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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

Vídeo - 1000dias por toda América

A valente Fiona enfrenta a neve do North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

A valente Fiona enfrenta a neve do North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


1400 dias de estrada e muita história para contar! Por mais que tentemos resumir, o vídeo é só um teaser das incríveis experiencias e histórias que vivemos e queremos compartilhar!



Edição: Gustavo Filus - HoHey!

, 1000dias, institucional, Overlanding, viagem, vídeo

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Viva La Revolución!

Cuba, Havana

Propaganda pró-revolução nas ruas de Camaguey, em Cuba

Propaganda pró-revolução nas ruas de Camaguey, em Cuba


Fulgêncio Batista governou Cuba por três períodos, de 1933 a 1940, quando concentrou todo o poder para nominações de cargos públicos, já começando a mostrar sua face ditatorial. Foi eleito democraticamente em 1940, governando até 1944 e percebendo que não ganharia as eleições no ano de 1952 arquitetou um golpe militar, iniciando a pior ditadura já vivida por Cuba. Restrição da liberdade de expressão, controle à imprensa, universidade e congresso, além de desvio de dinheiro e alto índice de corrupção, fazendo fortuna para o seu grupo, enquanto o povo passava fome, não tinha acesso à educação e saúde.

Rua não turística no centro de Havana, capital de Cuba

Rua não turística no centro de Havana, capital de Cuba


Foi neste cenário que começam a surgir os primeiros movimentos oposicionistas, o maio e mais conhecido dele depois apelidado de Movimento 26 de Julho (1953), data em que Fidel Castro e mais 160 homens tentaram a invasão do Quartel Moncada e falharam. Vários morreram, mas algumas pessoas nasceram com sorte e Fidel definitivamente foi uma delas. Primeiro por que a guarda nacional de Fulgêncio havia recebido ordens de matá-lo antes mesmo de chegar à prisão, porém o Tenente Pedro Sarría seguiu as leis e não as ordens do ditador, prendendo-o e impedindo que Fidel fosse apagado sem o conhecimento da imprensa. Sarría obviamente foi mandado direto à prisão e Fidel foi condenado a 20 anos na Prisión Modelo da Isla los Pinos, atual Isla de La Juventud. No seu julgamento, utilizando o seu título de doutor em direito e a eloqüência que lhe é natural, foi seu próprio defensor e imortalizou a frase: “A história me absolverá!”

Famosa foto de Fidel, em exposição na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba

Famosa foto de Fidel, em exposição na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba


A história eu não tenho certeza, mas Batista, como ato de reconciliação, anistiou os presos políticos em 1954, libertando Fidel Castro e os poucos que haviam sobrevivido ao Moncada. Após viver um tempo no México, Fidel retorna com um grupo revolucionário reunido no México, dentre eles Raúl Castro, Camilo Cienfuegos e Ernesto Che Guevara. A Expedição Granma desembarcou no oriente cubano e foi dizimado pelo exercito de Batista, sobrando apenas 11 homens dos 82 que estavam presentes.

Antiga torre de fortaleza em Havana, capital de Cuba

Antiga torre de fortaleza em Havana, capital de Cuba


Os lideres conseguiram se refugiar na Sierra maestra e, contando com o apoio da luta clandestina representada por Frank País, angariou homens, armas, alimentos e equipamentos para o início da luta armada. Chegaram a ser formadas 8 colunas na guerrilha cubana, que pouco a pouco vieram tomando territórios, quartéis e cidades. O apoio popular era grande, as mulheres tiveram papel fundamental no transporte de munição e informação entre os comandantes. Em 1958 Fidel e seus companheiros “barbudos” tomaram Santa Clara, cidade mais próxima à capital La Havana, e Fulgêncio deixa o país em 31 de Dezembro de 1958 depois de assaltar os cofres públicos, deixando livre o caminho para o novo Governo Revolucionário.

Museu de la Revolución, em Havana, capital de Cuba

Museu de la Revolución, em Havana, capital de Cuba


A partir daí o novo governo começou a reforma política do país para o sistema socialista, promulgando decretos polêmicos como o fim da propriedade privada. Aqueles que não apoiavam ou que perceberam os rumos que tomava o novo sistema começaram a deixar o país.

Rua movimentada no centro de Havana - Cuba

Rua movimentada no centro de Havana - Cuba


No início do novo governo carros foram abandonados pelos antigos proprietários que saíram do país e assumido pelos que ficaram. Sabe-se lá se o governo os redistribuiu ou se foram simplesmente apossados pelos vizinhos mais ágeis. Assim, fora as casas e os carros particulares adquiridos antes da revolução, tudo em Cuba tudo é estatal. Restaurantes, bares, hotéis, lojas, supermercados, farmácias, postos de gasolina, salões de beleza, cinemas, plantações, fábricas, hospitais, clínicas, escolas, empresas de quaisquer áreas... Enfim, tudo. Ah, se sua casa fosse grande demais ou se você tivesse duas ou três propriedades, estas também seriam desapropriadas e compartilhadas com aqueles que necessitassem.

Preparando os famosos morritos! (em Havana, capital de Cuba)

Preparando os famosos morritos! (em Havana, capital de Cuba)


Em 1961 aconteceu o principal episódio da Contra-Revolução, quando cubanos treinados pela CIA em Miami e apoiados pela Nicarágua, tentaram a invasão da Ilha de Cuba pela Playa Girón, na Baía de los Cochinos (Baía dos Porcos). Fidel foi à frente de batalha e os derrotou. Este episódio foi marcante para o fortalecimento dos laços da Cuba Socialista com o mundo Comunista Soviético, reafirmando o corte de relações diplomáticas estadounidenses. Foi em 1962, quando a União Soviética decidiu implementar uma base de mísseis nucleares em Cuba, que os Estados Unidos fizeram o imenso bloqueio naval à Cuba e desde então o bloqueio e embargo econômico isolaram Cuba dos produtos norte-americanos e de todos os países que querem manter qualquer relação diplomática com os Estados Unidos.

