0
Arquitetura Bichos cachoeira Caverna cidade Estrada história Lago Mergulho Montanha Parque Patagônia Praia trilha vulcão
Alaska Anguila Antártida Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Falkland Galápagos Geórgia Do Sul Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Islândia Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Uruguai Venezuela
Rubens Werdesheim (13/01)
Rodrigo , sem dúvida o lugar é espetacular . Obrigado . Mas vendo os re...
Luiz Jr.(Blog Boa Viagem) (13/01)
Então Rodrigo! Infelizmente Kauai vai ficar de fora desta vez, afinal ...
Rubens Werdesheim (13/01)
Estamos planejando uma viagem à Huaraz e arredores e passei por aqui par...
Luiz Jr.(Blog Boa Viagem) (12/01)
I N C R Í V E L! Eu só tenho adjetivos positivos quando o assunto é o ...
Deon (12/01)
Cara adorei suas fotos. Anotei o nome da minha proxima viagem. Canyon Ca...
Aproveitando o sol do meio da tarde na Ponta das Canas, praia no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Florianópolis é uma cidade de muitas cidades. Ao redor da maioria das praias da ilha nasceram pequenas vilas, algumas delas já centenárias. Todas com suas personalidades e vida própria. São bairros ou distritos de Florianópolis, mas cada uma é um mundo, uma alma distinta. A ilha se estica no sentido norte-sul e entre seus pontos extremos são pouco mais de 50 km de distância em linha reta. Por estradas, seriam 65 km, lá do sul do Ribeirão da Ilha até o norte da Lagoinha, os bairros que estão nas extremidades da Ilha de Santa Catarina. Esse é o nome oficial da ilha que todos conhecemos como Florianópolis ou simplesmente Floripa. Aliás, a cidade não se limita apenas à ilha, mas também se espalha pelo continente, o lar de boa parte dos florianopolitanos. Nome meio difícil. Mais fácil chamá-los de “manezinhos da ilha”, mesmo para os que moram no continente, do outro lado da ponte e do estreito.
Nossos circuitos pelo norte da ilha. Na primeira vez, fomos à praia dos Ingleses e voltamos pelo lado leste da ilha, contornando a lagoa. Na segunda, passamos por Ponta das Canas, Lagoinha, Praia Brava, Canasvieiras, Jurerê e Daniela
Pois é, foi essa incrível cidade de muitas cidades que começamos a explorar, a última capital no roteiro dos 1000dias. Nós chegamos na noite do dia 14 e logo nos instalamos no apartamento do Tio Walter, irmão da mãe da Ana. Ele não estava na cidade, mas as chaves de seu apartamento na região da Av. Beira Mar Norte, sim. Muito bem localizado a um quarteirão da principal avenida da cidade, na sua região central, essa será a nossa base pela próxima semana enquanto damos uma olhada em cada cantinho da Ilha da Magia, um dos apelidos preferidos de Florianópolis.
As praias do norte da ilha em que estivemos durante os 1000dias. Em Jurerê, estivemos duas vezes, uma de dia e outra de noite, apenas para jantar
Nossa ideia é ir cada dia para um canto da cidade. E o destino nos ajudou logo a escolher qual seria o primeiro. Nossos super queridos amigos, o casal Paula e Gustavo, lá de Curitiba, veio passar o final de semana aqui na cidade, lá no apartamento da família na praia dos Ingleses. Essa praia fica no norte da ilha e é uma das mais tradicionais da ilha. Nós fomos visitá-los, acabamos nos empolgando e ficamos por lá mesmo, dormindo no apartamento deles. Passamos o dia 16 juntos, dia de céu azul e muito sol e cerveja na praia. Só voltamos no final do dia, agora pelas pequenas estradas da parte leste da ilha, dando a volta na famosa e belíssima Lagoa da Conceição, um dos principais cartões postais de Florianópolis.
Em dia de céu azul e muita tranquilidade, caminhando para a praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Em dia de céu azul e muita tranquilidade, caminhando para a praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
No dia 19, nós voltamos para o norte da ilha, dessa vez sem a companhia do casal amigo (que já havia retornado a Curitiba) e com um ímpeto explorador muito maior. Passamos por quase todas as praias daquela região, começando pela Ponta das Canas e seguindo para a Lagoinha, Praia Brava, Canasvieiras, Jurerê e terminando com um mergulho em Daniela. Esse post, então, para fins de organização, será sobre nossas andanças nessa parte da ilha, a mais chique e desenvolvida de Florianópolis, mesmo que tenhamos passado por lá em dias diferentes. Aliás, teve até uma terceira vez, um jantar gostoso num dos muitos restaurantes de Jurerê Internacional, dessa vez acompanhados pelo tio Walter e a Silvia, sua namorada.
Com o Gustavo, na praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Com os amigos Gustavo e Paula na praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Com a Paula, em dia de muito sol na praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Enfim, lá fomos nós para praia dos Ingleses na tarde do dia 15. Localizada a mais de 30 km do centro, o nome da praia é referência a um naufrágio de um barco inglês que houve ali no final do séc. XVII. Muitos dos marinheiros sobreviveram e nadaram para a praia, onde passaram alguns anos vivendo da agricultura de subsistência, até que fossem resgatados. Foi apenas bem recentemente que restos do barco e utensílios que carregavam foram descobertos, o que deu credibilidade à história. Hoje a praia é praticamente uma cidade, com mais de 15 mil moradores. Há bancos, igrejas, supermercados, enfim, toda a infraestrutura para que se viva aí sem a necessidade de ir até o centro. Há trechos da praia bem tranquilos, ideais para as famílias, e há bares e badalação para os jovens. Não é a toa que é também uma das praias prediletas dos argentinos, logo após Canasvieiras.
