derrubar o governo esquerdista dos sandinistas (difícil saber para quem torcer...). Ainda em plena época da Guerra Fria, o governo americano pressionava o país para que bases dos tais "contras" operassem livremente no norte do país. Tempos difíceis para a Costa Rica, sabiamente administrados por Oscar Arias, que não só conseguiu desmantelar as tais bases como organizar uma grande negociação que resultou no fim da guerra no país vizinho. A Costa Rica pôde continuar um país desmilitarizado e sem exércitos e seu presidente foi laureado com um Nobel da Paz.

Conversando pelo Skype com a família (viva a tecnologia!) em Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

Conversando pelo Skype com a família (viva a tecnologia!) em Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica


Pois bem, nessa Costa Rica estamos hoje. No país onde o sol brilha figurativamente há quase 60 anos, hoje ele brilhou literalmente. Eu e a Ana passamos um delicioso dia na praia, correndo, nadando, repousando e nos instruíndo sobre o país. No final da tarde, com um belíssimo pôr-do-sol sobre o Oceano Pacífico, confortavelmente instalados sob o teto de sapé do bar-restaurante da pousada, refrescados por uma deliciosa e incessante brisa trazida pelo mar, pude conversar longamente com meus pais e irmão, através do skype. Pode ser difícil chegar aqui de carro, mas a internet e a tecnologia wifi chegaram. Tecnologia que consegue, num só lugar, juntar os melhores aspectos da civilização e do paraíso "selvagem". Um paraíso onde o sol brilha já há bastante tempo.

Socializando no bar da pousada beira-mar em Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

Socializando no bar da pousada beira-mar em Zancudo, no litoral Pacífico da Costa Rica

Costa Rica, Zancudo, Praia

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Para Quem Gosta de Pôr-do-Sol

Belize, Caye Caulker

O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Um dos pontos altos dos nossos dias em Caye Caulker era o entardecer. Diariamente, ao lado do canal de mar que divide a ilha em duas metades, um espetáculo de cores no céu, 50 tons entre o amarelo e o vermelho, para contrabalançar os 50 tons entre o azul e o verde do mar. Imperdível!

Assistindo ao pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Assistindo ao pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


É claro que não éramos os únicos por ali! Um empresário local tratou de abrir um bar com música alta bem naquele ponto estratégico, que acabou se tornando o ponto predileto das dezenas de turistas que estão continuamente na ilha, todos querendo aproveitar aqueles minutos mágicos, ao som de algum rock e ao sabor de uma cerveja gelada.

Até a garça para para admirar o entardecer em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Até a garça para para admirar o entardecer em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Fim de tarde dourado em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Fim de tarde dourado em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Enquanto o sol desce preguiçosamente, podemos dar um mergulho no mar que mais parece um rio, forte que é a corrente, ora para um lado, ora para o outro, dependendo da maré. A mesma água que é de um verde transparente durante todo o dia, durante o pôr-do-sol, fica dourada também.

O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Quase da mesma cor do céu no horizonte, onde sempre há também algum barco querendo chegar ainda mais perto do astro-rei, seja levando turistas, seja algum pescador que, por alguns minutos, esquece do seu ofício e olha também para o céu.

Mais um magnífico pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Mais um magnífico pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Mais um magnífico pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Mais um magnífico pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Foi ali que conhecemos um simpático americano que veio pela primeira vez para cá ainda no século passado. Ele nos contou, e nos encheu de inveja, sobre como era a Caye Caulker dos anos 90, sem carrinhos de golfe, com apenas dois pequenos hotéis e com uma única quitanda onde todos se encontravam. Ele gostou tanto daqui que acabou comprando um terreno e construindo uma casa. Uma vez por ano, vem passar umas poucas semanas por aqui, dias que ele aguarda chegar ansiosamente, lá no seu escritório movimentado na cidade grande.

