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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Canadá Há 2 anos: Canadá

Cruzando o Salar de Uyuni

Bolívia, Salar de Uyuni

Isla Incahuasi, no Salar de Uyuni, na Bolívia

Isla Incahuasi, no Salar de Uyuni, na Bolívia


A maior planície salgada do planeta, o Salar de Uyuni possui 12 mil hectares e está localizado a 3.650m.s.n.m. no altiplano boliviano. Antes um imenso lago pré-histórico salgado formado pela elevação dos Andes e recuo dos oceanos, hoje um dos maiores depósitos de sal do mundo, com estimados 120m de profundidade e 10 bilhões de toneladas de sal. É a maior reserva de lítio do planeta e contém ainda boro, potássio e magnésio.

Salar de Uyuni, na Bolívia

Salar de Uyuni, na Bolívia


A sensação que temos às margens do Uyuni é de estarmos em uma praia, o relevo, o horizonte sem fim e a brisa são inconfundíveis, não há como ter dúvida que um dia aquela imensidão branca foi um imenso lago de águas marinhas. Para aqueles que ainda tem alguma dúvida, a melhor prova é visitar um dos principais atrativos turísticos do salar, a Ilha Inca Huasi, também conhecida como Ilha do Pescado. Terra cercada pelo mar de sal e coberta de cardones, aqueles imensos cactos de mais de 10m de altura com idades estimadas de até 1000 anos, a Ilha Inca Huasi possui imensas formações coralíneas.

Restos de cactus milenar na Isla Incahuasi, no Salar de Uyuni, na Bolívia

Restos de cactus milenar na Isla Incahuasi, no Salar de Uyuni, na Bolívia


Me desculpem, mas corais são vidas encontradas apenas no mar. Além da magnífica vista que se tem do topo da montanha, o arco de corais foi para mim o mais impressionante! Não existe uma formação rochosa igual, eu olhava sem cansar para ele e repetia, é um CORAL! A ilha toda esteve emersa durante milhares de anos para que aqueles frágeis corais pudessem se formar. Hoje mortos, tornam-se quase rochas, testemunhas das mudanças que ocorreram na geografia desta região nos últimos milhões de anos.

Um grande arco de coral na Isla Incahuasi, no Salar de Uyuni, na Bolívia. Prova de que tudo isso já foi mar!!!

Um grande arco de coral na Isla Incahuasi, no Salar de Uyuni, na Bolívia. Prova de que tudo isso já foi mar!!!


No salar é quase impossível ter noção de distância. A imensidão e proporção das coisas enganam até os mais geolocalizados. A Ilha Inca Huasi desaparece no horizonte quando a sua referencia é o Vulcão Tunupa com 5.432m, na base norte do salar. À leste está a cidade de Colchani, onde estão os imensos hotéis de sal, há apenas 25km da cidade de Uyuni.

Bandeiras em frente ao Hotel de Sal no Salar de Uyuni, na Bolívia

Bandeiras em frente ao Hotel de Sal no Salar de Uyuni, na Bolívia


Aceleramos pela rodovia mais larga do mundo, de olhos fechados e sem as mãos! Ali, quando estamos fora das trilhas mais usadas, encontrar outro carro é tarefa difícil! Fácil é se perder, sem referência e sem trilha, já que no inverno a planície seca fica completamente trafegável na maior parte do salar. Apenas algumas partes podem ter pedras de sal salientes ou até sal fofo, facilitando o carro a atolar.

O vulcão Tunupa visto da Isla Icahuasi, no Salar de Uyuni, na Bolívia

O vulcão Tunupa visto da Isla Icahuasi, no Salar de Uyuni, na Bolívia


Depois de cruzarmos o salar até Uyuni, onde nos despedimos de Krasna e Cristóbal, pegamos todas as referências possíveis para não nos perdemos na vastidão branca a caminho de Llica, na borda noroeste do salar. Escolhemos uma rota alternativa para retornar ao Chile, via Colchane (com E), a caminho de Iquique. Rodamos, rodamos, rodamos e não chegávamos nunca! O Tunupa que parecia próximo parecia estar brincando de mãe pega conosco. Quanto mais corríamos, mais longe ele estava! Confesso que chega a dar um certo desespero, sem trilhas, sem estradas, a sensação é que estamos rodando no vazio. A nossa principal preocupação era encontrar marcas de carro, pois chegando perto de Llica teríamos um trecho de lama lacustre, sal fofo e para entrar na cidade só encontrando a estrada. Seguimos o nosso faro, com uma boa ajuda do GPS, que ao menos nos indicava a direção onde estava Llica.

A Isla Incahuasi, no Salar de Uyuni, na Bolívia

A Isla Incahuasi, no Salar de Uyuni, na Bolívia


Chegamos à vila no final da tarde e já não tínhamos tempo de luz suficiente para continuar na estrada. A distância de Llica à Pisiga, na fronteira com o Chile, era de uns 150km que levariam de 3 a 4 horas de estrada. Encontramos uma hospedagem simples, sem banho quente (mais um dia! Argh!) e conseguimos comer o último pollo com papas de um dos únicos restaurantes da cidade. Ufa, chegamos.

Mildias no Salar de Uyuni, na Bolívia

Mildias no Salar de Uyuni, na Bolívia

Bolívia, Salar de Uyuni, Colchani, Isla del Pescado, Isla Inca Huasi, Llica, Uyuni

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Pit stop em Ilhéus e night em Itacaré!

