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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Adeus Galápagos, de Volta à Quito

Equador, Quito, Galápagos, Santa Cruz, Baltra

Embarque no aeroporto de Baltra, em Galápagos, de volta ao continente

Embarque no aeroporto de Baltra, em Galápagos, de volta ao continente


Depois de sete dias de barco mergulhando e navegando em Galápagos, chegamos de volta à ilha de Santa Cruz. Aí, desembarcamos nós, o Friso e o Henning, enquanto os russos e a Maria seguima para San Cristóbal, onde pegariam seu vôo para o continente. Fomos todos para Puerto Ayora, do outra lado da ilha e maior cidade do arquipélago para nos instalar.

Uma das mais belas paisagens de Galápagos, a Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago)

Uma das mais belas paisagens de Galápagos, a Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago)


No dia seguinte, fizemos um day-tour para a ilha de San Bartolomeu, um dos cartões-postais de Galápagos, já relatado em posts anteriores. Foi nesse dia que conhecemos a simpática Annete, uma dinamarquesa que viveu no Irã, Venezuela (fala espanhol muito melhor do que nós), EUA e Canadá. Adora caiaque e já fez "passeios" de 200 km remando pela costa do Alaska, entre orcas e ursos. Que saúde! Está se mudando de volta ao país natal e foi uma bela companhia para nós.

Jantar de despedida de Galápagos, em Puerto Ayora, na Ilha de Santa Cruz.

Jantar de despedida de Galápagos, em Puerto Ayora, na Ilha de Santa Cruz.


Ontem foi o dia de ficarmos em Santa Cruz mesmo. Passamos o dia na magnífica Tortuga Bay, nadando em sua linda Playa Brava, observando as iguanas marinhas e fazendo snorkel com arraias na Playa Mansa. Depois, de noite, um delicioso jantar no tradicional restaurante "The Rock", em Puerto Ayora, quase em frente ao movimentado pier.

Transporte público concorrido, entre as ilhas de Santa Cruz e Baltra, onde está o aeroporto (Galápagos)

Transporte público concorrido, entre as ilhas de Santa Cruz e Baltra, onde está o aeroporto (Galápagos)


E hoje foi o dia de voltarmos para o continente. Quase que não deu! Já chegando no porto para passar para a ilha de Baltra, onde está o aeroporto, demos pela falta do celular. O nosso tempo já estava meio apertado e não teríamos tempo de voltar para Puert Aypora, a mais de 40 min dali. Com muito trabalho, conseguimos telefonar para o hotel e localizar o aparelho, que foi enviado num outro taxi. Enquanto a Ana, Rafa e LAura atravessavam para Baltra para fazer o check-in, eu fiquei aguardando o celular, que finalmente chegou. Quando cheguei ao aeroporto, já estava tudo okay.

O simpático pier de Puerto Ayora, a principal cidade da Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

O simpático pier de Puerto Ayora, a principal cidade da Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Deixamos Galápagos muito felizes com o que vimos, mas já saudosos das ilhas, do nosso barco e dos amigos que aqui fizemos. Enfim, bola frente que tem muita coisa linda que nos espera pela américa ainda.

O longo caminho para Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

O longo caminho para Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Chegando em Quito, voltamos ao nosso hotel Eugênia. A tarde foi chuvosa, muito propícia a um merecido descanso. De noite, fomos jantar no mesmo café em que nos encontramos com o Rafa e a Laura quando eles chegaram. Jantar de despedidas, já que eles partem amanhã de tarde. Antes disso, ainda teremos tempo para um passeio por aqui: vamos ao teleférico de Quito, que nos leva para mais de 4 mil metros de altura, de onde se tem uma bela vista da cidade. Outro "programa" é levar a Fiona para a revisãodos 60 mil km. Pois é, lá se vão 60 mil km de estradas pelo continente. O tempo (e o espaço!) está voando! Socoooooorrooooooo!!!

Equador, Quito, Galápagos, Santa Cruz, Baltra,

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23 Meses Depois...

Venezuela, Santa Elena, Brasil, Roraima, Serra_do_Tepequem

As belezas do caminho para a Serra do Tepequem, no norte de Roraima

As belezas do caminho para a Serra do Tepequem, no norte de Roraima


No dia 15 de Julho de 2011 deixávamos o Brasil, lá em Foz do Iguaçu, a bordo da nossa Fiona. De lá para cá, foram oito países na América do Sul, os sete países da América Central e os três da América do Norte, todos eles no retrovisor da Fiona. Além disso, percorremos também um sem número de ilhas no Caribe, Galápagos, Havaí e Groelândia. Na bagagem, geleiras e desertos, montanhas e vulcões, metrópoles e vilarejos, o hemisfério norte e o sul. Baleias e tubarões, ursos e macacos e a inesquecível aurora boreal. Tudo isso para, finalmente, aqui em Santa Elena, na Venezuela, voltarmos à pátria querida, onde se fala o bom e velho português e se come arroz, feijão e farofa.

Fronteira de Venezuela e Brasil, em Santa Elena

Fronteira de Venezuela e Brasil, em Santa Elena


Estamos de volta ao Brasil para mais uma temporada nacional, cruzando a região norte em direção aos estados que ainda não passamos, como Rondônia e Acre. Mas antes de chegarmos lá, ainda tem muita coisa para ver em Roraima e Amazonas, estados já visitados, mas que ainda tem muito para nos mostrar. O retorno ao Brasil foi sim, emocionante. Mas os problemas mundanos logo começaram a aparecer...

Ao deixarmos Santa Elena, ainda do lado venezuelano, passamos pelo posto de combustível criado apenas para carros brasileiros. A gasolina ainda é bem mais barata que no Brasil, mas já muito mais caro que nos postos “normais” da Venezuela. Acontece que, num raio de 200 km, é só mesmo aqui que os carros brasileiros são autorizados a abastecer. Enfim, passamos por lá e estava super lotado. Desanimados, resolvemos abastecer do lado brasileiro mesmo, na cidade de Pacaraima

Posto para brasileiros lotado em Santa Elena, na Venezuela

Posto para brasileiros lotado em Santa Elena, na Venezuela


Os trâmites fronteiriços são bem rápidos, mas logo que entramos do lado de cá, descobrimos que o posto mais próximo estava em Boa Vista, centenas de quilômetros ao sul. A Fiona tinha combustível para uns 50 quilômetros, no máximo. Não tínhamos escolha: teríamos de voltar à Venezuela. Para complicar, quase já não tínhamos mais bolívares, mas eles aceitam reais nesse posto. Só que também não tínhamos muitos reais. Bom, para isso, basta ir no banco, afinal, estamos no Brasil. É, mais ou menos. Em Pacaraima, se você não é cliente do Bradesco, Banco do Brasil ou Caixa Econômica, você está lascado. Era o nosso caso. O meu cartão, que tira dinheiro em qualquer lugar do mundo, não tira em Pacaraima.

Buscando informações sobre a estrada para Uiramutã, em Roraima

Buscando informações sobre a estrada para Uiramutã, em Roraima


Tivemos de apelar para os bons e seguros dólares. Nunca tinha me imaginado trocando dólares no Brasil para conseguir reais, mas assim foi. Deu um trabalho danado achar alguém que trocasse. Não porque não queriam dólares, mas porque não tinham reais. Enfim, achei um cambista na rodoviária e trocamos. O montante exato para botarmos combustível e sobrevivermos no Brasil até chegarmos em Boa Vista, onde teria acesso aos bancos novamente.

Voltamos à Venezuela e, seguindo a orientação de pessoas de Pacaraima, fomos ao policial que toma conta da fila do posto para pedir para furar a fila. Eles dão prioridade á turistas por ali. Enfim, resolvemos esse problema e abastecemos a Fiona. Agora, podíamos seguir viagem.


De volta ao Brasil em Pacaraima (A), pensamos em ir até Uiramutã (B), mas o combustível não daria. Seguimos então para a Serra do Tepequem (C)

Para onde? Esse era o ponto! Faz tempo que queria conhecer as belezas naturais de Uiramutã, o município mais ao norte do Brasil. Fica em plena reserva Raposa da Serra do Sol e tem belíssimas cachoeiras. O problema é a dificuldade de acesso e a dependência do bom humor dos índios, senhores da região. Seriam quatro horas de estrada de terra para chegarmos lá. Aí, conversa com os caciques para ver qual cachoeira poderíamos visitar. E se fôssemos para lá, teríamos de seguir diretamente para Boa Vista, sob pena de ficarmos sem combustível outra vez.

