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isabella caroline soares (07/05)
MINHA VÓ E MEUS TIOS MORAM NO INHAÍ E LÁ MEU PAI TEM OUM SITIO ONDE N...
Ari (07/05)
Oi Ana! Belas fotos!! Comentei sobre uma no blog do Rodrigo e ele me sug...
clenilça alves da silva(cleo) (06/05)
clenilça alves da silva(cleo) (06/05)
EXPEDIÇÃO BORDAS DO BRASIL (05/05)
Grandes Amigos Ana e Rodrigo!!! Estamos também acompanhando vocês, e to...
Até bruxa tinha no Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia
Ir a Bogotá e não conhecer o Andrés Carne de Res é como ir a Roma e não ver o Papa! Um restaurante, bar, balada com as melhores carnes e um ambiente super extrovertido, o Andrés Carnes de Res fica em Chía, ao norte de Bogotá.
Saindo do famoso Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia
Com diversos ambientes e uma decoração pra lá de criativa que inclui revestimento de pilares com tampas de garrafa, tetos com pratos de porcelana e pilhas de chaleiras, uma das diversões no bar é justamente andar pelos seus corredores descobrindo cada detalhe, cada foto, estatuetas, peças de antiguidades e idéias super criativas para reaproveitamento e reciclagem de materiais.
Decoração vintage do Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia
A noite foi ótima! Clarita e Douglas são animadíssimos, súber rumbeiros! Muita salsa, ballenato, merengue e até música brasileira! No final, um caldinho de carne com legumes é cortesia da casa, para diminuir a borrachera e todos voltarem seguros e quentinhos para casa.
Pista de dança no Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia
Decoração vintage do Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia
Nosso guia William na caverna São Bernardo, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
Criado em 1989 o Parque Estadual da Terra Ronca é o maior complexo de cavernas da América do Sul. São mais de 300 cavernas, sendo 65 delas de grande porte e “molhadas”, ou seja, cortadas por um rio que é o principal responsável pela sua formação.
Igreja em São Domingos - GO
O acesso à região do parque se dá, ao norte, através da cidade de São Domingos, por uma estrada de terra. São em torno de 50 km até a vila de São João, que está situada praticamente dentro da área do parque. Por sua recente formação a formalização das terras e as indenizações começaram a ser pagas pelo governo aos proprietários no ano passado. Esta mesma estrada é um dos limites do parque, que aparentemente possui dois mapas diferentes e até agora não se sabe qual deles é o correto. Um deles marca esta estrada como limite e o outro a antiga estrada que passa há uns 200m à esquerda, o que coloca várias propriedades, inclusive a pousada em que ficamos, em uma situação duvidosa. Será que todas as propriedades à margem esquerda da estrada serão desapropriadas e/ou indenizadas? Difícil saber para que lado torcer, mas olhando a situação das famílias que vivem ali, além da pousada jóia em que ficamos, esperamos que eles possam continuar suas vidas e atividades sem comprometer o parque.
A gigantesca boca da Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
A Terra Ronca é a mãe de todas as cavernas da região. Isso por que o seu acesso é fácil, está há poucos metros da estrada e sua boca de quase 100m de altura pode ser vista da janela do carro. Ainda que tenha fácil acesso, trekkings dentro de cavernas devem sempre ser acompanhados de guias, por isso fomos até o Camping do Ramiro, o mais antigo e experiente guia desta região. O Ramiro estava no campo, mas seu filho William pode nos acompanhar.
Na casa do famoso guia Ramiro, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
A Terra Ronca é simplesmente espetacular. A grandeza de sua entrada, com o rio cortando toda a sua extensão, faz dela uma das cavernas mais lindas que já visitamos. Uma mistura de Gruta do Janelão no Peruaçú, com as cavernas do Petar, pois ainda que imensa ela possui uma área escura e adornada. Suas estalactites e estalagmites são enormes, mas perto da altura do seu “pé direito” ficam insignificantes. , Nos sentimos pequenas formigas minúsculas com a história da terra à nossa frente.
Aproximando-se da entrada de Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
Fizemos a travessia da Terra Ronca aproveitando cada passo, cada olhar. Há pelo menos 11 anos que este destino estava nos meus planos de viagem e finalmente conseguimos chegar até aqui.
A dupla saída de Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
William deve até ter estranhado a empolgação dos dois, tirando fotos de cada canto, cada formação, cada cena. Assim ficamos apenas na Terra Ronca 1, já que a 2 seriam mais de 4 horas de caminhada para poder cruzá-la.
Saída de Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
Depois de um almocinho delicioso preparado pela Dona Cida, mulher do Ramiro, seguimos para a segunda caverna do dia, a São Bernardo. Uma das mais bonitas da região, segundo William, a São Bernardo é também uma das mais longas do Brasil. Possui 6 km de extensão e sua entrada é a partir de uma dolina, formada pelo desmoronamento do solo, que dá acesso a este monumento natural.
Preparando-se para fotografar Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
O rio que passa dentro desta caverna percorre toda a sua extensão e possui diversas praias de areia perfeitas para um acampamento.
