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Vulcão fumegante visto do observatório em Montserrat, no Caribe
Esta foi a nossa primeira visão da ilha de Montserrat. A luz da lua lhe dava um certo ar de mistério e sua história recente adicionava ainda um quê de tristeza. O escuro não nos deixava ver suas cores, víamos apenas sua forma e sabíamos que ali vive um dos vulcões mais ativos do planeta.
Sempre que comentamos com alguém que estávamos indo a Montserrat, todos se assustavam, “Vocês não têm medo do vulcão?”. Os comentários eram de que a ilha já não possuía mais infraestrutura e que tudo havia se transformado desde a grande erupção. Até então eu não dava muita trela para essas preocupações. Se há gente morando lá, nós conseguiremos visitar a ilha. É o medo e o imaginário deste povo que pinta algo pior. Já passamos por diversos lugares que sofreram desastres naturais, furacões, terremotos, inclusive erupções e todos, mal ou bem se reergueram, reconstruíram e estão ativos economicamente.
Restos de uma casa no caminho de um fluxo piroclástico, em Montserrat, no Caribe
Chegamos à ilha perto das 21h e George (pronuncia-se Djódjí), o taxista que agendamos em Antigua, demorou um pouco para chegar. Enquanto esperávamos no porto começamos a tentar entender a ilha, seu mapa e funcionamento. Hoje Montserrat não possui uma grande cidade ou capital, o que encontramos são vilas ou aglomerados de casas. Little Bay é onde está sendo construído o novo centro administrativo da ilha, que ficará pronto em dois ou três anos.
Sombra e sossego para uma boa leitura, em Montserrat, no Caribe
Plymouth, sua antiga capital foi destruída pela erupção do Soufriere Hills Volcano. A população da ilha nesta época era de aproximadamente 13 mil habitantes, a capital era uma das mais ricas das West Indies, com 3 ou 4 bancos e uma especial discrição, tornando-se o paraíso particular de poderosos e bilionários de todo o mundo. George Martin chegou a operar uma gravadora de discos aqui, a Air Studios, onde gigantes como Rolling Stones, Sting e Elton John gravaram sucessos. Quem é ligado em música já ouviu falar do Music for Montserrat, um concerto organizado por George Martin para angariar fundos para a reconstrução da ilha. O show, que virou CD, reuniu artistas de peso como Paul McCartney, Eric Clapton, Mark Knopfler, Jimmy Buffett, Phil Collins, Carl Perkins, Sting e Elton John.
As marcas de um fluxo piroclástico no vulcão de Montserrat, no Caribe
A primeira erupção foi em 1995, seguida por uma ainda maior em 1997. Nesta última, 19 pessoas morreram. Aos poucos a cidade foi sendo enterrada por consecutivos fluxos piroclásticos, que cobriram Plymouth com mais de 12m de cinzas e lama vulcânica, destruindo o porto e toda a cidade. A última grande erupção em 11 de fevereiro de 2010 lançou cinzas até as ilhas vizinhas de Guadalupe e Antigua e enterrou definitivamente o aeroporto, que já estava interditado. Destruição de um lado e criação do outro. Criação? Sim, na última erupção uma nova praia surgiu na costa nordeste da ilha. Sem um nome oficial, a “New Beach” como é chamada, é uma bela praia de areias negras, que na realidade é composta por pura cinza vulcânica. Impressionados com o poder da natureza, caminhamos por uma das praias mais jovens do mundo (se não a mais jovem), com vista para o Oceano Atlântico e o aeroporto destruído.
Caminhando pela praia de cinzas em Montserrat, no Caribe
Praia nova em Montserrat, no Caribe, feita de cinzas de vulcão
O fluxo piroclástico deixou apenas a torre de observação do antigo aeroporto à vista, perto de Plymouth, em Montserrat, no Caribe
Assim que o Soufriere entrou em atividade, vulcanólogos vieram de todas as partes e determinaram as áreas de segurança na ilha, dividindo-a em três principais áreas:
- Exclusion Zone (Zona de Exclusão) – ao norte da ilha nos arredores do Soufriere Hills Volcano, incluindo as ruínas da cidade de Plymouth. Lá é terminantemente proibida a entrada. Apenas alguns funcionários de uma empresa exportadora de areia tem permissão especial para esta área.
Chegando à área proibida da ilha de Montserrat, no Caribe
A impactante visão apocalíptica da antiga capital, Plymouth, destruída pelo grande vulcão de Montserrat, no Caribe
- Day Light Zone - uma área em que todos podem circular durante o dia e onde entramos para ir até o mirante de Plymouth. A primeira vista que temos da cidade é desoladora. Vemos o vulcão, imponente e poderoso e o rastro de lama e cinzas que corre sobre as ruínas da cidade e do porto. Uma vista chocante.
A impactante visão apocalíptica da antiga capital, Plymouth, destruída pelo grande vulcão de Montserrat, no Caribe
Visitando o mirante de onde se pode observar o vulcão e a antiga capital, Plymouth, destruída nas erupções dos últimos 15 anos, em Montserrat, no Caribe
- Safe Area – a área segura está no sul da ilha, distante do vulcão. Nessa região encontramos montanhas verdejantes, fontes de água mineral, rios, praias, fauna e flora ricas e peculiares à ilha de Montserrat, como o mountain chicken frog. Um sapo endêmico da ilha que está ameaçado de extinção, não por ser o prato típico da culinária local, mas por um fungo trazido pelo seu primo tree frog, espécie invasora na ilha.
As águas claras do porto de Montserrat, no Caribe
O sul da ilha é a casa dos 4 mil habitantes que permaneceram depois que o vulcão entrou em atividade. Várias pessoas com as quais conversamos dizem que não foram muito afetadas pelo desastre, pois já moravam na área segura. Suas casas, família e estilo de vida não foram muito alterados. A economia da ilha, porém, foi transformada radicalmente. Um lugar ativo e movimentado se tornou, em um curto espaço de tempo, a ilha mais tranquila e vagarosa do Caribe.
Baía de águas limpas e tranquilas, ótima para mergulho, na costa de Montserrat, no Caribe
Caminhando pela praia de Little Bay até o porto onde está o barco de mergulho, em Montserrat, no Caribe
Após a erupção em torno de 8 mil pessoas deixaram a ilha, a maioria migrou para a terra mãe, Inglaterra. Grande parte da população que permaneceu na ilha trabalha para o governo, que paga os melhores salários. Os trabalhos mais braçais são feitos pelos imigrantes de países vizinhos: haitianos, jamaicanos e guianeses na sua maioria, além de uma parcela de indianos e chineses nos negócios locais.
Nos admiradores em restaurante no interior de Montserrat, no Caribe
Uma ilha pacífica, tranquila, onde todos se conhecem e sabem onde trabalha, o que faz ou deixa de fazer e ainda assim não são intrometidos e fuxiqueiros. “Você pode fazer o que quiser e ninguém irá te incomodar”, nos disse um canadense que vive na ilha há três anos. Ao mesmo tempo vemos um lugar parado no tempo. O que me espantava era como um lugar com apenas 4 mil habitantes, após 15 anos, ainda não mostrava sinais claros de reestruturação econômica.