O sol toca o mar no final de tarde em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O sol toca o mar no final de tarde em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


O mar fica dourado durante o pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O mar fica dourado durante o pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Muita coisa mudou desde então, mas não a beleza do mar e nem dos fantásticos entardeceres quando, desde sempre, todos param para alguns minutos de admiração e contemplação. A gente entrou nesse ritmo também aproveitando, a cada dia, por cada minuto, esse espetáculo cósmico. Viva o pôr-do-sol!

Rindo a toa durante o belo entardecer em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Rindo a toa durante o belo entardecer em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Belize, Caye Caulker,

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A Luiza Nasceu! De Volta à Curitiba

Brasil, São Paulo, Ilha Bela

Os orgulhosos pais com a Luiza (Curitiba - PR)

Os orgulhosos pais com a Luiza (Curitiba - PR)


Assim que chegamos mais perto do Perequê e do centro de Ilha Bela ontem, após a maravilhosa "temporada" no Bonete, o celular começou a apitar. Tínhamos ficado alguns dias fora do ar e quando chegamos à área com sinal, foram mensagens e mais mensagens chegando. Nem precisamos ler ou ouvir, só poderia ser uma coisa: a sobrinha tinha chegado ao mundo, quatro dias antes do previsto!

Com a sobrinha Luiza, que acaba de chegar! (Curitiba - PR)

Com a sobrinha Luiza, que acaba de chegar! (Curitiba - PR)


A Luiza nasceu saudável, 3,4 kg e 50 cm de altura! Viva! A tristeza da Ana de não ter estado lá no momento foi logo substituída pela alegria e emoção de ver a foto dela chegando pelo celular. Viva a tecnologia!

Com o Dudu e o Leslen na casa em Ilha Bela - SP

Com o Dudu e o Leslen na casa em Ilha Bela - SP


Deste modo, programamos nossa partida para Curitiba para hoje cedo, ansiosos por enfrentar e vencer as cerca de sete horas de viagem. Dito e feito! A gente se despediu do Dudu e do Leslen e no final da tarde já estávamos no apartamento da Dani e do Dudu para conhecer nossa linda sobrinha.

Com a sobrinha Luiza, que acaba de chegar! (Curitiba - PR)

Com a sobrinha Luiza, que acaba de chegar! (Curitiba - PR)


Agora, o plano é ficar por aqui cerca de uma semana, curtindo a sobrinha, a cidade, a família e amigos, resolvendo algumas burocracias, botando os blogs em dia e tentando deslanchar partes do site que ainda não entraram no ar.

Aproveitamos também para respirar um pouco e pegar fôlego para entrar pelo interiorzão do país. Rapidinho a Fiona vai estar na estrada novamente!

Placa de distâncias em posto em Registro - SP. Um dia chegaremos lá!

Placa de distâncias em posto em Registro - SP. Um dia chegaremos lá!

Brasil, São Paulo, Ilha Bela, Curitba

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Para Quem Gostas de Fuscas

México, Cozumel

A bordo da nossa 'ferrari conversível', na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

A bordo da nossa "ferrari conversível", na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México


Durante a minha infância, na década de 70, simplesmente metade dos carros nas ruas brasileiras eram Fuscas. O sucesso desse simpático carro criado ainda na década de 30 por Ferdinand Porshe, com patrocínio de Adolf Hitler, foi mundial e o transformou no automóvel mais vendido da história. Ele ultrapassou o recorde do lendário Ford T em 1973 e, quando finalmente saiu de linha, trinta anos mais tarde, haviam sido vendidos mais de 21,5 milhões de exemplares.

O nosso super fusca converível, na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

O nosso super fusca converível, na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México


Os países onde o saudoso carro mais perdurou foram no Brasil e no México. No Brasil, a produção foi até o ano de 86, mas em 1993 ele foi ressuscitado a pedido do presidente Itamar Franco, um dos grandes fãs do automóvel. Foram mais 45 mil Fuscas produzidos nessa nova fase, até o ano de 96, quando o carro foi aposentado de vez. No México, no entanto, o Fusca sobreviveu até 2003! É por isso que esse país atrai tanto os amantes do Fusca. Nas cidades menores, ainda é muito comum ver o simpático carro rodando pelas ruas.