Muito mais adornada que a Terra Ronca, a São Bernardo possui um salão que nós apelidamos de Floresta de Pedra, estalactites, estalagmites, colunas e formações sensacionais cruzam do teto ao chão formando uma verdadeira floresta.
Entre estalactites e estalagmites na caverna São Bernardo, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
Várias das estalactites estão caídas no chão, por não suportarem o próprio peso, dando um aspecto meio fantasmagórico, de lugar abandonado e destruído. Apenas deixando claro, todas elas caíram por processos naturais, uma vez que seria humanamente (e praticamente) impossível quebrá-las.
Entre estalactites e estalagmites na caverna São Bernardo, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
Como chegamos tarde, nosso planejamento foi fazermos pouco menos da metade desta caverna. O que nos deixou com a certeza de que voltaremos para uma travessia completa. O Rodrigo ainda lançou um desafio, cruzá-la em uma hora. Obviamente eu topei voltar, mas o desafio fica por conta dele, já que vários dos salões mais bonitos ainda estão nos últimos 3 km.
Nosso guia William na caverna São Bernardo, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
Mal chegamos e já queremos voltar. Não tenho dúvidas de que este é um dos principais destinos turísticos a ser explorado por aventureiros que gostam de coisas novas e querem ter a sensação de estar desbravando um Brasil conhecido por poucos.
Caminhando pelo rio no lado de fora de Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
Fachadas coloridas da Lapa, no Rio de Janeiro - RJ
O Rio é uma cidade de muitas faces, além de todos os atrativos naturais, montanhas, praias, lagoa, rios, o Rio possui também uma longa participação na história do Brasil. O centro histórico do Rio de Janeiro conta a história do Brasil em seus prédios, ruas e avenidas, desde o Brasil Colonial até a República. Em uma cidade como esta é difícil deixar as praias em um dia de sol para caminhar e camelar no centro, mas também é impossível passar por aqui e não conhecer uma das mais antigas cidades brasileiras.
Biblioteca Municipal, no Rio de Janeiro - RJ
Começamos nosso roteiro pela Praça Floriano e Cinelândia, lugar que eu lembrava bem, pois foi cenário para manifestações de mães que tiveram seus filhos seqüestrados e/ou desaparecidos. Nesta mesma época houve uma novela que fazia campanha social sobre as mães da candelária e seus filhos desaparecidos, as escadarias da Biblioteca Municipal ficaram famosas desde então. Na mesma praça encontramos o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que foi restaurado há pouco tempo e estava com a ópera Romeu e Julieta em cartaz. Eu já assisti a algumas óperas neste teatro, belíssimo, mas sem dúvida precisaria revisitá-lo agora, após a reforma e restauração.
Cinelândia, no Rio de Janeiro - RJ
Teatro Municipal, no Rio de Janeiro - RJ
Caminhamos pela 13 de maio até o Largo da Carioca lotado de camelôs e logo avistamos o prédio da Petrobrás e ao lado o prédio do BNDES, impossível não notar o contraste da riqueza destas duas instituições instaladas em meio àquela loucura do centro de uma cidade como o Rio. Na mesma calçada onde os grandes e engravatados empresários brasileiros, passam para ir ao BNDES levantar milhões para suas empresas, muitas vezes em troca de favores eleitorais, nós vemos um mendigo chafurdando no lixo, comendo o que restou da marmita de outrem.
Prédio da Petrobrás, no Rio de Janeiro - RJ
Rua da Alfândega, no Rio de Janeiro - RJ
Centro é sempre aquele misto de lojas, muita sujeira, camelôs, história sendo reformada ou ainda abandonada. Aqui no Rio vemos muitos monumentos históricos em reforma, depois do Teatro Municipal foi a vez do Convento Santo Antônio, nossa próxima parada. O convento data de 1608, um dos mais antigos do Rio, toda sua estrutura está sendo restaurada, incluindo a igreja do convento, com a imagem do altar de Santo Antônio impressa em uma lona que protege o trabalho de restauração que está em andamento. Ao lado fica a capela da Ordem Terceira de São Francisco, esta com talho mais tardio e totalmente adornada em ouro.
O belo interior da Igreja de São Francisco, no Rio de Janeiro - RJ
Embora seja belíssima, ostenta uma riqueza absurda, principalmente se comparada à sua vizinha que nomeia o convento.
Igreja de São Francisco, no Rio de Janeiro - RJ
Uma paradinha para o almoço na Confeitaria Colombo nos fez lembrar Buenos Aires, café antigo de dois andares, espelhos imensos e decoração art nouveau. Uma salada com quiche de gorgonzola e direito à sobremesa!
Interior da Confeitaria Colombo, no centro Rio de Janeiro - RJ
Re-energizados, continuamos o nosso tour em direção à Praça Tiradentes, passando pelo Real Gabinete Português de Literatura, que possui uma biblioteca de estantes em madeira recobrindo as paredes dos três andares de livros antigos e valiosíssimos, como a edição princeps de Os Lusíadas, por exemplo.
Biblioteca do Real Gabinete Portugues de Leitura, no Rio de Janeiro - RJ
Um pouco à frente enfrentamos o nada deserto Saara, região com milhares de lojas de variedades paraguaias e chinesas, até alcançar finalmente as ruas da Lapa, conhecida pela sua vida noturna.
