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Halloween à baiana

Brasil, Bahia, Itacaré

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA


A festa à fantasia no dia primeiro de novembro já está virando tradição em Itacaré. É a festa de halloween à moda baiana, já que chega um pouquinho atrasada do real dia das bruxas americano. Como é um aniversário e este ano comemorou os 50 anos de uma personagem conhecida da cidade, a entrada era com convite e fantasia obrigatória. Quem não tivesse convite, mas estivesse fantasiado pagava 10 reais e sem fantasia 20 reais para entrar. Nós ganhamos os convites da Rebeca e usamos uma das principais qualidades do brasileiro, a criatividade!

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA


Eu fui de índia, meio apache meio pataxó, juntei os meus colares pataxós com uma folha de comigo-ninguém-pode e um pouco de rímel e fiquei a própria! Já o Rodrigo, com seu corpo mais esbelto, vestiu a roupa de mergulho e carregou sua máscara e snorkell e foi de mergulhador. Chegamos um pouco tarde, mas a festa estava ótima! A Rebeca não pôde ir, mas encontramos a Bianca e a Denise, além do pessoal do rafting que estava arrasando de “mocréias”. Fantasias para todos os gostos, desde as mais tradicionais, diabinha, anjinha, coelhinha da playboy até o trio pia, privada e chuveiro, Osama Bin Laden e um casal de mendigos pedintes. O melhor é o cenário, o Cabana Corais, à beira da Praia das Conchas com a lua nascendo e o reggae tocando. Muuuuuito bom! A temporada de festas de Itacaré foi encerrada com a melhor delas e à moda baiana!

Brasil, Bahia, Itacaré, festa à fantasia, hallowen

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Coro

Venezuela, Coro

Uma das muitas igrejas de Coro, cidade histórica no noroeste da Venezuela

Uma das muitas igrejas de Coro, cidade histórica no noroeste da Venezuela


Coro é uma cidade colonial espanhola razoavelmente bem conservada, para parâmetros venezuelanos. É uma sensação diferente fazer turismo em uma cidade onde não existem turistas. Caminhar pelas ruas e sentir o estilo de vida do povo que vive aqui fica até mais fácil.

Arte nas ruas de Coro, cidade histórica no noroeste da Venezuela

Arte nas ruas de Coro, cidade histórica no noroeste da Venezuela


Pessoas normais, como eu e você, tentando achar soluções para a vida na nova sociedade bolivariana socialista que aos poucos está sendo imposta. Poucas lojas, poucos produtos, pequenos negócios e comércios que tentam sobreviver com o último fôlego que lhes resta. Guerreiros que lutam bravamente em terreno inimigo para manter a cidade funcionando.

Carro 'novinho' nas ruas de Coro, cidade histórica na Venezuela

Carro "novinho" nas ruas de Coro, cidade histórica na Venezuela


A simpática Coro, cidade histórica na Venezuela

A simpática Coro, cidade histórica na Venezuela


A cidade é bacaninha, uma igreja, praça, estudantes pelas ruas, painéis pela cidade contam a história da grande revolução bolivariana, montando a história e cenário perfeito para a continuidade. Os muros porém mostram a divisão do eleitorado.

Pichações nas ruas de Coro, cidade histórica na Venezuela

Pichações nas ruas de Coro, cidade histórica na Venezuela


Pichações nas ruas de Coro, cidade histórica na Venezuela

Pichações nas ruas de Coro, cidade histórica na Venezuela


Os restaurantes parecem ter pouco movimento, os hotéis, então, nem se fala! Ficamos hospedados na Pousada Don Antonio, onde até conseguimos acesso à internet gratuito, coisa rara por aqui.

Turma animada de adolescentes nas ruas de Coro, cidade histórica na Venezuela

Turma animada de adolescentes nas ruas de Coro, cidade histórica na Venezuela


Acordamos pela manhã e encontramos em frente ao hotel o cenário de um filme de época que iria contar a história da luta dos camponeses venezuelanos contra o governo vendido ao império capitalista! “Um monte de besteiras”, me diz alguém que trabalha na produção. Mas ele tem que trabalhar, penso... quem deve concordar (ou não) com a história frente à necessidade. A vida segue companheiro!

Rua no centro histórico de Coro usada como cenário de filme de época (noroeste da Venezuela)

Rua no centro histórico de Coro usada como cenário de filme de época (noroeste da Venezuela)

Venezuela, Coro, Cidade Colonial, cidade histórica

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John People

Brasil, Paraíba, João Pessoa

Barcos se aglomeram em piscina natural na costa de João Pessoa - PB

Barcos se aglomeram em piscina natural na costa de João Pessoa - PB


Corrida na orla pela manhã, sol rachando, mas estou decidida a entrar em forma. Caminhamos e corremos no total quase 8km, aproveitando para conhecer as orlas das praias de Cabo Branco, Tambaú e Manaíra. A orla está bem organizada, mas totalmente voltada ao turismo, repleta de hotéis, restaurantes e ambulantes. Aproveitamos para dar uma olhadinha na organização e estrutura do Estação Verão, que hoje abrirá uma série de shows com a Margareth Menezes, como atração principal! É claaaro que nós vamos conferir.

Água de coco depois do cooper, na praia de Cabo Branco, em João Pessoa - PB

Água de coco depois do cooper, na praia de Cabo Branco, em João Pessoa - PB


No início da tarde, enquanto o Rodrigo dormia, aproveitei para resolver umas pendengas, dentre elas encaminhar a situação do nosso celular, levado por Lampião na Grota do Angico. Obrigações resolvidas; vamos fazer o que mais gostamos: turismo!

Monumenro ao sol nascente, na praia de Manaíra, em João Pessoa - PB

Monumenro ao sol nascente, na praia de Manaíra, em João Pessoa - PB


João Pessoa começou a ser construída nas proximidades do Rio Paraíba, há quase 8km da linha litorânea. O centro antigo possui aquele casario colonial e várias igrejas. Destacam-se as Igrejas do Carmo, que está em restauração e a de São Francisco, dentro do convento do mesmo nome.

Visitando a Igreja do Carmo, em João Pessoa - PB

Visitando a Igreja do Carmo, em João Pessoa - PB


Filippéa de Nossa Senhora das Neves foi fundada em 5 de Agosto de 1585 e tornou-se Frederica, sob administração holandesa (1638), posteriormente recebeu o nome do rio que a banha, Parahyba, até se tornar João Pessoa, sobrenome de uma antiga família de muito poder político na região. Hoje já possui apelidos preguiçosos como Jampa ou engraçadinhos como o título deste post.

