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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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La Escondida

México, Zipolite, Puerto Escondido

Fim de tarde bem gostoso na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Fim de tarde bem gostoso na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Após mais uma manhã maravilhosa de mergulhos em Zipolite, foi a hora de seguirmos em frente. Pelo menos, sairíamos de uma praia para ir a outra, Puerto Escondido. Melhor ainda, ali pertinho, menos de uma hora de viagem.

A praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

A praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Puerto Escondido foi a Zipolite do passado. Não faz muito tempo, cerca de três décadas, tinha apenas 400 habitantes. Descoberta para o turismo pelos surfistas que desciam a costa vindos de Acapulco, a então escondida Puerto explodiu para o turismo, atraindo cada vez mais turistas e a infraestrutura que vem com eles, como hotéis e restaurantes. Hoje, é o principal destino na costa de Oaxaca. Para nós, vindos da pequena Zipolite, com apenas duas ruas e pouquíssimos carros (quase todos estacionados), foi um choque de civilização, a larga avenida costeira e a praia toda tomada de guarda-sóis dos hotéis e restaurantes litorâneos.

Oferta de massagem em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Oferta de massagem em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


A gente se instalou num dos hotéis da praia de Zicatela, a mais badalada da cidade e fomos logo almoçar num delicioso restaurante indicado por uma das amigas de amigas da Ana via rede sociais. Por falar nisso, essa tem sido uma das nossas mais valiosas fontes de informação nessa viagem!

Fim de tarde bem gostoso na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Fim de tarde bem gostoso na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Do almoço para a praia, caminhar com o pé na areia e no mar. Aproveitamos o entardecer para ir até um mirante que separa Zicatela da praia do centro, também bastante movimentada. Ali, entre caminharmos um pouco mais para conhecermos a região central ou voltar e assistir o pôr-do-sol de camarote em Zicatela, optamos pela segunda opção!

A concorrida praia central de Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

A concorrida praia central de Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Mais difícil foi escolher entre ver o espetáculo do astro-rei de dentro ou de fora d’água. Aqui, deu um rigoroso empate! Tomamos um banho delicioso nas águas douradas pelo poente e ainda subimos o pequeno barranco de areia para ver o sol se afundando nas águas do Pacífico. Espetacular!

Visitando Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Visitando Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


De noite, ainda fomos num bar-restaurante que oferecia um show de salsa com o pé na areia. Soma-se a isso um par de coquetéis, uma boa comida mexicana e um céu estrelado e podemos dizer que tivemos uma noite memorável. Voltando para o nosso hotel caminhando pela praia, ainda dei uma procurada na famosa “escondida”, a valente índia que deu nome à cidade. Ela era uma mixteca capturada por piratas para “ajudar” na dura vida de marinheiros que cruzam os mares sem destino e sem companheiras. Mas aproveitou-se do descuido dos seus captores quando passavam por aqui, pulou na água e nadou para a praia. Os piratas foram atrás, mas não a encontraram. Sempre que voltavam àquela baía, buscavam pela índia novamente, mas a “escondida” não queria saber de vida nos mares! Enfim, nem os piratas nem nós a encontramos. Ainda bem! Vida longa e livre à valente índia mixteca!

Acompanhando pôr-do-dol na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Acompanhando pôr-do-dol na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

México, Zipolite, Puerto Escondido, Praia

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Zero Grau

Brasil, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes

Vestida com seu casaco de pele para enfrentar o frio em São José dos Ausentes - RS

Vestida com seu casaco de pele para enfrentar o frio em São José dos Ausentes - RS


A massa de ar polar chegou ao mesmo tempo em que a umidade se mandou. Com isso, a temperatura despencou, as nuvens sumiram, o céu ficou azul, a paisagem apareceu, mas a neve, ficou só na saudade. E assim promete ser o resto da semana: muito frio e muito sol. O negócio agora é aproveitar a belíssimo visual da região, se divertir com as geadas durante a manhã e esperar mais um pouco para pegar muita neve na Bolívia, Argentina e Chile.

Dia de sol e muito frio na região de São José dos Ausentes - RS

Dia de sol e muito frio na região de São José dos Ausentes - RS


Acordamos já sentindo o ar gelado ao lado do rosto, enquanto o resto do corpo se dobrava sobre os cobertores. A temperatura fora do quarto era de dois graus. Café da manhã ao lado da lareira, caminhada nos gramados ao redor do hotel e trabalho sob os cobertores completaram a nossa manhã e nos deixaram prontos para o almoço no nosso spa de engorda.

Floresta de araucárias em São José dos Ausentes - RS

Floresta de araucárias em São José dos Ausentes - RS


Depois, as despedidas dos nossos amigos gaúchos, em especial o Seu Domingos, proprietário do hotel que nos acolheu tão bem nesses quase três dias. Resolvemos viajar para Cambará do Sul, cidade base para se visitar os canyons mais famosos do Brasil, na fronteira de rio Grande do Sul e Santa Catarina, no Parque Nacional da Serra Geral. Cambará do Sul também é conhecida pelas baixas temperaturas no inverno e como é atrás de frio que estamos indo, pareceu uma ótima idéia.

Dia de sol e muito frio na região de São José dos Ausentes - RS

Dia de sol e muito frio na região de São José dos Ausentes - RS


A viagem é toda em estrada de terra, cruzando a área campestre do estado, paisagem bucólica e lindíssima. Com o sol baixando no horizonte e a tarde terminando, a temperatura caía na frente dos nossos olhos. De sete graus, já estava em dois quando chegamos em Cambará do Sul. Aqui, a gente se instalou na Pousada Refúgio das Gralhas, da queridíssima Cerli. Ela nos explicou que já era tarde demais para seguir para qualquer um dos canyons da região e que teríamos de esperar pela manhã seguinte.

Seu Domingos, proprietário do hotel Monte Negro, em São José dos Ausentes - RS

Seu Domingos, proprietário do hotel Monte Negro, em São José dos Ausentes - RS


Assim, só nos restou acompanhar o frio aumentar e trabalhar um pouco no nosso quarto com aquecedor. Só nos aventuramos para fora para ir atrás de um lanche. Jantar, nem pensar, pois os restaurantes estavam todos fechados, pelo frio e pela falta de clientes potenciais.

Trabalho no quarto quentinho em Cambará do Sul - RS enquanto lá fora faz zero grau!

Trabalho no quarto quentinho em Cambará do Sul - RS enquanto lá fora faz zero grau!


E assim a noite chegou. E, junto com ela, nossas primeiras temperaturas negativas da viagem dos 1000 dias. Mas, antes de chegar ao negativo, ela passou pelo número mágico do zero grau. E bem nessa hora, lá na praça onde está o termômetro, lá estávamos para registrar a temperatura...

Otermômetro da praça confirma a temperatura marcada pela Fiona em Cambará do Sul - RS

Otermômetro da praça confirma a temperatura marcada pela Fiona em Cambará do Sul - RS

Brasil, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes,

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Nosso Roteiro em Galápagos

Galápagos, San Cristóbal, Santa Cruz, Isla Santiago, Isla Isabel, Isla Darwin, Baltra, Isla Wolf, San Bartolomeu

Roteiro do barco em Galápagos

Roteiro do barco em Galápagos


Basicamente, existe três tipos de viagens à Galápagos. Para quem quer priorizar os mergulhos, há os live-aboards, roteiros de uma semana que nos levam aos melhores pontos de mergulho do arquipélago, com algumas rápidas excursões terrestres pelas ilhas. Para quem quer priorizar as ilhas, tours de uma semana, também em barco, levam aos pontos turísticos terrestres espalhados pelas diversas ilhas. No caminho, algumas oportunidades para snorkel. E há aqueles que ficam baseados em terra mesmo, fazendo tours diários para ilhas próximas ou mesmo mudando-se de uma ilha para outra, quando isso é possível. A grande desvantagem dessa última alternativa é que o alcance dos tours diários é muito pequeno e muitos dos lugares mais interessantes estão bem mais distantes.