As belezas do caminho para a Serra do Tepequem, no norte de Roraima

As belezas do caminho para a Serra do Tepequem, no norte de Roraima


Ou seja, não poderíamos ir à outro belo destino, a Serra do Tepequem. Enfim, resumindo, por causa do combustível e da data marcada para chegarmos à Boa Vista, de onde voaremos no dia 19 para o sul, tínhamos de escolher entre os dois destinos. A vontade e curiosidade maior eram por Uiramutã, mas a maior facilidade da Serra do Tepequem falou mais alto. Para lá, a estrada era de asfalto e as cachoeiras não precisam de salvo-conduto para serem visitadas. Uiramutã será sempre um ótimo motivo para voltarmos a esse canto tão isolado do Brasil.

Venezuela, Santa Elena, Brasil, Roraima, Serra_do_Tepequem,

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Um Semana em Pontal do Maceió

Brasil, Ceará, Fortim

Toda a família, entre filhos, netos, genros e noras, reunidos na cama dos patriarcas, em Fortim, no litoral do Ceará

Toda a família, entre filhos, netos, genros e noras, reunidos na cama dos patriarcas, em Fortim, no litoral do Ceará


Esta não foi uma semana típica dos 1000dias. Para começar, não estávamos viajando, mas ficando no mesmo lugar. E que lugar! O Pontal do Maceió é uma praia da cidade de Fortim, no litoral do Ceará, bem próximo da cidade de Aracati, uma das principais do estado, ou de Canoa Quebrada, internacionalmente conhecida pelo turismo. “Aracati” é uma palavra de origem tupi e vem da junção de “ara”, que quer dizer ar ou tempo, no sentido meteorológico, e “katu”, que significa “bom”. Ou seja, “bom tempo”! Pudemos atestar isso por experiência própria, pois tivemos uma semana de céu azul!

Jangada retorna do mar na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará

Jangada retorna do mar na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará


Dia de muito sol na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará

Dia de muito sol na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará


A praia é aquele cenário típico do Ceará. Mar quase quente, uma brisa suave e constante que não nos deixa passar calor, casas simples de pescadores, as famosas jangadas que entram e saem do mar junto com as marés, praiona boa de caminhar, um restaurante na beira da água bem copo sujo e ideal para se tomar uma cerveja gelada e comer um peixe frito. Enfim, aquele mundão que nos enche de preocupações...

Paisagem do pontal do Maceió, em Fortim, litoral do Ceará

Paisagem do pontal do Maceió, em Fortim, litoral do Ceará


Barcos descansam na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará

Barcos descansam na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará


Para melhorar, estamos muito bem instalados num hotel de primeira, o Vila Selvagem. Bem diferente dos hotéis que costumamos ficar nos nossos 1000dias, em termos de conforto e preço. Mas essa era uma semana diferente, celebração do aniversário da minha mãe e reunião de toda a família. Merecia mesmo um hotel especial. Ele nos foi muito bem recomendado por quem já tinha ficado aqui e, bastaram alguns dias, todos já tínhamos concordado. Tanto que dividíamos nosso tempo entre a praia incrível do lado de fora e a piscina maravilhosa do lado de dentro.

Nosso hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Nosso hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Com a mãe aniversariante e um sobrinho, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Com a mãe aniversariante e um sobrinho, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


A maioria do tempo nessa semana, ficamos por aqui mesmo, com duas exceções. Teve um dia que eu e a Ana levamos nossos sobrinhos mais novos, o Antonio e a Bebel, para se divertir no Beach Park, em Fortaleza. E teve um outro dia que, agora com os sobrinhos mais velhos, o Leo e o João, fomos caminhando pela praia até Canoa Quebrada, num percurso de quase 20 quilômetros. Meu irmão Guto também foi nesse programa e vou falar desses dois passeios nos próximos posts. Aqui, quero falar mesmo apenas da nossa preguiçosa rotina no Pontal de Maceió.

Maré seca na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará

Maré seca na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, no litoral do Ceará


De volta aos trópicos, no hotel em Fortim, litoral do Ceará

De volta aos trópicos, no hotel em Fortim, litoral do Ceará


Como já disse no post anterior, boa parte dos hóspedes do hotel era gente da nossa família. Vieram meus pais, seus cinco filhos, um genro, três noras e cinco netos. Um dos netos, o Leo, já com a queridíssima namorada, a Karen. Pela primeira vez, completíssima, a família reunida. Além disso, também vieram quatro tios meus, portanto cunhados e irmãos de meus pais, e um primo, ou sobrinho de meus pais. Somando-se todos, 21 hóspedes da mesma família. Já dá para intuir que as refeições eram sempre uma festa!

Com o irmão Guto depois de mais um saudável café da manhã no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Com o irmão Guto depois de mais um saudável café da manhã no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


A aniversariante e o felizardo marido, pais do Rodrigo, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

A aniversariante e o felizardo marido, pais do Rodrigo, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


A gente começava o dia com um mergulho rápido na piscina ou uma caminhada na praia. Em seguida, um super café da manhã com frutas, sucos, pães, iogurte e, claro, muita tapioca. Depois, um descanso na rede, muita conversa jogada fora, e um delicioso mergulho no mar. Caminhamos para lá, para cá, tomamos sol e acabamos no bar tomando aquele suco de cevada geladinho.

Aproveitando o fim de tarde na piscina do hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Aproveitando o fim de tarde na piscina do hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Aproveitando nossa última tarde na piscina do hotel em Fortim, no litoral cearense

Aproveitando nossa última tarde na piscina do hotel em Fortim, no litoral cearense


O almoço podia ser por ali mesmo ou algo no hotel. Depois de uma programação tão intensa, uma siesta era muito bem vinda, janelas bem abertas para entrar a brisa ou então em alguma rede já armada no meio do vento. Renovados, uma sessão de sinuca com os sobrinhos ou uma corrida na praia, aproveitando a maré baixa.

O Guto, irmão do Rodrigo, com o filho Lulu e o sobrinho Antonio, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

O Guto, irmão do Rodrigo, com o filho Lulu e o sobrinho Antonio, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


O primo Haroldo e o sobrinho João Pedro no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

O primo Haroldo e o sobrinho João Pedro no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Final de tarde, todos na piscina e dá-lhe caipirinha. Isso nos abria o apetite para corrermos para o banho e nos reunirmos novamente no jantar, mesas bem grandes para acomodar tanta gente. E aí, muita conversa novamente, pois assunto nunca vai faltar em uma família tão grande.

O pai do Rodrigo com a filha e nora no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

O pai do Rodrigo com a filha e nora no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Os pais, no nosso primeiro jantar em família no hotel em Fortim, litoral do Ceará

Os pais, no nosso primeiro jantar em família no hotel em Fortim, litoral do Ceará


O grande evento da temporada foi na noite do dia 29, quando celebramos os 80 anos de minha mãe. Antes disso, no final da tarde, fazendo o esquenta no quarto dos pais e tomando uísque e vinho trazidos do Chile, da Europa e de São Paulo, fizemos a foto tão esperada, meus pais, todos os seus descendentes e os queridos agregados. Relembrando os tempos de criança, quando a família ainda não era tão grande, conseguimos nos juntar todos na cama dos “avós”, dezessete pessoas. Ainda bem que era uma cama forte.

Toda a família, entre filhos, netos, genros e noras, reunidos na cama dos patriarcas, em Fortim, no litoral do Ceará

Toda a família, entre filhos, netos, genros e noras, reunidos na cama dos patriarcas, em Fortim, no litoral do Ceará


Mesa para toda a família celebrar o aniversário da mãe do Rodrigo, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Mesa para toda a família celebrar o aniversário da mãe do Rodrigo, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Depois, com bolo e tudo, agora no restaurante do hotel, fizemos a devida celebração, com direito a drinques, discursos, piadas, promessas e muita alegria. Todo mundo já queimado de sol, bem alimentado e esbanjando saúde. O stress mais próximo estava a muitos quilômetros e dias de distância e ali só tinha energia boa.

Bolo de aniversário da Dona Nilza, a mãe do Rodrigo, em hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Bolo de aniversário da Dona Nilza, a mãe do Rodrigo, em hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Os pais do Rodrigo, Nilza e Gustavo, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará

Os pais do Rodrigo, Nilza e Gustavo, no hotel em Fortim, no litoral do Ceará


Enfim, foi uma semana para não mais esquecermos. A sequência dos acontecimentos sim, pois tudo se misturava e se repetia numa saborosa rotina. A sensação era do tempo não passar, por mais que estivéssemos aproveitando cada minuto, cada segundo. O hoje parecia ontem que lembrava muito o amanhã. A maré subindo e descendo à nossa frente, a lua vindo atrás do sol que vinha atrás da lua, sempre observada pelas estrelas. Pescadores em suas jangadas também iam e voltavam. Um dia atrás do outro na frente de outro. Que bom que foi! Uma semana de sete dias, mas de infinitas horas e sensações que deliciosamente se repetiam...

