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St Georges à Cayenne

Guiana Francesa, Saint Georges, Cacao, Cayenne

Caixas de correio em estrada rural na região de Cacao, na Guiana Francesa

Caixas de correio em estrada rural na região de Cacao, na Guiana Francesa


St Georges está na fronteira, mas já podemos notar claramente que não estamos mais no Brasil. A arquitetura colonial francesa, a organização e limpeza nas ruas nos faz lembrar que chegamos em território europeu, em plena América do Sul.

Nosso hotel em Saint Georges de L'Oyapoque, na Guiana Francesa

Nosso hotel em Saint Georges de L'Oyapoque, na Guiana Francesa


“A cidade é pequena, todos se conhecem”, nos conta uma brasileira que vive aqui há 10 anos. Grande parte das pessoas que vivem em St Georges está ligada aos serviços do governo francês, só na PAF (Policie aux Frontiere) são mais de 60 policiais, sem contar o exército, aduana, etc. Todos os postos são ocupados por franceses vindos da metrópole e não guianeses. Ela veio para St Georges com apenas 17 anos em uma época que era menos rigorosa a fiscalização e logo conseguiu se legalizar. Não foi fácil acostumar com a vida em uma cidade pequena, aprender outra língua (francês e creole) e outra cultura, mas ela está feliz com o resultado: além de criar um filho de 8 anos, já conseguiu construir a sua casa em St Georges e comprou uma casa para sua família em São Luis.

Monumento na praça central da pequena Saint Georges de L'Oyapoque, na Guiana Francesa

Monumento na praça central da pequena Saint Georges de L'Oyapoque, na Guiana Francesa


Nas ruas é fácil notar a grande mescla cultural que forma a população do guianense. São negros vindos do Caribe, Haiti, República Dominicana e antigos escravos trazidos da África ou fugidos do Brasil na época da colônia, assim como índios, laosianos, brasileiros, franceses, chineses, entre outros. O Brasil possui a mesma diversidade, sim, mas ela está espalhada e dividida no imenso território, aqui a população total é em torno de 200 mil pessoas, a maioria vive entre Cayenne e Korou, então o contraste entre as diversas nacionalidades fica muito mais claro.

Chegando na pequena Cacao, na Guiana Francesa

Chegando na pequena Cacao, na Guiana Francesa


Continuamos nossa viagem de St Georges para Cayenne passando por uma pequena vila chamada Cacao. Um vilarejo Hmong, grupo vindo do Laos na década de 70, fugidos da guerra do Vietnam. Os Hmong são os maiores produtores de hortaliças e frutas da Guiana Francesa, produção que é toda consumida internamente.

Arquitetura típica do Laos, cujos imigrantes fundaram Cacao, na Guiana Francesa

Arquitetura típica do Laos, cujos imigrantes fundaram Cacao, na Guiana Francesa


A vila fica em uma região montanhosa, em meio á vales e rios de água clara e florestas úmidas tropicais. Ali peto fica um dos melhores trekkings da Guiana, segundo o nosso guia de viagens, mas infelizmente pudemos explorar pouco a região, já que a chuva continuava intensa.

Vista de Cacao, na Guiana Francesa

Vista de Cacao, na Guiana Francesa


Seguimos viagem pela sinuosa estrada, por entre matas preservadas e riachos, para chegar à Cayenne. Fomos parados pela polícia rodoviária e logo tiramos mais uma das aflições de Rodrigo da nossa cabeça, o de não termos recebido um papel de importação temporária na aduana francesa, eles disseram não precisar. O policial nos pediu documentos e os nossos brasileiros foram suficientes. Eram pouco mais de 3 horas da tarde e estávamos ansiosos para chegar, buscarmos informações sobre a abertura dos consulados brasileiro e surinamês, acessarmos a internet, etc. Acabamos nos instalando em um dos melhores hotéis da cidade, não é caro se comparado com o Brasil e possuía vagas em um período de carnaval. Logo descobrimos que não poderíamos ter feito melhor opção, além de estarmos bem no centro de Cayenne, o staff é super atencioso e foi muito prestativo fornecendo informações e contatos que devem nos ajudar a resolver a situação.

O antigo Palácio dos Jesuítas, em Cayenne, na Guiana Francesa

O antigo Palácio dos Jesuítas, em Cayenne, na Guiana Francesa


Aproveitamos ainda o pouco de dia que nos restava e fomos conhecer a Place Léopold Héder e o Fort Cépérou. Este ainda está em funcionamento, portanto possui uma grande área restrita, zona militar, mas tem também uma pequena área que pode ser visitada, ainda que pareça estar completamente abandonada. Lá do alto conseguimos finalmente enxergar o mar e praticamente toda a cidade. Rodeada por mangues, Cayenne não possui uma orla de rio ou praias, deixando este papel para os distritos vizinhos a leste.

No alto de colina em Cayenne, com o mar ao fundo, na Guiana Francesa

No alto de colina em Cayenne, com o mar ao fundo, na Guiana Francesa


Embora pareça tranquilo, o dia de hoje acabou sendo meio tenso, já que passamos cada minuto conjecturando todas as possibilidades que tínhamos de resolver os problemas com vistos e o meu passaporte. E se não eu conseguir o visto do Suriname? E se eu não conseguir um passaporte temporário no Consulado Brasileiro? E se? Como eu disse, o Ro adora se preocupar, mas só poderemos mesmo ter certezas na segunda-feira cedo, quando as coisas devem funcionar e temos esperanças dos consulados abrirem. Até lá, dedos cruzados e pensamentos positivos, pois aparentemente fácil foi entrar na Guiana, difícil será sair!

Guiana Francesa, Saint Georges, Cacao, Cayenne,

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Viagem ao Coração da Amazônia

Brasil, Amazonas, Tefé, Mamirauá

Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas

Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas


Quem nos segue sempre já me viu usando essa expressão: degradê cultural. Sempre à apliquei mais à cultura, pois nas nossas aulas de geografia aprendemos sobre as florestas, matas de transição e novos biomas que se seguem, mas culturalmente esquecemos que o mesmo acontece. A mescla, miscigenação e influência das diferentes origens, climas e meio ambiente vai mudando gradativamente a cultura dos habitantes dessas terras. Na nossa viagem vemos e vivemos intensamente este degradê e precisamos apurar o nosso olhar para percebê-lo e dar-lhe o devido valor. Para mim esse olhar é que torna a experiência de viajar de carro muito mais rica.

