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Blog da Ana - 1000 dias

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Sweet Home Alabama!

Estados Unidos, Alabama, Tuscaloosa

Lugar popular para se comer sanduíches de pernil em Tuscaloosa, no Alabama - EUA

Lugar popular para se comer sanduíches de pernil em Tuscaloosa, no Alabama - EUA


Tuscaloosa é a casa da University of Alabama, com mais de 30 mil estudantes, é a sede do Alabama Crimson Tide, time de futebol americano vencedor do BCS National Championship em 2010 e 2012 e do Bryant-Denny Stadium, que com mais de 102.000 lugares é um dos maiores estádios de futebol americano do país!

A enorme universidade em Tuscaloosa, no Alabama - EUA

A enorme universidade em Tuscaloosa, no Alabama - EUA


Porém o que nos trouxe à capital do estado de Alabama foi algo ainda mais inusitado que seus superlativos, Tuscaloosa é também a casa de Andrew, músico e viajante intrépido, antigo conhecido de Rodrigo.

Despedida do Andrew, em frente à sua casa em Tuscaloosa, no Alabama - Estados Unidos

Despedida do Andrew, em frente à sua casa em Tuscaloosa, no Alabama - Estados Unidos


Rodrigo e Andrew se conheceram há 14 anos em uma viagem pela Indonésia. Foram 15 dias intensos de convivência e viagem pelos rincões de Timor, Flores e Lombok, que os deixaram conectados desde então, mesmo que distantes.

Chegando ao Alabama, no sul dos Estados Unidos

Chegando ao Alabama, no sul dos Estados Unidos


Jen, a esposa de Andrew, ficou tão surpresa quanto eu, quando ele contava que hoje, 14 anos depois, estava recebendo em sua casa um amigo maluco que conheceu num mochilão na Ásia. Fato foi que aos poucos as memórias da viagem, suas aventuras e roubadas, foram completando o quadro e fazendo toda a história fazer ainda mais sentido.

Com a Jenn e o Andrew, em restaurante de Tuscaloosa, no Alabama - EUA

Com a Jenn e o Andrew, em restaurante de Tuscaloosa, no Alabama - EUA


Hoje Andrew e Jen são professores de música na Universidade de Alabama, os dois se conheceram na faculdade, casaram e se mudaram para cá. Na primeira noite nos convidaram para jantar em um restaurante de comida típica sulista, uma das melhores comidas regionais americanas. Eu provei o delicioso Southern Grits , um tipo de polenta branca com queijo, acompanhado de bisteca de porco e folhas verdes cozidas, meio amargas. Delicioso! Viajar pelo sul dos EUA pode ser um perigo para a dieta, aqui conseguimos escapar dos fast foods, provando todos os dias pratos diferentes, criativos e saborosos!

Legítima e deliciosa comida e bebida do Alabama, em restaurante de Tuscaloosa *Estados Unidos)

Legítima e deliciosa comida e bebida do Alabama, em restaurante de Tuscaloosa *Estados Unidos)


No caminho eles nos mostraram os estragos do tornado que ocorreu há pouco menos de um ano na região. Os ventos chegaram a mais de 310km/h e resultou em uma destruição absurda da cidade, com 47 mortos e mais de 1000 feridos! Eles estavam em casa acompanhando o rádio e ouviram os ruídos ensurdecedores da ventania e a chuva, quando caiu a luz da vizinhança. Eles correram para o local mais protegido da casa, o closet, rodeado de paredes de alvenaria e sem nenhuma janela, com suas lanternas e seu celular em contato com a irmã de Jen que assistia todos os reports pela televisão em sua casa no Colorado. O tornado vinha na direção da casa deles, mas na última hora desviou e deixou seu rastro por toda a cidade. Foram pouco mais de 30 minutos de tensão e desespero e os dias que se seguiram seriam em um cenário de guerra. O exército estava nas ruas, pessoas desabrigadas que tiveram que recomeçar do zero, 4 de seus alunos se foram. A memória está vívida, ainda mais esta semana, que o desastre fará aniversário de um ano.

O belo parque ao lado da casa do Andrew em Tuscaloosa, no Alabama - EUA

O belo parque ao lado da casa do Andrew em Tuscaloosa, no Alabama - EUA


Um aniversário que não é comemorado, mas lembrado com respeito e condolências a todos aqueles que se foram. Esta semana alguns tornados terríveis abateram os estados do meio-oeste dos Estados Unidos, exatamente por onde cruzamos vindo de Santa Fé até Memphis. A nossa passagem pelo Texas e Oklahoma foi rápida e na hora certa, demos um olé nos tornados, uma experiência que parece ser bacana apenas nas telas de cinema.

Interseção de estradas secundárias no interior do Alabama, nos Estados Unidos

Interseção de estradas secundárias no interior do Alabama, nos Estados Unidos


Aproveitamos a ótima acolhida para fazer a revisão de 80 mil km da Fiona na Concessionária Toyota da cidade e ainda provar o um dos sanduíches de porco mais tradicionais da região, no Archibald´s, que fica nos arredores da cidade.