Brasil, Bahia, Ilhéus, Itacaré

Catedral de Ilhéus - BA

Catedral de Ilhéus - BA


Hoje o dia em llhéus foi um pit stop para organizar a vida, os textos enquanto aguardava o horário do médico. Consegui um horário só à tarde, 15h30 com o Dr. Paulo Sérgio, otorrino do Centro Médico de Ilhéus. Um pouco antes aproveitamos para ver a orla próxima ao centro histórico e tirar umas fotoilas da Catedral de São Sebastião, Teatro Municipal e do tradicional Bar Vesúvio.

Uma das pontes que cruzamo o rio em Ilhéus - BA

Uma das pontes que cruzamo o rio em Ilhéus - BA


A consulta foi ótima, o Dr. Paulo fez uma limpeza geral, tirou toda a escamação que eu tinha decorrente do fungo que atacou as orelhas e viu que no geral as orelhas estão bem. Sò a direita que está com a membrana timpânica um pouco avermelhada... por isso pediu que eu fique uma semana sem entrar no mar, tome o anti-inflamatório e use o creme na orelha por mais uns dias. Vou fazer tudo direitinho, já que logo logo teremos mais mergulhos e sem eles eu não posso ficar!

Jorge Amado no bar Vesúvio, em Ilhéus - BA

Jorge Amado no bar Vesúvio, em Ilhéus - BA


Saímos de Ilhéus no final da tarde para Itacaré. Mesmo no escuro já conseguimos entender por que Itacaré é diferente e se destaca no litoral baiano. Ainda na estrada passamos por uma pequena serra, Patrimônio da Biosfera. Esta serrinha é que recorta o litoral formando as diversas praias que fazem parte do município de Itacaré. Chegamos perto das 19h30 e fomos direto para uma pousada que o Rodrigo já havia ficado, alguns anos atrás. Pousadinha na beira da praia da Tiririca, longe do agito da Pituba, rua que reúne todos os restaurantes, lojas e agências de eco-turismo. Rebeca, nossa anfitriã na pousada, nos deu várias dicas da cidade, restaurantes e inclusive a balada que ia pegar nesta noite.

O famoso bar Vesúvio, de Gabriela e Nacib, em Ilhéus - BA

O famoso bar Vesúvio, de Gabriela e Nacib, em Ilhéus - BA


O turismo já trouxe para Itacaré as drogas e com ela os perigos de uma cidade grande, por isso todos sempre falam para tomarmos cuidado em caminharmos por lugares vazios e escuros sozinhos. Descolados, de corpo fechado e nem por isso menos atentos, resolvemos sair andando mesmo pela cidade, afinal é a melhor forma de conhecê-la. Já temos todo o nosso roteiro gastronômico de Itacaré definido, começamos pelo Alamain, um árabe vegetariano maravilhoso! Depois de fazer o reconhecimento dos restaurantes e da Pituba paramos no Jungle para uma caipirinha, onde escolhemos as frutas frescas no que parece uma quitanda, coloridérrima. Depois de uma longa conversa com Vagner, um artesão de Cumuruxatiba que já viveu na Coroa Vermelha, quase casou com uma índia, mas acabou se apaixonando mesmo por uma canadense, com quem foi morar por um ano passando um frio "da porra" em Montreal, o Rodrigo conseguiu me arrancar do bar para irmos “embora”. Ele estava meio cansado, mas ainda assim consegui convencê-lo de ir comigo conferir a balada na Cabana Corais, na Praia da Concha. Uma bela festa onde nativos, gringos e turistas mesclados e embalados por uma banda de forró e a melhor banda de reggae da região! Meio longe de casa, voltamos andando pelas ruas vazias, ainda achei um lanche para aplacar a fome madrugal e vimos o dia amanhecer as 5h da manhã na praia da Tiririca. Que beleza, do jeitinho que eu gosto! Rsrsrs! Agora tenho que eu fazer a minha parte, conseguir acordar “cedo” para caminhar com o Ro até a Prainha!

Interior da catedral de Ilhéus - BA

Interior da catedral de Ilhéus - BA

Brasil, Bahia, Ilhéus, Itacaré, balada, mar, Praia, Rio

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Hanalei Bay

Hawaii, Kauai-Hanalei Bay

Secret Beach, perto de um dos muitos faróis na costa norte de Kauai, no Havaí

Secret Beach, perto de um dos muitos faróis na costa norte de Kauai, no Havaí


O Kauai é o pedaço mais alternex do Hawaii, longe dos grandes resorts e hordas de turistas, das ilhas é onde mais encontramos o passo tranquilo e o estilo aloha de viver sem precisar ir muito longe.

Várias praias na região de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Várias praias na região de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


Sua capital, Lihue é um grande centro e tem toda a infraestrutura de uma grande cidade. A população da ilha já ultrapassou os 62 mil habitantes, mas apesar do transito e do tamanho, ela ainda consegue manter aquele ar interiorano. Ao sul da ilha uma das principais atrações é Poipu Beach, onde estão as praias de areias brancas e alguns dos poucos resorts da ilha, boa área para snorkel. Seguindo a sudoeste está o Waimea Canyon, conhecido como o Grand Canyon do Pacífico.

Chegando ao mirante do canyon de Waimea, em Kauai, no Havaí

Chegando ao mirante do canyon de Waimea, em Kauai, no Havaí


A ilha mais ao norte do arquipélago é também a mais antiga geologicamente, aqui ao invés das paisagens vulcânicas expostas, encontramos um solo fértil, um terreno verdejante e plantações de taro (inhame), raiz típica da culinária polinésia e outras variedades. Aqui no Kauai também está um dos únicos rios navegáveis de todo o Hawaii, o rio Wailua. Nós o vimos do alto, no sobrevoo que fizemos pela ilha, mas infelizmente não conseguimos ir até a Wailua Falls para conferi-lo mais de perto.

