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Blog da Ana - 1000 dias

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Brasil no Haiti

Haiti, Port-au-Prince

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


As Nações Unidas estiveram presentes no Haiti com diferentes missões de 1993 a 2000. Porém foi justamente no intervalo de saída da ONU, entre 2001 e 2004 que o país passou por sua mais recente crise política. Em 2001 foi eleito o presidente Jean-Bertrand Aristide, com menos de 10% da população indo as urnas. A oposição não aceitou o resultado e a partir daí um novo conflito começava.

As bandeiras da ONU, do Brasil e do Haiti tremulam na base da ONU em Port-au-Prince, capital do país

As bandeiras da ONU, do Brasil e do Haiti tremulam na base da ONU em Port-au-Prince, capital do país


O descontentamento com o governo foi se alastrando e nos anos seguintes o povo revoltado se armou para tirar o presidente do poder. As principais cidades do país estavam tomadas pelas forças revolucionárias e Aristide não teve outra opção senão sair do país. O ano era 2004, o Haiti acabava de sair de uma guerra civil. A revolução foi vitoriosa, mas encontrou um país à beira de um colapso econômico, político e social. O caos estava instalado e o novo governo provisório já não tinha mais como assegurar a ordem.

Aviso para quem deixa a base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Aviso para quem deixa a base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


O país pediu ajuda para a ONU que prontamente atendeu, entrando primeiramente com tropas americanas e elegendo o Brasil para comandar a nova missão de paz. O exército brasileiro foi muito bem recebido pelos haitianos, que mais do que ordens e regras, necessitavam de ajuda. Nosso jeito latino e caloroso de estender a mão, cuidar, tocar, e participar das soluções de problemas foi o grande diferencial para que o povo haitiano aceitasse estrangeiros na organização e reconstrução do seu país.

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


A MINUSTAH – Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti – tem como principais objetivos estabilizar o país, desarmar os grupos de rebeldes e guerrilheiros, promover eleições livres e informadas e formar o desenvolvimento institucional e econômico no Haiti. Os primeiros anos sem dúvida foram os mais complexos, mas hoje com os ânimos mais calmos o principal trabalho das tropas das Nações Unidas são de segurança, dando suporte para a criação de uma nova guarda e polícia nacional, ajudando na construção da infraestrutura básica e na reorganização do país.

Chegando á base da Minustah em Port-au-Prince, no Haiti

Chegando á base da Minustah em Port-au-Prince, no Haiti


Tudo parecia estar indo bem, quando um desastre natural viria trazer novamente a tragédia e o caos para esse povo: o grande terremoto de 12 de janeiro de 2010. As tropas brasileiras sentiram o tremor desde o Campos Charlie. O Major Renato nos conta que ouviu um estrondo e sentiu o chão tremer “Pensei que era uma explosão no paiol e cheguei a me jogar no chão” nos conta enquanto caminhamos pelas ruas da base brasileira. Logo, quando olhou para trás percebeu que todos os contêineres do acampamento estavam fora do lugar, ele viu a imensa nuvem de fumaça subindo e vindo da direção do centro da cidade, foi quando finalmente se deu conta que havia ocorrido um terremoto.

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


A missão que estava começando um período de transição para ser retirada do país, reafirmou seu compromisso de ajudar o Haiti e foi renovado o contrato para a permanência da MINUSTAH até que se estabilizasse a situação. O Major Renato está em sua segunda missão no Haiti, é um dos poucos oficiais brasileiros que está no país que realmente vivenciou o drama que se seguiu ao terremoto.

O Major Renato nos recebe na base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

O Major Renato nos recebe na base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


Dentro do Campo Charlie está montada uma verdadeira cidade que atende a todos os integrantes de diferentes países. Na nossa visita fomos à sede onde está baseada a tropa do BRAENGCOY – Companhia de Engenharia de Força de Paz. São prédios permanentes e algumas áreas provisórias com estrutura completa que reúnem as salas de comando, reunião e escritórios que organizam todos os trabalhos de engenharia que as Nações Unidas estão envolvidas.

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


Todos os soldados brasileiros que participam da missão são voluntários e ficam alocados por 6 meses. A área de moradias é formada por dezenas de contêineres adaptados para quartos onde dormem até 4 pessoas. O campo possui a sua própria estação de tratamento de água, ambulatório e uma grande área de estacionamento com todo o maquinário utilizado nas obras. Todo este maquinário foi muito útil após o terremoto e hoje continua sendo essencial para as obras de terraplanagem e pavimentação de estradas, perfuração de poços artesianos e as mais diversas obras necessárias no país. A companhia também participa de ações sociais de distribuição de água e doações em comunidades carentes.

Conteiners em que moram os militares brasileiros na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Conteiners em que moram os militares brasileiros na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


Sempre fui curiosa para entender como funcionaria o dia a dia do exército, principalmente em uma missão como esta. O que eu percebo é que em geral nós, civis, não temos muita ideia do leque de atuação do exército no nosso país. Pensamos, o Brasil nunca entra em guerra, por que precisamos de tanto investimento nas forças militares? Bem, é sempre bom estar prevenido, mas ainda assim é importante sabermos que todos eles possuem um papel fundamental, não apenas na segurança e defesa das fronteiras como inclusive no desenvolvimento de infraestrutura do país. Rodovias, abertura de estradas, preparação do terreno e fundação para grandes obras no meio da floresta Amazônica ou onde seja, não seriam viáveis não tivesse “uma mãozinha” do exército. Resumindo, eles fazem o trabalho duro, depois as construtoras licitadas chegam e levantam as paredes.

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


Conhecemos alguns dos integrantes do Batalhão de Engenharia do Exército quando eles estavam no seu dia de folga em uma praia na baía de Port-au-Prince. Vendo a minha curiosidade e interesse em conhecer a missão e um pouco do dia-a-dia deles aqui no Haiti, nos convidaram a visitar a sede. O Sub-Comandante Spetch que trabalha na área de comunicação do BRAENGCOY conseguiu a autorização do comandante, agendou a visita e mesmo em meio à uma inspeção da ONU, a equipe se desdobrou para atender-nos. Fomos recebidos pelo Sargento Josenilson e logo pelo Major Renato, que percorreu todo o campo conosco, explicando como funciona, quais as funções e qual era a organização do campo onde vivem os contingentes brasileiros.

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


O Brasil tem mais de 2 mil soldados no Haiti e agora a missão de estabilização entra novamente em um período de transição, começando a diminuir as tropas. Foi um grande privilégio poder visitar e conhecer de perto o trabalho desse pessoal aqui, um orgulho para o povo brasileiro. Em um país com o histórico do Haiti, chego a achar que este é um programa quase obrigatório no roteiro. Hey comandante! Já pensou se a moda pega?

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Haiti, Port-au-Prince, BRAENGCOY, Exército, MINUSTAH, Missão Brasileira no Haiti

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Bar Harbor, Baleias e Puffins

Estados Unidos, Maine, Bar Harbor

Fotografando baleias no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Fotografando baleias no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


Mount Desert Island foi assim batizada por seu descobridor francês Samuel de Champlain´s como Île des Monts Déserts, por suas montanhas despidas de qualquer vegetação. A pronúncia correta do nome, no entanto, acaba sendo uma incógnita: “DÉH-zert” em inglês ou no afrancesado “De-ZERT”, mais parecido com sobremesa. Independente de como se pronuncia o seu nome, o fato é que a segunda maior ilha da costa leste americana é uma das grandes atrações turísticas do estado do Maine, apelidado carinhosamente de “Vacationland”.

Pier em Bar Harbor, no Maine, nos Estados Unidos

Pier em Bar Harbor, no Maine, nos Estados Unidos


No verão suas cidadezinhas charmosas ficam lotadas de turistas em busca de atividades culturais, bons restaurantes, bares e tudo isso em meio a uma natureza pujante, com atividades para todas as idades e disposições.

Coleção de placas em restaurante de Bar Harbor, no Maine - Estados Unidos

Coleção de placas em restaurante de Bar Harbor, no Maine - Estados Unidos


Hoje nós nos dividimos, eu e Bebel entramos em um whale watching tour e o Rodrigo voltou ao parque nacional subir mais algumas montanhas. O tour de avistamento de baleias saiu às 8 horas da manhã em um grande catamarã, acompanhado de biólogos especializados em baleias e pássaros, que nos ajudaram a encontrar as gigantes desses mares gelados.

