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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: México Há 2 anos: México

Speyside Inn

Trinidad e Tobago, Speyside

A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago

A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago


Depois de uma longa noite mal dormida, tive que me colocar em pé e com malas prontas logo cedo, pois Brian estava nos esperando. Ontem à noite me empolguei e fiquei tirando o atraso aqui do blog até as 3am, depois com dor de cabeça não conseguia dormir! Enfim... Aproveitei para descansar um pouco na viagem para Speyside, enquanto Rodrigo se inteirava das vilas e cidades no caminho, na conversa com Brian. A tranqüilidade dele realmente nos espantou, no meio do caminho alguém o avisou que estava com pneu furado, sem nem reclamar, Brian saiu do carro e constatou o fato. Rapidamente retirou o step, macaco e ferramentas e aí tudo o que ele tem de tranquilo, ele teve também de ágil e prático para trocar o pneu. Engraçado que o step era tão pequenininho, parecia um pneu de bicicleta perto dos outros! Mais uns 2 km e já estávamos na borracharia, que em 10 minutos já colocou aquele chicletão (o mesmo que usamos na Fiona uma vez) e pronto! Tudo muito prático, tudo muito zen. Seguimos viagem e logo chegamos à pequena vila de Speyside.

Caminhando para a praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago

Caminhando para a praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago


Uma pequena vila de pescadores, Speyside começou a ser freqüentada por turistas em meados do século XX, quando um engenho de açúcar se transformou em um grande hotel, o Blue Water Resort.

O barco sabe pescar sozinho! (em Speyside - Tobago)

O barco sabe pescar sozinho! (em Speyside - Tobago)


A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago

A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago


Emile nos indicou um hotel chamado Speyside Inn, disse que era próximo à praia e o principal, tem tinha uma operadora de mergulho! Assim que chegamos vimos que não é apenas perto da praia, é exatamente em frente à praia! Já deixamos a nossa saída agendada para amanhã com o pessoal da Extra Divers, não vemos a hora de colocar as nadadeiras e cair na água!

Ruínas de antigo forte em Speyside - Tobago

Ruínas de antigo forte em Speyside - Tobago


Um cenário sensacional, logo em frente fica a Goat Island e Little Tobago. Esta é uma grande ilha que nos idos de 1800 abrigava uma plantação de algodão e no início do século XX, se tornou a Ilha dos Pássaros do Paraíso. O britânico Sir Willian Ingram, apaixonado por aves, importou da Papua Nova Guiné mais de 50 espécies de aves e criou um santuário para a proteção destas espécies em extinção. Flora, o furacão de 1963, dizimou a maioria dos pássaros e seu habitat, e hoje o governo administra a ilha, mantendo o projeto de Sir Ingram, porém com aves nativas.

Vista do mar em Speyside - Tobago

Vista do mar em Speyside - Tobago


Uma curta caminhada nos levou do nosso hotel à praia do Blue Waters. Passamos pelas ruínas do engenho de açúcar e por um pequeno monte com uma vista panorâmica da belíssima baía. Do alto a vista da praia é sensacional, principalmente quando o sol ilumina as águas azul-esverdeadas. Um ano depois, começo a me sentir no Caribe novamente!

Placa com informação importante! (em Speyside - Tobago)

Placa com informação importante! (em Speyside - Tobago)

Trinidad e Tobago, Speyside, beach, Blue Waters Resort, Praia, Speyside Inn, Tobago

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Granada: A Capital dos Naufrágios

Granada, St Georges

Mergulhando na parte interna do navio-cruzeiro Bianca C, naufragado em 1961 em Granada

Mergulhando na parte interna do navio-cruzeiro Bianca C, naufragado em 1961 em Granada


O mergulho em naufrágios é uma das especialidades mais curiosas do mergulho. Talvez pela história que cada navio traz no seu passado, talvez por ter ares um tanto quanto fantasmagóricos, ou apenas por que, uma vez no fundo do mar, o barco vira parte do ambiente marinho e se torna um novo recife (artificial) para abrigar milhares de espécies.

Mergulhando na parte externa do enorme naufrágio Bianca C, em Granada

Mergulhando na parte externa do enorme naufrágio Bianca C, em Granada


Dez embarcações se destacam na lista de naufrágios explorados para mergulho recreacional na costa de Granada, que é considerada a Capital dos Naufrágios do Caribe. Cargueiros, veleiros, navios militares (caça-minas) e até um imenso cruzeiro fazem parte da lista de dive sites na ilha.

Mergulhando na parte externa do enorme naufrágio Bianca C, em Granada

Mergulhando na parte externa do enorme naufrágio Bianca C, em Granada


“O Titanic do Caribe” foi à pique em 22 de outubro de 1961 quando uma das caldeiras do navio explodiu. Com 18 mil toneladas, 183m de comprimento e 17m de altura, Bianca C era um navio de cruzeiro de grandes dimensões para aquela época. A comparação com o Titanic só não é completa, pois felizmente todos os 400 passageiros e 200 tripulantes foram evacuados do navio são e salvos.

Explorando a piscina do Bianca C, o enorme navio-cruzeiro naufragado em Granada

Explorando a piscina do Bianca C, o enorme navio-cruzeiro naufragado em Granada


O navio foi arrastado por um navio da marinha britânica para fora do porto de St. George´s onde afundou e hoje o seu deck principal está a uma profundidade de 40m. Podemos visitar uma das piscinas, ver suas milhares de janelinhas de cada cabine e nadar até a frente do convés principal. Como programamos apenas um mergulho recreacional não descompressivo, nossos limites de tempo e profundidade nos permitem ter apenas uma ideia do quanto o naufrágio pode ser explorado. A vontade é de voltar para um mergulho técnico, preparados para descer aos 50m e em um dia de verão, quando a visibilidade das águas de Granada melhoram muito. Ainda assim esta exploração no Bianca C tem que ser bem estudada, pois o navio já está se desmantelando e a penetração não é indicada.

Mergulhando na parte externa do enorme naufrágio Bianca C, em Granada

Mergulhando na parte externa do enorme naufrágio Bianca C, em Granada


Uma curiosidade: durante os meses chuvosos a visibilidade em Granada é em torno de 15m, o que não é muito para padrões caribenhos e a água tem um tom mais esverdeado. O motivo? A pequena ilha a menos de 200m da costa da Venezuela é afetada pela foz do Rio Orinoco, o terceiro maior rio da América em volume de água, lançando mais de 33 milhões de litros de água no Oceano Atlântico.

