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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Rio De Janeiro Há 2 anos: Rio De Janeiro

A Fascinante Caracol

Belize, Caracol, San Ignacio-BEL

As majestosas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

As majestosas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Quando estávamos no México, pouco antes de entrar em Belize, começamos a estudar sobre o país, para tentarmos definir um roteiro. Sabíamos quais praias queríamos ir e também sobre San Ignacio, já quase na fronteira com a Guatemala, mas a dúvida era sobre qual(is) ruína(s) mayas visitar, entre tantas possibilidades. Felizmente, as dicas dos nossos amigos do AmericaTwentyEleven e uma franca conversa com o dono do hotel que ficamos em Corozal nos ajudaram a resolver essa questão.


Os cerca de 80 quilômetros de Estrada de terra que ligam San Ignacio às ruínas mayas de Caracol

O Gwen, o dono do hotel, reclamou da dificuldade de acesso de Caracol e da história da escolta militar, preferindo outras ruínas mais próximas. Mas quando lhe perguntei sobre quais eram as mais impressionantes, meio contrariado, ele cedeu: “Caracol!”. Por uma daquelas coincidências do destino, no mesmo dia chegou a nós o relato do TwentyEleven, inclusive com algumas fotos, sobre Caracol. Estava, então, decidido: era para lá que iríamos.

Turistas são aconselhados a seguir com escolta militar para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Turistas são aconselhados a seguir com escolta militar para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


A estrada para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

A estrada para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Hoje chegou o dia! Ontem de noite, já em San Ignacio, a gente se informou sobre o caminho e a tal escolta. São oitenta quilômetros de estrada de terra, cerca de duas horas de viagem. Já a escolta, foi criada há alguns anos porque turistas vinham sendo assaltados por bandidos vindos da Guatemala. Caracol está muito próxima da fronteira, longe da civilização, numa área de selva ideal para que pessoas à margem da lei transitem para lá e para cá sem se preocupar com as autoridades. Desde que a escolta foi criada que esses incidentes terminaram e os donos do nosso hotel em San Ignacio disseram que era bem tranquilo. Para seguir com a escolta, tínhamos de estar no ponto de encontro, já quase na metade do caminho, bem cedinho. E para chegar lá nesse horário, teríamos quase que madrugar. É o que fazem os tours, a única maneira que turistas sem condução própria tem de chegar às ruínas.

Atravessando rio na estrada para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Atravessando rio na estrada para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Chegando às ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Chegando às ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Tudo muito bem entendido, saímos cedo hoje, mas num horário mais civilizado. Ou seja, resolvemos perder a escolta e confiar que tudo está mais seguro hoje em dia. A escolta já tinha ido, mas o controle militar está na estrada, anotando o nome e os dados de todos os que passam por ali, na entrada e na saída. Além desse controle, tudo o que vemos em boa parte do caminho é apenas uma natureza exuberante, principalmente na área de uma reserva que ocupa um bom trecho da estrada. Muita mata, rios e sinais de cachoeiras. Deixamos para ver isso na volta, depois de termos garantido o “prato principal”, as ruínas de Caracol.

Escolta militar patrulha as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Escolta militar patrulha as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Detalhe das intrincadas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Detalhe das intrincadas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Com paciência, vencemos os 80 km em cerca de 1h30min, aproveitando os pneus largos e fortes da Fiona. Chegando ao nosso destino, lá estava a escolta e alguns poucos “escoltados” daquele dia, cerca de dez veículos. Para ruínas do porte de Caracol, isso não é praticamente nada. Esses grupos de pessoas ficam nas ruínas até as 14:30, horário de saída da escolta, quando voltam todos em comboio também.

Detalhe de esculturas em alto relevo nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Detalhe de esculturas em alto relevo nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Um dos muitos altares nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um dos muitos altares nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Caracol foi um dos maiores, mais poderosos e influentes centros mayas do período Clássico, a época de ouro dessa civilização, entre os anos 300 e 900 depois de Cristo. Seu poder rivalizava com o de Tikal, a mais famosa cidade maya, com quem teve diversas guerras. Algumas vezes vencia, outras perdia e, seguindo a tradição, a guerra sempre terminava com o sacrifício do soberano da cidade derrotada. Vida de rei também não era fácil naquela época. Quer dizer, vida não, a morte. Isso porque esse sacrifício era feito após uma longa e penosa tortura. Os deuses mayas adoravam os gritos de dor daqueles que seriam sacrificados em sua homenagem.

As incríveis ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

As incríveis ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Antiga construção tomada pelas árvores nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Antiga construção tomada pelas árvores nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Aparentemente, a cidade foi muito influenciada, no início, por civilizações do México central, como Teotihuacán. Mas depois, uma cultura maya própria se desenvolveu, na arquitetura, ciências, religião e modo de governar. O mundo maya estava no auge e rotas comerciais ligavam os principais centros. Tikal, a apenas 80 quilômetros daqui em linha reta, ora influenciava Caracol, ora era influenciada por ela, dependendo de quem estivesse mais forte na época. Outra importante cidade maya, Copán, em Honduras, teve sua dinastia fundada por uma família saída de Caracol, o que mostra a extensão de sua influência.

Contemplando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Contemplando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Um dos muitos templos nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um dos muitos templos nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


No seu auge a cidade ocupava uma área com cerca de 200 quilômetros quadrados e sustentava uma população de 150 mil pessoas, quase duas vezes maior que a de Belize City, a maior cidade do país atualmente. Junto com todas as outras grandes cidades do período Clássico, como Tikal e Copán, Caracol foi abandonada em meados do século X, em um dos grandes mistérios históricos que estudiosos debatem até hoje. Aparentemente, um conjunto de secas longas e severas, aliado com a superpopulação então existente, fez com que a civilização maya entrasse em colapso, não conseguindo mais sustentar tanta gente. A população deixou de crer na divindade de seus reis e simplesmente os abandonou, junto com sua nobreza e suas cidades, voltando para o campo e para as matas, numa espécie de “salve-se quem puder”. Com as cidades vazias, sem o povo para sustentá-los, nobres e reis simplesmente perderam sua razão de ser. E as cidades, abandonadas, foram, aos poucos, reconquistadas pela natureza.

Uma das grandes pirâmides nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Uma das grandes pirâmides nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Pirâmide ainda coberta pela vegetação nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Pirâmide ainda coberta pela vegetação nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Esse foi o destino de Caracol até que, na década de 30 do século passado foi redescoberta por um madeireiro e, logo em seguida, por dois arqueólogos ingleses. Belize ainda era a “British Honduras” e os estudiosos se impressionaram com a magnitude do local. Hoje, quem se impressiona somos nós! Uma infinidade de templos, pirâmides e palácios, várias construções enormes, muitas delas ainda cobertas por vegetação. Com o passar dos séculos, grama, arbustos e até árvores de grande porte cresceram sobre essas construções que, cada vez mais, pareciam montes naturais, e não construídos pelo homem.

Um dos túmulos encontrados por arqueólogos nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um dos túmulos encontrados por arqueólogos nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Visitando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Visitando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Caminhar pelas ruínas de Caracol, hoje, é um verdadeiro deleite para quem se aventura até lá. Primeiro, pela quantidade ínfima de turistas naquela área tão grande. Segundo, porque é possível ver, lado a lado, construções que foram restauradas e também as que não foram. Assim, podemos ver como eles eram antigamente e como a natureza retomou o seu terreno; como os mayas deixaram seus templos, há pouco mais de 1.000 anos e como os estudiosos os encontraram, há quase 80 anos. Esse contraste é esclarecedor!