Farol em ilhota do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Farol em ilhota do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


É sempre bacana mudar a perspectiva e ver o mundo por outro ângulo. Do alto da montanha, da costa, do porto, ao norte e ao sul e agora do mar. Toda a linha costeira que vimos ontem da Loop Road no parque, agora vemos do mar, ainda mais bonita e imponente. A praia, as encostas de pedra avermelhadas e as boias das armadilhas de pesca da região que é a maior produtora de lagostas dos Estados Unidos.

Comendo lagosta em Bar Harbor, no Maine - Estados Unidos

Comendo lagosta em Bar Harbor, no Maine - Estados Unidos


Passamos pelos famosos Faróis do Maine, construídos em atóis de pedras para sinalizar o perigo aos barcos e antigos navios que chegavam a estas terras. A viagem é mais longa do que imaginávamos e o vento frio da costa logo sobrepõe o calor do sol e nos faz lembrar que estamos na maior latitude já alcançada de carro nesta expedição. Abraçadinhas para nos proteger do vento, eu e Bebel seguimos em direção à primeira parada do passeio, a ilha de Petit Manan.

Farol em ilhota do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Farol em ilhota do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


A ilha foi escolhida pelos puffins, primos dos papagaios de asas curtas e bicos coloridos, como sua nova casa há pouco tempo. Um projeto para reestabelecer a população deste pássaro que havia desaparecido da costa do Maine os trouxe para a região. Os biólogos, porém, acreditavam que eles iriam escolher outras ilhas, os soltaram e eles desapareceram. Eis que alguns meses depois os encontram aninhando e se reproduzindo aqui, nesta ilha.

Puffins nadam no mar do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Puffins nadam no mar do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


São centenas de puffins pescando e cuidando de suas crias tão especiais: um único ovo e um único filhote são o resultado de cada temporada de reprodução. Não é a toa que os pais são muito mais do que corujas e não deixam seu filhote sozinho em momento algum.

Gaiovotas sobrevoam ilhota no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Gaiovotas sobrevoam ilhota no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


Não é permitido o desembarque na ilha, por motivos óbvios, agora ela é propriedade privada dos puffins, um refúgio da vida selvagem. Apenas uma equipe especial tem permissão para desembarcar e fazer a manutenção do segundo maior farol do Maine. O capitão do nosso barco se desdobrou em manobras para nos colocar o mais próximo possível dos nossos pequenos amiguinhos.

Os pequenos Puffins, em ilha no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Os pequenos Puffins, em ilha no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


A próxima parada é o Golfo do Maine, região onde o avistamento de baleias tem sido mais comum nas últimas semanas. Uma hora com o motor a todo vapor rumo ao alto mar. Um nevoeiro coloca em risco o sucesso do nosso passeio, mas logo enxergamos a onda de algas e plânctons, que atraem crustáceos e formam a dieta preferida das baleias.

Avistamento de baleias no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Avistamento de baleias no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


O céu azul voltou a aparecer e a nossa primeira jubarte despontou no horizonte. Lá foi o capitão se colocar ao lado da imensa baleia, identificada pelos biólogos minutos depois como uma visitante frequente dessas águas. Na última temporada ela foi avistada com um filhote e desta vez retorna sozinha a caminho da Antártida. No total conseguimos avistar 3 jubartes diferentes, mas não tivemos a sorte de ver uma minke ou uma fin-whale, também comuns na região. O passeio vale à pena e com sorte até baleia-azul pode ser encontrada.

Baleia esguicha no mar do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Baleia esguicha no mar do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


A única dica para aproveitar bem o tour é tomar um café da manhã bem leve e, se é da minha turma que enjoa no mar, tomar um remédio para enjoo pelo menos 40 minutos antes de entrar no barco. Vai por mim, mais da metade dos passageiros enjoou e o resultado acaba sendo ruim tanto para quem enjoa quanto para quem presencia a cena.

Observando Puffins em ilhota no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Observando Puffins em ilhota no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


No barco de avistamento de baleias, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

No barco de avistamento de baleias, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


Quando voltamos do tour encontramos Rodrigo, ainda suado das suas trilhas no Acadia National Park. Ele estava bem feliz e faceiro, pois conseguiu unir a Precipice Trail e a Behive em uma travessia especial, passando por um lago para se refrescar.

Vista do alto da Precipice Mountain, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Vista do alto da Precipice Mountain, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


caminhando na ponte de areia formada na maré baixa, conectando Bar Harbor e a ilha em frente, em Maine, nos Estados Unidos

caminhando na ponte de areia formada na maré baixa, conectando Bar Harbor e a ilha em frente, em Maine, nos Estados Unidos


Aproveitamos e atravessamos a barra de areia que emerge na maré baixa, fazendo uma passagem natural à Bar Island, de onde temos uma bela vista do porto de Bar Harbor. O Rodrigo ainda teve coragem de entrar na água gelada e tirar o mar do litoral norte dos Estados Unidos da sua lista de pendências. A tarde foi mais tranquila, já que padrinho e sobrinha preguiçosos não toparam sair de caiaque ao redor das Porcupine Islands.

A longa ponte de areia formada na maré baixa, conectando Bar Harbor e a ilha em frente, em Maine, nos Estados Unidos

A longa ponte de areia formada na maré baixa, conectando Bar Harbor e a ilha em frente, em Maine, nos Estados Unidos


Enfrentando os 15 graus do mar em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos

Enfrentando os 15 graus do mar em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos


O final da tarde foi no centro da cidade de Bar Harbor, a mais agitada da ilha. Na primeira noite logo encontramos uma apresentação de música clássica na praça central, onde famílias e casais da melhor idade se reuniram com suas cadeiras e toalhas de piquenique para aproveitar a noite quente.

Banda se apresenta no coreto da praça de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Banda se apresenta no coreto da praça de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


As lojinhas de brinquedos e souvenirs eram o principal atrativo para nossa querida sobrinha Bebel, enquanto eu e o Rodrigo nos divertíamos mais no bar irlandês na esquina do porto, ouvindo a música celta tocada em um violino folk pela filha acompanhada do pai, um mestre das guitarras e violões.

Jantando em restaurante de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Jantando em restaurante de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


Um final de semana pode ser o suficiente para você se apaixonar pela Mount Desert Island, mas certamente não será o bastante para explorar todas as belezas naturais, trilhas e atrações que ela oferece.

Pai e filha dão show de música celta em pub irlandes em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos

Pai e filha dão show de música celta em pub irlandes em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos


Jantando em pub irlandes em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos

Jantando em pub irlandes em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Maine, Bar Harbor, Acadia National Park, Baleia, parque nacional

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Vancouver, para ser sentida

Canadá, Vancouver

Caminhando na Sea Wall do Stanley Park, em Vancouver, no Canadá

Caminhando na Sea Wall do Stanley Park, em Vancouver, no Canadá


Vancouver é daquelas metrópoles cosmopolitas que você sente andando pelas ruas, entrando nos mercados, provando os diferentes aromas, testando seu paladar e principalmente mantendo os ouvidos bem atentos. Em uma mesma quadra é possível ouvir chineses, japoneses, coreanos, árabes, latinos e africanos, tudo ao mesmo tempo e agora. Não impressiona o fato de ela ser a cidade etnicamente mais diversa do Canadá, onde 52% dos habitantes não tem o inglês como primeira língua.

Preparação do nosso churrasco mongol, em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)

Preparação do nosso churrasco mongol, em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)


As gerações de imigrantes cada vez mais se mesclam, mesmo os chineses, que geralmente estão fechados em seus clusters, já são vistos em círculos totalmente ecléticos. Talvez por serem um dos primeiros imigrantes e se sentirem mais pertencentes a esta terra, talvez pela consciência coletiva da globalização, que aqui acontece em tempo real, ao vivo e a cores. O resultado dessa miscigenação será ainda mais claro na próxima geração, que sem dúvida será de um povo mais forte, mais tolerante, mais feliz e incrivelmente interessante. Qual será a cara dos vancouverites daqui a 30 anos? Seria um bom estudo antropológico.

