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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Depressões

Argentina, Rio Gallegos

Chegando ao Parque Nacional Monte León, no litoral sul da Argentina

Chegando ao Parque Nacional Monte León, no litoral sul da Argentina


Nosso primeiro compromisso hoje foi tentar aproveitar a última cidade grande na nossa rota por um bom tempo para cuidar da manutenção da Fiona. Trocamos o óleo e o filtro do carro a cada 10 mil km e passamos dessa marca recentemente. Na América do Norte, essa era uma operação mais complicada, já que não há carros como a Fiona por lá e, portanto, também não há muitas das peças de reposição. A solução foi levarmos essas peças sobressalentes conosco, especialmente as que não se encontram por lá. Mas aqui na América do Sul é muito mais fácil achar essas mesmas peças, especialmente aqui na Argentina, país onde são produzidas as Toyotas Hilux. Enfim, tentamos fazer isso ontem, ainda em Ushuaia, mas teríamos de esperar algumas horas pelo serviço, já que a fila estava grande. Com muitos quilômetros de estrada pela frente, acabamos decidindo por apenas comprar as peças e fazer o serviço mais adiante. Rio Gallegos nos pareceu uma boa ideia, mas a data não ajudou. Último dia do ano, estava tudo fechado. Concluindo: a Fiona vai ter de esperar um pouco mais. Ela aguenta!



Então, com óleo velho mesmo, seguimos em frente. Nosso destino agora era o Parque Nacional Monte León, um dos poucos no país a beira mar, acesso pela mesma ruta 3 que vínhamos dirigindo desde Ushuaia. Até há poucos anos, o parque era uma grande estância que já recebia muitos visitantes, mas o governo decidiu encampar a área para ajudar na conservação. É uma região de formações geológicas muito interessantes e, principalmente, riquíssima em fauna marinha como pinguins, lobos-marinhos e aves do Atlântico Sul. A principal atração é uma ilha com milhares desses pássaros, acessível apenas em passeios de barco. Mas o que nos atraia de verdade era uma outra coisa, uma formação natural conhecida como “La Olla”.

Mapa turístico do Parque Nacional Monte León, no litoral sul da Argentina

Mapa turístico do Parque Nacional Monte León, no litoral sul da Argentina


Nós viajamos no país com um livro-guia bem antigo que havíamos comprado para fazer outra viagem, muito antes dos 1000dias. Atrações turísticas não envelhecem e o livro tem nos ajudado bastante. Pois bem, há uma foto nesse livro que sempre nos hipnotizou, justamente dessa tal de “La Olla”. É uma enorme caverna na praia criada pela constante movimentação das marés contra os rochedos da orla. Diz o livro que ela só pode ser acessada durante a maré baixa, que aqui se retrai ou avança longos quilômetros através de uma praia quase plana. Quando a maré está subindo, é como se fosse um verdadeiro rio, um mini-tsunami, e não é bom te encontrar pelo caminho. Então, deu um certo trabalho, descobrimos o horário das marés nessa parte longínqua do litoral sul da Argentina e calculamos a hora certa de chegar ao parque. Tudo para não perder aquela caverna que, pela foto, mais parecia uma catedral. Um enorme buraco no teto deixa a claridade entrar iluminando o interior da caverna, algo que nunca vimos em uma praia. Os turistas parecem pequenas formigas comparados com o tamanho de toda a estrutura. Enfim, uma verdadeira maravilha natural.

Em manhã de chuva, chegando ao Parque Nacional Monte León, no litoral sul da Argentina

Em manhã de chuva, chegando ao Parque Nacional Monte León, no litoral sul da Argentina


Chegamos ao parque ainda pela manhã, clima meio chuvoso. Mas o céu acinzentado não atrapalhava nossas expectativas. Desde que vimos aquela foto, quase 8 anos trás, sempre soubemos que um dia passaríamos por aqui. Quando iniciamos os 1000dias, a expectativa cresceu. Quando chegamos à Argentina, aumentou mais ainda Quando atingimos o extremo sul do país, ela estava explodindo. E agora, ao avistar a recepção do parque, era o êxtase! Nada mais nos poderia impedir de realizar o antigo sonho. Ou não?

A incrível caverna furada na praia do Parque Nacional Monte León, no litoral sul da Argentina. Infelizmente, o teto desabou e ela não existe mais

A incrível caverna furada na praia do Parque Nacional Monte León, no litoral sul da Argentina. Infelizmente, o teto desabou e ela não existe mais


Cartazes na entrada do centro de visitantes já avisavam: parque fechado para visitação. Motivo? A chuva. O sonho começava a ruir, mas ainda tínhamos esperanças na nossa Fiona. O barro nas estradas pode atrapalhar carros menores, mas a Fiona foi feita para isso. Fomos argumentar com a atendente. Ela não se comoveu. Eu não desisti. Ela chamou o seu chefe, um sujeito bem mais antipático. Ele explicou que a estrada para se chegar até o mar era muito escorregadia, que o carro poderia até descer, mas não subiria de volta. Caminhar, nem pensar, seriam 17 km em cada sentido. Eu chorei e chorei. Disse que vinha de longe, que seria impossível voltar na semana seguinte (como ele havia sugerido), que a Fiona subia qualquer coisa, que a gente poderia deixar o carro no alto da subida e etc e etc. Mas o cara não arredava o pé e o clima foi ficando tenso. Até que eu apontei a foto da Olla na parede e falei que seria muita maldade dele não nos deixar ver aquilo. E aí, a primeira atendente que assistia à acalorada discussão em silêncio e se compadecendo de nós soltou a bomba:

Turistas visitam a caverna La Olla, no Parque Nacional Monte León, no litoral sul da Argentina (foto do site 'The Photographer's')

Turistas visitam a caverna La Olla, no Parque Nacional Monte León, no litoral sul da Argentina (foto do site "The Photographer's")


“Ahnnn, querem ver a Olla? É impossível! Ela não existe mais”. - “???”, foi a nossa resposta, escrita e estampada em nossos olhos. “É, ela ruiu e desabou em Outubro de 2006”. Quem ruiu, aí sim, foram nossas esperanças. “Desabou?” – ainda estávamos incrédulos. “É, desabou. Não sobrou nada, só umas pedras espalhadas. Nem parece que já foi uma caverna”.