A mata densa que cerca as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

A mata densa que cerca as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Ninhos de montezuma, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Ninhos de montezuma, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Por fim, e talvez o que mais nos impressionou, é a natureza pujante do local. Uma mata densa cerca todo o sítio e, inclusive várias de suas partes internas. Não só a flora como a fauna também! Foi emocionante acompanhar o canto dos montezumas, um pássaro escuro com a cauda bem amarela que faz ninhos dependurados em árvores altas e que tem uma incrível técnica de canto. Para conseguir cantar mais alto, eles atiram seu corpo para frente, aproveitando a queda para emitir sons ainda mais altos. Ao final do canto, estão de ponta cabeça, pendurados em seus galhos.

No alto da árvore, um pássaro montezuma, com sua característica cauda amarela, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

No alto da árvore, um pássaro montezuma, com sua característica cauda amarela, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


De ponta cabeça, um pássaro montezuma consegue cantar ainda mnais alto, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

De ponta cabeça, um pássaro montezuma consegue cantar ainda mnais alto, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Mais incrível ainda foi o encontro com um numeroso bando de howler monkeys, ou macacos bugio gritador. O nome não poderia ser mais próprio! Que gritaria que fazem! Assim que ouvimos, corremos para o bosque em que estavam, aquela balbúrdia generalizada nos galhos 20 ou 30 metros acima de nós, macacos pulando para cá e para lá, fazendo esse som que pode ser ouvido a quilômetros! Ficamos um tempão por ali, admirados com aquela manifestação da natureza, justamente em uma das ruínas mayas que mais me impressionaram nesses 1000dias. Nós já tínhamos cruzado com esses macacos outras vezes, inclusive no Brasil, mas jamais por tanto tempo. Foi realmente especial!

Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


De volta às ruínas, subimos e descemos diversas pirâmides, algumas com mais de 30 metros de altura, outras ainda cobertas de vegetação. A visão lá de cima é sempre mais abrangente. Além do mais, eram lugares sagrados, aos quais apenas sacerdotes e governantes tinham acesso. Imaginar que vemos hoje exatamente o que viam essas poucas pessoas doze ou treze séculos atrás é sempre uma maneira de nos aproximarmos deles. O que pensavam e em que tipo de mundo viviam? Essas perguntas ficam muito mais fortes quando estamos lá encima. Ai, se pudéssemos voltar no tempo... O que podemos tentar fazer é imaginar aqueles prédios todos com suas cores originais, as praças com centenas ou milhares de pessoas e as árvores de hoje, nem um vestígio delas. Depois de tantas cidades mayas visitadas e desenhos tentando mostrar como eram naquela época, já estamos ficando craques nesse exercício mental de viagem no tempo. Em um local vazio como Caracol, fica ainda mais fácil e gostoso ter essa “viagem”.

Caminhando por entre as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Caminhando por entre as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


As ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

As ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Mas, de volta à realidade a ao mundo de 2013, foi engraçado ver, em uma das praças da cidade, um campo de futebol moderno, com traves e tudo. É parte do passatempo dos soldados aqui estacionados. Aquelas mesmas pirâmides e templos que tanto assistiram aos juegos de pelota maya, que muitas vezes terminavam em sacrifício, hoje assistem a um bom e pacífico jogo de futebol. Se fantasmas há, eles devem se divertir também, só tentando imaginar as novas regras do jogo que era tão popular na sua época de vivos. Falando nos vivos, que legal que deve ser jogar futebol num cenário desses!

Um 'juego de pelota' moderno nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um "juego de pelota" moderno nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


A simpática escolta militar nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

A simpática escolta militar nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Enfim, mesmo com macacos, montezumas, pirâmides e exercícios imaginativos, terminamos nossa visita um pouco antes do horário da escolta e resolvemos partir sem eles, mesmo. Mas antes, atraídos pela Fiona, alguns soldados vieram falar conosco e até tiramos uma foto com eles. Simpaticíssimos. Queríamos sair antes para evitar poeira na estrada e também para aproveitar alguma cachoeira no caminho.

Rio encachoeirado no caminho para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Rio encachoeirado no caminho para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Dito e feito, achamos um rio joia onde a Ana se refestelou nas quedas d’água. Eu, meio preguiçoso, só tirei as fotos e dei o apoio moral. Outros turistas já estavam por lá, enquanto alguns outros chegaram mais tarde. Mas, quase todos em seus tours organizados, amarrados no horário e na escolta, só tinham tempo para tirar uma foto e seguir seus caminhos. Quem aproveitou mesmo foi a Ana.

Rio encachoeirado no caminho para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Rio encachoeirado no caminho para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


No final da tarde, chegávamos de volta à San Ignacio. Felizes por termos enfrentado aqueles 80 km de terra para conhecer uma das mais fascinantes ruínas mayas que existem. Só podemos agradecer ao Gwen e ao TwentyEleven por terem botado pilha para que fôssemos ali. Um verdadeiro espetáculo! Falando nisso, amanhã tem mais! Vamos à caverna ATM, descoberta à meros 20 anos, com uma incrível riqueza arqueológica maya, entre cerâmicas e caveiras. Mais detalhes, no próximo post...

Delicioso banho de cachoeira em rio no caminho para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Delicioso banho de cachoeira em rio no caminho para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Belize, Caracol, San Ignacio-BEL, história, mayas

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Lagunas de Colores

México, Comitan, Ocosingo

A belíssima laguna Ensueño, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A belíssima laguna Ensueño, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Nosso primeiro dia inteiro no México começou com um passeio na simpática praça de Comitan, para fotos e café da manhã. Comitan é uma cidade de arquitetura colonial e ruas de pedra. Fora a dificuldade de caminhar pelas calçadas estreitas, é uma delícia passear pela cidade e começar a nos sentir no México. O clima da praça, sempre tão cheia de vida, ajuda bastante nesse intento. Quase não se vê turistas estrangeiros, mas os nacionais são bem comuns por aqui. A bela cidade tem até sobrenome: Dominguez. Homenagem ao seu mais ilustre filho, o médico e político Belisario Dominguez. Este, após ter sido prefeito da cidade no início do século passado, tornou-se senador da república. Oposição, no México, nunca teve vida fácil e o Belisaio é um bom exemplo disso. Proferiu um famoso discurso na tribuna contra o ditador da época, Victoriano Huerta. Alguns dias depois foi assassinado por seguidores do ditador, tendo inclusive sua língua arrancada como exemplo.

Arte moderna na praça central de Comitan, em Chiapas, no sul do México

Arte moderna na praça central de Comitan, em Chiapas, no sul do México


Chapéu, muito comum em Comitan e em toda Chiapas, no sul do México

Chapéu, muito comum em Comitan e em toda Chiapas, no sul do México


Voltamos para o hotel, carregamos a Fiona e seguimos para as Lagunas de Montebello, uma das mais belas atrações naturais do estado de Chiapas. Transformado em parque nacional, a região na fronteira com a Guatemala tem atraído cada vez mais turistas. Em uma área razoavelmente pequena, diversas lagoas com cores diferentes estão dispostas. São cores do verde ao azul, passando pelos seus diversos tons.

Laguna Agua Tinta, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

Laguna Agua Tinta, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


O parque tem diversas trilhas e também possibilidades de passeios à cavalo e de canoa. Mas a gente estava mais para passeio de Fiona mesmo. Quando muito, caminhadas de algumas dezenas de metros dos diversos estacionamentos até as lagoas ali perto.