Brasil e Cuba, povos irmãos! (em Havana - Cuba)

Brasil e Cuba, povos irmãos! (em Havana - Cuba)


A Revolução Cubana parece ter encontrado o cenário ideal para o seu sucesso. Descontentamento popular, lideranças inflamadas contra o sistema, uma área geográfica relativamente pequena e muuuita sorte. Toda essa história pode ser vista no Museu da Revolução, recortes de jornais e murais contam a história de forma totalmente parcial, mostrando seus heróis e o triunfo do bem (Fidel) contra o mal (Fulgêncio).

Rua turística no centro de Havana, capital de Cuba

Rua turística no centro de Havana, capital de Cuba


Após a aula de história saímos caminhando pelas ruas de Havana Vieja e conhecemos um casal de cubanos muito bacana, Dani e Alfredo. Eles nos levaram a alguns dos bares mais tradicionais nas ruelas do bairro, onde o mais difícil é encontrarmos algum turista. É claro que depois do “boi” que levamos ontem ficamos com aquela pulga atrás da orelha, mas no final o bom papo com os dois sobre sua visão de mundo, histórias cubanas e suas famílias, acaba sempre valendo á pena. Tomamos cinco mojitos cada um e já meio trelelés fomos jantar em um paladar com os dois. Noite agradável que prometia se estender em uma balada em Miramar, o bairro chique de Havana, mas o cansaço novamente nos venceu e acabamos nos rendendo aos sonhos (socialistas?) nos braços de Morpheu.

Confraternização em boteco de Havana, capital de Cuba

Confraternização em boteco de Havana, capital de Cuba

Cuba, Havana, Che Guevara, Fidel Castro, La Havana, Revolución Cubana

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Antico, Pizza Napoletana

Estados Unidos, Georgia, Atlanta

Ingredientes da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Ingredientes da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


Depois de alimentar a alma na nossa viagem submarina no Geórgia Aquarium, fomos alimentar o corpo antes de pegar a estrada. A pedida foi uma deliciosa pizza italiana em um lugar que só quem mora no local poderia conhecer. Dica da Anathalia via Cláudia do Aprendiz de Viajante.

Pizzaiolo do Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Pizzaiolo do Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


Já eram quase quatro horas da tarde, receamos que estivesse fechado, mas como um vizinho do local nos disse: “Não importa a hora, a Antico está sempre aberta.” Não que seja uma pizzaria 24 horas, mas eles sabem que depois do meio dia é sempre hora para uma boa pizza!

Pizza saindo do forno na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Pizza saindo do forno na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


Você pode até fazer pedidos online ou pelo telefone, mas ir até o local e ter a experiência de sentar em uma das mesas comunitárias enquanto assiste a sua pizza entrar no forno à lenha. O ambiente despojado de antigo armazém italiano faz a experiência ainda mais original!

Cozinha aberta da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Cozinha aberta da Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA


A pizza é deliciosa, massa fina, ingredientes frescos e combinações criativas fazem desta uma parada obrigatória, ainda mais para os amantes de pizza.

Pronto para devorar uma pizza na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA

Pronto para devorar uma pizza na Pizzaria Antica, em Atlanta, na Georgia - EUA



Antico Pizza Napoletana
Endereço: 1093 Hemphill Ave – Atlanta, Georgia. Zip Code: 30318
Telefone: 404-724-2333

Estados Unidos, Georgia, Atlanta, Culinária, Gastronomia

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Little India

Suriname, Paramaribo, Nickerie

Templo indiano, muito comum no Suriname

Templo indiano, muito comum no Suriname


Estamos nos aproximando de um dos momentos mais tensos e esperados desta etapa guianesa da viagem. Hoje seguimos em direção à Nieuw Nickerie, na fronteira entre o Suriname e a Guiana, o mais inexplorado e inseguro dos vizinhos nortistas. Antes de sair tivemos apenas que resolver uma pendência crucial para esta viagem, o seguro da Fiona. Para cruzar qualquer fronteira precisamos ter o seguro internacional, ou ao menos válido no país em questão.

Observando a Guiana do outro lado do mar, no final de tarde em Nickerie - Suriname

Observando a Guiana do outro lado do mar, no final de tarde em Nickerie - Suriname


Compramos o seguro com a Fatum, empresa do Suriname que segurou a Fiona para os dias restantes no país e um mês de seguro na Guiana. Essa história do seguro é um capítulo à parte, mas resumindo, a porcaria da Mafre (nossa seguradora para a América toda, melhor indicada pela abrangência, etc) nos vendeu a extensão territorial do seguro para as Guianas, produto que eles não possuem e não fazem cobertura. Surreal! Descobrimos isso aqui depois de pressioná-los para recebermos um documento que comprovasse a cobertura, do qual precisávamos para passar nas fronteiras. Totalmente indignada e passada com essa situação, não tivemos outra opção prática a não ser procurar uma empresa local e depois decidir o que fazer com a espanhola.


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A estrada para Nieuw Nickerie segue paralela ao litoral do Suriname, cruzando a região com maior concentração populacional do país, além da capital. Passamos pelo região do País Samaraca, de maioria africana e uma cultura muito arraigada à sua origem e história, cruzamos alguns rios amazônicos e entramos em uma imensa área de zona rural.

