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Brasil, Amapá, Macapá

Na orla do rio Amazonas, em Macapá - AP

Na orla do rio Amazonas, em Macapá - AP


Um dia planejado para viagem à Oiapoque, acabou virando um dia de revisão de planejamentos. Ainda sem retorno do consulado francês e com vários afazeres para o site e organização do carro, acabamos decidindo dar tempo ao tempo para ver se as coisas se revolviam. Tiramos o dia para nos empenhar em encerrar as pendências e dedicá-lo a novas pesquisas e planejamento. A etapa caribenha da viagem é a preocupação do momento, já que não iremos deixar o carro em Georgetown, na Guiana Inglesa, qual pode ser o nosso novo hub para os vôos às ilhas do Caribe Sul, onde teremos segurança para estacionar a Fiona?

Observando a orla em Macapá - AP

Observando a orla em Macapá - AP


República Dominicana, Barbados, Sait Marteen e Saint Martin, Saba, St Kits and Neves, Anguila, St Bartholomeu, Antigua e Barbuda... enfim, vários países minúsculos no Caribe que tem que se encaixar em nosso bolso e nosso tempo. Tudo isso parecia resolvido partindo de Georgetown, mas a nossa segurança e a da Fiona estão em primeiro lugar. O Rodrigo estudou como novo hub o Suriname, Colômbia e até Barbados e Trinidad e Tobago, como ilhas maiores e estrategicamente posicionadas. Já temos novas opções de vôo, mas nenhuma delas ainda parece a solução ideal. Com tudo isso em mente, resolvemos sair para arejar, para um almoço tardio lá na orla do Rio Amazonas.

Kite surfing no Rio Amazonas, em Macapá - AP

Kite surfing no Rio Amazonas, em Macapá - AP


Finalmente provamos o tal tucunaré na manteiga, frito inteiro, com cabeça, rabo, espinha e tudo. É gostoso, mas acho que esses peixes de rios, mais fibrosos, podem ter um jeito mais favorável de preparo, que amaciem a carne. Olhando o Rio Amazonas não consigo parar de pensar no que conversei com o taxista ontem, indo para a concessionária buscar a Fiona. Passamos por um canal que parecia ter “coisas” boiando nele. Perguntei se os esgotos aqui eram tratados e ele disse que não, que eram todos jogados sem tratamento direto nos canais e este no Rio Amazonas! Não é possível! Estamos falando de uma capital brasileira às margens do maior rio do mundo e um dos mais importantes rios brasileiros! Tudo bem, a quantidade de água é imensa e a água acaba no mar, mas são os dejetos de 350 mil pessoas no Rio Amazonas! Sem falar que deve ser a mesma água que é utilizada para o abastecimento da cidade e para corajosos banhistas. O nosso taxista confessou, “o canal é um fedor desgraçado!” e quando perguntei se as pessoas tomavam banho no rio principal, ele disse que sim, muitas pessoas, mas ele não se atreve. Se alguém tiver uma informação mais apurada sobre o tratamento de esgoto em Macapá e a qualidade de água do Amazonas, por favor, acalme meu coração e comente aqui, pois estou prestes a perder a esperança na humanidade.

Kite surfing no Rio Amazonas, em Macapá - AP

Kite surfing no Rio Amazonas, em Macapá - AP


Hoje tivemos a prova, vários kite surfers estavam lá praticando um dos esportes mais difundidos dos tempos, até por que onde tiver vento e uma poça d´água eles conseguem se divertir!

Polícia Militar aproveira a 'maré baixa' do Rio Amazonhas para treinamento de cadetes, em Macapá - AP

Polícia Militar aproveira a "maré baixa" do Rio Amazonhas para treinamento de cadetes, em Macapá - AP


Um batalhão da Polícia Federal em treinamento, passou correndo e cantando tche-tchecolê! O Ro não entendeu nada, mas eu conhecia a música da época do escoteiro, boas lembranças de um tempo que ajudaram a formar a minha personalidade e o gosto pela aventura. Eles aproveitaram a maré baixa do Amazonas para treinar técnicas de rolamento e etc, nas margens barrentas do Amazonas. Chegaram limpinhos e saíram assim. Fazer o que? São ossos do ofício!

Cadetes da PM correm pelas ruas de Macapá - AP

Cadetes da PM correm pelas ruas de Macapá - AP


Deixamos tudo pronto, reorganização da bagagem no carro, internet em dia para nos despedimos da nossa última capital do país pelos próximos 30, quiçá 60 dias! Amanhã temos uma longa viagem pela frente, vamos cruzar os dedos para dar tudo certo!

Belo fim de tarde na orla em Macapá - AP

Belo fim de tarde na orla em Macapá - AP

Brasil, Amapá, Macapá,

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El Tucuche

Suriname, Paramaribo, Trinidad e Tobago, El Tucuche

Mar do Caribe visto da trilha para o El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Mar do Caribe visto da trilha para o El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Recarregamos as energias para o programa de hoje, pois já estava decidido: chova ou faça sol iremos subir o El Tucuche. Segunda montanha mais alta da ilha, o El Tucuche está localizado no vilarejo de El Luengo, ao norte de Trinidad. É o preferido pelos aventureiros que visitam o país, já que El Cerro del Aripo, a montanha mais alta, não possui uma vista muito privilegiada no cume devido às árvores. A indicação do pessoal da pousada foi que contratássemos um guia, pois a trilha é de difícil acesso e não é sinalizada.