Puerto Baquerizo Moreno, na Ilha de San Cristóbal, em Galápagos

Puerto Baquerizo Moreno, na Ilha de San Cristóbal, em Galápagos


Antigamente, era possível fazer uma mescla das duas primeiras alternativas, vários dias mergulhando e vários dias visitando ilhas. Mas a administração do parque não permite mais isso (???), então temos é de escolher mesmo, terra ou água. Para quem gosta de mergulhar, os melhores pontos estão nas distantes ilhas de Wolf e de Darwin, por onde passam os tubarões-baleia. A única maneira de chegar lá é nos live-aboard, o que, então, não nos deixa muitas alternativas. Os snorkels e mergulhos que são possíveis de fazer durante os tours terrestres não passam nem perto disso.

Prontos para o primeiro mergulho em Galápagos, perto do porto em San Cristóbal

Prontos para o primeiro mergulho em Galápagos, perto do porto em San Cristóbal


Enfim, optamos pelo live-aboard. E para conhecer um pouco mais da parte terrestre, resolvemos ficar mais dois dias no arquipélago, depois que terminasse nossa semana no barco. Com esse plano, conseguimos ver o que há de melhor em mergulho em Galápagos e também várias das atrações terrestres, embora nesse quesito faltou ainda muito por ver.

Um preguiçoso leão-marinho nos dá as boas vindas à Galápagos, na Ilha de San Cristóbal

Um preguiçoso leão-marinho nos dá as boas vindas à Galápagos, na Ilha de San Cristóbal


Começamos na Ilha de San Cristóbal, a chamada capital de Galápagos. É a ilha que fica mais perto do continente e onde está um dos dois aeroportos do arquipélago. No dia seguinte, já estávamos em Santa Cruz, a mais populada e explorada das ilhas, com várias atrações em terra. Aí, na única excursão em terra da semana, fomos conhecer as tartarugas gigantes que vivem na natureza, os enormes túneis cavados pela lava quando a ilha ainda se encontrava sobre o hot spot e também antigas caldeiras gigantes de lava, ao lado do vulcão extinto que domina a paisagem de Santa Cruz.

O mapa da Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

O mapa da Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Visitando os incríveis túneis de lava na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Visitando os incríveis túneis de lava na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Rumamos então para a desabitada Ilha de Santiago, para mergulhar com arraias e leões-marinho. De lá, numa navegação de mais de 24 horas, para as ilhotas de Wolf e Darwin, pontos altos do live aboard. As duas pequenas ilhas situam-se muito mais ao norte que as outras ilhas, são grandes rochedos que se erguem sobre o mar e tem uma formação distinta. Ao invés de vulcânicas, são o fruto da fricção entre duas placas tectônicas, a de Nazca e a de Cocos, o que fez com que elas se "levantassem sobre o mar. As ilhas são habitadas por milhares de pássaros, mas o desembarque não é permitido. Apenas barcos de mergulho chegam por ali, todos ávidos para ver leões-marinhos, tartarugas, cardumes de tubarão-martelo e tubarão de Galápagos e, o maior de todos, o pacífico e gigantesco tubarão-baleia.

Fim de tarde na selvagem Isla Wolf, em Galápagos

Fim de tarde na selvagem Isla Wolf, em Galápagos


Quase três dias depois, voltamos para o sul, em direção a Ilha Isabel, a maior do arquipélago e com uma pequena população humana. Mas nosso interesse está embaixo d'água! Enfrentamos uma água gelada para ter a melhor visibilidade do arquipélago e poder observar polvos, arraias-manta e o exótico peixe-lua. Além dos pássaros, iguanas e pinguins.

Tubarões-martelo atravessam cardume de peixes em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos

Tubarões-martelo atravessam cardume de peixes em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos


Ali do lado está a ilha de Fenandina, a mais nova de Galápagos e, dizem, a mais pristina, sem espécies introduzidas pelo homem. A ilha continua crescendo, para o alto e para os lados. A última erupção foi há 4 anos, e muitas mais virão, já que o hot spot é logo embaixo dela. Infelizmente, só pudemos vê-la de longe, mas as paisagens vulcânicas e a sensação de que a Terra está viva são mais fortes do que nunca. Para visitá-la, apenas nos tours de uma semana que visitam as ilhas.

Pôr-do-sol em Wolf, em Galápagos

Pôr-do-sol em Wolf, em Galápagos


O fantástico peixe-lua em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos

O fantástico peixe-lua em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos


De Isabel voltamos para Santiago, passando ao lado de pequena San Bartolomeu, uma pequena ilha vulcânica que possui uma das mais belas paisagens de Galápagos. Tão linda que resolvemos voltar num day-tour, assim que terminamos nossa excursão de mergulho. Nesta mesma noite, desembarcamos em Santa Cruz novamente e fomos nos instalar na maior cidade da ilha e de Galápagos, Puerto Ayora.

Barcos trazem turistás à Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Barcos trazem turistás à Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos


No dia seguinte, voltamos para San Bartolomeu. O céu azul desse dia fez tudo ficar ainda mais lindo. Na nossa semana no barco, o tempo esteve quase sempre nublado, mas São pedro resolveu colaborar nesses últimos dias. No dia seguinte, ainda em Puerto Ayora, fomos caminhando para a maravilhosa praia de Tortuga Bay, boa para o surf e também para observar um dos símbolos de Galápagos, as iguanas marinhas.

Iguanas na Playa Mansa de Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Iguanas na Playa Mansa de Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Admirando a incrível Playa Brava em Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Admirando a incrível Playa Brava em Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Finalmente, dia de partir, atravessamos Santa Cruz e cruzamos o canal para a pequena ilha de Baltra, onde está o outro aeroporto de Galápagos. Essa ilha foi cedida para os americanos na segunda guerra, que aí fizeram uma base para proteger o Canal do Panamá. As instalações foram cedidas ao governo equatoriano após a guerra e se transformaram na principal porta de entrada do arquipélago. Mas ninguém fica por aqui não. Quando chegam, ou vão diretamente para seus barcos ou para a vizinha Santa Cruz. Também, não haveria muito para ver, fora as ruínas de antigas instalações. A vida selvagem deixou a ilha há 70 anos, incomodada com o movimento da antiga base.

Embarque no aeroporto de Baltra, em Galápagos, de volta ao continente

Embarque no aeroporto de Baltra, em Galápagos, de volta ao continente

Galápagos, San Cristóbal, Santa Cruz, Isla Santiago, Isla Isabel, Isla Darwin, Baltra, Isla Wolf, San Bartolomeu, Mergulho, Equador

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Flagstaff e Sedona

Estados Unidos, Arizona, Flagstaff, Sedona

Muita neve na trilha que sobe o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Muita neve na trilha que sobe o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Hoje tínhamos todo o dia para explorar a região de Flagstaff. Afinal, na nossa programação, dormiríamos mais uma noite por aqui. O guia falava de um trekking bem legal até o cume do Humphrey Peak, a montanha mais alta da região, e esse era o nosso plano. Mas ao conversarmos com a simpática atendente do nosso hotel, que nas horas vagas é socorrista nas montanhas, ela nos disse que dificilmente chegaríamos ao cume, por causa da neve da última noite. Mas recomendou que, de qualquer maneira, tentássemos, porque o passeio e as paisagens eram lindas. E deu outra dica, muito valiosa: sugeriu que fôssemos também ao Oak Creek Canyon, na direção da cidade de Sedona, ao sul. Paisagem fantástica também, mas sem o impeditivo da neve, já que está a uma altitude bem mais baixa.