Pintura de rua na Regente Feijó, centro do Rio de Janeiro - RJ
Ali próximo já avistamos a Catedral Metropolitana, já votada a mais feia construção da cidade do Rio de Janeiro. Feia por fora, imponente por dentro. Seus vitrais se destacam meio ao concreto e seus 20 mil lugares se perdem abaixo dos 90 metros de altura da sua capela.
Interior da catedral do Rio de Janeiro - RJ
Fechando o circuito passamos pelos também em reforma Arcos da Lapa, antigo aqueduto da cidade. Sinceramente... ele ficava mais bonito mais velhinho.
Arcos da Lapa reformados, no Rio de Janeiro - RJ
Pegamos novamente o metrô até Ipanema, o mesmo que nos levou até o centro, e fazemos uma última parada estratégica no Bar Devassa em Ipanema, planejando como serão os nossos próximos dias com a previsão de 52mm de chuva que vem aí. Hoje mesmo planejávamos ir até o Rio Scenarium, mas o cansaço nos venceu, acho que é assim que percebemos que estamos ficando velhos... preferimos dormir cedo para ir pedalar na lagoa do que sair dançar em uma das melhores baladas do Rio.
Campanha educativa, no centro Rio de Janeiro - RJ
Abraço dos noivos e da Pietra, na festa de casamento, em Curitiba - PR
Segundo o catecismo: “O Matrimônio foi instituído por Deus quando criou o homem e a mulher. Para os cristãos, Jesus Cristo o elevou à dignidade de sacramento; um sacramento que dá aos esposos uma graça especial para serem fiéis um ao outro e santificar-se na vida matrimonial e familiar, já que o matrimônio cristão é uma autêntica vocação sobrenatural.” (Fonte: www.acidigital.com)
Allan Kardec, examinando o tema em outra obra, assim escreveu: "Na união dos sexos, de par com a lei material e divina, comum a todos os seres viventes, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral - a Lei do amor. Quis Deus que os seres se unissem, não só pelos laços carnais, como pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se transmitisse aos filhos, e que fossem dois, em vez de um, a amá-los, cuidar deles e auxiliá-los no progresso" (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 22, item 3.) (Fonte: www.garanhunsespirita.com.br)
Com a Paula, na festa de casamento, em Curitiba - PR
Busquei estes significados para tentar transmitir aqui, um pouco do que vimos ontem. Uma cerimônia muito especial, iluminada, repleta de amor e muito carinho. Um pastor luterano ecumênico e um representante espírita juntos celebraram a união do Gustavo e da Paula em meio à rituais do Casamento Celta. Fiquei curiosa e vim pesquisar sobre este ritual e descobri que este deve ter sido o escolhido pelos noivos, pois é um ritual que não está ligado a nenhuma religião específica, “busca a paz entre todas as crenças, pois dá conta de tudo o que é Sagrado, é baseado na força do amor e da escolha.”
na festa de Casamento do Gusta e da Paula, em Curitiba - PR
A cerimonia foi simplesmente sensacional! Nem percebemos o tempo passar, choramos, nos emocionamos, rimos, aplaudimos, rezamos e abençoamos os noivos de forma tão intensa, que não resta dúvida alguma de que serão muito felizes! A festa foi ótima, além de reencontrarmos amigos que não víamos há muito tempo, dançamos e nos divertimos muito! Até pequena Luiza mostrou que é super baladeira!
Com a Dani e a Lulu, na festa de casamento do Gusta e da Paula, em Curitiba - PR
Eu que sou "pouco" festeira, não conseguia ir embora! Eu e o Ro acabamos sendo os últimos a sair, junto com os noivos, pai dos noivos e alguns amigos que participaram com a mesma emoção e intensidade deste momento. No dia seguinte eu sempre me arrependo, fico achando que abusei da boa vontade de todos, mas sendo este o motivo da nossa vinda para cá, acho até que tenho uma boa desculpa.
Gusta e Pietra na festa de casamento em Curitiba - PR
O domingão foi um belo dia para dormir, descansar, já que chegamos às 6am. Almoçamos com a família e a noite, quando a ressaca estava começando a ir embora, fomos nos encontrar com os nossos padrinhos de casamento, só para nos lembrar que há pouco éramos nós que estávamos lá, neste mesmo momento, com esta mesma energia, com a mesma emoção.
Com o Rafa< Laura e Pri em pizzaria em Curitiba - PR
O casamento chegou a sair de moda, mas hoje eu digo, se vocês tiverem oportunidade CASEM. O ritual é importantíssimo, fortalece a relação e o papel é só mais uma formalidade, ele não pode e nem deve mudar o que fez vocês se unirem, o amor que sentem um pelo outro.
A fantástica arquitetura de Punda, em Willemstad, a capital de Curaçao
Três países em um só dia! Um dia saímos do paraíso dos cassinos e resorts, passando pela ilha mais histórica e com bela arquitetura colonial, chegando a Bonaire, a mais tranquila e natural do ABC.