Os queridos amigos Gustavo e Paula na praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Os queridos amigos Gustavo e Paula na praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Então, foi simplesmente uma delícia. Apesar do tempo estar tão bom e ser fim de semana, quase não havia movimento no bairro, pelo menos na área onde estávamos. Acho que por ser logo após o carnaval, todo mundo de volta às suas cidades depois de quatro dias de farra ou de descanso. O apartamento deles fica bem a esquerda da praia, próximo do morro que separa ingleses da Praia Brava e podíamos contar nos dedos as pessoas na praia. Passamos o dia aí, mergulhando, conversando e mergulhando no mar delicioso. Eu anda consegui dar uma corrida, cruzando os mais de 4 quilômetros da praia e voltando a tempo de um almoço tardio e delicioso. O tempo foi passando e nós fomos ficando, até que o sol se pôs e nasceu uma lua cheia maravilhosa, por detrás do mar, iluminado tudo e a todos. Foi um espetáculo! Só depois de muitas fotos e tentativas de fotos que tivemos a coragem de nos despedir. Eles voltariam para Curitiba e nós para o centro da cidade. Mas resolvemos fazer o caminho mais longo e demorado, pista simples, só para variar e também para passar na Avenida das Rendeiras, lá na Lagoa da Conceição, para jantarmos. Mas isso é papo para outro post, quando for falar daquela área da cidade, uma de nossas preferidas.
Dia lindo na praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Matando a fome na praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
No dia 19, pé na tábua, voltamos para o norte. Como já disse, dessa vez a intenção era explorar, rever praias que há muito não víamos ou conhecer aquelas onde nunca havíamos estado. Nas muitas vezes que já viemos à ilha, ficamos quase sempre no sul, nossa parte preferida de Florianópolis. O engraçado é que a primeira vez que eu vim à cidade, foi aqui para o norte que eu vim. E foi uma viagem muito especial para mim, a primeira viagem mais longa como estudante. O ano era 1989, meu segundo na faculdade, lá em Campinas. Até então, eu só tinha feito viagens com amigos até o litoral paulista, a poucas horas de distância de carro. Em família sim, já tinha feito “voos maiores”, mas aí não vale. Foi quando um amigo do curso convidou a mim e a outro colega para uns dias em Canasvieiras, na casa de seu avô. Não pestanejei! Com meu valente Gol 1.6 a ar, modelo 1982, encaramos os 800 km de estradas em pista simples (é... os tempos eram outros!) até a capital catarinense. Aqui passamos uns quatro dias, quase todos entre Canasvieiras, Ingleses e Jurerê (quando o internacional ainda engatinhava!), mas com uma memorável incursão ao sul da Ilha também, passando pela mítica Joaquina e chegando à distante Pântano do Sul. Mas o forte mesmo foi aqui no Norte.
A Ana fotofrafa a lua, que nasce majestosa no mar dos Ingleses, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
A lua cheia nasce na praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Lua cheia e majestosa na praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Um dos lugares que não passamos naquela vez e que eu nunca havia estado desde então foi a Ponta das Canas. Justamente nossa primeira parada dessa vez, no dia 19. Esse é o nome que se dá à pontinha da longa praia de Canasvieiras. O que a diferencia é que Ponta das Canas é muito mais tranquila, tanto o mar como o movimento. Uma das praias preferidas das famílias com filhos pequenos que vêm ao norte da ilha. Assim como Canasvieiras, a faixa de areia vem encolhendo ao longo do tempo, ação das correntes marítimas e de um processo de urbanização que não respeitou os limites da natureza. Lembro-me que o avô do meu amigo já reclamou disso naquela época, quase 30 anos atrás. Só posso dizer que o mar avançou ainda mais nessas três décadas, a olhos vistos.
Visão de Ponta das Canas, praia no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Maré baixa na Ponta das Canas, praia no norte de Florianópolis, Santa Catarina
A praia seguinte no nosso roteiro, bem perto daqui, foi da Lagoinha do Norte. Confesso que sempre me atraí por ela, acho que pelo fato de eu adorar a sua homônima no sul da ilha. Eu a olhava no mapa e pensava: quando for para o norte a próxima vez, tenho de conhecê-la! Pois essa hora chegou, finalmente! Ela não é uma Lagoinha do Leste, claro, mas é uma das mais belas praias do norte. Quase não há acessos para carros e o principal deles é justamente na barra da lagoa. Por sinal, a parte mais bonita da praia. O mar daqui também é tranquilo, protegido do oceano pelos costões de pedra. Talvez por ser menor que as outras, foi a praia mais cheia que vimos nesse dia.
Barcos e escunas para turistas ficam ancorados na baía de Ponta das Canas, praia no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Banhistas aproveitam o tranquilidade da Ponta das Canas, praia no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Mais alguns minutos dirigindo e chegamos à Praia Brava, a preferida dos surfistas nessa parte da ilha. Voltada para o oceano, seu mar é mesmo bravio, afasta as famílias e atrai os mais jovens. Aqui tomei o maior susto do dia, não pelo mar, mas pela urbanização da praia. Quando passei aqui em 89, a praia era completamente isolada. Quando a estrada chegava ao alto do morro que dá acesso à Praia Brava, só se via umas poucas casas de pescadores, algum bar mais rústico e aquele marzão. Mas no início da início da década de 90 um empreendedor comprou toda a área e desenvolveu um projeto urbanístico por aqui. Condomínios de prédios com a devida preocupação ecológica. Não duvido que toda a água e esgoto sejam tratados, nem que ruas e estacionamentos públicos sejam bem cuidados, mas o fato é que aquela visão selvagem que se tinha perdeu-se no tempo. Agora, o que se vê é um pequeno bairro composto de prédios em frente a uma praia que ganhou muito em conforto e civilidade, mas perdeu muito de seu charme.
Casas na Lagoinha do Norte, praia no norte de Florianópolis, Santa Catarina
A praia da Lagoinha, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Rumamos então para a praia de Canasvieiras, aquela mesma em que eu tinha ficado em 1989. Essa é a praia preferida dos nossos hermanos argentinos, já desde quando estive aqui. Mas a frequência aumentou muito desde então, principalmente no auge do boom econômico argentino, quando ainda funcionava a paridade. Muitos vieram e se instalaram definitivamente. Na temporada de férias, ouve-se mais o castelhano que o português nas ruas e pode-se comprar jornais portenhos na banca da esquina. Os moradores locais também se adaptaram, principalmente aqueles que tem algum comércio, a aprenderam a falar a língua da maioria de seus clientes. Argentinos, e também uruguaios e paraguaios, parecem não se importar com o tamanho cada vez menor da faixa de areia. Nas grandes marés, em muitos trechos da praia ela simplesmente desaparece.
