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Zócalo e seus Tesouros Escondidos

México, Cidade do México

A Catedral e o Palácio do Governo na Zócalo, praça central da Cidade do México, capital do país

A Catedral e o Palácio do Governo na Zócalo, praça central da Cidade do México, capital do país


Os espanhóis chegaram quando o Império Asteca estava em plena expansão e sua máquina de sacrifícios operava a todo vapor. Nada poderia parecer mais bárbaro aos europeus do que a execução de humanos, caveiras e rituais considerados satânicos pelos religiosos da expedição. Tenochtitlán era densamente populada, com em torno de 250 mil habitantes.

O prédio das Caveiras, no Templo Maior dos astecas, na Cidade do México, capital do país

O prédio das Caveiras, no Templo Maior dos astecas, na Cidade do México, capital do país


Ao mesmo tempo, Montezuma II, imperador máximo, praticamente um semi-deus, não teve o ímpeto de expulsar estes estranhos visitantes que buscavam as riquezas do seu império. Uma antiga lenda Asteca dizia que Quetzalcóatl, seu o principal Deus, voltaria com barbas e montado em monstros velozes. Essa deve ser a pior lenda já vista ou inventada por algum desses sacerdotes, pois pensando que os espanhóis seriam o seu Deus encarnado, o fraco e religioso Montezuma os deixou dominar a situação.

Ruínas do templo Maior de Tenochtitlán, na Cidade do México, capital do país

Ruínas do templo Maior de Tenochtitlán, na Cidade do México, capital do país


Armados de uma boa intérprete indígena e arrebanhando um exército de inimigos astecas desde a Península de Yucatan, o processo de conversas, batalhas e colonização demorou quase 2 anos. Ajudados também pela quantidade absurda de doenças que os europeus traziam do além mar, contra as quais os indígenas não possuíam defesas.

Painel mostrando os conquistadores espanhóis explorando os indígenas pintado por Diego Rivera no Palácio do Governo, na Cidade do México, capital do país

Painel mostrando os conquistadores espanhóis explorando os indígenas pintado por Diego Rivera no Palácio do Governo, na Cidade do México, capital do país


O Zócalo, principal praça do centro histórico mexicano, é hoje e era há mais de 600 anos o centro do poder em toda a região que hoje compreendemos como Estados Unidos Mexicanos.

Uma enorme bandeira tremula no centro da Zócalo, principal praça da Cidade do México, capital do país

Uma enorme bandeira tremula no centro da Zócalo, principal praça da Cidade do México, capital do país


A Plaza de La Constitución é a imensa praça construída sobre as ruínas astecas e pavimentada com pedras retiradas dos mesmos templos sagrados para esta civilização. Em frente à praça está a imensa Catedral Metropolitana de La Ciudad de México, dedicada à Ascensão da Virgem Maria. Sua construção iniciou-se em 1570 e foi considerada terminada apenas em 1813, entre terremotos e inundações.

A enorme Catedral da Cidade do México, capital do país

A enorme Catedral da Cidade do México, capital do país


O tempo levado para construção fez com que vários estilos arquitetônicos se misturassem, passando pelo Gótico, Plateresco, Barroco, Estítepe e Neoclássico, já que cada arquiteto designado queria colocar ali a sua marca e mais nova moda do momento. Uma curiosidade é que no centro da catedral vemos sua cúpula e um imenso pêndulo preso ao centro. Este pêndulo mede em um gráfico fixado no chão qual é a inclinação da cúpula, já que a pesadíssima estrutura está afundando aos poucos no terreno lodoso do leito do antigo Lago Texcoco sobre o qual a cidade foi construída.

Um enorme pêndulo msota a movimentação da cúpola da Catedral ao longo dos séculos no instável solo da Cidade do México, capital do país

Um enorme pêndulo msota a movimentação da cúpola da Catedral ao longo dos séculos no instável solo da Cidade do México, capital do país


Abaixo da atual catedral está grande parte do Templo Mayor, sede religiosa e centro do mundo Asteca. Suas pedras foram as primeiras a servir de material de construção para a Nova Espanha. O templo ainda se estendia por toda a Plaza de La Constituición e sob as ruas Guatemala e Argentina. Ele foi construído em sete etapas e alcançou uma altura de 60m!

Painel mostra como grande parte do Templo Maior está abaixo da Catedral da Cidade do México, capital do país

Painel mostra como grande parte do Templo Maior está abaixo da Catedral da Cidade do México, capital do país


As ruínas foram encontradas em 1978 por trabalhadores da Compañía de Luz e Fuerza, quando golpearam uma pedra circular com relevos. Acionado o Instituto de Arqueologia, começaram as pesquisas e escavações relativamente recentes em busca das ruínas do Templo Mayor, ou do que sobrou dele. A pedra encontrada era uma representação da Deusa da Lua, Coyolxauhqui, que estava colocada na escadaria direita do Templo Mayor.