Pequena plantação no sopé do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Pequena plantação no sopé do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Existem três rotas de acesso ao pico. A primeira que foi aberta pelos índios arawaks é a mais difícil, mas também muito mais rápida, uma subida íngreme leva ao pico em apenas 2 horas. A segunda é mediana, menos íngreme e alcança o topo em 3h. A terceira trilha é a mais longa, durando cerca de 4h a 4h30 de caminhada praticamente plana. Esta era utilizada pelos índios da tribo carib, nômades que dominaram as ilhas caribenhas, inclusive emprestando seu nome a esta região.

Floresta ao redor do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Floresta ao redor do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Nós escolhemos a terceira opção, não por ser mais fácil, pois 8 horas de caminhada também não é para qualquer um, mas principalmente por ser a que tem melhores vistas do vale, além de algumas fontes de água mineral no caminho. A caminhada é super agradável, à sombra da floresta úmida tropical, ouvindo as diversas espécies de pássaros e cruzando com os curiosos caranguejos da montanha.

Descendo o El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Descendo o El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Segundo Emile, nosso guia, El Tucuche é o nome dados pelos arawaks ao menor beija-flor do mundo, conhecido como bee humming bird (beija-flor abelha). A montanha era repleta destes sensíveis pássaros, hoje só encontrados em ilhas como Jamaica e Cuba. El Tucuche era um lugar sagrado para a tribo arawak, pois quanto mais alta a montanha e mais difícil de alcançar, mais especial se tornava.

Floôr ao longo da trilha do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Floôr ao longo da trilha do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


No caminho encontramos três pequenos cachorrinhos, um mais lindinho que o outro. Eles começaram a nos seguir e foi difícil impedi-los. Após várias tentativas, pois sabíamos que não agüentariam a trilha toda, acabamos deixando eles se responsabilizarem por seus atos. Eis que no caminho encontramos um grupo de funcionários do governo fazendo a limpeza da trilha e eles estavam acompanhados de um cachorro. Assuntamos e logo tivemos a boa notícia, os pequenininhos estavam mesmo atrás de sua mãe, a cachorra que estava com eles! Ufa, que alívio.

Um dos enormes troncos na trilha do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Um dos enormes troncos na trilha do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


O pessoal estava fazendo um ótimo trabalho, pois deste ponto em diante a trilha complicou, o que antes mais parecia uma avenida na floresta, virou uma trilha fechada, com várias árvores caídas e alguns trechos praticamente interditados. Mas, sabe como é, com jeitinho sempre passa! Quase 4 horas de caminhada depois, lá estávamos nós no topo do El Tucuche! 936m de altura, com uma vista maravilhosa, de onde se pode avistar a Venezuela e Tobago, desde que o cume não esteja encoberto.

No pico do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

No pico do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


É... hoje não foi o nosso dia de sorte... O dia esteve aberto o tempo todo, mas aqui em cima a neblina tomou conta e infelizmente ficamos sem a tão esperada vista. Fizemos um almoço delicioso de pão com queijo, castanhas, maçã e chocolate de sobremesa e aceleramos o passo na descida. Foi colocarmos a mochila que começou a chover. Eu to começando a concordar com o Rodrigo que São Pedro está de sacanagem conosco. Pô, agora é o período seco em Trinidad, isso não é normal. O que não tem remédio... enfim, descemos com chuva mesmo, muito mais lama e muito mais escorregadio, mas como sempre a volta parece mais rápida do que a ida e logo estávamos no ponto de partida. Emile é sensacional, super atencioso e divertido, além de enriquecer muito a caminhada, trazendo algumas informações sobre a região, a cultura do país e todo o tipo de curiosidade que tínhamos.

Com o Emile, nosso guia para chegar ao El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Com o Emile, nosso guia para chegar ao El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Gostamos tanto que acabamos marcando mais uma trilha com ele para amanhã, ficamos entre a famosa Paria Falls ou o Rio Seco, outra cachoeira bacana do outro lado da Ilha. Depois de analisados todos os prós e contras e principalmente o tempo de trilha acabamos decidindo pelo Rio Seco, já que as 15h temos que estar no porto para pegar o ferry para Tobago. Estou com a sensação que hoje terei uma looonga noite de sono.

Paisagem ao redor do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Paisagem ao redor do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Suriname, Paramaribo, Trinidad e Tobago, El Tucuche, Montanha, Porto of Spain, Trekking, trilha, Trinidad

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Galápagos Spa

Galápagos, Isla Darwin, Isla Wolf

Corredor lateral do nosso barco, refletindo o mar e a Isla Isabel, em Galápagos

Corredor lateral do nosso barco, refletindo o mar e a Isla Isabel, em Galápagos


Galápagos, as famosas ilhas que ajudaram Darwin a desenvolver a sua teoria do evolucionismo, estavam ali, diante de nossos olhos. A cada dia que passa, vamos nos dando conta que o sonho finalmente se tornou realidade. E dentre tantos imprevistos como o cancelamento do barco que havíamos contratado, formulários que não foram entregues à nova empresa, mudanças de datas, vôos, salmonelas e vulcões, olhamos para trás e vemos que tudo aconteceu como deveria acontecer.

Moréia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Moréia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Estamos em um dos cruzeiros mais luxuosos de Galápagos e, é claro, a diferença não foi por nossa conta. Temos um serviço de bordo espetacular, com café da manhã, lanche e toalhas quentinhos quando saímos do mergulho. Almoço e jantar deliciosos, com opções de carne e comida vegetariana, vinho tinto, cerveja e petiscos o tempo todo na sala principal. As acomodações são super confortáveis e o serviço de quarto impecável, duas vezes ao dia, com toalhas secas, banheiros limpos e cama arrumada. Imaginem como nós não estamos... Depois de 500 dias de estrada dura, pousadas e hostals dos mais variados tipos e níveis, podermos ficar 7 dias nessa mordomia!