Grandes fazendas no oeste do Suriname

Grandes fazendas no oeste do Suriname


Ao mesmo tempo que dá dó imaginar a quantidade de madeira e floresta devastada, é muito bacana ver uma área produtiva, uma paisagem completamente diferente. Todos os campos são irrigados por canais, diques holandeses. São fazendas gigantescas de produção de grãos e gado.

Chegando à Nickerie, segunda maior cidade do Suriname

Chegando à Nickerie, segunda maior cidade do Suriname


Final de tarde chegamos à Nieuw Nickerie, segunda maior cidade do Suriname, com 10 mil habitantes. As dezenas de templos hindus confirmam a origem da população, uma cidade rural de maioria indiana. Bandeirinhas coloridas que simbolizam os pedidos e preces hindus estão por toda parte. As casas tem uma arquitetura bem característica, com dois andares, sendo o térreo apenas parte fechado e a outra parte coberta utilizada como garagem. A escada lateral sobe por fora para uma varanda que dá acesso ao piso superior. Todas as casas ficam atrás dos pequenos canais que irrigam a região, possuem portanto uma pontezinha, que dá um ar ainda mais encantado à cidadezinha, uma graça. Entramos aos poucos na cidade e chegamos à avenida principal, com um canteiro central de palmeiras imperiais e um lago forrado de flores de lótus, que simboliza elevação e expansão espiritual e é considerada sagrada pela maioria dos países asiáticos. Lindíssimo!

Avenida principal de Nickerie, com palmeiras e muitas flores de Lotus (Suriname)

Avenida principal de Nickerie, com palmeiras e muitas flores de Lotus (Suriname)


Quem diria, hein? Uma ótima surpresa para quem achava que só encontraria florestas e aldeias indígenas. Agora estamos aqui, logo após um jantar de comida tipicamente asiática (daquelas bem ardidas), com uma das melhores conexões da internet, na fronteira do Suriname com a Guiana.

Avenida principal de Nickerie, com palmeiras e muitas flores de Lotus (Suriname)

Avenida principal de Nickerie, com palmeiras e muitas flores de Lotus (Suriname)

Suriname, Paramaribo, Nickerie, Fatum Seguros, fronteira, Guiana

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A primeira festinha

Brasil, Paraná, Curitiba

Com a mamãe, festejando um ano de idade, em Curitiba - PR

Com a mamãe, festejando um ano de idade, em Curitiba - PR


O dia começou com uma reunião sobre o site, nossa principal tarefa aqui. Estamos preparando uma nova versão da página de fotos, com filtros e uma navegação mais facilitada para vocês poderem ver as quase 10 mil fotos já postadas de uma forma mais intuitiva e facilitada.
Eu achei que ia poder ir ao salão, fazer aquelas coisas de menina, sabem? Que nada! A reunião demorou mais do que o esperado e logo eu tinha que assumir o meu papel preferido nos dias de hoje: TIA!

Festejando 1 ano de idade, em Curitiba - PR

Festejando 1 ano de idade, em Curitiba - PR


A Daniella, minha irmã, chegou na casa de mamãe e os preparativos começaram. O motivo da festa foram insetos, com uma ênfase maior à nossa amiga joaninha. As bexigas (balões) eram de joaninha, adesivos para decorar a parede também, com algumas abelhinhas e borboletas. Que mimo gente!

A Luiza com os orgulhosos pais e avós, em Curitiba - PR

A Luiza com os orgulhosos pais e avós, em Curitiba - PR


A centopéia que trouxe de Pirenópolis para a Luiza inspiraram a decoração dos docinhos na mesa, no formato de centopéia verde e branca, e uma abelha de brigadeiros e docinhos de abacaxi... hummmm! Bolo de chocolate com morango, balas de goma, pirulitos e as lembrancinhas eram pães de mel decorados de Joana. Quem diria, minha irmãzinha cresceu e agora já estamos comemorando um ano de sua filha!

Luiza com a mamãe, a vovó e a titia, direto de Londres, em Curitiba - PR

Luiza com a mamãe, a vovó e a titia, direto de Londres, em Curitiba - PR


Reunimos as duas famílias Biselli Silveira e Clivatti, do lado de cá e do lado de lá, amigos de todos os lados, mas ainda foi uma festa para adultos. Pode deixar que depois dos 1000dias farei a minha parte para mudar essa situação! Rsrsrs!

Celebrando a primeiro aniversário da Luiza, em Curitiba - PR

Celebrando a primeiro aniversário da Luiza, em Curitiba - PR


A festa foi linda, a Luiza teve até troca de roupas, de vestido de bolinhas preto e branco, para uma roupa de joaninha, coisa mais linda! Como eu amo essa mocinha risonha!

Luiza com a Val no aniversário de 1 ano, em Curitiba - PR

Luiza com a Val no aniversário de 1 ano, em Curitiba - PR


Festa de adultos, terminou tarde e ainda teve direito à uma emendada no Vox para dançar hits dos anos 80 e 90 até as cinco da manhã! Dá-lhe Val! Bela despedida...

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Imensidão Azul

Bahamas, New Providence - Nassau

Naufrágo em Nassau

Naufrágo em Nassau



Hoje retornamos à Stuart Cove para mais dois mergulhos, o primeiro no Palace Wall, uma barreira de corais na beira da Língua do Oceano, um abismo submarino de 6 mil metros de profundidade! By the way, não sei que por o chamam de “língua do oceano”, normalmente essas coisas profundas são “gargantas”, ou eu que estou enganada? É impressionante! Nos afastamos menos de um kilômetro da costa e já percebemos a diferença na cor da água, ali já começa a língua do oceano. A profundidade faz com que o azul fique escuro, mantendo a visibilidade de uns 40 metros. Um azul magnífico de profundidade abissal.

