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A Ilha Elefante - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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A Ilha Elefante

Antártida, Elephant Island

O cenário grandioso de Elephant Island, na Antártida (foto de Steve Denver)

O cenário grandioso de Elephant Island, na Antártida (foto de Steve Denver)


Pouco mais de 1.300 quilômetros de alto mar e de deixarmos a Geórgia do Sul para trás, a primeira terra firme apareceu no nosso horizonte. Nosso sentido era o sudoeste e o rumo era o continente antártico e aquelas primeiras montanhas no horizonte indicavam que estávamos cada vez mais perto do nosso objetivo. Ainda não era a própria Antártida, mas um arquipélago de ilhas conhecido como South Shetland Islands. As tais montanhas que víamos pertenciam à ilha mais ao norte desse arquipélago, com o sugestivo nome de “Ilha Elefante”, ou “Elephant Island” em inglês.

Nosso roteiro pelos mares do sul entre Falkland, Geórgia do Sul, Península Antártica e Ushuaia

Nosso roteiro pelos mares do sul entre Falkland, Geórgia do Sul, Península Antártica e Ushuaia


Nosso roteiro e pontos de parada na região da Península Antártica

Nosso roteiro e pontos de parada na região da Península Antártica


É claro que o nome da ilha não tem nada a ver com os simpáticos paquidermes africanos e indianos. Na verdade, é uma referência aos gigantescos pinípedes (as populares focas) que costumam aparecer nas poucas praias de pedra da ilha, os mesmos elefantes marinhos que tanto vimos na Geórgia do Sul. Eles não são tão comuns por aqui, mas chamaram a atenção dos primeiros exploradores há cerca de 200 anos. Esses intrépidos aventureiros não pararam por aqui, mas o apelido que deram para a ilha pegou e assim ela ficou conhecida.

A paisagem escarpada de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

A paisagem escarpada de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


A costa gelada de Point Wild, em Elephant island, na Antártida

A costa gelada de Point Wild, em Elephant island, na Antártida


O panorama de Point Wild, em Elephant island, na Antártida

O panorama de Point Wild, em Elephant island, na Antártida


Desde então, Inglaterra, Chile e Argentina têm reclamado soberania sobre ela e todo o arquipélago, mas o Tratado Antártico definiu que este é um território internacional, próprio a pesquisas científicas e livre de exploração comercial. Aqui tivemos nosso primeiro contato com ares e mares antárticos, a emocionante sensação de estar a menos de 250 km da ponta norte da Península Antártica. Ainda faltam esses quilômetros para chegar lá, mas a sensação já é a de estar no continente branco, uma paisagem dominada por montanhas nevadas, enormes geleiras, animais típicos da Antártida e a certeza de estar muito longe da civilização.

Guias prontos para os passeios de zodiacs, em Point Wild, Elephant Island, na Antártida (foto de Jeff orlowski)

Guias prontos para os passeios de zodiacs, em Point Wild, Elephant Island, na Antártida (foto de Jeff orlowski)


A escocesa Rowan e a americana Sara, felizes de estarem de volta ao mar, em Elephant Island, na Antártida (foto de Jeff orlowski)

A escocesa Rowan e a americana Sara, felizes de estarem de volta ao mar, em Elephant Island, na Antártida (foto de Jeff orlowski)


Um zodiac e seus passageiros quase desaparecem perto da imensidão gelada de Point Wild, em Elephant island, na Antártida

Um zodiac e seus passageiros quase desaparecem perto da imensidão gelada de Point Wild, em Elephant island, na Antártida


Ao longo do dia fomos conhecer dois pontos da ilha. De manhã, uma passeio de zodiac ao redor das encostas rochosas e dos icebergs que flutuam por aqui num local chamado “Point Wild”. De tarde, outro passeio de zodiac, mas agora com direito a desembarque numa praia rochosa de Cape Lookout, já na costa oeste da ilha. Nas duas oportunidades, muita chance de ver de perto parte da rica fauna antártica, como pinguins, focas e até um emocionante encontro com baleias. Vou falar desses encontros nos próximos posts (teve até nossa primeira foca leopardo!!!) porque agora quero falar de história e de gelo.