A caverna La Olla depois do desabamento de seu teto em Outubro de 2006, no Parque Nacional Monte León, no litoral sul da Argentina

A caverna La Olla depois do desabamento de seu teto em Outubro de 2006, no Parque Nacional Monte León, no litoral sul da Argentina


O silêncio preencheu a sala. Só foi quebrado pelo chato do chefe dela perguntando se queríamos o telefone da agência de passeios de barco até a ilha. Pensei em sugerir para ele um bom lugar para colocar aquele número de telefone, mas preferi passar para a ironia e perguntar se ele achava que aquele chuvisco lá fora tinha deixado algum parque nacional no país ainda aberto à visitação. Ele preferiu não entender a provocação e eu fui mais específico, perguntando sobre o Parque Nacional do Bosque Petrificado, nosso próximo destino hoje. “Lá não chove, está no meio do deserto.” - foi sua resposta seca. Sem a caverna e com o parque fechado, nada mais nos segurava por ali. Rumo ao deserto, então...

A ruta 3, no sul da Argentina, cortando as enormes planícies patagônicas

A ruta 3, no sul da Argentina, cortando as enormes planícies patagônicas


Meio deprimidos, pegamos estrada novamente. O enorme vazio da ruta 3 e daquelas planícies intermináveis combinavam com nosso estado de espírito. A monotonia e o silêncio pesado só foram quebrados quando nos deparamos com uma placa na estrada. Anunciava o Bajo de San Julian, onde está a Laguna Carbón, o ponto mais baixo do país, das Américas e de todo o hemisfério sul e também da metade ocidental do planeta. Tínhamos nos esquecido disso!

Bajo San julian, o ponto mais baixo das Américas, no sul da Argentina

Bajo San julian, o ponto mais baixo das Américas, no sul da Argentina


Agora sim, que ironia! Depois da depressão causada pela destruição de La Olla, chegávamos à maior depressão das Américas! Alguém lá encima parecia brincar conosco, hehehe. Nessa viagem já tínhamos passado no ponto mais baixo da América do Norte, o Death Valley, na Califórnia, situado a quase 80 metros abaixo do nível do mar (post aqui). Agora, bem recentemente, passamos na Península Valdes onde, até há poucos anos, dizia-se estar o ponto mais baixo da América do Sul, quase 50 metros abaixo do nível do mar. Era isso o que eu tinha aprendido quando passei por lá em uma outra viagem no início da década de 90. Dessa vez, placas informativas já tinham corrigido o erro e apontado a Laguna Carbón como detentora do recorde. E agora, cá estávamos, desprevenidamente.

Marcado em vermelho, a Laguna Carbón, no Bajo San Julian. Com 107 metros abaixo do nível do mar, é o ponto mais baixo das Américas (no sul da Argentina)

Marcado em vermelho, a Laguna Carbón, no Bajo San Julian. Com 107 metros abaixo do nível do mar, é o ponto mais baixo das Américas (no sul da Argentina)


São 107 metros abaixo do mar. Acima apenas de seis ou sete depressões na Ásia e na África. A maior delas é o Mar Morto, pouco mais de 400 metros abaixo do nível do mar. Na Antártida também, tem um lugar a mais de 2 km abaixo do nível do mar. Mas está preenchido de gelo e, se tudo aquilo derretesse, o mar ocuparia seu espaço. Então, o que vale mesmo é o Mar Morto. E aqui na nossa América, é a Laguna Carbón. A gente só vê de bem longe, mas nada que um bom zoom na máquina fotográfica não possa resolver. E agora que já vimos o ponto mais baixo, logo vamos voltar para o ponto mais alto, o Aconcágua, com 6.952 metros de altitude. Ambos aqui na Argentina. Somados, passam da simbólica marca dos 7 mil metros! Dois recordes continentais na mão dos hermanos, mais um motivo para o famoso ego deles. Mas deixa para lá... O ego, a depressão, o Aconcágua, a caverna que já não existe. Hoje é o último dia do ano, nosso último réveillon dos 1000dias, temos mais o que fazer. Bosques Petrificados, aí vamos nós!

A Laguna Carbón, no Bajo San Julian, no sul da Argentina. É o ponto mais baixo do hemisfério sul ou do hemisfério ocidental do planeta

A Laguna Carbón, no Bajo San Julian, no sul da Argentina. É o ponto mais baixo do hemisfério sul ou do hemisfério ocidental do planeta

Argentina, Rio Gallegos, Parque, Caverna, Parque Nacional Monte León, Bajo San Julian, La Olla, Laguna Carbón

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Dia de Folga, Noite nem Tanto

Suriname, Paramaribo

Com o Scott, a Ellen e Donovan (casal que conhecemos em Belém!), em Paramaribo - Suriname

Com o Scott, a Ellen e Donovan (casal que conhecemos em Belém!), em Paramaribo - Suriname


Ontem, depois da chegada de madrugada no hotel, ainda ficamos de internet um tempo e só fomos dormir depois das três. Resultado: já começamos nosso dia de folga perdendo o horário do café da manhã incluído na diária. Mas nem deu para ficar com consciência pesada, pois a maravilhosa cama do Eco Resort Inn dá de 10 x 0 no café da manhã fraquinho do Eco Resort Inn.

Já o horário do almoço, não queríamos perder não! Domingão, tudo fecha na cidade e, se deixássemos para muito tarde, não iríamos achar comida para nós. Mas, bem no horário de sair, eis que achamos meu irmão e minha mãe no Skype, na cidade maravilhosa. Aliás, além da cidade, viva a tecnologia maravilhosa do Skype!

Depois de rápida e animada conversa com direito à vídeo, cada um foi atrás do seu almoço em sua respectiva cidade. Para eles, certamente não faltavam opções, um pouco depois das duas da tarde. Para nós, fomos direto no bairro brasileiro atrás de uma churrascaria, para matar a saudade do tempero. Comemos no "Petisco", restaurante famoso por aqui. Falando português com o garçon e com a caixa. Seviço completo!

Churrascaria brasileira em Paramaribo - Suriname

Churrascaria brasileira em Paramaribo - Suriname


A tarde foi preguiçosa no hotel mesmo, pesquisando coisas na internet. Por exemplo, decidimos comprar o seguro da Fiona para a Guiana aqui mesmo, em Paramaribo. Parece que é a melhor opção. Vamos ver isso amanhã pela manhã.

No início da noite, recebemos a grata surpresa de uma visita de nossos amigos surinameses que conhecemos em Belém, no hotel. Foram eles que nos trocaram nossa primeira moeda daqui, já há bem mais de um mês. Agora, por e-mail, descobriram onde estávamos e vieram nos visitar. Gente boníssima, a Ellen e o Donovan. Quem também veio nos ver foi o Scott, americano que conhecemos aqui mesmo, antes de irmos ao Caribe. Com ele fomos jantar aqui por perto.