Conforme fomos entrando na vida e na história da ilha algumas respostas foram surgindo. Montserrat é um território pertencente à Coroa Inglesa, que após o imenso desastre, aparentemente não teve interesse em ajudar a reconstruir a ilha. Corre à boca pequena que se a população estivesse abaixo de 1.800 pessoas, eles iriam fechá-la, mas ela nunca ficou abaixo dos 3.000 habitantes. Outro fator chave foi o (des)preparo dos que ficaram. Os montserratians mais preparados para administrar empresas e o estado, política e economicamente deixaram a ilha após a erupção. Hoje um dos esforços das empresas que estão lá é atrair novamente estes montserrarians para as suas posições gerenciais. Poucas famílias retém grande parte do dinheiro e do poder e trabalham para manter os seus interesses e não com uma visão desenvolvimentista da sua ilha. Essa visão de curto prazo não favorece a chegada de investidores estrangeiros que poderiam estar ajudando neste processo de retomada.
Num belo dia de sol, saindo de carro do nossa hotel em Montserrat, no Caribe
É uma experiência intensa conhecer um lugar que passou por uma profunda transformação tão recente e tendo como causa um desastre natural. O mundo real desse povo é tão diferente e tão isolado que fica difícil prever o que vai acontecer no futuro. Besteira querer adivinhar, qualquer futuro fica insignificante na escala geológica de uma ilha viva e que está apenas começando.
Nossa primeira visão do fumegante vulcão de Montserrat, no Caribe
O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
San Antonio é uma cidade de origem espanhola que foi fundada em 1691 por um grupo de exploradores. Eles vinham reforçar a presença da Coroa Espanhola no Texas perante a vizinha francesa Louisiana. Viviam ali os indígenas Payaya, que logo entraram no esquema da época, sendo catequizados pelos padres franciscanos, que às margens do rio fundaram uma missão e a nomearam San Antonio em homenagem ao santo do dia. San Antonio cresceu e se tornou o maior povoado da capital espanhola e mais tarde do território mexicano, a Província de Tejas.
Praça central de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Álamo, antiga Missão San Antonio - no início do século XIX a missão foi transformada em um forte militar e passou a chamar-se Álamo, tornando-se uma prisão durante a Guerra de Independência Mexicana e mais tarde abrigou o primeiro hospital da cidade.
Chegando ao Alamo, em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Mais tarde, já em meados do século XIX, que os ânimos se aqueceram e o Texas se proclamou independente do México. O General Santa Ana liderando um exército mexicano invadiu o Texas e sob fogo pesado, derrotou os texanos que se reuniam no forte do Álamo. Esta batalha é relembrada até os dias de hoje, pois os bravos soldados texanos lutaram até a morte, sem desistir de seu ideal, mais tarde logrado, independência do território mexicano.
O Alamo, local da mais famosa batalha para a independênica do Texas, em San Antonio, no sul do estado, nos Estados Unidos
Hoje o Álamo foi restaurado e se tornou um museu que conta em detalhes da sua história e batalhas que ocorreram ali, relembrando a vida e a história daqueles que viveram por se protegerem dentro de seus muros, e daqueles que morreram defendendo o ideal americano.
O pátio interno do Alamo, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
A poucas quadras dali encontramos o San Antonio Riverwalk, um passeio de pedestres construído ao longo de 4 quilômetros do Rio San Antonio no centro histórico da cidade. O rio era um problema para a cidade, que já havia passado por diversas enchentes relâmpagos e inclusive perdido 50 vidas em uma catástrofe em setembro de 1921. Depois disso vários planos para controle de enchentes e canalização do rio aconteceram, mas não sem o protesto dos conservacionistas da época que salvaram o rio de ser canalizado, sepultado e apartado da vida da comunidade.
A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Foi apenas em 1938 que um projeto audacioso surgiu, o projeto de embelezamento do Rio San Antonio, que além de sistemas para o controle de enchentes propunha o Passeio del Rio um nível abaixo do nível da rua. Foram anos para que os planos passassem a ações e só em 1946 o projeto arquitetônico e comercial começaria a ganhar força e o apoio da população. Neste ano foi aberto o primeiro dos restaurantes do passeio, o Casa Rio, seguido mais tarde pelo hotel Hilton e em 1981 pelo Hyatt.
Turistas passeiam de barco pelo River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
O charmoso passeio interliga o Álamo ao Rivercenter Mall e continua em forma de “U”, seguindo uma grande curva do rio, passando pela La Villita, centro de artesanatos e arte e outras atrações da cidade e uma infinidade de restaurantes. Tudo é comemorado nos bares e nas calçadas do Riverwalk: aniversários, nascimentos, casamentos (encontramos os noivos apavorando no pub irlandês!) e até os 4 NBA´s que ganharam o San Antonio Spurs, time de basquete da cidade que desfilou em um barco no rio depois das suas vitórias.
Distrito histórico de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Se você quer ver movimento e o passeio ainda mais vivo e decorado, dois grandes momentos festivos para visitá-lo são durante a Fiesta de San Antonio, na primavera, com barcos floridos flutuantes e durante o mês de dezembro, quando a decoração de luzes de natal o torna ainda mais especial.
Teatro ao ar livre na River Walk, arquibancada de um lado e o palco do outro lado do rio (em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos)
A cidade ainda conta com uma mão cheia de atrativos, mas o maior deles é justamente se deixar embalar pela graça e pela alegria e vivacidade das ruas de San Antonio e fluir o dia ao lado das águas do Rio San Antonio. Passamos um dia inteiro e duas noites na cidade e seguimos rumo ao sul, seguindo pela rota das missões de San Antonio. Decidimos parar em ao menos uma delas, a Missão San José.
A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Dentro de um parque histórico nacional, a Missão San José é conhecida como “A Rainha das Missões”, por ser a maior delas já quase totalmente restaurada. A missão foi construída em 1720 por padres franciscanos que vieram a catequizar os indígenas Coahuiltecanos. A missão funcionava como uma vila, que reunia a comunidade indígena ao redor dos ensinamentos dos hábitos, línguas, costumes e crenças dos seus novos colonizadores.
Visitando a missão franciscana de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Segundo historiadores os indígenas buscavam a missão como um lugar de refúgio, paz e abundância, pois aqui aprendiam novos ofícios como ferreiros, sapateiros e artesãos, cultivavam os alimentos e aprendiam a relacionar os seus deuses aos novos ensinamentos católicos. Muito deste sincretismo pode ser visto na fachada da igreja, esculpida e trabalhada por artistas indígenas que incluíram elementos do seu dia a dia ao lado dos santos católicos. Estima-se que aqui viveram ao menos 350 indígenas, que passaram a ser donos das terras em 1794. A atividade missionária se acabou oficialmente no ano de 1824 e, abandonada, o espaço se tornou casa para soldados, mendigos e bandidos. Apenas em 1930 e missão foi restaurada e se tornou parte do San Antonio Missions National Historical Park.
A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
A visita guiada pela park ranger é bem interessante e dura em torno de 45 minutos, dando detalhes de como seria a vida na missão, sua construção e história. Uma curiosidade, dizem que foi nos moinhos desta missão que teriam nascido as primeiras tortilhas de farinhas da história, unindo o recém-chegado trigo à antiga receita da massa de milho utilizada pelos indígenas.
A "janela do Rosario", na Mission san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Guia leva grupo para conhecer a Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
As missões foram mesmo uma arma poderosa utilizada pelos espanhóis na colonização e no aculturamento dos povos indígenas latino-americanos, desde a argentina, passando pelo Brasil, Paraguai e chegando até aqui, nos Estados Unidos! O lugar é lindo e transmite uma grande paz e serenidade, um dos passeios obrigatórios aqui em San Antonio!
As belas janelas da Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Outra dica, se você está vindo de Austin para San Antonio, reserve um tempinho para uma parada nos Outlets de San Marcos que estão no caminho. São dois outlets um em frente ao outro, um mais baratex com marcas básicas e outro Premium Outlet só com marcas bacanas. Nos dois você encontra bons preços e uma paradinha por lá não vai fazer mal a ninguém. Rs!
