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Blog da Ana - 1000 dias

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Maui em 48 horas!

Hawaii, Maui-Kihei, Maui-Hana

Após o nascer-do-sol, fazendo festa a mais de 3 mil metros de altitude, no cume do vulcão Haleakala, em  Maui, no Havaí

Após o nascer-do-sol, fazendo festa a mais de 3 mil metros de altitude, no cume do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


Você resolveu dar um rolé por todas as ilhas do Hawaii e só planejou dois dias na Ilha de Maui? Primeiro já aviso, nenhuma ilha havaiana merece tão pouco tempo, mas eu sei que a vida não é sempre como nós queremos. Nós planejamos 3 dias e meio e depois de explorarmos as praias da costa de West Maui e ter uma super experiência havaiana em um luau na Little Beach, concentramos a melhor programação nos dois últimos dias, já que foi quando o casal Laura e Rafael se juntou à Expedição 1000dias aqui no Hawaii! Segundo aviso, vai ser corrido, mas você vai conseguir ver o melhor de Maui em 48 horas! Aí vão as dicas!

A caminho de Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

A caminho de Hana, na costa leste de Maui, no Havaí



1° DIA - 4:45am - Molokini Crater
Formada aproximadamente há 230 mil anos, a cratera vulcânica Molokini está parcialmente submersa e é um paraíso para os mergulhadores. A borda do cone vulcânico que está acima d´água tem o formato de lua crescente, que forma uma pequena baía protegida das poderosas correntes do Alalakeiki Channel, a 4km da costa entre as ilhas de Maui e Kaho´olawe.

Chegando à ilha de Maui, no Havaí

Chegando à ilha de Maui, no Havaí


O mergulho lá é suuuper popular, então se você curte um esquema mais “exclusivo”, digo, se você prefere mergulhar sem hordas de turistas, snorkelers e mergulhadores, a dica é chegar cedo, mas cedo mesmo! Nós acordamos as 4h15 da manhã e as 4h45 estávamos no píer onde o barco da B&B Scuba no esperava. A operação deles é simples, eficiente e o mais importante mega bem humorada! O capitão do barco e o nosso dive master eram duas figuras! O tempo todo super dispostos a ajudar, mas não perdiam a chance de contar uma piada ou tirar uma onda com suas histórias havaianas e subaquáticas. Um ótimo jeito de melhorar o humor depois de madrugar para estar lá!

Ainda de madrugada, embarcando para mergulhar em Molokini, na costa de Maui, no Havaí

Ainda de madrugada, embarcando para mergulhar em Molokini, na costa de Maui, no Havaí



6am - Ainda era noite quando chegamos, fechamos os detalhes de equipamentos e quando o sol começava a aparecer no horizonte, ainda com estrelas no céu, o barco zarpava em direção à Molokini.

Chegando à cratera semi-submersa de Molokini, na costa de Maui, no Havaí

Chegando à cratera semi-submersa de Molokini, na costa de Maui, no Havaí



7am - Nos dividimos em dois grupos de 4 mergulhadores e caímos na água, com 26°C e visibilidade de 30m! O fundo de areia, mesclado com pedras e pequenos corais pode deixar todos meio desanimados no começo, mas foi ali que encontramos nossos primeiros tubarões! Os dois white tip sharks tinham um pouco mais de um metro e passaram do nosso lado no areal. Logo abaixo deles um jardim de enguias se escondia dos invasores/mergulhadores enquanto passávamos em direção à parede de corais. Vimos moreias, diferentes peixes e não demorou muito nosso guia maluco nos apareceu com um polvo, lindo! Ele mudou de cor, passeou e nadou se exibindo para a galera, sensacional!

A cratera semi-submersa de Molokini, na costa de Maui, no Havaí

A cratera semi-submersa de Molokini, na costa de Maui, no Havaí


O segundo mergulho poderia ser na costa, mas o mar já estava querendo virar. No intervalo de superfície caímos na água para brincar com alguns golfinhos curiosos que se aproximaram, uma mãe e um filhote lindos! Pena que a visita foi rápida.

Momentos antes da nossa câmera pifar de vez, durante mergulho em Molokini, na costa de Maui, no Havaí. As cores já estão distorcidas...

Momentos antes da nossa câmera pifar de vez, durante mergulho em Molokini, na costa de Maui, no Havaí. As cores já estão distorcidas...



8:30am - Caímos novamente na água rodamos os corais, o areal e desta vez, mais próximos do barco em um banco de corais nos divertimos encontrando os pequenos nudibranquios, uma imensa barracuda e um berçário de white tip sharks! Os 5 tubarões(zinhos) estavam enfiados dentro de uma caverninha formada pelos corais a uns 8m de profundidade! Lindos demais!!!

Início de mergulho em Molokini, na costa de Maui, no Havaí

Início de mergulho em Molokini, na costa de Maui, no Havaí


Durante todo o mergulho ouvimos as baleias jubarte cantando, sentíamos vibrar em nosso peito, olhávamos ao redor e não conseguíamos encontrá-las. Estavam ali, do nosso lado, em algum lugar dessa imensidão azul. Junto das baleias escutamos os golfinhos, que segundo alguns locais ajudam as mamães jubarte no momento do parto, rodando ao redor dela para proteger de possíveis predadores atraídos pelo sangue. Sábia mãe natureza! Já imaginaram o que é mergulhar em um lugar desses com uma trilha sonora de cantos de jubarte e golfinhos?

Voltando do ótimo mergulho na cratera semi-submersa de Molokini, na costa de Maui, no Havaí

Voltando do ótimo mergulho na cratera semi-submersa de Molokini, na costa de Maui, no Havaí



10:30am - Voltamos ao píer e logo estávamos no nosso hotel, tomando uma ducha e nos preparando para as explorações do dia, a costa sul de Maui.

Wailea e Makena State Park
Depois de voar e madrugar para mergulhar na Molokini Crater você com certeza vai querer uma tarde mais tranquila, aproveitando o sol, a praia e o dulce fare niente!

A praia de Big Beach, ao sul de Kihei, litoral de Maui, no Havaí

A praia de Big Beach, ao sul de Kihei, litoral de Maui, no Havaí



12pm - Saímos para explorar a costa sul da ilha, pegamos o nosso carro em South Kihei e nos mandamos para La Perousse Bay, onde muitas vezes o snorkel promete um grupo de golfinhos rotadores nas suas tranquilas águas azuis. A baía rodeada de pedras negras e campos de lava hoje estava um pouco movida e movimentada ,e ao que tudo indicava, os golfinhos não estavam por ali. Sacamos umas fotitas e subimos pela via costeira que tem vistas lindas do litoral, até chegarmos ao Makena State Park.

Entrando no mar em Big Beach, ao sul de Kihei, litoral de Maui, no Havaí

Entrando no mar em Big Beach, ao sul de Kihei, litoral de Maui, no Havaí



14pm - O Makena tem duas das praias mais preservadas de Maui, uma área aonde hotéis e lojas não chegam, por isso leve o seu almoço ou compre um fish taco no food truck do estacionamento. Ficamos algumas horas entre a Big Beach e a Little Beach, com vista para a ilha de Kaho´olawe e para Molokini onde estivemos pela manhã. A gurizada do skimboard estava arrasando nas ondas perfeitas da Big Beach, que quebram com mais de metro bem na beirada, fazendo altas manobras radicais.