Ao final do jantar, ele chamou um amigo seu, aqui do Suriname, com sua namorada brasileira. Aí, os cinco juntos, resolvemos esticar a noite em Paramaribo, nossa despedida da cidade. Domingão, fomos no club mais agitado da cidade, uma balada de garimpeiros brasileiros. Literalmente! Como disse a Ana, uma bela experiência sociológica. Sociológica e musical, eu diria, ouvindo todos os grandes hits dos bailes funks dos últimos anos, desde o Bonde do Tigrão até a Eguinha Pocotó.

Comida brasileira em Paramaribo - Suriname

Comida brasileira em Paramaribo - Suriname


Foi legal ver como se diverte a comunidade brasileira na cidade, quase toda formada por garimpeiros nos seus dias de descanço e toda aquela "mini-sociedade" que gravita em torno deles. Ao final da balada, já depois das três, deixaram-nos em casa. Imagino que a comunidade tenha ficado bem curiosa sobre a presença daqueles forasteiros (nós), principalmente da loira alta de quase 1,80m rebolando em suas pistas de dança, hehehe

No hotel, fiz o porteiro jurar que nos acordaria às 8:00. Perder o café uma vez, tudo bem, mas duas seguidas, não dá. Além disso, precisamos resolver a questão do seguro e viajar os pouco mais de 200 km até Nickerie, cidade na fronteira com a Guiana.

Suriname, Paramaribo,

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Passagem na Fazenda

Brasil, São Paulo, São Carlos, Ribeirão Preto

Com o Jorge na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Com o Jorge na fazenda em Ribeirão Preto - SP


Dia de continuar nossa trajetória rumo à Curitiba, onde temos tantas coisas para resolver antes se iniciarmos de vez nossa etapa internacional da viagem. Mas a etapa planejada para hoje foi bem tranquila: seguir para a vizinha São Carlos, para um pit-stop na casa da minha irmã e família.

Despedida da Rita e da Ivone, na casa em Ribeirão Preto - SP

Despedida da Rita e da Ivone, na casa em Ribeirão Preto - SP


No caminho, bastante tempo para ficar na sempre deliciosa fazenda da família, onde já passamos uma vez nessa viagem. Assim, despedimo-nos da Rita e da Ivone, na casa de Ribeirão e, vinte minutos mais tarde, já éramos recepcionados pelo Jorge, Néia e os filhos Maria Júlia e Lucca na fazenda, onde nos ofereceram um almoço.

A fazenda em Ribeirão Preto - SP

A fazenda em Ribeirão Preto - SP


Depois, caminhamos um pouco por ali, aproveitando a bela tarde para uma sessão de fotos. De volta à casa do jorge, pudemos acompanhar a família se preparando para a festa junina da escola das crianças. Vestuário bem apropriado para uma fazenda, hehehe!

Na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Na fazenda em Ribeirão Preto - SP


Por fim, foi a nossa vez de recepcionarmos a prima Cláudia, que chegava com o marido Betinho e uma numerosa turma de amigos, todos motociclistas que vieram passar o fim de semana na fazenda e já fazer um pequeno ensaio para a viagem que querem fazer para o Atacama, em Setembro.

Caminhando no terreiro de café em Ribeirão Preto - SP

Caminhando no terreiro de café em Ribeirão Preto - SP


Nova sessão de fotos e de tietagem recíproca, eles impressionados com nossa viagem, nós impressionados com as máquinas que pilotavam.

Prontos para festa junina, na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Prontos para festa junina, na fazenda em Ribeirão Preto - SP


Às seis horas partimos, bem em tempo de chegar às sete em São Carlos para cumprir o compromisso de estarmos na frente do computador para uma conversa pelo Skype com os pais e a irmã, em terras inglesas. Viva a tecnologia, lá estávamos uma boa parte da família reunídos, não em carne e osso, mas em som e imagem, para matarmos um pouco da saudade.

Lucca, pronto para a festa junina, em Ribeirão Preto - SP

Lucca, pronto para a festa junina, em Ribeirão Preto - SP


Terminada a seção de Skype, a conversa continuou até depois da meia noite, agora apenas com a Lalau e o cunhadão Gêra, acompanhados de bom vinho e de um casal de amigos que chegou mais tarde. Isso tudo sem falar da convivência sempre gostosa dos sobrinhos e campeões de tenis, João e Antônio.

Com a turma de motoqueiros amigos da Cláudia e Betinho, na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Com a turma de motoqueiros amigos da Cláudia e Betinho, na fazenda em Ribeirão Preto - SP


Enfim, um dia bem gostoso em meio à família para tentar botar um pouco das conversas em dia mas, mais do que isso, manter sempre forte os vínculos que nos unem em sangue e espírito, não importa o quanto o tempo e o espaço teimem em nos separar.

Com a Cláudia e Betinho na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Com a Cláudia e Betinho na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Brasil, São Paulo, São Carlos, Ribeirão Preto,

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Passando por Berkeley

Estados Unidos, Califórnia, San Francisco

Visita à Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Visita à Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Uma coisa que sempre gosto de visitar em outros países são as universidades. Fujo um das hordas de turistas e me aproximo um pouco mais da vida local, das pessoas que realmente vivem por ali. O mesmo raciocínio vale para os mercados. Só que nesses a gente vê mais o povão, enquanto nas primeiras, a tendência é ver aqueles que formaram a elite do país, artística, econômica ou política.

Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Nos Estados Unidos, estão algumas das mais famosas universidades do mundo. A gente já tinha ido à Princeton e à Harvard, na costa leste, e aqui escolhemos dar uma passada em Berkeley. A universidade tem a fama de ser um dos centros mais liberais do país. Se a Califórnia já é tradicionalmente democrata, Berkeley seria a ala “xiita” do partido. Foi aqui que o movimento hippie teve mais força, onde protestos anti-guerra mais acontecem, onde a preocupação com um mundo verde é maior.

Uma das muitas bibliotecas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Uma das muitas bibliotecas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Só que, com a dificuldade de sair de San Francisco pela manhã e ainda querendo chegar ao Napa Valley no final da tarde, não sobrou muito tempo para vivenciarmos esse ícone da contra-cultura. Além disso, hoje é véspera do feriado de Thanksgiving e o campus não estava muito movimentado. Dos estudantes que ali encontramos, boa parte era chinesa. Será que são os únicos que se dispõe a continuar estudando no feriado?

