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Aerosmith

Colômbia, Bogotá, Villa de Leyva

Show do Aerosmith em Bogotá, na Colômbia

Show do Aerosmith em Bogotá, na Colômbia


Depois de mais uma confortável noite no nosso hotel de Villa de Leyva, só tivemos tempo para empacotar nossas coisas e deixar a charmosa cidade rumo à Bogotá. Foi a terceira vez que chegamos à capital colombiana e já começamos a nos sentir meio "locais" por aqui, hehehe. Principalmente na zona norte , onde está o apartamento do Douglas e da Clara, o nosso "hogar" em Bogotá.

Chegando ao show do Aerosmith, em Bogotá, na Colômbia

Chegando ao show do Aerosmith, em Bogotá, na Colômbia


Eles já tinham ido para o local do show, deixando instruções para nós num simpático bilhete. Nossos ingressos estavam com eles e, por telefone, combinamos como encontrá-los. Vinte minutos de táxi e mais dez de caminhada e já estávamos na entrada do Parque Simón Bolívar, local do concerto. Atrás das grades, na entrada para artistas, lá estava o Douglas com nossas entradas VIP.

Tudo pronto para o show do Aerosmith em Bogotá, na Colômbia

Tudo pronto para o show do Aerosmith em Bogotá, na Colômbia


Show para trinta mil pessoas, a maioria chegando àquela hora, pouco antes das cinco da tarde. Mas não demorou muito para que entrássemos e nos posicionássemos bem perto do palco, um pouco na lateral, longe do aperto, vista privilegiada sem desconforto. Aliás, o único "desconforto" era a ausência de cervejas, não permitidas no parque.

Com os amigos Andrés e Oscar, baterista e vocalista do The Hall Effect, antes do show em Bogotá, na Colômbia

Com os amigos Andrés e Oscar, baterista e vocalista do The Hall Effect, antes do show em Bogotá, na Colômbia


Ainda encontramos o pessoal do The Hall Effect, felicíssimos de terem encontrado e conversado com o Steven Tyler, Joe Perry e outros integrantes do Aerosmith nos camarins. Aqui, eles são tão fãs como o resto da platéia. Mas com direito à conhecerem seus ídolos que, aliás, foram muito simpáticos. Enquanto faziam festa para nós, tinham também de atender seus próprios fãs, autógrafos e fotos distribuídos sem parar.

Com os amigos Andrés e Oscar, baterista e vocalista do The Hall Effect, antes do show em Bogotá, na Colômbia

Com os amigos Andrés e Oscar, baterista e vocalista do The Hall Effect, antes do show em Bogotá, na Colômbia


O Aerosmith é a maior banda de rock americana de todos os tempos, considerando-se prêmios, vendagens e sucessos. Foi criada em 1970, teve um primeiro boom na segunda metade daquela década e depois, com problemas com drogas (sempre elas!) e brigas entre os integrantes, ficou meio esquecida por quase dez anos. Mas se reuniram novamente, ainda nos anos 80 e voltaram com força total, retomando a antiga popularidade entre os mais velhos e ganhando novos adeptos nas gerações mais jovens. Desde então, não pararam mais, os integrantes da banda já se aproximando dos 70 anos. Estão num patamar de sucesso mundial em que apenas bandas como os Rolling Stones, o U2 e outras pouquíssimas se encontram.

Show do The Hall Effect em Bogotá, na Colômbia

Show do The Hall Effect em Bogotá, na Colômbia


O show começou com uma banda de rock meio pesado, aqui de Bogotá e, em seguida, tivemos a apresentação dos nossos amigos. Rock de primeira, todo em inglês. O Douglas era o mais animado, fazendo piruetas com seu baixo. Muito jóia mesmo. A platéia adorou! Mesmo com as restrições impostas pela produção do show, que limitam muito a movimentação das bandas que antecedem à atração principal, o Oscar, Chary, Andrés e Douglas conseguiram levantar a platéia nos melhores momentos.

Bela performance do Douglas no show do The Hall Effect, em Bogotá, na Colômbia

Bela performance do Douglas no show do The Hall Effect, em Bogotá, na Colômbia


Depois deles, entraram as "Leyendas", rockeiros da velha guarda do país. E aí, finalmente, o megashow do Aerosmith, agora com luzes, holofotes, telões e caixas de som em todo seu esplendor. Esses vovôs deram um verdadeiro show de vitalidade sobre o palco, pulando e dançando o tempo todo, cordas vocais à toda, assim como guitarras e bateria. Com quarenta anos de carreira e dezenas de hits no currículo, o que não faltou era música para tocar e empolgar a platéia.

Show do Aerosmith em Bogotá, na Colômbia

Show do Aerosmith em Bogotá, na Colômbia


Eu, confesso, na minha ignorância musical, apesar de reconhecer quase todas as músicas, não sabia cantá-las. Mas era a exceção, certamente. Ao final do show, fui forçado a reconhecer que, realmente, muitas músicas dessa banda fizeram parte da minha adolescência e início de vida adulta. Só não sabia que eram deles...

Show do Aerosmith em Bogotá, na Colômbia

Show do Aerosmith em Bogotá, na Colômbia


Terminado o show, enquanto os vovôs do rock seguiam diretamente para o oxigênio, a gente pegou carona na van do The Hall Effect para voltar para casa. Chegando ao apartamento, ainda fizemos um lanche de despedida de Bogotá, na nossa última noite na cidade. Amanhã rumamos para o norte em definitivo, com destino final na mítica Cartagena de Las Indias, de onde embarcamos para a América Central. É... tem muita estrada pela frente ainda...

Lanche depois do show do Aerosmith, em Bogotá - Colômbia

Lanche depois do show do Aerosmith, em Bogotá - Colômbia

Colômbia, Bogotá, Villa de Leyva, show, The Hall Effect, Aerosmith

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O Fim do Fim do Fim da Estrada

Alaska, Homer

Na praia do fim do fim do fim da estrada, região de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Na praia do fim do fim do fim da estrada, região de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Mesmo sem muitas esperanças do tempo melhorar, partimos para nossas explorações da Península do Kenai, a região à sudoeste de Anchorage que é um verdadeiro playground dos habitantes da maior cidade do Alaska. Na verdade, havia uma luz no final do túnel, ou pelo menos no meio dele, pois os sites de previsão (que costumam acertar tudo por aqui) diziam que no dia 17 não choveria, inclusive com alguns períodos de céu claro. Para o dia 16 e dia 18 em diante, os prognósticos eram desanimadores...

A bela paisagem no caminho para Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

A bela paisagem no caminho para Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Ontem, dia 16, eles acertaram direitinho. Tempo nublado e frio entremeado de chuvas. Mesmo assim, a estrada é muito bonita, passando ao largo de fiordes, cruzando montanhas nevadas e passando por um vale que costuma registrar ventos fortíssimos. Na época certa, que não é agora, pode-se até ver baleias beluga nadando nos fiordes. Mas com esse frio e chuva, nem elas se animam muito.

Dia nublado, especial para fotos em PB, em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Dia nublado, especial para fotos em PB, em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Bom, o tempo podia estar ruim do lado de fora da Fiona, mas do lado de dentro estava muito confortável. Ela deslizou através dos ventos fortes e nos levou são e salvos até a cidade de Homer, no extremo sul da península. Ali, com a fome apertando, deixamos o hotel para depois e seguimos até a pontinha de uma longa ponta de areia e pedras que se estende fiorde adentro por quase cinco quilômetros (uma antiga “moraine” de uma geleira desaparecida faz 10 mil anos), onde encontramos um delicioso restaurante, com vista para o mar e para as montanhas escondidas atrás das nuvens.

Dia nublado, especial para fotos em PB, em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Dia nublado, especial para fotos em PB, em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Sabemos disso porque, no decorrer do almoço, as nuvens se afastaram um pouco e as tais montanhas e suas geleiras apareceram, mostrando o quão grandiosa era a paisagem. Aproveitamos a melhora no tempo para caminhar um pouco pela praia de pedras da “spit”, que é o nome em inglês dessa ponta que entra mar adentro. Com o tempo tão nublado, tudo ganhava tons acinzentados, paisagem e luz ideais para uma sessão de fotos em preto e branco, bem com a cara do dia!