Surfista mostra seus truques em Big Beach, ao sul de Kihei, litoral de Maui, no Havaí

Surfista mostra seus truques em Big Beach, ao sul de Kihei, litoral de Maui, no Havaí


Surfistas dão show na Big Beach, em South Kihei, em Maui, no Havaí (foto de Laura Schunemann)

Surfistas dão show na Big Beach, em South Kihei, em Maui, no Havaí (foto de Laura Schunemann)


Cruzamos para a Little Beach, hoje lotada de turistas com e sem roupa, lembrando que aqui é a praia dos naturistas, portanto roupa é opcional. Encontrei um dos organizadores da festa de domingo que já nos incluiu em uma roda de surfistas locais, vários peladões da tribo dos “bunda preta” que surfam o dia inteiro e trazem sua farofa e frango assado de casa (literalmente, nós vimos um inteiro sair de dentro da mochila!) para matar a fome de leão depois que saem da água. Eles passam o dia inteiro nesse pedaço de paraíso, tem coisa melhor?

Botando a conversa em dia, depois dez meses sem se ver (na Big Beach, em South Kihei, em Maui, no Havaí - foto de Laura Schunemann)

Botando a conversa em dia, depois dez meses sem se ver (na Big Beach, em South Kihei, em Maui, no Havaí - foto de Laura Schunemann)



8pm - Parada Gastronômica
À noite você vai estar morrendo de fome e sono, então se está hospedado em South Kihei e ainda quer ter uma experiência gastronômica havaiana em alto estilo, a dica é ir até o Sarento´s on the Beach, restaurante na beira da praia ao lado do Hotel Days Inn. Ele não é dos mais baratos e é melhor garantir lugar reservando com antecedência, mas o cardápio e o serviço são impecáveis! Nós provamos o Grilled Hawaiian Ahi, um corte grosso e tenro de atum fresco salteado na grelha, quase cru, com gnocchi de queijo de cabra e um purê de batatas com alho. Divino! Ah, não se esqueça de provar o Mai Tai, famoso drink havaiano. Tim tim!

Delicioso jantar em Kihei, em Maui, no Havaí

Delicioso jantar em Kihei, em Maui, no Havaí



2° DIA - 4:30am – Haleakala Volcano
O Haleakala é a maior montanha (3.055m) e compõe 75% da Ilha de Maui. O seu nome significa em havaiano “a casa do sol”, de acordo com uma lenda local o vale formado pelos diferentes cones no alto do Haleakala era a casa da avó do semideus Maui. Maui teria capturado o sol, com a ajuda de sua avó, para forçá-lo a se pôr mais vagarosamente, deixando o dia mais longo. O Haleakala é um parque nacional que abriga diversas espécies endêmicas como a frágil Silversword e é casa para o pássaro símbolo do Hawaii, o Nene.

As estranhas plantas que crescem a 3 mil metros de altitude, no topo do vulcão Haleakala, em  Maui, no Havaí

As estranhas plantas que crescem a 3 mil metros de altitude, no topo do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


A peregrinação ao Haleakala começa as 4h30 da manhã em direção ao seu cume onde está uma das mais lindas vistas e nasceres do sol de Maui. De South Kihei o trajeto dura 1h45, confira o horário em que o sol nasce aqui neste link e saia do hotel com 2 horas de antecedência para garantir. Centenas de turistas sobem as montanhas ainda no escuro para ver o fenômeno, torcendo para as nuvens dissiparem e darem uma visão completa da costa sul da ilha. Nós não tivemos tanta sorte, o tempo estava bem nublado, o que para um nascer do sol não é de todo mal, pois as nuvens filtram os raios solares dando um efeito super bonito na luz da manhã.

Observando o sol nascer do alto do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí, a mais de 3 mil metros de altitude

Observando o sol nascer do alto do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí, a mais de 3 mil metros de altitude


Uma foto da foto da foto, no cume do vulcão Haleakala, em  Maui, no Havaí

Uma foto da foto da foto, no cume do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


Assim que o sol nasceu, uma ranger cantou uma linda música tradicional havaiana. A princípio eu achei que era uma música em homenagem ao sol, fiquei emocionada com o momento, nascer do sol em contato com a cultura havaiana.

O sol nascendo no alto do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí

O sol nascendo no alto do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


A paisagem marciana do interior da cratera do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí

A paisagem marciana do interior da cratera do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


Assim que o canto terminou ela fez um discurso emocionado, contando que hoje pela manhã algum turista em alta velocidade matou dois Nenes (o pássaro símbolo havaiano ameaçado de extinção) que atravessavam a estrada. Com a voz trêmula e indignada ela chorava a perda de duas vidas e implorava a todos que tivessem respeito à vida e à consciência no trânsito, principalmente dentro do parque nacional. Após alguns minutos de silêncio e algumas lágrimas nos despedimos do parque com um rápido encontro com um de seus irmãos, este aí na foto.

Um raro Nene, pássaro típico do arquipélago, caminha tranquilamente em trilha no alto do vulcão Haleakala, em  Maui, no Havaí

Um raro Nene, pássaro típico do arquipélago, caminha tranquilamente em trilha no alto do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


Vários pequenos vulcões dentro da grande cratera do vulcão Haleakala, em  Maui, no Havaí

Vários pequenos vulcões dentro da grande cratera do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


Se você não tivesse apenas 48 horas em Maui a dica seria ficar aqui no parque e aproveitar as centenas de quilômetros de trilhas, cachoeiras e paisagens maravilhosas. Um dia só no parque pode ser pouco.

Após o nascer-do-sol, fazendo festa a mais de 3 mil metros de altitude, no cume do vulcão Haleakala, em  Maui, no Havaí

Após o nascer-do-sol, fazendo festa a mais de 3 mil metros de altitude, no cume do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí



8am – Fazenda de Lavanda e Café da Manhã
No caminho de volta do Haleakala passamos pelas fazendas de lavanda, agora visíveis com a luz do dia. Uma delas é impossível de perder, na estrada principal do lado direito está esta doçura de fazenda, casinha e gazebo brancos, bancos espalhados no jardim com vista para a plantação de lavandas e em um dia limpo pode-se ver o mar! A lojinha tem vários sanduíches, sucos e chás, além de uma diversidade de produtos naturais feitos de lavanda, coco e outros óleos naturais.

Uma plantação de lavanda nas encostas do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí

Uma plantação de lavanda nas encostas do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí



9am – Estrada para Hana
Depois de tomar um café ou um chá para acordar e recarregar suas energias na fazenda, hora de colocar o pé na estrada em direção à Hana. A estrada é longa e sinuosa, mas promete algumas das vistas mais lindas da ilha.

Belíssima paisagem na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

Belíssima paisagem na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí


Muitas cachoeiras na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

Muitas cachoeiras na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí


A Hana Highway corta uma linda mata tropical, cruza rios, cachoeiras e penhascos com vista para o Oceano Pacífico. São 110 km entre a entrada do parque nacional até a cidade de Hana, mas que levam em torno de 3 horas para serem completados. No caminho vamos parando nos mirantes e cachoeiras e uma das paradas obrigatórias, já bem próximo à Hana, é uma barraquinha de sorvete artesanal com sabores como coco, pistache, maracujá (lilikoi), café e chocolate. O sorvete de coco é um dos mais famosos, são 5 dólares (é caro eu sei), mas você pode misturar dois sabores e a combinação de coco com pistache é a melhor!

Parada estratégica em uma banca de sorvetes na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

Parada estratégica em uma banca de sorvetes na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí


Um delicioso sorvete na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

Um delicioso sorvete na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí


Hana é a cidade mais bicho grilo de Maui, a vila alternativa tem projetos de educação ambiental com as crianças, artesãos e uma comunidade que pouco mudou nos últimos 20, 30 anos! Tudo isso em meio a uma natureza exuberante, cachoeiras e praias eleitas das mais bonitas dos Estados Unidos. Devido a este isolamento e misticismo, alguns a chamam de “O ultimo lugar verdadeiramente havaiano”.