O Galapagos Sky, nosso barco! (Isla Isabel, em Galápagos)

O Galapagos Sky, nosso barco! (Isla Isabel, em Galápagos)


Estamos nos sentindo em um paraíso e também um spa de engorda! A roupa de mergulho está cada vez mais difícil de entrar! Rsrsrs! Mas tudo bem, pois o pessoal da tripulação nos ajuda a vesti-la. É mesmo muita regalia!

Hora do descanço no sun deck do barco, na ilha de Wolf, em Galápagos

Hora do descanço no sun deck do barco, na ilha de Wolf, em Galápagos


Tudo isso com alguns mergulhinhos básicos com tubarões-martelo, tartarugas, moréias espalhadas por todos os lados! O Capitán Victor está certo, e continua nos lembrando disso todos os dias no seu wake up call: “...this is a new Day in the Paradise Island!”

O Capitão Vitor e o Jairo na cabine de comando do nosso barco, próximo à Isla Santiago, em Galápagos

O Capitão Vitor e o Jairo na cabine de comando do nosso barco, próximo à Isla Santiago, em Galápagos


Logo no primeiro mergulho de hoje estávamos lá esperando os milhares de tubarões martelos, moréias e cardumes de King Angel fish, e todos eles compareceram! O segundo já foi um pouco diferente, fomos até um areal conhecer a estação de limpeza marinha.

Tartaruga e estrelas-do-mar em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos

Tartaruga e estrelas-do-mar em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos


Começamos por um imenso Jardim de Enguias de Galápagos, centenas delas! Moréias passeavam e nadavam livres de um lado para outro. Tubarões de todos os tipos, Blacktips, Silks, Galápagos, lindos Guinea Fowls Puffers, um peculiar Hogfish e até os pequenos e lindíssimos blue nudibranches deram o ar da graça!

Tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Fechamos o mergulho com um drift delicioso, cruzando com centenas de peixes dos mais variados tipos e cores e encontramos o nosso primeiro polvo da viagem! Ele deu um show, se escondeu, trocou de cor e até nadou livre fugindo dos mergulhadores curiosos, coisa difícil de ser vista.

Polvo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Polvo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Hoje começamos o nosso itinerário de volta. Nos despedimos de Darwin já com saudades dos tubarões-baleia e cardumes de martelo que já fazem parte do nosso dia. Voltamos à Shark Bay em Wolf no terceiro mergulho, repetimos toda essa diversidade marinha, adicionando ainda muitas tartarugas e a graciosa Spotted Eagle Ray, nossa velha conhecida Raia Chita!

Uma linda arraia-chita em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos

Uma linda arraia-chita em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos


O por do sol no final da tarde abrigados pela Ilha de Wolf foi mais melancólico, talvez pela nebulosidade, talvez por que sabemos que isso tudo um dia irá acabar.

Pôr-do-sol em Wolf, em Galápagos

Pôr-do-sol em Wolf, em Galápagos

Galápagos, Isla Darwin, Isla Wolf, Ecuador, Equador, Mergulho, Shark Bay

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A Poderosa Tikal

Guatemala, Flores, Tikal

Apenas os templos mais altos se erguem acima da mata que cobre Tikal, na Guatemala

Apenas os templos mais altos se erguem acima da mata que cobre Tikal, na Guatemala


Uma das maravilhas do mundo maya, Tikal foi uma das maiores cidades do período clássico desta civilização. Embora seu auge tenha acontecido durante o período clássico várias de suas construções remontam de tempos muito mais antigos, em volta de 700 anos antes de Cristo. A estrutura mais antiga é a Pirâmide (700a.C) com 32m de altura e 80m de base.

A 'pirâmide', um dos maiores edifícios de Tikal, na Guatemala

A "pirâmide", um dos maiores edifícios de Tikal, na Guatemala


No sítio arqueológico entre imensas ceibas, a árvore sagrada dos mayas, e vários macacos aranhas, foram encontradas também algumas moradias subterrâneas onde viveria não apenas o povo, mas também a nobreza da cidade nos tempos mais antigos.

A Ceiba, a bela e sagrada árvore dos mayas, em Tikal, na Guatemala

A Ceiba, a bela e sagrada árvore dos mayas, em Tikal, na Guatemala


Começamos a nossa visita acompanhados do José, guia local muito paciente que nos deu as primeiras noções da escrita maya, sufixos e prefixos desenhados junto aos nomes dos seus governantes e ao nome da própria cidade. O símbolo de Tikal é quase como um escudo e se repete em todo o sítio arqueológico, nas suas estelas e escrituras.

Nosso guia nos ensina a ler o hieroglifo de Tikal, na Guatemala

Nosso guia nos ensina a ler o hieroglifo de Tikal, na Guatemala


Com o nosso guia, caminhando pelas trilhas de Tikal, na Guatemala

Com o nosso guia, caminhando pelas trilhas de Tikal, na Guatemala


O templo mais impressionante é o Templo I, construído pelo grande Ah Cacau, governante que restaurou o exército e a grandiosidade de Tikal. Parece que aqui a regra do avô rico, pai nobre e filho pobre não se aplica, já que foi o tataratatarataraneto o mais guerreiro de toda a linhagem e seguido os passos do pai, vingou morte na guerra contra Caracol.