A lua flutua sobre a torre do relógio, na Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos

A lua flutua sobre a torre do relógio, na Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Antes de entrar no campus, caminhamos pelas ruas ao redor, procurando um lugar para almoçar. Conforme imaginávamos, o que não faltava era lugar de comida natureba. Dezenas deles. Hoje, bem vazios, mas imagino que os mais de 30 mil estudantes da universidade formem uma freguesia constante! Depois, um passeio pelo campus cheio de áreas verdes e prédios tradicionais, como o da biblioteca e a torre centenária. Sempre gosto de me imaginar estudando nas universidades que visito, chegando de bicicleta, cumprimentando pessoas, preocupado com alguma prova, ansioso por alguma festa. Não foi diferente por aqui. Enfim, uma tarde rápida e gostosa, pensamentos ao léu. Mas o dever chama e, no nosso caso, o dever se chama “estrada”, Rumo ao próximo destino, ainda mais inspirador: o Napa Valley, a mais famosa região vinícola desse hemisfério.

Caminhando pelo campus da Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Caminhando pelo campus da Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Falando em inspiração, foi o que sentimos quando chegamos de volta à Fiona, estacionada em frente à Universidade. Pela terceira vez nessa viagem, demos de cara com um bilhete escrito e deixado ali, no vidro do carro. São pessoas que, ao se deparar com o carro, ficam interessadas, acessam o site e, inspiradas, nos deixam alguma mensagem. E aí, quem fica ainda mais inspirado somos nós! Muito obrigado a esse mais novo inspirador, diretamente da queridíssima Costa Rica, país para o qual retornaremos em breve!

Bilhete deixado no vidro da Fiona, enquanto passeávamos pelo campus de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Bilhete deixado no vidro da Fiona, enquanto passeávamos pelo campus de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Califórnia, San Francisco, Berkeley

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Caçando a Neve

Brasil, Santa Catarina, Urubici, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes

Neve, por enquanto, só em fotos! (em Urubici - SC)

Neve, por enquanto, só em fotos! (em Urubici - SC)


Nossa grande prioridade nesse giro rápido pelas serras catarinense e gaúcha é encontrar a neve. Assim, estamos sempre com um olho na previsão de tempo e com o outro no céu, olhando nuvens e montanhas. E sem esquecer o termômetro, claro! Nos intervalos dessa procura, aproveitamos para conhecer uma das regiões mais belas do Brasil!

Trabalhando no quentinho do hotel enquanto lá fora faz friiiio (Urubici - SC)

Trabalhando no quentinho do hotel enquanto lá fora faz friiiio (Urubici - SC)


Mas, para aqueles que não são tão fanáticos por neve, esta não é a melhor época para visitar as serras. Afinal, fica muito difícil fazer as belíssimas caminhadas pelos campos de altitude e bordas dos canyons com o frio úmido que está fazendo. A neblina esconde as paisagens cnematográficas e não dá muita vontade de sair dos ambientes fechados. Cachoeiras, então, só de longe. Até o vapor que sai delas já é congelante, brrrrrrrr

Neblina na área campestre de Urubici - SC

Neblina na área campestre de Urubici - SC


Em compensação, para quem gosta de uma lareira, chocolate quente, vinho ou fondue, é a hora certa no lugar certo. Resumindo, é difícil fazer exercícios e muito fácil comer, comer e comer. Uma ótima chance para quem quer ganhar uns quilinhos a mais.

A Cachoeira Véu a Noiva, no caminho para o Morro da Igreja, em Urubici - SC

A Cachoeira Véu a Noiva, no caminho para o Morro da Igreja, em Urubici - SC


A previsão de neve é só para o domingo, se vier. Para ela ocorrer, tem de esfriar e, ao mesmo tempo, haver umidade suficiente. Umidade tem bastante, nesses dias. O frio vai chegar bem forte no domingo, mas junto com um ar muito seco. Então, a única chance será no domingo cedinho, quando ainda restar um pouco de umidade. Depois, com o frio ainda mais intenso, a promessa é de geadas bem fortes, tudo branquinho de gelo, mas não de neve.

Frio, vento e nuvens no alto do Morro da Igreja, ponto mais alto da região sul do país (em Urubici - SC)

Frio, vento e nuvens no alto do Morro da Igreja, ponto mais alto da região sul do país (em Urubici - SC)


Nós resolvemos hoje mudar de ares. Sair da cidade mais fria de Santa Catarina para a cidade mais fria do Rio Grande do Sul, o vigésimo terceiro estado brasileiro nesta nossa viagem. Ainda antes de deixar Urubici, no final da manhã, voltamos mais uma vez aos 1.800 metros do Morro da Igreja. Tudo branquinho lá em cima. Mas não era nem de neve nem de gelo. Só neblina! E um frio de 6 graus que, com o vento, deveria ser algo próximo de zero.

Observando a Pedra Furada com a visão infravermelha, no alto do Morro da Igreja, ponto mais alto da região sul do país (em Urubici - SC)

Observando a Pedra Furada com a visão infravermelha, no alto do Morro da Igreja, ponto mais alto da região sul do país (em Urubici - SC)


No caminho, ainda passamos em mais uma das belas cachoeiras da região, uma das 1.047 cachoeiras brasileiras com o nome de Véu de Noiva. Muito bela para fotos e um desafio aos mais corajosos entre os corajosos fanáticos por banho de cachoeira. Não é o nosso caso, pelo menos hoje...

Placa de trânsito comum na região de Urubici - SC

Placa de trânsito comum na região de Urubici - SC


Depois, rumo ao Rio Grande, à cidade de São José dos Ausentes, onde está o ponto mais alto do estado, o Monte Negro, com pouco mais de 1.400 metros de altura. O caminho foi o mesmo de ontem, até Bom Jardim da Serra. De lá, estrada de terra e super bucólica, atravessando os campos de altitude entre os dois estados. Paisagem linda, os campos povoados por araucárias majestosas, árvore que é a cara do sul do Brasil.

Atravessando a bucólica fronteira entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no caminho entre as cidades mais frias do país

Atravessando a bucólica fronteira entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no caminho entre as cidades mais frias do país


Nesta estradinha rural, numa ponte de madeira super pitoresca, cruzamos a fronteira. Lugar belíssimo! Engraçado é observar as pessoas aqui no interior desses estados e comparar com o que víamos no Nordeste e Norte, há apenas alguns meses. Que diversidade dentro de um mesmo país! Enquanto por lá víamos crianças morenas e mulatas, algumas com traços indígenas, correndo sem camisa e descalços pelos campos, aqui vemos crianças encapotadas, apenas umas mechas loiras escapando por entre os casacos e a touca de lã, olhos azuis que brilham de longe. Êêêê, Brasilzão!

Chegando ao Rio Grande do Sul, nosso 23o estado nesta viagem

Chegando ao Rio Grande do Sul, nosso 23o estado nesta viagem


A gente se instalou num hotel fazenda, bem ao lado do ponto mais alto do estado. Se for nevar, aqui é o lugar! Entrando no hotel, já fomos reconhecidos por um simpático casal de gaúchos, a Ana e o Orlei, que tinham visto nosso carro em Urubici e acessado nosso site. Juntos, tivemos um delicioso jantar de comida típica gaúcha no próprio hotel que oferece pensão completa, já que estamos bem longe da cidade. Para sexta e sábado, o negócio é aproveitar as belezas aqui por perto sem ligar para a neblina que promete cobrir tudo pelos próximos dois dias. Contagem regressiva para a neve de domingo de manhã!