A belíssima Igreja de São Francisco, em João Pessoa - PB

A belíssima Igreja de São Francisco, em João Pessoa - PB


Fim de tarde no Convento São Francisco, que além da igreja abriga também um museu de arte sacra e arte regional. Ali estudaram em torno de 30 internos, sua arquitetura datada do final do século XVI é belíssima e permanece até hoje com diversas áreas ainda conservadas. A igreja possui um altar barroco todo entalhado em madeira maravilhoso, mas eu gostei mesmo foi do altar principal com um teto decorado e apenas uma cruz de madeira sobre a parede branca, como sempre menos é mais.

Um dos altares da Igreja São Francisco, em João Pessoa - PB

Um dos altares da Igreja São Francisco, em João Pessoa - PB


Vimos o sol se por do alto do coro da igreja, avistando a torre da Catedral, uma das mais antigas igrejas da Paraíba, esta, porém já perdeu as suas características originais devido às diversas reformas realizadas.

Enorme janela da Igreja São Francisco, em João Pessoa - PB

Enorme janela da Igreja São Francisco, em João Pessoa - PB


Pit stop no hotel, lanche rápido no Capim Fashion, bazar montado na orla no estilo Mercado Mundo Mix, e seguimos o fluxo no calçadão, acompanhando a galera que vai conferir o show da Margareth Menezes. O show foi animadíssimo, milhares de pessoas agitaram as areias de João Pessoa, dançando ao som da cantora baiana. O repertório super diversificado incluiu de Ivete Sangalo a Lobão e Marcelo D2. Até o Secretário de Cultura paraibano fez a sua participação especial no show, com o seu principal sucesso “Mama África”. Foi Chico Cesar promovendo cultura, deu uma palhinha na sua terra natal e saiu muito aplaudido pelo público.

Chico Cezar sobe ao palco no show da Margareth Menezes em João Pessoa - PB

Chico Cezar sobe ao palco no show da Margareth Menezes em João Pessoa - PB


Acaba por aqui a nossa passagem por John People, foi breve, mas já nos mostrou como esta capital oferece opções para seus visitantes. Da visita ao convento, passando pelo museu de arte contemporânea até o show de música baiana, a eclética capital paraibana mostra por que já faz parte dos roteiros nordestinos sem deixar nada a desejar comparada às suas principais rivais regionais.

Animação no show da Margareth Menezes em João Pessoa - PB

Animação no show da Margareth Menezes em João Pessoa - PB

Brasil, Paraíba, João Pessoa, coqueiros, Ponta do Seixas, Praia, Tabatinga

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Perrengue, Tapioca e Jeep Club!

Brasil, Amazonas, Manaus

Chegada a Manaus, no Amazonas. Ao fundo, a enorme ponte que cruza o Rio Negro

Chegada a Manaus, no Amazonas. Ao fundo, a enorme ponte que cruza o Rio Negro


A previsão da duração da nossa viagem de barco entre Tefé e Manaus era de 36 horas e acabamos chegando até um pouco mais cedo que o esperado. Às 4 horas da manhã estávamos atracando em Manaus. Até fizemos uma hora no barco, vendo cada uma das redes sendo desatada do seu lugar, toda a mercadoria ser desembarcada e a jornada do A. Nunes II se fechar mais uma vez.

Chegada a Manaus, no Amazonas

Chegada a Manaus, no Amazonas


Dormindo no barco até que amanhecesse em Manaus, no Amazonas

Dormindo no barco até que amanhecesse em Manaus, no Amazonas


O sol aos poucos foi dando forma à cidade, o porto marcava mais um período de cheias no Rio Negro. Esperamos o sol nascer para podermos andar pelo centro de dia com mais segurança. E lá estávamos nós, buscando ônibus que entrássemos nós, nossa mala e que nos levasse até o aeroporto, onde havíamos deixado a Fiona.

Quadro com a marca das cheias do rio, no porto de Manaus, no Amazonas. O recorde foi quebrado em 2012!

Quadro com a marca das cheias do rio, no porto de Manaus, no Amazonas. O recorde foi quebrado em 2012!


O aeroporto de Manaus fica há uns 15 km do centro, são aproximadamente 40 minutos de ônibus que pode ser encarado como um passeio roots pelas principais avenidas de Manaus. Vemos pela janela as praças e igrejas, devotos e trabalhadores subindo e descendo do coletivo Descemos no último ponto da Avenida Torquato Tapajós, dali ela vira estrada e segue para a região metropolitana manauara. Caminhamos até o ponto da Avenida Santos Dumont para esperar o ônibus que nos levaria pouco mais de 3km até o aeroporto. Domingão de manhã, adivinhem se o ônibus vinha? Esperamos, esperamos e esperamos... foram quase 20 minutos até que o Rodrigo decidiu que iria correr até o aeroporto, pegar a Fiona e voltar me buscar. Ele foi, decidido e guerreiro, sob o sol e o calor amazonense levaria em torno de 15 minutos para chegar até lá. Quinze para chegar, 15 para pagar o estacionamento e 5 para voltar, 35 minutos de espera, certo? Errado! Ele voltou mais de uma hora depois! Eu já não sabia se pegava o táxi, se subia no ônibus... o que teria acontecido?

O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado

O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado


O que aconteceu foi que o Aeroporto Internacional de Manaus, sede da Copa do Mundo, além de ter uma reforma esdrúxula acontecendo, também não tem um terminal do Itaú, do Santander ou do Banco 24 horas funcionando! Os 100 reais que o Rodrigo tinha não eram suficientes para pagar a conta do estacionamento (em torno de 20 reais por dia). Assim a única forma de resolver o problema era pegar um táxi até o banco mais próximo, ele passou me buscar uma hora depois e lá fomos nós até o banco. Quando retornamos qual é o valor do táxi? 120 REAIS! A bandeirada do táxi só para sair do aeroporto, mesmo que seja para andar 5 quadras não deve sair por menos de 80 pilas! SURREAL!!! Nunca xinguei tanto um homem, um aeroporto, um lugar, fomos roubados na cara dura!

Aprendizado do dia: NUNCA deixe um carro ou pegue um táxi no aeroporto de Manaus.

Tempos movimentados no Brasil! (em Manaus, no Amazonas)

Tempos movimentados no Brasil! (em Manaus, no Amazonas)


Bem, depois de xingar todas as gerações manauaras relacionadas aos taxistas, bancários e aeroportuários, nós finalmente estávamos seguros dentro do nosso universo particular, a Fionitcha!