O magnífico Templo I, construção símbolo de Tikal, na Guatemala

O magnífico Templo I, construção símbolo de Tikal, na Guatemala


Ele teve o seu período de glória e grandeza, construindo os maiores templos e castelos, Templo I em seu nome, Templo II, também conhecido como o templo da rainha e o templo de Las Ventanas, onde ele passaria sua lua de mel com cada uma de todas as suas esposas.

O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


Todo o conjunto da Gran Plaza é impressionante e merece uma boa hora para ser admirado e explorado, sentar-se em uma de suas sombras apenas para sentir a grandeza, o poder e as histórias dos que passaram por ali. Ao lado do Templo I está a Acrópole Norte onde estariam enterrados, em diversas fases construtivas, todos os sacerdotes que governaram Tikal antigamente.

Templo e várias estelas em Tikal, na Guatemala

Templo e várias estelas em Tikal, na Guatemala


O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


A última parada é o Templo IV, o mais alto de todo o mundo maya! Na realidade quase toda a pirâmide esta desmoronada e em restauração, mas foi construída uma escada de acesso ao topo de onde podemos ter uma das mais belas vistas de Tikal.

Subindo até o alto do Templo IV, o mais alto de Tikal, na Guatemala

Subindo até o alto do Templo IV, o mais alto de Tikal, na Guatemala


As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


São mais de 300 degraus para chegar ao topo e de lá vemos toda a floresta de Peten e a ponta de alguns dos templos do sítio arqueológico, fazendo força para lembrar que na época não existiam árvores por aqui, toda esta mata é secundaria e foi queimada pelos mayas para a construção das pirâmides que vemos.

Admirando Tikal do seu ponto mais alto, o topo do Templo IV (na Guatemala)

Admirando Tikal do seu ponto mais alto, o topo do Templo IV (na Guatemala)


Um final de tarde maravilhoso no topo do Templo IV fechou a nossa visita. Lá no alto ainda encontramos dois brasileiros, um curitibano e outro paulista, apaixonados pela cultura Maya.

Encontros com brasileiros nas ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

Encontros com brasileiros nas ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


Muitos visitantes que vem até Tikal gostam de ver o sol nascer ou se por lá de cima, principalmente nesta época do ano, quando o solstício de verão está se aproximando e é quando o alinhamento do sol, acontece com as pirâmides principais de Tikal. Nós cruzamos um grupo grande de estudantes de arquitetura vindos da capital que devem dormir por aqui para acompanhar o fenômeno.

Um belo piaca-pau à procura de seu almoço, durante passeio às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

Um belo piaca-pau à procura de seu almoço, durante passeio às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


Encontro com o macaco-aranha, durante visita às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

Encontro com o macaco-aranha, durante visita às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


A área é imensa e não existe um caminho mais curto, pode vir preparado com água e tênis para uma boa caminhada abaixo da mata e do sol escaldante. A visita dura no mínimo 3 horas, mas pode contar com 5 horas para aproveitar tudo com calma, tempo para sentir, fotografar e perguntar tudo e mais um pouco para o guia.

No alto do Templo IV, observando o mapa das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

No alto do Templo IV, observando o mapa das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


Este foi o nosso penúltimo sítio arqueológico, uma pérola e um marco na arquitetura e na história dessa civilização, imperdível mesmo para os menos afeitos a história e arqueologia. Logo chegaremos a Copán para fechar com chave de ouro este extenso roteiro pelo Mundo Maya.

As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

Guatemala, Flores, Tikal, arqueologia, maya, Mundo Maya

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Pedras de Igatu

Brasil, Bahia, Igatu (P.N. Chapada Diamantina)

Caminhando em Igatu, na Chapada Diamantina - BA

Caminhando em Igatu, na Chapada Diamantina - BA


O dia começou chuvoso em Igatu, mas nada poderia estragar a nossa manhã. Uma noite bem dormida, um café da manhã delicioso e até um banho de piscina para os mais corajosos (Rodrigo, é claro). A Pousada Pedras de Igatu é a melhor opção na cidade, uma infra-estrutura ótima, com piscina, sauna, restaurante e o principal para nós “homeless” um ambiente super aconchegante.

Pousada Pedras de Igatu, em Igatu, na Chapada Diamantina - BA

Pousada Pedras de Igatu, em Igatu, na Chapada Diamantina - BA


Assim que a chuva parou fomos desbravar a antiga cidade de pedra de Igatu, cidade que já chegou a ter em torno de 6 mil habitantes, no auge do garimpo do carbonato, também conhecido como diamante negro. Foi o carbonato da região de Mucugê e Igatu que perfurou os túneis dos metrôs de Londres, Paris e também o Canal do Panamá. Na década de 50 depois de uma disputa política e já quando o garimpo estava praticamente acabado, a cidade foi toda abandonada, restando apenas as ruínas hoje encontradas.

Ruínas de antigas residências de garimpeiros em Igatu, na Chapada Diamantina - BA

Ruínas de antigas residências de garimpeiros em Igatu, na Chapada Diamantina - BA


A população atual de Igatu é hoje em torno de 420 habitantes e já foi menor. Aos poucos a cidade está entrando na rota turística da Chapada Diamantina e ganhando novos moradores e investidores. Além da antiga cidade, uma das atrações é a Galeria de Arte, que possui uma ótima exposição de arte moderna, além de um pequeno museu da história do garimpo e uma loja de artesanato local.

Peça exposta em galeria em Igatu, na Chapada Diamantina - BA

Peça exposta em galeria em Igatu, na Chapada Diamantina - BA


Pena que não pudemos ficar mais, seguimos agora a nossa viagem rumo ao Poço Azul!

Brasil, Bahia, Igatu (P.N. Chapada Diamantina), Chapada Diamantina, cidade histórica, parque nacional, Parque Nacional Chapada Diamantina, Pedras de Igatu, Pousada

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Salve a Mata Atlântica!

