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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Rio De Janeiro Há 2 anos: Rio De Janeiro

Rumo à Lagoa Verde

Brasil, Maranhão, Atins

Caminhada para a Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Caminhada para a Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


A Lagoa Verde é a única da região de Atins que não seca nunca. Pelo menos, é o que dizem os habitantes do lugar. Agora, com a estação de chuvas em seu início, ela já está relativamente profunda, boa para nadar. Mas a distância que se encontra de Atins é quase proibitiva para que se vá caminhando: mais de 15 quilômetros.

Na Toyota que nos levou para a Trilha da Lagoa Verde, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Na Toyota que nos levou para a Trilha da Lagoa Verde, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Ainda ontem de noite, depois de encontrar mais dois casais interessados em ir para lá, consegui negociar um bom preço com um guia, para que fôssemos todos de Toyota até lá perto e depois fazermos a caminhada de 4 quilômetros para dentro das dunas, até a lagoa. Assim, hoje pela manhã, lá estávamos os quatro casais na caçamba cheia de bancos da Toyota Bandeirante, atravessando o descampado alagado, rodeando as dunas, chegando até o Canto do Atins, onde estão os restaurantes da Luzia e do Antonio, pouco antes da metade do caminho de hoje.

Caminhando entre dunas e lagoas, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Caminhando entre dunas e lagoas, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Ali, o guia nos deixou no Antonio, para que encomendássemos nosso almoço. Para tristeza mal disfarçada dele, disse que iria na Luzia. Nada contra o Antonio, do qual só tive boas referências, mas meu almoço seria na Luzia. Todos os outros me acompanharam e o guia, brigado com a Luzia, teve de se render. Nosso camarão maravilhoso da tarde estava garantido!

Cabra recém nascida corre para a sua mãe, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Cabra recém nascida corre para a sua mãe, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


De lá, mais seis quilômetros pela praia, ainda de Toyota. A primeira praia de verdade em que estivemos no Maranhão. Finalmente, era o mar que estava ali do nosso lado. Um pouco à frente, chegamos ao ponto inicial da caminhada, parque adentro. Ali, pelo menos em teoria, não entram Toyotas nem quadriciclos. As dunas agradecem!!!

Chegando à linda Lagoa Verde, em meio às dunas dos Lençóis Maranhenses - MA

Chegando à linda Lagoa Verde, em meio às dunas dos Lençóis Maranhenses - MA


Belíssima caminhada, de novo entre dunas, lagoas rasas e acizentadas e charcos verdinhos por onde corriam grupos de cabras felizes em sua liberdade naquele mundão sem cercas ou porteiras. Dessa vez, além da Mel e do Edu, nos acompanhavam também os cariocas Jackson e Mônica e o casal formado pela brasileira Mariana e o inglês Jamie. Esses dois novos casais, que eu havia conhecido ontem de noite, gostaram tanto do Rancho do Buna quando estiveram lá pela manhã que acabaram se mudando para lá. Ficou bem movimentada, a nossa pousada!

Banho refrescante na Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Banho refrescante na Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Depois de 50 min de caminhada em pleno Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, lá estava ela, atrás de uma grande duna, a famosa Lagoa Verde. Depois de tantas lagoas acizentadas, a cor dessa chamava ainda mais a atenção. Bem grande, espalhada por entre as dunas, era a imagem de uma miragem perfeita!

Grupo caminha por entre dunas da região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Grupo caminha por entre dunas da região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Ali ficamos por mais de uma hora, nos refrescando e refestelando com a beleza do local. Aí, a fome começou a apertar e voltamos para a nossa toyota na praia. Não demorou muito, já estávamos todos nos banqueteando na Luzia, vários tipos de pratos pedidos, todos experimentando o camarão das outras pessoas. Difícil dizer qual o melhor! Aliás, essa é a típica dúvida que é gostosa de ter. Literalmente! Hehehe...

Nossa toyota nos espera após a trilha da Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Nossa toyota nos espera após a trilha da Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Despedimo-nos dessa verdadeira maga dos camarões e voltamos para casa. Fim de tarde bem tranquilo no Buna, casa cheia, muita conversa, alto astral. Também, não é para menos: todo mundo bem alimentado, bem instalado, sem preocupações. Momento gostoso da viagem. Amanhã, cada um segue o seu destino, mas de alguma maneira, esses momentos vão nos manter unidos para sempre. É o encanto dos Lençóis Maranhenses.

Almoço de despedida no restaurante da Luzia, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Almoço de despedida no restaurante da Luzia, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Brasil, Maranhão, Atins, Praia, trilha, Parque, Dunas, Lençóis Maranhenses, Lagoa Verde, Camarão da Luzia

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Domingo no Parque

Chile, Parque Nacional Chiloé

Com a Fiona, na praia do Oceano Pacífico, no Parque Nacional Chiloé, costa oeste central da ilha, sul do Chile

Com a Fiona, na praia do Oceano Pacífico, no Parque Nacional Chiloé, costa oeste central da ilha, sul do Chile


Hoje, domingão, foi nosso último dia na ilha de Chiloé. Resolvemos aproveitar o dia de sol como muita gente fez pelo mundo afora em dias de domingo: ir ao parque. Não ao parque da esquina, mas a uma grande reserva que protege boa parte da costa oeste da ilha, o Parque Nacional Chiloé, região de florestas originais, dunas e praias quase selvagens.



Para chegar até lá saindo de Castro, primeiro precisamos seguir para o sul, onde aproveitamos para ver mais algumas igrejas (posts anteriores). Depois, a partir da pequena cidade de Chonchi, tomamos o rumo oeste e atravessamos a ilha num percurso de pouco mais de 30 km. No final do dia, a volta é pelo mesmo caminho, até Chonchi, Castro e para o norte, até o porto de Chacao, onde tomamos a balsa de volta ao continente. Essa é a rodovia 5, o finalzinho da famosa “Rodovia Panamericana” aqui no Chile, a mesma estrada em que já dirigimos tantas vezes nos países sul e centro americanos na costa do Pacífico. Enfim, uma velha conhecida nossa e da Fiona...

Pier no lago Huillinco, na região centro oeste da Ilha de Chiloé, no sul do Chile

Pier no lago Huillinco, na região centro oeste da Ilha de Chiloé, no sul do Chile


O belo lago Huillinco, na região centro oeste da Ilha de Chiloé, no sul do Chile

O belo lago Huillinco, na região centro oeste da Ilha de Chiloé, no sul do Chile


Mas, voltando ao nosso “domingo no parque”, no trecho entre Chonchi e a costa oeste de Chiloé, passamos pelos lindos lagos Huillinco e Cucao que, unidos por um canal, na verdade formam um único e o maior lago do arquipélago, mais de 100 km2. Têm origem nas antigas e enormes geleiras que chegavam até aqui, há 15 mil anos, sua água é salobra e a paisagem é de cartão postal.