Vista para o lado caribenho, no alto do parque Grand Etang, em Granada, no Caribe

Vista para o lado caribenho, no alto do parque Grand Etang, em Granada, no Caribe


Este foi o nosso primeiro mergulho do dia e mesmo sendo um mergulho rápido, vale muito a pena conhecer o Bianca C. Sua grandiosidade impressiona e a vida marinha que já se formou ao seu redor e que se esconde nas suas entranhas de ferro são sensacionais. Corais negros, moreias verdes imensas, barracudas, grandes cardumes e com sorte até uma visita inesperada de um grupo de arraias.

uma enorme e linda moréia verde ao lado do naufrágio Veronica L, em Granada

uma enorme e linda moréia verde ao lado do naufrágio Veronica L, em Granada


O segundo mergulho foi no Veronica L, um pequeno cargueiro de 25m que naufragou próximo a St. Georges e foi movido para perto do Boss Reef, que está a pouco mais de 12m de profundidade.

Como um navio fantasma, o Veronica L repousa no fundo do mar em silêncio, em Granada

Como um navio fantasma, o Veronica L repousa no fundo do mar em silêncio, em Granada


Mergulhando no pequeno cargueiro Veronica L, em Granada

Mergulhando no pequeno cargueiro Veronica L, em Granada


Um mergulho raso e muito bacana, novamente as imensas moreias verdes são grande atração, com pelo menos uns 15cm de diâmetro! Outra diversão para os mergulhadores é a bolsa de ar que se formou em um dos compartimentos do Veronica L, então conseguimos tirar o respirador, respirar e falar, lá aos 10m de profundidade! O ar tem um cheiro meio podre, mas a frequência de mergulhadores por ali está sempre renovando a reserva de ar.

Respirando em uma bolha de ar a quase 10 metros de profundidade, no naufrágio Veronica L, em Granada

Respirando em uma bolha de ar a quase 10 metros de profundidade, no naufrágio Veronica L, em Granada


Mergulhando no Veronica L, em Granada

Mergulhando no Veronica L, em Granada


Um intervalo de superfície longo, com direiro a almoço na beira da praia e uma visita ao Grand Etáng National Park. Lá no alto um lago vulcânico formado no alto das montanhas de Granada e informações sobre a fauna e a flora da ilha.

A belíssima praia de Grande Anse, ao sul de St. George's, em Granada, no Caribe

A belíssima praia de Grande Anse, ao sul de St. George's, em Granada, no Caribe


Antiga cratera vulcânica, hoje um lago no centro do parque Grand Etang, em Granada, no Caribe

Antiga cratera vulcânica, hoje um lago no centro do parque Grand Etang, em Granada, no Caribe


As vistas dessa estrada são lindas e vale a pena uma visita para conhecer também a vida das montanhas em uma ilha caribenha. Fizemos uma parada rápida na Anandel Falls, a cachoeira mais popular da ilha e e voltamos a descer, agora ao norte de St. Georges, nas águas da Dragon Bay. Infelizmente só tivemos um dia para explorar o parque de naufrágios da ilha, mas as explorações submarinas ainda não haviam terminado!

A cachoeira de Annandele Falls, em Granada, no Caribe

A cachoeira de Annandele Falls, em Granada, no Caribe


Vista panorâmica de St. George's, capital de Granada, no Caribe

Vista panorâmica de St. George's, capital de Granada, no Caribe

Granada, St Georges, Bianca C, Mergulho, Naufrágio, parque nacional

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São Carlos a Tibagi

Brasil, São Paulo, São Carlos, Paraná, Tibagi

Cruzando um rio Tietê já bem mais limpo, no interior de São Paulo, próximo à Jaú

Cruzando um rio Tietê já bem mais limpo, no interior de São Paulo, próximo à Jaú


Chegar a uma nova cidade e reencontrar a família é sempre muito bom. Pena que invariavelmente isso está acompanhado de uma despedida. Tomamos café da manhã juntos, curtimos um pouco o solzinho da manhã enquanto nos atualizávamos sobre o Campeonato de Tênis que João e Antônio iam jogar hoje a tarde em Araraquara.

Com o Gêra e o Antônio em São Carlos - SP

Com o Gêra e o Antônio em São Carlos - SP


A minha família é de lá, fiquei com uma vontade imensa de ir assisti-los, prolongar o tempo com eles e aproveitar para ver os lugares da minha infância. A praça, a sorveteria Kawakami, a rua onde minha vó morava, quem sabe até visitar uma tia-avó, tia Luiza, que não vejo há tantos anos. O Rodrigo, no entanto, estava irredutível. Não quis nem pensar no assunto, temos que seguir viagem.


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Fui embora meio emburrada, mas pegamos a estrada em direção ao Paraná. Nosso destino era Tibagi. Uma cidadezinha histórica às margens do rio do mesmo nome. A região possui alguns minérios e a sesmaria se formou em torno da extração de madeira, ouro e diamantes. A cidade é pequena e é utilizada como base para a exploração do Cânion Guartelá, o sexto maior cânion do mundo em extensão.

Com os sobrinhos João Pedro e Antônio, em São Carlos - SP

Com os sobrinhos João Pedro e Antônio, em São Carlos - SP


Saímos as 13h, passando por Jaú, Bauru, Ourinhos até cruzarmos a fronteira do meu querido Paraná. Chegamos em torno das 19h e tivemos a surpresa de encontrar a Pousada Formigas lotada e cobrando 350 reais no último quarto sem ar quente! Surreal... Sorte que o Hotel Itagy tinha vagas e preços mais palatáveis. Um frio de 8°C e sensação térmica ainda menor nos impediu de explorar mais a cidade durante a noite. Comemoramos o dia dos namorados no restaurante do hotel mesmo, com direito a um delicioso vinho para aquecer a noite. Amanhã vamos explorar o cânion e descobrir as belezas paranaenses.

Brasil, São Paulo, São Carlos, Paraná, Tibagi,

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Caye Caulker

Belize, Caye Caulker

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Em tempos de globalização é difícil encontrarmos lugares totalmente autênticos e originais. Em Belize isso não é diferente, um dos poucos países na América que possui praias paradisíacas e o inglês como língua oficial atrai centenas de europeus e americanos em busca de um paraíso tropical para a sua aposentadoria.