Eu sempre adorei este filme, Imensidão Azul, um clássico que todos já devem ter assistido. É baseado em uma história real sobre a competição de dois famosos apneistas, que batem recordes atrás de recordes nas imensidões azuis mundo afora. Enquanto mergulhamos, é impossível não lembrarmos deste filme, nos sentimos dentro dele, com uma pequena diferença: eles iam muito mais fundo que nós, só no pulmão. Sem perceber chegamos fácil aos 30 metros de profundidade e a vontade é de continuar, indo mais e mais fundo. Alguém desavisado iria sem medo de ser feliz! Aquele azul nos deixa calmos, ouvimos apenas o barulho da nossa própria respiração... A única diferença seria a vida, que pouco a pouco iria desaparecer, tanto a dos peixes que não vivem a esta profundidade, quanto a nossa, que logo iria se apagar.

Azul para todos os lados, abri os braços como se estivesse voando. Enquanto brincava, minha imaginação também viajava no que poderíamos encontrar naquele abismo. Logo me lembrei de outro filme que assisti muito na TV durante a minha infância: O segredo do Abismo. Adoro imaginar aqueles seres líquidos, no filme apresentados como extra-terrestres, láááááá embaixo. Já pensou? Se fosse como o filme eu poderia tentar descer o abismo e torcer para que eles me salvassem, como fizeram com o pesquisador dado como morto. Pois é, infelizmente não temos 1000 vidas como desejou o Rodrigo, para podermos nos aventurar e tentar enfrentar uma descida dessas.

De volta ao mundo real, vamos logo para o segundo mergulho, no naufrágio Antony Bell, um barco bonitinho, parecido com os de desenho animado. Ele foi afundado em agosto de 2009, por isso está ainda bem intacto e é facilmente penetrável. Nos divertimos por ali e também nos corais vendo novamente os vários peixinhos, lagostas e lions fishes. Um parênteses, vocês já perceberam que este tal Lion fish está em todas? Pois é, uma curiosidade que eu havia esquecido de comentar. O Lion Fish é uma espécie invasora aqui nas Bahamas. Originário da Austrália ele provavelmente foi trazido por algum colecionador maluco que os devolveu ao mar sem mensurar o desequilíbrio que poderia causar. Hoje é quase uma praga aqui nestes mares. Ele é lindo, como todo animal venenoso é super colorido, chama atenção, mas as barbatanas dele possuem um veneno mortal.

Voltamos para casa com sede de quero mais, mas vamos deixar um pouco para as outras Ilhas. Amanhã voamos para Eleuthera e depois Long Island, não a de NY, a de Bahamas mesmo. Vamos conhecer um pouco mais dessa imensidão azul.

Preparação para mergulho em Nassau - Bahamas

Preparação para mergulho em Nassau - Bahamas

Bahamas, New Providence - Nassau, Mergulho

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Revisitando a cidade natal

Brasil, Paraná, Curitiba

O Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR

O Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR


Quase 29 anos de idade, 27 destes vividos em Curitiba. Sempre fui orgulhosa da minha cidade natal, desde que me lembro por gente! A gestão de Jaime Lerner, seguida de toda a sua equipe foi transformando Curitiba, que mesmo sendo a capital do Estado sempre teve ares interioranos. Uma cidade que não tinha muitos atrativos e de repente tornou-se referência em urbanismo, transporte público, pioneira na reciclagem do lixo que não é lixo, como foi apelidado o lixo reciclável aqui. Esta campanha educativa foi a primeira campanha publicitária de que me lembro, um case de sucesso! Era a Família Folha cantando o jingle “lixo que não é lixo, não vai pro lixo, SE-PA-RE.”

Poste de iluminação que funciona com energia solar, no Parque Barigui, em Curitiba - PR

Poste de iluminação que funciona com energia solar, no Parque Barigui, em Curitiba - PR


Cidade modelo, planejada não possui apenas parques, possui receptores de águas pluviais. Os parques de Curitiba, Tanguá, Tingui, Barigui, Bosque do Alemão, Bosque do Papa, e muitos outros foram planejados com esta função, após diversos alagamentos sofridos pela cidade. Todos eles hoje são parte dos atrativos turísticos de uma cidade que cada vez mais está nos roteiros turísticos de muitos brasileiros. Percebi isso hoje, quando revisitei a cidade com outros olhos, não mais os olhos de uma moradora, mas sim os olhos de uma turista.

A antiga Torre da Telepar, em Curitiba - PR

A antiga Torre da Telepar, em Curitiba - PR


Começamos o nosso tour pela Torre da Telepar, hoje patrocinada pela Oi. Lembro quando eu era pequenininha e fui com a turma da escola, mas minha visão foi completamente diferente. Hoje ver a cidade lá de cima foi o máximo, localizar bairros, os parques, ver como o Bigorrilho se transformou em “Champagnat” e como o meu querido bairro da faculdade, o Mossunguê, se tornou “Ecoville”. Essas curitibanisses que só sabe e pode falar quem é daqui mesmo! Até a faculdade Tuiuti pude ver lá de cima, ou melhor não pude ver... o prédio que era antiqüíssimo pegou fogo há alguns anos e finalmente foi demolido, estava “na chon” como dizia Dona Armênia.