A laguna Esmeralda, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A laguna Esmeralda, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Realmente, é bem interessante ver as cores diferentes em lagoas tão vizinhas, algumas separadas por menos de 100 metros de terra firme. Todas são alimentadas por rios subterrâneos, algumas até conectadas entre si neste labirinto de canais abaixo da terra.

Preparando quesadillas na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

Preparando quesadillas na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Após conhecermos o primeiro grupo delas, na parte norte do parque, seguimos para as maiores e mais famosas, na parte sul. Aí, sumiu o sol e, com ele, parte da cor das águas e também nossa vontade de dar um mergulho. Ao contrário, na mais conhecida delas, com praia e tudo, justo a que dá nome ao parque (Montebello), ao invés de nadarmos a gente se rendeu foi a umas das mais conhecidas guloseimas do país, as quesadillas. Hmmmmm... que delícia! Pedimos umas que combinavam chorizo (a linguiça brasileira) com queijo. Muito boas!

Deliciosas quesadillas na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

Deliciosas quesadillas na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


De lá para a mais bonita de todas as lagunas, a lagoa Cinco Lagos, que apesar do nome, é uma só. Pena mesmo que o sol tinha nos abandonado, pois a água era verde transparente, muito linda. Mas o nosso problema não era apenas a falta de sol, mas também a falta de tempo. Aqui no México, acabou a moleza dos países da América Central onde tudo era perto. Aqui as distâncias são muito maiores, assim como as viagens.. Ainda queríamos chegar hoje à Ocosingo, à meio caminho das ruínas de Palenque.

A laguna Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A laguna Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Olhando no mapa, até decidimos mudar de roteiro. Deixamos San Cristobal de Las Casas para depois e, por um atalho, seguimos diretamente para Ocosingo. De lá vamos à Palenque e, na volta, para San Cristobal. Ainda inexperientes no país, achamos por bem dirigir no tal “atalho” durante o dia. Afinal, as notícias que lemos sobre o país não são apenas de línguas cortadas, mas de cabeças também. Exageros da imprensa à parte, achamos por bem viajar de dia.

Visitando a laguna Cinco Lagos, no parque Launas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

Visitando a laguna Cinco Lagos, no parque Launas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


E assim chegamos à Ocosingo, sem muita ajuda do nosso GPS, que está com mapas bem fraquinhos do país, mas com o bom e velho mapa de papel, comprado hoje cedo. Ficamos bem na praça central, também cheia de movimento e vida. Aparentemente, isso é uma constante no país, praças centrais muito simpáticas, bem cuidadas e com um coreto cheio de vida e música. Aliás, outra característica que já pudemos notar é a quantidade de fuscas nas cidades. Pois é, o bom e velho fusca está mais vivo do que nunca aqui no país. Faria o Itamar e outros amantes desse modelo felicíssimos!

Ansioso, esperando porção de quesadillas na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

Ansioso, esperando porção de quesadillas na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

México, Comitan, Ocosingo, Parque, Lago, Montebello

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Nadando Para São Paulo

Brasil, Paraná, Superagui, Barra do Ararapira

Dico, Rodrigo e o Seu Rubens - Barra do Ararapira

Dico, Rodrigo e o Seu Rubens - Barra do Ararapira


Hoje, dia 3 da viagem, acordamos cedinho, olhamos pela varanda da nossa pousada e resolvemos fazer algo bem normal e corriqueiro: nadar para São Paulo. Afinal, ele estava logo ali, do outro lado do braço de mar. Com a maré seca, bancos de areia se formaram no lado paranaense do canal. Pássaros descansavam preguiçosamente nessas ilhas temporárias. Vidinha difícil, a deles...

Deixamos o café da manhã para quando voltássemos ao Paraná. Seria um estímulo a mais. Como a maré era vazante, a corrente estava nos levando para fora do canal. Começamos a nadar bem para a esquerda, para que a corrente pudesse nos levar. Paramos um pouquinho nos bancos de areia para admirar a vista e seguimos com a nossa travessia interestadual. Com um pouco mais de trabalho do que imaginamos (subestimamos a corrente e a distância), chegamos a São Paulo, demos uma banda e iniciamos a volta, sempre pensando no café que nos esperava. Tomamos o cuidado de largar bem para dentro do canal e viemos parar, após 20 min de corrente, bem em frente à pousada. Bingo! E lá estava o café: um delicioso pão caseiro, leite, margarina e queijo. Não precisava mais. Não sei se foi o exercício matinal ou se o pão estava bom mesmo (e estava!), comemos, repetimos e repetimos de novo.

Depois, a hora da despedida. Fomos tão bem tratados que, apesar de termos tantos destinos à frente, foi muito triste ir embora. Realmente, é um lugar especial e parte disso é pelas pessoas que moram lá. O Seu Rubens, depois de contar muitos causos para nós e conversar bastante com a Ana sobre espíritos, disse para mim, se referindo a minha esposa: "Você ganhou na loteria!" He he he, agora eu fico chamando ela de Mega Sena Acumulada!

Barra da Lagoa, na Praia Deserta

Barra da Lagoa, na Praia Deserta


Bom, a gente se despediu, eles nos levaram de voadeira até o início da praia deserta e nós enfrentamos mais 30 km de bicicleta, dessa vez contra o vento. Perto da chegada, nos refrescamos na barra da lagoa que, agora com sol, parecia um cenário de cinema, a água escura e limpa correndo para o mar formando aquelas pequenas ondas ao se encontrar com o oceano, tudo isso ceracado de muita areia branca e sob um intenso céu azul. E nós dois ali, diretoria total, curtindo isso tudo.

Por fim, os últimos 2 km de bicicleta e o fim do sofrimento para o bumbum. A Denise nos recepcionou com um delicioso prato de carne de siri e o Flavinho nos levou de volta para a Ilha do Mel, onde nos preparamos agora para a aventura de amanhã: dar a volta na Ilha.

Brasil, Paraná, Superagui, Barra do Ararapira, Praia

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Cidade de Cowboys

Estados Unidos, Califórnia, Pioneertown

Chegando à Pioneertown, antigo setting de filme de faroeste ao lado do Parque Nacional de Joshua Tree, na Califórnia, nos Estados Unidos

Chegando à Pioneertown, antigo setting de filme de faroeste ao lado do Parque Nacional de Joshua Tree, na Califórnia, nos Estados Unidos


Finalmente, nosso primeiro dia de estradas nos EUA, um país conhecido por suas paisagens grandiosas e a beleza de seu outdoor. Estradas e caminhos é o que não falta nesse país de dimensões continentais, praticamente do tamanho do Brasil. E como pretendemos cruzá-lo de oeste à leste, de sul à norte e de norte à sul, vamos passar um bom tempo em suas estradas. Estrutura é o que não falta no caminho: ótimo asfalto e uma rede extensa de hotéis, restaurantes e postos por todos os cantos. Não é a toa que se vê tantos traillers viajando por aqui, todo mundo querendo conhecer seu belo país.

