2
arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha
Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela
Teca (19/01)
É isso mesmo Ana. Moro há 2 anos em Maceió e o espírito natalino do n...
Thiago Amador (17/01)
Oi Ana Fiquei triste ao pesquisar sobre sua visita em minha varanda, pois...
Letícia Oliveira (17/01)
Oi Ana! Essas praias de Natal são lindas, o mar é claro e água deve se...
roberto tavernari (17/01)
Bom dia(pelo menos aki em sbernardo) Parabens pela viagem, pelo blog.Ten...
Samara Menezes (17/01)
Caraca! Adorei o site! Vários locais incríveis! Sabe, desperta aquela ...
A Serra da Capivara é conhecida principalmente por suas riquezas arqueológicas e não por suas belezas naturais. Mas este Parque Nacional continuaria sendo um ponto obrigatório mesmo se as pinturas não existissem. A cultura brasileira não valoriza o sertão, a caatinga, acredita que o nordeste possui belezas naturais apenas no litoral e é aí que todos nós estamos muito enganados. Falta conhecimento e cultura, a influência da mídia e do próprio mercado turístico fizeram com que o sertão nordestino ficasse marginalizado no turismo brasileiro.
A famosa Pedra Furada, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI
Não é a toa que grandes obras literárias e musicais brasileiras são inspiradas por este cenário. João Cabral de Melo Neto, Gonzagão, Gil e vários outros grandes nomes já cantavam o poético luar do sertão, mais brilhante do que nunca sobre a caatinga branca e reluzente. A florada do mandacaru anunciando a chegada do período chuvoso e os tempos de renovação das plantas, águas, animais, a vida!
Caatinga verdinha na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI
Durante as trilhas que fizemos no parque nacional, aos poucos fomos aprendendo a compreender e admirar este bioma. Várias árvores encontradas na mata atlântica se adaptaram para conseguir sobreviver neste novo ambiente. Além do tão famoso mandacaru, planta cactácea comum na caatinga, encontramos os ipês, a jurema-preta, planta de raízes alucinógenas, a maniçoba e várias outras que se modificaram durante milênios para suportar o clima semi-árido. Estas plantas caducifólias sobrevivem durante todo o período de seca justamente por diminuir a sua superfície de perda de água, ficando sem folhagens.
Coroa de Frade na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI
Estas folhagens servem de alimentos para os animais que vivem nesta região como os caprinos, os catitus, veados, entre outros. Nós tivemos a grande sorte de encontrar um grupo de catitus, próximo a uma das portarias do parque, em um dos pontos de alimentação mantido pelo parque. São uma espécie de porcos selvagens, me aproximei para fotografar e o chefe do grupo não hesitou em que enfrentar com seus valentes grunhidos. Eu é que não me atrevi a continuar avançando.
Catitus (porcos selvagens) na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI
Na caminhada pela trilha da Invenção e Toca do Inferno, nós tivemos a grande sorte de ver um fenômeno raro no sertão, a chegada da chuva. Já estávamos estranhando ver a caatinga tão verde, mas isso já era motivo de que estamos em período chuvoso. Perguntamos curiosos ao Rafael, nosso guia, se a chuva surpreendia em outras épocas de seca e ele nos respondeu que sim, e que esta era conhecida como “a chuva desgraçada”.
Vista do alto da Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI
Nós, sulistas de plantão, achamos que a maior benção no sertão é receber uma chuva em período de seca... que nada! A natureza é tão sábia que já se adaptou e até uma chuva, aparentemente inofensiva, pode arruinar as criações de caprinos que se alimentam da folhagem seca. Quando estas folhas são molhadas, apodrecem e criam fungos, que significam doenças se ingeridos pelos bodes e cabras.
A chuva faz a alegria das crianças na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI
A fauna continua rica quando se trata de répteis e anfíbios. São vários tipos de lagartixas, inclusive uma espécie endêmica da Serra da Capivara, além de camaleões, sapos-bois, etc. Período de chuva chegando, estão todos prontos para o período reprodutivo. A chuva que vimos chegando no alto da escadaria da invenção logo nos alcançou, esperamos um pouco em uma portaria e seguimos para a trilha da Toca do Inferno. Ela é assim chamada, pois os caçadores ouviam barulhos estranhos vindos de dentro desta toca. Nós não sabíamos o que iríamos encontrar e a nossa surpresa foi simplesmente a mais mágica de todas, uma cachoeira!
Pequeba e mágica cachoeira no fundo de canyon do Inferno, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI
A água da chuva escorreu para esta toca, formando no fundo dela uma pequena cachoeira e um riacho, que mais uma vez aproveita para irrigar a vida. Espumas um tanto quanto nojentas, são um ninho de sapo-boi, os insetos dependem dessa chuva para se reproduzir, inclua aí as muriçocas, todo o tipo de pernilongos irritantes e até as borboletas!
Caminhando com as borboletas na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI
Toda esta vida, esta fauna e esta flora é circundada por sítios arqueológicos de riqueza histórica incomensurável e situados em um dos mais belos cenários já vistos aqui no Brasil. Montanhas de arenito desenhadas pelo desgaste do tempo, da chuva e dos ventos, formou a Serra da Capivara, uma serra de pedras coloridas , cânions secos e inexplorados. Tocas que testemunharam a chegada do ser humano nestas terras e até hoje permanecem intactas, mudas, caladas. A nossa Capadócia não deixa nada a desejar para as turcas, só falta mesmo o passeio de balão.
Incrível visual, semelhante ao da Capadócia, no canyon Canoas, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI
Apresento a vocês a beleza dos sertões, aquela que não é falada nos telejornais, programas turísticos e pelos políticos. Apresento a vocês o nosso Brasil.
Incrível visual, semelhante ao da Capadócia, no canyon Canoas, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI
Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA
A festa à fantasia no dia primeiro de novembro já está virando tradição em Itacaré. É a festa de halloween à moda baiana, já que chega um pouquinho atrasada do real dia das bruxas americano. Como é um aniversário e este ano comemorou os 50 anos de uma personagem conhecida da cidade, a entrada era com convite e fantasia obrigatória. Quem não tivesse convite, mas estivesse fantasiado pagava 10 reais e sem fantasia 20 reais para entrar. Nós ganhamos os convites da Rebeca e usamos uma das principais qualidades do brasileiro, a criatividade!
Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA
Eu fui de índia, meio apache meio pataxó, juntei os meus colares pataxós com uma folha de comigo-ninguém-pode e um pouco de rímel e fiquei a própria! Já o Rodrigo, com seu corpo mais esbelto, vestiu a roupa de mergulho e carregou sua máscara e snorkell e foi de mergulhador. Chegamos um pouco tarde, mas a festa estava ótima! A Rebeca não pôde ir, mas encontramos a Bianca e a Denise, além do pessoal do rafting que estava arrasando de “mocréias”. Fantasias para todos os gostos, desde as mais tradicionais, diabinha, anjinha, coelhinha da playboy até o trio pia, privada e chuveiro, Osama Bin Laden e um casal de mendigos pedintes. O melhor é o cenário, o Cabana Corais, à beira da Praia das Conchas com a lua nascendo e o reggae tocando. Muuuuuito bom! A temporada de festas de Itacaré foi encerrada com a melhor delas e à moda baiana!