Prédio histórico em Manaus, no Amazonas

Prédio histórico em Manaus, no Amazonas


Hora de achar um hotel, lugar para tomar um banho quente e esticar o corpo em uma cama de verdade. Eu precisava descansar, corpo cansado e uma gripe me atacando, terrível. Hotelaria em Manaus não é coisa fácil... se é bom é muito caro, se o preço é plausível o lugar será horrível, úmido e mofado... foi o que aconteceu conosco da última vez. Tenho certeza que foi no hotel aqui de Manaus que desenvolvi a rinite que hoje faz parte da minha vida. Assim, fomos logo para o Largo São Sebastião para um novo Hostel Boutique que nos foi indicado pelo pessoal do Instituto Mamirauá. O hostel uma gracinha, os quartos de casal estavam lotados, então pegamos um quarto com um beliche, apertadinho mas mega confortável e novinho em folha. Detalhe, a meia quadra do Teatro Amazonas.

O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado

O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado


Hoje é dia de feira no largo. Dia de feira é dia de tapioca de queijo coalho com tucumã e suco de graviola. Dia de feira é dia de descobrir os artesanatos de diferentes regiões e tribos indígenas amazônicas, colares, sementes, cascas, frutas e toda a medicina que a maior floresta do mundo oferece.

Deliciosa tapioca com tacumá e queijo coalho, em Manaus, no Amazonas

Deliciosa tapioca com tacumá e queijo coalho, em Manaus, no Amazonas


Delicioso café da manhã tradicional em feira de Manaus, no Amazonas

Delicioso café da manhã tradicional em feira de Manaus, no Amazonas


Na nossa outra passagem por Manaus já havíamos explorado mais a cidade, então hoje a tarde foi de volta à civilização, mas fazendo um programa de índio: assistir a estréia do mais novo filme de zumbis hollywoodiano: World War Z. O Ro estava acompanhando o lançamento desse filme, a cada trailer que escapava na internet, a cada teaser, cada detalhe. Chegamos ao shopping e a fila estava gigantesca! Mas... com calma e jeitinho deu tudo certo e vimos o Brad Pitt lutando contra os milhares de zumbis.

Café da manhã na feira, em Manaus, no Amazonas

Café da manhã na feira, em Manaus, no Amazonas


A noite foi bem mais produtiva, na minha humilde opinião. Fomos recebidos pelo pessoal do Amazonas Jeep Club que conhece as estradas da região como a palma da mão! Claudionor foi o nosso contato, indicado pelo Ricardo lá de Boa Vista. Ele agitou um encontro numa pizzaria, veio nos guiar pelas ruas de Manaus até encontrarmos essa galera muito sangue bom que tinha respostas na ponta da língua para todas as nossas perguntas! Juca é catarina, mas vive aqui há uns 20 anos, já fez a BR 319 muitas vezes e nos garantiu que passamos tranquilamente com a Fiona, nossa fiel escudeira! Mais bacana ainda é ver a mulherada guerreira que acompanha os maridos, algumas iniciantes e outras já mais aventureiras que eles! Obrigada galera, foi demais encontra-los aí em Manaus!

Jantas com integrantes do jipe clube de Manus, no Amazonas

Jantas com integrantes do jipe clube de Manus, no Amazonas


Nosso plano é seguir agora pela BR 319, a pior BR do Brasil! Serão 800 km de buracos, lama e mais de 120 pontes que ligam Manaus à Porto Velho. Aventura que não acaba mais!!! Vambooora!

Com o Claudionor, do jipe clube de Manaus, no Amazonas

Com o Claudionor, do jipe clube de Manaus, no Amazonas

Brasil, Amazonas, Manaus, Aeroporto, Amazonas Jeep Club, Amazônia, feira, Porto, tapioca

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A Turística MoBay!

Jamaica, Montego Bay

Garçon fazendo graça em praia de Montego Bay, na Jamaica

Garçon fazendo graça em praia de Montego Bay, na Jamaica


Montego Bay, um dos lugares que fez parte do meu imaginário desde a adolescência mergulhada em reggae com as amigas do colégio. A trilha sonora das minhas viagens às praias paranaenses e catarinenses foi Bob Marley e outros grupos de Reggae. Todo o ano em Curitiba tinha o Ruffles Reggae Festival, na pedreira com atrações como Inner Circle, Big Mountain, Jimmy Cliff, Pato Banton, e outros do reggaeiros do momento.

Arquitetura na praça central de downtown - Montego Bay, na Jamaica

Arquitetura na praça central de downtown - Montego Bay, na Jamaica


Saímos pelas ruas de MoBay para conhecer um pouco de sua cultura, história e praias. O cansaço de ontem nos levava direto à praia “associada” ao Wexford Hotel. Sim... Infelizmente aqui em Montego Bay quase todas as praias são pagas. Em frente à única praia gratuita conhecemos David, um negão rasta que trabalha no nosso hotel e nas horas vagas trabalha como guia de turismo da cidade.

Monumento aos escravos punidos com morte ou chicotadas na revolta de 1831, em Montego Bay, na Jamaica

Monumento aos escravos punidos com morte ou chicotadas na revolta de 1831, em Montego Bay, na Jamaica


Nós íamos conhecer, hoje ou amanhã, o centro histórico da cidade, também conhecida como MoBay´s Downtown. Uma cidade grande, população majoritariamente negra e muito violenta, segundo os guias e sites de turismo. Nós andamos com David para lá e para cá, rodando todas as ruas e as principais atrações do Centro Histórico de Montego Bay sem problema algum. Tudo bem, foi culpa minha cairmos nas mãos dos primeiros “hustlers” tão anunciados.

Arquitetura na praça central de downtown - Montego Bay, na Jamaica

Arquitetura na praça central de downtown - Montego Bay, na Jamaica


David grudou em mim, mas de uma forma simpática, tranquila, veio conversando me deixando na dúvida de suas intenções finais. Quando tive a certeza que era essa mesmo a intenção, eu já estava convencida que seria bacana caminhar com ele pelas ruas da cidade, ouvindo suas explicações e conhecendo um pouco mais do jeito e da cultura Jamaicana.

A principal cerveja jamaicana, a famosa Red Stripe, em Montego Bay, na Jamaica

A principal cerveja jamaicana, a famosa Red Stripe, em Montego Bay, na Jamaica


A Jamaica é conhecida pela quantidade de vendedores e ambulantes que ficam perturbando os turistas para guia, venda de algum pacote turístico, artesanato e diferentes tipos de drogas. O que você quiser você encontra, só tome cuidado, eles podem te deletar para a polícia logo após a venda e quem vai se dar mau é você.