Pensativo, no final de tarde na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, litoral do Ceará

Pensativo, no final de tarde na praia de Pontal do Maceió, em Fortim, litoral do Ceará

Brasil, Ceará, Fortim, Praia, Família

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Bichos

Brasil, Paraná, Curitiba

Cervos no Parque da Serra da Canastra - MG

Cervos no Parque da Serra da Canastra - MG


Mais um dia levando coisas para consertar, conversando com o agente de seguros, com a despachante e socializando pela noite, dessa vez com meus antigos colegas de trabalho. Já estou com os formulários para o visto do Canadá agora é preenchê-los da melhor forma possível. A partir de amanhã, segunda, começamos a recolher tudo o que deixamos para consertar.

Hoje, na retrospectiva que estou fazendo, homenageio os seres que dividem conosco esse belo continente. Difícil esolher entre tantas fotos, entre tantos bichos. Ficaram de fora gatos e cachorros, companheiros frequentes em pousadas e caminhadas, verdadeiros amigos que repartirarm conosco dias incríveis que tivemos. Quem sabe num outro post...

Essa belezinha aí, coral verdadeira, encontramos no meio da praia, na Ilha do Mel. Por pouco não morde a Ana, avisada no último momento por um grito meu. Linda e valente!

Cobra coral na praia - volta à Ilha

Cobra coral na praia - volta à Ilha


Animal maravilhoso, tecnicamente um golfinho, mas para todos nós uma baleia. Já no final da apresentação, olhou nos nossos olhos e, na volta seguinte, nos deu um belo banho!

Show da orca

Show da orca


Ave africana em terras brasileiras, essa galinha gigante me confundiu com algum rival e ficou, por 15 min exibindo seus passos e penas para mim. Foi incrível...

Avestruz na fazenda do Aroldo e Ana Elisa, em Perdões - MG

Avestruz na fazenda do Aroldo e Ana Elisa, em Perdões - MG


A famosa foto do tubarão. Será que, naquele momento, ele me avaliava como comida?

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas


Mamãe e filhinho Muriquis, naqueles 15 minutos barulhentos que foram dos mais emocionantes da nossa viagem , encontro com um grupo dos maiores macacos das américas.

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Depois de observar seus rastros por parques em todo o Brasil, finalmente nos deparamos, frente à frente, com os Catitus. Foi na Serra da Capivara - CE.

Catitus (porcos selvagens) na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Catitus (porcos selvagens) na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Golfinhos nos acompanham e dão as boas vindas na costa de Noronha. Encontrar esses animais é sempre emocionante. Embaixo d'água, então...

Golfinhos acompanham nosso barco em Fernando de Noronha - PE

Golfinhos acompanham nosso barco em Fernando de Noronha - PE


Vimos carangueijos, siris e assemelhados por toda a costa do continente. Mas poucos tão belos e valentes como esse invocado aí, lá no litoral do Pará

Um dos muitos carangueijos corajosos que nos enfrentaram no nosso caminho pela praia até Fortalezinha, na região de Algodoal - PA

Um dos muitos carangueijos corajosos que nos enfrentaram no nosso caminho pela praia até Fortalezinha, na região de Algodoal - PA


Búfalos já foram africanos. Mas hoje, são mais marajoaras do que muita gente! Ao contrário dos primos bravos africanos, aqui eles são mansos e formam a base da alimentação na ilha.

Manada de búfalos em estrada da Ilha de Marajó - PA

Manada de búfalos em estrada da Ilha de Marajó - PA


Desse tamanho, mas o mais pacato de todos os mamíferos. Por ser tão inofensivo, está perto da extinção, pela caça ilegal. Salvem os peixes-boi!!!

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Boto cor-de-rosa, golfinho de água doce. Experiência inesquecível interagir com um animal tão esperto e brincalhão. E com fome também!

Interagindo com o Boto Cor de Rosa, em Novo Airão - AM

Interagindo com o Boto Cor de Rosa, em Novo Airão - AM


Um dragão? Um dinossauro? Um ser de outras eras? Não, é só um camaleão curioso por nós...

Camaleão vem nos fazer companhia no café da manhã na Pousada Bela Vista, em Novo Airão - AM

Camaleão vem nos fazer companhia no café da manhã na Pousada Bela Vista, em Novo Airão - AM

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Dois Meses!

Brasil, São Paulo, Juréia

Olha só a pose de remador!

Olha só a pose de remador!


Dois meses viajando! O tempo passa muuuuito rápido. Logo serão os 1000 dias. Brrrr... dá um arrepio só de pensar.

Vista do nosso quarto na Waldhaus, em Guaraú. Mais tarde, o dia abriu!

Vista do nosso quarto na Waldhaus, em Guaraú. Mais tarde, o dia abriu!


A comemoração noturna ainda vai ser. Vamos dar um pulo em Peruíbe. Já a comemoração diurna foi sensacional! Aproveitamos o tempo bom e fizemos aquela remadinha básica de sete quilômetros para ir, mais sete para voltar. E olha que pegamos maré contrária tanto na ida como na volta. Mas é íncrível como a canoa "rende", com correnteza contra ou a favor. Íamos três na canoa, a pessoa do meio bem diretoria, tirando fotos. Ontem, eu remei o tempo todo enquanto a Ana ía tranquilona. Mas hoje, dos quatorze quilômetros, ela remou uns cinco! Isso é que é esposa!!!

Ana remando para a cachoeira Itu, na Juréia - SP

Ana remando para a cachoeira Itu, na Juréia - SP


Novamente, durante o percurso fomos tendo uma aula com o Amilton. Até aprendemos a diferenciar entre os três tipos de árvores que compõe o mangue: a branca, a vermelha e a preta. A quantidade e diversidade de aves também impressiona. Depois, tem os carangueijos e siris. E hoje, até tartarugas deram o ar da graça.

Rodrigo 'trabalhando' em pleno mangue, na Juréia - SP

Rodrigo "trabalhando" em pleno mangue, na Juréia - SP


Eu, depois de tanto remo, já estava me sentindo o Daniel Boone (apenas os mais velhos vão lembrar. Os mais novos, que dêem uma olhada no YouTube...). Depois de vencer os dois km da base até o rio Guaraú e mais quatro rio acima (rio largo, mais de 50 metros de largura), pegamos um pequeno igarapé até a cachoeira. Um espetáculo de lugar, bem no meio da mata atlântica, verde para todo lado. O banho mais que refrescante nos deixou zerados para a jornada de volta. Logo estávamos na base novamente, felizes e revigorados, prontos para celebrar o aniversário de dois meses em Peruíbe.

Tomando banho, feliz da vida, na cachoeira Itu, na Juréia - SP

Tomando banho, feliz da vida, na cachoeira Itu, na Juréia - SP


O nosso plano de seguir amanhã de madrugada para Santos para mergulhar na famosa lage é que dançou. Com medo do ciclone que se aproxima, todas as operadoras de mergulho cancelaram suas saídas. Assim, mudaram os planos, vamos direto para Sampa. Santos, se Deus quiser e não mandar mais ciclones e furacões, fica para quarta. A única vantagem é que não teremos de madrugar por aqui e poderemos curtir mais nossa celebração de hoje à noite. E ainda poderemos aproveitar nosso café da manhã incluso na diária!

Remada de volta para casa - Juréia/SP

Remada de volta para casa - Juréia/SP

Brasil, São Paulo, Juréia, Parque

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Novos Vídeos

Brasil, São Paulo, Cananéia/Ilha Comprida

A Ana acaba de colocar novos vídeos no YouTube!

Fazem parte da série de vídeos "Soy Loco Por Ti America", com depoimentos de pessoas sobre as cidades onde vivem. Para quem quer praticar o português, espanhol ou inglês, estão ótimos

Confiram no nossa canal no YouTube, no link abaixo

http://www.youtube.com/user/1000diasAmerica

Brasil, São Paulo, Cananéia/Ilha Comprida,

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O Aquário e a Pizza

Estados Unidos, Georgia, Atlanta

Tubarão nada junto com Tubarão-Baleia no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Tubarão nada junto com Tubarão-Baleia no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Enquanto viajávamos para Atlanta ontem, a Ana veio lendo as informações sobre a cidade. Com uma zona metropolitana com mais de 5 milhões de habitantes, Atlanta é a cidade que mais cresce no sul dos estados Unidos. Eu, na minha infinita ignorância, não fazia a menor ideia desse tamanho todo. Mas deu para perceber bem, ao se aproximar da cidade, as enormes freeways ficando mais largas, com cinco, seis, até oito pistas!. A costumeira eficiência rodoviária americana nos leva praticamente até o centro da cidade, usando apenas autopistas. Quando a gente vê, já está lá dentro! E foi bem no centro que nos instalamos, prontos para hoje, a pé, chegarmos às principais atrações.