de zodiac, dando a volta em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

de zodiac, dando a volta em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


observando a beleza selvagem de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

observando a beleza selvagem de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


Caminhando na praia rochosa de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

Caminhando na praia rochosa de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


Foi em Point Wild que ocorreu um fato jamais esquecido na história das grandes aventuras de exploração do mundo e que tornou a isolada Elephant Island para sempre celebrada nos anais das grandes proezas humanas. Foi aqui que, após meses vagando sobre uma enorme plataforma de gelo flutuante, a tripulação do Endurance pode, pela primeira vez em mais de um ano, pisar em terra firme. Mas a aventura ainda estava muito longe de terminar...

Shackleton e sua tripulação presos em Elephant Island

Shackleton e sua tripulação presos em Elephant Island


Saída para a longa viagem entre Elephant Island, na Antártida, para a Geórgia do Sul

Saída para a longa viagem entre Elephant Island, na Antártida, para a Geórgia do Sul


Eu já contei essa história em outro post, quando visitamos o túmulo de Shackleton na Geórgia do Sul. Sir Ernest Shackleton era o líder da expedição exploratória inglesa que pretendia, entre 1915 e 1916, realizar a primeira travessia transantártica da história. O objetivo nunca foi atingido e, na verdade, a grande aventura (e o grande feito!) foi conseguir sobreviver durante tanto tempo neste ambiente inóspito que são as regiões polares do sul do planeta. Resumindo a história, o Endurance, o navio da expedição, ficou preso no gelo antártico muito antes de chegar ao continente e ficou ao sabor das correntes marinhas que carregavam a plataforma de gelo. Após algum tempo o movimento do gelo acabou destruindo e engolindo o Endurance e, muito tempo depois, acabou por trazer toda a tripulação do barco afundado até aqui, a Elephant Island.

O Sea Spirit ancora na baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida

O Sea Spirit ancora na baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida


A mar semi-congelado da baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida

A mar semi-congelado da baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida


Blocos de gelo são deixados pelo mar em pequena praia de Point Wild, em Elephant island, na Antártida

Blocos de gelo são deixados pelo mar em pequena praia de Point Wild, em Elephant island, na Antártida


Naquela época, há quase cem anos, as chances de resgate nessa ilha eram nulas. Em plena 1ª Guerra Mundial, o tráfego de navios por esta região era inexistente. Shackleton resolveu partir para o tudo ou nada e, junto com outros cinco tripulantes, a bordo de um pequeno bote salva-vidas, o James Caird, partiu em 24 de Abril de 1916 numa tentativa quase suicida de chegar até a Geórgia do Sul. Lá ele sabia que existia estações baleeiras que poderiam ajudar a organizar um resgate. Milagrosamente, duas semanas mais tarde e depois de cruzar mais de 1.200 km de mar aberto, além da épica travessia caminhando pelas montanhas da Geórgia do Sul, ele chegou à civilização. Mas seria apenas no dia 30 de Agosto de 1916 que ele conseguiria chegar de volta à Elephant Island com um barco de resgate para salvar sua tripulação.

Uma geleira encontra o mar em Point Wild, em Elephant Island, na Antártida

Uma geleira encontra o mar em Point Wild, em Elephant Island, na Antártida


A água do mar escorre de rochedo em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

A água do mar escorre de rochedo em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


Portanto, seus homens tiveram de sobreviver por aqui por mais de 4 meses! Só podemos dar o real valor à façanha conhecendo de perto o local onde eles sobreviveram. Difícil imaginar local mais inóspito. Era inverno e, por aqui, nessa época do ano, quase não há luz do sol, uma espécie de noite interminável. A temperatura está sempre muito abaixo de zero e os ventos não param. Obviamente, não há madeira na ilha para se construir um refúgio e tudo o que aqueles homens tinham eram o pouco que tinham salvo do Endurance além de dois outros botes salva-vidas que foram desmontados para se montar um abrigo mais rústico. A praia de pedra onde ficaram é minúscula e constantemente fustigada pela maré de águas geladas. É inacreditável que tenham sobrevivido por tanto tempo...

