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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Los Antiguos e o Lago Buenos Aires

Argentina, Pico Truncado, Los Antiguos

Aproveitando o primeiro dia do ano para pescar no lago Buenos Aires, em Los Antiguos, na Argentina

Aproveitando o primeiro dia do ano para pescar no lago Buenos Aires, em Los Antiguos, na Argentina


Ano novo, pé na tábua! Saímos cedo de Pico Truncado rumo ao Chile. Para isso, cruzamos a Argentina mais uma vez de leste a oeste. Para nossa sorte, aqui no sul ela é bem mais estreita e foram apenas 340 km de bom e rápido asfalto até a fronteira em Los Antiguos. No caminho, passamos novamente pela pequena cidade de Perito Moreno, a mesma que cruzamos no sentindo norte-sul, quando íamos de Trevelin para Cueva de Las Manos, no dia 13 de Dezembro.



No caminho também, o Lago Buenos Aires. É o maior da Argentina. Quer dizer, mais ou menos. O lago é maior que o Lago Argentino, aquele em que desemboca o glaciar Perito Moreno e que é considerado oficialmente como o maior do país. Então, como assim? Simples, apenas metade do Lago Buenos Aires está dentro do país. A outra metade é chilena e ali, claro, ele tem outro nome: General Carrera. Enfim, considerando apenas sua metade nacional, ele já é o quarto do país com seus 880 km2 argentinos. Agora, se consideramos os 1.850 km2 totais, aí ele já é um destaque continental. Perde apenas para o Titicaca, entre Peru e Bolívia. Tem também o Poopo, inteiramente na Bolívia, mas esse quase não tem água, profundidade jamais passando dos 5 metros. Também não estou considerando o Maracaibo, na Venezuela, a as Lagoas dos Patos e Mirim, no Brasil, pois esses estão ao nível do mar e sofrem influência da maré.

Chegando ao lago Buenos Aires, região de Los Antiguos, na Argentina

Chegando ao lago Buenos Aires, região de Los Antiguos, na Argentina


Lago Buenos Aires, um dos maiores do continente, região de Los Antiguos, na Argentina

Lago Buenos Aires, um dos maiores do continente, região de Los Antiguos, na Argentina


Enfim, o lago é grande e muito bonito também Água bem azul, durante o verão fica quente o suficiente para que pessoas arrisquem um rápido mergulho. Mas o normal é que seja mais usado para pescaria, trutas e salmões. O trecho final dessa etapa da viagem até Los Antiguos foi sempre ao seu lado, convite constante para fotos.

Chegando a Los Antiguos, na Argentina

Chegando a Los Antiguos, na Argentina


Los Antiguos, na orla do lago Buenos AIres, na Argentina

Los Antiguos, na orla do lago Buenos AIres, na Argentina


Já a pequena e simpática Los Antiguos herdou o seu nome da época Tehuelche, os nativos que habitavam a região antes da chegada dos europeus. Desde aquela época, já consideravam a região linda e tranquila o suficiente para que os mais velhos viessem aqui morar e passar seus últimos dias. A influência do lago forma uma espécie de microclima muito mais agradável, mesmo no inverno. Por isso, hoje em dia a região se tornou um centro produtor de frutas. Morangos, amoras, peras, maçãs, pêssegos e ameixas, todas se dão muito bem por aqui. Mas a campeã é a cereja e a cidade organiza até uma festa em sua homenagem.

Praia do lago Buenos AIres, em Los Antiguos, na Argentina

Praia do lago Buenos AIres, em Los Antiguos, na Argentina


Praia do lago Buenos AIres, em Los Antiguos, na Argentina

Praia do lago Buenos AIres, em Los Antiguos, na Argentina


Nós paramos por aqui para passear um pouco e almoçar. Caminhamos na orla do lago Buenos Aires e sentimos a força do vento que nunca para. Por isso, a cidade tem fileiras e fileiras de árvores plantadas, para que sirvam de quebra-vento. A gente também fez uso delas, mas acabamos preferindo ir nos esconder em um restaurante envidraçado de beira para o lago.

Bebericando uma água em restaurante de Los Antiguos, na Argentina

Bebericando uma água em restaurante de Los Antiguos, na Argentina


Refeição de frente ao Lago Buenos Aires, em Los Antiguos, na Argentina

Refeição de frente ao Lago Buenos Aires, em Los Antiguos, na Argentina


A comida estava deliciosa e a sobremesa foi uma deliciosa torta de cereja, claro! Nossa despedida por um bom tempo desse país que a cada momento admiramos mais. Suas paisagens, seu povo, seu humor, sua música e cultura. Realmente, é uma lástima que tenham políticos tão ruins. Mesmo o propalado ego argentino, para nós é só um motivo a mais para piadas. Piadas que eles mesmos fazem de si próprios. No restaurante em que comemos, um pôster faz uso de várias personagens importantes e conhecidas no país, gente como Maradona, Evita, Borges, Mafalda, Che Guevara ou Fangio, para descrever como são os argentinos, enumerando toda uma lista de qualidades próprias. Realmente, bem “argentino”! São uns piadistas e por isso gosto tanto deles! Mas agora, é hora de deixar o país para trás e seguir ao vizinho Chile. Ainda hoje vamos começar a conhecer a famosa Carretera Austral!

Poster que, usando personagens marcantes da Argentina, exalta os valores e qualidades de nossos hermanos (em restaurante de Los Antiguos, na Argentina)

Poster que, usando personagens marcantes da Argentina, exalta os valores e qualidades de nossos hermanos (em restaurante de Los Antiguos, na Argentina)

Argentina, Pico Truncado, Los Antiguos, Lago

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Chegando ao Parque do Zé Colmeia

Estados Unidos, Wyoming, Grand Teton National Park, Yellowstone National Park, Montana, West Yellowstone

Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Saímos hoje, meio sem pressa, do nosso hotel em Jackson, cidade com ares de cawboy ao sul do parque de Grand Teton. Antes de seguir para o norte, nosso eterno rumo, voltamos para o centro da cidade, para fazer algumas fotos. Das carruagens com cara de séc. XIX, do bar que fomos ontem, um autêntico saloon e dos portais na principal praça da cidade. São feitos inteiramente de chifres de elks. Aliás, os “elks” daqui não devem ser confundidos com os “elks” da Europa, que são os nossos alces. Por aqui, os nossos alces são chamados de “moose”. Já os “elks” daqui são um pouco maiores que as nossas renas (aquelas do Papai Noel). Por falar nisso, as “renas” são chamadas de “caribou” por aqui e de “reindeer” na Europa. Que confusão! Porque não chamam todo mundo de veado e pronto? Demorou um tempo para a gente entender, mas com a ajuda do google, resolvemos. Santo google...

Portal em praça na cidade de Jackson, feito apenas com chifres de renas (ao sul do Grand Teton National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos)

Portal em praça na cidade de Jackson, feito apenas com chifres de renas (ao sul do Grand Teton National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos)


Portal em praça na cidade de Jackson, feito apenas com chifres de renas (ao sul do Grand Teton National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos)

Portal em praça na cidade de Jackson, feito apenas com chifres de renas (ao sul do Grand Teton National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos)


Voltando aos portais, eles são feitos de chifres de elks (elks daqui!!!) coletados na natureza por escoteiros, já há várias décadas. Com uma galharia daquele tamanho, não deve ser difícil ficar preso nos galhos das florestas onde vivem e, depois de espernear (a cabeça!) um pouco, deixar os chifres para trás, para serem recolhidos por algum escoteiro mais atento. O resultado disso, podemos ver e admirar nos portais: um verdadeiro emaranhado de chifres que merece ser fotografado!