Brasil, São Paulo, Juréia

Visão da praia do Arpoador,vista através de uma janela na vegetação densa da Mata Atlântica

Visão da praia do Arpoador,vista através de uma janela na vegetação densa da Mata Atlântica


Hoje é o dia da Mata Atlântica, e estamos comemorando dentro dela! Triste pensar que de toda esta riqueza natural que vemos, sobraram apenas 6 ou 7%. A biodiversidade da Mata Atlântica é muito maior que a encontrada na Amazônia. São milhares de tipos de plantas, fungos, insetos, pássaros, animais silvestres e todos aqui, debaixo do nosso nariz.

Cogumelo em árvore caída na Juréia - SP

Cogumelo em árvore caída na Juréia - SP

Vegetação na Juréia - SP

Vegetação na Juréia - SP

Vegetação na Juréia - SP

Vegetação na Juréia - SP


A diversidade de espécies que vivem neste bioma é tão grande que nós, meros mortais, não temos a mínima noção. Fica ainda mais clara a nossa ignorância quando conhecemos alguém que nasceu dentro dela, como o nosso guia, o Amilton. Um caiçara, surfista que com 30 anos resolveu estudar biologia. Ele teve um empurrãozinho especial, uma bióloga que conheceu enquanto guiava pelas trilhas aqui do Parque Estadual da Juréia pagou a sua inscrição no vestibular. Aí não tinha mais desculpa, passou e estudou biologia marinha em Santos. Hoje o Tom une este conhecimento teórico com toda a cultura local que foi passada em sua família de geração em geração. Em resumo, quando se trata de Mata Atlântica o homem é uma biblioteca ambulante.

Canoa a caminho da Juréia - SP. O Amilton, nosso guia, está no leme

Canoa a caminho da Juréia - SP. O Amilton, nosso guia, está no leme


Na trilha logo percebemos que a sua preferência é a botânica, cada espécie de árvore ele tinha prazer em parar e nos explicar por que tem aquela morfologia, se é uma erva ou planta medicinal utilizada pelos nativos, seu nome comum e até seu nome científico. O nosso plano era seguir até a praia do Juquiá, passando pelas praias de Guarauzinho, Arpoador, Parnapoa e Brava. Cumprimos o plano sem nem sentir o tempo passar, as praias são maravilhosas, algumas delas com rios e cachoeiras a apenas 5 minutos da praia, mas desta vez o mais marcante foi o caminho. A trilha por si só já era um atrativo, que nós geralmente passamos reto, por não conhecermos e não termos os olhos treinados. A partir do momento que temos um professor de biologia nativo, a mata ganha outro significado.

Figueira na Mata Atlântica, Juréia - SP

Figueira na Mata Atlântica, Juréia - SP

Flor na Juréia - SP

Flor na Juréia - SP

Cogumelo em árvore caída na Juréia - SP

Cogumelo em árvore caída na Juréia - SP


Eu adoro a natureza, desde que me conheço por gente meus pais já me levavam para trilhas, acampamentos, aos poucos fui aprendendo um pouco sobre a mata e sempre fui defensora do meio ambiente. Mesmo assim, hoje aprendi a dar ainda mais valor a esta riqueza imensurável que o Brasil possui e está perdendo. Lembro que aprendi na escola que tínhamos em torno de 8% de Mata Atlântica. Hoje, mesmo com toda a luta que diversas ONGs encamparam pela preservação, restam apenas 6%. Dizem que não damos valor àquilo que não conhecemos, e por isso pergunto, será que não é hora de conhecermos melhor o nosso patrimônio para aprendermos a dar valor e a preservá-lo? Ainda vemos lixo jogado nas praias, ainda vemos pessoas jogando lixo pela janela do carro em plena área de conservação! Situações indignantes e tão absurdas que só devem acontecer por pura ignorância. Conheça o seu país, conheça as suas riquezas naturais e preserve. Salve a Mata Atlântica!

Piscina natural em pequeno rio na praia do Arpoador, na Juréia - SP

Piscina natural em pequeno rio na praia do Arpoador, na Juréia - SP


Praia do Arpoador, já no fim do nosso passeio pelas praias da Juréia - SP

Praia do Arpoador, já no fim do nosso passeio pelas praias da Juréia - SP

Brasil, São Paulo, Juréia, cachoeira, Praia, trilha

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Feliz 2011!

Brasil, Paraíba, Cabaceiras (Laje do Pai Mateus)

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, bem abaixo da Pedra do Capacete, em Cabaceiras - PB

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, bem abaixo da Pedra do Capacete, em Cabaceiras - PB


Últimas horas do dia 31/12, último dia do ano! Chegamos ao Hotel Fazenda Pai Mateus, no sertão da Paraíba. Aí vocês se perguntam, por que vocês foram parar aí no réveillon, ao invés de ir para uma dessas praias maravilhosas do nordeste? Eu sempre passei a virada em praias, foram raríssimas as vezes que fiquei em Curitiba ou Araraquara, cidade de meus avós maternos.

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB


Mal chegamos ao lugar e eu já posso dizer que não foi a toa que viemos parar aqui. A Laje de Pai Mateus, principal atração turística da região é tido pelos seus moradores e freqüentadores como um lugar místico e de energia muito especial. O hotel, super aconchegante e acolhedor, já nos avisou no check in que as 21h eles iriam servir uma ceia e que as 23h15 um grupo sairia para a virada do ano lá em cima da laje. Sem saber exatamente do que estavam falando, marcamos que iríamos até lá com o pessoal. Só sabíamos que de cima teríamos uma boa vista dos fogos da região.