A boca da Lagoinha, praia no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Carros estacionados junto à pequena lagoa que dá nome à praia da Lagoinha, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Já no caminho de casa, viemos pela orla e pela pequena estrada que sobe o morro em direção a Jurerê. É por aqui que passam os competidores do Ironman de Florianópolis, o maior evento do gênero na América Latina. Eles nadam 3.8 km no mar de Jurerê, pedalam 180 km em direção ao centro e ao aeroporto, ainda mais ao sul (duas voltas de 90 km) e fazem a maratona (42 km) entre Jurerê e Canasvieiras. O trecho mais duro da parte da corrida é exatamente vencer o morro íngreme entre as duas praias, tanto na ida como na volta. Depois de seis ou sete horas de prova, encarar uma subida dessas, correndo, não é para qualquer um!
A urbanizada Praia Brava, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
A urbanizada Praia Brava, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Caminhando na Praia Brava, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Localizado a 25 km ao norte do centro, boa parte disso em estrada de pista dupla, a praia está dividida em duas: Jurerê Tradicional e Jurerê Internacional. A parte “tradicional”, como o próprio nome indica, é a mais antiga, famílias já aí instaladas há gerações. No início da década de 80 foi iniciado um grande empreendimento imobiliário na parte oeste da praia, na época ainda bem pouco explorada. Aos poucos, grandes hotéis e mansões foram sendo construídas em um bairro muito bem planejado, com muito verde e ruas regulares. Chegaram os restaurantes de alto padrão e grandes casas de show. O novo bairro ganhou fama internacional, indicado por guias de turismo de todo o mundo.
A estreita faixa de areia de Canasvieiras, praia no norte de Florianópolis, Santa Catarina
A estreita faixa de areia de Canasvieiras, praia no norte de Florianópolis, Santa Catarina
O resultado é que temos a impressão de estarmos em Miami. Tem muita gente que gosta e fez daqui a sua segunda casa. Literalmente! Quase todas as propriedades são casas de veraneio e para alugar durante a temporada. Tem também aqueles que não gostam muito, preferindo praias com um toque mais “brasileiro”, o mato natural no lugar da grama bem aparada. Eu e a Ana jogamos mais nesse segundo time e nossa parte preferida da ilha fica mesmo no sentido inverso, no sul de Florianópolis. É para lá que costumamos ir quando viajamos para a Ilha da Magia, quase vizinha da nossa Curitiba. Isso não quer dizer que não saibamos admirar o que é bem feito. A limpeza e a ordem prosperam por aqui, assim como a grama aparada, as passarelas de madeira e os bons restaurantes. Normalmente, o que nos atrairia seria algum bom show de música ou para assistir ao Ironman, mas hoje viemos despretensiosamente mesmo, ver, passear, fotografar.
Caminhando nas passarelas de Jurerê Internacional, praia no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Fim de tarde em Jurerê Internacional, praia no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Por fim, a nossa última praia do dia foi Daniela. Simpática no nome e simpática no cenário! Ela está voltada para o continente e tem as águas mais calmas e tranquilas entre as praias do norte. Para melhorar, restrições de construção deixam a praia com ares de intocada. Quando caminhamos na areia, as casas ficam escondidas pela vegetação, o que nos faz ter a impressão de estarmos em uma praia selvagem, longe da civilização. O bairro é bem tranquilo, mas ao mesmo tempo, está bem próximo de Jurerê para quem quiser um bom restaurante, alguma balada ou fazer compras no supermercado. É mesmo minha praia preferida nesse canto da ilha. Tanto que foi só aí que demos nosso mergulho no mar e fizemos uma caminhada mais longa. Fomos até a ponta de península, de onde se pode enxergar em direção ao sul e ver, ao longe, a ponte que liga a ilha ao continente.
Dando um mergulho na tranquila praia de Daniela, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Seguindo em direção ao sul pela costa da ilha voltada para o continente, não há mais praias de verdade. Mas tem algo muito melhor do que isso, talvez o bairro mais charmoso de toda a ilha: Santo Antonio de Lisboa. Tanta história, tanto charme, que merece um post só para ele...
Dando um mergulho na tranquila praia de Daniela, no norte de Florianópolis, Santa Catarina
Construindo castelo com muralhas em Caraíva - BA
Hoje, passando o dia na barra do rio Caraíva, explorando as pequenas ilhas que se formam na maré baixa, entre o rio e o mar, voltei a ser criança. A maré subindo e cercando a ilha por todos os lados foi uma oportunidade incrível de brincar de castelo de areia, tentando resistir ao avanço das águas. A diferença daqui dos castelos que fazia quando criança é que o ataque das águas só vinha de um lado. Aqui, vinha de todos. A história segue abaixo, em fotos...
O castelo resiste ao primeiro ataque, em Caraíva - BA
Orgulhoso do castelo, em Caraíva - BA
O mar já destruíu as muralhas, mas o castelo resiste! (em Caraíva - BA)
O castelo ainda resiste. Por quanto tempo? (em Caraíva - BA)
O momento do ataque final! (em Caraíva - BA)
Era uma vez um castelo... (em Caraíva - BA)
Pausa para fotos na viagem de Baños à Cuenca - Equador (olha só a felicidade da aniversariante!)
É nas datas importantes que percebemos que o tempo está passando. E hoje foi uma delas, talvez a mais importante do ano. A minha querida e jovem esposa está fazendo 30 anos de idade.
Celebração dos 30 anos da Ana no excelente restaurante Tiesto, em Cuenca - Equador
É seu segundo aniversário na estrada, nesses nossos 1000dias de andanças pelas américas. Há exatos doze meses celebrávamos seus 29 anos na cidade maravilhosa, nossa querida Rio de Janeiro. Hoje foi e vez de celebramos em Cuenca, uma das mais belas cidades equatorianas.
Celebração dos 30 anos da Ana no excelente restaurante Tiesto, em Cuenca - Equador
Tivemos a agradável companhia do Rafa e da Laura, nossos padrinhos de casamento e que vieram passar conosco 3 semanas aqui no Equador. A convivência tem sido ótima e a presença deles nessa data tão especial fez a celebração ter mais cara de festa, de aniversário.
Com o simpático chef do restaurante Tiesto, no aniversário da Ana, em Cuenca, no Equador
A comemoração foi no maravilhoso restaurante Tiesto, um ponto de visita obrigatório para quem passa por Cuenca. Além da comida, outra atração é o Chef, um figuraça de muita personalidade que faz questão de frequentar todas as mesas de seus clientes.