Porto de Tefé, no Amazonas

Porto de Tefé, no Amazonas


Volta e meia, porém, temos a oportunidade de sentir uma coisa diferente, algo que eu sempre fui apaixonada nas minhas viagens e que viajando de carro nós perdemos: o impacto da mudança. Pegar um avião aqui e ir para a Índia, Japão, Estados Unidos, Europa ou até mesmo algum outro canto do Brasil, nos faz sentir o impacto cultural. O tipo de comida, o clima, os sotaques e expressões regionais, a natureza, a cidade, enfim, tudo muda radicalmente!

Uma gigantesca Samaúma, na região de Tefé, no Amazonas

Uma gigantesca Samaúma, na região de Tefé, no Amazonas


Mesmo já conhecendo o norte brasileiro, voltar à Amazônia depois de uma viagem à São Paulo, foi impactante. Um impacto delicioso, diga-se de passagem. Sair da chuva de lá, para a chuva daqui, com cheiro de mato, aquele calor úmido típico do nosso inferno verde e inclusive os ventos de inverno que deixam o clima bem ameno nessa época do ano. Depois de 2 dias dirigindo de Boa Vista até Manaus era hora de desbravarmos a Floresta Amazônica de um jeito diferente, mais íntimo e muito especial.

Transporte por voadeiras, muito comum em Tefé, no Amazonas

Transporte por voadeiras, muito comum em Tefé, no Amazonas


Há mais de 10 anos eu sonho em conhecer a Reserva do Mamirauá. A primeira vez que ouvi falar sobre ela foi através de um amigo que se mudou de Curitiba para viver na floresta amazônica trabalhando nesta reserva. Ele me convidou naquela ocasião e eu, por vários motivos, acabei não conseguindo conciliar a visita, mas a vontade e a promessa de que um dia iria até lá, estava finalmente sendo cumprida.

Em Tefé, pronto para seguir para a Reserva de Mamirauá, no Amazonas

Em Tefé, pronto para seguir para a Reserva de Mamirauá, no Amazonas


Tefé, a “Princesinha do Solimões”, está no coração da Amazônia e é a Sede do Instituto Mamirauá. Há 575 km de Manaus, Tefé possui uma população de aproximados 62 mil habitantes e é a cidade mais próxima à Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Mamirauá.

Casas ribeirinhas na região de Tefé, no Amazonas

Casas ribeirinhas na região de Tefé, no Amazonas


Pegamos o vôo de Manaus a Tefé, vôo lindo sobre a floresta verde entrecortada por rios caudalosos. Adoro voar na Amazônia! Chegando ao aeroporto de Tefé fomos recebidos pela Flávia no aeroporto. O transfer nos levou ao porto de Tefé onde pegamos o barco para mais duas horas de viagem pelo Rio Japurá até a Pousada Uacari.

A caminho da Reserva de Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

A caminho da Reserva de Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Fomos recebidos pela equipe da pousada para uma apresentação geral do hotel, do programa e do grupo que estaria passando os próximos 5 dias conosco na pousada flutuante. Cada casal ou família tem o seu chalé com uma varanda, redes, camas com mosquiteiras, banheiro com água aquecida por placas solares e uma vista incrível para a Floresta Amazônica. Os chalés são interligados por passarelas flutuantes até o prédio principal que, além do bar e restaurante, possui também uma sala onde são dadas palestras e são projetados filmes e documentários sobre a Amazônia.

Palestra de recepção na Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Palestra de recepção na Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Após o almoço saímos para o nosso primeiro passeio de barco. Nosso guia Adriano, começou o trabalho de educação sobre a flora e a fauna local, apresentando as árvores, pássaros e os nossos amiguinhos mais comuns por ali, os macacos de cheiro. A luz de fim de tarde nesse lugar é incrível. A floresta espelhada no rio uma das cenas inesquecíveis da várzea amazônica.

A floresta alagada na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

A floresta alagada na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Nós tivemos a sorte de estar lá no mesmo período que os pesquisadores do Projeto Uiareté, projeto que pesquisa as onças pintadas que vivem na várzea amazônica. À noite tivemos uma palestra com o Emiliano Ramalho, biólogo especializado em felinos e que está mapeando a área onde vivem, os hábitos alimentares e peculiaridades desta população de onças pintadas que se adaptou para viver em uma área alagada da floresta.

Encontro com macacos na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Encontro com macacos na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


A palestra foi incrível, difícil só é avistar essa bichinha. Elas são exímias nadadoras, se embrenham na mata caçando na água e nas árvores e descansam nos apuís de onça, figueiras com galhos robustos e praticamente horizontais. Depois disso nós não tiramos os olhos dos apuís, mas mesmo Emiliano, que passa boa parte do seu tempo procurando as onças, só consegue encontrá-las com a ajuda de suas antenas de rádio que sintonizam as coleiras com rastreador já colocadas em algumas delas.

Enttrando na belíssima Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Enttrando na belíssima Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


É, essa temporada aqui no Mamirauá promete! A nossa viagem ao coração da Amazônia está só começando.

Onde ficar e Como chegar

Chegando à Pousada Uacari, nossa casa pelos próximos 5 dias na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Chegando à Pousada Uacari, nossa casa pelos próximos 5 dias na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


A melhor forma de visitar a Reserva do Mamirauá é através dos pacotes oferecidos pela Pousada Uacari. São pacotes de 2, 5 ou 7 dias com hospedagem, alimentação e serviço de transporte, guias e barcos para explorar o local. O Uacari Lodge é um hotel flutuante que faz parte do projeto de sustentabilidade da reserva e abre as portas de um universo verde com todo o conforto, estrutura e informação possível dentro da região de várzea amazônica.

A 'frota' de barcos da Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

A "frota" de barcos da Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


O acesso à Reserva Sustentável do Mamirauá se dá através de Tefé, cidade às margens do Rio Solimões. A Trip tem vôos diários para Tefé e de lá o pessoal da Pousada Uacari providenciará o seu transporte de barco para a pousada.

Descubra quanto de Mata Atlântica existe em você!

Brasil, Amazonas, Tefé, Mamirauá, Amazônia, Desenvolvimento Sustentável, floresta, Floresta Amazonica, Pousada Uacari, Reserva do Mamirauá, Varzea

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Foi ela, a salmonela!