Primeira viagem pelas grandes paisagens americanas, entre San Diego e Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos

Primeira viagem pelas grandes paisagens americanas, entre San Diego e Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos




Nosso roteiro na primeira semana nos EUA

Essa nossa primeira viagem não foi longa, pelo menos não para padrões americanos. Cerca de 230 km entre San Diego e Pioneertown, cidade bem próxima do Joshua Tree National Park. Resolvemos começar nossa jornada pelos EUA fazendo um tour por vários parques nacionais aqui do sul da Califórnia. Depois do Joshua, vamos ao Sequoia e seu vizinho Kings Canyon e, finalmente, ao Death Valley. O prazo para essas visitas é o dia 8 de Abril, quando queremos chegar à Las Vegas para encontrar a Ju e o David, a irmã da Ana e o nosso cunhado, os mesmos que estiveram conosco há dois anos, em Miami. Depois dessa overdose de parques, vai ser engraçado chegar à Las Vegas...

Nosso motel em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos

Nosso motel em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos


Na viagem de hoje tivemos um pequeno aperitivo do que nos espera, principalmente ao cruzar as gloriosas montanhas do sul do estado. Lá estava a neve, bem no alto das montanhas, que há tanto tempo não víamos. Atrás delas, as vastas planícies desérticas onde pouca umidade consegue chegar, barrada pela alta cordilheira. Horizonte bem largo, exatamente como vemos nos famosos road movies americanos.

Pioneertown, setting hollywoodiano de cidade de faroeste, na Califórnia, nos Estados Unidos

Pioneertown, setting hollywoodiano de cidade de faroeste, na Califórnia, nos Estados Unidos


Enfim, chegamos ao nosso destino de hoje, a pequena cidade de Pioneertown. Ela é uma das três ou quatro que estão próximas do Parque Nacional, mas certamente a mais interessante delas. Nasceu como cenário de filme de Hollywood, há mais de 60 anos e aí foram filmados vários westerns em preto e branco, da época que que os índios eram os vilões e os cara-pálidas, os mocinhos.

Quase um cowboy! (em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos)

Quase um cowboy! (em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos)


Depois dos filmes, a cidade continuou a existir, uma atração turística no meio do deserto. Mudou muito pouco desde então e lá ainda estão o banco, o saloon, a rua de areia e tudo mais que faz uma cidade do antigo oeste. A todo momento, parece que vai haver um bang-bang, um duelo ou um assalto. Aliás, uma vez por semana, há sim um duelo, representado por atores, mas esse não tivemos a chance de ver.

Pioneertown, setting hollywoodiano de cidade de faroeste, na Califórnia, nos Estados Unidos

Pioneertown, setting hollywoodiano de cidade de faroeste, na Califórnia, nos Estados Unidos


Ficamos hospedados no único motel da cidade, o mesmo em que ficavam as grandes estrelas do passado. O nosso quarto era o do Roy Rogers. Você, talvez, nunca ouviu falar dele. Mas o seu pai, e com certeza o seu avô, ouviram! E nós, agora, também!

O 'mocinho' entra no bar na cidade de faroeste de Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos

O "mocinho" entra no bar na cidade de faroeste de Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos


Nós passamos a tarde passeando e fotografando a cidade e curtindo nosso quarto do Roy Rogers, cheio de peças de decoração antigas. De noite, fomos ao animado bar da cidade, o Pappy & Harriet, também com o maior clima country.

O agitado Pappy & Harriet, bar em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos

O agitado Pappy & Harriet, bar em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos


Show de música country no Pappy & Harriet, bar-restaurante em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos

Show de música country no Pappy & Harriet, bar-restaurante em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos


Todo de madeira, comida típica americana e banda de música desafinada. Desafinada de propósito, pois era uma legítima banda de música sertaneja, ou country, como se diz por aqui. Depois do fim da música, o delicioso silêncio do deserto, na nossa caminhada para o hotel. Silêncio acompanhado de uma incrível noite estrelada. Definitivamente, tínhamos escolhido a cidade certa para vir!

Uma legítima Joshua Tree na noite de Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos

Uma legítima Joshua Tree na noite de Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Califórnia, Pioneertown, cidade

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A Incrível Villa de Leyva

Colômbia, Villa de Leyva

A enorme praça central de Villa de Leyva, na Colômbia

A enorme praça central de Villa de Leyva, na Colômbia


Para quem nunca tinha ouvido falar de Villa de Leyva até um mês atrás, confesso que fiquei impressionado com essa pequena e charmosa cidade colonial e com seus arredores. Bendito encontro com pessoal do The Hall Effect em Cali que nos fez mudar de trajeto aqui na Colômbia, incluindo no nosso caminho esse lugar incrível.

Nosso hotel em Villa de Leyva, na Colômbia

Nosso hotel em Villa de Leyva, na Colômbia


Caminhando pela cidade histórica de Villa de Leyva, na Colômbia

Caminhando pela cidade histórica de Villa de Leyva, na Colômbia


Dormimos muito bem no nosso quarto de pé direito bem alto na mansão do século XVIII transformada em hotel. A programação do dia começou com um passeio à pé pelas ruas de pedra da cidade, pela enorme praça central com sua arquitetura colonial, umas das maiores do país, e por suas igrejas centenárias. O sentimento é de se estar em alguma das cidades históricas mineiras. São da mesma época. Mas a arquitetura colonial espanhola tem suas próprias características, uma certa mistura de barroco com árabe, o que logo nos faz lembrar que estamos na Colômbia e não no Brasil.

Visitando os belos 'Lagos Azules' em Villa de Leyva, na Colômbia

Visitando os belos "Lagos Azules" em Villa de Leyva, na Colômbia


Em seguida, já à bordo da Fiona, partimos para uma volta pelas cercanias da cidade. A primeira parada foi numa das atrações naturais de Villa de Leyva, os belos "Lagos Azules". A água nasce ali mesmo, rica nos minerais que lhe emprestam a cor azul. Bonito para os olhos, mas pouco sadio para os peixes. Nada maior do que um centímetro consegue viver naquelas águas. Só para um mergulho, não seria problema, mas infelizmente não é permitido nadar. Ficamos então só com as fotos e uma bela caminhada por entre os lagos.

Os 'Lagos Azules' em Villa de Leyva, na Colômbia

Os "Lagos Azules" em Villa de Leyva, na Colômbia


O físsil de um gigantesco réptil marinho (Kronosauro) em Villa de Leyva, na Colômbia

O físsil de um gigantesco réptil marinho (Kronosauro) em Villa de Leyva, na Colômbia


De uma atração natural, passamos para outra, paleontológica. O mais completo fóssil de Kronossauro já descoberto está aqui. Ao invés de retirá-lo do local e levá-lo para um museu, tiveram uma idéia muito melhor: construíram um museu ao redor do fóssil, que assim permanece exatamente no local onde foi encontrado, morto já há mais de 100 milhões de anos! Para quem não conhece, esse era um enorme réptil marinho, terrível predador com mais de 12 metros de comprimento. Prova indubitável de que o mar já esteve por aqui, bem no meio da Colômbia. Para nós que gostamos de mergulhar, é arrepiante imaginar como seria mergulhar nesses mares do período jurássico. Certamente, muito mais perigoso do que hoje quando, de répteis marinhos, só encontramos as pacíficas tartarugas...

Dezenas de fósseis marinhos, prova que Villa de Leyva já esteve sob o mar! (Colômbia)

Dezenas de fósseis marinhos, prova que Villa de Leyva já esteve sob o mar! (Colômbia)


Visitando antigo monastério em Villa de Leyva, na Colômbia

Visitando antigo monastério em Villa de Leyva, na Colômbia


Bom, da natureza para o jurássico para o período colonial. A próxima parada foi num belíssimo convento Dominicano, o Santo Ecce Homo, fundado em 1620 e desativado há uns 30 anos, quando foi transformado em museu. Localizado na zona rural da cidade, foi por séculos centro irradiador de cultura, educação e religiosidade por todo o país. A arquitetura colonial está muito bem conservada, chamando muito a atenção o belo pátio interno e o uso de pedras repletas de fósseis em parte do seu piso. Mesmo desativado, é incrível o sentimento de paz que o silêncio de seus corredores e varandas ainda nos inspira.