Eu nunca fui especialmente fã do Fusca, preferindo carros um pouco mais modernos. Mas sou obrigado a admitir que, diversas vezes, fiquei admirado com a força desse veículo em enfrentar as estradas precárias do interior do Brasil. Quantas vezes já não passei por estradas apropriadas apenas para carros 4x4 que um fusquinha tirava de letra! Com seu motor traseiro, não havia ladeira de terra ou cheia de pedras que ele, valentemente, não enfrentasse!

O nosso super fusca converível, na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

O nosso super fusca converível, na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México


Além disso, nostálgico que sou, nunca vou esquecer que esse foi o primeiro carro que meu pai teve, ainda na década de 50, na Alemanha. Desde então, é seu carro predileto! Quando voltou ao Brasil, em 1960, trouxe o Fusca com ele. Teve um certo trabalho de vencer as burocracias portuárias mas, ao final, pode continuar rodando com seu carro “alemão” por muitos anos nas ruas de Belo Horizonte e pelas estradas do interior de Minas. O mesmo carro que, ainda na Europa, emprestou ao seu pai, meu avô, para que, junto com a minha avó e outro casal, viajassem por dois meses pelos países da Europa. Imagina só, que delícia: dois meses de Fusca na Europa do final dos anos 50! Eu daria tudo para voltar no tempo e acompanhar essa viagem épica! É... e as pessoas ainda perguntam de quem eu puxei por ter tido essa ideia maluca de viajar pelas Américas de carro...

De fusca, rodando pela ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

De fusca, rodando pela ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México


Pois é... em honra ao meu avô, ao meu pai, ao meu padrinho de batismo (também um fã incondicional do Fusca!) e ao meu irmão (cujo primeiro carro, lá em 86, também foi um poderoso 1.600!), hoje, aqui em Cozumel, alugamos um Fusca. Um Fusca conversível! Muito chique! Foi a nossa Ferrari por um dia. A gente se divertiu com ele pelas ruas e estradas da ilha, eu na frente, de motorista, e as amigas inseparáveis atrás, cabelos ao vento. Um capítulo inesquecível desses 1000dias pela América. O venerável Fusca também fez parte dessa aventura!

De fusca conversível, rodando por toda a ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

De fusca conversível, rodando por toda a ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

México, Cozumel, Fusca, história

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Temimina

Brasil, São Paulo, Petar

Entrada da caverna Temimina, no PETAR

Entrada da caverna Temimina, no PETAR


O programa de hoje foi no Núcleo Caboclos, onde estive hospedado há vinte anos. Fica no município de Apiaí, a 30 km daqui. Estrada de terra, quase uma hora de viagem. Saímos cedinho, para encontrar o Edson já em Apiaí, onde ele mora. De lá, mais uns 20 km de asfalto até nova estrada de terra, descendo até o Caboclos. Por ser assim, tão isolado, ele é muito menos frequentado.

Montanhas entre Apiaí e Iporanga

Montanhas entre Apiaí e Iporanga


Caminho entre Apiaí e Iporanga

Caminho entre Apiaí e Iporanga


Lá chegando, uma desagradável surpresa: a Fiona tinha um pneu furado. O barulho do ar vazando podia ser ouvido de longe. Conto sobre isso no post seguinte. A trilha para a Temimina tem cerca de três kms. Trilha de verdade, se comparada com as trilhas do dia anterior. No meio do mato e da mata. O Edson foi abrindo caminho pelas folhagens e teias de aranha e nós atrás dele. Após a chuva dos últimos dias, os únicos rastros na trilha eram dos animais que estiveram por lá nas últimas horas. Vimos rastros de porcos, roedores e de onças. Muito rastro de onça. Inclusive com filhote. Tenho certeza que elas nos observavam. O cheiro de urina, para marcar território, ainda estava fresco. Mas, infelizmente, não conseguimos ver nenhuma.