O primeiro pôr-do-sol na volta ao Caribe (em Palm Beach - Aruba)
Começamos o nosso dia cedo, saindo do nosso apartamento em Aruba em direção ao aeroporto nacional em Oranjestad. O sol nem tinha nascido e já começamos a socialização. Conhecemos uma americana que veio para o casamento de um amigo em Aruba. Ela ia para o aeroporto de ônibus e nos pediu uma carona. Nosso carro é minúsculo, mas é como coração de mãe, sempre cabe mais um! Colocamos no imenso Picanto as duas malas, duas caixas de equipamento de mergulho, sua bagagem e fomos nós 3 nos dois bancos da frente, trocando as experiências e histórias de viagem. Ela mora em Novo México e já conhece bem a América do Sul. Morou durante um tempo no Perú, namorando um artesão local e viajou com ele por vários países, fazendo tererê no cabelo de turistas gringos. Também já esteve praticamente todas as ilhas do Caribe, que conheceu trabalhando em barcos de cruzeiro. Como sempre dizemos, há várias formas de viajar e conhecer o mundo, basta ter paixão e vontade que o resto se arranja.
Restaurantes na beira do canal em Willemstad - Curaçao. Ao fundo, a famosa ponte Rainha Juliana
Depois de 2 dias e meio em Aruba, seguimos nossa viagem pelo ABC. Próximo destino: Bonaire, com uma escala de algumas horas em Curaçao. É claro que, em vez de ficarmos 4 horas mofando no aeroporto, aproveitamos para explorar um pouco da ilha. O táxi do Hatto Airport para Otrabanda custa 25 dólares, um assalto! Nos recusamos a pagar, deveria haver uma forma mais barata... Depois de alguns minutos assuntando e perguntando, descobrimos o transporte público da ilha. Vans com quase nenhuma sinalização que fazem lotações por 2 dólares por pessoa e passam em frente ao terminal de embarque. O táxi leva 30 minutos até o centro e a van deve ter demorado uns 40 minutos mais o tempo de espera.
Observando Otrabanda desde Punda, em Willemstad - Curaçao
Ainda assim vale à pena, pois na lotação temos experiência local diferente, vemos a vida como ela é, longe dos resorts e do circuito turístico. Chegamos direto no terminal de ônibus em Otrabanda e em apenas dois minutos caminhando, estávamos na Ponte Rainha Emma. Ponte flutuante e móvel para pedestres, a famosa ponte conecta a Otrabanda com a Punda, bairro histórico e mais turístico de Curaçao. A arquitetura colonial holandesa de casinhas coloridas à beira do canal nos lembra as maquetes de cidade em miniatura na Disney. Piscamos e são reais. Assim como os restaurantes e bares à beira do canal, com um delicioso croassaint e suco de laranja como café da manhã.
Cerveja holandesa, muito comum em todo o ABC (em Willemstad - Curaçao)
Tínhamos apenas 4 horas, então logo já estávamos no nosso caminho de volta ao aeroporto, rumo ao terceiro país em um mesmo dia. O vôo demora apenas 10 minutos e do alto avistamos Bonaire e Klein Bonaire. Bonaire é tão grande e verde, que Rodrigo chegou a pensar que poderia ser a costa da Venezuela! Um exagero obviamente, pois da altitude que estávamos seria impossível avistá-la.
O nome do avião é Aruba. Mas nós estamos em Curaçao, embarcando para Bonaire. Viva o ABC!
Chegamos à nossa terceira e mais esperada ilha, o paraíso dos mergulhadores! Aqui também alugamos um apartamento. A Blachi Coco possui uma ótima infra-estrutura, varanda, área para lavar e secar os equipamentos de mergulho, sala, cozinha e quarto com ar condicionado, item importante aqui por estas bandas. Chegamos já no final da tarde e já saímos ali perto para pesquisar preços de aluguel de carro e de tanques de ar para os mergulhos. Mais tarde jantar no Seasons, um dos mais próximos da pousada, com cardápio francês delicioso. Amanhã começam os nossos dias mais esperados, descanso e muuuuitos mergulhos!
Nadando em piscina natural feita pelo mar, no sul de Aruba
Fantástico entardecer no Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
O Oregon, o Beaver State, possui uma das menores densidades demográficas dos estados americanos. Um povo progressista, à frente do seu tempo em temas ambientais, sociais, de sustentabilidade e ao mesmo tempo super relaxado, tranquilo. O estado foi contemplado com uma costa coberta pela floresta úmida, interior repleto de montanhas e uma extensão da North Cascades Range, uma natureza exuberante, com pouca divulgação turística.
Caminho coberto por folhas na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
A incrível beleza da floresta refletida em uma represa na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Sua principal cidade atrai mentes geniais e geniosas, artistas e alternativos, então se um dia você cair de paraquedas, vier a trabalho, estudo ou pegar uma conexão torta pela região, aqui vão algumas dicas do que você pode conhecer no Oregon.
O magnífico Diamond Lake, na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Riacho com pequenas cascatas no Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Existe um mundo maravilhoso a poucas horas de carro de Portland, florestas nacionais recortadas por estradas e trilhas cênicas, ao lado de rios, cachoeiras e águas termais. Porém você nunca irá encontrá-los se não se permitir explorar e sair um pouco das estradas convencionais. A Interstate 5 é a estrada que cruza o estado de norte a sul, interligando Washington à Califórnia. O nosso destino principal é o Crater Lake National Park, mas vamos escolher o caminho mais bonito, que nem sempre é o mais rápido.