Heróis na Jamaica, incluindo o imperador da Etiópia, Haile Selassie (em Montego Bay)

Heróis na Jamaica, incluindo o imperador da Etiópia, Haile Selassie (em Montego Bay)


No Centro Histórico conhecemos o National Heroes Monument feito em homenagem à “Christmas Rebellion”, liderada por do Sam Sharpe, pastor batista e libertário, que lutou para a emancipação dos escravos na Jamaica. Movimento que influenciou mundialmente a libertação de escravos onde morreram mais de 600 jamaicanos que lutaram na batalha da revolução (1831-32). Estimam-se que mais de 60 mil pessoas estavam envolvidas nesta guerra.

Placa comemorativa da rebelião de escravos de 1831, em Montego Bay, na Jamaica

Placa comemorativa da rebelião de escravos de 1831, em Montego Bay, na Jamaica


Pouco mais tarde, quando chegamos à Igreja da Paróquia de St James, Antoine grudou no Rodrigo, discutindo disfarçadamente com David em Patois (leia-se: patoás), língua nativa que surgiu da mistura do inglês, dialetos africanos, resquícios do espanhol e francês que passaram pela ilha.

Com o David, em frente à bela igreja anglicana de Montego Bay, na Jamaica

Com o David, em frente à bela igreja anglicana de Montego Bay, na Jamaica


A igreja era a sede da St James Parish, paróquia de qual faz parte a atual cidade. O país foi assim dividido, por parishes e estados. Esta família era dona de toda a área, doando no último século um grande trecho de terra ao estado um hospital, construído com verba canadense. Na igreja também vemos uma estátua que simboliza as duas gêmeas britânicas, a boa e a má, personagens de uma história (ou lenda) da cidade. A boa teria utilizado seus poderes de cura e oração para ajudar a centenas de negros que sofriam das moléstias do trabalho escravo. A má, por sua vez, teria no seu currículo de malvadezas, o assassinato dos seus 6 maridos.

A fruta nacional do país, em Montego Bay, na Jamaica

A fruta nacional do país, em Montego Bay, na Jamaica


Passando pela igreja, fizemos um caminho alternativo com David para chegar ao Farmmer´s Market, imensa feira de rua na Up Town onde os fazendeiros expõem suas frutas, legumes e diferentes artesanatos. No caminho trocamos uma ideia as crianças curiosas, lindas meninas e meninos de um dos mais caros colégios da cidade e chegamos ao mercado.

Chamando a atenção em escola de crianças em Montego Bay, na Jamaica

Chamando a atenção em escola de crianças em Montego Bay, na Jamaica


No mercado todos oferecem ao David a ganja que paira pelo ar, assim como aquele clima de feira livre. Peixes, galinhas, legumes, frutas e verduras dominam as negociações no meio da rua. Passamos pela Bush Doctor, uma das curandeiras das antigas que pode indicar milhares de chás e medicações feitas direto das plantas e raízes jamaicanas para todos os tipos de problemas e doenças.

Visitando o mercado central de Montego Bay, na Jamaica

Visitando o mercado central de Montego Bay, na Jamaica


Rodrigo já estava indignado por David estar conosco. Como já disse aqui, ele odeia guias, ainda mais quando sente que o cara tá dando uma de espertão. Pois é, David, acompanhado de Atoine, ao final do tour obviamente queria receber 60 ou 80 dólares pelo tour de menos de duas horas! Rodrigo ficou furioso, mas aos poucos negociamos e chegamos a 40 para o primeiro guia, que nos acompanhou mais tempo, e 20tão para o grude.

Praia e águas caribenhas em Montego Bay, na Jamaica

Praia e águas caribenhas em Montego Bay, na Jamaica


Voltamos à Hip Strip e chegamos à tarde na Walter Fletcher Beach, dentro do Aquasol Theme Park. O acesso a este parque estava incluído na diária do nosso hotel, que nos oferecia cadeiras de praia, guarda-sol e infra-estrutura de bar e banheiros. Conversando com todos os jamaicanos, Aquasol era a melhor praia, já que Doctor´s Cave e outras eram todas fechadas por seus hotéis “all inclusive”, apenas acessíveis perante o pagamento de uma bela entrada. “O Aquasol é o lugar, se vocês querem ver a nossa cultura e não apenas turistas europeus e americanos, lá é o lugar”.

Jamaicanos vão à praia em Montego Bay

Jamaicanos vão à praia em Montego Bay


Não tenho dúvida que eles tinham razão, encontramos muitos jamaicanos com suas famílias em um delicioso final de semana de férias. O bar tocava todos os tipos de reggae, rip rop e pop. O parque de diversões aquático estava sempre lotado de crianças e a praia, mesmo cheia, tinha aquele delicioso charme caribenho. Águas claras, quentes e tranqüilas, com uma raia logo ali para uma deliciosa nadada para alongar no final da tarde.

De volta ao mar do Caribe em Montego Bay, na Jamaica

De volta ao mar do Caribe em Montego Bay, na Jamaica


O Jamaica Jazz and Blues Festival trazia uma das principais atrações da ilha nesta sexta-feira: o show da famosa cantora Celine Dion. Toda a ilha estava lá esta noite, mas é difícil pagar 130 dólares por pessoa para ir a um show que você não é muito fã. Decidimos fazer algo mais tranquilo, saímos para conhecer o tal Margarita Ville, mas já era tarde e estava meio caído. Acabamos comendo um último sanduíche no Burguer King para matar aquele repentino apetite noturno.

Salva-vidas sem muito trabalho na tranquila praia em Montego Bay, na Jamaica

Salva-vidas sem muito trabalho na tranquila praia em Montego Bay, na Jamaica


Alguém me perguntou: Sempre quis ir à Jamaica, como é a infra-estrutura? Respondo antecipadamente, não sei em outros lugares, mas a famosa Montego Bay possui infra-estrutura até demais! Imensos Resorts “all inclusive” com toda uma hip strip de bares, restaurantes e hotéis de praias privadas para serem “exploradas”. Estamos ansiosos para conhecer um lado mais íntimo do país, sem turistas, com muito reggae e tranquilidade, onde possamos sentir que estamos conhecendo a verdadeira Jamaica.

Nosso primeiro pôr-do-dol na Jamaica, em Montego Bay

Nosso primeiro pôr-do-dol na Jamaica, em Montego Bay

Jamaica, Montego Bay, Caribe, Praia

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St Barths, yes we can!

Saint Martin, Marigot, Saint Barth, Gustavia, Anse du Gouverneur, Grande Saline

Chegando à pequena praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe

Chegando à pequena praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe


St Barth é provavelmente um dos mais glamorosos lugares do jet-set internacional. Uma das ilhas preferidas das celebridades holliwodianas, este pedacinho da França no Caribe reúne tudo o que há de mais luxuoso e caro nas West Indies.

