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Mesa Verde e os Povos Ancestrais

Estados Unidos, Colorado, Mesa Verde National Park

Uma cidade inteira sob a rocha no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Uma cidade inteira sob a rocha no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


O Mesa Verde National Park foi estabelecido em 1906 e foi o primeiro parque nacional criado para proteger um patrimônio histórico e arqueológico nos Estados Unidos. São 211km2 de área de preservação que incluem mais de 5 mil sítios arqueológicos pertencentes aos Anasazi, povos ancestrais que chegaram aqui muito antes das populações nativas americanas encontradas pelos colonizadores.

A magnífica vista do alto do platô do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

A magnífica vista do alto do platô do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Os Povos Ancestrais, aqui chamados de Ancestral Pueblos, viveram em cânions suspensos neste imenso platô, uma montanha em forma de mesa, do ano 600 até 1300d.C. Eles chegaram até a Mesa Verde seguindo os animais de caça como bisões e veados e encontraram um ambiente propício para a agricultura e a vida sedentária. Segundo os antropólogos e arqueólogos que estudam a região, foram várias as fases de desenvolvimento deste povo, que passou de nômade-caçador e coletor para uma sociedade de agricultores, hábeis artesãos e engenhosos construtores.

Antiga habitação puebla no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Antiga habitação puebla no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Ruínas pueblas no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Ruínas pueblas no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


As plantações de milho e outras plantas como feijão eram sabiamente posicionadas nas colinas com a angulação perfeita para receber a maior quantidade de sol, aumentando o sucesso das colheitas. A yuca, tipo de planta comum por estes desertos, era a principal matéria prima para todos os tecidos, sandálias e afins, que os aqueciam no inverno, assim como as peles de animais. As casas que inicialmente eram construídas praticamente todas embaixo da terra, com lareiras e esquemas de ventilação, passaram a uma das estruturas mais curiosas encontradas aqui na América do Norte.

Escavação arqueológica no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Escavação arqueológica no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Interior de habitação puebla no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Interior de habitação puebla no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


O inverno na região é duro, temperaturas abaixo de zero são mais do que comuns, muita neve e frio. Para se defender disso a sociedade desenvolveu uma rica arquitetura, cidades inteiras incrustadas nos penhascos dos cânions no alto da Mesa Verde. Só dentro da área do parque são encontrados mais de 600 cliff dwellings (moradias de penhascos), sendo que 90% destas possuem 10 quartos ou menos. E vários outros grupos de casas parecidas a estas são encontradas desde a região conhecida como Four Corners até o Colorado e o Novo México.

As surpreendentes ruínas pueblas no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

As surpreendentes ruínas pueblas no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Painel informativo sobre os pueblos e sua prática de morar em tocas na rocha do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Painel informativo sobre os pueblos e sua prática de morar em tocas na rocha do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Durante o inverno o parque não está completamente acessível, mas ainda assim foi possível visitarmos vários dos sítios arqueológicos e ter uma boa ideia da cultura e da história deste povo. Começamos pelo recém-inaugurado centro de visitantes, com ótimas explicações de uma senhora voluntária, além de uma ampla exposição sobre os puebloans e o parque.

Muito frio do lado de fora do centro de Visitantes do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Muito frio do lado de fora do centro de Visitantes do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


A segunda parada foi na impressionante Spruce Tree House, com mais de 130 quartos onde viviam centenas de pessoas. Acredita-se que cada agrupamento de casas como esta era uma vila que mantinha boas relações com as vilas vizinhas. Há ainda a Balcony House com 40 quartos e o Cliff Palace é o maior e mais famoso conjunto do parque, com 150 quartos e uma localização super privilegiada para os dias frios de inverno, com uma incidência mais longa dos raios solares.

Encontro com brasileiros no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Encontro com brasileiros no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Ruínas pueblas nas encostas de pedra do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Ruínas pueblas nas encostas de pedra do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


As paisagens brancas do Mesa Verde são de uma serenidade incrível, entre árvores, cânions e rochedos continuamos encontrando novos sítios arqueológicos e inclusive uma construção inacabada que acreditam ter sido feita em honra ao sol. Qual era exatamente a crença deste povo é difícil adivinharmos, mas que o sol era um elemento chave para a sua sobrevivência (por sinal como ainda é para todos nós!), regrando os plantios e colheitas, aquecendo suas casas contra os invernos rigorosos, disso não se pode duvidar.

Ruínas de um antigo templo no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Ruínas de um antigo templo no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Vários povos indígenas americanos tem orgulho de reconhecer os puebloans como seus ancestrais, homens sábios, fortes e muito conectados com a natureza. As dúvidas e perguntas sobre este misterioso povo que vivia nesta região só aumentaram e continua o eterno paradigma do ser humano, quanto mais sabemos, mais temos consciência que não sabemos de nada.

Enfrentando a neve e o frio no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Enfrentando a neve e o frio no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Colorado, Mesa Verde National Park, arqueologia, Cortez, Mesa Verde, parque nacional

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Grand Teton National Park

Estados Unidos, Wyoming, Grand Teton National Park

As montanhas mais altas são iluminadas pelo sol que nasce no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

As montanhas mais altas são iluminadas pelo sol que nasce no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


O Parque Nacional Grand Teton faz parte do corredor natural de preservação do seu irmão mais velho o ilustre Yellowstone. Mesmo muitas vezes ofuscado pela fama do vizinho, o parque não deixa de receber milhares de visitantes que combinam ambos em uma mesma viagem e descobrem universos completamente diferentes de lagos e montanhas há menos de 50km da fronteira sul do parque.