Maré baixa em praia de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Maré baixa em praia de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Voltamos para o centro, achamos um hotel ao lado do hidroporto de onde saem os hidroaviões em direção a Katmai e aí ficamos até o dia seguinte. Katmai, do outro lado do fiorde, é o Parque Nacional onde se tiram aquelas fotos mais famosas de ursos, quase o símbolo do Alaska. Estou falando daquele rio em que os grizzlies se posicionam ao lado das cachoeiras e corredeiras de um rio e abocanham em pleno ar os salmões que tentam seguir rio acima, para seu local de desova. O único meio de acesso é por hidroaviões e na temporada, centenas de turistas desembolsam algumas centenas de dólares para assistir a este espetáculo, no conforto e segurança de um mirante ao lado do rio. Ali, passam horas se maravilhando com as dezenas de ursos em raro momento de convivência pacífica, pois tem salmão para todo mundo.

O belo fiorde onde está Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

O belo fiorde onde está Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Vimos essas fotos em diversos cartazes espalhados pelas Oficinas de Turismo de todo o Alaska. Além disso, dez entre dez documentários sobre ursos ou sobre o Alaska também mostram essa cena. Infelizmente, são somente essas ”lembranças” que levaremos para casa, já que o mau tempo e o alto preço do passeio nos desestimularam a fazer o investimento. Além disso, ainda vamos passar em outros rios com ursos, aqui no Alaska. Sem a famosa cachoeira, mas com algumas corredeiras também.

A belíssima região de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

A belíssima região de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Hoje o dia amanheceu mais promissor, conforme a previsão. Como já havíamos desistido de Katmai, o programa foi dirigir pelas estradas cênicas aqui da região. E começamos justamente pela que mais me interessava, a estrada do fim do mundo. Como todo mundo já sabe (pelo menos, quem lê o 1000dias.com sabe, hehehe), a maior estrada do mundo é a Rodovia Panamericana, que liga a Patagônia ao Alaska. Mas, e aqui no Alaska, para onde ela vai? A resposta é discutível. A Rodovia Panamericana, desde a Columbia Britânica, no Canadá, se confunde com a Alaska Highway. Pouco depois de entrar no Alaska, em Delta Junction, a Alaska Highway termina oficialmente, bifurcando-se: um lado para Fairbanks e o outro para Anchorage. Quando nós viemos para o Alaska, seguimos para Fairbanks. A partir dessa cidade, a rodovia muda de nome e segue para o norte, até Prudhoe Bay, já na costa do Oceano Ártico. Nós seguimos até a metade desse caminho e, para muitos, esse seria o final da Rodovia Panamericana.

Uma das muitas geleiras na região de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Uma das muitas geleiras na região de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Mas existe também outra opinião. Como na bifurcação em Delta Junction, o ramo principal da estrada segue para Anchorage, esse sim seria a continuação da Rodovia Panamericana. Aliás, é a mesma estrada (mesmo número, a 1) que entra no Alaska e vem para Anchorage. Seria aí o fim? Não! A rodovia 1 segue em frente, entra na Península do Kenai e chega até Homer, onde estamos! A 1 acaba na cidade, mas a estrada continua, com o nome de “East End Road”. Foi por aí que seguimos, contornando o fiorde e nos maravilhando com as montanhas e geleiras ao seu redor. O asfalto terminou, mas uma estrada de terra seguia em frente. Finalmente, chegamos a uma placa que dizia: “Não continue! Daqui para frente, a estrada não tem manutenção!” Nós seguimos em frente. A estrada descia uma enorme ribanceira, própria para carros tracionados e chega a uma praia. Pronto, este é o fim do fim do fim da estrada! Chegamos ao final da Rodovia Panamericana!

A fiona chega ao fim  do fim do fim da estrada, na região de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

A fiona chega ao fim do fim do fim da estrada, na região de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Passeio na região de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Passeio na região de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


O cenário não poderia ser mais propício. Uma praia de pedras ao lado de um fiorde maravilhoso. Ao fundo, picos nevados separados por geleiras titânicas. Típica paisagem do limite da civilização. Para o lado de lá, a natureza bela e selvagem. Para o lado de cá, quase 50 mil km de estradas até a Terra do Fogo. Foi emocionante ter estado aí, com a nossa Fiona linda ao nosso lado, um ar meio blazè diante da importância daquele momento.

Admirando o mar de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Admirando o mar de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Delicioso entardecer em praia de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Delicioso entardecer em praia de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Sem dúvida, esse foi o ponto alto da nossa visita a Homer, mas ouve outros também. Percorremos várias estradas cênicas por ali, sempre em meio a nomes russos que batizam praias, estradas e estabelecimentos. Lembrança constante que esse pedaço da América quase já foi Ásia e que, se não fosse pelo excelente negócio realizado pelos EUA em 1867, hoje, ao invés de dizer “Good morning”, “Thank you”, “Please” ou “Beer” (as principais expressões de qualquer língua!), teria de apender a falar “Dobroye utro”, “Spasibo”, “Pajalusta” e “Piva”.

Influência russa nos nomes dessa região do Alaska (em Homer, na Península do Kenai)

Influência russa nos nomes dessa região do Alaska (em Homer, na Península do Kenai)


A cidade de Homer e sya londa 'spit', na Península do Kenai, no sul do Alaska, vistos do alto do mirante

A cidade de Homer e sya londa "spit", na Península do Kenai, no sul do Alaska, vistos do alto do mirante


Subimos no alto do morro nas costas da cidade e daí pudemos admirar a “spit” entrando pelo fiorde. Magnífica! Lá de cima, parece tão pequena, principalmente quando comparada com a paisagem infinita ao seu redor. Mas quando descemos lá outra vez e voltamos à mesma praia de pedras de ontem, agora com o tempo bem melhor, não tem nada de pequeno não! Outra vez, caminhamos pela praia, sentimos o cheiro delicioso do mar e revimos o Oceano Pacífico, tão gelado aqui em cima. A última vez tinha sido na Baja California, onde a água já era fria, mas permitia um banho. Aqui, nem pensar! Mas as gaivotas, essas eram as mesmas. Seja no Pacífico, seja no Atlântico, seja no sul, seja no norte, elas estão sempre na praia. “Êta passarinho encardido, sô!”, como diriam lá na minha terra, que nem mar tem.

As gaivotas estão em toda a América. Até em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

As gaivotas estão em toda a América. Até em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Perseguindo gaivotas em praia de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Perseguindo gaivotas em praia de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Não foi só o tempo que mudou com relação a ontem. A maré também. E as marés do Alaska estão entre as maiores do mundo. A prova viva estava ali na nossa frente. Os mesmos locais fotografados pareciam de planetas diferentes. É por isso que esses fiordes sustentam uma vida tão variada, tanto de água doce como de água salgada. Na maré baixa, prevalece a influência dos rios que descem continuamente das geleiras, trazendo água limpa, nutritiva e gelada. Na maré alta, é o mar que domina. Um encontro de ecossistemas que atrai a migração de peixes, pássaros e mamíferos aquáticos de todas as partes.

Maré baixa na praia do Farol em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Maré baixa na praia do Farol em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


Maré baixa na praia do Farol em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Maré baixa na praia do Farol em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska


É, o Alaska é mesmo especial e a Península do Kenai, mesmo para padrões “alaskianos”, se destaca. Hoje, pudemos ver e entender um pouquinho disso tudo, com a ajuda de São Pedro. Aproveitamos ao máximo, pois amanhã o dia será feio. Mesmo assim, vamos para o outro lado do Kenai, para a cidade de Seward. Vamos ver...

Barco navega pelo fiorde de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Barco navega pelo fiorde de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska

Alaska, Homer, Kenai, Katmai

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O Rio Maravilhoso e a Volta ao Chile

Argentina, Junín de Los Andes, Chile, VictoriaChile

O lindo, cristalino e delicioso rio Chimehuín, que corta a cidade de Junín de Los Andes, no sul da Argentina

O lindo, cristalino e delicioso rio Chimehuín, que corta a cidade de Junín de Los Andes, no sul da Argentina


Uma boa noite de sono na nossa pousada em Junín de Los Andes nos ajudou a recuperar as energias gastas no esforço de chegar ao cume do vulcão Lanín. Depois de uma noite no chão duro e frio das encostas do vulcão, nada como um bom colchão, lençóis limpos e um café da manhã fresquinho servido na mesa. Regalias da civilização!

O lindo, cristalino e delicioso rio Chimehuín, que corta a cidade de Junín de Los Andes, no sul da Argentina

O lindo, cristalino e delicioso rio Chimehuín, que corta a cidade de Junín de Los Andes, no sul da Argentina


Dando um delicioso mergulho no cristalino rio Chimehuín, que corta a cidade de Junín de Los Andes, no sul da Argentina

Dando um delicioso mergulho no cristalino rio Chimehuín, que corta a cidade de Junín de Los Andes, no sul da Argentina


O plano era retornarmos para o Chile hoje e retomarmos nosso rumo para o norte, em direção a capital Santiago, onde temos um voo marcado para o Ceará no dia 26, em uma semana. Mas não estávamos com pressa e, fazendo as contas, achamos que dava para curtir um pouco mais a cidade nas horas restantes da manhã.