Pertinho da capivara preguiçosa, no Parque Barigui, em Curitiba - PR

Pertinho da capivara preguiçosa, no Parque Barigui, em Curitiba - PR


Nossa segunda parada foi o Parque Barigui, belíssimo e democrático como sempre. Corredores e esportistas, dentre pagodeiros e botequeiros, madames passeando com seus poodles cor-de-rosas ao lago das preguiçosas capivaras. A vista do outro lado do lago é sempre uma afronta, casas maravilhosas destacam ainda mais a arquitetura kitsch(1) da casa de um famoso político local.

Defile de cães no Parque Barigui, em Curitiba - PR

Defile de cães no Parque Barigui, em Curitiba - PR


Continuamos para o Jardim Botânico e seu palácio de cristal. Hoje mantido por uma parceria público-privada entre a Prefeitura e O Boticário, os jardins estão belíssimos e sua área de exercícios muito bem estruturada. Outro lugar que lembro bem quando foi inaugurado e que não havia mais voltado. Eu e minhas irmãs adorávamos rolar montanha abaixo nos gramados do Botânico. Engraçado, tudo parecida tão maior...

O Palácio de Cristal, no Jardim Botânico, em Curitiba - PR

O Palácio de Cristal, no Jardim Botânico, em Curitiba - PR


Dos Jardins, vamos ao mais moderno e contemporâneo que a cidade hoje guarda, um monumento de Niemeyer, o MON – Museu Oscar Niemeyer - também conhecido como “O Olho”.

O famoso 'Olho', no museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR

O famoso "Olho", no museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR


Um espaço delicioso para explorar as diversas manifestações artísticas, exposições e até levar o seu cãozinho passear nos gramados dos fundos. Assim que foi aprovada a lei que multava em R$ 500,00 quem não recolhesse o cocô do seu cachorrinho da calçada ou não usasse coleira e fucinheira (cães acima de 30kg), os amantes de cão adotaram o gramado como área sem lei. Lá no PARCÃO tudo pode, é o paraíso dos cachorros!

O Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR

O Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR


É gentein, Curitiba é uma cidade muito especial. Não sei se a vejo assim por que foi onde nasci ou se cada vez mais ela foi se tornando interessante. Bons restaurantes, teatros, cafés, cinemas, parques e museus... Um final de semana será pouco mas já dará um gostinho do que esta cidade tão conhecida por seu provincianismo tem a oferecer.

Entre as árvores do Parque Barigui, em Curitiba - PR

Entre as árvores do Parque Barigui, em Curitiba - PR



(1) Kitsch é um termo de origem alemã (verkitschen) que é usado para categorizar objetos de valor estético distorcidos e/ou exagerados, que são considerados inferiores à sua cópia existente. São freqüentemente associados à predileção do gosto mediano e pela pretensão de, fazendo uso de estereótipos e chavões que não são autênticos, tomar para si valores de uma tradição cultural privilegiada. (Fonte: wikipedia).

Brasil, Paraná, Curitiba, Barigui, jardim Botânico, Museu Oscar Niemeyer

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Adentrando os Lençóis

Brasil, Maranhão, Barreirinhas

Rio Preguiças, em Barreirinhas - MA

Rio Preguiças, em Barreirinhas - MA


Hoje, logo cedo na pousada, conhecemos o Seu Nazareno que fez questão de nos apresentar Paulino Neves, suas belezas e projetos. Além do projeto junto do ICM-Bio e Petrobrás para de educação ambiental e preservação de mamíferos marinhos e das tartarugas juritis, Seu Nazareno é sócio da Dona Mazé na pousada e já foi Secretário de Turismo do município. Um homem apaixonado por sua terra e exemplo de como alguém nascido e criado neste meio pode ser um agente ambiental fervoroso e consciente. Foi uma recepção realmente calorosa, com muita cultura e história para contar. Pena que foi justo quando estávamos indo embora.

Nossa 'guia' na viagem entre Paulino Neves e Barreirinhas - MA

Nossa "guia" na viagem entre Paulino Neves e Barreirinhas - MA


Seguimos dos Pequenos Lençóis em direção a Barreirinhas, finalmente vamos adentrar os Lençóis Maranhenses. Uma longa trilha off-road só utilizada por toyotas bandeirantes une as duas cidades. No período das chuvas parte do caminho fica alagado e algumas novas lagoas começam a surgir, por isso a melhor dica foi seguir a toyota de linha.

Atravessando dunas na viagem entre Paulino Neves e Barreirinhas - MA

Atravessando dunas na viagem entre Paulino Neves e Barreirinhas - MA


Tivemos que pagar vintão para o cara, pois alguns destes motoristas ficam enraivecidos dos turistas que chegam aqui e querem segui-los sem pagar nada e acabam dificultando ainda mais o caminho. Ali realmente algumas bifurcações são confusas e qualquer quebrada errada podemos acabar atolados na areia ou pior, em uma lagoa enlameada.

Atravessando ponte na viagem entre Paulino Neves e Barreirinhas - MA

Atravessando ponte na viagem entre Paulino Neves e Barreirinhas - MA


Uma hora de trilha, chuva, sol, chuva, sol, muita areia, um triciclo atolado e alguns atoleiros depois nós chegamos à Barreirinhas. Uma cidade que está crescendo em torno do turismo para o parque nacional. Ela é a cidade base para os principais passeios aos Lençóis Maranhenses. Perto dela ficam as lagoas Bonita, do Peixe e Azul, porém apenas a segunda está mais cheia. A facilidade de acesso à estas lagoas acabaram tornando-as praticamente um piscinão de ramos. Na alta temporada estas lagoas chegam a receber mais de 100 toyotas com dezenas de turistas, além de ser o ponto mais próximo para a própria comunidade. Outra grande atração de Barreirinhas é o Rio Preguiças, ponto de acesso para outras comunidades menores na fronteira leste do parque.