A rota mais bonita entre Portland e o Crater Lake
Da I-5 pegue o desvio na altura da cidade de Cottage Grove, pela Row River Road. Você irá cruzar a pequena cidade e o lago de Dorena, a estrada ganhará outro nome Brice Creek Road ou NF-22, seguida pela NF 2213 e NF-38 (Steamboat Road). Nessa estrada você pode cruzar algumas atividades madeireiras, foi uma das rotas mais alternativas que encontramos nos lower 48. Estrada de terra entre a floresta de coníferas, veadinhos, buracos (sim! Existem estradas esburacadas nos Estados Unidos!), até chegar à OR 138.
Já quase no inverno, apenas os patos ainda tem coragem de continuar nadando nas limpas e gélidas águas do Diamond Lake, na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Nós começamos a viagem tarde e quando chegamos à esta estrada fomos direto para o Diamont Lake, região com camping, um resort e motel para passarmos a noite. Acordar ao lado desse lago com um dia maravilhoso como este foi uma grata surpresa, já que há dias estávamos enfrentando o mau tempo peculiar à região nessa época do ano. Dia ensolarado, perfeito para explorarmos a região.
Mt. Thielsen, um antigo vulcão erodido pelo tempo, na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
O magnífico Diamond Lake, na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
A Oregon Route 138, conhecida também como N. Umpqua Highway, é uma estrada cênica que cruza a Floresta Nacional de Umpqua, uma floresta belíssima, com cenários idílicos serpenteando o Rio Umpqua e suas árvores amareladas no outono. Ao longo da estrada inúmeras trilhas levam a diferentes cachoeiras, nós selecionamos algumas das mais bonitas com a ajuda e dicas dos locais:
Whitehorse Falls - milepost 65,9 - a pequena cachoeira em meio à floresta forma um spray mágico no ar, a luz do sol filtrada pelas gotículas de água forma um cenário ainda mais encantado. Ela está ao lado do estacionamento e uma área de camping e piquenique, super fácil acesso.
Whitehorse Falls, na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
O mata filtra os raios de sol na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Watson Falls – milepost 60,5 – uma trilha de um quilômetro nos leva até o mirante da cachoeira que é a quarta maior do Oregon, com 82m de altura. No fundo de um cânion a queda se forma em meio a um paredão rochoso em formato de ferradura. Belíssima!
Trilha na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
A mais alta cachoeira da região, a Watson Falls, na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Toketee Falls – milepost 58,6 – a trilha de apenas 700 m entre a floresta de folhas amareladas termina em uma plataforma de onde podemos observar ao longe a Toketee Falls. Um conjunto de 3 quedas com 36m de altura, que se despejam em um lago muito convidativo para um mergulho, não fosse a temperatura da água congelante e a ausência de uma trilha para chegar às margens dele. Curiosidade, Toketee é um nome Chinook, tribo indígena que habitava a região, e significa “cheia de graça”.
Toketee Falls, a mais bela cachoeira na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Warm Springs Falls - antes de seguirmos para o Crater Lake decidimos ainda fazer um pequeno detour para as hot springs, águas termais com acesso por uma trilha de apenas 500m, mas um tanto quanto íngreme. As águas termais surgem no topo da cachoeira em piscinas naturais e desce em níveis, formando pequenas piscinas com diferentes temperaturas. A vista para a floresta e o rio, em um cenário praticamente intocado pelo homem, não tem preço!
Banho em piscina natural de água quente em plena natureza da Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Ali é comum a prática do naturalismo, ou nudismo, casais, homens e mulheres vão se banhar sem roupa numa boa. Se isso te incomoda, o sinal já avisa, não vá até lá. O acesso é pela OR-138, pela Rd 2610, depois 600 e 680. Seguindo as placas não será difícil achar. Foi uma ótima parada para um relax antes de pegarmos a Oregon Route 230, que conecta a OR-138 ao Crater Lake National Park, uma estrada cênica com lindas vistas.
Banho em piscina natural de água quente em plena natureza da Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Aviso para quem pretende ir ás hot springs na Umpqua National Forest, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Aceleramos o passo para o Crater Lake, a esta altura já sabíamos que a Crater Rim Road estava fechada pela neve. Não nos restava muita opção a não ser dar a volta pela OR-230 e acessar o parque pela entrada sul. Subimos a mais de 2.000m de altitude já sem muitas esperanças, a floresta estava tomada pela neblina e o sol parecia já estar nas últimas. Quando chegamos lá em cima, porém, atravessamos as nuvens e chegamos a um dos lugares mais fantásticos da viagem! O lago mais profundo dos Estados Unidos e o segundo mais profundo da América do Norte.
Admirando a beleza perfeita do Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
O lago foi formado na explosão do Mount Mazama, um mega vulcão que entrou em erupção em torno de 7.700 anos atrás. Calcula-se que a sua explosão foi pelo menos 20 vezes maior que a do seu vizinho do norte, Mount St Helens e a imensa caldeira foi exposta formando o Crater Lake.