Cães são levados para se exercitar no rio Chimehuín pelos habitantes de Junín de Los Andes, no sul da Argentina

Cães são levados para se exercitar no rio Chimehuín pelos habitantes de Junín de Los Andes, no sul da Argentina


Cães são levados para se exercitar no rio Chimehuín pelos habitantes de Junín de Los Andes, no sul da Argentina

Cães são levados para se exercitar no rio Chimehuín pelos habitantes de Junín de Los Andes, no sul da Argentina


Junín de Los Andes é uma cidade pequena, com cerca de 14 mil habitantes. A principal atração dentro da cidade é um parque criado às margens do rio Chimehuín. O rio tem águas cristalinas e, ao menos nessa época do ano, com temperatura bem agradável. Nos finais de tarde, é para lá que convergem crianças e adultos, em busca de um mergulho, um passeio pelas margens gramadas do rio, um lugar tranquilo para praticar ioga, meditação ou ler um bom livro. Foi aí que passamos nosso final de tarde quando chegamos à cidade, vindos do Chile, três dias atrás. E foi para aí que nos dirigimos na manhã de hoje, em busca de mais umas horas de lazer para ajudar a relaxar os músculos cansados.

Dando um delicioso mergulho no cristalino rio Chimehuín, que corta a cidade de Junín de Los Andes, no sul da Argentina

Dando um delicioso mergulho no cristalino rio Chimehuín, que corta a cidade de Junín de Los Andes, no sul da Argentina


Pela manhã, como era de se esperar, o parque é mais vazio. Mesmo assim, com um rio lindo desse, sempre haverá movimento. Vários donos de cachorros trazem seus animais para se exercitar por aqui. Labradores, por exemplo, não resistem a um bom mergulho. Os donos atiram gravetos na água e eles vão buscar, mesmo nadando contra a corrente. Por falar em corrente, foi com ela que aproveitamos ao máximo nossas horas por lá. Caminhávamos alguns minutos rio acima e nos jogávamos na água, deixando que a corrente nos trouxesse de volta ao ponto de partida. Uma delícia!

A Ana e os moradores de Junín de Los Andes, no sul da Argentina, se divertem no rio Chimehuín, que corta a cidade

A Ana e os moradores de Junín de Los Andes, no sul da Argentina, se divertem no rio Chimehuín, que corta a cidade


Mas era chegada a hora. Voltamos para a pousada ali do lado e, já de carro, fomos uma última vez ao nosso restaurante preferido. Ali nos refestelamos com um belo bife de chorizo, nossa despedida da Argentina. Depois, pé na estrada!



Poderíamos ter voltado para o Chile pela mesma estrada que viemos, mas é claro que, viajantes que somos, preferimos inventar outra rota. As estradas seriam, na sua maioria, de rípio, mas é por isso que viajamos com a Fiona. Não vai ser um pouco de poeira que vai nos impedir de ver coisas novas. Ainda mais em uma região tão bela como essa, conhecida por seus rios cheios de trutas. San Junín é a capital argentina da truta e quase todos os visitantes da cidade são amantes da pesca, principalmente da “pesca de mosca”, ou fly fishing.

Um dos belos rios da região de Junín de Los Andes, no sul da Argentina, famosos pela pescaria de truta

Um dos belos rios da região de Junín de Los Andes, no sul da Argentina, famosos pela pescaria de truta


Pescando trutas com a técnica de pescaria de mosca em rio de Junín de Los Andes, no sul da Argentina

Pescando trutas com a técnica de pescaria de mosca em rio de Junín de Los Andes, no sul da Argentina


Bastaram alguns quilômetros indo para o norte para entendermos o porquê. O rio Aluminé parece um desenho, o curso d’água cortando uma paisagem deslumbrante e formando vários remansos e curvas de rio ideais para trutas e para pescadores atrás de trutas. Vimos vários deles ao longo do caminho, não só dentro dos rios, mas também em fotos que adornam todas as lojas, postos e restaurantes da região.

Pescador posa orgulhoso com a truta pescada em um dos rios da região de Junín de Los Andes, na Argentina

Pescador posa orgulhoso com a truta pescada em um dos rios da região de Junín de Los Andes, na Argentina


Os rios da região de Junín de Los Andes, na Argentina, atraem pescadores de todo o país

Os rios da região de Junín de Los Andes, na Argentina, atraem pescadores de todo o país


Passamos pela cidade de Aluminé e continuamos seguindo para o norte, até o próximo posto fronteiriço entre Argentina e Chile. Foi em Hito Icalma, embora o GoogleMaps não reconheça a estrada argentina que leva até aí. Essa foi a nona passagem fronteiriça entre os dois países que conhecemos nesses 1000dias. O sistema deles já nem mais nos aguenta, a Fiona aparecendo em todos os arquivos e computadores, hehehe. Muito provavelmente, será o último também, pois quando voltamos do Chile para a Argentina, deve ser pela passagem do Cristo Redentor, aquela entre Santiago e Mendoza, onde já passamos uma vez e figurinha repetida não preenche álbum! Aliás, estamos longe de preencher o álbum, pois acho que, no total, são 35 passagens habilitadas entre os dois países. Para nós, a mais bela foi e sempre será o Paso San Francisco (post aqui).

Um dos belos rios da região de Junín de Los Andes, no sul da Argentina, famosos pela pescaria de truta

Um dos belos rios da região de Junín de Los Andes, no sul da Argentina, famosos pela pescaria de truta


A belíssima paisagem da região de Junín de Los Andes, no sul da Argentina

A belíssima paisagem da região de Junín de Los Andes, no sul da Argentina


Talvez por ser a nossa última, eles resolveram caprichar e os oficiais de fronteira chilenos nos seguraram por lá um tempão, examinando a Fiona. Por fim, passamos, mas perdemos uma hora de claridade valiosa por lá. Mesmo o sol se pondo bem tarde por aqui, a escuridão e o cansaço nos alcançaram ainda em plena estrada de rípio cruzando belas reservas e parques da região. Estamos em plena Araucania, terra das araucárias e dos valentes mapuches, indígenas com uma história de resistência singular no continente. Vou falar disso no próximo post.

Uma legítima araucária na região de Junín de Los Andes, no sul da Argentina

Uma legítima araucária na região de Junín de Los Andes, no sul da Argentina


Um incêncio na periferia de Victoria, cidade chilena na região de Araucania

Um incêncio na periferia de Victoria, cidade chilena na região de Araucania


Já na escuridão, finalmente chegamos à Victoria, o primeiro povoado digno de ser chamado de cidade depois de termos entrado no Chile. Ela já fica na Ruta 5, como é chamada a rodovia Panamericana aqui no país, a principal estrada chilena. Por incrível que pareça e para nosso quase desespero, não achamos um hotel por ali. Apenas um grande incêndio na periferia da cidade. Impacientes, deixamos o fogo e Victoria para trás e seguimos na Ruta 5 para o norte. No primeiro hotel de beira de estrada, paramos. Esses hotéis não são tão fáceis de achar como no Brasil, onde há vários deles nos postos de combustível das estradas. Então, quando vimos um, não podíamos perder a chance. Principalmente com o relógio já avançando pela madrugada. Hotel de camioneiro, bem simples. Para nós, mais do que o suficiente, pelo menos naquele estágio de cansaço. “Hosteria Los Aromos”, nos salvou! A hospedagem mais barata nas nossas diversas passagens pelo país (sem contar as noites em barraca!), apenas 9 dólares por pessoa!

Um incêncio na periferia de Victoria, cidade chilena na região de Araucania

Um incêncio na periferia de Victoria, cidade chilena na região de Araucania

Argentina, Junín de Los Andes, Chile, VictoriaChile, Rio, Estrada, Chimehuín, Aluminé

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O Primeiro Vídeo

Brasil, Paraná, Ilha do Mel, Superagui

Para quem ainda não viu, segue o link no youtube do nosso primeiro vídeo postado lá, feito com muito carinho e zelo pela Ana. Ficou super profissa! Podem clicar que não é vírus!!!

http://www.youtube.com/watch?v=NtpZyYBXyQo

Brasil, Paraná, Ilha do Mel, Superagui, Praia

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Garota, Eu Vou pra Califórnia

Estados Unidos, Oregon, Ashland, Califórnia, Crescent City

Depois de tanto tempo, de volta à califórnia, nos Estados Unidos

Depois de tanto tempo, de volta à califórnia, nos Estados Unidos


No dia 26 de Março desse ano, nós entrávamos nos Estados Unidos com a Fiona pela primeira vez. Foi na fronteira Tijuana/San Diego e o post está no arquivo contando a história dessa epopeia. San Diego está no sul do estado da Califórnia, estado que tem encantado brasileiros por gerações, principalmente surfistas e amantes da vida mansa. Passamos quase duas semanas explorando o sul do estado, diversos parques nacionais e algumas cidades antes de deixar o estado rumo à Las Vegas, onde tínhamos um encontro marcado.