Nossa última visão da linda cadeia de montanhas Teton, no parque Grand Teton, em Wyoming, nos Estados Unidos

Nossa última visão da linda cadeia de montanhas Teton, no parque Grand Teton, em Wyoming, nos Estados Unidos


Feito isso, rumo ao Polo Norte, passando por Yellowstone! A estrada corta todo o parque Grand Teton, de sul a norte, e nós não resistimos a parar algumas vezes para fotografar e admirar mais uma vez a majestosa cadeia de montanhas que dá nome ao parque. Não tem jeito, um bom mineiro nunca vai deixar de se impressionar com as montanhas. Serão sempre uma referência em nossas vidas. Não é a toa que, quando não há uma no nosso horizonte, ficamos meio incomodados, às vezes até sem entender o porquê.

Chegando ao Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Chegando ao Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos



Grand Teton ficou para trás e, meia hora depois, entrávamos no primeiro Parque Nacional do mundo, o Yellowstone, criado em 1872. Não foi fácil convencer o Congresso americano e o presidente da época, o famoso general Grant, a desistir da ideia de lotear a área do futuro parque. Felizmente, a região não era muito propícia à agricultura. Além disso, uma grande expedição voltou à Washington com fotografias e relatos de uma terra de incríveis belezas. Olhar, hoje em dia, essas fotografias com mais de 140 anos de idade, é até emocionante! Enfim, o bom senso prevaleceu e a área foi declarada Parque Nacional, protegida pelo exército da cobiça de caçadores e grileiros. Estava criado um novo conceito, o da preservação da natureza para o usufruto das pessoas, não só daquela geração, mas também para filhos, netos e daí por diante.

Lewis Falls, nossa primeira cachoeira no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Lewis Falls, nossa primeira cachoeira no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


É difícil imaginar isso hoje, quando esse conceito de preservação está tão bem estabelecido em nossa cultura (embora, muitas vezes, desrespeitado), mas naquela época, quando se matavam milhões de bisões por esporte, ou se derrubavam florestas da noite para o dia para novas plantações e pastos, isso foi uma revolução digna de se tirar o chapéu, até hoje! Parabéns aos americanos, dentre tantas barbaridades cometidas (por eles mesmos) nessa segunda metade de século XIX. Felizmente, a moda pegou e logo outros países estavam criando seus próprios parques, como o Canadá e a Austrália, e o próprio Estados Unidos, criando o parque de Yosemite (ainda chegamos lá...).

Encontro com uma rena no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Encontro com uma rena no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


É claro que, estando na pátria do capitalismo e das oportunidades, eles não ficaram só na preservação e trataram de fazer dinheiro com isso. Como? Turismo, é claro! Rapidamente, criaram a infraestrutura necessária para receber pessoas com conforto e segurança, principalmente aquelas com dinheiro, mais exigentes, que querem sua boa comida e chuveiro quente ao final do dia, mas são as que mais gastam, gerando recursos para o parque. Estradas foram feitas, até o parque e “pelo” parque, facilitando o acesso às maiores atrações, e uma boa propaganda espalhou país afora as notícias desse lugar mágico. Não demorou muito e Yellowstone passou a ser autossustentável economicamente para sorte das gerações vindouras, pois foi isso que ajudou o parque a durar até hoje. Mais sorte ainda teve a variada fauna do local, que pode sobreviver também. Talvez, tenha sido a criação de Yellowstone que salvou, por meios diretos e indiretos, o bisão da extinção. As manadas, que até o final do séc XVII, contavam com dezenas de milhões de bisões, quando da criação do parque, não passavam de míseros milhares. Ainda hoje, é aqui que se encontram os maiores grupos desses magníficos animais.

O público aguarda, ansioso, a erupção do mais famoso geiser do mundo, o Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

O público aguarda, ansioso, a erupção do mais famoso geiser do mundo, o Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


O público aguarda, ansioso, a erupção do mais famoso geiser do mundo, o Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

O público aguarda, ansioso, a erupção do mais famoso geiser do mundo, o Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Mas não foi esse status de último santuário da fauna e nem as paisagens maravilhosas de Yellowstone os responsáveis pelo primeiro desejo de proteger aquela região. Foi outra coisa, que vinhas das entranhas da terra. A enorme quantidade de fontes termais, piscinas coloridas e gêiseres que se espalhavam pela área do parque. Os primeiros relatos sobre esses fenômenos, vindos de caçadores ou exploradores, foram recebidos com ceticismo pela sociedade da época. Puro exagero ou invenção, imaginavam. Foram preciso expedições patrocinadas pelo governo, com pesquisadores e cientistas, para que a as “lendas” fossem aceitas como fato.

Conforme esperado, o Old Faithful faz sua 'apresentação', para a alegria do público, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Conforme esperado, o Old Faithful faz sua "apresentação", para a alegria do público, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Conforme esperado, o Old Faithful faz sua 'apresentação', para a alegria do público, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Conforme esperado, o Old Faithful faz sua "apresentação", para a alegria do público, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Ainda hoje, é essa a primeira imagem que Yellowstone evoca: um gêiser entrando em erupção. O mais famoso do mundo, conhecido como “Old Faithful”, está lá, atraindo milhares de pessoas diariamente, milhões ao ano, todas com suas máquinas fotográficas para captar aquele momento mágico, que se repete a cada 90 minutos, mostrando a todos que algo está bem vivo sob os nossos pés.

A estranha paisagem de fontes termais ao redor do geiser Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

A estranha paisagem de fontes termais ao redor do geiser Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Observando fontes ferventes na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Observando fontes ferventes na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Também era essa a imagem que eu tinha, dentro da minha infinita ignorância. Mas bastaram algumas horas pelo parque, as primeiras de muitas que virão, para perceber que isso é apenas a ponta do iceberg, que Yellowstone tem muito mais a oferecer, muitas vezes até bem mais interessantes que o venerável Old Faithful.

Mais um pequeno geiser entra em erupção na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Mais um pequeno geiser entra em erupção na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Há muitos outros geisers na região do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Há muitos outros geisers na região do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


As estradas no parque formam um grande formam um grade oito e, percorrendo esse oito, chegamos às atrações principais. Nós viemos do sul e, já antes de chegar ao tal “oito”, tivemos a chance de ver algumas das atrações que fazem desse o parque mais famoso do mundo. Belas cachoeiras e grandes animais vagando tranquilamente pelo parque. Aliás, baste ver carros parados na estrada que já sabemos: algum grande bicho anda por ali! Dessa vez, era um bisão caminhando entre a mata e a estrada e, um pouco depois, um elk (ou seria um caribou?), também ao lado da estrada, já acostumado com o acesso dos paparazzi que o cercavam.

Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Nós tiramos nossas fotos também, assim como fizemos a pequena caminhada até a cachoeira. Mas queríamos mesmo era chegar à região do Old Faithful, no “oito” Essa é a área mais concorrida do parque, com hotéis, restaurantes e um centro de informações. Chegamos um pouco antes da erupção das 16:30 e uma verdadeira plateia estava lá, máquinas, celulares e ipads prontos. Juntamo-nos à torcida e vibramos juntos com a erupção. Estava registrado, para o site 1000dias, aquele momento mágico, que só ocorre 16 vezes ao dia, 365 vezes ao ano. Ironias à parte, é mágico mesmo. A primeira vez, ninguém esquece!

Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Admirada com as lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Admirada com as lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Cumprida a obrigação com diversão, passamos à diversão sem obrigação. Longas passarelas nos levam, com segurança, por entre fontes de água fervente, piscinas com cores mágicas, riachos com líquidos tóxicos e gêiseres imprevisíveis. A sensação é de se estar em outro mundo. Ou então, no nosso mundo, mas em outra época, há alguns bilhões de anos atrás.

Painel explicativo sobre a formação e funcionamento dos geisers, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Painel explicativo sobre a formação e funcionamento dos geisers, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Diversas fontes de água fervente na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Diversas fontes de água fervente na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


As cores das piscinas são, simplesmente, inacreditáveis. Pena que sejam tão quentes, temperaturas próximas da ebulição (que nessa altitude, é de cerca de 94 graus centígrados), pois a vontade que dá é de um bom mergulho. Azul ou verde transparentes, sempre rodeados de vermelho ou amarelo. As cores vem dos microrganismos que ali vivem, cada um com sua cor característica a adaptado para uma certa temperatura. O resultado, só se pode descrever por fotografias que, nesse caso sim, valem por mil palavras.

Noventa minutos mais tarde, o Old Faithful entra novamente em erupção, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Noventa minutos mais tarde, o Old Faithful entra novamente em erupção, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Veículos para transporte de turistas no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Veículos para transporte de turistas no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


A beleza das piscinas se alterna com a excentricidade da lama borbulhante em alguns casos, ou dos gêiseres em outros. Um deles, o Grand Gêiser, é até mais belo que o vizinho Old Faithful, embora menos previsível. Um outro, ali perto, depois de tanto tempo na ativa, até construiu um minivulcão para ele. Muito legal!

Cachoeira de água fervente encontra rio de águas geladas, na área da Prismatic Pool, em Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Cachoeira de água fervente encontra rio de águas geladas, na área da Prismatic Pool, em Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Tão enfeitiçados que ficamos, caminhando por essa passarela, que perdemos a noção do tempo. Quem nos trouxe à realidade foi a nova erupção do “relógio” Old Faithful, ali perto. Era o lembrete de que 90 minutos já haviam se passado desde que tínhamos nos perdido naquele mundo mágico. Tempo de seguir em frente, então.

as incríveis piscinas de água fervente em Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

as incríveis piscinas de água fervente em Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Primeiro, um almoço tardio ali mesmo. Tem o restaurante dos ricos, muito disputado e caro, e o dos pobres, mais tranquilo. Nem preciso dizer onde comemos, certo? O que não nos impediu de entrar e admirar o lodge chique que fizeram, bem em frente ao Old Faithful. Ali, pode-se saborear um bom whisky enquanto se espera a próxima erupção. Coisa de gente bacana!

Terraços de calcita formados ao lado da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Terraços de calcita formados ao lado da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Bem, devidamente alimentados e ainda sem hotel para dormir (quase ficamos no tal lodge. Tinham só para uma noite, por 180 dólares), seguimos para outra atração, que rivaliza em fama com o Old Faithful. É uma enorme piscina colorida conhecida como “Prismatic Pool” ou “Prismatic Spring”. Bem maior do que uma piscina olímpica, constantemente escondida sob o fog que brota dela mesma. As pessoas ficam ali, esperando que o vento leve a neblina embora para poder ter uma rápida visão (e uma rápida fotografia!) daquele espetáculo da natureza.

A colorida e sempre nebulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

A colorida e sempre nebulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Nós tivemos as nossas chances também. Mas amanhã, vamos subir um morro aqui do lado para ver de novo. Lá de cima, conseguimos ver o panorama todo, por cima dos vapores e da fumaça. E com a luz do dia, que começava a faltar hoje. De qualquer maneira, toda a região ao redor da Prismatic Pool é incrível. Enormes terraços de calcita (formados pela água que vaza da piscina) avermelhados formam uma paisagem surreal. Ainda mais quando, logo ali do lado, outras piscinas de águas incrivelmente translúcidas e coloridas atraem, como imã, a nossa atenção.

A colorida e sempre nebulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

A colorida e sempre nebulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Para completar, como se a beleza não fosse o bastante, ainda tivemos um incrível pôr-do-sol, desses de cinema, justo quando caminhávamos entre os as piscinas coloridas e sobre os terraços de calcita (sem sair da passarela, claro!)

caminhando pela área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

caminhando pela área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Já no escuro, extasiados de tantas paisagens extraterrestres, ainda pareceu a lua, majestosa, só pela metade. Realmente, foi um dia de tirar o fôlego... Mesmo tendo conhecido só esse pedacinho de Yellowstone, um quarto da metade de baixo do “oito”, já deu para entender porque aqui foi criado o primeiro parque nacional do mundo. E porque são mais de 3 milhões de visitantes por ano. Principalmente nessa época, verão no hemisfério norte.

Enorme piscina de águas ferventes na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Enorme piscina de águas ferventes na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Isso nos fez lembrar que ainda não tínhamos hotel para ficar. Com os lodges do parque totalmente ocupados ou excessivamente caros e com uma preguiça danada de dormir em barraca ou na Fiona, a solução foi seguir para outro estado, Montana.

Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Pode parecer longe, mas nem é. A área de Yellowstone é tão grande que atravessa a fronteira de Wyoming (onde está a maioria do parque) e chega até Montana. Ali, logo depois da entrada oeste do parque, está a cidade de West Yellowstone. Depois de três tentativas, achamos um hotel razoável e nos instalamos. Prontos para voltar para o “oito” amanhã e continuarmos nossas explorações desse lugar especial, sobre a caldeira de um supervulcão (falo disso em outro post) chamado Yellowstone National Park, conhecido mundialmente como a casa do simpático urso Zé Colmeia (e do atrapalhado Catatau também, claro!)

Uma maravilhosa lua crescente nos céus limpos do Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Uma maravilhosa lua crescente nos céus limpos do Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Wyoming, Grand Teton National Park, Yellowstone National Park, Montana, West Yellowstone, trilha, Parque, Bichos, história, Geiser, Jackson

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Da América para o Espaço

Estados Unidos, Flórida, Cape Canaveral

Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


Hoje começou mais uma etapa da nossa volta pelos Estados Unidos. Temos até o dia 28 deste mês para chegar à Nova Iorque, de onde embarcamos para o Caribe mais uma vez. Da mesma maneira que quando cruzamos o país de oeste à leste, foi a Ana que montou nosso roteiro até a Big Apple. Passamos por Parques Nacionais, cidades históricas, a mais famosa estrada cênica do país, a capital dos Estados Unidos e pela maior caverna do mundo. Um roteiro bem diversificado, do jeito que gostamos! Como sempre, o roteiro é bem maleável também e temos bastante espaço para mudar de ideia e de caminho, hehehe! Só não podemos mudar o dia 28, pois já estamos de passagens compradas para Barbados.


Nosso roteiro planejado, de Miami à Nova Iorque

Pois bem, essa regra de que podemos sempre mudar de ideia já foi posta em prática hoje mesmo! A nossa ideia original era a de fazer uma longa viagem hoje e já chegar até Savannah, deixando a Flórida para trás. Mas tínhamos o plano B de parar antes, em St. Augustine, se ficássemos cansados ou saíssemos muito tarde.

Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Pois bem, não saímos tarde e nem estávamos particularmente cansados mas, quando passamos ao lado do Cabo Canaveral e do Kennedy Space Center, a vontade foi crescendo, crescendo e não resistimos. A Ana sabe que eu adoro essas coisas do espaço e começou a ler no guia tudo o que havia lá. Não demorou para me convencer...