Maré baixa em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA
Moreré tem esta vida tranqüila, vivida no ritmo da Bahia, no ritmo das marés. Paraíso para uns inferno para outros. O Tony, dono da nossa pousada, e sua esposa vieram do norte da Inglaterra direto para cá. O choque cultural não é fácil, ainda mais em um lugar com pouca infra-estrutura e leis tão diferentes das que estavam acostumados. A lógica no Brasil não é lógica nem para nós brasileiros, imagine para eles.
Pesca na maré baixa, em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA
Hoje a maré atingiu um dos níveis mais baixos no mês, maré de lua nova é parecida com a maré de lua cheia, ou muito cheia ou muito vazia. Quando chegamos ontem a maré estava alta, cobrindo o campo de futebol na praia, só víamos a metade da trave para cima d´água. Hoje cedo quando fomos para a praia o cenário estava completamente mudado! 400m de areia surgiram à nossa frente, uma paisagem surreal, com barcos “pendurados” na areia e novas entradas de mar, verde e tranquilo.
Recifes de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA (praia de Bainema ao fundo)
Agora entendi! Ontem à noite quando fomos lanchar eu vi pessoas andando com lanternas, mas achei que estava louca, deveriam ser barcos. Eram os pescadores de polvo e caranguejo andando à noite neste areião, próximos aos corais.
Pesca de budiões na Ilha de Boipeba - BA
Saímos caminhar para conhecer as praias vizinhas, agora para o outro lado, onde só se atravessa com a maré baixa, tanto pelos corais, quanto pelo rio que só conseguimos cruzar quando está baixo.
Cruzando o rio para a praia de Cueira, na Ilha de Boipeba - BA
Nesta praia também consegui entender onde ficavam as piscinas naturais que havia visto no mapa da ilha. Piscinas naturais no fundo do mar? Será que seriam corais tão altos, lá, tão longe?
Barcos visitam as pscinas de maré baixa na praia de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA
Não, não é o mar que é fundo e nem os corais tão altos, a praia é que é rasa e a maré baixa demais! Esta é a maré de lua nova em Moreré, impressionante como a natureza está sempre mudando, sempre se adaptando e sempre nos surpreendendo!
Maré baixa, próximo aos recifes de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA
Mergulhando no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
O dia começou cedo. Já tínhamos reservado duas saídas, ou três mergulhos, com operadora do Beach Resort Little Cayman. Paul nos serviu o café da manhã e levou até lá ainda antes das 8h, a tempo de prepararmos nosso equipamento de mergulho e nos unirmos ao grupo. Após o briefing do barco, saímos em direção à famosa Bloddy Bay, onde estão localizados os principais pontos de mergulho, no norte da ilha.
Pronto para mergulhar, de sunga e meias! (em Little Cayman, nas Ilhas Caiman)
Para a nossa surpresa a nossa dive master era uma brasileira! Roxane na verdade possui 3 cidadanias, cidadã do mundo tem pais europeus (belga e alemão, senão me engano), que viveram na Zaire (antigo Congo Belga) e que se mudaram para o Brasil, vivendo em Curitiba e depois no Rio de Janeiro, onde ela nasceu. Ainda pequena mudou-se com os pais para os EUA, falando então fluentemente inglês, francês, alemão e o português!
Muita cor nos corais de Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
A estrutura e o serviço da operadora são ótimos! Recebemos um briefing detalhado de cada ponto de mergulho e podemos escolher nos unir ou não ao dive master que vai guiando o grupo. Eu e o Rodrigo decidimos fugir da muvuca e nos aventurar sozinhos nas águas da baía sangrenta. Quase todos os pontos estão à beira do abismo submarino, paredão vertical (e as vezes negativa) de mais de 4.000m de profundidade!
Acompanhando as impressionantes paredes do Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
O primeiro ponto da manhã foi o Marilyns Cut. Começamos o mergulho descendo por um cânion coralíneo e já demos de cara com um caranguejo gigante, com quase 30cm de carapaça e patolas nada amigas! Saindo do cânion flutuamos sobre o abismo infinito e a linda imensidão azul. Cruzamos muita vida, todos os tipos de peixes e algumas tartarugas simpáticas.
Voando sobre um penhasco de mais de 2 km no Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
O segundo mergulho foi no Randy´s Gazebo, o gazebo que dá nome ao local está abaixo dos 30m, após o primeiro mergulho profundo, deixamos o gazebo pra lá e seguimos o perfil mais conservador, indo no máximo aos 25m.
A inconfundível silhueta de uma tartaruga durante mergulho no Marilyn"s Cut, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
Logo no início do mergulho, saindo de algumas pequenas cavernas coralíneas, demos de cara com um Caribbean Reef Shark. O tubarão tinha pouco menos de 2m e estava entre 30 e 33m, cruzamos com ele na ida e na volta do seu “passeio” pela parede. Lindo!
Encontro com um tubarão no Randy's Gazeboo, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
Voltamos à base de operações para um intervalo, almoçamos uma saladinha light e pegamos uma prainha básica, lugar perfeito para liberar todo o nitrogênio residual do organismo! Rsrs!
Muito sol e pouco vento no segundo dia em em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
Praia paradisíaca em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
À tarde seguimos para o terceiro mergulho, já na parte sul da baía, em um ponto chamado Gay´s Reefs. A profundidade não passa dos 14m entre formações de corais entrecortados por corredores de areias.
Peixe se esconde na areia em mergulho no Gay's Reef, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
Imensos moluscos protegidos por suas conchas deixam rastros na areia em suas longas peregrinações, enquanto duas arraias (stingrays) voam apressadas para algum compromisso inadiável. Cardumes de peixes e lagostas solitárias nos fazem companhia nesse imenso mundo submarino.
Concha do mar habitada! (no Gay's Reef, em Little Cayman, nas Ilhas Caiman)
Terminado nosso primeiro dia de mergulho, Paul estava lá para nos buscar para o idílico final da tarde no Sunset Cove. Animei ainda a dar uma longa remada de caiaque até os arrecifes que protegem a baía, onde as garças se alimentam no final de tarde cada vez mais rosado, enquanto o sol se põe no nosso quintal. Foi perfeita para uma relaxada após um dia embaixo d´água.
A Ana aproveita o fim de tarde para remar na baía em frente ao nosso hotel em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
Voltando à terra firme depois de remar pelo entardecer na baía em frente ao nosso hotel em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
Assim que o sol se pôs, nossos anfitriões ainda prepararam um churrasco ao estilo americano. Ao pé da fogueira trocamos histórias de nossas vidas, como começou o romance de Paul e Isabelle em um encontro pela internet que se concretizou em Londres e continua como um sonho neste pedaço de paraíso na terra. Noite estrelada, boa companhia e dia perfeito na mais exclusiva ilha Cayman.