Lago espelhado no início de nossa caminhada no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Lago espelhado no início de nossa caminhada no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


A cordilheira que onde se destaca o poderoso pico Grand Teton (4.197m), possui uma das formações rochosas mais antigas do mundo, com mais de 2,7 bilhões de anos de idade. As montanhas, por sua vez, estão dentre as mais jovens do mundo, sendo resultado de terremotos e movimentações das placas tectônicas na falha de Teton. Seguidos terremotos fizeram que um lado da placa se afundasse sob a placa tectônica vizinha, criando uma grande depressão chamada de Jackson Hole, enquanto do outro lado cresceu a grande cadeia do Grand Teton. As montanhas foram esculpidas pela erosão dos ventos, glaciares e água que nivelaram o vale e deixaram no seu caminho lindos rios, moraines e lagos de água cristalina.

Pôr-do-sol no String Lake, lago no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Pôr-do-sol no String Lake, lago no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Os terremotos passaram e deixaram para trás um cenário magnífico com diversos picos nevados, um ecossistema riquíssimo em fauna e flora e um verdadeiro playground para os montanhistas, hikers, paddlers e amantes de atividades em meio à natureza. Os mais de 310.000 acres de área preservada podem ser facilmente explorados pela Loop Road, uma estrada que corta o parque com as melhores vistas para as montanhas e o grandioso Grand Teton. Cada mirante nos dá um ângulo diferente, a luz de final de tarde deixou o ar destas montanhas ainda mais mágico. Aos poucos fomos percebendo que a nebulosidade que filtrava a luz, na realidade era fumaça vinda dos grandes incêndios de Idaho, estado vizinho.

As montanhas e lagos do Parque Nacional de Grand Teton, no Wyoming, nos Estados Unidos

As montanhas e lagos do Parque Nacional de Grand Teton, no Wyoming, nos Estados Unidos


Hoje começamos nossa viagem em Riverton e logo cruzamos a Bighorn National Forest, uma imensa área verde, com áreas de camping e alguns trekkings no meio da floresta de pinus. Entramos no Grand Teton pela Moran Junction com uma bela vista do Jackson Lake e seguimos para o sul em direção ao Visitor Center do Jenny Lake. Um detour obrigatório é a Signal Mountain, que tem uma vista belíssima do Snake River, que serpenteia a planície de Jackson Hole, e a oeste para as montanhas.

As planícies do parque Grand Teton vistas do alto de Signal Mountain (Wyoming, nos Estados Unidos)

As planícies do parque Grand Teton vistas do alto de Signal Mountain (Wyoming, nos Estados Unidos)


No centro de visitantes conseguimos um mapa mais detalhado da região que iremos explorar em um trekking no dia seguinte. Novamente, a organização dos parques americanos é absurda. Os caras nos dão um mapa topográfico apuradíssimo da trilha com todas as distâncias e ganhos de altitude, perfeito para trekkers independentes. Este é um detalhe curioso, em quase toda a América Latina como as trilhas nem sempre possuem manutenção e não são bem sinalizadas, somos obrigados a contratar guias.

Após quase duas milhas, chegamos à placa indicativa. Nosso objetivo é o loop, uma das grandes trilhas no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Após quase duas milhas, chegamos à placa indicativa. Nosso objetivo é o loop, uma das grandes trilhas no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Quando é um trekking de alta montanha ou em lugares mais isolados nós não ligamos, até gostamos, na verdade, por que é um ótimo contato com a cultura local e a troca de experiências pode ser muito rica. Aqui nos Estados Unidos a cultura é do “faça você mesmo” e este profissional praticamente não possui demanda já que é tudo muito organizado e fica quase impossível se perder.

Lendo painel informativo sobre as imponentes montanhas do parque de Grand Teton, no Wyoming, nos Estados Unidos

Lendo painel informativo sobre as imponentes montanhas do parque de Grand Teton, no Wyoming, nos Estados Unidos


Enfim, traçada a rota de amanhã, tiradas as dúvidas sobre como lidar e/ou evitar um encontro mais íntimo com ursos, continuamos nosso caminho em direção à cidade de Jackson, no portão sul do parque. Jackson é uma cidade dedicada ao turismo, oferece toda a infraestrutura necessária, hotéis, motéis, restaurantes, lojinhas e algum agito noturno onde os jovens montanhistas se reúnem para dançar música country e tomar uma boa cerveja artesanal. Durante a alta temporada, encontrar um quarto disponível pode ser difícil mesmo com os preços mais altos. O Kildo Motel é uma opção simples, com preços mais acessíveis e ótima localização, a duas quadras da praça principal.

Portal em praça na cidade de Jackson, feito apenas com chifres de renas (ao sul do Grand Teton National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos)

Portal em praça na cidade de Jackson, feito apenas com chifres de renas (ao sul do Grand Teton National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos)

Estados Unidos, Wyoming, Grand Teton National Park, Grand Teton, Great American Drive, Jackson, Montanhas, Natureza, Yellowstone Area

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Brasil, Espírito Santo, Iriri, Anchieta