Mar de nuvens cobre o vale na viagem para Cuenca, no Equador
A viagem de Baños à Cuenca foi longa e tranquila com um visual maravilhoso na segunda metade do percurso. Passamos por vales e montanhas, vulcões e pequenas cidades. No fim de tarde, as nuvens cobriram os vales abaixo de nós e o céu avermelhado fazia tudo ficar ainda mais belo.
Bela paisagem no fim de tarde na viagem para Cuenca, no Equador
Chegamos na cidade já no escuro e amanhã devemos ir a um parque nacional aqui do lado. A visita ao afamado centro histórico de Cuenca fica para depois de amanhã. Mas, mesmo ainda sem conhecer a cidade, ela já está para sempre marcada em nossas memórias. Afinal, não é todo dia que se faz 30 anos. Long live my beautiful wife! Já brincamos de tentar adivinhar aonde estaremos daqui a um ano, na comemoração dos 31 anos. Tomara que passe bem devagar!
Celebração dos 30 anos da Ana no excelente restaurante Tiesto, em Cuenca - Equador
Lanche rápido no Mercado de Comidas de Otavalo, no Equador
Hoje resolvemos explorar a região ao norte de Quito, já chegando bem perto da fronteira com a Colômbia. Nossos planos eram ambiciosos: viajar até Otavalo, onde está um dos mais famosos mercados andinos do continente, explorar um pouco da bela natureza ao seu redor, seguir por estradas secundárias até Mindo, o melhor local do país para se observar pássaros e, na volta para Quito, passar por "Mitad del Mundo", onde há um museu e um monumento marcando o local por onde passa a linha do Equador. Aí, quem sabe, se ainda chegássemos à tempo, subir o teleférico para se ter as melhores vistas de Quito.
O famoso mercado de Otavalo, no Equador
Logo no início já deu para perceber que seria meio difícil fazer isso tudo. A rodovia Panamericana, que liga Quito à Otavalo é completamente atravancada. Muitas curvas, muitas subidas, muitos caminhões, pista simples. Com muita paciência, fomos seguindo, felizes que a volta não seria por ali, mas pelas tais "estradas secundárias". O GPS sugeria que voltássemos para Quito pela Panamericana e, de lá, fôssemos para Mindo. Mas, de posse do mapa rodoviário do país, estava decidido a fazer o caminho alternativo e não ter de pegar aquela estrada outra vez.
O famoso mercado de Otavalo, no Equador
O mercado de Otavalo ocorre diariamente, mas é no sábado que é maior e atrai milhares de turistas. Depois de Galápagos, é considerado a maior atração turística do país. Nós resolvemos ir na sexta mesmo, para fugir das multidões. Em dias de semana é bem mais tranquilo e ocupa "apenas" uma praça. Cheio daquelas malhas e casacos coloridos que são a cara dos Andes. Passeamos um pouco por ali e a Ana, a Laura e o Rafa não resistiram e compraram todos um belo chapéu Panamá, para protegê-los do sol. No resto do dia, estavam todos uniformizados, uma mistura de Indiana Jones e do boto do Ricceli.
A Laura experimenta chapéu no mercado de Otavalo, no Equador
Chapéu novo comprado no mercado de Otavalo, no Equador
Outra atração é o mercado de comida, cheio de cores, cheiros e formas, uma experiência para nossos sentidos. Passamos um bom tempo experimentando frutas, comidas exóticas e, claro, fotografando e socializando com os locais.
Amoras e morangos no Mercado de Comidas de Otavalo, no Equador
Um rápido almoço num charmoso restaurante vegetariano e estávamos prontos para seguir em frente. Próxima parada: a laguna de Cuicocha, formada numa antiga caldeira de vulcão. É possível percorrer uma trilha de 4 horas ao redor da laguna, mas nós fizemos só um pedacinho, o bastante para tirar fotos desse lugar incrível.
Visitando a laguna Cuicocha, uma antiga caldeira de vulcão, na região de Otavalo - Equador
Aí, era hora de acelerar para a próxima atração, a pequena cidade de Mindo, no limite entre as terras altas e a floresta tropical, ecossistema preferido de centenas de espécies de pássaros e paraíso dos "birdwatchers". Mas as estradas secundárias eram, na verdade, terciárias e quaternárias e o nosso ritmo de deslocamento caiu bastante. Principalmente com a forte neblina que não nos deixava ver mais de 3 metros à frente.
Visitando a bela Laguna Cuicocha, uma antiga caldeira de vulcão, na região de Otavalo, no Equador
Bem devagarzinho fomos descendo a serra até chegar abaixo do nível das nuvens. A paisagem era de um verde exuberante, rios e montanhas, matas e pequenas vilas. Nossa estrada de terra passava de uma vale para o outro, ziguezagueava encostas e ribanceiras, cruzava estreitas pontes de madeira. O visual era maravilhoso, bucólico e tropical. Para nós, acostumados agora com os desertos do Chile e Peru, o contraste era maior ainda.
Atravessando uma fortíssima neblina na região ao norte de Quito, no Equador
Mas o tempo foi passando, passando, passando e Mindo se foi pelos ares. Nosso objetivo, agora, era chegar na Mitad del Mundo antes que fechasse, às 18:00. Pura ilusão. O relógio avançava inclementemente. Já estava escuro quando lá chegamos, enfim de volta ao asfalto. Teremos de voltar aqui alguma hora, possivelmente depois de Galápagos. O mesmo vale para a subida ao teleférico.
Procurando caminhos nas montanhas verdes ao norte de Quito, no Equador
Voltamos ao nosso hotel e, de noite, fomos conhecer a agitada noite da Plaza Foch, o coração de Mariscal. Dezenas de bares, restaurantes e boates, todos lotados numa noite de sexta-feira. Por sugestão de um amigo, escolhemos o Tapas e Vinhos, bem em frente à praça.
Jantando em restaurante na Plaza Foch, em Mariscal, Quito - Equador
Amanhã cedo vamos tentar marcar nossas subidas nos vulcões Cotopaxi e Timborazo, os maiores do mundo em suas respectivas "categorias" (vulcão ativo e vulcão extinto). Depois, é partir para o sul, às cidades de Baños e Cuenca e o que mais der tempo antes de partirmos para Galápagos, no dia 25 pela manhã. Vamos que vamos!