Dirigindo em Vancouver, no Canadá

Dirigindo em Vancouver, no Canadá


A cidade começou em torno do mercado de madeira na vizinhança de Gastown, em 1867, após a passagem de mais de 25 mil garimpeiros que seguiam para o Fraser Canyon, na Fraser Gold Rush. A pequena vila cresceu com a chegada da Canadian Pacific Railway, quando o seu porto natural se tornou o principal na costa oeste canadense. A exploração de madeira e o transporte são o cerne da economia da região, que mais tarde se beneficiou da Klondike Gold Rush, servindo de base e fornecendo suprimentos para os mineiros que seguiam rumo ao Alasca.

Caminhando pelo centro de Vancouver, no Canadá

Caminhando pelo centro de Vancouver, no Canadá


Rodeada de montanhas nevadas, praias e parques, o turismo se tornou a segunda maior atividade econômica da cidade, apelidada carinhosamente de “Raincouver”. Capa de chuva, sapatos fechados ou impermeáveis e um guarda-chuva são itens indispensáveis se você quiser explorar bem a cidade sem pegar um resfriado. Para tentar garantir dias mais secos, planeje sua viagem entre abril e setembro, época que tende a ser mais seca e ensolarada.

Dia chuvoso no Stanley Park, em Vancouver, no Canadá

Dia chuvoso no Stanley Park, em Vancouver, no Canadá


Nós ficamos baseados no West End, no centro de Vancouver, no Riviera Hotel. Um hotel mais antigo, mas muito bacana, bom preço, estacionamento gratuito, free wifi e ótima localização. Dali, podíamos fazer quase tudo a pé ou andar poucas quadras até o skytrain. A melhor surpresa foi descobrirmos que não era apenas um quarto, era um apartamento com suíte, sala, copa e cozinha! Janelas imensas com uma bela vista do centro e aquela sensação de estarmos novamente em casa. Lá do alto víamos o Stanley Park, o porto entre os prédios, as luzes e carros da cidade molhada. Vocês não tem ideia a delícia que é ter um espaço maior para nos espalharmos, recebermos amigos e inventarmos moda na cozinha. Sim, vocês leram bem, recebemos amigos! Aqui reencontramos os amigos Kombianos, Meli e Jorge e finalmente conhecemos os expedicionários brazucas do 4x1 – Retrato das Américas, assunto que merece outro post.

Vista do nosso apart-hotel em Vancouver, no Canadá

Vista do nosso apart-hotel em Vancouver, no Canadá


Após fazer umas compras no Whole Foods da vizinhança para o café da manhã, caminhar pela Robson Street e ao longo do porto, entre o Harbor Green Park e o Canada Place já é um ótimo começo. Caminhar é o jeito mais gostoso de sentir a cidade.

O Outono chega em Vancouver, no Canadá

O Outono chega em Vancouver, no Canadá


Dali você já estará pertinho de Gastown, o centro antigo e da incrível vizinhança de Chinatown. Por alguns momentos você estará na China sem precisar gastar nem um centavo. Tudo é chinês! De chineses, para chineses.

A Chinatown de Vancouver, no Canadá

A Chinatown de Vancouver, no Canadá


Se a loucura urbana te sufocar, faça um detour (táxi, ônibus, bicicleta) e siga para o Stanley Park, a principal área verde na ponta oeste do West End em downtown. Uma longa caminhada pelas trilhas do parque, ao redor dos lagos, entre árvores gigantes e praias, sem dúvida te farão esquecer que está numa cidade grande. A Lost Lagoon é a mais bonita, o Beaver Lake está tomado por plantas, os totens são a principal atração do parque (que nós não vimos) e a vista do parque para a Lions Gate Bridge, ponte para North Shore, é a melhor. Lá no alto do Prospect Point tomar um vinhozinho para relaxar no final da tarde não é má ideia.

Parece o Ibirapuera, mas é o Stanley Park, em Vancouver, no Canadá

Parece o Ibirapuera, mas é o Stanley Park, em Vancouver, no Canadá


Admirando o belo visual do alto do Stanley Park, em Vancouver, no Canadá

Admirando o belo visual do alto do Stanley Park, em Vancouver, no Canadá


Outro tour interessante é explorar as praias e parques da English Bay ao sul de downtown. As vistas do skyline do West End do outro lado do False Creek são lindas. As melhores vistas, principalmente no final da tarde com a luz a favor, são do Vanier Park. Lá estão também o Museu de Vancouver, com ótimas exposições, o Space Center e ao lado no Hadden Park o Museu Marítimo de Vancouver. Se quiser ver todos os museus, você pode ficar mais de um dia só nesse roteiro sem dúvida!

Fim de tarde em um dos muitos parques em Vancouver, no Canadá

Fim de tarde em um dos muitos parques em Vancouver, no Canadá


Um dos muitos parques na orla de Vancouver, no Canadá

Um dos muitos parques na orla de Vancouver, no Canadá


Nós tiramos umas férias de museus e aproveitamos que não chovia para continuar nos outdoors pela Kitsilano Beach e seguindo pela Point Grey Road até a Jericho Beach, o Pacific Spirit National Park e finalmente a Wreck Beach, o melhor lugar para ver o pôr do sol. Descemos correndo os 470 degraus e conseguimos pegar os últimos raios que se escondiam nas nuvens que cobriam o horizonte. Jovens universitários ficam sobre os troncos que preenchem as areias da praia, enquanto um grupo animadíssimo de tiozinhos riporongas fazia um luau em volta da fogueira na praia.

Até o cachorro admira o pôr-do-sol na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)

Até o cachorro admira o pôr-do-sol na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)


Admirando põr-do-sol na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá

Admirando põr-do-sol na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá


Novamente, tendo tempo, você pode vir mais cedo e aproveitar para explorar um os melhores museus da cidade de Vancouver, praticamente dentro da cidade universitária da UBC, o Museu de Arqueologia. Eu não me conformei de deixar este passar, mas tudo em prol da comunidade, no caso, do marido. =/

O Outono chega em Vancouver, no Canadá

O Outono chega em Vancouver, no Canadá


Todo este tour fica mais fácil se você tiver um carro ou ainda se conseguir encontrar a linha de ônibus que vai até a Universidade da British Columbia, e ir parando ao longo do caminho. O melhor mapa para se localizar neste roteiro é o Vancouver Parks, que você encontra em qualquer hotel ou centro de informações turísticas. No caminho de ida e de volta, você provavelmente irá cruzar a Burrard Bridge e passará por cima da Grandville Island, onde está o obrigatório, Granville Island Public Market, que também mereceu um post à parte.

Fiona entre as árvores coloridas de Outono, em Vancouver, no Canadá

Fiona entre as árvores coloridas de Outono, em Vancouver, no Canadá


No começo da noite, um jantar na charmosa Gastown em um dos restaurantes da Water St entre os edifícios antigos de tijolos vermelhos. Nós provamos e adoramos o Six Acres, restaurante e pub em um dos prédios mais antigos de Vancouver. Super aconchegante e com um cardápio de comidas e bebidas bem diferenciado, recomendo! Se quiser estender a noite, o Cabaret (abaixo do Chill Winston) tem noites bem animadas, nós chegamos bem em uma noite de Burlesque Halloween! Os rapazes acharam meio esquisito, mas no final todos nos divertimos!

Show de burlesque especial de Halloween em Vancouver, no Canadá

Show de burlesque especial de Halloween em Vancouver, no Canadá


O maior agito fica mesmo é na Granville Avenue, onde estão as baladas main stream de Vancouver. Ruas fechadas no sábado à noite, vários bares e boates. O Roxy é a boate mais agitada, seguida pela Venue (custam em torno de 15 a 20 dólares para entrar), mas depende do seu estilo e pique de enfrentar filas e multidões. Na nossa primeira noite andamos bem procurando alguma que nos encantasse a acabamos entrando na Joe´s Apartment, pista com boa música, galera animada e estava sem fila. Lembrando que a maioria das casas fecha às 2 da manhã e as pizzarias ficam abertas madrugada afora, faturando uma nota dos jovens bêbados e esfomeados na saída da balada.