O lago Huillinco, que junto com o lago Cacao, formam o maior sistema lacustre da Ilha de Chiloé, no sul do Chile

O lago Huillinco, que junto com o lago Cacao, formam o maior sistema lacustre da Ilha de Chiloé, no sul do Chile


Ao final dos lagos, já quase chegando à costa, uma parada estratégica. Um simpático restaurante na beira do lago anunciando “empanadas”. Nunca consigo resistir a uma placa dessas, ainda mais num lugar tão lindo. Fizemos então o nosso lanche, armazenando energia para as explorações que se seguiriam.

Um sinal que sempre me faz ter vontade de parar (chegando ao Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile)

Um sinal que sempre me faz ter vontade de parar (chegando ao Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile)


Chegando ao Parque Nacional de Chiloé, parada estratégica para nos alimentar de deliciosas empanadas (costa oeste de Chiloé, no sul do Chile)

Chegando ao Parque Nacional de Chiloé, parada estratégica para nos alimentar de deliciosas empanadas (costa oeste de Chiloé, no sul do Chile)


Um pouco mais adiante, logo após atravessarmos o pequeno rio que liga os lagos ao Oceano Pacífico, chegamos à entrada do parque. Ele é dividido em três seções, mas a parte norte e a parte central tem acesso bastante restrito. É apenas aqui no sul que turistas e visitantes podem fazer suas explorações sem a necessidade de permissões especiais ou agências especializadas.

Trilha em meio à mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile

Trilha em meio à mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile


Trilha em meio à mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile

Trilha em meio à mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile


Muita gente vem para acampar, outros apenas para caminhar ou passar um longo dia na praia. Logo na entrada, um centro de visitantes nos dá uma ideia geral dos ecossistemas protegidos (dunas e matas nativas) e da rica fauna da região. São mais de 100 tipos de pássaros, além de pequenos répteis e mamíferos. Entre eles, se destaca o “pudú”, a menor espécie de veado do mundo. Eles são encontrados nas encostas andinas do continente também e o fato de estarem aqui em Chiloé mostra que o arquipélago já foi unido com a América, seja por uma ponte de terra ou de gelo.

A densa mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile

A densa mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile


Um Pudú, a menor espécie de veado do mundo, no Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha (foto de Jorge Navarro)

Um Pudú, a menor espécie de veado do mundo, no Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha (foto de Jorge Navarro)


Os pudús têm apenas 45 centímetros de altura nas costas e 85 centímetros de comprimento. Pesam cerca de 12 quilos e não são animais sociais, vivendo sós em florestas densas onde se escondem de predadores como raposas, corujas e pumas. Machos, que são os únicos com chifres, só se encontram com fêmeas para copular. Os filhotes, um ou dois, vivem com a mãe até um ano de idade, embora já se pareçam adultos antes disso. Nós tínhamos muita esperança de encontrar algum deles por aqui hoje, mas não tivemos sorte. De qualquer maneira, coloquei no post uma foto e um vídeo de turistas que foram mais afortunados do que nós.



Entre as trilhas disponíveis, resolvemos fazer uma com poucos quilômetros chamada de El Tepual. É uma trilha interpretativa que travessa uma mata nativa de árvores baixas, retorcidas e folhagem densa. Não deve ser fácil para os pudús caminhar entre elas, e muito menos para os predadores que os caçam. Para nós, foi um pouco mais fácil, a trilha já aberta e quase toda construída numa longa passarela. Placas informativas nos ensinam sobre a fauna e flora da região.

Trilha em meio à mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile

Trilha em meio à mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile


A enorme praia na costa oeste de Chiloé, de face para o Oceano Pacífico, no Parque Nacional da ilha

A enorme praia na costa oeste de Chiloé, de face para o Oceano Pacífico, no Parque Nacional da ilha


Depois da caminhada, voltamos para a Fiona e seguimos pela estrada, já dentro da área do parque, na direção norte. Aos poucos, a estrada se junta à praia e, ao final, é sobre a areia que dirigimos. Nós e centenas de locais, todos aproveitando o domingo de sol nessa pela e quase interminável praia, chamada também de Cucao. Faixa de areia bem larga e piso plano e firme, uma verdadeira autoestrada. Rumamos alguns quilômetros para o norte, longe da muvuca, e aí passamos algum tempo admirando a grandeza do Oceano Pacífico. Algumas pessoas enfrentavam a água fria, outras remavam seus caiaques na boca do rio, mas nós preferimos ficar mesmo apenas na contemplação.

A enorme praia na costa oeste de Chiloé, de face para o Oceano Pacífico, no Parque Nacional da ilha

A enorme praia na costa oeste de Chiloé, de face para o Oceano Pacífico, no Parque Nacional da ilha


Pessoas aproveitam o domingo de sol para passar o dia no Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile

Pessoas aproveitam o domingo de sol para passar o dia no Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile


Por fim, hora de retornar e enfrentar o longo caminho de volta. Atravessamos a ilha novamente até Castro e seguimos até o extremo norte de Chiloé, local de embarque na balsa em direção ao continente, de Chacao para Pargua, naquele barco chique que tem até wifi. Talvez nossa última balsa dos 1000dias. Será? Ainda não tenho certeza, mas a enorme ilha que ficava para trás certamente não será nossa última. Sei de pelo menos mais uma pela frente, não tão grande como Chiloé, mas certamente tão bela e interessante quanto. Belezas diferentes, claro! Falo da Ilha de Florianópolis, local que ainda não passamos nesses 1000dias, mas que certamente não será esquecido! Afinal, para quem quer conhecer toda a América, que pecado seria não passar por Floripa!

Balsa atravessa o canal de mar que separa a costa norte da ilha de Chiloé do continente, entre Chacao e Pargua, no sul do Chile

Balsa atravessa o canal de mar que separa a costa norte da ilha de Chiloé do continente, entre Chacao e Pargua, no sul do Chile

Chile, Parque Nacional Chiloé, Praia, trilha, Parque, Bichos, Estrada, Chiloé, Pudú

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Bichos

Brasil, Paraná, Curitiba

Cervos no Parque da Serra da Canastra - MG

Cervos no Parque da Serra da Canastra - MG


Mais um dia levando coisas para consertar, conversando com o agente de seguros, com a despachante e socializando pela noite, dessa vez com meus antigos colegas de trabalho. Já estou com os formulários para o visto do Canadá agora é preenchê-los da melhor forma possível. A partir de amanhã, segunda, começamos a recolher tudo o que deixamos para consertar.

Hoje, na retrospectiva que estou fazendo, homenageio os seres que dividem conosco esse belo continente. Difícil esolher entre tantas fotos, entre tantos bichos. Ficaram de fora gatos e cachorros, companheiros frequentes em pousadas e caminhadas, verdadeiros amigos que repartirarm conosco dias incríveis que tivemos. Quem sabe num outro post...

Essa belezinha aí, coral verdadeira, encontramos no meio da praia, na Ilha do Mel. Por pouco não morde a Ana, avisada no último momento por um grito meu. Linda e valente!

Cobra coral na praia - volta à Ilha

Cobra coral na praia - volta à Ilha


Animal maravilhoso, tecnicamente um golfinho, mas para todos nós uma baleia. Já no final da apresentação, olhou nos nossos olhos e, na volta seguinte, nos deu um belo banho!

