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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Rio De Janeiro Há 2 anos: Rio De Janeiro

Na Toca do Urso

Estados Unidos, South Dakota, Black Hills, Wyoming, Devils Tower

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Hoje de manhã foi a nossa despedida da belíssima região de Black Hills. Percorremos uma estrada cênica ao longo da parte norte, por entre lagos e florestas. A cada curva, uma nova pintura. O céu azul ajudava e a vontade que dava era a de percorrer algumas trilhas e fazer um piquenique na orla de um dos lagos e rios cristalinos da região.

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Pausa em viagem pelo norte das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Pausa em viagem pelo norte das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Mas precisávamos continuar. Deixamos para trás não apenas as Black Hills, mas também o estado de South Dakota. Chegávamos ao Wyoming, um dos estados com natureza mais exuberante do país. Aqui, por exemplo, estão os parques nacionais de Yellowstone e Grand Tetons, além de diversos parques estaduais, que protegem rios e canyons.

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Exposição no excelente Centro de Boas Vindas do Wyoming, nos Estados Unidos

Exposição no excelente Centro de Boas Vindas do Wyoming, nos Estados Unidos


Como em todos os outros estados que entramos por alguma das grandes rodovias interestaduais, logo encontramos um “Wellcoming Center”, ou Centro de Boas-vindas. A diferença foi que, pela primeira vez, resolvemos parar para dar uma olhada. Isso porque queríamos saber informações sobre o nosso primeiro destino no estado, uma enorme torre de pedra conhecida como Devil’s Tower.

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Além de conseguirmos as informações, ainda ficamos impressionados com a qualidade do Centro, uma casinha muito bem construída no meio do nada, repleta de folhetos e painéis de todas as atrações do estado, além de funcionários simpáticos e dispostos a ajudar. Foi de tirar o chapéu! Isso sim que é desenvolvimento de turismo!

Chegando à incrível Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Chegando à incrível Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Seguimos então para a Devil’s Tower, que com seus quase 400 metros de altura sobre o terreno que a rodeia, pode ser vista de longe. O nome não faz muito sentido, e decorre de uma tradução mal feita de um de seus nomes indígenas. A pedra era sagrada para várias tribos e tinha, portanto vários nomes. Vários relacionados a ursos, que eram frequentes por aqui. A razão para isso é que as ranhuras da enorme rocha parecem ter sido feitas por um urso gigante. Aliás, o original da tal tradução mal feita era “Abrigo do Urso”.

Homenagens indígenas, muito comum na mata ao redor da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Homenagens indígenas, muito comum na mata ao redor da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Não é difícil entender porque a pedra era (e continua!) sagrada para os indígenas. Quando a vemos de longe, e ainda mais quando nos aproximamos, a vontade que ela inspira é a de contemplação e adoração. Magnífica, crescendo para o céu como um gigantesco monumento. É mesmo impressionante!

Visita à impressionante torre de pedra chamada Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Visita à impressionante torre de pedra chamada Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


A vantagem de estarmos nesse país é que uma maravilha dessa é protegida. Foi declarado o primeiro Monumento Nacional, já há mais de 100 anos! E chegando ao sopé dela, dezenas de painéis explicativos nos mostram como ela foi formada. A história geológica da Terra, por causa da sua escala de tempo, sempre nos faz ver como somos insignificantes e como o período de nossas vidas é absolutamente ridículo.

As colunas que formam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

As colunas que formam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Devil’s Tower, assim como várias primas suas que vimos em nossas andanças pelo Espírito Santo ou em Quixadá, interior do nosso querido Ceará, foram formadas por “intrusão”. Alguns milhões de anos atrás, uma grande quantidade de lava ascendeu de grandes profundidades, por entre camadas de rochas sedimentares, tudo isso ainda bem abaixo da superfície. Aí, ela se esfriou rapidamente, contraindo-se e rachando internamente. Essas rachaduras são a origem das “colunas” que vemos hoje. Em seguida, alguns milhões de anos de erosão pela água e pelo ar levaram embora toda a rocha sedimentar (mais mole) que envolvia essa “intrusão” de rocha granítica, desenterrando ela do solo. Por ser mais dura, resiste muito mais à erosão e continua lá, de pé, embora também se desgaste com o tempo, de forma muito mais lenta.

Alpinistas escalam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Alpinistas escalam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Alpinistas escalam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Alpinistas escalam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


O resultado é essa maravilha que vemos hoje, imponência e delicadeza ao mesmo tempo. Além de sagrada para os indígenas, também é para os alpinistas, que vem de todo o país para escalar alguma de suas vias de acesso. Os primeiros a chegar lá encima foram dois rancheiros locais, no final do séc XIX. Construíram escadas e foram encaixando elas entre as fissuras e completaram a façanha. É muito legal ver as fotos em preto e branco dessa aventura centenária. Hoje, são usadas técnicas modernas e nós pudemos observar vários desses corajosos pendurados nas paredes da pedra.

Visita à impressionante torre de pedra chamada Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Visita à impressionante torre de pedra chamada Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Quanto a nós, limitamos a dar a volta na base por uma trilha de poucos quilômetros. Muitas fotos e a devida reverência. Ao ir embora, e pedra continuou aparecendo no retrovisor da Fiona durante muito tempo. Parecia dizer: “Boa viagem! Mas voltem aqui, algum dia”. Voltaremos...

A Devil's Tower fica no retrovisor da Fiona, em Wyoming, nos Estados Unidos

A Devil's Tower fica no retrovisor da Fiona, em Wyoming, nos Estados Unidos


Belíssimo pôr-do-sol nas estradas de Wyoming, nos Estados Unidos

Belíssimo pôr-do-sol nas estradas de Wyoming, nos Estados Unidos


O resto do dia foi cruzando esse estado de paisagens espetaculares. Não conseguimos chegar até o outro lado de Wyoming, onde estão os parques que visitaremos nos próximos dias, já na fronteira com Idaho e Montana. Mas chegamos bem perto e amanhã, já estaremos no Grand Tetons. Até lá, as imagens que ficarão em nossas mentes serão do magnífico Bear’s Lodge (o nome correto da Devil’s Tower) e do pôr-do-sol cinematográfico com o qual fomos presenteados no coração do Wyoming.

Belíssimo pôr-do-sol nas estradas de Wyoming, nos Estados Unidos

Belíssimo pôr-do-sol nas estradas de Wyoming, nos Estados Unidos

Estados Unidos, South Dakota, Black Hills, Wyoming, Devils Tower, trilha, Parque, montanha

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Nossa Visita ao St. Helens

Estados Unidos, Washington State, Saint Helens

Um momento mágico: a luz do sol penetra a névoa bem encima da floresta de árvores mortas, na região do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Um momento mágico: a luz do sol penetra a névoa bem encima da floresta de árvores mortas, na região do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Ontem de manhã era o dia de começarmos nossas explorações pelo Mt. St. Helens, o vulcão que explodiu de forma espetacular e devastadora em 1980 no maior “evento vulcânico” da história dos Estados Unidos. A história dessa erupção está detalhada no post anterior e aqui vou me ater mais às nossas próprias experiências e explorações.