Nosso caminho de hoje. Infelizmente, nem o Google Maps tem as pequenas estradas de terra que passamos para chegar mais diretamente as cavernas do Oregon (B)

Sete meses mais tarde, após uma enorme volta por todo o país, incluindo o Alaska, viajar pelo Canadá, fazer um tour pelo Caribe e ir conhecer os rincões gelados da Groelândia e Islândia, hoje era o dia de voltarmos ao Golden State. Mas dessa vez chegaríamos pelo norte, vindos do Oregon, sem complicações de fronteira. O que não mudou foi a trilha musical que embalou esse momento, a deliciosa música de Lulu Santos, “Garota, Eu Vou Prá Califórnia”.

O gerente do nosso motel em Ashland, que consertou o computador da Ana (sul do Oregon, nos Estados Unidos)

O gerente do nosso motel em Ashland, que consertou o computador da Ana (sul do Oregon, nos Estados Unidos)


Mas antes disso, ainda tínhamos uma programação pelo sul do Oregon! Pela manhã, saímos da simpática, teatral e colorida Ashland. Uma foto de despedida do gerente do nosso motel que ontem, com toda a simpatia, consertou o computador da Ana, tomado por um irritante e teimoso vírus. Enquanto passeávamos por entre as árvores coloridas da cidade, o computador foi vacinado e já está pronto para ir até a Argentina! E nós, prontos para o dia de viagem!

A bela região onde está o Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos

A bela região onde está o Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos


Saímos em direção ao Oregon Caves National Monument, uma região famosa por suas cavernas. Mais interessante que o próprio parque foi o caminho para chegar até lá. Nada de autoestradas que davam uma longa volta! Nosso GPS resolveu seguir pelos atalhos, estradas rurais e caminhos que cortam a National Florest vizinha ao parque. Estradas feitas para combater incêndios, nada acostumadas a receber turistas brasileiros dirigindo seu carro nacional, hehehe. As raras pessoas que cruzamos nesse caminho completamente perdido do mundo devem ter se perguntado de onde a gente tinha aparecido! Mas, enfim, mesmo por aquele emaranhado de estadas de terra subindo montanhas e descendo desfiladeiros, a Fiona nos levou direitinho até a entrada do parque! Tração aqui e ali, para vencer trechos com neve ou gelo, no meio de matas de pinheiros, o que importa é que chegamos ao nosso destino, provavelmente no mesmo tempo que levaria dando a longa volta asfaltada.

Fechado para a estação, Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos

Fechado para a estação, Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos


Era o dia da eleição no país, deputados, senadores, governadores e o presidente sendo escolhidos pelo voto de 200 milhões de pessoas. Por aqui, dia de eleição é feito numa terça-feira, dia normal de trabalho. Mesmo assim, algo nos dizia que o parque não estaria aberto. Pois é, não estava mesmo! E nem podemos colocar a culpa no Obama ou no Romney. Não, a culpa é de São Pedro, que inventou as estações. O parque havia fechado no último final de semana e será reaberto somente em Março do ano que vem. Para nós, meio difícil de esperar...

Centro de visitantes vazio e fechado no Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos

Centro de visitantes vazio e fechado no Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos


Bom, na verdade, não é o parque que fecha. Os parques nacionais americanos ficam abertos o ano inteiro. O que fecha é a infraestrutura: restaurante, centro de visitantes, lojas e, o mais chato de tudo, as estradas. Fecham para os carros, mas quem quiser entrar andando, vai conseguir. O problema é que, muitas vezes, as atrações estão dezenas de quilômetros parque adentro e caminhar até elas não é uma boa opção. Principalmente com neve caindo na cabeça!

Caverna fechada no Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos

Caverna fechada no Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos


Seria o caso desse parque daqui, em anos normais. O Park Ranger que encontramos nos disse que, normalmente, já teríamos uns trinta centímetros de neve no chão nessa época. Porém, não neste ano! Mas não importa! Regras e prazos existem para serem cumpridos e a estrada estava fechada. O que, nesse pequeno parque, não importa muito. São menos de 500 metros de caminhada da cancela até a caverna principal. Pois é, cavernas, esse foi o problema! Elas fazem parte da “infraestrutura” e só podemos entrar acompanhados de um guia, em tours com hora marcada. E o próximo tour está marcado para Março!

Respirando o ar puro das montanhas do Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos

Respirando o ar puro das montanhas do Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos


Paciência! A caverna estava fechada, mas éramos livres para percorrer as trilhas acima da terra. Escolhemos uma delas, justamente aquela que nos levaria para o alto, para termos uma visão geral da região. No caminho, painéis explicativos nos ensinam sobre a geologia, a história das montanhas e o processo de formação das cavernas. Sempre fico impressionado com a quantidade de conhecimentos que a humanidade já tem dos processos naturais em nosso planeta e o quão antigo rochas e montanhas podem ser. Aqui, por exemplo, tudo começou abaixo do mar. Bactérias, no seu processo de sobrevivência, foram retirando cálcio da água do mar e formando corais e recifes, ao longo de milhões de anos. Uma reviravolta no movimento das placas tectônicas e esses corais vão parar embaixo da terra, sob a pressão d algumas bilhões de toneladas. Eles se recristalizam, formando mármore. Novo choque de placas, o oceano escorre para o lado, o mármore se levanda da terra e forma a base de uma montanha. Outros milhões de anos de ação da erosão, lençõeis freáticos e o frio e calor das estações, as pedras racham, dão passagem a rios subterrâneos que formam galerias. Os rios afundam ainda mais, e as galerias, agora vazias, são cavernas para serem exploradas pelo mais novo animal do planeta, o bicho-homem! Pelo menos aqui nesse parque, não no inverno, mas na primavera, a partir de Março!

Visita ao Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos

Visita ao Oregon Caves National Monument, no sul do estado, nos Estados Unidos


Assim, depois de muito aprender sobre rochas metamórficas, ígneas ou sedimentares, mas sem ver as cavernas por dentro, seguimos caminho para o próximo destino, a Califórnia! A ideia era recomeçar nossas andanças pelo terceiro maior estado americano (depois do Alaska e do Texas) pelo norte, pelo Redwood National Park.

Estrada de terra corta o Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos

Estrada de terra corta o Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos


Pois foram exatamente essas gigantes que nos deram as boas vindas depois de 7 meses fora da Califórnia. O parque nacional se estende por boa parte da região costeira ao norte do estado e a principal cidade-base é Crescent City. Para lá seguíamos já no fim de tarde quando tivemos a chance de deixar a estrada principal de lado e tomar uma estrada alternativa, de terra, que cortava um dos trechos do parque.

Um magnífico exemplar de Redwood, no Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos

Um magnífico exemplar de Redwood, no Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos


Quase já não havia luz, principalmente abaixo daquela floresta de árvores gigantes. As Redwoods, primas das Sequoias que já conhecemos, são as mais altas árvores do planeta, ultrapassando com facilidade a marca dos 100 metros de altura. Não são tão “gordas” como suas parentes e, apesar do nome, também não são tão vermelhas. O “vermelho” do nome vem da cor da madeira no seu interior, que não conseguimos ver. A grossa casca que a protege (“bark”, em inglês) de todos os insetos, parasitas e até incêndios tem vários tons de cinza, do mais claro ao mais escuro, e faz dessas gigantes um ser praticamente imortal. Não é a toa que chegam a viver mais de 2 mil anos!

A Fiona fica pequena perto das árvores do Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos

A Fiona fica pequena perto das árvores do Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos


Então, bem no final de tarde, passando por entre essas gigantes, praticamente sós naquele parque, tivemos nosso momento de magia nesse dia que nos trouxe de volta ao ponto inicial de nossa viagem pelos Estados Unidos. Parece ter sido ontem quando estivemos entre as Sequoias! E hoje, entre as maravilhosas Redwoods! Foi fantástico! Já no escuro, chegamos à Crescent City, ansiosos para que o dia raie novamente. Amanhã, vamos ver o parque com a ajuda do sol. Essa tarde foi apenas o aperitivo entre as silenciosas e imponentes Redwoods!