Show de burlesque especial de Halloween em Vancouver, no Canadá

Show de burlesque especial de Halloween em Vancouver, no Canadá


A diversidade hoje é o marco mais intenso da cidade de Vancouver, independente de onde ande e quais explorações faça, lembre-se de sentir, mais que ver, de sorver a cidade aos poucos com um vinho, um chá chinês, um café colombiano ou uma guiness no pub irlandês. Aí sim você terá conhecido a verdadeira Vancouver.

Fim de tarde na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá

Fim de tarde na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá

Canadá, Vancouver, British Columbia, Capital, Columbia Britânica, roteiro

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Diz aí se você gostou, diz!

Casa da Vovó Carola

Brasil, Minas Gerais, Poços de Caldas

Chegamos esta manhã em Poços de Caldas, cidade de origem da Família Junqueira. Eu já havia estado em Poços quando, com meus pais e irmãs, fizemos uma viagem de carro por Minas, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Poços foi apenas uma cidade no caminho, me marcou pelo bondinho que estava em reforma e não pudemos visitar. Depois de 17 anos, Poços passou a ter outro significado para mim. Uma cidade que guarda toda a história da família do meu amor. Cidade em que ele cresceu brincando com seus primos, aprendendo com seus tios e convivendo com sua avó, querida Vovó Carola.

Café no parque de Poços de Caldas - MG

Café no parque de Poços de Caldas - MG


A casa antiga e bem preservada nos remete aos anos em que vovó vivia ali, junto de seus filhos, netos e alguns bisnetos, já que viveu até os 96 anos. Nós dormimos em seu quarto, que ainda hoje possui armários com suas roupas dependuradas, penteadeira com seus pentes e escovas de cabelo prateadas e na cômoda o seu altar com todos os santos e água benta da pia batismal de sua catequese. Na sua cama a memória dos oito partos realizados em casa, onde nasceram os super oito! Dentre eles o meu sogro, Seu Gustavo Junqueira. Na sua cama também a memória do seu último suspiro. A primeira vez que dormi ali, pedi licença à vovó em minhas orações e sonhei que acordava nos anos 30, ouvindo as charretes na rua e sentindo a emoção de mais um parto que estava por vir.

Nesta casa almoçamos e jogamos conversa fora com a família que veio de diversos cantos para o feriado. Guto, Sossa e Lulu de Ribeirão Preto. Lalau, João Pedro, Antônio e Lucas (amigo do Antônio) de São Carlos. Gogóia, Charles e Luiza de São Paulo e o Chico láááá de Rio Verde, Goiás. Fomos caminhar pela cidade, pela praça, ao lado do antigo Cassino, onde a missa do Corphus Christi está sendo organizada, as 16h sai a romaria em direção à igreja. Tomamos uma vitamina na casa de sucos que Rodrigo frequentava com 10 anos de idade e hoje vemos os sobrinhos se deliciando com a vitamina de açaí, banana e leite.

A deliciosa Casa de Vitaminas, em Poços de Caldas - MG

A deliciosa Casa de Vitaminas, em Poços de Caldas - MG


No caminho de volta decidimos parar nas famosas termas que dão nome à cidade. Águas termais sulfurosas com uma infinidade de benefícios para a saúde: reumatismo, mialgias, ansiedade, stress, dermatoses pruginosas, varizes, eczemas crônicos, gastrites hiperácidas, insuficiência hepáticas, diabetes mellitus, bronquites, renites e muitas outras. Banho pérola, vulga hidromassagem, com essas águas milagrosas e aquecidas direto da fonte.

Medindo o próprio peso, logo após o banho-pérola, nas Thermas de Poços de Caldas - MG

Medindo o próprio peso, logo após o banho-pérola, nas Thermas de Poços de Caldas - MG


A noite ainda uma aventura com os sobrinhos a bordo da Fiona, visita ao Cristo e depois a exploração de uma trilha off-road que nos levaria até um antigo hotel, hoje em ruínas. A corujisse do Rodrigo com a Fiona não permitiu que chegássemos ao objetivo. Lá no alto 10°C com sensação térmica de 5°C, voltamos para casa da Vovó e novamente o sentimento de estarmos em casa. Cada vez mais fica claro que a casa não é feita de um endereço fixo, mas sim das pessoas que amamos.

Vista do Cristo, direto do centro da cidade

Vista do Cristo, direto do centro da cidade

Brasil, Minas Gerais, Poços de Caldas,

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Camping, praia e cachoeira

Brasil, Tocantins, Mateiros

Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO

Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO


Adoooro acampar, mas eita coisa difícil de convencer o Rodrigo a fazer. Para a minha surpresa, desta vez quem surgiu com a proposta foi ele! Uma praia deserta às margens do Rio Novo no Jalapão, cenário perfeito para um acampamento. Lá fomos nós, já no final da tarde de ontem, torcendo para conseguir chegar ainda com um pouco de luz.

Noite de acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO

Noite de acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO


Além de ser um lugar mágico a Prainha do Rio Novo também está em uma localização estratégica, ao lado da Cachoeira da Velha. Este trecho entre Mateiros e Ponte Alta que começamos ontem tem muitas atrações e tínhamos duas opções, ou rodamos 40 km até as Dunas e voltamos dormir em Mateiros, ou seguimos mais 65 km adiante e dormimos na Prainha, já curtimos os arredores, conhecemos a Cachoeira da Velha cedo e continuamos viagem para Palmas. Esta foi mais uma das super dicas do Luis, leitor e aventureiro que esteve no Jalapão alguns meses antes de nós.

Flores no cerrado, no Jalapão - TO

Flores no cerrado, no Jalapão - TO


Estava anoitecendo quando montamos o acampamento e não tivemos um segundo para explorar o rio e ver qual era a sua natureza: pedras, pura areia, galhos? Teremos que descobrir. O Luis comentou que ficou tomando banho até tarde da noite por lá, quer dizer, perigoso não devia ser. Nós estávamos completamente sozinhos e numa escuridão total. Acampamento montado, inclusive com uma varandinha gostosa, fui logo preparar o nosso jantar.

Cozinhando na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO

Cozinhando na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO


Não tínhamos muita opção nos mercados de Mateiros, nos restou um macarrão ao molho tomate, sem queijo ralado. Sobremesa, uvas e chocolate, mas estava tão gostoso! Só o fato de estarmos ali, longe de tudo e todos, com uma comida quentinha, às margens do rio, céu estrelado, esperando a lua nascer, já deixava tudo muito mágico.

Acampamento em noite de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO

Acampamento em noite de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO


A lua cheia só nasceu as perto das onze horas. Depois de um breve cochilo, o casal teve que se encorajar para sair da barraca e tomar banho de rio. Como eu já disse aqui no blog, to ficando velha e medrosa. Sei que na região tem alguns macacos, mas os barulhos que eu ouvia eram de bichos pisando nas folhagens. Sei também que um cerradão desses tem muita onça, vai que ela resolve ir ali para beber água? E as cobras com seus hábitos noturnos? Teria alguma sucuri à espreita no rio? Sabe lá, como dizem, é aí que a onça bebe água! É claro que nada aconteceu, tomamos um delicioso banho de rio à luz da lua! Será que alguém pode apagar a luz?

Noite clara de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO

Noite clara de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO


Vocês sabem aquele momento mais frio da noite? Minutos antes do sol nascer, aquele frio gelado inexplicável nos fez entrar dentro dos sacos de dormir. Este é um dos momentos do dia e do mundo que só sabemos que existe se viramos uma noite a céu aberto ou se acampamos, pois nota-se a diferença claramente! Minutos antes do sol nascer, o ar gela. Quando você acorda cedo em casa, mesmo madrugando, não sabe exatamente qual era a temperatura antes. Enfim, amanhecemos e começamos o dia com aquele solzinho gostoso entrando na barraca.

De manhã bem cedo, em acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO

De manhã bem cedo, em acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO


Fomos acordar e tirar a preguiça no rio, sem nem pestanejar! Rio Novo maravilhoso, que ainda guardava duas outras praias lindas rio abaixo. Após nadarmos e explorarmos bem cada praia, levantamos acampamento e seguimos viagem para a nossa vizinha, a Cachoeira da Velha.