O belo mar que circunda San Pedro, na grande bareira de corais de Belize

O belo mar que circunda San Pedro, na grande bareira de corais de Belize


Ambergris e sua capital San Pedro, a Isla Bonita de Madona, já tiveram seus tempos de glória, hoje são um dos destinos mais turísticos, apinhados de hotéis, restaurantes, construções despropositadas, além de gringos por todos os lados. A ilha perdeu a sua calma e tranquilidade para as ruas de asfalto e um monte de concreto.

Praia em San Pedro, cheia de restaurantes, piers e lojas, em Belize

Praia em San Pedro, cheia de restaurantes, piers e lojas, em Belize


Hoje Caye Calker é o que Ambergris foi há uns 20 anos, mais relaxada, com alguns poucos expats fazendo as honras da casa em seus hotéis e guesthouses na beira da praia, sem deixar que ela perca o seu charme. As ruas de areia, os piers de madeira, o tempero local e as casinhas coloridas detrás dos coqueiros ainda guardam a alma caribenha e o ritmo descompassado de um típico paraíso tropical.

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


As lojas e restaurantes locais ainda são maioria e os poucos veículos que cruzam a ilha são simpáticos carrinhos de golfe. A ilha é rodeada por manguezais e praias cobertas de plantas marinhas, o que não a torna muito atrativa para banhistas.

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Trânsito de carros de golfe em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Trânsito de carros de golfe em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


A única praia da ilha foi formada na década de 60 pelo Furacão Hattie que cortou a ilha ao meio, criando a praia conhecida como “The Split”. É lá na Split que está o maior agito de todas as tardes, com músicas, bebidas e um belo por do sol.

O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


O sol toca o mar no final de tarde em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O sol toca o mar no final de tarde em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Já que Caye Caulker não é uma ilha de muitas praias, o mergulho faz as vezes de anfitrião para os que são do mar. Este é o caye mais central para os mergulhos nos arrecifes e no famoso Blue Hole! Assunto e fotos suficientes para um post exclusivo, aqui.

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


O melhor lugar para o café da manhã é o Amor y Café, que só abre até meio-dia e tem um cardápio delicioso de frutas, iogurtes, smoothies, além dos american breakfasts preferidos pelos gringos.

O melhor café da manhã em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O melhor café da manhã em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Nas aventuras gastronômicas não deixem de provar os pratos naturebas com tempero local do Bambooze e o buffet de comida cubana vizinho, o único da ilha. Eles ficam o dia inteiro assando o porco em uma fogueira em frente ao restaurante e o espeto é adaptado com a direção de um carro na ponta. É claro que essa cena mereceu uma foto especial. =)

Preparando o jantar (o pobre porco) em rua de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Preparando o jantar (o pobre porco) em rua de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Ficamos hospedados no tranquilo Sea Beeezzzzz, pousada do simpático casal belizenho-americano, em uma casa colonial inglesa, logo depois do cemitério.

Nosso caminho do dia a dia, atravessando o cemitério em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Nosso caminho do dia a dia, atravessando o cemitério em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Nosso hotel em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Nosso hotel em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


No final do dia de mergulhos nos despediríamos de Caye Caulker em um jantar com a turma de mergulhadores, mas o cansaço do dia que começou as 4h30 da manhã foi tanto que capotamos e acabamos perdendo o horário. 3 dias no paraíso, com direito à prainha, festa na Split, interação com os locais, aventuras gastronômicas e momentos para relaxar e curtir a arte del dolce far niente!

Litoral de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Litoral de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize



Como chegar?

Nosso barco entre Corozal e San Pedro, já na grande barreira de corais de Belize

Nosso barco entre Corozal e San Pedro, já na grande barreira de corais de Belize


Barcos saem regularmente de Belize City em direção à Caye Caulker e San Pedro. Se você chegar de avião na principal cidade do país, não perca tempo, pegue um táxi para o terminal de barcos e embarque direto para o paraíso. Se você está descendo do México para Belize, a sua primeira parada será a cidade de Corazal, aí a melhor opção é pegar a lancha que sai as 7h da manhã em direção a San Pedro e lá trocar de barco para Caye Caulker. Mais de uma companhia faz este segundo trecho, o preço é igual. Subimos no barco às 10h e em 30 minutos já estávamos na ilha.

O sol nasce na baía de Corozal, em Belize

O sol nasce na baía de Corozal, em Belize

Belize, Caye Caulker, Ambergris, Cayes, ilha, San Pedro

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On the Road

Brasil, Paraná, Curitiba

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR


Hoje viajamos de Parati até Curitiba em uma batida só. O motivo? O casamento de um dos meus melhores amigos, Gustavo e Paula. Nos conhecemos desde os 13 anos, quando estudamos juntos no Expoente e por uma grande coincidência (ou não) descobrimos que nossas famílias se conheciam há muito tempo, do movimento espírita. Paula e Gustavo já namoravam há anos e ficaram noivos na Ilha do Mel, no mesmo dia do nosso casamento. Aquela ilha inspirou muitos casais! Tudo isso junto fez com que eu não pudesse perder este momento de jeito nenhum! Antes mesmo de viajarmos já havia prometido ao casal que viríamos de onde estivéssemos para celebrar esta união.

A Luiza, sobrinha querida, em Curitiba - PR

A Luiza, sobrinha querida, em Curitiba - PR


Foram 8 horas de estrada, chegamos direto na casa da mais nova pessoinha da família, Dona Luiza Silveira Clivatti! A Lulu está a coisa mais linda do mundo! Havíamos a encontrado na sua primeira semana de vida e depois só a vi umas duas vezes no skype, quase morreeeeendo de saudades. Nestes 2 meses a Luiza ganhou 1,5kg, está super interativa e ainda mais deliciosa. Dani e Dudu, vocês realmente fizeram um ótimo trabalho!

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR


Paparicando a Luiza em Curitiba - PR

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR


Chegamos em casa e fomos ao trabalho, descarregar a Fiona, lavar os 10 kg de roupa que acumulamos e organizar as coisas para o pouco tempo que temos que Curitiba. Eis que, quando eu menos esperava, recebo uma ligação do Gustavinho, um amigo de faculdade.

“Você está em Curitiba?!?! Eu vi seu carro aqui do lado da minha casa! Venha já, está rolando um churrasco da turma!”

Com amigos da faculdade, em Curitiba - PR

Com amigos da faculdade, em Curitiba - PR


Já era mais de meia-noite, mas eu não via os meus amigos há tempos. O Ro totalmente cansado, mas eu não pude deixar de ir! Foi uma maravilha! Boas risadas lembrando das nossas histórias da época. Ainda reencontrei um amigo que não via há tempos, o Marcelo, ele está trabalhando na área de turismo de aventura, rodou o Brasil e a América do Sul nos últimos 3 anos e tem altas dicas para nós. Maravilha! Vemos que nada é por acaso mesmo! Vamos ver se conseguimos nos encontrar algum dia desses para anotar as dicas. Amanhã será um dia corrido, pois logo logo estaremos on the road again!