Nossa primeira árvore gigante no Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos

Nossa primeira árvore gigante no Redwood National Park, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos

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Burocracias

Brasil, Paraná, Curitiba

Um dos aspectos que precisamos lidar quando vamos viajar, principalmente em viagens internacionais, são os aspectos burocráticos. Vistos, por exemplo! Para a Ana, que é italiana, é tudo mais simples, mas para nós, meros brasileiros... Mesmo viajando no nosso próprio continente, devemos vencer várias complicações.

Precisamos de visto para o Canadá, EUA, México e ilhas e regiões francesas. Guiana Francesa, por exemplo. Um complicador no meu caso é que, normalmente, um dos pré-requisitos para a obtenção do visto são as passagens de avião, de ida e, principalmente, de volta. Para quem vai de carro, eles acham muito estranho e ficam sem saber o que informar. Outro ponto é que o visto tem uma validade limitada depois de emitido. Para quem vai chegar só daqui a 20 meses no país, a recomendação é que se obtenha o visto pouco antes de viajar. De novo, isso não me ajuda porque eu vou estar na estrada e não em São Paulo, onde se obtem esses vistos normalmente.

Bom, na prática, como estou lidando com isso? Para começar, por sorte, eu já tenho um visto americano, válido ainda por vários anos. Que bom! Obter um novo, desempregado, sem passagens de avião, sem imóveis no Brasil, não seria fácil. Segundo, já tendo o visto americano, obter o mexicano foi moleza. Afinal, o México só exige visto de brasileiro porque muitos compatriotas iam para lá para atravessar o Rio Grande a nado. Como eu já tenho o visto americano, eles não acham que seja esse o meu caso.

No caso do visto canadense, vou tentar agora em Maio. Terá de ser o visto de múltiplas entradas, válido por 3 anos, já que o visto de entrada simples, mais barato, só é válido por 6 meses. Já estou preparando a documentação para mostrar que eu não pretendo ir para lá para viver ilegalmente. Sem emprego, é sempre mais complicado. Em Maio dou notícias sobre isso.

Por fim, no caso das regiões francesas, me recomendaram que eu, a bordo da Fiona, na fronteira, negociasse com o oficial de plantão. É o que pretendo fazer. Quem sabe, passar no consulado no Amapá. Quanto às ilhas, disseram-me que não teria problemas, estando com as passagens de entrada e saída. Ao longo da viagem vou tentar me informar novamente.

Para a minha esposa italiana foi tudo mais fácil. Bastou 15 minutos na internet para conseguir o visto americano, único país que tem essa exigência.

Ainda no quesito burocracia, consegui minha carteira internacional no último dia (hoje!), para carros e motos. Eu e a Ana fizemos o curso de motos nessas últimas semanas. Foi uma corrida contra o tempo, com final feliz!

Agora, está faltando a documentação da Fiona para a fase internacional da viagem. Ainda temos tempo para isso. Basicamente, são cópias e cópias dos documentos originais, listas e listas dos aparelhos eletrônicos que estamos levando, um tal de carnet du passage e seguros de viagem. Aqui seguimos aquela máxima: "Não deixe para amanhã aquilo que pode deixar para depois de amanhã!".

Finalmente, estamos deixando o Brasil, hoje, quites com o Imposto de Renda. Já de olho na nossa restituição, sempre bem vinda. No meu caso, de olho também no meu seguro-desemprego.

E chega de burocracias...

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Pelo Sertão Afora

Brasil, Bahia, Mangue Seco, Sergipe, Pontal, Feira de Santana

Estrada cruzando o sertão da Bahia em direção à Chapada Diamantina

Estrada cruzando o sertão da Bahia em direção à Chapada Diamantina


Hoje deixamos Mangue Seco e o mar para trás. Depois de tanto tempo na costa, desde Vitória no Espírito Santo até a fronteira de Bahia e Sergipe, já era hora de voltarmos ao interior. Serão três semanas no sertão, até voltarmos para a costa em Recife, em tempo de voarmos para Fernando de Noronha, no dia 10 de dezembro.

Despedida de Mangue Seco (BA), na travessia para  Pontal (SE)

Despedida de Mangue Seco (BA), na travessia para Pontal (SE)


Logo cedo, o Givaldo foi nos buscar de barco. Que tristeza deixar Mangue Seco... Mas, é assim que tem sido em todos os lugares e já estamos acostumados. Durante a travessia para Sergipe o Givaldo foi dando uma aula de pescaria e de técnicas de navegação de barcos pesqueiros. Aula prática, pois tinha um pesqueiro à vela ali do lado, apostando corrida com a gente.

Barco à vela de pescador, durante a travessia Mangue Seco (BA) - Pontal (SE)

Barco à vela de pescador, durante a travessia Mangue Seco (BA) - Pontal (SE)


A Fiona nos esperava e logo deixamos Sergipe para trás. Vamos voltar com mais tempo depois de Noronha! Voltamos para a Bahia e seguimos rumo à Feira de Santana, o principal entroncamento rodoviário do estado. Parece que todas as estradas passam por lá. Pois é, até Feira a viagem foi tranquila mas depois, um trânsito infernal até a bifurcação da estrada, uns 60 km depois. A grande maioria dos caminhões seguem pela BR-116, em direção ao sul do país. E uns poucos felizardos seguem na Salvador-Brasília. Estrada muito boa e vazia. Uma reta só!

Mapa da nossa viagem entre Mangue Seco e Lençóis (BA)

Mapa da nossa viagem entre Mangue Seco e Lençóis (BA)


Não demorou muito e já estávamos em pleno sertão. Vegetação totalmente distinta daquela do litoral. Ao invés de coqueiros, cactus! Lá fora, longe do confortável ar condicionado da Fiona, 37 graus!!!

Vegetação de caatinga no interior da Bahia

Vegetação de caatinga no interior da Bahia


Primeira visão da Chapada Diamantina, em Lençóis - BA

Primeira visão da Chapada Diamantina, em Lençóis - BA


No fim de tarde, avistamos a Chapada Diamantina, com sua silhueta inconfundível Emocionante revê-la! Já estive aqui 3 vezes, a primeira há vinte anos, a última há dez anos. É um lugar especial, sem dúvida. Quando algum gringo me pergunta qual lugar deve conhecer no Brasil, a Chapada Diamamntina sempre, sempre, sempre está na minha lista. Seja de dez lugares, de cinco ou de três.

Visão de Lençóis - BA

Visão de Lençóis - BA


A gente se instalou na Pousada Casa da geléia e fomos passear e jantar nas simpáticas ruas de paralelepípedo de Lençóis, a mais famosa cidade da região. Cidade histórica, casario antigo, pousadas e restaurantes charmosos. Uma graça!

Casario antigo em Lençóis - BA

Casario antigo em Lençóis - BA


De noite, já na pousada, tivemos uma longa conversa com o Lúcio, grande conhecedor da região. Ele nos ajudou a montar um roteiro de dez dias por aqui. E não achem que é muito não! É pouco! Acho que seria preciso um mês para explorar tudo o que o parque e a região oferecem: cachoeiras, montanhas, cavernas, lagos subterrâneos, caminhadas e até um mini-pantanal. Além de várias cidades históricas e charmosas e muita comida boa. O lugar é o paraíso do turismo. Pelo menos, do turismo que eu gosto de fazer...

Roda de capoeira em Lençóis - BA

Roda de capoeira em Lençóis - BA


Então, é isso. Amanhã começamos nosso tour pela Chapada. Depois, teremos só mais dez dias para cruzar o sertão. Mas, como já disse, depois de Noronha, voltaremos à ele.

Tomando vinho em rua charmosa de Lençóis - BA

Tomando vinho em rua charmosa de Lençóis - BA

Brasil, Bahia, Mangue Seco, Sergipe, Pontal, Feira de Santana,

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A Primeira Cidade Americana

Estados Unidos, Flórida, Saint Augustine

Vestido a carater no forte de San Marcos, em St Augustine, na Flórida - EUA

Vestido a carater no forte de San Marcos, em St Augustine, na Flórida - EUA


Vivendo e aprendendo. Ou, no nosso caso, viajando e aprendendo! Há apenas poucos dias descobrimos que a cidade mais antiga do país não foi fundada por ingleses e nem está nas famosas 13 colônias originais. Não! A primeira cidade americana está aqui, na Flórida, e foi fundada por espanhóis!