As lojas aproveitam para vender artigos para o frio, em Urubici - SC

As lojas aproveitam para vender artigos para o frio, em Urubici - SC

Brasil, Santa Catarina, Urubici, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes, Morro da Igreja

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Rumo à Laguna Atitlán

Guatemala, Cobán, San Marcos La Laguna

Vale no interior da Guatemala

Vale no interior da Guatemala


Hoje foi novo dia de longa jornada pelas estradas guatemaltecas. Saímos de Lanquín rumo a um dos mais famosos destinos do país, a Laguna de Atitlán. Para quem olhar no mapa, vai ver que já tínhamos chegado bem perto dela, lá em Antigua. Mas como a Guatemala não é um país longilíneo como o Panamá ou o Chile, para ver todas as suas mais belas atrações temos que dar voltas mesmo. Bom, é para isso que estamos de carro, não é?


Nosso roteiro na Guatemala

O caminho mais direto para lá era pela famosa e belíssima estrada entre Cobán e Uspantán. Ocorre que no final de 2008 uma gigantesca montanha desabou em um trecho dessa estrada e o governo nunca a reconstruiu. O governo não, mas os moradores da região, por conta própria, improvisaram um desvio pelo meio do desabamento. O nosso livro-guia dizia que era um trecho muito perigoso e aconselhava fazer a volta pela Cidade da Guatemala. Mas dizia também que as vans fazem o percurso entre as cidades. Ora, se as vans fazem, a Fiona certamente pode fazer também!

O grande desabamento na estrada entre Cobán e Uspantán, na Guatemala

O grande desabamento na estrada entre Cobán e Uspantán, na Guatemala


E por aí fomos nós! Não demorou muito para chegarmos ao tal desabamento e o seu tamanho realmente impressiona. Foi uma montanha inteira rolando abaixo! Lá do alto, observar os carros bem pequenininhos atravessando o desvio nos dá uma boa ideia da força destrutiva da natureza e de como somos minúsculos perto dela. De longe assusta, mas de perto o desvio está muito bem feito e não foi nada difícil atravessá-lo.

Carros atravessam o enorme desabamento entre Cobán e Uspantán, na Guatemala

Carros atravessam o enorme desabamento entre Cobán e Uspantán, na Guatemala


De resto, foi mesmo uma estrada lindíssima, atravessando diversos vales e cristas de regiões montanhosas. Paisagens de encher os olhos! Esse foi o lado bom. O lado ruim foi a sequencia interminável de “tumulos”, os quebra-molas daqui. Existem em uma quantidade absolutamente irracional em alguns trechos. Tumulos em curvas, túmulos em pontes, túmulos em subidas, túmulos um atrás do outro, às dezenas. Que coisa mais irritante! Será que ninguém na Guatemala reclama? A impressão que se tem é que é uma questão de status ter um tumulo na frente da sua casa. Assim, todos constroem o seu.

Transporte típico entre as cidades do interior da Guatemala

Transporte típico entre as cidades do interior da Guatemala


Graças aos túmulos, acabamos chegando ao nosso destino já no escuro. Assim, apenas amanhã poderemos ver com os nossos olhos esse famoso lago, para muitos um dos mais belos do mundo. Atitlán é o resultado de uma gigantesca erupção vulcânica há quase 100 mil anos atrás, que espalhou cinzas da Flórida ao Equador. O “buraco” que sobrou depois de serem expelidos 300 quilômetros cúbicos de material foi preenchido pela água e virou o lago. Depois desse episósio cataclísmico, três novos vulcões cresceram ao redor do lago, pequenos se comparados ao seu “pai”, mas imponentes para olhos humanos. É o que queremos ver amanhã...

Cruzando paisagem nontanhosa no centro da Guatemala

Cruzando paisagem nontanhosa no centro da Guatemala

Guatemala, Cobán, San Marcos La Laguna, viagem, vulcão, Lanquin, Atitlán

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Uma Despedida Muito Especial

Canadá, Dawson City

As cores da Aurora reflerem no Yukon River, em Dawson City, no noroeste do Canadá

As cores da Aurora reflerem no Yukon River, em Dawson City, no noroeste do Canadá


Hoje era nossa última noite aqui no extremo norte do continente. Amanhã cedo, partimos para Haines Junction, de Lá para Haines, já no Alaska e aí, ferry percorrendo a costa sul desse estado americano. Enfim, vamos para o sul, sul, sul...

Magnífica Aurora Boreal em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Magnífica Aurora Boreal em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Então, era a nossa última chance de ver a Aurora, pelo menos a Boreal. Lá no sul, as latitudes não são tão altas e observar a Aurora Austral, só com muita sorte, num caso de grande tempestade solar. Portanto, tínhamos mesmo era de aproveitar essa madrugada!

Magnífica Aurora Boreal em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Magnífica Aurora Boreal em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Ontem de noite, já aqui em Dawson, o tempo não estava muito aberto. Mas hoje, depois das nossas rezas e pedidos depois de cada estrela cadente visualizada, o tempo abriu. Era a Aurora querendo se despedir de nós, também!

As cores da Aurora reflerem no Yukon River, em Dawson City, no noroeste do Canadá

As cores da Aurora reflerem no Yukon River, em Dawson City, no noroeste do Canadá


E ela apareceu radiante, para nossa infinita alegria. Foi o segundo mais belo espetáculo que assistimos, depois da noite em Tok, e aqui também foi possível ver outras cores além do verde. Mas uma coisa fez dessa Aurora muito especial, além de ser a nossa última...

Magnífica Aurora Boreal em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Magnífica Aurora Boreal em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Foi o cenário! Assistimos ao show ao lado do rio Yukon e sua águas refletiam as luzes celestes! Poxa... ver Aurora já é especial, mas ver Aurora refletida na água, aí ficamos sem palavras...

Magnífica Aurora Boreal em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Magnífica Aurora Boreal em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Outra coisa: a Ana está ficando cada vez mais craque em fotografar essa maravilha. Assim, foram de hoje as melhores fotos que tiramos esse fenômeno mágico. Diante de tanta grandeza, só podemos agradecer a oportunidade que o destino nos deu. Devidamente emocionados, por supuesto! Auroras, até breve, se Deus quiser!