Show da orca

Show da orca


Ave africana em terras brasileiras, essa galinha gigante me confundiu com algum rival e ficou, por 15 min exibindo seus passos e penas para mim. Foi incrível...

Avestruz na fazenda do Aroldo e Ana Elisa, em Perdões - MG

Avestruz na fazenda do Aroldo e Ana Elisa, em Perdões - MG


A famosa foto do tubarão. Será que, naquele momento, ele me avaliava como comida?

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas


Mamãe e filhinho Muriquis, naqueles 15 minutos barulhentos que foram dos mais emocionantes da nossa viagem , encontro com um grupo dos maiores macacos das américas.

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Depois de observar seus rastros por parques em todo o Brasil, finalmente nos deparamos, frente à frente, com os Catitus. Foi na Serra da Capivara - CE.

Catitus (porcos selvagens) na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Catitus (porcos selvagens) na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Golfinhos nos acompanham e dão as boas vindas na costa de Noronha. Encontrar esses animais é sempre emocionante. Embaixo d'água, então...

Golfinhos acompanham nosso barco em Fernando de Noronha - PE

Golfinhos acompanham nosso barco em Fernando de Noronha - PE


Vimos carangueijos, siris e assemelhados por toda a costa do continente. Mas poucos tão belos e valentes como esse invocado aí, lá no litoral do Pará

Um dos muitos carangueijos corajosos que nos enfrentaram no nosso caminho pela praia até Fortalezinha, na região de Algodoal - PA

Um dos muitos carangueijos corajosos que nos enfrentaram no nosso caminho pela praia até Fortalezinha, na região de Algodoal - PA


Búfalos já foram africanos. Mas hoje, são mais marajoaras do que muita gente! Ao contrário dos primos bravos africanos, aqui eles são mansos e formam a base da alimentação na ilha.

Manada de búfalos em estrada da Ilha de Marajó - PA

Manada de búfalos em estrada da Ilha de Marajó - PA


Desse tamanho, mas o mais pacato de todos os mamíferos. Por ser tão inofensivo, está perto da extinção, pela caça ilegal. Salvem os peixes-boi!!!

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Boto cor-de-rosa, golfinho de água doce. Experiência inesquecível interagir com um animal tão esperto e brincalhão. E com fome também!

Interagindo com o Boto Cor de Rosa, em Novo Airão - AM

Interagindo com o Boto Cor de Rosa, em Novo Airão - AM


Um dragão? Um dinossauro? Um ser de outras eras? Não, é só um camaleão curioso por nós...

Camaleão vem nos fazer companhia no café da manhã na Pousada Bela Vista, em Novo Airão - AM

Camaleão vem nos fazer companhia no café da manhã na Pousada Bela Vista, em Novo Airão - AM

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Batalha Pré-histórica

Brasil, Pernambuco, Buique (P.N da Serra do Catimbau)

A famosa pintura rupestre da Batalha dos Homens sem Cabeça, no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

A famosa pintura rupestre da Batalha dos Homens sem Cabeça, no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Voltamos hoje ao P.N da Serra do Catimbau para mais um dia de explorações. Há muito para se ver por lá e dois dias são pouco. O Márcio nos ajudou a montar um roteiro, considerando o pouco tempo que tínhamos. Escohemos ver um pouco de tudo, mas muito teve de ficar para a próxima. Do jeito que vai, já estamos ficando com um roteiro cheio para a segunda versão do 1000dias...

Passeando no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Passeando no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


O primeiro ponto da visita de hoje foi o canyon. Uma curta caminhada através da caatinga e de mais pedras com aparência de casco de tartaruga nos leva até um mirante de onde se pode admirar um grande canyon da região. Visão grandiosa. Na volta, passamos por pedras com formato de camelo e de cavalo marinho. Se a gente ainda não conseguiu ver esses animais em seus habitats, pelo menos em pedra já vimos!

O canyon no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

O canyon no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Depois, de carro, demos a volta pelo alto do platô e chegamos numa região conhecida como Chapadão. A visão do canyon e da planície lá embaixo é ainda mais bonita deste lado. Dá aquela vontade de sair voando... Infelimente (ou felizmente), só ficamos na vontade.

Observando o canyon no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Observando o canyon no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Muito ar puro lá encima e aí nos embrenhamos na caatinga novamente. O Márcio vai nos enchendo de informações sobre os diversos usos medicinais das plantas do lugar e nós tentando decorar o máximo possível A sensação é de sermos completamente analfabetos. A Ana promete um post sobre esse assunto. Pela quantidade de informações, poderia ser um livro. Plantas, chás, folhas, caules e raízes bons para tudo, de dor de cabeça à dor de dente, de cicatrização à aborto. Tem tudo lá! Incrível imaginar como tudo isso foi descoberto. Tentativa e erro? Ou um canal direto dos pagés com os espíritos? Vai saber...

Caminhando na caatinga no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Caminhando na caatinga no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Batalha no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Batalha no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


A próxima atração foi a mais incrível. Uma pequena e ao mesmo tempo maravilhosa pintura rupestre retratando uma batalha entre dois grupos de pessoas (duas tribos?). Como parte dos homens pintados está sem cabeça, o nome do painel é "Homens Sem Cabeça". É como se estivéssemos vendo, através do tempo, uma cena ocorrida ali há 5 mil anos, a batalha entre dois grupos, por território, água ou mulheres. É emocionante!

A Pedra Furada no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

A Pedra Furada no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Pedra da Igrejinha no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Pedra da Igrejinha no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Por fim, rumamos para outro dos cartões postais do parque, a Pedra da Igrejinha que tem com grande atração uma perfeita pedra furada, de formato oval. Mais um dos caprichos da natureza nesta região que nos surpreendeu pela beleza e variedade de atrações. Nesta viagem, estamos ficando muito mal acostumados, só passando por lugares bonitos. Assim, sempre temos grandes expectativas quando chegamos a um lugar novo. Alguns são bonitos, mas não tanto como esperávamos. Outros, como aqui, mesmo com nossas altas expectativas, ainda conseguem nos surpreender. Que bom que fechamos o ano num lugar como esse!

Observando o canyon no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Observando o canyon no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Brasil, Pernambuco, Buique (P.N da Serra do Catimbau), trilha, Parque, Trekking, Catimbau, arte rupestre

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Aponwao e o Caminhão

Venezuela, Gran Sabana

O Salto Aponwao, o maior da Gran Sabana, na Venezuela

O Salto Aponwao, o maior da Gran Sabana, na Venezuela


Há apenas uma rodovia na Gran Sabana. São cerca de 700 quilômetros de uma estrada em muito boas condições ligando Ciudad Guyana à Santa Elena, já bem próxima da fronteira com o Brasil. Aliás, essa é a única rodovia do país em que os policiais já estão acostumados com motoristas brasileiros, já que esse é o caminho mais perto para a praia para quem mora em Roraima e Manaus, frequentadores assíduos de Isla Magarita. Até tínhamos sido avisados sobre a chance de sermos parados e extorquidos por algum motivo qualquer, mas não tivemos problema nenhum. E nem vimos tanta polícia assim, talvez por ter viajado em um fim de semana.