Pátio em frente à igreja de Anchieta - ES

Pátio em frente à igreja de Anchieta - ES


Estamos acompanhando de perto a corrida eleitoral, todas as notícias, dia a dia dos presidenciáveis, discursos, debates e escândalos. Lembro que logo que completei 16 anos a primeira coisa que quis fazer foi ir até o TRE tirar o meu título de eleitor. Votar sempre fez parte da minha noção de exercício de cidadania. Na escola em que eu estudava, adorava quando faziam simulações de eleições e plebiscitos, como em 1993, quando houve o plebiscito sobre a forma e o sistema de governo no Brasil, eu votei para o parlamentarismo! Em 1989 na eleição que elegeu o Collor, eu fazia campanha contra o Collor entre os meus amigos, mas não a favor do Lula... ali estava difícil achar em quem votar. Participar das decisões do país pelo menos faz eu me sentir no direito de reclamar e me indignar com as coisas que acontecem. Enfim, por que tudo isso no post de hoje? Confesso que fiquei meio cabisbaixa por hoje não poder participar desta decisão, ainda mais com um segundo turno tão apertado. Pesquisamos o voto em trânsito, mas tínhamos que, 1 mês antes, definir qual seria a capital onde iríamos votar. Aí ficou difícil, como o nosso cronograma varia de acordo com as previsões de tempo não tínhamos como prever exatamente onde estaríamos ou até fazer um “pequeno” detour para votar. Vamos combinar que não deveria ser complicado um sistema eletrônico receber votos por seção em qualquer lugar do país. Mas o sistema ainda não está tão evoluído para acompanhar o ritmo dos 1000dias. Fomos à Escola Tom e Jerry em Iriri para justificar o voto.

Justificando o voto na eleição 1o turno, em Iriri - ES

Justificando o voto na eleição 1o turno, em Iriri - ES


Uma pena, mais tarde acompanhando a apuração das urnas eu sempre me sentia ali um nada dentro daquelas abstenções tão importantes para virar o jogo! Foram 24.607.504 de abstenções, mais de 18% dos eleitores brasileiros que justificaram ou simplesmente não compareceram às urnas. Qual será o percentual destas abstenções que justificaram? O percentual de justificativas vem apenas crescendo e preocupa o TSE, pois vem crescendo gradativamente a cada eleição. Hoje com a tecnologia que temos este cenário pode e deve mudar, só falta saber quando!

A famosa muqueca do Curuca, em Meaípe - ES

A famosa muqueca do Curuca, em Meaípe - ES


Enfim, sem poder exercer os meus direitos e deveres civis, fomos afogar as mágoas em uma moqueca de peixe no Curuca, em Meaípe. Antes disso passamos pelo Santuário Anchieta, onde nasceu e morreu o famoso Padre Anchieta, um dos fundadores da cidade de São Paulo. Pedi perdão pela minha abstenção e para que ajudasse o Brasil a conseguir um segundo turno. Dali, seguimos para Ubú, praia tranqüila e muito bonita que fica no caminho de Meaípe.

Praia deserta, em Ubu - ES

Praia deserta, em Ubu - ES


Afogadas as mágoas, sem nem poder tomar uma caipirinha para esquecer, (droga de lei seca) nós pegamos estrada para o interior do estado. Esta noite dormimos em Ibitirama, portal de entrada para o Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça e um dos acessos ao Pico da Bandeira, nosso próximo desafio.

Brasil, Espírito Santo, Iriri, Anchieta, Meaípe, Praia, Ubu

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Rumo a Barbados!

Barbados, Dover, Estados Unidos, New York, Nova Iorque

Muito stress na praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe

Muito stress na praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe


Vida de viajante tem dessas, virar noite em trem, metro, air train e aeroporto, ficar quase 48 horas acordados entre New Jersey, dando uma passadinha em Nova Iorque, tomar um chá de aeroporto no JFK para finalmente chegar ao nosso destino.

Madrugada na estação de trem de Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos

Madrugada na estação de trem de Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos


Viajante roots que não quer gastar, é claro! Poderíamos ter escolhido um voo em um horário mais fácil ou um hotel perto do aeroporto, ou ainda ter pego um táxi por 200 dólares e não ter passado por aventuras e experiências como: esperar o trem da meia-noite em Princeton Junction; ver o fim de festa de um domingo de madrugada na Penn Station em Nova Iorque e quando saímos da estação, dar de cara com o Madison Square Garden! As ruas da capital do mundo estavam sujas como nunca, movimentadas e iluminadas como sempre, enquanto os bares da 33 St. entre a 6ª e a 7ª Avenida ainda recebiam solitários no fim de expediente, bêbados e mochileiros rumo a Barbados.

Lado de fora da Penn Station, em frente ao Madison Square Garden em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Lado de fora da Penn Station, em frente ao Madison Square Garden em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Caminhando de madrugada, mochila nas costas, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Caminhando de madrugada, mochila nas costas, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Chegamos a Barbados, a mais inglesa e mais oriental das ilhas caribenhas! O seu isolamento geográfico fez com que continuasse sobre influência britânica por mais tempo, sem espanhóis, franceses e portugueses para incomodar. Os bajans (barbadians) mais famosos são jogadores de cricket, o esporte nacional, ao lado de polo, corrida de cavalos e eventualmente o futebol.

Chegando à Barbados, no Caribe

Chegando à Barbados, no Caribe


A ilha foi visitada por espanhóis e portugueses nos idos de 1500, estes a batizaram de Barbados devido às figueiras que lembravam longas barbas. Em 1624 chegaram os ingleses que três anos mais tarde firmaram a primeira colônia permanente na ilha. A partir daí a história não é muito diferente das que conhecemos em outras ilhas caribenhas. Em menos de 15 anos todas as figueiras barbadas e árvores nativas foram substituídas por plantações de cana e a ilha, então inabitada, passou a receber um grande número de africanos que trabalhavam como escravos nas rentáveis plantações e moinhos de açúcar.

Feriado movimentado na praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe

Feriado movimentado na praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe


Hoje Barbados possui um a população estimada de 280 mil habitantes, possui uma lata densidade populacional, com praticamente todo território ocupado. País de economia forte e organizada para os padrões caribenhos, uma das suas principais atividades econômicas é o turismo e sofre de problemas ambientais, tais como a falta de saneamento e consequente poluição dos seus lençóis freáticos, principal fonte de água potável do país.

A praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe

A praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe


Após a interminável noite, a recepção não poderia ser melhor! Sol, praia de areias brancas e mar azul ciano, peixinho grelhado e um rum punch para entrar no clima!

Viva o Caribe! (praia de Dover, na costa sul de Barbados)

Viva o Caribe! (praia de Dover, na costa sul de Barbados)


Assim começamos hoje a nossa série de posts caribenhos na Expedição pelas Leward Islands. Serão 9 países em 35 dias, de Barbados a Granada, passando pelas francesas Dominica, Martinica e Guadalupe. Cada dia vocês encontrarão aqui um pouca da história, cultura e das maravilhas naturais deste pedaço de paraíso na terra.

Belíssimo entardecer na praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe

Belíssimo entardecer na praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe

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Roliúde Nordestina

Brasil, Paraíba, Cabaceiras (Laje do Pai Mateus)

Dentro da Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

Dentro da Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB


A região do Cariri Paraibano é velha conhecida de todos os brasileiros que prestigiam o cinema nacional. Filmes como o “Auto da Compadecida”, “Cinema, Aspirinas e Urubus” e “Canta Maria” foram filmados na região. As cidadezinhas que aparecem nos filmes, interioranas, com aquelas casinhas antigas e igreja na praça central, é exatamente a cara da cidade de Cabaceiras.

Igreja em Cabaceiras - PB

Igreja em Cabaceiras - PB


Uma área de beleza cênica ímpar no sertão do nordeste, não é a toa que a cidade é conhecida como a Roliúde Nordestina. O Museu Cinematográfico Municipal tem no seu acervo fotos, filmes e memórias dos mais de 20 filmes longas rodados na região.

Cabaceiras - PB

Cabaceiras - PB


Durante a manhã fomos conhecer o Cânion, achando que encontraríamos uma paisagem seca. Que nada! O leito de um caudaloso rio nos meses de chuva e que nesta época ainda possui algumas lagoas, que segundo Paulo, nunca secaram. Tomamos um delicioso banho de rio, com o panorama lunar formado pela erosão da água nas rochas.

Canyon do rio Soledade, região de Cabaceiras - PB

Canyon do rio Soledade, região de Cabaceiras - PB


Buraco na pedra no canyon do rio Soledade, em Cabaceiras - PB

Buraco na pedra no canyon do rio Soledade, em Cabaceiras - PB


Depois do almoço, trabalho e um passeio pela cidade de Cabaceiras, seguimos ver o pôr-do-sol na aclamada Laje do Pai Mateus. Eleito a primeira maravilha do Estado da Paraíba, o lajedo é uma imensa formação rochosa, com imensas pedras arredondadas sobrepostas.

A famosa Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

A famosa Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB


Pai Mateus foi um curandeiro que viveu entre os anos de 1700 e 1800. Não se sabe ao certo se era um curandeiro indígena ou negro, fato é que sua história sobreviveu até hoje, assim como a sua casa sobre o lajeado de mesmo nome.

A casa de Pai Mateus, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

A casa de Pai Mateus, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB


Une-se a esta história a crença popular no poder das rezadeiras, mulheres ou até mesmo homens, com o dom da cura. Avô de Ribamar, um guia local, já teria apagado fogo na caatinga, apenas com as suas preces.

Vista de dentro da Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

Vista de dentro da Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB


O pôr-do-sol no Pai Mateus é um momento de energia e colorido especial! Os liquens alaranjados provam que o mar virou sertão, brilhando ainda mais no fim de tarde. Pedimos licença ao Pai Mateus para conhecer a sua casa e nos reenergizamos na pedra onde ele deve ter visto muitos outros momentos como este. Um elo direto entre nós, Pai Mateus e nossos mais antigos ancestrais americanos, unindo as histórias da idade da pedra e da nossa roliúde nordestina. Ah, se essas pedras falassem.

Observando o pôr-do-sol no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

Observando o pôr-do-sol no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

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Os Pireneus

Brasil, Goiás, Pirenópolis

O 'Filho' e o 'Espírito Santo', no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO

O "Filho" e o "Espírito Santo", no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO


Pireneus (com “e”) foram assim chamados, pois se assemelham com os Pirineus (com “i”), uma cadeia de montanhas entre a França e a Espanha. Ok, a versão brasileira é mais acanhada, enquanto uma tem quilômetros e quilômetros de extensão, montanhas altas e até picos nevados, o nosso fica no interior de Goiás, região de clima quente e são um conjunto de três montanhas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Fiona transita no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO

Fiona transita no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO


É um centro de peregrinação que já recebeu mais de 5 mil pessoas durante na Festa do Morro, que acontece na lua cheia de julho. Centenas de pessoas acampam na base do Pai, onde fica a capela e a cruz principal. A maioria dos romeiros vem de Pirenópolis, cidade há cerca de 20 km da entrada do parque.

Muitos 'chuvirinhos' no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO

Muitos "chuvirinhos" no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO


O Parque Estadual dos Pireneus foi criado em 1987, possui uma área de aproximadamente 3 mil hectares e abriga o ponto mais alto da região, com 1.385m de altitude. Ali próximo também fica um córrego de águas verdes e geladíssimas, que forma alguns poços procurado por jovens após as caminhadas e trilhas.

Uma das quedas d'água do Sorrizal, no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO

Uma das quedas d'água do Sorrizal, no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO


Chegamos à cidade já no final da tarde, final de semana cheio, tivemos trabalho para encontrar uma pousada disponível no centro. As meninas do CAT, Centro de Atendimento ao Turista foram super atenciosas e conseguiram uma das últimas vagas na Pousada Cavalhadas, em frente à Igreja Matriz.