Brasil, Distrito Federal, Brasília

A noite de terça para quarta-feira foi interminável. Passei mal a noite toda e só as 4am que meu organismo resolveu reagir e se defender, pena que foi de uma forma violenta! Nem vale a pena entrar em detalhes, o diagnóstico foi infecção alimentar, até agora não sei se foi a salada ou o cachorro quente, mas sei que o negócio não foi fraco não! Minha sorte é que tenho linha direta com uma das melhores médicas do Brasil! “Mamãe, to dodói, o que eu faço?”

A Ana, acamada pela febre, em Brasília - DF

A Ana, acamada pela febre, em Brasília - DF


Tadinha, esteja onde estiver ela tem que fazer o diagnóstico, por telefone mesmo. E não é que sempre acerta? Infecção alimentar por salmonela ou alguma bactéria da sua trupe. Medicação homeopática, muita hidratação, alimentação de hospital, carinho e cuidado do marido, muuuito repouso e estou (quase) novinha em folha! Tenho um atraso para tirar aqui no blog, mas não se apoquentem, logo logo estará tudo no ar. Foram dois dias imprestáveis, com essa vista que vocês vêem aí na foto. Depois destes 2 dias de cama, fazendo a maior limpeza interior, estou de volta à ativa!

Brasil, Distrito Federal, Brasília,

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À Barra Grande!

Brasil, Bahia, Itacaré

Surfe em canoa em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Surfe em canoa em Barra Grande, Península do Maraú - BA


Depois da noitada de ontem, hoje tivemos uma manhã de despedidas em Itacaré. As meninas gaúchas, Rebeca e Bianca, que nos receberam super bem e ainda do Ito, fotógrafo curitibano que eu estava há dois dias reconhecendo, mas com vergonha de perguntar se ele era ele mesmo! Ainda bem que ele também reconheceu e foi mais corajoso, trocamos rapidamente histórias e contatos e pegamos estrada rumo à Barra Grande.

Despedida da Bianca e Rebeca, em Itacaré - BA

Despedida da Bianca e Rebeca, em Itacaré - BA


Pousada Sage Point em Itacaré - BA

Pousada Sage Point em Itacaré - BA


Só a estrada já é uma viagem. Os cenários são maravilhosos, lagoas, praias, mirantes. A Península do Maraú possui várias áreas alagadas, com lagoas maravilhosas com alto teor de lanolina, substância utilizada por xampus e alguns hidratantes. O mirante do Morro da Bela Vista não nega o nome que tem, com uma vista panorâmica da lagoa e da praia do Cassange.

Lagoa do Cassange, na Península do Maraú - BA

Lagoa do Cassange, na Península do Maraú - BA


Garça na Península do Maraú - BA

Garça na Península do Maraú - BA


Quilômetros de coqueirais, cena tipicamente baiana e um pouco mais à frente demos uma passadinha pela super estrutura da Pousada Vila Taipus de Fora. O lugar que mais parece um hotel fica em frente às famosas piscinas naturais de Taipus de Fora, formada por arrecifes. Cenário belíssimo, mas não tinha muito a ver com o nosso estilo de viagem, preferimos ficar em Barra Grande mesmo e conhecer a charmosa vilazinha.

A praia Taipus de Fora, Península do Maraú - BA

A praia Taipus de Fora, Península do Maraú - BA


Coqueiro carregado na,Península do Maraú - BA

Coqueiro carregado na,Península do Maraú - BA


A vila fica entre a Ponta do Mutá e o cais, um dos principais pontos de acesso à Barra via Camamu, que fica do outro lado da península. Barra Grande já foi tomada pelos investidores estrangeiros, vê-se em todo lado as influências “gringas” que o lugar já possui. Desde os táxis que até então eu só tinha visto no Caribe, até as placas de acesso à cidade que já estão em inglês e espanhol, além do português (ufa!).

Armadilha para peixes em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Armadilha para peixes em Barra Grande, Península do Maraú - BA


Depois de instalados na pousada fomos caminhar na praia assistir o pôr do sol na Ponta do Mutá, mais um daqueles cenários ideais para este momento tão apreciado no mundo. Cenas bucólicas das cercas da pesca artesanal, o mar dourado pelo sol e todos nós ali, participando disso tudo apenas como espectadores da natureza.

Surfe em canoa em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Surfe em canoa em Barra Grande, Península do Maraú - BA


Noite de descanso, já que sono é uma palavra que saiu do nosso vocabulário desde que chegamos à Itacaré.

Curtindo o pôr-do-sol na Ponta do Mutá em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Curtindo o pôr-do-sol na Ponta do Mutá em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Brasil, Bahia, Itacaré, Cassange, lagoas, Maraú, praias

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Mount St. Helens

Estados Unidos, Washington State, Saint Helens

Admirando o vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Admirando o vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Dia 17 de Maio de 1980: um dia que ficou marcado na história e na memória de toda uma nação. Estas memórias transcenderam o tempo e fronteiras, pois mesmo quem não era nem nascido na época, sem dúvida reconhecerá algumas das imagens mais famosas de devastação e fúria da natureza.

Floresta de milhares de árvores derrubada pela erupção do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, nos EUA

Floresta de milhares de árvores derrubada pela erupção do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, nos EUA


Foi neste dia que o vulcão St. Helens entrou em erupção. Depois de quase 3 meses de avisos, tremores de terra, novas ventas sulfurosas e até o “inchaço” de uma das paredes laterais da montanha que crescia mais de 1,5m ao dia!

Spirit Lake e a planície formada pela erupção de 1980 do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Spirit Lake e a planície formada pela erupção de 1980 do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Geólogos e vulcanologistas de todas as partes vieram para a região central do Estado de Washington para estudar o evento, acompanhar cada movimento e entender melhor um dos mais imprevisíveis e explosivos fenômenos naturais. Dave Johnston era um deles, um jovem geólogo de 30 anos PhD em vulcanologia acompanhava de perto todos os acontecimentos. Um dia antes da erupção ele esteve no alto da montanha recolhendo amostras de gases para avaliações químicas, substituiu um de seus alunos que não pôde comparecer no turno e na hora da erupção pôde assistir de camarote um dos maiores eventos vulcânicos ocorridos na América do Norte no último século.

