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Transamazônica - Um Mito

Brasil, Pará, Transamazônica

Chegando ao Rio Xingu, na Transamazônica - PA

Chegando ao Rio Xingu, na Transamazônica - PA


A Transamazônica é um mito. Ela pode até ter sido uma estrada desafiadora para jipeiros e amantes de lamas e atoleiros, porém em tempos passados. Estes que vêm hoje para cá e voltam se vangloriando de uma mega aventura de obstáculos praticamente intransponíveis, tenho certeza que devem ter ficado frustrados e resolveram aumentar o conto.

Anapu, uma das maiores cidades ao longo da Transamazônica no seu trecho paraense

Anapu, uma das maiores cidades ao longo da Transamazônica no seu trecho paraense


Hoje a BR-230 já está toda asfaltada nos trechos nordestinos (meio podre, mas tá) e pelo menos neste trecho que nós rodamos entre Rurópolis e Marabá, ela não passa de uma estrada de terra toda esburacada. Ok, ela é uma estrada longa. Ok também que ela forma alguns atoleiros. Tivemos sorte de pegar 2 dias de sol que secaram a terra, sabemos que no auge do período de chuvas ela piora muito, mas os tempos em que ela era intransponível já ficaram para trás.

Moradia na orla do Rio Xingu - PA

Moradia na orla do Rio Xingu - PA


Hoje as prefeituras, sem ajuda federal, fazem malabarismos com seus orçamentos para disponibilizar tratores e máquinas que ficam a postos para arrumar a estrada logo que qualquer barreira ou grande chuva caia. Estas máquinas, além de fazerem o seu trabalho, ajudam a puxar todos os carros e caminhões que vierem a atolar. Como comentei ontem, existem milhares de pessoas vivendo aqui e elas têm o direito de ir e vir! Vocês sabem qual é o principal veículo que vemos nesta estrada? Motos, mas nada preparado para off-road e lama, motinhos tipo 125 cilindradas, básicas. Elas vão e vem o tempo todo, muitas vezes com 3 pessoas em cima e sem capacete. É como podem “se virar”. Em segundo lugar estão os caminhões, junto com a chuva, os maiores culpados dos atoleiros que encontramos. Eles atolam e na tentativa de sair acabam cavando buracos imensos sob a lama. Em terceiro lugar estão os carros normais, caminhonetes e alguns corajosos unos.

Transporte por vans, muito comum na Transamazônica - PA

Transporte por vans, muito comum na Transamazônica - PA


O que mais podemos temer hoje na Transamazônica é, depois de um dia de chuva, ter muitos caminhões na sua frente. Às vezes um caminhão atolado forma fila de mais de 400 outros, esperando a sua vez de ser guinchado pelas máquinas que estão trabalhando na pista. Fora isso, se você quer se aventurar por esta estrada, pelo simples prazer de estar lá, a dica é PACIÊNCIA, se você estiver de caminhonete, e MUITA PACIÊNCIA se quiser vir com um carro mais baixo.

O Rio Xingu, na Transamazônica, região de Altamira - PA

O Rio Xingu, na Transamazônica, região de Altamira - PA


Saímos de Rurópolis hoje perto das 8h30, rodamos no total 400 km, antes de Altamira pegamos 30 km de asfalto e depois mais 20 km, por momentos esquecemos que estávamos na BR mais ferrada do Brasil. Depois de Altamira não demora muito e chegamos ao famoso Rio Xingú. A balsa vai e vêm com caminhões, vans e caminhonetes que alimentam um pequeno comércio em ambas as margens. Rio acima é onde está acontecendo a polêmica da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Ontem, nas minhas conversas em Medicinópolis, ouvi que todo este barulho estaria sendo feito em vão. Que a região não é habitada por índios coisa nenhuma e que fotos e filmagens de índios teriam sido forjadas por alguns poucos que não tem interesse no desenvolvimento econômico da região. Independente dos índios, é claro que existem muitas outras vidas em jogo, fauna e flora possivelmente ainda desconhecidas pelo ser humano que podem desaparecer.

O Rio Xingu, na Transamazônica, região de Altamira - PA

O Rio Xingu, na Transamazônica, região de Altamira - PA


A esta altura do campeonato eu já estava mal. Há alguns dias venho ficando meio gripada, mas hoje parece que o bicho pegou, acho que é garganta, olha a cara da individua.

Fazendo hora para esperar a balsa para atravessar o Rio Xingu, na Transamazônica - PA

Fazendo hora para esperar a balsa para atravessar o Rio Xingu, na Transamazônica - PA


Eu queria muito dirigir na Transamazônica, mas o Ro, meu herói, teve que tomar a frente desta empreitada sozinho. Adiante fizemos um lanche na cidadezinha de Pacajá e dali para frente vimos que chegar a Tucuruí seria tarefa difícil. A estrada piorou, alguns atoleiros e muitos caminhões levantando poeira, haja paciência. A Fioninha passou tranquila, deixando para trás o pobre caminhão atolado.

Caminhão luta para não atolar na Transamazônica - PA

Caminhão luta para não atolar na Transamazônica - PA


Chegamos no final da tarde na cidade de Novo Repartimento. Poderíamos seguir mais um pouco, mas o Ro estava cansado, eu mal, acabamos nos instalando no Colina Hotel. Com tantas emoções, não comentei antes um dos fatos mais importantes do dia. Hoje eu e o Rodrigo fazemos 2 anos de casado! Para comemorar fomos jantar em um dos melhores restaurantes da cidade, a Churrascaria do Posto Texaco. Buffezão, churrasco delicioso e um brinde com suco de acerola com laranja! Comemoração especial e no mínimo sui-generis para o casal que há um ano estava em Miami jantando com os amigos Rita e Su e depois na balada com Aymoré e Sandra. Só faltaram mesmo os amigos!

Celebração do aniversário de dois anos de casados numa churrascaria na cidade de Novo Repartimento, na Transamazônica - PA

Celebração do aniversário de dois anos de casados numa churrascaria na cidade de Novo Repartimento, na Transamazônica - PA

Brasil, Pará, Transamazônica, Rio Xingu

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A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Caminando en La Havana

Cuba, Havana

Inspirando-se no Malecón para fazer música (em Havana - Cuba)

Inspirando-se no Malecón para fazer música (em Havana - Cuba)


La Habana viveu seus tempos gloriosos, como refúgio preferido de muitos artistas de Hollywood, hotéis luxuosos, cassinos, cabarés e muita riqueza sendo esbanjadas por americanos ricos que a tinham quase como uma extensão de seu território. Aqui faziam o que queriam e bem entendiam, até a Máfia Americana já havia se estabelecido na ilha da festa e da fantasia. Imaginem uma pequena Las Vegas, era mais ou menos por aí... Imaginem uma população pobre, muitas vezes sem ter o que comer, convivendo com este esbanjamento de dinheiro, baixo seis anos de ditadura do então “presidente” Batista. Imaginando este cenário fica até mais fácil entender de onde surge um movimento revolucionário para lutar pela igualdade de classe e direitos.

Plaza de la Revolución, com os herois Che Guevara e Camilo Cienfuegos, em Havana - Cuba

Plaza de la Revolución, com os herois Che Guevara e Camilo Cienfuegos, em Havana - Cuba


A capital cubana é imensa, plana e espalhada. A maioria das casas de família bacanas para hospedagem fica no bairro do El Vedado, antigo bairro de dominação americana. Nosso tour hoje começou pelo hospital. Desde que voamos de Little Cayman para cá estou com uma dor de ouvido animal, infecção bacteriana, disse o doutor. Anti-biótico por 8 dias e nada de água, mergulho ou um simples banho de mar, pelos próximos 30 dias! O tempo de espera foi de uma hora e o atendimento foi rápido e eficaz. Posso dizer que me senti completamente segura nas mãos de um médico cubano, a fama deles não é à toa mesmo!

Chegando à Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba

Chegando à Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba


Saímos caminhando pelo bairro do El Vedado, antiga vizinhança “americana” na capital cubana. Primeira parada, Necrópolis Cristóbal Colón, o maior e mais importante cemitério do país. Uma imensa área de lápides e monumentos que são uma verdadeira obra de arte! Os túmulos do cemitério foram das poucas coisas que o governo não estatizou no novo modelo político e econômico, assim eles podem ser vendidos, chegando a custar 2.500 e até 3mil dólares para reaproveitamento de espaço. Os defuntos mais antigos são levados para um crematório geral.