Fiona volta da revisão dos 80 mil km (casa do Andrew e da Jenn em Tuscaloosa, no Alabama - EUA)

Fiona volta da revisão dos 80 mil km (casa do Andrew e da Jenn em Tuscaloosa, no Alabama - EUA)


Aproveitando para trabalhar, na casa do Andrew em Tuscaloosa, no Alabama - EUA

Aproveitando para trabalhar, na casa do Andrew em Tuscaloosa, no Alabama - EUA


Às vezes é bom parar um pouco para respirar, para uma longa tarde de trabalho, uma corrida no final da tarde e um bom papo com amigos. Andrew e Jen, obrigada pela calorosa recepção e fica registrada a promessa de que agora não demoraremos mais 14 anos para nos reencontrar. Esperamos vocês no México! Roll Tide!

Com a Jen e o Andrew em Tuscaloosa, no Alabama - EUA

Com a Jen e o Andrew em Tuscaloosa, no Alabama - EUA

Estados Unidos, Alabama, Tuscaloosa, Amigos, Fiona, Tornado

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Baños e Salmonelas

Equador, Baños

Duas das muitas cachoeiras da Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador

Duas das muitas cachoeiras da Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador


Baños é uma cidade totalmente voltado para o turismo, tanto interno quanto para estrangeiros. Na rota de passagem para o Oriente, é uma ótima parada para os aventureiros que pretendem desbravar a selva amazônica equatoriana. Localizada aos pés do Tungurahua, vulcão hiper ativo que volta e meia dá o ar da graça com pequenas erupções, como no ano passado, ou com grandes erupções como a que ocorreu em 2006. Os povoados próximos do vulcão e até a cidade de Baños já foram evacuadas um par de vezes nos últimos 10 anos e hoje quem passou por isso afirma dormir sempre com um olho aberto.

O vulcão ativo Tungurahua, ao lado de Baños, no Equador

O vulcão ativo Tungurahua, ao lado de Baños, no Equador


Baños é famosa por suas águas termais de origem vulcânica, águas com propriedades curativas indicadas para reumatismo, problemas digestivos, gástricos, para a pele e os cabelos. Entretanto este verde vale ainda oferece diversos atrativos turísticos ligados ao ecoturismo, como o rafting, rapel, tirolezas, pedal, canyoning e ainda alguns esportes mais radicais com passeios em bugs turbinados, MotoCross, etc. Mochileiros de todos os cantos do mundo se encontram aqui para curtir a natureza e a atmosfera festiva da pequena cidade.

O canyon verde que liga Baños à Puyo, no Equador

O canyon verde que liga Baños à Puyo, no Equador


Para nós, o dia amanheceu chuvoso e com uma nova preocupação. Durante a noite Laura teve uma forte crise com os sintomas de salmonela. Noite de cão para Laura, nada parava em seu estômago, nem água... assim sendo, chamamos um médico que veio atendê-la na pousada, com soro na veia e medicação para dor. Antibióticos só pela manhã depois de confirmar o bicho no exame de sangue. 6am, ainda mal, ela não agüentou e foi direto para a clínica. O exame de sangue comprovou, Laura tem 5 tipos diferentes de salmonela no sangue com uma contagem altíssima! Coitada... mal chegou ao Equador de férias e já está no soro, completamente entregue. O médico, Dr. Gerardo Zumbana, é super viajado, já trabalhou em organizações como o Médico Sem Fronteiras na África, onde descobriu que nem todos são tão idealistas como ele. Casado com Dra. Irina Podaniova, russa. Ele fala pelo menos 5 idiomas e foi a nossa salvação aqui em Baños! Quem diria que encontraríamos uma clínica que mais parece um hotel, com a qualidade de atendimento impecável como esta? Bem, dos males o menor, a Lau já está medicada e agora é questão de tempo para matar as bactérias e poder continuar viagem.

A Laura se recupera  em seu quarto, em clínica de Baños, no Equador

A Laura se recupera em seu quarto, em clínica de Baños, no Equador


Enquanto isso, raptamos um pouquinho o Rafael que não saiu do lado dela um minuto, para conhecer um pouquinho os arredores. Com o tempo chuvoso, optamos por um passeio de carro pela Rota das Cachoeiras. São mais de 8 quedas d´água ao longo da rodovia, diversas tirolezas que cruzam o cânion, com mais de 80m de altura!

Bondinho leva turistas para perto de cachoeiras na Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador

Bondinho leva turistas para perto de cachoeiras na Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador


O retorno é feito em pequenos bondinhos, que mesmo em dia de chuva ficam lotados. À 18km de Baños na estrada para Puyos fica o Pailón del Diablo. Uma trilha de 20 minutos nos leva ao mirante desta cascata espetacular. A força da água cavou uma imensa garganta na rocha, um pequeno santuário onde a natureza mostra a sua força e beleza.

Visitando o famoso Pailón del Diablo, perto de Baños, no Equador

Visitando o famoso Pailón del Diablo, perto de Baños, no Equador


Retornamos à cidade com esperanças de ver a Laura melhor, seu quadro está melhorando mas ainda não recebeu alta. Segundo o Dr. Zumbana ela ainda precisará ficar mais um dia internada. O Rafa se mudou para a clínica, que by the way, tem uma cama bem mais confortável que a da nossa pousada! Rs! Jantarzinho no restaurante suíço, matando a vontade de raclete e o risco de adquirirmos mais salmonelas.