As cores da Aurora reflerem no Yukon River, em Dawson City, no noroeste do Canadá

As cores da Aurora reflerem no Yukon River, em Dawson City, no noroeste do Canadá

Canadá, Dawson City, Yukon, Aurora Boreal

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Chegando ao Paraíso

Ilhas Caiman, George Town

Admirando o belíssimo pôr-do-sol na nossa pousada em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Admirando o belíssimo pôr-do-sol na nossa pousada em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Depois de conhecer a principal ilha do país, queríamos conhecer algum outro lado das Ilhas Caiman, algo menos tomado pelo turismo de cruzeiros e grandes hotéis, mais autêntico. Pelo pouco tempo que tínhamos, tivemos de escolher entre Little Cayman e Cayman Brac, as pequenas ilhas que, junto com Gran Cayman, formam esse pequeno país no mar do Caribe. Lendo uns poucos parágrafos sobre cada uma delas, o instinto mandou optar por Little Cayman. Chegava a hora de ver se a escolha tinha sido a correta...

Nosso avião entre Grand Cayman e Little Cayman

Nosso avião entre Grand Cayman e Little Cayman


A primeira boa notícia veio logo que chegamos ao aeroporto de George Town e verificamos o tamanho do avião que faz a linha entre Grand Cayman e as duas pequenas ilhas: um pequeno bimotor com apenas uns 20 lugares! Oba! Realmente, íamos para um lugar pequeno! Melhor ainda foi saber que naquele avião estavam todas as pessoas que estavam indo para as duas ilhas!

Pousando na pequena pista do aeroporto de Little Cayman

Pousando na pequena pista do aeroporto de Little Cayman


O voo foi rápido, cerca de 150 km de distância. Sentado na frente, parecia que eu estava dentro da cabine do piloto, principalmente na hora do pouso, aquela pequena pista ali, na nossa frente, o piloto bem craque de conseguir acertar bem na linha do asfalto, hehehe. Avião pousado, apenas uns gatos pingados, nós entre eles, se levantaram para descer ali. A maioria seguiria voo para Cayman Brac. No “saguão do aeroporto”, que no caso é a cabeceira da pista, lá estava o Paul a nos esperar. Conforme avisado por email, o único loiro com dreads no cabelo. O Paul é, junto com a esposa Isabelle, o dono do Sunset Cove, nosso hotel na ilha. Professor de kitesurf, foi ele que foi nos buscar, já que não há taxis na ilha e a sua esposa está em viagem e só chega amanhã.

A pequena praia de nossa deliciosa pousada em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

A pequena praia de nossa deliciosa pousada em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


No caminho para o hotel, paramos num supermercado para nos abastecer e ele foi nos explicando algumas coisas da ilha. São apenas 150 moradores, metade expatriados. Todo mundo se conhece, claro! Em Brac, a população é dez vezes maior. Aqui em Little Cayman, estamos num paraíso duplo: se está ventando, é o paraíso dos kitesurfistas; se não está, é o paraíso dos mergulhadores. Normalmente, venta muito, mas a meteorologia nos presenteou com três dias sem vento, justo aqueles em que estaremos aqui. E para quem não quer saber de esportes ou atividade física, aí não importa se venta ou não; basta um pouco de sol (quase sempre!) e o paraíso é logo ali, na praia de areias brancas, sob a sombra dos coqueiros. Agora, para quem quer uma noite mais agitada, aí veio parar na ilha errada, sem dúvida!

O pier da Sunset Cove, nossa pousada em Little Cayman

O pier da Sunset Cove, nossa pousada em Little Cayman


Quinze minutos de introdução à ilha e chegamos ao hotel. Para nossa surpresa e emoção, descobrimos ser a cara da Ilha do Mel, no Paraná, de tão saudosas memórias. Nosso quarto está na beira da praia e do mar, uma enorme baía de águas calmas à nossa frente. Alguns coqueiros, redes penduradas, caiaques a nossa disposição, um píer com visão privilegiada para o pôr-do-sol. E quando a gente se chatear disso tudo, ali está nosso quarto com ar condicionado e geladeira cheia de cervejas geladas e outras guloseimas. Enfim, quando não estivermos mergulhando (um dos melhores lugares de todo o Caribe para mergulhar!), teremos muito o que fazer...

Nosso primeiro entardecer em Little Cayman, no pier da pousada Sunset Cove

Nosso primeiro entardecer em Little Cayman, no pier da pousada Sunset Cove


E foi nesse ambiente de paz total que passamos o resto do nosso dia. Éramos os únicos felizardos no hotel até que, no meio da tarde, chegaram a Gil e o Johnny, um simpaticíssimo casal de ingleses que veio ao paraíso para fazer Kitesurf. Vieram por quase duas semanas, então não estavam incomodados em ter de esperar dois dias pelo vento. Iriam aproveitar para já ir se aclimatando àquela vida dura no hotel.

Fantástico pôr-do-sol no nosso primeiro dia na Sunset Cove, em Little Cayman

Fantástico pôr-do-sol no nosso primeiro dia na Sunset Cove, em Little Cayman


Todos juntos, levados pelo Paul, fomos jantar num resort mais movimentado, ali do lado. Conversa muito agradável, troca de experiências e de sonhos, tudo acompanhado de boa comida e bebida, gente muito feliz. Quem não estaria, estando neste lugar, aqui e agora? E no meu caso e da Ana, ainda mais, ansiosos que estamos de conhecer o melhor mergulho do Caribe...

Fantástico pôr-do-sol no nosso primeiro dia na Sunset Cove, em Little Cayman

Fantástico pôr-do-sol no nosso primeiro dia na Sunset Cove, em Little Cayman

Ilhas Caiman, George Town, Praia, Grand Cayman

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Garota, Eu Vou pra Califórnia

Estados Unidos, Oregon, Ashland, Califórnia, Crescent City

Depois de tanto tempo, de volta à califórnia, nos Estados Unidos

Depois de tanto tempo, de volta à califórnia, nos Estados Unidos


No dia 26 de Março desse ano, nós entrávamos nos Estados Unidos com a Fiona pela primeira vez. Foi na fronteira Tijuana/San Diego e o post está no arquivo contando a história dessa epopeia. San Diego está no sul do estado da Califórnia, estado que tem encantado brasileiros por gerações, principalmente surfistas e amantes da vida mansa. Passamos quase duas semanas explorando o sul do estado, diversos parques nacionais e algumas cidades antes de deixar o estado rumo à Las Vegas, onde tínhamos um encontro marcado.