O maior cemitério do país, a Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba

O maior cemitério do país, a Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba


Uma história curiosa é a da Señora Amelia Goyri, mulher que morreu (1901) no parto e foi enterrada com seu filho entre as pernas, como mandava a tradição da época. Anos depois foi feita a exumação do cadáver e, além deste ainda se encontrar em perfeito estado, segurava o bebê em seus braços. Depois disso seu marido quase enlouqueceu, tendo a certeza que sua esposa estava viva quando foi enterrada. Outros preferiram encontrar na possível tragédia um milagre e a Señora Amelia foi aclamada pela população a santa das mulheres que querem engravidar, grávidas e dos bebês recém nascidos. O ritual que fazia seu esposo é repetido até hoje por seus seguidores, que batem a argola metálica da tampa de seu túmulo, dão uma volta ao seu redor e saem sem nunca dar as costas para uma dama.

O túmulo da milagrosa Amelia Goyri, na Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba

O túmulo da milagrosa Amelia Goyri, na Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba


Seguimos no tour a pé pelo bairro do El Vedado, largas avenidas, muros socialistas e carros antigos, até chegar à Plaza de La Revolución, onde está o memorial em homenagem ao herói da independência, José Martí e os edifícios do Ministério do Interior, com imagens e frases dos heróis Che Guevara e Camilo Cienfuegos.

Monumento ao heroi da independência josé Martí, na Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba

Monumento ao heroi da independência josé Martí, na Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba


Impressionados com a extensão das largas avenidas da cidade, continuamos caminhando, passando pela rodoviária e seguimos em direção ao Hotel Habana Livre, antigo Hilton, que serviu como sede do novo governo revolucionário. No lobby do hotel há uma exposição de fotos de quando Fidel e os barbudos chegaram ao hotel e se instalaram com seus uniformes e armas ali, naquele mesmo espaço.

Fotos históricas da chegada dos guerrilheiros ao saguão do Hotel Habana Libre, em Havana - Cuba

Fotos históricas da chegada dos guerrilheiros ao saguão do Hotel Habana Libre, em Havana - Cuba


Mais algumas quadras e chegamos ao Hotel Nacional, um dos mais tradicionais da cidade. Além do seu famoso cabaré e restaurante, o hotel possui uma belíssima vista do Malecón de Havana, lugar perfeito para mojito e uma água antes de continuar as explorações pela região.

O famoso Hotel Nacional, em Havana - Cuba

O famoso Hotel Nacional, em Havana - Cuba


Um dos programas obrigatórios em Havana é caminhar pelo famoso e extenso Malecón. Aqui entramos direto no túnel do tempo, entre prédios antigos e carros da década de 40 e 50 acelerando pela avenida.

Trânsito na famosa avenida Malecón, em Havana - Cuba

Trânsito na famosa avenida Malecón, em Havana - Cuba


Quando o mar está mais agitado as imagens deste trecho da cidade ficam clássicas e ainda mais divertidas! As ondas se chocam contra as pedras e o muro fazendo splashes sensacionais e molhando os desavisados. As vezes uma pista da avenida tem que ser fechada para os carros não levarem um banho. É um programa de família, namorados e amigos se encontrar no Malecón para pescar, namorar, jogar conversa fora e quem sabe ainda tomar um delicioso banho de mar.

A orla do Malecón em Havana - Cuba

A orla do Malecón em Havana - Cuba


O Malecón tem em torno de 7km, pegamos um táxi para acelerar o passeio e paramos no Capitolium, um ode aos tempos de prevalência norte-americana, pois é idêntico ao de Washington. Seguimos pelas ruelas de Havana Vieja procurando por um bom restaurante de frutos do mar. Os restaurantes são conhecidos aqui como paladares e também são estatais, e nesta área menos turística quase sempre estão em umas casinhas fechadas e nada convidativas.

Prédio do Capitólio Nacional, no centro de Havana - Cuba

Prédio do Capitólio Nacional, no centro de Havana - Cuba


Queríamos algo mais local e acabamos caindo no Paladar El Guajiro, levados pelo Álvaro, músico que trabalha ali ao lado no Gran Teatro de La Habana. Fomos caminhando e conversando com ele, que com um papo amigo, dizendo “eu trabalho com música, não sou guia, não quero o dinheiro de vocês. Vou mostrar um bom restaurante porque são amigos brasileiros...”

Interagindo com os cidadãos de Havana - Cuba

Interagindo com os cidadãos de Havana - Cuba


Bom, chegando lá o cara já se convidou para almoçar conosco, o restaurante era caro, 20 CUCs por prato! O Rodrigo se indignou com o preço e resolveu não comer. Para piorar o conto, o cara começou a contar uma história triste, que era pai de 3 (depois mudou para 4 filhos) e que preferia pegar os 20 CUCs do prato dele e dar de comer para toda a família. O cara é tão profissa em embromar turistas, que mesmo vendo o que estava acontecendo, nos sentimos praticamente obrigados a dar o dinheiro para ele. Demos 10 e ele ainda reclamou que eram 20!!!! Cara, pense num stress! Ódio de nós mesmos! Caímos pela primeira e última vez. Pelo menos o prato de peixe e lagosta estava delicioso e aos poucos vamos entendendo como as coisas funcionam.

Rua na região do Capitolio, no centro de Havana - Cuba

Rua na região do Capitolio, no centro de Havana - Cuba


Meio ressacados do assalto, decidimos relaxar e aproveitar o pique que ainda nos restava para conhecer a Fortaleza de San Carlos de La Cabaña. Um forte construído entre 1763 e 1774 pelos espanhóis para a proteção da cidade de La Habana contra ataques piratas e de frotas francesas ou inglesas, este forte nunca entrou em combate. Prisão militar durante a ditadura de Fulgêncio Batista, foi ocupado por Che Guevara quando os revolucionários entraram na cidade de Havana, tornando-se sede militar do novo governo. Além de exposições sobre o forte, existe também uma sala em homenagem ao Fidel Castro e ao Che, que despachava seus assuntos militares de um escritório montado neste local.

Chegando à Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba

Chegando à Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba


A Fortaleza chegou a abrigar mais de mil soldados, que acabaram criando uma tradição chamada Cañonazo (em português, canhonaço). Durante séculos a tradição de manteve, alterando a frequencia antes diária para semanal e hoje, como atração turística, novamente o canhonaço é encenado diariamente. Vestidos com as indumentárias da época, os soldados adentram ao som da bateria militar até a área dos canhões e disparam um deles pontualmente às 21h, avisando aos navios o fechamento das portas da cidade. É uma cerimônia muito bacana e a vista noturna do alto do forte da cidade e da Baía de Havana é espetacular!

Guarda vestido para a cerimônia do 'canhonaço', na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba

Guarda vestido para a cerimônia do "canhonaço", na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba


Fica aí a dica para um walking tour pela cidade de Havana, dia longo e cheio de boas imagens, cenários e histórias. Nosso plano era ainda aproveitar a noite no Jazz Café, mas os “véios” aqui acabaram se rendendo ao conforto da casa da hospitaleira Dona Margarita para uma longa noite de sono.

Visão noturna de Havana - Cuba, do alto da Fortaleza de San Carlos

Visão noturna de Havana - Cuba, do alto da Fortaleza de San Carlos

Cuba, Havana, viagem, walking tour, roteiro

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Ai ai aiaiaiái está chegando a hora...

Ilhas Virgens Britânicas, Virgin Gorda - Spanish Town

Parece que foi ontem que começamos a planejar a viagem, os três meses de preparativos e planejamento e estes primeiros 40 dias no Caribe. Agora já estamos chegando ao fim, daqui 5 dias estaremos no Brasil, pegando estrada com a Fiona!

Táxi em Virgin Gorda - BVI

Táxi em Virgin Gorda - BVI


Nos despedimos do Caribe na ilha mais roots, com mergulhos maravilhosos e hoje um dos melhores snorkels no principal cartão-postal das BVIs, The Baths. Uma praia com boulders de granito com mais de 4 metros de altura/ diâmetro, formando uma paisagem super característica. Cada uma dessa BIG rocks possui buracos feitos pelas lavas dos vulcões que formaram a ilha, resultando em grutas, cavernas lindíssimas acima e abaixo do mar.

The Baths, principal atração de Virgin Gorda e de BVI

The Baths, principal atração de Virgin Gorda e de BVI


Dali até a Devil´s Cove colocamos o nosso fôlego a prova explorando todas elas, ainda mais bonitas quando inundadas, com corais, espojas e seus cardumes. Pra variar sempre querendo a nossa professora ao lado para mais dicas e mais segurança para ir ainda mais fundo. (Carol, cadê você!?!).