Nosso percurso ao redor do Mt. St. Helens

A região do vulcão, considerada “Monumento Nacional”, pode ser acessada por estradas vindas do leste, sul e oeste, esta última a entrada principal. Nós estávamos na pequena Morton, cidade ao norte do parque. Nossa primeira intenção era dar a volta no parque e entrar por todas as estradas possíveis, cada uma levando a um mirante diferente. Mas, já acostumado com as estradas fechadas nessa época do ano, resolvi pedir a opinião do gerente do nosso hotel. Ele foi taxativo: as estradas do lado leste e sul estão fechadas! Siga diretamente para a entrada principal do parque que ela já será o suficiente para você ver o que há de interessante por ali.

Dirigindo nas belas estradas rurais ao norte do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Dirigindo nas belas estradas rurais ao norte do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Felizmente, o nosso GPS não concordava com isso. Mais ainda, ele nos mostrava uma misteriosa entrada norte, através da zona rural. Com estamos aqui para explorar, resolvemos seguir nosso amigo. Ele nos levou por estradas de terra por uma região absolutamente maravilhosa. Uma região que foi devastada há apenas 30 anos, mas que a natureza soube renovar com primor, um verdadeiro colírio para os olhos. Matas, lagos, rios, relvas, um sol que se esforçava para sair e cores especiais para se fotografar. Seguimos até um ponto onde uma placa no meio do nada advertia: “Não se chega ao St. Helens por aqui! Estrada particular!”. Alguém precisa avisar nosso GPS sobre essa história de estradas particulares, mas esse nosso pequeno detour valeu por dois aspectos. Primeiro, como disse acima, pela chance de conhecer essa maravilhosa zona rural, longe de tudo e de todos. E segundo porque uma placa ainda na estrada de asfalto deixava claro que as entradas leste e sul estavam sim, abertas!

A bela região ao norte do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

A bela região ao norte do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Beleza, para lá seguimos!. A entrada leste realmente estava aberta e, melhor ainda, sem absolutamente ninguém! Pudemos dirigir por essa incrível estrada através das matas que foram destruídas na erupção vulcânica de 1980, mas cujos troncos continuam de pé. Uma visão inesquecível! Em algumas partes, uma nova mata está crescendo, se misturando à antiga mata fantasma. Em outras, os esqueletos de árvores se erguem sob uma relva colorida e brilhante, um símbolo da morte sobre um símbolo da vida. Pura renovação, ali na nossa frente! Por fim, quando voltamos no fim da tarde, nessa mesma estrada, uma névoa encobria a mata de árvores mortas, tornando o cenário mais macabro. Mas era um “macabro do bem”, algo realmente mágico!

A nova floresta e as antigas árvores ao redor do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

A nova floresta e as antigas árvores ao redor do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Foi nessa estrada também que começamos a aprender os detalhes do evento de 18 de Maio de 1980. Um mirante marca o ponto onde o fotógrafo Gary Rosenquist (junto com amigos) tirou sua famosa sequência de fotografias da erupção. Tudo muito detalhado em cartazes e nas próprias fotografias. Quase podemos reviver aqueles tensos 40 segundos antes que eles saíssem correndo para salvar suas próprias vidas. Nos relatos, uma das coisas que mais impressiona (e isso se repete nos relatos de outros sobreviventes) é o fato de que o gigantesco evento não teve som. Era como um cinema mudo! A explicação para esse aparente absurdo está no fato de que a explosão gerou camadas de ar com temperaturas distintas. Temperaturas distintas, densidades diferentes, mudando a forma como as ondas de som se espalham. O resultado final foi uma mortífera “zona do silêncio” ao redor da explosão, enquanto a mesma era ouvida a centenas de quilômetros de distância.

As árvores mortas pela erupção do Santa Helena, em 1980 (estado de Washington, oeste dos Estados Unidos)

As árvores mortas pela erupção do Santa Helena, em 1980 (estado de Washington, oeste dos Estados Unidos)


Seguindo pela estrada, chegamos ao mirante de onde se pode observar o Spirit Lake. Aquele lago que era um paraíso até antes da erupção, que foi atingido pelo maior desabamento que se tem notícia, que formou uma onda com mais de 150 metros de altura e que foi transfigurado depois do evento. O lago ficou com uma área muito maior, mas oitenta metros mais raso. Com toda uma floresta de troncos mortos boiando, a água apodreceu, entrando em estado de putrefação. Cientistas declaram o fim do lago. Jornais, em manchetes garrafais, anunciaram sua destruição. Não sabem mesmo de nada, as pessoas... Apenas quatro anos mais tarde, para surpresa geral, o lago já estava recuperado, agora com mais vida do que anteriormente. A água, tão limpa como na época em que Harry Trumann alugava seus botes para turistas. Mas uma coisa não mudou: os troncos de árvores continuam por lá, mesmo 3 décadas depois. Sua visão nos lembra constantemente da tragédia de proporções titânicas. Observar dali do mirante a tal onde de 150 metros “lavando” as encostas ao redor deve ter sido uma coisa impressionante. Pena que, quem viu, não sobreviveu para contar a história...

Spirit Lake, aos pés do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Spirit Lake, aos pés do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Finalmente, chegamos ao mirante final dessa estrada. Ali, quem nos recebeu de braços abertos foi a chuva. Passamos quase uma hora na Fiona, esperando por um respiro. E ele veio! E nós não perdemos a chance! Subimos uma encosta ali do lado, mais de duzentos degraus para se chegar a um ponto com vista privilegiada. O vulcão até se abriu para nós, para tirarmos nossas fotografias. Pudemos observar todo o Spirit Lake, lá embaixo. Pudemos ver também aonde seria o lodge do Harry Trumann, agora sob muita água e muita terra. Não teve a menor chance. Mas deve ter morrido rapidamente. Observamos, ao longe, o ponto onde o vulcanologista David Johnston estava, o local conhecido como Coldwater. Distante 10 quilômetros, em linha reta, da caldeira do vulcão. Um lugar considerado seguro. Com essa distância toda, eu seria o primeiro a querer ficar lá também, completamente seguro da posição. Doce ilusão. Em menos de dois minutos, a erupção o alcançou. Ele nem se preocupou em tentar escapar.