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB


A ceia foi ótima, cheirinho do peru fez eu me sentir em casa. Ao mesmo tempo eu estava conectada no skype falando com meu pai, tia Dri, Dani e a Luiza, sobrinha mais linda deste mundo!

A nossa sobrinha Luiza (em Curitiba), via Skype, no reveillon em Cabaceiras - PB

A nossa sobrinha Luiza (em Curitiba), via Skype, no reveillon em Cabaceiras - PB


Minha mãe atendeu o telefone quando liguei do hotel para ela ficar online no skype, mas faltou falarmos um pouco mais, já que ela não apareceu por lá depois. A tecnologia é sensacional mesmo, nós aqui no sertão da Paraíba falando e vendo a família lá no friozinho de Curitiba. Melhor ainda foi que consegui desejar um Feliz 2011 à meia noite de Curitiba e só depois comemorar a nossa virada lá no alto do Pai Mateus.

Falando no Skype com a Dani, Lulu e Tia Dri (em Curitiba) no reveillon em Cabaceiras - PB

Falando no Skype com a Dani, Lulu e Tia Dri (em Curitiba) no reveillon em Cabaceiras - PB


Logo depois da ceia seguimos para a laje. Com nossas taças e champagne na mão, subimos os 500m de pedra até a pedra do Capacete, formação diferente de tudo que já vi. O capacete impressiona, parece ter sido esculpido pelo homem. À meia-noite assistimos aos fogos de artifícios das cidades e vilarejos vizinhos, vimos uma chuva de estrelas cadentes com todos os pedidos dobrados! Afinal, estrela cadente em ano novo vale 2!

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB


Reveillón especial, com muita energia de Pai Mateus e este sertão maravilhoso. Aproveito então este momento para retransmitir a vocês toda esta energia que recebemos e tenho certeza que 2011 será ainda melhor que 2010, com muita saúde, amor e sucesso para todos nós!

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Brasil, Paraíba, Cabaceiras (Laje do Pai Mateus), ano novo, Laje do Pai Mateus, réveillon, sertão, virada do ano

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Aventura?

Colômbia, Bucaramanga, Mompós

Muito barro no caminho à Mompós, na Colômbia

Muito barro no caminho à Mompós, na Colômbia


Saímos de Bucaramanga cedo, já que a previsão de todos os locais é que levaríamos pelo menos 8 horas até Mompós. Nós, sempre que estudamos os mapas aqui na Colômbia temos previsões mais otimistas, afinal 100 km podem ser feitos em 1 hora, 1 hora e meia, certo? Errado! Esta conta não se aplica para as estradas colombianas e muito menos para as equatorianas. Um terreno muito montanhoso, muitas curvas, subidas e descidas, muitas tracto-mulas (caminhões) e obras nas estradas. O caminho de hoje ainda tem um “porém”, vamos cruzar a região do afamado Rio Magdalena.

Cruzando de balsa um dos braços do Rio Magdalena, no caminho à Mompós, na Colômbia

Cruzando de balsa um dos braços do Rio Magdalena, no caminho à Mompós, na Colômbia


Um dos rios mais importantes da Colômbia, longo e caudaloso. A Cordilheira dos Antes se divide em três no território colombiano, formando a cordilheira ocidental, central e oriental. Este rio nasce no sul, cruza todo o país entre as cordilheiras central e ocidental, e chega aqui mais possante, formando uma imensa planície alagada. O vimos lá em San Agustín, onde o rio passava por um estreito de apenas 2,20m e agora ele é quase como o Rio Amazonas no Brasil. Para ajudar, estamos no inverno, portanto as chuvas aumentam o nível das águas, que fecham estradas, levam embora as pontes e complicam bastante a comunicação viária da região.

Visita ao 'Estrecho', ponto onde o leito dopoderoso rio Magdalena se estreita a apenas dois metros! (em San Agustín, na Colômbia)

Visita ao "Estrecho", ponto onde o leito dopoderoso rio Magdalena se estreita a apenas dois metros! (em San Agustín, na Colômbia)


Nossa viagem começou tranquila, conseguimos cruzar um trecho que todos diziam que levaria 6 horas em apenas 4. Porém quando chegamos na entrada para El Banco, a novela começou. A via estava fechada, nos avisou o frentista do posto, “vocês devem seguir mais 140km até Cuatro Vientos e de lá seguir em direção à El Banco. Aumentamos o nosso itinerário em mais de 170km, pois a volta por lá era muito maior. Chegamos a pensar em desistir, vendo a costa cada vez mais próxima nas placas. NÃO, temos que conhecer Mompós!

Revoada de garças vista do ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia

Revoada de garças vista do ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia


Eu vi pelo GPS que havia um caminho por uma cidadezinha chamada Astrea, era uma estrada secundária (terciária na verdade), mas parecia mais seco, mais distante de áreas alagadas. Perguntamos em um posto e um cara meio sem noção nos assegurou que o caminho via El Banco era melhor, quase todo asfaltado. Lá fomos nós... Seguimos por asfalto até El Banco e chegando lá descobrimos que a via estava fechada, é claro! O rio subiu, é só olhar o mapa que fica fácil imaginar. A estrada ainda deixava passar moto, mas carro estava impossível, nos assegurou um banqueño. Voltamos até o Km 22, onde deveria haver um desvio por uma vila chamada El Guamo. Perguntamos ao senhor da vila e ele nos esclareceu: “Não é exatamente uma estrada, é uma trilha de lama com muitas partes alagadas.”