Chegando à praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe

Chegando à praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe


Sua geografia e sua história nos ajudam a entender por que. Uma ilha vulcânica com apenas 21km2 formada por um relevo montanhoso, vegetação seca, como cactos e outras plantas rasteiras e não possui fonte natural de água doce. Desta forma nenhuma plantação poderia ter sucesso. As tentativas de colonização iniciaram em 1648, os primeiros franceses logo foram massacrados pelos índios Caribs, alguns anos mais tarde franceses huguenotes se estabeleceram na região com uma atividade que não dependeria dos recursos naturais: tornaram-se um ponto de apoio aos piratas franceses que agiam na região pilhando os Galeões Espanhóis.

Marca da colonização sueca de St. Bath

Marca da colonização sueca de St. Bath


No final do século XVIII os suecos passaram a ser donos de St Bartholomeu, após uma negociação entre o Rei Luis XVI e o Rei Gustaf III. Isso explica o nome da capital, Gustavia e algumas outras marcas deixadas pelos quase 100 anos de ocupação nórdica. Mais tarde a ilha foi vendida novamente para os franceses. Em meados do século XIX, quando a escravidão foi abolida, a maioria dos habitantes africanos se mudou para outras ilhas em busca de trabalho, tornando St. Barth uma das únicas ilhas no Caribe quase sem negros na composição populacional.

O farol de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

O farol de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


Foi só no início da década de 50 que começaram a chegar os primeiros turistas e alguns habitantes mais espertos trataram de fixar algumas leis que protegesse o seu paraíso de grandes cadeias de hotéis e cassinos. Ainda assim o turismo se tornou o maior e melhor negócio nesta pequena ilha, justamente por ser exclusiva (principalmente nos preços) e por oferecer pequenos paraísos muito bem preservados.

Maravilhosa praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe

Maravilhosa praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe


Nós fomos para lá de ferry boat, que parte de St. Martin por preços mais amigos que os vôos, mas vale checar as tarifas aéreas na baixa temporada, principalmente se você sofre em dias de mar mais agitado. Vento contra e sem remédio para enjôo, minha ida foi sofrida. No ferry conhecemos Koy, um brasileiro de Floripa que mora em St Martin desde 1985, quando veio em busca de novas ondas e começou a trabalhar em uma embarcação. Ele estava guiando um grupo de 10 brasileiros para conhecer a ilha e nos deu boas dicas, algumas que seguem abaixo.

Nosso hotel em Gustava, capital de St. Bath - Caribe

Nosso hotel em Gustava, capital de St. Bath - Caribe


Uma vez em St Barth o primeiro que se deve fazer é alugar um carro. O ferry estava com uma promoção, tarifa de 30 euros/dia, se já alugássemos junto com a passagem. Ainda conseguimos negociar o segundo dia por 25 quando chegamos lá. Na hospedagem arriscamos e conseguimos pegar o último quarto no Sunset Hotel, um dos mais baratos da ilha (103 euros s/ café da manhã + impostos). Bem localizado, fica logo em frente à estação do ferry, com uma vista linda para a marina.

A marina de Gustavia, vista do nosso hotel (St. Barth - Caribe)

A marina de Gustavia, vista do nosso hotel (St. Barth - Caribe)


Carro alugado, demos a volta no litoral sul do pequeno país. Vistas espetaculares das estradas tortuosas, cada enseada um azul. Fomos à Anse de Grande Saline, uma enseada belíssima, hoje com bastante vento e, portanto com muitas ondas. Esta é a praia preferida dos naturalistas, que ficam totalmente à vontade no canto esquerdo da praia. Não se espante se vir um peladão andando na sua frente, ou tantas mulheres de top less, ao final do dia você é que estará se sentindo um ET. Como é uma área de preservação existem algumas lanchonetes e restaurantes na estrada, mas não na praia. No calor e sol caribenhos, uma água na mochila é item obrigatório.

Nosso cafofo na praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe

Nosso cafofo na praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe


Pouco depois mudamos para a Gouverneur Beach, outra praia tranquila. Achei que ia ser mais difícil encontrar nudistas aqui, mas eles também existem. O mais engraçado foi uma família que estava fazendo um book fotográfico, pai, mãe e três filhas posando para um fotógrafo, todos vestidos de branco, há 10 passos do peladão.

'Tomando sombra' na praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe

"Tomando sombra" na praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe


Aproveitamos o pôr-do-sol no Do Brazil, bar de preços astronômicos na Shell Beach. Eu ia pedir uma caipirinha, para matar as saudades, mas custaria algo em torno de 30 reais, então acabamos ficando com a boa e velha taça de vinho francês, a módicos 6 euros. Alguns iates estavam ancorados em frente à praia, iates de aproximadamente 50 milhões de dólares. Impossível não perder alguns minutos tentando imaginar como é a vida desses milionários que freqüentam St. Barth.

Belo fim de tarde na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

Belo fim de tarde na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


O almoço do grupo de um iate destes deve ter custado pelo menos 1500 euros no mesmo bar. Ok, isso não é nada perto do Abramovitch, bilionário russo que está ancorado aqui com seu iate de 1 bilhão e 200 milhões de dólares. Pouco excêntrico, o seu iate possui submarino, sistema antimísseis, anti-paparazzis, heliporto e tudo o que você conseguir imaginar dentro.

No bar 'Do Brazil' na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

No bar "Do Brazil" na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


Chega de “sofrer” pensando nos milhões alheios, resolvemos pegar nosso rumo e ver um finalzinho do pôr-do-sol no Fort Gustave. Da construção em si não sobrou muita coisa, dois canhões e um farol, mas de lá temos uma vista privilegiada da cidade de Gustavia e desta imensidão azul, dourada no fim de tarde.

Vista de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

Vista de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


A noite não podíamos deixar de conhecer o tradicional Le Select Bar. Com mais de 60 anos de história, o Le Select faz parte da vida e da tradição de muitos marinheiros e velejadores do Caribe. Seu fundador, Marius já recebeu inclusive a família real sueca como embaixador honorário da Suécia aqui. Um clima de bar de marinheiros, bandeiras e adesivos de todos os cantos do mundo trazidos por seus freqüentadores, é também um dos lugares mais baratos para um lanche e uma cervejinha a noite. Imagina se eu não ia colocar um adesivo do 1000dias ali?