Início da trilha para subir o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Início da trilha para subir o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Assim, começamos nossa programação indo até a estrada que leva ao Humphrey Peak, ao norte, mesma saída para quem segue ao Grand Canyon. E não é que, justo na interseção das estradas onde começa o acesso à montanha, lá estava o simpático hotel de madeira que eu tinha ficado há vinte anos? Não é à toa que eu tinha acordado com aquela montanha nevada na minha cara, hehehe! Bom também eu ter percebido que aquela manhã não tinha sido só um sonho, mas uma belíssima de uma realidade!

Quando há neve, a região do Humphrey Peak atrai muitos esquiadores à Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Quando há neve, a região do Humphrey Peak atrai muitos esquiadores à Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Seguimos pela estrada de acesso até a base da montanha. Ali funciona uma movimentada estação de esqui, nos meses de inverno, a apenas 20 minutos de distância do centro da cidade. A neve das últimas duas noites foi suficiente para deixar a parte alta da montanha e sua floresta de pinheiros branquinhas, mas não o suficiente para reativar a estação de esqui. Para nós, brasileiros, um verdadeiro cartão postal!

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Conversamos com um guarda-parque e ele disse que a trilha estaria cheia de neve,mas que poderia ser feita. Só que, naquelas condições, seriam umas seis horas de caminhada, ida e volta. Isso para quem estivesse com os calçados próprios, o que não era o nosso caso. Resolvemos, então, seguir até onde desse e voltar a tempo de fazer o outro passeio também.

Muita neve na trilha que sobe o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Muita neve na trilha que sobe o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Não demorou muito e já estávamos caminhando sobre a neve, às vezes fofa e fresca, às vezes dura, compactada e escorregadia. A trilha completamente perdida sob a neve e sobre uma floresta de pinheiros nevados. Quem nos guiava, além do instinto, era uma par de pegadas frescas, provavelmente gente que subiu algumas horas antes de nós.

O belo canyon de Oak Creek, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo canyon de Oak Creek, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Caminhando ao lado do gelado e cristalino rio do Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona - EUA

Caminhando ao lado do gelado e cristalino rio do Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona - EUA


Subimos por cerca de uma hora, ziguezagueando no meio da floresta, aqui e ali uma abertura na copa das árvores para podermos admirar a vista. Quando mais alto, mais neve na trilha e mais difícil caminhar. Por fim, achamos que já era o bastante. Valeu a experiência de andar numa floresta completamente tomada pela neve, onde em alguns pontos afundávamos até o meio da coxa.

Percorrendo o belo e gelado rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Percorrendo o belo e gelado rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Caminhando ao lado do gelado e cristalino rio do Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona - EUA

Caminhando ao lado do gelado e cristalino rio do Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona - EUA


Para baixo todo santo ajuda e não demorou muito para chegarmos à Fiona. Daí para a cidade, um pit stop para almoçarmos junk food e logo estávamos na estrada novamente, dessa vez rumo ao Oak Creek Road. A neve ficou para trás, assim como o frio das altas altitudes. Não demorou muito e já estávamos percorrendo esse belo canyon, cercado de grandes paredes e torres avermelhadas, mas com uma rica e densa vegetação em seu interior.

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Bosque de macieiras no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Bosque de macieiras no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Ao longo do rio que corre em seu interior, diversas áreas de lazer, de camping, hotéis e restaurantes. Em uma de suas partes mais bonitas está um Parque Estadual, o Slide Rock, e foi aí que paramos para fazer nossas explorações. Uma antiga plantação de maçãs, a área virou parque na década de 70, embora já atraísse turistas muito antes disso. Por aí corre o rio principal desse canyon formando corredeiras e piscinas naturais.

Fiona nos leva através do Oak Creek Canyon, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Fiona nos leva através do Oak Creek Canyon, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Água muito fria para nós, mas alguns turistas mais corajosos estavam se banhando. A gente só caminhou ao lado do rio, espremido entre altas paredes de pedra avermelhada. Uma beleza de lugar! Para tornar a cena ainda mais bucólica, lá está um bosque de macieiras, em plena florada!

Fazendo uma das muitas trilhas na região do Oak Creek Canyon, em Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Fazendo uma das muitas trilhas na região do Oak Creek Canyon, em Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Depois de deixarmos o parque, um pouco mais à frente no canyon, ainda paramos para nova caminhada, dessa vez num canyon lateral. Por toda a região, são mais de 100 km de trilhas e a gente resolveu escolher uma só para sentir o gostinho. Além da bela paisagem, o que nos chamou a atenção nessa que fizemos foi o fato de nela ter morrido um conhecido caçador de ursos no final do séc XIX. O tal caçador se descuidou a acabou morto por um dos ursos que perseguia, um grande grizy, ou urso pardo. Existiam por aqui, na época. Nem preciso dizer para quem eu torço, na briga entre caçador e urso, né? Foi para ele que eu fui prestar minhas homenagens, mas a trilha tem o nome é do caçador.

Fazendo uma das muitas trilhas na região do Oak Creek Canyon, em Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Fazendo uma das muitas trilhas na região do Oak Creek Canyon, em Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Mais alguns minutos de carro e chegamos à Sedona. A cidade está localizada no meio de uma paisagem maravilhosa, enormes paredões para todos os lados. É muito popular entre aqueles que acreditam em energia da terra e dos cristais, uma espécie de São Tomé das Letras americana, só que já bem mais chique e comercializada. Para quem procura uma massagem terapêutica, uma sessão de reiki ou apenas saber o que os astros e as mãos dizem do seu futuro, este é o lugar certo!

A cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos, está no meio de uma incrível paisagem

A cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos, está no meio de uma incrível paisagem


Mas para quem não liga muito para isso e além disso sabe conviver com excesso de lojas de souvenires, também veio ao lugar certo, pela beleza do lugar. A cidade é muito gostosinha e nós teríamos preferido ficar por aqui a Flagstaff, se pudéssemos voltar no tempo. Mas não podemos e já tínhamos hotel pago por lá, assim tratamos de voltar, depois do espetacular pôr-do-sol visto do centro de Sedona. Amanhã, é pé na estrada novamente, rumo à Cratera do meteoro, Floresta Petrificada e a cidade de Santa Fé, já no Novo México.

A cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos, está no meio de uma incrível paisagem

A cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos, está no meio de uma incrível paisagem

Estados Unidos, Arizona, Flagstaff, Sedona, montanha, Oak Creek Canyon, Humphrey Peak, Slide Rock State Park, neve

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Provando Vinhos

Brasil, Rio Grande Do Sul, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Nova Petrópolis

Degustação de vinhos na vinícola Don Laurindo, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Degustação de vinhos na vinícola Don Laurindo, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


A primeira tarefa hoje foi cuidar da Fiona. Logo cedo, atravessei a cidade do Íbis até a concessionária Toyota de Caxias para resolver o problema da luz do painel. A solução foi a troca do filtro de combustível e mais uns testes eletrônicos para deixar ela em ordem. Fiquei sabendo que esse é um problema recorrente nos carros de algumas linhas da Toyota nessa época de frio. Somente nos últimos dias, tiveram de "atender" mais de vinte camionetes. Aproveitei para perguntar sobre o uso do querosene e me disseram que não há problema, aliás, muito pelo contrário, ajuda muito no frio, não só como anticongelante, mas também para manter todo o sistema mais limpo, inclusive o próprio filtro. Tenho a impressão que vou ter de usar muito neste próximo mês...

Almoçando galeto no famoso Di Paolo, em Bento Gonçalves - RS

Almoçando galeto no famoso Di Paolo, em Bento Gonçalves - RS


Com a Fiona novinha em folha partimos para Bento Gonçalves, vizinha de Caxias. Ali fica o Vale dos Vinhedos, região que concentra as melhores vinícolas do Brasil. É um saboroso programa turístico passear pela região, visitando as vinícolas e degustando seus vinhos. Além disso, a paisagem do vale é muito bonita e bucólica. Até parece que estamos na Itália. Aliás, a região é de colonização italiana e foram eles que trouxeram as técnicas e o gosto pelo plantio de uvas e produção de vinho.