Réplica de um ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Réplica de um ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Logo que chegamos, já pegamos um tour de ônibus pelo complexo que leva quase duas horas. Com isso, já selamos nosso destino de hoje: Savannah dançou e ganhamos mais um dia na Flórida, em St. Augustine. O ônibus nos leva primeiro ao redor do gigantesco hangar onde se montavam os foguetes Apolo e, mais recentemente, os Ônibus Espaciais, que acabaram de ser aposentados. As dimensões ali impressionam. Para mim, que já tinha acompanhado tantas vezes o processo de montagem dessas naves através de sites especializados, desde o prédio até o gigantesco veículo que leva os foguetes já montados até as bases de lançamento, a poucos quilômetros de distância, foi emocionante ver tudo de novo, só que ao vivo!

Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!

Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!


Depois, seguimos para uma das torres de observação. Dali se pode observar a vizinha Cabo Canaveral, a base da força aérea de onde também partem muitos foguetes. Entre eles o Falcon 9, que está para fazer história nas próximas semanas. Vai ser o primeiro foguete privado (se não explodir no caminho, claro!) a ir até a Estação Espacial e depois voltar uma cápsula para a Terra. Não é um voo tripulado ainda, mas será um passo gigantesco de tirar das mãos do Estado o monopólio tecnológico de ir e voltar do espaço. O passo seguinte será baratear custos para, em seguida, começar a tornar o acesso ao espaço algo menos impossível para pessoas normais. É o fiozinho de esperança que ainda tenho de, ainda durante a minha vida, ter a chance de ver a nossa linda Terra lá de cima. Conseguir enquadrar todo o continente americano, que estamos levando 1000dias para conhecer, em uma única foto, deve ser emocionante! Tenho certeza que esse é o destino da humanidade. Só não sei se terei tempo de fazer parte desse “destino”...

Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


A parada seguinte do ônibus é a mais interessante: vamos até outro prédio onde há uma réplica do foguete Apolo, que levou o homem à Lua por várias vezes, há quarenta anos. Mas antes de ver o foguete, fomos levados a sala de controle real do voo da Apolo. Daí foi controlado o voo da Apolo 8, o primeiro voo tripulado a deixar a órbita terrestre e viajar até a Lua. Um filme ali mesmo na sala repassa todos os tensos momentos do lançamento, sons e vozes originais, assim como os mesmos computadores pré-históricos. Muito legal! Em seguida, quando já estamos bem no “clima”, abrem-se as portas e lá está a réplica do foguete Apollo, em tamanho real. Sabem fazer as coisas, esses americanos!

Motor de um foguete Apolo, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Motor de um foguete Apolo, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Interessante também e ver a coleção de primeiras-páginas de jornais do mundo inteiro do dia seguinte da chegada do homem à Lua. Deve ter sido um evento e tanto! Imagina se fosse hoje, com CNN, internet, Facebook, Twitter, etc...

Jornais noticiam a chegada do homem à Lua! (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Jornais noticiam a chegada do homem à Lua! (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


Outras exposições mostram os motores do ônibus espacial, as cápsulas lunares e até a réplica dos jipes que andaram na Lua. Para mim, que sempre adorei isso, foi magnífico ter estado lá. Sou um entusiasta da exploração espacial e não pensaria duas vezes se quisessem me lançar num foguete amanhã, desde que tivesse a passagem de volta também. O mais perto que posso fazer disso hoje é visitar um lugar como esse, onde objetos tão reais que podemos tocá-los (como uma pedra trazida da Lua) nos mostram que já estivemos lá. Um feito inigualável da engenhosidade humana.

As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Outro ponto alto dessa visita foi assistir ao filme em 3D do telescópio espacial Hubble. Acho que mesmo quem não é muito entusiasta dessas coisas não conseguiria deixar de se emocionar vendo o filme onde astronautas voam no espaço para consertar uma das mais perfeitas máquinas já criadas pelo homem. O resultado são imagens belíssimas da nossa galáxia e das outras, uma escala cósmica que faz a Terra parecer completamente insignificante, o que de fato ela é, no infinito do cosmo. A imagem 3D de um “berçário” de estrelas, rodeado por canyons de gases com dezenas de trilhões de quilômetros de extensão é particularmente impressionante e avassaladora.

Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Bom, de volta ao nosso insignificante, mas maravilhoso planeta, ao incrível continente americano, à pequena península da Flórida, ainda sem ar depois de ver tudo o que já conseguimos fazer e ver pelo espaço, voltamos para nosso querido “foguete” particular, a Fiona, e seguimos caminho para St. Augustine. Ao deixar olhar para trás e ver Kennedy Space Center, tudo o que conseguia pensar era como deveria ser emocionante ver o lançamento de um foguete dali. Afinal, se quando estávamos a mais de 500 km de distância, em Turks e Caicos, conseguimos ver as luzes de um foguete que subia daqui, imagina aqui de perto. Um dia, um dia...

A Lua também faz parte da América! Pelo menos até os chineses chegarem lá...

A Lua também faz parte da América! Pelo menos até os chineses chegarem lá...

Estados Unidos, Flórida, Cape Canaveral, lua, espaço

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Quebradas

Argentina, Tilcara, Humahuaca

Montanhas coloridas em estrada que atravessa a Quebrada de Humahuaca - Argentina

Montanhas coloridas em estrada que atravessa a Quebrada de Humahuaca - Argentina


As "quebradas" aqui no norte da Argentina são os vales e caminhos formados por antigas geleiras por entre as montanhas da região. O gelo se foi, perdido no tempo, mas os enormes leitos de pedra ficaram e hoje são o caminho de pequenos rios e também de estradas que fazem a ligação entre as planícies e a "puna", as terras altas argentinas, continuação do altiplano boliviano.

Montanhas coloridas em estrada que atravessa a Quebrada de Humahuaca - Argentina

Montanhas coloridas em estrada que atravessa a Quebrada de Humahuaca - Argentina


Caminhar ou dirigir por elas dá uma idéia da enormidade das geleiras que aqui existiam. Hoje, são fontes inesgotáveis de pedras, areia e material de construção e é muito comum ver caminhões e tratores se "abastecerem" nos seus leitos de pedra.

Linda paisagem em estrada que atravessa a Quebrada de Humahuaca - Argentina

Linda paisagem em estrada que atravessa a Quebrada de Humahuaca - Argentina


A mais conhecida desses antigos caminhos do gelo é a "Quebrada de Humahuaca", que desde tempos coloniais é o principal caminho entre as terras férteis do norte argentino e o altiplano boliviano. Há trezentos anos atrás, quando Potosí era a cidade mais rica das Américas, era por aqui que transitavam os alimentos e outros víveres para sustentar a população de quase 200 mil pessoas da cidade boliviana situada a 4 mil metros de altitude, onde quase nehuma planta consegue crescer.

Linda paisagem em estrada que atravessa a Quebrada de Humahuaca - Argentina

Linda paisagem em estrada que atravessa a Quebrada de Humahuaca - Argentina


Nesta verdadeira "avenida" por onde transitavam enormes comboios de mulas carregando alimentos, tecidos e metais, muitos povoados se desenvolveram, muitas vezes ocupando o lugar de aldeias muito mais antigas, de povos que precederam os incas. Esse caminho estratégico foi um dos principais campos de batalha na luta pela independência da América Espanhola e muito sofreu com a guerra. As pacatas tropas de mulas foram substituídas por exércitos de gaúchos, na sua versão hermana, em sua luta contra as tropas realistas, fiéis à antiga metrópole.