Muitos 'chuvirinhos' no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO

Muitos "chuvirinhos" no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO


Cidade colonial de ruas estreitas e calçamento de pedras, Pirenópolis está totalmente orientada ao turismo. Uma das principais ruas do centro histórico é a Rua do Lazer, onde os bares e restaurantes se espalham pelo passeio formando um calçadão. Artistas, artesãos e músicos dão o toque cultural à noite pirenopolina. À noite fomos conferir a cena musical jovem da cidade na Casa das Pedras, um bar e boate que hoje apresentava uma banda de jazz muito bacana! O show misturava jazz com a nova MPB, trazendo ritmos bem dançantes. Pista de dança cheia, fizemos amizades com brasilienses e goianos e, para não perder o costume, o Rodrigo teve trabalho para me convencer a ir embora! Até o Chico (nosso primo “goiano”) ficou impressionado, noite de jazz no estado onde a sertaneja predomina? “Isso na é comum aqui não”, disse ele. Foi uma surpresa que nos deixará boas lembranças de Piri.

Com o Chico, no alto do 'Pai', no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO

Com o Chico, no alto do "Pai", no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO

Brasil, Goiás, Pirenópolis, Montanha, Parque Estadual dos Pireneus

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Sem meu dupla =(

Saba, The Bottom

Uma bela arraia xita durante o mergulho em Tent Reef, na costa de Saba - Caribe

Uma bela arraia xita durante o mergulho em Tent Reef, na costa de Saba - Caribe


Hoje foi mais um dia de mergulhos em Saba, mas com uma grande novidade: sem o meu amado dupla. Hoje cedo ainda não estava se sentindo bem, obviamente a indicação é ficar na pousada dormindo e descansando. Eu ficaria também se já não tivéssemos pago um pacote de mergulho sem direito de cancelamento e ressarcimento, como ele estava melhorzinho, fui.

Árvore de Natal sobre Coral-cérebro, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

Árvore de Natal sobre Coral-cérebro, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe


Conseguimos mais um dia ir a ponto de mergulho diferentes, Outer Limits, Tent's Reef Wall e Big Rock Market. No primeiro fui apenas eu e um alemão em treinamento para a equipe da operadora, além do dive master. Mergulho mais profundo o Outer Limits é mais um dos pinaclos submarinos, formações em forma de agulha, o pinaclo inicia aos 27m e cai até os 50m, nós ficamos só no topo e um mergulho recreacional profundo, até os 34m. Na parede vimos uma moréia verde grandona e tivemos a visita de um Caribbean Reef Shark de aproximados 2m.

Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe

Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe


Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe

Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe


Voltamos ao porto e buscamos uma família mergulhadora, os pais que vivem em St Maarten e o filho na Inglaterra. Fomos novamente à Tent Bay, mas em um novo ponto, o Tent Reef Wall - Paredão que faz parte do conjunto conhecido como Tent Reef, ele começa aos 6,7m e desce até quase 40m. Ficamos mais rasos, 24m, onde já pudemos ver uma grande variedade de corais e esponjas, uma spanish lobster. Na parte mais rasa, corais mais jovens e uma bela tartaruguinha.

Corais semelhantes à pérolas, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

Corais semelhantes à pérolas, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe


Normalmente os mergulhos terminariam por aqui, mas já que o Ro não usou os 2 últimos mergulhos dele e não teríamos ressarcimento, aproveitei e incluí um terceiro na minha lista. Big Rock Market é a única formação puramente coralínea, sem paredes de lava ou afins, estes recifes são rasos mas muito ricos em vida submarinha. Encontramos alguns boulders e um recife com uma formação parecendo a cauda de um avião. Grande variedade de peixes de coral, barracudas, um pequeno tubarão lixa e uma linda raia xita na sua hora do almoço. Ficamos uns 20 minutos com ela, para lá e para cá, super tranquila com os curiosos borbulhadores.

Peixe curioso durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe

Peixe curioso durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe


Fechamos a temporada de mergulho na ilha de Saba, realmente um lugar maravilhoso como sempre promete o mar do Caribe, principalmente pela diversidade de corais e peixes e no caso de Saba diferentes mergulhos, parede, pináculos, etc. Mergulhar é um dos meus hobbies preferidos, mas definitivamente não é a mesma coisa mergulhar sem meu dupla amado! Espero que ele melhore logo para St. Eustatius.

Final de mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

Final de mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

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Um Roteiro pelo Norte da Cidade do México à Teotihuacán

México, Cidade do México, Teotihuacán

POR VALÉRIA ALBACH.

Pirâmides do Sol e da Lua vistas da Ciudadela, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pirâmides do Sol e da Lua vistas da Ciudadela, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Eu me chamo Valéria e adoro as viagens, até por isso que resolvi estudá-las como profissão, sou uma turismóloga, professoro e faço projetos tentando contribuir para o desenvolvimento do Turismo no Brasil. Também sou Amiga (com A bem maiúsculo) da Ana desde quando ela nasceu, madrinha desse casamento e fã dos Mil dias Por Toda América.

Val e as pirâmides do Sol e da Lua. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Val e as pirâmides do Sol e da Lua. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Quase mil dias depois da saída da Fiona de Curitiba eu consigo embarcar por essa América, e com muita sorte em um país incrível: o México.
Roubei a Ana do Rodrigo por uns dias, já que ele foi subir a montanha mais alta do país e eu não tinha condições de acompanhar. Pude me aventurar um pouco na altitude e foi super legal, mas a Cidade do México estava a nossa espera.