Barris de carvalho da vinícola Don Laurindo, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Barris de carvalho da vinícola Don Laurindo, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


Cavas da Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Cavas da Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


Colonização italiana, não poderia faltar a boa comida também. Nós chegamos lá bem na hora do almoço e para quem não tinha tomado café da manhã, a fome era grande. Além disso, é recomendado que se faça o passeio pelas vinícolas (e degustação de vinhos!) depois de uma boa refeição. Unindo o útil ao agradável à fome, fomos diretamente para o famoso restaurante Di Paolo, reconhecido como o melhor galeto da região. O que não é pouco, para uma região que é considerada a "pátria" do galeto no Brasil. Enfim, nos empanturramos de frango na brasa e de muito suco de uva. Uma delícia!

De touca, durante tour pelas cavas da Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

De touca, durante tour pelas cavas da Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


De touca, durante tour pelas cavas da Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

De touca, durante tour pelas cavas da Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


De lá, estômago bem forrado, seguimos para as vinículas. Nossa idéia foi a de visitar, dentre tantas e tantas vinícolas, uma das pequenas e uma das grandes, para poder variar. Nas visitas, temos a chance de aprender sobre o processo de produção, tipos de uva, o que as distingue e, principalmente, sobre os sabores contidos em uma taça de vinho. Ao final, seção de degustação de vinhos variados, sempe começando pelos mais suaves e terminando nos mais encorpados.

Degustação de vinhos na Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Degustação de vinhos na Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


Dentre as pequenas, escolhemos visitar a Don Laurindo e, entre as grandes, a Casa Valduga. São duas vinículas cujos vinhos já conhecíamos e estávamos curiosos para vê-los mais de perto. Foram ótimas escolhas e não resistimos, nas duas vinículas, a fazer algumas compras ao final da degustação. Na Don Laurindo, tivemos uma visita "diretoria", já que éramos os únicos naquele momento. Aprendemos desde técnicas de plantio das parreiras (na horizontal e na vertical) até as benéficas propriedades do barril de carvalho e da rolha de cortiça. Na casa Valduga, agora num grupo de oito pessoas, já nos sentíamos "conhecedores" quando os mesmos assuntos eram tratados. Vimos a linha de produção e as grandes e charmosas cavas da vinícola. Foi jóia, um passeio e tanto!

Degustação de vinhos na Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Degustação de vinhos na Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


Como bônus, passeamos pelas pequenas estradas do vale, cruzando e fotografando suas partes mais bucólicas. Na época da produção das parreiras, de janeiro à março, deve ficar ainda mais bonito!

A paisagem bucólica no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

A paisagem bucólica no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


Já no escuro, viemos para Nova Petrópolis. Resolvemos usar essa cidade para explorar a região, incluindo Gramado e Canela. Nessa época de frio, muito concorrida por aqui, tudo fica mais caro e a simpática Nova petrópolis é uma ótima opção para quem deseja um pouco mais de calma na mesma região. O hotel que escolhemos foi uma ótima dica do Felipe, amigo da família lá de Caxias, dona do restaurante Gran Piacere. O nome é Pousada da Neve. Já que não tivemos a sorte de ver a neve aqui no sul, pelo menos no nome do hotel a encontramos, hehehe!

Degustação de vinhos na vinícola Don Laurindo, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Degustação de vinhos na vinícola Don Laurindo, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Brasil, Rio Grande Do Sul, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Nova Petrópolis, Vale dos Vinhedos, Casa Valduga, Don Laurindo

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Mais Pinguins, Elefantes, Leões, Lobos, Ursos...

Geórgia Do Sul, Prion Island

Um pequeno pinguim gentoo e um gigantesco elefante-marinho dividem a mesma praia em Prion Island, na Geórgia do Sul (foto de Marla Barker)

Um pequeno pinguim gentoo e um gigantesco elefante-marinho dividem a mesma praia em Prion Island, na Geórgia do Sul (foto de Marla Barker)


Nosso passeio de caiaque terminou na pequena praia de pedras na ilha de Prion Island, na costa noroeste da Geórgia do Sul. Prion Island é famosa pelos albatrozes que aí se reproduzem e foi construída uma trilha de madeira sobre a vegetação para que possamos caminhar da praia até o alto da ilha, num percurso curto de 10-15 minutos cheios de pequenos mirantes para que possamos admirar não apenas a vida selvagem, mas também a paisagem grandiosa que cerca a ilha.

O magnífico cenário visto de Prion Island, na Geórgia do Sul

O magnífico cenário visto de Prion Island, na Geórgia do Sul


Típico cenário da Geórgia do Sul, visto de Prion Island

Típico cenário da Geórgia do Sul, visto de Prion Island


Nós pudemos percorrer toda a trilha com nossas roupas de caiaque mesmo, sem ter de recorrer à famosa parka amarela ou às grandes botas de borracha. Ficamos mais “fashion” assim e quem nos vê pode pensar que chegamos aqui pilotando nossos próprios jatos supersônicos, hehehe.

Prion Island, na Geórgia do Sul

Prion Island, na Geórgia do Sul


Placa para os visitantes de Prion Island, na Geórgia do Sul

Placa para os visitantes de Prion Island, na Geórgia do Sul


O resto da ilha, além da praia, escadaria de madeira e pequenos mirantes é “off-limits” para turistas. Toda coberta com uma grama alta, é o terreno santo dos albatrozes, que usam esse mato para esconder seus ninhos e filhotes. Não apenas os albatrozes, mas também as outras aves que habitam e se reproduzem em Prion Island, como alguns gansos a aves endêmicas.

Um pequeno pato vaga pela praia de Prion Island, na Geórgia do Sul (foto de France Dionne)

Um pequeno pato vaga pela praia de Prion Island, na Geórgia do Sul (foto de France Dionne)


Um grupo de pinguins gentoo em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul

Um grupo de pinguins gentoo em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul


Além de todas essas aves que voam, temos, claro, os pinguins! São aqueles que já conhecíamos lá de Falkland, da espécie gentoo. Eles não se arriscam na grama alta da ilha e preferem mesmo a pra de pedras, que dividem de bom grado com elefantes e lobos-marinho. Depois daquele oceano de pinguins com manchas amarelas que vimo9s pela manhã, lá em Salisbury Plain, os olhos até demoram a se acostumar com esses pinguins “apenas” preto e branco. Parece até que mudamos de uma TV colorida para outra sem cores!

Pinguins gentoo em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul

Pinguins gentoo em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul


Um pinguim gentoo sai do mar em Prion Island, na Geórgia do Sul

Um pinguim gentoo sai do mar em Prion Island, na Geórgia do Sul


Os pinguins gentoo são a terceira maior espécie desse tipo de ave, quase do mesmo tamanho dos pinguins rei, que são a segunda maior. Algumas vezes, as duas espécies até socializam juntas e na internet é possível achar fotos de um gentoo caminhando no meio de um grupo de pinguins rei, mas quase sempre eles preferem a própria espécie.

Um simpático pinguim gentoo na praia de Prion Island, na Geórgia do Sul

Um simpático pinguim gentoo na praia de Prion Island, na Geórgia do Sul


Pinguins gentoo nadam no mar ao redor de Prion Island, na Geórgia do Sul

Pinguins gentoo nadam no mar ao redor de Prion Island, na Geórgia do Sul


Eles não têm super colônias com centenas de milhares de indivíduos, como os pinguins rei, mas se espalham por uma parte mais ampla do globo que seus primos coloridos, em um número muito maior de colônias. Aqui em Prion Island eram poucas dezenas, e não só caminhavam na praia e entre seus amigos gigantes (os elefantes e lobos), como também davam seu show dentro d’água, nadando com a habilidade que lhes é particular.