Vencida a mata densa, as onças e uma íngreme descida com ajuda de cordas chegamos à mais bela das cavernas da região. A entrada da Teminina é absolutamente linda. Um rio sereno margeando um paredão de pedra, um desabamento do lado direito, o teto de pedra a quarenta metros de altura, bastante luz entrando pelo lado do desabamento. Conforme seguíamos o rio, a caverna vai se fechando. A visão da enorme a larga boca da caverna é inesquecível. Do teto, gigantescos estalactites desciam, em formas grotescas. Pareciam raízes de árvores, principalmente quando cobertos de musgos ou bromélias.

Entrada da caverna Temimina, no PETAR

Entrada da caverna Temimina, no PETAR


Seguindo caverna adentro, ela se mantém ampla, larga e alta. Lá dentro, o rio continua a correr sereno, formando verdadeiras praias de areia lá dentro. Algumas pobres sementes, inclusive de palmiteiros, tiveram o azar de germinar lá dentro, naquela escuridão eterna. Crescem albinos e duram enquanto durarem as reservas energéticas da semente. São uma visão incomum, quase surreal, dentro de uma caverna.

Próximo às paredes, diversos espeleotemas. Os que me chamam mais a atenção são os ninhos de pérolas. Um branco e outro, não muito longe dali, vermelho. Mas, o que mais me chamou a atenção foi o "chuveirão". Como o próprio nome diz, um verdadeiro chuveiro, com fluxo de água constante, caindo de uma altura de 5 metros sobre uma pequena banheira circular. É possível jurar que aquilo foi feito pelo homem. Perfeito demais! Mas é apenas mais uma dessas formações de caverna, que a natureza faz tão diligentemente num piscar de olhos de 50 mil anos . Com esse tempo todo, dá para ela caprichar nas formas...

Saída da Teminina, no PETAR

Saída da Teminina, no PETAR


Apesar da concorrência forte e dos percalços do dia (meu tênis arrebentou, esqueci a lanterna, o pneu furou, entre outras coisas), esse foi nosso passeio predileto aqui no Petar. Tanto a bela trilha como a caverna maravilhosa, a única das que estivemos agora que eu ainda não conhecia. Para coroar tudo, a visão desse chuveiro por lá foi espetacular!

Só faltou homenagear o Edson, nosso guia nesses dois dias. Logo se acostumou conosco e entendeu o nosso humor. Nas trilhas, nos divertíamos contando e rindo das nossas próprias piadas e tiradas. As onças devem ter se assustado com aquelas três figuras passando por aquela trilha molhada, rindo uns dos outros. Perdemos a onça mas não perdemos a piada!

Brasil, São Paulo, Petar, Caverna, Parque

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Preços e Custos

Turks e Caicos, Providenciale - Provo

Cerveja de Turks e Caicos

Cerveja de Turks e Caicos


Quando o nosso site estiver funcionando (falta pouco!) vamos ter várias outras páginas, além dos blogs. Páginas de fotos, páginas de vídeo, páginas com informações sobre cada lugar que passarmos, etc... Dentro desse "etc" haverá uma página mostrando os custos da viagem, quanto gastamos por dia, semana, mês, em que gastamos, combustível, comida, habitação e por aí vai. Também um comparativo de preços de produtos similares nos diversos países e estados que passarmos. Acho que vai ficar bem legal e prático.

Bom, enquanto isso não funciona, vou dar uma idéia de preços por aqui. Não se assustem porque, imagino, esse deve ser um dos mais caros países da viagem...

cerveja long neck: 4-5 dólares
sanduíche generoso: 8-10 dólares
hotel mediano: 130 dólares (casal, sem café)
refeição p/ pessoa: 20 dólares
aluguel de carro: 75 dólares
garrafa d'água média no supermercado: 1 dólar

Turks e Caicos, Providenciale - Provo,

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Um Dia em Santiago

Chile, Santiago

Santiago, capital do Chile, em frente ao Museu de Bellas Artes

Santiago, capital do Chile, em frente ao Museu de Bellas Artes


Santiago foi fundada no início da colonização espanhola no Chile, por volta de 1540, e sempre foi a principal cidade do país, assim como sua capital, logo que o Chile tornou-se independente, no início do séc. XIX. Mesmo assim, permaneceu uma cidade pequena e tranquila até o século passado, quando passou a se desenvolver e crescer rapidamente, principalmente devido a forte imigração de chilenos do interior do país. Hoje, com mais de 5 milhões de pessoas, ele concentra um terço de todos os habitantes do Chile.