Vista da pequena vila de Humahuaca - Argentina

Vista da pequena vila de Humahuaca - Argentina


Hoje, ao invés de mulas ou gaúchos, são turistas que percorrem a região, atraídos pela sua história e, principalmente, pela sua incrível beleza natural. As quebradas são sempre cercadas de enormes montanhas ricas em minérios. Dependendo do minério, o contato com o ar ou a água gera uma cor diferente. O incrível resultado são montanhas, encostas e paredes coloridas, com vários tons de vermelho, amarelo e cinza. Adicione a vegetação e temos vários tons de verde também. Soma-se a isso o azul do céu e o branco da neve, gelo e nuvens e estamos num verdadeiro labirinto de cores.

O vistoso monumento ao povo indígena, em Humahuaca - Argentina

O vistoso monumento ao povo indígena, em Humahuaca - Argentina


Alguns dos povoados que se desenvolveram na Quebrada de Humahuaca acabaram se tornando centros turísticos, com pousadas charmosas, restaurantes apetitosos e museus interessantes. Um desses povoados é a pequena Tilcara, que escolhemos como nossa base para explorar a região. Deixamos as suas próprias atrações para o dia de amanhã e hoje rumamos para as cidades vizinhas.

Visita à Humahuaca - Argentina

Visita à Humahuaca - Argentina


Nosso primeiro destino foi a cidade de Humahuaca, mesmo nome da Quebrada. A primeira atração é o próprio caminho até lá, sempre as incríveis montanhas coloridas a nos cercar. Como ontem chegamos de noite, hoje foi a primeira vez que tivemos a chance de admirar essa paisagem magnífica que irá nos acompanhar pelos próximos dias. Chegando à cidade, a atração é o pequeno centro antigo, que gira em torno de uma praça. Ao redor dela, uma antiga igreja, o cabildo com sua famosa torre do relógio e a escadaria que leva a um gigantesco monumento que homenageia o povo indígena da região.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Tiramos fotos desses prédios antigos e também do alto do monumento, de onde se pode vislumbrar toda a vila e a incrível paisagem que a cerca. Mas, sem dúvida nenhuma, o grande evento para nós foi a cerimônia que se realizava entre a igreja e o cabildo em homenagem a Pachamama, a mãe-terra dos povos andinos. Ontem foi a virada do ano para eles e hoje, início do ano novo, é o dia de homenagem à deusa maior, à mãe terra. Turistas e passantes eram convidados a participar da homenagem e a Ana logo se voluntariou, ligada e interessada que é nessas questões. Eu fiquei de fotógrafo do ritual e a Ana fez uma bela descrição de todo o processo e assunto em um post em seu blog. Não percam!

Visitando a 'La Posta de Hornillos', na Quebrada de Humahuaca - Argentina

Visitando a "La Posta de Hornillos", na Quebrada de Humahuaca - Argentina


Depois do passeio na cidade e da homenagem à Pachamama, continuamos nosso tour pela quebrada de Humahuaca. Voltamos na direção de Tilcara e seguimos até a Posta de Hornillos, uma antigo pouso transformado em museu. Situada em ponto estratégico da Quebrada, foi disputada arduamente entre os realistas e as tropas que lutavam pela independência, tendo trocado de mãos diversas vezes na guerra que se extendeu de 1810 à 1820. É um lugar muito gostoso de se visitar, principalmente pelo local onde está, entre as montanhas coloridas e o vento gostoso que nunca cessa, o único som naquele enorme silêncio, uma espécie de símbolo do tempo e da história que também nunca param, nunca cessam. O que para nós, hoje, é o concreto, o eterno, para algum visitante do fututo será apenas história, assim como as batalhas de outrora são para nós uma página virada, uma curiosidade do passado.

Bandeira argentina tremulha em 'La Posta de Hornillos', na Quebrada de Humahuaca - Argentina

Bandeira argentina tremulha em "La Posta de Hornillos", na Quebrada de Humahuaca - Argentina


Silenciosos e contemplativos (a beleza da paisagem ajuda bastante!), voltamos para Tilcara, ainda em tempo de um lanche num restaurante da rua principal com mesas na calçada, aproveitando a luz do fim de tarde. De noite, agora já bastante frio, achamos outro restaurante, quentinho, para nossa refeição regada à vinho regional. Aqui, estamos aprendendo que o universo vinícola argentino é bem maior do que a conhecida Mendoza. Amanhã, deixamos nosso delicioso hotel em Tilcara, rumo à metrópole local de Salta. Mas antes, ainda temos de visitar as ruínas de Pucara e a Garganta del Diablo, as duas grandes atrações na nossa charmosa base de esplorações na Quebrada de Humahuaca.

Cerveja escura produzida na região de Salta (em Tilcara - Argentina)

Cerveja escura produzida na região de Salta (em Tilcara - Argentina)

Argentina, Tilcara, Humahuaca,

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Tranquilidade em Talkeetna

Alaska, Talkeetna

Antiga pousada  em Talkeetna, no Alaska, há mais de 60 anos recebendo alpinistas

Antiga pousada em Talkeetna, no Alaska, há mais de 60 anos recebendo alpinistas


Há muito tempo conheço a cidade de Talkeetna pelo nome. De tanto ouvir falar, tinha virado algo meio lendário para mim. Uma pequena cidade perdida no maio do Alaska, local de encontro de alpinistas de todo o mundo, indo ou voltando para o campo base do Denali, montanha a cerca de 100 km ao norte Talkeetna.

O famoso trem da região de Talkeetna, no Alaska

O famoso trem da região de Talkeetna, no Alaska


Apesar de já ter lido sobre ela e escutado de outros alpinistas, a principal fonte de informação para que eu formasse a minha imagem da cidade foram os relatos do primo Haroldo, o mesmo que já nos encontrou em alguns pontos desses 1000dias (mas que ainda está nos devendo algum outro encontro!). Foi com ele que subi o Monte Aconcágua, em 1999. O Haroldo continuou com suas escaladas e esteve duas vezes aqui em Talkeetna, nas suas tentativas de atingir também a montanha mais alta da América do Norte.

A mais antiga casa de Talkeetna, no Alaska

A mais antiga casa de Talkeetna, no Alaska


Na sua segunda tentativa ele chegou ao cume, levando para casa fotos e lembranças maravilhosas da experiência. E entre as boas lembranças, destacam-se também os bares da pequena Talkeetna, na celebração da conquista da montanha. Desde então, além de também acalentar a subida do Denali, sempre imaginei como seria, ao vivo e a cores, a movimentada Talkeetna.

Muitos bares e cafés em Talkeetna, no Alaska

Muitos bares e cafés em Talkeetna, no Alaska


Imaginava uma cidade quase inacessível, exceto por avião ou trem. Que nada, a estrada chega muito bem até aqui e a Fiona nos trouxe com todo o conforto. Imaginava um lugar na fronteira da civilização. Que nada, nós viemos do norte, de lugares muito mais isolados e Talkeetna nos pareceu até bem “sofisticada”. Imaginávamos um lugar cheio de alpinistas barbados e com roupas surradas, mas agora, já no final de temporada, estava quase que completamente vazia.

Cervejaria em Talkeetna, no Alaska

Cervejaria em Talkeetna, no Alaska


Bom, e tudo isso tirou algum charme da imagem que eu tinha criado? De maneira nenhuma! Aliás, muito pelo contrário! A cidade é uma delícia, ruas de terra no meio de muito verde, casas de madeira, bares e restaurantes aconchegantes e um clima de aventura e exploração que paira pelo ar, mesmo depois de terminados os movimentados meses de verão.