Entrada de galeria e museu em St Augustine, na Flórida - EUA

Entrada de galeria e museu em St Augustine, na Flórida - EUA


Estou falando de St Augustine, cidade fundada em 1568 na costa leste da Flórida, como parte da disputa entre espanhóis e franceses pela supremacia da região. A data precede em mais de 40 anos a chegada dos colonizadores ingleses mais ao norte. Os colonizadores podem ter demorado esse tempo todo, mas os piratas não! O mais famoso deles, sir Francis Drake, já aterrorizava os habitantes espanhóis de St Agustine duas décadas depois da fundação da cidade, saqueando e queimando a cidade.

O portão antigo da cidade de St Augustine, a mais antiga do país, na Flórida - EUA

O portão antigo da cidade de St Augustine, a mais antiga do país, na Flórida - EUA


Mas, enfim, os espanhóis expulsaram os rivais franceses, sobreviveram aos piratas ingleses e fizeram de St Augustine sua principal base na Flórida, por mais de 200 anos. Com as colônias inglesas em pleno desenvolvimento logo ali do lado, também tiveram de resistir a várias campanhas de conquista, vindas da Carolina e da Georgia. E quem ajudou os espanhóis nisso foram escravos fugidos das colônias inglesas. Eles eram recebidos de braços abertos em St Augustine, desde que jurassem aliança ao rei espanhol, e eram os mais valentes soldados nas guerras contra seus antigos senhores ingleses.

O Forte de San Marcos, na cidade de St Augustine, na Flórida - EUA

O Forte de San Marcos, na cidade de St Augustine, na Flórida - EUA


Mas, ao fim da guerra de 1763, a verdadeira primeira guerra mundial, envolvendo ingleses, franceses e espanhóis em várias partes do mundo, os ibéricos estiveram entre os derrotados e acabaram cedendo a Flórida aos ingleses. St Agustine foi britânica por 20 anos, mas o mundo deu as suas voltas novamente. Com a derrota inglesa na Revolução Americana, os espanhóis foram recompensados em sua ajuda aos revolucionários com a posse da Flórida (e de St Augustine!) outra vez.

A mais antiga escola dos Estados Unidos, em St Augustine, na Flórida

A mais antiga escola dos Estados Unidos, em St Augustine, na Flórida


A última mudança de “status” da cidade se deu em 1820, quando os espanhóis venderam o estado para os Estados Unidos. A cidade virou definitivamente americana, mas a influência espanhola ficou marcada para sempre na arquitetura do charmoso centro histórico e na rica culinária de St Augustine.

Lendo placa informativa da mais antiga casa do país, em St Augustine, na Flórida - EUA

Lendo placa informativa da mais antiga casa do país, em St Augustine, na Flórida - EUA


Nós chegamos nessa interessante cidade ontem de noite. Ao invés de ficarmos num daqueles hotéis de rede, achamos um simpaticíssimo hostel no centro da cidade, o Pirate Haus. Nada como um tratamento mais “pessoal” de vez em quando! Um hotel com alma, e não uma fria franchising. Além de nos indicar um restaurante brasileiro para jantar, o dono logo nos convenceu a ficar mais um dia na cidade. Savannah teria de esperar um pouco mais...

Praça de St Augustine, na Flórida - EUA

Praça de St Augustine, na Flórida - EUA


O jantar no restaurante brasileiro foi ótimo. Legítima feijoada preparada por uma legítima brasileira. Quem nos serviu foi o genro da cozinheira, também brasileiro. Mas quem fez mais festa foi o dono do restaurante, marido da cozinheira, italiano de mão cheia, fã incondicional do Brasil.

O Forte de San Marcos, na cidade de St Augustine, na Flórida - EUA

O Forte de San Marcos, na cidade de St Augustine, na Flórida - EUA


O dia de hoje foi devotado à exploração da cidade mais antiga dos Estados Unidos. Aqui estão vários “primeiros”. Por exemplo, a primeira casa do país, a primeira escola, o primeiro forte e por aí vai. O centro da cidade é uma delícia de se passear, ruas simpáticas, piso de pedra, casas que nos lembram as cidades históricas do México, Cuba ou Colômbia. Realmente, muito mais gostoso andar por aqui do que numa cidade americana típica, geralmente feita para automóveis e não para pessoas.

Show de música em taverna de St Augustine, na Flórida - EUA

Show de música em taverna de St Augustine, na Flórida - EUA


Outro dos “primeiros”, um dos que mais gostei de conhecer, foi a primeira taverna. Aí, já há vários séculos, pessoas vem atrás das saudáveis atividades de beber e jogar. Para manter a tradição, fizemos o mesmo: testamos deliciosas cervejas locais enquanto nos divertíamos com um jogo interessante e simples de dados (mas sem apostas!). Tudo ao som de ótima música ao vivo! Aliás, é impressionante como temos encontrado música de qualidade nesse país. É de se tirar o chapéu!

Jogando dados e saboreando uma cerveja em taverna histórica de St Augustine, na Flórida - EUA

Jogando dados e saboreando uma cerveja em taverna histórica de St Augustine, na Flórida - EUA


Depois de muito caminhar e aprender (há excelentes placas informativas em todos os lugares, outro aspecto de se tirar o chapéu aos americanos!), voltamos para nosso hostal. Mas de noite já estávamos na rua novamente, dessa vez para encontrar o Márcio e a Taciana. Ele foi colega do meu irmão mais velho no início da década de 80, em Belo Horizonte. Só o conhecia de nome. Mas meu irmão tinha mantido contato com ele e sabia que tinha acabado de se mudar para cá. Bastou um e-mail e um telefonema e conseguimos nos encontrar. Foi joia, dois casais contando suas aventuras de vida. A história da mudança deles para cá é bem interessante! Normalmente, são os filhos jovens que seguem os pais na mudança de endereço. Mas eles fizeram o contrário: os filhos vieram estudar nos EUA e ele vieram acompanhar, para manter a família unida.

Observandoa orla em St Augustine, na Flórida - EUA

Observandoa orla em St Augustine, na Flórida - EUA


Bom, amanhã, finalmente, deixamos a Flórida para trás e vamos conhecer um novo estado, a Georgia. Como dormimos aqui mais um dia, só vamos parar para almoçar em Savannah. O destino final será Atlanta, sede das Olimpíadas em 96 e uma das cidades que mais crescem no país. Além da sede da Coca-cola e da CNN, dizem ter um dos melhores aquários do mundo.Vamos conferir!

Encontro com o Márcio e a Taciana em St Augustine, na Flórida - EUA

Encontro com o Márcio e a Taciana em St Augustine, na Flórida - EUA

Estados Unidos, Flórida, Saint Augustine, história, cidade

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Lombard Street e Red Golden Gate

Estados Unidos, Califórnia, San Francisco

Um dia magnífico para admirar a Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Um dia magnífico para admirar a Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Com a noite esticada de ontem, que até forró paraibano teve, acabamos nos levantando mais tarde do que tínhamos planejado. Iria ser difícil manter os planos de Alcatraz, Lombard, Golden Gate, Berkeley e ainda chegar a tempo de um último vinho no Napa Valley.

A ladeira da Hyde St. por onde sobe o bonde de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

A ladeira da Hyde St. por onde sobe o bonde de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Bom, parte da dificuldade logo se resolveu! Quando fomos perguntar para a concierge do nosso hotel sobre o passeio à Alcatraz, aquela prisão à prova de fugas (exceto pelo Sean Connery e o Clint Eastwood, claro!), ela sorriu sobre a nossa inocência e disse: “Alcatraz, hoje, nem pensar! Esse passeio deve ser reservado com semanas de antecedência. Na alta temporada, com mais de um mês!”. E a gente em pleno feriadão de Thanksgiving...

Fiona, seguindo a fila, descendo a Lombard Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Fiona, seguindo a fila, descendo a Lombard Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Normalmente, o passeio custa 25 dólares. Para quem decide ir encima da hora, só comprando dos brokers (em bom português, cambistas!). Nesse caso, o preço já sobe para 90 dólares. Mas, para o dia de hoje, nem mais os brokers tinham ingressos. De qualquer maneira, para desencargo de consciência, perguntei para ela se o passeio valeria 90 dólares. “Na minha opinião, no way!!!”. Bom, então o jeito foi pensar que economizamos um bom dinheiro. Além disso, já cansei de ver Alcatraz em filmes de Hollywood e em documentários, hehehe.

Descendo a rua mais torta e florida do mundo, a Lombard Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Descendo a rua mais torta e florida do mundo, a Lombard Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Passamos então à segunda atração do dia, a Lombard Street. Apesar da fama, ela não é a “rua mais torta do mundo”, pelo menos é o que afirmam duas de suas rivais. Uma, a rua Vermont, fica em San Franciso mesmo. Tem uma curva a menos, mas é mais inclinada. A outra, é uma rua perdida no interior dos EUA, em Iowa, acho. Tem as mesmas oito curvas da Lombard, porém em um espaço menor. Mas, enfim, ninguém ouviu falar dessas duas outras ruas enquanto a Lombard é famosa mundialmente...