Vista de Santiago, capital do Chile, na subida do Cerro San Cristobal

Vista de Santiago, capital do Chile, na subida do Cerro San Cristobal


Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia

Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia


Localizada no chamado “Vale Central”, espremida entre os Andes e a Cordilheira da Costa, a cidade é praticamente plana. A exceção são alguns pequenos “Morros-Ilha”, cumes de antigas montanhas que sobreviveram ao processo de sedimentação que preencheu o Vale Central com material trazido das cordilheiras ao seu redor, ao longo de milhares de anos. Estes “Cerros” são, em sua maioria, parques da cidade, verdadeiros oásis verdes no meio do gigantesco vale urbanizado. Trazem um pouco de ar puro a uma cidade que tem uma das atmosferas mais poluídas da América Latina, concorrendo com São Paulo e Cidade do México. O problema daqui é que os gases produzidos pelo intenso tráfego ficam presos entre os Andes e a Cordilheira da Costa, não tendo para onde escapar, principalmente no inverno, quando o fenômeno da inversão térmica é mais comum.



Santiago não é apenas a maior cidade, mas também o principal centro administrativo, financeiro, gastronômico e cultural do país, sede de inúmeras universidades, museus, bibliotecas e onde se encontram os melhores restaurantes e os mais imponentes prédios históricos. Enfim, apesar da poluição, é uma cidade que tem muito a oferecer aos visitantes e turistas. Ninguém vai se arrepender de passar alguns dias por aqui!

Despedida da Andrea, em Santiago, capital do Chile

Despedida da Andrea, em Santiago, capital do Chile


Com o Pablo, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com o Pablo, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Essa era exatamente a nossa ideia original: passar alguns dias por aqui. Mas o episódio do roubo em La Serena, assim como o belo dia que passamos no Valle del Elqui mudaram nossos planos. Só conseguimos chegar por aqui ontem no final da tarde e já voamos para a Ilha de Pascoa amanhã cedo. Restou-nos, então, o dia inteiro de hoje para explorar essa metrópole. Quer dizer, vamos ter uma segunda chance quando voltarmos de Páscoa, mas também não poderemos nos enrolar muito já que temos outro compromisso com data marcada nos esperando em Buenos Aires (o navio para a Antártida!). Enfim, tínhamos de tirar o melhor de hoje!

Subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Para nossa sorte, não estávamos sozinhos nessa empreitada! O Pablo e a Andrea, nossos amigos chilenos, vieram até Santiago para nos guiar por aqui. Ainda vou fazer um post sobre eles, mas a sua companhia foi fundamental para que tivéssemos o dia eficiente que tivemos hoje. É sempre mais fácil conhecer uma grande metrópole como Santiago quando se está acompanhado de gente que nasceu e cresceu no lugar!

A famosa estátua de Nossa senhora no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

A famosa estátua de Nossa senhora no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Em dia de muito fog e poluição, quase não se vê as montanhas andinas que circundam Santiago, capital do Chile, do topo do Cerro San Cristobal

Em dia de muito fog e poluição, quase não se vê as montanhas andinas que circundam Santiago, capital do Chile, do topo do Cerro San Cristobal


Nessa nossa primeira noite na cidade, ficamos hospedados no Hostel Forestal, muito bem localizado, a uma quadra da Alameda, a principal avenida de Santiago. Ontem de tarde ainda deu tempo de ir caminhar um pouco por ela, passar ao lado do Cerro Santa Lucia, onde a cidade foi fundada, percorrer o centro financeiro, passar em frente a um Palácio de La Moneda (sede do governo) em reformas e observar os estudantes saindo da universidade. Mas o grande passeio estava mesmo prometido para hoje e, logo cedo, o Pablo e a Andreia já nos encontraram no nosso hostel.