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Nós passamos pela Levis para refazer o estoque de calça jeans antes de sairmos do país, afinal depois de 3 anos elas já estavam bem batidas e carcomidas.
Cartaz explicativo na loja da Levi's, em Outlet da região de Austin, no Texas, nos Estados Unidos
Nossa próxima parada foi a cidade de Laredo, já na fronteira com o México. Chegamos ao fim da nossa rota pelos Estados Unidos, com um aprendizado incrível sobre a sua história, suas belezas naturais e principalmente toda a sua geografia! Foram 9 meses percorrendo a América do Norte, quase 7 deles só nos Estados Unidos, totalmente fora do que havia sido planejado. Eu sempre fui crítica e inclusive tinha certo preconceito em relação aos turistas que se dedicam única e exclusivamente a conhecer os Estados Unidos, principalmente aos que não saem do eixo Miami-Orlando-Nova Iorque de compras e parques da Disney.
River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Hoje tenho uma visão melhor do país e vejo que o potencial turístico dos Estados Unidos é totalmente desperdiçado pela maioria dos brasileiros, que seguem repetindo suas viagens pelas grandes cidades e deixam de conhecer o que o país tem de mais rico e interessante, seus parques nacionais, paisagens únicas e melhor, tudo com muita infraestrutura e informação, fácil para todos os tipos de viajantes, até aos menos aventureiros. Hoje, depois de passar por 41 dos 50 estados americanos, digo com a boca cheia que conheço os Estados Unidos e de peito aberto, que me tornei fã desta terra, seus desertos e montanhas, florestas e cidades. Espero que a nossa viagem e os nossos posts os encoraje a viajar mais e conhecer melhor este imenso e diverso país.Valeu Tio Sam, I´ll be back!
Degustação de cervejas em bar de Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos
Há 5 anos estivemos visitando nossos primos Anita e Larry em Princeton. Naquele setembro de 2007 a Luiza já estava interagindo bastante super fofa com seu sotaque americano. Tomaz estava aprendendo a falar, mas ainda nos olhava muito desconfiado, “quem são esses estranhos na minha casa?” e a pequena Nina havia acabado de chegar na família Chevres.
A Nina, caçula da Anita e do Larry, devora seu frango em Princeton Junction, em New Jersey - EUA
Depois disso nos encontramos novamente algumas vezes nas férias de julho na fazenda, acompanhei as peripécias da família pelas lindas fotos da mamãe fotógrafa (salve o facebook!), mas estava super curiosa para encontrá-los novamente.
Fotografando a "comida brasileira", em Princeton Junction, em New Jersey - EUA
Anita e Larry nos levam para night em Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos
Depois de tantos planos e mais de 80 mil quilômetros finalmente chegamos à Princeton Junction, que além de ser nossa base para explorações na região, vôos de um dos hubs mais baratos da América do Norte, é um jeito de matarmos um pouco as saudades da família.
Chegando à casa da Anita e do Larry em Princeton Junction, em New Jersey - EUA
Almoço em família na casa da Anita, com o Tomas, Luiza e Nina em Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos
Princeton Junction fica há uns 15 minutos da cidade de Princeton, sede de uma das mais importantes Universidades dos Estados Unidos. Por aqui passaram 35 ganhadores do Prêmio Nobel, 3 presidentes americanos dentre eles o querido John F. Kennedy e mais um punhado de estudantes e novos empreendedores de todo o mundo.
Deliciosa cerveja em Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos
Tiramos o dia para organizar as malas para a nossa viagem ao Caribe, dentre as tarefas do dia fui resolver um assunto feminino que quase nunca falo aqui no blog, depilação. Depois que mulher acostuma é difícil migrar para a gilete... estou às voltas com isso tentando me adaptar dependendo do lugar por onde passamos. Assim, chegando aqui, peguei a dica com a prima “local” de um lugar para resolver esse problema e fui à depiladora. Não foi a mais cara dos EUA, mas sem dúvida foi a mais cara da minha vida! Primeira e última vez! Vou ter que continuar a busca por um novo método efetivo, prático e mais barato. Se tiverem dicas eu estou aceitando! Rsrs!
Chegando à New Jersey, nos Estados Unidos
No início da tarde tivemos um almoço delicioso preparado pela Anita, comida brasileira com tempero caseiro, acompanhado de boas histórias da família. Uma tarde de babysitter enquanto Anita fazia compras e a noite foi em uma cervejaria no centro de Princeton. Fizemos a rodada de degustações das cervejas artesanais com sete diferentes sabores de café ao bacon e provei a criatividade na cozinha americana vegetariana em um hambúrguer de cogumelo.
Comidinha brasileira! (em Princeton Junction, em New Jersey - EUA)
No dia seguinte continuamos nas arrumações, brincando com as crianças e a Peper, nova integrante canina da família, enquanto o Rodrigo foi intimado para uma corrida com o Larry. Esta noite começa a nossa quarta etapa de viagem pelas ilhas do Caribe, em um trem para o JFK Airport em Nova Iorque. Embarcamos as 7h30 da manhã para 35 dias em terras caribenhas em plena temporada de furacões, nos desejem sorte! Uma boa viagem para todos nós!
Esperando o trem para Nova iorque na estação de trem de Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos
O magnífico Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
O Lake Tahoe está localizado a 1.897m de altitude no alto da Sierra Nevada, na fronteira entre a Califórnia e o estado de Nevada. Com 35km de extensão e 19km de largura é o maior lago alpino da América do Norte, com mais de 116 km de praias e baías e 490km2 de superfície.
Pássaros voam sobre o Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Emerald Bay, canto mais famoso do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Estes não são seus únicos superlativos, ele se destaca também por ser o segundo lago mais profundo da América do Norte, com 501 metros de profundidade, atrás apenas do Crater Lake que visitamos há pouco. A temperatura das suas águas transparentes e profundas cria correntes verticais, mantendo o lago acima do ponto de congelamento mesmo durante o inverno. No verão as praias lotam, seus ventos atraem kite e wind surfers, além banhistas e toda a sorte de esportes.
Muita neve em marina no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Seu nome, como muitos outros aqui nos EUA, derivou da palavra indígena “washo”, que na língua dos Washoe, nativos que habitavam a região, significa “lago”. Aí já viu, na falha da pronuncia dos colonizadores, de washo para tahoe foi um pulo. Em meados do século XIX a região foi explorada por garimpeiros em busca de ouro na Sierra Nevada. Na falta do ouro a extração de madeira se tornou a principal atividade e praticamente extinguiu toda a floresta nativa da área. Em 1864 foi fundada a cidade de Tahoe City como uma área de resort para a vizinha Virginia City, começando aí a sua longa trajetória como um dos principais destinos turísticos tanto de Nevada, quanto da Califórnia.
Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
São pelo menos 12 grandes áreas de esqui nas montanhas ao redor do lago, a mais popular delas é o Heavelny Mountain Resort no sul do lago, onde estão grandes hotéis e logo ali, na esquina com Nevada, os cassinos. O North Tahoe por sua vez, tem o charme e o encanto que falta no sul.
Carro fantasiado de morro de neve ao lado do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Tahoe City possui toda a infraestrutura de serviços, além de inns, hotéis e restaurantes mais selecionados. Um almoço na marina às margens do Lake Tahoe e com vista para a Heavenly Mountain é sem dúvida uma ótima forma de se sentir mais íntimo do lago.