Fim de tarde e início de fogueira no Sunset Cove, nosso hotel em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
As muitas cachoeiras do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO
Alto Paraíso, uma das mais famosas mecas hippies brasileiras, reúne todas as espécies de atrativos que possam interessar, a quem está procurando uma atmosfera de relaxamento, contato com a natureza e conexão com o plano superior.
As cataratas do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO
Independente de religião, procure você respostas para o seu “eu interior”, Deus, o universo cosmos e/ou o seu divino, aqui poderá encontrar vários caminhos para a sua resposta. Aos mais espiritualizados e adeptos de práticas holísticas de meditação, rituais e afins, a cidade possui toda a sorte de gurus, templos e ferramentas para te proporcionar uma experiência espiritual profunda. Está sendo construído um templo que será um espaço para todos os tipos de rituais xamânicos, inclusive com a utilização de plantas de poder e orientação espiritual.
Paisagem na chegada à Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros - GO
Aos que gostam desta aura, mas preferem relaxar utilizando técnicas mais práticas para chegar ao seu ápice zen de forma mais rápida, Alto Paraíso possui todas as especialidades possíveis e imagináveis. Massagens energéticas, shiatsu, acupuntura, cromoterapia, ofurôs, spas completos, além das terapias holísticas e de astrólogos que poderão fazer o seu mapa astral e ver inclusive qual é o seu “human design” (é, essa é nova!).
Nadando em poço do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO
Ainda há os tipos que acham que nada disso faz sentido e que a sua conexão com o plano superior pode ser feita de uma forma muito mais simples, apenas vivenciando e ampliando o seu contato com a natureza. Aí Alto Paraíso também oferece lugares mágicos, cascatas, cachoeiras em meio ao cerrado, sobre montanhas de cristais de quartzo, os mesmos que a turma aí de cima acredita serem muito energéticos.
As muitas cachoeiras do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO
Chegamos a Alto e logo fomos encontrar a nossa nova amiga de Terra Ronca que mora na cidade. Uma vila de 7 mil habitantes em que pouco mais de 20% é composta por pessoas de fora da cidade que vieram em busca desta aura distinta e peculiar. Muitos destes são os profissionais que oferecem as terapias alternativas, ou proprietários dos espaços diferenciados e pousadas. Outra grande parte veio para trabalhar com o eco-turismo, desenvolver a região do Parque Nacional e seus arredores como agentes de transformação, turismo ou até mesmo como guias.
Com o Chico e o Ivan, nosso guia no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO
Nosso grupo é um tanto quanto eclético nestas questões. Eu gosto e acredito em um pouco de tudo que citei acima, podendo conviver tranquilamente nas três situações descritas. Já o Rodrigo é o cético, racional, amante do poder da nossa mente. Ele já se identifica mais com a linha, “Meu Deus e minha energia é essa aqui oh, a natureza!”. Além de nós haviam ainda o Chico, mais prático e menos polêmico. A Flávia, que acho que combina um pouco comigo, tem uma visão prática, mas também tem uma esperança no desenvolvimento social sustentável, energia, cosmos, etc. E por último o Ivan, nosso guia, que vai nos levar a Cascata dos Couros.
Nadando em poço à beira do abismo, no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO
Ivan mudou há pouco para Alto Paraíso, mas definitivamente encontrou o seu lugar. Muito espiritualizado é também adepto do vegetarianismo, não apenas pela sua saúde, mas por discordar do modo de produção atual, que não sustentará o planeta por muito tempo. Produz praticamente todo o alimento que consome e aqui consegue colocar em prática o discurso que muitos têm na cidade como caminho para a sustentabilidade.
Com a Flávia, Chico e Ivan no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO
Como tínhamos apenas um dia, pedimos a Ivan e Flávia que nos levassem em uma das melhores atrações da região. Eles escolheram a Catarata dos Couros, que fica a 50km de Alto Paraíso, dentro de uma área de assentamento. O Rio dos Couros possui este nome, pois era onde os caçadores lavavam os couros de suas caças, a maioria veados, para depois vendê-los. Inclusive, outra curiosidade, Veadeiros é o nome de um cachorro que era muito utilizado na região para a caça dos veados.
Fim de tarde na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO
A trilha é fácil, descemos as margens do Rio dos Couros e vemos uma série de cascatas e cachoeiras encadeadas. rio largo e com vistas maravilhosas para o cânion que depois forma a Cachoeira do Buracão, esta vimos apenas do alto. A trilha para o Buracão é mais longa e segue pelo alto da chapada, descendo adiante para encontrá-la por baixo.
Com o Chico e o Ivan no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO
O Rodrigo, sempre querendo fortes emoções, saltou de uma das cachoeiras de 12m de altura. O poço era fundo, tudo muito seguro, segundo o nosso guia, só faltava mesmo era alguém com coragem para saltar e ali estava o Rodrigo. Gosto sempre de lembrar aos leitores que um salto como este não é tão simples quanto parece. Qualquer desvio ou alteração na posição do corpo pode levar a fraturas, rompimento de órgãos internos e até a morte. Portanto amigos, não façam igual se não tiverem certeza da profundidade do poço e da técnica que deve ser aplicada.
Saltando em poço do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO
Lindíssimo cenário, ótimas companhias, visual sensacional, uma experiência maravilhosa de energização e contato com o nosso divino através da natureza! Rs! Nos hospedamos no Hostel Catavento, onde Tica e Liege nos atenderam super bem, chalés confortáveis e um preço acolhedor. Pena que não pudemos nem aproveitar a piscina e a ducha energética. Chegamos a noite, a tempo de tomar um banho, trabalhar um pouco e sairmos para encontrar a Flávia no Alquimia Bar. Boa música, escondidinhos de batatas apetitosos e muuuuito assunto fecharam a nossa rápida passagem por Alto Paraíso. Quem sabe voltamos com mais tempo para eu poder explorar um pouco mais o lado exotérico da cidade... Mais um item para a longa lista do 1000dias de “Tudo o que queríamos fazer e não fizemos.”
Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)
O Kennedy Space Center é parada obrigatória para qualquer pessoa viajando pela Flórida. E como a Flórida é o principal destino dos brasileiros nos Estados Unidos, eu arrisco dizer que o KSC é o único “parques de diversões” obrigatório para qualquer brasileiro na região. Homens, crianças, mulheres e idosos, muambeiros ou apenas turistas de primeira viagem, não há quem não tenha curiosidade pelo universo que habitamos. Lá neste espaço infinito pode estar a resposta para perguntas existenciais até hoje sem resposta. Quem somos? Para onde vamos? De onde viemos? Uma viagem impressionante pela história da exploração do espaço nos apresenta fatos, fotos e experiências de tirar o fôlego.