Nosso caminho de hoje. Infelizmente, nem o Google Maps tem as pequenas estradas de terra que passamos para chegar mais diretamente as cavernas do Oregon (B)

Sete meses mais tarde, após uma enorme volta por todo o país, incluindo o Alaska, viajar pelo Canadá, fazer um tour pelo Caribe e ir conhecer os rincões gelados da Groelândia e Islândia, hoje era o dia de voltarmos ao Golden State. Mas dessa vez chegaríamos pelo norte, vindos do Oregon, sem complicações de fronteira. O que não mudou foi a trilha musical que embalou esse momento, a deliciosa música de Lulu Santos, “Garota, Eu Vou Prá Califórnia”.

O gerente do nosso motel em Ashland, que consertou o computador da Ana (sul do Oregon, nos Estados Unidos)

O gerente do nosso motel em Ashland, que consertou o computador da Ana (sul do Oregon, nos Estados Unidos)


Mas antes disso, ainda tínhamos uma programação pelo sul do Oregon! Pela manhã, saímos da simpática, teatral e colorida Ashland. Uma foto de despedida do gerente do nosso motel que ontem, com toda a simpatia, consertou o computador da Ana, tomado por um irritante e teimoso vírus. Enquanto passeávamos por entre as árvores coloridas da cidade, o computador foi vacinado e já está pronto para ir até a Argentina! E nós, prontos para o dia de viagem!

A bela região onde está o Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos

A bela região onde está o Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos


Saímos em direção ao Oregon Caves National Monument, uma região famosa por suas cavernas. Mais interessante que o próprio parque foi o caminho para chegar até lá. Nada de autoestradas que davam uma longa volta! Nosso GPS resolveu seguir pelos atalhos, estradas rurais e caminhos que cortam a National Florest vizinha ao parque. Estradas feitas para combater incêndios, nada acostumadas a receber turistas brasileiros dirigindo seu carro nacional, hehehe. As raras pessoas que cruzamos nesse caminho completamente perdido do mundo devem ter se perguntado de onde a gente tinha aparecido! Mas, enfim, mesmo por aquele emaranhado de estadas de terra subindo montanhas e descendo desfiladeiros, a Fiona nos levou direitinho até a entrada do parque! Tração aqui e ali, para vencer trechos com neve ou gelo, no meio de matas de pinheiros, o que importa é que chegamos ao nosso destino, provavelmente no mesmo tempo que levaria dando a longa volta asfaltada.

Fechado para a estação, Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos

Fechado para a estação, Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos


Era o dia da eleição no país, deputados, senadores, governadores e o presidente sendo escolhidos pelo voto de 200 milhões de pessoas. Por aqui, dia de eleição é feito numa terça-feira, dia normal de trabalho. Mesmo assim, algo nos dizia que o parque não estaria aberto. Pois é, não estava mesmo! E nem podemos colocar a culpa no Obama ou no Romney. Não, a culpa é de São Pedro, que inventou as estações. O parque havia fechado no último final de semana e será reaberto somente em Março do ano que vem. Para nós, meio difícil de esperar...

Centro de visitantes vazio e fechado no Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos

Centro de visitantes vazio e fechado no Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos


Bom, na verdade, não é o parque que fecha. Os parques nacionais americanos ficam abertos o ano inteiro. O que fecha é a infraestrutura: restaurante, centro de visitantes, lojas e, o mais chato de tudo, as estradas. Fecham para os carros, mas quem quiser entrar andando, vai conseguir. O problema é que, muitas vezes, as atrações estão dezenas de quilômetros parque adentro e caminhar até elas não é uma boa opção. Principalmente com neve caindo na cabeça!

Caverna fechada no Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos

Caverna fechada no Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos


Seria o caso desse parque daqui, em anos normais. O Park Ranger que encontramos nos disse que, normalmente, já teríamos uns trinta centímetros de neve no chão nessa época. Porém, não neste ano! Mas não importa! Regras e prazos existem para serem cumpridos e a estrada estava fechada. O que, nesse pequeno parque, não importa muito. São menos de 500 metros de caminhada da cancela até a caverna principal. Pois é, cavernas, esse foi o problema! Elas fazem parte da “infraestrutura” e só podemos entrar acompanhados de um guia, em tours com hora marcada. E o próximo tour está marcado para Março!

Respirando o ar puro das montanhas do Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos

Respirando o ar puro das montanhas do Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos


Paciência! A caverna estava fechada, mas éramos livres para percorrer as trilhas acima da terra. Escolhemos uma delas, justamente aquela que nos levaria para o alto, para termos uma visão geral da região. No caminho, painéis explicativos nos ensinam sobre a geologia, a história das montanhas e o processo de formação das cavernas. Sempre fico impressionado com a quantidade de conhecimentos que a humanidade já tem dos processos naturais em nosso planeta e o quão antigo rochas e montanhas podem ser. Aqui, por exemplo, tudo começou abaixo do mar. Bactérias, no seu processo de sobrevivência, foram retirando cálcio da água do mar e formando corais e recifes, ao longo de milhões de anos. Uma reviravolta no movimento das placas tectônicas e esses corais vão parar embaixo da terra, sob a pressão d algumas bilhões de toneladas. Eles se recristalizam, formando mármore. Novo choque de placas, o oceano escorre para o lado, o mármore se levanda da terra e forma a base de uma montanha. Outros milhões de anos de ação da erosão, lençõeis freáticos e o frio e calor das estações, as pedras racham, dão passagem a rios subterrâneos que formam galerias. Os rios afundam ainda mais, e as galerias, agora vazias, são cavernas para serem exploradas pelo mais novo animal do planeta, o bicho-homem! Pelo menos aqui nesse parque, não no inverno, mas na primavera, a partir de Março!

Visita ao Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos

Visita ao Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos


Assim, depois de muito aprender sobre rochas metamórficas, ígneas ou sedimentares, mas sem ver as cavernas por dentro, seguimos caminho para o próximo destino, a Califórnia! A ideia era recomeçar nossas andanças pelo terceiro maior estado americano (depois do Alaska e do Texas) pelo norte, pelo Redwood National Park.

Estrada de terra corta o Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos

Estrada de terra corta o Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos


Pois foram exatamente essas gigantes que nos deram as boas vindas depois de 7 meses fora da Califórnia. O parque nacional se estende por boa parte da região costeira ao norte do estado e a principal cidade-base é Crescent City. Para lá seguíamos já no fim de tarde quando tivemos a chance de deixar a estrada principal de lado e tomar uma estrada alternativa, de terra, que cortava um dos trechos do parque.