Caverna formada por grandes rochas em Virgin Gorda - BVI

Caverna formada por grandes rochas em Virgin Gorda - BVI


Depois de tantas ilhas, países, culturas, surpresas, mergulhos, pessoas especiais, pôr-do-sol, podemos dizer que já somos Island Hoppers super descolados. Conseguimos colecionar aprendizados importantíssimos para a viagem de carro e para as próximas vindas ao Caribe, mas principalmente para a vida! Afinal, é por isso que estamos aqui!

Devil's Bay, ao lado de The Baths, em Virgin Gorda - BVI

Devil's Bay, ao lado de The Baths, em Virgin Gorda - BVI

Ilhas Virgens Britânicas, Virgin Gorda - Spanish Town, Praia, British Virgin Islands, BVI

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BR-319 - Manaus a Igapó-Açú

Brasil, Amazonas, Manaus, Igapó-Açu

O bicho-preguiça parece nos pedir ajuda para cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho

O bicho-preguiça parece nos pedir ajuda para cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho


1º Dia - Manaus a Igapó-Açú - 250 km
Cruzamos o ferry pelo encontro das águas do Solimões e Negro para Careiro da Várzea, onde começa a BR-319 para Porto Velho. Para a nossa surpresa seguimos por um tempo em um asfalto praticamente novo, trecho de 70km que acabou se ser construído.

Cuzando o rio Amazonas, em Manaus

Cuzando o rio Amazonas, em Manaus


O exército está trabalhando nas obras para asfaltar ao menos os primeiros 150km. O asfalto foi piorando e, seguindo a lógica da decadência, logo virou terra. Aí perto passamos por Careiro, uma cidadezinha bem movimentada comercialmente, última chance de abastecer o carro, próximo posto, 500 quilômetros!

Obras no início da BR-319, que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia

Obras no início da BR-319, que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia


BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais

BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais


Tempo seco, aceleramos enquanto a estrada era de terra batida. Olhos atentos para as novidades que poderíamos encontrar na estrada. Onças? Macacos? Cobras? Pássaros? Não sei! Estamos no meio da Amazônia, não é possível que não encontremos nada. Eis que finalmente vi algo estranho na pista, uma forma animal, mas parecia estar totalmente parada... seria um animal atropelado? Fiz o Rodrigo voltar e olha só quem encontramos!

Desajeitadamente, um bicho-preguiça tenta cruzar a estrada no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho

Desajeitadamente, um bicho-preguiça tenta cruzar a estrada no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho


Uma preguiça 3 dedos lindíssima, se não me engano é a preguiça conhecida como Preguiça-Bentinho. Os bichos preguiças são arborícolas, ou seja, vivem pendurados em árvores e galhos de onde tiram o seu alimento e onde se camuflam contra os seus predadores. Elas pesam entre 6 e 8 quilos e chegam a 60 cm de comprimento de puro braço e pernas. Seus membros são longos e muito fortes, são as melhores ginastas que já vi na minha vida! Assim, elas não ficam em pé ou “de quatro”, para se movimentarem precisam se agarrar em algo para puxar o corpo.

Um bicho-preguiça tentando cruzar a estrada no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho

Um bicho-preguiça tentando cruzar a estrada no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho


Essa pobre preguiça estava tentando atravessar a estrada, mas sem galhos e sem ter onde usar a suas garras ela estava fritando no chão! Enquanto o Rodrigo fotografava e filmava eu fui a grande felizarda que pôde fazer o resgate da preguiça! Peguei um pau que tinha no carro, venci a desconfiança dela e consegui que ela se agarrasse nele para leva-la até a mata do outro lado da estrada! Com meio dedo ela se agarrou e sustentou todo o seu peso (pesada para burro!) até chegar no primeiro matinho em que pôde se agarrar. Tão linda!!! Foi emocionante!

Ajudando o bicho-preguiça a cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho

Ajudando o bicho-preguiça a cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho


Ajudando o bicho-preguiça a cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho

Ajudando o bicho-preguiça a cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho


Já imaginaram que ela poderia ser atropelada!? Tudo bem que não são muitos carros que passam por aqui, mas hoje a estrada estava movimentada, vimos apenas dois caminhões e duas land rovers! Quando vimos as land rovers se aproximando não podíamos acreditar... serão eles?

Encontrando outros aventureiros, que vinham em sentido contrário, na BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais

Encontrando outros aventureiros, que vinham em sentido contrário, na BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais


Há dias estávamos tentando falar com o Luis e a Lancey, viajantes americanos que conhecemos em Arcata, Califórnia. Eles estão na estrada há quase 4 anos na Lost World Expedition, vão e voltam dos EUA para trabalhar, juntam dinheiro e continuam viajando. Junto deles estavam os designers costa-riquenhos Erick e Lucy da Expedição La Vuelta al mundo en N días. Paramos por meia hora para conversar no meio da estrada, pegando dicas do caminho, querendo saber da vida e nos desviando desses caminhões que nunca existem e resolveram aparecer bem nessa hora! Foi incrível o timing, pena que não pudemos passar uma das noites aqui juntos. Boa viagem galera!

Reencontrando o Luis e a Lancy, do Lost World Expedition, e o casal costarriqueno do Vuelta al Mundo en N Dias na BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais

Reencontrando o Luis e a Lancy, do Lost World Expedition, e o casal costarriqueno do Vuelta al Mundo en N Dias na BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais


Finalmente depois de muita terra, quilômetros de asfalto esmigalhado, buracos e muita paciência, chegamos ao tão esperado Igapó-Açú! Atravessamos a balsa e fomos bem recebidos pela Dona Mocinha e o Seu Raimundo com uma cervejinha quase gelada e mais tarde um jantar caseiro bem gostoso.

Nossos amigos motociclistas pegam a balsa sobre o Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia

Nossos amigos motociclistas pegam a balsa sobre o Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia


Nossa pousada no Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia

Nossa pousada no Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia


Logo conhecemos também os motociclistas aventureiros Manga, Saré, Augusto e Verô! Eles estão fazendo a travessia de toda a Transamazônica, desde João Pessoa até Humaitá, onde conectaram com a BR-319 e seguirão até Manaus para voltar com as motos de barco até Belém.

Os motociclistas que, de uma só vez, fizeram a transamazônica e a BR-319, em Igapó-Açu, já a poucas horas de Manaus, no Amazonas

Os motociclistas que, de uma só vez, fizeram a transamazônica e a BR-319, em Igapó-Açu, já a poucas horas de Manaus, no Amazonas


Grande aventura! E esse mundo é pequeno mesmo, não é que o Everardo (Verô) é lá de Oeiras e conhece o nosso amigo Joca? Ele está planejando subir de moto até o Alasca, então já viram que a noite foi de muita conversa e histórias!

Encontro com os motociclistas Everardo, Manga, Augusto e Saré, no Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia

Encontro com os motociclistas Everardo, Manga, Augusto e Saré, no Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia


Dormimos ao som dos sapos cururus e os roncos dos vizinhos, no último quartinho que a Dona Mocinha tinha para alugar. Lugar super simples, chuveiro frio para um banho rápido e cama! Bora repor as energias para o dia de amanhã, primeira etapa completa!

De balsa, cruzando o Igapó-Açu, na BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho

De balsa, cruzando o Igapó-Açu, na BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho

Brasil, Amazonas, Manaus, Igapó-Açu, trilha, off road, Estrada, BR 319

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Soy loco por ti América

Brasil, Paraná, Tibagi

Desbravar o continente, descobrir o que nos faz ser americanos, independente de raça, crença ou riquezas, independente se está no tão sonhado primeiro mundo ou nos países emergentes e promissores lá do sul. Caetano já cantava "Soy loco por ti América", e nós concordamos, não é a toa que iremos passar os próximos 1000 dias de nossas vidas explorando todos os países da América.

A origem desta coluna está na vontade insaciável de explorar esta diversidade de histórias, lugares e culturas tão diferentes e buscar qual é o fio que hoje nos une. Perguntando: Por que você é louco pela sua cidade, pelo seu País, pela América? Está sendo montado um mapa com entrevistas por onde passarmos, buscando os diferentes traços, sotaques, regionalismos e gírias. Acompanhe no link "Soy Loco" esta descoberta, compare, aprenda e descubra quem faz o continente Americano.