Plantações de taro (nhame), perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Plantações de taro (nhame), perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


Plantações de taro (nhame), perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Plantações de taro (nhame), perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


No norte da ilha está a tranquila e alternativa Hanalei Bay. A costa norte recebe as melhores ondas, então aqui encontramos os surfirstas e toda aquela boa energia que eles trazem com eles. Restaurantes naturais, casas de sucos e açaí, turmas de ioga e um ritmo tranquilo e bem conectado com a natureza. Não foi por acaso que os nossos amigos, já bem viajados pelo Hawaii, decidiram passar as suas férias por aqui e adivinhem, justamente na mesma semana que nós chegamos! A melhor convergência de energias que poderia ter acontecido! Sim, neste caso não acredito em coincidências... É bom demais para ser verdade! Rs! Sidney, Ane, Jack Rafael, Marcos e mais 3 amigos americanos alugaram uma casa deliciosa aqui em Hanalei e nos ajudaram a encontrar um lugar ótimo na cidade vizinha, Princeville, já que Hanalei a esta altura dos acontecimentos já estava lotada.

Galos e galinhas, aos milhares, vivem soltos na ilha de Kauai, no Havaí

Galos e galinhas, aos milhares, vivem soltos na ilha de Kauai, no Havaí


Princeville é uma cidade planejada, um grande empreendimento turístico-imobiliário bem american, prático e objetivo. Dentro dele encontram-se condomínios de apartamentos time-share, lojas, campos de golfe, piscina e toda a infra que vocês podem imaginar. Perde um pouco o clima de Hanalei, mas está a apenas 10 minutos de carro e é super na mão.

Companhia de passarinhos no nosso café da manhã, no apartamento em Princeville, ao lado de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Companhia de passarinhos no nosso café da manhã, no apartamento em Princeville, ao lado de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


Depois de um dia intenso sobrevoando a Napali Coast e explorando os caminhos do Waimea Canyon e de 3 dias de trekking na Kalalau Trail, decidimos tirar um dia para descansar. Depois de uma longa noite de sono em um delicioso colchão, banho quente e um café da manhã revitalizador, fomos encontrar a turma toda na praia de Hanalei.

Tranquilidade total em Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Tranquilidade total em Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


Dia de estender a canga na areia, tomar um sol, banho de mar e colocar o papo em dia com os amigos. Assunto não faltava, mas o principal deles era: como fazemos para nos mudar para o Kauai? Hahaha! Esse lugar é um paraíso, já imaginaram? Seria um sonho ter um negócio e poder morar por aqui, não é mesmo? Sonhar não custa nada!

Reencontro com o Sidney, em Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Reencontro com o Sidney, em Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


No final do dia fomos conhecer a Akiki Beach, uma praia protegida por arrecifes de corais. Foi um lindo fim de tarde, mas despedir desses amigos estava bem difícil... eles ainda ficarão por aqui por mais 10 dias, mas nós nos vamos para Oahu amanhã. Então estendemos o papo noite adentro na casa deles, pedimos uma pizza, tomamos umas cervejinhas e aproveitamos ao máximo esse encontro tão especial em terras havaianas.

Anini Beach, perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Anini Beach, perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


O Sidney feliz, depois de fazer snorkel em Anini Beach, perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

O Sidney feliz, depois de fazer snorkel em Anini Beach, perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


Na manhã seguinte já no caminho para o aeroporto, ainda aproveitamos para conhecer uma praia que os malucos da Little Beach tinham nos indicado, a Secret Beach. Ela é quase secreta mesmo, sem sinalização alguma, está um pouco antes da entrada para o Kilauea Lighthouse, ponto mais ao norte do arquipélago. Descemos 15 minutos em uma trilha de terra e chegamos à praia vazia, com vista para os costões e o farol, areias douradas e o Oceano Pacífico. Uma linda despedida do Kauai, que ao lado da Big Island já é a nossa ilha havaiana preferida.

A deliciosa e tranquila Secret Beach, perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

A deliciosa e tranquila Secret Beach, perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


Seguimos então rumo à última ilha no nosso tour havaiano, Oahu. Cruzem os dedos para as ondas entrarem, pois o campeonato de surf em Pipeline está só esperando.

Vida dura na Secret Beach, praia próxima à Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Vida dura na Secret Beach, praia próxima à Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Hawaii, Kauai-Hanalei Bay, Havaí, Kauai, Praia, Princeville

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As meninas do futevôlei

Brasil, São Paulo, Maresias

Com a Laura em Maresias, São Sebastião - SP

Com a Laura em Maresias, São Sebastião - SP


O sol hoje pela manhã estava tímido, pouco convidativo para pegar uma praia. Mas em Maresias este não era o principal chamariz, estávamos todos muito curiosos para ver as tão faladas meninas do futevôlei! Esperamos o Rafa e a Laura chegarem de São Paulo enquanto assistíamos ao jogo Alemanha x Argentina, uma lavaaada, diga-se de passagem.

Depois da corrida nas areias de Maresias, com o Haroldo em São Sebastião - SP

Depois da corrida nas areias de Maresias, com o Haroldo em São Sebastião - SP


Desde que combinamos de vir para Maresias com o Haroldo ele comentou conosco que a parte sul da praia era a maior seleção de beldades femininas. A forma mais fácil de nos explicar como eram tão bonitas era assim: “Gente, elas ficam ali jogando futevôlei e não balança nada!”. Isso realmente é impressionante, difícil para eu, como mulher, acreditar que isso ainda exista! Nas revistas o photoshop domina e as campanhas pela beleza natural são cada vez mais parte da nossa vida. É até mais bacana hoje você ser uma mulher real desencanada e feliz com o seu corpo, a La Dove, Real Beauty Campaign (http://www.youtube.com/watch?v=iYhCn0jf46U), do que uma saradona viciada em academia e mega preocupada com a sua imagem e o seu corpo. Já dizia uma marca de refrigerante: “Imagem não é nada! Sede é tudo!”