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Los Volcanes de Antigua

Guatemala, Antigua

Descendo do vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala

Descendo do vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala


Nas proximidades de Antigua estão quatro vulcões: el Volcán de Água, Fuego, Acatenango e o Pacaya. O Vulcão de Água (3.766m) está inativo e é o mais próximo da cidade, porém de mais difícil acesso. Curiosamente este vulcão, mesmo inativo, é um dos que mais provoca desastres na região. De tempos em tempos sua cratera colapsa derramando toda a água que se acumula dentro dela, destruindo vilas inteiras com a gigantesca massa de água! Dá para entender de onde surgiu o seu nome.

A grandiosa paisagem com duas encostas vulcânicas observadas do vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala

A grandiosa paisagem com duas encostas vulcânicas observadas do vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala


O Volcán de Fuego (3.763m) é um dos vulcões mais ativos da América Central. "Chi'gag", seu nome em cakchiquel, significa "onde está o fogo", nos vilarejos próximos pode-se ver o vermelho da lava em noites sem nebulosidade. Os registros de suas violentas erupções datam desde 1524, quando o conquistador espanhol Pedro de Alvarado, pode vê-lo em atividade. Sua última erupção foi em 2010, um dia depois de uma terrível tormenta tropical Ágatha, que fez o Volcán de Água lavar os povoados das suas encostas. Neste episódio 152 pessoas morreram e 100 ficaram desaparecidas com a passagem do Agatha em toda a Guatemala.

Restos da última erupção do vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala

Restos da última erupção do vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala


Unido ao Volcán de Fuego está o Acatenango (3.976m), um estratovulcão com dois picos, a união dos dois é conhecida como La Horqueta. Embora ligado ao de Fuego, este é um vulcão inativo, se tornando o melhor mirante da cratera sempre ativa do seu irmão Fuego. Este é o trekking preferido dos aventureiros que vão até Antigua, normalmente feito em dois dias, pois nas noites estreladas é quando melhor se vê a lava e pequenas erupções.

Caminhando em meio à fantasmagórica paisagem vulcânica no vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala

Caminhando em meio à fantasmagórica paisagem vulcânica no vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala


Nosso primeiro plano era fazer este trekking, mas infelizmente o tempo não estava ajudando e não adiantaria de nada subir e ficar a ver nuvens. Então decidimos ir ao maior competidor do Fuego, no quesito “vulcão mais ativo da América Central”. Pacaya está a 47km de Antigua e entrou em atividade há milhares de anos. Depois de quase um século adormecido, voltou a atividade em 1965 e desde então não parou mais. É o vulcão mais indicado para aqueles que querem ver atividade vulcânica, lava, fumaça, calor. A sua última erupção foi em maio de 2010 e matou um jornalista e um jovem, além de 3 crianças desaparecidas.

Passando por fendas criadas por um rio de lava no vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala

Passando por fendas criadas por um rio de lava no vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala


O tempo estava péssimo, subimos com muita nebulosidade, chuva e vento. Biron (leia-se Bairon), um jovem super astuto que trabalha no estacionamento que usamos em Antigua, nos acompanhou até lá e foi contando todas as histórias dos desastres acontecidos na região. Chegando lá, tivemos que contratar um guia local (150 quetzales = uns 25 dólares), obrigatoriedades do parque. Esperneamos, mas essa obrigatoriedade começou desde o último incidente. Biron 2 (sim, o guia local também chama “Bairon”), nos contou como foi o dia da erupção.

Com o Byron, que nos acompanhou até o vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala

Com o Byron, que nos acompanhou até o vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala


A caminhada começa por um morro vizinho, conhecido como Cerro Chino. Biron estava lá, com familiares, olhando o vulcão, tirando fotos com a lava que escorria tranquilamente por sua canaleta. Eis que ouviram a primeira explosão e, experientes, não pensaram duas vezes, desceram correndo as ladeiras, usando todos os atalhos possíveis. Ao lado deles estava a equipe de televisão que fazia uma reportagem sobre o vulcão. Eles avisaram a equipe para descer imediatamente, porém eles decidiram descer até onde estava o carro, no terreno da antena da emissora. Chegando lá, o carro havia pegado fogo e ali mesmo o repórter foi atingido por uma pedra incandescente e morreu na hora. O cinegrafista conseguiu escapar. Nós ainda vimos a cruz colocada no local onde o repórter foi encontrado... Literalmente, uma fatalidade.

Início da caminhada no vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala

Início da caminhada no vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala


Desde então o Pacaya se acalmou e para a infelicidade dos dois viajantes aqui, toda a lava já secou e restaram apenas dois resquícios da sua atividade, um buraquinho quente, onde o povo gosta de derreter um marshmellow ou assar uma salsicha e uma linda caverna. A gruta, além de nos proteger um pouco da ventania e da chuva, ainda recebe um pouco de calor do rio de lava que corre ali por perto.

Esquentando-se numa das fontes de calor no vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala. Sinal de que a lava ainda está ali perto!

Esquentando-se numa das fontes de calor no vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala. Sinal de que a lava ainda está ali perto!


O trekking valeu a pena, nos exercitamos e conhecemos mais um pouco da cultura e da história da Guatemala. Fato curioso foi que descobri que meu tio esteve aqui em 1986, um ano antes de uma grande erupção com coluna de cinzas que chegou a 8km de altura. Anos depois quem passou por aqui foi a minha irmã, quando participou do Jamboree Panamericano de 1997 e 98 foi outro ano de grande atividade, quando o vulcão lançou cinzas sobre a capital, fechando o aeroporto por 3 dias. Será que teremos uma nova erupção do Pacaya no ano que vem, para manter a tradição? Ficaremos atentos.

