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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Chile Há 2 anos: Chile

Travessia do Salar de Coipasa

Bolívia, Salar de Uyuni

Atravessando o belo Salar de Coipasa, na Bolívia, rumo à fronteira chilena

Atravessando o belo Salar de Coipasa, na Bolívia, rumo à fronteira chilena


Uma viagem curta, de apenas 3 horas, porém que se transformou em uma grande aventura. Todos nos diziam que encontraríamos facilmente a estrada, mas nenhum mapa da região era capaz de nos mostrar o caminho. Nos informamos com diferentes pessoas, uma nos sugeriu, inclusive, seguir o ônibus que sairia as 4 ou 5 da manhã de Llica a Pisiga. Impossível, não poderíamos ficar travados atrás de um busão em uma estrada de terra.

Imagem refletida, ou miragem, no Salar de Coipasa, na Bolívia

Imagem refletida, ou miragem, no Salar de Coipasa, na Bolívia


No caminho teríamos que cruzar o Salar de Coipasa, um irmão menor do Salar de Uyuni, formado no mesmo período, pela mesma lagoa pré-histórica. Começamos a nossa travessia e logo encontramos uma bifurcação. O meu sensor GPS embutido me dizia ser para a esquerda, mas o Rodrigo e algumas placas indicavam maior movimento para o outro lado. O terreno era bem adverso, a “estrada” eram trilhas de areia, terra ou sal.

Enorme vulcão ao lado do Salar de Coipasa, na Bolívia

Enorme vulcão ao lado do Salar de Coipasa, na Bolívia


A partir daí tudo ficou meio esquisito, entramos em uma área de areal parecida com trechos do Grande Sertão Veredas e já enxergávamos ao fundo o Salar de Coipasa, que diferente do Uyuni, tem um longo trecho mesclado com lama lacustre, pedras e em um terreno difícil de cruzar. Não havia nenhuma placa, tínhamos apenas um mapa e sabíamos mais ou menos a direção e os nomes dos povoados por onde iríamos passar... mas se nos perdêssemos não teríamos a quem perguntar. Uma teia de caminhos começou a nos deixar meio aflitos, até que vimos um carro que parecia saber bem por onde andava, os paramos e combinamos que iríamos segui-los.

Nosso providencial guia pelo Salar de Coipasa, na Bolívia, rumo à fronteira com o Chile

Nosso providencial guia pelo Salar de Coipasa, na Bolívia, rumo à fronteira com o Chile


Ufa, aí foi só aproveitar a paisagem. A sorte é que ele estava andando bem, não como o busão das 5 da manhã, tivemos muita sorte! Cruzamos o areal, passamos por um povoado e começamos a beirar o salar, até encontramos um post de controle do exército, no meio do nada, surreal. Logo depois começamos a entender, a esta altura já estávamos beirando a fronteira com o Chile, uma longa região de campos minados! Foi uma volta e tanto para contornarmos a estrada principal que estava alagada, até que finalmente começamos a enxergar sinais de civilização. Ruínas de antigos pastos, casas de pastores de llamas, e ao longe, quase como uma miragem, algumas casas que apareciam e desapareciam. Cheguei a titubear se as havia visto mesmo ou não, até que firmaram no horizonte. Chegamos à Pisiga Bolívar, fronteira com o Chile.

Campo minado na Bolívia, perto da fronteira chilena, no Salar de Coipasa

Campo minado na Bolívia, perto da fronteira chilena, no Salar de Coipasa


O Salar de Coipasa é imenso e possui inúmeras entradas e baías, inclusive com córregos e riachos, que tivemos que atravessar. Cenários maravilhosos em uma travessia off-road digna de estar nas TOP 10 de qualquer Jeep Club!

Bolívia, Salar de Uyuni, Colchane, Llica, Pisiga Bolívar, Salar de Coipasa

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Georgia Aquarium, o maior aquário do mundo!

Estados Unidos, Georgia, Atlanta

Um Tubarão-Baleia no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Um Tubarão-Baleia no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Atlanta é uma das cidades que mais cresce nos Estados Unidos, com mais de 5,2 milhões de habitantes somando a sua região metropolitana. Nona maior cidade os EUA, a capital do estado da Georgia se tornou um grande hub aéreo tanto para passageiros quanto para carga e desde 1998 o Harstfiled- Jackson Atlanta International Airport é o aeroporto mais movimentado do globo.

A moderna skyline de Atlanta, na Georgia - EUA

A moderna skyline de Atlanta, na Georgia - EUA


Ainda bem que nós chegamos por terra! A Fiona e seu GPS nos levaram direitinho a downtown, melhor base no nosso caso que teríamos uma passagem quase meteórica pela capital.

Caminhando no parque olímpico em Atlanta, na Georgia - EUA

Caminhando no parque olímpico em Atlanta, na Georgia - EUA


Em uma caminhada pelo Centennial Olimpic Park prestamos as nossas homenagens à cidade que ficou conhecida pelo mundo quando se tornou a Sede dos Jogos Olímpicos de 1996. Estátuas e memoriais foram construídos para relembrar atletas e todos àqueles que trabalharam para o sucesso do evento. Logo em frente chegamos ao nosso principal objetivo na visita à cidade: Georgia Aquarium, o maior aquário do mundo!

Imnpressionado com o Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Imnpressionado com o Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Divido em 6 grandes ambientes marinhos, o aquário tem a maior coleção de peixes do mundo e mesmo para àqueles que tem suas restrições em colocar peixes dentro de cubos de vidro se torna uma experiência incrível. Sem contar que os aquários são imensos, tentando me colocar na pele de um peixe, até que não deve ser ruim. Os biólogos responsáveis pelos aquários estão sempre pesquisando e inventando novas técnicas e tecnologias para tornar o ambiente o mais próximo possível ao ambiente natural.

Belíssimas águas-vivas no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Belíssimas águas-vivas no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Túnel sob um dos aquários no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Túnel sob um dos aquários no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


O Tropical Diver reúne espécies dos mares tropicais, peixes de recifes e muitas formações coralíneas comuns na região do Caribe, por exemplo.

Uma majestosa arraia-manta no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Uma majestosa arraia-manta no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Cavalo-Marinho no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Cavalo-Marinho no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


O River Scout apresenta espécies de água doce de vários dos principais rios do mundo, vindos da África, Brasil, Estados Unidos e onde mais você possa imaginar. Lontras, piranhas, tartarugas, peixes e até um par de jacarés albinos lindos!

Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


O Georgia Explorer possui as principais espécies encontradas na costa leste dos Estados Unidos, a única tartaruga marinha do aquário está nesta sala. Eles apresentam de forma interativa as espécies de arraias, que podem ser tocadas e ensinam aos visitantes temas como a invasão de espécies, figurando o belíssimo e venenoso Lion Fish. O coitado não tem culpa, mas chegou aqui e agora é uma peste a ser combatida, pois sem inimigos naturais está se proliferando como uma praga e matando todos os peixes pequenos presentes nos arrecifes e corais desde o Mar do Caribe até aqui.

Um enorme Lion Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Um enorme Lion Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


As duas grandes atrações do aquário, quando digo grandes não estou colocando apenas em importância e sim em tamanho, são os gigantescos tubarões baleia e a fantástica baleia beluga!

O incrível Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

O incrível Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


No Ocean Voyager, o maior aquário do complexo, estão os quatro tubarões-baleia medindo em torno de 8 metros cada um. Elas quase chegam a apagar o brilho de outros animais tão esplêndidos quanto elas, como as arraias mantas, chitas, águia, um mero gigante e tubarões de diversas espécies, até um tubarão-serra! Este é um dos mais grandiosos e impressionantes momentos da visita.