Descendo a rua mais torta e florida do mundo, a Lombard Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Descendo a rua mais torta e florida do mundo, a Lombard Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


E foi para lá que seguimos, de Fiona, dessa vez. Eu tratei de entrar na fila de carros, enquanto a Ana desceu para as fotografias e filmagens. A fila anda rapidinho e logo eu já manobrava o nosso carro entre os inúmeros jardins da rua, que mais parece uma praça inclinada que uma via pública. Inicialmente, a rua foi construída assim porque se fosse sem curvas, a descida seria muito inclinada para os carros da época. Aos poucos, a cidade foi percebendo o potencial turístico daquilo! Trataram de enfeitar a rua com jardins e flores, além do piso vermelho. Funcionou, pois o dia inteiro tem gente lá fotografando!

Descendo a curvilínea Lombard Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Descendo a curvilínea Lombard Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


A Fiona ficou até tonta de tanta curva. Afinal, eu não desci apenas uma vez, mas quatro, no total. Tudo para conseguir uma boa foto, de diferentes ângulos. Além disso, lá de cima, a visão da baía, de Alcatraz, da cidade e do seu famoso bonde é um colírio para os olhos!

O Sidney cuidou da gente em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

O Sidney cuidou da gente em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Enfim, como dizem os americanos: “Enough is enough!”, e nós deixamos a Lombard para trás e seguimos para a Golden Gate. Nós já havíamos estado uma vez lá, com o Sidney, há três dias, mas agora era a hora de irmos com as próprias rodas.

As tradicionais e obrigatórias fotos com a ponte mais bonita do mundo, a Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

As tradicionais e obrigatórias fotos com a ponte mais bonita do mundo, a Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


A Golden Gate é uma forte candidata ao título de ponte mais bela do mundo. Eu, pelo menos, votaria nela. Deixa para trás outras belas, como a do Brooklin e a de Sydney, na Austrália. Sua cor vermelha, quase dourada quando iluminada pelo sol de fim de tarde, e suas linhas elegantes, compõe, junto com a baía de San Francisco, um verdadeiro cartão postal.

Visitando parque sob a Golden gate de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Visitando parque sob a Golden gate de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Ela pode ser observada (e admirada!) de vários ângulos. No lado sul da baía, há um grande parque sob a ponte, lugar popular para uma corrida, piquenique ou caminhada. No lado norte, é possível subir uma encosta e ver a ponte do alto, com San Francisco ao fundo. Esse foi o ângulo que mais gostei. É daí também que se pode ver, em algumas poucas oportunidades do ano, quando a baía se enche de nuvens, a Golden Gate pairando sobre a névoa, como se fosse uma ponte celestial. Não, nós não tivemos essas sorte, mas as fotos são incríveis!

As tradicionais e obrigatórias fotos com a ponte mais bonita do mundo, a Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

As tradicionais e obrigatórias fotos com a ponte mais bonita do mundo, a Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Pode-se admirá-la também do mar, quando se faz a travessia de ferry, do ar, quando se paga um passeio de helicóptero, ou caminhando sobre ela, de um lado ao outro da baía. Fiz isso da outra vez que estive aqui, há quase 20 anos. Estou falando da caminhada e não do helicóptero, claro! Não fizemos isso dessa vez, mas é um programa que recomendo muito.

Fim de tarde, início de noite na sempre movimentada Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Fim de tarde, início de noite na sempre movimentada Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Falando nisso, caminhada sobre a Golden Gate me lembra um outro aspecto da ponte, bem mais tétrico. A Golden Gate é o lugar mais popular do mundo para se cometer suicídio. Talvez pela beleza do lugar, talvez pela facilidade de se jogar lá de cima, talvez pela fama, ou um pouquinho de tudo isso. O fato é que, em média, uma pessoa a cada suas semanas se atira lá de cima. O choque com a água é a quase 150 km/h e são pouquíssimos os que sobrevivem. Menos ainda aqueles que voltam a andar. Mas existe até o caso de uma moça que pulou, sobreviveu e continuou a andar. Mas ela não mudou de ideia! Algum tempo depois, se jogou outra vez, finalmente conseguindo o seu intento.

Fiona atravessa a Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Fiona atravessa a Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Existe vários projetos para se colocar uma grande cerca ao longo da ponte, ou uma rede logo abaixo dela. A ponte já é até fechada durante a noite, para pedestres. Patrulhas estão sempre a espreita, buscando pessoas com caras de que estão mal intencionadas. Filmes e documentários foram produzidos sobre esse drama. Tenho dó dessas pessoas e, principalmente, de suas famílias. Mas, de maneira nenhuma, deixo que isso tire algum brilho dessa ponte maravilhosa, que está lá para unir e não para servir de trampolim.

A majestosa Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

A majestosa Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Sou uma pessoa que adora a natureza e, normalmente, tenho reservas contra obras que afetam as paisagens naturais. Na ponta extrema, por exemplo, estão as grandes minas e pedreiras. Corta-me o coração ver uma montanha transformada num buraco, tudo em prol da civilização. Em um nível intermediário, estão as grandes represas. Normalmente, os lagos criados são muito belos, assim como a natureza que se desenvolve a sua volta. Mas penso sempre naquilo que ficou para baixo, canyons esquecidos, antigas florestas e até mesmo enormes cachoeiras, como as famosas Sete Quedas. Entendo os dois lados, nesse caso, daqueles que precisam de energia e de água em casa, nas suas grandes cidades, assim como os ambientalistas, que querem proteger o patrimônio natural.

A Fiona chegou até a Golden Gate! (em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos)

A Fiona chegou até a Golden Gate! (em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos)


Agora, essas grandes pontes cruzando baías, rios e desfiladeiros, nessas eu só vejo benesses. Simbolicamente, representam a união de dois lados, a liberdade de ir e vir. Quando bem desenhadas, como é o caso da Golden Gate, só vem a somar, a tornar a paisagem ainda mais bela. E nos mostram a engenhosidade da raça humana em vencer obstáculos. Essa daqui foi concluída nos anos 30, em plena Grande Depressão. Substituiu a linha de ferries mais movimentada da época e foi construída em local suscetível a grandes terremotos, sempre sobre a ação de ventos inclementes e correntes marítimas. O fato de ainda hoje estar de pé é um verdadeiro tributo àqueles que a planejaram e construíram, dos operários aos arquitetos, dos engenheiros às equipes de manutenção.

A Fiona chegou até a Golden Gate! (em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos)

A Fiona chegou até a Golden Gate! (em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos)


Do outro lado da ponte está a charmosa e romântica Sausalito. Quando pedi ao Sidney que me definisse a pequena cidade, algo parecido no Brasil, ele pensou, pensou e disse. “Não tem igual, no Brasil. Parece Mônaco!”. Pois é... não é que eu achei isso mesmo! Estivemos lá no final da tarde, ruas cheias de turistas, dezenas de pequenos restaurantes, vista magnífica para o outro lado da baía, um monte de marinas com centenas de mastros de barcos que mais pareciam uma floresta. Comemos rapidamente em um restaurante que ele conhecia e, na pressa de voltar para o alto da encosta para ver o fim de tarde na Golden Gate, acabamos nem fotografando a cidade. Isso não que dizer que não tenhamos gostado!. Quem vai à San Francisco, tem de reservar uma tarde por lá, passear ao lado do mar e deixar a vida passar!

Parque sob a Golden Gate de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Parque sob a Golden Gate de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Falando nisso, a nossa estava passando! Então, depois de muitas e muitas fotos da ponte, cruzamos de volta à San Francisco, atravessamos a cidade, cruzamos a outra ponte famosa, a Bay Bridge e fomos para Berkeley. Assunto para o pequeno post que se segue...

Muito felizes na cidade de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Muito felizes na cidade de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Califórnia, San Francisco, Lombard Street, Alcatraz, Golden Gate

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Colonia e a Busca por Hotéis

Uruguai, Colonia del Sacramento, Montevideo

O charme do centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

O charme do centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai


Poucas cidades no continente tiveram um início de história mais conturbado do que Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai. Para quem caminha nas ruas tranquilas de seu centro histórico nos dias de hoje, é ainda mais difícil de imaginar as guerras e tensões que, durante o primeiro século e meio de existência, cercaram esse que foi o primeiro povoamento de importância no país. Seja por sua posição estratégica às margens do Rio da Prata, seja pela rivalidade centenária entre as potências europeias e seus herdeiros americanos, a pequena Colonia del Sacramento sempre foi alvo da cobiça de forças antagônicas em jogo. Hoje, ao contrário, é um mar de tranquilidade e faz a alegria de turistas em busca de história, boa comida, charme e paz num local que pode ser conhecido a pé em poucas horas de caminhada preguiçosa.