A cidade de Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

A cidade de Hana, na costa leste de Maui, no Havaí


Infelizmente nós pegamos um dia nublado e apenas o mormaço da tarde nos encorajou a pegar uma praia na Hamoa Beach, eleita uma das mais lindas dos EUA. É bonita, mas acho que faltou um sol para nós concordarmos. O nosso tempo estava curto acabamos não conseguindo chegar ao principal ponto turístico de Hana, as Seven Pools. Enfim, só mais um motivo para voltarmos.

Praia em Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

Praia em Hana, na costa leste de Maui, no Havaí


No retorno à Kihei ainda paramos na Maliko Bay, em busca das super ondas que batem na costa norte. As famosas jaws só entram quando o mar está acima de 25 pés e infelizmente Namaka, a deusa havaiana dos mares, ainda não estava em sua maior fúria e melhor humor para tal.

Surfistas se espremem na Norh Shore de Maui, perto de Jaws, no Havaí

Surfistas se espremem na Norh Shore de Maui, perto de Jaws, no Havaí


9pm - À noite jantamos em um restaurantinho gostoso no centrinho de Kihei e reencontramos um casal de amigos viajantes que conhecemos em Seattle. Pois é, não é que Corinne, David e Thalia vieram parar aqui, em Maui, na mesma época que nós!?! E ainda por cima vieram acompanhados do mais novo(a) membro(a) da família. Sim, Corinne está grávida! Bem que eu havia desconfiado, ela já estava com uma super cara de grávida quando nos encontramos. Eles estão passando 15 deliciosos dias de férias só em Maui. Fomos a uma sorveteria reconectar, contar histórias de viagens e combinar um futuro encontro, da família completa, lá no Brasil.

O alegre reencontro com os amigos de Seattle, o David, a Corinne e a espevitada Talia, em sorveteria de Kihei, em Maui, no Havaí

O alegre reencontro com os amigos de Seattle, o David, a Corinne e a espevitada Talia, em sorveteria de Kihei, em Maui, no Havaí


Foram 48 horas de vários quilômetros e muitas paisagens novas na bagagem, com pitadas de cultura, gastronomia, ares de praia, mar, vulcão e fazendas em uma das mais famosas ilhas do Hawaii.


Roteiro de carro: 2 dias na Ilha de Maui

E então, curtiu o nosso roteiro em Maui? Deixe seu comentário, compartilhe e viaje com a gente.

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Sabambugi

Brasil, Rio Grande Do Norte, Sagi (Baía Formosa)

Rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba.

Rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba.


Bambu entre Sagi, é isso que significa o nome da pousada em que ficamos na primeira vila do Rio Grande do Norte. Lugar tranquilo e ao mensmo tempo cheio de vida. Acordamos com uma vista deslumbrante do rio Sagi desaguando no mar. O café da manhã com muitas frutas, granola, coalhada, pães integrais, queijo branco, tudo feito com o maior carinho pelo Liberato, um dos sócios da pousada.

Vista da nossa varanda, na pousada  Sabambugi, praia de Sagi, Baía Formosa - RN

Vista da nossa varanda, na pousada Sabambugi, praia de Sagi, Baía Formosa - RN


Li o meu livro, escrevi um pouco e saímos para andar e conhecer a Barra do Rio Guaju. Há apenas 3km da vila o rio faz um cenário maravilhoso na divisa dos dois estados, RN e Paraíba.

Energia eólica no lado paraibano da fronteira com Rio Grande do Norte

Energia eólica no lado paraibano da fronteira com Rio Grande do Norte


No alto imensos “cata-ventos” modernos de uma mineradora paraibana que “destrói mas replanta tudinho”, segundo Tico, morador e guia local. A mineradora retira o minério das areias das dunas e depois devolve a areia que “não presta” no lugar, replantando a mata de restinga original.

Nadando no rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba

Nadando no rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba


A Vila do Sagi é pequena e possui apenas 3 pousadas e 2 restaurantes, além de uma turma bem animada para as festas de domingo. Um destes restaurantes serve como base para passeios de bugue feitos pela CVC de Natal e Baía Formosa, até a Barra do Guaju. Nós levamos sorte que domingo é o dia de pausa da CVC, pois a partir de segunda-feira são mais de 2 mil pessoas que vão e voltam, enlouquecidos nos bugues pelas areias e chapadões, para lotar e tirar a paz da mãe natureza neste pequeno santuário.

rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba

rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba


A princípio nós pensávamos em ficar apenas uma noite, mas a paz que encontramos aqui foi tanta, sem internet, sem telefone (pois este já perdemos mesmo), sem televisão, sem carro, sem nada, apenas a vista maravilhosa da nossa janela na Sabambugi.

A varanda de nosso quarto, na pousada Sabambugi, na praia de Sagi, Baía Formosa - RN

A varanda de nosso quarto, na pousada Sabambugi, na praia de Sagi, Baía Formosa - RN


Aliás, esta foi o motivo maior para termos ficado, que astral maravilhoso tem esta pousada, toda feita em bambus, super ecológica, sem ar condicionado, pois a ventilação natural é suficiente. Cada detalhe foi pensado para deixar a nossa estadia mais confortável e deliciosa. Melhor ainda quando acabou a luz, só víamos o clarão da queimada da plantação de cana ao fundo... “tão romântico”, perfeito para comemorarmos os nossos 20 meses de casamento. Ao final da noite até o clarão da queimada se foi...

Pousada Sabambugi, na praia de Sagi - RN

Pousada Sabambugi, na praia de Sagi - RN

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Fazenda em Rio Verde

Brasil, Goiás, Rio Verde

Paisagem colorida na área rural em Rio Verde - GO

Paisagem colorida na área rural em Rio Verde - GO


Rio Verde é a capital do agro-negócio do Estado de Goiás. Uma área de solo fértil, que possui vocação para o plantio de soja, milho, feijão e culturas complementares, deixando praticamente de lado a pecuária. Recentemente a região tem passado por uma grande valorização, não apenas no custo das terras e fazendas, como também na cidade, onde os terrenos já triplicaram de valor.

Passeio na fazenda em Rio Verde - GO

Passeio na fazenda em Rio Verde - GO


Nós ficamos hospedados na fazenda onde mora o Chico, primo do Rodrigo. Chico já mora aqui há 9 anos e é formado em agronomia. Casa de fazenda, varadão gostoso com vista para o campo, cachorros, galinhas e aquela vidinha bem difícil e estressante.

Com o Chico, na triste hora da despedida da fazenda e de Rio Verde - GO

Com o Chico, na triste hora da despedida da fazenda e de Rio Verde - GO


Estamos agora na entre-safra da soja onde se produz o sorgo e o milheto, que ajudam a preparar o solo para o próximo plantio, trazendo os nutrientes que estão no solo mais profundo para a superfície e deixando a palha para ajudar a manter o solo mais úmido e protegido. Além de nutrir o solo, estas culturas são utilizadas para a produção de razão animal. Vimos também as lavouras de milho, quase prontas para a colheita, o feijão e o algodão, deixando a paisagem em degrades de palha e verde.

A bela zona rural em Rio Verde - GO

A bela zona rural em Rio Verde - GO


Depois do almoço, demos uma volta pela cidade de Rio Verde, conhecemos a praça central onde fica a Igreja Matriz, com uma arquitetura modernosa, meio esquisita. Vimos o campus das universidade onde o Chico estudou e uma nova área da cidade que está em pelo crescimento e desenvolvimento. Em pouco tempo Rio Verde estará como hoje é Ribeirão Preto em São Paulo, um pólo riquíssimo com toda a infra-estrutura para atender às demandas das famílias dos fazendeiros que vivem e investem na região.

Milharal em Rio Verde - GO

Milharal em Rio Verde - GO


Hoje resolvemos também estrear a nova churrasqueira do Chicão. Eu preparei as saladas, assamos a carne, cerveja gelada e logo os amigos estavam chegando para completar a noite de lua crescente e de estiagem, que se punha sob o milharal.