Tudo isso é muito legal, agradecemos às marcas que tentam influenciar de alguma forma a mídia e tirar um pouco deste peso e cobrança de nós mulheres. Porém o fato é que isso tudo pode até nos ajudar a ficar mais desencanadas com os outros, mas não consigo mesmas. Pelo menos falo por mim... Queremos nos sentir bem e bonitas quando nos olhamos no espelho. Quando chegamos à praia algumas destas beldades deram o ar da graça e conseguiram me deixar até encabulada. A sorte foi que o time de futevôlei feminino pelo jeito estava de folga hoje, ou tinha mudado do sul para o surf. O Super Surf estava rolando na praia do meio, afinal, cada qual com seu cada qual. Ainda assim ali é, sem dúvida, um lugar de pessoas bonitas e saudáveis, uma ótima influência sempre! Basta manter a auto-confiança, erguer a cabeça e não desistir! Disciplina, dieta de baixas calorias e muita academia, um dia chegaremos lá! Só nos damos uma trégua quando estamos de férias, por que aí você também merece viver, tomar uma cervejinha e comer aquele brownie de chocolate de vez em quando, né?

Eu? Bem, como as minhas férias estão apenas no início, ainda tenho 901 para começar a me preocupar!

Brasil, São Paulo, Maresias, Praia

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Carimbó

Brasil, Pará, Alter do Chão

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA


Música e dança típica do Pará, o Carimbó é um ritmo que originalmente mistura elementos da cultura indígena e negra. O nome deriva dos tambores utilizados para marcar o ritmo, curimbó, feitos de madeira de árvore.

Nos anos 60 e 70, pela influência do merengue e outros ritmos latinos, receberam notas de instrumentos elétricos (como a guitarra) e daí surgiu a lambada, que virou febre no final da década de 80. Não é facilmente encontrado no sul, mas só em SP já existem mais de 36 festivais de cultura nortista onde o Carimbó tem lugar de destaque.

Nós já estávamos atrás de uma apresentação há tempos, na Ilha do Marajó e em Algodoal, locais mais tradicionais do ritmo e onde deveria ser fácil encontrá-los. Porém em Algodoal só teriam apresentações no final de semana e em Marajó, pelo menos em Soure, nos disseram ser difícil encontrar nos dias de hoje, a cultura está se perdendo e sendo substituída pelo forró.

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA


Ontem ficamos sabendo que iria acontecer uma apresentação de Carimbó no Espaço Cultural Alter do Chão. O nosso plano inicial era ir dormir hoje em uma comunidade da FLONA, mas eu não perderia por nada este show! Uma banda tradicional formada por senhores e jovens de Santarém e Alter e infelizmente sem a presença do nosso novo amigo, Seu Carmargo, que estava tocando na festa de dia das mães. Muito atencioso ainda deu uma escapada de lá para me entregar os CDs de Sairé que havia me dito ontem, de sua banda Espanta Cão e do Boto Tucuxi.

Bar cheio de jovens, paraenses e outros adotados de todos os lados. Rio, São Paulo, Argentina, Itália, Pernambuco e onde mais imaginar, é um espaço super cosmopolita que reúne pessoas ligadas à cultura indígena e à cultura local. Eu fiquei observando a dança, tentando aprender de longe, quando arrisquei os primeiros passos, logo ganhei a companhia do Kleyton. Um manauara que adotou o Pará como casa. Ele viajou o Brasil inteiro, conhece o norte e o nordeste como ninguém, foi difícil acharmos um lugar que ele não tivesse ido, rsrs!

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA


Kleyton me tirou para dançar, me ensinou alguns passos e o princípio básico da dança. “Imagine que eu sou o boto e você é o peixe, e eu estou tentando te cercar e você está tentando fugir”, sempre girando em círculos e pisando à frente, ele vai conduzindo a dança sem precisar nem encostar na dama. É uma delícia! O passo à frente e o corpo mais curvado são referências da cultura indígena e as vestes tradicionais mais ligadas à cultura negra. Nas apresentações mais formais, as mulheres usam saias longas e colorida, blusa lisa e colar de contas. O homem com calça e blusas brancas e chapéu de palha.

Um ritmo contagiante e fácil de dançar, o Carimbó é diversão na certa! O cacique e sua esposa estavam lá, misturados aos jovens, crianças e gringos, todos totalmente entrosados. Ao mesmo tempo na cidade ainda estava acontecendo o baile do dia das mães e uma cerimônia de preparo do aiwaska, na comunidade do Santo Daime. Ficamos lá até as duas horas sem nem sentir o tempo passar... Como diz Dona Onete, o Carimbó arrepiou!

Brasil, Pará, Alter do Chão, Carimbó, Curimbó, Rio Amazonas, Rio Tapajós

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Trilhas de Ilha Grande

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande

Praia de Palmas, no caminho para Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ

Praia de Palmas, no caminho para Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ


Hoje cedo pegamos o catamarã no Cais de Santa Luzia em Angra dos Reis e seguimos para a Ilha Grande. Infelizmente sabemos que a previsão do tempo não é nada animadora para estes dias, mas hoje o sol nos surpreendeu logo pela manhã! Foram 40 agradáveis minutos com o vento nos refrescando enquanto admirávamos a paisagem da baia de Angra.