Povoado entre Paulino Neves e Barreirinhas - MA

Povoado entre Paulino Neves e Barreirinhas - MA


Nós chegamos com a intenção de fazer um sobrevôo dos Lençóis, mas logo encontramos a agência fechada para hora do almoço. Aproveitamos para nos instalar e usar a boa internet da pousada para colocar as coisas em dia. Estava tão insuportavelmente quente e abafado que tudo o que eu queria era que chovesse, pedido feito, pedido atendido. Choveu a tarde toda e acabamos ficando sem vôo, sem passeio e com muito trabalho. Quando deu uma trégua fomos passear as margens do rio e tentar uma segunda investida na agencia do sobrevôo e passamos o passeio às lagoas próximas.

Orla do rio Preguiças, em Barreirinhas - MA

Orla do rio Preguiças, em Barreirinhas - MA


Mais tarde resolvemos comemorar os nossos 21 meses de casados em um restaurante indicado pelo primo Haroldo. Com as poucas referências dadas, como “um hotel que tem uma grande piscina” demoramos um pouco para encontrá-lo, mas valeu à pena! Era apenas um dos resorts mais bacanas do Brasil, o Porto Preguiças Resort.

Hotel Porto Preguiças, em Barreirinhas - MA

Hotel Porto Preguiças, em Barreirinhas - MA


Comemos um risoto de camarão delicioso embalados por um belo vinho chileno, comemoramos em alto estilo! Um dia light de estrada e trabalho para nos dar ainda mais sede para o que virá amanhã, descer o rio Preguiças no barco de linha até Atins, nossa base para explorarmos os Lençóis Maranhenses. Lá ficaremos sem acesso à internet, mas aguardem! Voltaremos com muitas histórias boas para contar!

Jantar de comemoração em Barreirinhas - MA

Jantar de comemoração em Barreirinhas - MA

Brasil, Maranhão, Barreirinhas, Lençóis Maranhenses, Rio Novo, Tutóia

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Amigos Santiaguinos

Chile, Santiago

Com o Pablo e a Andrea, observando a cidade de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro San Cristobal

Com o Pablo e a Andrea, observando a cidade de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro San Cristobal


Há tempos esperávamos chegar a Santiago, uma das últimas capitais que nos faltava conhecer nas Américas e Caribe. Santiago para mim não era apenas sinônimo de uma grande metrópole, mas também um lugar que encontraríamos facilmente nos seus arredores bons vinhos, águas termais, os Andes e onde teríamos o prazer de rever um dos primeiros viajantes que encontramos no caminho, o casal do América Sin Fronteras.

Com a Andrea e o Pablo, casal chileno em viagem pela América do Sul (em Ubajara - CE)

Com a Andrea e o Pablo, casal chileno em viagem pela América do Sul (em Ubajara - CE)


Pablo e Andrea, são chilenos viajados, eles também tiveram o ímpeto de pegar a sua caminhonete Toyota Hilux e viajar por toda a América do Sul por pouco mais de um ano. Nós o encontramos no Ceará em um lugar que poucos brasileiros conhecem, o Parque Nacional Ubajara. Nós passamos uma noite e um dia inteiro juntos explorando a Serra do Ipiapaba, fazendo trilhas e encontrando cachoeiras lindas, como a Cachoeira do Frade. Foi uma tarde inolvidable, peleando com o nosso espanhol que naquela época só estava engatinhando.

Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE

Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE


Com os chielenos Pablo e Andrea, na Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)

Com os chielenos Pablo e Andrea, na Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)


Pablo e Andrea continuaram a viagem rumo ao litoral do nordeste, enquanto nós seguimos para o norte, a caminho das Guianas, mas mantivemos contato e quando eles chegaram em Curitiba ficaram hospedados na casa da minha mãe, aproveitando para conhecer a cidade um pouco mais de perto. Rodaram a cidade toda com a Diana, minha cachorra que adorava passear, e foram até acompanhar um dia em uma unidade de saúde junto com a minha mãe, já que a Andrea é assistente social e tinha curiosidade de conhecer como é feito este trabalho no Brasil.

A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


Depois disso muita estrada rolou, nós até o Alasca, eles pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina e agora já estão na aventura de construir sua nova casa e ter filhos! Andrea está grávida de 5 meses e hoje eles vivem em Rengo, que está uma hora e meia ao sul de Santiago, mas não hesitou em vir até a capital para nos mostrar a cidade ao lado de Pablo.
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Nosso encontro em 3 de Fevereiro de 2011
Parque Nacional de Ubajara, Ceará - Brasil

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE


Reencontro em 09 de Outubro de 2013
Cerro San Cristóbal, Santiago - Chile

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Nossa chegada à Santiago foi em uma tarde ensolarada, fomos direto para a região de Lastarria, indicada pelo Pablo por ser super central, localizada entre o Bellas Artes, o centro e Bellavista. Naquela tarde rodamos o centro, caminhando pela Alameda, uma das principais avenidas da cidade. À noite enquanto o Rodrigo descansava se recuperando de uma indisposição alimentar, eu saí com Pablo e Andrea para conhecer o agitado bairro de Bellas Artes e tomar uma cerveja acompanhado de uma porção de chorrilanas no tradicional Galindo.