Caldeira de lava com pouco mais de um ano de idade, no vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala

Caldeira de lava com pouco mais de um ano de idade, no vulcão Pacaya, próximo à Antigua, na Guatemala

Guatemala, Antigua, Fuego, Pacaya, Trekking, vulcão

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Cataratas do Iguazú

Brasil, Paraná, Foz do Iguaçu, Argentina, Puerto Iguazu

A incrível Garganta do Diabo, visto do lado argentino do parque, em Puerto Iguazu - Argentina

A incrível Garganta do Diabo, visto do lado argentino do parque, em Puerto Iguazu - Argentina


Qual é o lado mais bonito, o argentino ou o brasileiro? Esta é sempre uma das discussões que surgem depois da visita aos dois parques que protegem as Cataratas do Iguaçu. Então, hoje resolvemos ir até lá para conferir! O dia amanheceu chuvoso, péssimo para passeios ao ar livre, mas infelizmente não tínhamos opção, era agora ou nunca. Casaco impermeável, capa de chuva e boa! Vamos ao Parque das Cataratas do Iguazú!

Cruzando a fronteira entre Brasil e Argentina num dia chuvoso

Cruzando a fronteira entre Brasil e Argentina num dia chuvoso


Cruzamos a fronteira de los hermanos argentinos com tranqüilidade. A única pergunta feita tanto pela imigração brasileira quanto pela argentina é aonde vamos e o que vamos fazer ali. Respondido que será apenas para passar o dia no parque, não querem saber mais nada. Entre as duas imigrações há a Ponte Tancredo Neves, pelo menos metade dela possui este nome, a nossa metade. Entre as fronteiras oficiais há um grande shopping Duty Free, impressionante, parece que estamos dentro de um aeroporto. Passamos a entrada de Puerto Iguazú e seguimos direto para o parque.

Lado argentino da ponte Tancredo Neves, chegando em Puerto Iguazu - Argentina

Lado argentino da ponte Tancredo Neves, chegando em Puerto Iguazu - Argentina


O Parque Nacional das Cataratas do Iguazú foi criado em 1º de janeiro de 1935, 4 anos antes do seu irmão brasileiro. A primeira visita turística do parque foi feita em agosto de 1901, porém a expedição fracassou por falta de estradas que os levassem ao local. Victoria Aguirre, participante da expedição, doou 3 mil dinheiros para a construção das estradas, que somados à outra doação de 5 mil dinheiros por Gibaja y Nuñez serviram de impulso para a construção da primeira estrada de terra entre Puerto Iguazú e as Cataratas. Este foi o ponta pé inicial para o desenvolvimento turístico da região.

No trenzinho que leva turistas no parque em Puerto Iguazu - Argentina

No trenzinho que leva turistas no parque em Puerto Iguazu - Argentina


O parque é bem organizado, possui um trem que faz o transporte dos turistas entre as 3 principais estações: Estação Central, Cataratas e Estação Garganta do Diabo. Seguimos direto para a terceira, na esperança que a chuva se acalmasse. Sem muita negociação com São Pedro, tivemos que enfrentá-la bravamente durante a caminhada de aproximadamente uma hora. É 1,5 km por passarelas suspensas sobre o Rio Iguaçu até o mirante localizado exatamente em cima da Garganta do Diabo.

Passarela que leva á Garganta do Diabo, no lado argentino do parque, em Puerto Iguazu

Passarela que leva á Garganta do Diabo, no lado argentino do parque, em Puerto Iguazu


O vento e a bruma que sobem da cachoeira molham mais do que a chuva. A beleza e grandiosidade deste cânion nos fazem esquecer do frio e do desconforto das roupas, meias e tênis molhados.

Visitando a Garganta do Diabo no Parque Nacional Iguazu, em Puerto Iguazu - Argentina

Visitando a Garganta do Diabo no Parque Nacional Iguazu, em Puerto Iguazu - Argentina


O mirante tem picos de ocupação, já que todos descem no mesmo trem. Então uma dica é ficar alguns minutos a mais e logo terá o mirante livre para fotos e contemplação, sem dezenas de turistas se apertando por um espaço ao sol, neste caso à chuva.

Todo mundo se protegendo da chuva no parque em Puerto Iguazu - Argentina

Todo mundo se protegendo da chuva no parque em Puerto Iguazu - Argentina


Retornamos à estação, que embora sempre esteja lotada, não deve te desesperar. O trem é grande e se todos foram até lá, é bem provável que todos deverão caber no mesmo trem para voltar. Enquanto minha mãe aguardava seca e quentinha no café da Estação Cataratas, nós enfrentamos novamente a chuva, agora mais forte e ainda mais molhada! Rsrs! Fomos conhecer o circuito superior, que segue pelo alto do rio, margeando todas as quedas que podemos ver no início da trilha brasileira. São dezenas de saltos até o mirante principal, em frente à Ilha e ao Salto San Martín, o mais impressionante volume de água, que luta bravamente para escavar outra Garganta do Diabo na margem esquerda do rio.

O Salto e a Ilha San Martin, no lado argentino do parque, em Puerto Iguazu - Argentina

O Salto e a Ilha San Martin, no lado argentino do parque, em Puerto Iguazu - Argentina


Terminamos o nosso passeio deixando para trás o circuito inferior e as trilhas na Ilha San Martín, belíssimas, mas muito molhadas para hoje. De longe ainda conseguíamos avistar bravos e destemidos turistas explorando estes circuitos, que certamente nos servirão como ótimo motivo para retornar ao parque em outra oportunidade.

Cataratas do Iguaçu vistas do lado argentino, em Puerto Iguazu - Argentina

Cataratas do Iguaçu vistas do lado argentino, em Puerto Iguazu - Argentina


No final do dia, já estávamos completamente esfomeados, no ponto certo para sentar em uma churrascaria para provar o delicioso chorizo e todos os cortes de carne argentinos! Hummm, delícia!

Que delícia! Nosso primeiro churasco argentino! (em Puerto Iguazu - Argentina)

Que delícia! Nosso primeiro churasco argentino! (em Puerto Iguazu - Argentina)


Respondendo à pergunta do início do post, o lado argentino proporciona uma experiência diferente das Cataratas, chegamos praticamente dentro da Garganta do Diabo. Outro pró é que pagamos o equivalente a 26 reais (dependendo do câmbio) e conseguimos fazer muito mais dentro do parque sem nenhuma taxa extra. Já no lado brasileiro os mirantes dão o melhor ângulo para apreciação do espetáculo completo, fica mais clara a grandeza da paisagem. As belezas estão mais do lado argentino, mas elas podem ser melhor observadas a partir do lado brasileiro. Puxa, será que confundiu muito? Essa é uma pergunta muito difícil de ser respondida, pois em um lugar como este não existe nem o feio, nem o mais ou menos. Esta foi a minha percepção pessoal, em um dia chuvoso. Enfim, acho que vocês terão que fazer o sacrifício de ir lá e ver com os próprios olhos.