Mercado de Otavalo - Equador
Hora de embarcar no barco que nos levará à Antártida, no porto de Buenos Aires, na Argentina
Finalmente, era chegada a hora. O último atraso foi o desaparecimento em La Boca de uma australiana do nosso grupo, a Pam. Procura daqui, procura dali e nada. Até que alguém liga do navio e diz que ela já chegou lá. Perdeu-se do grupo, pegou um táxi e foi direto. Enfim, resolvido isso, era a nossa vez de ir para o cais, bem pertinho. Alguns minutos mais e já estávamos fazendo a imigração portuária, a última burocracia entre nós e o alto-mar.
Fazendo a imigração no porto de Buenos Aires, na Argentina
O porto de Buenos Aires, na Argentina
Nosso barco segue primeiro para Falkland, ou Ilhas Malvinas, como preferem os argentinos. Aliás, se assim fosse, nem necessitaríamos carimbar o passaporte, pois ainda estaríamos dentro do país. Mas a Tatcher não quis assim. Então, carimbo de saída no passaporte. Nosso barco é um dos primeiros a fazer essa rota, saindo de Buenos Aires diretamente para as Ilhas Malvinas. Só podemos fazer isso porque o barco é canadense. Barcos argentinos, infelizmente, ainda não são benvindos por lá. Cidadãos argentinos talvez, mas precisam de visto. Certamente, ainda vou voltar a este assunto quando chegarmos lá.
Primeira visão do Sea Spirit, o navio que nos levará para a Antártida, ainda ancorado no porto de Buenos Aires, na Argentina
Nossa casa pelas próximas 3 semanas, no porto de Buenos Aires, na Argentina
Como disse, essa não é uma rota habitual. Quase sempre, barcos que seguem para a Antártida saem de Ushuaia ou Punta Arenas. Os poucos que incluem as Malvinas e Geórgia do Sul também saem de lá. Este ano, a Quark resolveu inovar e sair daqui, o que para nós foi uma mão na roda. Quark é o nome da empresa que está nos levando nessa expedição. Esse é o seu negócio: cruzeiros de expedição nas regiões polares da Terra, a Antártida e o Ártico.
O grupo chega de ônibus ao ancoradouro do Sea Spirit, no porto de Buenos Aires, na Argentina (foto de Vladimir Seliverstov)
A equipe de guias da Quark expeditions nos espera na entrada do Sea Spirit, no porto de Buenos Aires, na Argentina (foto de Vladimir Seliverstov)
Bom, nós passamos rapidamente pela imigração e seguimos de ônibus, por dentro do porto, até o atracadouro onde está o nosso navio. Minhas outras experiências com portos nesses 1000dias tinham sido bem mais complicadas e burocráticas. Foi quando tivemos de embarcar a Fiona em Cartagena, para a América Central, e na volta de lá, em Colón, para a América do Sul. Confesso que hoje foi muito mais agradável e leve. Pude até relaxar e apenas observar os grandes guindastes e contêineres sabendo que nossa Fiona não estava em nenhum deles.
O único outro brasileiro da expedição, o simpático Gunnar, chega com sua esposa ao porto de Buenos Aires, na Argentina (foto de Vladimir Seliverstov)
Pronto para entrar no Sea Spirit, o navio que nos levará para os mares do sul, ainda no porto de Buenos Aires, na Argentina
Enfim, chegamos perto do nosso atracadouro e o ônibus parou para que descêssemos. Lá estava o Sea Spirit, a nossa casa pelas próximas 3 semanas. É um barco com cerca de 100 metros de comprimento, o que não é considerado grande para barcos antárticos, Tem capacidade para 120 passageiros e um número equivalente de tripulantes, mas nessa primeira viagem da temporada, vai bem mais vazio. Seremos pouco mais de 70 passageiros, o que é uma grande vantagem para nós, pois acelera muito as operações de embarque e desembarque nas ilhas e praias que vamos conhecer ao longo do roteiro.
Deixando o porto de Buenos AIres rumo à Antártida!
Passageiros do Sea spirit observam a cidade de Buenos Aires ficando para trás...
Na entrada do barco, lá estavam todos os integrantes da Quark para nos dar as boas vindas. Os guias, cada um com sua especialidade, e a líder da expedição, uma neozelandesa chama Cheli. Entre os guias, há um historiador, um geólogo, um médico, um glaciologista e biólogos especializados em aves, cetáceos, mamíferos, e todos os ramos da ciência que interessam em uma viagem como essa. Enfim, vamos estar muito bem acompanhados e “guiados”.
O Sea Spirit vai deixando Buenos Aires para trás
Saindo de Buenos Aires, um brinde ao início da nossa viagem à Antártida
A equipe da Quark no barco não é grande. Umas dez pessoas, mais ou menos. A Quark aluga o navio por algumas temporadas e eles já vem com uma tripulação própria. No caso do Sea Spirit, vários são do leste europeu, Ucrânia principalmente. Já os serviços de hotel, lavanderia e limpeza dentro do barco, isso também é contratado de outra empresa. Nessa equipe, predominam filipinos e centro-americanos, como nicaraguenses e salvadorenhos. Muito mais sociáveis e também por causa da língua, são com eles que teremos mais contato direto, garçons barman e responsáveis pela limpeza de nossos quartos.
O barco dos práticos do porto de Buenos Aires nos deixa depois de realizar seu trabalho
O barco dos práticos do porto de Buenos Aires nos deixa depois de realizar seu trabalho
Fomos recepcionados no barco já com o farto almoço a mesa. Foi só o tempo conhecermos nossas cabines, verificar que as bagagens estavam mesmo lá e já fomos para o restaurante. Ótima surpresa, a comida é de alto nível, acompanhada de vinho branco e tinto. Já deu logo para perceber que a tendência vai ser engordarmos bastante nessas semanas a bordo, hehehe.
Palestra de apresentação no Sea Spirit
Apresentação da tripulação do navio
Assim que terminou o almoço o barco começou a se mover. Deixávamos Buenos Aires para trás e seguíamos pelo rio da Prata em direção a alto mar, um longo caminho que duraria muitas horas, pelo menos até o meio da noite. Com uma taça de vinho na mão, eu e a Ana subimos alguns dos andares do Sea Spirit e fomos ao convés observar a paisagem que ficava para trás e brindar o que nos esperava pela frente. Estávamos deixando Buenos Aires em alto estilo e isso merecia sim, um brinde. Foi muito legal e emocionante. Oportunidade única para fotos. Para nós e para todos do grupo, todo mundo se despedindo da terra firme.