O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


No dia seguinte eles voltaram a nos encontrar aqui no centro, mas desta vez para nos mostrar toda a cidade! Montaram um roteiro com o melhor de Santiago para vermos em um dia (que vocês podem ler aqui). Conhecer uma cidade em um dia é complicado, por isso decidimos caminhar e sentir os diferentes bairros, cerros e paisagens, com um misto de restaurantes, bares e o melhor, guiados pelos locais mais viajantes que poderíamos encontrar no Chile!

Com o Pablo e a Andrea no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

Com o Pablo e a Andrea no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


A noite nos mudamos para a casa de Maria Esther, a mãe de Pablo, na parte sul de Santiago no bairro de La Cisterna. Uma zona residencial super agradável há 20 minutos do centro em metrô e onde guardaríamos a Fiona pelos próximos 6 dias enquanto nós voávamos para a Ilha de Páscoa. Maria Esther foi a nossa super anfitriã! Nos recebeu com um belo café da tarde, palta, que nunca pode faltar na mesa, braços de princesa de manjar (nosso rocambole de doce de leite) e uma ótima conversa! Nada como conviver com pessoas que vivem na cidade para entender melhor a dinâmica do seu dia-a-dia.

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


No caminho tivemos a má sorte e péssima surpresa de encontrar novamente a Fiona com o vidro quebrado. A deixamos parada 10 minutos no estacionamento de um supermercado enquanto saímos para comprar um vinho, quando voltamos ela estava assim.

A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile

A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile


A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile

A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile


Detalhe: desta vez tínhamos TUDO dentro dela, computadores, nossos HDs com back up de fotos e vídeos de toda a viagem... TUDO! A sorte foi que o segurança do supermercado chegou e o ladrão teve tempo apenas de levar a mochila do Pablo, que tinha uma câmera digital e algumas coisas de menor valor dentro... Pablo ficou inconformado de chegarmos ao seu país, depois de tanto tempo viajando, e sermos roubados duas vezes em 5 dias! Bem, nós também ficamos... Mas enfim, tivemos sorte, nada mais foi levado e logo iríamos deixar Fiona guardada em um lugar seguro pelos próximos dias e poderíamos pegar umas férias da inseguridade do continente.

Com o Pablo, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com o Pablo, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Na volta à Santiago Maria Esther também nos recebeu com braços abertos, e nós, carentes de uma casa de família, aceitamos de coração! Rsrs! Pablo e Andrea estava em Rengo com um compromisso importantíssimo, neste dia eles descobriram o sexo do bebê e será um menino! Simón estará grandão na barriga da Andrea quando passarmos por Rengo para visitá-los!

Com a Maria Esther, a mãe do Pablo, que nos recebeu em casa e guardou a Fiona por lá enquanto viajávamos para a Ilha de Pascoa

Com a Maria Esther, a mãe do Pablo, que nos recebeu em casa e guardou a Fiona por lá enquanto viajávamos para a Ilha de Pascoa


Na chegada uma bela surpresa, Pablo já havia arrumado o vidro quebrado da Fiona, nos poupando tempo de passeio e deixando a Fiona linda e novinha em folha! Ficamos mais duas noites e até comemoramos com a família o aniversário da Joselin, irmã de Pablo. Nos sentimos mais do que em casa, super acolhidos por nossa família chilena. A todos, o nosso muito obrigada! Nossa futura casa já está de portas abertas para todos lá no Brasil!

Com a Andrea, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com a Andrea, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Chile, Santiago, America Sin Fronteras, Amigos, Viajantes, viajeros

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Paso San Francisco

Argentina, Fiambalá, Belén

Neve soterra placa no Paso San Francisco - Argentina

Neve soterra placa no Paso San Francisco - Argentina


Acordamos, mas parecia que ainda estávamos sonhando. Um pequeno oásis incrustado na boca de um vulcão inativo. Ainda assim ele se faz presente nas águas termais e medicinais de Fiambalá. As piscinas de 25 a 45°C construídas da forma mais integrada com a natureza dá um charme ainda mais especial ao principal atrativo da cidade.

Termas de Fiambalá - Argentina, construídas dentro de um antigo vulcão

Termas de Fiambalá - Argentina, construídas dentro de um antigo vulcão


Caminhamos rio acima, escalando ao lado de uma cachoeira de águas quentes e fomos até a nascente do rio. Ele brota há apenas 200m da primeira piscina, com a temperatura perto dos 70°C! Ainda assim existe vida, uma espécie de alga gosmenta que se desenvolveu nestas condições adversas.

Uma cachoeira natural de água quente um pouco acima das termas de Fiambalá, na Argentina

Uma cachoeira natural de água quente um pouco acima das termas de Fiambalá, na Argentina


Neste dia lindo, saímos da boca do vulcão ainda com esperanças de encontrar o Paso San Francisco aberto. O pessoal de Informações Turísticas nos disse que o pessoal do exército chileno já estava começando a limpar a pista. Quem sabe hoje ou amanhã mesmo pode abrir? Compramos suprimentos suficientes para dois dias, os dois que estávamos dispostos a esperar “acampados” na base da Gendarmeria de Las Grutas. Eles possuem um abrigo para montanhistas e casos como o nosso. Já que chegamos até aqui temos que tentar! O máximo que vai acontecer é conhecermos apenas o lago Argentino de um dos mais belos pasos ao Chile.

Início de dia num dos terraços das termas de Fiambalá, na Argentina

Início de dia num dos terraços das termas de Fiambalá, na Argentina


Eu voltava ao carro depois de informações e compras e eis que dou de cara com o Rodrigo sendo entrevistado pela televisão local! Rsrs! Muito bacana! O repórter viu o carro e já quis saber sobre a viagem e o que estávamos achando da cidade, das termas, etc. Metidos que só até demos entrevista em espanhol! Só imagino o povo da cidade vendo os brazucas hablando portuñol e achando que estão abafando! Hahaha!