Prédio da CNN em Atlanta, na Georgia - EUA

Prédio da CNN em Atlanta, na Georgia - EUA


A moderna skyline de Atlanta, na Georgia - EUA

A moderna skyline de Atlanta, na Georgia - EUA


Meus conhecimentos prévios de Atlanta se resumiam a saber que lá estavam as sedes de duas das mais conhecidas empresas do mundo: a Coca-Cola e a CNN; ao fato dela ter sido a sede dos Jogos Olímpicos de 1996, e à cena antológica do incêndio da cidade, retratado no filme “E o Vento Levou...”, Aliás, passando aqui pelo sul americano, estou com uma vontade louca de ver esse filme de novo!

Visita ao incrível Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Visita ao incrível Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Belíssimas águas-vivas no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Belíssimas águas-vivas no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Agora, há poucos dias atrás, aprendi também que Atlanta possui o mais incrível aquário do mundo. Um dos poucos a ter tubarões-baleia! Claro, virou nosso foco principal na rápida passagem pela cidade. Assim, hoje cedo, fomos caminhando através do belo parque olímpico, cheio de homenagens aos atletas de 96, até o aquário. No caminho, tivemos a chance de ver e fotografar as sedes da CN e da Coca-Cola, um pouco mais ao longe. Visitá-las faz parte do circuito turístico da cidade, mas como disse, nossa prioridade era outra.

Uma majestosa arraia-manta no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Uma majestosa arraia-manta no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Túnel sob um dos aquários no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Túnel sob um dos aquários no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Do lado de fora, confesso ter achado o aquário meio pequeno, mas minha decepção não iria durar muito. Compramos um bilhete especial, que dá direito também a ver as enormes piscinas-aquários onde estão os maiores animais pelo lado de cima, uma perspectiva que o bilhete simples não proporciona.

Imnpressionado com o Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Imnpressionado com o Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


O gigantesco Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

O gigantesco Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Entramos e, logo na primeira exposição, a de peixes de corais, nosso queixo já caiu. Enormes tanques de água todo envidraçados nos proporcionam uma vista incrível dos peixes. Os ambientes dos aquários também é muito bem feito, cheio de cores vivas e “fotogênicas”. Os peixes nadam por um labirinto de corais, algas e pedras, sempre muitas espécies dentro de um mesmo tanque. Se eu fosse um peixe, era ali que eu gostaria de morar, com certeza!

Observando tubarões no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Observando tubarões no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Observando tubarões no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Observando tubarões no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Dessa exposição seguimos para a seguinte, justo a que tínhamos mais curiosidade: o tanque dos peixes oceânicos. Não era apenas um, mas quatro tubarões-baleia! Os maiores, com mais de oito metros de comprimento!. E não eram só eles que nadavam ali. Há várias arraias-manta, diversos tubarões de outras espécies e peixes enormes, com mais de 200 quilos. A água é cristalina, as janelas envidraçadas gigantes e as oportunidades de observação, fantásticas! Parece um filme em 3D!

Saguão do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Saguão do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


tubarão-Baleia visto do alto do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

tubarão-Baleia visto do alto do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Em um ponto, passamos por um túnel de vidro por dentro do aquário, os tubarões e arraias nadando ao nosso lado e sobre nossas cabeças. É realmente incrível! Não há visitante que não se emocione.

O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos

O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos


O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos

O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos


Dali seguimos para o nosso tour pelo alto dos tanques. Engraçado que, de cima, os aquários parecem menores. Mas ver um tubarão-baleia nadar daquela perspectiva também foi emocionante. A gente tem de se segurar para, simplesmente, não pular dentro d’água e nadar com esses gigantes gentis. Na verdade, até se pode fazer isso, com snorkel ou com equipamento de mergulho. Só que os preços são extorsivos, infelizmente. Para fazer um mergulho, são 250 dólares. Para se ter uma ideia, normalmente, no mar, pagamos 90 dólares por dois mergulhos. Nossa... mas deu uma coceira... nadar ali com todos aqueles bichos enormes naquela água transparente. Seria um sonho! Mas achamos o sonho muito caro e resistimos...

Carangueijos gigantescos no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Carangueijos gigantescos no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Golfinho no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Golfinho no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Depois desse tour, continuamos a passear pelo aquário. A exposição sobre sapos nos surpreendeu. Dezenas de tipos, desde os maiores até os menores e coloridos. Tem de toda as cores, e são cores vivas. Azul, amarelo, verde, roxo, malhados. Normalmente, quanto mais colorido, mais venenoso. Mas ali, do outro lado do vidro, eram inofensivos. E muito, mas muito mesmo, fotogênicos!

Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


A próxima sessão, os bichos do frio. Caranguejos com mais de um metros de largura, vindos diretamente do Alaska. Um fantástico e desconhecido (para mim!) “Dragon Fish”, uma espécie de cavalo-marinho, só que maior e mais gracioso. Pinguins que andam desajeitadamente, mas nadam com uma perfeição impressionante. E uma baleia Beluga, grávida! Suas companheiras estavam na parte de trás do tanque, escondidas. Mas ela, mãe orgulhosa, para alegria dos visitantes, nadava para lá e para cá no seu enorme aquário, dando voltas e fazendo graça para nós. Parecia se divertir tanto como a gente, indo e voltando e olhando nos nosso olhos. Impossível não perceber a inteligência desse animal que nos observava feliz.

O magnífico Dragon Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

O magnífico Dragon Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


O magnífico Dragon Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

O magnífico Dragon Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


As surpresas não acabaram por aí, não! Na sessão de peixes de rio, entre tantos conhecidos amazônicos, lá estão dois jacarés albinos, raríssimos. Pois é, um jacaré branco! Nem sabia que isso existia. Mas existe sim, vimos e fotografamos!

Observando pinguins no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Observando pinguins no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Pinguim nada graciosamente no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Pinguim nada graciosamente no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Por fim, fomos ver o tradicional show de golfinhos. Aqui, é uma mistura de Broadway com Las Vegas, onde os golfinhos são só parte do espetáculo, que é um verdadeiro teatro musicado, cheio de luzes, cores e dramas. Para falar a verdade, não gostamos não, exceto dos maravilhosos golfinhos. Como eles estão num tanque envidraçado, podemos observá-los não apenas quando estão dando suas piruetas fora d’água, mas também abaixo dela, quando nadam rapidamente para ganhar velocidade para saltar. Maravilhosos!

Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Foi tão legal essa visita que perdemos noção do tempo. Ao final, até perdemos o horário do filme 3D. Mas também, depois de ver tantos peixes ao vivo e à cores, o cinema #D nem fez falta. Passamos mais uma vez pela exposição dos gigantes do alto mar e, em estado de estase, fomos embora.

Um enorme Lion Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Um enorme Lion Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Coleção de Lion Fish do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Coleção de Lion Fish do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Nossa ideia era ter saído mais cedo da cidade. Mas agora, já meio da tarde, a fome era grande. A nossa amiga por internet, a Cláudia, do site Aprendiz de Viajante, tinha nos indicado uma excelente pizzaria na cidade. Não apenas pelo sabor, mas também pelo ambiente. Botamos o endereço no GPS e para lá fomos. Que ótima indicação!

Cozinha aberta da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Cozinha aberta da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


Pizza saindo do forno na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Pizza saindo do forno na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


A Antica faz pizzas da forma antiga, napolitana mesmo. Os clientes dividem as mesmas mesas de madeira, no mesmo ambiente em que pizzaiolos preparam suas peças de arte. A gente se esbaldou numa belíssima e saborosa pizza tradicional e, de pança cheia, estávamos prontos para seguir até a capital mundial da musica country: Nashville.

Pronto para devorar uma pizza na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Pronto para devorar uma pizza na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Estados Unidos, Georgia, Atlanta, aquário

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Maravilhas Terrestres do Jalapão

Brasil, Tocantins, Mateiros

Visitando as dunas do Jalapão - TO, com a Serra do Espírito Santo ao fundo

Visitando as dunas do Jalapão - TO, com a Serra do Espírito Santo ao fundo


Dois dias atrás, publiquei um post sobre algumas das maravilhas aquáticas do Jalapão, cachoeiras, rios e fervedouros. Hoje, foi dia de visitar algumas das belezas acima d'água, as chapadas, a Serra do Espírito Santo a as famosas dunas avermelhadas, formação única no Brasil.