Como eu já havia dito no post passado, nós saímos ontem da pequena Carmelo, mais ao norte, logo depois do almoço, rumo a Colonia del Sacramento. Seria uma rápida passagem e nosso objetivo principal era encontrar um hotel e deixar quartos reservados para o final de semana, daqui a três dias. Aí, já acompanhados dos meus pais, que chegam hoje a Montevideo, vamos ter toda a tranquilidade e tempo para conhecer a mais bela cidade do Uruguai. A pressa, ontem, era porque ainda tínhamos de viajar até a capital do país e, também aí, encontrar um hotel para os próximos dias, para nós e nossos “visitantes”.

O centro histórico de Colonia del Sacramento é uma península que avança sobre o Rio da Prata, no sul do Uruguai

O centro histórico de Colonia del Sacramento é uma península que avança sobre o Rio da Prata, no sul do Uruguai


Mapa do centro histórico de Colonia del Sacramento, no Uruguai. São apenas alguns poucos quarteirões em uma pequena península que avança sobre o Rio da Prata

Mapa do centro histórico de Colonia del Sacramento, no Uruguai. São apenas alguns poucos quarteirões em uma pequena península que avança sobre o Rio da Prata


Mesmo em uma visita rápida, é um verdadeiro mergulho na história. A Colonia de hoje não é uma cidade propriamente pequena. São cerca de 30 mil habitantes que se espalham pelas praias do Rio da Prata, justamente em frente à capital argentina de Buenos Aires, distante 50 km daí em linha reta, do outro lado do rio. De noite, é até possível ver as luzes da grande metrópole portenha. Mas a parte que realmente interessa ao turista que aqui chegou é o chamado “casco histórico”, alguns poucos quarteirões que ocupam uma pequena península que avança sobre o rio que, de tão largo, mais parece o mar. Foi para lá que nos dirigimos dispostos a encontrar um hotel charmoso e com bom preço no coração da parte mais interessante da cidade.

Torres de uma das igrejas de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

Torres de uma das igrejas de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai


Carros antigos estacionados no centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

Carros antigos estacionados no centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai


Até meados da década de 60, o centro histórico de Colonia del Sacramento era território abandonado pelo poder público e ocupado por ruínas, prostituição e criminalidade. Felizmente, alguém com mais visão percebeu o potencial turístico da área e um grande processo de revitalização foi implementado. Na medida do possível, prédios históricos foram refeitos com suas próprias pedras que jaziam inertes ali em frente. O trabalho foi bem feito e toda a área foi designada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, na década de 90. Hotéis, restaurantes e lojas se instalaram e os turistas não pararam mais de chegar. O passado recente indigno da criminalidade foi esquecido enquanto o passado glorioso dos tempos coloniais foi valorizado. Alguns minutos caminhando por ali logo nos fazem agradecer as mudanças dessas últimas décadas.

Uma das casas centenárias do centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

Uma das casas centenárias do centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai


O farol de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

O farol de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai


Ainda vou falar com mais detalhes da história colonial dessa cidade quando voltarmos aí com meus pais, mas o fato é que ela nasceu falando português em 1680 e esse foi seu idioma oficial durante por parte do tempo até o ano de 1828, quando o Uruguai conquistou sua independência definitiva. A herança lusitana deixou marcas e características que a tornam única na América Espanhola. Suas ruas são estreitas, quase vielas, para facilitar a defesa militar. Isso se contrapõe às ruas largas que eram a norma das cidades espanholas no Novo Mundo. O domínio português e espanhol se alternou diversas vezes ao longo do período colonial e a influência e fusão arquitetônica das duas escolas se percebem com facilidade. Museus homenageando as duas heranças são pontos de visita quase obrigatória para os visitantes que chegam à cidade.

Carros antigos estacionados no centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

Carros antigos estacionados no centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai


Rua antiga de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai, às margens do Rio da Prata

Rua antiga de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai, às margens do Rio da Prata


Nós caminhamos por todas as ruas e ruelas do casco histórico, fotografando e admirando, mas nosso foco era mesmo a procura por hotéis e pousadas. Sendo uma terça-feira, a cidade estava relativamente vazia e estamos curiosos para ver como será no fim de semana. Os hotéis também tinham muitas vagas, para ontem e mesmo para o final de semana. Mas o problema, ao mens opa a nós, não foram as vagas, mas o preço. Muitas das pousadas transbordam de charme e sabem precificar muito bem isso e também a ótima localização. Ficamos muito tentados com algumas delas, mas o bolso falou mais alto e resolvemos tentar outras opções, a poucos quarteirões de distância. Acabamos por achar uma bem joia, prédio bem antigo e charmoso também, mas com preço mais em conta por já estar ligeiramente fora do casco histórico. Reservas feitas, quartos garantidos, missão cumprida. Quer dizer, metade dela. Ainda faltava Montevideo.

Fim de tarde no Rio da Prtata, em Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

Fim de tarde no Rio da Prtata, em Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai


Ilha com farol no gigantesco Rio da Prata, em frente à Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

Ilha com farol no gigantesco Rio da Prata, em frente à Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai


Já escurecia quando pegamos a autoestrada rumo à capital. A beleza colonial de Colonia del Sacramento ficava para trás e nós já estávamos com saudades. Mas logo estaríamos de volta! Foco agora em Montevideo! Já tínhamos algumas indicações de hotéis na cidade e até conseguimos mais uma, aparentemente muito boa, com a gerente do nosso hotel em Colonia. Ela disse que a área central da capital vem sendo revitalizada também e nos deu o endereço de um hotel novo por lá, bem “in”! Foi nossa primeira opção e havia vagas. O hotel, aliando modernidade com história, nos agradou muito. Mas a vizinhança, pelo menos naquela hora da noite, ainda precisa ser bastante “revitalizada”. Ruas escuras e que não inspiravam segurança. A sensação é que estaríamos sitiados de noite. Então, seguimos em frente. As opções seguintes eram alguns hostels sugeridos pelo Lonely Planet, bem localizados no centro da cidade. A vizinhança realmente melhorou, mas eles não passaram no quesito qualidade, para receber meus octogenários pais.

Rua arborizada de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

Rua arborizada de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai


Chafariz de praça em Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

Chafariz de praça em Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai


Pela internet, descobrimos que nossas opções em Pocitos, a melhor parte da cidade na nossa opinião, estão lotadas. A preocupação aumenta. Vamos para Carrasco, um bairro mais chique e na direção do aeroporto. Ali há muitas opções e a região é a preferida de quem vem à cidade a negócios ou quer estar perto de uma praia menos urbanizada. Ganha-se em espaço, mas perde-se em charme. Nada há para se fazer a pé, a não ser caminhar na praia ou ir até o fast-food americano na esquina. Não era o que tínhamos em mente, mas era o que havia no momento. Achamos alguns hotéis, mas bem caros. Na dúvida, deixamos para continuar a busca pela manhã, antes que o avião com meus pais cheguem. Para passar a noite, ficamos no único hotel barato da região, o Bahamas. Ele também não passa no crivo de qualidade para meus pais, além de também estar longe das partes interessantes de Montevideo.

Uma das praças do charmoso centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

Uma das praças do charmoso centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai


Restaurante com mesas na calçada no centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

Restaurante com mesas na calçada no centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai


Hoje cedo, bem cedo, saímos à caça novamente. Eu já estou quase conformado com algum hotel sem alma ali mesmo, em Carrasco. Mas a Ana insiste. Descobre algo na internet. Fica em Punta Carretas, ao lado de Pocitos. Vamos até lá e bingo! Preço razoável, excelente localização, quartos vagos e muito estilo! A razão para todas essas qualidades é que é um empreendimento novo e ainda desconhecido dos viajantes. Estávamos salvos e felizes! Viva a insistência e perspicácia da Ana. Já temos uma base para explorar Montevideo pelos próximos dias. Bem a tempo de buscar as visitas que chegam em meia hora ao aeroporto!

Em busca de hotéis, caminhando nas ruas arborizadas de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

Em busca de hotéis, caminhando nas ruas arborizadas de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai

Uruguai, Colonia del Sacramento, Montevideo, Arquitetura, história

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