Churrasco com amigos em Rio Verde - GO

Churrasco com amigos em Rio Verde - GO

Brasil, Goiás, Rio Verde, fazenda

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Flores no Lago Petén Itzá

Guatemala, Flores

Pronto para um mergulho no fim de tarde, em Flores, na Guatemala

Pronto para um mergulho no fim de tarde, em Flores, na Guatemala


Hoje cruzamos a fronteira de Belize com a Guatemala, a única fronteira terrestre entre os dois países fica a meros 13 km de San Ignacio e 80km da Ilha de Flores. O distrito El Petén é o mais distante e menos populado do país, o governo fez um esforço para desenvolver esta região, que hoje possui as melhores estradas, além de uma das mais impressionantes ruínas mayas da Guatemala, a famosa Tikal.

Uma das ladeiras que dá acesso à praça central de Flores, na Guatemala

Uma das ladeiras que dá acesso à praça central de Flores, na Guatemala


A mágica Ilha de Flores está localizada dentro do lago El Petén Itzá. Ela foi ocupada pelos espanhóis durante a colonização que, sobre a cidade maya, construíram uma cidade colonial com ruas estreitas, uma igreja no topo e um agradável passeio na beira do lago, onde até hoje locais e turistas se refrescam nos dias mais quentes de verão.

Caminhando na orla do lago Petén, em Flores, na Guatemala

Caminhando na orla do lago Petén, em Flores, na Guatemala


A igreja matriz de Flores, na Guatemala

A igreja matriz de Flores, na Guatemala


Mergulhando no lago Petén, em Flores, na Guatemala

Mergulhando no lago Petén, em Flores, na Guatemala


O lago El Petén Itzá é uma atração por si só, passeios de barco ao redor da ilha te levam a um pequeno museu em uma ilhota e à vilas próximas. Até mergulho para ver vestígios arqueológicos estão começando a ser operados. Reza a lenda que um grande cavalo esculpido em pedra pelos mayas para Hernán Cortez estaria afundado por aqui! Ao que tudo indica o Cortez não parou nesta região, pelo menos não durante esta vida. Mas quem sabe? Há muitos mistérios no mundo a serem desvendados.

Nadando no delicioso lago Petén, em Flores, na Guatemala

Nadando no delicioso lago Petén, em Flores, na Guatemala


Flores possui toda a infraestrutura turística comum nas cidades da América Central. Agências de turismo especializadas nos sítios arqueológicos da região oferecem diferentes passeios a Tikal (no nascer e no por do sol) e até aos lugares mais distantes como El Mirador. No norte de El Petén, quase na fronteira com o México, El Mirador é uma das maiores cidades mayas do período pré-clássico e está isolada por 60km de trilhas na floresta guatemalteca ou por um caro sobrevoo de helicóptero.

Pequena cidade na orla do lago Petén, em frente à ilha de Flores, na Guatemala

Pequena cidade na orla do lago Petén, em frente à ilha de Flores, na Guatemala


Nós pensamos em ir até lá, mas como sempre apressados acabamos deixando esta aventura para uma próxima vez. Escolhemos relaxar às margens do lago, saímos para correr ao redor da ilha, nadamos e recuperamos energias para seguir viagem. Tiramos um dia para explorar a poderosa Tikal e aproveitamos os restaurantes mais turísticos para colocar as vitaminas, saladas e sucos em dia. Viajando por estes lugares mais distantes às vezes é difícil encontrar opções saudáveis de alimentação.

Correndo na orla do lago Petén, em Flores, na Guatemala

Correndo na orla do lago Petén, em Flores, na Guatemala


Barco leva passageiros pelo lago Petén, em Flores, na Guatemala

Barco leva passageiros pelo lago Petén, em Flores, na Guatemala


Muitos dos turistas mais alternativos preferem hospedar-se na vila de El Remate, onde há menos infraestrutura, mas os pequenos hostels e restaurantes locais dão ao vilarejo um ar mais autêntico. Além de garantirem ter um lago mais limpo se comparado com o lago ao largo das mais populosas Santa Elena e Flores.

O sol aparece um pouco antes de se pôr, visto da ilha de Flores, na Guatemala

O sol aparece um pouco antes de se pôr, visto da ilha de Flores, na Guatemala


Flores é mais um daqueles lugares especiais no mundo, perfeito para descansar e deixar as preocupações de lado, aproveitando o melhor da cultura e arquitetura maya, lado a lado com a culinária, o conforto e a receptividade do povo guatemalteco.

Uma bela conjunção da lua e Júpiter, em Flores, na Guatemala

Uma bela conjunção da lua e Júpiter, em Flores, na Guatemala

Guatemala, Flores, El Petén, El Petén Itza, Lago

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Pérola de Minas

Brasil, Minas Gerais, Carrancas

Rio logo abaixo do Poço Esmeralda em Carrancas - MG

Rio logo abaixo do Poço Esmeralda em Carrancas - MG


Acordei hoje com muito frio. Não foi à toa, a temperatura realmente baixou de ontem para hoje, o dia amanheceu nublado e com muito vento. Nossa programação era novamente conhecer outros dois complexos de cachoeiras. Quem já conviveu mais comigo sabe que sou um horror de manhã... Estava totalmente preguiçosa! Frio, sono, imagina se eu queria entrar na água gelada? Há, há. Olha só o sorriso amarelo...

Cachoeira da Fumaça em Carrancas - MG. Não é aconselhável nadar...

Cachoeira da Fumaça em Carrancas - MG. Não é aconselhável nadar...


Bem, temos que andar e conhecer, então fomos primeiro ao Complexo da Fumaça. Uma cachoeira lindíssima, com um volume imenso de água e poluída. Parte do esgoto da cidade de Carrancas ainda é despejado neste rio. Todo o Complexo da Cachoeira da Fumaça já se tornou um Parque Municipal e está em processo para se tornar uma área de preservação. Na Prefeitura de Carrancas já existem verbas destinadas ao tratamento da água e esgoto. Para variar uma solução tardia, mas antes tarde do que nunca. Sendo assim, escapei de entrar na água! Uuuufa!

Cachoeira da Fumaça em Carrancas - MG. Não é aconselhável nadar...

Cachoeira da Fumaça em Carrancas - MG. Não é aconselhável nadar...


Partimos para o segundo complexo de cachoeiras, o Complexo Esmeralda. Uma pérola a apenas 10 minutos de Carrancas, é sem dúvida um dos lugares de rios e cachoeiras mais bonitos que já fui.

Rio do Poço Esmeralda em Carrancas - MG

Rio do Poço Esmeralda em Carrancas - MG

Rio do Poço Esmeralda em Carrancas - MG

Rio do Poço Esmeralda em Carrancas - MG


Talvez por isso o Rodrigo não parasse de confundir o nome dela “Esmeralda” com “Pérola”, está ficando velho mesmo! A água, verdinha e transparente, desce em uma laje imensa lindíssima, formando diversas cachoeiras e poços esmeralda.

Poço Esmeralda em Carrancas - MG

Poço Esmeralda em Carrancas - MG

Rio logo abaixo do Poço Esmeralda em Carrancas - MG

Rio logo abaixo do Poço Esmeralda em Carrancas - MG


A cachoeira principal e que dá o nome ao complexo tem o poço mais bonito e gostoso de nadar. Ui! Me entreguei! Eu que tinha certeza que não conseguiria nadar naquela água gelada, depois de umas 2 horas de trilhas explorando a laje, acabei me rendendo e pulando na água, até porque à tarde o sol resolveu dar o ar da graça. A água estava geladíssima, mas deliciosa, eu que tanto fiz doce acabei sendo a que mais acostumei e aproveitei a água.