Fantástico entardecer no Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
O lago possui 655m de profundidade e a água mais pura e cristalina, que reflete um azul intenso e espelhava o céu de final de tarde. O alaranjado, rosa, lilás, roxo e azul mesclados às poucas nuvens brancas no céu enganavam os nossos olhos e mente, em um espelho perfeito formado na profunda cratera vulcânica. Emudecidos, e sem acreditar que isso ainda seria possível, tivemos o final de tarde mais espetacular dos 1000dias. Já vimos o sol se pôr no Pacífico, no Atlântico, sob os Andes e as montanhas da Groelândia, mas este final de tarde superou todas as nossas expectativas! Lindo! Mágico!
Um fim de tarde com luzes e cores incríveis no Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Um fim de tarde com luzes e cores incríveis no Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
O maravilhoso Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
A região recebe uma imensa quantidade de neve nesta época do ano e fecha para o inverno. Porém durante o verão a estrada que dá a volta no lago está aberta e pode ser percorrida, com trilhas e mirantes para o lago.
Crater Lake, o resultado de uma gigantesca explosão vulcânica sete mil anos atrás, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Mágico fim de tarde no Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
Dois dias de estradas, cascatas, rios, águas termais, montanhas e lagos e uma das naturezas menos civilizadas dos Estados Unidos. Um tour maravilhoso pelas estradas do Oregon que vale cada quilômetro dirigido, cada minuto dispensado. Mas se você ainda tem mais alguns dias e quer explorar um pouco mais deste estado, a cidade mais Shakespeareana dos Estados Unidos e uma das mais lindas cavernas da costa oeste, aguarde e leia o próximo post.
Fim de tarde a mais de 2 mil metros de altitude, o céu fica colorido em Crater Lake, no sul do Oregon, estado da costa oeste dos Estados Unidos
As ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina
Fechamos o roteiro pelas quebradas e vales das províncias de Jujuy e Salta em um sítio arqueológico especial: as Ruínas Quilmes. População indígena que mais resistiu à colonização, os Quilmes construíram esta imensa cidade-fortaleza que os ajudou a resistir durante 130 anos aos espanhóis.
No alto de fortaleza nas ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina
Exploramos cada canto, tentando imaginar como era a vida destes antepassados que fazem parte da cultura deste continente, sendo tão pouco conhecidos ou reconhecidos... a não ser por batizar a famosa cerveja hermana. Andando por trilhas fora do roteiro turístico até tive a impressão de visto um dos antigos moradores destas ruínas me acompanhando, contatos imediatos de terceiro grau.
Admirando as ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina
Infelizmente o final da história nós já sabemos, praticamente todos foram escravizados e exterminados. Soubemos que o governo iniciou uma pesquisa em busca dos descendentes deste povo tão injustiçado, inclusive para devolução de terras. Ali nos arredores das ruínas há um grupo que clama por seus direitos e respeito aos seus ancestrais, mas aparentemente ainda não obtiveram o reconhecimento legal.
As ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina
Saímos da província de Salta e adentramos à Catamarca, em direção à cidade de Fiambalá. Uma cidade conhecida não só por ser a base para o Paso de Jama, à caminho do Chile, mas também por possuir belíssimos banhos de águas termais.
Admirando a região das ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina
Lá pretendemos passar para o Chile por aquele que é considerado o mais belo dos "pasos" andinos, o Paso San Francisco, a mais de 4.700 metros de altitude, por entre lagoas coloridas e montanhas nevadas. Tão logo chegamos à cidade soubemos que o Paso San Francisco está fechado no lado chileno, mas esperança é a última que morre. Amanhã iremos conhecer o paso até a fronteira e ver o que os oficiais da “gendarmeria” tem a nos dizer. Estamos indo preparados para esperar 1 ou 2 dias, e lá teremos apenas um dormitório simples e os nossos apetrechos de acampamento para cozinhar e fazer as nossas refeições.
Venda de artesanato nas ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina
Caso continue fechado teremos que voltar à Jujuy e cruzar pelo Paso de Jama. Pelo menos refizemos os planos nos divinos banhos termais em uma noite linda de céu estrelado.
Banho noturno nas deliciosas termas de Fiambalá - Argntina
O impressionante viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina
O Tren a las Nubes é o quarto trem mais alto do mundo em operação e fica aqui, em Salta, Argentina. O trem sai de Salta a 1187m de altitude a nível do mar, corta montanhas, vales e quebradas e chega aos 4200m de altura.
O Tren de Las Nubes atravessa o altiplano rumo à San Antonio de Los Cobres - Argentina
O ferrocarril atravessa o Valle de Lerma, entra na Quebrada del Toro até chegar à Puna, como são conhecidos os altiplanos argentinos localizados na Cordilheira dos Andes. São 434km (ida e volta), atravessa 29 pontes, 21 túneis e 13 viadutos e custa a “bagatela” de 170 dólares ou 695 pesos.