Nosso zodiac enfrenta um mar semi-congelado na baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida

Nosso zodiac enfrenta um mar semi-congelado na baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida


Início do desembarque nas águas geladas de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida

Início do desembarque nas águas geladas de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida


A comida vinha da caça dos poucos pinguins e focas que encontravam por aqui. Nessa época do ano, não são muitos os animais que dão a cara por essas bandas. A gordura das focas também servia de combustível para as poucas lamparinas que tinham para conviver com a escuridão interminável. O líder dos homens, muito bem escolhido por Shackleton, era Frank Wild. Por sua incrível competência e liderança (ninguém morreu e nunca houve brigas!), o local está batizado com o seu nome: Point Wild

Estátua que homenageia a tripulação do Endurance que sobreviveu alguns meses na baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida

Estátua que homenageia a tripulação do Endurance que sobreviveu alguns meses na baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida


Estátua em homenagem aos tripulantes do Endurance que passaram vários meses em Point Wild, em Elephant Island, na Antártida

Estátua em homenagem aos tripulantes do Endurance que passaram vários meses em Point Wild, em Elephant Island, na Antártida


Nós não desembarcamos ali, apenas demos a volta de zodiac. Do barco, além das pedras, pinguins, gelo e o pequeno espaço onde viveram esses valentes, também avistamos uma estátua, uma marca humana algo destoante em meio àquela natureza selvagem. Logo imaginei que o busto, hoje cercado apenas de pinguins chinstrap, era uma homenagem a Wild ou ao próprio Shackleton. Que nada! O homenageado é Luis Pardo, um capitão da marinha chilena. Foi ele que, enfim, conseguiu resgatar os náufragos em Elephant island. Shackleton já havia tentado 3 vezes com barcos da Geórgia do Sul, mas as condições do inverno dificultavam o resgate. Enfim, já em Punta Arenas, conseguiu apoio da marinha chilena. A bordo do Yelcho, ele guiou Pardo através do mar gelado e conseguiu salvar todos os homens de sua tripulação. O capitão chileno recusou um prêmio em dinheiro oferecido pela Inglaterra, dizendo que apenas cumprira uma tarefa designada pela marinha de seu país.

Um pequeno pedaçõ da geleira desaba nas águas da baía de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida, causando muito barulho, nuvens e ondas,

Um pequeno pedaçõ da geleira desaba nas águas da baía de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida, causando muito barulho, nuvens e ondas,


Nosso guia nos ensina os segredos contados pelo gelo que flutua na baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida

Nosso guia nos ensina os segredos contados pelo gelo que flutua na baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida


Examinando um bloco de gelo que flutuava nas águas de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida

Examinando um bloco de gelo que flutuava nas águas de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida


O mar continua muito gelado ao redor de Point Wild. Mas agora, já em Novembro, as condições são muito melhores do que no auge do inverno, em Agosto. Mesmo assim, nossos zodiacs têm de driblar os blocos de gelo que flutuam pela baía. Quase todos eles são provenientes das enormes geleiras que escorrem das altas montanhas de Elephant island. Vimos e ouvimos vários “desabamentos” de gelo sobre o mar, algo que sempre nos causa calafrios na espinha. Nosso guia, um glaciologista, aproveitou a oportunidade para nos ensinar mais sobre o gelo, a história que ele conta, sua origem no alto das montanhas, processo de formação e final de vida no mar. Alguns pedaços são do tamanho de bolas de futebol enquanto outros, os maiores, chegam ao tamanho de pequenas casas.