O gigantesco Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

O gigantesco Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Tubarão nada junto com Tubarão-Baleia no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Tubarão nada junto com Tubarão-Baleia no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Os tubarões-baleia possuem um hábito alimentar muito particular, eles comem pequenos crustáceos e plânctons, abrindo sua boca gigantesca enquanto passam pelos cardumes. Aqui este hábito é reproduzido pelos biólogos que espalham a comida pela água se movimentando em botes de borracha em 4 linhas diferentes, uma para cada tubarão-baleia. Impressionante é que cada tubarão já sabe qual é a sua linha e se posiciona na hora da refeição!

tubarão-Baleia visto do alto do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

tubarão-Baleia visto do alto do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Os outros peixes também são alimentados, mas a guia do Quick Dip, o tour “Behind the Scenes” que fizemos, nos contou que eles mantém seus instintos e também se alimentam dos seus colegas de aquário. Segundo os biólogos este aquário tem capacidade para receber até seis tubarões baleias! Um animal tão grande e acostumado a cruzar os mares, sinceramente fica difícil acreditar. Como disse o Rodrigo, ninguém perguntou para elas!

Observando tubarões no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Observando tubarões no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Extasiados, parecendo duas crianças, como se nunca tivéssemos visto nada disso e achando que nada mais pode nos impressionar, chegamos ao Georgia-Pacific Cold Water Quest. Assim, como quem não quer nada, uma Baleia Beluga grávida nada solitária por um aquário gigante e gelado. Conhecida por ser a única espécie de baleia que tem um pescoço, ou seja, movimenta a cabeça para todos os lados, ela é super curiosa e muitas vezes interage com os curiosos do lado de cá. A primeira Beluga a gente nunca esquece!

Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Continuamos pelos aquários e vamos descobrindo um mundo novo que vive nas águas geladas do Pacífico e do Ártico. Fiquei fascinada com o Dragon Fish, parecido com um cavalo marinho só que ainda mais colorido e decorado. Ao lado dele estão os requisitados King Crabs, caranguejos gigantes, lindas anêmonas que podem ser tocadas, lontras marinhas super brincalhonas, lagostas e várias espécies de pinguins.

O magnífico Dragon Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

O magnífico Dragon Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Carangueijos gigantescos no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Carangueijos gigantescos no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Pinguim no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Pinguim no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Assistimos também o Dolphin Tales, show dos golfinhos em uma mega produção aquática que mistura um musical da brodway com efeitos especiais estilo Las Vegas em um roteiro a la Piratas do Caribe. Assim, já que você está lá e se tem tempo sempre vale ver, mas na minha opinião toda essa mistura ficou meio over. O show do Seaquarium de Miami para mim é mil vezes melhor. Ah! Não é permitido tirar nenhuma foto ou filmar...

Golfinho no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Golfinho no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


A exibição temporária dos sapos de todo o mundo também vale a pena e é impressionante! São sapos e pererecas de todas as cores, tamanhos e formatos.

O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos

O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos


O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos

O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos


O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos

O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos


Nós viajamos o mundo mergulhando, vimos os tubarões-baleia e martelos em Galápagos, reef-sharks e corais multicoloridos no Caribe, cardumes de Lula e peixes exóticos na Tailândia e Indonésia e de repente podemos encontrar todos eles em um mesmo lugar!

Saguão do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Saguão do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Agora, se para nós que já estamos acostumados com o mundo subaquático, fazendo dele um dos grandes motivos das nossas viagens, imaginem para quem nunca mergulhou na vida? Alguns por que não se sentem preparados ou não gostam e outros que por diferentes limitações nunca irão! Ter a possibilidade de ver esses seres marinhos é realmente sensacional! Passando por Atlanta? Não perca a chance de conhecer este incrível mundo submarino.

Visita ao incrível Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Visita ao incrível Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Estados Unidos, Georgia, Atlanta, Animal, aquário, Georgia´s Aquarium, Mergulho

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Paz no Cerrado

Brasil, Maranhão, Riachão (P.N Chapada das Mesas)

O incrível Encanto Azul, na Chapada das Mesas, região de Riachão - MA

O incrível Encanto Azul, na Chapada das Mesas, região de Riachão - MA


Uma geral na Fiona, tirei parte do atraso dos posts (culpa da crise alérgica) e seguimos viagem para Riachão. Ainda demos uma assuntada com Wilmar e Isabel e descobrimos que eles estão fechando com o ICM-Bio um planejamento turístico para uma trilha de três dias cruzando todo o Parque Nacional da Chapada das Mesas! Desse jeito vamos ter que voltar. No fim, a facilidade de acesso para as cachoeiras e outras atrações da região, foi uma mão na roda para mim nessa fase meio bichada.

Montanha em formato de mesa, próxima à Riachão, na Chapada das Mesas - MA

Montanha em formato de mesa, próxima à Riachão, na Chapada das Mesas - MA


Pegamos estrada para Riachão, outra cidade da Chapada das Mesas com atrativos imperdíveis. Há apenas 80km de Carolina, a cidadezinha me pareceu bem organizada e tranquila. Paramos rapidamente para comprar algumas coisas, mas aqui a dica é seguir direto para o Poço Azul, 30km adiante. Eles possuem uma boa estrutura de pousada, restaurante, além de serem a porta de entrada para as principais cachoeiras da região, como a Santa Bárbara e o próprio Poço Azul. Reservamos o quarto, pegamos dicas do caminho para o Encanto Azul e tocamos direto para lá. São mais 6km de estrada de pura areia. A Fiona passou, mas carros menores teriam dificuldade e precisariam enfrentar este trecho a pé. Uma descida íngreme de uns 20 minutos, nos leva até o fundo de um vale, entre paredões de pedra e a vegetação de cerrado.

O riacho que nasce no Encanto Azul, próximo à Riachão, na Chapada das Mesas - MA

O riacho que nasce no Encanto Azul, próximo à Riachão, na Chapada das Mesas - MA


Eu estava com saudades disso, Amazônia é legal, mas como é bom um clima seco, vegetação mais baixa, horizontes e vistas a perder de vista. Ah! Trilha sem guia também é uma delícia.

Admirando a região de cerrado próxima à Riachão, na Chapada das Mesas - MA

Admirando a região de cerrado próxima à Riachão, na Chapada das Mesas - MA


Chegamos ao rio e continuamos subindo em direção à sua nascente, o próprio Encanto Azul.

Chegando ao Encanto Azul, próximo à Riachão, na Chapada das Mesas - MA

Chegando ao Encanto Azul, próximo à Riachão, na Chapada das Mesas - MA


Um lago de águas cristalinas, vindas direto do lençol freático e que por incrível que pareça não é fria! O poço possui uns 7m de profundidade, mas na sua lateral já encontramos a boca de uma caverna submersa.

As águas incrivelmente transparentes do Encanto Azul, na Chapada das Mesas, região de Riachão - MA

As águas incrivelmente transparentes do Encanto Azul, na Chapada das Mesas, região de Riachão - MA


Aquele escuro me desperta sentimentos conflitantes, ao mesmo tempo que morro de vontade de me equipar e entrar lá como mergulhadora de cavernas, sem equipamento algum, me mete medo. Não consigo nem colocar a minha cabeça para dentro, como se fosse sair dali algum animal, o monstro do Lago Ness! Hahaha! Vai entender, é uma incógnita!