Vegetação típica das terras altas argentinas na região de Salta
A rota completa está neste infográfico, muito informativo:
http://www.trenalasnubes.com.ar/turismo_salta/es_tren_a_las_nubes_recorrido.html
Aos que não querem (ou podem) gastar esta grana toda, há outra opção. Existe uma estrada que percorre o mesmo roteiro do trem, desviando apenas em alguns trechos, quando o trem está cortando as montanhas pelos túneis. Algumas agências de turismo em Salta oferecem o passeio de van por 85 dólares por pessoa e ainda incluem no tour as maravilhosas Salinas Grandes. É importante confirmar se a agência irá até o Viaducto La Polvorilla, 64m de altura, 224m de comprimento e 4200m de altitude, ponto final do passeio onde o trem faz uma parada.
O famoso viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina
Já viemos até aqui de carro justamente para ter a liberdade de ir e vir, então decidimos economizar esta e fazer o trecho de carro. Foi a melhor escolha! Saímos mais tarde, o trem sai as 6h30, nós saímos do hotel as 9h, da cidade as 10h30 (1h30 buscando combustível! Vide nota no rodapé). A estrada é lindíssima, montanhas multicoloridas, cactos cardones adornam a seca paisagem até o ponto mais alto da estrada, 4060m de altitude, onde foi quebrado o recorde mundial de carro em altura em 1915!
Ponto mais alto da estrada, no caminho para San Antonio de Los Cobres - Argentina
Ali encontramos uma moradora de Santo Antônio de Los Cobres, cidade mais próxima onde o trem também faz uma parada. Na carona descolamos umas tortillas de queijo deliciosas e um bom papo sobre a região. Uma cidade muito pobre, a economia de Santo Antonio está embasada no turismo gerado pelo trem. Neste horário, ela e dezenas de outros ambulantes correm para o La Polvorilla, para vender seus artesanatos, tortillas, levam suas llamas para tirar fotos com os turistas.
Filhote de lhama meio desengonçada, no viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina
O carro chegará ao viaduto por baixo, onde se tem uma das vistas mais lindas da ponte. O córrego congelado dá uma ideia do frio. É importante já estar aclimatado e ter paciência para subir a trilha que leva as llamas e vendedores ao mirante. Cercados de picos nevados esperamos o trem que em minutos inunda um lugar calmo e tranquilo com turistas loucos para esticar as pernas depois de 7h30 dentro do trem, todos ávidos por fotos e compras de lãs e artesanatos.
O Tren de Las Nubes sobre o viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina
Antes mesmo do trem partir, foi a nossa vez de seguir viagem para a segunda maior atração do dia: Salinas Grandes. São em torno de 100km de estrada de rípio entre Santo Antônio de Los Cobres até o encontro com a Ruta 52.
Casebres abandonados no altiplano no norte da Argentina
As salinas são simplesmente fantásticas. Uma imensidão branca. Uma das maiores salinas da Argentina, possui 12 mil hectares de sal a céu aberto. São três áreas distintas no salar: a salina poligonal, o florescências salinas e o limoso.
O enorme campo de sal em Salinas Grandes, na rota do Paso de Jama - Argentina
Ao redor as montanhas em diferentes tons de vermelhos, verdes, róseos, amarelos, brancos, cinzas e violetas, são explicados pelos minerais presentes na rocha como o ferro, cobre, dolomita, enxofre, lima, dianteira e hematita.
Montanhas coloridas no caminho para San Antonio de Los Cobres - Argentina
Tanto sal nos deu sede! Ali há um bar feito de blocos de sal, que mesmo desativado, ainda nos vendeu uma cervejinha. Retornamos à Salta pela estrada de Purmamarca, onde encontramos a Rota 9, entre Tilcara e Jujuy.
Exibir mapa ampliado
Aos amantes o passeio de trem deve ser ótimo, sem dúvida tem o conforto dos vagões, a opção de ir aproveitando uma cervejinha no vagão restaurante, além dos inúmeros túneis e viadutos. Aos que querem conhecer o roteiro com mais liberdade, parando quando quiser, tirando fotos e aproveitando para conhecer pessoas e a cultura local, acredito que a opção de carro ou van seja mais indicada, e ainda tem o grande diferencial de conhecer as Salinas.
O enorme campo de sal em Salinas Grandes, na rota do Paso de Jama - Argentina
Seja qual for a opção escolhida, as paisagens do norte da Argentina continuarão a surpreender e deixar mesmo os viajantes mais urbanos de queixo caído.
Chegando perto da neve e de San Antonio de Los Cobres - Argentina
Informação útil aos expedicionários
A Argentina está em crise de combustíveis. A maioria dos postos YPF, a maior rede nacional, está sem diesel (gasoil) em seus postos. A Refinor geralmente tem, mas é um diesel sabidamente de péssima qualidade e mais caro. O ideal é buscar os postos Shell e Esso, estão abastecidos e garantem melhor qualidade e preço.