Muita neve em marina no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Brunch com vista para o Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Há poucos quilômetros dali está o Squaw Valley, que foi a sede dos Jogos Olímpicos de Inverno em 1962. A vila olímpica hoje virou uma vila turística aos pés de uma das mais disputadas montanhas de esqui. Os alojamentos foram transformados em hotéis, toda a estrutura foi reaproveitada e hoje é uma das áreas mais bacanas do norte.
A Vila Olímpica no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
As cadeirinhas esperam os esquiadores no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Homewood é uma pequena vila ao sul de Tahoe City, na margem oeste do lago, que possui uma estrada off-road belíssima. Logo no início está um sno-park para as brincadeiras e aluguel de equipamentos de neve, mas o bacana está em se aventurar pela estrada de snow mobile, cross country skies ou sapatos de neve e explorar as belezas naturais da região.
A bela paisagem tomada pela neve na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Socializando com uma esquiadora cross-country, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Veículo com esquis, próprio para a neve, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Chegamos ao Lake Tahoe pela cidade de Trukee, ao norte do lago. A cidade, cortada por um trilho de trem ao longo da avenida principal, está repleta de restaurantinhos e inns super bacanas. Casas com telhados branquinhos, jardins cobertos de neve a neve caindo foram um mágico convite para pararmos por algumas horas e almoçarmos por ali.
Neve até onde a vista alcança, próximo à Susanville, na Sierra Nevada, Califórnoa, nos Estados Unidos
A Ana derruba um bloco de nece de cima de uma árvore em uma estrada próxima à Susanville, na Sierra Nevada, Califórnoa, nos Estados Unidos
No restaurante conhecemos Don e Barbara, nossos vizinhos de mesa, ele trabalha com mineração e ela agente de viagens e cruzeiros. Eles já viajaram o mundo em navios e adoraram ouvir sobre as nossas aventuras. A tarde que a princípio seria de explorações ao redor do lago acabou se tornando uma ótima oportunidade de socialização, fomos convidados a acompanhá-los no vinho, champagne e dá-lhe risadas e muitas histórias!
Nossos amigos Don e Barbara, que nos ofereceram vinho e champagne em um restaurante de Truckee, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Estamos aqui no final da baixa temporada, quando todos os resorts ainda estão fechados esperando o acumulo de neve e a abertura oficial da temporada de inverno. O lado bom é que todos os preços ainda estão mais baixos e conseguimos nos hospedar no Squaw Valley Lodge, em frente à montanha nevada e à gôndola de esqui por um precinho bem camarada para os padrões de Tahoe. Acabamos não alugando nenhum equipamento de neve e deixamos para estrearmos no esqui lá no Utah ou Colorado. A neve chegou mais cedo este ano e os locais pareciam bem felizes de poderem estrear algumas das montanhas antes das hordas de turistas chegarem.
As pistas de esqui ainda estão fechadas no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Fiona enfrenta estradas cobertas pela neve na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
A melhor forma de conhecer a região é dirigindo ao redor do lago parando nos seus vários mirantes e atrações. A principal delas é a Emerald Bay, uma baía de águas esverdeadas que foi o cenário escolhido por Mrs. Lora Knight para a construção do seu pequeno castelo no ano de 1929.
Despedida do belo Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Na orla do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
A casa apelidada de Vikingsholm foi construída em estilo escandinavo e ali, às margens do lago e nesta baía, por lembrá-la dos fiordes noruegueses. O acesso ao castelo é feito por uma trilha de pouco mais de 3km. O engenheiro e o arquiteto tiveram um trabalho e tanto, pois uma das exigências dela foi que nenhuma árvore fosse retirada do terreno, mantendo-o o mais intocado possível. Cenário de filme!
Vikingsholm Castle, na Emerald Bay, sul do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Entrada do Vikingsholm Castle, na Emerald Bay, sul do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Continuamos a viagem, parando nos inúmeros mirantes ao redor do lago, passamos pela cidade de South Tahoe e cruzamos a fronteira com Nevada. Do lado de lá cassinos, imensos hotéis e centros de convenções parecem um mau presságio, mas alguns quilômetros depois chegamos ao Lake Tahoe State Park, que possui uma das vistas mais bonitas do lago! Chegamos lá no final da tarde, com o céu avermelhado em degrades de alaranjado, rosa, lilás e azul. Um pôr do sol sensacional!
Um maravilhoso fim de tarde no Lake Tahoe, visto do lado de Nevada, nos Estados Unidos
Um maravilhoso fim de tarde no Lake Tahoe, visto do lado de Nevada, nos Estados Unidos
Seja no verão ou no inverno, apaixonados por trilhas, caminhadas, esportes aquáticos ou de neve, o Lake Tahoe é um destino obrigatório na Califórnia. Mesmo para os mais preguiçosos, sua beleza cênica serve como inspiração para sair e explorar um dos recantos mais belos da Sierra Nevada. Só pesquisem bem e façam as suas reservas na alta temporada, pois sem dúvida você não será o único.
Celebrando a vida no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Vista do nosso quarto na pousada Pelicane,em North Caicos
Acordamos e fomos direto para um portinho ao norte de Provo, pegar o ferry boat das 10h rumo à North Caicos. Nossa esperança, encontrar pessoas de verdade, trabalhadores, moradores de Turks and Caicos. No ferry alguns turistas, mas já somos recebidos por um dominicano já falando espanhol, pois havia notado que éramos latinos e super simpático nos ajudou a resolver um dos problemas, conseguir carro e hotel que aceitassem cartão de crédito. Quando perguntamos sobre isso todos já olharam com uma cara “Hum? North Caicos? Não vai encontrar”. O único banco que tinha quebrou e levou consigo o dinheiro de grande parte dos moradores da ilha, que ficou 100% dependente de Provo neste quesito.
Uma paisagem maravilhosa no caminho, beirando ilhas e mais ilhas, ou melhor, caicos e mais caicos, todos ocupados por grandiosos resorts. O primeiro deles, Mediterrane, hoje Club Med, foi o primeiro a chegar à região e chamar a atenção de outros investidores do ramo. Lá em North Caicos chegamos ao porto e Susan já está nos esperando com o nosso carrinho alugado para explorarmos as ilhas. A primeira parada foi no Cottage Pond, aparentemente um lago no meio do mato, mas não é um lago qualquer, ele é outro destes big holes de mais de 80 metros de profundidade. Já começo a ver que aqui quem domina são os répteis e as aves, em 100m até o pond devemos ter visto umas 100 lagartixas, alimento perfeito para as diversas espécies de pássaros da ilha. Flamingos principalmente!
Dali, seguimos para a Wade´s Plantation, uma das maiores de Turks and Caicos. North Caicos é conhecida por ser a mais fértil de todas as ilhas, mesmo assim a Wade´s durou apenas 30 anos. Nos idos de 1780, as fazendas trouxeram para cá muitos escravos e a cultura dos loyalists, americanos que leais ao rei da Inglaterra saíram dos EUA na época da independência e vieram colonizar este paraíso. Porém ao invés de aproveitá-lo com o que havia de melhor resolveram plantar algodão. Algodão numa ilha calcária no meio do Caribe? Era meio óbvio que não daria certo.