Atravessando ponte no Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador

Atravessando ponte no Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador

Equador, Baños, aventura, Cachoeiras, Ecoturismo, Ecuador

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Rafting com emoção!

Brasil, Bahia, Itacaré

O rio das Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA

O rio das Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA


O rafting no Rio de Contas é considerado o segundo melhor rafting do Brasil, segundo a agente de turismo local. Com algumas corredeiras de grau 2 e a emocionante corredeira de grau 6 que possui porém uma passagem lateral de grau 4, uma cachoeira que cai meio à um turbilhão de águas profundas. Uma curiosidade, o nome do rio está ligado à história da região, pois é o local onde os coronéis antigamente acertavam suas contas.

Nosso barco de rafting em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Nosso barco de rafting em Taboquinha, região de Itacaré - BA


Saímos em direção à Taboquinhas, vilarejo que fica a 28km de Itacaré, onde fica a base da Planeta Água, operadora de rafting que nos levou para esta aventura. Chegando lá encontramos com mais de 30 pessoas no briefing, feriado é assim mesmo. Logo cedo eles tiveram um problema com a land rover que levaria parte dos turistas para lá e a mesma land rover que iria levar no seu engate os barcos para o local de início do passeio. Sendo assim, enquanto eu acompanhava o briefing, Rodrigo preparava o engate da Fiona que finalmente seria estreado! Ela ficou super estilosa carregando todos aqueles botes de borracha, dá para ver que nasceu para a aventura mesmo!

Fiona estreia seu reboque em grande estilo, em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Fiona estreia seu reboque em grande estilo, em Taboquinha, região de Itacaré - BA


O nosso guia foi o Hanio, uma figura! Sabendo do site e das filmagens que queríamos fazer, ele conseguiu nos colocar em um bote especial, com apenas 6 pessoas incluindo ele e o Lilton, super câmera man e guia em treinamento da Planeta. Duas viagens de Fiona para levar os botes e estamos prontos. O sítio de onde começamos o rafting é maravilhoso, um remanso do Rio das Contas está repleto de baronesas, o que indica que a estiagem e as cheias do rio não ocorreram por um longo período, deixando que elas reproduzissem e cobrissem o rio de um verde florido.

Pronta para o rafting em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Pronta para o rafting em Taboquinha, região de Itacaré - BA


A primeira queda que passamos é um grau dois, só para aquecer. Na sequencia já chegamos à corredeira mais hard core, enquanto todos tiveram que passar por trilhas, nós diminuímos o peso do barco, ficando o Eduardo e o Lilton fora e eu, Rodrigo e Andressa fomos com o Hanio descer a corredeira. O barco precisa estar mais leve e precisa descer de lado, caso contrário viraríamos como aconteceu com o nosso bote de segurança. Alucinante! Mas mais alucinante ainda foi pular no meio desta mesma corredeira, logo depois da queda de grau 6.

Salto na corredeira do Rio das Contas em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Salto na corredeira do Rio das Contas em Taboquinha, região de Itacaré - BA


O turbilhão de água te embola por uns 20 segundos e você reaparece já uns 50m para frente, é muito forte! Essa era uma que eu nunca tinha imaginado que faria, pois sempre achamos que tem pedra ou algo, mas ali o povo já conhecia e sabe que deve ter uns 15m ou mais de profundidade. RADICAL!

Preparando-se para o salto em corredeira do Rio das Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Preparando-se para o salto em corredeira do Rio das Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA


O rafting continua por corredeiras menores, um cânion maravilhoso e logo depois um salto de 7 metros de altura da famosa “Pedra do Pulo”.

Salto em canyon do Rio das Contas em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Salto em canyon do Rio das Contas em Taboquinha, região de Itacaré - BA


Fechamos o passeio com um mergulho delicioso no rio, quente mas ainda assim refrescante! Chegamos na base nadando os últimos 1000m e para fechar com chave de ouro ainda rolou uma tirolesa!

Tirolesa no Rio das Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Tirolesa no Rio das Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA


Almoçamos lá mesmo em Taboquinhas com os nossos companheiros de rafting e provamos o mel de cacau, sumo da fruta retirado de forma artesanal, delicioso! Sem dúvida nenhuma este é um passeio obrigatório em Itacaré!

Refrescando-se ao final do rafting em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Refrescando-se ao final do rafting em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Brasil, Bahia, Itacaré, mar, Praia, rafting, Rio, trilha

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O Impacto!

Estados Unidos, Arizona, Meteor Crater

Representação da grande explosão que criou a Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos

Representação da grande explosão que criou a Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos


Nossa viagem pela legendária Route 66 continua, saímos hoje de Flagstaff e temos um longo dia de atividades e muita estrada para chegar em Santa Fé. Hoje novamente máxima que esta região é desprovida de atrações turísticas cai por terra na velocidade de um meteoro e dá uma olhada no estrago que fez!

Foto aérea da Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos

Foto aérea da Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos


Àqueles ligados no que acontece no universo ao nosso redor, apaixonados pelo espaço, história geológica, química, física e biologia, este lugar vai lhes parecer familiar. Bem vindos à Cratera do Meteoro

Visita à Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos

Visita à Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos


Aqui há apenas 50 mil de anos um meteoro de 50m de diâmetro formado basicamente por ferro e níquel caiu e explodiu logo após penetrar a terra, formando uma explosão de imensa magnitude. Calcula-se que o tempo que ele levou do momento que entrou na atmosfera até o momento que explodiu no chão foi de ridículos 10 segundos. A sua velocidade, portanto seria em torno de 12 km/segundo e o impacto teve uma força estimada de 10 megatons, quase mil vezes a bomba de Hiroshima.