Temos andado por uma região histórica para a Família Junqueira, o que torna a viagem ainda mais curiosa, uma vez que o Rodrigo vem descobrindo novas informações sobre os primeiros Junqueiras no Brasil. O patriarca, João Francisco Junqueira foi o primeiro a chegar de Portugal por volta de 1750, ao que tudo indica, ele começou a fortuna dele no garimpo de ouro. Posteriormente casou-se com uma mulher de linhagem nobre européia e reuniu neste inventário uma das maiores fortunas da época. Um de seus filhos, o Barão de Alfenas, foi homem muito influente, deputado oposicionista à Dom Pedro I, um dos grandes motivos para D. Pedro I voltar a Portugal, passando seu trono ao seu filho, D. Pedro II.
Todas as terras por onde estamos passando, de Carrancas à Caxambu eram parte do grande latifúndio pertencente à João Francisco e herdado por seus filhos, dentre eles Gabriel Francisco Junqueira, tio distante de Rodrigo, o Barão de Alfenas. Em Cruzilha ouvimos dizer que existe um busto de João Francisco e na biblioteca livros com a história da cidade, que girava em torno da família. Quem nos contou foi a garçonete do Massaroca de Carrancas, que é de Cruzilha e comentou sobre o assunto ao reparar no sobrenome do Ro no seu cartão de crédito.
O latifúndio era dividido em diversas fazendas, algumas delas ainda existem com o mesmo nome, como a Atraituba, que fora preparada para uma visita de S. Pedro II com um portal especial que nunca fora aberto. Corre na boca pequena que ele não faltou à visita, mas sim que gostava de entrar pela senzala, fazendo a farra com as belas negras que lá viviam. Na Fazenda Bela Cruz aconteceu a maior revolta escravagista da história imperial no sul do Brasil, o Levante de Bela Cruz, onde os escravos revoltados acabaram com todos os brancos (leiam mais detalhes no blog do Ro). O Rodrigo ficou indignado com os negros que trucidaram seus primos distantes, mas eu confesso que não consigo ficar com raiva... Já pensaram? Só o Barão, irmão e tio dos Junqueiras assassinados, tinha 111 escravos, imagine os outros! Não gosto nem de pensar como eram tratados para terem ficado tão indignados.
Chegando à Caxambú o Rodrigo, sempre nostálgico e com este sangue nobre, não titubeou em escolher o Hotel Glória, o mais tradicional da cidade. Vamos explorar as águas milagrosas de e nos preparar para o Vale do Matutu.
Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Quando estamos no escritório, em casa, nas cidades, shoppings, enfim, nas nossas vidas cotidianas, logo imaginamos o Discovery Channel, o NatGeo ou ainda lembramos daquele filme de mesmo nome lançado recentemente. Puxamos na nossa imaginação todas as referências que temos do mundo antes dele ser ocupado pelo homo sapiens sapiens. Será que ainda existiam os dinossauros? Eras glaciais? Homens das cavernas? Aí até os Flintstones aparecem na memória! Fazendo este exercício percebemos como estes míseros 10 mil anos estão distantes da nossa realidade.
Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Há 10 mil anos estava terminando a última era Glacial e o mundo já era habitado pela nossa espécie. Eles lutavam para sobreviver ao frio, utilizando as cavernas como abrigo. As cavernas por sua vez possuem outra perspectiva do tempo e do mundo. A terra existe há 4,5 bilhões de anos, desde então passou por diversas eras geológicas, se transformando e evoluindo com a passagem dos milhões de anos, até hoje. As cavernas presenciaram e fazem parte desta história, pois o processo de formação destas cavidades segue há alguns milhões de anos.
Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Todo este processo fica claro quando entramos em um monumento natural como a Caverna do Janelão no Vale do Peruaçu. É monumental, sensacional, fantástico! São paredes de mais de 100m de altura, formações espeleológicas gigantescas, como o cogumelo ou a perna da bailarina, que está no Guiness Book por ser a maior estalactite do mundo com 28m de comprimento.
Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
O maior estalagtite do mundo, a "Perna da Bailarina", na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
A natureza vem trabalhando há 2 ou 3 milhões de anos esculpindo nesta rocha calcária as mais variadas formas, túneis e salões que hoje nos deixam boquiabertos por sua grandeza. Ali dentro devem ter passado dinossauros, preguiças gigantes e toda a grande fauna que um dia já habitou o nosso continente. Soubemos que em uma fazenda próxima ainda se encontra um fóssil de uma preguiça gigante! Que achado!
Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Não é a toa também que ali, a apenas 45 minutos de caminhada, encontramos também curiosos painéis de pinturas rupestres, que um dia tiveram um significado completamente diferente para os nossos antepassados e hoje contam parte da história recente do nosso país.
Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Sabe-se que os nossos índios não chegaram a conhecer estes homens das cavernas. Como será que eles eram? O que será que se passava pela cabeça destes homens, mulheres e crianças que viviam em um mundo completamente diferente do nosso? Como eles se abrigavam o frio, o que eles comiam? Como se comunicavam? O que será que esses símbolos significavam para eles?
Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Todas essas perguntas surgem quando nos deparamos com um lugar como este. O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu possui potencial imenso para se tornar um dos principais parques de pesquisa geológica e antropológica no Brasil. E agora, depois de visitar um lugar como este, fica muito mais fácil responder a aquela pergunta. Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Boa parte das respostas surgirá. Intuitivamente, pois em algum lugar dentro de você estas lembranças, seja em memória genética ou espiritual, existem.
Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
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