Soy loco por ti América em Tibagi

Gilberto foi o nosso guia no Cânion Guartelá. Sua família chegou na região à muitos anos, fez parte da história da colonização da região e ele é um dos principais conhecedores do parque e das fazendas que estão no entorno, principalmente por sua paixão pelo cânion.

Brasil, Paraná, Tibagi, soy loco por ti américa

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Rumo à Capital!

Brasil, Paraíba, João Pessoa

Nadando no rio ao acordar, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Nadando no rio ao acordar, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Acordei tarde, banho de rio, piscina e ainda descolei um café da manhã tardio com o Almir, querido. Era quase uma da tarde quando, abaixo de chuva, conseguimos nos despedir das Cris e pegar estrada. Ah, um agradecimento especial às meninas, minhas novas amigas, elas fizeram uma surpresa linda para mim, deram de presente 2 brincos lindooos! Eu fiquei impressionada e emocionada, fui pega tão de surpresa que nem tive como retribuir a altura!

Despedida da Pousada Dos Mundos e da Cristina, Cristiane e Almir, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Despedida da Pousada Dos Mundos e da Cristina, Cristiane e Almir, em Jacumã, distrito de Conde - PB


O Rodrigo já tinha nadado pelo rio até o mar e corrido uns 8km para a praia de Coqueiro, passando por Tabatinga 2. Aproveitamos a preguiça da moça aqui e a chuva para ir até lá de carro fazer algumas fotos. Que lugar sensacional! Tabatinga 2 é ainda mais linda, falésias imensas e uma baia verdinha e tranqüila, demais!

Visitando as falésias de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Visitando as falésias de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Seguimos viagem para o ponto mais oriental do Brasil, há apenas 30km dali, a Ponta do Seixas. Um farol todo diferente, bonitão está construído para marcar o ponto onde estamos mais próximos da África. Este farol é da época de Garrastazú Médici, presidente linha dura do Brasil na ditadura militar no início da década de 70, bicho ruim este!

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB


Junto ao farol fica a Estação Cabo Branco um espaço cultural belíssimo de onde podemos ter uma vista 360° de João Pessoa, Ponta do Seixas e região. Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a Estação reúne espaços para exposições permanentes e temporárias, teatro e convenções.

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB


O ambiente é muito agradável, um espaço bem democrático, aberto ao público sem custo algum. Lembrou bastante o nosso “Olho”, o MON lá em Curitiba. Bacana entrar em João Pessoa já com esta visão cultural e privilegiada da cidade.

Estação Cabo Branco, espaço cultural em João Pessoa - PB

Estação Cabo Branco, espaço cultural em João Pessoa - PB


Saímos deste espaço tão gostoso e agradável, totalmente desavisados que entraríamos em uma missão (quase) impossível: encontrar um hotel com 2 noites disponíveis e com uma diária razoável, entre 100 e 150 reais. Que função! Hoje é quinta-feira, não imaginamos que João Pessoa estaria tão lotada. Rodamos a Av. Cabo Branco (beira-mar) inteirinha parando de hotel em hotel, os que tinham vaga para as duas noites custavam no mínimo 250,00. Até achamos um mais barato e com vaga, mas este era com camas de solteiro e de higiene meio duvidosa... Enfim, duas horas de procura depois acabamos nos rendendo ao mais barato que conseguimos... 228,00!!! Um absurdo pela qualidade oferecida, mas alta temporada no nordeste é assim mesmo... desgrama.

Exposição de quadros na Estação Cabo Branco, em João Pessoa - PB

Exposição de quadros na Estação Cabo Branco, em João Pessoa - PB


Finalmente instalados, saímos para um jantarzinho básico e uma caminhada rápida na orla e voltamos aos nossos afazeres bloguísticos.

O mar na Ponta do Seixas. Do lado de lá é a África, pertinho.. (em João Pessoa - PB)

O mar na Ponta do Seixas. Do lado de lá é a África, pertinho.. (em João Pessoa - PB)

Brasil, Paraíba, João Pessoa, Praia, coqueiros, Tabatinga, Ponta do Seixas

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Camping, praia e cachoeira

Brasil, Tocantins, Mateiros

Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO

Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO


Adoooro acampar, mas eita coisa difícil de convencer o Rodrigo a fazer. Para a minha surpresa, desta vez quem surgiu com a proposta foi ele! Uma praia deserta às margens do Rio Novo no Jalapão, cenário perfeito para um acampamento. Lá fomos nós, já no final da tarde de ontem, torcendo para conseguir chegar ainda com um pouco de luz.

Noite de acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO

Noite de acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO


Além de ser um lugar mágico a Prainha do Rio Novo também está em uma localização estratégica, ao lado da Cachoeira da Velha. Este trecho entre Mateiros e Ponte Alta que começamos ontem tem muitas atrações e tínhamos duas opções, ou rodamos 40 km até as Dunas e voltamos dormir em Mateiros, ou seguimos mais 65 km adiante e dormimos na Prainha, já curtimos os arredores, conhecemos a Cachoeira da Velha cedo e continuamos viagem para Palmas. Esta foi mais uma das super dicas do Luis, leitor e aventureiro que esteve no Jalapão alguns meses antes de nós.

Flores no cerrado, no Jalapão - TO

Flores no cerrado, no Jalapão - TO


Estava anoitecendo quando montamos o acampamento e não tivemos um segundo para explorar o rio e ver qual era a sua natureza: pedras, pura areia, galhos? Teremos que descobrir. O Luis comentou que ficou tomando banho até tarde da noite por lá, quer dizer, perigoso não devia ser. Nós estávamos completamente sozinhos e numa escuridão total. Acampamento montado, inclusive com uma varandinha gostosa, fui logo preparar o nosso jantar.

Cozinhando na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO

Cozinhando na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO


Não tínhamos muita opção nos mercados de Mateiros, nos restou um macarrão ao molho tomate, sem queijo ralado. Sobremesa, uvas e chocolate, mas estava tão gostoso! Só o fato de estarmos ali, longe de tudo e todos, com uma comida quentinha, às margens do rio, céu estrelado, esperando a lua nascer, já deixava tudo muito mágico.

Acampamento em noite de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO

Acampamento em noite de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO


A lua cheia só nasceu as perto das onze horas. Depois de um breve cochilo, o casal teve que se encorajar para sair da barraca e tomar banho de rio. Como eu já disse aqui no blog, to ficando velha e medrosa. Sei que na região tem alguns macacos, mas os barulhos que eu ouvia eram de bichos pisando nas folhagens. Sei também que um cerradão desses tem muita onça, vai que ela resolve ir ali para beber água? E as cobras com seus hábitos noturnos? Teria alguma sucuri à espreita no rio? Sabe lá, como dizem, é aí que a onça bebe água! É claro que nada aconteceu, tomamos um delicioso banho de rio à luz da lua! Será que alguém pode apagar a luz?

Noite clara de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO

Noite clara de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO


Vocês sabem aquele momento mais frio da noite? Minutos antes do sol nascer, aquele frio gelado inexplicável nos fez entrar dentro dos sacos de dormir. Este é um dos momentos do dia e do mundo que só sabemos que existe se viramos uma noite a céu aberto ou se acampamos, pois nota-se a diferença claramente! Minutos antes do sol nascer, o ar gela. Quando você acorda cedo em casa, mesmo madrugando, não sabe exatamente qual era a temperatura antes. Enfim, amanhecemos e começamos o dia com aquele solzinho gostoso entrando na barraca.

De manhã bem cedo, em acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO

De manhã bem cedo, em acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO


Fomos acordar e tirar a preguiça no rio, sem nem pestanejar! Rio Novo maravilhoso, que ainda guardava duas outras praias lindas rio abaixo. Após nadarmos e explorarmos bem cada praia, levantamos acampamento e seguimos viagem para a nossa vizinha, a Cachoeira da Velha.

Nadando na prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO

Nadando na prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO


Saímos na hora certa, quando vinha chegando um pessoal de excursão para lotar a nossa prainha particular. Menos de um quilômetro depois está a entrada para a Cachoeira da Velha.

No mirante da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO

No mirante da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO


Uma grande queda d´água, belíssima, com o Espírito Santo ao fundo. Foi construída uma passarela suspensa sobre o capim dourado e as sempre vivas, estrutura que certamente facilitou o acesso. O mirante para a ainda tem uma escada que nos leva a outros pontos de vista, mais próximos ao rio. A cachoeira é tão forte que não se pode banhar, para quem quer caminhar, dali mesmo parte uma trilha para a Prainha, beirando o leito do rio.