A impressionante cratera do meteoro, ou 'Meteor Crater', no Arizona - Estados Unidos

A impressionante cratera do meteoro, ou "Meteor Crater", no Arizona - Estados Unidos


O primeiro estudioso curioso com a cratera era o mineralogista Daniel Barringer em busca de reservas de ferro e metais preciosos pelos idos de 1900. Aqui, porém, ele encontrou um caso tão especial e intrigante que dedicou longos anos para entender qual seria a origem desta imensa cratera. Até aquele momento todas as crateras conhecidas eram consideradas de origem vulcânica, conclusão obtida inclusive pelo Chefe do Instituto Nacional de Geologia Americano.

A impressionante cratera do meteoro, ou 'Meteor Crater', no Arizona - Estados Unidos

A impressionante cratera do meteoro, ou "Meteor Crater", no Arizona - Estados Unidos


A prova final de que esta foi uma cratera criada por um meteoro foi encontrada 50 anos mais tarde pelo cientista Shoemaker, que estudava as crateras formadas pelas bombas nucleares que eram testadas pelos americanos em toda esta região. Esta cratera foi formada de forma parecida, o poderoso impacto explodiu o meteoro com um calor tão intenso que formou minerais só produzidos por eventos de grande impacto e eventualmente em explosões nucleares.

No museu, cenário simula o fundo da Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos

No museu, cenário simula o fundo da Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos


A cratera tem 1000m de diâmetro e 200m de profundidade, só para ter uma ideia, caberiam dentro dela mais de 20 campos de futebol! Observamos a maravilha natural do alto de um mirante enquanto imaginamos os primeiros astronautas a pisar na lua treinando lá embaixo, dentro dela.

Lunetas ajudam a visualizar a Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos

Lunetas ajudam a visualizar a Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos


Não foi por acaso que este foi escolhido como local de treinamento para os astronautas. Este ambiente seria, na opinião dos especialistas, o local mais parecido com a superfície lunar aqui no planeta terra. Por exemplo, foi aqui que decidiram construir uma roupa mais resistente para os astronautas, pois a calça de um deles teria rasgado ao cair no chão. Simplesmente sensacional!

A NASA fez vários de seus treinamentos na Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos

A NASA fez vários de seus treinamentos na Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos


O museu é muito completo, apresenta um filme com duração de uns 15 ou 20 minutos e uma exposição bem interativa sobre a formação do universo, a diferença entre meteoros, asteroides, cometas e meteoritos e várias outras informações interessantes sobre este universo. Esta atração fica há apenas 25 km da rodovia principal (I-40) e é uma ótima base para esticar as pernas e entender um pouco mais da história do nosso planeta terra.

Estados Unidos, Arizona, Meteor Crater, Cratera do Meteoro, Route 66

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Final de semana em Caxambu

Brasil, Minas Gerais, Caxambu

Parque das Águas em Caxambu - MG

Parque das Águas em Caxambu - MG



Temos ficado sempre em lugares simples, buscando o mínimo de conforto e o melhor preço. As nossas viagens sempre foram assim, antes e depois de nos conhecermos. Apenas em nossa lua de mel nos demos ao luxo de gastarmos mais e escolhemos hotéis melhores. Mas vocês concordam que três anos assim seria complicado. Portanto combinamos que de tempos em tempos ficaríamos em um bom hotel, um lugar mais parecido com o que seria a nossa casa, cama boa, lençóis macios e um banho gostoso. Algumas pessoas chamam isso de férias das férias, é quase isso, sempre depende do referencial de quem está falando. Para mim, férias sempre foram para cansar o corpo e descansar a mente. Subir montanhas, fazer trilhas para cachoeiras ou até conhecer cidades diferentes, mas sem luxo. Para outros férias são justamente o oposto, ir para um lugar maravilhoso, ficar em um bom hotel, parar um pouco da correria do dia a dia e descansar além do corpo, a mente. Eu nunca entendi isso, achava um desperdício ficar 10 dias em um mesmo lugar, tamanha a minha sede de conhecer, conhecer, conhecer. Hoje já acho que isso faz mais sentido, dentro do nosso atual estilo de vida. Parar um pouco, descansar o corpo e a mente em 2 dias de Caxambu agora soam como férias, ou um final de semana bem aproveitado.

Hoje ao invés de cachoeiras viemos buscar as águas milagrosas de Caxambu. Águas sulfurosas, com magnésio e sais minerais variados que curam diversas enfermidades há centenas de anos. Problemas intestinais, dermatológicos, hepáticos, oftalmológicos, emocionais e outros. Até a Princesa Isabel curou a sua esterilidade nestas fontes e como agradecimento ergueu uma das principais igrejas da cidade.