Entrevista para a TV de Fiambalá - Argentina

Entrevista para a TV de Fiambalá - Argentina


Pegamos estrada, são 130km até Las Grutas. 130 quilômetros de um cenário espetacular!!! Entre montes nevados, dunas de areia, morros coloridos, lagoas, vicuñas e apenas nós na estrada! Mais um indicativo de que a fronteira não irá abrir... mas já não importa, eu nunca havia visto uma paisagem andina tão maravilhosa.

Bela paisagem na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Bela paisagem na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile


O início da jornada hoje foi aos 1505m de altitude, saindo de Fiambalá em direção aos 4000m de Las Grutas. Neste caminho passamos por um hotel desativado às margens de um lindo lago com algumas partes congeladas.

Um lago a mais de 3 mil metros de altitude, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Um lago a mais de 3 mil metros de altitude, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile


Os campos de altitude com gramíneas douradas, montanhas nevadas ao fundo euma reta interminável que vai nos levando gradativamente aos 4000m. Em cada baixada encontramos grupos de vicuñas, camelídeo totalmente adaptado à altitude. Elas se agrupam nas regiões com mais água e gramíneas. Sua lã é uma das mais caras do mundo, devido à qualidade e dificuldade de ser retirada, já que este animal é selvagem e dificilmente domesticado.

Observando Vicunhas, animal comum na paisagem da estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Observando Vicunhas, animal comum na paisagem da estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile


Chegamos à Las Grutas, com a cancela fechada e um dos oficiais nos dizendo que nem adiantava insistirmos, o Paso estava fechado e não teríamos como passar. Olviedo estava comemorando seu aniversário hoje, recebendo várias ligações e ainda que super informal foi super atencioso. Nós conversamos, explicamos os nossos planos e ele já adiantou, o lado chileno não irá abrir pelo menos por mais uma semana. Já está fechado há 45 dias, este ano foi o pior e o lado chileno é o que mais sofre com a neve. Alguns trechos estão com blocos de gelo muito altos e eles ainda não conseguiram limpar.

A Fiona deixou suas marcas na neve, próximo ao Paso San Francisco - Argentina

A Fiona deixou suas marcas na neve, próximo ao Paso San Francisco - Argentina


Entendendo a nossa ansiedade por conhecer a região, ele nos liberou para passarmos, irmos até a fronteira e se a estrada permitisse, até a Laguna Verde, uma das principais atrações deste paso. Desde que voltássemos, pois ali eles não possuem muita mobilidade e estrutura para resgate de turistas e carros atolados na neve. Andamos uns 11km até encontramos a primeira e última barreira.

Não vai dar para passar! (Paso San Francisco - Argentina)

Não vai dar para passar! (Paso San Francisco - Argentina)


Um trecho longo de neve fofa fechava a estrada. Linda, branquinha, fofinha... eu parecia uma criança brincando na neve. Tentamos passar, mas em alguns trechos ela estava muito alta e a Fiona não teve forças para vencê-la. O Rodrigo estava inconformado. Andava de lá para cá, enquanto eu me divertia na neve, me afundando, feliz.

Brincando com a neve perto do Paso San Francisco - Argentina

Brincando com a neve perto do Paso San Francisco - Argentina


Ali, refizemos os planos. Não precisaríamos mais dormir no refúgio de Las Grutas, pois não vamos esperar por uma semana. E como não vamos mais até a lagoa, temos tempo suficiente para voltar o máximo possível já em direção ao nosso próximo objetivo, o Paso de Jama. Aproveitamos a paisagem senacional e a neve fofa para gelar as nossas Quilmes, relaxar e aproveitar! Essas horas eu sou bem prática, não adianta chorar e espernear, o que não tem remédio, remediado está. Voltaremos e cruzaremos por Jama.

Procurando nova rota para atravessar a fronteira para o Chile (no Paso San Francisco - Argentina não vai dar!)

Procurando nova rota para atravessar a fronteira para o Chile (no Paso San Francisco - Argentina não vai dar!)


Fizemos a nossa viagem de volta com uma luz ainda mais linda que na vinda. Nos despedimos dos gentis rapazes da gendarmeria argentina, demos parabéns novamente a Olviedo e pé na estrada. Vimos as mesmas vicuñas, montes coloridos e lago congelado... e pensar que aquela paisagem está lá todos os dias de nossas vidas! Que loucura.

Magnífica paisagem no Paso San Francisco, do lado argentino

Magnífica paisagem no Paso San Francisco, do lado argentino


A vantagem dessa nossa viagem é que podemos refazer os planos quando sentimos necessidade. E hoje decidimos, voltaremos ao Paso San Francisco em 2012, quando estaremos a caminho da Patagônia. Chegaremos ainda no verão, quando o paso estará aberto e a temporada de escaladas também! Vamos escalar o Ojos del Salado, segunda maior montanha da América. Até lá tenho tempo para me preparar!

Adesivo dos Mildias na fronteira do Paso San Francisco - Argentina. Vamos voltar!

Adesivo dos Mildias na fronteira do Paso San Francisco - Argentina. Vamos voltar!


Na estrada, esticamos até a cidade de Belén, no estado de Tucumán. A cidade possui um museu arqueológico e algumas atrações naturais nos seus arredores, que se tivéssemos tempo com certeza iríamos conhecer. Esta porém, ficará para os próximos 1000dias.

Chegando aos Andes, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

Chegando aos Andes, na estrada para o Paso de San Francisco, entre Argentina e Chile

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