Funil de escape do motor do ônibus espacial (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)
A nossa visita começou pelo KSC Tour que inclui um passeio pelas dependências do Kennedy Center, com uma vista externa do VAB (Vehicle Assembly Building), o imenso edifício onde os foguetes são construídos.
Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!
O primeiro local visitado é o LC-39 Observation Gantry, onde além de um pequeno museu, está também uma torre de observação das plataformas de lançamento de foguetes, nos quatro pontos cardeais ao redor do Cape Canaveral.
Lá também está exposta uma parte do motor do foguete que lançou o Space Shuttle. Parafernália curiosa que o Rodrigo teve a ousadia de comparar com o motor da Fiona. Já pensou se ela pudesse nos levar para o espaço?
Um dos motores do foguete do ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Parece o motor da Fiona!
A próxima parada é o Apollo/ Saturno V Center, onde logo entramos de cabeça na aventura assistindo ao lançamento da Apollo 8 de dentro da sala de comando. Escutamos o áudio original e a sala, mesmo que vazia, reproduz as luzes, controles e até o calor, a vibração e as chamas do foguete nas janelas! Uma experiência muito real!
Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)
Revivemos ali a chegada do homem à lua, os momentos de tensão e frustração das missões que falharam e vidas que foram perdidas. Na sala principal vimos a imensa Saturno V em exposição, uma nave de 110m de comprimento pendurada, com as explicações detalhadas sobre suas partes, missões, história e tripulações. Foram 12 astronautas a pisar na lua em 6 missões de grande sucesso, apenas a Apolo 13 teve que abortar e ainda assim chegou com a tripulação sã e salva à Terra.
Representação da chegada do homem à Lua (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)
O ponto alto da nossa visita foi o filme Hubble 3D no Imax, que não pudemos assistir em outros lugares. Foram 43 minutos de cenas reais sobre a operação completa de treinamento da equipe que aceitou a dificílima missão de salvar o Telescópio Hubble. O telescópio que descobriu supernovas e buracos negros em galáxias muito distantes estava condenado a cair na atmosfera terrestre.
Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA
Além de resgatá-lo, a equipe precisou repará-lo e fazer um up grade tecnológico, inserindo novas lentes ainda mais poderosas. Qualquer falha significaria não apenas em um terrível prejuízo financeiro, mas no fim do nosso super olho lá fora, no espaço. A história e as cenas reais filmadas em 3D, somadas às imagens do novo Hubble foram um dos momentos mais emocionantes da viagem. O mais próximo que nós poderemos chegar do espaço, desvendando nebulosas em Andrômeda e um cânion com um berço de estrelas na Via Láctea.
Foguete Apolo em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA
É quando nos damos conta da nossa pequeneza... Mesmo diante das maiores belezas do Planeta Terra, seus imensos rios e montanhas, mares e continentes, vemos que somos pó.
As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA
Se alguém aqui ainda achar toda essa emoção e conhecimento não são suficientes e que precisa de mais emoção, como uma montanha russa de algum outro parque da Disney, digo que vá então ao Shuttle Launch Experience. Um brinquedo de realidade virtual onde sentimos na pele como é estar dentro de um foguete na hora do lançamento. O projeto teve o acompanhamento dos astronautas que já passaram pela experiência e que garantem: é a simulação mais real que podemos vivenciar. Guiados por um dos astronautas, recebemos todas as instruções até o momento do lançamento, quando o simulador nos coloca na posição de 90 graus de inclinação e dispara em direção ao espaço.
Imagem do lançamento de um foguete Apolo (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)
E aí, será que consegui convencer? Mais importante que convencer, neste caso, é saber que essa possibilidade existe. Digo isso porque, mesmo sendo apaixonados pelo espaço e super antenados em tudo que gira em torno, não havíamos programado a visita ao Kennedy Space Center. Porém passando na frente não resistimos e mudamos toda a programação.
"Jardim dos foguetes", no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA
O Site do KSC é completo e dá todas as informações sobre como chegar, quanto pagar e quais as programações especiais podem ser feitas, como um almoço com um astronauta e programas especiais de vivência para as crianças. Inclua um pouco de cultura, história e emoção sobre a vida real na sua viagem para o mundo da fantasia.
Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA
Um Tubarão-Baleia no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Atlanta é uma das cidades que mais cresce nos Estados Unidos, com mais de 5,2 milhões de habitantes somando a sua região metropolitana. Nona maior cidade os EUA, a capital do estado da Georgia se tornou um grande hub aéreo tanto para passageiros quanto para carga e desde 1998 o Harstfiled- Jackson Atlanta International Airport é o aeroporto mais movimentado do globo.
A moderna skyline de Atlanta, na Georgia - EUA
Ainda bem que nós chegamos por terra! A Fiona e seu GPS nos levaram direitinho a downtown, melhor base no nosso caso que teríamos uma passagem quase meteórica pela capital.
Caminhando no parque olímpico em Atlanta, na Georgia - EUA
Em uma caminhada pelo Centennial Olimpic Park prestamos as nossas homenagens à cidade que ficou conhecida pelo mundo quando se tornou a Sede dos Jogos Olímpicos de 1996. Estátuas e memoriais foram construídos para relembrar atletas e todos àqueles que trabalharam para o sucesso do evento. Logo em frente chegamos ao nosso principal objetivo na visita à cidade: Georgia Aquarium, o maior aquário do mundo!
Imnpressionado com o Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Divido em 6 grandes ambientes marinhos, o aquário tem a maior coleção de peixes do mundo e mesmo para àqueles que tem suas restrições em colocar peixes dentro de cubos de vidro se torna uma experiência incrível. Sem contar que os aquários são imensos, tentando me colocar na pele de um peixe, até que não deve ser ruim. Os biólogos responsáveis pelos aquários estão sempre pesquisando e inventando novas técnicas e tecnologias para tornar o ambiente o mais próximo possível ao ambiente natural.
Belíssimas águas-vivas no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Túnel sob um dos aquários no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
O Tropical Diver reúne espécies dos mares tropicais, peixes de recifes e muitas formações coralíneas comuns na região do Caribe, por exemplo.
Uma majestosa arraia-manta no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Cavalo-Marinho no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
O River Scout apresenta espécies de água doce de vários dos principais rios do mundo, vindos da África, Brasil, Estados Unidos e onde mais você possa imaginar. Lontras, piranhas, tartarugas, peixes e até um par de jacarés albinos lindos!
Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
O Georgia Explorer possui as principais espécies encontradas na costa leste dos Estados Unidos, a única tartaruga marinha do aquário está nesta sala. Eles apresentam de forma interativa as espécies de arraias, que podem ser tocadas e ensinam aos visitantes temas como a invasão de espécies, figurando o belíssimo e venenoso Lion Fish. O coitado não tem culpa, mas chegou aqui e agora é uma peste a ser combatida, pois sem inimigos naturais está se proliferando como uma praga e matando todos os peixes pequenos presentes nos arrecifes e corais desde o Mar do Caribe até aqui.