Relaxando e aproveitando a vida em Talkeetna, no Alaska

Relaxando e aproveitando a vida em Talkeetna, no Alaska


Chegamos aqui ontem de noite e nos vamos amanhã pela manhã. Foram momentos de intensa tranquilidade, ar puro, consciência leve, cheiro de chuva e de mato, um friozinho do inverno que está batendo na porta e uma curiosa e saborosa procura pelo bar que meu primo tanto nos descreveu. Não sei se o reconhecemos, mas certamente passamos por ele, pois fizemos uma verdadeira peregrinação por todas as opções.

Um dos bares de Talkeetna, no Alaska, já bem tranquilo depois da temporada

Um dos bares de Talkeetna, no Alaska, já bem tranquilo depois da temporada


Enfim, dias deliciosos. Só não sei o que vou achar da Talkeetna movimentada, agora que conheci a Talkeetna tranquila...

Alaska, Talkeetna,

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Chuva no Sertão!

Brasil, Piauí, Oeiras

A chuva chega no sertão! (na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI)

A chuva chega no sertão! (na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI)


Há doze mil anos, a Serra da Capivara era um lugar muito diferente do que é hoje. Uma floresta viçosa e tropical ocupava o espaço onde está a caatinga. Por onde hoje andam calangos e mocós, podia se ver preguiças com quatro metros de altura e tatus do tamanho de fuscas. Ambos atentos para não serem atacados por tigres dente de sabre. A razão dessa enorme alteração foi a mudança do clima na região e a consequente diminuição da quantidade de água. Com menos água, menos vida. Simples assim.

A grande planície de caatinga no pé da Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

A grande planície de caatinga no pé da Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Ainda hoje é fácil perceber por onde corriam os rios. Há canyons e vales por todos os lados e é fácil notar sua ação nos paredões de pedra. Sim, os mesmos paredões de pedra erodidos e esculpidos pela ação dos antigos rios continuam por aqui, como que para nos lembrar que o tempo passa, que as coisas mudam.

Subindo a longa escada que nos leva ao alto de um dos rochedos da Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Subindo a longa escada que nos leva ao alto de um dos rochedos da Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Pois não é que hoje a chuva veio e encheu o sertão de sons e cheiros? Veio em quantidade suficiente para dar vida aos pequenos riachos que hoje correm onde antes havia rios "eternos". Veio para nos lembrar que a Capivara já teve seus dias de Diamantina.

A chuva faz a alegria das crianças na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

A chuva faz a alegria das crianças na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Veio para a nossa alegria e para a alegria dos sertanejos. Afinal, não são apenas os rochedos que estão aqui desde o tempo em que a Capivara era úmida. Os homens também, seja com suas pinturas rupestres, seja com sua dura vida na atual caatinga. Foi muito legal ter estado aqui hoje, ser testemunho da chuva e da alegria das pessoas com a água que caía do céu.

Bromélia cresce na caatinga, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Bromélia cresce na caatinga, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Para nós, não poderia ter sido melhor. Primeiro, subimos um mirante numa quase imterminável "escada de marinheiro". Lá de cima, foi impressionante ver a chuva que caía ao longe no sertão. Parecia que a caatinga ficava mais verde a cada minuto.

Com a chuva, um riacho ganha vida na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Com a chuva, um riacho ganha vida na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Depois, fomos caminhar com o Rafael em uma parte mais ao norte do parque. Ele nos levou para uma trilha, no canyon do Inferno, que para nós foi o paraíso. Havia um riacho correndo pelas pedras! No fundo do canyon, música para nossos ouvidos: o mágico som de uma cachoeira!

Pequeba e mágica cachoeira no fundo de canyon do Inferno, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Pequeba e mágica cachoeira no fundo de canyon do Inferno, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Pois é, durante milênios essa cachoeira nunca secava. Agora, ela corre apenas alguns dias do ano. E nós estávamos lá para testemunhar isso! A visão da pequena cachoeira no fundo de uma gruta iluminada por uma clarabóia foi uma das cenas mais bonitas e emocionantes que vimos por aqui!

Caminhando na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Caminhando na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


A chuva e a umidade encheu a mata de borboletas, brancas e amarelas. Mocós e catitus também apareceram. Foi uma festa!

Caminhando com as borboletas na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Caminhando com as borboletas na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Além disso, fomos ver também mais tocas e suas pinturas. As priemiras a serem estudadas pela Niède Guidon. Todas elas na beirada de antigos rios, cenários que deveriam ser parecidos com o que vimos tantas vezes nos rios da Chapada Diamantina. Hoje, o vale está lá embaixo, sem água. Quer dizer, hoje, bem hoje, até ouvimos um pouco da água que passa lá embaixo. Um tênue fantasma de outrora. Mas que, de alguma forma, acaba dando mais vida às pinturas que temos à nossa frente. Tudo ficou mais real. Para completar, só faltou cruzarmos com uma preguiça gigante...

Painel de pinturas rupestres na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Painel de pinturas rupestres na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Visitar a Serra da Capivara foi uma experiência e tanto. Valeu cada minuto. Era três da tarde quando partimos rumo à Oeiras, antiga capital do estado. Mas nossas mentes ficariam naquela serra mágica ainda por um bom tempo...

Pequena gruta no fundo do canyon do Inferno, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Pequena gruta no fundo do canyon do Inferno, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Brasil, Piauí, Oeiras, trilha, Parque

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Um Tempo em Coyhaique

Chile, Coyhaique

Delicioso jantar feito pela Ana acompanhado de bom vinho em nosso chalé em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile

Delicioso jantar feito pela Ana acompanhado de bom vinho em nosso chalé em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile


Coyhaique é uma cidade de porte médio, população próxima dos 50 mil habitantes. É a capital e maior povoamento da região de Aysén, essa que é cortada pela Carretera Austral, aqui no sul do Chile. Para nós, significa mais ou menos a metade do caminho nesse nosso tour pela patagônia norte chilena. Talvez por isso, até quisemos dar um tempo por aqui, passar um dia de urbanidade em meio a tanta natureza.

Carretera Austral, ligando Puerto Montt a Villa O'Higgins num percurso de cerca de 1.250 km. O objetivo é, um dia, chegar a Punta Arenas

Carretera Austral, ligando Puerto Montt a Villa O'Higgins num percurso de cerca de 1.250 km. O objetivo é, um dia, chegar a Punta Arenas


A cidade já era relativamente desenvolvida mesmo antes da construção da Carretera Austral, na década de 80. Além do aeroporto local, a distância relativamente próxima e a ligação rodoviária com o porto mais importante dessa parte do Chile ajudaram Coyhaique a ter um contato mais forte com o resto do país do que os outros pequenos povoamentos da região de Aysén.

Acolhedor restaurante em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile

Acolhedor restaurante em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile


Turistas almoçam em restaurante de Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile

Turistas almoçam em restaurante de Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile


A construção da Carretera deu novo impulso à cidade atraindo novos imigrantes em busca de possibilidades econômicas que se avizinham, como construção de hidrelétricas e industrialização da região. Obviamente, nem todos são a favor desse novo movimento e tensões sociais se exacerbaram em uma cidade acostumada à calma e tranquilidade, desde a sua fundação em 1929. Enfim, o crescimento não trouxe apenas problemas, mas também uma série de facilidades e modernidades, algo que eu e a Ana já estávamos com saudades.

A bela vista das janelas de nosso chalé em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile

A bela vista das janelas de nosso chalé em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile


Refeição própria no nosso chalé em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile. A noite não deixa ver a bela vista das nossas janelas

Refeição própria no nosso chalé em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile. A noite não deixa ver a bela vista das nossas janelas


Nós chegamos ontem no final do dia e achamos uma pousada bem legal em que nos hospedamos em um pequeno chalé, com direito à cozinha e a uma vista linda dos arredores da cidade. Logo fizemos compras em um supermercado e já preparamos uma bela ceia em nossas próprias instalações: strogonoff, salada, arroz e o sempre delicioso vinho chileno.