A fonte D. Pedro I no Parque das Águas em Caxambu - MG

A fonte D. Pedro I no Parque das Águas em Caxambu - MG


Thermas no Parque das Águas em Caxambu - MG

Thermas no Parque das Águas em Caxambu - MG


As Termas de Caxambu foram totalmente restauradas com suas características originais e acabaram de ser reinauguradas pelo Prefeito da cidade e o atual Governador de Minas Anastasia, porém só serão abertas ao público dentro de 15 dias. Em frente ao Parque de Águas fica o tradicional Hotel Glória, que ainda guarda em sua memória os grandes artistas e políticos que ali ficaram hospedados e que hoje recebe, ninguém mais ninguém menos do que a Expedição 1000dias! Rsrsrs!

Interior do Hotel Glória em Caxambu - MG

Interior do Hotel Glória em Caxambu - MG


Uma cidade pacata que nem se quiséssemos fazer muita coisa conseguiríamos. Andar no parque, tomar as águas medicinais e fazer uma bela massagem com Hans no hotel, esta foi a programação, além, é claro, de trabalhar um pouco no site.

Coreto no Parque das Águas em Caxambu - MG

Coreto no Parque das Águas em Caxambu - MG


Daqui vamos para o Vale do Matutu, mais cachoeiras e longas caminhadas nos esperam, portanto esta foi sem dúvida uma parada estratégica! Agora já repusemos as energias e vamos em frente!

Se equilibrando no Parque das Águas em Caxambu - MG

Se equilibrando no Parque das Águas em Caxambu - MG

Brasil, Minas Gerais, Caxambu,

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Despedida em Cancún

México, Cancún

skyline formada por grandes hoteis, em Cancún, no sul do México

skyline formada por grandes hoteis, em Cancún, no sul do México


Depois de dois dias nos arredores e Playa del Carmen e Cozumel, decidimos que a nossa passagem por Cancún seria rápida e indolor. Uma cidade grande, repleta de grandes hotéis e resorts onde mal conseguimos ver a praia não é exatamente um lugar que combine com o nosso estilo.

hotel em Cancún, no sul do México

hotel em Cancún, no sul do México


Depois de 15 dias de viagem desde a Cidade do México, passando pelas montanhas nevadas de Toluca e Amecameca, as cidades históricas de Puebla, Cholula e Mérida, as Ruínas Mayas de Chichén Itzá, Cobá e Tulum e as praias de Quintana Roo, é chegada a hora mais triste, a despedida. Foram 15 dias incríveis na companhia da Valéria, minha super amiga que além de ótima companheira de viagem, divertida e super interessante, é também parte da minha família.

Chegando ao aeroporto de Cancún, no México, para a despedida da Val

Chegando ao aeroporto de Cancún, no México, para a despedida da Val


Chegamos à Cancún direto no aeroporto, onde nos abraçamos, choramos e prometemos nos encontrar novamente antes que terminem os 1000dias. Mamirauá! Está anotado Val! Obrigada por tudo amiga, você me deixou mal acostumada por aqui.

Despedida da Val no aeroporto de Cancún, no México

Despedida da Val no aeroporto de Cancún, no México


Tiramos a manhã para rodar um pouco de Cancún, começando pelo centro da cidade, frequentado mais pelos turistas alternativos que acabam se vendo presos por aqui. A praça do centro da cidade é simpática, mais frequentadas pelos locais, rodeada por vendinhas e lojas de refrescos.

Praça central da cidade de Cancún, no México

Praça central da cidade de Cancún, no México


A Cancún mais conhecida pelos turistas está na Zona Hoteleira, um estreito de terra entre a Lagoa de Nichupté e o mar, onde se concentram os hotéis das grandes redes, restaurantes, marinas e baladas.

Praia em Cancún, no sul do México

Praia em Cancún, no sul do México


Logo no início da Zona Hoteleira existe o acesso a uma pequena praia pública, com estacionamento, onde paramos rapidinho pelo menos para vermos a cor da água. Percorremos a Kukulkan Boulevard, a avenida principal que dá a volta ao lago e escolhemos um restaurante bacana para almoçar com vista para o lago, barcos e pelicanos.

A grande lagoa em Cancún, no sul do México

A grande lagoa em Cancún, no sul do México


Pelicano posa (e pousa) para fotos, em Cancún, no México

Pelicano posa (e pousa) para fotos, em Cancún, no México


Fechamos a volta completa pelo estreito sem nem ver a praia, escondida pelos arranha-céus que dão acesso “privado” a elas. Dizem que em qualquer um deles você pode atravessar e ir à praia, já que na prática a praia é pública, mas é aquele tipo de praia e situação um tanto quanto desagradáveis para quem não se identifica com o mundo dos resorts.

hotel em Cancún, no sul do México

hotel em Cancún, no sul do México


Ao sul da lagoa tomamos a estrada Cancun-Chetumal rumo ao terminal de ferry-boat de Isla Mujeres, nossa próxima parada para tirarmos o atraso do trabalho aqui nos blogs e recuperarmos as energias nestes 1000dias de viagem.