O adesivo dos 1000dias no famoso  bar Le Select, em Gustava, St. Bath - Caribe

O adesivo dos 1000dias no famoso bar Le Select, em Gustava, St. Bath - Caribe


Pra variar o Ro estava caindo de sono e eu mega agitada, querendo ver a balada de St Barth. Tudo bem que temos que nos policiar com os preços, mas olhar não custa nada! RS! Rodamos a marina e chegamos ao outro lado do U, onde eu via luzes piscando, sinal de pista de dança! Chegando lá, era uma festa particular. (Fooom! Que mais eu podia esperar?! rsrs!). Logo ao lado outro bar com clima bacana, DJ muito bom e finalmente onde encontramos a pequena parte da população negra que ainda restou no país! =) Um deles é Laurent, natural de St Barth, que trabalhou para o embaixador da Angola em Paris. Adorou treinar seu português (de “Portgal”) com os dois brazucas aqui.

Magnífico pôr-do-sol em St. Barth - Caribe

Magnífico pôr-do-sol em St. Barth - Caribe


Moral da história: existem preços proibitivos sim, inclusive são eles que fazem deste lugar ainda mais um paraíso. Mas temos que lembrar que nem todo mundo que vive aqui é bilionário, então se eles conseguem viver aqui, nós também conseguimos! Pelo menos por uns dois ou três dias!

Por que será que a Shell Beach em Gustavia, tem esse nome? (St. Barth - Caribe)

Por que será que a Shell Beach em Gustavia, tem esse nome? (St. Barth - Caribe)

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Virada Social

Brasil, Paraná, Curitiba

Vovó Patrícia com a Luiza, Dani e Dudu e a Ana, em Curitiba - PR

Vovó Patrícia com a Luiza, Dani e Dudu e a Ana, em Curitiba - PR


Muitos devem estar se perguntando, por que quando eles chegam em Curitiba o blog pára? Já tentamos manter diariamente, mesmo aqui. Curitiba é uma cidade cheia de surpresas, daria facilmente para mantermos um “1000dias em Curitiba”, tamanha a diversidade gastronômica e cultural que a cidade oferece. Fato é que como esta é a minha cidade natal, o meu principal objetivo aqui (além da parte chata) é reencontrar os amigos e familiares.

Com a prima Vitória, em Curitiba - PR

Com a prima Vitória, em Curitiba - PR


Uma semana antes de chegar à Curitiba comecei a avisar os amigos por email, facebook, twitter, celular e até sinal de fumaça! Um ano se passou e estou morrendo de saudades, “ET... telefona, minha casa!”. Chegamos à cidade no dia 14/06 já emendamos atividades e reuniões, ao fim do dia uma amiga me viu no Banoffi (via facebook) e nem titubeou, “venha para cá agora!” Lá fui eu, sem banho, Rodrigo, nem nada! Cheguei na casa da Tetê como nos velhos tempos: dois vinhos na mão e muitas histórias para contar. Estava morrendo de saudades, super desatualizada sobre sua vida, sua história. Fiz novos amigos, Giana, Tatá, Eros e Edu e saí de lá as 5 horas da manhã! Noite perfeita, comecei a temporada em Curitiba com o pé direito!

Brincando com a sobrinha, em Curitiba - PR

Brincando com a sobrinha, em Curitiba - PR


Nossa rotina basicamente se resumia a resolver as nossas pendências durante o dia e encontrar os amigos, acompanhados de belos vinhos, durante a noite. O dia seguinte foi a vez dos meus ex-colegas e para sempre amigos, Juliana, Aymoré, Vanessa e Fábio, no bar Cana Benta. Todos sempre corridos, virando abóbora cedo, mas ainda assim estendemos a noite o possível e impossível nos atualizando e sobre as nossas vidas e babados do mercado.

Recepção dos amigos da Positivo em Curitiba - PR

Recepção dos amigos da Positivo em Curitiba - PR


A partir deste dia estava decretada a virada social em Curitiba! Dia e noite, entre os médicos e as reuniões lá estava eu, tentando aproveitar cada minuto para rever amigos e fazer o que mais sei socializar! Fui visitar a Márcia Maria e a Nina, minha amiga linda dos tempos de faculdade que acabou de ter o seu segundo bebê. Nina está lindíssima, uma fofura. Tirei algumas horas do meu dia para curtir a minha vózinha de 81 anos e contar as histórias de um mundo já distante para ela.

Quatro gerações das mulheres Biselli, em Curitiba - PR

Quatro gerações das mulheres Biselli, em Curitiba - PR


A noite mais virada foi um encontro da minha turma de segundo grau, hoje em dia se diz ensino médio. Nós fizemos um queijos e vinhos na casa do Gusta e da Paula. A noite foi sensacional, até a Luiza foi, minha sobrinha linda! Foi tudo tão perfeito, que fechamos a noite vendo o sol nascer da sacada, eu e Gustavo, depois de lavar a louça e arrumar a bagunça da festa.

Encontro com os amigos na casa do Gusta, em Curitiba - PR

Encontro com os amigos na casa do Gusta, em Curitiba - PR


Jantar no Don Max, reencontrando Rodrigo Jardim, amigo grude de uma fase que já passou há quase 10 anos! Foi ele que me apresentou Tetê, Gogol e o melhor da música alternativa brasileira. Aquela típica amizade que mesmo depois de tantos anos, continua exatamente igual quando há o reencontro, ainda assim, que saudades!
Pizza e vinhos na casa do Pasini, reunindo os casais amigos ex-Tradener, Karina e Ricardo, Pasini e Fer, Guilherme e Xarise. Encontro com os nossos amigos, padrinhos e companheiros de viagem Laura e Rafael, casal gourmet que vai nos encontrar em Galápagos em setembro!

Encontro de casais no apartamento do Pasini e Fernanda, em Curitiba - PR

Encontro de casais no apartamento do Pasini e Fernanda, em Curitiba - PR


Tuuudo isso sem contar a principal das socializações, a minha família, é claro. Dani, Dudu e Luíza tiveram a prioridade. A tia aqui queria tirar todo o atraso da convivência com a baby. Todas as noites ou tardes que eu pude escapar, me instalava na casa da Dani e ficava brincando com a Luiza, treinando para quando lhe der uma priminha.

Brincando com a sobrinha, em Curitiba - PR

Brincando com a sobrinha, em Curitiba - PR


Luiza com o vô Mário, em Curitiba - PR

Luiza com o vô Mário, em Curitiba - PR


Entre documentos, reuniões, médico, dentista, acumpunturista e todas as “istas” possíveis, aproveitamos ao máximo essa estada em Curitiba para resolver pendências e matar as saudades. Chegou um momento que eu já não agüentava mais, mesmo eu, tão “duracell” tive que pedir pinico e me internar em casa no primeiro dia frio e chuvoso. É chegada a hora de ir, voltar a nossa rotina cigana, andar, correr, viajar, quem sabe assim conseguiremos descansar...