Jantando em nosso chalé em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile

Jantando em nosso chalé em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile


Jantas feito pela Ana em nosso chalé em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile

Jantas feito pela Ana em nosso chalé em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile


No dia de hoje nem saímos da cidade. Levei a Fiona para, enfim, trocar seu óleo e os filtros de ar, combustível e óleo. Eram peças que já trazíamos desde Ushuaia, mas ainda não tínhamos conseguido trocar. Além disso, aproveitando que finalmente estamos em uma região com asfalto e depois de centenas e centenas de quilômetros de rípio e poeira, demos um belo banho no nosso carro. Com ele limpo, até nos empolgamos de reorganizar e deixar bem arrumado a bagagem no porta-malas. De tempos em tempos, isso faz um bem danado para a nossa saúde e para a da Fiona também. Ao final, ela está um brinco!

Degustando uma deliciosa cerveja escura em restaurante em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile

Degustando uma deliciosa cerveja escura em restaurante em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile


Além da obrigação, a diversão. Caminhamos felizes e curiosos pelo centro da cidade, experimentamos cafés e testamos cervejas. Há muitos turistas por aqui, gente começando ou terminando sua viagem pela Carretera Austral. Nos cafés, se ouve várias línguas e o ar é bem cosmopolita. Encontramos um café que nos agradou mais e aí ficamos por mais de uma hora nos deliciando com as empanadas e nos deleitando com uma cerveja preta muito boa.

Deliciosa cerveja escura em restaurante em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile

Deliciosa cerveja escura em restaurante em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile


Deliciosas empanadas chilenas acompanhadas de cerveja preta em restaurante de Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile

Deliciosas empanadas chilenas acompanhadas de cerveja preta em restaurante de Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile


De noite, mais uma vez, jantar preparado na nossa cozinha. Dessa vez, frango crocante, arroz integral e mais salada. O acompanhamento, claro, mais vinho nacional. Depois dessas férias na cidade, amanhã estaremos prontos para mais dias no campo, dividindo nosso tempo entre florestas, geleiras e vulcões. Enfim, essas coisas típicas e tão “normais” da patagônia chilena. Exótico mesmo, por aqui, são as cidades. Por isso, quando vemos uma, temos de aproveitar!

Delicioso jantar feito pela Ana acompanhado de bom vinho em nosso chalé em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile

Delicioso jantar feito pela Ana acompanhado de bom vinho em nosso chalé em Coyhaique, a maior cidade ao longo da Carretera Austral, no sul do Chile

Chile, Coyhaique, comida, cidade, Patagônia, Carretera Austral

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Ilha do Cardoso, Difícil Decisão

Brasil, São Paulo, Ilha do Cardoso

Praia na Ilha do Cardoso - SP

Praia na Ilha do Cardoso - SP


Madrugamos hoje em Curitiba para poder sair bem cedinho em direção à Cananéia e de lá para a Ilha do Cardoso. Já tínhamos deixado a Fiona pronta na noite anterior então, era só se levantar e partir. Tudo bem que só tínhamos dormido duas ou três horas... Mas como já disse, só tínhamos que levantar e partir.

Rio na Ilha do Cardoso - SP

Rio na Ilha do Cardoso - SP


E assim foi, nós crentes que tínhamos driblado o tempo chuvoso. Afinal, toda essa semana estávamos mesmo parados em Curitiba. Assim, podia cair canivete que para nós não importava. Agora, segunda-feira, a previsão era de sol finalmente! E a nossa previsão era de estrada novamente.

Fim de tarde no Marujá, na Ilha do Cardoso - SP

Fim de tarde no Marujá, na Ilha do Cardoso - SP


Mas faltou combinar com São Pedro. Em Cananéia ventava e chuviscava. Os únicos loucos que chegavam à cidade numa segunda cedo chuvosa para seguir para o Cardoso éramos nós. Como o barco de linha só sairia de tarde (R$ 53,00 por cabeça, só a ida. Para moradores é só R$ 5,00!!!) e demoraria 3 horas para chegar, a opção era fretar uma voadeira. Preço: R$ 180,00! Na temporada, sempre achamos gente para rachar esse preço, mas não era o caso numa segunda fria e chuvosa. Esse preço para ir e o mesmo para voltar. Ou perder o dia esperando o barco de linha para chegar no Cardoso no fim do dia.

Piquenique na ponta sul da Ilha do Cardoso - SP. Paraná ao fundo.

Piquenique na ponta sul da Ilha do Cardoso - SP. Paraná ao fundo.


Aí, bateu aquela dúvida. Nós já tínhamos estado no Cardoso dois anos antes. As memórias estavam frescas. Em Ribeirão, próximo destino, o céu estava azul, nos chamando. Conversa aqui, conversa ali, resolvemos rifar a Ilha do Cardoso.

Cachoeira na Ilha do Cardoso - SP

Cachoeira na Ilha do Cardoso - SP


Mas ficam aqui as dicas: o Cardoso é maravilhoso e uns dias no Marujá (principal vila da ilha) valem muito à pena; de manhã, caminhada na praia, de tarde, cerveja olhando as canoas no canal, de noite forrozinho; para quem gosta de água doce, também há rios e cachoeiras na ilha (chega-se lá de barco ou caminhando algumas horas); uma longa e gostosa caminhada para o norte leva à praias cada vez mais bonitas.

Indo de voadeira ver Sambaquis na Ilha do Cardoso - SP

Indo de voadeira ver Sambaquis na Ilha do Cardoso - SP


Por isso, ter chegado até Cananéia e não ter ido até o Cardoso foi difícil. Principalmente depois de rever as fotos da última vez que lá estivemos. Mas, quando voltarmos, a ilha ainda vai estar lá...

Escuna que faza ligação de Cananéia à Ilha do Cardoso - SP

Escuna que faza ligação de Cananéia à Ilha do Cardoso - SP

Brasil, São Paulo, Ilha do Cardoso,

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No Centro de Lima

Peru, Lima

A Plaza San Martin, em Lima, capital do Peru

A Plaza San Martin, em Lima, capital do Peru


A cidade de Lima foi fundada por Fracisco Pizarro, o conquistador do Peru e do outrora glorioso império Inca, em 1534. Desde o início foi a sede do governo espanhol na América do Sul, local de residência dos "vice-reis" espanhóis no continente, com poderes que se extendiam da Argentina à Colômbia. Aos poucos, foi perdendo parte do seu poder, com a criação dos vice-reinados de Nova Granada, no norte e do Prata, no sul, mas durante os primeiros duzentos anos de sua história, foi a cidade mais rica das Américas, por onde passava toda a prata extraída nas minas de Potosí.

Comemorações do Dia da Polícia, na Plaza de Armas, em Lima, capital do Peru

Comemorações do Dia da Polícia, na Plaza de Armas, em Lima, capital do Peru


Foi quando um forte terremoto destruíu boa parte da cidade. A reconstrução foi rápida e quase todos os belos e pomposos prédios históricos que hoje se vêem em Lima são desta época. Oitenta anos mais tarde, o que balançava a cidade não era um terremoto, mas a guerra pela independência. Foi pelo Peru que a Espanha e as tropas realistas mais lutaram, a "jóia da corôa". Foi preciso a ajuda do general e libertador argentino San Martin para livrar Lima do jugo espanhol. Logo depois disso, ali mesmo em Lima houve o histórico encontro entre os dois grandes líderes da independência da América Espanhola, Simón Bolívar e San Martin. Um encontro ainda envolto em mistérios entre os dois colegas maçônicos onde se discutiu o futuro do continente.