Partindo de Cancún rumo à Isla Mujeres, no sul do México

Partindo de Cancún rumo à Isla Mujeres, no sul do México

México, Cancún, Amigos, Praia, Quintana Roo

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Soy loco por ti América

Brasil, São Paulo, São Paulo

Hoje faço aqui o pré-lançamento da nossa coluna “Soy loco por ti América”, vocês já devem ter visto a chamada na home. Com esta coluna pretendemos mostrar a todos vocês personagens que encontramos no meio do caminho, seu jeito de falar, sotaques de cada lugar desta nossa América querida. E melhor, já que estamos passando por tantos lugares na América, por que não colher depoimentos que respondem porque cada um gosta de viver ali, naquele lugarejo deste continente?
Cada vídeo desses é uma fotografia daquela cidadezinha ou região e o resultado de todos eles juntos daqui 1000dias será uma fotografia da América, o novo mundo construído por tantas raças, crenças e pessoas que de alguma forma estão interligadas, “ou não”, como diria Caetano.
Vejam o começo deste trabalho no nosso canal no youtube e conheça um pouco mais dos nossos vizinhos.

YOUTUBE – 1000DIAS - www.youtube.com/user/1000diasAmerica

Coming soon
Teremos o link para esta coluna no nosso site, onde ficará ainda mais fácil de acompanhar e assistir os vídeos do “Soy loco por ti América”.

Brasil, São Paulo, São Paulo, soy loco por ti américa

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Um Dia em Camagüey

Cuba, Camaguey

Belo fim de tarde nas ruas do charmoso centro histórico de Camaguey, em Cuba

Belo fim de tarde nas ruas do charmoso centro histórico de Camaguey, em Cuba


Camagüey está fora do circuito turístico mais badalado de Cuba. É uma cidade de passagem que muitos conhecem apenas da janela do ônibus a caminho de Santiago. Nós não tínhamos muito tempo, pensamos em apenas passar e seguir direto para Santa Lucia, no litoral de Holguin, porém olhá-la pela janela não parecia justo e decidimos ficar. Cidade colonial, com praças e ruas estreitas e apenas uma pequena parcela do seu centro histórico restaurada, o que lhe confere um ar ainda mais autêntico.

Meio de transporte comum em Camaguey, em Cuba

Meio de transporte comum em Camaguey, em Cuba


Após uma longa viagem de Trinidad até Camagüey, uma combinação genética e de mudança de hábitos alimentares fez uma enxaqueca terrível atacar ao nosso companheiro de viagem Rafael. Hospedados na casa de Miriam, tínhamos uma bela infra-estrutura à disposição, assim o mestre-cuca decidiu sair às compras para uma sopa de legumes e nós o acompanhamos.

O cartaz que nos esperava no andar de baixo da Casa de Hóspedes em Camaguey, em Cuba

O cartaz que nos esperava no andar de baixo da Casa de Hóspedes em Camaguey, em Cuba


O sistema econômico é um tanto quanto esquisito. Hoje o país possui duas moedas, a Moneda Nacional (25 pesos = 1 CUC) e os CUCs ou Pesos Convertibles (1 CUC = 0,85 USD). Os salários são pagos em Moneda Nacional e um bom salário pago pelo governo gira em torno de 600 pesos, ou seja, em torno de 24 CUCs (aprox. US$ 27,00). Um dólar vale em torno de 10% menos que um CUC, pois existe uma taxa sobre a moeda americana. A dica é viajar para Cuba com euros que não são taxados e 1 Euro vale 1,26 CUCs (cambio variável).

Arte nas ruas de Camaguey, em Cuba

Arte nas ruas de Camaguey, em Cuba


Detalhe, a moneda nacional só pode ser usada para compras de cesta básica, como os itens que estão na cartela de racionamento de comida que inclui 2,5 kg de arroz, 3kg de açúcar, 1kg de peixe, ½ kg de feijão, 28g de café, 270g de sal e 14 ovos. Um frango é incluído a dieta familiar por mês e carne de vaca só uma vez ao ano e olhe lá! No campo fica um pouco mais fácil, pois além da produção de legumes e verduras, a criação de porcos e galinhas é liberada para consumo próprio. Famílias com crianças até 2 anos recebem também quantidades extras de leite. Além desta cesta básica alguns itens como transporte público podem ser pagos em moneda nacional. Qualquer coisa comprada fora dessa lista deve ser paga em CUCs. Aí você se pergunta, quem ganha CUCs? Apenas quem trabalha com turismo. Então, muitas vezes, o porteiro de um hotel ou um motorista de táxi ganha muito mais com seus preços e suas gorjetas do que um médico ou um engenheiro empregado pelo governo.

Rua de Camaguey, em Cuba

Rua de Camaguey, em Cuba


No mercadão de Camagüey vimos na prática como tudo isso funciona, conseguimos comprar legumes e verduras para um balde de sopa por 76 pesos cubanos (MN), o equivalente a 3 CUCs. Para nós isso é muito barato, no Brasil uma compra dessas sairia pelo menos o dobro, ou até mais! Porém para eles, faça as contas... “Tudo subiu de preço, até a cenoura está mais cara”, nos contava a empregada que trabalha na casa de Miriam.

Compras no mercado de Camaguey, em Cuba

Compras no mercado de Camaguey, em Cuba


Um início de tarde tranquilo para nos recuperarmos da viagem, dores de estômago e cabeça. Enquanto o Rafa preparava a sopa eu e o Rodrigo decidimos sair para conhecer o centro da cidade enquanto ainda havia luz. Caminhamos da praça central até a Praça San Juan de Diós, onde os padrinhos foram nos encontrar depois. Crianças correndo, um grupo de dança ensaiando a apresentação e alguns poucos turistas alternativos caminhando pelas ruas.