Explorando o Encanto Azul, na Chapada das Mesas, região de Riachão - MA

Explorando o Encanto Azul, na Chapada das Mesas, região de Riachão - MA


Curtindo o Encanto Azul, na Chapada das Mesas, região de Riachão - MA

Curtindo o Encanto Azul, na Chapada das Mesas, região de Riachão - MA


O Encanto Azul se parece com as nascentes do mesmo tipo que encontramos na Chapada Diamantina, Gruta Azul ou o Poço Azul, mas com a vantagem de não ter ainda nenhuma ação tolhedora do ICM-Bio para restringir ou até proibir o banho no local. Também não tem uma portaria de entrada, escadas, iluminação artificial e nem nada, ele está lá como veio ao mundo, puro e fabuloso. É simplesmente espetacular! Só nós dois e as centenas de morcegos na fenda seca da caverna.

Nadando no Encanto Azul, na Chapada das Mesas, região de Riachão - MA

Nadando no Encanto Azul, na Chapada das Mesas, região de Riachão - MA


Voltamos à luz do dia encantados com o lugar, trocamos o azul pelo dourado do pôr-do-sol no cerrado. Sem mais para o momento, nos recolhemos aos nossos aposentos depois de uma comidinha caseira e uma lua crescente, quase cheia, só não mais cheia que a paz que estamos sentindo.

Pôr-do-sol no cerrado, próximo à Riachão, na Chapada das Mesas - MA

Pôr-do-sol no cerrado, próximo à Riachão, na Chapada das Mesas - MA

Brasil, Maranhão, Riachão (P.N Chapada das Mesas), Cerrado, Chapada das Mesas, Encanto Azul, parque nacional, Rio

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Mitad del Mundo

Equador, Quito, Mitad del Mundo

Equilibrando-se sobre a Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador

Equilibrando-se sobre a Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador


Era o ano de 1830 quando o Equador adotou este nome. Ele se separava da Gran Colômbia, país formado pelas atuais Venezuela, Colômbia e Equador quando Simón Bolívar lutava pela independência deste território contra os colonizadores europeus. Não foi por acaso que este nome foi escolhido, uma vez que o paralelo zero cruza todo o território deste país.

Na Mitad del Mundo, sobre a linha do Equador

Na Mitad del Mundo, sobre a linha do Equador


Já estivemos antes no paralelo zero, foi na cidade de Macapá, que possui um grande monumento e um pequeno museu sobre a linha do equador. É muito bacana, mas meio acanhado comparado com o que conhecemos hoje. Nunca imaginei que a linha do equador poderia ser tão lucrativa! Bem vindo à Ciudad de la Mitad del Mundo!

Monumento oficial da Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador

Monumento oficial da Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador


O parque temático sobre a latitude zero tem como principal atração um grande monumento com os pontos cardeais e a famosa linha o equador. Esta foi marcada em uma expedição em meados do século XVIII composta por geólogos e estudiosos franceses e espanhóis que passaram em torno de 3 anos medindo, mapeando e estudando fauna, flora e a geografia da metade do mundo. Neste monumento está também um museu étnico sobre as etnias que formam o Equador e é cercado por outros museus artes, história, insetos e até de cidades em miniatura. A praça central possui eventos de música regional, restaurantes e milhares de lojas de bugigangas e artesanatos. Uma verdadeira cidade!

Restaurante na Mitad del Mundo - Equador

Restaurante na Mitad del Mundo - Equador


Do lado de fora, seu vizinho, o Museu Inti-ran se aliou à tecnologia para vender a verdadeira localização da latitude zero, medida por GPS! Em um espaço menor, o Inti-ran proporciona uma visita muito mais instrutiva sobre a "verdadeira metade do mundo", com demosntrações sobre as suas forças e propriedades.

A linha do Equador verdadeira? (no museu Intiran, em Mitad del Mundo - Equador)

A linha do Equador verdadeira? (no museu Intiran, em Mitad del Mundo - Equador)


Fazem o teste da água caindo na pia, no hemisfério sul o redemoinho cai em sentido horário, no norte, anti-horário e exatamente acima da linha do equador ela cai direto, sem redemoinho algum! A demonstração é simples e parece não ter truque algum... porém não convenceu o Rodrigo, meu amado cético que tem lá seu ponto quando diz que apenas 3m de distância não fariam tanta diferença em um teste como este.

O famoso teste da água na pia, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador

O famoso teste da água na pia, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador


Equilibramos um ovo na ponta chata de um prego e até andamos de olhos fechados pé ante pé para ver como aqui as forças centripeta e centrifuga possuem uma ação diferente no equilíbrio das coisas.

Tentando colocar o ovo em pé na Linha do Equador, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador

Tentando colocar o ovo em pé na Linha do Equador, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador


Eles também faem uma breve explicação sobre a cultura de tribos equatorianas, ervas, frutas e animais e tem em exposição as famosas cabeças encolhidas, tzan-tzas, das tribos amazônicas. Vale a pena a visita em ambos, para conhecer e tirar a sua própria conclusão. A minha é que a terra é tão grande que a linha deve ter pelo menos 1 km de largura! rsrsrs!

Observando as técnicas de 'encolhimento de cabeças' no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador

Observando as técnicas de "encolhimento de cabeças" no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador


Como de praxe, o tempo fechou no final da tarde, tempo chuvoso e cinzento, voltamos para casa e descobrirmos que o Christian estava tentando contato conosco para finalmente nos encontrarmos! Estávamos super curiosos para conhecer a sua família e principalmente para revê-lo! Depois de algumas horas de trabalho, ele passou no nosso hotel com sua filha Isabela e nos mostrou o caminho para a sua casa.

Jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

Jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador


Chegamos lá e tivemos uma bela surpresa em encontrar toda a sua família, até seu pai e sua tia que já estavam indo para a cama, mudaram os planos para nos conhecer! Seu pai é um super aventureiro, fez uma viagem na década de 50 com um Ford 1928 de Quito até a Bolívia! Imaginem as estradas naquela época!? A maioria aqui no Equador eram de terra ou pedra, que coragem. Seu irmão complementou nos contando que esta viagem depois se estendeu até o Uruguai, de ônibus. Isso sim é aventura!

A ala idosa do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

A ala idosa do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador


Todos se reuniram em torno da mesa, com uma deliciosa pizza, para ouvir as histórias dos aventureiros. Os seus 3 filhos e seus amigos também curiosos testaram bem o meu espanhol, disparando perguntas de todos os tipos. Que reunião especial! Estávamos sentindo muita falta deste clima falimiar. Esperamos poder encontrá-los em algum canto da viagem, em Quito ou só lá em 2014, quando prometeram que irão nos visitar no Brasil no período da Copa do Mundo! Obrigada Christian por abrir as portas da sua casa, pela recepção calorosa e pela ótima memória que teremos da nossa despedida do Equador.

A 'ala jovem' do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

A "ala jovem" do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

Equador, Quito, Mitad del Mundo, Amigos, Ecuador, latitude zero

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Blanca, Tambores e Garifunas

Guatemala, Livingston

Tentando aprender o envolvente ritmo garifuna em Livingston, no litoral da Guatemala

Tentando aprender o envolvente ritmo garifuna em Livingston, no litoral da Guatemala


Os garifunas chegaram neste litoral vindos da ilha de St. Vicent. Africanos fugidos dos navios negreiros que se mesclaram com os Caribs e Arawaks e formaram nova etnia, uma misturança entre africanos, indígenas e até os olhos verdes de alguns náufragos europeus. A mistura que forma este povo não se vê apenas nos traços dos garifunas, mas também nas suas tradições, na sua arte e na sua língua, que possui elementos de todas estas culturas. O som africano da sua fala também se entranha nos seus cânticos e nos seus tambores, passados de mãe para filho, como conta Blanca, mãe de 5 (4 adotivos), e avó de 8 até o momento.