O Sea Spirit ancorado ao lado de Prion Island, na Geórgia do Sul

O Sea Spirit ancorado ao lado de Prion Island, na Geórgia do Sul


Lobos-marinho e pinguins gentoo em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul

Lobos-marinho e pinguins gentoo em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul


Falando nos amigos gigantes, mas gigantes mesmo, lá estavam os elefantes-marinho, um grande macho dominador e seu séquito de fêmeas apaixonadas, algumas com os filhotes gerados na estação passada. Como já chegamos na Geórgia no fim da estação de acasalamento, o clima está bem tranquilo entre eles, sem as brigas titânicas entre os machos para garantir território. Só podemos perceber as cicatrizes deixadas por essas grandes batalhas. Dizem os guias que, com sorte, ainda poderemos ver alguma delas em um desembarque que faremos mais adiante, onde se encontram grupos maiores dessa enorme espécie de mamíferos semi-aquáticos, semi-terrestres.

Elefantes-marinho em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul

Elefantes-marinho em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul


Elefantes-marinho descansam em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul

Elefantes-marinho descansam em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul


Por aqui, o máximo que vimos foram dois adolescentes da espécie brincando de brigar. É, o que parece brincadeira hoje, um dia será muito sério, podendo até levar a morte. Entre esses jovens, é apenas peito com peito, tentando derrubar o adversário. Na vida adulta, há muitas mordidas também, principalmente quando nenhum dos lutadores quer ceder ou desistir. Essas mordidas podem gerar muitos estragos e até mutilações, não sendo incomum que levem a morte alguns dias depois, após infeccionarem. Mas, como disse, por aqui era só brincadeira, a gente até podendo notar um certo sorriso maroto no rosto dos adolescentes.

Elefantes-marinho adolescentes medem forças em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul

Elefantes-marinho adolescentes medem forças em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul


Um filhote de elefante marinho troca de pele em Prion Island, na Geórgia do Sul

Um filhote de elefante marinho troca de pele em Prion Island, na Geórgia do Sul


Quem parecia machucado, mas não estava, eram os filhotes mais novos. Alguns deles estão passando por uma “troca de pele” e, para olhos destreinados, parece que estão com alguma doença. Mas lá estava nossa guia para dizer que não, que era só a pele antiga caindo e descascando, enquanto outra surge logo abaixo. Coitados! Com aqueles olhos enormes que têm, ficam olhando para nós, curiosos. E nós para eles, com pena. Mas não aprecem se importar muito, não. E os olhos grandes, vão ajudá-los a encontrar comida na escuridão das grandes profundezas, quando forem mais velhos...

Época de troca de pele para os pequenos elefantes-marinho em Prion Island, na Geórgia do Sul (foto de France Dionne)

Época de troca de pele para os pequenos elefantes-marinho em Prion Island, na Geórgia do Sul (foto de France Dionne)


Com seus enormes olhos, um filhote de elefante-marinho em Prion Island, na Geórgia do Sul (foto de Vladimir Seliverstov)

Com seus enormes olhos, um filhote de elefante-marinho em Prion Island, na Geórgia do Sul (foto de Vladimir Seliverstov)


Onde a briga era muito mais séria era entre os lobos-marinho. Ao contrário dos elefantes, a estação de acasalamento deles está apenas começando e, por enquanto, estão na fase de garantir um território na praia, uma das principais “qualidades” para atrair um fêmea. Uma não, várias! Lobos-marinho chegam a formar haréns com até uma dezena delas. E para isso, é necessário garantir um bom lugar na praia, longe da variação da maré, mas perto o suficiente para um mergulho rápido.

Lobos-marinho em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul

Lobos-marinho em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul


Um lobo-marinho e um pinguim gentoo dividem a mesma praia em Prion Island, na Geórgia do Sul

Um lobo-marinho e um pinguim gentoo dividem a mesma praia em Prion Island, na Geórgia do Sul


Pois bem, lá estavam os brigões. Ficam frente a frente, se medindo e tentando assustar o adversário. O clima de tensão se perceber no ar, eles se mirando meio de lado. Quando um deles não cede, a briga é certa. De repente, em movimentos rápidos, trocam mordidas violentas, como dois cachorros brigando. Logo vemos o vermelho do sangue aparecer em suas espessas penugens. Após um ou dois embates assim, um deles acaba se afastando, meio a contragosto. Quase podemos entender seus rugidos: “Ainda não acabou! Espera só eu voltar...”.

Lobo-marinho sangrando depois de briga com outro lobo em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul

Lobo-marinho sangrando depois de briga com outro lobo em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul


Elefantes-marinho descansam em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul

Elefantes-marinho descansam em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul


O estranho é ver isso tudo acontecer num espaço tão pequeno, lobos brigando e os elefantes e pinguins ali do lado pouco se importando com o que está ocorrendo. Devem estar bem acostumados. Também não ligam para nós, exceto os próprios lobos, que parecem nos ver como uma ameaça ao seu território duramente conquistado. Então, o negócio e não nos aproximar muito deles...

Nosso grupo de caiaque faz a trilha de Prion Island, na Geórgia do Sul

Nosso grupo de caiaque faz a trilha de Prion Island, na Geórgia do Sul


Com a roupa de caiaque, explorando Prion Island, na Geórgia do Sul

Com a roupa de caiaque, explorando Prion Island, na Geórgia do Sul


Mas que são indos, isso são! Com sua imponência e juba de leão, um focinho e rosto de urso e sons de lobo. Não é a toa que são chamados por esses três nomes e todos lhe caem bem, apesar da cor da penugem lembrar mais um urso negro que um leão bege. Em inglês não há essa confusão e eles são chamados de “fur seal”, uma espécie de foca com casaco de pele.

O Sea Spirit ancorado na paisagem majestosa de Prion Island, na Geórgia do Sul (foto de Mitch Jasechko)

O Sea Spirit ancorado na paisagem majestosa de Prion Island, na Geórgia do Sul (foto de Mitch Jasechko)


O Sea Spirit em meio a montanhas geladas, perto de Prion Island, na Geórgia do Sul

O Sea Spirit em meio a montanhas geladas, perto de Prion Island, na Geórgia do Sul


Bem, depois de um bom tempo admirando essa praia movimentada e cheia de vida, era hora de seguirmos para a atração principal, os albatrozes gigantes. Para isso, lá fomos trilha acima. Conforme fomos ganhando altura, a paisagem ao nosso redor foi se torando mais linda. Ver o Sea Spirit de longe, navegando em estreitos canais entre montanhas nevadas é absolutamente fantástico. Tivemos de parar mais uma vez para admirar esse cenário arrebatador. Depois, foi respirar fundo e subir mais um pouco. Não queríamos perder as aulas de voo que estavam ocorrendo um pouco acima de nós...

Um preguiçoso filhote de elefante marinho em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul

Um preguiçoso filhote de elefante marinho em praia de Prion Island, na Geórgia do Sul

Geórgia Do Sul, Prion Island, Bichos, Pinguim

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De Volta ao Beach Park

Brasil, Ceará, Fortaleza, Fortim

Com os sobrinhos Antonio e Bebel no Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

Com os sobrinhos Antonio e Bebel no Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Há três anos, em janeiro de 2011, nós viajávamos pelo Ceará, já dentro do projeto 1000dias. Aliás, naquela época, estávamos impressionados com o quão longe a Fiona já tinha nos levado, hehehe. Hoje, para nós, o Ceará é quase como se fosse a esquina de casa! Enfim, passamos mais de duas semanas de explorações nesse estado maravilhoso, da capital ao interior, do litoral ao sertão, do calor das praias ao frescor das serras.