Um enorme Lion Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
As duas grandes atrações do aquário, quando digo grandes não estou colocando apenas em importância e sim em tamanho, são os gigantescos tubarões baleia e a fantástica baleia beluga!
O incrível Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
No Ocean Voyager, o maior aquário do complexo, estão os quatro tubarões-baleia medindo em torno de 8 metros cada um. Elas quase chegam a apagar o brilho de outros animais tão esplêndidos quanto elas, como as arraias mantas, chitas, águia, um mero gigante e tubarões de diversas espécies, até um tubarão-serra! Este é um dos mais grandiosos e impressionantes momentos da visita.
O gigantesco Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Tubarão nada junto com Tubarão-Baleia no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Os tubarões-baleia possuem um hábito alimentar muito particular, eles comem pequenos crustáceos e plânctons, abrindo sua boca gigantesca enquanto passam pelos cardumes. Aqui este hábito é reproduzido pelos biólogos que espalham a comida pela água se movimentando em botes de borracha em 4 linhas diferentes, uma para cada tubarão-baleia. Impressionante é que cada tubarão já sabe qual é a sua linha e se posiciona na hora da refeição!
tubarão-Baleia visto do alto do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Os outros peixes também são alimentados, mas a guia do Quick Dip, o tour “Behind the Scenes” que fizemos, nos contou que eles mantém seus instintos e também se alimentam dos seus colegas de aquário. Segundo os biólogos este aquário tem capacidade para receber até seis tubarões baleias! Um animal tão grande e acostumado a cruzar os mares, sinceramente fica difícil acreditar. Como disse o Rodrigo, ninguém perguntou para elas!
Observando tubarões no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Extasiados, parecendo duas crianças, como se nunca tivéssemos visto nada disso e achando que nada mais pode nos impressionar, chegamos ao Georgia-Pacific Cold Water Quest. Assim, como quem não quer nada, uma Baleia Beluga grávida nada solitária por um aquário gigante e gelado. Conhecida por ser a única espécie de baleia que tem um pescoço, ou seja, movimenta a cabeça para todos os lados, ela é super curiosa e muitas vezes interage com os curiosos do lado de cá. A primeira Beluga a gente nunca esquece!
Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Continuamos pelos aquários e vamos descobrindo um mundo novo que vive nas águas geladas do Pacífico e do Ártico. Fiquei fascinada com o Dragon Fish, parecido com um cavalo marinho só que ainda mais colorido e decorado. Ao lado dele estão os requisitados King Crabs, caranguejos gigantes, lindas anêmonas que podem ser tocadas, lontras marinhas super brincalhonas, lagostas e várias espécies de pinguins.
O magnífico Dragon Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Carangueijos gigantescos no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Pinguim no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Assistimos também o Dolphin Tales, show dos golfinhos em uma mega produção aquática que mistura um musical da brodway com efeitos especiais estilo Las Vegas em um roteiro a la Piratas do Caribe. Assim, já que você está lá e se tem tempo sempre vale ver, mas na minha opinião toda essa mistura ficou meio over. O show do Seaquarium de Miami para mim é mil vezes melhor. Ah! Não é permitido tirar nenhuma foto ou filmar...
Golfinho no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
A exibição temporária dos sapos de todo o mundo também vale a pena e é impressionante! São sapos e pererecas de todas as cores, tamanhos e formatos.
O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos
O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos
O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos
Nós viajamos o mundo mergulhando, vimos os tubarões-baleia e martelos em Galápagos, reef-sharks e corais multicoloridos no Caribe, cardumes de Lula e peixes exóticos na Tailândia e Indonésia e de repente podemos encontrar todos eles em um mesmo lugar!
Saguão do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Agora, se para nós que já estamos acostumados com o mundo subaquático, fazendo dele um dos grandes motivos das nossas viagens, imaginem para quem nunca mergulhou na vida? Alguns por que não se sentem preparados ou não gostam e outros que por diferentes limitações nunca irão! Ter a possibilidade de ver esses seres marinhos é realmente sensacional! Passando por Atlanta? Não perca a chance de conhecer este incrível mundo submarino.
Visita ao incrível Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA
Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti
O Haiti é o país das oportunidades. Um país que está começando a ser reconstruído e que precisa de tudo o que você imaginar. A sensação é que qualquer coisa que fizermos irá ajudar, qualquer negócio pode ser bem sucedido. Ninguém melhor do que os próprios haitianos que saíram para o mundo, para voltarem à sua pátria, conhecendo a sua cultura, sua língua e sua dinâmica para ajudarem a nova revolução cultural e econômica do país. Sentimos um clima de mudança no ar, uma energia renovadora e positiva.
Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti
Nas nossas andanças nesta semana que passamos pelo Haiti conhecemos algumas histórias que nos deram base para afirmar o que estou dizendo acima. Pessoas empreendedoras, pró-ativas e que acima de tudo, acreditam em um Haiti melhor.
Detalhes de haitianos no mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti
O primeiro deles foi Erick, sócio do Le Perroquet B&B, onde ficamos hospedados em Port-au-Prince. Erick é filho de um americano e uma haitiana e viveu boa parte da sua vida nos Estados Unidos e depois na Indonésia. Em Bangcoc ele conheceu Lana, uma russa que trabalhava com turismo. Os dois se casaram e há um ano foram convocados a voltar ao Haiti, por seu tio, dono do hotel que ocupava o mesmo edifício. Ele foi até Bali convidá-los a participar da mudança que está ocorrendo no Haiti: “O país precisa de vocês.”
Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti
Erick e Lana deixaram sua vida, já bem estabilizada e confortável em Bali e agora estão no Haiti gerenciando o hotel em Pétion-Ville. Rapidamente o lugar se tornou um hub de artistas locais que se reúnem nas noites de sexta-feira para jazz e jam sections, além de viajantes alternativos e voluntários que visitam e trabalham no país. Erick sabe que o turismo é uma das principais vocações do Haiti e tem planos para ajudar a desenvolvê-lo. O Haiti é caro para o turista mais aventureiro, mochileiros e viajantes alternativos que têm pique e estão dispostos a se aventurar para conhecer a cultura de um país exótico e tão belo. Seu plano é torná-lo acessível para este público. Analisando o mercado e conhecendo a realidade do país, Erick está desenvolvendo um projeto para montar uma rede de hostels para backpackers, com parceiros que organizem e operem tours pelos principais pontos turísticos. Estamos torcendo e esperamos voltar logo para conferir os resultados!