Enfrentando as águas geladas e maravilhosas do Poço Esmeralda em Carrancas - MG

Enfrentando as águas geladas e maravilhosas do Poço Esmeralda em Carrancas - MG


Enfrentando as águas geladas e maravilhosas do Poço Esmeralda em Carrancas - MG

Enfrentando as águas geladas e maravilhosas do Poço Esmeralda em Carrancas - MG


Eu sou parceira e companheira de aventuras, mesmo no frio! Esquentando no sol e esfriando na cachoeira!

Rio logo abaixo do Poço Esmeralda em Carrancas - MG

Rio logo abaixo do Poço Esmeralda em Carrancas - MG

Brasil, Minas Gerais, Carrancas, Cachoeiras

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Goiás Velho à Rio Verde

Brasil, Goiás, Rio Verde, Goiás Velho

Igreja em Goiás Velho - GO

Igreja em Goiás Velho - GO


A cidade de Goiás Velho, foi criada em 1727 quando se chamava Arraial de Santana. Passou a ser chapada Vila de Boa Goiás e em 1748 assumiu o atual nome e a capital do novo estado do Goiás. Bandeirantes paulistas encontraram as minas de ouro e exterminaram os índios que viviam na região das reservas auríferas. As jazidas se acabaram no final do século XVIII e só entre as décadas de 30 e 40 foi que a cidade deixou de ser a sede administrativa e política, quando assumiu Goiânia.

Casario antigo em Goiás Velho - GO

Casario antigo em Goiás Velho - GO


Arquitetura colonial impecavelmente preservada lhes rendeu o título de Patrimônio Histórico Mundial. Goiás Velho tem um charme, lá nos encontrarmos com a rotina comum de seus moradores, trabalhadores e crianças jogando futebol na praça (de quase 300 anos!), senhores na praça do coreto, vivendo a vida como ela é. Estas cenas já não são tão comuns e naturais em Pirenópolis, já alterada pelo turismo. Nesta época, todos os anos acontece o FICA – Festival Internacional de Cinema Ambiental, este ano será na semana de 14 a 19 de Junho. É um grande acontecimento que reúne grandes cineastas e ambientalistas engajados em disseminar sua arte e consciência.

Grande praça em Goiás Velho - GO

Grande praça em Goiás Velho - GO


A cidade possui diversas atrações, igrejas, museus e a casa de Cora Coralina, grande poetisa brasileira. Infelizmente estava tudo fechado no dia internacional do “não turismo”, segunda-feira. Tudo bem, aproveitamos os outdoors da cidade, andamos pelas ruas e pela praça onde ficava o Palácio do Governo e a Praça do Coreto. Lá encontrei um artigo luxo que estava em falta no nosso roteiro: um bom salão de beleza. Encurtei o meu passeio, afinal, também sou filha de Deus e estava precisando de uma horinha de menina.
Lá provamos também o famoso e tradicional Empadão Goiano. Feito de batata, palmito, carnes variadas como frango, carne de porco, boi, lingüiça e um tempero levemente apimentado. Uma delícia!

O delicioso empadão, comida típica em Goiás Velho - GO

O delicioso empadão, comida típica em Goiás Velho - GO


O nosso caminho de Goiás Velho e Rio Verde cortava por dentro do estado, usando apenas estradas estaduais, algumas mais esburacadas, outras com pontes em reforma ou em construção. Foram em torno de 4 horas de viagem e no último trecho tivemos que desviar na estrada de nada mais nada menos que um tamanduá bandeira! Maravilhoso, ele cruzou a estrada e parou próximo ao acostamento tranquilamente, comendo suas formiguinhas. Já estava escuro, por isso não conseguimos fotografar, mas a cena ficará sempre na memória.

A famosa Serra Dourada, região de Goiás Velho - GO

A famosa Serra Dourada, região de Goiás Velho - GO


Chegamos a Rio Verde eram 20h30, direto para o Bar e Restaurante Capim Cidreira, encontrar Chico, nosso primo companheiro da Chapada dos Veadeiros e Nando, também primo, que foi nosso anfitrião quando passamos por Goiânia. Música caipira raiz, escondidinho, cervejinha e um bom papo, o senhor deseja mais alguma coisa?

O Nando e o Chico nos recepcionaram em Rio Verde - GO

O Nando e o Chico nos recepcionaram em Rio Verde - GO

Brasil, Goiás, Rio Verde, Goiás Velho, Cidade de Goiás

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Tungurahua e seus Mirantes

Equador, Baños

A Casa del Arbol, em Baños, no Equador

A Casa del Arbol, em Baños, no Equador


Baños está a apenas 1.826m de altura, situada em um vale verde, com cascatas e águas termais, aos pés do vulcão super ativo, Tungurahua, com 5.016m. Assim uma das principais atividades é conhecer os seus mirantes, com visuais de tirar o fôlego até nos dias mais nublados.

Escondido entre as nuvens, o Tungurahua, o vulcão ativo de Baños, no Equador

Escondido entre as nuvens, o Tungurahua, o vulcão ativo de Baños, no Equador


O Tungurahua, também conhecido como “el gigante negro”, está ativo desde 1999 e é um dos vulcões mais fácil de se escalar no país. Algumas agências de turismo até oferecem o trekking, porém a informação oficial que recebemos em nossa pousada é que a trilha está fechada desde sua ultima grande erupção em 2006. O site turístico da cidade de Baños possui informações completas sobre a cidade, suas atividades e informes atualizados sobre a atividade vulcânica na região.

Mapa estilizado de Baños, no Equador, com o vulcão Tungurahua ao fundo

Mapa estilizado de Baños, no Equador, com o vulcão Tungurahua ao fundo


A nossa primeira parada foi o mirante do Luna Rutun, um Adventure Spa maravilhoso que oferece trekkings na região, seguidos de tratamentos especiais com uma vista maravilhosa da cidade de Baños. Suas piscinas de águas quentes são aquecidas artificialmente, porém a água possui as mesmas qualidades terapêuticas que as águas dos banhos municipais, garantiu o gerente.

Com o Rafa no Café del Cielo, em Baños, no Equador

Com o Rafa no Café del Cielo, em Baños, no Equador


Eles oferecem um pacote para quem não está hospedado que dá acesso às piscinas e jacuzzis e inclui ainda um almoço ou jantar no Café del Cielo, restaurante delicioso com vista panorâmica. Lá vimos uma das fotos mais lindas do Tungurahua expelindo lava, tirada dali mesmo em junho/julho de 2010.

Café del Cielo, em Baños, no Equador

Café del Cielo, em Baños, no Equador


Seguimos mais alguns quilômetros morro acima e chegamos ao mirante da Casa del Árbol. Seu Carlitos é o dono do terreno, oferece uma área de camping com infra-estrutura simples e aluga a casa da árvore para quem quiser se hospedar com vista para o vulcão. A melhor época para acampar ali é quando o vulcão está ativo e as noites são enfeitadas por lavas e pedras expelidas do vulcão, como fogos de artifício, segundo ele um show à parte.

O Carlos mostrando as propriedades magnéticas das cinzas vulcânicas em Baños, no Equador

O Carlos mostrando as propriedades magnéticas das cinzas vulcânicas em Baños, no Equador


Ele vive um uma casa simples e tem as suas portas sempre abertas para os turistas mais curiosos. Presta um serviço ao país cedendo a estrutura, barracas e todo o suporte para os vulcanólogos e geólogos que acompanham a atividade do Tungurahua. “Faço isso por amor à pátria, pois o governo não me paga nem um centavo”, nos conta ele. Em sua casa tem uma pequena coleção de materiais sobre o gigante, pedras e cinzas vulcânicas, cartazes e materiais de medição e se questionado dá uma pequena aula sobre a região, passando o conhecimento adquirido nos mais de 10 anos de convivência com os pesquisadores que passam por aqui.