Alpinista assiste, estatelado e incrédulo, a erupção do vulcão Santa Hehena, no estado de Washington, nos EUA

Alpinista assiste, estatelado e incrédulo, a erupção do vulcão Santa Hehena, no estado de Washington, nos EUA


Ele estava no topo de uma montanha, no observatório científico do Coldwater Peak, a 10 quilômetros do vulcão. Provavelmente pensava estar muito seguro àquela distância. Foi apenas quando a explosão começou que, no silêncio abafado da explosão vulcânica, ele pode transmitir sua última mensagem de rádio: “Vancouver, Vancouver, this is it!”. É isso! Ele soube, segundos antes de sua morte que não teria como escapar.

O vulcanologista Dave Johnston na véspera da erupção do Santa Helena, em posto de observação em frente à montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

O vulcanologista Dave Johnston na véspera da erupção do Santa Helena, em posto de observação em frente à montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Estas histórias, dados geográficos e históricos podem ser vistos no Silver Lake Visitor Center (Washington State Parks, próximo Castle Rock na saída 49 da I-5), ou ainda mais detalhados no Johnston Ridge Observatory, fechado durante a semana nessa época do ano.

A nova floresta e as antigas árvores ao redor do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

A nova floresta e as antigas árvores ao redor do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


A história de Johnston foi, para mim, a história mais marcante dessa visita ao Mount St. Helens, mas outras várias aconteceram nos seus arredores. Histórias como a de Gary Rosenquist, fotógrafo amador que estava distante o suficiente para ainda ter tempo de fotografar uma sequencia de 20 imagens de uma montanha de 2.930 m de altura se desmanchando em uma nuvem de vapor, terra e cinzas em sua frente. Este escapou por muito pouco!

As encostas do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

As encostas do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Começamos a nossa visita ao Mount Saint Helens National Volcanic Monument pela estrada onde este sortudo esperava pela chance de fotografar um vulcão em erupção. Aposto que ele não imaginava que realmente conseguiria!

Algumas das fotos tiradas por Gary Rosenquist da erupção do Santa Helena, em 1980 (estado de Washington, oeste dos Estados Unidos)

Algumas das fotos tiradas por Gary Rosenquist da erupção do Santa Helena, em 1980 (estado de Washington, oeste dos Estados Unidos)


A Windy Rigde está localizada a noroeste do vulcão e percorre a sinuosa crista , passando por belíssimos mirantes, vales antes repletos das imensas árvores Douglas Firs, completamente devastados pelo impacto da erupção.

Chegando ao Mt. St. Helens, a estrada cruza as árvores mortas pela erupção de 1980, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Chegando ao Mt. St. Helens, a estrada cruza as árvores mortas pela erupção de 1980, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Dali pudemos ver o Spirit Lake, um antigo recanto paradisíaco para veranistas e amantes da natureza, com o nevado St Helens ao fundo. O lago abrigava um dos mais famosos lodges da região, o Spirit Lake Lodge, construído em 1928 pelo Sr. Truman.

A paisagem idílica do Lake Spirit e vulcão Santa Helena, antes da erupção de 1980, no estado de Washington, nos EUA

A paisagem idílica do Lake Spirit e vulcão Santa Helena, antes da erupção de 1980, no estado de Washington, nos EUA


O hotel, seu teimoso dono, que se recusou a deixar a área e seus 18 gatos foram enterrados na erupção. O lago cristalino de águas geladas, em alguns minutos teve sua água aquecida, recebeu toneladas de cinzas, lama e troncos de madeira.

Spirit Lake, aos pés do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Spirit Lake, aos pés do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


As árvores mortas na erupção de 1980 formam um tapete macabro no Spirit lake, aos pés da montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

As árvores mortas na erupção de 1980 formam um tapete macabro no Spirit lake, aos pés da montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Ele tornou-se pútrido, uma sopa de bactérias e agentes químicos, que aos poucos foram sendo biodigeridos e trouxeram ao lago mais vida que antes da erupção. Plantas, pequenas larvas e até peixes hoje vivem no lago, que depois de 32 anos, está praticamente recuperado. As árvores arrastadas por suas ondas gigantes nas encostas dos seus arredores ainda podem ser vistas, boiando e em decomposição, nas margens do lago. Ciclos naturais que só pudemos conhecer e estudar após um desastre, entendendo que do caos nasce a vida e da destruição, uma nova paisagem renovada e cheia de história.

A floresta de árvores mortas, chegando ao Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

A floresta de árvores mortas, chegando ao Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


As árvores mortas na erupção de 1980 formam um tapete macabro no Spirit lake, aos pés da montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

As árvores mortas na erupção de 1980 formam um tapete macabro no Spirit lake, aos pés da montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Ao final da Windy Ridge esperamos a forte chuva passar para subir as dezenas de degraus ao mirante e ter uma das vistas mais impressionantes da viagem. A cratera do Santa Helena, quase despida de nuvens, um vale e uma imensa planície recém criada há míseros 32 anos, um cenário apenas um ano mais velho do que eu!

Visita ao vulcão Santa Helena, com o Spirit Lake ao fundo, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Visita ao vulcão Santa Helena, com o Spirit Lake ao fundo, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Ao sul, próximo à cidade de Cougar, pudemos visitar ainda a entradas dos túneis de lava, o Lahar Viewpoint e o Lava Canyon. A caminhada de pouco mais de uma hora, embaixo de chuva, pelo Lava Canyon é recompensadora. Paisagens de outro planeta, imensos bouders de lava resfriada, camadas de rocha que contam a recente história vulcânica de toda a região.

Subindo em antiga lava solidificada no Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA

Subindo em antiga lava solidificada no Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA


Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA

Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA


Um cenário de devastação e renovação, de extrema beleza e grandes ensinamentos. O ciclo da vida na terra é muito maior do que nós, humanos, podemos compreender.

O vulcão Santa Helena, antes de sua erupção em Maio de 1980, no estado de Washington, nos EUA

O vulcão Santa Helena, antes de sua erupção em Maio de 1980, no estado de Washington, nos EUA


O vulcão Santa Helena, depois de sua erupção em Maio de 1980, no estado de Washington, nos EUA

O vulcão Santa Helena, depois de sua erupção em Maio de 1980, no estado de Washington, nos EUA


O Mount St Helens diminuiu dos seus 2.930m de altura para 2.538m, e hoje dentro de sua arregaçada cratera, um novo dome continua a crescer. Quando o vulcão voltará a entrar em erupção? Só a mãe natureza, Pacha Mama, Deus ou como quiser chamar, é que talvez saiba responder.