A panificadora de Mateiros, no Jalapão - TO

A panificadora de Mateiros, no Jalapão - TO


Visitando o Centro Turístico de Mateiros, no Jalapão - TO

Visitando o Centro Turístico de Mateiros, no Jalapão - TO


A gente tomou um café da manhã reforçado, preparou uns sanduíches e fechou nossa conta na simpática Pousada dos Buritis, em Mateiros. Antes de sair de viagem, ainda passamos na frutaria e na padaria da cidade (as únicas!), para nos abastecer para nosso acampamento. Afinal, a noite seria numa barraca na Prainha do Rio Novo, longe de qualquer restaurante. De frente à padaria, a nova praça da cidade, pronta mas não inaugurada, com um Centro de Turistas provisório, mas muito arrumado. Lá dentro, muitas informações sobre o parque, sua flora e fauna e também a população humana. Espaço para o incrível artesanato do Capim Amarelo, especialidade da região. Fomos muito bem atendidos e foi difícil tirar a Ana lá de dentro...

Quem disse que não tem vulcão no Brasil? (Jalapão - TO)

Quem disse que não tem vulcão no Brasil? (Jalapão - TO)


Enfim, partimos em direção à Serra do Espírito Santo, uma das muitas chapadas da região. Mas algo a torna especial: é da erosão dessa serra que vem a areia que forma as famosas dunas avermelhadas do Jalapão. Isso a fez a mais popular serra do Jalapão e a mais fácil de ser subida. Uma trilha muito bem demarcada nos leva até seu topo e , lá encima, à um mirante de onde se pode ver as dunas avermelhadas.

A vastidão do Jalapão - TO

A vastidão do Jalapão - TO


Fiona nos espera no pé da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO

Fiona nos espera no pé da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO


Apesar do espanto das pessoas ao saberem que queríamos subi-la neste horário, perto do meio-dia, não nos amedrontamos. Afinal, o dia estava nublado e a serra nem é tão alta assim. Foram cerca de 35 min até lá encima. No caminho, cruzamos três pessoas descendo, os únicos outros seres humanos por ali. Tínhamos a serra só para nós! Uma vez lá encima e muitas fotos mais tarde, enfrentamos os 3 km de trilha completamente plana que nos levam até o outro lado da chapada, defronte ao campo de dunas lá embaixo. A visão é simplesmente magnífica!

Flôr de cerrado no alto da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO

Flôr de cerrado no alto da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO


As planícies do Jalapão vistas do alto da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO

As planícies do Jalapão vistas do alto da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO


Todo aquele lado da Serra do Espírito Santo está sofrendo uma acelerada erosão, pelo vento e chuva. A terra e areia arrancados da montanha se acumulam lá embaixo, na saída de um vale verdejante por onde corre um córrego de águas cristalinas. Milênios de acumulo formaram as incríveis dunas de cor avermelhada e areia fofa. O riacho que sai do vale é forçado a serpentear por entre essas montanhas de areia, para poder seguir seu curso. O resultado disso tudo é uma das mais belas paisagens que se pode ver no interior do Brasil.

No mirante do Espírito Santo, ponto de observação das dunas do Jalapão - TO

No mirante do Espírito Santo, ponto de observação das dunas do Jalapão - TO


A Serra do Espírito Santo se erodindo, alimentando as dunas do Jalapão - TO

A Serra do Espírito Santo se erodindo, alimentando as dunas do Jalapão - TO


Lá do alto, as dunas nem parecem tão grandes assim. Mas o contraste da sua cor com o verde que as cerca é maravilhoso. Ficamos lá admirando, tentando entender em alguns minutos o que a natuleza levou milênios para fazer. Escalas geológicas de tempo tem sempre a capacidade de fundir minha cabeça, acostumada com segundos e minutos, e não com séculos e milênios. Mas, basta um golpe de vento mais forte e, com a ajuda da imaginação, podemos perceber uma certa poeira vermelha se levantar das encostas erodidas da montanha e se dirigir às dunas. É a nova geração de grãos de areia que chegam para substituir aqueles que estão sendo levados riacho abaixo, até o caudaloso Rio Novo, alguns quilômetros à frente.

Dunas do Jalapão - TO, vistas do alto da Serra do Espírito Santo

Dunas do Jalapão - TO, vistas do alto da Serra do Espírito Santo


Muitas fotos, algumas mexiricas e bananas depois e decidimos que era hora de voltar pela trilha, descer a serra e ir até as dunas, para conhecê-las mais de perto. Alguns quilômetros pela estrada principal e chegamos até a estrada secundária, que nos leva até às dunas. No início dessa estrada, uma cancela. É o local do pagamento, cinco reais por pessoa. É o local também onde placas avisam: somente carros 4x4 além deste ponto!

Chegando nas dunas avermelhadas do Jalapão - TO

Chegando nas dunas avermelhadas do Jalapão - TO


O pequeno riacho que margeia as dunas do Jalapão - TO

O pequeno riacho que margeia as dunas do Jalapão - TO


Pois bem, assim que pagamos apareceu uma S10, querendo entrar também. Um casal e seus dois filhos, moradores recentes de Palmas. O carro deles não era traçado e ele me perguntou se eu lhe daria apoio, caso necessitasse. Claro que sim! Mas, piloto experiente, não foi necessário. Ele veio acelerado, lutando contra a areia que teimava em agarrar o seu carro. Mas, valente, chegou até as dunas, para felicidade e orgulho dos filhos!

Caminhando nas dunas do Jalapão - TO

Caminhando nas dunas do Jalapão - TO


E assim, exploramos as dunas nós seis. O cenário não poderia ser mais idílico. Aquele riacho no pé das dunas parece ter sido pintado, de tão perfeiro que fica ali. Um quadro! E as dunas avermelhadas, então... Para nós, que acabamos de passar por tantas regiões de dunas no litoral nordestino, aquele tom fazia parecer que algo estava errado... Além disso, cadê o mar??? Não é à tôa que esta é a paisagem mais conhecida do Jalapão.

Explorando as dunas do Jalapão - TO

Explorando as dunas do Jalapão - TO


Ficamos até o último minuto possível. No nosso caso, isso significava o tempo necessário para chegar até a Cachoeira da Velha ainda com luz do dia, para armar nossa barraca. Chegado este momento, depois de muito andar e fotografar aquelas incríveis formações, acompanhamos nossos amigos até a estrada principal (mais uma vez, chegaram lá sem nossa ajuda). Lá encontramos três carros vindo em direção às dunas. Não só eles, mas uma procissão de mais de 30 pessoas, estudantes da UFT, caminhando esses cinco quilômetros de areia fofa. Todos com o intuito de assistir ao pôr-do-sol do alto das dunas, programa super tadicional do Jalapão. Mesmo em dias nublados...

Nas dunas do Jalapão - TO

Nas dunas do Jalapão - TO


A gente seguiu acelerado a longa viagem. Primeiro, até a ponte do Rio Novo, importante ponto de referência na interminável estrada encascalhada, e depois até a torre de celular, algumas dezenas de quilômetros à frente. É de lá que saí o "atalho" de 10 km de areia fofa em direção à estrada de acesso à Cachoeira da Velha. Nós, que não tínhamos cruzado com nenhum carro na última hora de viagem, desde a saída das dunas, vimos logo duas camionetes e algumas motos paradas ali. Eles nos informaram que, no atalho, cruzaríamos com mais alguns retardatários, provavelmente agarrados à areia da estrada, já que não eram traçados. Pois é, e no meio do atalho, por duas vezes tive de sair da estrada, para dar passagem aos carros 4x2 que vinham à toda, preocupados em não atolarem novamente. Valentes! Provavelmente, um grande grupo que passou o dia ali na Prainha do Rio Novo e na Cachoeira da Velha.

As famosas dunas avernelhadas do Jalapão - TO

As famosas dunas avernelhadas do Jalapão - TO


Passado este breve momento de confusão, pudemos admirar a beleza do cerrado à nossa volta, onde todas as plantas estão florescendo, aproveitando o final do período de chuvas. Uma visão magnífica deste que é um dos mais importantes biomas de nosso país. Pena não podermos ficar mais tempo admirando, mas o o sol acabava de se pôr e nós ainda tínhamos uns dez quilômetros pela frente...