O Carlos, o guardião do vulcão, nos mostra os diversos tipos de cinzas do Tungurahua, em Baños, no Equador

O Carlos, o guardião do vulcão, nos mostra os diversos tipos de cinzas do Tungurahua, em Baños, no Equador


A Casa del Árbol é um dos melhores mirantes para o vulcão, esperamos por mais de meia hora mas, coberto pelas nuvens, o Tungurahua não deu o ar da graça. Graça mesmo tem o balanço colocado estrategicamente à beira de um barranco. Se a corda arrebenta ali, caímos uns 6m de altura e rolamos mais uns 50m despenhadeiro abaixo! Emocionante!

Divertindo-se em balanço à beira de precipício, na Casa del Arbol, em Baños, no Equador

Divertindo-se em balanço à beira de precipício, na Casa del Arbol, em Baños, no Equador


Enquanto explorávamos os mirantes de Baños, Laura continuava se recuperando na clínica do Dr. Zumbana. Voltou a comer e até assistiu alguns filmes. Aproveitamos a melhora para raptá-la da clínica por algumas horas e a levamos para o Café del Cielo ver a cidade de cima e quem sabe até tomar um banho quente. Chegando lá o tempo fechou e a chuva acabou inviabilizando a melhor parte do passeio. Eu e o Ro acabamos entrando na água com chuva e tudo, mas ela não podia abusar. Diego, funcionário do hotel, nos fez companhia super interessado pela viagem! Acho que conseguimos picar mais um! Rsrs!

Com o super atencioso Diego em delicioso banho de água quente ao ar livre em noite chuvosa e fria no Cafe del Cielo, em Baños - Equador

Com o super atencioso Diego em delicioso banho de água quente ao ar livre em noite chuvosa e fria no Cafe del Cielo, em Baños - Equador


Depois de dois dias enfurnada em uma clínica, Laura precisava dar uma desanuviada... A propósito, as nuvens deram alguns segundo de trégua pelo menos para que ela acreditasse que ali, abaixo daquela neblina, existia uma cidade.

Equador, Baños, Ecuador, Luna Rutun, Tungurahua, vulcão

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Liworibo e o Salto Aponwao

Venezuela, Gran Sabana

Admirando o Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela

Admirando o Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela


Começamos a nossa aventura pela Gran Sabana venezuelana! Um lugar bem conhecido dos brasileiros do norte, principalmente do Amazonas e de Roraima, que aproveitam feriados e férias para conhecer as savanas e cachoeiras do sul da Venezuela. Uma terra de muitas belezas naturais cortada basicamente por uma única estrada, a 10, que sai de Santa Helena de Uairén, na fronteira com o Brasil, vai até Ciudad Guayana, 600 km ao norte e continua rumo ao Mar do Caribe. Nós percorremos esta estrada no sentido contrário, já que vínhamos de Ciudad Bolívar. Adiantamos parte do percurso dirigindo 5 horas até a cidade mineradora de El Callao, na fronteira norte da Gran Sabana.

Atravessando o centro garimpeiro de El Dorado, antes de entrar na Gran Sabana, na Venezuela

Atravessando o centro garimpeiro de El Dorado, antes de entrar na Gran Sabana, na Venezuela


El Callao se desenvolveu em torno da região mais rica em ouro na Venezuela. Durante mais de 300 anos os espanhóis buscaram o El Dorado ao longo do Rio Orinoco, porém foi apenas em 1849 que os garimpeiros espanhóis encontraram os ricos veios de ouro do Rio Yuruarí. Mais de 15 toneladas de ouro eram retiradas por ano nos idos de 1880 e a Venezuela se tornou a maior produtora de ouro do mundo, só perdendo o posto para a África do Sul anos mais tarde. Ainda assim calcula-se que 10% das reservas de ouro do mundo estão em terras venezuelanas e andando pelas ruas de El Callao fica bem fácil acreditar nisso.

Passando pelo centro mineiro de El Callao, a caminho da Gran Sabana, na Venezuela

Passando pelo centro mineiro de El Callao, a caminho da Gran Sabana, na Venezuela


Passando pelo centro mineiro de El Callao, a caminho da Gran Sabana, na Venezuela

Passando pelo centro mineiro de El Callao, a caminho da Gran Sabana, na Venezuela


Fizemos umas comprinhas básicas na cidade, água e frutas e seguimos viagem pela Gran Sabana, com paisagens lindas! No caminho pararíamos em um posto de gasolina para colocar diesel, mas a fila gigantesca nos fez desistir. Tínhamos combustível justo para chegar à Santa Helena e contávamos com um posto no km 88 ou ainda com o posto das Rápidas de Kamoirán, no km 171. Nenhum deles tinha diesel, portanto ficamos apenas com uma pequena folga para desviar até o Salto Aponwao.

Gran sabana, na Venezuela. O Brasil é logo ali!

Gran sabana, na Venezuela. O Brasil é logo ali!


O Salto Aponwao está dentro do Parque Nacional Canaima, um dos maiores parques nacionais do país. Só para terem uma ideia do tamanho, é o mesmo parque onde está localizado o Salto Angel, com acesso apenas via aérea. Localizado no norte da Gran Sabana, para chegar até ele é necessário estar em um veículo alto, preferencialmente com tração 4 x 4.

Placa informativa de estrada secundária na Gran Sabana, na Venezuela

Placa informativa de estrada secundária na Gran Sabana, na Venezuela


A Fiona nos leva através da Gran Sabana, na Venezuela

A Fiona nos leva através da Gran Sabana, na Venezuela


Saímos da estrada principal no km 140 e seguimos em direção à vila de Kawanayén. Rodamos 28 km até a região de Parupa e aí encontramos a trilha de areia e terra que nos leva até a Vila de Liworibo, onde está o Salto Aponwao. Lá chegando encontramos um dos moradores da vila pemón arikuna, o guia Omar.

O Luis, nosso guia na região do Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela

O Luis, nosso guia na região do Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela


A esta altura já havíamos decidido acampar por ali, compramos um enlatado na venda local, antes que fechasse, e subimos na curiara de Omar, (canoa motorizada) para cruzar o Rio Aponwao. Os tours mais curtos e fáceis te levam ao salto direto de canoa, mas nós preferimos caminhar. Andamos uns 15 minutos na canoa e 40 minutos cruzando a savana em uma trilha plana e fácil até o mirante do Chinak Merú, como é chamado o Salto Aponwao na língua pemón.

Pronto para ir conhecer o Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela

Pronto para ir conhecer o Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela


Caminhando na Gran Sabana, a caminho do Salto Aponwao, na Venezuela

Caminhando na Gran Sabana, a caminho do Salto Aponwao, na Venezuela


Uma cachoeira incrível, um rio que despenca do alto dos seus 105 metros e forma uma cortina d´água única em meio à Gran Sabana.

O Salto Aponwao, o maior da Gran Sabana, na Venezuela

O Salto Aponwao, o maior da Gran Sabana, na Venezuela


Eu imaginava que poderíamos nos banhar nela, ledo engano! Há uma trilha que desce até o pé da cachoeira e quando o rio está mais baixo forma-se uma prainha onde é possível tomar banho. Não foi o caso hoje, a nuvem de água deixava todo o vale úmido e escorregadio, não muito convidativo para uma caminhada.