Com a Lana e o Eric, donos do hotel Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti
Nesta mesma onda, Philipe, um haitiano que viveu anos na França retornou com sua esposa suíça ao Haiti. O Lakai é um restaurante super bacana no boulevard du Cap-Haitien, com ambiente perfeito e pratos deliciosos! Ele já retornou há quase 15 anos e nos contou que tudo parecia ir bem, até que a natureza lhes pregou uma peça com o terremoto de 2010, voltando a frear as mudanças no país. Ainda assim ele mantém viva a esperança de que o Haiti irá se reerguer e está fazendo a sua parte. Assim como Maya, filha da nossa amiga Elsie, que vive nos Estados Unidos. Maya tem cidadania americana e haitiana e perante tantas dificuldades poderia escolher viver nos EUA, mas preferiu voltar ao Haiti e abrir a sua própria escola de yoga em Pétion-Ville. Um exemplo para os jovens que acreditam no seu potencial de mudança.
O grande terremoto não será esquecido! (Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti)
Com o Felipe, dono do nosso bar preferido em Cap-Haitien, o La Kay (Haiti)
Eu acho maravilhoso encontrarmos haitianos com amor por sua terra e sua cultura realizando projetos em meio a tantas adversidades, trabalhando e acreditando em um futuro melhor. Mas não são apenas os haitianos que estão apostando nesta mudança. Conversando com Lana e Erick soubemos também dos planos do seu amigo Chris. Chris, que já opera voos de paraglider e é também mergulhador, está desenvolvendo um projeto de turismo de olho neste mesmo público que acabo de citar. Paragliding e scuba-diving aliados à planos de educação ambiental, criando nas comunidades locais uma nova consciência ecológica que ajudaria a restaurar a fauna e flora marinha da região da baía de Port-au-Prince. Seu projeto está no começo e o principal é que ele consiga ter nas comunidades o apoio e a mão de obra para seus novos empreendimentos, dando uma nova renda aos pescadores e barqueiros que já não tem mais o que tirar das águas pobres da baía. Um projeto sensacional e que une o útil ao agradável!
A deliciosa e pacata praia de Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti
Também na costa norte da baía de Port-au-Prince, conhecemos Sara, uma jovem do mundo, atualmente está trabalhando em um start-up de uma engarrafadora de água aqui no país. Um projeto privado que dará acesso a água potável aos haitianos por um custo muito menor do que o atual. A empresa irá perfurar poços artesianos e envasar a água em diversas localidades, diminuindo o custo de transporte e aumentando o acesso a água potável à população. O projeto ajudará a resolver o sério problema de fornecimento de água no país e não deixará de ser rentável para a companhia. Simples e perfeito!
Com um dos simpáticos funcionários do Hotel Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti
Esses são alguns dos casos de pessoas que conhecemos no nosso curto tempo no país. Sem contar as dezenas de voluntários que estão no Haiti há 3, 6, 10 anos, trabalhando nas mais diferentes ONGs. São organizações sociais e ambientais que combatem a pobreza, trazem atendimento médico, projetos educacionais e uma nova consciência ambiental para o povo haitiano. É uma luta diária e sem dúvida nada fácil, mas que traz uma grande força e renovação para o país.
Orla de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti
O investimento do governo em educação já surte efeito, com centenas de crianças uniformizadas pelas ruas de Port-au-Prince, Cap-Haitien, Cabaret e Milot. A quantidade que nos espanta, e quando perguntamos todos reconhecem a educação como o principal foco do governo. A organização e planejamento urbano também está em desenvolvimento. Vemos as obras e confirmamos a sensação em uma conversa com um urbanista europeu especializado em países subdesenvolvidos, que foi contratado pelo governo para desenvolver planos urbanos das cidades haitianas. Tudo isso além da estrutura turística, que começa a ser montada no norte e se espalhará por todos os pontos com potencial turístico. Na Citadelle a nova estrutura será inaugurada em três meses.
Encontro com o encarregado do Ministério do Turismo, nas ruínas de Sans-Souci, no norte do Haiti
Futuro centro de apoio aos turistas, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti
Ok, há muito para ser feito, mas vocês hão de convir comigo que tudo isso reunido nos dá uma boa imagem do movimento que está acontecendo no país. Eu mesma, convivendo e vendo o grau de necessidade, embebida de tanta criatividade e empreendedorismo, já estou com planos para Haiti. Há pessoas que vêm até aqui e só enxergam a pobreza e a miséria. Mas há aqueles que vêm e encontram soluções, transformam todos estes problemas em oportunidades. Oportunidade de fazer a diferença, de sentir que está construindo algo maior, não apenas para si, mas para toda uma comunidade. É com este espírito que nos despedimos do Haiti, com uma vontade imensa de voltar e fazer parte desse momento, de vermos um país tão lindo ressurgir das cinzas e dividir com o mundo não mais suas tristezas, mas toda a arte, alegria e o que eles tem de melhor: a força e vontade de viver!
Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti
Estou cada vez mais impressionada como estamos conectados uns aos outros. Este (in)consciente coletivo, que faz com que pessoas que possuem afinidades se cruzem, se reconheçam e se atraiam.
Hoje cedo pegamos um fast ferry de Tortola nas BVIs para St Thomas, capital das USVIs. Tínhamos apenas um dia para passear por St Thomas e decidimos ficar na parte histórica da cidade. Subimos os 99 Steps, escada construída pelos dinamarqueses em 1860s, em direção a parte alta da cidade.
Os famosos "99 steps", em Charlotte Amalie - USVI
Lá encontraríamos um pequeno museu sobre a história dos dinamarqueses, que estávamos curiosos para conhecer, o castelo do Blackbeard, um dos piratas mais famosos do mundo, e alguns outros pontos históricos interessantes. Subimos e adivinhem? Tudo fechado... a cidade funciona em função dos navios de cruzeiro e felizmente não havia nenhum na cidade. Realmente é difícil escolher, mas eu acho que prefiro não entrar nos museus, mas poder andar pelas ruas da cidade tranqüilas, do que ter aquelas hordas de turistas, filas e mais filas por tudo.
Charlotte Amalie, em St. Thomas - USVI
Bem, caminhando na Main Street nós passamos pela H. Stern, uma das centenas de joalherias da cidade que aproveitam o tax free das USVIs e seus cruise ships ávidos por comprar. Por curiosidade entramos, não imaginava encontrar uma H. Stern aqui e se conseguisse ainda poderia polir a nossa aliança antes do aniversário de casamento. Numa entradinha na loja, que achamos que iria demorar no máximo 10 minutos, ficamos meia-hora. A Márcia nos atendeu e foi tão atenciosa, conversamos sobre o Brasil, a viagem, jóias, o casamento e ela nos deu várias dicas de onde poderíamos ir hoje a noite. Dali, fomos direto para a biblioteca pública da cidade pesquisar um pouco sobre a história do país. Quando menos imaginávamos a Márcia apareceu lá nos convidando para um happy hour! Ela havia nos explicado como chegar, e quando saiu da loja pensou “estou indo num bar com meu marido, por que não convidá-los?” Foi até lá nos procurar apenas para nos convidar, demais!