A linda sobrinha Luiza, em Curitiba - PR

A linda sobrinha Luiza, em Curitiba - PR

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Estradas Equatorianas

Equador, Montañita, Quito


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As estradas equatorianas não são fáceis. Hoje percorremos uma das principais rotas entre a capital Quito e o litoral do país. Por um lado nunca nos sentimos tão em casa, pois essa via litorânea vai passando por balneários, pequenos povoados e cidades ao longo da rodovia, exatamente como o litoral brasileiro. Muitas montanhas verdes, muita banana, pássaros, gente na rua, se piscarmos o olho e nos distrairmos pensamos que estamos no Brasil.

Por outro lado a combinação disso, ao relevo completamente montanhoso, estrada curva e a pouca prática de ultrapassagens dos outros veículos, faz com que uma viagem de 400km demore de 6 a 7 horas! Além disso a sinalização é péssima e mapas rodoviários quase impossíveis de encontrar. Pegamos as dicas das cidades por onde deveríamos passar com o nosso novo amigo quiteño, Cristian. No mapa parecia lógico pegarmos a 40 e encontrarmos a Panamericana perto de Latacunga e subir para Quito. Cristian nos alertou que parte desta estrada que está no mapa mal existe, que o caminho correto é subir em direção à Manta e pegar a Rodovia 30, passando por Santo Domingo de los Colorados. Lá fomos nós entre curvas e montanhas e com muita paciência, pois a ansiedade para chegar estava grande! Hoje é o dia que encontraremos os nossos amigos e padrinhos de casamento Laura e Rafael, que chegaram em Quito ontem. Eles farão todo o trecho do Equador conosco, quando vamos conhecer os vales, vulcões e cordilheiras e fecharemos com o tão esperado live aboard em Galápagos!

Encontrando a Laura e o Rafa em Quito, no Equador

Encontrando a Laura e o Rafa em Quito, no Equador


Entrar em Quito foi outra aventura, a cidade possui uns 35km de extensão, localizada ao longo de um imenso vale na inclinação oriental do Pichincha, vulcão ativo de 4.794m de altura. Instalados em um hotel em Mariscal, ainda conseguimos aproveitar a noite para conhecer a famosa Calle La Ronda, uma rua no centro histórico cheia de restaurantes, bares e um bom agito!

Caminhando de noite pela rua Ronda, no centro de Quito - Equador

Caminhando de noite pela rua Ronda, no centro de Quito - Equador

Equador, Montañita, Quito, estradas

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St Georges à Cayenne

Guiana Francesa, Saint Georges, Cacao, Cayenne

Caixas de correio em estrada rural na região de Cacao, na Guiana Francesa

Caixas de correio em estrada rural na região de Cacao, na Guiana Francesa


St Georges está na fronteira, mas já podemos notar claramente que não estamos mais no Brasil. A arquitetura colonial francesa, a organização e limpeza nas ruas nos faz lembrar que chegamos em território europeu, em plena América do Sul.

Nosso hotel em Saint Georges de L'Oyapoque, na Guiana Francesa

Nosso hotel em Saint Georges de L'Oyapoque, na Guiana Francesa


“A cidade é pequena, todos se conhecem”, nos conta uma brasileira que vive aqui há 10 anos. Grande parte das pessoas que vivem em St Georges está ligada aos serviços do governo francês, só na PAF (Policie aux Frontiere) são mais de 60 policiais, sem contar o exército, aduana, etc. Todos os postos são ocupados por franceses vindos da metrópole e não guianeses. Ela veio para St Georges com apenas 17 anos em uma época que era menos rigorosa a fiscalização e logo conseguiu se legalizar. Não foi fácil acostumar com a vida em uma cidade pequena, aprender outra língua (francês e creole) e outra cultura, mas ela está feliz com o resultado: além de criar um filho de 8 anos, já conseguiu construir a sua casa em St Georges e comprou uma casa para sua família em São Luis.

Monumento na praça central da pequena Saint Georges de L'Oyapoque, na Guiana Francesa

Monumento na praça central da pequena Saint Georges de L'Oyapoque, na Guiana Francesa


Nas ruas é fácil notar a grande mescla cultural que forma a população do guianense. São negros vindos do Caribe, Haiti, República Dominicana e antigos escravos trazidos da África ou fugidos do Brasil na época da colônia, assim como índios, laosianos, brasileiros, franceses, chineses, entre outros. O Brasil possui a mesma diversidade, sim, mas ela está espalhada e dividida no imenso território, aqui a população total é em torno de 200 mil pessoas, a maioria vive entre Cayenne e Korou, então o contraste entre as diversas nacionalidades fica muito mais claro.

Chegando na pequena Cacao, na Guiana Francesa

Chegando na pequena Cacao, na Guiana Francesa


Continuamos nossa viagem de St Georges para Cayenne passando por uma pequena vila chamada Cacao. Um vilarejo Hmong, grupo vindo do Laos na década de 70, fugidos da guerra do Vietnam. Os Hmong são os maiores produtores de hortaliças e frutas da Guiana Francesa, produção que é toda consumida internamente.

Arquitetura típica do Laos, cujos imigrantes fundaram Cacao, na Guiana Francesa

Arquitetura típica do Laos, cujos imigrantes fundaram Cacao, na Guiana Francesa


A vila fica em uma região montanhosa, em meio á vales e rios de água clara e florestas úmidas tropicais. Ali peto fica um dos melhores trekkings da Guiana, segundo o nosso guia de viagens, mas infelizmente pudemos explorar pouco a região, já que a chuva continuava intensa.

Vista de Cacao, na Guiana Francesa

Vista de Cacao, na Guiana Francesa


Seguimos viagem pela sinuosa estrada, por entre matas preservadas e riachos, para chegar à Cayenne. Fomos parados pela polícia rodoviária e logo tiramos mais uma das aflições de Rodrigo da nossa cabeça, o de não termos recebido um papel de importação temporária na aduana francesa, eles disseram não precisar. O policial nos pediu documentos e os nossos brasileiros foram suficientes. Eram pouco mais de 3 horas da tarde e estávamos ansiosos para chegar, buscarmos informações sobre a abertura dos consulados brasileiro e surinamês, acessarmos a internet, etc. Acabamos nos instalando em um dos melhores hotéis da cidade, não é caro se comparado com o Brasil e possuía vagas em um período de carnaval. Logo descobrimos que não poderíamos ter feito melhor opção, além de estarmos bem no centro de Cayenne, o staff é super atencioso e foi muito prestativo fornecendo informações e contatos que devem nos ajudar a resolver a situação.