A Ana sobe encosta ao lado do vulcão Santa Helena enquanto a Fiona nos aguarda no estacionamento (estado de Washington, oeste dos Estados Unidos)

A Ana sobe encosta ao lado do vulcão Santa Helena enquanto a Fiona nos aguarda no estacionamento (estado de Washington, oeste dos Estados Unidos)


Visita à área do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Visita à área do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


O Santa Helena, quando explodiu, pouco se importava com velhos teimosos ou jovens corajosos. Não importa o quão boas fossem suas intenções. Não importa sua popularidade na nação ou quantas pessoas rezaram por eles. Simplesmente, era a hora de explodir e ai de quem estivesse na frente. Florestas, lagos, vales, tudo isso é fichinha perto da fúria de um vulcão. Pudemos ver isso com os próprios olhos.

Visita ao vulcão Santa Helena, com o Spirit Lake ao fundo, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Visita ao vulcão Santa Helena, com o Spirit Lake ao fundo, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Fiona cruza a floresta de árvores mortas, chegando ao Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Fiona cruza a floresta de árvores mortas, chegando ao Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Felizmente, durante a nossa visita, não era “tempo de explodir”. Ao contrário, era tempo de se mostrar rapidamente para o curioso casal de turistas. Aliás, ele deve ter mesmo se simpatizado conosco. Assim que saímos, o tempo se abriu de uma maneira absolutamente mágica, a luz do sol penetrando pela névoa que subia pelos vales. Um cenário surreal e maravilhoso. Uma das mais belas luzes que pegamos nesses 1000dias. Espetacular! E bem aqui, no Santa Helena, numa estrada que foi nossa, esse dia.

Um momento mágico: a luz do sol penetra a névoa bem encima da floresta de árvores mortas, na região do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Um momento mágico: a luz do sol penetra a névoa bem encima da floresta de árvores mortas, na região do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Tanta sorte tivemos que nem achamos ruim de, no dia seguinte, a chuva prevalecer. Esperamos pacientemente no nosso hotel em Cougar, no sul do parque. É daí que parte a rota para quem quer chegar ao cume do vulcão. Com esse tempo, nem pensar! Mas nós esperamos pelo meio da tarde, quando a chuva deu um tempo e seguimos estrada acima, dessa vez pela entrada sul do parque. São duas as grandes atrações dessa área: um túnel e um canyon formado por lava de erupções muito mais antigas que a de 1980, que foi virada para o norte. O túnel tem cerca de dois quilômetros, mas o tempo chuvoso, o adiantado da hora e a preguiça de procurar nossas lanternas nos fizeram desistir de percorrê-lo. Ficamos apenas com as fotos dos cartazes e com a nossa imaginação de quem já percorreu um túnel desses, lá em Galápagos.

Observando garganta do Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA

Observando garganta do Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA


Observando o forte rio que cavou o Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA

Observando o forte rio que cavou o Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA


Seguimos para o canyon, então. Era completamente desconhecido, encoberto por uma mata densa, até que um dos lahares (avalanche de lama) de 1980 abriu caminho pela mata revelando o canyon para olhos humanos. Uma verdadeira obra da natureza, um pequeno riacho ardorosamente escavando o vale que já foi aberto e fechado pela lava diversas vezes. Muitas cachoeiras, penhascos e pontes-pênsil para atravessar tudo isso. Uma aula de geologia e uma prova incontestável das inúmeras erupções ocorridas no passado, indicação fortíssima de que novas virão, no futuro.

Subindo em antiga lava solidificada no Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA

Subindo em antiga lava solidificada no Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA


Passamos a noite novamente em Cougar para, no dia 31, no nosso retorno à Seattle (próximo post), finalmente ir conhecer a entrada principal do parque. O tempo estava fechado de vez, o que nos fez desistir de seguir por toda a estrada para ver um cenário completamente tomado pela neblina. Mas o Centro de Visitantes era logo ali, no comecinho do caminho. Aí, além de web câmera que nos fez ter certeza da inutilidade de seguirmos até o alto, pudemos assistir a um filme e a diversas exposições que completaram nosso entendimento desse grande evento.

Atravessando ponte pênsil sobre o Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA

Atravessando ponte pênsil sobre o Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA


Já no carro, chegando à Seattle, só podíamos agradecer a chance que tivemos dois dias antes, a sós, tão perto do vulcão. Paisagens fantásticas para combinar com os eventos memoráveis que ali se passaram. Aquele menino de dez anos de idade que assistiu tudo pela TV não poderia imaginar que, um dia, ao vivo e à cores, tudo faria muito mais sentido. Talvez por isso, meio inconscientemente, ele nunca tenha esquecido do nome “Santa Helena”.

Esquentando-se ao sol em frente ao vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Esquentando-se ao sol em frente ao vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

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Diz aí se você gostou, diz!

Um Mês!

Porto Rico, La Parguera, Ponce

Visão do Farol em Cabo Rojo - Porto Rico

Visão do Farol em Cabo Rojo - Porto Rico


Hoje completamos um mês de viagem! Um Mês! Como passa rápido! Daqui a pouco, lá se foram os mil dias... Nossa... Bom, pensando bem, ainda tem chão. Nem começamos a dirigir ainda. Quer dizer, não a Fiona. Por aqui, vamos dirigindo sim.

Nosso carro em Porto Rico e as caixas de mergulho

Nosso carro em Porto Rico e as caixas de mergulho


Olhando para trás, já se foram o litoral do Paraná, um pouco da Flórida, Bahamas, Turks e Caicos e um tanto de Porto Rico. Mais um pouco, e lá se vão também as Ilhas Virgens, Americanas e Britânicas. Depois, vamos nos embrenhar nesse Brasilsão. Aí é que eu quero ver...

Se preparando para o mergulho em La Parguera

Se preparando para o mergulho em La Parguera


Por aqui, para celebrar o "aniversário", tivemos um dia ótimo. O mergulho, apesar da visibilidade ser bem menor que em Provo, foi muito bom. Duas moréias enormes, bem verdes, entocadas e outra, vista de cima, nadando entre corais. Ver moréia nadando não é muito comum e é sempre um deleite visual, a graça com que se movem. Deleite visual também foi ver o maior nurse shark (como se fala em português?) que já vi. Mais de dois metros! Um bichão! É a raça de tubarão com a cara mais boazinha que conheço. Mas ele logo se encheu de nós e foi nadando lá para o fundo, se perdendo no azul. Sabe que nós, manés humanos,não podemos segui-lo!

Visão do Farol em Cabo Rojo - Porto Rico

Visão do Farol em Cabo Rojo - Porto Rico


Depois, seguimos para a Playa del Faro, no extremo sudoeste de Porto Rico, à meia hora de La Parguera. Já sabíamos que era bonita mas ficamos agradavelmente surpresos. É uma região cheia de salinas e mangues onde o mar forma uma baía bem fechada, águas calmas e quentes, verde-esmeralda. Um primor da natureza. Lembrei da baía do Sueste, em Noronha. Ma a praia aqui é mais gostosa. Além disso, o morro do Farol oferece lindas visões de toda a região. Tiramos fotos muito legais.