O belo pátio central de antigo monastério em Villa de Leyva, na Colômbia

O belo pátio central de antigo monastério em Villa de Leyva, na Colômbia


Construção neolítica em Villa de Leyva, na Colômbia. As pedras servem para medir a luz do sol e o início das estações

Construção neolítica em Villa de Leyva, na Colômbia. As pedras servem para medir a luz do sol e o início das estações


Ainda tínhamos tempo para uma última atração. As várias cachoeiras de um parque próximo foram deixadas para uma próxima viagem e nós preferimos ver as ruínas neolíticas de um antigo povo que aqui viveu. Numa espécie de Stonehenge sulamericana, dezenas de pilares de pedras foram montados em duas fileiras paralelas com o intuito de marcar a luz do sol e o início das estações. Logo ao lado, um grande jardim com tumbas e enormes pedras trabalhadas para que ficassem com uma forma fálica. Segundo os estudiosos, uma maneira de representar e glorificar a fertilidade da terra. Acho que Freud daria outra explicação...

Cultura neolítica cultuava símbolos fálicos, símbolos de fertilidade, em Villa de Leyva, na Colômbia

Cultura neolítica cultuava símbolos fálicos, símbolos de fertilidade, em Villa de Leyva, na Colômbia


Voltamos para o centro de Villa de Leyva para nosso almoço tardio de fim de tarde. Num dos restaurantes sobre as arcadas da enorme praça central, um almoço sadio com bela vista finalizado com uma deliciosa e gigantesca salada de frutas com sorvete. Para quem gosta de frutas, a Colômbia é um ótimo país para se visitar!!!

Deliciosa salada de frutas em Villa de Leyva, na Colômbia

Deliciosa salada de frutas em Villa de Leyva, na Colômbia


Faltava ainda um último programa: pouco mais de meia hora de caminhada morro acima para se assistir o fim de tarde no mirante da cidade, ao lado de uma estátua protetora. O problema é que começou a chover bastante e ficamos no nosso hotel, abrigados. Mas, quando a chuva deu uma brecha, última chance de subir antes de escurecer, lá fui eu à toda enquanto a Ana descansava. Uma corrida contra o relógio e na torcida para que a chuva não voltasse. Cheguei à tempo de umas últimas fotos à meia luz. A volta, principalmente no trecho de mata, já foi tateando, pelo menos até chegar na cidade iluminada. A luz dos relâmpagos também ajudou, mas a chuva ficou mesmo distante.

Igreja da praça central de Villa de Leyva, na Colômbia

Igreja da praça central de Villa de Leyva, na Colômbia


Enfim, um dia cheio e maravilhoso, com atrações as mais variadas. Amanhã partimos meio tristes com o que deixamos para trás sem ver, mas muito felizes de termos estado por aqui. A idéia é chegar no início da tarde em Bogotá para logo seguirmos ao grande show do Aerosmith, com abertura do The Hall Effect. O Douglas já nos confirmou que conseguiu nossos ingressos. Yeahh!

Fim de tarde chuvoso no mirante de Villa de Leyva, na Colômbia

Fim de tarde chuvoso no mirante de Villa de Leyva, na Colômbia

Colômbia, Villa de Leyva, Arquitetura, Lago, dinossauro

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Enfim, a Lama, o Madeira, Porto Velho

Brasil, Amazonas, Humaitá, Rondônia, Porto Velho

A Fiona enfrenta a lama nos piores trechos da BR-319, logo após a cidade de Realidade, já não muito distante do asfalto e da cidade de Humaitá, no Amazonas

A Fiona enfrenta a lama nos piores trechos da BR-319, logo após a cidade de Realidade, já não muito distante do asfalto e da cidade de Humaitá, no Amazonas


Ao primeiro raio de sol, acampados lá na torre da Embratel do km 500, eu e a Ana despertamos. Eu tinha dormido muito bem na minha rede, mas a Ana reclamou ter ficado meio preocupada com os bichos, afinal, estávamos em plena Floresta Amazônica. A área da torre é cercada, mas nada que impeça a entrada de cobras ou aranhas. Mas, enfim, nada aconteceu e nem tenho notícia de que tenha passado algo com os outros aventureiros que passam por aqui.

A torre da Embratel no km 500, onde montamos acampamento, na BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia

A torre da Embratel no km 500, onde montamos acampamento, na BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia


Recolhemos nossas coisas, fizemos um rápido café da manhã e pé na estrada outra vez. Hoje era o último, cerca de 100 km de terra até chegarmos ao asfalto, que começa um pouco antes de Humaitá, Depois, mais duas confortáveis horas até Porto Velho. Estávamos perto!

A bela paisasem da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia

A bela paisasem da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia


A bela paisasem da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia

A bela paisasem da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia


Nesse trecho final de terra, as fazendas já são cada vez mais comuns, pastos e gado no lugar da floresta, que fica bem mais afastada. Exceto nos pontos onde cruzamos igarapés, onde a mata aparece linda e exuberante. Algumas dessas fazendas são pontos de referência, como a dos “Catarinos” (adivinha de onde vieram...), que passamos ontem no final de tarde, e a dos “goianos”. É... essa é uma terra de imigrantes. De imigrantes teimosos!

Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia

Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia


Enfrentamos nossos primeiros trechos de barro ainda antes de chegarmos ao próximo e importante ponto de referência: a cidade de Realidade. Pequena, mas depois de dois dias sem ver quase ninguém, parece uma metrópole. Aí, encontramos um recém aberto posto de combustível. A Fiona já estava no osso, mas conseguiu cruzar toda a estrada sem usarmos o galão extra! Que carro valente que ela é!

Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia

Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia


Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia

Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia


Pois foi exatamente depois de Realidade que ela teria de provar mesmo sua valentia. Os trechos mais escabrosos da BR-319 são justamente entre Realidade e o asfalto que não está longe. Talvez pelo maior movimento desse trecho da estrada, é aqui que ela se acaba em barro e lama. Os trechos que tinha visto na internet, com vários carros e caminhões atolados em um mar de lama eram todos aqui. Caminhões cavam valas gigantes, formando o famoso “facão”. Tão alto que fica impossível para carros menores. Botar uma roda em cima do facão também não adianta, pois logo escorrega e cai nas valas. O negócio é inventar novos caminhos, alargando a estrada. Mas os caminhões começam a passar por lá também e o lamaçal só aumenta. É o caos, em trechos com mais de cem metros de comprimento. Na época da chuva, chegam a ter centenas de metros...

Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia

Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia


Bom, felizmente a época das chuvas terminou há alguns meses e a coisa não está tão feia assim. Mas bastou uma chuva forte dois dias atrás para ele se complicar um pouco. Tração acionada, mão firme na direção, fomos vencendo esses trechos. Na verdade, parecem mais feios do que são, pelo menos a bordo da nossa Fiona. Tudo parecia ir bem até que vimos uma confusão mais à frente: um caminhão atolado, vindo em sentido contrário e obstruindo totalmente a passagem. Muita gente na caçamba e mais um tanto tentando empurrar, cavando e se sujando no barro.