Pirâmide do Sol e seus vendedores incansáveis. Ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pirâmide do Sol e seus vendedores incansáveis. Ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Sem carro, achamos melhor entrar em um grupo para irmos a Teotihuacán. O lugar é tão especial, que a Ana topou revê-lo comigo, um dos poucos reprises desses mil dias. E eu achei interessante avaliar o serviço de receptivo da Cidade do México. Nosso grupo era formado apenas por pessoas que estavam hospedadas em hostels, o que na minha opinião, torna tudo mais divertido. O “alberguista” não busca apenas pagar pouco na hospedagem, ele busca integração, diversão e aprendizado. Em duas vans com australianos, franceses, suecos, obviamente encontramos brasileiros. Sim, estamos por toda a parte!

Grupo do tour no alto das ruínas da Ciudadela. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Grupo do tour no alto das ruínas da Ciudadela. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Nosso guia Ivan é recém formado em História e há quatro meses conduz grupos por diferentes roteiros. Aliás, fiquei positivamente surpreendida com a qualidade dos guias no país. Até mesmo os que não possuem curso superior, passam por cursos especializados e chancelados por universidades, com áreas específicas, como os guias de zonas arqueológicas. E a cada quatro anos, suas carteirinhas são revalidadas por meio de novos cursos. Essas zonas são muitas e há ligação entre elas, o que torna esse estudo interessante bem como o trabalho desse pessoal.

Tecido feito com fibra de maguey. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Tecido feito com fibra de maguey. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Mas voltando ao nosso roteiro, a primeira parada deste dia foi em uma zona arqueológica ao norte da enorme Cidade do México, Tlatelolco, exprimido em meio a urbanização este pequeno sítio de entrada gratuita é uma opção para os que viajam com pouca grana e desejam conhecer a história dos astecas no México. Há tantos atrativos na cidade e arredores, que é possível conhecer muita coisa sem gastar quase nada. Essa área funcionou na maior parte do tempo como mercado e recebeu até 40.000 pessoas. Ao fundo do sítio há a Igreja de Santiago que foi erguida com pedras de Tlateloco. Também em anexo há a Praça das Três Culturas que foi palco em 1968 de um massacre de aproximadamente 300 estudantes que dias antes dos Jogos Olímpicos quiseram chamar a atenção do mundo para os problemas políticos do país. Interessante encontrar história de tantas épocas distintas em um pequeno espaço.

Tlatelolco, com a Igreja de Santiago ao fundo. Cidade do México

Tlatelolco, com a Igreja de Santiago ao fundo. Cidade do México


Los Amantes de Tlatelolco, vítimas de sacrifício após uma guerra. Tlatelolco, Cidade do México

Los Amantes de Tlatelolco, vítimas de sacrifício após uma guerra. Tlatelolco, Cidade do México


Monumento ao nascimento de um novo povo. Tlatelolco, na Cidade do México

Monumento ao nascimento de um novo povo. Tlatelolco, na Cidade do México


Monumento aos estudantes que lutaram contra a ditadura e foram assassinados na praça de Tlatelolco, na Cidade do México

Monumento aos estudantes que lutaram contra a ditadura e foram assassinados na praça de Tlatelolco, na Cidade do México


Depois seguimos para o Santuário da Virgem de Guadalupe, a “Virgencita” é a padroeira do país e da América Latina e ali ocorrem as maiores peregrinações do mundo. Considerando templos católicos, depois do Vaticano é o santuário que mais recebe visitantes, uma média de 20 milhões por ano. A Basílica é lindíssima e se situa aos pés do Monte Tepeyac e a construção sofre danos devido ao afundamento do terreno (já que a cidade do México está acima de um lago aterrado). Por essa razão e para abrigar mais fiéis há uma Nova Basílica onde se encontra se a imagem da Virgem de Guadalupe. Ao contrário da maioria das imagens que são esculturas, esta é uma pintura que se acredita foi concebida milagrosamente e encontrada por um índio da tribo nahua, Juan Diego Cuauhtlatoatzin, que hoje é considerado santo. O sincretismo é evidente na cultura religiosa mexicana desde sempre.

Novo Santuário da Virgencita de Guadalupe, na Cidade do México

Novo Santuário da Virgencita de Guadalupe, na Cidade do México


Imagem da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México

Imagem da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México


Ana, Valéria e a antiga Basílica do Santuário de Guadalupe, na Cidade do México

Ana, Valéria e a antiga Basílica do Santuário de Guadalupe, na Cidade do México


A estrutura e organização do santuário impressiona, as lojinhas com o comércio de souvenirs estão na parte subterrânea, há um local externo para bênçãos e missas programadas o dia todo, e para observar a imagem da padroeira há passarelas rolantes que garantem um bom trânsito para os fiéis.

Esteiras rolantes para descongestionar o corredor onde está exposta a imagem da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México

Esteiras rolantes para descongestionar o corredor onde está exposta a imagem da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México


Fiéis chegam ajoelhados ao Santuário da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México

Fiéis chegam ajoelhados ao Santuário da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México


Após essa passagem pelo Santuário já na área de Teotihuacán fomos conhecer a área de uma cooperativa de moradores que há muitos anos atendem os turistas oferecendo explicações de seus ícones culturais como o mezcal, bebida mais tradicional que a tequila feita também do agave, seus tecidos coloridos naturalmente, seu artesanato, principalmente de obisidiana, e sua comida típica. Mesmo sendo um local totalmente destinado ao turista, a organização dessa comunidade e o interesse em se envolver com os visitantes tornaram a experiência única. E pudemos almoçar com várias pessoas do grupo rindo das comidas picantes e conversando sobre tudo.