Árvore cresce no meio da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO

Árvore cresce no meio da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO


E essa foi a nossa despedida do Jalapão, com direito a camping selvagem às margens do rio, praias e até uma cachoeira velha no Rio Novo. Momentos especiais para a coleção do nossos 1000dias.

Rio Novo, um pouco acima da Cachoeira da Velha, no Jalapão - TO

Rio Novo, um pouco acima da Cachoeira da Velha, no Jalapão - TO

Brasil, Tocantins, Mateiros, cachoeira, Parque, Rio Novo, parque nacional, Cachoeira da Velha, deserto, Jalapão

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Diz aí se você gostou, diz!

Dive in Cayman

Ilhas Caiman, George Town

Voltando para o barco em Three Trees, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman

Voltando para o barco em Three Trees, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman


Mergulho é uma das nossas paixões, eu comecei ainda com 15 anos de idade, fiz um curso Open Water da PADI com meu pai e minha irmã em Santa Catarina. Eles não chegaram a se apaixonar por mergulho como eu e ter encontrado um marido que também é adepto do esporte só fez a paixão ainda maior.

Formações de coral em Round Rock, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman

Formações de coral em Round Rock, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman


O Caribe é um dos melhores mares para mergulhar no mundo, mas existem ilhas e ilhas, já estivemos em 15 ilhas do Caribe e cada uma tem a sua peculiaridade. As Ilhas Cayman são afamadas mundialmente pela qualidade do mergulho, águas transparentes, quentes e com rica vida marinha. A imensa montanha submarina emerge a não mais que 20 m de altitude em Grand Cayman, que possui quase todo o seu território praticamente ao nível do mar. Essa geografia, porém, se inverte embaixo d´água e tudo o que não vemos no plano vertical em terra, encontramos submersos e recobertos de corais, esponjas das mais diversas cores e formatos.

Formações de coral em Three Trees, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman

Formações de coral em Three Trees, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman


Hoje começamos a explorar os paraísos submarinos de Grand Cayman nos unindo à equipe da Don´s Fosters, uma das mais antigas operadoras de mergulho da ilha e a que possui preços mais acessíveis. Fizemos uma saída matinal de dois tanques, traduzindo, dois mergulhos em uma mesma viagem de barco, que nos levou até dois pontos na barreira de corais a algumas milhas da costa, entre a 7 Mile Beach e a West Bay, na parte protegida da ilha.

Voltando dos mergulhos e passando entre os vários navios-cruzeiro ancorados em George Town, nas Ilhas Cayman

Voltando dos mergulhos e passando entre os vários navios-cruzeiro ancorados em George Town, nas Ilhas Cayman


O primeiro ponto é conhecido como Round Rock, começamos o mergulho descendo na parede há aproximados 25m, com visibilidade entre 20 e 30m, ótima luz e muitas cores. O ponto alto do mergulho é quando chegamos à imensa pedra redonda que forma alguns estreitos e passagens onde se entocam lagostas e cardumes de peixes. A luz atravessa as frestas entre as rochas e corais e ganha formas fantásticas!

Formações de coral em Three Trees, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman

Formações de coral em Three Trees, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman


O segundo mergulho foi no ponto chamado Three Trees, um pouco mais raso e por isso também com muita vida, mais cores, peixinhos caribenhos serelepes, coloridos e saltitantes. Esponjas amarelas e corais de um tom azul neon são as principais atrações, logo ao lado dos magníficos e maléficos Lions Fishes, que são uma espécie intrusa no Caribe. Eles estão sendo caçados pelos mergulhadores, que tentam controlar a sua multiplicação, já que estes não possuem predador natural nestas águas. Outro mal que parece ter chego recentemente por aqui é um tipo de gramínea submarina que está crescendo sobre os corais como uma praga e aparentemente os está matando, pouco a pouco.

Lion Fish em Three Trees, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman

Lion Fish em Three Trees, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman


Eu vi um dos mergulhadores do nosso grupo arrancando dali e daqui, tentando fazer o seu melhor para salvar estes pobres corais, mas infelizmente seu esforço parecia ser em vão. Acredito que isso seja resquício deixado pelos navios que navegam por todos os mares e carregam como lastro água de outros lugares, despejando-as aqui e vice-versa. Quando vemos temos um processo de invasão de espécies, ou para os mais otimistas, uma globalização marítima.

Mergulhando em Round Rock, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman

Mergulhando em Round Rock, em Grand Cayman, nas Ilhas Caiman


Retornamos ao barco contentes com os mergulhos e tristes apenas por um detalhe técnico, meu regulador está com problemas. Tive que usar um regulador reserva do barco, já que o meu entrou em free-flow e não conseguimos consertar. Carregando todo o equipamento, cruzamos pelas ruas sem calçamento do Don´s Foster até o Éden Rock, nossa segunda operadora de mergulho do dia. Diferente das outras operadoras, a Éden Rock possui uma infra-estrutura completa para um dos melhores shore dives da ilha!

Mar caribenho ao largo de George Town, nas Ilhas Cayman

Mar caribenho ao largo de George Town, nas Ilhas Cayman


Almoçamos no Guy Harvey, restaurante que leva o nome do artista plástico caimanero, é decorado com seus quadros e esculturas e possui um cardápio delicioso de pratos típicos, com especialidade em frutos do mar, com vista para todo o porto. Cinco navios estavam ancorados, 14 mil pessoas andando pelas ruas, lotando lojas, restaurantes e atividades como mergulho, snorkel, etc.

Quatro enormes navios-cruzeiro ancorados em George Town, nas Ilhas Cayman

Quatro enormes navios-cruzeiro ancorados em George Town, nas Ilhas Cayman


Logo após o almoço voltamos ao Éden Rock para o mergulho no Devil´s Grotto. Agora sem barco, descemos por uma escada colocada nos arrecifes da costa e nadamos uns 100m até a bóia ali em frente. Descemos e logo encontramos uma placa de boas vindas, com algumas informações sobre o local de mergulho. É um ponto lindo e tão fácil que já está até sinalizado!

Lendo placa de aviso no início do mergulho em Devil's Grotto, em George Town - Grand Cayman, nas Ilhas Caiman

Lendo placa de aviso no início do mergulho em Devil's Grotto, em George Town - Grand Cayman, nas Ilhas Caiman


Nos primeiros 5 minutos já encontramos uma linda arraia chita, formosa e esfomeada vasculhava as areias ao redor das formações coralíneas, enquanto nós buscávamos a entrada da primeira passagem formada entre os corais.

Uma bela e enorme arraia chita no início do mergulho em Devil's Grotto, em George Town - Grand Cayman, nas Ilhas Caiman

Uma bela e enorme arraia chita no início do mergulho em Devil's Grotto, em George Town - Grand Cayman, nas Ilhas Caiman


Quase como um queijo suíço, o Devil´s Grotto é um sistema de pequenas cavernas e passagens subaquáticas que desenham um cenário belíssimo e os melhores esconderijos para lagostas e peixes de todos os tipos. Encontramos um cardume de tarpões imensos na entrada da caverna, lindos!

Grandes tarpons em saída de caverna em Devil's Grotto, em George Town - Grand Cayman, nas Ilhas Caiman

Grandes tarpons em saída de caverna em Devil's Grotto, em George Town - Grand Cayman, nas Ilhas Caiman


O mergulho é fácil e para quem já tem uma boa localização basta pegar um briefing bem completo na operadora antes de cair na água. Quem quiser também pode contratar um mergulho guiado, em horários previamente agendados.

Entrada de caverna em Devil's Grotto, em George Town - Grand Cayman, nas Ilhas Caiman

Entrada de caverna em Devil's Grotto, em George Town - Grand Cayman, nas Ilhas Caiman


Como se os três mergulhos do dia já não bastassem, continuamos a nossa empreitada, agora para um mergulho noturno! Este, porém, teria um gosto especial, o reencontro com André, meu primeiro dive master na Pata da Cobra em Bombinhas. Depois de trabalharem por lugares como Fernando de Noronha e Sint Martin, André e Mercedes se mudaram para Cayman e resolveram dar um tempo no mergulho, trabalhando hoje em uma empresa no ramo de diamantes.