Muito barro, mas nada segura a Fiona na travessia da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia

Muito barro, mas nada segura a Fiona na travessia da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia


A Fiona enfrenta a lama nos piores trechos da BR-319, logo após a cidade de Realidade, já não muito distante do asfalto e da cidade de Humaitá, no Amazonas

A Fiona enfrenta a lama nos piores trechos da BR-319, logo após a cidade de Realidade, já não muito distante do asfalto e da cidade de Humaitá, no Amazonas


Esperamos um pouco, mais de longe, mas percebemos que de lá ele não sairia. Aproximamo-nos e logo pediram nossa ajuda. Primeiro com uma corda, mas nossa força não fez nem cócegas. Teria de ser no guincho mesmo. O caminhão até começou a se mover um pouco, mas era a Fiona que era puxada, deslizando sobre a lama. Botamos pedras enormes para calçá-la, guincho a força máxima, muita gente empurrando e ajudando e, enfim, tiramos o caminhão de lá. Uma hora de trabalho, suor e sujeira. Mas saiu de lá. Tão entretidos que estávamos que nem tiramos fotos, infelizmente. Mas filmamos! Um dia, com calma, a Ana vai editar o vídeo e vamos postar. Aí sim, vai dar para se ter uma noção do “tamanho” do problema, hehehe...

caminhão atolado bloqueia a estrada, logo depois da cidade de Humaitá. Uma hora de trabalho e muita força da Fiona para tirá-lo de lá (BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia)

caminhão atolado bloqueia a estrada, logo depois da cidade de Humaitá. Uma hora de trabalho e muita força da Fiona para tirá-lo de lá (BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia)


Mas, enfim, para alegria nossa e das dezenas de passageiros, o caminhão seguiu viagem. Mal sabiam que encontrariam trechos ainda piores mais à frente. Nós, ao contrário, já tínhamos passado pelo pior. Uma hora mais tarde e chegávamos ao asfalto. A viagem começou a render mais, até chegarmos a outro trecho de terra, esse, em construção. Novamente, é o Exército construindo, asfaltando a ponta de cá da estrada, assim como os vimos do lado de lá. Será que um dia vão se encontrar?

Chegando á Humaitá, no Amazonas

Chegando á Humaitá, no Amazonas


A praça central de Humaitá, no Amazonas

A praça central de Humaitá, no Amazonas


Asfalto novamente e chegamos à Humaitá, a maior cidade ao sul do estado do Amazonas. Pelas dificuldades de comunicação, são muito mais ligados à Rondônia, claro! A cidade fica na beira do rio Madeira, um dos mais caudalosos afluentes do rio Amazonas. É aqui também que a BR-319 encontra outra rodovia famosa, a Transamazônica. Se quiséssemos seguir para Santarém, era só atravessar o rio de balsa e pegar a estrada do lado de lá. Aparentemente, ela está em melhores condições que a BR-319. Nos nossos 1000dias, nós até fizemos a Transamazônica, mas foi de Santarém para lá. Com certeza, foi muito mais tranquilo que esses últimos três dias.

Crianças brincam na orla do Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas

Crianças brincam na orla do Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas


O caudaloso Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas

O caudaloso Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas


Nós fomos conhecer Humaitá, achamos um restaurante na orla do rio e almoçamos. Dali, deu bem para observar porque o Madeira tem o nome que tem. São centenas de toras e troncos descendo o rio, trazidos pela corrente. Quando chove, o Madeira invade a floresta e traz com ele muitas árvores. Por isso as balsas não gostam muito de subir o rio na época das cheias. Fica meio perigoso, muito “trânsito” no rio.

Almoço na beira do Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas

Almoço na beira do Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas


fazendo jus ao nome, muitas toras de madeira no Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas

fazendo jus ao nome, muitas toras de madeira no Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas


Alimentados, voltamos à estrada, agora para percorrer 200 km em ótimo estado. Não demorou muito e entramos em Rondônia, mais um estado na nossa coleção. Agora, só faltam o Acre e os Mato Grossos. Estamos quase lá!. Por fim, chegamos à capital, Porto Velho, mas uma última barreia nos esperava: o mesmo Rio Madeira.

Fila da balsa para atravessar o Rio Madeira e chegar à Porto Velho, a capital de Rondônia

Fila da balsa para atravessar o Rio Madeira e chegar à Porto Velho, a capital de Rondônia


Estão construindo uma ponte sobre ele, que já está quase pronta. Falta apenas a saída dela do lado norte do rio. Então, temos de usar a velha e confiável balsa. Aproveitamos o percurso para admirar e fotografar a ponte nova e também para perguntar aos outros motoristas o melhor caminho para chegarmos ao endereço do meu xará Rodrigo. Isso mesmo, teremos um lar aqui em Porto Velho, sempre muito melhor do que um hotel. Chegar a um lar depois de três dias na selva e de uma epopeia de 800 km, não tem preço!

Na balsa sobre o Rio Madeira, chegando à Porto Velho, em Rondônia, e admirando a ponte quase pronta que vai atravessar o enorme rio

Na balsa sobre o Rio Madeira, chegando à Porto Velho, em Rondônia, e admirando a ponte quase pronta que vai atravessar o enorme rio

Brasil, Amazonas, Humaitá, Rondônia, Porto Velho, Rio, off road, Realidade, Madeira, BR 319, Catarinos

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Brasil, Rio Grande Do Norte, Sagi (Baía Formosa)

Vista da nossa varanda, na pousada  Sabambugi, praia de Sagi, Baía Formosa - RN

Vista da nossa varanda, na pousada Sabambugi, praia de Sagi, Baía Formosa - RN


Hoje foi dia de comemoração. Completamos 20 meses de casamento! O tempo vem passando rapidamente, até de uma maneira assustadora. Mais alguns dias e a jornada já estará com 300 dias! Putz... Não temos acesso à internet aqui no Sagi, mas há dois dias, ainda em João Pessoa, matei a saudade daquele maravilhoso 9 de maio na Ilha do Mel. Para quem ainda não conhece, dá uma olhada no nosso site do casório: www.icasei.com.br/roana Para quem gosta de viajar, não se esqueçam de olhar as fotos da lua-de-mel, na Turquia.

Ana trabalhando feliz, na pousada na praia de Sagi, Baía Formosa - RN

Ana trabalhando feliz, na pousada na praia de Sagi, Baía Formosa - RN


Começamos muito bem o dia. Cama deliciosa, ventilação natural e, ao abrir a porta da varanda, o visual mágico do pequeno rio Sagi se contorcendo para chegar ao mar. Depois, café da manhã de primeira, com direito a coalhada, granola, pão de queijo e frutas colhidas na hora!

Caminhando para a fronteira Paraíba-Rio Grande do Norte

Caminhando para a fronteira Paraíba-Rio Grande do Norte


A digestão do banquete matinal foi uma agradável caminhada até a fronteira com a Paraíba, três quilômetros pela areia. Praia quase deserta. "Quase" porque volta e meia passava um bugue por nós, trazendo gente de Baía Formosa ou Pipa para conhecer o belo visual do rio Guaju, que marca a fronteira dos dois estados. Além desses encontros, o que mais chamava a atenção na paisagem eram os enormes cataventos no lado paraíbano da fronteira, quase "coqueiros modernos", produzindo energia eólica para uma mineradora que existe por lá. Energia limpa, com certeza, mas ainda prefiro ver coqueiros de verdade no horizonte.