Autoretrato de uma bela menina garifuna, em Livingston, no litoral da Guatemala

Autoretrato de uma bela menina garifuna, em Livingston, no litoral da Guatemala


Blanca é a herdeira do Ubafu - Centro Cultural Garifuna da cidade de Livingston. Sua a mãe lhe passou a urgência de trabalhar para manter e disseminar a cultura garifuna pela cidade e pelo país. Apresentações de músicas, danças e histórias garifunas reúnem os jovens da cidade e os poucos viajantes que chegam até aqui. Ela mantém o centro com doações dos turistas em suas apresentações. Nas duas noites que estivemos lá não havia ninguém além de nós... Desde nosso rápido encontro com os garifunas em Belize, eu estava decidida a entrar um pouco mais nesta cultura. Sou apaixonada por música e por tambores, embora nunca tenha aprendido a tocar achei que fazer uma aula de tambor seria uma boa forma de entrar, conviver e ajudar na manutenção do centro cultural garifuna.

As aulas de tambor com a Blanca foram mais do que batucadas, foram um mergulho na vida da comunidade que gira em torno do Ubafu, que entrava e saía entre as histórias de sua infância, contos e pontos garifunas. Sua didática é simples, a da cópia e reprodução, assim como ela aprendeu. Suas músicas falam do mar, de chegadas e despedidas, sempre muito alegres e melódicas.

Tentando aprender o envolvente ritmo garifuna em Livingston, no litoral da Guatemala

Tentando aprender o envolvente ritmo garifuna em Livingston, no litoral da Guatemala


Eu me entreti com as crianças, enquanto esperava Blanca receber o vendedor de sapatos, jogar água no chão de terra batida para refrescar o calor abafado do Ubafu e prosear com suas vizinhas que vieram assuntar sobre a comunidade.

Garoto garifuna em Livingston, no litoral da Guatemala

Garoto garifuna em Livingston, no litoral da Guatemala


Dario, de 11 anos, cuidava da bebê, colocava ordem entre as primas e irmãs e ainda nos acompanhava na aula de tambor, fazendo a base e me ajudando com o tempo e o contratempo de cada batida. Greicen de 8 anos estava encantada com a câmera e suas tranças bem aprumadas, gravou vídeos, tirou fotos e ainda me ensinou a dançar os ritmos garifunas, com movimentos bem africanos como do nosso afoxé baiano. Liritcha de 4 anos me fez prometer que o nome da minha filha será Liritcha e se for menino? Liritcho! É claro!

Interagindo com crianças em centro cultural garifuna, em Livingston, no litoral da Guatemala

Interagindo com crianças em centro cultural garifuna, em Livingston, no litoral da Guatemala


De noite voltamos lá para nos despedirmos de Blanca e ainda ganhamos um toque de despedida. Dizer adeus é difícil, ainda mais quando entramos para a família. Tive uma conversa profunda com Blanca que me contou da sua briga com um fantasma que tinha ao não ter completado os 7 anos como angelita durante as missas da Semana Santa. No seu sétimo ano ficou com vergonha de entoar um poema, que sabia décor, o qual a perseguiu em seus pesadelos por mais de 40 anos! Semana passada, suando de nervoso, Blanca colocou sua roupa mais linda, branca e toda rendada e esperou na porta do Ubafu a procissão passar. Passou o padre, a imagem, os coroinhas e o povo, e ela se enfiou no meio buscando um lugar mais alto para que pudesse ser ouvida. Eis que com um nó na garganta e muita coragem no peito Blanca começa a recitar o poema, com lágrima nos olhos percebe que todos estão a lhe olhar, parados, estupefatos. Sua voz trêmula é contrabalançada por sua forte presença e quando termina recebe aplausos de toda a procissão, que segue cantando feliz, sem ter noção do que acabara de acontecer ali. Blanca havia tirado das costas uma culpa e um peso imenso que a acompanhou durante toda sua vida.

Autoretrato de uma bela menina garifuna, em Livingston, no litoral da Guatemala

Autoretrato de uma bela menina garifuna, em Livingston, no litoral da Guatemala


Nesta noite ela me contou também que sua primeira filha foi um milagre divino, pois sem namorado algum ela engravidou. Fiquei curiosa sobre a sua visão espiritual, comum às crenças africanas e a mim. Sua religiosidade não permitiu que me contasse que é uma médium poderosa, Rodrigo descobriu conversando com seu amigo. Ainda assim sua fala um pouco confusa tentava me dizer que eles (os espíritos) sabem muito sobre nós e que às vezes estão aqui ao nosso lado, em uma mensagem direta sobre uma pessoa muito especial da minha família que estava ao meu lado. Demorei a me dar conta do recado tão direto que acabara de receber e quando me dei já era tarde para voltar e perguntar mais.

Praticando com tambores garifunas em Livingston, no litoral da Guatemala

Praticando com tambores garifunas em Livingston, no litoral da Guatemala


Blanca sabe o seu valor na comunidade e de certa forma espera este reconhecimento em forma de um prêmio, uma homenagem, uma honraria enquanto ainda estiver viva. Mal sabe ela que este prêmio já lhe é conferido todos os dias, a cada criança que escuta suas histórias, a cada jovem que aprende o seu tambor, a cada garifuna que valoriza a sua cultura e a passa para frente, orgulhosos de sua origem e da sua história.

Guatemala, Livingston, Antropologia, Caribe, Garifuna, Personagens

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Praia, Rum e Novos Amigos

Barbados, Bridgetown

Arte na destilaria Mount Gay, a mais tradicional de Barbados, na capital Bridgetown

Arte na destilaria Mount Gay, a mais tradicional de Barbados, na capital Bridgetown


Depois de um dia inteiro de chuva o sol finalmente deu o ar da graça. Uma manhã ensolarada e tão quente que não demorou muito para formar um temporal tropical. Conseguimos ficar na praia uns 15 minutos e a ventania logo expulsou todos os turistas de volta para os seus hotéis. Voltamos para a pousada e aproveitamos “a deixa”, leia-se chuva, para trabalhar um pouco no blog e antes da programação de “dia chuvoso” ser colocada em prática.

Dia de sol e mar turquesa na praia de Dover, em Barbados

Dia de sol e mar turquesa na praia de Dover, em Barbados


Dia de sol e mar turquesa na praia de Dover, em Barbados

Dia de sol e mar turquesa na praia de Dover, em Barbados


Eu ainda aproveitei para dar um delicioso TCHIBUM na prainha em frente ao hotel com chuva e tudo! Junto comigo só alguns pescadores e o instrutor de stand paddle! Acho o máximo e sempre quis aprender, “é hoje!”, pensei, mas a chuva e o vento não estavam facilitando muito, então marquei uma aula para amanhã na Carlisle´s Bay.

Aula de Stand-up Paddle na praia de Dover, em Barbados

Aula de Stand-up Paddle na praia de Dover, em Barbados


Assim que colocamos os pés para fora do quarto o sol apareceu, mas a nossa programação era um dos itens obrigatórios em Barbados: uma visita a mais antiga destilaria de rum do mundo!

O mais famoso e antigo rum de Barbados e do mundo, na destilaria Mount Gay, na capital Bridgetown

O mais famoso e antigo rum de Barbados e do mundo, na destilaria Mount Gay, na capital Bridgetown


Mount Gay Rum é a marca de rum mais antiga do mundo ainda em produção. Os registros que comprovam sua antiguidade datam de 1703, embora o rum sem marca já fosse produzido na mesma fazenda desde 1637. São mais de 300 anos de experiência e dedicação à arte da destilação e blending na produção do rum.