Com o André, visitando centro comercial em George Town, nas Ilhas Cayman

Com o André, visitando centro comercial em George Town, nas Ilhas Cayman


Mercedes é argentina, conheceu André ainda em Bombinhas, moraram juntos e viajaram por tudo nos últimos 8 anos e agora está prestes a ser mamãe! Grávida de 8 meses de Isabela, ela não pode mergulhar, mas André resolveu matar as saudades da água e nos convidou para um mergulho noturno. Passamos algumas horas indo e vindo, buscando os cilindros de ar na Dive Supply, em 7 Mile Beach, aonde ele aproveitou para nos mostrar um dos mais novos empreendimentos imobiliários da ilha. O Camana é um shopping, rodeado de apartamentos e infra-estrutura completa para uma família, inclusive com uma pequena praia particular. Lugar super bacana onde se pode encontrar de tudo! Muito bacana.

Um dos mais chiques centros comerciais de George Town, nas Ilhas Cayman

Um dos mais chiques centros comerciais de George Town, nas Ilhas Cayman


Rodrigo decidiu não mergulhar, então caímos eu e André na água, com as nossas respectivas lanternas. Estas eram praticamente desnecessárias, tamanha a lua cheia que iluminava a noite! Mergulhamos passando pelo mesmo sistema de cavernas da Devil´s Grotto, mas partindo da frente do apartamento deles. À noite a vida submarina é outra, novas cores, muitas lagostas fora das tocas, milhares de camarões de todos os tipos e cores se empilhavam nos corais, que com o reflexo da luz em seus olhos, pareciam verdadeiras árvores de natal! Passamos pelas pequenas cavernas que a noite parecem alongar-se e criam um ambiente totalmente diferente. Encontramos um baita ermitão e durante o apagão das lanternas víamos os plânctons fosforescentes “vagalumiando” no mar quando a lua os deixava. Foi um mergulho mágico!

Peixes em saída de caverna em Devil's Grotto, em George Town - Grand Cayman, nas Ilhas Caiman

Peixes em saída de caverna em Devil's Grotto, em George Town - Grand Cayman, nas Ilhas Caiman


A noite fechou perfeita com uma pizza na companhia de Rodrigo e Mercedes, que nos esperavam sequinhos e contentes na casa de André, com muitas histórias para contar, todos ansiosos pela chegada da Isabela. Reencontrar amigos é sempre uma delícia, ainda mais compartilhando momentos e experiências especiais como estes.

Ilhas Caiman, George Town, Mergulho, Cayman Islands

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Dominica, o Caribe Tropical

Dominica, Roseau, Portsmouth

Entrando em piscina natural na base de uma das Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Entrando em piscina natural na base de uma das Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Se você está procurando praias de areias brancas, resorts e bares com mulheres dançando o ula-ula você está no lugar errado. Agora, se você é apaixonado pela natureza e quer se lançar em uma aventura para descobrir vulcões, águas termais, matas tropicais, trekkings e a última população indígena remanescente no Caribe, Dominica vai te surpreender em todos os sentidos!

Praia em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

Praia em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Vista da orla de Roseau, capital de Dominica

Vista da orla de Roseau, capital de Dominica


Dominica é o que poderíamos chamar de Caribe “off the beaten track”, já que não possui vôos diretos da Europa ou Estados Unidos. Aqui você não irá encontrar hordas de turistas descendo de 4 ou 5 navios e muito menos pacotes turísticos com grupos imensos instalados em beach resorts. Ainda assim o turismo é seu dom natural e desponta como uma das principais atividades econômicas da ilha.


Uma ilha de colonização inglesa que hoje é politicamente independente e comandada pelo Primeiro Ministro mais jovem do mundo! Vindo de uma família de fazendeiros rastafáris, ele a princípio teve boa aprovação popular, mas nem ele se salvou de perder-se pela ganância e poder. As recentemente alianças duvidosas com o governo chinês e venezuelano tem sido questionadas pelos eleitores mais atentos.

Delicioso banho de cachoeira na Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica

Delicioso banho de cachoeira na Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica


Nós chegamos no domingo, quando tudo está fechado. Tivemos sorte de encontrar uma pessoa da locadora de carros na saída do ferry, esperando por um casal mais organizado e que já havia feito a reserva. Não precisamos nem pagar o táxi, pegamos uma carona no transporte do car-rental. Carro alugado, tanque cheio, trash-food (a única lanchonete aberta na ilha) e uma hora depois estávamos prontos para colocar o pé na estrada!

Embarcando no moderno barco que faz o percurso entre Guadalupe e Dominica

Embarcando no moderno barco que faz o percurso entre Guadalupe e Dominica


Fomos direto para a Emerald Pool, tomar um banho de cachoeira em meio a uma floresta tropical, como um ritual de batizado em águas dominicanas. Boas vindas dadas, seguimos para o nosso roteiro nada tradicional tentando ver o máximo do país nos poucos dias que nos restaram no calendário do ferries inter-ilhas.

Delicioso banho de cachoeira em Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Delicioso banho de cachoeira em Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Cruzamos o país pelas montanhas, saímos da costa oeste em direção à costa leste em uma longa e sinuosa estrada passando pelo interior de Dominica, nosso plano era cruzar o território indígena dos Caribs. Sempre lemos sobre a história deste povo de origem sul-americana que colonizou as ilhas caribenhas muito antes de Colombo ou qualquer esquadrilha francesa ou inglesa. Eles começaram a subir as ilhas desde as guianas, onde ainda hoje podem ser encontradas algumas tribos caribs ou arawaks. Na história os Caribs são índios maus, guerreiros que chegavam expulsando os pacíficos arawaks. Na atualidade vemos que a sua guerra não seria párea para as doenças e tecnologia dos europeus, que exterminaram com a população nativa, deixando pouco menos que 4 mil caribs, todos eles aqui, em Dominica.

Vista panorâmica em trilha do Trois Pitons National Park, em Dominica

Vista panorâmica em trilha do Trois Pitons National Park, em Dominica


Fim de tarde no belo litoral norte de Dominica

Fim de tarde no belo litoral norte de Dominica


Novamente o dia de domingo nos pregou uma peça, um dia em que normalmente todos estariam nas ruas, descansando e se divertindo, aqui é o dia de ir à missa e ficar dentro de casa com a família. Vimos alguns poucos caminhando pelas ruas, mas suas barracas de artesanatos e restaurantes estavam fechados. Ainda assim é muito bacana encontrar algumas caras familiares aos nativos americanos nessa Região Afro-Americana que é o Caribe.

Procissão em estrada que atravessa o território dos índios Caribs, na costa leste de Dominica

Procissão em estrada que atravessa o território dos índios Caribs, na costa leste de Dominica


À noite chegamos à Portsmouth, segunda maior cidade da ilha, sede da Escola de Medicina de Dominica. Estudantes de todos os cantos vêm parar aqui (não me perguntem como) e dão um ar um pouco mais alternativo para a pequena cidade, que fora dos tempos de provas chega a ter uma vida noturna estudantil mais agitada.

A Ana caminha no pier do nosso hotel em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

A Ana caminha no pier do nosso hotel em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Trânsito nas ruas de Roseau, capital de Dominica, no Caribe

Trânsito nas ruas de Roseau, capital de Dominica, no Caribe


O segundo dia em Dominica começou no Cabrits National Park, um antigo forte inglês construído no século XVIII e que além de belas vistas e um pequeno museu, tem algumas trilhas bacanas entre a mata secundária e ruínas das antigas construções do forte.

Vista do alto do forte no Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe

Vista do alto do forte no Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe


Visita ao Fort Shirley, no Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

Visita ao Fort Shirley, no Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Ruínas da antiga casa do comandante do forte, retomada pela floresta do Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe

Ruínas da antiga casa do comandante do forte, retomada pela floresta do Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe


Caranguejo se enrola em trilha do Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

Caranguejo se enrola em trilha do Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Dirigimos em torno de 40 minutos rumo à Rouseau e a nossa próxima parada é na imperdível Trafalgar Falls. Duas cachoeiras de quase 60m de altura que desembocam entre paredes de pedras imensas e logo encontram uma fonte de águas termais e sulfurosas, o verdadeiro vale dos dinossauros!

Observando as majestosas Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Observando as majestosas Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


A trilha é fácil até as piscinas termais, mas para ver de perto a força dessas lindas cascatas vale a pena um esforço entre as pedras imensas e escorregadias para um mergulho nas suas águas refrescantes. Se você não quer arriscar, descendo um pouco logo encontrará as águas termais mescladas com o Trois Piton River, que se origina no alto destas montanhas no famoso Boiling Lake.

Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Banho relaxante em riacho com águas quentes no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Banho relaxante em riacho com águas quentes no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


No caminho para a capital Rouseau paramos para um lanche no Riverside Bar and Restaurant, um achado no meio desse cenário jurássico. Com vista para as paredes verdes e o rio pedimos um simples sanduíche de queijo e presunto. O que não sabíamos é que tínhamos ali um chef de cozinha de mão cheia, ele adicionou uma salada especial com um tempero delicioso! Rodrigo provou a cerveja nacional Kubuli, nome original de Dominica na língua dos Caribs que significa “grande é seu corpo”.

A cerveja nacional da Dominica, no Caribe

A cerveja nacional da Dominica, no Caribe


Eu provei a bebida nacional que é chamada de rum punch, mas é mais parecida com as nossas cachaças de frutas. Eles “temperam” o rum com maracujá, limão, amendoim, laranja e variados sabores, como fazemos com a pinga e fica uma delícia! Eu tomei um de maracujá misturado com suco e gelo, para ficar mais levinho, delícia!

Relaxando em barzinho no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Relaxando em barzinho no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


O final de tarde foi nas instalações da Dive Dominica, que será a nossa operadora de mergulho de amanhã. O Dive Resort estava lotado de mergulhadores norte-americanos, nos hospedamos no seu vizinho que nos ajudou a encontrar um guia que topou nos acompanhar na maratona matutina de trekking para o Boiling Lake as 5h30 da matina! Agora é descansar, por que o dia amanhã será longo.

Dominica, Roseau, Portsmouth, cachoeira

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Cusco em um Dia

Peru, Cusco

Hábeis artesãs praticam o tear em pátio interno de museu em Cusco, no Peru

Hábeis artesãs praticam o tear em pátio interno de museu em Cusco, no Peru


Antiga capital do Império Inca (século XIII a 1532), Cusco é hoje a mais cosmopolita das cidades turísticas da América do Sul. Apenas em 2013 recebeu mais de 2 milhões de turistas nacionais e internacionais em busca de cultura, história e aventura, 300 mil deles a caminho de Machu Picchu. Arqueologia, história, cultura tradicional, gastronomia, esportes radicais e de aventura; pode parecer exagero, mas Cusco oferece atividades para todos os gostos, idades e bolsos.

Plaza de Armas em Cusco, no Peru

Plaza de Armas em Cusco, no Peru


Uma cidade viva que consegue reunir o velho e o novo, a aventura e o conforto, o tradicional e o inusitado em uma grande salada cultural temperada por sotaques quéchuas, aymarás, latinos, europeus, anglo-saxões e asiáticos, todos convivendo em perfeita harmonia.

Plaza de Armas em Cusco, no Peru

Plaza de Armas em Cusco, no Peru


A primeira vez que estive aqui em 2005, Cusco foi o grand finale de uma viagem de 15 dias de La Paz, na Bolívia, até aqui, passando pelo Titicaca e me aventurando em uma descida alucinante de bike por uma das estradas mais perigosas do mundo a caminho de Machu Picchu. Eu havia planejado toda a viagem sozinha, com trilha para Machu Picchu e tudo, quando um contratempo do meu trabalho me fez atrasar uma semana, perder o passaporte de entrada na trilha Inca oficial, mas em contrapartida ganhei a companhia do Luis, que revelou uma grande amizade e uma das melhores viagens que já fizemos na vida! O Perú tem esse efeito nas pessoas, o choque cultural e as experiências que vivemos aqui nunca são esquecidas.

Porta de igreja em Cusco, no Peru

Porta de igreja em Cusco, no Peru


Hoje, 8 anos mais tarde a Plaza de Armas foi reformada, ganhou novo paisagismo e a cidade saltou de 375 mil para 435 mil habitantes. O turismo se estruturou ainda mais, o setor hoteleiro cresceu a oferta de hostels, hotéis boutiques e hotéis de luxo, o transporte foi organizado, o sistema de controle de entrada nas principais atrações foi ajustado para garantir manutenção e preservação dos sítios arqueológicos e o que estava subutilizado foi potencializado para garantir o melhor funcionamento da indústria turística peruana, que já representa 3,75% do PIB nacional. É, nossos hermanos peruanos estão fazendo tudo direitinho.

Torre de igreja em Cusco, no Peru

Torre de igreja em Cusco, no Peru


Super tourist friendly Cusco possui operadoras turísticas para todas as rotas que você imaginar: do Titicaca ao Vale Sagrado e Machu Picchu, da Cordilheira Blanca ao norte à Amazonia Peruana. A maioria dos guias são professores formados que viram que ganhariam melhor com os gringos. Bem treinados falam, além do espanhol, inglês, alemão, francês, japonês, italiano. português e por que não, russo! Se você estava procurando, acabou de encontrar o ponto ideal para começar suas explorações no país.

Plaza de Armas em Cusco, no Peru

Plaza de Armas em Cusco, no Peru


Nosso roteiro foi pensado com base na agenda do nosso mais novo tripulante, Gustavo Filus, que desembarcou ontem no aeroporto de Cusco e terá 10 dias para explorar toda a região. Nestes período passaremos por Cusco, Vale Sagrado, Águas Calientes e Machu Picchu e fecharemos com chave de ouro com um trekking de 3 dias nas ruínas de Choquequirao, retornando para Cusco na noite anterior do embarque do Gustavo. Vai ser pauleira, mas sem dúvida vai valer a correria!

Com o Gustavo, caminhando em rua do centro de Cusco, no Peru

Com o Gustavo, caminhando em rua do centro de Cusco, no Peru


Ontem depois do aeroporto já adiantamos o tour pelas Ruínas de Saksawaman e fizemos uma visita ao camping onde está o pessoal da Landcruising Adventure, demos uma volta na Plaza de Armas e aproveitamos para o Gustavo aclimatar. Lembre-se! Cusco está a 3.400m de altitude, andar com calma, descansar bastante e tomar muita água vai te poupar do cansaço e dor de cabeça que são normais nestes primeiros dias.

Roteiro em Cusco


Tínhamos um dia de explorações pela cidade, selecionamos então as principais atrações do Boleto turístico de Cusco, além do Museu de Arte Contemporânea, para ver algo mais moderninho, além de um passeio gostoso pelo Bairro San Blás.

Caminhando pelo Qorikancha, ou Templo Mayor Inca, em Cusco, no Peru

Caminhando pelo Qorikancha, ou Templo Mayor Inca, em Cusco, no Peru


Começamos as explorações pelo Museu de Cusco, ou Museu Histórico Regional, localizado na antiga mansão colonial do escritor Garcilaso de La Vega, que viveu aí até 1560, quando aos 20 anos partiu para estudar na Espanha. Garcilaso era filho de um nobre conquistador espanhol com uma Princesa Inca, filha de Túpac Huallpa. Tendo convivido nas duas culturas, falava espanhol e quéchua e foi testemunha ocular de todo período colonizatório de um ângulo muito privilegiado, tornando-se depois o principal cronista da vida dos Incas, a história e a conquista espanhola sobre este Império.

Pátio interno de museu em Cusco, no Peru

Pátio interno de museu em Cusco, no Peru


Mais tarde ele lançou o famoso livro “Comentarios Reales de los Incas”, porém nunca retornou à sua terra natal, morrendo na Espanha em 1616. A sua antiga mansão além da arquitetura colonial espanhola (que eu amo de paixão!), com aqueles pátios internos imensos e paredes de pedra espessas, podemos conhecer melhor a sua história e passagens marcantes da história da conquista espanhola sobre os Incas. Uma das passagens mais fortes é o da captura e morte de Tupac Amaru II, mestiço descendente direto do último imperador Inca que liderou uma revolta contra os espanhóis em 1572. Esta batalha foi a maior enfrentada pelos espanhóis em toda a América Latina, mas mesmo com milhares de soldados indígenas e mestiços e centenas de soldados espanhóis mortos, Tupac Amaru não venceu a batalha. Seu triste fim, após assistir a morte de sua família em praça pública, foi o esquartejamento “a cavalo”. Tempos terríveis, estes.

Representação bastante clara da morte por esquartejamento  do líder revolucionário Tupac Amaru, em museu de Cusco, no Peru

Representação bastante clara da morte por esquartejamento do líder revolucionário Tupac Amaru, em museu de Cusco, no Peru


Dali passamos pelo Museu de Arte Contemporânea do Peru, mais leve e cheio de graça. Situado também em uma antiga casa colonial, seu pátio interno é repleto de artesãos vendendo todo tipo de tecelagens e bugigangas imagináveis. Eu sempre gosto de dar uma olhada no que o país ou a região está produzindo atualmente, as releituras das origens indígenas somadas às cores e aos traços mais modernos sempre trazem um belo resultado. Pena não podermos tirar fotos, mas quem quiser conferir este museu também está no Boleto Turístico de Cusco, na Plaza Regozijo, a mais simpática das redondezas do centro histórico, na minha humilde opinião.