A segunda Igreja Luterana mais antiga das américas, em Charlotte Amalie - USVI
Fomos até um bar-restaurante japonês com uma vista linda para uma das diversas baías da ilha e que tem um dos rum punchs mais famosos de St Thomas. Conversamos sobre as viagens e mais uma vez nos deparamos com aventureiros de carteirinha! Ela americana de origem Jamaicana, bioquímica e ele californiano, fisioterapeuta. Rick já havia feito algumas viagens para a África e Europa desde os seus 15 anos. Ele e Márcia se conheceram na faculdade em Maryland e logo que se formaram foram morar um tempo no Japão. Viajaram pela Índia, Nepal, sudeste Asiático, Europa e, uma das suas maiores aventuras, um ano e meio viajando pela África. Quando Márcia ouviu a nossa história dos 1000dias ficou interessadíssima e logo quis entender o plano, já se inspirando para o planejamento da próxima viagem que deve começar em 2011. Do bar fomos para a casa deles em um condomínio maravilhoso, paraíso dos gatos e coelhos. Isso mesmo, 2 coelhos moram lá! Tomamos mais alguns ponchs, conhecemos a Miausa, gata linda que os adotou como pais, e Ania, amiga polonesa e vizinha de condomínio.
Casal americano, Rick e Marcia, novos amigos em Charlotte Amalie
Marcia e Rick fizeram a nossa estada em St Thomas especial, mais uma vez nos surpreendendo e mostrando como estamos conectados. Pelo jeito encontraremos em nos nossos 1000dias muitos Ricks e Marcias, Dougs, o aviador, Daniels e Saras, lutando pela cultura local em Middle Caicos, Jims uma vez na Antártida, hoje recebendo todas estas almas livres e aventureiras no seu restaurante. Personagens que sempre nos farão sentir-nos em casa onde estivermos.
Partindo do hotel, cedinho, em Charlotte Amalie - USVI
Fim de tarde tranquilo na North Shore de Oahu, no Havaí
Oahu não é a maior, mas é a mais habitada e agitada das ilhas havaianas, com aproximados 1 milhão de habitantes. Nela está a capital do 50° estado americano, Honolulu, a famosa e enfervecente Waikiki e as ondas mais perfeitas do Hawaii.
Um quebra-mar forma uma piscina em Waikiki, praia de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Oahu, em havaiano, “o local de reunião” é onde a natureza exuberante do Hawaii está a poucos minutos do maior centro financeiro do Pacífico, onde fatos históricos como o ataque a Pearl Harbour mudaram a história do mundo e onde se reúnem todos os anos os maiores surfistas de todo o mundo para encarar as grandes ondas de Waimea e Pipeline.
Waikiki Beach, com a cratera de Diamond Head ao fundo, em Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Fizemos um roteiro de 2 dias e meio (quase 3 vai...) por Oahu. Foi mais rápido do que gostaríamos, mas seguindo as várias dicas da Lucia Malla, do blog Uma Malla pelo Mundo, conseguimos dar uma boa rodada.
Uma das árvores gigantes e centenárias na orla de Waikiki, praia de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Havia tanto para conhecermos que foi difícil montarmos um roteiro que contemplasse tudo. Mergulhos e grandes incursões pela natureza acabaram ficando de lado, embora a ilha ofereça lugares excepcionais para todas estas atividades. Nós já havíamos mergulhado em Kona - Big Island - e Maui. Acabávamos de vir três longos dias de caminhada pela Kalalau Trail na ilha do Kauai. Estávamos mesmo sedentos e curiosos pelas grandes ondas da North Shore, que prometiam para estes dias a final do Billabong Pipe Masters e, com muita sorte, as ondas gigantes do campeonato dedicado ao surfista havaiano Eddie Aikau. Então o nosso foco foi explorarmos a costa norte e é claro, dar uma conferida na famosa gastronomia de Waikiki.
Um belo pôr-do-sol em Waikiki, a praia mais famosa de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Primeiro ½ Dia
No primeiro dia chegamos do Kauai já no meio da tarde, alugamos um carro e depois de encontrarmos um hotel aproveitamos para fazer uma longa e tranquila caminhada pelo calçadão de Waikiki, com um belo por do sol do píer principal.
Passeio em Waikiki durante o pôr-do-sol (em Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu)
Detalhe, há semanas eu buscava um hotel na costa norte da ilha, mas nesta época de campeonato ela fica completamente lotada com meses de antecedência. Chegando aqui ainda tentamos contato com alguns lugares e até uma brasileira que vive aqui, tem um hostal e agiliza aluguéis de casas e quartos, mas nem ela pôde nos ajudar. Ficamos por Waikiki mesmo, perto do aeroporto, da praia e de todas as lojas bacanas do centro.
Fim de tarde, início de noite em Waikiki, a principal praia de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
A noite fomos ao Roy´s um dos restaurantes mais bem ranqueados no trip advisor e yelp na culinária hawaiian-fusion. Uma experiência gastronômica imperdível para aqueles que curtem frutos do mar com bastante personalidade.
Nosso delicioso jantar na primeira noite em Honolulu, em Oahu, no Havaí
Segundo Dia – North Shore, Waimea e Pipeline
A nossa ansiedade para chegar à praia era tanta que escolhemos o caminho mais curto e rápido, cruzando pelo meio da ilha, passando pelas plantações de abacaxi, direto para a cidade de Haleiwa. A pequena surftown está a uma hora de Waikiki e é cheia de personalidade em seus restaurantes e surfshops. As plantações de abacaxi moveram a economia da região, mas ela ficou famosa mesmo por ser o berço do surf.
A famosa praia de Waimea num dia completamente sem ondas, na costa norte de Oahu, no Havaí
Seguimos pela Kamehameha Highway que contorna toda a costa norte, e logo chegamos à famosa praia de Waimea. Foi aqui nestas praias que trabalhou como salva-vidas o lendário surfista havaiano Eddie Aikau. Eddie trabalhava em uma fábrica de abacaxi enlatado e no seu tempo livre enfrentava as ondas de 9, 10 metros aqui em Waimea. Depois que se tornou salva-vidas não houve nenhum registro de afogamento por estas águas. Eddie morreu aos 31 anos a bordo de uma expedição que tentava mapear e refazer a rota da primeira migração polinésia ao Hawaii, em 1978. Após o barco virar a 19km da costa de Molokini, Eddie remou em sua prancha de surf para buscar ajuda. Todos os membros da equipe foram resgatados, mas ele nunca mais foi encontrado.
Hoje, a praia de Waimea nem precisava de salva-vidas! (em Oahu, no Havaí)
Sua coragem é relembrada até os dias de hoje, quando os melhores surfistas de ondas gigantes do mundo se reúnem aqui na North Shore aguardando o swell entrar e as ondas gigantes se formarem para começarem o The Quicksilver in Memory of Eddie Aikau, campeonato de ondas gigantes que só começa quando as ondas de Waimea Bay passam dos 25 ou 30 pés, mais de 8 metros! O campeonato não acontece todos os anos, o último foi em 2009 e este ano ele está de volta! “Only the bay will call the day”, dizem os surfistas que ficam a postos e ansiosos pela entrada das ondas. Nós também estávamos ansiosos, mas foi difícil acreditar que esta era a verdadeira Waimea Bay, tão reconhecida por suas ondas gigantes e perfeitas. A praia parecia uma piscina, até conversamos com os salva-vidas para saber se estávamos no lugar certo, hahaha!