Damien, o especialista em história, um dos muitos cientistas que vão nos acompanhar e guiar na viagem à Antártida
Apresentação dos sitemas e procedimentos de segurança do Sea Spirit
Em seguida foi a hora de nos reunirmos todos no auditório do navio para as devidas apresentações. Cada um dos guias da Quark falou de suas credenciais e campos de estudo e a Cheli nos explicou como seria a nossa rotina no barco. Depois, foi a vez da tripulação se apresentar, ênfase e interesse maior no cozinheiro e no barman, duas peças fundamentais durante as próximas semanas.
Hora de testar os sistemas e procedimentos de segurança do Sea Spirit
Hora de testar os sistemas e procedimentos de segurança do Sea Spirit
Por fim, foi a hora de falar de segurança no barco, equipamentos e procedimentos. Depois de tudo explicadinho, fizemos até um ensaio simulando uma emergência. Todo mundo com seu colete, com muita ordem, prontos para evacuar o navio. A gente espera que fique só nisso, mas nunca é demais ensaiar para já saber, na prática, como devemos proceder.
Barcos a vela no Rio da Prata, ainda perto de Buenos Aires
Ao final, todos de volta aos quartos já levando uma parka, que é o nome dado para a espessa jaqueta que usamos nas regiões polares e que nos foi presenteado e com as botas de borracha que devemos usar sempre que formos desembarcar. Essas são só emprestadas e deverão ser devolvidas ao final, devidamente limpas!
Navegando pelo Rio da Prata, início do longo caminho até a Antártida
Luz do final de tarde no convés do Sea Spirit, ainda no Rio da Prata, saindo de Buenos Aires, na Argentina
E aí, depois de tanto trabalho, era hora de relaxar e curtir o final da tarde e o pôr-do-sol explorando o navio, seus cinco andares, seus diversos decks, biblioteca, bar, sala de estar e até uma jacuzzi ao ar livre, ainda vazia nesse primeiro dia de navegação. Temos agora 3 dias inteiros de navegação sem nenhum avistamento de terra pela frente. Só muita água, vida marinha e tempo para realmente conhecer tudo o que existe no Sea Spirit e nos acostumar com a nova rotina. Nem é preciso dizer que estamos todos ANIMADÍSSIMOS!!!
Nosso primeiro pôr-do-sol a bordo do Sea Spirit, saindo de Buenos Aires, na Argentina
Mapa das Ilhas Virgens Americanas (USVI) e Britânicas (BVI)
United States Virgin Islands ou, mais fácil, USVI. Os americanos gostam de chamar tudo pelos seus acrônimos e, em alguns casos, facilita bastante! USVI é um arquipélago de ilhas a leste de Porto Rico, a menos de 100 km de distância dessa ilha. Área somada das ilhas de 350 km2 (como um quadrado de 19 km de lado) com uma população de pouco mais de 100 mil pessoas, na maioria negros.
São três ilhas principais: St. Thomas, St. John e St. Croix. A últma fica bem mais afastada, ao sul. As outras duas estão bem próximas entre si e próximas também do quase-país vizinho, as Ilhas Virgens Britânicas, ou BVI. A maioria da população está em St. Thomas e St. Croix. St. John tem umas 5 mil pessoas e foi para cá que viemos, após pousarmos em St. Thomas, onde está o aeroporto internacional do arquipélago.
Interessante é a história dessas ilhas. Pelo menos, eu achei. Quando pensamos na colonização do continente, sempre lembramos dos portuguêses (afinal, somos brasileiros!), espanhóis e inglêses. Francêses (Quebeq e Guiana Francesa) e holandêses (Suriname e Nova York) já são algo mais... exótico. Pois bem, quem diria, houve também outros povos colonizando ilhas por aqui! Dinamarqueses e suecos. No caso das USVI, foram os primeiros. Apesar de nos parecerem povos mais "civilizados", eram iguaizinhos a seus irmãos europeus: grandes plantações tocadas com mão-de-obra escrava, negra. Só não consegui descobrir se os escravos daqui falavam dinamarquês. Isso sim, seria ainda mais exótico.
Bom, os dinamarqueses chegaram aqui no final do séc XVI, logo após a Espanha, descobridora das ilhas, ter tomado aquela sova da lnglaterra na Europa (a tal Invencivel Armada, destruída logo na sua primeira batalha, lembram?). Com isso, perderam várias de suas colônias, inclusive Santa Úrsula e suas 11 Mil Virgens (primeiro nome daqui, dado por Colombo). Então, dinamarqueses, franceses e ingleses fizeram a festa nessas 11 mil virgens (quem não faria?). Um século mais tarde, os franceses venderam suas virgens (St. Croix - daí o nome!) para os dinamarqueses, formando assim a atual USVI, antigamente, Ilhas Virgens Dinamarquesas.
Os dimamarqueses quiseram passar suas virgens no cobre, no final do séc. XIX, mas os americanos acharam muito caro e o negócio não foi feito. Mas, bons de negócio, tentaram novamente, por ocasião da 1a Guerra Mundial. Aproveitaram o medo dos americanos que a Alemanha invadisse a Dinamarca e, por tabela, essas ilhas paradisíacas aqui, e enfiaram a faca. Dessa vez, os americanos toparam. Nascia as USVI.
Hoje, têm uma situação semelhante à de Porto Rico. São um "estado associado", não votam para presidente mas têm cidadania americana. O dólar reina por aqui, assim como as marcas americanas mais famosas, da Texaco à Coca-Cola. Aparentemente, só um detalhe escapou dos olhos do Tio Sam: os carros são dirigidos na mão inglêsa! Por quê? Não sei... será que para marcar uma identidade? Vou pesquisar...
Despedida da Laura, Rafa e Ana, em Itaúnas - ES
O dia amanheceu mais feio do que nunca, nuvens pesadíssimas para todos os lados. Realmente, São Pedro tem pego nos nossos pés nessas últimas semanas. A previsão de tempo do JN dizia que o tempo só estaria chuvoso, dentre todas as regiões do país, no norte do Espírito Santo e sul da Bahia. Bingo!
Leo e Karen pegando o busão de Conceição para Vitória - ES
Bom para ficar na cama, mas não era o caso. Antes das seis da manhã já estava levando o Leo e a Karen para pegarem o ônibus em Conceição da Barra. Chegamos bem na hora do embarque e, após despachá-los, ainda fui dar uma olhada na tal barra que dá nome à cidade. Enorme, todos os barcos bem amarrados já que a boca do rio, reflexo do mar e do vento, estava bem agitada.