O Salto Aponwao, o maior da Gran Sabana, na Venezuela

O Salto Aponwao, o maior da Gran Sabana, na Venezuela


Caminhando nas vastidões da Gran Sabana, na Venezuela

Caminhando nas vastidões da Gran Sabana, na Venezuela


Voltamos com o sol baixando, uma luz linda e pouco tempo para conhecer as outras pequenas cachoeiras da região, mas com tempo, lugares não faltam para serem explorados. No caminho Omar, sabendo dos nossos planos de acampar, nos convidou para dormir em sua casa (com alguma gorjeta voluntária) na Vila Indígena Pemón de Riwo Riwo. Nós estávamos curtíssimos de dinheiro e fomos sinceros com ele, ainda assim, pela amizade e pela companhia ele manteve o convite e abriu as portas da sua casa. A casa está vazia, pois ele se mudou com esposa e filhos para morar na casa da sua sogra, que já precisa de cuidados. Com visão e tino para o turismo, Omar (38) e sua esposa Natália (49) estão planejando transformar a casa “extra” da família em um albergue simples para turistas como nós que chegam por ali.

O Luis, nosso guia, e sua esposa Stefany, moradores da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

O Luis, nosso guia, e sua esposa Stefany, moradores da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Na casa cozinhamos uma sopa e um macarrão que eu sempre trago no carro, para os casos de emergência, e montamos nosso pequeno acantonamento, com isolantes térmicos e sacos de dormir. De noite faz frio na savana, ainda mais depois do temporal que caiu! Tomamos um banho rápido no rio que circunda a comunidade e, assuntando sobre combustível, descobrimos que um caminhão de suprimentos chegava na vila. A vila de não mais de 15 casas conta com uma igreja católica e uma escola. A professora do primário é a líder comunitária, a pessoa com maior grau educacional entre os integrantes do vilarejo. O mercador, dono do caminhão, é seu namorado e assim a vila tem este privilégio! Ele vende de tudo um pouco, luvas, botas, cordas, colchões, pequenos móveis, galões e o principal, ele faz o fornecimento do diesel para o gerador de luz da comunidade. Papo vai e papo vem, conseguimos negociar com o mercador e a professora a compra de um galão de 20 litros de diesel para a Fiona! Isso custaria aqui na Venezuela em torno de 30 centavos de real, mas aqui no meio da savana tudo fica mais caro, nos custando então 100 bolivares! Leia-se: a bagatela de 7 reais!

Nossa casinha na aldeia perto do Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Nossa casinha na aldeia perto do Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Enquanto o Ro capotou de cansado em casa, eu saí em busca do diesel e acabei sendo intimada a desatolar o caminhão do nosso amigo mercador. O seu motorista havia se prontificado a levar uns indiozinhos para a vila vizinha, há 15 minutos dali. Ele pegou o caminho errado e acabou atolando! Que azar! Ele não queria deixar as mercadorias todas sozinhas, mas estava chovendo e já estava escuro, seria impossível tirá-lo de lá hoje! Então eu fui até lá com as crianças avisá-lo que tiraríamos o caminhão pela manhã e dei uma carona para os 5 jovens até a vila vizinha, onde está a sede do parque.

Nosso 'acampamento' na casa do Luis, na Gran Sabana, na Venezuela

Nosso "acampamento" na casa do Luis, na Gran Sabana, na Venezuela


De volta à comunidade encontrei Omar e Natália e passamos longas horas conversando. O casal tem 5 filhos e leva uma vida muito simples na vila. Há alguns quilômetros dali Omar e seus familiares plantam mandioca, batata e alguns poucos vegetais. A pesca e a caça estão cada vez mais escassas e a venda de artesanatos e o trabalho como guia são a única renda que eles possuem. Natalia já esteve no Brasil acompanhando sua sobrinha que estava grávida e foi a Boa Vista para o parto. Elas reuniram as poucas economias que tinham e conseguiram carona para chegar até a capital de Roraima. Complicações no estágio final da gravidez fizeram que sua sobrinha ficasse quase um mês no hospital e ali ambas tiveram todo o apoio e atendimento necessário. Ela conta que ficou impressionada com a qualidade do atendimento, enfermeiras sempre preocupadas e médicos muito atenciosos. Ganhou roupas, comida e até salão de beleza das amigas que fez no hospital.

O Luis, nosso guia, e sua esposa Stefany, moradores da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

O Luis, nosso guia, e sua esposa Stefany, moradores da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Para Natália o Brasil é um paraíso, cheio de pessoas educadas e muito gentis. Estava sempre muito curiosa para ver fotos de Boa Vista e querendo entender melhor o mapa do Brasil. Eu mostrei algumas fotos, o mapa e ensinei um pouco de português, enquanto Omar me perguntava sobre o trabalho e a vida no Brasil. Com a experiência de Natália sem dúvida Boa Vista lhes parece uma ótima saída desta vida paupérrima que vivem aqui. Quem dera fosse sempre assim, pensei... uma vida no campo às vezes lhes pode sair muito melhor do que a vida de imigrante em uma capital brasileira. Que a vida lhes guie pelo melhor caminho!

Fim de tarde na região do Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela

Fim de tarde na região do Salto Aponwao, na Gran Sabana, na Venezuela


Com o combustível extra que conseguimos, voltamos a pensar em ir até Kawanayén, a pequena vila em meio a uma paisagem incrível de tepuis que foi construída ao redor de uma Missão de Padres Capuchinhos. Kawanayén, a 70km de estrada de terra desde a estrada principal, estava no nosso plano original, mas sem combustível disponível já havíamos desistido. Omar e Natalia se animaram em nos acompanhar, não apenas pelo passeio, mas por que Kawanayén é muito mais barata para comprar suprimentos, comida, etc. Sairíamos bem cedo, entre 6 e 7 da manhã para dar tempo de irmos até lá, retornarmos e ainda seguirmos até Santa Helena, parando em algumas cachoeiras no caminho. Nosso cronograma estava apertado, mas daria tempo. Porém não contávamos que seria tão difícil desatolar o caminhão.

Caminhão atolado perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Caminhão atolado perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


A Fiona guincha um caminhão atolado perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

A Fiona guincha um caminhão atolado perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Na manhã seguinte ficamos umas 3 horas trabalhando para tirar o caminhão de mais de 9 toneladas da lama! A roda estava quase toda afundada, calçamos com as nossas pranchas de alumínio, pedras, puxamos com o guincho e nada! Estouramos uma das nossas cintas tentando tirá-lo dali... Só depois de muito cavar, muitas pedras e muita paciência foi que conseguimos fazer ele se mover!

A prancha de aluminio nos ajuda a desatolar o caminhão perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

A prancha de aluminio nos ajuda a desatolar o caminhão perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Controlando o motor do guincho da Fiona durante operação paa desatolar um caminhão, perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Controlando o motor do guincho da Fiona durante operação paa desatolar um caminhão, perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Celebração após desatolarmos um caminhão perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Celebração após desatolarmos um caminhão perto da Aldeia Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Ao final, nos despedimos de Omar e Natália sem poder leva-los até Kawanayén. Ajudamos com o que pudemos, comidas e roupas que tínhamos, além de um extra pela casa. Hoje é dia dos pais e a vila está em festa o dia inteiro! Missa na igreja pela manhã, famílias e amigos reunidos para o almoço e uma gincana organizada pela professora durante a tarde iam animar o Dia dos Pais. Uma pena não podermos ficar. Fomos presenteados com esta experiência na Gran Sabana! O encontro com Omar e Natália e a convivência, mesmo que rápida, com o pessoal da tribo foi marcante e muito especial! Espero poder voltar aqui e encontrar Omar e sua família muito bem, com uma bela pousadinha, transformando para melhor a sua vida e a da vila sem precisar sair da sua terra e sem perder as suas raízes.