Entardecer na Plaza Juan de Dios, em Camaguey - Cuba

Entardecer na Plaza Juan de Dios, em Camaguey - Cuba


Um dos transportes urbanos preferidos no país é o bicitáxi, cidades planas e motor humano forte, saudável e sem emissão de gás carbônico. Pagamos 1 CUC (ou 20MN) e nos divertimos com o nosso motorista que já esteve em serviço militar pelo exército cubano em Angola. Lá conheceu vários brasileiros, chutou que seríamos de Salvador, achou o nosso sotaque parecido. Quase lá! Rsrs!

Meio de transporte em Camaguey, em Cuba

Meio de transporte em Camaguey, em Cuba


Na volta conhecemos um casal curioso que está cruzando América e África em dois anos em uma bike dupla! Ela é chinesa e ele é francês e ambos largaram tudo para realizar este sonho. Tem gente que é maluca! Hahaha! Conversando um pouco mais nos confessaram que o plano deles é flexível, pegam avião para acelerar alguns trechos e só aqui em Cuba ficarão por mais de um mês. Existem mesmo vários estilos de viagem e eu, pouco apaixonada pelo tema, se pudesse faria todos!

Encontro com um belga e uma chinesa, casal aventureiro que dá a volta em alguns continentes em uma bicicleta dupla (foto de Laura Schunemann em Camaguey - Cuba)

Encontro com um belga e uma chinesa, casal aventureiro que dá a volta em alguns continentes em uma bicicleta dupla (foto de Laura Schunemann em Camaguey - Cuba)


Fechamos a noite com uma deliciosa sopa de legumes by Chef Rafael e em uma longa conversa com a Miriam sobre a mais nova febre em Cuba, a novela “Passione”. Essa foi uma das únicas novelas que eu assisti antes de sair do Brasil, é... confesso que nessa eu grudei! Além de ser engraçadíssimo ver os nossos conhecidos Tony Ramos, Fernanda Montenegro, Aracy e seus colegas hablando español, eu e Laura nos divertimos fazendo suspense para a mulherada que quer saber o que vai acontecer. E não pensem que novela em Cuba é só coisa de mulher! Os homens também adoram assistir, acham as tramas inteligentes, os atores convincentes e acima de tudo, as mulheres brasileiras lindíssimas! É o Brasil faz parte do dia a dia dos cubanos mais do que poderíamos imaginar!

A Ana, Rafa e Laura voltam para casa de bicitáxi, pelas ruas de Camaguey, em Cuba

A Ana, Rafa e Laura voltam para casa de bicitáxi, pelas ruas de Camaguey, em Cuba

Cuba, Camaguey, cidade histórica, Revolução Cubana

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Aventureiros se atraem

Ilhas Virgens Britânicas, Tortola - Road Town

Jim, o inglês que cresceu no Quenia, trabalhou na Antátrtida e vive em BVI

Jim, o inglês que cresceu no Quenia, trabalhou na Antátrtida e vive em BVI


Ontem subindo a Sage Moutain, maior pico aqui das BVIs com aproximadamente 543m, passamos pelo Sage Mountain Restaurant. A guarda do parque nos avisou que a portaria e o restaurante fechariam às 15h, mas retornando da caminhada encontramos Jim, o dono, na porta. O Rodrigo logo o abordou perguntando se poderia nos vender uma cerveja, super solícito Jim abriu as portas, para o que só depois saberíamos, seria a nossa experiência mais mágica aqui nas Virgin Islands.

Começamos a conversar com ele sobre a ilha e como havia vindo parar aqui. Jim é britânico, criado no Quênia e aprendeu a falar swahili antes do inglês. Serviu a marinha inglesa durante 9 anos, passando pela Georgia do Sul, Falklands e até o Rio de Janeiro. Em reserva, escapou por pouco da Guerra das Malvinas! Em 1975 foi morar na estação de pesquisa britânica na Antártida, trabalhando como cozinheiro por 2 anos e meio! Surreal! Jim tem uma visão do mundo muito interessante, do alto dos seus 61 anos conhece como o mundo funciona e é um critico acirrado da postura adotada pelos norte-americanos, desde os turistas até os seus governantes. É, sem dúvida, um personagem interessantíssimo!

Saímos do seu restaurante com um jantar marcado para a noite seguinte, o menu? Carne com molho de pêssego ao vinho do porto, batatas e legumes, prato que ele desenvolveu e aprimorou na sua estadia no continente gelado. No dia seguinte lá estávamos nós, prontos para conhecer mais um pouco desta figura, afinal o jantar era apenas a desculpa da noite. Huuummm e que desculpa! Jim nos serviu um merlot chileno, salada e o prato principal, sua especialidade, estava delicioso! Um jantar super VIP, pois o restaurante abriu apenas para nós e mais uma surpresa: empolgado com a nossa história e projeto, Jim decidiu fazer um slide show com as suas fotos da Antártida! Foram quase 2 horas de fotos e histórias contando cada detalhe sobre a rotina dos cientistas e do staff na base inglesa. A sessão de slides mostrou a rotina durante um ano inteiro. As atividades no verão e as aventuras de cruzar um mar todo congelado no inverno para subir um dos picos mais altos a 5km da base.