De volta à Itaúnas e também para a cama. Como disse, o clima pedia isso. Quando acordei, também meio dasanimados com o frio e nuvens, Rafa, Laura e Ana tinham decidido ir embora mais cedo. Mais uma sessão de despedidas e de fotos. O tempo nublado até que combinava com o clima de fim de temporada.
Com a Tuquinha e o Klaivan, da Pousada Arco-íris, em Itaúnas - ES
Todo mundo já a caminho de casa, era a nossa vez agora. Mas resolvemos aproveitar o tempo e ficar trabalhando indoors mesmo. Muita coisa para botar em ordem. Fomos empolgando, empolgando e acabamos decidindo por só partir amanhã.
Afinal, aqui temos conforto, internet e a amizade da nossa querida Tuquinha. Descobrimos a pousada Arco-íris no reveillon de 2008/2009 e ficamos muito amigos da gerente, a Tuquinha e do seu filhinho, o Klayvan. Tanto que resolvemos nos hospedar aqui novamente e conferir o Klayvan quase dois anos mais velho. Enfim, aqui nos sentimos em casa.
Com a Tuquinha e o Klaivan, da Pousada Arco-íris, em Itaúnas - ES
A grande notícia do dia, ou da noite, foi que fechamos uma viagem para Abrolhos, saindo depois de amanhã, de Caravelas. Timing perfeito nosso, da operadora e, principalmente, de São Pedro, que está prometendo uma janela de bom tempo entre duas frentes frias. Vamos ver...
Mirante do Brejo do Amparo, próximo à Januária - MG
Com a visita ao Parque do Peruaçu assegurada para amanhã, tratamos de aproveitar ao máximo o dia de hoje, dirigindo pela estrada de terra que cruza o parque e seus diferentes ecossistemas e as regiões e comunidades em seu entorno.
Estrada no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Algumas comunidades ainda vivem dentro da APA que circunda o parque. Desde vaqueiros até crianças em escolas. A proximidade e contato com essas pessoas nos faz lembrar de um Brasil que julgamos só existir em livros e novelas, principalmente quando vivemos na cidade grande, "no esquema escola-cinema-clube-televisão" (como dizia um dos grandes poetas da minha geração).
Vaqueiro no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Crianças no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Escola no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Uma coisa chocante de ver, também muito próximo da área do parque, foram as diversas ruínas de casas destruídas por terremotos que assolaram a região há cerca de dois anos. Terremotos? Isso mesmo! Inclusive, a única vítima fatal de terremoto em território brasileiro que se tem notícia foi aqui. Uma pobre criança, morta nos escombros da casa desabada de sua família. O governo estadual agiu rápido e assentou as famílias que perderam suas casas em Itacarambi, um município próximo. Hoje em dia, essas famílias mantêm as casas novas mas, aos poucos, voltam às antigas propriedades, onde também têm espaço para uma pequena roça. Mas a visão dos escombros ainda hoje são uma lembrança de que o Brasil, apesar da propaganda, não é à prova de terremotos...
Ruínas do terremoto brasileiro, no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Depois dessa visão inesperada, seguimos para uma muito mais agradável: um mirande de onde se pode admirar toda a região. A vegetação varia da caatinga ao cerrado, passando pela floresta seca. Ao longe, pode-se ver o São Francisco, cortando a planície.
Mirante no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG
E foi para lá que seguimos, em plena Itacarambi, observar o Velho Chico mais de perto. Ao contrário de Januária, aqui o rio não tem ilhas e tem um visual muito mais clean e bonito. Diversos barcos navegavam por ali e pessoas se refrescavam em suas águas. Nós também ficamos com vontade, inclusive de pousar na cidade mesmo. Havia uma pousada super charmosa em frente ao rio e o ar mais interiorano das ruas e praças era bem tentador.
Barco solitário sobe o Rio São Francisco, na cidade de Itacarambi - MG
Mas ainda tínhamos um último programa para o dia: visitar a Gruta dos Anjos, localizada no alto do morro de Brejo do Amparo, um distrito histórico de Januária, também muito charmoso e cheio de botecos e casario antigo. O carro fica estacionado ao lado do campo de futebol e a gente sobe por uma trilha uns 20 min, até o alto do morro. De lá, podemos admirar o próprio distrito, a cidade de Januária a poucos quilômetros dali e o sempre presente São Francisco.
Mirante do Brejo do Amparo, próximo à Januária - MG
Depois, entramos na caverna que, para a minha surpresa, é quente! Normalmente, as cavernas são frescas, mantém temperatura constante ao longo do dia e do ano. mas essa, no alto do morro, mais perto do sol, é quente mesmo. Além disso, por ser de fácil acesso, tem a entrada toda pichada. Uma tristeza... Mas, uma vez vencido o primeiro salão, que é até onde a grande maioria das pessoas sem equipamentos consegue chegar, chegamos à uma párte da caverna razoavelmente intacta. Ali, ficamos admirando as formações, matando a saudade de cavernas, passando um pouco de calor e treinando técnicas de fotografias.
Com nosso guia Rosivaldo em um salão da Gruta dos Anjos, em Brejo do Amparo - Januária (MG)
Foi um belo, variado e instrutivo dia. Tudo em preparação para o grande amanhã quando, com quinze anos de atraso, vou (vamos) conhecer a caverna do Janelão, uma das mais belas e imponentes do mundo! Mal posso esperar...
Uma Ana é pouco, duas é bom e três é melhor ainda, Gruta dos Anjos, em Brejo do Amparo - Januária (MG)
A "piscina velha", no Parque Nacional de Brasília, também conhecido como Água Mineral
Água Mineral. Este é o simpático apelido do Parque Nacional de Brasília, grande área de preservação de cerrado no extremo norte de Brasília de onde provém parte da água consumida na capital federal.
trilha Cristal Água, no Parque Nacional de Brasília, também conhecido como Água Mineral
Fazia tempo que eu queria conhecer este parque e hoje foi a minha chance. A Ana já não está mais com febre mas ficou no hotel repousando. Hoje no final da tarde vou tentar tirar ela daqui...
trilha Cristal Água, no Parque Nacional de Brasília, também conhecido como Água Mineral
O Água Mineral fica a uns 20 min do centro de Brasília. Disseram-me que nos fins de semana vira farofa mas hoje, plena quinta-feira, estava muito gostoso. Parece um clube de campo, só que é público e com acesso livre para as primeiras duas ou três mil pessoas que lá chegarem. Hoje não tinha nem 10% disso.