Restaurante de hotel em Cabo Rojo - Porto Rico

Restaurante de hotel em Cabo Rojo - Porto Rico


De lá, viemos para Ponce, onde vamos dormir hoje. Ponce é uma das maiores cidades de Porto Rico, com umas 300 mil pessoas. É uma cidade histórica, a mais velha do país, e seu centro histórico é uma gracinha. A praça central se chama Delícia, assim como o nosso hotel. Uma praça com esse nome só poderia ser especial. E é, tirando o pastor evangélico que ficou lá gritando durante um tempo. Fora isso, muito legal, toda rodeada de fachadas antigas, com fontes luminosas, igreja centenária e até um museu dos bombeiros. Amanhã cedo vamos tirar umas fotos.

Para celebrar a data, comemos muito bem num restaurante argentino. Carne, por supuesto! E um bom vinho tinto californiano para acompanhar.

E, para eu deixar escrito para nunca mais esquecer. Achar o estacionamento do hotel, a duas quadras daqui, foi um parto. Fui e voltei várias vezes. Até fui abordado pela polícia, tentando abrir o cadeado de um terreno. Foi uma luta. No fim, depois de uma meia hora e muito treino de castelhano, me entendi com os atendentes do hotel e achei o tal terreno. Quem tem boca, chega a Roma. Mas custa.

Porto Rico, La Parguera, Ponce, Mergulho, Praia

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Sobre o Nosso Site

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island

Eu e a Ana somos bem ambiciosos com relação ao conteúdo do nosso site. Imaginamos milhões de coisas e todos os dias temos novas idéias. Temos idéias mais rapidamente do que os nossos desenvolvedores possam implementá-las.

Mas, devagarinho, o site está entrando no ar. Não vai demorar muito e teremos a nossa página de fotos (com muito mais fotos do que temos postado) e, o mais esperado por nós, a nossa Home, com um mapa iterativo da América, seus países e ilhas, nosso roteiro e uma maneira bem inteligente de navegar pelo site.

Hoje, foi implementado uma ferramenta para postarmos nossos posts de maneira online. Antes disso, tínhamos de mandar o texto para o paciente Marcelo e ficar atazanando ele para que fosse postado. Agora, basta escrever o texto, apertar um botão e pronto, maravilha de tecnologia e internet, lá está o nosso post online.

Mas, ainda dependemos do Marcelo para postar as fotos. Isso deve ser resolvido em breve. Porém, por enquanto, os posts podem aparecer sem fotos. É só esperar um pouco e elas aparecerão por aí.

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island,

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Au Voir, Martinica

Martinica, Fort-de-France, Santa Lúcia, Castries, Saint-Pierre, Soufriere

Catedral de Fort-de-France, capital da Martinica

Catedral de Fort-de-France, capital da Martinica


Hoje a Ana acordou animada para um banho de lama. A lama trazida lá do Desolation Valley, em Dominica. Então, aqui na Martinica, com lama da Dominica, na nossa última manhã antes de seguirmos para Santa Lucia, fomos pegar uma praia na frente do hotel, ela toda cinza, enlameada. As pessoas não entendiam nada, ver aquele estranho ser cruzando a estrada, hehehe.

Indo para a praia coberta de lama vulcânica, em St. Pierre, na Martinica

Indo para a praia coberta de lama vulcânica, em St. Pierre, na Martinica


Bem, passamos uma hora por lá, nadamos e caminhamos e seguimos viagem para a capital, Fort-de-France, de onde parte o ferry para Santa Lucia.

Tomando sol com lama vulcânica, em praia de St. Pierre, na Martinica

Tomando sol com lama vulcânica, em praia de St. Pierre, na Martinica


A cidade, ou pelo menos o centro, fica completamente morto aos domingos. Nós caminhamos um pouco em frente ao Fort Saint Louis, que deu origem à cidade, atravessamos o parque La Savane e fomos ver e fotografar a catedral e o prédio da biblioteca, o principal marco arquitetônico da cidade.

Prédio da biblioteca, marco arquitetônico de Fort-de-France, capital da Martinica

Prédio da biblioteca, marco arquitetônico de Fort-de-France, capital da Martinica


Na verdade, há outro também, uma igreja que fica na parte alta da cidade, na periferia. Uma réplica em menor escala da Sacre Coeur de Paris. Tínhamos passado por lá na nossa viagem entre o sul e o norte da ilha, há dois dias.

A igreja Sacre Coeur de Balate, muito parecida com a original parisiense, na periferia de Fort-de-France, capital da Martinica

A igreja Sacre Coeur de Balate, muito parecida com a original parisiense, na periferia de Fort-de-France, capital da Martinica


Interior da igreja Sacre Coeur de Balate, em Fort-de-France, na Martinica

Interior da igreja Sacre Coeur de Balate, em Fort-de-France, na Martinica


Por fim, deixei a Ana muito bem instalada num dos poucos restaurantes abertos na cidade e segui para o aeroporto, para devolver o carro. Tudo porque, no Domingo, até as lojas de aluguel de carro estão fechadas no centro. Sem nenhum trânsito, pouco mais de meia hora e eu já estava de volta, de táxi. Juntos, mochilas nas costas, atravessamos novamente o Savane e fomos para o terminal.

Atravessando o parque La Savane, o principal de Fort-de-France, capital da Martinica

Atravessando o parque La Savane, o principal de Fort-de-France, capital da Martinica


Menos de duas horas mais tarde chegávamos à Castries, capital de Santa Lucia. Outra ilha bastante montanhosa no nosso caminho! Entre as montanhas, as famosas “Pitons”, duas incríveis montanhas com formato piramidal, o cartão postal mais famoso do país. Ficam no sul, na cidade de Soufriere, e foi para lá que seguimos diretamente, logo após alugar um carro no aeroporto “local” de Castries.

Atravessando o parque La Savane, o principal de Fort-de-France, capital da Martinica

Atravessando o parque La Savane, o principal de Fort-de-France, capital da Martinica


Era o único local com locadoras abertas num domingo de tarde. De lá partem os voos para as outras ilhas do Caribe e será daí que voaremos para Saint Vincent dia 23. Teremos um bom tempo por aqui e começaremos pela parte sul da ilha, onde estão as Pitons e o turismo de aventura. A parte norte, onde estão a maioria dos resorts que atraem milionários do mundo inteiro, visitaremos mais tarde.