Nessa época, há muitas flores na Gran Sabana, na Venezuela

Nessa época, há muitas flores na Gran Sabana, na Venezuela

Venezuela, Gran Sabana, El Callao, Gran Sabana, Iboribó, Liworibo, Riwo Riwo, Salto Aponwao

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Puerto Maldonado, Amazônia Peruana

Peru, Puerto Maldonado

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Além de importante ponto de passagem pela Carretera Interoceânica para aqueles que, como nós, estão a caminho de Cuzco, Puerto Maldonado é um dos principais pontos de partida para as aventuras amazônicas dos turistas de todas as partes do mundo que vem até o Peru e querem ver algo diferente depois de passarem por Machu Picchu.

Admirando o pôr-do-sol do alto da ponte sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Admirando o pôr-do-sol do alto da ponte sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Localizada na confluência de dois grandes rios, Tambopata e Madre de Dios, ela é a porta de entrada para reservas de turismo ecológico estruturadas para receber turistas exigentes com gosto pela aventura. Jungle Lodges de todos os preços e estruturas estão localizados ao longo dos rios e oferecem tours de 2 até 8 dias de incursão pela floresta prometendo um mergulho na fauna e na flora amazônica.

A bela ponte que atravessa o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

A bela ponte que atravessa o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


A Reserva da Tambopata, Colpa de Guacamayos e o Parque Nacional Manu são as principais atrações. Elas garantem o avistamento de ariranhas, jacarés, macacos, diversos tipos de pássaros e na época certa, uma das maiores revoadas de araras vermelhas. Os guacamayos (araras), constroem seus ninhos em buracos feitos nos barrancos do rio na época seca. Na última semana alguns turistas ainda deram sorte de cruzar com uma onça pintada, o prêmio máximo dos que se aventuram por essas terras.

Barco navega nas águas do rio Madre de Dios durante o entardecer em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Barco navega nas águas do rio Madre de Dios durante o entardecer em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Nós chegamos sem grandes expectativas, como acabamos de vir de uma temporada internados na Reserva Mamirauá, um jungle lodge do lado brasileiro, pensamos em explorar em um dia os arredores da cidade e seguirmos para Cuzco. Para sentirmos bem o clima e aproveitarmos o pouco tempo que tínhamos, resolvemos ficar hospedados no Wasaí Lodge, às margens do Rio Madre de Dios. O lodge é simples, sem muitas firulas, mas bem integrado à natureza tem casas altas em meio às árvores e com janelas apenas protegidas por telas mosquiteiras. Turistas vem e vão deste lodge que serve apenas como base para os tours e o lodge principal que está localizado no meio da floresta, rio abaixo.

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Pelas passarelas da pousada cruzamos com uma família de preguiças que vive por aqui. Fiquei horas interagindo com uma delas, que me ensinou como o bicho preguiça de preguiçoso não tem nada. Ele saracoteou pelas árvores ao redor da pousada e até escalou por dentro o telhado da sala de estar onde eu estava usando a internet.

O simpático bicho-preguiça que vive nos jardins do nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O simpático bicho-preguiça que vive nos jardins do nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Incrível a flexibilidade, força e tranquilidade com que ela se movimenta, suportando todo o seu peso em pequenas agarras que encontra na parede ou teto, com apenas um braço e seus três dedos! AMEI! É ou não é o bichinho mais amado da face da terra?

O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Enquanto observava nossa amiga preguiça eu preparava um macerado de melão caetano, folhas que eu tinha pego com o Duda, irmão do Nilson Mendes lá em Xapuri. O Nilson me garantiu que o macerado desta planta com mel me curaria da rinite e dessa porcaria de pneumonia que quis me atacar. Passei a manhã fazendo esse macerado, consegui uma tigela com o pessoal da cozinha do lodge, amassei a planta e misturei com o mel. Quando estava pronto o pessoal da pousada me viu e disse que antes de tomar aquilo, que falasse com a Dona Elsa, a mãe do dono da pousada que conhece todas as receitas da floresta! Uma figura rara, Dona Elza tem 88 anos e um pique invejável! Me contou que seu marido passou mais de 20 anos lutando contra um câncer, sendo 15 deles só tomando as garrafadas que ela preparava. A garrafada pode ter diferentes ingredientes, mas mel, pisco, pau unha de gato e um melado mais comum aqui no Perú são sempre a base. Fez que fez, falou, dançou e até colocou “este chico brasileño” que ela adora para tocar: Michel Teló! Queria que eu ensinasse a dancinha e tudo. Uma loucura a veinha! Rsrs! Enfim, tomei a garrafada e ela me fez prometer que voltaria ali para as outras doses. É Donda Elsa, mal sabia eu que não poderia cumprir a minha promessa.

Socializando com um simpático bicho-preguiça no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Socializando com um simpático bicho-preguiça no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Peru, Puerto Maldonado, Amazônia, Amazônia Peruana, floresta, Tambopata, Wasaí Lodge

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Estradas e Cascatas

México, Ocosingo, Palenque

Passando por trás da cachoeira de Misol-Ha, próxima à Palenque, em Chiapas, no sul do México

Passando por trás da cachoeira de Misol-Ha, próxima à Palenque, em Chiapas, no sul do México


Hoje partimos para mais uma aventura arqueológica, desbravar um dos mais famosas ruínas maias, a cidade de Palenque. São em torno de 2 horas de Ocosingo para Palenque, dependendo da pressa e agilidade do motorista na estrada cheia de curvas e topes, as malditas lombadinhas mal feitas, são umas 5 em cada povoadinho que passamos.

A gruta ao lado da cachoeira de Misol-Ha, próxima à Palenque, em Chiapas, no sul do México

A gruta ao lado da cachoeira de Misol-Ha, próxima à Palenque, em Chiapas, no sul do México


O caminho já é uma atração por si só, a primeira delas é a Cascata de Águas Azules, que deixamos para a volta e perdemos por falta de luz e tempo. Paramos sim na cascata mais próxima a cidade de Palenque conhecida como Misol-ha, uma cachoeira de uns 30m, com um imenso lago de águas verdes super convidativas para um banho.

Mergulho na bela cachoeira de Misol-Ha, próxima à Palenque, em Chiapas, no sul do México

Mergulho na bela cachoeira de Misol-Ha, próxima à Palenque, em Chiapas, no sul do México


Uma trilha passa por trás da cortina de água levando à entrada de uma gruta, onde se pode contratar um guia e lanternas para ir até uma próxima cascata dentro da caverna. Sem muito tempo, deixamos a caverna para lá e aproveitei para garantir um tchibum delicioso antes de começarmos o dia de explorações. Foi um dia longo e cansativo e que mereceu um post a parte.

A gruta ao lado da cachoeira de Misol-Ha, próxima à Palenque, em Chiapas, no sul do México

A gruta ao lado da cachoeira de Misol-Ha, próxima à Palenque, em Chiapas, no sul do México


A volta de Palenque à Ocosingo já foi durante a noite, contra a nossa regra de não dirigir a noite, principalmente no México. Exceção aberta já que conhecemos a estrada durante o dia e ao que tudo indicava nos parecia uma vizinhança segura.

Passando por trás da cachoeira de Misol-Ha, próxima à Palenque, em Chiapas, no sul do México

Passando por trás da cachoeira de Misol-Ha, próxima à Palenque, em Chiapas, no sul do México


A cada cidade vamos nos sentindo mais íntimos da cultura mexicana, vamos aos poucos nos acostumando com as novas palavras e a deliciosa e criativa culinária mexicana. O coreto da praça de Ocosingo é super vivo, tem sempre uma atração durante as noites. Hoje uma banda de marimba animava a noite, vendedores de balões, famílias reunidas e jovens andando de skate, clima festivo delicioso que apenas nos relembra, estamos no México!

Mergulho na bela cachoeira de Misol-Ha, próxima à Palenque, em Chiapas, no sul do México

Mergulho na bela cachoeira de Misol-Ha, próxima à Palenque, em Chiapas, no sul do México

México, Ocosingo, Palenque, cachoeira

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