Comemorações do Dia da Polícia, na Plaza de Armas, em Lima, capital do Peru

Comemorações do Dia da Polícia, na Plaza de Armas, em Lima, capital do Peru


Certamente, os dois grandes líderes não imaginaram que, sessenta anos mais tarde, três dos países que ajudaram a libertar estariam envolvidos numa guerra sangrenta entre si e que teve como resultado a conquista de Lima por tropas chilenas que, após pilharem a cidade e seus museus, aqui permaneceram por mais de dois anos Aos poucos, a cidade se recuperou desse baque e, após uma verdadeira explosão populacional em meados do século passado, Lima se tronou uma das maiores metropoles da América do Sul.

Procissão pela Plaza de Armas, em Lima, capital do Peru

Procissão pela Plaza de Armas, em Lima, capital do Peru


Eu estive aqui há 21 anos, pouco depois da posse do Fujimori e logo após ele promulgar seu plano econômico, o Fujichoque. Entre as medidas, uma nova moeda para combater a inflação de mais de 10% mensais que destruía a economia do país. Eram tempos mais complicados e a praga do Sendero Luminoso estava mais forte do que nunca. Ao desembarcar na rodoviária limenha, fomos brindados com fotos de jornais sensacionalistas dos atentados sanguinários da noite anterior. Tanques patrulhavam as ruas do centros, que estavam desertas.

Monastério de San Francisco, em Lima, capital do Peru

Monastério de San Francisco, em Lima, capital do Peru


Foi a esse mesmo centro que fomos hoje, repleto de construções históricas, prédios centenários muito bem conservados, igrejas repletas de obras de arte de ouro e prata e, o melhor, sem a ameaça terrorista de outrora. Hoje, ao contrário, celebrava-se um feriado nacional duplo, dia da Polícia e também da Virgem do país, com direito à procissão na movimentada Plaza de Armas. Estivemos ali assistindo à dupla celebração e, em seguida, fomos visitar o Mosteiro de São francisco, com sua bela igreja e suas famosas catacumbas repletas de ossos. Fotos são proibidas, então este espetáculo bizarro ficará guardado apenas em nossa memória e na de quem for lá visitar.

Passeando na movimentada ruca peatonal no centro de Lima, capital do Peru

Passeando na movimentada ruca peatonal no centro de Lima, capital do Peru


De lá para a Plaza San Martin caminhando pela lotada rua peatonal. Essa Plaza é tão bonita e pomposa como a Plaza de Armas, uma justa homenagem ao libertador da cidade. O outro libertador, Bolívar, dá nome a um tradicional hotel na praça onde se encontra o melhor e mais tradicional Pisco Sauer do mundo. Adivinha se não fomos conferir?

Observando a pomposa Plaza San Martin, em Lima, capital do Peru

Observando a pomposa Plaza San Martin, em Lima, capital do Peru


Depois de muito passear pelo centro, voltamos ao nosso refúgio na cidade, o agradável bairro de Miraflores, onde vamos passear com mais calma amanhã. Hoje, só deu para ter um gostinho, já de noite, quando saímos para jantar no seu centro comercial, repleto de bares e restaurantes. Estamos cada vez mais fãs da cidade e desse bairro charmoso!

O melhor Pisco Sauer do mundo, no Gran Hotel Bolivar, na Plaza San Martin, em Lima, capital do Peru

O melhor Pisco Sauer do mundo, no Gran Hotel Bolivar, na Plaza San Martin, em Lima, capital do Peru

Peru, Lima,

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Crown Point e os Courlanders

Trinidad e Tobago, Crown Point

Bela praia no caminho para Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Bela praia no caminho para Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


A ilha de Tobago é 15 vezes menor do que Trinidad. Mesmo assim, para padrões caribenhos, não é pequena não. Tem aproximadamente 50 km x 15 km, estendendo-se de leste para oeste. Já a população é de 50 mil pessoas, menos de um vigésimo da sua vizinha.

Praia de Store Bay, em Crown Point - Tobago

Praia de Store Bay, em Crown Point - Tobago


A sua história é bem distinta da de Trinidad. Os espanhóis, primeiros europeus a passar por perto, não deram muita bola para a ilha, para sorte dos ameríndios do local que, com isso, ganharam mais um século de vida. Mas a paz deles acabou no século XVII, quando Tobago passou a ser disputada por ingleses, franceses, holandeses e até "courlanders". Pois é, eu que gosto tanto de história e de geografia também não sabia quem são os "courlanders". Foram os habitantes de um pequeno ducado que existiu numa região da Letônia nesta época. Foram a menor nação européia a ter tentado colonizar a América. Por algumas décadas, conseguiram. Mas, quando foram conquistados pelos suecos, tiveram de desistir da sua aventura em Tobago. Vivendo e aprendendo... Alguém aí conhecia os courlanders?

Pensativa, admirando o mar do Caribe, em Crown Point - Tobago

Pensativa, admirando o mar do Caribe, em Crown Point - Tobago


Bom, deixando os courlanders em paz e voltando à Tobago, a confusão aqui era tão grande que a ilha virou um refúgio seguro para piratas. Foi só no finalzinho do séc XVII que a Inglaterra assumiu de vez a ilha e resolveu botar ordem no pedaço. Aí, fim dos piratas, fim dos índios e muitos escravos africanos importados. Como aqui não houve, mais tarde, a imigração indiana que houve em Trinidad, a grande maioria da população tem mesmo origem africana.

Caminhando para Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Caminhando para Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


Boa parte da população da ilha está no seu lado oeste, que é onde passamos o dia de hoje. O centro turístico se chama Crown Point, uma vila de casas bem espalhadas ao longo de praias, praças e do aeroporto, para onde se pode ir caminhando.

Observando os peixes em Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Observando os peixes em Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


Nós passamos um tempo na principal praia, a Store Bay, aproveitando o pouquinho de sol. Praia organizada (até demais!), com salva-vidas e área delimitada para banho. Água bem clara e agradável, já bem típica do mar do Caribe. Daí seguimos à pé para outra praia, mais bela e isolada, a Pigeon Point. O caminho pela praia é uma beleza, aquele cenário que se vê em filmes de ilhas paradisíacas, faixa de areia estreita, mar tranquilo, coqueiros praticamente na água. Uma pintura!

Baía de Pigeon point, em Crown Point - Tobago

Baía de Pigeon point, em Crown Point - Tobago


Fomos andando diretamente pela praia e, quando percebemos, já estávamos dentro de um parque. Sem pagar entrada! Bom, como ninguém pediu, resolvemos aproveitar mesmo. Passamos ali o fim de tarde, tirando fotos, bebericando e aproveitando o cenário romântico.

Pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


Resolvemos dormir por aqui hoje e seguir amanhã cedo para a ponta leste da ilha, onde está a vila de Speyside e os melhores pontos de mergulho. Já até combinamos com um taxista para nos levar para lá, cedinho. Transporte coletivo, nem pensar. Como em Trinidad, totalmente ineficiente. A alternativa seria alugar um carro. Mas acho que só vamos fazer isso no último dia, para poder voltar de lá e dar uma volta no interior da ilha também.

Clima romântico no pier de Pigeon Point, durante o fim da tarde (Crown Point - Tobago)

Clima romântico no pier de Pigeon Point, durante o fim da tarde (Crown Point - Tobago)

Trinidad e Tobago, Crown Point, Tobago

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