Flores no cerrado, no Jalapão - TO

Flores no cerrado, no Jalapão - TO

Brasil, Tocantins, Mateiros, Dunas, Serra do Espírito Santo

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O Último Dia

Hawaii, Oahu-Honolulu, Oahu-North Shore

Surfistas aproveitam as ondas ainda pequenas da North Shore de Oahu, no Havaí

Surfistas aproveitam as ondas ainda pequenas da North Shore de Oahu, no Havaí


Hoje foi nosso último dia inteiro aqui em Oahu e, consequentemente, no Havaí. É impressionante como passou rápido. Parece que foi ontem que chegamos à Hilo, lá na Big Island. Talvez o fato de ter sido tão intenso, entre praias, cachoeiras, vulcões, mergulhos e trekkings, tenha feito o tempo passar mais rápido. A gente praticamente não parou. Enfim, ainda tínhamos o dia de hoje. Amanhã cedo, embarcamos para Los Angeles, onde a Fiona, a Califórnia, o frio e um punhado de parques nacionais no meio oeste americano nos esperam.

Chegando ao alto da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí

Chegando ao alto da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí


Vista da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí

Vista da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí


Mas antes de amanhã, ainda tinha hoje! Dessa vez, começamos aqui perto mesmo, explorando uma enorme cratera dentro da cidade de Honolulu. Diamond Head é o nome dessa enorme cratera de origem vulcânica com cerca de 150 mil anos de idade. Toda a área foi transformada em um parque e visitá-lo é um dos mais populares passeios turísticos de quem vem à ilha.

Honolulu vista do alto da cratera de Diamond Head, na ilha de Oahu, no Havaí

Honolulu vista do alto da cratera de Diamond Head, na ilha de Oahu, no Havaí


Escadaria em caracol que leva ao alto da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí

Escadaria em caracol que leva ao alto da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí


Através de um túnel na parede da cratera uma estrada asfaltada chega até o meio do parque, onde há um estacionamento e um centro de visitantes. Daí começa uma trilha que leva até o alto da crista da cratera, uma caminhada de pouco menos de meia hora. Lá do alto, a pouco mais de 230 metros de altura, temos uma bela vista da própria cratera, do mar e da cidade de Honolulu, principalmente dos prédios da vizinha Waikiki. Um programa bem light e sadio para começar o dia!


Nosso looping em Oahu, saindo e chegando em Waikiki, praia de Honolulu, no sul da ilha

Feito isso, começamos nosso looping de carro ao redor da Oahu. Ontem, tínhamos pego o caminho mais curto até a North Shore, seguindo para lá diretamente pela estrada que corta o interior da ilha. Nossa curiosidade em conhecer Waimea e Pipeline era muito grande para ficarmos nos enrolando para chegar lá. Mas hoje, ao contrário, como já tínhamos estado lá ontem, resolvemos seguir mais tranquilamente. O caminho escolhido foi aquele que segue pela costa leste de Oahu, passando por praias e por um litoral cênico e bem rochoso. Depois, no fim de tarde, após aproveitarmos os últimos raios de sol na North Shore, voltaríamos pelo mesmo caminho de ontem, completando o circuito da ilha.

Stairway to Heavens, ou 'escada para o céu', na costa leste de Oahu, no Havaí

Stairway to Heavens, ou "escada para o céu", na costa leste de Oahu, no Havaí


Começamos passando ao lado da chamada “Stairway do Heavens”, ou “escadaria para o céu”, uma trilha que sobe em forma de degraus uma montanha bem mais alta qu o Diamond Head. Dizem que a vista lá de cima é linda e eu fiquei com uma coceira danada. Mas já tínhamos feito a nossa caminhada do dia e o objetivo agora eram as praias e o mar.

A belíssima e concorrida Hanauma  Bay, na costa leste de Oahu, no Havaí

A belíssima e concorrida Hanauma Bay, na costa leste de Oahu, no Havaí


Ali do lado está um complexo turístico ao redor da baía de Hanauma. A estrada chega pelo alto e a vista do mar lá embaixo é mesmo linda. Águas azuis bem transparentes numa baía protegida e cheia de corais, local ideal para fazer snorkel. Lá embaixo, centenas de pessoas aproveitando a infraestrutura do complexo turístico, pequenos pontos marrons em meio às areias brancas da baía. Nós resolvemos ficar só com a vista lá de cima mesmo, sem pagar o preço salgado para entrar e nos juntar a multidão lá embaixo. Tínhamos em mente algo menos “esquematizado”.

A bela costa leste de Oahu, no Havaí

A bela costa leste de Oahu, no Havaí


Com nosso carro, percorrendo a costa leste de Oahu, no Havaí

Com nosso carro, percorrendo a costa leste de Oahu, no Havaí


Seguimos de carro par o norte, parando aqui e ali para fotografar e belíssima costa. Como já haviam nos dito, esse é o litoral mais bonito da ilha, seja pelas praias, seja pelo mar batendo nos rochedos. Por fim, acabamos chegando à praia de Lanikai, cenário totalmente caribenho em pleno Oceano Pacífico.

Chegando à Lanikai Beach, na costa leste de Oahu, no Havaí

Chegando à Lanikai Beach, na costa leste de Oahu, no Havaí


Aqui estacionamos e fomos caminhar por suas areias brancas e molhar os pés no mar. O vento incessante fazia a alegria dos praticantes de esportes como Kite surf e Wind surf. Suas velas disputavam o mar, mas tinha espaço para todo mundo. A gente, da areia, só aproveitando a beleza plástica desses esportes, velas bem coloridas cruzando rapidamente o céu azul. Deu uma vontade louca de fazer umas aulas ali mesmo. Vendo, parece tão fácil...

Aproveitando o vento para praticar windsurf e kitesurf em Lanikai Beach, na costa leste de Oahu, no Havaí

Aproveitando o vento para praticar windsurf e kitesurf em Lanikai Beach, na costa leste de Oahu, no Havaí


Caminhando pela bela Lanikai Beach, na costa leste de Oahu, no Havaí

Caminhando pela bela Lanikai Beach, na costa leste de Oahu, no Havaí


Pode até parecer, mas sabemos que não é. Algum dia, quem sabe, quando tivermos ao menos uma semana inteira só para isso. Hoje, seguimos em frente. Nossos estômagos roncavam e todo aquele vento nos dava uma certa esperança de que haveria ondas lá na North Shore. Depois de nos esbaldarmos em um restaurante japonês pelo caminho, aceleramos para lá para conferir...

Papai Noel e seu cão se preparando para entrar no mar, na costa norte de Oahu, no Havaí

Papai Noel e seu cão se preparando para entrar no mar, na costa norte de Oahu, no Havaí


Pois é, ondas haviam mesmo. Mas ainda eram ondas pequenas, civilizadas, dessas que vemos em nossas praias brasileiras. Os surfistas davam seu show de manobras, esquentando os motores para o dia seguinte, quando a promessa era de que chegariam as ondas gigantes e o campeonato de Pipeline recomeçaria. Conversamos com duas ou três pessoas e todas confirmaram: a previsão era firme, faltavam poucas horas para ondas de 4-5 metros estarem batendo ali na costa.

Surfistas aproveitam as ondas ainda pequenas da North Shore de Oahu, no Havaí

Surfistas aproveitam as ondas ainda pequenas da North Shore de Oahu, no Havaí


Puxa vida! E o nosso avião sairia logo pela manhã! Que raiva misturada com tristeza! Ligamos para a companhia para ver a possibilidade de trocar as passagens. Pagando algumas centenas de dólares, conseguiríamos. Ó, dúvida cruel! Se ainda fossem apenas algumas dezenas, mas “centenas” era muito. Infelizmente, não se pode ter tudo e nós ficaríamos sem ver o campeonato de surfe mais famoso do mundo...

Surfistas aproveitam as ondas ainda pequenas da North Shore de Oahu, no Havaí

Surfistas aproveitam as ondas ainda pequenas da North Shore de Oahu, no Havaí


Quer dizer, nem todos nós. O Rafa e a Laura, amanhã, se separam de nós. Eles ainda vão viajar pela Big Island e o voo deles é só de tarde. Assim, ao menos durante a manhã, poderão acompanhar o campeonato, a performance dos brasileiros e do Kevin Slater. Ao menos, vamos poder ver as suas fotos... Amanhã bem cedinho eles vão nos deixar no aeroporto e correr para cá, antes que o congestionamento feche todas as estradas. Enquanto isso, estaremos atravessando o Oceano Pacífico, nossas mentes e espíritos por aqui...