Visitando a Garganta do Diabo no Parque Nacional Iguazu, em Puerto Iguazu - Argentina

Visitando a Garganta do Diabo no Parque Nacional Iguazu, em Puerto Iguazu - Argentina

Brasil, Paraná, Foz do Iguaçu, Argentina, Puerto Iguazu, Cataratas, Iguazú

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Day off

Bolívia, Salar de Uyuni

Um dos muitos cães que perambulam por  San Pedro de Atacama, no Chile

Um dos muitos cães que perambulam por San Pedro de Atacama, no Chile


Quem vê aí escrito “Day off” até pensa que nós estamos de férias. É engraçado como as coisas vão mudando e amadurecendo. Quanto mais tempo ficamos na estrada, mais fica claro o nosso compromisso em conhecer, explorar, aproveitar cada minuto que temos nestes 1000dias. Agora, quem viaja ou já viajou com esta intensidade sabe o quanto é cansativo... acordar cedo, camelar o dia todo, perguntar, receber trilhares de informações novas em lugares desconhecidos e ... quando pensa que vai chegar e descansar na pousada, começamos a trabalhar. Sim, manter o site é um trabalho e tanto. Não foi a toa que ficamos atrasados todos estes dias, muitas horas de estrada, muitos dias cansativos e quando vimos nossos posts estavam quase uma semana para trás. Para quem acompanha sempre os nossos blogs sabe que eu volta e meia estou atrasada, 2 ou 3 dias, mas o Ro geralmente está em dia. Pois é... o cansaço desta vez chegou a tal ponto que nem ele conseguiu manter o ritmo.

Rua em San Pedro de Atacama, no Chile

Rua em San Pedro de Atacama, no Chile


Então hoje em dia quando digo “Day off”, é por que tiramos o dia para dormir um pouco mais e quando acordamos começamos a escrever e trabalhar na seleção e organização das fotos e vídeos. É um dia sem um roteiro, sem atrativos turísticos, um dia que paramos para respirar e colocar as coisas em dia. O nosso plano inicial era pegar a estrada hoje para o Salar do Uyuni, atravessando a fronteira entre Chile e Bolívia pela Lagoa Colorada, cruzando um parque nacional sensacional. Porém duas coisas nos frearam: um convite e o tempo.

Paisagem do deserto de Atacama, próximo à San Pedro de Atacama, no Chile

Paisagem do deserto de Atacama, próximo à San Pedro de Atacama, no Chile


Estamos em um dos desertos mais secos do planeta, vizinho da Cordilheira dos Andes. Ontem no final da tarde o tempo virou, nuvens escuras fecharam o horizonte e da cidade não podíamos sequer enxergar os eu principal cartão postal, o vulcão extinto Licancabur. Será que vai chover no deserto? Fortes rajadas de vento indicavam que lá em cima (nos Andes), algo estava diferente.

Paisagem do deserto de Atacama, próximo à San Pedro de Atacama, no Chile

Paisagem do deserto de Atacama, próximo à San Pedro de Atacama, no Chile


Ontem a noite nos informamos e havia notícia de neve no lado boliviano, justo no nosso caminho ao Salar. Corre de lá, se informa de cá e eis que encontramos novamente a equipe de reportagem brasileira, que havia feito contato conosco. Aí veio o convite para gravarmos uma entrevista hoje! Imagina que delícia, nós que estamos longe de casa podermos nos fazer presentes na telinha?

Gravação no deserto de Atacama, próximo à San Pedro de Atacama, no Chile

Gravação no deserto de Atacama, próximo à San Pedro de Atacama, no Chile


É claro que topamos e unimos o útil ao agradável. Afinal, não pegaríamos estrada sem ter certeza da segurança. A equipe está em uma viagem longa para gravação deste documentário sobre o Atacama, uma correria absurda. A concorrência é desleal, tantos lugares e imagens maravilhosas, mas estamos torcendo para que a nossa entrevista seja eleita na edição do programa! Pensamento positivo!

Gravação no deserto de Atacama, próximo à San Pedro de Atacama, no Chile

Gravação no deserto de Atacama, próximo à San Pedro de Atacama, no Chile


A boa notícia do dia foi que o tempo abriu e os tours bolivianos que saíram hoje não tiveram problemas com a estrada e a neve! Depois de um dia de trabalho e para comemorar fizemos um happy hour no Adobe, um dos restaurantes mais badalados de São Pedro do Atacama. Amanhã partimos para o Salar de Uyuni!

Bolívia, Salar de Uyuni,

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Isla Mujeres

México, Isla Mujeres

Última visão das praias paradisíacas da Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Última visão das praias paradisíacas da Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Isla Mujeres era um destino há muito tempo esperado por nós. Não apenas por suas belas águas azuis, mas por que aqui decidimos que iríamos diminuir um pouco o ritmo de viagem, ficar por uns dias “parados”, aproveitando para descansar e ter mais tempo para trabalhar nas fotos e relatos da viagem.

Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Uma ilha com 7km de comprimento e 650m de largura, a pequena Isla Mujeres é o minucípio mais a leste no território mexicano. Um destino em expansão na turística costa de Quintana Roo, é uma opção mais tranquila à movimentada Playa del Carmen e Cancún, mas que ainda oferece um bastante infraestrutura turística para todos os bolsos e gostos.

Muitas cores em praia de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Muitas cores em praia de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


A rua principal é uma miniatura da 5ª Avenida de Playa del Carmen, com lojinhas de badulaques turísticos, restaurantes italianos, tailandês, argentino, japonês, francês, cubano, caribenho e, com sorte, até um tempero local, maya ou yucateco, você pode encontrar. Todos os restaurantes são bem justos, mas o meu preferido foi o Olívia, um restaurante mediterrâneo com pratos deliciosos, mesas em um jardim e um clima bem romântico.

Pôr-do-sol sobre Cancún, visto de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Pôr-do-sol sobre Cancún, visto de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


As praias de areias brancas e águas tranquilas estão no noroeste e norte da ilha, tomadas por hotéis e restaurantes à beira mar. A praia da Ponta Norte, como é conhecida, é a mais convidativa para um banho de sol e de mar.

cenário paradisíaco em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

cenário paradisíaco em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


As costas leste e sul são formadas por rochedos e penhascos com lindas vistas mas nenhuma praia. Na Punta Sur está uma pequena ruína maya para a deusa da fertilidade Ix Chel, a mesma deusa adorada na ilha de Cozumel. Inclusive dizem que foi das imagens da deusa feminina que os espanhóis teriam tirado o seu nome atual: Isla Mujeres. A ruína foi destruída pelo furacão Gilbert em 1988, ficando apenas a sua fundação e uma vista linda para o oceano.