Ruínas do templo Maior de Tenochtitlán, na Cidade do México, capital do país

Ruínas do templo Maior de Tenochtitlán, na Cidade do México, capital do país


Os estudiosos associam certas características do templo com o mito da origem do seu Deus Tribal, Huitzilopochtli no Cerro Coatepec (náhua: Montaña de las serpientes). O mito fala sobre uma gravidez “milagrosa” da Deusa Mãe, Coatlicue, que teria enfurecido sua filha Coyolxauhqui e a seus quatrocentos filhos, os Centzon Huitznahua. Quando eles decidem matar a sua mãe, seu filho Huitznahua (Deus guerreiro) promete que irá protegê-la, saindo do seu ventre (ou seja, nascendo já adulto), esquartejando a sua irmã e espalhando seus pedaços sobre o Cerro Coatepec, assim como com os seus irmãos. Assim o altar no topo do Templo Mayor simbolizaria o Coatepec e aos pés da escadaria maior estava localizada a escultura de Coyolxauhqui desmembrada. Quando uma vítima era sacrificada no topo do templo, seu corpo era jogado escadas abaixo, como uma repetição simbólica do mito.* Alguns cronistas teriam relatado que em 1.487 no ritual de consagração do Templo Mayor, teriam sido sacrificadas mais de 3 mil pessoas em apenas 4 dias!

Enorme escultura colorida de deusa asteca encontrada nas ruínas do Templo Maior dos astecas, na Cidade do México, capital do país

Enorme escultura colorida de deusa asteca encontrada nas ruínas do Templo Maior dos astecas, na Cidade do México, capital do país


O passeio pelas ruínas pode ser rápido, já que apenas uma parte delas estão descobertas. Algumas placas explicativas estão dispostas em pontos estratégicos da passarela, apontando as principais referências arquitetônicas. O prédio mais impressionante é a Casa de las Águilas, onde os nobres tenochtitlános fariam seus cerimoniais fechados, com rituais de auto-sacrifício e oferendas de animais e outros objetos.

Ainda é possível encontrar muitas cores nas ruínas do Templo Maior dos astecas na Cidade do México, capital do país

Ainda é possível encontrar muitas cores nas ruínas do Templo Maior dos astecas na Cidade do México, capital do país


Ao final da passarela, quando você pensar que o tour já está acabando, é quando ele realmente começa, com uma viagem maravilhosa pelo museu do Templo Mayor. Lá estão expostas as principais peças encontradas nestas escavações. São 4 andares e 8 salas bem divididas, contando sobre o sítio arqueológico, sua história e a vida dos que passaram por ali. Para mim o mais interessante foi o terceiro andar, que tenta nos passar um pouco de como funcionava a psique do povo asteca que alimentava a máquina religiosa e bélica. A fim de manter o seu poder o estado-religioso vangloriava a importância dos guerreiros que morriam em batalha e enviava para “os quintos dos infernos” no inframundo aqueles que morressem por enfermidades ou morte natural. Quanto mais povos eram conquistados, mais tributos ao estado e os poucos territórios não conquistados seriam sua fonte de sacrifícios humanos. Boa lógica.

Estátua de guerreiro vestido de águia encontrada nas ruínas do Templo Maior dos astecas, na Cidade do México, capital do país

Estátua de guerreiro vestido de águia encontrada nas ruínas do Templo Maior dos astecas, na Cidade do México, capital do país


De frente para a igreja, o imenso edifício que vemos ao lado direito é o fabuloso Palácio Nacional. Com mais de 200m de fachada, o Palácio Nacional é a sede executiva do Governo Mexicano e foi construído sobre o antigo palácio de Montezzuma II, também utilizando pedras da antiga construção. A beleza e riqueza do antigo palácio surpreenderam a Hernán Cortez, conquistador espanhol, que descreveu sua grandiosidade em cartas para o Rei Carlos I, da Espanha.

Pátio interno do Palácio do Governo, na Cidade do México, capital do país

Pátio interno do Palácio do Governo, na Cidade do México, capital do país


O Palácio hoje está aberto à visitação, com um imenso museu com exposições sobre a Coroa Espanhola, suas jóias, tapeçarias e tesouros. Armaduras, espadas, coleções de artes belíssimas e maquetes de cada um dos palácios que ainda pertencem ao reino espanhol. Seguimos a visita caminhando pelos diferentes salões do Palácio, passando pela biblioteca e o primeiro elevador do México, de origem francesa e ainda em funcionamento.

Gigantesco e incrível mural pintado por Diego Rivera no Palácio do Governo, na Cidade do México, capital do país

Gigantesco e incrível mural pintado por Diego Rivera no Palácio do Governo, na Cidade do México, capital do país


Além da beleza do prédio, da rica coleção de artes e exposição com telas de todos os presidentes que passaram por este palácio, podemos ver lindíssimos painéis murais pintados pelo artista mexicano Diego Rivera, entre 1929 e 1935. Representando “A Epopéia do Povo Mexicano” entre os anos de 1521 e 1930, os murais dão vida a uma história hoje contada por pedras, restos mortais, caveiras e ruínas, tornando muito mais fácil a visualização de como seria o cotidiano dos moradores do Império Asteca. Os murais seguem ainda pelos temas da Conquista do Império Asteca e a Revolução Mexicana de 1910. Só os murais já valem a visita ao palácio, são incríveis!

Painel com cenas astecas pintado por Diego Rivera no Palácio do Governo, na Cidade do México, capital do país

Painel com cenas astecas pintado por Diego Rivera no Palácio do Governo, na Cidade do México, capital do país


Uma volta pelo Zócalo para ver as três principais atrações e o dia já acabou. Se você tiver pique e chegar mais cedo talvez possa aproveitar para conhecer melhor seus arredores, cafés e lojas charmosos do centro. Nós ainda voltaremos para explorar o centro histórico da Cidade do México e seus tesouros escondidos.

*Fonte: Wikipédia em Español, tradução livre.

México, Cidade do México, arqueologia, Mexico City, astecas, Antropologia, Ciudad de Mexico

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Astecas e a Conquista Espanhola

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