Sem o GPS da Fiona, foi o mapa do ipad que nos ajudou a dirigir de Fortim, no litoral leste cearense, até o Beach park, na capital Fortaleza

Sem o GPS da Fiona, foi o mapa do ipad que nos ajudou a dirigir de Fortim, no litoral leste cearense, até o Beach park, na capital Fortaleza


Com a bebel e o Antonio, chegando ao Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

Com a bebel e o Antonio, chegando ao Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Entre tantos lugares visitados, um deles foi o Beach Park, na região metropolitana de Fortaleza. Foram horas e horas descendo e se divertindo em seus escorregadores (veja o post aqui) num dia nublado e sem muita concorrência no parque. Um dia para voltar a ser criança e realizar um sonho de muito tempo, desde quando essas parques aquáticos nem existiam no Brasil.

O sempre movimentado Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

O sempre movimentado Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


O sempre movimentado Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

O sempre movimentado Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


O Beach Park é hoje o maior desses parques aquáticos em toda a América Latina. Além das piscinas e tobogãs, também tem hotéis, restaurantes, lojas e uma grande área de praia. Apenas em seus tobogãs, são quase 1 milhão de visitantes por ano, capacidade de receber 8 mil turistas em um único dia. Mas ele começou bem menorzinho! Em 1985, era apenas um restaurante na beira da praia. O primeiro brinquedo aquático foi criado em 1988 e o parque aquático, inaugurado com três toboáguas no ano seguinte. E aí, de atração em atração, de hotel em hotel, ele acabou se transformando nessa máquina de fazer dinheiro que conhecemos hoje.

Com os sobrinhos Antonio e Bebel no Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

Com os sobrinhos Antonio e Bebel no Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


A Bebel em brinquedo do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

A Bebel em brinquedo do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Pois bem, estamos passando essa semana em Fortim, litoral leste do estado, numa grande reunião familiar. Meus sobrinhos mais jovens, a Bebel e o Antonio, ambos com 14 anos, queriam muito conhecer o famoso parque aquático. Desde que a família decidiu que o encontro seria no Ceará, eles vem fazendo planos para se divertir nos tobogãs gigantes. Só faltava alguém para levá-los até lá. Eu e a Ana, os tios relapsos que passaram os últimos quatro anos longe da família, nos candidatamos para a tarefa. Assim, enquanto “tomássemos conta” deles, também teríamos nossa chance de voltar a ter 14 anos! Estávamos de volta à máquina do tempo!

O Antonio desce acelerado um dos grandes escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

O Antonio desce acelerado um dos grandes escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Essa nuvem de água é a chegada do Antonio depois de descer um dos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

Essa nuvem de água é a chegada do Antonio depois de descer um dos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Assim, a bordo de um dos carros alugados pela família para ir de Fortaleza até o hotel em Fortim, tomamos o sentido inverso, agora em direção à capital. Resolvemos sentir ao menos o gostinho desses viajantes que saem por aí dirigindo seus carros até outros países em companhia de seus filhos. No nosso caso, sobrinhos! Já entrando no clima e voltando a ser adolescente, passei quase toda a viagem de carro atazanando eles, fazendo terrorismo de que o parque estaria fechado por causa da chuva. Realmente, São Pedro tinha mandado nuvens bem carregadas o perigo de chuva era real, o que colaborava com minhas ameaças.

São e salvo depois de mais uma descida nos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

São e salvo depois de mais uma descida nos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Chegando perto do parque, não vimos nenhum movimento em seus brinquedos. Os dois realmente começaram a temer pelo programa. Mas a explicação para a falta de movimento não era a ameaça de chuva, mas o horário. Chegamos ali justamente na hora de abertura do parque, ao meio-dia. Bastaram alguns minutos para todos as atrações ganharem vida. Na verdade, a ameaça de chuva foi até positiva para nós. Exatamente como há três anos, o tempo nublado nos proporcionou um parque um pouco mais vazio e com menos filas, dando mais tempo para que a gente curtisse as atrações.

A Bebel desce acelerada um dos grandes escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

A Bebel desce acelerada um dos grandes escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Sã e salva depois de mais uma descida nos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

Sã e salva depois de mais uma descida nos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Já que o terrorismo da chuva e do parque fechado tinha perdido a sua credibilidade, passei a investir na ideia de que eles não teriam coragem de descer o “Insano”, o mais alto e famoso tobogã do Beach Park. Com 41 metros de altura, o equivalente a um prédio de 14 andares, esse brinquedo não é mesmo para qualquer um. Ao menos o coração deve estar em ordem! A gente literalmente despenca lá de cima, atinge velocidades acima dos 100 km/h, percorre os 41 metros de altura em apenas 5 segundos e se esbolacha na piscina lá embaixo.

Preparando-se para descer de boia com o Antonio mais um dos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

Preparando-se para descer de boia com o Antonio mais um dos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Preparando-se para descer de boia com o Antonio mais um dos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

Preparando-se para descer de boia com o Antonio mais um dos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


É claro que eles não deixariam de ir no Insano. Sentia um certo nervosismo e tensão nos tons de voz, mas o medo não os impediria. Ao contrário, seria um estimulante a mais! De qualquer maneira, a gente resolveu “esquentar” nos tobogãs menores e outras atrações do parque. Aliás, houve uma renovação desde que estivemos aqui em 2011 e a nova atração do parque é um brinquedo chamado Arrepius. Nós subimos em uma torre com quase 30 metros de altura e lá entramos em uma espécie de cápsula com portas de vidro, para que possam nos ver do lado de fora. Aí começa uma tensa contagem regressiva, como se um foguete fosse ser lançado. Mas quando ela chega no zero e as sirenes disparam, ao invés de nós decolarmos, o chão simplesmente se abre sob nossos pés e nós caímos em queda livre. O coração vem na boca quando não sentimos mais nossos pés e nossos rostos não escondem o enorme susto, para delírio de quem nos assiste. Depois de uns poucos metros de queda, chegamos a um tobogã e por ele seguimos até a piscina lá embaixo. Muito legal!!!

O mar visto do alto de um dos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

O mar visto do alto de um dos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Com os sobrinhos  Antônio e Bebel, no alto de um dos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

Com os sobrinhos Antônio e Bebel, no alto de um dos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Além desse, a gente também se divertiu muito no Ramubrinká, um tobogã em curvas e túneis em que descemos em boias duplas e quádruplas. Não é muito veloz, mas tem a graça de estarmos juntos e podermos fazer bagunça ao mesmo tempo. Quando queríamos competição, descíamos em um escorregador mais largo, onde várias pessoas descem ao mesmo tempo e apostam corrida para ver quem chega em primeiro lugar.

O temido Insano, o mais alto escorregador do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

O temido Insano, o mais alto escorregador do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


O Antonio 'despenca' pelo Insano, o maior escorregador do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

O Antonio "despenca" pelo Insano, o maior escorregador do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Mas a maior atração continua mesmo sendo o Insano. Depois de algumas escorregadas nas outras atrações, não teve mais como segurar e fomos todos à torre do Insano. Subir até o alto já dá tanto trabalho que, depois de um esforço desses, não descer pelo tobogã deixa de ser uma alternativa. Quando muito, podemos passar um tempo lá em cima aproveitando a bela vista da região, enquanto recuperamos o ar nos pulmões e ganhamos coragem. Quando chega a vez delas na fila, muita gente resolve deixar as pessoas que vem atrás passarem na frente. Alguns ficam lá por meia hora, só se concentrando. É uma questão de vida ou morte para eles, pois se não descerem, vão aguentar gozações dos amigos pelo resto da vida. Esse não foi o nosso caso, claro, por mais que eu tentasse instigar o medo neles. Que nada! Chegou a vez de cada um, muito sérios e compenetrados foram para o ponto de lançamento e se jogaram no abismo, deixando o tiozão muito orgulhoso dos sobrinhos!