Foto tradicional nas ruas de Cusco, no Peru, com uma lhama e algumas cholas

Foto tradicional nas ruas de Cusco, no Peru, com uma lhama e algumas cholas


Seguimos caminhando pelas estreitas ruas de paralelepípedos no centro de Cusco, entre cholas e llamas artistas, subimos uma ladeira na quina direita da Plaza de Armas, próximo ao escritório da Peru Rail, e chegamos finalmente ao Museu del Inca. Uma das casas mais imponentes transformadas em Museu, a mansao do então tenente Francisco Aldrete Maldonado foi reconstruída e restaurada duas vezes por ocasião dos terremotos de 1650 e 1950. Lá além da grande coleção de arte pré-colonial em ouro, prata, têxteis, cerâmicas e tesouros arqueológicos pertencentes à Universidad Nacional de Cusco, o que mais me chamou atenção é o trabalho desenvolvido pelas mulheres tecelãs que ficam trabalhando no pátio interno. Elas têm uma habilidade e uma rapidez nos movimentos invejável e nos fazem viajar no tempo em que suas tátara-tátara-tátara-tátaravós faziam exatamente o mesmo que elas fazem hoje: teciam belas tramas andinas com lã de llama e alpaca, sentadas sobre suas saias nas mesmas calçadas de pedras por onde andamos hoje.

Hábeis artesãs praticam o tear em pátio interno de museu em Cusco, no Peru

Hábeis artesãs praticam o tear em pátio interno de museu em Cusco, no Peru


Artesãs trabalham em pátio interno de museu em Cusco, no Peru

Artesãs trabalham em pátio interno de museu em Cusco, no Peru


Outro destaque são os Keros, estes vasos cerimoniais feitos em madeira de cabaças (ou porongos), frutos arredondados que secos ficam com esta cara da foto abaixo. O trabalho minuscioso é tão detalhado que precisamos de uma lupa para tentar ler a história contada nos relevos esculpidos à mão por estas exímias artesãs.

A incrível arte da micropintura em cabaças, em museu de Cusco, no Peru

A incrível arte da micropintura em cabaças, em museu de Cusco, no Peru


Uau! Manhã cheia de cultura e museus, hora de uma parada gastronômica especial. Fomos a um dos mais antigos e tradicionais restaurantes de comida peruana em Cusco. Lá a parrilla corre solta e os pratos variam entre cuy (porquinho da índia), cabrito, llama e leitão, todos acompanhados de batatas variadas e arroz. Comida típica deliciosa, só poderia ser acompanhada de uma cerveja típica daqui, não... não estou falando da chicha, fermentado de milho adocicado que é a cerveja dos locais, estou falando dela, a cusqueña!

A deliciosa e tradicional cerveja local, em Cusco, no Peru

A deliciosa e tradicional cerveja local, em Cusco, no Peru


Bem alimentados continuamos a nossa caminhada agora pelas ladeiras do bairro mais charmoso de Cusco, o artístico e super cool San Blás. Dica, se você está mochilando e não tem um carro para estacionar (como a nossa Fiona), fique hospedado aqui. San Blás é o novo point latino hipster de Cusco, têm vários hostels, posadas e hostels boutiques super bacaninhas, além de restaurantes e barzinhos descolados. Aqui vale deixar a preguiça de lado e subir, subir, subir, até encontrar o mirante de San Blás com uma bela vista da cidade. Detalhe... acabou a bateria da minha câmera, então fiquei sem fotos lá do alto. =(

Praça de San Blas, em Cusco, no Peru

Praça de San Blas, em Cusco, no Peru


Os simpáticos caminhos do bairro de San Blas, em Cusco, no Peru

Os simpáticos caminhos do bairro de San Blas, em Cusco, no Peru


Imagino que até vocês já devam estar ficando cansados por aqui, mas a nossa visita ainda não acabou. Ainda nos falta nada mais nada menos que o Qorikancha, Templo Mayor Inca! Toda a cidade de Cusco foi construída sobre a antiga capital do Império Tahuantinsuyo, o Império Inca. A Catedral de Santo Domingo, por exemplo, foi construída sobre o Palácio de Viracocha, outros templos e terraços deram não apenas o seu espaço, mas a sua estrutura e cada uma de suas pedras para os espanhóis construírem ali, em cima, a sua história e sua nova capital. Não à toa os descendentes e defensores mais aguerridos da cultura inca tem uma certa ressalva com europeus.

Nem todos concordam com todo esse turismo em Cusco, no Peru

Nem todos concordam com todo esse turismo em Cusco, no Peru


Com o Qoricancha não foi diferente, o Convento de Santo Domingo foi construído sobre o Templo Mayor dos Incas, Templo do Deus Sol. Segundo relatos de Garcilaso o templo mayor tinha o piso e as paredes cobertos de placas de ouro, um jardim repleto de estátuas de ouro e um imenso disco dourado incrustado de pedras precisosas que representava o Inti, Deus Sol.

Relíquia Inca no Qorikancha, ou Templo Mayor, em Cusco, no Peru

Relíquia Inca no Qorikancha, ou Templo Mayor, em Cusco, no Peru


Tudo isso foi derretido, transformado em barras de ouro e levado pelos espanhóis. O que restou foi utilizado na decoração da Catedral Santo Domingo. Riqueza pouca é bobagem. Dizem que os Incas não davam valor ao ouro como os espanhóis e este talvez tenha sido mais um erro dos nativos americanos, ao não perceberem a ganância do povo conquistador que chegava para tomar não apenas suas riquezas, mas a sua moral e o seu império.

Jardins do palácio Qorikancha, em Cusco, no Peru

Jardins do palácio Qorikancha, em Cusco, no Peru


Foto em parede do Templo Mayor, no mesmo lugar de 23 anos atrás, em Cusco, no Peru

Foto em parede do Templo Mayor, no mesmo lugar de 23 anos atrás, em Cusco, no Peru


Por último, mas não menos importante, fechamos o nosso intensivo de Cusco com uma visita ao show de danças típicas com apresentações de grupos tradicionais das mais diferentes vilas e regiões peruanas. Jovens meninas e meninos com suas roupas tradicionais revelam as raízes andinas e a influência espanhola na dança e na música peruana.

Apresentação de dança típica em Cusco, no Peru

Apresentação de dança típica em Cusco, no Peru


Apresentação de dança típica em Cusco, no Peru

Apresentação de dança típica em Cusco, no Peru


O jantar, podres e acabados, foi em um restaurante em frente à Plaza San Francisco, já um pouco fora do eixo mais turístico da plaza de armas. Um restaurante simples mas bem simpático e cheio de locais. Carne de Alpaca com risoto de quinoa, hummm, meu prato predileto! Ainda mais depois de 8 dias a pão, água, pedialite e canja de galinha. Daqui seguimos rumo ao Vale Sagrado para mais explorações dos Andes Peruanos.

Visita ao Qorikancha, ou Templo Mayor, em Cusco, no Peru

Visita ao Qorikancha, ou Templo Mayor, em Cusco, no Peru



Curiosidade 1 – Vejam a segunda foto do post, algo lhes chama atenção? Sim! Uma bandeira linda com um arco-íris, ao lado da bandeira do Perú! Pois é meu povo, essa bandeira espalhada por toda cidade não é uma ode ao movimento gay, como eu pensava. Achei que tinha chego aqui na Cusco Gay Week ou algo assim, mas embora eu tenha simpatizado ainda mais com a cidade ao vê-la por aí, logo descobri que é a própria bandeira da cidade de Cusco, que representa a pluralidade dos povos andinos. =)

Curiosidade 2 – Tá vendo essa foto aí abaixo? Pois é, bem legal, adoro provar chapéus, mas em Cusco alguns vendedores não verão com bons olhos se você chegar na loja e provar o chapéu dele sem pedir permissão antes... acredite, eu levei uma bronca por provar um chapéu regional, não este aí do Cats!

Experimentando chapeu em lojinha de Cusco, no Peru

Experimentando chapeu em lojinha de Cusco, no Peru

Peru, Cusco, museu, roteiro, Qorikancha, San Blás, Museu Inca

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