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Seguimos para Astrea, a nossa última alternativa. Chegamos na cidade já começava a escurecer. Decidimos parar por ali e descansar em um dos poucos hotéis da cidade. O dia de hoje já tinha nos mostrado que a aventura estava apenas começando. Gonçalves nos recebeu de braços abertos. Hotel simples, sem ar condicionado e com banho de balde. Comemos um pollo com papas na nova lanchonete da cidade e sentamos no boteco em frente ao hotel para tomar uma Aguilita. Aqui as cervejas grandes tem 330ml e a pequena tem uns 200ml, tamanho que aqui faz sentido, pois não dá tempo de esquentar! Poucos minutos depois, Gonçalves chegou para nos fazer companhia e nos contou algumas histórias da sua vida, como da vez que foi ameaçado de morte pelos narco-traficantes por não pagar a “proteção” à sua pizzaria. Teve ainda a história de sua ex-mulher, que depois de sumida por 5 anos, levou as crianças para passear e nunca mais voltou. É, e nós que pensamos que estamos vivendo uma aventura...

Colômbia, Bucaramanga, Mompós, Astrea, Estrada, Rio Magdalena, viagem

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San Salvador

El Salvador, San Salvador

Pintura na parede externa da Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

Pintura na parede externa da Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


San Salvador, capital de El Salvador, é uma cidade grande com mais de 3 milhões de pessoas somando sua região metropolitana, aproximadamente metade da população de todo o país. Vemos ao fundo o vulcão San Salvador com 1.960m, que quase destruiu a cidade na grande erupção de 1.917.

Vista do alto do nosso hotel em San Salvador, capital de El Salvador

Vista do alto do nosso hotel em San Salvador, capital de El Salvador


Uma forma de conhecer bem a cidade, sua história e diferentes faces é ir direto para o centro. A Igreja do Rosário é o ponto de partida deste tour. Por fora tem uma estrutura feia de cimento, escura, suja e nada convincente. Por dentro, porém, seus vitrais coloridos fazem um reflexo sobre as paredes escuras, formando um prisma colorido, uma espécie de arco-íris, que colore e dá um ar de magia ao lugar.

O belo interior da moderna Igreja do Rosário, no centro de San Salvador, capital de El Salvador

O belo interior da moderna Igreja do Rosário, no centro de San Salvador, capital de El Salvador


Caminhamos um pouco pelas ruas caóticas, sujas e lotadas, onde quase fui “atacada” por uma senhora, que deve ter visto em mim um diabo ou a mulher do seu ex-marido, por que veio correndo em minha direção, ensaiou um tapa no meu rosto e saiu sem tocar um dedo em mim, mas deixando clara sua indignação. Eu não tinha nada ou fiz nada que a pudesse ter despertado esse sentimento nesta senhora. Claro ficou que ela era meio maluca, coitada. Seguimos pelas ruas do centro histórico e comercial, passando pelas praças La Libertad e Plaza Barrios.

O Palacio Nacional, sede do governo no centro de San Salvador, capital de El Salvador

O Palacio Nacional, sede do governo no centro de San Salvador, capital de El Salvador


Na praça batemos um papo com um mendigo viajante, ele já tinha ido ao Brasil, passado por diversas cidades na América Latina e agora, estava ali, perdido na praça pedindo 5 centavos para poder comer. São cenas como esta que nos fazem pensar e querer entender quais foram os absurdos que aconteceram neste país. Um histórico de uma ditadura porca e uma guerra civil, somados à maior densidade populacional da América Central e uma pobreza absurda, só poderia dar nisso.

Trãnsito pesado na volta à San Salvador, capital de El Salvador

Trãnsito pesado na volta à San Salvador, capital de El Salvador


Milhares de camelôs trabalhando com o comércio informal, inundando as ruas de produtos e ofertas que provavelmente não tenham a mesma demanda. Eles precisam tentar ganhar a vida de alguma forma. Caminhamos mais algumas quadras, enquanto Rodrigo me conta a história de Oscar Romero, Arcebispo de El Salvador que em 1980 foi assassinado em plena missa por de manifestar contra as políticas do governo da época.

A Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

A Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


Chegamos à Catedral Metropolitana, os murais de sua fachada foram criados pelo famoso pintor Fernando Llort. Ele retornou ao país em 1972, depois de uma temporada estudando arquitetura e teologia na França. Suas pinturas sempre representam o cotidiano das vilas, dos campesinos e tem como um dos principais ícones a arte-religiosa. Ele criou a Naïve Art, uma marca que representa a arte moderna salvadoreña em todo o mundo e possui peças expostas no MoMA, Casa Branca e no Vaticano.

A imponente Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

A imponente Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


À tarde voltamos à paz e calmaria da Zona Rosa, uma grande região da cidade onde vive a maioria da população de classe média-alta e alta. Lá estão os principais shoppings, lojas, serviços, escolas e restaurantes. Um passeio pelo shopping Multiplaza nos mostra que o mundo está cada vez mais pasteurizado, ops, globalizado. Todos aqueles contrastes e aquela vida que vemos no centro, dão a vez para a cultura capitalista regida pelas mesmas marcas, mesmos sonhos e mesmos modelos da vida neste lado do planeta.

Ringue de patinação do gelo no shopping Multiplaza, em San salvador, capital de El Salvador

Ringue de patinação do gelo no shopping Multiplaza, em San salvador, capital de El Salvador

El Salvador, San Salvador,

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Universal Orlando - Island´s of Adventures

Estados Unidos, Flórida, Orlando

Diversão nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Diversão nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Orlando é o destino preferido e dos sonhos de muitos adolescentes brasileiros. Pelo menos no meu tempo de adolescente a moda era trocar a grande festa de aniversário de 15 anos por uma viagem para a Disney World e arredores.