Nadando na prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO

Nadando na prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO


Saímos na hora certa, quando vinha chegando um pessoal de excursão para lotar a nossa prainha particular. Menos de um quilômetro depois está a entrada para a Cachoeira da Velha.

No mirante da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO

No mirante da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO


Uma grande queda d´água, belíssima, com o Espírito Santo ao fundo. Foi construída uma passarela suspensa sobre o capim dourado e as sempre vivas, estrutura que certamente facilitou o acesso. O mirante para a ainda tem uma escada que nos leva a outros pontos de vista, mais próximos ao rio. A cachoeira é tão forte que não se pode banhar, para quem quer caminhar, dali mesmo parte uma trilha para a Prainha, beirando o leito do rio.

Árvore cresce no meio da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO

Árvore cresce no meio da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO


E essa foi a nossa despedida do Jalapão, com direito a camping selvagem às margens do rio, praias e até uma cachoeira velha no Rio Novo. Momentos especiais para a coleção do nossos 1000dias.

Rio Novo, um pouco acima da Cachoeira da Velha, no Jalapão - TO

Rio Novo, um pouco acima da Cachoeira da Velha, no Jalapão - TO

Brasil, Tocantins, Mateiros, cachoeira, Cachoeira da Velha, deserto, Jalapão, Parque, parque nacional, Rio Novo

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Armação de Búzios

Brasil, Rio De Janeiro, Búzios

Praia do Forno, em Búzios - RJ

Praia do Forno, em Búzios - RJ


Dia chuvoso, uma acordar com o barulho da chuva sem pressa para levantar da cama. O único horário que temos hoje é o do café da manhã da pousada, que termina às 10h. Dez horas vamos ao café e aproveitamos o começo de dia molhado para responder emails, atualizar site, enviar materiais pela internet. Depois do meio dia a chuva dá uma trégua e decidimos nos exercitar um pouco explorando a pé as praias da península. Praia João Fernandes, João Fernandinho, Praia Brava, Praia do Forno e Praia da Foca, voltando pelo centro e Orla Bardot. Uma volta olímpica embalada por boa companhia, a couple of caipirinhas e belíssimas paisagens. O nosso objetivo principal era aperfeiçoar o nosso photoshop mental para enxergar cada uma daquelas praias como se estivéssemos em um dia de céu azul e muito sol! Animação nós tínhamos, só faltava mesmo exercitar. Exercitar as pernas, exercitar a mente.

Caminhando na rua que liga o centro à Praia da Foca, em Búzios - RJ

Caminhando na rua que liga o centro à Praia da Foca, em Búzios - RJ


João Fernandes e a sua diminuta irmã já foram rendidas pelos restaurantes à beira mar, quiosques, pousadas, camelôs e turistas. Suas areias, em algumas partes vermelhas, puxaram a minha lembrança da praia do forno, com grãos vermelho-escuros. Os pescadores em suas embarcações ainda dão um ar bucólico ao cenário.

Barco na Praia João Fernandes, em Búzios - RJ

Barco na Praia João Fernandes, em Búzios - RJ


A Praia Brava não nega o nome que tem. A maré alta já havia sumido com a faixa de areia e alguns corajosos surfistas enfrentavam o seu nervosismo e o frio. Nós calmamente observamos o movimento, movimento das ondas, de los hermanos turistas que vão e vem, das nuvens que passam nos torturando enquanto decidem se ali irão se instalar ou apenas passar.

Passeando na Praia Brava, em Búzios - RJ

Passeando na Praia Brava, em Búzios - RJ


Finalmente a Praia do Forno. Quando estive aqui com meus pais em 1992, decidimos não parar em Búzios, mas fizemos uma parada na Praia do Forno. Fiquei tentando me lembrar, na minha cabeça de criança eu achava que era caminho de Guarapari para o Rio de Janeiro e por isso havíamos só parado para dar uma olhada. Hoje que já sei ler mapas percebi que não foi por isso, terá sido uma insistência infantil para vermos as areias vermelhas? Lembro como fiquei impressionada com as águas roxas e areias vermelhas desta praia. Acho que meu photoshop mental naquela época era muito mais sugestionável do que hoje.

Escalando na Praia do Forno, em Búzios - RJ

Escalando na Praia do Forno, em Búzios - RJ


Uma caminhada pelo costão da estreita Praia da Foca e logo chegamos ao lago pantanoso no caminho para o centro.

Explorando a Praia da Foca, em Búzios - RJ

Explorando a Praia da Foca, em Búzios - RJ


A prefeitura pretende urbanizar o entorno deste lago, mas para nós encontrá-lo ali, como estava, foi uma grata surpresa. Um espelho d´água em um dia cinza como este? Confesso que foi uma das cenas mais bonitas do dia e quem diria, num pântano no meio de Búzios.

Fim de tarde na lagoa, em Búzios - RJ

Fim de tarde na lagoa, em Búzios - RJ


Já escureceu, finalizamos o nosso exercício caminhando pelo centro e Orla Bardot, imaginando como terá sido o tempo em que Brigitte e Juscelino caminhavam por aqui.

Brasil, Rio De Janeiro, Búzios, Praia Brava, Praia da Foca, Praia do Forno, Praia João Fernandes

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Piri Piri Piri Pi Piripi

Brasil, Ceará, Fortaleza, Jericoacoara

Curtindo o fim de tarde no alto da duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE

Curtindo o fim de tarde no alto da duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE


Hoje foi um dia atípico, fiquei me sentindo como a Gretchen, cantando o “Piri Piri... Ai ui ÚI”! Acordei cedo e vi que ainda estava “estranha”. Tomei café e continuei “estranha”. O plano hoje era andar 10km até Mangue Seco e voltar mais 10km para Jeri. “Nem a pau Juvenal!”, foi o que meu corpo respondeu. Uma leve sensação de febre, sem alteração de temperatura e dores não muito amigas na região abdominal. Combinei com o Rodrigo, você vai e eu fico.

Subindo a duna do pôr-do-sol no fim de tarde em Jericoacoara - CE

Subindo a duna do pôr-do-sol no fim de tarde em Jericoacoara - CE


Ele planejou que voltaria em 4 horas, 3 das quais eu continuei dormindo entregue e feliz no nosso quarto na Pousada Calanda. Na última hora levantei para escrever, pois sabia que o meu “chefe” já ia chegar e me reprimir se eu não tivesse produzido nada. Rsrs! Descobri pouco antes dele chegar que está acontecendo um surto de piriris aqui na vila, não sabem ao certo se é um vírus ou se é da água, fato é que várias pessoas relataram o mesmo sintoma agora neste início de inverno.

Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE

Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE


O Ro chegou exatamente no tempo planejado e com a mesma notícia, havia descoberto o surto. Outra notícia intrigante dos nossos amigos aqui da pousada foi que ontem a noite houve um tremor de terra aqui na região. O pessoal de Mangue Seco sentiu mais, o chão tremeu, ouviram o som como de um trovão e as telhas tilintaram. Terremoto em Jeri? Já pensaram? Era só o que faltava... rsrsrs.

Autofoto na duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE

Autofoto na duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE


Logo saímos para um passeio, fotos na duna do pôr-do-sol e um derradeiro banho de mar.

Correndo em disparada duna abaixo! (em Jericoacoara - CE)

Correndo em disparada duna abaixo! (em Jericoacoara - CE)


Se eu estivesse mais disposta ainda me arriscaria num sand board.

Tudo o que desce, sobe! (em Jericoacoara - CE)

Tudo o que desce, sobe! (em Jericoacoara - CE)


Sem dúvida um mergulho vai me ajudar a melhorar.

Entrando no mar no fim de tarde de Jericoacoara - CE

Entrando no mar no fim de tarde de Jericoacoara - CE


Almoçamos já com a noite caindo, assistindo ao belíssimo show de raios que iluminavam o céu de Jeri.

Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE

Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE


Pois é, hoje fiquei sem muito mais o que falar. Quem quiser conhecer Mangue Seco e mais aventuras deste dia, acesse o blog do Ro. Ao menos minha homeopatia, horas de sono e muitas águas de coco me garantiram o dia de amanhã, pouco mais de 20km até Tatajuba e outros tantos por lá!