Um momento mágico: a luz do sol penetra a névoa bem encima da floresta de árvores mortas, na região do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Um momento mágico: a luz do sol penetra a névoa bem encima da floresta de árvores mortas, na região do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Se interessou por esta história? Leia ela aqui, um relato histórico cheio de emoção e detalhes para você entender como tudo isso aconteceu.

Estados Unidos, Washington State, Saint Helens, Cougar, parque nacional, Road Trip, vulcão

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Grande Sertão Veredas

Brasil, Minas Gerais, Chapada Gaúcha

A deliciosa e 'abençoada' cachoeira do Mato Grande, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

A deliciosa e "abençoada" cachoeira do Mato Grande, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


Norte de Minas Gerais, chegamos à região de Chapada Gaúcha, que como vocês já devem imaginar, foi colonizada por gaúchos. Impressionante como este povo está espalhado pelo Brasil, sempre mantendo a sua identidade. O primeiro gaúcho que chegou à região, em torno de 30 anos atrás, comprou toda a região e passou a vender terras para seus conterrâneos que começaram a ocupar a região. A principal atividade econômica é a cultura de soja e capim, com a comercialização da semente para formação de pasto. O solo é arenoso e o clima boa parte do ano quente e seco, por isso além de muito adubo a produção depende de irrigação, isso explica a típica paisagem campestre com imensos pivôs de irrigação trabalhando nesta época.

O município possui em torno de 10 mil habitantes e foi emancipado há 10 anos. Vemos a cultura gaúcha em cada detalhe. Casa de carnes, churrasco, muita erva-mate, cuia e chimarrão em todos os lugares, sem contar as torcidas do Grêmio e do Colorado, que tem o mesmo ou até mais espaço que as mineiras. Até pouco tempo os gaúchos somavam 80% da população, hoje o número já está proporcionalmente menor, em torno de 50 ou 60%.

Placa do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

Placa do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


O Parque Nacional Grande Sertão Veredas tem em torno de 40% das suas terras dentro do Estado de Minas Gerais e 60% dentro do Estado da Bahia. São mais de 230 mil hectares de cerrado e veredas. Composto por diversas fazendas desapropriadas pelo Governo Federal, por irregularidade ou sonegação de imposto, algumas delas já haviam formado pasto para a criação de gado, outras ainda mantinham a mata nativa.

Vereda, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

Vereda, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


Eu nunca soube realmente o que eram as “veredas”. Imaginava uma mata ou algo parecido, mas a lembrança mais próxima ao tema sempre foi o escritor Guimarães Rosa. O escritor freqüentou a região enquanto escrevia o livro Grande Sertão Veredas e por aqui conheceu o Manuelzão, personagem do seu livro. Hoje aprendi, veredas são regiões mais baixas no meio do cerrado onde a água acumula, por isso ficam como charcos ou pequenos pântanos, ricos em vegetação. Sempre que se avistar o Buriti, este tipo de palmeira, pode ter certeza que tem água e onde tem buriti, tem sucuri. Não sabia também que havia sucuri no cerrado, pois elas gostam de água. Pois bem, se o sertão tem veredas lá elas estarão, longe dos rios, onde as lontras poderiam lhes causar um belo prejuízo.

Rio Preto, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

Rio Preto, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


Rodamos mais de 130km pelas estradas de areia, por entre veredas e cerrados no parque nacional. Pela manhã, enquanto o sol ainda é suportável, foi fácil avistarmos diversas espécies comuns no cerrado brasileiro. Uma família de catitú, um tipo de porco-do-mato, diferente do cateto, mais comum no sul do Brasil. Por sinal, aprendi hoje também que o cateto, queixada ou o javali são diferentes nomes para o mesmo animal. Andam sempre em bando e são mais bravos, batendo os queixos quando ficam nervosos, se sentem ameaçados e resolvem atacar para se defender. A família de catitús estava atravessando a estrada, cruzaram rapidamente e um filhotinho ficou para trás, espero que tenha encontrado os pais!

Cervo salta no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

Cervo salta no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


Andamos mais um pouco e logo os olhos atentos do nosso guia José avistaram um veadinho. Tranquilo e calmo no cerrado, logo percebeu que o observávamos e disparou cerrado afora. Um espetáculo vê-lo saltando os seus 2 metros de altura até desaparecer na mata. Vimos emas, siriemas, codornas e perdizes, uma riqueza de vida incrível! Poucos sabem ou imaginam que um lugar aparentemente tão seco pode ter tamanha diversidade de fauna e flora.

Piquizeiro, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

Piquizeiro, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


Falando em flora, este sertão também a a casa para o Piquizeiro, a árvore do piqui, fruta do cerrado usada na culinária local, seu coquinho espinhento possui um leite apreciado pelo povo da região. Vimos o encontro das águas do Rio Preto, que agora está verdinho, quase transparente, e do rio Caninanha, que nasce na Bahia e passa a ser a fronteira com Minas.

Pulando nas águas refrescantes do Rio Preto, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

Pulando nas águas refrescantes do Rio Preto, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


Tomamos banho em uma praia do Rio Preto e nas águas da cachoeira do Rio Mato Grande, estes já estão dentro do município de Formoso. Bem disse o Rodrigo, se esta cachoeira estivesse em Delfinópolis não dariam bola alguma, mas aqui ela é única e abençoada. Um verdadeiro oásis no meio do sertão veredas!

A deliciosa e 'abençoada' cachoeira do Mato Grande, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

A deliciosa e "abençoada" cachoeira do Mato Grande, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


Descansando no rio Mato Grande, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

Descansando no rio Mato Grande, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


Conhecemos também a base da brigada de incêndio do parque. Eles possuem uma torre de 32 metros de altura para observação e prevenção de incêndios. Uma tecnologia japonesa simples e muito inteligente, de roldanas e contra-pesos.

Ana subindo na torre guarda-incêndio, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas - MG, próximo à Chapada Gaúcha

Ana subindo na torre guarda-incêndio, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas - MG, próximo à Chapada Gaúcha


Apenas uma pessoa por vez pode subir na torre, de onde conseguimos observar grande parte da extensão do parque. É sensacional usar esta traquitana e em poucos minutos ter esta vista maravilhosa!

No alto da torre, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

No alto da torre, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


O Manuel, brigadista responsável pela observação esta semana, fica na base por 7 dias e folga os outros 7. Hoje ele deve ter tido muito trabalho, pois quando voltávamos pela estrada de Formoso, vimos fumaça na direção da parte baiana do parque.