Caminhando pelo Parque Forestal, em Santiago, capital do Chile

Caminhando pelo Parque Forestal, em Santiago, capital do Chile


Prédio do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile

Prédio do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile


Ainda cheios de energia da noite bem dormida, começamos nossas explorações com o Cerro San Cristóbal, o mais alto daqueles “Morros-Ilha” no coração da cidade. Dez minutos de caminhada através do bairro Bellavista nos levaram até o pé do morro, onde pegamos o funicular, uma espécie de trenzinho, até o alto da montanha. Aí está a estátua de Nossa Senhora que é um dos cartões-postais mais conhecidos da cidade, um dos pontos que eu mais me lembrava da minha visita de 20 anos atrás. O monumento é de 1905 e tem pouco mais de dez metros de altura.

O imponente saguão do Mercado Central, em Santiago, capital do Chile

O imponente saguão do Mercado Central, em Santiago, capital do Chile


Restaurantes de mariscos no Mercado Central de Santiago, capital do Chile

Restaurantes de mariscos no Mercado Central de Santiago, capital do Chile


Do alto do San Cristóbal, em dias claros, tem-se uma das mais belas vistas de Santiago e das montanhas ao fundo. Mas esse não era o caso de hoje! A inversão térmica estava mais forte do que nunca e mal conseguíamos ver a silhueta das montanhas nevadas ao fundo. O que se podia ver, com toda a clareza, era a nuvem de fumaça que cercava a cidade. O ar que estávamos respirando... Enfim, pela manhã esse fenômeno tende a ser pior, a brisa do final de tarde dando um “respiro” para os santiaguinos.

Venda de patas de caranguejo no Mercado Central de Santiago, capital do Chile

Venda de patas de caranguejo no Mercado Central de Santiago, capital do Chile


Venda de lagostas no Mercado Central de Santiago, capital do Chile

Venda de lagostas no Mercado Central de Santiago, capital do Chile


Bom, se subimos o San Cristóbal de funicular, para descer fomos caminhando mesmo. Muitas trilhas cortam a mata refrescante e propiciam belos mirantes para os diversos lados da cidade, o Pablo e Andreia nos explicando a geografia de Santiago, assim como a divisão econômica entre os diversos bairros da cidade, ricos para lá e pobres para cá. Nada que já não tenhamos visto no Rio, São Paulo, Buenos Aires, ou Lima. Por aqui, o grande divisor de águas, ou de classes, é a Plaza Italia.

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile


Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile


Meia hora de caminhada e chegamos ao nível da cidade novamente, quase ao lado de uma casa conhecida como La Chascona. Aí viveu Pablo Neruda, e a nossa visita à casa, que hoje é um museu, e ao restaurante onde almoçamos, também muito frequentado pelo escritor, vão merecer um post próprio.

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile


Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile


Já alimentados, seguimos nossa caminhada pelo Paseo Forestal, uma deliciosa alameda toda sob a sombra de árvores que mais se parece um parque. Fomos até o Museu de Bellas Artes, um dos mais imponentes de Santiago. Como não tínhamos tempo para explorar o museu, foram só alguns minutos para ver seu salão central e tirar algumas fotos do seu bonito entorno. Foi nesse ponto que nos despedimos da Andrea, que está grávida e tinha consulta marcada com um médico na cidade onde vivem hoje, pouco mais de 100 km ao sul de Santiago. Ainda passaremos por lá antes de deixarmos o Chile definitivamente, então foi só um “Até logo!”. Ela se foi e o Pablo continuou conosco.