No teto do catamaran de Angra dos Reis para Ilha Grande - RJ

No teto do catamaran de Angra dos Reis para Ilha Grande - RJ


A vila de Abraão, na Ilha Grande - RJ

A vila de Abraão, na Ilha Grande - RJ


Logo encontramos uma das pousadas indicadas pelo Lonely Planet, nos acomodamos e fomos buscar informações sobre as trilhas da ilha. Trilhas para todos os gostos! Começamos hoje pela praia de Lopes Mendes, já apontada por revistas de turismo como a praia mais bonita do Brasil. A trilha para lá atravessa 3 morros e belíssimas praias. O primeiro morro tem uma subida e depois descida mais pesadas e chega-se à Praia de Palmas. Ela possui alguns moradores e lá vimos uma forma muito criativa de reciclar garrafas pets e decorar a praia, olhem só.

Reciclagem de pets decora árvores na Praia de Palmas, na Ilha Grande - RJ

Reciclagem de pets decora árvores na Praia de Palmas, na Ilha Grande - RJ


O segundo morro é um pouco mais baixo, porém mais longo, chegando então às praias de Pouso e Mangue. Nesta praia barcos chegam e partem de Abraão com turistas menos afeitos à trilhas como esta. Foram pouco mais de 2 horas caminhando intensamente para chegarmos até aí. Em Mangue decidimos pegar uma rota alternativa, mais longa, porém mais plana, seguindo a estrada de Aroeira. Passamos por uma pequena comunidade e ao lardo de um pântano com placas que nos advertiam: “CUIDADO! PRESENÇA DE JACARÉS.” Uma pena que não vimos nenhum no caminho, mas assim garantimos nossa chegada à praia.

Jacarés na Ilha Grande - RJ ?

Jacarés na Ilha Grande - RJ ?


Lopes Mendes é uma praia de onda, com o vento sudeste batendo então ficou com o mar ainda mais crespo. Chegamos junto com as nuvens, mesmo sendo entre duas e três horas o sol não estava mais lá. Lanche rápido, um bom banho de mar e voltamos pela trilha mais curta até Mangue.

Enfrentando o mar agitado de Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ

Enfrentando o mar agitado de Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ


Os meus joelhos já estavam reclamando e o Rodrigo estava louco para fazer um desafio básico dele com ele mesmo: voltar correndo na trilha no mesmo tempo que eu levaria para chegar de barco, algo em torno de 40 minutos. Um dos caras do barco disse que seria possível, outro desafiou que não, impossível. Bem... ele não conhece o Rodrigo, este se estrepa mas faz! Fui tranqüila no barco, aproveitando o sinal do celular para falar, “twitar”, etc. Quando o barco começa a se aproximar do cais em Abraão, logo vejo o meu lindo correndo pela praia, chegando junto de nós. Sentou no banco ainda me esperando descer do barco, quer dizer, chegou antes de nós e ainda tirou onda! Haja fôlego!

A famosa praia de Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ

A famosa praia de Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ


Uma de nossas intenções era dar a volta à Ilha Grande, são 5 dias de caminhada pernoitando em barracas e passando por praias e montanhas belíssimas. Este, porém, não é um programa muito agradável se estivermos sob uma frente fria, vento, chuvas, raios e trovoadas. Hoje o tempo melhorou durante o dia, mas o vento sudeste já trouxe à tarde nuvens carregadas que se despejaram e iluminaram os céus durante a noite.

Pequena praia na Ilha Grande - RJ

Pequena praia na Ilha Grande - RJ


Depois da chuva, um jantar delicioso de peixe ao molho de maracujá e para beber, suco de maracujá, huuuummm! Acho que tanto maracujá vai nos deixar calminhos, calminhos. Precisamos mesmo dormir logo, pois amanhã, mesmo abaixo de chuva, o Rodrigo quer me convencer a andar 36km! Até a praia de Dois Rios são 9km, metade subindo e metade descendo. Até lá eu garanto que chego, mesmo por que tenho que voltar. Até a Parnaioca são mais 9km em uma trilha não muito utilizada. Vamos ver como estará o tempo e decidiremos amanhã.

No catmaran de Angra dos Reis para Ilha Grande - RJ

No catmaran de Angra dos Reis para Ilha Grande - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande, Lopes Mendes, Praia, trilha

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Diz aí se você gostou, diz!

Grand Canyon e Mamooth Springs

Estados Unidos, Wyoming, Yellowstone National Park

Parece um quadro, mas é o inacreditável Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Parece um quadro, mas é o inacreditável Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Era o final da tarde do nosso segundo dia no Yellowstone. Já havíamos visto geysers, fontes termais multicoloridas, pequenos vulcões de lama, bisões, elks, veados e uma beleza natural impressionante. Sabíamos que existia um cânion ao norte e que lá seria a melhor área para fazermos trekkings mais longos. Eu tinha a imagem deste cânion em algum lugar do meu “HD interno”, vulgo cérebro, que atualmente anda um tanto quanto lotado. Confesso, porém, que só me dei conta quando chegamos e vimos esta cena.

Parece um quadro, mas é o inacreditável Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Parece um quadro, mas é o inacreditável Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Sim, já não bastassem tantas paisagens impressionantes, o Yellowstone possui o seu próprio Grand Canyon! E ele é simplesmente arrebatador!!! Chegamos naquela hora mágica, em que a luz do sol acentuava as cores terracotas da paisagem com tons ainda mais fortes de amarelos, alaranjados e vermelhos. Embasbacados descemos acelerados a trilha das Lower Falls, um zigue-zague que desce a encosta do cânion e fica sobre os 33m de cachoeiras e com uma vista frontal dos 38 km de cânion.