Ana no lado paraibano do rio Guaju, na fronteira com Rio Grande do Norte

Ana no lado paraibano do rio Guaju, na fronteira com Rio Grande do Norte


Chegamos no dia certo na barra do rio Guaju, um domingo. Isso porque ouvimos falar que agora, no verão, durante a semana, a CVC chega a levar quase duas mil pesoas por dia para lá. Vindos de bugue de Baía Formosa, Pipa e até Natal. Deus que me livre! Mas hoje estava bem tranquilo, pouco mais de dez bugues. Por uma razão que me é misteriosa, todos eles, e as pessoas que carregam, se aglomeram no mesmo lugar. Assim, eu e a Ana, um pouco mais perto do mar, estávamos completamente sozinhos.

rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba

rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba


Ficamos por ali algum tempo, brincando com a correnteza do rio. Lugar idílico. Depois, caminhada de volta para a vila de Sagi e nossa pousada. No fim de tarde, fomos almojantar no Ombak, o melhor restaurante da vila. Camarão grelhado no molho de maracujá + suco de abacaxi servido na própria fruta foi a nossa refeição de celebração da data. Ficou bem à altura!

Rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba.

Rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba.


Aproveitamos para, no cheque, já pagar a nossa pousada também, já que não tínhamos dinheiro e, cartão por aqui, nem pensar. Apesar do delicioso conforto da pousada, a tecnologia ainda passa longe. Foi um parto conseguir usar a internet discada (isso ainda existe!) da Sabambugi. No processo, perdemos dois pen drives, queimados. Um pequeno custo para os dois deliciosos dias passados por aqui, numa praia chamada Sagi (palavra oxítona!).

Nadando no rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba

Nadando no rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba

Brasil, Rio Grande Do Norte, Sagi (Baía Formosa), Praia

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Brasil, Bahia, Itacaré

rafting no Rio de Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA

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A Ana tirou algumas fotos do vídeo que ela está fazendo do rafting. Dão uma boa idéia da emoção que passamos.

Salto no canyon durante o rafting no Rio de Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA

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A Ana se atira nas corredeiras durante o rafting no Rio de Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA

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Quem filmou foi o Lilton, da Planeta Turismo. Ele tinha uma câmera acoplada ao seu capacete.

rafting no Rio de Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA

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Mais uma vez quero agrader à ele, ao Rânio, o nosso guia e à toda equipe da Planeta Turismo, que nos tratou muito bem e nos cedeu suas filmagens! Foi um dia e tanto!

rafting no Rio de Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA

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Pétion-Ville e o Le Perroquet

Haiti, Port-au-Prince

Arte nas ruas de Pétion-Ville, bairro mais chique de Port-au-Prince, no Haiti

Arte nas ruas de Pétion-Ville, bairro mais chique de Port-au-Prince, no Haiti


Depois de acordarmos em frente ao mar na praia Obama e passarmos pelo vibrante mercado de rua de Cabaret, voltamos para nossa “casa” na cidade de Port-au-Prince, o hotel Le Perroquet. Na verdade, ele fica no subúrbio da cidade, no bairro chamado Pétion-Ville (fala-se “Péchion-Vil”), o mais famoso da capital haitiana.

Muito equilíbrio nas ruas de Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti

Muito equilíbrio nas ruas de Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti


Pétion-Ville é o bairro chique da cidade, onde moram a maioria dos diplomatas e expatriados e onde se hospedam boa parte das pessoas que visitam Port-au-Prince. Esses visitantes dos dias de hoje são, na maior parte, pessoas ligadas à ONGs que atuam no país, pois o número de turistas ainda é bem pequeno, embora venha crescendo ultimamente e, esperamos todos, continue a crescer.

Principal praça de Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti

Principal praça de Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti


Igreja na praça principal de Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti

Igreja na praça principal de Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti


Mesmo sendo considerado chique, já faz tempo que também ele foi tomado pelos haitianos mais pobres, que vieram em busca de oportunidades de emprego e comércio. O bairro é cercado de favelas coloridas em todas as encostas ao redor e seus habitantes passam o dia no bairro, seja trabalhando em hotéis, restaurantes ou supermercados, seja no comércio ambulante. Ou então, simplesmente perambulando por ali, para ver se aparece alguma oportunidade.

Área de mansões em Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti

Área de mansões em Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti


As favelas de Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti

As favelas de Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti


O resultado é aquele contraste que tanto caracteriza o país: pobreza e riqueza convivendo lado à lado. Para quem acha que isso é bem claro no Brasil, precisa vir ao Haiti. Vizinhos separados por alguma cerca, muro ou encosta, algumas das maiores mansões que se possa imaginar e extensas favelas onde moram milhares de pessoas. Nas ruas, quarteirões inteiros tomados por feiras livres e sua característica confusão e supermercados e lojas exclusivas, com produtos trazidos diretamente da França, com custos que devem valer o salário anual da maioria das poucas pessoas que tem emprego fixo.

Uma das muitas escolas em Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti

Uma das muitas escolas em Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti


Embora isso possa assustar quem não está acostumado, nossa experiência e sensação, após dois dias caminhando por lá foi de total segurança. Nas ruas, logo chamamos a atenção pela nossa cor de pele, mas não tanto assim dentro dos supermercados mais chiques, que quisemos conhecer também. A poucos quarteirões do hotel, a principal praça de Pétion-Ville, com igreja, escola, floricultura, muita arte nas esquinas e centenas pessoas nesse grande espaço público, aparentemente apenas vendo a vida passar. Fizemos o mesmo, observando a movimentação na escola em frente e o belo dia que fazia.

Socializando em floricultura em Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti

Socializando em floricultura em Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti


Além da praça, não há muitas atrações turísticas por aqui. Talvez, a maior delas seja simplesmente perambular sem rumo, observar o comércio e cruzar as feiras agitadas. Ver que, de alguma maneira, a vida anda por aqui, com sua dinâmica própria.

Socializando em floricultura em Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti

Socializando em floricultura em Pétion-Ville, bairro mais chique da capital Port-au-Prince, no Haiti


Ficamos amigos (A Ana, principalmente! Claro!) do vendedor de quadros da praça e também do pessoal da floricultura. No último dia, a Ana não resistiu e comprou uma bela gravura por lá, a lembrança que sempre teremos desse país nas paredes da nossa futura casa. Ela comprou também, lá na floricultura, flores de bananeira. Um presente para a Lana, que usa essas flores em alguns de seus exóticos e deliciosos pratos.

Feliz após a compra de um quadro em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti

Feliz após a compra de um quadro em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti


O hotel Le Perroquet, nossa casa em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti

O hotel Le Perroquet, nossa casa em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti


A Lana e seu marido, o Eric, possuem um verdadeiro oásis bem no coração desse agitado bairro. Para conseguir chegar à porta do hotel, temos de passar por vendedores de sapatos e motoristas de mototáxi, mas quando subimos os poucos degraus até a recepção, o barulho alto fica para trás e é substituído por boa música e um ambiente de paz e tranquilidade, onde fomos recebidos na primeira vez com um coquetel de boas vindas e aonde sempre parávamos um pouco para nos refrescar com uma cerveja gelada ou nos esbaldar com alguma comida.