Antiga estação de trem de Santiago, capital do Chile

Antiga estação de trem de Santiago, capital do Chile


Admirando a estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile

Admirando a estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile


A próxima parada foi no charmoso Mercado Central. Hoje, ele é muito menos um mercado e mais um local cheio de restaurantes para turistas. Por falar neles, aí estavam às centenas, deliciando-se com os frutos do mar que fazem a fama do lugar. Ficamos impressionados com a quantidade de brasileiros no local, algo que não víamos há muito tempo. O prédio é muito bonito, centenário também, e um ponto de visita obrigatório para quem quer conhecer Santiago Melhor vir com fome, mas se já tiver almoçado, só a arquitetura e o clima do lugar já valem a pena!

caminhando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile

caminhando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile


Descansando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile

Descansando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile


Depois do mercado de mentira, fomos ao mercado de verdade, não muito longe dali, o Vega. Uma das melhores maneiras de se conhecer uma cidade ou país é visitando seus mercados. Aí temos noção do que se come, das frutas que crescem, dos hábitos das pessoas, como se vestem e até das flores que gostam nesse país/cidade que estamos visitando. É muito interessante também ver as pessoas que vivem na cidade fazendo suas compras, parte da rotina do seu dia-a-dia. É uma maneira de fugirmos dos turistas e vermos a cidade real. Enfim, foi meia hora de pura diversão e fotos entre os stands de frutas, verduras, queijos, flores e carnes, nos espremendo entre vendedores e compradores.

Arte nas ruas de Santiago, capital do Chile

Arte nas ruas de Santiago, capital do Chile


O tradicional bar La Piojera, em Santiago, capital do Chile

O tradicional bar La Piojera, em Santiago, capital do Chile


Depois desse caos inspirador, foi a hora de procuramos um lugar mais tranquilo, Afinal, a paz também inspira! O local escolhido foi a antiga estação de trens Mapocho, hoje transformada num magnífico espaço de eventos. Quase não havia visitantes e tivemos todo aquele imenso prédio para nós. A paz do presente contrastava com a balbúrdia do passado, quando milhares de pessoas passavam por ali diariamente, muitos deles migrantes chegando cheios de esperança a enorme capital que não arava de crescer. As fotos de uma exposição permanente que há ali nos deram uma boa ideia desses antigos e movimentados tempos.

O tradicional bar La Piojera, em Santiago, capital do Chile

O tradicional bar La Piojera, em Santiago, capital do Chile


E agora, já inspirados pelo caos e pela paz, faltava outro tipo de inspiração. A próxima parada foi em um dos mais tradicionais bares da cidade, o “Piojera”, um galpão no fundo de um beco onde centenas de santiaguinos fazem ponto diariamente, todo final de tarde. O estranho nome veio da fala de um antigo presidente do país, que uma vez foi convidado a vir aqui, para uma reunião política, lá nos distantes anos 20. Enojado com a aparência do local, reclamou: “Quem teve a ideia de vir nesta piojera?”. Sim, “piojera” quer dizer local cheio de piolhos! Enfim, o apelido pegou, a aparência do bar continuou a mesma e, ainda hoje, ele tem a fama e o movimento que tem, local preferido de estudantes, poetas, artistas e outros tipos boêmios.

Produção em série de 'Terremotos', no balcão do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile

Produção em série de "Terremotos", no balcão do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile


A famosa bebida 'Terremoto', no La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile

A famosa bebida "Terremoto", no La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile


A bebida mais vendida é o “terremoto”. É um coquetel leva vinho pipeño (ou vinho branco), sorvete de abacaxi, Fernet, Granadina, Rum e Conhac! Enfim, é uma mistura e tanto, quase explosiva, que faz jus ao nome do coquetel. Quem está na chuva, é para se molhar e nós tomamos o nosso terremoto enquanto nos divertíamos com a fauna local e com a arte nas paredes internas e externas do bar. Sem contar os garçons, que já são uma atração própria!

Servindo o famoso 'Terremoto', drinque típico do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile

Servindo o famoso "Terremoto", drinque típico do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile


Experimentando um 'Terremoto', a mais famosa bebida servida no La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile

Experimentando um "Terremoto", a mais famosa bebida servida no La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile


Mas nosso tour ainda não tinha terminado. Animados depois do terremoto, seguimos caminhando para a Plaza de Armas, onde fomos a catedral e caminhamos calle Ahumada, só para pedestres. Neste horário, estava lotada de santiaguinos voltando para casa e de turistas em busca de uma boa foto. No meio da rua, os artistas populares em busca do seu ganha pão. Assistimos a uma apresentação de danças típicas, a cueca (não confundir com a palavra em português!), que imita a corte que um galo faz a uma galinha.