Com o nosso guia José e o gurda-parque Manoel, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

Com o nosso guia José e o gurda-parque Manoel, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


Equipamento no alto da torre, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

Equipamento no alto da torre, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


Assim que ele avista o fogo ele usa este instrumento aí para determinar as coordenadas e passa por rádio os seus dados que somados aos dados da segunda torre dão a localização exata do fogo para os brigadistas, que vão entrar no cerrado com abafadores e galões de 20 litros nas costas para apagar o incêndio. É, e essa época é fogo!

No alto da torre, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

No alto da torre, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


É sabido que a biodiversidade da mata atlântica é uma das maiores do mundo! Mas o maravilhoso espetáculo do cerrado brasileiro não deixa nada a desejar, ainda mais para nós, meros mortais, eco-turistas e entusiastas da preservação do meio-ambiente.

Vereda, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

Vereda, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

Brasil, Minas Gerais, Chapada Gaúcha, cachoeira, Formoso, Grande Sertão Veredas, parque nacional

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Entre montanhas e lobos

Brasil, Rio De Janeiro, Itatiaia (P.N. do Itatiaia)

Vista do alto da serra de Mauá - RJ

Vista do alto da serra de Mauá - RJ


Pé na estrada logo cedo, subindo dos vales de Visconde de Mauá para as Montanhas de Itatiaia. Os vales vistos lá de cima são maravilhosos! Como o Ro gosta de espalhar por aí, eu adoro dormir no carro, aquele sacolejo para mim é quase como um ninar. Como era uma das primeiras estradas de asfalto que pegamos, estava com saudades desse soninho... rsrsrs! Fui meio dormindo até chegarmos à estrada que sobe para o Parque Nacional de Agulhas Negras, estrada de terra em péssimo estado. Não tem sono que resista a esses buracos.

Paisagem no alto da serra em Mauá - RJ

Paisagem no alto da serra em Mauá - RJ


Subimos até o parque ainda com esperanças de subir o Agulhas hoje mesmo. O Rodrigo tinha na memória que era uma subida rápida, 1h de trilha mais 1h30 de rocha. Chegamos ao parque perto das 12h30 e logo conhecemos o Denilson, guarda do parque que logo barrou a nossa entrada. Hahaha! Vocês precisavam ver a cara do Rodrigo... coitado. Já subiu umas 5 vezes essa montanha e agora o guarda dizia que ele não poderia entrar? Ficou passado... até o Denilson mostrar para ele que em 2008 foram implementadas novas regras no parque, ele não relaxou.

Hoje, para subir o Agulhas Negras, você é obrigado a possuir equipamento de escalada (corda de 30m, mosquetão, freio 8 e cadeirinha) ou contratar o serviço de um guia que leve o equipamento. Além disso, a estimativa de tempo para ascensão do Agulhas Negras, por pessoas normais, é de 5 a 6 horas, 3 para ir e 2 para voltar. Bem, nos rendemos e ligamos para o cunhado do Denilson, o Tadeu, que irá nosso guiar amanhã.

Descendo do parque encontramos o único ponto em que pegava uma internet 1G, ponto de onde ligamos para o Tadeu. Demos uma parada ali para mandar os posts de Mauá que estavam prontos, quer escritório mais bonito?

Tentando acessar a internet a 2.500 m de altitude em Itatiaia - RJ

Tentando acessar a internet a 2.500 m de altitude em Itatiaia - RJ


Descemos a estrada em busca de uma pousada. A que o Ro queria ficar era a Alsene, a pousada mais alta do Brasil a 2400m e que está embargada. O ICMBio alega que eles estão despejando esgoto irregular nos rios. Tem uma conversa de que alguém grande está envolvido em um projeto para um centro de treinamento e que ela será toda reformada. Aí, quem sabe, o Ibama libere!

8km montanha abaixo encontramos a Pousada dos Lobos. Chegando na pousada eu logo desconfiei: bandeira hasteada, a logo uma flor de lis e o nome sugestivo, o dono é um escoteiro! Bingo! Infelizmente o Marcelo não estava lá, mas encontrei várias coisas que me lembraram muito meu período no escotismo, muito gostoso.

Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ

Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ


Na pousada recortes de jornal lembram a neve que caiu no Agulhas Negras em 1985 por 9 horas ininterruptas! Bonecos de neve e a paisagem branquinha a -13°C! Brrrr! No mural ao lado, impressos de emails trocados entre o Marcelo e montanhistas e clientes esclarecendo o embargo que ocorreu na Pousada. Ficaram 6 meses fechados pelo mesmo motivo alegado contra a Alsene, com uma diferença, o Marcelo apresentou pelo menos dois laudos técnicos que provavam o contrário, sugerindo que o Ibama teria utilizado amostras duvidosas no laudo emitido contra a Pousada dos Lobos. É indignante ver o abuso de poder desses caras...

Chegando lá conhecemos os dois casais que vão subir o Agulhas conosco amanhã. Isabela e o Alex moram no Guarujá, ela gaúcha e ele, que também já foi escoteiro, é de Santa Catarina. O outro casal, Irecê e a Miriam acabaram de chegar do Caribe e vieram direto para este frio! E olha que coincidência, eles são de Curitiba! Mais bacana foi que eles nos reconheceram da matéria da Gazeta do Povo! “É nóis na fita!”

Pôr-do-sol na Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ

Pôr-do-sol na Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ


Depois de um jantar movimentado, sobre montanhas e trilhas, nos aquecemos na lareira do quarto nos preparando para a trilha de amanhã.
E que venha o Agulhas Negras!

Lareira no quarto da Pousada dos Lobos na região de Itatiaia - RJ

Lareira no quarto da Pousada dos Lobos na região de Itatiaia - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Itatiaia (P.N. do Itatiaia), Montanha

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Antico, Pizza Napoletana

Estados Unidos, Georgia, Atlanta

Ingredientes da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Ingredientes da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


Depois de alimentar a alma na nossa viagem submarina no Geórgia Aquarium, fomos alimentar o corpo antes de pegar a estrada. A pedida foi uma deliciosa pizza italiana em um lugar que só quem mora no local poderia conhecer. Dica da Anathalia via Cláudia do Aprendiz de Viajante.

Pizzaiolo do Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Pizzaiolo do Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


Já eram quase quatro horas da tarde, receamos que estivesse fechado, mas como um vizinho do local nos disse: “Não importa a hora, a Antico está sempre aberta.” Não que seja uma pizzaria 24 horas, mas eles sabem que depois do meio dia é sempre hora para uma boa pizza!