O Fort S. Luis, que deu origem á cidade de Fort-de-France, capital de Martinica

O Fort S. Luis, que deu origem á cidade de Fort-de-France, capital de Martinica


Chegamos em Soufriere já de noite e na praia em frente ao hotel havia uma festa local. Logo tentamos nos misturar, mas não tinha jeito de não chamarmos a atenção. Eu era o único moreno na festa. De loira, tinha a Ana. Os outros, eram como se estivéssemos na Tanzânia ou na Nigéria. Muito legal, o nosso pedaço da África na América!

O Fort S. Luis, que deu origem á cidade de Fort-de-France, capital de Martinica

O Fort S. Luis, que deu origem á cidade de Fort-de-France, capital de Martinica


No escuro, lá estava o impressionante vulto da Petit Piton, do outro lado da praia. Tentamos, de todas as maneiras, fotografá-la. Mas não conseguimos. Mas a visão era maravilhosa! Estamos ansiosos pela luz do sol, para podermos ver essa incrível montanha com as cores que o dia traz. Agora de noite, já deu para ver que vai ser muito mais bonito que imaginávamos!

Praia ao lado do Fort S. Louis, em Fort-de-France, capital de Martinica

Praia ao lado do Fort S. Louis, em Fort-de-France, capital de Martinica

Martinica, Fort-de-France, Santa Lúcia, Castries, Saint-Pierre, Soufriere, Praia

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Preços e Custos

Turks e Caicos, Providenciale - Provo

Cerveja de Turks e Caicos

Cerveja de Turks e Caicos


Quando o nosso site estiver funcionando (falta pouco!) vamos ter várias outras páginas, além dos blogs. Páginas de fotos, páginas de vídeo, páginas com informações sobre cada lugar que passarmos, etc... Dentro desse "etc" haverá uma página mostrando os custos da viagem, quanto gastamos por dia, semana, mês, em que gastamos, combustível, comida, habitação e por aí vai. Também um comparativo de preços de produtos similares nos diversos países e estados que passarmos. Acho que vai ficar bem legal e prático.

Bom, enquanto isso não funciona, vou dar uma idéia de preços por aqui. Não se assustem porque, imagino, esse deve ser um dos mais caros países da viagem...

cerveja long neck: 4-5 dólares
sanduíche generoso: 8-10 dólares
hotel mediano: 130 dólares (casal, sem café)
refeição p/ pessoa: 20 dólares
aluguel de carro: 75 dólares
garrafa d'água média no supermercado: 1 dólar

Turks e Caicos, Providenciale - Provo,

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Maravilhas Terrestres do Jalapão

Brasil, Tocantins, Mateiros

Visitando as dunas do Jalapão - TO, com a Serra do Espírito Santo ao fundo

Visitando as dunas do Jalapão - TO, com a Serra do Espírito Santo ao fundo


Dois dias atrás, publiquei um post sobre algumas das maravilhas aquáticas do Jalapão, cachoeiras, rios e fervedouros. Hoje, foi dia de visitar algumas das belezas acima d'água, as chapadas, a Serra do Espírito Santo a as famosas dunas avermelhadas, formação única no Brasil.

A panificadora de Mateiros, no Jalapão - TO

A panificadora de Mateiros, no Jalapão - TO


Visitando o Centro Turístico de Mateiros, no Jalapão - TO

Visitando o Centro Turístico de Mateiros, no Jalapão - TO


A gente tomou um café da manhã reforçado, preparou uns sanduíches e fechou nossa conta na simpática Pousada dos Buritis, em Mateiros. Antes de sair de viagem, ainda passamos na frutaria e na padaria da cidade (as únicas!), para nos abastecer para nosso acampamento. Afinal, a noite seria numa barraca na Prainha do Rio Novo, longe de qualquer restaurante. De frente à padaria, a nova praça da cidade, pronta mas não inaugurada, com um Centro de Turistas provisório, mas muito arrumado. Lá dentro, muitas informações sobre o parque, sua flora e fauna e também a população humana. Espaço para o incrível artesanato do Capim Amarelo, especialidade da região. Fomos muito bem atendidos e foi difícil tirar a Ana lá de dentro...

Quem disse que não tem vulcão no Brasil? (Jalapão - TO)

Quem disse que não tem vulcão no Brasil? (Jalapão - TO)


Enfim, partimos em direção à Serra do Espírito Santo, uma das muitas chapadas da região. Mas algo a torna especial: é da erosão dessa serra que vem a areia que forma as famosas dunas avermelhadas do Jalapão. Isso a fez a mais popular serra do Jalapão e a mais fácil de ser subida. Uma trilha muito bem demarcada nos leva até seu topo e , lá encima, à um mirante de onde se pode ver as dunas avermelhadas.

A vastidão do Jalapão - TO

A vastidão do Jalapão - TO


Fiona nos espera no pé da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO

Fiona nos espera no pé da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO


Apesar do espanto das pessoas ao saberem que queríamos subi-la neste horário, perto do meio-dia, não nos amedrontamos. Afinal, o dia estava nublado e a serra nem é tão alta assim. Foram cerca de 35 min até lá encima. No caminho, cruzamos três pessoas descendo, os únicos outros seres humanos por ali. Tínhamos a serra só para nós! Uma vez lá encima e muitas fotos mais tarde, enfrentamos os 3 km de trilha completamente plana que nos levam até o outro lado da chapada, defronte ao campo de dunas lá embaixo. A visão é simplesmente magnífica!

Flôr de cerrado no alto da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO

Flôr de cerrado no alto da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO


As planícies do Jalapão vistas do alto da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO

As planícies do Jalapão vistas do alto da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO


Todo aquele lado da Serra do Espírito Santo está sofrendo uma acelerada erosão, pelo vento e chuva. A terra e areia arrancados da montanha se acumulam lá embaixo, na saída de um vale verdejante por onde corre um córrego de águas cristalinas. Milênios de acumulo formaram as incríveis dunas de cor avermelhada e areia fofa. O riacho que sai do vale é forçado a serpentear por entre essas montanhas de areia, para poder seguir seu curso. O resultado disso tudo é uma das mais belas paisagens que se pode ver no interior do Brasil.

No mirante do Espírito Santo, ponto de observação das dunas do Jalapão - TO

No mirante do Espírito Santo, ponto de observação das dunas do Jalapão - TO


A Serra do Espírito Santo se erodindo, alimentando as dunas do Jalapão - TO

A Serra do Espírito Santo se erodindo, alimentando as dunas do Jalapão - TO


Lá do alto, as dunas nem parecem tão grandes assim. Mas o contraste da sua cor com o verde que as cerca é maravilhoso. Ficamos lá admirando, tentando entender em alguns minutos o que a natuleza levou milênios para fazer. Escalas geológicas de tempo tem sempre a capacidade de fundir minha cabeça, acostumada com segundos e minutos, e não com séculos e milênios. Mas, basta um golpe de vento mais forte e, com a ajuda da imaginação, podemos perceber uma certa poeira vermelha se levantar das encostas erodidas da montanha e se dirigir às dunas. É a nova geração de grãos de areia que chegam para substituir aqueles que estão sendo levados riacho abaixo, até o caudaloso Rio Novo, alguns quilômetros à frente.