Placa informativa de estrada secundária na Gran Sabana, na Venezuela

Placa informativa de estrada secundária na Gran Sabana, na Venezuela


A Fiona nos leva através da Gran Sabana, na Venezuela

A Fiona nos leva através da Gran Sabana, na Venezuela


Depois que deixamos El Dorado para trás e entramos na Gran Sabana propriamente dita, quase não há mais movimento na estrada. Ficamos só nós e aquela vastidão magnífica ao nosso redor. Para quem quer sair dessa estrada asfaltada, há apenas uma saída, uma estrada de terra de 70 quilômetros até um local chamado Kavanayen. Aì existiu uma missão religiosa, em um local privilegiado no meio de vários tepuis. As construções de pedra ainda estão lá, assim como a aldeia indígena. Na metade dessa estrada de terra, há uma bifurcação que leva ao Salto Aponwao, o maior da Gran Sabana. Nosso plano original era conhecer esses dois lugares e ver de perto uma região bem menos conhecida da Gran Sabana. Afinal, até lá, só carros tracionados, principalmente na época das chuvas.

A Fiona nos leva através da Gran Sabana, na Venezuela

A Fiona nos leva através da Gran Sabana, na Venezuela


A Fiona nos leva através da Gran Sabana, na Venezuela

A Fiona nos leva através da Gran Sabana, na Venezuela


Só que, com a dificuldade em abastecer o carro, ficou bem apertado conseguir fazer tudo. Quando chegamos ao início dessa estrada, nos falaram que haveria um posto mais para o sul, na rodovia principal. Resolvemos tentar e dirigimos 25 km até lá. O posto realmente existia, mas nada de diesel. Voltamos os 25 km até a estrada de terra e, com 50 km a menos de combustível no tanque, agora era certo que não poderíamos ir até a antiga missão.

Pronto para ir conhecer o Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela

Pronto para ir conhecer o Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela


O Luis, nosso guia na região do Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela

O Luis, nosso guia na região do Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela


Mas até o Aponwao, esse dava para arriscar. Estrada de terra em situação razoável até a bifurcação. A partir daí, muita areia e água, mas nada que parasse a Fiona. Chegamos na aldeia no final da estrada já no meio da tarde e logo ficamos amigo do Luis, um indígena local. Conversamos com ele sobre o tempo para ir até o Salto e logo ficou claro que voltaríamos já no escuro. A solução seria dormir por ali mesmo. Pensamos primeiro em acampar, mas mudamos de ideia quando o Luis ofereceu uma casa que ele tem para um dia virar uma pousada para dormirmos. Toda de pedra, mas ainda sem móveis. Ideal para um “acampamento interno”.

De canoa, a caminho do Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela

De canoa, a caminho do Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela


Caminhando na Gran Sabana, a caminho do Salto Aponwao, na Venezuela

Caminhando na Gran Sabana, a caminho do Salto Aponwao, na Venezuela


Foi ele também que nos levou até o Salto. Só se entra lá com guia, ainda mais que temos de atravessar um rio e, para isso, é preciso um barco. São dez minutos na canoa e outros 30 minutos caminhando em meio a relva da savana. Visual lindo, lembrando-me alguns trechos da parte alta da Serra da Canastra.

O Salto Aponwao, o maior da Gran Sabana, na Venezuela

O Salto Aponwao, o maior da Gran Sabana, na Venezuela


Admirando o Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela

Admirando o Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela


Mas a maior beleza estava mais adiante, no gigantesco Salto Aponwao. Trata-se de um rio bem caudaloso despencando mais de 100 metros num enorme vale. Cachoeira para ser fotografada e admirada. Nadar, nem pensar!

Caminhando nas vastidões da Gran Sabana, na Venezuela

Caminhando nas vastidões da Gran Sabana, na Venezuela


Fim de tarde na região do Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela

Fim de tarde na região do Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela


O caminho de volta foi ainda mais bonito, tanto na caminhada como na parte de barco. O motivo? A luz do fim de tarde que, com suas cores avermelhadas e douradas, torna tudo mais fotogênico.

Nossa casinha na aldeia perto do Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Nossa casinha na aldeia perto do Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Nosso 'acampamento' na casa do Luis, na Gran Sabana, na Venezuela

Nosso "acampamento" na casa do Luis, na Gran Sabana, na Venezuela


Voltamos para a aldeia e, antes de voltamos à nossa casinha de pedra, eis que um caminhão que aparece por lá quinzenalmente para fazer um comércio chegou. E ele tinha diesel! Conseguimos comprar um pouco, pelo menos para nos garantir até Santa Elena! Depois disso, fomos fazer nosso jantar no fogareiro na sala da nossa casa. Alimentado, eu fui dormir e a Ana, socializar com a família do Luis. O papo foi longe e nem vi direito a hora que ela voltou.

Caminhão atolado perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Caminhão atolado perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Hoje cedinho, ela me contou da longa conversa que teve por lá. A esposa do Luis gosta muito de Roraima, pois teve de levar uma prima até um hospital por lá e foram muito bem tratadas. O seu sonho é ir morar no Brasil. Mas não foi só pela conversa que a Ana chegou tão tarde. O tal caminhão que nos vendeu o diesel acabou atolando numa estrada aqui perto, quando levava uns moradores para umas casas distantes. A Ana acabou por leva-los na Fiona, mas o pobre caminhão continuou por lá. A Ana prometeu ajuda assim que o dia amanhecesse.

A Fiona guincha um caminhão atolado perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

A Fiona guincha um caminhão atolado perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Assim, logo cedo, fiquei sabendo que já tínhamos programa: arrancar do barro um caminhão de nove toneladas. Para lá fomos nós, com cordas, pá, pranchas de alumínio e, claro, com o guincho da Fiona.

A prancha de aluminio nos ajuda a desatolar o caminhão perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

A prancha de aluminio nos ajuda a desatolar o caminhão perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


A Fiona guincha um caminhão atolado perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

A Fiona guincha um caminhão atolado perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


A roda traseira do caminhão estava completamente enterrada no barro. Não ia ser fácil! Pessoas empurrando não faziam nem cócegas. Tentar puxar com uma corda também não. Então, cava daqui, cava dali, levanta com o macaco, joga pedra embaixo, coloca as pranchas de alumínio, amarra o guincho e força total!

Controlando o motor do guincho da Fiona durante operação paa desatolar um caminhão, perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Controlando o motor do guincho da Fiona durante operação paa desatolar um caminhão, perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


É claro que, quando o guincho funcionava, que era puxado era a Fiona e não o caminhã de 9 toneladas. Então, botamos umas pedras enormes para calçar as rodas da Fiona e, devagar, devagar, fomos tirando o bicho lá dentro.

Celebração após desatolarmos um caminhão perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Celebração após desatolarmos um caminhão perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Ao final, quase duas horas de trabalho, pés, mãos e roupas imundas, mas pudemos comemorar! A Fiona acaba de cumprir seu maior desafio até hoje: resgatar um caminhão carregado nove vezes mais pesado do que ela!