Escultura marca a ponta sul de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Escultura marca a ponta sul de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


A grande beleza de Isla Mujeres, portanto, não está em suas praias, e sim no oceano que a rodeia. Mergulho, portanto, é uma das melhores pedidas aos visitantes vidrados no mundo sub. Na nossa rotina de trabalho, tiramos apenas um dia para mergulhar e por isso escolhemos um dos pontos mais especiais, o Cañonero C58.

Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Muitos peixes em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Muitos peixes em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


O naufrágio está deitado a 24m de profundidade, por alguma razão desconhecida, é a casa de dezenas de arraias xitas! Nós nunca havíamos mergulhado com uma quantidade tão grande de xitas, indo e vindo, nadando em cardumes ao redor deste naufrágio! Sem dúvida o melhor mergulho da região, selecionado não por nós, mas pelas operadoras de mergulho com as que conversamos.

Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Nosso segundo mergulho foi no El Granpín, um arrecife de corais mais raso, a 13m de profundidade, que ainda pudemos ver peixe leão, uma barracuda, uma tartaruga e uma xita.

Queen Angel Fish e tartaruga socializam embaixo de um coral no nosso segundo mergulho do dia em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Queen Angel Fish e tartaruga socializam embaixo de um coral no nosso segundo mergulho do dia em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Outro ponto famoso é o Museu Submarino de Cancún, com as esculturas do artista inglês Jason deCaires Taylor. Nós já estivemos em outro museu parecido lá em Granada, mas se você ainda não viu algo parecido, vale a pena conferir!

Um incrível mergulho em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Um incrível mergulho em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


O Parque Nacional Isla Contoy é um ótimo lugar para avistamento de aves e snorkel e a excursão de um dia te leva para um dia inteiro de passeio incluindo almoço.

Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Durante a temporada dos tubarões-baleia (maio a julho) algumas empresas também operam barcos para um dos locais onde os maiores peixes do oceano se reúnem. A atividade é super controlada e fiscalizada, com apenas 10 pessoas por barco e apenas 2 snorkelers por vez podem descer do barco com colete salva-vidas e guia para nadar com os tubarões. Foi a forma que eles encontraram de controlar a atividade para não espantar os tubarões. O snorkel com os tiburones-ballena é um dos nossos sonhos, mas parece que nós chegamos um pouco adiantados. =/

Wind surf em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Wind surf em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Nós chegamos à ilha no Carnaval, quando a cidade toda se enfeita e as estudantinas se reúnem em diferentes temas e coreografias, dançando pela cidade para alegrar os foliões mais desavisados. Bloquinhos de jovens, crianças e até senhoras fazem a festa, rodando em suas pick ups tunadas e enfeitadas, com equipamento de som tocando em alto e bom som as principais marchinhas do carnaval isleño.

Fantasias de carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Fantasias de carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Dança e folia no carnaval de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Dança e folia no carnaval de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Celebrando o carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Celebrando o carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Durante a noite, na praça, a prefeitura organiza um show com danças das estudantinas mais antigas, incluindo as senhoras da terceira idade, como rainhas de carnaval. Os shows de música trazem artistas desconhecidos para a maioria, um argentino que fazia uma linha meio Wando meio Frank Aguiar em ritmo de bachata em playback e uma guitarra, uma loucura! Kkk! A grande atração noturna na praça eram mesmo as marquesitas, um tipo de biju feito com pura farinha de trigo e recheada com nutela, nutela e banana ou morando, uma perdição. Não é a toa que o meu pecado capital no carnaval foi a gula! Kkk!

Uma legítima marquesita, guloseima irresistível para a Ana! (em Holbox, ilha ao norte do Yucatán, no México)

Uma legítima marquesita, guloseima irresistível para a Ana! (em Holbox, ilha ao norte do Yucatán, no México)


Foram 4 dias de uma rotina de trabalho, intercalados por caminhadas pela praia, corridas, sessões de yoga e festinhas de carnaval. Para trabalhar confesso a vocês que nesta época a ilha não é das mais agradáveis, pois as barulheiras da cidade e dos carros de carnaval me deixavam meio atordoada, mas nada que um belo banho de mar não resolvesse! Rsrs!

Corridinha básica na Isla Mujeres, na costa caribenha no sul do México

Corridinha básica na Isla Mujeres, na costa caribenha no sul do México


Se você está buscando por um lugar onde possa mergulhar, pegar uma prainha, onde pode caminhar a (quase) todo lugar, longe da loucura de Cancún e ainda encontrar infraestrutura, e algum agito, Isla Mujeres é uma boa pedida.

Onde Ficar?

Isla Mujeres tem varias opções de hospedagem, mas justamente por seu crescimento e recente sucesso dentre os turistas “mais alternativos” de Cancún ou Playa del Carmen, a procura é grande e os preços são salgados (acima de 130 dólares por quarto). Resolvemos, então buscar um hostal, bem indicado em guias de turismo, na beira da praia, mas sempre lotado, muito festivo para o nosso gosto e contraindicado pelos amigos brasileiros da Expedição 4x1, que tiveram um computador “extraviado” no local. Porém foi a partir deste hostal que conseguimos uma ótima indicação de hospedagem: a Casa Naranja.

Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


A Casa Naranja é uma pequena guesthouse com 3 ou 4 quartos de casal cada um com seu banheiro, uma sala e cozinha comuns, para os que gostam de cozinhar e matar a saudade do próprio tempero. Um clima bem tranquilo, ótima localização, bem perto do centro, e ainda assim, silenciosa durante a noite. Alejandro, argentino radicado em Isla Mujeres, é uma pessoa super querida e conhece bem a região e nos ajudou bastante com suas dicas para fecharmos o roteiro da viagem.

Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe



Chegando lá.

Ferry para Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Ferry para Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Isla Mujeres está na costa de Quintana Roo a meia hora de barco de Cancún. Sem carro a travessia pode ser feita de portos próximos ao centro de Cancún em diferentes horários. A ilha também é famosa com excursões de um dia, em tours operados por agências de turismo na cidade.

Barco lotado em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Barco lotado em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


A ilha é pequena e quase não exige carro para se movimentar, mas nós não deixaríamos a Fiona no continente, sozinha por 4 ou 5 dias. Então fomos até o porto de Puerto Juarez, poucos quilômetros ao norte de Cancún, abriga o porto de ferry boats que atravessam para Isla Mujeres.