Dunas do Jalapão - TO, vistas do alto da Serra do Espírito Santo

Dunas do Jalapão - TO, vistas do alto da Serra do Espírito Santo


Muitas fotos, algumas mexiricas e bananas depois e decidimos que era hora de voltar pela trilha, descer a serra e ir até as dunas, para conhecê-las mais de perto. Alguns quilômetros pela estrada principal e chegamos até a estrada secundária, que nos leva até às dunas. No início dessa estrada, uma cancela. É o local do pagamento, cinco reais por pessoa. É o local também onde placas avisam: somente carros 4x4 além deste ponto!

Chegando nas dunas avermelhadas do Jalapão - TO

Chegando nas dunas avermelhadas do Jalapão - TO


O pequeno riacho que margeia as dunas do Jalapão - TO

O pequeno riacho que margeia as dunas do Jalapão - TO


Pois bem, assim que pagamos apareceu uma S10, querendo entrar também. Um casal e seus dois filhos, moradores recentes de Palmas. O carro deles não era traçado e ele me perguntou se eu lhe daria apoio, caso necessitasse. Claro que sim! Mas, piloto experiente, não foi necessário. Ele veio acelerado, lutando contra a areia que teimava em agarrar o seu carro. Mas, valente, chegou até as dunas, para felicidade e orgulho dos filhos!

Caminhando nas dunas do Jalapão - TO

Caminhando nas dunas do Jalapão - TO


E assim, exploramos as dunas nós seis. O cenário não poderia ser mais idílico. Aquele riacho no pé das dunas parece ter sido pintado, de tão perfeiro que fica ali. Um quadro! E as dunas avermelhadas, então... Para nós, que acabamos de passar por tantas regiões de dunas no litoral nordestino, aquele tom fazia parecer que algo estava errado... Além disso, cadê o mar??? Não é à tôa que esta é a paisagem mais conhecida do Jalapão.

Explorando as dunas do Jalapão - TO

Explorando as dunas do Jalapão - TO


Ficamos até o último minuto possível. No nosso caso, isso significava o tempo necessário para chegar até a Cachoeira da Velha ainda com luz do dia, para armar nossa barraca. Chegado este momento, depois de muito andar e fotografar aquelas incríveis formações, acompanhamos nossos amigos até a estrada principal (mais uma vez, chegaram lá sem nossa ajuda). Lá encontramos três carros vindo em direção às dunas. Não só eles, mas uma procissão de mais de 30 pessoas, estudantes da UFT, caminhando esses cinco quilômetros de areia fofa. Todos com o intuito de assistir ao pôr-do-sol do alto das dunas, programa super tadicional do Jalapão. Mesmo em dias nublados...

Nas dunas do Jalapão - TO

Nas dunas do Jalapão - TO


A gente seguiu acelerado a longa viagem. Primeiro, até a ponte do Rio Novo, importante ponto de referência na interminável estrada encascalhada, e depois até a torre de celular, algumas dezenas de quilômetros à frente. É de lá que saí o "atalho" de 10 km de areia fofa em direção à estrada de acesso à Cachoeira da Velha. Nós, que não tínhamos cruzado com nenhum carro na última hora de viagem, desde a saída das dunas, vimos logo duas camionetes e algumas motos paradas ali. Eles nos informaram que, no atalho, cruzaríamos com mais alguns retardatários, provavelmente agarrados à areia da estrada, já que não eram traçados. Pois é, e no meio do atalho, por duas vezes tive de sair da estrada, para dar passagem aos carros 4x2 que vinham à toda, preocupados em não atolarem novamente. Valentes! Provavelmente, um grande grupo que passou o dia ali na Prainha do Rio Novo e na Cachoeira da Velha.

As famosas dunas avernelhadas do Jalapão - TO

As famosas dunas avernelhadas do Jalapão - TO


Passado este breve momento de confusão, pudemos admirar a beleza do cerrado à nossa volta, onde todas as plantas estão florescendo, aproveitando o final do período de chuvas. Uma visão magnífica deste que é um dos mais importantes biomas de nosso país. Pena não podermos ficar mais tempo admirando, mas o o sol acabava de se pôr e nós ainda tínhamos uns dez quilômetros pela frente...

Flores no cerrado, no Jalapão - TO

Flores no cerrado, no Jalapão - TO

Brasil, Tocantins, Mateiros, Dunas, Serra do Espírito Santo

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Chegando em Piranhas

Brasil, Alagoas, Piranhas

Rio São Francisco em Piranhas - AL

Rio São Francisco em Piranhas - AL


Deixamos Laranjeiras e cruzamos quase todo o estado de Sergipe em direção à fronteira com Alagoas, bem próximo à fronteira com a Bahia. Uma longa estrada cruzando vastas planícies. Asfalto bom, mas com duas coisas irritantes. Primeiro, uma vilazinha atrás da outra, todas com seus quebra-molas particulares. Segundo que vários trechos da estrada estão com aquelas tartarugas separando as duas faixas e mesmo quando estamos atrás de um caminhão a 20 km/h, não se pode ultrapassar. Uffff... haja paciência!

Barragem de Xingó, no rio São Francisco, divisa de Sergipe e Alagoas

Barragem de Xingó, no rio São Francisco, divisa de Sergipe e Alagoas


Bom, chegamos a Canindé de São Francisco e lá cruzamos nosso velho amigo São Francisco. Bem abaixo da represa de Xingó! É uma visão impressionante! Milhões de toneladas de concreto formando uma enorme parede que segura bilhões de litros d'água atrás de si. A maior obra de engenharia do nordeste! Energia elétrica para toda a região. A gente ficou parado algum tempo num mirante admirando aquela monstruosidade e, já do lado de Alagoas, seguimos para Piranhas.

Restaurante Flor de Cactus, em Piranhas - AL e a longa escadaria para se chegar lá...

Restaurante Flor de Cactus, em Piranhas - AL e a longa escadaria para se chegar lá...


A cidade é uma gracinha, prédios históricos espremidos entre as íngrimes encostas do São Francisco e o próprio rio. Piranhas era uma importante cidade ribeirinha no início do século passado, mas ganhou notoriedade mesmo quando, em Julho de 1938 uma volante (grupo de policiais) conseguiu emboscar o bando de Lampião e matar o mais famoso cangaceiro, bem próximo à cidade. Depois, cortaram a cabeça do rei do cangaço, assim como a de sua esposa, Maria Bonita, e de mais nove cangaceiros e as trouxeram para Piranhas, onde ficaram expostas por um bom tempo nas escadarias da prefeitura. As fotografias, bem famosas, são tétricas!