Fim de tarde tranquilo na North Shore de Oahu, no Havaí

Fim de tarde tranquilo na North Shore de Oahu, no Havaí


Bom, como disse, ficamos nas praias da North Shore até o sol se pôr. Admirando o mar, as ondas que ali estavam, as que ainda iriam chegar e os surfistas, meninos e meninas que desafiam o perigo continuamente com suas belas manobras, todos sonhando em ser, algum dia, o novo Kelly Slater ou Andy Irons. Com um mar desse no quintal, não deve ser difícil...

Concentração antes de enfrentar as ondas de North Shore, em Oahu, no Havaí

Concentração antes de enfrentar as ondas de North Shore, em Oahu, no Havaí

Hawaii, Oahu-Honolulu, Oahu-North Shore, Honolulu, Oahu, Diamond Head

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A Volta ao Brasil Pelo Rio Amazonas (1990)

Peru, Iquitos

O movimentado porto de Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)

O movimentado porto de Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)


Várias vezes durante os 1000dias passamos pela região amazônica. Com a Fiona ou de barco, quase sempre no Brasil, mas também em outros países, já que esse incrível ecossistema se estende por uma vasta região da América do Sul, incluindo países como as Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia e Peru. Neste último, passamos pela cidade de Puerto Maldonado quando percorríamos a rodovia interoceânica, a estrada que liga o Acre com Cusco, no Peru. Mas a nossa experiência amazônica peruana foi meio conturbada, já que a Ana adoeceu na cidade e ficamos mais entre hospitais e farmácias do que entre árvores e macacos (veja o post aqui). De qualquer maneira, a cidade-símbolo da Amazônia peruana não é Puerto Maldonado, mas Iquitos, mais ao norte, muito maior e mais isolada. Iquitos é a maior cidade do mundo onde não se pode chegar por estradas. Incrustrada no meio da selva e na orla do maior rio do planeta, com mais de 300 mil habitantes, ali só se chega de avião ou de barco.


O nosso roteiro pela América do Sul em 1990. O trechos entre Bauru e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e entre Puno, Cusco e Arequipa, no Peru, foram de trem. Os outros trechos, de ônibus. Para retornar de Lima, avião para Iquitos e barco até Tabatinga, no Amazonas

Talvez por isso, ela nunca esteve no roteiro da Fiona ou dos 1000dias. Mas eu já estive lá uma outra vez, durante meu primeiro mochilão pelo continente, em Julho de 1990. Eu viajava com meu primo Haroldo e o amigo Marcelo e já relatei outras partes dessa mesma viagem aqui no site dos 1000dias, especialmente aqueles trechos interessantes do continente em que eu e a Ana não passamos dessa vez. Foi assim com a nossa passagem pelo Trem da Morte, quando subimos a montanha Chacaltaya, ao lado de La Paz, e quando percorremos a Trilha Inca, a caminho de Machu Picchu. Depois de conhecer as ruínas arqueológicas mais famosas do continente, nós fomos para Arequipa, no sul do Peru e, de lá, para a capital, Lima. Daí seguimos para Huaraz, na belíssima Cordillera Blanca, e Trujillo, no norte. Durante os 1000dias nós estivemos em todos esses lugares e por isso não relato aqui como foi a nossa experiência por eles naquele tempo. Faltava, então, retornar ao Brasil e foi então que passamos por Iquitos, numa travessia que incluiu aviões e barcos, não só para conhecer Iquitos, mas também as maiores cidades da região norte do nosso país.

Em 1990, nós voltamos do Peru para o Brasil de barco pelo rio Amazonas, saindo de Iquitos (onde só se chega voando ou navegando!) para Tabatinga, no Amazonas, fronteira com Leticia, na Colômbia

Em 1990, nós voltamos do Peru para o Brasil de barco pelo rio Amazonas, saindo de Iquitos (onde só se chega voando ou navegando!) para Tabatinga, no Amazonas, fronteira com Leticia, na Colômbia


Já naquele tempo, a viagem a Machu Picchu era uma espécie de batismo de fogo para jovens estudantes brasileiros que pretendiam conhecer o mundo. O roteiro era quase sempre o mesmo, seguindo por terra (trem e ônibus) do Brasil ao Peru, através da Bolívia, e retornando pelo mesmo caminho. Alguns viajantes preferiam (se pudessem!) voar na volta, tanto de La Paz como de Lima, para aqueles poucos que esticavam a viagem até lá. Na época, nós quisemos fugir um pouco desse lugar-comum e inovar. Numa época sem internet, debruçados sobre mapas e guias, idealizamos uma volta alternativa, de barco, pela região amazônica. Bastaria chegar até Iquitos e, de lá, navegando pelo rio Amazonas, chegar até Manaus e Belém. Planos feitos, mãos a obra. Quando passamos por Lima, ainda antes de seguirmos para o norte do país, conseguimos comprar passagens aéreas para Iquitos. Nosso problema, além do dinheiro, era o tempo, pois tínhamos de retornar às aulas universitárias do início do 2º semestre. Uma corrida só! O bom de passagens aéreas, de trem ou de ônibus, é que podemos marcar datas e, quase sempre, confiar nelas. Estávamos para aprender que o mesmo não se pode dizer das viagens de barco, especialmente na região amazônica.

Chegando no aeroporto de Iquitos, no meio da amazônia peruana (foto de Julho de 1990)

Chegando no aeroporto de Iquitos, no meio da amazônia peruana (foto de Julho de 1990)


Uma deliciosa casa de sucos e saladas de frutas em Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)

Uma deliciosa casa de sucos e saladas de frutas em Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)


Na data marcada, voamos para Iquitos. Aí conhecemos um outro Peru, completamente diferente daquele pelo qual vínhamos viajando nas últimas semanas. Somem os Andes, entra a floresta amazônica. Desaparece o frio, um calo úmido ocupa seu lugar. A típica fisionomia andina dos indígenas também é substituída pelos traços conhecidos dos índios amazônicos. O único elo é a língua espanhola. Aliás, que estranho que foi para nós, já no aeroporto, nos sentir na Amazônia, mas escutar todo mundo falar espanhol. O cérebro quase entra em parafuso. Iquitos, como eu já disse, é uma grande metrópole, cerca de 300 mil habitantes, e está completamente isolada das outras cidades do país e do planeta, pelo menos por vias terrestres.

O Haroldo observa o movimentado porto de Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)

O Haroldo observa o movimentado porto de Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)


Barco lotado chega a Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)

Barco lotado chega a Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)


Naquela época, o turismo do ayahuasca (o famoso chá psicodélico amazônico), que atrai tanta gente a Iquitos nos dias de hoje, ainda não havia se desenvolvido e nosso principal objetivo na cidade era tomar o barco em direção ao Brasil. Mal encontramos uma pousada e corremos ao porto para tentar descobrir horários e comprar passagens. Foi quando descobrimos que, teoricamente, há barcos todo o tempo, mas que na prática, só saem quando estiverem cheios, de carga e de pessoas. Há vários barcos descendo o rio, mas o problema é acertar qual vai sair primeiro. Ficamos sempre com medo de nos comprometer com algum (pagar!) para depois descobrir que outros vão sair antes. Viagens marcadas para hoje podem muito bem esperar uma semana para zarpar. É o ritmo amazônico, mas nós não tínhamos tempo para nos adaptar a ele. O resultado é que íamos constantemente ao porto em busca de informações mais precisas e na torcida (e desespero!) para que zarpássemos o quanto antes. E entre uma visita e outra, fomos relaxando e curtindo o tempo naquela cidade tropical.

Embarcando no barco Iris, em Iquitos, no Peru, rumo a Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)

Embarcando no barco Iris, em Iquitos, no Peru, rumo a Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)


Foram quase três dias de espera até que nosso barco, o Íris, zarpasse. Nesse tempo, nunca tomei tantos suco e comi salada de frutas na minha vida. Uma delícia! Saúde pura! A cidade e sua praça central, a sempre presente “Plaza de Armas”, parecem bastante o Brasil. Além da língua, claro, a diferença está na quantidade impressionante de moto-táxis nas ruas da cidade. Centenas, milhares! Na verdade, são triciclos, e acho que todo mundo se locomove dessa maneira por ali, inclusive nós. Deve ser mais barato levar esses veículos para lá, todos de barco, já que não há estradas. Sem contar o próprio combustível, já que são muito mais econômicos que carros. Por fim, o próprio calor amazônico, uma constante por ali. No triciclo, estamos sempre com um ar condicionado natural, o vento! Não só os veículos são abertos, mas os restaurantes, sempre com grandes terraços e sob a sombra de árvores. Até as igrejas, onde assistimos a um coral amazônico, são mais amplas, abertas e tropicais.