O antigo Palácio dos Jesuítas, em Cayenne, na Guiana Francesa

O antigo Palácio dos Jesuítas, em Cayenne, na Guiana Francesa


Aproveitamos ainda o pouco de dia que nos restava e fomos conhecer a Place Léopold Héder e o Fort Cépérou. Este ainda está em funcionamento, portanto possui uma grande área restrita, zona militar, mas tem também uma pequena área que pode ser visitada, ainda que pareça estar completamente abandonada. Lá do alto conseguimos finalmente enxergar o mar e praticamente toda a cidade. Rodeada por mangues, Cayenne não possui uma orla de rio ou praias, deixando este papel para os distritos vizinhos a leste.

No alto de colina em Cayenne, com o mar ao fundo, na Guiana Francesa

No alto de colina em Cayenne, com o mar ao fundo, na Guiana Francesa


Embora pareça tranquilo, o dia de hoje acabou sendo meio tenso, já que passamos cada minuto conjecturando todas as possibilidades que tínhamos de resolver os problemas com vistos e o meu passaporte. E se não eu conseguir o visto do Suriname? E se eu não conseguir um passaporte temporário no Consulado Brasileiro? E se? Como eu disse, o Ro adora se preocupar, mas só poderemos mesmo ter certezas na segunda-feira cedo, quando as coisas devem funcionar e temos esperanças dos consulados abrirem. Até lá, dedos cruzados e pensamentos positivos, pois aparentemente fácil foi entrar na Guiana, difícil será sair!

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Welcome to Arizona!

Estados Unidos, Arizona, Flagstaff, Sedona

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


A região de Flagstsaff oferece muitas atividades de aventura e natureza para o pouco tempo que temos. No inverno o Snowbowl é a principal atração, com uma estação de esqui que é o principal playground de toda a região. No verão a estação fecha, mas uma infinidade de trilhas e passeios se abrem para descobrirmos um Arizona mais parecido com os que temos na nossa memória.

Quando há neve, a região do Humphrey Peak atrai muitos esquiadores à Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Quando há neve, a região do Humphrey Peak atrai muitos esquiadores à Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Começamos o dia lá mesmo, na entrada do Snowbowl. Já com pouca neve, a estação de esqui fechou há uma semana. Ainda assim o tempo nos dois últimos dias esfriou e na última noite tivemos neve no alto das montanhas, nos contou um dos funcionários. Eles nos advertiram que a trilha para o Humphreys Peak não estaria muito fácil de ser visualizada e mais difícil de ser acessada depois dos 11 mil pés, mas que conseguiríamos ter uma boa vista.

Início da trilha para subir o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Início da trilha para subir o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Nosso plano não era chegar até o topo, já que este seria um trekking de 8 horas. A trilha completa tem em torno de 4,5 milhas, pouco mais de 7 km. Caminhamos entre pinheiros e árvores imensas, cruzando o tempo todo com pegadas de esquilos, coelhos e raposas. A neve estava fofa em vários trechos da trilha, mas havia também pegadas frescas de pelo menos mais duas pessoas que entraram na trilha mais cedo rumo ao pico.

Depois da neve da madrugada, os pinheiros estavam brancos na subida do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Depois da neve da madrugada, os pinheiros estavam brancos na subida do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Subimos lentamente por aproximadamente 2 milhas, quando as pegadas começaram a ficar desencontradas, a trilha mais difícil de encontrar e a neve muito fofa. Conseguimos ainda ter uma vista bacana da região, lagos e uma floresta verde de coníferas.

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Após nos afundarmos na neve até os joelhos, hora de dar meia volta e regressar em direção ao próximo destino, em direção à cidade de Sedona.

Muita neve na trilha que sobe o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Muita neve na trilha que sobe o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Existem duas estradas de Flagstaff para Sedona e aqui você definitivamente deve pegar a estrada do Oak Creek Canyon, que talvez seja até mais curta, mas suas curvas a tornam muito mais prazerosa e demorada.

O belo canyon de Oak Creek, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo canyon de Oak Creek, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Afundamos rapidamente no cânion e aos poucos conseguimos enxergar as formações rochosas e avermelhadas dos arredores. Pousadas charmosas na beira do rio e várias opções de campings já mostram que o lugar é famoso entre os americanos para feriados e férias.

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Nesta mesma estrada encontramos a entrada do Slide Rock State Park, o trecho mais cênico do Oak Creek Canyon, onde o riacho esculpiu gentilmente as pedras e formou um balneário natural lindo.

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Uma antiga plantação de maçãs, hoje o parque estadual conta com uma pequena infra-estrutura de bar, banheiros e área de piquenique. A trilha passa pelas macieiras e segue rio acima.

Bosque de macieiras no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Bosque de macieiras no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Os corajosos entram na água que deve estar perto dos 16°C de temperatura, homens, mulheres e crianças, se esbaldando nas piscininhas e corredeiras do rio enquanto o sol ajudava a esquentar. O parque fecha as 17h, hora de continuarmos em direção à Sedona.

As belas paisagens do Oak Creek Canyon, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

As belas paisagens do Oak Creek Canyon, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Se você vai visitar a região e seu foco não for o Snowbowl de Flagstaff (montanhas e estação de esqui), ou mesmo que seja, mas não tenha preguiça de dirigir, sem dúvida alguma Sedona é deve ser a sua base. Uma cidade charmosa para os padrões americanos, com um boulevard agradável de caminhar com várias opções de cafés, restaurantes e curiosidades do mundo místico.

A cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos, está no meio de uma incrível paisagem

A cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos, está no meio de uma incrível paisagem


Massagens, terapias alternativas e palestras sobre a kundaline são facilmente encontradas em cartazes da cidade. Algumas pessoas implicam com esse “povo alternativo”, como eu sou filha de uma médica homeopata e um psicólogo transpessoal, eu adoraria passar um tempo por aqui explorando e conhecendo por mais tempo. Normalmente esse “povo alternativo” escolhe uns lugares bem especiais para montar sua base, lugares com uma energia especial. Você não precisa ser muito sensitivo para perceber isso, é só olhar ao redor.

Enormes paredões coloridos ao lado da cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Enormes paredões coloridos ao lado da cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Estados Unidos, Arizona, Flagstaff, Sedona, Natureza, Oak Creek Canyon, Slide Rock State Park, Trekking

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