A bebel enfrenta sem medo o Insano, o mais alto escorregador do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

A bebel enfrenta sem medo o Insano, o mais alto escorregador do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Ainda vivos, depois de passar pelo Insano, o mais alto escorregador do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

Ainda vivos, depois de passar pelo Insano, o mais alto escorregador do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


Depois da primeira vez, o medo quase sumiu e muitas outras descidas se seguiram. O rosto tenso no momento da partida agora era um sorriso de orelha à orelha. O tio mesmo só foi duas vezes. A experiência de três anos atrás me ensinou que, mais tarde, as dores nas costas cobram o seu preço. Então, melhor não abusar!

Com os sobrinhos Bebel e Antonio, depois de mais uma escorregada no famoso Insano, no Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

Com os sobrinhos Bebel e Antonio, depois de mais uma escorregada no famoso Insano, no Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará


E assim foi nosso retorno ao Beach Park. Em 2011, teve o charme da primeira vez. Mas agora, teve a companhia e a graça dos sobrinhos, alegria compartilhada entre quatro pessoas e não mais apenas duas. Teve o orgulho de tio e teve o deleite do brinquedo novo, aquele do piso que se abre sob nossos pés. E teve também o prazer de compartilhar um pedacinho dos 1000dias com essas duas figuras, Bebel e Antonio. Nem preciso ser mais explícito, então, para dizer qual das duas vezes gostei mais. Ou preciso?

Com os sobrinhos  Antônio e Bebel, no alto de um dos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

Com os sobrinhos Antônio e Bebel, no alto de um dos escorregadores do Beach Park, em Fortaleza, capital do Ceará

Brasil, Ceará, Fortaleza, Fortim, Beach Park, Família

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Passagem na Fazenda

Brasil, São Paulo, São Carlos, Ribeirão Preto

Com o Jorge na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Com o Jorge na fazenda em Ribeirão Preto - SP


Dia de continuar nossa trajetória rumo à Curitiba, onde temos tantas coisas para resolver antes se iniciarmos de vez nossa etapa internacional da viagem. Mas a etapa planejada para hoje foi bem tranquila: seguir para a vizinha São Carlos, para um pit-stop na casa da minha irmã e família.

Despedida da Rita e da Ivone, na casa em Ribeirão Preto - SP

Despedida da Rita e da Ivone, na casa em Ribeirão Preto - SP


No caminho, bastante tempo para ficar na sempre deliciosa fazenda da família, onde já passamos uma vez nessa viagem. Assim, despedimo-nos da Rita e da Ivone, na casa de Ribeirão e, vinte minutos mais tarde, já éramos recepcionados pelo Jorge, Néia e os filhos Maria Júlia e Lucca na fazenda, onde nos ofereceram um almoço.

A fazenda em Ribeirão Preto - SP

A fazenda em Ribeirão Preto - SP


Depois, caminhamos um pouco por ali, aproveitando a bela tarde para uma sessão de fotos. De volta à casa do jorge, pudemos acompanhar a família se preparando para a festa junina da escola das crianças. Vestuário bem apropriado para uma fazenda, hehehe!

Na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Na fazenda em Ribeirão Preto - SP


Por fim, foi a nossa vez de recepcionarmos a prima Cláudia, que chegava com o marido Betinho e uma numerosa turma de amigos, todos motociclistas que vieram passar o fim de semana na fazenda e já fazer um pequeno ensaio para a viagem que querem fazer para o Atacama, em Setembro.

Caminhando no terreiro de café em Ribeirão Preto - SP

Caminhando no terreiro de café em Ribeirão Preto - SP


Nova sessão de fotos e de tietagem recíproca, eles impressionados com nossa viagem, nós impressionados com as máquinas que pilotavam.

Prontos para festa junina, na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Prontos para festa junina, na fazenda em Ribeirão Preto - SP


Às seis horas partimos, bem em tempo de chegar às sete em São Carlos para cumprir o compromisso de estarmos na frente do computador para uma conversa pelo Skype com os pais e a irmã, em terras inglesas. Viva a tecnologia, lá estávamos uma boa parte da família reunídos, não em carne e osso, mas em som e imagem, para matarmos um pouco da saudade.

Lucca, pronto para a festa junina, em Ribeirão Preto - SP

Lucca, pronto para a festa junina, em Ribeirão Preto - SP


Terminada a seção de Skype, a conversa continuou até depois da meia noite, agora apenas com a Lalau e o cunhadão Gêra, acompanhados de bom vinho e de um casal de amigos que chegou mais tarde. Isso tudo sem falar da convivência sempre gostosa dos sobrinhos e campeões de tenis, João e Antônio.

Com a turma de motoqueiros amigos da Cláudia e Betinho, na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Com a turma de motoqueiros amigos da Cláudia e Betinho, na fazenda em Ribeirão Preto - SP


Enfim, um dia bem gostoso em meio à família para tentar botar um pouco das conversas em dia mas, mais do que isso, manter sempre forte os vínculos que nos unem em sangue e espírito, não importa o quanto o tempo e o espaço teimem em nos separar.

Com a Cláudia e Betinho na fazenda em Ribeirão Preto - SP

Com a Cláudia e Betinho na fazenda em Ribeirão Preto - SP

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Caminhando nos Lençóis

Brasil, Maranhão, Atins

Bela paisagem vista do alto da duna em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Bela paisagem vista do alto da duna em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Hoje foi dia de botar o pé na areia. Na areia das ruas, das praias e das dunas. Decidimos ir caminhando até o famoso "Camarão da Luzia", o restaurante mais famoso de todos os Lençóis Maranhenses. Com toda a justiça! Ele fica a cerca de sete quilômetros aqui do Rancho do Buna, cortando caminho por dentro, seguindo por enormes descampados e pelas dunas ao invés de dar uma volta bem maior seguindo pela "confusa" praia que as vezes é de rio, as vezes é de lago, as vezes é de mar.

Cruzando igarapé em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Cruzando igarapé em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


A maioria das pessoas vai para lá de carro e até de cavalos, combinando o almoço com outros passeios. Sempre com guias. Mas nós estávamos mais naquele clima de aventura, de descobrir caminhos. Afinal, mesmo em um lugar com litoral tão "complicado", sabíamos que o restaurante era próximo da praia. Não poderia ser tão difícil assim encontrá-lo, apesar de termos sido advertidos de que era. Sei...

Com o Edu e a Mel, em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Com o Edu e a Mel, em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Além de dispensarmos guias e cavalos, convidamos o outro casal que estava na pousada para nos acompanhar, o Edu e a Mel, super recém chegados de São Paulo. Imagina o contraste: estavam ontem na maior metrópole do país e hoje caminhavam por essas vastidões vazias.

Chegando ao alto da duna, vista dos campos, lagoa e mar ao fundo, em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Chegando ao alto da duna, vista dos campos, lagoa e mar ao fundo, em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Fomos seguindo a indicação da Mônica, a gerente da nossa pousada, cortando o descampado pelas ruas de areia bem fofa, o barulho do mar ao longe e as dunas no horizonte. De novo, a incrível vastidão do local nos deixou meio desorientados, não na direção a seguir, mas no local e nas distâncias até os pontos de referência. Acabamos seguindo até a praia, num local onde há uma enorme lagoa que deixa o mar de verdade a quilômetros de distância. Aí, decidimos entrar terra adentro novamente, em direção às grandes dunas que se destacavam sobre os descampados alagados. Do alto dos seus pouco mais de 30 metros de altura, finalmente pudemos ter uma visão mais ampla da região e "entender" sua geografia entrecortada, águas para todos os lados.

Caminhando sobre as dunas em direção ao Restaurante da Luzia, no Canto do Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Caminhando sobre as dunas em direção ao Restaurante da Luzia, no Canto do Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Lá do alto, a gente consegue ver a foz do rio Preguiças que, no seu encontro com o mar, vai formando lagoas. Também a maré baixa "faz" as suas lagoas, que acabam se misturando com as lagoas do rio. O resultado é que o mar verdadeiro fica a quilômetros de distância "mar adentro". Estranho, né? Não é à toa que, lá de baixo, sem conseguir observar tudo, a gente fique bem perdido.