Vista do telhado do nosso hotel em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti

Vista do telhado do nosso hotel em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti


Port-au_Prince vista do telhado do nosso hotel em Pétion-Ville, no subúrbio da capital, no Haiti

Port-au_Prince vista do telhado do nosso hotel em Pétion-Ville, no subúrbio da capital, no Haiti


Do alto do telhado do prédio de quatro andares, uma excelente vista, não só do bairro com suas favelas e mansões dividindo o mesmo espaço, mas também do centro da cidade, lá longe, no vale a uns 5 quilômetros de distância.

Com a Lana e o Eric, donos do hotel Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti

Com a Lana e o Eric, donos do hotel Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti


Com a simpática funcionária do hotel Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti

Com a simpática funcionária do hotel Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti


O Eric e a Lana vieram para o Haiti há pouco tempo, para transformar o imóvel da família nesse simpático hotel. O Eric é haitiano, mas viveu boa parte da vida fora do país. Conheceu a russa Lana na Tailândia, onde vivam os dois. Depois, tiveram um hotel em Bali. Mas o chamado de um tio os fez voltar à pátria do Eric, onde desejam contribuir para a retomada do turismo no Haiti. O Le Perroquet foi o primeiro e importante passo: o primeiro bom hotel com preços acessíveis nesse bairro. Antes, era preciso pagar o dobro para ficar em locais bem menos agradáveis. O plano é abrir outros hotéis, em cidades de praia e montanha do país, um verdadeiro tesouro turístico ainda inexplorado.

Com a Lana, no hotel Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti

Com a Lana, no hotel Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti


Despedida do Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti. Hora de seguir para o aeroporto com a Elise

Despedida do Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti. Hora de seguir para o aeroporto com a Elise


Nós fomos embora do Le Perroquet no dia 24, já com saudades do lugar a da companhia. Não só deles, mas também dos funcionários. A sensação é que voltaremos a nos ver, seja aqui no Haiti, no Brasil ou em algum lugar do mundo. Quem sabe na Ucrânia? A descrição que a Lana fez de sua cidade natal foi tentadora! Vamos ver... Eric e Lana, muito obrigado por nos receber tão bem em sua casa e nos ajudar a compreender um pouco mais desse lindo país que vocês estão ajudando a construir!

Com a Lana, no hotel Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti

Com a Lana, no hotel Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti

Haiti, Port-au-Prince,

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Passagem Por Boa Vista e Férias das Férias

Brasil, Roraima, Boa Vista

Com o Ricardo e a Carol, que nos receberam tão bem em Boa Vista, capital de Roraima

Com o Ricardo e a Carol, que nos receberam tão bem em Boa Vista, capital de Roraima


No final da tarde de ontem, voltamos à Boa Vista, capital de Roraima e nossa velha conhecida. Afinal, passamos por aqui na ida e na volta de nossa viagem à Venezuela, em 2007, e também quando voltávamos das Guianas, já durante a viagem dos 1000dias. Já nos sentimos praticamente em casa e nem mais precisamos de GPS para dirigir pelas ruas e avenidas da cidade.

O famoso Guaraná Baré, em Boa Vista, capital de Roraima

O famoso Guaraná Baré, em Boa Vista, capital de Roraima


Mas essa volta à cidade teve um charme especial, que nos fez sentir ainda mais em casa: nós fomos recebidos e ciceroneados pelo simpaticíssimo casal Ricardo e Carol! Ele é um médico paulista que, ao se formar, resolveu sair da cidade grande e trabalhar nos rincões do Brasil. Chegou à Boa Vista e se enamorou pela cidade, estado e povo da região. Mais do que isso, se enamorou pela Carol, uma legítima roraimense. Casaram-se lá na Serra do Tepequem e estão construindo uma vida juntos aqui em Boa Vista.

Jantando com o Ricardo e a Carol, em Boa Vista, capital de Roraima

Jantando com o Ricardo e a Carol, em Boa Vista, capital de Roraima


Além de médico, o Ricardo é um apaixonado por carros antigos e de expedição. Isso o levou a se tornar uma referência entre os overlanders que passam por aqui, indo ou vindo para Venezuela ou Guianas, sejam brasileiros ou estrangeiros. Por exemplo, com ele estiveram, aqui em Boa Vista, nossos amigos holandeses Coen e Karin, do Landcruising Adventure (aqueles que encontramos na Guiana Francesa) ou o Robert e a Grace do famoso Challenging Your Dreams, o casal inglês-brasileira que deu a volta ao mundo de carro.

Jantando um bel tambaqui em Boa Vista, capital de Roraima

Jantando um bel tambaqui em Boa Vista, capital de Roraima


Como a comunidade de overlanders não é tão grande, as pessoas acabam se conhecendo por internet e redes sociais. Foi assim que entramos em contato com o Ricardo e combinamos de nos encontrar por aqui. Ele e a Carol vieram nos buscar em nosso hotel e nos levaram num restaurante tradicional de Boa Vista, comer um saboroso Tambaqui.

Festa junina em Boa Vista, capital de Roraima

Festa junina em Boa Vista, capital de Roraima


Depois do jantar, ainda tivemos tempo de dar uma passada na praça central da cidade, onde estava sendo realizada uma popular festa junina. Foi para nos sentirmos ainda mais no Brasil, aquelas bandeirinhas coloridas, comida típica, show de música ao vivo e muita gente jovem se paquerando.

Festa junina em Boa Vista, capital de Roraima

Festa junina em Boa Vista, capital de Roraima


Hoje cedo, fomos deixar a Fiona na oficina que o Ricardo está montando na capital. Está quase pronta e pretende oferecer um serviço diferenciado, que ainda não existe por aqui. Garagem bem limpa e organizada, pronta para receber carros antigos ou de overlanders. Essa vai ser a casa da Fiona pelos próximos dez dias, enquanto nós tiramos umas férias das férias e vamos para o sul do país.

Com a Carol e o Ricardo, na sua oficina, a casa da Fiona nos próximos 10 dias em Boa Vista, capital de Roraima

Com a Carol e o Ricardo, na sua oficina, a casa da Fiona nos próximos 10 dias em Boa Vista, capital de Roraima


O motivo primeiro dessa viagem é a comemoração do aniversário de 80 anos do meu pai. Já é uma razão mais do que suficiente para voarmos para lá, afinal, não é todo dia que se faz 80 anos. Além do mais, há tanto tempo fora do país, é uma ótima oportunidade para rever tantos familiares que lá se reunirão. O Skype tem nos ajudado bastante a administrar essa distância física e temporal mas não vemos meus pais pessoalmente há dois anos e meio, e as saudades estão matando. E já que estamos voando para tão longe e em data tão especial, vamos aproveitar nosso tempo por lá. Além das festas em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, vamos também passar uns dias com eles e com uma irmã na pequena Picinguaba, última vila no litoral de São Paulo para quem viaja ao Rio. Finalmente, uns dias naquela casa maravilhosa que uma prima tem em Ilhabela. É a mesma casa que ficamos quando passamos por lá, há 3 anos. Mas naquela época, ela não estava pronta ainda e estamos curiosos para ver como ela ficou. Daqui a 10 dias, voltamos, descansados e reenergizados, para reencontrar a Fiona e seguirmos viagem pela região norte do país. Vamos que vamos!


Nosso roteiro pelos próximos 10 dias, nas nossas “férias das férias”: voamos de Boa Vista para Viracopos e seguimos para Ribeirão Preto (A), interior de São Paulo. Depois, junto com os pais e irmã, vamos passar uns dias em Picinguaba (B) e Ilhabela (C), ambas no litoral paulista. De Guarulhos, voamos de volta à Boa Vista, onde nos aguarda a Fiona

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