O Luis, nosso guia, e sua esposa Stefany, moradores da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

O Luis, nosso guia, e sua esposa Stefany, moradores da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


O Luis, nosso guia, e sua esposa Stefany, moradores da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

O Luis, nosso guia, e sua esposa Stefany, moradores da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Depois, hora de despedir do Luis e da sua simpática esposa e seguirmos viagem. Cinco minutos na estrada de areia e água e cruzamos várias landrovers e toyotas em sentido contrário. Eram carros de agências de Santa Elena trazendo turistas para o Salto Aponwao. “Chegaram atrasadas para a brincadeira!”, foi o que a Fiona disse para elas, hehehe

Tours vindos de Santa Elena  se dirigem ao Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Tours vindos de Santa Elena se dirigem ao Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Venezuela, Gran Sabana, cachoeira

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San Ignacio e a Inacreditável ATM Cave

Belize, San Ignacio-BEL

Entrando na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Entrando na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


No início da década de 90, um explorador resolveu entrar em uma caverna misteriosa na região de San Ignacio, conhecida localmente como Xibalba. A boca da caverna já era conhecida há muito tempo, mas ninguém se animava a entrar naquele buraco nadando pelo rio que saía dele. Apesar de suas águas limpas, era muito escuro lá dentro. Mal sabia o tal explorador que ele estava para fazer uma das maiores descobertas arqueológicas recentes na América Central.

Espeleotemas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Espeleotemas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


Depois de uns 300 metros caminhando pelo rio, já na escuridão total, passando por passagens estreitas por entre enormes rochas e lindas formações de espeleotemas, uma passagem levava a uma parte mais alta da caverna, longe do rio. Ali, a passagem se abria em um grande salão, intensamente decorado e, para surpresa do explorador, algumas dessas formações pareciam moldadas por algum escultor, formando imagens de animais e figuras humanas. A sua dúvida sobre se aquilo era mesmo natural ou não terminou quando ele começou a ver, no chão, centenas de resquícios arqueológicos, como cerâmicas e potes de aparência maya. E isso não era tudo! Um pouco mais adiante, começaram a aparecer ossos e esqueletos inteiros, calcificados pela ação do tempo. Eram claramente vítimas de antigos sacrifícios realizados ali mesmo. Os ossos pareciam de cristal!

Uma das caveiras de pessoas sacrificadas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Uma das caveiras de pessoas sacrificadas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


Após essa maravilhosa descoberta, a caverna ganhou um novo nome: “Cave of Crystal Sepulchre”, ou “Actun Tunichil Muknal”, no dialeto maya falado na região. As iniciais formam o nome mais conhecido atualmente, simplesmente ATM Cave.

Potes e vasilhas mayas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Potes e vasilhas mayas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


Os arqueólogos resolveram manter todos os artefatos e ossos no exato lugar em que foram encontrados e o governo de Belize decidiu abrir a caverna ao turismo, como forma de arrecadar dinheiro para sua melhor conservação. Hoje, a ATM Cave é uma das grandes atrações da região e do país, atraindo centenas de turistas que se maravilham com o que veem lá dentro. Além da incrível beleza cênica da caverna e da sensação de aventura de se caminhar e nadar por um rio embaixo da terra, ainda temos essa chance maravilhosa de ver esse verdadeiro tesouro arqueológico em seu local de origem, e não no ar condicionado de algum museu. É impressionante!

Câmeras fotográficas só seguem até aqui, no início da trilha para a ATM Cave, região de San Ignacio, em Belize

Câmeras fotográficas só seguem até aqui, no início da trilha para a ATM Cave, região de San Ignacio, em Belize


Mas, nem tudo é perfeito. Apesar do número controlado de pessoas que podem entrar lá diariamente, sempre acompanhados por guias, alguns turistas, no afã de conseguir os melhores ângulos e fotos, derrubaram suas máquinas fotográficas sobre os achados arqueológicos, inclusive encima de um crâneo, quebrando-o. Como medida de segurança, desde o meio de 2012, máquinas fotográficas são proibidas por lá e nós não pudemos tirar fotos do que vimos. Algumas teriam sido fantásticas... Enfim, tudo o que se pode fazer é buscar fotos na internet, de quando era permitido levar câmeras para lá. São algumas dessas fotos que ilustram esse post.

No final da trilha da ATM Cave, região de San Ignacio, em Belize, com nosso guia e o casal de um indiano e uma chinesa, nossos companheiros de tour

No final da trilha da ATM Cave, região de San Ignacio, em Belize, com nosso guia e o casal de um indiano e uma chinesa, nossos companheiros de tour


Nós fomos de carro até o início da trilha de uma hora pela mata que leva á boca da caverna. No início da trilha, nos reunimos com o resto do grupo, entre eles um simpático e interessante casal formado por um indiano e uma chinesa, que vivem hoje nos Estados Unidos, Naquele casal, 2,5 bilhões de pessoas representadas, mais de um terço da população mundial, hehehe. Esses dois povos geralmente não se batem, mas o casal se dava muito bem, apesar do indiano ficar sempre chateando sua esposa chinesa. Foi muito legal a companhia!

Observando antigos potes mayas, no mesmo local onde foram encontrados, na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Observando antigos potes mayas, no mesmo local onde foram encontrados, na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


Enfim, o guia nos levou através da selva e atravessando três vezes o mesmo rio com água na cintura até chegarmos á entrada da ATM. Ali, luzes na cabeça, entramos todos com água no pescoço. Quase uma hora seguindo rio acima entre passagens apertadas ou mais largas, cruzando os diversos outros grupos que encontrávamos e chegamos á parte seca da caverna, onde todos tiram seus sapatos e caminham apenas com meias e em trechos marcados por fitas. Tudo para proteger esse tesouro arqueológico que agora, víamos com os próprios olhos.

Esqueleto de mulher sacrificada na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Esqueleto de mulher sacrificada na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


O guia nos explicou que cavernas eram um local sagrado para os mayas, entradas para o Inframundo, onde viviam vários de seus deuses, inclusive um dos mais importantes, Chac, o deus da chuva. Com suas tochas, os sacerdotes mayas se aventuravam até aqui, para prestar suas homenagens e render seus sacrifícios, sempre para tentar conquistar a boa sorte dos deuses. Cerâmicas eram deixadas como presentes e sacrifícios eram feitos para apaziguar a sua ira.

Ponte que dá acesso à San Ignacio, em Belize

Ponte que dá acesso à San Ignacio, em Belize


O belo rio que divide San Ignacio em duas, em Belize

O belo rio que divide San Ignacio em duas, em Belize


Aparentemente, o ritmo desses sacrifícios veio aumentando em meados do século X, quando grandes secas se abateram sobre essa região do mundo. Eram os estertores do período Clássico da civilização maya e os sacerdotes tentavam, desesperadamente, reconquistar a confiança do deus da chuva, irritado por algum motivo. Sacrifícios de mulheres e crianças, aquilo que havia de mais sagrado entre os mayas, foram oferecidos aos deuses. Bebês eram deixados ali para que chorassem até a morte. O som de puras crianças era a melhor maneira de sensibilizar os deuses, mas nada pareceu funcionar. Pobres vítimas, felizes de nós que tempos a chance de ver e conhecer um pouco mais dessa incrível civilização e do desespero por que passaram. Aquelas cerâmicas e, mais ainda, aqueles esqueletos em perfeitas condições (fora aquele que o desastrado turista avariou...), parecem mais vivos do que nunca e quase podemos ver o momento em que foram deixados ali por sacerdotes em suas roupas pomposas e soldados iluminando tudo com suas tochas. É emocionante!