Últimas luzes em Jericoacoara - CE

Últimas luzes em Jericoacoara - CE

Brasil, Ceará, Fortaleza, Jericoacoara, duna, Praia

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Sun, Sun, Sun here it comes!

Brasil, Rio De Janeiro, Búzios

Encostas da praia da Ferradurinha, em Búzios - RJ

Encostas da praia da Ferradurinha, em Búzios - RJ


Noite de muito trabalho, manhã de muito sono, até por que com previsão de chuva nós nos damos este direito. Quase 10h da manhã levantamos atrasados para o café e o que encontramos olhando pela janela do quarto??? SOL! Céu azul e muito sol! Inacreditável. “Vamos nos agilizar para aproveitarmos o pouco de sol que teremos hoje na praia”, logo pensamos. O nosso roteiro de hoje incluía várias outras praias mais distantes da península, por isso resolvemos levar a Fiona passear. Praia da Ferradura, Ferradurinha, Geribá e Praia da Tartaruga.

Praias do Forno e da Foca, em Búzios - RJ

Praias do Forno e da Foca, em Búzios - RJ


Iniciamos o nosso roteiro pelos mirantes de Búzios, onde pudemos enxergar melhor a nossa façanha de ontem. Foi realmente uma boa caminhada que demos, sem nem notar. No caminho para a Praia da Ferradura fomos explorando novas vizinhanças com casas magníficas e chegamos à Lagoinha, uma área de pedras onde a maré cheia forma uma bela piscina natural. A placa no local nos esclarece que a lagoa é ponto de interesse geológico, pois ali foi possível medir a idade das pedras que a formam, que remontam à época em que Búzios era colada à África, no antigo continente chamado Godwana.

Dia de sol em em Búzios - RJ. Praia Brava ao fundo

Dia de sol em em Búzios - RJ. Praia Brava ao fundo


Ponta da Lagoinha, em Búzios - RJ

Ponta da Lagoinha, em Búzios - RJ


Vista linda, céu claro, vamos em frente, pois a praia nos espera! Chegamos à Praia da Ferradura, uma baía tão fechada que parece até uma lagoa de água salgada. Dali, seguimos para Ferradurinha, praia que já foi eleita pelo Guia 4 Rodas a segunda mais bonita do Brasil. Não duvido, é belíssima, mas uma pena que pequenas enseadas acabam sendo alvo fácil do lixo despejado no mar. Caminhamos pelas pedras e decidi pular ali mesmo e ir nadando até a praia.

Voltando a nado para a praia da Ferradurinha, em Búzios - RJ

Voltando a nado para a praia da Ferradurinha, em Búzios - RJ


Durante a natação, quase me engalfinhei num plástico, se engolisse água engoliria partículas plásticas... as mesmas, Pedro, que comentamos outro dia durante o jantar. O plástico que está nos mares vai se decompondo, porém como não é biodegradável, ele se decompõe sendo reduzido a partículas, micro-partículas, que são engolidas pelos peixes e consequentemente por nós, que comemos os peixes. Quando será que o povo vai entender a necessidade da mudança dos hábitos? A necessidade da reciclagem do lixo? Teremos peixes e seres mutantes antes mesmo desta mudança ocorrer.

Praia da Ferradurinha, em Búzios - RJ, depois de um banho de mar

Praia da Ferradurinha, em Búzios - RJ, depois de um banho de mar


Depois de curtir algumas horinhas ali na Ferradurinha fomos conhecer a praia de Geribá, praiona com ondas, linda!

Caminhando na praia de Geribá, em Búzios - RJ

Caminhando na praia de Geribá, em Búzios - RJ


Só fiquei meio triste, pois vimos ali 2 pinguins nas últimas e um já morto. Infelizmente estes pingüins se perderam da corrente fria que estava levando o bando todo para o sul. Quando ele se perde, acaba se aproximando do continente em busca de alimento e as águas quentes começam a enfraquecê-lo. Foi o que explicou para nós um pescador. Quando o pingüim ainda está forte, os pescadores resgatam, avisam o Ibama que os leva até o alto mar. Quando já o encontram fraco nem adianta resgatá-lo, pois ele não vai agüentar, o coitado vai ficar ali até a morte.

Pinguim perdido, na praia de Geribá, em Búzios - RJ

Pinguim perdido, na praia de Geribá, em Búzios - RJ


Bem, voltando para o que é bom. Saímos de Geribá e fomos conhecer a nossa última praia aqui em Búzios, a Praia da Tartaruga. Uma enseada cheia de pescadores, principalmente os mergulhões que deram um show de pesca no cardume que estava sendo cercado pelos pescadores.

Barcos de pesca no fim de tarde na praia da Tartaruga, em Búzios - RJ

Barcos de pesca no fim de tarde na praia da Tartaruga, em Búzios - RJ


Um pôr-do-sol maravilhoso, aquela brisa gostosa de fim de tarde, rendeu até uma soneca no colo do Rodrigo. Para fechar o dia nesta terra tomada por argentinos, uma legítima pizza italiana. Espero que o sol continue nos acompanhando nestas praias da vida.

Mar e céu azuis, na Ponta da Lagoinha, em Búzios - RJ

Mar e céu azuis, na Ponta da Lagoinha, em Búzios - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Búzios, Armação de Búzios, Ferradurinha, Geribá e Lagoinha, Praia, Praia da Ferradura, Praia da Tartaruga

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2º Dia - De Canaima ao Salto Angel

Venezuela, Canaima

A primeira visão da Angel Falls, em Canaima, no sul da Venezueka

A primeira visão da Angel Falls, em Canaima, no sul da Venezueka


Começamos o dia cedo, café da manhã as 8h e temos um tempo para visitar a vila ou apenas descansar. Esperamos por mais dois passageiros que irão fechar nosso grupo que subirá o Rio Caroni em uma viagem de barco de 4 horas, atravessando corredeiras entre tepuis e florestas para chegar ao Salto Angel.

Início da jornada de barco para o Salto Angel, região de Canaima, no sul da Venezueka

Início da jornada de barco para o Salto Angel, região de Canaima, no sul da Venezueka


Trilha para ultrapassar as corredeiras do rio Caroni, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

Trilha para ultrapassar as corredeiras do rio Caroni, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka


Uma hora de barco e logo desembarcamos para caminhar aproximadamente 45 minutos por uma linda savana, enquanto o barco dá a volta pelo rio atravessando as corredeiras mais perigosas. Do outro lado desta ilha voltamos ao barco e ganhamos nossos almoços, sanduíches de presunto e queijo, frutas e bolachas. Seguimos com sol, entre florestas e imponentes tepuis, ziguezagueando no rio, que a cada curva nos desvenda novas cachoeiras e as imensas paredes do Auyantepui.

A caminho do Salto Angel, o magnífico visual dos tepuis, na região de Canaima, no sul da Venezueka

A caminho do Salto Angel, o magnífico visual dos tepuis, na região de Canaima, no sul da Venezueka


A caminho do Salto Angel, o magnífico visual dos tepuis, na região de Canaima, no sul da Venezueka

A caminho do Salto Angel, o magnífico visual dos tepuis, na região de Canaima, no sul da Venezueka


Logo as nuvens começam a anunciar o temporal que está por vir: ficaremos encharcados! Sabíamos que não havia o que fazer senão entrar no clima e relaxar! Adiante voltamos a encontrar corredeiras, para dar mais adrenalina ao passeio! Elas ficam mais fortes nos trechos de pedras, mesmo trechos que em 2007 fizeram todos os homens descerem do barco e ajudarem a empurrar, já que o rio estava totalmente seco.

A maravilhosa paisagem no caminho para o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

A maravilhosa paisagem no caminho para o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka



Trilha ao Salto Angel


Desembarcando, para fazer a trilha até o mirante do Salto Angel, região de Canaima, no sul da Venezueka

Desembarcando, para fazer a trilha até o mirante do Salto Angel, região de Canaima, no sul da Venezueka


O tempo abriu e logo chegávamos ao início da trilha do Salto Angel. Do rio já tivemos o primeiro gostinho, vimos o salto ao longe, imenso, caindo 979 metros do alto do Auyantepui. Era perto das 14h e decidimos entrar na trilha para garantir que desta vez o gigante não nos escaparia! Foram quase 50 minutos de trilha, caminhando rapidamente entre pedras, raízes, cogumelos e árvores, além de uma subida íngreme no final para chegar até o mirante.