Poucas ondas e muitos surfistas na praia de Pipeline, em Oahu, no Havaí
A praia de Pipeline, na north shore de Oahu, no Havaí
Adiante, já menos esperançosos, chegamos à praia de Pipeline e adivinhem? Campeonato de surf suspenso e aguardando o retorno do swell, previsto para sexta-feira, justo quando nós vamos embora!
Torneio de Pipeline parado por falta de ondas, em Oahu, no Havaí
A falta de ondas adiou por alguns dias o Pipeline, em Oahu, no Havaí
Toda a infra do campeonato estava montada, só esperando as ondas aparecerem. Alguns haules até estavam na água, tirando uma onda que estavam surfando em Pipeline, mas papo lá, papo cá, descobrimos que o point onde os profissionais estariam praticando era mais para frente, o Rocky Point. Nos mandamos para lá e ainda conseguimos ver algumas manobras legais dos que se dispuseram a entrar na água.
Surfistas fazem belas manobras nas ondas de Pipeline, em Oahu, no Havaí
Surfistas fazem belas manobras nas ondas de Pipeline, em Oahu, no Havaí
Depois de um pit stop no food truck brasileiro para matar as saudades do pastel e do guaraná foi a nossa vez de aproveitar que o mar está para peixe e caímos na água para um snorkel na Sharks Cove.
Matando as saudades de um delicioso pastel brasileiro, em Pipeline, na costa norte de Oahu, no Havaí
Local de snorkel na Shark Cove, costa norte de Oahu, no Havaí
Mais tarde, mais uma paradinha para provarmos o camarão do caminhão do Giovanni´s. Uma delícia!
O mais tradicional carrinho de camarões na costa norte de Oahu, no Havaí
No final da tarde ainda demos uma passadinha no Centro de Cultura Polinésia. Ele é imenso, tem várias atividades e um dos mais conhecidos luais da ilha. O luau é uma tradição havaiana, mas que aqui já se tornou uma atividade turística beeeem comercial. Todo o luau acontece em torno de um jantar, preparado da forma tradicional na fogueira (ou não), com danças como o hula-hula e coquetéis.
Visita ao Polynesia Cultural Center, em Oahu, no Havaí
Nós já tínhamos visto um hula bem mais roots lá na Kalalau Beach e resolvemos pular essa turistada. Nossa passagem pelo Centro de Cultura Polinésio foi rápida, circulamos pela área da entrada onde vimos algumas estátuas e uma exposição sobre os 6 principais povos da cultura polinésia, Samoa, Fiji, Aotearoa, Hawaii, Tahiti e Tonga e sua relação com o arquipélago havaiano.
Polynesia Cultural Center, em Oahu, no Havaí
Paineis informativos das culturas polinésias de diversas ilhas do Pacífico, em exposição no Polynesia Cultural Center, em Oahu, no Havaí
A noite o Rafa e o Rodrigo sucumbiram, acabados da correria da viagem e ficaram no hotel, enquanto eu e a Laura aproveitamos para fazer um programa das meninas! Saímos caminhar na avenida principal de Waikiki, olhamos vitrines, fizemos umas comprinhas básicas na Victoria Secret´s e conferimos as promoções da Billabong. A avenida de noite é bem animada, cheia de artistas locais inventando moda, músicas e alguma parafernália para ganhar um troquinho. Adorei!
Noite em rua movimentada de Waikiki, em Honolulu, em Oahu, no Havaí
Terceiro Dia – Windward Coast e North Shore
Honolulu vista do alto da cratera de Diamond Head, na ilha de Oahu, no Havaí
Começamos o nosso terceiro dia subindo o Diamond Head, uma pequena cratera vulcânica dentro da cidade de Honolulu e com vistas lindas da praia de Wailkiki. O parque tem uma boa infraestrutura e vistas lindas da cidade.
Chegando ao alto da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí
Escadaria em caracol que leva ao alto da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí
Rumamos novamente para a costa norte, esperançosos que as ondas entrassem no final do dia, mas desta vez resolvemos fazer o caminho mais longo e mais bonito.
A bela costa leste de Oahu, no Havaí
Seguimos pela Kanalianaole Highway, fazendo todo o contorno da costa leste da ilha e a primeira parada foi no mirante da Hanauma Bay. Ela é linda de cima, mas a o esquemão turístico era demais para o nosso colesterol.
A belíssima e concorrida Hanauma Bay, na costa leste de Oahu, no Havaí
Continuamos rumo ao norte com paradas nos mirantes do caminho, com destaque para as praias de Makapuu, cheia de locais em suas pranchas de bodyboard e adiante Lanikai Beach, ótima para a prática de wind e kite surf!
Flagrante do casal 1000dias na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann
Encontramos um restaurante japonês bem roots na cidade de Kaneohe com a ajuda do Yelp, resolvemos apostar na dica dos locais e não nos arrependemos. Ele era daqueles restaurantinhos no meio de um estacionamento e que por fora você não dá nada, mas a comida, além de barata, era deliciosa!
Pelo menos no cartaz, lá estão as famosas ondas de Pipeline, em Oahu, no Havaí
O final de tarde foi novamente no Rocky Point, atrás das grandes ondas e manobras radicais dos profissionais do surf. O mar cresceu e as ondas prometem para amanhã, quando eu e o Rodrigo já estaremos em um avião para Los Angeles. Hoje foi a nossa despedida dos nossos padrinhos, amigos e grandes companheiros de viagem. Rafa e Laura ainda poderão realizar mais um sonho e acompanhar as semi-finais do Pipe Masters! Nós vamos, mas os deixamos aqui representando o 1000dias, para nos contar tudo depois.
Surfistas aproveitam as ondas ainda pequenas da North Shore de Oahu, no Havaí
Concentração antes de enfrentar as ondas de North Shore, em Oahu, no Havaí
Se você ficar mais tempo na ilha ainda pode explorar as trilhas na North Shore, as praias do oeste da ilha, preferidas pelos locais para o surfe à movimentada Pipeline, ou ainda fazer um tour histórico por Pearl Harbour.
na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann
Kelly Slater sai com a prancha quebrada na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann
Gostou dessas últimas duas fotos? Confira aqui a cobertura fotográfica e o relato feito pela Laura, nossos olhos (e o nosso coração) no Billabong Pipe Masters, em Pipeline, Oahu – Hawaii.
Blog da Ana
Blog da Rodrigo
Vídeos
Esportes
Soy Loco
A Viagem
Parceiros
Contato
2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet



















.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)


.jpg)
.jpg)



.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)