As impressionantes Lower Falls do Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

As impressionantes Lower Falls do Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


As impressionantes Lower Falls do Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

As impressionantes Lower Falls do Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Formado por camadas de lava que escorreram durante a última erupção do Yellostone Volcano e esculpido por geleiras na última glaciação, cientistas acreditam que ele tenha sido formado nos últimos 15 mil anos! Imaginem, o homem já andava por essas terras e este imenso cânion, que pode chegar a 366m de profundidade, estava começando a ser cavado!

Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Uma união de fatores como a localização sobre uma falha tectônica, somada à atividade vulcânica, à ação dos glaciares, enchentes relâmpagos e sabe Deus mais o quê, explicariam a rapidez com que este ele foi formado. É claro que existem controvérsias e ainda muitos cientistas estudam a formação desse magnífico acidente geográfico. O fato é que ele ainda está em processo de erosão e isso nós podemos ver facilmente através da ação do Rio Yellowstone e suas lindas cachoeiras.

Uma verdadeira pintura, o Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Uma verdadeira pintura, o Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


A trilha da Red Rock também é uma boa descida e consecutivamente subida! Mas a vista lá de baixo é linda e pega as Lower Falls ao fundo do cânion. Ao longo da estrada estão vários mirantes e mais um dos preferidos foi o Inspiration Point, belíssimo!

Escadaria para o mirante das Lower Falls, no Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Escadaria para o mirante das Lower Falls, no Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


No mirante das Lower Falls, no Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

No mirante das Lower Falls, no Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Voltamos no dia seguinte, agora do outro lado do cânion e tivemos uma bela vista das Upper Falls, seguida por uma trilha arborizada e cimentada e mais de 300 degraus descendo a Uncle Tom´s Trail, até a beira das Lower Falls. Um bom exercício para começar o dia. Adiante a parada na Artist Point é obrigatória para ter um dos melhores ângulos e tirar aquela foto clássica do cânion.

O belíssimo Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

O belíssimo Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Se você ainda quer ver mais vida selvagem como bisões, veados e tentar a sorte para encontrar algum urso cruzando a estrada, pegue à direita na estrada depois de Tower-Roosevelt em direção à entrada nordeste do parque. Na pior das hipóteses você verá centenas de bisões em suas manadas no Lamar Valley, além de paisagens bucólicas, pescadores praticando a fly fishing no Yellowstone River e uma linda cadeia de montanhas ao fundo.

Manada de bisões no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Manada de bisões no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Bisões, símbolo do Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Bisões, símbolo do Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Voltando em direção à Mamooth Springs, vale uma parada rápida na árvore petrificada, uma Red Wood, um tipo de sequoia, que virou pedra exatamente no mesmo lugar onde ela cresceu. Impressionante!

Tronco de Redwood petrificado há 30 milhões de anos, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Tronco de Redwood petrificado há 30 milhões de anos, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos



MAMOOTH SPRINGS

A impressionante paisagem de Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

A impressionante paisagem de Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Por fim chegamos à Mamooth Springs, uma área de águas termais também ligadas à atividade vulcânica de Yellowstone, o pai de todos os vulcões (pelo menos dos americanos, rsrs!). As fontes de águas termais formou imensos travertinos de carbonato de cálcio, formação que nós já havíamos visto muito parecidas nas águas termais de Pamukkale na Turquia.

A impressionante paisagem de Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

A impressionante paisagem de Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Uma imensa montanha rodeada por travertinos ativos e inativos formando piscinas coloridas e esculturas naturais maravilhosas. Uma caminhada de pouco menos de duas horas pelas passarelas te leva às principais formações e às lindas vistas do alto do terraço.

A paisagem das gigantescas Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

A paisagem das gigantescas Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


A paisagem das gigantescas Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

A paisagem das gigantescas Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos



Veja também os posts:
- Yellowstone em 3 dias
- Yellowstone - Old Faithful Area
- Yellowstone Lake e West Thumb

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Estados Unidos, Wyoming, Yellowstone National Park, Grand Cânion do Yellowstone, Mamooth Springs, vulcão, Yellowstone Area

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Encontro Inusitado

Colômbia, Cali

Ontem saímos apenas para um almoço rápido na Avenida 6, local onde se encontram umas 20 salserias mais populares de Cali. Depois de um dia inteiro fechada no quarto do Hostal Iguana trabalhando, finalmente saí para o mundo! Mal sabia eu, a surpresa que o mundo nos reservava.

Estávamos tomando o nosso café da manhã tranquilamente na área comum do hostal e encontramos uma figura tomando uma cerveja que começou a puxar papo. Nicolas é um bogotano bem viajado, morou em Londres e conhece bastante o seu próprio país. Começamos a contar da viagem para ele, que ficou deslumbrado com a ideia e começou a nos dar várias dicas sobre o país. Logo aparece Viviana, também colombiana, jornalista super viajada que conhecia cada cidadezinha da Colômbia. Os dois sentaram e começaram a nos dar uma aula de geografia, turismo e estradas do país. Íamos de Cali para Medellín, cidade de Bottero, artes e muita história. Em 20 minutos todo o nosso roteiro já era outro! “Medellín é uma cidade grande como qualquer outra, se vocês tem que escolher, sigam pela rota de Bucaramanga, conheçam a Villa de Leyva e outras cidades históricas, são maravilhosas!”, diziam Nicolas e Viviana. Mompós também é obrigatório! Lá vocês vão encontrar os Sangacintos, gaiteiros de música folclórica colombiana, eles abrem a sua casa para você e armam a festa para mostrar a sua música.” Meia-hora depois chegou Andres, namorado de Viviana.