Navegando na parte peruana do rio Amazonas, de Iquitos, no Peru, a Tabatinga, no Brasil  (foto de Julho de 1990)

Navegando na parte peruana do rio Amazonas, de Iquitos, no Peru, a Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)


Mas, por fim, partimos, com dois dias de atraso desde a primeira promessa do capitão. Para nós, acabou saindo mais barato investirmos em uma cabine do que comprar três redes para dormir em um dos dois decks do barco. Para os três, foi a primeira experiência no rio Amazonas, que tanto havia frequentado nossas aulas de geografia durante a adolescência. A emoção de estar lá, vendo-o com os próprios olhos, é até difícil de descrever. O rio é absolutamente enorme, mesmo estando a mais de 1.000 quilômetros da foz. Uma massa de água, imparável, rasgando a floresta ao meio. Uma hora depois de partirmos, a calma de navegar quase sozinhos no meio do rio e da floresta contrastava com o caos reinante no porto de Iquitos. Ali, um movimentado porto amazônico, barcos chegam e saem todo o tempo em docas improvisadas nas encostas do rio. Todo o tempo, centenas de pessoas entram e saem dos barcos, chegam e partem da cidade, rio acima ou rio abaixo. Um verdadeiro formigueiro humano que, depois de algumas visitas ao porto, passamos a compreender. Dentro do caos, uma certa ordem. Mas apenas aos olhos mais treinados.

Navegando por pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)

Navegando por pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)


Vitórias-régia em pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)

Vitórias-régia em pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)


Agora ali, no meio do rio, a calma é verdadeira. Sempre há botos cinza a nos guiar. O local mais gostoso do barco é o telhado, longe da confusão dos decks e da música alta. Por falar nisso, a cabine é terrivelmente barulhenta, quase em cima do motor. Abafada também, só ficamos ali de noite. A comida servida no barco não é das melhores, mas trouxemos bastante frutas da cidade. O banheiro é quase inusável e o melhor a fazer, se conseguirmos, é segurar. Os passageiros são quase todos peruanos e muitos deles nem sabem o que é ou onde é o Brasil, mesmo estando em um barco que vai descer o rio até a fronteira. “Brasil? Es uma ciudad?”.

Navegando por pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)

Navegando por pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)


Passageiros fazem força para tentar desatolar nosso barco do leito do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)

Passageiros fazem força para tentar desatolar nosso barco do leito do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)


Muitas vezes, o barco sai do curso principal do rio para entrar em algum afluente. Aí, em algum pequeno povoado ou fazenda, entram e saem pessoas, é descarregado ou carregado algo. É quando nos sentimos mais pertos da infinita floresta que nos rodeia. Pequenas canoas transitam para lá e para cá. Casas são flutuantes ou se sustentam sobre palafitas. São verdadeiramente os trechos mais interessantes da viagem, mas foi aí também que tudo mudou. O barco fez uma aproximação errada da orla do rio e simplesmente atolou. Pois é, atolados no rio mais caudaloso do mundo, parecia até piada. Piada também foi quando quase todos os passageiros desceram e tentaram empurrar o barco. Ele, obviamente, nem se mexeu. Para nós, ao menos, foi divertido, nadar no rio Amazonas que ali não tinha nem um metro de profundidade. A diversão acabou e o barco, muito carregado de combustível, continuava atolado. Chegou um rebocador para ajudar e nada. Chegou outro e nada. Estávamos completamente presos no meio do nada, centenas e centenas de quilômetros de florestas para todos os lados.

O sol nasce no rio Amazonas, durante nossa navegação entre Iquitos, no Peru, e Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)

O sol nasce no rio Amazonas, durante nossa navegação entre Iquitos, no Peru, e Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)


Foi quando um outro barco que seguia para a fronteira passou por ali. Com ajuda de barquinhos, todos os passageiros e suas bagagens foram transferidos. Só que agora, não tínhamos nem cabines e nem redes. A solução foi dormir no piso mesmo, embaixo das dezenas de redes penduradas no convés. Foram “apenas” mais 18 horas de viagem e não tinha outra solução. Melhor do que ficar ali, parados na floresta. Agora, mais do que nunca, com exceção de umas poucas horas de sono durante a noite, ficávamos no telhado do barco admirando a beleza grandiosa ao nosso redor. O nascer-do-sol sobre o rio Amazonas foi absolutamente espetacular e inesquecível, as água do rio pintadas de fogo pela luz da aurora. Que incrível!

O sol nasce no rio Amazonas, durante nossa navegação entre Iquitos, no Peru, e Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)

O sol nasce no rio Amazonas, durante nossa navegação entre Iquitos, no Peru, e Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)


Por fim, chegamos à Santa Rosa, uma pequena vila peruana construída sobre uma ilha do rio na chamada “fronteira tríplice”. Dou outro lado do rio, Colômbia e Brasil, Leticia e Tabatinga. Na pequena Santa Rosa, fizemos nossos papéis de saída e brincamos bastante com duas simpáticas e espertas meninas que haviam viajado conosco. Ficamos também impressionados com as cores de uma espécie de papagaio que vivia na casa do policial da fronteira. Verde, vermelho e amarelo! Uma ave tricolor ali na tríplice fronteira. Papéis prontos, atravessamos o rio de voadeira e voltamos, enfim, ao Brasil. Tabatinga não é a mais bela das cidades, muito pelo contrário. Mas era o primeiro pedacinho do Brasil em que pisávamos depois de 30 dias de andanças por Bolívia e Peru. Típica cidade de fronteira, uma tensão quase constante no ar. Tráfico de drogas e mercadorias são comuns por ali, mas para quem não está metido nisso, a preocupação maior é o forte calor. Estamos sempre procurando algum ventilador para nos aliviar um pouco.

Um papagaio todo colorido em Santa Rosa,  fronteira entre Peru e Brasil, no rio Amazonas (foto de Julho de 1990)

Um papagaio todo colorido em Santa Rosa, fronteira entre Peru e Brasil, no rio Amazonas (foto de Julho de 1990)


Fazendo amizade com simpáticas crianças peruanas na fronteira entre Peru e Brasil, no rio Amazonas (foto de Julho de 1990)

Fazendo amizade com simpáticas crianças peruanas na fronteira entre Peru e Brasil, no rio Amazonas (foto de Julho de 1990)


Tabatinga está grudada em Leticia. Juntas, são quase 100 mil habitantes. Mas Leticia é infinitamente mais turísticas, uma das cidades mais procuradas na Colômbia por visitantes estrangeiros. Todos em busca de uma experiência na exótica Amazônia. Nós, depois de mais de dois dias navegando nas águas do maior rio do mundo e dos três dias esperando em Iquitos, já estávamos satisfeitos com a experiência. O que precisávamos mesmo era sair dali, pois o semestre letivo já começava a 4 mil quilômetros de distância, lá na UNICAMP, interior de São Paulo. Checando preços e alternativas, descobrimos que o barco e o avião custariam mais ou menos a mesma coisa até Manaus. Com a diferença de que uma viagem demoraria três dias e a outra, três horas. Com a pressa que estávamos, não foi difícil escolher. Voamos no dia seguinte, na extinta Varig. O mesmo raciocínio valeu para o trecho entre Manaus e Belém, alguns dias mais tarde. Só que dessa vez, voamos na extinta Vasp. As passagens podiam ser pagas em três vezes sem juros! Nos últimos 20 anos, nós nos esquecemos disso, mas a inflação daquela época era de 10% ao mês! Pagar em três vezes era um senhor desconto! Foi assim que voltamos à nossa Campinas, depois de um belo giro por Bolívia, Peru e Amazônia, um super primeiro mochilão que me fez pegar gosto pela coisa e que, para sempre, me serviria de referência nas muitas viagens que se seguiram nos anos e décadas seguintes. Como se diz por aí: “a primeira vez, a gente nunca esquece!”.

A fronteira tríplice entre Brasil (Tabatinga), Peru (Santa Rosa) e a famosa Leticia (Colômbia), na amazônia. Foi por aí que voltamos ao Brasil na viagem de 1990, vindos de barco de Iquitos, na amazônia peruana

A fronteira tríplice entre Brasil (Tabatinga), Peru (Santa Rosa) e a famosa Leticia (Colômbia), na amazônia. Foi por aí que voltamos ao Brasil na viagem de 1990, vindos de barco de Iquitos, na amazônia peruana



P.S Para quem se interessar, os relatos dessa viagem de 1990 que estão no site dos 1000dias são:

1 - A viagem no Trem da Morte
2 - A subida do Chacaltaya, em La Paz
3 - A Trilha Inca até Machu Picchu
4 - Viajando pelo rio Amazonas do Peru ao Brasil (este post!)

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