Pizza saindo do forno na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Pizza saindo do forno na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


Você pode até fazer pedidos online ou pelo telefone, mas ir até o local e ter a experiência de sentar em uma das mesas comunitárias enquanto assiste a sua pizza entrar no forno à lenha. O ambiente despojado de antigo armazém italiano faz a experiência ainda mais original!

Cozinha aberta da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Cozinha aberta da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


A pizza é deliciosa, massa fina, ingredientes frescos e combinações criativas fazem desta uma parada obrigatória, ainda mais para os amantes de pizza.

Pronto para devorar uma pizza na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Pronto para devorar uma pizza na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA



Antico Pizza Napoletana
Endereço: 1093 Hemphill Ave – Atlanta, Georgia. Zip Code: 30318
Telefone: 404-724-2333

Estados Unidos, Georgia, Atlanta, Culinária, Gastronomia

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Grand Teton National Park

Estados Unidos, Wyoming, Grand Teton National Park

As montanhas mais altas são iluminadas pelo sol que nasce no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

As montanhas mais altas são iluminadas pelo sol que nasce no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


O Parque Nacional Grand Teton faz parte do corredor natural de preservação do seu irmão mais velho o ilustre Yellowstone. Mesmo muitas vezes ofuscado pela fama do vizinho, o parque não deixa de receber milhares de visitantes que combinam ambos em uma mesma viagem e descobrem universos completamente diferentes de lagos e montanhas há menos de 50km da fronteira sul do parque.

Lago espelhado no início de nossa caminhada no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Lago espelhado no início de nossa caminhada no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


A cordilheira que onde se destaca o poderoso pico Grand Teton (4.197m), possui uma das formações rochosas mais antigas do mundo, com mais de 2,7 bilhões de anos de idade. As montanhas, por sua vez, estão dentre as mais jovens do mundo, sendo resultado de terremotos e movimentações das placas tectônicas na falha de Teton. Seguidos terremotos fizeram que um lado da placa se afundasse sob a placa tectônica vizinha, criando uma grande depressão chamada de Jackson Hole, enquanto do outro lado cresceu a grande cadeia do Grand Teton. As montanhas foram esculpidas pela erosão dos ventos, glaciares e água que nivelaram o vale e deixaram no seu caminho lindos rios, moraines e lagos de água cristalina.

Pôr-do-sol no String Lake, lago no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Pôr-do-sol no String Lake, lago no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Os terremotos passaram e deixaram para trás um cenário magnífico com diversos picos nevados, um ecossistema riquíssimo em fauna e flora e um verdadeiro playground para os montanhistas, hikers, paddlers e amantes de atividades em meio à natureza. Os mais de 310.000 acres de área preservada podem ser facilmente explorados pela Loop Road, uma estrada que corta o parque com as melhores vistas para as montanhas e o grandioso Grand Teton. Cada mirante nos dá um ângulo diferente, a luz de final de tarde deixou o ar destas montanhas ainda mais mágico. Aos poucos fomos percebendo que a nebulosidade que filtrava a luz, na realidade era fumaça vinda dos grandes incêndios de Idaho, estado vizinho.

As montanhas e lagos do Parque Nacional de Grand Teton, no Wyoming, nos Estados Unidos

As montanhas e lagos do Parque Nacional de Grand Teton, no Wyoming, nos Estados Unidos


Hoje começamos nossa viagem em Riverton e logo cruzamos a Bighorn National Forest, uma imensa área verde, com áreas de camping e alguns trekkings no meio da floresta de pinus. Entramos no Grand Teton pela Moran Junction com uma bela vista do Jackson Lake e seguimos para o sul em direção ao Visitor Center do Jenny Lake. Um detour obrigatório é a Signal Mountain, que tem uma vista belíssima do Snake River, que serpenteia a planície de Jackson Hole, e a oeste para as montanhas.

As planícies do parque Grand Teton vistas do alto de Signal Mountain (Wyoming, nos Estados Unidos)

As planícies do parque Grand Teton vistas do alto de Signal Mountain (Wyoming, nos Estados Unidos)


No centro de visitantes conseguimos um mapa mais detalhado da região que iremos explorar em um trekking no dia seguinte. Novamente, a organização dos parques americanos é absurda. Os caras nos dão um mapa topográfico apuradíssimo da trilha com todas as distâncias e ganhos de altitude, perfeito para trekkers independentes. Este é um detalhe curioso, em quase toda a América Latina como as trilhas nem sempre possuem manutenção e não são bem sinalizadas, somos obrigados a contratar guias.

Após quase duas milhas, chegamos à placa indicativa. Nosso objetivo é o loop, uma das grandes trilhas no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Após quase duas milhas, chegamos à placa indicativa. Nosso objetivo é o loop, uma das grandes trilhas no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Quando é um trekking de alta montanha ou em lugares mais isolados nós não ligamos, até gostamos, na verdade, por que é um ótimo contato com a cultura local e a troca de experiências pode ser muito rica. Aqui nos Estados Unidos a cultura é do “faça você mesmo” e este profissional praticamente não possui demanda já que é tudo muito organizado e fica quase impossível se perder.

Lendo painel informativo sobre as imponentes montanhas do parque de Grand Teton, no Wyoming, nos Estados Unidos

Lendo painel informativo sobre as imponentes montanhas do parque de Grand Teton, no Wyoming, nos Estados Unidos


Enfim, traçada a rota de amanhã, tiradas as dúvidas sobre como lidar e/ou evitar um encontro mais íntimo com ursos, continuamos nosso caminho em direção à cidade de Jackson, no portão sul do parque. Jackson é uma cidade dedicada ao turismo, oferece toda a infraestrutura necessária, hotéis, motéis, restaurantes, lojinhas e algum agito noturno onde os jovens montanhistas se reúnem para dançar música country e tomar uma boa cerveja artesanal. Durante a alta temporada, encontrar um quarto disponível pode ser difícil mesmo com os preços mais altos. O Kildo Motel é uma opção simples, com preços mais acessíveis e ótima localização, a duas quadras da praça principal.