Lagarto comum em todas as Caicos - Turks e Caicos
Wade's Plantation - North Caicos
Fomos ao Pelican Hotel, também de Susan e seu marido Clifford, um piloto aposentado. Uma das minhas curiosidades era se as pessoas que moram aqui têm noção de que o mar não é sempre assim nas outras partes do mundo. O Brasil tão conhecido por belas praias não possui em lugar algum cor de água igual a esta. Cliff é muito viajado e contou-nos que certa vez foi visitar sua filha em Londres e quando voltou para casa chegou a ficar arrepiado com o seu próprio país, quente, céu azul, mar turquesa e emendou “Shit, this is soooo beautiful man!”, respondida a pergunta. Aproveitamos a tarde na praia, sol e varanda deliciosa até que descobrimos que a vida real que procuramos também inclui os malditos mosquitos. Enquanto esperávamos a nossa janta feita por Maki, uma dominicana super querida, os pernilongos aproveitaram para se esbaldar com o sangue fresco que tinha chegado ao local.
Cliff, o dono da Pousada Pelicane, em North Caicos
Ouvimos às histórias de Cliff nos defendendo dos mosquitos quando algo diferente apareceu no céu e o Rodrigo sempre ligado não agüentou e nos chamou dizendo que não sabia que por aqui havia OVNIs! O céu já escuro estava com um arco alaranjado, formando quase um coração, parecia que o sol ainda não tinha se posto e refletia nas nuvens, mas estávamos olhando para o norte, não para o oeste! E em poucos segundos vemos o OVNI se movendo super rápido, uma estrela maior que Vênus e, de repente, mais uma! Elas se moviam quase na mesma velocidade, a segunda um pouco menor, até que em uma mudança de direção as duas quase se chocaram no espaço... uuuufa, quase! Tínhamos acabado de assistir ao lançamento da NASA! Não imaginava que daqui, de tão longe, conseguiríamos ver um lançamento como este! O Ro foi ao delírio, pois o sonho sempre foi assistir um de perto. A fumaça alaranjada era da explosão e de longe achávamos que era o sol! Foi grandioso, sensacional!
Bem, pássaros, pernilongos e até um foguete! São muitos seres alados para um dia só, depois dessa, hora de dormir e nos prepararmos para amanhã, dias de longas caminhadas e toda uma ilha para conhecermos. Boa noite!
Sol se pondo em North Caicos
Final de trilha: Cachoeira do Alcantilado em Mauá - RJ
Visconde de Mauá, Maromba e Maringá, cidades conhecidas por seus vales e suas cachoeiras. Acordamos super dispostos para uma bela caminhada e o local escolhido foi o Vale do Alcantilado. São 12km de Maringá até o vale e uma caminhada de uma hora subindo o rio e passando pelas 9 cachoeiras. O mais difícil foi convencer a Bebel a subir todas, mas aos poucos ela foi curtindo e valeu à pena, né, Bebel?
Bebel e Ana em cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ
Lá você paga apenas cinco reais e tem uma infra-estrutura bacana de bar, banheiros e as trilhas com segurança e uma manutenção muito bem feita. Uma cachoeira mais linda que a outra! Escolhemos nadar na quarta cachoeira, que tinha o poço mais fundo e mega gelado!
Ana na água gelada de cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ
Final de semana familiar e super relax. É muito bom encontrar amigos e familiares no caminho, afinal aventureiros também tem coração! Sentimos falta de conversar com pessoas que gostamos e confiamos que não sejam nós mesmos, opiniões, companhias e universos diferentes.
Final de trilha: Cachoeira do Alcantilado em Mauá - RJ
Mais tarde vimos o jogo do Brasil na pousada. Eu e a Íris fomos até uma lojinha de queijos na vila e armamos todo o esquema: queijos, patês e torradas para acompanhar a cervejinha na hora do jogo. Brasil 3 x 1 Costa do Marfim!
Assistindo ao jogo Brasil x Costa do Marfim em Mauá - RJ
Espero que o que tenha dado sorte tenha sido o nosso encontro lá e não o lugar, por que amanhã pegamos a estrada para Itatiaia!
Chuva, chuva, chuva e muuuuuuuuuito frio. O dia mais frio e úmido do ano foi nesta semana, segundo meteorologistas se caíssem mais 2 graus, teríamos neve em Curitiba. Foi o clima perfeito para colocarmos o site em dia, revermos a família e amigos, bajularmos a Luiza e resolvermos algumas pendências importantes.
Luiza com papai, mamãe e titias, em Curitiba - PR
Foi impressionante como tudo se encaixou! Assim que chegamos a Curitiba, ainda retirando as malas do porta-malas da Fiona, quebrou a fechadura da porta da capota. A mesma que já ia para uma manutenção descobrir por que tínhamos tanto pó entrando nas suas frestas. Segunda-feira logo cedo o Ro foi lá na Casa das Capotas e rapidamente conseguiu resolver! Enquanto isso eu agendava médicos, solicitava um par extra de lentes de contato, procurava um bom veterinário para operar a Diana e também marcava um salãozinho básico, afinal também sou filha de Deus (rsrsrs). Aos poucos conseguimos resolver tudo, até o conserto da nossa lente da Nikon que havia travado na volta do Agulhas Negras. Já havíamos conseguido uma super carona para ela de Maresias para a assistência técnica em SP, com o Rafa e a Laura. Por módicos 400 reais eles arrumaram e nos enviaram para Ribeirão Preto, próxima parada.
Levando a Tamara e Paulinho para passear de Fiona
A cirurgia da Diana que foi meio chata, tadinha. Retirou três cistos, dois da mama e um da bochecha, porém ainda não sabemos se são cancerígenos ou não, o resultado do exame histopatológico sairá apenas semana que vem. Ela ficou toda zureta depois da anestesia e ainda colocamos uma camiseta e o colar vitoriano, vulgo balde, para proteger os pontos. Ficou engraçadíssima, mas ela nos olhava com uma carinha como quem diz “o que vocês fizeram comigo?”. Tivemos que fazer... ela tinha apenas um cisto e em pouco tempo apareceram mais dois e eu, a mãe, tinha que tomar alguma atitude! Por isso aconteceu esta semana, aproveitando não só a nossa passagem por Curitiba, mas também que a Ju, madrinha, está lá para terminar de cuidar no pós-operatório.
Diana pós-operatória
Outras coisas também se encaixaram na mesma semana. Uma audiência que eu e o Rodrigo tínhamos que participar estava agendada para o dia 15/07, quinta-feira. Quarta-feira rolou um encontro com os amigos Aymoré, Jus, Vanessa, Ricardo e Karina no Bar Baronesa, e os mais guerreiros estenderam para uma baladinha no Wonka. Comemoramos antecipadamente o aniversário do meu pai na quinta-feira na casa da Dani e do Dudu, onde preparei a minha especialidade, mignon ao forno e macarrão ao molho gorgonzola!
Celebrando o aniversário do Mário na casa da Dani e Dudu
Na sexta-feira fomos ao aniversário de 60 anos da minha Tia Clarisse e fizemos um churrasquinho com Ricardo e Karina, com Pasini e Fernanda.
Jantar na casa da Karina e do Ricardo com Pasini e Fernanda
No sábado fomos ao chá de panela da Paula, amiga linda que casará em setembro com o Gusta, grande amigo meu dos tempos de Expoente.
Amigos celebrando chá de cozinha da Paula e do Gusta
Ufa... semaninha agitada. Ah! E tudo isso com muitas visitas à estrela principal da semana, do mês, do ano e do mundo, a pequena Luiza.
Luiza com mamãe e titias, em Curitiba - PR
Aproveitando ainda mais que o universo estava conspirando para resolvermos todas as pendengas, ainda consegui fazer uma bela limpa em todos os materiais escolares, agendas e diários antigos que eu tinha guardados na casa da minha mãe.