Maguey, planta com uma infinidade de utilidades. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Maguey, planta com uma infinidade de utilidades. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Maguey, o papiro dos antigos mexicas e teotihuacanos, próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Maguey, o papiro dos antigos mexicas e teotihuacanos, próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Colorindo as fibras naturais do maguey com pétalas de flores. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Colorindo as fibras naturais do maguey com pétalas de flores. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Ferramenta de corte feita com obsidiana, a pedra vulcânica. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Ferramenta de corte feita com obsidiana, a pedra vulcânica. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Tequila e Pulque, bebidas feita de diferentes tipos de maguey. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Tequila e Pulque, bebidas feita de diferentes tipos de maguey. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Enfim, chegamos a zona arqueológica de Teotihuacán que a Ana tão bem definiu: A Cidade dos Deuses. Realmente, lá é possível um encontro com os Deuses, pura energia, puro maíz como se diz pelo México. A possibilidade de subir nas pirâmides torna a experiência impressionante e para mim, começar a compreender os povos pré-colombianos foi um banho contra a minha ignorância.

Calzada de los Muertos, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Calzada de los Muertos, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Vendedores e seus chapéus, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Vendedores e seus chapéus, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Val energizando na Pirâmide do Sol. Ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Val energizando na Pirâmide do Sol. Ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Caminhando pela Calzada de los Muertos com a Pirâmide de la Luna ao fundo.  Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Caminhando pela Calzada de los Muertos com a Pirâmide de la Luna ao fundo. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


O roteiro foi bem pensado, mas Teotihuacán merece um dia bem inteiro, já que fecha às 17h. A melhor parte foi poder dividir tudo o que vi com a minha grande amiga!

Amigas e a paisagem das ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Amigas e a paisagem das ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

México, Cidade do México, Teotihuacán, arqueologia, Santuário da Virgem de Guadalupe, Tlatelolco

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Santiago de Cali

Colômbia, Cali

Igreja em Cali, na Colômbia

Igreja em Cali, na Colômbia


Fundada em 1.536, Cali é a terceira maior cidade do país, com quase 2,4 milhões de habitantes. Na Colômbia a Cordilheira dos Andes se divide em 3 e Cali está situada entre a Cordilheira Ocidental e Central, no Vale do Cauca.

O rio Cali e uma das igrejas de Cali, na Colômbia

O rio Cali e uma das igrejas de Cali, na Colômbia


A cultura vallecaucana tem um espaço próprio, história, música, sotaques e tipos de comida específicos, como as regiões brasileiras. Para nós que somos de fora e vemos tudo como Colômbia não é tão fácil enxergar estas diferenças, mas fica claro que este povo lutou pelo reconhecimento do seu estado, que foi declarado definitivamente apenas em 1910.

Cali, na Colômbia

Cali, na Colômbia


Nós ouvimos falar de Cali apenas pelo seu cartel de drogas, que vivia em pé de guerra com o Cartel de Medellín, de Pablo Escobar. A cidade sofreu muito com as crises e guerras entre os cartéis do narcotráfico entre as décadas de 70 e 90 e embora o narcotráfico até hoje seja uma grande economia no mercado negro, os cartéis acabaram e a criminalidade já está mais controlada.

Escrevedor de cartas em praça de Cali, na Colômbia

Escrevedor de cartas em praça de Cali, na Colômbia


Assim saímos caminhar pelo centro, cruzamos o Rio Cali, a Plaza dos Poetas, uma versão colombiana da nossa Central do Brasil. Os poetas com suas máquinas de escrever parecem personagens da literatura de cordel. Cada um tem seu espaço reservado para sua mesa, guarda-sol (ou chuva), para escrever as cartas dos moradores que passam por ali.

Escrevedor de cartas em praça de Cali, na Colômbia

Escrevedor de cartas em praça de Cali, na Colômbia


Caminhamos até a Iglesia de San Francisco e quando começou a chover nos refugiamos no Centro Cultural em frente ao Teatro Municipal. Ali estava rolando um Congresso Latino-Americano de Agricultura Sustentável e também descobrimos que nesta semana está acontecendo o Festival Mundial de Salsa de Cali – 2011, não é a roa que Cali é mundialmente conhecida por ser a capital da salsa!

Enfrentando a chuva em Cali, na Colômbia

Enfrentando a chuva em Cali, na Colômbia


Esta área tem vários restaurantes vegetarianos, para os que curtem um verde. Já era meio tarde e pegamos os buffets fechando, acabamos o nosso passeio pela Iglesia de La Merced, local onde foi celebrada a fundação da cidade em 1536. Não estávamos presentes nessa data, mas tivemos a sorte de ver um casamento sendo celebrado no mesmo lugar!

Igreja La Merced, em Cali, na Colômbia

Igreja La Merced, em Cali, na Colômbia


Retornamos à Avenida 9, rua com restaurantes e bares mais bacanas, que faz a linha Itaim Bibi, bairro residencial e comercial com bastante vida noturna. Almoçamos uma deliciosa pasta que levamos também para o jantar. No caminho para o Iguana encontramos Oscar, o vocal da banda e Douglas, baixista, que reiterou o convite. Vamos dormir para começar a nossa epopéia rumo ao Hot en Paraíso!

A avenida chique de Cali, na Colômbia

A avenida chique de Cali, na Colômbia

Colômbia, Cali, Arquitetura, centro histórico, Santiago de Cali

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Da chuva à Aurora!

Alaska, Seward, Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


Acordamos em Seward ainda com muita chuva. Nosso plano inicial era ir a Valdez, também no litoral chuvoso e os “flood and wind warnings” ainda estavam vermelhos. É, aparentemente esse mau tempo veio para ficar, mas ainda assim decidimos ir e enfrentar a estrada, afinal eu não queria passar o meu aniversário em uma cidade alagada e devastada por tufões!