Atravessando o rio rumo ao mirante do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezueka

Atravessando o rio rumo ao mirante do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezueka


Finalmente, aos pés da maior cachoeira do mundo, o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

Finalmente, aos pés da maior cachoeira do mundo, o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka


Incrível vê-lo caindo de baixo, completo de água da cabeça aos pés! Um pouco mais de água fecharia a nossa visão, com a própria nuvem de água formada pela queda. Foi isso que aconteceu na última vez que estivemos aqui. Chegamos no final do dia e dormimos para na manhã seguinte fazermos a trilha. Naquela noite choveu tanto que o salto ficou não apenas imenso, mas volumoso formando uma grande nuvem de vapor de água. Do mirante nada se via, apenas sentíamos o poder da sua queda d´água! Lembro que começou a chover a meio caminho do mirante, e na trilha o guia me disse: “Você acha que isso é chuva? Não, é a água do Salto Angel!” Sua força vinha refletida no vento do vapor de água que nos encharcava, mesmo vapor que cegava toda e qualquer visão da cachoeira, era tudo branco.

Impressionado com a imponência do Salto Angel, a mais alta cachoeira do mundo, em Canaima, no sul da Venezueka

Impressionado com a imponência do Salto Angel, a mais alta cachoeira do mundo, em Canaima, no sul da Venezueka


Hoje pudemos vê-lo por completo, majestoso e senti-lo mais suave. Ele ainda molhava a nós e às lentes de nossas câmeras, mas era apenas para lembrar-nos que estávamos perante a maior cachoeira do mundo! Para chegar aos pés da sua queda d´água são mais 45 minutos de boa subida em pedras escorregadias, percurso com autorização extra e raramente oferecido nos pacotes turísticos.

A pequena cachoeira aos pés do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

A pequena cachoeira aos pés do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka


O jason, a Angela e o Bode, no mirante do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

O jason, a Angela e o Bode, no mirante do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka


1000dias chega ao Salto Angel, a maior cachoeira do mundo, em Canaima, no sul da Venezueka

1000dias chega ao Salto Angel, a maior cachoeira do mundo, em Canaima, no sul da Venezueka


Voltamos extasiados ao começo da trilha e cruzamos de barco para o nosso acampamento, alguns metros rio abaixo. Escolhemos nossas redes, tomamos um banho frio delicioso e nos reunimos ao redor das xícaras de chá enquanto esperávamos o nosso jantar quentinho ser servido.

1000dias e Bodeswell, encontro de expedições no Salto Angel, Parque Nacional Canaima, no sul da Venezueka

1000dias e Bodeswell, encontro de expedições no Salto Angel, Parque Nacional Canaima, no sul da Venezueka


Jantando no refúgio em frente ao Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

Jantando no refúgio em frente ao Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka


Agora sim tivemos mais tempo para conversar com a família Bode´s Well, que está a 3 anos e 9 meses na estrada e planeja um período de descanso nos Estados Unidos antes de partir para o seu próximo continente. O gerador de luz nos acompanhou até as 20h e continuamos o chá e a conversa à luz de velas, com todos os ruídos da selva venezuelana, em um momento muito especial dessa nossa aventura no Canaima.

Confira a série completa de posts!
Aauyantepui e o Salto Angel
1º Dia - Chegando ao Parque Nacional Canaima
3º Dia - Sobrevoando o Salto Angel

Nossa cama no refúgio em frente ao Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

Nossa cama no refúgio em frente ao Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

Venezuela, Canaima, Angel Falls, Auyantepui, Cachoeiras, parque nacional, Parque Nacional Canaima, Salto Angel, Trekking

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Taos e as Danças Sagradas

Estados Unidos, New Mexico, Las Vegas-NM, Taos

A tradicional e centenária igreja de San Francisso de Asis, em Taos, no Novo México, nos Estados Unidos

A tradicional e centenária igreja de San Francisso de Asis, em Taos, no Novo México, nos Estados Unidos


Há quase 9 meses estamos rodando pelos Estados Unidos, muito mais do que havíamos planejado para estes 1000dias. Depois de tantos zigue-zagues estávamos ansiosos para girarmos a nossa bússola para o sul e termos, enfim, um novo sentido para a nossa jornada. É chegada a hora, não podemos mais esperar. Hoje começamos a nossa travessia do mid-west americano, cruzando suas imensas planícies rumo ao México, mais de 2.400km que seriam completados nos próximos 10 dias, incluindo ainda alguns pontos de interesse no caminho.


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No primeiro dia dirigimos mais de 570km em direção à cidade de Las Vegas. Não, não chegamos à iluminada e agitada Vegas e sim na Las Vegas de New México, a original. Fundada em 1835 ainda durante o período da colônia espanhola, a cidade presenciou a Guerra Americana-Mexicana na disputa pelo seu território, viu o progresso chegar pelas ferrovias que cruzavam para o oeste e junto delas os notáveis bandidos como Billy the Kid, Jesse James, Doc Holiday e Hoodoo Brow.

Estátua na praça central de Las Vegas, no Novo México, nos Estados Unidos

Estátua na praça central de Las Vegas, no Novo México, nos Estados Unidos


Apenas 70 anos mais tarde surgiu a sua homônima do estado de Nevada. Aqui a Vegas dos cassinos e do show bizz dá espaço para uma charmosa cidade de arquitetura espanhola pueblana, com uma praça central e casas de adobe, como a sua irmã maior Santa Fé.

Tradicional hotel da pequena  Las Vegas, no Novo México, nos Estados Unidos

Tradicional hotel da pequena Las Vegas, no Novo México, nos Estados Unidos


Depois de tanto tempo andando pelas cidades espartanas dos Estados Unidos, com seu urbanismo prático, grandes avenidas e quase nenhuma história, chegar à pequena Las Vegas foi um alívio para os nossos olhos.

Fiona em frente ao nosso hotel na histórica Las vegas, no Novo México, nos Estados Unidos

Fiona em frente ao nosso hotel na histórica Las vegas, no Novo México, nos Estados Unidos


Ontem quando dirigia rumo ao sul passamos pelas placas de Taos, um povoado pueblano que há pouco tempo havia entrado na nossa lista, apresentado por Mariana e Marlus, curitibanos que vivem no Texas, que conhecemos no Mesa Verde. Eles sugeriram que no nosso caminho para o sul parássemos na pequena vila de Taos, “imperdível!”. A vontade de explorar a história e um pouco da cultura deste estado de origem indígena, meio mexicano, meio americano tomou conta e mais uma vez resolvemos fazer um pequeno detour para o norte. É, é difícil irmos embora sem olhar para trás. Lá fomos nós 124km, entre montanhas nevadas por uma pequena estrada sinuosa, rumo ao norte novamente.

Lago completamente congelado perto da histórica Las Vegas, no Novo México, nos Estados Unidos

Lago completamente congelado perto da histórica Las Vegas, no Novo México, nos Estados Unidos


Construída entre 1000 e 1450 d.C, o Pueblo de Taos é a comunidade mais antiga dos Estados Unidos, continuamente habitada. Acredita-se que os puebloans são descendentes dos Anasazi, os Ancient Pueblos que viviam em toda a região de Four Corners e inclusive no Mesa Verde National Park que também visitamos. A arquitetura pueblana é composta por casas de adobe com 2 ou mais níveis, paredes compartilhadas e os pátios e varandas na parte de cima, que são utilizados para diversas atividades cotidianas. Abaixo, em um nível subterrâneo, estão os kiwas, salas onde os anciãos reúnem os mais jovens da família para lhes passar todo o seu conhecimento e a história da tribo.

O pueblo de taos, no Novo México, nos Estados Unidos (foto obtida na internet)

O pueblo de taos, no Novo México, nos Estados Unidos (foto obtida na internet)


O povo de Taos é um dos mais tradicionais, fechados e conservadores de todos os povos indígenas americanos. Toda a sua história é passada única e exclusivamente de forma oral para as novas gerações. Assim eles conseguiram manter viva a sua cultura, ritos e tradições através destes milhares de anos.