Cassoulet na casa da Patrícia
Joguei fora dois sacos de lixo daqueles imensos de 100 litros e restaram quatro caixinhas de arquivo com fotos, cartas, postais e algumas das memórias mais gostosas. Até a minha pasta com a coleção de papel de cartas eu encontrei. Estava prestes a doá-la quando fui convencida pela Ju a guardar para a minha filha... tempo demais né? Acho que quem vai acabar se dando bem será a Lulu!
Luiza enfrentando o frio em Curitiba - PR
Este tempo em Curitiba foi quase como uma catarse, revendo memórias antigas, guardando as boas e jogando fora aquelas que não faziam mais parte de quem me tornei. Liberando espaço no meu HD Energético, dando espaço para boas memórias, sonhos e também para uma nova energia, limpa e renovada! Ou seria renovável?
Resposta: acho que está mais para a segunda opção, ainda mais que o Rodrigo começa a querer excluir da contagem dos 1000 os dias que passamos em Curitiba. Isso é que é semana renovável!
Indicações na trilha para o The Quill, em Statia - Caribe
Um dos grandes atrativos de Statia é o vulcão que o formou, conhecido como The Quill. A origem do seu nome veio da palavra holandesa kuil, o nome remete ao seu formato, que é mesmo parecido com um “pinico”.
No alto do The Quill, em Statia - Caribe
A STENAPA, ST Eustatius NAtional PArk, é uma organização ativa na ilha, além de manter estações de pesquisa no parque marinho, trabalha na organização e manutenção de todas as trilhas do The Quill. Todas as rotas são sinalizadas e não tem necessidade da contratação de guias. A taxa do parque é de 6 dólares por pessoa, pago na aquisição de um tag na oficina de turismo ou na própria STENAPA, sem este tag você pode ser multado e retirado da trilha pela fiscalização. Junto da tag recebemos um folheto com o mapa das trilhas no The Quill, informações de duração, níveis dificuldade e uma pequena descrição da trilha.
Início da trilha para a subida do The Quill, em Statia - Caribe
Começamos a caminhada lá da nossa pousada até o escritório de informações turísticas as 9h30. Providenciamos um sanduíche para o nosso almoço no Big Burger da cidade e pegamos a estrada em direção ao The Quill. Do centro até o início da trilha são uns 30 minutos andando pelas vizinhanças da cidade alta, já subindo a montanha. Se preferir, não deve ser difícil conseguir um táxi ou uma carona até lá. A mata fora do The Quill é mais seca, baixa e espaçada, já encontramos no caminho duas cobras e alguns galináceos do campo. O nosso primeiro objetivo era chegarmos até a boca do vulcão, pela trilha principal. Dali alguns mirantes já nos animam, a vista do alto deverá ser linda!
Cratera do The Quill, em Statia - Caribe
No caminho encontramos também algumas placas informativas sobre a história da formação da ilha, idade do vulcão e data da última erupção, (400 a.C.) há pouco mais de 1600 anos atrás. Pouco menos de 40 minutos de caminhada e chegamos à cratera! Já não é o meu primeiro vulcão, mas a emoção é parecida. Saber que toda aquela ilha existe por sua causa (do vulcão, é claro), que ele está apenas dormindo e pode acordar a qualquer momento! Já imaginaram o estrago?
A floresta no fundo da cratera do The Quill, em Statia - Caribe
Logo depois de chegarmos ao primeiro mirante onde visualizamos a cratera, atrás de nós chegou um galo! Lindo galo! Hahaha! Ele chegou todo curioso e dono da montanha, subiu até a pedra, olhou a cratera de peito estufado e plumas brilhantes! Nosso amigo galo montanhês, como o apelidamos.
O orgulhoso guardião do The Quill, em Statia - Caribe
Nosso objetivo maior do dia era continuar para uma trilha menos explorada, a trilha do pico mais alto do The Quill, montanha conhecida como Mazinga! A trilha segue pela crista lateral direita da cratera, algumas partes mais íngremes, sempre sob uma floresta conhecida como Floresta dos Elfos. Ela não fica mais de 5m de altura, possui algumas espécies de lagartos, várias tipos de bromélia e a nossa “amiga” cobra da barriga vermelha. Digo “amiga”, por que eu nunca tive nenhum medo ou pânico especial por cobras, desde que elas lá e eu aqui. Só que hoje, especificamente neste trecho da trilha, tivemos contatos imediatos de primeiro grau com umas 20 bichas como esta! Cada buraco, cada pedra, cada passo uma delas saia correndo. Já sabíamos que existiam, que não são venenosas, mas pô, um bicho preto, escamoso e rastejante como este não é nada agradável há menos de um metro de você.
Uma das dezenas de cobras que vimos na caminhada ao The Quill, em Statia - Caribe
A caminhada até o Mazinga dura em torno de 1h30, fizemos mais rápido e ainda assim conseguimos chegar 5 minutos depois da nebulosidade baixar e tomar conta de toda a nossa linda e esperada vista. Eu cansei umas 3x mais nesta trilha relativamente fácil. Corri, pulei e elevei meus batimentos cardíacos a milhão só pelo estresse emocional de cruzar com as bichinhas o tempo todo. Durante toda a trilha encontramos centenas de ermitões, caranguejos montanheses, que vivem dentro de uma concha e se escondem quase completamente dentro dela quando estamos passando. Ótima forma de eles descerem, rolando morro abaixo, eu quero ver é subirem!
Equilibrando-se sobre a cratera do The Quill, duzentos metros abaixo de nós! (em Statia - Caribe)
Inconformado com as nuvens que nos abatiam, Rodrigo buscou, fuçou e esmiuçou o topo do Mazinga durante quase 1 hora e acabou descobrindo dois pontos mais altos, um é uma pedra seguindo pela mesma trilha. Subimos lá e garantimos nossa marca e objetivo de estar no ponto mais alto. Não satisfeito continuou pela trilha que já ficava mais fechada, fui até uma parte e surtei com as últimas cobras, decidindo ficar no caminho esperando por ele. Este “segundo topo” não propagandeado pela Stenapa é realmente o mais alto, porém dentre árvores e nuvens, não garantiu nenhuma melhor vista.
A neblina encobre a Ana, na encosta do cume falso do The Quill, em Statia - Caribe
Descemos a crista em direção ao primeiro mirante, eu já um pouco mais tranquila, um pouco mais acostumada com as répteis rastejantes. Tudo isso depois de uma longa discussão com o Rodrigo, pois ele achava absurda a minha reação. Queria que eu achasse normal! Hahaha! Sou descolada, destemida e até “metida” para algumas atividades, mas aí a me amigar das cobras já é demais.
Uma das dezenas de cobras que vimos na caminhada ao The Quill, em Statia - Caribe
Novamente no ponto do galo montanhês, decidimos então explorar a outra trilha que desce até o fundo da cratera. Um íngreme caminho, parte com degraus e parte formado por um desabamento de pedras nos leva a um ambiente completamente diferente do lado externo da cratera. Justamente pelo seu formato, ali cria-se um micro-clima tropical e portanto uma mini floresta tropical.
Admirando a incrível figueira na cratera do The Quill, em Statia - Caribe
Árvores imensas, figueiras com 70 metros de altura, algodão, cacau, bananeiras e outras plantas típicas deste bioma podem ser encontradas dentro da cratera. A mais impressionante é a união de duas figueiras, uma delas daquele tipo de tenta estrangular a hospedeira a matando aos poucos e crescendo sobre ela. Aqui, porém, aconteceu alguma mutação e a hospedeira resistiu bravamente ao estrangulamento. Tanto que a parasita acabou formando um estranho tipo de simbiose e hoje as duas crescem exponencialmente!