A gente se instalou na Pousada Lampião (tinha de ser! hehehe) e depois fomos comer no restaurante Flor de Cactus, no alto da cidade e com uma vista maravilhosa de toda a região, o Velho Chico majestoso lá embaixo, no canyon, e a cidade ao seu lado. Ali, comemos linguiça de bode! Dessa vez, bode mesmo e não carneiro disfarçado, como em Petrolina. Uma delícia!

No alto da escadaria que leva ao restaurante Flor de Cactus, em Piranhas - AL

No alto da escadaria que leva ao restaurante Flor de Cactus, em Piranhas - AL


Mas, muito melhor do que isso, conhecemos um simpaticíssimo grupo de cearenses amantes da história do cangaço. Um deles, o Severo, tem até um ótimo blog sobre a história do cangaço. Para quem se interessa, deve acessar: http://cariricangaco.blogspot.com/ Eles nos deram uma verdadeira aula sobre Lampião, Padre Cícero e outras personagens importantes na história nordestina.

Além disso, nos convenceram a visitar amanhã a Grota do Angico, local da morte de Lampião. Nós achávamos que teríamos de escolher entre esse programa e o passeio aos canyons, mas armamos um esquema para fazer os dois no mesmo dia, Oba!!!

Observando o rio São Francisco em Piranhas - AL

Observando o rio São Francisco em Piranhas - AL


Amanhã, o dia vai ser longo. E promete!

Brasil, Alagoas, Piranhas,

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Vila Rica

Brasil, Minas Gerais, Ouro Preto

Visão do centro histórico de Ouro Preto - MG

Visão do centro histórico de Ouro Preto - MG


Deixamos a Pousada da Serrinha depois de sermos muito bem tratados pela Cris e seguimos para a vizinha Ouro Preto, a cidade mais rica e movimentada do Brasil e do continente durante todo o séc. XVIII. Não é à tôa que tinha o nome de Vila Rica.

Pousada da Serrinha, em Mariana - MG, com a Cris

Pousada da Serrinha, em Mariana - MG, com a Cris


No finalzinho do século anterior, por volta de 1695, foi descoberto ouro em grandes quantidades em um dos rios da região. Era a tão esperada notícia por Portugal por quase 200 anos! Antes tarde do que nunca. Em pouquíssimo tempo a notícia se espalhou pelo reino, pela colônia e até para outros países, atraindo aventureiros em busca de riqueza rápida de todos os cantos. A situação foi tal que a colônia ficou despovoada em outros lugares e superpovoada na região de Vila Rica. Também de Portugal vieram dezenas de milhares de pessoas. Esse rápido e forte fluxo migratório para uma região sem a menor infraestrutura fez com que pessoas com bolsos abarrotados de ouro morressem de fome, já que simplesmente não havia alimentos para todos. Causou também a Guerra dos Emboabas, entre paulistas e portuguêses, todos disputando os melhores pontos de lavras e garimpos. Minas virou uma terra sem lei onde valia a lei do mais forte. Muito pior que o faroeste americano de cem anos mais tarde.

Uma das igrejas em Ouro Preto - MG, com o Pico do Itacolomi ao fundo

Uma das igrejas em Ouro Preto - MG, com o Pico do Itacolomi ao fundo


Aos poucos, o Estado foi ocupando seus espaços, organizando a produção e, principamente, coletando seus impostos. O ouro extraído de Minas sustentou Portugal pelo século seguinte, causou uma inflação mundial e foi parar no bolso da burquesia inglêsa, abrindo caminho para a revolução industrial.

A famosa igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto - MG

A famosa igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto - MG


Aqui no Brasil, e principalmente nas cidades da região, toda essa riqueza ajudou a construir belas igrejas e criar e fortalecer uma classe média ávida por cultura e liberdade. Escolas foram criadas, assim como teatros e obras de infraestrutura.

Detalhe da fachada da igraja de S. Francisco de Assis, obra de Aleijadinho, em Ouro Preto - MG

Detalhe da fachada da igraja de S. Francisco de Assis, obra de Aleijadinho, em Ouro Preto - MG


O ouro acabou, o Brasil ganhou sua independência e Ouro Preto entrou em lento processo de decadência. Uma decadência meio charmosa, eu diria, Continuou a atrair escritores, estudantes, poetas e outros boêmios. Tinha uma vida vibrante cem anos após o fim do ciclo do ouro e ainda hoje é conhecida pelas suas festas e repúblicas de estudantes. E, claro, pelo patrimônio cultural e arquitetônico que abriga.

As famosas 'repúblicas' de Ouro Preto - MG

As famosas "repúblicas" de Ouro Preto - MG


Foi essa Ouro Preto que eu fui passear com a Ana. Igrejas, ladeiras, largos e o delicioso restaurante do Passo onde almoçamos como reis, atrasando nossa saída para Tiradentes. A viagem que era para ser feita de dia, foi quase toda de noite mesmo.

Cerveja Teresópolis, em Ouro Preto - MG

Cerveja Teresópolis, em Ouro Preto - MG


Sempre que visito Ouro Preto, ou a saudosa Vila Rica, desde os tempos em que lá estive numa festa do Doze (festa anual realizada em 12 de Outubro), presto homenagem a um parente longíncuo. Acho que seu nome era Pedro. Era o irmão mais velho do meu bisavô e primogênito do meu abastado trisavô. Foi para Ouro Preto em fins do séc XIX, estudar. Época áurea da terceira fase do romantismo, quando a boemia era valorizada ao máximo. A cidade era um celeiro de poetas. Imagino a vida que teve por ali. Deve ter sido intensa. Terminou como a maioria dos poetas daquela época, pego pela combinação fatal da tuberculose com a boemia. Fico só imaginando a Vila Rica daqueles dias...

Admirando Ouro Preto - MG

Admirando Ouro Preto - MG

Brasil, Minas Gerais, Ouro Preto,

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A Primeira Cidade Americana

Estados Unidos, Flórida, Saint Augustine

Vestido a carater no forte de San Marcos, em St Augustine, na Flórida - EUA

Vestido a carater no forte de San Marcos, em St Augustine, na Flórida - EUA


Vivendo e aprendendo. Ou, no nosso caso, viajando e aprendendo! Há apenas poucos dias descobrimos que a cidade mais antiga do país não foi fundada por ingleses e nem está nas famosas 13 colônias originais. Não! A primeira cidade americana está aqui, na Flórida, e foi fundada por espanhóis!