Sol ilumina um enorme iceberg tabular nas costas de Elephant Island, na Antártida (foto de Melissa Bartlett)

Sol ilumina um enorme iceberg tabular nas costas de Elephant Island, na Antártida (foto de Melissa Bartlett)


Um belo e majestoso iceberg flutua na baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida

Um belo e majestoso iceberg flutua na baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida


Um belo e majestoso iceberg flutua na baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida

Um belo e majestoso iceberg flutua na baía de Point Wild, em Elephant island, na Antártida


Grandes? Não, grande é outra coisa, é aquilo que flutua na entrada da baía, um autêntico e gigantesco iceberg tabular, vindo diretamente das plataformas de gelo da Antártida. Com dezenas de metros de altura e centenas de metros de lado, isso é apenas a parte visível, já que a grande maioria de sua massa, cerca de 8/9 dela, está escondida abaixo da superfície do mar. Até o nosso Sea Spirit fica pequeno perto deles.

Um enorme iceberg tabular pouco antes de afundar na baía de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida

Um enorme iceberg tabular pouco antes de afundar na baía de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida


De volta ao Sea Spirit após passeio de zodiac em Point wild, Elephant Island, na Antártida

De volta ao Sea Spirit após passeio de zodiac em Point wild, Elephant Island, na Antártida


Iceberg tabular se vira, afunda e deixa apenas uma pequena parte de seu corpo fora da água na baía de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida

Iceberg tabular se vira, afunda e deixa apenas uma pequena parte de seu corpo fora da água na baía de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida


Passageiros observam incrédulos a iceberg que afundou na baía de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida

Passageiros observam incrédulos a iceberg que afundou na baía de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida


Pois bem, com nossos zodiacs, a gente chegou mais perto desses magníficos e belos gigantes. Não tanto como gostaríamos, mas perto o suficiente para admirar e fotografar a sua beleza. Não chegamos mais perto pelo risco que há deles se virarem e causarem grandes ondas. Pelo menos, foi o que disse nosso guia, embora não acreditássemos muito nesse perigo. Bem, nossa incredulidade não durou muito. Meia hora mais tarde, todo mundo já a bordo do Sea Spirit, eis que o gigantesco iceberg realmente se virou. Parece que de propósito, diante dos olhos atônitos de dezenas de turistas e tripulantes. Um verdadeiro espetáculo de proporções titânicas. Felizmente, nenhum zodiac por perto. Teria sido difícil escapar de um banho gelado, bem gelado! A visão desse enorme iceberg se virando foi apenas uma das muitas e incríveis surpresas que tivemos nesse dia. Houve muitas outras, devidamente relatadas nos posts seguintes...

O Sea Spirit fica pequeno quando comparado às encostas geladas de Point Wild, em Elephant island, na Antártida

O Sea Spirit fica pequeno quando comparado às encostas geladas de Point Wild, em Elephant island, na Antártida


O Sea Spirit fica pequeno perto dos enormes blocos de gelo na região de Point Wild, Elephant Island, na Antártida (foto de Jeff orlowski)

O Sea Spirit fica pequeno perto dos enormes blocos de gelo na região de Point Wild, Elephant Island, na Antártida (foto de Jeff orlowski)

Antártida, Elephant Island, história, Iceberg, Sea Spirit

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Comentários (2)

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  • 09/09/2014 | 23:45 por santiago

    Parabens pela viagem! linda fantastica, amei esse bloc. Felecidade a voces casal viajante.

    Resposta:
    Oi Santiago

    Muito obrigado pela torcida! Os lugares que estamos conhecendo são realmente lindos!

    Abs

  • 09/09/2014 | 20:16 por mabel

    Muito gostoso ter novamente os relatos. Lugares muito diferentes!!!!

    Abraços

    Resposta:
    Oi Mabel

    Pois é, vou tratar de colocar esses relatos todos em dia e terminar a história da nossa história pelas Américas!

    Abs

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