Meninas se divertem no rio de San Ignacio, em Belize

Meninas se divertem no rio de San Ignacio, em Belize


O belo rio que divide San Ignacio em duas, em Belize

O belo rio que divide San Ignacio em duas, em Belize


Depois dessa inesquecível experiência, dirigimos e volta à San Ignacio, a movimentada cidade que é a porta de entrada para quem chega da Guatemala. A cidade é dividida em duas por um belo rio e uma das metades é, na verdade, uma outra cidade, chamada Santa Helena. É no rio que se congregam os locais, seja para as crianças brincarem em suas águas, seja para as mulheres lavarem suas roupas. É uma visão bucólica e pitoresca.

O movimentado mercado de San Ignacio, em Belize

O movimentado mercado de San Ignacio, em Belize


Mercado de San Ignacio, em Belize

Mercado de San Ignacio, em Belize


O único ponto mais movimentado é o mercado, principalmente na manhã de sábado. É quando mais facilmente percebemos o verdadeiro caldeirão de culturas que forma a sociedade desse país, diversas etnias do povo maya, imigrantes recentes chineses, imigrantes quase centenários americanos, guatemaltecos, garifunas (negros) e todas as misturas possíveis entre esses diversos povos. Certamente, é o programa mais interessante a se fazer dentro da cidade.

Rose Apple, um tipo de maçã aguada no mercado de San Ignacio, em Belize

Rose Apple, um tipo de maçã aguada no mercado de San Ignacio, em Belize


Mercado de San Ignacio, em Belize

Mercado de San Ignacio, em Belize


Foi uma ótima despedida para nós, que partimos amanhã para a Guatemala, entrando de vez na América Latina, para nos fazer sentir ainda mais perto do Brasil. Mas ainda tem muita coisa para se ver e fazer antes de chegarmos até lá... Um passo de cada vez e o próximo se chama Flores, uma cidade em uma ilha lacustre, principal base para se visitar a mais famosa cidade maya de todos os tempos, a gloriosa Tikal.

Han-nah, nosso restaurante preferido em San Ignacio, em Belize

Han-nah, nosso restaurante preferido em San Ignacio, em Belize

Belize, San Ignacio-BEL, Caverna, mayas, ATM Cave

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Fazendas

Brasil, Minas Gerais, Carrancas

Antiga sede da Fazenda Serra das Bicas em Carrancas - MG

Antiga sede da Fazenda Serra das Bicas em Carrancas - MG


Fazendas sempre tiveram um papel importante na minha vida. Durante toda a minha infância e boa parte da adolescência passava o mês de julho inteiro na fazenda da família, em Ribeirão Preto. Sempre era um mês muito legal, cheio de atividades típicas do campo: andar a cavalo, tirar e beber leite de vaca, caminhar entre diversos tipos de lavouras, conviver com vários tipos de animais, de galinhas, perus e gansos a cavalos, vacas e porcos. Era um mês esperado aquele, passar as férias entre os irmãos e primos da família numerosa, longe das confusões e agitos da cidade grande, perto do fogão à lenha e do pomar. Que vida mais saudável! Na minha realidade de criança, aquilo era o normal, andar descalço um mês inteiro, o cheiro de café torrado, tirar leite da vaca. Como eu achava estranho, de volta à cidade para as aulas, saber que havia colegas que nunca tinham visto uma galinha!

Vista do casarão da fazenda Serra das Bicas em Carrancas - MG

Vista do casarão da fazenda Serra das Bicas em Carrancas - MG


Pois bem, a vida adulta me levou para longe delas, as fazendas. Passei a frequentar bem menos a vida rural. Quando, eventualmente, calhava de passar alguns dias na fazenda, é que eu realizava o quanto aquela vida simples e sadia me faziam falta. Prometia a mim mesmo voltar a frequentar com mais assiduidade sítios e fazendas, sempre que tivesse chance. Mas essa promessa se perdia no meio dos afazeres profissionais ou de lazer que a vida me trazia. De qualquer maneira, o gosto por fazendas vindo lá da infância continuava lá, em algum lugar.

Cavalos da Fazenda serra das Bicas em Carrancas - MG

Cavalos da Fazenda serra das Bicas em Carrancas - MG


Nesses últimos dias de viagem, pude dar vazão a esse gosto várias vezes. Primeiro, em Perdões, na fazenda do Azão e da Nê. Que delícia acordar com o barulho de fazenda e abrir a janela e já dar com aqueles avestruzes correndo pelo pasto. Agora, foi aqui em Carrancas. O Aroldo me indicou um amigo seu, xará meu, administrador de uma fazenda centenária aqui perto. O Rodrigo apareceu aqui ontem de noite e logo o papo esquentou. Acabou por nos conividar para ir a fazenda Serra das Bicas ontem de noite mesmo, para jantar.o cardapio: uma carninha especial. Ele mesmo não sabe cozinhar mas o Quilia, que tinha passado a véspera conosco, é ótimo cozinheiro. Assim, fomos os quatro para lá, para uma noite de muito prosa, ao lado do fogão à lenha, se banqueteando na carne de capivara e alternando entre cerveja e pinga da terra. Um programa desses, principalmente jogar conversa fora é o sonho de consumo da Ana. Tive praticamente de arrancá-la de lá por volta da meia noite, com a promessa que voltaríamos no dia seguinte, para conhecer a fazenda de dia.

Antiga sede da Fazenda Serra das Bicas em Carrancas - MG

Antiga sede da Fazenda Serra das Bicas em Carrancas - MG


E assim foi, hoje pela manhã fomos para lá. O Rodrigo nos recebeu logo na entrada, montado no Coronel. Nas horas seguintes, passeamos pelo centenário casarão da fazenda, atualmente desocupado, e por toda área da propriedade, cheia de montanhas, riachos, pastos e plantações. Ela fica no pé da serra e é uma beleza. Infinitamente mais interessante que as fazendas atuais do nordeste paulista, onde impera a cana-de-açúcar. Tão ou mais interessante é o próprio casarão. Grandes salões, um enorme pé-direito, mais de uma dezena de quartos, duas cozinhas e, como era comum naquela época, apenas um banheiro. Antigamente, banho era pouco e as necessidades se faziam no mato. Só pode ser! Mais de uma dezena de quartos e apenas um banheiro?!?

Rodrigos na varanda do antigo casarão da Fazenda Serra das Bicas em Carrancas - MG

Rodrigos na varanda do antigo casarão da Fazenda Serra das Bicas em Carrancas - MG


Além de nos ciceronear na fazenda, deixar a Ana passear no Coronel e ser dono de um papo muito agradável, o Rodrigo ainda nos serviu um belo almoço, comida simples e saborosa. Brincou dizendo que a gente deveria ficar mais tempo por lá, para ajudar a baixar a média de gastos da viagem. Fiquei tentado...