A esta altura já sabíamos que eles todos são de Bogotá e estão de passagem por Cali, em uma turnê da banda rock The Hall Effect. Andres é o baterista, Nicolas engenheiro de som, Douglas, que apareceu mais tarde, é o baixista, Cha Ry o guitarrisca e Oscar o vocal. Mari é uma amiga de longa data de todos eles e está de férias acompanhando a turnê. Angelo e Joana são fãs e patrocinadores da banda, pois entraram com o transporte para toda a turnê pelo país.

A The Hall Effect é a única banda de rock que canta em inglês no país, considerada a melhor banda de rock de toda a Colômbia! Eles já fizeram turnês européias, passando por Londres e França e seu produtor é o mesmo cara que produziu discos do Paralamas do Sucesso e do Pinky Floid! Chegaram a tocar junto com o pessoal do Sepultura! Sensacional!

Começamos a combinar de encontrá-los em Bogotá, quando Viviana e Andrés surgiram com o convite para irmos com eles ao Festival Hot en Paraíso, primeiro festival de piscina da Colômbia. Os festivais aqui geralmente acontecem em praças públicas, são gratuitos e não é permitida a venda de comida e bebida alcoólica. Este é o primeiro com um conceito diferenciado, mais parecido com os festivais que temos no Brasil. Andrés ligou na mesma hora para o produtor do festival, que é o manager da banda e bingo, já tínhamos ingressos VIPs para o festival! Foi tudo tão rápido, que nem dava para acreditar! Teríamos que acordar as 2 da madrugada para pegar estrada até Girardot, onde vai acontecer o festival. Eu vi que o Rodrigo ainda estava meio atordoado, pensando... “Ai meu Deus! Onde eu fui me meter?”, mas ele viu que do jeito que tudo aconteceu, não tinha chance de não irmos.

Eles foram tocar à meia-noite em um bar de Cali enquanto nós tentávamos descansar para sairmos dirigindo as 2am. O festival começa as 12h, eles devem tocar as 15h, por isso o Ro queria sair mais tarde. Porém precisávamos entrar com eles no festival, pegar as pulseiras e ter certeza que chegaremos a tempo, enfim ficou combinado que depois do show eles passam na pousada e nós vamos juntos para Girardot!

Caraca, é impressionante como um encontro inusitado de almas como este pode mudar os nossos planos em tão pouco tempo! Um brinde ao festival e à música colombiana!

Colômbia, Cali, Hostal Iguana, Música, Rock, The Hall Effect

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Raso da Catarina

Brasil, Bahia, Paulo Afonso (Raso da Catarina)

O canyon do Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA

O canyon do Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA


Ontem à noite saímos de Piranhas em direção a Paulo Afonso, na Bahia. Nosso objetivo, visitar o Raso da Catarina. Reserva natural em meio ao sertão e à caatinga baianos. Entrar no Raso não é fácil, depende de várias burocracias e principalmente de informações corretas e bons contatos. Primeiro entramos falamos com o Centro de Informações Turísticas, fomos muito bem atendidos, entretanto logo recebemos a notícia que custaria em torno de 800 reais para conseguirmos entrar. Como já estamos com um carro 4 x 4 este custo cairia uns 250 reais, ainda assim 650 reais é um valor muito alto para a entrada em uma reserva. Comentamos com os nossos amigos em Piranhas e eles confirmaram que provavelmente teríamos o custo do guia, além de 11 cestas básicas para as famílias indígenas que vivem na reserva, mas nos deram contatos de pessoas que conheciam bem o Raso e poderiam nos ajudar.

A Fiona nos leva através da caatinga para o Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA

A Fiona nos leva através da caatinga para o Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA


Chegamos à noite e sem o nosso celular, portanto sem o contato direto do centro de informações turísticas. Conseguimos contatar o pessoal que nos foi indicado. Binho, presidente do Jeep Clube de Paulo Afonso foi o nosso canal de entrada, ele é uma das pessoas que mais conhece e freqüenta o Raso, ao lado de pesquisadores e alguns turistas, além da própria administração da reserva e da FUNAI. Ele não pôde nos acompanhar, mas nos indicou a pessoa certa para nos acompanhar.

Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA

Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA


Encontramos Naldo, guia local, na comunidade do Joá há 20km de Paulo Afonso. Naldo nos levou para conhecer a Baixa do Chico, local mais conhecido e visitado na região. A visita só pode ser realizada com a autorização de Lino, cacique da tribo residente da reserva. Naldo nos contou que antigamente as visitas eram liberadas e a cobrança de doações à tribo começou quando eles e a FUNAI perceberam que fotógrafos e jornalistas visitavam o Raso com fins lucrativos, aí acharam justo dividir este “lucro” com os “proprietários” da terra. Naldo é morador da região, os ajuda sempre em tudo o que precisam, transporte de alimentos, água, além de ser parente de alguns deles, por isso tem sua entrada permitida pelo Chefe Lino.

Com o Naldo, nosso guia no Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA

Com o Naldo, nosso guia no Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA


Afinal, o que é o Raso da Catarina? O Raso é uma área reserva biológica de aproximadamente 56 mil hectares de pura caatinga onde vivem hoje as 13 famílias da tribo Pancararé. A tribo está dividida em 3 aldeias dentro da área de reserva. Catarina teria sido proprietária depois de Chico e algumas fontes contam a lenda de que ela teria desaparecido neste vale procurando ervas medicinais para seu marido.