A "piscina velha", no Parque Nacional de Brasília, também conhecido como Água Mineral
O grande atrativo são duas enormes piscinas de água corrente e piso de pedra. Depois, são as trilhas, ótimas para se observar a fauna e a flora do cerrado. A parte que é aberta ao público, pode-se conhecer em pouco mais de uma hora. Para variar, existe uma grande área de uso exclusivo dos, adivinhem!, pesquisadores. Na próxima encarnação, serei um!!!
Saguis, no Parque Nacional de Brasília, também conhecido como Água Mineral
Enfim, foram duas horas agradáveis e refrescantes nesse calorzão de Brasília, enquanto o sul do país enfrenta a maior onda de neve dos últimos dez anos...
Flores no cerrado, no Parque Nacional de Brasília, também conhecido como Água Mineral
A Fiona enfrenta muita terra e barro em estradas no interior do Paraguai
Nosso objetivo hoje era chegar à cidade de Villarrica, na região central da parte sul do país. Para ir até lá por asfalto, era uma longa volta que teríamos de dar, voltando para perto de Ciudad del Leste ou indo quase até Assunción, para depois voltar mais um tanto. A solução? Estradas de terra mesmo, cortando o interior do Paraguai. Foi por onde decidimos seguir. Afinal, estamos aqui para ver o país!
Ruínas da Missão em Jesus, próximo à Trinidad, no Paraguai
Ruínas da igreja que não chegou a ser completada, na Missão em Jesus, próximo à Trinidad, no Paraguai
Mas antes de seguirmos viagem, ainda fomos à pequena Jesus, ao lado de Trinidad, onde também há ruínas de uma antiga Missão. Antiga mas, na verdade, a mais nova de todas elas, a última a ser construída, em 1754. Tão nova que nem chegou a ser terminada, já que a expulsão dos jesuítas e o fim das Missões ocorreu dez anos mais tarde, em 1764. Por isso, essa é a mais "moderna" e bem conservada das cerca de 40 Missões que existem nesta região fronteiriça entra Brasil, Argentina e Paraguai.
A Gabriela nos dá uma aula de arquitetura missionera em Jesus, próximo à Trinidad, no Paraguai
Visitando as ruínas da Missão em Jesus, próximo à Trinidad, no Paraguai
Quem nos guiou pelas ruínas foi a simpática Gabriela. Foi uma verdadeira aula dos costumes e da vida daquela época, assim como da história e arquitetura missionera. Muito jóia mesmo, o passeio. Como ontem, impossível não deixar nossas mentes viajarem por outra época, outra realidade, outro mundo. Os testemunhos dessa civilização ainda hoje são muito eloquentes. Imagine na época! Outra vez, não consegui conter a raiva contra espanhóis, portugueses, bandeirantes e alas da igreja que, juntos, destruíram essa cultura. Enfim, resta-nos hoje contemplar, admirar e aprender com aqueles que aqui viveram. E apenas imaginar como teria sido se a história tivesse seguido rumo diferente.
Visitando a Missão e segurando um ramo de erva mate, em Jesus, próximo à Trinidad, no Paraguai
Com a nossa excelente guia Gabriela nas ruínas da Missão em Jesus, próximo à Trinidad, no Paraguai
O passeio com a Gabriela também foi muito legal para conhecer mais sobre o Paraguai de hoje. Até em guarani ela falou com a gente (e gravou também, em breve em vídeo que a Ana vai postar, na sessão "Soy Loco"). Essa língua é falada por todo o interior dessa parte do país. Há pessoas mais velhas que nem entendem espanhol, só falam a guarani. A língua foi codificada pelos jesuítas, no seu processo de interação com os indígenas. Criaram sua forma escrita e até mesmo a gramática. Hoje em dia, continua sendo ensinada nas escolas do país, apesar da classe média e alta da capital não querer mais estudá-la. Mas, como disse, no interior está forte como nunca!
Dividindo a estrada com um legítimo carro de bois, no interior do Paraguai
Falando em interior, por ele seguimos, em estradas de terra e barro até Villarrica. Foi bom para quebrarmos aquela idéia sobre a falta de segurança nas estradas daqui. Passamos pelo meio do nada e não tivemos problemas. Pelas estradas, próximo às pequenas vilas, mulheres, crianças, famílias, tudo nos mostra que aqui é tão seguro como no interior do Brasil. É só não estarmos no lugar errado na hora errada, hehehe.
A Fiona enfrenta muita terra e barro em estradas no interior do Paraguai
A Fiona foi se divertindo, patinando para lá e para cá, cruzando as intermináveis planícies semi-alagadas pelo período de chuvas. Os mapas do nosso GPS estão meio desatualizados, então aqui e ali temos de perguntar. O asfalto também avançou, encurtando o tempo da viagem. Por fim chegamos na pacata Villarrica, cidade indicada por uma pessoa que conhecemos lá em Alto Paraíso, em Goiás.
Deliciosa cerveja paraguaia acompanhada das ainda mais deliciosas empanadas! (em Villarrica - Paraguai)
Foi uma ótima escolha! Achamos um hotel bem gostoso e fomos jantar no El Cortijo, restaurante indicado por brasileiros que encontramos no hotel. Estão aqui há meses trabalhando em alguma usina açucareira da região. Ótima comida acompanhada da nossa primeira cerveja paraguaia, a Pilsen. E, de tira-gosto, deliciosas empanadas. Hmmmmm!!!
A velha igreja de pedra jesuítica, no centro de Villarrica - Paraguai
Quase na frente do restaurante, a principal atração da cidade: uma igreja de pedra da época dos jesuítas, devidamente iluminada. Muito jóia! De volta para o hotel porque amanhã é um novo dia. Vamos para Assunción deixar a Patrícia no aeroporto e aproveitar para ver o jogo da semifinal da Copa América em companhia dos capitalinos!
Blog da Ana
Blog da Rodrigo
Vídeos
Esportes
Soy Loco
A Viagem
Parceiros
Contato
2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)







.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)













.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

.jpg)



















.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)