Degustação de rum na destilaria Mount Gay, a mais tradicional de Barbados, na capital Bridgetown

Degustação de rum na destilaria Mount Gay, a mais tradicional de Barbados, na capital Bridgetown


A família que curiosamente pertencia à família Sober´s. O nome Mount Gay foi uma homenagem prestada pela família Sober ao seu amigo e grande executivo que liderou a companhia e a tornou internacionalmente conhecida, Sir John Gay Alleyne.

Nossa guia nos leva em tour pela destilaria Mount Gay, a mais tradicional de Barbados, na capital Bridgetown

Nossa guia nos leva em tour pela destilaria Mount Gay, a mais tradicional de Barbados, na capital Bridgetown


O tour começa pela brand room, uma sala com explicações sobre a origem da destilaria, passa por um anfiteatro onde assistimos um vídeo sobre a história e o processo produtivo, chegando à planta onde o rum é engarrafado e depois distribuído para mais de 55 países em todo o mundo. A visita dura em torno de 45 minutos, mas são os últimos 10 minutos que fazem todo o tour valer à pena.

A degustação passa pelos quatro principais blendings da marca: Eclipse Silver, Eclipse, Black e Extra-Old. O que as diferencia é o tempo de envelhecimento nos barris de carvalho, sendo a Silver filtrada após o envelhecimento, perdendo a coloração amarelada peculiar do rum. O que faz um rum muito especial, além da qualidade da planta e do melaço de cana utilizado no processo, são os blendings feitos pelo “master blend” da marca. Os segredos que fazem o Mount Gay Rum ser considerado um dos melhores runs do mundo não são revelados, mas umas dicas como ser dos poucos com dupla destilação no mundo. Outro ingrediente especial é a água da ilha de Barbados, filtrada naturalmente nos lençóis freáticos e nas rochas calcárias da ilha de formação coralínea.

Deliciosa degustação de rum na destilaria Mount Gay, a mais tradicional de Barbados, na capital Bridgetown

Deliciosa degustação de rum na destilaria Mount Gay, a mais tradicional de Barbados, na capital Bridgetown


Uma dica importante é não fazer como nós e escolher o último horário de visita (15h30), pois a guia pode estar apressada para ir embora. Como chegamos mais cedo acabei acompanhando um tour especial feito para um grupo de turistas de um cruzeiro. A apresentação e a experiência de degustação foram completamente diferentes! Além de mais detalhes sobre como apreciar e diferenciar os tipos de rum, o bom humor e as informações dadas pelo embaixador da marca fizeram a experiência especial.

Deliciosa degustação de rum na destilaria Mount Gay, a mais tradicional de Barbados, na capital Bridgetown

Deliciosa degustação de rum na destilaria Mount Gay, a mais tradicional de Barbados, na capital Bridgetown


Após alguns shots demoradamente saboreados, não poderíamos sair dali sem uma garrafinha de Mount Gay, e o Extra Old foi o preferido pelo casal aqui.

Relaxando no fim de tarde na varanda do nosso quarto em Dover, na costa sul de barbados

Relaxando no fim de tarde na varanda do nosso quarto em Dover, na costa sul de barbados


Ainda que não tenha muitos atrativos, o centro histórico da capital Bridgetown merece uma visita rápida. Caminhamos entre os prédios históricos, suas ruas movimentadas de final de expediente, senhores reunidos para um efusivo jogo de dominó e taxistas insistentes.

Prédio do Parlameno em Bridgetown, a capital de Barbados

Prédio do Parlameno em Bridgetown, a capital de Barbados


Ponte de pedestres sobre o canal em Bridgetown, a capital de Barbados

Ponte de pedestres sobre o canal em Bridgetown, a capital de Barbados


Movimentado jogo de dominó nas ruas de Bridgetown, a capital de Barbados

Movimentado jogo de dominó nas ruas de Bridgetown, a capital de Barbados


O final de tarde foi em um happy hour na Accra Beach, com os nossos novos amigos viajantes que encontramos em um ótimo acaso Rosa e Roberto, que vieram do Rio para passar 15 dias entre Barbados e Santa Lúcia! Rosa é super conectada e sabia todas as dicas do Viaje na Viagem e dos nossos amigos blogueiros que acabamos de encontrar em Washington DC e no Dellaware, o Aprendiz de Viajante e o MauOscar, super bacana! A parada que seria rápida acabou se estendendo de tão bom que estava o papo, trocando dicas de viagem com a Rosa e fotografia sub, uma das paixões do Roberto. Praia, chuva, sol, rum e novos amigos, um bom resumo de um típico dia de férias caribenhas.

Encontro com o casal brasileiro Rosa e Rogério, em Carlisle Bay, sul de Bridgtown, capital de Barbados

Encontro com o casal brasileiro Rosa e Rogério, em Carlisle Bay, sul de Bridgtown, capital de Barbados

Barbados, Bridgetown, Mount Gay, Praia, rum

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Carnaval a Cayenne

Guiana Francesa, Cayenne

Fantasia de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa

Fantasia de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa


Cayenne foi o primeiro vilarejo construído pelos franceses no século XVII. Estas terras foram disputadas pelos ingleses, holandeses e chegaram a ser ocupadas pelos portugueses durante 8 anos. Apenas no meio do século XIX os franceses retomaram o controle do território e decidiram utilizá-la como Colônia Penal Francesa. Vários presos foram trazidos da Europa, mas a maioria deles acabou vítima da malária e febre amarela, o que dificultou ainda mais o desenvolvimento de uma comunidade em torno destas colônias, formadas por funcionários e policiais. Apenas em meados do século XX a Guiana passou a receber maior imigração e começou a ter sua costa ocupada, sendo 90% do território país coberto por florestas intocadas até os dias atuais.

Desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa

Desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa


Chegamos à Cayenne em um período de feriado, onde os serviços e comércio estão funcionando apenas no período da manhã e ainda assim com pouco movimento. O tempo incerto e chuvoso acaba espantando as pessoas das ruas e diminuindo as nossas possibilidades de exploração, por isso estamos aproveitando bem a infra-estrutura do nosso hotel para descansar, trabalhar e encontrar soluções para as nossas questões burocráticas. Conseguimos contato com um funcionário do Consulado Brasileiro que nos confirmou que segunda-feira o consulado não irá funcionar. Para piorar um pouquinho descobri que tenho uma situação pendente no tribunal eleitoral de 2006, ocasião em que estava de férias mochilando pela Europa. Pior foi que quando eu voltei dessa viagem em liguei no TRE e me disseram que não havia o que justificar se eu havia votado no primeiro turno, desgraça! Enfim, nos resta apenas o visto para o Suriname, cujo consulado estará funcionando amanhã pela manhã.

A noite cai em desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa

A noite cai em desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa


Hoje a nossa grande expectativa estava voltada para o maior acontecimento da cidade, a Grande Parada de Carnaval de Cayenne. Um grande desfile de criatividade de todas as etnias e nacionalidades que compõe a Guiana Francesa. Os grupos seguem um circuito montado pelas principais avenidas da cidade, a Praça Léopold Héder fica coberta de barraquinhas que vendem doces, bebidas e comidas, foi montado também um pequeno parque de diversões e arquibancadas e um palco que ajuda a apresentar os diferentes blocos carnavalescos. Os blocos são claramente uma iniciativa popular, aqueles que conseguem algum patrocinador ou apoiador conseguem fantasias mais elaboradas, mas isso não inibe que outros mais simples também se apresentem. Divididos por interesses, grupos escolares, etnias, nacionalidades, temas, todos tem espaço para mostrar a sua criatividade e esbanjar alegria mesmo abaixo de chuva.

Desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa

Desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa


Nas calçadas a população acompanha sob guarda-chuvas, capas plásticas e marquises. Crianças de colo até senhoras de 70 anos se divertiam ao ver seus amigos e familiares passarem. Nós esperávamos ver um grupo de capoeiristas, onde Elza, nossa amiga francesa de Algodoal, estaria tocando. Infelizmente acabamos nos desencontrando e não conseguimos torcer por ela na avenida. O grupo brasileiro e o dominicano foram os mais animados, pelo que ouvimos falar, mas eu fiquei mesmo curiosa foi de ver um grupo chinês! Rsrsrs! Até onde vimos eles não compareceram à avenida. As festividades de carnaval continuam por aqui, outros desfiles menores e festas paralelas continuarão. Amanhã, depois do Consulado do Suriname, veremos se poderemos comemorar junto deles!

Desfile de carnaval nas ruas de Cayenne, na Guiana Francesa

Desfile de carnaval nas ruas de Cayenne, na Guiana Francesa

Guiana Francesa, Cayenne, Carnaval

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Diz aí se você gostou, diz!

Miami at night!

Estados Unidos, Flórida, Miami

Muito trabalho, pouco stress! Adoro esta frase-título de um blog que acompanho de um amigo e antigo diretor. Este é o nosso ideal e é o que estamos buscando com esse projeto. Muitos acreditam que não vamos trabalhar, que é só uma bela viagem... Mas o que estes primeiros dias de viagem aqui em Miami estão nos mostrando é que sim, vamos trabalhar muito e espero termos retorno em médio prazo... Mas com certeza estamos bem menos estressados.

Hoje, domingão, todos vêm aos clubes de golf e tênis, além da praia que estava convidativa! O acesso à Key Biscayne é uma ponte com duas pistas, portanto com o agito do final de semana, unido ao spring break, a final do Open de Tênis e ao Seaquarium lotado, ficamos simplesmente presos aqui por umas 2 horas de trânsito para qualquer lugar. Nossa programação foi trabalhar durante o dia para aproveitar Miami at night! Esperamos o Roddick ganhar o jogo, receber a premiação e mais um pouco para depois sair de casa encontrar a Juliane e o David no Nikki Beach. Saímos de casa as 5.30pm e ainda assim pegamos 1h30 de engarrafamento, no mesmo percurso que levaria normalmente 20 minutos no máximo.

Nikki Beach Club! Lá vemos de tudo! É um club ao ar livre, na beira da praia. Uma delícia! DJ tocando aquele line up mais pop possível para agradar a gregos e troianos... Ou melhor, à brasucas, colombianos, hondurenhos e ao David, único inglês que deveria estar ali. Americano mesmo acho que não tinha um. Até a nossa garçonete era brasileira, super simpática, mas que acabou confessando... Também não agüenta mais tantos brasileiros juntos. ”Hoje está demais!” disse Andressa e emendou “Eu nunca diria que vocês são brasileiros!”, também pudera... O comportamento de alguns brasileiros fora do Brasil é no mínimo embaraçoso.

Dançamos muito, aproveitamos as últimas horas com a Ju e o David que amanhã cedo já vão voar de volta para Nova Iorque. Espero poder encontrá-los logo novamente, mas agora acho que será só quando chegarmos de carro novamente nos EUA, o que deve levar pelo menos 500 dias da nossa viagem. Mais tarde, resolvemos entrar no club e aproveitar a balada noturna no Nikki. Final de noite no Fridays comendo a famosa junk food americana.

Balada no Nikki - South Beach

Balada no Nikki - South Beach

Estados Unidos, Flórida, Miami,

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Bem vindos à Búzios!

Brasil, Rio De Janeiro, Niterói, Búzios

Fim de tarde na orla em frente à Armação de Búzios - RJ

Fim de tarde na orla em frente à Armação de Búzios - RJ


Despedida do Rio de Janeiro foi uma das mais difíceis, pois além de sabermos que foi a última base familiar que encontraremos por um longo período, deixamos de fazer muuuuuitas atividades. Escalar a Pedra da Urca, o Pão de Açúcar, um passeio de barco pela baia, além de deixar o Festival de Cinema do Rio sem ter visto um filme sequer, isso sem contar os amigos que não conseguimos encontrar. Bem, não podemos ter tudo na vida, vamos seguir viagem sabendo que um dia voltaremos.

Com a Bebel e a Íris, na despedida do Rio de Janeiro - RJ

Com a Bebel e a Íris, na despedida do Rio de Janeiro - RJ


A viagem hoje já começa interessante, passando pela maior ponte brasileira, uma obra de engenharia absurda da década de 70, a Ponte Rio-Niterói. Atravessamos a ponte para o que alguns dizem ser uma das cidades mais privilegiadas do Brasil, pois tem a melhor vista do Rio de Janeiro! Rsrsrs!

Atravessando a ponte Rio-Niterói - RJ

Atravessando a ponte Rio-Niterói - RJ


Brincadeiras à parte é verdade, a vista é lindíssima, principalmente do Museu de Arte Contemporânea, o MAC. Obra conhecidíssima de Oscar Niemeyer, o MAC fica localizado na região do Ingá, em um rochedo à beira bar com o Pão de Açúcar e o Corcovado ao fundo, belíssimo!

O MAC, em Niterói - RJ

O MAC, em Niterói - RJ


O MAC, arquitetura de Niemeyer, em Niterói - RJ

O MAC, arquitetura de Niemeyer, em Niterói - RJ


Uma hora e meia depois chegamos à península de Armação de Búzios. Eu passei apenas uma vez por aqui com meus pais, quando era pequena, na Praia do Forno. Decidimos ficar hospedados na Praia dos Ossos, nem tão longe da tranquilidade, nem tão perto do agito.

Casa na Praia dos Ossos, em Búzios - RJ

Casa na Praia dos Ossos, em Búzios - RJ


Uma caminhada pela Orla Bardot, assim conhecida por ter sido destino de Brigitte Bardot nos anos 60, e chegamos à Rua das Pedras, centro turístico comercial de Búzios. Lojas de biquínis e hawaianas são facilmente encontradas em cada esquina, mescladas entre lojas de marcas caríssimas e boates internacionais descoladíssimas como a Pachá e o Café Del Mar.

Ana e Brigitte, Brigitte e Ana, em Búzios - RJ

Ana e Brigitte, Brigitte e Ana, em Búzios - RJ


Chegamos aqui uma tranqüila segunda-feira, logo após a etapa do Campeonato Brasileiro de Surf, que aconteceu nos últimos 4 dias na Praia de Geribá. Ainda vemos alguns turistas, mas sem dúvida somos muito sortudos de poder conhecer a Vila de Búzios nesta tranqüilidade. Depois de almoçarmos, caminhamos pela Orla Bardot, pela Praia dos Ossos até a Praia Azeda.

Praias Azeda e Azedinha, em Búzios - RJ

Praias Azeda e Azedinha, em Búzios - RJ


Vimos os últimos raios de luz na Azedinha, aprendendo um pouco sobre a pesca artesanal com o Idanir que estava ali, pacientemente cercando um cardume de sardinhas. Esta é a melhor hora para cercá-las, hora do jantar dos peixes espadas. Elas fogem deles vindo para o raso, aí é a hora dos pescadores passarem a rede e a fecharem na enseada. Vimos um pingüim ali também, aproveitando a janta farta, já que estavam todas encurraladas na rede.