Portal em praça na cidade de Jackson, feito apenas com chifres de renas (ao sul do Grand Teton National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos)

Portal em praça na cidade de Jackson, feito apenas com chifres de renas (ao sul do Grand Teton National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos)

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La Belle Cap-Haitien

Haiti, Cap-Haitien

Barco na vega na orla de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Barco na vega na orla de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Cap-Haitien foi um dos principais portos de cruzeiro do Caribe na década de 70. Recebia navios de cruzeiros que lotavam os restaurantes, bares e casas de jogos da pequena urbe haitiana. Hoje a charmosa cidade de arquitetura colonial francesa anseia por reviver seu passado de glória. Nos tempos de vacas gordas toda a cidade era beneficiada pelo turismo.

Vendedora de frutas, em Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Vendedora de frutas, em Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Joseph, que hoje pede dinheiro nas ruas, arranha 4 ou 5 idiomas aprendidos nos tempos em era guia das centenas de turistas “gringos e europeus” que vinham ao norte da ilha. Pergunto à ele, então, o que aconteceu que os cruzeiros desapareceram daqui e ele diz que a AIDS foi uma das culpadas. Desde que a AIDS apareceu no começo da década de 80, uma das hipóteses é de que ela teria surgido no Haiti, um dos países mais afetados no início da epidemia. Nada se sabia sobre a doença, forma de contágio, etc, e assim o Haiti ganhou a fama. A fama somada às agitações políticas contra a ditadura comandada por Papa Doc e Baby Doc e à guerra civil subsequente, fizeram com que as companhias de cruzeiro se afastassem e mudassem de destino. Quem soube se aproveitar da oportunidade foi o país vizinho, República Dominicana, que passou a ser uma alternativa mais segura para os turistas.

Vista de Cap-Haitien, no norte do Haiti

Vista de Cap-Haitien, no norte do Haiti


A cidade de Cap-Haitien é a segunda maior do país, bem espalhada entre o mar e as montanhas com aproximadamente 200 mil habitantes, porém é à beira mar no Boulevard du Cap-Haitien que os hotéis e restaurantes se concentram. Uma das zonas mais nobres da cidade, a área do Boulevard está entre o centro histórico e a Praia de Rivas. Uma curta caminhada nos leva à Catedral, praça principal e à uma viagem no tempo entre as casas antigas das ruas da cidade.

Arquitetura colorida no centro de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Arquitetura colorida no centro de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Estudantes por todos os lados nos dão um bom sinal de que o país está mudando. O novo presidente haitiano é muito popular, todos gostam dele. Michel Martelly, conhecido também como “Sweet Micky”, era um cantor de Kompa Music e se tornou presidente em 14 de maio de 2011. Um cantor no poder é algo controverso, já que não possui nenhuma experiência administrativa e política, mas ele tem algo que os outros políticos não possuem, amor pelo país. Este amor e a vontade de transformar o Haiti o fazem aceito em todas as parcelas da população, dos mais pobres e simples, até àquela pequena parcela mais politizada. Uma das primeiras e maiores resoluções do novo presidente foi que todas as crianças deveriam ir à escola, e assim está sendo, todos os dias vemos uma incontável soma de crianças e jovens uniformizados indo e vindos de suas escolas. Ótimo começo!

Dirigindo pelas ruas de Cap-Haitien, a segunda maior cidade do Haiti

Dirigindo pelas ruas de Cap-Haitien, a segunda maior cidade do Haiti


Na Catedral encontramos um grupo de meninas curiosas, me olhavam sem parar, queriam interagir, fotos, não sei. É nessas horas que me odeio por não saber falar a língua local e aqui, no caso, nem o francês! Fotos, porém, são a linguagem universal e dentro da catedral elas posaram para mim sorridentes e faceiras.

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Esta cena, por sinal, me fez lembrar uma informação curiosa. Todos temos uma imagem de que o Haiti é o país do voodoo, a tal da religião de base africana que se desenvolveu e é predominante na ilha. Verdade? Bem, os dados do último censo revelam que 80% dos haitianos se dizem católicos. Acho que se o voodoo fosse mesmo tão disseminado nós teríamos visto sinais mais claros... de qualquer forma, mesmo curiosos, não nos empenhamos muito na busca dos rituais de voodoo por aqui.

Catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Durante a tarde almoçamos no Restaurante Lakay, um dos pontos de encontro de haitianos de classe média e expatriados que vivem na cidade. Em frente ao mar, com boa música e um menu bem diversificado o restaurante tem o ambiente perfeito para um almoço tardio, uma cervejinha no final da tarde ou um jantar com os amigos. A noite o Lakai estava cheio de locais e expats, um ambiente animado e festivo que ainda não tínhamos encontrado no Haiti, um bar-restaurante que poderia estar em qualquer outro lugar do mundo. Philipe ficou curioso quando nos viu por lá e fez a esperada pergunta: “com que organização (ONG) vocês estão aqui?”, quando respondemos que éramos turistas ele sorriu e confirmou, “Turistas? É raríssimo encontrarmos turistas por aqui, mas quando eu era criança era mais comum, estamos torcendo para que o turismo volte a crescer.”

Com o Felipe, dono do nosso bar preferido em Cap-Haitien, o La Kay (Haiti)

Com o Felipe, dono do nosso bar preferido em Cap-Haitien, o La Kay (Haiti)


Conversamos sobre a nossa viagem, as suas experiências e visões do país, além de dicas para os roteiros pela região. Philip foi tão atencioso que nos deu uma carona até a sua casa, em frente à Praia de Rivas, deixando sua casa à nossa disposição. Não tínhamos muito tempo e tampouco queríamos abusar, assim acabamos ficando na praia, apenas observando o pouco movimento de locais, meninas tomando banho com água do mar e sabão, rindo e se divertindo, enquanto os meninos assistiam ao longe. É o velho ritual do acasalamento, igual em todas as espécies e em todos os lugares! Hahaha!

Antigo forte francês em Cap-Haitien, no norte do Haiti

Antigo forte francês em Cap-Haitien, no norte do Haiti


Garotas tomam banho na água do mar, em praia de Cap-Haitien, no norte do Haiti

Garotas tomam banho na água do mar, em praia de Cap-Haitien, no norte do Haiti


Cap-Haitien é a principal base para exploração de duas grandes atrações turísticas do país: a fortaleza conhecida como Citadelle Laferrière e Labadie, um paraíso tropical escondido na costa norte do Haiti. Amanhã começamos as nossas explorações na região.

Fim de tarde na beira-mar em Cap-Haitien, no norte do Haiti

Fim de tarde na beira-mar em Cap-Haitien, no norte do Haiti

Haiti, Cap-Haitien, Caribe, cidade histórica, Praia, viagem

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