A Catedral Metropolitana de Santiago, capital do Chile

A Catedral Metropolitana de Santiago, capital do Chile


Interior da Catedral Metropolitana de Santiago, capital do Chile

Interior da Catedral Metropolitana de Santiago, capital do Chile


O que não poderia faltar também, estando no Chile, são os chinchineros, artistas que são praticamente uma orquestra ambulante, não só de música, mas de dança. Pulando para lá e para cá, com seus tambores nas costas, são uma das cenas mais típicas deste país, principalmente nas ruas mais movimentadas de Santiago!

Show de cueca, dança típica, na calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile

Show de cueca, dança típica, na calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile


Os famosos músicos que cantam e dançam ao mesmo tempo, típicos de Santiago, capital do Chile

Os famosos músicos que cantam e dançam ao mesmo tempo, típicos de Santiago, capital do Chile


Acabou? Não! Ainda tínhamos tempo para subir o Cerro Santa Lúcia, ali do lado, para uma última vista da cidade, aproveitando que o ar estava mais limpo e que o sol ainda brilhava. Este Cerro é bem mais baixo que o San Cristóbal e não precisamos de funicular para subi-lo. É só apertar o passo. O esforço recompensou, não só com a vista da capital, mas agora sim, das montanhas nevadas no horizonte. Foi espetacular!

Pórtico de entrada do Cerro santa Lucia, em Santiago, capital do Chile

Pórtico de entrada do Cerro santa Lucia, em Santiago, capital do Chile


Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia

Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia


Agora sim, sensação de missão cumprida, caminhamos tranquilamente de volta ao nosso hostel. Recolhemos nossas coisas e pegamos a Fiona para seguir para a casa da mãe do Pablo, a Maria Ester. Ela nos convidou para passar a noite lá antes de viajarmos para a Ilha de Pascoa. A Fiona vai ficar guardada no seu quintal! Tudo parecia estar perfeito nesse nosso dia em Santiago. Infelizmente, ele ainda não havia terminado...

Muito romantismo no alto do Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile

Muito romantismo no alto do Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile

Chile, Santiago, Arquitetura, Cerro San Cristobal, Cerro Santa Lucia, cidade

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Jantar Caseiro

Equador, Quito

Jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

Jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador


Depois da visita à Mitad del Mundo, conseguimos finalmente nos comunicar com nosso amigo Christian, que nos convidou para jantar na casa dele hoje de noite, a nossa última no país. Ele passou no nosso hotel no começo da noite e, junto com uma de suas filhas, nos guiou para a sua casa. Ainda fez questão de, em nossa homenagem, nos levar pelo mesmo caminho em que uma expedição de conquistadores chegou, pela primeira vez, à parte alta do Rio Amazonas para, de lá, navegar até o Atlântico. Lá se vão quase 480 anos dessa épica expedição.
Na sua casa, fomos muitíssimo bem recebidos por toda a família, as outras duas filhas e um filho, a esposa, um irmão e também os pais. Foram horas de conversa muito agradável, boa comida e vinho num gostoso clima familiar e de "doce lar" que há muito não tínhamos.

A 'ala jovem' do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

A "ala jovem" do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador


Na conversa, adorei conversar com o pai de Christan, um senhor de 90 anos contemporâneo do Guyasamin. Aliás, ele não gostava nada do pintor, localizado no extremo oposto do espectro político. Contou também sobre uma viagem de carro há mais de 50 anos desde Quito até La Paz, em um fusca. Muito jóia!

A ala idosa do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

A ala idosa do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador


Christian, muito obrigado pelos conselhos sobre o que fazer em Quito e, mais ainda por nos receber de forma tão calorosa em sua casa. Sempre será uma das nossas mais emocionantes memórias desse lindo país que é o Equador, que nos tratou e recebeu de forma tão hospitaleira.

Equador, Quito,

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