Exibir mapa ampliado

A travessia dura em torno de uma hora e é uma das partes mais bonitas de todo o passeio, atravessando todos os tons de azul possíveis de um mar caribenho.

No caminho para Isla Mujeres, um mar que parece uma piscina, no litoral sul do México, do lado do Caribe

No caminho para Isla Mujeres, um mar que parece uma piscina, no litoral sul do México, do lado do Caribe

México, Isla Mujeres, Cañonero C58, Carnaval, Casa Naranja, Mergulho, Parque Nacional Isla Contoy, Praia, Quintana Roo

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Halloween com Paul van Dyk

Estados Unidos, Washington State, Seattle

Show do famoso DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Show do famoso DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


O Halloween é um dos feriados preferidos dos norte-americanos, dos poucos momentos no ano em que todos se sentem livres para soltar a imaginação, vestir suas mais loucas fantasias e aproveitar a noite como se fosse a última. A desculpa é tão boa, que na verdade eles antecipam ao máximo as festas e comemorações durante todo o mês de outubro.

Fantasias de Halloween na noite do show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Fantasias de Halloween na noite do show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


É claro que é uma ótima data para o mercado também, que lucra com venda e aluguel de fantasias, ingressos para festas, shows e decorações. As festas vão esquentando quando a data se aproxima, aqui em Seattle o final de semana anterior ao 31 contabilizou mais de 20 grandes festas, sem contar as que acontecem em cada restaurante, bar, escola e comunidade.

O famoso teatro da parede de chicletes, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

O famoso teatro da parede de chicletes, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Nós chegamos a Seattle no dia 26 de outubro e não nos demos conta que poderia ser uma ótima oportunidade para ver o famoso Halloween. Só depois de cruzarmos bruxas e fadas, caveiras e lobos e toda a liga da justiça reunida é que me caiu a ficha. No sábado, entre um alarme de incêndio no prédio do hotel, com direito a evacuação completa, corpo de bombeiros e mais de 150 hóspedes entre crianças sonolentas, mulher maravilha, batman e homem-aranha, resolvi pesquisar e procurar por festas. Naquela noite descobri que havia perdido um show do Armin, um dos top DJs mundiais, em uma das melhores festas da cidade, no Market Theater. Este teatro fica na área do Pike Market e é famoso por sua grande parede adornada de chicletes. Essa história começou com um espectador descontente com a apresentação que assistia, desertou a peça no meio e como protesto colou um chiclete na parede. Hoje são trilhões de chicletes que cobrem a parede externa do teatro. Curioso, mas no mínimo disgustin!

Mensagem escrita com chicletes, em parede de teatro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Mensagem escrita com chicletes, em parede de teatro de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Bem, esta festa estava acontecendo ali, a 10 minutos de nós, mas estava com ingressos esgotados para a sorte e felicidade do marido. Pesquisando eu descobri que no dia 31 de Outubro a cidade ainda teria algumas festas e a melhor delas, um show do maior DJ da atualidade, o alemão Paul van Dyk! A minha reação foi de total inquietação, pois sabia que mesmo querendo ir, nós não estaríamos mais aqui. Íamos embora de Seattle no dia seguinte em direção a vários parques nacionais e depois Portland, que péssima sorte!

Chegando à Foundation para assistir o show do  DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Chegando à Foundation para assistir o show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


No casal eu sou a fã de música eletrônica, festas e baladas, Rodrigo é o meu oposto. Antes de conhecê-lo eu era arroz em quase todas as festas raves de Curitiba, algumas em São Paulo, Florianópolis ou onde encontrasse uma galera animada, amigos e um bom DJ. Tudo bem que os tempos mudam, nós amadurecemos (para não dizer envelhecemos) e acabamos diminuindo o ritmo, mas quando nos casamos fiz a ele apenas um pedido: que ele me prometesse que iríamos a algum show de música eletrônica pelo menos duas vezes ao ano. Depois de 6 anos juntos (3 destes casados), adivinhem a quantos fomos? DOIS! Ele estava em débito, e depois do meu chororô, resolveu que era hora de começar a cumprir a promessa. Decidimos sair de Seattle, conhecer os parques próximos do Mt Rainier e Mt St Helens e retornar no dia 31 de Outubro para o ápice da festa, assistir o show do Paul van Dyk neste super Halloween!

O movimentado show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

O movimentado show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Fantasia não era obrigatória e nem nos ligamos que nós seríamos os únicos que estaríamos “normais” ali. Na realidade, nós éramos os únicos anormais da festa. Como assim não nos preparamos e não vestimos as nossas melhores fantasias!?!

Prontos para o show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Prontos para o show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Nada disso mais importaria alguns minutos depois, quando pisou no palco Paul van Dyk. Um alemão nascido na Berlim comunista, que teve o seu primeiro contato a música através das rádios proibidas do outro lado do muro. Ele ouvia secretamente as rádio RIAS (Radio in the American Sector), SFB e fitas K-7 que cruzavam o muro ilegalmente e eram pirateadas entre os amigos. Adolescente, Paul começou a trabalhar em uma rádio como assistente técnico e diz ter sido esta a maior influencia para o desenvolvimento musical.

O movimentado show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

O movimentado show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Fantasias de Halloween na noite do show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Fantasias de Halloween na noite do show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Nas pistas há mais de 20 anos, com hits aclamados por todo o mundo, Paul não deixa a batida e a qualidade da música cair nem um minuto nas mais de duas horas de show! Seu novo show Evolution tem uma batida incrível! Sua música emociona e contagia multidões, que entram em uma vibração positiva, em um circulo virtuoso. Mesmo o Rodrigo, que não é fã passou a entender de onde vem esse meu fascínio pela boa música eletrônica.

Mulheres fantasiadas de 5o Elemento animam o show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

Mulheres fantasiadas de 5o Elemento animam o show do DJ Paul van Dyke, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos


Paul sabe disso, tem prazer em tocar e ver todos à sua volta explodindo de alegria e felicidade, através da sua música. No final ele queria continuar, mas regras são regras, mesmo em dia de Halloween, a casa o fez parar e não deixou voltar nem para uma palhinha, um bis sequer! Enfim, lavei a alma, mas se o Rodrigo pensa que este show matou a minha vontade, ele está enganado! Shows bons assim só me dão mais gana de continuar dançando, aproveitando e seguindo a boa música.

DJ Paul van Dyke em ação, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

DJ Paul van Dyke em ação, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos

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