Entrada de galeria e museu em St Augustine, na Flórida - EUA

Entrada de galeria e museu em St Augustine, na Flórida - EUA


Estou falando de St Augustine, cidade fundada em 1568 na costa leste da Flórida, como parte da disputa entre espanhóis e franceses pela supremacia da região. A data precede em mais de 40 anos a chegada dos colonizadores ingleses mais ao norte. Os colonizadores podem ter demorado esse tempo todo, mas os piratas não! O mais famoso deles, sir Francis Drake, já aterrorizava os habitantes espanhóis de St Agustine duas décadas depois da fundação da cidade, saqueando e queimando a cidade.

O portão antigo da cidade de St Augustine, a mais antiga do país, na Flórida - EUA

O portão antigo da cidade de St Augustine, a mais antiga do país, na Flórida - EUA


Mas, enfim, os espanhóis expulsaram os rivais franceses, sobreviveram aos piratas ingleses e fizeram de St Augustine sua principal base na Flórida, por mais de 200 anos. Com as colônias inglesas em pleno desenvolvimento logo ali do lado, também tiveram de resistir a várias campanhas de conquista, vindas da Carolina e da Georgia. E quem ajudou os espanhóis nisso foram escravos fugidos das colônias inglesas. Eles eram recebidos de braços abertos em St Augustine, desde que jurassem aliança ao rei espanhol, e eram os mais valentes soldados nas guerras contra seus antigos senhores ingleses.

O Forte de San Marcos, na cidade de St Augustine, na Flórida - EUA

O Forte de San Marcos, na cidade de St Augustine, na Flórida - EUA


Mas, ao fim da guerra de 1763, a verdadeira primeira guerra mundial, envolvendo ingleses, franceses e espanhóis em várias partes do mundo, os ibéricos estiveram entre os derrotados e acabaram cedendo a Flórida aos ingleses. St Agustine foi britânica por 20 anos, mas o mundo deu as suas voltas novamente. Com a derrota inglesa na Revolução Americana, os espanhóis foram recompensados em sua ajuda aos revolucionários com a posse da Flórida (e de St Augustine!) outra vez.

A mais antiga escola dos Estados Unidos, em St Augustine, na Flórida

A mais antiga escola dos Estados Unidos, em St Augustine, na Flórida


A última mudança de “status” da cidade se deu em 1820, quando os espanhóis venderam o estado para os Estados Unidos. A cidade virou definitivamente americana, mas a influência espanhola ficou marcada para sempre na arquitetura do charmoso centro histórico e na rica culinária de St Augustine.

Lendo placa informativa da mais antiga casa do país, em St Augustine, na Flórida - EUA

Lendo placa informativa da mais antiga casa do país, em St Augustine, na Flórida - EUA


Nós chegamos nessa interessante cidade ontem de noite. Ao invés de ficarmos num daqueles hotéis de rede, achamos um simpaticíssimo hostel no centro da cidade, o Pirate Haus. Nada como um tratamento mais “pessoal” de vez em quando! Um hotel com alma, e não uma fria franchising. Além de nos indicar um restaurante brasileiro para jantar, o dono logo nos convenceu a ficar mais um dia na cidade. Savannah teria de esperar um pouco mais...

Praça de St Augustine, na Flórida - EUA

Praça de St Augustine, na Flórida - EUA


O jantar no restaurante brasileiro foi ótimo. Legítima feijoada preparada por uma legítima brasileira. Quem nos serviu foi o genro da cozinheira, também brasileiro. Mas quem fez mais festa foi o dono do restaurante, marido da cozinheira, italiano de mão cheia, fã incondicional do Brasil.

O Forte de San Marcos, na cidade de St Augustine, na Flórida - EUA

O Forte de San Marcos, na cidade de St Augustine, na Flórida - EUA


O dia de hoje foi devotado à exploração da cidade mais antiga dos Estados Unidos. Aqui estão vários “primeiros”. Por exemplo, a primeira casa do país, a primeira escola, o primeiro forte e por aí vai. O centro da cidade é uma delícia de se passear, ruas simpáticas, piso de pedra, casas que nos lembram as cidades históricas do México, Cuba ou Colômbia. Realmente, muito mais gostoso andar por aqui do que numa cidade americana típica, geralmente feita para automóveis e não para pessoas.

Show de música em taverna de St Augustine, na Flórida - EUA

Show de música em taverna de St Augustine, na Flórida - EUA


Outro dos “primeiros”, um dos que mais gostei de conhecer, foi a primeira taverna. Aí, já há vários séculos, pessoas vem atrás das saudáveis atividades de beber e jogar. Para manter a tradição, fizemos o mesmo: testamos deliciosas cervejas locais enquanto nos divertíamos com um jogo interessante e simples de dados (mas sem apostas!). Tudo ao som de ótima música ao vivo! Aliás, é impressionante como temos encontrado música de qualidade nesse país. É de se tirar o chapéu!

Jogando dados e saboreando uma cerveja em taverna histórica de St Augustine, na Flórida - EUA

Jogando dados e saboreando uma cerveja em taverna histórica de St Augustine, na Flórida - EUA


Depois de muito caminhar e aprender (há excelentes placas informativas em todos os lugares, outro aspecto de se tirar o chapéu aos americanos!), voltamos para nosso hostal. Mas de noite já estávamos na rua novamente, dessa vez para encontrar o Márcio e a Taciana. Ele foi colega do meu irmão mais velho no início da década de 80, em Belo Horizonte. Só o conhecia de nome. Mas meu irmão tinha mantido contato com ele e sabia que tinha acabado de se mudar para cá. Bastou um e-mail e um telefonema e conseguimos nos encontrar. Foi joia, dois casais contando suas aventuras de vida. A história da mudança deles para cá é bem interessante! Normalmente, são os filhos jovens que seguem os pais na mudança de endereço. Mas eles fizeram o contrário: os filhos vieram estudar nos EUA e ele vieram acompanhar, para manter a família unida.

Observandoa orla em St Augustine, na Flórida - EUA

Observandoa orla em St Augustine, na Flórida - EUA


Bom, amanhã, finalmente, deixamos a Flórida para trás e vamos conhecer um novo estado, a Georgia. Como dormimos aqui mais um dia, só vamos parar para almoçar em Savannah. O destino final será Atlanta, sede das Olimpíadas em 96 e uma das cidades que mais crescem no país. Além da sede da Coca-cola e da CNN, dizem ter um dos melhores aquários do mundo.Vamos conferir!

Encontro com o Márcio e a Taciana em St Augustine, na Flórida - EUA

Encontro com o Márcio e a Taciana em St Augustine, na Flórida - EUA

Estados Unidos, Flórida, Saint Augustine, história, cidade

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