No topo de formação rochosa no Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA

No topo de formação rochosa no Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA


Chico batizou a baixa, cânion seco ou área menos elevada, localizada dentro do raso. Tudo indica que ali um dia correu um grande rio que formou o atual cânion. Outra teoria diz que a paisagem pode ter sido resultante de uma falha geológica. Um imenso cânion seco, com formações areníticas belíssimas, o baixo possui em torno de 5km de comprimento e grande parte da extensão de seu leito é utilizado pelos índios para plantação de culturas como feijão de corda, melancia, milho, entre outras.

Caminhando no Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA

Caminhando no Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA


O local também é marcado pela passagem do lendário Lampião. Uma toca sobre as rochas seria seu esconderijo, um local estratégico, pois do alto se tem uma boa visualização de todo o cânion. Seu Lino nos contou várias histórias de Lampião e Gato, seu cangaceiro mais perverso e atrevido, que teria desafiado Lampião para assumir o posto de capitão do bando. Tamanha foi sua coragem e destreza no embate com seu comandante que este acabou cedendo ao homem de corpo fechado, tal posto almejado. O pai de Lino, já falecido, foi volante federal, pois “era um homem de benfeitorias”, conclui.

Formações rochosas no Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA

Formações rochosas no Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA


Lino tem hoje 80 anos, impressionou o Brasil em reportagem no Fantástico onde dizia que estava há 3 anos sem tomar banho. Segundo Naldo o próprio Lino afirma já ter ficado 6 anos sem banho, “água enfraquece a pele”, defende. Há apenas 2 anos o FUNAI conseguiu realizar a perfuração do primeiro poço artesiano para a tribo que até então trazia água de trator de Joá três vezes por semana.

Formação rochosa no Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA

Formação rochosa no Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA


As estradas de areia que existem hoje no parque foram construídas pela Petrobrás, quando fazia pesquisa para exploração de Petróleo. Hoje as casas possuem luz elétrica de geradores solares implementados na comunidade há pouco tempo, embora não seja suficiente para manter geladeiras ligadas, já foi um avanço. Se a FUNAI tem planos para desenvolver a reserva, dando mais infra-estrutura aos seus moradores, não sabemos, mas percebe-se que o local ainda é pouco desenvolvido para o turismo, que deve ser uma das últimas prioridades de sua administração. O que não é de todo ruim, assim garantimos que o boom turístico não acabará com o lugar, sua beleza e seu charme sertanejo. Só assim alguns lugares poderão ser conhecidos, vistos e sentidos como eles são.

Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA

Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA

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10.000 a.C.

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu)

Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Quando estamos no escritório, em casa, nas cidades, shoppings, enfim, nas nossas vidas cotidianas, logo imaginamos o Discovery Channel, o NatGeo ou ainda lembramos daquele filme de mesmo nome lançado recentemente. Puxamos na nossa imaginação todas as referências que temos do mundo antes dele ser ocupado pelo homo sapiens sapiens. Será que ainda existiam os dinossauros? Eras glaciais? Homens das cavernas? Aí até os Flintstones aparecem na memória! Fazendo este exercício percebemos como estes míseros 10 mil anos estão distantes da nossa realidade.

Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Há 10 mil anos estava terminando a última era Glacial e o mundo já era habitado pela nossa espécie. Eles lutavam para sobreviver ao frio, utilizando as cavernas como abrigo. As cavernas por sua vez possuem outra perspectiva do tempo e do mundo. A terra existe há 4,5 bilhões de anos, desde então passou por diversas eras geológicas, se transformando e evoluindo com a passagem dos milhões de anos, até hoje. As cavernas presenciaram e fazem parte desta história, pois o processo de formação destas cavidades segue há alguns milhões de anos.

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Todo este processo fica claro quando entramos em um monumento natural como a Caverna do Janelão no Vale do Peruaçu. É monumental, sensacional, fantástico! São paredes de mais de 100m de altura, formações espeleológicas gigantescas, como o cogumelo ou a perna da bailarina, que está no Guiness Book por ser a maior estalactite do mundo com 28m de comprimento.

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


O maior estalagtite do mundo, a 'Perna da Bailarina', na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

O maior estalagtite do mundo, a "Perna da Bailarina", na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


A natureza vem trabalhando há 2 ou 3 milhões de anos esculpindo nesta rocha calcária as mais variadas formas, túneis e salões que hoje nos deixam boquiabertos por sua grandeza. Ali dentro devem ter passado dinossauros, preguiças gigantes e toda a grande fauna que um dia já habitou o nosso continente. Soubemos que em uma fazenda próxima ainda se encontra um fóssil de uma preguiça gigante! Que achado!

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Não é a toa também que ali, a apenas 45 minutos de caminhada, encontramos também curiosos painéis de pinturas rupestres, que um dia tiveram um significado completamente diferente para os nossos antepassados e hoje contam parte da história recente do nosso país.

Pinturas rupestres no 'Painel', no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Sabe-se que os nossos índios não chegaram a conhecer estes homens das cavernas. Como será que eles eram? O que será que se passava pela cabeça destes homens, mulheres e crianças que viviam em um mundo completamente diferente do nosso? Como eles se abrigavam o frio, o que eles comiam? Como se comunicavam? O que será que esses símbolos significavam para eles?

Pinturas rupestres no 'Painel', no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Todas essas perguntas surgem quando nos deparamos com um lugar como este. O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu possui potencial imenso para se tornar um dos principais parques de pesquisa geológica e antropológica no Brasil. E agora, depois de visitar um lugar como este, fica muito mais fácil responder a aquela pergunta. Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Boa parte das respostas surgirá. Intuitivamente, pois em algum lugar dentro de você estas lembranças, seja em memória genética ou espiritual, existem.

Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

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