Chegando ao mais antigo pueblo dos Estados Unidos, Taos, no Novo México, nos Estados Unidos

Chegando ao mais antigo pueblo dos Estados Unidos, Taos, no Novo México, nos Estados Unidos


As palavras em Tiwa, a língua nativa do pueblo, possuem vida e poder e a tribo acredita que se as palavras fossem escritas perderiam a sua vivacidade, música e dança. Assim, nunca alguém que não possui o sangue indígena, nascido na tribo e criado dentro do pueblo, poderá compreender a verdadeira sabedoria, crença e magia que este povo carrega.

Oferendas nos muros da tradicional igreja de San Francisco de asis, em Taos, no Novo México, nos Estados Unidos

Oferendas nos muros da tradicional igreja de San Francisco de asis, em Taos, no Novo México, nos Estados Unidos


Nós chegamos no Pueblo de Taos em um dia de festa, festas sagradas! É um dia muito especial, um dia em que a tribo está entoando seus cantos e realizando as suas danças sagradas. Mesmo conservadores, eles permitem que pessoas de fora entrem e assistam aos seus rituais, porém não dão explicação alguma sobre o seu significado e tampouco permitem que o povoado e os rituais sejam gravados ou fotografados.

Visitando Taos, a cidade mais antiga dos Estados Unidos, com mais de 700 anos, no Novo México

Visitando Taos, a cidade mais antiga dos Estados Unidos, com mais de 700 anos, no Novo México


As danças acontecem entre dezembro e fevereiro a cada 15 dias ou semana. Conforme vão se aproximando do fim do período de festividades, elas se intensificam e podem ocorrer praticamente todos os dias. Elas são realizadas pelos homens da tribo, que se vestem com peles de animais, pintam-se de negro e praticamente em transe, dançam entre as casas do povoado, como se estivessem abençoando e trazendo boas energias para a tribo. Hoje foi o dia da Buffalo Dance, homens vestidos com pesadas cabeças de bisões, seus corpos pintados de negro e envolvidos em peles de animais. Dançavam incessantemente ao som quase hipnotizante dos tambores e cânticos dos anciãos. Os sons parecem mantras compostos apenas por vogais, belos e complexos. As mulheres acompanham todo o ritual ao redor do grupo, com os cabelos trançados ou presos e dobrados com fitas. Suas vestes e mantas coloridas são tecidas à mão, cada uma com sua história e significado. De tempos em tempos somos surpreendidos pelas mulheres, que participam do canto vibrando rapidamente a língua contra os dentes e soltando um som estridente e bem tribal, muito parecidos com os sons feitos pelas mulheres do mundo árabe. Os homens abafados sob as cabeças de bisões parecem entrar em transe, talvez apenas pelo ritmo, talvez sob efeito da mezcalina, comum entre povos indígenas americanos.

Traje das danças sagradas do pueblo de Taos, no Novo México, nos Estados Unidos (obtido na internet)

Traje das danças sagradas do pueblo de Taos, no Novo México, nos Estados Unidos (obtido na internet)


A ligação destes indígenas com a natureza e o equilíbrio do mundo é a base da sua crença. Se o mundo está doente, nós também estamos doentes, os rios são o nosso sangue, a terra o nosso corpo e a única forma de nos mantermos sãos e vivos é cuidando da terra, respeitando a natureza e equilibrando as más energias com as nossas preces e boas vibrações.

Um espetacular pôr-do-sol nas imediações de Taos, no Novo México, nos Estados Unidos

Um espetacular pôr-do-sol nas imediações de Taos, no Novo México, nos Estados Unidos


Eles trabalham para manter o equilíbrio do planeta, hoje extirpado pelo homem branco. Se eu tivesse que opinar, diria que o ritual aparentemente tem ligação com a abundância na caça dos bisões e veados, mas esta é apenas a visão de uma branca viajante, distante da realidade deste povo.

Escultura do patrono da igreja de San Francisco de asis, em Taos, no Novo México, nos Estados Unidos

Escultura do patrono da igreja de San Francisco de asis, em Taos, no Novo México, nos Estados Unidos


As danças continuaram pela vila, mas agora o povo já não podia acompanhá-las. Sem saber tentamos continuar seguindo os dançarinos, mas uma mulher do pueblo nos avisa que dali não poderíamos passar. Voltamos ao centro da vila, curiosos e querendo entender o que era aquilo que acabávamos de presenciar. Todas as vendas de artesanatos e comida hoje deveriam estar fechadas, mas logo após o término das danças vemos duas delas abertas. A primeira com seus pães fazendo um grande sucesso. Várias pessoas saíam dali com doces e pães frescos, feitos de pura farinha. Entro em uma cabana e sou recebida por Chilli Flower Poho, uma artesã que voltou a viver na tribo depois de um longo período conhecendo o mundo lá fora. Ela viajou o mundo, conhece sobre a cultura do povo branco, mas sente que Taos Pueblo é a sua casa. Tem filhos de um primeiro casamento e um novo namorado pueblano, mas que mora fora do povoado.

“Sei que o meu papel é estar aqui, passar a nossa cultura adiante, eu posso sair do pueblo, mas o pueblo faz parte de mim e sempre estará comigo.”, me diz Chilli Flower. “Meu namorado quer se casar, ele é daqui, mas tem dúvidas se quer voltar a viver dentro da comunidade. Eu já deixei claro a ele, se não quiser voltar ao pueblo, não iremos nos casar, pois daqui eu não saio, tenho consciência que este é o meu lugar.”

Ela me pergunta de onde sou e quando digo que sou brasileira logo comenta sobre a dança. O samba é muito bonito, “vocês brasileiras sabem dançar muito bem! Quando eu era jovem, eu e meu irmão ganhamos um concurso de dança na cidade!”. Eu curiosa, lhe perguntei que tipo de dança era, pensando, sei lá, que seria algo mais tradicional ou ligado à época... “Dance, música eletrônica” ela me responde. É claro! Afinal, em que mundo nós vivemos? Hahaha!

O céu pintado de vermelho durante um memorável pôr-do-sol nas imediações de Taos, no Novo México, nos Estados Unidos

O céu pintado de vermelho durante um memorável pôr-do-sol nas imediações de Taos, no Novo México, nos Estados Unidos


Ela nos conta sobre suas experiências e visão de mundo, como gostaria que a tribo fosse um pouco mais aberta para as mulheres. Elas participam dos conselhos familiares, mas apenas os homens podem votar. Durante o período que viveu em outra comunidade indígena, percebeu como podem existir outras maneiras de lidar com essas questões.

“Lá as mulheres tinham espaço, voto direto e podiam participar das reuniões da tribo ao lado dos homens, aqui ainda não. Mas os homens sempre gostam de pedir a minha opinião sobre as questões da comunidade, pois querem a visão de alguém que conhece o mundo lá fora...”

Há também os que temam que a língua tiwa esteja se perdendo, e junto dela sua história, cânticos e danças sagradas. As crianças já não descem mais aos kiwas para ouvir os seus avós, preferem ver televisão. Tito Naranjo, um membro da tribo, chegou a ser expulso do pueblo em 2004, aos 66 anos, por decidir escrever sobre a dança dos veados no jornal local. O professor universitário acredita que a língua, a história e os rituais devem ser descritos para que não se percam no tempo. Mas os anciãos da tribo acreditam que com este ato ele tenha matado a dança do veado e ele se defende dizendo “não, a dança está aí, viva e bem.”

A nova percepção de mundo de homens como Tito Naranjo e mulheres como Chilli Flower trarão ao Pueblo de Taos alterações na sua organização e nas suas crenças. Este é um movimento natural, afinal eles não vivem isolados do mundo exterior. Neste rápido contato que tivemos com a comunidade, fica claro que o amor que o pueblo nutre por suas tradições, conhecimentos e cultura não será perdido. Porém o desafio que eles enfrentam para abrir a comunidade para novas ideias e conhecimentos é menor que o desafio que os seus anciãos terão para manter a sua cultura intacta.

O céu pintado de vermelho durante um memorável pôr-do-sol nas imediações de Taos, no Novo México, nos Estados Unidos

O céu pintado de vermelho durante um memorável pôr-do-sol nas imediações de Taos, no Novo México, nos Estados Unidos

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