Incrível figueira na cratera do The Quill, em Statia - Caribe
Algumas árvores frutíferas encontradas dentro da cratera foram plantadas pelos próprios colonizadores, que em tempos antigos utilizaram como terreno de plantio toda a extensão externa e também parte da cratera do The Quill para o plantio das diversas culturas trazidas para a ilha, como cana, índigo e cacau.
Explorando a cratera do The Quill, em Statia - Caribe
Já eram 16h15, ainda queríamos explorar a última trilha no alto do The Quill, um caminho ainda mais íngreme para uma vista panorâmica, mas de apenas 40 minutos de caminhada ida e volta. O tempo teimava em não nos ajudar, não teria por que subir toda a trilha, entre cobras e lagartos para não ver nada. Acabamos decidindo voltar à cidade, depois de um dia inteiro de explorações na mãe de todas as montanhas de Statia.
Fim de tarde em Oranjestad, em Statia - Caribe
É claro que quando chegamos à base o tempo deu aquela limpada e pudemos ver o pico da trilha panorâmica. É aquela sempre esperada Lei de Murphy. Fato é, que independente das vistas, tivemos um belo dia de caminhadas, exercícios, belas paisagens e principalmente aprendizados. Eu por exemplo, aprendi que tenho medo de cobras, quando elas não respeitam meu espaço. Enquanto estivermos aproveitando e aprendendo, principalmente sobre nós mesmo, é sinal de que estamos vivendo! E vocês, o que aprenderam hoje?
Nosso companheiro no alto do The Quill, em Statia - Caribe
Acapulco, no México
Deste a infância Acapulco fez parte do meu imaginário. Quem cresceu nos anos 80 vai entender um pouco melhor. Além dos vários filmes hollywoodianos passados ou filmados em Acapulco, que passavam na sessão da tarde, quem nunca viu um episódio em que todo o elenco de Chaves sai de férias para Acapulco? Hahaha! Ok, não é todo mundo que gosta de assumir assim, em público, que assistia Chaves quando era criança, mas na minha época não tínhamos Discovery Kids, Boomerang e muito menos Cartoon Network.
Escultura em Acapulco, no México
Eram poucas as opções. Castelo Rá-tim-bum (Marcelo Tas), na TV Cultura era o meu programa predileto! Os programas de auditório como Xuxa (Globo), Mara-Maravilha (SBT) ou a Angélica (Manchete), destes se salvavam apenas os desenhos animados. E finalmente o “Chaves” no SBT, um dos únicos seriados mexicanos que se espalhou por toda a América Latina, na mesma onda da novela Carrossel, com Maria Joaquina e Sirilo, deste aposto que vocês também lembram! Hahaha!
Acapulco, no México
Eu nem devo ter assistido o episódio completo, mas lembro do Chaves, Chiquinha, Quico, Seu Madruga e Dona Florinda em trajes de mil novecentos e bolinha (leia-se colans listrados de branco e azul ou vermelho) entravando em um baita parque aquático na beira da praia. É engraçado, mas por aí a imagem que eu formei de Acapulco foi de uma praia meio decadente, já essa turma toda ia para lá fazer a maior farofa. Estranho é imaginar o motivo porque o México promoveria essa imagem, já que esta foi uma das suas praias mais glamorosas nos anos 50.
Hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México
Frequentada por artistas famosos e hollywoodianos como Elizabeth Taylor, Brigitte Bardot e Frank Sinatra, Acapulco foi um refúgio alternativo para os ricos e famosos. Nesta época um pool de atores, dentre eles os famosos John Wayne e Johnny Weissmuller (o Tarzan), fundou o Hotel Los Flamingos, na parte norte da baía, em um dos penhascos mais altos da costa.
Restaurante do hotel do Tarzan, em Acapulco, no México
Foi lá que ficamos hospedados, entre fotos do Tarzán ainda em preto e branco, uma piscina vizinha à sua antiga casa e uma vista fantástica do Oceano Pacífico, acompanhado com um belo rum punch no final da tarde.
Casa onde o Tarzan morava, no hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México
Hoje na “Antiga Acapulco” estão os hotéis desta época, meio decadentes, mas ainda muito bacanas para os curiosos como nós. Até por que acabam sendo uma ótima opção de hospedagem, com um toque vintage, têm preços bem razoáveis e ficam localizados próximos à La Quebrada.
A piscina predileta do Tarzan, no Hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México
Esta região antes tão luxuosa, hoje perde em conforto e elegância se comparada com o extremo sul da baía, onde estão os novos hotéis resorts e condomínios de alto escalão, com campos de golfe e iate clubes.
Belíssimo pôr-do-sol em Acapulco, no México
Uma cidade grande, com atrativos de cidade grande, que explorando com tempo, sem dúvida nenhuma, teriam seu charme. Nós, pra variar correndo, não queríamos deixar de passar pela famosa Acapulco, mas achamos que um dia seria suficiente para ver o que queríamos: os Clavadistas de La Quebrada.
A famosa La Quebrada, em Acapulco, no México
Uma das principais atrações turísticas da cidade, os Clavadistas de La Quebrada tiveram início na década de 30, quando um grupo de jovens media a hombridade, disputando quem saltaria mais alto em um estreito de pedras com apenas 7m de largura e 4m de profundidade. Detalhe: 4 metros apenas no exato momento em que uma onda vem e preenche estreito!
A violenta entrada na água após o salto de 25 metros em La Quebrada, em Acapulco, no México
Gerações e mais gerações se passaram, até que algum dia eles perceberam que poderiam fazer disso uma atração mais rentável e passaram a cobrar entradas para o espetáculo. Fomos à apresentação das 21h30, o espetáculo começa quando meninos como o Gabriel de 18 anos e Moisés 24 anos, passam orgulhosos por nós, se dirigindo ao imenso paredão que lhes serve como trampolim. Gabriel salta há 4 anos (Calcule! Desde os 14!) e Moisés, já é mais experiente, saltando há 6 anos.
Alguns dos corajosos saltadores de La Quebrada, em Acapulco, no México
Ele e seus colegas se dirigem para o alto do penhasco, onde está o altar da Virgem de Guadalupe, santa protetora dos clavadistas. Ali eles alongam, rezam, pedem proteção e aos poucos começam a se posicionar.
Uns posam para fotos enquanto outros oram antes do salto em La Quebrada, em Acapulco, no México
Cada um deverá saltar de um ponto, dos 25 aos 35m de altura, com diferentes níveis de dificuldade. Saltos “simples” como um cravado, voando à frente e caindo direto de cabeça na água, até saltos ornamentais profissionais! Lembrando que eles devem saltar no momento exato, quando a onda preenche o estreito canal de água, caso contrário, é morte na certa!
O incrível salto mortal de 25 metros de altura em La Quebrada, em Acapulco, no México
Os saltos são executados à perfeição, os garotos saltam confiantes, enquanto o ansioso público assiste com o coração na mão!
Foto antes do salto de 34 metros de altura em La Quebrada, em Acapulco, no México
Eu já achava impressionante vendo na televisão, mas de alguma forma me parecia mais tranquilo, imaginava que seriam homens mais velhos, treinados, profissionais. De repente me aparecem esses garotos!?! Alguns pareciam ter menos de 15 anos! Fiquei impressionada e virei grande fã desses malucos corajosos!
A Ana com os herois saltadores de La Quebrada, em Acapulco, no México
Enfim, mesmo longe dos tempos áureos de estrelas de cinema, uma cidade que hoje abriga um dos principais quartéis de drogas do México e figura nas capas de jornais com corpos sem cabeça, Acapulco continua sendo um destino turístico para muitos capitalinos mexicanos, excursões de jovens americanos e curiosos de todo o mundo.