Ana treinando sua montaria na fazenda Serra das Bicas em Carrancas - MG

Ana treinando sua montaria na fazenda Serra das Bicas em Carrancas - MG


Foi uma deliciosa manhã na fazenda. Perfeita para reanimar antigas sensações da infância, cheiros, cores, sons. Muito jóia mesmo. Partimos depois do almoço com o coração partido. Valeu Rodrigo!

Ana e Rodrigo na fazenda São Francisco, bem pé-de-serra, em Carrancas - MG

Ana e Rodrigo na fazenda São Francisco, bem pé-de-serra, em Carrancas - MG


As belas árvores que guardam a entrada da fazenda Serra das Bicas em Carrancas - MG

As belas árvores que guardam a entrada da fazenda Serra das Bicas em Carrancas - MG

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Novos Vídeos

Brasil, São Paulo, Cananéia/Ilha Comprida

A Ana acaba de colocar novos vídeos no YouTube!

Fazem parte da série de vídeos "Soy Loco Por Ti America", com depoimentos de pessoas sobre as cidades onde vivem. Para quem quer praticar o português, espanhol ou inglês, estão ótimos

Confiram no nossa canal no YouTube, no link abaixo

http://www.youtube.com/user/1000diasAmerica

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Cada Vez Mais Perto

Argentina, Purmamarca, Susques

Piscina para extração de sal nas Salinas Grandes, próximo ao Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile

Piscina para extração de sal nas Salinas Grandes, próximo ao Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile


A noite em Purmamarca foi deliciosa, assim como o café da manhã. Mas aí, antes de partirmos, perguntamos da situação do Paso de Jama e a resposta tinha um lado bom e um lado ruim. O lado bom é que estava aberto! O lado ruim é que, para passar por lá, era necessário chegar na fronteira até às 10:30. Não tínhamos mais tempo hábil para isso. Pelo menos, não hoje.

Venda de roupa na praça de Purmamarca - Argentina

Venda de roupa na praça de Purmamarca - Argentina


Assim, ganhamos mais um dia na Argentina. Começamos aproveitando esse tempo extra passeando na simpática Purmamarca, que fica bem ao pé das famosas montanhas coloridas de Humahuaca. A cidade vem experimentando um boom do turismo nos últimos anos e vários hotéis charmosos foram construídos. São muitos turistas, argentinos e estrangeiros, passeando na cidade e a usando como base para visitar a região

Purmamarca - Argentina. Ao lado das montanhas coloridas

Purmamarca - Argentina. Ao lado das montanhas coloridas


Nós ficamos por lá até perto do meio dia, passeando nas suas ruas pitorescas e aproveitando também a internet do hotel. Depois, pé na estrada rumo a Susques, uma pequena vila a 4 mil metros de altitude e à cerca de uma hora da fronteira. Assim, amanhã, será fácil chegar até o Paso de Jama antes do prazo final das 10:30.

Chegando novamente às Salinas Grandes, no caminho para o Paso de Jama, entre Argentina e Chile

Chegando novamente às Salinas Grandes, no caminho para o Paso de Jama, entre Argentina e Chile


No caminho, a enorme subida que nos leva a mais de 4.200 metros de altitude para depois baixarmos uns 600 metros e cruzarmos as Salinas Grandes, nossa velha conhecida. Diferente da outra vez, quando lá chegamos no final da tarde, hoje ainda era um horário cheio de turistas passeando pela enorme planície de sal. Nós também nos embrenhamos por lá, chegamos até os pontos de exploração de sal e tiramos muitas fotos dessa linda paisagem, agora com uma luz bem diferente daquela luz de fim de tarde do outro dia.

Piscina para extração de sal nas Salinas Grandes, próximo ao Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile

Piscina para extração de sal nas Salinas Grandes, próximo ao Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile


Uns 40 min mais à frente chegamos à minúscula e rústica Susques. Para nossa agradável surpresa, um simpático hotel que tinha até internet nos esperava. Assim, pudemos trabalhar mais um pouco, lanchar e nos preparar para a gélida noite que se aproximava. A gerente do hotel nos disse que, algumas semanas antes, a temperatura chegou a vinte graus negativos! Mas agora já não estava tão frio. Teríamos temperaturas negativas, certamente, mas não aquele exagero!

Lhamas passeiam tranquilamente na estrada que corta a puna em direção ao Paso de Jama, entre Argentina e Chile

Lhamas passeiam tranquilamente na estrada que corta a puna em direção ao Paso de Jama, entre Argentina e Chile


Enfim, tudo pronto para, amanhã, chegarmos a um novo país, o Chile. Entrando por aqui, pelo Paso de Jama, já chegaremos diretamente em San Pedro, a capital turística do deserto do Atacama e um dos principais destinos turísticos do continente!

Nosso hotel aos 4 mil metros de altitude em Susques, última cidade antes do Paso de Jama, entre Argentina e Chile

Nosso hotel aos 4 mil metros de altitude em Susques, última cidade antes do Paso de Jama, entre Argentina e Chile

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Animal Planet

Venezuela, Los Llanos

Puxando uma sucuri pelo rabo no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Puxando uma sucuri pelo rabo no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Bem cedo, logo após o café da manhã reforçado, já estávamos prontos para sair no caminhão pelos caminhos do Hato El Cedral, nos llanos venezuelanos. Um grande veículo, com a carroceria toda aberta para facilitar a observação da vida animal e com capacidade de levar umas vinte pessoas.

Com nosso guia Vitor, pronto para nosso passeio pelo Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Com nosso guia Vitor, pronto para nosso passeio pelo Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Estrada que corta o Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Estrada que corta o Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Mas éramos apenas três. Eu, a Ana e o Vitor, nosso guia e motorista. Ele já trabalha no El Cedral há mais de 30 anos, muito antes que a fazenda começasse também a explorar o turismo. Acompanhou toda a evolução da fazenda, a época dos primeiros turistas, o momento em que a fazenda foi vendida para um consórcio de bancos e a fase de parceria entre o governo e uma empresa local, com participação dos funcionários. No momento em que Chávez nacionalizava os outros hatos, esse aqui já funcionava com a participação governamental. Por isso, teve um destino diferente dos outros e continua funcionando.

A paisagem grandiosa do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

A paisagem grandiosa do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Terrenos alagados no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Terrenos alagados no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Na verdade, sua gestão até está servindo de modelo para reabrir os outros. O grupo que está gerindo o El Cedral está em conversações com o estado para passar gerir os outros hatos. Pelo menos no papel, tudo parece estar se organizando e a gente só pode torcer pois, de uma maneira ou de outra, esses hatos devem funcionar, não só para o bem dos que aqui visitam, mas também dos que aqui trabalham.

São milhares de jacarés no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

São milhares de jacarés no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Bem, começamos nosso passeio e não tardou nem um minuto para começarmos a avistar pássaros, mamíferos e répteis. A maior variedade está nos pássaros e são tantas espécies e tantos indivíduos que ficamos até tontos. Vou fazer um post só para eles, depois.