Pescando sardinhas na Azedinha, em Búzios - RJ

Pescando sardinhas na Azedinha, em Búzios - RJ


Idanir nos explicou também que antes de fecharem o cerco eles fazem uma amostragem dos peixes com 2 garrafadas em cada ponta da enseada, se mais de 10% forem menores que 16 ou 17cm eles não passam a rede. Sardinhas menores ainda não reproduziram, por isso o Ibama faz o trabalho de fiscalização, multando os pescadores que não respeitarem a regra. Idanir nos contou que ficou mais de 15 dias aguardando os cardumes adultos chegarem, até que na semana passada conseguiu tirar 16 toneladas! Que fartura! Bem vindos à Búzios!

'Pescadores' em Búzios - RJ

"Pescadores" em Búzios - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Niterói, Búzios, Praia

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Santiago em um dia

Chile, Santiago

Arte nas ruas de Santiago, capital do Chile

Arte nas ruas de Santiago, capital do Chile


Uma cidade circundada por montanhas e no meio dela prédios, rios, história, poluição, cultura, pobreza, música e injustiças, todos os contrastes de uma típica capital latino americana. A leste está a Cordilheira dos Andes, na divisa com a Argentina, à oeste a Cordilheira Costanera, ambas fazem de Santiago um caldeirão de asfalto estampado no coração do Chile.

Santiago, capital do Chile, em frente ao Museu de Bellas Artes

Santiago, capital do Chile, em frente ao Museu de Bellas Artes


Vista de Santiago, capital do Chile, na subida do Cerro San Cristobal

Vista de Santiago, capital do Chile, na subida do Cerro San Cristobal


São 5,5 milhões de habitantes divididos basicamente em dois “Chiles”, “o Chile dos que vivem pra lá da Plaza Itália e o dos que vivem para cá”. Isso me disse uma amiga que nasceu, cresceu e ainda vive em Santiago. Ao norte estão os bairros mais ricos, edifícios comerciais modernos, grandes shoppings, restaurantes bacanas e boutiques. Ao sul os bairros de classe média com toda a infraestrutura, problemas e o dia a dia normal de uma grande cidade.

Passeio no centro financeiro de Santiago, capital do Chile

Passeio no centro financeiro de Santiago, capital do Chile


Com a dica do nosso amigo viajante e local, Pablo, elegemos a região de Lastarria como base. Ao lado do Parque Forestal, Lastarria é um bairro super central localizado entre o Bellas Artes, o centro, arredores da Plaza de Armas e Bella Vista. Ficamos hospedados no Hostal Forestal onde encontramos o primeiro brazuca dos muitos que ainda estavam por vir. Impressionante como vemos turistas brasileiros em Santiago! E a temporada de esqui nem está aberta. Naquela tarde caminhamos descompromissadamente até a Plaza de Armas vendo o agito dos ambulantes, evangélicos fervorosos pregando para alguns curiosos, casais de namorados sentados no banco da praça e uma senhora simpática, que nos olhou encantada num momento romântico do casal aqui.

Caminhando pelo Parque Forestal, em Santiago, capital do Chile

Caminhando pelo Parque Forestal, em Santiago, capital do Chile


É claro que essa primeira andadinha ajudou a nos familiarizarmos com a cidade, mas o roteiro de visita mesmo, teve um pique um pouquinho diferente. Decidimos andar por Santiago e conhecer os pontos mais importantes da cidade em um dia! A cidade é bem plana e super fácil de andar, bicicletas podem ser uma opção, embora dificulte a entrada em alguns lugares. Nosso tour em Santiago foi todo pensado por um casal de amigos, Pablo que nasceu e viveu quase toda a sua vida na capital, e Andrea, que nasceu em Rengo, mas fez a faculdade em Santiago. Começamos o dia perto das 10h da manhã (por que também ninguém é de ferro), cruzando o bairro de Bellas Artes, região repleta de restaurantes e museus, alamedas e passeios, duas Faculdades de Direito e uma vida noturna bem agitada.

Prédio do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile

Prédio do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile


O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Nosso destino, La Chascona, nada mais nada menos do que a casa do mais famoso escritor e poeta chileno, Prêmio Nobel de Literatura, Pablo Neruda. A casa em que Neruda viveu de 1955 até 1973, o ano de sua morte.

La Chascona, a casa de Neruda no bairro de Bella Vista, em Santiago, capital do Chile

La Chascona, a casa de Neruda no bairro de Bella Vista, em Santiago, capital do Chile


La Chascona foi uma das três casas de Neruda e está localizada aos pés do Cerro San Cristóbal, no Barrio Bellavista. Em 1953 o poeta comprou o terreno e iniciou a construção da casa com projeto de um arquiteto catalão Germán Rodriguez Ariaz. O nome La Chascona foi dado em homenagem à sua então amante Matilde Urrutia, uma bela mulher de cabelos rebeldes e avermelhados. Matilde era estudante de música, ela e Pablo se conheceram em 1946, mas o romance começou apenas 3 anos mais tarde em terras mexicanas. A casa foi o esconderijo amoroso do casal e em 1955 se tornou a vivenda oficial do poeta, após a separação de sua então esposa Delia del Carril. Lá Neruda viveu até a sua morte, 12 dias depois do Golpe Militar Chileno.

La Chascona, a charmosa casa de Pablo Neruda em Santiago, capital do Chile

La Chascona, a charmosa casa de Pablo Neruda em Santiago, capital do Chile


A versão oficial da sua morte foi um câncer com o qual ele lutava há alguns anos. Porém existem fortes evidências de que sua morte foi acelerada, o motivo seria a sua ligação ao Partido Comunista. Às vésperas de sua morte a La Chascona foi invadida pelos militares e destruída, moveis, vidros e tudo o que viram pela frente. Matilde decidiu então, fazer o seu velório ali mesmo em meio ao vandalismo militar, como primeiro ato de protesto ao governo golpista.

La Chascona, a charmosa casa de Pablo Neruda em Santiago, capital do Chile

La Chascona, a charmosa casa de Pablo Neruda em Santiago, capital do Chile


Agora, anos mais tarde e longe das garras de Pinochet e seus comparsas, este assunto já poderia ter sido esclarecido, porém a família preferia não revolver esta história. Entretanto soubemos recentemente que independente disso o povo e a história devem saber a verdade e então será feita a exumação do corpo para estudo e fechamento do caso.

Visitando La Chascona, a casa de Neruda em Santiago, capital do Chile

Visitando La Chascona, a casa de Neruda em Santiago, capital do Chile


A casa é uma obra de arte, um museu com coleções de peças de arte de todos os cantos do mundo por onde viajou o diplomata e poeta. A sala em forma de barco demonstra a paixão de Neruda pelo mar e pelo bar, com um balcão de cobre vindo de um antigo barco francês. As peças coloridas demonstram a alegria e a visão positiva da vida que Neruda compartilhava com amigos e mulheres. Bem humorado ele inventou uma porta falsa de acesso direto do seu quarto para a sala para poder surpreender seus convidados, que se serviam de sal e pimenta em saleiros que diziam “marijuana” e “morfina”. Sua sala com pinturas de amigos modernistas como Diego Rivera tem uma linda vista para o bairro, enquanto o bar, na parte alta do terreno presta homenagem aos seus poetas preferidos. No seu escritório de trabalho e sala de leitura vemos parte da sua coleção de livros, prêmios e fotos com alguns dos seus amigos como Vinícius de Morais e Jorge Amado. É, ele soube viver.