Jim, o inglês que cresceu no Quenia, trabalhou na Antátrtida e vive em BVI

Jim, o inglês que cresceu no Quenia, trabalhou na Antátrtida e vive em BVI


Antes essa apresentação era feita no restaurante semanalmente, mas Jim não mostrava esses slides para ninguém há mais de 4 anos! Não é maluco como encontramos as pessoas? É a segunda vez que chegando a um estabelecimento “fechado” as portas se abrem e encontramos ali alguém especial. Sara e Daniel em Middle Caicos e agora o Jim. Dizem que os opostos de atraem, já eu sempre achei o contrário e cada vez mais tenho certeza. Se você olhar de perto, o que nos atraiu não é o mais óbvio, mas sim a paixão pela liberdade. O mesmo espírito aventureiro ainda louco para encontrar alguém com quem eles possam compartilhar as suas aventuras e a mesma liberdade de outrora.

Apresentação de slides da Antátida, pelo Jim

Apresentação de slides da Antátida, pelo Jim

Ilhas Virgens Britânicas, Tortola - Road Town, British Virgin Islands, BVIs

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Abraão, um passeio na história.

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande

As magníficas ruínas do Aqueduto da Ilha Grande - RJ

As magníficas ruínas do Aqueduto da Ilha Grande - RJ


Mais um dia de chuva... Nossa primeira intenção era subirmos o Pico do Papagaio hoje, mas ninguém merece subir quase 1000m de altura para não enxergar nada, ainda mais em um lugar lindo como este. Amanhã a previsão é de sol, então deixamos para o dia do meu aniversário este presente. Com chuva e um pouco de frio, hoje resolvemos fazer uma parte mais histórica da Ilha que ainda não conhecíamos.

Molhando os pés na Cachoeira do Poção, na Ilha Grande - RJ

Molhando os pés na Cachoeira do Poção, na Ilha Grande - RJ


Andamos pela vila e fomos direto ao Centro de Visitantes, que fica na Sede do Parque Nacional da Ilha Grande. O centro é muito bacana, tem várias informações muito interessantes sobre a história da ilha, trilhas e fica instalado onde foi um dia a lavanderia do Lazareto.

Visitando o Centro de Visitantes do INEA em Abraão, na Ilha Grande - RJ

Visitando o Centro de Visitantes do INEA em Abraão, na Ilha Grande - RJ


De lá seguimos para o Circuito do Abraão, que passa pelo Mirante da Praia Preta, Mirante do Aqueduto, Poção, Aqueduto, Praia Preta, Lazareto e finalmente o Mirante do Pescador. Ilha Grande faz parte da história do Brasil desde 1700, quando fazendeiros de café e cana começaram a explorar a ilha para agricultura. Grande parte da ilha é recoberta pela Mata Atlântica, porém boa parte dela já é uma mata secundária que se refez sobre esta área de cultivo. Mais tarde D. Pedro II comprou a fazenda do Holandês para instalar o Lazareto, instalação da vigilância sanitária que funcionava como um hospital de quarentena dos imigrantes e visitantes do Brasil. Lá era feito o controle de entrada de pestes e doenças contagiosas que se alastravam pelo mundo naquela época. Todos os navios que chegavam ao Brasil aportavam no Lazareto da Ilha Grande e todos os passageiros eram examinados. Caso algum deles apresentasse alguma suspeita, era retirado para observação e instalado conforme a sua classe em um dos prédios do Lazareto. Foi no prédio de passageiros de 1ª classe também, que o próprio D. Pedro II ficou hospedado com sua família antes de ser exilado em Portugal, logo após a Proclamação da República. O Lazareto posteriormente se tornou uma prisão, conhecida como a Alcatraz Brasileira, fazendo parte do Complexo Prisional de Ilha Grande, juntamente com a C.C.D.R. de Dois Rios. Para atender a demanda de água da Vila de Abraão e do Lazareto foi construído o belíssimo Aqueduto, com rochas e óleo de baleia, e ele mesmo até hoje faz parte do sistema de abastecimento de água supre a vila.

As magníficas ruínas do Aqueduto da Ilha Grande - RJ

As magníficas ruínas do Aqueduto da Ilha Grande - RJ


Dia relax, trabalhando bastante! Quero colocar uns vídeos novos, mas editar esse negócio dá trabalho! Uma amiga minha é entusiasta dos vídeos mais roots, sem edição mesmo, quem sabe começo a me desapegar desses preciosismos e começamos a postar uns vídeos brutos para vocês! Por enquanto o dia trabalhando em condições precárias, sem mesa e internet ¼ de meia boca, me renderam um vídeo quase pronto e um belo torcicolo!

O rio da Praia Preta, na Ilha Grande - RJ

O rio da Praia Preta, na Ilha Grande - RJ


No final do dia fiquei meio deprê, em outros anos essa hora eu estaria ligando para todos os meus amigos para combinar o festerê de aniversário em um bar em Curitiba. É o meu primeiro aniversário na estrada, amanhã temos a programação de subir o Pico do Papagaio, segundo ponto mais alto da Ilha Grande e depois seguir para o Rio de Janeiro. Já que estamos aqui pertinho, escolhi passar o aniversário na cidade maravilhosa, com meus queridos cunhados e sobrinha, afinal, aniversário com a família é muito mais gostoso.

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande, Abraão, Praia, trilha

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