Capivara se refresca no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Capivara se refresca no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Quanto aos mamíferos, há veados, tamanduás e até onças, embora essas sejam bem raras por aqui. Mas o que mais se vê, aos milhares, são as capivaras. Na estrada, na sombra das árvores, pastando nos campos e nadando nos rios e lagos. Solitárias, em famílias ou em grandes grupos, completamente à vontade num ecossistema que parece ter sido feita para elas.

Filhotes de capivara no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Filhotes de capivara no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Uma creche de capivaras no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Uma creche de capivaras no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Interessante também foi ver os filhotes. Ficam organizados numa espécie de “creche”, com dois ou três adultos tomando conta de mais de uma dezena de pequenos. Mesmo na hora de atravessar um rio, estão sempre todos juntos, uma ordem quase militar.

Jacarés e tartarugas convivem pacificamente no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Jacarés e tartarugas convivem pacificamente no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Um veado adulto no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Um veado adulto no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Já os répteis, a supremacia em número fica dividida entre os jacarés, as tartarugas e as iguanas. Interessante foi ver como as pequenas tartarugas convivem bem com os ameaçadores jacarés, muitas vezes tomando sol lado a lado nas bordas de lago. Pelo visto, existe um acordo tácito de não agressão entre eles, hehehe.

Um lagarto cruza a estrada no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Um lagarto cruza a estrada no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Lagarto se esconde em folhagem de árvore no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Lagarto se esconde em folhagem de árvore no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Pode existir entre eles, mas não entre jacarés e pessoas! Eu não me arriscaria a nadar nem em uma poça por aqui. Literalmente! Vi jacarés de mais de dois metros escondidos em poças d’água que eu julgaria pequenas até mesmo para lagartixas! Para onde quer que se olhe (menos para o alto das árvores, claro!), lá estão eles, nadando ou se esquentando ao sol. Dos mais pequenos a alguns com mais de quatro metros, bem gordos.

Capivara no fim de tarde no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Capivara no fim de tarde no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Nosso veículo de observação no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Nosso veículo de observação no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Pela manhã, nosso passeio foi só de caminhão e nós só os vimos de longe, distâncias de 5 a 50 metros. Mas no passeio da tarde, fizemos também uma saída de barco. Aí, eles estavam ali do lado. Felizmente, muito mais interessados nos nacos de carne que o Vitor arremessava para eles do que em nós.

Filmando Mimujer, a obesa jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Filmando Mimujer, a obesa jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Mimujer, uma enorme e obesa jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Mimujer, uma enorme e obesa jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


No final do passeio de barco, ele até “pescou” um filhote de jacaré, que no começo resistiu bastante, mas que depois acabou se aquietando. O Vitor o trouxe à bordo e pudemos fazer aquelas fotos clássicas segurando um filhote de jacaré. Mesmo nessa idade, eles já são bem valentes, mas segurando no lugar certo, logo abaixo da garganta, ficam um pouco mais sossegados.

Um grande jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Um grande jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Jacaré erra o alvo no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Jacaré erra o alvo no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Fazer isso com um pequeno é fácil. Difícil seria pegar os maiores. Tem um, na verdade “uma”, que já é bem conhecida do Vitor. Um verdadeiro monstro de gorda. Peixes a capivaras não devem ter vida fácil perto dela. Se chama “Mimujer” e quando a encontramos, estava na siesta da tarde, ignorando a carne que lhe oferecemos. De uma distância segura, fizemos nossas imagens e filmagens. Difícil imaginar um bicho desse saindo correndo atrás de mim, mas pelo sim, pelo não, melhor não arriscar muito...

O Vitor 'pesca' um pequeno jacaré para nós no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

O Vitor "pesca" um pequeno jacaré para nós no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


A Ana segura um filhote de jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

A Ana segura um filhote de jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


De todos esses 1000dias de viagem, e mais outros tantos por aí, inclusive no Pantanal brasileiro, nunca tinha visto tantos bichos na minha vida. Um espetáculo! Desculpe-me o Alaska, a Amazônia, a Costa Rica e outros, mas até agora, o título de “Animal Planet” é aqui dos llanos da Venezuela!

Tartarugas rse reúnem na margem de um lago no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Tartarugas rse reúnem na margem de um lago no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Filhote de veado no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Filhote de veado no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Uma iguana no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Uma iguana no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


E entre tantos pássaros e jacarés, tartarugas e iguanas, capivaras e veados, o grande momento do dia ficou com um encontro muito especial, com um outro animal: uma enorme sucuri vagando livre pela planície alagada!

Entrando no pântano a procura de uma sucuri, no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Entrando no pântano a procura de uma sucuri, no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Uma enorme sucuri em meio ao terreno pantanoso do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Uma enorme sucuri em meio ao terreno pantanoso do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Desde cedo estávamos de olho nesse animal fabuloso, atormentando o Vitor para encontrar uma. Seus olhos treinados não falharam e, no meio da manhã, lá estava uma, tranquila entre o capim e a água. Já estávamos felizes em vê-la de longe, mas o Vitor propôs que nos aproximássemos. Fomos até o lado dela, mas a cobra não se mexia, ignorando nossa presença ou nosso perigo. Muitas fotos e filmagens, mas queríamos mais...

Com todo cuidado, filmando uma sucuri no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Com todo cuidado, filmando uma sucuri no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


O Vitor nos mostra como pegar uma sucuri pelo rabo no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

O Vitor nos mostra como pegar uma sucuri pelo rabo no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Pedi ao Vitor para cutucá-la e ela finalmente se mexeu. Estava indo se esconder no rio, mas o Vitor a agarrou pela cauda e a puxou para terreno aberto. Ela não gostou muito disso, mas quando se virava para enfrentá-lo, o Vitoa a puxava para o lado oposto. Aí, olhou para nós e perguntou, como se fosse a coisa mais normal do mundo: “Querem tentar?”.

A Ana mostra que não tem medo de sucuri no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

A Ana mostra que não tem medo de sucuri no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


A sucuri se afasta de nós no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

A sucuri se afasta de nós no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


“Siiiiimmmm!!!!”. E ele nos ensinou a tática e tratamos de tentar, a valente da Ana primeiro e eu logo depois. Só esse momenro já valeu nossa vinda aos llanos e todos os quilômetros a mais no nosso caminho. Como diz aquele anúncio: “Segurar uma sucuri de 4,5 metros pelo rabo, não tem preço!!!

Capivara solitária parece assistir o entardecer no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Capivara solitária parece assistir o entardecer no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Para finalizar o dia e tantas emoções, nada melhor que um relaxante e maravilhoso pôr-do-sol refletindo nas águas prateadas das lagoas e campos alagados. De tão bonito, até uma capivara solitária pareceu ter parado para poder admirar o espetáculo à nossa frente. Foram minutos valiosos e, finalmente, voltamos para a sede da fazenda, ainda imaginando poder assistir a outro show de revoada de pássaros, como o de ontem. Mas, como disse, pássaros é o assunto do próximo post...

O fantástico entardecer no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

O fantástico entardecer no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Venezuela, Los Llanos, Bichos, Hato El Cedral, sucuri

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