Chegando ao parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Chegando ao parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Eu, já nessa época, já era meio diferente. Disney e festa com baile e bolo vivo me pareciam um tanto quanto démodé. O ano era 1995 e o dólar estava 1 pra 1, pela primeira vez uma viagem internacional parecia possível. Neste cenário surgiu uma oportunidade: viajar para o Jamboree da Holanda, um encontro mundial dos escoteiros. Eu tinha apenas 13 anos, mas meus pais viram que era uma chance única! Um grupo de 36 jovens de diferentes grupos escoteiros curitibanos se reuniu para fazer uma viagem de 30 dias pela Europa. Passamos pela Espanha, França, Suíça, Inglaterra, Alemanha e finalmente os últimos 11 dias acampados entre 200 mil escoteiros de 120 nacionalidades diferentes. Eu sabia que seria um evento marcante na minha vida, mas nem eu, nem meus pais tínhamos ideia de quanto isso iria determinar os rumos da minha vida viajante.

Para onde se olhe, pessoas de ponta-cabeça nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Para onde se olhe, pessoas de ponta-cabeça nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Naquela viagem nós passamos um dia na Euro Disney, próximo à Paris. Entre os colegas da escola a Euro Disney, pequena e sem as grandes atrações, era vista como um parque B. Para mim apenas um lugar cheio de bichinhos e brinquedos, pois a minha grande diversão estava em escalar montanhas nos Alpes Suíços, fazer trekkings nos polders holandeses e me aventurar pelas ruas malucas de Londres e Paris.

A vila nevada do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

A vila nevada do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Bem, já deu pra entender que eu nunca fui muito fã deste tipo de parque. Acho que matei toda a minha vontade quando era criança, rodando sem parar nas nossas montanhas russas, kamikazes e enterprises do Parques Barigui e Beto Carreiro World, quase ridículos comparados aos monstros dos parques temáticos da Flórida. Ainda assim pensamos, já que estamos passando por aqui, temos que dar a chance e ter esta experiência em pelo menos um dos parques! Escolhemos o Universal Studios - Island´s of Adventures, dica do pessoal do Viagens Maneiras, que diz ser este o melhor parque de Orlando.

Parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Uma das paixões de infância do Rodrigo foram os quadrinhos da Marvel. O Surfista Prateado era o preferido, mas Homem Aranha, X-Men, Hulk, Demolidor e todos estes super heróis do Universo Marvel fizeram parte da sua história. Quase 30 anos depois o Tio Ro é um dos melhores contadores de histórias para os sobrinhos curiosos por este mundo fantástico! Hehehe!

Herois da Marvel passeiam pelo parque da Universal em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Herois da Marvel passeiam pelo parque da Universal em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Para entrar logo no clima e acordar, injetamos um caminhão de adrenalina quando subimos na montanha-russa do Incrível Hulk. Loopings, curvas e descidas radicais são feitas em uma velocidade surreal! Meu coração foi à milhão!!! Tá louco, eu gritei muuuito! No final do dia fui uma segunda vez, mas basta, saí de lá com dor de cabeça! É aí que vemos que estamos ficando velhos! Hahaha!

A famosa montanha-russa do Hulk no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

A famosa montanha-russa do Hulk no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Uma das grandes novidades do parque é o Mundo Mágico de Harry Potter. Com uma cidade cenográfica perfeita, casinhas com neve no telhado e o castelo ao fundo. Esta área do parque oferece show de mágica, apresentações de danças típicas do filme e a Dragon Challenge que é uma montanha russa também radical e mais divertida que a do Hulk, essa pelo menos não me deu dor de cabeça!

Para onde se olhe, pessoas de ponta-cabeça nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Para onde se olhe, pessoas de ponta-cabeça nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


As grandes atrações do parque são as aventuras 3D do Homem Aranha e do Harry Potter. São pequenas montanhas russas indoor, com cenários 4D e filmes 3D em alta definição que te fazem entrar de cabeça, corpo e alma na história.

Castelo do Harry Potter no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Castelo do Harry Potter no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


No Harry Potter and the Forbidden Journey, após passearmos pelos corredores da Escola de Bruxaria e Magia, vendo quadros falantes e holografias dos personagens, voamos em vassouras mágicas sobre o Castelo de Hogwarts em uma perseguição alucinada e lutas contra dragões e as forças do mal do mundo mágico de Harry Potter.

Apresentação na vila do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Apresentação na vila do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


No The Amazing Adventures of Spider Man, Jameson intima os participantes a perseguir os vilões trabalhando como repórteres e fotógrafos do seu jornal, o Daily Bugle. A perseguição ao Dr. Octopus, Duende Verde e outros vilões é emocionante! A experiência visual e tátil é muito real, incrível!

A vila nevada do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

A vila nevada do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Passamos o dia rodando o parque, outras atrações bacanas e molhadas como o encontro com dinossauros no Jurassik Park River Adventure e outras.

Enfrentando um tiranossauro no Jurassic Park, no parque da  Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Enfrentando um tiranossauro no Jurassic Park, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


As 6 horas dentro desse mundo de fantasia foram mais do que suficientes para termos muita diversão e principalmente para vermos como a tecnologia do entretenimento está evoluindo! Agora, parques de diversões novamente, só daqui uns 10 anos, com a nossa tropinha de aventureiros!

Diversão nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Diversão nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Estados Unidos, Flórida, Orlando, Diversão, Entretenimento, Parque

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