Oração antes do salto de 34 metros de La Quebrada, em Acapulco, no México
Leia mais informações históricas e curiosidades sobre Acapulco no Blog do Rodrigo.
A bela Praia da Princesa na maré baixa, na região de Algodoal - PA
Estamos na Ilha de Maiandeua, localizada no litoral paraense ela possui quatro comunidades, sendo a principal delas a de Algodoal. Ela tem um “q” de Ilha do Mel, lá no litoral do Paraná, onde eu e Rodrigo casamos e por isso temos grande carinho. Não possui carros, apenas ruas de areia para as bicicletas e carroças. Faz parte de uma reserva ambiental formada para preservar seus quilômetros de praia deserta, dunas, mangues e lagoas.
Atravessando igarapé de canoa em direção ao Furo Velho, na região de Algodoal - PA
Para explorar um pouco mais a ilha decidimos que hoje iríamos conhecer outra comunidade, conhecida como Fortalezinha. Lá quase não há estrutura turística e a população vive basicamente da pesca. Ela fica há 12 km de Camboinha, vila vizinha à Algodoal, com acesso pela trilha dos postes de luz ou pelos 15km pela Praia da Princesa. Nosso plano inicial era cruzarmos de barco o trecho de mangue para Camboinha, andar os 12km até Fortalezinha e voltar pela praia. Pesquisamos e descobrimos que não haviam tantas atrações neste caminho, além de ser um dos lugares que nos disseram ser perigoso, pois outro casal de turistas estrangeiros foi assaltado por três moleques há algum tempo atrás. Decidimos então fazer um passeio diferente, seguir de barco pelo igarapé ao lado da pousada até o famoso Furo Velho.
Revoada de pássaros no nosso caminho para a vila da Fortalezinha, na região de Algodoal - PA
O mesmo igarapé encontra outro rio um pouco maior e forma o Furo Velho, grande barra de rio que deságua a mais ou menos 5km de Fortalezinha. Dali seguimos caminhando até a comunidade. Pouco antes de sairmos encontramos a Marjorie, nossa amiga francesa do barco, que decidiu ir conosco.
A Marjorie e sua sombrinha da Guiana, na canoa no Furo Velho, na região de Algodoal - PA
No passeio pelo mangue vimos alguns caranguejos, gaviões, cruzamos um barco lotado de canoeiros que haviam saído em uma incursão para buscar madeira para construir a Associação de Canoeiros de Algodoal. Infelizmente os macacos prego e os guarás não quiseram dar o ar da graça. O Roberto, canoeiro que nos guiou pelo igarapé, foi nos contado histórias da vila e curiosidades regionais. Uma delas foi sobre o consumo do turú, minhoca (ou larva?) que vive nos troncos das árvores do mangue, tem a cabeça dura como pedra e vive dentro da madeira, se alimentando dessa matéria orgânica. Perguntamos o gosto e ele disse que parece gosto de água mesmo, a água do mangue onde ela vive. Muito rica em proteínas, tem a grossura de um dedo e pode ser comida crua, mas fica boa mesmo quando frita. Umas dez unidades podem ser uma boa porção para uma pessoa. Não vimos nenhuma para fotografá-la, mas eu imagino bem como é e não tenho muita curiosidade em prová-la não.
Com nossos remadores e a Marjorie, na boca do Furo Velho, na região de Algodoal - PA
Chegamos ao Furo Velho, imensa barra de rio, quase impossível acreditar que conseguiremos passar por ali a pé na maré baixa. 5km depois estávamos na Fortalezinha. Mais um rio para cruzar, com a maré cheia o seu Eusébio nos buscou de canoa e paramos logo ali mesmo, no restaurante à beira da barra. O simpático Jonas nos preparou um peixe fresquinho, arroz e vinagrete. Algumas cerpas geladas e já estávamos prontos para o retorno.
A Cerpa grandona. Essa, só se acha aqui, no Pará! (na região de Algodoal - PA)
Pouco antes de partirmos chegou um capa ali, brindando sua neta que havia nascido há 6 meses (ham?) e contando que sua esposa estava doente, ele suspeitava de malária. O Rodrigo logo falou, “não, malária não pega por aqui”, eu acho que no fundo ele pensa que essas coisas não existem, pelo menos não onde ele estiver. Mas Jonas logo o surpreendeu, contando que há 9 anos a Vila da Fortalezinha foi tomada por um surto de malária, 600 das 800 pessoas que viviam ali pegaram a doença, ele próprio diz que já pegou 3 vezes! Milagre estar vivo! Ele nos contou também uma receita para imunizar o corpo contra aquele peixinho de esporão venenoso que falei ontem, esqueci o nome do bicho. Quando ele era criança pisou num desses e gritando de dor, foi parado por um senhor pescador que disse que para ele nunca mais sentir dor desse bicho, ele tinha que comer ele cru, ali mesmo! Garoto, não pensou duas vezes, limpou o peixe e fincou o dente na carne dura do peixinho. Dali em diante nunca mais sentiu a dor desta espora! Conhecimentos práticos de uma vida ribeirinha não têm preço.
Com a Marjorie, no igarapé da Fortalezinha, já na maré seca (região de Algodoal - PA)
Demorada a despedida, estava difícil ir embora daquela simpática comunidade, mas ainda tínhamos 15km pela frente, já eram 16h da tarde. Cruzamos o riacho e quem encontramos!? Os guarás! Finalmente vimos esse lindo animal mais de perto. Eles são de uma cor vermelho sangue inacreditável, culpa do crustáceo do qual eles se alimentam.
O incrível guará-vermelho, na Fortalezinha, na região de Algodoal - PA
Voltamos na caminhada em ritmo forte e descobrindo uma nova praia. A maré baixa quase 1km e desvenda toda uma nova paisagem. Encontramos vários caranguejos no caminho, valentes e brigões eles nos enfrentam até cair de costas, com o peso suas patolas imensas!
Um dos muitos carangueijos corajosos que nos enfrentaram no nosso caminho pela praia até Fortalezinha, na região de Algodoal - PA
Mal reconhecemos o Furo Velho na maré baixa, passamos com água nas canelas no mesmo rio que nos trouxe até aqui. Seguimos caminhando, conversando, treinando o meu ouvido para o francês da Guiana com Marjorie, revisando roteiro de viagem por lá e torcendo para a noite não cair.
A bela Praia da Princesa na maré baixa, na região de Algodoal - PA
De repente avistamos uma casa, ela parece familiar, mas ainda estaríamos na metade do caminho, não é possível. Vi um pescador, perguntei e sim, era ela, o Bar das Pedras! Os nossos 15km de praia não passavam de 10km, o pessoal daqui tem realmente um problema com as distâncias. Chegamos na barraca do Seu José Cristo ainda com luz, tomamos um banho de mar, nos despedimos dele prosseguimos, felizes pelo encurtamento da andança, até a nossa pousada.
Caminhando pela Praia da Princesa, durante a maré baixa, entre Fortalezinha e Algodoal - PA
Nós perdemos a noção do que é andar muito ou pouco, coitada da Marjorie, já estava podre, nem imaginava a pernada que ia ser. Trocamos emails, telefones, contatos, pois tentaremos nos encontrar na Guiana Francesa semana que vem. Mais um dia “daqueles”, caminhadas por cenários maravilhosos, experiências e aprendizados.
Aproveitando a maré baixa para cuidar do barco, em Algodoal - PA
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