Um magnífico exemplar de Redwood, no Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos

Um magnífico exemplar de Redwood, no Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos


Quase já não havia luz, principalmente abaixo daquela floresta de árvores gigantes. As Redwoods, primas das Sequoias que já conhecemos, são as mais altas árvores do planeta, ultrapassando com facilidade a marca dos 100 metros de altura. Não são tão “gordas” como suas parentes e, apesar do nome, também não são tão vermelhas. O “vermelho” do nome vem da cor da madeira no seu interior, que não conseguimos ver. A grossa casca que a protege (“bark”, em inglês) de todos os insetos, parasitas e até incêndios tem vários tons de cinza, do mais claro ao mais escuro, e faz dessas gigantes um ser praticamente imortal. Não é a toa que chegam a viver mais de 2 mil anos!

A Fiona fica pequena perto das árvores do Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos

A Fiona fica pequena perto das árvores do Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos


Então, bem no final de tarde, passando por entre essas gigantes, praticamente sós naquele parque, tivemos nosso momento de magia nesse dia que nos trouxe de volta ao ponto inicial de nossa viagem pelos Estados Unidos. Parece ter sido ontem quando estivemos entre as Sequoias! E hoje, entre as maravilhosas Redwoods! Foi fantástico! Já no escuro, chegamos à Crescent City, ansiosos para que o dia raie novamente. Amanhã, vamos ver o parque com a ajuda do sol. Essa tarde foi apenas o aperitivo entre as silenciosas e imponentes Redwoods!

Nossa primeira árvore gigante no Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos

Nossa primeira árvore gigante no Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Oregon, Ashland, Califórnia, Crescent City, trilha, Parque, Caverna, Redwood National Park, Oregon Caves

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A Outra Bahamas

Bahamas, Paradise Island, New Providence - Nassau

Praia de Paradise Island - Nassau - Bahamas

Praia de Paradise Island - Nassau - Bahamas


Hoje, após marcarmos um mergulho com tubarões para amanhã (obaaaa!), outro mergulho para o dia seguinte, além de acertarmos nosso hotel até o dia de partirmos (dia 13), resolvermos ir para Paradise Island. Com esse nome bem sugestivo, essa ilha está bem na frente do centro de Nassau, a cerca de 1 km de distância. Ela corre paralela à costa, cumprida e estreita. Há duas pontes que a ligam a New Providence (nome da ilha onde está Nassau) e para chegar lá, ou se vai de táxi ou de barco. Nem nadando (apesar de ser tentador, com essa água maravilhosa) nem de jitney (vans de transporte popular) que não podem cruzar a ponte.

Nós fomos de barco, lotado de turistas branquelos recém chegados dos 5 enormes barcos-cruzeiro que aportaram hoje (todos os dias saem 4 ou 5 e chegam outros tantos). No curto caminho, um guia vai dando as coordenadas do local: casas do Mick Jagger, do Sean Connery e do Nicholas Cage (antiga casa do Charles Chaplin), informações variadas sobre as pontes, prédios principais da cidade, sobre o próprio porto (o mais bem preparado do Caribe para receber cruzeiros) e sobre a história do país. Filtrados o barulho do motor do barco e o engraçado sotaque dele, aprendemos bastante com o resto que conseguimos entender.

Após chegarmos à ilha, não demora muito para entendermos a razão do seu nome. No caminho para a praia, cruzamos uma marina arrumadíssima cheia de iates, pequenos shopping centers a céu aberto, tudo bem limpinho e reluzente, mansões e hotéis gigantescos, praças com a grama verdíssima e muito bem aparada, ruas com asfalto e calçadas impecáveis até que, através de um pequeno bosque de pinheiros podemos vislumbrar o mais inacreditável verde que os olhos possam ver. Ficamos ali, esfregando os olhos para ver se é mesmo verdade. E é! Se eu achava o mar das Keys, na Flórida, lindo, já não sei como descrever esse. Mas, certamente, está alguns níveis acima. E, além da cor da água, uma espécie de verde transparente fosforecente (dá para imaginar?), a areia da praia também é linda, branca e fofa. Paradise Island, quero ver quem vai argumentar...

Praia de Paradise Island - Nassau - Bahamas

Praia de Paradise Island - Nassau - Bahamas


Bom, um lugar maravilhoso desse, tão a mão dos turistas, tinha de estar lotado. Mas, lotado para padrões caribenhos. Continua bem mais vazio que as nossas praias brasileiras, sem dúvida. Estou falando da faixa de areia. Porque, se for falar da água, aí nunca vi coisa igual. São dezenas e dezenas de jet skies correndo para lá e para cá, num "frenezi" (como se escreve isso???) maluco. Não sei como não há trombadas. Os banhistas tem uma faixa de proteção sinalizada por boias. Há também barcos fazendo parasail ou puxando banana boats. Todo mundo se divertindo. Ao contrário dos lugares onde estivemos ontem, a grande maioria das pessoas bem branquinhas. Parece um outro país.

Resort Atlantis - Nassau

Resort Atlantis - Nassau


Após um belo banho de sol nesse movimentado paraíso, eu e a Ana fomos ao maior e mais famoso dos gigantescos resorts do ilha: o Atlantis. É uma mega-blaster-ultra-giga-power resort, o maior do Caribe, com dezenas de prédios, restaurantes, cassino e outras atrações. A mais interessante, um enorme aquário, ligado a uma laguna, cheio de tubarões, arraias e outros peixes. Podemos vê-los de cima, do lado e mesmo de baixo. É muito bem feito mesmo. Paredes inteiras do lobby do hotel são vidros desse enorme aquário. Coisa de filme. O cassino também é enorme e reluzente, cheio de velhinhos tentando a sorte grande. Tiramos algumas fotos e só. Realmente, não é o tipo de coisa que me atraia. Nem à Ana.

Aquário do Atlantis - Nassau

Aquário do Atlantis - Nassau


Almoçamos, pagamos 7 dólares por cerveja e pegamos o barco de volta à Bahamas de ontem. Quer dizer, nem tando. Caminhando para casa, do porto, passamos pelo Café Matisse e resolvemos entrar. Finíssimo, muito bem decorado e com um jardim muito agradável. Apesar da pouca fome, resolvemos experimentar. Ótima idéia: nos refestelamos com o couvert, um apettizer delicioso, um vinho (o primeiro da viagem!) francês muito bem escolhido pela Ana e uma sobremesa saborosa. Passamos muito bem! Nós e vários membros da elite dessa ilha, que são os frequentadores desse simpático café. O proprietário já morou no Brasil e fez festa para nós. Enquanto conversávamos, ele ía cumprimentando todos os que entravam, vários com aquela cara de ingleses quatrocentões, das famílias mais abastadas da ilha. Foi muito legal ter estado por lá e conhecer essa outra face de Bahamas.

Aquário do Atlantis - Nassau

Aquário do Atlantis - Nassau


E amanhã, vamos ver mais uma: embaixo d'água!

Bahamas, Paradise Island, New Providence - Nassau, Praia

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