Descansando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile

Descansando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile


A visita dura em torno de 40 minutos e é feita com um áudio-guia que conta tudo sobre a casa, a vida e a história de Neruda. Detalhe, não é permitido tirar fotos dentro da casa... então vocês terão que ir até lá para conferir.

A bela fachada do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile

A bela fachada do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile


Próxima parada: Cerro San Cristóbal! A maior montanha no centro de Santiago é também um dos seus principais parques, com zoológico e tudo. Do alto, uma bela vista de toda a região e a Virgen de la Inmaculada Concepción, um símbolo da cidade. Subimos o cerro em um funicular e atravessamos o foggy espesso que paira pela cidade.

Em dia de muito fog e poluição, quase não se vê as montanhas andinas que circundam Santiago, capital do Chile, do topo do Cerro San Cristobal

Em dia de muito fog e poluição, quase não se vê as montanhas andinas que circundam Santiago, capital do Chile, do topo do Cerro San Cristobal


Essa mistura de poeira e poluição fica presa pelos ares frios trazidos pelos Andes. Lá do alto podemos ver a zona central e uma sombra dos Andes detrás da cortina de fumaça. Os ventos são importantíssimos para a cidade de Santiago, ainda mais em um dia como hoje, quem está lá embaixo mal pode se dar conta da qualidade do ar que está respirando. A tarde, porém, a camada de ar mais próxima ao chão se aqueceu, subiu e a inversão térmica limpou o céu da cidade, liberando vistas maravilhosas das montanhas ao nosso redor.

A famosa estátua de Nossa senhora no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

A famosa estátua de Nossa senhora no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Descemos o Cerro San Cristóbal a pé em uma deliciosa caminhada, com novos ângulos e novas vistas da cidade a cada curva. Demoramos quase uma hora na descida e, com ajuda de Pablo e Andrea, aos poucos fomos entendendo melhor sobre a cidade e suas peculiaridades.

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


O almoço foi em um restaurante tradicional a duas quadras do funicular, o Venezia. Este restaurante de comida típica chilena tem pratos como la Cazuela de Pollo e o Charquicán, uma sopa de lentilhas com charqui ou algum tipo de linguiça, muito saboroso! Eu ainda provei um clássico encontrado em vários países latinos, a Palta a la Reina, abacate recheado com frango temperado. O Venezia é tão antigo e tradicional, que era frequentado pelo mais ilustre morador do bairro, que tem seu lugar preferido marcado em uma placa de honra.

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


A mesa preferida de Pablo Neruda no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

A mesa preferida de Pablo Neruda no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


Para fazer a digestão continuamos a caminhada, agora ao longo do Parque Forestal, com uma parada rápida no Museu de Belas Artes e seguindo até o antigo Mercado Central. Um dos melhores lugares da cidade para comer marisco fresco em um ambiente descontraído e muito charmoso.

Venda de patas de caranguejo no Mercado Central de Santiago, capital do Chile

Venda de patas de caranguejo no Mercado Central de Santiago, capital do Chile


O imponente saguão do Mercado Central, em Santiago, capital do Chile

O imponente saguão do Mercado Central, em Santiago, capital do Chile


Despedida da Andrea, em Santiago, capital do Chile

Despedida da Andrea, em Santiago, capital do Chile


Lá nos despedimos de Andrea, que seguia para uma consulta médica, e nós continuamos para o mais autêntico e real La Vega Central, um mercadão com centenas de bancas de frutas, verduras e legumes, cereais, queijos e artesanatos. Chama a atenção a quantidade e variedade de azeitonas, além das lindas alcachofras e das frutas secas como o huesillo (pêssego seco), que é parte integrante de uma das sobremesas mais queridas por aqui, o mote com huesillo. Mote é a versão cozida de diversos grãos, neste caso o grão de trigo. Eu não gosto desse tipo de fruta em calda, mas o Rodrigo provou e adorou.

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile


Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile


Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile


Voltamos pelo mercado das flores, visitamos a Estación Mapocho, uma antiga estação ferroviária super fotogênica que foi fechada após danos feitos por terremotos e o abandono da linha férrea. Hoje ela é um espaço de eventos bacaníssimo.

caminhando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile

caminhando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile


Dali ao La Piojera, um dos bares mais tradicionais da cidade, em funcionamento há mais de 70 anos! Um beco que acaba em um galpão de cadeiras simples, paredes desenhadas e balcão de madeira é popular por seu drink super alcoólico, o terremoto. Assim batizado após o terremoto que abalou a cidade em 1985, o coquetel leva vinho pipeño (ou vinho branco), sorvete de abacaxi, Fernet, Granadina, Rum e Conhac! A terra tremeu, mas nem tanto, pois dividimos um copão desses para nós três! Kkk!

O tradicional bar La Piojera, em Santiago, capital do Chile

O tradicional bar La Piojera, em Santiago, capital do Chile


Produção em série de 'Terremotos', no balcão do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile

Produção em série de "Terremotos", no balcão do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile


Servindo o famoso 'Terremoto', drinque típico do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile

Servindo o famoso "Terremoto", drinque típico do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile


Achando que a tarde acabava em um bar, é? Ainda não! Continuamos a nossa caminhada até a Plaza de Armas, visitamos rapidinho a Catedral e descemos pelo Paseo Ahumada, um calçadão comercial cheio de lojas e vendedores, festas, artistas de rua e muita gente.

Caminhando pela Calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile

Caminhando pela Calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile


Demos a sorte de encontrar ali duas das principais expressões culturais populares desta região no Chile: la cueca, a dança nacional que imita o cortejo de um galo à uma galinha, e os chinchineros que são praticamente uma orquestra de tambores ambulante! Além de tocar o tambor com pés e mãos, eles dançam e giram enlouquecidamente no meio da gente impressionada com as suas peripécias. Um show à parte.

Show de cueca, dança típica, na calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile

Show de cueca, dança típica, na calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile


Os famosos músicos que cantam e dançam ao mesmo tempo, típicos de Santiago, capital do Chile

Os famosos músicos que cantam e dançam ao mesmo tempo, típicos de Santiago, capital do Chile


Aqui para estes lados do continente o sol se põe mais tarde, já eram mais de 19h e o sol estava se pondo naquele dia perfeito em terras santiaguinas. Do alto do Cerro Santa Lucia vimos o pôr do sol sobre os arranha-céus da capital chilena, luz linda, ao fundo o cerro San Cristóbal e agora totalmente visíveis, a incrível e nevada Cordilheira dos Andes.

Subindo o Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile

Subindo o Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile


Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia

Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia


Depois de um banho rápido e uma descansadinha no hotel, se você ainda tiver pique a noite pode continuar nos bares de Bellas Artes, que mesmo em uma quarta-feira estavam bem movimentados e cheio de jovens descolados! Nós fomos direto ao Galindo, um dos clássicos santiaguinos. Provamos a chorrillana, prato local de batata frita com carne desfiada, cebola e ovos, para acompanhar uma cerveja stout encorpada e cheia de personalidade.

Muito romantismo no alto do Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile

Muito romantismo no alto do Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile


Uau! Achou que Santiago não teria nada para conhecer?! Aí está a sugestão de um dia explorando a cidade de Santiago. Tudo isso ainda sem contar com a infinidade de museus que você pode visitar, restaurantes para descobrir e wine tastings para se embebedar. Mas se você é dos nossos e gosta de caminhar, anota esse roteiro aí que não irá se arrepender!

Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia

Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia

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