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska


Pegamos a estrada em direção a Anchorage, sempre em contato com os nossos amigos Kombianos, que acompanhavam na rádio e televisão os avisos e pareciam estar preocupados com os dois doidos aqui enfrentando a ventania. A chuva e o vento continuaram forte, mas foi no Belluga Point, já a poucos quilômetros de Anchorage, que sentimos o vento aumentar. Paramos com a esperança de ainda encontrar alguma belluga, mas aparentemente elas não somos só nós que nos incomodamos com vento e mar agitado.

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska


A curiosidade de sentir a força e o poder do vento veio primeiro no louco do Rodrigo. Ele saiu do carro num vento e frio desgraçado, só de camiseta e deixou o vento sustentar todo o seu peso. Corria contra o vento e voltava planando, se divertindo e entretendo os outros motoristas que paravam por ali. Depois das fotos me enchi de coragem e saí, enfrentando a água e o vento, até que um tufão mais forte me pegou forte e levou por uns poucos metros. Foi um bom susto! Eu corri para o carro e fim da brincadeira!

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska


Em Anchorage paramos por uma hora para reencontrar Meli e Jorge, tomamos um chá no Starbucks trocando mais experiências sobre as nossas viagens e entendendo melhor os planos para o futuro próximo. Quem sabe conseguimos nos encontrar na estrada! Para nós que estamos na estrada a muito tempo, detalhes como voltar a uma mesma cidade e reencontrar pessoas conhecidas se tornam estranhamente prazerosos. É a sensação de um lugar comum que não temos há muito tempo, a falsa sensação de estar em casa.

A Fiona reencontra a aventureira Lunita, em Anchorage, maior cidade do Alaska

A Fiona reencontra a aventureira Lunita, em Anchorage, maior cidade do Alaska


Nos despedimos de Anchorage sem muita esperança do tempo melhorar e acabamos decidindo cancelar a nossa ida a Valdez e seguimos para o norte, direto para a pequena cidade de Tok. Já passamos por aqui quando chegamos ao Alaska, foi a nossa primeira parada no centro de visitantes, mais uma vez já nos sentimos quase locais! Hehehe.

Reencontro com os amigos viajantes colombianos, Jorge e Meli, em Anchorage, maior cidade do Alaska

Reencontro com os amigos viajantes colombianos, Jorge e Meli, em Anchorage, maior cidade do Alaska


Dirigimos todo o dia, passando por novas paisagens belíssimas, geleiras, rios e áreas naturais da região de Vasilia que certamente mereceriam mais pelo menos 3 dias ou uma semana para serem exploradas.

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska


Já era noite e o céu estava estrelado! Nos hospedamos no primeiro motel que encontramos na beira da estrada e ficamos de olho no céu, a previsão da aurora era boa, 5/10! Já que não pudemos conhecer vários dos parques nacionais no Kenai, viemos para cá com a esperança de encontrarmos uma boa aurora! As condições estavam aí, só faltava aquela pitada de sorte para termos uma bem sobre as nossas cabeças!

Nossa mais bela Aurora Boreal, nos céus de Tok, no Alaska

Nossa mais bela Aurora Boreal, nos céus de Tok, no Alaska


Acabava de virar meia-noite e nós já comemorávamos o meu aniversário, 31 anos! De repente olhamos para o alto e vemos as luzes verdes começando a iluminar o céu. Pegamos a Fiona e saímos da cidade, qualquer luz pode diminuir a nossa capacidade de enxergar a aurora. A íris se acostuma ao escuro e a aurora fica ainda mais clara e brilhante. Rodamos uns 20km e as luzes pareciam não querer nos deixar! Finalmente chegamos a um recuo da estrada, entrada de uma terra indígena, logo após a balança de carga de caminhões. Olhamos para o céu e lá estava ela, bela e formosa. Ela não parecia muito diferente do que já havíamos visto em Coldfoot e em Denali, mas estava mais prolongada e formava arcos completos a 90° da linha do horizonte, cruzando o céu de leste a oeste. Era um formato curioso, enfim, “vivendo e aprendendo sobre as auroras”, pensamos.

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska


De repente, apontei o canto esquerdo do arco para o Rodrigo, as luzes estavam começando a ficar mais fortes, saímos da Fiona e o espetáculo de luzes começou! Uma explosão de cores, verde, azul, vermelha, branca e roxa, todas as cores formando espirais e cones que caíam dos céus dançando como uma cortina de luzes ao vento.

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


A imagem era tão inacreditável, que ríamos, gritávamos e chorávamos de emoção, todos os sentimentos ao mesmo tempo! Ali já nos demos conta de quão único era o momento que estávamos vivendo, quão raro e esplêndido era aquele evento celeste, que na mesma intensidade durou não mais do que 5 minutos e aos poucos diminuiu e se esvaneceu, voltando a ser a aurora que nós já conhecíamos. Hoje nos demos conta que a aurora que vimos não era a verdadeira auroral boreal! O céu se iluminou tanto quando em imenso show de fogos de artifícios, mas trilhões de vezes mais bonito! Tanto na dança, quanto na velocidade, quanto nas cores e na intensidade, só imagine que a luz e o clarão da tal aurora, não é como a luz do sol, e sim como a luz dos fogos... A noite fica clara e nós, embaixo, embasbacados.

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


Fugimos da chuva com um objetivo, a aurora, mas não imaginamos que seríamos recompensados a esta altura! Esse foi sem dúvida o maior presente de aniversário que eu nunca havia pensado que um dia iria receber na minha vida! Uma aurora boreal animal, na beira da estrada na periferia de Tok, a 1 hora da manhã!?! Isso não tem preço!!!

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


32° ano, seja bem vindo! Prometo que será bem vivido!

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska

Alaska, Seward, Tok, Aurora Boreal, Estrada, Northern Lights

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