Grupo caminha pelas dunas para o Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Grupo caminha pelas dunas para o Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Enfim, finalmente com o mapa no visual, fomos seguindo pelo alto das dunas até a altura do restaurante e lá cruzamos novamente o descampado alagado até o restaurante. Pouco mais de uma hora de caminhada para atravessar toda essa paisagem de outro mundo. No restaurante, fomos recebidos por uma esfuziante Luzia, mulher de personalidade forte e interessantíssima, cuja conversa e companhia, por si só, já valem o esforço da caminhada.

Cruzando a Ponta do Mangue em direção ao Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Cruzando a Ponta do Mangue em direção ao Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Ela logo nos disse que, com uma hora de caminhada através das dunas, chegaríamos ao Poço das Pedras, uma piscina de águas azuis no meio das dunas. Até então, desconhecíamos totalmente esse lugar. Ela falou tão bem que a gente se animou. Encomendamos os pratos e seguimos, agora sim guiados, dunas adentro. Mas, antes disso, para uma re-energizada, ela nos serviu um churrasco de camarão.

Refrescando-se no delicioso Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Refrescando-se no delicioso Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Hmmmmmmmmmm!!!!! Que coisa mais deliciosa! É algo realmente divino. Para quem gosta de camarão, vai ficar hipnotizado. Para quem não gosta, vai aprender a gostar! Uma carne tenra, suculenta e, preparado desse jeito, com um gosto de churrasco. Esse "aperitivo" foi mais do que um estímulo para que enfrentássemos essa caminhada extra que não tínhamos planejado.

Refrescando-se no delicioso Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Refrescando-se no delicioso Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Atravessamos o pequeno povoado da Ponta do Mangue e, mais uns 30 minutos, chegamos neste pequeno poço de água corrente que formava até uma pequena queda d'água. Um oásis no meio da areia, água bem refrescante. Foi nossa primeira experiência de caminhar no meio dos lençóis, um enorme campo de dunas a se perder de vista. É bem interessante caminhar entre dunas, a paisagem mudando aos poucos, passando vagarosamente pelos nossos olhos e, ao mesmo tempo, tudo parecendo mais ou menos igual: dunas, dunas e alguns charcos entre elas. Aos poucos, prestando bastante atenção, vamos aprendendo a nos orientar. Mas a presença do guia "ajuda" bastante, hehehe.

Na volta é mais fácil, seguindo nossos próprios rastros. E nossas pegadas nos levaram diretamente para o restaurante da Luzia, onde vários pratos de camarão e peixe nos aguardavam. Grelhado, acebolado, strogonoff... um banquete! A gente se deliciava com a comida e com a conversa com a sábia Luzia. Tão bom que prometemos retornar amanhã, quando formos para a Lagoa Verde.

Com a Luzia em seu restaurante, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Com a Luzia em seu restaurante, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Saímos de lá já com as últimas luzes do dia. Caminhando sobre as dunas, tomamos um belo banho de chuva, desses para lavar a alma. Eu e a Ana já estamos ficando acostumados com isso, heheheh. Depois, já no escuro, foi seguir os rastros das Toyotas através dos campos alagados.

Cerveja merecida com a Mel e o Edu,, depois da longa caminhada na região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Cerveja merecida com a Mel e o Edu,, depois da longa caminhada na região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Chegando em Atins, fomos fazendo pit-stops nos bares, uma cerveja ali, uma cachaça aqui. Num dos bares, encontrei outros turistas e, junto com eles, negociamos um bom preço com um dono de Toyota para seguirmos para a Lagoa Verde amanhã. Com programa garantido, muitas lembranças da caminhada e embalados pela cerveja, dormimos pesadamente, tranquilos e felizes! A única preocupação era não perder o horário do passeio de amanhã!

O Vovô do Violão mostra sua arte em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

O Vovô do Violão mostra sua arte em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Brasil, Maranhão, Atins, Praia, trilha, Dunas, Lençóis Maranhenses, Poço das Pedras, Camarão da Luzia, deserto

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Chegando em Manaus

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Manaus

Caminhando em Manaus - AM

Caminhando em Manaus - AM


Dia de seguir em frente. Nossa próxima parada em nosso périplo pelas Américas é a capital do estado do Amazonas, Manaus. Distante menos de 130 km de Presidente Figueiredo, finalmente uma viagem mais curta e tranquila para nós.

Despedida do Pimenta e da Pousada das Pedras, em Presidente Figueiredo - AM

Despedida do Pimenta e da Pousada das Pedras, em Presidente Figueiredo - AM


Sem muita pressa, a gente se despediu do folclórico Pimenta, dono da Pousada das Pedras, onde ficamos. Depois, uma hora e pouco de viagem por uma boa estrada em fase final de obras. Manaus nos recebeu com um céu aterrador, mas foi só um rápido pé d'água e já estava melhor. Seguimos diretamente para o centro e, após algumas tentativas, instalamo-nos no Hotel Brasil, na Presidente Vargas, bem central.

O famoso Teatro Amazonas, em Manaus - AM

O famoso Teatro Amazonas, em Manaus - AM


Nosso primeiro passeio na cidade, adivinha? O Teatro Amazonas, claro! O prédio está tinindo, pronto para receber o Festival de Óperas que está começando justamente agora! Mais do que depressa, a gente já garantiu um lugar para nós na estréia da ópera "Conversa das Carmelitas", no próximo domingo. Para escolher nossos lugares, até deixaram a gente entrar no belo prédio, obra do finalzinho do séulo XIX. Naquela época, Manaus vivia o boom do Ciclo da Borracha, quando o látex da Amazônia era a única fonte de borracha do mundo, inclusive da nascente indústria de pneus que começava à florescer na Europa e EUA.

O famoso Teatro Amazonas e sua cúpola colorida , em Manaus - AM

O famoso Teatro Amazonas e sua cúpola colorida , em Manaus - AM


Essa riqueza, nascida do trabalho árduo dos seringueiros no meio da floresta e acumulada nas mãos dos "barões da borracha" serviu para transformar a pequena e quase desconhecida Manaus numa grande e rica metrópole com vistosos prédios públicos de arquitetura refinada, construídos com materiais importados da Europa.

Casario antigo na praça do Teatro Amazonas, em Manaus - AM

Casario antigo na praça do Teatro Amazonas, em Manaus - AM


É dessa época também a construção de outro ponto turístico da cidade, o porto flutuante. O mais importante porto fluvial do mundo na época, foi feito com tecnologia inglesa e é flutuante porque ele sobe e desce junto com o Rio Negro, cujo nível pode variar muitos metros ao longo do ano, entre a estação seca e a estação das chuvas. Foi para lá que seguimos depois da nossa visita ao teatro, não só para conhecer essa atração, mas também para buscar informações sobre a nossa ida para Santarém, nossa e da Fiona. Não são muitos barcos que transportam carros e a gente pegou a agenda e telefone de cada um deles. Terminada a obrigação, passamos à diversão: cerveja gelada observando o movimento do porto, barcos e passageiros. Há uma grande área de lazer com bares e restaurantes com uma bela vista para o Rio Negro e foi lá que ficamos.

Fim de tarde no porto flutuante de Manaus - AM

Fim de tarde no porto flutuante de Manaus - AM


Nosso programação é seguir na sexta-feira para Novo Airão, onde pretendemos ver e nadar com botos, além de conhecer o maior arquipélago fluvial do mundo, Anavilhanas . Voltamos no sábado para aproveitar a noite de Manaus, além da ópera no domingo. Segunda, ou terça, depende do barco, seguimos para Santarém, em viagem de dois dias. Vamos ver...

Bar ao lado do porto de Manaus - AM, no fim de tarde

Bar ao lado do porto de Manaus - AM, no fim de tarde

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Manaus,

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